A Hora – 29 e 30/11/2025

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OPINIÃO | VINI BILHAR

Fundada em 1994, empresa se consolida no Brasil e no exterior.

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Estado ainda não assinou com o consórcio para Ponte dos Vales.

OPINIÃO | HENRIQUE PEDERSINI

Estratégia da Medical San Ponte depende de contrato “Boom” na construção

Em dez meses, Lajeado supera área construída comparado a 2024.

SANEAMENTO BÁSICO

O custo da falta de tratamento de esgoto

Com menos de 5% dos efluentes coletados e tratados, Vale convive com risco sanitário e contaminação dos mananciais

Floresta, Moinhos d’Água e São Bento integram uma das áreas com maior crescimento populacional.

A dicotomia de uma das regiões com a economia mais fortes do RS e entre os piores índices de esgotamento sanitário. Menos de 5% dos efluentes recebem tratamento adequado, o que compromete arroios, rios e o lençol freático. Especialistas alertam que, sem ampliar redes coletoras e investimentos contínuos, o Vale seguirá acumulando perdas ambientais, sanitárias e sociais que impactam o futuro das próximas gerações.

PÁGINAS | 6 e 7

Avanços tecnológicos, novas demandas e mudanças culturais modificam o perfil de quem busca intervenções estéticas e reparadoras.

Estado detalha conjunto de ações para prevenção, monitoramento e obras de resiliência.

PÁGINA | 8

PARQUE DO IMIGRANTE

Próxima edição da feira, em 2026, deve ocorrer em meio a remodelação do espaço.

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DIVULGAÇÃO
FELIPE NEITZKE

Esgoto escondido, prioridade esquecida

Enfrentar o déficit de esgotamento sanitário no Vale do Taquari exige reconhecer a dimensão do problema. A região combina dinamismo econômico e fragilidade estrutural. Crescer sem resolver o tratamento dos efluentes significa prolongar um passivo que afeta saúde, ambiente, competitividade e qualidade de vida.

O diagnóstico é conhecido. Percentual ínfimo de acesso à rede de esgoto. Na prática, técnicos estimam que o tratamento efetivo não chega a 5%. O restante depende de fossas sem manutenção, ligações irregulares e da própria rede pluvial. O resultado se traduz em rios contaminados, aquíferos comprometidos e limitações para setores essenciais como produção agrícola, turismo e abastecimento público.

O saneamento precisa ser um eixo estratégico de reconstrução e desenvolvimento. Ignorar essa agenda significa estender um prejuízo acumulado.”

Cumprir o Marco Legal do Saneamento até 2033 é exigência mínima de planejamento. Universalizar água e avançar para 90% de coleta e tratamento de esgoto requer ampliar redes, ajustar contratos, definir responsabilidades de fiscalização e garantir investimentos contínuos. O Vale não pode repetir as últimas décadas, marcadas por obras incompletas, estações subutilizadas e ausência de estratégia. Priorizar saneamento é assegurar o futuro e orientar a expansão urbana com responsabilidade. Para tanto, proteger os mananciais pressionados por contaminação crescente significa reduzir riscos sanitários que, embora controlados pelo abastecimento, podem se agravar com eventos climáticos extremos. O saneamento precisa ser um eixo estratégico de reconstrução e desenvolvimento. Ignorar essa agenda significa estender um prejuízo acumulado.

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Diretor Executivo: Adair Weiss

Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“Moda

é um retrato físico da nossa personalidade”

Arelaçãodestafamília com a moda atravessa décadasetrêsgerações. Oquecomeçoucom Carmem de Lazzari, a avó,tornou-sehojeo eloqueuneBernadete, 50, e Anacarolina, 23, à frentedalojaVínculo. Paramãeefilha,moda nuncafoiapenassobre tendências—semprefoi identidade,expressãoe afeto. Entre memórias de infânciapassadasentre araras, tardes brincando de“lojinha”nacasadaavó e anos de trabalho lado a lado,elastransformaram essa essência familiar em negócio.Eseguem,juntas, reafirmandoaquiloque acreditam: moda é vínculo, verdadeepertencimento

O que é a moda para vocês? Como essa paixão despertou?

Moda é a nossa verdade, um estado de espírito. É a maneira mais fácil de nos expressarmos sem precisarmos usar palavras. Na maioria das vezes, inconscientemente, a roupa que escolhemos é um reflexo de como estamos e o que sentimos. Moda é um retrato físico da nossa personalidade.

Ana - O meu amor pela moda nunca teve um despertar, ela está no meu DNA. Grande parte das minhas lembranças estão entrelaçadas nela: quando eu não me conhecia por gente, mas já estava com a mãe em coleções;

das tardes quando criança que eu passava na loja, ou nas férias na casa vó que eu ficava brincando de lojinha e forçando o meu primo a ser meu cliente.

Bernadete - Foi no convívio, na época, quando trabalhava em Muçum na malharia com a minha mãe, comprar roupa não era uma questão de moda, interesse e vontade e sim uma necessidade.

Moda é só tendência ou existe algo mais profundo por trás?

Não, a moda não é só tendência. As tendências já nos ajudaram a encontrarmos aquilo que gostávamos ou não dentro da moda, mas hoje, com a forte presença das microtendências, isso pode atrapalhar no processo de autoconhecimento. Quando tu tem a identidade visual formada, pode adaptar algumas coisas que estão no auge. Mas tu não vai fugir daquilo que tu és e respeitar a tua identidade.

Qual o sentimento que vocês desejam transmitir para as clientes?

Segurança e Vínculo. Por ser algo que passa por três gerações, queremos que elas se sintam como nós, a avó, a mãe e a filha, nos sentimos quando juntas. Temos clientes que estão conosco desde o primeiro ano de loja, onde vivemos com eles todas as fases, desde a adolescência até os filhos.

Qual o desafio de trabalhar com este mercado?

Se adaptar às mudanças. A vida, as pessoas e os negócios estão em constante movimento, é sobre conseguir dar conta das mudanças sem deixar de lado quem somos e aquilo que prezamos em nossa essência. Mas o diferencial está quando tu se conecta e, ao invés de se encaixar nas mudanças, tu encontra o meio termo com aquilo que faz sentido para ti e teu negócio, mas que não te deixe “ultrapassado”. Sabemos que estamos numa constante batalha com os e-commerces e as compras por meios das grandes plataformas, mas o presencial é algo que prezamos na Vínculo, para o cliente sentir a peça, do caimento ao toque, ao encaixe no corpo.

Se vestir bem interfere na autoestima das pessoas?

Vestir-se bem é uma maneira de cuidarmos de nós. Quando escolhemos uma peça que nos faz sentirmos seguros, abraçados e representados, nossa confiança aumenta. Nos sentimos mais no controle de como iremos encarar o nosso dia e motivados em realizar coisas na nossa vida. A roupa ela molda o nosso humor e há vários estudos, na ciência e na área de psicologia, que abordam a correlação da moda com o humor. Contudo, não se trata apenas de “se vestir bem”, mas também de estarmos alinhados com a nossa verdade, com quem somos e qual a imagem que queremos transmitir.

Filiado

PONTE

rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI

Governo estadual ainda não assinou contrato com consórcio de empresas

Otrâmite burocrático para assinatura do contrato entre o governo estadual e o grupo de empresas que venceu a licitação da “Ponte dos Vales” – a nova travessia sobre o Rio Taquari, entre Estrela e Cruzeiro do Sul – ainda não foi oficialmente finalizado. Restam alguns detalhes para o

acordo ser firmado entre as partes, e a previsão segue otimista entre os agentes envolvidos no processo. A expectativa dos empresários é assinar o milionário contrato na próxima semana. Em tempo, a licitação foi homologada no dia 31 de outubro; o Consórcio Novo Vale (formado pelas construtoras Cidade, Traçado e Sultepa) apresentou

a melhor proposta (o edital previa R$ 358 milhões e o consórcio vai executar por R$ 288,5 milhões); o modelo de contratação integrada une projeto e execução da obra de 3,1 quilômetros de extensão, e que terá duas faixas de rolamento, acostamentos laterais e passeios para pedestres e ciclistas; e o prazo de execução é de 18 meses.

Expovale não deve contar com o Pavilhão 1 em 2026

As obras de reformulação e reforma do Parque do Imigrante vão alterar o fluxo de visitantes e toda a organização interna da Expovale + Construmóbil 2026. Com a iminente aprovação dos recursos pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que prevê cerca de R$ 15 milhões ao empreendimento (o município vai entrar com contrapartida de R$ 5 milhões), e diante da necessidade de iniciar e finalizar os serviços até maio de 2027, a perspectiva é de que o pavilhão 1 estará em obras em novembro de 2026, durante a realização da próxima feira regional em Lajeado. Um problema que poucos vão reclamar, é claro. Mas vai exigir um malabarismo a mais à Comissão Organizadora.

O “Juarez da Acil” deixa a Acil

“Não lembro da Acil sem o Juarez”, ouvi de um agente público logo após o anúncio oficial do iminente fim da relação contratual entre a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e o futuro ex-gerente administrativo da entidade, Antônio Juarez da Silva, o “Juarez da Acil”. Contratado em abril de 2005, ele chegou para ser Assessor de Imprensa. Mas foi muito além. Assumiu a gerência administrativa, participou de incontáveis atos e movimentos voluntários, intermediou algumas centenas de encontros e estratégias, auxiliou 11 diferentes presidentes e diretorias e completou 20 anos de atuação com brio, paixão, exímio respeito e dedicação. E, a partir de 12 de dezembro, ele se volta aos projetos pessoais e, por óbvio, aos serviços voluntários.

TIRO

- Ex-secretário municipal em Lajeado, Douglas Sandri segue como Chefe de Gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur). Ele foi uma indicação do ex-secretário Marcelo Caumo (União Brasil).

- O acesso ao bairro Olarias, em Lajeado, vai sofrer intensas modificações nos próximos meses e/ou anos. E as expectativas são positivas.

- O governo de Vespasiano Corrêa vai realizar um trabalho de paisagismo no entorno do Viaduto 13, o popular “V13”, um dos principais pontos turísticos do Vale do Taquari.

- A Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa aprovou o projeto que institui a Rota do Vale Sagrado no RS, que abrange 24 cidades das regiões alta e baixa do Vale do Taquari.

- A possível candidatura a deputado do empresário Roberto Lucchese aguça os bastidores da política regional. E não são poucos os partidos que gostariam de contar com o capital político do principal responsável pela reconstrução heroica da Ponte de Ferro.

Carine é destaque nacional. E partidos estão de olho!

As recentes participações e espaços de fala da prefeita de Estrela em eventos estaduais e nacionais têm chamado a atenção de caciques de outros partidos. Ex-MDB e hoje filiada ao União Brasil, Carine Schwingel participou recentemente da COP 30 e, nesta semana, representou todos os prefeitos e prefeitas do Rio Grande do Sul em um encontro com Lula, ministros e outros agentes do governo federal. Além disso, a fala dela viralizou em diversos sites, blogs e até mesmo nas redes sociais do presidente da República (imagem). Não por menos, outras siglas estão de olho na projeção de capital eleitoral dela. Entre essas, e principalmente, o PSD de Eduardo Leite.

Vereadora propõe o selo “Apoio à Diversidade Cultural

Primeira vereadora negra de Lajeado, Rosane Cardoso (PT) leva ao plenário as pautas que a alçaram ao Legislativo. Foi assim com as cotas raciais (rejeitadas pela maioria dos vereadores), por exemplo, e será assim com o novo projeto de lei que prevê o selo “Apoio à Diversidade Cultural”. Em resumo, a proposta visa incentivar escolas, comércios, associações, entidades, institui-

ções financeiras e afins a apoiar eventos e ações culturais que envolvam a diversidade cultural”, complementando a consolidada valorização das culturas alemã, italiana e portuguesa com as culturas “africana, afro-diaspórica (afro-brasileira e quilombolas), indígena, cigana e comunidade LGBTQIAPN+.” E quem comprovar apoio a três eventos por ano receberá o selo.

vinibilhar@grupoahora.net.br

“Planejamos a Medical San com foco em equipes, processos, produtos e visão para manter a estratégia”

Fundada em 1994 por Mauro

A. N. dos Santos e sua esposa, Ivanir, ainda na garagem de casa, a antiga Vitória

Therapeutic evoluiu para a Medical San, hoje referência nacional em estética e medicina. Após três décadas, a empresa projeta crescer 25% em 2025 e se consolida entre as maiores fabricantes de equipamentos do setor no país. Com sede em Estrela, o grupo amplia presença no mercado interno e externo e detalha, com o CEO Mauro Santos Filho, os próximos passos.

Como a Medical San evoluiu de empresa familiar do Vale para referência global em estética?

Mauro Santos Filho - Toda trajetória é construída com dedicação, paixão, sacrifício e um sonho grande. Nós somos frutos de um casal que nunca aceitou viver na mediocridade, e sempre buscaram ser os protagonistas de suas vidas, desta forma meus pais nos ensinaram. Com o passar do tempo fomos entendendo que as dificuldades são portas de ouro para nosso sucesso e que cada prova revela uma recompensa.

O que torna única a tecnologia da Medical San?

Santos - A Medical San desenvolve suas tecnologias com o cliente no centro do negócio, criando um ecossistema que vai

além da indústria tradicional. O modelo integra controle de performance, geolocalização, assistência expressa, pós-venda e reposição de peças em 68 municípios, além de crédito, seguro, backup e experiências em lojas conceito. Treinamentos personalizados, educação empresarial, acesso VIP a feiras e upgrades tecnológicos completam o pacote, que sustenta a diferenciação da empresa no Brasil e no exterior.

Como o cenário econômico reflete nos negócios da Medical?

Santos - O cenário econômico brasileiro nunca foi plenamente favorável. Eu empreendo desde 2004. Mas ainda assim o país oferece oportunidades para crescer e prosperar. As exportações seguem pequenas diante da força

do mercado interno, considerado o maior consumidor global de estética e bem-estar. A Medical San não baseia seu planejamento em variáveis macroeconômicas, e sim na preparação de equipes, processos, produtos, fluxo de caixa e modelo de negócios. Nossa estratégia depende de foco na visão e consistência operacional.

Qual o papel da inovação no dia a dia da Medical San?

Santos - Investimos, no último ano, cerca de R$ 6,8 milhões em pesquisa e desenvolvimento, reforçando nosso compromisso com a inovação. Mantemos 12 engenheiros na matriz, em Estrela (RS), e outros oito no núcleo de Ribeirão Preto (SP), além de participar de feiras internacionais para acompanhar tendências. Também somos pioneiros em pesquisas científi-

cas de dispositivos médicos para dermatologia estética, por meio do Instituto Research Group (IRG), em Natal (RN), e mantemos parceria com a Santa Casa de São Paulo, sob coordenação do cirurgião vascular Eduardo Ramacciotti. Para 2026 preparamos nossa entrada no segmento de software, com um sistema de gestão em modelo SaaS voltado a clínicas, ampliando nossa atuação em tecnologia para a saúde estética.

Como a Medical San integra sustentabilidade e tecnologia?

Santos - Todos os projetos do grupo são desenvolvidos com foco em ESG, integrando responsabilidade ambiental, social e de governança. Recebemos o selo de Patente Verde do INPI pela tecnologia Criodermis, que realiza resfriamento sem uso de água. Não geramos poluição, evitamos desperdício no refeitó-

rio e paramos nossas estruturas com energia solar.

Que mensagem você, como CEO da Medical San, deixa sobre empreender com visão global e raízes locais , e o que vem em 2026?

Santos - O ponto principal da mensagem é saber que sem DEUS nós não podemos nada , não fazemos nada e não somos nada .Quando colocamos nossa esperança no Senhor, somos guiados pela maior força criativa que existe no universo e despertados a acreditar no impossível. É justamente nesse nível que surgem as idéias mais disruptivas e inovadoras que existem. O fruto do desconhecido nasce daquilo que não existia, e isso é fé. Isso é EMPREENDER! Raízes e visão andam juntas, pois eu somente tenho certeza para onde vou se verdadeiramente eu sei de onde saí .

