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Editorial Prezados irmãos de fé, caros leitores e amigos, seguimos dentro da Quaresma, e diante dos efeitos diretos e notórios desse complexo tempo em nosso planeta, prudente iniciar ou darmos continuidade a reflexões interiores e determos maior atenção com os valores e princípios que nos regem. Pois, estamos passando por uma época em que percebemos e sentimos efetivamente as energias que nos cercam mais pesadas, muito mais densas. Estamos presenciando, infelizmente, a violência e a impunidade não serem freadas, acontecimentos trágicos proliferarem, resgates em massa com maior freqüência, estamos vendo de forma mais intensa e temerosa o mundo em alerta por disputas territoriais envolvendo grandes potências bélicas e eco-

nômicas, ao passo que a sociedade global clama por paz, mas sua voz não está tendo o devido e necessário alcance.

ta-se feliz com a felicidade do próximo, pratique a caridade pelo real prazer em ajudar e dissemine o amor.

Frente a toda esta instabilidade e a este conturbado período, cremos ser momento crucial para se dar ênfase aos valores e princípios do ser humano do bem, explicitar com veemência, clareza e de forma contundente, o quão relevante é a prática da caridade, o estímulo das boas relações interpessoais, o fomento e as ações pela paz e compreensão entre os povos, destacando a importância da valorização das pessoas que você ama não hesitando em dizer, por exemplo, pai, mãe, filho, avô, avó, como eu te amo!

Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós!

Portanto, não espere o dia de amanhã para externar os seus bons sentimentos por aqueles que você tem tanto apreço e carinho, sin-

Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis

TE EXPEDIEN els B. Xenoktistakis g n E r: radini to e Dir Daniel Co kis : e rt A e d Direção enoktista ngels B. X rgo / Redator: E res: Adriano Cama o Colaborad ares e in L o ld a n Ro akis Barros s Xenoktist Alexandro rídica: Alexandros Ju 182.106 Assessoria – OAB/SP caboclos.com.br is k a st ti k o iade Xen rnal@alde jo : to ta n o c


Ano 4 número 34

Artigo Por Prof° Rose de Souza

Signos Ciganos -PUNHAL (21/03 a 20/04) Áries O Punhal é a imagem da luta e vontade de vencer. Representa honra, vitória e êxitos. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, símbolo de superação e pioneirismo. A pessoa sob esta influência é uma pessoa irrequieta, firme e dona de si mesma. Ousada, tem uma personalidade forte e odeia ser subestimada. Quando isso ocorre, torna-se agressiva. Ama demais, é fiel e adora sexo. Não é econômica, mas sabe controlar o dinheiro. Sai-se bem em desportos, artes marciais e cargos de chefia e liderança. - COROA (21/04 a 20/05) Touro Relaciona-se ao ouro e a nobreza. É símbolo de amor puro, força, poder e elegância, o que torna a pessoa desse elemento valorizada e importante. A pessoa sob esta influência luta pelo que quer, pois a estabilidade financeira lhe é fundamental. Nasceu para administrar e querer ser dona do seu próprio trabalho. É fiel no amor, sensível e não suporta que brinquem com os seus sentimentos. Gosta das artes e tem grande criatividade para trabalhar nesse setor. - CANDEIAS (21/05 a 20/06) Gêmeos Representa as luzes e a verdade, portanto a sabedoria e a clareza de idéias. As candeias eram usadas para iluminar os acampamentos.

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Também simbolizam a esperteza e a vivacidade. A pessoa sob esta influência é comunicativa e Tem uma inteligência brilhante fazendo muitos amigos. Adora estudar e pesquisar, principalmente o que se relaciona com ela mesma. É romântica e nunca desiste de uma conquista, mesmo que não se envolva por completo. Quando quer algo, consegue. - RODA (21/06 a 21/07) Câncer Por representar o ir e vir e estar relacionada à Lua, pela sua forma arredondada, as pessoas regidas por este signo tem uma forte ligação com as mulheres e gestantes em geral. A emoção é a palavra que traduz a sua maneira de ser. Roda move a sua vida na alegria e na tristeza. Dócil e tranqüila, mas, quando se irrita, “sai de baixo!”. É um pouco insegura e tem certa tendência nostalgia. Ama com intensidade e sente muito ciúme.* - ESTRELA (22/07 a 22/08) Leão A estrela cigana possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está acima e o que está abaixo. Representa sucesso e evolução interior. A pessoa que nasce sob esta influência é otimista e “alto astral”, nasceu para brilhar. Vive a vida intensamente e tem um talento especial para atrair as pessoas. Vive rodeada de amigos, mas tem a mania de querer que tudo seja como deseja. Conseguirá ótimas oportunidades como atriz, dançarina, modelo, cantora, etc. - SINO (23/08 a 22/09) Virgem Exatidão e perfeição. Nos séculos passados, o sino era usado como relógio, ciganos associaram-no à pontualidade, à disciplina e à firmeza. A pessoa sob esta influência é bastante aproveitada nos mínimos detalhes, porém, com consciência e sem exageros. Muito inteligente, analisa e critica tudo o que está ao seu redor.

