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JORNALZEN ANO 9

MARÇO/2014

AUTOCONHECIMENTO

Nº 109

R$ 2,00

BEM-ESTAR

www.jornalzen.com.br

CIDADANIA

CULTURA

SAÚDE

Silvia Lá Mon

MOMENTO DE REFLEXÃO Pág. 6

Simpósio aborda novos cuidados com o ser humano

ZENTREVISTA

Fernanda Catarucci

Acontecerá nos dias 22 e 23 de março, em São Paulo, o 1º Simpósio Internacional de Saúde Integral, Funcional e Personalizada, evento que pretende discutir uma nova abordagem de cuidados com o ser humano. Médicos, nutricionistas, fisiologistas, farmacêuticos, bioquímicos e geneticistas fazem parte do time de especialistas que estarão palestrando e demonstrando como profissionais de saúde podem trabalhar juntos em benefício de seus pacientes utilizando a teoria dos sistemas biológicos, parte fundamental da visão funcional em saúde. Pág. 16

Pág. 3

SAÚDE EM PROSA Pág. 8

CULTURA DE LETRAS

LIDERANÇA COMUNICACIONAL por Edson De Paula

Pág. 12

Pág. 9 Silvia Lá Mon Amanda La Monica

Celebração dos 95 anos do padre Haroldo Rahm

A coluna de Vicente Zago, na página 11

Pág. 10

ARTIGO

A natureza como aliada Pág. 8

CULTURAZEN

PALESTRA Silvia Lá Mon, diretora do JORNALZEN, falou sobre florais na inauguração da nova sede do Centro Integrado de Pesquisa e Assistência em Naturopatia (Cipan), no último dia 23, em Hortolândia.

Leia também: a coluna de Padre Haroldo na página 7

PANORAMA Pág. 4


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Vingança Margareth Signorelli

C

omo se sente alguém que move sua vida com o sentimento de vingança no coração? Simplesmente esta pessoa não tem mais o poder sobre sua própria vida e é movida pela vida do outro. Cada passo que ela dá é direcionado à destruição do outro. Mas, como sobreviver assim? Muitas pessoas se sentem ressentidas por algo que alguém lhes fez e o ressentimento funciona como uma parede em frente ao seu nariz, que não lhe permite dar um passo para frente. Pessoas ressentidas sempre reclamam que não conseguem realizar nada em suas vidas, que dão um passo para frente e dois para traz, imagine isso tudo somado à vingança. O que pode nos custar este sentimento? Energeticamente falando é o mesmo que estar rodeada por um campo negativo e negro que não lhe deixa ver além do mal que você deseja à pessoa que lhe machucou. Então, vale à pena viver a vida do outro? Viver sua preciosa vida a espera de uma oportunidade para que o outro sinta o que você sentiu? Não, não vale! Na vida não importa o que lhe fizeram, o que importa é o que você fará com o que lhe fizeram. Pessoas são machucadas todos os

JORNALZEN dias e existem as que usam o que lhes aconteceu para crescerem e se tornarem pessoas melhores, enquanto outras param suas vidas para saborear a vida do outro na esperança de um dia poderem sentir-se vingadas. A vingança vem sempre acompanhada de um dos piores sentimentos que existe, o ódio. Esse, diferente da raiva, que é positiva e pode ser aproveitada para que você se supere e tenha ações que tome direções para que isso não se repita, é extremamente negativo. O ódio corrói. Em tudo o que nos acontece existe nossa parte de responsabilidade. Ninguém tem o poder de nos fazer algo e ter 100% da responsabilidade por isso. Nem que seja mínima, existe a nossa parte e podemos descobrir qual foi e crescermos com isso. Pare e pense onde você deixou que alguém lhe machucasse tanto a ponto de despertar em você algo tão destruidor. Use a sua responsabilidade por isso para fazer um juramento e não permitir nunca mais que isso aconteça. Baseado no princípio de que tudo o que chega para você só pode chegar por seu intermédio, pense duas vezes antes de desejar algo de mal a alguém, porque, dependendo do tamanho do seu desejo, você pode sair muito machucado. Margareth Signorelli é coach especializada em relacionamentos

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AGENDAZEN CAMPINAS

HOLAMBRA

ANTROPOSOFIA 12/4 , das 8h30 às 12h – curso “Biografia com Arte – Refazendo Caminhos”, com a terapeuta artística Laís Herrera e a psicóloga Antonélla Aggio, no Espaço Terapêutico ClaraLuz (Rua Frei Manoel da Ressurreição, 871 - Jardim Guanabara). Quatro vagas. Mais informações: (19) 98278-3854 ou 99648-7720

HO’OPONOPONO 15/3 – workshop sobre o método de cura havaiano, com Juliana De’Carli, no Portal D’Águia Fluorita. Mais informações: cursosjulianadecarli@gmail. com ou www.aguiafluorita.com.br

CONSTELAÇÃO FAMILIAR 29/3, às 8h30 – workshop com Antonio Carlos Dornellas de Abreu (Toni), no IPEC-Instituto de Pesquisa e Estudo da Consciência (Rua Monte Azul, 85 - Chácara da Barra). Mais informações: (19) 3252-1565 e ipec-transpessoal.com.br FÍSICA QUÂNTICA 17/3, às 19h30 – palestra “Homeostase Quântica da Essência”, com Sérgio Roberto Ceccato Filho. Local: Rua Francisco Otaviano, 921 (Jardim Chapadão). Aberto ao público. Levar 1 kg de alimento não perecível. Inscrições e mais informações: (19) 2512-6831 JANTAR SOLIDÁRIO 25/3, às 19h – evento da Fundação Eufraten, no Joe & Leo’s (Parque Dom Pedro Shopping). Convites e mais informações: (19) 3256-1966 MASSOTERAPIA 27/3, das 8h30 às 10h – palestra “Os opostos se distraem e os dispostos se atraem”, com a massoterapeuta Luciene Janssen, no Museu da História Natural (Rua Coronel Quirino, 2 - Bosque dos Jequitibás). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3295-5850 TEOSOFIA 12/4, das 9h às 18h – 3º Seminário do Pensamento Teosófico, na Fundação Jürgensen (Rua Frei Antonio de Pádua, 889 - Jardim Guanabara). Mais informações: (19) 98292-1524

HORTOLÂNDIA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA 15/3, das 16h às 18h – workshop “As Cinco Estações e a Saúde”, com o acupunturista Elias Prado, no CIPAN-Centro Integrado de Pesquisas e Assistência em Naturopatia (Rua Vanderlei Costa Camargo, 223 - Vila São Francisco). Vagas limitadas. Mais informações: cipan.org@gmail.com e (19) 982793537, 99329-0368 ou 99928-7986 REIKI 29/3, das 9h às 13h – curso Nível 1, com Ângela Silva e Rosangela Oliveira, no CIPAN-Centro Integrado de Pesquisas e Assistência em Naturopatia (Rua Vanderlei Costa Camargo, 223 - Vila São Francisco). Vagas limitadas. Mais informações: cipan.org@gmail.com

SÃO PAULO SAÚDE DA MULHER 22/3, das 10h às 18h – seminário “Saúde da Mulher e as Terapias Naturais”, no Instituto Avalon (Avenida Liberdade,702 - Liberdade). Aberto ao público. Vagas limitadas. Inscrições e mais informações: (11) 3341-6010 SUSTENTABILIDADE 18/3, das 16h às 18h – palestra “Ser Sustentável com + Atitude”, com Marcio Zeppelini, presidente do Instituto Filantropia, no auditório “João Francisco Zeppelini - Diálogo Eventos (Rua Bela Cintra, 178 - Consolação). Aberto ao público. Inscrições e mais informações: (11) 2626-4019

INFORMAÇÕES PARA ESTA SEÇÃO: contato@jornalzen.com.br

JORNALZEN NOSSA MISSÃO: Informar para Transformar DIRETORA Silvia Lá Mon EDITOR Jorge Ribeiro Neto JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508

TELEFONES Redação (19) 3324-2158 Comercial (19) 3044-1286 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br

circulação: Campinas, Indaiatuba, Holambra, Hortolândia, Valinhos e Vinhedo; Vila Madalena (SP)


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ezar, meditar e pensar posipositivamente podem ajudar o sistema imunológico a combater doenças. É o que atesta estudo da paulistana Fernanda Catarucci, cuja dissertação de mestrado recentemente defendida na Faculdade de Medicina de Botucatu analisou 27 trabalhos científicos sobre a chamada autocura. As pesquisas mostraram bons resultados referentes a práticas como meditação, reiki, acupuntura, quiropraxia, massagem e homeopatia, além da oração, como opções de tratamento além do diagnóstico e combate de sintomas por remédios. Fisioterapeuta e acupunturista, Fernanda, 32 anos, iniciou a entrevista ao JORNALZEN defendendo a integração das práticas complementares integrativas na saúde pública.

