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JORNALZEN ANO 12

OUTUBRO/2016

AUTOCONHECIMENTO

Nº 140

BEM-ESTAR

www.jornalzen.com.br

CIDADANIA

CULTURA

SAÚDE

Divulgação/Agência Fiquem Sabendo

ZENTREVISTA

Nando Bolognesi Pág. 3

HISTÓRIA EM GRAFITE Grafitagem com referência à chegada da colônia japonesa na zona leste de São Paulo. O painel temático é um dos 228 trabalhos expostos em muro de um quilômetro na Avenida Doutor José Artur da Nova. Trata-se de homenagem do Projeto GrafitArte aos 394 anos de São Miguel Paulista, um dos bairros mais antigos da Capital.

Zen Festival traz experiência da Nova Era Pág. 2

ARTIGOS

A criança de hoje precisa de amor e conversa Pág. 2

O recurso quântico na medicina tradicional Pág. 7


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JORNALZEN

Outubro Rosa Parece lugar-comum favi vários relatos de mular do assunto, mas telheres que, após adoecenho algo a dizer para rem ou serem mastecacrescentar mais uma tomizadas, foram rejeireflexão nesse tema. tadas ou abandonadas peHá alguns dias, uma los seus parceiros. amiga da Unipaz disse Existem vários trabaque, apesar de algumas lhos lindos sendo feitos pessoas criticarem ou para, através da tatuanão gostarem de comgem reparadora, permipartilhar aquelas cam- SILVIA LÁ MON tir que sejam compartipanhas no Facebook ou Diretora do JORNALZEN lhadas histórias felizes no WhatsApp, elas são de superação, que enmuito importantes porque nos volvam e motivem mais mulhelevam à reflexão. Concordo com res vítimas do câncer de mama ela e digo, ainda, que isso ajuda a seguir em frente com a vida [lea nos voltar para o nosso auto- ia sobre um destes eventos na cocuidado e nos estimula a olhar luna Panorama (página 6)]. Em para o outro, cuidar do outro – São José dos Campos, a tatuadoneste caso, para outras mulhe- ra Tati Stramandinoli coordena o res – durante o Outubro Rosa. projeto Reviva, por meio do qual Todas as campanhas que ve- redesenha o mamilo em mulhemos têm esse teor e esse efeito res que fizeram reconstrução de educativo – portanto, muito vá- mama, atendendo-as gratuitamenlido. Trabalhei como psicóloga te. A técnica utilizada é a microdurante dois anos em uma ONG pigmentação, específica para esque prestava tratamento a pesso- se tipo de trabalho (e que deve ser as com câncer e vivenciei de per- retocada a cada dois anos). Tati to o quanto a atenção e a reflexão atende entre quatro e cinco musão importantes para quem car- lheres por mês no estúdio Pigrega esse estigma. Sim, por mais menta Tattoo (Avenida Aclimaincrível que pareça, o câncer ain- ção, 205 – Jardim Alvorada). da é um estigma, principalmente E você o que pode fazer por para pessoas com pouca instru- isso? Talvez apenas compartilhar ção e excesso de preconceito. Ou- essa ideia, que tal?

NOSSA MISSÃO:

Informar para Transformar DIRETORA Silvia Lá Mon EDITOR Jorge Ribeiro Neto JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508 TELEFONES Redação (19) 3324-6062 Comercial (19) 3044-1286 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br Circulação: Campinas Indaiatuba Valinhos Vinhedo Jaguariúna Holambra São Paulo (Avenida Paulista, Vila Madalena e Vila Mariana)

Zen Festival traz experiência da Nova Era e cultura de paz Com o slogan “Mais do que um evento, uma experiência da Nova Era”, o 2º Zen Festival, dia 13 de novembro, na Estação Cultura, em Campinas, proporcionará aos participantes conhecimento e vivências sob as mais diversas perspectivas do universo zen e da cultura de paz em oito horas de atividades. A entrada é aberta ao público. Em 2015, o festival contou com aproximadamente 3 mil pessoas circulando pelo evento. A expectativa para este ano, de acordo com uma das organizadoras, a psicóloga Silvia Lá Mon, é de um público de cerca de 5 mil pessoas. Diretora do JORNALZEN, Silvia é uma das idealizadoras do evento, ao lado de Amanda La Monica. Mais de 50 expositores e 24 atividades serão oferecidas, a partir das 11h. A abertura será feita pela terapeuta Violeta Mafra, de São Paulo, que conduzirá a cerimônia do Ancoramento do Arcanjo Miguel Raio Azul. Em seguida, a Iniciativa das Religiões Unidas (URI) promoverá um Diálogo Inter-re-

ligioso. A programação prosseguirá com palestras sobre saúde na terceira idade, aulas abertas de ioga, meditação, tai chi chuan, apresentação de dança indiana, e música ao vivo, entre outras atrações. No período da tarde acontecerá o 1º Concurso de Cosplay “Fantasias Fantásticas”. A atração é uma das novidades da edição e promete muita diversão aos participantes. A inscrição é gratuita e os primeiros colocados ganharão prêmios. Vivências, oficinas e bênçãos serão realizadas no ambiente extra ao palco. Além das atividades, os visitantes terão contato com as novidades do mercado de terapias e produtos alternativos. Haverá também uma ampla e diversificada praça de alimentação. Confira toda a programação em www.zenfestival.net.br/programacao. A segunda edição do Zen Festival tem apoio da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Cultura, e apoio cultural do JORNALZEN.

A criança de hoje precisa de amor e conversa Kie Kume -

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nascimento de uma criança é sempre fonte de imensa felicidade para uma família. É a renovação da esperança. É a vida que se perpetua. E não há dúvida de que as crianças têm hoje mais oportunidades e mais condições de realizar seus sonhos do que tiveram as gerações passadas. Mas, se as oportunidades se multiplicam, também aumentam os desafios que acompanham cada nascimento. O novo mundo de bem-estar e de oportunidades oferecido pela globalização e novas tecnologias também tornou mais tortuosos os caminhos para a formação de nossos pequenos, para a construção de seu caráter e absorção dos valores que conduzem à verdadeira felicidade. E aumentou enormemente a responsabilidade dos pais. Já não basta dar a vida, criar, alimentar e educar, como fizeram nossos pais no passado, acompanhando-nos nos primeiros anos de escola, no ingresso ao ensino superior e ao mercado de trabalho até o dia em que saímos de casa. De certa forma, havia caminhos predefinidos para escolher e seguir, dando mais segurança a cada passo, a cada degrau vencido. Hoje, a realidade é outra e os pais precisam se adequar aos novos tempos. Novos caminhos surgem a cada dia.

Muito antes de formarem seu senso crítico, muito antes de estarem preparadas para fazer escolhas, as crianças são diariamente bombardeadas por um mar de mensagens dispersas, mimos, modismos e novos aparelhos – num ambiente quase sempre tempestuoso, que as torna irritadiças e permanentemente insatisfeitas. Não há diversidade de brinquedos, roupas, alimentos, celulares e jogos eletrônicos que consiga satisfazê-las. O filme Consuming Kids, a Comercialização da Infância (2008) escancara essa realidade. Os pequenos estão influenciando o consumo das famílias e substituindo as brincadeiras de rua pelo computador e a TV, com consequências perigosas para sua saúde e formação. É com esse permanente ‘quero mais’ que os pais têm de lidar, exigindo muita conversa, orientação e bons exemplos. Os ‘nãos’ têm de dar lugar à construção de uma amizade e a um diálogo transparente e franco em relação ao que cada lado considerar certo ou errado, como o controle ou não do acesso à internet e às redes sociais. Muitos acham que a criança não tem maturidade para estar na internet. Outros ponderam que não adianta proibir algo que lhes é facilitado pelo celular que carregam. A saída possível é orientar, construir e acompanhar.

