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AQUATRO Arquitetura e Urbanismo - Universidade Estadual de Goiás

UEG| Anápolis, 18/04/2010 Nº 11 | ANO 3 | R$ 1,00 jornal.a4.ueg@gmail.com jornala4ueg.blogspot.com

Luto pela UEG

Após duas semanas de paralização, alunos se manifestam durante o colegiado decisivo tanto para eles quanto para os professores. [6]

NOVIDADES Cinema Veja as datas do Projeto: ‘Da estética ao imaginário arquitetônico’ e acompanhe as críticas das últimas sessões. [5]

Pritzker 2010 Saiba mais sobre um dos mais renomados prêmios da arquitetura. [4]

Exposição A4 Participe com suas fotos e inspire a Universidade. [3]

EREA Descubra o que aconteceu no Encontro Regional de Arquitetura e Urbanismo em Goiânia. E fique atento para não perder os próximos encontros! [1]

Cara Nova Nosso querido jornal passou por uma cirurgia plástica, veja o que temos de novo e dê sua opinião. [7]

Arquitetura e Música

Saiba o que permite a ligação entre esses dois mundos. [2]

Intervenção Urbana

Discutindo e descobrindo mais sobre o poder da manifestação como arte para impactar e atingir as grandes cidades. [1]

Centros culturais

Um espaço para divulgar e analisar a arquitetura regional, confira e se permita aprofundar na discussão! [2]

BR-153

Análise de nossas referências arquitetônicas. [4]

Cidades

Descutiremos o quanto o papel do Arquiteto pode inflluenciar a cidade analisando projetos sustentáveis e bio-planejamento. [3]

Críticas, desabafos, e sugestões? Compartilhe com o jornal e com todo o curso de Arquitetura e Urbanismo. O jornal é um veículo aberto para que os alunos possam se expressar e defender suas idéias, o jornal é de todos nós! APROVEITE!


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ANÁPOLIS, segunda-feira, 18 de abril de 2010

AQUATRO

INTERVENÇÃO URBANA

DEPOIMENTO: O EREA ME INCLUIU

No dia 31 (quarta-feira) passado, o EREA Goiânia teve suas portas abertas. Com a temática voltada à Inclusão Social e à Acessibilidade, o encontro ocorreu no Colégio COLU em Goiânia, próximo a Praça Universitária. Houve diversas mesas redondas, oficinas, e até mesmo bate-papo de boteco que envolvia todo tipo de assunto voltado à arquitetura, unindo gente de todo canto do país em um só lugar e com gostos em comum. Nossa Universidade teve o maior prazer de levar um número de professores bem interessante para compor as mesas redondas e fulminar os debates. Em uma pesquisa informal realizada, o EREA Goiânia produziu mais resultados positivos que o EREA Palmas (2009), pois nós estudantes tivemos a oportunidade de intervir em um espaço e requalificá-lo para melhor ser utilizado pelos alunos do próprio colégio (ou seja, houve poucos ‘VERMES’ no local). Enfim, o EREA Goiânia conseguiu trazer resultados positivos (e fez a mim em particular me apaixonar novamente pelo curso apesar de todos os problemas que tem ocorrido em nossa ‘Universidade’). SIM, O EREA ME INCLUIU. Ítalo Augusto | 3º periodo

I

ntervenção urbana nada mais é que uma manifestação artística própria das cidades, tudo aquilo que vimos no centro de uma cidade, compondo seu movimento, seu espaço, pode ser encarado como intervenção urbana, normalmente são feitas em grandes centros das cidades com o objetivo de chamar a atenção de quem circula pelo espaço. Esta coluna intervirá

