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Filipe Oliveira Carlos Videira

Carlos Silva Nuno Rodrigues

Jornal Oficial da AAUM DIRECTOR: Vasco Leão DISTRIBUIÇÃO GRATUITA 180 / ANO 8 / SÉRIE 4 TERÇA-FEIRA, 27.NOV.12

Um deles será o futuro presidente da AAUM Dia 4 de dezembro, vota!

Tu decides...

especial

cultura

Eleições EEUM: Os candidatos em discurso direto no ACADÉMICO

Optimus Discos: Entre a pop melancólica e os casamentos (quase) perfeitos...

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FICHA TÉCNICA 27.NOV.12 // ACADÉMICO

EM ALTA

NO PONTO

EM BAIXO

1º dezembro A cultura elevada ao expoente máximo na Universidade do Minho. Felizemente, uma tradição que se mantém, que as sucessivas direções da AAUM não deixam cair. Na noite de 30 de novembro celebra-se o 1º de dezembro no Theatro Circo. Um palco de excelência para se mostrar o que de melhor se faz através da cultura académica. Certamente que a qualidade não ficará a desejar e por quem lá passar terá um serão, certamente, memorável.

Façam-se ouvir! Chegou um dos momentos mais importantes do ano para os estudantes da Universidade do Minho. Os alunos vão ter, no próximo dia 4 de dezembro, a oportunidade de escolher aqueles que os irão representar durante um ano de mandato. Quatro listas a concorrer à direção, três à mesa da RGA e três ao CFj são sinónimo de pluralidade. Os estudantes saberão escolher aqueles em quem acreditam. Uma coisa é certa, seja na X ou na Z... Votem!!!

Abstenção É habitual que, ano após ano, os níveis de abstenção nas eleições da AAUM sejam muito elevados. A rondar os 90%. Resulta de um total alheamento dos estudantes. Por outro, talvez por não verem uma real “alternativa” às sucessivas listas de continuidade. Este ano, aparecem quatro listas, logo, mais discussão, mais ideias, mais debate, mais empenho de quem compõe as listas. Esperemos que o número deste ano seja menor.

SEGUNDA BARÓMETRO PÁGINA

FICHA TÉCNICA // Jornal Oficial da Associação Académica da Universidade do Minho. // Terça-feira, 27 Novembro 2012 / N180 / Ano 8 / Série 4 // DIRECÇÃO: Vasco Leão // EDIÇÃO: Daniel Vieira da Silva // Chefes de redacção: Cláudia fernandes e Rita Magalhães // REDACÇÃO: Adriana Couto, Alexandre Rocha, Ana filipa Gaspar, ana Pinheiro, Bárbara martins, Bruna Ribeiro, Bruno Fernandes, Carla Serra, Catarina Moura, Catarina silva, Cátia Alves, Cátia Silva, Cláudia Fernandes, Daniel mota, Dinis Gomes, Diogo Lemos, Filipa Barros, Filipa Sousa Santos, Isabel Ramos, Joana Martins, Joana Valinhas, Joana Videira, João Pereira, Judite Rodrigues, Marta Soares, Raquel Miranda, Rita Magalhães e Vânia Barros // COLABORADORES: Elsa Moura e José Reis // GRAFISMO: gen // PAGINAÇÃO: Daniel Vieira da Silva // MORADA: Rua Francisco Machado Owen, 4710 Braga // E-MAIL: jornalacademico@rum.pt //TIRAGEM: 2000 exemplares // IMPRESSÃO: GráficaAmares // Depósito legal nº 341802/12


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INQUÉRITO

em quem votas no dia 4 de dezembro? A escassa informação sobre as listas leva o aluno a afirmar que a sua intenção de voto ainda não se encontra definida. Tendo o hábito de votar, avalia este ato como fundamental na manifestação de opinião dos estudantes, seja ela de agrado ou descontentamento. No seu parecer, a Lista A “poderá ser a principal candidata à vitória, desde logo pela experiência de vice-presidente do atual candidato”. Pedro considera ainda o “conceito de continuidade”, que lhe parece ser um forte indicador para o sucesso da lista em questão. O estudante afirma ainda: “Vou optar por esperar pela conclusão da campanha e na altura certa, colocarei o meu voto naquela que penso ser a lista que continuará a dignificar esta academia. É necessário que alguém dê a conhecer “a alma do Minho”.

PEDRO TORRES 2º ano (PÓS-LABORAL)// CONTABILIDADE

FILIPE FERNANDES 2º ano// RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Filipe tenciona votar na lista A. Embora reconheça a importância do voto, nunca votou na renovação de órgãos da AAUM, mas tenciona fazê-lo este ano pela primeira vez. Afirmando conhecer todos os candidatos, atenta na motivação que todos detêm em melhorar a AAUM. Uma das razões que o levam a votar na lista A, é o facto de conhecer pessoalmente o líder da lista, Carlos Videira, e achar que o mesmo daria um “excelente presidente”. Filipe Fernandes remata o seu parecer dizendo que “a Lista A tem ideias para levar a AAUM para a frente”.

“Não estou a par de quais são as listas”, revelou Cátia, que irá ter a oportunidade de votar nas eleições da AAUM pela primeira vez este ano. Reconhece a importância do voto e afirma que “se não desfrutarmos deste direito, não temos o direito à critica”. Ainda assim, confessa não ter o hábito de o fazer: “Não tenho esse hábito. Já no secundário, não costumava participar na eleição das listas para a Associação de Estudantes”. A aluna conclui assegurando que a sua escolha ainda não foi feita.

CÁTIA COUTO 1º ANO // CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO

FERNANDO MARTINS 5º ANO// ENG. BIOMÉDICA

Fernando pretende votar na lista A para a direção da AAUM, na lista E para a Mesa da RGA e na lista H para o Concelho Fiscal. Conhecendo a maior parte dos candidatos afirma: “Sempre votei para estes três órgãos desde que estou na UM.” “É bastante triste ver todos os anos uma alta taxa de abstenção, e não penso que isto se deva maioritariamente à falta de divulgação, mas sim à atitude de indiferença de alguns estudantes. Penso que são listas com ideais distintos, o que revela uma grande possibilidade de escolha ao eleitor”, acrescenta. Quanto às razões de voto, aponta a confiança nas listas como principal motivo: “Acredito que estas listas irão manter a nossa academia como uma das principais referências do associativismo a nível nacional.”

ana filipa gaspar afilipa.gaspar@hotmail.com

Dia 4 de dezembro, o direito ao voto volta a estar disponível a todos os alunos da Universidade do Minho. Está em causa a eleição de uma nova presidência nos três órgãos que constituem a AAUM: Direção, mesa da Reunião Geral de Alunos e o Conselho Fiscal e Jurisdicional. Nos anos anteriores, o desinteresse neste assunto por parte dos alunos foi evidente, com uma abstenção que tem ultrapassado amplamente os 80%. O ACADÉMICO tentou perceber quais são as intenções de votos dos estudantes e as opiniões dividemse. Enquanto uns parecem já estar certos do voto, outros apontam a falta de informação como culpada das indecisões.


