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JORNALZEN ANO 16

ABRIL/2020

Nº 182

www.jornalzen.com.br

COMUNICADO Em apoio às medidas de distanciamento social, devido à pandemia do novo coronavírus, e zelando pelo bem maior de todos, que é a vida, o JORNALZEN está suspendendo temporariamente a circulação de sua edição impressa. Estamos disponibilizando gratuitamente a edição digital, que pode ser acessada em www.portalzen.com.br e nas páginas do JORNALZEN nas redes sociais. Ressaltamos a excepcionalidade do momento, em que, pela primeira vez em mais de 15 anos de circulação, somos obrigados a adotar tal providência.

ZENTREVISTA

Edmond Saab Jr. Pág. 3

Desde já contamos com o apoio e a compreensão dos assinantes, anunciantes e colaboradores, certos de que nossa Missão continua e que conseguiremos ultrapassar esta fase de transição com união e serenidade. Para tanto, esperamos contribuir com nosso rico conteúdo voltado à reflexão e ao autoconhecimento, mais do que nunca, absolutamente necessário.

A PANDEMIA ABORDADA POR NOSSOS COLUNISTAS

Médico de Monja Coen, adepto da medicina integrativa, fala sobre como manter uma vida saudável com técnicas naturais


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Abril/2020

Autoconhecimento e angústia em tempos de crise freepik.com

por Antonio Djalma Braga Junior

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stamos vivenciando tempos difíceis, em nível mundial. A crise do coronavírus tem escancarado uma série de outras crises que estávamos passando, mas que não conseguíamos enxergar ou enfrentar. Não estou falando apenas de crises em escala macrossocial, como as da política e da economia, mas sobretudo as das relações nos espaços microssociais, aquelas em relação aos nossos familiares e círculo de amigos, relações profissionais e em relação consigo mesmo. O isolamento social tem produzido uma carga de estresse nas pessoas com intensidade maior do que elas podem suportar. Isso as leva a contrapor-se às medidas de segurança básicas e defendidas por órgãos oficiais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), simplesmente ignorando o perigo real que estamos passando. Em suma, é a emoção gerenciando nossas ações. São as nossas angústias ditando as regras de como devemos agir. E assim, procuramos argumentos e discursos que aliviem nossa culpa por não seguirmos certas recomendações: é a razão como serva da emoção! O fato é este: não sabemos viver angustiados! Não nos ensinam a lidar com a angústia na escola ou na nossa própria casa. E uma pandemia desse porte tem manifestado nossa fraqueza maior: não nos conhecemos! Por isso, é importante buscar cada vez mais praticar os ensinamentos de Sócrates, o filósofo grego: conhece-te a ti mesmo! Quanto mais nos empenharmos em conhecer a nós mesmos, mais

fácil será lidar com as angústias que vivenciamos em nosso tempo. Começaremos a analisar criticamente os discursos e tentativas de argumentos que nos levam ao caos. Ou seja, conseguiremos mais plenamente suportar a angústia de nossa própria companhia. Mas, para isso, é preciso estar disposto a se enfrentar. Se conhecer não é fácil, pois é preciso reconhecer as imperfeições, traumas, dores e angústias. Todavia, não se olhar no espelho é uma forma de não enxergar as potencialidades e criatividades que o tornam único, especial. Quem não consegue se aventurar por esse caminho, do autoconhecimento, acaba jogando as coisas ruins junto com as coisas boas, o que torna a angústia insuportável. Nós tememos aquilo que não conhecemos. Quando nos desconhecemos, passamos a temer esse enfrentamento. Co-

mo no filme da Pixar Monstros S.A, às vezes os maiores monstros só são terríveis por não o conhecermos de fato, pois quando passamos a conviver com esses monstros e conhecê-los, vamos encontrar apenas uma criança pura e singela que grita, se assusta, ri, abraça, se espanta, fica com raiva e, ao mesmo tempo, demonstra carinho. Às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. A “Boo”, apelido da criancinha do filme, assusta os monstros apenas porque eles não a conhecem. Às vezes, só nos angustiamos e não suportamos um período de confinamento e isolamento social porque desconhecemos quem nós somos. Se pararmos para olhar com mais atenção, vamos ver uma criança interior adorável que só quer ser feliz. Essa felicidade reside em uma única coisa: ser quem tu és! Não é possível ser feliz de outro jeito. O que eu quero dizer é que não há

JORNALZEN DIRETORA EXECUTIVA SILVIA LÁ MON

outro caminho para superarmos os momentos de crise. É preciso tirar proveito desse isolamento social para promover um verdadeiro encontro consigo mesmo. Portanto, tire alguns momentos para refletir sobre sua vida pessoal, profissional, social, cultural, ideológica, política, moral. Se meditar o ajuda nisso, faça uso de tal técnica. Assista séries, filmes, ouça músicas, converse nas redes sociais. Mas não deixe de se enfrentar. Não perca essa oportunidade. Curta suas dores, aprenda a conviver consigo mesmo, com os seus medos e alegrias. Aceite-se como é. Torna-te aquilo que és! E se a crise, que é real, lhe causar angústia, dor e sofrimento, faça como Agostinho de Hipona que, em seus momentos de agonia, encontrou repouso em uma ideia que lhe servia de referência para suas ações: “faça tudo como se tudo dependesse de você, mas depois, confie como se tudo dependesse de Deus”. Essa ideia agostiniana pode nos ajudar a passar bem esses momentos de pandemia e terror, pois nos leva a fazer tudo o que está em nosso alcance para podermos prevenir males maiores, mas há um ponto na vida em que não conseguimos avançar porque simplesmente não depende de nós. Para não sucumbirmos diante da angústia, do medo e da impotência diante de tais monstros, confiar em algo maior que nós pode ser reconfortante. Tão reconfortante como aprender a conhecer a si mesmo. Antonio Djalma Braga Junior é filósofo e historiador; doutor pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); professor, palestrante, escritor, consultor e coordenador do curso de licenciatura em história da Universidade Positivo.