no espaço UEG, aqui mostrarei vários tipos de intervenções que rolam mundo a fora para que você, leitor, reflita sobre a sociedade de hoje, a sua arte, sua política e principalmente a arquitetura que envolve tudo isso. Bem, como essa é a primeira coluna, vamos falar mais sobre o que é intervenção urbana. Consiste em uma interação com um objeto artístico preexistente, seja ele um monumento ou um espaço publico, a intenção é colocar em questão as percepções a cerca do objeto, normalmente a arte “questionada” esta ligada a arte conceitual. Tendo suas raízes nos movimentos Eduardo Srur, “Pets”, 2008, intervenção do acionisurbana no rio Tietê, SP

mo viennese, dada, neodadaísta e por aí vai, a intervenção urbana é um desafio, ou no mínimo um comentário sobre um objeto previamente existente, por meio de cartazes, cenas de teatro, grafite, adesivos(stickers) ou acréscimo de elemento plásticos que modificam a maneira de pensar e observar o objeto artístico em questão, alterando portanto, o seu significado, suas expectativas, sua história, mesmo que só por um momento. Dessa forma a intervenção urbana é sempre inusitada e realizada em grandes espaços com grande circulação, em virtude do seu caráter crítico, seja por uma perspectiva política, ideológica ou social, a AÇÃO refere-se ao cotidiano nos grandes centros urbanos ou não, ou seja, AGENTE FAZ O QUE!!

Tayane Perné | 3º periodo

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO É do saber de todos que o curso de Arquitetura e Urbanismo exige grande empenho e carga horária dos estudantes, porém apenas a teoria, não dá a experiência e conhecimento necessários para uma formação adequada. O estágio é uma grande ferramenta que estudantes possuem para aplicar a teoria arquitetônica e é claro para começar a receber seus primeiros pagamentos. Existe uma grande discussão acerca do momento e do período de tempo que nós estudantes de arquitetura devemos ingressar no estágio, a UnUCET tem como padrão que essa etapa seja iniciada a partir do quinto período, e que a carga horária não exceda vinte horas semanais ( mas tal ‘lei’ não se aplica a todos, obviamente ela é ‘burlada’ por muitos estudantes, por necessidade, ou mesmo por discordar de tal decreto, até porque a lei federal do estágio dá direito ao estudante de nivel superior a trinta horas semanais), enfim, cada um possui sua opinião, mas o fato é que de certa forma o estágio não é tão acessível. Com tais fatores, o jornal A4 procura os futuros arquitetos (amém!) informados, e instigá-los acerca da discussão: “ A faculdade deve ser privilegiada em relação ao estágio, ou deve ser conciliada em relação ao mesmo?” Eduardo Medeiros | 5º Período.


ANÁPOLIS, segunda-feira, 18 de abril de 2010

Centros Culturais

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cidade de Goiânia, cada vez mais se potencializa em termos de movimentos culturais, e isso tem atraído o interesse de investimentos em espaços urbanos que possam dar suporte a tais movimentos, são os chamados Centros Culturais, porém, muitas vezes ignoram o que realmente um Centro Cultural deve oferecer para a população. No dia 30 de março de 2006 a cidade foi contemplada com o Centro Cultural Oscar Niemeyer, e quando digo contemplada não é ironia, mas sim uma realidade de que o espaço apropriou-se de um caráter meramente contemplativo. Os espaços culturais devem possuir uma identidade com o lugar e com o usuário a fim de atender as necessidades destes e de promover o uso de forma coerente com o espaço urbano, o Centro Cultural Oscar Niemeyer simplesmente foi uma afronta a cultura da região uma vez que esse espaço não abriga um suporte de acessos pela isolada região onde se encontra e não tem nenhum

AQUATRO

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vinculo com o espaço urbano ou ao menos se pode ter a curiosidade de conhecer o local, uma vez que este fica fechado todo o tempo e hoje se encontra jogado as traças. Se atualmente Goiânia possui espaços que possam ser referência ao interesse cultural da cidade é mérito da população, pois os interesses administrativos e políticos da cidade não estão voltados para este tipo de incentivo e na primeira tentativa fazem simplesmente uma piada com a população. Mas temos ainda a quem agradecer. O Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro ou o Centro Cultural Martim Cererê, que estão inseridos no espaço urbano, ambos não possuem uma identidade arquitetônica agregada muito menos leva no nome algum mestre genuíno modernista brasileiro, mas ainda assim tem seus valores culturais a fim de oferecer a população um espaço com características originalmente culturais. Mas quem sabe aquela grande esplanada um dia se torne cenário de um filme de terror que com certeza será Norte Americano. Diego Mendonça | 8º periodo

