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0,50 Aguarela

NOTÍCIAS DO AGRUPAMENTO ACTIVIDADES DO AGRUPAMENTO

ESCOLA DO ENSINO BÁSICO DOS 2.º E 3.º CICLOS DR. CARLOS PINTO FERREIRA JUNQUEIRA » VILA DO CONDE

pág. 2 a 6

pág. 7a 11

“Para todos os que participaram, este dia foi uma lição de cidadania, na certeza de que comemorar é aprender!”

ENTREVISTAS pág. 12 a 14

BREVES DA BE pág. 16 a 17

pág. 8

À VOLTA DAS LETRAS pág. 18 a 21

ÚLTIMA PÁGINA Viagem a Madrid

Actividades do dia do Patrono e do dia de São Martinho trazem mais pequenos à escola pág. 7 sede

pág. 11

“Todas as actividades foram muito participadas e a satisfação muito grande. “

pág. 21

pág. 12 e13

pág. 20


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Notícias do Agrupamento

A Primavera é a estação do ano em que tudo renasce. Quando chega o tempo primaveril somos envolvidos por um sentimento de ―começar de novo‖ É assim que por vezes conseguimos deitar a tristeza ou o cansaço para trás das costas e acreditar na transformação de todas as coisas. Olhamos para as flores que rebentam numa exuberância de cores, respiramos fundo e sentimo-nos, também nós, renovados. O começo de um novo ano lectivo é mais ou menos isto. Uma ―Primavera escolar‖! Tudo se renova aos nossos olhos. Os alunos, que deixámos no ano passado ainda pequenos, de repente, cresceram! As nossas turmas renovam-se. Os nossos horários mudam. Com todas estas mudanças começamos cada ano com novas expectativas: recebemos as turmas, os horários, os colegas que vêm de novo e respiramos fundo os aromas deste recomeço. Também assim no Aguarela. No início deste novo ano, renovámos a equipa, passámos a contar com a alegria e o entusiasmo dos nossos novos repórteres e esperamos fazer das nossas publicações ―perfume primaveril‖ — para que todos os que o queiram exalar se sintam de algum modo renovados. Um bom ano para todos!

Dezembro de 2010

A coordenadora do Conselho de Docentes do Pré -Escolar, Carla Lima, em nome das Educadoras de Infância do Agrupamento, agradece às formadoras/monitoras do Centro de Ciência Viva de Vila do Conde a colaboração prestada nas actividades do Dia do Patrono com o atelier Bolas de Sabão.

Gostaria de salientar a simpatia e empenho demonstrados na orientação do atelier, cujo resultado foi uma participação muito entusiasta por mais de duzentas crianças dos Jardins-deinfância do Agrupamento Vertical de Escolas da Junqueira. [A coordenadora do Conselho de Docentes do Pré-Escolar]

— Quem já ouviu ―falar bem‖ dos CEF? — Sim, quando mostram o que valem e o que fazem. — E ―mal‖? — Às vezes, é verdade!! — Difícil a integração? — Suponho que não. Contudo é preciso mudar de atitude, encarar a escola como local de formação. É preciso olhar para o futuro com outro olhar. É necessário aprender com os profissionais, observá-los e absorver o que de melhor sabem fazer e ensinar. Isto é crescer como formando ou aprendiz. Quem não sabe que Harry Potter também era um aprendiz empenhado em feitiçaria? Os cursos de Educação e Formação visam a recuperação dos défices de qualificação escolar e profissional. Existem para que certos jovens como a Ana Cláudia, o Nuno, a Maria de Fátima, o Diogo, a Daniela e muitos mais, sintam a escola como espaço de valorização pessoal, social e académica. Quando todos eles se empenham e se envolvem, os resultados estão à vista ou, melhor dizendo, os resultados aparecem quando o lema passa a ser Mãos na Massa. Assim, este ano lectivo, as turmas CEF 1, 2 e 3 já surpreenderam. Adoçaram certas actividades e

Sofia Pinto da Silva

O "Clube de História" começou no início de Novembro. Estão inscritos alunos das turmas: B e E do 5.º ano, A e E do 6.º ano e A do 7.º ano. Funciona às terças, quintas e sextas-feiras. Alguns dos seus objectivos são: consolidar/ desenvolver as competências específicas desta área curricular; contactar com as T.I.C,. relacionadas com a temática histórica; promover o gosto pela História e pela defesa do património; fomentar o gosto pelo conhecimentos e pelo saber; apoiar as disciplinas de História e História e Geografia de Portugal.

[da esquerda para a direita: Mariana, Ana Filipa e Gabriela, 7.º B]

[Hugo, 7.º B]

[Francisco Lopes, professor de História e Geografia de Portugal] [da esquerda para a direita: Ariana, Vanessa e Mariana, 7.º E] Jornal Escolar «Aguarela» aguarelajornal@gmail.com Director : José Henriques Propriedade: Agrupamento de Escolas da Junqueira EB 2,3, Dr. Carlos Pinto Ferreira - Junqueira, Vila do Conde Redacção e Composição: Alunos e professores do Agrupamento Equipa: Sofia Pinto da Silva, Emília Miranda, alunos do 7.ºB Coordenação: Sofia Pinto da Silva Colaboradores: José Fernando Magalhães, Amélia Rocha, Abílio Santos, alunas do 7.ºE

Impressão: Tipografia Minerva, Vila do Conde Periodicidade: Trimestral Tiragem: 350 exemplares

coloriram o Dia da Alimentação com as espetadas de fruta. Não sei se lá esteve o chocolate ―pecado‖ a pintalgar as frutas. Talvez não. Mas numa próxima, quem sabe…. Vi alguma ―boa gente‖ deliciar-se com as sobremesas e salgadinhos confeccionados pelos finalistas do curso de Cozinheiro, no Dia do Patrono. Também fui uma das que não resistiu à tentação da gula. E no dia do Halloween, os salames foram reis soberanos. Bem, ainda a procissão vai no adro. Por isso, comunidade escolar, muita atenção que os CEF vão dar que provar! [Ana Pia, professora de Francês]


Dezembro de 2010

Notícias do Agrupamento

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Testemunho da aluna vencedora do 1.º Prémio no escalão etário dos nove aos onze anos, do concurso “A melhor carta de 2010”, promovido pelos CTT

“A Visão Júnior é uma revista fantástica, não só porque integra o Plano Nacional de Leitura mas também pela pertinência dos seus temas e concursos.” Como tenho um gosto particular pela leitura considerei que estava ao meu alcance participar no tema “Os meus livros preferidos”. Solicitei a opinião da minha mãe. E, como não podia deixar de ser, concordou de imediato. Posteriormente, enviei um e-mail para a revista Visão Júnior com os meus dados pessoais, os contactos dos meus pais e o tema onde gostaria de participar, indicando alguns dos meus livros preferidos. Os departamentos de imprensa e de fotografia contactaram a minha mãe, pedindo autorização para eu ser entrevistada e fotografada. Assim, no dia 13 de Julho realizamos a entrevista e a sessão fotográfica, com a apresentação do livro que seleccionei para ser publicado na revista do mês de Agosto 2010. Em suma, gostei muito desta experiência, achei muito interessante, e até já estou a concorrer para outros temas.

Fotografia retirada da Visão Júnior de Agosto de 2010

[Vanessa Vale Cunha, 7.ºE]

Se, como a Vanessa, tens gosto pela leitura, fica atento à nossa rubrica ―Li, vi, ouvi‖ e envia-nos as tuas sugestões para: aguarelajornal@gmail.com Contamos com as tuas leituras!!!

Foi o meu primeiro dia em Lisboa. Foi o primeiro prémio que recebi. Cheguei de carro acompanhado pela minha família: pai, mãe, avô e avó. Lisboa não era como eu pensava, tinha muito movimento e um navio ―gigante‖ onde as pessoas passavam férias. Gigante era também o meu nervosismo e o edifício ―Fundação Portuguesa das Telecomunicações‖, onde iria receber o prémio. Quando entrei no edifício cheio de luz e com muitos vidros, senti-me a tremer. O Sr. Miguel, que nos recebeu, talvez tenha percebido como eu estava assustada (pois não sabia o que me ia acontecer) e por isso disse-me que eu estava muito bonita e disse-me para não me preocupar que não ia ter que ler a carta, nem responder a perguntas. Sorri, fiquei mais calma. O Sr. Miguel acompanhou-nos numa visita guiada ao edifício, e aprendi muita coisa. O que mais me chamou a atenção foi que, antigamente, a televisão era a preto e branco. Acabámos a visita e entrámos na sala onde tudo ia acontecer. Sentei-me no lugar que me indicaram, entre o meu pai e a minha mãe. Estava novamente nervosa, tremia e sentia-me gelada, mas feliz. Aqueles senhores importantes, depois de muita conversa, chamaram o meu nome e bateram-me muitas palmas. Senti-me também importante. Mais envergonhada que nunca, subi os dois degraus e o Sr. José Amado da Silva entregoume o prémio, acompanhado por duas sacas: uma preta, que continha uma caneta, uma camisola, um porta-chaves e um álbum de selos e outra, vermelha, que trazia três livros. Um dos livros falava sobre os correios, outro sobre as telecomunicações e outro sobre a casa do futuro. Alguém tinha que chorar. Era a minha avó, no momento que me era entregue o prémio. O meu pai serviu para eu passar os olhos quando estava aflita, pois sorria para mim. No bufete, no meio de tanta comida e bebida soube-me muito bem o sumo de laranja que bebi. Não falei muito pois estava com a garganta seca e apertada de toda a situação que estava a viver. Mas bastou-me sair do edifício para me sentir leve outra vez! [Catarina Moreira, 6.ºA]

Já repararam em algumas das informações afixadas em alguns espaços desta escola, neste primeiro período? Em Área de Projecto, os alunos da turma D, 6.º ano estão a realizar pequenos trabalhos de pesquisa sobre dias comemorativos que se celebram em Portugal e/ou no mundo, lembrando a nossa História e outros assuntos relacionados com a sociedade.

A equipa do Projecto de Promoção e Educação para a Saúde, envolvida num trabalho que está em curso no Agrupamento no âmbito da ―Sexualidade e Afectos‖, estabeleceu uma parceria com o MDV (Movimento de Defesa da Vida). O objectivo será a implementação do Projecto ―ASAS.PT Apoio à sexualidade para todos‖. Este projecto inclui uma equipa técnica na área de Saúde Sexual e Reprodutiva que, recorrendo a uma unidade móvel, realizou uma acção de formação para os alunos do oitavo ano, no recinto da nossa escola. Todos os interessados puderam de forma anónima apresentar dúvidas sobre a adolescência, o ciclo menstrual, a contracepção, entre outras.

Se ainda tens dúvidas, fala com os teus professores ou vai procurar a resposta no Gabinete de Apoio ao Aluno, a funcionar a partir do segundo período. [Equipa PES]

As Palavras Ilustradas com Fábio Sombra tiveram lugar no dia 10 de Outubro na nossa biblioteca! Foi a primeira vez que esta actividade contou com a presença de um escritor ―estrangeiro‖! Tudo começou com o Director a dar as boasvindas ao escritor e a apresentação de uma versão cantada de ―Magrilim‖, pela turma do 6.ºC. Seguiram-se momentos de conto/canto de histórias pelo autor, acompanhados por desenhos de José Miranda e música de Joaquim Bento, Abílio Santos e Tiago André, do 7.º B. Fábio Sombra e Carlos Nogueira, docente na Universidade Nova de Lisboa, também falaram sobre ―Literatura de Cordel: Foi divertido, construtivo e instrutivo. No final, as repórteres do Aguarela conversaram com o escritor. [Emília Miranda]

Leia, na página 20, a conversa com o escritor


Notícias do Agrupamento

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Dezembro de 2010

ERMINADO o 9.º ano, o último na EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, nada melhor do que uma festa, a festa dos Finalistas! Foi assim que os alunos das turmas A, B, C, D e E quiseram assinalar a data. Deixamos aos nossos leitores alguns dos registos fotográficos do Baile de Finalistas de 2010, que retratam alguns dos momentos vividos. [Os organizadores]

Sessão de abertura

Discurso preparado pelos alunos e lido por Marta Gonçalves, do 9.ºB

Como tudo na vida, tudo tem um começo e um fim. Ao mesmo tempo que nos despedimos, com muita saudade, dos nossos alunos do 9.º ano, recebemos no Jardim de Infância novas crianças, que começam assim o seu percurso escolar. Nem sempre é fácil o caminho, mas certamente que todos eles anseiam pelo dia em que, sapatilhas de lado, se prepararão para o seu baile de finalistas na escola! Assim, deixamos aqui um testemunho da entrada na vida escolar, das crianças do Jardim de Infância da Junqueira.

Entrega dos Diplomas

Professoras Margarida e Lúcia com os alunos do 9.º B: Carla, Érica, Catarina e Paulo Jorge e Daniela do 9.ºD

Márcia, Bruno e Patrícia, do 9.º D

[Jardim de Infância da Junqueira]

O Director acompanhado pelos professores Lúcia Soares e Abílio Santos

Paula, 9.ºD

Catarina, 9.ºD

Professoras, Cláudia e Sónia

Os primeiros dias no Jardim-de-infância são sempre muito difíceis e por isso a fulcral importância da intervenção do adulto para ajudar na adaptação da criança, criando um ambiente acolhedor no qual esta se sinta bem e se desenvolva harmoniosamente. Tudo para ela é estranho e novo: os espaços; as pessoas; os objectos. É com tudo isto que a criança não está familiarizada e necessita de tempo para o fazer. No jardim-de-infância da Junqueira, foi visível este sentimento, pois um dos grupos era composto por crianças que o frequentavam pela primeira vez. Muito choro foi ouvido e sentido, mas com a atenção, os mimos e o colo que os adultos proporcionaram, conseguiu-se estabelecer a desejada relação afectiva, que tão importante é para um início de ano lectivo com sucesso. Essa mesma relação foi impulsionadora na realização de actividades lúdicas, onde as crianças por iniciativa própria, exploravam e descobriam tudo o que lhes estava ao alcance sem medos nem receios. Dia após dia as crianças mostravam-se mais confiantes e conhecedoras do espaço onde os seus Pais as entregavam, e por isso a intensificação do choro matinal foi diminuindo. Para a evolução de todos estes comportamentos, esteve bem presente o apoio das crianças que já frequentavam o Jardim-de-Infância há mais tempo. Consolando e distraindo com brincadeiras as crianças recém-chegadas, criaram um ambiente propício para aprendizagens em grupo. Assim, ao longo deste período de adaptação, foi possível formar no Jardim-de-Infância da Junqueira, um só grupo onde se transmite e partilha uma variedade de conhecimentos e saberes, entre diversas faixas etárias.

