Page 1


2


3


Carta da Editora Érika Bergamaschi Quem somos

P

ensando sobre o que escreveria nesse espaço, ouço um dos meus irmãos bateristas assistir aulas específicas de grandes percussionistas no Youtube e aguardo meu noivo para irmos juntos a um evento sobre casamento que está acontecendo sendo em São Paulo. Talvez você pense o porquê estou escrevendo sobre isso, mas quero compartilhar com você o que essas duas situações possuem em comum: a busca pelo conhecimento sobre determinado assunto ou tema específico. Talvez você ainda não tenha pensado que um dos principais motivos que nos levam a ler, assistir, acompanhar, buscar e encontrar alguma coisa, é o interesse pelo conhecimento. E é justamente por essa razão que desejamos que essa leitura seja marcante e única para você. Confesso ser mais do que um desafio ter a responsabilidade de ser a líder desse projeto. Somos nove estudantes que quase piraram para colocar o que há de melhor dentro do idealizado para que você seja informado, instruído e entretido com essa leitura. A Follow Up (1º Semestre de 2013) tem o objetivo de sanar suas dúvidas sobre quais caminhos acadêmicos e profissionais se enquadram mais com o seu perfil. Nossa intenção é que, realmente, todo esse material compilado agregue coisas boas à sua vida, talvez nada mude após a leitura dessa revista, mas nós podemos e vamos tentar!

Expediente Editora Chefe: Érika Bergamaschi Editores de Texto: Claudio Sousa, Karen Ferreira e Tatiane Gomes Editores de Arte: Beatriz Santos, Camila Ferreira e Renan Sapata Diagramadoras: Catiane Oliveira e Érika Bergamaschi Revisores: Jefferson Castro e Tatiane Gomes Professores responsáveis: Anderson Gurgel, Edson Correia e Fernando Moraes. Revista laboratorial do V Semestre de Jornalismo da UNISA Junho/2013

4


Índice

Go to (Unisa pelo Mundo) 18 - 23

A coffee break with...(André Brandt)

06 - 07

Choice 10 - 13

Novas caras da Profissão 24 - 25

Light 14 - 16

Atividades Complementares 26 - 27 #HashTec 28 - 31 Cult 32 - 35

Inside 08 - 09

Fun 36 - 37 Game Over 38 Um pouco sobre nós!

Sou Beatriz Santos, cresci sem a pretensão de ser rica, por isso escolhi o Jornalismo. Sou Camila Ferreira, exercitando todos os dias essa “literatura corrida” de verdadeiras histórias e cheia de caracteres que é o Jornalismo. Sou Catiane Oliveira e a vontade de fazer a diferença me fez cair no Jornalismo. Sou Claudio Sousa e o Jornalismo me fez conhecer e amar o desafio de comunicar, opinar e conhecer novas pessoas. Sou Jefferson Castro e o Jornalismo é uma prática diária, um amor eterno. Sou Karen Ferreira, admiro e acredito no Jornalismo, além de ser fanática por esportes, então, “bora” unir o útil ao agradável! Sou Renan Sapata, acredito que nasci para comunicação, pois nada me deixa mais realizado do que levar ao público informação. Sou Tati Gomes e tenho a péssima mania de querer salvar o mundo, talvez, por isso estudo Jornalismo.

5


A coffee break with...

André Brandt Mainente estudou na UNISA e se formou no final de 2009. Foi parar na produção do programa A Liga, da Band, por seu próprio esforço e sacrifício. Cheio de histórias para contar e sempre com tons irônicos em seus textos, é um jovem comunicador que se sente feliz com o que faz. Saiba agora os “truques” de André “Para se dar bem no mercado.” Por Karen Ferreira

Arquivo Pessoal

Como ser um bom comunicador com André Brandt

PARA SE DAR BEM NO MERCADO: TRABALHE (MUITO) “Muito se fala sobre os camin- que sair do projeto e o diretor sim) para conseguir superar hos infalíveis para se che- do programa me ofereceu essa as expectativas deles. Deu gar ao tão sonhado sucesso profissional. Não acredito muito nessas fórmulas, mas acredito muito na vontade e na sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Recordo-me quando o roteirista do programa ‘A Liga’ teve

segunda função. O dobro de trabalho e mesmo salário por três meses. Qualquer outro amigo da equipe teria recusado, acharam um absurdo eu ter aceitado. Abri mão de horas de sono e da vida social (que não era tão social as-

certo e não me arrependo nem um pouco de ter sido “escravizado” (expressão retirada da boca de um amigo na época). Foi graças a esses três meses que ganhei a confiança dos meus chefes. Claro que existe uma lógica

6


onde algumas etapas são indispensáveis, mas pra mim o ponto de partida para o jovem que está entrando no mercado de comunicação é fazer muito e reclamar pouco (quase nada, na verdade). Não se atenha às 6 horas que você tem de trabalho. Você pode fazer muito mais e essa é a hora disso. Pensem que o mercado hoje está nivelado bem por baixo. São muitos caciques e poucos índios, todos num comodismo assustador. Com um mínimo de diferencial, você consegue ser visto com outros olhos. Não leia o que todos leem, não assista ao que todos assistem. Busque outras referências. Questione tudo que ler ou ouvir. Seja diferente. Depois, se der tudo certo e você ficar rico, me manda o email para eu cobrar os 10%.”

Arquivo Pessoal

A coffee break with...

w

7


Inside

Meia-entrada, discussão inteira Governo aprova lei que coloca limite para compra do estudante em pagar a metade do preço normal.

Por Claudio Sousa

o dia 24 de abril, a Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que prevê a garantia de que pelo menos 40% dos ingressos em espetáculos artísticos, culturais e esportivos em todo o país estejam reservados para idosos e estudantes, além de deficientes e jovens pobres, incluídos no projeto. O texto seguirá para o Senado para a própria Câmara, caso apresentem recurso para que seja votado pelo plenário e depois ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff para tornar-se lei. A limitação não valerá para a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que terão reservas diferentes. O limite era uma reivindicação de artistas, promotores de eventos e exibidores de cinema. Segundo eles, o benefício era usado de forma indiscriminada até para quem não tinha direito e a falta de rigor na fiscalização estimulava a falsificação. Segundo o deputado Vicente Cândido (PT-SP), a fixação de um piso para a

venda de meia-entrada deve baratear o preço de ingressos para cinemas, shows e teatros. “É viável reduzir o valor dos ingressos. Sem essa lei, não se sabe qual será a demanda por meia-entrada, por isso se joga o preço lá em cima”. Para o deputado Espiridião Amin (PP-SC), o projeto prejudica os idosos, e por isso apresentará um recurso a ser debatido no plenário. Vicente Cândido afirma que é justo equiparar as categorias e enquadrar na cota de 40%. O texto do projeto exige ainda a emissão de carteirinhas de estudantes de apenas três entidades, como a União Nacional dos Estudantes (UNE),

à Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), seguindo um modelo padronizado. Segundo o projeto, os ingressos vendidos em eventos de lazer e cultural, como produções teatrais e musicais, deverão ser numerados.

w

“É viável reduzir o valor dos ingressos. Sem essa lei, não se sabe qual será a demanda por meia-entrada, por isso se joga o preço lá em cima”. Vicente Cândido (PT)

Portal UAE

N

Eventos esportivos e culturais, como o cinema, sentirão com a nova lei

8


Inside Dilma veta três itens da Lei de Acesso à Informação

Por Claudio Sousa

A

pós a Lei de Acesso à Informação ser sancionada pela Câmara, o projeto foi levado à presidente Dilma Rousseff para aprovação de itens do texto. Três tópicos da lei foram vetados pela governante.

