Page 1

DIRECTÓRIO 2010

SAÚDE

Esta revista é suplemento integrante da edição nº 3809 de 19 de Março de 2010 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendida separadamente.


2

Directório de Saúde ‘2010

Sumário

Informar. E prEvEnIr Mais um ano, mais uma publicação a demonstrar que o Directório de Saúde é já uma tradição com sucesso no panorama regional. Esta revista procura responder à necessidade de prestar informação ao nível da Saúde, mas alicerçada em actores locais, sejam eles instituições ou técnicos que nas mais diversas áreas. Dos mais jovens aos mais idosos, dos que têm mais recursos até àqueles com menos posses, esta publicação pretende complementar e actualizar a informação que tem vindo a ser prestada aos nossos leitores nos últimos anos. Isso faz-se revelando nova tecnologia à disposição no distrito, conselhos de quem realmente sabe do que fala, reflexões sobre dossiês que estão hoje em cima em discussão na Saúde, na tentativa de construir esta revista numa verdadeira montra de informação útil, sempre convictos de que é também esta uma forma de ajudar à prevenção

Já é possível marcar consultas on-line ...............................................................................3 Hospital de Santo André aumenta número de consultas e cirurgias ...............................4 Opinião de Helder roque .......................................................................................................6 3 perguntas a Bilhota Xavier, presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente ................................................................................7 Médico de família para todos em 2013 ................................................................................8 Prevenir a cegueira provocada pela diabetes .....................................................................9 Comparticipação de medicamentos vai ter novas regras ................................................10 Programa cheque-dentista alargado.................................................................................14 Três conselhos a bem da nossa saúde ..............................................................................15 Marinha Grande recebe primeira Unidade de Saúde Familiar este ano ........................16 Autoridade Nacional do Medicamento alerta para riscos................................................18 Infarmed já autorizou 65 sites de farmácias .....................................................................20 Opinião de Dulce Mendes ...................................................................................................22 Entrevista a José Carlos Peixoto ........................................................................................24 Opinião Manuel José Carvalho ...........................................................................................28 Saúde no feminino ...............................................................................................................29 À mesa com os genes .........................................................................................................33 Centro Hospitalar de S. Francisco .....................................................................................36 Grupo Beatriz Godinho possui mais de 100 unidades de colheita e laboratórios..........38 Opinião de Dr. Cesaltino Remédios ....................................................................................40 Alimentos crus ou cozinhados a vapor são os melhores .................................................42 Opinião de Carlos Mota .......................................................................................................44 Alimentação: cientistas descobrem que a fruta é mais benéfica do que se julgava .....45 Opinião Marta de Ferreira Gomes......................................................................................46 Deitar tarde aumenta risco de depressão nos jovens ......................................................47 Dificuldade em tomar decisões? Pode ser do stress crónico..........................................48 A cura vem a cavalo .............................................................................................................49 Correr atrás da memória....................................................................................................50 Opinião de Filipe R. Marcelino ............................................................................................52 Opinião de António Cabeço .................................................................................................54 Crise agrava perturbações do sono ...................................................................................55 Quando a doença não nos sai da cabeça ...........................................................................56 Meditar pode ajudar a controlar a dor ...............................................................................57 Opinião de Paulo Moreira da Fonseca ...............................................................................58 A postura do seu chefe pode trazer riscos para a sua saúde ..........................................59 Centros de Saúde e extensões contactos e horários de funcionamento........................64

FICHA TÉCNICA Director Executivo................ João Carreira Edição................................... João Carreira Textos ................................... Carlos Almeida, João Paulo Silva, Marina Guerra, Martine Rainho, Paula Sofia e Sandra Ferreira Fotografia ............................. Joaquim Dâmaso, Arquivo Direcção Comercial.............. Alda Moreira Publicidade .......................... Alda Moreira, António Cardoso, Élia Ramalho, João Agrela, Luís Vieira e Sandra Nicolau Paginação............................. Semanário REGIÃO DE LEIRIA Impressão ............................ Lisgráfica Tiragem ................................ 20.000 exemplares Esta revista é suplemento integrante da edição nº 3809 de 19 de Março de 2010 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendida separadamente.


Directório de Saúde ‘2010

Já é possível marcar consultas on-line Sistema está em funcionamento desde Janeiro para todo o país Quer marcar uma consulta no centro de saúde? Já não é preciso fazer uma vigia à porta do centro, como acontece na região. Desde Janeiro deste ano é possível marcar consultas na internet, através do Portal da Saúde. No entanto, em algumas extensões de saúde o serviço ainda não estará disponível. O serviço está disponível em https://servicos.portaldasaude. pt e só é preciso fazer a inscrição, também on-line. A partir daí é possível marcar consultas ou renovar receitas médicas no caso de doença crónica. O novo serviço “é bom para as pessoas e para os médicos”, sublinhou o vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, Fernando Mota. Para os utentes, é bom porque os dispensa de ir aos centros de saúde marcar consultas; e para os médicos também, porque “evita consultas [para renovação de receitas aos doentes com patologias prolongadas] que não são consultas nenhumas”.

Faltam médicos Continuam a faltar médicos de Medicina Geral e Familiar. A criação das Unidades de Saúde Familiar veio colmatar o problema ao absorver um sem-número de utentes que não tinham médico de família, mas o problema tende a agravar-se. E os motivos são vários. Além da falta de interesse pela carreira e consequente falta de médicos especializados, são muitos os profissionais com redução da carga horária devido aos anos de carreira e os que se reformam. De registar ainda a diminuição da taxa de mortalidade e o aumento da esperança de vida dos utentes, bem como uma maior concentração das populações nas zonas urbanas. No final do ano passado, faltavam pelo menos 12 médicos nas unidades sob alçada do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Pinhal Litoral II, que abrange os concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós. Dos cerca de 223 mil utentes inscritos, 15 mil não tinham médico atribuído, segundo dados do ACES.

3


4

Directório de Saúde ‘2010

Hospital de Santo André aumenta número de consultas e cirurgias

O Hospital de Santo André (HSA) está empenhado em aliar os bons resultados financeiros à qualidade dos serviços de saúde. Actualmente, é o segundo hospital EPE do país com melhores resultados operacionais, ao mesmo tempo que aumentou o número de consultas e cirurgias em 2009. A administração garante que aquela unidade de saúde se encontra em “zona de cumprimento ou de superação das metas fixadas no Plano de Desempenho de 2009”. No ano passado, as consultas externas aumentaram 9,6% (registaram-se 189 952), ao passo que as sessões de Hospital

de Dia cresceram na ordem dos 8,6%. O número de cirurgias também aumentou quase dez por cento (realizaram-se 14 296 intervenções), enquanto que na cirurgia de ambulatório o crescimento foi de 18,5%. O acesso às urgências, por sua vez, teve uma quebra de 3,6%.

Melhoria nas instalações Em 2009, foram investidos mais de 15 milhões de euros na melhoria das instalações do Hospital de Santo André. As obras incluíram a reabilitação do edifício (ainda em curso) e a criação de um serviço de medicina intensiva, que será inaugurado em breve.

Quase três mil à espera de cirurgia

No final do ano de 2009, havia 2926 doentes à espera de uma cirurgia no Hospital de Santo André, o que corresponder a 20 por cento do total anual de intervenções cirúrgicas daquela unidade de saúde. As cirurgia geral (905 pessoas) e de oftalmologia (563) são as que têm uma maior lista de espera. O hospital realiza uma média de 1225 intervenções cirúrgicas por mês. A área de oftalmologia é a que realiza mais cirurgias: 419/mês.

Também ainda em execução está a remodelação do serviço de urgências, da piscina e do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. As camas do hospital estão a também a ser substituídas e, na cozinha/refeitório, as obras já estão em fase de conclusão. Entretanto, o Hospital já concluiu a intervenção no edifício da Unidade de Psiquiatria de Doentes Crónicos, assim como a modernização do equipamento de monitorização e ventilação das salas operatórias. O Hospital de Santo André foi ainda o primeiro serviço público de saúde no distrito a colocar em funcionamento a Ressonância Magnética Nuclear. Apesar destes investimentos, a administração daquela unidade de saúde assegura que o hospital mantém uma “sólida situação financeira”. Em 2009, o HSA demorava, em média, 38 dias a pagar aos fornecedores mas a unidade quer “continuar a melhorar relacionamento comercial com os fornecedores e prestadores de serviços” reduzindo o prazo de pagamentos.


6

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

LaÇoS de crediBiLidade e confianÇa

Helder Roque Médico, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo André, EPE

O Hospital de Santo André (HSA) dedica todo o seu trabalho à melhoria contínua dos seus serviços, para servir cada vez melhor os seus doentes. É com satisfação que podemos constatar que o hospital está a progredir, embora tenhamos a consciência que também ainda existe muito a alterar e a melhorar – o que é encarado como um estímulo para fazermos melhor. Acreditamos que o ano de 2010 será mais um ano positivo, em que será evidente para as pessoas a assunção plena das responsabilidades técnicas e sociais que cumprem ao hospital, enquanto instituição de saúde de referência para a região, satisfazendo, com elevados padrões de qualidade e auto-suficiência, as necessidades de cuidados médicos diferenciados aos seus cidadãos. Queremos continuar a reforçar a nossa capacidade de resposta. Queremos ter serviços com cada vez melhores condições de segurança e privacidade, em que a qualidade e excelência clínica seja um desiderato permanente a prosseguir, e capazes de acompanhar os avanços e as inovações técnicas e tecnológicas que vão surgindo no sector da saúde. Vamos continuar a apetrechar estes serviços com todos os meios de diagnóstico, terapêutica e monitorização recomendados para todas as áreas assistenciais. O HSA terá que ser, cada vez mais, capaz de prestar todos os cuidados de saúde essenciais que os seus cidadãos necessitem, sem qualquer necessidade de se deslocarem a outras regiões, e diminuindo as transferências de doentes críticos para outros centros hospitalares. É com perseverança que todos no HSA vamos dando continuidade ao nosso exigente plano e orientações estratégicas estabelecidas, no sentido da concretização dos grandes objectivos fixados e que se situam nos seguintes eixos fundamentais:

Corrigir a acentuada degradação do edifício hospitalar, a par da substituição de parte do seu equipamento hoteleiro; Melhorar a qualidade global da organização e concretizar a acreditação pela JCI (Joint Comission International)I; Melhorar a acessibilidade e reduzir as listas de espera, aumentando a eficiência operacional; Consolidar o sector ambulatório com área prioritária do desenvolvimento assistencial; Garantir a modernização e o desenvolvimento da capacidade técnica, com um plano de investimento de grande envergadura; Promover o desenvolvimento, a formação e motivação dos recursos humanos; Garantir a sustentabilidade económico-financeira. O desafio que continuamente nos espera é estimulante e de enorme responsabilidade, e para que o hospital possa ser bem sucedido, teremos que persistir com energia e entusiasmo em tudo o que se tiver por realizar, numa sinergia entre profissionais de saúde e cidadãos que necessitam de cuidados assistenciais. Servir a comunidade e dar o melhor de nós próprios em prol da saúde é um superior imperativo, e cremos que temos conseguido gerar elevados níveis de satisfação e motivação nos nossos doentes. Somos um dos hospitais EPE com melhores resultados operacionais. Temos sustentabilidade social. Temos mais produção, proporcionamos mais acessibilidade aos serviços e aumentamos a nossa robustez económica. Estamos a tratar mais doentes e estamos a tratar melhor os nossos doentes. E os resultados continuarão a ser positivos, nos objectivos traçados e agora anunciados, se nos conservarmos firmes e continuarmos sempre com determinação e confiança na afirmação do HSA na nossa comunidade.


Directório de Saúde ‘2010

7

3 perguntas a

Bilhota Xavier, presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente

1. Que papel pode ter a comissão para a melhoria da qualidade da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente? As estratégias em saúde que se baseiam no ciclo de vida estão a ganhar cada vez mais adeptos e visibilidade, pois que para além das razões científicas, a abordagem por ciclo vital é justificada também pelo facto de permitir uma visão mais integrada dos problemas de saúde, que devem ser priorizados para os diferentes grupos etários. Neste contexto a problemática da saúde materna, neonatal, da criança e do adolescente, necessita de uma particular atenção, não só para consolidar os ganhos em saúde já adquiridos nestas áreas, mas também a actuar de maneira a ultrapassar muitos dos problemas identificados. Como tem sido divulgado no que diz respeito à saúde materna e infantil, registaram-se nos últimos 30 anos avanços significativos que levaram Portugal a deixar a cauda da Europa e passar a ter nesta área, dos melhores indicadores não só na Europa mas também no Mundo. A título de exemplo e de 1980 para 2008: Mortalidade Infantil passou de 21.4 para 3.3/1000 Nados Vivos – quebra de 84%; Mortalidade Neonatal de 15.5 para 2.1/1000 Nados Vivos, redução de 86% e a Mortalidade Materna, neste caso de 1977 a 2007, de 46.4 para 11/100.000 Nados Vivos, diminuição 76%. A Comissão trabalha na dependência directa da Ministra da Saúde e é transversal aos vários organismos existentes no Ministério da Saúde. Tem como principal objectivo, centrar a sua actividade e o seu empenho nas necessidades da grávida, da criança e do adolescente, para que lhes sejam proporcionados cuidados de saúde de nível elevado e sustentado. 2.O que o levou a aceitar o desafio? O espírito de missão, o meu dever de cidadania, mas também por ter considerado o honroso convite, como uma homenagem a todos os profissionais de saúde que trabalham fora dos grandes centros e que têm contribuído sobremaneira para os ganhos em saúde. É a primeira vez que a Comissão é presidida por um médico que não trabalha no Porto, Coimbra ou na Grande Lisboa. Quais os principais desafios que se colocam, no campo da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente? De uma forma muito sintética:

Favorecer a comunicação entre os diferentes serviços de saúde hospitalares e entre estes e os agrupamentos dos centros de saúde Definir claramente as redes de referenciação para complementaridade de cuidados de saúde, desde os mais simples aos mais complexos, por ex. onde deve ser feito o diagnóstico prénatal, quais os hospitais que devem ter cuidados intensivos ou fazer transplantes renais ou outros. Implementar a Telemedicina em hospitais fora dos grandes centros, também como forma de garantir a equidade no acesso aos cuidados de saúde Garantir a qualidade dos serviços de saúde, promovendo a sua certificação


8

Directório de Saúde ‘2010

méDICO DE fAmílIA pARA TODOS Em 2013 metade do território nacionaL deverá ficar coBerto por uSf eSte ano O Governo quer chegar ao final da legislatura (2013) “com toda a população com médico de família”, anunciou a ministra da Saúde, acrescentando que em 2011 metade do território nacional estará coberto por unidades de Saúde Familiar. A ministra Ana Jorge considera ainda vital para a manutenção do Serviço Nacional de Saúde (SNS) o sucesso da reforma em curso dos cuidados de saúde primários. “Os indicadores de evolução da reforma dos cuidados de saúde primários induzem ao nosso trabalho mais exigência e uma ambição ainda maior. Queremos chegar ao fim desta legislatura, ou seja, a 2013, com toda a população com médico de fa-

mília. Já no ano de 2011 queremos passar dos actuais 30 por cento para 50 por cento de cobertura territorial nacional com USF”, afirma a ministra. Ana Jorge anunciou que “há mais de cem candidaturas a USF em análise, avançando com números que mostram a evolução nos cuidados primários de saúde nos últimos quatro anos: actualmente estão em funcionamento 233 USF, que prestam serviço a cerca de três milhões de pessoas. O optimismo da ministra não é acompanhado por Bernardo Vilas Boas, presidente da Associação das USF. O médico revelou um estudo encomendado pela sua associação que mostra um grande descontentamento do pessoal das USF (médicos, enfermeiros, pessoal administrativo) em relação sobretudo ao trabalho das administrações regionais de Saúde (ARS). Já em relação ao Ministério da Saúde, o número de descontentes é praticamente igual aos de que concordam com o trabalho da tutela. A maior causa do descontentamento prende-se com a falta de pagamento das actividades específicas contratualizadas com o Ministério. “As actividades específicas têm de ser pagas, caso contrário a lei não está a ser cumprida”, avisa Bernardo Vilas Boas.


