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CAMPUS XXXII colóquios de relações internacionais Vânia Barros vaniastefa@hotmail.com

A trigésima segunda edição dos Colóquios do curso de Relações Internacionais (R.I) decorreu nos passados dias 27 e 28 de Abril, na Universidade do Minho, tendo tido, como tema geral das comunicações, o “Atlântico Sul”. Esta edição contou a presença de um ilustre quadro de do-

centes e oradores convidados, como constatou César Gonçalves, o presidente do Centro de estudos do curso de Relações Internacionais (CECRI): “Tivemos a presença de figuras de alto nível, quer a nível militar, quer diplomático, representação da embaixada de Angola junto da CPLP, do ministério da defesa, representantes do chefe maior do Exército e personalidades académicas”. As expectativas iniciais foram ultrapassadas, porque efectivamente os colóquios trataram

de um tema interessante e as comunicações que nós tivemos vieram confirmar a importância do Atlântico Sul, nomeadamente do Brasil, afirmou a professora Maria do Céu Pinto, directora de licenciatura e mestrado em RI. Este ano foram introduzidas duas novidades. A primeira foi o painel aberto que deu a possibilidade aos alunos de participarem, de uma forma directa, e não apenas como actores passivos. Desta iniciativa, o presidente do CECRI constatou

que, sendo o painel dedicado a comunicações dos alunos, houve um grande empenho o que permitiu que o painel corresse muito bem. “O nível das apresentações foi muito elevado, com qualidade e permitiu um maior envolvimento dos alunos”, justificou. Uma segunda, como referiu Maria do Céu Pinto, foi o facto dos colóquios se terem realizado, pela primeira vez, em parceria com outras instituições, o Centro de estudos de políticas e estratégias nacionais (CE-

PEN) e a ADESG, aspecto esse que foi também realçado por César Gonçalves, que afirmou que estas parcerias “permitiram aumentar a relevância do evento e também credibilidade dos colóquios e da própria matéria em discussão, visto os convidados serem especialistas no assunto”. Destaque ainda nestes colóquios para aquele que foi um dos pontos altos, uma homenagem ao Presidente da República da Angola, José Eduardo dos Santos, por parte da ADESG.

gatuna atinge maioridade Sónia Ribeiro sonia_cc@live.com.pt

A Gatuna completou 18 anos, no passado dia 28 de Abril. Para celebrar a maioridade, a Tuna Feminina da Universidade do Minho organizou a Semana Verde, onde juntou a comunidade académica em vários convívios, serenatas e festas nos bares da cidade. A ideia foi “partilhar o aniversário com todos os que ouvem e gostam da Gatuna”, explicou Sofia Patrão, uma das responsáveis do grupo. “A Gatuna surgiu na tentativa de alargar e modificar a longa tradição de tunas masculinas e criar a primeira tuna feminina de Braga”, conta. A grande estreia ocorreu nas Monumentais Festas do Enterro da Gata,

em 1993. O Trovas é um dos principais eventos em que participam e onde se juntam para ouvir “o que de melhor existe ao nível das tunas femininas”, este ano a realizar no dia 29 de Outubro no Theatro Circo. Sofia Patrão destaca ainda o jantar do caloiro, que já vai na sua XIII edição.

Espírito de grupo Segundo Sofia Patrão, a Gatuna procura fortalecer o espírito de grupo. “Como disse uma das nossas fundadoras «todas somos fundamentais, mas todas somos substituíveis»”, e portanto, todas as que passaram e passam pela Gatuna foram peças essenciais, a Gatuna aprendeu com elas, cresceu com elas e tornou-se a mulherzinha que hoje vemos”, refere. Mas agradece ao grupo que em

1993 deu os primeiros passos. A amizade entre todos os elementos é apontada como o principal motivo para sobreviverem durante estes 18 anos. “A relação é muito boa, quer entre a geração actual quer entre gerações, no fundo somos uma grande família unida por o amor a um projecto que nos

diz muito”, conta.

Levar o nome da UMinho mais longe É através da música que a Gatuna procura deixar marcas. “Entre actuações por todo o país e além fronteiras e um grande sentido de dever para com a academia, a Gatuna tem DR

crescido sempre, procurando novas formas de levar o nome da Universidade do Minho cada vez melhor e cada vez mais longe”, admite Sofia Patrão. Para o futuro, a Gatuna promete mais novidades e novos projectos. “Temos alguns planos a amadurecer, como a realização de um DVD do próximo Trovas, a gravação de um CD, estamos a considerar a possibilidade de realizarmos uma digressão e ainda a ponderar a realização de alguns projectos em Braga”, conta. Continuar a melhorar é a grande ambição. De acordo com Sofia Patrão, os estudantes podem esperar por “mais 18 anos de sorrisos, música e diversão”, com empenho, dinamismo e dedicação por parte de todos os elementos.


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universidade do minho organiza 4ª edição do “verão no campus” Tânia Ramôa tania_ramoa@hotmail.com

Já estão abertas as inscrições para as actividades do “Verão no Campus” da Universidade do Minho, destinadas a alunos do ensino secundário. A quarta edição desta iniciativa decorre na semana de 18 a 22 de Julho nos campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães). O principal objectivo do “Verão no Campus” (VNC) é promover a cultura, a ciência e a arte junto dos mais jovens e auxiliar os estudantes que pretendem ingressar no Ensino Superior na escolha de uma área de estudo e trabalho. O programa que oferece definese como versátil, na medida que abrange diferentes áreas

científicas nas áreas das ciências, ciências sociais, ciências da saúde, economia e gestão, educação, engenharia e letras. Vanessa Alves, coordenadora do projecto VNC, destaca o sucesso das edições anteriores que tem conseguido dar a conhecer a universidade e as cidades envolvidas na iniciativa (Braga e Guimarães). Os alunos são provenientes de todo o país, devido a um programa de alojamento disponível. A coordenadora reforça ainda que, ao longo das anteriores edições, os participantes criaram laços de amizades com os monitores (alunos da UM), o que também contribui para o sucesso da iniciativa. Estão disponíveis acima de 320 vagas para as 19 turmas cons-

tituídas, designadamente nas seguintes actividades: Aplicar (mesmo) a Estatística; Aceleração de Sondas Espaciais por Planetas; Vem Computar e Descobrir os Materiais para a Nanotecnologia; Produção de Revestimentos Decorativos e Estudo das suas Propriedades Físicas; QSI:UMinho - Química sob investigação; UMa Biologia no Verão; À Descoberta do nosso Ambiente; Investigação e Ensino em Ciências da Saúde; Experimentar as Ciências Sociais; Ser Historiador e Arqueólogo; Energia e Ambiente; Computação sem fronteiras; Engenharia e os Novos Materiais; Robótica Júnior: Anda construir tu; Verão no Campus na Escola Superior de Enfermagem; Viajar pelo IE: Um

DR

Passaporte para a Educação; Interrail de Línguas; Verão no Campus - Escola de Psicologia e Escola de Rádio. O “Verão no Campus” é uma iniciativa que consegue aliar a aprendizagem à diversão,

dando a oportunidade aos inscritos de tornarem o seu tempo de férias em algo útil à sua formação pessoal, sendo uma espécie de “Mini-estágio” para o universo académico que os espera.

