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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 20 - III Série - março/2013 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Letivo)

Bruno Lopes é ex-aluno da nos-

Miguel Perei-

sa escola. Estudou aqui até ao

ra, aluno do

12º ano. Encontrámo-lo no tea-

10º ano é o

tro Virgínia no dia 19 de janeiro

Presidente da

a dirigir a Banda da Armada.

Associação de

Vamos conhecer o seu percur-

Estudantes

so. ENCONTRO - Como é constituída a Associação? No Agrupamento de Escolas de Gole-

Pres. AE - A associação é constituída

gã, Azinhaga e Pombalinho realizou-

por alunos do 3º ciclo e Secundário. (Página 4)

se, mais uma vez, o desfile de carnaval integrado no projeto “Viagem no Tem-

Entrevista com o Dr. José Veiga Maltez - Presidente da Câmara Municipal da Golegã

po”. A viagem deste ano foi um passeio pelo século XX, desde o Regicídio à Expo 98, passando pelos acontecimentos mais marcantes em Portugal e no

ENCONTRO - Há quanto tempo termi-

mundo.

nou os estudos nesta escola? Bruno Lopes - Eu terminei o ensino secundário nesta escola no ano de 2002… contas feitas, já lá vão mais de dez anos. Todavia é como se tivesse sido ontem, as boas memórias ficam para sempre. (Página 3)

ENCONTRO - O que é exatamente o Hippos?

Dr. José Veiga Maltez - O Centro

A relevância desta atividade não foi o

ELEIÇÃO DOS REPRESENTANTES

desfile de carnaval em si, mas a opor-

DO PESSOAL DOCENTE PARA O

tunidade de juntar todas as crianças

CONSELHO GERAL DO AGRUPA-

do concelho, do pré-escolar e do 1º

MENTO

ções nacionais e internacionais, de

ciclo, num momento de partilha de

No dia 6 de março de dois mil e treze

cavaleiros tanto a título individual,

experiências educativas.

decorreu a eleição do pessoal docente

O desfile saiu do complexo escolar da

para o conselho geral do agrupamento

Golegã e culminou no Largo D. Manuel

para os próximos 4 anos. …

I, junto à Câmara Municipal,… (Página 9)

de Alto Rendimento da Golegã – Desportos Equstres (Hippos) trata-se de um espaço destinado a acolher delega-

como de equipas e selecções nacionais, na preparação para competições de alto nível (Campeonatos da Europa e do Mundo e Jogos Olímpicos e Para-

(Página 2)

límpicos). ….

(Página 5)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial

A Páscoa está a chegar e com ela as notas, as férias, as amêndoas e também o nosso jornal. Esta edição é rica em entrevistas: Ao sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. Veiga Maltez, que nos fala do Hip-

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

pos (Centro de Alto Rendimento da Golegã – Desportos Equestres) e da sua importância para a Golegã; Ao Presidente da Associação de Estudantes, Miguel Pereira, que nos mostra como é fundamental a Escola ter uma Associação; A um ex-aluno da nossa Escola, Bruno Lopes, que dirigiu a Banda Nacional da Armada num concerto no Virgínia. A Golegã ficou animada com os alunos do J.I. e do 1º Ciclo da Golegã. Azinha-

Alunos: 5ºA - Francisco Luz 5º B -João Tomás

ga e Pombalinho no Desfile de Carnaval, cujo tema era “Viagem no Tempo— Uma passagem pelo século XX”.

7º C - Carolina Medinas

De 11 a 15 de março decorreram os “Dias da Cultura” que transformaram a

7º D - Bernardo Ferreira

nossa Escola: muitas atividades das diferentes disciplinas, muita animação e a

7º D - Sérgio Silvestre

presença de convidados, pais e outros elementos da comunidade educativa. Nesta edição podemos ver fotos desses dias. Como é hábito, neste jornal há a participação de alunos de todos os níveis de

Reprodução Luís Farinha

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

ensino com os seus trabalhos. O Encontro deseja a todos os seus colaboradores e leitores um boa Páscoa.

ELEIÇÃO DOS REPRESENTANTES DO PESSOAL DOCENTE PARA O CONSELHO GERAL DO AGRUPAMENTO

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

No dia 6 de março de dois mil e treze decorreu a eleição do pessoal docente para o conselho geral do agrupamento para os próximos 4 anos. Nessa eleiSede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40

ção, à qual concorreram duas listas, A e B, dos 73 eleitores inscritos, votaram 59 eleitores: 31 votos na lista A e 26 votos na lista B, 2 votos em branco e 0 votos nulos.

2150 GOLEGÂ

Com base nesses resultados, foram eleitos como representantes do pessoal

Telefone: 249 979 040

docente para o conselho geral, como efetivos, de acordo com o método

Fax: 249 979 045

d’Hondt, os professores Mário Olímpio Clemente Ferreira, José Francisco

E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Matos Rodrigues Leote, Maria do Rosário Dias Maurício Ferreira Mendes, Maria do Carmo Miguel Pereira Guia Lopes, Rosa Maria Calhas Moreira, José António Marques Mendes e Maria Leopoldina Pena Meneses; e como suplentes, pela Lista A, Natalina Ribeiro Rei Martins, Lina Maria Tomé Palhota, Isabel

Tiragem 50 exemplares

Maria Santiago Costa e Maria do Céu de Melo Aragão Nogueira da Silva, e pela Lista B, Augusto Luís Formiga Ramos, Maria Graça Quartilho Serra Duarte Trindade Costa e Isabel Melancia Venceslau da Luz. Pelo exposto, na próxima reunião do conselho geral, tomarão posse os membros eleitos, devendo ainda o atual presidente do conselho geral, o professor Nuno Barreiros, presidir a esta reunião, apenas até ao momento da eleição do futuro presidente, de acordo com o previsto na lei. Nuno Barreiros


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Entrevista com Bruno Lopes - ex-aluno Bruno Lopes é ex-aluno da

Direcção, novamente na Universidade

Janeiro, no qual tive o prazer de dirigir

nossa escola. Estudou aqui até

de Aveiro.

a banda onde toco habitualmente, a

ao 12º ano. Encontrámo-lo no

Banda da Armada. Não se passa a ser

teatro Virgínia no dia 19 de

ENCONTRO - Quando começou a inte-

maestro de um dia para o outro… atin-

janeiro a dirigir a Banda da

ressar-se pela música?

gir esse grau de maestria, se me per-

Armada. Vamos conhecer o

Bruno Lopes - Desde que me lembro

mitem brincar um pouco com as pala-

seu percurso.

de pensar, e isto digo-o jocosamente.

vras, requer tempo e experiência. Tor-

A minha mãe, professora de educação

nar-se maestro implica um intenso

Musical nesta escola, teve a felicidade

trabalho a longo prazo, quer no estudo

de ouvir muita música clássica aquan-

de partituras e performance musical,

do da sua gravidez, o que eu penso ter

quer na relação que se vai criando

condicionado a minha predisposição

com os músicos, sejam eles amadores

para a música. Ainda não sabia escre-

ou profissionais. Talvez, um dia, ser

ver, mas já gostava de tocar os

maestro possa ser uma actividade per-

“parabéns” no sintetizador que havia

manente na minha vida. Para já, vou

lá em casa. O certo é que, pouco a

estudando, tentando aprender mais.

pouco, a minha família foi incutindo-

Aprender, sempre.