Directório de Saúde ‘2010

pREvEnIR A CEguEIRA pROvOCADA pElA DIAbETES retinopatia é uma daS maioreS cauSaS de perda de viSão no paíS Os oftalmologistas não querem ver mais cegueira provocada pela diabetes. Para isso pedem um rastreio nacional destinado a reduzir em 90 por cento a cegueira provocada pela diabetes e consequentes custos do Estado com a doença. A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira na idade activa e o Estado gasta 195 milhões de euros anuais com esta patologia, que pode ser tratada com custos diminutos caso seja feito rastreio precoce e tratamento adequado. A despesa estatal com um doente cego em idade activa - que deixa de pagar impostos e requer pensões e tratamentos ronda os 15 mil euros por ano, ou seja, os 13 mil casos estimados deste tipo de cegueira resultam em gastos na ordem dos 195 milhões de euros por ano. Por outro lado, as estimativas indicam que o número de diabéticos será cada vez maior. A SPO cita dados da Organização Mundial de Saúde segundo os quais “na ausência de uma intervenção urgente, as mortes por diabetes deverão aumentar em mais de 50 por cento nos próximos 10 anos”. Cerca de 90 por cento dos três mil casos de cegueira que se estima surgirem todos os anos devido à retinopatia diabética poderiam ser evitados. Recorde-se que um estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal, divulgado recentemente, indica que 11,7 por cento da população portuguesa entre os 20 e 79 anos é diabética. Segundo a SPO, não há ainda números precisos sobre a prevalência da retinopatia diabética no país, mas estima-se que 250 mil pessoas sofram da doença, das quais 25 mil terão alguma deficiência visual e 13 mil estarão cegas. Sabe-se, sim, que um diabético tem 25 vezes mais probabilidades de cegar.

9


10

Directório de Saúde ‘2010

Comparticipação de medicam

Ministério muda regras e põe nos clínicos o ónu

Se os médicos passarem a receitar o medicamento mais barato, o novo sistema de comparticipação - aprovado dia 4 de Março pelo governo - permite aos doentes pagar menos, ou até ter medicamentos de graça. Sempre que a opção for pelos medicamentos de marca mais caros, o doente vai pagar mais. O ministério sabe disso e transfere para os médicos o ónus da factura. O novo pacote legislativo entra em vigor em Julho e até lá a ministra da Saúde espera “mudar mentalidades”, com uma campa-

nha junto dos clínicos e dos utentes, para que pressionem os seus médicos a optar pelo que custar menos. Todos os apoios extra do pacote legislativo foram pensados para os medicamentos mais baratos, genéricos ou de marca. E o Estado espera poupar 80 milhões em comparticipações. Mas, para o doente gastar menos, têm de se confirmar dois pressupostos: a opção do médico pelo preço mais baixo e a reacção favorável dos laboratórios à pressão para reduzirem preços. Nenhum está ainda garantido, até

porque neste momento os genéricos são preferidos em 17,35% dos casos em que podem ser prescritos (valor em embalagens).

As farmacêuticas Para a indústria farmacêutica, a consequência será um esmagamento de preços e uma concentração do receituário nos medicamentos mais baratos. Os genéricos ficam beneficiados, mas terão de baixar os preços e perdem nas margens de lucro. Já


11

Directório de Saúde ‘2010

mEnTOS vAI TER nOvAS REgRAS

uS do aumento de encargoS para oS doenteS os medicamentos de marca, passam a ter de competir pelo preço mais vantajoso. Mas as zonas cinzentas ainda são grandes porque o governo não divulgou todos os contornos da mudança. Até que o decreto-lei seja divulgado na totalidade, os laboratórios suspendem a respiração para ver o que está reservado para a entrada dos medicamentos inovadores no mercado - é nesse mercado de milhões que poderão ter ou não benefícios.

01 os maIs baratos vão sEr grátIs para pEnsIonIstas Os pensionistas com rendimentos ao nível do salário mínimo (que integram o regime especial) vão ter medicamentos gratuitos (o Estado pagaa100%). Basta para isso que o médico lhes receite um dos cinco medicamentos mais baratos que existam naquele momento no mercado para tratar o seu problema. Estes medicamentos podem ser genéricos ou de marca, têm é que estar na lista dos mais baratos de todos. No entanto, esta medida só funciona para os tratamentos que tenham pelo menos um genérico. Só nestes casos há grupos homogéneos (nome dado a um conjunto de medicamentos com a mesma molécula e para o mesmo efeito, originais ou de marca branca). Com esta medida, o Estado conta poupar 30 milhões de euros.

02 novos gEnérIcos têm dE custar mEnos 5% Quando um medicamento genérico entra no mercado já tem de ser 35%

mais barato do que o medicamento demarca correspondente. Agora, se um laboratório quer passar a vender um determinado produto de marca branca, terá de oferecer um preço ainda mais competitivo: só recebe

comparticipação do Estado se vender o medicamento 5% mais barato do que o genérico mais barato que já estiver disponível no mercado. Com isto, o ministério quer contornar a concentração dos genéricos, >>>>


12

Directório de Saúde ‘2010

>>>>

e levar os laboratórios a apostarem em tratamentos para os quais não há ainda alternativa aos medicamentos de marca.

Estes medicamentos representam ainda cerca de 25%do total de

03 Ajuda do Estado passa a ter um valor fixo O medicamento para o estômago Lansorazol é o exemplo para esta medida. É mais um incentivo para que os laboratórios baixem o preço, porque sempre que o fizerem o doente passa a pagar menos ou poderá até receber os medicamentos gratuitamente. Actualmente, não há muitos nestas condições e o sucesso desta medida dependerá directamente da reacção da indústria. O Estado passa a comparticipar os remédios com um preço fixo calculado sobre o valor do genérico correspondente (em vez de ser uma percentagem) e paga o mesmo se o medicamento descer de preço e, por isso, a diferença neste caso reverte a favor do doente

04 Remédios até 15 euros sofrem revisão anual Todos os anos, os medicamentos que são vendidos em Portugal são obrigados a baixar de preço se estiveram a ser comercializados acima do comparador europeu (a média do preço de venda ao público do mesmo medicamento praticado em três países que servem de comparação: Espanha, França e Itália). Até agora, os medicamentos até 15 euros estavam isentos. Agora, vão deixar de estar.

ram a custar menos 30%. Mas sempre que muda o preço de um remédio de marca branca, muda também o valor das comparticipações, porque são eles a referência. Para evitar que estes 30%resultassem numa redução igual nas comparticipações, funciona desde então o preço antigo. Até agora. Esta é a medida com mais impacto para os bolsos dos contribuintes. O Estado vai passar a comparticipar cada tratamento sobre um preço que é 30%mais baixo do que o actual. Logo, o doente arcará com a diferença sempre que o seu médico lhe receitar um fármaco de marca.

06 Fim da ajuda extra de 20% para reformados

remédios e esta medida tem benefícios directos tanto para o Estado como para o doente. O governo conta poupar 22 milhões de euros e espera que os portugueses poupem também outros 20 milhões.

05 Referência para comparticipação é 30% mais baixa A última vez que o governo de José Sócrates impôs uma redução no preço de venda dos medicamentos, há cerca de dois anos, os genéricos passa-

Nos últimos anos, os pensionistas tiveram uma ajuda na compra de medicamentos de marca. Para evitar que ficassem prejudicados quando o médico opta por receitar outro tratamento que não seja genérico, recebiam uma ajuda extra de 20% sobre a comparticipação. O Ministério da Saúde entende que esta majoração funcionava “como um incentivo ao consumo de medicamentos mais caros”. E sem ela, haverá pressão para escolher os mais baratos, porque o utente ficará prejudicado se não for esta a escolha. Mas uma vez, haverá prejuízo para os pensionistas se não lhe for receitado um genérico.


13

Directório de Saúde ‘2010 Publireportagem

NOVIDADES E INOVAÇÕES NA MEDICINA DENTÁRIA EM LEIRIA

Dr. Bruno Montenegro Médico Dentista Pós-graduado em Implantologia Membro do Comité de Jovens Médicos Dentistas da Ordem dos Médicos Dentistas Professor Assistente convidado de Farmacologia do Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte - ‘05-’07

Uma aposta clara numa prática médico-dentária personalizada e inovadora, com recurso a novos métodos mais eficazes e ajustados às suas necessidades individuais, é definitivamente a marca de distinção da Clínica de Medicina Dentária, Dr. Bruno Montenegro. A mais recente tecnologia e técnicas inovadoras e mais eficazes aplicadas a uma experiência mais relaxada e confortável na consulta dentária e um resultado mais previsível, fidedigno e agradável, são as maiores prioridades desta Clínica. Eis alguns exemplos: Com o novo aparelho “B-Control” uma extracção de raiz dentária deixa de ser aquela experiência demorada, desagradável e traumatizante. De facto com este novo aparelho a extracção demora dez vezes menos do que o habitual e é menos dolorosa. Por outro lado, a recuperação é até três vezes melhor. No âmbito da desvitalização de dentes, o recurso à endodontia mecanizada (disponível há algum tempo) ga-

Nova leiria Tel. 255 098 553 - Tm. 916 173 565

rante uma fiabilidade e segurança acima da média neste tipo de intervenções. Outro bom exemplo é a utilização dos mais avançados sistemas de implantes dentários disponíveis. “Os implantes dentários são ‘pequenas raízes’, de um material biocompatível, o titânio, que substituem as que já foram perdidas - explica o Dr. Bruno Montenegro - o problema é que por vezes essa perda deu-se há tanto tempo que não existe osso restante em quantidade e qualidade suficientes para a colocação de um implante.” Agora, esses casos podem ser solucionados com um tipo de implante revolucionário que consegue resultados fantásticos, mesmo em condições desfavoráveis (temos percentagens de 95 a 98% de taxa de sucesso). É claro que pode ser necessário aplicar algumas técnicas extra, mas sendo sempre o menos invasivo possível, para que o recobro seja rápido e suave, pois isso é o mais importante.” Também o alinhamento dentário é aqui mais rápido e completamente invisível, sem brackets inestéticos, graças

à técnica “Invisacryl” que permite usar o aparelho de correcção sem que este seja perceptível. Trabalhando nas mais diversas áreas da especialidade dentária, a Clínica de Medicina Dentária - Dr. Bruno Montenegro procura em todas elas garantir a mais completa segurança. Desde a simples restauração dentária, às técnicas de Radiologia Digital ou às destartarizações, terá a garantia de uma desinfecção e esterilização cuidadas e rigorosas, de forma a evitar contaminações ou propagação de qualquer tipo de doença. Mas se a inovação é a sua marca de distinção, a verdadeira aposta da Clínica de Medicina Dentária - Dr. Bruno Montenegro é o empenho colocado, não só na sua saúde oral, mas, acima de tudo, na procura e manutenção do seu bem-estar. Preocupação esta bem patente num atendimento de urgência disponível “além do horário normal, em qualquer dia da semana”. Porque a saúde não deve esperar. Trabalhamos para o ver sorrir!


14

Directório de Saúde ‘2010

Programa cheque-dentista alargado No ano passado, foram investidos 25 milhões na saúde oral dos portugueses O cheque-dentista vai este ano chegar a mais portugueses, uma medida do governo que decidiu alargar um programa que no ano passado investiu 25 milhões de euros na saúde oral dos portugueses. No dia 11 de Março, a DirecçãoGeral de Saúde (DGS) decretou que as crianças com 8, 11 e 14 anos que tenham problemas dentários e cáries vão ter direito a mais um “cheque-dentista” neste ano lectivo. Em 2009 o programa abrangeu jovens menores de 16 anos, onde foram incluídas as idades 7, 10 e 13 anos, sendo que em 2010 passam a ter tratamento as crianças de 8, 11 e 14 anos com situações de cárie em dentes permanentes. As crianças nascidas em 2001, 1998 e 1995 que não foram abrangidos no passado, que não tenham beneficiado do “cheque-dentista” dentro da validade, poderão agora fazê-lo, mas com recomendação do médico de família. Refira-se que o investimento estatal na saúde oral dos portugueses tem vindo a aumentar gradualmente - em 2007 a despesa rondava os 7 milhões de euros, valor que aumentou para 25 milhões de euros em 2009. No último ano, menos de metade dos portugueses (46 por cento) foram ao dentista, enquanto a esmagadora maioria (90 por cento) diz ter acesso fácil a consultórios ou clínicas dentárias, segundo um inquérito Eurobarómetro sobre saúde oral. No conjunto da União Europeia (UE27), os holandeses estão no topo da tabela, com 63 por cento de idas a consultas no dentista no último ano,

sendo a média da União Europeia (UE27) de 57 por cento. Entre os portugueses que foram ao dentista, a maioria - 46 por cento - foi fazer tratamento de rotina (33 por cento na UE27), enquanto 29 por cento foram para limpar os dentes ou fazer um “check-up” (50% UE27) e 25 por cento em situação de urgência (17% UE27). O inquérito revela ainda que um terço dos europeus (31%) usa dentes postiços, sendo que a maior percentagem pertence à Roménia (38%), seguindose Portugal, Polónia e Bélgica, com 37 por cento de respondentes a admitirem ter dentes postiços. No que respeita aos hábitos alimentares, os portugueses são quem mais come fruta fresca na UE, com 71 por

cento a responderem que a consomem frequentemente, acima dos 62 por cento da média europeia. Os austríacos estão em último lugar, com 43 por cento de respostas positivas. Por outro lado, os portugueses são os que menos frequentemente (3% de respostas positivas) comem mel ou compota, sendo os alemães quem mais consome estes géneros (36%). A média da UE é de 20 por cento de pessoas que dizem comer frequentemente mel ou compota. Já bolos e biscoitos são consumidos frequentemente por 11 por cento dos portugueses, estando a Irlanda no topo da tabela (28%) e a Dinamarca no fundo (8%), sendo a média da UE de 18 por cento.


Directório de Saúde ‘2010

três consElhos a bEm da nossa saúdE

Rui Ferreira Médico, Leirivida

1

não fumE! Se algo podemos individualmente fazer para protegermos a nossa saúde esta é seguramente a atitude mais importante. O tabaco é uma droga legal que mata e provoca doenças crónicas e incapacitantes.

2

alImEntação EQuIlIbrada! Uma pessoa saudável não necessita de uma consulta de nutrição para se alimentar de forma equilibrada. Não há alimentos proibidos, mas sim quantidades proibidas. Coma e beba de forma variada e sem abusos, não esquecendo que o pão, os legumes e a fruta são muito importantes.

3

ExErcícIo físIco! Pratique exercício físico regularmente adequado à sua idade. Caminhar, correr, nadar ou andar de bicicleta são bons exemplos. Uma chamada de atenção muito especial para os mais jovens, a Internet e os videojogos são importantes, mas não podem substituir as brincadeiras e a actividade física em geral sob pena de dentro de alguns anos termos um aumento significativo de doenças cardio-vasculares e diabetes tipo II, entre outras patologias associadas ao sedentarismo.

15


16

Directório de Saúde ‘2010

Marinha Grande recebe primeira Unidade de Saúde Familiar este ano Unidade terá seis médicos e seis enfermeiros O concelho da Marinha Grande vai receber ainda este ano a sua primeira Unidade de Saúde Familiar (USF), dotada de uma equipa de seis médicos, seis enfermeiros e cinco administrativos, para um universo de 10.699 utentes. Segundo informação do Ministério da Saúde, o projecto já foi aceite pela Equipa Regional de Apoio da Administração Regional de Saúde do Centro, estando a decorrer o processo de análise para a sua aprovação. A USF funcionará de segunda a sex-

ta-feira, entre as 08:00 e as 20:00, e estará dotada de uma consulta aberta para dar resposta aos utentes em “situações de doença aguda no próprio dia”. A USF será instalada no centro de saúde da Marinha Grande, o que obrigará a um conjunto de “pequenas obras”, revelou o Ministério da Saúde, assegurando que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) vai manterse no Centro de Saúde com consultas diárias complementares, no período entre as 20:00 e as 08:00, para dar res-

posta a situações de urgência. A curto prazo vão entrar funcionamento duas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, que também servirão de consulta aberta para “assegurar o atendimento de situações agudas do foro ambulatório”. Entretanto, estão já a ser desenvolvidos contactos entre autarquia e Governo no sentido de criar uma segunda USF no concelho, com o objectivo de garantir médico de família a todos os marinhenses.


18

Directório de Saúde ‘2010

Portugueses já compram medicamentos on-line

Autoridade Nacional do alerta para riscos

A venda de medicamentos através da internet começa a ter mercado em Portugal, segundo um estudo que revela que seis por cento dos cibernautas já compraram medicamentos online, um número considerado “significativo” pela Autoridade Nacional do Medicamento, que alerta que alguns destes remédios podem provocar problemas graves de saúde ou até a morte. A maioria dos medicamentos comprados on-line (46%) destina-se ao emagrecimento e 16,7 por cento são anti-depressivos, revela a primeira sondagem realizada em Portugal sobre o número de portugueses que compram remédios através da Internet, divulgada pelo Infarmed.