CEO da Medical San, Mauro Santos Filho

O custo invisível do esgoto sem tratamento

Riscos à saúde, impacto na qualidade de vida e contaminação dos mananciais hídricos. Região tem um dos piores índices de esgotamento sanitário do RS

tual é otimista demais. “Pelo que conheço da realidade, não chegamos a 5% de esgoto efetivamente tratado no Vale”, afirma. Enquanto a economia se apoia na indústria alimentícia, calçados, móveis, no comércio e nos serviços, os sistemas domésticos despejam o esgoto em fossas rudimentares ou de forma direta rede pluvial. “O Vale do Taquari teve uma urbanização muito acelerada, principalmente Lajeado. “Imagina um apartamento com dez andares construído na década de 1990, com um sistema individual, como fossa, filtro e sumidouro. Esse formato é ineficiente para áreas com alta densidade populacional”.

ESPECIAL

Contraste. Essa palavra resume potencial e carência do Vale do Taquari. De positivo, figura entre os mais dinâmicos do RS, com o Produto Interno Bruto (PIB) acima de R$ 19 bilhões. Trata-se da 8ª maior economia do Estado, com crescimento médio de 0,82% ao ano. Por baixo dessa vitrine produtiva, corre uma mazela: o esgoto sem tratamento. “É um prejuízo imensurável”, afirma o doutor em Engenharia Ambiental e Sanitária, professor e pesquisador da Univates, Odorico Konrad. Está no risco da disseminação de doenças, como as hepatites, disenteria, leptospirose.

No Vale do Taquari, os índices de adoecimentos pela falta de tratamento do esgoto são ínfimos. O principal prejuízo está na contaminação dos arroios, rios, lagos e do lençol freático, diz Konrad.

“Só não temos mortalidade por doenças derivadas da falta de saneamento básico por termos o abastecimento de água universalizado. Os municípios, associações de água e a Corsan garantem o tratamento adequado e de boa qualidade.”

Com o prazo estabelecido pelo Marco do Saneamento, que exige 90% de tratamento dos efluentes domésticos até 2033, a região convive com um dos piores indicadores do RS. Apenas 8,6% da população tem acesso à rede de esgoto, ante a média de 42,7% no estado, conforme relatório do Departamento de Economia e Estatística (DEE), ligado à Secretaria Estadual de Planejamento. Para o professor, esse percen-

Em cima disso, indicadores maquiam a realidade, diz Konrad. Cada instituto de pesquisa apresenta percentuais distintos.

O IBGE, por exemplo, contabiliza 86% do RS com esgoto tratado. “No Vale do Taquari, não chegamos a 5% de esgotamento sanitário.”

O ideal, realça, seria a coleta absoluta (residências ligadas à uma estação de tratamento), para que os efluentes recebam o tratamento adequado e a água volte sem contaminantes para os mananciais.

O rio paga a conta

Com esse índice pífio no tratamento dos efluentes, o Vale do Taquari tem uma das bacias hidrográficas mais poluídas do RS.

Ainda que os sistemas individuais estejam previstos pela legislação, a falta de manutenção faz com que o material orgânico, depois de encher os recipientes, se espalham pelo solo e atinjam o lençol freático, alerta a engenheira ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Lajeado, Alana Foltz.

Os fatores da contaminação são diversos. “Temos um histórico de descontrole. As legislações avançaram. Ainda assim, temos um passivo. A poluição dos recursos hídricos não é de uma hora para outra. Em toda nossa região, temos atividades agrícolas, na suinocultura, também indústria. Mas hoje, o maior problema está nas residências.”

Há um lapso no que se refere à fiscalização. Nem mesmo o marco do saneamento deixa isso claro. “Quem faz? É a empresa que detém a outorga? É o poder público? O fato é que temos construções irregulares, com ligações do esgoto direto na rede pluvial, temos outras com fossa, mas sem limpeza periódica.”

Como resultado, o rio que dá nome à região está entre os mais poluídos do RS. Amostras do Comitê da Bacia Hidrográfica Taquari/Antas mostra níveis de oxigênio baixos, com alta taxa de contaminação por coliformes fecais e fósforo, o que inviabiliza irrigação de hortaliças, uso para recreação e a sobrevivência dos peixes.

Qualidade de vida

Outro prejuízo está na qualidade de vida, em especial na relação entre sociedade e recursos naturais. Em Lajeado, o Arroio do Engenho era um local de encontro e de banhos em dias quentes, relembra a escritora Ana Togni, a Tia Chica. “Eu me criei no centro de Lajeado. Meus irmãos, amigos e familiares passávamos o dia na lagoa. A água era limpa, fazíamos pic nic, passávamos a tarde toda entre a água e as brincadeiras no Engenho.”

Era por volta dos anos de 1960. Onde hoje é a rua Décio Martins Costa, o arroio seguia aberto em direção ao Rio Taquari. Hoje chamado de Valão, está concretado. “É para não ver o que está correndo por baixo”, lamenta Tia Chica.

Na infância e em parte da adolescência, o trecho era chamado de canal. “A água era limpa. Fico imaginando, se fizéssemos um corredor de flores, o quão bonito seria. Hoje ainda vou no parque do Engenho caminhar. Tenho um misto de sentimentos. Por um lado a memória daqueles anos felizes e a tristeza de ver a situação de hoje.”

Depois das tragédias

O Vale do Taquari foi o epicentro das tragédias ambientais de

2023 e do ano passado. Tanto o professor Odorico Konrad quanto a engenheira ambiental Alana Foltz asseguram que a qualidade da água piorou após a série de inundações.

“Fizemos uma coleta recente, e mostrou que os índices de contaminação estão muito elevados. Podemos pressupor que as enchentes têm relação com isso. Mas precisamos manter um histórico de análises para acompanhar com mais frequência o grau de poluição”, argumenta Alana. Para Konrad, as tragédias também mostraram o conjunto de erros de planejamento das cidades. Por conceito, o saneamento básico se sustenta em quatro bases: abastecimento de água, tratamento de esgoto, coleta e destino do lixo, além da drenagem urbana. “O quanto de lixo foi levado pela água, isso mostrou que não temos um sistema robusto. Os bueiros entupiram e até agora estão com problemas.” Lembra ainda da imagem que correu o pós-enchente de maio. “Lajeado teve um momento de relembrar o antigo lixão”. O professor se refere aos desmoronamentos na barranca do rio, nas proximidades do bairro Carneiros, em que o lixo enterrado voltou a aparecer.

Desafio nacional

O cenário no país ajuda a dimensionar o tamanho do desafio do Vale. Dados do relatório Trata Brasil, do sistema federal de saneamento, apontam que o

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
país
Estação de tratamento de água em operação. e assegura qualidade ao consumo, o esgoto
Sistema de captação de água. A eficiência na distribuição contrasta com a ausência de coleta absoluta e com o despejo que contamina arroios e lençol freático
DIVULGAÇÃO

Contrastes: residências ainda despejam esgoto a céu aberto enquanto sistemas modernos de tratamento, com tanques de alta eficiência, mostram como a carga orgânica poderia retornar limpa ao meio ambiente operação. Enquanto o abastecimento é praticamente universalizado esgoto tratado atinge menos de 5% no Vale do Taquari

está perto de universalizar o abastecimento de água, com índice de atendimento em torno de 83%e quase 94% entre os 100 maiores municípios.

Quando o tema é coleta e tratamento de esgoto, o quadro muda. A média nacional de atendimento com rede coletora é de 55,2%. No tratamento, o indicador que mede quanto do esgoto retorna à natureza após passar por uma estação atinge 51,8%.

Com a lei aprovada em 2020, a meta é chegar até 31 de dezembro de 2033 com 99% da população com acesso à água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

Para cumprir o prazo, seria necessário investir, em média, R$ 223,82 por habitante ao ano.

No grupo dos 20 piores municípios (com mais de 100 mil habitantes) avaliados pelo Ranking do Saneamento, o valor médio investido foi de R$ 78,40.

Uma diferença de 65% abaixo do patamar considerado mínimo para chegar à universalização.

No RS, a coleta avança, mas o tratamento fica para trás. A estimativa é de que apenas um quarto do esgoto gerado receba algum tipo de tratamento antes de ser lançado em rios, arroios ou no solo.

Unidade opera com cerca de 300 ligações, muito abaixo da capacidade projetada, num cenário de redes fragmentadas e baixa cobertura

Indicadores do Vale do Taquari

- População estimada em 380 mil habitantes

- Urbanização de 79,4% (RS: 87,5%)

- 8,6% da população com acesso à rede de esgoto (DEE/SPGG)

- Menos de 5% dos efluentes efetivamente tratados (estimativa técnica local)

Uma Estação de Tratamento de

Esgoto em operação em Lajeado, com pouco mais de 300 residências ligadas (quando poderia passar de mil). Outra em fase de ativação (Encantado)

Rios e arroios em níveis críticos de contaminação, classificados como ruins ou péssimos. Desaconselhado para banho, pesca e até para irrigação de hortaliças.

Impactos ambientais

- Coliformes fecais e fósforo acima dos limites

- Baixa oxigenação em arroios urbanos

- Mortandade de peixes em períodos de estiagem

Principais desafios locais

- Urbanização acelerada sem um sistema de coleta absoluta

- Fossas sem manutenção periódica

- Ligações irregulares nas redes pluviais

- Falta de definição clara sobre quem fiscaliza

- Redes antigas, fragmentadas e sem padrão técnico

- A conta da falta de esgoto tratado se acumula em três linhas:

- Ambiental – rios, arroios e lençóis freáticos contaminados;

- Sanitária – risco de doenças e de aumento de internações evitáveis;

- Qualidade de vida – perda de potencial turístico, encarecimento da água, necessidade de obras corretivas mais caras no futuro.

Caminho para 2033

- Ampliar redes coletoras em áreas urbanas consolidadas

- Adequar contratos entre municípios e prestadoras de serviço às metas do Marco Legal

- Garantir investimentos estáveis e previsíveis por mais de uma década

- Implantar modelos combinados (rede, sistema misto e fossas geridas) sem perder controle técnico

- Incorporar saneamento como eixo central de políticas de reconstrução e adaptação climática no Vale do Taquari

Cenário estadual e nacional

RS: 25,3% do esgoto tratado

Brasil: índice médio de 51,8%

Meta Marco Legal: 90% até 2033

Investimento nacional necessário: R$ 500 bilhões

Estado anuncia R$ 100 milhões e reforça ações no Vale do Taquari

Pacote inclui centro estadual de gestão de desastres, recursos para sistemas de proteção e pavimentação nas vias de acesso da ponte do Exército

Oconjunto mais recente de medidas do Plano Rio Grande garantem investimentos na prevenção, resposta e reconstrução. O anúncio concentra quase R$ 100 milhões em investimentos e com projetos específicos para o Taquari, epicentro das inundações de 2023 e 2024.

As medidas contemplam três frentes: a implantação do Centro Estadual de Gestão Integrada de

Riscos e Desastres (Cegird), o reforço aos sistemas municipais de proteção contra cheias e a pavimentação das vias de acesso à ponte do Exército, entre Arroio do Meio e Lajeado. As medidas foram detalhadas pelo governador

Eduardo Leite e pelo vice-governador Gabriel Souza durante reunião do Conselho do Plano Rio Grande, no Palácio Piratini.

O Cegird, orçado em R$ 70,3 milhões com recursos do Funrigs, será instalado no antigo complexo

da CEEE, em Porto Alegre. O centro deverá operar como núcleo de monitoramento, comando e coordenação de crises climáticas. A previsão de conclusão é dezembro de 2026. Paralelamente, o Estado regulamentou o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, com novas estruturas permanentes de gestão de riscos nas secretarias e criação do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres.

No Vale do Taquari, o anúncio mais imediato envolve a liberação de R$ 14,3 milhões para pavimentar e recapar as vias de acesso à ponte do Exército, sobre o Rio Forqueta. Como contrapartida, os municípios deverão construir uma nova ponte no local, substituindo a estrutura militar ainda em uso. A terceira linha de investimentos reforça os sistemas municipais de proteção. Foram aprovados R$ 12,4 milhões na nova rodada do Fundo a Fundo da Reconstrução, com foco em drenagem, casas de bombas, comportas, barragens e manutenção de diques. No total,

Investimentos anunciados

• R$ 70,3 milhões

Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird)

• R$ 14,3 milhões Pavimentação das vias de acesso da ponte do Exército (Arroio do Meio–Lajeado)

• R$ 12,4 milhões Sistemas de proteção contra cheias (Sapucaia do Sul, Esteio e São Sebastião do Caí)

desde o início das operações, o Estado já autorizou R$ 416,1 milhões para dez municípios.

O governador destaca que o Plano Rio Grande acumula mais de R$ 13 bilhões em projetos aprovados e enfatiza a participação da sociedade nas demandas encaminhadas. No balanço apresentado, foram 184 solicitações registradas e 115 reuniões com municípios. De acordo com Leite, as ações marcam a transição do emergencial para ações permanentes de resiliência. Em cima disso, o Executivo gaúcho destaca que o Conselho seguirá aberto para novas demandas enquanto avançam os estudos hidrodinâmicos, a atualização das áreas de risco e a execução de contratos em fase de licitação.

Série de ações foram detalhadas durante encontro no Palácio Piratini
MAURÍCIO TONETTO/DIVULGAÇÃO

Mascotes e incentivo às atividades físicas são destaques do fim de semana

Programação de fim de ano terá atividades no sábado e no domingo, no Parque Ney Santos Arruda. Confira outras atrações do evento

LAJEADO

Aprogramação do 9º Natal no Coração segue neste fim de semana, no Parque Ney Santos Arruda, e contará com duas atividades em destaque. No sábado, 29, ocorre a primeira edição do Encontro de Mascotes e Personagens do Vale do Taquari. O evento ocorre a partir das 17h. O objetivo do encontro é fortalecer a parceria e o relacionamento entre a comunidade e as marcas regionais, valorizando de forma lúdica e criativa as empresas do Vale. Uma forma, também, de valorizar o desenvolvimento

econômico, a união dos setores de indústria e comércio local.

Os personagens poderão interagir com os participantes do Natal no Coração e estarão à disposição para fotos junto aos cenários da decoração natalina. Conforme o secretário da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Carlos Rodrigo Reckziegel, a confraternização simbólica reunirá importantes

marcas e empresas de Lajeado e de outras cidades da região. Já no domingo, 30, das 7h às 12h, ocorre a atividade Manhã na Orla, ação que incentiva atividades físicas, lazer e convivência nas proximidades do Parque Ney Santos Arruda. Por conta da iniciativa, trechos das ruas Ítalo Reali, Osvaldo Aranha e Capitão Leopoldo Heineck estarão fechadas ao trânsito

de veículos, transformando o trecho em um grande espaço de circulação livre para pedestres. A proposta é incentivar a mobilidade ativa na orla do rio Taquari.

Ao longo da manhã, a população poderá utilizar o espaço para caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, exercícios ao ar livre e atividades de lazer, aproveitando a paisagem e o ambiente da Orla.

PROGRAMAÇÃO DO FIM DE SEMANA

SÁBADO

17h – 1º Encontro de Mascotes e Personagens do Vale do Taquari

20h – Show Banda Arpejo

DOMINGO

7h – Manhã na Orla de ruas abertas e mobilidade ativa.

