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ACADÉMICO EM PDF Jornal Oficial da AAUM DIRECTOR: Vasco Leão DISTRIBUIÇÃO GRATUITA 207 / ANO 10 / SÉRIE 5 QUARTA-FEIRA, 19.MAR.14

“o festival de outono tem a necessidade de se adaptar” EDUARDA KEATING, A NOVA PRESIDENTE DO CONSELHO CULTURAL, EM GRANDE ENTREVISTA AO ACADÉMICO

local

campus

inquérito

Companhia de Teatro de Braga continua de forma residente no Theatro Circo

Fórum junta núcleos na última semana do mês

Erasmus: Ir ou não ir? O ACADÉMICO foi ouvir os estudantes minhotos

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cultura

tutorUM

desporto

“A bunch of (dois) meninos”: eis o regresso dos Dead Combo

Bruno Dias é o nosso atleta da semana

SCBraga/AAUM regressou às vitórias

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FICHA TÉCNICA 12.MAR.14 // ACADÉMICO

SEGUNDA BARÓMETRO PÁGINA

FICHA TÉCNICA // Jornal Oficial da Associação Académica da Universidade do Minho. // quarta-feira, 19 março 2014 / N207 / Ano 10 / Série 5 // DIRECÇÃO: Vasco Leão // EDIÇÃO: Daniel Vieira da Silva // REDACÇÃO: Adriana Carvalho, Adriana Couto, Alexandre Rocha , ana Pinheiro, Ana Rita Carvalho, bárbara Araújo, Bárbara martins, Bruno Fernandes, Catarina Hilário, Cátia Silva, César Carvalho, Clara Ferreira, Cláudia Fernandes, Daniel mota, Dinis Gomes, Diogo Pardal, Francisco Gonçalves, Inês Carrola, Joana Videira, João Araújo, João Pereira, Judite Rodrigues, Marta Roda, márcia Pereira e Sara Ferreira, Sara Silva, Tomás soveral. // COLABORADORES: Elsa Moura, José Reis e Lara Antunes // GRAFISMO: gen // PAGINAÇÃO: Daniel Vieira da Silva // MORADA: Rua Francisco Machado Owen, 4710 Braga // E-MAIL: jornalacademico@rum.pt //TIRAGEM: 2000 exemplares // IMPRESSÃO: GráficaAmares // Depósito legal nº 341802/12

EM ALTA

NO PONTO

EM BAIXO

Gata na Praia Está a chegar aquela que é uma das atividades mais esperadas para algumas centenas de alunos da Universidade do Minho. A Gata na Praia deverá impor-se no calor algarvio com mais uma “invasão” minhota. Portimão volta a abraçar os nossos estudantes e os condimentos para uma grande semana estão já “na mesa”.

Uma universidade com cultura Abrir a universidade à cultura é mais do que uma necessidade. A UMINHO percebe esta estratégia e pretende dar, aos poucos, e de acordo com as suas limitações, aquilo que for necessário como alento à vertente cultural. Seja com a abertura de uma escola de artes, seja no apoio ao Conselho Cultural, uma coisa é certa... Há passos que têm de ser dados.

Futsal à “porta fechada” Um jogo sem público é como um aniversário sem bolo. Joga-se e comemora-se, mas não tem o mesmo encanto. O SCBraga/AAUM jogou em casa sem o apoio dos seus habituais adeptos. De lamentar. A decisão da direção (condicionar as portas) foi uma das soluções para responder à atitude de alguém que não se soube comportar.

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LOCAL

companhia de teatro de braga continua de forma residente no theatro circo rum informacao@rum.pt

A Companhia de Teatro de Braga continuará a ser estrutura residente do Theatro Circo. A confirmação foi deixada na passada semana, durante a conferência de imprensa de apresentação da programação da companhia para os próximos meses. O presidente da autarquia, Ricardo Rio, disse que esta é uma estrutura que merece boas condições para que possa desenvolver o seu trabalho, “com um espaço próprio dentro da programação autónoma, mas também através de outras formas de colaboração”. Rio lembrou que da programação ontem apresentada “já resultaram algumas evidências das outras formas de colaboração, como as intervenções ao abrigo da regeneração urbana nas ruas da cidade, a intervenção junto de determinados públicos alvo, através das novas instalações na Estação de caminho de ferro”. E os moldes em que a estrutura ficará a usar o Theatro Circo mantêm-se. Até porque o presidente da autarquia diz que é importante

que a companhia possa crescer ainda mais e, assim, dar mais visibilidade à cidade em termos artísticos. Algo que possa ser desenvolvido “em benefício do concelho e da região”. Rio admite que o objetivo é que “sejam pró-ativos”, que “lancem desafios”, e que o município possa “ajudar a concretizar esses projetos”.

theatro circo

Rui Madeira no Conselho Cultural da cidade Rui Madeira, diretor da Companhia de Teatro de Braga vai fazer parte do Conselho Cultural da Cidade. O convite foi feito por Ricardo Rio, à margem da conferência de imprensa de apresentação da programação da companhia. Ricardo Rio, o autarca de Braga, diz que é tempo de se apostar no serviço educativo nos diferentes serviços culturais. Durante a apresentação da programação para este ano da Companhia de Teatro de Braga, o presidente da Câmara Municipal reconheceu ser esta ainda uma deficiência da cidade e disse ser imperioso arranjar uma solução para este problema. “Um serviço educativo integrado que beba

dos contributos das várias instituições. Uma resposta integral para abordar as várias vertentes da cultura nas suas várias expressões criando hábitos de frequência cultural e de afirmação dos talentos”, defendeu Rio, considerando que neste ponto “a companhia poderá ter um papel muito importante”. Ricardo Rio aproveitou ain-

da para deixar dois desafios para os tempos próximos da companhia e do seu diretor, que será “convidado para integrar o recém-criado Conselho Cultural da cidade”. O outro desafio vai para a própria companhia, até porque, admite o autarca, “sente-se falta da formação de públicos e de criação de hábitos culturais, nomeadamente junto da população mais jo-

vem” no concelho de Braga. Ora convite feito, convite aceite. Rui Madeira admitiu que “é uma responsabilidade à qual não se pode fugir”, aceitando “com todo o prazer e honra”. Rui Madeira fará assim parte do novo Conselho Cultural da cidade. Um grupo que irá reunir para definir políticas culturais para a cidade de Braga.


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CAMPUS fórum junta núcleos na última semana do mês bárbara martins bjamartins@hotmail.com

Nos dias 29 e 30 de março decorrerá o FórUM de Núcleos’2014, uma atividade educativa que procura reunir os dirigentes dos núcleos de estudantes da Universidade do Minho (UM). Este evento é organizado pelo Departamento de Apoio a Núcleos da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), tendo lugar na Pousada de Juventude de Vilarinho das Furnas. Durante um fim-de-semana, os dirigentes de núcleos universitários da UM poderão receber formação e discutir de forma ativa acerca de problemáticas relacionadas com a academia e com o Ensino Superior. “O FórUM de Núcleos é uma atividade de importância vital, pois dada a curta duração dos ciclos de renovação dos núcleos de estudantes, estas estruturas sofrem, em geral, de múltiplos problemas inerentes da parca experiência

dos seus dirigentes”, disse Raquel Rocha Afonso, vice-presidente do departamento de Núcleos. “O papel do Departamento de Apoio a Núcleos da AAUM revela-se aqui da maior importância no fornecimento de ferramentas que permitam otimizar o trabalho desenvolvido por estas estruturas de estudantes, permitindo o seu crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade”, acrescentou a jovem. Esta atividade foi criada em 2010 e em 2011 teve a sua 2ª edição, tendo esta última decorrido na Casa da Juventude de Amarante, contando com a participação de aproximadamente duas dezenas de pessoas. Em 2014 dá-se, portanto, a 3ª edição do FórUM de Núcleos da AAUM. “Neste momento o departamento está muito satisfeito com os resultados que tem alcançado e com a proximidade que tem conseguido com os núcleos de estudantes que se revelam na participação do FórUM. Esta edição conta já com a

Atividade junta vários núcleos com objetivo de promover o debate, interação e cooperação entre todos participação de 25 núcleos de estudantes, com cerca de 60 participantes, superando qualquer uma das duas edi-

ções já realizadas”, afirmou Raquel Afonso. “De forma a tornar as discussões mais profícuas e ordenadas, as

inscrições serão limitadas a um máximo de 3 dirigentes por Núcleo de Estudantes”, sublinhou ainda.


