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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 15 - III Série - Junho/2011 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Entrevista com Ana Cristina Rosa Alcaçarenho (aluna

da Escola Mestre Martins

Correia - 8º Ano)

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo)

Na página 8 descubram a nossa nova escritora. Mariana de seu nome. É desembaraçada a usar a palavra quer em prosa quer em poesia,

Entrevista com Diogo Rosa (ex-aluno

da Escola Mestre Martins

Correia) ENCONTRO - Que modalidade desportiva praticas?

ENCONTRO - Que modalidade desportiva praticas? Ana – Neste momento pratico triatlo (natação, ciclismo e atletismo), aquatlo (natação e atletismo), duatlo (atletismo

Coisas da Nossa Terra ... No âmbito da entrevista feita ao Sr Manuel António, publicada na nossa edição de Dezembro de 2010, aquando da visita ao Museu Rural da Golegã, colocámos-lhe o desafio no sentido de nos legendar fotografias tiradas no interior do museu para que possamos, de algum modo, ter uma visão do que era o trabalho na agricultura ao nível de instrumentos e poder compará-lo com o que se faz hoje em dia. (Página 15)

Diogo – A modalidade que pratico actualmente é o Triatlo, modalidade composta por tês disciplinas: Natação, seguida de Ciclismo e Atletismo. Por vezes, participo também em algumas provas de ciclismo.

Nas paginas 25 e 26 pode ler o ADEUS do professor António Braz. Ao longo destas duas páginas o ainda professor faz um balanço do que foi a sua carreira ao longo dos tempos. e ciclismo) e natação no NSCG, Núcleo Sportinguista do Concelho da Golegã.

ENCONTRO – Quando começaste a praticar?

Nota da Redacção: A Equipa dinamizadora da Oficina de Jornalismo não se responsabiliza pelos textos da autoria de professores. Apenas corrige (correcção linguística) os textos elaborados por alunos.

Ana – Comecei a praticar há cerca de

praticar esta modalidade?

dois anos e meio, num clube de natação de Vila Nova da Barquinha. Actualmente, como já referi, encontro-me no NSCG.

(Página 5)

ENCONTRO – Quando começaste a Diogo – Comecei a praticar Triatlo em

Aproveitem as férias que se vão aproximando a passo curto e incerto. Até ao próximo encontro seja ele de que tipo for. Fiquem bem.

2009 e a minha primeira competição foi em Fevereiro desse ano, no complexo olímpico do Jamor, não num Triatlo, mas sim num Duatlo!

Um jornal também se faz com o coração.

(Página 3)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial

Chegou a hora de mais uma despedidaL Não é um Adeus, mas sim um Até BreveL

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

Neste último número do Encontro, os leitores poderão encontrar duas entrevistas a dois jovens que se têm destacado a nível desportivo, sabendo conciliar estudos e desporto; uma reportagem fotográfica

Alunos:

sobre o espólio do Museu Rural da Golegã; artigos de opinião de Pro-

(Edição de Abril)

6º Ano -Turma A Cláudio Garcia Rafael Martinho Ruben Mendes

fessores e alunos; notícias sobre actividades desenvolvidas no Agrupamento; textos e poemas da autoria de alunos do Agrupamento. Agradecemos a todos os que colaboraram connosco na realização deste Projecto e na divulgação dos trabalhos que têm sido desenvolvi-

Reprodução Luís Farinha

dos no Nosso Agrupamento. Aproveitem as férias que se vão aproximando a passo curto e incerto.

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Até ao próximo Encontro seja ele de que tipo for!

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Tiragem 50 exemplares

Distribuição gratuita via e-mail

Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

Visitas de estudo à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

No passado dia 18 de Março os alunos do sexto ano, turmas C e D deslocaram-se à Fundação Calouste Gulbenkian, acompanhados pelos respectivos professores, para assistirem à actividade “Viagem ao Mundo do Jazz”. Os mesmos tiveram oportunidade de ver e ouvir um grupo de música Jazz com apresentações musicais individuais. Foi abordada a origem da música Jazz e foram explorados vários tipos de música Jazz com apresentações visuais e musicais de músicos célebres. Os alunos participaram activamente respondendo a grande parte das questões que lhes foram colocadas.

No dia 25 de Março os alunos do sexto ano, turmas A e B deslocaram-se ao mesmo local para participarem na actividade “Vem Cantar Jazz com o Coro da Gulbenkian”. Realizou-se um concerto com o Coro Gulbenkian e uma banda constituída por reputados músicos de Jazz portugueses. Os alunos tiveram oportunidade de cantar com os artistas e descobrir uma faceta da actividade criativa do mítico Duke Ellington, a sua música coral de inspiração sacra. O espectáculo incluiu ainda canções de Aaron Copland, um dos primeiros compositores norte-americanos a fundir com sucesso as linguagens do Jazz e da Música erudita. Professora Maria do Carmo


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Entrevista com Diogo Rosa (ex-aluno da Escola Mestre Martins Correia) não existia nenhum nas proximidades

assistir! Regra geral, estas últimas dis-

ENCONTRO - Que modalidade des-

de onde vivo! No entanto, surgiu a

putam-se junto dos grandes centros

portiva praticas?

oportunidade e o convite de experimen-

populacionais do país, o que permite

Diogo – A modalidade que pratico

tar o Triatlo num clube perto da Gole-

uma grande afluência de público junto

actualmente é o Triatlo, modalidade

gã. Fui bastante bem recebido pelos

dos circuitos da provaL

composta por tês disciplinas: Natação,

outros atletas e pelo treinador e desde

seguida de Ciclismo e Atletismo. Por

essa altura nunca mais deixei de prati-

ENCONTRO – E prémios? Conta-nos

vezes, participo também em algumas

car a modalidade!

como foi.

provas de ciclismo.

Diogo – Os prémios são apenas o des-

ENCONTRO – Onde começaste a pra-

tino de um longo caminho percorrido

ticar?

diariamente, em todos os treinos. Con-

Diogo – Comecei a praticar Triatlo num

tudo, não escondo que dá um enorme

clube de Vila Nova da Barquinha,

prazer ver todo o nosso esforço recom-

embora neste momento esteja no

pensado, ao subirmos ao lugar mais

Núcleo Sportinguista da Golegã.

alto do pódio. As vitórias mais importantes que alcancei foram ao nível da

ENCONTRO – Para além desta moda-

Taça de Portugal de Triatlo Por-Terra,

lidade praticaste ou praticas mais

no campeonato Ibérico de Triatlo Cross

alguma?

e no Triatlo de Portimão. É difícil identi-

Diogo – Antes de tomar contacto com

ficar quais as mais importantes, pois

o Triatlo, praticava ciclismo por lazer,

todas

embora pertencesse ao Clube de Bas-

foram disputadas em sítios diferentes,

ket da Chamusca, onde dei os meus

em circunstâncias diferentes e com

primeiros passos no mundo competiti-

diferentes níveis de dificuldade. Curio-

vo, muito por influência do Professor

samente, provando que nem sempre

Rafael Salvaterra. Actualmente, e ape-

as vitórias são o mais importante, a

nas quando o calendário competitivo

medalha que mais prazer me deu

do Triatlo o permite, disputo algumas

“ganhar”, foi no Campeonato do Mundo

provas de ciclismo, quer de estrada,

de X-Terra, uma prova que não venci

quer de BTT.