A RELAÇÃO ENTRE A ARQUITETURA E A MÚSICA E SUA CONSEQÜENTE FUSÃO. Em seu livro “Saber Ver a Arquitetura”, Bruno Zevi, arquiteto, crítico e historiador italiano, ressalta a quarta dimensão, como sendo o elemento inerente à arquitetura e capaz de distingui-la das demais artes. Ele afirma que o caráter essencial da arquitetura reside no fato de agir com um vocabulário tridimensional que inclui o próprio homem. Filippo Brunelleschi, famoso artista renascentista, atuou com louvor no campo da pintura, da arquitetura e principalmente da escultura, sendo esta a caracterizadora de sua linguagem de representação, assim ele contribui para a interpretação do elemento tridimensional e da inserção do homem. Segundo Zevi: “A arquitetura é como uma grande escultura escavada, em cujo interior o homem penetra e caminha”. Tomando como pressuposto a realidade do espaço como sendo a razão de ser da arquitetura, podemos afirmar que a música faz parte da arquitetura, tanto quanto os elementos que a compõem materialmente.

Toda música, bem como a menor unidade dela, possuem os mesmos elementos de composição que a arquitetura, são eles: Ritmo, harmonia, tempo, espaço. A professora arquiteta Solange Irene Smolarek Dias afirma que arquitetura é obra e espaço formado por estruturas rígidas, porém é também são as sensações criadas nos seres humanos. Esta afirmação intercepta a arquitetura e a música. O som é o elemento gerador da sensação de totalidade do espaço, ou seja é através do som que sentimos que não somos estáticos como a construção, é ele o elemento que aproxima a arquitetura e a música através da quarta dimensão. A sensação auditiva através do movimento do ar e o ato de tocar determinado instrumento unem

cada vez mais a terceira dimensão da quarta, além da própria visão fixar todas as sensações humanas à realidade espacial de interação do homem. O multiinstrumentista francês Yann Tiersen, responsável pela trilha sonora do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain exemplifica tudo o que foi c i t a d o a c i m a através de inúmeras músicas, sendo que muitas delas tem pouca diferenciação rítmica e melódica. Elas distinguem-se principalmente pela diferenciação de timbres (o que dá identidade ao som) e pequenas mudanças de estado da música, esta ação é similar ao ato de se trabalhar com decomposição da forma, deslocamento de planos, descontrução, entre outras atividades praticadas pelo arquiteto até encontrar a

“Toda música, bem como a menor unidade dela, possuem os mesmos elementos de composição que a arquitetura”

alma de sua composição. Para que não haja dúvidas sobre a inter-relação entre música e arquitetura, a arquiteta e musicista Claudia Borges de Miranda diz: “Deve haver um código que traduza as formas espaciais em música. Esse código são as relações numéricas. Proporções de 2 números correspondem a intervalos simples entre duas notas e a figuras planas que se manifestam nas plantas arquitetônicas e fachadas”. Portanto o fato sobre a ação do homem sobre a quarta dimensão dita por Zevi no início do texto fixa pelas provas não somente vivenciadas como também provadas matematicamente impõe tanto à arquitetura quanto à música características que as fundem. Referências: Saber ver a Arquitetura (Bruno Zevi), A Música da Arquitetura (Cláudia Miranda), Arquitetura é música congelada? (Solange Irene Smolarek Dias). Adriano Felipe | 5º periodo


