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Ano 8 número 72

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Nanã Buruquê é um orixá muito antigo e está associado às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e mares. Na África, Nanã se refere às pessoas idosas e respeitáveis “mãe”. No Brasil, Mãe Nanã é sempre lembrada como a “orixá Vovó”; realmente ela representa o arquétipo ancião, sendo representada como uma senhora idosa, que quando se manifesta em seus iniciados, possui um andar lento, curvado pra frente. É sincretizada com Sant’Ana, a avó de Jesus Cristo. Estudando mais profundamente seus mistérios, ficamos maravilhados com a extensão da sua atuação sobre nós seres humanos, e com a importância que Nanã tem em nossas vidas e no nosso objetivo que nada mais é do que a evolução. Nós poderíamos ter optado por evoluir em outras dimensões, mas escolhemos vivenciar a dualidade para despertar nossas faculdades com maior rapidez, e desta forma acelerar a nossa evolução. Pai Olorum se mostra tão perfeito, que cada divindade tem seu lugar e sua função na criação, e tudo é arquitetado para que cada peça desta divina engrenagem se encaixe e funcione perfeitamente. Um dos aspectos mais interessantes da atuação de Mãe Nanã é sua atuação no processo de reencarnação. É ela que decanta todas as emoções do espírito que irá reencarnar, fazendo com que ele esqueça tudo o que viveu e possa começar uma nova passagem pelo planeta Terra sem os tormentos que certamente trariam consigo: culpa, medo, revolta, ódio, etc. Neste caso, o esquecimento é um presente, pois temos a oportunidade de começar do zero e fazer de maneira diferente tudo aquilo que fizemos errado na vida anterior, recomeçando, inclusive, de onde paramos em nossa evolução. Nanã é um orixá bi-elemental ou seja, rege sobre dois elementos: terra e água. Sua regência sobre o elemento terra denota sua estreita ligação com a Mãe Terra. Isto me lembra a frase bíblica: “Tu és pó, e ao pó voltarás”... Nanã realmente recebe em seu ventre terreno os corpos dos filhos que desencarnam, e que voltando ao pó se fundem novamente ao “barro” primordial.

NANÃ BURUQUÊ – SABER PARA EVOLUIR Sua regência sobre o elemento água decanta todos os negativismos emocionais que possam atrasar nossa evolução, tornando-nos mais racionais. Ela está presente nos ciclos mais importantes das nossas vidas. No fim do ciclo da fertilidade feminina, por exemplo, onde se encerra a fase jovem da mulher, mas se inicia a fase “anciã”, respeitada pelo conhecimento que adquiriu ao longo de sua vida. Nada pode nos levar mais longe do que a sabedoria. Podemos ter experiência, poder, dinheiro, mas pra que serve tudo isso diante do que não se pode medir em valores?

Jonas França - Nanã Buruquê

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Todos deveríamos alcançar a maturidade em condições melhores do que viemos. E o que vemos? – Muitos idosos amargos, tristes, sem perspectiva de vida ou além-vida, apáticos e sem esperança. Nunca foi esse o plano. O plano é viver, aprender, não necessariamente pela dor. Tirar de cada experiência uma lição. Passar os ensinamentos que aprendeu aos outros. Decantar dos registros de nossas almas toda a negatividade, dúvidas, incertezas, tudo aquilo que nos impede de evoluir, de crescer como seres divinos que somos. Nanã tem este mistério. Falem com ela. Peçam e serão atendidos. Acendam uma vela lilás. Ao lado, um pequeno vaso de crisântemo em tons de lilás a violeta e um copo com água. Clamem por transmutação. Transmutar é mudar pra melhor. É ressignificar sentimentos e crenças limitantes que te impedem de sair do estado atual para um nível de consciência superior. Ela ocupa o polo feminino do Trono da Evolução. Este é o objetivo de estarmos aqui. A boa notícia é que nunca é tarde, Axé!!!

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com Fone: (011) 96375-7587

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Jornal da Aldeia Edição 72  

Edição 72 do Jornal Aldeia de Caboclos, publicação julho de 2018

Jornal da Aldeia Edição 72  

Edição 72 do Jornal Aldeia de Caboclos, publicação julho de 2018

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