Issuu on Google+

JORNALZEN ANO 7

MARÇO/2011

AUTOCONHECIMENTO

SAÚDE

nº 73

R$ 1,50

CULTURA

www.jornalzen.com.br

BEM-ESTAR

CIDADANIA Silvia Lá Mon

ASTROLOGIA DA ALMA

FIB versus PIB

Pág. 6

Pág. 4

BEM NUTRIR

Somos todos curadores feridos

Pág. 19

Viva Bem

ARTIGOS

Pág. 9

ARITA PETTENÁ

Pág. 18

Pensamentos de

Padre Haroldo Pág. 12

A caminhada da mulher através dos séculos Pág. 9

ZEN ZENTREVISTA Ala Szerman - Pág. 3 Silvia Lá Mon

ASTROZEN Pág. 6

CULTURAZEN ZEN Pág. 10

PARA ASSINAR OU ANUNCIAR, LIGUE PARA (19) 3324-2158 (19) 9263-3500 Silvia Lá Mon

Reunião na Academia Campinense de Letras discutiu a situação: corrida contra o tempo

MOBILIZAÇÃO PELA BIBLIOTECA ADIR GIGLIOTTI A possibilidade de fechamento da Biblioteca Adir Gigliotti, em razão da falta de recursos para sua manutenção, levou a Academia Campinense de Letras, por intermédio dos acadêmicos Agostinho Tavolaro e Rubem Costa a mobilizar a sociedade. Uma reunião no último dia 22 avaliou a situação e discutiu alternativas de apoio à biblioteca, mantida pela família Gigliotti por meio da Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais (Cenapec). O prédio da atual sede, no Taquaral, foi vendido e terá de ser desocupado até

31 de março. Um novo local chegou a ser encontrado para abrigar os 55 mil livros e as demais atividades, mas a mudança depende do apoio da comunidade. Um convênio de cooperação foi lançado e a adesão pode ser feita no site www.cenapec.org.br. A biblioteca Adir Gigliotti foi aberta em agosto de 2003. Sua origem coincide com a vida de seu fundador, o advogado e jornalista Alcy Gigliotti, já falecido. Desde a adolescência ele colecionou livros, jornais, revistas e discos que formam o acervo colocado à disposição da população.

A ARTE ABSTRATA DE NENA RAMPAZZO Pág. 11


JORNALZEN

2

JORNALZEN nossa missão: Informar para Transformar

DIRETORA Silvia Lá Mon

FEVEREIRO/2011

EDITOR Jorge Ribeiro Neto

JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508

circulação: Campinas, Indaiatuba, Holambra, Jaguariúna, Valinhos e Vinhedo

Álbum de Família

A assinante Jerusa Ferraz, declamadora poética e relações-públicas do Centro de Poesia e Arte (Cepac), com o neto Eduardo, nascido em 30 de novembro de 2010

PONTOS DE VENDA DO JORNALZEN CAMPINAS ALPHAVILLE CAFÉ VILLA PONTINI - AlphaMall BARÃO GERALDO BANCA CENTRAL - Avenida Santa Isabel, 20 BANCA DO JAPA - Rua Armando Sebastião Bononi, 20 BANCA DO LÉO - Avenida Romeu Tórtima, 283 BARÃO ERVAS - Avenida Santa Isabel, 506 IDEAL REFEIÇÕES - Rua Vital Brasil, 200 NATURALMENTE - Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1.905 BONFIM BANCA CANTO DO RIO - Rua Erasmo Braga, 192 BOSQUE BANCA DO BOSQUE - Avenida Moraes Sales, 1.748

AGENDAZEN ZEN CAMPINAS AYURVEDA 31/3, a partir das 8h30 – palestra “Prevenção e saúde de acordo com a visão do Ayurveda”, com a terapeuta corporal Anosha Prema, no auditório do Museu de História Natural (Rua Coronel Quirino, 2 - Bosque dos Jequitibás). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3251-9849 e 3295-5850 CONSTELADORES SISTÊMICOS a partir de 11 e 12/3 – curso de preparação promovido pelo IPEC – Instituto de Pesquisa e Estudo da Consciência. Inscrições e mais informações: (19) 3252-1565 EMF 31/3, às 19h30 – palestra “A lógica da Malha que nos envolve!”, com Silvia Fleury, no Espaço Maeve Dux (Rua Dr. José Ferreira de Camargo, 244 - Nova Campinas). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3396-6414 e (19) 9254-0207 ou www.solaraholistico.com FITOTERAPIA 26 a 29/4 – 9ª Semana de Fitoterapia de Campinas, na CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Avenida Brasil, 2.340 – Vila Nova). Aberto ao público. Mais informações: (19) 3743-3795, com Maria GEA 14, 21 e 28/3, às 20h – palestras “O Assédio moral/sexual nas empresas privada e pública”, com o advogado Jorge Ribeiro da Silva Júnior; “Ser feliz”, com Giuliano Milan; e “Amor à mãe natureza”, com a engenheira agrônoma Dionete Santin, no ISI - Instituto de Saúde Integrada (Rua Barreto Leme, 1.552 - térreo, sala 9). Encontros do Grupo de Estudos sobre o Amor. Aberto ao público. Mais informações: www.blove.med.br/gea MEDITAÇÃO 12/3, às 14h30 – prática aberta ao não-membros na AMORC/Ordem Rosacruz [Rua Nazareth Paulista, 690 - Jardim das Paineiras, (próx. Shopping Iguatemi)]. Mais informações: (19) 3203-9979

Fone/Fax: (19) 3324-2158 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br twitter.com/jornalzen

MULHER 19/3, às 15h – evento festivo do CEPAC Centro de Poesia e Arte de Campinas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, na Academia Campinense de Letras (Rua Marechal Deodoro 525 - Centro). Apresentações artísticas e sorteios. Mais informações: contato_arteepoesia@yahoo.com.br ORDEM ROSACRUZ 26/3, às 10h30 – palestra “Autodomínio e destino com os ciclos da vida”, na AMORC [Rua Nazareth Paulista, 690 - Jardim das Paineiras. Comemoração dos 50 anos da Loja Rosacruz Campinas. Aberto ao público. Mais informações: (19) 3203-9979 ROLFING 19 e 26/3, das 10h às 11h30 – aulas gratuitas para mulheres com Yeda Bocaletto no consultório à Rua Elvino Silva, 111 (Jardim Paineiras). Inscrições e mais informações: (19) 3254-9180 ou yedab@hotmail.com “SER HOMEM” workshop “A dor e a cura das feridas masculinas”, promovido pelo IPEC – Instituto de Pesquisa e Estudo da Consciência. Inscrições e mais informações: (19) 3252-1565

INDAIATUBA BENEFICENTE 20/3, a partir das 13h30 – chá beneficente em prol da VOLACC – Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer, na Tejusa (Rua 13 de Maio, 1.491 - Cidade Nova). Mais informações: (19) 3875-4544

VALINHOS FLORAIS DE BACH a partir de 22/3 – curso “Aprendendo a Usar os Florais de Bach Healingherbs, com Telma Kosa Duarte, no Núcleo Vidas Espaço Terapêutico (Rua das Vitórias Régias 452-F - Jardim das Vitórias Régias). Inscrições e mais informações: (19) 3869-1311

FLAMBOYANT BANCA PAINEIRAS - Rua Jesuíno Marcondes Machado, 2.574 BANCA DO ISMAEL - Rua Mogi Guaçu (em frente à padaria Abelha Gulosa) GUANABARA BANCA BRASIL Rua Joana de Gusmão, s/nº BANCA GUANABARA - Rua Buarque de Macedo, 209 BANCA DO DIRCEU - Rua Oliveira Cardoso, 62 BANCA DO SÉRGIO - Rua Carolina Florence, 241 IGUATEMI BANCA CARREFOUR IGUATEMI LIVRARIA CULTURA (Shopping Iguatemi)

BOTAFOGO BANCA RODOVIÁRIA - Avenida Andrade Neves, 880

JARDIM SANTANA BANCA DO ROMEU - Avenida Lafayete Arruda Camargo

CAMBUÍ BANCA CAMBUÍ - Rua Cel. Quirino (ao lado Massa Pura) BANCA MARIA MONTEIRO - Rua Maria Monteiro, 1.201 BANCA RIVIERA - Rua Coronel Silva Teles, 37 BANCA SANTA CRUZ - Rua Santa Cruz, 176 BUONA SALUTE - Rua General Osório, 1.761

NOVA CAMPINAS BANCA INCA - Avenida Engenheiro Carlos Stevenson, s/nº

CAMPOS ELÍSEOS BANCA DO XANDÃO - Rua Monte Mor c/ Pedreira

RODOVIA DOM PEDRO I BANCA SANTANA - Km 127 (Carrefour)

CASTELO BANCA AKAMINE - Rua Barbosa de Andrade (esquina c/ padaria Pão do Castelo) BANCA NAKAZONE - Avenida Andrade Neves (balão do Castelo)

SÃO BERNARDO HAYASHI - Rua Padre Bernardo Silva, 1.249

CENTRO ALMAZEN - Rua Barreto Leme, 1.259 BANCA CONCEIÇÃO - Rua Conceição BANCA DO ALEMÃO - Rua General Osório, 986 BANCA DO ANTÔNIO - Avenida Moraes Sales, 1.122 BANCA DO STEPHAN - Avenida Barão de Jaguara, 1.215 BANCA PUCC - Avenida Francisco Glicério, 1.580 BANCA REAL DISNEY - Rua General Osório, 1.325 CAFÉ REGINA - Rua Barão de Jaguara, 1.302 CARIMBOM - Rua Barão de Jaguara, 1.091 - sl. 205 CASULO ALIMENTOS - Rua Luzitana, 1.433 - loja 2 ESTAÇÃO CULTURA - Praça Marechal Floriano Peixoto CHÁCARA PRIMAVERA BANCA JASMIM - Rua Jasmim, 755 CIDADE UNIVERSITÁRIA BANCA BARÃO - Avenida 2 - Atílio Martini, 50 BANCA CIDADE UNIVERSITÁRIA - Rua Ruberley Boareto da Silva, 1.015 BANCA GUARÁ - Rua José Pugliesi Filho, 420 A

INDAIATUBA* CENTRO ALEMDALENDA - Rua 24 de Maio, 1.072 BOTICA ANTICA - Rua Pe. Bento Pacheco, 1.160 BRUMAT - Rua 11 de Junho, 711 CINE CAFÉ - Shopping Jaraguá (Rua Humaitá, 773) CIDADE NOVA BAZAR 13 - Rua 13 de Maio, 1.179 HUNGRY TIGER - Avenida Presidente Kennedy, 496 RECREIO CAMPESTRE JOIA UIRAPURU (loja conveniência Posto Shell, ao lado do Habib’s) - Avenida Francisco de Paula Leite, 3.385 VILA NOSSA SENHORA APARECIDA PANIFICADORA A-REAL - Rua Candelária, 1.828 SAÚDE NATURAL - Rua Candelária, 1.751

PROENÇA BANCA DO ROBERTO - Avenida Princesa D’Oeste, 994

SOUSAS AVIS RARA Rua Rei Salomão, 295 BANCA SAN CONRADO Avenida San Conrado, s/nº BANCA RICCO PANE Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, 871 SWIFT EXTRA ABOLIÇÃO - Rua Abolição, 2.030 TAQUARAL BANCA DO EDUARDO - Rua Thomaz Alva Edson, 115 BANCA TAQUARAL - Rua Paula Bueno, 1.260 CENAPEC - Rua São Salvador, 301 SNACK LOJA DE CONVENIÊNCIA (Posto BR) - Avenida Heitor Penteado, 120 VILA INDUSTRIAL BANCA DO DEDÉ - Rua Dr. Sales de Oliveira, 1.059 SUPER NEWS - nova Rodoviária VILA NOVA BANCA VILA NOVA - Avenida Imperatriz Leopoldina, 100

HOLAMBRA ESPAÇO CULTURAL TERRA VIVA - Avenida Rota dos Bandeirantes, 605

JAGUARIÚNA* NATU ERVAS - Rua Cândido Bueno, 885 (Centro) VIVER PROD. NATURAIS - Rua Júlio Frank, 616 (Centro) * e em todas as bancas da cidade

VALINHOS em todas as bancas da cidade

VINHEDO*

VILA SUÍÇA PANIFICADORA NOVA SUÍÇA - Rua Pedro de Toledo, 1.855

DUE MONDY - Rua Eduardo Ferragut, 145 (Jardim Itália) EMPÓRIO JF - Avenida dos Imigrantes, 575 (Jardim Itália) QUARTZO ROSA - Rua Monteiro de Barros, 781 Lote 60 (Vila Planalto)

* e em todas as bancas da cidade

* e em todas as bancas da cidade


MARÇO/2011

E

la foi pioneira na introdução da ginástica aeróbica no Brasil e em promover atividades físicas pela televisão brasileira. Ala Szerman ficou conhecida do público por sua participação no programa TV Mulher, que foi ao ar pela Rede Globo nos anos 80. A russa naturalizada brasileira revolucionou o mercado profissional estético utilizando tecnologias inovadoras em seus tratamentos corporais e faciais. Professora de educação física e empresária, Ala Szerman inaugurou o primeiro spa da América Latina, em novembro de 1984, no Guarujá (SP). Tornou-se consultora de empreendimentos do gênero. Em 1991, depois de se submeter a uma mastectomia radical, Ala foi se tratar em Nova York e vivenciou a eficácia das terapias complementares para pacientes com câncer. A partir de sua experiência, capacitou-se e respondeu pela implantação de um spa que oferecia tratamento oncológico. Nesta entrevista exclusiva ao JORNALZEN, Ala Szerman explica por que os spas se transformaram em entidades necessárias para o equilíbrio do ser humano.