ENCONTRO - Há quanto tempo terminou os estudos nesta escola? Bruno Lopes - Eu terminei o ensino secundário nesta escola no ano de 2002… contas feitas, já lá vão mais de

me o gosto pela música, inscrevendome no Conservatório de Música do

ENCONTRO - O que significa a música

Choral Phydellius e dando-me a conhe-

para si?

cer a banda filarmónica da Azinhaga,

Bruno Lopes

onde toquei durante vários anos.

conceber a ideia de viver sem ela. A

dez anos. Todavia é como se tivesse sido ontem, as boas memórias ficam para sempre.

Bruno Lopes - Inicialmente completei o 1º ano da licenciatura em Ensino de Música, vertente de Clarinete,

ENCONTRO - Com que instrumento

da minha ligação afectiva com os que

começou?

me são queridos e da minha relação -

No Conservatório

comecei por estudar piano, mas o fac-

a mudar de rumo. O facto de ter ingressado na Banda da Armada conduziu-me a frequentar o curso de Ciências Musicais, visto ser mais perto do meu local de trabalho. Terminado este, comecei a frequentar o mestrado em Música no ramo de

com a música. Não quero imaginar existir sem ambas.

to de ter ingressado na banda da minha aldeia levou-me a querer pros-

ENCONTRO - Que projetos tem para o

seguir os estudos como clarinetista.

futuro?

na Universidade de Aveiro, mas as circunstâncias de então levaram-me

Tudo. Não consigo

minha vida depende essencialmente

Bruno Lopes ENCONTRO - Que curso tirou?

-

Bruno Lopes - O futuro a Deus perENCONTRO -

Como se sente como

tence e o tempo o dirá. No que depen-

maestro?

der de mim, farei os possíveis por evo-

Bruno Lopes - Deixem-me refrasear a

luir como ser humano e como músico

vossa

me sinto

na minha vida pessoal e profissional.

enquanto aluno de Direcção? Sinto-me

Sempre com uma imensurável paixão

feliz, feliz por ter a oportunidade de

pela arte que me faz viver.

pergunta.

Como

dirigir bons músicos, como aconteceu no concerto do passado dia 19 de


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Entrevista com o presidente da Associação de Estudantes

Mais uma despedida

com os professores de Educação Física

Chegou, agora, ao fim mais uma eta-

e passagem de filmes no bar. Preten-

pa da minha vida. Ao longo da carreira

Pereira,

demos ainda realizar torneios de

profissional sempre disse, em determi-

aluno do 10º ano,

matraquilhos, desportos, participar no

nadas circunstâncias, que cada vez

é o Presidente da

Peddy Paper.

Miguel

Associação

Infância.

de

Estudantes ENCONTRO - Como é constituída a Associação? Pres. AE - A associação é constituída por alunos do 3º ciclo e Secundário.

ENCONTRO - O que existe no espaço da Associação? Pres. AE - Existem mesas de matraquilhos, livros, equipamento de som e espaço de convívio.

ENCONTRO - Desde quando existe

ENCONTRO - Que funções tens?

esta associação?

Pres. AE

Pres. AE - A Associação existe desde

coordeno o seu funcionamento.

ENCONTRO - Que caraterísticas deve

ENCONTRO - De quem foi a ideia de

Pres. AE - Responsabilidade, coopera-

criar/reativar a associação?

ção, tolerância.

cia de Golegã. Esta cor era umas das que eu menos gostava, porém, com o tempo, aprendi a gostar… E muito! Nela coloquei a esperança de conseguir muita coisa, até uma aposentação bastante penalizadora… Mas, enfim,

Pres. AE - A ideia foi minha e do Cons-

ENCONTRO - Até quando dura o man-

Foi este o meu último grupo de crianças, da Sala Verde, do Jardim de Infân-

ter um presidente?

tantino.

Foto de Grupo Sala Verde

- Organizo as atividades e

1995. Esteve parada várias vezes. O ano letivo passado foi reativada.

mais gostava de ser Educadora de

ENCONTRO - Pensas recandidatar-te?

como alguém dizia, “mudam-se os

Pres. AE - Depende das notas, se tiver

tempos, mudam-se as vontades”. Mui-

bons resultados, sim.

dato?

ta coisa tem vindo a mudar no nosso país, e na área da educação, então, nem é preciso falar...

Pres. AE - Até 6 de novembro deste

ENCONTRO - O que pensas das aulas

Mesmo assim, e com tanta mudança,

ano.

de substituição?

resta-me agradecer a todos os que me

Pres. AE - Quando não há plano as

ajudaram e acompanharam na minha

aulas não são produtivas, há poucas

carreira profissional e no meu dia-a-

ENCONTRO - Pensas que é importante existir uma associação? Porquê? Pres. AE - Sim, porque é importante para que os alunos possam ter voz, opinião e também para que as atividades que pretendem sejam realizadas.

atividades interessantes para ocupar os alunos.

dia: crianças, pais e encarregados de educação, assistentes operacionais, pessoal administrativo e todos os/as colegas com quem trabalhei e estabeleci ligação ao longo destes anos. O meu muito obrigada a todos e muita esperança relativamente ao futuro!

ENCONTRO - Que atividades realizam? Pres. AE - Até agora não tivemos tempo para muitas: já realizámos um torneio de ténis de mesa em colaboração

10 de março de 2013 Diamantina dos Anjos Resende Artilheiro Educadora de Infância Aposentada


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Entrevista com o Dr. José Veiga Maltez - Presidente da Câmara Municipal da Golegã 

Porque a Golegã está neste momento adaptada, a todos

os níveis, à divulgação do Hipismo e da cultura equestre.

Porque neste momento apenas falta à Golegã um recin-

to desportivo adaptado à realidade nacional e internacional do Hipismo.

Porque a Golegã reúne, através de longos anos de expe-

riência, todas as condições para o desenvolvimento do desporto hípico.

Pelo seu papel, em crescendo, no mundo do cavalo, des-

de há cinco séculos, até à actualidade:  Em 1571, a Golegã viu-lhe ser instituída a célebre ENCONTRO - O que é exatamente o Hippos?