A Lei de Acesso à Informação acaba com o sigilo eterno de documentos públicos e estabelece prazo máximo de 50 anos para que as informações classificadas pelo governo como ultrassecretas sejam mantidas em segredo. Segundo a Casa Civil, a presidente vetou um item sobre a composição da Comissão Mista de Reavaliação de Informações, grupo responsável pela classificação dos documentos em três tipos: reservado, secreto e ultrassecreto.

Site No Pátio

Essa comissão seria composta por ministros e representantes do Legislativo e do Judiciário, indicados pelos respectivos presidentes. Após o veto, Dilma terá autonomia para nomear os integrantes sem a obrigatoriedade de incluir nomes provenientes desses poderes. Os outros dois itens vetados desobrigam órgãos e entidades públicas de prestar esclarecimentos sobre os pedidos de informação indeferidos aos Tribunais de Contas e ao Ministério.

A justificativa para os vetos não foi divulgada pela assessoria, mas será apresentada no Diário Oficial da União no próximo dia 21 de junho. A presidente Dilma em pausa para reflexão

Esclarecimentos sobre a lei do estágio

D

Por Claudio Sousa

esde 2008, o governo colocou em vigor a nova lei do estágio, trazendo a manutenção do caráter pedagógico do estágio e da participação da instituição de ensino na definição e aprovação do plano de atividades do estudante em ambiente de trabalho, uma maior segurança para as organizações concedentes de estágio, que passam a contar com um instrumento legal moderno e mais adequado à realidade atual do mercado de trabalho, além da gratuidade obrigatória de todos os serviços prestados aos estudantes pelos agentes de integração. Para quem tem dúvidas ou não foi notificado, a carga horária (6 horas diárias e 30 horas semanais), duração do estágio (máximo de 2 anos) e o perfil dos contratantes (profissionais registrados em suas respectivas instituições) são algumas mudanças significativas da nova lei, criando mais oportunidades a quem procura o primeiro emprego. Para maiores informações sobre a lei do estágio, o texto encontra-se no site do governo federal (www.planalto.gov.br) com o número 11.788/08 registrado e com as mudanças esclarecidas.

9


Choice

O caminho até lá

10


Caminhos para a Universidade

11


Choice

Caminhos para a universidade Por Érika Bergamaschi e Jefferson Castro

A

s opções de cursos de graduação são muitas e fazer a escolha certa é o primeiro passo a trilhar no percurso do ensino superior O ensino médio acabou. Chega de aulas. Basta de professores. Trabalhos para entregar? Nem pensar. Quem está pensando assim é porque ainda não planeja ingressar no ensino superior. E ai sim, voltar a passar horas e mais horas dentro da sala assistindo às aulas. Olhando e (talvez) prestando atenção nos conteúdos passados pelos professores. E passando noites em claro para conseguir entregar os trabalhos dentro do prazo. Mas calma, não precisa enlouquecer. Antes de voltar ao ritmo da vida de aluno, quem pretende começar uma gra duação precisa, primeiro, escolher qual curso deseja fazer. Tem muita gente que já tem essa resposta desde criança. Muitos sonham desde pequenos em se tornar médico, professor, engenheiro e até jornalista (por incrível que pareça existem alguns casos confirmados). Do outro lado, existem muitos jovens que terminam o ensino médio sem saber qual rumo irão tomar em suas vidas. Muitos se inscrevem no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), por exemplo, sem saber ainda quais os passos até a universidade. A estudante, Bruna Duarte, 17, conta seus planos. “Espero passar no Enem para depois ver a instituição de ensino que pretendo cursar.” Atualmente, no Brasil ex-

istem cerca de sete milhões de alunos matriculados no ensino superior. E segundo a professora da rede pública estadual, Iara Gatti, “multiplicaram-se as oportunidades dos jovens de conseguir uma bolsa de estudos.” Exemplo disso são as iniciativas criada como o Prouni (Programa Universidade para Todos) que só no primeira semestre de 2013 ofereceu cerca de 145 mil bolsas (parciais e integrais) de estudo. O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) bateu recorde de inscrições este ano, foram contabilizadas 1.949.958 inscritos que concorriam a quase 130 mil vagas em cursos de graduação. O governo oferece opções para quem não tem

custos no ensino superior. Os jovens devem aproveitar ao máximo essas iniciativas, assim como confirma o Coordenador do curso de Comunicação Social da Universidade de Santo Amaro, Edson Correia. “Hoje há vários incentivos para o ingresso no curso superior e os interessados devem buscar isso”, aconselha Correia. Mas há cuidados que os jovens devem tomar para não escolher o curso errado, pois os alunos fazem pesquisas, mas muitas vezes ficam na superficialidade, defende o coordenador. Ele acrescenta ainda que muitas vezes os alunos se atentam, apenas, ao aspecto glamoroso das profissões.

w

condições de arcar com os

12


Choice

Não era pra mim! Por que o índice de evasão do Curso Superior tem crescido nos últimos anos? Como ficar longe dessa estatística?

Por Érika Bergamaschi e Jefferson Castro

oje, dois em cada dez estudantes que iniciam cursos de graduação no Brasil não os concluem. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), as modalidades campeãs em evasão são Processamento da Informação (36%), Marketing (35%) e Ciências da Computação (32%). Mas, como ter certeza de que o curso escolhido é realmente a sua cara? Os números assustam, mas os índices oscilam de acordo com a instituição de ensino e com a demanda. As modalidades mais concorridas, que automaticamente exigem mais estudo dos candidatos, possuem taxa de evasão pequena, segundo o Inep. Exemplo disso é a taxa de evasão do curso de Medicina, que é de 4% em todo o país. Entre os principais motivos que levam os estudantes a abandonarem o curso superior, destaca-se a dificuldade em acompanhar o ritmo dos estudos. Isso é observado principalmente nos cursos de Exatas, nas quais a taxa de desistência no primeiro ano é alta, em função da deficiência nas disciplinas difíceis logo no inicio do curso. Na Unicamp, por exemplo, a taxa de evasão em Engenharia é de 25%. Para a pró­

Camila Ferreira

H

Estudante deixa Campus II da UNISA após término da aula reitora de Graduação da UFPR, Maria Amélia Sabbag Zanko, a organização das disciplinas também influencia. “Tem um pro blema de estruturação dos cursos, que deixa as disciplinas profissionalizantes, que são as mais atraentes, para o final”, garante ela. A falta de dinheiro e de vocação também são outros fatores que determinam a desistência dos estudantes, como garante a ex-aluna da Universidade Paulista, Jéssica Martins, de 19 anos, que se sente decepcionada por ter escolhido o curso de Arquitetura e Urbanismo. “É um curso que exige muitos gastos tanto na mensalidade quanto nos materiais, não era o que eu esperava com relação ao aprendi-

zado”, afirma Jéssica. Especialistas e pessoas que já passaram por essa experiência afirmam que não há uma receita, porém é possível se prevenir para não cair no arrependimento. Como aconselha o exestudante de Ciências de Computação (Faenac), Jefferson Medeiros, 22 anos. “Existem muitos cursos e com certeza algum vai servir pra você.” Ele aconselha que uma boa pesquisa seja feita. Além de entrar nesse Universo para saber mais, você também pode recorrer aos Testes Vocacionais e até conversar com pessoas que trabalham na área que te interessa. Porém, não se engane, a opinião que realmente conta é a sua.