Sara, 9.ºD

Na página seguinte pode ler alguns testemunhos dos alunos que partiram para uma nova escola, e também dos alunos que entraram no 5.º ano, na escola sede.


Dezembro de 2010

Notícias do Agrupamento

AS FÉRIAS DE VERÃO DE 2005 estavam a acabar e já só pensávamos como seria o primeiro ano na ―Escola dos Grandes‖. Finalmente chegou o grande dia, o dia em que íamos conhecer os nossos novos colegas e a nossa nova escola. O 5.º ano foi muito bom. Por um lado, tínhamos colegas conhecidos e funcionários simpáticos, que nos ajudavam em tudo o que precisávamos, por outro, éramos tratados com bastante amor e carinho quase como se fossemos bebés. A isso não achávamos muita piada! Os anos foram passando, nós fomos crescendo e só agora que deixamos esta escola, damos valor às atitudes dos adultos, que, na altura, nos tratavam como crianças. Na verdade foi isso que também nos ajudou a crescer. [Testemunho de Érica e Mário, antigos alunos do 9.º B, deixado numa visita feita durante este período, à escola]

COMEÇAMOS um novo ano numa nova escola, numa nova turma. Foi uma grande mudança. No primeiro dia que fomos à escola, conhecemos novos colegas. Alguns já conhecíamos, outros ficámos a conhecer. Foi um bom início, porque fomos muito bem recebidas, tanto pelos professores

JÁ LÁ VÃO CINCO ANOS… Estava eu a concluir o meu quarto ano e já com a ansiedade de ir para uma nova escola “A escola dos meninos grandes”, dizia eu. Lembro-me, como se fosse hoje, do primeiro dia em que pisei a escola E.B 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira. Não conhecia ninguém, tudo me parecia enorme, sentia um friozinho na barriga, não sabia o que me esperava, várias perguntas surgiam na minha cabeça: “Será que vou ter amigos? “Será que vou gostar desta escola?” Passou a primeira semana, a segunda, a terceira, … e tudo para mim já era familiar. As funcionárias foram espectaculares, ajudaram-me muito, quer dizer, levaram-me muitas vezes à sala quando andava perdida pelos corredores. Agora sorrio com as peripécias que lá passei. Bons momentos sem dúvida! Tudo passou depressa e quando dei por mim já eu era ―a menina grande‖ para muitos. Fiquei muito orgulhosa quando me disseram para ir guiar os novos alunos no seu primeiro dia de aulas. Revivi tudo mais uma vez. Cinco anos que passaram a voar. A escola da Junqueira foi sem dúvida uma escola para a vida. E agora sinto a falta da protecção dos professores, o carinho dos funcionários… Esse último ano foi para mim o mais rápido. Andava eu no 6º. ano e dizia ―quem me dera a estar no nono‖... Quando cheguei ao meu último ano nessa calorosa escola, fiz de tudo para o aproveitar ao máximo: escrevi no jornal, participei nas festas da escola, defendi a escola no desporto escolar... mas tudo passou por entre os dedos, e a minha última participação numa organização foi o baile de finalistas onde dei tudo por tudo para me despedir em grande. Naquela noite chorei já com a saudade de me ir embora. Agora estou numa nova escola, numa nova etapa da minha vida, uma vida nova. No dia da apresentação senti exactamente o mesmo que senti na entrada para o meu quinto ano, frio na barriga e tudo me passava pela cabeça “Será que vou fazer muitos amigos?‖ “Será que vou gostar da escola?” Bem, já passaram três semanas, estou a gostar da minha nova escola e já fiz muitos amigos. Mas de uma coisa tenho a certeza, posso passar muitas coisas boas aqui, mas nunca vou passar momentos tão especiais nesta escola como passei na

como pelos alunos que já a frequentavam. Nesta apresentação os professores das várias disciplinas estiveNos meus primeiros dias ram presentes, apresentaram-se e falaram-nos da importância na escola, andei muito baralhado do estudo diário. Referiram que é bom começarmos a estuporque eram muitos meninos, dar, logo no início, para que no final do ano lectivo tenhamuitas salas, muitos professores mos boas notas. Disseram-nos que nós temos direitos, mas e até a escola é maior que a da também temos muitos deveres, logo, temos que ser muito primária. Aqui aprendi a carregar responsáveis para que as aulas decorram dentro da normalio cartão e a comprar dade. coisas no bufete. Finalmente, o director de turma mostrou[Zakha Komar, nos a escola, e como poderíamos n.º27 - 5.ºC] usufruir de todos os serviços No primeiro dia na escola eu estive nervonela existentes. so. No segundo dia, estivemos a saber o material e eu estive nervoso. No terceiro [Sara e Paula, antigas alunas do dia já me comecei a habituar. 9.º D] Hoje as aulas foram muito fixes. Estivemos sempre a estudar e a brincar.

[Catarina Ferreira, antiga aluna do 9.ºB]

[Ivo, n.º11 - 5.ºC]

Os primeiros dias na escola Foram uma confusão E encontrar as salas Deu um grande trabalhão! Esta escola é diferente Temos horários a cumprir E para não nos atrasarmos Muitas regras devemos seguir. Tantas regras diferentes Tanta coisa para decorar Mas no final das aulas Acabamos todos por gostar! [Juliana Fernandes, n.º14 - 5.ºC]

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No primeiro dia eu não sabia onde eram as salas mas agora já sei. Agora é uma experiência nova. Hoje foi muito fixe tomar banho com os meus amigos. Ontem começou a chover e eu molhei-me todo. [Francisco Fonte, n.º8 - 5.ºC]


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Notícias do Agrupamento

Nos dias 30 de Setembro e 11 de Novembro de 2010 realizaram-se JOGOS MATEMÁTICOS na nossa Escola. Esta actividade teve como principais objectivos promover actividades lúdicas na aprendizagem da Matemática, dinamizar a actividade cultural da escola, contribuindo para a construção de uma escola motivadora da aprendizagem e desenvolver estratégias diversificadas que favoreçam o desenvolvimento da aprendizagem. Em 30 de Setembro, a actividade realizou-se na sala CN1 e no dia 11 de Novembro, nas salas CN1, para o 2.º e 3.º ciclos e CN2 para o 1º ciclo. As salas estiveram equipadas com vários jogos didácticos e de estratégia relacionados com a disciplina de Matemática. Os professores de Matemática do 2º e 3ºciclos procuraram dar apoio aos discentes e ensiná-los a jogar novos jogos. Os docentes do 1º ciclo trouxeram os seus alunos à Escola E B 2 3, de forma a todos poderem participar nesta actividade e desfrutarem de momentos agradáveis. A actividade despertou grande interesse junto dos discentes, tendo havido uma grande adesão, fossem estes do 1º, do 2º ou 3ºciclos. Os alunos mostraram-se bastante entusiasmados e participaram activamente nos jogos.

Dezembro de

Este ano lectivo, pela primeira vez, as OPM estendem-se a todos os níveis de ensino.

As Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM) são organizadas pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e são o meio de selecção das equipas que irão representar Portugal na 1ª edição das Olimpíadas de Matemática da Lusofonia (OML), nas Olimpíadas Internacionais de Matemática (IMO) e nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática. Este ano lectivo, pela primeira vez, as OPM estendem-se a todos os níveis de ensino. No dia 10 de Novembro, decorreram na Escola sede do Agrupamento as Pré-Olimpíadas, destinadas aos alunos do 5ºano, a Primeira Eliminatória da Categoria Júnior, para os alunos do 6º e 7ºanos, e a Primeira Eliminatória da Categoria A, para os alunos do 8º e 9 anos. Foram seleccionados alunos por turma e por nível de escolaridade e todos os participantes se mostraram à altura do desafio! Resta, agora, aguardar pelos resultados da sua prestação, com a esperança de termos alunos bem posicionados nas Pré-Olimpíadas e alunos seleccionados para a 2ª eliminatória das categorias Júnior e A, que se realizará no dia 19 de Janeiro. Durante o mês de Maio de 2011 vai ser a vez dos alunos do 3º e 4ºanos representarem o nosso Agrupamento nas Mini-Olimpíadas. Os professores responsáveis pela dinamização desta actividade agradecem a participação dos alunos do 2º e 3º ciclos e aguardam que os alunos do 3º e 4º anos, tenham uma prestação igual ou melhor que a dos seus colegas mais velhos! Um feliz Natal e Ano muito Feliz, se possível, na companhia dos Números…

Podemos dizer que a iniciativa foi um sucesso.

[Os professores de Matemática]

No dia dezanove de Novembro, na escola EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, reuniram os elementos que compõem o Agrupamento Vertical de Escolas da Junqueira para receberem a comunicação dos resultados da Auto Avaliação implementada pela Equipa de Auto Avaliação (EAA) do Agrupamento, sob a supervisão da empresa Another Step. Esta avaliação baseou-se na Grelha de Auto Avaliação (GAA) preenchida pela EAA e na Avaliação da Comunidade Educativa. Nessa grelha GAA foram identificados os Pontos Fortes e as Áreas de Melhoria através de evidências para cada um dos critérios e respectivos subcritérios. A Comunidade Educativa foi inquirida por meio de questionários nos quais manifestaram a sua opinião sobre questões relacionadas com o modo de funcionamento e desempenho da escola. Maria Alcide Dias da Costa, em representação da Another Step, apresentou os gráficos com os resultados da GAA, os da taxa de adesão aos questionários e os dos questionários ao Pessoal Docente, ao Pessoal Não Docente, aos Alunos e aos Encarregados de Educação. Procedeu à explicação do Plano de Acções de Melhoria (PAM) e da sua importância, por se tratar de um dos principais objectivos da autoavaliação, pois nele estão identificadas e prioritizadas as Acções de Melhoria a implementar (resultantes da GAA e da análise dos questionários), e que se enquadram nos objectivos e metas dos documentos estruturantes do Agrupamento. A sessão terminou com a apresentação à comunidade das Acções de Melhoria e de todos os elementos que as irão coordenar e implementar. [A Equipa de Auto Avaliação (EAA)]

No dia do Patrono, realizou-se o laboratório Aberto de Ciências Físico-Químicas. Esta actividade foi dinamizada pelo grupo de ciências Físico-Químicas e teve a colaboração de alguns alunos das turmas do terceiro ciclo que participaram com muito empenho. Esta actividade foi planeada para o dia do Patrono, para que todos os alunos interessados pudessem visitar o laboratório, e a adesão foi grande. As docentes que organizaram a actividade, agradecem a todos os que nela participaram directa ou indirectamente. Um agradecimento especial aos nossos alunos que participaram tão entusiasticamente nesta actividade e que por isso Estão de Parabéns!! [As professoras de Ciências Físico - Químicas]


Dezembro de 2010

Actividades do Agrupamento Escola recebe a visita de Dr. Eduardo Pinto Ferreira

Como é do conhecimento dos nossos leitores, no dia 30 de Setembro, celebra-se no Agrupamento, o dia do Patrono. Neste dia, as actividades lectivas dão lugar a outras vivências, aqui expressas nas fotografias que publicamos. As nossas repórteres, sempre atentas, resolveram visitar o Director no seu gabinete para saberem a sua opinião acerca deste dia diferente. Aqui fica uma breve entrevista.

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Qual é a profissão que escolheu e porquê? Escolhi medicina provavelmente porque o meu pai, que era médico, de certo modo me influenciou a

entrar nesta profissão. Eu estava habituado a ver os doentes que iam a minha casa para o meu pai os tratar, talvez influenciado por isso acabei por tomar uma decisão. Além disso também achei que tratar doentes era cativante. Depois escolhi inicialmente a especialidade de Medicina Interna porque não gostava de cirurgia. Mais tarde fui convidado por professores da faculdade para ir para o Instituto Português de Oncologia. A partir daí comecei a tratar de doentes de cancro, até que me vim embora quando chegou o meu limite de idade. Que importância dá às comemorações do dia do patrono? Penso que esta comemoração será importante se dela pudermos tirar algumas ilações. O modo de vida do patrono, que era de uma família simples da aldeia e que acabou por realizar o seu sonho de ser médico, de certo modo pode mostrar a todos os alunos desta casa que podem seguir a profissão que entenderem. Devem é lutar por isso. Conhece a razão da atribuição do nome do seu pai a esta escola? Provavelmente porque ele foi um exemplo através da sua vida. Ao longo de toda a vida profissional o meu pai chamou a atenção de algumas pessoas da terra, que o conheciam, e que optaram por dar o nome dele a esta escola. Sente orgulho no seu pai? Sinto muito orgulho. Tento ser como ele embora nem sempre o consiga [Entrevista realizada por Hugo e João, do 7.º B]

Laboratório aberto

Há quanto anos é que se comemora este Dia do Patrono? Este dia é comemorado há 14 anos. Iniciámos esta comemoração em 1996. Como surgiu a ideia de comemorar este dia? A ideia surgiu para homenagear o Dr. Carlos Pinto Ferreira, pois ele nasceu nesse dia. Desta forma, ninguém se esquece dele. Como se sente ao ver todo o agrupamento em festa? Eu sinto-me muito feliz porque é uma forma de ver que toda a gente está contente e alegre.