Dá-se bem a trabalhar em administração. - MOEDA (23/09 a 22/10) Libra A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada à riqueza material e espiritual, que é apresentada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual. A pessoa sob esta influência é charmosa e sensível, vive de amores e sentimentos. Tem de estar sempre apaixonada. As atenções voltam-se facilmente para si. Tem talentos artísticos e decorativos. Adora ajudar as pessoas e vive para isso. Razão pela qual está sempre cercada de amigos e companheiros. - ADAGA (23/10 a 21/11) Escorpião A adaga é entregue ao cigano quando ele sai da adolescência e ingressa na vida adulta. Por isso, associada também à morte, ou seja, às mudanças necessárias que a vida nos oferece para crescermos. A pessoa sob esta influência tem um temperamento forte e enigmático, torna-se irresistível e respeitada. Possui uma mente analítica, percebendo tudo o que está ao seu redor. Procura sempre aprofundar-se no que está à sua volta, seja no amor ou no trabalho.

aprender sempre. - FERRADURA (22/12 a 20/01) Capricórnio A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte e a fortuna, afasta o azar. A pessoa desta influência tem bom senso, às vezes até se torna séria demais. Então, tem de se soltar um pouco mais. Raramente confia em alguém. Procura amores estáveis e concretos. Pretende casar e ter filhos. É completamente familiar, ama os poucos amigos que tem e dedica-se à profissão. - TAÇA (21/01 a 19/02) Aquário É união e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire a sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho numa única taça que representa valor e comunhão. A pessoa sob esta influência Sente grande preocupação com os assuntos à sua volta. Inteligente, humana, inquieta, tem vários amigos sinceros. Original, está sempre a inovar. Vive em busca da felicidade. No amor, aprecia a sinceridade e a fidelidade.

Ama de maneira sensual e arrebatadora.

- CAPELA (20/02 a 20/03) Peixes

- MACHADO (22/11 a 21/12) Sagitário

Representa o grande Deus. É sinal de religiosidade e fé.

O machado é o destruidor de bloqueios e barreiras. Ele simboliza a liberdade pois rompe com todas os obstáculos que a natureza impõe. A pessoa sob esta influência tem a liberdade como preferida. Aventureira, jamais permanece parada num só lugar. É como o vento, que tudo toca, em tudo está, mas em nada fica. Otimista, até as dores para si são sinais de alegria. Apaixona-se e desapaixona-se facilmente. Dá-se bem com trabalhos sem rotinas em que possa

É o local onde todos entram em contato com o seu Deus interior e onde desperta a força e o amor. A pessoa sob esta influência é emotiva, sensível, leal, justa, espiritualizada e sonhadora. É o próprio amor encarnado. Tem muita força espiritual e dons para clarividência. Ama cegamente e, às vezes,desilude-se. É romântica e carinhosa. Quanto ao trabalho, gosta de tudo o que se relaciona com ajudar o próximo. Prof. Rose de Souza - Escola de Baralho Cigano Carmem Romani Sunacai


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A Umbanda, o Brasil e o Santuário Nacional Da Umbanda 7

Parte

Falando de Umbanda

especializada e, quando necessário, chamamos para que colete os detritos. Com o aumento da frequência fomos aumentando a quantidade de funcionários, todos devidamente registrados. No início as pessoas chegavam para trabalhar e.... - “Cade a vela azul?! Ninguém pegou? - “Meu Pai Xangô, esquecemos o charuto! Vocês vendem aqui? - “Ninguém se lembrou de pegar o alguidar? E agora? Como vamos fazer a entrega? O desespero das pessoas era tanto que resolvemos trazer um pouco de vela, charutos, alguidares e, cada vez mais as pessoas pediam coisas que não tínhamos. Conclusão: hoje a lojinha do SANU tornou-se indispensável. Como os preços são justos, sem nenhum tipo de exploração, muitas pessoas deixam para comprar aqui o que vão necessitar para os trabalhos e, muitas vezes comentam que é o local onde encontram os melhores preços. Outra necessidade primordial: alimentação. Sair do SANU para lanchar leva tempo e não tem nada muito perto, então, a Lanchonete supre essa necessidade, também com preços justos e produtos de boa qualidade. Quando achávamos que estávamos atendendo as necessidades de todos, começaram a procurar flores:

Terminamos a PARTE 6 falando sobre a inauguração de cada uma das imagens, suas flores, o gradil e os adereços dos Orixás. Agora veremos o desenvolvimento do espaço e a formação das áreas até chegarmos ao que temos hoje. Falaremos de como, com tanto carinho, fomos preparando o SANU para ser a Meca dos Umbandistas, o local destinado aos rituais das religiões de matrizes africanas. No início disponibilizamos aos filiados da F. U. G.”ABC”’ que se interessavam uma área de uso exclusivo, a qual teriam que cercar e cobrir de acordo com as nossas orientações. Jamais poderiam cortar qualquer planta que houvesse no local e, onde não havia vegeta-

ção teriam que plantar também de acordo com nossas orientações, porque se tratando de um local de preservação ambiental só é autorizada vegetação nativa. Vários filiados se interessaram e começávamos a ver a paisagem se modificando. Cada um procurou embelezar seu espaço à sua maneira, o que tornou o SANU um local alegre e colorido e caprichado. Entre as áreas procuramos plantar árvores floridas com diversas cores para que na primavera todas florescecem deixando o local como um imenso jardim.

- Não vendem flores aqui? Elas murcham dentro do carro e chegam tão feias...”

As áreas comunitárias começaram a ser preparadas pensando, tanto na finalidade quanto no conforto que poderíamos oferecer aos usuários, mesmo o local tendo que ser o mais natural possível. Então fizemos um

Pronto: destinamos um local para uma florista, que também vende seus produtos a um preço bem acessível e procura atender as pessoas de acordo com as datas, ou seja, se é comemoração de Inhaçã ela traz muitas flores amarelas, cravos na data de Ogum e assim por diante. Para os filiados que tem mais facilidade de vir até o SANTUÁRIO, também recebemos as mensalidades pegamos e entregamos documentos do cartório, enfim, procuramos de toda forma facilitar a vida de nossos filiados. Se um usuário procura algo que a loja não tem, pode encomendar e vir buscar em outro dia. Da mesma forma, quando as pessoas estão com bebês, é comum levar a mamadeira na lanchonete para que eles a aqueçam em banho-maria.

