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I N F O R M E O F I C I A L D O S I N D I C AT O D O S AT L E TA S D E F U T E B O L D O R I O D E J A N E I R O RIO DE JANEIRO, JANEIRO DE 2011 - ANO II - Nยบ9

FUNDADO EM 19/11/1979


2 DIVERSOS

O GOOOL!

Seguro de vida para atletas

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EDITORIAL DENINHO - VICE PRESIDENTE

é pouco explorado no país do futebol

Ele explica que esse tipo de proteção garante ao clube, em caso de sinistro, o pagamento de uma indenização no valor definido, por exemplo, como o valor investido no atleta, com coberturas por Morte Qualquer Causa ou por Invalidez Permanente Total por Acidente. "O pagamento do prêmio é efetuado pelo clube, que possui o interesse em segurar este profissional". Portanto, o time é o próprio beneficiário do seguro. O assunto também tem sido destaque nos bastidores da FIFA. Isso porque a Associação de Clubes da Europa (ECA, na sigla em inglês) quer que a Federação canalize alguns dos seus bilhões de dólares arrecadados com a Copa realizada na África do Sul para contratar um seguro contra possíveis lesões sofridas pelos seus jogadores durante partidas envolvendo seleções. O principal apelo é o fato dos clubes terem de arcar com os salários dos seus craques se, ao serem emprestados para jogar pelo time da nação, sofram algum tipo de lesão que os afaste do gramado, negócio que pode atingir a casa dos bilhões de dólares. No Brasil, como no resto do mundo, as principais seguradoras que atuam neste nicho são as especializadas em seguros de vida. No que se refere à análise de risco dos atletas, são considerados fatores como idade, histórico de contusões e saúde, doenças pré-existentes etc. O profissional mais prevenido também pode contratar um complemento para a proteção adquirida pelo time. "De forma complementar, o próprio atleta ainda pode adquirir, sob condições especiais, um seguro para proteger seus familiares", confirma Barsotti.

ESPAÇO FENAPAF Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol

Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato de São Paulo é o atual presidente da Fenapaf. A gestão de Alfredo Sampaio terminou no dia 5 de janeiro de 2011, e como no início da criação da Fenapaf existiu um acordo de cavalheiros entre os presidentes dos sindicatos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, que são os principais sindicatos. O acordo foi feito que nos três primeiros mandatos cada presidente desses sindicatos citados acima assumiriam. No entanto o primeiro a assumir a presidência da Fenapaf, foi Ivo Amaral, presidente do Sindicato do Rio Grande do Sul, em seguida assumiu Alfredo Sampaio, presidente do Sindicato do Rio de Janeiro, e agora Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato de São Paulo. Vale ressaltar que a partir do quarto mandato, qualquer presidente dos Sindicatos do Brasil pode se candidatar.

PE DI EN TE

O interesse recente de clubes protegerem seus bolsos com a possível paralisação de um craque tende a alavancar um nicho, que ainda é pouco explorado no Brasil. Trata-se do seguro para atletas. "Apesar de sermos reconhecidos mundialmente como o 'País do futebol', o seguro de vida para atletas profissionais ainda é pouco explorado no Brasil", confirma Luis Barsotti, diretor Comercial da MetLife.

EX

As constantes faltas sofridas pelos craques do futebol brasileiro começam a chamar a atenção dos clubes perante a necessidade de se proteger contra eventuais prejuízos ocasionados por contusões que afastem os grandes talentos do gramado.

O Sindicato dos Atletas do Rio de Janeiro, vem realizando um trabalho frequente de visita aos clubes para aproximar cada vez mais o atleta a nossa entidade. O ano de 2010 tivemos uma boa resposta deste trabalho, e neste novo ano, não será diferente; continuaremos a desenvolver esse método e mostrar ao atleta tudo que o sindicato pode proporcionar. As visitas são feitas por diretores do Saferj, que levam todas as informações aos atletas, tudo que ele pode usufruiur dentro da nossa entidade, como por exemplo, uma academia equipada com os melhores profissionais e aparelhos, um centro de fisioterapia de alto nível e um atendimento na parte jurídica. Dentro do Saferj, o atleta sempre foi e sempre é nossa prioridade, por isso temos todo o cuidado para que tenham um bom atendimento. Durante o ano de 2010, recuperamos muitos atletas lesionados, e houve um aumento no número de atletas dentro das nossas dependências. Isto, claro, é uma satisfação para nós, e a certeza que o trabalho vem sendo feito da melhor forma possível. Iremos continuar com este trabalho neste novo ano, e aperfeiçoar, para que o atleta esteja sempre junto ao sindicato. Nosso objetivo é sempre ajudar no que for preciso e deixar nossos serviços a disposição de todos os atletas. Vale ressaltar que o trabalho feito une toda a categoria de atleta profissional, desde do atleta de clube grande, quanto o atleta que pertence ao clube de pequeno porte. Então fica o nosso convite, para os atletas que ainda não conhecem nossa sede, para conhecerem e se precisarem, usufruirem de nossos serviços, recuperamos vários atletas e você pode ser mais um beneficiado.

