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AUSTERIDADE AOS OLHOS DOS ESTUDANTES MINHOTOS campus

inquérito

Provedor do estudante sem denúncias de abusos nas praxes na UMinho

O que esperas da linha de atuação do Reitor António Cunha na UMinho?

ESN MINHO CELEBRA 2º ANIVERSÁRIO Hélder Dias, presidente da ESN Minho, em entrevista

Jornal Oficial da AAUM DIRECTOR: Vasco Leão DISTRIBUIÇÃO GRATUITA 195 / ANO 9 / SÉRIE 5 TERÇA-FEIRA, 22.OUT.13

academico.rum.pt facebook.com/jornal.academico twitter.com/jornalacademico

ACADÉMICO EM PDF


FICHA TÉCNICA

SEGUNDA PÁGINA

FICHA TÉCNICA // Jornal Oficial da Associação Académica da Universidade do Minho. // Terça-feira, 22 Outubro 2013 / N195 / Ano 09 / Série 5 // DIRECÇÃO: Vasco Leão // EDIÇÃO: Daniel Vieira da Silva // REDACÇÃO: Adriana Carvalho, Adriana Couto, Alexandre Rocha , ana Pinheiro, Ana Rita Carvalho, bárbara Araújo, Bárbara martins, Bruno Fernandes, Catarina Hilário, Cátia Silva, César Carvalho, Clara Ferreira, Cláudia Fernandes, Daniel mota, Dinis Gomes, Diogo Pardal, Inês Carrola, Joana Valinhas, Joana Videira, João Araújo, João Pereira, Judite Rodrigues, Marta Roda, márcia Pereira e Sara Ferreira, Sara Silva, Tomás soveral. // COLABORADORES: Elsa Moura e José Reis // GRAFISMO: gen // PAGINAÇÃO: Daniel Vieira da Silva // MORADA: Rua Francisco Machado Owen, 4710 Braga // E-MAIL: jornalacademico@rum.pt //TIRAGEM: 2000 exemplares // IMPRESSÃO: GráficaAmares // Depósito legal nº 341802/12

22.OUT.13 // ACADÉMICO

BARÓMETRO

EM ALTA

NO PONTO

EM BAIXO

Estudantes solidários Na semana social voltou a colocar-se à prova o caráter solidário dos estudantes minhotos. Por entre workshops, formações e as tradicionais dádivas de sangue, os estudantes da UMinho voltaram a dizer “Presente!” quando chamados a agir. Nada disto surpreende quando se olha para o passado recente destas ações aqui pelo Minho. Nas dádivas de sangue, por exemplo, somos peritos a bater recordes. Um motivo de orgulho acrescido. Agora, uma vez mais, Braga e Guimarães unem-se naquilo que é tão importante e que, por vezes, é esquecido por nós. Parabéns!

ESN Minho Dois anos. Ainda não dá para avaliar o projeto, mas algumas conclusões já podem ser retiradas ao fim deste tempo. A ESN Minho assume-se, cada vez mais, como uma referência no nosso país e a isso deve-se um excelente trabalho das pessoas que gerem este órgão. A mobilidade de estudantes é uma prática comum em toda a Europa; Um desígnio da UMinho. Cabe agora à ESN Minho continuar a ter um papel de tornar esta experiência ainda mais enriquecedora e incrível. E a julgar pela vivacidade inicial, é este o caminho.

Praxe violenta Uma noção que, felizmente, parece estar a desaparecer, pelo menos no Minho. A palavra praxe e violência não devem, em vez alguma, estar juntas numa mesma expressão. A Universidade do Minho e o seu “corpo praxísitico” estão, por isso, de parabéns por conseguirem distanciarem-se desta ideia, na generalidade errada, de que as praxes são sinónimo de violência. Claro que pode haver casos encobertos, mas ser o Provedor do Estudante a confirmar a inexistência de queixas, já é um bom princípio neste início de ano letivo.


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LOCAL

37 anos depois, braga virou à direita

Ricardo Rio é, agora oficialmente, o novo presidente da Câmara Municipal de Braga. A cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos executivos decorreu na segunda-feira no Theatro Circo. Braga conhece assim um novo rosto à frente do executivo camarário... 37 ano depois!

informação rum informacao@rum.pt

Ricardo Rio, que tomou posse como sucessor de Mesquita Machado, apontou que terá os próximos 100 dias para “mostrar ao que vem” e quatro anos para “mostrar o que vale”. A cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos de Braga ficou marcada pela eleição da presidência da Assembleia Municipal que será liderada pela candidata da coligação Juntos por Braga, Hortense Santos, a primeira mulher a ocupar o cargo. Ricardo Rio sublinhou a necessidade da aposta na área económica. Uma das grandes medidas que prometeu cumprir nos primeiros 100 dias de mandato foi a “anulação do alargamento do estacionamento pago em algumas ruas da cidade”. Proposta que será levada à primeira reunião de executivo. No seu discurso, Ricardo Rio lembrou: “Não vamos

Hugo Delgado/WAPA

fazer em 100 dias, nem mesmo em 4 anos, aquilo que não se fez ao longo dos últimos 37. Mas temos 100 dia para mostrar ao que vimos e 4 anos para mostrar o que valemos”, referiu.

Do lado da oposição, o candidato socialista derrotado nas eleições de 29 de setembro, Vítor Sousa, prometeu uma oposição “séria” a Ricardo Rio. Já a nova presidente da As-

sembleia Municipal de Braga, Hortense Santos, eleita durante a cerimónia desta tarde com 43 votos favoráveis num total de 75 possíveis, prometeu aproximar aquele órgão da população.

Recordo que o novo executivo bracarense é assim composto por quatro vereadores do Partido Socialista, seis da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS-PP/PPM) e um vereador da CDU.


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CAMPUS

semana social reduzida mas com balanço positivo adriana carvalho ac.eoresto@gmail.com

A semana social, organizada pela Associação Académica da Universidade do Minho, decorreu na passada semana. Este ano os temas foram o “voluntariado”, “empreendedorismo social” e “vida saudável”. A concentração de atividades justifica, segundo Luís Araújo, responsável da atividade, a diminuição de cinco para três dias nesta Semana Social. “Tentou-se [com a redução] obter mais sucesso, já que havia atividades que poderiam ser realizadas em conjunto e no mesmo local, levando à duplicação dos participantes, pela promoção mútua de ambas”, referiu o vice-presidente do departamento social da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). A estes três dias aderiram cerca de 500 participantes no conjunto das

atividades. Só nas dádivas de sangue inscreveram-se 296 pessoas acrescidas de mais 76 para recolha e análise de medula. A iniciativa “noite solidária”, em que a entrega de um alimento dava direito a uma bebida teve, segundo Luís Araújo, “bastante adesão, tendo sido recolhidos mais de 30 bens alimentares” Durante o dia 14 os estudantes que foram ao ginásio da Universidade do Minho e que levaram alimentos puderam usufruir gratuitamente das instalações. No final da campanha, os alimentos doados foram entregues ao Banco Alimentar contra a Fome. Esta instituição irá distribui-los junto do Lar de Sto. António e de Sto. Adrião, em Braga. Dia seguinte, nova atividade, desta feita com o tema Empreendorismo Social a dominar. Realizou-se o “Working Ideas Social”, iniciativa desenvolvida em colaboração com o Liftoff e que teve, segundo Luís

Braga by Night

Araújo, “uma boa adesão”. Na mesma procurou-se dar um incentivo ao desenvolvimento de ideias de negócios de caráter social. Para encerrar a semana o tema “voluntariado” centrou as atenções. Decorreram, por isso, as apresentações de

instituições que “atuavam nas mais diversas dimensões da sociedade”, além de projetos de voluntariado onde os estudantes se pudessem integrar. Em termos gerais, Luís Araújo assume que a semana social “atingiu os obje-

tivos que inicialmente nos tínhamos proposto”. “Todos os momentos foram marcantes, mas as atividades “Perca um quilo” e as “Dádivas de Sangue”, apesar do mau tempo, movimentaram muitos estudantes”, concluiu.


