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2 3 6 2 0 9 9 3 0 Te l e f o n e · 2 3 6 2 0 9 9 3 9 F a x · L a r g o d o C a r m o, 2 0 R / C E s q . · A p a r ta d o 1 · 3 1 0 0 - 4 5 1 P o m b a l · i n f o @o e co. pt · w w w.o e co. pt DIRECTOR

João Carreira Mensário 1 de Junho de 2009 Ano LXXVII N. 2825

Administrador que foi afastado do Bodo diz-se “injustiçado” Auditoria às contas afasta fraude

Gratuito Infomail

página 12

Candidato do PS à Câmara garante que objectivo é ganhar

O que Adelino Mendes quer mudar em Pombal páginas 9, 10 e 11

Crise Número de inscritos no Centro de Emprego de Pombal continua a crescer Pombal é o quinto concelho do distrito de Leiria com mais desempregados. Em Abril estavam inscritas 1533 pessoas no Centro de Emprego. Mais 600 do que o registado em Abril do ano passado.

página 16

educação

ambiente

economia

social

“Há investimentos importantes a fazer (...) na reorganização da rede escolar”

“Sistema de abastecimento da rede carece de ser reformulado. (...) Temos problemas ambientais muito graves”

“Temos que fazer marketing territorial (...) e criar uma verdadeira agência de captação de inestimentos”

“Município tem que reforçar o apoio à construção de equipamentos sociais”

Eleições autárquicas

As apostas do deputado Feliciano Barreiras Duarte É deputado na Assembleia da República eleito pelo PSD. ex-secretário de Estado, também já liderou a distrital social-democrata. Nesta edição “adivinha” os resultados eleitorais na região. E explica porquê.

páginas 20 e 21

Colégio João de Barros é campeão nacional em juniores femininos

O mês de Maio “fabricou” alguns vencedores no concelho. O inevitável Colégio João de Barros, o Núcleo Sportinguista de Pombal e o Guiense, cada um na sua modalidade. Para conferir nas páginas do suplemento de desporto.


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opinião pública a quente

EDITORIAL

Bodo: o que mudou?

“O terreno é adverso, mas vale a pena

sobre a sua candidatura, pela CDU, à Câmara de Pombal

As contas das Festas do Bodo continuam a dar que falar e fizeram para já a vítima mais óbvia. O administrador da Pombal Viva, a empresa municipal que organizou o evento no ano passado. João Vila Verde, já se percebia, tinha perdido o pé, até porque os resultados não coincidiram com as promessas.

“Vou mudar de vida, é muito tempo

Agora, foram apresentadas as conclusões de uma auditoria que empurrou a Câmara de Pombal a afastar Vila Verde da organização do Bodo este ano, quando estamos a um par de meses do início do evento.

sonhar” Alcides Simões,

de serviço público” Ofélia Moleiro

A grande questão que se coloca e que causa grande perplexidade, ainda está por explicar.

recusou convite para integrar lista de Narciso Mota às eleições autárquicas

“A homossexualidade não está em sintonia com aquilo que é a razão natu-

Se a auditoria, como já foi insistentemente sublinhado, não detectou qualquer fraude, então porque razão foi o administrador colocado à margem de todo o processo? É que a lógica não sobrevive à evidência: a derrapagem já era conhecida e fragilizara a imagem da autarquia, sobretudo em tempos de crise. Então, o que mudou entretanto?

ral da vida” Narciso Mota, no encerramento das Primeiras Jornadas Ibéricas Sobre Violência Doméstica

“Dei muito ao evento e sinto-me -me injustiçado perante esta situação” João Vila Verde, depois de conhecido o relatório da auditoria às contas do Bodo, que não detectou qualquer ilegalidade

“Manuel Ferreira Leite assume o papel de coveira dos concelhos do Pinhal Interior” comunicado da Federação Distrital de Leiria do PS

“Narciso Mota não tem postura para ser presidente da Câmara” Manuel Jordão Gonçalves presidente da Junta do Louriçal, na acesa discussão entre os autarcas, que marcou a visita àquela freguesia

SOJORMEDIA SGPS

CARTA

Em tempos de «crise»: voluntariado e solidariedade Em tempos de «crise» não adianta “chorar sobre o leite derramado” e a nossa sociedade religiosa e civil, tem demonstrado que neste momento o que conta é fazer como dizem os jogadores de futebol depois de uma derrota: “há que levantar a cabeça”. E tem sido a postura da nossa sociedade, fazendo crescer e de um modo notável, quer o voluntariado, quer a solidariedade. Na cidade de Setúbal nasceu uma ideia: ao fim da noite um grupo de voluntários, deixa o sofá e a TV, e vai recolher as sobras (não os restos conspurcados) dos alimentos em diversos restaurantes da cidade. Tudo é encaminhado para um determinado local, onde um voluntário de cadeira de rodas e portanto impossibilitado de se deslocar na recolha, vai apontando o nome dos carenciados que, não tendo dinheiro para comer, recorrem a essa ajuda –

Redacção Sandra Mesquita Ferreira (T.P. nº 930) Cid Ramos Coordenador Comercial João Agrela

Director João Carreira (Carteira Profissional nº 3139)

Colaboradores Adelino Leitão, Adérito Araújo, Adelino Malho, Cid Ramos, Diogo Mateus, Feliciano Barreiras Duarte, Fernando Carolino, Fernando Falcão Martinho, Filipe Ruivo, Gilberto Carrasqueira, João Melo Alvim, Maria Ofélia Moleiro, Nelson Cardoso, Pedro Pimpão, Rui Miranda.

são atendidos por ordem de chegada e sempre se consegue que chegue para todos. Aqui o voluntariado impera, o que não quer dizer que seja caso único – pelo contrário, acções de voluntariado crescem de dia para dia, seja no apoio a doentes, idosos, crianças em risco, toxicodependentes, reclusos, etc. Devemos congratularmo-nos com isso. Eu disse que, no caso de Setúbal, chega sempre para todos. A razão está na solidariedade. Um utente habitual um dia não compareceu à distribuição de alimentos. Inquirida razão, afirmou: o que tinha levado chegou-me para dois dias e assim não vim para dar lugar a outro que precisasse mais do que eu. Comovente no mínimo. Refiro este caso porque foi objecto de uma reportagem na TV, mas são inúmeras as situações e os diferentes canais televisivos têm-se esforçado por

lhes dar visibilidade, e ainda bem, porque o exemplo é mais eficaz do que a palavra. Quanto à subsidiariedade, deixemola para o Governo e entidades competentes. Podem ter boa vontade, mas a burocracia não deixa actuar sobre o acontecimento e, por vezes, quando chega já é tarde. Arregacemos as mangas e faça, cada um no seu meio, o que puder. Juntos venceremos mais depressa a «crise» e, no momento actual, poderemos minimizar os seus efeitos nefastos em tantos e tantos...

o Maria Fernanda Barroca

Paginação Carlos Cardoso, Cristina Silva, Eduarda Lopes, Margarida Côrte-Real e Vítor Pedrosa

Propriedade e Edição Empresa Jornalística Região de Leiria, Lda. Contribuinte Nº 500 096 805 Capital Social 250.000 euros Depósito Legal Nº 44 731 - 91 Título registado no ICS sob o nº 100 512

Contactos Rua D. Carlos I, 2-4 Apartado 102 2415-405 Leiria-Gare Telefone: 244 819 950 Fax: 244 828 905

Impressão

Gerência Ângela Gil, Francisco Rebelo dos Santos e Pedro Costa.

Linha do Leitor

Imprejornal, SA Tiragem deste número 10 000 exemplares

Tel.: 808 201 933 Membro de: Associação Portuguesa de Imprensa


correio leitor

Junho 2009

correiodoleitor@oeco.pt

CARTA

O papel (ingrato) das forças de segurança nas sociedades modernas As forças de esquerda acreditam no “homem bom” e, por isso, defendem que as sociedades modernas não precisariam de forças militares e de segurança. E se o homem não for um “homem bom” entendem ainda que a sociedade não pode “fazer-lhe mal”, punindo-o. E se ele cometer crimes, este tem direito a uma “vida digna” na prisão e que o castigo seja o mais suave possível, mesmo que as suas vítimas tenham ido para “o outro mundo” ou, sobrevivendo, “carreguem a cruz” do crime sofrido, porque a culpa não é dele, mas sim da sociedade que tem a obrigação de o aceitar como ele é e mantê-lo. Já os partidos de direita, defendem outros valores e outras práticas, talvez lembrando-se do seu passado ideológico e comportamental. Entendem que o homem só será um “homem bom” se for “forçado” a isso, quer pela educação quer pelos valores da socialização, incluindo a religião, bem como a disciplina e uma justiça eficaz. Vivemos assim entre duas ideologias que nesta matéria não entendem que há “homens maus” e que, por educação/formação ou falta dela, não sabem ou não querem “coabitar” em sociedades democráticas que, utopicamente, deveriam ser perfeitas. É óbvio que num mundo tão desigual, estão reunidas as condições para uma sociedade de conflitos, sendo os “criminosos” os agentes modernos dessas “lutas”. A “brandura” perante estes “homens maus” começa logo na família, continua na escola e vai até outras forças e instituições que têm também a obrigação de “educar” os “homens maus”, mas preferencialmente antes que eles se “convertam” em “inimigos” da sociedade a que pertencem. Dispensome de enumerar os “culpados”, mas neles também incluo aqueles que tive-

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ram e muitos continuam a ter, a “brilhante ideia” de mandarem construir “bairros problemáticos”, normalmente nos arredores das cidades, porque está provado que é um erro sociológico grave. São tantos os exemplos, mas são maiores e mais graves nos arredores de Lisboa, Porto e Setúbal. Mas infelizmente, os problemas passam-se em qualquer lugar, mesmo nas pequeninas povoações já existem crimes impensáveis no passado recente, por força das alterações que se foram operando na nossa sociedade. Perderam-se valores educacionais e sociais e esta “onda de crimes” não tem apenas como “culpada” a crise económica, mas sim uma crise social muito mais abrangente, incluindo-se também uma crise de autoridade. Obviamente que não se pode/deve confundir autoridade com ditadura, mas nas sociedades democráticas, a autoridade tem que ser forte, respeitada e respeitadora e defensora das pessoas e bens e das instituições. No meio de tudo isto, temos os políticos que continuam entretidos com as “guerrilhas” ideológicas e partidárias, por um lado, e as forças de segurança por outro. Estas (as forças de segurança) têm, dado alguns “tiros nos pés”, ao longo da vida da nossa democracia, mas acabam por ser o “fiambre da sanduíche”, isto é, entaladas que estão entre os políticos que em vez de as dotarem com os meios adequados, e por vezes as atacam, desautorizando-as ou desmotivando-as, e os criminosos que vão crescendo em número e cada vez mais “fortes” nos meios e nas suas práticas. Assim, surpreende-me que ainda haja homens/mulheres que querem ser polícias numa época em que não compensa face ao elevado risco que correm. Arriscam a própria vida e depois correm também o risco de serem

eles os “culpados” de atacarem e prenderem os ““homens maus”? Por vezes, até a própria população se vira contra as forças de segurança, tomando partido dos “homens maus”. Vejam-se, por exemplo, o elevado número de agressões às forças de segurança nos últimos tempos (até invasões de esquadras já se verificaram), atitudes inimagináveis numa sociedade democrática, mas que são uma realidade crescente. Será possível a “sobrevivência” dos regimes democráticos sem umas forças de segurança fortes, motivadas e bem apetrechadas, mas responsáveis? Só por pura utopia se pode acreditar que os “homens maus”, mais ainda quando actuam em redes e “gangs” não destruirão, mais cedo ou mais tarde, as sociedades democráticas. Custa a entender que este é um problema de todos aqueles que defendem uma sociedade moderna e democrática e que não se confinando ao espaço do nosso país, atinge mais uns do que outros? Mais polícias? O problema não se resolve por aí, porque é impensável ter uma agente em cada esquina ou como “guarda-costas” de cada cidadão. Ou será que é a vítima a culpada do crime e do seu crescimento? Este é, pois, um problema supra partidário e que diz respeito a todos nós, independentemente da raça ou etnia.

o Serafim Marques Economista

Mais um “achado” do João Faria Há algum tempo, estando eu com o meu genro João Eusébio, dos Vicentes, Junto ao Jardim, em Pombal, apareceu vindo do lado dos Correios, o amigo João Faria, envergando o seu traje tradicional, com sacos e saquetas, malas e maletas, penas, penachos e rabos de raposa. O habitual. Ao aproximar-se, eu perguntei-lhe: – “Então, Faria, como é que vão esses achados arqueológicos?” – “Oh pá, olha agora há pouco tempo, descobri nos Vicentes uma terra coberta de pedras com dois milhões e quinhentos mil anos! Trouxe algumas para estudo, que tenho guardadas no meu museu e que posso mostrar. Tenho aqui duas fotografias que tirei lá, em que se vêem nitidamente as pedras”. Perante as fotografias, o meu genro identificou a terra como sendo dele, pois a herdou dos pais, e disse-lhe: – “Essa terra, onde estão as pedras, é

minha”. Ao ouvir isto, o Faria teve um sobressalto e mostrando uma certa timidez diz ao meu genro: – “mas você não me vai autuar por eu ter trazido as pedras, pois não?” – “Autuá-lo, eu?” – diz-lhe o meu genro. Nem pense nisso! O que eu muito lhe agradeço é que você vá lá, apanhe quantas pedras lá estão e me deixe a terra limpa!” Não tem igual, este Faria! Como ele não há nenhum. Trabalha de noite e dia como manda a democracia, sempre em prol de um bem comum?

o Inocêncio Marques (IMAR)

Este espaço é seu, caro leitor. Envie-nos a sua carta, o seu e-mail, ou um simples SMS. Conte a sua história, faça uma denúncia, um elogio, uma crítica. A partir de agora pode também felicitar quem quiser e dar os parabéns através deste jornal, bastando para isso que nos faça chegar a foto e o nome do/a aniversariante até à segunda-feira anterior à publicação. Escreva-nos para o O ECO - Correio do Leitor, Rua D. Carlos I, 2 a 4, Apartado 102, 2415 - 405 Leiria Gare. Ou através do endereço correiodoleitor@oeco.pt O ECO reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Os textos e as fotos não serão devolvidos.

h Parabéns a Você! A colectividade da sua terra cumpre mais um aniversário? Há membros da sua família que vão apagar velas na próxima semana? Envie-nos a fotografia e uma mensagem de felicitação, que nós prometemos publicar.

