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JORNALZEN ANO 13

JUNHO/2017

AUTOCONHECIMENTO

Nº 148

BEM-ESTAR

JUNHO VERMELHO A campanha Junho Vermelho mobiliza diversas regiões para ampliar as doações de sangue durante o inverno, quando há redução nos estoques. A iniciativa foi criada pelo Movimento Eu Dou Sangue para despertar a consciência da população sobre a importância desse ato e estimular as doações periódicas. No último dia 15 de março, a campanha foi promovida a lei estadual em São Paulo.

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CIDADANIA

CULTURA

SAÚDE ZENTREVISTA

13ª edição da feira internacional de produtos naturais e saúde acontece de 7 a 10/6 na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. JORNALZEN traz página especial sobre o evento.

Carlos Alberto Di Franco Pág. 3

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Acupuntura

Karina Sandolin Terapeuta holística

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O RIS UA

NOVA COLUNISTA

G DA AN AN

INDICADOR TERAPÊUTICO


JORNALZEN

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Reflexões sazonais Em artigo anterior, escrevi sobre o outono, com o título ‘Abril’ as portas. Agora, a tendência é nos fecharmos em casa com essas chuvas e muito frio que está fazendo, não é mesmo? Mas se essa chuva fora de hora passar, ficamos com o melhor dessa época – com as festas juninas, em comemoração aos queridos santos (Antônio, João e Pedro), com fogueira, quentão, milho e outras delícias que sempre fizeram parte de nossa infância e que, hoje, quando participamos dessas festas, nos reencontramos com a felicidade de nossa inocência. Infelizmente, hoje existem poucas festas juninas que conservam o perfil original. Estes dias, uma mãe me contava que estava desmotivada em participar da festa do colégio de seu filho, que estuda numa famosa escola particular, frequentado por pessoas de classe média alta. Ela me disse que, em vez de pipoca e outras comidinhas típicas, eles servem comida japonesa e outros pratos que nada têm a ver com uma festa junina. Fico me questionando por que estão fazendo isso? Será que esses

JORNALZEN NOSSA MISSÃO:

Informar para transformar DIRETORA SILVIA LÁ MON EDITOR JORGE RIBEIRO NETO JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508 TELEFONES Redação (19) 3324-6062 Comercial (19) 3044-1286 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br CIRCULAÇÃO Campinas Indaiatuba Valinhos Vinhedo Jaguariúna São Paulo (Avenida Paulista, Vila Madalena e Vila Mariana)

pais que as escolas pensam estar agradando com food trucks ou pratos gourmets não estão achando tudo is- SILVIA LÁ MON so muito chato? Diretora do JORNALZEN Além do mais, um local que deveria passar valores humanos e estimular a vivência e reverência ao passado folclórico e cultural de nosso povo age de forma a negar esses costumes tão saudáveis e saudosos de nossa infância, negando essas boas lembranças às crianças de hoje. Desejo a todos os leitores um junho especial. Queimem suas mágoas nas fogueiras de São João. Inspirem-se com o amor que Santo Antônio não nega a seus fiéis. E, acima de tudo, alegrem-se com o que há de mais simples e terno que uma festa de São Pedro pode nos dar, com os mesmos olhos encantados de nossa criança interior de interiorrr... Que a simplicidade seja mais forte que a “modernidade” e que o amor e a alegria se sobreponham à ostentação. Viva São João!

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CIÊNCIA DA FELICIDADE Compartilhe sua felicidade Toda a obra da criação irradia amor e vida compartilhada – desde as plantas que formam jardins, dos animais que formam rebanhos, aos seres humanos que formam famílias e nações. Nós não podemos sobreviver sozinhos, mas nos tornamos bem-sucedidos em comunidades. Se você mantém sua felicidade somente para si, é como se fosse uma única flor num vaso: pode ser algo bonito, mas é solitário. Ajudar as flores dos outros a desabrochar não somente lhe dará maior alegria e felicidade, como também deixará o mundo mais bonito. Você pode se transformar em uma pessoa muito especial se, do acordar ao anoitecer, todos os dias, conseguir compartilhar sua felicidade com as pessoas que o cercam. Ao começarmos o dia renovados e motivados, livres de medos e cheios de energia positiva, estamos prontos para compartilhar nossas dádivas e energia com todas as pessoas à nossa volta. E dessa maneira simples contribuímos para aumentar a felicidade no mundo. Você pode também influenciar os

outros para que pensem mais positivamente. Imagine o mundo inteiro repleto de pessoas acreditando que hoje é melhor do que ontem e que amanhã será ainda melhor. A energia e o rosto de todos com quem entrássemos em contato iriam mudar para melhor. Poderíamos viver na alegria, enxergar bondade nos olhos dos outros e irradiar felicidade a partir do nosso interior. Parece simples, mas ter uma atitude positiva é realmente uma das maneiras mais fáceis e poderosas de mudar tudo na nossa vida. Em períodos difíceis, tentemos sempre cultivar pensamentos positivos, conscientes de que não estamos sozinhos. Assim, abraçados no amor, podemos criar um futuro melhor para nós, para nossas famílias – um mundo melhor.

As reflexões desta coluna são extraídas dos livros Convite à Felicidade e As Leis da Justiça, do japonês Ryuho Okawa, pensador, líder religioso e escritor na área da espiritualidade

Retomar valores para educar nossos filhos Ana Regina Caminha Braga

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ão é preciso ir longe para assistir exemplos de que a sociedade anda com vários problemas. Ligue a TV, assista ao telejornal e preste atenção nas matérias divulgadas. Violência, preconceito e corrupção são palavras já comuns em nosso dia a dia, e o pior, nós nos acostumamos com isso. Ações e valores como esses, nada mais são que o reflexo de um problema ainda maior: a falta de educação. Uma educação de qualidade e adequada para que nossas crianças e jovens possam crescer. Tudo isso é reflexo de um Brasil que não dá amparo suficiente a educação, por isso digo que nós, como educadores, temos um papel ainda mais importante. Precisamos educar nossos jovens e crianças da melhor maneira. Precisamos estar atentos aos conteúdos que vamos desenvolver em sala. Essa é uma das obrigações de nós professores. Eu entendo que talvez nós não consigamos mudar o mundo, mas ao orientar e motivar nossos alunos a construção de um caráter, respeitando a si e ao próximo, já estaremos fazendo algo. Quando trabalhamos valores reais como o respeito, confiança e aceitação das diferenças formamos adul-

tos com uma maior capacidade de reflexão de seus atos, do certo e do errado. É nosso papel ajudar a entender e visualizar o mundo e seus desafios. Mas não podemos fazer isso sozinhos. Em casa, os pais e responsáveis também devem estar atentos. Educar tem que ser uma ação conjunta. Não adianta tratarmos de tais valores na escola, quando em casa as crianças e adolescentes estão expostos a brinquedos, filmes e programas que trazem uma distorção da realidade. Quando expomos uma criança a esse tipo de realidade distorcida, ou

LEITORZEN É costume do ser humano, cada qual com sua cultura, esclarecimento e hábitos, contar histórias. Isto é mais comum quando os ouvintes são crianças, porque inspira novas e divertidas situações. Os pequenos sempre desejam ouvir mais aventuras. São dessas oportunidades que precisamos nos valer para nos ajudar a esclarecer sobre os ensinamentos cristãos. Necessitamos, constantemente, transmitir palavras edificantes, esclarecendo sem ofender

que motiva atitudes inadequadas, sem o devido cuidado, damos a ela a chance de achar que aquilo é certo ou parte do real, o que acaba prejudicando seu modo de pensar e ver o mundo. A mudança real começa na educação. É nossa obrigação orientar e fazer com que nossos alunos entendam suas atitudes e consequências, refletindo de forma correta sobre elas. Só assim os valores distorcidos podem se tornar algo raro. Ana Regina Caminha Braga é escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar

ninguém. Não importa quanto você disponha para agir e servir a benefício de outrem. Arregacemos as mangas e mãos à obra. Raymundo Rodrigues Espelho, Campinas

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O JORNALZEN está cada vez melhor. Almir Nahas, amamos sua coluna. Os artigos continuam muito bons, idem para as entrevistas. Vocês nos presenteiam sempre com excelentes notícias. É o único jornal que lemos de ponta a ponta. Ivone Camilo de Campos, Campinas


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eferência em ética na imprensa e qualidade editorial, Carlos Alberto Di Franco tem um vasto currículo. É bacharel em direito, especialista em jornalismo brasileiro e comparado, e doutor em comunicação pela Universidade de Navarra (Espanha). Aos 71 anos, é professor, consultor e colunista de diversos jornais, entre os quais O Estado de S. Paulo, O Globo e Estado de Minas. Di Franco escreveu seis livros e é membro do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Nesta entrevista ao JORNALZEN, ele alerta que o excesso de violência na mídia pode gerar fatalismo e resignação e que os veículos de comunicação precisam investir em uma agenda positiva.

