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especial

Região de Leiria 11 | Junho | 2010

Resistência Urbana

BTT traz competição, público e festa até às ruas de Leiria Três horas ∑ Mais de 300 atletas vão percorrer 5,37 quilómetros no centro da cidade, durante a noite, ao longo de 180 minutos Uma prova única, a nível nacional, que merece o aplauso da Federação Portuguesa de Ciclismo e tem conquistado adeptos, ano após ano. A 3ª edição de Resistência Urbana de Leiria vai concentrar público de todas as idades, amanhã, sábado, a partir das 15 horas e a organização espera conseguir tornar este evento como “um dos grandes eventos da cidade de Leiria”. “A prova já é uma realidade pela qualidade que tem”, afirma Alexandre Domingues, presidente da Airbike - Associação de Ciclismo, que organiza a prova pelo terceiro ano consecutivo, com o apoio do REGIÃO DE LEIRIA. A verdadeira festa começa às 21 horas com a partida de mais de 300 atletas para 180 minutos de muita técnica, equilíbrio, esforço, sacrifício e dedicação, pelas ruas de Leiria. A prova, de âmbito nacional e

única com este formato, conta ainda com outro elemento - o público - que torna a competição num evento singular. “Por norma, as provas de btt são feitas no mato e o público tem que se deslocar até ao terreno. Aqui, trazemos a prova até ao público”, explica o também director de prova e elemento organizador do Lisboa Downtown. “A adesão do público tem sido espectacular e contamos com muitas pessoas a ver a prova”, afirma, acreditando que “São Pedro vai ajudar” à festa. Quem também vai dar uma mãozinha é o “Mundialódromo”, que vai decorrer na Praça Rodrigues Lobo, a partir de hoje, sexta-feira, e vai trazer mais pessoas à cidade. Durante a prova, a classificação dos atletas e algumas imagens do percurso serão transmitidas em directo no ecrã gigante que vai estar na Praça Rodrigues Lobo.

Com algumas alterações face ao ano anterior, tudo foi pensado ao pormenor e está tudo a postos para a “invasão de bttistas” que se prevê. Com participantes vindos um pouco de todo o país, a maior fatia de atletas é da região. “Sentimos que estão a dar muito valor à prova e se, por um lado, temos pessoas de todos os pontos do país, que já conhecem e que podem promover o turismo, a região e a hotelaria, por outro, estamos agregados a parceiros locais, que terão um retorno muito maior com atletas da região”, justifica o dirigente. Consequentemente, a presença de amigos, familiares e companheiros de equipa também será em maior número.

Programa ∑ Sábado, 12 de Junho 15 horas Abertura do secretariado Abertura do parque de equipas 17 horas Abertura das verificações técnicas Abertura do parque fechado 20h15 Encerramento do secretariado Reconhecimento das condições da pista pelo director de prova Encerramento total da pista a peões e trânsito 20h30 Abertura da zona de meta Posicionamento de atletas para a partida 20h45 Encerramento das verificações técnicas 20h50 Briefing 21 horas Início da prova ∑ Domingo, 13 de Junho 00h00 Fim da prova 00h30 Entrega de prémios Este programa está sujeito a alterações


RESISTÊNCIA URBANA DE LEIRIA BTT 2010 | ESPECIAL 37

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Verificações são meio caminho para a vitória Equipamento ∑ O percurso tem zonas pouco iluminadas e é obrigatório o uso de luzes A edição de 2010 da prova de Resistência Urbana tem um percurso de 5,37 quilómetros e uma altimetria acumulada de 80 metros por volta. E claro está que antes da prova é necessário que todos os atletas passem por uma fase de verificações. Por isso, quem circular durante a tarde de amanhã, sábado, no centro da cidade de Leiria, vai verificar alguma agitação já em torno da prova. As verificações técnicas, de forma a confirmar as normas de segurança e organização, decorrem entre as 17 horas e as 20h30 horas. Um dos elementos obrigatórios é o uso de luzes. Estas não podem ser simples luzes de presença, já que o circuito atravessa algumas zonas da cidade onde não existe iluminação. Os equipamentos terão que ser apresentados no momento das verificações. Será também nessa altura que os pneus das bicicletas serão verificados. Este é um dos requisitos mais importantes. Os pneus não poderão ser tipo “slick” ou lisos