Dr. José Veiga Maltez - O Centro de Alto Rendimento da Golegã – Desportos Equestres (Hippos) trata-se de um espaço destinado a acolher delegações nacionais e interna-

Feira de São Martinho, por Alvará Régio de D. Sebastião.  A partir de finais do século XVIII a Golegã afirma-se como espaço eleito de criação cavalar.

cionais, de cavaleiros tanto a título individual, como de equi-

 No século XIX consolidou a sua vertente do maior e

pas e selecções nacionais, na preparação para competições

melhor entreposto comercial do sector equino, que

de alto nível (Campeonatos da Europa e do Mundo e Jogos

na actualidade é ponto de convergência de criado-

Olímpicos e Paralímpicos). Um dos objectivos passa pela pre-

res, proprietários e entusiastas do Cavalo, nomea-

paração de atletas e de Equipas na sua missão de represen-

damente do Puro-Sangue Lusitano, oriundos do

tar desportivamente Portugal nos diversos Campeonatos

continente europeu e americano.

Nacionais e Internacionais, acompanhamento físico e psico-

 Hoje, inícios do século XXI, a Golegã, nomeadamen-

motor dos atletas de alta competição e de percurso de alta

te por ocasião da Feira Nacional do Cavalo é a prin-

competição no sentido de potencializar o seu rendimento

cipal montra e local de promoção e divulgação dos

desportivo. Ainda de relevar também a monitorização de

criadores de cavalos e reconhecido por todos, como

performances, a preparação e acompanhamento dos cavalos que integrem os conjuntos cavaleiro/montada individualmente ou por equipas e a Formação de atletas, treinadores e monitores, juízes e outros oficiais.

ENCONTRO - Com que intenção foi criado o Hippos?

Dr. José Veiga Maltez Gostaria de salientar os principais fundamentos do Hippos, enfim, os “porquês”:

Porque a Golegã ostenta a marca “Capital do Cavalo” e

organiza anualmente a maior feira dedicada ao cavalo com reconhecida divulgação nacional e internacional (Feira Nacional do Cavalo e Feira Internacional do Cavalo Lusitano).


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Entrevista com o Dr. José Veiga Maltez - Presidente da Câmara Municipal da Golegã o melhor espaço para a comercialização dos seus produtos.  No ano de 1972 é reconhecida oficialmente como Feira Nacional do Cavalo, sendo também a partir de 1999, Feira Internacional do Cavalo Lusitano, tendo sido sempre cenário do Concurso Nacional Oficial de Apresentação do Cavalo de Sela (Modelo e Andamentos).  A Golegã, a partir de 1980 consolida a atração e a captação das principais manifestações (concursos, campeonatos, finais de taça, etc.) relacionadas com a vertente hípica desportiva, nomeadamente Resistência Equestre (Raid/Endurance), Atrelagem, Horseball, Saltos de Obstáculos, Concurso Completo de Equitação e de Equitação de Trabalho, assim como a vertente clássica, Dressage, entre outros.  A partir de 1998, é sede da Associação Nacional de Turismo Equestre, sendo relevante a sua acção, entre outros, no levantamento e definição de percursos equestres nacionais (tipo randonnée).  No ano lectivo de 1998-1999, após construção do Picadeiro Mestre Nuno Oliveira e do Centro de Equitação Nicolau Pernes, a Golegã por deliberação camarária, instituiu a Equitação, como complemento curricular das Escolas do Concelho, vertente que actualmente integra as Actividades de Enriqueci-

 Em 2003, é inaugurado o Equuspolis, importante centro cultural e científico.  Em 2004, numa iniciativa do Interreg III B – Espaço Atlântico, num projecto denominado “PEGASO”, o Município da Golegã com os Ayuntamientos de Jerez de la Frontera e de Santander, da Mancomunidad

análise sobre a Golegã, exaltado: 

A existência no território de material hípico de elevada singularidade e relevância histórica e etnográfica.

A existência de recursos próprios e outros segmentos que favorecem o desenvolvimento de produtos turísticos de carácter combinado ou

outros, Segeiro, Alfaiataria/Chapelaria, Correeiro e

multi-produtos. 

nos e equitadores residentes, principal motivo da

de amazonas e cavaleiros nacionais e estrangeiros.

A diversidade e qualidade de instalações existentes no território vinculadas ao sector.

cios relacionados com Equitação, tais como, entre

desbaste de poldros, ensino de cavalos e formação

Guadalquivir

situação de todos os membros integrantes, tendo a

espaços contíguos para a instalação de artes e ofí-

Golegã ser espaço ideal e muito procurado, para

Bajo

(Irlanda), elaborou, entre outros, um diagnóstico da

 No ano 2000, após a construção do majestoso Pica-

Ferrador, além de alojamento para estagiários, alu-

do

ton (Inglaterra), do Regional Mid-West Authority

Equitação na Comunidade.

deiro Lusitanus, boxes de apoio, clínica veterinária e

Municípios

(Espanha), do Business Link Cheshire and Warring-

mento Curricular do Ensino Básico e o Desporto Escolar, corroborando, assim, o enraizamento da

dos

O alto nível de enraizamento social do cavalo e importantes expectativas sociais.

O alto grau de identificação e implicação social com a marca “Capital do Cavalo”, assim como, com a criação do cavalo de Pura Raça Lusitana.


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Entrevista com o Dr. José Veiga Maltez - Presidente da Câmara Municipal da Golegã

Considera-se a experiência na criação desta raça

nomeadamente através de uma aposta num cluster, que o

pura a principal fortaleza e singularidade do

afirma e o diferencia – o Cavalo!

território, dando-lhe grande valor. Este é consi-

O Concelho da Golegã tem cerca de 95% do seu território em

derado óptimo para utilizar nas actividades de

espaço RAN (Reserva Agrícola Nacional) e REN (Reserva Eco-

turismo equestre.

lógica Nacional). Tratando-se de uma infraestrutura que tem

Os recursos herdados de tipo natural e cultural-

como elemento fundamental o Cavalo, tornou-se imperioso

etnográfico, bem como a existência de recursos

que a mesma se situasse fora da zona urbana, mas o mais

equestres criados no território.

próximo possível desta. Assim, o terreno adquirido para a

As óptimas condições climáticas que possibili-

implantação do projecto estava situado, como não podia dei-

tam a prática da equitação durante todo o ano.

xar de ser em espaço da RAN e da REN, pelo que houve que

 Em 2005, a Golegã com as cidades de Jerez de la

proceder à alteração ao PDM para a viabilização do empreen-

Frontera (Espanha), Waregem (Bélgica), Pardubice

dimento.

