Page 1

JORNALZEN MARÇO/2015

AUTOCONHECIMENTO

Viva Bem Pág. 12

IOGA NO BRASIL Pág. 4

CIDADANIA

CULTURA

SAÚDE

ARTIGOS

O silêncio das mulheres

ZENTREVISTA

João Carlos Martins

por Mani Alvarez Pág. 5

Meditação e paz interior

Pág. 3 áM on

Pág. 4

BEM-ESTAR

www.jornalzen.com.br

ia L

Embaixadora de projeto mundial pela paz visita o Brasil este mês

Nº 121

Silv

ANO 11

por Denise Dourado Pág. 8

Atenção plena e compaixão por Fábio Munhoz Pág. 11

Intervisual Ltda.

Empreendedor Holístico Pág. 2

COLUNISTAS

Érico Hiler/Divulgação

Padre Haroldo Pág. 6

Juliano Sanches Pág. 7

Marcelo Sguassábia Pág. 9

Dr. Orestes Mazzariol Pág. 10 ANO NOVO CHINÊS Momento da tradicional comemoração cultural e gastronômica que ocorre há dez anos em São Paulo e reuniu cerca de 200 mil pessoas no bairro da Liberdade, nos dias 21 e 22 de fevereiro. Este ano, o evento celebrou o ano da cabra.

Aruângua Pág. 11

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA O Parque D. Pedro Shopping, em Campinas, recebe até o dia 15 a exposição “A Jornada dos Rinocerontes”, do fotógrafo Érico Hiller, colaborador da National Geographic Brasil. As imagens foram clicadas no Zimbábue, Moçambique, Quênia e África do Sul e buscam sensibilizar as pessoas sobre questões relacionadas à extinção de espécies animais. As fotos estão expostas na Entrada das Pedras, com acesso aberto ao público.


JORNALZEN

2

Enfim começamos... Enfim começamos 2015 Cherokee estavam preo– não somente porque o cupados com um dos gacarnaval passou, mas tamrotos da tribo que, por se bém porque em março tem sentir injustiçado, tornouinício o ano astrológico. -se agressivo. O avô do meO regente deste ano é nino o traz para perto de Marte, que na mitologia si e diz: “Eu entendo sua grega representa o deus raiva. Há uma batalha da guerra. Portanto, poterrível entre dois lobos SILVIA LÁ MON demos esperar humores que vivem dentro de mim. Diretora do JORNALZEN e movimentos bélicos e Esses dois lobos tentam impulsivos, o que infelizmente já dominar o espírito de todos nós. Um estamos vendo por meio de mani- é mau. Seus dentes são fortes como festações, medidas agressivas, cor- raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, rupções e injustiças. arrogância, pena de si mesmo, culpa, Ogum, o guerreiro na cultura ressentimento, inferioridade, orguafricana representado por São Jorge lho, superioridade e ego. O outro é no sincretismo brasileiro, também bom. Seu olhar é forte como alegria, é o orixá que rege 2015. Por outro esperança, serenidade, paz, humildalado, o ano chinês, que também se de, empatia, bondade, generosidade, iniciou no mês de fevereiro, é regido verdade, perdão, compaixão, harmopelo carneiro no horóscopo chinês. nia e fé.” O neto pensou nessa luta e Esse animal traz a qualidade das perguntou ao avô: “Qual lobo venartes, da beleza e da doçura. Já na ce?” O velho índio respondeu: “Aquele numerologia, na soma dos núme- que você alimenta.” ros do ano, temos como resultado E você, caro leitor, qual lado o número 8, em que o seu principal pretende alimentar? Tudo o que significado é a justiça divina. Temos alimentamos, seja por meio de penaqui, então, um ano com duas faces samentos ou atitudes, é aquilo que antagônicas. De um lado, o guerrei- se torna nossa realidade. Seja qual ro; e do outro, o pacífico. for, estaremos todos submetidos ao Existe um conto em que anciões poder da Justiça Divina.

JORNALZEN NOSSA MISSÃO:

Informar para Transformar DIRETORA Silvia Lá Mon EDITOR Jorge Ribeiro Neto JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508 TELEFONES Redação (19) 3324-2158 Comercial (19) 3044-1286 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br Circulação: Campinas Indaiatuba Holambra Hortolândia Paulínia São Paulo (Vila Madalena) Valinhos Vinhedo

MARÇO/2015

LEITORZEN ZEN FESTIVAL

Meus mais sinceros parabéns pelo evento em comemoração aos 10 anos do JORNALZEN, dia 31 de janeiro, na Estação Cultura. Gostei muito da palestra com o médico urologista Orestes Mazzariol. Faço votos que continuem muitos anos com o jornal. É um veículo de comunicação muito interessante, com conteúdos diversificados. Eunice Rodrigues Pontes, Campinas Foi um prazer para nós ter participado de um evento de grande importância cultural para Campinas. Parabenizamos pela iniciativa e esperamos ter a oportunidade de participar de outros. Alberto Lopes (Seicho-No-Ie), Campinas

Parabéns pelo evento. O pessoal gostou bastante. Márcio Assumpção (Instituto de Yogaterapia), Campinas Gratidão pela oportunidade de participar. Foi muito bom. E parabéns pela organização. Fabiana Mamone (Amigos da Terra), Campinas Gostei muito de participar. Tudo foi muito agradável. Carlos Maurício Prado, São Paulo Congratulações pelo evento magnífico. Parabéns pelos 10 anos do JORNALZEN, que faz a diferença para Campinas e região. Nádia de Castro (Brahma Kumaris), Campinas Vivianne Amaral

Empreendedor Holístico ANA PAULA TEIXEIRA – coachinganapaula@gmail.com

Produtividade: uma poderosa ferramenta Na maioria das áreas da vida, o máximo que se pode esperar de melhoria em performance está em torno de 10% ou 20%. Quando falamos de produtividade, trata-se de uma daquelas áreas incrivelmente raras em que você pode multiplicar não 10% ou 20%, mas 100% ou 200%, ou mesmo 1.000%. No mundo dos negócios é mais valioso trabalhar no desenvolvimento e/ou melhoria do seu produto e na estratégia de marketing do que quase qualquer outra coisa. Por quê? Ambos formam o motor da máquina chamada “meu negócio”. Todas as vezes que colocamos atenção nesta área geramos um valor, dez vezes, talvez até cem vezes maior que fazer algo “comum” como a verificação de e-mail. Somos dez vezes mais produtivos quando fazemos atividades focadas, em blocos ininterruptos de tempo. Isso significa que se você gastar 20% do seu tempo fazendo o seu traba-

lho de maior valor, você dobrará sua produtividade. Os intervalos são ‘rejuvenecimento’ não só físico, mas mental e espiritual. Desconectar-se completamente e relaxar traz sempre nova energia. “Rejuvenescimento” é o combustível ou o bloco de construção básico de foco energético, para que mantenha-se um fluxo constante de renovação. Mudar de uma tarefa para a outra é ineficiente. A distração e interrupção lhe custam mais tempo, pois levamos cerca de 20 minutos para voltar ao foco antes de ter sido interrompido. Se você é interrompido a cada 20 minutos, você vai terminar seu dia sem ter chegado ao objetivo. Configure seu correio de voz para que informe às pessoas sobre seu horário de retorno. Por exemplo, “você ligou... retornarei sua ligação dentro de duas, quatro ou 24 horas”. Não responda a e-mails imediatamente. Defina seu e-mail com mensagens automáticas de recebimento com retorno para

determinada hora ou dia. Planeje seus dias – não somente uma lista do que fazer, mas sim um planejamento das tarefas que devem ser realizadas dentro daquela semana. Delegue a execução de algumas a outra pessoa. Quanto vale a sua hora de trabalho como empresário? Você pagaria a alguém 350 reais para ir ao banco fazer somente um depósito? Pense nisso! Use a solução de 60-60-30, para trabalhar em dois blocos de hora concentrado, tempo ininterrupto de suas atividades de valor. Em seguida, faça uma pausa de 30 minutos. Dica: Use o alarme do seu telefone ou PC para suas horas focadas de alto valor – ele liberará sua mente. Recorte esta coluna e coloque no seu vision board... (ainda não tem vision board? Hummm...) ou em algum lugar para que você o veja no início e no final de cada dia. Ao seu sucesso!