SAFERJ Presidente: Alfredo Sampaio 1º Vice-Presidente: Denson Celço Costa Melo 2º Vice-Presidente: Jorge Ivo Amaral da Silva Diretor-Tesoureiro: Luiz Carlos Rebouças de Santana JORNAL O GOOOL! Editora-chefe: Danielle Esperon Revisor:Carlos Eduardo Macri Diagramador: Diogo Cardoso Gráfica: Mec Editora Ltda


ALFREDO SAMPAIO

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CALMA! PERDEMOS UM MUNDIAL... MAS NÃO PODEMOS PERDER O EQUILÍBRIO!

Alfredo Sampaio não teve a fama de Zé Mário, Zico, Paulo Sérgio e Gaúcho, que foram os primeiros presidentes do Saferj e atuaram em grandes equipes do futebol brasileiro, mas quando assumiu a presidência do Sindicato em setembro de 1989, um novo desafio era lançado. Dificuldades financeiras, falta de reconhecimento da entidade, fizeram Alfredo ter medo, mas esse medo não o tirou do foco e os trabalhos se iniciaram. Sua primeira diretoria foi formada por atletas de clubes de menor investimento, a maior preocupação era de não deixar fechar o Sindicato. A criatividade foi o ponto forte de Alfredo Sampaio, logo de início criou a seleção de masters, fechou a quadra da escola de samba Estácio de Sá, e assim foi arrecadando fundos para manter a entidade. Alfredo Sampaio não imaginava o longo tempo que ficaria na presidência do Sindicato, mas isso era o que menos importava o que ele queria mesmo era fazer valer os direitos dos atletas de futebol, e conseguiu. Direito de arena, Direito de Imagem, álbum de figurinhas entre outros, foram algumas das conquistas imediatas. O destino o reservou uma gestão que já são 20 anos. Muitos podem ser contra uma gestão longa assim, até o próprio

Alfredo declarou ao O Goool! que era, mas com o trabalho realizado em todos esses anos, é notório que quem ganhou mesmo foi a classe de atleta de futebol. Hoje o Sindicato proporciona tudo de melhor aos atletas através da Casa do Atleta. Em uma entrevista exclusiva ao jornal O Goool! Alfredo Sampaio conta todas as dificuldades que teve no início da sua gestão, como concilia a carreira de treinador e a presidência e também da alegria de ter transformado o Sindicato no que é hoje. O Goool! O sindicato no seu início teve nomes como Zico, Zé Mário, Paulo Sérgio e Gaúcho à frente. Todos foram atletas de time grande. Você teve medo ao assumir a presidência por não ter a fama que eles tinham? AS: Tive. Na realidade eu nem sei por que eu aceitei ser o presidente na época. Foi uma coisa inesperada. Recebi o convite do Gaúcho e do Edmundo Pitta, que era o advogado na época, e prontamente eu aceitei. Mas logo depois que aceitei é que a ficha caiu. O primeiro presidente havia sido o Zé Mário, depois veio o Zico, Paulo Sérgio e o Gaúcho, todos conhecidos, famosos e atletas de grandes clubes. Fiquei com certo medo sim, ainda mais que a minha primeira diretoria era formada por jogadores de time pequeno, eu achava, que por essa razão, o caminho seria mais complica-

do, e foi no início, mas depois tudo mudou. O Goool! Como foi o início da sua gestão. Dificuldade financeira, falta de reconhecimento. AS: Sempre tive um perfil de falar as coisas, de estar atento a tudo e de arregaçar as mangas e ir em busca dos meus objetivos. . Foi difícil o início, o sindicato não tinha recursos, o que havia era um contrato com uma empresa de chicletes, que usava a imagem dos jogadores e mesmo assim no ano que eu entrei esse contrato se encerrou. Havia também o imposto sindical, mas que era muito confuso para receber, pois os clubes faziam o desconto do atleta e a retenção dos valores, mas não repassavam ao sindicato. Enfim, nós tínhamos dificuldades financeiras sim, mas logo no meu primeiro ano já criamos a seleção de masters imitando o modelo existente da que o Luciano do Valle fazia em São Paulo. Nós cobrávamos uma cota por apresentação, do dinheiro arrecadado, metade ia para os jogadores e metade para o sindicato, assim, ajudávamos tanto aos atletas quanto ao próprio sindicato. Fizemos também uma roda samba com a presença de vários sambistas conhecidos, fechamos a quadra da Escola de Samba Estácio de Sá e fizemos uma noite de samba que nos proporcionou um boa arrecadação. Comecei a colocar a criatividade pra fora, pois entendia que, além de buscar fontes de arrecadação, tínhamos que aproveitar para

divulgar ao máximo o nome SAFERJ, para mostrar que existíamos. A minha maior preocupação era não fechar o sindicato, eu inclusive falava com o Denis, e com o Mauro Resende, diretores na época, que podia acontecer qualquer coisa, menos a entidade sucumbir. O Mauro inclusive retrata bem a dificuldade f i n a n c e i ra q u e t í n h a m o s quando fala sobre os sacos de lixo utilizados no escritório, a gente jogava o lixo fora e recolocava o saco de novo. No início foi bem difícil, mas o desfecho foi muito bom. O Goool! Tanto o Dr. Francisco Horta quanto o Zé Mário, declararam ao O Goool! que eram contra um gestão longa, mas disseram que ninguém faria o que você fez se ficasse pouco tempo. Você também pensava assim? AS: Eu também compartilho da mesma opinião. Mas em nenhum momento fiz planos de ficar todo esse tempo. Hoje tenho 52 anos, se você considerar que estou há 20 anos no sindicato, vai ver que praticamente a metade da minha vida adulta foi dentro do sindicato. Nada disso foi planejado, as coisas foram acontecendo e fui ficando cada vez mais envolvido. Por exemplo, se pegarmos os dez primeiros anos, de 1990 a 2000, podemos ver que o trabalho foi muito intenso. Em 1990 fundamos a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, criamos a Seleção de Masters, na seqüência o Zico se tornou

