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Sindicato de empresas de gastronomia apoia novo Ligeirão circundando a Praça do Japão O presidente do Sindiabrabar, Fabio Aguayo, destacou nesta segundafeira o apoio das empresas de gastronomia, entretenimento e similares de Curitiba ao projeto de implantação do Ligeirão Norte-Sul, que irá do Santa Cândida à região da Praça do Japão, no Água Verde, e vai ampliar o atendimento de passageiros do transporte público de Curitiba.

empresários, donos de estabelecimentos comerciais e representantes da categoria, será efetivamente realizada, em benefício da população, dos comerciantes e do próprio sistema de trânsito de Curitiba”, lembrou Aguayo. Polo gastronômico Aguayo disse ainda que esse modelo de intervenção urbana, além de melhorar o sistema de transporte público - a exemplo de países como Alemanha que incentivam a modalidade vai permitir transformar a Praça do Japão, com o passar do tempo, em uma espécie de pólo gastronômico. Fábio Aguayo, presidente do Sindiabrabar “Temos o “Conversamos com os empresári- exemplo das praças da Espanha e da os e empresárias do entorno da Praça Ucrânia, que são ambientes do Japão e todos apoiam as melhorias gastronômicos, ajudando a gerar eme a intervenção positiva no local, bem prego e renda para a população, sem como em outras praças, para poder contar outros locais como a Praça da beneficiar os cidadãos”, disse. “Sen- França, que também pode virar um do assim, é oficial o apoio da catego- espaço setorizado de gastronomia em ria, através do Sindiabrabar, para este Curitiba”, declarou. Atualmente, destacou ainda projeto”, completou. A implantação da nova linha não Aguayo, o setor de gastronomia e envai alterar a estrutura da Praça do tretenimento em Curitiba gera em torJapão. O Ligeirão deverá atender 36 no de 17 mil empregos diretos em mil passageiros por dia. O corredor Curitiba e 115 mil em todo o Paraná. deverá entrar em funcionamento ain- O setor é considerado o segundo maior na capital, atrás apenas da consda no primeiro semestre. “Essa é uma obra que temos dis- trução civil. Em 2017, segundo dacutido desde 2013, mas somente ago- dos da Rais (Relação Anual de Inforra, a partir de audiências públicas, mações Sociais), do Ministério do debate com os moradores da região, Trabalho, o setor cresceu 35%.

CNPJ: 14.985.553/0001-55

Sistema de transporte coletivo de Curitiba. Na imagem, ônibus biarticulado na canaleta exclusiva da Av Sete de Setembro Foto: Daniel Castellano / SMCS Adequações As estações-tubo na região da Praça do Japão para embarque e desembarque de passageiros são as mesmas que atendem as demais linhas instaladas no trecho – elas ficam na Avenida Sete de Setembro, próxima à Rua Bento Viana, a cerca de 250 metros da praça. Os passageiros com destino final à Praça do Japão desembarcarão na estação-tubo, o ônibus contornará a praça vazio e com velocidade reduzi-

da (máxima de 30 km/h), fará o caminho de volta (os passageiros embarcarão na estação que fica também próxima à Bento Viana, sentido ao Santa Cândida). Para melhorar as condições deste contorno, será feita uma adequação geométrica, uma intervenção mínima na rua contígua à Praça do Japão, de forma a melhorar o fluxo num trecho de poucos metros. O ponto de táxi e as vagas de estacionamento serão relocados para as proximidades.


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Finalmente o Centro Esportivo da Praça Oswaldo Cruz será reaberto Obra inacabada na administração anterior será finalmente entregue em março inalmente, após seis anos fechado, o centro esportivo da Praça Oswaldo Cruz, no Centro de Curitiba, será reaberto ao público em março. A estrutura está fechada desde 2012, na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT). A obra de reforma, porém, só começou dois anos depois, em fevereiro de 2015. Uma moradora da região ficou revoltada com a situação e entrou com uma ação na Justiça para questionar a prefeitura no fim de 2017. Na ação popular, o município era questionado sobre os aditivos da obra. Atividades da Praça Oswaldo Cruz A Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) abriu nesta semana as inscrições de rematrículas para as atividades físicas e esportivas do Centro de Esporte e Lazer (CEL) Dirceu Graeser, localizado na Praça Oswaldo Cruz. A unidade, que passou por uma longa reforma, retomará as atividades a partir de março, mês do aniversário de 325 anos de Curitiba.

Inicialmente serão promovidas atividades de natação, ginástica e musculação. Ao longo do ano a Smelj realizará parcerias para a abertura de novas turmas em diversas modalidades esportivas e paradesportivas. A expectativa é que sejam atendidos aproximadamente 2.200 pessoas por mês na unidade. Obras

“A reinauguração da Praça Oswaldo Cruz atende uma importante demanda da população e disponibilizará novamente uma das principais referências esportivas do município, ampliando as atividades e ações da Smelj na região”, destacou o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa. Até o dia 16 de fevereiro serão priorizadas as rematrículas de alunos que frequentavam as atividades da unidade em 2014. A partir de 19 de fevereiro serão abertas as inscrições de matrículas para novos alunos.

Maior estrutura pública destinada a Esporte e Lazer da Prefeitura de Curitiba, a unidade passou por uma longa obra de revitalização que começou em fevereiro de 2015, porém em janeiro de 2017, quando a nova gestão assumiu a Prefeitura, as obras estavam praticamente paradas e com o cronograma atrasado. Com investimentos de R$ 3,9 milhões, provenientes da Caixa Econômica Federal, o espaço agora conta com piscina externa coberta e aquecida, uma antiga solicitação dos usuários do centro esportivo que agora poderão utilizar o local mesmo em dias de chuva e frio. Também foi construída uma nova cobertura para o ginásio esportivo

com uma tecnologia especial, que garante maior durabilidade e resistência, além da colocação de novo piso de madeira na quadra, adequado à prática esportiva, vestiários, banheiros e salas de dança e musculação. Serviços: inscrições para atividades no CEL Dirceu Graeser Local: CEL Dirceu Graeser (Rua Brigadeiro Franco, 2.333, Praça Oswaldo Cruz, Centro) Horário: das 9h às 12h e das 14h às 18h

Matrículas: a partir de 19 de fevereiro A Praça Oswaldo Cruz será reinaugurada no mês do aniversário de 325 anos de nossa Curitiba. Depois de retomarmos as obras em janeiro de 2017, entregaremos esta que é uma importante demanda da população e um compromisso meu com a cidade. O espaço conta agora com piscina externa coberta e aquecida, além de uma estrutura nova para atender melhor os alunos que frequentam a unidade. Investimento de R$ 3,9 milhões provenientes da Caixa Econômica Federal.


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Richa manda afastar servidores investigados na Lava Jato governador Beto Richa mandou afastar os dois servidores estaduais investigados na Operação Integração deflagrada nesta quintafeira, 22, pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal. Foram afastados das funções o advogado Carlos Felisberto Nasser, lotado na Casa Civil, e o engenheiro Nelson Leal Junior, diretor do DER. “No Paraná, não varremos nada para debaixo do tapete. Eu determinei a Controladoria Geral do Estado que instaure um processo para investigação e esclarecimento destes fatos, possíveis irregularidades e mandei afastar imediamento os servidores investigados nesta operação”, disse Richa. Sobre o servidor da Casa Civil, Richa explicou que Carlos Nasser não tem qualquer ligação com o seu

gabinete.”Ele nunca foi meu assessor direto e participou de vários governos anteriores. Ele é um servidor de terceiro escalão, não tem ligação alguma com o meu gabinete e está sendo investigado por uma relação pes-

soal dele com a empresa que tem a concessão de pedágio”, disse. “É bom esclarecer que os procuradores da República, por várias vezes indagados pela imprensa, afirmaram que não há qualquer investigação em

relação a minha pessoa”, completou. Segundo Richa, a Controladoria Geral do Estado fará uma ampla auditoria nos contratos de concessão de rodovias celebrados pelo Departamento de Estradas de Rodagens e também sobre os aditivos que foram assinados com as concessionárias do Anel de Integração. O prazo para a realização do trabalho é de 90 dias. Richa determinou que a Controladoria deve elaborar um relatório sobre os procedimentos e apurações realizadas, além de sugerir o aprimoramento das rotinas e práticas administrativas do DER caso considera necessário. Ele reforça que se for constatado indício de irregularidade na gestão dos contratos serão instauradas sindicâncias ou processos administrativos para apuração de responsabilidade.

Avenida Kennedy ganha 300 novas árvores nos bairros Água Verde e Rebouças Depois da vistoria e das podas das árvores do canteiro central e das laterais da Avenida Kennedy, entre os bairros Água Verde e Rebouças, a via começou a receber o reforço da sua área verde com o plantio de novas quaresmeiras e dedaleiros. Os trabalhos começaram na semana passada e devem ser concluídos nesta terça-feira, com o plantio de cerca de 300 mudas. O serviço integra uma operação de manutenção e arborização que é feita em grandes ruas e avenidas da cidade. As espécies plantadas são escolhidas de acordo com a função. Elas podem servir para criar áreas de sombra e seu plantio deve ser planejado para que não haja interferência nos fios da rede elétrica, por exemplo. Manutenção Fazem parte do trabalho também as vistorias e podas de manutenção das árvores já existentes nas vias. Na Avenida Kennedy, cerca de 150 árvores receberam intervenções, que incluem a retirada de galhos secos ou de galhos que estejam projetados para a via e que possam causar acidentes. Além disso, é feita a retirada de erva de passarinho e outros agentes

parasitas que possam aumentar o peso da copada e causar desvitalização. As equipes são acompanhadas pelos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que fazem uma

avaliação prévia de cada trecho a ser trabalhado. Outras ruas A ação já passou por locais, como a Avenida Affonso Camargo, no

Jardim Botânico, as ruas Capitão Leônidas Marques e Nossa Senhora de Lourdes, no Uberaba, e a Francisco H. dos Santos, no Jardim das Américas.


