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JORNALZEN ANO 9

AGOSTO/2013

AUTOCONHECIMENTO

Nº 102

BEM-ESTAR

R$ 1,50

CIDADANIA

www.jornalzen.com.br

CULTURA

SAÚDE Silvia Lá Mon

Cultura de Letras

ARTIGOS NESTA EDIÇÃO

Pág. 12

Líricas Bulhufas

Somos indivíduos únicos

Pág. 15

Pág. 2

Momento de Reflexão

Ter é bom, ser é fundamental

Pág. 6

ZENTREVISTA

Wakay Pontes Pág. 3

Pág. 8

Saúde em Prosa Pág. 8

Tesouros da Vida

Benefícios da acupuntura em crianças Pág. 9

Pág. 9

CULTURAZEN

Revolução de nós

NOVA COLUNA A dentista Márcia Mendes Bello (foto) abordará temas ligados à odontologia. Em sua coluna de estreia, ela trata da estética dental. Pág. 9

MONICA BUONFIGLIO

A arte da superação Pág. 6

Pág. 12

Silvia Lá Mon

BEM NUTRIR

Pensamentos de

Padre Haroldo

Como ser ‘eu’

Alimentos que causam enxaqueca

Pág. 16

Pág. 19

Acreditar e ir em frente Pág. 13

Pág. 10

Pág. 5

Viva Bem Pág. 18


JORNALZEN

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AGENDAZEN CAMPINAS CICLO DE PALESTRAS 13, 20 e 27/8; 3/9, das 19h às 21h30 – “Astecas: poder e sabedoria”, “Hercólubus: ameaça que vem do céu”, “Energias eletrônicas das Plêiades” e “Origem, evolução e involução do Homem”, com Carlos Mazzei, terapeuta e professor de ioga e antropologia holística, na Cenapec/Biblioteca Adir Gigliotti (Rua Mogi das Cruzes, 255 - Chácara da Barra). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3294-7801 ENCONTRO “CreScER+” 26/8, das 19h30 às 21h – palestra “História de vida x Saúde”, com a terapeuta Regina Sorrentino, no IPEC-Instituto de Pesquisa e Estudo da Consciência (Rua Monte Azul, 85 - Chácara da Barra). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3201-2361 e 3252-1565 ou www.ipec-transpessoal.com.br GRUPO DE ESTUDOS às sextas, das 13h30 às 15h30 – leituras, audições, meditações e trabalhos corporais a partir do livro Iniciações de Luz dos Pleiadianos (Christine Day), com a terapeuta Elisa Miluzzi, no Céu Aberto (Rua Edward Vita de Godoy, 828 - Barão Geraldo). Mais informações: (19) 9224-1155 ou elisamiluzzi@gmail.com PLANTAS MEDICINAIS 20/8, das 8h30 às 10h – palestra “Saúde em prosa: saberes e sabores”, com a médica

homeopata Eloísa Cavassani Pimentel, no Museu da História Natural (Rua Coronel Quirino, 2 - Bosque dos Jequitibás). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3295-5850

PROJETO MEDITA SP - Aprenda a Meditar Conferências Gratuitas – de 1º/9 a 30/9 Conheça os locais: www.meditasp.com.br (19) 3325-9461 / 8305-0217 / 8150-2570 Facebook: AGEACAC Campinas campinas@ageacac.org.br

INDAIATUBA EDUCAÇÃO 29/8, às 19h – palestra “Educando filhos para o sucesso e a felicidade – A estratégia dos limites do amor”, com a psicóloga Adriana Albuquerque, na Câmara Municipal (Rua Humaitá, 1.167 - Centro). Vagas limitadas. Inscrições e mais informações até 26/8: (19) 3885-7700 (ramal 7753) ou cmdca2.cmi@terra.com.br EUBIOSE 24/8, às 15h30 – palestra “Avataras, os Grandes Iluminados”, com Rudiney Mesquita, na sede local da Sociedade Brasileira de Eubiose (Rua Madri, 72 - Jardim Europa). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3834-5656

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Somos indivíduos únicos ARTIGO Helena Gerenstadt

É

importante compreendermos que somos efetivamente indivíduos únicos ou singulares e que possuímos ou podemos desenvolver um bom número de talentos ainda não conhecidos. Igualmente importante é compreendermos que cada um deve descobrir por si mesmo quais são esses talentos e como eles podem ser melhor aplicados em sua vida. Não podemos depender de pais, superiores, nem de qualquer outra pessoa que nos diga o que devemos ser ou o que fazermos. Podemos aprender muito com os outros, mas as decisões que tomarmos na vida terão de ser nossas, já que nós mesmos teremos de viver com as consequências, boas ou más. Samuel Johnson refletiu essa ideia ao dizer: “Jamais alguém se tornou grande por imitação”. A criatividade e a individualidade andam de mãos dadas. Aprender a relaxar e ser autêntico permite que os horizontes da mente se expandam e passem a abranger mais ideias incomuns, coisas que poderiam não ocorrer a outras pessoas. Ser criativo envolve saber que, com muita frequência, não há respostas certas ou erradas, e que a opinião dos outros é, às vezes, perfeitamente irrelevante. Entretanto, quando uma pessoa se desvia da trilha costumeira da conformidade, arrisca-se a sofrer certo grau de rejeição e menosprezo por parte das demais. A pressão dos superiores e da maioria das instituições sociais tende a reforçar o conformismo e punir qualquer desvio das normas estabelecidas. Também os indivíduos muitas vezes procu-

ram controlar outros por motivos pessoais, o que pode igualmente ser um grande impedimento à produtividade criativa. Aprender a ser um indivíduo singular, portanto, apresenta certo risco. Este risco inclui o estabelecimento de nosso próprio conjunto de valores, ao invés de recorrermos a outros em busca de constante reforço e apoio. Felizmente, o tornar-se mais criativo faz com que o indivíduo passe a aumentar sua autoconfiança, do mesmo modo que o desenvolvimento da autoconfiança faz com que o indivíduo incremente suas atividades criativas. A autoconfiança aumenta a capacidade de aceitação de riscos e de estabelecer seu próprio conjunto de valores. Quando reconstruímos a imagem que temos de nós mesmos e mudamos o modo pelo qual permitimos que outros nos influenciem, criamos as condições adequadas para que venham à luz nossas ideias criativas. Os psicólogos enfatizam a importância de estabelecermos um ambiente de segurança e liberdade psicológicas, dentro do qual a criatividade possa florescer naturalmente. A criatividade é facilitada: quando pensamos em nós mesmos como indivíduos singulares; quando compreendemos que somos capazes de encontrar nossas próprias respostas para os problemas da vida; quando entendemos que não precisamos nos curvar profundamente diante de nossos superiores ou diante das pressões sociais; e quando percebemos que a aceitação de riscos e a autoconfiança são características importantes a serem desenvolvidas. Helena Gerenstadt é terapeuta holística

JORNALZEN NOSSA MISSÃO: Informar para Transformar

DIRETORA Silvia Lá Mon EDITOR Jorge Ribeiro Neto JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508

TELEFONES Redação (19) 3324-2158 Comercial (19) 3044-1286 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br

circulação: Campinas, Indaiatuba, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Valinhos e Vinhedo


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ZENTREVISTA Wakay Pontes

GUARDIÃO DA FLORESTA Líder kariri-xocó promove ações e vivências que têm a música como terapia e preservação da cultura indígena

C

ícero Pontes da Cruz nasceu no dia em que foi instituído o Estatuto do Índio. A informação fica só na coincidência, já que o kariri-xocó que agregou Wakay ao nome de batismo é um crítico da política indígena do governo federal. O viés contestador se confunde com o conciliador. Invariavelmente, é acionado por lideranças em litígio. No ano passado, chegou a sentar com 280 delas, até por falar a língua indígena e o português. Líder de uma reserva na cidade baiana de Paulo de Freitas, Wakay passou a infância em Pernambuco, com os fulni-ô, tribo de seu pai. Tornou-se palestrante e escritor. A arrecadação com a venda de CDs, livros e artesanato contribui para investir na divulgação e valorização da cultura indígena. Aos 40 anos, Wakay Pontes comanda oficinas e vivências nas quais, por meio da música, os participantes podem avaliar e identificar como o oposto interfere na vida de cada um. Em uma delas, no Portal Águia Fluorita, em Holambra, ele concedeu entrevista exclusiva ao JORNALZEN. Como foram desenvolvidas suas vivências? Desde criança, sempre segui uma ordem dos animais. Sempre segui a hierarquia deles e percebi que eles são muito fiéis na relação do afeto, do amor e da verdade. Quando cheguei na cidade, percebi que existiam instintos desorganizados no homem e mergulhei nesse estudo pensando em como poderia trazer esses instintos para nos reeducar. Percebi que era fazendo fogo e dialogando, conversando, fazendo conselho. Dentro desses conselhos, vamos discutir se temos uma ordem para criar uma vivência. Então, olho os astros. Assim começaram es-

sas vivências, que beneficiaram muitas pessoas. Com o tempo, fomos formando parcerias. Sou pirracento. Na minha visão, ou você faz ou você faz. Um bem mal feito é o mal que acontece. Só vou se for para fazer melhor. Eu lidero dessa forma. Não sou cacique de nada, sou apenas um filho. Como foi seu envolvimento com a comunidade Bahá’í? Quando tinha 7 anos de idade, vi um povo que chegou na tribo para desenvolver um trabalho. Construíram uma oca em que cabiam 5 mil pessoas. Estudando na biblioteca, tive a informação de que essa comunidade tinha ligação com os índios desde o ano de 1104. Meu tio Humberto Cruz, que é considerado um grande xamã, tinha uma relação muito estreita com os Bahá’í. Quando tinha 18 anos, participei de um curso de agente comunitário com muitos jovens. Passei a estudar e me tornei instrutor. Trabalhei com eles durante um ano. Depois, fui trilhar meu caminho. Meu tio montou uma ONG chamada Águia Dourada, participou da Eco-92, no Rio, encontrou-se com Dalai Lama. Ele passou muito tempo liderando essa ONG e acabou ficando por lá. Deixou a liderança da sua reserva e em 1996, com 23 anos, me chamaram pra liderá-la. O que quer dizer ao afirmar que o índio, ao invés de atacar quem o atacou hoje, tem de acolhê-lo? Há milhares de anos, enquanto o homem branco catequizava o índio e matava vários irmãos, um cantador de toré (dança sagrada) pulou na frente de todos e disse: “vamos continuar dançando e cantando porque um dia vamos voltar dançando e cantando pra eles verem.” Uma de minhas mú-