MARÇO/2015

A

lém do talento como pianista e regente, o trabalho de difusão da música clássica pelo País faz de João Carlos Gandra da Silva Martins um dos nomes mais respeitados no cenário musical brasileiro. O conhecido maestro tem sua vida e carreira marcadas pela superação. Aos 5 anos, as complicações de uma malsucedida cirurgia para retirada de um tumor benigno o tornaram um garoto complexado. Ao perceber o comportamento, seu pai o presenteou com um piano. Três anos depois, uma segunda operação permitiu sua recuperação e uma maior dedicação aos estudos musicais. Aos 13 anos já iniciava carreira profissional no Brasil, que decolaria internacionalmente cinco anos depois. Aos 26, Martins sofreu uma lesão no braço durante partida de futebol em Nova York que o manteve afastado dos palcos por sete anos. O incidente não o impediu, quando recuperado, de gravar a obra completa do alemão Johann Sebastian Bach. Em 1995 foi ferido num assalto na Bulgária, e ficou com o lado direito do corpo paralisado. Aos 63 anos, ouviu de seu médico que nunca mais tocaria piano. Morria um pianista e nascia um maestro. No dia seguinte, Martins se inscreveu em uma aula de regência. Em 2006, fundou a Orquestra Bachiana Filarmônica e desenvolveu um trabalho com adolescentes. Criou a Fundação Bachiana, cujo tema é arte e sustentabilidade. Aos 74 anos, além de reger a orquestra em concertos por todo o mundo, dedica-se à introdução da música a jovens carentes. E depois de vários anos de tratamentos e treinamentos, encontrou uma nova maneira de tocar. Nesta entrevista ao JORNALZEN, João Carlos Martins ressalta a importância da espiritualidade nos episódios de superação em sua trajetória de vida. Por que o senhor diz que a música salvou sua vida? A operação que fiz no pescoço, quando tinha 5 anos, me deixou com uma fístula na pele. Sempre que comia, o alimento vazava pela lesão. Foi uma época difícil. Mas ganhei um piano do meu pai e comecei a estudar. Ele sempre dizia: “Vamos perseguir o sonho de você se curar e você ficará curado”. Depois da segunda cirurgia, fiquei bom e passei a me dedicar ainda mais ao piano. Desde então, tive o prazer de tocar nos maiores teatros do mundo. O que aconteceu depois que seu médico lhe disse que nunca mais tocaria piano? Eu estava sem rumo. Sonhei então, que estava tocando piano,

JORNALZEN

3

ZENTREVISTA|João Carlos Martins

REGENDO A ESPERANÇA Com a vida e carreira marcadas pela superação, maestro dedica-se à difusão da música clássica como ferramenta para reabilitação social Mario Miranda Filho/Agência Foto

deixar um legado na música no Brasil.

Como surgiu a ideia de criar uma fundação para resgatar pessoas e criar uma orquestra jovem? Quando comecei a analisar qual seria o meio de deixar um legado na música, pensei que se pessoas dos mais diversos segmentos se unissem para criar uma fundação, cujo patrimônio é público e tem que ser obrigatoriamente destinado aos fins que se propôs, este seria o melhor caminho. E assim fizemos. Qual o papel da música como instrumento de inclusão social? Acredito que é fundamental. Há o entendimento geral de que o esporte e as artes são a melhor forma de inclusão social. A música depende da união de talentos para que a arte nasça, e nela não há a competitividade e às vezes a agressividade que eventualmente encontramos nos esportes. Na China, a música é mais importante instrumento de inclusão social.

com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: “Vem para cá, que eu vou te ensinar a reger”. Em maio de 2004, estive em Londres regendo a English Chamber, uma das maiores orquestras de câmara do mundo. Como não conseguia segurar a batuta ou virar as páginas das partituras, memorizei nota por nota. Sempre me dediquei muito. Fiz vários tratamentos para recuperar parte dos movimentos das mãos. Quando tive de parar de tocar, acreditei que seria para sempre. Vendi todos os meus pianos e me tornei treinador de boxe. Mas minha incontrolável paixão me fez retornar, e fiz grandes concertos. Comprei novos instrumentos e criei um estilo único de tocar.

Qual a importância da espiritualidade nos vários episódios de superação que marcaram sua trajetória de vida? Acredito numa força interior e numa força superior. Isso é fundamental para que encaremos nossos obstáculos de frente, sempre procurando ter coragem para transpor os possíveis, determinação para superar os quase impossíveis e humildade para reconhecer os impossíveis.

Quais os caminhos o levaram para o empreendedorismo com foco social? Seria injusto se não reconhecesse que recebi um dom de Deus. Antes de meu pai morrer, aos 102 anos, de acidente, prometi a ele que me dedicaria a

É possível democratizar a música clássica em um país como o Brasil, com tão graves carências culturais? No momento em que o público perceber que a música de bom gosto – e não estou falando de música clássica, e sim música de bom gosto – traz paz, traz tranquilidade e traz amor; quando souberem que a música está em primeiro lugar em inclusão social em países asiáticos, na hora em que todos se conscientizarem disso, a música vai mostrar porque Deus existe.

Como avalia a proposta de nosso jornal, de divulgar as iniciativas voltadas para o bem? Acho sensacional. Todos os dias somos bombardeados por um número alarmante de notícias negativas – roubos, assassinatos, incêndios, guerras e tragédias naturais. Termos um veículo que se pauta pela divulgação das ações positivas restabelece em nós a esperança no ser humano. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Acredite na sua força interior, pois a força superior está ao nosso lado.


JORNALZEN

4

A transformação de nós mesmos Quando analisarmos qualvida em desastres para os quer acontecimento mesentimentos do coração. nos feliz, devemos procurar Ninguém progride ou ver o bem que permanece se aperfeiçoa sem o convivo e ativo por trás do mal tato social, o que vale que aparentemente esteja afirmar que é preciso não dominando a situação. apenas saber viver, mas Muitos dos que foram também conviver. trazidos ao painel obscuO aprendizado evolutiJOÃO BATISTA SCALFI ro das provas com o obje- Vice-presidente do Educandário vo não dispensa o trabalho tivo de transformação e Deus e a Natureza (Indaiatuba) da análise e o discernimenevolução, simplesmente to que exige raciocínio, tocomplicam a existência pelo fato dos temos a responsabilidade de de se fixarem no mal, com esque- construir um mundo melhor, para o cimento das obrigações de clarear bem comum. fraternalmente o caminho. Recordemos que nos ensinaSempre que as circunstâncias mentos do Mestre, Ele nos alerta nos coloquem no tribunal da ob- para identificarmos a presença do servação, devemos aplicar os en- mal e que possamos trabalhar em sinamentos do Mestre Jesus, de benefício da superação da sombra não condenar e sim vibrar no sen- em prol do brilho de nossa luz. tido de auxilio e amparo, por este “Importa, porém, caminhar hoje, momento de desequilíbrio. amanhã e no dia seguinte”. Jesus Se ouves um comentário in- (Lucas, cap. 13 vs. 33). quietante, busque a inspiração do Importa seguir sempre em busca otimismo e encontrarás a palavra da edificação espiritual definitiva. chave destinada à solução dos ca- Indispensável é estar sempre vensos mais aflitivos. cendo obstáculos e sombras, transPessimismo e azedume transfor- formando todas as dores e dificulmam pequenos contratempos da dades em degraus de ascensão. fonte: Encontro Marcado (Francisco Xavier/Emmanuel)

Embaixadora internacional de projeto pela paz visita o Brasil Embaixadora internacional do Projeto Emoto pela Paz, a japonesa Michiko Hayashi estará no Brasil neste mês de março. Ela visitará entidades assistenciais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na Capital, Michiko irá ao Instituto Alana, em Pinheiros, no dia 17 de março. O objetivo do projeto, criado pelo pesquisador japonês Masaru Emoto, é motivar a atitude positiva de crianças de todo o mundo por meio do livro Mensagens da Água para Crianças. A obra infantil explica as descobertas feitas por Emoto com as fotos dos cristais de água em uma linguagem apropriada para crianças. Morto em outubro do ano passado, Emoto teve o trabalho de 20 anos como palestrante internacional, am-

bientalista e especialista em água reconhecido internacionalmente. Em 2005, ele apresentou o seu projeto pela paz a diversos líderes de estado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Emoto documentou as mudanças na formação das moléculas da água por meio de fotografias. Suas pesquisas demonstraram que as energias vibracionais humanas, pensamentos, palavras, ideias e músicas afetam a maneira como as moléculas da água se agrupam. Mishiko Hayashi está sendo trazida ao Brasil por Aléxia Cambraia, fundadora do Portal do Bem e embaixadora do Projeto Emoto pela Paz no Brasil. Mais informações no site www.inspireproducoes.com.br.