w

13


Light

Esporte universitário: Por que não dá certo no Brasil? ão é novidade nenhuma que os Estados Unidos são a maior potência olímpica do mundo, mas o que é necessário para obter tanto sucesso? Por onde o Brasil deve começar se quiser alcançar esse patamar algum dia? A resposta pode estar no investimento do esporte universitário. O exemplo dos norteamericanos, com certeza, é o melhor a ser seguido. Nos EUA, os campeonatos universitários possuem grandes patrocinadores e organização semelhante a do esporte profissional. Também existem ligas dedicadas exclusivamente para esse tipo de competição, a National Collegiate Athletic Association (NCAA) é uma delas, a entidade reúne aproximadamente 800 universidades em todo o país. Essa é a organização máxima do esporte estado-unidense. Hoje, o basquete e o futebol americano são os principais esportes do segmento universitário no país. Os dois chegam a arrecadar, juntos, mais de cinco bilhões de dólares, parte desse dinheiro é utilizada para financiar a prática de outros esportes. O norte-americano aprecia tanto o esporte universitário que duas emissoras de TV por assinatura adquiriram os direitos para transmissão dos jogos. Além disso, há mais de sete anos, os ingressos para as finais de basquete e futebol

Next Level Sports Brasil

N

Por Claudio Souza e Renan Sapata

Atletas/estudantes brasileiros em universidade em Nova York - EUA

americano sempre esgotam. O gasto das universidades é alto, em média são seis milhões de dólares para investir nos melhores campos e centros de treinamento, além de alimentação e moradia para os atletas. Os alunos têm tudo que necessitam no próprio campus da universidade, com isso, podem focar apenas nos estudos e nas competições. O resultado dessa estrutura é o nível cada vez mais elevado de talento e público. O principio básico desse sucesso é a ideia de que o jovem deve ser primeiramente um aluno exemplar para depois se tornar um atleta de alto rendimento. Para os americanos, o mais

importante é a formação do cidadão, a partir do momento em que o aluno começa a pensar dessa forma, as universidades acreditam que um vínculo é criado entre eles, afinal, a faculdade proporciona as melhores condições de estudo, treinamento e moradia e o aluno retribui com dedicação e empenho nas competições. Além disso, o governo americano ajuda os jovens de baixa renda a terem a oportunidade de usufruir de toda essa estrutura das universidades. O programa Education USA auxilia garotos de origem humilde e que possuem habilidades em algum esporte a conseguirem as vagas tão concorridas.

w

14


Light

Esporte Universitário

Tumblr/Blog do Aurélio Miguel

A estrutura do esporte universitário nacional

Aurélio Miguel assinando termo de parceria para os Jogos da Unisanta No Brasil, quando chega a época dos eventos esportivos como: Copa do Mundo, Jogos Pan-americanos e Olímpicos, sempre levantam a mesma pergunta. Como anda a preparação dos atletas para essas competições? Nos eventos olímpicos, principalmente, os torcedores criam expectativas para os resultados serem positivos, mas apenas se decepcionam. Então surge a questão do preparo do atleta, desde a formação na modalidade até a estrutura oferecida a ele. Como as escolas e universidades colocam à disposição suas instalações para os alunos treinarem e competirem? O esporte universitário nacional é uma questão a ser debatida, como ela deve ser moldada e preparada para seguir o modelo derivado dos Estados Unidos? Para Aurélio Miguel, ex - atleta de judô e atualmente vereador da cidade de São Paulo, as universidades são os principais atores na estruturação do esporte universitário, mas que não tem compreensão com a importância da modalidade. “Não há dúvida que parte desse entendimento é decorrente da falta de cultura esportiva existente no estado de São Paulo e no país”, afirma. Miguel cita a FUPE (Federação Universitária Paulista de Esportes) como uma das responsáveis para a idealização e o incentivo da prática de atividades esportivas dentro das instituições universitárias. Segundo o vereador, a intenção é despertar o interesse das universidades para o esporte, mostrando os benefícios que a prática pode trazer a todos os envolvidos no cenário universitário.

w

15


Light É possível conciliar estudos e atividades físicas? Essa conciliação é difícil para o universitário, mas não é impossível

Por Karen Ferreira empo. Esse é um dos fatores que mais assustam os jovens que começam a vida universitária. Sempre com prazos e preocupações, o estudante que não consegue organizar seu tempo, vive estressado e não se preocupa muito com o próprio bem estar. Conversando com jovens que estão passando por esse dilema, o que se percebe é que tudo é questão de organização e vontade. Então, não se assuste e corra atrás! Arthur Henrique, 20 anos, está no 5º semestre de Publicidade e Propaganda, trabalha em horário comercial e faz musculação três vezes por semana, no período da manhã. Ele explica que não é fácil, pois acorda às 05h30 para ir à academia, mas tudo é força de vontade. Já Bruno Borges, 23 anos, que está no 4º semestre de Jornalismo, ainda não trabalha, por isso seus horários são mais flexíveis. Ele frequenta a academia há um ano e afirma que é uma de suas maiores paixões. Quando questionado sobre como seria se ele começasse a trabalhar, Bruno afirma que tentaria comprar alguns aparelhos para praticar em casa, caso fique sem tempo durante a semana. Mas ele já divide seus finais de semana: treina e descansa aos sábados e estuda aos domingos. Nas academias, a maior parte dos alunos matriculados

é formada por jovens, mas não universitários. Conversando com Letícia Oliveira, recepcionista na academia 300 fitness, o que se percebe é que nas férias o fluxo de alunos é maior, mas assim que começam as aulas, muitos desistem: “Mesmo quando oferecemos planos menores, como os de duas vezes por semana, eles recusam, pois dizem que até os finais de semana eles precisam estudar ou fazer trabalhos.” Mas não há motivos para se desesperar. É possível conciliar uma vida de estudo, trabalho e atividades físicas. O estudante Rafael Guglielmi, 23 anos, por exemplo, se dedica a academia desde os 15 anos de idade e não abriu mão quando começou a estudar e trabalhar: “No começo era cansativo, às vezes não tinha pique e disposição.” Depois, você vai entran-

do no ritmo, é uma questão de costume. Até hoje, fico cansado e dou um tempo, às vezes até de um mês, pra depois voltar à rotina de treino.” Guglielmi cursa jornalismo e está na fase do TCC, a mais temida pelos universitários, mas não se desanima e deixa um recado para quem quer seguir o exemplo: “Diria para terem disposição e dedicar um tempo para as atividades físicas, não apenas pensando na estética, mas também na saúde. Não importa se é academia, caminhada, corrida, é importante fazer alguma atividade física. Tem que vencer a preguiça, e não se esquecer do descanso e de uma boa alimentação.” Então, basta organização e dedicação. Procure atender as necessidades do seu corpo, tudo em excesso faz mal, que você conseguirá manter uma rotina equilibrada.

w Arquivo Pessoal

T

Bruno Borges em sua casa, exibindo sua forma física

16


17


E se fosse você? Dar uma pausa nos estudos, pedir demissão, ficar longe da família e amigos para encarar uma experiência em outro país. Já pensou nisso?