Uma dose redobrada de amor e compreensão se faz necessária por parte dos pais. Ryuho Okawa afirma que “o amor parece agir como uma forma de nutrição para a criança pequena. Quando o desejo de ser amada não é satisfeito, a criança reage, tornando-se provocadora e causando problemas aos outros”. Em uma palestra realizada no Japão, Okawa enfatizou que “a causa fundamental dos problemas da vida encontra-se na família, na infância, e muita gente chega à maturidade sem os ter superado. O modo de pensar e viver do indivíduo na infância é o ponto de partida, por isso tem um significado importantíssimo. Mas acontece que a família ideal, sem nenhum tipo de problema, simplesmente não existe. Toda família apresenta pontos positivos e negativos, toda família tem um ou outro tipo de problema”. Proporcionar uma boa formação humana e espiritual às crianças é o grande desafio dos pais neste início do século 21. Que por meio do amor, do diálogo, da compreensão e busca de ajuda, se necessária, cada um descubra o melhor caminho para cumprir sua missão. É o que desejamos no Dia das Crianças. Kie Kume é gerente da IRH Press do Brasil, que publica os livros em português de Ryuho Okawa


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uiz Fernando Bolognesi tinha 21 anos quando soube que sofria de uma doença degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante. Hoje, aos 48, o ator paulistano ironiza os fatos que o levaram a transformar dificuldades, limites e crises em alegrias, desafios e realizações. Nando Bolognesi, como é mais conhecido, usou sua experiência como cômico profissional na vida real para contar como tem enfrentado as situações mais corriqueiras como portador de esclerose múltipla, que acomete o sistema nervoso central e provoca a perda progressiva dos movimentos. Formado em economia e história, Nando casou-se, adotou um filho e resolveu dar uma virada na própria vida ao ingressar na Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou no cinema, na televisão e no teatro com diretores consagrados e integrou o elenco de palhaços dos Doutores da Alegria, entre outros grupos. Como redator, revisor e escritor prestou serviços de assessoria de comunicação. Em 2014, publicou o livro Um palhaço na boca do vulcão e desde agosto de 2013 apresenta o espetáculo Se fosse fácil, não teria graça em teatros e empresas. Nesta entrevista ao JORNALZEN, Nando Bolognesi conta como optou por usar o bom humor para conviver com as limitações impostas pela doença. Como descobriu ser portador de esclerose múltipla? Era 1990, comecei a experimentar algumas coisas estranhas. Primeiro, notei estar jogando mal futebol. Logo em seguida tive uma sensação esquisita com relação às minhas pernas, que pareciam com a sensibilidade reduzida. Andei tropeçando durante algumas corridas. Finalmente notei ter perdido a força na mão esquerda quando não fui capaz de pressionar o botão do spray do desodorante. Então procurei um médico. Durante a consulta, além das queixas referentes aos relatos acima, mencionei uma dormência que havia tido nos pés em 1988 e outra nos dedos da mão direita em 1989. Diferente do que costuma acontecer, recebi prontamente o diagnóstico sobre a esclerose múltipla baseado em um exame de líquor que havia feito em 88. Desde quando passou a atuar como cômico? Ingressei na EAD em 1992. Em 1993, participei de minha primeira montagem profissional, o espetáculo Áulis, com direção de Celso Frateschi e Elias Andreato. Tomei contato com a linguagem do palhaço, pela qual me apaixonei, no último semestre da EAD, em 1995. Desde então passei a frequentar cursos e oficinas de palhaços. Ingressei no elenco de palhaços dos Doutores da Alegria no ano 2000

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ZENTREVISTA|Nando Bolognesi

TERAPIA DO RISO Ator decidiu superar as dificuldades de doença degenerativa e incurável usando o bom humor para contar como aprendeu a conviver com ela

Arquivo pessoal

“A constatação rotineira de que sempre estive com menos limitações no passado me fez valorizar o presente” e criei, dirigi e atuei no projeto “Fantásticos Frenéticos”, que levava palhaços a hospitais psiquiátricos de 2005 a 2007. É possível dizer que a arte foi uma aliada no tratamento? É possível, mas não é apropriado. Não costumo relacionar tudo aquilo que faço à doença. Acho impossível isolar alguma variável de minha vida em relação ao andamento da esclerose múltipla. Toda a minha vida, incluindo a arte, é ao mesmo tempo uma aliada e uma sabotadora de meu tratamento. Como conseguiu transformar as dificuldades em desafios e realizações? Por paradoxal que pareça, sinto que a esclerose múltipla e as limitações que ela vem me impondo talvez

tenham mais revelado quem sou a mim mesmo do que propriamente me ensinado algo. À medida que revisito minha trajetória, desde que recebi o diagnóstico, reconheço o modo através do qual reagi muito mais do que noto ter desenvolvido regras de conduta com relação a ela. Desconfio que já não seja capaz de fazer essa cisão entre mim e a doença. A certa altura da minha vida, me dei conta que mantinha uma fantasia sobre uma versão sã de mim mesmo, como se o Nando portador da EM fosse uma espécie de degeneração de uma versão sadia e verdadeira em oposição à versão que é portadora da EM. Ao me dar conta disso, pude suprimir essa fantasia e reconhecer que não existe versão degenerada. Eu sou essa pessoa que carrega essas limitações e isso não é

3 um desvio e sim a minha trajetória pessoal e única. Constatar que não me levo muito a sério, que me sinto um palhaço na vida e rir de mim mesmo, com certeza, contribuíram para levar minha vida do jeito que levo e me conduziram a histórias de superação e bem-aventurança tanto quanto a fracassos retumbantes e constrangedores. Em algum momento, a espiritualidade contribuiu no processo de superação? Não me é fácil reconhecer e determinar esse limite. O que chamam espiritualidade me parece etéreo, algo intangível, impalpável e um tanto mistificador. Tenho muita dificuldade em entrar em contato com essa formulação. Não vejo como não se estar conectado com isso que se denomina espiritualidade. Matéria e espírito, para mim, são as faces de uma mesma moeda. Sendo assim, isso que se denomina espiritualidade contribui tanto para o processo de superação quanto para o processo de adoecimento. Quais as principais lições de toda essa experiência de vida? Mais do que lições, colhi revelações sobre quem sou, como ajo, como penso, como sinto. Noto uma transformação em mim por conta dessas revelações: esses anos de convívio e reconhecimento de mim como uma pessoa com as limitações decorrentes da esclerose múltipla talvez tenham sido responsáveis pelo profundo sentimento de gratidão que passei a nutrir pela vida. A constatação rotineira de que sempre estive com menos limitações no passado me fez valorizar o presente. Acho trágico vivenciar aquela máxima que diz: “eu era feliz e não sabia”. Eu sei e isso me torna grato. Como avalia a proposta de nosso jornal, voltada ao autoconhecimento? Aprecio muitíssimo e aproveito para parabenizá-los pela iniciativa. Arrisco a dizer que tudo aquilo que fazemos em nossas vidas é uma espécie de autossondagem. Ter consciência disso talvez possa ser útil. Assim como também me serve saber que nunca chegarei ao ponto que persigo em minha busca de autoconhecimento. O que importa é a busca. Assim como o Cazuza, não acredito em pódio ou beijo de namorada. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Resisto a dar conselhos ou preconizar princípios de espécie alguma. Não me sentiria honesto se fizesse isso pois não reconheço em mim nenhuma autoridade para tanto. O que faço através de meu espetáculo e de meu livro é compartilhar minhas experiências na esperança de que meus espectadores e leitores possam reconhecer algum sentido naquilo tudo.


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Paz de espírito Os seres humanos são dotados de uma natureza espiritual, mas vivem no planeta Terra como se a vida fosse baseada somente nos bens materiais. A busca de querer sempre mais, a ganância em ter, afasta o homem do objetivo maior que é a evolução espiritual. Devemos lembrar que somos seres espirituais passando por uma experiência temporária na vida material. Sem a sustentação espiritual fica difícil manter a paz de espírito, e assim as desavenças, angustias e a ansiedade complicam a vida das pessoas. Muitas vezes somos surpreendidos por doenças ou dificuldades no percurso da vida, que são alertas para refletirmos sobre o sentido da vida, de onde viemos e para onde vamos após a morte! São momentos para uma pausa e pensar que existe um ser maior, um ser Supremo, que nos guia e que não estamos sozinhos nesta caminhada. Devemos cultivar um estado

mental de serenidade sempre com pensamentos positivos, com paciência e resigna- JOÃO BATISTA SCALFI Vice-presidente do Educandário ção, praticar Deus e a Natureza (Indaiatuba) a generosidade em relação ao próximo, tudo isso nos conduz a uma vida saudável que nos traz a felicidade. Uma poderosa ferramenta para nos ajudar como guia é fazer uma reflexão toda noite antes de dormir sobre os acontecimentos do dia. A paz de espírito é buscar a paz interior, é estar de bem com a vida, aceitar as dores como um suporte para a evolução espiritual. A felicidade é um estado de espírito! “Se a nossa mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não vão trazer a felicidade. Felicidade significa paz de espírito” Dalai Lama

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Outubro Rosa e a hora de nos cuidarmos Ana Martha Loeblein

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uando vamos levantar voo, o(a) comissário(a) de alguns avisos relevantes, entre eles, ele(a) nos ensina a colocar a máscara em caso de despressurização. “Primeiro coloque em você, depois naqueles a quem você é responsável, aqueles que ama”. Não podemos cuidar dos outros se não cuidarmos primeiro de nós mesmos. Como mulheres, temos multitarefas – trabalhamos para ajudar ou manter a casa, cuidamos dos filhos, netos, pais; cuidamos de nosso lar. Somos fortes, mas precisamos lembrar que para sermos mulheres, precisamos estar bem. Uma triste estatística: segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é a segunda causa de morte entre as mulheres no Brasil. E as estimativas não são boas: para 2017, estudos preveem que se torne a principal causa de morte entre mulheres. Mas está em nossas mãos a mudança destes índices. O câncer de mama não pode ser prevenido primordialmente, mas de forma secundária, através de vários cuidados. O autoexame mensal é capaz de detectar até 50% dos casos malignos, embora 80% dos nódulos percebidos na palpação sejam benignos (a melhor época para rea-