Actividade de sensibilização para a deficiência cancelada

estudantes da UM mostraram-se pouco interessados em promover a inclusão Diana Sousa diana_sous@hotmail.com

“Juntos pela inclusão”, iniciativa promovida pelo Gabinete para a Inclusão (GPI) da UM, pretendia desmistificar o tema da deficiência. Mediante jogos que dessem a conhecer as dificuldades e possibilidades de acção das pessoas portadoras de deficiência, o objectivo era

sensibilizar a comunidade estudantil. Porém, por falta de adesão, a actividade, que teria acontecido ontem [dia 2 de Maio], teve de ser cancelada. A ideia de desenvolver uma actividade centrada na formação para a diferença partiu de duas alunas da Licenciatura em Educação que realizavam o seu projecto de Seminário no GPI. Apesar dos esforços e de toda a divulgação, quer por panfletos, que por newsletter no site institucional da academia, quer por

mensagem no mail, “Juntos pela inclusão” não se concretizou por falta de inscrições. Esta era uma iniciativa aberta a toda a comunidade estudantil. A responsável pelos serviços do GPI, Sandra Estêvão, diz que infelizmente não sabe como explicar exactamente este desinteresse, mas aponta uma hipótese: “ existe dificuldade em lidar-se com problemas de deficiência e as pessoas preferem fazer de conta que não existem tais situações, a não ser que

sejam confrontadas com elas. Vivemos numa sociedade de aparências, de procura da satisfação imediata, pelo tudo o que obrigue ao confronto de dificuldades, à reflexão sobre elas, é evitado”. Sandra Estêvão dá ainda conta que iniciativas de sensibilização similares já foram realizadas, recebendo boas críticas por parte dos participantes, mas que a adesão é sempre baixa. “Como mobilizar as pessoas para este tipo de actividades, como mudar

mentalidades, como mostrar que vale a pena falarmos sobre estes assuntos são questões que coloco frequentemente”, acrescentou a responsável pelo GPI. Sandra Estêvão considera que o desinteresse da sociedade em relação a questões mais sensíveis, como a diferença, a diversidade, é um problema de base e salienta que “é urgente que a formação para as diferenças comece desde cedo para que a inclusão, algum dia, seja uma prática comum”.


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UNIVERSITÁRIO

mais alunos e menos docentes Ana Isabel Lopes ana_lopes91@hotmail.com

Apesar do aumento que se tem vindo a verificar no número de alunos universitários, o corpo docente das universidades, ao contrário do que seria de esperar, tem vindo a diminuir. O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) veio alertar para este problema, dizendo que o corpo docente das universidades públicas está a ser “esvaziado”. Nos últimos dois anos apenas se verificou uma entrada por cada oito aposentações, constatando-se assim uma grande disparidade entre o número

de aposentações de docentes e o número de docentes integrados nas universidades. Visto o número de alunos estar a aumentar, o que se esperava seria o crescimento do número de docentes, para assim respon-

der ao número de alunos existentes. Neste sentido, nunca se verificaria uma redução, daí a preocupação do sindicato relativamente a estes dados. “Houve uma diferença muito grande entre os docentes que saíram DR

e os que entraram, o que não deixa de ser preocupante se tivermos em conta que o número de diplomados aumentou e que aquilo que é solicitado aos docentes, em termos de trabalho, é cada vez mais exigente”, afirmou António Vicente, presidente do SNESup, em declarações à agência Lusa. O dirigente do sindicato explicou que, com esta política, está a ser colocada nos docentes e investigadores das universidades, uma “sobrecarga de trabalho muito grande”. Desta forma, e quando se prevê uma formação de mais de cem mil activos no prazo dos próximos quatro anos, esta condição

torna-se preocupante. “Não havendo perspectivas de abrir lugares para que as pessoas possam entrar na carreira ou até progredir na própria carreira, estamos, no fundo, a estrangular as universidades portuguesas”, acrescentou o dirigente do sindicato. António Vicente, explicou ainda à agência Lusa que o Sindicato não aspira a que sejam “contratados indiscriminadamente” docentes, mas sim, para que o número dos mesmos esteja de acordo com o número necessário para responder à quantidade de alunos presentes no ensino universitário público.

fundação da juventude promete 500 estágios a estudantes universitários Mariana Flor mar1ana.f@hotmail.com

A Fundação da juventude pretende angariar 500 estágios não remunerados para estudantes Universitários, na 19ª edição do PEJENE, programa de Estágios de Jovens do Ensino Superior nas Empresas. O PEJENE é um programa de estágios que se destina exclusivamente a estudantes que

frequentam o penúltimo ou último ano da licenciatura. Os estágios não são remunerados e decorrem durante as férias de Verão, entre Julho e Setembro, tendo uma duração mínima de dois meses. Este programa, que já vai na 19ª edição, pretende promover a ligação dos jovens com o mundo empresarial, permitindo aos estudantes um primeiro contacto com o mundo de trabalho. Em 2010, o PEJENE concedeu

mais de 300 estágios, em 115 empresas, abrangendo todas as áreas de ensino e cobrindo todo o território nacional. Para este ano, a fundação da juventude pretende atingir os 500 estágios, atingindo assim um aumento de mais de 60% em relação ao ano anterior. Numa altura em que o mercado de trabalho passa por um período de grande tensão, são cada vez mais os jovens que assumem um papel activo e que se inscrevem neste tipo de pro-

gramas. Para além das inúmeras vantagens para os jovens, este programa é também vantajoso para as empresas, permitindolhes ter à sua disposição colaboradores temporários com elevada formação e seleccionar potenciais colaboradores. Apesar dos programas de estágio existentes em Portugal destinados aos jovens licenciados, visando facilitar a sua entrada no mercado de trabalho, o PEJENE tem vindo a responder,

desde 1993 e em exclusivo, a nível nacional, às necessidades dos jovens que ainda se encontram a frequentar o ensino superior. Desde a sua criação, o PEJENE já proporcionou perto de 2000 estágios, envolvendo cerca de 1000 empresas, de todos os sectores de actividade, apresentado uma taxa de empregabilidade indirecta que ronda os 60%. Os resultados finais serão conhecidos em Maio.


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NACIONAL porta aberta Fabiana Oliveira fab.i@hotmail.com

Ainda não tentaste a tua sorte? O Programa Porta 65 dáte uma nova oportunidade. Se tens entre 18 e 30 anos (no caso de casais jovens, um dos elementos pode ter até 32 anos) podes fazer a tua candidatura entre o dia 26 de Abril e 27 de Maio (até às 20h00) através, unicamente, da Internet, no Portal da Habitação. A Porta 65 apoia o arrendamento de habitação para residência permanente a jovens isolados, constituídos em agregados ou em coabitação, através de uma

percentagem do valor da renda atribuída mensalmente. Questões como o preenchimento dos rendimentos com base na Declaração do IRS deste ano, a morada de residência nas finanças (habitação arrendada) e o apoio até 50% das rendas são bastante importantes para o processo de candidatura. É, também, necessário reunir as seguintes condições: não possuir subsídios ou outras formas de apoio à habitação, não ter qualquer relação de parentesco com o senhorio, não ser titulares de um contrato de arrendamento no âmbito do NRAU (Lei nº6/2006, de 27 de Fevereiro), ou do regime tran-

sitório previsto no seu título II do capítulo I e nenhum dos jovens membros do agregado ser proprietário ou arrendatário de outra habitação. Para o caso de surgirem dúvidas, os candidatos podem procurar ajuda para o preenchimento das candidaturas dirigindo-se às Lojas Ponto Já, do Instituto Português da Juventude (IPJ), às instalações do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) de Lisboa e Porto e ao Instituto Nacional para a Reabilitação (INR). Para mais informações podem ainda consultar: http://www. portaldahabitacao.pt

LSD, my problem child Goreti Faria goreti.fcs@gmail.com

Drogas. Uma palavra normal, um consumo ilegal. E é talvez por isso mesmo, por ser ilegal, que o consumo de drogas aumenta, cada vez mais. Porque é a droga tão apelativa? Será tudo parte de uma tendência que está a assumir proporções fora do normal ou será que é mesmo pela procura de um momento em que a cabeça deixa de pensar em tudo o que sempre inevitavelmente pensa

quase 80% dos jovens portugueses tem conta nas redes sociais Goreti Pera goretipera@hotmail.com

78% dos jovens portugueses com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos está presentes nas redes sociais, segundo dados da Comissão Europeia revelados num relatório publicado no âmbito do projecto EUKidsOnline. No que respeita à União Europeia, a percentagem desce para os