MARÇO/2015

IOGA NO BRASIL Relato de uma experiência

O guru Sivananda Maharishi é a refe- esquina. Os autênticos são rarísrência na linhagem de muitos profes- simos, assim como são raríssimos sores de ioga do Brasil, especialmente seus eleitos. Na verdade, antes de Jean-Pierre Bastiou – o qual, apesar manifestar-se em pessoa, o Guru da origem francesa, desenvolveu no se manifesta indireta e imaterialBrasil sua missão de pioneirismo. mente a toda hora, em todos os Antes do monastério, Sivanan- eventos, a todos os seres... O munda formou-se e atuou como médi- do fenomenológico manda-nos co na Índia. O grande guru deixou uma lindíssima e transcendente o mundo físico em julho de 1963. mensagem do Absoluto. Cada coisa Como seu discípulo, Bastiou foi co- que acontece é uma lição do Guru municado do fato Supremo, basta que Reprodução por meio de carta tenhamos ‘olhos para da Yoga Vedanta Fover’. Se nos abrirmos rest Academy. Em ao ensino da Natureza, primeiro livro, Ense aprendermos a ler contro com o Yoga a carta enigmática que (editado em 1967), o Deus escreveu com Sua francês relata: “Enprópria mão, só então contrei perto dele a teremos um Guru na segurança espiritucriança que brinca, no al. Deixei-me pene- Guru Sivananda (à direita) mendigo que estica a trar pela eloquência de seu silên- mão, no gato que dorme, na nuvem cio. Silêncio que me contagiou de que vagueia pelo céu no verão... tal forma que todas as dúvidas que Certas vezes nosso guru está no ainda viviam em mim e exigiam caminho do ser amado, mas tamrespostas foram para sempre ba- bém pode estar naqueles que nos nidas da minha mente.” detestam ou invejam. Só um inimiO professor José Hermógenes go tem a faculdade de dizer de nós, escreveu um belo prefácio no livro as coisas que precisamos ouvir e de Bastiou, a quem considerava um que os amigos jamais diriam... Sir amigo-irmão. Segue um trecho: “Na Swami Sivanandaji Maharaj diriÍndia, onde a caminhada espiritual giu uma operosa comunidade de em busca da libertação empolga yoguis e swamis, uma organização a grande totalidade do povo, é de a serviço da salvação, da educação primacial importância o papel do e transformação do homem, visanGuru. Mas não é nada fácil ganhar do a paz, o bem-estar e a realização o status de chela (discípulo de um de suas divinas potencialidades. grande mestre). Raríssimos são os Sivananda era todo amor, todo paz, gurus, pois raríssimos são aqueles todo doação. Bastasse que alguém que já não mantêm qualquer vín- da mais longínqua localidade a ele culo com a sansara (mundo obje- se dirigia, obtinha a sua ajuda.” tivo), que viva no Puro Espírito e Na próxima edição, continuaque se dedicam ao Divino Magisté- remos a história da linhagem dos rio. Falsos gurus existem em cada grandes mestres de ioga no Brasil.


JORNALZEN

MARÇO/2015

O silêncio das mulheres por Mani Alvarez

N

um mundo obcecado pela violência, em que cada vez mais a vida é menos importante... Num mundo onde as armas se tornaram brinquedo nas mãos dos homens... Num mundo onde crianças são ensinadas que o terrorismo é bom e que matar os infiéis é vontade de Deus... Não se escuta o mais leve clamor da voz feminina. Onde estão as mulheres? Onde as mães, irmãs, esposas desses homens que interpretam as Escrituras Sagradas de sua religião conforme seus interesses políticos e pessoais? Onde se escuta a voz que faria a mais simples e inocente das perguntas: mas, que Deus é esse que manda matar? Se isso tudo estivesse acontecendo na Idade Média, talvez houvesse a justificativa da ignorância da época. Mas em pleno século 21, em tempo de comunicação global e rapidez da internet, como podem as mulheres ainda manter suas cabeças cobertas pela submissão aos ditames de uma política que não respeita a vida? Não se trata só de um véu negro sobre a cabeça, mas de um selo que foi colocado sobre suas bocas. Elas não falam. Para cada homem que escolhe o terrorismo como ‘profissão’, há uma mãe, uma irmã, uma esposa que so-

fre e chora em silêncio. Antes, Jerusalém era o centro do mundo. Para os judeus, o local sagrado do Muro das Lamentações; para o islamismo, o Domo da Rocha onde Maomé recebeu a iluminação; para os cristãos, o Santo sepulcro, onde Jesus viveu o drama de sua crucificação. A união geográfica das religiões patriarcais não frutificou na união social e política dos povos. Pelo contrário, tornou-se a maior fonte de discórdias jamais vista. A cada dia que passa, o conflito se torna mais acirrado e violento. Não existem mais trégua nem negociação possíveis. A loucura tomou conta da mente dos homens. De novo, ecoa a pergunta: onde estão as mulheres? No Ocidente, enquanto a loucura não chega, talvez possamos ainda refletir sobre como nós, mulheres, poderíamos resgatar nossa visão feminina e participar mais ativamente na desconstrução de uma cultura extremamente masculina em seus valores, mesmo em tempos de paz, porque somos metade da população, somos as educadoras, mães, irmãs e esposas dos homens. Basta esse motivo. Mani Alvarez é coordenadora do curso de formação em Liderança Feminina Transpessoal, pelo Centro Latino-Americano de Saúde Integral (Clasi)

5

A ARTE DE SER

Mônica Jô

Estou na Índia. Vim beber da fonte dos antigos ensinamentos e viver como eles vivem. É incrível a conexão que estou criando com as pessoas. Muitas coisas não consigo compreender e então faço como eles fazem. Sinto no meu coração e o que parecia impossível aos meus olhos ocidentais flui naturalmente, assim como o trânsito daqui – pura aventura. Participo de um curso em um centro de ioga – Himalayan Iyengar Yoga Centre. Meu professor foi aluno de BKS Iyengar, que dizia que a paz do corpo traz paz para a mente. Estou experienciando isso através de posturas acessíveis, ao contrário do que muitas pessoas pensam, de que o foco da ioga está no nível de contorcionismo que se pode alcançar. Toda a atenção é dirigida para os pés, e dessa consciência todo o corpo se estrutura. Faz sentido. Os pés são a nossa base, nossas raízes. Colocam-nos no momento presente, no único instante que temos de realizar a nossa divindade. Estando de posse dessa consciência os espaços internos se abrem através do alongamento do corpo, fazendo o prana (ar) entrar e alimentar nossas células. Todos os dias tenho quatro horas de prática e quando saio de lá sou uma nova pessoa, com o corpo e a mente pacificados. Consigo observar, ao caminhar de volta para meu bangalô, novos espaços dentro de mim – uma sensação de liberdade e deleite. Vim em busca de alinhamento – pensar, sentir e agir na mesma direção e, apesar de ser uma busca individual, é um preparo para levar a pura prática da ioga, recebido diretamente da fonte original, com o objetivo de passar esse conhecimento através de um curso, com início dia 15 de abril, no Espaço Castro Alves, em Campinas. Termino com um poema escrito por Yogananda: O templo de Deus está no interior da alma. Entre nessa quietude e sente-se, meditando, com a vela da intenção queimando no altar. Não há desassossego, não há busca, nem tensão, ali. Entre no interior da solitude. O lugar mais amado por Deus é o templo interior de silêncio e paz de Seus devotos. Sempre que você entrar aqui, neste lindo templo, deixe a inquietude e as preocupações para trás. Se não se despojar delas, Deus não poderá vir a você. Não precisamos fugir para a floresta para buscá-Lo. Podemos encontrá-Lo diariamente nesta floresta de vida cotidiana, na gruta do silêncio interior. Veja o depoimento de Mônica Jô no site www.jornalzen.com.br