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Michele Caputo apoia unidade avançada do Erasto Gaertner no Litoral O Governo do Estado vai destinar recursos de custeio para a abertura de uma extensão do Hospital Erasto Gaertner no Litoral. O projeto era uma reivindicação antiga da região e permitirá que centenas de pacientes façam tratamento contra o câncer em Paranaguá, sem a necessidade de deslocamento para Curitiba. O compromisso foi reafirmado nesta terça-feira (20) pelo secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, durante a primeira reunião de trabalho para a implantação da unidade. O encontro contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, e do superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago. “Hoje demos o primeiro passo para tirar este projeto do papel. Sabemos que é um sonho da comunidade e por isso estamos dando prioridade absoluta para viabilizar tudo ainda este ano”, afirmou Caputo Neto. A ideia é implantar um ambulatório avançado com uma série de serviços de na área oncologia. Entre os procedimentos previstos estão con-

sultas especializadas e de triagem, sessões de quimioterapia oral, acompanhamento pós-operatório, curativos, além de outros serviços de baixa e média complexidade. Estima-se que metade da demanda do Litoral possa ser atendida na unidade de Paranaguá. “Isso reduzirá o sofrimento de muita gente que hoje precisa acordar de madrugada

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e pegar a estrada para fazer seu tratamento em Curitiba. Trata-se de mais uma ação do Governo do Estado para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, relatou Caputo Neto. INTERIOR – O ambulatório de Paranaguá será a segunda unidade avançada do Erasto Gaertner no Interior do Estado. A primeira está lo-

calizada em Irati, na região CentroSul, e foi inaugurada em outubro do ano passado pelo governador Beto Richa. Ao todo, o governo estadual repassa R$ 2,4 milhões por ano em recursos de custeio para a manutenção dos serviços. “A experiência de Irati é um sucesso. Os relatos são fantásticos e mostram que a descentralização dos serviços oncológicos tem contribuído muito para a melhoria da qualidade do tratamento dos pacientes. Por isso, a possibilidade de implantar uma segunda unidade avançada é algo fantástico”, declara o superintendente do Erasto, Adriano Lago. Uma comitiva da prefeitura de Paranaguá deve ir à Irati nos próximos dias para conhecer a unidade avançada. “Queremos primeiro conhecer o trabalho realizado lá, verificar a estrutura necessária e como funciona o fluxo de atendimento. Depois, vamos avaliar qual prédio melhor se adequa às exigências sanitárias para abrigar um serviço deste porte em nossa cidade”, explica o prefeito Marcelo Roque.

Escola da LBV comemora 21 anos com a entrega de kits pedagógicos O Centro de Educação Infantil José de Paiva Netto da Legião da Boa Vontade celebrou no dia 16 de fevereiro o seu 21° aniversário, com a presença das famílias atendidas, colaboradores, voluntários, amigos e parceiros. Na ocasião os 200 alunos atendidos pela Instituição receberam presentes pela data festiva. As crianças foram beneficiadas com a entrega de uniformes novos e kits de material pedagógico da campanha Criança Nota 10 — Proteger a infância é acreditar no futuro. A campanha da LBV vai beneficiar, em todo o Brasil, mais de 22 mil estudantes de 90 municípios, nas cinco regiões do país. A iniciativa visa apoiar os pais que não têm recursos para a compra do material escolar e contribuir para o combate ao analfabetismo. Os kits são compostos de acordo com a faixa etária e contêm itens como estojo, lápis preto e de cor, canetas, apontador, borrachas, tesoura,

tubos e cola, tinta guache, cadernos, mochila, régua, entre outros. A LBV Na capital paranaense, a Legião da Boa Vontade atua desde 9 de junho de 1955, por meio de ações em favor de comunidades de baixa renda. E em 4 de fevereiro de 1997, inaugurou o Centro de Educação Infantil José de Paiva Netto. A Escola oferece ensino regular, gratuitamente, para crianças de 2 a 5 anos de idade, de segunda a sexta-feira, em período integral. O atendimento é estendido também a meninas e meninos, de 6 a 8 anos de idade, por meio do Projeto de Apoio aos Ex-Alunos (PAEx). Visite, apaixone-se e ajude a LBV! Em Curitiba, o Centro de Educação Infantil José de Paiva Netto está localizado na Rua Padre Estanislau Trzebiatówski, 180, Boqueirão. As doações para a Instituição podem ser feitas pelo site www.lbv.org ou pelo tel.: 0800 055 50 99.


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Árvores nas cidades; vida melhor para o cidadão Preservar as florestas e os bosques não é só coisa de naturalista. É também um dever e um direito de todos os habitantes de uma cidade. Mas por que preservar árvores? Claro, elas renovam o oxigênio e preservam a água. Mas, e os outros benefícios das árvores? Na maioria das cidades o crescimento imobiliário, o a d e n s a m e n t o populacional e expansão da indústria e comércio que trazem desenvolvimento, provocam mudanças significativas nas paisagens urbanas. Uma dessas mudanças está na supressão das áreas verdes da cidade. Felizmente Curitiba é uma cidade com árvores suficientes que a fazem figurar entre as cidades do mundo com uma das maiores em número de árvores por cidadão. Com certeza isso é altamente benéfico para a população. Cientificamente é comprovado que a falta de contato com o verde traz esgotamento físico e mental. Por outro lado, a presença de árvores e de áreas verdes no caminho das pessoas trazem qualidade de vida e uma enorme lista de benefícios. Em primeiro lugar as árvores atuam como filtro natural dos poluentes emitidos pelo movimento na cidade e funcionam como um umidificador, melhorando a qualidade do ar que respiramos. Depois, as árvores contribuem para reduzir a poluição sonora e deixam a paisagem urbana mais agradável, reduzindo o estresse e melhorando a saúde mental. Dependendo da espécie, as árvores

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proporcionam frutos saudáveis ao alcance das mãos. Fazem sombra para pedestres, ciclistas e casas e diminuem a temperatura do ambiente. Retêm a água da chuva, auxiliando na prevenção de enxurradas e enchentes – onde o solo é impermeabilizado, a tendência é que á água corra com mais violência e maior volume. As árvores ainda previnem a erosão. Papel importante também desempenham na preservação da biodiversidade do meio urbano, alem de servirem de abrigo para uma grande variedade de aves e animais, sem esquecer, é claro, que as árvores produzem o oxigênio que respiramos. Portanto, cuidar das árvores que já existem na cidade é importante. Plantar novas árvores mais ainda. Mas aí vem a pergunta: posso plantar qualquer árvore na cidade? A princípio não. Em primeiro lugar é preciso dar preferência pelas espécies nativas,, próprias da região e lembrar que espécies exóticas interferem no ecossistema local. Precisam ser árvores de raízes profundas par anão danificarem ruas e calçadas e necessariamente precisam ser plantadas longe de fios elétricos e sistemas de água e esgoto. Por isso é importante consultar os órgãos ambientais e pedir orientação. Em Curitiba, a Secretaria do Meio Ambiente e o horto municipal tem as informações necessárias e a forma correta de plantar as mudas. Então, vamos dar uma mãozinha à nossa qualidade de vida?


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Moradores e comerciantes agradecem autoridades pela manutenção das floreiras na avenida República Argentina Obrigado prefeito Rafael Greca, secretário de Urbanismo Julio Mazza de Souza e vereador Mauro Ignácio Fazia tempo que os moradores e comerciantes da avenida República Argentina não se mobilizavam por uma causa justa, como aconteceu nos últimos meses no entorno do número 1.115, no Centro Comercial das Floreiras. Centenas de moradores e dezenas de comerciantes se uniram em defesa das floreiras instaladas no local para embelezar e oferecer segurança e conforto aos transeuntes. O local foi decorado com muito bom gosto, com a instalação de belas floreiras, iluminação arrojada, colocação de bancos para descanso dos pedestres etc. Para defender o local de um ou dois moradores de edifício da região, que protestaram pela colocação das floreiras, a comunidade respondeu com mobilização total, sensibilizando as autoridades para prevalecer o embelezamento da região. No mês de novembro os moradores iniciaram a mobilização que atingiu centenas e milhares de pessoas. Mais de 4.000 pessoas assinaram o abaixo-assinado em defesa das floreiras. Um exemplo que se for seguido pelos demais bairros pode transformar Curitiba numa das mais belas cidades do país, através de ruas e avenidas floridas. Por esses motivos os moradores e comerciantes da região, apoiadores dessa luta, vem a público agradecer ao prefeito Rafael Greca, ao secretário de Urbanismo Julio Mazza de Souza, equipe da Secretaria de Urbanismo, e ao vereador Mauro Ignácio, pelo apoio a esta justa causa da comunidade. Prevaleceu o bom senso e Curitiba foi beneficiada com essa campanha. Parabéns aos lojistas do Centro Comercial das Floreiras por se manterem unidos e solidários com a comunidade, mantendo e preservando o espaço democrático das floreiras.

Visita do vereador Mauro Ignácio aos lojistas do Centro Comercial das Floreiras na avenida República Argentina

Dezenas de moradores deram as mãos em defesa das floreiras. Mais de 4.000 pessoas assinaram o abaixo-assinado.

Centro Comercial das Floreiras Av. República Argentina, 1115 - Água Verde


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Nilson Borges, um atacande que marcou história no futebol paranaense Um dos poucos jogadores do futebol paranaense a ser reconhecido por atleticanos e coxas, Nilson Borges atuava como ponta-esquerda, talentoso e combativo. Jogador leal e ético, só fez amigos e admiradores por onde passou, incluindo o Coritiba. Não foi formado nas categorias de base do Atlético, mas dedicou toda sua vida ao clube. Nascido em São Paulo em 16.12.1941, iniciou sua carreira em 1960 na Associação Portuguesa de Desportos. Em 1965 foi para a Europa com o apoio de um empresário português, jogando e treinando no Standard Liège, da Bélgica, e no Sporting, de Portugal. Porém, não os defendeu em jogos oficiais, somente em amistosos, pois não chegou a ser contratado por estes clubes. Nilson Borges contaria, em entrevista de 2015, que o empresário pedia valores acima do mercado e dificultava a relação com os clubes. Retornou ao Brasil em 1966 e jogou no América de Rio Preto e no Corinthians. Foi transferido para o Juventus e, depois, para o Atlético Paranaense, em 1968, contratado por Jofre Cabral e Silva. No rubro-negro paranaense, jogou ao lado de Djalma Santos, Bellini, Zequinha, Gildo, Durval, Del Vechio, Nair e Zezinho, e participou da conquista do Campeonato Paranaense de 1970. Ao pendurar as chuteiras, em 1974, tornouse funcionário do clube, sendo hoje auxiliar técnico, com passagens como técnico interino do clube. Ao completar 50 anos de atividades no Atlético Paranaense, recebeu homenagens do clube, com a entrega de placas comemorativas entregues pelo presidente do Clube Atlético Paranaense Luiz Sallim Emed e Jornal Água Verde (entregue pelo professor e historiador