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especial eleições aaum

[direção] lista a carlos alberto fonte videira ANA PINHEIRO anafilipapinheiro1@hotmail.com DANIEL MOTA danielmotap@gmail.com isabel ramos quita_ramos@hotmail.com

O que te levou a apresentar a candidatura? A motivação de servir os estudantes, de os defender e representar, entendendo que havia condições para desenvolver esse mesmo trabalho num quadro de responsabilidade, em que fosse possível acrescentar valor àquilo que tem sido a associação académica ao longo dos últimos anos. O percurso que tenho desenvolvido a nível associativo, quer ao nível dos núcleos de curso quer ao nível da própria associação académica, dá-me alguma experiência importante neste projeto. O apoio de pessoas bastante experientes que constituem a lista, reúne todas as condições necessárias para levar este projeto a bom porto. Quais as linhas orientadoras da lista que propões para dirigir a direção da AAUM? Em primeiro lugar entendo que deve ser dada prioridade à vertente social, nomeadamente nestes tempos difíceis, com esta crise socioeconómica muitos estudantes deixam de frequentar o ensino superior por falta de verbas. Com isto pretendemos revindicar ao nível de ações sociais, com estudo de estabelecimento de alguns fundos, seja fundo perdido, seja mediante campanhas de colaboração, empréstimos e algumas campanhas de solidarieda-

de que possam auxiliar os estudantes e as suas famílias mais carenciadas. Em segundo lugar, uma maior presença da associação académica em Guimarães revindicando melhores condições de acesso entre as residências universitárias e o campus de Azurém, trabalhar no estabelecimento efetivo da reprografia da escola de Arquitetura, procurando oferecer mais serviços aos estudantes. Quais as principais ideias para os diferentes departamentos da AAUM? Há algum prioritário? O departamento social, como anteriormente, terá uma palavra muito importante a dizer. Queremos desenvolver alguns projetos nomeadamente no que diz respeito a atividades e iniciativas que promovam inclusão de alunos com mobilidade reduzida, portadores de alguma deficiência fazendo um estudo que permita adotar os campi a esta realidade. Dar um reforço ao departamento de pós-graduação da associação académica, procurando dar uma maior atenção nas questões relativas às bolsas de investigação e do financiamento das mesmas por parte da FCT. Acompanhar ao nível das relações internacionais, o apoio dos alunos da Universidade do Minho que têm experiências de mobilidade fora do país. Onde pensas que deve haver uma intervenção rápida? Com a situação que vivemos a aposta tem de ser claramente ao nível dos processos de ação social quer direta quer indiretamente procurando junto do gover-

no um reforço do sistema de ação social em Portugal. Para isto é necessário verificar quais são as carências mais emergentes que os alunos da Universidade do Minho estão a passar. Que inovações pretendes incutir no seio da AAUM? A presença da Associação Académica no campus de Azurém, ao nível das saídas profissionais com as atividades setoriais junto das escolas e dos institutos. Dar um novo impulso ao processo relativo à nova sede da associação académica, porque cada vez mais sentimos a necessidade de ter esse espaço inserido no campus. Qual deve ser a posição da tua Lista no que respeita à

relação com a Reitoria? É uma posição de total independência. São duas instituições autónomas que desenvolvem um trabalho no mesmo meio, sendo por isso também necessário estabelecer quadros de colaboração muito ativos porque ambas procuram melhorar o bem-estar dos estudantes.

boração com núcleos, com a associação e com a cidade. O sentimento de pertença para com a instituição mãe e o incutir o orgulho de ser estudante minhoto é outra mais-valia. Esta apenas faz sentido dentro do campus com algumas regras, tais como o barulho produzido junto dos CP’s.

No que diz respeito à polémica em torno da praxe, qual a posição da lista?

Que diferenças existem entre a lista do ano passado onde estavas integrado, e a deste ano?

Esta lista defende a praxe e todos os valores que estão inerentes à praxe, o companheirismo a solidariedade e entreajuda. Esta lista vê com muito bons olhos a praxe quando assim é e quando está subordinada a causas sociais e pedagógicas, estabelecendo quadros de cola-

A questão de conferir ao cartão de sócio uma utilidade diária, com mais vantagens e parcerias quer a nível comercial e institucional é umas das maiores alterações que pretendemos fazer quer nos serviços de transportes da AAUM, quer nos de reprografia.


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especial eleições aaum

[direção] lista b carlos sebastião bretão da silva ANA PINHEIRO anafilipapinheiro1@hotmail.com DANIEL MOTA danielmotap@gmail.com isabel ramos quita_ramos@hotmail.com

O que te levou a apresentar candidatura? Nós concorremos à direção da AAUM porque, enquanto estudantes, não concordamos com a atual direção da Associação Académica. Esta é conivente com o governo que propõe austeridade como método de resolução da crise, o que traz inúmeros problemas para a academia. Quais as linhas orientadoras da lista que propões para dirigir a direção da AAUM? Somos uma lista que assume uma posição contra a Associação Académica atual, contra a austeridade, porque ela também provoca consequências tremendamente nefastas para as universidades. A título exemplificativo dou os recentes cortes nos financiamentos das universidades públicas que têm asfixiado programas sociais e, inclusivamente, na reitoria da Universidade do Minho, deram origem ao despedimento de docentes e de funcionários. O nosso principal objetivo enquanto lista candidata é zelar pelos interesses particulares dos alunos, que é, de um modo geral, assegurar as condições para a sustentabilidade de um ensino superior público de qualidade. Quais as principais ideias

para os diferentes departamentos da AAUM? Há algum prioritário?

A nossa prioridade não é dar mais relevo a um departamento em detrimento de outro, mas acima de tudo, dar prioridade àquilo que são os nossos principais objetivos enquanto lista candidata. Onde pensas que deve haver uma intervenção rápida? Tentaremos impedir o mais possível os cortes na prestação de serviços sociais aos estudantes e isso consideramos ser o objetivo mais abrangente. Através da consciencialização, pretendemos informar os alunos, não nos abstendo da função pedagógica que uma Associação Académica deve assumir. Propomos, como já temos vindo a fazer desde 2008, informar os alunos e alimentar a consciência física dos estudantes e neste sentido alimentar também princípios que são básicos numa democracia, como sendo a informação e como é alimentar o espírito cívico dos cidadãos que são simultaneamente estudantes da Universidade do Minho. Que inovações pretendes incutir no seio da AAUM? Uma das inovações que pretendemos incutir no seio da AAUM será na sequência da mobilização para a consciencialização dos problemas cívicos e académicos. A criação e o fomento de debates, o fomento também da participação cívica e académica dos alunos. E nesse sentido procuraremos identificarmo-nos muito

mais com os problemas dos estudantes para que eles se revejam em nós, enquanto lista que os representa. Qual deve ser a posição da tua lista no que respeita à relação com a Reitoria? Esta não é de todo uma questão essencial a tratar. Uma lista deve representar os interesses dos alunos e não representar os interesses do Governo, nem muito menos os interesses da Reitoria, que muitas vezes

são semelhantes. Estaremos de acordo com o reitor se as suas decisões vierem ao encontro dos interesses dos estudantes. Se isso não se processar desse modo, a posição da nossa lista será opor-se efetivamente à posição do Reitor. Em relação à polémica em torno da praxe, qual a tua posição? Sendo que a própria constituição da república portuguesa consigna a liberdade de expressão e a estabelece

enquanto princípio, no nosso entender, este assunto deve ser remetido para instâncias estudantis. Devem ser os próprios estudantes a resolver esta questão. Não remetemos para uma decisão interna deste organismo, mas sim para a decisão dos estudantes ainda que proponhamos alternativas à praxe para aqueles que não estejam interessados ou não vejam uma solução agradável na atividade praxante como atividade de acolhimento dos estudantes.