Facebook ateliedoser


6

Matsyendra Conta a lenda hindu que um pescador, ao tentar fisgar um enorme peixe, foi engolido por ele e permaneceu ileso no estômago da criatura. Perto dali, Shiva (a deidade que representa a destruição da ignorância) estava ensinando à sua esposa o conhecimento de ioga que até então não revelara a ninguém. Atraídos pela intensa luz de Shiva, muitos peixes se aproximaram dele, inclusive o que havia engolido o pescador. Dentro da barriga do peixe, o pescador pôde escutar todos os ensinamentos. À certa altura, a esposa de Shiva caiu no sono. Quando Shiva perguntou: “Estás ouvindo?”, um sonoro “Sim” soou de dentro da barriga do peixe. Shiva penetrou com o olhar o estômago da criatura marinha e lá viu Matsyendra. Ficou muito surpreso com o ocorrido e disse para sua esposa: “Agora vejo quem é meu verdadeiro discípulo. Vou tirá-lo de lá

JORNALZEN e passar a iniciação a ele.” Esse breve conto nos ensina que o “Conhecimento” está disponível a quem está preparaMÁRCIO ASSUMPÇÃO do para ele. Professor de ioga e diretor A vida nos do Instituto de Yogaterapia ensina o tempo todo, nem sempre estamos atentos para aprender. A maioria das pessoas aprende pela dolorosa repetição dos erros, mas o caminho mais rápido do aprendizado é estarmos abertos para os ensinamentos. Que o nosso coração seja igual ao do simples pescador Matsyendra, que, com humildade, mesmo numa situação de grande dificuldade, soube escutar o ensinamento e sem a pretensão de ser um grande mestre, tornou-se o maior de todos eles.

MARÇO/2015

Padre Haroldo Humildade de Quaresma Humildade ou amor são as mais perfeitas de todas as virtudes. Consiste em escolher, sendo igual louvor e serviço de Deus, antes pobreza com Cristo pobre do que riqueza, opróbrios com Cristo desprezado do que honra; desejar mais ser tido por louco com Cristo, que primeiro foi tido como tal, do que ser tido por sábio; e isso para imitar mais de perto a Cristo Nosso Senhor e mais se assemelhar a Ele. Recordemos as palavras de Jesus Cristo quando nos chamava para a sua Bandeira de Amor, assegurando-nos a certeza da vitória. Esta, com efeito, é segura por meio desse amor que nos põe fora do perigo constante das riquezas, as honras e tudo o que afaga a nossa natureza. Além disso, somos também elevados a todas as virtudes até o heroísmo, numa vida de abnegação e de sacrifício contínuo, numa vida de pobreza e humilhação, supondo igual glória e serviço a Deus. O homem que chega à humildade verdadeira tem a cruz no coração e abraça todo o que é cruz sem demora, com ardor e alegria. Goza nos trabalhos e dores que Deus lhe envia, e renuncia sem titubear a tudo que pode ser prazenteiro à natureza. Se a conveniência ou dever do seu estado quiser que use das criaturas agradáveis à natureza, usará delas, só porque Deus o quer, e não para satisfazer suas naturais inclinações. Ester, vivendo no palácio, dizia a Deus: “Vós sabeis, Senhor, que vossa serva não tem tido prazer algum nesta pompa real”. São João da Cruz conhecia muito bem a doutrina de humildade, pois,

como recompensa de seus trabalhos, pedia a Deus nosso Senhor o sofrimento e a humildade. Ouçamos esse sublime contemplativo em sua Subida ao Carmelo, em que consiste a prática da humildade: “Que a alma procure sempre, não o mais fácil, mas o mais difícil, não o mais saboroso, mas o mais amargo; não o que agrada, mas o que desagrada; não o repouso, mas o trabalho; não desejar o mais, mas o menos; não querer alguma coisa, mas não querer nada; não procurar o melhor em todas as coisas, mas o pior, desejando entrar pelo amor de Jesus Cristo num total desprendimento, numa perfeita pobreza de espírito e numa renúncia absoluta com respeito a tudo o que há no mundo. Cumpre abraçar estas práticas com toda a energia possível, e sujeitar a elas a vontade.” Apesar do que escrevi, a atitude mais perfeita não é necessariamente a mais difícil, mas a que mais plenamente coincide com a “Vontade Divina”. Ser cristão significa unir-se cada vez mais profundamente à vida de Cristo. Para isso, é preciso ler e viver os evangelhos. Madeleine Delbrêl diz: “Através da Sua Palavra Jesus, Deus no Espírito diz-nos quem Ele é, e o que quer. Quando temos o nosso Evangelho nas mãos, devemos considerar que aí habita a Palavra que Se tornou Carne para nós e nos quer atingir para recomeçarmos a Sua vida num novo lugar, num novo tempo, num novo ambiente humano”. Quer dizer em nós! Haroldo Rahm é presidente emérito do Instituto Padre Haroldo hrahmsj@yahoo.com


JORNALZEN

MARÇO/2015

PANORAMA CAMINHADA CONTRA A DOR A partir deste mês, a caminhada “Pare a Dor” em São Paulo passa a ocorrer todas as terças e quintas-feiras, às 8h30, no Parque Ibirapuera, com entrada pelo portão 7. Gratuita e criada pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor a fim de alertar a população sobre os cuidados com a dor crônica, a iniciativa é promovida desde 2009 e reúne especialistas e voluntários. Mais informações: www.pareador.com.br OFICINA DE INCENTIVO À LEITURA A Fundação Volkswagen está oferecendo gratuitamente 400 vagas para oito turmas on-line de seu projeto educacional de incentivo à leitura. O objetivo é formar interessados em trabalhar como mediadores de leitura, sejam educadores, bibliotecários ou voluntários. As inscrições para as duas primeiras turmas (100 vagas) estão abertas em www.plataformadoletramento.org.br. MOSTRA ITINERANTE ‘ARTE/ÁGUA’ A Estação Cultura, em Campinas, sedia até 30 de março, das 8h às 22h, a exposição itinerante “Arte/Água: essenciais para a vida”. Aberta ao público, a mostra apresenta 40 reproduções de obras de artistas brasileiros e internacionais com o objetivo de estimular reflexões sobre o tema. Mais informações: www.museuitinerante.com.br BINGO EM PROL DOS ANIMAIS O Grupo de Amigos em Prol dos Animais (Gapa), de Indaiatuba, promove dia 15 de março, às 14 horas, tarde de prêmios beneficente no Clube 9 de Julho (Avenida Presidente Vargas, 1.890 – Vila Homero). As cartelas estão à venda na feira de doação de animais aos sábados no supermercado Wallmart. Mais informações: (19) 98872-2401 e (19) 99677-2018 ou www.gapa.com.br