Congá em cada área, colocamos bancos e construímos vestiários masculinos e femininos para maior comodidade dos usuários. Ao longo dos anos, as imagens que eram deixadas para doação foram sendo colocadas nas áreas. Para a contrução do novo sanitário tivemos que esperar a autorização por quase quatro anos. A partir do ‘sim’ iniciamos a construção de uma estação para tratamento para os dejetos (que fica sob o ‘Palácio do Xixi’). Fizemos um contrato com uma uma empresa

Os bolsões de estacionamento foram sendo preparados conforme a necessidade. Primeiro começamos com o pátio da entrada e depois fomos abrindo mais espaços e atualmente temos espaços para vans e ônibus. Lembra-


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Ano 4 número 34 mos que o estacionamento é e sempre foi gratuito.

o aparelho funcionar. Quando o eletricista detectou uma voltagem na linha telefônica, chamamos um técnico da Eletropaulo e um da telefônica para uma reunião com o eletricista. Bom, não conseguiram resolver e sabem o que disseram nas próprias palavras: - “Não tem explicação!” Só podemos chegar a uma conclusão: O SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA é um local mágico e abençoado, repleto de energias dos Guias e Orixás que esperam por aqui todos os que os procuram. se maravilhar com a beleza e delicadeza do lugar. A responsável pela área é a Babá Dirce que, alias, tem um ciúme enorme desse espaço (e, cá pra nós... com toda razão!).

Á área da Casa de Pai Benedito é a menina dos olhos do SANU. Desde a escolha do local, a confecção do Congá e a decisão do que e como plantar foi pensado delicadamente para ficar da forma como está: exuberante. É impossível chegar no topo da escada e não

Passamos por alguns transtornos nesse período. Chuvas fortes com ventania que rasgaram algumas lonas, mas nada que não conseguíssemos rapidamente colocar em ordem. Entre as várias curiosidades que encontramos no SANU, uma bastante misteriosa é a quantidade de energia que temos aqui. Basta dizer que já tentamos por três vezes instalar um sistema de PABX para que pudéssemos falar com os diversos locais dentro do SANU e o resultado: três vezes o aparelho literalmente queimou! Fizemos de tudo: trocamos a fiação; chamamos um eletricista melhor qualificado, um técnico da telefônica, além de vários técnicos da empresa do aparelho. Ninguém conseguiu fazer

Bom gente, só de falar já fico com saudades e acho que faria tudo novamente. No próximo capítulo falaremos sobre as pessoas que utilizam SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA e fazem com que ele cumpra definitivamente seu papel.

No próximo mês, o último capítulo de A UMBANDA, O BRASIL E O SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA > PARTE 8 Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC é responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda.


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Foto: Divulgação

Ervas na Aldeia por Adriano Camargo

RITUAIS COM ERVAS – “MISTÉRIOS” Salve sagrados irmãozinhos e irmãzinhas no amor de Mamãe Jurema! Minha gratidão a todos que tem absorvido esse trabalho com as ervas, compreendido e colocado em seu dia a dia uma forma mais simples de entendimento de algo que não é nossa propriedade; mas de tanto ser propriedade de alguns poucos, chega a hora de desmitificar seu uso, tornando-o aquilo a que se destina: bênçãos de Mãe Natureza em nossa vida. Posto aqui um trecho do nossos livro Rituais com Ervas, que trata da definição de “Mistérios”. Mistérios É interessante também deixar claro que alguns termos aqui usados não são literais. Por exemplo, o termo “mistério” na sua definição básica é algo secreto, escondido, de suspense, segredo compartilhado entre iniciados ou entidades divinas, de significado ou causa oculta e que não se pode explicar. Mistério vem do grego, mystérion, coisa secreta, tem relação com a ação de cerrar ou calar a boca; o verbo é mýein, fechar, se fechar, calar; mýstes, que se fecha, o que guarda segredo, o iniciado. Nós usamos esse termo para aglutinar, ajuntar mesmo o conjunto de poderes e forças que ativamos nas ervas. O Mistério Vegetal, ou o Mistério das Ervas é esse conjunto. Formado por divindades, elementais, seres da natureza e de dimensões incompreensíveis para os humanos. E também de espíritos humanos e humanizados que se ligam a esse Poder Divino, assim como seus guardiões e manifestadores (religiosos ou não) desse mistério. Os Sagrados Caboclos na Umbanda são um exemplo desses espíritos, que absorvidos pelo mistério, passam a manifestar seu poder no meio humano, material e ou espiritual.

Já os seres da natureza quando evocados podem responder na forma de árvores, animais, vibrações perceptíveis aos sentidos até mesmo como partes de um vegetal – raízes, sementes, flores, aromas e sabores, verdadeiro pulsar vivo de Mãe Natureza. O mais comum é percebermos a vibração pelo mental e pelo emocional. Algumas pessoas com uma sensibilidade mais perceptível ao físico, citam um frio na barriga, um arrepio, precedido por um sentimento de plenitude ao trabalhar com essas energias. Os mistérios são energia pura para nós, e tomam a forma que damos a eles. Ao preparar e executar um ritual, tendemos a “imaginar” como ele se processa no astral, criando vórtices, campos vibratórios, passagens energéticas em todas as direções; mandalas multicoloridas, enviando seres nessas formas que citamos para que ajam em nosso favor, em nossos corpos astrais e no campo vibratório espiritual de nossas casas, local do ritual ou templo. Saiba que essas formas dependem mais da criatividade mental do que da clarividência propriamente dita. Nossa mente é rastreada, lida e decifrada por esse poder, e a energia se condensa da melhor forma para que possamos compreende-la. Mesmo que para essa realização não seja necessário um show de luzes e cores, temos a benção de percebê-lo para que se estabeleça uma ligação mais adequada do nosso mental / emocional ao poder realizador. Seres da natureza já foram, e são ainda, interpretados como seres mitológicos, folclóricos como o saci, mula sem cabeça, boi tatá, curupira, caipora, entre tantos outros. Na própria mitologia iorubá há uma lenda (itan) que fala sobre o Pai Orixá Ossayn, o sagrado Orixá das folhas, que ao refugiar-se na mata encontra Aroni, um ser de uma perna só, com um pássaro sobre a cabeça, que o