Laboratório aberto

Jogos matemáticos

Actividades no exterior

Sala de Ciências

[Entrevista realizada por Ana Filipa, Mariana e Gabriela, do 7.º B]

No dia do Patrono fomos uns verdadeiros artistas. Estávamos muito nervosos com a nossa actuação mas correu muito bem. Obrigada professora Raquel por nos preparares tão bem !!!! [Turma J5 - EB1 da Junqueira]

Nos dias 30 de Setembro e 11 de Novembro decorreu na sala de Educação Musical da Escola EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, a actividade de Karaoke. Os alunos cantaram e encantaram. Houve um entusiasmo notório por parte de todos os intervenientes da comunidade educativa. Esta actividade foi dinamizada e organizada pelos docentes, Joaquim Bento e Carla Senra, com o objectivo de estimular o desenvolvimento humano e musical das crianças e jovens. Tratou-se sem dúvida de uma experiência diferente, certamente inesquecível, para os alunos e professores que nela participaram, pelo que aprenderam, pelo que conheceram e pelo ambiente que viveram e ajudaram a criar. [Os professores de Educação Musical]


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Actividades do Agrupamento

Dezembro de 2010

EZ horas e trinta minutos! 200 Bandas de todo o país tocavam o Hino Nacional e o mesmo acontecia na escola EB 2/3 da Junqueira. Comunidade educativa e envolvente cantou A Portuguesa dando, desta forma, início às comemorações do Centenário da República. Foram duas horas de grande entusiasmo e actividade tal como há cem anos atrás.

AS o grande momento aconteceu com a pintura colectiva da Bandeira Nacional. Todos os presentes, envergando manguitos como antigamente, se empenharam em dar cor ao rectângulo vermelho e verde. Para todos os que participaram, este dia foi uma lição de cidadania, na certeza de que comemorar é aprender!

[Maria João Maciel e Lúcia Soares]

Depois do discurso do Director, fez-se soar o grito ― Viva a República ― acompanhado por uma largada de balões e pela plantação simbólica de uma oliveira.

ESTE dia 5 de Outubro, todos os que estiveram presentes na escola, foram convidados a visitar a exposição ―OS ÚLTIMOS DIAS DA REPÚBLICA NOS JORNAIS DA ÉPOCA‖. Houve desafios de descoberta de informações relativas ao material exposto (jornais da época, selos, notas e postais). Houve vários jogos lúdicos, documentários televisivos e música ambiente da época. Nesta exposição constituiu uma ―aula viva‖ sobre os acontecimentos mais importantes da Primeira República.

Vencedores do concurso A REPÚBLICA EM FAMÍLIA Edgar José Cerqueira Lopes - 6º C Ana Carolina Silva -6º C

Sabemos que as cores são fundamentais aos pixéis de uma impressora… Sabemos que as alterações climáticas são para levar a sério, porque o Pentágono as considera um risco para a segurança nacional … Sabemos que o petróleo está caro, que os dias dos sacos de plástico estão contados, que o bacalhau está em vias de extinção… e que sempre haverá anedotas sobre sogras! Sabemos tudo… ou quase! Sabia que temos aqui em Vila do Conde um dos principais festivais de animação de Curtas Metragens do Mundo? Sei que uso camisolas feitas a partir de garrafas de plástico recicladas… Sei que a ‖nossa casa‖ local ao qual pertencemos e nos identificamos, hoje é mais do que isso… pensar em casa é um problema de sustentabilidade, não só ambiental (como se faz querer) mas global e social… Sabia que a Galeria Solar é um bonito exemplar de arquitectura de Vila do Conde, bem recuperado e… ao serviço da 7 arte? Assim, neste sentido global de informar, formar, contemplar e… (aprender a) viver, celebrou-se no passado dia 17 de Novembro, no auditório da escola - pelo segundo ano consecutivo - a assinatura do protocolo da escola E.B. 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira com as Curtas Metragens CRL, mais uma vez promovido pelo Clube Arte7 e Oficina Curtas Animadas orientado pelo professor de educação visual Carlos Pinto Ferreira. Casa cheia, exibição das curtas metragens realizadas no ano anterior (orientadas e realizadas pelo referido professor), a presença do director da escola José Henriques e do director da curtas de Vila do Conde e ANIMAR, Nuno Rodrigues. Dentro do Tema do Projecto Educativo da escola ―Uma cidadania com sucesso‖, procedeu-se à apresentação das actividades 2010/2011, destes clubes, bem como apresentação da ANIMAR6 e à proposta de realização de um workshop, (final do 2º Período), para alunos dirigido por um realizador conceituado na área das curtas-metragens de animação. Foi feita a divulgação de um projecto de trabalho, em Dezembro, do grupo musical Clã, com a cantora Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, com os alunos de algumas escolas do concelho de Vila do Conde, Junqueira inclusive, no âmbito da ANIMAR 6, ficando assim agendado: na E.B.2,3 com dois 8º Anos dia 14, pelas 11:30 e na E.B.1, com o 3º ano no dia 15, pelas 9:30 e 11:30. Por último, em Março/Abril do próximo ano, visita à ANIMAR 6, sessões de filmes no Teatro Municipal de Vila do Conde mais exposição na Galeria Solar. Como diz o anúncio… ―Não podemos escolher o pai e a mãe que temos, não escolhemos a cor dos nossos olhos ou a altura , não podemos escolher se somos gordos ou magros, bonitos ou feios, ricos ou pobres… mas são as escolhas que fazemos que nos tornam diferentes…” [Carlos Pinto Ferreira, professor de Educação Visual]


Dezembro de 2010

A passada sexta-feira, dia 15 de Outubro, festejámos o Dia Mundial da Alimentação na escola de Touguinhó. Quando chegámos à escola, a professora mostrou-nos a roda dos alimentos e estivemos a ver quais eram os mais saudáveis e os que devíamos comer em menor quantidade. Passado algum tempo, os finalistas do Jardim vieram à nossa sala e todos juntos explorámos a canção ―As refeições diárias‖. Seguidamente cantámos a canção e depois juntámo-nos aos pares e escolhemos uma quadra, registámo-la numa folha e ilustrámo-la. Na cantina, a nossa sobremesa foi salada de fruta, feita com a fruta que nós trouxemos. No fim do almoço, juntámo-nos no recreio e fizemos uma desfolhada. No fim da desfolhada, voltámos para a sala, ilustrámos, recortámos e colámos imagens de alimentos saudáveis numa boneca. Nós gostámos muito deste dia. [Texto colectivo da Turma T01 - EB1 do Monte - Touguinhó]

O dia 15 de Outubro comemorámos o Dia Mundial da Alimentação na Escola. Os alunos juntaram-se numa sala de aula para verem a história do Lobo Agricultor no quadro interactivo. Com esta história, aprendemos que os legumes e os frutos fazem muito bem à saúde. De seguida, fizemos espetadas com a fruta que tínhamos trazido de casa. Ao lanche todos nós gostámos muito de as comer. Até repetimos! Com os desenhos que os alunos de todas as turmas fizeram na sala de aula, construímos uma roda de alimentação muito grande.

Assim, aprendemos que os frutos e os legumes são os alimentos que devemos comer todos os dias em maior quantidade. [Turmas J1 e J3 da Junqueira]

Actividades do Agrupamento Comemorou-se, no passado dia 15 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação no nosso Agrupamento. Cada vez mais, os jovens e as famílias têm um tipo de alimentação desadequada às suas reais necessidades nutricionais. Comem snacks, comida rápida, bolos e doces a qualquer hora e em qualquer refeição. Evitam a sopa, os legumes e as saladas. Este desequilíbrio de nutrientes levará ao aparecimento de vários problemas de saúde, dos quais se destaca a obesidade. Com o intuito de educar para os benefícios da aquisição de bons hábitos alimentares, realizaram-se algumas actividades para sensibilizar os alunos e a restante comunidade escolar. Assim, esteve patente uma exposição de cartazes, realizados pelos alunos do 6º ano, em Ciências da Natureza e 9º ano, em Ciências Naturais. Os alunos do 5.º ano contribuíram com fruta para a confecção de espetadas e distribuíram-nas, de forma gratuita, aos alunos e pessoal docente e não docente. Para a confecção das respectivas espetadas contaram com a colaboração dos alunos dos Cursos CEF. Foram colocados nos tabuleiros da cantina, individuais referentes a esta comemoração. Estes informavam sobre regras de alimentação saudável, permitiam o cálculo do I.M.C. (Índice de Massa Corporal) e possuíam ainda algumas actividades lúdicas relacionadas com a alimentação saudável. Este tipo de actividade impulsiona comportamentos adequados e promotores de saúde, estimulando, igualmente, uma alimentação equilibrada e a prevenção de doenças como a obesidade! [Equipa PES]

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No dia 16 de Outubro foi o Dia da Alimentação. Nós fizemos uma sopinha que saboreamos com satisfação. Para termos uma saúde de campeão, a sopa temos que comer. É parte da alimentação, e faz-nos crescer. A qualidade da sopa é importante para crescermos, Quanto mais colorida for, mais nos apetece comer. E para finalizar a água não pode faltar. Deve estar presente em todas as refeições para a sede nos saciar. [Alunos da turma B1 do 1º e 2º ano da EB1 de Vilar -Bagunte]

No dia 15 de Outubro de 2010, na sala do Ensino Especial, comemorámos o Dia da Alimentação. Preparámos um jogo com perguntas e respostas sobre a Roda dos Alimentos. As turmas que participaram foram o 7ºA, o 7ºC e o 7ºF. Os vencedores de cada grupo receberam um diploma e ficaram todos satisfeitos! Os outros alunos construíram alimentos em plasticina. Cada um tentou pôr em prática as suas habilidades, mas às vezes era cada susto!… Saíam frutos estranhos, vegetais esquisitos... Até parecia que iam mudar a nossa alimentação! Mas não, depois de algumas tentativas, até conseguiram fazer umas bananas, umas laranjas, e outros frutos ou vegetais, muito engraçados! Foi uma manhã muito cansativa e agitada, mas aprendemos muito e foi divertido. [Os alunos do Ensino Especial]


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Actividades do Agrupamento

Dezembro de 2010

“Pais e filhos divertiram-se na elaboração das fantasias e contribuíram para “enfeitiçar” o átrio da escola com a exposição de Halloween e a venda da bruxa. “ Bruxas e feiticeiros, travessuras e guloseimas, criaturas fantásticas e outros monstros amigáveis fizeram-nos companhia no dia 29 de Outubro, na Escola sede do Agrupamento de Escolas da Junqueira. Tudo isto para celebrarmos o Halloween, uma festa de origem Céltica, que o grupo de Inglês do 2º ciclo, as crianças do Jardim de Infância da Junqueira, levaram a cabo em colaboração com Maria João Maciel, professora de História e Geografia de Portugal. Esta colaboração realizou-se no âmbito do projecto ―Luta contra a pobreza e exclusão social‖. Pais e filhos divertiram-se na elaboração das fantasias e contribuíram para ―enfeitiçar‖ o átrio da escola com a exposição de Halloween e a venda da bruxa. Empenharam-se todos e não faltaram as habituais abóboras, fantasmas, bruxas, morcegos e até a tenda da Bruxa onde os feitiços foram ditados a alunos, professores e funcionários. Aqui todos tiveram oportunidade de ouvir previsões para o seu futuro. Foi uma diversão, parecia mesmo a sério!!!!! O filme que decorreu no auditório e o jogo do ―treat or trick‖, adivinhando o que estava na caixa das surpresas, proporcionou a vivência de um Halloween cheio de doces e travessuras. As mostras de doces vampirescos decorreram mesmo sob um ambiente assustador, provaram-se os dentes de vampiro, a baba de aranha (que fizeram as delícias dos pequenotes), o colchão da bruxa (que o CEF nos ajudou a cozinhar) e bebeu-se poção mágica enchendo tudo e todos de poderes mágicos para subir aos céus, como a enorme bruxa pendurada no tecto e que a tantos assustou! Bem-haja a todos os que colaboraram. Que boa, esta poção mágica!!!

[O grupo de Inglês do 2º ciclo]

No dia de São Martinho chegámos à escola e fomos para a EB 2,3 da Junqueira. Os alunos do primeiro ano levaram castanhas de papel penduradas no pescoço. A seguir, fomos logo para o pavilhão onde havia vários tipos de jogos muito divertidos. Por exemplo: o jogo dos pés juntos, o jogo dos balões, o jogo da corda e o jogo dos sacos. Claro que nós gostámos de todos os tipos de jogos e saímo-nos bastante bem! Saímos do pavilhão e fomo-nos sentar num degrau à beira do jardim e lanchámos. Fomos para outro pavilhão e aí dançámos uma música e jogámos um jogo diferente. Regressámos à escola e estivemos a brincar no recreio. Depois, toda a gente foi almoçar. Comemos na cantina rojões, batatas, arroz, ervilhas e salada de fruta ou bolo. A seguir ao almoço fomos para a sala de aula pintar desenhos alusivos ao São Martinho, e fomos para a fogueira onde encontrámos os alunos de todas as turmas. Sentámo-nos, colocámos as castanhas nos cartuchos e comemo-las. Depois andámos a pintar as caras de preto. Também levámos algumas castanhas para casa. Na aula seguinte jogámos um jogo inventado pela professora juntamente com a turma J6. Foi um dia muito divertido. [Inês Costa - Turma J5 EB1 da Junqueira]

No dia 11 de Novembro, os meninos e as meninas do 1.º e 2.º anos da Escola de Arcos comemoraram o S. Martinho. De manhã fizeram uma fogueira e saltaram por cima dela. Assaram castanhas e cantaram várias

canções. Depois almoçaram, comeram castanhas e foram de autocarro para a Escola da Junqueira.

