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JORNALZEN ANO 15

JULHO/2019

AUTOCONHECIMENTO

Nº 173

BEM-ESTAR

www.jornalzen.com.br

CIDADANIA

CULTURA

SAÚDE

DIVULGAÇÃO

ZENTREVISTA

Patrick Oberom Santos ZENTREVISTA Pág. 33 Pág.

SUCESSO Público na 15ª Naturaltech – Feira de Alimentação Saudável, Suplementos, Produtos Naturais e Saúde, no Anhembi, em São Paulo. Simultaneamente com a Bio Brazil Fair, o evento reuniu 672 empresas expositoras, número 33% maior que em 2018. A visitação superou a marca de 44 mil, entre lojistas, compradores, profissionais de saúde, profissionais do setor e consumidor final, nos quatro dias de feiras. O JORNALZEN (destaque) participou da Naturaltech pela 11ª vez consecutiva.

ARTIGO

Nutrição e felicidade Pág. 2

PANORAMA Pág. 2

CULTURAZEN Pág. 12 DIVULGAÇÃO

DESTAQUE Seleção brasileira de futsal down com o troféu de campeão da 2ª Copa Mundial da modalidade, disputada em Ribeirão Preto. Na final, a equipe venceu a Argentina por 7 a 5, encerrando de forma invicta a competição, que reuniu seleções de sete países.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE INAUGURAÇÃO NA PÁGINA 7


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Nutrição e felicidade Bianca Naves

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busca constante pela felicidade é um tema sempre atual e de extrema importância, embora os elementos para o seu alcance ainda sejam nebulosos e relativos, de acordo com a perspectiva individual. Para alguns, a felicidade está nas pequenas coisas da vida; para outros, ela está na conquista de um determinado cargo profissional. Mas por que estamos sempre em busca da felicidade? Como ela se traduz? E por que a ausência de felicidade se reflete tanto em nossos hábitos alimentares? A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou recentemente o Relatório da Felicidade, que leva em conta variáveis como Produto Interno Bruto, assistência social e expectativa de vida de cada país para determinar em que países do mundo as pessoas são mais felizes. Neste ano, o Brasil perdeu quatro posições, passando do 28º lugar para o 32º em relação à última edição. Países como Noruega, Dinamarca e Finlândia ocupam os primeiros lugares do ranking. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu e enfatizou a felicidade como um fator importante dentro do conceito de saúde mental, relacionado ao equilíbrio entre o estado emocional positivo – que gera sentimentos de bem-estar, prazer, percepção de sucesso e compreensão coerente e lúcida do mundo – e o estado emocional negativo – relacionado à tristeza, ao medo, à raiva ou ao nojo. Apesar de não haver uma receita para alcançar a felicidade plena, é possível considerar algumas lições importantes, como permitir-se “ser” humano e sentir todas as emoções

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CIÊNCIA DA FELICIDADE

da vida, aprender a lidar com o estresse, e permanecer ativo por meio de atividades físicas e cotidianas que possam gerar prazer. Investir em relações afetivas e praticar a gratidão também são atitudes que promovem um maior bem-estar. Outro fator fundamental para a promoção e a manutenção da felicidade está relacionado a um padrão alimentar saudável e equilibrado, sem privações ou restrições, mas com oferta de todos os grupos alimentares, que permita a qualquer indivíduo estar bem nutrido. Uma alimentação balanceada é um dos caminhos para a satisfação pessoal, a sensação de bemestar e a disposição, que tende a manter de forma duradoura a vitalidade e um sistema imunológico equilibrado. É imprescindível destacar que nenhum alimento sozinho é capaz de proporcionar alegria. Porém, corresponder a sinais emitidos pelo cérebro, como os de fome, vontade e até de memórias afetivas (como o bolo de chocolate ou o arroz e feijão da avó) são, sim, capazes de influenciar no aumento momentâneo de prazer, promovendo a sensação de felicidade. Independentemente de qualquer atitude em especial, é importante priorizar o planejamento dessas condutas para que haja constância na escolha de hábitos de vida saudável. As estratégias fundamentais para manter o bem-estar consistem em atitudes rotineiras e equilibradas, sempre em consonância com hábitos alimentares balanceados. Essa harmonia pode ajudar uma pessoa a atingir a felicidade. Bianca Naves é nutricionista especialista em Nutrição em Cardiologia e Nutrição Esportiva pela Universidade de São Paulo (USP) REPRODUÇÃO

Somos aquilo que pensamos A mente é, na verdade, a própria essência de quem somos. Podemos afirmar com certeza que somos aquilo que pensamos. A maioria das pessoas segue pela vida sem ter uma ideia consciente do que ocorre em sua mente e do que ela é capaz. Imagine uma criança na frente da TV, mas sem saber como ligá-la. Fica esperando que alguém a ensine que uma TV serve para assistir a diversos programas e que, para isso, precisa ligar o aparelho e mudar de canal até encontrar o programa preferido. Do mesmo modo, nós precisamos compreender o que a mente faz, aprender a despertá-la e praticar essa mudança de canais. Nossa mente possui um mecanismo sofisticado que envia e rece-

be pensamentos. O segredo para ligar esse poder da mente é sintonizar-se com a energia que ela emana, e isso se torna possível pela prática da meditação. Cada pensamento que produzimos tem sua energia característica. A aflição, por exemplo, é um tipo de pensamento que criamos quando estamos enfrentando muitos problemas. O que queremos não é isso e sim que a mente gere pensamentos de paz interior. As pessoas que conseguem manter a serenidade do coração (ou seja, a paz interior) produzem no seu dia frequências da mente equilibradas, preenchidas por serenidade. A meditação é o método que Deus nos forneceu para serenar a mente.