(alcancei o 5º lugar), mas pelo longo

ENCONTRO – Quando começaste a praticar esta modalidade? Diogo – Comecei a praticar Triatlo em 2009 e a minha primeira competição foi em Fevereiro desse ano, no complexo olímpico do Jamor, não num Triatlo, mas sim num Duatlo!

ENCONTRO – Em que tipo de provas participaste? Diogo – De todas as provas que já disputei, destaco o Campeonato Ibérico de Triatlo Cross e o Campeonato do Mundo de Triatlo X-terra, que se distinguem das demais provas de Triatlo,

ENCONTRO – Por que motivo esco-

pela exigência do segmento de ciclis-

lheste esta modalidade?

mo e de corrida, pois são sempre dis-

Diogo – Confesso que esta modalida-

putadas em percursos todo o terreno,

de me atraiu pela componente da bici-

com uma maior dificuldade técnica e

cleta! Como sempre fui um apaixonado

física. Para além destas provas, todas

pelo ciclismo, sempre procurei praticar

as provas do Campeonato Nacional e

esta modalidade activamente, embora

Taça de Portugal são bastante atracti-

sem pertencer a nenhum clube, pois

vas, quer para participar, quer para

têm

significados

diferentes,


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Entrevista com Ana Alcaçarenho (ex-aluno da Escola Mestre Martins Correia) caminho que tinha percorrido para me

ENCONTRO – Consideras que a prá-

em Lisboa e, basta ir ao estádio Uni-

preparar para aquela prova, pelos

tica desta modalidade interfere com

versitário de Lisboa, onde por exemplo

sacrifícios que foram feitos e pela dure-

o teu desempenho escolar? Como

se podem ver as diferentes equipas de

za da prova em si. Tudo isto faz com

concilias as duas actividades?

Rugby das faculdades, a treinar diaria-

que esta medalha (que é apenas um

Diogo – Sinceramente julgo que não

mente, ou as equipas de natação do

símbolo para quem acabou a prova),

interfere em nada com o meu desem-

Sporting, que já estão dentro da piscina

seja um dos objectos que mais signifi-

penho escolarL Quando me colocam

desde as 6:30 da manhãL Concluindo,

cado tem para mimL

essa questão, costumo pensar naquilo

julgo que o problema é apenas falta de

que os meus colegas de faculdade

cultura desportiva da nossa sociedade,

estão a fazer quando não estão nas

embora eu pense que esta realidade

aulas nem a estudarL Na maioria das

tem vindo a alterar-se cada vez mais

vezes, ou estão a praticar uma activi-

nos últimos anosL

dade de lazer ou, simplesmente, não estão a fazer nada que eu considere

ENCONTRO – Queres acrescentar

útilL Dando o exemplo do que se

algum aspecto que consideres rele-

passa comigo, no semestre passado

vante?

estabeleci como objectivo concluir

Diogo – Gostaria apenas de convidar

todas as cadeiras na fase de frequên-

aqueles que, ao lerem esta entrevista,

cias, sem ter de ir a nenhum exame, o

ficaram com curiosidade relativamente

que me permitia voltar mais cedo para

ao Triatlo, para aparecerem durante a

casa, onde tenho melhores condições

semana, na piscina municipal da Gole-

de treino e onde tenho os meus cole-

gã, onde a equipa do Núcleo Sportin-

gas de equipa. Este objectivo foi cum-

guista da Golegã costuma treinar.

prido. Curiosamente, olhando para os

Decerto serão muito bem recebidos e

ENCONTRO – Que requisitos são

resultados do resto da turma (cerca de

com certeza irão ficar com o bichinho

necessários

120 alunos), mais de 70% deixou

do Triatlo!

para

praticar

esta

modalidade?

várias cadeiras em atraso, embora

Diogo – Ao contrário do que muitos

nenhum dos 119 treine diariamente.

pensam, o Triatlo não é uma modalida-

Sendo assim, a única diferença entre

de para Super-Homens. O principal

o que eu e os outros atletas fazemos,

requisito para praticar esta modalidade,

relativamente ao que os outros estu-

quer seja por recriação, quer por alta

dantes fazem, é aproveitarmos o tem-

competição, é sem dúvida nenhuma, o

po para praticarmos o nosso passa-

gosto incondicionalL Cumprido o pri-

tempo favorito, que é treinar. Logica-

meiro requisito, é necessário ser orga-

mente, torna-se bastante difícil conci-

nizado para conseguir treinar-se as

liar as duas actividades, pois nem

diferentes modalidades, conjugando o

sempre a nossa energia está em alta e

desporto com a rotina diária. Para além

nem sempre estamos com vontade de

disto, é necessário saber nadar e andar

ir para a piscina, ou para cima da bici-

de bicicleta. Para resumir, partindo do

cleta e de seguida consultar a Consti-

pressuposto de que ninguém nasce

tuição Portuguesa para estudar. Mas é

ensinado, é necessário ter a vontade

nestes momentos que temos de nos

inicial de experimentar, pois existem

lembrar do quão bom é alcançar os

pessoas certas para nos indicar o

nossos objectivos. Gostava ainda de

caminho certo, se quisermos levar a

salientar que aquilo que eu faço neste

modalidade mais a sérioL

momento é feito por muita gente aqui


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Entrevista com Ana Cristina Rosa Alcaçarenho (aluna da Escola Mestre Martins Correia—8º Ano) ENCONTRO - Que modalidade des-

ENCONTRO – Onde começaste a

ENCONTRO – E prémios? Conta-nos

portiva praticas?

praticar?

como foi.

Ana – Neste momento pratico triatlo

Ana – Comecei a praticar triatlo num

Ana – Os prémios, como é óbvio, são

(natação, ciclismo e atletismo), aquatlo

clube de natação e triatlo de Vila Nova

uma coisa de que me orgulho muito.