Local: Ruas Ítalo Reali e Capitão Leopoldo Heineck

17h – Show Soul Rock

20h – Show Tributo à Amy Winehouse com Kelly Carvalho

Outras atrações

Além destes destaques, segue a programação de outros atrativos, como a Aldeia do Noel, que ficará aberto das 18h30min às 22h30min nos dois dias. Haverá também os passeios de Cedelinho, das 18h30min às 22h30min. O ingresso custa R$ 12 e crianças com até 4 anos não pagam. Já os passeios de Barco Seival ocorrerão às 9h, 10h30min, 14h30min, 16h e 18h30min. Serão disponibilizados 23 ingressos gratuitos por horário de passeio, por ordem de chegada.

Parque Ney Santos Arruda é o ponto de encontro da comunidade neste fim de ano
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SEGURANÇA PÚBLICA

Brigada Militar recompõe frota e avança em projeto de novo quartel

Veículo adquirido com recursos do Funrigs foi entregue nessa quinta-feira. Corporação havia perdido veículos na enchente de 2023

A3ª Companhia da Brigada Militar de Arroio do Meio recebeu, na tarde dessa quinta-feira, 27, uma nova viatura semiblindada. O veículo, uma Toyota Hilux, foi adquirido pelo governo do Estado com recursos do Funrigs (Fundo de Reconstrução do Plano Rio Grande) e entregue na sede provisória da corporação, localizada na Rua Martin Luther King, na comunidade Luterana São Paulo. A nova viatura recompõe a frota

perdida durante a enchente de setembro de 2023, quando duas caminhonetes foram completamente danificadas. Com a chegada do novo veículo, a Brigada Militar re-

toma o mesmo número de viaturas disponíveis antes da catástrofe.

A 3ª Companhia atende seis municípios, Arroio do Meio, Travesseiro, Marques de Souza,

Entrega da viatura ocorreu em solenidade na quinta-feira

Pouso Novo, Progresso e Nova Bréscia.

A comandante da unidade, capitã Roxane de Deus Lopes, destacou a importância da aquisi-

ção para o trabalho diário. “Essa viatura chega em um momento importante, porque reforça nossa capacidade de resposta e devolve à comunidade um serviço com mais segurança e agilidade. É uma recomposição necessária depois das perdas que tivemos na enchente”, afirmou.

Construção da nova sede

Além da entrega da viatura, houve avanço significativo na definição da nova sede da Brigada Militar de Arroio do Meio. Desde a enchente de 2023, a corporação está sem prédio próprio e atua em instalações provisórias.

Segundo a capitã Roxane, o governo do Estado pela Secretaria de Segurança Pública confirmou o repasse de recursos para a construção da nova estrutura. O município já encaminhou o projeto e disponibilizou um terreno no bairro São Caetano, próximo ao Sete de Setembro. A proposta recebeu aprovação dos moradores da comunidade.

“O Estado já sinalizou positivamente com os recursos, e o município fez sua parte ao apresentar o projeto e o terreno. Agora avançamos para garantir uma sede definitiva e adequada para o trabalho da Brigada Militar”, reforçou a comandante.

EXPERIÊNCIA IMERSIVA

Multiverso terá projeção mapeada narrando a história do Cristo Protetor

Projeto estreia em março de 2026 e foi um dos destaques revelados no aniversário de um ano do Boulevard

Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br

ENCANTADO

Omunicípio ganhou um novo olhar sobre a própria história com o lançamento do projeto Cristo Protetor 360°, uma experiência imersiva que promete transportar o público para dentro dos momentos que marcaram a história da cidade.

O lançamento oficial aconteceu no Restaurante Marquês, sob expectativa de autoridades, convidados e representantes da comunidade. Criado pelo produtor audiovisual Gustavo Ghisleni, o projeto combina emoção, memória e tecnologia de ponta em uma narrativa visual que estreia ao público em março de 2026, no Espaço Multiverso.

O projeto une recursos tecnológicos avançados a um minucioso trabalho de resgate histórico. Acervos regionais foram digitalizados, reorganizados e convertidos em ambientes tridimensionais. Fotografias, vídeos e registros preservados pelos fotógrafos Hugo Peretti e Mário Fontana, e por outros pesquisadores, ganharam movimento e profundidade graças ao uso de modelagem digital e computação gráfica.

História

contada em 360°

Com projeção panorâmica, o Cristo Protetor 360° permite que o público se sinta dentro dos acontecimentos que marcaram a formação de Encantado. Entre as cenas recriadas estão a chegada das primeiras famílias colonizadoras; o desenvolvimento urbano e cultural do município; as etapas de construção do Cristo Protetor e momentos que evidenciam a relação da comunidade com o monumento.

Concebido em julho de 2025, o projeto passou por intensas etapas de pesquisa, modelagem, edição e testes técnicos. Entre os principais desafios estiveram a integração de cenas digitais, a calibração precisa de múltiplos projetores e a adaptação de imagens históricas ao formato 360° sem perda de qualidade.

Além de Ghisleni, o trabalho conta com a participação de Henrique Lahude e do designer digital Antônio Herold, que já trabalham em futuras atualizações e em novas versões temáticas da experiência. Mais do que uma exibição audiovisual, o Cristo Protetor 360° propõe uma imersão emocional que resgata memórias e reforça o vínculo entre Encantado e seu monumento símbolo. A iniciativa busca aproximar moradores, turistas e a própria história que construiu a identidade da cidade.

Teaser de pouco mais de 4 minutos foi apresentado aos convidados no Multiverso
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Pagamento de parcela do 13º impulsiona vendas na Black Friday

Último dia útil de novembro é marcado por forte movimento no comércio local. Consumidores se dividem sobre as ofertas. Especialista reforça importância de planejamento financeiro antes de ir às compras

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Acoincidência entre a Black Friday e o pagamento da primeira parcela do 13º salário, ambos no último dia útil de novembro, impulsionou o comércio regional e intensificou a movimentação de consumidores em busca de ofertas. Mas, junto com a expectativa de aquecimento das vendas, também cresce a atenção para práticas enganosas e a necessidade de planejamento financeiro.

Professora da Univates e economista, Fernanda Sindelar reforça que o principal cuidado antes de aproveitar as promoções é

conhecer o preço real do produto. “A velha pesquisa de preços ainda é fundamental. Com buscadores online, é possível comparar valores dos últimos meses e identificar se há promoção verdadeira ou apenas estratégia de marketing”, afirma.

Fernanda ainda alerta para diferenças entre pagamento à vista e parcelado, artifício que pode anular o desconto anunciado. O 13º salário disponibilizado no mesmo dia da Black Friday cria um impulso extra de consumo, mas ela recomenda cautela.

“Não é porque o dinheiro está na conta que se deve comprar qualquer oferta. É importante fazer lista, planejar compras de Natal e avaliar se o item é necessário. Muitas famílias ainda estão endividadas e precisam priorizar a organização financeira.” Segundo ela, despesas como IPVA e IPTU também influenciam na decisão em segurar o dinheiro, mesmo diante de ofertas.

Conhecer os preços

Entre os consumidores, a confiança nas promoções divide opiniões. Sirley de Quadro, por exemplo, se decepcionou em anos anteriores. “Comprei uma geladeira na Black Friday achando que era um ótimo preço. Depois fui ver que dias antes custava menos. Me senti enganada”, afirma. Apesar disso, ela destaca que os supermercados apresentam des-

Não é porque o dinheiro está na conta que se deve comprar qualquer oferta. É importante fazer lista, planejar compras de Natal e avaliar se o item é necessário. Muitas famílias ainda estão endividadas e precisam priorizar a organização financeira”

contos reais: “Hoje fiz compras maiores e valeu a pena. Quando a gente conhece bem os preços, percebe onde há vantagem.”

Já Vanessa Follmann e Bárbara Diehl passaram o dia garimpando roupas para um evento. Elas encontraram boas opções, mas destacam que a busca exige paciência e comparação. “Os descontos são bons. A gente vai de loja em loja até achar algo que encaixe no

Já percebíamos antes da enchente que a data não tem mais o mesmo impacto de antigamente. As pessoas entram, pesquisam e fazem um verdadeiro leilão entre as lojas”

Em um dia de muito calor, consumidores lotaram as ruas do Centro

Como identificar promoções reais

– Pesquise o preço do produto ao longo do mês;

estilo e no bolso”, relatam. Para as duas, nem sempre o menor preço é o critério decisivo. O desafio é unir necessidade, gosto pessoal e oportunidade. A consumidora Angélica Assis aproveitou a data para comprar um micro-ondas. “Eu já estava precisando e pesquiso muito na internet. Hoje, na loja, encontrei um valor melhor que online. Nem sempre é assim, mas desta vez compensou.” O comportamento, segundo os lojistas, é cada vez mais comum. Clientes chegam com referências de preço e disposição para negociação.

Mudança no perfil

– Consulte sites comparadores e gráficos de evolução de preços;

– Verifique se o valor promocional vale para pagamento à vista e parcelado;

– De olho no “metade do dobro”: compare com o preço praticado dias antes;

– Avalie política de troca e prazo de entrega.

Como usar o 13º salário com responsabilidade

– Faça uma lista do que realmente precisa.

– Antecipe compras de Natal de forma planejada.

– Evite comprometer todo o valor com itens supérfluos.

– Reserve parte do dinheiro para despesas de início de ano (IPVA, IPTU, material escolar).

– Se estiver endividado, considere renegociar dívidas antes de comprar.

No comércio local, a gerente de uma das unidades das Lojas Benoit, Juliane Schmitz, confirma a mudança no perfil do consumidor e na própria dinâmica da Black Friday. “Já percebíamos antes da enchente que a data não tem mais o mesmo impacto de antigamente. As pessoas entram, pesquisam e fazem um verdadeiro leilão entre as lojas”, explica. Ela ressalta que o evento não envolve toda a loja, mas produtos selecionados, o que é tendência semelhante ao padrão norte-americano. Itens como televisores, estofados e refrigeradores seguem como os mais procurados. Juliane afirma que, apesar do avanço do e-commerce, o varejo físico tenta competir com prazos e condições especiais. Crediário próprio e possibilidade de começar a pagar apenas em março atraem consumidores com orçamento apertado. “Nem sempre conseguimos bater preços da internet, porque os custos de loja são maiores. Mas oferecemos condições diferenciadas e descontos reais em itens específicos, como lavadoras e TVs com reduções que chegam a 40%.”

VALE DO TAQUARI
JULIANE SCHMITZ GERENTE DE LOJA

EXPOVALE + CONSTRUMÓBIL

Acil projeta feira em meio a remodelação no Parque do Imigrante

Evento será de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro de 2026. Expectativa é enquadrar reformulação no parque no Funrigs, o que obriga obras estarem concluídas até 2027

LAJEADO

Aum ano do maior evento regional, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) intensifica os preparativos para a próxima Expovale+Construmóbil. A principal novidade dos últimos dias foi a confirmação da arquiteta Adriana Nunes Machado como presidente da feira. O evento ocorrerá de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro de 2026.

Adriana e o futuro presidente da Acil, Eduardo Gravina, foram entrevistados no Conexão Regional da Rádio A Hora dessa quarta-feira, 26, e anteciparam alguns dos planos para o evento, que pela terceira vez consecutiva será organizado de forma conjunta. As edições anteriores ocorreram em 2022 –alusiva aos 100 anos da Acil – e 2024, quando ficou marcada como a “feira da retomada”. Um dos diferenciais para organização do evento é a perspectiva de aprovação do projeto para modernização do Parque do Imigrante. Como a obra precisa estar concluída até 2027, a tendência é que no final do próximo ano o local esteja em obras e exista a obrigatoriedade de modificar tradicionais espaços.

“A ideia é que não tenhamos o Pavilhão 1 à disposição da Expovale, pois a obra precisa estar em andamento. Sacrífico que precisa

ser feito. Se tudo der certo, esta área estará isolada e a estrutura em construção”, define Gravina. Para Adriana, por mais que representa um desafio, é o melhor dos cenários para o futuro do parque e as próximas edições da feira. “O layout a gente resolve. Já perdemos muitos eventos em função da falta de estrutura. Temos economia diversificada”, complementa.

Investimentos

O projeto de remodelação do Parque do Imigrante, contratado pela Acil, foi apresentado no final da última Expovale+Construmóbil, em novembro de 2024. A proposta busca consolidar o local como um grande centro de eventos regional. Como o parque serviu de abrigo para atingidos pelas enchentes de 2023 e 2024, além de ser a base de operações da defesa civil, há requisitos para uma remodelação ser aprovada no plano que utilizada recursos do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs). O investimento previsto é de R$ 15 milhões.

O que prevê o projeto de remodelação

– Iniciativa prevê a remodelação dos espaços que integram a portaria B, em frente à Avenida Parque do Imigrante, restaurante, pavilhão 1 e saguão 1.

– Entrada do Parque será ampliada e modernizada.

– Haverá salas de reuniões, trabalho, eventos e suporte.

– Criação de uma cozinha de apoio aos eventos.

– Auditório para 300 pessoas.

– Programa de acessibilidade ao parque.

– Estrutura pensada para receber eventos muito além daqueles que já acontecem na cidade.

– Capacidade de manter vida no Parque ao longo do ano.

– Estrutura pensada também para os momentos de emergência, com estrutura adequada para ambiente de trabalho, e autoridades nos momentos de crise.

Presidente da Construmóbil

O próximo anúncio será a presidência da Construmóbil. A previsão é formalizar o convite na próxima semana. De acordo com Gravina e Adriana, trata-se de uma liderança regional com articulação junto a entidade. A junção entre os empreendimentos multisetorial e estandes voltados a construção civil e mobiliário é considerado um dos pontos fortes do evento para atrair público e difundir forças econômicas da região.

A ideia é que não tenhamos o Pavilhão 1 à disposição da Expovale, pois a obra precisa estar em andamento. Sacrífico que precisa ser feito” “Já perdemos muitos eventos em função da falta de estrutura. Temos economia diversificada”

Projeto foi apresentado durante a última edição da Expovale
Parque do Imigrante sedia o principal evento regional
FREDERICO SEHN/DIVULGAÇÃO
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Henrique Pedersini henrique@grupoahora.net.br

Setor comemora manutenção de regras e incentivos para armazenamento de energia

Nova lei preserva compensação de créditos, amplia abertura do mercado livre e fortalece uso de baterias

Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br

PAÍS

As mudanças propostas pela Medida Provisória 1.304, aprovada no Congresso e sancionada nessa segunda-feira, 24, movimentaram o setor elétrico nas últimas semanas. Para empresas e consumidores ligados à micro e minigeração fotovoltaica, o resultado representa uma vitória, especialmente pela

A grande vitória foi preservar a lei como está e impedir qualquer mudança brusca que pudesse afetar famílias e empresas”

manutenção integral da Lei 14.300, marco da geração distribuída, que seguirá sem alterações no sistema de compensação de créditos. A avaliação é de Gustavo Scheibler, pro-

prietário da Premium Energia Solar, que afirma que o texto final trouxe segurança jurídica ao segmento. Segundo ele, a maior preocupação de empresas e consumidores era a intenção inicial de criar uma cobrança de R$ 20 a cada 100 kWh para novos sistemas solares. A proposta constava no relatório preliminar, mas acabou derrubada após forte mobilização de associações e entidades do setor. “Seria um custo enorme, praticamente inviabilizaria novos projetos. A retirada desse item foi uma grande conquista”, afirma Scheibler. Outro ponto considerado positivo com a promulgação é o incentivo ao armazenamento de energia, que deve ganhar força no mercado brasileiro. A lei abre espaço para isenções ou reduções significativas de impostos sobre baterias, favorecendo tanto sistemas residenciais quanto

projetos industriais e infraestrutura das concessionárias. “Vamos ver uma modernização importante no mercado, com sistemas híbridos e grandes bancos de bateria. Isso deve reduzir o custo desses equipamentos nos próximos anos”, destaca.