Ministro dos Esportes do Governo Collor, começando assim planejar a Lei Zico, que hoje se tornou Lei Pelé, com objetivo de, entre outras coisas, extinguir o passe no futebol. Participamos intensamente dessa trajetória, pois era interesse da categoria que aquela “escravidão” acabasse. Estivemos sempre inseridos no processo de criação da lei, através de envio de proposta, reuniões com o ministério, cobrando o andamento da lei, fiscalizando as diversas emendas que eram colocadas e através de diversas palestras e programas onde se debatia a lei e seus possíveis benefícios. É importante lembrar que o e n t ã o ve r e a d o r Ro b e r t o Dinamite, participou conosco de toda essa etapa. De 1991 a 1998, inúmeras vezes fomos a Brasília, até que em 97, após uma reunião com o Presidente Fernando Henrique e o Ministro Pelé, vimos que aquele processo iniciado pelo Zico finalmente iria ter fim, como veio acontecer no ano seguinte com a criação de Lei Pelé e a extinção do passe no futebol. Em 1995 veio a “briga” pelo direito de imagem dos atletas, que tinham suas imagens utilizadas em álbuns de figurinhas mais que não recebiam por isso. Fui até São Paulo, fiz um acordo com a empresa Panini e hoje, todos os atletas recebem rigorosamente, desde 1996, suas cotas pelo uso de suas imagens. Em 1997, veio à ação judicial pelo o direito de arena, que se estendeu até 2000, quando


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Curiosidade A minha participação na vida do Fenômeno, além de ter sido seu treinador, foi a indicação para os empresários. O que de certa forma mudou a vida dele. fizemos um acordo entre as partes envolvidas, CBF, Clube dos Treze e Federações, que veio por fim ao não recebimento dos percentuais do arena. A partir deste acordo, que passou a vigorar em 2001, todos os atletas passaram a receber o direito de arena através do sindicato, e este passou a ter um percentual administrativo deste valor. Foi a partir daí e com essa receita que começamos a construir a Casa do Atleta. Nos outros dez anos, de 2000 a 2010, mais uma década de intenso trabalho. Em 2001 fui com o Ronaldo Fenômeno aos Estados Unidos, na Nike, e eles fizeram uma doação para nós comprarmos o terreno, em 2003 começaram as obras da Casa do Atleta, que teve seu término em 2007, e finalmente em 2009 inauguramos nossa nova sede. Além disso, nesse meio tempo, ficamos “brigando” e vigiando as mudanças que o Governo Lula estava querendo realizar na Lei Pelé. Isso nos levou a Brasília um número infinito de vezes. Então, como podemos ver, foram 20 anos muito intensos, uma coisa surgindo em cima da outra, quando acabava um mandato, estávamos tão inseridos nisso tudo, que acabávamos seguindo para um próximo. Por outro lado, assim como na época do Gaúcho, não havia ninguém querendo assumir o comando da entidade. O Goool! Durante esses 20 anos a frente do Saferj, alguma vez surgiu uma oposição? AS: Oficialmente não. Surgiram algumas que eu tomei conhecimento, mas na verdade uma oposição de ir ao sindicato, montar uma chapa, nunca houve. Tomei conhecimento também que existiam pessoas que estavam se movimentando para t e n t a r. A i n f o r m a ç ã o q u e tínhamos era que essas pessoas que estavam querendo fazer oposição, não queriam fazer porque achavam que meu trabalho era ruim, mas sim por questões pessoas a mim. Mas tudo isso foi não oficial, nunca aconteceu nada efetivo. O Goool! Como é feita a eleição para presidência e qual a periodicidade? AS: A eleição ocorre de quatro em quatro anos e são os jogadores que votam. Tem todo um processo de inscrição de chapa, edital em um jornal de grande circulação, enfim, a gente segue

o que determina o estatuto. O Goool! O sindicato saiu de uma sede pequena no centro do Rio, para uma grande sede na tijuca. Como você se sente vendo que todo o seu esforço foi válido? AS: Orgulhoso e muito feliz. Você construir uma obra desse porte com dois prédios de cinco andares é um feito, e de fato, tudo isso me deixa muito feliz mesmo. Estou no futebol desde 11 anos de idade, sempre respirei futebol, estou no meu habitat e realizar tudo isso no meio que sempre vivi é muito bom. Você poder fazer o que fizemos, criar uma boa estrutura, ajudar pessoas e desenvolver a entidade como fizemos, é fantástico. Fico mais feliz ainda pelo reconhecimento das pessoas, que estão sempre nos parabenizando. Agora, embora eu tenha encabeçado tudo isso ao longo desses anos, é importante frisar que não fui só eu. Tive pessoas importantes ao meu lado ao longo desse tempo, como a Dr. Yara, Dr. Alexander Macedo, Lulinha, Mauro Rezende, recentemente o Deninho. Estas pessoas que sempre estiveram ao meu lado e ao lado do sindicato, portanto, eles também têm uma grande importância nessa conquista. O Goool! Você tem medo de quando sair da presidência, a pessoa que entrar não dê continuidade a este projeto? AS: Ninguém é insubstituível. Hoje o sindicato tem um patrimônio dez vezes maior do que tinha. Eu até brinco dizendo que não sou somente o presidente do sindicato, sou um administrador de empresas, e tenho que administrar com muita competência e segurança, porque todo esse patrimônio não é meu, ele pertence aos atletas. Além disso, o que a gente arrecada, tem que voltar para os atletas em forma de benefícios. Com isso a minha preocupação com a pessoa que venha assumir a presidência é enorme, pois ela terá que ser capacitada a administrar uma grande estrutura, e saber que o sindicato não é lugar para ficar obtendo sucesso pessoal e nem de enriquecer. Hoje no sindicato todos tem salário, inclusive nós da diretoria. O sindicato não é emprego, aqui todo mundo trabalha. A pessoa que vier tem que ter a consciência que é uma entidade séria, com um patrimônio grande que tem como objetivo gerar benefícios para os atletas.