As reflexões desta coluna são extraídas de O Milagre da Meditação, do japonês Ryuho Okawa, pensador, líder religioso e escritor na área da espiritualidade

PANORAMA PROJETO SACOLA LITERÁRIA A Associação Viva e Deixe Viver, que congrega 1.282 voluntários responsáveis por contar histórias em 91 hospitais do País, conduz projeto com cursos para estimular a arte da leitura e da contação de histórias em São Paulo. Vinte e cinco vagas são abertas mensalmente e as inscrições são gratuitas. Mais informações: www.vivaedeixeviver.org.br DANÇA CIRCULAR EM CAMPINAS Atividade de dança circular aberta ao público ocorrerá dia 23 de julho no Bosque dos Jequitibás, em Campinas. A atividade, com danças de vários países, terá início às 9h30, ao lado do museu. Não é necessário saber dançar. Mais informações: (19) 99782-1153, com Eugênia. FEIJOADA BENEFICENTE 1 A terceira edição da “Feijuca do Bem”, promovida pelo Movimento Assistencial Espírita (MAE) Maria Rosa, acontece no dia 3 de agosto, das 13h às 17h, na Paioça do Caboclo, em Joaquim Egídio. Este ano, a Maternidade de Campinas é a entidade convidada. Convites pelos telefones (19) 99978-2828, 99771-6735, 99703-4438 ou 99113-4908. FEIJOADA BENEFICENTE 2 A 11ª edição da feijoada solidária da Casa da Criança já está disponível para encomendas. A renda será revertida a projetos e atividades da ONG sediada em Valinhos. A entrega será feita no dia 21 de julho, das 12 às 14 horas. Mais informações: (19) 3871-0546 ou 3869-5654. CORRIDA SOLIDÁRIA OUTUBRO ROSA A 2ª Corrida Solidária Outubro Rosa está marcada para o dia 27 de outubro, no Centro de Lazer do Trabalhador, em Valinhos. Em prol do Grupo Rosa e Amor, a corrida faz parte das atividades programadas para a campanha Outubro Rosa. Inscrições: www.equipelurdessalgados.com.br. Mais informações: (19) 3869-7899 ou www.gruporosaeamor.org.br

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ZENTREVISTA|Patrick Santos

om mais de 20 anos dedicados à Rádio Jovem Pan, o jornalista Patrick Santos decidiu dar um tempo. No período sabático de nove meses, ele se redescobriu em viagens, o contato mais próximo com a família e outras reflexões s0bre si mesmo. A experiência resultou em um livro – o recém-lançado 45 do Primeiro Tempo. Formado em comunicação social pela Fiam e pós-graduado em jornalismo literário, o paulistano Patrick Cristiano Lomba dos Santos começou a trabalhar aos 15 anos de idade escrevendo para o jornal de Tupã (SP), onde morou de 1989 a 1994. Na Jovem Pan, foi radioescuta, repórter, apresentador e gerente de jornalismo. Nesta entrevista ao JORNALZEN, Patrick Santos fala mais sobre o intervalo na carreira e os planos após o momento de mudanças e questionamentos, em que aproveitou para retomar a prática da ioga. O que o levou a tirar esse período sabático? Estava cansado, estressado, com uma certa angústia, o que me fazia estar muito reativo com as pessoas. Isso não estava me fazendo bem. Comecei a ter um bloqueio, não estava conseguindo ser mais criativo. Ia trabalhar, ficava 12, 14 horas na empresa, mas produzia bem menos que isso. Não foi uma decisão fácil. Fiquei dois anos me planejando e me preparando para dar essa pausa. Fiz economia. Pensei muito e resolvi parar por um tempo, sobretudo porque já tinha cumprido 24 longos anos de uma carreira, pra mim, bem-sucedida. Quais as principais lições ou conclusões? Tem três coisas que acho importantes. 1 – Nosso tempo é primoroso. Não dá para desperdiçá-lo em coisas que não fazem sentido para nós. 2 – Existe vida fora do ambiente de trabalho, embora tenhamos tendência a pensar que este seja nosso único porto seguro. 3 – O medo muitas vezes nos impede de dar um passo em direção ao que realmente almejamos. Quando e como surgiu a ideia de escrever o livro? Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não tinha em mente escrever um livro durante esse meu “intervalo”. Foi no período sabático que surgiu a ideia, através de um trabalho de mentoria sobre carreira. É interessante observar que quando estamos mais abertos, conectados com a nossa essência, as ideias surgem, a criatividade aflora. Comecei a escrever o 45 no final de novembro e entreguei à editora no final de fevereiro. Até que ponto esse hiato contribuiu para o seu autoconhecimento?

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AUTODESCOBERTA

Radialista decide dar pausa em carreira bem-sucedida para tirar período sabático em que encarou dúvidas, angústias e reflexões DIVULGAÇÃO

Em muito coisa. Existe um certo clichê, crença mesmo, de que no período sabático você precisa viajar, atravessar o mundo ou fazer viagens exóticas e caras para se encontrar. Quando você entende que essa “pausa” é um período para você viajar para dentro de si mesmo, muitas coisas acontecem. Esse é o principal sentido. Falo muito de autoconhecimento no meu livro. Tirei um sabático para olhar pra mim, para reorganizar minha vida, para verificar se o caminho que eu estava seguindo na carreira era mesmo o melhor pra mim. Uma de suas viagens foi a Machu Picchu. Por que esse destino? Como foi a experiência? Fiz viagens curtas ao longo desses nove meses, entre elas para Ma-

chu Picchu. Sempre sonhei em fazer essa viagem com a minha mãe, com a qual tinha um relacionamento um pouco distante, já que fui criado pela minha avó. Por isso, quando o avião começou a contornar as montanhas peruanas para pousar em Cusco, descortinando o Vale Sagrado, eu e minha mãe sabíamos que, além da história dos incas, estávamos indo ao encontro da nossa própria história. Machu Picchu sempre me encantou. Aquele cume estreito no alto dos Andes, sem saber como aquelas pedras chegaram até lá, como foram perfeitamente talhadas, como se juntaram sem argamassa, antes do ferro, da roda e da linguagem escrita. É impossível não imaginar algo que vá além dos limites da nossa razão.

“Muitas vezes parar um pouco para refletir sobre o sentido do que estamos fazendo com a nossa vida pode ajudar muito”

É adepto de práticas holísticas ou voltadas à espiritualidade? Sempre gostei, mas confesso que nos últimos cinco anos estava um pouco distante. Retomei agora, nesse meu intervalo, principalmente através da ioga. Hoje pratico pelo menos quatro vezes na semana e me sinto muito bem.