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está aberta a passerelle do university fashion ANA PINHEIRO anafilipapinheiro1@hotmail.com

O Bar Académico de Braga foi palco do primeiro casting do University Fashion ’13. Foram 32 os concorrentes que pisaram a passerelle e que estão a concorrer para serem os novos vencedores do concurso. Foi em ambiente de festa que o desfile começou e muitos eram os aplausos de apoiantes dos vários cursos lá representados. O júri que avaliou os concorrentes era constituído pelos antigos vencedores, Cláudia Tomé e Jorge Costa, pelo tesoureiro adjunto da Associação Académica, Rodrigo Silva e por duas representantes da agência OPorto Models & Events, Eduarda Maranhão e Ana Carvalho. Esta será a agência que irá

Braga by Night

acompanhar todo o concurso e avaliar o potencial de todos os concorrentes. No final, os vencedores ficarão agenciados pela mesma. A OPorto Models & Events, sediada no Porto, é uma agência de modelos, escola de modelos e simultaneamente uma empresa organizadora de eventos. Daniel Oliveira, vice-presidente do departamento das Saídas Profissionais e Empreendedorismo da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) afirmou, ao ACADÉMICO que, “embora esperasse mais afluência, o casting correu bem”. Este ano a atividade terá uma novidade... Será realizado às quartas-feiras, “dia em que mais estudantes saem de suas casas para aproveitar o ambiente académico”, explica o respon-

sável. Relativamente a outras mudanças que serão implementadas este ano, uma delas será “realizar o desfile final dentro da própria Universidade do Minho, para que os alunos tenham mais facilidade em poder estar presentes no evento, havendo assim mais espectadores comparativamente ao ano passado”, conclui o vice-presidente. Esta atividade da AAUM prevê proporcionar aos estudantes uma experiência na área da moda e também dar a oportunidade aos alunos de Design e Marketing de Moda e de Mestrado de Comunicação de Moda de participarem na produção da gala final, de forma a ganharem mais experiência. O próximo casting será no Pulse Club, em Guimarães, quarta-feira, dia 23.

“a televisão (ainda) mora aqui?” daniel mota danielmotap@gmail.com

Decorreu na passada semana, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, a conferência: “Jornalismo Televisivo e Cidadania - Democracia, representação e participação: O real (ainda) mora aqui?”. Tratou-se do evento final, organizado juntamente com a Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), do projeto de investigação, iniciado em 2010 pelo Centro de Estudo de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, chamado: “Jornalismo televisivo e cidadania: os desafios da esfera pública digital”. Felisbela Lopes, professora

e investigadora responsável pelo projeto e pela sua apresentação, esclarece ao ACADÉMICO: “O estudo começou há quatro anos com uma candidatura que eu fiz à Fundação para a Ciência e Tecnologia. Essa candidatura teve uma resposta positiva, ou seja obteve um financiamento. Durante estes anos estudamos os convidados dos plateaux informativos da RTP1, da SIC, da TVI, da RTP Informação, da SIC Notícias e da TVI24. Quisemos saber quem foram aqueles, que estes anos fizeram opinião e comentaram a atualidade. Por outro lado, o projeto procurou também perceber como é que as emissões informativas integravam o telespectador. Aquilo que nós constatámos com este trabalho é que o grupo dos convidados para os estúdios de infor-

mação é muito restrito, ao que costumo chamar uma espécie de confraria. Este estudo vem demonstrar que, em termos teóricos, em Portugal não podemos falar de uma terceira fase da televisão. Estamos ainda agarrados a uma segunda fase que começou com a entrada dos canais privados porque a televisão em Portugal não integra o telespectador. Apesar de haver algumas tecnologias que permitem essa integração, o que acontece é que ainda são feitas muito de produtor para recetor, sendo que este tem uma atitude muito passiva. Mesmo que queira mudar essa sua atitude, as emissões televisivas não permitem”. Questionada acerca da escolha da cidade de Lisboa para a apresentação, a investigadora responde: “Foi conjuntural porque o projeto era

sobre jornalismo televisivo e no dia seguinte arrancava o congresso nacional dos investigadores de comunicação e esta conferência inseriu-se no que eu chamo as conferências de pré-congresso”. Para os alunos... Uma atividade “pertinente” Cátia Ferraz, uma das muitas alunas do curso de Ciências da Comunicação que viajaram para Lisboa para assistir a esta conferência assegura: “Esta iniciativa e possibilidade de debate do estado da informação televisiva foi muito pertinente e oportuna, nomeadamente para nós, estudantes de jornalismo. Lançou-nos ideias de trabalho e bons temas para investigações futuras. Destaco a discussão em torno de aspetos como: o

espaço do comentário nos programas informativos, o acesso privilegiado das elites políticas e económicas aos plateaux das televisões portuguesas, a falta de investimento em investigação jornalística e a consequente desvalorização da reportagem, e os novos desafios da RTP com a falta de financiamento do estado. As propostas dos vários oradores presentes e as discussões geradas ajudaram-nos a repensar o jornalismo e penso que, apesar das dificuldades com que nos deparamos, todos nos sentimentos desafiados a procurar soluções, a aplicar no nosso percurso profissional. Por outro lado, este cruzamento de ideias entre académicos, profissionais e estudantes foi muito interessante porque nos aproximou da realidade do jornalismo”.


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provedor do estudante sem denúncias de abusos nas praxes clara ferreira clarasofiaf@gmail.com

No arranque de mais um ano universitário e das já habituais praxes, o ACADÉMICO falou com o Provedor do Estudante: António Paisana. Esta entrevista teve como ponto central um balanço da atividade do Provedor no que aos casos relativos às praxes académicas diz respeito. António Paisana esclareceu que, sobre este tema, não haveria, para já, muito a revelar: “Felizmente não temos nenhum caso de queixas este ano, aliás, no ano passado apenas tivemos dois formais”. Nesta entrevista o Provedor aproveitou, ainda assim, para recordar que está aberto a receber e

ouvir todos os problemas relacionados com a vida universitária, sejam eles casos relacionados com a comunidade praxística, com membros/órgãos da universidade e até entre colegas. António Paisana expressou também a sua opinião sobre Braga by Night as praxes: “são parte da inte-

gração dos alunos, desempenham um papel importante na curva de aprendizagem dos alunos e por vezes são desvalorizadas”. O provedor do estudante refere ainda que “os caloiros necessitam de aprender, uma vez que ainda não estão integrados no mundo académico, e as

praxes fornecem-lhes esta ajuda”. No entanto, e apesar do discurso defensor da atividade praxísitca enquanto forma de integração, António Paisana fez questão de sublinhar que é absolutamente contra qualquer tipo de manifestações “exageradas” na praxe, como “flexões, olhos no chão e barulhos que perturbem o normal funcionamento da universidade”. Por fim, acrescentou “os alunos são maiores de idade e livres de escolher, se quiserem participar na praxe participam”. Uma figura cada vez mais próxima dos estudantes