Paulo Osni Wendt). Confira a seguir entrevista exclusiva aos jornais da Rua XV e jornal Água Verde, realizada por Paulo Osni Wendt. Como iniciou no futebol? Nilson Borges – É uma história meio antiga, e longa. Eu jogava na rua do bairro quando garoto, lá em São Paulo, na Ponte Pequena, ao lado do Canindé. O pessoal me via jogando e perguntava ao meu pai por quê não me levava para jogar na Portuguesa. Meu pai deixava pra lá, diziam que eu era bom jogador, mas eu era guri. Passado algum tempo meu pai falou: “domingo você vai comigo na Portuguesa, você vai jogar lá.” Eu não queria ir porque era magrinho. Mas meu pai, italiano, tinha uma mão enorme, falou: “vai sim.” O chefe dele era torcedor da Portuguesa, um português, Pereira, lembro até hoje. Então eu fui. Assim começou. Treinei, o treinador pediu que eu voltasse. Joguei, o treinador continuou dizendo para eu voltar. Eu estava trabalhando como office boy e

precisava treinar, o treino era uma vez por semana. Pensei: “e agora?” Fui pedir ao patrão, ele gostava de futebol, era são-paulino. Então pedi para o chefe: “O treinador pediu para eu treinar, eles pediram para eu faltar um dia de trabalho por semana.” O patrão liberou: “só um dia tudo bem, vai.” E fui crescendo, os diretores enxergando mais a frente pediram que eu fosse treinar no clube dois dias na semana. Nessa época eu tinha 16 anos. Fui ao meu patrão e pedi, e ele falou: “não, ou você joga, ou você trabalha”. Falei: “então tá bom”. E pensei: “furou né.” Então, falei com o diretor do time, e ele perguntou: “quanto você ganha lá?” Eu ganhava 3.000 cruzeiros na época. Ele falou: “nós te pagaremos 5.000, e você não precisa trabalhar mais, só jogar futebol.” Eu falei “ok, vou falar com meu pai”. Ainda falei isso, que iria falar com o pai (risos). Meu pai falou: “meu filho, deixe de ser bobo, moleque, vai logo, aproveita a oportunidade!” Então eu fui, e assim começou a minha vida na Portuguesa. E eu tive sorte porque subi na consideração do treinador, e com

Nilson Borges participando do Robertão 1968 -Torneio Roberto Gomes Pedrosa 19 anos eu já era titular da Portuguesa. Fale sobre sua entrada no Clube Atlético Paranaense. Nilson Borges - Eu entrei no CAP em 1968, dia 8 de janeiro, foi em um amistoso contra a Seleção da Romênia. Foi uma festa muito bacana. Eles convidaram o Pepe, Durval, Bellini, Esquisito, praticamente todos campeões do mundo. E eu lá no meio deles. E assim foi, comecei assim minha carreira no Atlético. Jogava como ponta-esquerda, que hoje já nem existe mais, hoje é atacante. Fale dos seus melhores momentos no Clube Atlético. Nilson Borges - Tivemos momentos


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muito bacanas. Mas o que mais marcou, não posso falar outro, foi no campo do Coritiba, onde nós ganhamos de 4 a 3. Nós estávamos perdendo de 2 a 0 e conseguimos virar o jogo. Isso foi em 1972. Como foi sua experiência jogando em times do exterior? Nilson Borges - Joguei no Standard Liège, da Bélgica, e no Sporting de Lisboa. Não fui muito feliz porque eu tive um empresário que tentou me passar pra trás, e começou a dificultar as negociações com os clubes; chegou uma hora que eu não aguentei e vim embora. Larguei tudo e voltei. Como você vê o Atlético hoje? Nilson Borges - O Atlético hoje,

quanto à estrutura é fora de série, ele tem uma das melhores estruturas do Brasil, senão a melhor. E o time está tentando se ajeitar, se arrumando, e eu espero que fique bem melhor. Que possamos ser campeões. É isso que eu quero e desejo para o Atlético. Fale sobre as diferenças de torcedores de ontem e de hoje. Nilson Borges – Sinceramente, eu não tenho nada contra esta torcida de hoje, mas na época que eu jogava era mais civilizada. A torcida ia mesmo com vontade, não tinha briga, não tinha confusão. Muitas vezes as torcidas se misturavam e não tinha nada de violência. Poxa, hoje em dia qualquer coisa resulta em briga, um agredindo o outro. Então, apesar de tudo eu sou mais a torcida da minha época.

1968 - Quando havia goleiros jogando de boné

Súmula do jogo entre o Clube Atlético Paranaense e a Seleção Nacional da Romênia, em Curitiba no ano de 1968, no primeiro jogo de Nilson Borges no Clube Atlético Paranaense. Fonte: acervo do historiador professor Heriberto Ivan Machado. Equipes Atlético Paranaense: Barbosa, Djalma Santos, Belline, Tito, Amauri, Jair Henrique, Zito, Alfredo Gotardi, Reinaldo, Dorval, Ivan Marques, Polaco, Valdir Galli, Pepe Santos (Canhão da Vila) e Nilson. Seleção da Romênia: Comaia, Iverchesku, Barbu, Dam, Dellano, Ghergeli, Demitrius, Pircabab, Sasu, Ionesco, Oblenew e Kallo. Data do jogo: 18.01.1968 Gols de Ionesco (Romênia) e Dorval (CAP). Placar: 1 X 1. Renda: 90 mil cruzeiros novos. Público: 8.500 pessoas Local: Estádio Durival de Brito e Silva Horário: 20h30 O goleiro do Santos, Gilmar, compareceu ao jogo mas não pode jogar porque estava encerrando a carreira. O jogo estava previsto para o dia 17 mas não foi realizado naquela data por causa das fortes chuvas.

Nilson Borges recebe homenagem do Jornal Água Verde entregue pelo professor Paulo Osni Wendt

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Praça do Japão vai ganhar Largo Tomie Ohtake Praça do Japão, no bairro Água Verde, vai ganhar o Largo Tomie Ohtake. No espaço, que será implantado com as obras da primeira fase do ônibus Ligeirão Norte-Sul, haverá uma escultura de Tomie, considerada a “dama das artes plásticas brasileiras”. Nesta terça-feira o prefeito Rafael Greca recebeu em Curitiba o arquiteto e designer Ricardo Ohtake, filho da artista e diretor do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. “Vamos implantar o Largo Tomie Ohtake com uma bela escultura da grande artista japonesa naturalizada brasileira na área remanescente por onde o ônibus circundará a praça", contou o prefeito. "Não haverá trauma algum para a Praça do Japão com o funcionamento da primeira etapa do Ligeirão Norte-Sul”, afirmou Greca, durante visita à praça, acompanhado por Ricardo. A definição sobre qual obra irá compor o largo será do Instituto Tomie Ohtake. A implantação deverá estar concluída até 29 de março, para as comemorações do aniversário de Curitiba, quando deverá ter início a operação do Ligeirão Norte-Sul em sua primeira fase. Será a segunda obra pública de Tomie a ser implantada em Curitiba. Outra escultura, com 11 metros de altura, está instalada no Museu Municipal de Arte (MuMA) – Portão Cultural. A obra foi criada especialmente para Curitiba, em 1996, para celebrar o centenário de amizade Brasil-Japão. Praça preservada “Os lagos, o pagode e os monumentos ficarão onde estão. A única coisa que vai acontecer no entorno da Praça do Japão é a abertura de uma

Prefeito Rafael Greca conversa com moradores do entorno da Praça do Japão que irá ganhar o Largo Tomie Ohtake. No espaço, a ser implantado juntamente com as obras da primeira fase da Linha Norte-Sul, haverá uma escultura de Tomie, em homenagem à artista que é considerada a “dama das artes plásticas brasileiras”. - Na imagem, Rafael Greca recebeu em Curitiba o arquiteto e designer Ricardo Ohtake, filho da artista e diretor do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo - Foto: Daniel Castellano / SMCS

antiga rua que já existia”, explicou o prefeito. O retorno do ônibus permitirá que o ligeirão volte no sentido Praça do Japão – Santa Cândida. Os passageiros com destino final à Praça do Japão desembarcarão na estação-tubo, o ônibus contornará a praça vazio e com velocidade reduzida (máxima de 30 km/h), e fará o caminho de volta (os passageiros embarcarão na Estação Bento Viana, sentido Santa Cândida). Para Greca, a implantação da nova linha de transporte representa um benefício incomensurável para a cidade. “A cidade vai avançar e vai melhorar. Serão 36 mil passageiros por dia que poderão utilizar o eixo de transporte com um ganho de 20 minutos no deslocamento entre a casa e o trabalho.” Quando forem concluídas as obras para a ultrapassagem na canaleta no eixo sul, o ligeirão deixará de retornar na Praça do Japão e seguirá no senti-

do dos terminais do Portão, Capão Raso e Pinheirinho. Benefícios Parando apenas em terminais e estações de grande fluxo, o Ligeirão vai permitir ganho de tempo aos usuários que fazem o deslocamento desde o Terminal Santa Cândida até a região do Batel e Água Verde, passando pelo Centro, e vice-versa em comparação aos que usam a linha paradora que permite embarques e desembarques a cada 500 metros nas estações tubo. Saindo do Santa Cândida, o Ligeirão Norte-Sul vai parar no terminais Boa Vista, Cabral, estações Passeio Público, Central, Eufrásio Correia, Oswaldo Cruz e Bento Viana, a última para o desembarque. Na linha expressa Santa Cândida - Capão Raso os ônibus fazem as seguintes paradas desde o Santa cân-

dida até o Batel: Terminal Santa Cândida, estações-tubo Joaquim Nabuco, Fernando de Noronha, Antônio Lago, Terminal Boa Vista, estações-tubo Gago Coutinho, Holanda, Antônio Cavalheiro, Terminal Cabral, estações Bom Jesus, Moisés Marcondes, Constantino Marochi, Maria Clara, Passeio Público, Eufrásio Correia, Alferes Poli/ Catedral da Fé, Oswaldo Cruz, Coronel Dulcídio e Bento Viana. A Prefeitura já conseguiu aprovar junto à Caixa Econômica Federal cinco projetos, no total de R$ 15 milhões, para as obras de ultrapassagem nas estações Silva Jardim, Dom Pedro I, Morretes, Carlos Dietzsch (Igreja do Portão) e Itajubá. Com a liberação dos recursos pelo governo federal será possível licitar as obras para o funcionamento do ligeirão até o sul. Tomie Tomie Ohtake chegou ao Brasil em 1936, aos 23 anos, e só começa sua carreira quase aos 40 anos de idade, construindo uma trajetória como poucos artistas conseguiram. Tomie Ohtake (1913-2015) recebeu 28 prêmios, participou de 20 bienais nacionais e internacionais e mais 120 exposições ao redor do mundo. Ricardo Ohtake é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1968. Foi diretor do Centro Cultural São Paulo, do Museu da Imagem e do Som e da Cinemateca Brasileira; secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo e secretário do Estado da Cultura de São Paulo. Participou de livros e exposições dos arquitetos Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas. Atualmente dirige o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.