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PARTICIPE DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA JORNAL A4 Os alunos que participaram da viagem a São Paulo semestre passado terão a oportunidade de ver suas fotos expostas no espaço da nossa unidade. Cada aluno tem direito a enviar três de suas melhores fotos que serão selecionadas por professores da área fotográfica. PARTICIPE! ENVIE SUAS FOTOS ATÉ SEGUNDA (19/04). *jornal.a4.ueg@gmail.com

EM BUSCA DE CIDADES INSPIRADORAS Há pouco tempo atrás me deparei com uma matéria sobre uma cidade em New Orleans, cidade atingida pelo furacão Katrina, onde no desafio de reconstruir uma cidade, planejadores urbanos fizeram uma parceria com o Estúdio 804 (como um escritório modelo da Universidade do Kansas que realiza as obras). Nesse estúdio idéias de influência sustentável são misturadas com tecnologia e materiais disponíveis da região para reerguer casas, instituições, estações de abastecimento e monumentos de maneira que os recursos sejam reutilizados e melhor aproveitados. Pude acompanhar pela televisão uma assembléia dentro da cidade batizada de ‘Green City’, onde representantes do governo discutiam com os responsáveis pelo plano diretor sobre a fragilidade dessa nova proposta e de seus altos gastos em tecnologia. Em defesa, um dos membros do estúdio se levantou dizendo: Estamos levantando aqui uma revolução, uma cidade que vai ser reerguida como exemplo para que outras cidades procurem soluções inteligentes como as nossas. Reconstruindo a cidade com nossos recursos disponíveis. O

melhor é que toda a população está engajada na reconstrução, os alunos têm liberdade de criar projetos de tecnologia na construção construindo com suas mãos e a população de ajudar e dar opiniões. Procurando saber mais sobre pessoas e organizações que buscam melhorar o meio urbano através de recursos saudáveis ao meio ambiente e de tecnologia

inteligente, encontrei o site do TIBÁ (com ajuda de nossa professora Ludmila) e o site do próprio estúdio 804. Os estudos do TIBÁ são bem parecidos com o IPEC, situado em Pirinópolis, mas me chamou atenção por seus trabalhos sociais. Ali são disponibilizados diversos cursos, os estudantes matriculados são formados em conceitos da bio-

arquitetura, planejamento permacultural, assentamentos sustentáveis entre outros, e aprendem a construir de acordo com o clima e materiais da região. Conceitos esses que são aplicados não só no edifício, mas no plano Urbanístico também. Através do programa de estágio, o estudante tem a oportunidade de aplicar seu aprendizado em cidades por todo o Brasil, construindo para a população casas, estações/centrais de abastecimentos e praças com conceitos naturais extremamente econômicos. Tudo isso prova que existe a nossa volta estudos, projetos e idéias revolucionando o modo de ver o planejamento, uma forma de nós arquitetos concluirmos nossa tarefa como profissionais dispostos a levar melhor condição de moradia a toda população através de recursos saudáveis. Usando de técnicas tecnológicas ou da arquitetura regional crítica, para fazermos do meio físico algo humano e sensível. Para os interessados: http://www.studio804.com/ http://www.tibarose.com/port/home.htm

Carinna Sousa | 5º Periodo

Imagem: Manual do Arquiteto descalço


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ACERVO ARQUITETÔNICO DA BR-153 O Campus UEG, inaugurado em 2001, ergue-se em meio ao cerrado de Goiás como um exemplo arquitetônico não muito apreciado pela comunidade goiana. Cercado pela mata, o edifício compete atenção com a Faculdade Fibra, motéis e indústrias. Passar pela BR-153 é ser presenteado com um contraste visual arquitetônico chocante. Projetado para ser um grande complexo universitário, apenas um dentre os vários edifícios propostos foi concluído. Anos depois começam a surgir pequenos “anexos” que vêm atender às necessidades urgentes dos cursos, como Centro de Convivência, Laboratório de Biologia, Laboratório de Engenharia Agrícola, etc., que em nada se comunicam ou complementam o volume arquitetônico principal. Antes mesmo de entrarmos pelos portões do Campus Henrique Santillo, nos “admiramos” com o edifício a tempos semi-acabado da Faculdade Fibra do outro lado da via, que com sua cor dominante verde, anos atrás ganhou uma estranha parede vermelha que deve ter sido inspirada na cor do prédio da UEG e estimulou a imaginação dos estudantes.