Cerca de 15 por cento dos inquiridos compram medicamentos para “aumento muscular”, 6,2 por cento para a “impotência sexual” e 4,2 por cento para as doenças oncológicas. Uma situação que preocupa os especialistas, considerando tratar-se de um problema de saúde pública. “Os medicamentos comprados pela Internet em sites não autorizados são, na generalidade, contrafeitos”, explicou Carlos Pires, do Infarmed, frisando que algumas destas situações “podem levar a problemas graves de saúde, nomeadamente a morte”. O estudo indica que a grande maioria (74 por cento) dos inquiridos declara ter “grande conhecimento sobre os

riscos que corre ao adquirir medicamentos em sites não autorizados a fazê-lo”. A maioria (64,6 por cento) dos inquiridos disse ter verificado se os sites onde adquiriram os medicamentos eram autorizados através do Infarmed, ou pela opinião de amigos ou consumidores, de certificados de garantia ou por indicação do médico. A sondagem decorreu entre 04 e 11 de Janeiro e envolveu internautas de ambos os sexos, com idades entre os 18 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental, sendo a amostra constituída por 800 entrevistas.


Directório de Saúde ‘2010

O mEDICAmEnTO ≥

os rEsultados

A faixa etária que mais utiliza a Internet para comprar remédios situa-se entre os 25 e os 34 anos (7,4 por cento), seguindo-se a dos 55/64 anos (6,4 por cento), a dos 18/24 anos (6,1 por cento), a dos 35/44 anos (cinco por cento) e a dos 45/54 anos (4,8 por cento). É no Litoral Norte que esta prática é mais utilizada (8,1 por cento), seguida pela região Sul (6,9 por cento), pelo Litoral Centro (6,2 por cento), pelo Grande Porto (5,8 por cento), Grande Lisboa (5,3 por cento) e pelo interior Norte (4,2 por cento). Questionados sobre as razões por que já compraram medicamentos por esta via, 29,2 por cento dos inquiridos afirmam que “são mais baratos”, 20,8 por cento consideram que é “cómodo e prático” e 14,6 por cento “por não existirem em Portugal”. Já sobre as razões por que nunca compraram online, 37,9 por cento argumentam que é por “falta de confiança”, 19,3 por cento afirma que “nunca necessitou”, 15,3 por cento prefere ir à farmácia e 14,6 por cento por “falta de segurança”. Houve ainda 11 por cento que disse não comprar porque tem uma farmácia próximo de casa, 8,4 por cento “desconhece” ou “nunca lhe ocorreu a aquisição de medicamentos on-line” e 5,9 por cento afirma que não tem aconselhamento como na farmácia.

19


20

Directório de Saúde ‘2010

Infarmed já autorizou 65 sites de farmácias A compra de medicamentos on-line já pode ser feita em 65 sites de farmácias autorizados para o efeito pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed). No entanto, esta venda diz respeito apenas a medicamentos não sujeitos a receita médica. Nestes sites, os portugueses não correm o risco de adquirir um medicamento falsificado. É que, segundo o presidente do Infarmed, Vasco Maria, metade dos remédios vendidos online, em sites não autorizados, são fal-

sificados. Para alertar para os perigos da compra de medicamentos em sites ilegais, o Infarmed lançou uma nova edição da campanha “Não confie na sorte, confie no Infarmed”, que irá prolongar-se até ao final do ano. Para que os utentes do serviço de farmácia on-line não tenham dúvidas quanto à sua segurança, o portal do Infarmed disponibiliza a lista dos sites autorizados a vender medicamentos pela Internet. A segurança será também garantida

no momento da entrega ao domicílio, uma vez que esta só pode ser feita por um farmacêutico ou por um técnico de farmácia autorizado, de forma a que a qualidade do medicamento entregue não seja comprometida e mesmo que se trate de um medicamento não sujeito a receita médica. A dispensa de medicamentos sujeitos a receita médica através da Internet ou ao domicílio terá de ser acompanhada pela entrega da respectiva receita, devidamente validada.


22

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

reSpeito e confianÇa

Dulce Mendes Directora Clínica da Clinigrande

Ao longo dos ultimos anos temos assistido, de forma pacífica, à degradação da relação médico-doente. Isto deve-se não a mudanças de atitude, má prática, falta de resultados ou outro qualquer factor directamente imputável ao desempenho médico, mas sim à continua perda de dois valores humanos e sociais que são a base deste relacionamento: respeito e confiança. Estes são valores que são estruturantes em qualquer relação, tornando-a sólida, equilibrada, interactiva. O respeito pelos conhecimentos e sabedoria dos médicos era transversal a toda a sociedade. Era reconhecido que tanto o conhecimento como a sabedoria resultavam não só da sua boa formação académica, em boas Universidades, mas também da experiência adquirida ao longo dos anos a tratar doentes A confiança resultava da transmissão de segurança e afecto, dos bons resultados e beneficio directo do doente. Eram valores educacionais importantes, ensinados no seio das famílias, transmitidos de geração em geração.E os doentes iam ao Médico, estivesse ele onde estivesse. E as Instituições de Saúde eram boas e solicitadas porque tinham bons Médicos. Tudo mudou. A formação médica inicial, que deve continuar exigente, assume agora várias formas, orienta-se por conceitos diversos, tem duração diferente, conforme é ministrada numa ou noutra Faculdade de Medicina, seja em Portugal ou no estrangeiro. A especialização médica e o nº de médicos a especializar define-se agora por critérios obscuros de aproveitamento de mão de obra nas instituições de saúde, em vez de bem planeada de acordo com as necessidades nacionais. As carreiras médicas subvertem-se e apesar de todos os esforços e advertências que foram feitos, são agora um modelo pobre que pouco se baseia no mérito e desempenho individual.

Reconhecem-se as instituições pelas condições de hotelaria, pela sofistificação dos seus equipamentos, pela eficácia e eficiência económicas. E os doentes já nem sabem o nome de quem os trata! Se a mudança se traduzisse em melhor qualidade de serviços, em melhores resultados, em maior nº de doentes bem tratados, nada haveria a dizer. Mas os relatórios de observação e avaliação demonstram o contrário.Vamos descendo alegremente o ranking da qualidade em serviços de saúde, e, em poucos anos, passámos de uma invejável posição para um patamar muito inferior. Há que mudar! Em Saúde não basta fazer bons diagnósticos, é preciso de forma prática resolver os problemas. De facto, se temos bons profissionais de saude, boas instituições e muita, muita capacidade instalada, há que restruturar de forma a aumentar a qualidade dos cuidados que oferecemos aos nossos doentes. Os Sistemas de Saúde não podem ser geridos e administrados como uma qualquer empresa, não foram feitos para produzir x actos médicos e y exames complementares. Foram feitos para tratar pessoas, de forma adequada e segundo as regras da boa prática. E é conveniente ter bem presente que o próximo a ser tratado pode ser um dos nossos ou mesmo nós próprios.


23

Directório de Saúde ‘2010 Publireportagem

Depois do sucesso da primeira edição, regressa no dia 27 de Março o II Simpósio Microdiag 2010. Uma iniciativa que vai reunir especialistas nacionais e internacionais, no auditório do Hospital de Santo André em Leiria, e que assume como um ponto de reunião e troca de conhecimentos entre os profissionais das diferentes áreas do diagnóstico. Jorge Pereira, reforça o apoio importante do Hospital de Santo André e refere que o Simpósio irá abordar vários temas na área do diagnóstico citológico, Papiloma Vírus Humano (HPV), cancro do colo do útero e vacinação, entre outros. A participação é gratuita, o programa provisório e as inscrições estão disponíveis em www.microdiag.pt

Neste último ano, houve mais um grande investimento a nível tecnológico, nomeadamente a reestruturação do site Microdiag, com a criação de um espaço interactivo que permite aos clínicos e utentes Microdiag a consulta dos resultados online, ficando salvaguardada toda a segurança e confidencialida-

de de dados; e a aquisição de um equipamento de citologia em meio líquido de tecnologia de ponta, mais sensível e eficaz, melhorando assim a qualidade e rapidez de resposta diagnóstica. Este novo site, será também um desafio a todos os profissionais que pretendam, de forma gratuita,

Jorge Pereira

colocar trabalhos e informação de realce científico, estabelecendo assim um maior contacto entre os colegas, que só se encontram em reuniões científicas, assumindo assim um papel mais activo na qualidade da saúde e formação profissional.


24

Directório de Saúde ‘2010

Entrevista

“É fundamental ensinar os pais a resistirem à tentação da superprotecção” José Carlos Peixoto é um nome conhecido para um grande número de pais da região, sobretudo nos concelhos a norte do distrito. Há quase duas décadas que mantém uma clínica em Pombal, mas é em Coimbra – onde é assistente na faculdade de Medicina e médico no Hospital Pediátrico – que tem dedicado muita da sua actividade ao acompanhamento da pré-adolescência e da adolescência, no Centro Pediátrico e Juvenil. Quanto vale um pediatra no futuro da sociedade? Há pais que não consideram importante recorrer a um pediatra no acompanhamento de rotina, optando apenas por fazê-lo quando os filhos estão doentes. Na sua opinião, quando é que os pais devem fazê-lo? É preferível irem quando os filhos estão saudáveis do que quando estão doentes. E quando estão saudáveis há sempre uma série de mensagens que se podem dar, que são mensagens-chave em idades-chave e que influenciam muito o futuro da sociedade. Tais como? São mensagens que começam desde o nascimento ou ainda antes, a preparar a mãe para as angústias que vai ter no período péri parto. E aí cerca de 80 por cento das mães correm o risco de ficar deprimidas, independentemente da informação que têm. A instabilidade hormonal a isso as conduz. E está provado que se não houver uma segurança total, a depressão pós parto vai influenciar no futuro a relação com o filho e pode ter reflexos até na própria adolescência. Quer dizer que a saúde infantil começa na barriga da mãe? Sim, começa. Mas na primeira semana de vida é importante esclarecer as mães para consolidar o aleitamento materno. Aí o que é fundamental é inibir todas as fontes de stress da mãe, dar-lhe a segurança máxima, porque o stress é o pior inimigo da produção de leite. E se a mãe não estiver perfeitamente esclarecida e informada entra em stress e começa a pôr em causa a produção de leite e a satisfação do filho. Depois vem o choro e a má relação da mãe com o bebé. Ora, uma mãe que já tem todas José Carlos Peixoto, pediatra

>>>>


26

Directório de Saúde ‘2010

>>>>

as possibilidades de estar deprimida, se não interpreta bem o choro do bebé, isso resulta num ciclo vicioso e vai-se reflectir na pouca produção de leite e numa mamã deprimida, que não consegue perceber o bebé. Isto consegue-se previr com uma consulta com o pediatra na primeira semana de vida. Nos primeiros meses de vida é frequente que as mães corram para o médico ou hospital ao primeiro sinal de alarme. Quando é que uma mãe deve levar um filho ao médico? Sempre que tiver dúvidas e que achar que a segurança do filho não existe. Isso muitas vezes leva a exageros, mas ainda assim é melhor ir exageradamente do que não ir e pôr em causa a saúde do filho. É verdade que se não houver a tal informação que eu dizia, a quantidade de vezes que se vai indevidamente ao hospital é grande, e muitas vezes as idas indevidas ao hospital também acarretam riscos para o próprio bébé, que se junta com crianças doentes. Às vezes vai lá sem problema e vem de lá com problema. Mas sempre que há dúvidas a mamã tem que ser esclarecida. Por isso é que uma mãe desde que sai da maternidade tem que ter um médico que consiga acompanhar as suas angústias e os seus problemas. E muitas vezes quem está melhor posicionado para dar estas respostas mão são as urgências, é o pediatra que segue desde o nascimento. É a ele que tem de recorrer sempre, então? Se a mãe tiver essa bagagem de que falava, ela própria vai sentir-se capaz, olhar para o espelho e não estar desconfiada dela própria. Se assim for, essa consulta vai prevenir muitas idas ao serviço de urgência. Nomeadamente por causa da febre, que é uma das questões que mais preocupa os pais? Isso é mais tarde. A partir dos 6 meses é muito frequente os meninos terem febre. Quando vão para o infantário, no primeiro ano de vida, os meninos vão ter uma média de 10/15 infecções nesses dois anos seguintes. E isso é quase uma infecção nova de 15 em 15 dias. A maior parte dessas (80, 90 por cento) são infecções provocadas por vírus, que não necessitam de tratamento habitualmente, nem de ir ao hospital. Na maior parte dos casos com paracetamol consegue-se revolver a situação. As armas que as mães têm nessa altura é não se assustarem com a febre, saberem que por trás há uma infecção. O que têm de saber é se a infecção é grave, tentar localizá-la e a grande questão é saber se vai precisar de antibiótico ou não. E como é que vão saber? Normalmente isso resolve-se, ao baixar a temperatura e olhar para o bebé. O olhar do bébé descansa a mãe ou não. Se depois de a febre baixar o olhar do bébé descansar a mãe, esse é o melhor sinal para a mãe ter certeza de que a infecção não é grave. Para localizar a infecção é preciso identificar os sinais acompanhantes. Se além da febre tiver o nariz a pingar, uma

tossícola, normalmente localiza às vias respiratórias (que são as mais frequentes). Se tiver diarreia reporta ao tubo digestivo e se houver algum sinal acompanhante da febre, é possível localizar a infecção e tirar da mente as hipóteses mais graves: meningite, infecção urinária ou outras. Mas também é importante seguir a evolução. Normalmente as infecções provocadas por vírus mantêm o mesmo estado até desaparecerem , ao passo que se a mãe notar em qualquer altura que essa boa impressão clínica que tinha se começa a agravar, esse é o ponto chave para recorrer ao médico. Quando crescem e começam a lidar com o mundo lá fora, quando entram na fase da pré-adolescência São perigos grandes que as crianças enfrentam nessa idade? Em todas as idades há perigos. Mas com mensagens chave em idade chave conseguem-se prevenir os problemas que vão aparecer mais tarde. E muitas vezes é a função do médico tratar não só doenças mas antecipar problemas e maneiras de estar e de se relacionarem pais e filhos. Desde cedo é fundamental ensinar os pais a resistirem à tentação da superprotecção, que cada vez é maior, atendendo à situação do país. Os filhos cada vez são mais únicos, cada vez vêm mais tarde, cada vez são mais desejados, e a superprotecção dificulta a preparação dos filhos para o futuro. Não são treinados para as frustrações que lá vêm, são ensinados desde cedo que a vida é fácil – e a vida não é fácil – não são ensinados a desejar e a conquistar. A autonomia em relação à noite e ao sono


Directório de Saúde ‘2010

não é desenvolvida em tempo útil, a relação com a alimentação não é bem orientada, os pais ensinam que comida é qualquer coisa que eles comem para fazer um grande favor aos filhos e não é assim. É qualquer coisa que temos que agradecer a quem nos traz a comida para a mesa. Quando entram na escola, em vez de desenvolverem a autonomia, andam sempre atrás deles, é tentar que eles aprendam que ir para a escola é a parte do dever que é fundamental desenvolver para o resto da vida. Ou então eles desenvolvem a ideia de que estão a estudar para agradar aos pais e não percebem que vai estar ali o seu próprio sustento para o futuro. Isso acontece por volta de que idade? Normalmente quando chegamos aos 11/13 anos, quando a fase da mudança é biológica, e é quando há uma vontade enorme de se separarem dos pais e “partirem para outra”, para fase de autonomia biológica, muitas vezes entram em conflito. E se não se definir uma visão a longo prazo desde pequenos, eles muitas vezes naquela fase de crispação com a família “abandonam” a escola e servem-se disso para “agredir” os próprios pais. Quando essa passagem não é bem percebida, quando o apoio não aparece quando a crispação se instala, os filhos - que não devem nem podem bater nos pais - sabendo que é o sucesso escolar que mais os preocupa é por aí que atacam. E essa fase da crispação é que possível evitá-la. Como é que os pais identificam essa fase? O que caracteriza essa fase da pré adolescência é a preparação para a reprodução, a mudança física, biológica, e também a mudança das emoções. Há um desejo enorme de protecção dos filhos e de autonomia deles, esse desejo de libertação por parte dos filhos em relação aos pais não significa perder o afecto pelos pais, mas há necessidade de libertação. Quando isto não é bem percebido pelos pais cria-se um clima de crispação em casa. Depois aparece o instinto de aproximação ao sexo oposto, que não sendo satisfeito, e se não souberem que isso é normal, a auto-estima começa a diminuir, o defeito de concentração é cada vez maior, o isolamento também, se os estudos não correm bem os pais castigam…e um castigo nesta altura, para um rapaz (ou um rapariga) que não está a ser percebido é depressão… Qual é o papel dos pais nesta altura? É ajudar os filhos no processo de autonomia e de libertação. É preciso ajudá-los. os pais têm que estar informados, de que apesar desta necessidade biológica existir, é preciso saber que o desenvolvimento do sistema nervoso central dos jovens de 12, 13 e 14 anos ainda não está bem desenvolvido para poder integrar todas as variáveis nos processos de decisão. Que é uma idade em que ao mesmo tempo há desejo de libertação e não há capacidade de decidir da melhor maneira os problemas que os afectam. Os pais têm que os ajudar e exercer sempre um controlo de perto. Sobretudo fazer a antecipação dos cenários, onde o fruto proibido é sempre o mais apetecido. E se os vais vão gerir essa situação reprimindo, o que acontece é que do ponto de vista psicológico cada vez a auto estima vai diminuir mais. A antecipação dos cenários é fundamental, para dentro de cada um deles identificar as melhores decisões.