Dicas

Recorde-se que esta figura, instituida por imposição de Regime Jurídico das Insti-

tuições de Ensino Superior, existe para atuar como mediador e sugerir soluções, elaborando relatórios para prevenir ou reparar situações injustas ou irregulares no seio da comunidade académica. Neste momento os estudantes poderão procurar o Provedor do Estudante para expor as suas situações irregulares em Gualtar, no 2º piso do CPII e em Azurém, na Escola de Engenharia). Os princípios do Provedor do Estudante passam sempre pela “informalidade” e pela “confidencialidade”, garantindo assim a proteção dos estudantes. O professor disse ainda: “Eu sugiro caminhos e os alunos decidem onde querem que eu vá com eles, dou-lhes liberdade de escolha”.

uminho volta a aumentar número de dadores de sangue tomás soveral tomassoveral@gmail.com

A Universidade do Minho, através da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e dos Serviços de Ação Social da UM, em cooperação com o Instituto Português do Sangue e o Centro de Histocompatibilidade da Região Norte, levaram a cabo mais uma campanha de Dádivas de

Sangue e recolha de sangue para análise de medula. A ação realizou-se na passada semana, no Complexo Desportivo Universitário de Gualtar e em duas unidades móveis de colheita presentes no campus de Gualtar. Apesar da chuva e do mau tempo, a academia respondeu de forma muito positiva contribuindo com 285 Dadores inscritos, um pouco mais do que na últi-

ma campanha, realizada em abril, que contou com 273 inscrições. A campanha “Dê +” desafia todos os estudantes a adquirirem o hábito de doar e a aliarem-se a esta iniciativa, ajudando a Universidade do Minho a bater um novo recorde, a nível nacional, na luta a favor da vida. De acordo com Michael Ribeiro, um dos responsáveis do evento, o “balanço foi

positivo”, uma vez que a UM foi das instituições que “mais cresceu” no que toca ao número de inscrições. A Universidade do Minho, desde há muito impulsionadora destas ações, é atualmente e desde 2002 líder do ranking nacional de dadores inscritos em Instituições de ensino superior, sendo a instituição que fornece mais dadores, por ano, ao Centro Regional de Sangue do Por-

to. Esta aliança entre as instituições promotoras da iniciativa tem-se desenvolvido com muito sucesso, registando melhorias ano após ano, com a comunidade académica a adquirir a “cultura da dádiva” e a aderir cada vez mais a estas ações de solidariedade. Dia 30 de outubro, a Campanha irá decorrer no Campus de Azurém, em Guimarães.


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a austeridade aos olhos dos estudantes da uminho

inês carrola ineshitv@gmail.com

Na passada semana, o Governo aprovou no Conselho de Ministros cortes salariais que preveem que os funcionários públicos com salários brutos acima de 600 euros sofram um corte entre 2,5% a 12%, em 2014. Os cortes salariais continuam a ser cada vez mais profundos e, cada vez mais, resultam na alteração da qualidade de vida da população, tendo um forte impacto na camada jovem, especialmente a nível do ensino superior. O ACADÉMICO quis saber como os estudantes da UM vêm as novas políticas de

austeridade. “Acho um exagero “ diz Joana, estudante do 2º ano de Engenharia informática, “parece-me que começaram a cortar do lado errado” concorda Ana Sofia, aluna do 5º ano de Arquitetura. No entanto, existem opiniões distintas: Helena, estudante do 1º ano de Economia, não discorda totalmente da austeridade a que o país tem vindo a ser sujeito “ O défice só deixará de ser insustentável através do corte nas despesas.” Contudo, é a indignação, o choque e a revolta que predomina entre os alunos. O impacto da crise económica na vida dos estudantes tem sido fortíssimo, sendo uma das razões, se não a

mais forte, dos números esmagadores de desistências do ensino superior. “Tem um impacto completamente negativo, já se sente muito a crise lá em casa. Só o meu pai trabalha e, sem

apoios, está a ser um pouco difícil.” afirma Joana. Ana Sofia, cujos pais estão ambos emigrados, queixa-se de uma injustiça que, por vezes, cai no esquecimento: “Esta dita crise privou-nos, a mim e aos meus irmãos, da presença dos nossos pais, e da segurança em relação ao nosso próprio futuro.” “Em todos os casos, existe um grande valor dado à palavra “poupança. As políticas em minha casa sempre foram de poupança. (…) Mesmo assim, o futuro assusta-nos. O meu ingresso no Ensino Superior é alvo de grande nervosismo por parte dos meus pais, uma vez que não conhecem o dia

de amanhã. É muito triste ver colegas que não se candidataram à Universidade, mesmo tendo aproveitamento escolar, por carências económicas”, refere Helena. Entre as soluções propostas pelos alunos, destaca-se a redução do número de deputados nas assembleias, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e o corte nas “despesas inexplicáveis das autarquias com obras municipais e festas populares”. Embora os tempos que vivemos sejam cada vez mais árduos, Helena optou por deixar uma mensagem positiva “Esperança é a palavra de ordem”.


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teatro universitário promove formação sob o lema: “a vida é um palco! aprender a representar!” marta roda marta-roda18@hotmail.com

O Teatro da Universidade do Minho (TUM), abriu inscrições para um curso de iniciação ao teatro em Braga. Toda a novidade deste curso está na aprendizagem de técnicas performativas que possam vir a ter utilidade no desenvolvimento individual. A Direção do TUM esclareceu ao ACADÉMICO que “neste curso, os formandos irão aprender a usar a sua voz, o seu corpo e as suas emoções para atingirem os seus objetivos pessoais e artísticos. É a partir deste trabalho que se pretende envolver os participantes do TUM”. Os participantes serão dirigidos por João Negreiros, ator reconhecido nacional e internacionalmente. Devido à sua vasta experiência, não é só diretor artístico do TUM, mas também professor de expressão dramática, dando aulas a diversos grupos teatrais. Uma outra paixão do encenador é a escri-

ta, graças à qual já ganhou vários prémios. A qualidade presente nessas obras, levou a TUM a encenar algumas das peças escritas pelo artista. Como em edições anteriores, este ano a Direção espera que os participantes “despertem a sua sensibilidade e exercitem a sua capacidade de reflexão a favor da arte e de representar”. O sucesso vivido anteriormente, tanto por parte dos participantes como do público em geral, gera expectativas positivas para a edição deste ano, sendo uma delas o crescimento do elenco do TUM. No final do curso, são sempre recebidos novos elementos pela paixão ao Teatro desenvolvida ao longo de todo o processo. As inscrições para o mesmo acontecem até ao próximo dia 27 de outubro e podem ser feitas através do e-mail teatrum@gmail.com. Nota ainda para o horário do curso (pós-laboral, facto que possibilita a presença de grande parte dos alunos da Univerisdade do Minho.

UM


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INQUÉRITO

o que esperas da linha de atuação do reitor da universidade do minho? A aluna do segundo ano de mestrado do curso de Educação Básica, Maria José Craveiro, espera que a linha de atuação do recém reeleito reitor da Universidade do Minho passe por um maior cuidado na seleção dos alunos que concorrem às bolsas de estudo da universidade, uma vez que “é uma pena ver tantos colegas a desistir” por falta de recursos. A estudante afirma ainda que se pudesse ser reitora por um dia, tentava por estas medidas em prática, uma vez que acredita que a prioridade de um reitor deve ser sempre “o bem-estar dos alunos”. Devido à experiência dos anos anteriores, Maria José conhece a figura do reitor, mas não os restantes membros da equipa reitoral.