“Parece uma melancia”. Já o edifício da UEG é permeado por várias lendas e especulações acerca de seu processo de concepção arquitetônico. “Dizem que a sua planta baixa é baseado em...”. Ah, não podemos nos esquecer dos vários motéis que disputam espaço com os dois edifícios educacionais da BR-153, além da Cachaçaria Jamel, do Hotel Naoum Express, e do espaço para festas Lune, todos com arquiteturas singulares e nada discretas. E quem não se lembra do inebriante cheiro de cachaça que por vezes invadia o Campus quando a cachaçaria estava abrindo? E ainda temos um “trambolho” que está sendo construído ao lado de nós, sem origem ou finalidade muito clara. Os estudantes de arquitetura estão carentes de referências arquitetônicas reais, concretas, tocáveis e vivenciadas. Isso resulta em estudantes que projetam com a imaginação baseada em referências distantes, ou por vezes, sem referência alguma, gerando projetos sem graça e sem gosto. Carolina Fernandes | 10º periodo

NAVEGAR É PRECISO Que “navergar é preciso” todo mundo sempre soube, sorte do poeta que eternizou em verso. Porém nem sempre os mares são os mesmos para todos os tempos, se os oceanos já foram todos desbravados resta a nós, pobres seres do XXI, a vasta “terra de niguém”, a internet, e é nesta vastidão que surge uns de seus grandes perigos. Para quem navega desatento a internet pode parecer um mar de incultura, mas para quem está sempre atento sabe que a impressão é falsa e acha grande exemplos de “cultura” na rede. A internet com toda sua dinâmica que quebra a tradicional relação entre os meios de comunição, abre espaço para quem tem o que dizer. São inumeros exemplos de publicações online que levam informação e cultura de maneira idependente. Um desses exemplos é a Revista Etctera, ideia de Sandro Eduardo Saraiva junto com Adriana Aranha e Marici Silveira. No ar desde abril de 2001, a revista é uma publicação bimestral, que surgiu inspirada nos fanzines, com a proposta de levar ao público uma podução artística que está as margens da grande midia. A Revista Etctera aborda assustos relacionados as artes visuais, música, literatura, teatro e cinema. Os navegantes atentos e ou curiosos fica o link: http://www.revistaetcetera.com.br Matheus Möller | 3º Periodo

PRITZKER 2010

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O anúncio dos ganhadores do Pritzker 2010, renomado prêmio de arquitetura, foi feito no dia 28 de Março. Os homenageados deste ano foram Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa pela produção do escritório em sociedade SANAA. O Corpo de jurados fez considerações como: “Eles exploram como poucos as propriedade fenomenais do espaço contínuo, leveza, transparência e materialidade” e “Eles buscam as qualidades essenciais da arquitetura, que resulta em uma simplicidade muito apreciada, economia de recursos e domínio”. Algumas obras também foram destacadas, entre elas o prédio da Christian Dior (Toquio, Japão), o Pavilhão de Vidro do Museu de Artes de Toledo (Ohio, EUA) e o Centro de Aprendizado Rolex do Instituto Federal de Tecnologia (Lausanne, Suíça).