(República Checa), funda a Rede EuroEquus, a qual

Faz sentido ainda pela Golegã ter uma situação geoestratégi-

une, estes territórios europeus de inegável impor-

ca invejável, e porquê? Porque a Golegã está cerca do Centro

tância no mundo equestre, nos quais é promovido e

Geográfico de Portugal. Porque as acessibilidades propiciadas

divulgado.

pela A23, A1 e IC3, promovem-lhe uma situação privilegiada

 No mesmo ano, a Golegã é membro fundador da

na comunicação rodoviária entre os diversos pontos do País,

Escola Nacional de Equitação, para nela estabelecer

de norte a sul, nomeadamente a Estação do Entroncamento,

um pólo desta instituição, com o objectivo de inte-

principal nó ferroviário de Portugal, com ligação internacio-

grar no seu espaço a acção formativa e captação de

nal, a 5 minutos, o aeroporto da Portela (Lisboa) a 60 minutos

federados.

e ainda a fronteira com Espanha (Marvão-Valência de Alcân-

A Golegã, em 2007, foi Membro Fundador da Fun-

tara) a 70 minutos, com ligação fácil e rápida a Madrid.

dação Alter Real (Autoridade Equestre Nacional). ENCONTRO - Que actividades vão ser desenvolvidas neste ENCONTRO - De quem foi a iniciativa?

espaço?

Dr. José Veiga Maltez - Esta foi uma iniciativa da Câma-

Dr. José Veiga Maltez - Todas as actividades relaciona-

ra Municipal da Golegã, sob minha proposta, a qual teve

das com as diversas disciplinas equestres, desde o ensino

imediata resposta positiva de toda a Vereação, que se asso-

(dressage) aos saltos de obstáculos.

ciou, estimulou e motivou. ENCONTRO - Quem financiou este projecto? ENCONTRO - Faz sentido o Hippos na Golegã?

Dr. José Veiga Maltez - A Comunidade Europeia com

Dr. José Veiga Maltez - A construção, em curso, do Cen-

85% do financiamento, através do Quadro de Referência

tro de Alto Rendimento da Golegã – Desportos Equestres

Estratégica Nacional (QREN) e os restantes 15% serão assumi-

traduz a preocupação da Câmara Municipal da Golegã, na

dos pela Câmara Municipal da Golegã.

exequibilidade de um projecto de expressão a nível nacional e internacional.

ENCONTRO - Qual a importância do Hippos para a Golegã?

Na verdade, uma obra desta envergadura requereu e mere-

Dr. José Veiga Maltez - A melhoria e a consolidação do

ceu a maior atenção, cuidado e consideração, em todas as vertentes. Torná-la real e de excelência é elevar Portugal,

tecido empresarial e “oxigenação”, nomeadamente da res-


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Entrevista (Continuação)

Acontece(u)

tauração e hotelaria, dos fornecedores

O NÚCLEO DOS AVIEIROS DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM,

de serviços, assim como dos artesãos e

VAI AO ENCONTRO DOS MAIS JOVENS

artífices ligados ao mundo do Cavalo, além dos postos de trabalho que se virão a grangear.

“DE PEQUENINO APRENDIZ SE FORMA HOMEM DE GRANDE SABER”

O futuro está nas ENCONTRO - Que tipo de provas vão aqui decorrer?

nossas Assim

raízes. aconteceu,

Dr. José Veiga Maltez - Todas as

em finais de Janei-

provas ligadas às diversas vertentes

ro último, nas Esco-

equestres.

las de 1º Ciclo de Azinhaga e Golegã. Integrado na Plani-

ENCONTRO - Tem projeção internacio-

ficação do 2º perío-

nal?

do que faz parte do

Dr. José Veiga Maltez - É eviden-

Programa das AEC

te que irá ter, já que é o único Centro

(aulas de enriquecimento curricular-

envolvidas e facilitador do respeito

de Alto Rendimento para Desportos

Lúdico Expressivas no contexto da

pela alteridade", ao deslocar-se às

Equestres em Portugal.

Disciplina de Percursos Culturais e

nossas escolas transmitindo assim, aos

Exploração do Meio), constou a cola-

mais jovens a riqueza de outrora, dos

boração do Instituto Politécnico de

lugares, das gentes e das vivências,

ENCONTRO - -Quantos funcionários

Santarém que no âmbito do Projeto

ajudando-os, em saber, não só na sua

emprega este espaço?

Nacional da Cultura Avieira cumpriu,

formação académica como também na

Dr. José Veiga Maltez - Serão

mais uma vez, o objetivo geral do Pro-

sua formação pessoal.

jeto Educativo da Cultura Avieira

Visto alguns dos alunos serem ainda

(PECA): "Promover o património aviei-

descendentes

ro, como elemento constitutivo da

aconteceram momentos de grande

identidade comunitária das regiões

entusiasmo na apresentação do proje-

aqueles que as circunstâncias e a evolução ditarão.

ENCONTRO - -Há alguma possibilidade de uma pareceria com o agrupamento?

desta

comunidade,

to e no conhecimento do trabalho e das artes de pesca utilizados pelos Avieiros.

Dr. José Veiga Maltez - Será desejável e pertinente Helena Silva Santos (Professora das AEC; Dinamizadora da atividade)


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Acontece(u) VIAGEM NO TEMPO ATRAVÉS DO CARNAVAL No Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho realizouse, mais uma vez, o desfile de carnaval integrado no projeto “Viagem no Tempo”. A viagem deste ano foi um passeio pelo século XX, desde o Regicídio à Expo 98, passando pelos acontecimentos mais marcantes em Portugal e no mundo.

A relevância desta atividade não foi o desfile de carnaval em si, mas a oportunidade de juntar todas as crianças do concelho, do pré-escolar e do 1º ciclo, num momento de partilha de experiências educativas. O desfile saiu do complexo escolar da Golegã e culminou no Largo D. Manuel I, junto à Câmara Municipal, onde também estiveram presentes as crianças da Azinhaga e do Pombalinho, cujo desfile teve uma primeira fase nas respetivas localidades. Este evento contou com a preciosa colaboração da Câmara Municipal da Golegã e da Associação Cultural Cantar Nosso.


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El día de San Valentín (14-02-2013)

SEMANA CULTURAL – 11 marzo 2013 En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme, no ha mucho tiempo que vivía un hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua, rocín flaco y galgo corredor.

Una olla de algo más vaca que carnero, salpicón las más noches, duelos y quebrantos los sábados, lentejas los viernes, algún palomino de añadidura los domingos, consumían las tres partes de su hacienda.