SMS 962108736 O ECO dedica agora este espaço à opinião mais “espontânea” e mais célere dos leitores. Agora pode enviar as suas opiniões por SMS para o número de telemóvel 962 108 736. A mensagem deve incluir o nome e a localidade, sendo publicada no site e na edição seguinte. É que a sua opinião… conta!


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plateia Livros

A Noiva Italiana Nicky Pellegrino Asa

CD’s Os Martinelli vivem em Londres, mas são a típica família italiana: sempre a discutir, a comer e a amar. Pieta tem 30 anos, é solteira, e desenha vestidos de noiva. É ela que fica encarregada de desenhar o vestido de noiva da irmã mais nova, mas a sua atenção acaba por ser desviada quando descobre uma série de segredos da família. No dia do casamento, Addolarata – noiva – decide dar uma ajuda ao destino da irmã, mas o resultado não corre como planeado.

Sara Tavares Xinti E.M.I.

Filme Sara Tavares já não é a mesma menina que, há quinze anos, começou a carreira no programa “Chuva de Estrelas”. Mergulhou nas suas raízes caboverdianas, viajou e dedicou-se à música do mundo. Agora, com “Xinti”, a cantora convidanos a conhecer o seu novo mundo. No quarto álbum a solo, Sara Tavares abre as portas de sua casa numa tarde quente e mostranos 14 novas canções. A acompanhá-la tem músicos como: Mário Delgado, Rão Kyao, Miroca Paris ou José Salgueiro, entre outros

Anjos e Demónios Ron Howard

DVD Ro b er t La ngd on, ou melhor, Tom Hanks está de volta para resolver mais um enigma. Depois do sucesso de Código da Vinci, Anjos e Demómios, adaptação do famoso livro de Dan Brown, já está nas salas de cinema. Desta vez, Langdon tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua o Vaticano. Tudo começa com o assassínio de um cientista, na Suíça. Mas a história rapidamente viaja até Roma, que vive entre a eleição papal e misteriosos desaparecimentos de Cardeais.

A Troca Clint Eastwood

Los Angeles, 1928. Quando Christine Collins (Angelina Jolie) regressa a casa depois de um dia de trabalho, descobre que o filho desapareceu. Sozinha, e depois de lhe terem entregue um “filho errado”, a mãe luta para saber o que aconteceu à criança. Num mundo dominado pela corrupção, o caso apaixona a opinião pública. A edição do filme em DVD inclui os olhares de Angelina Jolie e do realizador Clint Eastwood sobre o filme. Angelina conta ainda como se inspirou na vida real para construir a sua personagem.

Jogo

O braço mais forte A Capcom ameaçou e cumpriu. O herói do braço mecânico regressa às consolas, com nova roupagem, mas a mesma acção e emoção de sempre Os mais novos não se recordam, mas “Bionic Commando” não é um título que nasce na geração das novas consolas. O jogo já tem mais de 20 anos e surgiu no saudoso sistema “Nintendo”, uma consola ancestral da actual Wii. Na época, o jogo tornou-se um clássico, pela jogabilidade e carisma do herói. Nathan Spencer (com a voz de Mike Patton, antigo vocalista dos Faith No More), regressa passados dez anos dos acontecimentos iniciais. Contudo, é condenado à morte por crimes que não cometeu e traído por aqueles que serviu fielmente. No dia em que vai ser executado, uma explosão nuclear destrói Ascension City, sem se conhecer os reais motivos e quem fez o ataque. Para lidar com esta situação, as autoridades só podem recorrer a Nathan Spencer para salvar a cidade. O protagonista do braço mecânico mantém o poder do braço. É através dele que se desloca pela cidade, qual Tarzan. Numa espécie de introdução aos novatos do jogo, Nathan começa sem o braço e sem grandes habilidades. O jogador terá de colocar o braço e começar a adaptarse, lentamente, aos movimentos e habilidades que ele lhe proporciona. O desenvolvimento do jogo é bastante simples. Nathan apenas se dedica a combater, utilizando o braço que poderá con-

ter um arsenal de invejar. Como resultado, para além das armas e da força, pouco ou nada poderá deter este soldado biónico. Falta talvez um pouco mais de densidade às missões, pois os objectivos são demasiados parcos em novidades e limitam-se a informar Nathan que terá de eliminar um determinado número de inimigos ou um alvo. Contudo, ao completar os objectivos, o jogador está a ganhar pontos para adquirir novos equipamentos e melhor o poder de tiro. O aspecto visual mostra-nos algumas semelhanças com o original, mas apenas no ambiente em que Nathan se desloca. Não atinge níveis de excelência, mas é um jogo que agrada à primeira vista e flui normalmente. O herói é mais encorpado do que o original e apresenta um penteado mais actual, cheio de tranças. Também os cenários são variados e densos, mas pouco interactivos. No som, para além da voz de Nathan, de referir uma banda sonora adequada ao género de jogo, ou seja, muita explosão e sons de suspense. Uma última palavra para o modo online, com 16 mapas disponíveis e os habituais modos do género, com possibilidade de utilizar os jogos gravados da versão online de “Bionic Commando Rearmed”.

o Nuno Machado


Junho 2009

luzes da ribalta Alunos do IDJV debatem religião em programa televisivo Um grupo de 20 alunos do Instituto D. João V (IDJV) participou no programa “Rédea Solta”, da TVI24. Os jovens entraram num debate sobre religião, moderado pelo apresentador Pedro Granger. O programa deverá ser transmitido a 7 de Junho e inclui ainda os depoimentos de dois seminaristas e de representantes de três organizações de jovens católicos. Os alunos dizem que a experiência foi enriquecedora, quer à frente quer atrás da Câmara. Por um lado tiveram de gerir a ansiedade de participar num programa televisivo que, ainda que estivesse a ser gravado, vai ser emitido sem cortes nem montagens; por outro tiveram oportunidade de conhecer Pedro Granger. Os jovens conquistaram a produção do “Rédea Solta”, que já os convidou a participar noutra edição. As gravações deverão decorrer este mês.

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frente a frente 1. Lopes da Mota deve suspender funções no Eurojust

Fernando Daniel Carolino Membro da Assembleia Municipal de Pombal eleito pelo PS

enquanto for objecto de processo disciplinar por causa das alegadas pressões sobre juízes que investigam caso Freeport? 2. Faz sentido a fusão da Associação Comercial de Serviços de Pombal com a Associação Industrial de Pombal? 3. É admissível que Pombal ainda aguarde do Governo a ajuda financeira prometida após as cheias que ocorreram em Outubro de 2006?

Não me parece que seja uma boa ideia. É confundir, uma vez mais, as coisas. É o imiscuir do poder político no poder judicial e quando se pede tanta isenção de parte a parte, não me parece bem que tal esteja a acontecer. Bom senso, a discrição, a razoabilidade de todos os envolvidos era o mais aconselhável para este caso. Depois, penso que o problema é a nível interno da Procuradoria da República. Cabe assim à organização verificar na actual circunstância e em cada momento se estão ou não reunidos os requisitos para que aquele magistrado se mantenha nas actuais funções. Em minha opinião, até concluído o processo disciplinar a Lopes da Mota, este deve manter o lugar que ocupa. Depois de concluído o processo disciplinar, se for ilibado, é continuar a exercer as funções, se por outro lado for condenado, deve por si ter a hombridade de apresentar a sua demissão, num sentido de ter quebrado a confiança política que o levou a ocupar tão distinto, prestigiante e honrado cargo para um país como é Portugal. Esta visão meramente aplicado o sentido jurídico do acontecimento. Num sentido mais pessoal, personalizado, somente ao visado cabe saber se deve suspender ou não as suas funções. O sentido prático de um qualquer tipo de associativismo deve convergir, em minha opinião e nesta particular altura da vida deste país, para uma grande contenção de recursos financeiros, uma utilização com parcimónia das valências comuns e acima de tudo uma intransigente defesa dos valores a que propõem representar. Assim uma fusão deste tipo parece-me que pode estar imbuída destes objectivos e acima de tudo tem um bom carácter em termos de objectivo final. Contudo, quer-me parecer que o surgimento de uma terceira pessoa jurídica e que ainda não aglomera estas duas anteriores faz-me pensar e crer que se colocou, uma vez mais, a carroça à frente dos bois. A vontade de rápido e bem-fazer esqueceu a necessidade de acautelar o passado, num presente que se quer como futuro. Assim ficamos com o menino nos braços à espera que ele saiba andar para depois lhe colocar um nome e dar-lhe a chave de casa. Faz sentido a fusão mas não creio que da forma como ela foi efectuada. Houve pressa em fazer as coisas e só depois é que se constatou existência de detalhes que foram omissos mas que obstam em concretizar de uma só vez o preceito de colocar na praça pública a nova associação. Não me parece de todo admissível que tal esteja a acontecer. No entanto devido à conjuntura vivida em termos de dotação orçamental era de esperar que tal viesse a acontecer. Contudo o contrato programa que foi indicado para ser assinado/formalizado entre o Governo, nomeadamente o responsável pelas Autarquias Locais e o responsável da Câmara de Pombal só não o foi, por esta se ter, uma vez mais, atrasado na entrega da respectiva candidatura à CCDRC. Mas uma vez que foi prometido tal apoio, deduzo que os esforços efectuados por quem de direito deveriam ter tido o resultado esperado. As cheias foram uma calamidade pública que varreu autenticamente a cidade e por tal fizeram submergir outras questões adjacentes ao problema. Que foi feito antes deste descalabro? Que cuidados existiram em calcular e precaver tal situação? E depois de acontecer, quais os devidos cuidados para evitar futuras situações destas? Acredito sinceramente que com o esforço da Autarquia Local e com o apoio do Governo Central logo, logo se poderá chegar a bom porto quanto ao pagamento de tal ajuda financeira prometida. Haja dotação orçamental e boa vontade de ambas as partes e tudo se irá resolver a bem da cidade, das suas gentes e do concelho.

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Pedro Pimpão Membro da Assembleia Municipal de Pombal eleito pelo PSD

Lopes da Mota, por respeito às instituições e até à sua própria honorabilidade, deveria afastar-se do actual cargo que desempenha, deixando caminho livre para a realização de todas as diligências probatórias que tiverem que ser levadas a cabo nas investigações em curso. Desde logo, porque sobre o detentor de um cargo desta importância não podem recair as suspeitas que ora impendem, sob pena de assim continuarmos a contribuir para adensar o clima de desconfiança e descrédito cada vez mais acentuado num sector tão importante como o da Justiça. Apesar da sua presumível inocência ser uma decorrência legal, a bem da clareza e da transparência, a atitude de Lopes da Mota, enquanto decorrer o processo disciplinar de que foi alvo, só deveria ser uma.

Parece-me, sinceramente, que sim. Desde logo porque a iniciativa partiu da própria vontade dos associados de ambas associações. Nestes termos, há que respeitar a liberdade de associação, ainda para mais quando o objectivo é adquirir maior consistência na defesa e promoção do tecido económico e empresarial do nosso concelho. Todas as sinergias positivas são bem-vindas e este é um importante sinal, dado pelos agentes locais, de que a crise que se faz sentir pode ser uma excelente oportunidade para revermos o caminho que temos seguido e traçar novos rumos que nos levem a alcançar patamares de exibição mais satisfatórios que possam beneficiar a criação de mais-valias e, sobretudo, a fixação de um maior número de empresas e a consequente dinamização de mais postos de trabalho. Desejo que a AEP seja muito bem sucedida e possa ser um importante interlocutor na promoção e afirmação de Pombal nos contextos regional e nacional.