27


28

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

QuaLidade doS S Saúde e faLta de médicoS de famíLia, como garantir

Manuel José Carvalho médico de medicina geral e familiar Unidade de Saúde Familiar Santiago, Marrazes

Diz a Lei de Bases da Saúde que os cuidados de saúde primários (CSP), são o núcleo e a porta de entrada do sistema nacional de saúde. É do conhecimento de todos, da população em geral, e da comunidade científica que a melhoria dos indicadores de saúde nas últimas décadas em Portugal, uma grande quota-parte se deve à Medicina Geral e Familiar. Apesar de ser uma especialidade jovem, dois factores a meu ver contribuíram para esta responsabilidade na melhoria da qualidade de cuidados de saúde, Por um lado, a sua rápida distribuição por todo o País numa rede de Centros de Saúde e Extensões em que a proximidade às populações tornou acessíveis cuidados médicos e de enfermagem até aí em muitos casos inexistentes. Por outro, a juventude inerente à carreira e aos médicos colocados, que pelo seu dinamismo rapidamente se integraram nas comunidades locais, por mais remotas que fossem. Estes constituem hoje uma referência nessas comunidades, e esta é também uma das mais-valias da especialidade de Medicina Geral e Familiar. Como dizia, Portugal tem hoje indicadores de saúde, como as taxas de mortalidade infantil, taxas de vacinação, rastreios oncológicos do colo do útero e da mama, para citar alguns, entre os melhores do mundo ocidental. O crescimento e desenvolvimento da rede de cuidados de saúde primários, pode hoje dizer-se, tem vindo a acompanhar a evolução favorável destes indicadores. Esta oferta quantitativa de serviços veio a gerar mais procura, que associada às exigências crescentes, essencialmente das populações urbanas, veio a criar ineficiências, e em muitos casos situações

de utentes sem médico de família. A reforma dos cuidados de saúde primários iniciada no XVII governo constitucional, pelo Dr. Correia de Campos, ao reconfigurar os centros de saúde, veio criar um modelo capaz de dar resposta às novas exigências, permitindo a melhoria da acessibilidade e a obtenção de ganhos em saúde. As Unidades de Saúde Familiar (USF) são hoje o paradigma dessa reforma, ao representarem equipas multiprofissionais, constituídas por médicos enfermeiros e secretários clínicos. A sua autonomia organizativa, técnica e funcional, já por si motivadoras, a par da responsabilização partilhada, da confiança recíproca, e do trabalho em equipa na prossecução dum objectivo comum, orientado para os resultados, permitem não só dar resposta às necessidades básicas das populações, mas também, ir mais além na oferta de serviços adicionais aos utentes duma determinada área geográfica servida por uma USF. Após 3 anos, 234 USFs estão implementadas no terreno, abrangendo uma população de 3 milhões, e dando médico de família a 360 mil novos utentes. Os inquéritos de satisfação feitos aos utentes e aos profissionais de saúde, com resultados favoráveis acima dos 85% são reveladores de ser este o caminho a seguir. Leiria conta já com 2 USFs; a D. Dinis e a Santiago, sendo desejável a abertura de mais unidades como forma de garantir a qualidade e a acessibilidade aos cuidados de saúde, e combater a progressiva escassez de recursos médicos.


Directório de Saúde ‘2010

saúde no feminino

Depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens A depressão é uma doença com uma prevalência superior nas mulheres do que nos homens. A conclusão surge no primeiro relatório sobre a saúde da população feminina na União Europeia, segundo o qual a prevalência desta doença é de 17,1% ao longo da vida na população feminina, mas não passa dos 9,4% na população masculina. As tentativas de suicídio também reflectem esta diferença: são duas vezes mais elevadas em comparação com os homens. O relatório, elaborado pela Faculdade de Medicina Carl Gustav Carus, na Alemanha, refere que há patologias influenciadas pelo sexo. O exemplo vai para as doenças mentais, com as mulheres a sofrer mais de demência e Alzheimer. A demência afecta uma em cada 20 pessoas acima dos 65, uma em cinco acima dos 80 e uma em três acima dos 90, mas “há diferenças significativas de género”. Acima dos 90, o risco é de 24 para os homens e de 82 para as mulheres. Mas as mulheres são grupo de risco para outras doenças além das mentais. Têm mais probabilidade de desenvolver doenças como osteoartrite, artrite reumatóide e osteoporose. E serão responsáveis pelo crescimento esperado de 26% na diabetes até meados da próxima década. Portugal apresenta nesta área uma das taxas de mortalidade mais elevadas - 25,3 quando a média é de 12,8. E quais as doenças responsáveis pelo maior número de mortes na população feminina? No topo da tabela estão os problemas cardiovasculares, seguida do cancro, com destaque

para o cancro da mama com 29% dos óbitos por causas oncológicas. A Comissão Europeia considera que, apesar de ser um aspecto relevante, ainda há poucos dados sobre o géne-

ro na informação existente de saúde pública. E promete para breve uma nova radiografia, desta vez à saúde dos homens.

29


30

Directório de Saúde ‘2010


Directório de Saúde ‘2010

31


32

Directório de Saúde ‘2010


Directório de Saúde ‘2010

À mesa com os genes

Dieta do futuro deverá ter em conta perfil genético individual É o futuro. A dieta deverá ter em conta as pequenas, mas abundantes, diferenças genéticas existentes no genoma humano, mas há ainda um longo caminho a percorrer até se generalizarem as dietas personalizadas. O nutricionista Fábio Pereira defendeu recentemente que uma dieta eficaz terá de aliar as diferenças genéticas à exposição ambiental de cada indivíduo. O investigador refere casos em que a mesma dieta pode ter respostas diferentes, como acontece com os regimes baixos em sódio, que reduzem a tensão arterial nuns pacientes e não noutros. Por outro lado, “dois gémeos com a mesma constituição genética, se forem separados, serão diferentes ao fim de 30 anos”. São questões exploradas pela genómica nutricional, nas suas duas vertentes, a nutrigenética e a nutrigenómica. “Enquanto a nutrigenética estuda a resposta da constituição genética de cada indivíduo aos diferentes estímulos do ambiente, como a dieta, a nutrigenómica debruça-se sobre os efeitos da dieta na constituição genética de um organismo, ou seja como o ambiente modela a expressão dos genes”, explicou. É que 20 a 30 por cento da população tem uma pequena alteração genética na enzima que metaboliza o ácido fólico, ou vitamina B9, de importância reconhecida para as grávidas. Como essas pessoas não metabolizam o ácido fólico da dieta da mesma maneira e dada a frequência dessa alteração genética na população, foi recomendado em vários países fortificar os cereais em ácido fólico. “Estas pequenas diferenças genéticas entre os indivíduos, a que chamamos polimorfismos, são as formas mais simples de variações genéticas encontradas no nosso genoma”, explicou o investigador, distinguindo-as das mutações genéticas, normalmente patogénicas, que podem levar a doenças graves. “Um polimorfismo tem um impacto menor ou mais difícil de ver na nossa saúde”, afirmou. “Seria por isso muito interessante ver o impacto de um conjunto grande de variações genéticas e o seu significado para a saúde humanas, especialmente a nível preventivo”.

Principalmente para algumas vitaminas e alguns minerais, há peritos mundiais que consideram necessário reajustar as recomendações a nível das medidas populacionais de alimentação. Nos Estados Unidos e mesmo na Europa existem já empresas que propõem dietas personalizadas baseadas em perfis genéticos individuais, mas falta ainda legislação nesta área emergente. Na perspectiva desde investigador, licenciado em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, embora existam provas científicas mais ou menos convincentes de alguns polimorfismos, “é ainda muito precoce fazer qualquer tipo de recomendação ou intervenção”. “Estamos ainda no início de um longo caminho”, concluiu.

33


36

Directório de Saúde ‘2010

Centro Hospitalar de S. Francisco

Pediatria reforça oferta de

O Centro Hospitalar de S. Francisco, em Leiria, dispõe, desde o dia 9 de Março, de um serviço de Pediatria dedicado ao atendimento de crianças e jovens dos 0 aos 15 anos. As consultas, asseguradas pela pediatra Eugénia Capela, realizam-se, numa primeira fase, às terças-feiras, entre as 10 e as 13 horas, e às quintas-feiras, das 14 às 19 horas, podendo ser complementadas com outras especialidades vocacionadas para a saúde infantil disponíveis na unidade hospitalar, nomeadamente nas áreas da Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Dermatologia, Ecografia ou Terapia da Fala. A nova ala, situada no piso 0 do edifício poente, foi concebida à medida dos mais novos, desde o mobiliário à decoração da sala de espera e área para brincar. Além de três consultórios, o novo espaço conta ainda com salas de observação e tratamento.

A criação desta nova valência, associada às especialidades já existentes e à possibilidade de realizar exames complementares no mesmo local, permite, segundo Eugénia Capela, oferecer às famílias cui-

2009 em números

90.000 consultas 4.000 intervenções cirúrgicas 1,7 dias - duração média de internamento 19.000 TACs 29.000 ecografias 4.300 ressonâncias magnéticas 71.000 raios X 5.000 mamografias 6.500 ecografias mamárias 380 colaboradores 17,5 milhões de euros volume de negócios consolidado

dados de saúde mais integrados. O crescimento e desenvolvimento saudável da criança em todas as vertentes é uma das principais preocupações da pediatra, que refere privilegiar uma actuação centrada na prevenção e orientação quer das crianças/adolescentes quer dos seus educandos. “É importante educar também os pais, que são pouco seguros, embora muito competentes e empenhados. É preciso passar o sentimento de segurança”, acrescenta Eugénia Capela, convicta da importância de uma relação próxima e de confiança entre pais e médico. No que toca às patologias, Eugénia Capela destaca o aumento do número de doenças respiratórias, que atribui em parte ao ambiente em que os mais novos crescem. O facto de as crianças entrarem muito cedo nos infantários onde a carga viral é elevada ou de estarem expostas ao fumo do tabaco são factores que contri-


Directório de Saúde ‘2010

37

de cuidados integrados buem, no seu entender, para o aumento registado. A prevenção é, nestas áreas, fundamental e passa, entre outros, pela adopção de hábitos de vida saudáveis, desde a alimentação à escolha dos espaços a frequentar, mas também dos tempos para ver televisão ou jogar no computador.

Nova unidade na Marinha Grande Com 20 anos de experiência na prestação de cuidados de saúde, o Centro Hos-

pitalar de S. Francisco (CHSF), sedeado em Leiria e com unidades de ambulatório em Alcobaça e Pombal, acalenta novos projectos, entre os quais a abertura de uma nova unidade na Marinha Grande. Um objectivo que permitirá reforçar a presença do hospital a nível regional bem como “reafirmar os valores de proximidade e disponibilidade às populações”. Segundo a administração do CHSF, o alargamento do acordo com o Sistema Nacional de Saúde aos exames de cardiologia (ECG em repouso, ECG com prova de esforço e Holter), e com a ADSE no

domínio da Ressonância Magnética demonstra, por outro lado “a preocupação desta instituição em responder às necessidades sentidas pelos utentes”. Com mais de 30 consultas de especialidades médico-cirúrgicas e outros tantos meios complementares de diagnóstico e terapêutica disponíveis, o CHSF realizou em 2009 cerca de 90 mil consultas. Quanto às intervenções cirúrgicas, foram realizadas cerca de quatro mil, com particular incidência na área da Ortopedia (30%), Oftalmologia (20,5%) e Cirurgia Plástica.


38

Directório de Saúde ‘2010

Trinta anos positivos de análises clínicas

Grupo Beatriz Godinho poss de 100 unidades de colheita São um dos passos mais importantes para manter uma saúde equilibrada. Fazer um controlo periódico dos níveis de colesterol, glicemia, ou encontrar o resultado positivo de uma gravidez há muito desejada são alguns exemplos das valências do Grupo Beatriz Godinho. É um nome de referência para os leirienses e não só. O Beatriz Godinho cobre grande parte da zona Centro do país com mais de cem unidades de colheita e laboratórios, promovendo uma maior proximidade com o utente. “O Grupo procura sempre oferecer uma palete mais completa de serviços nesta área”, afirma Maria João, administradora do Grupo. Por exemplo, em breve, os resultados das análises vão ser disponibilizados por email, de forma a diminuir a entrega dos resultados aos clientes. O serviço apresenta-se mais rápido, cómodo e prático para os utentes, adianta a responsável. Outra das vantagens das Análises Clínicas da Beatriz Godinho é o serviço ao domicílio, disponível para todos os utentes impossibilitados de se deslocarem até ao laboratório. Acessível na área envolvente aos laboratórios e postos de colheitas, os técnicos especializados deslocam-se ao domicílio e recolhem as amostras. E para acompanhar as evoluções na medicina, o Grupo mantém-se actualizado com tecnologia de ponta. A responsável destaca, por exemplo, um equipamento mecânico que lhes permite organizar e arrumar a extensa quantidade de amostras que recebem diariamente, conseguindo desta forma, reduzir a margem de erro.

≥O grupo

A sede do grupo é em Leiria, na Avenida Marquês de Pombal. E encontra postos de colheitas distribuídos pelos distritos de Leiria, Coimbra, Aveiro, Santarém e Guarda. A maior aquisição aconteceu em 2008, com a aquisição do grupo Labmed Centro, sediado em Coimbra, mas ainda em 2010, o Grupo pretende abrir novos postos de colheita em Albergaria dos Doze, Évora de Alcobaça e Turquel. O Grupo Beatriz Godinho emprega mais de 300 funcionários.

“Inovação, qualidade e rigor, têm sido sempre o nosso lema. Continuar a acompanhar cabalmente a evolução e os desafios da Medicina na área da nossa especialidade e por à disposição dos médicos e  utentes estes  meios auxiliares de diagnóstico são aspectos pelos quais nos regemos”, explica Maria João Tomaz. Os trinta anos de sucesso do Grupo Beatriz Godinho não se restringem às análises clínicas. Desde cedo que os fundadores Amado Tomaz e Beatriz Godinho perceberam que tinham que crescer e encontrar sinergias. O primeiro laboratório nasceu em 1974, com a criação da farmácia Tomaz, nos Pousos. No início da década de 80, com o crescimento da actividade, as instalações mudam-se para Leiria e expandem a actividade para as análises de água, alimentos, veterinária


Directório de Saúde ‘2010

ossui mais heita e laboratórios mais recentemente a clínica de Imagiologia Luís Lourenço, em Leiria. E a administração quer continuar a sedimentar-se na região. Está prevista a constituição formal numa holding e a consolidação do grupo, nos próximos meses. Do Grupo fazem ainda parte quatro farmácias e o Polidiagnóstico Empresas, que presta formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho.

e ambientais, criando o Laboratório Tomaz. Numa política de desenvolvimento sustentado são adquiridos outros laboratórios em Pombal, Figueira da Foz, Coimbra, Mealhada e Nazaré, que passam a integrar o Grupo Beatriz Godinho. A empresa é ainda constituída pelas clínicas Polidiagnóstico, com unidades em Leiria, Marinha Grande, Fátima e

39


40

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

a medicina dentária noS noSSoS diaS pREvEnçãO E nOvAS SOluçõES

Dr. Cesaltino Remédios Remiclínica, Fátima

Numa era de avanços tecnológicos, científicos, e educacionais a Medicina Dentária evoluiu de uma forma estrondosa, tornando o difícil mais fácil e mais eficiente. O crescente número de profissionais ao dispor da população, a distribuição destes por todo o País de forma mais uniforme e abrangente, tem permitido que também mais informação, correcta, seja transmitida aos doentes adultos e crianças. A prevenção começa sempre em casa com os Pais a ajudarem os filhos até aos 6 anos, na higiene oral e com técnicas adequadas, acompanhadas por Médicos Dentistas, que vigiam a saúde oral e aplicam selantes quando necessário. A ortodontia, principalmente a interceptiva, consegue resultados fantásticos em crianças em crescimento, minimizando problemas esquelético-dentários, que podem minimizar ou mesmo evitar intervenções,

mais delicadas, em idades mais avançadas. A periodontologia é uma especialidade que permite ao profissional preservar o mais possível os dentes das pessoas, principalmente quando se trata de doenças orais como a gengivite, que se caracteriza por uma inflamação gengival localizada ou generalizada á volta dos dentes, e que pode evoluir para uma situação mais grave que é a periodontite, que pode levar á perca de dentes. A implantologia, felizmente, tem conseguido mudar a qualidade de vida de muitos doentes que por razões várias perderam os seus dentes na totalidade ou parcialmente, permitindo restabelecer de uma forma fixa e definitiva, o ou os dentes perdidos, no mesmo dia e sem dor. O seguimento deve de ser para todos os doentes em Medicina Dentária de 6 em 6 meses.