CAMPUS PÁGINA 05 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

solidariedade em debate na jornada internacional dos direitos humanos FRANCISCO GONÇALVES francisco.mog14@gmail.com

Promover a investigação e discussão interdisciplinar da temática dos direitos humanos é o principal objetivo da II Jornada Internacional dos Direitos Humanos, a realizar-se no próximo dia quatro de Abril, na Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM). Foi a nove do passado mês de Fevereiro que terminou o prazo do Call for Papers, que foi dirigido a mestrandos das mais diversas áreas. “Neste momento a Comissão Organizadora está a trabalhar conjuntamente com a Comissão Científica para apreciação e escolha dos papers que serão objeto de apresentação pública na Conferência a realizar no dia 4 de Abril” revela a referida comissão organizadora da Jornada, em mensagem enviada ao ACADÉMICO. Ana Quintas, membro desta comissão, não faz um balanço muito positivo quanto à participação dos alunos minhotos. Indica, no entanto, que foram recebidos vários papers de outras universidades do país e também de outros países, nomeadamente Espanha e Brasil. Além disso, Ana Quintas aponta a qualidade dos trabalhos enviados: “Pelo que pode-

mos verificar os conteúdos dos trabalhos são bastante apelativos e os curriculums dos apresentantes são igualmente diversificados, pois rececionamos trabalhos de jornalistas, de mestres em Filosofia, para além daqueles em Direito”. Os papers selecionados serão divulgados na próxima semana. O evento será dividido em três painéis, que versarão, respetivamente, sobre os seguintes temas: “Hate Speech e a Liberdade de Expressão”, “As novas dinâmicas do Direito Internacional

Humanitário” e “A atualidade dos Princípios Constitucionais à luz da nova Jurisprudência Europeia”. Segundo a comissão organizadora, o evento visa proporcionar aos alunos “a oportunidade de exporem a sua visão e considerações sobre os temas propostos, ao mesmo tempo que adquirem experiência quanto à elaboração e apresentação de trabalhos cientificamente relevantes”. Estes trabalhos serão posteriormente publicados em e-book, com a participação do Centro de

Investigação Interdisciplinar em Direitos Humanos (CIIDH) da EDUM, “o que é uma forma excelente de ver um trabalho de investigação institucionalmente publicado”, acrescenta Ana Quintas. A mesma Comissão frisa, ainda, que não será apenas a “componente de discussão académica” que marcará esta Jornada Internacional. A componente social, um dos grandes pilares da vasta rede dos direitos humanos, será parte fundamental do evento: “Iremos ter uma

parceria com a delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, desta vez no projeto Housing First, no qual se pretende angariar papel, sendo que uma tonelada de papel reverterá no valor de 100 euros para ajudar os sem-abrigo da cidade de Braga” informa Ana Quintas. A Comissão Organizadora relembra, também, que “toda a ajuda é bem-vinda” e serão aceites todas as contribuições efetuadas por todos aqueles que não possam comparecer no dia do evento.


CAMPUS PÁGINA 06 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

gaccum desafia alunos a fotografar ana pinheiro anafilipapinheiro1@hotmail.com

O GACCUM, Grupo de Alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, está a promover um concurso de fotografia com o tema “Comunicação e Liberdade”, que vai de encontro às XVII Jornadas de Comunicação. O concurso decorre até dia 23 de Março e as fotografias deverão ser enviadas para gaccum@ gmail.com. O vencedor do concurso será anunciado durante a cerimónia de abertura das Jornadas de Comunicação e será premiado com um voucher de 17 euros da Worten, podendo ser usado também nas lojas: BOOKIT, Continente, Wells, Sport Zone, MO e Zippy. Segundo a Bárbara Martins, Presidente do GACCUM, este concurso de fotografia destina-se a qualquer estudante da Universidade do Minho, exceto aos membros do núcleo e o tema “Comunicação e Liberdade” foi es-

colhido porque “para além de ir de encontro ao tema das Jornadas de Ciências da Comunicação deste ano, é um tema comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril. Como estudantes de Comunicação, não podíamos deixar passar em branco esta data”. As fotografias que irão a concurso serão expostas no recinto onde decorrerão as XVII Jornadas de Comunicação. “Este tipo de atividades tem como objetivo aproximar os alunos da Universidade do Minho e, principalmente, os alunos de Ciências de Comunicação do GACCUM. O concurso de fotografia pretende fazer com que todos aqueles alunos que têm gosto pela fotografia mostrem o seu talento e que sejam reconhecidos pelo seu trabalho”, acrescenta Bárbara Martins. O júri será composto por Alberto Sá, docente do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, Fernando Jesus, técnico do Instituto de Ci-

ências Sociais da UMinho e Nuno Gonçalves, fotojornalista da UMinho. Os pa-

râmetros de avaliação serão essencialmente a qualidade da fotografia, originalida-

de e criatividade, técnica fotográfica e relação com o tema.

roboparty fecha com balanço positivo e com angola no horizonte REDAÇÃO jornalacademico@rum.pt

”Três dias a construir robôs e a divertir” foi o resultado da 8ª edição da RoboParty que terminou com mais um balanço positivo. Foram cerca de 450 jovens a participar, disperos pelas 109 equipas inscritas. Todos os robôs foram construídos e ficaram em pleno funcionamento. Uma atividade recheada de muita alegria e boa disposição. De salientar

a participação de uma equipa vinda expressamente dos Estados Unidos da América. O programa começou com a sessão de abertura solene, onde esteve presente o reitor da Universidade do Minho, António Cunha, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o presidente da Escola de Engenharia, João Monteiro, o presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, Luis Paulo Reis), o director do Centro Algoritmi, Ricardo Machado e o

representante do Departamento de Electrónica Industrial, Luis Gonçalves. Todos estes elementos, além dos naturais parceiros da atividade, salientaram a importância deste evento quer a nível tecnológico, quer a nível educacional, quer mesmo pela idade jovem dos participantes e da sua importância para o futuro. A internacionalização do evento está na mente da organização e Angola poderá ser um destino da Roboparty.