Creio que é uma tremenda falta de respeito para com os pombalenses. Estamos a curtos meses de terminar a legislatura e, numa altura em que assistimos, por parte da administração central, a tantos anúncios e a tantos investimentos megalómanos um pouco por todo o lado, é muito triste o Governo não respeitar este compromisso assumido quando estávamos numa situação bastante difícil e que foi superada com um notável espírito de entreajuda de todo os pombalenses. A solidariedade é um valor que mais do que proclamado reflecte-se nas acções e o exemplo, como em tudo na vida, deve sempre vir de cima.


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Agenda

junho

! r e d r e p o ã n A 10 QUAExpoFAGO, no Louriçal. Festaas

ação tod Início da 4, com anim 1 ia d té a e -s prolonga as noites.

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I

É has do Os teada a Ban so da d Baleia eira Azul na pra . ia

01 SEG

Abertura da Feira do Livro de Ansião. Até 7 de Junho, há histórias para descobrir no Centro de Interpretação Ambiental, entre as 10h00 e as 20h00.

02 TER

Comemoração do Dia da Criança na Praia das Rocas (Castanheira de Pêra). Entrada livre até aos 16 anos e actividades lúdicas.

05 SEX

Inauguração do Parque Eólico da Serra da Sicó, pelas 16h30. -Workshop sobre Ambiente e Sustentabilidade. A partir das 09h00, no Teatro-Cine de Pombal.

06 SÁB

Festa em Matosos: actuação dos D’Arromba e Maria Celeste e Carlos Ribeiro, às 23h. - Início da Feira Agrícola, Florestal, Industrial, Pecuária e de Artesanato (FAFIPA), em Alvaiázere. Prolonga-se até dia 9. - Tributo a U2 (Café Concerto, 4 euros).

07 DOM

- Animação em Matosos a partir das 17 horas, com “Os Esperanças”, Grupo Folclórico de Calheiros, “As Pedrinhas de Sicó” e danças hip hop. À noite, baile com a banda “Big Jovem” e fogo deartifício às 23h.

10 QUA

- Início da ExpoFAGO, no Louriçal. Festa prolonga-se até dia 14, com animação todas as noites. - Ana & Goodfellas (Café Concerto, 3 euros) - O Camião da Matemática visita Alvaiázere. Objectivo: ensinar Matemática, Física e Química de forma divertida. - “Encontro de Automóveis Clássicos de Figueiró”. Concentração às 9 horas no largo do município e início do passeio às 11 horas. - Peddy Paper “Descubra as Maravilhas de Pedrógão Grande”. Às 14 horas, no centro histórico.

11 TER

Hydent (Café Concerto) - ExpoEmpreendedor 2009, no salão de exposições do Centro de Negócios de Ansião. Feira de oportunidades de negócio, que se prolonga até dia 17.

14 DOM

Passeio de motas custom/cruiser/choper. Concentração às 8h30 no “Restaurante Jacintos”, nos Vieirinhos. - Passeio todo-o-terreno, de moto 2 e moto 4, em Alvaiázere. - “IV Passeio BTT S. João”, em Figueiró dos Vinhos. Partida às 9 horas. - Adrenalina na descida dos rápidos da Ribeira de Pera (Pedrógão Grande), em canoa. Início às 8h30.

15 SEG

Machina Mundi actuam no Teatro Cine de Pombal, no âmbito do festival “Música em Leiria”.

20 SÁB

Jim Dungo (café concerto, 4 euros).

22 SEG 13 SÁB

- Feira de Velharias do Louriçal. Entre as 9 e as 19 horas, na Praça Joaquim da Silva Cardoso - Feelt (Café Concerto, 3 euros).

Início do torneio de futsal no Louriçal. Inscrições até 19 de Junho.

27 SÁB

Akunamatata (café concerto, 4 euros) Jantar de apresentação da candidatura de Rui Rocha a Ansião, com a presença de Pedro Passos Coelho. A partir das 20h30.


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à conversa com o candidato do PS à Câmara de Pombal “Não quero falar noutro cenário que não a vitória” Em entrevista a’O Eco, o presidente da Câmara classificou-o como o “líder mais desastroso” que já passou por Pombal. Como é que reage à acusação?

Penso que a partir dessas palavras podemos avaliar bem aquela que tem sido a realidade política no concelho. O Partido Socialista tem assumido uma oposição crítica, identificando aspectos que, do nosso ponto de vista, constituem erros da gestão municipal. Mas para cada um desses aspectos tem apresentado sugestões alternativas, medidas que permitiriam resolver os problemas de Pombal. Em contrapartida, o meu adversário não esclarece nenhuma das matérias que são objecto de crítica por parte do PS e, sistematicamente, recorre ao insulto e ao ataque pessoal. Eu não tenho essa postura e não me revejo nessa forma de estar na política. Ainda assim, a oposição PS tem sido muito criticada, até por elementos do partido. Porquê?

Os dois vereadores que foram eleitos pelo PS nas últimas autárquicas não se assumiram como vereadores da oposição, não se assumiram como uma alternativa. É compreensível que, como estavam ao lado da maioria do executivo, não tenham aprecia-

do o trabalho de oposição desenvolvido pela concelhia socialista, pelo menos a partir do período em que sou presidente.

o Partido Socialista em algum momento tivesse reivindicado os respectivos lugares no executivo municipal.

Mas os vereadores não têm legitimidade para pensar por si e não concordar com o que o partido defende?

Os eleitores votaram naquelas pessoas ou, pelo menos, no cabeça de lista…

Os dois vereadores foram eleitos numa lista do Partido Socialista. Se tivessem sido eleitos numa lista de independentes teriam toda a liberdade e autonomia para manifestar o seu entendimento e as suas convicções. Mas, atendendo a que foram eleitos por uma lista de um partido político, uma das obrigações que tinham era articularem com a concelhia do PS a sua participação nas reuniões de Câmara. Os partidos não existem apenas para disputar eleições. Os partidos existem fora dos períodos eleitorais, debatem os assuntos da vida política, estudam-nos e procuram encontrar soluções. Os dois vereadores indisponibilizaram-se para fazer esse trabalho de articulação com o PS e, no documento em que pediram a suspensão do mandato, fizeram um ataque violentíssimo ao partido. Foi o ataque mais violento da história do PS de Pombal. Foi por esse motivo que lhes foi retirada a confiança política. E sem que

Eu diria que há várias motivações para a pessoa exercer o seu voto: podem votar pelo cabeça de lista, pela lista, por identificação partidária, podem votar no programa. Penso que o desempenho desses dois vereadores não honrou o eleitorado do PS. Uma oposição forte faz um poder executivo mais forte; uma oposição fraca faz com que quem tem o poder executivo também tenha um desempenho mais fraco. E, de facto, a grande conclusão que podemos retirar é que o actual poder é um poder esgotado, desorientado, que não tem soluções para os problemas do concelho e, no fundo, não consegue apresentar resultados na sua gestão. E penso que esta triste novela a que temos assistido ao longo das últimas semanas, que se relaciona com as festas do Bodo e com a gestão da empresa municipal Pombal Viva, é o exemplo acabado de que este poder está completamente desnorteado.

Vila Verde devia ter sido demitido A questão do Bodo pode prejudicar Narciso Mota nas eleições?

Bem, primeiro penso que é necessário clarificar quem é o responsável máximo pelas confusões nas festas do Bodo e na Pombal Viva: o presidente do Conselho de Administração, ou seja, Narciso Mota. Se em relação à gestão municipal, para o bem e para o mal, o engenheiro Narciso Mota assume a responsabilidade, porque motivo não o faz na Pombal Viva? Ele chegou a pedir desculpa pelos resultados.

Se eu fosse presidente da Câmara, o administrador executivo que supostamente me tinha enganado era demitido nesse dia. Narciso Mota não só não o fez, como aceitou como boas umas segundas contas com um prejuízo de 300 mil euros a suportar pelo município que, se somarmos à comparticipação que os pombalenses pagaram para as festas do Bodo – porque pagaram entradas – dará um investimento público (chamemos-lhe assim) de 450 mil euros. Depois, decidiu fazer uma auditoria por existirem suspeitas de irregularidades. No meio disto tudo fo-

ram apresentadas as novas festas. Entretanto, anunciou-se um contrato programa a ser celebrado entre a câmara e a Pombal Viva, mantendo a Pombal Viva a liderança na organização das festas. Agora parece que é a Câmara que assume a organização. É uma desorientação total. É uma falta de liderança total. E é uma incapacidade total para a gestão deste problema. Os tempos são difíceis, não estão para festas de muitos milhares de euros. A proposta que faço é que haja uma gestão muito rigorosa das festas, orientada para a redução dos custos, e que não se faça a campanha despesista de marketing que se fez no ano passado. Os dinheiros públicos e dos pombalenses devem ser gastos de forma rigorosa e criteriosa. Com o afastamento de João Vila Verde será mais fácil ter essa gestão rigorosa?

O sistemático reiterar de confiança por parte do presidente de administração da Pombal Viva no administrador executivo significa que a gestão do administrador João Vila Verde é subscrita pelo engenheiro Narciso Mota.


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à conversa

Pombal tem problemas ambientais muito graves

Junho 2009

- Quais são as principais bandeiras eleitorais do PS?

Do meu ponto de vista, há quatro áreas que são fundamentais: educação, ambiente, política social e economia. A educação é uma área estratégica fundamental para o desenvolvimento do nosso concelho, que apresenta níveis de instrução relativamente baixos. Por outro lado, em termos das infra-estruturas e da rede escolar, há investimentos muito importantes a fazer, designadamente na reorganização da rede escolar. É uma das áreas onde a Câmara mais apregoa investimento, nomeadamente com a construção dos pólos escolares.

Mas repare, quantos pólos escolares existem? Não foi essa a prioridade do investimento. O Partido Socialista, há oito anos, propôs a reorganização da rede escolar com a criação dos centros educativos, porque nos parecia ser essa a melhor opção para termos escolas de qualidade, com bons equipamentos pedagógicos, com segurança, com instalações para a prática desportiva, com refeições. Passados oito anos, não temos os pólos escolares construídos no concelho, porque a opção foi continuar a fazer pequenas reparações em muitos edifícios escolares que, a curto prazo, vão encerrar. Do nosso ponto de vista, foi um erro de gestão. Esses recursos podiam ter sido canalizados para a construção destes pólos escolares que devem ser as prioridades do investimento nos próximos anos. E em relação ao ambiente?

Pomba l tem problema s ambientais muito graves e aos quais importa dar resposta. São investimentos de maior importância. Um deles é na reestruturação do sistema de abastecimento de água, que carece de ser reformulado. Nós temos muitas captações, temos problemas na qualidade da água e perdas na rede. É preciso modernizar o sistema de abastecimento. Por outro lado, temos também um atraso estrutural na drenagem das águas residuais. Temos que encontrar as soluções de gestão adequadas para podermos recuperar esse atraso e acelerarmos a construção

da rede de saneamento básico e de estações de tratamento de águas residuais. Além disso, como o problema das cheias revelou em 2006, a cidade precisa de estruturas hidráulicas de prevenção. Por fim, é preciso criar espaços verdes, intervir na requalificação do corredor ribeirinho e na valorização do rio Arunca. A qualidade da água foi uma das questões mais controversas do último ano. Afinal a água em Pombal tem ou não qualidade?

O que acontece é que, em diferentes momentos do ano e em diferentes zonas de abastecimento, verificamos que há indicadores da qualidade da água que estão fora dos valores paramétricos. Mas isso é só um sintoma. O problema de fundo é que a água que os pombalenses consomem não é tratada na origem. A água é captada, eventualmente é-lhe adicionado cloro e depois é distribuída na rede. Nós propomos que, a seguir à captação da água e antes de ela entrar na rede de distribuição, a qualidade seja

É essencial construir uma Unidade de Cuidados Continuados

Uma gestão transparente é uma gestão que presta contas

avaliada. Por outro lado, também nos parece que deve ser criado um laboratório de análises que permita a monitorização da qualidade água. Esse laboratório foi fundamental, por exemplo, no concelho de Leiria, há uns anos, para detectar um problema de contaminação da água. Quais são as prioridades do PS a nível social?

O nosso concelho enfrenta problemas sociais, um pouco como todo o país, que decorrem do envelhecimento da população, da quebra da natalidade, do isolamento em que vive alguma da nossa população idosa, da nova realidade familiar. E isso traz novas exigências do ponto de vista das respostas sociais. Eu entendo que, nesta área, a Câmara pode desenvolver um papel muito importante: pode assumir-se como prestadora de alguns destes serviços sociais e de apoio às populações, seja na componente de transportes, ou nas respostas a outros problemas. Actualmente a autarquia já não intervém em algumas dessas situações?

Em penso que se pode fazer mais. Penso que a Câmara, envolvendo as Juntas de Freguesia e as IPSS, pode ter uma participação mais activa nos serviços que são prestados às populações. Por outro lado, penso que é fundamental a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados. O concelho perdeu duas oportunidades, perdeu já dois períodos de candidatura e, por isso, vamos ser dos últimos concelho do distrito e ter cuidados continuados. Isso, do meu ponto de vista, é inaceitável, porque temos uma população envelhecida. Se for eleito presidente da Câmara, este será o meu projecto mais prioritário. A Câmara tem o papel de disponibilização do terreno. O terreno já foi disponibilizado…

Sim, também tive a notícia de que o terreno foi disponibilizado e há a disponibilidade para a comparticipação do investimento. Só que foi tarde, perdemos tempo, perdemos dois períodos de candidatura. Essa é uma prioridade máxima da minha candidatura, com

o (e)leitor pergunta A mancha florestal de Santiago de Litém transformou-se num depósito de lixo. O PS terá mais preocupação com o ambiente do que teve até aqui o PSD?