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ZENTREVISTA|Carlos Alberto Di Franco

JORNALISMO POSITIVO Doutor em comunicação critica espetacularização da violência e diz que a imprensa tem o dever ético de valorizar as boas ações ANANDA GUARISO

Como o sr. vê a juventude? Ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, a juventude não está tão à deriva. A delinquência bem-nascida está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Há uma demanda reprimida de normalidade. Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente. A juventude batalhadora sabe que não se constrói um país na base do quebragalho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, sobretudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

Há um crescente espaço destinado à violência na maioria dos meios de comunicação? A violência, por óbvio, não é uma invenção da mídia. Mas sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata de sonegar informação. Mas é preciso contextualizá-la. A enxurrada de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer, imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. Acabamos, todos, paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível. E não é verdade. Podemos, todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz. Por que isso acontece? O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise – e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública –, é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura. O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação, inegável e evidente, acrescenta-se uma dose de espetáculo. O resultado final é a potencialização da crise. Alguns setores da mídia têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige

Estado no seu combate é um dever ético. Mas não é menos ético iluminar a cena de ações construtivas, frequentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania.

“Boa notícia também é informação. É uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura de violência” trabalho, competência e talento. Como é possível contribuir para uma construir uma cultura da paz por meio da mídia? Precisamos valorizar editorial e informativamente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. É preciso investir numa

agenda positiva. A bandeira a meio pau sinalizando a violência sem fim não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Denunciar o avanço da violência e a falência do

Como avalia a proposta do JORNALZEN? Acho a proposta oportuna é interessante. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? A violência está aí. E é brutal. Não se trata de esconder a realidade. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.


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Jovens e a era da ansiedade

Liberdade real A liberdade expressa-se como necessidade política e religiosa, artística e cultural, econômica e ética para ser vivida, mas, mesmo quando se encontra estabelecida e proclamada, a imaturidade psicológica e o atraso moral de grande parte da sociedade, geram perturbações e descambam no crime. Não se pode gozar da liberdade sem a consciência de responsabilidade que faculta o respeito às leis, aos direitos dos outros, aos compromissos institucionais relevantes com disciplina e consideração. A ânsia pela liberdade, infelizmente, ainda hoje se transforma em terrorismo, em guerras hediondas, quando facções alucinadas atiramse em lutas cruéis, semeando o horror e a destruição. Liberando o fanatismo de qualquer natureza, sempre insano, produz a selvageria de que a civilização já deveria estar livre, provocando espetáculos que levam ao desespero de milhares de pessoas que são obrigadas a abandonar tudo a fim de fugirem da fúria. A verdadeira liberdade, porém, paira acima dos ideais interessados na libertinagem. Os violentos, mascarados de idealistas e sonhadores, transformados em hediondos inimigos da sociedade. Jesus referiu-se que somente há liberdade quando se conhece a verdade. E, por isso mesmo, recomendou que se a buscasse com empenho e insistência. A verdade, porém, é Deus. Na impossibilidade atual de se entendê-Lo e mesmo conhecê-Lo, na sua transcendência, a busca do

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conhecimento espiritual, da finalidade da existência humana, liberta da ignorância, que é a responsável JOÃO BATISTA SCALFI do Educandário por incontáveis Vice-presidente Deus e a Natureza (Indaiatuba) males que afligem a sociedade. Nesse sentido, merece que se reflexione em torno da liberdade interior que se expande para fora, quando se inicia e esforço pela superação do egoísmo, responsável pelos desejos subalternos e pelos vícios sociais, morais e comportamentais. Livre, portanto, é todo aquele que compreende a necessidade de contribuir em favor do bem geral, que se esforça pela vivência solidária e transforma os seus desejos, alterando-lhes o direcionamento. Tudo quanto antes aspirava apenas para si agora se transforma num esforço comum em benefícios de todos. Somente através da consciência responsável e digna na mudança do comportamento moral, é que se pode vivenciar a liberdade. A verdadeira liberdade, portanto, é aquela que nasce na consciência reta que não teme as evocações do passado nem os fantasmas do futuro. É adquirida mediante a vivência do bem que tranquiliza e abre as portas, às paisagens formosas da paz, facultando voar na direção do infinito. Fonte de pesquisa: Segue em Harmonia (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

Tânia Medeiros

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elatório divulgado no primeiro trimestre deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já listava o Brasil como o país com maior percentual de pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade no mundo – 9,3% – índice três vezes maior do que a média mundial registrada na pesquisa, que traz dados de 2015. Junta-se a essa informação recente estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que traz os estudantes brasileiros em segundo lugar num ranking de 72 países como os que mais ficam ansiosos quando avaliados. Assim, temos um preocupante diagnóstico: vivemos a era da ansiedade, com todos os seus riscos inerentes, principalmente quando se fala de jovens. De acordo com o levantamento da OCDE, realizado com meninos e meninas na faixa dos 15 anos, no quesito ansiedade, os estudantes brasileiros (80,8%) só ficam atrás dos estudantes da Costa Rica (81,2%). Outro dado preocupante trazido pela pesquisa é que 56% dos alunos brasileiros dizem ficar muito tensos quando estudam, contra média de 36% dos países participantes da mesma. Essas pesquisas nos trazem a necessidade de refletir e tentar entender o que tem tornado nossos jovens mais ansiosos e o papel de pais e escolas para garantir a eles o bem-estar necessário ao seu desenvolvimento. O primeiro passo é compreender a origem de toda essa ansiedade. Muitas vezes, ela não se restringe ao momento de avaliação. Origina-se no lar, principalmente naqueles em que os pais, por conta de suas obrigações, pressões e também de suas ansiedades, acabam por não dedicar o tempo necessário para o acompanhamento de seus filhos, não apenas nas tarefas da escola, mas também em outros fatores de formação enquanto pessoa. Sem a aproximação dos pais, es-

ses filhos caminham muito sós, o que naturalmente os deixam mais inseguros e em constante estágio de ansiedade, acentuada em momentos de maior tensão, como acontece na realização de provas e outros testes. Jovens com pais mais atenciosos, por outro lado, sentem-se mais abraçados, mais satisfeitos, seguros e confiantes para tudo, inclusive para o desenvolvimento escolar, o que reduziria os níveis de ansiedade, ainda que sob avaliação. Nesse sentido, é fundamental que pais reflitam se realmente estão dedicando o merecido tempo aos seus filhos ou se o mundo virtual e a internet com suas vantagens, mas também com todos os seus perigos, estão ocupando esse vácuo. Será que você, pai, está atento aos anseios, medos, pensamentos e comportamentos de seu filho? Esta é uma questão complexa e que deve ser respondida somente após uma criteriosa e profunda autoavaliação. No controle dessa era de ansiedade vivida por nossos jovens, os professores desempenham papel igualmente importante. Por passar grande parte do ano bem próximos deles, todo o corpo docente consegue perceber comportamentos e mudanças comportamentais de cada aluno, de modo a possibilitar que se busque dialogar, acalmar e ajudá-lo a enfrentar o momento de dificuldade. Para isso acontecer, claro, é preciso que professores e gestores das instituições de ensino tratem cada aluno não como um número presente em sala, mas alguém que está ali buscando sua formação e integração na sociedade. Com essa força-tarefa multidisciplinar, envolvendo pais, professores e gestores escolares, é possível canalizar a ansiedade que toma atualmente os nossos jovens não só nos momentos de avaliação, mas para toda a sua vida. Tânia Medeiros é coordenadora pedagógica