42

Directório de Saúde ‘2010

Alimentos crus ou cozinhados

Da beterraba vermelha ao feijão, os al Os produtos biológicos, consumidos crus ou cozinhados ao vapor, são “a melhor dieta” porque graças a este tipo de alimentação é possível prevenir e curar doenças, defendem especialistas em alimentação biológica e nutriterapia. Diferente da nutrição, a nutriterapia “é uma terapia feita através da escolha dos alimentos”, que, ao ter em conta as características específicas de cada alimento, pode “prevenir, mas também curar várias doenças”, explicou Jean-Claude Rodet, co-fundador da Associação Internacional de Nutriterapeutas e da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO). De acordo com este especialista, o estudo dos alimentos e das suas características “é já muito antigo” e nasce com Paracelso, um médico que viveu entre os séculos XV e XVI e que desenvolveu o conceito de terapia através dos alimentos, da sua forma e da cor. “A beterraba vermelha, pela sua cor, faz lembrar o sangue e na realidade este alimento ajuda quando existe uma situação de anemia. As unhasdo-diabo, uma planta, parecem dedos tortos e, na realidade, têm propriedades para curar as deformações articulares das mãos”, exemplificou Rodet, que também dirige o Instituto de Saúde Natural, de Montreal, Canadá. “O feijão tem a forma de um rim e hoje sabemos, através de pesquisas científicas, que o feijão pode curar várias doenças do rim”, acrescentou. Jean-Claude Rodet não tem dúvidas de que “a maioria das doenças pode ser curada através dos alimentos”, embora haja situações “em que já é tarde demais para qualquer tratamento”. “Mas isso também acontece

com os medicamentos farmacêuticos”, salientou.

Regras Para levar uma alimentação saudável e saber usar os alimentos na prevenção de doenças, é preciso, no entanto, saber algumas regras. “É preciso identificar as fraquezas do organismo e depois fortalecê-lo através de alimentos naturais, biológicos, na maioria crus, e depois escolher alimentos específicos para cada doença”, explicou, acrescentando que esse é um trabalho que deve estar nas mãos de um nutriterapeuta. Para além da importância da escolha dos alimentos, Rodet explicou que é preciso depois saber prepará-los, ter “cuidado” com o processo de cozedura e com a sua conservação. Para este especialista, não há dú-

vidas de que a cozedura a vapor é a forma mais saudável de preparar os alimentos porque é a que melhor preserva as suas propriedades, e desaconselha a fritura, o “barbecue” e a grelha: “Quando os alimentos são carbonizados ou caramelizados já são tóxicos. Não são saudáveis”.

Carne vermelha Jean-Claude Rodet não exclui o consumo de carnes vermelhas, porque “faz parte da diversidade dos alimentos”, mas defendeu que deve ser ingerida em pequenas quantidades, no máximo uma vez por semana, porque é “acidificante e provoca um desequilíbrio acidobásico do organismo, que pode causar doenças generativas”.

Peixe No que diz respeito ao peixe, Ro-


Directório de Saúde ‘2010

DOS A vApOR SãO OS mElHORES

LimentoS têm propriedadeS medicinaiS det aconselha o seu consumo cru “com sumo de limão por cima”, senão cozido ao vapor, no forno ou estufado. Apesar de referir estas regras gerais, o especialista defende a individualização da alimentação, ou seja, um tipo de dieta em que são levadas em conta as características físicas específicas de cada pessoa e o seu estilo de vida, pois cada um tem necessidades alimentares próprias. Jean-Claude Rodet tem a certeza de que esta é uma tendência alimentar que veio para ficar e que se está perante “uma viragem ecológica que não é uma moda, mas uma tendência de futuro”.

43


44

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

Saúde oraL - um direito não reconhecido

Carlos Mota Médico dentista especialista em Ortodontia pela Ordem dos Médicos Dentistas

Estudo recentemente divulgado e coordenado pelo sociólogo Carlos Morgado, revela que uma em cada cinco famílias portuguesas abdicou de tratamentos médicos por falta de recursos, um quinto nem sequer os iniciou e outro tanto endividou-se para os pagar. Os tratamentos dentários lideram a lista de despesas, já que cada agregado familiar gastou em média cerca de 550 euros por ano com a saúde oral. Esta envolve áreas tão importantes como a estética, fonética e função mastigatória. Cada uma destas funções é de tal modo importante que a sua perda parcial ou total não pode deixar de ser considerada uma perda de saúde grave. Hoje em dia, qualquer alteração numa destas funções tem com certeza influência na nossa qualidade de vida e na nossa auto-estima. Mesmo a estética dentária, considerada por muitos (poder político, regimes convencionados, etc) uma área acessória e dispensável, tornou-se actualmente fundamental por múltiplas e variadas razões, inclusive para se conseguir um emprego. Sabendo como é importante a saúde oral, não faz qualquer sentido que continue a ser considerada uma especialidade menor e se mantenha afastada dos centros de saúde e hospitais, ou seja, do SNS. Até alguns anos atrás o poder político considerava que não existiam profissionais especializados em número suficiente para oferecer saúde oral no SNS, embora existissem em alguns destes centros equipamentos

e instalações apropriadas. Actualmente o que existe é excesso de médicos dentistas, alguns no desemprego e outros a imigrar para Inglaterra, cujo curso foi financiado com dinheiro público, a quem não é permitido ter uma carreira no SNS como têm as outras especialidades, apesar das carências da população. Sinal positivo e de esperança em melhores dias, é o exemplo dado pela cidade de Vila Real de Santo António, onde o poder local, atento às necessidades da população, resolveu meter mãos à obra e estabelecer um protocolo com as diversas clínicas do concelho de forma a permitir o acesso à saúde oral de forma gratuita à população mais carenciada. Entendo que Leiria devia seguir este exemplo. Penso existir no concelho um grande número de médicos dentistas (que já fazem trabalho não remunerado para instituições de solidariedade social) disponíveis para com um pouco de apoio da autarquia e/ou da segurança social, colaborar na resolução deste problema.


Directório de Saúde ‘2010

Alimentação: cientistas descobrem que a fruta é mais benéfica do que se julgava

Com pele ou sem pele? Eis a questão Uma equipa internacional de cientistas descobriu que o conteúdo da fruta em substâncias polifenóis tem sido subestimado, o que a torna ainda mais benéfica para a saúde. Ao analisarem maçãs, pêssegos e nectarinas, os investigadores espanhóis constataram que o seu conteúdo não extraível em polifenóis é até cinco vezes superior aos compostos extraíveis, indica um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry. “Se os polifenóis não extraíveis não forem considerados, os níveis de polifenóis benéficos como as proantocianidinas, o ácido elágico e a catechina são substancialmente subestimados”, acrescenta. Segundo Paul Kroon, do Instituto para a Investigação Alimentar de Norwich (Reino Unido), onde o trabalho foi realizado, “estes compostos são fermentados por bactérias no cólon, criando metabolitos que podem ser benéficos, por exemplo com actividade antioxidante”. Este grupo de investigação, dirigido por Fulgencio Saura-Calixto - do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha -, tem vindo a trabalhar para mostrar que os polifenóis não extraíveis, que escapam muitas vezes às análises e não são considerados normalmente nos estudos nutricionais, são uma parte importante dos compostos bioactivos da dieta.

Os polifenóis da fruta actuam no organismo como agentes antioxidantes, antivirais, bactericidas

e anti-enzimáticos que protegem contra doenças.

45


46

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

é neceSSário conScienciaLizar a popuLaÇão para a neceSSidade de viSitaS ao médico dentiSta

Marta de Ferreira Gomes Médica Dentista Pós-Graduada em Implantologia e Reabilitação Oral

A Medicina Dentária dos dias de hoje visa cada vez mais a promoção da saúde e prevenção dos estados de doença. Assim sendo, a comunicação e a informação para a saúde oral do paciente têm um papel de assumida preponderância no exercício da Medicina Dentária. Com cada vez mais recursos tecnológicos que passam pelo equipamento adequado e materiais recentes com capacidades surpreendentes, nós, Médicos-Dentistas, temos à disposição uma panóplia vasta de meios, que permitem a Reabilitação da Saúde, bem como da Função e da Estética. Centrado numa perspectiva doentocêntrica, falando para todos os que a praticam, o Médico-Dentista tem o objectivo major de informar o paciente acerca do seu melhor plano de reabilitação. Plano esse que deverá, não só falar das suas possibilidades de tratamento, mas também predizer a sua qualidade de vida futura. Na minha opinião, e assumindo, é claro a vivência sócio-económica que nos é proporcionada actualmente, a Dentalcare apresenta com distinção, em relação a tantas outras realidades, a preocupação veemente não só com o conforto e bem estar geral do paciente, mas também com a qualidade técnico-profissional das suas equipas. Por reconhecer na Dentalcare o empenho, a dedicação e a capacidade de aprender a cada dia, posso afirmar que apresento todos os dias o plano de tratamento que melhor cabe a cada paciente nas suas necessidades, ansiedades e expectativas. É por estes planos estarem atestados sob a perspectiva doentocêntrica e não económico-cêntrica e por me permitirem nesta

“casa” realizar este tipo de performance clínica, que posso garantir sempre o meu melhor como profissional médica e como pessoa. Há alturas em que mesmo assim sendo, o nosso melhor fica aquém das expectativas. Situações em que o paciente chega tarde demais e as soluções são escassas ou consideradas, pelo próprio, demasiadamente invasivas. São nestas alturas que nos apercebemos da importância da informação ao paciente e também da nossa impotência. Para que não se chegue a limites extremos, é necessário consciencializar a população para a necessidade de visitas regulares ao Médico-Dentista, pois, ausência de dor está longe de ser sinónimo de saúde oral. Acredito que vale a pena acordarmos todos os dias com a árdua tarefa de fazer “Magia” com o que está ao nosso alcance e mediante os recursos que temos. Cada vez que me interrogo se valerá o esforço, automaticamente o Sorriso de um paciente me responde. Um Sorriso novo que eu ajudei a nascer… E com esse sorriso nasce um novo cabelo, uma nova expressão, um novo caminhar, enfim, uma Nova Vida. É pela equipa Médica da Dentalcare, pelo corpo não-clínico e pelas pessoas que dirigem o projecto que, estas Novas Vidas surgem. Por isso, a todos nós Médicos Dentistas, que colocamos o verdadeiro Amor em tudo o que fazemos, às equipas que nos ajudam a concretizar e aos pacientes que nos fazem Acreditar, Um Muito Obrigada.


Directório de Saúde ‘2010

Deitar tarde aumenta risco de depressão nos jovens Dormir mais de cinco horas é essencial Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e... diminui os riscos de sofrer de depressão. Um estudo norte-americano confirma o ditado e defende que ir para a cama mais cedo protege os adolescentes da depressão e de desenvolver pensamentos suicidas. Dos 15.500  jovens dos  12 aos 18 anos que entraram no estudo, aqueles que iam para a cama depois da meianoite apresentaram 24% mais de hipóteses de sofrer uma depressão do que os que se deitavam antes das 22 horas, constaram os autores do estu-

do publicado na revista “Sleep”. Além disso, os que dormem menos de cinco horas por noite aumentam 71% os riscos de depressão dos que dormem as oito horas diárias recomendadas, afirmam os investigadores do Columbia University Medical Center, em Nova Iorque. Mais preocupante ainda é que os adolescentes que se deitam habitualmente depois da meia-noite tinham 20% mais hipóteses de ter pensamentos suicidas  do que os que vão dormir às 22 horas ou antes. E os que

tinham menos de cinco horas de sono por noite tinham mais 48% de risco de pensar no suicídio do que os jovens que dormem oito horas. Os adolescentes considerados com horas de sono suficientes têm 65% menos hipóteses de estarem deprimidos, concluíram os autores. A depressão e os  pensamentos suicidas incidiram mais nas raparigas, adolescentes mais velhos e nos que tinham uma baixa percepção quanto à atenção que os pais lhes dedicam.

47


48

Directório de Saúde ‘2010

Dificuldade em tomar decisões? Pode ser do stress crónico Investigador português desenvolve estudos sobre cérebro

O stress crónico afecta a tomada de decisões em humanos, levando-os a basear-se mais no hábito do que em objectivos, segundo um novo estudo de um investigador português que já antes o demonstrara em ratinhos. Nuno Sousa, que publicou na revista Science um trabalho em que apresentava essa conclusão a partir de experiências com modelos animais, conclui que a mesma se aplica a humanos. Segundo este investigador e docente de 41 anos - director do curso de Medicina da Escola de Ciências de Saúde da Universidade do Minho - a exposição ao stress crónico activa mais no cérebro o circuito neuronal implicado em comportamentos habituais e menos o implicado em comportamentos orientados por objectivos, o que é fundamental nos processos de decisão. “Indivíduos debaixo de stress crónico tendencialmente tomam decisões mais baseadas em hábitos do que os que não estão sob stress”, afirmou a propósito deste seu último trabalho, no qual mostra ser isso verdade tanto para modelos animais como para estudos humanos. Nuno Sousa está ainda a seguir outras linhas de investigação, relacionadas com a formação do hipocampo, uma área do cérebro muito implicada em processos de memória e de

aprendizagem. “Verificámos que contrariamente ao que era antes dado como certo, a exposição prolongada a stress crónico não induz morte neuronal, mas uma atrofia dos neurónios e uma perda de contacto sináptico entre as células neuronais”, que se traduz, do ponto de vista comportamental, numa perda de capacidades cognitivas, quer em estudos animais, quer humanos, explica. A boa notícia, segundo Nuno Sousa, é que esses défices na formação do hipocampo são reversíveis, uma vez que não há perda de neurónios, mas em vez disso uma perda de contacto sináptico que pode ser reparada com estratégias farmacológicas, comportamentais ou eventualmente com o tempo. Outra área de estudo que desenvolve relaciona-se com os mecanismos neurobiológicos da depressão e com a hipótese, errada na sua perspectiva, de que em sujeitos expostos a stress, um indutor da depressão, existiria diminuição do número de células que proliferam na formação do hipocampo. “Realmente, os antidepresivos têm a capacidade de aumentar o número de células que proliferam e sobrevivem, mas não é através desse mecanismo que a sua acção ocorre, mas aparentemente através de mecanismos de contacto entre os neurónios, ou seja da plasticidade sináptica”, afirmou.


Directório de Saúde ‘2010

A cura vem a cavalo

E se um cavalo for sinónimo de cura? Isso é possível graças à hipoterapia. O tratamento com a ajuda de um cavalo passa pela transmissão contínua de movimentos entre o dorso do cavalo e o paciente. O resultado é, muitas vezes, a melhoria nas capacidades físicas, mentais e mesmo na componente social, nomeadamente ao nível do relacionamento interpessoal. E neste campo, o papel do terapeuta é fulcral. Ao ritmo introduzido pelo cavalgar, conjugado com a sensação de liberdade e o contacto com a natureza, são imputadas grandes melhorias no estado de saúde dos pacientes. Em concreto, por cada minuto que o utente passeia no cavalo a passo, este consegue transmitir 110 impulsos neurosensoriais ao utente. Melhor postura, fortalecimento muscular, coordenação e reflexos mais apurados, para além da melhoria na auto-estima, são apenas alguns dos efeitos positivos associados a esta terapia. Na região existem várias instituições que possibilitam o acesso à hipoterapia. Os centros hípicos de Milagres (Leiria), Alcaria (Porto de Mós) são dois exemplos, sendo possível igualmente recorrer à Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria e mesmo a alguns municípios (Câmara de Leiria, por exemplo) que estabeleceram protocolos para facilitar o acesso à hipoterapia.