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especial eleições aaum

[direção] lista c filipe costa oliveira ANA PINHEIRO anafilipapinheiro1@hotmail.com DANIEL MOTA danielmotap@gmail.com isabel ramos quita_ramos@hotmail.com

O que te levou a apresentar candidatura? Acima de tudo o desejo de mudança. A falta de interesse, a falta de vontade da nossa Associação de lutar pelos direitos dos estudantes. O pouco dinamismo fez com que muitos alunos não acreditem no verdadeiro poder associativo. O comodismo não faz parte da natureza do estudante, mas quando chega à Universidade do Minho (UM) é-lhe apresentada uma realidade: há Enterro da Gata, Recepção ao Caloiro e Gata na Praia e o estudante contenta-se com isto, sem procurar melhorar mas com a garantia de que não piora. Quais as linhas orientadoras da lista que propões para dirigir a direção da AAUM? Queremos mudança na atitude dos órgãos representativos da Associação Académica. Há cerca de 90% de abstenção ao voto e este desinteresse mostra que os órgãos que dirigem a AAUM não estão a fazer um trabalho suficiente para cativar o interesse das pessoas. O principal propósito da AAUM é defender os estudantes. Não devemos dizer “não” a um determinado tipo de medidas, temos que pensar nas soluções, não excluindo nada antes de pensar nos alunos.

Quais as principais ideias para os diferentes departamentos da AAUM? Há algum prioritário?

A prioridade é o departamento social. A redução dos preços dos transportes é alcançável, não estamos aqui a sonhar. Pretendemos criar um banco alimentar para ajudar os alunos que têm que se privar de refeições para estudar. Como lista, já fomos procurar soluções e falamos com responsáveis do Pingo Doce. Foi-nos dito que temos que apresentar medidas de apoio concretas aos estudantes, mas que a marca nos quer ajudar. Também queremos a criação de um Fundo de Emergência Social, juntar dinheiro para ajudar os alunos que, mediante a apresentação de factos, nos mostrem que não têm forma de continuar a estudar na UM. Onde pensas que deve haver uma intervenção rápida? As medidas do social não podem ser adiadas, trata-se da vida dos estudantes e da sua permanência na UM. Há pessoas que realizam apenas uma refeição, que são obrigadas a arranjar alternativas para esticar o orçamento. Não quero que pensem que o que digo é só campanha, que no caso de ganharmos estas eleições nos vamos acomodar. Acontece que isto demora, as pessoas vão notar logo a intervenção da AAUM, mas é natural que o alcance das medidas se alongue por algum tempo. Que inovações pretendes in-

cutir no seio da AAUM?

relação com a Reitoria?

Acima de tudo queremos ter uma lide transparente. Queremos que os estudantes tenham sempre consciência real. Há um portal onde as despesas são colocadas, porque é que ele não é aberto? O CFJ revê e dá o seu parecer relativo às contas mas, no espaço de quatro meses, os alunos podiam ver se não se está a gastar dinheiro a mais, ou se os fundos estão a ser bem aplicados.

Não se trata da posição de uma lista, trata-se da posição dos estudantes. Caso seja preciso bater o pé e fazer vincar a posição dos alunos, assim faremos. Quando a Associação Académica atual é questionada sobre quais serão as soluções para determinado problema diz que o fez chegar à reitoria ou ao ministério, por exemplo. A nossa ideia não é só fazer chegar os problemas, é sermos ouvidos ou, se não nos quiserem ouvir, arranjar outra forma de mostrar a nossa voz!

Qual deve ser a posição da tua lista no que respeita à

Em relação à polémica em torno da praxe, qual a tua posição? Há medidas promovidas pelos órgãos praxísticos da Universidade do Minho (como recolhas de alimentos e de brinquedos ou acompanhamento de lares de idosos e orfanatos por parte de alunos da academia) que eu acho que não há como não apoiar ou aplaudir. Temos que respeitar os dois lados, ou seja, não podemos tolerar a censura por parte da reitoria nem consentir nenhum tipo de discriminação entre os estudantes da academia.


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especial eleições aaum

[direção] lista d nuno filipe moura rodrigues ANA PINHEIRO anafilipapinheiro1@hotmail.com DANIEL MOTA danielmotap@gmail.com isabel ramos quita_ramos@hotmail.com

O que te levou a apresentar a candidatura? Basicamente, o objetivo é fazer uma alternativa à Associação Académica atual, em vários pontos entre os quais discordamos por completo, ao nível da intervenção, ao nível de oposição em relação às políticas do ensino superior. A nível de intervenção interna, da relação com a Reitoria. Quais as linhas orientadoras da lista que propões para dirigir a direção da AAUM? Nós temos dois planos de intervenção, a nível geral no ensino superior e a nível local, na Universidade. Achamos que relativamente às políticas de ensino superior deve haver uma posição clara. Uma das coisas que nos discordamos é que a direção atual é que tem posições pouco claras, fecha-se e não discute posições. Nós temos uma posição clara e apresentámo-las desde já, achamos que as políticas de ensino superior são bastante lesivas. Os efeitos visíveis são o aumento das propinas, a falta de bolsas, falta de apoios, a subida dos preços da cantina, a restruturação de cursos. Quais as principais ideias para os diferentes departa-

mentos da AAUM? Nós, em relação aos departamentos, achamos que há uma coisa que é essencial fazer, que é desburocratizar a associação académica. Queremos perceber quais são as necessidades relativamente às várias áreas e a partir daí formar departamentos, menos burocratizados, mais acessíveis e com mais representação. Achamos que muitos departamentos que são formados são desconhecidos para maior parte dos estudantes que não sabem qual é a sua função. Nesse ponto de vista, em vez de fazer uma pré-formação, é de todo mais útil fazer uma pós-formação de departamentos. Onde pensas que deve haver uma intervenção rápida? Uma Associação Académica não faz nada sozinha, não se vai fazer num escritório, não se resolve com uma direção, resolve-se sim, com os estudantes todos. Achamos que a Associação Académica é um meio excelente porque tem muita visibilidade. Nesse sentido, temos de chamar as pessoas para se manifestarem, fazerem abaixo-assinados, terem reuniões, falarem com os professores, consertarem posições entre si. Dar voz aos núcleos de estudantes dos vários cursos e das várias escolas, fazer com que a praxe seja interventiva. Uma série de questões que uma Associação Académica tem de ter responsabilidade. Que inovações pretendes incutir no seio da AAUM? Uma das coisas que é era re-

almente inovador era dar voz aos estudantes. Nós achamos muito importante que a associação académica não monopolize uma opinião de todos os grupos. Queremos que faça o contrário. Reúna, conserte opiniões, chame as associações a discutir umas com as outras. Qual deve ser a posição da tua lista no que respeita à relação com a Reitoria? Nós achamos que a Associação Académica deve ter um papel intermédio entre os estudantes e a Reitoria.

Tem que informar o Reitor exatamente sobre o que os estudantes acham. Para saber o que os estudantes pensam, temos que os ouvir. Não é esperar que eles venham falar, mas sim ir falar com eles. Não tem sentido nenhum “dar a mão a um Reitor” porque se torna conveniente para ação da Direção. É provável que se tomarmos uma posição contra a do Reitor, ele limitará a ação da direção, mas é o risco que temos de assumir. Em relação à polémica em torno da praxe, qual a tua

posição? Somos totalmente contra o limite que tem sido feito à praxe. Isto não é resultado da universidade nem resultado do reitor, por si só, isto é um ataque generalizado nas escolas, do ensino superior português, que tem a ver com o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, que é o limite de reunião dentro das escolas. Não somos contra quem não quer ser praxado ou não quer praxar, mas achamos que a praxe deve ser livre e deve ser dentro da escola. Não devem impor limites a praxe.