CAMPUS PÁGINA 07 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

muito desporto e animação noturna prometidos para a gata na praia marta roda marta-roda18@hotmail.com

A “Gata na Praia” aproxima-se e os alunos da academia minhota estão entusiasmados por mais um ano ao sol. Por 150 euros, a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) oferece uma semana para recordar, entre os dias 12 a 17 de abril. À semelhança de viagens de finalistas feitas por muitos estudantes no seu último ano de secundário, “Gata na Praia” tem bastantes atividades a oferecer. A maior parte delas são de caráter desportivo e, no ano passado, embarcou nesta aventura uma comitiva composta por 530 pessoas. Esta vertente competitiva é acompanhada pelo convívio de um vasto número de universitários entre si. Com altas expectativas para este ano, espera-se uma grande adesão por parte dos alunos minhotos. Juntamente, é esperada uma grande atividade noturna idêntica à dos anos anteriores, mas terá presente uma fator surpresa, de

modo a diferenciar o ano corrente. No ano passado, os banhos nas águas algarvias tiveram um balanço positivo, sublinhado por toda a organização do evento. Todos os dias foram de festas temáticas, onde os pensamentos sobre o estudo e o stress dos exa-

mes desapareceram. Vestidos a rigor, os estudantes frequentaram o ambiente de descontração de noites temáticas, como “a festa sunglasses”, “noite azeiteira”, “flower power”, a mítica “noite branca”, entre outras. A atividade é muito popular nos alunos minhotos, mas

ainda mais entre os alunos Erasmus. Por isso é que nesta atividade será possível ouvir muitas mais línguas para além do português. No final, todo o balanço costuma ser muito positivo, deixando saudades e memórias para mais tarde recordar, para além dos casos

que tencionam repetir no ano seguinte a experiência. Detalhes como datas de inscrição, número de equipas e atividades presentes na edição deste ano ainda estão por definir, mas em breve o ACADÉMICO trará mais novidades quanto a esse tópico.


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uminho vai ter uma escola de artes visuais catarina hilário katarina-kosta@hotmail.com

O reitor da Universidade do Minho anunciou no passado dia 11 que dentro de dois anos será possível inaugurar a escola de Belas Artes e receber os primeiros alunos de artes visuais. A escola irá sediar-se em Guimarães, num espaço situado entre o novo campus universitário da zona de Couros e o Centro Cultural Vila Flor. A escola irá utilizar o edifício da Garagem Avenida adquirido pela Câmara

Municipal de Guimarães, no mês passado, por 300 mil euros. O edifício deverá acolher ateliers de escultura e pintura e funcionará em articulação com outros edifícios da UMinho instalados no Bairro dos Couros e no antigo Teatro Jordão. O Teatro Jordão, adquirido em 2011, por mais de dois milhões de euros, deverá acolher o curso de teatro da UM e a Academia de Música Valentim Moreira de Sá, um projecto que está parado há mais de um ano. A autarquia de Guimarães pretende reabilitar e recupe-

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rar não só a antiga garagem de automóveis, mas também o teatro. Ambas as reabilitações estão dependentes de fundos comunitários no âmbito do novo quadro de apoio europeu e Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães,

anunciou que a autarquia está a preparar o projeto para a candidatura. Para além das reabilitações, o processo de criação da nova oferta formativa da UM ainda tem de passar pelo crivo da Agência da Avaliação e Acreditação

do Ensino Superior, mas pensa-se que possa começar a funcionar no ano lectivo 2016/2017. Apesar da longa espera, António Cunha, reitor da UM, já revelou estar satisfeito com este passo dado pela autarquia vimaranense.

flash mob quer deixar braga a dançar clara ferreira clarasofiaf@gmail.com

Decorrerá no próximo dia 29 de abril, no centro da cidade de Braga, na praça do Município, a V Street Mob Dance que acontecerá no Dia Internacional da Dança. Trata-se de uma iniciativa promovida pela escola de dança Backstage. Rosália Passinhas, responsável por esta escola, e em entrevista ao ACADÉMICO, confessa que “a atividade tem crescido de ano para ano, curiosamente, este ano, apesar da divulgação massiva, apoio da Universidade do Minho e de outras entidades, temos o menor número de inscritos regis-

tados, apenas 20 inscrições externas”. Esta atividade realiza-se desde 2010, ano da sua primeira edição, em que conquistou o título de maior Flash Mob Dance em Portugal até à data, com 130 participantes. Acrescenta ainda: “No âmbito do contexto universitário, posso dizer que este evento transpira juventude, dinamismo e alegria!”. O tema deste ano será um clássico e dedicado à chuva que se fez sentir nos últimos: “Singing in the rain”. Este evento a coreografia consiste numa “dança conjunta de uma multidão na rua, que envolve tanto alunos experientes e diferentes tipos de dança como a dança de todos os participantes da

“população em geral”, refere Rosália. Assim, este evento permite desmistificar o dogma de que certos estilos de dança são clássicos, ao juntar diferentes estilos de dança, idades, níveis de experiência e sexos. A escola de dança avança também com a criação de um vídeo, pela primeira vez, que será divulgado após edição nas redes sociais, e que fará, segundo a organização “levar mais longe o espírito da dança em Braga”. Qualquer aluno se poderá inscrever para participar nesta atividade até ao dia 20 de Março, há lugar para qualquer pessoa dar o seu contributo à dança. Poderá fazê-lo através dos e-mails

ou contacto telefónico apresentado no website da escola de dança (http://www. backstage.com.pt/contactos. html). Os ensaios que irão propor-

cionar beleza e consistência ao espetáculo serão todos os domingos a partir de dia 23 de março até ao dia 29 de abril excetuando o domingo de Páscoa.


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INQUÉRITO

erasmus... ir ou não ir? Pedro deixou-se levar, desde cedo, pela curiosidade “Gostava muito. Desde que conheço o programa Erasmus tenho vontade de ter essa experiência”. Embora tenha decidido não se inscrever este ano, o estudante sente “que ainda não é o momento certo. Parece-me demasiado cedo e arriscado, até mesmo por questões monetárias”, admite. “Os colegas contam-me histórias das correrias eufóricas por uma cidade a decifrar, ao desassossego da dúvida e medo do desconhecido”, diz o estudante. “Explicam como fazer amizades nas situações e lugares mais inesperados é uma das melhores coisas que acontece”, sustenta. Pedro acredita que, ao se ser estudante Erasmus, uma pessoa cresce a vários níveis e a sua vida muda, por várias razões: “Penso que a experiência de ser estudante no estrangeiro pode oferecer-me novas perspectivas do Mundo e expor-me a circunstâncias que desconheço de forma a tornar-me uma pessoa mais madura e esclarecida”. pEDRO sOUSA 1º ano // ESTUDOS PORT. LUSÓFONOS

ADRIANA LOPES 1º ANO // CIÊNCIAS COMPUTAÇÃO

A maioria dos estudantes da UM admite ter “curiosidade” em descobrir o que o programa Erasmus tem para oferecer, mas embora muitos decidam fazê-lo outros confessam que não tencionam ir. Adriana, nunca foi de Erasmus, nem pretende ir. “Não quero estar longe da minha família” diz, quando perguntada o porquê da sua decisão. Muitas vezes, o medo do desconhecido tem um voto importante - às vezes fulcral - na decisão de “fazer a mala” e partir à descoberta de um novo país, novas pessoas e uma nova cultura muito diferente daquela em que estamos inseridos. Adriana não esconde a sua vontade de, efectivamente, o fazer: “Gostava de ir porque é uma experiência nova”, confessa, “mas não tenho coragem de me separar da minha família e amigos e ir para um país com uma língua diferente, por isso, não tenciono ir”. No entanto, Adriana admite que ser-se estudante Erasmus é uma mais valia a vários níveis “É uma boa experiência e, de certa forma, ficamos preparados para qualquer coisa”.