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PANORAMA CURSOS DE CULINÁRIA GRÁTIS A loja Natural da Terra, em São Paulo, promove este mês cursos gratuitos sobre alimentação saudável e natural com chefs de cozinha e especialistas. No dia 22, o tema é “Junho, época do palmito”; dia 27, “Cozinha dos países: Peru”; e dia 29, “Festas Juninas”. As aulas começam às 19h30. O espaço fica na Rua Rosa e Silva, 163 (Higienópolis). Inscrições e mais informações: (11) 3829-0581 ou evento@naturaldaterra.com.br VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA A Lojas Americanas está com processo de seleção para vagas destinadas a pessoas com deficiência nos cargos de operador comercial e operador de estoque. Para se inscrever é necessário ter o ensino médio concluído e comparecer até 17 de junho ao Espaço Oportunidades Especiais, no Shopping Eldorado (Avenida Rebouças, 3.970 – Pinheiros). As oportunidades são para trabalhar em diversas cidades do Brasil. PALHAÇOS HUMANITÁRIOS A ONG Hospitalhaços abriu inscrições para integrar seu grupo de palhaços humanitários no segundo semestre. A maioria das vagas é destinada a moradores de nove cidades da região de Campinas. É obrigatória a presença nas palestras institucionais em cada cidade, além de preencher a ficha de inscrição e uma carta de intenção. Edital do processo seletivo e mais informações: ou www.hospitalhacos.org.br e (19) 3237-2603 NATUREZA EM GRAFITE O espaço Matilha Cultural, no centro de São Paulo, sedia até 1º de julho a exposição Fumaça Orgânica, do grafiteiro e educador cultural Randal Bone. Suas maiores referências são elementos da natureza e culturas tradicionais. A mostra é aberta ao público, de terça a domingo, das 12h às 20h (aos sábados, das 14h às 20h). A Matilha Cultural fica na Rua Rego Freitas, 542 (Vila Buarque). Mais informações: www.matilhacultural.com.br CORRIDA DE RUA VIRTUAL O Centro Infantil Boldrini será beneficiado com o Desafio 50.000K, promovido pelo site Runtour, especialista em desafios e corridas de rua virtuais em prol de causas sociais. A ideia é desafiar os interessados a correr ou caminhar em prol do combate ao câncer infantil, atingindo juntos os 50 mil quilômetros em dois meses (agosto e setembro). As inscrições vão até o dia 30 de junho. Mais informações: www.runtour.com.br CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, promove sua 35ª Campanha de Doação de Sangue no dia 20 de junho, das 8h às 12h. Para ser doador, é preciso ter entre 18 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos, evitar alimentos gordurosos, não ter fumado até duas horas antes e duas horas depois da doação, e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas. O Ital fica na Avenida Brasil, 2.880 (Jardim Chapadão). FEIJOADA DO BEM O Movimento Assistencial Espírita Maria Rosa e a Associação e Oficina de Caridade Santa Rita de Cássia, de Campinas, promovem a primeira “Feijuca do Bem”. O evento será no Boteco São Bento (Cambuí), dia 2 de julho, das 12h30 às 16h30. A renda será destinada a projetos sociais das entidades. Convites e mais informações pelos telefones: (19) 99978-2828; (19) 99771-6735; (19) 99703-4438; (19) 99113-4908 e (19) 99790-0049. FESTA JUNINA BENEFICENTE A Casa da Criança Paralítica de Campinas promove no dia 24 de junho a 15ª edição de sua festa junina. O evento traz a paz como tema e tem como atrativos comidas típicas, bingo e apresentações musicais. Cada cartela está à venda por 30 reais, na sede da entidade (Rua Pedro Domingo Vitalli, 160 – Parque Itália). A festa será realizada entre 13h e 22h, com entrada aberta ao público. Mais informações: (19) 2127-7230 ou ccp@ccp.org.br ENCONTRO ALTERNATIVO A loja de moda alternativa Samadhi promove nos dias 24 e 25 de junho, em Indaiatuba, o evento beneficente Encontro Alternativo. O objetivo é fortalecer pequenos negócios de artesãos, medicinas alternativas, jardinagem e paisagismo, decoração, exposição de artes, moda, dança e música. Aberto ao público, o evento também terá comidas típicas e troca de livros. Local: Rua 24 de Maio, 681 (Centro). Mais informações: (19) 98842-6853.

JUNHO/2017 INFORME PUBLICITÁRIO

Hipnose clínica e qualidade de vida

Olá, caros leitores. Já vimos em nossa coluna o que é a hipnoterapia, desvendamos alguns mitos e a atuação sob o tratamento da depressão. Nesta edição apresento para vocês as ferramentas com bases científicas que complementam o sucesso do tratamento, justificando a melhora de vida e a recuperação do bem-estar em apenas oito consultas. Pesquisa realizada pela revista americana American Health Magazine nos apresenta que o sucesso do tratamento com a hipnoterapia se dá após seis consultas, com uma assertividade de 93% de recuperação sob quaisquer problemas emocionais, além de aumentar desempenhos desportivos e acadêmicos. No tratamento aqui proposto utilizamos a hipnose para que todas as sugestões se gravem no seu subconsciente. Para que seja eficaz utilizamos técnicas da PNL (programação neurolinguística), psicologia positiva e o dispositivo cardioemotion que, além de monitorar as emoções, promove o equilíbrio entre frequência respiratória, frequência cardíaca e a pressão arterial. Dando ênfase no dispositivo cardioemotion desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo), ao promover a coerência cardíaca se promove ganhos físicos, emocionais e sociais, aumento da intensidade da energia e o desfrute duradouro da estabilidade emocional, melhora do equilíbrio hormonal dobrando o hormônio da juventude (DHEA), assim como a compreensão dos episódios de descontroles e habilidades em lhe dar com os mesmos, o aumento da resiliência (capacidade de vencer os desafios), diminuição das desistências profissionais, da fadiga crônica, redução do estresse, ansiedade, TDHA, insônia, depressão, colesterol (LDL), queda da pressão arterial sistêmica duas vezes maior do que através da dieta sem sal, melhora da memória, melhora de foco, maior lucidez, melhora da hiperglicemia, hipertensão, distúrbios de aprendizagem, impulsividade, melhoras nos desempenhos acadêmicos, melhoras na aprendizagem, no funcionamento cognitivo, como melhora no atraso de lembranças de palavras, de reconhecimento de palavras e memórias episódicas secundárias e do comportamento.


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Dr. Orestes Mazzariol

Vale a pena investir em terapia?

Dislipidemia

Em busca de uma mede cabeça, alergias, dolhor qualidade de vida, enças de pele, insônia, muitas pessoas hoje em etc; dia investem seu dinhei• Você passou por um ro em sessões de terapia. trauma e não consegue Outras, ainda se pergunse restabelecer; tam se vale a pena este • Você está usando investimento. alguma substância para O autoconhecimento KARINA FERRARI aguentar o dia a dia; exige coragem, mas é i- Psicanalista clínica, coach • Sente que não ese terapeuta holística mensamente libertador. tá rendendo no trabalho, Entender as razões inse sente desconectado do conscientes que nos levam a de- que gostava de fazer e na sua reterminados tipos de emoções e lação com as pessoas. comportamentos que nos causam Já dizia o grande mestre Freud: sofrimento é o primeiro passo. É “Haverá um dia em que deverepossível fazer isso sozinho até cer- mos deixar de ser a criança que to limite, pois em determinado mo- sempre fomos, deixar as ilusões mento iremos esbarrar em algu- de lado e encarar a vida hostil, mas estruturas de defesa onde o tal qual ela se apresenta. A isso processo se estagna, e ai a ajuda eu chamo de Educação para a de um profissional é necessária. Realidade”. Quais seriam os sinais de que A terapia nada mais é do que chegou a hora de fazer terapia? essa tal “Educação para a Reali• Tudo o que lhe faz se sen- dade”. Nos faz crescer. Nos faz ver tir oprimido ou te impede de ser o mundo e as pessoas de uma forvocê mesmo, merece a atenção ma diferente. Nos mostra como ende um terapeuta. contrar a felicidade dentro de nós • Quando todas as suas emo- mesmos, e não fora. É um procesções são intensas e com que fre- so maravilhoso de transformação quência você se sente nervoso, interior ao qual convido a todos ansioso, triste, com raiva ou an- que ainda não conhecem a fazegustiado; rem parte! • Qualquer sintoma orgânico E você, já faz terapia? Se não sem causa aparente, como dores está fazendo, venha conhecer.