77%. Na Noruega, o registo atinge os 92%. O estudo realizado em 25 países envolveu 25 mil jovens e revela que a Holanda é o país com mais crianças entre os 9 e os 12 anos presentes em sites como o Facebook, Hi5, Twitter, Myspace, Orkut, Hyves, Tuenti, Iwiw ou Myvip. Sendo a Hungria o país em que as crianças têm mais contactos no seu perfil, a Comissão Europeia revela-se preocupada

com o facto de um quarto dos inquiridos ter o seu perfil definido como público, o que faz com que todos tenham acesso às suas informações pessoais. Em declarações ao jornal Expresso, o vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital, Neelie Kroes, alerta: “Estas crianças colocam-se em risco, ficando vulneráveis a práticas de assédio e aliciamento”.

de drogas, é normal que haja alguma curiosidade em torno do seu consumo. No entanto, é assustador apercebermo-nos da existência de cada vez mais pessoas incapazes de se divertirem sem a ajuda de algo que é artificial. Algo que vai sendo cada vez mais forte. É em festas dominadas pela música electrónica de dança – em particular, pelo trance psicadélico – que os níveis de consumo de drogas como Ecstasy e LSD são mais elevados. O controlo na entrada e no que é consumido é pouco e o resultado são testemunhos DR

e passa a estar sozinha num momento confortável? Será a curiosidade de saber a resposta a esta pergunta? Numa época em que todas as músicas, filmes e afins fazem referências ao consumo

de rapazes e raparigas com 15 anos de idade – nascidos em 1996 – que são consumidores assíduos deste tipo de drogas. Segundo estes testemunhos, a erva já não chega, é preciso algo mais.


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ENTREVISTA Sérgio Denicoli “Prevejo que, quando acontecer o apagão analógico em Portugal, vai ser um caos” Cláudia Fernandes alaufernandes@hotmail.com

Luís Miguel Costa

“Quando a TDT chegou à Europa ela vinha como uma promessa de revolução, ou seja uma “galinha dos ovos de ouro”, e não o foi”

É já no próximo dia 12 de Maio que vai ser desligado o sinal analógico numa cidade portuguesa (Alenquer). Para o ano, no mês de Abril será desligado o sinal da Televisão Analógica Terrestre (TAT) em todo o país, restando aos portugueses que não possuam ligações por cabo ou satélite a Televisão Digital Terrestre (TDT). Faltando apenas um ano para esse “apagão”, o ACADÉMICO esteve, esta semana, à conversa com um especialista que estuda a implementação da TDT em Portugal e no continente europeu. Assim, Sérgio Denicoli, doutorando em Ciências da Comunicação na UM, explicou o funcionamento do novo sistema televisivo e falounos da forma como este está a ser difundido.

Em termos gerais, o que é a TDT? A TDT é uma forma de transmissão de dados televisivos por via terrestre, pelo ar, em formato digital. Ou seja, no caso da TDT, o sinal analógico é convertido em linguagem binária e transmitido como bits. Por ser um sinal digital, pode ser reduzido no espaço de transmissão. Fazendo uma comparação, por exemplo, no computador podemos reduzir um ficheiro. Então, o espaço que se utiliza para transmitir um canal digital é muito menor do que um canal analógico, o que possibilita uma melhor utilização do espectro radioeléctrico, que é esse caminho invisível por onde circulam

os sinais televisivos.

Em que condições está a ser difundida a TDT, em Portugal? Houve um concurso público em Portugal e a Portugal Telecom (PT) foi a vencedora para difundir esses sinais digitais. Eles estão a dividir o país em zonas e, progressivamente, instalam o sinal digital, que, numa primeira fase, é transmitido juntamente com os sinais analógicos até que, em 2012, vai haver o “apagão analógico”, ou seja, os sinais analógicos vão ser desligados e só vão ficar os digitais. Há algumas zonas piloto que foram definidas para desligar esses

sinais analógicos para ver como é que a população reagia. Só que isso foi mal feito, porque nessas localidades escolhidas, apesar de serem desligados alguns dos transmissores, existem outros que emitem o sinal analógico para lá. Ou seja, é uma zona piloto um pouco suspeita. Não vamos saber o que vai acontecer em 2012, só o saberemos quando se desligar o sinal analógico.

Quando é que se começou a falar em TDT? Portugal foi um dos primeiros países da Europa que começou a implementar a TDT, só que o primeiro concurso acabou por

ser suspenso e muito tempo depois voltou a tocar-se nesse assunto, já no Governo de José Sócrates. Quais os benefícios da TDT em relação à analógica? No sinal digital, o televisor ou descodificador são, de certa forma, computadores que têm de fazer a conversão do sinal, ou seja, guardam o sinal e emitemno em seguida. A televisão digital, tem, portanto, um atraso no sinal relativamente à analógica, por exemplo, no futebol os golos vêm antes na analógica do que na digital. Assim há, na televisão digital, uma série de sistemas de correcção de erros. Outra vantagem é

que o sinal digital ocupa menor espaço no espectro radioeléctrico e possibilitando que o que sobra possa ser utilizado para mais canais ou outro tipo de serviços, como por exemplo, a internet em banda larga. Outra vantagem é a transmissão em HD. Como se utiliza menos espaço é possível transmitir mais dados para cada canal, o que permite a imagem com maior número de pixéis.

É necessário comprar um aparelho descodificador. Em termos de preços… Há vários tipos de preços, porque há o descodificador básico


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Então existe ajuda para as famílias mais carenciadas… Sim, com este subsídio. No entanto, cada televisão precisa de um descodificador e o subsídio é só para um. Imaginem pessoas que têm três televisores em casa e necessitam de três descodificadores.

Em relação ao resto da Europa, Portugal está em que situação? Atrasado? Portugal não está atrasado porque há o limite de 2012 para desligar o sinal. O que acontece é que há uma diferença com o que está a ser feito lá fora. Praticamente todos os países da UE oferecem mais canais e Portugal vai oferecer o mesmo. Houve uma tentativa de lançamento do quinto canal, mas as duas propostas foram chumbadas. Há uma questão muito política que envolve a formação da TDT em Portugal e que acaba por prejudicar a população. O espaço que vai sobrar no espectro vai ser vendido por muitos milhões e a população não vai receber nada em troca, sendo que esse espaço é da população e não do Governo. A meu ver, Portugal acaba por ser prejudicado porque a concessão foi entregue à PT, que é uma empresa que tem os seus interesses e um serviço privado e não lhe interessa que haja muitos canais. Mas a culpa não é de todo da PT, porque faz a parte dela. A culpa é dos órgãos responsáveis. E não há muita informação. Por exemplo, em Espanha, as campanhas de informação foram muito fortes, havendo centros para onde as pessoas podiam ligar a pedir informações. O serviço de informação da PT é muito fraco. No contrato de concessão foi estabelecido que nas zonas do país onde não fosse possível o sinal digital seria coberto com sinal de satélite. Eu liguei para lá e perguntei “se o sinal não chegar à minha região o que é que tenho de fazer para receber o satélite?”. Não me sou-

Luís Miguel Costa

e há outros que são gravadores e que exigem um investimento maior. O que o governo tem feito é dar um subsídio de, no máximo, 22 euros, correspondente a 50% do valor. Mas isso é para o mais básico que custa à volta de 40 euros.

beram responder. Ou seja, é um serviço que não funciona da maneira correcta. Eu posso prever que, quando acontecer o apagão analógico em Portugal, vai ser um caos.

E a percentagem de população sem ligações por cabo ou satélite que será a afectada cifra-se em quanto? Se não estou em erro, a TAT chega a cerca de metade da população, que é, provavelmente, mais carenciada. Hoje, um televisor já com descodificador digital é muito caro. E será que uma família com 2 televisões vai ter 200 euros para investir? Mesmo com os 22 euros de subsídio, é muito pouco. E o lucro que eles vão ter com a TDT vai ser de milhões e milhões.

