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JORNALZEN ANO 7

FEVEREIRO/2011

AUTOCONHECIMENTO

SAÚDE

nº 72

R$ 1,50

CULTURA

www.jornalzen.com.br

BEM-ESTAR

CIDADANIA Silvia Lá Mon

ASTROLOGIA DA ALMA Pág. 6

BEM NUTRIR Pág. 19

Viva Bem

ARTIGOS

Fazer o bem faz bem Pág. 4

Relaxe – Você não vai mudar de signo

Pág. 18

Pág. 9

Pensamentos de

Uma biblioteca pede socorro

Padre Haroldo

Pág. 12

ZEN ZENTREVISTA Arita Pettená - Pág. 3

Pág. 14 Divulgação

PANEURITMIA O Instituto Dança Viva, de Holambra, iniciou um grupo da modalidade de dança circular cujo objetivo é harmonizar as energias do ser humano com a natureza. Pág. 9

PARA ASSINAR OU ANUNCIAR, LIGUE PARA (19) 3324-2158 (19) 9263-3500

CULTURAZEN ZEN Pág. 10

ASTROZEN Pág. 6


JORNALZEN

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JORNALZEN nossa missão: Informar para Transformar

DIRETORA Silvia Lá Mon

FEVEREIRO/2011

EDITOR Jorge Ribeiro Neto

JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508

circulação: Campinas, Indaiatuba, Holambra, Jaguariúna, Valinhos e Vinhedo

HOMENAGEM PÓSTUMA Há pessoas que nos marcam profundamente. Na trajetória deste jornal, uma delas foi um leitor muito especial, Péricles Previtalli (foto), cujo falecimento ocorreu no último dia 27. Um de nossos maiores incentivadores, Péricles aguardava ansiosamente a chegada do JORNALZEN, do qual era assinante. Desde que conheceu o jornal, não deixou de manter contato e reiterar estimuladoras manifestações de apoio e satisfação. Bom papo, Péricles era ativo participante de nossas promoções, tanto que acabou sorteado e premiado um mês antes de sua passagem. A saudade é imensa, mas o legado de generosidade e desprendimento de leitores como ele nos fortalece para seguir adiante. Silvia Lá Mon e Jorge Ribeiro Neto

PONTOS DE VENDA DO JORNALZEN CAMPINAS ALPHAVILLE CAFÉ VILLA PONTINI - AlphaMall BARÃO GERALDO BANCA CENTRAL - Avenida Santa Isabel, 20 BANCA DO JAPA - Rua Armando Sebastião Bononi, 20 BANCA DO LÉO - Avenida Romeu Tórtima, 283 BARÃO ERVAS - Avenida Santa Isabel, 506 IDEAL REFEIÇÕES - Rua Vital Brasil, 200 NATURALMENTE - Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1.905 BONFIM BANCA CANTO DO RIO - Rua Erasmo Braga, 192 BOSQUE BANCA DO BOSQUE - Avenida Moraes Sales, 1.748

AGENDAZEN ZEN CAMPINAS

quisa e Estudo da Consciência. Inscrições e mais informações: (19) 3252-1565 ou 3201-2361

CONSTELADORES SISTÊMICOS a partir de 11 e 12/2 – curso de preparação promovido pelo IPEC – Instituto de Pesquisa e Estudo da Consciência. Inscrições e mais informações: (19) 3252-1565 ou 3201-2361

TOQUE TERAPÊUTICO a partir de março – curso no Tabebuia Saúde (Rua Mogi-Guaçu, 696 - Jardim Flamboyant). Inscrições e mais informações: (19) 3029-2346

CUIDADORES a partir de março – curso “Cuidando do Cuidador”, no Tabebuia Saúde (Rua Mogi-Guaçu, 696 - Jardim Flamboyant). Inscrições e mais informações: (19) 3029-2346 GEA 14, 21 e 28/2, às 20h – palestras “Amor – Um toque para sua vida”, com a fisioterapeuta Ednalva Vidoto; “O amor em meia volta ao mundo”, com o médico Joaquim Motta; e “Bullyng – agressão social”, com a advogada Andreza Sanches Dóro, no Centro de Estudos da Santa Casa de Campinas (entrada pelo Instituto de Saúde Integrada - Rua Barreto Leme, 1.552). Encontros do Grupo de Estudos sobre o Amor. Aberto ao público. Mais informações: www.blove.med.br/gea MÚSICA E AUTOCONHECIMENTO 26/2, das 14h às 17h30 – workshop com a terapeuta Eloísa Lopes no Espaço Spiralis (Rua Rei Salomão, 295 - Sousas). Mais informações: (19) 9734-9322 ou elloppc@gmail.com REIKI 12 e 13/2 – cursos Nível 2 (Reiki Alliance), no Instituto Sakkara (Rua Aristodemo Barbieri, 80 A - Barão Geraldo). Mais informações: (19) 9634-7716 ou www.lttulha.com.br RELACIONAMENTOS 26/2, às 10h30 – palestra “Sustentabilidade dos relacionamentos afetivos”, com o professor Vicente Conti, na Unidade I da Faculdade Anhanguera (Rua José Rosolem, 171 - Jardim Londres). Mais informações: (19) 32324935 ou conti.vicente@gmail.com “SER HOMEM” workshop “A dor e a cura das feridas masculinas”, promovido pelo IPEC – Instituto de Pes-

INDAIATUBA BENEFICENTE até 12/2, das 9h às 18h – ponta de estoque em prol da Volacc – Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer. Local: Rua Bernardino de Campos, 314 (Centro). Mais informações: (19) 3875-4544 CABALA E RADIÔNICA 19/2, das 14h às 15h30 – palestra sobre placa indiana, nova mesa radiônica, cabala esotérica e prática, bioprogramação e iniciação à Melchizedek, com Hedvaldo Cantelli Silva, no Hórus Higol (Rua Valdir Roberto de Camargo, 121 - Recreio Campestre Joia). Aberto ao público. Mais informações: hedvaldosilva@ horushigol.com.br ou (19) 3935-6377 MANDALA DA FORTUNA 13/2, das 14h30 às 17h30 – workshop com a artista plástica Kenia D’Angelo e a terapeuta Vera Martins de Sá, no Instituto Kadoish (Rua Voluntário João dos Santos, 1.607- Centro). Mais informações: (19) 3816-6285 e 9720-0232

SÃO PAULO CONSTELAÇÃO FAMILIAR 19/3 – curso de formação com Zaquie Meredith. Inscrições e mais informações: zaquie@ zaquie.com e www.zaquie.com

SERRA NEGRA PSICOAROMATERAPIA 18 a 20/3 – retiro e curso com Fábián Laszlo. Hospedagem no local, com comida ovolactovegetariana. Inscrições e mais informações: (19) 3242-6844 ou aromaluz@aromaluz.com.br

Fone/Fax: (19) 3324-2158 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br twitter.com/jornalzen

BOTAFOGO BANCA RODOVIÁRIA - Avenida Andrade Neves, 880 CAMBUÍ BANCA ALECRINS - Rua dos Alecrins, 35 BANCA CAMBUÍ - Rua Cel. Quirino (ao lado Massa Pura) BANCA MARIA MONTEIRO - Rua Maria Monteiro, 1.201 BANCA RIVIERA - Rua Coronel Silva Teles, 37 BANCA SANTA CRUZ - Rua Santa Cruz, 176 BUONA SALUTE - Rua General Osório, 1.761 CAMPOS ELÍSEOS BANCA DO XANDÃO - Rua Monte Mor c/ Pedreira CASTELO BANCA AKAMINE - Rua Barbosa de Andrade (esquina c/ padaria Pão do Castelo) BANCA NAKAZONE - Avenida Andrade Neves (balão do Castelo) CENTRO ALMAZEN - Rua Barreto Leme, 1.259 BANCA CONCEIÇÃO - Rua Conceição BANCA DO ALEMÃO - Rua General Osório, 986 BANCA DO ANTÔNIO - Avenida Moraes Sales, 1.122 BANCA DO STEPHAN - Avenida Barão de Jaguara, 1.215 BANCA PUCC - Avenida Francisco Glicério, 1.580 BANCA REAL DISNEY - Rua General Osório, 1.325 CAFÉ REGINA - Rua Barão de Jaguara, 1.302 CARIMBOM - Rua Barão de Jaguara, 1.091 - sl. 205 CASULO ALIMENTOS - Rua Luzitana, 1.433 - loja 2 ESTAÇÃO CULTURA - Praça Marechal Floriano Peixoto CHÁCARA PRIMAVERA BANCA JASMIM - Rua Jasmim, 755 CIDADE UNIVERSITÁRIA BANCA BARÃO - Avenida 2 - Atílio Martini, 50

INDAIATUBA* CENTRO ALEMDALENDA - Rua 24 de Maio, 1.072 BOTICA ANTICA - Rua Pe. Bento Pacheco, 1.160 BRUMAT - Rua 11 de Junho, 711 CINE CAFÉ - Shopping Jaraguá (Rua Humaitá, 773) FOLHA VERDE - Rua 24 de Maio, 1.072 CIDADE NOVA BAZAR 13 - Rua 13 de Maio, 1.179 HUNGRY TIGER - Avenida Presidente Kennedy, 496 RECREIO CAMPESTRE JOIA UIRAPURU (loja conveniência Posto Shell, ao lado do Habib’s) - Avenida Francisco de Paula Leite, 3.385 VILA NOSSA SENHORA APARECIDA PANIFICADORA A-REAL - Rua Candelária, 1.828 SAÚDE NATURAL - Rua Candelária, 1.751

BANCA CIDADE UNIVERSITÁRIA - Rua Ruberley Boareto da Silva, 1.015 BANCA GUARÁ - Rua José Pugliesi Filho, 420 A FLAMBOYANT BANCA PAINEIRAS - Rua Jesuíno Marcondes Machado, 2.574 BANCA DO ISMAEL - Rua Mogi Guaçu (em frente à padaria Abelha Gulosa) GUANABARA BANCA BRASIL Rua Joana de Gusmão, s/nº BANCA GUANABARA - Rua Buarque de Macedo, 209 BANCA DO DIRCEU - Rua Oliveira Cardoso, 62 BANCA DO SÉRGIO - Rua Carolina Florence, 241 IGUATEMI BANCA CARREFOUR IGUATEMI LIVRARIA CULTURA (Shopping Iguatemi) JARDIM SANTANA BANCA DO ROMEU - Avenida Lafayete Arruda Camargo NOVA CAMPINAS BANCA INCA - Avenida Engenheiro Carlos Stevenson, s/nº PROENÇA BANCA DO ROBERTO - Avenida Princesa D’Oeste, 994 RODOVIA DOM PEDRO I BANCA SANTANA - Km 127 (Carrefour) SÃO BERNARDO HAYASHI - Rua Padre Bernardo Silva, 1.249 SOUSAS AVIS RARA Rua Rei Salomão, 295 BANCA SAN CONRADO Avenida San Conrado, s/nº BANCA RICCO PANE Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, 871 SWIFT EXTRA ABOLIÇÃO - Rua Abolição, 2.030 TAQUARAL BANCA DO EDUARDO - Rua Thomaz Alva Edson, 115 BANCA TAQUARAL - Rua Paula Bueno, 1.260 CENAPEC - Rua São Salvador, 301 SNACK LOJA DE CONVENIÊNCIA (Posto BR) - Avenida Heitor Penteado, 120 VILA INDUSTRIAL BANCA DO DEDÉ - Rua Dr. Sales de Oliveira, 1.059 SUPER NEWS - nova Rodoviária VILA NOVA BANCA VILA NOVA - Avenida Imperatriz Leopoldina, 100