Quando pretende voltar a trabalhar? Continuará no jornalismo? Estou trabalhando muito na divulgação do meu livro. Penso que ele pode contribuir muito neste momento em que as pessoas estão questionando sobre o sentido e relação com o trabalho. Pretendo fazer algumas palestras para falar dessa minha experiência. Outro projeto é fazer um programa de entrevistas com pessoas que se reinventaram na vida. Como avalia a proposta do JORNALZEN, que difunde iniciativas voltadas ao bem-estar e qualidade de vida? Acho ótimo o trabalho de vocês. Noto uma certa carência de publicações voltadas para o autoconhecimento, para a qualidade de vida. Vivemos um momento de muitos estímulos, muita informação e, sem nos darmos conta, somos engolidos pelas nossas rotinas. O JORNALZEN cumpre o seu papel de trazer leveza e um olhar mais amplo sobre o real sentido da vida. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Acho que muitas vezes parar um pouco para refletir sobre o sentido do que estamos fazendo com a nossa vida pode ajudar muito. Não quero dizer com isso que a saída seja tirar um período sabático. Existem muitas outras maneiras. É possível parar por alguns minutos ao longo do dia, respirar, olhar para dentro e buscar as respostas que tanto buscamos.


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Depressão e as relações familiares Em razão das características psicológicas, o deprimido exige muito de sua família e dos amigos próximos. O deprimido gosta de chamar a atenção para si mesmo, através desse tipo de esforço improdutivo. Ele se coloca como um coitado que está sofrendo muito, para receber migalhas de atenção das pessoas ao seu redor. Ele se fixa nesse ganho secundário, ocasionado pela atenção especial que a família e os amigos lhe oferecem em decorrência do seu quadro, especialmente nas primeiras fases do processo depressivo. É um processo de jogo psicológico, no qual a pessoa tem pseudoganhos. Por exemplo: quando a pessoa se sente coitada por estar em uma situação infeliz, costuma ser tratada como coitada pelos familiares e amigos próximos que entram no jogo dela. As pessoas à sua volta costumam paparicá-la e cumulá-la de atenção, fato que cria um círculo vicioso, pois não é transformador do problema. Quanto mais recebe atenção, mais coitada se sente. Ela chama atenção pelo negativismo e, ao mesmo tempo, gera culpa nos familiares. Com esse movimento ela, subliminarmente, pune a família com seu estado. É preciso que os familiares estejam atentos e não entrem nesses esquemas de sofrimento, porque de nada vai adiantar adoecer junto com o deprimido. Ao entrar no esquema, eles vão dificultar a ajuda que poderiam prestar. Como o deprimido se pune todo o tempo, ele assume várias situações em que se coloca como vítima. Outras vezes a paciência dos familiares se esgota e se tornam intolerantes com o deprimido e o punem com admoestações e outras sanções, fato que amplia o senti-

mento de culpa que trazem em relação a ele. JOÃO BATISTA SCALFI É muito im- Vice-presidente do Educandário portante que Deus e a Natureza (Indaiatuba) os familiares não entrem em processo de servidão do deprimido, mesmo quando ele tem tendência suicida. É importante estar de prontidão para ajudá-lo a se ajudar, mas sem entrar nos esquemas de sofrimento criados por ele. Quando os familiares se tornam subservientes e abrem mão de suas próprias vidas, para viver a do deprimido. O deprimido dá muitas pistas, pois seu movimento, na verdade, é o de chamar atenção e punir a si mesmo e aos outros com o ato suicida. Portanto, ele não conseguiria fazê-lo sem dar pistas porque senão ele não alcançaria êxito no seu ato, que é a punição máxima. Por isso é fundamental que os familiares estejam em estado de prontidão. É importante dizer a ele: “Você está deprimido, com vontade de morrer. Tenho notado que você tem nutrido o desejo de suicídio. Não vale a pena. Você sabe que a vida continua. Sabe as consequências que virão após a morte do corpo. Estamos aqui para ajudá-lo. Quando você resolver obter ajuda, estaremos prontos. Mas você não precisa sair do corpo para que possamos ajudá-lo”. É fundamental que os familiares digam, claramente, que a morte pelo suicídio não vai resolver nada e, sim, agravar ainda mais a sua situação. Toda ajuda é importante neste momento, principalmente a parte espiritual! Fonte: A Cura Espiritual da Depressão (Alírio Cerqueira Filho)

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Professor da USP ministra palestra sobre impactos da tecnologia na vida infantil Evento com Valdemar Setzer, um dos maiores especialistas sobre o tema, acontece no dia 17 de agosto, na escola Akatu, em Barão Geraldo Conhecido pelos alertas que tem feito sobre os impactos negativos dos meios eletrônicos no desenvolvimento e na vida social das crianças, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Valdemar Setzer (foto) ministra dia 17 de agosto (sábado), na escola Aldeia Akatu, em Barão Geraldo (Campinas), a palestra “O impacto dos meios eletrônicos na educação, no lar e na escola, e a pedagogia Waldorf, o que fazer?”. Os ingressos devem ser adquiridos na secretaria da escola. A Escola Associativa Aldeia Akatu oferece a pais, educadores e pessoas interessadas no tema uma reflexão a respeito da relação entre os impactos dos meios eletrônicos e o desenvolvimento do ser humano. Esse enfoque alinha-se com a proposta da escola, que segue a Pedagogia Waldorf, fundamentada na antroposofia – método de conhecimento do ser humano e da natureza introduzido pelo austríaco Rudolf Steiner no início do século 20. Entrevistado nos programas Roda Vida e Provocações, ambos da TV Cultura, Setzer propõe reflexões profundas sobre o momento atual da sociedade e como o homem precisa estar consciente das implicações desencadeadas pelo uso excessivo da tecnologia. Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicada pela revista científica PLoS ONE, indicou que atualmente 43% dos alunos têm propensão a se tornar viciados ao uso de smartphones. Entre estes, 35% são mesmo dependentes e utilizam o aparelho de forma excessiva. Dentre os problemas causados por esse excesso estão o distúrbio de sono, dores de cabeça, dificuldade de concentração, ansiedade, depressão, transtornos comportamentais e queda do rendimento escolar e, de acordo com pesquisa publicada na revista científica Natura, problemas de postura que antigamente só apareciam na velhice. Em sua palestra, Setzer orienta pais sobre o uso excessivo da internet por crianças e adolescentes e alerta sobre o altíssimo risco de criação de depen-