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ZENTREVISTA Fernanda Catarucci

O PODER DA AUTOCURA Pesquisadora demonstra que reza, práticas alternativas e pensamento positivo podem ajudar a combater doenças Divulgação/Arquivo Pessoal

As práticas complementares devem ser integradas às políticas de saúde pública? As políticas públicas de saúde, apoiadas nos bons resultados das pesquisas com as práticas complementares, já estão caminhando para essa integração. A homologação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e a Política Nacional de Promoção de Saúde são o reconhecimento de que o estado de saúde não está sendo relacionado apenas ao bem-estar físico. No que as práticas de autocura se diferenciam da medicina tradicional? A medicina ocidental tem o foco de sua ação na resolução de sintomas, enquanto que as práticas complementares baseadas nos princípios da autocura buscam equilibrar e fortalecer o corpo para que este possa por si mesmo corrigir os sintomas, que seriam apenas sinais dessa desarmonia interior. A oração e a religião podem colaborar no processo de cura? O bem-estar emocional é fundamental para o fortalecimento do corpo. A oração, através de uma religião ou não, pode ser um caminho para encontrar essa harmonia. Mas não é o único. A meditação ou o pensamento positivo podem colaborar da mesma forma. Cada um é capaz de analisar o que melhor lhe traz esta sensação de bem-estar. O que os estudos científicos demonstram a respeito da prática da meditação? A meditação, assim como a oração, demonstrou agir de forma significativa nos aspectos emocionais negativos associados às doenças crônicas, como a ansiedade, estresse, medos e angústias. Trouxe esperança, acolhida e em-

ponderamento sobre o seu processo de cura. Adota alguma prática alternativa ou voltada à espiritualidade? Acredito no que defendi na minha dissertação do mestrado: na capacidade que o corpo tem de se autocurar, e que para isso é preciso se observar sempre, para identificar as práticas que auxiliam no equilíbrio ou que trazem desequilíbrios dos campos que compõem

o ser: físico, emocional, energético e espiritual. Para mim, a alimentação vegetariana, dança, permacultura, meditação, estar com pessoas com os quais tenho afinidades e realizar atividades que me permitem expressar a minha individualidade são os estímulos que mantêm o meu equilíbrio.

nhecimento? É uma proposta de grande relevância, ao ser um meio de divulgação que se propõe a abordar temas que fazem parte das inquietações do ser humano e que, no entanto, encontra pouco espaço nos grandes veículos de mídia para ser discutido com profundidade.

Como avalia a proposta de nosso jornal, de difundir atividades e iniciativas ligadas ao autoco-

Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Duvide e seja crítico em relação a toda informação que venha de fora. Busque perceber e sentir como os estímulos externos ressoam em relação a sua verdade interior, e ao se conectar a essa força, lembre que a verdade que você acessou dentro de si serve apenas para você, não a impondo para outra pessoa. Suas ações falaram mais do que suas palavras. Acredito que este seria um caminho para sermos mais felizes e alcançarmos a paz tão desejada.

“A meditação e a oração podem agir de forma significativa nos aspectos emocionais negativos associados a doenças crônicas”


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PANORAMA

Silvia Lá Mon la.monica@terra.com.br – cronicasdesilamon.blogspot.com

A Lei da Consciência Separar a ilusão da verdade. O aspecto contrário à verdade é a ilusão. “Ilusão — ou verdade — não, necessariamente, tem ligação com realidade. Verdade e realidade não são o mesmo conceito. Assim, a consciência serve apenas para separar a ilusão da verdade, o que não significa separar a ilusão da realidade. O aspecto contrário à verdade não é a mentira, é a ilusão.” Confesso que tive certa dificuldade parar entender essa lei, talvez pelo fato de que, assim como a maioria de nós, seres humanos, vivo imersa na ilusão, que pensamos ser a verdade. A Verdade, com ‘v’ maiúsculo, no meu entender, é a verdade divina, cósmica, que não está ligada ao nosso ego e ao nosso mundo material. Portanto, quando estamos de acordo com a Lei da Consciência, somos capazes de anular nosso ego e viver de acordo com essa Verdade, afastando assim nossa ilusão mundana. Parece ser essa a nossa grande busca, que é pregada em

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todas as escrituras sagradas – a de que devemos nos libertar das ilusões do mundo e enxergar a Deus. No livro As Palavras Ocultas, de Bahá’u’lláh, fundador da fé Bahá’í, abro aleatoriamente uma página onde está escrito: “Ó Sombra Fugaz! Passa tu além das etapas desprezíveis da dúvida e eleva-te às sublimes alturas da certeza. Abre os olhos da verdade, para que possas ver a Beleza desvelada e exclamar: santificado seja o Senhor, o mais exímio de todos os criadores!” Sei que ainda está difícil entender o que estou querendo dizer, assim como entendermos essa Lei da Consciência. Porém, creio que apenas uma palavra é capaz de explicar tudo, tirar todas as nossas dúvidas, afastar todas as ilusões presentes em todas as gerações humanas. Essa palavra é amor. É o que tenho aprendido no meu curso de constelações sistêmicas. O amor a tudo cura! E como dizia Renato Russo: “É só o amor que conhece o que é a verdade”.

INFORME PUBLICITÁRIO

YOGA HEULOSÓFICO – Você conhece? O Yoga Heulosófico é uma ciência que promove o equilíbrio da mente, a saúde do corpo e a longevidade produtiva. O diferencial de nossa metodologia:

• A integração do ásana com o pranayama e o mantra: Com a prática consciente das técnicas milenares do Yoga - PRANAYAMAS (exercícios de respiração que contribuem para o alinhamento da nossa mente e a observação de seus movimentos), MANTRAS (sons terapêuticos que possibilitam a redução de nossas ondas de pensamentos) e ÁSANAS (posturas que promovem a consciência corporal) - observamos o nosso corpo e mente, identificando pontos de tensão e incomodações.

• O saneamento mental que nos prepara para a meditação: A partir deste estágio, o tempo de permanência e continuidade na aplicação destas técnicas desenvolve nosso foco e promove nossa reeducação. A impessoalidade é a chave para o saneamento mental, pois nos permite enxergar o nosso estado emocional e mental com clareza e encontrar soluções.

• A prática contínua das 5 Regras, como base para o autoconhecimento. Com a vivência do OBSERVAR, REFLETIR TOMAR ATITUDE, AGIR e SABER ESPERAR iniciamos um novo padrão de comportamento, do qual nós estamos à frente no comando de nossa vida. Ganhos: superação de limites, produtividade, autorrealização e qualidade de vida.

Seja bem-vindo ao Yoga Heulosófico! Agende uma aula gratuita. RUA NUNO ALVARES PEREIRA, 72 – VILA NOGUEIRA – CAMPINAS/SP 19 3307 7735 | 3307 7736 – contato@eyh.com.br | www.eyh.com.br

PLANTAS MEDICINAIS A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, realiza no dia 15 de março, das 8h às 17h30, o 3º Ciclo de Palestras “Plantas Medicinais e Aromáticas: da botânica ao medicamento”. O evento acontece no anfiteatro do Pavilhão de Horticultura do Departamento de Produção Vegetal. As inscrições devem ser feitas até o dia 13, no site www.fealq.org.br. ACUPUNTURA GRÁTIS A Clínica Dragão Divino está atendendo gratuitamente pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para sessões de acupuntura em Campinas. A ação social visa desafogar a rede pública, onde há carência de profissionais da prática alternativa. Os atendimentos são feitos no Instituto Assistencial Dias da Cruz (Jardim Eulina). Mais informações: (19) 3241-9393. CORRIDA DO BOLDRINI Estão abertas as inscrições para a 9ª Corrida e Caminhada Mais Vida Boldrini/3M. A largada da prova será no dia 25 de maio,às 8h, na Praça Arautos da Paz (Taquaral), em Campinas. As inscrições terão taxas diferenciadas e devem ser feitas pelo site www.ativo.com. Os recursos obtidos serão destinados para a construção do prédio de pesquisas do Centro Boldrini. TROTE DA CIDADANIA A Fundação Educar DPaschoal abriu as inscrições para o Prêmio Trote da Cidadania 2014, projeto voltado a estudantes universitários e de escolas técnicas que incentiva boas práticas de recepção aos calouros. A novidade é a categoria que reconhece ações de estímulo à leitura. Os interessados podem se inscrever até 15 de abril no site www.trotedacidadania.org.br. PRÊMIO MUSICAL A Fundação Pró-Memória de Indaiatuba recebe até 31 de março as inscrições para o 13º Prêmio Nabor Pires Camargo – Instrumentista, cujo objetivo é revelar novos criadores e intérpretes de música popular brasileira. A ficha de inscrição e o regulamento estão no site www.promemoria.indaiatuba. sp.gov.br. Mais informações pelo telefone (19) 3834-6319.