7

Juliano Sanches Por que aprendemos tanto com o budismo Estive de férias, e me apoiei em algumas reflexões, como: disciplina, atenção, condicionamento, capacidade de mudança de rota. Ao ler A Sabedoria da Transformação: Reflexões e Experiências, da monja Coen, comecei a analisar ideias baseadas nas histórias da publicação. Cada capítulo apresenta inúmeras divagações em torno do zen-budismo e dos vínculos possíveis com as percepções da autora. “As paredes não são apenas 30 minutos de uma maratona. Elas podem surgir em qualquer momento de nossa vida. Paredes invisíveis nos dizem ‘Parede, deixe para lá, vá fazer outra coisa, está difícil, chega, cansei’. E, se persistirmos, se atravessarmos essa fase, a vida fica mais real e mais verdadeira. Os sentidos alertas, a mente clara e luminosa, os batimentos cardíacos, a respiração, a alimentação, a hidratação”, provoca a pensadora. A gente vive uma correria com trânsito, diálogos cotidianos, contas para pagar, problemas para resolver... Diante de tanta turbulência, como fica a mente? É possível driblar o caos e não se deixar ser enganado pelas situações não esperadas, que surgem à frente? O que mais desestabiliza? Como criar alternativas? Os templos budistas prescrevem uma ritualística altamente elaborada para a cerimônia do chá no Japão. Ao meditar sobre a obra, nota-se que a linguagem corporal é observada como mais importante do que qualquer verbalização nessas ocasiões. Se você fala, surge uma definição, o que inviabiliza o

propósito do aqui e do agora. Ao levar em consideração o dia a dia, percebe-se o quanto essa mensagem do chá se aplica, pois, na maioria das vezes, somos muito mais observados por nossa postura corporal do que pela lógica presente em cada sentença. Claro que aqui cabe ponderar a respeito dessa ideia, porque o discurso falado tem seu lugar e relevância, quando posto em evidência. No entanto, é incontestável a premissa de que alguns confiram crédito ao interlocutor, mais do que tudo, pela maneira em que se apresenta em gestos e atitudes. Há outras maneiras que demonstram a superação de uma situação de desafio, como no caso de quem passa a controlar o riso. É possível fazer com que o riso, apesar de espontâneo, deixe de ser algo barato e comum. Trata-se de qualificar a capacidade de reação, para aprender a não rir em momentos em que não se cabe a movimentação de tantos músculos faciais. Rir, nesses casos, é cair na desatenção, o que abre vantagem perante o emissor da mensagem. O budismo ensina sobre o quão falível é a condição humana, e sobre como devemos encarar as perdas, tão presentes e ameaçadoras. O que é necessário? E o que não? Quais são as ilusões mais persistentes? Você consegue acompanhar os olhos das outras pessoas durante um tempo longo, ao executar uma tarefa, como fazer um chá? Como lidar com a combinação entre medo e excesso? Juliano Sanches é jornalista


JORNALZEN

8

Apometria Apometria é uma técnica terapêutica desenvolvida por médicos com o objetivo de tratar distúrbios espirituais, mais conhecidos como transtornos psicológicos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece desde 1998 a doença “obsessão espiritual”, que consta no CID (Classificação Internacional de Doenças) – item F 44.3 – que consideramos serem os distúrbios psicológicos. O termo apometria vem do grego “apó” – preposição que significa além de, fora de – e “metron” – relativo à medida. Representa o clássico desdobramento entre o corpo físico e os corpos espirituais do ser humano. Trata-se de uma técnica de desdobramento que pode ser aplicada em todas as criaturas, não importando a saúde, a idade, o estado de sanidade mental. Apresenta resultado eficaz em todos os pacientes, mesmo nos oligofrênicos profundos sem nenhuma possibilidade de compreensão. O êxito dos procedimentos reside na capacidade de manipular o campo energético do paciente, atuando diretamente nos seus campos mental e emocional, mudando paradigmas e influências energéticas de vidas passadas. É um excelente procedimento nos tratamentos de síndrome do pânico, depressão, bipolaridade, TOC e outros transtornos psicológicos, sobretudo como método auxiliar nos tratamentos da medicina tradicional.

MARÇO/2015

Meditação e paz interior por Denise Dourado

A

rotina estressante, as horas perdidas em congestionamentos nas grandes metrópoles e o acúmulo de tarefas são os grandes vilões da vida moderna, são eles, em grande maioria, os responsáveis por fazer com que as pessoas vivam estressadas. E as consequências dessa agitação já são conhecidas por muitos, entre elas estão: a falta de energia para realizar atividades que proporcionam o bem-estar, problemas de saúde e até mesmo dificuldade para se relacionar de forma afetiva com as pessoas. Os sintomas do estresse estão cada vez mais presentes na vida das pessoas e, diante disso, é importante buscar ações que auxiliem a lidar com o problema. Nesse sentido, uma das técnicas muito recomendadas é a prática da meditação. O exercício é capaz de libertar as pessoas das tensões diárias, pois ajuda a compreender quem somos, quem não somos e perceber claramente as nossas limitações, com isso conseguimos ser mais atenciosos e cuidadosos com os demais seres vivos. A partir do momento que nos tornarmos praticantes da meditação, aprendemos a silenciar as vozes internas que nos perturbam. Geralmente, esses barulhos são consequências de conflitos e medos que enfrentamos diariamente. Isso resulta no aumento do autoconhecimento, a mente se torna mais lúcida e clara, nos libertamos da negatividade, a autoconfiança e autoestima se tornam sólidas, aprendemos a ter compaixão e empatia pelos outros e o nosso humor melhora, o que nos torna mais otimistas. Existem diferentes métodos de meditação e do desenvolvimento da faculdade de concentração, mas o método mais simples e mais difundido é o da atenção na respiração, conhecido por Meditação da Respiração. Embora seja apenas

uma etapa preliminar do exercício, ela pode ser muito poderosa. Inclusive, esse método foi usado do começo ao fim por monges do zen-budismo, eles o chamam de Zazen, que é também o mais difundido por Buda. A maior parte dos budistas concorda que Buda atingiu o Nirvana, considerado o momento em que chegamos ao ponto mais alto do estado de libertação, com a Meditação da Respiração. O método é simples e qualquer pessoa consegue fazer, para isso, com a coluna ereta, sente-se em uma almofada ou cadeira, feche os olhos, inspire e expire e sinta o ar entrando e saindo. Observe o movimento do abdômen subindo quando o ar Reprodução entra e descendo quando o ar sai. Escolha um ponto a ser desenvolvido (liberdade, paz interior, sabedoria, compaixão, claridade sobre a natureza do ser, amor ou concentração) e foque só nele – mentalize e observe sem interferir. Se você perder a concentração e se apegar a um pensamento, volte ao seu foco novamente. Quando nos aperfeiçoamos nessa experiência, notamos que, com um simples controle mental, podemos sentir paz interior e satisfação, independentemente das condições exteriores. No entanto, é muito importante lembrar que sem a sabedoria, a meditação perde totalmente o seu sentido. Como Buda disse em um de seus discursos: “não existe concentração sem sabedoria, não existe sabedoria sem concentração. Aquele que tem ambos, concentração e sabedoria, está mais próximo de Nibbana”. Isso nos ensina que ao meditar devemos desenvolver a concentração e o contentamento, que estimularão a sabedoria e, consequentemente, melhorará a concentração. Somente dessa forma poderemos dizer que a prática foi realizada por completo. Denise Dourado é professora de meditação