“Somos os seres mais egoístas quando culpamos os outros por aquilo que nós mesmos plantamos”

sicas fala sobre o caminho de todos, que estivemos sempre juntos, no mesmo caminho, dançando, cantando ou falando, mas em que momento nós realmente pudemos nos abraçar? A visão é a seguinte: se cuido de você, você cuida de mim. Simples assim. É lógico. Se estamos olhando um para o outro, você consegue ver o que está atrás. Como posso me considerar o dono da terra se foi a terra que me deu essa formação? Ela é dona de mim. Na História nos disseram que somos donos da terra. Não foi isso que encontrei. Somos filhos da terra;donos, nunca fomos. Filhos que precisam entender que a casa é o meu corpo e o sangue são os rios que correm na veia de todos os seres humanos. O que podemos fazer por nossa mãe, uma vez que ela abre suas entranhas e sangra por nós? Temos que escavar, retirar, atormentar, e ela nunca vai reclamar. Porque é mãe. E aquilo que é positivo vai ser sempre, para ajudar as pessoas. Para agir para a cura, porque o que é bom só quer coisa boa. Somos os seres mais egoístas quando culpamos os outros por aquilo que nós mesmos plantamos. As pessoas aprontam e, no final, ainda acusam quem lhes deu a vida. Esse trabalho nos reensina que não somos donos, mas guardiães da terra, certo? Estamos apenas despertando aquilo que sempre fizemos. Relembrando, reencontrando-nos. Brigamos contra tanta hipocrisia e tanto egoísmo. Se a gente não brigar, não sai do chão. Não há dinheiro que compre o que faz uma pessoa. Cada povo sofre diante daquilo que sua liderança não soube desenvolver. Se você cura com a água, é com a água. Entre vocês, há várias profissões.

Não podemos um invadir o dom do outro tentando comprar isso. Tem gente que faz um curso atrás do outro e acaba chegando à loucura. Na tribo, temos os benzedores, os conselheiros, o caçador, os barqueiros, os anciãos. Conseguimos criar um elo com essa civilização. Eu faço parte da rubrica de pedra. Lendo as inscrições rupestres, aprendi a realidade e os mandamentos dos ancestrais, da relação com as constelações, da relação com o solar e o lunar. Tudo, para mim, como o calendário maia, não é novidade. Descobri que estava dentro dessa relação. Assim, identifico os marcos dos ancestrais onde quer que eu vá e estabeleço um diálogo com eles. Venho fazer os círculos de vivência com o objetivo de fazer alianças. Como o JORNALZEN pode colaborar com essa ideia? Quando unificamos o conhecimento, tudo se torna um. Acredito na inteligência do homem. Somos todos filhos da mesma mãe. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Chegou a hora de nos unir para um bom resultado em nossas relações e um futuro melhor para toda a geração humana.


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Silvia Lá Mon la.monica@terra.com.br – cronicasdesilamon.blogspot.com

Codex Comentado (2) “Para que possamos viver na energia da quinta dimensão, devemos a partir de agora nos abster de fazermos julgamentos a quem ou o que quer que seja. Também devemos deixar de uma vez por todas a arrogância e agirmos com humildade, não poderemos fazer nada que seja contrário à Lei do Amor e não resistir ao mal. Não devemos fazer nada contra a Lei da Misericórdia. Essas são as bases de cada indivíduo para este novo Ciclo. E cada um dos conceitos será explicado juntamente com todos os outros que regem os aspectos objetivos desse tempo e dessa dimensão e compõem as premissas básicas, independentes e superiores a qualquer outra lei. A primeira Lei Universal nos orienta a ter conhecimento e consciência de que casa ser existente, tem do Universo todas as condições para desenvolver-se com pleno potencial, para crescer e para desfrutar, independente de sua forma de individualização.”

Se refletirmos sobre essas palavras, podemos considerar que qualquer tipo de discriminação, seja de gênero, raça, sexo ou credo, é inadmissível nesta nova era. Todos os seres vivostêm por direito de herança divina a vida e todo o potencial que ela oferece. Maus-tratos a animais, mesmo àqueles justificados pela ciência, vão contra a Lei do Amor e da Misericórdia, que diremos, então, do trabalho escravo, das intolerâncias religiosas e ainda mais daqueles que, usando de seu poder político ou financeiro, impedem a maioria de seus irmãos humanos de crescerem, desenvolverem-se e desfrutarem de todo o potencial que lhes são concedidos por direito divino. A passagem da terceira para a quinta dimensão já se faz presente, ainda de forma sutil e somente àqueles que têm olhos de ver. Para a maioria, fica a sensação de que “alguma coisa está fora da ordem mundial”, como dizia o mano Caetano...

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PANORAMA ARTE SUSTENTÁVEL A Galeria Cultura (Shopping Iguatemi Campinas) expõe até 30 de agosto a mostra ManifestAção, da artista plástica Karla Bratfisch. Elementos naturais, como terra, fogo, água e ar, fizeram parte da construção das coleções. Gotas de chuva, areia e resíduos de sacolas plásticas, por exemplo, foram usados na série “Devaneios”, que divaga a natureza como um reflexo do sentimento humano. Mais informações: (19) 3751-4033.

FEIJOADA DO BOLDRINI A segunda edição da Feijoada dos Amigos do Boldrini acontece no dia 25 de agosto, no The Royal Palm Plaza Hotel. Este ano, o evento promovido por quatro empresários da área de comunicação de Campinas terá grupo de pagode e diversos DJs de música eletrônica. Toda a renda será revertida ao Centro Infantil Boldrini. No primeiro lote, o convite custa 150 reais. Mais informações: (19) 3787-5000 e 3787-5115, com Cristina Pereira.

FEIJOADA DO GIOVANNETTI A tradicional Feigioada Solidária do Giovannetti, em sua 11ª edição, está marcada para o dia 31 de agosto, das 12h às 17h, na unidade Cambuí da rede de choperias. Metade da renda obtida com a venda de cada camiseta-convite (110 reais) será revertida para quatro entidades assistenciais de Campinas. Mais informações: (19) 3234-9510, 3231-2830, 3209-1641, 32424416, 3795-4690, 3246-0894, 3233-6644 e 3232-7883.

CAMPANHA DO LAR DOS VELHINHOS O Lar dos Velhinhos de Campinas está solicitando contribuições para garantir que os mais de 150 homens e mulheres atendidos pela entidade tenham remédios, leite e alimentação neste inverno. Nesta campanha são pedidas cinco doações de 96 reais, a fim de garantir um atendimento contínuo aos idosos. Para doar, entrar em contato pelo telefone (19) 3743-4300.

CAPACITAÇÃO PARA DEFICIENTES Estão abertas as inscrições para os interessados em participar da nova turma do programa Qualificar para Incluir, do CPqD, que oferece capacitação gratuita em tecnologia da informação e comunicação a pessoas com deficiência. É a quinta turma do programa, que dispõede 80 vagas em quatro períodos. As inscrições vão até 30 de agosto. Mais informações: www.cpqd.com.br .


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Pensamentos de

Padre Haroldo Exigência A ioga é muito exigente e nas asanas requer muita atenção. O papa Francisco, que movimentou todo o Brasil, na sua vida é muito exigente. A exigência na disciplina tem o objetivo de ordenar a vida dos pais, dos filhos e de toda a família. A exigência na disciplina tem o objetivo de ordenar e organizar a minha vida. Sem organização e disciplina nos sentimos infantis e inseguros. É preciso estabelecer limites e criar condições para desabrochar o que temos de bom para sermos cada vez melhores. O papa Francisco, que era um sacerdote jesuíta, tinha mais de 3 milhões e meio de brasileiros em sua Eucaristia final, no Rio de Janeiro. Como qualquer um de nós, jesuítas, ele estudava 15 anos antes de ser sacerdote. Sobretudo, gostava do Evangelho de São João 15, 9-17, sobre amor divino e humano. Com essa ideia de amor, ele adicionou a palavra desapego para suas pregações. Por isso, ele ama os jovens e vive como um pobre. Usa ônibus para transportar-se. Continua a viver em um pequeno apartamento e, embora seja o papa, veste-se com simplicidade. Dando esses exemplos, suas pala-

vras são poderosas. Seguindo o fundador dos padres jesuítas, Santo Inácio de Loyola, o papa Francisco escolheu mais pobreza com Cristo pobre do que riqueza; mais injúrias com Cristo injuriado do que honras. E também deseja ser considerado inútil e louco por Cristo, que primeiro foi tido por tal antes de ter tido por sábio e prudente neste mundo. Imitando a tese de Santo Inácio, o papa prega que a grandeza de Jesus aparece na cruz e na ressurreição. Ele quer amar, imitar e servir Cristo Jesus louvando a Divina Majestade, assimilando a sua vida com Cristo crucificado. Qual é a sua disposição para aceitar a espiritualidade inaciana com Jesus? Pratica as bem-aventuradas sob o signo da cruz. Fala que o clima ideal por isso é amor real a Jesus e Maria e uma disposição de docilidade ao Espírito Santo. Diz que nosso modelo é Cristo crucificado. A sua atitude é que não temos de praticar o que é mais difícil, porém a vontade de Deus. A Virgem Maria é nosso modelo. Reze por mim, rezo pra você. Haroldo Joseph Rahm é fundador da Instituição Padre Haroldo, para pessoas com síndrome de dependência alcoólica e química, em Campinas. Telefone: (19) 3794-2500. hrahmsj@yahoo.com