Maria José Craveiro 2º ano mestrado// educação básica

dalila teixeira 2º ano mestrado// psicologia

“Diferente, mais inovadora e que se preocupe realmente com os alunos”. É isto que a aluna do segundo ano de mestrado de Psicologia, Dalila Teixeira, espera da linha de atuação do reitor da universidade. A estudante espera que as medidas a implementar passem pelo aumento do número de bolsas “que têm vindo a diminuir” e que são essenciais para que os alunos “possam estar aqui”; e pelo aumento da funcionalidade e flexibilidade do serviço prestado nos serviços académicos. Se Dalila fosse reitora por um dia tentaria adotar as medidas que enunciou, visto que “nós estamos aqui para lutar para o futuro”. Na opinião da aluna, existem demasiadas vagas para certos cursos, visto que só uma minoria dos licenciados consegue ingressar no mercado de trabalho – este seria também um ponto fulcral de atuação por parte do reitor. Para Dalila, a prioridade de um reitor devem ser os alunos e a estudante afirma conhecer “mais ou menos” a figura do reitor e do vice-reitor.

Para Ângelo Cunha, que frequenta o 1º ano de ciências da comunicação, é difícil definir o que espera da linha de atuação do reitor da UMinho, visto ainda não conhecer bem o mesmo. Contudo, o aluno afirma que o reitor deve continuar o trabalho que tem vindo a desenvolver, visto que “se foi reeleito é porque tem estado a fazer um bom trabalho”. O estudante pensa que, a nível de integração, o reitor deveria tomar algumas iniciativas, como por exemplo, criar um “espaço criativo no exterior”, onde os alunos dos diferentes cursos pudessem conhecer-se e interagir entre si, para que a integração fosse feita, não só entre os alunos do mesmo curso, mas sim inter-curso. Se Ângelo fosse reitor por um dia, tentaria incentivar a realização de mais eventos que contribuíssem para a “integração dos caloiros na universidade”. Para além do mais, o aluno também concorda que a prioridade máxima de um reitor devem ser os alunos. ângelo cunha 1º ANO // ciências da comunicação

nádia silva 1º ANO// líng. e cult. orientais

Márcia pereira marcia.constantino@hotmail.com

Na passada segunda-feira, dia 14 de outubro, António Cunha foi reeleito reitor da Universidade do Minho, cargo que já desempenha desde 2009.

“Espero que possa atuar seguindo aquilo que será melhor para todos os estudantes, docentes e funcionários que trabalham na universidade”, é o que afirma a estudante Nádia Silva, aluna do primeiro ano do curso de Línguas e Culturas Orientais, que diz que o principal é que se possa tirar “todo o proveito que a universidade disponibiliza a todos os que a frequentam”. Quanto às medidas que o reitor deveria tomar, a aluna é da opinião de que as mesmas devem ter como principal objectivo satisfazer “os interesses dos membros de toda a academia”. Se fosse reitora por um dia, Nádia não sabe bem o que faria, mas tem a certeza de que seria tudo feito para o bem-estar dos alunos da Universidade do Minho. Por fim, a estudante afirma ainda que devido a ser “ o primeiro ano” só conhece a figura do reitor desde a cerimónia de boas-vindas que presenciou, sendo que também não conhece nenhum dos restantes membros da equipa reitoral.

Como tal, e visto se tratar de um assunto que diz respeito a todos os alunos, o ACADÉMICO “saiu à rua” e inquiriu quatro alunos minhotos de diferentes cursos acerca deste tema, tendo como base a pergunta: “O que esperas da linha de atuação do reitor da Universidade do Minho?”. O inquérito passou também por outras questões, como as prioridades e medidas que os estudantes acham que o reitor deveria tomar e ainda pela interessante pergunta: “Se fosses reitor por um dia o que farias?”


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ENTREVISTA hélder dias

Hélder Dias é “figura de proa” da ESN Minho

Daniel Vieira da Silva

“FOI UMA EXCELENTE ESCOLHA A ESN MINHO TER SIDO CRIADA COMO SECÇÃO AUTÓNOMA DA AAUM” A ESN Minho comemorou o seu segundo aniversário, na passada quarta-feira, dia 16. Em entrevista ao ACADÉMICO, Hélder Dias, presidente da organização, fez um balanço destes dois anos, falou da ligação com a AAUM e das atividades que todos os alunos da UMinho podem realizar dentro desta organização não governamental. bárbara araújo barbarasilvaraujo@gmail.com

Como surgiu a necessidade de apostar, de uma forma séria e consistente na ESN MINHO? O desafio da ESN Minho começou em setembro de 2011. Anteriormente existia um projeto que era o CulturRUM. Na altura a Rádio

Universitária do Minho já recebia alguns voluntários europeus que desenvolviam um conjunto de iniciativas, mesmo na própria estação e no ACADÉMICO e, quando esse projeto acabou, sentiu-se que deveria ser dada alguma continuidade a este projeto, por isso esta iniciativa partiu da AAUM e da RUM para então criar criar

uma secção da ESN, na Universidade do Minho. Candidatamo-nos em dezembro de 2011 e fomos aprovados em julho pelo concelho de delegados locais da ESN, em Lisboa, como membro de pleno direito do Erasmus Student Network, em Portugal. Qual é o papel da ESN den-

tro da Universidade do Minho? Dentro da Universidade pretendemos ser uma representação da própria missão que existe para a ESN Minho. A nossa responsabilidade é representar e defender os interesses dos nossos associados, que são os estudantes de intercâmbio e organizar, para eles, um conjunto de

atividades que promovam a sua integração, a sua plena experiência ERASMUS. Dentro da Universidade do Minho, estamos obviamente focados, tanto no campus de Braga, como no campus de Guimarães, nos estudantes de intercâmbio no sentido de que são estudantes com necessidades especiais. Portanto, nós temos um


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conjunto de departamentos em que prestamos apoio legal, a nível de alojamentos e a vários níveis, como também desenvolvemos atividades recreativas, organizamos viagens e um conjunto de eventos. A nossa ação não se limita apenas a estes estudantes de mobilidade, a nossa ação estende-se também aos estudantes nacionais. A ESN festejou, na passada semana, o seu segundo aniversário. Qual o balanço que fazes destes dois anos? O balanço é francamente positivo. Ainda por cima quando se começa uma casa do zero e se lida com todos os desafios, obstáculos e limitações que existem hoje para todo o associativismo. Obviamente que existem muitas áreas que podíamos ter desenvolvido mais, mas é positivo estarmos a fazer dois anos desde a criação e já termos desenvolvido um conjunto de atividades e eventos, assimo como dado apoio a todos os estudantes e à sua mobilidade. Atualmente, na ESN Minho somos mais de cinquenta membros e é, sem dúvida, muito gratificante olhar para o nosso plano de atividades, para os objetivos que estabelecemos no início e ver o que fizemos. Ao longo desta caminhada fomos sempre definindo prioridades porque não é possível desenvolvermos o máximo de atividades em todas as áreas. Pretendemos cada vez mais consolidar estes planos.