Abertura do mercado livre

A lei também estabelece um cronograma de abertura do mercado livre de energia. Em até 24 meses, consumidores de baixa tensão, como pequenas empresas, poderão migrar para o modelo, escolhendo livremente seus fornecedores. A abertura total deve ocorrer em até 36 meses.

O consumidor continuará pagando a tarifa à concessionária local pelo uso da rede, mas terá liberdade

para contratar a energia de outros agentes do mercado. “Será como escolher a operadora de telefone. A tendência é de redução de custos e maior competitividade”, avalia Scheibler.

Por outro lado, novos contratos firmados no mercado livre por grandes consumidores deixam de ser considerados energia incentivada. Na prática, benefícios atualmente concedidos nas tarifas TUSD e TUST deixam de existir, compensando parte dos custos gerados pelas políticas sociais do setor elétrico.

Curtailment e impactos ao sistema

Durante a tramitação, a Câmara aprovou ainda uma emenda que garante ressarcimento por curtailment, quando a produção de energia eólica ou solar é reduzida pelo operador do sistema por excesso de oferta ou limitações de transmissão. O relator do texto no Senado, Eduardo Braga, criticou a mudança. Para ele, a medida gera ônus ao sistema, já que investidores estariam cientes do risco ao instalar usinas em regiões com restrições. Mesmo assim, o dispositivo foi mantido.

Regras preservadas e segurança para investidores

Com a rejeição de propostas que alterariam o marco legal vigente, permanece intacta a legislação criada em 2022, o que garante previsibilidade a quem já investiu em energia solar e a quem pensa em aderir ao sistema. Scheibler reforça que “a grande vitória foi preservar a lei como está e impedir qualquer mudança brusca que pudesse afetar famílias e empresas”.

No Vale do Taquari, onde a geração distribuída cresceu na última década, a manutenção das regras é vista como essencial para a continuidade dos investimentos e para a estabilidade dos negócios ligados ao setor fotovoltaico.

ENERGIA SOLAR
Nova legislação também estabelece um cronograma de abertura do mercado livre de energia
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Vergílio Goerck encaminhou proposta ao prefeito Cesar Leandro Marmitt.

Ideia é a viabilização de um condomínio empresarial e habitacional entre a RSC-453 e a ERS-130

Intitulado “Cruzeiro do Sul do Futuro”, uma sugestão de projeto desenvolvido pelo professor, contador e economista Vergílio Goerck busca criar um novo eixo de desenvolvimento no município e impulsionar a economia local, severamente afetada após as enchentes de 2023 e 2024. Entregue ao prefeito Cesar Leandro Marmitt – Dingola, o documento detalha a criação de um condomínio empresarial e habitacional sustentável entre as rodovias ERS-130 e RSC-453, em uma área estratégica que compreende bairros como Centro, Célia, São Gabriel, São Rafael e a região da rua da Divisa. Goerck, que passou a infância e grande parte da vida profissional no município antes de atuar por 23 anos na gestão do Hospital Bruno Born, em Lajeado, afirma que a iniciativa nasce de sua intenção de contribuir de forma voluntária com a reconstrução econômica da cidade.

“O setor social, a saúde e a educação receberam atenção fundamental após a enchente. O comércio e a indústria também avançam. Mas falta o grande pulo do gato para gerar um ciclo robusto de desenvolvimento”, defende.

Data Center

O projeto sugerido propõe um condomínio de cerca de 9 milhões

RECONSTRUÇÃO DO VALE

Professor apresenta projeto para transformar área estratégica em novo eixo de desenvolvimento

de metros quadrados, resultado de parceria com proprietários da área. Ali, seriam instalados um Data Center, unidades de produção de chips e semicondutores — o que seria o primeiro polo tecnológico dessa natureza nos Vales do Taquari e do Rio Pardo —, além de estruturas voltadas à tecnologia e inteligência artificial.

A proposta inclui ainda um centro comercial, espaço indus-

trial, arena de jogos eletrônicos, cancha de esportes, centrais de internet, água e energia, e postos de abastecimento. A região escolhida é apontada por Goerck como estratégica, pela proximidade com o antigo aeroporto, Distrito Industrial e com grandes eixos rodoviários, além do fato de ser uma zona fora do alcance das enchentes.

Embora reconheça o impacto positivo de obras como a futura

hidrelétrica de Bom Retiro do Sul e a Ponte dos Vales, entre Estrela e Cruzeiro do Sul, ele argumenta que essas iniciativas, somadas à ligação direta entre a ERS-130 e a RSC-453 seria o gatilho necessário para atrair investimentos de grande porte.

Etapas

O plano apresentado por ele prevê várias etapas: criação de uma comissão envolvendo governos, entidades de classe, empresários, proprietários e voluntários; elaboração técnica final; definição das fontes de financiamento; execução de obras públicas e privadas; e geração de “inúmeros empregos”, conforme destaca o documento.

“O projeto Cruzeiro do Sul do Futuro pode posicionar o município entre os mais pujantes do RS, ampliando as oportunidades para a comunidade e reposicionando a economia local em um momento decisivo de reconstrução”, frisa.

Proposta foi protocolada por Goerck na administração municipal

“O

setor social, a saúde e a educação receberam atenção fundamental após a enchente. O comércio e a indústria também avançam. Mas falta o grande pulo do gato”

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Ideia é transformar Cruzeiro do Sul em um eixo de desenvolvimento
VERGÍLIO GOERCK PROFESSOR
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PREMIAÇÃO NACIONAL

Morador de Colinas conquista o título de jardim mais bonito do Brasil

Com 6.950 curtidas, Mário Andrade garantiu o 1º lugar na categoria amador do concurso nacional promovido pela Trapp. O jardim de um hectare, cultivado diariamente por ele e pela esposa na Linha Roncador, virou ponto de visitação e reforça a identidade que faz de Colinas a cidadejardim do RS

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

COLINAS

Colinas ampliou sua vitrine nacional ao celebrar a vitória de um de seus moradores no concurso O Jardim Mais Bonito do Brasil, iniciativa que reúne projetos de todas as regiões e valoriza histórias de dedicação ao cultivo. Depois de figurar entre os finalistas no ano passado, Mário Andrade alcançou agora o topo da categoria amador, voltada a espaços mantidos diretamente por seus criadores. O resultado consagra não apenas o trabalho do casal, mas também o caráter paisagístico que acompanha o município há décadas.

O concurso é organizado pela Trapp, marca reconhecida no setor de jardinagem. A participação ocorre por envio de uma foto do jardim acompanhada de um equipamento da empresa, como tesoura, aparador ou cortador.

A avaliação ocorre em etapas até a abertura da votação final no Instagram, onde o público define os vencedores.

Chamado de “Paraíso Colinas”, espaço agora tem título nacional, e continua aberto para visitação do público

A Linha Roncador, onde o jardim está instalado, ganhou outra dimensão com o projeto de um hectare que o casal desenvolve há mais de vinte anos. O espaço reúne canteiros extensos, áreas sombreadas por árvores adultas, passagens que moldam o terreno e variações de espécies que se alternam conforme o clima. A rotina é intensa. São horas diárias de poda, replantio, organização e renovação — um cuidado constante que, para eles, virou estilo de vida. “É uma construção diária, e a natureza sempre surpreende. Cada estação traz um desafio novo”, comenta Mário.

Projeto que nasceu da saudade de espaço

A história do jardim começou antes mesmo de existir. Morando em apartamentos em Caxias do

Sul e Santa Maria, o casal carregava o desejo de criar um refúgio verde. O sonho ganhou forma quando encontraram o terreno na Linha Roncador.

A partir dali, desenharam caminhos, definiram níveis, buscaram espécies e testaram combinações

que evoluíram ao longo dos anos. Hoje, o local abriga desde flores de ciclo curto até plantas perenes, frutíferas e áreas onde pequenos macaquinhos circulam, atraídos pelo pomar. O conjunto não foi pensado para competições — foi pensado para ser vivido.

Força da mobilização popular

A votação nacional ocorreu no Instagram da Trapp Brasil, onde cada curtida funcionava como voto. A foto de Mário ultrapassou 6,9 mil interações, garantindo a liderança com ampla vantagem. O número expressivo levou o jardim ao reconhecimento nacional e mobilizou a comunidade ao longo da semana de votação. Para o morador, porém, o título vai além da disputa. “É bonito ver Colinas aparecer com esse carinho. A cidade sempre valorizou seus jardins, e isso faz parte da nossa cultura. Ganhar é especial, mas participar já tinha sido muito importante.”

Paraíso aberto ao público

O jardim, conhecido como Paraíso Colinas, recebe visitantes regularmente. Alguns agendam a visita; outros chegam por indicação ou curiosidade. A receptividade, segundo o casal, faz parte da essência do projeto: dividir aquilo que construíram. Com a vitória, Mário vai receber equipamentos de jardinagem que deverão reforçar o trabalho diário. O prêmio simboliza não apenas o reconhecimento nacional, mas a confirmação de um movimento que há anos se vê no município: a força do paisagismo local como valor cultural, turístico e afetivo.

FOTOS DANIÉLY SCHWAMBACH

CTG amplia estrutura para receber mais de 50 grupos durante rodeio

Evento ocorre em 29 e 30 de novembro e exige readequações após danos da enchente. Programação retorna ao espaço tradicional

OCTG Querência do Arroio do Meio finaliza os preparativos para o rodeio artístico dos dias 29 e 30 de novembro, marcado pela necessidade de reorganização estrutural e pelo crescimento da demanda. Após a enchente que derrubou o galpão da entidade, o evento de 2024 precisou ser realizado no PA Rural. Agora, com o espaço reinaugurado em março de 2025, o CTG retoma o formato tradicional, mas com novos ajustes.

A principal mudança é a ausência da modalidade de chula. Segundo a vice-patroa Claudete Rempel, o espaço utilizado para a prova foi danificado e ainda não está recuperado. A situação segue a tendência regional: o número de chuleadores caiu de 28 em 2018 para 22 em 2024, conforme dados do Departamento Artístico. Outro ponto que exigiu ação imediata foi a procura acima do esperado. As inscrições abriram em 1º de novembro e, quatro dias depois, os 30 grupos previstos para o domingo já estavam confirmados para o evento.

Ampliação

O MTG orienta limite de 30 grupos de danças tradicionais por domingo e 45 casais de dança de salão no sábado. Para atender à demanda, a patronagem buscou alternativas, como a contratação de uma pirâmide e a instalação de um tablado extra, permitindo a criação de um segundo palco.

Com a ampliação, o rodeio receberá 55 grupos de danças tradicionais, número semelhante ao pico registrado na região em 2019

Com a ampliação, o rodeio receberá 55 grupos de danças tradicionais, número semelhante ao pico registrado na região em 2019. Também estão confirmados 60 declamadores e 45 casais de danças de salão, mantendo o limite recomendado pela entidade tradicionalista.

Os dados mostram estabilidade nas categorias: a dança de salão registrou 33 casais em 2024, enquanto a declamação feminina

passou de 21 participantes em 2018 para 45 em 2024; entre os homens, o número subiu de 15 para 23 no período.

Evento consolidado

Claudete destaca que a reorganização foi necessária para garantir que o evento comportasse o interesse do público. “Busca-

mos uma solução para não deixar ninguém de fora. O crescimento das inscrições mostra a força do rodeio e a importância de oferecer estrutura adequada”, afirma. Com reforço logístico e adesão acima da média, o Rodeio Artístico do CTG Querência do Arroio do Meio se consolida como um dos maiores da região em 2025, reunindo grande volume de apresentações mesmo após um ano marcado por reconstrução.

Buscamos uma solução para não deixar ninguém de fora. O crescimento das inscrições mostra a força do rodeio e a importância de oferecer estrutura adequada”

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
ARROIO DO MEIO
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La Niña avança e atinge maior intensidade

Redução de chuvas deve durar até fevereiro e demanda planejamento de produtores rurais

Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br

ESTADO

Aatuação do La Niña ganhou força e provoca impactos diretos no planejamento agrícola para o verão. Segundo boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgado nesta semana, o fenômeno atinge sua maior intensidade desde o início da atuação, confirmado em 9 de outubro.

A anomalia de temperatura na região Niño 3.4 chegou a -0,8°C, mantendo a classificação de La Niña fraca (entre -0,5ºC e

-0,9ºC), mas consolidando seis semanas consecutivas de resfriamento no Pacífico.

Esse padrão, reforçado também pelo resfriamento na região Niño 1+2 — próxima às costas do Peru e Equador — indica tendência de redução das chuvas no Sul do Brasil, sobretudo no Rio Grande do Sul, onde o regime hídrico costuma responder rapidamente às variações térmicas do oceano.

As projeções internacionais apontam para um episódio curto: o La Niña deve perder força entre janeiro e fevereiro de 2026, com retorno à neutralidade no trimestre final do verão. Até lá, a agricultura enfrenta um cenário de maior risco, em especial para as culturas de soja e milho, que concentram fases críticas do ciclo produtivo.

No Rio Grande do Sul, a tendência é de estiagem entre dezembro e janeiro. Apesar da perspectiva de irregularidade nas chuvas, o impacto sobre a safra de grãos deve ser limitado: cerca de 70% da área de milho já está semeada, reduzindo a margem de

interferência no calendário agrícola. Ainda assim, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri, alerta para maior vulnerabilidade do milho devido à sensibilidade dos processos de polinização e germinação.

Para a soja, o plantio escalonado permanece como a principal estratégia de mitigação, distribuindo as fases de desenvolvimento ao longo do tempo e reduzindo o risco de perdas simultâneas. Rugeri reforça que informações climáticas antecipadas são fundamentais, mas destaca que a base da resiliência no campo está em um tripé: solo bem estruturado, cobertura vegetal eficiente e rotação de culturas.

Resistência no campo

Com a proximidade do verão, produtores ajustam manejos e reforçam práticas conservacionistas. Em Catuípe, no Noroeste gaúcho, a propriedade de Emerson Walter é exemplo de planeja-

mento contínuo. Com produção diversificada de soja, milho, trigo e aveia, Walter mantém há quatro décadas o controle pluviométrico da fazenda e investe na melhoria da estrutura do solo. Localizada em área com declives, a propriedade aposta em irrigação complementar, palhada permanente, correção da acidez, curvas de nível e rotação de culturas com mix de espécies de inverno e verão. “Investir na estruturação do solo é proteger o

Um dos principais desafios está na cultura do milho devido à sensibilidade dos processos de polinização e germinação

maior patrimônio da propriedade”, afirma o produtor, destacando que a combinação de manejo adequado e antecipação climática é decisiva para atravessar períodos de estiagem.

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365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Parque aquático de Venâncio Aires abre temporada com novo toboágua

Bar local tem amplo espaço coberto com vendas de lanches, bebidas e espaço para

de 40 quiosques e 200 churrasqueiras estão espalhadas pela natureza

Park Balneário Paraíso tem mais de mil metros quadrados de área de piscina, com dois toboáguas, rampa radical e escorregadores infantis

Com acesso asfaltado às margens da ERS-422, interior de Venâncio Aires, o Park Balneário Paraíso é um dos destinos mais completos de veraneio nos vales. Tem piscinas, área de camping, bar local e mais de 20 anos de tradição.

A novidade para este ano é a inauguração do segundo toboágua com cerca de 60 metros de descida. Em sua área de banho com mais de mil metros quadrados, o parque aquático conta ainda com uma rampa para duas pessoas e escorregadores infantis. As piscinas têm profundidades para todos os gostos.

de várias profundidades garantem a diversão de adultos e crianças

Nesta temporada, o ponto turístico também investiu na ampliação dos espaços do camping. Ao todo, tem mais de 200 churrasqueiras e cerca de 40 quiosques espalhados em meio à natureza – pontos ideais para o público passar o dia.

A estrutura se completa com campo de futebol, vôlei, praça infantil e amplo estacionamento.

