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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 13 - III Série - Dezembro/2010 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo)

Carta para D. Afonso Henriques

Viagem à Lua: verdade ou falsidade?

Caro Senhor:

Em Julho de mil novecentos e sessenta

Estais bem?

e nove o mundo parou e sentou-se em

Olá, D. Afonso Henriques. Eu gostava

frente da televisão mais próxima, seja a

de te conhecer. Eu ando na escola, no

televisão da sua casa ou a do vizinho,

4º ano, e nós andamos a dar a História

tudo isto para ver um homem america-

de Portugal.

no chamado Neil Armstrong a pousar

Gostava de te fazer algumas pergun-

os seus pés na superfície da nossa

tas: porque é que tu querias tanto que

Lua. Na altura toda a gente viu e toda a

o Condado Portucalense se tornasse

gente acreditou mas, posteriormente,

num reino independente? Eu fiz-te esta

surgiu a grande dúvida: Será que

pergunta porque tu lutaste contra a tua

fomos mesmo à Lua?...

Entrevista com o senhor Manuel António, presidente do Rancho Folclórico da Golegã

(Página 6)

mãe só para estares a mais um passo de tornar o Condado Portucalense num reino independente. Não é que eu ache isso mal, eu sei que o teu sonho era muito importante para ti, mas escusa-

Na

experiência que tive achei que

guiar uma pessoa cega é uma coisa

O museu rural foi inaugurado no dia 10 de Julho de 2008

difícil, pois não sabemos o que esta-

vas de expulsar a tua mãe! Também gostei muito quando tu lutaste contra os Muçulmanos; ...

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara

(Página 3)

vam a sentir naquele momento, todos

 Quem foi o fundador do museu?

achamos que a visão é muito importan-

M A – Este museu aparece por neces-

te para o dia-a-dia de qualquer pessoa,

sidade, conjuntamente com a Câmara

mas quando não se tem o sentido da

Municipal que cedeu o terreno e o edifício e através do protocolo com o Ran-

visão, os outros sentidos ficam mais apurados. Quando tive a venda nos olhos senti que era horrível ser cego, - (Página 7)

cho Folclórico entregou-nos este espaço e para ser efectivamente um museu tudo aquilo que aqui está exposto é propriedade do Rancho Folclórico da Golegã. Todo este património museológico é do Rancho e o edifício é da Câmara.

Por que razão há uma sala dedicada ao Rancho? M A – O Rancho Folclórico não é só dançar e cantar, deve ser mais qualquer coisa. Vivemos num espaço etnográfico interessante, -

(Página 3)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial

E como não se deve faltar a um ENCONTRO cá estamos de novo. Para além do mais este é um encontro que nos dá prazer!

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

A entrevista desta edição é ao sr. Manuel António, presidente do Rancho Folclórico da Golegã e responsável pelo Museu Rural da Golegã. Para a equipa do jornal foi um privilégio estar neste Museu, pois pudemos visitar o passado rural e agrícola da região e de Portugal, pela mão do sr. Manuel António, tendo

Alunos: 6º Ano -Turma A António Nunes Cláudio Garcia Rafael Martinho Ruben Mendes

sido as explicações enriquecidas com a visualização dos objectos presentes no museu. Deixamos aqui, agora que se aproxima um período com alguma disponibilidade, a sugestão de uma visita ao museu, pois consideramos que é imprescindível conhecer o passado para compreendermos o presente e projectarmos o futuro, sobretudo as novas gerações que, muitas vezes, mostram

6º Ano -Turma B Jessica Vieira

uma grande ignorância e desvalorização relativamente ao passado que, como sabemos, é estruturante para o indivíduo e para a sociedade.

7º Ano - Turma A Manuel Nunes Ricardo Carvalho

Como é hábito, neste número temos notícias e trabalhos dos alunos do nosso Agrupamento. Resta-nos lembrar, para que compreendam o final deste editorial, que a nossa Escola tem mais uma língua estrangeira – Espanhol – e, por isso, o jornal

Reprodução Luís Farinha

Encontro deseja aos seus leitores Feliz Natal e Bom Ano Novo

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Tiragem 50 exemplares

Joyeux Noël et Bonne Année Merry Christmas and a Happy New Year Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo

Fernanda Silva - Lurdes Pires Marques - Manuel André


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Entrevista com o senhor Manuel António, presidente do Rancho Folclórico da Golegã pelos trabalhadores, homens e mulhe-

ver junto das entidades da Câmara

res de modo que deve mostrar aquilo que os nossos antepassados nos deixaram, preservando.