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especial eleições aaum [mesa RGA] lista e - diogo teles CATARINA SOUSA SILVA catarinassilva92@gmail.com RITA MAGALHÃES ritasmaga@gmail.com

José Diogo Teles é membro integrante de duas direções do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho, o que lhe trouxe “experiência ao nível do associativismo estudantil e participação cívica”. Vice-presidente da mesa da RGA durante o presente mandato, Diogo Teles sente-se “à altura do desafio de assumir a presidência da mesma”. “A principal linha de ação da lista E será dar voz a todos os estudantes da Universidade do Minho”, esclareceu o candidato, que considera que a RGA é o local certo para os

estudantes “se fazerem ouvir e participarem ativamente na vida académica”. Liderada por Diogo, a Lista E pretende ainda concluir a reativação do site da RGA, já que o estudante de Medicina considera que isto poderá aproximar os alunos e a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Por último, concluir o processo de revisão estatutária da AAUM integra também os objetivos desta lista. Apesar de a RGA continuar a não registar muita afluência, Diogo Teles garante que tentar contrariar esta tendência e voltar a atrair mais estudantes consta também dos seus propósitos. “Nos últimos anos, tem-se verificado uma inércia e um distanciamento por parte dos nossos

estudantes, que não demonstram grande interesse no associativismo e representação estudantil”, confirmou o candidato, que vai procurar promover a participação ativa dos estudantes. “Além do envio das convocatórias antecipadamente para todos os alunos da UM, utilizando os meios de comunicação da AAUM (ACADÉMICO e RUM) e as plataformas sociais, amplamente utilizadas pelos estudantes universitários”, a Lista E pretende ainda apostar numa forte divulgação, no sentido de esclarecer dúvidas e de realçar a importância dos temas abordados nas RGA’s. A par da divulgação mais intensiva, as campanhas de sensibilização vão ter um papel importante, “com a difu-

são de dados que realmente chamem a atenção dos estudantes e incitem à sua participação”. Segundo o concorrente pela Lista E, a RGA “é o espaço de diálogo entre a

AAUM e os seus associados, por isso, se se aumentar o interesse dos nossos estudantes nestas temáticas, a taxa de participação aumentará no próximo mandato”.

[mesa RGA] lista f - alexandre carneiro Alexandre Miguel Carneiro é o nome que lidera a Lista F, candidata à presidência das RGA’s. O estudante de Engenharia Civil considera que a universidade “não serve apenas para emitir diplomas, mas também para ser um local de cultivo da democracia e cidadania” e, por isso, decidiu candidatar-se. O objetivo é mudar a situação atual, “promovendo o debate e envolvendo os estudantes na definição do caminho da nossa academia”. Regida por ideias que consideram simples, a Lista F pretende apostar fortemente na divulgação: “Um dos pontos fundamentais passa pela efetiva divulgação, atempada e com comportamento regular, estipulando uma RGA ordinária na primeira quarta-feira de cada mês, com horários e locais alter-

nados”. Alexandre Carneiro pretende ainda mais temas nas reuniões, não descurando a atenção às preocupações dos estudantes, “para que todos tenham voz”. Com uma linha de ação bem definida, a Lista F quer incentivar os estudantes a participarem nas reuniões, pois, nas palavras do estudante de Engenharia, deste modo, acreditam “estar a contribuir para a criação de um espaço amplo de discussão”. Contudo, Alexandre Silva tem noção da falta de adesão por parte da comunidade académica às Reuniões Gerais de Alunos. Neste sentido, além da fraca divulgação, o candidato denuncia o “ambiente monótono criado pelos monólogos e discursos de propaganda da associação académica, quando devia ser um debate de ideias entre os

estudantes na construção da sua academia”. O candidato sente “uma grande responsabilidade das anteriores mesas e da própria direção da AAUM”, ressalvando que os temas levados a RGA não são do interesse dos alunos e denunciando a forma autoritária com que as reuniões foram desenvolvidas até agora, servindo “apenas para retificar as decisões da direção”. No entanto, para o jovem, a receita para combater a baixa participação dos alunos é simples: empenho e destreza de ideias. As propostas da Lista F passam por “fazer live streaming das reuniões”, assim como pela modificação dos atuais estatutos da AAUM. Alexandre Carneiro revela a importância de “incutir nos novos estudantes a cultura de participação que

as reuniões urgem” e, por isso, a aposta intensiva na divulgação será o primeiro passo desta Lista. “Se este objetivo for cumprido, consideramos que o resto virá por acréscimo. Isto é, tendo por base as medidas já apontadas, ao tornarmos

estas reuniões mais transparentes e mais focalizadas em problemáticas significativas para os estudantes, certamente que conseguiremos, a longo-prazo, ter uma taxa de participação dos estudantes muito mais significativa”, concluiu o candidato.


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especial eleições aaum [mesa RGA] lista g - marília laranjeira CATARINA SOUSA SILVA catarinassilva92@gmail.com RITA MAGALHÃES ritasmaga@gmail.com

Marília Laranjeira é o nome que preside a Lista G para a mesa da RGA do próximo ano. A aluna do curso de Estudos Portugueses e Lusófonos disse ao ACADÉMICO que “a candidatura não é feita em nome individual, mas através de um grupo alargado de estudantes que, com a apresentação desta lista, propõe uma alternativa à atual mesa de RGA”. A candidata esclareceu também quais são os principais objetivos da Lista G, destacando em primeiro lugar “o aumento da participação estudantil nas RGA’s, atra-

vés da divulgação eficiente das mesmas e da consciencialização dos estudantes para a sua importância” e, de seguida, “a eliminação da burocracia excessiva que as caracteriza”. Na opinião de Marília Laranjeira, as RGA’s devem ser “um espaço democrático e aberto a todos os estudantes para exporem os seus problemas e questões”, recusando o controlo da mesa por parte da direção da AAUM. A presidente da Lista G mostrou-se indignada com a prestação de anteriores presidentes da mesa das RGA’s no que diz respeito à divulgação das mesmas, considerando “um verdadeiro boicote à discussão e à participação ativa dos estudantes naquele que é o mais importante órgão

de decisão da AAUM”. A estudante minhota vai mais longe ao dizer que “a pouca afluência às RGA’s não provém da falta de interesse dos estudantes, mas da péssima divulgação e do escasso esclarecimento que lhes tem sido facultado”, acrescentando que “é inaceitável que a divulgação da RGA seja feita com um dia de antecedência” Marília Laranjeira afirmou também que, além da melhoria nos meios de divulgação e promoção das RGAs, “é essencial consciencializar e sensibilizar os estudantes para a importância da sua participação nas decisões que mais lhes dizem respeito”. A pouco mais de uma semana das eleições, a Lista G promete estar atenta às necessi-

dades dos estudantes, com o aumento do número de RGA’s e a diminuição da burocracia excessiva, que, nas

palavras de Marília Laranjeira, “só prejudica e encurta a discussão dos problemas académicos”. PUB

