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Ano 7 número 58

não encontra o facultativo (Médico) a confirmação do que ouviu, porque esse órgão entrou a funcionar com admirável precisão. É que o obsessor está presente e removeu os fluidos para o fígado, a fim de desviar a atenção do clínico e transformar-lhe o diagnóstico. Examinando este órgão, encontra-o o médico positivamente afetado, não lhe sendo difícil convencer o cliente de que tudo quanto ele sentia e julgava ser do coração, era de origem hepática. Receita, pois, para o fígado, e o doente inicia o tratamento. O obsessor, entretanto, que é inteligente, remove novamente os fluidos para o coração e deixa o obsidiado esgotar o tratamento hepático. Se este volta ao médico para lhe dizer que não melhorou, o facultativo, certo da sua ciência, examina-o mais atentamente, concluindo ainda uma vez que o coração nada tem. Já então percebe qualquer irregularidade no funcionamento do baço e concilie que deve ser este órgão realmente afetado. Imagina logo ter-se equivocado muito provavelmente na vez anterior, desviando sua atenção para o fígado. Receita desta vez para o baço e o paciente submete-se ao novo tratamento. Novamente o obsessor, para desconcertar os dois, desviara os fluidos para o baço, deixando livres o coração e o fígado. E assim continuará o sofrimento da criatura, com possibilidade de ter de suportar até intervenções cirúrgicas dolorosas, se alguma entidade amiga, o seu Guardião, por exemplo, não intervir em seu favor. Imaginemos agora que assim aconteceu, e doente encontra meios de comparecer a uma sessão da chamada Lei de Umbanda. Conduzido à presença do Guia, trata este inicialmente de investigar o seu ambiente psíquico, que se encontra seriamente perturbado pela ação fluídica de um ou mais obsessores. A primeira coisa a fazer, então, é a atração dos obsessores ao recinto dos trabalhos, donde são enviados ao Espaço, afim de que se regenerem no meio daquelas falanges de trabalhadores. O doente, entretanto, ostenta uma boa carga de fluidos maléficos nele deixa-

dos pelo obsessor, e que se torna urgente retirar para restabelecer o equilíbrio orgânico.

Dentro das caixinhas do famoso Defumador Indiano eram encontrados brindes como este (1954)

Para a retirada, pois, desses fluidos, são recomendados tantos banhos de descarga quantos forem requeridos pelo seu estado, e que devem constituir séries de três, sete ou vinte e um, segundo a indicação do Guia, os quais deverão ser tomados em dias seguidos, sem nenhuma interrupção, para que o efeito corresponda à necessidade do doente. O defumador passa a ter, aí, um papel de relevo na limpeza do ambiente. A queima das substâncias indicadas para este fim, e que tanto podem constar de ervas secas escolhidas pelas suas propriedades magnéticas, como da reunião de resinas aromáticas apropriadas, – produz no campo mental do doente uma espécie de profilaxia, expulsando de lá as entidades incompatíveis com os elevados sentimentos do bem e da fraternidade espiritual. A elevação de uma prece a Jesus durante o defumador, e a salvação aos nomes das entidades graduadas da Lei de Umbanda, ou daquelas santificadas pelo seu devotamento à causa sagrada da humanidade, tem a virtude de atrair algumas falanges de trabalhadores invisíveis, que passam a cooperar na limpeza psíquica do ambiente doméstico. E aí reside uma das causas por que o Espiritismo (Naquela época considerava-se a Umbanda como uma modalidade de Espiritismo) consegue realizar curas consideradas impossíveis pela ciência contemporânea, depois de esgotar os recursos aconselhados à especialidade. É que, em se tratando de m ales de origem psíquica, a sua cura só se poderá processar no mesmo plano, pelo conhecimento e remoção das respectivas causas. Quase se pode afirmar que, hoje em dia, oitenta por cento dos males que afligem a humanidade, provem daquela origem. A ciência combate efeitos; mas se as causas persistirem, só o Espiritismo as removerá”.

Propaganda do defumador “Quebra Azar” - Jornal Notícias Populares, 16/6/1986

Matéria de: Diamantino Fernandes Trindade

Jornal da Aldeia março 2017  

Edição 58 do Jornal Aldeia de Caboclos

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