(natação e atletismo), duatlo (atletismo

da Barquinha. Neste momento encon-

No meu 1º ano de triatlo era uma coisa

e ciclismo) e natação no NSCG, Núcleo

tro-me a praticar a modalidade num

praticamente impossível, nem sequer

Sportinguista do Concelho da Golegã.

clube da terra, o NSCG - Núcleo Spor-

se pensava nos prémios, mas na épo-

tinguista do Concelho da Golegã - que

ca passada tive uma experiência muito

tem as portas abertas para pessoas

vasta,

de todas as idades.

1ºlugar no Duatlo das Lezírias, Duatlo

tive

vários

prémios,

como:

de Grândola, Duatlo de Almada, Triatlo

ENCONTRO – Para além desta moda-

de Abrantes, Aquatlo de Portimão; 2º

lidade praticaste ou praticas mais

lugar no Triatlo de Sines e no Triatlo de

alguma?

Aveiro; 3º lugar no Aquatlo de Pedorido

Ana – Quando era mais pequena pra-

e ainda 4º lugar no Aquatlo de Monte-

tiquei ténis no Clube de Ténis da Gole-

mor-o-Velho, provas estas que são

gã e também andei na natação das

pontuáveis e que decidem qual o cam-

escolinhas, nas Piscinas Municipais da

peão nacional de cada escalão, o que

Golegã. Actualmente e devido ao nível

foi o meu caso que fui Campeã Nacio-

elevado em que me encontro necessi-

nal de Iniciados Femininos.

to de me dedicar exclusivamente ao

ENCONTRO – Que requisitos são

triatlo, uma vez que nos ocupa bastan-

necessários

para

praticar

esta

te tempo.

ENCONTRO – Quando começaste a

ENCONTRO – Em que tipo de provas

praticar?

participaste?

Ana – Comecei a praticar há cerca de

Ana – Participei em provas do Cam-

dois anos e meio, num clube de nata-

peonato Nacional de Iniciados (12/13

ção de Vila Nova da Barquinha. Actual-

anos) Aquatlo, Triatlo e Duatlo, e mais

mente, como já referi, encontro-me no

recentemente, devido à subida de

NSCG.

escalão, em provas do Campeonato

ENCONTRO – Por que motivo esco-

Aquatlo, Triatlo e Duatlo. Por vezes

Nacional de Juvenis (14/15 anos)

lheste esta modalidade? Ana – Na verdade nunca tinha ouvido falar nesta modalidade, como a maior

participo em provas de natação, ciclismo e atletismo, uma vez que integram o triatlo.

parte das pessoas, nem sabia sequer no que consistia. O interesse surgiu devido ao meu irmão, Diogo Rosa, ter

modalidade?

começado a praticar a modalidade, e

Ana – Eu costumo dizer que o triatlo

dedicar muito do seu tempo a esta

pode ser praticado por toda a gente

modalidade, o que fez com que os nos-

que goste de desporto, e que tenha

sos hábitos familiares mudassem.

muita força de vontade. É necessário


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Entrevista com Ana Rosa saber nadar (o que, se não se verificar, não tem qualquer problema, pois todos os clubes têm técnicos com vontade de ensinar), andar de bicicleta e correr.

ENCONTRO – Achas que a prática desta modalidade interfere com o teu

desempenho

escolar?

Como

concilias as duas actividades? Ana – Em relação à escola e relativamente ao desempenho escolar, eu

Notícias

No passado dia 15 de Maio de 2011, realizou-se através da iniciativa do Sr.º Professor Filipe Pedrosa que lecciona a disciplina de Educação Moral e Religião Católica, um passeio de bicicleta até á Reserva Natural do Paúl do Boquilobo. Não compareceram um elevado número de participantes mas os que apareceram divertiram-se bastante e deram por bem empregue o tempo gasto neste passeio bastante educativo e muito animado. Partimos em direcção á reserva por volta das dez horas da manhã e regressámos por volta das treze horas. Na chegada à Reserva fomos recebidos por um funcionário da mesma que nos acompanhou numa pequena visita ás instalações, e de seguida durante um percurso ao longo da Reserva durante o qual nos explicou o objectivo da existência da reserva e nos falou sobre a fauna e flora que íamos encontrando pelo caminho. Uma experiência a repetir. Luis Farinha

acho que nada é impossível e toda a gente que queira mesmo praticar a modalidade acaba por conseguir fazêlo sem afectar o seu desempenho escolar. É óbvio que é necessário ter muita organização, e não podemos desperdiçar tempo. Costumo utilizar um exemplo que é muito simples, a maior parte das pessoas dispensa quatro horas diárias, se não mais, para ver televisão ou jogar computador. Em vez disso, eu e todos os meus colegas triatletas treinamos.

ENCONTRO – Queres acrescentar algum aspecto que consideres relevante? Ana – Só queria dizer que quem tiver alguma curiosidade em experimentar este desporto magnífico, tem a possibilidade de obter informações ou mesmo experiências de treino, todos os dias nas Piscinas Municipais da Golegã entre as 18 horas até às 21 horas.

Estes são alguns dos momentos do passeio:

Visitas de estudo ao Museu Rural – Golegã

No dia 4 de Abril de 2011, os alunos do sexto ano, turmas A, B, C, e D deslocaram-se ao Museu Rural da Golegã, acompanhados pelos respectivos professores, a fim de realizarem visitas guiadas com a apresentação de uma actividade Etno – Folclórica “Raízes de um Povo”, no âmbito dos Dias da Cultura. Os alunos mostraram-se interessados, participativos. Actuação do Grupo de Música

Tradicional Portuguesa e animação musical pelas Bandas Filarmónicas do Concelho, no decorrer dos Dias da Cultura

No dia 8 de Abril do corrente ano, no Ginásio da Escola Mestre Martins Correia, o Grupo de Música Tradicional Portuguesa da Oficina da Música apresentou várias canções tradicionais portuguesas à comunidade educativa, no período da manhã. Seguiu-se uma animação musical por alguns elementos da Banda Filarmónica 1º de Janeiro de Golegã, dinamizada pelos respectivos representantes e pelo Maestro Filipe Pinheiro. No período da tarde ocorreu um momento musical por alguns elementos da Banda Filarmónica da Sociedade Recreio Musical 1º de Dezembro de Azinhaga, dinamizado pelos respectivos representantes e pelo Maestro Francisco Pinto. É de salientar o salutar envolvimento dos alunos de vários níveis de ensino do Agrupamento e o entusiasmo que os mesmos demonstraram no decorrer das actividades.


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Jardim de Infância de Golegã- Sala Amarela

Poesia “

A nossa Visita de Estudo a Óbidos foi muito entusiasmante.