Ana Daniela foi estudante Erasmus: “Estive em Barcelona (...) no segundo semestre do segundo ano”. De facto, Ana Daniela encontrou alguns desafios aquando da sua chegada “Era um país diferente, uma cultura que, apesar de muito idêntica, era distinta” disse. “Destaco o desafio de viver e partilhar quarto com uma chinesa, pelo facto do choque cultural ser enorme e os hábitos serem completamente diferentes”. No entanto, a sua experiência está repleta de boas memórias “A minha experiência foi deveras marcante e muito desafiante” confessou. “Apenas posso dizer que é uma oportunidade imperdível e que quem parte para Erasmus depois não quer outra coisa (...) custa regressar”. Quando perguntado o porquê de ter decidido embarcar nesta aventura, Ana Daniela confessa: “Por ser uma porta de abertura para uma realidade distinta e enriquecedora, e também por constituir uma mais valia curricular”. Ana Daniela Pereira 3º ANO // CIÊNCIAS COMUNICAÇÃO

Jade Verwicht (FRA) 3º ANO // CIÊNCIAS COMUNICAÇÃO

Jade decidiu embarcar na aventura “Erasmus” e estudar em Portugal, na UM. “Queria descobrir um novo país, uma nova cultura, uma nova língua e conhecer novas pessoas de todas as partes do mundo” disse. “Sempre achei que Erasmus era uma experiência enriquecedora, tanto a nível pessoal como profissional”. Admite não ter hesitado pois não se sentia “presa” à sua vida, em França. Jade escolheu Portugal como segunda opção, atrás da Turquia e optou pelo nosso país por não o conhecer e ter uma enorme vontade de o fazer. Embora tenha chegado no início do ano, em Setembro, Jade admite que o tempo voou “Parece que cheguei ontem, tem sido uma experiência inesquecível”. Sente-se feliz pelo carinho que encontrou na UM. “A universidade contribui muito para a nossa integração” e por todas as novas experiências que tenho vivido. “Estamos todos longe dos amigos e da família e, por isso, criamos ligações fortes uns com os outros (...) Sabemos que estamos aqui por um período curto e limitado, portanto aproveitamos tudo ao máximo”.

INÊS CARROLA ineshitv@gmail.com

Nos dias que correm são cada vez mais os estudantes universitários que decidem partir à descoberta de uma nova aventura através do programa Erasmus, estabelecido em 1987. Este, que permite aos alunos estudarem noutro país durante um período de 6 a 12 meses, tem tido um sucesso cada vez maior. Aos alunos que decidem inscrever-se, são apresentadas várias opções, entre as quais a escolha de um país europeu e de uma universidade parceira. O ACADÉMICO quis perceber quais as opiniões dos estudantes da UMinho quanto a este programa e entender o porquê de se escolher ser (ou não) um estudante Erasmus.


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ENTREVISTA eduarda keating

Nuno Gonçalves

Presidente do Conselho Cultural na sua primeira grande entrevista depois da tomada de posse a 17 de janeiro

“É MUITO PENOSO O PAPEL DE SUBORDINAÇÃO QUE ESTÁ A SER DADO ÀS QUESTÕES CULTURAIS” DANIEL VIEIRA DA SILVA daniel.silva@rum.pt LARA ANTUNES lara.antunes@rum.pt

Como chega ao Conselho Cultural (CC)? Chego, naturalmente, a convite do senhor Reitor. Sou professora do ILCH e uma das linhas de atividade do instituto é a promoção de atividades culturais e há muitos anos que organizo algumas iniciativas, logo, esta tarefa não me é estra-

nha. É uma extensão daquilo que tenho vindo a fazer nos últimos anos.

função é qualquer coisa de muito desafiante e muito interessante.

Ana Gabriela Macedo, ex-presidente do CC, passou-lhe esta pasta. Que herança recebeu? É uma pasta e desafio interessantes porque o CC tem como função central a coordenação das unidades culturais da UMinho, que tem uma atividade riquíssima. Tem, ao mesmo tempo, a função de promoção de atividades culturais dentro da academia. À partida, esta

Apesar de ter assumido o cargo há pouco tempo, há já estratégias para o mandato? Sim. Há uma série de linhas gerais que tinha quando tomei posse, fruto do diálogo com o senhor Reitor. Essas linhas iam ao encontro da animação do Largo do Paço, através de eventos culturais regulares e o reforço da ligação ao campus de Azurém, Associação Académica e às escolas. O objetivo último,

talvez utópico, é dar alguma coordenação à atividade cultural da universidade que está dispersa por vários organismos. Sobre a dinamização do Largo do Paço. O que se espera fazer nesse sentido? Ainda não temos o programa fechado, mas já há algo organizado de forma a haver uma ocupação regular deste espaço, através de exposições em permanência. Vamos ter conferências ligadas aos temas das próprias exposições. Vai ainda haver

espaço para um ciclo de conferências, durante todo o ano, ligadas às unidades culturais, ou seja, cada unidade vai trazer para o Largo do Paço a sua exposição para dar a conhecer a sua atividade e as suas características. A celebração dos 40 anos da Universidade do Minho (UM) vai ser feita, essencialmente, e no que toca ao Conselho Cultural, através da promoção das suas unidades culturais. Em relação à comemoração dos 40 anos do 25 de abril temos parcerias com vários


ENTREVISTA PÁGINA 11 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

agentes da cidade e região e vamos fazer uma exposição de cartazes e da imprensa da época. Estas serão disponibilizadas em formato online de forma a ficarem acessíveis a um público mais vasto. As atividades irão decorrer apenas na cidade de Braga? Não. Grande parte destas exposições ocorre igualmente em Guimarães. Vamos procurar que o máximo de exposições seja replicada em Guimarães. É esse um dos objetivos. A relação do CC com os grupos culturais da academia não é tão intensa como o desejável. Há essa noção e o que poderá ser feito para inverter essa realidade? Sim, essa relação está sinalizada, mas a estratégia ainda não está definida porque temos de a definir em conjunto com a AAUM. Tenho contactado, nos últimos dois meses, vários agentes culturais, mas a reunião com a AAUM ainda não

A presidente do Conselho Cultural à conversa com os jornalistas da Rádio Universitária do Minho aconteceu. E a relação com esses agentes como tem evoluído? A abertura tem sido muito

grande. As reuniões tem corrido muito bem e as pessoas tem estado empenhadas em colaborar, até porque os tempos estão diNuno Gonçalves

Eduarda Keating tomou posse a 17 de janeiro e sucedeu a Ana Gabriela Macedo

AAUM TV

fíceis, o que obriga a uma coordenação entre todos. Isso nota-se já na organização, ainda muito incipiente, do festival de Outono que é uma das grandes actividades do CC. Este ano o Festival acontecerá no início de outubro e temos já alguns contactos e preparativos feitos. A abertura tem sido muito grande por parte dos agentes envolvidos.

atividade no início do ano lectivo, não garante os mesmos ritmos e sinergias e as dinâmicas que o permitam ter uma grande adesão noutra altura do ano.

O reitor da academia reforçou a importância deste festival e da necessidade de o ligar de uma forma mais intensa à comunidade académica... A percepção que tenho é que, a cada ano que passa, este Festival chegou a mais gente na comunidade académica. É um movimento crescente. O Festival tem que entrar nos hábitos da comunidade e isso é um processo lento, mas que tem vindo a evoluir. Ainda assim, o festival tem a necessidade de se adaptar.