Estudantes montam robôs que praticam solidariedade Um grupo de estudantes de 11 a 13 anos criou robôs capazes de ajudar no combate à dengue, cumprir operações de resgate ou mesmo guiar uma pessoa com deficiência. A equipe Conectados é formada por alunos do 7º ao 9º ano da Escola Municipal Durival Britto e Silva, de Curitiba (PR). Os primeiros robôs dos Conectados eram programados para tarefas simples, como desenvolver um trajeto e desviar de obstáculos. Agora, as missões de cada projeto mostram conhecimento mais profundo de robótica. Quatro robôs montados na pequena sala da escola dedicada ao projeto são aperfeiçoados dia após dia. O laboratório foi montado depois que o grupo começou a acumular prêmios. O projeto recebe

apoio da concessionária de ferrovias Rumo, cuja sede fica ao lado da instituição de ensino. O maior robô criado até agora pelos Conectados tem a missão de atuar no combate à dengue. Ele possui um drone, com hélices e GPS, para sobrevoar encostas de rios de difícil acesso. Durante o voo, consegue espalhar sementes de crotalária e citronela, plantas que inibem biologicamente o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Por contar com drone e sistema de semeadura, o robô antidengue custou R$ 4 mil (cerca de 30% mais do que os outros). O dinheiro veio, principalmente, dos prêmios que o próprio grupo ganhou nos últimos anos. Os testes têm sido bem-sucedidos e o robô conquistou o primeiro lugar na Feira Tecnológica da Ordem Rosa Cruz, em Curitiba, no mês passado.

lizá-lo é logo após a menstruação, e para quem não menstrua mais, marcar uma data fixa no calendário). Aproveite a hora do banho e apalpe com cuidado a mama. Faça exames preventivos da saúde da mulher e a mamografia de acordo com as diretrizes referentes a idade, históricos da pessoa, etc. Quando detectado em estágios iniciais, o câncer tem bom prognóstico. É passível de cura, podendo a mulher continuar a exercer suas atividades e cuidar de quem ama e ser cuidada. Como fisioterapeuta, atendi mulheres com diagnóstico de câncer de mama em períodos pré e pós-operatório. Percebi que a atitude tomada ante o diagnóstico e o apoio familiar contribuem e muito para uma plena recuperação. Neste artigo, procuro escrever bastante a palavra câncer, pois ela ainda é um tabu. Isto precisa ser desmistificado. É uma doença tratável, que a medicina atual tem formas modernas de combater. As campanhas em rede sociais (como a deste ano, do desafio da foto em preto e branco) têm este objetivo: chamar atenção sobre o câncer de mama. Aos poucos, estas campanhas vão conscientizando a população sobre a importância da prevenção e detecção precoce. Estamos em outubro, Outubro Rosa. Você já se cuidou este mês? Ana Martha Loeblein é fisioterapeuta Divulgação

Integrantes da equipe: robôs ajudam no combate à dengue e guiam deficientes

Os Conectados estão concentrados no robô que vai competir na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), de 9 a 12 de novembro, em Recife (PE). “Ele terá de cumprir funções que simulam um resgate em ambiente onde humanos não conseguem chegar”, conta Pedro Saragiotto, 13 anos, integrante

do grupo e aluno do 9º ano. Uma vitória na OBR pode fazer com que Os Conectados voltem a disputar competições internacionais – em abril, o grupo participou do World Festival, principal evento do First Lego League (FLL), em Saint Louis, nos Estados Unidos.


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Cerimônia do chá Antonio de Pádua Colosso

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onta a lenda que o ato de beber chá havia sido associado ao zen-budismo desde tempos remotos. Os monges ficavam “despertos” graças a ele. Certa vez, durante sua meditação, Bodhidharma adormeceu. Ao despertar, ficou tão exaltado que cortou suas pálpebras e as atirou ao chão. Onde elas caíram, brotou a primeira planta de chá. Com o tempo, a prática de tomar chá no salão de meditação foi interrompida e um pequeno salão foi criado especialmente para essa finalidade. Daí nasceu a “casa de chá”, no Japão foi denominada chaseki, ou seja a “morada do vazio”, uma frágil estrutura, com um teto de palha de arroz escondido num recanto do jardim. Tornou-se conhecida a “cerimônia do chá” como uma pausa na atividade e um pequeno período de descanso corporal, alimento psíquico, contemplação das belezas da natureza e das artes. O caminho para lá chegar era de pedras lisas que cruzavam a paisagem entre os arbustos significando a “libertação do mundo”. A frágil estrutura do ambiente sugeria a impermanência e o vazio de todas as coisas. Não havia simetria pois esta simbolizava rigidez, artificialismo, demasiadamente perfeito o ambiente para poder ser um espaço de mudanças e crescimento interior. Era fundamental que a “casa de chá” estivesse em harmonia com o ambiente circundante, procurando ser tão “natural” como as árvores e rochas. A entrada era baixa a ponto de que todos que a atravessavam tinham que se curvar em reverência ao local simbolicamente sagrado. No ambiente prevalecia uma atmosfera calma e silencio-

sa. Dentro da chaleira eram colocadas algumas peças de metal a fim de produzirem um som musical durante a fervura. Era a tentativa de reproduzir o “sussurro dos pinheiros”. A porcelana utilizada era crua em cor de outono, pois o objetivo de tal cerimônia utilizando materiais simples, era fazer uma reverencia pelas coisas comuns da vida, levadas à sua máxima expressão como uma “vida simples”, desapegada das coisas materiais focando na liberdade do vazio espiritual. Era uma expressão de profundo amor e respeito à natureza com suas intermináveis mudanças sob um “aspecto quietista”, entendido com oposição ao aspecto dinâmico da vida que ocorria lá fora. Todo o ritual enfatiza o contato imediato com a Vida, uma união do “EU” com a existência, numa “unidade” onde todas as distinções entre conhecedor e conhecido, bem e mal, eram colocadas de lado, prevalecendo a liberdade do “verdadeiro-self” o “eu” interior. A essência da atividade do ritual era a compreensão de que “nada poderá ser possuído, aqueles que tentarem possuir, de fato serão ‘possuídos’, pois se tornarão escravos de suas próprias ilusões acerca da vida”. A compreensão dessa “realidade” se afirmava nas palavras do zen-budista D.T. Suzuki: “Somos como um bote utilizado para atravessar um rio; quando alcançamos a outra margem, termos que lá deixar o bote”. Isso já intuía Guimarães Rosa, que, contando sobre o pescador ribeirinho que resolve “abandonar a vida”, disse: “Pegou o bote e remou... remou... até a terceira margem”. Será que sabemos para onde estamos remando o nosso bote? Antonio de Pádua Colosso é mitólogo, psicanalista e terapeuta

Óleo de gergelim e massagem ayurvédica – parceria milenar por Eloisa Fiorim E. Villanova

Sabe-se que a planta do gergelim é um dos cultivos mais antigos dos seres humanos, que data de cerca de 5 mil anos. As sementes foram popularmente consumidas pelos soldados romanos como um tônico para ajudá-los na recuperação do vigor após as batalhas. O óleo de gergelim foi um dos primeiros a serem processados pela humanidade e um dos mais antigos condimentos. Por volta de 600 a.C., os assírios utilizavam o óleo de gergelim como alimento, remédio e os hindus já o utilizavam em templos, nas lamparinas, sendo por eles considerado um óleo sagrado. Existem muitas variações na cor do óleo de gergelim. Os que são prensados a frio têm uma cor amarelo pálido; o indiano costuma ser bem dourado; e no leste da Ásia é normal a variedade marrom. O óleo de gergelim marrom avermelhado, tem um sabor amendoado e é muito utilizado nos tradicionais pratos da culinária asiática. O óleo de gergelim é um dos

óleos de massagem mais populares na Índia Ocidental. Favorito dos médicos ayurvédicos, ele é usado como uma base para óleos medicinais. Como contém quatro antioxidantes naturais – sesamol, sesamina, sesamolina e vitamina E – se mantém por bastante tempo sem ficar rançoso. O óleo de gergelim também é rico em ácido oleico, linoleico e lenoleico; seu conteúdo de lecitina tem um efeito benéfico nas glândulas endócrinas e especialmente nas células dos nervos e do cérebro. O calor gerado pela fricção do óleo faz com que este fluxo no corpo seja expandido e se mova, aliviando a tensão e dor. A massagem promove um padrão respiratório mais profundo e natural. Fazendo-a regularmente, relaxamos os músculos, os nervos e os ossos. Auxilia o sistema digestivo, mantendo o equilíbrio e a circulação correta no corpo. Induz o sono profundo, aumenta o apetite, e geralmente torna a vida mais alegre. Eloisa Fiorim Enumo Villanova é terapeuta ayurvédica - eloisafev@gmail.com


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PANORAMA UROLOGIA GERIÁTRICA

O médico Orestes Mazzariol Jr. está prestando atendimento gratuito em urologia geriátrica para homens e mulheres de baixa renda com mais de 50 anos em Campinas. Os agendamentos devem ser feitos às segundas-feiras, das 9h às 11h. Orestes atende na Clínica Vida, que fica na Rua Professor Luiz Rosa, 61 (Centro). Mais informações: (19) 3396-8432.