Como se sente sendo ainda reconhecida pelo pioneirismo de promover atividades físicas pela TV no Brasil? Meu primeiro contato com a atividade física veio da constatação que as mulheres não praticavam ginástica. Nos anos 60, as mulheres praticavam balé ou jazz. Quando, em 1967, abri a primeira academia com musculação, na Rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, todos disseram que isso era fora dos padrões brasileiros, e tinham razão. Com muita dedicação e levando a mulher a uma participação maior na cultura de saúde, depois de dois anos retirei o nome Lady, ficando apenas Ginastic Center. Esse trabalho era dirigido para uma classe mais privilegiada, não pelo dinheiro, mas pela falta de conhecimento das vantagens da atividade física para o ser humano. A grande lição foi dada pelo TV Mulher, em 1980, que conscientizou não só as mulheres mas também os homens para a importância de praticar esportes. O jornalismo propagou a nova era e obtive por meio da rádio, da mídia escrita (Nova, O Estado de S. Paulo e muitos outros veículos), incluindo os departamentos de educação física, a resposta a uma prática de viver melhor e ser mais saudável. Na qualidade de precursora dos spas no Brasil, como avalia esse serviço hoje? O primeiro day spa foi inaugurado em 1975 com a filosofia de que o ser humano é um todo. A atividade física tipicamente mecânica tem conexão somente com a parte biológica e não há como separar a vida “orgânica” da vida espiritual e emocional. O desenvovimento da indústria de spas no mundo é uma tarefa de contínua progressão. Além de um bom negócio, transformou-se em uma entidade necessária para o equilíbrio do ser humano. Por esse motivo, há oito anos foi constituída a Associação

JORNALZEN

3

ZEN ZENTREVISTA Ala Szerman

SAÚDE TOTAL Autoridade em cosmética e bem-estar, a russa naturalizada brasileira ressalta a importância do enfoque holístico em spas Divulgação

com filosofias determinadas pela sua atividade auxiliam a população a ter uma qualidade de vida melhor. Ensinam desde uma forma de escolher os alimentos saudáveis até controlar a mente em desequilíbrio. Um bom exemplo é o Onco Spa do Instituto Paulista de Cancerologia, que além de trazer conforto e aceitação de medicação é um ponto onde o estímulo da capacidade da autoimagem e autodefesa pode ser desenvolvido. São milhares de pessoas que puderam minimizar os efeitos negativos dos fortes medicamentos. Assim como spas de luxo ou spas completamente holísticos, cada um tem um padrão. Dentro do conceito contemporâneo de spa, qual a importância da oferta de terapias complementares? Depois da aprovação na medicina alopática da acupuntura, muitos estudos têm se realizado em grandes centros médicos do mundo. Cada vez mais próximas, são as confirmações dos efeitos da medicina complementar. A neurociência tem contribuído para o desenvolvimento de toda força dessas terapias baseadas na pura ciência. Algumas terapias de resultados conclusivos fazem parte de procedimentos médicos e do dia a dia nos spas. Até

“As filosofias orientais e a nova visão da medicina quântica preparam a ciência para pesquisar mais a envergadura do Homem como um ser holístico” Brasileira de Clínicas e Spas, que presidi por alguns anos e da qual hoje sou vice-presidente. A associação qualificou os spas e deu um rumo de convivência com outros órgãos que tratam de saúde. Spas

a alimentação, atualmente, é baseada nos conhecimentos e sabedoria oriental. Como o uso de plantas amazônicas na estética se tornou uma tendência mundial? O uso empírico das plantas que curam hoje tem comprovação dos efeitos benéficos, tanto na saúde como na estética. As maiores empresas cosméticas têm incluído na sua linha extrato de plantas da Amazônia. Os princípios ativos das plantas amazônicas foram isolados no século XVIII e concorriam com as plantas do continente europeu. Basta citar a acerola, que contém a maior porcentagem de vitamina C, ou a manteiga de cupuaçu, usada como base de medicamentos dermatológicos. A lista é tão extensa que seria necessário relacioná-la em um livro. Buriti, urucum, priprioca, preciosa, capimlimão e muitas outras têm documentação e estudos sobre o seu uso na cosmética. Em que medida as práticas holísticas podem interferir positivamente na qualidade de vida? Como o ser humano não é como um motor, que pode trocar as peças e continuar funcionando, a complexidade da vida mostra que o ser humano é um todo. A complexidade começa na informação genética e respostas reflexas de estímulos sensoriais. Nós somos filhos de “hormônios” e dependemos de toda estrutura química, física e energética. Uma informação bloqueada através de meridianos ou formas energéticas de comunicação pode destruir o ser, mesmo que tenha todos os cuidados consigo. Por mais saudável que seja o homem, ele depende do seu corpo energético, que comanda as ações orgânicas. As filosofias orientais e a nova visão da medicina quântica preparam a ciência para pesquisar mais a envergadura do Homem como um ser holístico. Hoje conhecemos inúmeras formas de transformar a comunicação e liberação de certos hormônios no segmento da saúde. Uma simples massagem pode mudar o humor, estresse e até a dor. Como avalia a proposta de nosso jornal, qual seja a de difundir as iniciativas voltadas ao bem? O equilíbrio do universo está na direta relação do positivo e negativo, do branco e do preto, do dar e receber, do bem e do mal. Ainda bem que existem os defensores do bem, que com suas ações podem anular o mal que hoje prevalece nas relações humanas. O mundo, e mais que próprio mundo, o ser humano é o bem, e dos protetores do bem depende o futuro da humanidade. Que este jornal, tal como outros, mostre que a importância do estar bem e ser feliz é o caminho da plenitude. Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores? Mesmo que os caminhos sejam os mais difíceis de achar, devem ser percorridos para encontrar a verdadeira essência interior do ser humano.


JORNALZEN

4

Silvia Lá Mon

PANORAMA

Na onda da mulher A mulher está “na moda”, pelo menos no Brasil. Desde que Dilma Rousseff foi eleita presidente, vem se estabelecendo uma onda de valorização da mulher nos mais variados setores de trabalho e da sociedade. No Brasil, é assim. Vivemos ondas midiáticas e arquetípicas que determinam pensamentos e comportamentos de massa. Atualmente, temos notícias de empresas que priorizam e contratam mais mulheres em seus quadros, em diversas funções. Embora tenha crescido a participação das mulheres no mercado de trabalho, os salários continuam menores em relação a homens que exercem o mesmo cargo. Hoje temos mulheres ocupando outros postos, até em campos comumente masculinos, como o futebol. Na política, de uma forma geral aumentou muito o número de cargos de ministras e secretárias em diversas capitais. Outro exemplo é a nomeação da delegada Martha Mesquita Rocha para a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que passa a ser a primeira mu-

lher a comandar cerca de 12 mil policiais. Grupos de mulheres são formados nas mais diversas partes do mundo. Eu mesmo participo de um desses, uma vez por mês, no qual podemos trocar experiências, acolhimentos, conselhos de sabedoria vivencial, orações, danças, artes e quitutes. Tudo isso é extremamente saudável e nos preenche e fortalece muito. Geralmente os homens não entendem esse comportamento, que é quase que instintivo em nosso gênero, e perdem a oportunidade de tentar fazer o mesmo e se fortalecerem emocionalmente. Dessa forma, reduziriam drasticamente as possibilidades de, por exemplo, sofrer um infarto e seriam muito mais criativos e inteiros. Sinceramente, espero que essa onda não seja passageira e que de fato nós, mulheres, possamos enfim circularmos à vontade neste mundo.

FIB versus PIB Célio Pezza

O

que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico? Foi baseado nessa premissa que o Butão, pequeno país budista vizinho ao Himalaia instituiu o FIB (Felicidade Interna Bruta). Em 1972, seu novo rei, Jigme Singye, declarou durante sua posse que a Felicidade Interna Bruta é mais importante que o PIB (Produto Interno Bruto). A partir daí, baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Essa política virou realidade e o Butão hoje mostra ao mundo que o nosso conceito de avaliação de países está errado. Veja o exemplo dos EUA, onde o PIB é considerado alto e ao mesmo tempo aumentam os índices de criminalidade, divórcios, guerras, neuroses e toda sorte de infelicidade. O problema é que o PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente. Esse modelo de produção e consumo seguido de mais produção e mais consumo desestabilizou o ser humano e o planeta. Uma nova empresa que se instala em uma região traz, sem dúvida, um aumento do PIB dessa região, mas se for acompanhada de uma degradação ambiental, da saúde e do bem-estar da comunidade, o resultado final será uma perda de qualidade de vida, mesmo com crescimento econômico. Uma civilização focada no FIB é preocupada em fazer o bem e não em acumular lucros, pois, acima de certa quantidade, o dinheiro não vale nada em termos de felicidade. É uma tremenda virada nos conceitos

MARÇO/2011

atuais, mas que pode salvar o ser humano de um futuro desastroso. O primeiro-ministro do Butão explicou na ONU que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela qualidade de vida e felicidade de seu povo e não pela habilidade de produzir e consumir. Os conceitos da FIB do Butão estão correndo pelo mundo todo e despertando a curiosidade de muita gente interessada na promoção de um novo modelo de civilização, mais feliz e menos preocupada com o consumo. O Ocidente já adicionou mais cinco itens aos quatro pilares do Butão: boa saúde, educação de qualidade, vitalidade comunitária, gestão equilibrada do tempo (trabalho e lazer) e bem-estar psicológico. O modelo econômico atual tem de ser modificado drasticamente e devemos nos empenhar na busca e concretização de outros modelos mais favoráveis à vida e à felicidade. É hora de lembrarmos as palavras do ex-senador Robert Kennedy quando, durante um de seus últimos discursos, em março de 1968, criticou o crescimento econômico a qualquer custo e disse entre outras coisas que “não encontraremos nem um propósito nacional nem satisfação pessoal numa mera continuação do progresso econômico. Não podemos medir a realização nacional pelo PIB, pois ele cresce com a produção de napalm, mísseis e ogivas nucleares. Ele mede tudo, menos o que torna a vida digna de ser vivida”. Robert Kennedy foi assassinado logo depois, em junho de 1968, aos 42 anos de idade. Célio Pezza é escritor com formação acadêmica em Química e Administração de Empresas

Nota fiscal do bem A Casa da Criança Paralítica, que atende crianças e adolescentes com deficiências físicas em Campinas, está promovendo campanha para arrecadação de cupons fiscais para utilizá-los no programa Nota Fiscal Paulista. Há urnas em supermercados e grandes lojas da cidade. Quem optar por não colocar o CPF na nota fiscal pode simplesmente depositá-la nelas.

Atendimento gratuito A Clínica de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera de Campinas, no Parque Taquaral, abriu atendimentos gratuitos à população. Entre os serviços disponibilizados estão os de fisioterapia em ortopedia e traumatolo gia, neurologia e saúde da mulher. Os interessados devem se inscrever na própria unidade (Rua Luis Otávio, 1.313). Mais informações pelo telefone (19) 3512-3102.

Fórum ambiental O Lions Clube de Vinhedo e a Academia Metropolitana de Letras, Artes e Ciências, com apoio da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras entidades, promovem no dia 19 de março o 4º Fórum Leonístico de Meio Ambiente e Sustentabilidade. O evento terá início às 8h30, no auditório da Faculdade de Vinhedo (Avenida Benedito Storani, 470 - Centro).

Bolsas de estudo O Portal Universia está divulgando as inscrições para o Programa de Bolsas da Fundação Estudar. Para participar do processo seletivo é necessário ser aluno de graduação aprovado no vestibular para 2011 ou cursando (até penúltimo ano) ensino superior presencial. Mais informações no portal universia.com.br.

Agentes culturais Abertas as inscrições para o processo seletivo de Agentes Brazucah, produtora cultural e agência de comunicação especializada na difusão de cinema brasileiro. Os alunos selecionados em 17 cidades do Estado – entre as quais Campinas, Americana e Hortolândia – serão responsáveis pela divulgação dos filmes brasileiros em universidades e escolas. Mais informações: redebrazucah.com.br .

Prêmio APCA Samir Yazbek recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte o prêmio de melhor autor teatral de 2010, com “As Folhas do Cedro”. A peça, que iniciou carreira no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e passou por Campinas – com divulgação do JORNALZEN –, é inspirada na imigração libanesa no Brasil nos anos 70.