49


50

Directório de Saúde ‘2010

Correr atrás da memória Especialistas recomendam jogging Investigadores da Universidade de Cambridge desenvolveram estudo inédito que mostra que correr melhora a memória e previne o envelhecimento do cérebro Os testes foram feitos em ratinhos de laboratório e as conclusões, garantem os cientistas, não deixam margem para dúvidas: correr aumenta o desempenho do cérebro. Os benefícios do jogging para a saúde são, há muito, conhecidos. No entanto, a relação entre a corrida regular e a performance do cérebro nunca tinha sido comprovada - e compreendida - pelos cientistas. Até agora. Um grupo de neurocientistas da universidade de Cambridge acredita ter descoberto as razões por que correr estimula o cérebro. Fazer jogging diariamente, revelam, conduz ao crescimento de centenas de milhares de novas células no cérebro - o que permite aumentar a capacidade de invocar memórias sem as confundir. Um processo tido como crucial no desenvolvimento da aprendizagem e de outras tarefas cognitivas importantes. Além disso, o grupo de investigadores comprovou que o jogging desacalera o processo de envelhecimento do cérebro ao longo dos anos. A descoberta poderá contribuir para o tratamento da deterioração da habilidade mental que afecta muitos idosos.”Sabíamos que o exercício faz bem à actividade cerebral, mas este estudo permitiu-nos compreender porquê”, explicou ao jornal britânico “The Guardian” o neurocientista comportamental de Cambridge e coordenador do estudo, Timothy Bussey. Estudos anteriores já tinham demonstrado a importância do exercício no tratamento de depressões. E alguns medicamentos anti-depressivos actuam, aliás, no sentido de estimular o crescimento de novas células no cérebro. Agora, os cientistas acreditam que na origem dessa renovação pode-

rá estar o aumento do fluxo sanguíneo ou os altos níveis de hormonas que são libertadas durante o exercício físico.

A experiência Para comprovar esta relação, os investigadores usaram dois grupos de ratinhos. Um de controlo e outro que foi submetido a doses ininterruptas de exercício numa roda e que percorreu uma média de 24 quilómetros por dia. Ao mesmo tempo que se exercitavam, a memória dos ratos foi testada, através da exibição de dois quadrados num ecrã de computador. Se os ratos tocassem com o focinho no quadrado da esquerda, recebiam comida. Se tocassem no da direita, não tinham direito a qualquer bónus. Desde logo, os investigadores perceberam que os ratinhos que se exercitavam conseguiram duas vezes mais comida do que o grupo de controlo. No início dos testes, os quadrados estavam a 30 centímetros de distância, mas foram sendo

aproximados gradualmente, até quase se tocarem. O objectivo seria testar o desempenho dos ratinhos no momento de separar duas memórias muito semelhantes e recentes - no ser humano, é essa distinção que permite, por exemplo, recordar o que é que se jantou ontem e anteontem ou, por outro lado, lembrarse em que zonas do parque de estacionamento do centro comercial se deixou o carro nas últimas idas às compras. “E foi nesta fase da experiência, em que os ratos foram confrontados com a gestão das duas memórias muito iguais, que a renovação das células cerebrais fez toda a diferença”, garante Timothy Bussey. As conclusões mostram que os ratinhos sedentários saíram pior no teste e não conseguiram distinguir os quadrados, à medida que foram sendo aproximados. E o tecido cerebral retirado dos roedores mostrou que, nos que correram, cresceu durante a experiência - uma média de 6 mil novas células por milímetro cúbico.


52

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

o papeL do enfermeiro na Saúde

Filipe R. Marcelino Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica Secção Regional do Centro da OE

O exercício profissional da enfermagem centra-se na relação interpessoal entre o enfermeiro e a pessoa, ou entre o enfermeiro e um grupo de pessoas (família ou comunidades). Quer a pessoa enfermeiro, quer as pessoas clientes dos cuidados de enfermagem, possuem quadros de valores, crenças e desejos da natureza individual – fruto das diferentes condições ambientais em que vivem e se desenvolvem. Assim, no estabelecimento das relações terapêuticas no âmbito do seu exercício profissional, o enfermeiro distingue-se pela formação e experiência que lhe permite entender e respeitar os outros, num quadro onde procura abster-se de juízos de valor relativamente à pessoa cliente dos cuidados de enfermagem. A relação terapêutica promovida no âmbito do exercício profissional de enfermagem caracteriza-se pela parceria estabelecida com o cliente, no respeito pelas suas capacidades. Em várias circunstâncias esta parceria deve ser estabelecida envolvendo as pessoas significativas do cliente individual (família ou convivente significativo) no sentido de optimizar as competências dos cuidadores informais para a continuidade dos cuidados. Os cuidados de enfermagem tomam por foco de atenção a promoção dos projectos de saúde que cada pessoa vive e persegue. Neste pressuposto procura-se, ao longo de todo o ciclo vital, trabalhar com as pessoas na prevenção da doença e promoção dos processos de readaptação após a doença. Nas situações de dependência (tran-

sitória ou permanente) promove-se também a satisfação das necessidades humanas fundamentais e a máxima independência na realização das actividades da vida diária, procurando-se a adaptação funcional aos défices e a adaptação a múltiplos factores – frequentemente através de processos de aprendizagem do cliente. As intervenções de enfermagem são frequentemente optimizadas se toda a unidade familiar for tomada por alvo do processo de cuidados, nomeadamente, quando as intervenções de enfermagem visam a alteração de comportamentos, tendo em vista a adopção de estilos de vida compatíveis com a promoção da saúde. Os enfermeiros ajudam a pessoa a gerir os recursos de saúde da comunidade, prevendo-se vantajoso que eles assumissem o papel de pivot no contexto da equipa de saúde, o que aliás se poderá aferir com as novas unidades de cuidados na comunidade, criadas no âmbito da reforma dos cuidados de saúde primários. Na gestão dos recursos de saúde, através do ensino, os enfermeiros promovem também o aumento do repertório dos recursos pessoais, familiares e comunitários para lidar com os desafios de saúde.


54

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

afaStar oS doenteS mentaiS do preconceito, aproXimando-oS da comunidade

António Cabeço director do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santo André

Ainda não há muito tempo, a institucionalização dos doentes mentais era o único tratamento aconselhado. Agora, os estudos e a prática revelam que, desde que devidamente estabilizado e acompanhado, e que a sua patologia o permita, o doente mental pode e deve estar inserido no seu ambiente sociofamiliar, integrando rotinas saudáveis, e encarando a possibilidade de viver fora de uma instituição. O Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santo André tem, ao longo dos anos, desenvolvido esforços para que a reintegração dos doentes mentais seja uma realidade, criando projectos que visam a sua recuperação e o acompanhamento no meio familiar. Na Unidade de Internamento de Agudos, onde os internamentos são em média de 18 dias, tem-se procurado aplicar terapias que tornam menos difícil a estada no serviço e, ao mesmo tempo, apresentam óptimos resultados em termos de recuperação. É o caso da Musicoterapia, o projecto “Consentir o Som” que, através da interacção directa com os doentes, faz com que a música desperte neles emoções essenciais para a sua ligação com o mundo que os rodeia. Por outro lado, a equipa do Serviço aposta na Psicoterapia, com actividades ocupacionais, e na Psicoeducação, que consiste na integração do doente e da família como aliados e agentes terapêuticos. Reduzindo a ansiedade pelo desconhecimento e afastando o estigma da doença mental, ensinando o doente e a família a lidar com a patologia, esta técnica tem revelado excelentes resultados na

redução dos internamentos, das recaídas, dos tratamentos, e na melhoria do funcionamento do doente ao nível da saúde e do bem-estar. A Unidade de Internamento de Doentes de Evolução prolongada, situada em Andrinos, funciona num regime de portas abertas para a comunidade envolvente. Embora sujeitos às condições de segurança e vigilância adequadas, os doentes desta unidade são, sobretudo, acompanhados ao longo da sua vida, de forma a ser possível um equilíbrio e uma integração favoráveis no meio familiar, social e profissional. Este serviço conta também com um programa de Musicoterapia, com excelentes resultados ao nível da sociabilização, assertividade, diminuição do sentimento de inclusão e dos níveis de ansiedade, o que se reflecte também na redução da medicação. Outra forma de integração dos doentes na comunidade, talvez aquela que mais resultados trará neste campo, é a articulação com os Cuidados de Saúde Primários. Neste momento, cerca de 255 doentes recebem tratamento regular no Centro de Saúde da sua área de residência, o que lhes permite a manutenção de um estado de saúde equilibrado, e reduz o regresso ao hospital, e a ansiedade que este implica, além dos aspectos práticos deste tipo de deslocações. Além disso, o Serviço acompanha 96 doentes ao domicílio, e recebe cerca de 210 na Clínica de Decanoatos, na Consulta Externa, onde são administrados diariamente injectáveis de acção prolongada em regime de ambulatório.


Directório de Saúde ‘2010

55

CRISE AgRAvA pERTuRbAçõES DO SOnO Quando o mEdo dE pErdEr o EmprEgo não nos dEIxa ‘prEgar olho’. rEvElação Em Estudo fEIto Em fIguEIró dos vInhos É mais um efeito da crise. Os casos de perturbações do sono têm vindo a aumentar em homens e mulheres entre os 40 e os 50 anos devido ao estilo de vida actual, agravado pela crise e pelo medo de perder o emprego, segundo uma especialista em medicina do sono. As conclusões saíram de um estudo feito em Figueiró dos Vinhos, um sítio sossegado do país, onde a a prevalência das insónias aumentou de cerca de 20 para 50 por cento desde 2001 até agora, revelou a neurologista Teresa Paiva. Os portugueses estão a viver uma “vida muito disparatada”, avalia a especialista, acrescentando que “a vida tem muito stress, as pessoas têm muitas responsabilidades e esquecemse que para as cumprirem têm de cumprir horários e ter o corpo em condições”. Actualmente, os trabalhos são cada vez mais exigentes e há o risco de desemprego. O exemplo mais dramático é o da France Telecom, onde 25 funcionários se suicidaram nos últimos 18 meses devido ao stress e às condições de trabalho. “O caso da France Telecom é o mais dramático, mas em Portugal as pessoas estão a ser muito pressionadas pelos empregos em termos de horas”, o que as faz infelizes, alerta a especialista.

os rIscos dE dormIr mEnos dE sEIs horas A médica recorda ainda um estudo recente, segundo o qual

dormir menos de seis horas por dia tem um risco aumentado de hipertensão, diabetes, obesidade, acidentes, cancro da próstata, da mama, doença coronária, depressão e insónia. “Dormir menos de seis horas é um risco grave para a saúde e há muita gente a fazer isso”, salienta, justificando que “o sono tem um grande efeito no equilíbrio metabólico e no equilíbrio biológico do organismo”. “As pessoas tendem a achar que o sono é indispensável e é a única coisa que não devem dispensar porque vai condicionar a vida social e psíquica” e faz com que as pessoas não estejam em condições de ter empregos exigentes, correndo o risco de desemprego, frisa. A especialista sublinha, em declarações à Lusa, que “este é o círculo vicioso que está a acontecer aos portugueses”, que se deitam muito tarde e levantam-se muito cedo. Dificuldade em adormecer, acordar de noite ou antes da hora planeada e sentir-se cansado são alguns dos sintomas que definem uma insónia, que afecta 30 por cento da população portuguesa. A insónia é sobretudo um sintoma e pode ser consequência de diversas perturbações emocionais e físicas - stress, excesso de preocupações, fadiga física e intelectual ou acontecimentos traumáticos - e também do uso de medicamentos. Tratar a insónia pode passar por medicação, pela alteração de alguns hábitos comportamentais ou, nos casos mais crónicos, pelo tratamento de doenças do foro psiquiátrico, cardiológico ou outro que possam estar na origem desta perturbação do sono.


56

Directório de Saúde ‘2010

Quando a doença não nos sai da cabeça Todos os anos 15 por cento dos portugueses desenvolvem uma doença psiquiátrica A doença mental afecta 15% da população em cada ano, sendo que grande parte destes doentes têm de ser tratados em centros de saúde, por falta de capacidade de resposta nos serviços especializados. Uma realidade apresentada pelo coordenador nacional para a saúde mental, Caldas de Almeida, que admitiu, por outro lado, que há pessoas que têm um acesso mais fácil aos cuidados de saúde primários ou que, que pelas características específicas daqueles serviços, encontram respostas que são até melhores do que a nível dos serviços especializados.

O responsável considera positivo que os cuidados de saúde primários tenham uma intervenção significativa no campo da saúde mental e que haja uma articulação efectiva. O coordenador do Programa Nacional da Saúde Mental admite que não existe qualquer estudo epidemiológico sobre a prevalência das doenças psiquiátricas na população portuguesa, situação que poderá ser ultrapassada em breve. No entanto, fazendo uma extrapolação dos resultados obtidos em estudos feitos em países com características semelhantes, admite-se que 15% da população portuguesa, em cada ano, tem uma doença mental de qualquer tipo. A depressão é uma das patologias de maior prevalência, mas há outras, como os quadros de ansiedade, abusos de álcool, problemas das crianças e adolescentes, entre outras.

Plano O Plano Nacional de Saúde Mental, a passar para o terreno até 2016, visa completar a rede de serviços locais de saúde mental com serviços de boa qualidade e com uma capacidade, cada vez maior, e oferecer programas modernos, sobretudo para os doentes mentais graves. A abertura de serviços em Hospitais e a criação de residências, centros de reabilitação e equipas de intervenção domiciliária são algumas das medidas a implementar.


Directório de Saúde ‘2010

Meditar pode ajudar a controlar a dor Psicoterapia ajuda a controlar o corpo... e a dor Mais auto-domínio, menos dor. É uma das convicções de uma especialista em Psicologia da Dor, para quem o autodomínio do corpo e da mente pode ter efeitos muito positivos no controlo da dor crónica. A “mindfulness” ou meditação é uma das técnicas mais recentes usadas para ajudar a aliviar a dor e envolve algumas metodologias de inspiração oriental, refere, realçando que podem existir efeitos neuro-psicológicos muito importantes, aumentando a felicidade das pessoas. Trata-se da optimização de algumas zonas cerebrais que produz uma certa contenção da propensão para o doente se deprimir, afirma. O objectivo é encontrar alternativas às técnicas farmacológicas e ajudar os doentes a aprender a lidar com as dores. “Na dor crónica existem componentes psicológicas e sociais muito relevantes”, defende a coordenadora do mestrado em Psicologia da Dor do Instituto Superior de Ciências da Saúde-Norte da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário. Maria Emília Areias salienta que a intervenção psicológica no tratamento da dor é cada vez mais valorizada em países como os EUA, apesar de este ser ainda o único mestrado vocacionado para esta área existente na Península Ibérica. Outra técnica é o “biofeedback”, com a qual se aprende a controlar voluntariamente as componentes viscerais do organismo, como os batimentos cardíacos ou as contracções musculares. “Aprende-se a controlar a dor controlando a parte visceral”, refere Emília Areias, acrescentando que as técnicas de relaxamento são outra possibilidade, já que “a dor está associada a uma maior contracção de determinadas áreas” do corpo.

Hipnose Apesar de não estar muito em voga em Portugal, a hipnose, que regista avanços de investigação nos EUA, ajuda a ter um maior controlo sobre si próprio através da sugestão. “A aprendizagem que o doente faz é a da auto-hipnose, no sentido de o doente se tornar autónomo para induzir os

estados hipnóticos”, adianta a psicóloga. Estas intervenções terapêuticas “podem trazer as pessoas de volta à vida activa”, sublinha, mas ainda estão pouco presentes nos hospitais portugueses. “Existem poucas unidades de dor de 3.º nível, que implicam a presença de um psicólogo, e uma ligação a uma instituição académica que faça investigação sobre o assunto de forma constante”, justifica. Maria Emília Areias diz que nem todos os métodos são adaptados para todas as pessoas: “Procuramos encontrar o que é mais adequado juntamente com a pessoa”. O importante é “encontrar estratégias para lidar com a dor” e “formas de estabelecer um plano de objectivos” que ajude a pessoa a encontrar uma ocupação satisfatória e motivadora, o que pode contribuir para diminuir a utilização dos fármacos.