Falou há pouco que foi no Governo de José Sócrates que a TDT chegou efectivamente. Mas como tem sido o papel dos diferentes governos? Quando a TDT chegou à Europa ela vinha como uma promessa de revolução, ou seja uma “galinha dos ovos de ouro”, e não o foi. Os primeiros sistemas implementados em Espanha e no Reino Unido mostraram que estava errado, foi preciso refazer muita coisa, muitas empresas faliram. Portugal também se entusiasmou e tentou lançar, naquela primeira fase, um concurso. Mas quando viram o que aconteceu naqueles países e perceberam que ainda não havia um mercado formado, recuaram. Demorou-se muito para voltar. Uma das prioridades do concurso foi que vencesse uma empresa tivesse mais possibilidades de implementar a TDT com maior rapidez e venceu a PT, que já tinha todo o sistema pronto. O próprio estado tem acções de ouro na empresa que já foram, inclusive, condenadas pela UE. Mas a pressa é inimiga da perfeição, já diz o ditado. Em Portugal, pela pressa de implementar o serviço, acabou por se favorecer uma empresa.

E que papel deve ter o Governo nesta fase? Falou dos subsídios… Os subsídios são uma questão, sim. A outra é o conteúdo. O que é que a população pode ver na televisão? Acho que todos os canais da RTP deviam estar em sinal aberto, pois há espaço para

“Em Portugal, pela pressa de implementar o serviço, acabou por se favorecer uma empresa” isso. A população paga para ter a RTP e, para ter determinados canais, terá de pagar uma subscrição, o que é uma incoerência. Se há espaço, porque é que esses canais não vão logo para a TDT? Como se vai mudar o sistema, é necessário que as pessoas comprem o descodificador para não ficarem sem televisão e, assim, é preciso que este seja atraente. Para que é que vou investir dinheiro para ter o mesmo que tinha?

Acha, então, que o canal público devia ter outra postura? Não cabe ao canal público, cabe ao parlamento, à ANACOM, aos órgãos responsáveis por organizar a implementação da TDT. Para mim, pelo menos os canais todos da RTP deveriam ser abertos. Só não é assim porque não há vontade política ou, então, por interesses económicos.

Qual o país europeu em que a TDT tem uma presença mais forte? A Europa é um mercado muito

complicado. Há países como a Alemanha ou Holanda em que a TV por cabo atinge quase 90% da população. Ou seja, nestes países a TDT não tem um alcance muito grande. Alguns países utilizaram a TDT para fortalecer os canais públicos de forma a fortalecer a Cultura local e as pessoas começaram a identificar-se com aqueles canais. É, portanto, um mercado muito complicado para dizer qual é o melhor campo para a TDT. Mas diria que o modelo britânico é um sucesso, o espanhol também está muito bem feito. Há países que também já investiram na televisão móvel e, a partir do telemóvel, podem assistir, e neste grupo existem mesmo países africanos.

Como é que em sido feita a comunicação junto das pessoas? Há publicidade nas televisões, há um canal no facebook, um serviço de apoio, mas tem sido mal feita, porque as pessoas continuam a não saber o que é a TDT. Sendo que falta um

ano para o sinal analógico ser desligado, o assunto já devia estar muito mais difundido. A população mais idosa, principalmente, vai apanhar um susto quando for ligar a televisão e não conseguir ver nada. Acho que o debate da TDT está a ser feito às escondidas. A população nem sequer se pode manifestar. Acho que é uma oportunidade que está a ser desperdiçada e vai ser um fracasso. No caso da TDT, estão a dar um tiro certeiro para acabar com ela. E a discussão que se segue é como é que vamos utilizar o espaço que resta no espectro, o chamado Dividendo Digital.

“Todos os canais da RTP deviam estar em sinal aberto, pois há espaço para isso”


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INQUÉRITO

vais ao enterro da gata? Em princípio vou todos os dias ao Enterro da Gata, até porque sou o responsável pela barraca do curso de Ciências da Comunicação. Mas claro, vou também pelos concertos. Penso que a quarta-feira será o dia de maior afluência ao recinto, até porque é o dia do cortejo, mas também se espera mais gente nos dias dos concertos das bandas internacionais. Na quartafeira penso que a presença se poderá justificar pela diversão e união dos cursos e no segundo caso, pela curiosidade ou gostos da academia. Quanto ao cartaz, não me parece mau. Contudo, poderia conter nomes mais sonantes e aquelas bandas que já estiveram na recepção ao caloiro deveriam dar lugar a nomes que diferenciassem o Enterro da Gata das outras semanas académicas.

Pedro Campos 2º ano // Ciências da Comunicação

Nuno Lima 2º ANO // Bioquímica

Como pertenço à Tuna Universitária do Minho e vamos estar fora uns dias, não vou poder estar presente em todos os dias do enterro. Penso que os concertos dos fins-de-semana têm sido sempre os mais concorridos, por isso este ano deverá existir uma grande afluência no dia do concerto do Rui Veloso. No que respeita ao cartaz desta edição, talvez falte um nome estrangeiro com maior peso, mas o Rui Veloso parece-me uma boa aposta. Com as presenças tradicionais do Quim Barreiros e dos Xutos & Pontapés, acho que o essencial está lá.

Tenciono ir a todos os dias do Enterro da Gata, mas provavelmente não me irei lembrar de alguns. Penso que o Sábado, dia 7 de Maio, e a última sexta-feira serão os dias de maior atracção, porque para além de ser fimde-semana, contam com a presença de Rui Veloso e dos Xutos & Pontapés, alvos de grande atenção por parte do público. Este ano, o cartaz talvez vá de encontro ao tema da festividade e à crise que se faz sentir no país. Contudo não deixa de ter qualidade, sendo que a aposta na música portuguesa é positiva.

Cristóvão Gonçalves 2º ANO // direito

carlos espírito santo 2º ANO // bioquimica

Diogo Araújo diogorafael@msn.com Sónia Silva sonia.silva.8@hotmail.com

Vou todos os dias ao Enterro da Gata, claro. Em termos de afluência ao recinto, é óbvio que no sábado (dia 7) e 6ª feira (dia 13) serão os dias em que acolheremos um número significativamente maior de pessoas que não são estudantes do ensino superior. Com os estudantes universitários, não só do Minho, podemos contar com eles com toda a certeza ao longo de toda a semana. Na minha opinião o cartaz deste ano, se compararmos com outras semanas académicas do país, é mais fraco. Não tendo conhecimento da situação económica da AAUM, e não me parecendo sequer que seja um problema, parece ter havido uma certa ‘despreocupação’ na construção do cartaz. Mas o Enterro da Gata é, acima de tudo, a festa dos estudantes.

Estão a aproximar-se as festividades do Enterro da Gata que decorrerão de 7 a 13 de Maio na alameda do estádio AXA e terão início no dia 6 do mesmo mês com o Velório e a Serenata no Largo do Paço. Este ano, o tema escolhido foi “A Gata está Verde”, representando a situação actual de todo o país. No seio da comunidade universitária ultimamse os preparativos para a semana académica, envoltos de agitação. Qual a opinião dos estudantes sobre o cartaz deste ano? Em que dia se espera maior afluência ao recinto? Irão os estudantes participar em todos os dias do Enterro da Gata? Estas são algumas questões levantadas pelo ACADÉMICO junto da comunidade estudantil.

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Erasmus Page

Andrea moserini andrea.cultura.rum@gmail.com

May is approaching, and so it is the time during which the students of the Universidade do Minho are going to celebrate the end of the academic year and “bury the cat”. And at last the eagerly awaited bill of the “monumentais festas” of the Enterro da Gata has finally been presented. The theme of this year’s edition of the minhoto academic festival will be “A Gata está verde”: the cat

is green, the same colour of the infamous “recibos verdes”, the green receipts symbol of the precariousness to which a whole generation of young Portuguese workers is condemned. And so this year the cat will be green, she’s green as the anger is, but also as the hope in a better future: under the motto of “Geração verde sem resignação” (Green generation without resignation) the Minho students will be partying from 6th to 14th of May, supported by cheap drinks and good music.