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Publicado por JORNALZEN EMPRESA JORNALÍSTICA LTDA. Fundado em janeiro/2005


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medicina integrativa funcional avalia o indivíduo levando em consideração todos os aspectos – físico, mental, emocional e espiritual. Ativista de tal abordagem, o médico Edmond Saab Junior defende o maior uso de terapias complementares e menos remédios. Com especialização em cardiologia, o paulistano de 60 anos também é nutrólogo e tem atuação em medicina ortomolecular. Em seu novo livro, ele ensina técnicas naturais, baseadas na fitoterapia e na medicina tradicional chinesa, para equilibrar o organismo e manter a saúde em níveis elevados. Com 35 anos de experiência clínica, Edmond destaca a importância do equilíbrio entre a medicina tradicional e as alternativas no tratamento de diversas doenças crônicas, degenerativas e autoimunes. Procurado por nomes como a monja Coen Roshi, o médico ministra palestras sobre saúde e longevidade em todo o País. Nesta entrevista ao JORNALZEN, Edmond fala mais sobre a importância do trabalho conjunto de várias ciências em prol da cura e da qualidade de vida – ainda mais em tempos de pandemia. Como as técnicas naturais podem ser utilizadas para manter a saúde em níveis elevados? A medicina não é uma única ciência e, sim, a soma de várias ciências. Quando falamos em integrar à medicina convencional terapias seculares ou milenares como a medicina chinesa, homeopatia, osteopatia, nutrologia, prática ortomolecular, entre outras tantas, estamos procurando por melhores resultados em termos de verdadeira prevenção das doenças crônicas e não somente sobre o uso de drogas para quando já estamos doentes. Então, um conjunto de práticas podem somar em um tratamento, elevando os níveis de boa saúde. Como as terapias alternativas podem contribuir nesse sentido? As mudanças no estilo de vida devem ser bem orientadas. Comer corretamente é um dos principais caminhos, com pouca proteína animal, dieta baseada em plantas, alimentos de baixo índice glicêmico, hidratar e oxigenar o sistema com um pouco de atividade física, usar técnicas de detoxificaçäo, cuidar da saúde emocional. O estresse, a má alimentação, a desoxigenação e a desidratação intracelular são os grandes causadores de doenças. O que resolve todo esse desequilíbrio é uma boa ori-

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ZENTREVISTA: Edmond Saab Junior

INTEGRAÇÃO TERAPÊUTICA Médico de Monja Coen defende adoção de técnicas naturais para equilibrar o organismo e manter uma vida mais saudável Divulgação

entação clínica. Aliada a terapias integrativas, pode-se contribuir mais rapidamente. Mas é preciso saber que com bons hábitos adotados rotineiramente, o resultado é a curto prazo. A doença não surge da noite para o dia, ela é “criada” dia após dia, ano após ano, e com um estilo de vida mais adequado é possível ter saúde em níveis ótimos. É possível um equilíbrio entre a medicina tradicional e a alternativa? Precisamos unir forças, conter um pouco os conflitos de interesse e os egos, além de conscientizar as pessoas que não se obtém saúde plena advinda de um frasco de remédios. Com um estilo

de vida mais saudável, dieta equilibrada, bebendo água suficiente para abastecer o organismo, saindo do sedentarismo e cuidando também da mente e das emoções, todo o sistema é beneficiado. Se, por um acaso, surgir um problema de saúde, esse organismo tem condições de combatêlo porque se reconhece por mais tempo em equilíbrio.

Quais os principais desafios na conscientização sobre a medicina integrativa? A medicina integrativa é, por si, um processo de conscientização pela saúde e por um estilo de vida mais saudável. Por acreditar absolutamente nisso é que passei a escrever nos últimos dez anos da minha vida profissional. Precisamos nos mobilizar para a criação de um movimento em prol da saúde. Estamos vivendo mais para termos mais tempo de ficar doentes para consumirmos cronicamente remédios. Isso é uma realidade que deve ser combatida. Ao falar em medicina integrativa e funcional, estamos dando ferramentas para que as pessoas procurem os melhores tratamentos a fim de viver mais com mais saúde. Torço por um futuro de envelhecimento bem mais saudável do que se fala hoje. É preciso e é possível ter equilíbrio físico, mental e emocional em qualquer fase da vida. Como conheceu Monja Coen? Tive o privilégio de conhecê-la anos atrás como paciente em meu consultó-

“Ao falar em medicina integrativa e funcional, damos ferramentas às pessoas para procurar os melhores tratamentos e viver com mais saúde”

rio. A cada consulta, era impossível não tratar de saúde e de espiritualidade. Temos um vídeo no YouTube em que, por meia hora, tratamos desses dois temas de forma bem interessante, levando ao ouvinte o ponto de vista de cada um. Qual o papel da espiritualidade em um tratamento médico? Quando desenvolvemos a fé, a confiança, a crença em algo maior, independente de qual seja, há um elo entre o ser e a saúde desse ser. A meditação tem papel fundamental nesse quesito e não é impossível com tantas técnicas meditativas que a ciência já comprovou suas eficiências, como o midfulness. Estar consigo é estar em meditação. A espiritualidade tem papel fundamental também através da compaixão, da gratidão e do perdão. Particularmente, adota alguma atividade voltada ao autoconhecimento? A meditação passou a fazer parte da minha vida, mas há anos busco informações sobre esse universo quântico e que colabora com nosso autoconhecimento. Temos grandes nomes de estudiosos que disseminam esse conhecimento hoje no mundo através da literatura e de documentários. Como avalia a proposta do JORNALZEN, de divulgar iniciativas voltadas ao bem? Divulgar o bem deveria ser o alvo de toda a imprensa. O JORNALZEN tem essa proposta positiva, com iniciativas do bem e que levam o bem-estar ao leitor. E não é essa a nossa proposta, minha, sua e de veículos sérios, como o JORNALZEN? Continuem levando informações de qualidade. Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores? Minha mensagem é que a cura é sensibilidade, ciência, crença e amor. Valorizem a saúde de vocês e a vejam sempre como algo totalmente positivo.


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JOÃO SCALFI

Razão de viver É consideravelmente grande o número de pessoas que se ergue pela manhã sem qualquer sentido para despertar, para viver. Se dormiu sem nenhum objetivo, é lógico que acorda do mesmo modo, transformando todo seu dia, a partir daí, em uma experiência vazia. Em decorrência desse branco no campo da existência, incontáveis criaturas se põem a vagar pelas ruas, sem rumo na vida, ficando à mercê do que acontece no passar do dia. Essa experiência de levar uma vida sem direção costuma fazer com que as pessoas não considerem a importância do tempo, a grandeza de cada oportunidade que esta encarnação lhe proporciona, de constituir uma família, um trabalho digno e conquistar amigos. O individuo costuma deixar-se levar pelo acaso ou pelas correntezas do “deixa acontecer”. É urgente que possamos nos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida, tomando gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis da Deus. Seria muito belo se cada pessoa, principalmente as que ainda não encontraram sentido para as próprias vidas, resolvessem perguntar-se: o que é que posso fazer em prol do mundo onde estou vivendo? Ou, afinal, para que é que eu vivo? Pensar que fazemos parte de nosso planeta e que devemos cooperar para deixá-lo melhor. Cada um de nós, quando se encontra nas provas do mundo terreno, pode viver para cuidar de alguém, pa-

ra fazer um trabalho voluntário ou participar de alguma coisa útil, dando valor as suas horas neste Mundo. É importante e necessário dar sentido à vida. É importante viver por algo ou por alguém, ter um objetivo na vida. Tal experiência irá desatando os filetes do nosso amor, que se tornarão cascatas, até que se transformem em gigantescas cachoeiras, derramando as energias dessa luminosa virtude. Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, ajude a preservar a natureza onde vivemos, defendendo e cuidando das plantas e animas, e passe a viver em harmonia e sintonia. Quando encontramos razões para viver, passamos a respeitar e honrar as bênçãos que o Criador nos deu nesta experiência terrestre e cada momento de nossa vida será transformado em oportunidades valiosas para crescer e progredir. A vida na Terra não precisa ser um “campo de concentração” a impor-lhe tormentos a cada hora. Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos. Empregue sentido e beleza a cada um de seus dias. Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença. Sinta que, apesar de todos os problemas e doenças que se abatem sobre a humanidade, o sol voltará a brilhar, as flores a exalar o seu perfume e os pássaros a cantar. A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas sob a condição de bem empregada. Se todos se servissem dela de conformidade com a vontade de Deus e os ensinamentos do mestre Jesus, a humanidade viveria em paz e cooperando com o progresso do planeta. Fonte: Joanes / Raul Teixeira