MARÇO/2011

JORNALZEN

5 INFORME PUBLICITÁRIO

50 anos da Loja Rosacruz Campinas 26 de março de 1961 - nessa data se iniciaram as atividades do Pronaos Rosacruz Campinas - AMORC. Neste mês, o antigo Pronaos, e agora Loja Rosacruz Campinas - AMORC, completa 50 anos de existência. Meio século de Luz, Vida e Amor irradiando incessantemente para toda a região de Campinas. Uma Loja Rosacruz é o ponto de encontro e laboratório dos estudantes da Antiga e Mística Ordem Rosacruz, AMORC. Esta, por sua vez, é uma organização internacional de caráter místico-filosófico, que tem por missão despertar o potencial interior do ser humano, auxiliando-o em seu desenvolvimento, em espírito de fraternidade, respeitando a liberdade individual, dentro da Tradição e da Cultura Rosacruz. A afiliação à Grande Loja pode ser solicitada por qualquer homem ou mulher a partir dos 16 anos de idade. Uma vez ativo na Ordem, todos os membros têm o direito de estudarem e praticarem os ensinamentos em seus lares, ou, se assim o desejarem, frequentar um organismo afiliado – tal como a Loja Rosacruz Campinas, onde podem encontrar pessoas de mentes afins, compartilhar suas experiências e vivências e agir em prol do bem da humanidade. A Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa da AMORC foi fundada em 1956, devidamente constituída pela Suprema Grande Loja, com sede nos EUA,

onde a AMORC se iniciou em 1909 o presente ciclo de atividades da Ordem Rosacruz, sob a égide do Fr. Spencer Lewis (1883-1939). Apenas cinco anos depois, o Pronaos Campinas iniciava suas atividades. Num primeiro momento em instalações cedidas pela Loja Maçônica Constância, e logo passando a instalações próprias no distrito de Sousas e em seguida mudando-se para seu endereço atual, no Jardim Flamboyant. Chegamos aos 50 anos na semana de início do ano novo tradicional Rosacruz – que ocorre no equinócio de outono: 20 de março – com quase 1.000 pessoas tendo passado pelos nossos portais. Em comemoração, teremos a presença de um dignatário da Ordem Rosacruz e atividades ao longo do dia, com atividades abertas para todos. Às 8h30: café e recepção; 9h15: visualização criadora; e 10h30, palestra sobre Autodomínio e destino com os ciclos da vida. Para o próximo ciclo, além das meditações abertas, ofereceremos mais atividades para não membros da AMORC que queiram vivenciar momentos de Paz e conhecer melhor em que consiste o caminho Rosacruz para o autoconhecimento. A todos, deixamos os nossos mais sinceros votos de Paz Profunda! Para saber mais: www.amorc.org.br

Medo de ser feliz Os infortúnios nos causam aborrecimentos. Queremos ser felizes. Mas será que estamos preparados? Há uma forte resistência à felicidade duradoura. Momentos felizes são assimilados com facilidade, mas manter-se lá por longos períodos é oneroso. Esse conhecimento foi expresso de vários modos: síndrome da felicidade – DeRose, o sagrado é assustador – Mircea Eliade, resistência à cura das neuroses – Reich. Talvez seja essa a explicação pela qual as pessoas deixam de fazer coisas boas para elas. Pátañjali diz: “A prática diligente consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade. Esta, porém, alicerça-se solidamente só com a prática diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação”. Ou seja, a estabilidade e, com ela, a feli-

cidade duradoura acontece somente com a prática de longo prazo. Portanto, não desanime. Berti Haverá perío- Diretor daClélio Unidade Flamboyant da dos que você Universidade de Yôga (Uni-Yôga) terá mais tempo e praticará mais. Depois virão momentos conturbados e a prática reduzirse-á a uma vez por semana. O mais importante é persistir, continuar. Devemos vencer o medo de ser feliz. Praticar uma vez por semana, nos momentos mais conturbados, permite a você vencer esses momentos com mais facilidade. Se você mantiver a prática, os efeitos são cumulativos. A interrupção, mesmo por tempo curto, é muito prejudicial à evolução pessoal.


JORNALZEN

6

1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 RICARDO GEORGINI ricardogeorgini@yahoo.com.br 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234

ASTROLOGIA DA ALMA Na trilha de Hércules

O mito dos Trabalhos de Hércules é uma representação simbólica da jornada humana em busca de autoconhecimento, autotransformação e autotranscendência. Cada um dos doze trabalhos descreve uma etapa do desenvolvimento progressivo do ser humano ao longo do caminho espiritual. Os desafios, provas e lutas enfrentados por Hércules são os mesmos que nos confrontam em nossas vidas diárias, e as soluções encontradas por ele podem servir também para nós. Cada trabalho de Hércules está relacionado a um signo do zodíaco, e aqui temos oportunidade de abordar a astrologia de modo diferente do habitual. Podemos entender os signos como doze arquétipos, doze qualidades centrais, doze tipos básicos de energia. Todos nós estamos em contato com todas estas doze energias, em maior ou menor medida. Por isso, dizer que uma pessoa é ariana ou aquariana é uma grande simplificação. Todos podemos e devemos aprender a expressar conscientemente todos os doze tipos de energia ou qualidades centrais. Em cada trabalho de Hércules estão representados os desafios e as oportunidades próprios do signo que corresponde àquele trabalho. Em cada trabalho, Hércules terá uma tarefa a cumprir, e para fazer isso, terá que disciplinar a sua própria natureza, aprender certas lições e aperfeiçoar o modo como ele expressa as qualidades daquele signo correspondente. O mito conta que Hércules era filho do deus Júpiter e da mortal Alcmena. Portanto, a sua natureza era dual: uma parte dele era divina, mas outra parte era humana e mortal. Assim, Hércules representa cada um de nós, com a dualidade básica que nos caracteriza: de um lado, possibilidades espirituais, do outro, limitações materiais. Hércules foi educado pelos melhores instrutores da época, era versado em

Imagem de Hércules e o Touro de Creta, escultura grega do Museu do Louvre, em Paris

todas as ciências e artes e desenvolveu todas as habilidades. Ele aproveitou e aprendeu o que o mundo e a vida têm a oferecer e ensinar, e estava apto, assim, a trilhar genuinamente o caminho espiritual. Para transcender o humano, é preciso antes ser plenamente humano. Conta-se que, então, ele matou os seus instrutores, o que é uma forma simbólica de dizer que ele passou a se apoiar em si mesmo e estava livre de qualquer autoridade externa. Depois, Hércules se casou e teve três filhos. Isso significa que, dentro de si mesmo, ele alcançou a união com a sua essência espiritual ou alma. E passou a expressar as três qualidades principais da alma: vontade ou propósito, amor-sabedoria e luz ou inteligência. Mas logo Hércules foi tomado de loucura e matou a esposa e os filhos. Aqui fica representada uma tendência comum nos principiantes no caminho espiritual, que sacrificam indevidamente tudo e todos pelo seu próprio progresso espiritual. Quando Hércules caiu em si, foi con-

sultar o oráculo, que lhe aconselhou realizar doze trabalhos que o rei Euristeu lhe apresentaria. Nesse processo, Hércules emendaria os seus erros, purificaria e redimiria a sua natureza humana e exaltaria a sua natureza divina ou espiritual. Antes, porém, do início dos trabalhos, os deuses vieram oferecer a Hércules certos presentes. Minerva deu-lhe um manto, símbolo da vocação espiritual. Vulcano deu-lhe um peitoral de ouro, símbolo da força vital, que protege. Netuno deu-lhe uma parelha de cavalos, símbolo da sensibilidade e da imaginação. Mercúrio deu-lhe uma espada, símbolo da mente, com sua capacidade de separar o real do irreal. Apolo deu-lhe arco e flecha de luz, símbolo do foco espiritual e da percepção intuitiva. Esses são os requisitos para trilhar o caminho espiritual. Nos próximos meses, a coluna Astrologia da Alma abordará cada um dos trabalhos.

MARÇO/2011

ASTROZEN SÁTÎT JOTÍ star_ethos@yahoo.com.br

A todo vapor Março apresenta no céu uma configuração bem curiosa: sete planetas próximos entre si, concentrados em dois signos – Peixes e Áries. Essa proximidade coloca as energias em dois focos: voltar-se para sentimentos mais sublimes ou mais primitivos e a necessidade de realizar algo grandioso. Ao mesmo tempo, outro movimento é o de inovar, nascer pra algo, soltar-se de algo que nos consumiu por anos. Os olhos se abrem para a compreensão de nosso papel e sonhos a realizar neste mundo. E nada menos que isso vai importar. As dificuldades serão pertinentes ao quanto já fez ou não por seu sonho. De qualquer forma, seja onde se encontrar, é daí que vai partir sua caminhada. Antigas crenças, estruturas e relacionamentos terão de ser revistos e checados em sua adequação e contribuição para a realização de seu sonho. Os maiores entraves podem vir da exasperação, impaciência e precipitação, o sentimento de beligerância que muitas vezes o signo de Áries promove. Ele é guerreiro, quer começar, e se joga de cabeça, mas falha em planejar os passos e acaba gastando tudo na arrancada. Para construir, é preciso ver um pouco mais à frente e organizar essa trajetória, pelo menos nos aspectos macro, e no dia a dia ir vendo os aspectos micro. Nesse período, o planeta Júpiter ajuda você a ter essa visão e lhe dá um plus de energia e entusiasmo. Para colocar essa energia no mundo de forma plena, conte com seus relacionamentos. Consulteos para apontar possíveis erros e possibilidades que não via. Uma maior atenção deve ser dada para conciliar o impulso de “vamos lá!”. Com o passo a passo que fazer uma estrutura exige. De novo a impaciência pode ser o único pecado do momento. Entre os dias 15 e 31, esse fogo ariano é intensificado pela presença do Sol. Saídas físicas são muito bem-vindas para gastar essa “usina de Itaipu” que será acionada. Faça exercícios vigorosos, sue a camisa. Isso ajuda a clarear o que precisa ser feito. Muitas vezes encontramos as saídas quando paramos de olhar somente para o problema. Nesses momentos outras partes mais sensíveis e sutis podem atuar e sabiamente apontar a saída perfeita. Afinal, sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração. Bom mês. Caro leitor, gostaria de conhecer seus comentários sobre a coluna, sugestões e perguntas. Aguardo seu contato.


JORNALZEN

MARÇO/2011

7

INFORME PUBLICITÁRIO

Aromaterapia Os Benefícios dos Óleos Essenciais Limão (Citrus limon) Racional O Limão é muito usado pelas suas propriedades curativas e, uma das mais conhecidas é como purificador do sangue. Assim, o óleo essencial do Limão, além do sangue, também limpa os sistemas como um todo e ajuda a restabelecer a harmonia do corpo, da mente e do espírito. Podemos levar em consideração, que o poder mais efetivo do Limão é o bem estar que esse óleo traz à mente exageradamente racional, congestionada e confusa. O aroma do Limão causa clareza para os pensamentos, desenvolve a força de vontade para a realização das metas e dos propósitos pessoal de todos os setores da nossa vida. Induz a quietude da mente e a meditação. Algumas propriedades: · Trata o desequilíbrio dos sistemas digestório e respiratório; · Ajuda as pessoas de padrão de personalidade “acida”, que costumam guardar ressentimento e amargura; · Excelente para a pele oleosa, acnes, unhas quebradiças, frieira; · Úlcera bucal, aftas, gengivite; · Ajuda na circulação sanguínea venal enfraquecida, desprovida de vitalidade e força; facilita o retorno do sangue para o coração; trata a pressão alta; · Elimina o excesso de gordura e toxina, obesidade, distensão abdominal, acidez gástrica.

INFORME PUBLICITÁRIO

Cromopuntura: aplicação de luz colorida nos pontos de acupuntura O uso da cor e da luz como terapia de cura é antiga. Os sacerdotes do Egito, da Babilônia e da China usaram a cor ou luzes coloridas em muitas de suas práticas curativas. Os egípcios, por exemplo, erigiram templos de luz com aposentos de cores diferentes para curar determinadas patologias. A cromopuntura, criada pelo médico naturopata alemão Peter Mandel, em 1970, é um sistema terapêutico que une a medicina tradicional chinesa e indicações tradicionais de cores com as mais recentes descobertas da pesquisa de biofótons. Por intermédio da aplicação de luz colorida em certos pontos de acupuntura ou zonas no corpo, podemos influenciar diretamente problemas físicos e psicológicos, causas das nossas doenças. Doença não é nada mais que a perda de habilidade das células de vibrar na sua própria frequência. O biofísico alemão FritzAlbert Popp tem demonstrado cientificamente que a células vivas produzem energias com ondas de luz que corresponde exa-

tamente ao espectro da luz. E pode demonstrar como essa luz é o meio de comunicação mais importante Maria Aparecida Torres Mourão Enfermeira sanitarista, acupunturista, na linguagem cursando Cromopuntura Esogética de Peter Mandel com Isaura S. Quentin, das células. São Paulo (www.cromopuntura.com) E-mail: tidatorres@gmail.com A aplicação da cromopuntura é feita através de uma caneta de cristal de quartzo, com as diversas cores, com indicação para cada tipo de distúrbio, seja ele hormonal, endó-crino ou degenerativo. A cromopuntura reorganiza o sistema energético corporal sem acrescentar nada além do que o organismo já dispõe. A potencialidade e multiplicidade desse importante método terapêutico permitem um tratamento individual, sensível e sem efeitos colaterais, que inclui todos os níveis corporais e da consciência.