57


58

Directório de Saúde ‘2010

opInIão

automedicaÇão e o papeL do farmacêutico

Paulo Moreira da Fonseca Presidente da Secção Regional de Coimbra da Ordem dos Farmacêuticos

Quando falamos de automedicação podemos, tentando uma definição, referir que é um processo através do qual o doente se responsabiliza pela melhoria do seu estado de saúde, prevenindo e tratando pequenos males sem recurso a uma consulta médica. Esta responsabilização individual está, contudo, enformada de um conjunto de premissas, que diferem de indivíduo para indivíduo. Assim, o que parecia simples deixa de o ser! A automedicação tem uma dimensão ética associada ao direito e ao dever dos indivíduos poderem, esclarecida e responsavelmente, intervir no processo de saúde / doença, devendo ser cuidadosamente gerida pelo sistema de saúde sob pena de concorrer para o comprometimento do seu funcionamento seguro, eficaz, racional e económico. Na verdade, a decisão de procura de cuidados médicos baseia-se nos conhecimentos de cada indivíduo, na auto-percepção de saúde e na factualização dos problemas de saúde no contexto cultural, social, familiar e económico do doente, daí relevando motivos para a procura/não procura da consulta médica. É evidente que os cidadãos dispõem de cada vez mais informação sobre questões de saúde. Mas, assumir, a partir daqui, que estão aptos a interpretar sinais e sintomas, e a decidir activamente sobre a terapêutica, é abrir caminho à utilização incorrecta, abusiva e in-

discriminada de medicamentos e, em consequência, ao aumento dos custos com a saúde. Neste domínio o farmacêutico é o profissional de saúde melhor posicionado para garantir a efectividade e a segurança no uso dos medicamentos de venda sem prescrição médica obrigatória. E o seu papel, no domínio da automedicação, mais não é que a sua obrigação profissional. Os Farmacêuticos constituem um recurso humano em saúde de elevada diferenciação técnico-científica, dada a natureza, duração e objecto da sua formação superior universitária. Por conseguinte, espera-se do Estado e dos cidadãos em geral uma cada vez maior exigência destes profissionais para a obtenção do máximo de benefícios possíveis, particularmente no que concerne aos ganhos em saúde, quer nos aspectos técnicos quer também económicos e, se for este o caso, contem, como sempre contaram, com os farmacêuticos.


Directório de Saúde ‘2010

A POSTURA DO SEU CHEFE PODE TRAZER RISCOS PARA A SUA SAÚDE

CHEFES ‘BONZINHOS’ TÊM MENOS TRABALHADORES DE BAIXA O National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) no Reino Unido recomendou os empregadores a protegerem a saúde mental dos funcionários, de forma a diminuírem o prejuízo provocado pelo stress e ansiedade nos mesmos. O NICE aconselhou também os patrões britânicos a investirem no treino de gerentes e chefes “bonzinhos” e no aconselhamento para os funcionários. Segundo uma fórmula criada pelo instituto, uma empresa com cerca de 100 empregados economizaria cerca de 300 mil euros por ano. Isto porque os mais de 13 milhões de dias

de trabalho perdidos por ano no país - por stress, ansiedade e depressão - representam um prejuízo muito maior. O relatório do NICE defende que o bom ambiente no local de trabalho, não só pode reduzir custos, como trazer resultados positivos, oferecendo estabilidade, bem-estar e sentido à vida do trabalhador. “A saúde mental dos funcionários é algo que as empresas têm vindo a dar cada vez mais importância”, sublinhou um porta-voz da Confederação da Indústria Britânica. “Mais e mais iniciativas estão a ser adoptadas para apoiar os trabalhadores”, acrescentou ainda.

59


60

Directório de Saúde ‘2010

DIVERSAS ESPECIALIDADES

FLEBOLOGIA

Acupuntura Homeopatia Clássica/Psicologia Iridologia/Naturopatia Medicina Quântica Nutrição Osteopatia Reiki/Florais de Bach/Terapia da Polaridade (Alívio dor) Shiatsu

LEIRIA ACUPUNCTURA

PSIQUIATRIA

Rua Acácio Paiva, nº 3, 1º andar, Sala 4 2400-076 Leiria (Largo do Gato Preto) FISIATRIA

PODOLOGIA

ESTÉTICA


Directório de Saúde ‘2010

SAÚDE ORAL

Maria do Rosário Moreira Médica Dentista lic. F.M.U. Coimbra

R. Dr. José Gonçalves,15 A, Esc. nº2 (Ed. Arcadas)

Tel. 244 814 116 megadente@gmail.com

F. Costa Pereira

Médico Especialista - Doenças da boca e dentes Consultas com hora marcada - Horário das consultas: Seg. Quartas e Quintas das 11 às 13 horas e das 15 às 19 horas Terças das 10 às 13 horas e das 15 às 19 horas

Telefone 244 832 406 - Rua João de Deus, 25 - 1º Dtº - Leiria CARDIOLOGIA

ENDOCRINOLOGIA

SERAFIM ROSAS M

ÉDICO

ENDOCRINOLOGIA

ESPECIALISTA

E MEDICINA INTERNA (Doenças das Glândulas, Diabetes, Obesidade) Rua Mouzinho de Albuquerque nº7 | 2ºE Telef. 244 828 037 (Consultas a partir das 14h30 horas) IMAGIOLOGIA

Ana Fagulha MÉDICA ENDOCRINOLOGIA Assistente graduada dos HUC - Coimbra

Obesidade - Diabetes - Tiróide Consultórios:

Leiria - Polidiagnóstico - 244 828 455 | Coimbra - Ferticentro - 239 497 280

61


62

Directório de Saúde ‘2010

OTORRINO (ORL)

LABORATÓRIOS

UROLOGIA

CIRURGIA GERAL

Carlos Pereira Chefe de Serviço de Cirurgia Geral dos HUC (AP)

Cirurgia Geral / Operações (ADSE, PT, SAMS e CGD) Consultório: Edifício N. Senhora do Amparo

Estrada dos Marrazes, nº 1A - 1º - Arrabalde da Ponte 2400 LEIRIA Tel. 244 819 010 / 962 976 879

EQUIPAMENTO HOSPITALAR

FARMÁCIA

PSICOLOGIA

DERMATOLOGIA

QUIROPRÁTICO


Directório de Saúde ‘2010

OFTALMOLOGIA / ÓPTICAS

Freitas Martins MÉDICO OFTALMOLOGISTA

E SPECIALISTA PELOS H OSPITAIS DA U NIVERSIDADE DE C OIMBRA E O RDEM DOS M ÉDICOS

DOENÇAS E CIRURGIA DOS OLHOS - LENTES DE CONTACTO Consultas: Todos os dias de 2ª a 6ª feira Rua Cap. Mouzinho de Albuquerque, 88 - 1º E. - Leiria TEL. 244 837 080 Convenções com: PT, CTT, CGD, SAMS

Consultas de Optometria GINECOLOGIA / OBSTETRÍCIA

PEDIATRIA

63


64

Directório de Saúde ‘2010

Centros de Saúde e extensões contactos e horários de funcionamento ACES* Pinhal Litoral II

Avenida Heróis de Angola, 59 2403 – 901 Leiria Telf. 244 812 200 Fax: 244 811 758 e-mail: secret@srsleiria.min-saude.pt Centro de Saúde da Batalha

Rua da Freiria 2440 – 036 Batalha Telf. 244 769 920 Fax: 244 767 253 e-mail: csbat@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª - 8-17h30 SAP: 14h00-20h00 em dias úteis

CARANGUEJEIRA

R. Prof. Joaquim J. Pereira 2410 – 694 Caranguejeira Telf. 244 732 226 CARREIRA

Largo 30 de Junho 2425 – 279 Carreira LRA Telf. 244 619 130 CHAINÇA

Rua Nª Senhora Fátima, 69 2495 Chaínça Telf. 244 745 390 COLMEIAS

GOLPILHEIRA

Estrada do Baçairo, 12 2440 – 234 Golpilheira Telf. 244 766 836

Rua Alfredo Sousa Brandão 2410 – 784 Colmeias Telf. 244 722 375 CORTES

S. MAMEDE

Largo da Feira 2495 – 032 S. Mamede Telf. 244 704 354

Qtª da Cerca 2410 – 647 Cortes Telf. 244 891 191 MEMÓRIA

REGUENGO DO FETAL

Rua da Confraria 2440 – 208 Reguengo do Fetal Telf. 244 705 146

Largo Nª Sra. da Memória 2410 – 903 Memória Telf. 236 931 326 POUSOS

Centro de Saúde Dr. Gorjão Henriques

Rua Norton de Matos 2410 - 272 Leiria Telf. 244 816 400 Fax: 244 811 390 e-mail: secdir@csghenriques.srsleiria. min-saude.pt Horário: 8h00-19h00 em dias úteis

Rua Cor. Pereira Pascoal, 59 2410 – 234 Pousos Telf. 244 801 547 STª CATARINA DA SERRA

Rua do Jardim 2495 Stª Catarina da Serra Telf. 244 741 151 STª EUFÉMIA

ARRABAL

R. José Bernardino Crespo 2410 – 591 Arrabel Telf. 244 744 462

R. N. Srª Conceição, 264 2410 – 913 Stª Eufémia Telf. 244 802 021

Rua da Fonte 2410 – 023 Leiria Telf. 244 891 590 BIDOEIRA

Rua do Comércio 2400 – 852 Bidoeira de Cima Telf. 244 722 369

Estrada da Mata – Marrazes 2400 Leiria Telf. 244 859 140 Fax: 244 859 141 e-mail: secdir@csasampaio.srsleiria. min-saude.pt Horário: 9h00-12h30/14h00-17h30 nos dias úteis AMOR

Largo Padre Margalhau, 13 2400 – 761 Amor Telf. 244 841 488 AZOIA

Rua Stª Catarina, 800 2400 - 823 Leiria Telf. 244 872 755 BAJOUCA

Rua dos Andreses 2425 – 161 Bajouca Telf. 244 684 308 BAROSA

Estr. Barosa, 865 2400 – 013 Leiria Telf. 244 824 457 CARVIDE

Rua Tenente Coronel Joaquim Duarte Alves, 308 2425 – 341 Carvide Telf. 244 612 841 Largo da Igreja Edf. Junta de Freguesia 2425 – 452 Coimbrão Telf. 244 606 450

Consulta Aberta

GÂNDARA DOS OLIVAIS

Rua Norton de Matos 2410 – 272 Leiria Telf. 244 859 140 Horário: 8h00-20h00 em dias úteis; 9h0013h00 aos fins-de-semana e feriados Laboratório de Saúde Pública

Rua Norton de Matos 2410 – 272 Leiria Telf. 244 816 483

MACEIRA - CIMENTOS

Largo do Posto Médico Rua Nº 11 – Bairro da CMP 2405 - 019 Maceira Lis Telf. 244 777 223 MARRAZES

Centro de Saúde Dr. Arnaldo Sampaio

Largo S. Salvador 2425 – 876 Souto da Carpalhosa Telf. 244 613 410

BOAVISTA

Rua Antº Antunes Barbeiro 2410 – 632 Boa Vista Telf. 244 723 153

Rua Norton de Matos 2410 – 272 Leiria Telf. 244 859 170 Fax: 244 859 179 Horário: 8h00-20h00 em dias úteis

COIMBRÃO SOUTO DA CARPALHOSA

BARREIRA

USF D. Dinis

R. 25 Abril – 73 2400 – 486 Leiria Telf. 244 840 399

MACEIRA - ARNAL

Largo do Posto Médico 2405 – 004 Maceira Telf. 244 770 150 Fax 244 770 158

Estrada da Mata 2400 – 380 Leiria Telf. 859 140 MILAGRES

R. Barroquinhas Aveiro, 15 2400- 890 Milagres Telf. 244 851 047 MONTE REAL

Largo Duarte Pacheco 2425 – 031 Monte Real Telf. 244 612 207 MONTE REDONDO

Largo Comb. Grande Guerra, 3 2425-617 Monte Redondo LRA Telf. 244 685 692 ORTIGOSA

Rua da Escola 2425 – 736 Ortigosa Telf. 244 613 842 PARCEIROS

Mata – Parceiros 2400 – 441 Leiria Telf. 244 827 108 REGUEIRA PONTES

Rua do Ribeiro 2400- 927 Regueira de Pontes Telf. 244 861 659 Autoridade de Saúde Pública

Rua Egas Moniz, 7 2414 – 005 Leiria Telf. 244 812 869 Fax: 244 828 715

Centro de Atendimento a Adolescentes e Jovens

Rua Henrique Sommer, 21 R/c 2414 – 005 Leiria Telf. 244 817 820 Horário: 2ª – 14h00-17h30; 5ª – 9h0012h30/ 14h00-17h30 Centro de Diagnóstico Pneumológico

Consulta de Alcoologia e Desabituação Tabágica Rua Conde Ferreira, nº 1 2410 – 104 Leiria


65

Directório de Saúde ‘2010

Telf. 244 817 822 Fax: 244 817 822 e-mail: admcdp@cssampaio.srsleiria. min-saude.pt

ARRIMAL

Largo Joaquim Augusto Lito Arrimal 2480 Porto de Mós Telf. 244 450 085

MAÇÃS D.MARIA

Maçãs D. Maria 3250 – 250 Maçãs D. Maria Telf. 236 644 133 PELMÁ

Consulta Aberta

Estrada da Mata – Marrazes 2400 LEIRIA Telf. 244 859 140 Horário: 8h00-20h00 nos dias úteis; 9h0013h00 aos fins-de-semana e feriados

CALVARIA

USF Santiago

JUNCAL

Rua da Almoinha Calvaria de Cima 2480 Porto de Mós Telf. 244 481 030

3250 – 330 Pelmá Telf. 249 551 380 3250 - 355 Pussos Telf. 236 636 215 REGO DA MURTA

MENDIGA

Centro de Saúde da Marinha Grande

Rua Principal Mendiga 2480 Porto de Mós Telf. 244 450 180

Centro de Saúde de Ansião

Rua do Portinho Garcia 2430 Marinha Grande Telf. 244 551 893 MOITA

Estrada da Nazaré, 58 2445 Moita Telf. 244 541 842 S. PEDRO DE MOEL

Rua Dr. Adolfo Leitão S. Pedro de Moel 2430 Marinha Grande (Apenas 3ª à tarde) VIEIRA DE LEIRIA

Rua Casal D’Anja Vieira de Leiria 2425 Monte Real Telf. 244 695 266 Fax 244 697 843

Centro de Saúde de Porto de Mós

Av. da Igreja, 17 2480 - 856 Porto de Mós Telf. 244 491 131 Fax: 244 491 039 cspmos@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª – 9h00-12h30/14h0017h30. SAP: 8h00-20h00 diariamente ALQUEIDÃO DA SERRA

Largo Prof. Dr. Mota Pinto 2480 Porto de Mós Telf. 244 491 713

Rua D. Afonso Henriques 3260 – 021 Aguda Telf. 236 622 503 3260 – 070 Figueiró dos Vinhos Telf. 236 644 233 BAIRRADAS

Rua dos Bombeiros Juncal 2480 – 336 Porto de Mós Telf. 244 470 211

GARCIA

AGUDA

AREGA PUSSOS

Estrada da Mata – Marrazes 2400 Leiria Telf. 244 860 100 Fax: 244 860 139 Horário: 8h00-20h00 nos dias úteis

Av. Engº. Arala Pinto 2430 - 269 Marinha Grande Telf. 244 572 920 Fax: 244 572 925 Saúde Pública 244 572 923 e-mail: csmg@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª – 8h00-17h30 SAP: 0-24h00 diariamente

SAP: 18h00-8h00 nos dias úteis; 0-24h00 aos fins-de-semana e feriados

S. Pedro do Rego da Murta 3250 - 427 Rego da Murta Telf. 236 636 215

Casal St. António 3260 – 500 Bairradas Telf. 236 553 174 CAMPELO

MIRA D’AIRE

Rua MFA, 90 2485 -182 Mira d’Aire Telf. 244 447 400

Travessa Dr. Fernando Travassos 3240 - 148 ANSIÃO Telf. 236 670 150 Fax: 236 670 151 e-mail: csans@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª - 9-13h00/14-17h00 SAP: 14h00-22h00 nos dias úteis; 9h0021h00 aos fins-de-semana e feriados ALVORGE