Como o PS vai marcar a diferença, nomeadamente na criação de oportunidades de emprego?

Sandrina Pinto,

30 anos, Almagreira

Como presidente de Câmara marcarei uma diferença muito grande em relação ao engenheiro Narciso Mota. Eu saberei exercer a autoridade com afectividade. E isto diz muito sobre o modo como eu encaro as funções. A questão do emprego é fundamental. Entendo que o emprego no sector social é uma área muito importante. Basta vermos que nas IPSS trabalham desde assistentes sociais, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, auxiliares… Temos também de captar empresas e serviços, que farão com que tenhamos emprego mais qualificado, para alguns dos cidadãos que actualmente só conseguem empregos fora do concelho.

Manuel Almeida, 53 anos, Pombal

Penso que há ainda muito trabalho a fazer nessa área. Primeiro é preciso fazer o reforço da fiscalização municipal. Penso que, em articulação com os organismos responsáveis pela área do ambiente, devem ser encontradas as soluções para resolver os problemas dos resíduos. Os resíduos não domésticos devem ser devidamente encaminhados. Num concelho com boa qualidade de vida não admitidas lixeiras, depósitos clandestinos de resíduos.


à conversa

Junho 2009

terreno, com comparticipação de investimento. Penso que o município deve reforçar o investimento e o apoio que dá às IPSS na construção dos equipamentos sociais. Primeiro porque há uma necessidade no concelho. Em segundo lugar porque essas instituições sociais criam emprego e contribuem para a dinamização da economia. E o aspecto mais importante: estas instituições prestam serviços que são uma necessidade das famílias. E na Economia?

É preciso ir mais longe. É preciso estarmos ligados às redes de transporte, às redes da logística, às redes do conhecimento e da inovação. É preciso estarmos ligados aos centros tecnológicos e termos estratégias internas de fixação de empresas. E temos que fazer um esforço para captarmos investimentos diversificados. Não apenas no sector industrial mas também no sector dos serviços. Serviços cada vez mais especializados, que permitem fixar alguma da mão-de-obra de cidadãos de Pombal. Depois temos de fazer marketing territorial. Pombal tem um conjunto de potencialidades que decorrem da qualidade de vida que os cidadãos podem ter. Quando falo da captação de investimentos não me estou apenas a referir a investimentos industriais. Hoje há uma gama muito ampla de serviços públicos e privados que Pombal deve tentar captar. Muitas vezes são esses serviços mais especializados que acabam por criar emprego para uma população mais especializada que por norma só conseguem emprego fora da cidade. Devemos ter a capacidade de termos no nosso concelho uma verdadeira agência de captação de investimento, que deve explorar as oportunidades que hoje nos são dadas pela nossa localização, pelas acessibilidades e pelas novas tecnologias. As empresas que não têm de estar nos grandes centros, podem deslocalizar-se. Vai limitar as suas promessas de forma a incluir no programa apenas aquilo que sabe que pode cumprir?

Eu penso que a política deve ser feita com seriedade. Todos nós compreendemos que num programa eleitoral há medidas que podem ser iniciadas num determinado mandato mas são investimentos plurianuais e que, naturalmente, se prolongam por mais do que um mandato. Eu vou ter prioridades, vou fazer a programação plurianual das obras, identificando quais são as necessidades financeiras, quais são as fontes para financiar esses investimentos. Vamos fazer uma programação, vamos assumi-la, vamos respeitá-la e vamos concretizá-la. É assim que se faz a gestão moderna: com organização, com planeamento, com monitorização do trabalho. E não é assim que a Câmara de Pombal é gerida. Uma gestão transparente é uma gestão que assume compromissos e que, naturalmente, presta contas por esses compromissos.

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eu, Adelino Nome: Adelino Mendes Idade: 35 Livro: José Saramago, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Agostinho da Silva Música: GNR, Xutos e Pontapés, Sérgio Godinho, Entre Aspas. Música clássica, música tradicional irlandesa e pop rock (U2, Pink Floyd, Madonna) Signo: Capricórnio. Não costumo ler o horóscopo, mas identifico-me com o perfil de Capricórnio

Característica de personalidade: saber conciliar autoridade com afectividade. Sou organizado e trabalhador Mania: falar exageradamente ao telemóvel Lema de vida: devemos dar o melhor de nós para resolver os problemas da nossa comunidade e para deixarmos às gerações futuras um país melhor. Mais importante do que o que divide as pessoas é a capacidade de se relacionarem, serem amigas e solidárias Futebol: sou benfiquista, mas com algum distanciamento

Político de referência: Mário Soares

“Ando na política por convicções” O regresso de Armindo Carolino foi a forma encontrada pelo PS para lembrar que o partido já teve voz activa no concelho?

Para ganhar, portanto.

Para ganhar.

O convite ao Dr. Armindo Carolino justificase por vários motivos. Primeiro, porque ele simboliza a excelência do trabalho autárquico desenvolvido pelo PS na Câmara de Pombal. Mas também porque o Dr. Armindo Carolino é um cidadão do concelho, com forte participação na vida cívica. É uma pessoa que, depois de ter terminado a actividade política, tem uma carreira profissional notável e um envolvimento na vida cívica sempre com grande notoriedade e grande sentido de serviço público. Penso que o regresso dele é uma boa notícia, porque é uma pessoa de projectos e de causas, e é uma pessoa que tem um grande conhecimento do concelho.

Num concelho que vota tendencialmente PSD, qual é a estratégia do PS para chegar às pessoas?

O PS não pode ser um partido fechado sobre si mesmo. Penso que para chegarmos às pessoas precisamos de ter um projecto diferente. As pessoas estão saturadas deste poder. Queremos que cada cidadão do concelho seja um agente desta mudança e para isso é preciso que ele esteja disponível para a participação cívica e política, para dar o seu contributo para o desenvolvimento local. Pensamos que a nossa mensagem vai envolver os pombalenses. É fundamental que a mudança aconteça a curto prazo. Há muita gente que me disse que eu devia esperar mais quatro anos para assumir este desafio. Eu não tenho uma visão táctica da política, ando na política por convicções. E entendo que este é o momento certo para fazermos a mudança. Mais quatro anos com este poder são quatro anos perdidos para o concelho. Só com maioria no executivo municipal é que o PS terá condições para fazer a mudança. Se o PS estiver na oposição naturalmente vai assumir as suas responsabilidades mas não conseguirá fazer a mudança que é precisa.

Ele estava afastado da política há 16 anos. Foi fácil convencê-lo a regressar?

Foi feito o convite e foi aceite o convite.

No seu caso, demorou algum tempo a assumir que era candidato a Câmara. Porquê?

Sobretudo porque eu entendo que os processos eleitorais devem acontecer no tempo certo. Penso que há um tempo em que quem está no poder deve desenvolver o seu trabalho sem estar preocupado com eleições. Depois, há os períodos, no final dos mandatos, em que os partidos se organizam para disputar eleições. Penso que iniciei este processo na altura certa, estamos ainda a vários meses das eleições. Apresentei a minha candidatura no passado dia 23 e agora há, naturalmente, um trabalho que já esta em curso. Em Setembro faremos a campanha eleitoral. Eu não sou favorável a que vivamos vários meses em ambiente eleitoral. Nunca teve dúvidas em avançar como candidato?

Esse foi um debate que o PS fez internamente. O entendimento do partido é que eu reúno um conjunto de condições – pela minha experiência profissional, pelas funções de gestão que tive, pela minha vasta experiência política (na Assembleia de Freguesia de Pombal, na Assembleia Municipal e na Câmara, no Governo Civil de Leiria e no Governo) – necessárias para ser o candidato à Câmara. Eu aceitei este desafio com muita honra e com enorme sentido de responsabilidade. Tenho consciência das dificuldades, conheço a realidade sociológica do concelho, mas

Caso não conseguia maioria vai levar o mandato ate ao fim?

estou convicto de que vou conseguir apresentar aos pombalenses um projecto de mudança, uma nova geração de desafios e projectos, uma nova geração de protagonistas políticos. Naturalmente, neste processo vamos ter muitos rostos novos e penso que isso é positivo para a democracia. Qual é para si um bom resultado?

O PS tem responsabilidades no concelho de Pombal. No meu ponto de vista essas responsabilidades passam por ser um partido de poder. Já o conquistou, no passado, em condições também adversas. Eu penso que o PS deve trabalhar a pensar nas pessoas e nas suas necessidades, com uma mensagem de esperança e de confiança. E deve afirmar-se como uma alternativa política para governar a Câmara de Pombal. É com este posicionamento que eu me apresento a estas eleições.

Eu sou um democrata e, naturalmente, assumirei aqueles que forem os resultados das eleições. Mas o único cenário eleitoral que permite que a mudança possa acontecer no concelho é o cenário da vitória. E é esse o cenário em que eu me irei concentrar neste processo eleitoral. Não quero falar noutros cenários. Mas são cenários reais…

Não quero especular sobre eles, porque o projecto que eu quero apresentar aos pombalenses não é um projecto teórico, para ficar no papel. É um projecto importante para melhorar a vida das pessoas e eu acredito que os pombalenses vão acreditar nele. O PS não quer fazer das próximas eleições autárquicas umas primárias para umas grandes eleições que vão acontecer daqui a quatro anos. Não pelo Partido Socialista, mas pelas pessoas do concelho de Pombal, que não merecem durante mais quatro anos um poder que não resolve os seus problemas. Os pombalenses merecem uma nova liderança, um novo projecto, já.


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Junho 2009

actualidade Diogo Mateus à frente do Bodo 2009

João Vila Verde

“Sinto-me injustiçado com tudo o que aconteceu” } Auditoria não

encontrou indícios de fraude, mas o administrador foi afastado da organização das festas “Tenho consciência tranquila”. Esta é uma das fases mais ouvidas da boca de João Vila Verde, agora que decidiu quebrar o silêncio em relação à organização do Bodo 2008. A auditoria às contas de Pombal Viva concluiu a “inexistência de fraudes” e o administrador resolveu, finalmente, revelar o que lhe

vai na alma. E não esconde: sente-se “injustiçado com tudo o que aconteceu”. Apesar de o relatório da auditoria concluir que não existem sequer indícios de desvio de dinheiro, Vila Verde foi afastado da organização das festas de 2009. Porquê? “O presidente entendeu que devia ser o município a fazer as festas, como em tempo já o era”. A justificação não convenceu os jornalistas e o administrador da Pombal Viva acabou por admitir: “É a explicação que eu tenho, não tenho outra”. A conversa decorreu no final de Maio, numa conferência de imprensa convocada pelo próprio João Vila Verde para apresentar

as conclusões da auditoria. O administrador apareceu acompanhado de cinco dossiês cheios de documentos relativos ao Bodo 2008. Objectivo: mostrar que “as contratações seguiram critérios de responsabilidade, não foram feitas de forma leviana e abstracta”. “Tentei fazer o melhor sem criar dolo”, disse João Vila Verde. Apesar do custo elevado das festas, o administrador continua a acreditar no modelo que escolheu para o Bodo. “Marcámos conceito de urbanidade, ultrapassámos barreiras em termos de visibilidade”, lembra. Ainda assim, admite que haveria algumas alterações

a fazer este ano, até porque 2008 foi o “ano piloto”. “Nem tudo foi bem feito, não sou nenhum super herói”, admite. E concluiu: “fui optimista, queria fazer mais com menos despesa”.

Novo rumo

João Vila Verde vai partir em buscar de novos projectos. “Adorei fazer isto, mas irei progredir noutro sentido”, revelou. É por querer “desenvolver muito mais coisas” que quis apagar a sombra de corrupção que o persegue desde que foi apresentado o relatório de contas da Pombal Viva. Por isso, pediu aos pombalenses para “não terem as vistas curtas” e reparem

no que a Pombal Viva fez de bom, não só com o Bodo mas com as actividades no Teatro Cine e Café-Concerto, por exemplo. “Marcámos a nossa posição na região Centro e trouxemos muita gente a Pombal”, destacou. O administrador vai manter-se na Pombal Viva até ao fim do mandato do actual executivo. Depois, deverá procurar outros desafios. Em declarações a’O Eco, Narciso Mota admitiu que, após a fusão das duas empresas municipais (Pombal Viva e Pombal Manutenção Urbana) a autarquia deverá prescindir do trabalho de João Vila Verde.