Na Escola da Junqueira estiveram numa sala a jogar vários jogos: xadrez, damas, quatro em linha, ouri e superTmatik. No final, lancharam e regressaram à escola. Todos os alunos gostaram deste dia. [Os alunos do 1.º e 2.º anos]


Dezembro de 2010

Actividades do Agrupamento

No dia 11 de Novembro festejámos o São Martinho na nossa escola. Foi um dia especial porque não houve aulas, nem levámos mochila. Na parte da manhã fomos ao nosso Agrupamento participar em algumas actividades tais como: jogos matemáticos; corrida de pés atados; corrida de sacos; jogo da corda; jogo do balão e jogo das latas. Tivemos ainda uma aula de aeróbica onde todos mostrámos que tínhamos muito jeito para a dança. Voltámos à nossa escola e fomos almoçar. Da parte da tarde fizemos uma fogueira num recipiente próprio, com caruma, pinhas, lenha e carvão que trouxemos de nossas casas. Juntamente com os Jardins de Infância de Vilar e Santana, fizemos uma roda onde cantámos e dançámos uma canção que tínhamos ensaiado. Depois chegou a hora de saborear as castanhas que a Junta de Freguesia de Bagunte tão gentilmente ofereceu e que o Senhor José, que é o dono da padaria ―Ferreira‖ em Ferreiró, assou para nós. Eram deliciosas! No fim continuámos a brincar e enfarruscamos as nossas caras. Foi um dia muito divertido! [Trabalho colectivo da turma B2 (3º e 4º ano) EB1/JI de Vilar - Bagunte]

Integrando as comemorações do Dia de São Martinho, o grupo de Educação Física da EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira organizou ―Jogos Tradicionais‖ abertos a todos os ciclos e, pela segunda vez consecutiva, o IndoorKayak. Novidade foi a actividade de Segway. Todas as actividades foram muito frequentadas e a satisfação dos participantes, muito grande. De salientar a participação de alguns Encarregados de Educação. Igualmente empolgante foi o Jogo de Futsal Professores e Funcionários X Alunos, com vitória dos primeiros. Estas actividades contaram, para além da colaboração de docentes, alunos e funcionários, com a presença de técnicos da Federação Portuguesa de Canoagem, do Clube Fluvial Vilacondense e da empresa Ecobalance que possibilitaram a organização das actividades de IndoorKayak e Segway.

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Para o dia de S. Martinho preparamos peças e materiais para vender. Em tempo de crise é necessário arranjar dinheiro para as nossas saídas que tanto gostamos de fazer. Assim pensamos fazer aproveitamento de materiais para criar novos objectos. Enrolamos folhas de jornal e de revistas, colamos, demos novas formas, pintamos, envernizamos e até electrificamos alguns candeeiros. Aprendemos muito. Para vender também decoramos frascos para compota de abóbora e chila. Provamos o doce e ficamos tão gulosos que queríamos come-lo todo, mas não podia ser. Corríamos o risco de ficar gordos. No dia montamos a feira e ficamos responsáveis pelas vendas. Recebemos elogios ao nosso trabalho e ganhamos um dinheirinho. Foi uma experiência engraçada e chegamos à conclusão que ainda vale a pena trabalhar.

[Os alunos do Ensino especial]


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Entrevistas

“Confesso que não imaginei que passados uns anos, ia escolher ser cantora, ou ser música, mais do que cantora, como sendo a minha profissão principal “ Aguarela - Como surgiu o gosto pela música? Manuela Azevedo- O gosto pela música surgiu cedo, por volta dos seis ou sete anos. Começou pela dança. O meu irmão levou-me para o rancho folclórico e lá, eu adorava dançar. Em criança estudei música a sério, inscrevi-me numa Academia e comecei a estudar piano. Como surgiram os Clã? Foi através do Hélder. Já há muitos anos que ele trabalhava como músico em vários projectos mas mais na área do Jazz. Desde miúdo também compunha canções. Já estava há algum tempo a pensar fazer uma banda para dar corpo a essas canções que compunha, mas numa área mais ligada ao Pop Rock e não tanto ao Jazz. Então convidou alguns amigos. Convidou um aluno dele, o Pedro Rito, convidou também o Miguel e o Biscaia que conhecia da Escola de Jazz do Porto. Depois foi buscar o irmão para a bateria e telefonou-me (na altura eu estava a estudar em Coimbra) para saber se eu gostava da ideia de experimentar cantar numa Banda. E foi assim, através do Hélder, que as pessoas todas se juntaram e começaram a trabalhar, mais ou menos em finais de 1992. Porquê Clã? (Risos) É o costume, temos que dar um nome às coisas. Então, cada um de nós fez uma lista com várias sugestões de nomes, e quando apareceu esta sugestão, ―Clã‖, todos gostamos muito. Para já porque era uma palavra pequenina, bonita… Achávamos também que ia ser fácil de entender. Depois percebemos que não. Havia muita gente que, quando dizíamos que nos chamávamos ―Clã‖, perguntava – ―Ah? O quê?‖. Mas gostamos da palavra no seu aspecto e também por aquilo que significava. Por ter a ver com um grupo de gente muito unida, quase como se fosse uma família, uma tribo. E para nós, era muito importante passar essa ideia de que éramos um grupo onde todos os elementos eram igualmente importantes. Queríamos passar a ideia do colectivo e não de que uns eram mais importantes do que os outros. Como conheceu os elementos da Banda? O Hélder já conhecia há alguns anos. Nós encontramo-nos ainda na escola secundária e depois na Academia de Música, em Vila do Conde. Ele começou por estudar na Póvoa mas depois foi para Vila do Conde fazer o secundário, onde nos conhecemos. Ao mesmo tempo, o Hélder foi estudar guitarra e piano para a Academia de Música de Vila do Conde. Já nesses anos, tínhamos na altura quinze, dezasseis anos, experimentamos cantar juntos. Andamos a tocar em bares para ―ganhar alguns tostões‖, algumas canções já do Hélder, outras,

Dezembro de 2010 canções brasileiras. Mas já havia nessa altura um gosto em trabalharmos juntos em música. Depois perdi completamente o contacto com o Hélder porque fui estudar para Coimbra e ele foi trabalhar para o Porto. Também conheci o Fernando, irmão do Hélder nessa altura, na altura dos quinze, dezasseis anos. Quando o Hélder me telefonou para Coimbra, já tinham passado muitos anos. Há quatro ou cinco anos que não o via. Vim ter ao Porto, à sala de ensaios, e conheci o resto do pessoal que não conhecia. Encontrei o Fernando, que já não via há alguns anos, e o Hélder. Conheci o Pedro Rito, o Miguel e o Biscaia. Conheci-os na sala de ensaios pela primeira vez. Nunca lhes tinha ―posto a vista em cima antes‖! Onde foi o primeiro concerto dos “Clã” e como se sentiu nesse dia? O primeiro concerto dos ―Clã‖ foi num bar, na Ribeira do Porto, chamado Meia Cave. Acho que já não existe. Era muito famoso. Na altura tudo o que se passava de mais interessante na cena musical do Porto e na música mais recente, passava por lá. O nosso primeiro concerto foi lá, em Janeiro de 1994. A preparação do concerto correu muito

mal (risos). Antes dos concertos temos que montar o material todo e fazer um ensaio de som para ver se está tudo bem ligado e se nos sentimos confortáveis no palco, com o som. Isso é feito com um técnico de som. Acontece que o técnico de som que ia trabalhar connosco, ficou preso no trânsito porque nesse dia houve um temporal terrível (era Janeiro) e uma derrocada numa estrada, na marginal do rio Douro. Ele não chegou a tempo de fazer o som, de maneira que nós estávamos muito nervosos e subimos para o palco sem sabermos em que condições é que as coisas iam estar, se íamos ouvir tudo ou não. Mas, depois de subirmos ao palco, correu tudo bem! Estávamos muito nervosos no início mas muito felizes no final, porque correu mesmo bem o espectáculo! Qual o nome do primeiro Álbum, do último e para quando o próximo? O primeiro Álbum saiu em 1996 e chamava-se ―Luso ou qualquer coisa‖. É mesmo o nome. Há pessoas que acham que quando dizemos ―Luso ou qualquer coisa‖ é porque não nos lembramos do resto do nome, mas não. Esta era uma expressão que havia numa canção de um disco chamada ―Ser Português‖. Falava sobre o que é isto de ser português, se

temos uma identidade própria, ou se estamos muito contaminados com aquilo que vem lá de fora. Daí a expressão ― luso ou qualquer coisa” representar uma qualidade meio indefinida. Temos tantas coisas vindas de tantos lados que já temos uma identidade muito misturada. Este foi o nome do primeiro Álbum. O nome do último Álbum que editamos, que foi o quinto, é ― A Cintura���. Saiu em 2007. Quando é que o próximo estará pronto? Ainda não sei (risos). Nós ainda estamos agora a começar a trabalhar em material novo e não fazemos ideia se vai demorar muito, se vai demorar pouco. Gostávamos de já ter um disco novo para o próximo ano, mas não sei se conseguimos que ele se monte até lá. Vamos ver. Sempre foi o seu sonho, cantar? Não (risos). Curiosamente eu nunca fui daquelas crianças que sabia exactamente o que queria ser quando fosse grande. Eu gostava muito de muitas coisas. Quando era assim miúda, mesmo, gostava de português, gostava de matemática, gostava de história, gostava de muita coisa. Portanto era difícil para mim imaginar-me a fazer alguma delas. Achava que ser professora podia ser divertido mas depois também achava que ser advogada também podia ser interessante. Quando tive que decidir melhor aquilo que queria fazer… Ah! Também achava que ser pianista podia ser uma coisa interessante. Gostava de piano, estudei piano durante muitos anos e gostava muito. Mas depois percebi que ser pianista era uma coisa complicada porque implicava um espírito de sacrifício e uma dedicação ao instrumento muito grande. Eu achei que não era capaz disso. Então achei que se calhar o melhor era ser advogada. Pensei nisso, fui tirar o curso de Direito, e paralelamente também comecei a trabalhar como acompanhadora numa escola de música. Tocava ao piano, acompanhando outros instrumentistas. Isso também me pareceu ser uma coisa interessante de fazer. Fazer música com outros. De qualquer forma a ideia de ser cantora nunca me passou muito pela cabeça, até porque eu tinha alguns complexos em relação à minha voz. Apesar de ter cantado quando era criança, na adolescência fiquei com uma voz mais grave do que a das outras raparigas, assim uma voz de ―bagaço‖. E então achava que nunca poderia ser uma grande cantora por ter uma voz assim, grave e rouca. Quando o Hélder me convidou para ser cantora aceitei não tanto a pensar – ―É isto que eu quero ser, cantora‖— mas porque me pareceu que podia ser uma coisa divertida de fazer. Eu já estava muito aborrecida com o curso de Direito, portanto era uma mudança engraçada. Por outro lado, podia aprender alguma coisa. Mas confesso que não imaginei que passados uns anos, ia escolher ser cantora, ou ser música, mais do que cantora, como sendo a minha profissão principal. E agora estou muito feliz por ser música (risos). Mas foi uma surpresa do destino! Já fez dueto com algum cantor? Com quem? Já fiz duetos com algumas pessoas. E alguns


Dezembro de 2010 cantores que eu gosto muito. No projecto ―Humanos‖, pude cantar com o Camané, com o David Fonseca… Não foi só a questão de fazer duetos com eles, foi também a possibilidade de trabalhar com eles a fundo neste projecto. Foi mesmo um grande privilégio. Depois, também houve um outro projecto que desenvolvemos com o Sérgio Godinho, que resultou em vários espectáculos e num CD, o projecto ―Afinidades‖. Este projecto foi, não só o prazer de estar em palco com o Sérgio, como também a possibilidade de conhecer melhor a sua música e trabalhar com ele. Depois houve alguns duetos pontuais, sei lá, com os ―Blind Zero‖, com os ―Ornatos Violeta‖, que entretanto já acabaram. Em disco também já gravei algumas coisas com os ―Peixe Avião‖, por exemplo, que vão lançar esta semana um disco. Eu canto numa música deles. Com os ―Virgem Suta‖, com os ―Trovante‖, num concerto reunião que houve há uns anos atrás… Tenho tido assim o privilégio de poder de vez em quando, colaborar com outros artistas para lá do trabalho nos ―Clã‖. Não sei se me estou a esquecer de algum, espero que não! Gostou da experiência de cantar com outros artistas? Sim. Uma coisa importante quando aceito algum convite, para gravar um disco, ou para cantar com alguém num espectáculo é que haja alguma afinidade artística entre as pessoas. Que não seja só pela simpatia, do género —―Ah! Eu gosto muito de fulano por isso vou cantar com ele‖— É importante que as coisas resultem, que musicalmente as pessoas se encaixem e que isso dê bem. De outro modo é uma coisa mais ―coxa‖ e acho que não é tão interessante para ninguém. Em todas as participações que tive até agora, e colaborações que fiz com outros artistas, aconteceu sempre isso, felizmente. Isso é muito bom, não só porque se aprende muito conhecendo outros artistas, percebendo a maneira como eles trabalham, o tipo de música que fazem, como acerca de si próprio, como músico e como intérprete. Aprendes várias coisas. As dificuldades que tens que ultrapassar, outras linguagens que tens que aprender, mais música que tens que saber e isso é sempre muito bom, muito enriquecedor. Prevê algum dueto nos próximos tempos? Por acaso, recentemente, gravei um dueto com os ―Virgem Suta‖ que é um grupo muito engraçado. Eles gravaram um disco com o Hélder, cá em casa. São dois rapazes do Alentejo, com canções muito divertidas, que lançaram há pouco uma reedição de uma canção desse álbum, chamada ―Linhas cruzadas‖, na qual eu canto em dueto com o cantor. Fizemos um Videoclip, fomos filmar há pouco tempo, no Alentejo. Andámos lá de bicicleta com uma melancia agarrada, a passear. Eles vão fazer um concerto em Lisboa daqui a pouco tempo, no Teatro São Jorge, penso que no dia 27 de Outubro, e convidaram-me para participar no espectáculo e cantar essa canção e talvez mais uma. Por isso quanto a duetos, é a coisa mais próxima que tenho. O que a prende à Junqueira? Ah! Muita coisa! Nasci aqui, cresci aqui, fui para a escola aqui. Para a Escola Primária, na altura

