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Sinal de alerta

Como usar lenços

Inca apontou mais de 90 mil novos casos de câncer de pele em mulheres no Brasil

O

câncer de pele do tipo não melanoma é o mais incidente entre a população brasileira. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgados no ano passado indicam uma estimativa de 80,8 mil novos casos do problema em homens e 90,9 mil em mulheres. O tumor tende a crescer no local de origem, mas raramente desenvolve metástases em outros órgãos. A avaliação é que esse carcinoma seja o mais comum em regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Em solo gaúcho, há 138 casos para cada cem mil habitantes. Resultado superior ao apresentado no país, cerca de 85 casos por cem mil habitantes. Entretanto, o mais perigoso é o câncer melanoma, mas a ocorrência é baixa. Estima-se que há três mil novos casos em homens e 2,6 mil em mulheres. “É mais raro, com comportamento mais agressivo e maior risco de disseminar-se para outros órgãos”, explica o oncologista Rafael Seewald. O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição aos raios ultravioletas. Por isso, a recomendação é evitar permanecer no sol de forma prolongada. “A incidência desses raios é maior das 10h às 16h”, lembra o especialista.

A cor do verão Faz mais de dez anos que a publicitária e blogueira de beleza, Julia Thetinski, evita tomar sol. Sua pele clara requer cuidado o ano inteiro. “Uso protetor solar facial FPS 50. No verão, aumento o cuidado com áreas mais expostas como mãos, braços e pescoço.” Por recomendação da dermatologista, evita os horários de pico. “Praia e piscina só depois das 16h. Óculos e chapéu também ajudam na proteção.” Porém, nem sempre foi assim. Na

Site ensina a proteger a cabeça durante tratamento do câncer

infância, sofreu com o famoso “torraço”, com queimaduras e ardência na pele. Na adolescência, a tentativa de ficar bronzeada também trouxe consequências. “Percebi que a ‘cor do verão’ nunca chegava, não valia o risco”, conta.

Autoestima e proteção

“A incidência de raios ultravioletas é maior das 10h às 16h”, Rafael Seewald, oncologista

Depois que uma tia morreu de câncer, a estilista Laís Horn começou a nutrir admiração pelo uso de lenços como adorno. A história faz parte do ‘DNA’ profissional da estrelense. “Ao enfrentar o tratamento, as mulheres perdem os cabelos, uma parte importante da sua autoestima. Sentir-se feminina auxilia na recuperação. A moda pode ajudar e muito neste momento.” Laís sempre gostou de criar diferentes amarrações e maneiras de utilizar os lenços. No

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FIM DE SEMANA, 14 E 15 DE JANEIRO DE 2017

A dica da estilista é encontrar um lenço que combine com estilo e tipo de corpo. “Têm mulheres que amam seu cabelo mais curtinho e querem assumi-lo. Optam por lenços menores e cheios de estilo.” Outras demostram paixão por cabelos

ateliê, costumava aproveitar os retalhos de malha para fazer turbantes, mesmo sem pensar em quem usaria ou para qual momento serviria. “Muitas mulheres com câncer acabaram me procurando para comprá-los, pois eram confortáveis.” Em uma pesquisa de moda para mulheres com câncer, observou que a maioria utilizava lenços de tecidos com o toque seco, quentes, com misturas de fibras, como o poliéster. “A escolha do material do lenço é muito importante.” Para proteger a cabeça, indica tecidos macios e leves, com fibras naturais, como algodão e viscose, que permitem que a pele respire e evitam alergias. “Acredito muito no estilo de cada mulher, sentir-se bem está na cabeça de cada uma.”

longos. “Podem usar lenços mais compridos, que imitam o movimento do cabelo.” Já quem passa pelo período sem cabelo pode usar lenços que lembram os árabes e indianos. “A internet é cheia de ideias, basta entrar e testar esse novo mundo cheio de estilo.”

Como identificar De acordo com Seewald, merece atenção e avaliação médica uma lesão na pele que crescer, coçar, sangrar ou apresentar alteração das características. As pessoas mais propensas a desenvolver a doença são aquelas com síndromes hereditárias. Também as de pele e olhos claros, múltiplas sardas e aquelas que dificilmente se bronzeiam e apresentam queimam com frequência.

AH - Você | 14 e 15 de janeiro de 2017  
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