HOLAMBRA

ESPAÇO CULTURAL TERRA VIVA - Avenida Rota dos Bandeirantes, 605

JAGUARIÚNA* NATU ERVAS - Rua Cândido Bueno, 885 (Centro) VIVER PROD. NATURAIS - Rua Júlio Frank, 616 (Centro) * e em todas as bancas da cidade

VALINHOS em todas as bancas da cidade

VINHEDO*

VILA SUÍÇA PANIFICADORA NOVA SUÍÇA - Rua Pedro de Toledo, 1.855

DUE MONDY - Rua Eduardo Ferragut, 145 (Jardim Itália) EMPÓRIO JF - Avenida dos Imigrantes, 575 (Jardim Itália) QUARTZO ROSA - Rua Monteiro de Barros, 781 Lote 60 (Vila Planalto)

* e em todas as bancas da cidade

* e em todas as bancas da cidade


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catarinense Arita Damasceno Pettená é a mais velha de sete irmãs, todas com a letra “A” no nome. Seu pai era cabo do Exército e jornalista. Cronista em Florianópolis, ele foi um crítico da política e chegou a receber ameaças. Do lado da mãe, todos eram poetas. Explica-se, portanto, a veia literária e aguerrida de Arita, que desde menina sonhava em ser professora. Em sua cidade não havia o curso de magistério, razão pela qual acabou cursando o que na época se chamava ensino clássico. Tornou-se a primeira taquígrafa da Câmara Municipal de Florianópolis, o que a fez ser melhor remunerada que o pai. Sua primeira incentivadora foi uma professora de português e diretora – a primeira deputada e negra eleita em Santa Catarina, como lembra Arita. Em 1967, casada com o militar Rodolpho Pettená, Arita mudou-se para Campinas. No ano seguinte, participou de concurso de poesias promovido pelo jornal Diário do Povo. Recebeu menção honrosa. Um ano depois, tirou o segundo lugar com o poema Pecado – que, segundo Arita, só não ficou em primeiro por ser considerado muito avançado para a época. Passou, então, a escrever regularmente uma coluna aos domingos no mesmo jornal. Aos 32 anos e grávida do quarto filho, mesmo contra a vontade da família Arita entrou na faculdade de Letras Anglo-Germânicas. Convidada para ser presidente do Clube dos Poetas de Campinas, passou por uma época muito produtiva, que a levou a receber vários prêmios e homenagens, até fora do País. Publicou 13 livros, todos do próprio bolso – e cujo resultado das vendas é destinado a instituições sociais. Confissões de uma mulher de soldado ficou entre os seis primeiros colocados como “Livro do Ano” na Itália. Nesta entrevista exclusiva ao JORNALZEN – do qual é colunista desde 2007 –, Arita Pettená conta como confrontou modos e costumes para exercer a liberdade de expressar suas opiniões e defender ideais como os que resultaram, há três anos, na fundação da Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas.

ZEN ZENTREVISTA Arita Pettená

DAMA DAS LETRAS Trajetória de vida explica veia literária e aguerrida da poeta e cronista que se tornou respeitada intelectual

trocada por analfabetos e figuras folclóricas. Eu não tenho medo de nada e detesto pessoas esnobes. Também fui redatora do então prefeito Chico Amaral por quatro anos. Cuidava de toda a sua correspondência e ele não permitia que mais ninguém fizesse isso. Era uma pessoa admirável. Dos políticos que conheci, ele foi alguém que marcou muito no meu caminho. Foi uma figura humana sensacional.

“Devemos fazer germinar a semente da cultura, pois este País está precisando muito”

Como foi essa experiência de uma poeta libertária ser esposa de um coronel? Não foi fácil. Houve muito conflito, principalmente quando escrevia para os jornais sobre política. Quando me candidatei a vereadora pela primeira vez foi um escândalo. A família queria me impedir. Mas bati o pé, pois queria defender o povo e fui eleita em 1988. Meu marido era um homem admirável, que sabia mandar e obedecer, um militar nato. Tudo isso está no meu recente livro, O Coronel e a Poeta, que foi patrocinado pelo presidente da Rádio Laser, Odilon Nascimento Garcia, que foi o recruta preferido do meu marido. Fui uma política por ideal e não para estar lá e ganhar dinheiro. Fui muito respeitada e hoje sinto muito de na última eleição ter sido

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A Academia de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas está completando três anos em fevereiro. Fale sobre sua participação nas academias que temos em Campinas. Fui fundadora, com os jornalistas Luso Ventura e Paranhos de Siqueira, da Academia Campineira de Letras e Artes, que já tem mais de 40 anos. Depois, o presidente Mauro Sampaio me convidou para ingressar na Academia Campinense de Letras, há mais ou menos 20 anos. Também sou membro de honra da Academia Maçônica de Letras. E fundei a Academia das Forças Armadas, que é a única existente no Brasil, porque temos muitos intelectuais e escritores dentro do Exército que nunca foram convidados para ingressar em outras academias. Ela foi fundada na Associação dos Militares da Reserva e Pensionistas, da qual sou diretora cultural. Ho-

je, a academia tem 60 membros, entre militares e civis. Sou a presidente por ser esposa de militar. O presidente de honra é sempre um general que pertence à região de Campinas, atualmente Carlos Maurício Barroso Sarmento e o vice-presidente de honra é sempre o que está comandando a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, hoje o coronel Tomás Miguel Ribeiro Paiva. Num país líder em analfabetismo, é fantástico contar com três locais onde se pode encontrar cultura, ciências, letras e artes. Devemos fazer germinar a semente da cultura, pois este País está precisando muito.

tes tocava a Canção dos Expedicionários e ele chorava, achando lindo tudo aquilo. Fiz um discurso muito bonito, na Cabana do Círculo Militar, onde ocorreu o jantar. Ele era considerado “o príncipe dos poetas brasileiros” e a partir daí começaram a me chamar de “princesa dos cronistas”, e isso era manchete nos jornais de Campinas. Guilherme morreu seis meses após esse episódio e eu me senti feliz porque fui a responsável por Silvia Lá Mon trazê-lo a Campinas e ser homenageado na cidade onde nasceu. No ano seguinte, achei que deveríamos fazer a herma de Guilherme na então Praça do Fórum [hoje Praça Guilherme de Almeida, no centro de Campinas]. Nessa ocasião, o coronel Pettená fez uma campanha no Círculo Militar e foram tantas as doações que foi possível fazer dois bustos. A outra herma está na entrada do clube. A viúva de Guilherme esteve presente na homenagem e meu convidado de honra foi o seu amigo Menotti del Picchia, que veio se tornar também um grande amigo meu. Minha maior paixão são os heróis da Revolução de 32 e é por isso que sempre faço parte das homenagens na herma de Guilherme, todos os anos. E destes, hoje só sobrou o Paulo de Barros Camargo que está com 95 anos. Enquanto intelectual, uma mulher das letras, como avalia a proposta de nosso jornal. O JORNALZEN é muito diversificado. Aborda vários temas nos quais cada leitor encontra uma resposta para aquilo que precisa. Vejo que há uma preocupação muito grande pela correção da língua, pelo conteúdo. É um jornal em que não há inutilidades. Se a gente está triste, ele traz alguma coisa que nos deixa feliz. Podemos aprender sobre muitos assuntos.

“O sofrimento sempre me trouxe grandes lições. E a fé é o maior patrimônio que podemos ter”

Como foi sua amizade com o jornalista e poeta Guilherme de Almeida? Tudo começou quando fui eleita presidente do Clube dos Poetas de Campinas. Certa vez, fui convidada para um sarau em São Paulo e como precisava de alguém importante para a inauguração do clube, liguei para a casa do Guilherme. Apresentei-me e o convidei para o jantar em homenagem aos poetas e ele concordou que viria. Quando voltei a Campinas, contei para o Luso Ventura, que era diretor de redação do Correio Popular, e ele me achou uma louca. Disse que uma vez o convidaram, anunciaram no jornal e ele não veio. Mas Guilherme veio ao jantar e foi a noite mais linda da minha vida. A banda da Escola de Cade-

Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Nunca devemos arrefecer diante das coisas que nos acontecem. O sofrimento, para mim, sempre trouxe grandes lições. Deus não abandona ninguém no sofrimento e acho que a fé é o maior patrimônio que podemos ter. Há uma frase que diz: “a fé te leva ao céu, mas uma grande fé traz o céu até nós”.


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Silvia Lá Mon

PANORAMA

Milagre da alegria Nesta edição iria escrever sobre a tristeza sentida ao perder nosso leitor e amigo Péricles Previtalli, que fez sua passagem no final de janeiro. Um mês antes ele havia sido sorteado em uma de nossas promoções. Na oportunidade, conversamos muito, até sobre vida e morte, e ele pediu uma cópia de sua foto para guardar de recordação, e me cobrava isso com urgência, como que sentindo seu curto tempo. Vocês repararam como as pessoas percebem quando estão partindo? Mas o que quero mesmo é escrever sobre a alegria, a mesma que o sr. Péricles tinha e com a qual contagiava a todos que conhecia. Da mesma forma, e com igual entusiasmo pela vida e pela liberdade de expressar seus sentimentos e ideias, a entrevistada desta edição, a poeta e escritora Arita Pettená. Para completar este quadro, estou retornando de uma experiência que me trouxe muita alegria. Participei da primeira aula de paneuritmia. Essa técnica surpreendente está descrita numa matéria especial nesta edição. Alegria também

é a palavra que descreve Petrus Schoenmaker, um conhecido facilitador de danças circulares sagradas e folclóricas na vizinha e bucólica cidade de Holambra. Contagiei-me por seu entusiasmo e por sentir ressoar em mim como um caminho verdadeiro. É com o mesmo entusiasmo que recomendo às pessoas que me leem neste momento a conhecer essa modalidade de dança circular, oferecida gratuitamente. Trata-se de um trabalho espiritual, também chamado seva (em sânscrito) ou serviço, que expressa o fato de passarmos para a humanidade um conhecimento que traga evolução ao ser humano, seja espiritual, intelectual ou social. Assim também funciona a Educação em Valores Humanos de Sathya Sai Baba ou os passes no espiritismo. Concluindo: somos todos merecedores dos milagres, assim como somos todos capazes de realizá-los. “Trabalhe para Deus que Ele trabalha para você”.