Essa é uma preocupação que tenho e por isso, estamos “treinando”o Deninho, nosso atual vice presidente, que vem se capacitando para o cargo. O Goool! Você está preparando o Deninho. Você está pensando em deixar a presidência do Saferj? AS: Eu vou até 2014. Não adiantava também eu montar tudo isso e largar na mão de outra pessoa que ainda não tivesse o traquejo. Então a minha ideia é ir até 2014 e sair. Na realidade temos outros projetos ainda, como à construção de um CT, que estou tentando dar início, mas de qualquer forma, mesmo eu saindo da presidência vou estar sempre ligado, porque queira ou não queira, estou há 20 anos no sindicato e isso acaba ficando no coração para sempre. Uma coisa eu tenho bem clara, isso aqui não é meu, o que tenho é um grande carinho, por tudo que realizamos. Existe também uma grande satisfação pelo apoio e ajuda que damos aos atletas, é muito bom poder ajudar as pessoas. Mesmo fora da presidência, vou estar sempre ajudando, fazendo parte da diretoria, mas acho que chegou o momento de ter realmente outro presidente. O Goool! Hoje, de que o sindicato sobrevive financeiramente? AS: Basicamente do imposto sindical e do direito de arena, que realmente foi o divisor de águas entre a estrutura que existia no sindicato e a atual. Não só o sindicato do Rio, mas todos os outros evoluíram bastante após o acerto do arena, porque através disso, os sindicatos passaram a ter verba para poder fazer coisas mais efetivas para os atletas; antes a gente se limitava apenas a parte jurídica, porque não tínhamos dinheiro, inclusive, o departamento jurídico nem remunerado era. E o imposto sindical, que hoje é um volume maior por força dos contratos que são maiores. Essas duas fontes de receitas fazem hoje uma grande diferença em nossa estrutura financeira. O Goool! O sindicato além dos benefícios da parte jurídica, fisioterapia e academia Safit, existe algum outro tipo de ajuda aos ex-atletas de futebol? AS: Existi sim, não de forma constante. Ajudamos muitas pessoas que nos procuram com

dificuldades financeiras. O sindicato acaba fazendo isso por solidariedade, sensibilidade e respeito aos ex-atletas, pois entendo que não é nossa responsabilidade. Entendo que isso não é nossa obrigação, e sim da FAAP, AGAPs e FUGAP. A FUGAP nem tanto, porque ela depende muito da renda do Maracanã, mas, mesmo assim, consegue realizar um bom trabalho de apoio. As outras não, essas arrecadam valores substanciais, quantias vindas dos atletas em atividade e que deveriam voltar para os atletas e ex-atletas em forma de benefícios, e eles não fazem. O que é feito é infinitamente menor do que poderia ser feito, acho que falta interesse, bom senso, e sensibilidade do comando dessas duas entidades. O que nós fazemos aqui é o que eles deveriam fazer. Fazemos isso com certa alegria e ao mesmo tempo com tristeza, pois são pessoas que jogaram, pessoas conhecidas e não conhecidas, mas que por uma razão ou outra, atravessam momentos em suas vidas de grande turbulência, e nós temos que ajudar, não podemos virar as costas.. O Goool! Você também foi presidente da FENAPAF. Como foi? AS: A FENAPAF tem dois momentos. A primeira em 1990, quando fundei a entidade. Convidei alguns presidentes de sindicatos e a fundamos, mas na seqüência tivemos dificuldades, pois não tínhamos estrutura nenhuma física e financeira para seguir adiante. A partir de 2000, com o direito de arena, nós nos reestruturamos e compramos nossa sede e aí sim começamos a trabalhar de verdade a nível nacional. Fundamos sindicatos em muitos estados, antes éramos cinco ou seis sindicatos, hoje somos dezesseis. É um trabalho muito legal, mas diferente, pois é um trabalho mais político, estamos sempre em Brasília, CBF, no Clube dos Treze, enfim, com as entidade e segmentos de administração do futebol. A FENAPAF é a entidade responsável por receber as cotas do direito de arena e repassar aos sindicatos. Fui presidente até o último dia 5 de janeiro, depois de cinco anos estou passando a bola para o Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato de São Paulo e vai assumir a presidência da Fenapaf.