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Humanização em tempos de pandemia por Andréa Ladislau

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im, devemos ficar confinados, mas isso não significa que devemos ficar loucos. Que tal aproveitar esse momento para uma introspecção? Voltar o olhar para o seu “eu”? A nossa mente entende confinamento como uma forma de punição, um castigo. Tudo o que recebemos do mundo exterior pode trazer calma ou alimentar o nosso desespero; por isso, cabe a nós acalmar nosso interior, já tão desassossegado pela angústia, insegurança e solidão. Cuidado para não estar criando um processo mental compulsório pela informação. Temos ainda muitas fake news circulando nas redes e sendo compartilhadas. Busque ler mais, ouvir uma música, meditar e se exercitar, mesmo no isolamento. Inclusive, praticar uma atividade física em casa, neste período, irá fortalecer seu sistema imunológico e aumentar o bem-estar. É natural que o sentimento de todos seja de uma exceção coletiva. Devemos ter o maior cuidado para não sermos picados pelo bichinho do egoísmo. Temos que lembrar que estamos todos na mesma situação, onde a tolerância, advinda de uma alteração da rotina, certamente não será a mesma. Aproveite o advento tecnológico para conectar-se virtualmente com as pessoas, afastando a solidão. Tenha empatia para entender que algumas pessoas reagem bem às mudanças e outras nem tanto. Alguns se sentirão desamparados ou abandonados. Neste momento, o melhor a fazer é buscar reinventar-se. Trazer para seus dias hábitos diferentes, visando o seu cuidado e a proteção de quem você ama. Potencialize sua solidariedade e seu bom senso. Humanize o ambiente, aceitando que o isolamento se faz necessário para que possamos passar pela pandemia. Seja otimista, positivo. Aprenda a levar, através de mensagens, essa positividade a quem só enxerga o escuro. Já que os contatos físicos estão restritos para evitar a propagação do vírus. Lembre-se que não podemos aumen-

tar a epidemia e, muito menos, produzir um exército de ansiosos, depressivos e desesperançosos. Não desista de sonhar e não perca essa capacidade de planejar o futuro. Esse dom do ser humano é incrível e cuidando do seu emocional, você poderá ativar boas energias e produzir melhores resultados para seu sistema imunológico, fortalecendo sua saúde mental e física. É real... O mundo parou. Mas não podemos ficar parados. Falando apenas do caos, da crise. Propagando e aumentando o pânico. Gerando, assim, mais desespero em si e nos outros. Não podemos estocar alimentos e remédios, sendo insensíveis às necessidades alheias e alimentando ainda mais a desordem social. Portanto, humanize-se e seja para o próximo aquele que faz a diferença. Aquele que faz o bem. Aproveite o momento de isolamento para resgatar o diálogo, o contato e o carinho de sua família que, há tempos, a correria do dia a dia nos roubou. É hora de aprender a ressignificar, obedecer às regras da OMS (Organização Mundial de Saúde) e, com muita sensatez, serenidade e equilíbrio, encontrar medidas para se adaptar a essa nova realidade. Desta maneira, você conseguirá manter a sanidade, ajudando quem está a sua volta e evitando doenças psíquicas que levam ao pânico e potencializam o descontrole mental, além de, claro, evitar a contaminação tão temida. Andréa Ladislau é psicanalista, doutora em psicanálise e psicóloga


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A importância de desligar-se BARBARA PUCHALA por Rafael Moura

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om o avanço da Covid-19, as empresas têm criado planos e ações para evitar a transmissão e cuidar da saúde dos funcionários. Para conter o avanço do vírus, a recomendação de mantermos o distanciamento social conduziu negócios a mudarem formatos e a própria rotina de trabalho. Até mesmo os canais de informação voltaram suas atividades para o que está acontecendo mundialmente. Assim como no noticiário, o mundo não para. A economia, os negócios, as contas, as atividades do dia a dia não tiveram uma pausa, pelo contrário, são estes alguns dos temas que podem vir a causar problemas de saúde e fazer com que nos afastemos ainda mais, até de nós mesmos. É verdade que nunca assistimos a uma cena como esta, tanto no campo da economia como no social e no da saúde. Alguns pesquisadores afirmam, por exemplo, que além do próprio vírus, a quarentena pode acarretar outros problemas de caráter psicológico, com sintomas depressivos, de tristeza, ansiedade, medo, solidão ou irritabilidade, que também podem causar perda de sono ou até dificuldade na concentração para atividades cotidianas.

Por isso o alerta: desligue-se! Antes de tudo, é preciso manter nossa sanidade mental e para isso é importante se desconectar. Evitar conversas em grupos de WhatsApp, visualizar discussões no Facebook e em outros canais que a pauta sobre este momento seja massiva. Evitar informações em excesso é fundamental para permanecer no caminho da conquista de objetivos, principalmente antes de se deitar para dormir, por exemplo. Afinal, uma vez que o sono é prejudicado, aspectos cognitivos, emocionais, psicológicos também são afetados automaticamente. É um momento para repensar nossas ações e anseios, nos redescobrir, buscar atividades que nos entretenha, traçar novos desafios e conectarmos com o que importa: nossas vontades, sonhos, cenários e possibilidades. E assim, com celulares desligados e desconectados de discussões, é importante reconhecer emoções, buscar novas atividades e manter um pensamento otimista para que nossa sanidade mental, o sono, o bem-estar e até a esperança não entrem em quarentena. Rafael Moura é fundador e CEO da I wanna sleep, startup de varejo focada em sono e relaxamento. É formado em engenharia agrônoma e de produção.