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MOMENTO DE REFLEXÃO

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Khristian Paterhan

JOÃO BATISTA SCALFI – scalfi@terra.com.br

O poder mental O poder mental é o dínamo gerador de energias que se exteriorizam conforme a frequência vibratória que sintonizamos. Quando estabelecemos parâmetros edificantes definidores de conduta, eles emitem ondas de resistências fisiológicas e psicológicas que nos traz serenidade e segurança. O poder mental reside na base de todos os fenômenos e circunstâncias de nossas experiências, isoladas ou coletivas. A mente é um manancial vivo de energias criadoras. O pensamento dos seres humanos encarnados e desencarnados ocupam os espaços do universo com múltiplas formas e se aproximam ou repelem-se. Os pensamentos são raios que alimentam ou deprimem, sublimam ou arruínam, integram ou desintegram. A imaginação não é um vazio de criações incertas, mas sim fonte de vitalidade, energia e movimento. O idealismo, a fé construtiva, o sonho que age, são pilares de todas as realizações. Quem mais pensa, dando forma ao que idealiza, mais apto se faz a recepção das correntes mentais invisíveis, tanto nas obras do bem quanto do mal, dependendo da sua intenção. Em razão dessa lei, que preside a vida cósmica no Universo, se estamos adaptados ao reto pensamento e à ação enobrecedora, seremos preciosos canais de energia divina, que banha a humanidade em todos os ângulos do globo. Buscando sintonia com seres evoluídos e dedicados ao serviço do bem, seremos instrumentos vivos em benefício das criaturas, na transformação da Terra em mundo de paz e alegria. Vivemos envoltos num imenso oceano de pensamentos. Absorvemos a influência alheia de acordo com a nossa frequência. Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam. Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valiosos sustentáculos aos nossos propósitos de trabalho e realizações. Somos obsediados por energias vibratórias negativas ou auxiliados por benfeitores de luz conforme a nossa condição mental. Estamos em constante renovação, e temos, como dever, trabalhar incessantemente, para servir, aprender e conquistar novos horizontes, amar e evoluir. Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com seres iluminados. Segundo Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, no livro Roteiro, capítulo 5: a energia mental é o fermento vivo que improvisa, altera, alarga, assimila, desassimila, integra, pulveriza ou recompõe a matéria em todas as dimensões. Por isso mesmo, somos o que decidimos, possuímos o que desejamos, estamos onde preferimos e encontramos a vitória, a derrota ou a estagnação, conforme imaginamos. Cada dia proclamamos com as nossas ideias, atitudes, palavras e atos – Faça-se o destino! E a Vida nos traz aquilo que nela projetamos. Os acontecimentos obedecem às nossas intenções e provocações, manifestas ou ocultas. Encontramos o que merecemos, porque merecemos o que buscamos. A existência para nós será invariavelmente segundo pensamos.

Introdução ao eneagrama (3) Ouspensky nos revela,baseado em sua notável memória e em notas tomadas durante encontros com Gurdjieff, as milenares origens do eneagrama. Vou sintetizar ao máximo o texto, citando apenas o necessário. Primeiramente Ouspensky nos lembra que Gurdjieff costumava falar de uma antiga “ciência objetiva” que não se baseava nos dados e experiências produtos de “estados subjetivos de consciência” e que teria existido na Terra há milhares de anos, fruto da experiência de seres altamente evoluídos. Esta “ciência objetiva” teria como uma de suas ideias centrais “a unidade de todas as coisas, a unidade na diversidade”. Os sábios que compreenderam a importância e profundidade dessas ideias perceberam que a transmissão e conservação das descobertas feitas graças a esta “ciência objetiva” implicavam um grande esforço de síntese para conseguir preservá-la se transmiti-las às gerações futuras. Com efei-

to, Gurdjieff ensinava que esta nossa incapacidade de observar a realidade tal qual ela é se devia ao fato de que em grande parte de nossa existência vivemos num estado de “sono e sonho” ou “estado de consciência subjetiva” no qual é impossível observar e muito menos sentir a realidade tal qual ela é. Por esta razão, é extremamente difícil perceber essa “unidade de todas as coisas”, quando se está habituado a acreditar num mundo fragmentado e dividido em milhões de fenômenos separados e sem ligação, ainda que intelectualmente até entendamos que algo unifica tudo. Sabemos que isso é uma das principais causas da perigosa situação que temos provocado no equilíbrio ecológico do planeta, a razão dos ódios raciais, das injustiças sociais, dos conflitos e separatismos religiosos e políticos e de tantos outros nefastos efeitos de produtos de que Buda chamou de “sentimento de separatividade” que afeta a psique humana.


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Pensamentos de

Padre Haroldo Relaxar: por que em ioga “Quando tu me louvas com o coração reconhecido, eu não sou o único beneficiado: tu também o és! Teu corpo se renova, teu espirito é edificado e tua alma, saciada. O louvor embeleza aquele que o oferece, pois tira os traços de negatividade. Se queres ter um belo rosto, começa a me louvar. Que meus louvores estejam continuamente em tua boca. Um coração repleto de louvor é mais eficaz do que a cirurgia plástica ou maquiagem. O louvor traz saúde a todo ser. Meu filho, Eu te amo. Louvame pelo meu grande amor. Corta as comunicações carnais desta vida e une-te à vida elevada do Espírito.” A única maneira de conduzir uma vida de louvor constante é caminhar no Espírito para louvar a Deus. “Relaxar”. O relaxamento é uma técnica de harmonia global do nosso cérebro. Através dele nossos pensamentos ficam mais calmos e ordenados, produzindo um equilíbrio harmônico em nós.

Relaxamento é o pré-requisito indispensável para quem quer melhorar a qualidade de sua vida, seu bem-estar e ter boa saúde, e para quem quer abrir a porta do seu ser e estabelecer a paz. Então, relaxe, acalme a mente e o corpo, entre em harmonia, compreenda a si mesmo, os outros seres, o seu universo e Deus. Gere uma força construtiva de amor e paz para toda a humanidade. Para o sucesso crescente, o esforço e o desejo forte de perseverar, são indispensáveis: exercício diário, disciplina, força de vontade, compreensão e prática, porque são muito importantes até que o relaxamento torne-se um hábito. Relaxamento é essencial na prática de ioga. Haroldo Joseph Rahm é presidente de honra da Instituição Padre Haroldo, para pessoas com síndrome de dependência alcoólica e química, em Campinas. Telefone: (19) 37942500. hrahmsj@yahoo.com

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A objetificação das amizades As pessoas reclamam por ninguém mais ser confiável e sobre a impossibilidade de se terem amigos verdadeiros; ou por terem-lhe virado as costas. Infelizmente, a deslealdade é muito cedo experimentada pela nova geração que traz, em seu contexto, muita solidão. O consumismo e a idealização da vida corporativa adestraram muitos a conceberem a vida pessoal como um empreendimento, tornando-os analfabetos no quesito afeição humana desinteressada. Não percebem que confundiram o edificar relações despojadas de amizade verdadeira com o pré-delinear um plano de negócios. Perderam a parte da lição que explica que ninguém gosta de ser um objeto na mão de outrem e que a objetificação das relações – que põe as pessoas a serviço de interesses tácitos – é um erro imperdoável que as põe ao nível de mercadorias ou de clientes de marketing multinível formatadas para atender ganhos de terceiros. Nutrir as amizades não é sinônimo de fazer networking ou alimen-

tar rede de contatos. Em uma relação de amizade verdadeira, o MIGUEL ANTONIO comportaDE MELLO SILVA mento é es- Psicólogo (CRP 06/37737-2) pontâneo e brincalhão e ninguém se apresenta como um case de sucesso. Pelo contrário, essa relação inclui o outro dentro de um círculo estreito da intimidade, onde existe o compartilhamento da vergonha e do fiasco pessoais. A amizade ocorre dentro de um círculo que leva em conta a vontade do outro de ser quem ele é, sem que isso represente vantagem objetiva alguma. Este círculo possui qualidade diferente do grupo amplo de contatos para quem se comporta sem mostrar a alma. Objetificar os relacionamentos leva à ausência de amigos verdadeiros e quem faz isso precisa estar preparado para, cedo ou tarde, ser também tratado como um objeto descartável.