Cuidado: Como todo o óleo essencial cítrico, deve-se evitar ficar exposto ao sol logo após a sua aplicação, pelo efeito fotossensibilizante, causa manchas à pele.

Contato: Edna Mendonça – Aromaterapeuta E-mail: ednadair@gmail.com – Tel. (19) 3251.7288 / (19) 8111.8240

O papel da escola para uma conscientização ambiental Olga Santana

É

tão comum nas escolas se fazerem projetos que envolvem o tema lixo quanto o fato de que esses projetos só mudam atitudes dos alunos enquanto ele acontece! Tudo volta como era antes, dizem os professores, referindo-se ao descaso dos alunos com as questões ambientais. Se durante o projeto os alunos se preocupam em fiscalizar todos para que não joguem lixo pelo chão, para que diminuam a quantidade de lixo produzida ou mesmo que façam a coleta seletiva, quando o projeto acaba todas as velhas atitudes de descaso com o ambiente voltam a acontecer na escola e fora dela. Pensando em evitar situações como essas que nos preocupamos em colocar no currículo das escolas o tema ambiente de forma tal que ele esteja relacionado a outros temas e não seja tratado de forma pontual. Isso significa, por exemplo, incorporar estudos do ambiente urbano aos conteúdos de ciências no ensino fundamental e aos de biologia no ensino médio. Consideramos que os alunos só irão deixar de desperdiçar materiais, fazendo escolhas conscientes no seu cotidiano que possam influir numa melhoria da qualidade de vida, se perceberem que fazem parte do ambiente. Se perceberem que fazendo trocas com ele a todo o momento quando usam determinados materiais do ambiente e de-

positam nele outros, estão alterando as características desse ambiente. Não é fácil de eles perceberem que essas alterações podem, de uma maneira ou de outra, prejudicar a qualidade de vida do ser humano. Essa percepção precisa ser planejada e não acontece naturalmente. Compreender que os caminhos que esses materiais seguem na natureza alteram as características do ambiente é fundamental para podermos criar situações de aí, sim, discutir possíveis intervenções. Essa dinâmica da vida é esquecida quando se trata dos problemas ambientais como se estes fossem distantes do dia a dia dos estudantes. Assim se estudam, respeitando o nível cognitivo que o aluno está, as situações que o esgoto causa quando lan-

çado na água sem tratamento, mas não se incorpora nesses estudos qual é a participação de cada um na produção desse esgoto. Os alunos acabam concluindo que os problemas ambientais estão longe dele e que só os ecossistemas, dito naturais, é que precisam ser conservados. Os ambientes construídos, os urbanos, não. É comum os alunos saberem que numa visita a uma reserva de mata não devem jogar restos de alimentos ou embalagens vazias pelo chão, mas também é comum os alunos terem essas mesmas atitudes na escola ou na sua própria casa. Costuma não ser colocado em discussão na classe o que esses materiais dispostos no ambiente, quer seja urbano ou não, possam alterar suas características e o que isso resulta, por exemplo, em alteração de alguma cadeia alimentar local que possa trazer alguma consequência que perturbe o equilíbrio natural. Isto é, não se estudam fatos corriqueiros do cotidiano como o de que quando deixamos um prato com restos de comida na sala estamos colaborando para aumentar a população de baratas ou de formigas detritívoras! É bom para quem ter atitudes como essas? Tendo claro onde queremos chegar podemos planejar nossas aulas tendo como preocupação constante a melhoria da qualidade de vida. Assim não basta querermos que os alunos aprendam os conteúdos tradicionais da biologia, seja no ensino funda-

mental ou médio, estando preocupados somente com os conceitos conceituais propriamente ditos, precisamos é fazer os alunos usarem esses conceitos sempre pensando no ambiente como um todo e não esquecendo de colocarmos em discussão a relação entre os seus procedimentos e esses conteúdos. Não basta, por exemplo, trabalharmos em sala de aula, até usando boas estratégias de ensino, o modo de vida dos fungos sem estarmos preocupados em incorporar a esses estudos o cotidiano dos alunos e como ele pode usar esse conteúdo para resolver um problema como, por exemplo, porque seu sapato não pode ser guardado úmido no armário! Seguindo o mesmo raciocínio um aluno só tem condições de entender que não deve usar produtos de limpeza de forma exagerada se compreender o caminho que esses mesmos produtos tomam na natureza e o que podem ocasionar nela. É importante, portanto, estarmos atentos na escolha do currículo que queremos atender. As boas escolhas que os alunos irão fazer na vida dependem das boas escolhas que fazemos ao planejar nossos fazeres na sala de aula. Olga Santana é licenciada e bacharelada em Ciências Biológicas, mestranda em Ensino de Ciências do Programa Interunidades da USP, professora de biologia e ciências, assessora pedagógica de profissionais de educação em cursos e nos Projetos de Educação Continuada da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo


JORNALZEN

8

2 Minutos para Você

MARÇO/2011

EDUCAÇÃO &da VALORES Tesouros Vida JULIANO SANCHES

SANDRA SEPULVEDA sandra.sepulveda@terra.com.br

Enxergue o dálmata Quando as coisas não funcionam como queremos nos queixamos dizendo que “tudo dá errado”. Deixamos que o pessimismo tome conta e começamos a funcionar pautados pelo negativismo. Enviesamos nossa percepção e os acontecimentos são tidos como ruins e difíceis, passando a condensar uma forma de enxergar a vida. O negativismo além de gerar ansiedade, não serve como preventivo para evitar e nem como preparatório para lidar com as “situações pretas”, ao contrário, ele as fomenta, dentro e fora de nós. A capacidade de discernimento da realidade fica comprometida e para quebrar esse padrão enviesado é preciso ter firmeza consigo mesmo e usar a metáfora do dálmata, freando o crescente alimentar do negativo. Mesmo aqueles que não são amantes dos cães conhecem a raça dálmata, que tem pêlo de cor branca com manchas pretas. Quando estiver dominado pelo negativo, busque ver o dálmata e assim perceber por inteiro o que está à frente. Como o seu julgamento da situação parte de um ponto de vista, se está muito difícil de apreender o todo, desloque-se até a borda da mancha preta e se dê conta de que ao lado encontra-se o oposto. Ir até a borda é: parar, respirar, interromper o pessimismo e resgatar no seu banco de memórias, fatos em que pôde ter a percepção do todo, lembrando-se de situações que foram consideradas pretas e que, num momento posterior transformaram-se em algo diferente e melhor. Não dá para mudar as cores do dálmata, mas dá para mudar a posição da qual as observa. Esta modificação altera o padrão mental possibilitando alcançar novos recursos para administrá-las. Desabasteça seu negativismo enxergando o dálmata. É claro de que vai encontrar muitas pintas pretas, mas esteja seguro do branco, pois não existe nenhum dálmata em que a somatória das áreas pretas supere a branca!

As três fases da tecnologia As leituras sobre o papel da tecnologia colaboram com a fundamentação das maneiras de organização da vida em sociedade. A tecnologia se baseia numa cultura de mudança, em que nem sempre as pessoas estão preparadas para lidar com a proposta de uma nova incorporação no ambiente onde vivem. No século 21, os observadores das questões cosmológicas e ecológicas cada vez mais percebem que o comportamento humano enfrenta um dilema, a saber, o da absorção. É possível pensar na seguinte metáfora. É como ter um grande vaso, cheio, e querer que toda a água acumulada seja secada por apenas uma pequena toalha. Nós somos a toalha, e o vaso é todo equipamento que processa uma informação digital. A adaptação ou não do corpo humano à tecnologia é uma questão da filosofia contemporânea. Até que ponto, o ser humano sofre um “transbordamento” ou um “derrame” de informações, que nem sempre são relevantes? Pode-se citar o “transbordamento”, porque a simbologia da toalha reflete sobre o desequilíbrio. Como chegar ao meio-termo, a um ponto de equilíbrio? O comportamento humano pode voltar a ter um domínio sobre a tecnologia? Ou o processamento de dados ganhou um status total de controle? Determinadas escolas do ensino fun-

damental apontam para o uso da tecnologia, enquanto alternativa do processo de ensino e aprendizagem. Por outro lado, é possível notar que as crianças e os adolescentes estão, de certa forma, condicionados a uma lógica de não observação da natureza. Sem a introspecção, como conviver com o “derrame” tecnológico? Desta forma, ao invés da observação das leis da natureza, o aluno é “domesticado” a querer apenas o que é momentâneo e artificial. A natureza tem três linguagens que merecem a atenção. São 1 - a folha; 2 - a flor; 3 - o fruto. A atual sociedade é a folha. As flores representam um segundo estágio. E os frutos um terceiro. Ao que parece, os três estágios acompanham os ciclos profundos do cosmos. E a natureza colabora com a geração de sentidos para a vida no planeta. Sem pessoas que se interessem pela contemplação da natureza, como ficará a sociedade? As artes, as filosofias, as agriculturas tradicionais, na leitura atual de grande parte da sociedade, se tornam quase obsoletas, diante do prazer imediato de estabelecer um elo com a tecnologia. E como resultado, vê-se o surgimento de uma consciência cada mais voraz em muitos. Para tanto, nota-se que a metáfora é pertinente, porque aponta para as fases da consciência diante da tecnologia. Juliano Sanches é jornalista e palestrante casadojulianosanches.blogspot.com julianoluis@ig.com.br

Adeus a Moacyr Scliar Éber Sander

N

o último dia 27 a literatura brasileira perdeu Moacyr Scliar. O escritor gaúcho, autor de mais de 80 livros, teve falência múltipla dos órgãos. Em sua passagem por Indaiatuba, no ano de 2008, na ocasião da final do 4º Prêmio Literário “Acrísio de Camargo”, estiveram presentes no Ciaei [Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba] não mais que 50 pessoas para ouvir os ensinamentos do escritor brasileiro. Foi uma bela noite! Muitos até questionaram a Secretaria da Cultura e o curador do prêmio literário na época – no caso eu – sobre quem era Moacyr Scliar. Não sabiam a bobagem que estavam falando. Moacyr Scliar foi um dos melhores escritores de todos os tempos. Era raro ver alguma notícia sobre o autor. Com sua morte, virou notícia. Foi capa dos principais jornais e portais da Internet. Quem até então não o conhecia, passou a conhecê-lo. Ser escritor no Brasil não é fácil. É preciso a morte para virar notícia, para ser capa

de jornal. É preciso a morte para ganhar a fama, ser conhecido. Mas não é preciso a morte para ser genial. Moacyr Scliar era um desses. Com sua simplicidade e genialidade, ganhou os principais prêmios da literatura nacional. Teve seus livros editados em mais de dez países. No dia de seu enterro, o sol não saiu, choveu o dia todo, o céu ficou cinzento. Foi um dia sem graça. Era o dia de adeus ao mestre Moacyr Scliar. Vai fazer falta ao Brasil. Muita falta! Éber Sander é escritor