Perceber, conscientizar e compartilhar Vivenciar é viver ou experimentar uma situação específica, deixando-se afetar profundamente por ela. Tenho refletido sobre a forma que cada um de nós vivencia a questão da Covid-19 e como a nossa experiência influencia a nossa vida e o nosso entorno. Neste contexto, observo como são evidentes as necessidades de mudança e adaptação dos sistemas vigentes de comportamento, comunicação, de saúde, educacional, além de organização social, econômica e política, entre outros. Um oceano de percepções, águas agitadas, que precisam ser navegadas. A jornada, os aprendizados e os desenvolvimentos são individuais. A conexão e o compartilhar da vivência de cada indivíduo, constroem uma nova consciência coletiva. E assim, pode ser que, nesta jornada, a luz no final do túnel seja a formação de um novo ecossistema. Será? O isolamento imposto pelas medidas de contingência relacionadas à Covid-19 nos afasta do cotidiano e nos faz olhar para ele de outro ângulo. Esta situação coloca cada indivíduo em contato consigo mesmo e com sua essência. Torna-se inevitável o convívio e a vivência do eu – comigo e do eu – com o entorno. É um recolhimento que

nos permite compreender o quanto nos conhecemos, do que gostamos, o que queremos, o que nos faz bem, como podemos aproveitar melhor o tempo. O autoconhecimento e o amor próprio dão sentido à jornada da vida. E então, se sabemos para onde queremos ir, torna-se mais fácil a conexão com o entorno, a vivência ecossistêmica e o engajamento coletivo. Este processo é movido por empatia, compreensão, união, amor incondicional e afinidade que permeiam as pessoas e todos os seres que habitam nosso tão querido planeta Terra. E este é o solo fértil onde se desenvolvem o sucesso, a felicidade e a prosperidade. É interessante perceber como a vivência da pandemia nos leva a um processo de construção de uma nova consciência, que ao ser compartilhada, desenvolve um novo ecossistema! São aprendizados diários, que transcendem a idade, o tempo e o espaço. Ao acolhermos esta vivência com amor e gratidão e como uma oportunidade de exercitar novos ritmos de vida, alimentamos uma energia positiva que abre espaço e dá luz ao novo. E desta forma, a vida só pode dar certo! Barbara Puchala é engenheira agrônoma, empreendedora e facilitadora sistêmica


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RENÉ SCHUBERT

Tempo de parar, respirar, reinventar-se... “O passo decisivo para o crescimento é quando alguém de repente se encontra diante de sua impotência, olho no olho, e assume: aqui sou pequeno” (Bert Hellinger) Susto. Desorganização. Impotência. Incerteza. Conflito. Dúvida. Receio. Descontrole. Pânico. Histeria. Terror. Medo. Raiva. Escárnio. Arrogância. Prepotência. Mentira. Negação. Barganha. Tristeza. Riso nervoso. Paranoia. Isolamento. Crise. Ansiedade. Desespero. Vulnerabilidade. Conversa. Coragem. Troca. Solidariedade. Altruísmo. Empatia. Possibilidades... Sentiu algo assim nos últimos dias? Nas últimas semanas? Assistindo à TV ou colado nas mídias sociais? Em conversas de corredor de apartamentos trancados ou fake news de grupos de amigos virtuais? Na quarentena sozinha em sua casa? Nas rápidas visitas aos supermercados? No isolamento em seu apartamento com familiares, filhos? Pensando na antiga rotina, no trabalho, nos familiares distantes? São sensações, emoções, reações, manifestações comuns ao ser humano. Principalmente diante de uma grande mudança. O novo angustia, assusta. O novo não traz dicas, não traz receitas, não prepara... Ele se faz e nos obriga a mudar. A pandemia fez o mundo mudar. Rapidamente. Certas coisas foram muito ruins, e estão sendo processadas. Outras, até que trouxeram benefícios. Coisas esquecidas, afastadas, deixadas. Relembradas, encontradas, realocadas. Algo pequeno. Algo invisível. Parou o mundo. Fez alguns pararem de respirar. Obrigou-

nos a um afastamento do meio social. Talvez, a um recolhimento. O que precisa ser visto? O que precisa ser revisto? O que precisa ser ponderado, refletido, elaborado, em mim, para mim, de mim? O que precisa ser cuidado? Quem precisa ser cuidado nesta imensidão sistêmica, interdependente e interconectada que é a humanidade? É tempo de revisão. Tempo de introspecção. De parar e olhar. Respirar conscientemente. Sentir o corpo no aqui e agora. Descobrir novas formas de se conectar e estar em contato. Reparar. Reorganizar. Adaptar-se. Cuidar do que havia antes. Deixar o que se perdeu ir, para que o novo possa ter seu lugar. Neste novo que se impôs, meu consultório tornou-se virtual. Recebo pessoas que coloridamente se movimentam por detrás de telas de vidro. Distantes. Com seus dramas, conflitos, afetos e vida. Por vezes, a conexão cai. A morte está sempre presente, claro, onde há vida, a morte está próxima. O intervalo. Ela é o limite, a fronteira, que dá cor e sentido ao percurso desta caminhada. Entre a inspiração e a expiração, tantas coisas acontecem, neste breve intervalo. Busco novamente a conexão. Olho no Olho. Ouvido com ouvido. Toques, por hora, melhor mais para frente! Mas conectados. Nas mídias, celulares e tecnologias. Usamos o recurso que temos ao nosso alcance. Comunicar-se, conectar-se, adaptar-se. Lembrando que nossos ancestrais, por quantas pandemias, dificuldades, guerras e doenças passaram, e nós, aqui, somos os representantes de sua vitória. O milagre da vida. A vida segue. Estamos vivos. Temos recursos. Temos uns aos outros. Seguimos em frente.

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PANORAMA ARRECADAÇÃO DE ALIMENTOS 1 O Instituto Padre Haroldo, em Campinas, está arrecadando cestas básicas para famílias que ficaram sem renda em decorrência do isolamento social de prevenção ao coronavírus. As doações em gêneros alimentícios e de higiene podem ser feitas diretamente na sede da entidade, na Rua Dr. João Quirino do Nascimento, 1.601 (Jardim Boa Esperança), das 12h às 17h. Mais informações: (19) 99637-2735 ou (19) 99815-4514. ARRECADAÇÃO DE ALIMENTOS 2 O Polo Shopping Indaiatuba iniciou, em parceria com o Tenda Atacado, campanha para arrecadar alimentos não perecíveis, leite longa-vida e fraldas geriátricas, que serão encaminhados para entidades assistenciais e famílias em situação de vulnerabilidade social. As caixas de coleta estão no Tenda, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos, das 8h às 18h. PIZZA DO BEM A ONG Acesa Capuava, de Valinhos, promove nos dias 7 e 8 de maio a tradicional campanha Pizza d’Ajuda. Todos os voluntários usam máscaras, luvas e toucas e as pizzas são montadas em várias salas, a fim de evitar o contato entre os voluntários. Pedidos pelo WhatsApp (19) 98255-8263, na própria entidade (Fazenda Capuava) ou pelo e-mail contato@acesacapuava.com.br . OPÇÃO VEGANA A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou ferramenta on-line que indica restaurantes com opções veganas no cardápio. Construído a partir do Google Maps, reúne mais de 3,2 mil estabelecimentos no Brasil que oferecem ao menos um prato vegano. O recurso pode ser acessado a partir de qualquer dispositivo móvel ou computador com acesso à internet por meio do site www.ondetemopcaovegana.com.br . INSTITUTO RONALD McDONALD Devido às medidas para contenção da pandemia, o Instituto Ronald McDonald teve significativa queda de arrecadação, comprometendo a capacidade de manutenção dos serviços para tratamento e assistência das crianças e adolescentes com câncer. Para amenizar esses danos, lançou a campanha on-line “Vamos vencer juntos o Coronavírus”. O link para doação é bit.ly/DoeInstRonald . PILHAS PARA DEFICIENTES AUDITIVOS A empresa Telex está promovendo campanha de doação de pilhas para deficientes auditivos de todo o País. As pilhas são necessárias para manter os aparelhos auditivos em funcionamento nos ouvidos. Os interessados em receber em casa uma cartela com seis pilhas devem fazer um cadastro no site www. telex.com.br. As pilhas são enviadas pelos Correios, com frete grátis. Não é preciso ser cliente da empresa. ENGENHARIA SOLIDÁRIA Projeto lançado pelo SOS Engenharia está cadastrando profissionais engenheiros de todas as especialidades no Estado de São Paulo que desejem ser voluntários e oferecer suporte técnico a entidades que trabalham com comunidades vulneráveis. Os interessados em participar podem se inscrever nos seguintes canais: josemanoelfg.com.br/contato ou josemanoel@josemanoelfg.com.br . EMDR PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE O EMDR, terapia desenvolvida nos Estados Unidos para tratamento de traumas de veteranos de guerra e indicada para casos de estresse póstraumáticos, está disponível de forma voluntária e on-line para atender profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19. Interessados devem enviar um e-mail para sosredesolidaria@emdr.org.br, e no assunto: “Preciso de Ajuda”.