Nos últimos cinco anos, as principais sociedades de cardiologia atualizaram suas diretrizes para o tratamento da dislipidemia – presença de níveis elevados ou anormais de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue – e prevenção da aterosclerose. Algumas das ideias centrais dessas diretrizes foram: * Estratificação do risco cardiovascular global: morte, AVC ou infarto agudo do miocárdio (e não apenas coronariopatia). * Definição da indicação para uso de estatina baseado nesse escore global (e não apenas pelo valor absoluto do LDL, como ainda sai impresso nos exames de laboratório no Brasil e gera muita confusão: “por que tenho que tomar remédio para colesterol se os valores do meu exame estão normais?”). * Uso de doses maiores de estatina. O problema é que a dislipidemia

era, originalmente, uma área de estudo da endocrinologia. Quem tiver um Harrison antigo, do século 20, poderá conferir isso. Contudo, o forte vínculo com aterosclerose e evento coronariano trouxe a dislipidemia para a área de atuação da cardiologia e o capítulo mudou de lugar no índice do livro. Recentemente, a Associação Americana de Endocrinologia publicou novas diretrizes e, ao contrário do esperado, não seguiu a tendência da cardiologia, o que pode acabar gerando confusão entre os médicos. Nossa dica: leia uma das diretrizes de cardiologia e compare com a de endocrinologia. Use isso como base para formular a estratégia que irá utilizar em seus pacientes. Nessa fase de construção do conhecimento, ainda não há uma abordagem “melhor”, mas sim dois tipos de abordagem possíveis.

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Se você fosse uma árvore? No yoga existe uma potarismo e a dificuldade de sição chamada Vrikshalidarmos com as próprias sana, a postura da árvoemoções, agravam o prore. Nas aulas, enquanto blema. O resultado da obsos alunos praticam essa trução da energia da mapostura, peço para que deira é a pessoa sentir-se imaginem a árvore que como uma “bomba”, proneles gostariam de ser. ta para explodir a qualPara se desenvolver, quer momento. Para equiuma árvore precisa de librar essa energia, é recoum solo fértil e adequado MÁRCIO ASSUMPÇÃO mendado uma dieta “deà sua natureza; precisa Professor de ioga e diretor tox” pelo menos uma vez de água e nutrientes vin- do Instituto de Yogaterapia ao ano. Procure um bom dos da terra; precisa da luz do sol nutricionista para te ajudar na dee também de espaço para crescer. sintoxicação. Recomendo a leitura A árvore necessita de tudo o que do livro Limpeza do Fígado e da Venós também necessitamos, não é sícula, do autor Andreas Moritz, que mesmo? Precisamos de um bom traz um método incrível de limpeza enraizamento para nos sentirmos dessa região (consulte um especiaseguros; precisamos da luz solar, lista antes de fazê-la). da água e dos alimentos para nos Pratique atividades físicas regumantermos vivos e também preci- lares. Consuma boa quantidade de samos de espaço para crescermos alimentos amargos e adstringentes. e nos expandirmos. Coma uma maçã diariamente. Evite Na tradição antiga da medicina assistir filmes violentos e excesso chinesa, o elemento madeira é o pri- de noticiários, que aumentam a sua meiro a abrir o ciclo de geração dos irritação. Pratique yoga. Vai ajudar a cinco elementos. A madeira é repre- desenvolver o autocontrole, além de sentada pelos meridianos do fígado alongar e dissolver as tensões, o que e da vesícula biliar. Simbolicamente, é ótimo para o meridiano do fígado. a madeira representa nosso corpo O elemento madeira represenfísico na parte estrutural e está li- ta a flexibilidade, veja quantas coigada aos tendões, ligamentos, mús- sas podemos fazer com ele: cadeira, culos e articulações. Quando esta- mesa, porta, janela e até mesmo uma mos com o fígado opilado, ficamos casa. Por isso, desenvolver a flexinervosos e mal-humorados e aca- bilidade interior e exterior é uma mabamos tensionando todo nosso cor- neira de equilibramos essa força vipo gerando dores e doenças decor- tal dentro de nós. Uma árvore em conrentes dessas tensões. Por isso, se dições saudáveis dá flores e frutos. quisermos estar bem com nossa Nós, humanos, quando estamos madeira, o primeiro passo é cui- em harmonia florescemos e frutidarmos do fígado. ficamos. As flores são a beleza e o A alimentação rica em gorduras, amor que doamos ao mundo. Os frua grande ingestão de alimentos pro- tos são o resultado das nossas ações. cessados e o consumo excessivo de Com o fígado desopilado, o elemenálcool e medicamentos levam a um to madeira se equilibra e você se tormau funcionamento do fígado. Em na um ser humano melhor para si consequência surgem as tensões, mesmo e para os que te rodeiam. os distúrbios da digestão e a irritabiSe você fosse uma árvore, qual lidade. Outros fatores, como seden- você gostaria de ser?

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UNIVERSO DIGITAL Amanda La Monica

Plataformas e mídias Com a expansão do âmbito digital, muito clientes me perguntam como cada plataforma e outras mídias ainda são úteis e efetivas. Vamos, então, esclarecer o papel de cada uma: 1) As mídias sociais são utilizadas para expansão e captação de novos prospects, como um canal de retorno instantâneo e mensurável. Ótima opção para criar o banco de dados da empresa e chegar a públicos específicos. 2) O e-mail marketing é utilizado para efetivação de venda e fidelização dos clientes. Pesquisas comprovam que o público interessado tem muito mais confiança para comprar, de forma digital, por meio de e-mails confiáveis. 3) O site é utilizado para expor a proposta institucional e estrutura da empresa. Consequentemente, gera maior credibilidade para os prospects escolherem você ao invés do concorrente. Observação im-

portante: páginas profissionais nas mídias não substituem, de forma alguma, o objetivo de um site. 4) Blogs e canais de conteúdo são utilizados para criar autoridade em seu nicho de mercado. Cada um tem seu formato e acessos regulares que garantem boa visualização de seu conteúdo, criando uma conexão maior com seus possíveis consumidores. 5) A mídia impressa é utilizada para gerar credibilidade da infomação passada e documentar sua curadoria de conteúdo, criando uma forte conexão com o público fiel do veículo e fixando sua marca no inconsciente do consumidor. Perceba que a junção de todas as formas de divulgação gera uma estratégia de marketing efetiva. Os comentários de que o meio impresso está morrendo não procedem. Precisamos entender sua função, inclusive o momento de adaptação no mercado, para gerar sucesso à nossa divulgação.