JORNALZEN

MARÇO/2011

9

A caminhada da mulher através dos séculos O

bjeto de pesquisa, de anáimposto ao homem. A profislise, de admiração e, às são de barbeiro seria uma das vezes, até mesmo de pilhéria, mais rentáveis. Não haveria a mulher vem conquistando pano que chegasse para conespaços até então reservados feccionar faixas. E pedra, enapenas aos homens. Figura tão, nem se fala. inserida na criação do mundo E os séculos foram passancomo a fênix que surge, não do. Novo cenário. No palco, o das cinzas de Adão, mas de nazareno entre dois ladrões. uma de suas costelas, ela se Diante dele a figura de Maria, Arita Damasceno torna a coluna vertebral do que o levou ao calvário sem Pettená universo pela sua garra, pela um gesto de agressão contra sua luta, pelo seu alucinado grito de inde- os vis algozes que, num ato de massacre e pendência diante dos que ousam amorda- de violência maior contra o cordeiro, levaçá-la em sua corajosa caminhada, rumo vam seu menino para morrer na cruz. É a aos seus direitos como mulher e como cida- reconciliação de Deus com a mulher desde dã. Repreendida pelo Senhor, quando, ten- o instante em que o anjo Gabriel anuncia tada por uma astuta cobra, fez com que o à Escrava do Senhor que o Verbo Divino parceiro perdesse o paraíso para fazê-la haveria de se fazer carne e habitar entre cúmplice de seus sonhos, recebeu de Deus nós. Fechavam-se, naquele instante, as essa maldição: “Multiplicarei os sofrimen- cortinas de um mundo “olho por olho”, tos de teu parto; darás à luz com dores, “dente por dente”, para ressurgir, com o teus desejos impelirão para o teu marido e nascimento de Jesus, a lei do amor e do pertu estarás sob o seu domínio. dão. Mas se a valorização da mulher tem E assim começa o machismo no mundo. início a partir do momento em que Maria E começa também a dura peregrinação de era escolhida para ser a mãe do Salvador, Eva, que, em trazendo no nome o signifi- a humanidade haveria de estacionar, no temcado de “mãe de todos os viventes”, haveria po e no espaço, prosseguindo em seus prede ver Caim matar Abel. E fiel à Sua pala- conceitos contra a condição feminina. vra, o Criador reservou à condição feminiE é no período medieval, quando vemos na outras humilhações das quais estaria o criativo trovador, nas Cantigas de Amigo, sempre imune o homem, com as dezenas colocar seus versos nos lábios da doce amade mulheres que possuía e as centenas de da como se esta, que escrever não sabia, filhos gerados em outros ventres. Mas ai em veladas confissões testemunhasse sua da mulher que prevaricasse. Colocavam-lhe saudade, seu desejo de tê-lo sempre consiuma faixa com a letra “A” de adúltera, ras- go. É a prova patente da sensibilidade do pavam-lhe a cabeça e, totalmente despida, homem, de seu anseio maior pela presença era conduzida às portas da cidade pelos constante da inspiradora musa. “austeros” anciãos para ser apedrejada até Tema sempre polêmico, sobre ela há morrer. Imaginem só se igual castigo fosse afirmações de filósofos e de santos que hoje

não repetiriam o mesmo. Para Giordano Bruno, “a mulher é um saco de impurezas e imundícies que tenta, com subterfúgios, seduzir o homem e induzi-lo ao mal.” Só que esqueceu que foi desse saco de impurezas e imundícies que ele veio. São Boaventura dizia que “Toda a malícia não é nada perto da malícia da mulher.” E não se lembrou de que sua origem se deveu a uma mulher. São Cipriano foi mais além: “É da substância da mulher que provém a necessidade de morrer.” No entanto, foi uma mulher que lhe deu direito à vida. Se para Schopenhauer “a mulher é um ser de cabelos longos e ideias curtas”, para Friederich Nietszche, autor da célebre teoria do niilismo, “o homem mais inferior é superior a qualquer supermulher. O mais incoerente foi o grande filósofo Santo Agostinho, de quem era este conselho: “Fugir e temer e odiar todas as mulheres, mesmo as frágeis, doentes e velhas.” E ninguém desconhece que pela sua conversão, rezou, durante 36 anos, uma mulher: Santa Mônica, sua mãe. Hoje, após ter enfrentado lutas titânicas em prol de seus sonhos e direitos nos países de primeiro mundo, de ter perfilado, nas primeiras constituições do Brasil, ao lado dos índios, dos escravos, dos analfabetos, dos loucos, dos soldados e dos condenados, como um ser insignificante, sem direito ao voto e muito menos a ser votada, a mulher dá respostas de sobrevivência e de liderança aos que nela não acreditavam. Sua histórica caminhada, desde a Revolução francesa, em 1789, quando partiu para reivindicações de uma sociedade mais justa, mais igualitária, teve prosseguimento quando, em 1791, a corajosa parceira de lutas e autora de Declaração

Somos todos curadores feridos

outro era incitador, confrontador. Trabalhavam como rivais, até o dia em que Joseph ficou muito doente espiritualmente e partiu numa jornada para procurar Dion, seu rival, em busca de cura. Na viagem, conheceu um viajante mais velho que se propôs a ajudá-lo nessa busca. Mais tarde, o viajante revelou ele próprio ser o Dion. Levou o Joseph para a casa dele, pediu inicialmente que ele fosse um empregado, depois promoveu-o a estudante e, finalmente, a colega. Joseph se curou e o tempo corria, até que Dion ficou doente e, no seu leito de morte, confessou que aquela viagem, onde os dois haviam se encontrado, havia sido também uma viagem dele de busca pela cura, procurando chegar ao curador Joseph. Ele também havia se sentido vazio e desesperado. Os dois estavam feridos quando se encontraram, mas Dion só revelou isso 20 anos depois, quando a morte estava chegando... Yalom conclui dizendo que “talvez a terapia real tenha ocorrido na cena do leito de morte, quando eles abraçaram a honestidade, com a revelação de que eram companheiros de viagem, ambos simplesmente humanos, extremamente

Eloisa Lopes

R

elendo Irvin Yalom, deparei com uma história de cura que ele conta, encontrada em O Jogo das Contas de Vidro, de

Hermann Hesse: dois renomados curandeiros dos tempos bíblicos, Joseph e Dion, trabalhavam cada um do seu jeito, com métodos completamente diferentes – um curava através da escuta silenciosa e o

dos Direitos da Cidadã, Olympe de Gouges, era julgada e condenada à morte, em 1793, na guilhotina, ela que tantas vezes dissera que “se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, deve subir também a tribuna”. Na década de 60, do século passado, Bette Friedman agitava também as ruas de Nova York jogando, pelas calçadas, peças íntimas e revolucionando o mundo com seu movimento feminista. Muitos anos mais tarde a filha haveria de criticar as estratégias de Bette. E esta, temos certeza, não mais repetiria o gesto de agressão ao sexo oposto, porque o que precisamos é conquistar o homem para nossa luta, por ser justa e meritória a nossa causa. Acima de tudo, não aposentar jamais a nossa feminilidade que é o que mais caracteriza o nosso ser mulher. Diz o grande educador Paulo Freire que “ai daqueles, entre nós, que pararem com a sua capacidade de sonhar, de inventar, a sua coragem de denunciar e de anunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, ai daqueles que em lugar desta viagem constante ao amanhã se atrelem a um passado de exploração e de rotina.” O tempo, pois, é de esperança. Não privatizemos nossos sonhos. A certeza de que somos a argamassa do mundo, os passos seguros de um novo milênio, fará de nossa marcha, em prol da cultura e da paz e da justiça, roteiro constante de nossa força mulher, aparentemente frágil pela emoção e pela sensibilidade que hão de ser sempre uma presença constante em nossas almas. Arita Damasceno Pettená é presidente da Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas aritapettena@hotmail.com

humanos...”. Se essa revelação tivesse ocorrido antes, a qualidade da relação dos dois com certeza teria sido mais limpa, na luz! Fiquei refletindo sobre relacionamentos de qualquer natureza, de amigos, de casal, de cliente e terapeuta, pais e filhos... Parece que a honestidade é a chave, a revelação de si ao outro, da humanidade e falibilidade de cada um, da própria busca, das próprias expectativas... Nossa humanidade, enfim! Dentro do relacionamento, ajuda a “virar a página”, a não ficar remoendo, a não aumentar nosso “corpo de dor”, como chama o Eckhart Tolle. A água limpa da honestidade é o remédio. Nós nos encontramos todos nesse lugar de viajantes, de companheiros de viagem, simplesmente e extremamente humanos... Nota: a expressão “Somos todos curadores feridos” é de Barbara Brennan. Eloisa Lopes é musicista pela Universidade Federal da Bahia, massoterapeuta pelo Senac e terapeuta pelo Instituto de Core Energetics, de São Paulo


JORNALZEN

10

MARÇO/2011 Silvia Lá Mon

CULTURAZEN Silvia Lá Mon

Renata Sunega, secretária de Cultura de Campinas, recebe diploma de posse na Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas

Integrantes da banda portuguesa SanKalpa, formada por instrutores do Método DeRose, durante pocket show na Unidade Flamboyant da Universidade de Yôga, em Campinas Divulgação

Silvia Lá Mon

Petrus e Ank Schoenmaker ladeando Maria Eugênia Nogueira, orientadora do grupo de paneuritmia promovido pelo Instituto Dança Viva, em Holambra

Momento do workshop de cozinha indiana na Unidade Flamboyant da Uni-Yôga

Silvia Lá Mon

Silvia Lá Mon

O mestre cervejeiro Reinaldo Fogagnolli com Edite e Paulo Roberto Bazzo, proprietários da cervejaria Burgman, de Sorocaba, na inauguração de distribuidora no Cambuí, em Campinas

Hedvaldo Silva durante palestra sobre radiônica e cabala esotérica no centro de estudos Hórus Higol, em Indaiatuba


JORNALZEN

MARÇO/2011

11 INFORME PUBLICITÁRIO

A ARTE ABSTRATA DE NENA RAMPAZZO Arquivo pessoal

“Tendo água, papel e pigmento, eu estou no céu”. A afirmação repleta de entusiasmo revela a paixão da artista plástica Nena Rampazzo pela aquarela. A mistura dos três elementos clássicos com sal, parafina, gesso, colagem, pastel e nanquim, entre outros, produz diferentes nuances de cores e manchas que criam abstrações, essência do trabalho de Nena. Liberata das Dores Rampazzo nasceu em Mogi Mirim, onde viveu até os 24 anos de idade. Mudou-se para Campinas e formou-se em ciências contábeis. Trabalhou como contadora, na tesouraria da Unicamp, até aposentar-se, em 1984. Depois da aposentadoria, começou a estudar artes e em 1994 abriu seu próprio ateliê. Pós-graduada pela PUC-Campinas, Nena fez mais de 130 expoSilvia Lá Mon

Mandalas: desenhos de plantas fitoterápicas

sições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Por suas obras, recebeu troféus, medalhas e menções honrosas. É citada no livro Dicionário Catálogo Artes Plásticas Brasil-92, de Júlio Louzada, e no catálogo do Museu de Arte Moderna de Campinas. Há cerca de dois anos, participou da 8ª Bienal Internacional do Museu Nacional da Aquarela, no México. Em 2010, recebeu da Organização Campineira de Artes troféu de destaque do ano como uma das quatro artistas mais atuantes do ano na cidade. Nena Rampazzo integra a rede de arte postal, por meio da qual são trocadas cartas elaboradas com preocupações estéticas, utilizando fotos, selos, carimbos, objetos, colagens e envelopes. A prática remonta aos artistas do modernismo e seus diferentes ramos, nos anos 60. A artista de Campinas também desenvolve e ensina uma técnica de pintura bizantina e grega ortodoxa, que utiliza materiais à base de cera de abelha, pigmentos, vinho e ovos. Em um de seus últimos trabalhos, Nena pintou uma série de mandalas em aquarela com desenhos de plantas fitoterápicas. Aulas Nena Rampazzo iniciou este mês aulas de pintura em seu ateliê, à Rua Roberto Simonsen, 275 (Jardim Bela Vista), na região do Taquaral, em Campinas, onde dá cursos há 16 anos. Ela instrui sobre todas as técnicas, desde grafite até óleo em tela, preparando os alunos para exposições individuais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3251-8698.

MANDALA PARA PINTAR SONIA SCALABRIN

Mandala é um termo hindu que significa círculo. Usada para a meditação, é uma forma divertida de acalmar a mente e exercitar a criatividade

Nena Rampazzo em seu ateliê: ensino de todas as técnicas, desde grafite até óleo em tela Silvia Lá Mon

Quadros pintados com técnica bizantina: produtos à base de cera de abelha, vinho e ovos


JORNALZEN

12

Yoga Interior PATRICIA ANDRADE VARELA ticiavarela@gmail.com

Prevenção, cura, saúde. E amor! Hipócrates, pai da medicina, já deixou clara a importância da alimentação para a cura dos tantos males que nos assolam. E mesmo na modernidade, sabemos que as receitas caseiras ainda conseguem curar o que, frequentemente, os ditos remédios farmacêuticos, como o nome sugere, somente remediam. Ainda assim a saúde física e espiritual vai além do que entra pela boca, transitando pela nutrição de aspectos sutis que convivemos diariamente e que podem definhar ou alimentar o que de mais divino existe em nós. Vale a reflexão que talvez a causa de toda doença seja o desamor e a cura para todo mal o magnífico amor coroando a alma com alegria. O vibrante pulsar da vida é revelado naqueles que não o impedem – o que a ioga da devoção, Bhakti, falaria salientando a entrega ao divino nestes que vivem mais felizes e menos dramáticos frente à vida que acontece além de nossas preferências. Sorrir e rir são escudos para o sistema imunológico que, médico ou não, podemos constatar defendem o ser humano da apatia, indiferença e, principalmente, da tentação maligna de não lutar pela vida. Que a consciência do alimento no seu sentido mais abrangente seja palavra de ordem à medida que o corpo naturalmente é sensibilizado pelo tempo – que já disse Mestre Irineu, “não tem dó desta matéria”. Consulte o blog abaixo para programas e retiros que visam alavancar o amor para seguir feliz jornada, já que apesar de tudo, “esta é ainda uma vida bela”.