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CARLA BÉCK

Lições de um vírus Estamos no meio de uma quarentena e ela tem sido o foco da atenção mundial. Todos inseridos nesta exigência planetária para estabelecer uma forma mais sustentável de ser no mundo. Uma nova exigência da vida sobre como Ser Humano frente ao desconhecido e a velocidade dos eventos. Em meus estudos sobre tendências de futuro e mercado de trabalho, sempre reforço: a importância de ser humano. Espero que isto faça cada vez mais sentido! Durante a incerteza e a inconstância desse cenário precisamos dar mais atenção ao olhar para nós mesmos, para as nossas emoções, para a qualidade das nossas respostas frente a todo esse estímulo. O aprendizado inicia na forma como acolhemos a nossa emoção de forma tranquila e damos vazão a ela. O que ela quer dizer para você? O que ela te pede? Primeiro, lembre-se que está tudo certo! Ela faz parte da sua vida. Ela pode contribuir na resposta emocional a todos esses eventos. Dar sentido ao que te acontece. Momento de reinvenção de si, da forma de se relacionar, da forma de trabalhar, da forma de se

cuidar, de atualizar-se. Fomos expostos a esse novo contexto e precisaremos desenvolver o nosso sistema imunológico na vida, a fim de criar uma ordem dentro desse caos. Encarar de frente as oportunidades, pensar qual a forma que você pretende se relacionar na vida, de que forma você pode contribuir com a sociedade, enfim, qual o seu desafio? Qual o papel que você pode assumir nesse momento? É preciso ter calma e nos apoiarmos nas relações humanas apesar de termos que evitar o contato humano. Somos todos iguais, somos seres humanos e, mesmo ocupando diferentes posições na sociedade, temos a mesma responsabilidade e a mesma importância. É o ser em vez de ter. Estamos todos no mesmo barco e as nossas atitudes têm o mesmo peso. O que situações como estas despertam em nós? Vamos analisar ao nosso redor por alguns instantes. A situação de quarentena na Itália é preocupante. Mas nem por isso os italianos estão perdendo o espírito caloroso de suas tradições nesse tempo. Em um belíssimo vídeo que surgiu recentemente e foi publicado na internet, os habitantes de Siena foram às janelas para cantar a tradicional Canto della Verbena e criaram um

momento dos mais emocionantes que vimos nos últimos tempos. A ideia de manter o povo unido nestes tempos de dificuldade é algo nobre. Este é um bom exemplo que reforça a capacidade de desenvolver as habilidades como criatividade, generosidade, colaboração, igualdade e fraternidade. No caso do Brasil, vamos destacar nosso calor humano e também os gestos de pessoas que estão dispostas a ajudar voluntariamente os idosos, faixa etária suscetível ao coronavírus. Também temos exemplos de empresas e entidades como a Ambev, Ypê, Natura, Boticário, Unica, Abiplasti e estão realizando ações para distribuir álcool gel e álcool 70. A produção será doada para hospitais públicos das cidades mais atingidas pela Covid-19.

7 Vamos começar a pensar sobre o que podemos aprender com tudo isso. Todos temos muito o que refletir e nos empenhar. É a hora de mostrarmos o nosso melhor lado, termos empatia, amor, olharmos para a situação do outro também e agirmos em solidariedade, para a felicidade de todos. Temos usado a tecnologia para nos aproximar e facilitar nossas vidas, mas o contato humano e o ser humano serão sempre fundamentais na nossa sociedade e para a nossa felicidade. Você é importante! Faça a diferença! Carla Béck é psicóloga, diretora da Infinita EPH e especialista em desenvolvimento de liderança e carreira. carlabeck@infinitaeph.com.br


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CLÉLIO BERTI

A Lei do Amor

Coronavírus e imunidade O nosso desafio, hoje, é enfrentarmos o coronavírus. Mas, a longo prazo, precisamos enfrentar qualquer vírus. Inclusive os mais letais. Só, para citar um exemplo, o vírus da hepatite é, imensamente, mais letal que a Covid-19. Entendo que a melhor maneira de enfrentar os invasores externos – vírus, bactérias, fungos e protozoários – é melhorar a imunidade. Um organismo forte, saudável e feliz, com certeza, terá imunidade boa e ficará protegido dos invasores. Qual será a melhor forma de melhorar a imunidade? Sem dúvida, estilo de vida saudável. O que você cultiva, prospera. Se a sua

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alimentação for boa, se os seus pensamentos forem positivos, se as suas emoções forem generosas, se o seu corpo não for sedentário e se os seus mindsets levam você para um bom lugar, não precisa se preocupar. Para você conhecer mais sobre imunidade, preparei a Semana Melhorar a Imunidade. São três videoaulas gratuitas: 1 – Como o sistema imunológico funciona; 2 – O que deprime o sistema imunológico; e 3 – Como melhorar a imunidade. Inscreva-se agora: melhoraraimunidade. yogaflamboyant.com.br

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Existe um código de leis criado pela Consciência Superior chamado Codex Comentado, já abordado nesta coluna e cuja versão em português pode ser encontrada facilmente em pesquisa no Google. Vale a pena fazer um estudo cuidadoso a respeito dessas leis que correspondem à nossa evolução rumo à quinta dimensão. A primeira e principal lei é a seguinte: Colocar o bem-estar, a ocupação e os sentimentos para com os outros, acima do eu. Negar a existência do mal no mundo e não resistir. O amor segue o curso da menor resistência. “Esta lei coloca o bem-estar, a ocupação, toda sua energia, seus sentimentos, em função dos outros seres. Acima das suas necessidades. Não por escolha, por função e objetivo. Ela nega a existência do mal no mundo e ela não resiste a nada. A resistência não precisa ser colocada em termos de bem ou mal. Não se deve resistir nem ao mal, nem ao bem. A Lei do Amor contém o princípio da não resistência e segue o curso da menor resistência. O que entendemos como maior presente e possibilidade de expansão do ser é dar-se a si, sem ne-

nhum tipo de amarra, trava, algema, corrente ou expectativa.”