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OPINIÃO MÉDICA Dr. Vítor Oliveira - drvitor@opiniaomedica.com.br

Intolerância à lactose

Barão Geraldo - Campinas AGENDA – Junho/Julho 2017 RODA DE CURA Círculo de homens e mulheres – Unidos nos curamos 20/junho (terça-feira), às 19h – Conexão Espiritual 11/julho (terça-feira), às 19h – Poder pessoal CONSTELAÇÃO MUSICAL (Janaína Campos e Adriano Dias) 3/junho (sábado), às 14h | 27/junho (terça-feira), às 19h 4/julho (terça-feira), às 19h | 15/julho (sábado), às 14h CONSTELAÇÃO TSFI (Maria Angélica) 25/junho (domingo), às 14h 2/julho (domingo), às 14h MÚSICA E CURA (Adriano Dias) Vivência dos efeitos da música e suas possibilidades de cura 13/junho (terça-feira), às 19h30 – 5/julho (quarta-feira), às 20h RODA DE MANTRAS SABIAH 6/junho (terça-feira), às 19h 1º/julho (sábado), das 9 às 12h, com meditação e pranayamas CURSOS 24/junho – Colher de Pau (Fabíolla Duarte) Introdução alimentar – aspectos da prontidão e BLW 9 a 11/junho – Sadhana – Casal tântrico Meditações e vivência de tantra para casais 17/junho – Iniciação Reiki (nível 1 e 2) 18/junho – Cacao Dance 7, 9 e 12/julho – Contactando a Voz Essencial (Marisa de Lille) MANTRAS SABIAH toda segunda-feira, às 8h DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS (Janaína Campos) toda quinta-feira, das 18h às 19h30 GRUPO SAMAÚMA Preparação para o parto natural para gestantes e casais – toda quinta-feira, das 19h30 às 22h Grupo pós-parto – toda quarta-feira, das 9h30 às 11h30 YOGA MAHI Terça a sexta-feira, das 7h30 às 9h | Segunda e quarta-feira, das 18h30 às 20h YOGA MATERNA (Paula Ubinha) Para gestantes e mães com bebês – terça e quinta-feira, às 11h MUSICALIZAÇÃO INFANTIL (com Rafael Vanazi, do Encantoré) Crianças de 1 a 4 anos acompanhadas por um adulto – terça-feira (18h) e sexta-feira (9h30 e 18h) FORMAÇÃO EM THETAHEALING Mais informações em nosso site • GRUPOS DE PATHWORK® • ALINHAMENTO ENERGÉTICO • TERAPIA DE LUZ E SOM • LEITURA DE AURA • AULAS DE TÉCNICA VOCAL E VIOLÃO • LEITURA DE TAROT • PSICOTERAPIA SISTÊMICA INDIVIDUAL, CASAL E FAMÍLIA Agendamento por e-mail: janaina.sabiah@gmail.com

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Olhe só que problema de saúde famoso: intolerância à lactose. A notícia que tenho que te dar sobre ele, no entanto, é que intolerância à lactose não é um problema nem uma anormalidade de sua saúde. Ela é, pasme-se, parte do estado normal de boa saúde. Sim, ser “intolerante” à lactose é ser normal, é estar com seu corpo em perfeita saúde quanto a isso. Nosso corpo está programado para ser exposto a leite somente durante o período em que somos fisiologicamente lactentes, que, nos melhores casos, chega até cerca de 2 a 3 anos de idade. Todos os mamíferos, e nós somos mamíferos – embora tenhamos nos esquecido disso –, têm sua biologia programada para se alimentar de leite durante esse período, que varia de espécie para espécie. E, por falar em espécie – também frequentemente nos esquecemos de que somos parte da espécie Homo sapiens –, praticamente somos os únicos mamíferos que bebem leite de outra espécie. Lactose é um tipo de açúcar presente no leite. Para digeri-lo, nosso corpo, quando lactente, produz a enzima lactase. Portanto, precisamos de lactase para digerir a lactose do leite... materno! Na idade adulta, nosso corpo naturalmente reduz ou até perde a capacidade de produzir lactase. Lógico! Não precisamos mais dela e uma enzima não necessária não só faz gastarmos mais energia produzindo-a como também pode ter efeito deletério em outros processos bioquímicos. Portanto, é natural e bom que, depois da fase de lactente, produzamos menos lactase e se-

jamos “intolerantes à lactose”. Aí vem a nossa cultura alimentar totalmente distorcida somada a uma visão de saúde ultrapassada, como foco em nomes de doenças, dizendo que, para combater a intolerância à lactose, devemos usar leite e derivados sem lactose. E você sabe como são feitos esses produtos? Adicionando neles a enzima lactase, artificialmente. Ou seja, você não só ingere o leite (e de outra espécie animal), para o qual seu corpo não está mais programado, como também ingere a lactase em grande quantidade, que seu corpo espera menos ainda que você dê a ele. O fato é que você não tem que combater algo normal. Você tem que parar de fazer o que é anormal para a nossa espécie, que é consumir leite depois de adulto. Fica a pergunta para você refletir: Será que, na verdade, sofremos de intolerância à lactose ou estamos sofrendo de tolerância crônica a erros alimentares, muitos patrocinados há anos por pessoas e empresas que se beneficiam economicamente deles? Ah, e o cálcio? Bem, a tal necessidade de tomar leite devido ao cálcio, você já pode imaginar, é parte dessa propaganda. Os demais mamíferos não precisam tomar leite a vida inteira para obter cálcio e alguns têm uma ossatura bem avantajada… De fato, o cálcio de que necessitamos deve ser obtido dos vegetais, como frutas, legumes, crucíferos, folhas verdes, etc., sem problema algum. E a principal medida para ter bons ossos é otimizar sua vitamina D, não é consumir leite e derivados.


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INDICADOR TERAPÊUTICO

ACUPUNTURA Eloísa C. Pimentel de Magalhães

A acupuntura é parte da milenar medicina tradicional chinesa (MTC), que contribui até hoje para a saúde e longevidade do ser humano. Segundo a MTC, a energia (chi) flui através dos órgãos e organismo, circulando através dos chamados meridianos (canais de energia). São conhecidos 14 meridianos principais. No adoecimento essa energia está diminuída ou bloqueada.

A acupuntura sistêmica consiste em colocar finas agulhas de metal em alguns acupontos que se situam ao longo dos meridianos, após uma análise das características e qualidades do paciente além do diagnóstico de sua patologia. Através do estímulo desses pontos especiais, o médico busca restabelecer o equilíbrio e a harmonia do indivíduo, fazendo circular essa energia livremente, melhorando os sintomas e atuando também pre-

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ventivamente. Restabelece-se, assim, o fluxo natural de energia. Atualmente a acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil. Sua integração na medicina convencional, principalmente no controle da dor, é auxiliada por evidências clínicas e pesquisas científicas que colaboram para a compreensão dos conceitos complexos da filosofia chinesa. É conhecido que o efeito da acupuntura envolve mecanismos centrais e periféricos, e que os acupontos possuem ligação com nervos sensoriais e sua estimulação desencadeia reações fisiológicas específicas. Há outras técnicas que estimulam os pontos além das agulhas, como os microssistemas. A auriculopuntura consiste na aplicação de sementes em pontos específicos da orelha. Obtêm-se resultados semelhantes à acupuntura sistêmica também no auxílio da dor, ansiedade, tabagismo e obesidade. A filosofia central da medicina chinesa tem como pilares: a meditação, exercícios que mobilizam a energia no corpo, a alimentação, a fitoterapia (plantas medicinais) além da acupuntura. Os conceitos da MTC são compatíveis com as mais moder-

nas teorias da física quântica e ecologia, vindo lançar novas luzes sobre a medicina no Ocidente. O resgate da sabedoria desses conceitos antigos vem somar conhecimento e tem importância na arte de propiciar e manter a saúde dos indivíduos e do planeta. Para um maior aproveitamento e real transformação pessoal, complementar à verdadeira cura, a filosofia chinesa deve continuar sendo estudada, compreendida e praticada pelos que a recebem e a aplicam. O desenvolvimento de um trabalho interior auxilia a pacificar as emoções, proporciona o autoconhecimento que transforma relacionamentos e contribui para um Bem maior. Segundo o Mestre Shao, respondendo ao Imperador Amarelo: “O ser humano equilibrado é preciso e afável, é pacífico, leva uma vida calma, persuade sem constranger. Não corre atrás dos prazeres, conforma-se com as coisas de modo conciliante, sabe adaptar-se à evolução do tempo e expressa benevolência.” (livro Ling-Shu, capítulo “A compreensão da Natureza”). Eloísa Cavassani Pimentel de Magalhães é médica especialista em acupuntura, homeopatia e fitoterapia


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Bom trânsito para nós! Marks Pintija