Good music which can maybe sound unfamiliar to a non-Portuguese audience, still the organizers have striven to satisfy the broadest range of tastes as possible. Among others, we will be able to listen from the stage in the alley of the AXA Stadium to old legends of Portuguese rock as Rui Veloso and Xutos e Pontapés, the modern and ironic reinterpretation of fado by Deolinda, the more intimist approach of the singer and composer Pedro Abrunhosa (for whose who don’t know him, that’s the

hairless guy with dark glasses whose face appeared on the April posters of the Centro Cultural Vila Flor of Guimarães), opposed to the more party approach of Quim Barreiros (a veteran of the Enterro da Gata and one of the fathers of “pimba”, a very popular kind of party music whose lyrics are full of sexual references!). There will be featured some famous musicians from Brazil as well: the reggae of Natiruts and the samba-rap of Marcelo D2. The complete “cartaz” of the festival, as published on the

official website http://enterrodagata.aaum.pt/, is as follows: Saturday 7th: Azeitonas, Rui Veloso. Sunday 8th: 2 Many Djs, Expensive Soul, Marcelo D2. Monday 9th: Diabo na Cruz, Deolinda. Tuesday 10th: Mercado Negro, Natiruts. Wednesday 11th: Zézé Fernandes, Quim Barreiros. Thursday 12th: Sean Riley & The Slowriders, Pedro Abrunhosa. Friday 13th: Pitt Broken, Xutos e Pontapés. Saturday 14th: Santoinho. Ticket for entry to all the concerts is 33 euros.

on more romantic subjects: love, women, art of seduction, feeling of longing. Nowadays the Tunas try to maintain these traditions. They perform romantic serenades for the ladies along with gruffy and humorous drinking songs. Another crucial factor is that the Tunas continue to cultivate such instruments like the bandurria, lute, mandoline, cavaquinho or tambourine. This mixture along with the pure joy of playing music is what makes these bands so popular. Tuna Universitária do Minho with much success is carrying on this great historic past. The band was founded in 1990 and currently has over one hunderd members. Their distinctive feature are the oh-so-

bright red socks (as red is the official colour of the University). Tuna of Minho apart from deriving from the rich Portuguese folklore and traditional sounds is finding inspiration in music from different parts of the world. And surprisingly also from some modern musicians and bands. They adapt for example rock songs to their instrumentation and their own unique style, creating something which brings a breath of fresh air into their repertory. The guys are also responsible for completely new songs – both music and lyric-wise. Becoming one of the Tunas is not an easy job. Gaining the trust of other members and learning all the notes and words is a task many fail (but ok, let’s call it as it is: basically you need

to survive at least two years of slavery ;-). But once you get in – it is certainly worth it. Not only because Tunas travel around the world, playing concerts and promoting Portuguese culture, but also because the friendships formed there are the strongest and the most intense ones the guys ever had in their lives. And it shows during their performances – just check out any youtube video or the movies avaliable on the Tuna’s official website www.tum.com. pt Oh! One last thing! The name Tuna comes from the French „roi de Thunes” (king of Tunis) which was the title given to the leaders of vagabonds. So it has nothing to do with fishes, even though it is really fixe!

tuna is fixe Kasia Alichniewicz kasia.cultura.rum@gmail.com

I remember one of my first days in Braga...I was leaving Bar Académico with my friend Agata. We were already downstairs at set to go outside when we heard some really cool sounds coming out of one of the rooms. The Tuna was having a rehearsal – or more like a impromptu jam session. There were plenty of people all around the room playing together and singing. And even tough before coming to Portugal I tried to find some Portuguese artists – never before have I heard about these kind of groups (shame on me!) So where did this music come from? How did it all started? The origins of university mu-

sic reach back to 11th century and medieval poetry of troubadours and minstrels. Groups of students called „Goliards” were wandering all around Europe and instead of exploring books and texts of ancient philosophers they were more devoted to the adventurous lifestyle. They searched for fine wine, beautiful women and good sounds instead of formal, university knowledge. Their musical repertoire was very varied: from religious songs through serenades till really bawdy ones. The lyrics often didn’t fit the conventional rules of society and were mocking traditional values. Words of the songs were cynical, satirical, offensive and of course also very funny. But the other side of their work was focused


TECNOLOGIA E INOVA amigo, como está o à procura de um videoclube tempo aí? DR

Daniela Mendes daniela_mends@hotmail.com

Rafaela Pereira rafaelalrpereira@hotmail.com

Ricardo Fonseca, gestor de comunidades do site Wooshii. com e o designer Gonçalo Catarino criaram o Weddar, uma aplicação para o iPhone que possibilita aos utilizadores a partilha de informação sobre o estado do tempo nos locais onde se encontram. As previsões meteorológicas não são suficientes, o tempo altera-se, de forma significativa, em distâncias curtas e até dentro da mesma cidade. Esta foi a preocupação dos dois portugueses, quando criaram o Weddar. Lançada esta semana e disponível em inglês, a aplicação situa o utilizador e possibilita a selecção de diferentes condições meteorológicas em ícones, que descrevem como o estado do tempo é sentido pelo indiví-

duo, sem detalhadamente descreverem o estado do tempo, empregando expressões como “Ok”, “Great”, “Fresh” e “Hell”. Hoje, o Weddar é gratuito e está disponível no iPhone e o iPod Touch, da Apple, mas o Ricardo Fonseca e o Gonçalo Catarino ambicionam desenvolver em Junho uma versão para dispositivos Android, que deverá ser lançada no último trimestre do ano. Toda a informação que os utilizadores disponibilizam é agregada num mapa Google e pode ainda ser partilhada nas redes sociais, Facebook e Twitter. DR

A era do videoclube parece estar a chegar ao fim: dos 1800 videoclubes existentes em Portugal, no ano de 2005, apenas cerca de 300 ainda se encontravam activos em 2010. Estes números representam uma quebra de 83%, segundo a Federação Portuguesa de Editores de Videogramas (FEVIP) (representantes das editoras que vendem filmes aos videoclubes). Paulo Santos, presidente da FEVIP, afirma que “o negócio dos videoclubes está a encolher muito”, contrariando o auge das décadas de 1980 e 1990. Paulo Santos reafirma também que o negócio “está a cair por causa da pirataria” e dá como exemplo os videojogos que considera “que não são pirateados como os vídeos”, uma vez que são mais difíceis de

piratear. No entanto, o responsável reconhece que não é somente o mundo da internet que determina estes números: “Há uma mudança de plataforma com o vídeo on demand”. A televisão por cabo parece estar cada vez mais actualizada face às necessidades dos consumidores: A MEO, que lançou

este serviço em 2007, viu no ano de 2010 cerca de 55% dos 620 mil clientes a aderirem ao aluguer de filmes. A era do videoclube parece dar cada vez mais lugar à era da tecnologia, facilitando e satisfazendo cada vez mais os consumidores que dispõem de uma variabilidade de filmes sem sair de casa.

“caos, loucura e destruição total” motorstorm: apocalypse Francisco Vieira dmvieira04@hotmail.com

MotorStorm: Apocalypse, conhecido apenas por MotorStorm 3 no Japão, é a mais recente aposta da Sony no género de corridas e é um exclusivo para a Playstation 3. De história o jogo não tem muito, mas os eventos de MotorStorm

têm lugar numa zona urbana consumida pelo apocalipse chamada “The City”, sendo baseada na costa oeste dos Estados Unidos da América, em especial na Califórnia. É um jogo de corridas ao estilo do saudoso Destruction Derby, contrastando com jogos como Gran Turismo, por exemplo. A nível de veículos, MotorStorm possui uma variedade bastante extensa: os famosos MonsterTrucks, Supercars, Superbikes, Muscle Cars, sendo também incluídas motas de cross e até helicópteros. O mais cativan-

te deste jogo é sem dúvida a constante presença de caos em qualquer corrida. Não passam 3 segundos sem alguma coisa do cenário se partir e o jogador ter de, habilidosamente, ultrapassar esse novo obstáculo sem se esbarrar num pedaço de cimento. MotoStorm é, portanto, além de um jogo de corridas, um excelente jogo de acção. No entanto, o real auge deste jogo é o modo multiplayer, pois possui uma espectacular divisão de ecrã, ao contrário da maioria dos modos multiplayer de outros jogos de corridas. Obri-

DR

A destruição em todos os cantos gatório para quem tem dois comandos na Playstation 3.