CONTATO: (19) 3213-4716 / 3213-6679 ou psicmello@gmail.com


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SAÚDE EM PROSA ELOÍSA PIMENTEL – dra.eloisa@saudechai.com.br

As mãos da natureza Somente quando algo que nos é dado gratuitamente e sem nosso esforço nos falta é que sentimos o quanto é importante. O ciclo da natureza, com sua época de chuva, é um bom exemplo. Em muitos povos tradicionais se fazem orações e festas para chegada das chuvas e o dia da colheita é o mais importante, como o Dia de Ação de Graças, quando os colonizadores na América do Norte colheram os primeiros frutos do cultivo, na terra nova. O risco de racionamento de água e desabastecimento de energia pode nos levar a reconhecer esse bem tão comum e necessário, que parece ser nosso “por direito”, e que ‘não’ precisaria ser cuidado. Faz-se necessária uma reflexão e tomada de atitudes. Rever o modo como o ser humano lida com a natureza... Quando temos um maior contato com a natureza, na vida “na roça”, é mais fácil (e muito gostoso) perceber seus ciclos diários. Por exemplo, sentir o vento e o frescor que vem quando o Sol se põe, ver a “chegada” da primeira estrela e as mudanças quando começa a chover, a reação dos passarinhos e ver a chuva chegando como uma bênção verdejando os campos. A natureza respira! Porém, a vida urbana e o crescimento desordenado ou não planejado, com poucos espaços verdes, deixam sem drenagem para as águas da chuva, muitas vezes causando transtornos. Cidades mais saudáveis apontam caminhos, tais como o IPTU verde, quando se preservam áreas verdes. Na alimentação se dá o mesmo. Como é bom sentir o sabor, o cheiro de uma fruta ou legume cultivado organicamente (sem uso de defensivos agrícolas). Infelizmente, para se produzir em larga escala, e se obter lucros, utilizase uma infinidade de produtos e recursos de manipulação genética que afetam a natureza e têm consequências também para a humanidade. A agricultura é uma arte, sabedoria do homem para cooperar com a natureza para a alimentação humana. Porém, tudo tem seus limites, inclusive a interferência humana. O trigo é um bom exemplo dessa falta de limite. Recentemente, têm sido estudados e divulgados os malefícios das linhagens modernas disponíveis para o consumo. ”O trigo já não é o substancial alimento que nossos antepassados moíam... Foi geneticamente modificado para garantir maior produtividade e transformado em um ingrediente que pode causar vários transtornos ao ser humano”*. Nessas novas linhagens o teor do glúten (mistura de proteínas) é muito maior e isso causa vários distúrbios, em especial má absorção e alergia, além de alteração da glicemia. Estudos recentes relacionam também com o envelhecimento precoce e outras enfermidades imunológicas, inflamatórias e neurológicas. Recomendo a utilização de farinhas como a de arroz, araruta, polvilho e outras sem glúten. O chamado “trigo” sarraceno ou mourisco não é trigo e, portanto, não tem glúten, e há os trigos de linhagens ancestrais ainda disponíveis, como o trigo espelta, recomendado em dietas por Santa Hildegarda de Bingen. “Trocamos saúde por conveniência”*... É preciso rever valores, agir em prol da natureza, fazer o movimento contrário do consumo exagerado, é só com consciência que vamos continuar na Terra. Santa Hildegarda de Bingen vem nos lembrar de que o papel do ser humano é colaborador, cocriador e temos por missão cuidar da natureza e das criaturas. As mãos da natureza são as nossas! *Barriga de Trigo (William Davis)

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A natureza como aliada Nestor Carlos Gersztein

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estresse faz parte da vida normal e, em pequenas quantidades, é até benéfico, nos motivando a ação e nos tornando mais produtivos. No entanto, o estresse em excesso pode ser prejudicial a saúde, influenciando no bem-estar físico e mental e contribuindo para depressão, doenças do coração e infecções. Quando de forma contínua, pode levar a desordens da ansiedade, gerando sentimentos de apreensão, irritabilidade e medo. Não existem dados estatísticos precisos quanto a prevalência do estresse e da ansiedade na população brasileira, mas alguns estudos afirmam que o estresse corresponde a dois terços das doenças daqueles que frequentam os consultórios médicos no Brasil, impactando em 50% a produtividade no trabalho. As mulheres sofrem duas vezes mais de ansiedade do que os homens, sendo essa a desordem mental mais comum em idosos. Quando o uso de medicamentos se faz necessário, geralmente, envolve substâncias controladas, como ansiolíticos, benzodiazepínicos e antidepressivos. No entanto, a natureza oferece algumas opções que podem ser úteis para o controle do estresse e da ansiedade. Estudos científicos vêm demonstrando resultados cada vez mais promissores, abrindo o caminho para a era da fitomedicina, tanto no Brasil como no exterior. A fitomedicina compreende o emprego das plantas na prevenção e no tratamento de doenças. Calcada em estudos científicos comprovados, envolve o uso de extratos que demandam processos de fabricação de alta tecnologia e rigoroso controle de qualidade, a fim de garantir mais eficácia e segurança. No Brasil, os fitomedicamentos são tratados de forma séria, a exemplo de países europeus, como a Alemanha, sendo regulamentados pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Alguns fitoterápicos vem sendo pesquisados mais intensamente, como, por exemplo, a valeriana, o kava kava e a passiflora. Uma pesquisa da Universidade de Zurique comprovou,

recentemente, que a valeriana age de maneira muito semelhante ao diazepam, mas estudos demonstram que o extrato da planta, diferente dos medicamentos controlados (tarjados), não ocasiona dependência, apresentando melhor perfil de tolerabilidade. O extrato da planta é rico em substâncias que agem nos receptores GABAA do cérebro, auxiliando a controlar o estresse, a ansiedade e, até mesmo, a insônia. Um estudo de revisão demonstrou haver evidência dos efeitos benéficos do kava kava para o tratamento do transtorno da ansiedade generalizada, através de possível aumento da serotonina. No caso da passiflora, fitoterápico obtido do maracujá, algumas pesquisas apontam suas possíveis ações sobre a histeria e a ansiedade, havendo estudo que demonstrou seu uso em pacientes que sofrem de ansiedade pré-cirúrgica. É importante lembrar que algumas medidas simples, como mudanças nos hábitos e no estilo de vida podem ajudar a combater o estresse e a ansiedade, como alimentação saudável, prática de exercícios, organizar melhor o tempo, atividades de lazer, saber dizer não, trabalhar no que gosta, tirar férias, saber delegar, etc. A prevenção é sempre o melhor caminho! Nestor Carlos Gersztein é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, professor de pós-graduação da Universidade Fumec (Fundação Mineira de Educação e Culura) e da Fundação São Camilo/Estácio de Sá


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9 INFORME PUBLICITÁRIO Divulgação

LIDERANÇA COMUNICACIONAL por Edson De Paula

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ão existe liderança sem comunicação. Peter Drucker afirma que “setenta por cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação” e muitos destes problemas se devem aos líderes que possuem uma comunicação ineficaz, pois no processo da comunicação sabemos que o resultado obtido é de responsabilidade exclusiva daquele que emite uma mensagem. No desenho Madagascar, vemos uma cena muito interessante e divertida: o personagem principal Alex, o leão, passa uma mensagem para vários macaquinhos que vão repassando de ouvido a ouvido a mensagem totalmente distorcida da original até chegar desastrosamente no receptor final. Nem precisa dizer qual é o resultado final da peripécia. Ainda bem que isso só acontece com os macaquinhos, não é? A arte imita a vida e saber comunicar é um dos requisitos principais para uma liderança efetiva e que gere resultados positivos em uma organização. Liderança comunicacional é a capacidade que um líder possui para organizar suas ideias e desenvolver uma mensagem eficaz que inspire nas pessoas o comprometimento desejado para alcançar um resultado superior. Quando analisamos alguns dos maiores ícones comunicacionais da história como Sócrates, Jesus, Martin Luther King, Rui Barbosa,

Churchill, Mandela, Jack Welch, entre outros, constatamos que o legado destes líderes foi marcado pela maneira como expressavam sua liderança pela habilidade ímpar da comunicação eficaz. Mais do que feitos históricos, estes líderes inspiraram e continuam inspirando multidões pelas suas frases de efeito, discursos eloquentes, textos, parábolas e metáforas encantadoras. O segredo destes líderes consiste, basicamente, na maneira como eles influenciaram multidões pelas suas habilidades interpessoais, muito mais do que suas habilidades técnicas. Estes líderes transformaram ideais em objetivos, visões em ações concretas, mobilizaram nações em prol de suas convicções. Eram autoconfiantes, automotivados e possuíam uma ótima postura presencial e gestual, que somadas a sua comunicação eficaz, os tornava carismáticos e rodeados de adeptos. Para entender um pouco sobre liderança comunicacional precisamos compreender o que significa comunicação. A palavra comunicação tem sua origem no latim “communicare” e significa “tornar comum, partilhar”. Se dividirmos a palavra comunicação, também teremos duas palavras muito interessantes que são “comunica” e “ação”, ou seja, um líder que sabe comunicar suas intenções de uma maneira clara e objetiva sempre obtém a ação desejada dos seus liderados. O líder comunicacional é aquele que inspira o espírito de equipe, a responsabilidade coletiva