 O museu tem subsídios? MA – O museu em si não tem qualquer subsídio, o Rancho Folclórico é que



Podem ser consideradas obras

tem. O museu existe também graças à

de arte?

boa vontade das pessoas e ao traba-

MA – Sim, podemos considerar aquilo

lho. Quem dá vida ao museu é o Ran-

que está aqui foi feito por artesãos ou

cho Folclórico, com actividades que

singeleiros que eram os homens que

aqui praticamos; ainda há poucos dias

trabalhavam a singel, Os objectos são

fizemos aqui uma recriação, com um

criados para cumprir uma função e

jantar, oferta da bandeira para a Adia-

maior parte tem pouca tecnologia.

fa, neste caso da vindima. As actividades têm sempre a ver com a nossa ruralidade e etnografia que nos envolve

O museu rural foi inaugurado no dia

e vamos buscar aquilo que as pessoas

10 de Julho de 2008

deixaram e felizmente ainda temos pessoas que conseguem fazer isso na

 Quem foi o fundador do museu?

primeira pessoa, eu por exemplo, que

M A – Este museu aparece por neces-

tenho

sidade, conjuntamente com a Câmara

faço.

alguma

experiência

também

Municipal que cedeu o terreno e o edifício e através do protocolo com o Ran-

MA explicou que Adiafa é quando ter-

cho Folclórico entregou-nos este espa-

mina uma colheita.

ço e para ser efectivamente um museu tudo aquilo que aqui está exposto é

 Quais são as peças mais valiosas

propriedade do Rancho Folclórico da

aqui do museu?

Golegã. Todo este património museoló-

MA – Tudo o que aqui está é valioso,

gico é do Rancho e o edifício é da

mas talvez destacasse, pela história

Câmara.

Os alunos apreciam os pratos expostos

Por que razão há uma sala dedicada ao Rancho?

e o sr. Manuel António refere que são antigos embora uns mais que outros.

M A – O Rancho Folclórico não é só dançar e cantar, deve ser mais qualquer coisa. Vivemos num espaço etnográfico interessante, que continua a ser interessante mas que já foi mais. Antigamente devido à sua ruralidade e às peças que estão aqui expostas são muitas e hoje já não existem., a indústria substituiu tudo aquilo que aqui está. A função do Rancho é dar a conhecer a sua origem, a força das pessoas, do povo, tudo isto era manuseado, usado

humana, a carreta que parece uma casinha. Antigamente havia grandes rebanhos e todo esse gado, principalmente as ovelhas, éguas, touros, cavalos tinham que pernoitar no campo.

 Qual é a sua função no museu?

Aquela carreta que está ali, o maioral

MA – Sou presidente do Rancho Fol-

ficava lá dentro e os moços ficavam cá

clórico da Golegã e como presidente

fora, debaixo da carreta, com uma

sou

pelo

manta e assim passavam a noite. Eu

museu. Não está completamente ao

dormi debaixo de uma carreta como

meu jeito, precisava de umas portas

aquela, mas também dormi lá dentro.

para não estar tão exposto ao tempo

O nosso ensino secundário foi este,

(dá exemplo da sujidade, do lixo feito

não tínhamos outro. Foi a 4ª classe,

pelas corujas), não é fácil manter o

terminei a 4ª classe numa quinta-feira e

espaço limpo e ter mais dignidade,

no sábado fui logo guardar ovelhas.

enquanto responsável tenho pena fiz

Comecei logo a estagiar.

o

principal

responsável


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Entrevista com o senhor Manuel António, presidente do Rancho Folclórico da Golegã aparece muito cedo. Temos aqui uma

Ter

taipais ou não dependia da

galera que era puxada por gado mular,

função para a qual era usada a

mulas e machos que são animais rús-

carroça?

ticos, porque são filhos de um burro e

M.A. – Com taipais podia carregar-se,

de uma égua. A galera podia ser puxa-

no tempo das colheitas, milho, abóbo-

da por dois animais ou por três. Está

ras, alguma sacaria. Quando era para

ali também um carro de bois, era

levar o cereal, molhos e tudo o mais

puxado por uma junta de bois, isto é,

tirava-se o taipal, e punham-se uns

por dois bois. O carro de bois era

fueiros a abarcar, para a carga poder

puxado por uma junta e a galera era

exceder os limites e ser arrumada.

puxada por uma parelha quando eram dois animais e quando eram três era um terno.