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Havan: expansão com dinheiro público e sonegação o contrário do que garantiu o proprietário da rede de megalojas Luciano Hang à imprensa gaúcha, durante o anúncio de investimentos bilionários no Estado, a empresa se valeu de 50 empréstimos do BNDES Por Flávio Ilha – Extra Classe O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, realizou, entre abril de 2005 e outubro de 2014, 50 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a expansão de suas atividades comerciais no país, que resultaram na abertura de quase 100 lojas em 13 estados do Brasil. No total, os empréstimos, com prazos de pagamento entre 60 meses (cinco anos) e 48 meses (quatro anos), totalizaram R$ 20,6 milhões. Na semana passada, o empresário declarou à imprensa de Porto Alegre, durante o anúncio de investimentos de quase R$ 2 bilhões no Estado, que nunca teve nenhum contrato aprovado com o banco estatal e que não usa incentivos oficiais em seus negócios. “Eu não tenho nenhum empréstimo do BNDES. Lamentavelmente, durante os últimos anos, os bons empreendedores não conseguiram os empréstimos que precisavam para se desenvolver. Não é pecado pegar dinheiro do BNDES, quero deixar bem claro, mas eu não pego dinheiro. O dinheiro da Havan é do próprio investimento da empresa, é o retorno do que nós fizemos e dos meus parceiros privados, de bancos como Santander, Itaú, Bradesco e Safra”, disse Hang à uma rádio de Porto Alegre. Na última quinta-feira de janeiro, 31, o empresário garantiu investimentos de R$ 1,5 bilhão no Rio Grande do Sul na implantação de pelo menos 50 megalojas e de R$ 400 milhões em hidrelétricas e voltou a declarar que não quer incentivos fiscais para se instalar no Estado, nem mesmo outros incentivos governamentais. “Não quero nem terreno para abrir lojas”, disse em cerimônia no Palácio Piratini. Entre as cidades especuladas para instalar suas lojas estão Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo e Canela. Segundo ele, vai depender de alguns critérios, como a possibilidade de as lojas funcionarem em finais de semana e feriados. A rede de lojas com origem em Brusque (SC) começou um processo acelerado de expansão a partir de 2011, quando apenas nesse ano abriu 15 lojas em Santa Catarina e no Paraná – até então, a rede tinha apenas 24 unidades distribuídas nos dois estados. Foi justamente em 2011 que a empresa registrou o maior volume de contratos de empréstimo junto ao BNDES – 19 no total, praticamente o mesmo número de novos pontos de venda. Os contratos somaram R$ 1.791.071,02.

Fraude e condenação A planilha do BNDES a que a reportagem do Extra Classe teve acesso mostra exatamente o contrário. Além de tomar empréstimos no atacado, numa média de cinco por ano, a maioria dos contratos firmados pela Havan Lojas de Departamentos Ltda junto ao BNDES foi na modalidade Finame, que se destina à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais para financiar produção industrial. A modalidade, segundo as

regras do banco, não se ajusta a empresas de varejo. As taxas de juros dos empréstimos, além disso, variaram entre 3,1% e 8,7% ao ano – um “papagaio” em bancos comerciais, para pessoas jurídicas, costuma custar pelo menos três vezes mais. Todos os empréstimos foram repassados à Havan por bancos comerciais autorizados a operar com o BNDES. Grande parte dos repasses está concentrada em 2011 e 2012, justamente no momento em que a empresa alterou seu patamar de negócios. Hoje a rede tem 107 lojas distribuídas em 15 estados, com faturamento declarado de R$ 4,7 bilhões em 2016. Também não é verdade que os negócios de Hang dispensem incentivos públicos. Em Vilhena (RO), por exemplo, o dono da Havan recebeu em 2015 um terreno avaliado em R$ 373 mil da prefeitura para a instalação de uma loja na cidade, além de ter sido agraciado com uma isenção de 10 anos de impostos municipais pela Câmara de Vereadores. A unidade deverá ser aberta em 2018. Catarinense de Brusque, Luciano Hang, 55 anos, tem se notabilizado pelas críticas severas que faz aos governos do PT, à esquerda e à presença do Estado na economia. Na data da condenação em segunda instância do ex-presidente Lula, em janeiro, o empresário soltou 13 minutos de fogos de artifício em comemoração à sentença. Mas ele mesmo é um alvo contumaz da Justiça: em 1999, os procuradores federais Carolina da Silveira Medeiros e João Carlos Brandão Néto ingressaram com ação penal na 1ª Vara da Justiça Federal de Blumenau (SC) contra os donos da Havan – Hang e o irmão João Luiz – por contrabando. A acusação era de que a empresa não havia declarado 1.500 quilos de veludo, importados pelo porto de Itajaí. Era apenas a primeira de uma série de acusações que iriam resultar na condenação do empresário. Segundo Brandão, o esquema de fraudes que possibilitou o crescimento da rede, com o consequente enriquecimento do empresário e da família, começou com a criação de uma importadora de fachada, que não tinha sede própria e nem empregados, em 1996. O empresário, segundo o procurador, utilizava uma off-shore com sede no Panamá para adulterar faturas e notas fiscais como forma de esquentar os produtos comprados no exterior por meio da importadora. Ele diz que tudo era acobertado por servidores da Receita Federal do porto de Itajaí.

Na denúncia, que envolveu Luciano e mais 13 pessoas, o empresário também foi acusado de usar duas contas em Miami para lavagem de dinheiro de origem criminosa. Em maio de 2004, o prejuízo à União estava avaliado em R$ 168 milhões. “Curiosamente a denúncia foi considerada inepta pela 1ª Vara da Justiça Federal em Itajaí, que julgou o caso, embora estivesse muito bem documentada e contivesse muitas provas. A ação penal foi considerada nula. E, mais curiosamente ainda, o Ministério Público Federal não recorreu da decisão”, disse Brandão à reportagem do Extra Classe. O procurador atualmente atua em Blumenau e não tem mais jurisdição sobre o caso.

Habeas corpus e Refis Outro procurador que investigou os negócios de Hang, Celso Antonio Três lamentou a falta de resolutividade jurídica nos casos envolvendo o empresário. “A Havan tem origem no ilícito, no extraordinário esquema de corrupção no porto de Itajaí por onde Luciano importava mercadorias subfaturadas no atacado pagando tributos simbólicos. Foi delatado pelos concorrentes, autuado em R$ 120 milhões pela Receita Federal, mas o Tribunal Regional Federal, na época, concedeu habeas corpus para trancar a ação penal sob o único fundamento de que causaria grande repercussão econômica. Aí veio o Refis (regularização extraordinária de débitos com a Receita Federal) do ex-presidente Fernando Henrique (em 2000) e o empresário salvou-se do processo penal com centenas de anos para quitar os tributos”, relembrou à reportagem. A condenação de Hang só viria em 2003 e por um crime muito menor: sonegação de contribuições previdenciárias. Pela denúncia, o empresário pagava uma parte do salário de seus funcionários “por fora”, sem registro em carteira, como forma de burlar o Fisco e reduzir o custo de impostos relativos à Previdência. No período apurado da fraude, que vai de 1992 a 1999, o empresário sonegou mais de R$ 10 milhões, segundo o Ministério Público Federal. A pena determinada pela sentença foi de três anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento de 220 dias-multa (cerca de R$ 1,68 milhão). Hang, entretanto, nunca foi preso: a pena de privação da liberdade acabaria substituída pela prestação de serviços à comunidade. E tampouco prestaria serviços à comunidade. Em 2009, antes da execução penal, o empresário ingressou com recurso na Jus-

tiça Federal de Blumenau pedindo a suspensão do processo devido ao parcelamento do débito obtido junto à Receita Federal. Como os pagamentos estavam em dia, acabou beneficiado pela lei 10.684/2003. No indeferimento de um habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2002, o então ministro Vicente Leal mencionou “indícios vários da ocorrência de crimes” no âmbito da administração da Havan para manter a sentença. O dono da Havan, em entrevista por email à reportagem do Extra Classe, negou que os empréstimos junto ao BNDES tenham sido usados para projetos de expansão da rede varejista e disse que os contratos estão relacionados a uma aquisição de bens de massa falida em São Paulo. “Essa aquisição se refere ao patrimônio expropriado de uma indústria calçadista no município de Franca, incluindo um terreno no qual a Havan instalou a filial da rede. Na negociação, a Havan assumiu e quitou as dívidas que a empresa falida tinha com o BNDES”, justificou. O empresário, entretanto, não detalhou a qual empresa se refere. Hang também disse que no período dos empréstimos à Havan comprou equipamentos, especialmente, para o seu Centro de Distribuição, por meio de contratos de financiamento junto a fabricantes nacionais. “Foram contratos totalmente legítimos e pautados na preferência dada pela Havan à indústria brasileira, sendo que a empresa poderia ter optado por adquirir os equipamentos junto a fornecedores externos, a juros mais baixos e maior prazo”, explicou. Também não foram mencionados quais equipamentos a rede adquiriu. Sobre as críticas da presença do Estado na economia, o empresário afirmou que não é contra as instituições públicas que servem ao desenvolvimento, “desde que não sejam desviadas de seu propósito”. O empresário se disse favorável a que instituições como o BNDES “mantenham o foco em contribuir para o desenvolvimento econômico, para a competitividade das empresas e para a geração de empregos e de renda no Brasil”. E voltou a criticar a gestão do banco durante os governos petistas – justamente no período em que fez os 50 contratos junto à instituição financeira. “Ao mesmo tempo em que recusa ou dificulta o apoio às boas empresas nacionais, o BNDES atende a interesses de oligopólios favorecendo investimentos de caráter duvidoso. Minha crítica é pelo uso de recursos públicos a juros subsidiados por nós, brasileiros, para financiar investimentos em países ditatoriais, socialistas ou comunistas”, atacou. No início de janeiro, Hang anunciou sua disposição de ser candidato em 2018, provavelmente ao governo de Santa Catarina. O empresário se desfiliou do MDB no ato realizado em Brusque, sede da Havan, mas não sinalizou para qual partido poderia migrar. A rede de lojas fundada por ele e pelo ex-sócio Vanderlei de Limas em 1986, a partir de uma pequena loja de tecidos, se transformou num conglomerado de empresas controlado pela Brashop S.A. – Administradora de Shopping Center, que reúne empreendimentos imobiliários e aluguel de imóveis – a maioria para a própria Havan.