MARÇO/2011

Pensamentos de

Padre Haroldo A veneração de Maria A tradição da intensa veneração à mãe de Jesus se desenvolveu no decurso do cristianismo e se reflete na literatura, na música e na arte, assim como em expressões espirituais, no misticismo e em rituais de devoção. Essa veneração também fica evidente em altares como os de Lourdes, Fátima, Czestochova e Altöting. Algumas afirmações teológicas a respeito de Maria – por exemplo, sua concepção imaculada – nem sempre têm o suporte do Novo Testamento. Assim, a exegese bíblica e os ensinamentos da Igreja têm o desafio de iluminar as interações de Deus com relação à Maria, usando fontes da Bíblia e externas a ela. Muitas pessoas criticaram as consequências das visões tradicionais de Maria, já que elas se mostram prejudiciais à imagem – e à autoimagem – das mulheres. Comparações entre Maria e Eva deram início à dicotomia da “sedutora” e da “virgem”. Hoje, Maria está ganhando significado como “irmã de fé”. O Novo Testamento descreve a grandeza, assim como a dúvida, envolvida em

seu caminho de fé. Uma expressão de devoção a Maria na Igreja Católica é a recitação do rosário. O rosário é um cordão com contas de oração com uma cruz acoplada. As contas são organizadas em cinco grupos de dez contas pequenas e uma grande. A reza começa na cruz, com o crente fazendo o sinal-da-cruz, professando sua fé e pedindo o aumento das três virtudes celestiais: fé, esperança e caridade. Então, o Pai Nosso é repetido em cada conta grande e a prece Ave-Maria é repetida em cada uma das pequenas. As orações são dedicadas a um grupo específico de “mistérios”; uma meditação sobre cada tema é adicionada à reza da Ave-Maria em cinco grupos de dez. De acordo com a ocasião, o crente pode meditar a respeito dos mistérios da alegria, do arrependimento ou da glória. Haroldo Joseph Rahm é presidente de Apot – Instituição Padre Haroldo – para alcoólatras e toxicômanos Tel.: (19) 3794-2500 – Campinas hrahmsj@yahoo.com

A despedida de um ídolo – Observando os próprios limites Suely Buriasco

A

aposentadoria do jogador Ronaldo “Fenômeno” causou não só surpresa como reflexões em torno dos limites que o ser humano precisa observar em sua vida pessoal e profissional. Surpresa porque não estamos acostumados a lidar com perdas e a despedida de um ídolo é, sem dúvida, uma grande privação. É incômodo pensar que fenômenos, ídolos ou veneráveis tenham que nos dizer basta; afinal, somos levados pela ilusão da eternidade dos que admiramos. Considero esse um bom momento para rever conceitos, afinal, não se pode depositar adoração em alguém sem candidatarse a frustrações profundas! Todo ser humano está sujeito aos limites impostos pelo próprio corpo. Claro que os esportistas são, muitas vezes, levados a essa constatação muito mais cedo; mas em todos os campos de ação sempre haverá o momento em que o nosso corpo clamará por menor esforço. Isso independe da idade, mas naturalmente é com ela que se evidencia. Então não vemos nossos avós e pais enfrentarem os embaraços da natureza? Muitos se perturbam porque os “super-heróis” da infância já não são mais tão fortes e protetores. A realidade é que fizeram o melhor que podiam no tempo que tiveram e agora necessitam do amparo que um dia

inspiraram. Infelizmente, muitos filhos e netos ainda não aceitam essa condição e cobram duramente pela desilusão de não terem mais seus heróis, como se a culpa de seus equívocos fosse deles! Parece-me evidente que a reflexão quanto à passagem do tempo e seu efeito no ser humano seja fundamental; até porque cada um de nós, a seu tempo, também se deparará com limitações naturais. Aprender a lidar com esses limites é de grande valia à medida que nos ensina a importância de valorizarmos o presente como o tempo que possuímos para edificar a nossa vida e as nossas relações. Não é fácil para ninguém enfrentar as próprias restrições; mas sendo inadiáveis é preciso enfrentá-las a partir da aceitação e da busca da superação; tão bem exemplificada pelo próprio Ronaldo. No entanto, nem sempre superar corresponde a manter-se no mesmo ritmo, não raro equivale a buscar ações diferentes, mas nem por isso de menor significado. Penso que seja essa busca que nos torna jovens mentalmente; que nos impulsiona a encontrar novas formas de realizações que nos satisfaçam como pessoas. E entendo ainda que seja a partir dessa aceitação que nos tornamos seres humanos mais compreensíveis e amáveis com o nosso próximo. Não sou uma pessoa idólatra, muito menos ligada ao futebol, entretanto no

momento em que vejo lágrimas correrem na face desse homem que tantos sorrisos já fez brotar, sinto-me motivada a dizer a todos os “Ronaldos” do mundo que mais vale um tempo bem vivido do que uma vida toda improdutiva e inútil. Sempre existem novos sonhos deliberados em campos de ações alternativos e

igualmente promissores para todos os que valorizam a própria vida e a de seus semelhantes. A adaptação aos movimentos ininterruptos da vida é que faz de cada um o herói de carne e osso que todos podemos e devemos ser. Suely Buriasco é educadora e mediadora de conflitos


JORNALZEN

MARÇO/2011

Recanto do Poeta Para ser uma mulher Para ser uma mulher há que sê-lo por inteiro: tal como as ruas paralelas do príncipe-poeta. Reta... discreta... correta... porém não muito perfeita... mas que seja sobretudo coerente e traga sempre entre os lábios um sorriso de menina e uma pitada de humor. Não precisa ser bonita, não precisa ser feia, mas que tenha a graça da garça em seus voos matinais e a força e a energia da loba em seus shows de amor. Uma verdadeira Madame na rotina do café a dois e a etérea dama da noite quando, conscientemente, faz do alado parceiro, um só corpo, uma só alma. Que seja tão feminina e até mesmo tão indispensável que ainda que distante se faça presença constante na saudade que dormita chorosa nos olhos molhados do seu bem-amado. Arita Damasceno Pettená

Mulher Do teu ser, nasce a vida. Da tua alma, o caminho. De tuas mãos, a estrutura com ternura. Assim perpetuas a espécie. Oh! Mulher... Realizadora... Com sutileza conquistas teu espaço, à custa de teus esforços. Muita luta contra as desigualdades sociais. Oh! Mulher...

Escolhas Existe na vida um lugar, Capaz de então esconder... Um dos maiores tesouros, Que alguém possa ter! Fui para este lugar... Onde então encontrei... Algo tão precioso, Que ali pude então ver! Haviam então duas portas, E uma voz a falar: Abra qualquer uma delas, Para então desvendar, E depois decidir, Onde queres ficar! Foi então que entrei, Na primeira sala e vi: Nas paredes, registradas... Marcas do que vivi! Mas a sala do passado Resolvi então deixar... Para a sala da “mudança” Poder então adentrar... Antes mesmo de abrir a segunda porta, ouvi... A voz qu’em outrora falou Agora a me orientar: Escolhas onde quer ir... E onde quer sempre estar... Com tudo o que há de vir... Ou com marcas passadas, ficar! Sou seu “eu interior”... a falar! Foi então que decidida... As ”marcas passadas” deixei, Fazendo da mudanças “presente” ... O Futuro qu’eu sonhei! Juliana Perna

És digna de amor. Chegas envolvendo, embriagando todo o ambiente. Num súbito mergulho nas fragrâncias que irradiam um arco-íris de cores ternura, perfume e amores Mulher... Eterna musa que nutre os enleios dos poetas Que concretiza toda a grandiosidade do universo. Geni Fuzato Dagnoni

13 INFORME PUBLICITÁRIO

As tribulações da vida Robert E. Daniels, F.R.C.

O fardo da vida frequentemente nos oprime duramente, destruindo a harmonia e a paz de nossa mente ou consciência, trazendo ansiedade, preocupação e, às vezes, desespero. Essas tribulações, embora difíceis de suportar, são muitas vezes necessárias, visto que em nosso desejo de coisas importantes na vida, causamos uma reação interior. A tribulação parece um contratempo, mas na realidade constitui uma oportunidade de aprendermos uma lição importante e removermos um obstáculo à consecução que desejamos. Estamos tão acostumados a culpar outras pessoas das nossas dificuldades, de nossos problemas, que não percebemos que o nosso Carma pessoal está nos ensinando uma valiosa lição, necessária no momento. Se conseguirmos enxergar para além de nossa frustração, veremos a sabedoria do Cósmico atuando em nosso

favor, ainda que estejamos feridos. Por conseguinte, provocamos os nossos próprios problemas com o nosso desejo de melhorar. Isso parece paradoxal, mas é exato. Entretanto, nossos pensamentos negativos durante os períodos de prova tornam a experiência mais difícil de suportar. Se, porém, permitíssemos que a nossa consciência se harmonizasse intimamente, de modo que o Eu Interior pudesse expressar-se, perceberíamos mais claramente a Sabedoria presente em nossas tribulações cotidianas. Ao harmonizarmos nossa consciência todos os dias, por meio da meditação, com a Divina Consciência Universal em nosso âmago, permitirmos que as Forças Espirituais guiem nossa vida e nossas atividades. Então, o amor, a lei que torna todas as coisas possíveis, permitirá entendermos nossas ocasionais tribulações como um aspecto do divino desabrochar que está ocorrendo em nosso interior. www.amorc.org.br

A Loja Rosacruz Campinas realiza todo segundo sábado do mês, às 14h30, uma meditação aberta a não membros

Loja Rosacruz Campinas AMORC

Rua Nazaré Paulista, 690 Atendimento ao público: sábados, das 14h às 18h30 - Tel.: (19) 3203-9979


JORNALZEN

14

Momento de Reflexão JOÃO BATISTA SCALFI scalfi@terra.com.br

Transição do planeta Terra Todos sabem que vivemos momentos de grande tribulação no mundo e, exatamente neste instante, vivenciamos a grande transição planetária já prevista há tanto tempo por Jesus e por João Evangelista. Temos assistido todos os dias, cenas de violência que nos deixam tristes e chocados com a selvageria do ser humano e requintes de brutalidade em crimes sinistros e bárbaros que são perpetrados por banalidades. O momento é grave e requer de todos vigilância e oração, perseverar no exercício do amor, do perdão incondicional e da caridade, antídotos contra essa agressiva influência maligna que se alastra por todos os lados. Uma vigorosa onda vibratória negativa envolve o planeta de forma intensa e avassaladora, encontrando sintonia nas criaturas que emitem pensamentos e vibram sentimentos de ódio, rancor, mágoa, brutalidade e sensualidade desmedida. No íntimo, as criaturas mais sensíveis têm a percepção de que paira no ar algo diferente e amedrontador, que repercute nos acontecimentos no mundo, e, dessa forma, enfatizamos: Os habitantes do plano das trevas são extremamente ardilosos e planejam ataques direcionados aos templos religiosos, procurando infiltrar-se entre seus líderes, para pregar em nome do próprio Cristo. Jesus nos alertou com veemência: “Fiquem atentos para que ninguém vos engane, porque virão muitos em meu nome dizendo: eu sou o Cristo e enganarão a muitos”²² Enfatiza, ainda, o Mestre: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.”²³ “Por essa razão, meus irmãos, fica o alerta sobre a gravidade do momento que vive a humanidade. Neste período de transição planetária, ninguém está imune às investidas do mal, principalmente aqueles que estão colocando em prática os ensinamentos do Mestre. Permaneçam atentos, vigilantes, em oração, no exercício constante do bem, do amor, da caridade, da paciência, da tolerância e do perdão incondicional.” Analise cada um seu dia a dia e perguntem a si mesmos: existe algo estranho ocorrendo comigo que destoa com a doutrina que professo? Como está meu lar e o relacionamento com meus familiares? Tenho guardado mágoas em meu coração? Tenho feito todo bem que posso? Tenho dado espaço ao egoísmo, à vaidade e à soberba? Fiquem atentos aos sinais e não se esqueçam: o maior inimigo mora dentro de nossos corações: são as nossas próprias imperfeições. O mundo se agita em turbulências? A humanidade se desespera? As tempestades nos açoitam? O mar se agita e as ondas se encapelam? A violência impera? Vigie, ore, trabalhe, perdoe, ampare, eleve a luz do Cristo, e exemplifique sempre. Precisamos parar um instante para meditar e abrir nossos corações para que a luz do Mestre penetre, porque onde a luz brilha as trevas batem em retirada. ²².Mateus, 24: 4-5 ²³.Mateus, 24: 24 Fonte: O Sétimo Selo (Irmão Virgilio/Antônio Demarchi) João Batista Scalfi é presidente do Educandário “Deus e a Natureza”, de Indaiatuba www.educandariodn.org.br

MARÇO/2011

Titãs fará show em Jaguariúna em benefício do Centro Boldrini A banda Titãs se apresenta em Jaguariúna no dia 8 de abril e toda a renda do evento será revertida para o Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico que trata crianças e adolescentes com câncer ou doenças do sangue. O show será na Red Eventos e contará com a participação da Orquestra Sinfônica da Unicamp. Os portões serão abertos às 21h30. A apresentação dos Titãs e da Orquestra faz parte do Projeto Arte do Bem, que utiliza a Lei Rouanet para realizar shows culturais. Nesse projeto, toda a renda arrecadada nas bilheterias é revertida para uma instituição. Quatro mil pessoas são esperadas para a apresentação. O repertório traz músicas do novo álbum, Sacos Plásticos, o primeiro só com músicas inéditas depois de cinco anos, e sucessos consagrados da banda, como É Preciso Saber Viver, Enquanto Houver Sol, Flores, Homem Primata, Família, Marvin, Miséria, Pra Dizer Adeus e Sonífera Ilha, entre outros. Cinco canções serão tocadas em conjunto com a orquestra da Unicamp. Para a presidente do Boldrini, Silvia Brandalise, “ações solidárias como esta em muito aquecem nossos corações, tornando-nos confiantes na força do amor, como lenitivo para nossos sofrimentos. As crianças do Boldrini e seus familiares agradecem essa generosa doação”. Os convites estão à venda (confira ao lado os pontos) e custam 30 reais, pista es-