Narciso Mota quis fazer uma “chamada de atenção” a Vila Verde, para o lembrar que “as contas têm de ser apresentadas na totalidade”. Afastou o administrador da Pombal Viva da organização do Bodo e colocou o vereador Diogo Mateus no lugar. A decisão foi tomada depois de conhecido o relatório da auditoria às contas da Pombal Viva. Na altura, Narciso Mota disse a’O Eco que os auditores concluíram que “não houve desvios nem corrupção”, mas apenas “pequenas transferências de verbas que não foram logo lançadas”. Apesar de afirmar que a falha “não foi intencional”, o presidente optou por retirar o administrador do comando do Bodo 2009. As contratualizações feitas por João Vila Verde vão manter-se. No entanto, a menos de dois meses das festas, Narciso Mota acredita que ainda vai ser possível “limar algumas arestas” em relação à edição de 2008. A começar pelas receitas geradas pelos concertos, que têm de ser “rentabilizadas”. “Não podemos ter grandes custos”, admite.

Afinal qual era o problema das contas da Pombal Viva? O primeiro relatório, divulgado em Agosto de 2008, indicava que o prejuízo do Bodo estaria na ordem dos cem mil euros. Em Março de 2009, ficou-se a saber que, afinal, os custos tinham sido três vezes superiores ao esperado. De onde apareceram as despesas? São várias as justificações.

A começar por um conjunto de gastos que não foram contabilizados nas primeiras contas: os espectáculos do Noddy e da RTP; facturas de material eléctrico que só foram emitidas mais tarde; salários dos funcionários da empresa municipal; e custos com um empréstimo bancário.

Depois, houve algumas falhas. Os 25 mil euros para pagamento da deslocação do DJ Bob Sinclar estavam contratualizados mas não foram incluídos no primeiro relatório porque “houve um erro e a fórmula não somou”, esclareceu João Vila Verde. Além disso, não foi retirado o valor do IVA às receitas, pelo que

os lucros apareceram empolados em cinco por cento. João Vila Verde assume o erro. “Fui precipitado ao apresentar o primeiro relatório, mas estava convicto de que os valores estariam naquele parâmetro”, afirmou. De qualquer forma, o administrador da Pombal Viva apresentou uma nova

interpretação das contas. Se não se contabilizar o défice dos espectáculos do Noddy e da RTP – que aconteceram semanas antes das festas e que, diz agora João Vila Verde, não estavam integrados Bodo – o prejuízo fica-se pelos 205 mil euros. “Não foram as festas mais caras de sempre”, reclamou.

E justifica: quando o Bodo era organizado pela autarquia, os custos rondavam os 200 mil euros. Houve mesmo um ano em que o prejuízo quase atingiu os 250 mil euros. Em 2008, deu-se um “salto quantitativo e qualitativo”, salienta.


ac tualidade

Junho 2009

20 dias É o tempo que Câmara de Pombal demora, em média, a pagar aos fornecedores

673 dias

É a média do município da Nazaré, o pior do distrito

40ª

Lugar ocupado por Pombal na lista dos municípios mais cumpridores do país

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Câmara de Pombal

Dívidas pagas a tempo e horas } Autarquia é a

mais cumpridora do distrito no pagamento aos fornecedores

O município de Pombal está entre as 40 autarquias do país que mais depressa pagam aos seus fornecedores. Preocupado com as dificuldades por que passam as empresas privadas, Narciso Mota esforça-se por cumprir “prazos razoáveis de pagamento”. Em 2008, a autarquia precisou, em média, de 20 dias para saldar as suas dívidas, revela a Direcção Geral da Autarquias Locais. A Câmara de Pombal con-

• Narciso Mota, presidente da Câmara de Pombal trariou, assim, a tendência do distrito de Leiria: foi a única que reduziu os prazos de pa-

gamento (a média de 2007 era de 80 dias). Alvaiázere foi o único município do distri-

to que manteve os números de 2007 (48 dias), enquanto todos os outros aumentaram o período de dívidas. “Só faço obras que sei que posso pagar”, justifica Narciso Mota. O presidente da Câmara admite que adiou alguns projectos, mas orgulha-se de estar à frente do município mais cumpridor do distrito. E afirma: “é lamentável que nem todas as autarquias tenham este procedimento”. O empenho no pagamento das dívidas do municipio vem da experiência como empregado. “Senti na pele a falta de cumprimentos de pagamento quando trabalhei em empresas privadas. Ficávamos sem vencimento no final do mês”, conta o presidente.

Nazaré entre os piores

} 673 dias é quanto o município da Nazaré demora, em média, a pagar aos fornecedores. A autarquia é, no distrito de Leiria, a que mais prolonga as suas dívidas. Castanheira de Pêra (399 dias) e Ourém (328 dias) também se destacam pela negativa. Entre os mais cumpridores, para além de Pombal, está a Marinha Grande (37 dias), Óbidos (41 dias) e Alvaiázere (48 dias).


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ac tualidade

Junho 2009

Criatividade

Casal cria calças para ajudar filha doente } O tratamento

da displasia de anca obrigava a criança a manterse com as pernas para o lado

Lá diz o ditado, que a necessidade aguça o engenho. Durante meses, Íris viveu com as pernas para o lado, imobilizadas, para tratar uma displasia de anca. A mãe, Sandra Santos, queria vesti-la com roupas bonitas mas a tarefa era complicada: as calças tinham de ter um tamanho bem acima do da criança, para terem amplitude suficiente na cintura para deixar passar as pernas. E os vestidos não escondiam o gesso que era utilizado no tratamento. Sandra reuniu os seus conhecimentos de costura e a experiência de trabalho num

centro de venda grossista e pôs mãos à obra. Acabou por criar um modelo de calças único, com um fecho maior, que torna as calças fáceis de vestir, sem ter de alterar a largura e o comprimento da roupa. O fecho permite ainda mudar a fralda das crianças sem retirar as calças. E o principal: a criança não tem dores quando está a ser vestida. O casal já patenteou a invenção e abriu um espaço online para divulgar as roupas (http://www.hip-babyfashion.com/). Actualmente, Íris, com três anos, já não precisa de usar os aparelhos desconfortáveis que a impediam de andar. No entanto, Sandra e Paulo consideram que a sua experiência pode ser útil a quem se depara, pela primeira vez, com um problema do género. “Não sei como é que ninguém pensou nisto antes”, admite Sandra. O problema de Íris é pouco comum mas afecta centenas de crianças em Portugal. Todavia, a in-

formação sobre o tratamento é muito limitada. As pesquisas na internet pouco ajudaram a contornar os problemas do dia-a-dia.

Desafio continua

O casal não quer ficar por aqui, até porque as calças são só um pormenor entre as várias dificuldades com que tiveram de lidar. Sandra vai continuar a dedicar-se à costura e tentar criar cuecas e vestidos com saias mais largas, que escondam o gesso. Enquanto isso, Paulo está a desenvolver um sistema para tornar as cadeirinhas de transporte de crianças em automóveis mais funcionais. É que, durante o tratamento de Íris, era preciso colocar várias almofadas na cadeira, para conseguir sentar a criança com as pernas para o lado. Além disso, o casal está a desenvolver um blog, onde vai relatar a sua experiência, tornando assim acessível informação sobre a doença. A primeira parte do tratamen-

• Paulo Nogueira e Sandra Santos to já terminou mas, agora, Íris vai ter de ser operada porque o osso da anca não se está a desenvolver correctamente. É só mais uma etapa no já

longo historial hospitalar da criança. A displasia na anca foi-lhe detectada aos dois meses e, por isso, esteve internada três meses no Hospital Pediátrico de Coimbra.

Doença hereditária

} No caso de Íris, a displasia da anca foi uma herança de família. Uma prima da mãe, actualmente com oito anos, passou pelo mesmo problema. Na base da doença está a alteração do local da bacia onde encaixa o fémur. Para colocar os ossos no lugar, as crianças têm de usar gesso ou um aparelho que lhes coloca as pernas para o lado. Não há dados oficiais quanto ao número de doentes em Portugal. As pesquisas de Paulo Nogueira apontam para a existência de 300 a 500 casos no país. O problema é mais comum nas meninas do que nos rapazes.

} Lidar com uma criança com displasia na anca exige muita disponibilidade. Durante os tratamentos, houve fases em que Paulo ia com a filha todos os dias ao Hospital Pediátrico de Leiria. Já Sandra chegou a dormir três semanas numa cadeira de hospital, enquanto Íris esteve internada. O casal contou com a boa-vontade dos patrões, que lhes permitiu ter horários flexíveis. E Susana tinha mesmo uma cama no local de trabalho, para poder ter Íris sempre consigo.

Associação Empresarial nasce em Pombal } Grupo

resulta da fusão das associações Comercial e Industrial

A ambição era antiga mas só em Maio foi posta em prática. As associações Industrial (AICP) e Comercial de Serviços (ACSP) de Pombal juntaram forças e criaram uma nova sociedade: a Associação Empresarial de Pombal.

A nov a ent id ade v a i “falar a uma só voz e ter mais amplitude em possíveis candidaturas”, explica Rodrigues Marques, que, até aqui, estava à frente da AICP. A ideia de juntar os associados já vinha a ser discutida há anos, mas

não avançou mais cedo por “falta de disponibilidade”. “Não houve obstáculos nem falta de vontade da partes envolvidas”, assegura o empresário. Por enquanto, as duas associações vão continuar a funcionar de forma autónoma. De acordo com os estatutos da Associação Empresarial, comerciais e industriais vão definir ainda os termos e calendário da fusão. Juntos, serão 700 associados, que deverão ser agrupados por sectores – comércio, serviços e indústria. “Os estatutos vão incluir mecanismos para que nenhuma das associações assuma a direcção de uma

Já em casa, o tratamento alternou entre gesso e talas que a obrigavam a ter sempre as pernas abertas para os lados. Só aos 17 meses pôde andar livremente.

das áreas por inteiro”, revela Rodrigues Marques. A direcção da associação, por exemplo, vai ser presidida, alternadamente e por períodos de três anos, por representantes da área comercial e empresarial. Para já, e até serem nomeados os nomes da futura direcção, a Associação Em-

presarial vai ser gerida por uma Comissão Instaladora, constituída por quatro elemento. A Manuel Gonçalves (que liderava a ACSP) e Rodrigues Marques (da AICP) vão juntar-se mais um elemento de cada associação.

Vantagens da união dos dois grupos

} Maior capacidade de afirmação } Defesa dos interesses de todos os empresários do concelho } Mais força em possíveis candidaturas } poupança de recursos e energias

Seat abre em Pombal

A LEIRIBÉRIA – concessionário oficial SEAT em Leiria – decidiu apostar na região de Pombal, com a abertura de um stand junto ao IC2, na Rua Sporting Clube de Pombal. Aber to desde 16 de Maio, o novo espaço quer mostrar o desportivismo, design e arrojo dos motores SEAT. Os curiosos podem dirigir-se ao stand e realizar um test-drive.


ac tualidade 15

Junho 2009

violência doméstica

Gabinete de Apoio à Vítima de Pombal atendeu 156 utentes em quatro anos } Alcoolismo está

ligado à maioria dos casos

O medo e a vergonha ainda continuam a existir mas os pombalenses começam a conhecer os seus direitos. Desde 2004, o Gabinete de Apoio ao Cidadão Vítima de Violência (GACVV) registou 156 pedidos de ajuda. A esmagadora maioria são mulheres. Os números foram revelados nas Primeiras Jornadas Ibéricas sobre Violência, que decorreram em Pombal, entre os dias 20 e 21 de Maio. A assistente social Sandrina Mota traçou o cenário vivido na Casa Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência

• São as mulheres entre os 31 e os 50 anos quem mais procura ajuda. de Pombal e no Gabinete de Apoio à Vitima Doméstica. Anualmente, o Gabinete de Apoio à Vitima acompanha, em média, 30 casos, a maioria deles relacionados com alcoolismo. São as mulheres, entre os 31 e os 50 anos, quem mais procura ajuda. Até ao final do 2008,

apenas 10 homens tinham passado por aquele espaço. “Mesmo que não apresentem denúncia, as mulheres procuram informação”, conta Sandrina Mota. Ainda assim, a assistente social admite que as respostas ainda não são “tão rápidas como se desejava”.

399 vítimas na Casa Abrigo

O número de vítimas que passa pela Casa Abrigo de Pombal tem vindo a aumentar. E atingiu o pico máximo no ano passado: 76 pessoas, entre mulheres e crianças, habitaram naquela casa, durante um curto espaço de

tempo. Actualmente, a Casa Abrigo tem capacidade para 12 utentes, e recebe vítimas de todo o país. Desde 2001, já passaram por ali 202 mulheres e 213 crianças. Apesar de o espaço ser pensado apenas para mulheres maiores de idade, muitas vítimas acabam por levar consigo os filhos. “A casa abrigo é solução apenas quando já se esgotaram todas as possibilidades; responde a situações de ruptura, de crise”, explica Sandrina Mota. A assistente social admite: “399 vítimas, em sete anos [o espaço foi criado em 2001], é um número significativo”. As mulheres casadas, domésticas e com baixa escolaridade representam o perfiltipo das utentes que recorrem àquele espaço. Mas isso não quer dizer que a Casa

Abrigo não tenha sido habitada por mulheres solteiras, reformadas ou licenciadas. “O fenómeno da violência não tem fronteiras geográficas, culturais ou económicas; trata-se de um problema comum a todas as culturas, não tem limites e pode estar presente em todas as dimensões da vida e em qualquer ponto do mundo”, frisou Teresa Silva na sessão de abertura de Jornadas Ibéricas sobre Violência. A presidente da direcção da Associação de Pais Educadores p/ 1ª Infância (APEPI) lembrou que a erradicação da violência “implica uma profunda alteração de mentalidades, atitudes e comportamentos”. E concluiu a sua intervenção com uma citação de Jean Paul Sartre: “viver com medo é viver pela metade”.