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“Este ano temos muito o que comemorar”, diz Greca sobre os 325 anos de Curitiba Verde e finalmente fazer essa estrutura servir a veículos e ao transporte púbico. A zeladoria, que cuida de coisas como tapa-buraco nas ruas e roçada, também está sendo reforçada este ano. Com isso recuperamos o tempo em que as obras não andavam. É este tipo de coisa que eu quero destacar quando eu digo que Curitiba está voltando a ser Curitiba.

m entrevista exclusiva para os jornais de bairro da capital, o prefeito Rafael Greca destaca as principais realizações do município ao longo do ano e conta como serão as comemorações dos 325 anos da cidade. “No ano que Curitiba provou ser mais forte que seus desafios, temos muita coisa a comemorar neste 29 de Março”, resume o prefeito. Prefeito, qual será a principal comemoração dos 325 anos de Curitiba? Rafael Greca – Uma trajetória tão rica em desenvolvimento e pioneirismo como a que marca a história da nossa Curitiba sempre será motivo de intensa comemoração. Mas, diferentemente do ano passado, quando empossado havia poucas semanas, empenhávamos todos os esforços para buscar saídas e recuperar a cidade de uma situação financeira calamitosa, com ameaças de falta de medicamento e suspensão de serviços, este ano podemos dar glórias a uma Curitiba que se reergueu e agora pode voltar a ter grandes projetos. Aos 325 anos, nossa Luz dos Pinhais volta a brilhar com intensidade.

aniversário? Rafael Greca – Teremos um mês inteiro de ações, com festas, sim, porque é preciso celebrar a cidade que amamos. Faremos isso nos nossos parques e Ruas da Cidadania espalhadas pelos bairros. Mas haverá também entrega de obras importantes, algumas delas abandonadas pela gestão anterior, que trarão melhores serviços de saúde, lazer, cultura e mobilidade para melhorar a qualidade de vida da população curitibana. O aniversário é da cidade, os “presentes” são para quem faz o município grande: seus moradores.

Qual será a programação do

O senhor falou das dificuldades

do primeiro ano de gestão e que agora o município terá grandes projetos. Pode citar o que vem por aí para os bairros? Rafael Greca – Conseguimos administrar um rombo de R$ 2,1 bilhões no Orçamento. Não é um rombo é um abismo. Mas estamos saindo dele. Para este ano, a cidade já tem negociados com os governos estadual e federal, além de financiamentos próprios, R$ 495 milhões que serão usados para dar início a obras em toda o município. Serão obras de mobilidade, como uma nova trincheira, um novo terminal no Tatuquara, asfalto novo em centenas de ruas. Vamos começar a terminar o lote 4 da Linha

Que mensagem o senhor deixa sobre os 325 anos de Curitiba? Rafael Greca – Vou repetir aqui o que escrevi no meu livro “Curitiba – Luz dos Pinhais”: uma cidade com a tradição como a nossa não merece ser definida ou resumida pela desventura. É preciso enaltecer que os incontáveis sucessos tornaram Curitiba exemplo de cidadania, urbanismo e planejamento para todo o Brasil, com reconhecimento mundial. Que os 325 anos ajudem a fomentar em todos os curitibanos, de nascimento ou adoção, a vontade fazer brilhar mais alto a Luz dos Pinhais. Brindo a todos com um copo de gengibirra em mãos, essa bebida que faz parte da nossa alma e com a qual lá atrás brindamos também os 300 anos da nossa cidade. Viva Curitiba!!!

Lançamento: Zilda Arns, uma biografia A editora Rocco lança, em março, a biografia de Zilda Arns, escrita por Ernesto Rodrigues. “Zilda Arns – Uma biografia” abarca toda a trajetória da pediatra e sanitarista paranaense, tanto à frente da Pastoral da Criança, criada por ela em 1983, quanto em sua vida pessoal, marcada pela morte precoce do marido e de uma filha. O livro revela, ainda, os bastidores de embates de Zilda com políticos, empresas, e até médicos e a Igreja Católica para levar seus projetos sociais a cabo. (de Lauro Jardim, em O Globo) Três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz, ganhadora de prêmios no Brasil e no exterior pelo trabalho à frente da Pastoral da Criança, Zilda Arns terá sua biografia lançada em março pelo selo Anfiteatro, da Rocco. Assinada por Ernesto Rodrigues, jornalista e autor do bestseller Ayrton: O herói revelado, entre outros livros, Zilda Arns – Uma biografia narra a trajetória da médica pediatra e sanitarista

catarinense que se impôs como uma das mulheres mais atuantes da vida pública brasileira, bem antes de se falar em empoderamento feminino. Além de oferecer ao leitor o retrato completo de uma personalidade carismática que enfrentou profundos dramas pessoais, o livro revela os bastidores das inúmeras iniciativas a que se dedicou ao longo da vida e os incontáveis embates enfrentados para levá-las a cabo, muitas vezes contrariando os interesses de políticos, empresas e mesmo de colegas médicos. Família tradicional do bairro A família Arns residiu durante alguns anos na rua Angelo Sampaio, proximidades da atual agência do Banco Itaú, em um grande casarão onde também residia o então padre (depois Arcebispo) Dom Paulo Arns.


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Delegacias poderão fazer audiências por videoconferência Dentro de 40 dias, as Delegacias Regionais das 22 Subdivisões Policiais (SDP) de todo o Paraná estarão interligadas por meio de equipamentos de videoconferência para a realização, à distância, de registros de flagrantes, oitivas, audiências de custódia, reuniões de trabalho, entre outras atividades. O sistema foi adquirido por meio de emendas parlamentares e recursos direcionados pelo deputado Delegado Recalcatti (PSD). Parte dos 62 equipamentos adquiridos nesta primeira fase começou a ser entregue nesta quarta-feira, 21, para os delegados subdivisionais que estiveram presentes à reunião da Divisão Policial do Interior (DPI), convocada pelo delegado-chefe Walmir Socio, em Curitiba. Depois das 22 cidades-sede de Subdivisões Policiais, em segunda etapa, as Delegacias das cidades-sede de Comarcas também serão interligadas ao sistema de videoconferência. “Este será um grande avanço para os trabalhos de investigação e para a elucidação de inquéritos, permitindo a tomada de depoimentos de testemunhas, réus ou vítimas de forma rápida

destacou Recalcatti.

Recalcatti fala a delegados subdivisionais em reunião em Curitiba e sem necessidade de deslocamentos ou trâmite de papelada”, explicou o deputado. Segundo Recalcatti, parte dos investimentos foi realizada com recursos que solicitou ao governo do Estado no ano passado. “Recebi essa demanda logo no início do meu mandato em meados de 2017, quando encaminhei o pedido

para o Palácio Iguaçu onde fui prontamente atendido”, afirmou. Ele explicou que, além de atividades entre Delegacias, o sistema poderá também ser interligado com o Judiciário, que já realiza audiências por videoconferência. “Neste caso, poderemos realizar audiências de custódia sem precisar deslocar os acusados”,

DELEGADO-GERAL – Durante a reunião desta quarta-feira, realizada na DPI, o diretor-geral do Departamento de Polícia Civil (DPC), Naylor Robert de Lima, que assumiu o cargo há duas semanas, conversou com os delegados subdivisionais pedindo apoio para o fortalecimento da instituição. Ele destacou o fato de o novo secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Julio Cezar dos Reis, ter sido indicado para o cargo pela sua atuação à frente do DPC. Junto com parte dos recursos para a aquisição de equipamentos de videoconferência, o deputado Delegado Recalcatti havia obtido na mesma época recursos para equipamentos de segurança, mobiliários e impressora de etiquetas para o Hospital da Polícia Militar (HPM), além de uma ambulância. Dentre outras conquistas, Recalcatti também destinou veículos para uso das redes municipais de saúde e 18 viaturas para Delegacias do Interior e da Região Metropolitana de Curitiba.

Aparelhos estéticos funcionam? O aumento do número de adultos procurando tratamento ortodôntico levou à necessidade de buscar aparelhos fixos mais discretos. Dessa forma, a indústria ortodôntica vem buscando produzir materiais mais estéticos, mas que também possuam bom desempenho clínico. Os bráquetes cerâmicos são a primeira opção em caso de procura por aparelhos fixos mais discretos, pois não sofrem alteração de cor durante o tratamento (não ficam

amarelados), diferentemente do que ocorria com os acessórios plásticos. Há, ainda, bráquetes de safira

laboratorial, que são mais transparentes, mas possuem um custo mais elevado. A desvantagem dos aparelhos estéticos é que são menos resistentes que os aparelhos metálicos. Contudo os aparelhos estéticos atuais apresentam resistência suficiente para suportar as forças que são normalmente usadas durante todo um tratamento ortodôntico.

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Por que o Atlético Paranaense não renovou com a Rede Globo de Televisão Este texto está sendo republicado a propósito da notícia de que que o Atlético Paranaense recusou a proposta da Globo para transmitir suas partidas pelo Campeonato Estadual do Paraná. O artigo revela algumas razões que justificam a decisão do clube. Os times de futebol são explorados pelo Globo e reféns de sua programação. Com a internet, as correntes podem ser rompidas. A Globo é seguramente uma das marcas mais odiadas do Brasil, como se pode ver frequentemente nas redes sociais, em que a hashtag Globo Lixo alcança com freqüência o topo do ranking, e pelas manifestações que volta e meia aparecem na tela da própria emissora — em transmissões jornalísticas ao vivo e agora, num jogo de futebol, o do Atlético Mineiro contra o Grêmio. A pergunta é: Por que então a emissora se mantém líder de audiência? Um fator é a baixa qualidade das demais TVs abertas, mas isso não explica tudo. A Globo superou a concorrência com práticas desleais, a começar pela sua origem, quando recebeu investimento ilegal de um grupo dos Estados Unidos, Time Life, e com isso asfixiou a Tupi, líder na época. No futebol, a Globo mantém o monopólio da transmissão com práticas que também poderiam ser questionadas. A exemplo do que faz com as agências de

publicidade, às quais adianta dinheiro das comissões, num prática conhecida por BV — bonificação por volume —, a emissora também é credora de quase todos os times de futebol. Quando os clubes precisam de dinheiro, a Globo adianta as cotas e mantém o time cativo. Não é por outro motivo que apenas o Palmeiras, hoje o clube financeiramente mais saudável do Brasil, foi único entre os grandes (tem a quarta maior torcida) em condições de dizer não à Globo e assinar com um concorrente, o Esporte Interativo, nas transmissões por TV fechada a partir de 2019. Segundo o professor Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas, especialista em marketing esportivo, os clubes são explorados pela Globo. “Nas transmissões por Pay per View, a Globo fica com 70% do valor arrecadado. O que justifica essa elevada margem, se quem atrai audiência é o clube, não a emissora?”, questionou ele, depois de participar de um congresso realizado pelo Sindicato dos Atletas do Estado de São Paulo, no último dia 24. A Globo alega custos com a transmissão, como equipe, equipamento e outras despesas. No início do ano, os dirigentes do Atlético Paranaense e do Coritiba constataram que não o custo não é tão

Mário Celso Petraglia e Luiz Sallim Emed, dirigentes que não se submetem à ditadura da Rede Globo no futebol. elevado assim e decidiram fazer eles mesmos a transmissão, através do YouTube e Facebook, e deu certo: mais de 3 milhões de pessoas assistiram ao clássico paranaense ao vivo. Mas houve quem se colocasse contra essa experiência pioneira, disruptora: a Federação Paranaense de Futebol. A entidade deveria defender os clubes, mas o que fez, ao proibir a entrada ao estádio de técnicos e jornalistas independentes que fariam a transmissão, foi defender os interesses da Globo. É certo que não foi por amor ao logotipo da emissora. Essa transmissão, adiada em uma semana, acabou acontecendo e mostrou um novo caminho aos clubes: Por que esperar até 22 horas para o início da partida? Por que obedecer à escala de transmissões da emissora, como se os jogadores fossem do elenco da Globo? No espetáculo esportivo, a Globo é intermediária e, como todo atravessador, recebe pelo que não faz. E, no caso do futebol, recebe muito.