Jéssica Okawa , 20 anos Estudante de Relações Públicas Fez intercâmbio na Irlanda em 2012

Arquivo Pessoal

18


As estudantes Isabelle Bento de Sousa e Jéssica Okawa, 22 e 20 anos, respectivamente, mostram como foi essa experiência. Duas jovens que saíram da zona de conforto para se adaptar em uma nova cultura em busca de um ideal. Por Beatriz Santos e Érika Bergamaschi

19

Arquivo Pessoal

Isabelle Bento, 22 anos Estudante de Jornalismo Atualmente faz intercâmbio na Holanda


Go To

A

pós o período de provas da faculdade, Isabelle Bento de 22 anos recebeu uma notícia que mudou sua vida – moraria nos Países Baixos durante um ano. Mesmo cursando o terceiro ano de Jornalismo na Universidade de Santo Amaro e trabalhando em Assessoria Política, não pensou duas vezes ao receber a proposta de seus pais. No segundo semestre de 2012, Isabelle se mudou para a Haia. A cidade é localizada na costa sul da Holanda e é considerada a capital política no país. Mesmo não sendo um lugar procurado pela maioria dos intercambistas, os pais da estudante conseguiram moradia e escolas com facilidade, pois já haviam tido contato com a cultura holandesa antes.

Holanda - 2013

Em Haia, a estudante de Jornalismo reside com uma família holandesa de quatro pessoas e durante a semana frequenta aulas de inglês e holandês. “Aqui você encontra o parlamento holandês e o castelo da Rainha. É a terceira maior cidade dos Países Baixos. Quando eu falei que me mudaria para a Holanda, muita gente pensou em Amsterdã, Distrito da Luz Vermelha e maconha, outros pensaram em bicicletas, queijos, moinhos e tulipas, mas é bem mais que isso”, brinca Isabelle. Quando questionada sobre dicas para quem quer sair do Brasil e viver aventuras em outro lugar, ela sempre responde positivamente “eu aprendi tanta coisa, mudei tantas outras. Acho que todo mundo deveria passar por isso.”

No início do mesmo ano, Jéssica Okawa de 20 anos, estudante do curso de Relações Públicas da UNISA, também optou por essa experiência de viver fora do país. Após muito procurar, o destino escolhido foi à Irlanda, ela conta que a maior dificuldade quando chegou foi com a língua, pois lá, além do Inglês, outro idioma falado é o Gaélico. Em contra partida, um dos benefícios do lugar é ser localizado na Europa, o que facilita muito o acesso a outros países sem necessidade de visto e com custo relativamente acessível. Jéssica voltou antes do visto anual vencer, foram sete meses de experiência internacional, “sem dúvida, foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida.”, enfatiza ela. Entre os países que

Irlanda - 2012

20


Go To visitou, ela destaca a Irlanda do Norte, Londres, Edimburgo (Escócia) e New Castle, onde assistiu o jogo de futebol masculino entre Brasil x Nova Zelândia pelas Olimpíadas. A Relações Públicas garante que a Irlanda é um lugar muito bom para se viver. Ela retornou ao Brasil e ao curso de RP da UNISA, atualmente cursa o 5º Semestre e não vê a hora de terminar para ter a oportunidade de conhecer outros países. “Às vezes eu penso que poderia ter ficado mais lá, às vezes eu penso que tudo aconteceu como deveria ser”, conclui ela. Hoje, Jéssica atua na aérea e seu salário aumentou 70% em relação ao emprego anterior, em função do aperfeiçoamento da língua inglesa. No caso de Isabelle, que concluiu os cursos de idiomas e hoje fala inglês fluentemente, seu retorno ao Brasil está marcado para Agosto desse ano. Sua intenção é retomar o curso de jornalismo e ao antigo trabalho acreditando que voltará mais feliz e motivada.

“Às vezes eu penso que poderia ter ficado mais lá, às vezes eu penso que tudo aconteceu como deveria ser.” Jéssica Okawa

Pela lente da câmera Arquivo Pessoal

Londres foi tirada em Picadilly Circus na minha segunda visita a capital inglesa

Em Newcastle, no estádio onde assisti ao jogo Brasil x Nova Zelândia pelas Olimpíadas (Jéssica)

Com minha amiga Maira Ciorlin em Musée du Louvre

No metrô de Londres, com um desconhecido que estava fazendo sua despedida de solteiro (Jéssica)

21


Go To

Roteiros Alternativos

Algumas dicas Arquivo Pessoal

Eu e minha amiga Anna (que eu conheci lá) no dia de St. Patrick, com a Ha’penny Bridge de fundo (uma ponte onde as pessoas penduram cadeados, os “love locks”, geralmente com as iniciais do casal escritas, simbolizando amor eterno. É um símbolo de Dublin) Jéssica Okawa

Essa foto da Holanda é de uma cidade chamada Zaanse Schans que fica a 20 minutos de Amsterdam. Nessa cidade eles produzem artesanalmente esses sapatinhos que são característicos da região. Isabelle Bento

Eu na Irlanda do Norte (Causeway Coastal Route) depois de Dalkey, andei mais um bocado e cheguei em Dún Laoghaire, um local portuário Já tinha ouvido falar muito bem de lá, mas acabei não passeando muito por ali. Jéssica Okawa

Mais

de Isabelle e Jéssica

22


Go To

Unisa pelo mundo Arquivo Pessoal

Por outro lado... ...Emerson Viana, concluiu o curso de Jornalismo na UNISA em Dezembro de 2010. Chegou na Inglaterra em Intercambio no começo de Abril de 2012 e defende que é preciso se preparar. O Jornalista preferiu fazer tudo por conta própria. De onde surgiu a vontade de fazer Intercâmbio? Emerson - Estudei Jornalismo na Unisa entre fevereiro de 2007 e dezembro de 2010. No meio desse período, inclusive, já pensava em fazer algum tipo de intercâmbio, mas não tive coragem de trancar o curso na época. Achava melhor me formar e trabalhar por um período considerável na área, o que me daria base para achar um bom emprego quando retornasse ao Brasil - foi o que fiz. Como foi a questão financeira? Emerson - Eu paguei com o dinheiro que recebi da rescisão na minha última empresa.

quilômetros de outras como Bexhill, Eastbourne e Brighton. Ia vez ou outra para Londres, que ficava a mais ou menos duas horas de lá, quando precisava comprar algo ou mesmo para chegar a algum aeroporto ao norte. Aproveitava minhas folgas para conhecer outros países da Europa. Para se ter uma idéia, estive em cidades como Amsterdã, Berlim, Barcelona, Milão, Veneza, Roma, Paris, Budapeste e Viena.

Como fez para estudar? Emerson - Estudei por conta. Peguei alguns livros de Cambridge, pois fiz o exame da Universidade em março. Queria ter o certificado de proficiência no idioma.

Qual a maior dificuldade encontrada? Emerson - Foi em relação à cultura e ao tempo do lugar, frio na maior parte do ano. Isso tudo me deixava com ainda mais vontade de retornar ao Brasil. Confesso que cresci bastante como pessoa e hoje posso dar ainda mais valor ao que nós temos aqui no Brasil (comida, pessoas, cultura, flexibilidade, etc).