Fazer o bem faz bem Silvia Alambert

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o assistirmos aterrorizados aos noticiários trágicos sobre as enchentes que fazem vítimas em diversas regiões do país, questionamo-nos sobre vários aspectos de nossa própria vida. Entre elas: a fragilidade do viver independente da situação socioeconômica e o que é realmente importante na vida: família, amigos, moradia, ter uma alimentação e educação satisfatórias e principalmente, estar vivo. Em situações deste nível, em relação a quem perdeu tudo, as pessoas ficam mais sensibilizadas e percebem que são abençoadas e sentem-se bem em ajudar ao próximo através da doação, pois entendem este ato como sendo um conforto àquele que receberá sua ajuda, por menor que seja. Não é preciso esperar que situações catastróficas aconteçam ou que alguma grande instituição faça campanhas pela televisão para receberem doações, para nos lembrarmos de sermos gratos por estarmos vivos e sermos quase perfeitos, e nem tampouco esperar ter a renda do Brad Pitt ou da Oprah Winfrey para oferecer ajuda ao próximo. Há inúmeras instituições espalhadas pelo Brasil que vivem suas catástrofes particulares e que lutam para obter ajuda e com isso levar recursos a, literalmente, locais que nem constam no mapa, na missão de aliviar a dor e o sofrimento de famílias esquecidas e que vivem em condições sub-humanas. Ente elas estão, por exemplo, crianças portadoras de deficiência física ou mental que foram abandonadas, pessoas portadoras de doenças incuráveis, idosos que foram simplesmente

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maltratados e colocados para fora de casa ou ainda defendendo causas que se referem ao meio ambiente e que dizem respeito a todos nós. Sem que muitos brasileiros saibam, o simples ato de doar está associado diretamente à educação financeira. Se o dinheiro é uma energia de troca – você investe seu tempo e energia (trabalho) por dinheiro e o troca por coisas que você necessita ou deseja –, é esse mesmo processo de dar e receber que mantém a energia circulando em nossas vidas. Em seu livro As 7 leis espirituais do sucesso, Deepak Chopra explica assim a lei da doação para os setores da vida: “ (...) Se quisermos receber amor, temos que dar amor. Qual é a intenção? Essa é uma pergunta fundamental. Quando você doa de verdade você sente prazer em ver a felicidade do outro. Não importa a sua doação, seja um sorriso ou uma flor, mas que seja sincero e incondicional. Enquanto você dá, está recebendo. Quanto mais dá, mais cresce a sua confiança nos efeitos milagrosos desta lei. E quanto mais você recebe, mais cresce a sua capacidade de dar.” É um círculo vicioso ao melhor estilo corrente do bem. Experimente mais. Pode ser que você goste mais e faça mais. Não julgue que você precisará ter “rios de dinheiro” ou esperar momentos catastróficos acontecerem para fazer doações. Se for de coração, muito ou pouco, fazer o bem faz bem. E aí, já liberou aquele sorriso largo, disse aquele “bom dia” motivante ou fez alguma coisa pelo próximo ou pelo planeta hoje? Silvia Alambert é educadora financeira

Trote solidário 1 Pelo oitavo ano consecutivo a Faculdade São Leopoldo Mandic promove ação social entre os calouros do curso de odontologia. Os alunos irão arrecadar alimentos, material de limpeza e de higiene que serão distribuídos a quatro entidades assistenciais de Campinas – Casa da Criança Paralítica, Instituto Educacional Dona Carminha, Lar da Amizade Ilce da Cunha Henry e Núcleo Social Professora Cássia Rodrigues Lasca.

Trote solidário 2 Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, os calouros foram convidados a participar de ações solidárias como o cadastro universal para doadores de medula óssea e doação de sangue, além da campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis – que destinam-se preferencialmente às famílias acometidas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro.

Livros da Pró-Visão Três mil livros de literatura infanto-juvenil estão sendo distribuídos pela Pró-Visão – Sociedade Campineira de Atendimento ao Deficiente Visual, a cerca de 70 fundações e entidades de todo o Brasil. No Estado de São Paulo, instituições de nove cidades foram contempladas, entre elas Campinas e Americana.

Rudolf Steiner A Escola Waldorf Rudolf Steiner, de São Paulo, promove de 25 a 27 de fevereiro encontro com palestras e debates reunindo profissionais que se dedicam a estudar e praticar os ensinamentos de Steiner, criador da antroposofia e da pedagia Walfdorf. Inscrições e mais informações pelos telefones (11) 5687-4252 e 5523-0537 ou pelo e-mail sab@sab.org.br.

Acessibilidade cultural De 14 a 17 de fevereiro será realizado em São Paulo o curso Criação e Gerenciamento de Projetos Culturais acessíveis as pessoas com deficiência. Idealizado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, o projeto tem como foco apresentar metodologias para a inclusão de pessoas com deficiência em espaços culturais. Inscrições e mais informações no site http://goo.gl/wUEq .

Evento beneficente O cantor Toquinho se apresenta dia 18 de março, às 20h30, no salão social do Indaiatuba Clube. O show e bufê marcam o lançamento de revista voltada ao mercado imobiliário. O convite está sendo vendido a 200 reais. Metade do valor arrecadado será destinado ao Educandário Deus e a Natureza e à Apae. Mais informações pelo fone (19) 3834-8808.


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INFORME PUBLICITÁRIO

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Pathwork

Os princípios masculino e feminino no processo criativo Todo ser humano possui e expressa o poder criativo universal. Tomar posse do que lhe pertence significa usar deliberada, consciente e intencionalmente o poder criativo que você é no mais profundo do seu ser e que emana de você. Nós criamos constantemente as circunstâncias da nossa vida com esse poder, porém de modo inconsciente e inadvertido. O que se pensa e sente, aquilo em que se acredita e que se concebe, o que se deseja e se teme secretamente modela e determina substância criativa e constitui a força motriz desse poder. Para criar deliberadamente um destino positivo, é essencial que se compreenda mais acerca da força criativa do universo e como poder utilizá-lo pessoalmente. Existem dois princípios fundamentais

através dos quais o processo criativo funciona: ativador e receptivo. Esses dois princípios criativos permeiam todo o universo e se manifestam em Leila Mucciolo todas as coisas Helper Pathwork da vida. Ativador significa pôr em movimento, determinar, em ação. Receptivo significa deixar acontecer, esperar. E para que qualquer criação aconteça, eles devem estar complementando um ao outro em equilíbrio e harmonia. Bênção final Depois que as obstruções são encaradas, aceitas, compreendidas e eliminadas, os mais altos poderes criativos podem começar a se desenvolver. Abençoados sejam, realizem mais e mais a grandeza e a beleza do que vocês realmente são.

INFORME PUBLICITÁRIO

Generosidade Tenho insistido muito na ideia de generosidade. Acredito firmemente ser ela um dos pilares da evolução pessoal. A generosidade acontece, quando se faz algo que se não precisaria, tão somente para deixar alguém feliz. A generosidade funciona assim: toda vez que faço algo feio, reforço o meu pior lado. A autoestima fica abalada. Penso ser um humanoide com defeitos. Quando expresso generosidade, reforço o lado luz de mim mesmo. A autoestima fica bem posicionada. Se sou muito generoso, consigo perdoar-me com certa facilidade, quando cometo equívocos, pois o erro é parte pequena perto da generosidade (perdoar aos outros é difícil, mas a si próprio, talvez, seja mais árduo ainda). Na vida cotidiana, se se colocar a generosidade como regra, reforçar-se-á todos os dias o lado maravilhoso do ser. Perceber-se-á que embora seja humano e cometa equívocos, há uma parcela fascinan-

te. Aos poucos, com a constância e a frequência ficará impregnada a sensação de um ser humano que vaClélio Berti le a pena. Diretor da Unidade Flamboyant da A autoesti- Universidade de Yôga (Uni-Yôga) ma elevada e o sentimento de um ser humano viável e bom, permite abrir a cabeça para receber as coisas fascinantes que a vida pode oferecer. Mas, como ser generoso no cotidiano? Ao contrário do que possa pensar, generosidade NÃO envolve necessariamente dinheiro. A ideia básica é levar felicidade a alguém. Encontre as suas maneiras. Assista à Conversa com Clélio Berti todos os sábados, às 15 horas, pela Rede VTV (afiliada à RedeTV!), no Canal 23 da Net.


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ASTROLOGIA DA ALMA Peixes: redenção planetária

Peixes é o signo que completa a roda zodiacal. O seu grande tema é redenção. Simplificadamente, podemos dizer que redimir significa trazer algo de volta ao seu estado original de pureza, liberdade e beleza. Durante o mês de Peixes (este ano de 19 de fevereiro a 19 de março), somos convidados a nos desapegar e sacrificar quaisquer atitudes, crenças e hábitos que produzem limitação, separação e nos impedem de expressar as nossas possibilidades mais elevadas. A primeira coisa que, talvez, precisemos redimir é a própria imagem que fazemos do humano. Todos os mestres espirituais ensinaram a beleza e a bondade essencial do ser humano, e todas as tradições religiosas afirmam que o homem é um filho de Deus. Apesar disso, nós temos enfatizado exageradamente o outro lado, com inflamados discursos sobre pecado, culpa e degradação. Mas a escuridão não é superada falando de escuridão ou combatendo a escuridão. É preciso discernir a luz, valorizar a luz, alimentar a luz. Assim, é fundamental que nós, humanidade, redescubramos o fato de que o humano é essencialmente sagrado, e que a verdadeira natureza humana é amor, bondade, beleza, verdade e justiça. A energia de Peixes confere uma aguda sensibilidade, capaz de encontrar

a luz em meio à escuridão, perceber a ordem no caos e ver o bem por trás do mal aparente. Esta sensibilidade permite que nos sintamos partes de um Todo Maior, células no corpo de Deus, e que nos sintamos em contato com a divindade e em comunhão com tudo e com todos. Ela permite que reconheçamos e nos sintonizemos com o que há de melhor em cada pessoa, a começar por nós mesmos. O desenvolvimento da sensibilidade, estimulado por Peixes, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento mental. É função da mente compreender e interpretar corretamente aquilo que o coração percebe com sua sensibilidade. Quando isso não é feito, falta ao indivíduo um ajustado senso de proporção, então ele pode ver uma pequena fração da verdade e achar que já conhece a verdade toda. Aí surge um sentimento de ser especial, e frequentemente ele julga que seu grupo, teoria ou doutrina detém o

privilégio da salvação. Sem o complemento de uma mente potente e esclarecida, a sensibilidade pode levar à vulnerabilidade e à passividade. Então, o indivíduo se abala demasiadamente com o aparente mal em si mesmo, nos outros e no mundo. E não consegue aplicar à sua vida prática todas as aspirações, sonhos e ideais do coração. Por isso, todos devemos almejar o equilíbrio e complementação entre cabeça e coração, razão e sensibilidade, firmeza e flexibilidade, planejamento e espontaneidade. Há uma árvore latente em cada semente, que só precisa das condições adequadas (como nutrientes, água e luz) para germinar e crescer. Semelhantemente, faz parte da natureza humana aprender, amar, compartilhar, se doar... Só é preciso que não atrapalhemos o processo, com culpas, exigências descabidas, apegos, etc. A influência de Peixes nos convida a renunciar a crenças em favor de uma verdade mais ampla, e sacrificar a visão superficial em favor de uma percepção mais profunda, e nos abrir para o melhor em nós e nos outros, e cultivar uma refinada sensibilidade ao bem. Complementada pela correta atuação da mente, que a humanidade vem desenvolvendo consistentemente, o resultado será a redenção planetária.