dência, o perigo de predadores e o excesso de liberdade. Entre outros impactos negativos, estão dessensibilização social, excesso de peso e obesidade, indução ao consumismo, diminuição do rendimento escolar, prejuízo para a criatividade e perda da capacidade de concentração. Segundo ele, o papel das famílias e da escola é fundamental para verificar cada aparelho quanto à sua utilidade e forma de utilização educacional, o prejuízo que pode causar e que atitude pais e professores devem tomar, especialmente em relação ao comprometimento do pensar, sentir e querer, base da pedagogia Waldorf. Professor titular aposentado, mas ainda ativo no Departamento de Ciências da Computação da USP, Valdemar Setzer é autor de 12 livros no Brasil e no exterior. Tem ministrado inúmeras palestras sobre temas relacionados aos rumos da educação, filosóficos e técnicos. É membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Sociedade Antroposófica no Brasil. A escola Aldeia Akatu situa-se no distrito de Barão Geraldo, em meio a muito verde, com grande quintal, árvores, salas de aula com paredes cheias de desenhos e objetos em geral produzidos pelos próprios alunos, onde o “faça você mesmo e com a ajuda da ‘tribo’”, é estimulado como processo de educação social baseado no equilíbrio entre o pensar, o sentir e o querer. Abrange desde o jardim de infância até o 5º ano. SERVIÇO “O impacto dos meios eletrônicos na educação, no lar e na escola, e a pedagogia Waldorf: o que fazer?” Data: 17 de agosto Horário: 9h às 12h30 Local: Escola Associativa Aldeia Akatu – Rua João Batista Grigol, 80 A – Barão Geraldo, Campinas Contribuição: R$ 30 (individual) – ingressos na secretaria da escola Informações e inscrições: (19) 99643-7381, com Silvia


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E você, acredita? Se você acredita em reencarnação, então questione-se e pergunte o seguinte: será que estou, de fato, aproveitando esta minha encarnação? Será que estou vivendo a vida, que tanto implorei? Será que estou fazendo por merecer mais essa chance que tive de acertar? Da forma mais íntegra e integral possível? E se não acredita em reencarnação, se questione e se pergunte: será que estou aproveitando a única vida que Deus me deu, de maneira íntegra e integral? Notem que o fato de acreditar ou não nessa premissa não faz a menor diferença diante da grande questão. Se teremos ou não mais uma oportunidade, não nos isenta de nossa responsabilidade de fazermos o nosso melhor. O poeta Renato Russo dizia que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. É necessário que ampliemos nossa consciência para enxergar o sentido mais amplo de nossa condição humana, conseguir identificar aqueles comportamentos ou sentimentos que repetimos por diversas vezes e que nos impedem de crescer. Necessitamos aprofundar a compreensão de nossos relacionamentos mais íntimos e a nossa relação com a realidade social em que estamos inseridos, para alcançar a maturidade emocional e a realiza-

ção pessoal. O processo da psicoterapia reencarnacionista nos oportuniza olhar para essas ques- SILVIA LA MONICA tões de forma silvialamonica15@gmail.com profunda por meio da investigação de nossas memórias inconscientes, independentemente de ter ou não a crença. Apesar do nome da técnica ser reencarnacionista, ela abrange a todos, pois possuímos essas memórias profundas, que podem emergir durante a regressão. Durante o processo, somos capazes de ampliar nossa visão de nós mesmos e de nossas relações e, assim, assumir nosso protagonismo e aproveitar, de fato, nosso tempo existencial, aqui e agora. Obs.: as ideias aqui desenvolvidas são baseadas no programa do curso de formação da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (ABPR) Silvia La Monica é psicoterapeuta reencarnacionista associada à ABPR (19) 99109.4566

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Do real e do virtual Recentemente, em uma série de palestras, tive a oportunidade de refletir com jovens do ensino médio de um colégio em São Paulo diversos temas da atualidade. Entre os temas abordados surgiram perguntas acerca da violência, cyberbullying, pornografia, deep web, uso excessivo de jogos eletrônicos e os benefícios e/ou riscos no uso de aplicativos e mídias sociais. Estamos em novos tempos. Tempos “globalizados” e “hiperconectados”. Tempos de imediatismo e realidade virtual. Tempos de, como nos diz Zygmunt Bauman, “modernidade líquida”. É neste cenário que os jovens estão imersos e se desenvolvendo. Novos paradigmas, desafios e formas de se relacionar e de se comunicar. Se já é natural haver uma certa distância entre as gerações dos pais da dos filhos, isto se tornou ainda mais evidente e potencializado nos dias atuais. A tecnologia, as mídias, os aplicativos têm um enorme poder de sedução sobre crianças, jovens e adultos. Os adultos criam a tecnologia, as crianças nascem imersas nesta. Portanto, quanto mais jovem, mais difícil a percepção e diferenciação dos conceitos de realidade e fantasia. Do real e do virtual. Do tocar no sentido físico e do estar em contato, no sentido virtual. A identidade virtual hoje é uma necessidade, uma demanda profissional, algo esperado de todo(a)s. O encontro e relação virtual é uma máscara ideal e irreal. Torna-se uma proteção e ilusão promovida e mantida por avatares facilmente moldados, vaidosos, na moda, impulsivos e... com baixíssimo limiar de frustração. Qualquer dificuldade: “tá block”, é apagado ou excluído. E os limites... bem, os limites e fron-

teiras no mundo virtual são efêmeros. Caso não tenhamos claros os limites e fronteiras na nos- RENÉ SCHUBERT sa vida diária, Psicanalista no convívio em sociedade, na troca relacional, com nosso corpo e saúde... Estes serão ainda mais etéreos e difíceis de delimitar no mundo virtual. A tecnologia, seu conjunto e linguagem vieram para acrescentar, e vieram para ficar. Podem ser um enorme acréscimo para nosso desenvolvimento financeiro, comunicacional e social. No entanto, ainda não sabemos de seus limites e fronteiras pois tal é um mundo em crescimento e evolução. Mas nós precisamos saber sobre os nossos limites e nossas fronteiras. É importante abordar isso com nossas crianças e jovens quando começam a adentrar neste mundo, nesta rede, nesta teia. Criar um espaço de expressão e troca para identificar e lidar com perigos, riscos, circunstancias que vão se mostrar e surgir no presente e no futuro. Sempre que falo com jovens e crianças, busco formas de entrar em conexão com ele(a)s. Criar sintonia neste diálogo. É fundamental fazer algumas apresentações em relação a este novo mundo que se mostra para ele(a)s. Não que a vida tenha manual de instruções. Mas buscar possibilitar a conversa, troca, debate pois tais são essenciais para amadurecer nossos limites, nossa identidade, a troca com o outro, no meio real... Para, então, poder lidar com o ilusório e imagético do mundo virtual.