A relação com as escolas da UMINHO está já a ser feita, mas considera ser possível conjugar todas as vontades ao nível de uma política cultural conjunta? Não. Nem sei se essa questão é fundamental. Penso que tem de haver um mínimo de coordenação para evitar sobreposições de atividades. Por outro lado, sei que essa sobreposição irá acontecer, uma vez que há muitas atividades a desenrolar-se ao mesmo tempo. Gostaria de minimizar o desperdício, ou seja, minimizar as sobreposições e arranjar uma forma de garantir público nos eventos culturais.

Pode essa mudança resultar numa alteração da programação? Penso que essa alteração terá de ser feita em grande proximidade com a AAUM. O festival de Outono é uma espécie de boas vindas aos novos alunos. Ao mesmo tempo, o facto de ser uma

Mas a linha de pensamento será a mesma? Admito que sim. As dificuldades que podem existir tem a ver com o natural processo de crescimento e maturação do mesmo.

Que opinião tem em relação à cultura “produzida” na UMINHO? Muito positiva. Tenho visto organização de eventos culturais a todos os níveis.


ENTREVISTA PÁGINA 12 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

Tanto da AAUM, dos núcleos dos cursos, dos conselhos pedagógicos, das escolas e penso que temos na UM poucas estruturas que não tenham, na sua estratégia, a promoção de eventos culturais. A pró-actividade em relação às questões culturais é grande na Universidade do Minho. Como pode o Conselho Cultural fazer a sua ligação às cidades de Braga e Guimarães? Sabemos que as duas cidades têm dinâmicas muito diferentes e nem têm de ser iguais. Compete-nos saber programar com a mesma importância nas duas cidades, independentemente da sua dinâmica natural. O facto de estarmos sedeados em Braga, centra algumas das atividades no Largo do Paço. Mas a intenção é promover todas essas atividades na cidade de Guimarães onde temos excelentes relações, inclusivé com os agentes culturais da cidade. E em Braga essa relação não existe? Em Braga existem relações com agentes culturais. Prova disso é a cooperação de várias entidades que são da cidade. Isso só tem de ser reforçado. Em relação às autarquias, a cooperação tem

sido grande, já tivemos contato com a nova autarquia de Braga que revelou uma boa abertura em relação à cooperação que pode existir. Nesta semana foi anunciada a criação da escola de artes visuais em Guimarães. Será um parceiro importante para o CC? Sim, certamente. O CC tem por vocação trabalhar com todas as escolas da UM. Vocação reforçada com as escolas que tem uma vertente cultural associada. São por isso parceiros naturais. A cultura tem a ver com a atividade humana. A cultura é global e na Universidade há muito essa consciência. Não é por acaso que todos os departamentos promovem atividades culturais empenhadamente, logo, a Escola de Artes Visuais não terá esse problema. Estamos a passar por um período de crise. Como se consegue pensar numa política cultural onde parece que a cultura foi passada para o segundo plano? Com muita dificuldade. É evidente que a situação de crise põe em risco muitas coisas que a nível cultural estão programadas. Torna tudo mais difícil. É muito penoso o papel de subordinação e de pouca importância que está a ser dado às

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questões culturais e à cultura em geral a nível nacional. Isso é mais uma razão para se trabalhar em conjunto, mas é, de facto, uma ameaça grande este momento em que vivemos. E como vai o CC arranjar financiamento para as atividade planeadas? Através de parceiros e através da definição das pró-

prias atividades. O CC pode adaptar-se à situação financeira difícil da UM e do país e fazer o máximo que puder com o mínimo de meios que existem. Ana Gabriela Macedo, ex-presidente do Conselho Cultural apelou à urgência imediata do aparecimento de mecenas para dinamizar a atividade cultural. Reforça

esse apelo? Evidentemente. Acha que a cultura e atividade cultural podem viver desses mecenas? Historicamente, a cultura tem vivido muito desses mecenas. Não será a única forma de financiar, mas é evidente que gostaríamos de ter mecenas a investir na cultura no país e na UMinho. E esses não têm aparecido ou o CC tem estado à procura dos mesmos? Não. Têm aparecido e o CC está aberto e à procura de quem possa financiar as suas atividades. Mas esse não é um caso exclusivo do CC. Também o fazem as escolas, os centros de investigação, etc.. É uma postura geral.

A conversa decorreu no gabinete do Conselho Culltural no edifício do Largo do Paço

O Arquivo Distrital vai ter uma nova casa. É um momento importante na vida da academia que já foi assinalado pelo reitor. Que importância e visibilidade assume esta mudança? Este é talvez o arquivo mais importante do país, depois da Torre do Tombo. O facto dele ficar acessível e ser conhecido pelo público é fundamental.


ENTREVISTA PÁGINA 13 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

AAUM TV

É igualmente fundamental que os seus trabalhadores tenham fisicamente melhores condições de trabalho do que as que têm agora. O Teatro Universitário do Minho (TUM) reclama a falta de instalações há já vários anos. Há alguma coisa que o CC possa fazer nesse sentido? Ainda não conheço bem a situação do TUM, mas é evidente que se tem de fazer o máximo que se puder para se apoiar e para se dar condições a este grupo. Este problema das instalações é um problema que afecta muitas unidades culturais e muitos organismos ligados à cultura na universidade e não só. A universidade tem as unidades culturais situadas em edifícios que são muito antigos, que não estão em condições. Entretanto as unidades desenvolveram muito a sua actividade e as instalações não acompanharam o seu desenvolvimento. São questões que estão a ser analisadas e que se estão a tentar resolver. Há um plano de reestruturação para a Unidade de Arqueologia que passa pelo encerramento do Insólito. Está a par do processo? Quais as vantagens que poderão surgir do mesmo? Não lhe sei responder (ri-

Eduarda Keating reclama apoios para a cultura no nosso país sos). Estou a par do processo e das dificuldades. O que eu sei é que a Unidade de Arqueologia tem problemas

de instalações muito graves, que têm de ser urgentemente solucionados. Há vários cenários, tanto quanto eu

A presidente do Conselho Cultural mostra-se satisfeita com a atividade cultural desenvolvida na UMinho Nuno Gonçalves

entendi, que têm sido abertos. E não foi tomada, ainda, alguma decisão. Essa ultrapassa a Unidade de Arqueologia e também o CC. O que o CC pode fazer é chamar a atenção para a solução desse problema que é, de facto, muito urgente. O Museu Nogueira da Silva comporta custos de manutenção muito elevados ao longo dos anos. Como está essa situação depois do apelo que foi feito para que o museu tivesse um apoio efectivo e permanente? Continua inalterada? Não continua propriamente inalterada porque o director do museu, o professor Carlos Morais tem conseguido alguns financiamentos para manter o edifício. Tem havido uma grande proactividade por parte da direção do Museu Nogueira da Silva em termos de atracção de financiamentos para resolver os problemas. Mas é de facto uma situação

muito difícil porque são vários os edifícios onde estão instaladas as unidades culturais que se têm vindo a degradar. Estes implicam investimentos muito grandes que a universidade não tem capacidade para fazer. É uma situação dificil, depende muito da proactividade dos dirigentes de cada unidade cultural, mas tem sempre o apoio todo da universidade para isso. Olhando para o futuro do CC e sabendo que está apenas no início do mandato e há ainda muito trabalho pela frente, quais são os objectivos a desenvolver e que satisfação lhe daria se fossem cumpridos no final do mandato? O reforço da atividade em Guimarães, o reforço da articulação e do trabalho com os estudantes e o reforço do trabalho com as escolas. Para mim o grande desafio é contribuir de alguma maneira para que todas estas componentes consigam articular-se melhor. Neste momento o grande drama é a dispersão e isso não é bom para ninguém e não atrai o público para os eventos culturais. Quer deixar algum desafio/ apelo à comunidade académica? Participem! Vão às coisas! Penso que é muito importante que as pessoas se mexam um bocado, mas têm que se predispor a isso. Este é o grande desafio: é o aumento da participação nas actividades culturais. A arte tem que ir buscar o público, não o público ao encontro da arte? O público tem que fazer um esforço,mas os promotores têm a responsabilidade também de irem buscar esse público. As pessoas não passam a ir a um concerto só porque sim. É porque têm que descobrir um dia que aquilo vale a pena e alguém tem de lhes mostrar isso. Para as exposições e conferências é a mesma coisa. É uma responsabilidade dupla.