Entrevistas ainda não havia a EB 2,3. Há muitas memórias que me prendem aqui. A minha família, também, e o sítio onde vivo. Fui estudar para Coimbra e fiquei a viver lá. Só vinha aqui ao fim-de-semana. Depois houve uma altura em que estive a viver mais pelo Porto. Mas depois de muitas voltas da vida, acabei por vir viver outra vez para a Junqueira e gosto muito de viver cá. Gosto do campo, de ter quintal, de poder apanhar tomates para fazer salada, de acordar de manhã sem ouvir carros na estrada, e a ouvir passarinhos e a nossa burra que faz muito barulho. Portanto esta qualidade de vida que se tem vivendo no campo, num sítio mais tranquilo, mais pacífico como é a Junqueira, é um privilégio grande. Por isso, para além de todas as memórias, para além de ter crescido aqui, esta qualidade de vida prende-me definitivamente à Junqueira. Tem animais de estimação? (Risos) Não tenho! Apesar de termos muita bicharada cá em casa, a maior parte dela é da responsabilidade do meu irmão mais velho, do meu pai, do meu sobrinho… Mas temos cães, cães de caça, galinhas e coelhos, perdizes, codornizes… mas não tenho nenhum animal de estimação. Acho que é complicado, com o tipo de vida que tenho, que faz com que esteja fora de casa durante vários dias, andando numa vida de ―ciganos‖ em determinadas alturas, ter um animal de estimação seria violento. Um animal não poderia andar sempre connosco e ficaria abandonado durante algum tempo, portanto não temos condições para o ter em casa. Temos os animais do campo, mas esses têm outro tipo de existência e de relacionamento connosco. O que faz nos tempos livres? Gosto muito de ler, é das minhas actividades favoritas. Gosto de ouvir música (risos). Gosto de ir ao cinema, ao teatro, gosto de passear. Basicamente é disto que gosto. E de que gosta muito? Isso é difícil de dizer. Há muitas coisas de que gosto muito. Há aquelas coisas de que toda a gente gosta muito. Das pessoas mais próximas e que são importantes na nossa vida, da família, dos amigos. Tudo isto são coisas de que eu gosto muito, mesmo. Mas assim coisas, mesmo… Gosto de acordar, tomar o pequeno-almoço e passar um dia inteiro de pijama. È uma daquelas coisas de que gosto muito. São dias que fazem bem! De que precisa para viver? Isso é uma pergunta importante. Além das necessidades básicas, comida, água, não preciso de muito mais coisas. Aliás acho que cada vez mais, à medida que os anos vão passando, vou percebendo que de facto a vida é muito mais simples do que às vezes imaginamos e que existem muitas necessidades que nós julgamos ter e que são um bocadinho acessórias. Não são coisas essenciais para a vida. Para mim, o importante é estarmos com saúde, termos pessoas de quem gostamos à nossa volta, termos o que comer, um tecto para nos abrigar e pouco mais. Sol ou chuva? Esta é tão difícil! Sol é bom, gosto de sol. Praia ou montanha? Praia

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“Às vezes imagino-me a trabalhar num restaurante, italiano, por exemplo. A servir massa al pesto, pizzas, e a perguntar — “Está tudo bom, a sugestão da casa é esta… o que é que querem de sobremesa?” Dormir ou acordar? Acordar Aldeia ou cidade? Aldeia Chinelos ou saltos altos? (Risos) Chinelos! Saltos altos são ―roupa de trabalho‖! Ao natural ou com maquilhagem? Ao natural, decididamente. Até porque tenho pouquíssimo jeito para me maquilhar. Preto ou branco? Preto. Dia ou noite? Ah! Essa é difícil. Eu tenho que escolher as duas. Gosto muito do dia pelo sol, pela luz, pela possibilidade de podermos trabalhar e fazermos mais coisas. Mas a noite, como trabalho muito de noite, a noite de espectáculo é também importante. É muito misteriosa. As luzes, o palco… Para quem é artista e trabalha no palco, a noite tem um fascínio muito especial. Se não cantasse o que faria? Não sei. Acho que não seria advogada. Eu fiz o estágio de advocacia e, para além de ter percebido que não tinha muito jeito, que não tinha um talento natural para a profissão, também sofri muito. É uma actividade difícil, um bocadinho deprimente. Um advogado tem que gerir conflitos, tem que defender um dos lados de um conflito. A não ser que vá para uma área do direito não seja assim tão ―terrível‖. Mas nos casos que tive que defender, tive contacto com situações chatas da vida das pessoas. Por mais que se queira manter a distância em relação a um conflito, como um bom advogado deve fazer, eu tinha muita dificuldade em consegui-lo. Depois ficava sempre tristíssima com a vida das pessoas e vivia com o peso da responsabilidade de as representar bem ou mal e de isso estragar ou não a vida delas. Portanto, acho que dificilmente teria continuado a ser advogada porque isso me causava grandes problemas de consciência. Por isso, se não fosse música, poderia ir trabalhar para um café, servir num restaurante… Gostava de ter uma profissão desse género, onde tivesse contacto com as pessoas e pudesse ser simpática com elas. Às vezes imagino-me a trabalhar num restaurante, italiano, por exemplo. A servir massa al pesto, pizzas, e a perguntar — ―Está tudo bom, a sugestão da casa é esta… o que é que querem de sobremesa?‖ Mas podia ser outro tipo de profissão qualquer. Não tenho ideia do que faria se não fosse música. [A equipa de coordenação do Aguarela agradece a Manuela Azevedo o tempo cedido às nossas repórteres: Ana Filipa, Mariana e Gabriela, do 7.º B, que conduziram esta entrevista]


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Entrevistas

“Quando comecei a treinar, o meu objectivo era ir a uns Jogos Olímpicos e acabei por participar em três!”

Aguarela - Sabemos que está ligado a uma modalidade desportiva que praticou como atleta de alta competição. Qual é essa modalidade? José Garcia - A modalidade chama-se canoagem. Que razões o levaram a escolher a canoagem? Eu sou natural de Azurara que é uma freguesia de Vila do Conde que fica do outro lado do rio. De minha casa via o rio, via os barcos na água e queria estar lá. Esta foi a razão pela qual quis experimentar. Depois, tive logo sucessos desportivos e continuei sempre a praticar. Foi atleta de alta competição e participou três vezes nos Jogos Olímpicos. Pode-nos contar quais foram aqueles em que participou? Os primeiros foram em 1988 na Coreia do Sul, em Seul; os segundos foram em Espanha, na cidade de Barcelona, em 1992 e os terceiros foram nos Estados Unidos, em Atlanta, em 1996. Nos Jogos Olímpicos os atletas vivem numa aldeia olímpica. Como é o dia-a-dia? Imaginem uma aldeia na qual só se encontram atletas de todas as modalidades e de todas as partes do mundo. Todos vivem em conjunto, desde aqueles mundialmente conhecidos como por exemplo o Roger Federer, o Carl Lewis, muito importante na altura a nível do atletismo, até ao mais comum dos atletas olímpicos. Essa aldeia tem a particularidade de não servir apenas de dormitório, oferecendo todos os divertimentos possíveis e também toda a alimentação. As cantinas estão abertas 24 horas por dia e podese comer desde hambúrgueres, porque tem o Mc Donald lá dentro e tem também Pizza Hut, a todo o tipo de alimentação que possam imaginar. Durante as 24 horas servem sempre gelados; os atletas podem comer camarão, lampreia, tudo o que possam imaginar. O que acontece às vezes (principalmente com atletas que vêm de países menos desenvolvidos) é que ao terminarem a competição, os atletas passam o resto do dia nestes locais, nomeadamente no refeitório. No fim engordam uns quilinhos! Na aldeia tem também lavandarias automáticas, discotecas… No caso de Barcelona tinha praia, cabeleireiro… E tudo isto é gratuito para os atle-

Dezembro de 2010 tas. Essencialmente é uma festa, um convívio muito grande! É uma aldeia de pessoas que lutam pelo mesmo objectivo: tentar chegar às medalhas olímpicas. É uma coisa indescritível e para quem está de fora, difícil de imaginar, mas é uma experiência maravilhosa! Participou nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988. Nesses jogos, a atleta Rosa Mota ganhou uma medalha de ouro para Portugal, na maratona. De que forma os atletas portugueses presentes, viveram essa vitória? Eu, como todos os outros, acabei por pegar nela ao colo! Ainda por cima é tão leve que se torna fácil pegar nela! Foi uma vitória fabulosa, maravilhosa. Eu estava no estádio quando ela cortou a meta. Através de um atleta que é da equipa nacional, sentimo-nos orgulhosos do país que representamos. Mas não foi apenas a Rosa Mota. Em Atlanta a Fernanda Ribeiro também foi campeã olímpica e passou-se o mesmo. Com a Rosa Mota em Seul e com a Fernanda Ribeiro em Atlanta, tive a sorte de presenciar dois momentos de grande festa para a comitiva nacional e também de grande orgulho. Aliás, mantemos até hoje uma unidade, como numa família, que se tem prolongado ao longo dos anos.

A canoagem é um desporto com pouca visibilidade. Porque é que isto acontece? Os desportos de maior visibilidade televisiva, são sem dúvida nenhuma os que incluem modalidades que têm bola e nem falo apenas do futebol. Depois há outras modalidades que também têm visibilidade porque têm marcas associadas, nomeadamente marcas como a Speedo com material de natação, a Adidas que vende muito material para o atletismo, a Nike…Através das marcas, que são grandes promotoras, as modalidades acabam por ser projectadas. Na canoagem não se passa o mesmo. Em Portugal a Federação foi criada apenas em 1979. Eu iniciei em 1977, antes da própria Federação. No entanto, só para terem uma ideia, em termos de medalhas internacionais, a canoagem neste ano de 2010, foi a modalidade nacional que obteve o maior número de medalhas. Dezassete medalhas ao todo em taças do mundo, campeonatos europeus e campeonatos mundiais. Por essa razão, no dia de hoje, a Confederação de Desporto de Portugal, no Casino do Estoril, vai premiar os melhores atletas da época, e os atletas da canoagem estão nomeados para cada uma das categorias: melhor atleta masculino; melhor atleta feminino; melhor jovem promessa e melhor equipa. A canoagem efectivamente tem muito bons resultados, será uma das grandes ―potências‖ nacionais nos jogos olímpicos de Londres. Agora em termos de visibilidade… Para terem uma ideia, quando a Federação organi-

za uma competição, seja um campeonato nacional, seja outro tipo de prova, tem que pagar para passar as imagens da prova, quando devia ser ao contrário. No mundo do futebol se um jogador ―espirra‖, aparecem logo duas televisões e quatro ou cinco rádios. Na canoagem é preciso ser campeão do mundo para ter a mesma cobertura. Ser um atleta de alta competição e ser um bom atleta, é difícil? É difícil porque exige muito trabalho. Quando nós estávamos em estágio, fazíamos um treino de uma hora que começava às sete da manhã. Depois tomávamos o pequeno-almoço e voltávamos a treinar por volta das dez horas mais uma hora e meia a duas horas. Da parte da tarde, aproximadamente às quatro horas, fazíamos um outro treino, e no final, por volta das seis e meia, sete horas, voltávamos a fazer outro treino. Ou seja, eram quatro treinos diários, com descanso à quintafeira de tarde, e ao domingo de tarde. Vejam só. Fazer quatro treinos por dia será ou não cansativo? É! Agora se me perguntarem se há coisas que compensam, eu respondo que sim. Conheci muita gente no mundo, conheci muitos países, fiz estágios por todo o lado, desde Israel, Polónia…Passávamos semanas noutros países. Portanto, há sacrifícios que acabam por ser compensados. Que conselhos daria a um jovem que quisesse ser um bom atleta? Como em tudo na vida, seja na de um atleta seja na de um estudante, é importante estabelecer objectivos. Depois, é preciso lutar por eles. Nada é impossível, há coisas difíceis. As coisas boas são mais difíceis de alcançar, mas são aquelas que nos dão mais prazer. Portanto, quer na vida académica quer no treino, é preciso sonhar e tentar concretizar os sonhos. Quando comecei a treinar, o meu objectivo era ir a uns Jogos Olímpicos e acabei por participar em três! Em Barcelona fui o melhor atleta da selecção nacional. No final há uma honra que é concedida aos melhores atletas que é levar a bandeira do país, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos. São os melhores atletas de cada país que transportam a bandeira. Estar a assistir à festa de encerramento nessa posição é um orgulho muito grande! Nunca pensei, à partida, que tudo isto fosse possível, mas entretanto fui dezenas de vezes campeão nacional, fui medalha de bronze num campeonato do mundo, ganhei várias provas internacionais … Tudo isto porque acreditei!

[Muito obrigado professor Garcia, por ter vindo de propósito à escola, para o entrevistarmos. Ana Filipa, Mariana, Gabriela e Hugo]


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Estação de Campanhã José Garcia nasceu a 10 de Fevereiro de 1964 na freguesia de Azurara, Vila do Conde. É licenciado em Educação Física e mestre em Estudos da Criança. Actualmente é Professor de Educação Física na Escola Dr. Carlos Pinto Ferreira – Junqueira. Exerce funções como Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem desde 2005. Iniciou a prática da canoagem com 13 anos e foi mais de 50 vezes Campeão Nacional. Participou em 7 Campeonatos do Mundo e foi várias vezes medalhado nas mais importantes Competições Internacionais. Em 1989, foi medalha de bronze no campeonato do mundo de Plovdiv na Bulgária. Participou em 3 Jogos Olímpicos Seul (1988) Barcelona (1992) Atlanta (1996). Foi Porta-Bandeira em Barcelona por ter obtido o melhor resultado de toda a comitiva nacional - 6º na Final K1-1000m Foi ainda treinador do Clube Fluvial Vilacondense durante 12 anos. Principais distinções: 1987 - Medalha Olímpica do Comité Olímpico de Portugal 1989 - Medalha de Mérito Desportivo da República Portuguesa

1990 - Medalha de Mérito do Município de Vila do Conde

Para ver as vistas!

Caramba! Só eu é que não tenho óculos de sol!

