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Ano 8 número 72 Identidade de gênero não deve ser confundida com orientação sexual, sendo esta a preferência sexual do indivíduo que pode ser heterossexual, bissexual ou homossexual. Os transgêneros são indivíduos que nascem com um sexo e sentem-se psicologicamente de outro e assumem, desta forma, identidade social diferente de sua identidade biológica. Não nos cabe aqui nos aprofundar no assunto, nem tampouco julgar se eles estão certos ou errados. O que nos cabe sim é acolher e ouvir a todos que chegarem em nossas casas e a nenhum indivíduo virarmos as costas,

cumprindo deste modo, a missão que o Caboclo das Sete Encruzilhadas confiou a todos nós umbandistas. Se um espírito que foi padre em uma vida anterior, pode se apresentar como caboclo, porque um ser humano que possui um sexo masculino, não pode ser respeitado e aceito com um nome social feminino, se ele se sente desta forma internamente? Não podemos esquecer que o espírito em sua forma primária não tem sexo, apenas as impressões que lhe são acumuladas ao longa das reencarnações. Deste modo, todos devem ser respeitados, sem distinção qualquer de cultura, posição social, cor ou orientação sexual. Muitas discussões polêmicas têm sido levantadas sobre uma suposta “ideologia de gênero” que visaria criar crianças “sem identidade de homem ou mulher” e que eles escolheriam ao longo da vida o que querem ser. Parece-nos que existe muito equívoco nessas alegações e um medo muito grande de que nossa sociedade se transforme numa sociedade gay. Precisamos nos despir dos preconceitos e olharmos com respeito e cautela para temas que muitas vezes nos parece de difícil compreensão. O que temos já comprovado pelas pesquisas científicas é que ser homossexual não é doença, ou algo que se possa “reverter ou curar”.

Nem tampouco algo contagioso, muito menos uma escolha. O indivíduo nasce assim. Deste modo, não devemos tentar mudar ninguém, mas no mínimo, respeitar e buscarmos entender melhor o tema, para não permitir que a ignorância, sendo esta a falta de conhecimento sobre algum assunto, possa ser disseminada através do nosso verbo. A responsabilidade social que nos cabe é sermos multiplicadores da máxima do amor e da caridade, fundamentos essenciais na vida de qualquer umbandista. O mestre Jesus, em seu inefável exemplo de passagem pela terra, nos ensinou a amar sem distinção. E a umbanda como extensão de Seu serviço a humanidade deve, portanto, praticar a frase “amai a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Meu saravá fraterno e até a próxima edição.

Babalaô Ronaldo Linares Santuário: 4338-0261 / 4338-3484 Escritório SANU: 4232-4085 Escritório FUG “ABC”: 4238-5042 www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br

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Jornal da Aldeia Edição 72  

Edição 72 do Jornal Aldeia de Caboclos, publicação julho de 2018

Jornal da Aldeia Edição 72  

Edição 72 do Jornal Aldeia de Caboclos, publicação julho de 2018

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