Os

recipientes que se encontram

no Museu, serviam para quê? M.A. – Aqueles recipientes serviam para fazer a massa para o pão. Havia

 De que época são as peças mais

grandes ranchos de outras terras do

antigas que se encontram expos-

país que vinham trabalhar para a Gole-

tas no museu?

gã e tinha de se cozer o pão. Normal-

M.A. – Esta máquina é uma debulhado-

mente os quartéis onde viviam eram

ra (diz o Sr Manuel António apontan-

espaços sem condições, a única coisa

do). E aquela ali (confirma) tem dois ou

que tinham era um telhado e quatro

três nomes que podem ser a prensa, a

paredes, e as pessoas tinham de traba-

compressora ou enfardadeira. E estas

lhar para arranjar condições- arranjar

são as mais antigas, remontam à

palha para as camas. Nos quartéis

segunda década do século XX. Pensa-

havia um forno para cozer o pão. A

mos que a sua origem seja inglesa. As

Qual é a diferença entre a galera

massa era feita nesses recipientes a

outras coisas que se encontram expos-

e o carro de bois? A galera só

que se dava o nome de masseira.

tas, como por exemplo as arados ou

tem um rodado e o carro de bois

Também existe no Museu uma panela

charruas ou charruecos, devem ser dos

tem doisE

que era usada pelos ranchos para

anos 30-40, são objectos muito anti-

M.A. - Uma permitia trabalhar com

fazerem a comida. Normalmente não

mais facilidade por causa do jogo que

conheciam outra coisa a não ser cou-

existe à frente, fazia quase 360º, vira-

ves com feijão, isto é, muita couve,

va muito facilmente e podia também

pouco feijão e também pouco azeite.

suportar muitos pesos. Embora sejam

Também há aqui uma gamela que ser-

duas carroças, uma era reforçada

via para dar a comida aos bois, dava-

enquanto a outra era considerada nor-

se a palhada, isto é, água com palha

mal. Uma tem o varal, o pau que está

sem o farelo.

no sentido longitudinal, e tem um ferro a acompanhar a madeira e a outra já não tem. Uma delas já podia ser puxagos.

da por três animais porque os varais já

 Tem alguma ideia sobre a data da

suportavam mais. Também o chassis

peça mais moderna que aqui esteja? M.A. – A mais moderna é aquela carroça que é dos anos 40-50. A carroça

em si, nome pelo que é conhecido hoje em dia, antigamente era conhecido por leito da carroça, era muito importante.


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Entrevista com o senhor Manuel António, presidente do Rancho Folclórico da Golegã

 Alguma vez trabalhou com estes

soas. Hoje, a colheita do cereal faz-se

peças de cozinha com as quais preten-

com duas pessoas.

demos mostrar o que os mais pobres

M.A. – Trabalhei com quase todos,

O Museu tem algumas parcerias?

usavam.: temos a arameira onde eram

mas nunca trabalhei com os carros de

M.A.- Não tem parcerias, temos um

bois. Querem saber como era a vida de

compromisso com a Câmara Municipal

uma criança antigamente? No Verão,

que nos apoia em visitas, ou quando a

os rebanhos eram soltos às 4 da

Câmara quer fazer algum evento, nós

manhã, por volta das dez ou onze

disponibilizamos o Museu.

utensílios?

colocadas as peças em esmalte, as cafeteiras, esta peça (apontado para uma espécie de armário fechado), onde eram colocados os condutos - o chouriço, as azeitonas, o toucinho, o queijo do azeite-, a tendeira do pão,

horas o gado ia para a sesta e às 5

as assadeiras, as peneiras, os candeei-

horas da tarde voltavam para as este-

E com outros museus?

vas, iam comer no campo e nós andá-

M.A. – Também não temos qualquer

vamos com os rebanhos pelo campo

fias bastante antigas, algumas são

parceria com outros museus.

fotografias de uma tuna que existiu na

até às vinte e três horas, meia-noite.

De seguida o Sr. Manuel António fez

Golegã em 1908. Algumas fotografias

Depois eram recolhidos, só depois é

uma visita guiada, dando informações

têm mais de cem anos. Temos uma

que nos deitávamos e dormíamos mais

sobre máquinas e alguns objectos.

cópia das exéquias de D. Margarida

ou menos quatro horas.

O que é a locomóvel? O que é que

Relvas. Há também fotografias de duas

a fazia trabalhar?

ros a petróleo. Temos também fotogra-

figuras carismáticas da Golegã: o Pira-

 Era uma vida muito cansativa?