Lá vamos nós, rumo à capital. Que fixe! Já em Lisboa, os nossos heróis percorrem a cidade e sobem o elevador de Santa Justa... E quando descem a Avenida da Liberdade, não é que encontram a actriz Ana Bustorf?!!

É mesmo a Sílvia Rizzo!

Mas a sorte não acaba aqui. Quando passeiam na noite lisboeta têm mais um encontro VIP!

E tomam uma decisão.

Perante a ideia...

A tirarem fotografias com gente assim tão importante...

Começam a pensar que viver na capital é que é bom!

Começam a contar os tostões!

Vamos ficar cá? 5, 10, 15... Então, reúnem-se em conferência... E preparam uma fuga às professoras...

É agora que vou arranjar uns óculos de sol!

de uma vida em liberdade...

Disfarcem

Fazendo de tudo para passarem despercebidos!

Achas que alguém nos viu?

Mas quando tudo parecia estar a correr pelo melhor...

Andam todos à nossa procura. Desliguem os telemóveis!

Sozinhos na capital, os nossos heróis partem à descoberta de novos amigos

Sigam-me

Ok, chega de brincadeira. Querem mesmo saber o que fomos fazer a Lisboa?

[Recolha realizada por Amélia Rocha]

No dia 8 de Setembro, nós, André Ferreira, Catarina Sousa, Daniela Costa, Márcia Silva, Maria Arminda Fernandes, Luísa Gomes, Noé Azevedo e Rafaela Santos, na companhia das professoras Emília Miranda e Maria José, iniciámos a nossa viagem a Lisboa. Os nossos pais levaram-nos até à estação de Campanhã, no Porto, e prosseguimos a viagem de comboio até à estação de Santa Apolónia, em Lisboa. Depois, fomos de autocarro até à avenida da Liberdade, e procurámos o hotel no qual nos iríamos instalar – Hotel Excelsior. Após a colocação das malas nos nossos quartos, fomos almoçar e aproveitámos a parte da tarde para passear! Nos dias 9 e 10 passeámos pela avenida da Liberdade, pelos Restauradores, visitámos o castelo de S. Jorge, museu dos Coches, Museu de República, o Mosteiros dos Jerónimos, subimos no elevador de Santa Justa, e muito mais… Esta viagem foi incrível e inesquecível. Para além de nos termos divertido imenso, também aprendemos muito!!! [Luísa Gomes]


Breves da BE

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Neste n.º do Aguarela, propomos-te estas palavras cruzadas. Podes encontrar as soluções no fundo da página.

«Livros

PALAVRAS CRUZADAS Problema n.º 1 1

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HORIZONTAIS 1. Obra de referência que apresenta todos os conhecimentos humanos organizados por ordem alfabética. 6. Conjunto de folhas ou cadernos, impressos ou manuscritos, cosidos, montados e protegidos por uma capa, formando um volume. 7. Sigla de «Uniform Resource Locator» [Localizador Universal de Recursos] que corresponde ao endereço de um recurso disponível numa rede informática. 9. Acto de dispor por ordem alfabética. 10. Compilação de todas as palavras de uma língua, organizada por ordem alfabética, com a respectiva definição ou a sua tradução noutra ou noutras línguas. 11. Empresa ou organização que edita uma obra. 12. Sigla de «Compact Disc Read-Only Memory» [Disco compacto com memória apenas de leitura]. 13. Texto esquemático que indica as partes, subpartes, capítulos e outras secções de um livro, de um trabalho ou de uma revista. 15. Espaço onde se guarda uma colecção organizada de livros e de outros documentos disponíveis para estudo, leitura e consulta. 16. Sigla de «Classificação Decimal Universal». 17. Descrição ou história da vida de uma pessoa. VERTICAIS 2. Logicial utilizado para acesso à rede internet [em inglês, «browser»] 3. Rede multimédia planetária que permite a conexão a outras redes multimédia, tantos locais e regionais como nacionais e continentais, através de computadores munidos de um modem, graças a uma assinatura a um servidor. 4. Designação do tipo de escrita que utiliza simultaneamente letras do alfabeto e algarismos [ou números]. 5. Sigla de«Digital Versatile Disc» [Disco versátil digital: discoóptico de formatos múltiplos (vídeo, áudio ou outros) definidos para cada tipo de aplicação e cuja capacidade de armazenamento, superior à de um disco compacto, pode variar consoante a técnica utilizada]. 6. Programa informático destinado à programação e à gestão e ao desenvolvimento das mais diversas aplicações [em inglês, «software»] 8. Sigla de «Recurso educativo digital». 14. Criador de uma obra literária, científica ou artística. 16. Cobertura de papel ou de outro material que protege um livro. 18. Sigla de «International Standard Book Number» [Número Internacional Normalizado dos Livros].

adentro» teve a sua segunda edição. E que é «Livros adentro»? É um jogo de exploração de obras integralmente lidas pelos alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e dos Cursos de Educação e Formação e, tal como no ano passado, é a actividade protagonista da evocação do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares [MIBE] na nossa BE/CRE. Um pequeno reparo a propósito disto: este ano, a preparação do jogo foi um pouco acidentada e, por esta razão, a actividade inicialmente prevista para Outubro — o «verdadeiro» Mês Internacional das Bibliotecas Escolares — acabou por ocorrer entre os dias 2 e 15 de Novembro… É o que se pode chamar um MIBE «serôdio», isto é, tardio, que vem fora do tempo considerado próprio… Mas voltemos ao que é fundamental. Todas as turmas dos 2.º e 3.º CEB e dos CEF participaram na actividade ao longo de um bloco lectivo. Os alunos organizavam-se em equipas de três elementos — às vezes quatro, quando a divisão do número de alunos da turma por três não dava resto zero… —, recebiam o «caderno de actividade» e começavam a entrar pelos «livros adentro» para tentar resolver os seis enigmas nele contidos sobre uma das obras seleccionadas. Ah! As obras seleccionadas, claro! Eis a lista ordenada: 5.º ano - «A História da Aranha Leopoldina», de Ana Luísa Amaral; 6.º ano - «Pedro Alecrim», de António Mota; 7.º ano - «Caneta Feliz», de João Pedro Mésseder; 8.º e 9.º anos - respectivamente «O Cavaleiro da Dinamarca» e «Saga», de Sophia de Mello Breyner Andresen; CEF - «O Tesouro», de Eça de Queirós. Se nos perguntardes «— Correu bem a actividade? Como foi, afinal?…», cremos que a melhor resposta é dar voz a alguns dos participantes. «Livros adentro»: esta actividade decorreu durante várias semanas na nossa Biblioteca Escolar. Nós achámos que esta actividade teve algo de especial. A genica do professor Abílio e o toque de encanto da nossa Biblioteca Escolar fazem com que aquele sítio se torne num lugar muito agradável. Agora, falando da actividade, achámos que teve muita piada desde a parte do princípio até ao fim. A parte de que gostámos mais foi quando tentámos descobrir os enigmas com o computador. Nós achamos que estas actividades deveriam repetir-se mais vezes na nossa Biblioteca Escolar muito especial [Márcia Silva e Márcia Machado, 5.º E] Horizontais: 1. Enciclopédia. 6. Livro. 7. URL. 9. Alfabetação. 10. Dicionário. 11. Editora. 12. CD-ROM. 13. Índice. 15. Biblioteca. 16. CDU. 17. Biografia. Verticais: 2. Navegador. 3. Internet. 4. Alfanumérico. 5. DVD. 6. Logicial. 8. RED. 14. Autor. 16. Capa. 18. ISBN.

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Breves da BE

A actividade «Livros adentro» foi coordenada pela Equipa da BE/CRE e decorreu nas primeiras semanas de Novembro na nossa Biblioteca Escolar. A actividade consistiu em lançar um grande desafio a todos os alunos da escola: desenvolver a sua capacidade de escrita e de pesquisa. Depois de um breve questionário a alguns alunos de várias turmas, concluímos que a maioria gostou e adorava repetir a actividade no próximo ano lectivo. [Ariana Lima, Mariana Costa e Vanessa Cunha, 7.º E] O que foi para nós a actividade «Livros adentro»? Para nós, a actividade «Livros adentro» foi muito divertida e educativa. Os enigmas eram muito interessantes e necessitavam da leitura do livro escolhido, de pesquisa e de tratamento de informação. Achamos o livro «Caneta Feliz» [de João Pedro Mésseder] muito interessante e de fácil compreensão, apesar de já o conhecermos do ano lectivo anterior. Só foi pena não termos um tempo maior para realizarmos todos os enigmas pedidos. [Ana Sofia Figueira, Fátima Figueira e Márcia Santos, 7.º F]

Ainda não estão convencidos? Talvez com umas fotografias, então?…

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Por Emília Miranda e Abílio Santos Falar bem ou bem falar? Eis a questão!!!! Havia ou haviam? Houve ou houveram? Mais bem ou melhor? O verbo haver é um dos que, cada vez mais, mais maltratado é! Que pena! Vamos tratá-lo bem? Vamos tratá-lo melhor? Só se emprega este verbo no plural sempre que signifique ter e seja conjugado em tempos compostos: ―Eles tinham feito grandes progressos na Língua Inglesa ou haviam feito grandes progressos no Inglês.‖ Nunca se deve empregar no plural quando significa existir: “Havia uma pessoa na loja da esquina; havia duas, três pessoas na loja da esquina.‖ (Nunca haviam). “Houve um espectáculo ontem à noite no teatro de Vila do Conde; houve muitos espectáculos em toda a cidade devido às Curtas Metragens.‖ (nunca houveram) E o mais bem e o melhor? Ui, nem imaginam como andam adoentados!!!! Melhor feito em vez de mais bem feito; Melhor preparado em vez de mais bem preparado. Será assim? Claro que não! E porquê? Porque Melhor (é o comparativo de bom) e mais bem (é o comparativo de bem) Havia muitas pessoas, Que teimavam no ―haviam‖, Que teimavam no ―melhor‖, Sempre que a boca abriam! Teimariam, mas porquê? Apenas porque não sabiam!

No ano passado, mais ou menos por esta altura, já a Equipa da BE/CRE tinha apurado os vencedores de cada ano de escolaridade… Só que, este ano, como a actividade foi «serôdia» e terminou cerca de duas semanas mais tarde, ainda não há resultados… Mas haverá prémios! «― Que prémios? Livros, como no ano passado?…» A nossa resposta é a de há um ano: «— Que pergunta!… Livros, claro! Para que possais entrar por eles adentro! [A equipa da BCRE]


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...À volta das Letras

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Rui Costa, 6.ºC

Olhares mais próximos centraram a sua atenção no local de onde tinha partido. Viram três miúdos segurando um outro que envolto pelas águas tinha dificuldade em se levantar. - Pus o pé em alguma coisa que me picou e dói-me imenso! – Queixavase a Sofia de lágrimas nos olhos. Os amigos arrastaram-na até à areia seca. A Rita, agarrando o pé da Sofia onde se notava uma pequena perfuração

Edgar Lopes, 6.ºC

com uma mancha vermelha à volta, exclamou: - É uma picada de peixearanha de certeza, é venenosa e muito dolorosa! Vamos levá-la ao nadador salvador! Entretanto os pais já corriam na direcção deles. António, pai da Sofia, pegou nela em braços e correu praia acima seguido de todos os outros. - O melhor é conduzi-la a um posto médico. – dizia a mãe. - Ai! – Queixava-se a Sofia – Dói tanto! - Tem calma, primeiro falamos com o nadador salvador! – replicou o pai. Da torre de vigia, vendo toda aquela aglomeração e pensando que se tratava de algum náufrago, um jovem de ―T-shirt‖ vermelha com as iniciais do Instituto de Socorros a Náufragos, galgou em largas passadas a praia e colocou-se junto ao pai da Sofia inquirindo o que se tinha passado. Depois das informações dadas orientou-os para a sua torre e retirou uma caixa de pequenos socorros que revolveu até encontrar um pequeno frasco. Com a enferma sentada numa cadeira, orientou o jacto de spray para a mancha carmim e pulverizou abundantemente enquanto esclarecia: - Há várias maneiras de tratar a picada do peixe-aranha, desde sugar o veneno, queimar com algo incandescente, ou até como já ouvi dizer, urinar em cima, mas para mim esta é a melhor, a mais limpa e a que menos dói! - E que líquido é esse? – Quis saber o Daniel. - É spray de cloreto de etilo – e retirando um outro frasco continuou – e agora vou passar esta solução cutânea com lodopovidona a 10%... - Com palavrões desses, estou convencido que se alguma vez for picado, vou morrer de dor sem me lembrar dos nomes! – Deixou escapar com enfado o Daniel. - Se quiseres escrevo-te num papel. – e dirigindo-se a rir para a Sofia – Vens comigo de novo até ao mar e vais andar dentro da água, mas atenção, não quero que sejas picada de novo! - Porque é que ela tem de andar na água? – Perguntou agora a Rita. - Para que a pressão do corpo possa dissolver o veneno. Entretanto a paciente já começava a sentir um ligeiro adormecimento e a dor que latejava a abrandar progressivamente. E todo o grupo saiu da pequena construção de madeira plantada no meio da praia dirigindo-se para refrescante água do mar, a Sofia ao pé-coxinho. Furando um amontoado de curiosos que tinha aparecido ladeando a torre de vigia, a Rita fixou uma cara que já se tornara bastante conhecida e que lhe piscou um olho num esgar trocista e malvado: - O Sr. Manuel! Entretanto, com a Sofia já recuperada e refeitos da desagradável ocorrência, decidiram todos voltar para os seus alojamentos de férias, não sem antes terem trocado números de telemóveis com o Ricardo, assim se chamava o