APRIMORAMENTO NO BOLDRINI

Estão abertas as inscrições para o Programa de Aprimoramento Profissional do Centro Infantil Boldrini, em Campinas. Podem participar profissionais de saúde com até cinco anos de formado e estudantes concluindo a graduação até o fim do ano. As vagas são para as áreas de enfermagem, fisioterapia motora, nutrição, psicologia, biologia molecular e serviço social. Inscrições até 21 de outubro no site www.boldrini.org.br

DOMINGO MEDIEVAL

A Fazenda Capuava, em Valinhos, sediará no dia 16 de outubro, das 11h às 18h, o Domingo Medieval. O evento terá diversas atrações temáticas, como montaria e arena de luta, além de shows musicais e gastronomia. Parte da arrecadação será revertida à entidade Acesa Capuava. Pontos de venda e mais informações: (19) 98168-1490 e (19) 98284-6886.

TATUAGEM DO BEM

O Underworld Tattoo Music Fest, de 14 a 16 de outubro, em São Paulo, atenderá gratuitamente mulheres que queiram cobrir com tatuagem cicatrizes provenientes de cirurgia por câncer de mama, queimaduras, abdominoplastia e violência doméstica. O evento será no espaço Urban Stage – Rua Voluntários da Pátria, 498 (próximo ao metrô Tietê). Mais informações: www.underworldtattoofest.com

CINEMA GRATUITO

O projeto Cinemóvel Carrefour estará de 24 de outubro a 1º de novembro em São Paulo. Lançada em 2015 e voltada a alunos da rede pública de ensino fundamental, a mostra itinerante de cinema exibirá produções que tratam da importância da valorização da diversidade. As sessões ocorrerão em um caminhão adaptado, com rampas de acesso e acomodações para cadeirantes.

PROJETO VIDA LITERÁRIA

O jornalista Anderson Fernandes lançou projeto cultural voluntário para levar literatura e palestras a escolas públicas. Os interessados em doar livros devem enviar para Rua Siqueira Campos, 453, Vila Júlia, Poá (SP), CEP 08551-250. A campanha complementa ação de financiamento coletivo em andamento. Mais informações: www.facebook.com.br/ projetovidaliteraria ou jornalistafernandes@gmail.com

CONCURSO PARA CONTISTAS

Alunos da rede pública com idade entre 6 e 18 anos podem participar do concurso “Educa tu mundo”, organizado pela fundação espanhola Mapfre. As temáticas dos contos são as seguintes: prevenção de acidentes e segurança viária, ação social, arte como forma de conhecimento, cultura de seguros e estilos de vida saudável. Os textos podem ser enviados até 15 de novembro. Inscrições e mais informações: concursodecuentos.fundacionmapfre.org

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Padre Haroldo Forma física “Dois potes boiavam num rio. O de barro disse ao de cobre: ‘Fica longe de mim porque se me tocares serei destruído’. Não há vizinhança mais perigosa para um pobre do que a de um senhor voraz.” Além de transtornos por uso do álcool e de outras drogas, o uso regular de nicotina também é frequente em mulheres com transtornos de alimentação. A frequência do consumo de cigarros é maior em mulheres com bulimia nervosa e anorexia nervosa. Essa associação pode surgir por causa da crença comum de que o uso da nicotina pode ajudar na perda de peso. Portanto, a preocupação dessas mulheres com o peso e a forma aumentam o risco de tabagismo. A mortalidade relacionada a essas doenças costuma ser alta, como mostram os resultados de um estudo japonês de seis anos com pacientes após alta hospitalar, que sugere que se bulímicas e anoréxicas tiverem como comorbidades a dependência em álcool ou em cigarros aumenta as taxas de mortalidade.

A perda do equilíbrio emocional decorrente desses transtornos alimentares leva ao uso de substâncias com potencial de causar dependência, como, por exemplo, alternar jejum com consumo de álcool a fim de evitar o ganho de peso. A restrição alimentar altera as funções dos neurônios dopaminérgicos e a produção de hormônios cerebrais, desencadeando mais comorbidades, como transtornos do humor, da personalidade e de ansiedade. “A teoria sem a prática vira ‘verbalismo’, assim como a prática sem a teoria vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade.” Queremos a fisionomia da verdadeira beleza que não está em nossa forma física, mas resplandece nela e em todo nosso ser. Haroldo Rahm é presidente emérito do Instituto Padre Haroldo hrahmsj@yahoo.com


Bom trânsito para nós! Marks Pintija

Novos prefeitos de trânsito Com a escolha dos novos gestores dos municípios, a população espera que as soluções dos problemas estejam nas propostas a serem executadas. Dentro desta expectativa, certamente está a melhoria do trânsito na sua cidade. Na maioria dos casos os prefeitos nem sabem que existe uma lei federal específica que é o CTB – Código de Trânsito Brasileiro, e como consequência, suas decisões na área serão as mais equivocadas possíveis como por exemplo, as pinturas das faixas de pedestres na cor vermelha, placas de estacionamento para carro-forte e farmácias, e num dos piores casos, a fiscalização com os agentes que nem credenciados são para a função. Infelizmente, é muito comum ouvir que o problema do trânsito está relacionado com colocar mais ônibus circular nas ruas. Te-

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nha certeza de uma coisa: essa é uma enorme enganação dita para a população. Trânsito tem a ver com educar a comunidade, humanizar os deslocamentos, tratar o cidadão de forma honesta, começando por oferecer um balcão de atendimento no órgão de trânsito. Qualquer situação diferente desta, prefiro entender que o prefeito não está nem aí para os acidentes e vítimas envolvidas. Pensar que o transporte público é o assunto é empurrar o problema com a barriga. Precisa-se de gestores que estudem o trânsito. É justo que a população tenha acesso a cultura, esportes, estudos. Mas nenhuma destas ofertas produz vítimas fatais. Mas o descaso com o trânsito certamente produzirá. Marks Pintija é especialista e educador em trânsito

Perdi o controle – que fazer? Gostamos muito de estar ar a mim mesmo. Como no controle, principalmensomos humanos é cote, do autocontrole. mum que, vez por outra, Quando as coisas funnão consigamos lidar pocionam, conforme nossas sitivamente com uma siexpectativas, fica fácil. Tão tuação ruim. Se temos de mais fácil é perder o conter paciência com o outro, trole, quando interagimos haveremos de ser generocom as pessoas que mais sos com nós mesmos. Na CLÉLIO BERTI amamos. Aí a perda torna maioria das vezes, perdoDiretor da Uni-Yôga Flamboyant -se mais profunda. ar os outros é mais fácil Quando não consigo que dormirmos, depois de controlar, a primeira coisa que faço é fazermos uma grande bobagem com pedir desculpas pela minha parce- um ser amado. la. Quando algo dá errado, qualquer A vida se constitui de momentos que seja o lado que estejamos, te- sublimes e outros difíceis. A evolução mos parte de responsabilidade. Tal- pessoal permite lidar melhor com os vez, por termos alfinetado a ferida instantes tenebrosos, mas, até conou por receber a agulha afiada. seguirmos nos livrar completamente A segunda coisa que faço é com- deles, demora um bocado. prometer-me com um esforço mais Tenho o firme propósito de transintenso na próxima vez. Quero su- cender as dificuldades sem agredir perar-me para evitar o conflito. Essa as pessoas. Já melhorei imensamenvontade sincera de autossuperação te e, na maioria absoluta das vezes constitui a melhor atitude para a consigo, mas preciso melhorar mais. evolução pessoal. Essa é uma das razões pelas quais A terceira medida é tentar perdo- continuo a praticar todos os dias.