O bar local vende lanches (pastéis, enroladinhos, sorvete,

Ponto turístico abriu com espaços esportivos em 2002 e instalou as primeiras piscinas quatro anos depois

açaí com acompanhamentos) e bebidas para todos os gostos.

A entrada do parque custa R$ 20,00 na semana e R$ 25,00 nos fins de semana e feriados. Para grupos acima de 30 pessoas, é concedido desconto. Também é permitido acampar no local com o custo de R$ 15,00 o pernoite por pessoa.

O atendimento ocorre diariamente. Mais informações no @parkbalnearioparaiso ou pelo WhatsApp 51 99616-1927.

Tradição de 20 anos

O começo do Park Balneário Paraíso foi com um campo de futebol, açude e acesso ao arroio da comunidade, em 2002. O objetivo principal do ponto turístico era sediar competições esportivas na cidade. Quatro anos depois, a família Ertal inovou com a construção de piscinas de fibra – uma novidade regional na época. Dessa forma, o ponto turístico passou a se tornar oficialmente um parque aquático.

FÁBIO KUHN
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Soraia Hanna recebe autoridades políticas em sessão de autógrafos

Critério Editorial assina a produção da obra “Gerindo crises, construindo reputação”, estreia da jornalista e especialista na gestão de comunicação, imagem e desafios estratégicos

ESTADO

Ajornalista e sócia-diretora executiva da Critério – Resultado em Opinião Pública, Soraia Hanna, recebeu convidados nesta quarta-feira, 26, para uma sessão especial de autógrafos da obra “Gerindo crises, construindo reputação”. Fruto de 25 anos de

atuação na gestão de comunicação, imagem e desafios estratégicos no setor público e privado.

Publicado pela Critério Editorial em parceria com a Editora AGE, o livro faz uma imersão nos bastidores da comunicação em seus momentos mais desafiadores. A obra se organiza em três partes complementares, entrelaçando relatos reais, depoimentos, reflexões estratégicas e lições práticas sobre reputação, comunicação e liderança.

“Quem tiver a oportunidade de ler o livro poderá entender a dimensão estratégica para mitigar riscos ou para saber enfrentar a tempestade com a serenidade necessária para seguir em frente. E, nessa jornada, um apoio profissional qualificado para auxiliar a tomada de decisões pode significar o triunfo ou a derrocada”, explica a escritora. LANÇAMENTO LITERÁRIO

GERMANO

RIGOTTO

EX-GOVERNADOR

Não há pessoa melhor para efetivamente escrever um livro como esse do que a Soraia”

O encontro reuniu os ex-governadores Germano Rigotto, José Ivo Sartori, Ranolfo Vieira Júnior e Yeda Crusius, além do ex-vicegovernador José Paulo Cairoli. Soraia atuou nos governos Britto, Rigotto e Tarso Genro, além de ter liderado a comunicação do Banri-

sul no governo de Yeda Crusius e ter sido assessora de imprensa na Assembleia Legislativa.

Hoje na Critério, ela lidera atendimentos de alta complexidade para empresas e instituições, com foco em fortalecimento de imagens e gerenciamento de crises.

“Não há pessoa melhor para efetivamente escrever um livro como esse do que a Soraia. Quem está na linha de frente nesses processos e entende qual é a melhor forma de enfrentá-los sabe o

quanto são cruciais para o reforço da reputação de uma empresa ou de um líder. E a experiência da Soraia é incomparável”, detalhou o ex-governador Germano Rigotto. A publicação está disponível no site da Editora AGE e em breve nas principais livrarias do país.

Hoje na Critério, ela lidera atendimentos de alta complexidade para empresas e instituições

Lente Social

Mulheres nos negócios

A coach de performance

Gabriela Jacinto realizou mais uma edição do Encontro Mulheres S/A nesta terça-feira, 25. O evento ocorreu na Pizzaria Luna, em Teutônia, e contou com uma palestra sobre protagonismo feminino e desafios do crescimento. A noite também teve participação especial de Paola Krieger e Uliana Dewes, que conversaram sobre transição de carreira e liderança de equipes. O encontro encerrou com um coquetel e muito networking.

Um brinde a 2025

Iedi Schnorr e sua equipe da Brasil Viagens receberam amigos, clientes e fornecedores para uma confraternização de final de ano nesta quinta-feira, 27. O encon -

Poesia entre páginas

O Rotary Club de Lajeado-Engenho celebrou os 30 anos do projeto Os Jovens Poetas com o lançamento da edição 2025 nesta quinta-feira, 27, na Univates. O projeto, iniciado em 1996, envolve estudantes de escolas de níveis fundamental e médio, públicas e privadas de Lajeado. Neste ano, participam 40 instituições de ensino, 139 professores e 289 alunos, cada um com a sua poesia.

tro ocorreu nas dependências do Solar dos Lagos em Cruzeiro do Sul com um jantar para celebrar os destinos alcançados e renovar as energias para 2026.

Jazz em Lajeado

A noite de quarta-feira, 26, foi marcada por muita música boa no Espaço Cultural Wilson Dewes, em Lajeado. O trio, com Ricardo Arenhaldt na bateria, Everson Vargas no contrabaixo e o renomado pianista holandês Mike Del Ferro, arrasou nas notas musicais e deixou os apreciadores de jazz encantados com a performance. Parabéns ao lajeadense Ricardo por promover momentos de cultura e arte qualificados. Na foto, registro do trio após a apresentação.

Lisi Costa Leila Franz
Michele Bedin e Gabriela Jacinto
Jorge e Mirta Huppes com a Iedi Schnorr Mário Stockmann, Lisiane Klett e Iedi
Uliana Dewes, Gabriela e Paola Krieger
Ingrid Elisa Hauschild , Tânia Maria Schardong e Eduardo Nicolau Haas
Gladis Guerra Parise, Roberta Parise Bozetti, Luiza e José Luiz Bozetti
Bruno, Tiago Giovanaz da Silva, Raquel Giovanaz e Catarina
Mike Del Ferro, Everson Vargas e Ricardo Arenhaldt

OBITUÁRIO Publicações Legais

JURANDIR LUIZ GAZOLI, 75, faleceu na sexta-feira, 28. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Roca Sales.

OLMINIR BADIN, 71, faleceu na quintafeira, 27. Os atos fúnebres ocorreram no crematório de Venâncio Aires.

MARIA DE LOURDES DEBONA, 75, faleceu na quinta-feira, 27. O

sepultamento ocorreu no cemitério de Linha Pinheirinho, em Roca Sales.

EVA ROSA DOS ANJOS, 77, faleceu na quinta-feira, 27. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari.

HELIO BORTOLOTTO, 74, faleceu na quinta-feira, 27. O sepultamento ocorreu no cemitério de Linha Segredo, em Arvorezinha.

Casa Afeto

Quando o cliente procurou o arquiteto Lucas Pedó para o projeto de um apartamento, já tinha uma paleta de cores definida e isso deu o nome da “Casa Afeto”, pois a paleta leva esse nome. Logo, toda a concepção foi a partir disso e por isso a principal parede é listrada, por entender a relevância que as cores tinham para o cliente.

A “Casa Afeto” tem esse nome também porque há diversas peças de mobiliário e decoração que estão na família há anos, como a mesa, a cristaleira e o móvel próximo da entrada e do corredor dos quartos. E esse mobiliário está em processo de restauro. Ou seja, todo o projeto se baseou naquilo que o cliente trouxe, aquilo que ele demostrou ter relevância para estar dentro de sua casa. “Sem dúvidas são esses quesitos que tornam um projeto único, afinal, as peças eram de sua família e

Lucas Pedó Arquitetzo e urbanista

Lucas Pedó Arquitetura e Design contato@lucaspedoarqdes.com.br @lucaspedo.arq.des

agora compõem a sua casa”.

Segundo o arquiteto, as cores compuseram bem com o mobiliário antigo, de madeira, já que o terracota é uma cor complementar ao marrom. “A paleta Afeto tem esse olhar à natureza, transmite calmaria e aquece o ambiente, por esse motivo nos parece aconchegante. São cores que estão na natureza.” Por esse motivo, a cozinha é verde escuro e o granito é escova, sem brilho. Tudo para transmitir na paleta os elementos naturais, afinal o granito não é brilhante, o que o torna brilhante é um processo industrial.

Pedó Espera que esse projeto seja um convite para inserir cores dentro de sua casa. Evitar cores saturadas, aquelas vibrantes, que se parecem com neons. Use a cor para criar a “vibe” do ambiente. Pesquise pela roda de cores e se encoraje a inserir as cores no seu dia-adia.

UMAS & OUTRAS

CADA CASO É UM CASO

Ecostumam demandar soluções diferenciadas, de acordo com as circunstâncias e possibilidades específicas.

Tipo assim o sistema de recolhimento/processamento/destinação de resíduos urbanos e rurais, aí incluídos domésticos, comerciais, industriais, hospitalares, eletrônicos, orgânicos, inorgânicos, recicláveis ou não, com ou sem logística reversa e por aí afora.

As problemáticas nessa área aumentam sempre, mas as possibilidades de solucionáticas hoje em dia também não ficam muito atrás.

Em maior escala, inclusive a nível regional e extraterritoriais, aqui pelas bandas do Taquari já existem importantes empreendimentos estabelecidos com foco em determinados segmentos desta área. E muito bem qualificados por sinal.

Hoje em dia o pepino maior em áreas urbanas são os chamados resíduos domésticos. Mesmo para esses já foram realizados estudos apurados e consistentes, de maior envergadura.

Um para implantação de uma central regional de recepção/ seleção/reciclagem/destinação final (via consórcio regional) e outro para encaminhar toda essa importante logística complementar lá para os lados de Minas do Leão.

CIRCULANDO

POR LÁ

A exploração de jazidas minerais a céu aberto costumam gerar cavidades grandes e profundas. É

o que também tinha restado no fim da mineração do veio de carvão por aquelas bandas.

Uma iniciativa arrojada e sustentável acabou descascando dois baita pepinos: o que fazer com aquelas crateras remanescentes e a destinação dos crescentes volumes de lixo urbano, principalmente na região metropolitana, onde altas densidades populacionais, acelerados crescimentos na urbanização inclusive verticais, limitações geográficas, entre outros fatores, uma problemática crescente.

Demorou um pouco para se consolidar, mas hoje em dia a unidade sob administração da CRVR recebe descartes urbanos de 140 municípios e estima-se o processamento de cerca de 40% do volume de resíduos gerados no estado.

Apenas para lembrar que essas preocupações não são de hoje e que eventuais consertos têm que ser feitos com a carroça andando, o que é mais bem complicado do que fazer com ela parada na oficina.

CIRCULANDO POR AQUI

Eu tenho por mim que a imensa maioria dos cidadãos são conscientes, inclusive com relação aos respectivos resíduos domiciliares.

Se a chamada coleta seletiva funcionar relativamente bem, com recolhimentos regulares, contêineres específicos prá cada sacola, alguns ecopontos para descartes maiores a coisa funciona e nem precisa visitar as ¨oropas¨ pra conferir isso. Basta observar a quantidade

de pontos informais que recebem entregas voluntárias de recicláveis secos e inorgânicos, tipo tampinhas plásticas, embalagens pets, latinhas de alumínio, determinadas garrafas de vidro, etc.

E uma usina de reciclagem onde só entram os ditos resíduos realmente recicláveis e previamente selecionados é meio caminho andado até pras cooperativas de trabalho já estabelecidas.

Também não custa lembrar que num cantinho qualquer de terreno dá para montar tipo uma mini-usina de resíduos domésticos orgânicos, que misturados com folhas caídas, restos de gramas roçadas e pequenas podas com o tempo viram um belo adubo.

O chamado lixo verde também tem destinação específica, nas zonas urbanas basta acompanhar os cronogramas de recolhimento já pré-estabelecidos.

Nas áreas rurais o “problema” maior tende a ser os resíduos orgânicos das criações mais concentradas, que na real são soluções, desde que processados e destinados adequadamente, como já o são em sua imensa maioria.

Para fechar o assunto, antes de acabar a página: o tema é amplo e cada vez mais complexo, certamente tem gente bem mais enfronhada nele do que esse mero palpiteiro, especialista em generalidades.

Mas aqui pelas bandas do Taquari essa problemática continua sendo bem equacionada, inclusive com a introdução das sempre bemvindas e consistentes novidades, pra agregarem melhores e mais avançados serviços. VELHOS MARINHEIROS

Não mexem nenhum pauzinho contra, mas também nem a favor... bons conselheiros não dizem só o que se quer ouvir ou é agradável. Com olhos fora e acima da mata se vê melhor.

Cumpádi Belarmino: Tem que caçar com os perdigueiros que se pode contar no momento. Se não são os melhores, que pelo menos sejam os mais confiáveis e experientes disponíveis.

Calçou as sandálias da humildade: se soubesse tudo sobre tudo não estava aqui, já seria pré-candidato a ¨supremo¨ imperador em Brasília, ou na ONU, ou até no universo.

SAIDEIRA

Neto pro nôno:

- Vô, o que é impotência sexual na velhice?

- No meu caso é que nem tentar jogar sinuca com uma corda...

- ?????

ARTIGO

O retorno dos muros e fronteiras

“O sujeito de desempenho acredita ser livre, mas na verdade é o seu próprio algoz, explorando a si mesmo até o limite do burnout.”

Byung-Chul Han

Ateoria germinal, um dos grandes avanços da medicina,afirmava que muitas doenças infecciosas eram causadas por microrganismos específicos, chamados germes, e que infectavam o corpo. Louis Pasteur um dos principais defensores dessa teoria dizia haver uma relação de causa e efeito entre esses microrganismos e as doenças.

Essa teoria foi tão revolucionária que criou novos paradigmas não só na medicina, mas também na política e na cultura. O século XIX influenciou o século passado ao estabelecer uma divisão nítida entre dentro e fora, amigo e inimigo ou entre próprio e estranho.

A bacteriologia e depois a imunologia nos ensinaram a identificar o que é estranho, mesmo que esse não tenha nenhuma intenção hostil, mesmo que ele não represente nenhum perigo. Ao fim ele acaba eliminado simplesmente porque é diferente.

As duas grandes guerras e a guerra fria que se seguiu depois ilustram bem como a imunologia criou essa nova visão de mundo.

Os anos passaram e a tolerância cresceu e no final do século XX, em lugar da estranheza surge a diferença, algo que não provoca nenhuma reação. Essa diferença impregnou a pós-modernidade, pois não fazia adoecer e pregava uma tolerância raras vezes vista na história humana. Tudo isso converge para a globalização, que no fundo era uma nova forma de consumo.

Nesse admirável novo mundo o estranho cede lugar ao diferente, que se converte em exótico e que assim, pode ser inclusive, visitado. O turista vira consumidor, cresce exponencialmente e deixa de ser

um sujeito imunológico, pelo contrário, ele se torna tolerante e defensor do multiculturalismo.

Do lado inverso o assim chamado “imigrante” não era mais um estrangeiro, alguém que representasse um perigo real ou alguém que causasse medo. Sendo assim ele podia ser recebido de braços abertos...Foi assim que os Estados Unidos e a Europa em especial, se encheram de imigrantes. Eles foram recebidos, tolerados até, mas jamais integrados.

Paralelo a isso a sociedade ocidental do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, rígida e disciplinada dos séculos passados, mas sim uma sociedade de desempenho. Também seus habitantes não se chamam mais “sujeitos da obediência”, mas sujeitos de desempenho e produção, se tornando empresários de si mesmos. Nesse sentido, os muros das instituições disciplinares, que delimitavam os espaços entre o normal e o anormal, se tornaram arcaicos num mundo movido a motivação. A antiga sociedade disciplinar gerava loucos e delinquentes. Já a sociedade do desempenho produz depressivos, ansiosos, hiperativos e fracassados.