Adorámos visitar o castelo e conhecer algumas rainhas e as suas histórias vividas naquele castelo.

Então não é que ficou mesmo parecida com o castelo de verdade? Ora vejam bem 2 torres quadrangulares e 3 torres circulares, toda a muralha em volta. Está mesmo bonito e deunos muito gozo fazer este pequeno castelo, com o qual até brincamos no dia a dia do nosso Jardim de Infância.

Na internet a navegar E o rato manusear No teclado escrever E software instalar Para o computador partilhar.” Marta Gonçalves – 10ºA

A Princesa Ela aquece-me nas noites frias E arrefece-me nos dias quentes Com ela faço uma viagem Para mim ela não é uma miragem Doce como mel Eu não ponho no cabelo gel Ela não amua E é linda como a lua

De tal modo gostámos de visitar este castelo que a nossa Educadora Lina nos propôs que fizéssemos uma maqueta do castelo de Óbidos.

Dança como uma borboleta Leva sempre uma maleta Linda e carinhosa Ela nunca fica chorosa A princesa do povo Só não sabe chocar um ovo A menina de papá Ela nunca fica chorosa Muito bondosa E caridosa Não tem nenhum amado Procura o seu príncipe encantado. Boas férias amigos leitores deste jornalinho.

Ricardo Carvalho – 7ºA


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Convém ter opinião

Poesia

Mariana

O ciclo da água

Mariana era uma menina. Uma menina diferente das outras.

Estava eu sossegadinha, no mar, a baloiçar, quando de repente, comecei a evaporar.

Enquanto as meninas da sua idade cantavam e sonhavam ser grandes cantoras, Mariana queria ser escritora, “Escritora” (pensavam as meninas. -Deve ser uma seca!) Mas, Mariana continuava a tentar. Não desistia. Não era como as meninas que à única falha, fartavam – se logo. O seu caderno enchia-se de histórias fascinantes, dignas de prémio Nobel, textos grandes e, para ela, famosos e preciosos. No quarto”posters”de autoras e escritoras famosas de todos os tipos. A mãe dela queria que ela fosse secretária ou agente. Ela

Que estranha sensação, eu não sabia explicar, eu estava assustada, pobrezinha sem nadar.

negava. Quando escrevemos exprimimos sentimentos e coisas que já nos aconteceram. Era uma arte. A mãe de Mariana achava que arte eram pinturas e esculturas não letras e contas embora, fascinantes. Por outro lado havia o pai dela que adorava escrever, podia escrever horas e horas sem se cansar. Mas um dia escreveu um texto tão grande que, ocupou todo o seu caderno e o título era “Vida”com doze capítulos. Escondia lá segredos em forma de realidade e sonhos realizados. O título tinha mesmo a haver. Ela tornou-se famosa com aquele texto que escreveu para um concurso de escrita e ele (o texto) ganhou!

Sem saber, o que fazer, até mesmo uma gotinha tem muito que aprender. Era boa a sensação. Era a evaporação! Não podia acreditarL Uma nuvem estava a formar!

Chegou a um novo passo. Em vez de sonhar vivi-o! Já viram: uma criança de oito anos a ser famosa de um dia para o outro! Milagre. O que estava no texto dela é , o que é ela agoraL Francisca, 8 anos, 3º ano – EB1 de Azinhaga

Estava no estado gasoso, já com a nuvem formada. Pouco depois a chover, que confusãoL deu-se a condensação, era água gelada. - Uau! – disse eu, sempre a olhar – que sítio mais frio! Estava a gelar!

O que quero ser Quando crescer Escritora quero ser

Primeiro fiquei neve, depois era granizo. Que coisa tão esquisita! Deu-se a solidificação, tinha perdido o juízo.

Viagens fazer E fãs quero ter. Quero alguém Para me acompanhar Nas viagens que vêm Aqui e em todo o lado Para me alegrar. Sempre quis ser escritora Por uma razão especial Ter a melhor escrita De um mundo fenomenal. Uma dúzia de linhas Já não vou fazerL Páginas a potes Toda a gente quer ler! Francisca, 8 anos, 3º ano – EB1 de Azinhaga

Era neve e granizo, mas o sol aqueceu. Deu-se a fusão, fiz uma infiltração. Até à rocha cheguei E um lençol de água formei. Fui parar ao oceano De volta à minha vida. Foi de novo tudo igual desde a minha partida: evaporação, condensação, solidificação, fusãoL Que bom estar de volta, neste ciclo da vida! Lúcia Simões 4º ano Sala das Borboletas e grilos


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Notícias Visita de Estudo

Museu José Malhoa

Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa

O Museu José Malhoa é um museu muito bonito, que fica num jardim gran-

No passado dia 25 de Fevereiro rumaram à capital os alunos do 5º ano, tur-

de e lindo nas Caldas da Rainha. A primeira sala que vimos foi uma sala

mas A e B, acompanhados pelas professoras Rosa Godinho, Céu Aragão, Conceição Pereira e Cristina Matos. A visita ao Centro de Arte Moderna foi o ponto alto, no entanto o convívio entre os alunos e as professoras também foi

com esculturas de Rafael Bordalo Pinheiro, sobre a vida de Cristo. As esculturas eram muito bem feitas, dava para ver como o calcanhar estava

uma constante. Todos puderam apreciar a bela paisagem envolvente e para

dobrado, como o cabelo estava magní-

ajudar, nada melhor que um dia primaveril.

ficoL Prof. Rosa Godinho

Depois vimos uma senhora de idade com uma menina de cada lado; estas três

pessoas

estavam

tristes;

na

senhora de idade deu para ver as verrugas e dava para ver as veias que ela tinha. Também vimos quadros, estudos, quadros a óleo, aguarelasL e vimos quadros que ao longe eram bonitos e, de perto, pareciam que tinham sido pintados cinco vezes no mesmo sítio. O mais engraçado é que encontrámos um busto

preto

que

se

chamava

“Fogueteiro”, em bronze, feito pelo mestre Martins Correia, que é da minha terra, a Golegã, a capital do cavalo. A seguir vimos um quadro de um marinheiro já um bocadinho velhote, tinha muita barba e nas mãos dele dava para ver o trabalho que ele tinha, o quadro chamava-se “O Lobo do Mar”.

Corta-Mato Distrital

Depois vimos uma mulher de pele

O Corta-Mato Distrital realizou-se no passado dia 2

escura num quadro que, se olhássemos de um lado, ela estava a olhar

de Fevereiro, em Almeirim. A nossa escola esteve

para nós, e se estivéssemos do outro

representada por um grupo de 32 alunos, distribuí-

ela também olhava para nós, parecia

dos pelos vários escalões/sexo.

que tinha virado a cabeça.