Como presidente da ESN, sentes que a organização se afirmou neste último ano, comparativamente com o primeiro? Acho que esta consolidação foi contínua, mas é óbvio que é muito mais notório este ano porque é um fruto de todo um processo de amadurecimento. Tivemos vários colegas que deram um enorme contributo. Atualmente estamos a colher frutos de coisas que foram feitas no primeiro e segundo ano e no futuro haveremos de colher frutos de coisas que estamos a fazer agora. Encaro todo este percurso como um percurso que não pode ser separado ou isolado. Estou muito orgulhoso da equipa que temos na ESN Minho, já tive em várias organizações ao longo da minha vida e atualmente sinto-me mesmo muito bem acompanhado. Sendo uma secção autónoma da AAUM, sentiram o apoio desta? Sem dúvida, a ideia e o projeto da ESN surgiu da própria AAUM. Ao ser uma secção autónoma tivemos um conjunto de benefícios e um ninho em que foi muito mais fácil crescermos, nomeadamente estamos a ter esta entrevista numa sede que é um espaço da AAUM e que nos foi cedido para a ESN Minho funcionar. Temos no campus de Guimarães também o nosso espaço na sede da AAUM. Por exemplo o nosso serviço de tesouraria é todo processa-

Daniel Vieira da Silva

do pelo gabinete de apoio à decisão, que é uma estrutura da AAUM e é muito mais fácil termos profissionais que tratam de toda esta gestão e processamento contabilístico. Além disso, o facto de estarmos inseridos na AAUM faz com que usufruamos de parcerias. Por isso, considero que foi uma excelente escolha a ESN Minho ter sido criada como secção autónoma da AAUM. Certamente todos os departamentos trabalham para melhorar a organização. Para os próximos anos, quais os objetivos e metas que desejam atingir? Temos desde já um compromisso que assumimos, que foi a candidatura à SWEP 2014 (south western european platform). A ESN trabalha em rede, além de haver reuniões nacionais com todas as ESN’s, existem também reuniões inter-

Daniel Vieira da Silva

nacionais como por exemplo a AGN (anual general meeting) e assembleias regionais. Esta assembleia regional (SWEP) congrega todas as secções de Portugal, Espanha, França, Itália e Malta. Este ano vai-se realizar de 24 a 27 de outubro e nós apresentamos a candidatura para a nossa secção organizar e albergar a próxima plataforma SWEP cá na UMinho. Depois de nos candidatarmos soubemos que somos candidatura única, portanto é praticamente certo. Este é um dos grandes eventos que vamos organizar em 2014. Além disso, tal como tinha dito, um dos grandes objetivos para o próximo ano é consolidar os nossos processos, os nossos departamentos. Um dos grandes objetivos para o próximo ano é aprofundar um projeto, que é um projeto da ESN Portugal apresentado na ESN Internacional, a ESN 2.0. É inegável que apesar de estar no código genético da Erasmus Student Network, a ESN sempre se concentrou muito no alunos “incoming”, portanto os alunos que chegam e nunca se concentrou tanto no alunos “outgoing”, que são os alunos que vão para outras universidades e nós queremos, de facto, fortalecer este projeto. Os estudantes ERASMUS contam com o vosso apoio para o processo de integração na nossa cidade. Achas que têm sido desenvolvidas as atividades necessárias para estes alunos?

Na minha opinião, temos desenvolvido um conjunto bastante alargado e completo de atividades para que esses Erasmus se sintam integrados. Logo no início disponibilizamos um conjunto de ferramentas, de contatos, de apoio para a adaptação com uma plataforma onde podem pesquisar alojamento, com a disponibilização de apoio de tradução e jurídico quando têm que procurar casa e têm que fazer contratos de arrendamento. Desenvolvemos um conjunto de eventos culturais gratuitos nas cidades de Braga e Guimarães. Organizamos viagens para que conheçam o património nacional, a nossa cultura, a nossa gastronomia, por isso há sempre novas ideias que nós podemos desenvolver. Para além da componente ERASMUS, existem outras atividades que são desenvolvidas pela ESN. Em que medida os alunos da UM podem envolver-se nesse tipo de atividades? Todas as atividades que realizamos para os estudantes de intercâmbio são abertas para todos os estudantes nacionais. Muitos dos membros da ESN Minho tiveram contato com a ESN participando nestas atividades. Além disso, há um conjunto de atividades orientadas especificamente para os alunos portugueses, nomeadamente podendo ser padrinhos e madrinhas de alunos Erasmus. Temos, também, o programa Tan-


ENTREVISTA PÁGINA 13 // 22.OUT.13 // ACADÉMICO

dam, que é um programa onde podem aprender línguas gratuitamente. Obviamente que não existe um processo de certificação ou o nível de qualidade pedagógico como uma escola de línguas pode dar, mas o que se pretende é dar oportunidade a duas pessoas que pretendem aprender diferentes línguas. Infelizmente nem todos têm oportunidade de fazer Erasmus, portanto encaramos o “Juventude em ação” como uma excelente oportunidade que disponibilizamos aos estudantes portugueses para ter uma experiência de mobilidade quase totalmente comparticipada pela Comissão Europeia. Existe ainda outro programa, o “Serviço Voluntário Europeu”, que consiste em fazer um estágio numa organização europeia. Este programa inclui organizações que desenvolvem atividades variadíssimas em que os alunos se podem candidatar com uma bolsa. Que ligações existem ou pretendem desenvolver com a UMINHO, nomeadamente o GRI (Gabinete de Relações Internacionais)? Existem um conjunto de Daniel Vieira da Silva

atividades que desenvolvemos e que podem ser muito potencializadas se forem feitas em conjunto com o gabinete ou serviço de relações internacionais (SRI). Infelizmente a cooperação que atualmente existe não é aquela que desejaríamos. Já tivemos algumas reuniões e fizemos uma proposta em julho deste ano bastante alargada. Infelizmente, estamos à espera da resposta desde julho e esperemos a bem dos estudantes de intercâmbios receber uma resposta o quanto antes. Como reages às declarações do presidente da ESN Portugal que vê na ESN Minho uma das mais dinâmicas do país e considera-a um exemplo a seguir? Reajo, sem dúvida, com muito orgulho, ainda mais vindo essas palavras de quem vêm que é para mim um exemplo e uma referência. Eu vejo, igualmente, de duas formas. Por um lado com orgulho pelo trabalho que temos feito e também como um fator responsabilizante para a nossa ação, ou seja, essas palavras acabam por responsabilizar-nos a fazer cada vez melhor e a continuarmos a fazer bem

esn

aquilo que já fazemos bem e a ver o que podemos fazer melhor. Vai haver alterações a nível europeu no que diz respeito à mobilidade dos jovens. Como olhas para este “Erasmus plus”? Este plano estratégico 20072013 acaba agora, dentro de meses, e vai haver um novo quadro de financiamento a entrar em vigor em janeiro de 2014, o Erasmus plus. Tinhamos duas áreas diferentes para a aprendizagem e existem algumas altera-