pelos resultados e a troca constante de informações entre os seus liderados, promovendo assim um ambiente em que todos se sintam participativos e, principalmente, motivados. Ele deve ser exemplar e expressar sua confiança pessoal através de atitudes firmes e decisivas. O líder comunicacional é prático e realista, mas utiliza a linguagem da emoção, ele cativa seus liderados pela força motivadora de sua comunicação. Um líder comunicacional nunca diz “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, pois ele inspira seus liderados pelo seu exemplo pessoal. É importante frisar que a automotivação é um dos requisitos mais importantes para se obter uma

liderança comunicacional efetiva. Um líder automotivado é aquele que acredita entusiasticamente na sua própria força interior, que não depende de fatores externos para se motivar, ou seja, não cria expectativas nas coisas, sistemas ou pessoas. Ele possui a experiência necessária para imprimir em seus liderados o respeito pela sua presença e seus seguidores ou sucessores muitas vezes o reverenciam como “mestre”, pois estes líderes comunicacionais ensinam as pessoas a aprender, promovendo a reflexão interna que fomenta a atitude mais justa para o enfrentamento das crises e dos conflitos nas organizações. A liderança comunicacional é a maneira mais efetiva de promover o alinhamento da missão, visão, valores e, principalmente, das expectativas de futuro no ambiente de trabalho. É preciso que um líder utilize sua liderança comunicacional para promover o comprometimento da equipe no alcance dos resultados, alinhando as competências individuais com os objetivos estratégicos da organização, estabelecendo um canal aberto de comunicação entre todos os níveis hierárquicos, pois saber liderar é, acima de tudo, saber comunicar.

Edson De Paula é master coach e palestrante; ministra treinamentos com foco em liderança, comunicação e desenvolvimento humano. “Nada é tão distante que não possa ser conquistado” Visite o site www.edsondepaula.com.br – 19 9 97123767 – contato@edsondepaula.com.br


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MARÇO/2014 Amanda La Monica

CULTURAZEN Silvia Lá Mon

Juliana Perna, a palestrante Silvia Lá Mon e Elias Prado na inauguração do novo centro de atendimentos do Centro Integrado de Pesquisa e Assistência em Naturopatia (Cipan), em Hortolândia

Divulgação

Confraternização entre pacientes e familiares no Dia Mundial das Doenças Raras em Campinas, ação do centro Ana Neri Day Silvia Lá Mon

No evento em celebração aos seus 95 anos, o padre Haroldo Rahm recebe a primeira-dama Sandra Ciocci e o prefeito Jonas Donizette Silvia Lá Mon

Camila Leme (dir.), da Trato Estética, com o palestrante José Carlos Carturan

Equipe do Instituto Corpo e Mente na comemoração do primeiro aniversário do espaço de terapias integrativas no Jardim das Oliveiras, em Campinas


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MANDALA PARA PINTAR

- OZENI LUCAS -

Recebemos colaborações para este espaço. Envie sua mandala para jornalzen@terra.com.br

Recanto do Poeta Cara ou coroa Depois de um grande amor, sonho e presença... Cenários da estação – luz e contraste... Dentre as brumas, esgueira-se o desgaste. Entre nós, se imiscue, a indiferença... Desfecho sorrateiro da sentença... Em silêncio fiquei – triste ficaste. Estático me pus – tu caminhaste, Evasiva, inquirindo a própria crença. Passado – alicerçando meu delírio. Enigmas – desnudando teu presente. Segredos decompondo meu martírio. Nem ódio, nem amor – uma ferida! Nenhum de nós saiu impunemente... Só uma chance... e perdemos a partida!

Luno Volpato

Sonhos de poeta Nascem sonhos e vão em devaneio instantes a enfeitar a inspiração nos ritmos de emoções em desbloqueios, palavras que esvoaçam no coração. Gigantescas ideias, vão anseios de frases, com enlevo na extensão. Muita luz, muito som e por seus meios, surge a poesia, tudo é criação. O poeta com letras vibrantes abrange a alma e nos dá felicidade, muitos sonhos fantásticos, pujantes. Na altura, ele vagueia, laços suspensos, seu sensível espírito à vontade, sonha poeta, um sonho puro e imenso.

Geni Fuzato Dagnoni

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CULTURA DE LETRAS CRÔNICAS DE ARUÂNGUA – mceu.idt@terra.com.br

Minhas portas (1)

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uito cedo me acostumei a admirar portas. Mas o que há de interessante em portas, perguntariam vocês? Muita coisa! E não sou só eu que acho! Por exemplo, soube de um cara que fotografava portas como se fotografa pessoas – sim, aquelas pessoas do povo, anônimas nas quais nosso olhar se detém e mapeia mentalmente as rugas de expressão, fazendo-nos perceber ou o sol que as castigou ou as unhas malcuidadas ou os dedos deformados que o trabalho rude proporcionou na idade avançada. Pois ele fotografava portas desse modo. Como quem tentava lhes adivinhar a vida. Portas com martelos de bater à porta. Portas sem martelos e com desenhos. Portas pintadas e portas sem pintar. Portas novas e portas velhas. Portas conservadas e portas mordidas. Portas entalhadas e portas com postigo. Portas lisas e acetinadas. Portas arranhadas por animais. Portas com golpes da faca. Portas ocas e portas maciças. Pequenas portas simpáticas e coloridas. Velhas portas gigantes e testemunhas da história. Portas com ferro torcido. Portas com vasos pendurados. Portas aferrolhadas e portas escancaradas. Portas com cães como companheiros. Portas assassinas e portas-abrigo. Portas que não davam para lugar nenhum. Portas de jardins de sonho e portas de templos. Portas de pátios e portas dentro de portas. Portas com janelas e portas com mazelas. E até portas simples feitas de caniço ou bambu. Eram tudo portas. Carcomidas, faltando pedaços ou remendadas. Até com cicatrizes, eram todas portas. Ainda, era eu, diminuta, tendo as pernas inseguras, olhava para elas e entendia que eram mágicas. Mas elas apenas existiam para deixar entrar e sair gente. Era só a gente de aproximar e elas se abriam. Ainda eu andava no colo e elas eram para mim como válvulas automáticas, apenas abriam e fechavam à passagem de pessoas. Não sabia que possuíam fechaduras, maçanetas ou chaves. Quando cresci um pouquinho enquanto me con-

centrava em colocar um pé após o outro e fazer com que o chão deslizasse para trás, elas se fechavam como um véu espesso e profano que caía diante dos meus olhos. Um mundo existia logo ali à frente e, a seguir, aquele mundo não existia mais! Queria ultrapassá-las, às portas, como os adultos, mas eu mal conseguia manter-me ereta quando a massa imensa vinha em minha direção até encostar ao meu queixo ou meu nariz. Eu, então, levantava as mãos e lançava-as em sua direção – direção das portas – usando-as como objeto de atração… Dar-me equilíbrio. Imitava os adultos e tentar bater nelas me lançava para trás em ricochete. Era por isso que os adultos falavam: “Burro! Burro como uma porta!” Porque eu batia nelas e elas em vez de se abrir me jogavam para trás, insensíveis ao meu esforço em chegar até elas. Logo aprendi a esticar o braço e alcançar a maçaneta. Então elas, as portas, abriam escancarandose e eu precipitava-me à frente, a mão ainda pregada ao pegador e ao invés de ultrapassar o portal, que me levava de um mundo ao outro, num elegante cambalear, eu despencava pra diante num rompante, encaracolada no chão. Mas as portas foram-se modificando para mim. Tornaram-se mais amigáveis. Elas se abriam e eu passava cada vez mais confiante, menos cambaleante, mais pisante e mais recalcitrante. Agora, não eram mais as portas que me impediam de chegar a outras fronteiras, mas os adultos. Principalmente à noite. Quando elas batiam diante de mim, encobrindo a visão do que existia para lá delas, além delas, e se trancavam com crueldade estando eu animada para participar de algo que iria acolá acontecer: jantares, saraus, doces madrugadas, sonos agitados e coisas, que nem por sombra, passavam em leve desconfiança pela minha cabecinha de criança. (continua na próxima edição)

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Distúrbios ejaculatórios A ejaculação é composta vavelmente multifatorial. de dois eventos distintos: Basicamente, a ejacuemissão e ejaculação. O lação precoce pode ser processo se inicia com o primária ou adquirida. A fechamento do colo vesiprimária ocorre desde o cal. A seguir, ocorre a emisinício da vida sexual; a são, onde esperma e o fluiadquirida, em determinado seminal são lançados das situações, sendo mena uretra prostática. lhor podendo ser aborEmbora o orgasmo dada com terapia sexual ocorra normalmente jun- ORESTES MAZZARIOL JR. e/ou medicamentos. A to com ejaculação, é feconduta principal para Urologista nômeno distinto que ocorejaculação precoce prire no cérebro. mária é farmacológica. É o distúrbio Os principais distúrbios ejacula- ejaculatório mais frequente, acometórios são os seguintes: ejaculação tendo 30% dos homens. precoce; ejaculação retardada; aneA ejaculação retardada equivale jaculação; e anorgasmia. à dificuldade e retardo em obter o Comentaremos aqui os dois orgasmo com estimulação sexual mais frequentes e principais. adequada. As principais causas são A ejaculação precoce ocorre antes interações medicamentosas (uso de ou imediatamente após a penetra- antidepressivo), sociais e religiosas. ção, trazendo problemas para o indiAlém de trazer insatisfação ao víduo e/ou casal, diagnóstico basea- homem, os distúrbios ejaculatórios do apenas na historia clínica. Não há prejudicam a parceira, sendo causa consenso sobre etiologia, sendo pro- frequente de separação entre casais.