Todos deram o seu melhor, mas a “concorrência” era forte. Há a destacar, no entanto, um honroso 4º

No fim, observámos umas fotos de um teatro e o projecto desse teatro feito em madeira. Havia uma espécie de

lugar, no escalão Infantis A Femininos, alcançado

carruagem de metro cheia de fotos e

pela aluna Cátia Feijão, do 5ºD.

uma sala cheia de fotos para nós verProf. Rosa Godinho

mos. Ainda visionámos um filme sobre o teatro. Sebastião Carvalho


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Notícias DIAS DA CULTURA GRUPO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE (430) Jornadas Económicas, Exposição e Palestra sobre Educação Fiscal – Actividade conjunta realizada nas Escolas Artur Gonçalves – Torres Novas e Mestre Martins Correia - Golegã

Palestra na Escola Artur Gonçalves com os oradores: Dr. Marco Pedrosa (Transição para o mercado de trabalho) Dr. Jorge Simões (Estratégia Empresarial) Exposição e Palestra sobre Educação Fiscal na Escola Mestre Martins Correia, tendo como oradores o Director de Finanças de Santarém e a Chefe da Repartição de Finanças da Golegã.


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Notícias Partilha de Boas Práticas— " Um Olhar Sobre A Diferença”

de Boas Práticas desenvolvidas com os alunos com Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente. O encontro foi muito gratificante pois permitiu uma partilha de

O Grupo de Educação Especial do Agrupamento de Escolas

práticas diversificadas que contribuirão para o crescimento

de Golegã, Azinhaga e Pombalinho participou no Encontro de

pessoal e profissional.

Grupos de Educação Especial da Equipa de Apoio às Escolas da Lezíria do Tejo. O Encontro A “Diferença - Partilha de Boas Práticas " realizou-se no dia 14 de Abril, no Salão Nobre do Governo Civil de Santarém.

O Grupo de Educação Especial do GAP, na sua apresentação, deu ênfase ao trabalho colaborativo, às parcerias existentes e fez referência aos projetos desenvolvidos “Partilhar Para Inovar—Dislexia e Hiperatividade” e mostrou um vídeo

Informamos que no site do Agrupamento poderá visualizar a apresentação e o vídeo de Boas Práticas, clicando na seguinte ligação: http://www.eps-golega.rcts.pt/ O Grupo de Educação Especial Cristina Matos Nélia Alcobia Natalina Rei Catarina Conchinha


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Notícias ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA TURMA CEF – A, NAS DISCIPLINAS DA COMPONENTE TECNOLÓGICA Simulações de vendas e montras temáticas

Banca do Dia do Bolinho

Banca S. Martinho

Banca do Dia da Mãe

Banca de Natal


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Turma dos Papagaios de Papel Mãe querida

A mãe é linda

Amo-te muito

Linda como uma rosa

Rara em beleza

Rosa do jardim.

Interessada em mim

Jardim com um cão

A

Cão que ladra

minha mãe é linda.

Poemas à Mãe

Mãe lindaL

Ladra com força,

Já sei que tu és linda

Força tem o leão,

O teu cabelo é perfumado

Mais força tem a minha mãe.

Serena és tu

Mãe do coração

És linda!

Coração que bate com força

Linda como uma rosa

Jardim bonito

Carolina Rego

Bonito como a minha mãe. Mãe lindaL

Força tem a minha mãe,

Linda do coração

Mãe carinhosa,

Mónica é a minha mãe,

Rosa do meu jardim,

Coração que bate no peito

Carinhosa a minha mãeL

O pai é o teu melhor amigo

André Martins

Peito perfumado da minha mãeL Gabriela Betes

Nunca te esqueças de mim! Inês sou eu, Comigo és felizL A Maria também é tua filha. Sou a tua filha feliz! Mãe, és linda

O mundo é nosso amigo

Linda como um Sol.

Unicórnios dão-nos magia,

Sol é beleza

Sousa é o nosso apelido

A minha mãe é a melhor

Adoro-te e vou adorar-te sempreL

Melhor de todo o universo,

Inês Sousa

Universo da minha mãe Mãe bonita,

Nunca me mentes

Bonita como uma flor

Às vezes ficas zangada,

Flor do meu jardim

Tratas bem de mim

Mas sei que vou sempre adorar-te! Marta Durão

Bonito como a minha mãe.

Levas-me contigo.

Mãe queridaL

Igor é teu marido

Querida do meu coração

Ya!

Coração bonito é o delaL Guilherme Parreira Leonídio Dykiy

Coração com uma recordação

Pequenina que sou

Jardim bonito,

Ah ! És fantabulásticaL

Tens um coração

Recordação de mim em pequenina,

Adoras-me com coração

És linda,

Beleza que tu tensL


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Turma dos Papagaios de Papel

Poemas ao Pai

Pai querido

Pai, és amigo

Querido como só tu

Amigo comigo

Tudo como tu,

Comigo jogas

Tu és forte

Jogas com alegria,

Forte como uma casa

Nós somos uma equipa

Casa do meu pai.

Equipa no coração

Pai és lindo Lindo como o planeta, Planeta cheio de estrelas Estrelas cadentes

O pai é lindo

Coração dentro de nós

Lindo como uma margarida

Nós em alegria

Margarida é o meu nome,

Alegria quando estás comigo. Sofia Madeira

Nome bem escolhido

Cadentes como os teus olhos Olhos para olhar para mimL

Escolhido pelo meu pai. Mãe igual a ti em amor, sempre, Sempre sonharei estar ao teu lado

Joana Gomes

Lado esquerdo ou direito, Direito é o chocolate Chocolate que tu gostas Gostas muito, muitoL Muito guloso és tu Pai querido Tu és uma túlipa, Querido como o sol Túlipa do meu jardim Sol que brilha na minha vida Jardim feito por tiL Vida que tu me dás Ana Margarida Jesus

Dás miminhosL Miminhos do teu coração Pai

Coração que bate muito

Pai és o melhor!

Muito eu gosto de tiL Constança Braz

Melhor pai Pai fixe,

O meu pai é valente

Fixe e forte,

Valente como o touro.