O recurso quântico na medicina tradicional Carlos Alberto Ferrari

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ciência quântica pode empoderar (“empower”) um aplicador no tratamento de cura das medicinas tradicionais. Neste estado ele pode ir além da simples aplicação da técnica do tratamento terapêutico ao acrescentar sua identidade de portador de energia sutil recebida de harmonização com uma Consciência Superior preconizada, também, pela ciência quântica. Consciência entendida pelo físico quântico como a que fundamenta a manifestação de todo ser. O operador, como elo, transmite esta energia sutil ao recebedor do tratamento. Mas que energia é esta e como o operador pode transmiti-la como canal em seu tratamento? Não é um processo mágico. É um processo natural. Desenvolvendo sua capacidade de harmonizar-se com esta Consciência Superior, o operador pode aflorar esta energia e aplicá-la. Embora os laboratórios convencionais de

física não tenham aparelhagem com sensibilidade suficiente para medir esta energia sutil do tratamento terapêutico, qualquer pessoa pode analisar e avaliar seus efeitos. Raras pessoas possuem a habilidade da percepção desta energia. Entretanto, pode-se desenvolvê-la com método preconizado pela ciência quântica. Esta energia sutil é conhecida em diversas culturas referida como chi na chinesa, qi na japonesa, prana na indiana, ka na egípcia, entre outras. Algumas organizações tradicionais que se firmam na espiritualidade para atingirem a percepção desta energia orientam a uma introspecção que se referem como consultar o “Mestre Interior”, que é uma harmonização consciente com ela. Esta energia sutil é essencialmente criativa que está naturalmente ao nosso alcance, mas que ignoramos por não termos adquirido em nossa vivência, o hábito de acioná-la. É a energia da quântica para in-

terpretar as manifestações dos seres e ocorrências no mundo objetivo, isto é, no mundo dos objetos concretos, usando a Consciência Superior como meio. Mas para usufruirmos dos preceitos quânticos é necessário entendê-los e observá-los no tratamento terapêutico. Para ser mais objetivo, consideremos um exemplo: há uma fase no tratamento por um tipo de florais que o consulente é orientado pelo aplicador da técnica a pegar frascos postos a sua disposição, aparentemente ao acaso, que contém soluções prévia e criteriosamente preparadas e que ele desconhece de antemão. Deixa-se, ainda, a critério do consulente pegar esses frascos com a mão esquerda, pois é controlada pelo hemisfério direito do cérebro responsável pela parte intuitiva. Este é um procedimento que envolve preceito quântico. Há um entrelaçamentotranscendentalde natureza quântica de energia sutil, fora do espaço-tempo, entre o

consulente e o operador, que somente tem êxito por este se tornar um canal de energia sutil ao se harmonizar com a Consciência Superior acima referida. É um processo que envolve o conceito de “não localidade quântica” e que permite a ocorrência de um “salto quântico” de cura. Neste estado a quântica proporciona meios para acionar a criatividade, um processo pelo qual as coisas podem se concretizar, uma qualidade que tanto do aplicador quanto para o consulente podem adquirir. Para concluir o operador do tratamento por medicina tradicional tanto quanto o consulente deve entender que tem poderes naturais adormecidos que postos em prática em muito beneficiará o processo da aplicação da técnica de cura. Carlos Alberto Ferrari é físico com mestrado e doutorado, professor e pesquisador em quântica e membro do conselho da Universidade Rose-Croix Internacional (URCI)


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Admiração, inveja e mérito Como é bom aplaudir, tivo onde projetamos o regozijar-se com o dom nosso melhor nos oue a luz dos indivíduos. tros. Que bom seria se Como é bom ver as pesensinássemos a nossas soas iluminadas, dando crianças esse dom, portudo de si, expandindo que aprendendo a ao seu melhor e dividinplaudir o sucesso dos do isso com o mundo. outros, elas também poRecentemente assisderiam reconhecer o ti a uma excelente peseu próprio valor. Que ça teatral e me lembrei MÁRCIO ASSUMPÇÃO bom seria se aprendêsde o quanto é bom a- Professor de ioga e diretor semos a transformar indo Instituto de Yogaterapia plaudir o talento das veja em admiração, pois outras pessoas. Como ainda que seja um sené bom ver o sucesso e as pesso- timento instintivo, não existe as brilhando naquilo que fazem “inveja boa”. A inveja é o primeide melhor. ro passo para a maledicência, o Em minha trajetória tive a sor- preconceito e a maldade. E muite de conhecer pessoas maravi- ta violência é produzida a partir lhosas e inspiradoras: professores, de sentimentos invejosos. Não mestres, médicos, terapeutas, ami- podemos criar uma “cultura da gos e parentes dando o melhor inveja”. Temos que criar uma “culde si, fazendo sucesso em suas tura da admiração”. áreas, para todos eles minha graAprenda a aplaudir. Reconhetidão e meu aplauso. Quando uma ça o mérito e o valor das pessopessoa consegue manifestar o as. Já vi e ouvi relatos absurdos seu dom aqui no mundo, deve- de pessoas boicotadas no tramos admirá-la muito, porque balho, simplesmente porque foquem ganha é a Humanidade. ram eficientes e se destacaram. Um bom ator consegue arre- A eficiência não pode ser um inbatar nossas emoções, um bom cômodo. Ela tem que ser um vamédico consegue curar doenças, lor a ser alcançado por todos. O um bom professor consegue ins- nome disso é mérito. O dom da pirar seus alunos, um bom fun- admiração traz o reconhecimencionário (em qualquer função que to do mérito. Quando pautamos ocupe) colabora com a prospe- uma pessoa pelo seu potencial, ridade de uma cidade, de um es- valorizamos o que há de melhor tado, de um país, gerando mais dentro dela. oportunidades para outras pesNa filosofia do yoga, um dos soas. primeiros passos para o autocoComo é bom ver coisas dando nhecimento é asteya, traduzido certo, pessoas prosperando e tor- como “não roubar”, mas que tem nando a vida de outras pessoas um significado muito mais ammelhor. Como é bom ver relacio- plo, porque também se refere a namentos felizes, amizades verda- “não cobiçar”. A cobiça é a invedeiras e pessoas em busca do cres- ja, que é um dos obstáculos para cimento e de amor. Como é bom uma vida saudável e feliz. Para desenvolver o dom da admiração. prosperar, é preciso desenvolver Admirar é um estado contempla- o dom da admiração.

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UNIVERSO DIGITAL

Amanda La Monica

“Venda valor, não preço!” Você já ouviu essa frase de Philip Kotler? Ela é a solução para as coisas que mais nos preocupa: alcance, posicionamento, clientes e vendas. Quando estamos divulgando nosso produto ou serviço, principalmente no âmbito digital, você pensa no produto que irá vender ou no valor que ele irá gerar na vida de quem o comprar? Viu? Infelizmente, ainda é este pequeno “toc” na mente que faz profissionais estarem com seus estoques cheios e agendas vazias... O valor é muito mais do que solucionar um problema do dia a dia. É a essência do seu negócio, o diferencial, o porquê de

você criar e se dedicar tanto ao seu empreendimento. Percebe? Vender é muito mais do que ganhar dinheiro. Quando você mostra o real valor de sua marca para o público, ele não se importará pelo custo. Quando você divulga seu valor e não seu produto, você conquista e vende por consequência (muito mais, por sinal). E como gerar valor para sua marca? Através das plataformas digitais. A melhor forma é através do marketing de conteúdo, onde você irá expor em detalhes e de forma atrativa seu valor e, com as técnicas de marketing, atrair o público certo. Seus clientes não querem comprar seu produto e, sim, apoiar sua causa, seu valor, sua proposta.


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Marcelo Sguassábia Sem meias verdades Lá se vão mais de 480 invernos desde que McElysteen e Richards travaram duro embate pelo reconhecimento da invenção das meias. Embora muitos questionem a legitimidade de direitos autorais tanto de um quanto de outro, afirmando que os primeiros exemplares remontam ao ano 600 a.C. e teriam sido usados por mulheres gregas, o fato é que esses dois ingleses parecem ser os mais sérios candidatos à patente. É bem verdade que McElysteen jamais contestou a invenção dessa indispensável peça de vestuário como sendo atribuída a Richards; mas sustentava que Richards havia inventado a MEIA, no singular, sendo ele, McElysteen, o inventor das MEIAS, no plural – concebidas para cobrir e proteger ambos os pés. Dessa forma, a Richards caberia MEIA patente, por ser o pai de meia invenção. Já o PAR, conforme atestam os croquis e o primeiro protótipo apresentado a alguns empresários ingleses do ramo têxtil, seria de fato ideia de McElysteen. E foi essa, incontestavelmente, a forma de uso consagrada em todo o mundo – exceção aos sacis e pernetas, que muito bem poderiam se virar a contento com uma meia só. Centenas de anos mais tarde, já em meados da década de 80, um cabo-verdiano de nome Imeldo Angelyn entrou na disputa com uma ação judicial de reparação à memória de seu finado tio-avô, argumentando ser dele a concepção da chamada meia-luva. A exemplo da luva comumente utilizada nas mãos, a revolucionária meia envolvia

separadamente cada um dos dedos dos pés. Argumentava o defunto inventor que o agasalhamento dedo a dedo favorecia um maior conforto térmico nos dias frios, além de prevenir que micoses presentes no dedão contaminassem também os dedinhos, e vice-versa. Ainda segundo ele, esse aprimoramento trazia à meia a sua forma evolutiva final, cabendo ao avô de Imeldo, portanto, o crédito da invenção em todos os almanaques e enciclopédias a serem impressos doravante. Pelo menos, era isso o que pleiteava. Não se conhece, até o momento, em qual instância de julgamento se encontra o seu pedido. Na falta de elementos comprobatórios que encerrem de vez essa discussão, os processos, sentenças e recursos judiciais seguem tramitando por tribunais mundo afora. Ora favorecendo a família de Richards, outras vezes dando ganho de causa aos herdeiros de McAlysteen, e eventualmente admitindo a possibilidade de autoria a nenhum deles. Enquanto assistimos a essa secular queda de braço, a meia vai se transformando em objeto de fetiche. Virou moda, nos últimos anos, a realização de leilões disputadíssimos para arremate de meias usadas por celebridades do futebol, da Fórmula 1, da política internacional e do mundo artístico. Comenta-se que o par de meias utilizado por Usain Bolt na prova olímpica dos 100 metros rasos será leiloado em breve, no salão de festas do Jockey Club do Rio de Janeiro. Marcelo Sguassábia é redator publicitário