O idoso ao volante Muitas pessoas precisam fazer essa pergunta: “até qual idade um idoso pode dirigir?”, e certamente é uma difícil decisão a ser tomada, porque dentro de sua casa existe um pai, um sogro ou um marido que está passando por esse dilema, e às vezes de forma muito contrariada. A resposta pontual é que não existe idade limite para deixar de dirigir, ou seja, enquanto o motorista possuir suas aptidões necessárias para a condução de um veículo, ela tem o direito a continuar dirigindo. No Brasil, a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é renovada por mais três anos para quem possui acima de 65 anos de idade, e apenas o médico perito é que pode apresentar o laudo de inapto. O que devemos nos atentar é a interpretação dos sinais que o idoso está nos enviando, como suas dificuldades enquanto dirige ou faz uma ultrapassagem,

como está estacionando e até mesmo no seu posicionamento na via. O idoso vai perdendo esse senso do espaço, sua visão e audição naturalmente vão reduzindo, e a força nos braços e a sua mobilidade vão se perdendo. Esses sinais não podem ser deixados de lado, pois a segurança viária será possivelmente afetada, não só para o idoso mas para todos que estão ao redor. A vida social de um idoso que deixa de dirigir pode ser prejudicada, deixando de ir a lugares, encontros e pode até levar a um grau de depressão, pelo afastamento das suas atividades, e também pela perda da independência, precisando utilizar do tempo e atenção de outros familiares, o que muitas das vezes se torna um incômodo a todos, mas procure refletir sobre a prioridade na vida e adapte-se à rotina. Marks Pintija é especialista e educador em trânsito

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Nas grades de mim mesma nifica que temos o poder de escolher os nossos pensamentos e em que faixa vibratória queremos vibrar. Napoleon Hill aborda de maneira muito irreveTudo o que existe na narente este tema. Em seu tureza emite um padrão KARINA SANDOLIN livro Mais esperto que de vibração, uma onda o Diabo, ele entrevista Terapeuta holística energética. o Diabo, que nos revela Essas vibrações não são tão di- seus segredos. Conta-nos que a ferentes daquela da física. O som principal arma do Diabo é alienar produz uma vibração, assim como a pessoas desde a mais tenra idaa luz, a energia, as ondas de rádio, de. Seu poder consiste em tomar etc. As ondas emitidas se propa- conta de nossas mentes, quando gam em todas as direções e fazem escolhemos não o fazer por nós com que sejam sentidas, captadas mesmos. Em resumo: depende de por aqueles que estejam no seu cam- nós vibrarmos pensamentos popo de ação. Por exemplo, as ondas sitivos e libertadores ou negligende rádio são transmitidas a partir de ciarmos essa faculdade, e deixar um aparelho transmissor que de- que influências externas povoem verá ser captada por um outro apa- a nossa mente, transformando nerelho chamado receptor e que es- gativamente a nossa vida. tiver na mesma sintonia. Assim tamDaí a importante necessidade bém acontece com as ondas men- do “orai e vigiai”. tais emitidas pelo ser humano. Modifiquemos o campo menNosso cérebro é como um apa- tal, elevando o teor de nossos derelho emissor e receptor de ondas sejos, pensamentos e ações, para mentais. Quando expressamos um que possamos vibrar de acordo pensamento, ele cria força. Isso sig- com os mais elevados ideais! “A falta de fé em si mesmo e uma das maiores barreiras para a plena expressão de uma personalidade” (Carlyle)

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É preciso cuidar do amor das crianças Ao nascer, somos totalmente dependentes de nossa mãe. Sem ela, que nos gerou e que nos acolheu em seus braços, corremos o risco de não conseguir sobreviver. Junto a ela, o nosso pai, dependendo de como são as relações entre eles, torna-se a segunda pessoa mais importante para nós, por nós mesmos mas principalmente quando percebemos como ele é importante para nossa mãe. Essa relação de total dependência, no início da vida, desenvolve em nós um amor sem restrições. Na primeira infância ainda não fazemos julgamentos, não enxergamos fragilidades ou sinais de imperfeição em nossos pais. Mesmo que não nos lembremos disso hoje, um dia, no comecinho da vida, era assim. Graças a esse amor, esse vínculo profundo, quando começamos a perceber que nossos pais não são perfeitos, que precisam de ajuda, inconscientemente nos colocamos a serviço deles, e nos intrometemos ou somos envolvidos. Se minha mãe parece triste, eu trato de alegrar. Se parece ausente, eu me esforço para ela estar por perto, mesmo que seja dando trabalho ou adoecendo. Se um dos dois parece que quer ir embora, eu me esforço para tentar evitar que isso aconteça. Se um deles se apoia em mim, eu dou meu apoio. Eu preciso deles!! O passo seguinte é o início da instalação de algumas dificuldades que podem acompanhar a criança por muitos anos, ao longo da vida adulta. E inúmeras pessoas que chegam para fazer uma Constelação Familiar estão enredadas em situações que se instalaram na infância. Amor sem Ordem é a origem de muitas dificuldades. Por se julgar

capaz de “salvar” seus pais de seus destinos, a criança se acha ALMIR J. NAHAS maior do que Jornalista, palestrante, consultor, ela é. E come- professor e terapeuta sistêmico ça a fazer julgamentos, começa a pensar que sabe o que é bom para eles, até mais do que eles mesmos. E esses julgamentos criam restrições na relação da criança com os pais. “Eu amo meus pais, mas tem algumas coisas que eles pensam e fazem que estão erradas”. E a criança passa se achar inconscientemente, “maior” que seus pais. Quando adultos, podemos estar mais atentos a essas dinâmicas ocultas, que podem estar na raiz de barreiras vividas no momento presente. Dificuldade para se realizar profissionalmente, dificuldades para construir relacionamentos afetivos satisfatórios, desmotivação, dificuldade para levar a bom termo seus projetos pessoais e diversas outras insatisfações. São temas muito frequentes nas Constelações Familiares. Se já temos filhos, torna-se mais necessário ainda reorganizar seu olhar para seus próprios pais. Deixar com eles o peso e o destino que é deles, para assim evitar transferir para nossos filhos uma carga emocional que não é deles e que não precisam, de fato, carregar. Ao colocar em ordem sua relação a seus pais, eles se tornam, aos nossos olhos, grandes novamente, como deve ser. E isso nos faz mais disponíveis, mais inteiros, para dar conta de nossos próprios assuntos adultos, sem precisar “preocupar” nossos filhos com assuntos que não sejam deles.

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Padre Haroldo Yoga cristã Yoga cristã é uma arte, uma ciência e uma filosofia. Não é uma religião. Toca a vida do homem em todos os níveis: físico, mental e espiritual. É um método prático que dá propósito à vida, tornando-a útil e nobre. Permite que cada parte do corpo fique em sintonia com a sua essência, levando o praticante a perceber e a experimentar o mundo dentro e ao redor de si mesmo. Toca a alegria divina de toda criação compartilhando esse néctar divino de riqueza e felicidade com seus semelhantes. O Yoga Sutras, de Patanjali, que viveu pouco antes de Cristo, é compacto e conciso. Nenhuma palavra é supérflua. São compilados de modo a cobrir todas as várias facetas da vida explorando cada uma profundamente. Patanjali mostra aos iniciados formas de adotar os princípios do yoga indiano adaptando suas técnicas em cada sutra (ideia) para que se possa compreendê-lo com integridade, pureza e divindade. Yoga cristã é uma amiga para aqueles que o abraçam sincera e totalmente, afastando seus praticantes da dor e da tristeza, permitindo-os viver plenamente, pegando gosto pela vida. Sua prática ajuda o corpo preguiçoso a tornar-se ativo e vibrante. Transforma a mente, tornando-a harmoniosa. Ajuda a manter o corpo e a mente em sintonia com a alma, a fim de que os três se tornem um só. A essência do yoga está muito mais na “respiração” do que na intensidade das posturas. O yogue estabelece uma relação de intimidade com a respiração que estará sempre ao alcance no cur-