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Bom trânsito para nós! Marks Pintija

Patinetes motorizados Nos últimos meses, em diversas cidades do país, vem crescendo o número de pessoas que estão utilizando o patinete motorizado como meio de deslocamento para pequenas e médias distâncias. Muitas delas o utilizam para ir ao trabalho enquanto outras estão utilizando para entregar produtos através dos serviços de entrega, o que vem sendo considerado uma novidade entre as tentativas de diminuir a quantidade de automóveis nas cidades. Junto destas inovações estão surgindo novos problemas na coletividade como as quedas, lesões e danos materiais e isso ocorre pela falta da regulamentação do assunto em relação aos equipamentos, as empresas que fazem a locação e até mesmo das responsabilidades dos usuários. Apesar de ser utilizado no trânsito junto aos demais integrantes, não existe uma norma geral descrita no Código de Trânsito

Brasileiro (CTB). O que se encontra é a citação genérica como “veículo de mobilidade individual autopropelido”, assim como os skates, cadeiras de rodas e até os segways (usados por seguranças), que não seguem as mesmas regras para ciclomotores. Além disso, é previsto que o município crie sua própria legislação sobre o tema e em algumas cidades, como São Paulo, já está em vigor que os patinetes estão proibidos de circular sobre calçadas ou próximos a pedestres, mas podem usar vias coletoras cuja velocidade máxima é de 40 quilômetros por hora (km/h) e nas ciclovias e ciclofaixas desde que não ultrapassem 20 km/h. Estas novas tecnologias estão apenas começando e é um alerta para os gestores e especialistas não deixarem o assunto perder o controle para depois correr atrás do tempo perdido, o que certamente será muito mais complexo e oneroso para todos.


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Dr. Orestes Mazzariol Transtorno do orgasmo feminino O diagnóstico de disfunção do orgasmo existe quando não há relação com transtorno mental não sexual ou como consequência de uma perturbação grave do relacionamento (por exemplo, violência do parceiro) ou outros estressores importantes. Não é atribuível aos efeitos de alguma substância/medicamento ou a outra condição médica. As mulheres reportam orgasmo como satisfação sexual própria e a percepção do parceiro. O desejo da parceira atingir orgasmo atua co-

mo sinal ao homem, que atinge o pico da masculinidade O orgasmo feminino é difícil de conceituar. Um terço das mulheres reporta que não consegue atingi-lo com sexo vaginal, que parece ter um componente hereditário. Algumas mulheres conseguem atingir orgasmo com masturbação e menos frequentemente com parceiro. Neste caso deve-se aventar a possibilidade de falta de habilidade do parceiro. Baixo nível socioeconômico, problemas de saúde e ansiedade são fatores de risco para anorgasmia. A idade parece não ser fator de risco. Portanto, o orgasmo é passível de tratamento, desde que seu médico saiba identificar o fator causal.

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Respiração consciente nas organizações Alta performance, gestão dos conflitos, proatividade, foco nos resultados são expressões comuns e rotineiras no ambiente empresarial, que denotam as responsabilidades constantes e crescentes dos profissionais no mundo corporativo em qualquer nível hierárquico, variando somente a intensidade desses comportamentos em cada um dos papéis exercidos pelas pessoas – que, muitas vezes envolvidas por tantas tarefas e cobranças, se esquecem de que são humanos! Ansiedade, insônia, estresse, depressão, perda de memória e de concentração são alguns dos sinais de que é preciso parar e olhar para si mesmo. É preciso desacelerar e respirar! Tomar fôlego para atender tantas demandas e preservar a saúde. Pensando nisso, e tendo vivenciado por muitos anos esta sensação de “não dar conta”, “vou explodir”, sentindo em meu corpo o resultado de tudo que minha mente não conseguia coordenar, fui em busca de recursos que me redirecionas-

sem e trouxessem a serenidade para o trabalho e me ajudassem a reROSÂNGELA conquistar miVIRGÍNIA FAÉ nha qualidade Psicoterapeuta de vida. Foi assim que cheguei à respiração circular consciente – ou Renascimento. Ao contrário do que muitos podem pensar, esta é uma técnica altamente eficaz e aplicável ao mundo profissional corporativo. Através de workshops em grupos, ensinando e praticando a respiração circular consciente, é possível resgatar a tranquilidade e o foco. Desacelerar a mente e clarear pensamentos; e o que é mais benéfico e gratificante: imediatamente após a prática. O programa deve ser conduzido por um profissional experiente, um “Renascedor”, que conduzirá os exercícios respiratórios e seus efeitos. Respirar para viver, respirar para exercer seu papel no mundo, respirar para realizar-se e ser feliz!

WhatsApp: (19) 99738-1523 | Campinas/SP

Barão Geraldo terá instituto de psicologia corporal e terapias Um novo espaço terapêutico será inaugurado dia 4 de agosto em Barão Geraldo: o Força da Natureza – Instituto de Psicologia Corporal e Terapias Integrativas. Contando com diversos profissionais de saúde, atividades, cursos e oficinas, o espaço surge com destaque na área de psicologia corporal e terapias integrativas no munícipio de Campinas e região. Seu diretor-fundador, o psicólogo, fisioterapeuta e mestre em saúde coletiva Pedro Motta, tem mais de 15 anos de experiência e se tornou referência na organização de cursos e eventos na área. Há quatro anos, ele organiza e é assistente do curso teórico e vivencial “Psicologia Corporal – De Reich ao Coração”, ministrado pelo psiquiatra da Universidade de São Paulo (USP) Dimas Callegari, precursor da psicologia corporal no Brasil. Mais recentemente, Motta começou a organizar o curso “Wilhelm Reich na

Psicanálise”, ministrado por Paulo Albertini (professor livre-docente da USP), também com sucesso de público. No final do ano passado, também organizou o 1º Simpósio de Psicologia Corporal na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com diversos profissionais que são referência na área. A estrutura do espaço Força da Natureza conta com dois salões para cursos, sendo um deles um domo geodésico, e seis salas de atendimento. “É um amplo espaço terapêutico, que reunirá as mais diversas formas de cuidado humano para atender melhor a quem busca se cuidar através de práticas naturais, holísticas e que integrem mente e corpo”, comenta Motta. Confira ao lado a programação de inauguração. Os demais eventos que serão realizados neste semestre poderão ser conferidos no site www. forcadanatureza.com (no ar até o dia da inauguração).