e devem ter uma largura igual ou superior a 1,85”, para que se evitem ao máximo pequenas quedas, pois existem áreas onde o piso é escorregadio. Quando a prova de resistência urbana começar, os participantes têm 180 minutos para dar tudo por tudo, já que não há hipótese de trocar de rodas ou de bicicleta durante a prova e parar para descansar não vai ajudar a chegar ao pódio. Ao final da tarde de sábado, será ainda colocado o “transponder” na suspensão da bicicleta. Trata-se de um dispositivo electrónico que, ao emitir um sinal rádio, permite ao sistema de cronometragem identificar, através da recepção e reconhecimento daquele mesmo sinal, o participante de cada vez que passa pelo Controlo Horário, para que seja coincidente com a linha de meta. O uso do “transponder” já aconteceu no ano passado e a sua eficácia exige a sua utilização. Dado ser uma prova com uma velocidade média elevada, com alguma adrenalina, um número de participantes elevado e um estatuto de pro-

va nacional, o sistema de cronometragem, controlo e registo tem que ser rigoroso. Com as verificações concluídas, a organização encaminha as bicicletas para o parque fechado no devido posicionamento relativo ao número do dorsal, para que a saída para a zona de meta para alinhamento seja realizada a partir das 20h30. Os participantes sairão do parque fechado, por ordem crescente, cerca de trinta minutos antes da partida e o alinhamento na Zona de Meta é feito pelo dorsal. Os dorsais são atribuídos à medida que é confirmado o pagamento da inscrição, ou seja, quanto mais rápida for a inscrição e o pagamento, menor será o número de dorsal, o que possibilita ao participante ir nos primeiros lugares. Assim, não há necessidade de se guardar lugar cedo na zona de meta como é hábito, sendo mais descontraída a preparação de cada atleta para a prova e tem tempo para tratar da alimentação, sem ter que guardar lugar na zona de meta.

Tem a palavra

∑ Centenas de pessoas são esperadas para acompanhar três horas de resistência, no centro de Leiria. As edições anteriores foram um sucesso e a organização quer tornar o evento uma referência nacional.

Alexandre Domingues presidente da Airbike - Associação de Ciclismo

r Que se confirme como um 1

dos grandes eventos da cidade de Leiria” Em que é que esta prova se distingue de todas as outras que existem a nível nacional?

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Tem um formato único em Portugal. Foi a primeira deste género e assim continua. Encaramos esta prova, desde a primeira edição, com uma determinada logística de segurança. Estamos dentro de uma cidade, com muito público e as condições de segurança têm que ser asseguradas.Por norma, as provas de resistência e crosscounting são num circuito fechado com um número limitado de voltas. Aqui, a diferença é que o tempo é que limita a prova. Outra grande diferença, e das mais importantes, é que o crosscounting é feito no mato e o público tem que se deslocar ao terreno, o que faz com que o btt não seja uma modalidade tão divulgada. Aqui, a prova é feita na cidade e nós levamos a prova ao público.

Como é que foi a reacção do público no ano passado?

Foi espectacular. Tínhamos dezenas de pessoas ao longo do percurso. No primeiro ano, muitas delas iam passear à noite e depois aproveitaram para ficar a ver a prova. No segundo ano, já muitas pessoas tinham conhecimento da prova e deslocaram-se de propósito para ver a prova. Este ano o enquadramento será muito melhor, porque integra o “Mundialódromo” e trará mais público e a logística estará connosco. A classificação da prova, por exemplo, será transmitida em directo no écran gigante que vai estar na Praça Rodrigues Lobo. E assim, pode acompanhar a prova.

É uma prova dura e violenta pelo esforço que exige e duração?

Por norma, as pessoas chegam à conclusão, no final da prova, que é muito mais dura do que aquilo que estavam à espera. Acontece que a prova é citadina e o piso é mais regular e mais rápido. No ano passado, a prova chegou a ter uma velocidade média superior a 25 km/h. Fruto do público e do enquadramento, as pessoas andam muito acima das suas possibilidades e depois de hora e meia de prova, o esforço começa a sentir-se. Por ser à noite, os desvios não se notam tanto e por cada volta que passa, faz-se sempre mais um esforço.

Quais são as expectativas para a prova?