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Junho 2009

Centro de Dia para Doentes de Alzheimer

Obras arrancam este mês } Projecto resulta

da iniciativa do Lions Clube Marquês de Pombal

Os primeiros sinais do Centro de Dia para Doentes de Alzheimer devem começar a ser visíveis ainda este mês. O espaço vai nascer na Charneca e deverá abrir portas em 2010. O projecto resulta da iniciativa do Lions Clube Marquês de Pombal, que começou a recolher fundos para as obras há dois anos. No dia 21

deste mês, o clube e a autarquia vão, finalmente, assinar o protocolo de construção. Mas a preparação do terreno para as obras deverá iniciarse ainda antes. O espaço terá capacidade para 15 a 20 utentes, o que obrigará a um processo de selecção por parte da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFMDA). “Vamos seleccionar os casos mais complicados, dar prioridade às famílias que estão a enfrentar maiores dificuldades”, esclarece a presidente, Rosaria Cardoso. Actualmente, estão sinalizados mais de cem doentes no concelho. Metade deles recebem

apoio domiciliário por parte da associação. No Centro de Dia, os utentes terão melhores condições para lutar contra a evolução da doença. “Vamos fazer terapia ocupacional e trabalhar a capacidade cognitiva dos utentes. Sabemos que não é possível recuperar da doença, mas queremos ajudá-los a manter as capacidades que ainda têm”, diz Rosaria Cardoso.

Apoio do Lions foi essencial

De acordo com Ofélia Moleiro, o interesse no Lions Clube no Centro de Dia para doentes de Alzheimer “foi espontâneo”. “O sócio José

Manuel Carrilho contactou com a delegação a Associação de Doentes de Alzheimer e viu as angústias por que eles

passam”, conta Ofélia Moleiro. O Lions decidiu intervir. O clube vai pagar parte da obra, cujo orçamento

Associação atravessa dificuldades

} Não está a ser fácil para a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer prestar apoio aos doentes do concelho de Pombal. “Acompanhamos pessoas que habitam em zonas muito distantes da cidade, e é difícil fazer face às despesas de combustível”, conta a presidente, Rosaria Cardoso.

} Por falta de disponibilidade financeira, a associação trabalha apenas com uma terapeuta, que só actua a meio tempo. “Pedimos às famílias para pagarem uma mensalidade irrisória, para que a terapeuta se possa manter o máximo tempo possível”, lamenta Rosaria Cardoso.

ascende aos 200 mil euros. “Angariámos dinheiro para a mão-de-obra, mas muitos materiais vão ser doados por elementos da associação”, explica a presidente. A associação contou ainda com o apoio da Câmara Municipal, que cedeu o terreno para a construção do edifício, e do arquitecto Fernando Rigueiro, que projectou o Centro de Dia gratuitamente. Contudo, o dinheiro ainda não é suficiente. “Vamos continuar a procurar apoios junto de empresários e a vender rifas”, conta Ofélia Moleiro. O objectivo é concluir a obra no prazo de um ano.

Pombal é o quinto concelho do distrito com mais desempregados Mulher, entre os 35 e os 54 anos, e com escolaridade abaixo do 9º ano. É este o perfil mais comum entre os utentes que se apresentam no Centro de Emprego de Pombal. Em Abril eram 1533, o que colocava o concelho entre os cinco do distrito maior número de desempregados. A maioria dos inscritos (1161) está à procura de emprego há menos de um ano. Aliás, os números indicam um aumento de mais de 600 desempregados em relação a 2008. Em Abril do ano pas-

sado, estavam registados nos cadernos do Centro de Emprego de Pombal 960 pessoas. O fim contrato de trabalho não permanente e o despedimento são as principais causas de desemprego. Apenas 17 pessoas deixaram o trabalho por vontade própria. As mulheres representam o grupo mais atingido pela falta de trabalho. Só em Pombal são 924, mas a tendência é comum ao resto do distrito.

A maior fatia dos desempregados pombalenses (420) tem o quarto ano de escola-

ridade. Apenas 477 inscritos têm qualificações acima do 9º ano – 299 possuem o en-

sino secundário e 178 são licenciados. A faixa etária entre os 35 e os 54 anos é a mais

} A média de idades dos

} De acordo com os números apresentados, 54 dos empregados são licenciados e três têm o mestrado.

Câmara emprega 440

} O município de Pombal é a instituição do concelho com mais trabalhadores, mas Narciso Mota tem pena de “em tempo de crise, não poder empregar mais pessoas”. Actualmente, a autarquia tem 440 efectivos, mais 10 do que no final de 2007.

empregados é de 44 anos, mas a maioria dos funcionários da Câmara tem entre 45 e 49. “Num país onde todos se querem reformar cedo é digno de louvar”, elogiou Narciso Mota, na última Assembleia Municipal.

atingida. A nível distrital, Leiria (com 4 284 desempregados), Caldas da Rainha (2 549), Alcobaça (2500) e Peniche (1622) e Pombal são os concelhos que mais razões têm para se preocupar. Pedrógão Grande e Alvaiázere destacam-se pela positiva, com 179 e 230 desempregados, respectivamente. No total, no distrito de Leiria e concelho de Ourém estavam registados 20 062 desempregados em Abril passado.


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Louriçal

Centenas no aniversário do convento } Escuteiros e

ranchos folclóricos recriaram a chegada das primeiras irmãs clarissas ao Louriçal

O que ainda pode ver:

} 3 de Julho/31 Agos-

to: Exposição “300 anos da Fundação do Convento do Louriçal (1709-2009). Na Sede de Referência – Biblioteca Nacional Portugal

} 3 de Julho a 31 de Agosto: “Os Menezes da Casa do Louriçal”, no Arquivo Municipal de Pombal

} 3 de Julho a 30 de

Agosto: “Pelo tempo no silêncio do claustro”, Arquivo Distrital de Leiria

} 3 de Julho e 15 de

Agosto: Exposição no Museu Nacional Machado Castro, em Coimbra Junho/Julho e Agosto: exposição documental no Arquivo Nacional da Torre do Tombo

A profecia voltou a cumprir-se, 300 anos depois. Quatro religiosas, lideradas pela Madre Arcângela dos Serafins Envangelista (que viria a ficar conhecida como Maria do Lado), chegaram a 9 de Maio à vila do Louriçal. Desta vez, foram elementos dos escuteiros e ranchos folclóricos da freguesia quem deu vida às Irmãs. E chamaram a atenção de centenas de pessoas, que fizeram ques-

tão de assistir à reprodução histórica do momento que marca o nascimento da ordem das Clarissas do Desagravo, que habita convento do Louriçal. Entre os presentes, estava o Núncio Apostólico Rino Passigato (que presidiu à missa que se celebrou naquele dia), o bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, representantes do Vaticano e, claro, muitos curiosos e fiéis anónimos.

Foi o ponto alto das comemorações dos 300 anos do convento do Louriçal, que se prolongam até 2010. Até lá, ainda há muitas exposições para ver. E as irmãs estão a preparar a gravação de um documentário, sobre a história e vida naquele convento.


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Junho 2009

1 Qual o grande problema da Europa? 2 Qual a solução? As eleições europeias realizam-se já no próximo domingo, 7 de Junho. O Eco desafiou os cabeças de lista dos principais partidos e os elementos da lista com ligação ao distrito de Leiria a apontarem um problema na Europa e a respectiva solução. Ficaram por se saber as respostas de Paulo Rangel, Nuno Melo e Miguel Portas, que não responderam até ao fecho desta edição.

Vital Moreira

cabeça de lista do PS

1 2

Vencer a crise e sair dela em boas condições

Responder às tarefas imediatas com mais investimento público e com o reforço das linhas de apoio aos mais afectados por esta crise. Preparar o pós crise com a regulação do sistema financeiro. Mais promoção de emprego aplicando os princípios da Estartégia de Lisboa. Na realidade mais inovação. Mais Europa social reforçando os direitos sociais.

Ana Elisa Santos

membro da lista do PS (Leiria)

1

A Na Europa e no Mundo enfrenta-se uma das maiores crises financeiras e económicas de que há memória. Uma crise que afecta os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Mas este é também um tempo de grandes desafios e de muitas oportunidades. Uma outra prioridade para a Europa é a construção de uma Europa mais Social, mais justa, mais segura e mais sustentável, onde as Pessoas possam estar primeiro. Hoje a Europa sofre de falta de Esquerda nas várias instituições da União Europeia, e este paradigma tem que ser alterado o quanto antes, para que haja mais políticas progressistas e sociais, por oposição de outras conservadoras.

2

Esta crise leva-nos a exigir um esforço acrescido da União Europeia a combater eficazmente as dificuldades oriundas da crise global, e para isto é necessário um reforço do modelo social europeu assente no crescimento económico sem esquecer a vertente social, nomeadamente, na criação de emprego, na formação e qualificação de recursos humanos, mais direitos laborais, na redução das desigualdades sociais, no combate a todas as formas de discriminação, na promoção de um desenvolvimento sustentável e no aprofundamento da democracia e cidadania Europeias.

José Leitão

membro da lista do PSD (Leiria)

1

O grande problema da Europa , neste momento, é a crise económica, social e financeira instalada, com todo o desemprego que tem provocado. Na luta contra esta crise a EU deve assumir uma acção coordenada, empen ha r-se na implementação das reformas necessárias e preparar-se para assumir um papel de liderança a nível mundial num futuro próximo. É imperativo em toda a Europa restaurar a confiança, o crescimento e o emprego.

2

Os sistemas bancários devem voltar a uma política de empréstimos às famílias e empresas, havendo uma regulação e supervisão financeiras fortes, interligando-se uma vigilância mais rigorosa a nível da EU com os organismos de supervisão nacionais. No combate ao desemprego e à exclusão social o grande objectivo da EU deve ser o de evitar novas perdas de postos de trabalho. Os Estados Membros devem utilizar os apoios financeiros para aumentar o subsídio de desemprego, reduzir custos não salariais às empresas, intensificar investimentos na formação e na reconversão profissional, para possibilitar uma rápida reintegração no mercado de trabalho e melhorar a nossa competitividade. Devem, transitoriamente, ser apoiados financeiramente os contratos temporários de trabalho. O controle das contas públicas deve, tão rápido quanto possível, ser retomado. Os deputados do PSD, depois de eleitos, apresentarão no Parlamento Europeu o programa ERASMUS – 1º EMPREGO. Programa destinado à mobilidade de jovens à procura do primeiro emprego por toda a Europa, independentemente da sua habilitação académica e aptidão profissional.

Ilda Figueiredo

cabeça de lista da CDU

1

O grande problema que a Europa enfrenta resulta das políticas neoliberais da União Europeia e dos governos promovendo: a livre circulação de capitais, a liberalização dos mercados; a crescente financeirização da economia; a redução do investimento público, a crescente desregulação das relações laborais; a desvalorização dos salários e a sua substituição pela espiral de endividamento; a pressão para a liberalização e privatização dos serviços públicos. Políticas que promovem a acumulação de lucros colossais por parte dos grandes grupos económicos, paralelamente com o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e das populações, o aprofundamento das desigualdades sociais e territoriais e o aumento do desemprego e da pobreza, como acontece em Portugal.

2

A solução passa pela ruptura com as políticas que estão na origem da crise, em Portugal e na União Europeia. Políticas que são já sementes de novas e mais profundas manifestações da crise, uma crise do capitalismo. Exige a defesa da soberania nacional e o aprofundamento da democracia; a defesa dos direitos de quem trabalha; a defesa e valorização dos serviços públicos e a melhoria da sua qualidade; exige a suspensão do Pacto de Estabilidade e o fim da obsessão pelo défice; a defesa e valorização da produção nacional. A solução para os problemas da Europa exige rupturas, mobilizações, convergências e lutas dos trabalhadores e dos povos e das forças que os defendem, como a CDU. O contributo maior que nós portugueses podemos dar para a solução, será a luta, em Portugal, por uma Europa de cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso social, de paz e de amizade entre todos os povos do mundo, retomando o caminho iniciado com o 25 de Abril. Esta solução passa, no imediato, por levar a luta ao voto na CDU já no dia 7 de Junho.


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Ana Rita Carvalhais

membro da lista da CDU (Leiria)

1

Os problemas que a Europa enfrenta resultam das políticas neoliberais da União Europeia e dos governos promovendo: a livre circulação de capitais, a liberalização dos mercados; a crescente financeirização da economia; a redução do investimento público, a crescente desregulação das relações laborais; a desvalorização dos salários e a sua substituição pela espiral de endividamento; a pressão para a liberalização e privatização dos serviços públicos. Políticas que promovem a acumulação de lucros colossais por parte dos grandes grupos económicos, paralelamente com o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e das populações, o aprofundamento das desigualdades sociais e territoriais e o aumento do desemprego e da pobreza, como acontece em Portugal.