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especial tutorUM bruno dias Bruno Dias, de 25 anos, é atleta de andebol na Universidade do Minho e atua profissionalmente no ABC/UMinho. É natural de Braga e frequenta o 1º ano de Geografia e Planeamento na Universidade do Minho. TOMÁS SOVERAL tomassoveral@gmail.com

Como é que começou a tua carreira no Andebol? Comecei a jogar aos 12 anos no ABC e, desde então, nunca mudei de clube. Fui percorrendo todos os escalões até chegar à equipa principal. Como concilias os estudos com a competição? Tenho deixado os estudos um pouco para trás, para me poder dedicar mais ao andebol. Treino mais ou menos duas vezes por dia, por isso, tem sido difícil conciliar com o curso. Mas pretendo acabá-lo no futuro. Consegues descrever o teu dia-a-dia e a forma como geres o teu tempo? Costumo ter treinos todos os dias das 18h às 20h e aproveito algumas manhãs para ir ao ginásio. Durante o resto do tempo, tento relaxar, descontrair e realizar tarefas que tenha a cumprir.

E o que é que te motiva a continuar a jogar andebol? Seria difícil abandonar! Sempre joguei andebol e penso que tenho algum jeito. Ao fim destes anos todos, há sempre um bichinho que fica e que não nos deixa abandonar. Quais foram os melhores momentos da tua carreira? A conquista do Campeonato e Taça de Portugal foram, sem dúvida, grandes momentos. Mas a chamada à equipa principal da seleção nacional também me marcou bastante. Houve, ainda, a conquista do Europeu Universitário com a equipa da UM que também foi um momento espetacular. E em relação ao curso, qual tem sido a tua motivação para o frequentares? E porquê Geografia e Planeamento? Escolhi este curso porque sempre fui bom a Geografia e também porque era das minhas disciplinas favoritas.

DR

Tenho frequentado o curso com o objetivo de, mais tarde, após a carreira no andebol, me especializar na área. Tem-te ajudado o facto de seres aluno/atleta? Penso que sim, o programa tutorUM tem ajudado bastante a consolidar bem as

Jovem representa a equipa do ABC/UMINHO e defende as cores da AAUM nas competições nacionais universitárias

duas coisas. Há sempre uns que aproveitam mais do que outros, mas isso depois depende de cada um. E o que tens a dizer sobre o apoio que é dado aos atletas aqui na Universidade do Minho?

Tem sido um apoio excecional! Todas as pessoas são fantásticas, e ajudam-nos a gerir tanto a vida académica, como a carreira desportiva. Há sempre uma grande preocupação em deixar-nos motivados nas duas frentes, por isso, tem sido muito bom.

o lado pessoal do atleta bruno dias Costumas sair a bares ou discotecas? Gosto de sair, mas não o faço com muita frequência. Vou de vez em quando, mais nas férias.

Nuno Gonçalves

Bruno Dias esteve toda a sua carreira ligado à equipa do ABC

O que gostas de fazer nos tempos livres? Gosto de ver futebol, sair com os meus amigos e, também, ir ao cinema. Mas o importante é mesmo o convívio.

Queres partilhar algum episódio caricato que te acontecido na tua carreira? Não me estou a lembrar de nada que tivesse acontecido de fora do normal. Posso dizer que na final do ano passado, quando conquistámos o Europeu Universitário, marquei um golo, o que me marcou bastante e me deixou muito satisfeito.


TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PÁGINA 15 // 19.MAR.14 // ACADÉMICO

liftoff,

http://liftoff.aaum.pt/ facebook.com/aaum.liftoff

gabinete do empreendedor da AAUM

Sessão Cultura Organizacional STEPS TO Dado sucesso da 1ª edição, o Liftoff está a preparar a 2ª edição do programa Steps To. O programa “Steps to”, inserido no Connection The Dots resulta da parceria Liftoff | César Cerqueira e vai consistir em cinco sessões de orientação com cinco temas diferentes direcionado para empreendedores, start up´s e spin off´s. Estas sessões de orientação terão a duração de 120 minutos. Serão sessões num ambiente relaxado mas totalmente focado cujo objetivo principal é dotar os participantes com ferramentas práticas de trabalho

de forma a construírem o seu projeto com os passos necessários para potenciar o seu sucesso. As sessões terão um seguimento lógico. Associamos ainda a cada sessão uma tarefa a ser realizada até a próxima sessão com a intenção de que os participantes deem passos concretos no sentido dos seus objetivos. Contudo, é permitida a inscrição por sessão garantindo o bom aproveitamento da mesma. TEMA: Cultura organizacional a. Líder Flexível + Líder Co-

ach b. Organizações Emocionalmente Inteligentes “Cultura Organizacional é a parte que não se vê mas sente-se na forma de atuar de toda a equipa da organização, que se traduz na forma de estar e nos proveitos da organização.”

Sessão Inteligência Emocional Programa Alto Desempenho O programa “Alto Desempenho “, inserido no Connecting The Dots e na parceria Liftoff | César Cerqueira, vai consistir em 5 sessões de orientação com 4 temas diferentes direcionado para aqueles que são “contentes mas insatisfeitos”. Estas sessões de orientação terão a duração de 120 minutos. Serão sessões num ambiente relaxado mas totalmente focado cujo objectivo principal é dotar os participantes com ferramentas práticas de trabalho de forma a construírem o seu projeto com os passos necessários para potencial o seu sucesso.

QUANDO: 20 de março, 18h-20h

TEMA Inteligência emocional - os primeiros passos

PREÇO: 12,5 euros - Sócio AAUM, AAEUM, AFUM

a. Eu real vs Eu ideal “Gerir as nossas emoções é um trabalho a tempo inteiro”

18 euros - Não sócios (IVA incluído)

8 de abril, 18.00h-20.00h 12,5 euros - Sócio AAUM, AAEUM, AFUM 18 euros - Não sócios

> > 13 a 27 de MARÇO ‘14 Curso Software de Gestão Primavera Profissional; Edit Value Formação Empresarial, Braga

> 19 MARÇO ‘14 Seminário O Capital da Juventude Auditório B1, Campus de Gualtar

> 20 MARÇO ‘14 1ª Sessão Steps To Sessão Cultura Organizacional Campus de Gualtar

> 28 MARÇO a 11 ABRIL ‘14 LIFTOFF WORKING IDEAS Campus de Gualtar

> 8 ABRIL ‘14 1ª Sessão Alto Desempenho Sessão Inteligência Emocional Campus de Gualtar

Ofertas de emprego

w w w. a a u m . p t /g i p gip@aaum.pt

Eng. Civil M/F - Vila Verde

Eng. Polímeros - Estágio emprego - M/F

Perfil: - Licenciatura em Engenharia Civil - Elegível para Estágio Emprego/IEFP - Disponível para trabalhar na zona de Vila Verde - Disponibilidade imediata