O Goool! Por que você deixou a presidência da Fenapaf? AS: Houve um acordo de cavalheiros. Como os sindicatos do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul, são os principais sindicatos e os fundadores da federação, nós ao reativarmos a federação em 2000, fizemos um acordo que nos três primeiros mandatos cada um assumiria. Então no primeiro foi o Ivo Amaral, do sindicato do Rio Grande do Sul, eu, e agora o Martorelli. A partir do quarto mandato, qualquer presidente dos sindicatos poderá se candidatar. O Goool! Se você hoje tivesse que escolher em ser treinador ou presidente do sindicato, qual você escolheria? AS: É difícil. Na realidade eu gosto de ser treinador, mas é uma coisa estressante e insegura. Eu curto ser presidente do sindicato pelas coisas que realizei e que imagino que possa ainda realizar, é uma questão de ideologia e prazer, mas nesse momento eu acho que optaria ser treinador, porque quero retomar a minha alegria em ser treinador de futebol. O Goool! Quais os planos do SAFERJ para 2011? AS: Estamos com um projeto de construir um centro de treinamento, pois é muito importante o atleta que está sem clube poder estar em atividade com bola. Além disso, iniciaremos cursos de línguas, pois imaginamos que, entre outras oportunidades, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, poderão gerar muitos empregos, e, quem sabe, ex-atletas e atletas falando outro idioma não poderão achar um bom mercado de trabalho?


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Você sabia? Que no início com as dificuldades financeiras, os sacos de lixo utilizados no escritório, a gente jogava o lixo fora e recolocava o saco de novo.

Sua trajetória como atleta de futebol foi marcada por clubes do exterior e clubes de pequeno porte no Brasil. Alfredo Sampaio sabia das suas limitações como jogador e aproveitou todas as oportunidades que lhe foram dadas. Jogou na lateral direita, e depois foi para a zaga. Com muito carinho, Alfredo lembra a sua época de atleta. O Goool! Você começou sua carreira de jogador no futsal. O que te levou a ir para o campo? AS: Na realidade eu entendia que seria a seqüência natural. Comecei cedo no futsal, no América-RJ. Os clubes do Rio de Janeiro tinham grandes equipes, e isso naturalmente me fazia sonhar e desejar ir para o campo. O Goool! Você teve uma passagem ainda no futsal pelo Fluminense. Como foi? AS: Foi o meu melhor momento no futsal. Nós fomos vicecampeões, fui para a seleção e, no futsal, fiquei valorizado. Além disso, jogar no Fluminense, que era o meu clube como torcedor, foi realmente muito bom, foram dois anos de muito êxito. O Goool! Você tem alguma frustração por não ter atuado no futebol de campo em grandes clubes? AS: Não tenho nenhum tipo frustração nessa vida. Na verdade eu sempre procurei saber o meu espaço dentro desse universo todo. Eu tinha consciência do meu potencial e das minhas limitações como jogador de futebol profissional, o que me permitia ter lucidez para saber até que nível de clube eu realmente conseguiria atuar. Além disso, era uma época de grandes jogadores. Por exemplo, eu iniciei atuando na lateral direita, e nessa posição havia o Leandro, que dispensa comentários; depois fui atuar na zaga, e foi pior ainda, pois havia grandes zagueiros e em número maior. Os clubes tinham grandes equipes e com jogadores de muita qualidade. Como eu sabia que não estava no nível desses jogadores, procurei pautar minha carreira com as possibilidades que surgiam, clubes do exterior e clubes menores do nosso país. Consegui jogar em vários clubes e nunca me frustrei, pelo contrário, eu aproveitei tudo que a vida me deu.

O Goool! Como foi a experiência de jogar no exterior? AS: Foi boa, mas complicado porque eu era muito novo. Eu saí com 21 anos do Brasil e fui para a Venezuela, depois passei pela África, Portugal, Equador, Chipre e Estados Unidos. Era complicado porque ficava longe da família, mas era o que surgia pra mim; eram contratos relativamente bons para o meu nível de atleta. E com essas passagens eu consegui fazer um pequeno patrimônio. Mas no geral foi muito legal, tive chances de disputar uma Libertadores da América, fui campeão em Portugal, na Venezuela e disputar uma fase eliminatória da UEFA. O Goool! Você encerrou sua carreira no São Cristóvão após uma cirurgia no joelho. Como foi? AS: Eu tive uma lesão no joelho, onde eu fiquei quase três meses sem jogar. Mas o que foi determinante mesmo para encerrar a carreira foi a distância que eu vivia do meu filho, eu não queria mais isso, queria estar perto dele, ficar com ele. Ficar jogando no Brasil em time pequeno, com dificuldade, falta estrutura, com pagamento atrasado e outras coisas, não me encantavam e me desestimulava. Como eu estava distante do meu filho, eu aproveitei a lesão no joelho e parei de jogar.