Sabiah, encontro de saberes JANAÍNA CAMPOS, psicoterapeuta sistêmica e consteladora

Hoje vou falar sobre o Sabiah, encontro de saberes, que fica em Campinas, Barão Geraldo, e completa sete anos de existência dia 12 de outubro. Segundo o dicionário etimológico, a palavra saber se origina do latim sapere: ter sabor, ter bom paladar, sentir os cheiros; sabidus em latim, aquele que percebe o mundo de modo organizado, usando os sentidos, a intuição. É o saber a partir de nossas percepções. Porém, tudo o que sabemos está coberto por muitas crenças e conceitos. No mundo atual temos fácil acesso às informações e muitas orientações do que é bom para nós. Isso fica muito evidente em relação à alimentação – ovo faz mal, ovo faz bem; aprendemos que era melhor trocar a carne pela soja, depois vieram os estudos dizendo que a soja pode nos intoxicar. E desaprendemos a ouvir o corpo, perceber as necessidades do organismo, o que faz bem ou não a partir da nossa própria experiência. Podemos ampliar esse fato para os outros aspectos de nossa vida. Atualmente, a fonte do saber da maioria de nós está fora – no Google, nos profissionais de saúde, nas revistas. Não estou aqui invalidando as fontes de informação disponíveis. A questão é quando não nos incluímos nessa fonte de saber. Mesmo que não esteja escrito em nenhum livro ou comprovado cientificamente, se você sente ou percebe algo, isso é sim válido. E, mais que isso, é um dado importante sobre você. No Sabiah oferecemos terapias e vivências que facilitam a reconexão com a verdade que vem de dentro. Conversando, descobrimos o que gostamos e o que é importante para nós. Humberto Maturana, biólogo chileno, diz que conversar é dar voltas juntos... Uma boa conversa nos traz novos cenários e também nos leva a perceber nossas paisagens preferidas. As boas conversas são essas interações que nos tiram do óbvio. Uma pergunta, uma observação de alguém pode ampliar muito a nossa visão sobre determinada situação. Por isso temos muitas rodas de conversas aqui no Sabiah. No Círculo todos têm o mesmo valor e cada pessoa traz o seu ponto de vista. Esse é o propósito do que chamamos de encontro de saberes: trazer outras perspectivas sobre cada assunto, de ouvir e ser ouvido, refletir. Quando nos abrimos para o que o outro traz de novo, outras formas de ver, pensar e lidar com as situações da vida, descobrimos aspectos desconhecidos dentro de nós. Para ser quem realmente somos precisamos ir além das cópias, ir além do que aprendemos e aceitamos como certo, como verdade. Um critério para saber o que é verdade é sentir. Isso é muito novo para nós, porque aprendemos a confiar muito no pensar... Nesse caminho de autoconhecimento, um recurso precioso que temos para tocar o coração é a música. Todo passarinho canta, o Sabiah também. A música aqui tem uma missão muito especial, está presente em nossos trabalhos facilitando a conexão com o sentir, trazendo as emoções à tona e curando as dores. Convido você a vir conhecer o Sabiah e sentir o saber que mora dentro de você!

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O que é quiropraxia? VITÓRIA LUMERTZ e ANDRÉ GATTI ALVES Você já sentiu dores nas costas? Já sentiu formigamentos e adormecimento de braços e pernas? Ou sofreu com um mau jeito ao levantar da cama ou erguer algo pesado? Cerca de 80% da população mundial já teve ou terá algum episódio de dor nas costas. Por este motivo a procura pela quiropraxia cresce cada vez mais. A quiropraxia é uma profissão da área da saúde reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que lida com o diagnóstico, tratamento e prevenção de desordens de origem neuro-músculo-esqueléticos, criada há 121 anos nos Estados Unidos e reconhecida em mais de 70 países. As atividades diárias, os vícios posturais, os traumas, o mau posicionamento ao dormir e o estresse são alguns dos muitos fatores que contribuem para que nossas articulações sofram desalinhamentos e tenham sua amplitude de movimento restrita. O desalinhamento das vértebras – a que se dá o nome de Subluxação Vertebral (CID M99.1) – provoca interferências nos impulsos nervosos que passam pela medula espinhal e pelos nervos, comprometendo o equilíbrio do sistema nervoso e a integridade da função do organismo e da saúde em geral. Muitas vezes convivemos com subluxações e, por não termos conhecimento, somente as descobrimos quando sentimos dor ou desenvolvemos degenerações, tais como hérnia de disco e osteófitos (bico de papagaio). O tratamento com quiropraxia consta em localizar e realinhar essas articulações, normalmente por meio de ajustes manuais ou por instrumentos, aumentando a mobilidade articular, diminuindo a tensão muscular e a inflamação local, permitindo que os impulsos nervosos cheguem de maneira correta ao seu destino. A quiropraxia não utiliza medicamentos ou qualquer procedimento invasivo. Mas fique atento: a quiropraxia é uma profissão e requer uma formação de nível superior. São indicações para o tratamento com quiropraxia: dores nas costas (lombar, dorsal, cervical), dores no nervo ciático, hérnias de disco, torcicolo, tensão muscular, cefaleia/enxaqueca, desvios na coluna (escoliose), má postura, adormecimento e formigamento de braços e pernas, entre outros. Pessoas de todas as idades podem se beneficiar do tratamento, desde recém-nascido até pessoas de idade bastante avançada. O tratamento, entretanto, é adequado a cada paciente com o emprego de técnicas específicas para cada idade e condição com o objetivo de corrigir e prevenir problemas articulares. A quiropraxia enfatiza a importância de promover saúde em primeiro lugar, na tentativa de reduzir o risco de dor e doença, trabalhando com a prevenção e potencializando o rendimento do seu corpo. Deste modo, a quiropraxia pode ajudar pessoas saudáveis a manterem essa condição, e para aqueles que estão com dor, a quiropraxia oferece uma maneira única e precisa de proporcionar alivio, agindo diretamente na origem da dor. O alívio e a prevenção da dor são duas das razões que fazem a quiropraxia ser tão conhecida no mundo!

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Pessoas que sofreram infarto podem ter uma alimentação feliz Isabela Cardoso Pimentel Mota

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esde os tempos remotos, a alimentação uniu os seres humanos em festividades e eventos. Historicamente, a alimentação incentivou o homem a manter-se em grupos na busca de alimentos e na segurança dos seus estoques. Reunir-se ao redor de uma mesa farta foi e continua sendo motivo de alegria e comemoração. Com o aumento da expectativa de vida e a grande mudança de estilo de vida, o homem moderno tem um grande desafio: manter o prazer à mesa mesmo após sobreviver ao evento de obstrução do fluxo de sangue nas artérias coronárias: o infarto agudo do miocárdio. Como seguir uma dieta, sem abandonar o prazer e a alegria de comer? O primeiro passo é se abrir a mente a ingestão de novos sabores, com mais cores e texturas. A horta de especiarias é um bom começo para descobrir o paladar e aromas de temperos naturais que realçam o sabor sem exigir a adição de sal e temperos prontos. Utilizar azeite virgem, vinagre balsâmico, limão, molho de tomate fresco nas preparações podem surpreender os mais exigentes, mas reforçar o alho e a cebola e usar os alimentos grelhados ao invés de refogados também pode

recriar o sabor dos vegetais, como cenoura, abobrinha e berinjela. Experimentar ingredientes nas receitas tradicionais de família pode ser surpreendente, como por exemplo, substituir o creme de leite por maionese nos risotos ou usar leite desnatado ou leite condensado com teor reduzido de gorduras no preparo de sobremesas. Incluir outros alimentos que não faziam parte da rotina alimentar também pode ser saboroso e saudável. Uma alimentação benéfica ao coração inclui a inserção de proteína texturizada de soja junto a carne bovina moída no preparo de recheio de tortas e pastéis assados. Frutas e castanhas sempre são bem-vindas, trazendo doçura e intensidade no preparo dos pratos salgados ou sobremesas. Incluir peixes na dieta é uma recomendação universal, e adicionar castanhas como amêndoas ou mesmo castanha de caju tornará o assado mais atraente e festivo. Enfim, superar o infarto significa dar uma nova chance de encarar a vida, rever condutas e hábitos, mas sem perder o prazer de comer. E, claro, a lista de compras deverá contemplar todas essas mudanças positivas. Isabela Cardoso Pimentel Mota é nutricionista e diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo


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Dr. Orestes Mazzariol

A MENTE FALA...