Perfil do candidato: - Licenciatura e/ou Mestrado integrado em Engenharia de Polímeros - Conhecimentos concretos em planeamento e processos de extrusão - Bom domínio preferencialmente da língua inglesa (escrito e falado) - Conhecimentos de francês e espanhol

Técnico comercial M/F

Outras oportunidades:

- Formação Superior; - Experiência de mínima de 2/3 anos na gestão de mercados export (preferencial); - Domínio da língua inglesa e francesa (expressão escrita e oral - obrigatório) e língua italiana e/ou alemã (preferencial);

- Enfermeiros M/F, Inglaterra - Assistente M/F, Braga

Administrativo

- Estágio Profissional em Engenharia de Software M/F - Consultor BI Cognos M/F

Candidaturas em: www.aaum.pt/gip


CULTURA

“a bunch of (dois) meninos”: eis o regresso dos dead combo O duo Tó Trips/Pedro Gonçalves lançou neste mês de Março o quinto disco de originais. Um trabalho onde a portugalidade que marcou uma geração está muito presente no disco que dizem ser “o aproximado ao fado” que o grupo já fez. JOSÉ REIS jose.reis@rum.pt

Um grupo atinge a maturidade – ou está-se a borrifar para tudo o resto – quando ao quinto disco nos responde desta forma, do outro lado do telefone: “chegamos aqui, evoluímos como músicos, evoluímos como pessoas, a nossa música está mais apurada, há uma série de coisas melhores”. A síntese perfeita de uma carreira imaculada, feita de cinco álbuns (o último tem

ainda poucos dias), com expressão dentro e fora de fronteiras. Os Dead Combo, grupo formado pelos músicos Tó Trips e Pedro Gonçalves, um combo que soube tirar partido de uma sonoridade pouco explorada em Portugal mas de muita e crescente curiosidade: a portugalidade na base instrumental. “Este novo disco é um pouco diferente do anterior [Lisboa Mulata], mas continuamos a viajar pelo mundo. Mas a grande diferença é que temos os pés

mais assentes em Lisboa e em Portugal”, sintetiza Pedro Gonçalves, em conversa com o ACADÉMICO, acrescentando: “Esta é a nossa aproximação e visão do fado, é um disco feito de coisas muito portuguesas. Há ainda coisas a puxar ao México, a puxar para o Brasil, coisas mais rock e até mais clássicas. Há um pouco de tudo”, destaca o músico. “A Bunch of...” Pedro Passos Coelho, o pri-

meiro-ministro que está na mira de muitos, não sabe, mas ele é um dos visados do nome do disco – apesar de não ter sido ele, num primeiro momento. O nome e a história deste disco são, afinal, simples. “’A Bunch of Meninos’ surgiu em 2008 e quem inventou este nome foi o nosso produtor. Numa viagem que fizemos para a Holanda, falávamos do Governo português da altura e o nosso produtor disse que era um ‘a bunch

of meninos’. Gostamos da expressão, perdurou nas nossas conversas e agora surgiu a oportunidade de o incluirmos num disco nosso”, conta Pedro Gonçalves, uma das metades dos Dead Combo. O grupo faz agora a obrigatória digressão pelo país com este disco, tendo presença assegurada em Braga a 7 de junho, na Sala Principal do Theatro Circo, num conjunto de concertos que contará apenas com os dois músicos em palco.


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RUM BOX TOP RUM - 11 / 2014

AGENDA CULTURAL

same as yesterday, but yesterday is not today

BRAGA

13 FANFARLO - Landlocked

MÚSICA

14 NORTON - Magnets

21 de março Olseed FNAC - BragaParque

GUIMARÃES

22 de março Tape Junk FNAC - BragaParque

22 de março Mirror People CCVF

22 de março The Trap de Mariana Tengner Barros Casa das Artes

22 de março Os gnomos FNAC - BragaParque

23 de março Os gnomos FNAC - GuimarãesShopping

14 de março One man alone Casa das Artes

14 MARÇO

1 BECK - Blue moon

15 YCWCB - Be my world

2 TEMPLES - Keep in the dark

16 DESTROYER - El rito

3 JOAN AS POLICE WOMAN Holy city

17 DUM DUM GIRLS Rimbaud eyes

4 PZ + dB - Cara de chewbaca

18 PEIXE AVIÃO Ponto de fuga

5 DIABO NA CRUZ Vida de estrada

19 STEPHEN MALKMUS & THE JICKS - Lariat

6 ARCADE FIRE – Reflektor 7 CLÃ - Rompe o cerco 8 JP SIMÕES Gosto de me drogar

20 COLIBRI Santo António travesti

POST-IT 17 março > 21 março

9 WHO MADE WHO The morning

PAUS Bandeira Branca

10 MÁRCIA - Menina 11 AU REVOIR SIMONE Somebody who 12 NOISERV - Today is the

REPTILE YOUTH JJ FUJIYA & MIYAGI Flaws

Joan As Police Woman também conhecida como Joan Wasser é o destaque esta semana do Cd rum. O disco que vamos dar a conhecer chama-se “The Classic”, quarto álbum de estúdio. Para trás ficaram os trabalhos “Real Life” (2006), “To Survive” (2008) e “The Deep Field” (2009). Joan nasceu em 1970 e aos seis

FAMALICÃO

Para ouvir de segunda a sexta (9h30/14h30/17h45) na RUM ou em podcast: podcast.rum.pt Um espaço de António Ferreira e Sérgio Xavier.

1 - Camões e a viagem iniciática de Hélder Macedo. Ed.Abysmo. A oportuna e necessária reedição de um clássicos dos estudos camonianos, com um inédito sobre três cartas escritas por Luís de Camões. Fundamental.

milenarista, o segredo de Fátima e profecias à mistura.

2 - O terceiro bispo de Frederico Duarte Carvalho. Ed.Planeta. A eleição do Papa Francisco, permite a este autor português ensaiar uma ficção

4 - O segredo do hidroavião de Fernando Sobral. Ed.Parsifal. O especialista no economês romanceia a chegada ao poder dos comunistas na China, com

o clássico de joan as police woman anos de idade começou a estudar piano. Aos oito iniciou as primeiras aulas de violino. Tocou na orquestra da escola antes de sair de Norwalk para entrar na Universidade. Joan Wasser tem um currículo de meter inveja a muitos: tocou com Lou Reed, foi recrutada por Hal Willner para a banda de suporte da sua homenagem a Leonard Cohen, esteve na formação de Anthony & The Johnsons, faz parte do grupo de Rufus Wainwright e

22 de março Fora de qualquer presente CCVF (Peq. auditório)

LEITURA EM DIA

CD RUM

ELISABETE APRESENTAÇÃO elisabete.apresentacao@rum.pt

TEATRO 22 de março La famiglia Theatro Circo

tocou com Nick Cave. Teve as suas proprias bandas como os Dambuilders, Black Beetle ou Those Bastard Souls. Foi namorada de Jeff Buckley e foi para ela que ele escreveu “Everybody Here Wants You”. Era sua musa e era companheira de Buckley na altura da sua morte. Cresceu a ouvir Motown e Soul, duas grandes influências para a cantora. Recebe elogios das mais importantes revistas de música e não só. O The Guardian

3 - O mistério de Bolama de Jorge Almeida. Ed. Gradiva. Um dos casos mais misteriosos, insolúveis e enigmáticos da marinha mercante portuguesa.

classifica-a como “Uma voz tão maravilhosa e tocante que faz todas as outras parecerem vulgares e mundanas”. Provavelmente o seu trabalho mais reconhecido será como Joan As Police Woman. No disco “The

DR

Macau como cenário de fundo. 5 - Nós, os afogados de Carsten Jensen. Ed.Bertrand. A família dos Madsen, a vida num barco de guerra, o heroísmo e tragédia dos homens, num romance imenso e genial.

