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JORNALZEN

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PANORAMA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps) promove sua oitava reunião temática no dia 26 de outubro, a partir das 15h30, na Unibes Cultural, em São Paulo. O evento acontece mensalmente e é aberto a qualquer interessado. Nele são apresentados projetos de grupos de trabalho da Abraps e ações de parceiros. A Unibes fica na Rua Oscar Freire, 2.500 (Sumaré). OUTUBRO ROSA 1 Entre os eventos do Outubro Rosa, campanha de incentivo à prevenção do câncer de mama, no dia 21 de outubro, às 8h, a Praça Arautos da Paz (Taquaral) , em Campinas, recebe a Caminhada Laço Rosa. No mesmo dia, das 9h às 12h, a Praça Carmela de Vita Godoy (Vila 31 de Março) terá oficinas artísticas, atividades esportivas, música e palestras abertas ao público. Até o fim do mês, os shoppings Iguatemi e Galleria sediam exposições fotográficas. OUTUBRO ROSA 2 Quem passar neste mês pelo Parque D. Pedro Shopping, em Campinas, poderá conferir o bazar beneficente do Núcleo de Voluntárias do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp. Entre os produtos artesanais à venda estão panos de prato, bordados, caminhos de mesa, nécessaires e bolsas. O bazar fica no corredor da Entrada das Pedras e funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h.

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Outubro/2018

Bom trânsito para nós! Marks Pintija

Permissão internacional para dirigir A Permissão Internacional para Dirigir (PID) é um documento válido para o motorista quando permanecer em outros países por mais de 180 dias. O condutor brasileiro precisa, por precaução, saber se a nossa CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é aceita naquele país. Vale ressaltar que existem diferenças na nomenclatura das categorias dos veículos que o cidadão possa dirigir e assim, se faz necessária a consulta da equivalência. Na América do Sul, a Argentina, Chile, Peru, Paraguai e Bolívia seguem uma regulamentação básica entre eles assim como Moçambique, Espanha e Itália aceitam a reciprocidade. Para saber sobre os demais casos é possível consultar a listagem de 76 países nos canais de divulgação do Detran-SP. Nessa relação constam os países considerados “partes contratantes” da Convenção de Viena sobre Trânsito Viário, firmada em 1968. Para solicitar a PID, o condutor vai até o Detran,

ou através de seu procurador, e apresenta seus documentos pessoais e o comprovante de endereço, além da CNH original dentro do prazo de validade, com a condição de não estar cumprindo processo de suspensão ou cassação nem estar realizando uma mudança de categoria da atual habilitação. O prazo máximo de validade da PID será de três anos. Caso a CNH atual tenha o vencimento antes desse período, então essa será a duração da nova PID emitida. O valor da taxa de emissão da Permissão Internacional em 2018, no Estado de São Paulo, é de R$ 282,70 e caso seja solicitada a entrega via postal, acrescenta-se o valor da postagem. Marks Pintija é especialista e educador em trânsito

Cristina Corsini

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tema educação socioemocional vem sendo muito discutido nos dias de hoje como um grande desafio do século 21. Puro modismo? Certamente, não! As últimas décadas do século 21 e início deste novo século foram marcados por grandes processos de mudanças sociais, econômicas e políticas que afetaram diretamente as relações de trabalho e o dia a dia das pessoas, instituindo novas demandas e necessidades. O mundo atual exige habilidades, tais como resiliência, criatividade, responsabilidade... Que vão além das chamadas habilidades cognitivas. Isto quer dizer que, não basta mais a pessoa possuir uma inteligência brilhante, porém não sabe trabalhar em equipe. Além do mais, vivemos hoje uma era pautada na velocidade – tudo é muito rápido e acelerado! Graças à universalização dos meios de comunicação e ao acesso ao universo digital cada vez mais acelerado, as informações estão cada vez mais dinâmicas e propagam-se à velocidade da luz! Assim, outra habilidade necessária nos dias de hoje é a capacidade de formar redes de conexões; não há mais espaço para aquele su-

jeito que quer trabalhar isolado. Mas, enquanto o mundo exige e cobra que os nossos jovens concluam a educação básica sendo capazes de solucionar problemas de maneira colaborativa, demonstrem empatia, pensem criticamente e façam escolhas responsáveis, sendo protagonistas de seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades, a educação do nosso país, apesar de infinitas mudanças, ainda se mostra retrógrada e engessada com um modelo que remete a Grécia Antiga, cujo cerne do trabalho era a transmissão de conteúdos. A base da docência dos nossos educadores e a ênfase do trabalho pedagógico ainda privilegiam o pensamento lógico e recaem sobre modelos criados para atender demandas antigas – o acúmulo de conhecimento, exercícios, repetições e testes que podem até resultar em uma nota maior, mas que não preparam o aluno de forma integral e, muito menos, dão conta de desenvolver todas as competências que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21. Obviamente ninguém está questionando a importância do desempenho ou do aprendizado nas diferentes áreas do conhecimento. Os conteúdos que compõem as grades

SHUTTERSTOCK

Educação socioemocional: tendência do século 21

curriculares das disciplinas são muito importantes. Mas é preciso ir além. Tabus devem ser quebrados e novos paradigmas deverão ser adotados. Transformar a escola não é mais uma opção. É uma necessidade. Precisamos, com urgência, preparar nossos alunos para os desafios do mundo para além dos muros das escolas. Mas, se o “chão da escola” precisa transformar-se, é necessária a produção de saberes e fazeres que se concretizem na criação de novas modalidades de práticas na escola. Ou seja, o cuidado, atenção

e construção de um novo olhar da atuação pedagógica. Um novo olhar para a educação sem levar em conta a formação de professores, para que estes, intencionalmente nas aulas, desenvolvam um trabalho mais colaborativo e que busque promover o pensamento autônomo dos alunos, será um esforço que poderá virar letra morta. Cristina Felipe Corsini Pasinato é psicopedagoga, coordenadora da pós-graduação em educação socioemocional do Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE) e orientadora pedagógica do Anglo Center V

Jornalzen Outubro 2018  
Jornalzen Outubro 2018  
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