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Tesouros da Vida JULIANO SANCHES

Por entre saberes e experiências Simpatizo-me muito com a ideia de viver a leitura e a escritura como recursos existenciais, enquanto coadjuvantes e, até mesmo, protagonistas do processo terapêutico do si-mesmo. Quando caminhamos à noite, observamos os animais, as sombras ao redor. Parece saltar aos olhos a impressão de uma paisagem inacabada, produzida pelo próprio inconsciente coletivo. No teatro, em algumas circunstâncias, a noção de individualidade se faz distante e, até diria, obsoleta. É preciso estar em contato com as múltiplas linguagens de interação, durante a apresentação, para que o observador se aproxime das sutilezas da peça. O arquétipo do louco é recorrente nos jogos dramatúrgicos. A evocação traz uma reflexão sobre um lado da civilização que tem sido reprimido nos diais atuais. Tratase do ser humano enquanto uma aposta “não domesticada”, algo que busca contradizer as condições de produção dos referenciais sociais mais solicitados. No humor, há inúmeras possibilidades de conferir caos ao terreno

das verdades baratas, ditas eternas, tão impregnadas em inúmeras mídias. A sensibilização perpassa os mecanismos de desautomatização das relações humanas e convida a uma autenticidade de fôlego, pronta para escorrer para além do estímulo-resposta. Só é possível criar algo a partir de um vínculo tênue com a arte de contação de histórias, por meio de leituras propositivas das fabulações. Ora, quem se apropria do “mito da caverna”, do filósofo grego Platão, nota o quanto os grilhões da informação sempre foram as amarras do ser, que o impediram de partir para novos voos imagéticos, em sua própria jornada. Ao sair do lugar-comum e criar alternativas para driblar os mecanismos de diálogo impostos, o viajante encontrará uma série de provas, etapas, que marcarão sua iniciação em um destino galgado no vir-a-ser. Serão adicionados elementos como a angústia e a arte, para ajudá-lo a derrotar seus próprios fantasmas e, assim, sair das soluções paliativas recomendadas. Juliano Sanches é jornalista

“Tratores” Acabei de assistir ao excelente filme Doze anos de escravidão, simplesmente muito triste. Gosto de ir ao cinema para me divertir, mas não posso ignorar que as fatalidades também fazem parte da vida. Esse filme me fez refletir até que ponto pode chegar a maldade e a violência produzidas pela ignorância humana. Ele retrata uma história que se passa há 170 anos e ainda hoje, apesar de toda a tecnologia, presenciamos cenas de violência que nos deixam chocados. A conclusão é que o ser humano ainda continua o mesmo. Neste mundo relativo que vivemos, muitos se comportam como “tratores”, pois, para conseguirem seus objetivos, passam por cima das outras pessoas, sem se importarem com nada. Pessoas do tipo “tratores” estão por aí quebrando tudo (em nome do que, mesmo?), invertendo valores e satisfazendo seus egos à custa do sofrimento alheio. São indiví-

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duos que não sabem relacionar-se, apenas gostam de usar as outras pessoas para conquistarem o que desejam. Ninguém é perfeito, toMÁRCIO ASSUMPÇÃO dos temos a Professor de ioga e diretor nossa sombra, do Instituto de Yogaterapia mas o nível de desajuste e agressividade que temos assistido já passou muito dos limites aceitáveis. O que falta é amor e valores que possam resgatar a dignidade humana. Todos nós somos responsáveis pela prática da não violência (ahimsa), que começa dentro do nosso coração, se estende para a nossa família e reflete em nossa sociedade. Não se comporte feito um trator, passando por cima dos outros. Respeite o seu semelhante da mesma forma que você gostaria de ser respeitado.


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Líricas Bulhufas MARCELO SGUASSÁBIA

Ele delegou Que não se conteste a infalibilidade do Arquiteto Supremo: na sua concepção original, a obra era realmente perfeita, e vinda Dele não poderia ser diferente. Mas, pelo que a ciência moderna vem apurando, Ele foi obrigado a delegar. Até porque Ele tinha – e sempre teve – mais o que fazer. E perder sete dias com a criação dessa poeirinha cósmica que é o nosso planeta seria muito desperdício, mesmo o Autor sendo eterno. É claro que, passando a bola a terceiros e tendo apenas uma semana de prazo para entrega das chaves, não ia dar pra ficar perfeito. Mundo perfeitinho, sem retoques, precisa de pelo menos uns 20 dias pra ficar pronto. Daí pra mais. Mal comparando com o falível plano terreno, é como muito arquiteto que tem por aí: inventa as coisas, larga na mão de gente mais ou menos e depois não aparece para acompanhar a obra. Aí, dá nisso: seres humanos com duas orelhas em vez de três, um nariz só no lugar dos quatro regulamentares, pescoços com torcicolo, coração que falha, artéria que entope fácil, chulé, hérnia de disco… Do ponto de vista geológico, depois de pronto, parecia até que estava tudo em ordem no mundo. Mas não deu 4 bilhões de anos e já começaram a pipocar os problemas. Por exemplo, a porção de terra que existe no planeta. No projeto, era pra ser um bloco só – inteiriço, liso, bonitão. Na pressa, o barro desandou e depois de seco acabou rachando e ficou do jeito que é hoje, esses imensos pedaços de chão com água passando no meio, que a humanidade acabou organizando na

forma de continentes e oceanos. Em seguida vieram as rachaduras, aparecendo pra tudo quanto era canto. O pessoal que mora no mundo chama de terremoto. Se acrescentassem um pouquinho mais de argila e rochas firmes na mistura, talvez evitassem esse problema. Agora é tarde pra reclamar, porque garantia de construção é de apenas cinco anos, aqui e em qualquer outro ponto do Universo. Matéria-prima de segunda parece ter sido a causa das estrelas cadentes, que na verdade não foram concebidas para cair, bem como dos barulhentos gansos – que se dependesse do Criador seriam tão mudos quanto os cupins. Nuvem não era para ter, o céu foi criado para ficar sempre aberto e azulzinho. Porém, para que não precisasse chover nunca, o sol tinha que ser colocado num ponto muito mais distante, a fim de que o excesso de calor não interferisse no equilíbrio biológico. Sempre esbaforidos e correndo contra o relógio, os empreiteiros instalaram o astro-rei onde deu, sem atinar com as consequências. Resultado: derretimentos polares, desertificação, tsunamis, efeito estufa e um sem número de outras anomalias. A lua até que ficou no lugar certo, embora não tenha lá muita serventia. Consta que o projeto inicial previa três outras luas, formando uma espécie de colar satelital ao redor do globo. Hoje se sabe que a ausência do adorno se deu por desvio de material, que acabou indo pra outra obra de lua em andamento, no planeta Júpiter. Que aliás tem 17 luas oficialmente reconhecidas, todas aparentemente inúteis. Marcelo Sguassábia é redator publicitário

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Cuide da sua dor com acupuntura Uma condição de boa saúde está relacionada com a característica de fluir a energia e o sangue pelo corpo. Quando fluem livremente, não há dor, mas quando sofrem interrupções, por causa de deficiências das funções orgânicas que garantem o movimento de Qi e do sangue, ou devido à invasão de fatores patogênicos, a dor se manifestará. A dor representa um conjunto de sinais e sintomas que se manifestam de diferentes maneiras. Os primeiros sinais estão relacionados com o local, a região do corpo, a temperatura, a limitação do movimento e a postura antálgica. A dor tem suas características peculiares de natureza, intensidade e tempo. Sua natureza pode ser ynn ou yang. Isso significa que uma dor ynn é fixa, profunda, crônica e melhora com o calor e com o movimento; enquanto a dor yang é errática, intensa, superficial e recente, melhorando com o frio e repouso. Para a MTC, o fígado é um órgão responsável pelo livre fluxo de energia e sangue pelo corpo e pela regu-

lação das emoções. O tratamento da acupuntura para fazer fluir essa energia pode ser KAREN PIRES OLIVEIRA Fisioterapeuta através da sue acupunturista gestão do estímulo de acupontos como o IG4, na região da mão; F3, na região do pé; VB34, na região lateral da perna próximo do joelho. Uma dor localizada no nível do ombro, equivalente na parte anterior dessa articulação, corresponde ao meridiano do pulmão; na zona medial, corresponde ao meridiano do intestino grosso, e na parte posterior, ao meridiano do intestino delgado. Dessa forma, o tratamento será correspondente com a área referida pelo paciente ao acupuntor. A eficácia do tratamento da dor pela acupuntura está na capacidade de ajustar os canais energéticos do corpo, aliviando a dor, reduzindo o espasmo muscular e promovendo a movimentação.