simpático nadador-salvador. No entanto a Rita ia reflectindo com uma certa apatia, no olhar maquiavélico que o administrador de condomínio lhe tinha lançado adivinhando por trás dele algo que a deixava inquieta e bastante insegura, mas porquê? No ―Golférias‖, enquanto os pais aproveitavam para dormir uma sesta, Marco, brincando com o relógio de ouro, ouviu o som de um automóvel que estacava em frente ao aldeamento. Saiu da sala e dirigiu-se para a parte da frente do edifício onde, da cozinha, tinha uma panorâmica do que se passava no parque de estacionamento. Um imponente BMW X6 preto aparecia imóvel junto à casa do Sr. Manuel. Do interior do carro saía um indivíduo calvo, de altura mediana, bastante moreno ao qual um nariz avantajado e adunco dava um ar de ave de rapina. Logo de seguida aparecia junto dele o dono da casa cumprimentando-o expansivamente misturando francês com inglês e convidando-o a entrar em casa ―…to take a drink!‖. Marco continuou atento a qualquer tipo de som ou movimentação, espreitando cuidadosamente por detrás das cortinas da cozinha. Não necessitou de esperar muito para ver o novo personagem dirigir-se para a viatura, abri-la e começar a retirar os assentos posteriores e almofadas das portas. Após isto, retirou pequenos embrulhos quadrados envoltos em papel pardo presos com larga fita-cola castanha que foi amontoando criteriosamente, chamando o Sr. Manuel que os ia transportando para o interior da casa. Marco não perdia pitada tentando ver o melhor possível sem ser visto. Depois da transferência das intrigantes embalagens, o desconhecido voltou ao automóvel, repôs os bancos de couro no devido lugar, aparafusou cuidadosamente as almofadas às portas e desapareceu de vista absorvido pela penumbra do acesso à moradia que se fechava. A curiosidade do rapaz ia aumentando: - Que conteriam aqueles pacotes? - Porque motivo vinham escondidos daquela maneira? - Que ligação existia entre aquele estranho e o Sr. Manuel? Marco cuidadosamente abriu a porta da entrada e dirigiu-se até ao automóvel estacionado. Rodeou-o apreciando as soberbas linhas e verificando que se tratava de um modelo novinho em folha. Reparou na matrícula, nunca tinha visto nada parecido: uma escrita estranha que parecia árabe em caracteres verdes e uns números que fixou. Espreitou para o interior do veículo apreciando os belíssimos acabamentos. Como gostava que o pai tivesse um carro como aquele! Eih! Que andas para aí a cheirar? – trovejou uma voz.

Rui Sá, 6.º C

[José Fernando Magalhães]

Após a leitura deste episódio o desafio foi lançado e aceite pelos alunos. Uma ilustração para esta fase do conto. A interpretação é subjectiva tal como o autor desejava. Como professor que escreveu, ficou a satisfação daquele que entendeu e deu forma às palavras em ritmo de desenho da mensagem transmitida. A resposta é eloquente. As palavras chegam onde o entendimento responde. Os alunos são a alma do professor.


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À volta das Letras

M terras longínquas, na floresta Raios-de-Sol, situada entre o rio Sabira e o reino de Agrabá, vivia uma rapariga chamada Roseta. Roseta vivia na casa da árvore com o seu esquilo Fredy. Fredy era um esquilinho muito malandro mas muito atento. Era a companhia que qualquer um gostaria de ter. No reino de Agrabá, onde a alegria e a boa disposição pairavam, vivia, num palácio, o rei Tristão e seu único filho, herdeiro do trono, Eurico. Pai e filho não faziam nada um sem o outro. Até no desporto andavam juntos. Ambos adoravam caçar. Era Outono, tempo de caça. O rei Tristão e o príncipe Eurico costumavam fazer as suas grandes caçadas, num Couto que pertencia ao reino de Agrabá, na floresta Raios-de-Sol. Era assim chamada porque era uma floresta que colhia os primeiros raios de Sol, ao romper do dia. Num Domingo, dia de caça, bem cedinho, o rei Tristão e Eurico puseram-se a caminho da floresta, para darem início a uma grande caçada. Rei para um lado, filho para outro em busca das presas. Na floresta, mal se ouviram os primeiros tiros, Fredy, sempre atento, avisou Roseta: — Roseta! Roseta! Estamos em perigo! Os caçadores estão nas redondezas! — Tem calma Fredy! Os tiros pareciam distantes… – Acalmou-o Roseta. — Não Roseta, estás enganada! Eu vi os caçadores no largo dos nenúfares! – Continuou Fredy. — Vou verificar – Afirmou Roseta. – Não saias daqui, que eu volto já. Sem se aperceberem, Roseta e Eurico caminhavam um em direcção ao outro. Quando Roseta avistou Eurico, de imediato se escondeu atrás de um grande tronco. O medo apoderou-se dela quando viu um homem com uma grande arma apontada na sua direcção. Quando tentou esconder-se melhor, fez mexer um ramo que estava no chão. Eurico apercebeu-se e perguntou: — Quem anda aí? Nada se ouviu, somente o chilrear dos pássaros. Com uma voz mais grossa, Eurico voltou a perguntar: — Quem está aí? Roseta, com medo de ser descoberta, resolveu fugir. Eurico, que não estava à espera de ver um ser humano naquela floresta, ficou também assustado mas decidiu segui-la. Quando Roseta subia, a toda a velocidade à árvore onde morava, um ramo partiu-se e caiu. Eurico salvou-a de embater no chão, segurando-a nos seus braços. — Moras aqui? Onde estão os teus pais? Não tens família? – Interrogou Eurico. Roseta ainda sem fôlego, não respondeu. ― Então, o gato comeu-te a língua? Não falas? – Perguntou Eurico. — Põe-me no chão! – Disse Roseta. Eurico fez-lhe a vontade e sem largar a mão do braço de Roseta, voltou a perguntar: — A tua família? Vives sozinha? – Insistiu. — Não sei da minha família. Vivo aqui há algum tempo com o meu amigo Fredy – Respondeu Roseta. De repente, ouve-se uma voz: — Roseta, já voltaste? – Perguntou Fredy — Aaaaaaahhh! – Espantou-se Fredy ao avistar um jovem tão bem vestido! — Oouuooh! Um esquilo que fala?! – Exclamou Eurico pasmado. — Este é o meu amigo Fredy e eu sou Roseta. E tu como te chamas? – Perguntou ela. — Peço desculpa, não me apresentei. Sou Eurico, príncipe herdeiro do trono do reino de Agrabá. Já ouviram falar deste reino? — Sim. Já ouvi falar mas nunca lá fui… – Respondeu Roseta. Eurico, que estava encantado com Roseta, convidou-a para conhecer o seu palácio, dizendo-lhe que poderia levar o seu amigo Fredy. Este não gostou nada do que ouviu, pois estava com medo de perder Roseta. Roseta aceitou o convite, pois estava curiosa para ver como seria viver num palácio! A noite aproximava-se e o rei Tristão começou a ficar preocupado com a ausência de Eurico. Resolvendo procura-lo, enviou-lhe sinais sonoros. Eurico de imediato acusou o sinal e o rei Tristão facilmente o encontrou. Ficou surpreso ao ver seu filho na companhia de uma rapariga tão encantadora! — Como encontraste esta rapariga? – Perguntou o rei Tristão. — Pai, esta é Roseta — Roseta — Este é o rei Tristão, meu pai. — Muito prazer, sua majestade – Cumprimentou-o Roseta com uma vénia. Eurico, estava entusiasmado pois viu que seu pai também se encantara com Roseta. Sem medo, perguntou ao pai: — Será que posso convidar Roseta e o seu amigo Fredy, para jantarem connosco, hoje, no nosso palácio? — Claro, meu filho. Tenho todo o prazer em ter à nossa mesa uma rapariga encantadora, como é Roseta! Mas já agora, o esquilo fala? — Sim, é muito conversador – Disse Roseta. Puseram-se a caminho do reino de Agrabá e quando lá chegaram já era quase noite. O rei Tristão fez questão de convidar algumas pessoas do seu reino, para partilharem com eles este jantar marcante. Eurico estava maravilhado com a presença de Roseta, mostrando a todos que tinha sido amor à primeira vista! Sem grandes embaraços, levantou-se e pediu a mão de Roseta em casamento. Ela, incrédula com o que ouviu, disse não ser merecedora de tal pedido, até porque mal se conheciam. Eurico, sem dúvidas daquilo que afirmou, voltou a pedir Roseta em casamento. Comovida e com os olhos alagados em água, Roseta aceitou o pedido do príncipe, tornando-se assim princesa do reino de Agrabá. Fredy e o rei Tristão, prepararam uma grande surpresa para os príncipes de Agrabá. Cantaram e dançaram na festa de casamento de Eurico e Roseta. O reino de Agrabá transformou-se num arraial com muitas danças, cantares e ainda com mais alegria do que nunca. [História escrita por Vanessa Vale Cunha, 7.º E Ilustração de Cristiana e Daniela, 9.º F

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E cravou o punhal no coração, sentindo amargamente o sabor da morte. A Rainha e a multidão ficaram aterrorizados com tal acto. A Rainha ficaria agora sozinha e com um filho nos braços, à frente de um imenso reino. A viúva ajoelhou-se ao pé do corpo da Aia e sussurroulhe ao ouvido: — Cuida bem do teu filho, minha querida amiga, e descansa em paz! Da multidão ouviam-se vários choros, choros de dor, de gratidão eterna, de desespero e até de terror. O clima de horror, instalou-se no reino, e era imperativo fazer uma última homenagem à salvadora do príncipe. Então, a Rainha anunciou ao povo: — Declaro, aqui, na presença de todos que o funeral da ―Protectora do Reino‖ decorrerá amanhã ao meio dia, assim que o relógio do palácio badalar as doze horas em ponto e o sol estiver no seu auge. No dia seguinte, já estavam todos reunidos na Praça do Reino para prestar uma última homenagem à Aia. Quando no relógio soaram as doze horas, o céu ―abriuse‖ milagrosamente; todas as nuvens se afastaram, ficando o sol no centro de um imenso e esbelto céu azul; aquele céu assemelhava-se a pedras preciosas, com um brilho incrível. Alguém da multidão sussurrou: — Ela está cá! A Rainha com o principezinho, embrulhado em panos finos de seda, percebeu que chegara a hora e levemente colocou a coroa na cabecinha do príncipe. Naquele mesmo momento, esboçou-se um sorriso inocente na cara da criança, que, um dia, com a sua roca, governaria aquele reino e a Rainha olhando para o céu, podia jurar que viu a Aia com o escravozinho ao colo, dandolhe de mamar, como prometera um dia. [Joana Pereira n.º 11 9.º F]

Há palavras que fazem delirar; há palavras que magoam; há palavras que fazem suspirar e outras que doem e que dominam o nosso pensamento durante séculos. As palavras são poderosas e mágicas e podem fazer com que tudo delas dependa. Há palavras que nos são indiferentes e que podem ser ditas ou não ditas, que tudo parece ficar igual. Por isto tudo, ponho-me a pensar e concluo que quem inventou ou criou as palavras deve ser um génio porque as palavras, as tantas palavras, aquelas que nos parecem indiferentes, delirantes, boas ou más são o significado de vida, o significado de que alguém está a gastar o seu tempo, dirigindo-nos as "suas palavras". E por mais que algumas palavras possam magoar e ferir, devemos tentar sempre fazer as pazes com elas! Para mim, o ditado ‖um gesto vale mais do que mil palavras‖ não está certo e apenas foi criado por uma pessoa que não fez devidamente as pazes com as palavras. Pela minha experiência de vida e consideremos que não é muita, devemos sempre ter o máximo de cuidado com a escolha das palavras, porque elas foram o tesouro deixado por Alguém que compreendia o quão valiosas eram! [Ana Cruz, n.º 1 9.º F]


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...À volta das Letras

Como surgiu o gosto pela escrita? O gosto pela escrita surgiu porque eu sempre gostei de ler. Quem gosta de ler sempre pensa escrever, um dia. E quando eu tinha mais ou menos dez, onze anos, gostava tanto de ler, tinha tantos livros que ficava imaginando — ―Será que quando eu ficar mais velho vou escrever?‖— Então assim surgiu a vontade de escrever. Como é que veio a Portugal e aqui, à nossa escola? Bom, no ano passado, eu conheci a professora Emília através daquele projecto da internet ―Voos em LP‖, em que vocês participaram, e fiquei muito entusiasmado. Fizemos aqueles vídeos, vocês apareceram no vídeo e, este ano, estava mesmo pensando que viria fazer férias na Europa, e decidi — ―Vou fazer férias lá, Portugal não é tão longe‖ — Então visitei vocês e visitei também os colegas da França, que também participaram no projecto. Qual foi o primeiro livro que recebeu? Até hoje tenho esse livro. É um livro que se chama ― O Jacarezinho egoísta‖. Era uma história muito pequenininha e me lembro que o meu pai me deu esse livro quando eu estava aprendendo a ler. Ele foi muito malvado. Sabem porquê? Ele começou a ler a história que era muito boa e quando a história estava no melhor momento, ele parou e disse —‖Agora você continua‖— Eu estava com um pouco de preguiça de ler mas, rapidinho, fui lendo até ao fim porque estava muito interessado em saber o final da história. A partir daí ele já me dava os livros e eu mesmo lia. Então, acho que ele foi muito malvado no princípio, mas no final fez-me muito bem. Com que idade escreveu o primeiro livro? Eu já tinha 39 anos quando o meu primeiro livro foi publicado. Antes disso eu já tinha feito ilustrações mas para livros de outros autores. Quando tinha 39 anos comecei então a escrever o meu primeiro livro que é um livro que se chama ―A lenda do Violeiro Invejoso‖. Qual dos livros que escreveu, é o seu favorito? Essa é uma pergunta difícil. É a mesma coisa do que perguntar a um pai que tem cinco filhos, qual o filho de que gosta mais. Eu gosto de todos os meus livros um pouquinho, porque cada um deles é diferente. Eu adoro o meu primeiro livro, eu adoro os livros da série do Magrilim, porque são livros que foram muito bem aceites. Eu gosto de todos os meus livros igualmente!