Forte como tudo

Touro bravo

Tudo o que eu sei Sei que és o melhor Melhor para sempreL João Afonso Delgado

Bravo o meu pai Pai do meu coração Coração que bate. Francisco Luz


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COISAS DA NOSSA TERRA - “Outros Tempos” No âmbito da entrevista feita ao Sr Manuel António, publicada na nossa edição de Dezembro de 2010, aquando da visita ao Museu Rural da Golegã, colocámos-lhe o desafio no sentido de nos legendar fotografias tiradas no interior do museu para que possamos, de algum modo, ter uma visão do que

Carro de bois com canga e chavelha

era o trabalho na agricultura ao nível

tendo como carga:

de instrumentos e poder compará-lo

- Grade de torno

com o que se faz hoje em dia.

- Trilho com três rolos.

Aqui fica o resultado deste desafio.

Colecção de pratos em louça. Alguns muito antigos.

Painel de azulejo existente no Museu Rural que representa laborar o terreno

- Trilho pequeno

para ser semeado. Homem e animais

- Grade vinhateira

eram importantes nesta tarefa.

Réplica de barco “Água Acima”.

- Charruecos

Debulhadora para cereais.

Servia para transporte de grandes car-

- Cangas em ferro para gado muar

gas e navegava nos nossos rios.

Origem inglesa. Princípios do século XX. Funcionava através de força motriz de

Galera

uma locomóvel e, posteriormente, por

Veículo de tracção animal.

Armário para guardar comidas.

um tractor.

Podia ser rebocada por dois ou três

Peças em barro.

animais de raça muar ou cavalar.

Colheres em madeira feitas por arte-

Sobre a galera pode ver-se uma alfaia:

são.

Trilho de grade de tornos

Loiça diversa.


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COISAS DA NOSSA TERRA - “Outros Tempos”

- Ventoinha ou tarara para limpeza de

Semeador metálico e mecânico para cereais.

cereais - Balança decimal

Inicialmente tinha tracção animal, pos-

- Alfaias de eira

teriormente foi utilizado o tractor.

Várias peças em verga utilizadas diariamente.

Em primeiro plano podemos observar uma medida, utilizada na azeitona, “suta” ou “fanga”,

construída em

madeira.

Em primeiro plano podemos ver um

Depois de cheia pesava aproximada-

conjunto de peças ligadas à uva e ao

mente 32 quilogramas.

vinho. Alguns brinquedos para crianças. Por vezes eram as próprias crianças a construir os próprios brinquedos.

Carroça - Veículo de tracção animal

Bomba de trasfega de líquidos.

Duas ventoinhas para limpeza de

Em cima da carroça podemos ver uma

Usada nas adegas.

cereais.

grade, um trilho e um arado ou char-

Funcionava recorrendo à força de um

Também conhecidas porá tarara.

rueco

homem


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COISAS DA NOSSA TERRA - “Outros Tempos”

- Medidas para sólidos

Em primeiro plano:

Conjunto de peças de barro:

- Crivos

- Balanças romanas ou de pilão;

- Potes;

- Medida em chapa para transporte de

- Parte de uma balança usada nas mer-

- Alguidares:

água

cearias ou noutros lugares comer-

- Infusas;

ciais;

- Barris.

- Balança de pratos usada pelos horte-

Peças muito importantes no meio rural.

lões na pesagem dos seus produtos.

Máquina para selecção de cereais acompanhada por algumas alfaias de

Peças várias:

eira.

- Carro de bois - Carroça com algumas alfais importantes na laboração do solo. - Trilho grande e pequeno e arado em madeira que remonta ao século IXX

Enfardadeira, Prensa ou Compressora mecânica. Servia para fabricar fardos de palha.

Ceifeira para debulha de cereais. Conduzida pelo homem com tracção animal.

De origem inglesa. Rede saveira para pesca do sável nos nossos rios.


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COISAS DA NOSSA TERRA - “Outros Tempos”

Veículo de tracção animal “Carreta”,

Alfaias de eira:

Algumas medidas para sólidos

que servia para maiorais e guardas

- Forquilhas em madeira

(cereais) e dois crivos. Alfaias de eira.

rurais nela pernoitarem.

- Ancinho - Também se vê parte de um sedeiro.

Roda de madeira que servia para o fabrico de cordas e baraços ou bencelhos. Peça artesanal que recebia o apoio de duas pessoas.

São visíveis vários objectos, tais como: - Sedeiras; - Crivo; - Pá de madeira: - Lanterna

Peças de cozinha rural: - Cafeteiras;

Material de lagar de azeite:

- Candeeiro a petróleo;

- Talhas Grandes;

- Pequeno armário para guardar algu-

- Talhas pequenas;

ma comida.

- Medidas.


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COISAS DA NOSSA TERRA - “Outros Tempos” Os nossos jornalistas e o nosso entrevistado

Charrua com duas aivecas. Era rebocada pela força de gado (bois) tendo sempre à sua rectaguarda um homem que a manobrava sempre que chegava ao fim do rego de lavoura. Era conhecida como charrua “barbão” . Talvez tenha a ver com barbatana.

Em primeiro plano surge uma enfardadeira, prensa ou compressora para efectuar fardos de palha (camisas de milho). Todo o trabalho era efectuado pela força do homem.

Bomba para trasfega

Quatro peças com grande importância no meio rural. Duas amaçadeiras, panelão em chapa e mesa comprida de madeira.

Temos de conhecer o passado para melhor entender o presente e construir o futuro.


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Notícias

No passado dia 1 de Junho as turmas

Concurso de Soletração

do 2º ciclo fizeram uma visita de estudo

No dia 26 de Abril, primeiro dia de aulas do 3º período, teve lugar na nossa escola (sala 24) a fase final do "Concurso de Soletração". Foi uma sessão bastante animada, dinamizada pelas professoras de Língua Portuguesa/ Português na qual alunos dos 5º, 6º e 7º anos, anteriormente apurados, participaram com entusiasmo e alegria. Aqui estão os vencedores!

à Fábrica da Olá e ao Oceanário. Na Fábrica da Olá os alunos assistiram a um PowerPoint a partir do qual foi explicado como se processa o fabrico dos gelados. Os alunos visitaram a fábrica onde puderam ver como se fazem alguns dos gelados nomeadamente o Perna de Pau, o Super Maxi e o Pé. Após a visita à Fábrica os alunos constituíram-se em equipas e responderam a questões efectuadas pelos guias que acompanharam todo o percurso dos alunos. Os alunos receberam bonés e gelados. Após o almoço os alunos visitaram o Oceanário onde puderam observar uma vastíssima diversidade de seres vivos que habitam os oceanos.

Professora Magda Santos

Dias da Cultura Grupo de Inglês No âmbito da comemoração dos Dias da Cultura, o grupo de Inglês dos 2º e 3º Ciclos e Secundário, assinalou o Dia do Inglês , que decorreu no dia 5 de Abril. Assim, foram promovidas e dinamizadas as seguintes actividades: sessões de cinema, o FiveO'clockTea e o Jogo de Inglês. Os alunos foram bastante receptivos às propostas apresentadas, tendo participado activamente nas mesmas.