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Perseverança e teimosia Existe um jargão enminho?”. Para saber tre os que estudam fiquando a perseverança losofia oriental que diz: está se transformando “o sábio age e o ignoem teimosia, pode-se rante reage”. Para agir fazer algumas pergunmais e reagir menos, é tas: “minhas atitudes necessário limpar o lixo são baseadas em famental e desenvolver tos?”; “minha insistênuma qualificação para cia está prejudicando estar presente em cada MÁRCIO ASSUMPÇÃO outras pessoas?”; “queação. Quando a mente Professor de ioga e diretor ro provar aos outros que está conectada com o do Instituto de Yogaterapia eu estou certo ou quemomento presente, ela ro provar para mim mesconsegue perceber se mo?”; “tenho dificuldaos fatos e as atitudes são coeren- des em admitir erros e pedir destes com o que está acontecendo. culpas?”; “não meço consequênA perseverança é uma forma cias para atingir meus objetivos?”. de ação. Ao praticá-la, o indivíEsses são questionamentos imduo se conecta com os seus ob- portantes, pois a teimosia é uma jetivos, analisa as influências ex- forma de reação. Enquanto o teiternas do momento e calcula o moso perde tempo querendo proseu potencial para superar os obs- var sua razão e alimentando sua táculos. O perseverante também vaidade, o perseverante age, busreconhece os seus limites saben- cando soluções e resultados condo a hora de recuar, parar ou pros- cretos para resolver os problemas. seguir. Quando não há o reconhe- Por viver aqui e agora, o persevecimento desses limites, o que era rante aproveita as oportunidades perseverança torna-se teimosia. que a vida oferece a cada instante. O teimoso é aquele que insiste Já o teimoso vive querendo criar em forçar um resultado somente uma oportunidade para seus objepara provar que tem razão. A raiz tivos. Por isso, torna-se oportunista. da teimosia é o orgulho, onde não Uma coisa que está errada não se dá “o braço a torcer” de jeito vai se transformar em correta só nenhum, mesmo que a realidade porque se quer. Admitir os limites comprove os fatos. O teimoso cria e erros não é fraqueza, mas uma uma narrativa em sua mente e não forma de reparação e um ponto de escuta ninguém. Para provar que mutação para um novo caminho. está certo, pode utilizar todo tipo Existe um mantra maravilhoso de recurso para se autoenganar. que sempre faço, ensino meus Os mestres de yoga ensinam alunos e acho que todos os pais que se deve tentar qualquer coisa deveriam ensinar aos filhos. Este três vezes (um é pouco, dois é mantra é: “me desculpe”. Ele elibom, três é demais). Quando se mina o orgulho, dissolve confliestá indo para a quarta tentativa tos e traz humildade para reco(ou milésima), é hora de parar e se nhecer o lado humano das pessoas. questionar: “Será que é este o caNamastê.

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UNIVERSO DIGITAL Amanda La Monica

Comunicação certeira Como você tem comunicado seu produto ou serviço para seus clientes? Nesta edição, trago três pontos importantes para você avaliar a eficácia da sua comunicação: 1. Conheça as reais necessidades do seu público: Para comunicar que você é a solução, é necessário conhecer claramente o problema. Para começar, liste todas as demandas que já chegaram até sua empresa e vá listando as principais dores que seu negócio resolve. 2. Determine um nicho: Nichar não é limitar e sim, focar. Com um nicho em mente, você consegue ser mais certeiro ao de-

terminar as necessidades e os perfis. Se não for possível ter apenas um, crie uma campanha para cada nicho. O importante é ser per sonalizado. 3. Tenha estratégia: A estratégia é o que liga os pontos acima e faz a comunicação converter realmente. Este ponto compreende em pensar nos detalhes da comunicação e execução da sua divulgação. Escolher o que, como, quando e onde será comunicado. Sem uma estratégia, você vai falar com o cliente certo, porém, no lugar e na hora errada. Caso precise de ajuda nos passos acima, estou à sua disposição!


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JULHO/2019

EDUCAÇÃO EM FOCO

Respirar e oxigenar Cresce, assustadoramente, o número de profissionais que chegam em casa “mortos”, após uma jornada de trabalho. Um dia tenso drena completamente as energias. Um fenômeno produzido pelo estresse é o encurtamento da respiração. A quantidade de oxigênio absorvida cai drasticamente com a respiração curta e torácica. Os baixos índices de oxigenação reforçam o estresse, cansam a musculatura, dificultam a concentração (20% de todo o oxigênio absorvido é consumido pelo cérebro) e drenam energia. Ao final do dia, o indivíduo está indisposto para conviver com a família, passear, divertir-se. A qualidade de vida vai para o ralo. A habilidade de manter a respiração ampla e profunda, mesmo em momentos de pico, permite manter o nível de oxigênio satisfatório para enfrentar as dificuldades sem perda

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de vitalidade. Contudo, não há magia. Querer respirar, apenas, quando se necessita, não funcionará. CLÉLIO BERTI Para uma Professor sênior no boa performanYôga Flamboyant ce respiratória é fundamental conhecer as técnicas e treiná-las o suficiente para dominá-las. A disciplina e a vontade de vencer são ferramentas indispensáveis. Como recompensa: alta produtividade com manutenção da vitalidade necessária para fazer as coisas gostosas da vida. RESPIRE. *** Em agosto, nova turma do curso TAPE – Treinamento de Respiração para o Alto Rendimento – pranayama.