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especial: eleições eeum

daniel vieira da silva daniel.silva@rum.pt

Paulo Pereira João Monteiro António Covas

O lema desta candidatura é “Uma escola para o Mundo”. Porquê e em que consiste? Está ancorado no historial jovem desta escola, que tem 37 anos, mas já consolidada a nível nacional e internacional. O lema do atual presidente é “uma escola para a sociedade”, mas de fato uma escola de engenharia só faz sentido se estiver a trabalhar em ligação e para a sociedade. Estamos numa fase em que interessa ter em atenção as novas oportunidades e desafios resultantes de países emergentes tais como o Brasil e a Indonésia. Qual a posição desta lista em relação ao Regulamento de avaliação do docente (RAD)? Esta Escola já há muitos anos fazia uma avaliação dos seus docentes. Houve apenas a necessidade de reestruturar esse processo. Tivemos o RAD, aprovado por unanimidade, que foi objeto de uma simulação dos diferentes critérios em termos de avaliação de cada docente. É certo que, depois, há especificidades que nem sempre foram consensuais mas todas elas foram aprovadas pela maioria. Estamos na primeira fase de aplicação, vamos durante os próximos meses analisar os resultados e eventualmente fazer correções. Com os cortes aplicados ao Ensino Superior vai ser fácil contornar as limitações? Há restrições que se sentem, nomeadamente no período de funcionamento das universidades, mas nada que prejudique os resultados. Há uma constante captação de recursos de verbas próprias através da interação com a sociedade, promovendo a transferência de conhecimentos através de programas de investigação e desenvolvimento tecnológico com as empresas. Portanto esta capacidade de uma escola de engenharia captar receitas próprias continua em crescendo e não está ainda explorada ao seu máximo. Qual o modelo de gestão de escola que está no seu projecto? Nos últimos três anos estivemos a adaptar a nossa escola à nova estrutura regulamentar. É natural que, ao fim de três anos se olhe de forma atenta para os resultados e que isso seja motivo de algumas reflexões e esta lista irá fazê-lo. A escola tem de atender às aspirações legítimas dos indivíduos, mas tem de estar focada na sua visão de uma escola naturalmente ágil perante desafios de investigação ou de transferência de conhecimentos com a sociedade.

O lema desta lista B é “Regresso ao futuro”. Porquê? Consideramos que nos últimos três anos houve um grande retrocesso relativamente à implementação da Escola e na atividade organizada desta perdeu-se muito tempo em questões que não são fulcrais. É preciso regressar a um futuro em que se reganhe os processos de confiança com a comunidade académica. A direção insistiu muito, neste período, em alguns vetores de implementação e de regulamentação como a avaliação do corpo docente, o que criou problemas gravíssimos.

Fazem uma proposta de alteração à avaliação dos docentes… A questão de avaliação dos docentes é central. Porque definir em 2012 os critérios com os quais os docentes seriam avaliados em 2008/09/11 é o mesmo que, depois do jogo terminar, dizer as regras do jogo. Isso, para mim é ilegal e muito injusto para muitos docentes. Vai haver uma seriação que, dadas as situações financeiras que estamos a imaginar para os próximos anos, não vai ter nenhuma correspondência na progressão na carreira. Aquilo que era uma mais-valia e que nos permitiu crescer foi a estrutura matricial que temos. Defendemos uma definição completamente distinta em que cada caso é um caso. Qual o vosso projecto na questão da internacionalização da Escola? Nós introduzimos, também, a questão da re-industrialização que a própria reitoria refere. Não queremos uma internacionalização casuística. Conseguimos ser atrativos porque temos uma Escola e uns recursos humanos de altíssima qualidade e que podem responder às necessidades dos outros países, como por exemplo, do mercado asiático, sul-africano e alguns mercados dos PALOP. Que diferenças pretende implementar no modelo da Escola? Não devemos replicar erros cometidos por outras universidades que podem fazer perder economias de escala e até funcionalidades. Isto implica que haja uma ligação aos serviços centrais com alguma especialização dos serviços. Interessa-nos defender aspetos ligados à agilização da divisão financeira e patrimonial. Outro dos aspetos tem a ver com a Cultura. Interessa-nos juntarmo-nos aos estudantes para ter iniciativas culturais.

Há aqui um projecto que gostaria que me sintetizasse as linhas principais. Esta candidatura existe porque achamos que o Conselho de Escola pode ter um papel muito importante no futuro da Escola. Não se deve limitar a eleger o presidente. O Conselho de Escola deve ter capacidade de perceção da escola e de apoio ao presidente, no sentido de evitar e corrigir eventuais problemas. ... Mas sempre com independência como pano de fundo? Exactamente. Para nós isso é fundamental. Como é que se pode dialogar e corrigir problemas se não tivermos essa independência? Na nossa opinião é importante que os membros do Conselho de Escola tenham essa independência. Esta não é uma candidatura por oposição a nenhuma outra. É uma candidatura que acredita no interesse do atual modelo de governo da Escola e acha que ter um Conselho de Escola forte é positivo para todos. Qual a posição desta lista em relação ao egulamento de avaliação do docente (RAD)? Notem que o Conselho de Escola é um órgão de reflexão estratégica. Nós não temos de ter posição definidas a priori, temos, sim, algumas ideias. Achamos que o Conselho de Escola deve ser seguir a opinião da comunidade académica. Ou seja, devemos ouvir a comunidade académica. Não tenho, no entanto, grande dúvidas em afirmar que a opinião da comunidade é que, de facto, a avaliação deve ser feita, mas deve ser justa, equilibrada e não deve envolver um esforço demasiado grande por parte da comunidade académica. A internacionalização assume importância no vosso projeto? Isso nem faz parte do nosso programa porque nem devemos estar a falar disso nesta altura, por tão óbvio que é. Mas acha que a Escola consegue ser atrativa para mercados externos com os sucessivos cortes? A pergunta é pertinente para um presidente da Escola. Não para um cadidato a Conselho de Escola e essa é a diferença nestas eleições. Acho que a escola deve melhorar o relacionamento com a sociedade civil em geral. É importante, acima, de tudo, que haja um Conselho de Escola forte e opinativo. Tem de haver independência.

As três entrevistas serão transmitidas na RUM na quarta-feira, dia 28 de dezembro, às 15h. Podem também ser vistas, na íntegra, na AAUM TV.


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especial eleições aaum [cfj] lista h - nelson cerqueira Que razões te levaram a candidatar ao Conselho Fiscal e Jurisdicional? A vontade de fazer mais e melhor. Sendo este um projeto de continuidade, achamos por bem continuar a trabalhar em prol da AAUM e dos estudantes, aplicando a experiência e os conhecimentos acumulados para a concretização de um trabalho eficiente e rigoroso no acompanhamento de todas as atividades financeiras e administrativas da AAUM.

Da lista H fazem parte também pessoas novas, com novas ideias, motivação e sobretudo, vontade de trabalhar cada vez mais e melhor, com rigor, isenção, transparência e dar ainda mais credibilidade ao trabalho desenvolvido pelo CFJ.

já esteve ou está ligado ao meio associativo e outros, como o meu caso, já passaram pela direção da AAUM, o que nos dá o conhecimento e a experiência necessários para desempenhar este cargo de forma mais eficiente e rigorosa.

Que característica comum destacas dos membros da tua lista?

Um apertado e rigoroso controlo dos orçamentos e contas da AAUM é um lema?

A proatividade, a motivação e o gosto pelo associativismo. Grande parte dos membros

Sim, penso que esse deve ser o lema de qualquer lista candidata ao CFJ. Sendo o

BRUNA RIBEIRO brunatdr@hotmail.com

MARTA SOARES msf_soares@hotmail.com

CFJ o órgão de fiscalização e jurisdição da AAUM, a fiscalização de todas as atividades financeiras e administrativas passa pelo acompanhamento rigoroso de todo o plano de atividades e dos orçamentos e contas da AAUM. Quantos elementos esperam eleger para o órgão? Vamos trabalhar no sentido de eleger o máximo possível de elementos, e ficaria muito satisfeito se conseguíssemos eleger os nove elementos. Sa-

bemos à partida que é uma tarefa difícil, mas vamos trabalhar nesse sentido e temos confiança que vamos conseguir um bom resultado.