Esse era para ser o caminho do século XXI, mas com o tempo se percebeu que uma pequena, mas assustadora parte desses imigrantes, acostumados com a sociedade disciplinar e desintegrados da sociedade de consumo,voltaram a agir como estranhos, só que dessa vez instalados no sistema como células potenciais terroristas, e que buscavam minar o sistema a partir do seu interior.

Por isso que o mundo retorna aos velhos muros, seja nas fronteiras ou numa prisão em El Salvador.

CRUZADAS

Complexo da (?): conjunto de 16 favelas de onde cresceu Marielle Franco (RJ)

Estudavas o texto

TERCEIRONA GAÚCHA

GUARANI TENTA COROAR CAMPANHA 100% E

CONFIRMAR ACESSO

Equipe de Venâncio

Aires recebe o Rio Grande no Edmundo Feix com a vantagem de ter vencido a partida de ida da semifinal

OGuarani de Venâncio Aires está muito próximo de retornar à segunda divisão do Campeonato Gaúcho. Depois de vencer o Rio Grande fora de casa na partida de ida da semifinal da Terceirona, o clube do Vale do Rio Pardo entra em campo neste domingo, 30, para confirmar a vaga à final e o retorno à Divisão de Acesso. A partida ocorre no Estádio Edmundo Feix, às 15h. Dono da melhor campanha geral e ainda com 100% de aproveitamento na competição, o Guarani confirmou seu favoritismo e abriu uma excelente vantagem sobre o Rio Grande no Estádio Aldo Dapuzzo. A vitória por 2 a 0, com gols de Denis e Murilo, deixa o time da “Terra do Chimarrão” com um pé na Divisão de Acesso. Para o jogo de volta, em Venâncio Aires, o Guarani jogará pelo empate e pode perder por até um gol de diferença. O Rio Grande, clube mais antigo do Brasil, terá a dura missão de reverter o placar, precisando vencer por 3 a 0 para subir diretamente ou

devolver o 2 a 0 para forçar a disputa de pênaltis.

A partida pode representar o retorno do clube à segunda prateleira do futebol gaúcho após duas temporadas. O Guarani foi rebaixado na edição de 2023, quando encerrou com a pior campanha entre os 16 times da Divisão de Acesso. No ano passado, o pri-

GAUCHÃO SUB-17

meiro na terceira divisão, a equipe parou na primeira fase.

Na outra semifinal, a Apafut está em vantagem após vencer a ida sobre o São Paulo, por 1 a 0, em Caxias do Sul. A partida de volta ocorre também neste domingo, às 16h, em Rio Grande. Os dois finalistas da Terceirona sobem de divisão.

Em busca da virada, a Alaf entra em quadra neste domingo, 30, na grande final do Gauchão Sub-17 de Futsal.

O confronto reúne os campeões das Conferências Oeste e Leste. A equipe de Lajeado saiu derrotada do primeiro jogo ao ser superada pelo placar de 3 a 2 para a ACBF, de Carlos Barbosa, em partida disputada no ginásio do bairro Campestre.

A partida de volta está marcada para o Centro Municipal de Eventos, às 17h.

Para conquistar o título, a equipe de Lajeado precisa vencer no tempo normal e nos pênaltis. Empate ou nova vitória da ACBF dão o título ao time de Carlos Barbosa.

Graduação desejada por alunos de cursos de caratê Mercado oriental Reforma da (?): polêmica emenda constitucional

do populismo dos césares na Roma Antiga

Paciente da maternidade Tapetinho no qual se limpam os pés

"(?) Vazio", sucesso de Chico

Tipo de radiação solar Matiz

ÁRIES: Os pensamentos se voltarão para questões íntimas e existenciais. Desacelere, aumente a sintonia com a espiritualidade e se fortaleça interiormente.

TOURO: Nem todo mundo merecerá sua confiança, mantenha a privacidade e guarde seus segredos. Se rolar ciúmes, conversas íntimas desfarão fantasias.

GÊMEOS: Relacionamentos de trabalho que começarem nesta fase serão de longa duração. Conte com ótimos resultados e consolide a carreira.

CÂNCER: Atividade física será ótima opção para manter o equilíbrio emocional e a vitalidade. Desenvolva ideias de um novo projeto.

LEÃO: Conversas em família trarão definições importantes sobre mudanças, investimentos futuros e filhos, firme bons acordos.

VIRGEM: Palavras carinhosas e encontros carregados de emoção darão intensidade ao dia. Troque mensagens com amigos, converse com irmãos.

LIBRA: Tome a iniciativa nas comunicações profissionais, brilhe em apresentações e garanta bons resultados.

ESCORPIÃO: Lindo momento para renovar os sentimentos no amor, enriquecer a bagagem cultural e tornar a vida mais interessante

SAGITÁRIO: Desfaça confusões nos relacionamentos. O dia trará lindas lembranças e momentos significativos, carregados de emoção.

CAPRICÓRNIO: As comunicações estarão abertas, informações preciosas chegarão por acaso e revelarão o lado mágico da vida.

AQUÁRIO: Negociações financeiras serão bem-sucedidas no trabalho. A semana terminará com foco na estabilidade e metas profissionais alcançadas.

PEIXES: Valerá renovar sua imagem e firmar a reputação. Coloque a vida em ordem, uma formalização importante dará segurança e maior tranquilidade.

Impresso
Primeira emissora de
do Brasil
Capitão e jogador mais experiente do elenco, Murilo marcou um dos gols da vitória na partida de ida
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Para conquistar o título, equipe de Lajeado precisa vencer a ACBF no tempo normal e nos pênaltis
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FUTSAL FEMININO

ÁGUIAS DA BOLA BUSCA TÍTULO NO GAUCHÃO SUB-17

Time de Lajeado representa o Vale do Taquari em disputa decisiva neste sábado

Aequipe Águias da Bola, de Lajeado, será a representante do Vale do Taquari na disputa do Gauchão Sub-17 de futsal feminino. O torneio ocorre neste sábado, 29, em Novo Hamburgo, reunindo quatro equipes na busca pelo título estadual. Sob o comando da técnica Vanusa de Rosso, o grupo mantém a rotina de treinos às segundas e sextas-feiras no Ginásio Nelson Brancher. Segundo Vanusa, a preparação não é a ideal, mas a união e a entrega das atletas compensam as dificuldades. “É muito pouco para quem pretende jogar um Gauchão, mas a vontade

Sob o comando da técnica

Vanusa De Rosso, o grupo mantém a rotina de treinos às segundas e sextas-feiras no Ginásio Nelson Brancher

tem que superar as adversidades”, afirma.

O time é formado majoritariamente por meninas de 15 e 16 anos, além de apenas uma atleta da categoria Sub-17. Apesar da pouca idade, a técnica destaca a conexão entre elas. “Faz dois anos e meio, quase três, que elas jogam juntas. Elas se entendem só no olhar, por isso optamos por manter o grupo.”

O clima é de confiança. Vanusa garante que as atletas chegam motivadas para buscar o título. “A expectativa é a melhor possível. Sei o que tenho em mãos e o que cada uma pode render. Vamos deixar tudo dentro de quadra e dar

AGENDA

9h – Cristal x Águias da Bola

10h20min – URFF x UJR

13h – URFF x Cristal

14h30min – UJR x Águias da Bola

16h – Cristal x UJR

17h30min – Águias da Bola x URFF

200%, sempre vendendo muito caro uma eventual derrota. Vamos em busca do título.”

APOIO NECESSÁRIO

O principal desafio fora da quadra é financeiro. A equipe ainda precisa de recursos para pagar inscrição, transporte, alimentação e demais despesas durante o dia de competição. “As meninas ganharam agasalho, conjunto de passeio e dois uniformes de jogo que conseguimos com patrocinadores. Agora estamos em conversa com a prefeitura para o transporte, mas ainda precisamos de apoio para lanches e almoço”, explica Vanusa.

Interessados em contribuir podem entrar em contato diretamente com a técnica pelo telefone (51) 9 9739-7325 ou pelo Instagram da equipe.

ADVERSÁRIOS

As Águias da Bola enfrentam três equipes na disputa: URFF (Roque Gonzales), UJR (Novo Hamburgo) e Cristal (Pelotas).

NAS ÁGUAS DO TAQUARI

ESTRELA SEDIA ETAPA DO CAMPEONATO GAÚCHO DE CANOAGEM

Competição ocorre neste sábado e reúne cerca de 150 atletas de todo o estado

Berço da canoagem brasileira, Estrela será palco da última e decisiva etapa do Campeonato Gaúcho de Canoagem, evento que ocorre neste sábado, 29, e tem como sede o porto do município. São esperados cerca de 150 atletas, de sete equipes gaúchas, que competem das 9h às 17h.

A competição, além da parte esportiva, é uma oportunidade para a população prestigiar o talento de atletas gaúchos e apoiar o crescimento do esporte na região. A entrada é aberta ao público e a programação promete muita emoção.

Depois das enchentes de maio de 2024 que impactaram a cidade, a realização do campeonato é uma demonstração de resiliência e de que o Rio Taquari, apesar dos estragos, segue sendo uma fonte de oportunidades esportivas e de integração. Segundo o secretário da juventude, esporte e lazer de Estrela, Cristian Eidelwein, o “Dumbo”, “esse evento é uma chance de mostrar que o rio está a nosso favor, promovendo o esporte, a comunidade e o fortalecimento das práticas esportivas.”

A competição tem como equipe

da casa a Associação de Ecologia e Canoagem (AECA), primeira equipe de canoagem fundada no Brasil. Diretor da associação, Marco Edson Carvalho da Silva destaca a oportunidade de receber o evento. “Estamos investindo bastante, reconstruindo embarcações, ainda sentindo o impacto de tudo que aconteceu em maio do ano passado. Nossa sede já está bem melhor, estamos com uma estrutura boa. A canoagem no Brasil iniciou no Rio Taquari, é um esporte olímpico, e é sempre importante que ela retorne para casa”, diz.

Edson lembra ainda que, devido à competição, haverá acompanhamento de órgãos de segurança e também um controle rigoroso sobre as embarcações presentes no Rio Taquari. A competição terá a presença da Marinha do Brasil, Patram, Bombeiros de Estrela e Defesa Civil de Estrela e Lajeado. “Tudo para permitir segurança e também para que outras embarcações não se envolvam no evento.” A etapa do Campeonato Gaúcho tem realização da Federação Gaúcha de Canoagem, organização da AECA e Sejel, e apoio do Governo de Estrela.

A competição tem como equipe da casa a Associação de Ecologia e Canoagem – AECA, primeira equipe de canoagem fundada no Brasil

DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

REGIONAL ASLIVATA

FIM DE SEMANA DE DECISÕES NO VALE

Categorias Titular e Aspirante da Série A conhecem finalistas. Série B, Veterano e Master jogam partidas de ida das finais

ORegional Aslivata –Copa Certel/Sicredi chega na reta final com partidas decisivas em todas as categorias. O fim de semana reserva as partidas semifinais de volta nas categorias Titular e Aspirante da Série A e os jogos de ida das finais da Série B, Veterano e Master.

As principais atenções recaem sobre a principal categoria. No domingo, às 16h, duas comunidades recebem os jogos de volta da semifinal com a expectativa de confirmar o favoritismo e avançar à grande decisão.

Em Nova Bréscia, o Tiradentes tenta seguir a trajetória invicta ao

AGENDA

Série A

Titular - Semifinal – Volta

Domingo – 16h

Nova Bréscia – Tiradentes x Poço das Antas

Teutônia – Canabarrense x Taquariense

Aspirante - Semifinal – Volta

Domingo – 14h

Nova Bréscia – 7 de Setembro x Juventude de Westfália

Teutônia – Brasil x Juventude de Guaporé

Série B

Titular - Final – Ida

Domingo – 16h

Estrela – Delfinense x 11 Amigos

Aspirante - Final – Ida

Domingo – 14h

Estrela – Delfinense x CMD

Veterano - Final – Ida

Domingo – 9h45min

Bom Retiro do Sul – Floriano x Rudibar

Master - Final – Ida

Sábado – 16h

Venâncio Aires – São Luiz x Rudibar

longo da competição para confirmar a classificação. O adversário é o EC Poço das Antas, que lamenta o gol de empate sofrido no último lance na partida de ida. Com a igualdade em 2 a 2 na primeira partida, quem vencer o jogo de volta avança. Novo empate leva aos pênaltis e pode apresentar uma peculiaridade. Único invicto do torneio, o Tiradentes pode cair fora sem ter perdido nenhum confronto.

A outra semifinal ocorre no bairro Canabarro, em Teutônia. O Canabarrense entra em campo com a vantagem de ter vencido o jogo de ida contra o Taquariense fora de casa. A equipe teutoniense avança com qualquer vitória ou empate. Ao time de Taquari, é necessário vencer no tempo normal e nos pênaltis para chegar à segunda final seguida.

SITUAÇÃO SIMILAR

NOS ASPIRANTES

Os Aspirantes praticamente repetem as necessidades dos Titulares neste domingo. Em Nova Bréscia, o confronto entre 7 de Setembro e Juventude de Westfália não tem vantagem, uma vez que a ida acabou empatada em 1 a 1. Assim, quem vencer avança, e nova igualdade leva aos pênaltis.

Já em Teutônia, quem tem a vantagem é o Brasil, que na ida venceu o Juventude de Guaporé por 1 a 0.

IDA DA FINAL

NAS DEMAIS CATEGORIAS

A Linha Delfina, em Estrela, vive um domingo especial com dois jogos envolvendo o Delfinense. A equipe chegou na final tanto do Aspirante, quanto do Titular, na Série B. Às 14h, o confronto ocorre contra o CMD, e às 16h, diante do 11 Amigos.

A final da ida do Veterano ocorre na manhã de domingo, às 9h45min, em Bom Retiro do Sul, onde se enfrentam os rivais da cidade, Floriano e Rudibar. Já pelo Master, a primeira partida da final ocorre em Venâncio Aires, entre São Luiz e Rudibar, no sábado.

TRANSMISSÃO DO GRUPO A HORA

O Grupo A Hora transmite as duas partidas de volta das semifinais da categoria Titular. As transmissões iniciam às 14h direto de Nova Bréscia, na Rádio A Hora e Youtube A Hora Esportes, e em Teutônia, no Youtube A Hora Esportes.

Canabarrense venceu a partida de ida e classifica à decisão até com empate em casa diante do Taquariense

Quem vencer avança à decisão e novo empate leva aos pênaltis

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Tiradentes e Poço das Antas empataram em 2 a 2 na partida de ida da semifinal.
JOÍLSON PEREIRA
ANTONY ABELLA /DIVULGAÇÃO

Caminhos da Erva-Mate era roteiro internacional

A rota Caminhos da Erva -Mate era anunciada como um dos roteiros turísticos do Mercosul, na Feira Internacional de Turismo da América Latina. O evento ocorreu em Buenos Aires, na Argentina.

Na época, o roteiro elaborado pela Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) era selecionado para integrar o Plano Verão Gaúcho e era destaque como um dos roteiros

internacionais do Rio Grande do Sul. Cada país deveria fazer a promoção interna dos destinos e garantir que as agências fizessem sua comercialização. A rota existe ainda hoje, mas passou por reformu-

Somente 32% dos brasileiros usava internet

Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, em parceria com o IBGE, revelava que 68% da população brasileira nunca tinha utilizado a internet e apenas 9,6% da população usava a rede diariamente.

Naquela época, a atividade escolar era o principal objetivo de quem usava a internet. Vale lembrar que, naquela época, estavam sendo implementadas salas de informática nas escolas para o uso dos estudantes.

Outro dado mostrava que 55% da população nunca tinha usado um computador. Em empresas, o

número de uso do computador e da internet era alto, cerca de 98% dos empreendimentos tinham feito o uso no período de um ano.

Na época, 16% das empresas tinham funcionários com acesso remoto. Conforme a pesquisa, 80% das pessoas que usavam internet nunca tinham feito alguma compra online.