M.A. - Na primeira/segunda década do

ta e o Rato Coxo. Temos também a

M.A. – Havia outras mais cansativas-

século XX, quando apareceu, era insta-

reconstituição de uma casa da época

A vida de hoje é muito mais cansativa.

lada num determinado sítio e dava for-

com a sala de fora, o que hoje é conhe-

Nós não nos preocupávamos com a

ça a outra máquina ,junto da qual se

cido por sala de jantar. As mobílias que

televisão, nem com a internet, nem

encontrava, através da transmissão de

as pessoas tinham eram muito poucas,

com os automóveis. A nossa preocupa-

correias. A locomóvel era a vapor.

apenas uma mesa, algumas cadeiras,

ção era ter alguma coisa para comer.

Quando apareceu o tractor começou-

uma arca- Era tudo muito pouco.

Era tudo diferente daquilo que é hoje.

se a utilizá-lo.

Temos também um quarto onde se encontram algumas roupas usadas na

Não há comparação.

Estão também expostas no Museu A debulhadeira servia para o quê? M.A. – Servia para debulhar o cereal: trigo, aveia, cevada- Uma pessoa atirava um molho de palha com um forcado para outra que se encontrava em cima da máquina, esta pessoa desatava o molho e dava a outra que era o aumentador, e a palha saía da máquina, caindo em cima de outra

algumas louçasE M.A. – Algumas daquelas louças foram pintadas à mão, outros não. São bastante antigas. Há uma coisa muito importante, se não fosse o Rancho Folclórico da Golegã, nada daquilo que se encontra no Museu existiria, ou era queimado ou vendido. As peças que se encontram no Museu foram todas oferecidas, nenhuma foi comprada.

peça - infelizmente não existe no Museu porque queimaram-se muitas na Golegã naquela altura, existem duas em Viana do Castelo que foram da Golegã - o fagulheiro e de seguida a palha era colocada junto da impressora, a prensa que fazia os fardos de palha. E neste conjunto de coisas trabalhavam cerca de trinta pes-

Ainda há pouco falou no fagulheiro. Qual era a sua função? M.A. – A função do fagulheiro era aproveitar algum grão:para um lado caía a palha e havia também uma espécie de crivo. A máquina atirava a palha, mas havia ainda algum grão que era aproveitado. Temos também neste Museu

época, um ferro a carvão. Tudo o que se encontra no Museu tem História, histórias e estórias. Foi lançado, pela equipa do Encontro, um repto ao Sr Manuel António que foi logo aceite: legendar todas as fotografias feitas durante a entrevista para ficarmos com as Memórias daqueles tempos idos.

Será publicado no próximo número


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Convém ter opinião

O Inverno começa a 21 de Dezembro e termina a 20

Viagem à Lua: verdade ou falsidade?

de Março. As árvores começam a ficar cobertas de neves nalguns sítios. O sol fica envergonhado, aparecem as nuvens negras. As mães enchem os filhos de roupa. Gosto de todas as estações, mas de todas eu gosto mais do Inverno porque reúne toda a minha família.

Em Julho de mil novecentos e sessenta e nove o mundo parou e sentou-se em frente da televisão mais próxima, seja a televisão da sua casa ou a do vizinho, tudo isto para ver um homem americano chamado Neil Armstrong a pousar os seus pés na superfície da nossa Lua. Na altura toda a gente viu e toda a gente acreditou

Rafael Martinho - 6º A

mas, posteriormente, surgiu a grande dúvida: Será que fomos mesmo à Lua?

O Inverno é a mais fria das quatro estações. As árvores ficam sem folhas e ficam desprotegidas, os pássaros migram para terras mais quentes, as flores desaparecem cada vez mais... Quando começa o Inverno vêm sempre enormes tempestades; muitas chuvas;ventos fortes, por vezes, alguma neve... Devemos andar sempre muito bem agasalhados, protegermo-nos da chuva... O que gosto realmente no Inverno é estar na cama e ao mesmo tempo ouvir a chuva a cair lá fora. Ana Mogas - 6º A

Eu gosto do Inverno porque faz grandes alterações na

Cientistas da altura analisaram todas as provas, mais

Natureza, por exemplo: na Primavera as flores e as folhas nascem, o Verão seca as folhas, o Outono já com um pouquinho de vento faz com que elas caiam e, por fim, o Inverno faz com que neveEu gosto da neve porque fica tudo branco e o branco é a cor da paz. Devemo-nos agasalhar para prevenir as constipações . Eu gosto muito do Inverno!!!