ções substanciais, uma é a área da “juventude em ação”, mais concentrada na educação informal, mais concentrada em ações de juventude e em organizações não governamentais e a área da agência nacional (proalv), que era concentrada nos programas de intercâmbio, ou seja, programas mais relacionados com a aprendizagem mais formal, no âmbito do ministério da Educação. Atualmente, essas áreas vão-se fundir sob a égide do Erasmus plus. Estamos à vontade para falar dessa área porque trabalhamos com as duas áreas, por isso não temos necessidade de defender em especial. Eu temo que o orçamento seja reduzido, esse seria um dos maiores tiros nos pés que a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu poderiam fazer. Braga, enquanto capital europeia da juventude, soube imbuir-se da capacidade de mobilização da ESN Minho? Desenvolvemos muitas atividades em cooperação com a Capital Europeia da Juventude, nomeadamente através do RegioPolis, do PtPolis, vários seminários, vários congressos com o Concelho Nacional da Juventude. Tivemos um plano de atividades em conjunto com a capital europeia da juventude muito proveitoso. Acabamos por realizar atividades em que foram os próprios estudantes de mobilidade a fazer parte desses

projetos e, sem dúvida, tivemos sempre muito apoio e disponibilidade ao longo do nosso processo de desenvolvimento por parte da capital europeia da juventude. E Guimarães, enquanto capital europeia da cultura, também soube imbuir-se dessa capacidade? A nossa relação com a capital europeia da cultura não foi tão aprofundada como foi com a capital europeia da juventude. No entanto, desenvolvemos algumas atividades em que eu destacaria, principalmente, a rodagem de uma curta-metragem do Manoel de Oliveira, em Guimarães. Houve a participação, através da ESN Minho, dos estudantes de intercâmbio nessa curta-metragem, ou seja, tivemos cerca de cerca de 70 alunos de intercâmbio da UM a participar na curta-metragem do Manoel de Oliveira, que é normalmente aceite como o melhor cineasta português. Qual o plano de atividades para este ano? O plano de atividades para este ano letivo vai ser desenhado no próximo mês com todos os membros da ESN Minho. Iremos debatê-lo e o mesmo será votado em dezembro. Ainda assim, posso adiantar que iremos consolidar os eventos que já realizamos para os Erasmus e será um marco muito importante também a realização da SWEP 2014.


TECNOLOGIA E INOV portugueses ainda estão longe do mercado de compra e venda online catarina hilário katarina-kosta@hotmail.com

Segundo o Eurostat, apenas 35% dos portugueses realizaram compras “online” no ano passado. Este valor é muito abaixo da média europeia, 59%. Portugal é assim um dos pa-

íses onde menos se efetuam compras na Internet. O gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, divulgou, no passado dia 15 de outubro, os valores relativos ao ano de 2012. 60% dos utilizadores, com idades entres os 16 e os 74 anos, confirmaram que fizeram compras através da Internet. No caso português apenas um terço o fizeram, o sexto va-

lor mais baixo entre dos 28 Estados-membros. Os países com os valores mais altos foram o Reino Unido, com 82%, a Dinamarca e Suécia, ambas com 79%. Já a Roménia, a Bulgária e a Itália foram os países com valores mais baixo, com 11%, 17% e 29%, respetivamente. Resultados, ainda assim a

crescer Apesar destes resultados, Portugal tem registado uma evolução desde 2008, passando dos 6% para os 13% na categoria de vestuário e os artigos de desporto, de 9% para os 17% em viagens e alojamento de férias e de 8% para 10% em livros, revistas e material de aprendizagem “online”.

A única categoria em que nos encontramos próximos dos valores médios dos restantes Estados-membros da EU, é a de artigos de alimentação e mercearia. Na União Europeia esta é a categoria menos popular entre os utilizadores de Internet, com um aumento de 4% para 7%, semelhante à média europeia, que subiu de 6% para 9%. DR

twittadas

licação”. O mundo do futebol chegou aos smartphones

cátia silva catiaff_11@hotmail.com

Facebook descarta-se de mais uma opção de segurança O Facebook anunciou que a opção que permitia até agora ao utilizador ocultar o seu perfil dos resultados de pesquisa na rede social vai ser eliminada. Os utilizadores desta opção vão ser avisados em breve. O objetivo é acabar com a falsa sensação de segurança que a opção dava a entender, pois era na mesma possível aceder a algum perfil “que se escondia” através da publicação do perfil de algum amigo em comum. Para quem quiser continuar a manter a sua privacidade tem agora a opção de controlo “publicação a pub-

O mundo das aplicações para smartphones continua a crescer, desta vez pendeu para o lado dos apaixonados do futebol. Chama-se The Football App e dá conta de toda a informação relevante no mundo do desporto rei. Incluídas estão a Premier League, Bundesliga, Série A, La Liga, Ligue 1, Champions League, a Qualificação para o Mundial, entre outras. Além

disso, é possível conversar com outros adeptos de futebol na antevisão da partida, durante o jogo e após o apito final na Fan Zone. Pode ainda publicar um comentário. HTC e Amazon juntam-se para criar smartphone Mais um smartphone está a caminho do mercado, desta vez ocorre de uma parceria entre a HTC e a Amazon. Os rumores já correm há mais de um ano, mas as novas informações indicam-nos de que já existem

três protótipos, estando um deles em fase de conclusão. Uma oportunidade para a HTC que anunciou o seu primeiro prejuízo trimestral no início deste mês, muito por causa da concorrência com a Samsung e a Apple. O aparelho deverá chegar ao mercado no próximo ano. A parceria segue o exemplo da Google, que se juntou à Asus e à LG para criarem o Nexus.

Objeto mais rápido de sempre já está no ar O objeto mais rápido de sem-

pre, criado pelo homem, “bateu asas” e partiu rumo a Júpiter. A missão Juno, organizada pela NASA, lançou uma nova nave que é 50 vezes mais rápida que uma bala. Com o custo de 1,1 milhões mil milhões de dólares (770 milhões de euros), a missão é compreender a formação do grande planeta gasoso. “A missão é muito excitante, vamos estar a poucos milhares de milhas das nuvens do planeta”, disse o cientista Bill Kurth, da Universidade doIowa (Estados Unidos). A sua chegada a Júpiter está prevista para julho de 2016.


OVAÇÃO

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liftoff,

http://liftoff.aaum.pt/ facebook.com/aaum.liftoff

gabinete do empreendedor da AAUM

promove...

Start Point (consulta aqui o programa oficial)

Dia 22 de outubro 13h45- Start Point (abertura de portas) 14h / 19h - Exposição de Empresas e Instituições 14h30 / 19h - Connecting The Dots (DOT atividades paralelas)

14h- Sessão de Abertura Ricardo Rio- Presidente da Câmara Municipal de Braga José Mendes - Vice Reitor da Universidade do Minho Carlos Videira - Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho DOT CONHECIMENTO 14h30 – Palestra “Construir com Amor - a vida im-

provável de um navegador solitário.” - Ricardo Diniz (Empreendedor, Speaker e Navegador Solitário)

17h – Apresentação do Estudo “25 anos de Portugal Europeu” | Augusto Mateus (Economista, professor universitário e presidente da sociedade de consultores Augusto Mateus & Associados), José Mendes (Vice- Reitor da UM) DOT OPORTUNIDADES 16h30 - Workshop “8 Ferramentas para Projetar a Marca Pessoal”| Ana Santiago (Autora, Blogger e Consultora em Imagem e Comunicação)

18h - Palestra “ Sonhos, Objetivos e Metas” | I Have The Power DOT NETWORKING 16h30 - Apresentação “Serious Games for Entrepreneurship”” | André Costa (Edit Value Consultoria Empresarial) 17h30 – Sessão “Café com Empreendedorismo” | AIMinho

Dia 23 de outubro 11h - Start Point, 2nd Day (abertura de portas) DOT CONHECIMENTO 11h30 – Palestra “Constrói o Teu Sucesso” - Edit Value Formação Empresarial, MyBrandMyLove 14h– Palestra “Criativação”- Jorge Sequeira (TeamBuilding) 15h30 – Empreenda Minho “ Tenho uma boa ideia de negócio: e agora?” - TecMinho DOT OPORTUNIDADES 11h – Apresentação “Passaporte para o Empreendedorismo” | IAPMEI 14h30 – Workshop Criatividade e Ideias de Negócio | Luís Simões (getskilled) 16h – II Encontro de Jovens Investigadores da UM | Dep. Saídas Profissionais e Empreendedorismo AAUM