2

A solução passa pela ruptura com as políticas que estão na origem da crise, em Portugal e na União Europeia. Políticas que são já sementes de novas e mais profundas manifestações da crise, uma crise do capitalismo. A solução para os problemas da Europa exige rupturas, mobilizações, convergências e lutas dos trabalhadores e dos povos e das forças que os defendem, como a CDU. Exige a defesa da soberania nacional e o aprofundamento da democracia; a defesa dos direitos de quem trabalha; a defesa e valorização dos serviços públicos e a melhoria da sua qualidade; exige a suspensão do Pacto de Estabilidade e o fim da obsessão pelo défice; a defesa da produção nacional nos vários sectores. O contributo maior que nós, portugueses, podemos dar para a solução será a luta por uma Europa de cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso social, de paz e de amizade entre todos os povos do mundo, retomando o caminho iniciado com o 25 de Abril.

Maria Clara Monteiro

membro da lista do CDS-PP (Leiria)

1

Os problemas da Europa infelizmente são muitos: desemprego, a crise económica e financeira; mas todos eles traduzem aquele que é o seu principal problema - Uma Europa reactiva - que espera pelo que acontece nos Estados Unidos, que espera que os problemas aconteçam e só depois reage, tarde, evidentemente. Dou como exemplo a problemática da composição demográfica europeia, cujo impacto no sistema de segurança social e no comprometimento das gerações futuras será inevitável.

2

A solução passa por ter uma estratégia. Precisa-se urgentemente de uma Europa PROACTIVA, que antecipe os problemas, as necessidades e as tendências dos seus cidadãos, que tenha instrumentos ao seu alcance que lhe permita evitar ou minimizar os problemas e não ficar à espera que aconteçam e só depois procurar soluções.

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ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS SEGUNDO O DEPUTADO

As apostas de Feliciano Pombal Narciso é uma pessoa honesta. Narciso Mota, com os defeitos e as virtudes que têm, é dos presidentes de Câmara mais puros que nós temos. É uma pessoa séria, honesta, mas que tem o coração ao pé da boca. E que vai a votos com muito trabalho realizado mas que, lá bem no fundo, sente algumas mágoas. Ele teve situações muito difíceis neste mandato (como as cheias e os fogos) e as reivindicações justas que Pombal fez não foram atendidas pelo Governo. Houve muita palavra de solidariedade teórica, mas poucas decisões práticas que permitissem a Pombal fazer face àquelas situações de excepção. Se Pombal não tivesse tido estes problemas, não tenho dúvidas que hoje ainda estaria melhor. E só não está pior porque tem uma sociedade civil em que a iniciativa privada é geradora de muita riqueza e vai atenuando a ausência de apoios públicos. Oposição maltrata o presidente. Não gostei de ver a forma como a oposição tem tratado o presidente da Câmara. É normal que as pessoas tenham diferenças político-partidárias, mas entrar pelo caminho do terrorismo político não é positivo. Eu, que já tive uma ou outra divergência no passado com Narciso Mota, estou à vontade para dizer que ele tem razão quando diz que se sente pressionado e maltratado. Narciso Mota vai ganhar. Considero que Narciso Mota tem grandes possibilidades, porque representa o pombalense típico, tem obra feita e a oposição é fraca.

Alvaiázere

Castanheira de Pêra

Paulo Morgado mais maduro. Paulo Tito Morgado é um homem cheio de projectos. Nota-se que às vezes não tem paciência para esperar por indecisões e por injustiças. Foi o seu primeiro mandato e notou-se, de início, alguma inexperiência politica no que diz respeito à sinceridade com que aborda as questões. Mas acaba o mandato mais maduro e prevejo uma vitória muito grande. Vai para o segundo mandato mais experiente e já apresentou projectos que eu considero muito positivos e que vale a pena aproveitar.

Exemplo de má governação. É a Câmara que, infelizmente, confirmou as minhas expectativas negativas. Este presidente merece nota negativa, muito por culta do seu antecessor que, na minha opinião, criou todas as condições para que a situação económico-financeira da Câmara seja o que é. Castanheira é o exemplo da má governação ao nível das finanças locais, nomeadamente quando se aposta na megalomania e na ausência de uma politica pública responsável. O PS não merece ganhar as eleições. Eu, que conheço Castanheira de Pêra há muito tempo, fico muito preocupado com o concelho. E espero que, na campanha, quer o PS quer o PSD saibam falar verdade aos eleitores. Saibam dizer efectivamente o que é o futuro daquele concelho a curto e médio prazo. Apesar de saber que é uma luta difícil, espero que os cidadãos dêem oportunidade ao PSD. Pelo que sei, o candidato será uma pessoa de uma geração mais nova.

Ansião Surpresa positiva. No Norte, uma das principais surpresas pela positiva, nos últimos dois anos e meio, foi o presidente da Câmara de Ansião. Teve a capacidade de conseguir pôr alguns olhos do distrito e da região sobre o concelho. Fez algumas obras muito interessantes, como o Parque Industrial. Conseguiu até ter a presença do Presidente da República numa dessas inaugurações. O candidato do PSD à Câmara, Rui Rocha, vai inaugurar um ciclo novo para Ansião, já que é uma pessoa de uma geração diferente. É com expectativa que vejo a candidatura dele e acho que vai conseguir ganhar as eleições, até porque a tradição é o PS não ter grande ligação com os cidadãos naquele concelho.

Figueiró dos Vinhos Rui Silva é das pessoas mais puras que conheci na minha vida político-autárquica. O estilo dele às vezes pode prejudicá-lo porque acredita muito nas pessoas. Não tenho dúvidas de que ele vai vencer as eleições, mas tem tido dificuldades provocadas pelo deputado Carlos Lopes que, muitas vezes, cria falsas expectativas. Diz que vai conseguir resolver todos os problemas no concelho de Figueiró dos Vinhos, o que me parece um exagero. Acho que a contenda Carlos Lopes/Rui Silva é uma contenda para seguir, mas espero que Rui Silva consiga mostrar que Carlos Lopes nunca fez nada pelo concelho. Nunca ninguém viu Carlos Lopes a protestar contra o governo socialista ou a apresentar grandes propostas.

Pedrogão Grande João Marques é um lutador. É o último mandato de João Marques, que é u m lutador pelo concelho de Pedrógão Grande. Não tenho dúvidas de que o João vai encerrar a sua vida autárquica com mais uma boa vitória.m nas próximas eleições autárquicas Ele tem tido projectos que só não andam mais depressa porque não têm tido apoios do Estado.


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Alcobaça

Caldas da Rainha

Fim de um ciclo. Dá-se o encerramento de um ciclo com Gonçalo Sapinho, que resolveu dar por concluída a sua vida autárquica por razões de saúde. Faço um balanço positivo do trabalho que fez. Alcobaça é dos concelhos maiores e mais multifacetados do distrito. O candidato do PSD, Paulo Inácio, sendo de uma geração mais nova, vai conseguir mobilizar outro tipo de pessoas. A minha expectativa é que o PSD vença as eleições, até porque nunca se viu grande trabalho do PS em Alcobaça. Fim de um ciclo. Dá-se o encerramento de um ciclo com Gonçalo Sapinho, que resolveu dar por concluída a sua vida autárquica por razões de saúde. Faço um balanço positivo do trabalho que fez. Alcobaça é dos concelhos maiores e mais multifacetados do distrito. O candidato do PSD, Paulo Inácio, sendo de uma geração mais nova, vai conseguir mobilizar outro tipo de pessoas. A minha expectativa é que o PSD vença as eleições, até porque nunca se viu grande trabalho do PS em Alcobaça.

Costa mais consensual. É o último mandato de Fernando Costa e considero que ele vai ter oportunidade de ver reconhecido o seu trabalho. É sabido que é uma pessoa com quem eu, dentro do PSD, tive algumas divergências, mas tenho de reconhecer que Fernando Costa ficará na historia do concelho das Caldas da Rainha por ter criado infraestruturas na área cultural, da educação e da saúde. Fernando Costa termina este mandato parecendo uma pessoa mais consensual e com um estilo de liderança confiável. Parece mais disponível para ouvir os outros e construir projectos que possam resolver os problemas das pessoas.

Leiria

Lucas é dos melhores. Tem um dos melhores presidentes de Câmara do distrito. Onde António Lucas mete a mão, as coisas andam. Prevejo uma grande vitória. É o último mandato e ele merece sair pela porta grande. Não tenho dúvidas que os cidadãos da Bata lhe vão dar essa oportunidade.

PS ainda não merece ganhar. Este mandato de Isabel Damasceno podia ter sido o mandato da viragem. Acho que, neste mandato, Isabel Damasceno se preocupou mais com as questões domésticas do concelho do que em alargar as oportunidades de parcerias com toda a região. Leiria tem um potencial que tem de ser mais aproveitado. Espero que nestas eleições autárquicas se aproveite para discutir estas questões. Na minha opinião, Leiria precisa cada vez mais de ter uma voz urbana, com boa capacidade gestão e afirmação nacional. A nossa região precisa de liderança. Acho que o PS ainda não merece ganhar as eleições no concelho.

Bombarral

Marinha Grande

PSD podia ter feito mais. É um concelho muito politizado, em que tivemos um presidente de Câmara eleito pela primeira vez e que eu gostava que tivesse tido oportunidade de fazer mais coisas. Luís Duarte defraudou um pouco as expectativas. Por isso é com alguma expectativa que eu vejo o próximo acto eleitoral. O PS, na minha opinião, ainda não merece ganhar as eleições no Bombarral.

CDU má para o concelho. A CDU foi má para a Marinha Grande. O concelho andou em turbulência nos últimos quatro anos por questões internas do Partido Comunista. A CDU limitou-se quase que a fazer a gestão corrente da Câmara, e mal. Prevejo alguma disputa eleitoral e, claro, gostava que, desta vez, o PSD tivesse possibilidade de mostrar que é capaz de fazer melhor que o CDU e o PS.

Batalha

Nazaré Barroso renova mandato Sociologicamente, as pessoas da Nazaré id e nt i f ic a m- s e muito com o PS. Jorge Barroso, em nome do PSD, tem feito um trabalho que eu considero positivo. Espero que ele volte a renovar o seu mandato, que não tem sido fácil. Têm havido muitas divisões internas, a começar pelo seu vice-presidente. É um concelho muito politizado.

Óbidos Grande vitória do PSD. Acho que há uma certa ciumeira por Óbidos. Há muita gente que acha que o trabalho feito por Telmo Faria nasceu do acaso. Mas não é verdade. O trabalho que tem sido feito em Óbidos é uma case study. O concelho começou do zero com a liderança de Telmo Faria. Hoje a situação de Óbidos é completamente diferente, porque existe visão, existe um protagonista que se identifica com Óbidos e que planeou o desenvolvimento, sobretudo turístico e cultural, do concelho. Auguro uma grande vitória.

Peniche Câmara podia ter feito mais. António José Correia (CDU) começou com uma expectativa muito alta e alimentou-a durante muito tempo. No último ano e meio as coisas têm vindo a desinchar. Concordo com as pessoas que vão dizendo que há muita publicidade e pouca obra. Ele sabe vender bem a sua imagem – é um homem que vem da área do marketing – mas a pesca, o comércio e a agricultura em Peniche sentem muitas dificuldades. E a Câmara podia ter feito mais. Espero que os cidadãos lhe mostrem que afinal ele não conseguiu cumprir parte do seu programa e que se nota que, neste momento, ele esta muito nas mãos do partido Comunista. Não quero acreditar que possa acontecer em Peniche o que aconteceu na Marinha Grande.

Porto Mós Sa l g u ei r o j á se arrependeu. Acho que João Salgueiro já se arrependeu várias vezes de ter estado no PS. Já percebeu que lhe venderam ilusões e que, ao longo de quatro anos, pouco apoio teve do governo socialista. Na minha opinião ele não conseguiu fazer o trabalho, não só que desejava mas, acima de tudo, que Porto Mós precisava. Tenho a expectativa de perceber o que é que os cidadãos vão fazer nas próximas eleições.