[cfj] lista i - tiago henriques Que razões te levaram a candidatar ao Conselho Fiscal e Jurisdicional? As razões que nos levam a candidatar ao CFJ, lista I que é apoiada pelo AGIR pelo coletivo 180º e por imensos alunos “independentes”, são muito simples, tornar este órgão mais transparente e mais rigoroso. Mais transparente, porque a desconfiança geral entre a comunidade académica relativa às contas da AAUM tem levado ao seu descrédito entre os estudantes, portanto é importante tornar o

órgão de controlo das contas da AAUM um órgão que trabalhe de forma transparente. Mais rigoroso porque num momento em que se exige contenção orçamental, é imperioso termos um CFJ independente para que possa fazer um controlo das contas, e do despesismo constante da AAUM. Que característica comum destaca dos membros da tua lista? A nossa lista integra pessoas que já provaram o seu valor quer no associativismo estu-

dantil, quer na suas intervenções sociais fora da academia, portanto, a característica que une todos é a vontade de trabalhar para melhorar as comunidades em que se inserem. Um apertado e rigoroso controlo dos orçamentos e contas da AAUM é um lema? É o nosso objetivo primordial, não é o único, mas o principal. Quantos elementos esperam eleger para o órgão? O voto pertence aos alunos

da UM, logo, a eleição pertence-lhes. Por esta razão recuso-me a fazer previsões, apenas posso prometer que faremos uma campanha combativa em que tentaremos mostrar as nossas ideias e provar o nosso valor para o trabalho a que nos propomos. E prometemos mais, garantimos a quem confiar em nós o seu voto, que tudo faremos para levar avante tudo o que propusermos durante a campanha eleitoral e por nos batermos incondicionalmente para que os valores

da independência, do rigor e da transparência sejam a regra no trabalho do CFJ e por conseguinte nas contas da AAUM.

[cfj] lista j - luis pinheiro Que razões te levaram a candidatar ao Conselho Fiscal e Jurisdicional? O Conselho Fiscal e Jurisdicional (CFJ) é um importante órgão da AAUM, independente da direção da mesma. O que temos visto é que as últimas direções do CFJ tem sido apenas apêndices da direção da AAUM, que apenas legitima as atitudes e comportamentos da mesma. Isto não pode continuar. O CFJ tem de estar atento a tudo que a AAUM apresenta,

sempre com uma postura crítica, em todas as atividades que AAUM organiza com o intuito se realmente está a ser exercido o papel principal da AAUM que é defender os direitos dos estudantes Que característica comum destacas dos membros da tua lista? Todos os elementos da minha lista tem uma conceção justa sobre o ensino superior, como a constituição da república dita, todos os estudan-

tes tem de ter a possibilidade de acesso a todos os níveis de ensino, e é isso que todos temos em comum, defendemos um ensino democrático, gratuito e de qualidade para todos e não apenas para alguns. Um apertado e rigoroso controlo dos orçamentos e contas da AAUM é um lema? Claro que um controlo rigoroso será um dos nossos lemas, mas não o único, nos queremos um CFJ integro e

imparcial, que trabalhe para os alunos e não para a direção da AAUM , informando-os se o dinheiro da AAUM está a ser usado devidamente ou não, e neste sentido criar também uma transparência financeira da própria associação. Quantos elementos esperam eleger para o órgão? É um bocado complicado ter a noção de quantos elementos iremos eleger, visto que são três listas, e que a abstenção nos últimos anos tem

sido bastante problemática, esperamos eleger um ou dois membros da nossa lista para o CFJ.


FREDERICO CRISTIANO

O projecto At Freddy’s House nasceu a partir da vontade de Frederico Cristiano em 2006. Enquanto trabalhava no seu primeiro registo de originais as músicas “Rubber Nose” e “Drunken Boat” foram escolhidas para fazer parte do “Acorda!” primeira compilação de nova música portuguesa em mp3. Foi um começo que levou mais tarde à participação noutras colectâneas e à edição do seu primeiro EP. Em 2009 o projecto de Fred é alvo de destaque na colectânea “Novos Talentos FNAC” com o tema “My Falling House”. At Freddy’s House surge ainda no segundo volume da colectânea “3 Pistas Vol.2” organizado pela Antena3. É aqui que Fred atinge o alvo na mouche com uma cover de “Dancing in the Dark” de Bruce Springsteen, que acabou por ser alvo de grande destaque nas rádios nacionais. Também em 2009 é editado “Lock”, o primeiro EP. pela Optimus Discos No ano de 2010, Fred lança uma versão completa do seu EP, curiosamente denominada Lock Full Version, com algumas faixas adicionais. Neste ano, Fred assume que pretende uma viagem mais inimista na abordagem ao seu novo registo musical. Segunda: Etta James - At Last! (At Last!, 1961) “A voz da Etta James tem referências que se estendem aos blues, ela foi descoberta pelos detentores da Chess Records. Estes consideraram que a sua voz não se resumiria aos blues e que poderia ser um ícone da música pop. É uma voz quente, também próxima do soul, mas que assenta essencialmente nos blues. Este foi o tema que marcou a carreira da Etta James e, curiosamente, ainda hoje é o tema mais tocado nos casamentos nos Estados Unidos da América.”

Terça: Ray Charles - Georgia on my Mind (The Genius Hit the Road, 1960) “Este tema não é um original do Ray Charles, é uma canção datada de 1930 e composta por [Hoagy] Carmichael e com letra escrita por [Stuart] Gorell. É uma canção que contém alguma ambiguidade, pois muitas pessoas pensam que é uma canção dedicada ao estado da Geórgia enquanto outros afirmam que a dedicatória é sim à irmã de Gorell, ela própria chamada Georgia. Em relação à questão dos temais originais e das versões, é um pouco como os pares de sapatos: servem melhor a alguns pés do que a outros...” Quarta: Elvis Presley - If I Can Dream (single, 1968) “A coroa de rei do rock pode ser distribuída a vários músicos mas, efetivamente, Elvis é um dos maiores de sempre e é uma figura incontornável no mundo da música. O Elvis alternou o muito bom e o muito mau, não totalmente por culpa dele: ele foi apanhado naquela teia comercial e envolveu-se com um agente muito ambicioso e manipulador, que construiu a carreira do Elvis ao seu sabor e de acordo com os seus interesses. Por incrível que pareça, o Elvis nunca atuou fora dos EUA e uma das razões tem a ver com problemas legais desse mesmo agente.” Quinta: Bob Dylan - The Times They are A-Changin (The Times They are A-Changin, 1964) “O Bob Dylan não se satisfazia com a mono-

tonia e era um compositor muito atento àquilo que se passava no mundo. Mesmo o seu dia-a-dia já era uma mudança muito grande, ele estava atento até aos minutos que passavam. Ele foi a um festival de música folk e, nesse concerto, utilizou uma guitarra elétrica e o produtor desse festival tentou, com um machado, cortar o fio de alimentação da guitarra pois considerava aquilo um escândalo... O Bob Dylan era tudo, menos tradicional.” Sexta: Bob Marley - Redemption Song (Uprising, 1980) “Este tema foi composto em 1979 e tem uma história curiosa: nesta altura Bob Marley já estava muito doente, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro. Neste período ele tinha que lidar com a sua dor e aprender a enfrentar a sua própria mortalidade. E é nesse estado de espírito que ele capta Redemption Song, um tema inspirado nos discursos do orador Marcus Garvey, que têm uma mensagem muito forte - a da emancipação mental, que mais ninguém senão nós próprios pode libertar a nossa mente.”