Sono

A consciência do propósito inconsciente

O sono é um processo que o cérebro necessita para seu funcionamento apropriado. Há vários tipos diferentes de sono, que diferem quantitativa e qualitativamente e ocorrem em ciclos de duração de 90 a 110 minutos. Distúrbios do sono, como apneia, podem ser perigosos. Contribuem para hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e derrame. Pessoas com insônia podem provocar acidente de carro, ter pouco rendimento no trabalho e prejudicar sua atividade social. Estatísticas no Brasil mostram que 30% dos acidentes automobilísticos estão relacionados com noites mal dormidas ou dormir ao volante. Entre os principais distúrbios do sono está a insônia. É a dificuldade de iniciar o sono ou manter-se dormindo, ou ainda sono não reparador por mais de um mês. Alterações do sono estão relacionadas com distúrbios respiratórios ou de origem no sistema ner-

voso central. Também estão relacionadas com alterações nos movimentos dos membros e bruxismo, entre outros mais raros. Adultos mais idosos têm uma maior incidência de distúrbios primários do sono. Doenças associadas e distúrbios psiquiátricos podem interferir com sono. É difícil determinar se as alterações no sono em idosos são normais ou patológicas. Nessa fase da vida o sono torna-se mais fragmentado, despertando à noite mais vezes. Por ficarem mais acordados durante a noite, tendem a despertar cedo, estando mais alertas pela manhã e cochilando durante dia. Devida à enorme complexidade e importância do sono, a automedicação ou “pedir” a seu médico um remédio para dormir deve ser evitado. Atualmente, tem sido indicado o uso de mais de um medicamento no tratamento. Distúrbios do sono podem ser naturais para a idade e requerem atenção médica especializada.

Esta é uma série na qual você, leitor, poderá participar ativamente enviando suas perguntas. A cada edição, uma pergunta será selecionada e respondida. Vamos começar? Como encontrar sentido ou energia quando tudo parece estar fora dos planos? É fácil encontrarmos em nossas vidas momentos em que algo parece desalinhado com nossas expectativas, nos trazendo movimentos de incertezas, angústias e medos. Sentimentos invasores capazes de minimizar nossas crenças positivas e destruir nossa mais profunda capacidade de realização. Como alterar este ciclo? A resposta chega como uma imensa oportunidade de revermos tudo aquilo que estamos vivenciando. Se hoje estou com dificuldades na carreira, nos negócios, em um relacionamento amoroso ou familiar, tenho na verdade uma grande oportunidade de reavaliar visões, comportamentos e desejos antigos e promover correções necessárias para que um novo horizonte seja

aberto com mais consciên- FERNANDA PONZETO cia. Encarar es- Coach de autoconfiança tes momentos pessoal e profissional complicados como uma oportunidade de rever crenças e padrões que não nos servem mais para o alcance da nova jornada é o começo para uma grande transformação. Comece se fazendo três perguntas que considero de extrema importância em meus processos de coaching pessoal e profissional: 1 - Como planejei ou idealizei o cenário que estou vivendo hoje? 2 - O que verdadeiramente estou com medo de ver ou enfrentar? 3 - Quanto estou disposto a buscar ajuda para rever e melhorar a situação? Para cada resposta, uma conexão com a verdade será estabelecida, aumentando sua capacidade de energia e foco, que chamo de a consciência do propósito inconsciente. Envie sua pergunta para atendimento@ellevari.com, inserindo no assunto: A Mente Fala. Responderei a todas as perguntas. Até a próxima!


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Viva Bem elianamattos@uol.com.br

Bate-papo

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ndo com compulsão literária. Mas nada a ver com aquelas pessoas cultas que devoram livros e mais livros. Claro que adoro ler. E sempre leio dois livros juntos, numa boa. Mas para ser culta, falta muito ainda... É que, de uns tempos para cá, ando compulsiva, comprando cada dia mais livros – e, é óbvio, com tempo escasso para ler tudo isso. Tenho mania de entrar nas livrarias on-line e fazer buscas pelos menores preços. Nossa, descubro cada título, cada autor... Agora, quando teve a Bienal do Livro, uma dessas livrarias resolveu jogar os preços lá embaixo. Alguns com 70% de desconto... Fiz a festa! Sempre quando leio sobre algum escritor ou uma resenha qualquer, se me interessa recorto e guardo. Vou pesquisando e quando vejo uma oferta imperdível, é o momento de comprar. Foi assim com o famoso Pergunte ao Pó, de John Fante, escrito em 1939 e que se tornou um clássico da literatura americana. Não sei quando vou lê-lo, porque agora estou com Como Envelhecer, de Anne Karpf, que toda pessoa com mais de 30 anos deveria ler, e Linha M, de Patti Smith, do qual li ótimos comentários na revista Viagem & Turismo. Ela escreve quase sempre sentada à mesma mesa de um café em Nova York. Comprei porque achei diferente o modo da escritora criar suas crônicas, mas o livro não tem leitura fácil, apesar de muito bom. Comprei também Depois a Louca Sou Eu, de Tati Bernardi. Já dei de presente para duas amigas, mas o meu ainda não comecei a ler. Leitura fácil e muito engraçada. Adoro também comprar os que falam de gatos. Em O Que Aprendemos com os Gatos, de Paloma Diaz-Mas, há uma crônica de Ferreira Gullar – outro apaixonado por gatos – apresentando o livro. Se tiverem interesse, não deixem de ler Este Mundo é dos Gatos... Você Apenas Vive Nele, escrito por uma veterinária de nome Justine Lee. É bárbaro e muito educativo, principalmente para quem quer ter um gato e não sabe nem por onde começar. O Que É Que Ele Tem, de Olivia Byington, comprei depois de assistir à entrevista dela no Roberto D’Avila. Imperdível é Filosofia para Corajosos, de Luiz Felipe Pondé, que li num final de semana. Estão na fila para as próximas leituras: Criaturas de Um Dia, de Irvin D. Yalom; Quando as Noites Eram de Gala, de João Estrella de Bettencourt; Vamos Fazer de Conta Que Isso Nunca Aconteceu..., de Jenny Lawson; O Essencial da Década de 1970, de Caio Fernando Abreu; A Ciranda das Mulheres Sábias, de Clarissa Pinkola Estés, e mais uns cinco ou seis que comprei há umas duas semanas e que ainda não chegaram pelo correio. Ler, para mim, é uma das coisas que mais me dá prazer. E ter compulsão por comprar livros ainda deve ser muito melhor do que qualquer outra compulsão, você não acha?! Grande beijo!

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FORNO & FOGÃO -Especial: Doces de panela de pressão-

Cocada de laranja

Abacaxi em calda

Ingredientes: 1 xícara (chá) de coco ralado 2 xícaras (chá) de suco de laranja 2 xícaras (chá) de açúcar

Ingredientes: 3 xícaras (chá) de açúcar 1 abacaxi cortado em rodelas de 1,5 cm 1 colher (café) de gengibre ralado 1 xícara (chá) de água

Modo de fazer: Coloque todos os ingredientes na panela de pressão. Feche e quando começar a apitar, deixe 15 minutos e desligue o fogo. Está pronta. Dica – Esta receita é da minha mãe. Quando eu fiz, substitui o suco de laranja por maracujá. Precisei deixar 25 minutos na panela de pressão. Talvez mudando o suco, seja melhor ir abrindo a panela e vendo o ponto de cocada mole.

Doce de abóbora Ingredientes: 1 kg de abóbora descascada e cortada em pedaços ½ kg de açúcar 125 ml de água 2 pedaços de canela em pau 4 cravos-da-índia Modo de fazer: Coloque na panela de pressão, nessa ordem: água, abóbora, açúcar, canela e o cravo. Leve ao fogo alto e assim que começar a ferver, tampe a panela de pressão e deixe cozinhar

Modo de fazer: Na panela de pressão, alterne camadas de abacaxi e açúcar, polvilhando com o gengibre. Cubra com a água, tampe e quando começar a apitar conte seis minutos. Desligue e deixe tampado por seis horas. Retire e coloque numa compoteira. Ferva a calda com a panela destampada, até encorpar, espere esfriar e cubra o abacaxi. por aproximadamente 20 minutos, após o apito. Deixe esfriar com a panela tampada. Quando abrir, guarde num pirex e leve à geladeira. Dicas – Quando você abrir a panela de pressão, encontrará a abóbora em pedaços. Basta mexer com uma colher e ela se desmanchará. Se o doce ainda estiver com muita água, pode deixar no fogo apurando até secar e ficar do jeito que você gosta, mas sem tampar a panela. Depois de pronto, pode acrescentar coco ralado, se gostar, deixando mais uns cinco minutos no fogo.

Está se sentindo estressada? Ficar o tempo todo tensa acaba inevitavelmente em doença. Se é o seu caso, vamos a algumas dicas: • Não se desespere: se está com um problema, tenha calma. Espere chegar o momento certo e aí sim tente resolver a situação. • Relaxe: se desligar de tudo e de todos, faz um bem danado. Experimente. No começo você pode até não conseguir, mas se criar o hábito de se recolher de vez em quando, vai ver quanto ganhará com isso. • Compartilhe: nós, mulheres, fazemos isso com muita facilidade, o que já não acontece com os homens. Compartilhar seus problemas com alguém que você confia e que tenha algum equilíbrio pode ajudar a dividir o que você está sentindo. • Divirta-se: já reparou que, no auge de um problema, sair com amigos a fez esquecer, nem que tenha sido por algumas horas? Faça isso com mais frequência. • Chore: sim, chorar faz bem! Ele alivia a ansiedade. Não tenha vergonha de chorar sempre que tiver vontade.


