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A HORA | Terça-feira, 13 de agosto de 2019

ABRE ASPAS

EDITORIAL

“Uma das obras mais famosas ĂŠ a Antaâ€?

Perigo real FĂ BIO KUHN

Mais conhecido pelo nome artĂ­stico “Vickâ€?, o estrelense TarcĂ­sio Sulzbach, 54, ganha reconhecimento nacional graças Ă s pinturas e esculturas. Uma das obras mais famosas, segundo ele, ĂŠ a “Antaâ€?, que decora a praça no centro de Anta Gorda FĂ BIO KUHN fabiokuhn@jornalahora.inf.br

• O senhor Ê mais conhecido como Tarcísio ou como Vick? Mais conhecido como Vick. AtÊ os vizinhos lå de Estrela, muitos nem me conhecem pelo nome. Quem sabe meu nome mesmo Ê o pessoal do colÊgio por causa da chamada (risos).

• O senhor Ê muito conhecido pelo seu trabalho? Sim. Eu vivi e sobrevivi por muitos anos só da pintura e escultura estilo gravura, calcogra¤PT\UTaa^\PSTXaPTR^]RaTc^P[Ĵ\ST_PX]ĴXbSTTbcĨSX^U^c^Vaĝ¤R^CT]W^\dXcPbcT[Pb que foram vendidas para todo o Brasil.

• Da onde veio toda essa inspiração? Sou a quarta geração de artistas na minha família. Tenho trabalhos desde o meu bisavô TP_aT]SXR^\\X]WP\ÌT2^\^bTSXi�¤[W^ de peixe, peixinho Ê’. Depois eu segui o ramo e estudei no Atelier Livre de Porto Alegre por mais de sete anos.

• Quais são as vantagens de viver da arte? AlÊm de fazer o que gosta, sempre pude via-

jar. Conheci muitas pessoas, muitos atelieres e muitas cidades. Tinha ĂŠpocas que passava quase 200 dias no ano em hotel. As despesas eram altas, mas o conhecimento tambĂŠm era muito bom.

triz de Arroio do Meio e restauração das imaVT]bSPEXPBPRaPST5^a`dTcP=PFTbcUĝ[XP¤i a imagem do Sapato de Pau que Ê de concreto.

• Quantas horas você trabalha por dia?

Uma das obras mais famosas Ê a Anta de Anta Gorda. Apareceu atÊ no Fantåstico em função do nome estranho. Esse trabalho foi feito buscando o histórico da cidade e comunidade. Conversei com pessoas que dizem que encontraram uma anta muito maior do que o habitual. Houve atÊ a preocupação de saber qual a direção que ela estava seguindo quando foi vista. Fiz essa pesquisa e tentei reproduzir a história da própria cidade.

• Qual foi a principal obra, na sua opinião?

Não tem horårio. Depende muito da inspiração e do meu bem-estar. Preciso estar bem comigo, pois senão não funciona. Mas para sobreviver da arte Ê preciso se dedicar e trabalhar muito.

• Nessa vida dedicada a pinturas e esculturas, quantas obras você jå produziu?

• Quanto tempo pretende trabalhar com arte?

Não sei. São muitas. As obras maiores que tenho na região são a Anta, de Anta Gorda, as pinturas na igreja de São Caetano (Arroio do Meio), a restauração das imagens da Igreja Ma-

O tempo que Deus me permitir, porque o gosto pela arte estĂĄ no sangue.

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ICV (Dieese)

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IGP - DI (FGV)

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0,68

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IGP - M (FGV)

09/2018

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8,30

INPC (IBGE)

09/2018

0,30

3,14

Ă?NDICE

O

s dois casos recentes de dengue contraída de forma autóctone em Teutônia deixam a região em alerta. Ao todo, conforme levantamento da Coordenadoria Regional da Saúde, são 20 cidades do Vale infestadas pelo mosquito transmissor da dengue, Chikungunya e Zika Virus. A falta de cuidados da comunidade, P[XPSPP^SĴ¤RXcSTPVT]cTb\d]XRX_PXbST endemias, expþe carências organizacionais da sociedade. Se em pleno inverno, a doença se prolifera no Vale, o que esperar do próximo verão? Hå cerca de dez anos, falar em dengue no RS era um tema despreocupante. No entanto, a falta de cuidados da população e a incompetência dos governos para barrar o avanço do mosquito vetor tornaram o perigo cada vez mais próximo. O quadro Ê alarmante. Frente ao descuido com a prevenção, o Vale vive o risco de uma epidemia. Ainda que não sejam muitos os registros das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti nas cidades da região, a sua proliferação acontece de modo bastante råpido. Com dois casos autóctones jå constatados, o perigo de uma epidemia Ê ainda maior. É preciso um cuidado que vå alÊm das campanhas de conscientização. O movimento tem de ser orgânico. Estar com as agentes de saúde. Estar no contato diårio com a população. O assunto deve ser debatido de forma ampla e contínua. Nos últimos anos, diversas cidades

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6.98 6.4

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OURO E PETRĂ“LEO

FECHAMENTO

DATA

OURO (Onça Troy)

US$ 1497,70

11/8/2019

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US$ 66,55

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SALĂ RIO MĂ?NIMO ANO: 2019 - R$ 998,00

% ACUMULADO ANO

HORĂ RIO

DATA

cotação do dia 30/07 atÊ 17h46min

Com dois casos autóctones jå constatados, o perigo de epidemia Ê ainda maior� ¤iTaP\SXPbSTR^\QPcTP^\^b`dXc^ Servidores e atÊ o ExÊrcito estiveram nos bairros para eliminar os focos das larvas dos påtios, casas e quintais. O poder público, nas três esferas, precisa fazer mais. É urgente, por exemplo, RaXPa\TRP]Xb\^b_PaPXST]cX¤RPaST forma mais ågil os locais onde hå risco de transmissão e combater o mosquito em ĝaTPbcÌ^Tb_TRݤRPb`dP]c^_^bbİeT[ A situação merece ainda maior atenção devido às reiteradas temporadas epidêmicas, que elevam a probabilidade de quadros graves da doença. Hå razþes para esperar uma escalada real nas infecçþes. Cabe ressaltar, essa não Ê uma luta só dos poderes públicos. É uma responsabilidade de todos. Com mudanças meteoro[ďVXRPbPRT]cdPSPb]Ì^bTcT\ST¤]XSP as quatro estaçþes. O frio não interfere mais na proliferação do mosquito. Os cuidados são conhecidos. Evitar o PRĨ\d[^STĝVdP_PaPSPbXV]X¤RPaTSdiXa as chances de o inseto sobreviver. O alerta Ê nacional. Para o Vale, cabe açþes conjuntas do poder público e a vigilância da comunidade.

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A Hora 13 de agosto de 2019  

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