Delgado, alto, desafiante, delirante, excéntrico, caballero de larga barba y zapatos en punta; con lanza y armadura o despojado de ella; acompañado de su inseparable escudero Sancho o solo, arremetiendo contra gigantes que son molinos; encomendándose de todo corazón a su señora Dulcinea o cautivo de sus propios sucesos.


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El día de San Valentín (14-02-2013)

Así nos describe en 1615 Miguel de Cervantes al ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha, este es el inicio del capítulo primero de la novela de caballerías más famosa de la literatura española.

Os hemos ofrecido un momento de lectura inserido en la Semana Cultural de la “Escola de Golegã, Azinhaga e Pombalinho”, esperamos que al escuchar este fragmento a alguien le entren ganas de seguir leyendo esta joya literaria de la literatura española.

¡MUCHAS GRACIAS POR VUESTRA ATENCIÓN!


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Poesia. Ou talvez não! Caminhos cruzados

Jogo polémico

Foram cruzados os nossos caminhos,

Quase todos gostariam de ser:

Cruzámo-nos mas não nos encontrá-

Doutores,

mos,

Engenheiros,

Sonhámos em belas praias douradas,

Professores,

Praias românticas de mares azuis,

Catedráticos.

De águas onduladas,

Mas quase todos podemos ser:

Ora calmas, ora agitadas,

Padeiros,

Bebemos salpicos de espuma branca,

Pescadores,

À beira de falésias encantadas,

Carpinteiros,

Sonhámos com encontros escondidos,

Solicitadores,

Em locais recônditos,

Amantes,

Escolhemos locais para amar,

Agricultores,

Sonhámos com uma pérola no meio

Cartomantes,

do mar.

Casados,

Percorremos estradas sem fim,

Comerciantes,

Cruzámo-nos no cruzamento da vida,

Empregados,

E afinal nunca nos encontrámos,

Solteiros,

No fundo, apenas sonhámos,

Sapateiros.

E em doces sonhos nos amámos.

Mas aquilo que todos algum dia fomos um pouco, foi:

João R.

Intolerantes, Mentirosos, Desinteressados, Curiosos,

Foto: Manuel André

Maldosos, Incoerentes, Babosos, Maldizentes. E mais não me atrevo a dizer, Pois se o fizer, Alguém vai aparecer, A dizer que eu disse, Aquilo que não devia ter dito, E que não disse o que devia dizer, E nestes jogos de palavras, Tudo quanto se diz, Pode ser interpretado, Como sendo ofensivo, Mas eu apenas quis, Que este texto passado, Vos deixasse apreensivos.

Marcantes, Caprichosos, Infiéis, Foto: Manuel André

João R.


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El día de San Valentín (14-02-2013)

Turma 7ºA 1 2 3 4

Afonso Cavaco Afonso Silva António Nunes Carina Rosa

5

Filomena Inacio

6 7 8 9 10 11 12 13 14 16 17 18 19 20

João Paulo Pereira José Miguel Antunes Liliana Gomes Manuel Biaz Carolina Corte Mariana Gaião Mario Duarte Paulo Caisinha Paulo Leandro Ricardo Santos Rui Santos Susana Galinho Tiago Batista Vânia Lopes

Turma 7ºB

EDUCAÇÃO VISUAL / ESPANHOL El día de San Valentín (14-02-2013) Anoche yo pensé en ti. Mis ojos se vician por ti cuando te veo. Si tú fueras un camión yo sería tu camionero. Mi vida va a dar a muchos lados porqué tú has partido mi corazón en pedazos. Por la mañana no puedo desayunar, pienso en ti, Al mediodía no puedo comer, pienso en ti, A veces me pregunto dónde está la explicación. Puedes no querer saber de mí pero solo voy a parar de escribir cuando conquiste tu corazón. Tú eres fuego y yo soy tú bombero. Si mis ojos dicen “Te quiero” no idas a mis labios la perfección. Durante el día sólo pienso en ti y cuando te veo ciego por ti. Anoche pregunté a las estrellas cuál era mi destino, se justaron todas ellas y formaron tu nombre. Una noche muy bonita en tus ojos me miré y por ser tan bonitos de ti me enamoré. Cuando te veo me quedo ciego por ti. Aunque sepas a melocotón, a fresa o a limón estarás, siempre en mi corazón. Tú eres bonita como el sol que ilumina mis mañanas. Tú eres linda como una flor y tienes siempre mi corazón. Tú eres todo para mí, todo el día pienso en sí, eres una flor. Tus ojos brillan como estrellas. Sí tú fueras agua yo sería tú océano. Tú eres muy guapo y también muy hablador, eres mi príncipe encantado y por eso estás en mi corazón.

EDUCAÇÃO VISUAL / ESPANHOL El día de San Valentín (14-02-2013)

1

Bárbara Faria

Si amar es pecado quiero pasar mi vida a tu lado.

2

Bárbara Riachos

Si mis ojos dicen “Te quiero”, no pidas a mis labios una explicación. Las palabras se las lleva el viento y las miradas se guardan en el corazón.

5

Bruno Feijao

Cuando mires las estrellas, acuérdate de mí… en cada una de ellas, hay un beso para ti.

6

Cesar Pinto

Mi corazón es tuyo, eres el amor de mi vida, soy todo tuyo.

7

Daniel Santos

8

Henrique Calafate

9

Ievgen Levinovskyy

No te enamores de los ojos verdes, porque son traicioneros. Pero enamórate de los míos, que son negros, pero sinceros.

11

João Pedro Mariano

A veces me pregunto dónde está la perfección, entonces miro tu foto y encuentro la solución.

12

José Manuel Gomes

Un día dejé caer, una lágrima en el mar. El día que la encuentre, te dejaré de amar.

13

Leonardo Lourenço

Por la vía pasa el tren, por la carretera los coches y por mi mente, pasas tú todas las noches.

14

Mª Fátima Guia

Si mi corazón fuese oro serias rico.

16

Mariana Romao

Yo te amo mi amor y te ofrezco una flor.

17

Nadine Caixinha

Mi día a día sin ti, es un vacio infinito.

Sara Capucho

A veces me pregunto, donde está la perfección, entonces miro tu foto, y encuentro la solución.

18


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El día de San Valentín (14-02-2013) EDUCAÇÃO VISUAL / ESPANHOL El día de San Valentín (14-02-2013)

Turma 8ºB 3

Armando Farinha

El amor es como la guerra, es fácil empezar pero difícil de terminar.

4

Beatriz Figueiredo

Yo te quiero muchacho, Tú sabes que te amo, Yo también lo sé, Tú eres mi manera de vivir, Te quiero un mogollón, Tus labios son perfectos, Pues ellos me consuelan con tu cariño.

5

Bernardo Duarte

El amor por ti es muy loco.