Assim que encerrou a carreira de atleta de futebol, Alfredo Sampaio seguiu como treinador de futebol. Começou sua carreira no São Cristóvão, e foi treinador do Ronaldo Fenômeno. Em 2008 surgia a oportunidade de treinar um clube grande. O Vasco da Gama poderia consagrar Alfredo e começar o início de uma nova era. Mas não foi, e seu trabalho no clube da colina foi interrompido. Alfredo perdeu a alegria de ser treinador e chegou a pensar em desistir da carreira, mas a paixão foi mais forte e este ano Alfredo comanda a equipe do Boavista no campeonato estadual para recuperar a alegria que perdeu quando deixou o Vasco da Gama. O Goool! Como você decidiu ser treinador de futebol? AS: Eu já tinha iniciado a faculdade de educação física, meu pai e meu irmão também haviam participado intensamente do

futebol e com isso minha vida acabou sempre voltada para o futebol, e, naturalmente, eu segui o que a maioria faz, me mantive no meio futebolístico. O Goool! Você começou sua carreira de treinador no São Cristóvão, e treinou o Ronaldo Fenômeno. Como foi? AS: Foi um período bom da minha vida, muito legal, porque foi o início da minha carreira, e logo de cara surgir um jogador como ele, acaba marcando. Na realidade não fui eu quem descobriu o Ronaldo, e sim um senhor chamado Alírio, que era um dirigente das divisões de base do São Cristóvão, teve também o Ari Sá e o Roberto, que foi seu 1º treinador, essas pessoas são importantes na descoberta do Ronaldo. A minha participação na vida do Fenômeno, além de ter sido seu treinador, foi a indicação para os empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, acho que de certa forma aquela indicação mudou um pouco a vida dele. O Goool! Você nunca havia treinado um clube grande, até que em 2008 recebeu um convite do Vasco da Gama. Como foi pra você esta oportunidade? AS: O Eurico Miranda, presidente na época, em 2007, quando eu estava no Madureira, já tinha feito elogios ao meu trabalho a ponto de externar a vontade dele em me levar para o Vasco, o que veio acontecer em 2008. Ele me fez uma proposta para trabalhar com o Romário, dividindo a função de treinador, pois ele(Romário), iria parar de jogar ao final da Taça GB, quando encerrava sua suspensão como atleta, e no último jogo da Taça, quando ele já estaria livre da punição, se despediria do futebol com a camisa do Vasco e, após isso, eu seguiria como treinador sozinho. Foi uma situação estranha no primeiro momento, mas era uma oportunidade de entrar em um grande clube. No início até que as coisas estavam indo bem, depois, devido algumas questões, o trabalho ficou prejudicado e acabou sendo interrompido. Apesar de tudo de ruim que vi, acabou sendo uma boa experiência.

Um recado para os leitores do jornal O Goool! Primeiro ressaltar a importância do Zé Mário, Zico, Paulo Sérgio e Gaúcho que foram os primeiros presidentes do sindicato e que deram o pontapé inicial em nossa história. Se hoje o Sindicato tem uma estrutura dessa grandeza e que proporciona muitos benefícios aos atletas, é porque lá atrás eles lutaram também para que isso um dia existisse. Quando eu entro no sindicato eu entro feliz, é uma alegria muito grande saber que faço parte de um grupo seleto como esse. E também quero falar para os atletas para virem ao sindicato, pois tudo aqui foi feito para eles. Procuramos fazer o melhor, criamos uma estrutura de 1º mundo para que eles encontrem aqui o apoio e o amparo que devidamente eles merecem.


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Você sabia? Alfredo Sampaio neste campeonato estadual comandará a equipe do Boavista O Goool! É verídica a história que você queria barrar o Edmundo, mas não teve carta branca da diretoria? AS: Não, não que eu saiba. Na verdade eu tive uma conversa com o Eurico Miranda as vésperas do jogo com o Volta Redonda, onde eu expliquei a ele que havíamos chegado a um ponto das competições, semifinais da Taça Rio e quartas da Copa do Brasil, que não poderíamos mais ficar administrando jogadores com baixo rendimento, inclusive o Edmundo, pois antes, nós ainda poderíamos nos recuperar de eventuais tropeços, naquelas etapas não mais. O Eurico ouviu e a princípio não se opôs a nada. Mas no dia seguinte ao jogo com o Volta Redonda, que não valia absolutamente nada, pois já estávamos classificados para a semifinal, por coincidência ou não, perdemos o jogo e eu fui demitido com o argumento que eu estava com problemas com os jogadores. Acho que o Eurico tomou a decisão que ele entendia ser melhor para seu clube, o que respeito e entendo ser natural, mas acho também que levaram a ele fatos não verdadeiros, pois essa história de relacionamento com os jogadores era mentira. Todo mundo sabe quem tinha problemas comigo, e além dessa figura, talvez mais uns dois que entendiam, por exemplo, que chegar para treinar depois de ter “bebido” não faria mal, os demais, ou seja, a maioria, o relacionamento era bom. Acho que estive no clube certo no momento errado, com as pessoas erradas, com exceção do presidente, basta ver como acabou o clube naquele ano. O Goool! O Edmundo é ídolo da torcida vascaína. Você em algum momento teve medo de barrar ele e a torcida pegar no seu pé? AS: Não fiquei com medo de