FEVEREIRO/2011

ASTROZEN SÁTÎT JOTÍ star_ethos@yahoo.com.br

Abertura de caminhos Fevereiro será um mês interessante. Neste período o Sol, doador da vida, une-se a Marte, aquele que tem iniciativas. Nos primeiros 15 dias essa soma ajuda a colocar em prática a necessidade de ter amigos, de confraternizar, de ser solidário, de traçar metas que beneficiem não somente sua pessoa. Se tem projetos que envolvam outras pessoas, é um bom período para definir os papéis, distribuir tarefas, organizar as metas, ver os objetivos e a estrutura pra desencadeá-los. Não só porque vê esses parceiros como aliados, mas porque torna-se claro que seus sonhos são partilhados por outras pessoas e, a despeito das dificuldades e dores reconhecidas, há uma vida e um impulso para realizar tudo que almejam. Afinal, os obstáculos e desencontros são conhecidos e se repetem há muito tempo, mas realizar esse projeto é o que importa. É um desafio que gera vida nova, faz crescer. A criatividade vem. Aproveite essa onda de vitalidade e renove sua vida. Simultaneamente, cresce a necessidade de dar vazão a novas formas de se estruturar, de ser pioneiro, de abrir novas frentes, de expandir. Se você se permite estar atento, notará que essa necessidade vem crescendo. Que algo dentro ou fora de você está num limite e prestes a nascer e que é preciso dar o contorno necessário para não ser uma explosão de consequências não desejadas ou mal usadas. Mediar tudo isso exige paciência e músculos. Aliás, conseguir fazer exercícios físicos mais vigorosos pode ser uma forma de liberar o corpo de tanta pressão interna ou externa. Assim, ele fica mais livre e pronto para as novas atividades almejadas. Outro fato importante acontece neste mês. O planeta Kiron, sábio/profeta/médico/professor/músico, despede-se do signo de Aquário e faz seu ingresso em Peixes. Atua no sentido de adquirir a capacidade de ver a vida de uma forma mais ampla, que, a partir de uma individualidade construída, vá se integrando a um todo maior, tornando-se UM com a vida. Que aprenda como é estar imbuído do poder do amor e, partindo desse ponto, oferecer seus talentos, sua criatividade e sua expressão para o bem de todos. Observe como o universo vai dialogar com você para lhe apresentar Kiron e a partir daí ressone em sua frequência. Que fevereiro lhe traga renovação e esperanças.


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7 INFORME PUBLICITÁRIO

Fitoterapia no tratamento de feridas As plantas medicinais são um presente da natureza ao ser humano e sempre foram usadas para alimentar, proteger e curar as enfermidades. A Organização Mundial da Saúde recomenda a difusão dos conhecimentos necessários ao uso racional das plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Esta ação gerou maior interesse pelo assunto, através de tratamentos mais acessíveis para a população. A Clínica Tabebeuia Saúde, com o objetivo de utilizar as plantas medicinais, busca aliar as bases científicas destes conhecimentos para oferecer cuidados que melhorem a qualidade de vida dos pacientes portadores de feridas. O uso de plantas medicinais no tratamento de feridas constitui um grande aliado terapêutico que vem sendo utilizado no atendimento aos portadores de lesões com excelentes resultados. Através de protocolos prestamos assis-

tência de enfermagem às pessoas portadoras de lesões: úlcera venosa e arterial, úlcera por Lucia Helena Lucato Especialista em Fitoterapia pressão, feridas pelo IBEHE-Facis cirúrgicas, queiEnfermeira do Trabalho maduras, lesões traumáticas entre outras. Trabalhamos com uma visão integral e holística da saúde por meio de uma nova abordagem na recuperação do paciente, utilizando a educação em saúde. Com o objetivo de ser um polo irradiador de conhecimentos relacionados à fitoterapia, a clínica Tabebuia Saúde contribui com a formação e o aprimoramento dos profissionais da área de saúde através da realização de cursos e workshops, auxiliando na difusão das boas práticas adotadas no uso de fitoterápicos e na inovação dos conceitos no tratamento de feridas.


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FEVEREIRO/2011 INFORME PUBLICITÁRIO

2 Minutos para Você SANDRA SEPULVEDA sandra.sepulveda@terra.com.br

Escolhendo aceitar O que aconteceu, aconteceu e pronto. Simples assim? Não, não é simples aceitar. Aceitação exige trabalho, é um processo. É importante ressaltar que a aceitação é uma condição primordial em uma mudança, permite o reconhecimento da realidade sem o qual é impossível transformar. É preciso aceitar para mudar. A aceitação é diferente da acomodação. Na aceitação a atitude é ativa, a energia permanece fluindo de acordo com o parâmetro da responsabilidade e das possibilidades. Na acomodação, ao contrário, a pessoa é inundada por um vitimismo, sentese a fracassada e adota uma atitude passiva – a energia fica estagnada. Embora não se saiba o “porquê” tal fato aconteceu, ainda assim é possível encontrar a aceitação. Ela não depende do cognitivo mas de um posicionamento interno de não julgamento, de humildade e acolhimento da complexidade do real e suas conexões. Aceitar o que aconteceu fica mais fácil quando se entende que existe uma motivação maior que ainda não permanece clara, há um “para quê” a ser desvendado. Para chegar à aceitação o primeiro passo é abrir mão da raiva pelas coisas não terem sido como gostaria que fossem. É improdutivo ficar brigando ou se lamentando. Preso ao passado não pode alcançar melhor resultado futuro, uma vez que para isso é necessário estar focado no presente. O segundo passo é se reconhecer como um ser em evolução e aprimoramento contínuo, que está aprendendo a lidar com uma série de desafios e potencialidades. Portanto, a aceitação é um ato de amor-próprio, nasce de uma escolha consciente em ir além. O processo da aceitação resulta em uma percepção ampliada da realidade presente e sua prática traz serenidade e discernimento quanto à escolha do melhor caminho a seguir. Até a próxima edição e que a aceitação lhe ajude a melhorar seu cotidiano!

Benefícios da terapia com a câmara hiperbárica de baixa pressão A terapia hiperbárica de baixa pressão (1,3 atmosfera) é uma modalidade terapêutica médica, cuja câmara está reconhecida pela Anvisa (registro 80322980001), que apresenta as múltiplas vantagens da terapia hiperbárica clássica, mas sem os riscos e desvantagens desta última. Entre os seus benefícios constatados cientificamente encontram-se o tratamento de dores musculares, torções e lesões, que acometem especialmente os atletas, mas que as pessoas em geral podem se beneficiar de seus efeitos terapêuticos preventivos e curativos para uma vida mais sau-

dável e sem dores. Também auxilia eficazmente na terapia antienvelhecimento, na estética, melhorando o fluxo de oxigênio e a síntese do colágeno, na impotência e também favorecendo a microcirculação de forma preventiva e em enfermidades como diabetes, no tratamento pós-derrame, etc. Em suma, melhorando toda a microcirculação, a concentração e o desgaste do dia a dia, atuando de forma eficaz em nossas funções metabólicas e na prevenção do dano aos tecidos e órgãos em geral.

Francisco Vianna Oliveira Filho (CRM 41823) é médico especialista em homeopatia pelo Conselho Federal de Medicina e PHD em Terapia por Informação Biofísica (BIT). franciscoviannafilho@yahoo.com.br

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Diferenças básicas entre umbanda e candomblé

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Aromaterapia Os Benefícios dos Óleos Essenciais Grapefruit (Citrus Paradisi) Otimismo O óleo essencial do Grapefruit possui aroma refrescante, refinado e doce; como todo cítrico, proporciona alegria, liberdade, frescor, leveza, movimento e a mais pura alegria. Além de tudo, ele fortalece o otimismo original, renova o entusiasmo pela vida, cuida da pessoa emocionalmente desorientada. Fortalece e eleva o estado da consciência de pobreza para a consciência de prosperidade. Algumas propriedades: • Limpa e descongestiona a pele acneica e oleosa; • Tônico da pele desvitalizada; reduz a celulite; • Estimula e desintoxica o sistema linfático; • Digestivo; • Estimula e restaura o sistema imunológico, em casos de gripes e resfriados causados por estresse físico e mental; • Trata a depressão causada pela “falta de luz solar”, principalmente na época do inverno. Cuidado: como todo o óleo essencial cítrico, deve-se evitar ficar exposto ao sol logo após a sua aplicação, pelo efeito fotossensibilizante. Contato: Edna Mendonça – Aromaterapeuta E-mail: ednadair@gmail.com – Tel. (19) 3251.7288 / (19) 8111.8240

Há quem faça distinção entre o candomblé e a umbanda enquanto rituais. Ambos são religiões afro-brasileiras, mas a umbanda se caracteriza pela mistura do candomblé e do espiritismo e é uma religião nascida e criada no Brasil. O candomblé é originário do continente africano e temos no Brasil vários tipos, como o de Angola, o de Ketu, Jeje, Nagô, etc., cada um oriundo de uma localidade. O termo quimbanda é usado para definir a parte da umbanda que é voltada para magia negra, conhecida como macumba. No candomblé utilizam-se as danças e os trabalhos com forças advindas da natureza, como as do mar, do fogo, do ar, dos rios e florestas, representadas pelos orixás. O candomblé praticado atualmente encontrase modificado, marcado por forte sincretismo religioso, decorrente das influências culturais dos brancos e indígenas. Essa foi uma alternativa de sobrevivência da religião, pois o negro não tinha seu espaço na sociedade. Entretanto, nos dias de hoje observa-se a tentativa de retomar as tradições africanas, afastando os elementos católicos de seus rituais. Quem cultua o sincretismo religioso é a umbanda e não o candomblé. Este distinguiu-se dos outros cultos por não ser praticado diante do altar, mas dançado de forma primitiva nos terreiros, com cantos envolventes ao som do agogô e do atabaque,

instrumento sagrado por transmitir a mensagem dos orixás. É uma grande religião que ulTata Hoxiluandê trapassou os li- (Pai Leandro de Ogum) mites do preconceito e com a qual cada vez mais pessoas se encantam, por cultuar a vida e a natureza. Acredita-se que durante o ritual os orixás descem do mundo desconhecido e incorporam-se em seus filhos, chamados cavalos, concedendo-lhes poderes de atuação para o bem e para o mal. Os filhos-desanto, na maioria do sexo feminino, são os sacerdotes dos orixás. Nem todos, porém, são preparados para “receber” os santos. Existem os que cuidam dos cavalos quando os orixás “baixam”, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual a função de cada um. Somente os pais e mães-de-santo têm o direito, por sua matriz, de consultar os oráculos africanos. Não acredite em casas que dizem trazer seu amor de volta em tantos dias nem nas que cobram consulta com o pai-de-santo ou com seus guias espirituais, pois dom não se cobra, se dá. Um abraço a todos e que nosso Pai maior abençoe sua família.