ensina o segredo das folhas. Eis aqui uma descrição da conexão com o Mistério Vegetal e seus guardiões. Muitas entidades espirituais na Umbanda, Catimbó, Jurema e outros cultos que tem a natureza na sua composição básica, são guardiões iniciados nesse mistério, portadores de elementos simbólicos e realizadores de funções no astral que ressonam em nosso campo humano. Cachimbos, maracás, arco e flecha, cajados, cabaças carregadas de essências sutis da natureza são exemplos desses elementos de trabalho. Nós, ao conectarmo-nos a esse mistério, mesmo de forma empírica, somos inspirados e estimulados a criar ou adquirir ferramentas de trabalho simbólicas que facilitam a ligação do plano astral espiritual com o nosso plano humano material. É comum vermos as benzedeiras ou os raizeiros, como citados no inicio desse livro, com ferramentas de trabalho que muitas vezes não percebem, ou dão a importância ao valor energético que tem. Esse conhecimento oculto faz parte do universo dos mistérios. Lembra aquela sua vizinha, a senhora idosa da rua que tem um jardim em casa e não deixa ninguém pegar nada lá? Se você pedir um galho de arruda ela arruma pra você, mas ela mesma vai, com sua faquinha ou tesourinha antiga, e corta um galho para você, senão o pé de arruda morre, não é mesmo? Bom, vale lembrar que uma erva, um vegetal, reconhece quem cuida deles, quem rega, quem aduba a terra, e reconhece também quem gosta e quem não gosta de plantas. Isso está impregnado na aura de cada um. Seus gostos pessoais e sua ligação com a natureza.


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Ano 4 número 34 Quem naturalmente respeita uma árvore, nunca irá gravar no seu tronco com uma faca, canivete ou prego, um coração com nomes para provar seu amor a alguém. Isso para uma árvore dói, fica na sua memória, que se não é igual a nossa memória humana, é uma lembrança que percorre através da vibração da terra e ressona em todos os vegetais do planeta. Onde estiver, essa pessoa será reconhecida como alguém que maltrata uma árvore. Isso não quer dizer que você nunca mais poderá cortar a grama do seu jardim, ou tirar aquelas ervas daninhas que insistem em invadir seu canteiro de flores. Sabendo se dirigir à natureza, à terra e às ervas, podemos até cortar uma árvore, desde que seja justo e necessário. O seu padrão e conjunto energético, espiritual e vibratório será absorvido pelo todo energético que compõe esse “mistério vegetal”. Gratidão, paz, saúde, prosperidade, proteção... alegria infinita a todos! Lembrar que Nossos Amados Pais e Mães Orixás são manifestações de Olorum, Deus único, que se manifesta de forma que possamos compreendê-Lo em sentidos, vibrações e irradiações. Que os elementos naturais, em seu padrão vibratório são Bênçãos Divinas para que nosso padrão paramétrico humano não se perca e se calque no único livro escrito por Deus – A Natureza. Aliás, o sincretismo com os santos católicos tem servido para isso até agora.

A natureza primitiva à nossa volta, os elementos dessa natureza, primordiais terra, água, fogo e ar, e secundários complementares do setenário sagrado cristal, vegetal e mineral. A própria natureza humana como distinção de natureza a ser estudada, compreendida e trabalhada para a evolução contínua. Enfim, que a Umbanda é uma religião mediúnica e se manifestam espiritualmente através da mediunidade, espíritos arquetípicos ligado a um dos três padrões cronológicos definidos (criança, adulto, idoso) que lidam com a natureza descrita acima de modo geral. Os elementos e as nuances da natureza humana. Conhecedores que são desse vastíssimo campo de trabalho, dedicam sua vida espiritual à nossa evolução, pois sabem que quando os irmãos se dão as mãos, ninguém cai no buraco. Ou melhor, entendam e se posicionem como instrumentos que são para salvar vidas. Entrega a mensagem aquele que não vacila para assumir sua religião, e se comporta como religioso que é. Digo de uma religiosidade qualitativa, cuja filosofia é o respeito a todo ser vivo, principalmente o indefeso; o respeito à natureza bem como sua preservação; a manutenção da família e a atenção aos filhos; a incessante busca do conhecimento como fonte evolutiva. Hoje, pensar em entregar uma carta a Garcia, na Umbanda, é pensar em renovar conceitos, reconstruir nossa imagem, recriar formas e técnicas para que possamos atingir nosso alvo.

Nosso planeta passa por mudanças. Acredito que em breve precisaremos estar preparados para recebermos uma leva de espíritos que adentrarão em nosso padrão vibratório encarnado, trazendo uma mediunidade lúcida e cada vez mais precisa quanto aquilo que se quer, se deseja e se necessita. Novas formas de encantar aqueles que buscam respostas para o famoso tripé da dúvida: de onde venho, quem sou e pra onde vou. Já temos vários, mas precisamos com urgência urgentíssima de mais pessoas, religiosos de verdade, que entreguem a carta a Garcia, pois senão perderemos a guerra declarada contra a mesmice e as ditas tradições que ainda mantém nossos terreiro, templos e tendas nos fundos de nossas casas, e o pior, na desqualificação aceitada por nós e ditadas pelos nossos detratores. Sei que não agrado a todos, mas eu creio, eu devo e eu posso. Nós cremos, devemos e podemos transformar a Umbanda, dando-lhe visibilidade. A mesma que temos nós, que professamos nossa fé com fervor, e encantamos aqueles que procuram o pronto-socorro espiritual que nos tornamos em nossa centenária existência. A mensagem a Garcia é mais velha que a Umbanda, e ainda continua jovem, como a Umbanda, pronta para transformar o mundo. Adriano Camargo / Erveiro da Jurema adriano@ervasdajurema.com.br www.erveiro.com.br