O que você fazia lá? Emerson - Fui voluntário em um hotel cristão no sul da Inglaterra - perto de uma cidade chamada Battle e a

Qual o resultado hoje? Emerson - Quanto ao inglês, notei grande avanço no meu. Cheguei a pegar pesado nos estudos durante

três meses e fiz a prova de Cambridge em março deste ano. Foi muito difícil, mas valeu a pena, já que isso me forçou a realmente estudar.

“Sugiro que acabem primeiro o curso e depois pensem em fazer algo fora. É uma forma também de estar mais preparado para tudo que vai ver e enfrentar por lá. Eu aprendi muito lá fora, mas acho que as lições foram melhores adquiridas porque eu já tinha uma importante visão de mundo. Claro, não que uma pessoa mais jovem não possa aproveitar, mas é importante que ela esteja focada nos objetivos (estudar, viajar, etc.)”, defende ele.

23


Entrevista

Arquivo Pessoal

Novas caras da profissão

Priscila Casna, a profissional espelho para quem quer seguir o caminho da moda

O que você vai vestir hoje?

Por Camila Ferreira

Estudante de moda, 21 anos e dona de um guarda-roupa invejável. Assim estaria descrevendo qualquer jovem estudante da área, mas não estou. Priscila Casna não é só uma mulher com um par de botas incríveis; é a “profissional espelho” vestida de boas idéias. Tendo em vista apenas seu perfil no facebook, cheguei ao lugar de encontro ansiosa para conhecer minha entrevistada e tentando adivinhar se iria me deparar com algo meio chamativo, beirando a androgenia, ou uma aspirante a Audrey Hepburn com seu pretinho básico. Encontrei um look básico e pretinho, mas cheio de estilo próprio, sem aspirações. Não tive dúvidas de que minha entrevistada é mais do que isso, era a pessoa certa no lugar marcado. Em pouco tempo de conversa, Priscila trouxe ao meu imaginário como é ser uma jovem batalhando pelo seu lugar ao sol, ou melhor, ao glamour de ter o nome citado em uma Elle ou Vogue. Ela trouxe consigo o seu portifólio (que aos meus olhos eram fantásticos e muito bem feitos) e tirou da bolsa uma peça desenhada e costurada por ela. “Essa é minha peplum”, disse ela. Peplum é uma espécie de volume extra, em babados que vem costurado na altura da cintura. Ela reclamou e mostrou o acabamento da costura na parte das costas rente ao zíper, mas ainda assim, aquela peplum feita de couro sintético, o que ela defende, estava ótima. A nossa “profissional espelho” e atual estilista da grife de alta costura Paula Raia tem especializações que vão de ilustração a desenvolvimento de calçados e fala sobre o mercado de moda no Brasil e as dificuldades de não se formar em uma universidade de renome.

“Em qualquer profissão, se você tem 20 anos e quer entrar no mercado de trabalho, você tem dificuldade. Se você não fez qualquer faculdade boa, as pessoas ficam com receio de te contratar, você não tem confiança porque entrou numa universidade péssima para eles.” Priscila Casna

24


Novas caras da profissão Por que a escolha em cursar moda? Priscila - Eu costuro desde que minha bisavó faleceu, faz seis anos. Na verdade, minha família tinha confecção, é uma coisa que eu sempre gostei e a única da família que seguiu fui eu. Todo mundo foi para engenharia, medicina, arquitetura e só eu fui para a moda. E o curso correspondeu suas expectativas? Priscila - Eu fiquei bitolada. Eu chegava à faculdade e uma era toda rock ‘n’ roll, a outra patricinha, outra toda “roots”. Sabe? Nin-

guém querendo estudar, só mostrar as peças da roupa. Lá você aprende o básico, eles querem que você faça o croqui padrão. É o inverso. Tudo bem que tem muitos exercícios de criatividade, mas ou você tem o dom ou tem que se esforçar muito. Quais são as dicas para quem está ingressando nessa graduação? Priscila - A pessoa tem que ser autoconfiante, mas assim, cem por cento. Se você fez um desenho e sua mãe disse que não gostou e você amou, então você ama! Você tem que gostar das coisas que você faz, do seu

Entrevista trabalho e do que você é capaz para conseguir alguma coisa, porque se você não acredita, você não faz nada. Tem que ter confiança. Como você vê a moda no Brasil? Priscila - Acho que a moda está muito focada na classe alta do Brasil, sendo que o Brasil em si não é a classe alta, ele é o público popular. É uma moda que tem muito o que crescer, porque tem muita gente boa, tem muito profissional bom no mercado que tem que se esconder. A gente tem que fazer roupa pra quem vai comprar. w

25


26


27


#HashTec Compartilhando a notícia

Graças a velocidade e o fácil acesso, a internet se tornou um dos maiores fornecedores de informação, mas até que ponto é confiável trocar os jornais convencionais pela web?

Por Catiane Oliveira

N

ão é de hoje que as redes sociais passaram a ser essenciais na vida de todo comunicador. A prova da tamanha importância dessas mídias é a adesão de empresas renomadas às redes que veem neste meio a oportunidade de se aproximar de seus clientes. Nos dias de hoje, encontramos nas redes sociais uma forma de conversar com amigos, compartilhar nosso cotidiano e ainda nos mantermos informados sobre o que acontece no mundo neste exato momento. Veículos noticiosos até pouco tempo presos a papéis migraram para as mídias digitais, mudando a maneira de dar informações de acordo com o perfil do público que pretendem atingir com aquela notícia. Segundo o jornalista especializado em comunicação e redes sociais, Marcelo Augusto D’Amico, “é possível que o leitor também filtre sozinho o conteúdo que mais lhe interessa, sem perder a qualidade da notícia que absorve”. Mas com a necessidade de gerar uma grande quantidade de conteúdo em pouco tempo, as notícias veiculadas na web perdem sua credibilidade? Para Marcelo D’Amico, “é obrigação do jornalista escol-

her bem suas fontes e apurar bem a notícia”, mas deixa claro que o leitor também deve ficar atento ao escolher o veículo que utilizará para se informar. Buscar informação através de portais noticiosos de veículos tradicionais pode trazer uma confiança maior para o leitor, mas nas redes sociais a atenção deve ser redobrada. Segundo a Diretora Executiva do site Be Style, Mirella Fonzar, nem todos estão preparados para lidar com estas novas mídias na hora de informar. Alguns veículos veem as

redes sociais como uma ferramenta de interação com o leitor e não um condutor de notícias eficiente e ágil. Para Mirella, se os veículos convencionais não se adaptarem é apenas questão de tempo para que os mesmos deixem de existir. Falsos acontecimentos anunciados nas redes sociais como a morte de Roberto Gómez Bolaños (ator que interpretou Chavez) e a da apresentadora Hebe (agora falecida) causaram comoção e um grande burburinho na internet, atingindo

28


#HashTec

Compartilhando a notícia

até veículos noticiosos de renome. Isso revela a imprecisão das notícias absorvidas pelas redes sociais, mas também mostra a capacidade de alcance que esta mídia possui. Segundo a diretora executiva Mirella Fonzar, “os veículos informativos tradicionais dificultam o acesso a notícia ao restringirem o acesso à assinantes e cadastrados”. Com o avanço das tecnologias, a internet é algo que chegou para ficar, mas saber filtrar os veículos onde se busca notícias torna o acesso mais seguro e confiável.