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Rompendo padrões Toda desarmonia que permanece e se repete pode causar uma patologia crônica. Quando falamos em romper padrões de repetição relacionados ao nosso estado de saúde, temos uma gama de possibilidades muito grande de métodos para restabelecer a harmonia do nosso ser. Um dos mais inovadores é a terapia Flor de Íris. A nanotecnologia desenvolvida é capaz de romper padrões viciosos, abrindo portais da nossa memória celular, fazendo submergir fatos que foram mal entendidos e que acabaram por gerar um trauma, desestabilizando nosso sistema de manifestação. Todo nosso terreno celular pode ser reestruturado a partir de um ato de autoconhecimento gerado ao terminar de receber a análise irídea e iniciar o tratamento com um profissional que trabalhe com a terapia Flor de Íris. Doenças como fibromialgia, diabetes, reumatismo, artrite, artrose, depressão, estresse e ansiedade, entre outras, estão sendo superadas após o rompimento dos padrões de repetições patológicos da memória

celular danificada. Esse método de limpeza, nutrição e estimulação Anávlis Térrci vem sendo Farmacêutica, homeopata utilizado e iridóloga com muito sucesso na Europa e no Brasil. Ele harmoniza o micro e macrocosmo integrando a natureza ao organismo e levando o ser humano ao completo equilíbrio mental, emocional, energético e físico. Traz equanimidade ao ser humano e fortalece a imunidade, protegendo o corpo bioeletromagnético de forma integral. Reconhecida e recomendada pela Organização Mundial da Saúde, essa terapia tem a finalidade de permitir que a personalidade possa submergir de um estado de ânimo negativo para um positivo. Auxilia o ser humano na descoberta e compreensão de suas emoções e padrões de comportamentos e facilita o despertamento consciencial.


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Q

uem nunca se sentiu rejeitado, ferido ou traído por alguém? O que fazer nesse momento? Como definir a linha tênue que separa estes dois extremos: a vontade de se vingar e a arte de superação? Essa última alternativa transforma você em um vencedor na virtude, pois irá beneficiar mais a si mesmo do que o outro que o prejudicou. Trata-se de um processo interno para compreender a responsabilidade por uma nova percepção e aceitação da vida. Mas é importante entender que essa superação não significa que foi colocada uma pedra sobre o assunto – sei que não é fácil –, pois significa aceitar o comportamento abusivo do outro. A principal lição é que você não vai mais errar, mas, sim, superar e vencer. Vai livrar-se de algo e sua vida mudará para melhor porque irá retirar do

MONICA BUONFIGLIO

A arte da superação Quando alguém diz dia a dia um sentimento “não tenho forças para ruim e acreditar que a fecontinuar” implica na licidade existe; irá aprenilusão de crer que o ouder a amar e aceitar que tro é poderoso e isso os outros também têm não é verdade. seus defeitos. Toda “volta por ciA raiva é o veneno, e ma” é uma morte e um a superação de uma etarenascimento e para ser pa difícil é o antídoto; indestrutível temos que quem se perde na raiva, ser primeiro destruídos. na vergonha ou na culO fundamento do sacripa, se torna um prisiom.buon@terra.com.br fício em qualquer relineiro desvitalizado e gião é dividir para dequem guarda ressentimentos indica que é incapaz de su- pois reunir; desintegrar-se para depois reintegrar-se e, sendo um, você perar o que aconteceu.

MOMENTO DE REFLEXÃO JOÃO BATISTA SCALFI – scalfi@terra.com.br

Interação mente-corpo O ser humano é todo um universo miniaturizado, os elementos que o constituem são de igual importância para a harmonia do conjunto. Portanto, não é possível dissociar-se a mente do corpo e vice-versa. A interferência do psiquismo no mundo orgânico é preponderante para que se possa viver em equilíbrio. Uma saudável disposição mental se reflete no conjunto físico em forma de bem-estar. Por outro lado, comportamentos estressantes, hábitos de recalcar sentimentos agressivos, paixões perturbadoras, ambições desmedidas e o autodesamor, transformamse em toxinas mentais produzindo venenos que afetam diretamente o sistema orgânico. Os sentimentos de fé, de espe-

rança, de amor, de alegria, de paz e as ideias edificantes, transformam-se em energias salutares que restabelecem e equilibram as células, estimulando um estado de bem-estar saudável. O pensamento desempenha uma função importante no conjunto existencial do ser humano, percorrendo todas as células, principalmente no sistema nervoso simpático, que mantém a imunidade do envoltório físico. Quando as emissões do pensamento são constituídas de ideias otimistas, pacificadoras, alegres (não ruidosas), surgem as respostas saudáveis no corpo, que se apresenta dinâmico e jovial. Ninguém vive no mundo sem desafios, principalmente na área da saúde, dos relacionamentos interpessoais, das aspirações, dos processos

de crescimento íntimo. São eles que promovem o ser, que lhe desenvolvem a capacidade da luta, que o aprimoram, auxiliando-o sempre a conquistar novos patamares evolutivos, sem o que a existência terrena perderia todo o sentido e significado espiritual. Essa interação mente-corpo é, por sua vez, resultado da constituição humana não ser somente material, mas essencialmente psicofísica, portanto, trabalhada pelo Espírito, que é o agen-

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se tornará “muitos”. A sabedoria é a única saída para ter a coragem para enfrentar a vida depois da experiência da perda, da traição, da raiva, do lamento e da solidão. Nesta jornada, o que deve haver é coesão entre sua identidade e sua alma; a única maneira que conheço para sobreviver é continuar conectado com o que existe de mais sagrado: o seu mundo divino. “Paciência para as dificuldades, tolerância para as diferenças, benevolência para os equívocos, misericórdias para os erros, perdão para as ofensas, equilíbrio para os desejos, sensatez para as escolhas, sensibilidades para os olhos, delicadezas para as palavras, coragem para as provas, fé para as conquistas e amor para todas as ocasiões” (Chico Xavier)

te da vida inteligente. Face a esse comando realizado pelo Espírito sobre a matéria, que interage auxiliando na autocura. O ser humano é, por excelência, aquilo que pensa, aquilo que cultiva no campo metal e que torna-se realidade. O homem saudável não é aquele que se encontra estático, aparentemente triunfador sobre situações enfrentadas, mas sim aquele que permanece lutando, sempre disposto a avançar com os olhos postos no futuro para onde segue. Fonte de pesquisa:Dias Gloriosos (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)


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Acusação vil (parte 2) Quem de nós nunca foi acusado injustamente? Quando somos vítimas da perversidade alheia por acusações que não nos pertencem, sentimo-nos injustiçados, e com razão. Em princípio, tendemos a pensar que essas coisas só acontecem conosco. Porém, vez por outra, um dedo aponta em nossa direção. Se ocupamos papel de destaque, somos alvos mais frequentes. Com certa periodicidade recebo acusações. A maioria sem fundamento, as mais doloridas. Vez por outra, acusamse justamente (paciência, não somos perfeitos). Quando um dedo aponta em minha direção, procuro verificar se há fundamento ou não. Outra variável importante é identificar o acusador. Quando recebo uma injúria de alguém que não gosta de mim (não conseguimos agradar todas as pessoas, paciência), apenas descarto,

sem mais delongas. Entretanto, se há razão plausível, avalio o que posso Clélio Berti m e l h o r a r. Diretor da Unidade Flamboyant da Aproveito a Universidade de Yôga (Uni-Yôga) oportunidade para crescer como ser humano e mudar coisas que não agradam. Contudo, quando uma pessoa que gosta de mim faz-me observações doloridas, independentemente, se verdadeiras ou não, sempre penso. Depois agradeço a essa pessoa, pois ela gosta de mim e, com certeza, tenta ajudar-me. Críticas fazem parte da vida. Não agradamos todas as pessoas. Lidar positivamente com elas para descartar as inúteis e utilizar as verdadeiras para evoluir é uma arte a nós disponível. Basta que a utilizemos. Avenida José Bonifácio, 1030 Jardim Flamboyant - Campinas www.derosecampinas.com.br


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SAÚDE EM PROSA ELOÍSA PIMENTEL – dra.eloisa@saudechai.com.br