8

Cristiana Gomes

12

Fábio Mação

Cuando el amor no es locura, no es amor.

13

Francisco Simões

El amor no es lo que queremos sentir. El amor es lo que sentimos sin querer.

16

João Pedro Lopes

La amistad es como el mar, se ve el principio pero no el final.

17

João Pedro Redol

Tú me llevaras a la luna.

18

Luis Martins

Sí yo soy el sol juntos seremos un eclipse de amor.

20

Rita Costa

23

Tiago Coelho

Turma 8ºC

Yo te adoro, tú eres mi corazón, tú eres mi sol, tú eres mi cielo, tú eres mi paz, tú eres mi vida, tú eres mi camino,Yo te adoro un millón. Mi objetivo son tus sentimientos, uno a uno, de mi a ti, llorando sonrisas, Mi objetivo eres tú, y solo tú, Amores he tenido, Amores tendré, Pero de ti, nunca me olvidaré.

EDUCAÇÃO VISUAL / ESPANHOL El día de San Valentín (14-02-2013)

1

Ana Beatriz Dias

Mi amor, te quiero mucho para siempre.

2

Carolina Canquilha

Eres un fruto que nació de mi corazón.

3

Ana Mogas

Mi amor por ti no tiene explicación.

4

Palmira Rodrigues

Mi corazón es tan perfecto que te pertenece.

5

André Jesus

Tú eres mi sol.

6

Andreia Oliveira

Te amo, te quiero mucho mi vida.

7

Armando Lopes

Tú eres como la noche, joven y bonita.

8

César Mendes

Sí mis ojos dicen te quiero no pidas a mis labios una explicación. Las palabras se las lleva el viento y las miradas se guardan en el corazón.

9

Cláudio Garcia

Mi amor eres como una flor.

10

Francisco Motal

Mi corazón sin ti está vacío.

11

Gonçalo Feijão

Tú eres mi vida.

12

Gonçalo Rodrigues

Mi amor eres tan gustosa como un melocotón.

13

João Rosa

Anoche pregunté a las estrellas cuál era mi destino. Se juntaron todas ellas y formaron tu apellido.

14

José Carlos Simões

Cuando estoy contigo mi corazón dispara porqué estoy contigo mi amada.

15

José Diogo Marques

16

Manuel Nunes

Preciso de ti como del oxígeno.

17

Pedro Zibreira

A veces me pregunto dónde está la perfección entonces miro tu foto y encuentro la solución.

18

Sara Silva

Mi amor, eres mi vida, daba todo por ti.

19

Verónica Costa

Amor eres mi vida sin ti no crecería.


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Convém ter opinião

Acontece(u)

Tendo por base o Projeto “Partilhar para Inovar – Gerir Comportamentos/ Educar para Incluir”, do Grupo de Educação Especial, os alunos de NEEcp com Currículo Específico Individual têm participado, durante este ano letivo, nos “Desafios na BE” com o encaminhamento e supervisão das docentes de Educação Especial. Um grupo de alunos, sob orientação da professora Nélia Alcobia, realizou a leitura de histórias do livro, incluído no Plano Nacional da Leitura, intitulado O Planeta de Cristal - Primos especiais e espacionais, da autoria de Júlio Isidro.

Na vida todos temos de ter sonhos.

Vitor Costa Lopes

São eles que nos fazem lutar e viver, e é isso que torna os sonhos importantes. Lembro-me que, quando era mais nova, sonhava imenso, todos os dias, sem exceção. Todos dizem que sonhamos todas as noites, durante toda a nossa vida, e quem sou eu para desmentir isso? A verdade é que nem sempre me lembro de todos os meus sonhos e tenho pena. Posso dizer que um sonho, para mim, é a mesma coisa que ler um livro. Em ambas as situações, damos asas à imaginação e vivemos noutro mundo por uns momentos. Um sonho é uma fantasia; é uma vida diferente, por vezes boa, por vezes má; é um voo; é um ‘abre olhos’ para muita coisa; é um incentivo; é tudo. Muitas vezes, nos sonhos, vemo-nos a fazer coisas completamente impossíveis de realizar na vida real, e, principalmente, na idade dos porquês, os sonhos ajudam imenso. Por isso os sonhos são muito importantes na vida, porque sem eles não

No dia 14 de dezembro realizou-se a atividade “Cantar o Natal” com uma sessão de abertura, pelo Grupo de Flautas de Bisel da Oficina da Música. Os alunos interessados inscreveram-se previamente, junto dos respetivos delegados de turma e da professora de Educação Musical. Os alunos inscritos deslocaram-se às salas de aula de acordo com o seu horário, para marcarem a presença junto do respetivo professor. De seguida dirigiram-se à sala 9, para participarem nesta atividade e entoarem canções de Natal, de acordo com o horário de participação que lhes foi facultado atempadamente. No decorrer da atividade houve um Presépio ao vivo e algumas dramatizações alusivas ao Natal, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. Os alunos participaram com agrado e mostraram interesse em conhecer e entoar canções de Natal de vários pontos do mundo. Esta atividade destinou-se aos alunos do 2º ciclo do Ensino Básico e contou com um número considerável de participantes. Maria do Carmo Guia Lopes

seríamos nada. Mariana Mota Nunes - 9ºA

Pedro Costa

Após a escolha da história que mais

agradou a cada aluno foi realizada a sua interpretação e posterior ilustração. Os alunos envolvidos têm aderido bem a estas atividades lúdicas. Nélia Alcobia


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Convém ter opinião

A

noite chega calmamente a todos os

lugares do mundo. Nuns mais cedo, noutros mais tarde, nuns mais quente, nuns mais fria, mas sempre chega. Com a noite vem também o sono. Todos nós—crianças, jovens, adultos— temos de dormir. Alguns adormecem numa bela cama, com lençóis como as nuvens, outros ficam pela sombra aconchegante de uma árvore, mas todos acabam por dormir. Muitas das vezes ao dormir temos sussurros do nosso subconsciente, também, vulgarmente conhecidos como sonhos. Todos nós já sonhamos, pelo menos uma vez. Sonhos que acalmam, sonhos que divertem, sonhos que perturbam, sonhos tristes, sonhos felizes, todo o tipo de sonhos. Há quem defenda que os sonhos refletem o nosso estado de espírito, os nossos desejos,... Sonhar é algo ótimo, especialmente para os jovens. É uma oportunidade de fugir do nosso mundo e entrar num mundo só nosso, onde ninguém nos pode perturbar, exceto, é claro, o despertador, ou mesmo a nossa mãe quando subtilmente nos acorda ao puxar os lençóis ou ao abrir a janela. Normalmente, diz-se que os sonhos acabam sempre na melhor parte e é muito difícil retomá-los na noite seguinte. Há uma razão para isso. Querem dar-nos uma oportunidade. Uma oportunidade para quando estivermos despertos, podermos viver esse dia com a intenção de correr atrás desse sonho e realizarmos a parte que não realizámos no nosso período de sono. É uma boa razão, não? Então, talvez no fim de ler este texto, pensemos de forma diferente relativamente aos sonhos e sobre a sua importância. Talvez, depois de um sonho bom, consigamos passar o resto do dia a sorrir e talvez depois de um sonho mau