Dezembro de 2010

Era uma vez um menino que vivia numa casa de campo. Nesse campo havia árvores com varias espécies de frutos que davam fruta todo o ano. Se não houvesse fruta, a mãe do menino fazia compotas. Ao pé desse campo havia um ribeiro com flores e chorões. Era o lugar onde o rapaz brincava e a água era tão limpa que até se podia beber. Nesse lugar o rapaz aprendeu a nadar e já conhecia o lago como a palma da sua mão. Num dia quente de Primavera, o rapaz estava a olhar para o lago e assustou-se quando viu um grande peixe a rodopiar fora de água. Ele ficou boquiaberto e quando o peixe veio à tona da água, sorriu para o rapaz e falou-lhe: — Olá! É aqui que vives? O rapaz com medo disse que sim e, curioso, perguntou ao peixe como era possível ele falar a mesma língua que os homens. O peixe contou-lhe que foi criado por um menino e foi aí que aprendeu a falar. O rapaz ficou maravilhado com o que o peixe lhe contou. A partir desse dia ficaram amigos e começaram a brincar juntos. O rapaz mergulhava com o peixe e o peixe jogava à bola com o rapaz. Foram semanas maravilhosas para os dois até que um dia a sorte virou. O menino ouviu os pais a falarem que não havia água para regar os campos e que estavam a ficar sem alimentos. A mãe do rapaz teve a ideia de irem ao lago pescar o peixe que ela tinha visto uns dias atrás. O rapaz ao ouvir a mãe ficou sem saber o que fazer, não sabia se deveria ajudar os pais, ou se deveria ajudar o seu amigo. Nessa noite o rapaz decidiu ajudar o peixe a fugir e contou-lhe que o pai dele queria apanhá-lo para o comer. Ficaram os dois muito tristes e choraram. O peixe agradeceu por ele lhe ter salvo a vida e disse que um dia eles poderiam voltar a brincar junDesenho de Mariana - Turma J5 / EB1 da Junqueira tos. Passaram-se semanas e o rapaz vivia triste como a noite, com saudades do seu amigo. Certo dia o rapaz avistou a água do lago a mexer muito e viu o seu amigo peixe. O rapaz contentíssimo saltou para a água e abraçou o peixe e disse-lhe: — Que estás aqui a fazer? — Tinha saudades tuas, vim viver para ao pé de ti. — Respondeu o peixe. O rapaz disse: — E se o meu pai te apanha? — Se eu vos ajudar o teu pai não me pesca — Respondeu o peixe cheio de entusiasmo. O peixe levou o rapaz ao fundo do rio e mostrou-lhe um embrulho enroscado numa rede. O rapaz perguntou ao peixe como ele conseguiu fazer aquilo e o peixe disse-lhe que foi ajudado pelos peixes dentro de água e pelas raposas que puxaram o embrulho para terra. O rapaz ficou feliz e resolveu contar aos pais. Na manhã seguinte, foram buscar o embrulho que tinha comida para o Inverno todo. Foi aí que o pai resolveu nunca mais apanhar aqueles que nos ajudam e espetou no ribeiro uma tabuleta a dizer: «Aqui não se pesca». [Tiago Marques – Turma J5 EB1 da Junqueira]

Fábio Sombra, autor de origem brasileira, foi convidado por Emília Miranda, professora de Língua Portuguesa, para levar a cabo a actividade intitulada: ― Palavras Ilustradas‖. A nossa turma, com a ajuda da professora Fernanda, preparou uma surpresa para o autor. Criámos uma melodia para acompanhar a peleja (que em Portugal significa cantar ao desafio) da obra: ― A peleja do Violeiro Magrilim e a formosa princesa Jezebel‖. A turma foi dividida em dois grupos: os rapazes representaram o Magrilim e as raparigas a princesa Jezebel. O Edgar e o André fizeram o papel de narradores. A Maria e o Ricardo Ferreira acompanharam a peleja à viola. Ao lermos a peleja, nas aulas de Língua Portuguesa, aprendemos novas palavras e expressões características do português do Brasil. No dia da apresentação, alguns alunos e a professora Fernanda estavam emocionados por cantar perante tantos alunos e professores. O professor Joaquim Bento acompanhou ao piano a nossa apresentação que foi muito aplaudida e elogiada. Deu-nos muito prazer, recriar a peleja. [6.ºC]


Dezembro de 2010

[Vanessa, 5.º A]

À volta das Letras

Li “Uma aventura na televisão”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Gostei porque é um livro cheio de aventuras, de acção, de diversão e todas as personagens que entram na história, mantêm-se até ao final. Este livro conta a história de cinco adolescentes que ficam presos numa casa antiga e…

Vi o filme ―Eclipse‖, de David Slade, com Kristen Stewart no principal papel. Gostei porque é divertido e eu gosto de filmes de vampiros. [Juliana, 5.º A]

André, 5.º A

Li “Pedro Malasartes”, de António Mota Gostei deste livro porque conta a história de um rapaz que só fazia disparates. A mãe pedia-lhe ajuda para fazer algumas coisas, e ele não era capaz de pensar na forma como deveria resolver o pedido que a mãe lhe fizera…

Tiago João, 5.º A

Li a “A Gaita Maravilhosa”, de António Mota.

Li “Uma aventura na casa assombrada”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Gostei porque me senti entusiasmada e curiosa até ao final da história e as aventuras faziam arrepiar…

Maria Manuela, 5.º A

Bruna, 5.º A João Carlos, 5.º A

Li “Uma Aventura na Amazónia”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Gostei porque conta as aventuras de um grupo de adolescentes que acompanharam as suas mães a um congresso médico realizado em Manaus, a capital da Amazónia, no Brasil. Nessa região, em grande parte coberta pela floresta tropical, aconteceram-lhes coisas muito estranhas…

Ouvi “Papa Americano” Gostei porque tem ritmo moderno e é música de festas. Tiago João, 5. A

Vi ―O pirata das Caraíbas‖, de Verbinski Gore, com Johnny Depp no principal papel. Gostei porque é um filme de aventuras e de ―suspense‖. [Maria Manuela, 5.º A]

Vi ―Camp Rock 2 the final jam‖, do Disney Channel, dirigido por Matthew Diamond, produzido por Alan Sacks e protagonizado por Jonas Brothers e Demi Lovato.Gostei porque tem muita música e conta a história de Mitchie, Shane, Jason, Nate e os amigos que regressam ao Camp Rock para passar umas férias de Verão e verificam que a abertura de um novo campo do outro lado do lago põe em risco a sobrevivência do Camp Rock mas… [Bruna, 5.º A]

Juliana, 5.º A

Li “O dia em que o meu bairro ficou de pantanas”, de Afonso Cruz e Rosário Alçada Araújo. Gostei porque conta a história de um rapaz que desapareceu e a mãe, quando soube a notícia, saiu do cabeleireiro ainda com os rolos no cabelo…

Gostei porque conta a história de um menino que recebeu uma gaita e com ela provocou um desastre e depois um milagre…

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Li a Rosa Azul, da colecção Triângulo Jota, de Álvaro Magalhães. Gostei porque é um livro de muitos mistérios e aventuras perigosas…

Ouvi “Waca, waca /This time for Africa)”, a canção cantada por Shakira e escolhida como tema oficial do Mundial 2010 que se realizou na África do Sul. Gostei porque é mexida, fácil de decorar, boa para dançar. Juliana, 5.º A

Vi o ―Avatar‖ escrito e dirigido por James Cameron e tendo Sam Worthington no papel principal, entre outros. Gostei porque tem homens azuis que conquistam dragões e a acção passa-se em 2154! Daqui a mais de um século… [Tiago João, 5.º A]

Vi ―Mister Bean‖, dirigido por Mel Smith, e tendo Rowan Atkinson no papel principal. Gostei deste filme porque Mr. Bean é mandado aos Estados Unidos como sendo um conhecedor de arte mas, na verdade, ele apenas era vigilante num museu em Londres. Nessa estadia ele só faz disparates e arma confusões… [André, 5.º A]

Vi ―Crepúsculo‖, dirigido por Catherine Hardwick e com Kristen Stewart e Robert Pattinson nos papeis de Isabell Swyan e Edward Cullen. Gostei porque é uma história de uma rapariga que se apaixona por um vampiro… [Alexandra, 5.º A]


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Abat-jour

Trabalho realizado por: Vanessa Cunha Ariana Lima Mariana Costa

Bouquet

Cognac

Maquette Vitrine

Charrette Garçon

Os meus avós maternos são naturais de uma cidade no centro do país, chamada Golegã, considerada a capital do cavalo. Antigamente, o meio de transporte mais usado nessa cidade era a charrette. A minha mãe diz que quando eu era bebé, ela deixava-me com os meus avós que viviam num châlet, que tinha muitas divisões: três toilettes, todas com bidé, quatro quartos, duas suites e uma enorme garage. A minha avó cuidava de mim, dava-me o leite num biberon. No fim, enquanto o meu avô me adormecia, minha avó fazia crochet. Quando completei três anos, a minha mãe inscreveu-me em aulas de ballet, aos sábados de manhã, pois à tarde os meus tios e a minha madrinha vinham até casa dos meus avós fazer uma visita. A minha tia usava bâton e muita maquillage, que comprava numa boutique muito chic, perto do Intermarché. Actualmente, pratico um desporto: ténis e para poder jogar a minha mãe comprou-me uma raquette e uma bola. Para ter energia e poder carregar os livros e os dossiers da escola, para correr em educação física, para correr e apanhar a camionette que me leva para a escola e para jogar ténis, tenho que me alimentar bem! A minha comida preferida é purée com carne e omelette de gambas com mayonnaise. [Vanessa, 7.º E]

Nós, os alunos do 1º ano da Turma J1 da Junqueira, aprendemos a construir gráficos de barras. A nossa professora deu-nos um quadrado de papel em branco que pintámos depois em azul. A professora criou dois grupos no quadro, o das meninas e o dos meninos. Fomos ao quadro e colámos o nosso quadrado no grupo dos meninos ou meninas. Mas, assim, não era tão fácil ver se existiam mais meninos ou meninas. Então a professora deu -nos uma folha quadriculada onde pintámos tantos quadrados quanto o número de meninas e meninos que existem na sala. Depois pegámos nos quadrados que estavam colados no quadro e voltámos a colá-los numa cartolina em forma de gráfico. Aprendemos assim a construir gráficos de barras e nunca mais nos esqueceremos que na nossa turma há doze meninos e oito meninas. [Turma J1 da Junqueira ]

Como sabes, a Lua é um corpo iluminado pela luz do Sol. A porção da Lua que vemos iluminada chama-se fase. O intervalo de tempo entre duas fases da Lua iguais e consecutivas é designado por lunação. A duração de uma lunação é de 29 dias, 12 horas e 44 minutos (cerca de 29,5 dias). A face da Lua iluminada é aquela que está voltada para o Sol. A fase da Lua representa o quanto dessa face iluminada está voltada também para a Terra. Durante a primeira metade do ciclo a porção iluminada vai aumentando (Quarto Crescente) e durante a outra metade ela vai diminuindo (Quarto Minguante). A cada dia que passa, a Lua apresenta uma fase diferente da sua face iluminada. No entanto, geralmente apenas quatro recebem denominações especiais: Lua Nova (0% iluminada), Quarto Crescente (50% iluminada), Lua Cheia (100% iluminada) e Quarto Minguante (50% iluminada).

Il y a deux mois, je suis allée en Suisse. C’était encore les grandes vacances ! J’y suis allée en avion. Pendant le voyage, j’ai écouté de la musique, j’ai mangé du poulet et j’ai bu un coca. Je suis partie le 3 juillet et je suis revenu le 29 août. Le voyage fut fantastique. J’étais en vacances avec ma famille et ça c’était bien. J’ai logé dans un hôtel à Chur, c’était cher. Il y avait beaucoup de soleil. J’ai connu des cafés et des restaurants différents. Tout était différents : les personnes, les paysages, les maisons…

J’ai visité la cathédrale de Einsiedeln. Je me suis amusé avec mes cousins. À Chur, j’ai acheté des souvenirs. J’ai aussi visité le musée de Heidi. C’était intéressant et féerique. C’étaient des vacances de rêve! [Mariana Oliveira, 9.º E]


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oi com muita alegria e entusiasmo, que no passado dia 20 de Julho, um grupo de 45 alunos do 9.º ano e 6 professoras, rumou a Madrid na viagem de finalistas. Pelo caminho, visitou-se a bonita cidade de Salamanca, Património Mundial da Unesco, e Ávila com as suas belas muralhas. Chegados a Madrid foram vividos muitos momentos de alegria, convívio e cultura, dos quais ficam aqui alguns registos fotográficos.

Muchas gracias à professora Teresa pela viagem que nos proporcionou! Adoramos e aprendemos Vamos ter saudades!

Foram quatro dias de diversão com os melhores amigos do mundo e com as queridas professoras que todos gostariam de ter. Vamos lembrar-nos sempre de Madrid pelos bons momentos passados. [Paula e Sara, 9.ºD]

[Juliana e Daniela, 9.ºD]

[As professoras organizadoras]

Visita a Salamanca

Visita a Salamanca

Ávila

Correu sobre rodas Correu tudo bem Foi muita a alegria E divertimento também! Na hora de ir dormir Todos queriam rir E então os professores Vigiavam os corredores.

Foi muito bom e tenho imensa pena que nem todos tivessem vindo. Nunca irei esquecer esta viagem e o que me irá fazer recordar estes dias, não vão ser as lembranças aqui compradas ou as fotos tiradas. Vão ser os momentos que ficarão infinitamente gravados no meu coração. Madrid sempre!

Com muito esforço Conseguiam acalmar O problema era… Quando tinham que acordar!

[Marta Gonçalves 9.ºB] Visita ao Parque Warner de Madrid

Também queriam, eu sei!! Mas não é para todos!

Visita a Salamanca

Visita ao Parque Warner de Madrid

Entre El Greco, Goya e Velazquéz Bernabéu Ronaldo e Mourinho Acreditamos que nestes dias Todos aprendemos um bocadinho! [As professoras: Cláudia, Sónia, Yolanda, Teresa, Patrocínio e Margarida]


Jornal Aguarela