TECNOLOGIA E INOV resultar muito bem e ser muito importante, porque temos muitos projetos a acontecer em simultâneo. Estamos com contatos muito interessantes também. Engraçado que na Europa nem tanto, mas na Ásia e Médio Oriente temos bons contatos. Como fazem essa mediação com esses continentes? É a internet a funcionar. Através

DANIEL VIEIRA DA SILVA daniel.silva@rum.pt

Uma das vossas principais áreas de ação é a comercialização. Qual o produto principal na venda? Trabalhamos muito com produtos groumet. Depois trabalhamos também com lojas de produtos naturais. Estamos agora a entrar numa área diferente,

twittadas BRUNO FERNANDES micanandes@gmail.com

“Wareztuga” voltou A ACAPOR fez queixa contra os sites “Oxe7” e “Wareztuga”, páginas de partilha de filmes, séries e música de forma gratuita. Mas a intenção da associação de fechar as paginas não foi avante. O Wareztuga anunciou o seu regresso no passado fim de semana: “Ainda não foi desta que nos conseguiram abater.”,

de sites ou forums, etc. Curiosamente somos procurados. O nome da empresa é internacional e as pessoas até caem no site por acaso. Ainda assim, a nossa maneira de responder, permite às pessoas perceber que temos coerência científica, know-how e solidez nesses aspetos.Penso que isso é um fator importante que faz valer a nossa empresa.

redes de hóteis. Isto apenas na parte do chá. Depois no que respeita aos óleos, fornecemos muito material a chás e damos também muitas referências a empresas para criar aromar e sabores. Serve tudo isto para fazer um balanço positivo? Sim, mas achamos que podemos fazer muito melhor. Achamos também que este ano poderá

referiram os responsáveis do site no Facebook. Na passada quinta feira, os administradores do site de partilha, referiam que o site tinha sido encerrado. Mas, no sábado, a mesma página dava conta do regresso do Wareztuga, dando um conselho à associação: “Em vez de nos apontarem o dedo, inovem, criem e desenvolvam algo útil e de valor [...].”

Portugueses passam hora e meia nas redes sociais Os portugueses gastam, em

média, hora e meia nas redes sociais e, ao contrário do que se possa pensar, gastam esse tempo fora do horário de expediente. A conclusão é de um estudo da Marktest que chega também a outras conclusões: 46,2% dos inquiridos afirmam que consultam as redes sociais várias vezes por dia e 15,2% afirmam que estão nas redes sociais mais de duas horas. Em média, um português tem cerca de 316 amigos na sua “rede”. O Facebook é a rede social mais utilizada [91,3%], seguido do hi5 [3,9%] e do Twitter [2%]. O mesmo estudo refere que

95% dos portugueses têm perfil no Facebook e que as fotos são o conteúdo mais partilhado. No entanto, 24% dos inquiridos acha que se dedica tempo demais às redes sociais.

Ebay e Amazon chineses faturam 3 mil milhões de dólares em 24 horas Os sites “Taobao” e “T-mail”, equivalentes chineses aos ocidentais “Ebay” e “Amazon”, faturaram mais de três mil milhões de dólares em 24 horas, o triplo do lucro obtido, na “Black Friday” (dia de descontos) do

ano passado, pelos sites norteamericanos A explicação para este volume de venda é simples: juntos, os sites têm cerca de quinhentos milhões de utilizadores registados e os pagamentos são feitos através do site “Alipay” (equivalente ao “PayPal”). Para além desta razão numérica, outras razões apontadas são a mudança de hábitos na China, com os chineses a comprarem mais online, e a aposta das marcas em estarem presentes nestes sites de venda na internet. Atualmente, são cerca de 50 mil marcas que querem espaço nestas páginas.

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OVAÇÃO

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liftoff,

gabinete do empreendedor da AAUM

noticia...

5ª Edição do SpinUM Concurso de Ideias de Negócio

A TecMinho, em parceria com o SpinPark, organiza a 5ª Edição do SpinUM – Concurso de Ideias de Negócio com o objetivo de premiar e apoiar as ideias de negócio mais inovadoras e com maior potencial de mercado

geradas na UMinho. O SpinUM destina-se a docentes, alunos ou alumni da UMinho, concorrendo individualmente ou em equipa até um máximo de cinco elementos. Cada promotor ou equipa de promotores

só poderá apresentar uma ideia a concurso. As candidaturas serão avaliadas tendo em conta os seguintes critérios: ideia; potencial de mercado;e capacidade de execução. O SpinUM premiará os 1º e

2º classificados, oferecendo prémios monetários e serviços de apoio à criação de empresas no valor total de 16.000 euros. O prazo de candidaturas decorre até ao próximo dia 7 de dezembro.

O formulário de candidatura online e demais informação sobre o concurso (incluindo o regulamento) estão disponíveis em:

ferramentas e conhecimento necessários para poder desenvolver e lançar uma ideia de negócio; a possibilidade de conhecer uma rede de empreendedores e investidores;imensas atividades: workshops, en-

trepreneur talks, meetup, momentos de descontração e muitas outras surpresas; e ainda, direito a todos os almoços e coffee breaks durante a semana. Inscreve-te em http://braga. startuppirates.org/register/

www.tecminho.uminho.pt/ empreender/spinum

Startup Pirates @Braga 1 a 8 de Dezembro em Braga Organizada pela Young Minho Enterprise (YME), júnior empresa da Universidade do Minho irá decorrer em Braga entre os dias 1 a 8 de Dezembro. O Startup Pirates é um programa de aceleração de

ideias de negócio contando com um historial de 8 eventos em 4 países, e que começou há pouco mais de um ano na cidade do Porto. É objectivo do Startup Pirates @Braga, colocar cerca de 30 participantes a trabalhar

nas suas ideias de negócio, contando com formação, mentoria e todas as condições de trabalho para que, no último dia, as possam apresentar a potenciais investidores. Pode-se encontrar neste evento todas as


CULTURA optimus discos: entre a pop melancólica e os casamentos (quase) perfeitos...

JOSÉ REIS jose.reis@rum.pt

De um lado, o primeiro (e vitorioso) voo de um novo alter-ego nacional do outro o voo (espelhado) de um novo cantautor português; e ainda o voo (mais do que merecido) de um portal/webzine musical que nos tem ajudado a crescer nos últimos 10 anos. Em comum está a estrutura, Optimus Discos, criada em parceria pela marca e com direcção artística do radialista Henrique Amaro, que acaba de editar os três novos registos discográficos num momento em

que os tempos de edição são outros/novos. “Na hora de escolher, há que fazer opções bem claras. O que mais pesa quando escolho tem mudado ao longo dos anos. Mas, neste momento, o tipo de investimento – e nao falo de monetário – que cada músico faz no seu projecto é o que mais me impressiona”, revela Henrique Amaro, o director artístico deste projecto. Edições novas As novas edições procuram ainda mostrar a diversidade de nomes que surgem nos escaparates todos os dias. Diversidade de estilos e até

de público alvo. “Por exemplo, o Pedro Cardoso [que edita “Mirrors”, o segundo trabalho neste ano de 2012] tem aquele tipo de música que se liga mais ao público mais juvenil. Passou pelo “Ídolos”, foi fazendo o seu processo de crescimento e os seus temas são bastante directos”, admite Amaro, sustentando desta forma que as edições não seguem uma linha musical pré-definida. Por outro lado, surge o trabalho de estreia de Vitorino Voador, “diferente do registo do Pedro, feito por um músico incrível que tem sido fundamental na afirmação de vários nomes

da música”. Falamos então de João Gil, uma das partes fundamentais dos mui aclamados Diabo na Cruz e You Can’t Win, Charlie Brown ou de projectos recentes como Flume. “Ele mandou-me canções que tinha feito, em formato demo. Disse-me que as tinha composto e que gostava de ter a minha opinião”, revela Amaro. Bodyspace com compilação Uma plataforma que edita artistas em nome próprio mas, diz a história (recente, de apenas 3 anos), que edita compilações de estruturas sempre que assim se justifique. “E no caso do Bodys-

pace [site dedicado à divulgação musical, a celebrar 10 anos neste 2012] era inegável não o fazer. A proposta partiu do André [Gomes, editor do portal], que propôs fazer este conjunto de temas juntando 20 artistas a fazerem 10 canções”, conta o radialista, apelidando este trabalho de “um conjunto curioso de casamentos”. Os discos, esses, podem ser descarregados em optimusdiscos.pt, de forma totalmente legal e gratuita (palavra mágica em tempo de crise financeira), num caminho que cada vez mais se faz caminhando. Ou melhor, editando regularmente.