Av. José Bonifácio, 1.030 Jd. Flamboyant - Campinas WhatsApp: 19 99725.4241

www.yogaemcampinas.com.br

Elizete Cristina Aguiar

Verbas da educação No mês de fevereiro de 2019, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que o governo do Estado de São Paulo esclarecesse denúncias de desvios de finalidade de verbas da educação, cerca de R$ 6 bilhões que deveriam ir para o desenvolvimento do ensino básico, mas que foram para a folha de pagamento de servidores inativos. “Manobra” essa que, além de ser considerada inconstitucional, deixou de manter milhões de alunos em sala de aula. Todos os dias, infelizmente ocorre essa prática criminosa e bem debaixo do nosso nariz em todo o país. Escolas sem manutenção e sem materiais pedagógicos, pais tendo que colocar dinheiro do próprio bolso para que os filhos possam ter o mínimo de dignidade, salas de aula sendo fechadas acarretando superlotação de alunos, merenda de péssima qualidade e professores sem treinamento e salários dignos. A educação costuma ser chamada “cinicamente” de “prima rica”, e é dela, da “prima”, que muitas vezes os recursos são “emprestados” e encaminhados para outras finalidades: festas, eventos, cursos, transportes que não os dos alunos, etc. Uma lástima, e ainda os educadores são obrigados a ouvir que são os grandes culpados (exclusivamente) pela má qualidade da educação. Mas a educação não está sozinha nesse terrível ranking. Também há desvios em áreas como a saúde, transporte, turismo e infraestrutura. Pesquisas mostram que, no geral, o principal programa afetado na área da saúde é o saneamento básico. No setor de ensino, quem mais perde é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – forma-

do por recursos provenientes dos impostos e transferências dos Estados e municípios e que deveria ajudar a melhorar a qualidade da educação básica nos municípios. Alunos de municípios onde descobriram-se fraudes no uso de dinheiro da educação geralmente apresentam aprendizado pior e taxas maiores de repetição de ano e de evasão escolar. Pesquisas apontam ainda que escolas em municípios onde foi detectado corrupção têm menos infraestrutura e professores que receberam menos treinamento. Desvios como esses, segundo a literatura acadêmica recente, podem ser responsáveis por uma queda significativa na qualidade do ensino em um determinado município e consequentemente diminui o crescimento do país. É preciso acabar de vez com essa prática (de toda a sociedade) de solicitar os famosos “jeitinhos”, de pedir aquela “vaguinha”, de usar e aplicar as frases de senso comum tais como “máquina na mão”, “rouba mas faz”, “levar vantagem em tudo, certo?”... Afinal, quem tem ainda amor à educação e um nobre caráter que não se importe nunca de ter um “mau relacionamento” com os seus outros “primos” e por não ceder a essas manobras? O pior é ser conivente. “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.” (Luther King) Elizete Cristina Aguiar é administradora, professora de geografia e pedagoga. Foi diretora, coordenadora pedagógica, vicediretora do Programa Escola da Família (PEF) e secretária municipal de Educação em Elias Fausto (SP).


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Tolerância e compaixão Em tempos de grandes conflitos internos e externos, no Brasil e no mundo, resolvi tratar da falta que faz a tolerância nos relacionamentos. Como podemos nos relacionar melhor com nossos familiares, amigos, no ambiente de trabalho, no lazer, nos esportes... Conviver com pessoas é algo que se aprende, construído desde que nascemos e saímos da primeira sociedade que conhecemos, a família, e partimos para nos relacionar com os colegas da escola, da rua, do condomínio, enfim, com pessoas criadas em um contexto diferente do nosso, com outras regras e costumes. Aprendemos a repartir, a ter mais ou menos empatia, viver em grupos, onde nos identificamos mais e nos sentimos “parte”. Mais tarde, aprendemos que o mundo é mais diversificado, que não existe uma verdade absoluta nem somos seres perfeitos. A “nossa verdade” pode ser questionada. A pessoa boa pode ser ruim às vezes, e uma pessoa julgada má pode fazer bondades também. É saudável ter um pouco de dúvidas sobre nossas atitudes e as dos outros. Para que vivamos sem conflitos, preciso, primeiramente, conhecer-me. Saber quais os princípios que norteiam meus pensamentos e ações. O que me motiva a agir de determinada maneira, quais são meus hábitos... Dentro do pensamento humano (racional), aprendemos a ser tolerantes, que nada mais é do que compreender a percepção do outro. Tudo começa na reflexão, ter bem definidas nossas ideias a respeito do que pensamos. Por exemplo: o que é justiça? O amor? O que é fazer o bem? Cada vez que reflito sobre o que aconteceu no meu dia, aprendo na prática e consigo entender mais o outro. Se estiver fechado num mundo de opiniões, sempre vou gerar conflitos e estarei em desarmonia comigo e com o meio onde vivo. Ao avaliar os sentimentos hu-

manos (emocional), precisamos aprender a educar as emoções, os instintos mais p r i m i t i v o s . FABIANA BERNARDES Ortodontista Não podemos simplesmente ignorá-los ou reprimi-los. Vez ou outra, expressamos sentimentos mais baixos, como inveja, ciúmes, raiva, vaidade... Podemos aprender a desenvolver valores e sentimentos mais elevadosnos motivando a isso, pois estamos em constante movimento de construção do nosso Eu. Preciso acreditar que possuo emoções positivas. Apenas não tive acesso a elas por falta de autoconhecimento. Não é um processo inconsciente; ele é construído e aprimorado. O ser humano não nasce pronto. O que nos diferencia é justamente essa capacidade de desenvolver nossas habilidades de caráter, altruísmo. Saber que não podemos mudar o outro, que nem sempre vai ser feito do meu jeito. Aceitar as diferenças. Abrir mão de vez em quando, para dar voz ao outro, deixa o mundo um pouco mais alegre. O egoísmo é o grande mal. É o que gera e piora todo e qualquer conflito. A humanidade se isola cada vez mais em pequenos grupos, sem nenhuma reflexão. É preciso educar sentimentos e atitudes, como a preguiça mental e física. Ver o quanto é difícil esse controle, e se é para mim, com certeza o é para o outro. Isso gera empatia e compaixão. Ao trabalhar nossas fraquezas constantemente, começamos a entender o ponto de vista do outro. É necessário esforço e força de vontade, para que não sejamos escravos de nossos instintos. Desta forma, o amor pela humanidade floresce e iluminamos um pouco mais este mundo.