Site Oficial: http://www.motorstorm.com/ PUB


VAÇÃO

PÁGINA 15 // 03.MAI.11 // ACADÉMICO

twittadas ana lopes ana_lopes91@hotmail.com

Receitas da Apple atingem números recorde Os seus sucessos iPhone e iPad continuam a registar receitas recorde no segundo trimestre fiscal de 2011. Durante este período, a Apple revela ter vendido cerca de 3,76 milhões de Macs, 18,65 milhões de iPhones, 9, 02 milhões de iPods e 4,69 milhões de iPads. As vendas dos iPods foram as únicas a cair, decrescendo cerca de 17% em relação ao segundo

trimestre fiscal de 2010. Contudo, as vendas dos iPhones registam um aumento de 113%, representando um novo recorde. A empresa afirma que “olhando para o terceiro trimestre de 2011, se espera receitas de aproximadamente 23 milhões de dólares”.

Apple que de verde tem pouco A Apple é a empresa tecnológica menos verde, com uma alta dependência do carvão, que ronda os 54,5%, seguindo-se o Facebook (52,2%), a IBM (51,6%), a HP (49,4%) e o Twitter (42,5%).

LIFTOFF AAUM www.liftoff.aaum.pt Formação LIFTOFF: Cursos Tema: “Inteligência Emocional”- Braga Objectivo: Utilizar de forma adequada o potencial emocional no quotidiano e na construção de relacionamentos interpessoais eficazes. Carga horária: 14horas Horário: Pós Laboral, das 19h00 às 22h30

De acordo com a Greenpeace, a dependência da manutenção das centrais de é um dos principais factores destes resultados, sendo que estas estações são abastecidas por energia eléctrica oriunda do carvão (62%) e no nuclear (32%). “Os consumidores querem saber se (…) estão ou não a contribuir para o aquecimento global ou para novas Fukushimas”, afirma a Greenpeace.

O “pai” do CD morre aos 81 anos Norio Ohga, antigo presidente da Sony, faleceu aos 81 anos

Carga Horária – 4horas Programa: Apresentação dos derivados e subprodutos da uva e do vinho tendo em vista a sua importância económica, em complemento dos produtos principais do sector vitivinícola: uva e vinho. Prova de vinhos – um desafio aos sentidos.

de idade em Tóquio, Japão. Considerado o “pai” do CD, foi vítima de uma falha de diversos órgãos, deu a conhecer a Sony, empresa que presidiu de 1982 a 1995 e da qual era actualmente membro honorário. O formato inventado por Norio veio a ultrapassar as vendas de vinil no Japão e hoje este é ainda o suporte musical mais vendido do planeta, apesar de se encontrar ameaçado pelo formato digital. O actual presidente da Sony comenta a sua morte, salientando a sua “visão avançada” que permitiu à empresa atingir inúmeros sucessos.

Wii já tem sucessão anunciada A Nintendo anunciou que lançará em 2012 uma nova consola que virá a suceder à Wii que, desde o ano de 2006 rendeu cerca de 86 milhões de exemplares. “Vamos apresentar um protótipo deste novo produto no salão E3, em Junho de 2012, em Los Angeles [Estados Unidos] e, na altura, tornaremos públicas as suas características”, afirma um comunicado da empresa nipónica. Este novo produto ajudará a colmatar a quebra dos lucros que a empresa tem vindo a viver sendo que este caiu 66% no ano fiscal terminado a 31 de Março.

Tema – “Empreende: Como potenciar o teu eu social e empresarial” Objectivos: Promover competências ao nível da comunicação verbal e não verbal, que potenciem o desempenho pessoal e laboral. Carga Horária – 4horas

Programa: Módulo 1- Comunicação não verbal e linguagem corporal Módulo 2 – Comunicação oral e apresentação Metodologias a utilizar: dinâmicas em grupo; visualização de vídeos; role-playing e exposição teórica.

Tema: “Técnicas de Apresentação em Público” Objectivo: Desenvolver e aperfeiçoar técnicas essenciais para a realização de apresentações em público eficazes. Carga horária: 14horas Horário: Laboral, das 14h00 às 17h30

Tema: “Gestão do Tempo” Objectivo: No final da formação os formandos deverão ser capazes de : - Compreender o conceito e a importância da gestão do tempo; - Dominar estratégias que permitam uma correcta planificação e gestão do tempo para a execução de actividades e projectos. - Aplicar os conceitos discutidos em situação real. Carga horária: 7horas Horário: Laboral, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30 Mais informações em www.liftoff.aaum.pt

Workshops Tema – “Empreendedorismo / Sector Vitivinícola” Objectivos: Estimular a criação de negócios e a criatividade no sector vitivinícola.

>18 MAIO ‘11 Curso “Técnicas de Apresentação em Público” Guimarães

>24 de MAIO ‘11 Workshop “Empreende: Como potenciar o teu eu social e empresarial”

> 26 de MAIO ‘11 Curso “Inteligência Emocional” Braga

> 23 a 26 de MAIO ‘11 Feira de Saídas profissionais e Empreendedorismo

>


CULTURA GINÁSIO’UM no mavy já não se compram rebuçados a 5 escudos... DR

Um minimercado aberto em 1981 por um casal de retornados torna-se, em 2011, num bar/galeria/espaço cultural. O nome é o mesmo, Minimercado Mavy. O conceito passou a ser mais abrangente – e o horário de trabalho é passou a ser “pós laboral”. Um local na Rua do Alcaide, ao número 35A, a visitar. José Reis jose.reis@rum.pt

O néon outrora luminoso, indicativo da actividade anterior, não foi ainda retirado da porta – e não vai mesmo ser retirado, dizem-nos. A montra, ainda por ocupar, não vai ser desmontada – e quem sabe se, por aqui, não passarão presuntos e chouriços e promoções “Leve 3, Pague 2”. Após a porta, o degrau tosco e o balcão onde muitos se debruçaram para pedir os bens essencias da alimentação ficaram intocáveis. “A ideia é que as pessoas reconheçam o local com as características de outros tempos, o local onde já vieram comprar água ou rebuçados”. O Mini-Mercado Mavy já não é o mini-mercado da senhora

Mavy (“um casal de retornados decidiu abrir um minimercado e ficou com o nome da mulher, Mavy”), já não é o negócio de família de muitos e muitos anos. O Mini-Mercado Mavy é, hoje, um novo espaço cultural da cidade de Braga, ainda com poucos (apenas três!) meses de vida. Um espaço onde o antigo se mistura com o novo, onde o mobiliário outrora utilizado para o depósito de carnes e bens alimentares serve agora para vender garrafas de cerveja e outras bebidas mais ou menos saudáveis. “A ideia [de criar um espaço mantendo elementos originais do espaço] surgiu porque sempre gostei de trabalhar atrás do balcão e porque gosto de trabalhar com música. No fundo foi juntar o útil ao agradável”, revela Filipe

Antigo mini-mercado é um novo “bar galeria” na cidade de Braga

Morgado, o responsável pela intervenção estética operada no Mavy (como, carinhosamente, é ainda hoje conhecido, e cuja designação decidiu manter, “por respeito à história do local”, aberto em 1981, “o ano do meus nascimento”, adverte Morgado). Espaço em mudança A designação mais lógica, para Filipe Morgado, é apresentar o espaço como “um bar galeria”. Porque, para além das noites

de ócio, a ideia é dar a ver e sentir o que de bom se faz em matérias culturais tão diversas como a fotografia, o cinema (e não é por acaso que o dispositivo está já a ser estudado...) e as artes plásticas, em várias exposições; e a música, em concertos e dj sets. “É um espaço que vai estar em constante mutação. O que é hoje amanhã pode ser totalmente diferente. A filosofia da casa é essa”, revela o proprietário. É um espaço que está ainda em construção, “tal

como a programação que delineamos”, ressalva. Aberto de segunda a sábado, apenas da parte da noite, a ideia é, agora que se aproxima o Verão, abrir ainda durante a tarde. “Para possibilitar um final de tarde diferente, para que as pessoas possam ter um local de encontro depois do trabalho”, revela Filipe Morgado. Dois espaços aparentemente diferentes, um ambiente descontraído e informal. O Mavy tem nova vida. E diz ter vindo para ficar.