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Notícias

Está patente de 1 a 16 de Junho a Exposição “Novos Talentos da Escola Mestre Martins

Correia”,

Semana da Leitura e 30 minutos de Leitura no Agrupamento

no Equuspolis, em que os trabalhos

No nosso Agrupamento foi comemo-

expostos

foram

rada a Semana da Leitura, que

por

decorreu de 14 a 20 de Março. Esta

concebidos

alunos da Escola B.

2,3/S

Mestre

actividade foi organizada pela BE, em colaboração com o Departamen-

Martins Correia, ao longo do ano lectivo, nas aulas de

to de Línguas que promoveu e dinamizou a “Partilha de Leituras”. O

Educação Visual e

Departamento de Línguas colaborou

Técnicas

ainda na actividade 30 minutos de

de

Expressão Plástica, com a supervisão da professora Magda Santos. Os trabalhos foram elaborados na exploração

de

temas

como Cor, Composição Formal, Geometria e Modelos Tridimensionais, através da aplicação de técnicas mistas. Professora Magda Santos

Leitura no Agrupamento.


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Notícias Dia da Língua Materna

Dia Mundial da Criança

No nosso Agrupamento foi comemorado o Dia da Língua Materna, que decorreu de 21 a 25 de Fevereiro, uma vez que nem todas as turmas tinham aula de Língua Portuguesa no dia 21. Esta actividade foi promovida e dinamizada pelo Departamento de Línguas

O dia 1 de Junho foi um dia especial. Querem saber porquê? Vamos observar algumas fotografias eL O que vos parece? Alunos do 5.º e 6.º anos, da nossa Escola, participaram na visita de estudo que se realizou ao Oceanário de Lisboa e à fábrica da OLÁ. Claro que os nossos alunos sentiram-se super contentes. Quisemos saber a opinião de dois alunos do 5.º B. Gostaste de participar nesta visita? - Gostei muito desta visita porque vi peixes novos no Oceanário.

com a “Partilha de Leituras” e contou com a presença de Encarregados de

Pedro Costa

- Gostei de ir à visita porque vi muitos peixes no Oceanário. Vítor Lopes

Educação, familiares dos alunos e professores.

Qual foi o local que gostaste mais de visitar? Porquê? - Eu gostei mais do Oceanário porque fiquei a saber que existem muitos peixes. Pedro Costa

- Eu gostei mais da fábrica da OLÁ porque vi como se faziam os gelados. Também comi um perna de pau, oferecido pela OLÁ. Vítor Lopes

Já tinhas ido com os teus pais ao Oceanário? - Eu já tinha ido uma vez com os meus pais ao Oceanário. Pedro Costa

- Nunca fui com os meus pais ao Oceanário. Vítor Lopes Golegã, 3 de junho de 2011 Entrevista realizada pela Docente de Educação Especial - Cristina Matos Entrevistados - Pedro Costa e Vítor Lopes


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Por Cristina Matos Docente de Educação Especial

Numa sociedade que se encontra em constante mudança, onde se fala em igualdade para todos e educação um direito de todos, foram necessárias mudanças. A mudança tem-se verificado também ao nível da organização escolar, bem como da atitude na escola e a postura desta no espaço escolar e perante a sociedade. Numa sociedade de educação para todos, em que a escola se dirige a públicos cada vez mais heterogéneos cultural e socialmente terá de se repensar o currículo como necessariamente diferenciado - o que se quer fazer aprender (Roldão, 1999). Na opinião de Roldão (1999), para que a escola não contribua para agravar os níveis da exclusão social e para que ocorra aprendizagem em níveis satisfatórios para todos, importa repensar o currículo escolar em torno de alguns vetores de mudança, destacando-se os seguintes: “- a necessidade de diferenciação das propostas curriculares articuladas em torno de metas comuns; - o enfoque na aquisição de níveis desejáveis de competências nos domínios abrangidos pela aprendizagem escolar; - a ancoragem das práticas curriculares em referentes e contextos significativos para todos os que frequentam a escola; - a reconstrução do currículo como projeto específico de cada escola, apropriado pelos seus atores e gestores, substituindo-se o dis-curso da norma pelo discurso da contextualidade” (Roldão, 1999:51). Roldão (1999), afirma que o professor como gestor do currículo terá que organizar toda a sua ação em torno do aluno pois este é o referente central do Processo Educativo. É ao nível da sala de aula que o professor vai ter que tomar decisões sobre prioridades de objetivos e conteúdos a desenvolver, bem como a planificação de estratégias que contemplem a diversidade de ritmos, características e interesses individuais. Também, Zabalza (1992), considera fundamental que o professor tenha um conhecimento dos alunos, ao nível das suas características, experiências, background cultural de desenvolvimento conseguido até esse momento, as suas formas básicas de adaptação à escola, das suas expectativas, etc. Só assim será possível a definição “de práticas diferenciadas positivamente discriminatórias, isto é, valorizadoras das diferenças, potencialmente geradoras de igualdade nas oportunidades de sucesso educativo e que efetivamente contrariam mecanismos de exclusão” (Morgado, 1999:17). COMO DAR RESPOSTA AOS PROBLEMAS E À DIVERSIDADE DE SITUAÇÕES? Algumas Propostas Pedagógicas Aprendizagem Cooperativa A aprendizagem cooperativa, na opinião de Freitas & Freitas (2003), é um método de aprendizagem que permite tornar o ensino-aprendizagem muito mais motivador e ativo mas terá de haver uma alteração progressiva do papel do professor. Este, ao sentir que os alunos conseguem aprender as matérias trabalhando cooperativamente, poderá introduzir o referido método, uma vez que os alunos já desenvolveram competências que lhes permitirão uma maior autonomia. Segundo os autores acima referidos, são evidentes quatro características