Somos seres espirituais Segundo a sabedoria do povo indígena Navarro, “o homem adoece quando sua cabeça, seu coração e sua vontade estão divididos. Quando os três estão em harmonia, o homem é forte, sadio”. A enfermidade faz parte da vida dos seres humanos. Vários fatores afetam o equilíbrio da energia vital, provocando o adoecimento. Há algo além da exposição a agentes nocivos. O já conhecido fator imunológico é sujeito a inúmeras variáveis, dentre as quais os fatores emocionais. O ser humano é o único ser vivo capaz de ser seu próprio agressor através dos seus pensamentos, angústias e insegurança diante da vida. Se pudermos compreender a doença como uma oportunidade, abrimos uma brecha para nos conhecermos melhor e assim atuarmos favoravelmente no processo de cura. Na consulta homeopática, por exemplo, o médico não investiga somente os sintomas isolados, mas procura conhecer a pessoa, que se expressa também na sua forma de adoecer, e observar quais os fatores a retiram do equilíbrio. Pode-se “ler” esses sinais na pessoa enferma. No processo de adoecimento e cura, fica embutida a tentativa do corpo aprender, experimentar-se e compreender. O ser humano é corpo, mente, emoções e alma, um ser espiritual, e necessita ser compreendido, educado e alimentado como tal. Segundo essa concepção, o autoconhecimento e a autoeducação são importantes agentes de cura. Aprender a cuidar das impressões recebidas, exercitar a escuta, o olhar para o que nos atinge e como nos deixamos ser afetados. O micro se reflete no macro, logo,a falta de se conhecer e exercitar o lado espiritual estão também refletidos na sociedade. Atualmente carecemos de valores. O modelo antigo já não nos serve mais. Se a sociedade não se voltar para o que é realmente verdadeiro e bom, ficará cada vez mais doente. Pudemos ver um exemplo de como pode ser a vida, com união e paz, com a visita do papa Francisco. “Há uma outra pessoa dentro de cada pessoa. Atrás do ‘homem de todos os dias’ há um outro homem mais elevado que fica oculto até ser despertado” (Rudolf Steiner) “O amor é como a força que faz a semente de trigo florescer” (Van Gogh) Deixo aqui essas reflexões e um desejo profundo de cura, paz, amor, compreensão e união!

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Ter é bom, ser é fundamental ARTIGO Renata Rissato

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enho percebido de uns tempos pra cá uma séria inversão de valores: o ser humano tem valorizado muito aquilo que tem, e pouco aquilo que é. Pessoas procurando ter sempre mais, sem se importar se suas atitudes encaixam-se em seus princípios, seus valores. Isso ao invés de tentarem tornar-se pessoas melhores, com consistência e em busca do aperfeiçoamento contínuo. Existe hoje uma certa obsessão pela palavra ter. Grifes, restaurantes badalados, carros do ano. Tudo isso é muito bom, mas se junto não esquecermos do que realmente importa, da nossa essência. Quando a essência é perdida, nos contaminamos com o vírus do consumismo exagerado e ilusório, a fim de ocupar um espaço vazio que existe em nossas vidas. Digo ilusório pois me refiro à sensação de bem estar e satisfação que ganhamos quando compramos algo. Uma falsa sensação pois, depois de um curto espaço de tempo, aquele vazio que sentíamos voltará a aparecer, nos levando ao mesmo estado de inquietação que estávamos antes – às vezes até pior, pois aquele dinheiro gasto já tinha destino certo, e ainda teremos que nos preocupar em repor. Nossas frustrações e decepções não se apagarão com o consumismo e o poder. Mas somente quando entendermos isso, começaremos a enxergar de outra forma nossa relação com o ser e o ter. O ser humano busca conforto e luxo, mas não consegue perceber que o melhor conforto está em ter paz de espírito, equilíbrio emocional e controle sobre seus impulsos. Não adianta só pensar em adquirir se não conseguimos nos entender, não nos olhamos profundamente e, muito menos, sem

descobrir o que realmente queremos e precisamos para ter uma vida feliz. Vivemos em um processo de crescimento e evolução que não corresponde com esse consumismo exagerado. Pessoas buscando a perfeição estética, deslumbradas com o poder, esquecendo-se do significado das palavras família, amigos, bem-estar e qualidade de vida. Por isso existem hoje tantas pessoas doentes de alma, pois perderam o controle de suas próprias vidas. O poder do homem nos dias de hoje é ilimitado. Chegamos à Lua, possuímos tecnologias avançadíssimas, conseguimos a liberdade de expressão, somos pessoas livres. Mas ao mesmo tempo somos totalmente mal resolvidos internamente, cada dia mais distantes de nossos valores, de nosso objetivo de vida. Muitos esqueceram até o significado das palavras amor e solidariedade. Somos seres humanos e precisamos uns dos outros. Aos poucos, temos nos tornado cada dia pessoas mais egocêntricas, que buscam a excelência apenas no ter. Infelizmente, enquanto gastarmos energia potencializando apenas coisas materiais, continuaremos na contramão, nos perderemos ainda mais uns dos outros e sequer saberemos qual o nosso real propósito nessa vida. Todos devemos ter uma meta. É extremamente importante ter um objetivo, sonhos, e lutar para conquistá-los. Porém, temos de ter um equilíbrio nessa busca, uma equalização entre o querer e o poder. Não se perca de si próprio. Você é a peça-chave de sua vida. E só quando entender que é muito recompensador ter, mas fundamental ser, encontrará o caminho da real satisfação, da realização e da felicidade. Renata Rissato é consultora comportamental e terapeuta holística


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AGOSTO/2013

Tesouros da Vida JULIANO SANCHES

Sobrevoos por vidas Somos o que ouvimos, lemos, assistimos, vestimos e fazemos! E, para expressar ainda mais o pensamento... Em nós e em tudo, deve-se reconhecer que a pretensão de verdade é falsa, porque não admite a falibilidade da própria linguagem. Ou melhor, nos tornamos, a cada momento, o que “fazemos” a partir das interações que coproduzimos. Em outras palavras, trata-se da fluidez presente nas linhas de fuga, catalisadas a partir de nossos posicionamentos diante da manifestação cósmica e, ao mesmo tempo, caósmica da vida social e subjetiva. O bilhete, às vezes, denunciado em um bar, que se proponha como local de culto à precariedade e à potência do plano das incertezas, é a busca da leitura de mundo. Nota-se o trânsito dos sentidos, em meio a uma malha de mares e canais de deslizamentos... O compromisso sempre inapreensível com o conhecimento. A ideia é fazer com que os saberes entrem em mutação, de modo a

transcendê-los para além da citação e da cópia. Propõe-se a condição da prática contemporânea de reinaugurar o agir e o pensar, por meio da criação (sempre momentânea) de conceitos. Quando chegam às sensações de livros abertos, damo-nos conta de uma nova paisagem à frente, pronta para abrigar novos acampamentos e, ao mesmo tempo, tão sagaz, a ponto de denunciar as tempestades que traz em si. Gostamos de escorrer pelas copas das árvores e mergulhar na terra, para nos tornarmos adubo, canteiro, semente, de modo a nos revestirmos ciclicamente pelo manto da natureza. O que se escuta na floresta é o som de cachoeira, grilos, pássaros... Tudo longe da cognição humana, com um tom inenarrável. Constatamos o devir-natureza, a passagem para além de formas, sentidos e objetos.

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Estética dental A busca cada vez maior pela estética invade nossos consultórios odontológicos e hoje podemos contar com tecnologia voltada para isso. O clareamento dental é uma das mais procuradas pelos pacientes. Com isso, surgem as dúvidas a respeito: quem pode fazer clareamento? Qual é o melhor método? Lazer, caseiro, consultório ou conjugado? Quanto tempo dura o clareamento? De um modo geral, pessoas acima de 16 anos, que não tenham hipersensibilidade ao produto, não tenha restaurações anteriores extensas nem raízes expostas podem usar o método. Caseiro, consultório ou conjugado são eficientes, o que precisamos é avaliar hábitos e rotinas do paciente. Fumantes terão seus dentes escurecidos mais rapidamente, bem como apreciadores de chá preto, vinho tinto ou Coca-Cola.

(19) 3241-6821 – (19) 8101-6102 dramarcia@mbodonto.com.br www.mbodonto.com.br facebook.com/marcia.bello.9693

Juliano Sanches é jornalista

Benefícios da acupuntura em crianças ARTIGO Leandro Yoshimura

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esde que foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, em 1995, a acupuntura vem se popularizando. A prática tradicional da medicina chinesa é usada há pelo menos 3 mil anos e pode ser eficaz no tratamento de muitos males. As agulhas podem ser aplicadas desde a gestação até em crianças desde os primeiros dias de vida. Em geral, no início as mães procuram

Portanto, para iniciarmos um clareamento seguro e com resultados é necessária uma Márcia Bello (CRO 44800-SP) avaliação prévia do estado bucal, adequações para o tratamento e escolha do método mais apropriado a cada um. Os procedimentos estéticos não envolvem apenas clareamento. Facetas, ortodontia e um bom plano preventivo podem no futuro próximo diminuir a necessidade de intervenções mais complexas.Portanto, as visitas periódicas ao dentista podem, além de melhorar a saúde em geral, melhorar sua estética e autoestima. Procure nossa orientação. Você sairá sorrindo à toa. Oriente-se, cuide-se. Venha até nós!

auxílio devido a problemas gastrointestinais como cólica e refluxo. Crianças com distúrbios de sono também podem se beneficiar. Situações referentes ao comportamento, em geral, decorrentes de ansiedade, levam muitos pais a buscar a acupuntura para os filhos. A terapia complementar também contribuiu para fortalecer o sistema imunológico, ajudando nas defesas naturais do organismo e reduzindo indiretamente o número de infecções.