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Simpósio internacional aborda novos cuidados com o ser humano Evento, com foco em saúde funcional e personalizada, acontecerá nos dias 22 e 23 de março, em São Paulo Acontecerá nos dias 22 e 23 de março, em São Paulo, o 1º Simpósio Internacional de Saúde Integral, Funcional e Personalizada. Com coordenação científica do médico Fábio Santos, membro da Functional Institute of Medicine (EUA), e do farmacêutico-bioquímico Henry Okigami, pesquisador em nanotecnologia, o evento pretende discutir uma nova abordagem de cuidados com o ser humano. Médicos, nutricionistas, fisiologistas, farmacêuticos, bioquímicos e geneticistas fazem parte do time de especialistas que estarão palestrando e demonstrando como profissionais de saúde podem trabalhar juntos em benefício de seus pacientes utilizando a teoria dos sistemas biológicos, parte fundamental da visão funcional em saúde. “Não é uma nova medicina. Medicina é uma só. Mas sim uma visão mais ampla que aborda do ponto de vista metabólico e bioquímico a raiz dos problemas e utiliza métodos mais naturais para o equilíbrio de nossos organismos”, comenta Fábio Santos, que é fellow em Cardiologia pela Duke University (EUA) e Mindand Body pela Harvard Medical School (EUA). Conforme explica Henry Okigami, há um movimento mundial voltado a este caminho. “Para pacientes com câncer, eu diria que é a área onde há mais evolução, devido a um tratamento muito mais personalizado, encarando a questão com uma abordagem voltada para a característi-

ca da célula, integrando dieta, atividade física e medicamentos”, salienta. Segue entrevista com os coordenadores explicando detalhes do simpósio: Por que viram a necessidade de desenvolver este simpósio no Brasil? Fábio Santos – Já era hora de termos um simpósio como esse em nosso país, onde pudéssemos congregar diferentes profissionais da área da saúde com o objetivo de disseminar os conhecimentos da visão funcional, integrada e personalizada. E por que integrada, funcional e personalizada? Integrada, pois profissionais de saúde estão trabalhando em conjunto. Funcional, pois devemos olhar nosso organismo de forma sistêmica em sua funcionalidade para o melhor entendimento e ação terapêutica. Personalizada, pois cada indivíduo é único e assim deve ser tratado. Henry Okigami – Há uma necessidade esquecida no Brasil, a da integração dos profissionais de saúde, trocando informações e juntando conhecimentos para prestar um melhor serviço ao paciente. Quais resultados têm aparecido com essa abordagem? Poderiam dar algum exemplo ou estudos que comprovem esta defesa de cuidados com o paciente? Fábio – Um dos exemplos mais impactantes e de fácil compreensão é a conexão entre problemas do aparelho digestivo com a origem de inflamações

a distância e fenômenos autoimunes. No passado, talvez olhássemos para uma dor de estômago apenas com o contexto de uma possível gastrite. Hoje, isso estende-se a um número gigantesco de informações que podem levar a conexão com problemas como diabetes e doenças cardiovasculares. Quais tipos de tratamento podem ser aplicados com essa nova abordagem? Fábio – Essa é uma abordagem de todo o indivíduo, onde mente, corpo, espírito e relações comunitárias são extremamente relevantes. Talvez isso nos faça entender o motivo de uma população estressada ser uma população doente. Quando fazemos as conexões, transpomos barreiras. É o caso da psiconeuroendocrinoimunologia. Como os profissionais da área médica precisam estar preparados para oferecer esse tipo

de cuidado com seu paciente? Henry – Estudando e interagindo com outras áreas do conhecimento. Fábio – Através de contínua atualização e entendimento do ser humano como um todo. Comparando a uma árvore em que folhas começam cair, não podemos apenas substituir essa folhas. Temos que olhar os galhos, o tronco, a raiz e, principalmente, o terreno onde essa árvore está. A conexão mente, corpo, espírito e comunidade faz parte dessa abordagem e o meio ambiente é um fundamental deflagrador de patologias agindo sobre uma base genética pré-estabelecida. Por que a saúde integral, funcional e personalizada será importante aos brasileiros? Henry – Simplesmente para que possamos ter mais sucesso, não só no tratamento mas principalmente na prevenção de várias doenças.

SERVIÇO 1º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE SAÚDE INTEGRADA, FUNCIONAL E PERSONALIZADA Local: Hotel Holiday Inn – Parque Anhembi – São Paulo/SP Datas: 22 de Março (a partir das 8h30) / 23 de Março (a partir das 8h) www.simposioemsaude.com.br / facebook/simposioemsaude.com.br


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INDICADOR TERAPÊUTICO

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Viva Bem elianamattos@uol.com.br

Bate-Papo

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á sabia, mas semanas atrás tive a forte certeza do quanto detesto tênis... Vou fazer uma viagem em breve e o ideal seria que eu levasse um. Esse é o tipo de calçado que não tenho em minha sapateira. Não faço caminhadas e, portanto, não preciso ter um tênis. Mas agora, com a viagem se aproximando, como comprar um bom tênis para caminhadas e que não custe muito além de 100 reais? Porque também me nego a pagar um preço exorbitante por algo que provavelmente ficará esquecido na volta. Peço ajuda para o amigo Alexandre, que é professor de educação física e que entende bem meu posicionamento. Fui a algumas lojas especializadas, com as recomendações do Alexandre. Depois de muito experimentar, de encontrar algo dentro do que estava disposta a pagar, decidi não comprar. Sinto-me simplesmente ridícula com um tênis no pé! Imagino que você deve estar dizendo que isso é só falta de hábito, que logo me acostumo e que aí não vou mais querer ficar sem. Mas não adianta. Cheguei à conclusão de que meu problema está enraizado em meu cérebro há mais de 40 anos e talvez tenha sido isso que definiu essa aversão ao tênis. Não sei quando o tênis chegou ao Brasil de forma popular como é hoje. Mas por volta de 1970, mais ou menos, tive um namorado que, quando o conheci, era todo chique e se vestia superbem. Não gosto de dizer “naquela época”, mas não tem jeito! Naquela época pouco se usava jeans e os jovens quando saiam no final de semana estavam sempre de sapatos e calça social, geralmente de gabardine. Pois não é que o tal namorado, talvez querendo ser “moderno”, aparece num sábado para sairmos com um par de tênis branco nos pés? Choque! Espanto! Indignação! Que era aquilo?? Fiquei horrorizada ao ver aquele cara tão elegante com um tênis branco horrível, que se sobressaía de todo o contexto! Você não vai acreditar no tamanho da minha decepção: naquela mesma noite desisti do namoro, alegando ser muito jovem e outros blábláblás. Só pode ter sido essa famigerada noite que me traumatizou em relação ao tênis! Não tem outra explicação! E olha que tantos outros modernismos eu aceitei sem nenhum problema, mas o tênis... Para mim, ele ainda é sinônimo de deselegância, apesar de toda a sua praticidade e ainda ser o calçado ideal para os esportes. Decidi: vou levar uma velha e confortável bota sem saltos, com a qual caminho bem tranquilamente e que ainda me dão um certo charme. E quanto ao tênis... Acho que não será nessa encarnação que usarei um! Grande beijo!

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FORNO & FOGÃO Modo de fazer: Misture a mandioquinha com a manteiga e acrescente o leite devagar, para que o purê não fique muito mole. Leve ao fogo. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Reserve.

Escondidinho com purê de mandioquinha Ingredientes: 1 kg de mandioquinha, cozida e espremida 2 colheres (sopa) de margarina ½ xícara (chá) de leite Sal e pimenta a gosto 100 g de parmesão ralado Recheio: ½ kg de carne moída 2 colheres (sopa) de óleo 1 cebola picada 2 dentes de alho picados 2 tomates sem peles e sementes 2 colheres (sopa) de salsinha picada Sal e pimenta a gosto

Recheio: aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho. Junte a carne moída e frite rapidamente em fogo alto para não formar água. Acrescente os tomates picados, a salsa e tempere com o sal e a pimenta a gosto. Unte uma forma refratária de 18 x 25 cm e distribua a carne moída no fundo. Cubra com o purê e polvilhe por cima o queijo ralado. Leve ao forno quente até dourar.

Pudim de padaria Ingredientes: 3 ovos 2 ½ xícara (chá) de açúcar 2 colheres (sopa) de margarina 100 g de parmesão ralado ou coco ralado 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo 2 xícaras (chá) de leite

Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador até ficar homogêneo. Caramelize uma forma para pudim, com buraco no meio. Despeje a mistura e leve ao forno em banhomaria por uns 45 minutos. Desenforme depois de frio.