Matheus Möller | 3º Periodo


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AQUATRO

Espaço Cinéfilo

Da estética do filme ao imaginário arquitetônico

No último dia 21 muitos tiveram a o’portunidade de conhecer o “lado sombrio do arco-íris”. Trata-se da obra “O mágico de Oz” sobreposta à produção The Dark side of the Moon, disco da famosa banda inglesa Pink Floyd. Desde muito tempo acredita-se que a banda gravou o disco, considerado como o terceiro mais vendido dos últimos tempos, no intuito de torná-lo uma segunda trilha sonora para o filme. Muita especulação foi criada acerca do assunto e mesmo com pronunciamentos oficiais dos próprios membros afirmando serem as relações com o longa meramente coincidências, não há como conter a polêmica. Para tratar do assunto o professor, engenheiro elétrico e estudioso do assunto José Maurício esteve presente no Cine Goiânia Ouro, a fim de esclarecer e ao mesmo tempo expandir a obscuridade do tema. As supostas teorias que interceptam ambas as produções tornam “Dark Side of the Rainbow” prova que nem tudo é o que parece ser, apesar de aparentar uma sincronia perfeita. Obs.: Os integrantes do Pink Floyd desmentiram a relação entre as obras provando ter sido impossível reproduzirem o filme no estúdio, visto que na época da gravação do álbum não existiam vídeogravadores. Adriano Felipe | 5º periodo O projeto ‘Da Estética ao Imaginário Arquitetônico’ (Coordenado pela Profª. Nancy de Melo e o Prof. Ademir), têm o orgulho de convidar a todos os alunos para a apreciação de mais uma exibição cinematográfica no Goiânia ‘Cine Ouro’, no dia 24 de abril (Sábado) às

15 horas - Dogville - Comentários do Prof. Giovani. O projeto de extensão é aberto a todo o público e a entrada é FRANCA. Próximos *filmes:

22 de maio - Akira (1987), roteiro e arte de Katsuhiro Otomo, o mesmo criador do mangá. (Prof. Rodrigo) 19 de junho - Pricila, a rainha do deserto (1994), direção de Stephan Elliott. (Profª Wanessa) 31 de julho - THX 1138 (1971), direção de George Lucas. 21 de agosto - Janela Indiscreta (1954), direção

Mesmo assim estamos do seu lado, queridos mestres - Henrique

de Alfred Hitchcock. 18 de setembro - O homem que copiava (2002), direção de Jorge Furtado. 23 de outubro - Down by Law (1986), Jim Jamursh. 20 de novembro - Durval Discos (2003), direção de Anna Muylaert. 04 de dezembro - Delicatessen (1991), direção de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro.

*Sujeito a alterações.

Ítalo Augusto | 3º Periodo


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A Semana! Após duas semanas de expectativas frustradas em uma paralisação que foi interrompida sem gerar fruto algum, fomos surpreendidos com a saída dos nossos coordenadores, desanimados de tanto murro em ponta de faca e com o desespero de certos alunos com a demissão de seus professores e o atraso de tempo indefinido de suas matérias. O alarde em meio aos alunos foi geral, pois além dos professores que haviam saído outros estavam a um passo de tomar a mesma decisão. Com a cobrança dos alunos do sexto/sétimo período, uma reunião foi marcada para os alunos com um convite estendido aos professores para a quarta-feira (6). Ao informar e convidar o diretor da unidade, Olacir, ele nos informou de antemão que de nada adiantaria e que não havia o porquê da movimentação, mas que compareceria. De acordo com ele, as soluções já estavam sendo encaminhadas, mas em longo prazo dariam resultado com o concurso da UEG. Com os protestos e mensagens de avivamento, a reunião dos alunos foi cheia de apoio para que os alunos se movimentassem, gritassem por seus desejos e anseios. Por fim os mesmos alunos que cobraram a reunião pregaram pela unidade cartazes com seus gritos de protestos e convidaram todo o corpo discente a se reunir em luto pelo curso de Arquitetura e Urbanismo e claro, pela UEG. Sem muitas surpresas, mas com muita indignação percebi a maioria dos alunos de outros cursos ridicularizando a manifestação e escrevendo frases de baixo nível nos cartazes, como se os estúpidos fossemos nós de gritar nossas vontades e não aqueles que sentam e nem percebem a ignorância que rege nossa Universidade. Mas não vou me prender em fatos irrelevantes. Na última quinta feira (8) foi agendado um colegiado para escolher um novo coordenador (o que erroneamente pareceu à chave para todos os problemas), fosse pelos votos dos professores ou pelo próprio Olacir. Se a reunião dos alunos foi cheia de gritos esperançosos em uma tentativa desesperadora de não perder outros professores, o colegiado foi a quebra desse sentimento. Confesso que me senti a princípio revoltada com o fato de que as falas de nosso diretor pintam uma imagem tão próspera de um futuro próximo. Mas outras vezes me enchia de esperança em meio às falas cheias de um empenho sofrido dos ‘amigos da escola’, como se intitularam os professores. O ponto principal foi que, como solução para os alunos dos 6º, 7º período, fariam a contratação ou convidariam três professores substitutos. E com a entrada dos novos professores o quadro estaria bem mais completo. Mas a questão colocada pelo professor Gilson foi o que me preocupava também. De acordo com ele o problema está na solução que cobre somente os três professores, porque ninguém sabia se os outros professores que queriam sair haviam mudado de idéia, caso contrário, teríamos muitas vagas a ser preenchidas e matérias paradas até a conclusão do concurso. Então esses novos professores teriam que assumir o cargo a frente da turma sem um domínio suficiente para tal responsabilidade o nível das aulas cairia drasticamente.