so da vida. Respirar bem é fonte de calma e tranquilidade. É ela que dá vida às posturas. Restabelecer a conexão com o ato natural de respirar proporciona as sensações de limpeza, leveza e clareza. Yoga cristã traz a mente para o momento presente, onde as distrações são minimizadas e torna-se mais fácil encontrar a essência do yoga – o domínio da mente e o restabelecimento da conexão com o próprio ser, que dá sobriedade. Ajuda-nos, em primeiro lugar, a cuidar de nós mesmos e viver a vida. O propósito é aprendermos a amar e a cuidar de nós mesmos, pois somos muito importantes. Somos quem está mais perto de nós mesmos. RETIRO Davi era um jovem de 15 anos e levantava às 6h para ajudar o mestre de yoga cristã que daria a prática às 8h30. Davi preparava uma xícara de chá e colocava os colchões no chão. Sete anos depois, Davi se tornou professor de yoga cristã e ganhou um discípulo chamado Isaac para preparar a sua xícara de chá e colchão. Assim avançam as asanas, pranayamas e yamas até chegar a samadhi. Conto esta história para fazer propaganda do 27º Retiro do Yoga Cristã, de 30 de junho a 2 de julho, com profissionais como Adriane, Clélio, Daniela, Everarda, Juliana, Carla, Lélia, Madalena, Maria Xavier, Núbia e Rosana. Podem participar de aula gratuita de segunda a sexta, das 8h às 9h, e aos sábados, das 9h às 10h, no Instituto Padre Haroldo, em Campinas. Haroldo Rahm é presidente emérito do Instituto Padre Haroldo hrahmsj@yahoo.com


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Naturaltech lança tendências para promoção da saúde Técnicas e produtos atraem interessados para a feira internacional que traz as últimas novidades para hábitos mais saudáveis ARQUIVO/JZEN

Visitantes na edição de 2016: interesse

A cada ano, a opção por hábitos e alimentos saudáveis vem deixando de ser uma tendência para se firmar definitivamente na vida das empresas e dos consumidores brasileiros De acordo com estudo do instituto Euromonitor, se forem levados em conta não só os produtos que fazem bem para saúde – com mais nutrientes, fibras, vitaminas –, mas também aqueles que não a prejudicam – sem sal, glúten, gordura – trata-se de um mercado que movimenta mais de US$ 30 bilhões por ano. Criada para atender esse mercado, a Feira Internacional de Alimentação Saudável, Suplementos, Produtos Naturais e Saúde (Naturaltech) realiza sua 13ª edição de 7 a 10 de junho, no pavilhão da Bienal do

Ibirapuera, em São Paulo. A expectativa é de cerca de 20 mil visitantes, entre profissionais e público em geral. O evento apresenta as últimas novidades em alimentos, cosméticos, roupas, acessórios, suplementos e terapias complementares. Profissionais da saúde – nutricionistas, nutrólogos, terapeutas – também visitam anualmente a feira para buscar atualização com as novidades dos expositores e nas palestras, seminários e aulas gratuitas voltadas a esse e outros temas. Simultaneamente à Naturaltech, acontece a 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, principal evento de negócios da América Latina voltado aos mercados de produtos orgânicos e agroe-

cologia. Os 235 expositores das duas feiras apresentarão em torno de 1.200 lançamentos e destaques. JORNALZEN Pelo nono ano consecutivo, o JORNALZEN participa da Naturaltech com espaço próprio e ampla circulação no evento. O estande do jornal está situado na Rua T, nº 9 (segundo andar). 13ª NATURALTECH •7 a 10 de junho (quarta a sábado) – aberto ao público dias 9 e 10, das 11h às 19h, com entrada gratuita •Bienal do Ibirapuera, em São Paulo www.naturaltech.com.br


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Viva Bem

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elianamattos@uol.com.br

BATE-PAPO

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enho mania de gravar coisas na TV. Sei que posso depois procurar nos dispositivos que a TV a cabo oferece para rever programas. Mas com certeza vou me esquecer dali a algum tempo. Ontem resolvi fazer uma “limpeza” em tantas gravações, porque gravo muito e não tenho tempo depois para ver! Acabei assistindo ao programa Bem Estar, de algumas semanas, que mostrava os benefícios da meditação. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi um documentário A Revolução do Altruísmo (The Altruism Revolution). Cientistas na Alemanha disseram que o altruísmo é uma característica de todo ser humano. Que o senso de justiça e a vontade de fazer o bem, são naturais no Homem. Na pesquisa, crianças bem pequenas ajudam espontaneamente quando necessário e sem nenhuma compensação. Da mesma forma os macacos. Disseram também que a compaixão é um traço da evolução humana e vem mesmo desde os macacos. Reforçaram muito na matéria, a importância de estimular as crianças à bondade. O bebê é capaz de fazer 700 conexões por segundo! Ele está sempre observando. À noite, por coincidência (ela existe?!), assisti a uma entrevista/ documentário sobre o cinegrafista de surfe profissional Mike Prickett. Em 2012, durante filmagens no Tahiti, ele observou um colega com problemas e não teve a menor dúvida: desceu profundamente para ajudá-lo, compartilhando o ar de seu equipamento. O colega que estava desesperado acabou consumindo todo o seu ar e ele, por consequência, subiu rápido demais, quando sofreu uma doença por descompressão e ficou paralisado do pescoço para baixo. Mas conseguiu salvar a vida do colega e não se arrepende do que fez. Interessante tudo isso... A Humanidade não é ruim. Calma! Sei que você vai enumerar milhares de atrocidades que acontecem todos os dias. Mas isso não é a Humanidade. É apenas uma parte dela. E diria mais. É uma parte pequena. O ser humano não é mau em sua natureza. Se ele vê outro ser humano sofrendo injustiça ou em perigo, a grande maioria sai em defesa. Pense. Claro que há pessoas que são mais solícitas, que estão sempre prontas a ajudar. Outras fazem isso quando solicitadas. Mas duvido que, se uma pessoa estiver se afogando, qualquer um de nós não fará das tripas, coração para ajudar. Óbvio que eu não pularia no rio, porque não sei nadar. Mas faria o impossível para salvá-la. Acho que as desonestidades que vemos hoje no Brasil e em várias partes do mundo também são praticadas por uma minoria. Eu ainda acredito no Homem. Ainda acredito que todas as pessoas são boas, honestas e altruístas. Pra mim, a Humanidade ainda tem salvação. E vou terminar este nosso Bate-Papo com o que a Silvia Lá Mon, diretora do JORNALZEN, escreveu na última edição: “... Mas há uma grande fatia de seres humanos de bem, que luta pela paz, pela conservação da natureza, pela saúde física e mental, pelo desenvolvimento tecnológico a serviço do homem. Somos muitos, sim, e somos fortes. Pessoas que acreditam somente em uma religião: o amor; em uma só raça: o ser humano; e um só território: a Terra.” Grande beijo!

UNHAS SEM ESMALTE Mesmo que hoje em dia as fórmulas modernas não danifiquem as unhas, deixá-las ao natural por um ou dois dias facilita sua respiração, evita acúmulo de pigmentos coloridos e ainda permite que você observe qualquer mudança na aparência, como ondulações e manchas, que podem indicar problemas de saúde. E, após tirar o esmalte, massageie cada unha com azeite de oliva ou óleo de coco.

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FORNO & FOGÃO Bolo de limão siciliano Ingredientes: • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo • 2 xícaras (chá) de açúcar • ½ xícara (chá) de suco de limão siciliano • 1 colher (chá) de raspas de limão siciliano • 1 colher (sopa) de fermento em pó • 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal • 4 ovos Calda: • 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro • ½ xícara (chá) de água • Caldo de um limão siciliano

Modo de fazer: Bata o açúcar e a manteiga na batedeira. Em seguida, acrescente os ovos um a um e bata bem. Acrescente o suco de limão e as raspas, e bata mais um pouco. Em outro recipiente, peneire a farinha. Acrescente a mistura da batedeira e mexa delicadamente até ficar homogêneo. Junte o fermento. Unte uma forma com margarina e, se quiser, polvilhe açúcar ao invés de farinha. Coloque a massa na forma e leve ao forno preaquecido a 180°C durante uns 40 minutos. Calda: misture os ingredientes e leve ao fogo até ficar em pondo de calda. Despeje sobre o bolo.