Arquivo Pessoal

“É obrigação do jornalista escolher bem suas fontes e apurar bem a notícia.” Marcelo D’Amico

Arquivo Pessoal

Jornalista, autor do blog “Comunica Tudo”e especialista em redes sociais

“Os veículos informativos tradicionais dificultam o acesso a notícia ao restringirem o acesso à assinantes e cadastrados.” Mirella Fonzar w Mirella Fonzar Editora executiva do site Be Style

29


#HashTec Do you speak English?

Jovens revelam como aprender inglês sem gastar fortunas em cursos Por Tati Gomes

Tati Gomes

O jovem universitário que lê essa matéria certamente consegue traduzir o título que está em outro idioma. Na pior das hipóteses, ele joga no Google Tradutor e está tudo resolvido. Mas a pergunta agora é: Como você aprendeu a falar inglês? As respostas, geralmente, são: “Um curso de inglês custa muito dinheiro”, ou até mesmo “Não tenho tempo para conciliar minha graduação e ainda aprender outra língua”. Por isso, jovens que aprenderam sozinhos o inglês, seja por meio de músicas, séries, filmes ou até mesmo com o advento da internet, mostram como fazer isso gastando pouco dinheiro ou até mesmo sem gastar nada. A professora do Ensino Fundamental Vanessa Saturnino, 26, começou a aprender inglês aos 13 anos, quando a internet ainda não era algo muito acessível. “Comprei o CD da minha banda favorita na época, procurei palavra por palavra o significado delas no dicionário e tentei montar de forma coerente”, diz.

“Não tenho tempo para conciliar minha graduação e ainda aprender outra língua”.

O estudante de Publicidade e Propaganda Thiago Oliveira, 19, iniciou o curso de inglês em uma instituição e estudou por um ano. “O curso não foi muito longo, mas me ajudou bastante, me deu uma boa noção da língua”, diz. Com o término do curso, o estudante passou a treinar o idioma sozinho. “Lia na internet a tradução de todas as músicas em inglês que eu ouvia e comecei com o hábito de trocar os filmes que eu assistia de dublado a legendado”, conclui.

Thiago Oliveira, ouve música enquanto aperfeiçoa seu inglês

30


#HashTec

Do you speak english?

The time is now o melhor método ainda é o presencial, no estilo professor aluno em uma sala de aula, também existem novidades. O Administrador de Empresas Felipe Guerra, 23, tem um novo projeto para ensinar inglês a um custo muito baixo. Idealizado por ele e sua noiva, o Faith English School vai unir, de forma clara e objetiva, o conteúdo do inglês, o conhecimento cristão e a música. “Estamos no mundo gospel desde a infância e vimos a oportunidade do inglês entrar na igreja. Hoje, muitos gru-

pos e corais são influenciados pela música americana”, diz. O administrador conta que a ideia é um ato empreendedor, visto que hoje não há projetos como esse. “O aluno irá pagar R$ 40,00 por mês, incluindo material. Ainda estamos confeccionando tudo, porém dá para adiantar que nosso conteúdo será totalmente diferente dos vistos no mercado até o momento”, conclui. Hoje o inglês é obrigatório para o sucesso profissional e o jovem que tiver fluência na língua certamente irá se destacar.

w Divulgação

Sim, a hora é agora. Hoje a internet é um recurso muito utilizado por todos, inclusive para aprender o inglês. São diversos cursos online, muitos deles gratuitos. O Ministério da Educação (MEC), por exemplo, está oferecendo cursos de inglês grátis para dois milhões de alunos de graduação e pós-graduação de instituições de ensino superior brasileiras. Os cursos serão feitos pela internet e, para participar, é só fazer o cadastro no site do My English Online (MEO). E para aqueles que acreditam que

31


Cult Vamos de Cultura

Por Tati Gomes

A vida de universitário é muito agitada. O estudante tem que aprender a equilibrar o dia-a-dia no estágio com os trabalhos da faculdade, estar sempre antenado com o que acontece nas redes sociais e ainda estudar para as provas, sem contar a vida pessoal. Ufa... quase não sobra tempo para as questões culturais. Mas cultura é fundamental para a vida do jovem universitário, ainda mais para aquele que mora em São Paulo. Além de ser conhecida como a Terra da Garoa, a cidade é o polo da cultura no Brasil. Local de origem de uma série de movimentos artísticos ao longo da história e sede das principais instituições culturais do país, é em São Paulo que existe o maior mercado para a cultura: uma ampla rede de teatros, museus, galerias de arte, casas de espetáculos, bares e grandes eventos culturais como a Bienal de São Paulo e a Virada Cultural. E quando o assunto é a zona sul da cidade, o passeio mais conhecido é a ida ao Parque do Ibirapuera. Além do 1,6 milhão de metros quadrados de área verde, o parque é sede de importantes museus, como o MAM, Museu de Arte Moderna, que possui em seu acervo mais de 3.000 peças, entre esculturas, pinturas e fotografias e o Museu Afro-Brasil que traz um pouco da contribuição dos africanos para a cultura brasileira. O parque ainda tem a Fundação Bienal que promove grandes eventos, como a Bienal de Arte. Um dos prédios projetados por Oscar Niemeyer no parque, A Oca, traz mostras de arte e instalações itinerantes. Em São Paulo você ainda encontra o Museu do Futebol, salas de cinema com os mais variados filmes em cartaz e muitas outras opções culturais. Vale a pena se informar mais sobre as atrações que a Terra da Garoa oferece. Vamos lá? Vamos de cultura.

Festival de Cultura Inglesa traz Kate Nash e Magic Numbers ao Brasil Por Camila Ferreira

A

Divulgação

Divulgação

17ª edição do Cultura Inglesa Festival ocorre entre os dias 17 de maio e 30 de junho. A principal atração do evento é a cantora britânica Kate Nash. Ela fará uma apresentação gratuita no Memorial da América Latina, dia 23, cantando hits como Foundations, além de novidades do mais recente disco, Girl Talk. O festival confirmou a participação do The Magic Numbers, que também toca no dia 23 de junho, e já foram confirmadas as participações do Bonde do Rolê, tocando The Cure, duas mostras de cinema (Rockumentários Britânicos - documentários de rock - e o Panorama do Cinema Britânico Contemporâneo) e uma edição especial da festa Green Sunset, no MIS, com Carl Barat (Libertines e Dirty Pretty Things). Pela primeira vez o evento totalmente gratuito contará com espetáculos do festival Fringe, de Edimburgo, com dança, teatro e música.

32


Cult Filme baseado em música da Legião Urbana é exibido em Cannes

Por Claudio Sousa

A

Divulgação

s produções brasileiras ganharam sessões paralelas no Festival de Cannes, edição que nesse ano não conta com nenhum filme nacional disputando a premiação. Um dos destaques do evento é o filme “Parents”, baseado na canção “Pais e Filhos”, da banda Legião Urbana. A obra é dirigida por Thalês Correa, 24 anos, e foi gravada em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o ele estuda. Correa diz que o curta foi pensado após a morte de seu pai e inspirado na música de Renato Russo. “É preciso amar as pessoas com se não houvesse amanhã”. Por meio de amigos, o diretor conheceu a atriz Ludmila Dayer que, no filme, interpreta uma mulher de classe média que não vive um bom relacionamento com a filha. Ele afirma que não esperava que a atriz aceitasse participar de um curta, primeiro trabalho de Correa. Quanto ao “Parents” ser lançado na mesma época dos longas “Somos tão jovens”, de Antônio Carlos da Fontoura, e “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio, ele diz que foi uma coincidência bacana, mas que não quer ser rotulado de pegar carona em uma modinha.