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Umbanda Legal

Por Mãe Valéria Siqueira

Fé. Palavra pequena, e ao mesmo tempo infinita. Muito se fala sobre fé, muitos a procuram, outros oferecem fórmulas mágicas para alcançá-la... mas o que é a fé? A fé é, entre outras coisas, uma das principais forças que movem o mundo, mas mais do que tudo, acredito que a fé é certeza. Não cabem dúvidas na fé; na fé não existe o “e se...”, não existe o talvez. Eu não tenho a fé que eu gostaria de ter, e me cobrava muito por isso, até o dia em que, assistindo a um filme, me deparei com a história do apóstolo Tomé. Tomé é lembrado somente como São Tomé, aquele que teve que ver para crer, mas o que muitos não sabem é que ele, quando soube que Jesus seria crucificado, foi o único que disse: vamos e morramos com ele. Depois disso parei de me julgar, por saber que, apesar de São Tome não possuir grande fé, foi um dos escolhidos por Jesus, e que o amor que ele tinha pelo Mestre supriu o que lhe faltava na fé. Quando trabalhamos com os médicos do espaço, na oração inicial eu peço, pela misericórdia divina, que aqueles que não tiverem fé suficiente para crer para ver, sejam agraciados pelo Criador e possam ver para crer, pois o que importa não é o modo pelo qual alcançamos a fé, mas sim conseguirmos conquistá-la. Sim, a fé é uma conquista, e que tem a fé do tamanho de um grão de mostarda com certeza é privilegiado. Precisamos de religião porque temos pouca fé; precisamos dos guias espirituais porque temos pouca fé. Precisamos de livros e líderes para nos aproximar de Deus porque temos pouca fé. Mas na verdade cheguei à conclusão de que o que realmente importa não é o tamanho da nossa fé, e sim o que fazemos dela. Não acredito na fé sem obras, nem na fé egoísta de quem só olha para o próprio umbigo. Não acredito na fé que deturpa, que manipula, que chantageia as pessoas com referência de pecado, inferno, ou que condicionam dinheiro a privilégios com o que é divino. Não se pratica a fé sem o amor, pois ambos andam juntos. Quem veste o branco e se dispõe a fazer o bem, sem olhar a quem, pratica ao mesmo tempo um ato de amor e de fé. Muitos de nós descobrem a verdadeira fé nos momentos de dor,

quando alguém que amamos passa por momentos difíceis, na doença, ou até mesmo na morte.

Até mesmo os guias espirituais, ao invés de operarem milagres, muitas vezes nada mais fazem do que ajudar as pessoas a encontrarem dentro de si a fé necessária para que evoluam, superem as dificuldades, se tornem mais fortes e confiantes, enfim, mais felizes.

Nós, dirigentes espirituais, não somos infalíveis. Somos pessoas comuns com problemas comuns; a única diferença é que somos facilitadores do desenvolvimento espiritual daqueles que nos procuram, a fim de que essas pessoas desenvolvam um relacionamento saudável com seus Orixás e guias espirituais, que eles possam conhecer e entender nossa religião, aprender qual a verdadeira natureza e objetivo desses guias que se dispõe a caminhar conosco, tal qual irmãos mais velhos a guiar os mais novos. Ao dirigente não basta oferecer o peixe aos médiuns, é necessário ensiná-los a pescar; não basta oferecer o fruto colhido, é necessário ensiná-los a plantar. Se a fé é certeza, como confiar naquilo que não se conhece, não se compreende? Como oferecer aos outros o que não temos? Como oferecer uma vela a um consulente se nós mesmos não tivermos fé de que ele será ajudado? Não basta que nossos guias tenham fé; é necessário que nós também a tenhamos e, ainda que o consulente não tenha, esteja desacreditado ante os problemas que está enfrentando, nós enquanto médiuns temos que ter... não importa o tamanho da fé, apenas temos que acreditar. Eu percebo o quanto é fácil dizer que Deus é bom quando tudo está bem... e o quanto é fácil por a culpa N’Ele e na espiritualidade quando as coisas vão mal... As pessoas cobram dos guias espirituais como se eles tivessem a obrigação de resolver problemas, conservar empregos, manter casamentos, e só se lembram de agradecer quando tudo está bem, se esquecendo de que as dificuldades muitas vezes vêm pra testar a nossa fé. Sim, somos provados o tempo todo. Quem de nós quer ser abandonado pelas pessoas que dizem que nos amam quando chega a primeira dificuldade? Não é nas provações que sabemos com quem realmente podemos contar, quem nos ama

de verdade, e apesar de tudo?

Porque com Deus seria diferente? Ele também quer saber com quem está lidando, quem realmente O ama de verdade, e isso faz parte da nossa evolução espiritual e como seres humanos. Temos muitas perguntas, e quando acabam as respostas começa a fé. Só a fé responde aos nossos questionamentos mais íntimos, só a certeza de que Deus sabe o que faz é o que nos dá força pra seguir em frente. Fé é aceitação; aceitar a vontade D’Ele é um ato de fé. Aceitar que cada um está exatamente onde deveria estar e vai passar exatamente pelo que tiver que passar, porque um dia escolheu isso, é um ato de fé. Acreditar que amanhã é um novo dia e que nosso Pai Olorum olha por todos os seus filhos, mesmo quando parecem abandonados é um ato de fé. Se você está refletindo sobre isso, pare e observe o fato de que os problemas vêm, mas a ajuda sempre vem também. Veja como nas horas difíceis brota uma força maior dentro de nós e tudo passa, isso é a misericórdia divina nos agraciando com um pouco de fé. Não precisamos mover montanhas; precisamos da fé que move nosso íntimo e nos torna seres humanos melhores. Não precisamos de grandes milagres; precisamos dos pequenos milagres que aumentam nossa fé a cada dia e fazem a vida valer a pena. Axé!

Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com


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Foto: Divulgação

Artigo

Por Diamantino Fernandes Trindade

OGUM É SÃO JORGE? Ogum é São Jorge? São Jorge é Ogum? Essa é uma pergunta recorrente nos terreiros de Umbanda. Mas vamos deixar a resposta para o final do texto. Antes vamos entender como ocorreu esse sincretismo. Para tanto vejamos inicialmente o mito yorubá sobre Ogum. Adékòyà explica que Ogum é considerado pelos yorubá sob dois aspectos: como divindade e como um herói civilizador. Os dois aspectos estão integrados na cultura desse povo, bem como em sua visão de mundo. Ogum possui privilegiado poder de transformação, que se manifesta em seu trabalho com o ferro e o fogo, bem como detém o poder de articular, em seu panteão, o sistema de crenças, códigos gestuais, práticas e celebrações rituais. De acordo com Verger, Ogum, como personagem histórico, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas incursões trazia sempre um rico espólio e muitos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê. Matou o rei e aí instalou seu próprio filho no trono regressando glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré (Rei de Irê). Por razões que ignoramos, Ogum nunca teve direito a usar uma coroa (adé), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de miçangas, dissimulando o rosto, emblema de realeza para os yorubá. Foi autorizado a usar apenas um simples diadema, chamado àkòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no Brasil e em Cuba, pelos descendentes dos yorubás trazidos para o Continente Americano.

Ogum decidiu, depois de alguns anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo. Ogum enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, em seguida passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães, igbins, feijão regado com azeite de dendê e vinho de palma. Enquanto se alimentava, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase Ògun je ajá (Ogum come cão), o que lhe valeu o nome de Ogúnjá. Satisfeito e mais calmo, Ogum lamentou seus atos de violência e disse

que já vivera o suficiente. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com um barulho assustador. Ogum é único, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ogún méjeje lóòde Iré, frase que faz alusão às sete aldeias hoje desaparecidas, que existiriam em volta de Irê. O número sete é, pois, associado a Ogum e ele é representado, nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de sete, catorze ou vinte e um, pendurados em uma haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades. A importância de Ogum vem do fato de ser ele um dos mais antigos dos deuses yorubás e, também, em virtude da sua ligação com os metais e aqueles que os utilizam. Sem sua permissão e sua proteção, nenhum dos trabalhos e das atividades úteis e proveitosas seriam possíveis.


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Ano 4 número 34 Entre as muitas formas de resistência ao cativeiro, observadas desde o início do regime escravagista no Brasil, uma das mais notáveis é a que se deu através da religião. Enquanto o regime procurava desorganizar a identidade cultural dos africanos, estes contra-atacavam no mesmo nível, através de engenhoso e funcional sistema de sincretismo religioso. Às vezes o dono da fazenda, o senhor das terras, tinha um Santo de devoção pessoal e obrigava o negro a cultuar esse Santo. Isso justifica o fato de, em Salvador, Ogum ser sincretizado com Santo Antonio e não com São Jorge, e assim acontecendo com os outros Santos e Orixás. As próprias condições impostas pelo branco levavam a outra face do sincretismo com seu Orixá, a primeira seleção dos deuses. Enquanto na África Ogum era o patrono dos ferreiros ou protetor das ferramentas agrícolas de ferro, aqui essa função perdia o seu sentido, pois eram esses instrumentos que utilizava sol a sol no trabalho cruel e desumano, além de ser o ferro o material usado nas correntes que o mantinham preso. Ogum passou a ser então o deus da guerra e da vingança, que os libertaria.

Nos seus sonhos de liberdade, o negro africano via em Ogum, o Orixá da guerra, a força de que necessitava para conseguir sua liberdade. Um dia o negro empunharia a lança e a espada de Ogum, mataria os brancos, vingando amigos e parentes mortos por estes e tomaria de uma de suas embarcações e voltaria à sua terra natal. Seria Ogum que os ajudaria na batalha e lhes daria força e coragem de que tanto necessitavam. A figura de São Jorge nos mostra um homem todo coberto com uma armadura de aço, ferindo, com uma lança, o dragão, símbolo do mal. O Ogum que o negro conhecia, e que era o Orixá do ferro, era um Orixá guerreiro. O branco lhe impunha a imagem de São Jorge e o negro cultuava Ogum, disfarçado na imagem do santo guerreiro. A Umbanda nasceu com santos católicos e não com Orixás, que só foram sincretizados alguns anos mais tarde. A maioria dos frequentadores e médiuns dos primeiros terreiros de Umbanda eram católicos. O Astral Superior utilizou então essa forma de sincretismo para a adaptação das pessoas que começaram a frequentar a nascente religião. Os primeiros seres criados pelo Pai Supremo foram

as divindades que chamamos de Orixás (Senhores da Luz ou Senhores da Cabeça). Ou seja, há milhões de anos. São Jorge foi um dos mártires do inicio do cristianismo. Logo, São Jorge não pode ser Ogum e Ogum não é São Jorge. No entanto, nos terreiros de Umbanda cultuamos tanto Ogum como São Jorge, sem nenhum choque cultural ou religioso. Alguns dos mártires do cristianismo tem função importante na Umbanda. A perspicácia de W. W. da Matta e Silva possibilitou que ele identifica-se, por meio da Lei de Pemba, que São Jorge atua na Umbanda como Ogum de Lei; São Jerônimo é Xangô Kaô; São Sebastião é o Caboclo Arranca Toco e outros. Até hoje a imagem de São Jorge está presente em quase todos os terreiros de Umbanda. Então: Salve Ogum! Salve São Jorge! Saravá! Diamantino Fernandes Trindade Doutor em Educação pela PUC-SP Sacerdote da Cabana de Pai Benguela


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Artigo Por Prof. Rose de Souza

Felicidade “Felicidade,

até o próximo verão, primavera, outono, inverno;

Não existe um caminho para a felicidade.

até que você morra ou até que nasça de novo e decida,

A felicidade é o caminho.

que não há hora melhor para ser feliz...