14h às 19h – Sessão de Ideação | TecMinho

DOT NETWORKING 11h30 – Sessão “ O que é (inter)nacional é bom! - Experiências Europeias de Mobilidade| ISQ 14h30 - Workshop “Mobilidade: Trabalhar no Brasil” | Cibelli Pinheiro (Consultora, autora e empreendedora) 16h – Sessão “Move-te” | Rota Jovem 17h – Workshop “ Marketing & Vendas – Estratégia ou ADN” | César Cerqueira ( Empreendedor)

20h - Start Point, 1st Day (fecho de portas)

DOT IDEALAB 10h às 18h – Sessão de Ideação | TecMinho 18h30 - Start Point, 2nd Day (fecho de portas)

DOT IDEALAB

Ofertas de emprego Contabilidade / Administração Estágio Emprego M/F Perfil: - Licenciatura em Contabilidade ou Administração - Ser elegível para Estágio Emprego - Idade entre os 18 e os 30 anos w w w. a a u m . p t /g i p gip@aaum.pt

Técnico de Eletricidade Manutenção (M/F)

Enfermeiros (Reino Unido) M/F

- 12.º ano - Conhecimento das ferr. informáticas - Elegível para Estágio: <30 anos licenciados ou c/ conclusão de formação prof. há menos de 3 anos. Funções: - Manutenção, reparação e montagens ligeiras; - Situações pontuais de ligação com demais equipa

- Experiência profissional em contexto hospitalar; Habilitações literárias obtidas após 1986: Diploma/carta de curso de bacharelato em enfermagem; Carta de curso de licenciatura em Enfermagem; Domínio da Língua Inglesa: Nível B2 a C2;

Outras ofertas: - Engenheiro de polímeros (M/F) - Estágio, Braga - Arquitecto (M/F), Braga - Sénior Software Developer (M/F), Braga - Técnicos de Mecânica/Mecatrónica (M/F), Brasil Candidaturas em: www.aaum.pt/gip


CULTURA mercado da saudade: o passado ganha forma de presente em braga Há dois anos era uma porta tímida, poucos metros quadrados, um conceito pouco explorado na cidade, quase desconhecido entre os pares. Hoje, dois anos volvidos, é um negócio de sucesso na cidade. O Mercado da Saudade comemorou neste fim-de-semana dois anos de vida. JOSÉ REIS jose.reis@rum.pt

Junto à Sé de Braga, por entre bares, há uma pequena esplanada que se destaca. Na porta, um nome português que nos remete para o passado: Mercado da Saudade. Uma loja onde os produtos nacionais ganham espaço, onde as prateleiras fazem o elogio ao que é nacional (e é bom, diz o slogan!), onde a música (só portuguesa!) nos faz lembra que, se não forem os portugueses a gostarem dos seus produtos, quem gostará afinal? A ideia é de Rafael Oliveira, que há dois anos decidiu abrir algo diferente. “Queríamos algo que não existisse em Braga, um conceito que não tivesse ainda sido explorado”. E nasceu assim o Mercado da Saudade, uma loja onde os produtos que se encontram

são totalmente nacionais e onde as marcas, algumas fora do mercado, eram novamente repostas para os mais saudosos, entre géneros alimentares, artigos para o lar e de higiene, passando por chás e até acessórios e roupas.

Venda online Rafael Oliveira diz que a expectativa superou o que imaginara. “Claro que quando lançamos um negócio temos sempre a expectativa que corra bem. Mas, neste caso, superou largamente as minhas expectativas”. A

prova disso é o aumento de afluência, o aumento das marcas e produtos vendidos e o aumento da área comercial. “Agora temos ainda um espaço para refeições, onde as pessoas podem calmamente degustar os nossos hamburgueres de carne DR

barrosã com batatas fritas em azeite, uma especialidade de Trás os Montes”, admite o proprietário. Aliás, os produtos desta região portuguesa são uma das fortes apostas deste espaço, como os biscoitos tradicionais e os azeites. “É bom potenciarmos os produtos das diferentes regiões do país. Esta é uma forma de nos ajudarmos e ajudarmos a economia nacional”, revela Rafael Oliveira. O futuro passa agora pela abertura de uma nova loja – “possivelmente em Lisboa” – e o lançamento da loja de venda online, “uma forma mais cómoda de compra, que estará disponível para todo o território europeu”. Mas a melhor forma de compra é mesmo passar pelo espaço, junto à Sé de Braga, onde a saudade é saciada bem ao jeito português.

SALA DE CINEMA: the berlin file (2013)

espionagem levada a sério CÉSAR CARVALHO z5@sapo.pt@sapo.pt

The Host, em 2006, marcou bem mais que os festivais secundários de ficção científica (que nesse ano pasmaram incrédulos), registou também a rutura com a crença de que os EUA eram a fábrica por excelência das grandes produções de ação (e de efeitos especiais). Mais do que ter vindo a superar-se, o cinema sul coreano traz consigo, a partir da última década, um preconizado selo de qualidade para os púbicos internacionais, cada vez maiores e mais entusiastas. Ryoo Seung-wan já tinha dado nas vistas, também em 2006, com A Cidade da Violência. The Berlin File é um exercício maior de entretenimento, tremendo na forma como enquadra ação de encher o olho com a ob-

jetividade decorrente de um conjunto de atores escolhidos a dedo. Nada seria mais elogioso para o realizador do que referir este como um trabalho ‘à Michael Mann’. Na verdade, ele veio-me à memória vezes sem conta. E que prudência aplausível, a não-pretensão de fazer algo deste género ainda no género de Infernal Affairs!

Este marco dos filmes de espionagem serviu para alguns como um espelho falacioso (e todos falharam). Afastar essa ideia de repetição, a braços com a dúbia glória que isso traria, é o maior exemplo de sanidade num projeto de tamanha dimensão. Ryoo soube, portanto, conter-se. O enredo é complexo. Temos

agentes do norte, outros do sul, elementos da Mossad (serviços secretos israelitas) e espiões alemães. O jogo de caça cabeças destaca um agente da Coreia do Norte, esquecido pelo seu governo e peça-chave para a guerra que une todas estas fações. Mas apesar das relações entre personagens ser bem esclarecida – todos se ligam por um passado comum ou um presente bem construído - há um teor demasiado político nos momentos de maior atenção informativa. Mais, tamanha é a desconstrução dos interesses tripartidos (a Mossad quase não se faz ouvir) que a compreensão da ação imediata torna-se cada vez mais débil. Então, o que se trata de um guião imaculado pode, como é o caso, tornar-se em algo labiríntico. O realizador soube criar tensão nos momentos certos; soube até – tarefa árdua

– demonstrar clarividência num mar de gente sedenta por dinheiro e poder, numa atmosfera de jogos diplomáticos. A rivalidade norte-sul, sempre presente, traz-nos até uma rebuscada referência ao recém falecido ditador Kim Jong-il. E tudo isto para servir o propósito maior, o do entretenimento. Não ficando certamente a ideia de que um novo Infernal Affairs se erigiu, fica o mais sincero veredito de missão cumprida. Realizador: Seung-wan Ryoo Elenco: Jung-woo Ha, Sukkyu Han, Gianna Jun Estreia em Portugal: Sem estreia prevista Nacionalidade: Sulcoreana Pontuação: 3/5