CD RUM

the kills – blood pressures

DR

ABEL DUARTE abel.duarte@rum.pt

Três anos depois de “Midnight Boom”, os The Kills regressam em 2011 com “Blood Pressures”, o quarto disco do duo metade norte-americano, metade britânico e um dos mais aguardados do ano. Durante esse período, Alisson Mosshart participou nos dois álbuns dos amigos The Dead Weather de Jack White, embarcando também na digressão mundial da banda, o que a tornou mais experiente e con-

fiante. Ao mesmo tempo, Jamie Hince aproveitava para descomprimir ao lado de Kate Moss! Em “Blood Pressures” os The Kills continuam a surpreender, principalmente devido à sua força de vontade e autoconfiança na composição sonora, sendo o resultado final bastante convincente. Um regresso sem muita histeria, mas onde o duo mostra a sua maturidade. Mais The Kills que nunca e músicas que não passam despercebidas, com a potência característica a que o duo já nos habituou.


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RUM BOX

AGENDA CULTURAL

TOP RUM - 17 / 2011

BRAGA

29 ABRIL

12 MÁRCIA Cabra-cega

1 SMIX SMOX SMUX Quantas vezes já

13 B FACHADA Questões de moral

2 GUTA NAKI Novo mundo

14 LINDA MARTINI Mulher-a-dias

3 ARCADE FIRE The suburbs

15 STROKES, THE Under cover of darkness

4 PEIXE AVIÃO Um acordo qualquer

16 FLEET FOXES Grown ocean

5 ONE MAN HAND Red lighthouse

17 KILLS, THE Satellite

6 PORTUGALS, THE Les aventures des boniface

18 PJ HARVEY The words that maketh murder

7 PZ For sure

19 OS GOLPES Vá lá senhora

8 CHK CHK CHK Am Fm

20 MÃO MORTA Estância balnear

9 VACCINES, THE Post break-up sex

POST-IT

10 LONG WAY TO ALASKA United colors of patapon

SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS - Silver THE WOMBATS - Anti-D ACID HOUSE KINGS - Are We Lovers Or Are We Friends

11 RADIOHEAD Lotus flower

2 Maio > 6 Maio

CINEMA 2 de Maio Séraphine – cinema francês é muito chato… Theatro Circo TEATRO 3 a 7 de Maio Transit – Odisseia – (a)mostra – CTB Theatro Circo MÚSICA 5 de Maio Recital de música de câmara – Conservatório de música

Calouste Gulbenkian de Braga Theatro Circo

GUIMARÃES TEATRO 5 de Maio A Flauta Mágica – Peter Brook CCVF 9 de Maio Will you ever be happy again – Sanja Mitrovic CCVF

8 de Maio Vamos Contar Mentiras São Mamede

FAMALICÃO MÚSICA 6 de Maio João Pedro Pais - Improviso Casa das Artes

BARCELOS MÚSICA 6 de Maio Nobodu´s bizness Subscuta

7 de Maio One Year of Karma São Mamede

LEITURA EM DIA Lennox de Craig Russell, Ed. Guerra e Paz. Final da Segunda Guerra Mundial, a reorganização do crime e violência na Escócia. Um grande e excitante policial.

Literatura Gagá de Fialho de Almeida, Ed. Palimpsesto. A mordacidade e ironia de um clássico aplicada à sociedade nacional do início do séc.XX. Actual e de leitura obrigatória.

Os Monstrinhos da Roupa Suja de Ricardo Adolfo, Ed. Alfaguara. A higiene explicada às crianças por um dos grandes autores da moderna literatura portuguesa.

A Questão Finkler de Howard Jacobson , Ed. Porto Editora. O Booker Prize de 2010 e os tiques da aculturação.

Nenhum romancista se compara ao mestre italiano no domínio do lado obscuro da História. Uma obra genial.

Para ouvir de segunda a sexta (9h30/14h30/17h45) na RUM ou em

O Cemitério de Praga de Umberto Eco , Ed. Gradiva.

podcast: podcast.rum.pt Um espaço de António Ferreira e Sérgio Xavier

canal 180: o nascer de um novo canal FILIPA SOUSA ivanilda_25@hotmail.com

O dia da “Revolução dos Cravos”, 25 de Abril, foi a data escolhida para o lançamento daquele que é até ao momento, o único canal português integralmente dedicado à cultura. Este projecto tem a sua emissão assegurada pela ZON e foi promovido pela OSTV, empresa de João Neves Bacelar de Vasconcelos. O canal 180 foi vencedor da segunda edição do Prémio Nacional das Indústrias Criativas Unicer/Serralves. A sua concepção deu-se numa lógica low cost e terá seis horas diárias de programação, contando, para isso, com a cooperação de algu-

mas instituições culturais. O objectivo passa não por produzir um elevado número de

conteúdos, mas por “procurar, encontrar e atrair conteúdos, criando um contexto qualitati-

vo interessante”, afirmou em declarações à Agência Lusa, o responsável pela OSTV João DR

O canal funciona com uma programação diária de 6 horas

Vasconcelos. Diariamente, entre as 20 horas e as 2 horas, o espectador pode contar com uma grelha de programas que assenta na divulgação da actualidade cultural e numa selecção de documentários nacionais e internacionais. O cargo de director de programas é da responsabilidade de Nuno Alves. Há que referir ainda, que o canal 180 conta com uma aplicação para iPad e iPhone, disponível para download gratuito na iTunes Store. Apesar de ser um projecto inovador, alguns críticos declararam à Lusa, que consideram esta “à partida uma boa ideia”, contudo vêem no canal 180 “uma omeleta sem alguns ovos”.


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DESPORTO

scbraga/aaum perto do título EDUARDO RODRIGUES e_du_rodrigues@yahoo.com.br

Na penúltima jornada, os bracarenses festejaram perante os seus adeptos a tão desejada subida de divisão. No entanto, o título de campeão da Série A e, consequentemente, o de campeão nacional da II Divisão, ainda são dois objectivos que o SCBraga/AAUM pretende alcançar. No passado domingo, esta meta ficou ainda mais perto de ser atingida. O SCBraga/ AAUM deslocou-se a Gondomar para enfrentar a formação

da Farlab, uma das “aflitas” na luta pela manutenção. Apesar das imensas dificuldades e de terem estado em desvantagem,

os bracarenses superaram-se e saíram da partida com um triunfo por 4-3. Os golos do conjunto do Minho foram mar-

cados por Zé Rui, Ricardinho, Lino e Coroas. Agora faltam apenas duas jornadas para o fim do campeonato. O SCBraDR

ga/AAUM encontra-se isolado na liderança, com 57 pontos, seguindo-se a Académica de Coimbra, que também já assegurou a subida e que possui 52 pontos. A jornada 25 será disputada no dia 14 de Maio, às 16 horas. O SCBraga/AAUM receberá o Lameirinhas, actual 9º classificado, com 26 pontos. Em caso de vitória, os minhotos conquistam o título da Séria A e irão disputar a final do campeonato nacional, em dois jogos, contra a equipa dos Leões de Porto Salvo, campeã da Série B.

campeonatos nacionais universitários... o balanço CARLOS REBELO c.covasr@gmail.com