Vinte anos mais tarde, o cenário é completamente diferente. Conforme dados do IBGE, em 2024, 93,6% dos domicílios tinham acesso à internet. Além disso, 89,1% da população com 10 anos ou mais estava conectada à rede em 2024.

Obras paralisadas no INPS

O Jornal Nova Geração chamava atenção para a paralisação das obras de construção do prédio do INPS de Estrela (hoje chamado de INSS). O contrato da obra tinha sido assinado em fevereiro de 1973, com prazo de entrega em

390 dias. Quase três anos haviam passado do anúncio e o prédio ainda não estava finalizado e estava com os trabalhos interrompidos desde janeiro de 1974, há quase dois anos. Hoje, o prédio abriga a Brigada Militar de Estrela.

lações ao longo dos anos e foi relançada em 2023 pela Amturvales. Hoje, é composta pelos municípios de Relvado, Doutor Ricardo, Anta Gorda, Ilópolis, Putinga, Arvorezinha e Itapuca.

Sábado é

- Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina

- Dia Internacional da Onça-Pintada

Santo do dia 29: São Saturnino de Toulouse

Domingo é

- Dia do Evangélico

- Dia da Amizade Argentino-Brasileira

- Dia em Memória de todas as Vítimas de Armas Químicas

- Dia do Estatuto da Terra

- Dia do Teólogo

- Dia Internacional da Segurança da Informação

Santo do dia: Santo André

Estrela queria aeroporto

Cinquenta anos atrás, uma comissão do Aeroclube de Estrela aguardava uma audiência em Brasília com a primeira dama, Lucy Geisel. Natural de Estrela, ela era esposa do então presidente do Brasil, Ernesto Geisel. A ideia da comissão era pleitear a construção de um aeroporto na cidade. Naquela época, já existia uma pista de pouso, onde funcionava a

escola de pilotagem do Aeroclube, mas o espaço seria desapropriado conforme o avanço das obras do Porto de Estrela.

Os governos de Estrela e Lajeado já tinha entrado em conflito em relação à construção do aeroporto em outras ocasiões ao longo da década de 1970, com ambas as cidades querendo o investimento.

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Lajeado: 387 mil m² de construção liberados

Somados os 10 primeiros meses de 2025, a maior cidade do Vale supera a metragem de construção liberada pela secretaria de Planejamento (Seplan). São 387,8 mil m² autorizados para etapa de obra. Em todo 2024, foram 282,9 mil m². Desde o início da série histórica (2018), são os números mais expressivos. A mesma realidade vale para o número de alvarás. São 1.326 até então no ano. Em todo o 2024 foram 1.036. No recorte por bairro, Conventos é disparado o mais pujante em quantidade de construções e extensão. Mas, na sequência, Moinhos impressiona pelo crescimento. São mais de 40,5 mil m², à frente de potências como São Cristóvão, Florestal e Centro. O desafio é “dar conta” da infraestrutura necessária para mobilidade e conexão com os demais bairros. Entre os trunfos

Novidades ainda em

deste trecho de Lajeado, está a proximidades de vias importantes do município, além da ERS-130. Um projeto que ingressa sem a necessidade de correções ou de juntar documentos leva, em mé-

2025…

A política no Vale de olho em 2026 fervilha. E nem sempre as reuniões estratégicas ocorrem nas padarias, casas ou empresas dos líderes partidários. Por vezes, ocorrem em Porto Alegre, até mesmo no Palácio Piratini. Quem esteve por lá na semana foi Roberto Lucchese e publicou o encontro com o vice-governador Gabriel Souza, que mergulhou de vez no projeto “Eleições 2026”. O empresário tem sido demandado para assinar ficha em partido político e ser aposta para o pleito do próximo ano para deputado estadual. Aliás, o MDB tem mobilização partidária

neste sábado em Porto Alegre. Enquanto isso, nesta sextafeira, a frente formada por PL, Novo e parte do Progressistas reuniu-se em Encantado para alavancar candidaturas. Por hora, Luis Benoitt é o nome para Assembleia Legislativa. Os anúncios do governo federal, em Brasília, reforçaram Maneco como candidato da esquerda no Vale nesta semana.

Sem esquecer de nomes como Matheus Trojan, José Scorsatto, Marcelo Caumo, Vavá, Felipe Diehl e tantos outros que lançaram-se pré-candidatos para 2026.

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

dia, 15 dias para receber o “ok” do setor público responsável. É uma evolução da gestão liderada pelo Alex Schmitt, que entrou na pasta com esta missão e apresentou bons e rápidos resultados.

Rapidinho…

- O vereador de Lajeado Mano Pereira (PL) desabafou, mais uma vez nas redes sociais. “É difícil ir contra um sistema... Muita coisa estou presenciando que fico indignado... mas não vou desistir; se não dou lugar aqueles que nada fazem!”. A bronca é com setores do governo.

- O governo de Estrela concederá incentivo de R$ 480 mil para subsidiar aluguel para a Refeisucos Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. A empresa transfere as atividades de Lajeado para a Linha Porongos, as margens da BR-386.

- Com a Aci-E e CDL unificadas em Encantado, um debate retorna à pauta: As regras sobre o funcionamento do comércio aos finais de semana. As lojas do Centro precisam explorar o expressivo número de visitantes do complexo do Cristo Protetor, Boulevard e demais pontos turísticos. Como atraí-los para a área central é a principal tarefa.

- Segundo pessoas muito interessadas no resultado, o julgamento do caso que envolve a suposta candidatura irregular do Podemos está agendado para 15 de dezembro, as 16h. Caso a justiça entenda que há irregularidade, a câmara de Lajeado pode começar 2026 sem Antônio Oliveira no Legislativo.

Arelação entre empreendedor e contador nunca foi tão importante quanto agora. Sempre defendi que empresas que cultivam uma parceria próxima com a contabilidade têm melhores condições de crescer, corrigir rotas e tomar decisões com segurança. Afinal, números não são apenas registros: são informações vivas, que mostram onde o negócio acerta, onde perde eficiência e para onde pode avançar.

Ao longo dos anos, percebi um padrão claro. Os empreendedores com maior familiaridade com conceitos contábeis vivem um dia a dia mais tranquilo. Entendem melhor seus resultados, avaliam impactos com mais clareza e antecipam problemas antes que se tornem crises e isso impacta no futuro da empresa. Essa importância, que já era grande, ganha ainda mais força com a Reforma Tributária. Em breve começam os primeiros movimentos de transição para o novo sistema, que substituirá diversos impostos por tributos focados no consumo, como a CBS e o IBS. É uma mudança estrutural, que exigirá adaptação. E nesse processo, a contabilidade deixa de ser uma exigência legal, e se torna uma ferramenta estratégica para competir e sobreviver.

O novo modelo tributário é baseado no crédito amplo: as compras poderão gerar crédito para abater no imposto devido”

O novo modelo tributário é baseado no crédito amplo: as compras poderão gerar crédito para abater no imposto devido. Mas, para isso, será necessário ter notas corretamente classificadas, registros precisos, conciliações atualizadas e integração entre rotinas administrativas, contábeis e fiscais. Um erro simples pode significar perda de crédito, custo desnecessário ou preço final incorreto. Por outro lado, quem dominar os registros terá uma gestão tributária eficiente, um fluxo de caixa mais equilibrado e resultados superiores.

Na prática, como usar os dados contábeis nesse novo cenário?

Primeiro, acompanhando indicadores básicos como margem, custos, lucratividade por produto e comportamento das despesas. Segundo, utilizando relatórios contábeis para simular cenários de tributação e entender o impacto das novas regras. Terceiro, integrando estoques, compras, vendas e financeiro, permitindo leitura real do negócio e tomada de decisões rápidas.

Este é o momento de fortalecer a proximidade com o contador. E isso exige atitudes práticas: reuniões periódicas para análise de resultados; envio organizado e tempestivo de documentos; alinhamento entre sistemas usados pela empresa; revisão conjunta dos processos internos; planejamento tributário atualizado; e troca constante de informações sobre mudanças, investimentos e estratégias. Quanto mais o contador conhecer o negócio, melhor será a qualidade das recomendações. Estamos entrando em uma fase em que gestão e contabilidade caminham lado a lado. O empreendedor que compreende isso toma decisões melhores. E o contador que participa da rotina da empresa agrega valor e protege o negócio. Essa parceria, que sempre defendi, agora se torna indispensável. Tomar atitudes práticas, abrir espaço para o diálogo e usar os dados da contabilidade como guia será o diferencial de quem quer atravessar a reforma com segurança.

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Fim de semana, 29 e 30 novembro 2025

Fechamento da edição: 18h MÍN: 18º | MÁX: 36º O tempo fica firme e o sol segue presente na Região, mas, alternado por intervalos de maior nebulosidade.

Entre a saúde e a estética

Avanços tecnológicos, novas demandas e mudanças culturais modificam o perfil de quem busca intervenções estéticas e reparadoras

GRUPO A HORA | 29 NOVEMBRO 2025

“O nutricionista está cada vez mais em evidência”

Juliette Carvalho é nutricionista, especialista em nutrição esportiva e educação nutricional. Formada pela universidade federal de Pelotas, em 2013, conta o início da sua trajetória e as alegrias da profissão

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

Escolhi minha profissão aos 12 anos, quando descobrimos que o meu irmão tinha diabetes tipo 1 aos 3 anos de idade. Com o intuito de ajudar a minha mãe e ele no tratamento, escolhi fazer nutrição, pois meus pais não tinham nenhum conhecimento sobre a doença e eu via a minha mãe muito perdida, foi um jeito que achei de ajudá-la.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Levar uma nutrição baseada em ciência, com evidências científicas para a população, pois cada dia é uma nova “dieta”, um novo alimento “milagroso” que está em alta, sendo divulgados por pessoas que não são da área da saúde.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?

Acho que o nutricionista está cada vez mais em evidência, nutrição é um assunto que sempre está evoluindo e pessoas buscando mais saúde, tenho esperança que no futuro a nutrição comece na base, na educação infantil.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?

Sim! De uma paciente que estava em sobrepeso, chegou no consultório desacreditada, achando que era mais uma consulta em vão, e não foi! Ela foi mudando hábitos, vendo que a alimentação para perda de peso pode sim ser prazeroso,

PARCERIA COM UNIVATES

foi gostando do processo, emagreceu, virou corredora, hoje está grávida e continua o acompanhamento comigo!

Novo curso em Guaporé

AUniversidade do Vale do Taquari - Univates e a Câmara de Indústria, Comércio, Agronegócio e Serviços (CIC) estão mobilizadas para a oferta do curso Técnico em Enfermagem com aulas presenciais em Guaporé. As aulas deverão ser realizadas no Polo Univates, que se localiza na sede da entidade, a partir de fevereiro. O curso Técnico em Enfermagem tem duração de 2 anos e meio e habilita profissionais para desenvolverem ações específicas com competência nos níveis de promoção, prevenção e reabilitação da saúde. A matriz curricular contempla conteúdos voltados à saúde coletiva e ao atendimento integral ao indivíduo, à família e à comunidade.

EXPEDIENTE

Além das aulas no polo de Guaporé, também estão previstas atividades práticas no campus da Univates, em Lajeado, duas vezes ao ano, sem custo de locomoção para os alunos. Desde 2018 a Univates conta com um polo em Guaporé. No ano passado, a Instituição

firmou parceria com a CIC, e as atividades passaram a ocorrer na sede da entidade, localizada na rua Pinheiro Machado, 101L - bairro Pinheirinho. Mais informações sobre os serviços oferecidos no Polo Univates podem ser obtidas pelo WhatsApp (54) 99136-8692.

EDITORIAL

Há muito tempo a cirurgia plástica deixou de ser apenas estética. O que se passa nesse universo revela a forma como lidamos com nossas histórias, cicatrizes, expectativas e com a própria ideia de identidade. Em meio a tecnologias cada vez mais precisas e procedimentos menos invasivos, cresce também uma nova compreensão sobre saúde e bem-estar. Hoje, quem procura uma plástica raramente busca só “ficar diferente”. A decisão de operar nasce entre autoestima, limites e desejo. Em muitos casos, não é sobre mudar quem somos, mas sobre a liberdade de escolher como queremos nos apresentar ao mundo, sem que essa escolha precise ser explicada, julgada ou romantizada. Entre técnicas que evoluem e expectativas que se transformam, o maior desafio talvez seja outro. Resgatar uma conversa honesta sobre corpo, imperfeições e humanidade. Porque, no fim das contas, o mais difícil é se reconhecer no próprio reflexo, e se sentir confortável com isso. E é justamente aí que entra o equilíbrio entre mudar por vontade própria ou por imposição. Colocar a

Não é sobre força física, mas sobre prevenção.”

saúde à frente da estética virou raridade. Mas há movimentos que já buscam aquilo que é mais natural. E, nesse meio, celebramos as pequenas vitórias. Boa leitura!

Textos: Bibiana Faleiro

Imagens: Paulo Cardoso
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke
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Casos de morte súbita acendem alerta sobre cuidados na prática esportiva

Especialistas reforçam a importância de acompanhamento médico e avaliações periódicas para garantir que a prática esportiva seja segura e saudável

Amorte súbita de um personal trainer de Lajeado, aos 35 anos, durante a prática de atividade física, chamou atenção na região e acendeu alertas sobre os cuidados necessários. O episódio causa estranhamento justamente porque adultos aparentemente saudáveis dificilmente são vistos como vulneráveis a um desfecho tão abrupto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), eventos desse tipo são raros, ocorrendo em apenas 1 a 2 casos a cada 100 mil pessoas por ano. Tradicionalmente, a mortalidade súbita é mais comum entre homens, especialmente em esportes como o futebol. Nos últimos anos, no entanto, a imprensa tem registrado casos envolvendo corredores e frequentadores de academias, mostrando

que o risco não é exclusivo de atletas de alto rendimento.

Importância da prevenção

O cardiologista João Feldens reforça que a prevenção é a chave para minimizar esses episódios. “O exercício é extremamente benéfico, mas, para ser seguro, exige cuidados básicos”, ressalta. Por meio da Avaliação PréParticipação (APP), é possível identificar doenças cardíacas silenciosas e orientar treinos adequados para cada perfil, garantindo que a prática esportiva siga sendo fonte de saúde, e não de risco.

Considerada a maneira mais efi caz de identifi cação, a APP inclui histórico clínico detalhado, exame físico, eletrocardiograma e, quando necessário, exames complementares. “Ela deve ser realizada periodicamente e por médicos capacitados”, afi rma.

O funcionário público federal Daniel Lenz, de 47 anos, se considera um corredor amador. Com histórico familiar de problemas cardíacos, apesar de ser saudável, achou prudente iniciar acompanhamento médico

quando começou a se interessar por maratonas — provas que percorrem 42 km. “Como é uma prova muito exigente e que colocaria meu corpo no limite, achei sensato fazer uma bateria de exames”, recorda. Os exames permitiram identificar zonas seguras de frequência cardíaca, ajudando a balizar os treinos e a definir os limites de batimentos adequados.

Benefício duradouro

Preocupada com os incidentes, a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), em parceria com entidades esportivas, publicou recentemente um manifesto sobre a prevenção da morte súbita. Entre os pontos destacados, o documento esclarece o paradoxo do exercício: risco momentâneo, benefício duradouro.

Feldens reforça que pessoas fisicamente ativas têm menor risco global de doenças cardiovasculares. No entanto, ele alerta que durante esforços intensos, especialmente em condições de calor, umidade, desidratação ou provas longas, há um aumento temporário do risco.

“O exercício protege o coração. O que aumenta o risco não é correr, mas praticar atividades com uma doença oculta ou sem preparo adequado. Por isso, a prevenção é indispensável”, argumenta.