Para maiores informações, entre em contato: nzuhoximokumbi@hotmail.com Tel.: (19) 3875-8208. Cel.: 9206-0835 (jogo de búzios somente com hora marcada)


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PANEURITMIA – RITMO HARMONIOSO UNIVERSAL Instituto Dança Viva, em Holambra, inicia grupo para curso da modalidade de dança circular sagrada todas as sextas Divulgação

Além dos tradicionais e conhecidos cursos de danças circulares e folclóricas, o Instituto Dança Viva, de Holambra, iniciou recentemente uma nova modalidade de dança circular sagrada, a paneuritmia. Formada por três elementos – pan, que quer dizer “universal”; eu, “harmonia”; e ritmia, que significa “ritmo, ciclos”. O nome pode ser traduzido como “supremo ritmo cósmico”. Trata-se de um sistema de exercícios físicos simples, acompanhados de uma música criada exclusivamente para sua execução, cujo objetivo é harmonizar as energias do ser humano com a natureza. “É uma dança meditativa que pretende nos colocar em harmonia com o universo para expandir nossa consciência, atuando nos níveis espiritual, mental, emocional e físico”, explica a psicóloga Maria Eugênia Nogueira, orientadora do grupo. A paneuritmia foi criada pelo mestre espiritual búlgaro Peter Danov (1864-1944). Cada movimento é a expressão de uma ideia nobre e construtiva, tais como reconciliação, elevação, abertura, despertar, libertação, purificação, mobilidade, respiração, entre outras, totalizando vinte e oito. “Constituem uma linguagem viva, um código para desvendar e aplicar mensagens espirituais em nossa vida terrestre”, comenta Maria Eugênia, também formada em Música e que aprendeu as técnicas da dança há

Praticantes de paneuritmia: harmonia entre as energias do ser humano e a natureza

15 anos com a professora inglesa Ardella Nathanael, da qual foi intérprete e ajudou a organizar workshops no Brasil. Os efeitos da paneuritmia sobre o homem são múltiplos. Por sua variedade, desenvolvem o organismo em vários aspectos. Suaves, os movimentos incluem todas as partes do corpo. “A musculatura se de-

senvolve, a respiração e a circulação se revigoram e o sistema nervoso se estabiliza, renovado pela energia solar nas primeiras horas do dia”, completa Maria Eugênia. Segundo ela, não é necessário conhecimento prévio. “Podem participar pessoas de qualquer idade ou condição física”, informa. Pratica-se em círculo, nas primei-

ras horas após o nascer do sol. O grupo se reúne às sextas-feiras, no jardim da Rua Campo de Pouso, nº 1.052, pontualmente às 7h30. A atividade é gratuita, com exceção da primeira sexta-feira de cada mês, quando é solicitada uma contribuição de 15 reais, a fim de cobrir os custos da vinda da orientadora.

Relaxe – Você não vai mudar de signo! Divani Terçarolli

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e tempos em tempos os astrônomos sacam essas questões para aborrecer os astrólogos, penso eu. Mais uma vez estivemos na berlinda quando astrônomos de Minnesota, EUA, “descobriram” que os signos mudaram de posição e haveria necessidade de corrigir-se essa distorção e, ainda, de incorporar um 13º signo ao zodíaco. Essa questão é recorrente no meio astronômico e reflete o total desconhecimento que os astrônomos têm acerca dos princípios que regem a astrologia. Antes de fazer afirmações esses críticos deveriam procurar conhecer um pouco mais sobre o tema que pretendem criticar. Mas vamos lá, mais uma vez: A astrologia praticada no Ocidente não utiliza constelações. Ela usa como base simbólica a eclíptica, um círculo imaginário que descreve o movimento aparente do Sol ao redor da Terra. Todos sabem que é a Terra que gira em torno do Sol, mas para quem está na superfície da Terra parece que é o Sol que está se movendo. Durante séculos os seres humanos pensaram que era dessa forma e homens de ciência, como Galileu Galilei, chegaram a ser ameaçados de morte pela “heresia” de afir-

marem o contrário – que era a Terra que girava em torno do Sol. A astrologia continua sendo geocêntrica, ou seja, usa o ponto de vista da Terra como centro, pois é aqui na Terra, afinal, que a vida humana acontece. Assim, o zodíaco usado pelos astrólogos na astrologia ocidental é o zodíaco trópico ou zodíaco dos signos, que nada mais é do que a eclíptica dividida em 12 segmentos iguais de 30 graus cada um – os signos – e que apenas toma por empréstimo os nomes das constelações próximas. Portanto, é um zodíaco virtual que nada tem a ver com o zodíaco das constelações. Quanto a incorporar outro signo não há a menor necessidade. Há milênios se utilizam 12 signos que atendem, perfeitamente, às necessidades da astrologia. No entanto, o fato de existirem 12 signos não deve ser gratuito pois, afinal, eram 12 as tribos de Israel, Cristo teve 12 apóstolos e

12 são os meses do ano. Assim como as letras do alfabeto servem para expressar os diversos sons que a voz humana é capaz de emitir, para falar português eu não vou precisar do “th”, pois esse som não existe no nosso idioma. E a astrologia é uma linguagem humana de base simbólica. O saber astrológico é vertical, acausal, ou seja, não se baseia no princípio de causa-efeito, mas sim, na lei de correspondência, é subjetivo. O saber científico, como a astronomia, é horizontal, causal, ou seja, baseia-se na lei de causa-efeito, na quantificação de forças, é objetivo. Os dois saberes são antagônicos, fruto de visões de mundo completamente diferentes. Por isso os cientistas não entendem que os planetas não causam eventos, assim como o relógio não cria o tempo,

apenas os refletem simbolicamente. A essência do conhecimento astrológico está presente na Lei da Correspondência, máxima hermética que afirma que “o que está em cima, é como o que está embaixo”. Não existem forças ou energias emanando de planetas e estrelas envolvidas nisso. É sincronicidade, pura analogia e correspondências entre fenômenos celestes e terrestres, ou mais especificamente, trata-se de estabelecer a relação simbólica entre um certo arranjo de planetas, num dado momento do tempo e do espaço, e o caráter do indivíduo nascido naquele momento. Como está li, há muitos anos atrás, num texto do jornal Universus: “quando conseguimos compreender a mensagem simbólica escrita no céu, na grandiosidade que se encontra acima de nós, podemos entender o que se passa no nosso pequeno mundo já que, nós seres humanos, assim como o universo, o sistema solar e os micróbios, somos tudo, ‘farinha do mesmo saco’ “.

Divani Terçarolli, diretora da AstroBrasil®, é astróloga, professora e bacharel em Comunicação Social pela ECA/USP com especialização em Relações Públicas. divani@astrobrasil.com.br


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FEVEREIRO/2011 Silvia Lá Mon

CULTURAZEN Divulgação

Sueli Castro, orientadora administrativa do GEA, e Biléo Soares, que falou sobre “Amorosidade à saúde do homem” em palestra ao grupo que se reúne todas as segundas-feiras

José Henrique

O bloco de rua “As Caixeirosas”, de Barão Geraldo, inicia este mês os ensaios para o carnaval, todos os sábados, às 15h, no Casarão do Barão Silvia Lá Mon

Os irmãos e proprietários Daniela, Beatriz e Luiz Fernando Zen Nora na inauguração do novo espaço do restaurante Raízes Zen, em Barão Geraldo

Silvia Lá Mon discorreu sobre os florais de Bach em encontro do Grupo de Estudos sobre o Amor, no Centro de Estudos da Santa Casa de Campinas

Silvia Lá Mon

Silvia Lá Mon

O especialista Leonardo Regalino e participantes do grupo de estudos de física quântica reunidos no Vanilla Caffè, em Campinas

Ramon Malagon e a funcionária Sônia Maião comemorando os 2 anos da Habitare, empresa de produtos e soluções em paisagismo de Jaguariúna


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MANDALA PARA PINTAR KENIA D’ANGELO BEATRIZ AMARAL

Esta mandala representa a essência da alegria, o passado, presente e futuro. Trabalha a criatividade e comunicação.

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Longa rodado em Campinas busca apoio de mais empresas da região Desalmados: aleluia, salvação e glória! conta uma versão do Apocalipse, em que as pessoas perdem suas almas e seus laços com Deus, tornando-se humanos imortais. O objetivo principal é trabalhar com a linguagem do gore (humor negro, sangue de mentira, tomadas simples e personagens arquetípicos), porém com um texto profundo, diferente do usual em produções do gênero. O filme, já em andamento e rodado na região dos bairros Tanquinho e Carlos Gomes, tem roteiro e direção de Flávio Carnielli e conta com um elenco composto por atores da região de Campinas, com desta-

que para Maísa Magalhães, Jucemara Oliveira, Davi Vidigal e o cantor Rico Diaz, da banda República Du Som, além da estreante Giovanna de Sordi. A produção, que tem apoio de algumas empresas da região, como Center Fabril, Chapéus Cury, Fernandes Metals e Studio Arenna, ainda busca apoiadores, especialmente para suprir carências de figurino, cenários e remunerações aos atores. Os interessados podem entrar em contato através do email angustia_filmes@ yahoo.com.br. Maiores informações em http://desalmadosofilme.blogspot.com. Divulgação

Cena do longa-metragem Desalmados: aleluia, salvação e glória!: linguagem gore


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Yoga Interior

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EDUCAÇÃO &da VALORES Tesouros Vida JULIANO SANCHES

PATRICIA ANDRADE VARELA ticiavarela@gmail.com

A desintoxicação como caminho Nas escrituras da ioga vemos a importância da purificação e embora o tópico remeta à limpeza física por meio de práticas disciplinadoras para o bom funcionamento do aparelho respiratório, gastrointestinal, etc., a maior desintoxicação está além do que de denso podemos tocar. A intoxicação está presente na forma que pensamos, sentimos e percebemos o mundo; causa prevenção da absorção de nutrientes que alimentam sonhos e alma, tantas vezes esquecidos frente aos compromissos ditos importantes do cotidiano frenético. Essencial é limpar-nos além da higiene pessoal, persuadir-nos em becos e curvas onde o lixo emocional fica estagnado e limpar as águas das nossas emoções para que com clareza enxerguemos nosso fundo – e profundidade. Shangrila está presente, ausente somente para olhos desavisados que perdem o extraordinário no ordinário. E para visualizar mais graça é que um grupo de pessoas aceitou a proposta de desintoxicação por meio das técnicas sugeridas pela ioga em um final de semana que reverbera purificação espiritual para melhor compreensão do mundo que habita o espírito. Acompanhem o blog para outros retiros de ioga, práticas e filosofia em prol da pureza. O banho de cada dia certamente limpa, mas é só com a alma lavada que o divino é revelado. E pacientemente aguarda que o encontremos.