A cidade universitária de Coimbra recebeu de 11 a 15 de Abril, pela primeira vez, os playoffs e as fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU’s), contando com a participação de aproximadamente 2200 atletas de 14 modalidades. Numa semana em que confrontou as mais diversas universidades do país nas várias modalidades, a Universidade do Minho (UM) / Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) esteve representada nessas mesmas modalidades, através dos torneios de apuramento para a qualificação para os CNU’s. As primeiras equipas da AAUM a entrar em campo foram o basquetebol e voleibol masculino que tiveram de disputar os respectivos playoffs. Ambas as equipas conse-

guiram qualificar-se para os CNU’s, onde o voleibol obteve duas vitórias no grupo e no basquetebol apesar de uma vitória e uma derrota, também se qualificou. Chegando ao 2º dia de competição, a AAUM teve um dia bastante positivo ao qualificar as suas seis equipas presentes nas fases de grupo para os quartos-de-final. Futsal feminino e masculino, voleibol feminino, basquetebol masculino e futebol masculino venceram os respectivos grupos. Neste dia o ténis e o rugby feminino de Seven’s entraram em competição, mas os cinco tenistas minhotos não se conseguiram qualificar para a próxima fase, assim como o rubgby Seven’s que não conseguiu um lugar no pódio. As primeiras medalhas No terceiro dia de CNU’s a

AAUM conseguiu a sua primeira medalha, através da modalidade estreante nestas fases finais, o bilhar. O atleta minhoto Carlos Romano conseguiu o bronze. Ao 4º e 5º dia de competição, começava-se a chegar à altura das decisões e havia jogos cada vez mais equilibrados com as equipas das várias modalidades a darem o tudo por tudo em cada jogo. Ao final do 5º dia também se iam conhecer os campeões e pódios das várias modalidades. O basquetebol masculino foi a primeira equipa a entrar em campo e venceu nos quartos de final a AEISEPorto por 57-32. No jogo da meia-final que opunha a AAUM à AACoimbra, os conimbricenses levaram a melhor sobre os minhotos e venceram por 73-60. Na luta do 3º e 4º lugar a AAUM demonstrou que merecia estar no pódio e levou de vencida a equipa da AEFCT (Lisboa) por

61-48, conseguindo igualar a classificação do ano passado e trazer uma medalha de bronze para o Minho. O voleibol, futebol de 11 e hóquei em patins masculinos, não conseguiram passar os quartos de final. O voleibol ao perdeu com o AEFMH por 2-1, futebol por 4-3 frente ao IPViseu após grande penalidades e o hóquei não conseguiu qualquer vitória nos três jogos disputados, não conseguindo assim um lugar no pódio. No futsal feminino a AAUM, não conseguiu ultrapassar na semi-final a AAUBI perdendo por 4-6 e no jogo de disputa do pódio também não conseguiu trazer o bronze para casa ao perder por 0-3 frente ao IPLeiria. Já no futsal masculino a AAUM enfrentou na meiafinal a AAUMadeira, onde os minhotos conseguiram levar de vencida o conjunto madei-

rense após penalidades 4-4 (8-6 a.p.). Pela segunda vez consecutiva o futsal masculino chegava a uma final, desta vez frente à equipa da casa, a AACoimbra. Neste jogo decisivo a AAUM venceu por 2-0 e sagrou-se bicampeã nacional universitária, representando assim, Portugal no europeu universitário da modalidade em Tampere, Finlândia no próximo mês de Julho. No voleibol feminino as minhotas perseguiam o objectivo do pentacampeonato universitário, mas foram travadas na final pela AEFMUPorto por 3-1, não conseguindo assim cumprir esse objectivo. O andebol masculino da AAUM, tal como previsto, venceu na final a AEFADEUP por 33-24 e é campeão nacional universitário, representando Portugal no europeu universitário da modalidade em Rijeka, Croácia.


apoia a cultura no minho

O ACADÉMICO


RITA MOREIRA

O percurso de Rita Moreira no universo audiovisual inicia-se em 97, aquando da sua chegada à Universidade de Coimbra. No final de 2002, altura em que concluiu a sua Licenciatura em Psicologia, Rita Moreira tomou uma decisão que iria marcar o seu percurso profissional: opta por abraçar uma carreira na área audiovisual. O que começou por ser um estágio acabou por resultar numa colaboração de 7 anos com a Rádio Oxigénio de Lisboa. Durante o ano de 2010, Rita Moreira abraçou um novo desafio, ao fazer parceria com Fernando Alvim na Prova Oral, um formato diferente daquele à que estava habituada e uma experiência que abriu novos horizontes a nível profissional. No início deste ano, assumiu a necessidade de partir novamente para um novo projecto, rumando ao Porto e integrando a equipa da OSTV, um canal dedicado à cultura e às artes que venceu o Prémio Nacional das Indústrias Criativas Serralves 2010, que arrancará brevemente no nosso país.. Stevie Wonder - Higher Ground Tenho uma ligação emocional directa com esta música. Em 1º lugar por uma questão puramente instintiva - senti um arrepio de cima a baixo quando a ouvi pela primeira vez - o que deixou a curiosidade de saber mais. Depois há uma dicotomia entre uma mensagem espiritual - a música fala de uma segunda oportunidade dada a um pecador - e este lado algo terreno do funk. Há uma história curiosa em relação a este tema: o Stevie Wonder teve um acidente grave pouco tempo depois de a ter gravado e esteve algum tempo em conta. Diz-se que o seu road manager cantou o Higher Ground ao ouvido e que ele começou a mexer os dedos ao som da música...

Xanadu - Sure Shot Este tema remete-nos para os primórdios da cultura hip-hop em Nova Iorque, numa colectânea da Soul Jazz que traz uma série de nomes que não fizeram história mas contribuíram para a história do hip-hop. Foram os pioneiros a sentir a liberdade de pegar no microfone e, com os Soundsystems, aliado a um activismo que fez história. É interessante reparar que quase todos os temas desta colectânea são muito longos, notando-se toda uma vontade de colocar cá para forma ideias, sentimentos, toda aquela ideia de liberdade de expressão. Tiago Sousa - Walden Pond’s Monk III O romantismo enquanto movimento é uma influência no meu trabalho, mas não no seu lado saudosista, do “homem sofredor” que arca nos ombros com o peso do mundo. Aprecio mais a dimensão da evocação da beleza e o encontro de um certo “existencialismo nessa beleza.Estas são duas questões que me tocam emocionalmente, estão muito próximas e fazem-me “vibrar”. É, no fundo, a grande magia da música. E o romantismo acaba por estar sempre evocado [na sua música], embora não me enquadre em qualquer espectro da música erudita. Twin Shadow - Castles in the Snow Esta escolha tem a ver uma certa componente estética que prova que, tal como noutras formas de arte, também na música a história se repete com o regresso dos sintetizadores dos anos 80, aqui reinventados e que trazem uma nova perspectiva sobre esse género. No entanto quis aqui fazer uma homenagem a outro dos elementos que

considero marcante no meu percurso: a cidade de Brooklin. O George Lewis Jr. (mentor dos Twin Shadow) nasceu na República Dominicana. A partir de 2008/2009, Brooklin tornou-se uma espécie de Meca para as correntes independentes na música... é assim uma homenagem a nomes como os Vampire Weekend, Dirty Projectors, Grizzly Bear, TV on the Radio. James Blake - Limit to your Love Esta escolha prende-se com a ideia de um produtor que não é profissional, que é um “miúdo” de 22 anos, que faz música praticamente a partir do seu quarto e essa música está em todo o lado. Agrada-me pensar nesta série de nomes que, minuto a minuto, vão aparecendo a produzir nestas condições. É óptimo pensar que hoje existe esta liberdade criativa à nossa disposição. O James Blake faz-me também pensar neste som que emerge do dubstep londrino, do qual sintome muito próxima e que encaro como uma derivação do trip-hop, um género que me abriu as portas para a música electrónica no fim dos anos 90.

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PEN) e a ADESG, aspecto esse que foi também realçado por César Gonçalves, que afirmou que estas parcerias “permiti- ram aumentar a relevânci...

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