do que uma vez, à procura de algo que pudesse sugerir

Gonçalo Barreiros - 6ºA

que não fomos à Lua. De toda esta investigação resultaram algumas hipóteses para tentar provar que não fomos à lua, por exemplo, na fotografia que mostra Neil Armstrong a sair do módulo lunar, o Sol encontra-se por detrás do módulo mas Neil está iluminado, este facto deve-se à superfície lunar reflectir a luz solar. Uma das hipóteses mais famosas para provar que não fomos à

Quando chega o Inverno chega também o mau tempo.

lua é a bandeira americana parecer ondular ao vento

É também no Inverno que as árvores ficam sem folhas. Chove muito, faz frio e até há países onde neva. Devemos ter muitos cuidados, agasalharmo-nos bem, não andar à chuva. Eu gosto do Inverno porque volto à escola, mas o Inverno também tem um lado mau porque chove e faz frio. Para mim o Inverno é uma estação fria mas boa.

quando é espetada no solo, na Lua não existe atmosfe-

José Luz - 6ºA

ra por isso também não há vento, isto justifica-se devido a, no vácuo, o simples abanar da estaca fazer ondular a bandeira. Apesar destas explicações, actualmente, ainda existem muitas pessoas que não acreditam que o Homem foi à Lua e que tudo não passa de um filme muito bem encenado. Luís Rainha - 11ºA


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Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara Quase todos privilegiamos um dos cinco sentidos, geralmente o da visão. A visão permite-nos observar o que se passa à nossa volta, dá-nos a capacidade de nos divertirmos a realizar actividades como ler, fazer desporto, ir ao cinema. Porém as pessoas invisuais têm muitas vezes uma capacidade que nós, pessoas que têm visão não temos, a capacidade de ver. Olhar e ver são duas coisas bastante distintas. Olhar é percepcionar o que acontece, já ver é muito mais do que isso. Ver vai para além do olhar, é perceber realmente o que se passa, explorar os acontecimentos e encontrar um significado para as acções. Quem vê realmente detém-se nos pormenores. Ver acaba indirectamente por ser um sinónimo de aprender e compreender a realidade. É por isso que, por vezes, até mesmo as pessoas que desde a nascença ou por doença não têm a capacidade de olhar, conseguem ver muito melhor do que nós, pois esforçam-se mais para perceber os factos e todos os seus outros sentidos ficam mais desenvolvidos, enquanto que nós, mesmo tendo acesso a todos os sentidos, deixamos que os acontecimentos passem ao nosso lado, por simplesmente não querermos perder tempo com ninharias! Leonor Nunes - 12ºA

Na experiência que tive achei que guiar uma pessoa cega é uma coisa difícil, pois não sabemos o que estavam a sentir naquele momento, todos achamos que a visão é muito importante para o dia-a-dia de qualquer pessoa, mas quando não se tem o sentido da visão, os outros sentidos ficam mais apurados. Quando tive a venda nos olhos senti que era horrível ser cego, senti medo e desconfiança, era muito difícil estar a ser guiada pelos outros , e o pior era quando pensava nas pessoas que eram mesmo cegas e que nunca puderam tirar a veda dos olhos, sabendo que vão ficar assim para sempre. Daniela Pombo 10ºA


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Notícias

Nos dias 15 e 16 de Dezembro vai realizar-se a actividade "Feira dos minerais", dinamizada pelo Grupo 520 (Ciências Naturais/Biologia) e dirigida a toda a comunidade educativa. Esta feira apresenta amostras de minerais, fósseis, rochas e bijuterias.

Concerto de Música Hip Hop

Vai realizar-se no dia 17 de Dezembro, pelas 15.00 horas, na Sala de Convívio dos alunos da escola B. 2,3/S Mestre Martins Correia – bloco C, o concerto de Música Hip Hop pelos alunos Diogo Lopes, Fabio Tomás, e Ana Filipa Inês, da turma CEF A e os alunos Mauro Ramos e Pedro Romão da turma CEF B. Esta actividade destina-se à comunidade Escolar/ Educativa.

Vai realizar-se na Escola, no dia 17 de Dezembro (6ª-feira), no período da manhã (10.00 h), o Concurso de Canções de %atal. Estão abertas inscrições até dia 6 de Dezembro.