O humor como despertador A consciência é um grande rio com a meta de desaguar. Não resista. Aceite a condição em que se encontra. O fato de alcançar o presente já é a condição última para a vida. O melhor da vida, sem dúvida, é o bom humor. De forma singular na natureza, o Homem pode rir, e fazer o prosaico. A situação prosaica, quando contemplada com atenção, desperta o ser. Cada um tem um despertador. É preciso aproveitar. O cômico mostra a outra face do ser. Aquela sem amarras, robotizações. Quem transmuta as tristezas em alegrias é único. A maioria das pessoas é refém das dificuldades por muitos anos. Por outro lado, assim como o bobo da corte, alguns sabem desformalizar a vida. É aproveitar a condição para aplicar um olhar único. Lançar o olhar único é desfrutar sem medo do futuro. A dança e o cômico parecem fazer parte de uma mesma grandeza. Longe dos aprisionamentos prece-

dentes. O humor renova. Inspira. Purifica. Valorizar-se é, antes de tudo, reconhecer o cômico como parte interna. O homem que brinca se afasta da doença. Nem a espada nem o escudo resistem à força do riso. O humor, quando vivido com autenticidade, é unificador. A vida com riso, se plena, quebra as dualidades. Após o riso, são feitas as amizades. Por isso, é uma grande virtude. O humor é universal entre os seres humanos. A mudança do rosto do contemplador demonstra a potência do humor. Um contador de anedotas, quando pleno, sabe mergulhar nas águas humanas. Quem ouve explicações humorísticas guarda lembranças. As lembranças do prosaico despertam a graça da vida. Não há vida com inteireza sem motivos para festejar. Quem comemora a alegria desmonta as amarguras. Juliano Sanches é jornalista e palestrante casadojulianosanches.blogspot.com julianoluis@ig.com.br

Uma biblioteca pede socorro Edison Cardoso Lins “Eu não preciso ir a Paris ou viajar pela Europa. Os livros já me levaram lá” (Alcy Gigliotti)

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m país, como o Brasil, com o desafio imenso de superar seus baixos índices de leitura, indicados em muitos levantamentos, não pode abrir mão de bibliotecas. Sobretudo das públicas ou daquelas vinculadas à comunidade. Nesse sentido, a comunidade campineira, em suas diversas instâncias, precisa se mobilizar e encontrar alternativas para que não se perca um rico espaço cultural e de leitura. Trata-se aqui da Biblioteca Adir Gigliotti, trabalho de décadas do dr. Alcy Gigliotti. Hoje um inestimável bem cultural desta cidade. Ocupando até o final de março próximo cerca de 600 metros de área útil, distribuídos por dois andares no bairro Taquaral, em Campinas, a biblioteca possui 55 mil volumes sobre mais de 140 diferentes assuntos, distribuídos em biografias, romances, livros de assuntos diversos. Possui ainda a Sala de Música Niza de Castro Tank, com mais de 3 mil LPs, 500 discos de vinil 78 rotações, 1.200 CDs, videoteca com cerca de 1.500 fitas de vídeos, além da Sala de Leitura Padre José Valsânia, ambiente acolhedor para quem se dispõe a usufruir

do saudável hábito de leitura. Possui ainda a Biblioteca Infantil Patrícia Vaz Castilho, com cerca de 2 mil livros, além de brinquedoteca, sala de leitura e de vídeo infantil. Enfim, um patrimônio cultural que Campinas precisa valorizar e, neste momento, evitar que se perca, o que seria um crime lamentável para as próximas gerações. Há ainda na Biblioteca quadros e esculturas, coleções de revistas, jornais e hemeroteca com recortes de notícias dos principais jornais do país, arquivados desde 1961. Um raro acervo documental e histórico, fontes de pesquisa. Há um Museu da Cultura, com objetos relacionados à história como máquinas de escrever, calculadoras, que hoje são raridades e servem também para dimensionar o desenvolvimento tecnológico ocorrido nas últimas décadas do século 20 e ainda mais céleres atualmente. O espaço possui sala de aulas e salão de eventos. Tudo isso está colocado à comunidade campineira, sobretudo aquela adjacente ao local, através de empréstimos, consultas, pesquisas e apoio para trabalhos escolares, informações e referências, palestras culturais e científicas, capacitação de profissionais, desenvolvimento de projetos artísticos, culturais, literários, educacionais e sociais idealizados e executados pelo Núcleo de Projetos, cursos livres e palestras para gru-

pos da 3ª Idade e a comunidade em geral. Tudo isso está em risco. Ocorre que o atual espaço ocupado pela biblioteca em pauta dará vez a um conjunto de torres. A família, num tremendo esforço para manter o espaço cultural, conseguiu, através de amigos, identificar um local próximo que poderia acolher o rico conjunto cultural e documental. Numa corrida contra o tempo, até o final do mês de março a questão terá que ser resolvida. Neste novo local, conforme idealizam, ou uma alternativa que permita preservar o precioso bem. Entretanto, o custo do aluguel deste novo local é inviável diante das condições atuais de receitas da família para o custeio do espaço. Somente a sensibilidade do poder público, sobretudo em instâncias municipais e estaduais e, de forma relevante, o apoio da sociedade campineira, poderá evitar

que percamos o patrimônio cultural organizado por anos a fio, de trabalho sério e com absoluta dedicação. A origem da Biblioteca Adir Gigliotti coincide com a própria vida de seu fundador, dr. Alcy Gigliotti, já falecido. Juiz, poeta, jornalista, escritor, advogado, acadêmico de letras e bibliófilo. Colecionou desde a adolescência tudo o que hoje compõe o acervo aqui descrito de forma resumida. Para o bem cultural da cidade e também uma forma de homenagear o homem que investiu de forma abrangente em sua própria formação e cultura, na de seus filhos. E fez mais, deu acesso e ferramentas à comunidade na qual viveu para que fizesse o mesmo. O que precisa continuar. Façamos nossa parte. Edison Cardoso Lins é funcionário da Unicamp, professor da rede estadual e mestre em Educação


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Recanto do Poeta Se eu fosse estrela

Metamorfoseando... Aqui de dentro posso sentir... O aquecer de mais um raiar de sol Triste é não poder contemplar, O belíssimo canto do rouxinol... Pude então visualizar, Que uma abertura havia... Eis a chance de mudar, Mas como, não sabia!

Que bom se eu fosse estrela, pudesse morar nas alturas, iluminar cada ser que nasce, sublimar cada ser que morre. Ficar fixa, imóvel, num cantinho qualquer do infinito, como bússola luminosa, de todos os seres humanos. Contemplar um rio que corre, ouvir um mar que ruge, enquanto a natureza dorme, no silêncio total de murmúrios. Velar a criança que sorrindo sonha e afastar de seus devaneios todos os rumores de guerra, todas as amarguras da vida. Ser testemunha passiva, de beijos roubados, de juras de amor, dos que segredam com a Lua. Ser eco de ais sensuais, de corpos enlaçados, de alcovas macias, no delírio do amor. Atravessar uma vidraça amiga e acalentar, na penumbra sóbria, uma mãe que triste chora sobre um berço vazio.

Comecei então forçar, Pela abertura sair e ver... Foi aí que pude notar, Ah! Como doía!!! O esforço era tamanho, E tremenda era a dor, Mudar requer decisão, e muito amor! Sem saber o que viria... O medo me abalava, Por vezes me recolhia... e chorava! Mas o tempo foi passando... E eu ali “pendurada”, Segura... em meu casulo, estava!

13 INFORME PUBLICITÁRIO

Vivemos apenas uma vez? Richard Shimoda, F.R.C.

A reencarnação é um tema polêmico e que apareceu no Ocidente recentemente em comparação com a antiguidade dessa doutrina. Ela é aceita por inúmeras religiões do globo, entre elas o hinduísmo, o budismo, o judaísmo e algumas linhas do islamismo. O cristianismo está entre as poucas que não a aceitam. Muitos pontos de vista foram apresentados para se defender ou refutar a reencarnação. Contudo, observando a natureza, verificamos que morte e renascimento são uma constante, e que não parece haver um cessar repentino nesse movimento. Desde o exemplo da lagarta que se transforma em borboleta, de um dia que sucede ao outro, até a da semente que origina uma árvore, a reincorporarão de um princípio em outro parece lógica. As pró-

prias células humanas são substituídas ou renascem. Da mesma forma, pode-se concluir que o homem não seria exceção a esse fenômeno universal. Seu corpo, após a morte, decompõe-se em elementos que entrarão na fabricação de outros corpos. Pode-se inferir que sua consciência também se reincorpora em uma nova roupagem. Relatos de pessoas que recordam vida passadas são abundantes e chamam a atenção da ciência. Os Rosacruzes sempre consideraram a reencarnação um fato, pois apenas uma vida humana não seria suficiente o aprendizado que o homem precisa ter em seu próprio benefício. Reencarnar significa ter outra chance de se aperfeiçoar, bem como colher os frutos, positivos e negativos, de condutas anteriores. www.amorc.org.br

A dor então aumentava... A luz começou a brilhar, Sem meu casulo hoje estou: a voar! Eis-me aqui “borboleta”... Pela metamorfose passei... Carrego nas “asas” as marcas, Da mudança qu’enfrentei... Testemunhando o que fui, E quem hoje me tornei...

Arita Damasceno Pettená

Juliana Perna

A Loja Rosacruz Campinas realiza todo segundo sábado do mês, às 14h30, uma meditação aberta a não membros

Máscara da ilusão Noite, a folia rola engalanada, astros lançam do céu luzes fulgentes. Na terra, a orgia vai pela noitada Carnaval, euforia assim fremente. Com magia, volúpia mascarada, sedas ao farfalhar, cores salientes. Onda de vozes, meio abarulhada, vultos exibem máscaras ardentes. Fascínio pela vida, agitação pois paira no ar muita animação, risos, rodopios, noite inteira. Sonhador mascarado desafia, preserva a ilusão, busca a fantasia, porque a felicidade é passageira. Geni Fuzato Dagnoni

Loja Rosacruz Campinas AMORC

Rua Nazaré Paulista, 690 Atendimento ao público: sábados, das 14h às 18h30 - Tel.: (19) 3203-9979


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Momento de Reflexão JOÃO BATISTA SCALFI scalfi@terra.com.br