Unhas e cutículas ressecadas? Reprodução

Faça assim: uma vez por semana, mergulhe a ponta dos dedos em azeite morno, por uns três minutos. Isso vai hidratar não só as unhas, mas as cutículas também. Depois massageie cuidadosamente cada uma delas, incluindo a cutícula. Você verá a diferença.

VASOS & JARDINS Uma casa, por mais bonita que seja, perde seu encanto se faltar o verde para dar vida à decoração. Além do mais, plantas de diferentes espécies dão uma sensação de paz e harmonia em qualquer ambiente. Mas é necessário tomar certos cuidados. Por exemplo, se sua casa é grande, seus espaços amplos, você pode colocar plantas de grandes proporções. Para pequenos espaços, plantas menos volumosas e delicadas compõem melhor a estética da casa. Muito cuidado ao colocar plantas suspensas para que elas não atrapalhem a passagem de pessoas. Você também pode usar sua criatividade e improvisar cantinhos gostosos com pedaços de troncos e pedras e, acredite, até tijolos usados, para manter vasos em diferentes alturas. Pode ainda distribuir pela casa jardineiras, prateleiras suspensas, vasos, etc. As plantas, se bem escolhidas, ficam bem em qualquer lugar. Claro que nem todas se adaptam ao interior das casas. Mas isso, quando você for comprar suas plantas, a loja saberá informar. Plantas precisam de luminosidade, alimentação correta e umidade na dose certa. Lembre-se que há um lugar certo para cada planta. E, de modo geral, as plantas precisam de muita rega no verão. Mas cada caso é um caso. Informe-se também.


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PONTOS DE VENDA DO JORNALZEN

BEM NUTRIR

CAMPINAS

UMA CHEF ORGÂNICA Silvia Lá Mon

BARÃO GERALDO BANCA CENTRAL - Avenida Santa Isabel, 20 BARÃO ERVAS - Avenida Santa Isabel, 506 IDEAL REFEIÇÕES - Rua Vital Brasil, 200 BOTAFOGO BANCA RODOVIÁRIA - Avenida Andrade Neves, 880 BOSQUE BANCA DO BOSQUE - Avenida Moraes Sales, 1.748

Cristina Wiik com Arnaldo, proprietário da loja Sabor da Natureza: pratos prontos e pães integrais 100% orgânicos

CAMBUÍ BANCA CAMBUÍ - Rua Cel. Quirino (ao lado Massa Pura) BANCA DA ALICE - Avenida Júlio de Mesquita, 500 BANCA DONA SINHÁ - Rua Cap. Francisco de Paula, s/n (Praça Adamina Del Soldato) BANCA MARIA MONTEIRO - Maria Monteiro, 1.201 BANCA RIVIERA - Rua Coronel Silva Teles, 37 BANCA SANTA CRUZ - Rua Santa Cruz, 176 BANCA SUPER PLÁ - Rua São Pedro, 285 CASTELO BANCA NAKAZONE - Avenida Andrade Neves (balão)

Cristina Wiik sempre gostou muito de cozinhar. Com a consciência de que desenvolver esse trabalho não lhe possibilitaria tirar férias, resolveu se dedicar à culinária somente depois que seus filhos crescessem. Há três anos, fez um curso de gastronomia no instituto IGA e passou por vários estágios até desenvolver sua própria marca culinária. Uma de suas experiências mais valiosas, segundo relata, foi ter sido cozinheira de uma família de sete pessoas em que um dos membros tinha intolerância à lactose e outro era vegetariano. “Os adolescentes comiam muito e tive que desenvolver uma dieta bem diversa”, lembra. Foi com essa família que Cristina pôde conhecer mais a fundo o mercado de orgânicos.”Eles tinham um sítio com uma horta orgânica”, conta.”Sempre gostei muito de vegetais e sempre achei que podemos comer bem com uma dieta rica de legumes e verduras, independentemente de sermos vegetarianos.” Frutas na salada há muito tempo fazem parte do cotidiano de Cristina. Depois, ela começou a trabalhar com pães. “Sempre colocando legumes e vegetais na massa, pois algumas pessoas têm dificuldade de comê-los in natura”, completa. “Você começa a introduzir novos sa-

bores para pessoas quenão estão acostumadas a ingerir legumes, mas que necessitam dessa dieta.” Segundo ela, as crianças têm mais dificuldades para se adaptar a hábitos alimentares saudáveis. “Muitas vezes, elas não têm o exemplo dos adultos”, comenta. “Para agradar mais o paladar, desenvolvi um pão de espinafre com queijo. Com o tempo, o queijo foi sumindo e hoje elas consomem o pão só com a farinha integral e o espinafre.” Aos 48 anos, Cristina desenvolve um projeto com a loja Sabor da Natureza, em Campinas. “Já era cliente de lá e o Arnaldo, proprietário, me convidou para desenvolver pratos prontos e pães com os produtos comercializados na loja”, conta. “A gente tem trabalhado na linha de pães integrais 100% orgânicos.” Entre as novidades, cita um pão australiano com alfarroba em vez de cacau. “Faço algumas substituições mais saudáveis, sem perder a qualidade de sabor”, ressalta. “São pratos gourmet, seguindo os mesmos princípios da culinária francesa.” Substituir o alimento não orgânico pelo orgânico, segundo Cristina, é o primeiro passo para melhorar a qualidade da alimentação. “Precisamos só mudar um clique em nossa cabeça”, finaliza a chef.

CENTRO ALMAZEN - Rua Barreto Leme, 1.259 BANCA CAMÕES - Rua 11 de Agosto, 558 BANCA CONCEIÇÃO - Rua Conceição BANCA DO ALEMÃO - Rua General Osório, 986 BANCA DO MIRO - Avenida Campos Salles, 663 BANCA EVEREST - Avenida Campos Sales (em frente nº 737) BANCA REAL DISNEY - Rua General Osório, 1.325 BANCA ROSÁRIO - Rua Barão de Jaguara esq. c/General Osório BANCA TANNO - Avenida Francisco Glicério, 1.580 CHÁCARA DA BARRA CENAPEC - Rua Mogi das Cruzes, 255

INDAIATUBA

CIDADE UNIVERSITÁRIA BANCA BARÃO - Avenida 2 - Atílio Martini, 50 FLAMBOYANT BANCA DO ISMAEL - Rua Mogi Guaçu (em frente à padaria Abelha Gulosa) GUANABARA BANCA DO DIRCEU - Rua Oliveira Cardoso, 62 BANCA ITAMARATI - Rua Eng. Cândido Gomide, 287 IGUATEMI LIVRARIA CULTURA (Shopping Iguatemi) PARQUE IMPERADOR BANCA CARREFOUR - Rodovia Dom Pedro I PROENÇA BANCA DO ROBERTO - Av. Princesa D’Oeste, 994 SANTA GENEBRA BANCA SANTA GENEBRA Avenida Pamplona, s/nº SOUSAS AVIS RARA Rua Rei Salomão, 295 BANCA RICCO PANE Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, 871 TAQUARAL BANCA DO EDUARDO - Rua Thomaz Alva Edson, 115 BANCA TAQUARAL - Rua Paula Bueno, 1.260 VILA ITAPURA BANCA SACRAMENTO - Rua Eng. Saturnino Brito, s/nº VILA NOVA BANCA VILA NOVA - Av. Imperatriz Leopoldina, 100

HOLAMBRA

CENTRO BANCA RUTH - Rua Candelária, 1 CINE CAFÉ - Shopping Jaraguá (Rua Humaitá, 773)

ESPAÇO TERRA VIVA - Avenida Rota dos Imigrantes, 605

JARDIM CALIFÓRNIA BANCA DO JANUBA - Praça Renato Villanova

BANCA MOTTA PAULISTÃO - Rua Luis Camilo de Camargo, 332 (estacionamento supermercado Paulistão)

VILA NOSSA SENHORA APARECIDA PANIFICADORA A-REAL - Rua Candelária, 1.828 SAÚDE NATURAL - Rua Candelária, 1.751

CIPAN - Rua Vanderlei de Costa Camargo, 223 (Remanso)

VILA VITÓRIA BANCA DO JAIR - Rua Humaitá esq. Av. Pres. Vargas * Avenida Pres. Vargas, 472 * Avenida Eng. Fábio Roberto Barnabé, 1.083 (Parque Ecológico) VILA SUÍÇA PADARIA SUÍÇA - Rua Pedro de Toledo, 1.855

HORTOLÂNDIA

VALINHOS em todas as bancas da cidade

VINHEDO* Unidade I: Avenida dos Imigrantes, 575 (Jardim Itália) Unidade II: Estrada da Boiada, 2.845 (Nova Vinhedo) * e em todas as bancas da cidade


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JORNALZEN

MARÇO/2014

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Jornalzen Março 2014  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há nove anos no mercado, circula e...

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