PONTOS DE VENDA Jaguariúna: O Bortolettão – (19) 3867-3014 Auto Posto Galeria – (19) 3867-2033 Red Eventos – (19) 3867-7000 Campinas: Tabacaria Ranieri – (19) 3207-1271 Chapéus Cury – (19) 3232-1122 Equipadão – (19) 3252-6416 Holambra: Magazine Alcione – (19) 38021332 Amparo: Folia.com – (19) 3808-1120 Pedreira: Posto Shell – (19) 3893-1994 O Bortolettão – (19) 3893-2232 Mogi Mirim: Imobiliária Globo – (19) 3862-7000 Auto Posto do Ary – (19) 3862 -0066 Santo Antônio de Posse: Mega Stillus – (19) 3896-1311 tudante; 30 reais, ingresso solidário, com doação de 1 quilo de alimento não perecível; 60 reais para área VIP; e mesas de 100 a 135 reais por pessoa. Informações e reservas pelo telefone (19) 3867-7000 ou pelo site www.projetoartedobem.com.br. INFORME PUBLICITÁRIO

Transforme seu banho num momento mágico A higiene diária é muito mais que um simples banho. Mais do que a limpeza física, o banho exerce um significativo reequilíbrio energético (banhoterapia) A hidroterapia é utilizada como tratamento em diferentes culturas há milhares de anos. Segundo a Milenar Medicina Chinesa, o banho fitoterápico além de ter poder calmante ou revigorante, também pode agir sobre a pele e músculos, acalmar os meridianos do corpo, influenciando nos cinco elementos e trazer a Harmonia que todos precisam. Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, a absorção das propriedades das ervas é muito eficaz. É da sabedoria popular que banho de sais limpam as energias negativas acumuladas. Essas energias vão sendo produzidas conforme sentimos algumas emoções que sempre se originam de um pensamento, por exemplo: a raiva, a inveja e muitos outros sentimentos. O excesso dessas energias traz mal-estar, podendo acarretar em diversos sintomas distintos, como: letargia, confusão ou cansaço mental, dores de cabeça, dores pelo corpo e enjoos. Caso essas sensações sejam crônicas poderão dar origem a algumas doenças importantes. Por não estarmos 100% do tempo vigi-

lantes dos nossos pensamento e emoções e também de como nos influenciamo-nos com o meio em que vivemos e pelas pessoas que nos cercam, ao longo do tempo vamos criando brechas em nossa aura e possibilitando a entrada ou impregnação de formas/pensamento. A água em si, o sal e algumas ervas tem o poder de retirar alguns miasmas (“sujeiras energéticas”) de nossos corpos sutis. Por isso o banho de sais com ervas tem esse poder tão grande em fazer essa limpeza áurica que nos proporciona sensação de bem-estar, equilíbrio e harmonia. Sendo assim, faça de seu banho um ritual de purificação física, mental e emocional. A cura do homem está no retorno às coisas simples da natureza: banhos revigorantes e purificantes, chás relaxantes e orações com fé. (Almen Sini)

www.haneshy.com.br acasadobanho@uol.com.br (19) 3826-5446 / (11) 9733-2747


JORNALZEN

MARÇO/2011

15 INFORME PUBLICITÁRIO

Líricas Bulhufas MARCELO SGUASSÁBIA

Perguntas, perguntas e mais perguntas Preencher formulário é tarefa invariavelmente entediante, dispendiosa e de finalidade discutível. Às vezes o ritual de preenchimento beira o insuportável, e o castigado leitor há de me dar razão. É quando somos obrigados, por exemplo, a garranchar aqueles malditos papéis de imigração nas viagens internacionais. Duvido que seja de menos de 90% o universo dos que deixam a tarefa para os últimos dez minutos de voo, duvido que a caneta (emprestada) não falhe bem na hora de assinar o bagulho e duvido que você e o sujeito do seu lado não usem como apoio a bandejinha de refeições (dependendo da companhia aérea, a mesma bandejinha) – o que coroa o desinteressante procedimento com uma nojenta mancha de gordura no formulário. Mas o que mais irrita mesmo nem é tanto a falta de paciência e o excesso de má vontade nas respostas, mas a natureza astuciosa das perguntas. Não raro deparo-me, logo abaixo dos campos de nome, sobrenome, RG, tipo sanguíneo, coloração usual das fezes e se tive ou não pé chato em algum momento da vida, com questionamentos que tirariam até a Madre Teresa de Calcutá do sério. Tipo: a frequência com que aparo as unhas, a densidade por cm2 de pelos no antebraço e, ainda no âmbito dos membros superiores, a pior das indiscrições que um perguntador profissional poderia cometer: quantos dedos eu possuo em cada uma das mãos, e se todos eles constam como meus dependentes nas seis últimas declarações do imposto de renda. A falta de cerimônia em vasculhar a vida alheia inclui perguntas escabrosas sobre segredos de alcova, como o material do puxador de cortina do meu quarto e se as cerdas de minha escova de dentes são macias, médias ou duras. Admito o fornecimento de informações úteis que não caracterizem violação de

privacidade, coisas de menor importância e sobre as quais usualmente não se faz sigilo, como renda mensal bruta, posição sexual favorita, tamanho do pênis em repouso, em quem votei para presidente da república e outras amenidades de igual quilate. Entretanto, a saia fica justa quando surgem especulações que devassam a vida do cidadão de maneira ostensiva e desrespeitosa. Dou exemplos. Se o botijão de gás da minha cozinha veste ou não capa florida; há quanto tempo ando afastado do confessionário e quais os motivos que me levaram a tal distanciamento; se me importaria em eventualmente substituir por H3O a costumeira H2O armazenada na moringa do criado-mudo em caso de racionamento de guerra ou outra circunstância emergencial; se tenho o hábito de separar o arroz do feijão no prato ou se disponho um sobre o outro, a fim de abrir mais espaço à mistura; dos sobrinhos do Pato Donald, qual o meu predileto e quantas pessoas de nome Onofre possuo na família; se porventura já me ocorreu a ideia de testemunhar o dia a dia de uma prisão turca; se faço ou não parte do rol de esquisitos que folheiam o jornal de trás para frente às terças e quintas, da frente para trás às quartas e sextas, aleatoriamente nos fins de semana e nunca às segundas-feiras; se a abolição do trema causou transtornos mensuráveis em minha rotina habitual e se a revelação de que o caqui engorda me fez consumir mais ou menos carambolas que a minha média diária; se o uso excessivo de ponto e vírgula prejudica ou não a fluência da leitura, e em que circunstância o seu emprego incomoda menos: nos clássicos da literatura, nas bulas de remédio ou nos folhetos de missa. Marcelo Sguassábia é redator publicitário

Olá, meus amigos. Antes iniciarem uma conscientização. de tudo, obrigado pelos e-mails Não procurem pessoas dese ligações que estamos recepreparadas. Deixem de ir a tembendo de pessoas que queplos desconhecidos, que pouco rem ajuda e até mesmo de outempo ali estão ou que ficam de tros que cultuam os orixás. Em mudança o tempo todo. Essas especial, um grande abraço pessoas que fazem da umbanpara todos os nossos amigos da, do candomblé e de várias umbandistas e espíritas. outras religiões um grande negóQuando não conhecemos cio só irão acabar quando você, uma pessoa, um lugar, uma remeu amigo, se conscientizar de Tata Hoxiluandê ligião, é normal ficarmos com re- (Pai Leandro de Ogum) que sua fé não tem preço. ceio de tudo e de todos por falOutra de várias formas, e que ta de cultura ou até ignorância. Daí nasce o pre- várias prefeituras estão fazendo, é colocar a conceito, e é dele que iremos falar neste mês. religião como matéria obrigatória nas escolas. O preconceito – a intolerância racial, reli- O estudo desde a infância é uma grande magiosa e sexual – é crime, mas muitos sem neira de amenizar o preconceito no futuro, conhecimento, ou até mesmo pelo poder do mas os professores têm de ter o conhecimeninfrator, se calam. Infelizmente a impunidade to e serem ecumênicos na hora de lecionar. O negro sofreu e sofre discriminação até cresce cada vez mais. Vemos líderes espirituais de várias religiões denegrir a imagem hoje em vários setores e quando se fala da da umbanda e do candomblé todos os dias religião de denominação negra, até o branco em meios de comunicação e em seus tem- sofre discriminação. Quando você fala que é plos. O povo, por falta de conhecimento ou espírita, muitos falam “credo em cruz” e quanconfiança em seus líderes espirituais, rotula do você fala que é umbandista ou candoma umbanda e o candomblé como religiões do blecista, “nossa, você é macumbeiro, meu mal, que toda a nação espírita tem de ser Deus...” – efeito de conhecimento, o nome exorcizada. A falta de conhecimento e a macumba vem do dialeto de ioruba, língua intolerância e discriminação religiosa afastam africana, e significa madeira. Neste mês de março, desejo para você muitas pessoas do espiritismo, sendo que seus familiares há anos cultuaram os ances- um excelente carnaval e para quem não gosta trais, seus santos, seus orixás. A enxovalha- de folia, faça a sua RSS. Na próxima edição ção daqueles que não conhecem nossa reli- iremos tratar do que assusta bastante no gião só vai acabar quando o povo de santo, candomblé: os rituais de sacrifícios e seus os espíritas e espiritualistas se unirem e preceitos. Ate lá. Um grande abraço.

Nzu Hoximokumbi (Casa do Senhor Ogum), em Indaiatuba há 10 anos, não cobra consulta, numerologia e nem jogo de búzios. Tata Leandro de Ogum atende às segundas, quartas, sextas e sábados, a partir das 14h. Para maiores informações e jogo de búzios, entre em contato: nzuhoximokumbi@hotmail.com ou (19) 3875-8208 / (19) 9206-0835 / (11) 6588-6644 JOGO DE BÚZIOS SOMENTE COM HORA MARCADA * GRATUITO * O texto abaixo deveria ter sido veiculado na edição passada e substitui o que foi publicado incorretamente neste espaço Olá, amigos. Como prometido, este mês iremos tratar das diferenças dos cultos da umbanda e do candomblé. A principal diferença é que a umbanda é uma religião nascida no Brasil. Sua principal característica é o xamanismo, a incorporação e a adivinhação, o culto aos ancestrais e aos finados, sempre de mãos dadas com outras religiões, como o candomblé, a católica, o Kardecismo o budismo e outras. Como o brasileiro, a umbanda é uma grande mistura de crenças, sem discriminação e sem distinção. Uma grande família em um só propósito: o da paz. O candomblé é originário do continente africano. Temos no Brasil vários tipos: o de Angola, o de Keto, de Jeje, de Nagô, etc. Cada um oriundo de uma localidade africana. Uma particularidade é não cultuar o ser humano, a memória dos que já foram, e sim o aprendizado deixado pela sabedoria dos mais velhos. Um grande erro de quem não conhece estes dois cultos é dizer, por exemplo, que São Jorge Guerreiro é o orixá do Aço, Senhor Ogum ou Nossa Senhora é Iemanjá. No candomblé, quando o negro não tinha seu espaço na sociedade ele era obrigado a sincretizar seus orixás com os santos da Igreja Católica. Hoje em dia, o povo de candomblé, as casas de raiz, têm a difícil tarefa de explicar o sincretismo, e quem cultua o sincretismo religioso, e nós respeitamos, é a umbanda e não o candomblé. No Brasil, poucas casas de culto afrodescendente cultuam a sagrada e velha tradição

pelos ensinamentos com seus pretosvelhos, suas garrafadas e mistérios para curar e auxiliar a família em enfermidades e muitas outras curas na matéria e no espírito. O que temos de deixar bem claro é que a diferença da umbanda para o candomblé é que um é filho da sua terra e outro veio de longe, com a dor, a tristeza, a ignorância e intolerância que se perpetuaram aos longos dos anos, sendo divulgado muitas vezes escondido do homem branco, sempre em centros pobres. Até hoje, quem não conhece acha que o povo de candomblé é sinônimo de macumba. Quem tem nação, tem família e respeita aqueles que sofreram. Jamais iremos depreciar sua religião, sua nação, sua família. O candomblé é uma grande religião que ultrapassou os limites do preconceito e a cada dia mais e mais pessoas se encantam com ele, pois cultua a vida, a natureza. Somente os pais e mães-de-santo de candomblé têm o direito, por sua matriz e sacerdotes, de consultar os oráculos africanos (jogo de búzios). Peça informações de onde você pode achar uma casa de culto aos orixás que seja velha naquela região, com tradição. E que seus sacerdotes sejam pessoas de índole boa. Não acredite em casas que falam que leem seu futuro ou trazem seu amor de volta em tantos dias. Sua fé não tem preço para as casas sérias e de matriz africanas ou templos sérios de umbanda. Não vá a casas que cobram consulta com pai-de-santo ou com seus guias espirituais. Dom não se cobra; dom se dá.