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

do que AGORA MESMO!

E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar...

Felicidade é uma viagem não um destino.

especial o suficiente para passar seu tempo... e lembre-se que o tempo não espera ninguém. Portanto, pare de esperar... até que você termine ou volte para a faculdade; até que você perca ou ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; ou que eles tenham saído de casa; até que você se case ou que se divorcie; até sexta à noite ou até segunda de manhã... Até que você tenha comprado uma casa ou um carro novos ou até que, ambos tenham sido pagos;

Por isso... Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro. Ame como se nunca tivesse se machucado e dance como se ninguém estivesse te olhando.”


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Artigo Lançamento da Editora do Conhecimento A história da Umbanda é uma grande pesquisa em construção. A sua divulgação é necessária para que cada vez mais os umbandistas e adeptos dos cultos afro-brasileiros conheçam suas origens e desenvolvimento. Dando prosseguimento ao resgate da memória umbandista, a Editora do Conhecimento apresenta este novo trabalho de Diamantino Fernandes Trindade, fruto de uma pesquisa consistente de mais de 30 anos com consulta a documentos originais, histórias orais e vivências nos templos afro-brasileiros. Esta religião genuinamente brasileira, que possui pouco mais de um século de existência, é cercada por muitos mistérios. Para entendê-la é necessário conhecer seus aspectos fenomênicos, magísticos, mediúnicos, ritualísticos, doutrinários e filosóficos, nas suas causas. Todo esse conhecimento faz parte do cabedal do autor, com sua longa vivência literária e iniciática. Esta magnifica obra nos leva a uma viagem no tempo, devassando solenemente o passado para melhor compreendermos o presente da nossa religião. O autor faz um interessante resgate de importantes reportagens, livros e revistas que muito contribuíram para a divulgação da Umbanda. A História não comprova os fatos, isso é atributo da Ciência. O que o historiador pode fazer é registrar esses fatos, com o olhar de pesquisador e com a sua metodologia e influências políticas, sociais e religiosas próprias. Essa é a metodologia utilizada pelo autor. Um dos objetivos da obra atual é resgatar a memória dos pioneiros, entidades espirituais, médiuns, escritores, tendas, terreiros e outras instituições, que trouxeram até nós a Umbanda ou, como preferem alguns, o Movimento Umbandista. Uma abordagem sobre as religiões e cultos que influíram nos rituais umbandistas: o Candomblé, o Omolokô, o Catimbó Jurema, o Tambor de Mina, a Kimbanda, a Cabula, as Macumbas, o Catolicismo, e o Kardecismo, procuram localizar o leitor no contexto histórico dos caminhos da Umbanda. Trata-se de uma obra direcionada tanto para os leitores iniciantes quanto para os frequentadores dos templos, médiuns e sacerdotes umbandistas. Logo, para quem se interessa pela Umbanda em profundidade, aqui está uma obra impar que dá prosseguimento ao resgate de sua história.

e orientá-lo na senda do conhecimento desta “Senhora da Luz Velada” – A Umbanda de Todos Nós.

Parabéns leitor amigo, você está de posse de um livro-luz, que esperamos possa iluminá-lo

Site da Editora do Conhecimento: www.edconhecimento.com.br

Após a leitura deste livro poderemos dizer, sem medo de errar, que a Umbanda tem história registrada.


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Eventos

3ª HOMENAGEM AOS CABOCLOS BRASILEIROS PELA FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA

No último dia 16 de março na cidade de Carapicuíba foi realizada a 3ª Homenagem aos Caboclos Brasileiros, organizada pela Federação Umbandista Carapicuibana sob a direção de seu presidente Ogã Franklin D´Ogum. Evento este em que pela primeira vez a nossa comunidade de Umbanda e Candomblé teve a oportunidade de professar e cultuar a nossa Fé dentro de uma faculdade “FALC – Faculdade Aldeia de Carapicuíba”. Houve total apoio da diretoria da FALC por ser um evento cultural onde mostra e exalta os verdadeiros donos da terra e sua cultura diversificada, onde se pôde ver apresentações de diversos grupos de escola de curimba e vários dirigentes de federações e de terreiros.

Entre eles: Asé Rio Acima - Riacho Grande - ABC,

Comunidade Recreativa Sócio Cultural de Umbanda e Candomblé Ilê Orô Osurú Bessém - Sergipé,

Grupo Espiritualista Menino Jesus - Rio de Janeiro,

Kwe Arosu-ro Vodum Besen - Rio de Janeiro,

Confederação Tatá Zazi Loia - Cidade A. E. Carvalho-SP.

União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil,

Federação Ordem de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo,

Templo Portal de Umbanda, Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola – Limeira SP,

Federação das Igrejas Reunidas de Umbanda e Candomblé do Brasil,

Escola de Curimba Guerreiros de Oxossi, Curimba Filhos de Umbanda,

Federação de Umbanda e Candomblé Mãe Senhora Aparecida,

Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos,

Associação Federativa de Umbanda e Candomblé de Embu das Artes,

Escola de Curimba e Tenda Espiritual Lar de Luz, além de diversas autoridades do município de Carapicuíba.