O blogueiro Rodrigo Mattos, do UOL, fez as contas e chegou à conclusão de que a emissora fatura por baixo R$ 3 bilhões por ano com o futebol — incluindo cotas de patrocínio de TV aberta, assinantes da TV a cabo e Pay per View. Não gasta metade disso com o pagamento pelos direitos de transmissão. Tornou-se a dona do espetáculo. Define que jogos o torcedor pode ver na TV aberta e em que horário deve ir ao estádio. A torcida do Atlético Mineiro lembrou em faixas o que aconteceu para Globo alcançar esse poder: “Globo corrupta” e “Paga propina”. O protesto do último domingo ainda é um movimento embrionário — a torcida do Corinthians, há alguns meses, também protestou —, mas esta é uma causa com potencial para crescer. O torcedor não precisa de intermediário para viver a paixão pelo seu clube. Joaquim de Carvalho – DCM

Com união o Coritiba retoma sua trajetória de vitórias

O Coritiba conta com mescla de atletas jovens e experientes para buscar o equilíbrio em campo e também os resultados.

Uma equipe se faz com a união de todos atletas. Esta máxima tem sido fundamental no Coritiba que vem conquistando vitórias importantes em u m a sequência de jogos decisivos. Foi assim na noite desta quinta-feira (22) na classificação do time para a terceira fase da Copa do Brasil, na vitória sobre o Uberlândia.

Com nove garotos formados nas categorias de base do Coxa em campo, a equipe conquistou a classificação. Atuações importantes em campo, como a de Julio Rusch, que cobrou o escanteio que resultou no primeiro gol do Verdão e fez o segundo gol da noite, e a de Guilherme Parede, que deu a assistência para colega de equipe. “A cada jogo que passa nós estamos amadurecendo mais. Pudemos demonstrar isso hoje em campo e também no Campeonato Paranaense”, analisou Rusch, na saída do gramado. Léo Andrade também foi um dos personagens do jogo. Ele entrou em campo ainda no primeiro tempo, substituindo William Matheus, que saiu do campo após uma falta forte. “Eu estou muito feliz e hon-

rado. Se o professor precisar eu estou à disposição e me sinto preparado para entrar em campo”, analisou Léo Andrade. Mas se os Piás do Couto aos poucos vão ganhando mais confiança em campo, por outro lado, os mais experientes são parte importante desta união da equipe. Como ponderou o treinador Sandro Forner na coletiva após a partida. “Situações foram acontecendo, e o campo não mente. Os atletas da base têm mostrado qualidade, é normal que eles entrem. Mas os mais experientes também estão ajudando muito, esperando oportunidades, todos tem cooperado de alguma forma”, declarou, elogiando seu grupo de trabalho.


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Polo gastronômico do Água Verde é aprovado pela Câmara Municipal de Curitiba Com 24 votos favoráveis, os vereadores de Curitiba aprovaram, nesta terça-feira (20), a iniciativa de Bruno Pessuti (PSD) que cria o polo gastronômico do Água Verde. A área delimitada pelas rua Chile e avenida Água Verde, no trecho compreendido entre a avenida Marechal Floriano Peixoto e a rua Coronel Dulcídio, passa a ser a quinta região especial desse tipo na cidade, ao lado dos polos gastronômicos da Itupava, do Alto Juvevê, da Avenida Salgado Filho e de Santa Felicidade. “A identificação dessa região, dentro do bairro Água Verde, é uma opção importante de roteiro turístico, pois está próxima dos grandes hotéis de Curitiba. Seria uma alternativa para os turistas, que acabam indo só ao Batel”, analisou Bruno Pessuti, que defendeu a criação de polos gastronômicos pela Câmara. Questionado por Professora Josete (PT) sobre o artigo 121 do Plano Diretor, que prevê a regulamentação dos polos por decreto, ele respondeu que aprovar leis específicas é uma forma de “impulsionar a administração, de “dar um empurrão na prefeitura”. “A lei é superior ao decreto”, apontou. Para o vereador, que também é autor das leis que criaram os polos da Itupava e do Alto Juvevê – inclusive destinando R$ 200 mil em emendas parlamentares para o calçamento desses locais –, identificar essas regiões orienta as políticas públicas. “Dentro dos restaurantes, os empresários fazem o possível para qualificar os seus estabelecimentos, mas do lado de fora algumas vezes o poder público deixa a desejar na urbanização. Os polos identificarão áreas nas quais a administração pública possa desenvolver projetos”, disse. O Plano Diretor diz que os polos gastronômicos podem receber incentivos

da Prefeitura de Curitiba, como a flexibilização de projetos de caráter provisório que utilizem o passeio (respeitada a circulação de pedestres e a acessibilidade); a autorização simplificada para eventos realizados por associação regularmen-

os empresários da região bem organizados”, para o qual tem tratado com o Executivo a colocação de placas na região. “Essa organização dos empresários impulsiona o poder público e ali, nos próximos meses, espera-se que pelo

Vereador Bruno Pessuti, autor da Lei que cria o Polo Gastronômico do Água Verde, Itupava e Alto Juvevê.

te constituída para representar seus estabelecimentos; a permissão simplificada para intervenções decorativas temporárias; a realização de treinamento e qualificação de mão de obra; a preferência para fechamento de ruas em datas comemorativas; e estudos para ampliação de linhas e horários do transporte coletivo. Dentro da resposta dada a Josete, Bruno Pessuti ainda relatou que a implantação dos polos gastronômicos – o primeiro, da Itupava, é de dezembro de 2016 – tem andado devagar dentro da prefeitura em decorrência da votação da nova Lei de Zoneamento estar pendente e pela mudança de cultura que é um instrumento urbanístico advindo dos vereadores. “É uma questão muito nova, então há resistência na implantação. Demanda um esforço bastante grande de bastidor e eu tenho participado de várias reuniões no Ippuc [Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba]”, comentou o vereador. Pessuti deu o exemplo do polo gastronômico do Alto Juvevê, “que tem

menos identifique o local. É um processo lento, mas que vai gerando melhorias”, garantiu, argumentando que devido a correria do dia a dia, ou diante da oferta de comida boa nos restaurantes, há um aumento na busca de alimentação fora do lar. A vereadora Maria Manfron (PP) elogiou a iniciativa, pois o Água Verde é uma “região nobre”, “que precisa ser mais conhecida”. Polos gastronômicos O artigo 121 do Plano Diretor, que trata da criação dos polos gastronômicos, foi incluído na lei municipal 14.771/2015 por meio de emenda assinada por diversos vereadores. Na legislatura passada, Bruno Pessuti apresentou a proposição que deu origem à lei municipal 15.010/2016, do Polo Gastronômico da Itupava, entre as ruas Ângelo Lopes e Schiller. Em outubro, os vereadores aprovaram as leis 15.098/2017 e 15.099/2017, que oficializaram o segundo e o terceiro polos gastronômicos da cidade. As

normas reconhecem, respectivamente, a região do Alto Juvevê, também por iniciativa de Pessuti, e da avenida Senador Salgado Filho, no bairro Uberaba, proposta por Helio Wirbiski (PPS). No final do ano, em novembro, com a aprovação de projeto de Mauro Ignácio (PSB), o quarto polo, agora em Santa Felicidade (lei 15.123/2017). Sindicato apoia Polo s Gastronômicos O presidente do Sindiabrabar, Fabio Aguayo, destacou o apoio das empresas de gastronomia, entretenimento e similares de Curitiba ao projeto de implantação do Ligeirão Norte-Sul, que irá do Santa Cândida à região da Praça do Japão, no Água Verde, e à criação de Polos Gastronômicos. Aguayo disse ainda que esse modelo de intervenção urbana, além de melhorar o sistema de transporte público - a exemplo de países como Alemanha que incentivam a modalidade - vai permitir transformar a Praça do Japão, com o passar do tempo, em uma espécie de pólo gastronômico. “Temos o exemplo das praças da Espanha e da Ucrânia, que são ambientes gastronômicos, ajudando a gerar emprego e renda para a população, sem contar outros locais como a Praça da França, que também pode virar um espaço setorizado de gastronomia em Curitiba”, declarou. Atualmente, destacou ainda Aguayo, o setor de gastronomia e entretenimento em Curitiba gera em torno de 17 mil empregos diretos em Curitiba e 115 mil em todo o Paraná. O setor é considerado o segundo maior na capital, atrás apenas da construção civil. Em 2017, segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, o setor cresceu 35%.