7º B joga “La Pétanque”

A

1. Poderão participar os alunos do 2º ciclo do Ensino Básico e

turma B do 7º ano, em Área de Projecto fez trabalhos

os alunos que frequentam a Oficina da Música. Os alunos

sobre França e a cultura francesa, pois o 7ºB escolheu estu-

poderão inscrever-se individualmente ou em grupo, poden-

dar este ano a disciplina de Francês.

do o grupo integrar elementos da comunidade escolar/

O nosso grupo escolheu fazer um trabalho sobre o desporto

educativa.

tradicional francês: começámos a fazer o trabalho sobre“La

2. Os alunos interessados devem contactar a professora de

Petanque”. No dia 26 de Outubro apresentamos o trabalho,

Educação Musical, Maria do Carmo Lopes, a fim de proce-

onde contámos a história deste jogo e demos a conhecer as

derem à sua inscrição e à escolha da canção que preten-

regras. De seguida fomos todos jogar para o pátio. Foi uma

dem apresentar. 3. Será disponibilizada uma lista com canções de Natal de

aula diferente e divertida. David Martins

vários países para se proceder à escolha da canção. Caso

Gonçalo Soares

o aluno pretenda entoar outra canção que não conste na lista, poderá fazê-lo, contudo, deverá apresentar o respectivo suporte áudio até dia 6 de Dezembro. 4. As canções irão ser trabalhadas no decorrer das aulas de Educação Musical. Os alunos que necessitem de um apoio acrescido, fora da sala de aula, devem contactar a professora Maria do Carmo para esse efeito.

As canções serão avaliadas por um júri que irá escolher e premiar as três melhores interpretações/apresentações.


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Notícias Montra de S. Martinho

No dia 10 de Dezembro os alunos do 9º Ano, dos Cursos de Educação e Formação e dos Cursos Profissionais participaram numa visita de estudo à Euroskills – European Skills Competition - em Lisboa. A Euroskills - Campeonato Europeu das Profissões - reuniu num só espaço os melhores jovens profissionais da Europa e mostrou o que há de fascinante e útil no mundo da Formação Profissional. A Euroskills constituiu uma oportunidade única para projectar a imagem, a qualidade e a atractividade dos sistemas de formação profissional europeus. Permitiu o encontro entre os principais actores da formação profissional: responsáveis e decisores políticos, parceiros sociais, peritos, formadores e professores, empresas e escolas. Foi ainda uma oportunidade para demonstrar, testar, comprovar e melhorar metodologias de trabalho e de formação. Os alunos tiveram oportunidade de assistir a demonstrações ao vivo das profissões. Esta iniciativa procurou ajudar os alunos a decidir que área profissional seguir e mostrar perspectivas melhores do mundo do trabalho.

Os

alunos do CEF A procederam à

elaboração de uma montra no Centro de Recursos alusiva ao S.Martinho. Esta actividade foi ao encontro das aprendizagens adquiridas na disciplina de Stocks e Merchandising e teve como objectivo a aplicação prática adquirida na disciplina.

Dia do bolinho

No dia 29 de Outubro a turma CEF A, procedeu à simulação de vendas de broas e frutos secos, no bar da nossa escola. Esta actividade foi ao encontro das aprendizagens adquiridas em várias disciplinas do nosso curso e teve como objectivo a aplicação prática adquirida nas disciplinas formação técnica e científica. Todas as embalagens utilizadas nesta simulação de venda foram elaboradas pelos alunos, com a ajuda das profes-

Centenário da República

soras Paula Gonçalves, Leonor Boavida e Anabela Nobre.

Corta-Mato

Halloween


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Escola do 1º Ciclo Golegã

1º e 4º Ano – EB1 da Golegã Foi com entusiasmo que os alunos da sala “O Cavalo de Pau”, do 1º e do 4º Ano, participaram no Corta-Mato Escolar de 2010/2011 do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, quer na feitura (os alunos do 1º Ano) dos cartazes de apoio ao colegas participantes nesta prova desportiva, quer apoiando durante a corrida, quer participando como atletas (os alunos do 4º Ano). Os resultados foram muito bons. Em masculinos, os nossos dois alunos/atletas participantes obtiveram o 1º lugar (Gustavo Rodrigues) e o 7º lugar (Alexandre Carola). Na prova feminina, a nossa única concorrente ficou em 2º lugar (Francisca Nazário).