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Olimpíada, coisas e medalhas Amadeu Garrido de Paula

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“homo”, irmãos do “sapiens”, não são apenas estruturas biológicas. A moderna física reconhece a característica do “homo” até mesmo em insignificantes amebas. Até certo tempo, dizer que simples coisas materiais tangenciavam o que conhecemos como mundo biológico seria risível, episódio de manicômio. A física atual mais avançada já vislumbra elétrons reprodutores nas coisas inanimadas. Evidentemente, físicos não são do tipo dos que dão a cara para bater; conhecimentos novos somente depois de muitos estudos, pesquisas e testes. O que não podemos justificar é a expressão “homo sapiens” (homens sábios). Talvez possamos admiti-la, se por sabedoria considerarmos compreensão de fenômenos antes impenetráveis, a comunicação, não por gestos, mas por signos que se completam como linguagem, e o raciocínio que se segue a essas virtudes incomuns. Se somos homens sábios, como narrar as guerras, os fundamentalismos, o terrorismo, a exploração de um sábio por outro pretensioso e pretendente a ser mais sábio, e, entre muitas outras hipóteses, no plano pessoal, as depressões, os caráteres deficientes, a emoção que supera a razão em muitos momentos, o suicídio, este desconhecido pelos irracionais, que, muito ao contrário, até aos estertores fazem de tudo segundo o instinto da sobrevivência. Esses “homo non sapiens” empreendem somente guerras necessárias. Predam e são predados. De todo modo, agem em absoluto compasso com o ritmo da natureza. A alimentação é o que importa. Numa savana generosa, não haveria nenhum conflito. Ou, com o tempo, desapareceriam. O tigre a passear ao lado do lobo nada teria de insólito, numa natureza que tivesse evoluído, sem a presença do “homo sapiens”, que a combate. Ninguém pretende dizer, com isso, que a “sabedoria” do homem é algo indesejável, ou que, sob muitos aspectos, não tenha contribuído à evolução animal e ao aperfeiçoamento das coisas inanimadas. Há muitos parques no mundo em que os bichos são cuidados como reis, sem agravo à sua liberdade. A madeira tosca tomou forma de mesas esteticamente maravilhosas, pela mão dos homens sábios. As desconstruções, porém, simultaneamente foram tantas ou maiores, a

ponto de não termos certeza de por quanto tempo perdurará o planeta em que habitamos. A presença de mínimos elétrons nas coisas inanimadas parece que lhes dão uma capacidade de compreensão peculiar. Primeiro, dependentes dos materiais de que são feitas, sobrevivem por largo tempo ao homem. Atravessam gerações, tão belas quando de seu nascimento. Damos-lhes o nome de “antiguidade”, ora por gosto, ora por desgosto. Para muitos, o pós-moderno é que se agrega de valor, salvo quando percebem que o “pós” é feito de valores e desvalores, em relação ao progresso da humanidade, motivo último visto e arrazoado pela axiologia. Não sentem dores (pelo menos assim imaginamos), não sofrem, não odeiam e não amam. Nascem e morrem. Não crescem e não vivem, pensamos nós. Mas em seu interior lá estão os elétrons, bósons, férmions e condensados de energia. Potenciais que ainda, talvez, ganhem sabedoria num universo que somente se expande. Sabedoria, façamos fé, menos precária que a nossa, profundamente paradoxal. Acabamos de ver uma Olimpíada, evento mundial de grandiosidade, paz e conjugação dos espíritos. Mas, como disse nosso poeta, “amanhã será outro dia”. Todos perceberão o que fingiram e que deveras sentiram. O tempo é implacável e o passado é apagado, salvo em nossa considerada memória imaterial. A lembrança também compõe nosso presente, assim como o fazem os sonhos em relação ao futuro. Não temos presente, a menos que acreditemos em sua imaterialidade, no momento que acabou de passar e já se fez passado. Salvo acidentes, próprias do acaso (há os que creem que Deus nos fez num momento de distração), medalhas de ouro, prata e bronze sobreviverão por muito tempo a seus heróis. Certamente foram conduzidas por seus elétrons a peitos merecedores, assim declinando suas vontades ocultas. Dessa visão do todo advém a cosmovisão que nos levou a esboçar este escrito: a do respeito ao outro “sapiens”, para além de Kant, ao “homo” biológico e às coisas que nos rodeiam, a dizer tudo, imóveis e em silêncio Amadeu Roberto Garrido de Paula é advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas

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INDICADOR TERAPÊUTICO


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JORNALZEN

OUTUBRO/2016

CULTURAZEN

Divulgação

Felipe Calicchio

Alcio Braz, psiquiatra e monge responsável pelo templo zen do Jardim Botânico, no Rio, durante sessão de autógrafos do livro O Grande Silêncio, no Iguatemi Campinas Equipe de instrutores no evento Yoga é Luz, na Estação Cultura, em Campinas Micheli Pinheiro

Participantes e organizadores do Domingo pela Paz, iniciativa do programa Intervenções Urbanas pela Cultura de Paz que acontece desde 2006 no Parque Ecológico de Campinas


JORNALZEN

OUTUBRO/2016

MANDALA PARA PINTAR

AGENDAZEN

- SONIA SCALABRIN -

CAMPINAS

INDAIATUBA

CONSTELAÇÕES FAMILIARES 29/10, 8h30 às 13h – encontro mensal das Novas Constelações Familiares, com Cristina Florentino, no Espaço Padma (Rua de Lucas, 36 – Condomínio San Conrado – Sousas). Inscrições e mais informações: (19) 3255-4256 ou www.cristinaflorentino.com.br

BRAHMA KUMARIS 27/10, 19h30 – palestra “Inspire-se e Seja Feliz”, no Plenarinho da Câmara Municipal (Rua Humaitá, 1.167 – Centro). Aberto ao público. Inscrições e mais informações: (19) 3241-7480 ou campinas@br.brahmakumaris.org

FÍSICA QUÂNTICA 5/11, das 9h às 12h – curso “A Física Quântica nos Processos das Terapias Tradicionais”, com o físico Carlos Alberto Ferrari, no Espaço Castro Alves (Rua Castro Alves, 298 – Taquaral). Vagas limitadas. Inscrições e mais informações: (19) 99109-4566

TERAPÊUTICA TÂNTRICA 15/10, 19h – vivência Sociedade e Espiritualidade (Origens e funções do tantra) 19 e 27/10, 19h30 – Meditação do Osho 20/10, 19h30 – Meditação Kundalini Up Recebemos colaborações para este espaço. Envie sua mandala para contato@jornalzen.com.br

23 e 29/10, 10h – Campo de Meditação 26/10 – Respiração de Renascimento 30/10 – grupo de tantra para homens

PARA ASSINAR OU ANUNCIAR, LIGUE: (19) 3044-1286 / 99109-4566 OU ACESSE: www.jornalzen.com.br

Encontro trará pioneiro em curso de psicologia e coaching no Brasil O 1º Encontro Brasileiro de Psicologia do Coaching, dia 22 de outubro, em São Paulo, contará com o idealizador do primeiro curso de psicologia e coaching do Brasil. Autor da primeira tese de doutorado relacionando análise do comportamento e coaching, Nicodemo Borges fará palestra às 9h.

Também participarão do Encontro os psicólogos-coaches Felipe Dias, Flávia Feitosa e Carlos Perchs. A abertura está prevista para as 8h30, com credenciamento meia hora antes. O evento será no Hotel Pergamon (Rua Frei Caneca, 80). Mais informações: www. psicologiadocoaching.com.br

– CAMPINAS

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Espaço Ganesha/Metamorfose Rua Dona Rosa de Gusmão, 135 B Guanabara – Fone: (19) 2515-6500 www.ganesha.net.br

EUBIOSE 22/10, 15h – palestra “O Santo Graal”, com Hebert Ribeiro Abreu, na sede local da Sociedade Brasileira de Eubiose (Rua Madri, 72 – Jardim Europa). Aberto ao público. Mais informações: sbe.indaiatuba@gmail.com

SÃO PAULO CULTURA ORIENTAL 29/10, 11h – palestra “O Um e o Múltiplo: a Religião Egípcia Antiga”, com Cintia Gama, na Fundação Ema Klabin (Rua Portugal, 43 – Jardim Europa). Mais informações: (11) 3897-3232 MEDITAÇÃO todas as quartas-feiras (15h30, 19h30 e 20h30) – prática na sala (2º andar) da Fundação Lama Gangchen para a Cultura de Paz (Rua Apinajés, 1.861– Sumaré). Aberto ao público. Mais informações: (11) 3032-5573


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OUTUBRO/2016

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Jornalzen Outubro 2016  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há onze anos no mercado, circula e...

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