A acupuntura ainda pode auxiliar em casos de crianças hiperativas, dores musculares, diarreia ou constipação (prisão de ventre), enurese noturna, alergias respiratórias, resfriados, rinites, asma, entre outras. Os pontos estimulados na criança são os mesmos utilizados no adulto. A diferença está na maneira como a sessão é conduzida, pois a maioria dos pequenos fica apavorada só em ouvir falar de agulhas. Os estímulos devem ser mais suaves.

Em crianças mais velhas, as agulhas, que são descartáveis, podem ser utilizadas. Porém, devem ser colocadas superficialmente. As sessões têm um tempo menor (entre cinco e dez minutos) e geralmente não há estímulo em mais de dez pontos numa sessão. O tratamento não possui contraindicação aos pacientes infantis. Além disso, pode ser feito de forma preventiva, diminuindo a frequência de doenças e encurtando o período de uso de medicações. Leandro Yoshimura é médico acupunturista pósgraduado pela Faculdade de Medicina da USP


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AGOSTO/2013 Silvia Lá Mon

CULTURAZEN Silvia Lá Mon

Participantes da vivência com Wakay Pontes (centro) promovida pela Lexdus no Portal D’Águia Fluorita, de Marijke Maria, em Holambra

Diretores e convidados no evento de 35 anos do Centro de Poesia e Arte de Campinas (CPAC) Divulgação

Silvia Brandalise, presidente do Centro Boldrini, recebe o Prêmio Octávio Frias de Oliveira como Personalidade de Destaque em Oncologia

Silvia Lá Mon

Participantes do 2º Encontro Vivencial promovido na Estância Jatobá, de Lucila Machado, em Jaguariúna

Edivaldo Alves

Juliana De’Carli ministrou palestra sobre reiki em Campinas

Divulgação

Parte da trupe do Circo Tihany esteve no Centro Boldrini, onde se apresentou e visitou crianças atendidas

Autoridades na Cerimônia do Sino da Paz em Campinas – cidade irmã de Gifu, no Japão – que tem o objetivo de estreitar as relações entre as nações e promover a convivência pacífica

Maria Edna Aderbal Cervo

Divulgação

Equipe que trabalhou na 2ª Festa Julina promovida pela Associação Beneficente Irmã Dulce (Abid); acima, crianças no shopping Jaraguá em evento da campanha Corrente do Bem, que beneficiou entidades assistenciais de Indaiatuba

Guilherme Lacerda, Fernanda Granja e Kali Nardino no evento Wellness Tour em Campinas, que apresentou as novas tendências nas áreas de nutrição e saúde


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Recanto do Poeta

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MANDALA PARA PINTAR

- SONIA SCALABRIN -

Guilherme de Almeida Nasceste neste solo alvissareiro. De nossas almas, guia e devoção! Artista de soberba inspiração, Teu canto conquistou o país inteiro. Salve! Salve! Poeta campineiro! Foste luz, viva chama e exaltação! Cantaste o sangue e a saga deste chão... Soldado! Patriota! Audaz guerreiro! Louvamos teu talento, alado vulto, Cultor de poemas líricos, modernos. Tua grandeza é a razão de nosso culto. Teu gênio, hoje nos faz bradar teu nome! Passa a vida!... Teus versos são eternos! E a tua glória – o tempo não consome! Luno Volpato

Loucuras além mar... Mar morto, maremoto, maré morra! Maré que passa avassalante, temerosa arrasa... És tu, maré, maré do mar... Do mar & moto... Que já se esvai... Eu tenho fé, eu sou teimosa sou persistente,

sou corajosa, me dá maré, mais mar de força, se perde ousada em meio à dança da valentia, da poesia; da Luz que invade: saber da dor, sabedoria! Juliana Perna

Meu pai Aprisionada sou, na imensurável lembrança de um crepúsculo que invade a audaz, fria e fantástica saudade. Relembrando meu pai, homem notável irradiava amor, serenidade recebíamos candura insofismável, sempre se esforçou com intensidade. Para nos amparar, foi insuperável. O meu espelho íntimo libera a tua imagem cálida de afeto. Lembranças que ficaram do passado, embaraçadas visões, minha alma incerta, recordo-me do teu rosto dileto, numa redoma meu pai, serás lembrado. Geni Fuzato Dagnoni

Exposição retrata mandalas como obras de arte cósmicas O Polo Arqdec Interior está sediando a exposição Mandalas Cósmicas, do astrólogo e artista gráfico Marcelo Dalla. Ao todo, são 13 telas impressas em canvas e 15 luminárias de três tipos diferentes, feitas a partir de garrafa pet, todas retratando mandalas criadas a partir de fractais. As peças foram selecionadas de modo a representar o acervo do artista, com

mais de 300 obras. A exposição está aberta à visitação até o dia 30 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, mediante agendamento pelo telefone (19) 3255-4992 ou pelo e-mail atendimento@poloarqdec.com. A sede do Polo Arqdec Interior fica na Rua Odila Maia Rocha Brito, 169 (Nova Campinas).


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CULTURA DE LETRAS

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Revolução de nós

Reprodução

ARUÂNGUA – mceu.idt@terra.com.br

ARTIGO Guilherme Pinheiro Pozzer

Eu quero minha mãe! (2) A avó não pode deixar de rir quando entendeu. O garoto via a mãe muitas vezes levando trabalho para casa, pilhas de documentos para analisar. Tantas folhas... – Pois é, meu lindo! É muito trabalho, não é? Coitada da mamãe! – É vovó, ela tinha que ter uma fola só, assim ela voltava logo. A avó ficou com dó do menino que lamentava o pouco tempo que tinha com a mãe naquele dia. Enxugou o cabelo curto, ondulado e escuro. Penteou-o e perfumou-o, vestiu-o. Abraçou-o, por fim, dizendo: – A vovó não está cuidando de você? Dei banho, cuidei do seu cabelo, vesti uma roupa limpinha e perfumada no seu corpinho. Vem com a vovó à cozinha? Vamos fazer o seu leitinho. O menino lá foi atrás da vovó. – Me deculpa, vovó! –Tá bom! – Eu amo você, vovó! – Eu sei! Eu também te amo, meu amor! Vê se ficou bem gostoso o seu leite. – Vovó, tá muito gotoso! Bigada! Você cuida de mim, né, vovó? – Eu cuido sim, meu amor! Depois vamos escovar os dentinhos? – Depois eu vou, tá? Vou tomar o leitinho todinho, tá? Minha mamãe, já vai chegar não é, vovó?

– Sim, logo, logo, sua mamãe já vem te buscar! Enquanto isso, a irmãzinha: –Vou dar este desenho para a minha mamãe! Vovó, onde está cola? Na semana seguinte, o garoto foi com a mãe para o trabalho naquele turno. Na volta, trouxe algo para avó e a irmãzinha verem do fruto de seu empenho. – Olha o que eu tabalei com a mamãe! – disse, orgulhoso. Estendeu-nos uma folha sulfite. Ali, num tamanho carta, uma folha muito colorida de lápis de cor continha uma imensidão de borrões vermelhos carimbados que diziam: – Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! Indeferido! A avó olhou para a mãe do garoto. – Que orgulho! Você trabalhou muito, meu querido! – É... Tabalei muito com a mamãe! – Filha, não tinha outro carimbo? – perguntou a avó à mãe do garoto. – É o que uso menos, mãe! – Entendo! –A avó riu por dentro. O garotinho tinha tido a sua vingança. Mas só a avó via significado por detrás de coisas nada a ver!

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questão igualdade de direitos e/ ou deveres, de quaisquer tipos, é polêmica, pois engloba questões socioculturais cristalizadas há séculos. Não tenho, portanto, a ilusão de que as questões relativas a isso mudarão de uma hora para a outra. Mas acredito em relações construídas democraticamente e que todo cidadão merece respeito. É isso que defendo no meu dia a dia. Por vezes, vejo críticas às pessoas que lutam por seus direitos com a ideia de que elas estariam criando um abismo em relação aos outros cidadãos. Talvez não houvesse mesmo a necessidade de nos separar em categorias, gêneros, classes, etc. Porém, no mundo em que vivemos, a violência atinge, nas suas mais diversas formas, índices absurdos contra categorias, gêneros, classes, etc. Será, então, que são essas categorias, gêneros, classes, etc. que provocam tais abismos? Não, não são. Se há um estatuto para defesa dos direitos das crianças é porque ainda se desrespeitam esses direitos. Se há leis que defendem o idoso é porque estes são tratados de forma brutal para não dizer descartável; certa vez ouvi de uma aluna: “odeio velhos”. Se há leis que defendem as mulheres é porque estas ainda são agredidas por nós, homens e, por vezes, mulheres nascidas no seio do patriarcalismo. Se há leis que defendem os negros é porque vivemos em uma sociedade hipócrita, que dá as costas à sua história e traveste-se com uma fantasia de democracia racial. Se há leis que defendem os trabalhadores é porque estes, até bem pouco tempo, eram tratados como bandidos por quererem condições decentes de vida. Se há leis que defendem a liberdade religiosa é porque, até bem pouco tempo, se queimavam pessoas e templos. Se hoje se propõem leis para defender os direitos dos homossexuais é porque estes, ao longo de sua história, tiveram seus direitos violados, como ocorreu a crianças, idosos, mulheres, negros, trabalhadores e culturas. Se hoje é preciso falar de defesa dos direitos humanos é porque, há muito, esquecemo-nos de nossa humanidade. Não, meus amigos, não são as lutas dessas categorias, gêneros, classes, etc. que provocaram esses abismos. Mas de uma coisa estou certo: não cabe apenas a essas categorias, gêneros, classes, etc. superarem-nos.