Somos Tão Jovens, um filme para ser cantado Divulgação

Por Beatriz Santos Como fazer um filme sobre um ídolo de várias ger-

ações? Essa pode ter sido uma dúvida para o diretor, Antonio Carlos da Fontoura, quando decidiu levar para o cinema a história de Renato Russo e da Legião Urbana. A produção mostra os primeiros contatos de Renato com a música, o início da sua primeira banda o Aborto Elétrico que depois viraria a Legião Urbana. A proposta não é reforçar a imagem de ídolo conquistada por Renato, mas descobrir nessa trajetória os motivos que o levaram a ser uma referência para uma geração que ainda resiste. Isso pode explicar o fato de que após 17 anos de sua morte, suas letras ainda retratem as angústias dos adolescentes. Dito isso o filme deixa uma vontade de escutar e cantar os clássicos como “Que País É Esse” e “Geração Cola-Cola”. A excelente atuação do elenco garante o sucesso da produção, os destaques são os atores Thiago Mendonça (Renato Russo) Laila Zaid (Ana) e Bruno Torres como ( Fê Lemos) que fundaria o Capital Inicial ao lado de Dinho Ouro Preto. Desde a sua estreia no dia três de maio, o filme já foi visto por mais de um milhão de pessoas.

33


Cult

Cultura na UNISA

Por Érika Bergamaschi

Agência Ottimiza

Muita música, alegria e responsabilidade social. Aconteceu no dia 02 de Maio na Universidade de Santo Amaro, a 6ª edição da FIS (Feira de Incentivo Social), promovida pelos professores e alunos do 5º Semestre do curso de Publicidade e Propaganda. O evento ocorre semestralmente e é sempre organizado pelo 5º de PP, o tema dessa ultima edição foi “Cultura e Apropriação Artística” e ferveu o Campus II da Universidade. Entre as principais atividades, houve música sertaneja ao vivo, com a dupla Henrique e Conrado com patricíonio do Terra Country Interlagos. A agência que organizou a atividade musical é a Ottimiza. Aline Barbosa, integrante do grupo se sente imensamente satisfeita com o resultado da sala “todos os grupos se esforçaram muito para que fosse a melhor Feira.”A proxima edição do FIS deve acontecer no final do segundo semestre do ano, fique ligado, o evento é aberto ao público, mas necessita de inscrição.

A marca Brasil entra em discussão Por Jefferson Castro

O auditório da Universidade de Santo Amaro (Unisa) esteve lotado na noite de 9 de maio, durante a realização do VI Fórum de Comunicação Social da Unisa. O tema em discussão foi A formação da marca Brasil pela comunicação e, no evento, os palestrantes apresentaram visões distintas sobre o assunto aos alunos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio e TV e Relações Públicas. Ambos demonstraram ampla preocupação com a realidade e o futuro do povo brasileiro, além da imagem passada para outras nações. O jornalista e escritor Nemércio Nogueira foi um dos convidados da noite. Com carisma e bastante experiência na comunicação, ele mostrou uma visão bem otimista quanto ao futuro do país “o Brasil vai ser o dobro do que é hoje”, prevê Nogueira. Mas admite, de maneira bem humorada, que o país do futebol ainda tem muito a melhorar. “O Brasil é perfeito, apesar de todas as imperfeições que tem.” A outra convidada a discutir o tema foi a jornalista Regiane de Oliveira, que apresentou um ponto de vista diferente do seu colega. A especialista em jornalismo econômico e de negócios demonstrou não acreditar tão piamente na marca Brasil. Ela apresentou vídeos que mostraram as opiniões tanto do Governo quanto de personalidades brasileiras e deixou claro que o país que está prestes a sediar a Copa e as Olimpíadas não inspira confiança nem para os brasileiros, tampouco para os estrangeiros.

34


Cult Lobão lança mais um livro

Por Karen Ferreira

Divulgação

O cantor Lobão lançou mais um livro: “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, onde faz duras críticas a políticos e artistas do país. Em seus comentários a figuras públicas nacionais, ele chama a “presidente Dilma Rousseff de ‘torturadora’ — em capítulo cujo título é ‘Vamos Assassinar a Presidenta da República? ’ – Roberto Carlos de ‘múmia deprimida’ e os Racionais MCs, de ‘braço armado do PT’”, informa o jornal Folha de S.Paulo. Além disso, Lobão também comenta sobre sua briga com a organização do festival Lolapalooza no ano passado, quando não concordou com o horário de sua apresentação e sugeriu um boicote ao evento. O livro teve a tiragem de 40 mil exemplares e possui quase 300 páginas de críticas. Com as suas frases e citações, ele conseguiu: ser notícia por semanas na mídia, ganhar mais seguidores no twitter, e arrumar briga com o vocalista dos Racionais Mc’s, Mano Brown, claro, pelo twitter. A troca de “elogios” entre os dois foi pública e acabou com Mano Brown chamando Lobão para resolver pessoalmente, já que os dois estariam presentes na Virada Cultural de São Paulo, que ocorreu nos dias 18 e 19 de maio. Mas os dois tocaram em dias e palcos diferentes, e o encontro não aconteceu. Mas o livro de Lobão também traz argumentos positivos do artista, como o que a Semana de Arte de 1922 fez com todo o pensamento cultural brasileiro até a atualidade, ao influenciar movimentos posteriores, como o Cinema Novo, o Concretismo e a Tropicália. Vale a pena conferir!

Cultura da bola na rede

Por Renan Sapata

Futebol e cultura são duas palavras que, a primeira vista, podem até não combinar, mas pense, você está no Brasil. Terra do Pelé, Garrincha e Ronaldo, como dizer que o futebol não faz parte da cultura do país? Impossível, por isso, o Museu do Futebol é uma ótima dica para quem é fã do esporte ou quer saber um pouco mais sobre sua história. Localizado dentro do Estádio do Pacaembu, o museu foi criado em setembro de 2008, desde então, realiza exposições e eventos que contam a história do esporte. São 15 salas temáticas, mais de 1400 fotografias e seis horas de vídeo. Um dos ambientes conta a história do futebol no Brasil desde a libertação dos escravos até sua profissionalização. Outro tenta reproduzir um pouco a emoção das 27 maiores torcidas do país. Se você é apaixonado por futebol e quer aproveitar um bom passeio, o Museu do Futebol é uma ótima ideia. Ele funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 6,00 e crianças de até sete anos não pagam. As quintas-feiras a entrada é gratuita para todos os visitantes.

35


Anti-Horóscopo

Fun Áries

Para você que fez progressiva, evite sair de casa, pois a previsão é de chuva para o mês todo, mas se você é piriguete, saia usando aquela regatinha branca que não chega ao umbigo. Cor: Branco, porque na chuva, já sabe, né? Frase: “E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo”, by Thati Bernardi.

Touro

Evite chegar cedo em casa, pois seu signo do zodíaco é governado pelo planeta Vênus e apesar de Vênus ser o nome da Deusa do Amor no desenho do Hércules, ela não vai muito com sua cara e sim com a da sua vizinha. Cor: Rosa, para simbolizar a sua ingenuidade. Frase: “A grama do vizinho é sempre mais verde.”

Câncer

Gêmeos Sua bipolaridade está deixando todos loucos! As pessoas estão começando a se afastar de você. Então, cuidado, ou vai acabar sozinho e infeliz.