PEDREIRAS

Largo Heróis do Ultramar Pedreiras 2480 Porto de Mós Telf. 244 491 258 S.BENTO

Largo da Igreja 2480 Porto de Mós PMF Telf. 249 841 683

Charneca 3240 – 407 Alvorge Telf. 236 981 434 AVELAR

Rua do Correio, 14 3240 – 314 Avelar Telf. 236 621 363 Fax 236 621 883 CHÃO DE COUCE

SERRO VENTOSO

Rua Principal 2480 Porto de Mós Telf. 244 491 517

Rua Padre Manuel Furtado 3240 – 470 Chão de Couce Telf. 236 623 483 SANTIAGO DA GUARDA

ACES* Pinhal Interior Norte II

Rua Dr. Fernando Travassos 3240 – 148 Ansião Telf. 236 670 150 Fax: 236 670 151 e-mail: secret@csansiao.min-saude.pt Centro de Saúde de Alvaiázere

Rua Dr. Furtado dos Santos 3250 – 111 Alvaiázere Telf. 236 650 150 Fax: 236 650 151 e-mail: csalv@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª – 9h00-13h00/14h0017h00 SAP: 14h00-24h00 nos dias úteis; 10h0022h00 aos fins-de-semana ALMOSTER

Almoster 3250 – 021 Alvaiázere Telf. 236 651432

Rua Visconde Alfredo César Vieira 3240 – 690 Santiago da Guarda Telf. 236 679 190 Centro de Saúde de Castanheira de Pêra

Avª Verdes 3280 – 013 Castanheira de Pêra Telf. 236 438 879 Fax: 236 432 188 cscpera@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª - 9-18h00 SAP: 14h00-20h00 nos dias úteis; 8h0020h00 aos fins-de-semana e feriados Centro de Saúde de Figueiró dos Vinhos

Rua dos Bombeiros Voluntários 3260 – 430 Figueiró dos Vinhos Telf. 236 551 727 Fax: 236 553 021 csfvinhos@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª - 8-18h00

3260 – 200 Figueiró dos Vinhos Telf. 236 434 896 (Apenas serviço de enfermagem à 4ª) VILAS DE PEDRO

3260 – 224 Figueiró dos Vinhos (Apenas serviço de enfermagem à 4ª) Centro de Saúde de Pedrógão Grande

Rua Bissaya Barreto 3270 – 115 Pedrógão Grande Telf. 236 488 070 Fax 236 486 230 cspgrande@srsleiria.min-saude.pt Horário: 2ª a 6ª - 8-17h30 SAP: 14h00-20h00 nos dias úteis; 10h0020h00 aos fins-de-semana e feriados GRAÇA

3270 - 022 Graça Telf. 236 550 188 VILA FACAIA

3270 – 225 Vila Facaia Telf. 236 550 297 ACES* Pombal

Avenida Heróis do Ultramar 3100-642 Pombal Telf. 236 200 970 Fax: 236 200 971 e-mail: direccao@cspombal.srsleiria. min-saude.pt Centro de Saúde de Pombal

Av. Heróis do Ultramar 3100 – 462 Pombal Telf. 236 200 970 Fax: 236 200 971 e-mail: secdir@cs.pombal.srsleiria.minsaude.pt Horário: 2ª a 6ª – 8h00-20h00 SAP: 8h00-20h00 nos dias úteis no Hospital de Pombal ABIÚL

Rua dos Muros 3100 – 012 Abiúl Telf. 236 921 132

>>>>


66

Directório de Saúde ‘2010

>>>> ALBERGARIA DOS DOZE

VERMOIL

ALMAGREIRA

VILA CÃ

Rua da Igreja Nova 3115 – 081 Albergaria dos Doze Telf. 236 931 404 Rua D. Inês Norte 3100 – 102 Almagreira Telf. 236 219 238 CARNIDE

Rua da Igreja 3100 – 145 Carnide Telf. 236 947 315 CARRIÇO

Estrada Nacional, 109 3100 – 195 Carriço Telf. 236 951 552 FONTINHA

Rua do Osso da Baleia 310 –198 Carriço Telf. 233 950 416

Rua João de Barros 3100 – 782 Vermoil Telf. 236 941 227 Largo da Igreja 3100 – 835 Vila Cã Telf. 236 921 676 Rua do Centro de Saúde 2500-241 Caldas da Rainha Telf. 262 870 380 Fax: 262 870 381 secret@cscrainha.srsleiria.min-saude.pt ALCOBAÇA UCSP** D. Nuno

Largo do Pelourinho 2460 – 601 Aljubarrota Telf. 262 508 112 e-mail: ucspaljubarrota@gmail.com Horários: 2ª a 5ª – 8h00-13h00/14h00-16 h00; 6ª – 8h00-13h00 CÓS

Praça 25 de Abril, 3 – A 2460 – 396 Cós Telf. 262 544 161

ILHA

Rua da Igreja 3100 – 238 Louriçal Telf. 236 950 345 LOURIÇAL

Rua da Igreja da Misericórdia 3100 – 238 Louriçal Telf. 236 961 125 MATA MOURISCA

Rua da Igreja 3100 – 271 Mata Mourisca Telf. 236 951 551 MEIRINHAS

Rua da Igreja 3100 – 842 Meirinhas Telf. 236 948 490 PELARIGA

Largo da Igreja 3100 – 295 Pelariga Telf. 236 212 734

Rua Pedralhos, 5 – B Pinhal Fanheiro 2460 – 312 Bárrio Telf. 262 503 522

ÉVORA

Rua Nova Évora

2460 – 492 Alcobaça Telf. 262 509 458 TURQUEL

Pav. Gimnodesportivo 2460 – 816 Turquel Telf. 262 919 250 VIMEIRO

Rua da Igreja, 14 2460 – 781 Vimeiro Telf. 262 910 237

Rua Conde de Avelar, 9 – A1º 2465 - 642 S. Martinho do Porto Telf. 262 989289

SANTIAGO DE LITÉM

Rua João Costa Fonseca 3100 – 682 Santiago de Litém Telf. 236 939 338 S. SIMÃO DE LITÉM

Largo da Igreja 3100 – 724 Santiago de Litém Telf. 236 939 474

Rua António Filipe 2500 – 334 Alvorninha Telf. 262 939 263 CARVALHAL BENFEITO

USF Pedro e Inês

Rua do Hospital 2460 - 051 Alcobaça Telf. 262 590 510/5 Fax 262 590 511 e-mail csalc@srsleiria.min-saude.pt Horário: 8h00-20h00 em dias úteis USF Stª Maria - Benedita

Rua Luís de Camões 2475 – 135 Benedita Telf. 262 925 490 Fax 262 925 491 usfsantamariabenedita@gmail.com Horário: 8h00-20h00 em dias úteis; 9h00-13h00 aos sábados USF Pinhal do Rei

Largo do Cruzeiro 2445 – 261 Pataias Telf. 244 589 180 e-mail: usf.pinhalrei@hotmail.com Horário: 8h00-20h00 em dias úteis ALPEDRIZ

Av. D. Afonso Henriques, 61 2460 – 240 Alpedriz Telf. 262 544 291

Rua Nª. Srª. Mercês, 23 R/C 2500 – 404 Carvalhal Benfeito Telf. 262 927 343 FOZ DO ARELHO

Rua Joaquim Soares 2500 – 497 Foz do Arelho Telf. 262 979 224 SALIR DE MATOS

Rua Principal, 6 2500 - 637 Salir de Matos Telf. 262 877 488 SANTA CATARINA

Rua Dr. Bertolino Ribeiro Coelho 2500 – 703 Santa Catarina CLD Telf. 262 927 435 USF Rainha D. Leonor

Rua do Centro de Saúde 2500 - 241 Caldas da Rainha Telf. 262 870 388 Fax: 262 870 381 e-mail: usfrdleonor@gmail.com Horário: 8h00-20h00 em dias úteis; 9h00-13h00 ao sábado USF Bordalo Pinheiro

MARTINGANÇA

Avª Nª Srª da Fátima 2445 Martingança Telf. 244 586 741 BOMBARRAL

Rua do Centro de Saúde 2500 - 241 Caldas da Rainha Telf. 262 870 380 Fax: 262 870 381 e-mail: usfbordalo@gmail.com A-DOS-FRANCOS

Rua João de Deus, 12 2460 – 105 Alfeizerão Telf. 262 999 687 Fax: 262 990 501 ucsplitoralalfeizerao@gmail.com Horários: 8h00-16h00 em dias úteis

UCSP Bombarral Rua Dr. Arlindo de Carvalho, 27 2540 – 073 Bombarral Telf. 262 600 130 Fax 262 600 132 e.mail csbom@srsleiria.min-saude.pt Horário: 8h00-20h00 em dias úteis Consulta aberta: 10h-20h00 todos os dias

CASAL PARDO

Unidade Local de Saúde Pública

ROSTOS

UCSP Litoral Alfeizerão

REDINHA

Rua do Caeiro 3100 – 623 Redinha Telf. 236 910 510

dias úteis Consulta de recurso: 18h00-20h00 em dias úteis; 9h00-13h00 ao sábado; 14h00-20h00 ao domingo ALVORNINHA

S. MARTINHO DO PORTO

ACES* Oeste Norte

GUIA

Fonte das Cabecinhas 3100 – 863 Guia Telf. 236 951 147

PINHAL FANHEIRO

Largo do Rossio Casal Pardo 2460 – 197 Alfeizerão Telf. 262 999 706 CELA

Rua Norberto Correia, 10 2460 – 352 Cela Telf. 262 503 068

Telf. 262 600 134 e-mail: ulspbombarral@gmail.com CALDAS DA RAINHA

UCSP Caldas da Rainha Rua do Centro de Saúde 2500 - 241 Caldas da Rainha Telf. 262 870 380 Fax 262 870 381 e.mail ucspcaldasdarainha@gmail.com Horário: 8h30-12h30/14h00-17h00 em

Rua Joaquim Miguel Nobre Ferreira 2500 Caldas da Rainha Telf. 262 949 142 GAEIRAS

Vale da Horta 2510 Gaeiras Telf. 262 958 787 Rua Casal dos Loureiros, 2 2500 – 540 Landal Telf. 262 949 220 VIDAIS

Rua 10 de Abril, 5 2500 – 749 Vidais Telf. 262 939 286


Directório de Saúde ‘2010

USF Tornada

Estrada Nacional 8, 27 – R/C 2500 – 315 Tornada Telf. 262 836 005 Fax. 262 836 082 e-mail:administrativo.usf@gmail.com Horário: 8h00-18h00 em dias úteis; 9h00-13h00 ao sábado

AMOREIRA

Estrada Nacional 114, nº 111 2510 – 421 Amoreira Telf. 262 965 090 OLHO MARINHO

Rua Principal, 56 2510 – 552 Olho Marinho Telf. 262 969 233

Hospital Termal Rainha D. Leonor

(Centro Hospital Caldas da Rainha) Largo Rainha D. Leonor 2500 – 176 Caldas da Rainha Telf. 262 830300 Fax: 262 830 370 secretariado.ca@chcrainha.min-saude.pt

VAU

Centro de Diagnóstico Pneumológico

Unidade Local de Saúde Pública

Rua Principal, nº 53 2500 Coto Telf: 262 843 457 Fax: 262 838 453 NAZARÉ

USF Mar de Saúde Caixins 2450 – 125 Nazaré Telf. 262 569 120 Fax. 262 561 938 e-mail: usfmardesaude@gmail.com Horário: 8h00-20h00 em dias úteis

Rua 1º de Maio 2510 – 664 Vau Telf. 262 969 460 Tel. 262 955 050 e-mail: ulspobidos.on@gmail.com

Hospital Bernardino Lopes de Oliveira - Alcobaça

(Centro Hospitalar Oeste Norte) Rua do Hospital 2460 – 051 Alcobaça Telf. 262 590 400 Fax: 262 590 406 e-mail: hablo@halcobaca.min-saude.pt

PENICHE

UCSP Peniche Rua General Humberto Delgado 2520 - 446 Peniche Telf. 262 790 020 Fax 262 790 029 e-mail cspen@srsleiria.min-saude.pt Horário: 8h30-18h00 em dias úteis SAP: 8h00-20h00 de 2ª a 6ª; 20h00-8h00 de 2ª a 5ª no Hospital de Peniche

Hospital São Pedro Gonçalves Telmo - Peniche

(Centro Hospitalar Oeste Norte) Rua General Humberto Delgado 2520 - 447 Peniche Telf. 262 780 900 Fax: 262 780 999 e-mail: geral@hpeniche.min-saude.pt www.hpeniche.min-saude.pt

ATOUGUIA DA BALEIA USF Nazareth Caixins

2450 – 125 Nazaré Telf. 262 561 041 Fax: 262 561 040 e-mail: usfnazareth@gmail.com Horário: 8h00-20h00 em dias úteis

Rua Padre Joaquim Maria de Sousa, 14 2525 – 076 Atouguia da Baleia Telf. 262 759 260 FERREL

Rua do Jardim Infantil, 4 2520 – 161 Ferrel Telf. 262 769 555

FAMALICÃO

2450 Famalicão Telf. 262 560 095 VALADO DE FRADES

Rua Heróis do ultramar 2450– 372 Valado dos Frades Telf. 262 577 109

SERRA D’EL REI

Edifício Bombeiros / Centro de Dia 2525 – 810 Serra d’El Rei Telf. 262 909 132 Unidade Local de Saúde Pública

Telf. 262 790 020 e-mail: cspensp@srsleiria.min-saude.pt

Unidade Local de Saúde Pública

Tel: 262 562 019 e-mail: csnazsp@srsleiria.min-saude.pt ÓBIDOS UCSP Óbidos

Bairro dos Arcos Rua do Ginásio 2510 - 081 Óbidos Telf. 262 955 050 Fax 262 955 051 e-mail csobi@srsleiria.min-saude.pt Horário: 8h30-17h00 em dias úteis Consulta Aberta: 16h00-18h00 em dias úteis A-DOS-NEGROS

R. da Calçada 2510 – 321 A-dos-Negros Telf. 262 958 363

UNIDADES HOSPITALARES Hospital de Santo André, EPE

Rua das Olhalvas – Pousos 2410 – 197 Leiria Telf. 244 817 000 Fax: 244 817 083 e-mail: secca@hasaleiria.min-saude.pt www.hsaleiria.min-saude.pt Hospital Distrital de Caldas da Rainha

(Centro Hospitalar Oeste Norte) Rua Diário de Notícias 2500 – 176 Caldas da Rainha Telf. 262 830 300 Fax: 262 880 579 secretariado.ca@chcrainha.min-saude.pt www.chcrainha.min-saude.pt

Centro Hospitalar S. Francisco

Quinta do Cabeço 2404 – 012 Leiria Telf. 244 819 300 e-mail: leiria@chsf.pt www.chsf.pt

Hospital da Confraria de Nª Sª da Nazaré

Unidade Local de Saúde Pública

Rua dos Silos 2500 Caldas da Rainha Telf. 262 870 190 secsp@cscrainhasrsleiria.min-saude.pt

67

Hospital Distrital de Pombal

Avenida Heróis do Ultramar 3100 – 462 Pombal Telf. 236 210 000 Fax: 236 210 211 e-mail: hdp@hdpombal.min-saude.pt Clinigrande – Clínica da Marinha Grande, Ldª

Rua D. João Pereira Venâncio, nº14 2430 – 291 Marinha Grande Telf. 244 574 060 Fax: 244 574 069 www.clinigrande.pt

Largo Nª Sª da Nazaré Sítio da Nazaré 2450 – 065 Nazaré Telf. 262 550 100 Fax: 262 550 108 e-mail: mesa.admin@cnsn.pt www.cnsn.pt Hospital de Avelar - Fundação Nª Sª da Guia

Rua Castelo 3240 – 334 Avelar Telf. 236 620 200 Fax: 236 622 319 e-mail: geral@fsng-avelar.com

Hospital D. Manuel de Aguiar – Santa Casa da Misericórdia de Leiria

Rua de Tomar Leiria Telf. 244 106 202 Fax: 244 106 298 e-mail: geral@misericordiadeleiria.pt

*ACES – Agrupamento de Centros de Saúde ** UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados


Revista Directório da Saúde 2010  

Revista Directório da Saúde 2010, parte integrante da edição de 19 de Março de 2010 do semanário Região de Leiria

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you