JORNALZEN

16

Pelos Caminhos do Coração INES S. MÁRTÎMS ines.s.martins@terra.com.br

Aprendendo a confiar “ (...) Mas, para sentir alegria, temos de confiar no momento e recebê-lo em sua plenitude, pelo que é. É preciso que queiramos reconhecer que frequentemente não temos o controle – e comemorar o que existe de bom nisso. E sentir-nos dignos de ter alegria em nossas vidas.” Oriah Mointain Dreamer (trecho extraído do livro O Convite) Quando livros especiais como este chegam às nossas mãos, geralmente provocam rebuliço em nosso mundo interior, e é esse o caso. No capítulo intitulado A Alegria, a autora pede a nós, leitores, que identifiquemos um momento de alegria na própria vida. Ela quer saber o quanto somos capazes de perder o controle e nos deixarmos levar por uma alegria genuína. A ponto de deixar que essa alegria nos renove as energias nos devolvendo o direito de viver plenamente. Parece difícil a completa rendição à alegria, porque ela acontece no agora. Não irá esperar a realização profissional, nem que tenhamos encontrado um tempo em meio aos compromissos ou, que simplesmente tenhamos perdido o medo de abandonar o controle das situações. Como, na maior parte do tempo, estamos divididos entre aquilo que somos e o que deveríamos ser, criamos uma lacuna que nos mantêm prisioneiros de nós mesmos. Ora estamos nos depreciando, ora nos mantendo atados à advertência de sermos cuidadosos, realistas, ou para que, pelo menos, nos lembremos de nossas limitações. Vivemos, então, uma ‘meia’ alegria, forjada no molde das máscaras sociais. No extremo oposto, descambamos para a alegria desvairada e pouco saudável proveniente do uso de drogas, antidepressivos ou álcool. A alegria pura é inesperada. E talvez seja preciso admitir nossa fragilidade, nossa imperfeição para que ela se aproxime por completo. Mais do que isso, é preciso deixar se esvair a preocupação com o que os outros possam pensar sobre nós e nos abrir à experiência direta com o que nos cerca. Pergunta: quem realmente somos para além do pensamento, da palavra e da ação? Somos realmente capazes de conviver com a alegria que vem do total abandono de tentarmos ser aquilo que não somos e apenas confiar? A alegria verdadeira está na experiência da conexão com o mais profundo de nós mesmos. Não nega a dificuldade, mas, é uma escolha a nos lembrar que somos parte de um Mistério que é maior do que nós, e que para acessá-la por completo, teremos que abrir mão do controle. Escolha confiar. Deixe que a intuição guie os seus movimentos e o ajude a superar o medo de seguir. A recompensa é pura alegria!

MARÇO/2011

Feai alerta para telefonemas de ‘entidades’ em Indaiatuba A Federação das Entidades Assistenciais de Indaiatuba (Feai) está alertando a população sobre entidades que têm solicitado auxílio financeiro por meio de contato telefônico. Segundo o presidente da Feai, Argemiro Fruet Júnior, muitas pessoas têm recebido telefonemas de entidades não inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) solicitando contribuição em dinheiro para a execução de projetos. “Não sabemos a procedência desses órgãos ou se realmente realizam um trabalho sério”, comenta. “Acredito que entidades honestas procuram se cadastrar junto aos órgãos competentes para atuar de acordo com as

especificações exigidas.” Indaiatuba tem 32 entidades assistenciais cadastradas. Segundo a presidente do CMAS, Elisa Benta Pereira Branco, para legalizar o funcionamento de uma entidade de assistência social é necessário apresentar uma série de documentos e cumprir as exigências previstas em resoluções e estatutos. Antes de colaborar com uma entidade, é importante ir até o local para conhecer as instalações e a assistência prestada. Outra dica é fazer contato com o CMAS para saber se determinada entidade está regularizada. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3835-2843.


MARÇO/2011

JORNALZEN

17


JORNALZEN

18

Viva Bem elianamattos@uol.com.br

BATE-PAPO

O

utro dia, conversando com um conhecido, o Leck, falávamos sobre o cheiro que estava no ar por causa da aproximação da chuva. É muito interessante essa lembrança que alguns aromas provocam na gente. O Leck me contou sobre as lembranças que o cheiro de jornal provoca nele. O faz lembrar de sua infância, quando ele confeccionava pequenos balões com as folhas de jornal. Também “papagaios” ou “pipas”, como se diz em diferentes partes do Brasil. Quando mudei para Indaiatuba, por incrível que pareça, o cheiro que mais adorava era o de estrume que vinha dos campos ao redor da cidade, quando a chuva começava a cair. Para quem só sentia o cheiro dos escapamentos dos carros, esse do estrume me fazia perceber que enfim estava no interior, lugar que tanto tinha almejado morar. Também algumas comidas me remetem a lembranças muito agradáveis. Na noite passada, pensando em escrever sobre isso, fiz até uma lista das melhores delícias feitas por pessoas que me são muito caras: * Pastel com massa caseira: minha mãe * Torta de maçã com creme: dona Amélia * Arroz doce: Antonia * Pizza caseira: Rosangela * Bacalhau com leite de coco: dona Josina * Cheescake e bolo pão de mel: minha filha Renata * Gelatina colorida: minha tia Darcy * Bolo gelado de coco: Toninha * Pavê e torta de ricota: minha cunhada Joyce, já falecida * Maçã do amor: minha irmã Elisabeth * Bolo de Natal: Henrique Por causa disso, ao comer qualquer um desses pratos, imediatamente me vêm à mente essas pessoas queridas que fazem tudo isso de forma tão magistral. Nosso cérebro é uma caixinha de surpresa mesmo. Ele consegue guardar aromas de meio século atrás e apagar o nome da pessoa que conhecemos na semana passada. Como diria meu amigo Penna, tudo é uma questão de processo seletivo. Do contrário “daria pau” no nosso computador cerebral, como dizem os entendidos em informática. Hoje é impossível sentir o cheiro de estrume aqui em Indaiatuba quando a chuva começa a cair. A cidade cresceu muito e infelizmente não vai parar por aí. Logo, logo estaremos sentindo muito mais o cheiro de escapamentos dos carros do que das flores das jabuticabeiras. Será esse o aroma saudosista que as gerações atuais se recordarão daqui a 50 anos? E você? Qual o cheiro que te lembra coisas boas? Beijos!

MARÇO/2011

FORNO & FOGÃO Bolo de maçã de liquidificador Ingredientes 4 ovos ¾ xícara (chá) de óleo 1 xícara (chá) de cascas de maçã ½ xícara (chá) de água 1 ½ xícara (chá) de açúcar 1 colher (sopa) de canela em pó 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó 2 ½ maçãs descascadas e picadas Modo de fazer Bata no liquidificador os ovos, o óleo e as cascas da maçã. Num recipiente, coloque todos os outros ingredientes e após bater os primeiros no liquidificador, misture tudo. Coloque numa assadeira redonda (24 x 6) untada e enfarinhada e asse em forno preaquecido (180°). Na hora de servir, polvilhe com açúcar e canela.

Diminua o sal das refeições Principalmente se você estiver fazendo algum tipo de dieta. Isso porque o consumo excessivo de sal vai fazer você reter líquido. A Organização Mundial da Saúde recomenda apenas uma colher (chá) de sal ao dia. Sim, você leu certo: uma colher de chá. Com isso, evitase a retenção de líquido e a hipertensão. Tire o saleiro da mesa, como primeira providência. Cuidado que a maior parte dos produtos industrializados tem sódio, para conservar melhor esse tipo de alimento. Os mais “salgados” são: embutidos e enlatados de modo geral, nugget, hambúrgueres, extrato e molho de tomate, caldos concentrados em pó ou em cubos, ketchup, mostarda, shoyu e molho inglês.

CONHEÇA MELHOR ALGUNS PEIXES Garoupa: é considerado um dos peixes mais nobres, por ter carne rija, pouco gordurosa e de sabor delicado. Excepcionalmente deliciosa quando assada inteira, a garoupa também é gostosa grelhada, frita em postas e até ensopada. Linguado: outro peixe delicioso, sua carne branca e delicada pode ser frita, cozida no vapor ou assada. Normalmente é preparada em filés. Tainha: além de carne gorda com sabor acentuado, esse peixe oferece também deliciosas ovas, que podem ser fritas. O ideal é assá-las ou grelhá-las, mas a tainha também pode ser frita ou ensopada. Badejo: de aspecto e sabor semelhantes aos da garoupa, este peixe exibe uma grande variedade de tipos no litoral brasileiro. Pode ser ensopado, grelhado, ou cozido. Os menores ficam deliciosos quando fritos inteiros. Na próxima edição, conheça alguns frutos do mar, como polvo, mexilhão, vôngole, lula, lagosta e camarão.


MARÇO/2011

JORNALZEN

19

BEM NUTRIR Arroz branco: a bola da vez? Gil Lúcio Almeida

A

diabete tipo 2 é um dos principais problemas de saúde do mundo moderno. Ela afeta a capacidade do corpo de usar o açúcar do sangue como fonte de energia. Os sintomas incluem aumento da sede e da micção, visão turva e fadiga. Saber comer e fazer exercícios físicos regularmente estão entre as melhores ações para conviver bem com a doença. Crescemos ouvindo as mães e avós dizendo que arroz branco com feijão é o segredo de uma alimentação saudável. Uma equipe de pesquisadores da Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School (Boston, EUA) acompanhou a vida de cerca de 200 mil pessoas durante mais de 22 anos e adivinha o que descobriram? O consumo de arroz branco aumenta o risco de ter diabete tipo 2. Quanto maior o seu consumo, maiores as chances de ter a doença. Coitados de nós, brasileiros, que consumimos esses grãozinhos dia sim, outro também. Além do arroz branco, caíram na malha da ciência o pão branco e os alimentos que contêm açúcar. A boa notícia é que o arroz marrom reduz o risco de ter esse tipo de diabete. Quando era criança, comprava a preço de banana farelo para tratar os porcos. Pois bem, o farelo é a película marrom que cobre o arroz. Ao retirá-la, fica apenas o endosperma, ou seja, o arroz branco, que facilita o aumento do nível de açúcar no sangue. Junto com o farelo, vão embora vitaminas, fibras, magnésio e outras substâncias que podem ajudar a controlar a diabete, é o que argumentam os autores. O estudo mostra que outros grãos, como trigo e cevada, também ajudam bastante na prevenção. A diabete é uma doença com consequências devastadoras, mas que pode ser muito bem controlada. Os portadores dessa doença devem procurar ajuda constante de uma equipe multiprofissional da saúde. Siga à risca as recomendações de seu médico, do nutricionista e consulte sempre um fisioterapeuta, para saber as melhores atividades físicas para evitar os efeitos dessa doença. Verifique diariamente os pés, mãos, gengiva e dentes e, no caso de lesão, procure ajuda imediata de um profissional.

Gil Lúcio Almeida é fisioterapeuta, mestre pela Universidade Federal de São Carlos, doutor e PhD por importantes instituições norte-americanas e presidente do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo

NATURALMENTE: sabor de bem-estar Loja de produtos naturais é opção para quem busca alimentos saudáveis e saborosos Divulgação

Completando nove meses, a Naturalmente já é citada em revistas e jornais da região como excelente opção para quem busca por alimentos saudáveis e saborosos. Localizada no centro de Barão Geraldo, distrito de Campinas, a loja é aconchegante, climatizada e tem estacionamento próprio. Em razão da atual demanda por esses produtos, a Naturalmente dispõe hoje de mais de mil itens, entre orgânicos, sem glúten, fitoterápicos, light, diet, vitaminas e suplementos esportivos, além de uma gôndola com diferentes produtos a granel: arroz, linhaça, tomate seco, amêndoa, castanhas, cereais e frutas desidratadas entre outros. Pratos prontos e salgados congelados orgânicos, vegetarianos e veganos completam as opções. O atendimento ao cliente é feito por uma nutricionista especializada, que orienta sobre as propriedades funcionais dos alimentos, oferece dicas saudáveis e receitas para produtos que são vendidos na loja. Degustações de frutas secas, castanhas, patês, geleias e pães acontecem diariamente no local. Pelo atendimento personalizado, fácil localização e grande variedade de pro-

Vista interna da loja: variedade em produtos, pratos prontos e atendimento especializado

dutos, a Naturalmente tornou-se endereço obrigatório para os que apreciam e querem conhecer mais sobre alimentos saudáveis. Aberta de segunda a sexta, das 9h às 18h, a loja fica na Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1.905. Mais informações pelo telefone (19) 3327-1017, pelo e-mail naturalmente@alimentonatural.net, no site www.alimentonatural.net ou na página da Naturalmente no facebook.

SUGESTÃO DA NUTRICIONISTA Óleo de Coco - Reduz os níveis de colesterol - É antioxidante - Acelera o metabolismo queimando gorduras localizadas


20

JORNALZEN

MARÇO/2011


Jornalzen março 2011