Acontece(u) consigamos arranjar razões para que, nessa noite, numa cama ou numa árvore, consigamos ter um sonho bom. Sonhar é um espetáculo! Um espetáculo de nós para nós e produzido por nós, para nosso proveito. É por isso que devemos sempre arranjar motivos alegres para o nosso espetáculo, motivos únicos, só nossos, diferentes de pessoa para pessoa e que nos levem a ser pessoas conscientes e convictas. Provavelmente os sonhos vão mudando com a idade, mas não deixam de ser o que são... Sonhos. Mariana Guia, Nº23, 9ºA

EMRC: Eu Acredito! No passado dia 21 de fevereiro, os alunos de EMRC, do 7º e 8º ano, participaram no Interescolas Diocesano, no CNEMA, em Santarém. No período da manhã, alguns alunos fizeram apresentações, tais como: canções, teatros, etc… Os alunos da nossa escola, em conjunto com alunos da escola Maria Lamas de Torres Novas, representaram a parábola do Cego de Jerico.

ATUAÇÃO DO GRUPO DA OFICINA DA MÚSICA NO FINAL DO 1º PERÍODO No dia 14 de dezembro, no período da

Após o período do almoço, realizarammanhã, os alunos do Grupo de Flautas

se, no exterior, vários jogos (com

de Bisel da Oficina da Música apresen-

balões, puzzles, quebra-cabeças, etc…

taram um momento musical, interpretando algumas peças musicais com suporte orquestral (melodias um e

Foi um dia divertido, em que podemos conhecer novas pessoas e rever

dois, de Bruno Amaral e melodia da

outras.

canção Twinkle, Twinkle), aquando da

Brevemente, daremos mais notícias

abertura da atividade “Cantar o Natal”

das atividades de EMRC.

– Sessão de Abertura. Integraram o Grupo da Oficina, alunos de diferentes anos/níveis de ensino do Agrupamento e uma antiga aluna. A atividade decorreu de forma bastante satisfatória. Os alunos assumiram um bom comportamento, mostraram-se entusiasmados e participaram ativamente num saudável espírito de grupo. A professora Maria do Carmo


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Acontece(u) Tendências para a primavera-verão 2013

VISITA DE ESTUDO “Tipografia Cunha & Duarte, Lda.”

Para esta primavera-verão uma das

No dia 19 de

grandes tendências vão ser os quimo-

fevereiro parti-

nos.

cipei com a turma do quarto

Os quimonos coordenam-se com todo

ano, da profes-

o tipo de peças e podem ser usados

sora

Lurdes,

como casacos ou tops.

numa visita de

De seguida fomos conhecer as máqui-

Outra tendência vai ser as sobreposi-

estudo à tipo-

nas offset onde as grandes encomen-

ções. As diferentes sobreposições

grafia da nossa

das são impressas.

podem ser construídas na própria peça

localidade.

ou com sobreposições de várias, como

Chegámos

à

vestidos ou saias por cima de calças.

tipografia pelas

Os coletes também vão ser tendência

10

e podem ser uma interpretação oci-

Aguardámos

horas.

um pouco para

dental do quimono o que torna a ten-

nos dividirmos

dência mais moderna.

em dois grupos e iniciámos a visita.

Observámos as várias máquinas que existem na empresa.

O grupo onde eu estava incluí-

Quimonos da Etro

do começou por conhecer

o

gabinete onde se recebem os clientes e onde se elaboram os projetos no computador.

O senhor António deixou-nos ver A D.

funcionária, Maria

Lurdes,

melhor uma das grandes máquinas.

de mos-

trou-nos como se faziam uns cartões num programa do computador. Pudemos ver o

Colete da Céline

trabalho

Todos adoraram a visita!

impresso, mas ficámos a saber que é preciso fazer medições, João Redol nº17 8ºB

escolher a cor, registar o peso da folha…

Trabalho realizado pelo aluno: Pedro Miguel da Silva Costa,7.º A Orientação efetuada pela docente: Cristina Matos


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Acontece(u) Jardim de Infância de Golegã Sala Amarela

1. Marte, Deus da Guerra;

☺ Com muitos jogos, canções e atividades plásticas descobrimos as Cores.

2. Vénus, Deus da Paz;

Depois de umas merecidas férias, iniciámos o segundo período com a comemoração dos Reis. Decorámos coroas, aprendemos a canção das janeiras e lá fomos cantá-la à escola do 1º ciclo, à direção e ao refeitório da eb2,3/s.

3. Mercúrio, Mensageiro Alado; 4. Júpiter, Deus da Alegria; 5. Saturno, Deus da Velhice; 6. Úrano, o Mago; 7. Neptuno, o Místico. Os alunos revelaram interesse pelos vários andamentos ouvidos e identificaram-nos através da expressividade ☺ Agora andamos a preparar os presentes para o Dia do Pai e da Páscoa. Aproveitamos para desejar a todos umas boas férias, até abril.

da música. Um número significativo de alunos conseguiu identificar facilmente

os

instrumentos/famílias

da

Orquestra Sinfónica. A atividade decorreu de forma bastan-

Visita de Estudo à Fundação

te satisfatória.

Calouste Gulbenkian para assistir

No final da atividade seguiu-se um

ao concerto comentado OS PLANETAS

passeio pelos jardins da Gulbenkian e

de Gustav Holst

o almoço convívio. Esta visita realizou-se no âmbito do

☺ Depois falámos sobre o Inverno e fizemos bonecos de neve.

Projeto Educativo e foi ao encontro dos seguintes objetivos: promover o desenvolvimento integral dos alunos, alargando os seus conhecimentos e forma de apreensão do mundo; sensibilizar os alunos para a audição dos

☺ Através da história da “Quadradinha” aprendemos as formas geométricas. ☺ Chegou o mês de fevereiro e com ele a alegria do Carnaval. Integrados no projecto “Viagem no tempo”, mascarámo-nos de MicKey e Minnie. Com os amigos do JI do Pombalinho dançámos e demos cor ao desfile.