Cessação do sofrimento Considerando-se que os sofrimentos são causados pelos desconcertos espirituais, que desarmonizam o fluxo da energia, permitindo a instalação das enfermidades físicas, mentais e morais, a forma eficaz para que cessem deve atingir o seu fulcro gerador, cujo comportamento interromperá a onda perturbadora. Na mente lúcida surgirá então a tranquilidade, encarregada de produzir a saúde, que se irradiará por todo o organismo, produzindo o equilíbrio. Enquanto não houver uma consciência de saúde real, o ser transitará de um para outro sofrimento. Há pessoas que, embora sem conhecimento das regras que promovem a harmonia íntima, gozam de saúde, apresentando-se bem dispostas e fortes. São esses, no entanto, fenômenos automáticos do organismo, que se contaminará ou não durante a existência, de acorde com a conduta moral e mental que se lhe imprima, permanecendo ou não saudáveis. A antiga sabedoria budista estabeleceu um sistema de meditação, pelo qual a saúde se instala e o sofrimento desaparece. Jesus, portador de equilíbrio pleno, considerava o amor como a causa única para a realização ideal do ser. A mutilação ou a ausência do amor de Deus, ao próximo ou a si mesmo, produz a insatisfação, o desajuste, o desequilíbrio da energia, tornando-se fator causal de doenças, de sofrimentos. O desamor é, em realidade, uma doença, cuja manifestação se dá de imediato ou posteriormente, assinalando o ser com processos degenerativos da personalidade, que instalam no organismo os vírus e bacilos agressivos. A somatização dos problemas emocionais que decorrem da insegurança e do medo, da mágoa e do ódio, do rancor e do ciúme é responsável por graves patologias orgânicas, assim como as diversas enfermidades físicas, produzindo distonias emocionais e perturbações psíquicas lamentáveis. Quando o amor, conforme o conceito de Jesus, assenhoreia-se do ser humano, vitaliza-o e irradia paz, gerando uma psicosfera rica de vibrações de equilíbrio, graças às quais a saúde se exterioriza de forma positiva, inundando a vida de esperança, de altruísmo e de realizações edificantes. O indivíduo saudável em espírito faz-se elemento útil no controle geral, tornando-se peça indispensável ao conjunto social, que progride com os seus esforços em contributos grandiosos, dignificadores. O recolhimento interior, mediante análise profunda dos recursos ao alcance, favorece o homem para que encontre os meios que fazem cessar o sofrimento. De imediato, após a reflexão-vivência desse postulado, descobrir a bondade que dorme em todos os seres e necessita ser despertada, estimulada, a fim de que frondeje, e produza bons frutos. No interior do diamante bruto, escuro e informe, fulgura uma estrela que aguarda ser arrancada a golpes de cinzel e lâminas lapidadoras. A vida é um permanente desafio, rica de oportunidades de crescimento e penetração nos seus profundos arcanos, que se revelam cada vez mais fascinantes e grandiosos. Por isso, não cessa o desenvolvimento dos valores intelecto-morais do Espírito na sua faina de evoluir. Do pensamento à palavra, à ação, passo a passo se agiganta a intenção que se converte em realidade criadora, retributiva, desenvolvendo recursos de alta magnitude. Essa movimentação de energia positiva é saudável esforço para evitarse o sofrimento ou dele libertar-se. Amor é sinônimo de saúde moral e quem o possui elimina as geratrizes envenenadas que se expandem produzindo sofrimento. Fonte: Plenitude (Divaldo Franco / Joanna de Ângelis) João Batista Scalfi é presidente do Educandário “Deus e a Natureza”, de Indaiatuba www.educandariodn.org.br

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Pensamentos de

Padre Haroldo Espiritualidade como prevenção Amor resolve tudo. Deus é amor, quem vive no amor, vive em Deus e Deus vive nele. A chamada espiritualidade sem amor não existe. São João diz que Deus nos amou, em primeiro lugar. Vamos ver amor nas Escrituras citando a história de Adão e Eva, a árvore do Bem e Mal e a promessa de Deus mandando na hora certa à Virgem Maria um Filho, Emanuel, Jesus, o Salvador. Na língua aramaica Adão quer dizer: “humanidade”. Adamah quer dizer: “terra”. Imaginamos que Deus como uma criança na praia formou um homem da areia e nele insuflou a vida formando a humanidade. A Bíblia diz que não é bom para o homem ficar só. Deus pôs Adão em sono e tirou-lhe da costela a mulher, que quer dizer, “Vida”. Com isso reconhecemos que a mulher é “a mãe de todos os vivos”. Infelizmente, juntos eles comeram o fruto da árvore do “conhecimento do bem e mal”. É o símbolo de desobediência à Divina Majestade e a causa das misérias da humanidade. Foram expulsos do Jar-

dim e o homem teria que trabalhar até o suor de sua fonte e a mulher, com dores daria à luz. O que tem isso a ver com espiritualidade como prevenção? Espiritualidade é uma vida de gratidão e louvor à Divina Majestade que, apesar de nossa desobediência, nos ama com um amor infinito. Note o que Mateus fala: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho ao qual darão o nome de Emanuel, o que se traduz: Deus conosco”. Vivendo estas ideias e fatos, vivemos espiritualmente. Adorando em grupo a vida é da Igreja. Os cristãos são exaltados porque Cristo Jesus é o seu Líder. Os católicos têm a liturgia onde, segundo a sua fé, o Cristo Ressuscitado e Glorioso vive no Tabernáculo: se chama a Igreja visível. A Igreja invisível inclui todos os homens de boa vontade e, em particular, budistas, islamitas e judeus. Quem vive, em gratidão, louvando Deus, automaticamente vive a vida de prevenção. Haroldo Joseph Rahm é presidente de Apot – Instituição Padre Haroldo. Tel.: (19) 3794-2500. hrahmsj@yahoo.com


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E as horas se fizeram senhora

Líricas Bulhufas MARCELO SGUASSÁBIA

Muros Se é preciso existir muros, que sejam de preferência cobertos de musgo espesso, góticos, úmidos e solenes, como que saídos de um filme de Tim Burton. Muros de hera, infiltrações e descascados, menos delimitadores e de alguma forma mais humanos, mesmo sendo muros. Possa o seu reboco ser bem mole e esfarelento, e aceite de bom grado o nome de quem se ama pichado ou em baixo relevo – o que for mais fácil e menos perigoso, antes que alguém chegue e transforme a ocorrência em boletim. Que escore o amasso dos amantes e acolha as lamentações se houver pranto a pôr pra fora, desde que esse pranto seja sereno e silencioso a ponto de não assustar as crianças que brincam lá do outro lado. Lá, onde o muro é de outra cor e testemunha histórias outras. Natural que o muro faça divisas, pois para isso foi erguido, mas que não cause divisões e sirva

mais para proteger homens, cachorros e roupas no varal que para demarcar feudos de Mefisto. Não deixe que estraguem o muro tornando o muro trincheira, com cacos de vidro e arames farpados. O muro é propriedade do mundo e de ninguém em particular, muros devem ser muros pelo direito dos muros existirem e mais nada. Se há os que prendem há também os que são lousas de poema, e é triste que os primeiros sejam tão menos raros que os segundos. Os muros que se prezam têm buracos de um lado a outro, são comunicantes para as trocas de receitas, fofocas e gemidos comprometedores. Mantenha, por favor, esses buracos largos o bastante para que a vida alheia se devasse e se escancare, fazendo a delícia dos vizinhos. E para que a maledicência, esse defeito de fabricação da raça, possa se espalhar insidiosa pelo quarteirão. Marcelo Sguassábia é redator publicitário

Ano-Novo chinês é celebrado com festa na capital paulista O Ano-Novo chinês começou oficialmente no dia 2 de fevereiro, e foi comemorado com muita festa na capital paulista. Durante toda a tarde e início da noite os paulistanos puderam conferir apresentações da dança, música e artes marciais no vão livre do Masp e na Assembleia Legislativa. A programação teve início ao meio-dia em plena Avenida Paulista e, exatamente às 14h (meia-noite na China) dois painéis eletrônicos, instalados no vão livre do Masp, anunciaram o início do ano 4709 que no calendário chinês tem como símbolo o coelho. Tambores chineses, dragões, leões e balões infláveis animaram o público com suas performances e balões infláveis coloriram a Paulista, alegrando os milhares de pessoas que acompanharam as boas-vindas ao novo ano.

À noite, as festividades foram realizadas na Assembleia Legislativa, que teve a entrada decorada com arranjos tradicionais vindos da China, entre eles lanternas, ideogramas e enfeites florais nas cores vermelha e dourada. O evento, organizado pela Associação Chinesa do Brasil, contou com a participação de autoridades e representantes das duas nações. A comemoração foi encerrada às 21h com queima de fogos, músicas típicas e a participação da bateria da escola de samba Gaviões da Fiel. Segundo a Associação Chinesa do Brasil, vivem no país cerca de 200 mil chineses e descendentes, dos quais 130 mil moram em São Paulo. A capital paulista conta com cerca de 90% dessa população em bairros como Liberdade, Vila Mariana, Cambuci, Aclimação e Vila Olímpia.

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A

li estava ela em uma sala acompanhando minutos, hoque jamais imaginaria ras, sem fim, caminhando frequentar um dia. Revista na sempre pela roda do tempo mão, de vez em quando um que não para porque isto já faz papo com alguém ao lado. E parte da vida e ninguém é maia rotina haveria de fazer dela or que um Deus para mudar uma espectadora a mais, em cenários impostos por essa coitodas as manhãs, quando lesa chamada destino. vava a filha para fazer quiO mundo, afinal, haverá de mioterapia. ser sempre uma roda gigante Arita Damasceno As horas se fizeram senholevando pelos ares vidas que Pettená* ra de meses até chegar um dequase nunca sabem para onde zembro com cara de Papai Noel, anuncian- vão, e muito menos que paragens as espedo um novo ano prestes a chegar. ram do outro lado do universo. A filha ficou curada porque ninguém Apenas no verso de uma folha solta, salmais que dona esperança para testemu- ta a memória à palavra como arma maior nhar que a fé é o maior antídoto daquele de quem tem sempre algo a esperar. que confia no Senhor. E a palavra é vida. E se a vida é dom No ar, entretanto, haveria de permane- de Deus que ela role pelas camadas de cer uma pergunta: E os outros, onde estão? inconsciente, transformando sonhos em Curados? Perdidos em revoltas? Armados realidade. de fé e de coragem diante de um drama Caiu o pano. O palco continua a girar. que vai assolando uma humanidade que Renovaram-se as personagens. Mas o dracaminha a passos largos? ma há de ser sempre o mesmo. Não bastam Entre as personagens daquele cenário as palmas. A cortina há de sempre se abrir sombrio, uma menininha de cinco anos para um novo espetáculo. apenas, levada diariamente pela mãe. BoE a menininha que eu perdi de vista, nequinha na mão, ela a embalava como onde está? No museu da memória. se fosse um bebê saído de suas entranhas, E eu, onde estou? Chorando sozinha cantarolando sempre baixinho sem que saudades de alguém. ninguém quase a ouvisse: Dorme nenê Arita Damasceno Pettená é presidente da Academia que a cuca vem pegar. Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas Os meses passaram céleres. Correram aritapettena@hotmail.com


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Pelos Caminhos do Coração INES S. MÁRTÎMS ines.s.martins@terra.com.br

Ação que transforma “Melhor é acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão” (provérbio chinês) Esse sábio provérbio inspira valiosa reflexão sobre o quanto é possível mudar determinado resultado quando se muda a ação. Essa atitude contraria o nosso velho hábito de reclamar sobre tudo e todos sem que se providencie uma ação capaz de transformar efetivamente uma situação. Se desejamos efetuar mudanças significativas em nossa vida é importante começarmos assumindo a responsabilidade por nós mesmos. Com isso, encontraremos a melhor maneira de contribuir para o nosso desenvolvimento e seremos mais úteis ao descobrir qual é o nosso papel na sequência dos eventos que nos incomodam. É muito mais fácil culpar os outros por nossas frustrações e dissabores. Mas, a observação mostra que quando alguém se encontra continuamente no papel de sofredor, ao fazer uma investigação mais minuciosa de si mesmo e dos acontecimentos, descobre também que obtém algum tipo de recompensa perpetuando a situação. Essa percepção é libertadora e capaz de gerar mudanças gratificantes e com muito menos esforço. Todos nós possuímos inúmeros talentos e habilidades e com eles podemos ser grandes agentes de transformação no nosso pequeno círculo e para além do mundo que nos cerca. É preciso desenvolver o desejo participativo e a disponibilidade de compartilhar, não só o que nos incomoda, mas também o aprendizado que nos enriquece. Para sair da passividade e ganhar impulso para a ação é necessário que haja decisão. Sempre parecerá mais fácil e tentador reclamar, culpar, amaldiçoar. Assim, um primeiro passo precisa ser dado para que a inércia seja abandonada e com isso seja liberado o nosso potencial criativo e transformador. Poder atuar com consciência em época de tanta vulnerabilidade é motivo para celebrar e agradecer. Experimente considerar uma lista de coisas importantes que você deseja realizar, coloque-a em um lugar visível e sem titubear passe à ação. Sem choramingar, aja! O que é preciso consertar em sua casa? Quais mudanças são precisas em seu trabalho? Do que o seu corpo está precisando? Exercícios, dieta, descanso? Não importa, vá para a ação. Resista à tentação de se sentir o pior e o mais sofredor. Ajuda muito olhar em volta e perceber o sofrimento alheio. Dificuldades surgirão. Não desista, respire e persevere. Para dissipar a escuridão acenda a vela sendo fiel às suas convicções e reverenciando pequenos milagres à sua volta. A vida, em si, é um milagre. O milagre da vida conta conosco!