São elevadas e esperamos muito público. Acho que vamos conseguir, e se as condições climatéricas ajudarem, melhor. Gostávamos que, no meio das nossas expectativas, que queremos que corra na perfeição, o evento se confirme como um dos grandes eventos da cidade de Leiria. Para já, já sentimos que quem está agregado à modalidade sabe que quando se fala da Prova de Resistência Urbana, esta é em Leiria. E já é uma referência pela qualidade que tem. A própria Federação começa a utilizar a prova como ponto de referência e existem entidades que já têm a Resistência Urbana como exemplo.


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Trânsito vai sofrer algumas alterações

Percurso e Plano de Segurança Legenda Zona de Meta > Arco de Meta > Cronometragem > Direcção de Prova Segurança s/ Travessia de Público Segurança c/ Travessia de Público Polícia Ambulância

O cenário será construído durante todo o dia de sábado e à noite, a partir das 20h15, o trânsito será fechado ou mesmo condicionado em muitas das artérias do centro da cidade de Leiria. A organização da prova esfera que mais de um milhar de pessoas, entre assistências, equipas técnicas, organização, atletas e população residente, pelo que todos os cuidados de segurança e circulação serão assegurados. A prova tem início no Largo 5 de Outubro, junto ao Banco de Portugal e é aqui que também terminará, passados 120 minutos. Durante esse período o trajecto está cortado à circulação rodoviária e a travessia de público também está sujeita a fortes condicionalismos. O percurso segue pelo Largo Paulo VI e toma a direcção da zona histórica, pela Travessa do Banco de Portugal, a Rua D. Dinis, a Rua da Vitória e passa em frente à Sé de Leiria. Depois, é hora de subir até à Travessa da Sé, em direcção à Rua Pêro Alvito e à Travessa do Horto, contornando o Castelo de Leiria, pela Rua Christiano Cruz até ao parque de estacionamento da Escola Domingos Sequeira. O regresso ao centro da cidade faz-se pela Avenida Ernesto Korrodi, junto ao Governo Civil, e continua pela Travessa das Amoreiras, Rua Padre António, e Largo de Santo Estevão. Uma das zonas consideradas com maior dificuldade ou perigo é junto ao Arquivo Distrital de Leiria, nas escadas que agora ali se encontram. O trajecto continua para a Rua Alfredo Keil, a Travessa da Beneficência, o Largo Cândido dos Reis, o Largo Marechal Gomes da Costa e entra na Praça Rodrigues Lobo e segue em direcção ao rio. A circulação vai fazer-se na zona pedonal do Marachão nas duas margens, até à Ponte Francisco Sá Carneiro, com regresso ao Posto de Turismo, entrada no Jardim Luís de Camões e chegada à meta, no ponto de partida. Ao longo do percurso vão existir ainda cinco zonas de cronometragem: zona da meta, Largo Cónego Maia, Rua de Santiago, Largo de Santo Estevão e Largo Alexandre Herculano.


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Três centenas de participantes Em 2009, o número de participantes na prova de Resistência Urbana Nocturna de Leiria estava limitada a 250 inscrições. No entanto, a procura foi tal que a organização alargou a inscrição a 320 pessoas. Em 2010, estendeu as inscrições a 350 participantes, que serão distribuídos pelos escalões Cadetes/Juniores (dos 14 aos 18 anos), Sub23/Elites (dos 19 aos 29 anos), Veteranos A (dos 30 aos 39 anos) e Veteranos B/C (para maiores de 39 anos). Os atletas do sexo feminino serão incluídos num escalão único. A prova, com a duração de três horas, tem como objectivo a realização do maior número de voltas em circuito fechado, durante o período da competição. No caso dos atletas do escalão cadetes/juniores, a prova termina ao final de duas horas.

A prova, de âmbito nacional, termina após os atletas passarem a linha da meta, depois de cumprido o tempo regulamentar.

Prova dura. Apesar de a prova ser destinada aos dois sexos, a presença feminina na competição acontece em muito menor número. “Há muito poucas mulheres em competição. Se tivermos dez a quinze mulheres em prova é muito bom”, entende Alexandre Domingues. A violência e esforço exigido pela competição é uma das razões que pode justificar a presença de poucas atletas femininas. “É uma modalidade de força, de técnica, que exige muito treino”, refere. E acrescenta: “Mas têm uma vantagem, a hipótese de chegar ao pódio é muito maior”.