(41) 3408.2860


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Sobre a intervenção (militar) federal no RJ P

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A maioria dos integrantes dos conselhos da República e de Defesa Nacional, reunidos hoje (19) no Palácio do Planalto, aprovou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, informou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Apenas os líderes da oposição na Câmara e no Senado, que integram o Conselho da República, se abstiveram de votar. Apesar de os conselhos não terem poder de veto, o presidente Michel Temer decidiu convocá-los para consultar a posição dos integrantes dos dois órgãos. A reunião teve a participação de ministros, parlamentares, militares e integrantes da sociedade civil. Jungmann relatou que durante a reunião o governo fez uma exposição dos motivos que levaram à intervenção. Entre eles, o ministro citou fatos como a interrupção de aulas nas escolas por causa da violência, o fato de comunidades no estado viverem sob o controle do crime organizado e de milícias e a necessidade de escolta armada para a entrega de encomendas dos Correios em localidades do Rio de Janeiro. O ministro disse que não se trata de uma intervenção militar, mas federal e civil e que os recursos necessários para a medida estarão disponíveis assim que o general Braga Netto, nomeado interventor, apresentar o planejamento. Mandado de busca e apreensão Jungmann explicou que durante a reunião, o Comando do Exército observou que devem ser necessárias medidas complementares para a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro. Uma ação citada foi a possibilidade de usar o mandado de busca e apreensão de captura coletiva. Ele explicou que se trata de um tipo de mandado mais abrangente que não restringe a busca a uma área específica, prevendo assim os deslocamentos de criminosos. “Isso é uma ordem judicial que já foi empregada outras vezes no Rio de Janeiro e estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares. Em lugar de você colocar rua tal, quadra tal [no mandado], você vai dizer uma rua inteira, uma área ou um bairro. Em lugar de ser uma casa pode ser uma comunidade, um bairro. Isso tudo com a máxima transparência, com a participação do Ministério Público e obviamente que só podemos fazê-lo se tivermos uma ordem judicial para tanto”, explicou o ministro.

Ó Oposição Os representantes dos partidos de oposição argumentaram que se abstiveram de votar devido à falta de informações suficientes que justifiquem a intervenção. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), durante a reunião dos conselhos, não foi apresentado nenhum dado consistente sobre o aumento da criminalidade no Rio e nem um planejamento detalhado de como os recursos serão alocados para executar a intervenção. “Na ausência disso e no fato desse conselho [da República] estar sendo ouvido, inclusive, depois do decreto assinado e publicado, nós consideramos que não seria adequado que votássemos favoravelmente e nós da minoria nos abstivemos. Mais tarde, discutiremos com todos os partidos da oposição o posicionamento final, mas em princípio não há informações que permitam quem quer quer seja fazer uma boa avaliação se essa medida extrema era realmente necessária”, declarou o senador. O senador considera que a decisão foi baseada em notícias de jornais e “foi tomada muito mais no calor do debate provocado por cenas do carnaval do que efetivamente de uma decisão devidamente balizada”. O líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se absteve durante a consulta e avaliou que o decreto “foi um tiro no escuro” que poderá resultar em consequência para a sociedade e para as Forças Armadas. Em nota, o Ministério da Justiça informou que o decreto de intervenção federal “obedece rigorosamente” a Constituição, que determina que a decisão deve ser submetida ao Congresso Nacional e à consulta dos conselhos de Defesa e da República. A pasta reitera, no entanto, que a legislação não prevê que o presidente deva consultar obrigatoriamente os conselhos antes de publicar o decreto. “A Carta, porém, não define que tais consultas devem ser feitas antecipadamente. Ademais, frise-se, ambos são órgãos meramente consultivos, sem qualquer poder de deliberação. Assim, é importante repetir que a intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro cumpre estritamente o ordenamento jurídico brasileiro e servirá para aperfeiçoar a democracia no nosso País”, diz a nota. Débora Brito e Yara Aquino - Repórteres da Agência Brasil

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Teremos: – Recrutas de 18 anos, totalmente despreparados, patrulhando as praias da zona sul da cidade com fuzis ao alcance dos criminosos. – Tanques de guerra em pontos isolados das grandes vias, que por óbvio, só servirão de enfeite. – Operações em comunidades IGUAIS as que a polícia já promove, ou seja, ao invés de ações para combater a violência, apenas a ações que a perpetuam. – Militares das forças armadas sendo caçados ou mortos em latrocínios, assim como os policiais militares. – Alguns oficiais das forças armadas brincando de “revolução” de 1964 e operando politicamente contra movimentos sociais. Continuaremos tendo: – Uma polícia militar e civil totalmente desvalorizada, sem treinamento adequado e com baixos salários e salários atrasados. – Uma polícia militar apenas focada no enfrentamento e na lógica da guerra. – Uma polícia militar sem estrutura básica (com coletes a prova de

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bala vencidos) e com viaturas sucateadas. – Uma polícia civil sem estrutura para investigação (faltando até papel para registros de ocorrência) e com equipes totalmente saturadas. – Corregedorias das policias agindo por coorporativismo, e a corregedoria da polícia militar mais focada em combater faltas militares bobas, do que crimes graves (execuções sumárias, extorsão e corrupção). – Desprezo e indiferença para as famílias de policiais mortos, por parte do Estado. – Um sistema carcerário com cada vez mais gente, violando direitos dos detentos e livre para as facções organizarem o crime desorganizado. – Jovem negros e pobres sendo mortos, independente de envolvimento com o crime ou não. Para além de uma nova facada na Constituição Federal e mais pirotecnia estéril na segurança pública, nada de novo no front para quem já sofre com as violências urbana e de Estado. Por Rodrigo Mondego


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Movimento nacional pede a volta e reintegração de Protógenes Queiroz na Polícia Federal Comitês pró-anistia e reintegração de Protógenes Queiroz na Polícia Federal estão sendo criados em diversos estados. No Rio de Janeiro o Comitê chegou a montar um grupo com samba-enredo e bloco carnavalesco que desfilou no carnaval deste ano. Em Curitiba o Comitê foi fundado na sede do Jornal Água Verde reunindo profissionais liberais e servidores públicos para fazer campanha através de panfletos, jornais, camisetas, botons e visitas a autoridades. Veja a seguir fotografias da manifestação realizada no último sábado na Boca Maldita, onde foram recolhidas milhares de assinaturas em abaixo-assinado de apoio ao ex-delegado da Polícia Federal.

“Precisamos trazer de volta o ex-delegado Protógenes Queiroz. Ele é um nacionalista que faz falta ao Brasil. Nossa sociedade entrou na luta em defesa de Protógenes”. Moutih Ibrahim, presidente da Sociedade Árabe Brasileira do Paraná


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Certificados internacionais de proficiência em inglês podem abrir portas do mercado de trabalho Brasil afora Domínio do idioma deixou de ser diferencial e agora é uma obrigatoriedade no currículo de quem quer construir uma carreira sólida Falar inglês já foi símbolo de status social e econômico. No entanto, nos últimos 20 anos, com a globalização, dominar a língua inglesa deixou de ser um “artigo de luxo” ou um diferencial no currículo. A fluência no idioma tornou-se uma necessidade básica, cada vez mais exigida no mercado de trabalho e não apenas para cargos de chefia. Portanto, quem quer ocupar uma posição estratégica no âmbito profissional e construir uma carreira sólida, deve investir no aprendizado da língua inglesa e correr atrás dos certificados internacionais, que podem abrir as portas do mercado de trabalho em qualquer lugar do mundo. Todos os anos mais de meio milhão de pessoas, em 150 países, fazem os exames de inglês Cambridge English. De acordo com Carla Probst, gerente da Cultura Inglesa em Curitiba, instituição que prepara os alunos e é autorizada para a aplicação do Exame, estas pessoas têm como objetivo melhorar suas perspectivas de emprego, obter instrução adicional, viajar ou viver no exterior. “Trata-se de um certificado de peso, reconhecido pela maioria das universidades britânicas e americanas. Além disso, os exames de Cambridge não têm data de validade e podem ser usados por toda vida. A aprovação no Exame é importante tanto para quem já tem um objetivo de estudo ou trabalho, ou mesmo para quem quer e precisa comprovar o nível do idioma e busca impulsionar o currículo e a carreira, tendo o aval de uma instituição reconhecida em

todo o mundo”, afirma Carla. A estudante de direito Yasmin Kumagai Teive, de 18 anos, estuda inglês na Cultura Inglesa há seis anos e foi aprovada no Exame de Cambridge. Para ela, a conquista do certificado foi fundamental para se comunicar com segurança, quando fez intercâmbio para Vancouver, no Canadá. “Além de ser um

certificado de peso, a outra vantagem do diploma é a facilidade na comunicação em outros países”, comenta. A estudante acredita ainda que conhecer bem idioma vai ajudála também na graduação. “Será muito bom para fazer pesquisas em outros livros, publicados em inglês”. Os certificados de Cambridge têm diferentes modalidades, de acordo com a idade e nível de inglês do estudante, e são oferecidos tanto para crianças – Starters, Movers e Flyers, quanto para jovens e adultos. O CPE é o exame mais avançado e os candidatos são avaliados em cinco provas (Key English Test, Preliminary English Test, First Certificate in English, Certificate in

Advanced English e Certificate of Proficiency in English) que medem o nível da proficiência em inglês. O exame é indicado para quem precisa apresentar exame de proficiência no mercado de trabalho. Além do Cambridge, a Cultura Inglesa de Curitiba prepara os alunos para a aprovação e é autorizada, pelo British Council, para aplicar o I E L T S (International E n g l i s h Language Testing System). Embora seja o único exame de inglês aceito para emissão de visto no Canadá, na Austrália, no Reino Unido e na Nova Zelândia, o IELTS tem alcançado visibilidade em outros países. “A qualidade, seriedade e confiabilidade do exame tem o posicionado como referência em outros países europeus, como a Itália. No Brasil, essa propagação tem sido mais intensa no meio acadêmico para candidatos à pósgraduação”, esclarece Carla.

A melhor hora para começar a estudar inglês Carla Probst explica que o domínio do idioma não acontece da “noite para o dia”. Compreender a língua inglesa, adquirir conhecimentos para se comunicar, na forma oral e escrita, tanto para atender um telefonema do outro lado do mundo, fazer uma entrevista de emprego ou para manter uma conversa informal com um executivo estrangeiro, exige anos de estudo. “Até chegar ao nível B2, que assegura a fluência no idioma, são, no mínimo, cinco anos de estudo. Para ter independência na língua e conseguir falar de todos os assuntos com segurança, o processo é longo”, conta Carla. Ela acrescenta ainda que entre os cinco e os dez anos de idade é o melhor momento para matricular as crianças no curso de inglês. Antes dos cinco anos, a memória ainda não retém o conhecimento. E, após os dez anos, quando os meninos e meninas entram na puberdade, há mudanças no aparelho fonador, que interferem na questão da pronúncia. “Após esta idade, as crianças não conseguem mais alcançar a pronúncia de um nativo, porque não há mais flexibilidade no aparelho fonador, necessária para fazer corretamente o som do “th”, por exemplo”, diz Carla.