Chocolate quente cremoso Ingredientes: • 2 xícaras (chá) de leite • 1 colher (sopa) de amido de milho • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó • 4 colheres (sopa) de açúcar • 1 canela em pau • 1 caixinha de creme de leite Modo de fazer: Bata o leite, o amido, o chocolate e o açúcar no liquidificador. Leve a mistu-

ra ao fogo, junto com o pau de canela, mexendo lentamente até ferver e engrossar. Desligue o fogo, acrescente o creme de leite até ficar bem cremoso. Retire a canela e sirva quente. Dica: você pode substituir o chocolate em pó por cacau em pó. Se fizer isso, coloque só duas colheres, porque o cacau é bem mais forte. Também o açúcar pode ser substituído por adoçante. Acrescente na hora de servir o chocolate quente.

Faltam passarinhos, sobram pernilongos Quem mora no interior de São Paulo está convivendo com a proliferação de pernilongos. Um passarinho come até 150 pernilongos/dia. Faltam passarinhos por causa do desmatamento, por causa dos venenos que colocam nas plantações, porque nossas casas estão cada vez mais antiecológicas. Isso porque cada vez mais as casas estão “impermeabilizadas”. Onde existiam jardins, agora existe cimento. Onde existiam árvores frutíferas, agora existem vasos e os passarinhos não encontram mais lugar para se abrigar e alimentar. As árvores nas calçadas foram cortadas. A estética preferida nos jardins atualmente gera um deserto verde: coqueirinhos, coqueirinhos, mais coqueirinhos. Para quebrar um pouco a monocultura dos coqueiros, colocam-se plantas que não produzem frutos, nem flores e nem dão abrigo aos animais. Com isso, diminuem os passarinhos e aumentam os pernilongos, que irão à sua casa picá-lo. Aí você coloca veneno nos quartos para você e sua família se intoxicarem. Está na hora de cada um assumir a responsabilidade e transformar sua própria casa em uma área onde a ecologia seja respeitada. (Fonte: Portal Meio Ambiente. Duva L. Steck Brunelli)


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AGENDAZEN

Marcelo Sguassábia

Saudade dos milhões* Se há uma coisa que não falta para este humilde fardado da Guarda Municipal é experiência. Sou macaco velho, dos idos da radiopatrulha de fusquinha. Já sonhava em trabalhar na polícia desde o tempo em que a minha única munição era bala Chita. Isso lá no Belenzinho, meados dos anos 50. Minha coleção de revólveres de espoleta era famosa em todo o quarteirão. Me desfiz dela aos prantos, ao receber uma proposta irrecusável de um governador do Acre para equipar os coldres daqueles guardas-manequins-fakes vestidos com uniforme policial, que ficavam nas vias expressas e próximos aos camelódromos de Rio Branco. Lembro como se fosse hoje da Operação Propi-Corn, uma das primeiras de que participei. Os milhões eram escondidos disfarçados de inocentes piruás no fundo de saquinhos de pipoca, servidos sem mãos a medir nas festas juninas da Granja do Torto. Gatunagem da grossa. Chegamos com os cães farejadores e os meliantes engravatados, alguns deles com ridículos bigodes de carvão e remendos nos ternos Armani, foram pegos de surpresa com a propina ainda quentinha, saindo da panela. Dois ou três ainda tentaram, sem sucesso, se evadir subindo pelo pau de sebo. Mas recuperamos os milhões. Não digo tudo, mas a maior parte, já que um terço das espigas acabou virando curau e pamonha naquele malfadado São João brasiliense. Depois foi a vez de desmantelarmos uma organização criminosa que fabricava e distribuía bafômetros com selos falsos do In-

metro. A ideia dos bandidos era fornecerbafômetrosdescalibrados para menos, no intuito de aprovar no teste tudo quanto era bêbado, mesmo aqueles beirando o coma alcoólico. A engrenagem da quadrilha era toda financiada por grandes marcas de bebidas destiladas e fermentadas. Com todo mundo passando no teste, a confiança dos cachaceiros nos bafômetros complacentes aumentava – junto com o consumo, naturalmente. A repercussão foi enorme no dia em que fizemos o flagrante. Deu até Jornal Nacional. Todos do nosso grupo foram entrevistados, e dias depois fomos condecorados com medalhas de bravura. Fechamos uma churrascaria na marginal pra comemorar, bebemos além da conta e, ironia dos ironias, fomos pegos numa blitz de bafômetro. Em fila indiana e trançando as pernas para passar pelo aparelho, nenhum de nós estava em condições de explicar ao pessoal da Patrulha Rodoviária que éramos guardas também, o que poderia nos dar a prerrogativa de escapar do exame. A sorte é que os bafômetros eram do lote falsificado e fomos embora felizes e ziguezagueando, tirando fina de pedestres, ônibus, postes e muretas. É, meu querido. Bons e bucólicos tempos, em que perseguíamos quadrilhas que mexiam com milhões. Pobres e minguados milhõezinhos. Dinheiro de pinga, se comparado aos bilhões de hoje. E pinga tão fraquinha que bafômetro nenhum pegava. *Esta é uma obra de ficção Marcelo Sguassábia é redator publicitário

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CAMPINAS CONSTELAÇÃO FAMILIAR 17/6, 14h – workshop com Silvia La Monica, no Espaço Castro Alves (Rua Castro Alves, 298 – Taquaral). Valor: 30 reais (com sorteio de uma constelação). Mais informações: (19) 99109-4566 ou silvialamonica15@gmail.com DANÇAS CIRCULARES 25/6, 10h às 12h – Intervenções Urbanas pela Cultura de Paz, no antigo restaurante do Parque Ecológico (Rodovia Heitor Penteado, Km 3,2 - saída para Sousas). Aberto ao público. Mais informações: mairanydancacircular@gmail.com EVENTO DA UNIPAZ-CAMPINAS 29/6, 19h – palestra “Afinal, por que sofremos?”, com Luis Henrique Beust, no Instituto Padre Haroldo (Rua Dr. João Quirino do Nascimento, 1.601 – Jardim Boa Esperança). Inscrições e mais informações: contato@unipazcampinas.org.br

FLORAIS DE BACH 30/6 e 1º/7 – curso com Karina Ferrari no Instituto Religere (Rua Mogi Guaçu, 569 – Chácara da Barra). Inscrições e mais informações: (19) 99975-4050 ou karina@karinaferrari.com.br REIKI 8/7, 8h30 às 17h – curso Nível 1, com Karina Ferrari, no Instituto Religere (Rua Mogi Guaçu, 569 – Chácara da Barra). Inscrições e mais informações: karina@ karinaferrari.com.br ou (19) 99975-4050

••• INDAIATUBA BRAHMA KUMARIS 29/6, 19h30 às 21h – palestra “A arte de se manter além das influências”, no Plenarinho da Câmara Municipal (Rua Humaitá, 1.167 – Centro). Aberto ao público. Mais informações: (19) 32417480 e (19) 99202-9763 (WhatsApp)


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JORNALZEN

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AMANDA LA MONICA

Sandra Sahd no lançamento de seu mais novo livro, que terá toda a renda das vendas revertida à ONG Embaixadores da Prevenção, de Campinas

JUNHO/2017 SILVIA LÁ MON

Eloísa Pimentel (dir.) participou do Festival Ecoa com barraca de café, ervas e aromas na Praça dos Pioneiros, em Holambra

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Cena do espetáculo A Menina Centopeia, que terá apresentações abertas ao público no dia 6 de julho – 9h, 11h e 14h30 – em Campinas, no Teatro Liceu (Guanabara). A peça tem como objetivos o desprendimento material e a valorização das virtudes. Haverá distribuição gratuita do livro de mesmo nome escrito por Sandra Sahd. Outras quatro cidades da região receberam o projeto.

Voluntários do Centro Boldrini durante atividade em homenagem às mães das crianças atendidas pelo hospital referência no tratamento do câncer infantil

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Jornalzen Junho 2017  

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