No dia 7 de dezembro realizou-se uma

instrumentos e famílias de timbres da

Visita de Estudo à Fundação Calouste

Orquestra Sinfónica; reconhecer a

Gulbenkian, em Lisboa, para os alunos

expressividade da música; identificar

do 6º ano, turmas A, B, C.

auditiva e visualmente instrumentos

Os alunos assistiram ao concerto

musicais;

comentado Os Planetas de Gustav

diversas competências entre as quais,

Holst, acompanhados pelos respetivos

a capacidade de observação, de análi-

Diretores de Turma e outros professo-

se e de espírito crítico; desenvolver o

res das turmas.

sentido estético e desenvolver compe-

Foram apresentados os sete andamen-

tências sociais, de forma a promover

tos que constituem a obra, batizados

um convívio saudável entre todos.

com os nomes dos planetas do sistema solar, a saber:

desenvolver

nos

alunos

Maria do Carmo Lopes


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Acontece(u) Como estivemos a aprender a escrever uma carta, resolvemos escrever a alguém da nossa família e contar a visita que fizemos à Tipografia. Depois metemo-la no correio e eis o resultado.

Catarina Conchinha

De acordo com o plano anual de atividades do Grupo de Educação Especial e inserida no projeto “Partilhar para Inovar- Gerir Comportamentos / Educar para Incluir”, as docentes deste grupo, organizaram uma visita de estudo à Tipografia Cunha Duarte da Golegã, que se efetuou no dia 19 de fevereiro. Nela participaram a turma de 4º ano dos Girassóis com a respetiva docente da turma, Lurdes Cruz e a Docente de Educação Especial Catarina Conchinha que apoia três alunos dessa turma e também a docente de Educação Especial Cristina Matos com um aluno que apoia, Pedro Costa. Depois da visita que decorreu com muito entusiasmo, os alunos efetuaram trabalhos relacionados com a mesma.

Impressão de alguns panfletos Ouvimos com muita atenção a explicação das funções de cada máquina. Vista geral da Tipografia Catarina Conchinha

Vista de Estudo à Fábrica Mendes Gonçalves No dia 4 de Março de 2013, a turma do 10º ano de Ciências e Tecnologias da Escola Mestre Martins Correia da Golegã, realizou uma visita de estudo à fábrica da empresa Mendes Gonçalves localizada na zona industrial da Golegã. Esta visita de estudo realizou-se no âmbito da disciplina de Física e Química com o objetivo de dar a conhecer aos alunos uma unidade industrial e os processos necessários para a transformação química do vinho e outras matérias-primas como a cidra em vinagre. Iniciámos a visita à fábrica equipando-nos de forma a não interferir com o funcionamento da fábrica. Após isso foi feita uma breve introdução sobre a empresa que iriamos visitar. Ficámos a saber que esta empresa sediada na Golegã emprega mais de 100 pessoas, das quais cerca de 90% residem na Golegã. De seguida, dirigimo-nos a uma sala onde é feita a transformação do vinho em vinagre. É um processo completamente automatizado realizado pelas acetobactérias que necessita de uma temperatura constante de cerca de 30 graus. Este processo decorre 24 sobre 24 horas, 365 dias por ano. A única “preocupação” para o responsável pelo processo é manter os tanques de vinho cheios e o de vinagre vazio. No fim da produção de cada tanque de vinagre é deixada uma porção no tanque para a produção do próximo lote. O vinagre resultante desse processo chama-se vinagre duplo. Isto deve-se ao facto de que este vinagre tem o dobro da acidez do vinagre consumível, que tem cerca de 5 ou 6%. O vinagre apenas é diluído aquando o engarrafamento, o que rentabiliza o espaço de armazenamento. Após a visita a essa sala dirigimo-nos para uma linha de engarrafamento de pequenas dimensões. Nessa linha de engarrafamento são produzidas encomendas especiais de pequenas dimensões para clientes que assim o desejam. Aí observámos a nova imagem da marca que se apresenta mais moderna e “fresca”. Depois visitámos uma outra linha de engarrafamento desta vez numa maior escala. Vimos ser engarrafadas garrafas de vinagre a uma velocidade elevada. Todo o processo de engarrafamento é completamente automático. A empresa produz atualmente as próprias embalagens em que engarrafa os produtos que produz. De seguida observámos o processo de elaboração da maionese e ketchup. Após isso visitámos uma cave da empresa onde os vinagres estagiam em barris de carvalho. Informaram-nos de que esses mesmos barris já contiveram grandes vinhos e que agora os aromas neles contidos passam para os vinagres de grande qualidade da marca. Os vinhos a partir dos quais os vinagres da empresa são produzidos são comprados a produtores locais. De seguida visitámos um laboratório onde são feitos testes a todos os lotes que a empresa produz assegurando a máxima qualidade e o cumprimento de todas as normas de produção e de qualidade. Finalmente visitámos o armazém onde são guardadas todas as especiarias que são utilizadas pela fábrica. Pudemos reparar no agradável aroma que flutuava no ar da sala enquanto nos era explicado que a empresa favorece a compra de todas as matérias-primas e equipamentos que sejam produzidos em Portugal sendo que 80% das compras da empresa são de produtos nacionais. Esta empresa tem vindo a crescer de uma forma significativa sendo que exporta para uma grande parte do globo, como verificámos pelas embalagens que se encontravam escritas em árabe entre outras línguas. De um modo geral esta visita enriqueceu-nos de uma forma muito completa pelo que ficámos a conhecer uma unidade industrial e empresa que já nos era familiar e também ficámos informados acerca do processo de produção de condimentos bem como e principalmente do vinagre. Miguel da Isabel Pereira - Constantino Dykiy


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Acontece(u) 2º e 3º ano, EB1 da Golegã

A exemplo dos anos anteriores, as nossas turmas participaram no Projeto “Viagem no Tempo”, o qual envolveu os Jardins de Infância e as Escolas do 1º Ciclo do concelho da Golegã e, também, o Centro Social Paroquial da Golegã. A viagem deste ano foi diferente e espetacular, porque (re) vivemos momentos inesquecíveis (nós que já nascemos no século XXI), passeando pelo Século XX, desde a queda da Monarquia e a implantação da República até à realização da Expo 98, em Lisboa. Foram oportunidades saudáveis de convívio, amizade e muita aprendizagem, aquelas que tivemos nos ensaios e no desfile de Carnaval. O tema que representámos, em conjunto, foi o “25 de Abril de 1974”. Os rapazes interpretaram os soldados do 25 de Abril, que partiram de Santarém comandados pelo capitão Salgueiro Maia, e as raparigas prestaram homenagem à Celeste Caeiro, mulher do povo que, por mero acaso, ofereceu cravos aos soldados, transformando-se esta flor num símbolo de Abril e da Liberdade.

Jornal Encontro Março 2013  

Jornal Encontro Março 2013 Agrupamento de Escolas de Golegã Azinhaga e Pombalinho

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