Sobre a Cultura Inglesa de Curitiba Há setenta e cinco anos em nossa cidade, a Cultura Inglesa de Curitiba divide suas atividades em cinco unidades, sendo uma delas localizada em São José dos Pinhais. A Cultura Inglesa de Curitiba é uma Associação sem fins lucrativos, revertendo toda sua renda em benefício de suas atividades e alunos. O compromisso em manter o alto nível de ensino do inglês britânico, além de aspectos culturais do país, é um dos pilares da escola, que busca respaldo na qualificação

elevada do quadro de professores, constantemente desenvolvida por meio de workshops, seminários e treinamentos. O teor vanguardista da escola é ainda reforçado por parcerias com grandes entidades, como é o caso do British Council organização britânica que promove oportunidades culturais e educacionais entre Brasil e Reino Unido e da Universidade de Cambridge, famosa por suas certificações atestando conhecimento da língua inglesa em todo o mundo.


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Carnaval de Antonina continua sendo o melhor carnaval do Paraná Neste ano a chuva chegou ao litoral do Paraná apenas na segunda-feira, permitido um dos melhores carnavais dos últimos anos Nos últimos anos o carnaval está cada vez melhor em toda a orla marítima do Paraná, incluindo na capital. A atração de turistas aumenta anualmente, trazendo recursos para o comércio e lazer para a população. A cidade de Antonina é conhecida como organizadora do melhor carnaval do Paraná. O título é merecido porque quase toda a cidade se envolve positivamente nos festejos, participando ativamente dos blocos e escolas de samba e, principalmente, fazendo o carnaval mais democrático do Estado. A população antoninense e os

turistas brincam o carnaval na avenida principal, e não nos clubes, como acontece na maioria das cidades. A festa de Momo em Antonina tem história e tradição: começou em 1920 quando Bedenaque Luiz Pedro organizou o primeiro Bloco do Boi que se chamava Boi Barroso. Em 1922 o bloco mudou para o nome que tem até hoje e que é um dos destaques da brincadeira carnavalesca no sábado e na terça-feira: Boi do Norte. O Bloco Apinagés começou em 1923, fundado pelo marinheiro Benedito Jesus Pereira, o Pará, inicialmente, com o

nome de Guaraci. Hoje em dia quase todos os bairros da cidade tem seus blocos ou escolas de samba: Batel, Ponta da Pita, Portinho, Capela entre outros. O carnaval de Antonina é um carnaval saudável, seguro, tranquilo, com muito talento dos carnavalescos. É muito grande o número de famílias com crianças nos desfiles e no carnaval de rua, demonstrando que é possível sim promover um carnaval sem baixarias e sem violência, e nesse sentido, o povo de Antonina está de parabéns, assim como seu prefeito José

Quem deseja conhecer o carnaval de Antonina deve fazer suas reservas com antecedência. Por ser um dos mais concorridos do Paraná, é preciso fazer reservas de hotel ou pousada com alguns meses de antecedência para garantir participação. Além disso, vale a pena visitar Antonina o ano inteiro. O turismo é excelente.

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Paulo Vieira Azim, e as empresas patrocinadoras. Aguaverdeanos na avenida Como acontece anualmente, dezenas de aguaverdeanos passam o carnaval em Antonina. No bloco de palhaços, na foto, os aguaverdeanos Luciane Cruz, Jacqueline Cruz e Sidney Floriano. Também participaram as equipes dos jornais Água Verde, Rua XV e jornal Cult Curitiba; a produtora Ellen Marques, entre muitos outros.


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Esporte A Copa do Mundo de 2018

Jefferson Gomes Cabral e Silva

No ano da copa do mundo a emoção é sempre grande. A Rússia orgulhosamente vai apresentar seu país para o mundo. Tirando a fantástica e surpreendente Moscou, a anfritriã ainda acredita que pode chegar a final e ganhar a Copa do Mundo de 2018. O que deverá ser muito difícil. Não acredito que a Rússia tenha futebol para ser campeã do mundo. O Brasil com o brilhante Tite no comando terá condições reais de ser campeão e conseguir o sexto título.

Enquanto a torcida do Furacão ainda acredita que o Weverton, hoje no Palmeiras, possa ir para copa como terceiro goleiro, eu acho muito difícil. Agora, o goleiro Neto (que foi revelado pelo Atlético Paranense) que hoje está no Valência disputa a terceira vaga com Cássio do Corinthians. Já a seleção Argentina que só se classificou na última rodada das eliminatórias também é favorita. A poderosa Alemanha é a favorita absoluta para o título mundial. A atual campeã mundial tem muita força. Acredito que algumas seleções possam ser uma grata surpresa: Uruguai, a grande novidade e dinâmica Islândia, Suécia, Colômbia, Bélgica e Sérvia. Destaco tam-

bém que é uma copa do mundo com muitos países muçulmanos: Arábia Saudita, Marrocos, Tunísia e Irã. Um detalhe preocupante é que até agora 60% dos estádios não estão prontos, mas, os russos sempre cumprem o que prometem. Aniversariantes em fevereirto: Nilson Borges dia 6. Mário Celso Petraglia dia 11. Heriberto Ivan Machado dia 26. Brasileirão 2018 No Brasileirão série A 2018 o Furacão promete realizar um grande campeonato. Com bom elenco, melhor do que o ano passado, e com reforços que virão, o Furacão sonha com o bicampeonato Brasileiro. O Paraná Clube ainda sonha, mas a realidade do campeonato Paranaense tem mostrado que o Paraná Clube deve lutar para não voltar à série B. Enquanto a torcidada do Atlético Paranaense pensa que o Furacão pode conquistar o bicampeonato brasileiro e no mínimo um sexta participação em libertado-

res a torcida do Paraná Clube sonha em se manter na série A do campeonato Brasileiro. Enquanto isso o Coritiba se esforçará para voltar a série A do Brasileiro. O Londrina que foi bem e quase subiu no ano passado, ficando na quinta posição da série B, quer provar que tem plenas condições de disputar a primeira divisão. Destaques A equipe do Hotel Financial de Belo Horizonte, comandados por Cesar Viana, uma das melhores equipes hoteleiras de BH. A equipe de garçons do Hotel Financial que tem Thiago, Erasmo, Pedro, Avelar, Roberto na recepção com o excelente atendimento Waine, Belarmino, Paulo, Alessandro, Geraldo, Edson, Dirceu, Washington, Ricardo, Carla, Creison e Vilson. O atendimendo da equipe do Bar 222, na Francisco Deslandes no Anchieta. Milton Ribeiro Júnior, assessor do Deputado Estadual Requião Filho. Paulão do Costelão Amigos e Cerveja na Carlos Dietzch no Portão. Fone 3018-7154. Restaurante e Pizzaria Forno de Barro na Praça Tiradentes, 54, Ouro Preto MG, 31 3551-7442. A melhor Pizza de Ouro Preto. O contador Carlos Darif , fone 3248-4916. Screen Vídeo Locadora na Rua Conde dos Arcos, 1452. Fone 3248-2602.

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Um velho morre e o seu melhor amigo vai ao velório. Para fazer bonito resolve dizer algumas palavras. Mas sua dentadura cai sobre o caixão e para não pagar mais mico diz: - Vai amigo, leva meu último sorriso. =============== Meu celular está com vírus. Quando digito Vasco acende a lanterna. Quando digito Eduardo Cunha somem os créditos. Tenho medo de digitar Temer e o celular desaparecer da minha mão. =============== O rapaz apaixonado diz a sua amada: -Eu posso não ser rico, não ter dinheiro, apartamentos de luxo, carros importados ou empresas como o meu amigo Carlos Eduardo, mas te amo muito, te adoro meu amor, você é minha vida. E a namorada: - Se você me ama realmente, me apresenta esse seu amigo Carlos Eduardo. =============== No intervalo de um jogo no BeiraRio, um torcedor se vira para o amigo e diz: - Tchê, quando chegar em casa, vou arrancar a calcinha da minha guria! O outro... - Mas Bá, por que essa violência toda? E o cara: - Está me apertando muito. =============== A repórter vai entrevistar o gaúcho ao vivo e....... Ela começa a gravar ... - Boa noite, senhor. Nós estamos aqui para ouvir sua opinião. O que o senhor atribui a razão principal das vacas terem apanhado a chamada doença da vaca louca ? O gaúcho uruguaianense olhou para a moça e respondeu : - Tu sabia que o touro "come" a vaca somente uma vez por ano ? A repórter, visivelmente embaraçada, fala : - Bem, senhor, eu não sabia... informação interessante, mas o que isso tem a ver com a doença? - Tu sabia que as vacas são ordenhadas quatro vez por dia ? - Senhor, novamente agradeço a informação, mas porque não vamos diretamente ao ponto central da minha pergunta: a que o senhor atribui o fenômeno da vaca louca ? O fronteiriço visivelmente irritado, responde : - Mas tchê! Imagine se eu ficasse bulinando tuas tetinhas quatro vez por dia, e só trepasse uma vez por ano. Tu também não ficaria louca ?

O vendedor, viajante, está há algum tempo longe de casa. Vai a uma boate, chama a cafetina, entrega a ela 1 mil reais e pede: - Traga-me a mulher mais feia e me faça um prato de comida ruim com arroz e ovo. A mulher fala: - Mas, senhor, com esse dinheiro você pode ter a mulher mais bonita e a melhor comida da casa. E o homem: - Faça o que pedi. Não estou com tesão nem com fome. Estou apenas com saudades de casa. =============== Chegaram 10 maridos no inferno. O diabo disse: - Quem traiu a mulher venha até mim. Foram 9 e apenas um ficou onde estava. Então o diabo disse: - Tragam o surdo também. ===============

A mulher chega para o marido e fala: - Amor, temos que avisar nosso filho para não se casar com aquela bruxa que ele namora! Marido responde: -Não vou dizer nada. Quando foi a minha vez ninguém me avisou. =============== A avó pergunta à neta: - Aninha, como é mesmo o nome daquele alemão que me deixa louca? - Alzheimer, vovó. =============== Primeiro você olha o tamanho… depois a grossura… Em seguida põe a mão para sentir… Só aí você tem coragem de sentar em cima, pra ver se o movimento de subir e descer é gostoso… Viu como é fácil escolher um colchão novo? Agora vai pedir perdão a Deus, mente poluída! =============== Mulher pergunta pro marido: – Meu bem, que você faria se soubesse que o mundo ia acabar daqui a dez minutos? – Eu faria amor com você, querida! – E nos outros nove minutos e meio? =============== A mulher chega em casa as 3 horas da madrugada, bêbada, e o marido pergunta: Você esqueceu que é casada? – Esqueci, fui lembrar as 2:45 e voltei correndo! Mulher sincera é outro nível!


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Jornal Água Verde fev 18  

Jornal de bairros de Curitiba, Brasil.

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