AQUATRO

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Em meio a pontos de vistas ora falsos, ora esperançosos e ora duramente descrentes. Nosso professor Alexandre decide se dispor a coordenação de curso, pedindo o apoio dos professores. Os professores Bráulio e Maurício declaram apoio enquanto um reassumiu o cargo de coordenação de estágio, e o outro não pode se comprometer dessa forma. Ficou claro a revolta do Professor Ricardo Trevisan, com a conversa fiada que temos que suportar a cada reunião, sobre como os problemas já estão resolvidas e como tudo coopera para o nosso bem! Deixo claro meu alívio ao escutar do professor Alexandre que se comprometeria a terminar o mandato do Prof. Trevisan. Mas deixo aqui a minha tentativa de abrir os olhos dos meus colegas, porque assim me obrigo a sempre deixar os meus abertos também. De acordo com o diretor da unidade, o laboratório de hidráulica já será entregue e o de conforto precisa ser cobrado e por ele será feito em breve. Declarou também seu total apoio e esforço na luta para a conclusão do projeto do EMAU¹. Tudo muito lindo e animador, mas muito utópico para a nossa realidade. Sendo assim, faço um clamor aos alunos que começaram a manifestação de quinta-feira: Não parem! E aqueles que não tiveram ânimo, tentem! Pois afinal, o problema não será resolvido enquanto os salários dos professores não forem bons o bastante para chamar cada vez mais mestres bem reconhecidos para nossa Universidade e ser capaz de manter os que temos, assim como também enquanto nossa biblioteca não conseguir sustentar nossa sede de conhecimento, e a infra-estrutura não ser reconhecida e admirada por outras universidades. Já que o discurso do nosso diretor foi tão emocionante, cobremos dele incessantemente por respostas a partir de agora. Vamos montar os processos de extensão e projetos junto com a coordenação ou professores interessados, faremos nossa parte, até onde nos cabe pesquisas e criatividade e iremos sempre repassar adiante e cobrar repostas. Lembrando que nós somos os que mais crescem nessa estrada cheia de tensão, esperança, revolta, e claro, esperança novamente. Sem ser utópica, mas com professores e alunos bem direcionados, podemos tudo! Foi exposta a idéia de uma aluna através do professor Bráulio, onde em reunião com alunos, professores e corpo administrativo montaríamos todos nossos pedidos de reforma. Tais pedidos iriam desde novas cadeiras nos laboratórios de informática até a construção definitiva do EMAU. Nessa tabela de requerimentos, lançaríamos também o custo e especificações desses pedidos. Assim teríamos como acompanhar e cobrar suas evoluções, com todo direito, afinal estaremos organizados e bem direcionados. ¹EMAU: Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo

Carinna Sousa | 5º periodo


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AQUATRO

O MESMO JORNAL (MAS COM UM ROSTINHO MAIS BONITO) A primeira vez que eu li o jornal A4, pasmem, foi dentro de um ônibus qualquer, acho que em uma das raríssimas vezes que eu vim a Anápolis na época do vestibular. O jornal estava ali no chão todo pisado e eu o peguei pra dar uma olhada (meio nojento, confesso). Como eu já sabia que eu prestaria o vestibular para arquitetura, eu fiquei super empolgado ao saber que meu futuro curso tinha um jornal próprio. E ainda pensei na época: “acho que se rolasse uma mudançazinha aqui e ali... ficaria perfeito“. Durante o primeiro período, quando perguntaram quem queria entrar na equipe do jornal, levantei a mão no mesmo instante, acho que até assustando algumas pessoas que estavam por perto com minha hiper-velocidade nos braços.

Enfim - deixando a curta história de amor à primeira vista de lado - esse nosso jornal passou por muitas mudanças desde sua primeira edição. Seus fundadores já são hoje arquitetos formados, e o jornal continua todo semestre renovando sua equipe. É um trabalho difícil mexer em algo que não foi você que criou; não se sabe se os “pais” do jornal vão gostar, e até mesmo se os leitores aprovarão tudo o que fizermos, porém terminamos agora a edição número 11 (depois de uma batalha contra os imprevistos que nossa querida universidade nos impôs) com algumas daquelas mudanças que eu pensei enquanto saculejava num amarelinho rumo a Anápolis. Aqui estão as principais mudanças:

Em relação à nova diagramação do A4 a mudança aconteceu no sentido de dar mais cara de jornal a ele. Foram criados padrões para as edições ficarem com a mesma identidade (baseados em revistas conceituadas de arquitetura, já que não tínhamos nenhum designer gráfico para criar um) com quatro colunas. Além disso foi pensado algo como um conceito para o jornal, jovem e universitário, e numa hierarquia tipográfica além de dar atenção à legibilidade.

Para dar sua opinião sobre nossa recauchutada, participe da enquete que já está acontecendo no blog do A4 e deixe seu comentário. jornala4ueg.blogspot.com A primeira dferença ocorreu com a logo do jornal. A principal diferença entre a original para a proposta da nova é que o círculo vazio - que, aparentemente, era algo aleatório - deu lugar a um retângulo cheio, que tem a mesma proporção de um A4 (razão entre sua altura e sua largura é igual à raiz quadrada de dois). A aparência é mais sóbria e mais forte, e tem maior relação com o nome do jornal.

INSPIRE-SE!

Compartilhe logradouros de qualquer cidade e deixe com que ele nos inspire também! “Casa de Cultura/residências modernistas - St. Central, encontrando com a Assembléia de Goiânia. Um lugar bem escondido junto a residencias únicas da época modernista. Vontade de morar em edifícios assim, cheios de história!” Carinna Sousa (5º)

“A4 não é Ângela Bismarck mas também adora uma cirurgia plástica.” Henrique Dantas | 3º Periodo

FALA C.A Esse espaço estará reservado ao nosso C.A de Arquitetura. Aqui os alunos poderão discutir idéias com os integrantes do Centro Acadêmico que por sua vez se dispôs a responder e esclarecer qualquer dúvida dos alunos. Desde já ele agradece ao apoio da Baluarte Arquitetura na produção das camisetas do curso que podem ser compradas com a aluna Adrielly (2ºperíodo). O C.A está preparando novas atividades, aguarde!

Expediente: Adriano Felipe (5º), Adrielly (2º), Carolina Fernandes (10º), Carinna Sousa (5º), Diego Mendonça (8º), Eduardo Medeiros (5º), Henrique Dantas (3º), ítalo Augusto (3º), Marcos Laffyte (5º), Matheus Möller (3º), Tayane Perné (3º), Ruber Paulo (10º), Prof. Doutor Ademir.


A4 | aquatro