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Junho 2009

CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA PAULA CRISTINA ROCHA TEIXEIRA DE OLIVEIRA SOBREIROS Certifico que por escritura de vinte de Abril de dois mil e nove, no Cartório Notarial de Pombal, sito na Rua Primeiro de Maio, número cinco, a cargo da notária, Paula Cristina Rocha Teixeira de Oliveira Sobreiros, iniciada a folhas cento e trinta e duas do livro de notas cento e dezasseis-G, Júlio Gameiro Gonçalves, contribuinte número 108 399 230, e mulher, Maria da Glória da Silva Rosa Gameiro, contribuinte número 170 789 578, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais, ele da freguesia de Santiago de Litém, concelho de Pombal, ela da freguesia e concelho de Pombal, onde residem no lugar de Granja, declararam que são, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do imóvel a seguir mencionado, situado na freguesia dita de Pombal: Prédio rústico, sito no lugar de Água Formosa, limite da Granja, composto de terra de cultura, com a área de duzentos e dez metros quadrados, a confrontar de norte com vala de rega, de sul com estrada de Cotrofe, de poente com Manuel Jorge e de nascente com António Francisco, inscrito na respectiva matriz rústica, em nome do antepossuidor, sob o artigo 9.361, com o valor patrimonial para efeitos de Imposto Municipal de Transmissões de 48,63 euros, que também lhe atribuem Que o identificado imóvel não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Pombal. Que entraram na posse do identificado bem, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta e cinco, através de uma compra meramente verbal, que dele ajustaram fazer aos antepossuidores, Manuel Francisco Rodrigues e mulher Matilde Ferreira da Costa, residentes no lugar de Casal Fernão João, na dita freguesia de Pombal, compra essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública. Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, avivando as estremas, colhendo os seus frutos e produtos, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Todos estes actos de posse foram, praticados pelos justificantes, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Conferido. Está conforme. Pombal, dezasseis de Abril de dois mil e nove A Colaboradora da Notária, Assinatura ilegível O ECO, edição nº 2825 de 01 de Junho de 2009

CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA PAULA CRISTINA ROCHA TEIXEIRA DE OLIVEIRA SOBREIROS Certifico que por escritura de vinte e quatro de Abril de dois mil e nove, no Cartório Notarial de Pombal, sito na Rua Primeiro de Maio, número cinco, a cargo da notária, Paula Cristina Rocha Teixeira de Oliveira Sobreiros, iniciada a folhas dezoito do livro de notas cento e dezassete-G, Vítor Manuel Rodrigues Ferreira, contribuinte número 154 089 249, e esposa Maria Leontina da Silva Rodrigues, contribuinte número 193 546 043, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Abiul, concelho de Pombal, onde residem no lugar de Lameirinha, declararam que são, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do imóvel a seguir mencionado, situado na freguesia dita de Abiul: Prédio rústico, sito no lugar de Luvegadas, composto de terra de mato, com a área de novecentos e setenta metros quadrados, a confrontar de norte com António Rodrigues, de sul com Manuel Gonçalves, de poente com António Lopes e de nascente com Adelino Rodrigues, inscrito na respectiva matriz rústica, em nome do antepossuidor, sob o artigo 13.141, com o valor patrimonial para efeitos de Imposto Municipal de Transmissões de 22,11 euros, que também lhe atribuem Que o identificado imóvel não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Pombal. Que entraram na posse do identificado bem, já casados, em

CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA ANA PAULA PINTO ALVES

CERTIDÃO

Nos termos do artigo nº 100º do Código do Notariado, certifico, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada no dia dezasseis de Abril de dois mil e nove, exarada a folhas noventa e cinco e seguinte do livro de notas para escrituras diversas número setenta e quatro-A, deste Cartório Notarial, sito na Avenida Heróis do Ultramar, Galerias Jerónimo, Loja treze, na cidade de Pombal, a cargo da notária, Ana Paula Pinto Alves, os outorgantes: Fernando das Neves Gonçalves, contribuinte número 112 585 043, e mulher, Isaura Eugénia Rodrigues, contribuinte número 112 585 051, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, como declararam, naturais, ele da freguesia e concelho de Pombal, onde residem em Vicentes, na Travessa da Lameira, nº 2, e ela da freguesia de Coimbra (Sé Nova), concelho de Coimbra, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, sito em Vicentes, freguesia e concelho de Pombal, composto de terra de cultura, com a área de mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar de norte com Manuel Gonçalves das Neves, de sul com Rua da Lameira, de nascente com Rua do Pinto e de poente com José da Silva e outro, inscrito na respectiva matriz, em nome dele, justificante marido, sob o artigo número 36018, ainda por descrever na Conservatória do Registo Predial de Pombal. Que entraram na posse do identificado prédio, já no estado de casados, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta e oito, através de uma compra meramente verbal que dele ajustaram fazer a José Marques dos Santos, solteiro, maior, residente que foi no lugar e freguesia de Pelmá, concelho de Alvaiázere, compra essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública. Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, cultivando-o e colhendo os seus frutos, participando-o à respectiva matriz quando verificaram que nq mesma se encontrava omisso e avivando as estremas, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Todos estes actos de posse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Pombal, dezasseis de Abril de dois mil e nove A Notária, Ana Paula Pinto Alves O ECO, edição nº 2825 de 01 de Junho de 2009

data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e oitenta, através de uma compra meramente verbal, que dele ajustaram fazer aos antepossuidores, Adelino das Neves e mulher Mariana Rodrigues, residentes ele que é e ela que foi na Rua Cidade João Belo, lote cinquenta e nove, terceiro C, em Lisboa, compra essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública. Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, avivando as estremas, zelando pela sua conservação e roçando o mato, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Todos estes actos de posse foram, praticados pelos justificantes, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Conferido. Está conforme. Pombal, dezasseis de Abril de dois mil e nove A Colaboradora da Notária, Assinatura ilegível O ECO, edição nº 2825 de 01 de Junho de 2009

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Falecimentos Deolinda de Jesus Marques faleceu no dia 30 de Março, com 63 anos, residia em Venda Nova, Vermoil. Maria Rodrigues Ferreira faleceu no dia 1 de Abril, com 87 anos, residia em Barrocal. João Rodrigues Pinto faleceu no dia 6 de Abril, com 85 anos, residia em Caseirinhos. Maria de Jesus faleceu no dia 8 de Abril, com 85 anos, residia em Barrocal. Gracinda de Jesus faleceu no dia 12 de Abril, com 93 anos, residia em Lameiros, Vila Cã. Manuel Pereira Domingues faleceu no dia 14 de Abril, com 67 anos, residia em Leiria. Carmo dos Santos Neves faleceu no dia 15 de Abril, com 83 anos, residia em Casal Fernão João. João Dias faleceu no dia 18 de Abril, com 87 anos, residia em Carnide. Laurinda da Costa Tocha faleceu no dia 17 de Abril, com 84 anos, residia em Pelariga. Ana Alves Chasqueira faleceu no dia 20 de Abril, com 68 anos, residia em Caseirinhos. Silvina da Conceição Domingues faleceu no dia 23 de Abril, com 82 anos, residia em Cumieira. Ernesto Gonçalves Marujo faleceu no dia 25 de Abril, com 78 anos, residia em Outeiro do Moinho, Vila Cã. João de Jesus Pereira faleceu no dia 26 de Abril, com 67 anos, residia em Vale da Cabra, Carnide. Manuel Ferreira Vicente faleceu no dia 28 de Abril, com 67 anos, residia em Vale da Cabra, Carnide. Manuel da Silva faleceu no dia 29 de Abril, com 85 anos, residia em Vale, Vila Cã. Agência Funerária A Pombalense, Lda

AVISO A APEPI - Associação de Pais e Educadores para a Infância, com sede no Largo do Arnado em Pombal, vem por este meio informar a todos os interessados, que as inscrições para o próximo Ano Lectivo 2009/2010, se encontram abertas, durante o período de 01 a 30 de Junho de 2009, com o seguinte horário: De 2ª a 6ª Feira Das 8.00 horas às 12,30 horas e das 13,30 horas às 18,00 horas Documento a apresentar no acto da inscrição: Fotocópia do Boletim de Nascimento da criança Pombal, 07 de Maio de 2009 A Direcção

MUNICÍPIO DE POMBAL CÂMARA MUNICIPAL DE POMBAL AVISO

Narciso Ferreira Mota, Presidente da Câmara Municipal de Pombal, torna público, nos termos do art.º 22, do Decreto-Lei nº 555/99,de 16 de Dezembro, com a nova redacção dada pelo Decreto-Lei nº 177/2001, de 4 de Junho, que está a decorrer, por um período de 15 dias, a discussão pública relativa ao pedido de licenciamento de operação de loteamento, em nome de Empreendimentos Mira Pombal, Lda., para o prédio sito em Valbom-Degolaço, freguesia e concelho de Pombal, com a área total de 44 050,00 m², 18 lotes e 140 fogos. O processo poderá ser consultado na Secção de Urbanismo, da Câmara Municipal de Pombal, dentro do horário de expediente (9,00 Horas – 12,30 Horas e 14,00 Horas – 16,30 Horas). Paços do Município, 06 de Maio de 2009 O Presidente da Câmara, (Narciso Ferreira Mota – Eng.º)


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Junho 2009

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Tempo: Sol Nos primeiros dias de Junho o Verão vai andar envergonhado. Sexta-feira (5 de Junho) e sábado (6), são esperados mesmo alguns aguaceiros em Pombal. No entanto, sol deverá estar de volta no domingo, 7, e manter-se pelo menos até dia 15.

Aconteceu em Maio Bombeiros distinguem autarquia. A Câmara de Pombal recebeu uma menção honrosa, no âmbito do Prémio Bombeiro de Mérito 2008, pelo apoio prestado à corporação local. O município atribui, mensalmente, 12 700 euros aos Bombeiros Voluntários de Pombal. Alcides Simões é candidato à Câmara de Pombal. A CDU apresentou a lista para as eleições autárquicas. Alcides Simões é candidato à Câmara e Adelino Leitão concorre à presidência da Assembleia Municipal. Idosa agredida em Abiúl. Uma mulher de 83 anos foi agredida porque não acreditou em dois homens que se fizeram passar por elementos da segurança social. O caso passou-se em Vale Mourão, Abiúl. Os assaltantes conseguiram levar cerca de cem euros.

NEGÓCIOS

Telhas que produzem energia } Cerâmica das Mei-

rinhas investe em energia renovável

Já conta com meio século de existência mas ainda consegue acompanhar as tendências do mercado. A empresa Umbelino

Monteiro, com sede em Meirinhas, vai entrar no comércio das energias renováveis, com o lançamento de telhas fotovoltaicas. O s pr i me i ro s e xe mpl are s d e ve m c ome ç a r a s e r comercializados ainda este mês. As novas telhas têm um equipamento integrado na cobertura, que converte a energia solar em electricidade. “Achamos que temos uma solução esteticamente

muito interessante e existiu a preocupação de desenvolver um sistema com materiais que lhe dão a melhor performance”, explica Teresa Monteiro, directora geral da cerâmica. A gama Solesia (nome dado ao novo material) junta-se, assim, às tradicionais telhas que há cinquenta anos são produzidas nas Meirinhas. Por dia, nascem ali 35 mil telhas, o que, no ano pas-

sado, resultou numa facturação ligeiramente abaixo dos 12 milhões de euros. A maioria do material (87 por cento) é comercializada em Portugal. Mas um dos objectivos da cerâmica passa por aumentar a exportação. Por agora, a Umbelino Monteiro já consegue marcar presença em Espanha, Angola, Cabo Verde, Estados Unidos e Médio Oriente.

Osso da Baleia e Ana de Aviz com bandeira azul. A praia do Osso da Baleia foi novamente distinguida com a bandeira azul. Em Figueiró dos Vinhos, a praia de Ana de Aviz também conseguiu o título. Detido com 4,71 de álcool. A GNR deteve um condutor que acusava 4,71 gramas/litro de álcool no sangue. É taxa mais elevada registada em Pombal. Discussão no Louriçal. A visita à freguesia do Louriçal acabou numa discussão entre Narciso Mota e o presidente da Junta, Manuel Jordão Gonçalves. A confusão obrigou ao corte do trânsito na estrada principal da vila.

Empresa de Ansião surpreende alpinistas A partir deste mês, os amantes do alpinismo vão poder contar com uma ajuda preciosa. O “Heat it”, um equipamento criado por uma empresa de Ansião que aumenta em 40 por cento a rentabilidade dos fogões a gás, chega às prateleiras das lojas da especialidade. “Detectámos uma necessidade”, explica Pedro Carradinha, um dos responsáveis pela empresa Orkit (que

vai comercializar o “Heat In”) e pela criação daquele sistema. É que, diariamente, os alpinistas gastam entre quatro a seis horas a transformar gelo em água, pelo que uma boa fonte de calor é essencial. O “Heat In” protege o calor da chama e rentabiliza até 40 por cento o gás em altitudes elevadas e com ventos fortes. Aliás, quanto piores as condições climatéricas,

mais eficiente é o sistema.

Aposta no mercado internacional

Os 2500 exemplares colocados à venda este mês devem ser vendidos fora de Portugal. Pelo menos é o que prevêem os responsáveis da Orkit. De acordo com Pedro Carradinha, a empresa vai entrar num “mercado gigante, consolidado, o terceiro que mais dinheiro movi-

menta nos EUA”. O catálogo da Orkit inclui outros acessórios ligados à prática do alpinismo. Tendas, colchões, refúgios de emergência e sacos-cama estão entre as necessidades de quem pratica este desporto. A qualidade do equipamento é importante, numa actividade que comporta riscos para os desportistas.

Ideia do “Heat in” nasceu em 2007

} O “Heat In” foi desenvolvido pelo engenheiro do ambiente e alpinista Pedro Carradinha, em parceria com Nuno Monge e Paulo Feio. } A equipa imaginou o equipamento em 2007 e começou por fazer protótipos na Universidade Lusófona. Agora, as primeiros exemplares do equipamento estão prontos para serem mostrados ao mundo. } A empresa que comercializa o sistema – a Orkit – tem sede no Centro de Negócios de Ansião.


Jornal O ECO