JULHO/2019

Marcelo Sguassábia Deu pau na impressão! Embora ainda em fase de pesquisas, a próxima novidade tecnológica da impressão 3D promete revolucionar o que entendemos como vida e seu até agora inexorável processo de nascimento, desenvolvimento e decadência: uma impressora que, a partir da amostra de DNA, reconstituirá entes queridos e animais de estimação já falecidos. Se concretizada a novidade, prevê-se que cada vivente traga de volta pelo menos quatro defuntos mais chegados e dois ou três gatos e/ou cachorros. Como consequência, cemitérios serão extintos e em seu lugar poderão ser erguidos milhares de empreendimentos imobiliários. Já conhecedoras das novidades no horizonte, marcas de renome da construção civil realizam testes com impressoras de enormes proporções, capazes de erguer um prédio comercial moderno e sustentável em apenas dois dias e meio. O maior empecilho até o momento é que, para imprimir um prédio de 20 andares, por exemplo, a impressora precisa ser dez vezes maior que a obra a ser impressa – o que significa a necessidade de desapropriação de bairros inteiros para acomodar a geringonça, inviabilizando o empreendimento. E mais: ainda que houvesse área suficiente para estacionar a impressora junto ao canteiro de obras, como

fazer para transportar esse colosso até lá? Ciente da limitação, o governo norte-americano acionou a Nasa para que avalie a possibilidade de estabelecer, em Júpiter, um polo avançado de fabricação de impressoras 3D de grande porte e livres da ação da gravidade, de tal maneira que possam flutuar acima da obra, da fábrica de automóveis ou seja lá o que for que estejam construindo ou produzindo. Ainda no que diz respeito aos setores da construção e da produção industrial, chefes de estado e analistas econômicos profetizam um paradoxo de difícil solução. O processo de ressuscitação de mortos acarretará um impressionante aumento demográfico, e o uso extensivo das impressoras como substituta do ser humano trará um surto de desemprego como jamais visto. Em decorrência, morrerão de fome tanto os desempregados quanto os mortos ressuscitados – que baterão a caçuleta pela segunda vez. E os cemitérios, recém-desativados, terão de ser reinaugurados ou implantados em outros lugares, uma vez que a área onde se encontravam já estará ocupada pelos empreendimentos. Como se vê, um problema maior que as gigantescas impressoras que a Nasa estará produzindo em Júpiter. Marcelo Sguassábia é redator publicitário


JULHO/2019

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Decodificação biológica sistêmica (2) Continuando nossa conmória e sentimento que vai modificar qualquer versa sobre decodificação biológica sistêmica, parte do meu corpo. Esvou explicar um pouco sosa adaptação no corpo depende totalmente da bre a 1ª Lei Biológica, para mim a mais importanpercepção que eu tive naquele momento em que te das 5 Leis Biológicas sobre as quais este estuvivenciei o trauma. Condo está baseado. É a parforme percebo o trauma, ELOÁ SANCHES uma parte específica do tir dela que tudo acontece. Médica, acupunturista e Ela nos diz que quanmeu corpo vai ser impacdecodificadora biológica do vivenciamos uma sitada. E cada pessoa pertuação traumática, um cebe de forma diferente, evento intenso, grave, dramático, vi- porque traz consigo uma bagagem vido na solidão, que nos pega de de experiências que funciona cosurpresa e para o qual não encon- mo uma lente pela qual ela vê e sentramos uma solução, ao que chama- te a vida. Já existem descritas inúmos de DHS ou conflito biológico, meras percepções associadas a órentra em ação um sistema biológi- gãos e partes específicas do corpo. co de sobrevivência que busca nos É como se cada parte do meu coradaptar ao estresse que estamos vi- po fosse decodificando minhas pervendo. Neste momento ocorre simul- cepções e sentimentos. Mas é bom taneamente na nossa psique, no cé- lembrar que tudo isso acontece de rebro e em um órgão correspon- forma inconsciente. Desconhecemos dente, um processo de mudança, essas percepções. Elas estão bem uma adaptação no funcionamento guardadas e protegidas para evitar celular, para que possamos ganhar que a dor emocional apareça, mas tempo até que consigamos encon- elas se manifestam através do corpo. trar uma solução consciente para O que a decodificação biológiaquilo que nos bloqueou emocional- ca faz é, a partir do sintoma, busmente. Essa mudança acontece em car qual percepção está envolvida nosso corpo e essa mudança é aqui- ali, qual foi o evento onde tudo colo que sentimos fisicamente e cha- meçou, se existem experiências semamos de sintoma ou doença. Es- melhantes vividas pelos antepassa tríade psique-cérebro-órgão é sados e que continuam presentes muito importante para entender- no meu inconsciente. Depois de famos como a experiência emocional zer conhecida trabalhamos sobre traumática modifica nosso físico. essa memória nunca esquecendo Necessariamente existe associa- dos sentimentos envolvidos. da a ela um sentimento e uma senO sintoma físico, mental ou comsação física que passa a estar pre- portamental é o estado de estar assente nas células e fazer parte da sociado de forma inconsciente a nossa memória celular. Toda expe- um evento traumático. A cura conriência traumática que não encon- siste na dissociação consciente do tra solução vai deixar sua impres- evento (conflito biológico) e descosão e uma memória no corpo físi- nexão deste sentimento que dá coco. Mas como tudo na natureza, es- erência a tudo. sa adaptação no corpo físico pos- Eloá Sanches é médica com pós-gradusui um sentido. Um sentido bioló- ação em Medicina Tradicional Chinesa, gico. O que eu quero dizer é que formação internacional em Leitura Biolónão é qualquer percepção, ou se- gica, formação internacional em Memója, não é qualquer experiência, me- ria e Informação; e aromaterapeuta clínica

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CULTURAZEN DIVULGAÇÃO

Peça teatral Mundo Sustentável, sobre meio ambiente e energias renováveis, apresentada no Jardim Campo Belo, em Campinas

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Cássio Barbosa, Arismar Garcia, Isabella e René Schubert, que lançou livro sobre constelação familiar, pela Reino Editorial, em São Paulo

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A atriz Juzinha Caldas no lançamento, no Espaço Buticabeira, em São Paulo, da edição 2019 do Meias do Bem, projeto da loja Puket que arrecada meias velhas e as transforma em cobertores para quem mais precisa

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Alunos do curso de empreendedorismo corporativo do Lar Girassol, do bairro do Grajaú (São Paulo), durante visita técnica no hotel Blue Tree Premium Faria Lima

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Jornalzen Julho 2019  

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