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RUM BOX

AGENDA CULTURAL

TOP RUM - 42 / 2013

13 NOME COMUM Ninguém fica só

BRAGA

1 ARCADE FIRE - Reflektor

14 PRIMAL SCREAM It’s alright, it’s ok

18 OUTUBRO

2 LUÍSA SOBRAL - Mom says

MÚSICA 27 de Outubro 7º Aniversário da reabertura do Theatro Circo – Coréon Dú Theatro Circo

15 RHYE - The fall 3 ARCTIC MONKEYS Do i wanna know

16 SAMUEL ÚRIA - Eu seguro

4 JP SIMÕES Gosto de me drogar

17 VAMPIRE WEEKEND Diane young

5 DEVENDRA BANHART Your fine petting duck

18 YEAH YEAH YEAHS Sacrilege

6 NOISERV Today is the same as yesterday, but yesterday is not today

19 MGMT - Your life is a lie 20 TAPE JUNK - Buzz

TEATRO 23 de Outubro Rosalía: Os cantares das Musas Theatro Circo 24 de Outubro Tquporroutou da lua e do sol Theatro Circo

24 de Outubro A voz humana Theatro Circo

26 de Outubro Omar Souleyman CCVF

26 de Outubro Forma – Outra pele - Outro Corpo Theatro Circo

EXPOSIÇÕES 25 a 27 de Outubro Artes e Comunidades Encontros CCVF

GUIMARÃES MÚSICA 25 de Outubro Julianna Barwick CCVF /Café Concerto

FAMALICÃO TEATRO 25 de Outubro Lar, Doce Lar Casa das Artes

LEITURA EM DIA

Para ouvir de segunda a sexta (9h30/14h30/17h45) na RUM ou em podcast: podcast.rum.pt Um espaço de António Ferreira e Sérgio Xavier.

7 LINDA MARTINI - Ratos 8 MÁRCIA - Menina

POST-IT 21 outubro > 25 outubro

9 CAYUCAS - High school lover 10 PEIXE AVIÃO Ponto de fuga

CAVALHEIRO Talvez

11 MELODY’S ECHO CHAMBER - I follow you

CULTS High Road

12 NIGHTMARES ON WAX Now is the time

JAGWAR MA Come Save Me

1 - À caça do diabo de Tim Butcher, Bertrand. Após a viagem pelo Congo, o autor mete-se na aventura e percorre a Serra Leoa, a Libéria, depois da guerra civil violenta, e vai à procura do “Diabo”. O relato de um grande jornalista. 2 - A Informação Radiofónica. Rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa de Luís

Bonixe, Livros Horizonte. Para todos e todas que se interessam e investigam a informação que passa na grandes rádios nacionais, e, já agora, na RUM. 3 - O Peso da Fama de Tara Hyland, Porto Editora. O típico romance da literatura “light” e a afirmação da vontade de duas mulheres.

Mais uma grande estreia e revelação da Moderna Literatura Portuguesa.

4 - As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral, Quetzal.

5 - Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, Assírio e Alvim. O primeiro livro de poesia da sublime escritora portuguesa.

complexidade, a abstração, o pormenor e a fluidez estão marcadamente presentes neste álbum e não é aconselhável a ouvidos mais comodistas. As músicas são de tal forma intimistas e cerebrais DR que por vezes sentimo-nos a vaguear pela cabeça do autor e sentimos um certo desconforto neste voyeurismo consentido. Matthew Barnes já afirmou que esteve quase a desistir

de fazer música, mas agora tem já em mente mais uma data de locais que pretende homenagear com os seus temas. No próximo dia 16 de novembro, o dub, hip-hop, R&B, ou o que lhe quiserem chamar, de Forest Swords, vai surpreender toda a gente no Festival Semibreve, aqui no Theatro Circo, em Braga. Esperemos que a sala, a cidade e o auditório o surpreenda também.

CD RUM

forest swords “engravings”

PAULO SOUSA paulo.sousa@rum.pt

Matthew Barnes vive perto de Liverpool, mais propriamente na península de Wirral, repleta de paisagens que variam entre o suburbano e o bucolismo rural no seu estado mais puro. Desde 2009 já editou, com o pseudónimo Forest Swords, quatro EP, um 7 polegadas e dois singles em cassete e lançou recentemente o primeiro longa-duração. “En-

gravings” são gravuras do seu inconsciente projetadas em sons misteriosos e em temas deliciosamente intimistas e complexos. Desde sempre trabalhou sozinho. Todo o processo de edição de um disco é feito por ele, desde a música propriamente dita mas também a masterização, o trabalho gráfico e até evita ter alguém que lhe faça o agenciamento. Na sua música incorpora gravações de campo e trabalha sobre elas

no seu computador portátil in loco, refletindo-o, depois, no nome do tema. Partindo de uma paleta de sons pré-gravados e com o tema já conceptualizado, funde-os com uma sensibilidade surpreendente. E não é fácil perceber quais dos sons são os originais, quais os samplados ou reciclados, e de onde extraiu os outros que nos parecem familiares, mas que tiveram um tratamento digital que os tornou mais soturnos e obscuros. A


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DESPORTO

squash da uminho tenta devolver dinamismo à modalidade “lamentavelmente, fruto do conhecimento tardio da modalidade, quando os alunos estão a atingir a maturidade no jogo e estão a ganhar experiência no squash, é quando precisamente terminam o curso e saem da universidade, sendo assim muito difícil alcançar o crescimento esperado”. Squash na Uminho ainda não vale muitas medalhas

FADU

DIOGO PARDAL diogo_oliveira_pardal@hotmail.com

A Universidade do Minho (UM) tem apostado forte na vertente desportiva e a modalidade em destaque desta semana é o squash. O ACADÉMICO esteve à conversa com António Ferreira, instrutor de squash na UM, para tentar perceber como tem sido a evolução desta modalidade, entre outros aspetos referentes à mesma. Falando da modalidade em

si, António Ferreira afirma que “o squash necessita de uma formação que convém acontecer em idades compreendidas entre os cinco ou seis anos e é precisamente esse tópico que tem condicionado, de certa forma, o crescimento da modalidade, porque a maioria dos alunos que se interessam pelo squash não têm formação de base, tendo sim formação em desportos de raquete, como o ténis, o badminton ou o ténis de mesa.” Outro entrave que António

aponta é o facto de ser um desporto onde existem poucos cortes e, também, porque

Em termos de conquistas obtidas, a UM já teve “melhores dias”, e em três anos, apenas foi conquistada uma medalha de prata no feminino, desde que António Ferreira assumiu o cargo. “Antes de mim, havia um outro instrutor, bastante experiente, e nesse período havia uma

grande procura relativamente ao squash e a UM ganhou alguns troféus, mas depois quando essa geração saiu da universidade, a próxima não foi tão ‘rentável’, o que se traduziu num claro período de quebra da modalidade”, afirmou António Ferreira. O responsável continuando dizendo que “neste momento estão a decorrer captações de atletas para competições universitárias, na expectativa de encontrar jovens talentosos que ajudem também o squash a crescer e a tornar o desporto mais famoso na universidade”. “O squash está a crescer de facto, mas há que apostar essencialmente na formação de base dos atletas e na proliferação dos cortes”, concluiu o instrutor. sasum

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