nada. Não dá pra você trabalhar em um clube grande, como o Vasco e você ter medo de torcida. Na verdade barrar ou não o Edmundo, não era uma questão definida era uma questão de análise do momento. O fato era que ele não estava bem e eu tentei administrar até o momento que entendi que aquilo não colocaria em risco os objetivos do grupo e do clube. Mas, infelizmente, muitas das pessoas que exercem funções de comando no futebol só fazem questão de ser profissionais quando há negociações, fora isso, são paternalistas e procuram sempre acomodar situações que não deveriam mais existir no futebol profissional. O Goool! Depois do Vasco, até o momento você não treinou mais nenhum clube grande. Você acredita que o que aconteceu com você no Vasco tenha prejudicado a sua carreira? AS: Eu acho que sim, pois pode ter ficado a impressão de treinador de time pequeno que não deu certo no grande, o que é uma pena, pois acho que minha saída não foi determinada por minha capacidade ou não, e sim por questões extra campo. Minha carreira tem dois momentos, antes e depois do Vasco. Apesar do estresse diário existente quando se está no comando de um clube, eu sempre ia para os treinos feliz, alegre, pois estava indo fazer o que mais gosto. Depois que treinei o Vasco, perdi o encanto em ser treinador, qualquer situação, por menor que fosse me irritava. Eu conheci uma situação no Vasco que eu não tinha vivido ainda, que é o falso relacionamento com o ser humano. Imagina você chegar num grande clube já é difícil, ainda mais vindo de um clube menor. Nessa situação, havendo gente de bem ao seu lado e pessoas profissionais, na concepção da palavra, naturalmente, essas pessoas, deveriam te dar o suporte

Rodrigo Paiva, "Filé", Alfredo Sampaio e Ronaldo Fenômeno, na sede da Nike em Portland (EUA), em 2001.

necessário para você superar aqueles primeiros momentos. Lá, eu tinha que confiar nas pessoas que estavam ao meu redor, e imaginava que essas pessoas me dariam certo respaldo, já que éramos um grupo de trabalho teoricamente com os mesmos objetivos. Isso acabou não ocorrendo e de certa forma, acabei ficando exposto, sofrendo um processo natural de desgaste.

jeito, vou estar feliz onde eu estiver, só espero e desejo nunca mais cruzar com esse tipo de situação. O Goool! Você já pensou em desistir da carreira de treinador depois que saiu do Vasco? AS: Pensei sim porque não tenho muita paciência para lidar com algumas coisas. O futebol virou um grande negócio, infelizmente, mas isso é um fato real, portanto, o

Você é treinador de futebol e presidente do Saferj. Como você concilia as duas coisas? AS: Há vinte anos que é isso. Quando eu parei de jogar, em 1990, me tornei presidente do sindicato e em seguida treinador. O mesmo tempo que sou treinador é o tempo que sou presidente da entidade. Na realidade isso é uma façanha, porque teoricamente eu brigo contra quem me contrata. Mas acho que consegui meu espaço como treinador mesmo sendo do sindicato porque ao longo desses anos, sempre defendi com veemência os direitos dos atletas, mas sempre tive muito claro na minha cabeça que eu tinha que defender o futebol como um todo, inclusive os clubes quando necessário fosse. Não adianta eu só querer defender o atleta e detonar o clube, pois um não existirá sem o outro, eles se completam. Então ao longo desses anos eu procurei defender o atleta e o futebol. Nunca deixamos de defender o atleta, mas, em muitos momentos, procuramos ajudar os clubes também. Conseguimos, por exemplo, tornar ações que eram confusas em coisas fáceis e conciliáveis. Acho que essa forma de agir sem demagogia e demonstrando minha preocupação com o todo, me fez ganhar credibilidade e confiança dos presidentes de clubes ao ponto deles conseguirem dimensionar o tipo de pessoa que sou e consequentemente o profissional que poderia ser para seus clubes.

Essa situação acabou me decepcionando um pouco. Uma coisa é você ter uma chance e perder por incompetência, outra coisa é você sair por questões extra campo e por atos não profissionais de terceiros. Eu sou treinador porque gosto, se eu um dia voltar para um grande clube vou achar maravilhoso, se não for, vou achar maravilhoso do mesmo jeito, vou estar feliz onde eu

Alfredo Sampaio e Pelé elaboração do projeto da nova lei do passe

treinador tornou-se peça fundamental nessa engrenagem, pois ele será o principal responsável para fazer na prática todo o investimento do clube e de seus parceiros, dar certo. Então eu acho que devido a essa realidade, você tem que ir para clube preocupado somente em dar o seu melhor

como treinador, estudar seus adversários; comandar o grupo de forma coesa e justa, dentre outras coisas e não ficar administrando maluquice dos outros, principalmente daqueles que por idiotice se sentem acima do bem e do mal. Eu não tenho muito temperamento para administrar isso. Todo mundo tem que exercer sua função e ter respeito pelos outros. Essa coisa de permitir que determinado atleta por força de seu valor comercial ou sua capacidade técnica, faça o que bem entender, sem sofrer sanções quando cometer excessos, só serve para estragar o trabalho, demitir treinadores e levar prejuízo ao clube. Acho que enquanto os dirigentes não pararem de ser paternalistas e de passar a mão na cabeça dos atletas quando esses cometerem erros, nós vamos continuar a ter casos como o do Cuca, do Dorival Jr e tantos outros que a história nos mostra. O Goool! Você vai comandar o Boavista no estadual deste ano. Quais as pretensões do clube? AS: Fiquei muito feliz com o convite e vou usar essa minha passagem no Boavista para recuperar a minha alegria em ser treinador. É um clube que tem pessoas jovens no comando, sérias e que cumprem o que tratam. Tem uma boa equipe e uma base, que facilitará muito o trabalho. A expectativa é fazer o que eu fiz no Madureira, por exemplo, onde nós sempre brigamos e chegamos nas primeiras colocações.

Alfredo Sampaio na obra da Casa do Atleta


JURÍDICO

www.saferj.com.br - Rio de Janeiro, janeiro de 2011

O GOOOL!