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Espaço de psicodrama público completa 1º ano em Campinas A parceria que possibilitou a criação de um espaço aberto ao público para vivências de psicodrama em Campinas completou este mês um ano de atividades. Resultado do convênio entre a Associação Campineira de Imprensa (ACI) e o Instituto de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo de Campinas (IPPGC), o projeto Jornal Vivo – Teatro da Vida tem encontros nas primeiras quintas-feiras do mês, na sede da ACI, das 19h às 21h. Como explica a coordenadora do projeto, Júlia Casulari Motta, o psicodrama público é uma forma de trabalhar temas de interesse social com grupos e grandes pú-

blicos. “Utiliza recursos do teatro, das técnicas de espontaneidade e criatividade, dos jogos lúdicos”, completa. “Trabalha tanto temas éticos, sociais, políticos, educacionais quanto psicológicos.” Entre os temas desenvolvidos em 2010 estão eleições, 1º de abril (Dia da Mentira), vínculos amorosos e criança. A última vivência, dia 3 de fevereiro, foi dirigida pela psicodramatista Rosane Rodrigues, do Grupo Improvise, de São Paulo. A sede da ACI fica na Rua Barreto Leme, 1.479 (Centro). Mais informações pelos fones (19) 3242-8461 e 9612-4421 ou pelos sites www.ippgc.org.br e www.acinews.ning.com. Reprodução

Participantes durante oficina de psicodrama público: espaço aberto de reflexões


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Viva Bem elianamattos@uol.com.br

BATE-PAPO

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a edição anterior, no decorrer do nosso Bate-Papo, contei que não sou uma pessoa de traçar metas para o ano novo. Há muitos anos eu até fazia isso, tendo o cuidado de escrever num papel, guardar e ler quando o ano se encerrava para ver se tinha conseguido atingir as tais metas. Conversando com uma amiga, voltamos a falar das metas para 2011 e eu disse que no máximo faço um esboço do que quero para o ano que se inicia. Disse a ela também o quanto não adianta nada (na minha opinião, é claro) ficar traçando metas, porque vem a vida e embaralha tudo aquilo e a gente não tem muitas vezes controle sobre nada. Aliás, também na minha opinião, a gente tem controle sobre algumas coisas. Porém outras, não temos mesmo controle de nada, apesar de muitos não acreditarem nisso, se achando poderosos suficientes para controlar o vaivém da vida. Não controla. Tanto é verdade que vai lá se saber quantas metas para 2011 traçaram essas centenas de mortos nas tragédias das águas no Brasil e no mundo. Tenho necessidade de parar para pensar na vida. Sei que a maioria das pessoas não tem o hábito de fazer isso. Muitas preferem ficar sempre com o som do carro ligado em seu trajeto até o trabalho do que refletir sobre o que as cerca. Viver é sempre uma eterna incerteza. A gente pode ter muito dinheiro e de repente vem uma fatalidade e isso de nada adianta. E não adianta, porque a vida vai nos levar para onde ela quiser e teremos – se crermos em algo maior – de aceitar com resignação tudo aquilo e aproveitar o momento para crescer como ser humano. Na tragédia serrana do Rio de Janeiro havia ricos e pobres. A catástrofe não olhou nada disso e nivelou todo mundo. E adiantou alguma meta traçada? Se há muitos anos não traço metas de ano novo, hoje, quando escrevo para vocês, afirmo com convicção que um esboço está de bom tamanho. Profissionalmente, ainda dá para traçarmos algumas metas. Mas mesmo assim escrevo a lápis, se é que você me entende... Acho que não existe “esporte” mais radical do que viver. Não adianta estar bem dobrado o paraquedas, porque a vida tem uns mecanismos que são difíceis de entender. Comecei este ano muito mais reflexiva que os anteriores. Ou será que isso vem se “agravando” a cada ano e não percebi? Acredito que “envelhecer” seja muito maior que acumular rugas pelo corpo. Talvez seja a tal sabedoria que os anos nos trazem e que os mais jovens não conseguem ter. Mas não pensem que todas estas reflexões são pensamentos meio depressivos para o segundo mês de um novo ano! Não são. Temos só que apalpar o impalpável se quisermos tentar entender realmente o que é tão difícil de entender... Beijos!

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Qual o melhor horário para fazer exercícios? Se for verão, evite exercícios das 11 às 16h, quando é muito quente. Já no inverno, evite o horário da manhã muito cedo ou final da tarde. No primeiro caso a temperatura do corpo sobe aceleradamente, causando rápida fadiga. No frio, os músculos ficam mais contraídos e propensos a lesões. E não esqueça de dar atenção especial ao aquecimento muscular, que deve ser prolongado, em especial de manhã. No verão também acontece com muita frequência mal-estar nos horários mais quentes por baixa na pressão. O mesmo pode acontecer se sua pressão for alta e você fizer exercícios com a temperatura muito baixa.

FORNO & FOGÃO Muitas das receitas que são publicadas em nossa página são testadas. É o caso desse bolo maravilhoso de coco queimado e chocolate. Receita fácil, ele fez sucesso aqui em casa. Experimente!

Bolo rápido de coco queimado e chocolate Ingredientes: 2 xícaras (chá) de farinha de trigo ½ xícara (chá) de chocolate em pó 1 xícara (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de leite 3 ovos ¼ xícara (chá) de óleo 1 colher (sopa) de fermento em pó Calda: ½ xícara (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de água 3 colheres (sopa) de rum Recheio: 1 lata de leite condensado (395 g) 1 colher (sopa) de margarina 100g de coco ralado queimado em flocos ½ xícara (chá) de creme de leite (100 ml) Modo de fazer: Massa: numa tigela grande, coloque a farinha, o chocolate em pó, o açúcar, o leite, os ovos e o óleo. Misture bem e por último acrescente delicadamente o fermento. Misture bem e despeje numa

forma redonda (24 cm de diâmetro), untada e enfarinhada. Asse em formo médio (180º) preaquecido, por cerca de 20 minutos. Espere esfriar e desenforme. Calda: ferva o açúcar com a água. Deixe esfriar e junte o rum. Reserve. Recheio: em uma panela, coloque o leite condensado com a margarina e cozinhe em fogo baixo até que comece a se desprender das bordas (cerca de 15 minutos). Desligue o fogo, junte o coco queimado e o creme de leite, mexendo bem. Deixe esfriar. Montagem: corte o bolo em duas partes. Coloque a base sobre um prato, molhe-a com a calda e espalhe o recheio com uma espátula. Coloque a outra camada por cima, molhe com a calda e espalhe o restante do recheio, não esquecendo das laterais do bolo. Salpique coco ralado queimado nas laterais e em cima do bolo também, se preferir.


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BEM NUTRIR Divulgação

Boa forma no verão depende da alimentação O verão é a estação do ano em que as pessoas se preocupam mais em manter a boa forma e uma aparência saudável. As academias ficam lotadas, começam os regimes e a procura por clínicas de estética. Tudo é válido, mas de nada adianta tanto esforço se não estiver associado a uma alimentação equilibrada e saudável. Mas é nesse momento que entra em cena o grande mito, que relaciona a comida saudável com algo não saboroso. Como aponta a nutricionista da Mundo Verde Indaiatuba, Thamiris Coradini, para que essa ideia acabe é fundamental investir nas combinações. “A ração humana, por exemplo, que é uma mistura de cereais integrais, substitui até uma refeição diária”, explica. “Se consumida sozinha, ela pode não ser tão atraente, mas se misturada em um suco de frutas vermelhas, ela fica saborosa e não perde suas propriedades.”

Mundo Verde chega a Indaiatuba Empresa líder no conceito de vida saudável está no shopping Jaraguá; orientação nutricional é destaque Divulgação

Thamiris, nutricionista da Mundo Verde

Além da ração humana, é possível encontrar na unidade diversos produtos que podem contribuir para que aqueles quilinhos extras sejam eliminados de forma saudável. “Muita gente tem buscado pelo óleo de coco extra virgem, que por conta de sua ação termogênica auxilia no processo de emagrecimento, ajuda na regulação do intestino e fortalece o sistema imunológico”, conta a nutricionista, que ainda dá uma dica. “As frutas e saladas podem ser consumidas com esse óleo. Fica muito saboroso e os benefícios são preservados”.

Buscar uma vida saudável e priorizar o bem-estar são as principais metas da maioria das pessoas. Atenuar os efeitos de uma vida corrida deixou de ser ‘artigo’ de luxo para se tornar uma necessidade e garantia de qualidade de vida. É com essa ideia que a rede Mundo Verde trouxe uma loja para Indaiatuba e se instalou no shopping Jaraguá. Um dos destaques da unidade é o atendimento feito por profissionais especializados e por uma nutricionista, que estão em tempo integral e foram treinados para esclarecer dúvidas e informar os clientes sobre alimentação saudável, produtos funcionais e bem-estar corporal. A loja possui ainda uma sala reservada destinada à orientação e atendimento, onde os clientes podem também contar com o apoio da equipe de nutricionistas da Mundo Verde através do serviço gratuito de orientação, o “Alô, Nutricionista”, que atende de segunda a sexta, das 9h às 17h. A unidade possui um mix de produtos com cerca de 5 mil itens, que incluem alimentos integrais, orgânicos, diet, light, diversos tipos de chás, suplementos para

Produtos na loja de Indaiatuba: 5 mil itens

atletas e esportistas, fitoterápicos, aromáticos, livros, CDs de relaxamento, presentes artesanais e conscientes, além de uma linha especial para pessoas com intolerância à lactose e ao glúten. O Shopping Jaraguá Indaiatuba fica na Rua 15 de novembro, 1.200 (Centro). Mais informações pelo telefone (19) 3816-7340 ou www.mundoverde.com.br.


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Jornalzen fevereiro 2011  

JORNALZEN - Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há cinco anos no merca...

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