MARÇO/2015

JORNALZEN

9

Marcelo Sguassábia São demais os perigos do passado Desafinando o coro dos saudosos, eu digo que nem tudo foi de se guardar em álbum de retratos. Nem todos aqueles anos foram de coisas e gentes que justificassem lugar nos quadrantes nobres da cachola, lá onde a nostalgia fermenta, entorpece o senso prático e debilita a saúde do indivíduo. A fila da vida anda. Aquela história de que “bom mesmo era no meu tempo” é tudo chorumela de maricas, nhém-nhém-nhém de quem não sabe enxergar o quanto ser astronauta é melhor que ser troglodita. Saudosismo faz sentido se há do que sentir saudade. Mil vezes os racing games dos PS4 que os insalubres carrinhos de tábuas de caixote, rolimãs e pregos cheios de tétano. Esse negócio todo é muito romântico e bucólico até você imaginar o seu filho cercado desses perigos. Sem o selo Abrinq. Sem o carimbo do Inmetro. Sem o aval da vigilância sanitária e uma viatura do Samu a postos em caso de emergência. Me chegam pelo olfato umas coisas queverde, mato depois da chuva, flor de laranjeira. Se tudo isso fosse de Deus não vinha do mesmo lugar que a esquistossomose, a Doença de Chagas, o amarelão, a maleita, a dengue e suas variantes. Você pode achar divertido empinar papagaio

até que o seu menino enrosque a rabiola da pandorga num fio de alta tensão. Ou que chamem você às pressas para reconhecer a cabeça dele no IML – decapitada por uma linha de cerol sem dono conhecido. Melhor, bem melhor é tocar a vidinha seguro e trancafiado no condomínio. Aproveitar as tardes de sábado besuntando álcool gel nas mãos, protegido por benditos e bem erguidos muros com cerca elétrica. Da cidade pequena, lá de onde eu vim (não espalhe), quero exorcizar suas esquinas tacanhas, suas conversas de comadre, aquele sol que castiga o seu coreto inútil, o sol que descora a cal dos postes, que mata cozidas as lagartas nos quintais e não dá trégua aos meninos que voltam famintos da escola às suas casas com suspeitas de desidratação. Aí você me vem com “saudadinha” do velho que vendia raspadinha na praça, que bom que era, etc. Mas aí eu lembro você da água de torneira que ele devia usar pra fazer a barra de gelo e dos coliformes fecais que muito provavelmente infestavam aquele xarope de groselha – de procedência ignorada e lotes não-rastreados. Meu Pai Amado, que perigo. Que perigo. Marcelo Sguassábia é redator publicitário


JORNALZEN

10

Emoções negativas A emoção é uma reação neural provocada por estímulos psicofisiológicos. A unidade responsável é chamada de sistema límbico, que é constituído por neurônios e pelo lobo límbico. A emoção acontece quando o córtex cerebral recebe informações fisiológicas e, ao término destes recebimentos, o organismo continua reagindo emocionalmente. Emoções fortes ou descontroladas têm reflexos na bioquímica do nosso corpo. Infelizmente, não temos consciência de todos os nossos padrões de pensamento. Emoções são inconscientes e representam o tempo presente. Emoções negativas roubam a nossa vida. Tornam-nos física e mentalmente doentes, destroem a nossa capacidade perceptiva, arruínam relacionamentos e obstruem carreiras, impedindo que o ser humano se desenvolva de uma maneira sadia e plena, rumo à evolução e desenvolvimento maior da consciência. São desnecessárias. Não precisamos delas. Entretanto, já nascem tão internalizadas que, na maioria das vezes, não as percebemos

e muito menos sabemos como nos libertar delas. As emoções negativas são s e n t i m e n t o s HELOÍSA GARBUGLIO expressos por Terapeuta certificada The Reconnection comportamentos, hábitos e atitudes. São respostas aprendidas como qualquer hábito. Herdamo-las de nossos pais, da cultura e da nossa vida, e experiências em sociedade. Tudo o que somos hoje é o resultado da maneira como pensamos. A maioria das pessoas está contaminada por sentimentos e pensamentos de todos os tipos. Carregamos em todos os nossos comportamentos inveja, raiva, irritabilidade, impaciência, ciúme, desamor. Por outro lado, se aprendemos esses comportamentos, também podemos transformá-los. Doenças físicas são sempre revestidas de emoções. Curar o trauma do paciente envolve tratar os níveis fisiológicos, neurológicos e psicológicos. Experimentem a abordagem da Cura Reconectiva e Reconexão.

Dr. Orestes Mazzariol ‘Bexiga caída’ na mulher e qualidade de vida Prolapso de órgão pélvico é conhecido como “bexiga caída”. Na verdade, é a saída da bexiga do útero do reto isoladamente, ou em conjunto, pelo canal vaginal. A prevalência chega a 65% das consultas ginecológicas, sendo o risco de uma cirurgia para correção de prolapso até 11,1%. Os fatores de risco são idade, aumentando sua incidência; raça, sendo as afrobrasileiras as que apresentam maior prevalência; o número de partos normais; e obesidade. Um conceito muito difundido entre as mulheres é de que o prolapso estaria relacionado somente com partos normais, não ocorrendo em quem teve parto cesáreo. Isso não é verdade já que as causas são multifatoriais, decorrentes de lesões na musculatura pélvica, ligamentos, nervos e fatores genéticos. A importância é o forte impacto na qualidade, com repercussões psicológicas, sociais e

Ginástica cerebral ajuda a enxergar melhor por Carlos Maurício Prado

L

impar o para-brisa? Para enxergar tudo bem claro? Sem nada atrapalhando a visão? Clareza é fundamental! É dessa forma que o motorista prudente prepara seu carro valioso para tirar o melhor proveito de uma viagem. E o cérebro? É possível fazê-lo funcionar melhor? Sim, o órgão mais importante que temos pode ser dividido simplificadamente em dois hemisférios: direito/emocional e esquerdo/racional. Ativando os dois lados do cérebro ao mesmo tempo, aumentamos a área de utilização, acessando o cérebro por inteiro, melhorando memória, concentração, aprendizado, criatividade, e eliminando estresse. Em 1960, na Universidade da Ca-

lifórnia, Paul Dennison, PhD em Educação, juntamente com uma equipe de especialistas, publicou um livro ilustrado com 32 exercícios simples e fáceis, que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar. Cada exercício demora um minuto para ser executado. Pela manhã, ao acordar, existe uma sequência constituída de sete exercícios fundamentais: “O Aquecimento Cerebral de 7 Minutos”. Há pessoas distraídas. E existe uma diferença entre “ver e enxergar”. Uma pessoa pode estar de olho aberto e não prestar atenção em nada, ou seja, não enxerga. A medicina tradicional chinesa fala em 12 meridianos do corpo que podem estar abertos/ ligados, com a energia circulando, ou simplesmente bloqueados, com a energia parada e estagnada, gerando desequilíbrios e doenças.

MARÇO/2015

No caso do meridiano da visão, isso gera o clássico “só enxerga um palmo na frente do nariz!” Ou seja, os olhos estão abertos, mas a energia restrita afeta a força do campo visual, diminuindo o poder de observação e gerando consequências, como perda de produtividade no trabalho e nos estudos, pela desatenção. É hora de praticar os “botões cerebrais”. Melhor ainda seria enxergar bem, sem precisar de óculos de grau, lema do famoso e renomado oftalmologista americano William Bates, praticando musculação para os olhos, com um óculos reticulado, furadinho como uma peneira, cujos furos piramidais exercitam e relaxam os olhos, recuperando a visão com o tempo de uso. Assim, depois de ativar a energia do campo visual, o segundo passo é obrigar os músculos dos olhos a re-

sexuais. O desconhecimento por parte das pacientes, a vergonha e o embaraço fazem com que muitas mulheres deixem de procurar o médico. O tratamento pode ser conservador – com uso de pressários (dispositivo que se introduz na vagina para sustentar o útero) e terapia comportamental – ou cirúrgico, sendo que cada caso deve ser analisado individualmente. O tratamento cirúrgico é definitivo, sendo que há várias abordagens. A mais moderna é a colocação de slings (fita), sem a necessidade de se realizar histerectomia (retirada do útero), mesmo nos casos de prolapso de graus avançados. Concluindo, o prolapso de órgão pélvico na mulher tem forte impacto na qualidade de vida e o tratamento cirúrgico atualmente é bastante seguro, com resultados bastante satisfatórios. Orestes Mazzariol Junior é urologista

agirem e trabalharem, para fazerem o ajuste do foco da imagem, fortalecendo o aparelho óculo-motor, uma vez que os óculos de grau deixam o olho preguiçoso e acomodado. O uso diário desse óculos diferente, sem grau, por 30 a 60 minutos, ou mais, progressivamente, em questão de meses, leva à reeducação da visão, com maior clareza, nitidez, cores mais vivas e vigorosas. Carlos Maurício Prado é engenheiro químico e consultor de empresas