Tais abismos revelam-se a nós como heranças. Heranças que podem ser não mais que olhares de desconfiança, reprovação, piadas de escárnio. Heranças estas que podem ser acompanhadas de tapas, socos e pontapés; cusparadas, portas fechadas, empregos negados e ruas atravessadas. Heranças estas que, às vezes, são ilustradas e compartilhadas por mensagens e comunidades virtuais; por novelas, filmes, jornais e revistas; por meios de informação, enfim, que democratizam também pensamentos pequenos e falaciosos. Avançamos? Muito, e como! Mas não nos contentemos com migalhas; não nos contentemos com leis pela metade, meias verdades e desculpas esfarrapadas ou tecidas a contragosto. Tampouco lutemos apenas combates que podem ser ganhos. Lutemos sim, ainda que pacificamente, porque estas batalhas devem ser ganhas para que vivamos em paz, com o outro e com nós mesmos. Lutemos porque é certo. Coloquemo-nos em frente da mão que esbofeteia, da palavra que agride e da porta que se fecha. Coloquemonos em frente de tudo aquilo que não queiramos para nós mesmos. Não cobremos integridade; integremo-nos. Não gritemos por tranquilidade; traquilizemo-nos. Não imponhamos a igualdade; igualemo-nos. Não peçamos por liberdade; libertemo-nos. Não clamemos por uma revolução; revolucionemo-nos. Só assim poderemos olhar nos olhos de quem estiver ao nosso lado e dizer: Eu Sou Você. Guilherme Pinheiro Pozzer é graduado e mestre em História. Atua como professor e participa do Oneness Movement (Movimento da Unidade) como deeksha giver.


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Acreditar e ir em frente ARTIGO Marijke Maria

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ais um mês se foi com energias maravilhosas! De um lado, a energia da consciência, através da qual teremos que fazer alguma coisa para mudar os velhos paradigmas, especialmente os da politicagem, da roubalheira e da falsidade; uma energia alimentada pelo desejo da liberdade e do amor, o amor que fala e vive a verdade. Do outro lado, a energia que quer que fiquemos neste movimento de enganar, de fazer as revoltas para o povo ser enganado, como se os revoltados fossem parte desse movimento. Os revoltados estão sendo doutrinados para fazer o que eles, no fundo do coração, sabem que não é a verdade, pois estão atrapalhando a própria vida. São “bonecos” fazendo o que o governo quer por alguma troca, seja dinheiro ou poder, ou ambos. Os revoltados leem sobre os que fazem bagunça, quebram os bancos, colocam fogo, etc. Eles são do povo, a polícia é do povo! Como eles batem no próprio irmão, o povo? Não são políticos, não são governantes, não recebem um salário digno. Estão com os mesmos problemas que todos, pagando impostos, não recebendo um bom atendimento na saúde, nas escolas, nas estradas e ruas, cada vez mais precárias. Somos todos vítimas de um sistema egoísta. E aí nós vamos bater um no outro enquanto estamos todos no mesmo barco! Acordem e vamos lutar para um mundo melhor, mostrando o amor e a paz! Conseguimos muito mais unidos

e amorosos do que usando a força e machucando um ao outro. É exatamente isso o que os governantes querem: caos, falta de confiança no outro, bater nos próprios irmãos, afastarmos um do outro ao invés de nos unirmos. O dia em que “cair a ficha” ou abrir a verdadeira consciência dentro de cada um, de que todos, para além de nosso corpo físico, somos pura energia entrelaçada entre si, ninguém mais irá atrapalhar o outro. Como você irá machucar a si próprio?! Como você irá atrapalhar sua própria vida? Muita gente vai dizer que está atrapalhando sua própria vida. E sei que estão, pois estão só vivendo com a mente e não com a alma, com o coração. Quantas vezes fazemos algo que na região do coração dá um nó, não nos sentimos bem, mas seguimos em frente e fazemos. Isso é a decisão da mente, não do coração. Temos que viver com o coração aberto. Esqueçam a mente. Ela é uma ferramenta de ajuda. Seu trabalho é identificar as similaridades e as diferenças, nada mais. A mente não é o centro de tomada de decisões. Quem faz isso é o coração, a intuição. O desafio é saber qual é qual. Quando você sente insegurança, medo ou qualquer sentimento envolvido tenha certeza de que você está tomando a decisão com a mente. A decisão tomada a partir do coração/intuição é uma certeza. É uma decisão tomada sem pensar. Ela é. Ela se faz. Basta acreditar e ir em frente! Marijke Maria é proprietária do Portal D’Águia Fluorita www.aguiafluorita.com.br

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Ilusão Assim como na carta da ilusão abaixo, a nossa vida está ou controlada demais e estática ou desorganizada demais e caótica. Quando isso acontece, precisamos mudar os caminhos, fazer novas escolhas, dando espaço para entrar coisas novas em nossas vidas. Pode ser a iluminação, ou companhia, ou sabedoria, ou poder terreno, ou honra, ou poder sobrenatural, mas sempre há um perigo em meio às opções. Na carta abaixo, por exemplo, em duas das taças delas há perigo: em uma, a serpente; em outra, o dragão. Ambos ferem. Para fazer a boa escolha é preciReprodução

so foco porque, para a vida ter uma organização mínima necessária, será preciso desenvolver a escolha feita Miguel Antonio e certas esde Mello Silva colhas não Psicólogo (CRP 06/37737-2) permitem retrocessos. Então, ir àquela que é mais tentadora não adianta pois a boa escolha é a única que é real, sendo as outras ilusórias. Isto é, certas alternativas nunca foram opções reais porque elas não somam na nossa vida e nem em nós mesmos e são mera atrapalhações. Portanto, o foco para escolher bem é olhar para a nossa necessidade real, aquilo de que precisamos para progredirmos. Sem olhar para dentro não discerniremos o tempo kairós, que é o tempo certo, o momento da oportunidade. A única ilusão que não devemos ter é aquela sobre nós mesmos. A psicoterapia auxilia na obtenção do foco crucial para conhecer as nossas necessidades reais, identificar kairós e quais são as boas escolhas. Ela também ajuda a pessoa a discernir quais opções, das mais tentadoras, quais não passam de ilusões; e, do tempo, qual é cronos (devorador de seus filhos) e qual é kairós que abre verdadeiras e boas oportunidades.

CONTATO: (19) 3213-4716 / 3213-6679 ou psicmello@gmail.com


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Líricas Bulhufas MARCELO SGUASSÁBIA

Genealogia quase ilustre Ananias, um parente muito próximo dos descendentes diretos de Noé, gerou Jacó Jr., que depois da arca seca, em terra firme e com muita lábia, convenceu Lenora a gerar Alcebíades no então abandonado compartimento dos gorilas. De Alcebíades a Theodore Jonathan, mais conhecido como TJ,foram umas 230 gerações, das quais praticamente nada se sabe. Jonathan, o bocejador incorrigível, gerou Lucy, aquela que jamais perdia um comício. Lucy gerou Abelardo, o ser humano mais rápido do seu tempo na palitagem de dentes, cuja agenda de palestras sobre o assunto estava quase sempre lotada. Abelardo era funcionário público nas horas vagas, e em uma de suas viagens a trabalho acabou gerando Adolpha, que do pai só ganhava acenos distantes e uma ou outra bala de goma com validade vencida. Adolpha, embora com motivos de sobra para não ter libido nem ânimo de procriar, gerou os gêmeos Natan e Carolino, que juntos abriram cartório em conhecida cidade e passaram também a receber do avô, de vez em quando, as costumeiras balas de goma – agora enviadas por sedex. Natan optou pelo celibato, ao contrário de Carolino, que trouxe ao mundo extensa prole. Da prole de Carolino destacou-se o mal-humorado Rubão, comprador de ferro velho

que 16 anos antes de morrer fabricou o próprio caixão, o único que se tem notícia construído em ferro galvanizado. Rubão deixou como herdeira a ruiva Pâmela, nascida com orelhas triplas. Pâmela gerou Quirino, dono da loja “Rei das Persianas” e eleito por três vezes, não consecutivas, segundo secretário do Clube dos Diretores Lojistas de Sertão Grande. Quirino gerou Jorgito, bom de saltos ornamentais mas retardado em controle de estoque. Em segundas núpcias com uma balzaquiana chamada Maria Dalva, Jorgito foi pai de oito crianças, sete delas vitimadas pelo escorbuto. Sabrina, a que sobrou, também morreu cedo – aos 22 – porém a tempo de dar a luz a Sergei, embaixo de uma mesa de pôquer. Do pano verde da mesa, Sergei talvez tenha herdado a inclinação para lidar com grandes extensões de soja, que lhe deram fortuna para contrair matrimônio com Deoclélia Antonia, filha do abastado Juan Pablo de Luccrétia, cujo conglomerado de fábricas de isqueiros abastecia toda a ilha de Cuba em seus dias de glamour. Dessa união, porém, não há descendentes conhecidos, o que leva a crer que a milenar linhagem ali conheceu o seu ponto final. Marcelo Sguassábia é redator publicitário www.letraeme.com

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Deus em mim saúda Deus em você O mesmo Sol que brilha isso é Onipotente, Onipreaqui brilha em qualquer sente e Onisciente. parte do mundo. OlhaSe todas as vezes mos para o céu, se o temque nos sentíssemos topo estiver aberto, veremados pelo egoísmo mos o Sol brilhante. Não olhássemos para o Sol, importa se estamos no veríamos o quanto a viBrasil ou no Japão, da física é sensível, o quando o Sol aparece em quanto o ego é pequeno, Márcio Assumpção qualquer lugar do mun- Professor de ioga e diretor o quando dependemos do,é o mesmo Sol. Por do Instituto de Yogaterapia uns dos outros e o quanque nos sentimos tão dito precisamos da mesferentes dos outros, se somos ilu- ma luz do Sol para vivermos. Essa minados pela mesma luz? A respos- luz também está dentro de nós e ta é o egoísmo que impera na mente se chama consciência. humana. Esse egoísmo é nutrido O egoísmo não nos deixar ver as pela ignorância da nossa verdadeira coisas com clareza. É como se estirealidade que é espiritual. véssemos numa sala escura, mas em Quando dizemos no yoga: “O algum momento uma janela se abre, Deus em mim saúda o Deus em vo- uma luz se ascende e a escuridão vai cê”, estamos reconhecendo a identi- embora. E assim percebemos que só dade divina dentro de cada ser. É uma precisávamos abrir uma janela para saudação ao Eu Superior e um reco- ver o Sol que a todos ilumina. nhecimento que Deus é um só e está Todos somos nutridos pela mespresente em todas as pessoas, por ma Luz!