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DICA DO JURÍDICO DR. YARA MACEDO DR. YARA MACEDO A Previdência Social oferece vários benefícios que garantem aposentadoria, rendimento e proteção ao trabalhador e a seus familiares em caso de doença, acidente e morte. Mas o que acontece durante o tempo que o atleta deixa o Brasil? O Brasil tem acordos internacionais com os países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai); Chile, Portugal, Itália, Espanha, Grécia, Luxemburgo, Cabo Verde, Moçambique e Japão, em agosto de 2010 firmou termos de cooperação com a África do Sul e o Embaixador da Alemanha comunicou a aprovação do acordo internacional pelo governo alemão. Estão sendo aguardados os acordos com Canadá, Estados Unidos e Japão.

O bloco do Saferj “Vou Treinar e Volto Já” surgiu em 2009 com a proposta de homenagear exatletas de futebol e divulgar a academia Safit. O primeiro ano do bloco foi em 2010, com uma homenagem ao ex-atleta Moisés, que fazia o tradicional bloco das piranhas em Madureira. Cerca de 600 pessoas participaram do evento, com a participação de atletas do passado que colocaram perucas em prestígio ao bloco das piranhas. A repercussão do bloco foi muito boa, pois além de divertir e alegrar a tijuca, o nosso bloco de carnaval tem como objetivo divulgar a academia Safit e captar mais alunos, para que possamos estar mantendo nossa estrutura e sempre criando novos benefícios para a classe. Neste ano de 2011, segundo ano do bloco do Saferj, esperamos juntar mais de 600 pessoas. Nossa homenagem neste carnaval é ao ex-atleta Alcir Portela que foi diretor do Cacique de Ramos. Convidamos todos os atletas, ex-atletas, alunos da academia Safit e a todos que gostam de carnaval a participar do nosso bloco. Alegria, diversão e clima de família são pontos certos no nosso carnaval.

APRENDA A LETRA DO NOSSO BLOCO E VENHA PARTICIPAR CONOSCO! Enredo: “Saferj, Safit e Tijuca, Juntos e Misturados” Homenagem 2011 - Ao craque Alcir Portela Autores: Luizinho LA, Alfredo Sampaio, Deninho, Lulinha e Alfredo Neto Intérprete: Nego - Mocidade Diretor de Bateria: Mestre Átila - Vila Isabel

E para que servem os acordos? Para garantir aos trabalhadores brasileiros direitos da seguridade social previstos nas leis dos dois países, tanto aos trabalhadores quanto a seus dependentes legais. No Rio de Janeiro, o órgão habilitado para receber solicitações, prestar maiores informações, é a Gerência Executiva do INSS, que se localiza na Rua Pedro Lessa, nº 36, 13º andar, Centro. E se o País para o qual você está indo não tiver acordo internacional com o Brasil? Nesses casos se período a ser passado fora for longo, é melhor continuar contribuindo como autônomo e pagar através de carnê a contribuição correspondente a 20% do valor do salário mínimo.

Histórias engraçadas contadas por boleiros *por Ozires, ex-jogador do Cruzeiro

Bêbado com sensibilidade Essa história aconteceu na Espanha, com o Strik. Nós atuávamos pelo Cruzeiro, e tínhamos vencido o jogo e fomos festejar a vitória a noite. E voltando da saída, encontramos o Strik e o preparador físico Ruy Guimarães, sentados na beira da calçada do hotel, mas em um nível alcoólico alto. Aí eu disse para um companheiro: -Poxa, vamos subir com eles, fica chato deixar eles aqui nesse estado. disse Ozires Levantamos eles, eram pesados, aí o Ruy Guimarães acordou, estava um pouco melhor. E nós rebocamos o Strik, colocamos um braço dele em cada ombro nosso e levamos. Fomos em direção ao elevador para subir e colocar ele no quarto. Nesse caminho eu percebi que ele estava se mexendo muito e eu comecei a achar que ele poderia estar tendo um ataque. Mas na saída do elevador, ele meteu a mão pra trás e quase atingiu o meu rosto, acabou pegando em uma parte do elevador e fez o maior barulho. Ele saiu cambaleando, xingando e foi em direção ao quarto dele. Quando eu voltei para o elevador, o meu companheiro estava rindo muito. E foi aí que ele me contou, que estava fazendo cosquinha nas partes íntimas do Strik. Aí que eu fui entender o porque que ele meteu a mão pra trás, claro, ele estava sentindo um toque diferente.

O Rio de Janeiro é festa Vem Tijuca, vem brincar Saferj, Safit e Caçador Cantam o tijucano com amor Com sua história tão marcante Tradição familiar A Tijuca e a Safit Vem pra Afonso Pena desfilar Tem Maracanã Tem futebol Tem Salgueiro e a Unidos campeãs do carnaval Bate, bate bateria Vou sambar Com Saferj e a Safit Vamos malhar Embalando seus alunos Com saúde e emoção Eu sou Tijuca, sou Safit Eu sou povão E o Rio...

BIS

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SAFIT SAFERJ FITNESS


8 CARNAVAL CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO

O GOOOL!

www.saferj.com.br - Rio de Janeiro, janeiro de 2011

BLOCO “VOU TREINAR E VOLTO JÁ”


Jornal o Goool! - Nº09  

Jornal o Goool! - Nº09

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