Após sua primeira maratona, Lenz continuou dedicado às corridas,

participando de outras cinco maratonas e três ultramaratonas, além de cerca de cem meiasmaratonas. Com treinos que variam de 50 a 100 km por semana, ele já acumulou mais de 24 mil quilômetros correndo e mantém acompanhamento médico constante.

Corredor amador, Daniel Lenz já correu mais de 24 mil quilômetros
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Cirurgia plástica como busca de autoestima, bem-estar e equilíbrio

Com o Brasil na liderança mundial em procedimentos estéticos, especialistas defendem uma abordagem mais consciente, ética e individualizada da cirurgia plástica

Arelação entre saúde e estética vive uma mudança cultural. Se antes o foco estava na busca por padrões idealizados, hoje cresce um movimento que coloca no centro o bemestar, a naturalidade e o respeito aos limites do corpo. A mudança aparece tanto na forma como pacientes chegam aos consultórios, mais informados e atentos à própria saúde, quanto na postura dos profissionais, que defendem planejamento, ética e individualização.

Em meio a recordes de procedimentos realizados no país, a plástica passa a ser vista menos como um atalho para a imagem perfeita e mais como um caminho possível para equilíbrio e autoestima. Em 2024, o Brasil consolidou sua posição como o país com o maior número de cirurgias plásticas estéticas

no mundo. Foram mais de 2,3 milhões de procedimentos cirúrgicos e, somados aos tratamentos não cirúrgicos, como preenchimento e toxina botulínica, o total ultrapassou 3,1 milhões de intervenções. Só as cirurgias estéticas representam uma parcela significativa da demanda global por plásticas. A cada 100 procedimentos estéticos feitos no mundo, cerca de 9 ocorrem no Brasil. Com esse volume, o país reafirma sua liderança global, mas também mostra o quanto o tema é complexo e precisa de responsabilidade.

Cuidado com o corpo

Segundo relatório da Sociedade Internacional de Cirurgias Plásticas, a cirurgia mais realizada no Brasil é a lipoaspiração, representando 12,3% (289.766) do total de

A gordura ajuda em refinamentos...”
Maria

procedimentos. Em seguida, aparece o aumento das mamas (9,9%, 232.593), cirurgia de pálpebras (9,8%, 231.293), abdominoplastia (8,2%, 192.961) e aumento dos glúteos (7,1%, 168.272).

Profissionais destacam que a cirurgia plástica atual prioriza individualização, segurança e resultados naturais

Para a médica Maria Cláudia Piccoli, com mais de 15 anos de experiência em cirurgia plástica, o foco, hoje, é individualização. Ela explica que, em qualquer cirurgia, não existe “uma técnica universal”. O procedimento depende da anatomia, das expectativas e do contexto de vida do paciente.

“No caso da mama, por exemplo. Se você quer volume, a prótese é o jeito mais seguro e previsível. A gordura ajuda em refinamentos, mas nunca projeta como o implante.”

Para mulheres que já têm volume natural nas mamas, mas buscam conforto, simetria ou redução, a lógica muda. “Não faz sentido acrescentar um corpo estranho”, afirma. Para Maria, nesses casos, vale mais preservar o tecido da

paciente, com técnicas de redução ou remodelagem sem implante.

“Aquelas próteses colocadas há 15, 20 anos atrás”, lembra a cirurgiã, “já deram muitos problemas: desabam, perdem forma, exigem trocas.” Por isso, ela conta que passou a fazer com frequência o chamado explante, a remoção do implante, seguido, quando necessário, pela reconstrução com gordura da própria paciente. Assim, conforme afirma a profissional, a plástica começa a assumir outro papel: o de restaurar autoestima, delicadeza, identidade,

de forma responsável e consciente.

Além da cirurgia

Para Maria Cláudia, uma cirurgia plástica bem feita não se resume ao bisturi. Antes de considerar uma intervenção, ela avalia fatores como IMC, saúde geral e risco cirúrgico. Além disso, todo o préoperatório é montado de forma multidisciplinar: há suporte nutricional, avaliação metabólica e suplementação quando necessário, como ferro, e vitaminas.

No pós-operatório, o cuidado também se estende à fisioterapia, drenagens, uso de malhas, orientação nutricional e controle para evitar complicações. Em outros casos, a médica afirma que a melhor solução para o paciente é não fazer o procedimento. Para ela, a segurança e o bem-estar da pessoa devem estar sempre acima do desejo estético imediato.

Avanços tecnológicos tornam procedimentos menos invasivos, mas o sucesso depende de preparo adequado e acompanhamento especializado

Números no Brasil (2024–2025)

Foram feitas 2,35 milhões de cirurgias plásticas estéticas em 2024

Total de procedimentos estéticos no país é de 3,1 milhões

Crescimento estimado dos últimos quatro anos é de 42,5%

Foram 716 mil cirurgias plásticas reparadoras realizadas pelo SUS entre 2020 e 2025

Reconstruções de mama pós-câncer no mesmo período foi de 307.345

Evolução

tecnológica

Com os avanços tecnológicos, muitas das cirurgias que antes eram invasivas se tornaram mais seguras, menos traumáticas e com recuperação mais rápida. Segundo Maria Cláudia, isso representa uma vitória, desde que acompanhada de boa técnica e ética.

Hoje, ela conta com equipamentos modernos: lipoaspiração ultrassônica, vibro-lipoaspiração, jato de plasma, técnicas de retração de pele sem necessidade de cortes largos, entre outros. Essas inovações permitem resultados mais naturais, com menos sangramento e menor trauma para o corpo.

Mas há limites. Segundo a médica, não é recomendado tentar combinar muitos procedimentos de uma só vez. Para ela, o ideal é respeitar o tempo, tanto do paciente quanto do cirurgião..

Esse cuidado, diz, faz a diferença entre um resultado bonito e duradouro e um erro que pode marcar a vida da paciente para sempre.

A cirurgia plástica no Brasil

Os números mostram que a cirurgia estética nos consultórios privados anda de mãos dadas com a demanda crescente por autoestima, pelo corpo desejado, pela

sensação de poder e bemestar. Mas o consumo sem equilíbrio de cirurgias plásticas também levanta questões de segurança, ética, expectativa e responsabilidade. Para quem quer fazer uma plástica, o caminho não pode ser apenas o desejo imediato. Tem de haver preparo, informação, clareza. E, principalmente, respeito pelo corpo, conforme destaca Maria Cláudia.

PAULO CARDOSO

Do lar à escola: o que forma as habilidades sociais na infância

Especialistas explicam como temperamento, ambiente familiar e convivência presencial moldam o desenvolvimento social na infância e na adolescência

Odesenvolvimento das habilidades sociais não acontece de um dia para o outro e, segundo o psicólogo e orientador educacional do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), Vitor Krüger, entender esse processo é importante para que as famílias saibam quando estimular, quando ser pacientes e quando buscar ajuda.

Ele lembra que a infância e a adolescência são fases marcadas por mudanças contínuas, em que linguagem, comportamento, autonomia e interação social amadurecem de forma gradual.

Krüger reforça que acompanhar os marcos de desenvolvimento é uma forma de identificar quando uma criança ou adolescente está apenas vivendo algo próprio da idade, como vergonha na apresentação de um trabalho ou dificuldade nas primeiras amizades, e quando sinais persistentes podem indicar a necessidade de apoio médico ou psicológico.

“Há momentos esperados de timidez, como na adolescência. Às vezes, participar de um grupo de teatro ajuda a desinibir”, pontua.

Temperamento e ambiente

Segundo o profissional, dois fatores centrais moldam o desenvolvimento social: o temperamento, que tem raízes genéticas, e o ambiente, especialmente o funcionamento familiar.

Uma criança mais introvertida, por exemplo, não deve ser forçada a agir como alguém expansivo, mas também não deve ser privada de oportunidades de interação. “É preciso respeitar esse estilo, entendendo que ele funciona como um termômetro”, explica o psicólogo. O objetivo não é mudar quem ela é, e sim ajudála a se adaptar aos diferentes contextos sem sofrimento.

A escola e outros espaços coletivos passam a ter ainda mais peso na adolescência, fase em que o jovem constrói identidade junto ao grupo de pares. Quando o ambiente exige mais habilidades sociais do que o adolescente ainda tem condições de oferecer, isso pode gerar sofrimento.

O especialista lembra que, ao falar de habilidades sociais, é comum focar nas crianças quietas, tímidas ou mais retraídas. No entanto, o extremo oposto, comportamentos agressivos, falta de empatia ou tendências ao bullying, também demanda atenção. “O cuidado com o outro é essencial. Quando o jovem demonstra pouco interesse em compreender ou respeitar o outro, isso também não é adaptativo.”

Saúde em casa

Criar oportunidades de convivência, estabelecer limites claros e ser exemplo dentro de casa. Essas são algumas das bases para que crianças desenvolvam habilidades sociais saudáveis. Para a psicóloga da infância e da adolescência Deise Lopes Craide, a formação social começa muito antes da escola e exige envolvimento ativo dos adultos.

Deise cresceu em um ambiente onde encontros sociais eram rotina: o churrasco do domingo, o chimarrão no fim da tarde, a pizza em família. “Para mim, sempre foi natural estar entre pessoas. Hoje vejo o quanto isso fez diferença no meu desenvolvimento”, conta. Essa experiência pessoal, diz ela, é também um ponto de alerta: “Nos dias de hoje, encontros presenciais são ainda mais fundamentais. As crianças precisam vivenciar relações reais”.

De acordo com a profissional, se há algo que as crianças aprendem rapidamente, é observar o comportamento dos adultos.

Ela reforça que valores como respeito, espera, limite e convivência são aprendidos pela prática.

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Saúde masculina e a nutrição

Asaúde masculina tem chamado cada vez mais atenção da comunidade científica. Nos últimos anos, estudos internacionais apontam um aumento expressivo nos riscos cardiometabólicos entre homens adultos, incluindo maior incidência de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, acúmulo de gordura abdominal e queda hormonal. Pesquisadores associam grande parte desse cenário ao estilo de vida moderno — especialmente à alimentação.

Um levantamento de 2023, que utilizou modelos de aprendizado de máquina para analisar fatores associados a doenças crônicas, revelou que os homens aparecem entre os grupos com maior predisposição a condições como diabetes e doenças cardiovasculares. O dado reforça o alerta para a necessidade de prevenção precoce.

Ainda, uma meta-análise

Receita para melhorar a testosterona

Receita para melhorar a testosterona

Ingredientes (1 porção):

Para o omelete

3 ovos inteiros (preferencialmente caipiras)

1 punhado grande de espinafre

1 colher (sopa) de azeite

Sal e pimenta

Opcional: cúrcuma (anti-inflamatória)

Para acompanhar

½ abacate

1 colher (sopa) de sementes de abóbora

Suco de ½ limão

Pitada de sal

Modo de preparo

Bata os ovos rapidamente com sal e pimenta. Aqueça o azeite e refogue o espinafre até murchar. Adicione os ovos à frigideira e cozinhe até firmar. Sirva com o abacate temperado com limão e sementes de abóbora por cima.

*A combinação de ovos, gorduras boas, zinco e magnésio oferece um estímulo direto à produção natural de testosterona. Um bom café da manhã melhora a força, o desempenho e a composição corporal, aumenta a energia e o foco ao longo do dia e ainda favorece a sensibilidade à insulina auxiliando no equilíbrio hormonal masculino. Além disso, o aporte de minerais essenciais como zinco e magnésio potencializa a saúde sexual e metabólica do homem.

divulgada em 2024 no Nutrition Journal confirmou que a suplementação com ômega-3 reduz o risco de eventos cardiovasculares, destacando a importância das gorduras antiinflamatórias para a saúde do coração.

Conforme afirma a nutricionista Kiara Radaelli, juntas, essas evidências reforçam que a alimentação exerce impacto direto sobre o metabolismo masculino, sobre processos inflamatórios e sobre a saúde cardiovascular.

Diante desse cenário, Kiara trabalha com a nutrição funcional — uma vertente

que busca compreender o organismo de forma integrada, atuando na causa dos desequilíbrios metabólicos. A atuação também busca priorizar estratégias para a saúde do homem, como aumento de fontes naturais de ômega-3, magnésio e zinco; redução de ultraprocessados, açúcar e álcool; fortalecimento da saúde intestinal, fundamental para o equilíbrio metabólico; suporte à função hepática, que influencia diretamente a regulação hormonal; e estímulo ao consumo de vegetais, fibras e proteínas de alta qualidade.

Omelete

Avanços científicos transformam HIV em condição controlável, mas estigma persiste

Testes rápidos, antirretrovirais e estratégias como PrEP e PEP ampliam qualidade de vida, mas preconceito segue afastando pessoas do cuidado necessário

As últimas décadas trouxeram uma revolução silenciosa para quem vive com HIV. O que antes era sinônimo de medo e perda, especialmente durante a epidêmica traumática dos anos 1980 e 1990, hoje é uma

condição tratável, gerida por terapias cada vez mais eficazes que garantem qualidade de vida, autonomia e longevidade. Mesmo com os avanços científicos, um obstáculo persiste: o estigma. O preconceito ainda presente na sociedade afasta pessoas dos testes, atrasa diagnósticos e dificulta a continuidade do tratamento.

O que é HIV

Conforme explica a clínica geral Sandra Helen Chiari Cabral, o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)

é um patógeno transmissível que ataca o sistema imunológico, enfraquecendo a capacidade do corpo de se defender contra infecções e doenças.

A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem proteção, pelo compartilhamento de seringas ou agulhas contaminadas, ou de mãe para filho durante a gestação. O vírus não é transmitido por contato superficial ou uso de utensílios comuns.

Considerado uma doença de perfil crônico, o diagnóstico positivo não é sentença

de morte, como destaca a coordenadora da Unidade Especializada de Saúde, Cândida Mabel Câmara de Paoli. “Com tratamento adequado, é possível viver de forma saudável. Mas o preconceito ainda afasta pessoas do cuidado necessário, levando em alguns casos ao abandono do tratamento e ao agravamento do quadro clínico.”

Importância da testagem

Os testes rápidos, oferecidos gratuitamente e de forma sigilosa em postos de saúde e unidades especializadas, permitem identificar a infecção em poucos minutos, garantindo diagnóstico precoce e acesso imediato ao tratamento. Em Lajeado, durante o ano passado, foram 17.041 testes rápidos, dos quais 30 tiveram resultado positivo. Segundo Cândida, esse número poderia ser ainda maior, mas o preconceito segue como barreira. Em 2022, o município foi destaque no Estado com 15.798 exames, 12% a mais que em 2019.

Casos na região

O primeiro caso registrado na região data de 1987. Hoje, a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde contabiliza mais de 1,9 mil pessoas vivendo com HIV/Aids. Somente em 2025, foram diagnosticados 43 novos

Dados sobre os novos casos de HIV/Aids em 2025

Total de novos casos: 86 Perfil predominante: 62% dos diagnósticos em homens

Faixa etária mais afetada: 30 a 39 anos

Escolaridade: ensino médio completo Orientação sexual: heterossexuais

casos da Imunodeficiência, sendo 62% homens, com faixa etária predominante entre 30 e 39 anos; desses, 31% se declararam heterossexuais. Outro indicador relevante é a redução da transmissão vertical, de mãe para filho, enquanto cresce o número de infecções em pessoas com mais de 40 anos. Médica há 32 anos no serviço especializado, Sandra Helen observa que quase não se investigava HIV nessa faixa etária, porque se pensava que a infecção atingia apenas jovens. “Hoje, chegam ao serviço pessoas com mais de 70 anos, um perfil que não se via anos atrás.”

Avanços no tratamento

Os antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV, preservando o sistema imunológico e reduzindo o risco de infecções oportunistas. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os ARV pelo SUS, hoje com 22 medicamentos em 38 apresentações farmacêuticas.

PAULO CARDOSO

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