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Como ser ‘eu’ ARTIGO Paulo Maurício Mello (Cari)

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sempre um desafio observar a nós mesmos, mais ainda é orientar as pessoas a analisarem a si próprias. Ninguém quer olhar pra si, pois é mais confortável olhar a dor, imperfeição, sucesso e o fracasso do outro. Partindo dessa premissa, hoje somos uma sociedade que perdeu muito da própria identidade, pois não olha para si mesma, para o seu “Eu” interior, e alguns nem sabem que ele existe. Sem a consciência deste “Eu” interior, a pessoa molda sua personalidade baseada em modelos definidos por novela, celebridade, moda, entre outros, sejam bons, ou ruins. Referências externas são excelentes, desde que analisadas em alinhamento com a nossa essência, senão somos o outro, vivendo no nosso corpo, e não nós mesmos. O não entendimento da necessidade desse alinhamento acaba moldando uma personalidade descaracterizada e falsa, uma verdadeira colcha de retalhos de comportamentos e crenças,

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AGOSTO/2013 Reprodução

uma ilusão de si mesmo. Na minha visão, o grande desafio do ser humano é voltar a ser ele mesmo, e estar compatível com a sua essência individual, pois não existe uma pessoa igual à outra, somos seres únicos. E ser único faz com que cada um saiba o que precisa para ser feliz, então, para atingirmos a chamada felicidade, temos que acessar esse EU, e alinhá-lo com a nossa personalidade. A sensação de felicidade não existe em termos materiais, é uma conjunção de fatores determinados por nossas emoções, crenças, valores e forma de pensar, que por sua vez determinam a nossa visão do mundo, das pessoas que estão nele, e da percepção que temos dos fatos da vida cotidiana. Essa percepção pode ter variáveis de pessoa para pessoa, em relação a um mesmo fato. Por exemplo, um mesmo atropelamento visto por duas pessoas, pode ter interpretações bem distintas. Uma pode interpretar que o pedestre estava errado, se ela ou alguém conhecido já atropelou alguém. A outra pode interpretar que o pedestre estava certo, caso já tenha sido atropelada. É um exemplo simples, mas que mostra que tendemos a nos identificar com imagens de referência, seja de pessoas ou situações. Então para sermos nós

mesmos e viver baseado no nosso “Eu”, seguem algumas dicas: - Autoconhecimento – Descubra o maravilhoso ser imperfeito que você é, pois este é o melhor ponto de partida; - Evolução continua – Use esse conhecimento como base do seu processo de aprimoramento e melhore a cada dia; - Individualidade – Somos seres incomparáveis, o que é bom para o outro, pode não ser pra você; - Tempo Certo – Seja disciplinado e persistente, mas lembre-se que cada um tem o seu próprio ritmo de vida; - Influências – Não se obrigue a ser o que não é. Pessoas são possibilidades de aperfeiçoamento, não é você; - Aceitação – Tenha seus próprios sonhos, valores e escolhas, que terá um

lugar verdadeiro e acolhedor no mundo; - Humildade – Busque ajuda profissional porque sozinhos podemos entrar num círculo vicioso. Não quero com essas dicas dar receitas mágicas, mas ajudar numa reflexão sobre o que é despertar para uma vida mais verdadeira e plena. Alguns anos atrás deparei com a seguinte frase sobre mim mesmo: “Eu sou alguém, mas não sou Eu”. Se você se identifica com essa frase, siga as dicas acima e será um bom começo para ser você, e como consequência, transformar a sua vida. Se não se identifica, verifique de qualquer forma as dicas, pois podem fazer parte dos seus pensamentos. Se já fizer, como diz a nova física, para um pensamento se manifestar para a realidade é só uma questão de tempo. Se não se identifica, nem tem pensado sobre isso, de qualquer forma reflita sobre essas dicas, para que preventivamente não entre nessa crise existencial. Ser feliz é uma sensação de paz, pertencimento e alegria, consequência do alinhamento da alma com a personalidade, é quando podemos dizer “Eu sou Eu”. Paulo Maurício Mello (Cari) é life coaching


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INDICADOR TERAPÊUTICO

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Corrente de ancestralidade Em agosto comemoramos os detalhes de sua tatao Dia dos Pais. Felizes ravó envolvendo tamaqueles que ainda têm seu bém problemas com a genitor ao seu lado. Aproperna, fato que desconheveito para lembrar como é cia até então. Pela corimportante trabalhar as rente de ancestralidade, questões não resolvidas pudemos liberar esse com estes seres que nos padrão, sentindo-se permitiram a vida. Refironossa paciente bastante me àqueles que guardam Marly Henriquez aliviada do pesadelo que Adaime mágoas não resolvidas, se encontrava sua vida. que mais cedo ou mais tarOs orientais, de uma de atingirão seu corpo físico, men- maneira geral, têm como rotina retal ou emocional. verenciar seus antepassados. Tive A terapia usando o processo de a oportunidade de assistir a uma memórias profundas (DMP) traz à cerimônia bastante emocionante, tona a possibilidade de clarear es- certa vez, em viagem. Em nossa ses pontos obscuros, finalizando cultura, já não temos esse costucom o perdão e a amorosidade no me. Podemos perceber que os palugar dos antigos ressentimentos. drões de negatividade se acumuChamamos corrente de ancestrali- lam, então, por gerações seguidade, conforme Dr. Roger Woolger, das. Muitos de nossos jovens carpois as pessoas da família se uni- regam esse peso sem nem mesmo rão como elos de uma corrente, re- saberem do que se trata. petindo os padrões indesejados Sou grata, mais uma vez, por por várias gerações. Necessário se- poder aliar nosso atendimento corá quebrar essa sequência de infor- mo uma profissão, mas principaltúnios, liberando as vidas de nos- mente para ajudar as pessoas a se sos filhos, netos, etc. desvencilharem desse emaranhaTivemos um caso clínico de do do passado. uma pessoa que nos procurou pelo luto de sua mãe, que havia falecido A 2ª ConferênciaTransgeracional pouco depois da necessidade de Internacional – Reconectar as Raíamputar uma das pernas, caso que zes Ancestrais – será em São havia ocorrido com sua avó anos Paulo, de 22 a 25 agosto. Estou atrás. Ao entrar no processo de me- às ordens para maiores informamória profunda por um estado alte- ções, por meio dos telefones rado de consciência, ela nos narrou abaixo anunciados.


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Viva Bem elianamattos@uol.com.br

BATE-PAPO

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utro dia, tive uma reunião em Monte Mor e depois fui almoçar em um restaurante com uma comida caseira muito boa, num ambiente simples, mas muito agradável pela gerência de seu proprietário, o Nelson, ou Nerso, como gosta de ser chamado. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a presença da filha dele, a Vivian, estudante do último ano de medicina, que estava ajudando o pai, na sua única semana de férias. A faculdade da moça deve custar em torno de 5 mil reais mensais e, ao invés de nessas tão curtas férias ela aproveitar para descansar, estava ali no restaurante, provavelmente muito agradecida pelo esforço que o pai deve fazer para pagar seus estudos. Lembrei-me do Giovani, filho do Amauri, jardineiro de onde trabalho, que até já escrevi sobre ele uma vez. O jovem agora está no final do curso de química (entrou em faculdade pública, vindo de escola pública também) e acabou de passar por uma seleção para um estágio numa empresa multinacional, que entre centenas de candidatos, acabou selecionando o rapaz. E mesmo assim quando ele vem para Indaiatuba, vai cortar a grama e podar árvores nos locais onde o pai presta serviço. Acho muito gratificante encontrar jovens que dão tanto valor ao sacrifício dos pais, para que eles possam estudar e ser alguém na vida. Numa época como a que vivemos em que a maioria dos jovens infelizmente, não está nem aí para a família, achando mesmo que os pais não fazem mais do que a obrigação em proporcionarlhes estudos, Vivian e Giovani são exceção à regra. E a gente também sabe que quanto maior a condição econômica da família, menos os filhos dão o devido valor aos pais. Porque, a menos que essa condição econômica boa seja oriunda de trabalho desonesto, os pais que estão bem de vida, devem ter feito muitos sacrifícios para chegar aonde chegaram. Por isso os filhos têm mais é que agradecer a eles por tudo que estão recebendo, muitas vezes de “mão beijada”. A Vivian e o Giovani talvez sejam os modelos de jovens que nosso país precisa, para que aconteçam realmente grandes mudanças políticas e sociais. *** Mudando “de pato para ganso”, quando escrevo para vocês, um perfume de flores de jabuticabeiras está no ar... Estarão elas floridas? Apesar da frente fria, assustadora de tão fria, há um vento leve e quente soprando e trazendo esse perfume que me deixa muito feliz. São de pequenas coisas que nosso dia precisa para se transformar num glorioso dia! Beijos!