Percurso virado do avesso Perigo ∑ As zonas de maior dificuldade ou perigo foram eliminadas Para eliminar perigos, zonas de quedas, deslizes e reforçar a segurança, a organização da Prova de Resistência Urbana de Leiria alterou o percurso face ao ano passado. As mudanças registamse logo no início da prova, com a eliminação do “start lup”, ou seja, de uma volta inicial pelo percurso para permitir o alongamento dos atletas e impedir o atrofiamento destes na fase inicial. Outra das novidades é a realização do percurso em sentido contrário ao da edição de 2009. De forma a eliminar descidas acentuadas e perigosas, A lexa ndre Domingues, da organização, explica que “se procurou simplificar”. “Se formos comparar, uma boa parte do percurso é coincidente, mas somente feito ao contrário”, diz. O objectivo foi mudar zonas de descida consideradas de “risco” e realizar esses trajectos a descer. “O que, no ano passado, calculávamos que fosse problemático, veio a confirmar-se e, por isso, este ano tinhamos que corrigir isso”, refere o também presidente da Airbike - Associação de Ciclismo. Contudo, as escadas continuam a ser um ponto crítico, nas duas travessias que acontecem. Uma junto ao Arquivo Distrital e à Fonte Freire.

“É uma escada nova e é preciso ter mais cuidado e atenção. Uma manobra mal calculada pode significar uma queda”, salienta, lembrando que existem ainda as escadas do Posto de Turismo, já na etapa final do percurso.

Segurança. À semelhança de outros anos, a organização terá elementos de segurança, staff, polícia e bombeiros espalhados por pontos estratégicos da prova. No total serão perto de duzentas pessoas que vão garantir o normal funcionamento da prova. Com uma distância de 5,37 quilómetros e uma altimetria acumulada de 80 metros, uma volta ao circuito demorará entre 13 a 15 minutos para os primeiros atletas. Boa parte do circuito é em calçada e a área pedonal do Marachão realiza-se em zona plana.

Penalizações

∑ Quem terminar antes do tempo regulamentar é automaticamente desclassificado ∑ Não cumprimento do percurso penaliza em uma volta ∑ Assistência mecânica exterior não permitida penaliza em uma volta ∑ Infracções sucessivas e práticas anti-desportivas ditam a desclassificação imediata e abandono da prova ∑ Alterações técnicas não permitidas na bicicleta ditam a desclassificação da prova

Prémios para os campeões Quem subir ao pódio, para além da recompensa pessoal pelo esforço realizado, vai ainda receber troféus e um prémio. Os três primeiros classificados gerais masculinos e femininos serão premiados com um fim-de-semana para duas pessoas no Hotel Seia Camelo, em Seia, um fim-de-semana para duas pessoas no Hotel Gouveia, em Gouveia, e um Programa SPA Signature no Hotel Termas de Monte Real para duas pessoas, respectivamente para o primeiro, segundo e terceiro lugar.

Classificações de 2009 Elite masculinos 1º David Rosa - Mais Corpo BTT 2º Fábio Ferreira - Caixa Agrícola Pombal 3º Jorge Valente - Maxygim Sub 23 masculinos 1º André Filipe - SCL Marrazes 2º Luís Pires - Mais Corpo BTT 3º Luís Pedreira - Maxygim Femininos 1º Alexandra Ferreira - Maxygim 2º Mónica Magro - Maxygim

3º Adriana Grácio - Pipos Amarelos Cadetes 1º Tiago Marques - SCL Marrazes/Fatibike 2º André Agostinho - Róódinhas/ Santos Silva TMN 3º André Coelho - Mais Corpo BTT Juniores 1º André Pereira - Róódinhas/ Santos Silva TMN 2º André Moreno - SCL Marrazes/Fatibike 3º João Graça - Róódinhas/Santos Silva TMN

Veteranos A 1º Sérgio Valente - Maxygim 2º Alexandre Casimiro Mortágua/Dr Seguros 3º Mauro Jorge - Róódinhas/ Santos Silva TMN Veteranos B 1º Arlindo Gaspar - Airbike AC 2º Armando Ferreira - Marinha Grande BTT 3º Nuno Morgado - Bikezone Leiria


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