Dessa maneira viveram todos os granSILVIA LÁ MON des mestres da silvialamonica15@gmail.com humanidade, e o maior deles nos deixou a lei que, se fosse cumprida à risca, não necessitaríamos de nenhuma outra: “Amaivos uns aos outros como eu vos amei!” Os iluminados vivem para o serviço (seva), e nós só conseguiremos entender o grande objetivo de estar vivo neste nosso mundo de expiação – em especial, no momento que estamos vivendo – quando entendermos que viemos apenas para servir ao próximo. Assim, estaremos servindo a nós mesmos na senda da evolução. A Lei do Amor é a lei máxima que nos conecta com o mais divino e o mais humano. A não resistência está relacionada à condição de entrega, tanto em termos de nos oferecermos a alguém sem reservas, quanto a aceitar a ajuda de outro da mesma forma. Essa confiança mútua se refere ao amor incondicional, o qual todos almejamos e poucos de nós são capazes de vivenciá-lo.


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MÁRCIO ASSUMPÇÃO

O dharma na quarentena Tudo tem seu lado bom. Mesmo em tempos difíceis como este, de pandemia, existem oportunidades que não podemos deixar passar. Temos duas opções: podemos entrar em desespero e, assim, ficamos paralisados pelo medo; ou podemos observar o que a ordem do Universo está nos mostrando. Não sabemos o que existe por trás de tudo isso que estamos passando, mas é possível lidarmos com os acontecimentos de uma forma mais harmoniosa. Artha significa, em sânscrito, sobrevivência. Essa é a primeira busca de todos os seres. Quando somos ameaçados nela, podemos reagir de diversas formas, pois é o lado mais primitivo da nossa natureza. Qualquer ser vivo busca a sobrevivência, até mesmo um vírus, e isso é inegável. Num momento onde o estilo de vida da sociedade foi abalado, todos nos sentimos em estado de choque. Num segundo momento, passado o primeiro

impacto, as coisas vão se assentando e só nos resta lidar com a realidade e controlar a ansiedade. Uma grande lição do yoga está sendo aprendida na marra e se resume numa frase: ninguém tem o controle absoluto da Vida. A única coisa que podemos fazer é a nossa parte, darmos o nosso melhor para o mundo, sermos solidários e respeitarmos as regras de convivência numa pandemia, porém não temos controle sobre os acontecimentos e sobre a vida nossa e dos outros. Tudo pode acontecer e sempre foi assim. Apenas estamos tendo a oportunidade de vivenciar este ensinamento. A ilusão de que temos a vida em nossas mãos vai sendo confrontada, apesar da negação psicológica de quem resiste às mudanças. Por um tempo, a vida que achávamos que conhecíamos mudou. De quarentena, para quem vive sozinho, o desafio é transformar a solidão em solitude. Para quem tem uma família ou uma companhia, o desafio é a convivência, pois

é hora de focar nas qualidades de cada um e não nas diferenças. Podemos continuar distantes, mesmo sob o mesmo teto (cada um no seu mundo particular no celular) ou podemos aproveitar o momento para compartilhar a vida com as pessoas que amamos. A escolha é de cada um. Aqui em casa, estamos tentando exercitar isso. Além de todo trabalho doméstico (interminável) que já dividíamos e o home office diário, estamos tirando um momento para fazer atividades físicas e uma prática de yoga, juntos, no final da tarde. Isso tem nos ajudado mutuamente.

9 Mesmo de quarentena, é fundamental ter uma boa alimentação, tomar sol e manter práticas regulares de exercícios. De nada adianta falarmos em imunidade se não cuidarmos desta área. Ao assistir noticiários, procure se informar sem se intoxicar, porque a preocupação derruba o emocional. Dar um passo além do medo, da ansiedade e do instinto de sobrevivência e esse passo se chama dharma, que é a preservação dos valores humanos. Uma sociedade sem valores está condenada a uma pandemia muito pior chamada ignorância espiritual.


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ELPIDIO A. PINHEIRO Mapeamento pessoal Nesta fase do desenvolvimento da humanidade, importa que as pessoas ampliem seu nível de consciência e que busquem alinhar suas ações exteriores com o chamado/convite que a Vida lhes faz para a manifestação de todo o seu potencial (vivenciar seu dom): recuperar o viço do ser (estar a serviço de si e da sociedade). A partir da data de nascimento é possível traçar o “mapeamento pessoal”, que faz o diagnóstico do tipo da “personalidade” (como é vista no mundo); identificar seu “condicionamento” (comportamentos que podem estar se repetindo em seu cotidiano, sem que a pessoa tenha a percepção sobre eles); traz à consciência do consulente qual o seu dom essencial (o que veio fazer na Terra) – qualidade que pode ainda estar latente, sendo impedida de se manifestar, pelo fato de estar vivenciando o condicionamento de sua personalidade. Podem se beneficiar deste atendimento jovens que estejam em fase de defini-

ção da área de estudos acadêmicos ou para escolha de carreira profissional; para gestores e executivos que queiram acelerar a melhoria de seu desempenho profissional e de suas relações interpessoais, em corporações ou no convívio social; ou para definir um plano para criação de seus próprios negócios; e para aqueles que estejam vivenciando dúvidas existenciais e queiram ampliar o conhecimento sobre si mesmo para melhorar seu estado anímico e de suas relações interpessoais e familiares. Nossa meta de desenvolvimento é vivenciar o impulso (fazer germinar a semente que nos foi implantada no ventre materno), utilizando a forma de personalidade disponível, superando o condicionamento. Assim, poderemos ser mais eficazes em nosso trabalho e mais felizes em nossos relacionamentos familiares, sociais e profissionais.

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BOM TRÂNSITO PARA NÓS! Marks Pintija

O trânsito durante a Covid-19 Os dias atuais têm sido os de maior incerteza que nossa geração já vivenciou, em qualquer aspecto da vida que seja, com inúmeras dúvidas quanto a se precaver de um possível contágio do novo coronavírus ou de continuar se deslocando pelas cidades para que a economia não seja afetada de forma também incerta. Toda essa paralisação afetou a nossa relação com o trânsito, os veículos e os demais pedestres. Os órgãos de trânsito têm divulgado medidas que servem para evitar a aglomeração de pessoas nos diversos setores, e também prorrogando prazos de procedimentos que precisam ser feitos, de modo que a população não seja prejudicada durante a pandemia. Carteira Nacional de Habilitação (CNH), veículos e infrações são os mais comuns.