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DIFERENTES TIPOS DE COGUMELOS (Parte 2 – Secos) Funghi: é um cogumelo seco e deve ser guardado na geladeira em embalagens bem fechadas. Duram até seis meses. Na hora de usar devem ser lavados e deixados de molho na água por 20 minutos, até ficarem ligeiramente inchados. Não são saborosos crus e não devem ser grelhados. Cozinhe-os em molhos, ensopados ou risotos. Chileno: é um cogumelo seco fácil de encontrar. Bom para molhos, risotos e recheios em geral. Shitake: assim como se faz com a versão fresca, despreza-se o cabinho. Deve ser colocado em molhos. Porcini: cogumelo italiano selvagem, em geral é preparado para entrar em risotos ou ensopados. Na Europa é encontrado fresco e aqui normalmente seco.

FORNO & FOGÃO Pudim de gelatina Ingredientes: 2 caixas de gelatina sabor uva 1 xícara (chá) de água morna 2 latas de leite condensado 2 caixas (400 g) de creme de leite

Sintonia entre os colunistas Já aconteceu mais de uma vez, entre a Silvia Lá Mon e eu, de abordarmos o mesmo tema no jornal, sem sabermos antes o que cada uma iria escrever. Na edição passada, aconteceu a mesma coisa entre mim e Clélio Berti, da Universidade de Yôga (Uni-Yôga). Não nos conhecemos pessoalmente, não sabíamos sobre o que cada um iria escrever, e o tema foi o mesmo: a fofoca. Interessante essa sintonia...

Modo de fazer: Dissolva as gelatinas na água morna. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e por último a gelatina dissolvida. Bata bem e despeje numa forma para pudim e leve à geladeira. Dicas: se passar um pouco de óleo na forma de pudim antes de colocar a mistura fica mais fácil na hora de desenformar. Você também pode usar outro sabor de gelatina e mesmo diminuir a receita cortando tudo pela metade.

SEGREDOS PARA UM PEIXE MAIS GOSTOSO * Se for preparar peixe à milanesa, passe-o primeiro na farinha de trigo, depois no ovo e depois na farinha de rosca. Ele fica mais crocante. * Para um gostinho diferente, passe o filé em suco de uva antes de fritar. Quem preferir pode fazer o mesmo passando-o no iogurte. Depois é só passar na farinha de rosca. * Se você gosta mais de peixe assado, experimente levá-lo ao forno com molho de tomate e leite de coco. Ele sai pronto e deliciosamente diferente.


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BEM NUTRIR

Alimentos que causam enxaqueca ARTIGO André Felicio

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stima-se que, ao longo da vida, todo mundo tenha, no mínimo, um episódio de dor de cabeça, especialmente, a enxaqueca. Esse tipo de cefaleia interfere de forma significativa na qualidade de vida, alterando o humor e diminuindo a produtividade nos estudos ou no trabalho. É difícil perceber se foi um determinado alimento que desencadeou a enxaqueca. Cabe ao paciente associar sua ingestão com o desencadeamento da crise ou mesmo notar se ela cessa ao evitar esse alimento. Uma maneira de lembrar quais alimentos desencadeiam enxaqueca é pensar no cardápio principal das grandes lojas de fast-food, um prato cheio para as crises. Por outro lado, os alimentos que devemos incentivar enxaquecosos a ingerir são: carnes, aves e peixes frescos, queijo branco, leite desnatado, pães brancos, aspargos, cenoura, beterraba, espinafre, tomate, brócolis, alface, ameixa, maçã, damasco, pêssego e pera. Os principais fatores que contribuem para que determinados alimentos desencadeiem a enxaqueca são características dos próprios alimentos (como a capacidade de promover vasodilatação) e a suscetibili-

dade genética, motivo pelo qual nem todos os enxaquecosos desenvolvem crises quando expostos ao mesmo tipo de alimento/produto, ou pior, no caso da cafeína, alguns melhoram e outros pioram. Em alguns casos, a enxaqueca deflagrada pela alimentação pode indicar até outros problemas como intolerância à lactose ou doença celíaca. O fato de a dor ser desencadeada ou não por um alimento não muda o tratamento da crise aguda, na qual se usam medidas comportamentais (repouso, pouca luz) e farmacológicas (analgésicos específicos para enxaqueca, como os triptanos). A Em geral, o tratamento da enxaqueca crônica leva em consideração orientar o paciente a reduzir o uso de analgésicos e tomar medicações preventivas para dor por, pelo menos, seis meses, ininterruptamente. Normalmente, levamos em consideração as comorbidades do indivíduo para escolher esse preventivo. Assim, é importante que o indivíduo com dor de cabeça reconheça que muito mais do que se automedicar o fator determinante no sucesso do tratamento será reconhecer a dor em toda sua complexidade, por exemplo, seus fatores desencadeantes como os alimentos, e que procurar o auxílio de um profissional médico para isso será sempre o melhor caminho. André Felicio é neurologista, doutor em Ciências pela Unifesp, membro da Academia Brasileira de Neurologia, pós-doutor pela University of British Columbia (Canadá) e médico pesquisador do Hospital Albert Einstein

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PONTOS DE VENDA DO JORNALZEN CAMPINAS BARÃO GERALDO BANCA CENTRAL - Avenida Santa Isabel, 20 BARÃO ERVAS - Avenida Santa Isabel, 506 ESPAÇO UNGAMBIKKULA Av. Santa Isabel, 1.834 IDEAL REFEIÇÕES - Rua Vital Brasil, 200 BOSQUE BANCA DO BOSQUE - Avenida Moraes Sales, 1.748 CAMBUÍ BANCA CAMBUÍ - Rua Cel. Quirino (ao lado da padaria Massa Pura) BANCA DONA SINHÁ - Rua Cap. Francisco de Paula BANCA MARIA MONTEIRO - Maria Monteiro, 1.201 BANCA RIVIERA - Rua Coronel Silva Teles, 37 BANCA SANTA CRUZ - Rua Santa Cruz, 176 CASTELO BANCA NAKAZONE - Avenida Andrade Neves (balão) CENTRO ALMAZEN - Rua Barreto Leme, 1.259 BANCA ANCHIETA - Rua Barreto Leme, 1.425 BANCA CONCEIÇÃO - Rua Conceição BANCA DO ALEMÃO - Rua General Osório, 986 BANCA REAL DISNEY - Rua General Osório, 1.325 BANCA TANNO - Avenida Francisco Glicério, 1.580

FLAMBOYANT BANCA DO ISMAEL - Rua Mogi Guaçu (em frente à padaria Abelha Gulosa) GUANABARA BANCA DO DIRCEU - Rua Oliveira Cardoso, 62 BANCA ITAMARATI - Rua Eng. Cândido Gomide, 287 IGUATEMI LIVRARIA CULTURA (Shopping Iguatemi) PARQUE IMPERADOR BANCA CARREFOUR - Rodovia Dom Pedro I PROENÇA BANCA DO ROBERTO - Av. Princesa D’Oeste, 994 SANTA GENEBRA BANCA SANTA GENEBRA Avenida Pamplona, s/nº SOUSAS AVIS RARA Rua Rei Salomão, 295 BANCA RICCO PANE Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, 871 TAQUARAL BANCA DO EDUARDO - Rua Thomaz Alva Edson, 115 BANCA TAQUARAL - Rua Paula Bueno, 1.260

CHÁCARA DA BARRA CENAPEC - Rua Mogi das Cruzes, 255

VILA ITAPURA BANCA SACRAMENTO - Rua Eng. Saturnino Brito, s/nº

CIDADE UNIVERSITÁRIA BANCA BARÃO - Avenida 2 - Atílio Martini, 50

VILA NOVA BANCA VILA NOVA - Av. Imperatriz Leopoldina, 100

INDAIATUBA CENTRO BANCA RUTH - Rua Candelária, 1 CINE CAFÉ - Shopping Jaraguá (Rua Humaitá, 773) JARDIM CALIFÓRNIA BANCA DO JANUBA - Praça Renato Villanova VILA NOSSA SENHORA APARECIDA PANIFICADORA A-REAL - Rua Candelária, 1.828 SAÚDE NATURAL - Rua Candelária, 1.751 VILA VITÓRIA BANCA DO JAIR - Rua Humaitá esq. Av. Pres. Vargas PADARIA GIANINI - Avenida Presidente Vargas, 472 VILA SUÍÇA PADARIA SUÍÇA - Rua Pedro de Toledo, 1.855

AMPARO CASA DO NATURALISTA - Largo do Rosário, 131 (Centro)

HOLAMBRA ESPAÇO CULTURAL TERRA VIVA - Avenida Rota dos Imigrantes, 605

JAGUARIÚNA* NATU ERVAS - Rua Cândido Bueno, 885 (Centro) * e em todas as bancas da cidade

VALINHOS em todas as bancas da cidade

VINHEDO* EMPÓRIO JF - Avenida dos Imigrantes, 575 (Jardim Itália) LIVRARIA NOBEL - Avenida Benedito Storani, 111 * e em todas as bancas da cidade


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Jornalzen Agosto 2013  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há oito anos no mercado, circula e...

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