A Lua, regente de seu signo, não está em bons contatos com o cosmos, isso faz com que o seu ambiente de trabalho fique pesado. E aquele gatinho (a) da mesa ao lado que você tanto paquera, esqueça!

Cor: Verde Limão – Porque assim como a cor, você anda causando dor nas vistas. Frase: “Ser diferente é ser normal? Ou ser normal é ser diferente?”

Leão

Cor: Verde, pra não perder a esperança, um dia você desencalha! Frase: “Nunca vi rastro de cobra, nem couro de lobisomem!”

Virgem

O Sol vai ser o símbolo forte na sua vida afetiva, ele influenciará no seu rela- Pare de reclamar com as amigas e perguntar se tem algo errado cionamento amoroso. O Fogo da paixão estará aceso, mas como leonino não da com você. Ah, e aguente firme, essa semana você levará mais três foras. Coloque um CD da Sandy, e lendo a Capricho você sorte, seu parceiro provavelmente será de outro signo. entenda porque não tem namorado. Cor: Vermelho, quem sabe te ajude a arrumar outro parceiro. Cor: Amarelo pastel Frase: “As mulheres podem ter 300 homens, mas só amam um. Os homens Frase: “Dig-dig-joy, dig-joy-popoy...Vem brincar comigo!” conseguem amar várias mulheres com a mesma intensidade.”

Libra

Escorpião

O dia não está pra você! A transição de Saturno por Mercúrio deixou os ares muito ruins e seu dia está negro! E daí que é segunda? Não vá trabalhar, é melhor pra você!

Você acordou feliz, o dia de ontem foi proveitoso, mas não pense que será a semana toda assim. Hoje seu dia até será legal no trabalho, pois Júpiter está em uma posição propícia, mas no amor, não se arrisque, ele não te quer mesmo!

Cor: Preto - Para indicar luto Pedra: Sáfira Frase do dia: “A mulher que não tem sorte com homens não sabe a sorte que tem.”

Cor: Vermelho - Seria para sedução, mas temos dúvidas. Pedra: Rubi Frase: “O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.”

Sagitário

Capricórnio

Você se acha demais! Cuidado com a sua mania de se mostrar, nem sempre dá certo sabia? Marte é seu planeta no momento, mas ele está em uma turbulência, então não e assuste com as visões que está tendo, elas não vão passar.

A semana será boa para você! Aproveite que Plutão está distante e faça tudo que tiver vontade! Mas, cuidado, pois quando ele se aproximar, sua maré de azar vai voltar, programe-se.

Cor: Rosa Pink – Aparecer mais? Impossível! Frase: “Beleza é uma questão de fé. Eu acredito que sou bonito. O difícil é convencer os outros.”

Cor: Roxo. Cor escura para abaixar esse fogo. Frase: “O amor da sua vida não é aquela pessoa que faz muita falta. O nome disso é zagueiro ruim.”

Aquário

Peixe

Para você de aquário, a semana será positiva, aquela sua amiga mala vai arrumar um namorado e parar de chorar no seu ouvido, porém, tente ser mais sociável.

Vamos começar com sinceridade: o que você fez com o seu cabelo? Vai ter coragem de sair na rua assim? E não adianta colocar a culpa na Lua que está minguante, pois isso ajudaria.

Cor: Laranja. Comece a apostar em coisas novas. Frase: “Quem tem amigo não precisa ter dinheiro.”

Cor: Cinza – Para combinar com a sua autoestima. Frase: “Dizem que todas as pessoas têm um lado bonito, então hoje você deve estar do avesso!”

36


Fun

Novela Universitรกria

37


Game Over

Júlia Lúcia de Oliveira

Doutoranda em Comunicação e Semiótica na PUC – SP, Mestre pela mesma instituição, graduada em C. Social – RTV pela Unesp. Pesquisadora e autora de artigos e livros sobre comunicação, cultura, mídia sonora e cultura do ouvir. Docente há 20 anos e autora do livro Rádio a oralidade mediatizada editado pela Annablume de SP. Integrante dos Grupos de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir da Faculdade Cásper Líbero e CISC – PUC/SP.

Perguntas de 1998:

Perguntas de 2013:

1-O que te levou a escolher o rádio? Me apaixonei pela capacidade que o rádio apresentava em explorar o imaginário e de estabelecer um diálogo com um ouvinte em movimento, abordado como único ainda que inserido num coletivo de milhares.

1-O que te motiva a continuar no rádio ? Quando tomo conhecimento que inúmeras pessoas ainda se movimentam para assistir a um programa com plateia em plena metrópole, ou ainda, do surgimento de uma emissora voltada para orientar uma população em Luanda; me encanto como Bertold Brecht e Roquette Pinto

2-Quais eram os desafios de fazer rádio? Sem saudosismo, mas ir ao encontro dos fatos e seus personagens eram os desafios que davam ao jornalista a possibilidade de produzir matérias mais ricas e pertinentes

2-Quais são os desafios de fazer rádio? Explorar as diferentes possibilidades de interação e participação de um ouvinte que é co-autor, selecionar, avaliar e checar o universo de informações que surgem e não se reduzir a um jornalismo de fontes virtuais.

3- Qual era o maior concorrente do rádio? Poderia dizer que era a televisão, os jornais e revistas impressos; mas desconfio que eram os próprios comunicadores enfeitiçados pelo poder de captura da imagem

3-Qual é o maior concorrente do rádio? Poderia dizer que é a Internet, mas o rádio que já nasceu convergente tem demonstrado sabedoria ao explorar as possibilidades que as teletecnologias digitais tem lhe apresentado.

4- Quais eram os meios de produção e distribuição da notícia no rádio? As tecnologias digitais já modificavam as formas de produzir as notícias. Entrevistar por telefone, editar não analogicamente (era o fim da fita de rolo, ufa!), acessar agências de notícias pela rede mundial de computadores.

4- Quais são os meios de produção e distribuição da notícia no rádio? Internet, tecnologias e dispositivos digitais para captação, edição, montagem e compartilhamento de conteúdos são as ferramentas que estão ao alcance dos jornalistas todos (não somente deles) para produzir e disponibilizar notícias. O mundo tornou-se mesmo uma “aldeia”.

5-Como o rádio era visto pelos outros meios de comunicação? Alguns o chamavam de primo pobre até que um dia tiveram que ligar para as redações das emissoras para saber como andava o desdobramento do Apagão.

5- Como o rádio é visto pelos outros meios de comunicação? Ainda há “outros meios”? Não estão todos em uma única plataforma? Creio que alguns apostam em seu fim, “outros” em sua capacidade de se adaptar e inovar.

6- O que você pensava sobre o futuro do rádio? Com a aprovação da Lei da Rádio Comunitária em 1998 e com as inovações tecnológicas que começavam a mudar a forma de produzir e veicular os programas sonhei com um rádio democrático e criativo.

6- O que você pensa sobre o futuro do rádio? Este Senhor de 90 anos tem demonstrado seu vigor por meio da sua constante reinvenção. Produção, compartilhamento de conteúdos e interação com um ouvinte co-autor devem continuar compondo o tom desta mídia que melhor se adaptou à era das convergências.

38


39


40

Follow Up junho2013  

Revista elaborada pelos alunos do 5º semestre do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social, orientado pelo prof Anderson Gurgel...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you