As carteiras de habilitação que venceram em 19 de fevereiro em diante não serão autuadas como vencidas. Os processos de habilitação em andamento passaram a ter validade de 18 meses (em vez dos atuais 12 meses), para todas as finalidades. As infrações e suas indicações de condutor infrator, defesa da autuação, recursos de multa, assim como os processos de suspensão e cassação, estão interrompidos por prazo indeterminado. E quanto ao registro de novos veículos, estes estão autorizados a circular mesmo sem a referida documentação, desde que a nota fiscal tenha sido emitida dentro do prazo de 15 dias, em que o Detran já não estava possibilitando tal atendimento. Sobre o licenciamento dos veículos de placa final 1, que vence até o final deste mês de abril, ainda não foi divulgada medida sobre essa situação. Marks Pintija é especialista e educador em trânsito


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SANDRA APOLINARIO

Metamorfose Quando falamos em metamorfose, logo imaginamos o processo da lagarta e a borboleta, e é exatamente essa metáfora que iremos usar para refletir sobre vida, morte e transformação. Imaginemos uma lagarta arrastando-se pelo chão de uma floresta, lentamente, levando horas para percorrer alguns poucos metros, de visão curta e limitada, sujeita a inúmeros predadores, Um dia uma bela borboleta se aproxima dessa lagarta e lhe diz que, se ela entrar no casulo, passará por uma transformação, uma metamorfose, e se transformará também uma linda borboleta. Para a lagarta, de visão curta, entrar no casulo significa a morte! A lagarta morre dentro do casulo, pois ela deixa de existir enquanto lagarta! Se essa lagarta, possuísse inteligência, consciência e capacidade de analisar seus atos, provavelmen-

te não entraria nesse casulo. Morrer, deixar de existir do único mundo que ela conhece, sem garantias, certezas, simplesmente confiando e acreditando em uma bela borboleta que diz que um dia já foi lagarta, é algo impossível de se imaginar. Porém a lagarta, visto como um ser irracional, simplesmente segue o fluxo da vida. O ser que antes rastejava no chão, sujeito a tantos perigos, tendo uma visão muito limitada do espaço à sua volta, passa a voar pelo mundo de forma livre! Tudo no Universo passa por um processo de transformação em algum momento e esse processo tem um propósito de evolução. Alguns acontecem naturalmente, como o da lagarta. Ela simplesmente segue o curso natural ao que lhe foi destinado. E como seria para nós, seres humanos, já que somos dotados de racionalidade. Será que ainda “rastejamos”

pelo solo do planeta com uma visão curta, limitada, sujeitos a perigos criados pelo próprio ser humano? E para causar uma transformação a fim de que ampliemos a visão além do nosso pequeno mundo, teremos que entrar em nosso casulo e nos deixar morrer, para renascer livres de medos, condicionamentos, ressentimentos e dores existenciais? Essa metáfora nos faz refletir sobre o momento atual em que esta-

Reflexos emocionais do isolamento social por Leonard Verea

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pós quase 30 dias de confinamento por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19), você já parou para se perguntar sobre quais são os principais desafios emocionais enfrentados até aqui? Eu posso dizer que muitas pessoas acabam tornando o momento atual mais difícil por não conseguirem ter controle da situação e acabam aumentando o nível de tensão e ansiedade. Todo esse processo exacerbado de pensamentos faz um verdadeiro curto circuito mental, extrapolando o seu próprio limite de tolerância, que é construído entre cultura, experiência e vivência, ou seja, a maturidade que cada um constrói ao longo da vida. Sabemos que existem pessoas que

possuem mais jogo de cintura, mas para muitas outras esse momento é ainda mais desafiador. O período de confinamento gera medo, afinal, enfrentamos um inimigo invisível e as dúvidas que vêm junto com ele sobre o que ainda pode vir a acontecer. Esses pensamentos desestabilizam as emoções e fazem com que as pessoas desenvolvam sentimentos como insegurança e ansiedade. Uma boa reflexão para mudar esses sentimentos pesados é absorver os ensinamentos para nos tornarmos seres humanos melhores. Entendo que sair da rotina habitual gera um impacto, mas uma ótima opção é se adequar ao que estamos vivendo hoje de uma forma mais leve. Durante esse período de isolamento social, as pessoas conseguem desenvol-

ver a percepção da própria fragilidade, que se manifesta passando por várias etapas sentimentais, como a tristeza e a saudade da antiga rotina. Porém, quando conseguimos administrar esses sentimentos, positivando as situações, conseguimos seguir com dias leves, pois sabemos que a quarentena vai acabar e tudo vai voltar ao normal. Acredito que logo voltaremos a nossa rotina transformados, pois pude observar que durante este período de quarentena, as pessoas passaram por uma mudança importante e despertaram o sentimento de solidariedade, prova disso são as notícias que a mídia nos conta diariamente. Para finalizar, gostaria de propor uma reflexão para que todos possam seguir em quarentena com uma percepção mais

11 mos passando, um confinamento necessário, não por escolha, mas forçados por algo externo que despertou em todos nós nosso maior medo, o da morte, quão vulneráveis somos... E, para sobreviver, entramos em nosso casulo. E como vamos sair? Vale a reflexão... Lagartas ou borboletas? Afinal, estamos em um processo de mudança, transformação. Metamorfose!

positiva da situação. Existem diferenças entre solitude e solidão. No estado de solitude, estamos em pleno contato com nós mesmos, nós desenvolvemos o autoconhecimento, nos encontramos. Já no estado de solidão, somos tomados por um vazio, um confronto de nossas ideias, o que pode nos levar a recorrer a artifícios como a compulsão. O ideal é nos observarmos e escolhermos qual delas queremos viver. Por mais que tenhamos medo, é necessário aprendermos a enfrentá-lo e é preciso enxergar que tudo traz um renascimento. Logo voltaremos a nossa rotina normal e podemos usar os aprendizados deste momento difícil para tornar a vida ainda mais positiva e criativa. Leonard Verea é médico, formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especialista em psiquiatria, atua no Brasil desde 1985. Possui especialidade em psicossomática e hipnose clínica e atua como médico do trabalho.