Classic” as canções são, nas palavras de Joan, mais positivas. Se ela não se autocriticar torna-se numa pessoa mais feliz. Para escutar de 17 a 21 de Março cinco temas de “The Classic” de Joan As Police Woman.


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DESPORTO

Ricardo Fernandes

sc braga/aaum regressa às vitórias susana silva msusana.silva@hotmail.com

O SC Braga/AAUM venceu, este sábado, no Pavilhão de Gualtar, o S.L.Olivais por

3-0, em partida da 23ª jornada da Liga Sportzone Futsal. Após dois desaires seguidos, a equipa bracarense regressou às vitórias. Com os dois conjuntos em

busca do triunfo de modo a manterem viva a luta pelos seus objetivos, os primeiros minutos mostraram um jogo dividido. Ambas as formações tentavam o golo e perJogo foi transmitido em direto na AAUM TV

maneciam muito ativas em campo. À passagem do minuto sete, o equilíbrio no marcador foi desfeito. Boa jogada de Paulinho no flanco direito, a servir de bandeja André Machado que em frente à baliza fez o 1-0. Em vantagem, a turma minhota geria o resultado e a posse de bola, embora o Olivais tentasse, por diversas ocasiões, chegar à igualdade. A cinco minutos do final da primeira parte, a formação visitante esteve muito perto de o conseguir: após defesa de Beto, no ressalto a bola acabou por sair ao poste. Depois do susto, a equipa bracarense aumentou a vantagem. Paulo Tavares pediu time-out e deu instruções aos seus jogadores para a marcação de um lance que foi executado na perfeição: Miguel Almeida passou para Paulinho, que apareceu sem marcação na direita fazendo o segundo da equipa da casa. A primeira parte acabou com o Olivais novamente a acercar-se da baliza de Beto. Tunha, um dos melhores em campo da equipa visitante, rematou, no mesmo minuto, por duas vezes às redes caseiras, mas ambos os lances saíram ao lado. Na etapa complementar, a formação bracarense segurou o jogo e avultou em mais um golo a vantagem. Aos cinco minutos do segundo tempo, Tiago Brito passou

para André Coelho, que seguia a todo o gás pelo corredor central, e o jovem pontapeou para o fundo das redes da turma lisboeta. Até ao final, o S.L.Olivais ainda apostou no 5x4, mas sem sucesso. A equipa da casa, mais eficaz, venceu com três golos sem resposta e consolidou o terceiro lugar, beneficiando ao mesmo tempo da derrota do quarto classificado, o Leões de Porto Salvo, que conta agora menos quatro pontos que os minhotos. Paulo Tavares: “Estamos a realizar uma época estrondosa” No final da partida, Paulo Tavares elogiou o acerto defensivo da sua equipa que, após dezassete golos sofridos em quatro jogos, não sofreu nenhum. “Tínhamos que parar com essa brincadeira”, assumiu. O treinador destacou ainda a concentração e agressividade dos seus jogadores, considerando até que estes foram um pouco perdulários no final do encontro. Os problemas físicos é algo que preocupa o treinador, que espera ter os jogadores na máxima força para voltar aos níveis de jogo já praticados. “Estamos a realizar uma época estrondosa”, ressalvou. Na próxima jornada, o SC Braga/AAUM desloca-se ao reduto da Académica, que ocupa os lugares de despromoção.


Agenda ESN Minho 20 March Flower Power Party 22 March Portuguese Party 25 March Erasmus Got Talent 28 March Glow Party

ERASMUS NAS ESCOLAS

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“Erasmus in Schools” (EiS) é a principal actividade do pilar ‘Educação’ do projecto “Social Erasmus”da ESN (Erasmus Student Network) rede da qual a ESN Minho faz parte; e é precisamente este o projecto bandeira da ESN em 2013. O EiS pretende promover a cidadania europeia, combater a xenofobia e fortalecer a compreensão intercultural. Por um lado, familiariza os alunos nacionais com diferentes culturas, tradições e costumes, ajudando a descompor estereótipos e a ampliar horizontes. O nosso objetivo primordial é tornar os alunos mais abertos a experiências internacionais no futuro. O EiS permite que estudantes internacionais contribuam para a comunidade local que os recebe, enriquecendo-a através da sua presença e empenho. É também uma oportunidade de praticarem as suas técnicas de apresentação e organização, e de conhecerem o sistema de ensino português. O EiS é um projeto muito simples, contudo, extremamente poderoso. Consiste em levar estudantes internacionais voluntários às escolas locais de forma a trocar conhecimentos sobre a sua cultura e experiência em Portugal. Em suma, constitui uma contribuição para “internacionalização em casa” dos alunos dotando-os de uma atitude mais receptiva internacionalmente sem terem, necessariamente viajado ou vivido no estrangeiro. A ESN conta com o apoio da Education First (EF), da Agência Nacional PROALV - Programa Aprendizagem ao Longo da Vida. O EiS foi mencionado como: “um projeto de boas práticas” na revisão do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida do Parlamento Europeu, João Costa do qual faz parte o programa Erasmus). Responsável pelo Departamento Pedagógico

VOX POP ERASMUS

29 & 30 March Trip to Lisbon • Os locais das festas serão atempadamente comunicadas •The places of the parties will soon be communicated

This past weekend ESN Minho organized a trip to one of the oldest Spanish cities. Salamanca is well know for being a student’s city, with an particular spirit. We went to ask some of the participants their thoughts about this experience.

ERASMUS IN SCHOOLS

Erasmus in Schools (Eis) is the main activity in the educational pillar of ESN’s SocialErasmus project and the Flagship Project of ESN in 2012/2013. Erasmus in Schools promotes European citizenship, counters xenophobia and strengthens intercultural understanding. It makes European pupils familiar with different cultures, traditions and customs and helps overcome stereotypes, as well to widen horizons. The local pupils have the chance to widen their horizon and familiarise themselves with different cultures early on. This strengthens their intercultural awareness and makes them more open towards international experiences in their future paths. EiS enables international students to give something back to the local communities and truly enrich society through their presence and engagement. EiS benefits the local schools, the volunteering international students and not least ESN sections in different ways. International students practice their presentation, teaching and organising skills.In addition, they can experience local people and the education system first-hand. Erasmus in Schools is a very simple and yet powerful project. International students go into local schools to talk about their country, language, culture and experience. It makes an important contribution to “internationalisation at home” endowing pupils with a more internationally oriented attitude without needing to travel or live abroad. EiS has been recognised as an important project by many stakeholders, e.g., National Agencies. The project was even mentioned as a best practice project in the European Parliament’s revision of the Lifelong Learning Programme, of which Erasmus is part”

Elisabetta Cocco I liked a lot the architecture [of the city], because I liked the stone from wich the buildings are made and most because it’s not as pretensious as some monuments of my city, wich is Rome. And I liked the weather, wich was clean.

João Costa, Head of Pedagogic Department

Sylwia Gabriel Salamanca is a very beautiful city, a historic city. And, although I don’t want to look as an alcoholic, we were in some amazing bars, were we drank some amazing shots!


ACADÉMICO 207