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Eventos

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10° HOMENAGEM, LOUVAÇÃO E PROCISSÃO AO ORIXÁ XANGÔ

Prezados amigos e irmãos de Fé, é com máxima satisfação que desde já convidamos a todos a participar deste tradicionalíssimo evento que se tornou um marco umbandista na cidade de São Paulo. Esclarecemos que o ultrapositivo, congregador e renovador evento, neste ano não ocorrerá no feriado de Corpus Christi como em todos os anos anteriores, isto devido ao fato de se buscar não conflitar datas especiais com os jogos da Copa do Mundo de Futebol. Neste ano o grande evento, expressão de fé e agradecimento ao Orixá Xangô, acontecerá no dia 08 de junho de 2014, um domingo! Organizem suas caravanas, tragam seus templos, familiares e amigos! Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e Templo Amor e Caridade Caboclos Pena Verde

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REVIVENDO A 1ª HOMENAGEM, LOUVAÇÃO E PROCISSÃO AO ORIXÁ XANGÔ Há 10 anos ocorria a 1ª Homenagem, Louvação e Procissão ao Orixá Xangô, exatamente na data de 26/05/2005, nas dependências do Clube Escola Mooca situado na Rua Taquari, 635, Mooca, São Paulo-SP. Evento de grande magnitude idealizado por Engels D’Xangô da Aldeia, e realizado pelo Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde com apoio da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos. Destacando que a idealização do grande evento teve como alicerce a devoção, a fé e a alegria em reverenciar e agradecer ao Orixá Xangô por toda sua importância na vida de todos que se socorrem e se amparam em sua força, luz, equilíbrio, razão e Justiça! Na referida ocasião todos os presentes foram brindados que uma inesquecível mostra de cultura Afro-Brasileira, e tiveram o prazer de fazer história saindo em uma precursora procissão pelo entorno do Parque da Mooca tendo à frente a imagem do nosso adorado Orixá Xangô. Que Xangô Abençoe a todos! Saravá Xangô, kaô Kabiecilê!

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OXALÁ NOS UNIU Erechim 2014

O evento Oxalá nos Uniu que teve seu início em 2011, na cidade de Taubaté – Vale do Paraíba, tendo como seus idealizadores Mãe Márcia ( Sacerdotisa do Templo de Umbanda Caboclo Pena Branca ) e Roncali ( Prof. da Escola de Curimba Caboclo Girassol ), e em parceria com o Pai Alberto D’Ogum ( Dirigente do Templo de Umbanda Caboclo Sete Flechas e Pai Ferreira de Aruanda ) fez se realizar na Associação de Cabos e Saldados da Polícia Militar. Com objetivo de reunir vários Templos de Umbanda e Escolas de Curimbas do Vale do Paraíba e da Grande São Paulo, para louvar nossos amados guias e Orixás. O evento ficou marcado pela participação e união de grandes amigos que lá compareceram. E dentro desse espírito de união e de irmandade, foi realizado no dia 29 de março na cidade de Erechim – RS, o evento Oxalá nos Uniu 2014 em comemoração á inauguração da Sede própria do T.U.V.A. (Templo de Umbanda Vozes de Aruanda) em que a Sacerdotisa é Mãe Leni Winch Saviscki autora do livro “ DONA LILICA A BENZEDEIRA “ assim como outros livros inspirados pelo espírito de Vovó Benta. Esteve presente neste grande dia o Templo de Umbanda Caboclo Pena Branca ( Mãe Márcia - Taubaté), Templo de Umbanda Caboclo Cipó (Mãe Suzana – Taubaté), Templo Escola de Umbanda Caboclo Flecha Dourada ( Pai Rodrigo – Campos do Jordão ), Centro de Umbanda e Caridade Caboclo Pena Verde ( Sacerdotisa Mãe Marcilene e Mãe Andrea – Niterói ), Tenda do Caboclo Flecheiro ( Pai Edson – Olinda ), Templo de Umbanda Pantera Negra ( na representação de filhos– Joinville ), Grupo de Estudo Caboclo Pena Branca ( Dalila – Joinville ), Templo de Umbanda Caboclo Rompe Mato e Vó Maria Conga ( Pai Luiz – Campos dos Goytacazes ) e o Triângulo da Fraternidade ( Sacerdote Pai Norberto - Porto Alegre ). As casas de Taubaté e Campos do Jordão –SP, Niterói e Campos dos GoytacazesRJ, Olinda- PE, Joinville- SC e Porto Alegre e Erechim-RS possuem um relacionamento de irmandade. Todas se auxiliam. Os Sacerdotes mais antigos preparam os mais novos. Todos aprendendo e ensinando. Em todas as casas há o princípio da caridade nos atendimentos espirituais, não há sacríficos de animais e ingestão de bebidas alcoólicas nos trabalhos mediúnicos. Cada qual possui sua característica regional de trabalho, porém o alicerce é um só. COMPROMISSO, ÉTICA e CARIDADE. Oxalá nos Uniu 2014 em Erehim RS, foi o Encontro registrando na história novos caminhos dessa Irmandade unida pelo simples e sincero sentimento de se encontrar, se apoiar e se unir. Obrigada pela semente que recebemos e que agora colhemos frutos. Novas sementes plantaremos.

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Ano 4 número 34

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que está por vir com mais seguran-

Os sapatos devem vir em pares firme-

ticipa desta iniciativa, somos efetivos

ça, dignidade e calor humano.

mente amarrados, se tiverem cordões,

parceiros da Campanha do Agasalho promovida pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP) em mais este ano. Portanto, convocamos todos os templos, lojas e instituições para abraçar essa Campanha. Vamos mostrar que a nossa Umbanda participa de ações para ajudar milhares de famílias carentes a enfrentar o inverno

As doações serão encaminhadas às entidades assistenciais, hospitais,

ou em bolsa plástica fechada para facilitar a separação.

albergues da Capital e de todos os

Os agasalhos serão distribuídos nos

Municípios do Estado de São Paulo.

próprios municípios em que foram

Os cobertores, agasalhos, camisetas, roupas diversas, novas ou usadas, devem estar em bom estado.

arrecadados. Havendo sobra, serão encaminhados para regiões mais pobres e/ou mais frias.

Não temos estrutura para remendar roupas.

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Jornal da Aldeia ed: 34 2014  

Edição número 34 do Jornal da Aldeia de Caboclos

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