1º Ciclo – Masculinos – 4 º Ano

1º CICLO – Femininos – 4º Ano

1º Ciclo – Masculinos – 3º Ano

1º CICLO – Femininos – 3º Ano


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Fernando Pessoa Se penso em ti Finjo dentro de mim Esconder o que sinto É mentir-te a ti (Telma)

Por mais que tente pensar Não consigo deixar de sentir Se dissesse estar a ponderar Estaria a mentir (Leonor)

Eu sinto que já não penso Quando penso minto Quando sinto é do fundo do coração Sendo por vezes uma grande indecisão (Ana Júlia)

Se finjo não penso Se penso não finjo E no meio de tanta contradição Não tenho Tempo para sentir

No

(Ana Luísa)

dia 30 de Novembro de 2010, comemoraram-se os 75

anos da morte de um dos maiores génios da Literatura Portuguesa - Fernando António Nogueira Pessoa, que faleceu em 1935, em Lisboa, com 47 anos. Além de tradutor e correspondente comercial, foi empresário, editor, crítico literário, tradutor, jornalista, inventor e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária, sendo de destacar Mensagem e Livro do Desassossego. Fernando Pessoa conseguiu mostrar-nos que o homem não é apenas um, o homem é um ser multifacetado que encerra em si várias personalidades, e a prova está nos heterónimos e semi-heterónimos criados por ele: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares (semi-heterónimo) "porque - como afirma o seu próprio criador “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e afectividade”.

Fingir ao sentir Sentir ao pensar E na vida mentir Tudo o que tenho para contar (Cláudia)

Pensar ou sentir Decisão que não quero tomar É muito mais fácil fingir E ir onde a vida me levar (Adriana)

Sentir e pensar são opostos Mas sem eles não podemos viver Mentir e fingir são sinónimos E com eles temos que conviver (Margarida)

Mentir pode ser fingir Mas fingir pode ser não mentir A minha vida pode ser uma farsa Pois o que eu gosto é de não mentir.

Quando temos um pensamento De certeza que não há um sentimento Mas quando estamos a fingir O mais certo é que vamos mentir (Aléxis)

De cada vez que minto Está toda uma verdade a fluir No entanto eu também sinto Mesmo que seja a fingir

(Diogo Rufino)

O amor é efémero e é mentir No meu pensamento a tua pessoa é amada Mas vou fingir Que quando te senti fui enganada (Guadalupe)

(Juliana Nabais)


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Fernando Pessoa

Problema da Quinzena PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 1 1ª Quinzena de Outubro – 2010/11

Numa feira há uma balança de dois pratos, enorme! O André subiu para um dos pratos e o Tiago para outro. Para equilibrar a balança foi preciso colocar um peso de 12 Kg no prato onde estava o André. Em seguida subiram os dois para o mesmo prato e, no outro prato, foi preciso colocar 82 Kg para equilibrar a balança. Quanto pesa cada um dos rapazes?

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 2 2ª Quinzena de Outubro – 2010/11

O ENIGMA DA TARTARUGA

Eu sinto a alegria de viver Penso quanto isso irá doer Ter de fingir o que não sou E mentir a quem me apoiou (Hélia Carvalho)

Eu sinto o que o destino me traçou Penso no que sinto a mentir Fingir não é do meu feitio Pensar é o meu destino

A tartaruga Carapaça Dura vive na Tartarugalândia, mas não me quis dizer o código postal da sua morada. Porém, deu-me umas dicas: – o código é formado por 5 algarismos; – a soma do primeiro algarismo e do segundo é 17; – a soma do segundo algarismo e do terceiro é 15, tal como a soma do terceiro e do quarto; – a soma dos dois últimos algarismos é 9; – finalmente, a soma do último algarismo e do primeiro é 8. Qual é o código postal da Carapaça Dura?

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 3 1ª Quinzena de Novembro – 2010/11 (Bruno Vedor)

Lá se foram as economias!... Se ao sentirmos não podemos Pensar ao mesmo tempo Mas para isso temos de fingir Para a outra pessoa não se aperceber que estamos a mentir (Ana Salomé Vital)

O Pedro saiu de casa e fez compras em quatro lojas diferentes. Em cada uma das lojas gastou metade do dinheiro que possuía ao entrar nela. A seguir pagou 2 euros de estacionamento e, no final, ainda tinha 8 euros. Que quantia tinha Pedro ao sair de casa?

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 1

Por bem saber fingir Na minha vida mentir Por não saber pensar Na minha vida sentir

1ª Quinzena de Outubro – 2010/11

(André Gomes)

Por bem saber fingir Toda a vida irei mentir Por mal saber pensar Um dia irei sentir (André Gomes)

O João e a Rita foram pescar. E que tal foi a pescaria, apanharam 95 peixes! A Rita pescou quatro vezes mais peixes do que o João. Quantos peixes pescaram cada um?