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RUM BOX TOP RUM - 47 / 2012

13 BEACH HOUSE - Myth

BRAGA

14 ALT-J - Breezeblocks

MÚSICA 30 de novembro Récita 1º dezembro Theatro Circo

23 NOVEMBRO

1 MANUEL FÚRIA Que haja festa não sei onde 2 MIRALDO - The ancient days 3 VALETE - Meu país

15 LIARS No. 1 against the rush 16 VALTER LOBO Pensei que fosse fácil 17 WHITEY Saturday night ate our lives

4 CAIS SODRÉ FUNK CONNECTION Summer days of fun

18 BAT FOR LASHES All your gold

5 CAT POWER - Ruin

19 PATTI SMITH - April fool

6 CORSAGE Chuva no meu verão

20 TAME IMPALA - Elephant

7 WE TRUST - Again 8 DA CHICK - Cocktail

4 e 5 de dezembro Concerto a la carte Theatro Circo CINEMA 30 de novembro O Barão Casa do Professor

27 de novembro Em Bruges - Cinema de Almofada Videoteca Municipal 30 de novembro One minute Movie Film Festival GeNeRation

GUIMARÃES MÚSICA 30 novembro a 2 dezembro Optimus Primavera Club Vários locais

28 de novembro Cercigui - 2ª sessão inclusiva CCVF Até 9 de dezembro Archigram - Experimental Architecture

FAMALICÃO TEATRO 29, 30 de novembro e 1 de dezembro O amor das três laranjeiras de Casa das Artes

LEITURA EM DIA

Para ouvir de segunda a sexta (9h30/14h30/17h45) na RUM ou em podcast: podcast.rum.pt Um espaço de António Ferreira e Sérgio Xavier.

POST-IT 26 novembro > 30 novembro

9 SOAKED LAMB, THE A flor e o espinho

AGENDA CULTURAL

RODRIGO LEÃO The Long Run

10 DIABO NA CRUZ - Luzia 11 GRIZZLY BEAR - Yet again

MADNESS My Girl 2

12 TV RURAL Correr de olhos fechados

LEXICONDON Pretending

Informação e Civilização de J. Ferreira Salgado - Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Um ilustre bracarense, por adopção, manifesta o seu pensar sobre a liberdade e o direito à informação rigorosa. Leitura obrigatória. Axilas & outras histórias indecorosas de Rubem Fonseca - Sextante. O último conjunto de contos do grande escritor de língua portuguesa.

Sexo e taras numa escrita genial

da ignorância mais crassa. Uma Baleia no Quarto de João Miguel Tavares - Esfera dos Livros. Os medos das crianças, da Carolina, e o traço único de Ricardo Cabral. Mais um bom livro infantil para o Natal.

Pipocas com Telemóvel e outras Histórias de Falsa Ciência de Carlos Fiolhais e David Marçal - Gradiva. A desmontagem de muitos “mitos científicos” que resvalam

Novembro de Jaime Nogueira Pinto - Esfera dos Livros. A crise e o fim da ditadura num primeiro e muito bom romance de uma voz da direita portuguesa.

CD RUM

Wild Nothing Nocturne (2012, Bella Union) ABEL DUARTE abel.duarte@rum.pt

É cada vez mais difícil encontrar um disco que se possa considerar como algo único, o que não implica que não proporcione uma audição agradável, sempre com uma série de referências como pano de fundo. “Nocturne”, o segundo álbum do projecto Wild No-

thing de Jack Tatum, é um desses casos. Acima de tudo é um disco de pop acessível, ou melhor, dream pop para ouvir de olhos fechados e sonhar. Apesar de utilizar os mesmos elementos de “Gemini” de 2010, Tatum amadureceu as suas ideias, presenteando-nos com um disco bem mais refinado, aliando muito bem os ritmos e melodias. Em “Nocturne”, o dream pop ganha novos contornos e permite

ao ouvinte sonhar ainda mais longe. A aposta na electrónica e sobretudo a introdução de instrumentos de corda, acrescentam novos detalhes na construção de elegantes melodias. “Nocturne” é mais um disco que nos remete para os anos 80, mas que, apesar da distância, não deixa de ser agradável, atraindo a simpatia dos ouvintes, ou pelo menos, os de ouvidos menos duros.

DR


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DESPORTO

a história repete-se no duelo entre ‘gverreiros’ e ‘dragões FILIPA SOUSA SANTOS filipasantos_sousa@hotmail.com

O Estádio do Axa tem sido, nos últimos anos, palco de boas recordações para os portistas. Ainda na época passada, a vitória azul e branca em casa dos arsenalistas simbolizou a rampa de lançamento para a reconquista do título. A história do duelo de domingo, a contar para a 10ª jornada do campeonato, não foi diferente: os ‘dragões’ derrotaram os ‘gverreiros’, por 0-2, reassumindo assim o primeiro lugar da tabela classificativa. Sob a liderança de Vítor Pereira, o FC Porto registou apenas um desaire fora de casa, diante do Gil Vicente. Como os golos só surgiram perto do final, por momentos

parecia que os discípulos de José Peseiro estavam prestes a incutir um sabor amargo nas aspirações dos visitantes. Contudo, e com o sinal do bombo prestes a tocar, coube aos colombianos a salvaguarda da honra portista. Do lado do SC Braga, Mossoró regressou ao onze titular, enquanto no FC Porto Alex Sandro e Fernando voltaram a figurar nas escolhas iniciais. O coletivo da cidade invicta entrou de forma forte na partida, com algumas oportunidades a surgir logo nos primeiros minutos. Já tinham passado 21 minutos, quando um cotovelo de Alex Sandro na grande área deixou os minhotos a queixarem-se de uma grande penalidade. Pouco depois, Helton puxou dos galões e, dando o

ar da sua graça, fez uma boa defesa face a um forte remate de Mossoró. O Braga ia crescendo de forma, e o jogo tornou-se mais disputado e interessante para o público, que devido ao ritmo mais ‘quente’ ia iludindo a sensação de frio. Ao minuto 32, os locais quase marcavam, por André Coelho. A primeira parte terminou com boas oportunidades para as ambas as equipas. No segundo tempo os ânimos acalmaram, Porto e Braga partilhavam os dividendos da partida, à espera de um erro do adversário – o tédio estava à espreita no Axa. De destacar um remate de Éder, aos 87 minutos, que obrigou Helton a mais uma grande intervenção. Fartos da calmia que se fazia sen-

tir: James Rodriguez (90’) e Jackson Martínez (90’+3) assinalaram o grito de revolta dos ‘dragões’. Com este resultado, a formação da casa encontra-se agora a nove pontos do Porto e Benfica, ficando mais difícil alcançar o sonho de um lugar ao sol. Parece, que a luta

pelo título resume-se agora: ao azul do Norte e ao vermelho do Sul. Apesar do azedume da derrota, o SC Braga pode já vingar-se dos ‘dragões’, na próxima sexta-feira, uma vez que os caminhos de ambos se voltam a cruzar, desta vez para a Taça de Portugal. Catarina Morais

Desta vez, Éder, ficou “em branco” PUB


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