PALESTRA PRÁTICA EM CAMPINAS “Ginástica Cerebral e Yoga para os Olhos” – 21 de Março (sábado), no Espaço Cultural Castro Alves (Rua Castro Alves, 298 - Taquaral). Duas opções de horário: 10h às 12h ou 15h às 17h. Inscrição: 20 reais. Mais informações: (19) 3044-1286 ou www.ginasticacerebral.com


MARÇO/2015

JORNALZEN

Aruângua O que seria do amarelo... (2) Súbito, ela ultrapassa-me, no corredor, descalça, pulando em um pé só e brincando de amarelinha. João vem em seguida a ela e pergunta-me à queima-roupa: – Vovó, por que o Saci tem uma perna só? Respondo: – Por que inventaram ele assim. – Como assim vovó? – Assim: pensa bem, o saci é uma invenção e quando a gente inventa pode fazer tudo do jeito que quiser. – Ah! Entendi! – E lá vão eles correndo para outro cômodo da casa. Mais tarde, enquanto fazia o almoço, ainda impactada pela trilha de quadradinhos amarelos, sem querer cantarolei uns acordes da velha canção Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree, do folclore americano. Nela, um ex-prisioneiro pede à sua amada que coloque uma fita amarela amarrada no velho carvalho perto de casa, para que ele saiba, ao passar em frente, se ela o quer de volta. Esta canção fez muito sucesso nos anos 70 e tornou-se um hino. De lá para cá, muitos carvalhos velhos e outras árvores têm sido enfeitadas com fitas amarelas, em homenagem e dando as boas-vindas a homens que se ausentaram de suas famílias e lares a contragosto, seja porque estiveram presos, seja porque foram à guerra ou até porque estavam exilados. Sendo arte e sendo eterna porque sua mensagem é universal, essa mú-

11

Atenção plena e compaixão por Fábio Munhoz

sica e sua letra, nos dias de hoje, talvez tenha adquirido um novo significado e nos diga algo que tem mais a ver com o nosso tempo. Tenho sentido que os homens estão um pouco ausentes e inseguros na nossa sociedade. Talvez devêssemos enfeitar todas as árvores de nossas cidades e casas com fitas amarelas, convocando os homens de hoje, a tomar parte, junto conosco, mulheres, de uma nova revolução social, ombro a ombro, numa nova emancipação, uma nova família onde achemos um lugar mais confortável para ambos. Quanto a mim, meus olhos interiores estavam apreciando os velhos carvalhos com suas fitas amarelas quando Isaac e Pipão abalroaram-me, gargalhando em solidariedade. – Vovó, eu preciso muito, preciso muito mesmo de um chapéu. Arruma um chapéu para mim? Eu sou o Woody! – apela Isaac. O menino precisa muito seguir com suas fantasias de herói e eu corro a procurar um chapéu que sirva ao seu propósito – o de sonhar ser o caubói de camisa xadrez amarela de um dos desenhos da Pixar. Depois, pacientemente, coleto todos os quadradinhos amarelos para coloca-los no lixo mas não consigo e guardo-os na minha mão. Com ela fechada por minutos, luto com o pudor de jogá-los fora. Sinto-os como objetos sagrados criados pelos meus netos. O que fazer com eles? Escrevê-los será a melhor forma de preservá-los.

A

s adversidades fazem parte do viver, seja a nível pessoal, familiar ou profissional. Sentir estresse, medo, ansiedade ou depressão são experiências naturais humanas e não devemos sentir que a é culpa nossa. O problema está em reagir de maneira automática, com pensamentos de vítima e de autocrítica (turbilhão incontrolada de pensamentos negativos), que aumentam o estresse e a depressão. Mas, podemos aprender a sair do piloto automático e construir formas benéficas de se relacionar com as situações. As práticas da atenção plena (mindfulness) e da autocompaixão constituem uma ferramenta poderosa para aumentar a resiliência emocional, ou seja, nossa capacidade de lidar adequadamente com as situações adversas. Mindfulness ou atenção plena – Envolve práticas como a observação imparcial no momento presente de sensações, pensamentos e emoções, com uma atitude de serenidade, abertura e aceitação, sem nenhum tipo de julgamento. Prática da autocompaixão – Envolve lidarmos com os pensamentos e sentimentos difíceis com gentileza e compreensão. Isso permite acalmar e confortar nosso ser quando estamos sofrendo. Recentes estudos acadêmi-

cos mostram que a autocompaixão é promotora de bem-estar e saúde geral. Ela aumenta a felicidade, reduz a ansiedade e a depressão, e também pode auxiliar na manutenção de hábitos de vida saudáveis, como dieta e exercício. Essas práticas são milenares e derivadas do budismo. Nos anos recentes, inúmeras investigações acadêmicas validam a eficáfia dessas práticas. Estudos da psicologia positiva demonstram o valor das emoções positivas e compassivas. Tais benefícios vão desde a melhora da capacidade cognitiva e emocional até os efeitos neurofisiológicos relacionados à liberação de hormônios como as ocitocinas e a serotonina. Dica prática – Quando você estiver se sentindo muito estressado ou com dor emocional, a proposta é detectar os pensamentos perturbadores e depois lembrar-se de ser mais compassivo para consigo mesmo no momento. Você pode tomar uma respiração profunda, por a mão sobre o seu coração, e repetir as seguintes frases: “Este é um momento difícil”; “O sofrimento é parte da vida”, “Que eu possa ser gentil e amoroso comigo mesmo”. Fábio Roberto Munhoz dos Santos é psicólogo com doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestrado em psicobiologia e especialização em medicina comportamental


JORNALZEN

12

Viva Bem elianamattos@uol.com.br

Bate-papo

Q

uando almoço num determinado restaurante, sempre encontro com um casal e fico observando-o. Mania de cronista! Impossível não estar atenta para o que acontece ao meu redor. Ela deve ter sido uma mulher belíssima, porque apesar dos cabelos totalmente brancos, o rosto continua muito bem conservado e ela é ainda cheia de encantos. Ele também deve ter sido um jovem bonito. Imagino que o casal fez sucesso na juventude. Mas obviamente que não só a beleza deles me chama a atenção. Ao contrário dos casais jovens que também almoçam ali, os dois conversam o almoço inteiro... Ela conta uma coisa, ele opina; ela sorri de volta e fala mais alguma coisa, que ele em seguida complementa com alguma opinião. Ao lado deles, um celular mudo, como deveriam ser todos os celulares durante a hora do almoço. Como disse, eles são muito diferentes de outros jovens casais, que almoçam checando mensagens e mal trocam duas ou três palavras; ou então olham para a TV – essa mania que todo restaurante hoje em dia tem – e, quanto muito, comentam alguma coisa falada pela Fátima Bernardes. Esse casal me remete ao poema de Adélia Prado, que provavelmente já devo ter escrito sobre ele aqui. Mas cabe terminar nosso Bate-papo de hoje com palavras que traduzem bem o que deveria ser um casamento ou qualquer relacionamento a dois. Há mulheres que dizem: Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes. Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala coisas como “este foi difícil” “prateou no ar dando rabanadas” e faz o gesto com a mão. O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo. Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir. Coisas prateadas espocam: somos noivo e noiva.

Grande beijo!

MARÇO/2015

FORNO & FOGÃO ESPECIAL Como a Sexta-Feira Santa este ano é no dia 3 de abril, e nesse dia ainda não teremos a edição do mês nas ruas, vou antecipar as receitas para essa ocasião especial. Assim, você já se prepara com antecedência. A receita do bacalhau é verdadeiramente portuguesa e foi enviada pela amiga Maria Eugenio Calvino, que mora perto de Coimbra.