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Literatura, um porto seguro por Cléo Busatto

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ias atrás a Vânia, de Verona, pediu para eu gravar uma história para Francesca, sua filha, e para as crianças das instituições que atuam com o português como língua de herança na Itália. Estas iniciativas estão espalhadas pelo mundo e eu tenho visitado algumas delas para desenvolver ações em língua portuguesa, através dos meus livros. Além de coordenadora de uma destas ações, Vânia é uma das tantas mães brasileiras que mora na Itália e que se encontra numa situação atípica: viver uma quarentena com filho pequeno, por conta da pandemia do coronavírus. Enquanto escrevo este artigo, milhares de crianças de todo o mundo, inclusive as brasileiras, se encontram na mesma situação das italianinhas. E então me pergunto: o que fazer quando a realidade se torna insustentável, quando o tédio toma conta da vida, a desesperança começa a bater na porta, os dias não passam, as ruas continuam desertas, mas não se pode descer para andar de bicicleta ou brincar? Talvez seja a hora de ler ou ouvir um texto literário inteligente e envolvente, daqueles que propagam a esperança. Eu chamo estes textos de “história com alma”, porque eles trazem alívio e conforto e tratam de te-

mas que são universais, como os valores humanos. Nesta categoria estão os contos de fadas, e eles foram os primeiros escolhidos para os vídeos que tenho produzido para enviar à Francesca e seus amiguinhos. A boa literatura torna o mundo mais habitável, nos desliga das preocupações e nos coloca num outro lugar, o da ficção. Envolvida pelo espaço ficcional, a criança pode vivenciar a experiência e as emoções do personagem e esquecer as suas angústias. E mais, a partir do encontro com o personagem e sua história, ela pode ativar seus próprios sentimentos e sair do espaço ficcional, quem sabe tocada, quem sabe modificada, ainda que não tenha essa consciência no momento da leitura ou da audição. As boas histórias nos conectam com nossa essência, o que é de grande valia nesses tempos difíceis, e nos ajudam a manter a serenidade e o equilíbrio. Assim como o brincar, ler e contar histórias favorece a presentificação do sujeito, o que pressupõe estar inteiro na experiência literária e se encontrar a partir dela. Abrir um bom livro literário é um ganho para pais e filhos, com uma vantagem: o livro não precisa ligar na tomada. Cléo Busatto é escritora e mestre em teoria literária. Tem mais de 25 obras publicadas, entre as quais A Fofa do Terceiro Andar, finalista ao Prêmio Jabuti na categoria juvenil

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Marcelo Sguassábia Fileiros – o novo filão A prática na China se chama “Paotui”: um sujeito paga outro para guardar lugar na fila. Quando chega a vez do fileiro de aluguel, este passa mensagem por celular para o comprador do serviço – que chega em cinco minutos para assumir seu posto, disposto e de banho tomado. De bico emergencial para desempregados, a coisa se profissionalizou e virou business, com uma penca de empresas especializadas. Daqui a pouco tem até rede de franquias. Não deixa de ser paradoxal o sucesso do negócio. Num mundo repleto de facilidades e conveniências, atendimentos pré-agendados com hora marcada e delivery de tudo o que se possa imaginar, a ideia de uma fila de pessoas debaixo de nevasca ou de sol inclemente é neandertalesca. A fila da sopa de morcego. A fila do espetinho de vagalume crocante.

A fila do cachorro quente feito de cachorro mesmo. A fila de cadastramento biométrico para reconhecimento facial. E, claro, a já célebre fila para a última geração do iPhone. Depois de um dia inteiro + 22 horas e meia guardando lugar para um Apple-fan, Zhao Tsua não resistiu à oferta de um abonado de Xangai que o assediou quando restavam apenas cinco Chan Chin Chons à sua frente, oferecendo 50% a mais para vender o seu lugar a ele e passando a rasteira no antigo contratante. Zhao Tsua pegou sua maleta abarrotada de yuans e #partiuprabemlonge, além-Muralha, a salvo da ira do sujeito a quem havia traído. Apesar do coronavírus que esvazia eventos, celebrações de Ano Novo, ruas e cidades inteiras, o boom desta nova oportunidade de negócio vem provocando filas para entrar na fila dos que querem ser fileiros. Xin shídài. Novos tempos, em chinês. Marcelo Sguassábia é redator publicitário


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VIDA EM HARMONIA N

estes tempos incomuns que estamos vivendo, a harmonia se faz extremamente necessária, em todos os seus aspectos. Fisicamente, estamos em harmonia quando mantemos hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades físicas. No aspecto emocional e psicológico, estamos em harmonia quando mantemos nossas emoções sob controle e nutrimos bons pensamentos e sentimentos, tanto em relação a nós mesmos quanto aos outros, e assim mantemos bons relacionamentos. Por fim, somos capazes de manter o equilíbrio espiritual através do fortalecimento da fé e da prática da meditação e da oração. Estar em harmonia é estar alinhado em relação ao que pensamos, ao que sentimos e aquilo que expressamos ou falamos. Nestes tempos, buscar a Harmonia se torna uma questão de vida ou morte.

Medir, pesar e não errar Para você que está cozinhando em casa nesta quarentena e não está familiarizada em como adaptar as medidas para uma receita dar certo, aproveite essas dicas: • Para verificar se sua xícara pode ser usada como medida padrão, verifique se ela comporta 16 colheres (de sopa) de água. Se a água ficar na altura da borda, você poderá usá-la como medida para suas receitas. • Para calcular frações de xícara, use essas equivalências: oito colheres (de sopa) de líquido equivalem a meia

xícara: quatro colheres equivalem a um quarto de xícara, e assim por diante. • Os ingredientes secos devem ser peneirados antes de medir. Só então coloque na xícara padrão, às colheradas, sem apertar. • Nunca encha demais as xícaras. As receitas sempre preveem medidas rasas. O ideal é colocar o ingrediente na xícara e depois nivelar com uma faca. • Para medir meia colher, coloque o ingrediente, nivele com uma faca e depois faça um corte ao meio, no sentido do comprimento.

RECEITA

Brigadeiro com gergelim preto Divulgação

Ingredientes: • 1 lata de leite condensado; • 3 colheres de sopa de cacau em pó; • 1 colher de sopa de manteiga sem sal; • Gergelim preto Sésamo Real a gosto. Modo de preparo: Em uma panela, coloque todo o leite condensado junto do cacau e da manteiga. Misture bem e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até desprender do fundo da panela. Retire do fogo e coloque num prato untado. Deixe esfriar. Com as mãos untadas, enrole

os brigadeiros e passe no gergelim preto. Agora, é só servir! Compartilhe a receita com a família e amigos para prepararem em casa.

FRUTAS DO MÊS Laranja, maçã, melancia, melão, pera, goiaba e caqui * A melancia possui propriedades diuréticas. Por isso, ajuda a perder aqueles quilinhos a mais e ajuda na retenção de líquidos.

* Melão: ao comprar, deve-se escolher os que tenham casca firme, coloração viva e livre de rachaduras. Quando comprimido nas extremidades, o melão bom deve ceder à pressão dos dedos.


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CULTURAZEN Hugo Hemerly

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Janguiê Diniz, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, que promove campanha de arrecadação de cestas básicas para famílias de micro e pequenos empresários que estão sofrendo com os impactos sociais causados pela pandemia do coronavírus

Divulgação

Em meio à crise da Covid-19, os Escoteiros do Brasil lançaram plataforma digital www.escoteirosonline.org.br - como alternativa para seguir realizando atividades Divulgação

Funcionários do Centro de Saúde Parque Oziel, em Campinas, doaram alimentos e produtos de higiene para kits que foram entregues para moradores da região em situação de vulnerabilidade social, agravada em razão da pandemia

Vestidos de super-heróis, empresários de São Paulo promoveram ação de entrega de ovos de Páscoa para profissionais de saúde de Espírito Santo do Pinhal e região

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