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Alunos do 3º Ano - Trabalhos

JI - Golegã - Sala Amarela Quem somos? Eu sou o Pedro tenho 5 anos. Sou alto, tenho cabelo e olhos castanhos. Gosto muito de brincar e fazer desenho aqui no Jardim e em casa também. Sei fazer todos os trabalhosEalguns não. Também gosto um bocadinho das nossas conversas, para aprender a trabalhar.

Eu sou o Guilherme tenho 5 anos. Tenho cabelo e olhos castanhos. Sou magro e alto. Sou um menino muito querido quando faço o que a professora Lina manda. Aqui no Jardim gosto muito de brincar aos cavalos e fazer desenhosE e ouvir histórias.

Eu sou o Dinis tenho 5 anos. Tenho cabelo e olhos pretos. Sou magro e alto. Faço sempre o que a professora Lina manda. Gosto muito de brincar com os meus amigos. Gosto de brincar aos touros e cavalos. Gosto de ouvir música e histórias


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Alunos do 3º Ano - Trabalhos

JI - Golegã - Sala Amarela Eu sou a Andreia, tenho 5 anos. Tenho cabelo louro e olhos castanhos. Eu porto-me bem na escola, faço o que a professora diz. Gosto muito de fazer desenhos, ouvir histórias e brincar na casinha das bonecas.

Eu sou o Tiago, tenho 5 anos. Tenho cabelo e olhos castanhos. Ás vezes porto-me bem, ás vezes não! Gosto de brincar, gosto de aprender- gosto de fazer trabalhos e de fazer fichas no livro para ir para a escola primária

Eu sou a Margarida tenho 5 anos. Tenho olhos verdes e cabelo castanho. Sou uma menina boazinha, os amigos gostam de brincar comigo. Gosto de brincar, fazer desenhos e aprender letras e números.


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Alunos do 3ยบ Ano - Trabalhos


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A EB1 de Golegã está a desenvolver o projecto "Viagem no

Carta para D. Afonso Henriques

Tempo" que procura, entre outros objectivos, criar nos alunos o gosto pelo estudo da História de Portugal e promover a interdisciplinaridade. Assim, tem-se procurado envolver todas as áreas curriculares de modo a que os alunos se habituem a articular conteúdos e a relacionar conhecimentos.O acróstico que segue em anexo, elaborado por um aluno do 4º ano, na sala de aula, é um exemplo do trabalho que se tem vindo a realizar. Teresa Cruz

Infante D. Henrique, o Navegador, pois ele Foi até Ceuta, relembrando o Conquistador. Apaixonado pelo mar, mandou Portugal Navegar, descobrindo assim a Terceira e o resto do mar. Encontrou os Açores, o filho de D. João I. Henrique Encantou a navegar. O Resto dos descobrimentos foi depois do Infante D. Henrique. Que se lixem os imitadores que descobriram Umas terras. Este é o “pai” dos Descobrimentos. Duarte Cerdeira – 4º ano

Caro Senhor: Estais bem? Olá, D. Afonso Henriques. Eu gostava de te conhecer. Eu ando na escola, no 4º ano, e nós andamos a dar a História de Portugal. Gostava de te fazer algumas perguntas: porque é que tu querias tanto que o Condado Portucalense se tornasse num reino independente? Eu fiz-te esta pergunta porque tu lutaste contra a tua mãe só para estares a mais um passo de tornar o Condado Portucalense num reino independente. Não é que eu ache isso mal, eu sei que o teu sonho era muito importante para ti, mas escusavas de expulsar a tua mãe! Também gostei muito quando tu lutaste contra os Muçulmanos; acho que fizeste um óptimo trabalho porque eles não deviam eliminar as pessoas de religião cristã só porque eles eram de religião islâmica e não acreditavam nem gostavam de Cristo. Gostei também de como tu lutaste e lutaste contra o teu primo D. Afonso VII para realizares o teu sonho. Até que ele, em sinal de paz, assinou o tratado de Zamora e conseguiste ser, através do tratado, rei de Portugal. Já agora, antes que me esqueça, no mês de Março vamos fazer uma peça de teatro cá na escola, sobre a História de Portugal, e eu vou representar-te. Por favor, aparece! Com os cumprimentos de Diogo Diogo Alcobaça – 4º ano

Jornal Encontro Dezembro 2010  

Jornal Encontro

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