Bacalhau Espiritual Ingredientes: * 500 g de bacalhau (bem demolhado) * 200 g de cenouras raladas * 200 g de cebolas * 50 g de miolo de pão * 100 g de manteiga * 100 ml de leite * Sal, pimenta-do-reino e queijo ralado a gosto Molho bechamel (molho branco): Misture os quatro primeiros ingredientes e leve ao fogo para engrossar: * 2 colheres (sopa) de manteiga * 2 colheres (sopa) de farinha de trigo * 500 ml de leite * Sal, pimenta-do-reino e nozmoscada ralada * 2 gemas * 100 ml de creme de leite * 1 clara de ovo

Modo de fazer: Tire a pele e espinhas do bacalhau, desfie e reserve. Leve ao fogo uma panela com as cebolas picadas, as cenouras raladas, junto com a manteiga, e deixe em fogo brando, até que amoleçam um pouco. Acrescente o bacalhau e o miolo do pão umedecido no leite quente e espremido. Mexa bem, deixando tudo bem homogêneo. Verifique o sal. Montagem: acrescente metade do bechamel ao creme de bacalhau. Coloque numa assadeira. Bata as gemas, o creme de leite e adicione a clara em neve. Junte este preparo ao bechamel restante e coloque por cima do bacalhau. Polvilhe queijo ralado e leve ao forno para gratinar.

Moqueca de peixe e camarão Ingredientes: * 600 g de peixe em postas (cação, robalo, garoupa, etc.) * 200 g de camarão sem casca * 2 colheres (sopa) de suco de limão * 1 colher (chá) de pasta de alho * Sal a gosto * 5 colheres (sopa) de azeite * 1 cebola em rodelas * 3 tomates em rodelas * 2 colheres (sopa) de pimenta malagueta picada (opcional) * Coentro a gosto (opcional) ou salsinha picada * 1 xícara (chá) de leite de coco

Modo de fazer: Tempere o peixe e o camarão com sal, alho e limão. Reserve. Em uma panela funda, coloque o azeite, a cebola e o tomate tudo em camadas. Distribua o peixe e o camarão, a pimenta, o coentro e salpique sal a gosto. Leve ao fogo baixo, junte o leite de coco aos poucos e deixe cozinhar por aproximadamente uns 15 minutos com a panela semitampada.

Filé de peixe com tomate e creme de leite Ingredientes: * 600 g de filé de peixe (pescada branca, linguado ou namorado) * 2 cebolas * ½ kg de tomates * 1 copo de vinho branco seco * ½ colher (chá) de curry * 250 ml de creme de leite * 30g de manteiga * Sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de fazer: Doure as cebolas cortadas em fatias bem finas em uma colher de manteiga. Junte o curry e mexa bem. Despeje as cebolas refogadas num refratário untado

com manteiga. Depois de bem lavados os filés, enxugue-os delicadamente e tempere com sal e pimenta. Arrume-os sobre as cebolas. Lave os tomates, retire as peles e sementes, corte-os em pedacinhos e coloque-os sobre os filés. Regue com o vinho branco, espalhe a manteiga cortada em pedacinhos e leve ao forno quente (200º) por cerca de dez minutos. Acrescente o creme de leite, temperado com pouco sal e pimenta, e deixe no forno por cinco minutos ou mais, se precisar. Sirva imediatamente.


MARÇO/2015

JORNALZEN

INDICADOR TERAPÊUTICO

13


JORNALZEN

14

culturazen Amanda La Monica

Silvia Lá Mon presta atendimento de florais de Bach em evento comemorativo ao Dia da Mulher promovido pelo Sescon (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis) de Campinas

Reprodução/Facebook

Participantes do curso de ThetaHealing (técnica de cura quântica) com a instrutora Fernanda Zambelli no Espaço Castro Alves, em Campinas

Reprodução/Facebook

Maria Tereza Pinotti Ribeiro e Raquel Rosa, empossadas como novas integrantes da Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas

MARÇO/2015

Recanto do Poeta Medo

Na jornada da vida, eu colhi medo. Sei que ele está minando minha existência. Sem preocupações, vislumbrei primaveras. Hoje saboreio este desafio, sobrevivendo minhas auroras, com realidade. Meus pensamentos chegaram como uma pedra caindo n’água, indo até o fundo. Neles plantei o medo, que atingiu proporções fantásticas. Consciente de que estamos lado a lado há décadas, e em plena harmonia de espírito, Mas, houve horas que um enxugou lágrimas do outro. Tranquilamente, vivemos deslizando numa cascata de sonhos. Grande amor, que se solidificou e espargiu luzes nos nossos caminhos. Agora me pergunto: resistirei viver sem você? Coleciono no subconsciente medo terrível, de um dia te perder. Medo de um dia abraçar o nada. (Geni Fuzato Dagnoni)

Depois de ti

Depois de ti o caos, o desengano... No ciclo das marés, a indecisão. No círculo do tempo, a divisão. Depois de ti, o enigma, o oceano... Caminhos sem saída, encontro insano. Minha prece não sobe à imensidão... Ninguém mais quer ouvir minha oração. Nenhum lugar é meu - pobre cigano! Tua marca ficou... fiquei sozinho! Os meus sonhos perderam seus encantos: Sou pássaro sem par fora do ninho... Lutei contra mim mesmo. Em vão! Perdi! Já tive outros amores... beijos... prantos!... Mas, nada será igual depois de ti!... (Luno Volpato)

Sem pressa

Vamos combinar que seremos felizes. Não marcaremos encontros, apenas nos encontraremos. Não haverá nenhuma pergunta, só respostas. O tempo não será marcado, apenas vivido. Jamais nos apressaremos, só chegaremos. Nada será planejado, só realizado. Vamos, então, seguir o bom caminho. E, entre olhares, só seremos eu e você. E dessa união faremos verdadeiros todos os sonhos.

(Luiz Alberto Pereira)


MARÇO/2015

MANDALA PARA PINTAR

JORNALZEN

- SONIA SCALABRIN -

15

AGENDAZEN CAMPINAS

MONJA COEN 15/3, das 15h às 19h – Encontro “SaBUDISMO bedoria da Transformação”, no Centro 31/3, às 19h30 – palestra “Amar sem Loyola (Rua Dr. João Quirino do Nascisofrer: como curar os relacionamenmento, 1.601 - Jardim Boa Esperança). tos”, com o monge Gen Kelsang TogMais informações: (19) 3794-2528 den, no auditório do Centro Social Presidente Kennedy (Avenida Rio de REIKI Janeiro, 327 - São Bernardo). Aberto aos sábados, a partir das 8h30 – meditaao público. Mais informações: (19) ção e terapia, no Instituto Cultural Aiki3241-2916 ou www.eventogolden. kai (Avenida Padre Almeida Garret, 893 com.br/palestra.amarsemsofrer – Parque Taquaral). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3242-2531 FÍSICA QUÂNTICA 19/3, às 19h30 – palestra “HomeosINDAIATUBA tase Quântica da Essência”, com o terapeuta Paulo Roberto Roque Isola. EUBIOSE Local: Rua Francisco Otaviano, 921 - 28/3, às 15h30 – palestra “Os ChaJardim Chapadão) . Levar 1 kg de ali- cras – Nossos Centros de Força”, com mento não perecível. Inscrições e mais Paulo Roberto Santos, na Sociedade informações: (19) 2512-6831, (19) Brasileira de Eubiose (Rua Madri, 72 99219-4632 e (11) 99115-7437 ou – Jardim Europa). Aberto ao público. Mais informações: (19) 99731-7381 contato@institutoquantum.com.br

Recebemos colaborações para este espaço. Envie sua mandala para jornalzen@terra.com.br


16

JORNALZEN

MARÇO/2015

Profile for Webmaster JornalZen

Jornalzen Março 2015  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há dez anos no mercado, circula em...

Jornalzen Março 2015  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há dez anos no mercado, circula em...