neste método, que não aparecem de forma separada nem sequencial: a investigação, a interação, a interpretação e a motivação intrínseca. De acordo com Freitas & Freitas (2003), é no âmbito da aprendizagem cooperativa que se desenvolvem atividades e estruturas que melhor preparam os alunos para bem interagirem em grupo e, consequentemente, na turma. São várias as oportunidades que os alunos têm de se ouvirem uns aos outros, de se encorajarem a participar e a realizar as tarefas, a expor as suas opiniões e a confrontarem-se com diferentes pontos de vista. “É através da interacção intelectual e social que os alunos reestruturam o seu conhecimento pessoal prévio à luz do novo conhecimento construído pelo grupo no decorrer da investigação” (Sharan & Sharan, 1994, cit in Freitas & Freitas, 2003:52-53). Trabalho de grupo/ colaboração entre iguais Sprinthall & Sprinthall (1993) referem a importância de se aplicarem, na sala de aula, técnicas de trabalho em pequenos grupos com objetivos de cooperação, a fim de encorajar a participação dos alunos, o que proporciona um melhor desempenho académico. A colaboração entre iguais consiste na realização de uma tarefa ou na resolução de um problema entre dois ou mais companheiros que trabalham conjuntamente, obtendo resultados que não se teriam conseguido se as crianças tivessem trabalhado sozinhas. A resolução conjunta de tarefas pode conduzir a um avanço cognitivo o que dependerá de: 1) Existência de pontos de vista moderadamente divergentes; 2) Não se produzir apenas um aceitamento das ideias, por parte do grupo, de um dos elementos do grupo; 3) As exigências da tarefa ou conceito em questão não estejam mais além


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das capacidades cognitivas potenciais dos sujeitos (uma ideia comum a Piaget e Vygotsky) (Enesco,1999). Youniss (1980) e Damon & Phelps (1989) referidos por Enesco (1992) dizemnos que as próprias características de colaboração entre iguais proporcionam um clima ideal que é suficiente para que se produzam avanços intelectuais ou sociais nos participantes, destacando especialmente as seguintes: 1) A motivação das crianças em resolver a tarefa, é maior na colaboração entre iguais do que no trabalho individual pois verifica-se um desejo de planificar conjuntamente a tarefa, compartilhar ideias, etc. 2) As crianças sentem-se mais seguras para expressar as suas ideias e o desejo de ter que as expressar obriga-os, de alguma forma, a ter consciência delas e a organizá-las. De acordo com Perrenoud (1999), os alunos podem formar-se mutuamente, desde que se envolvam numa tarefa cooperativa que provoque conflitos sociocognitivos e favoreça a evolução das representações, dos conhecimentos, dos métodos de cada um por meio do confronto com outras maneiras de ver e de agir ( os pontos de vista dos outros). Tal confronto estimula uma atividade metacognitiva da qual todos extraem um benefício. Uma aprendizagem por grupos requer, segundo Enesco (1992), mais tempo que uma aprendizagem por transmissão, mas os benefícios intelectuais são maiores, uma vez que existe uma verdadeira compreensão do aprendido fruto do envolvimento ativo dos alunos no processo de aprendizagem. O professor mediador As sucessivas mudanças pelas quais a escola tem passado ao longo dos últimos anos têm originado, segundo Vieira (2000), alterações em termos da dinâmica da sala de aula. O professor deixou de ser visto como o detentor do saber, como aquele que ensina, e passou a ser considerado como alguém que ajuda a aprender. O ofício do docente consistirá em fazer aprender, isto é, criar situações favoráveis, que aumentem a probabilidade do aprendizado em causa, de acordo com Perrenoud (2000). Numa perspetiva de ecologia da escola, defendida por Vayer, Duval & Roncin (1994), o adulto torna-se algo mais que o representante da realidade socioescolar, é primeiro que tudo o animador, aquele que dá vida ao conjunto-classe. A função principal do professor, para Enesco (1999), consiste em supervisionar regularmente a relação tutorial (baseada num modelo de instrução entre alunos), assegurando-se de que a informação proporcionada pelo aluno mais avançado está estruturada e correta, e comprovando os progressos do aluno tutorado. Dado que tutor e tutorado podem obter benefícios a partir dessa interação, seria conveniente que todos os alunos pudessem desempenhar ambos os papéis, na medida das suas capacidades e conhecimentos em diferentes áreas e/ou atividades. Numa situação de colaboração entre iguais, o elemento crucial para que se produzam progressos na aprendizagem é o desejo de ter que confrontar pontos de vista e/ou opiniões diferentes entre si, tendo o professor que supervisionar os grupos com o objetivo de observar se os diálogos que se produzem entre os elementos do grupo são adequados, e se os alunos são flexíveis às ideias manifestadas por cada um.

REFLETINDO É imprescindível ter em conta que a Educação engloba muito mais que ensino, por tal motivo não se limita às salas de aula, aos manuais escolares e à dialética professor-aluno. A Educação diz respeito a todos os cidadãos, à forma como nos relacionamos no dia a dia. Assim, ao nos depararmos com a grande heterogeneidade das nossas turmas, professores e escola como grupo, em cooperação, deverão melhorar as suas práticas, de forma a proporcionar um ensino de maior qualidade. Estas escolas de qualidade deverão ser espaços educativos que primem pela construção de alunos que aprendem a ser pessoas, isto é, com personalidades humanas, autónomas e críticas. Nestes contextos educativos ensinam-se os alunos a valorizar a diferença ao conviver com os seus pares, pelo exemplo dado pelos seus professores, pelo ensino ministrado nas suas aulas, pelo clima sócio-afetivo que se estabelece nas relações com toda a comunidade escolar – sem tensões competitivas, com solidariedade e participação. Estes ambientes educacionais contribuem para que todos os alunos possam aprender de uma forma mais eficaz.

Referências Bibliográficas Enesco, I. (1992). El Trabajo en Equipo en Primaria. Aprendiendo con Iguales. Madrid: Alhambra Longman. Freitas, L. V. & Freitas, C. V. (2003). Aprendizagem Cooperativa. Porto: Edições Asa. Morgado, J. C. (1999). A Relação Pedagógica. Lisboa: Editorial Presença. Perrenoud, P. (2000). Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre:Artes Médicas Sul. ( Obra original publicada 1999) Roldão, M. C. (1999). Currículo e Gestão curricular – O Papel das Escolas e dos Professores. In Mendes, M. L. S. (coord.), Forum “ Escola, Diversidade e Currículo”(45-56). Lisboa: Artes Gráficas. Sprinthall, N. A. & Sprinthall, R. C. (1993). Psicologia Educacional – Uma Abordagem Desenvolvimentista. Lisboa: McGraw-Hill de Portugal, Lda. ( Obra original publicada 1990) Zabalza, M. A. (1992). Do Curriculo ao Projecto de Escola. Lisboa: Educa.


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Convém ter opinião

Curiosidades Sabias que?

Adeus!

Sabias que as alunas do 12º ano, Telma Antunes, Guadalupe Pires, Leonor Nunes e Inês Severino, realizaram um trabalho sobre curiosidades? Ora, se não sabes ficas a saber. Começaram por fazer uma pesquisa de diversas curiosidades de todo o mundo correspondentes a diversos temas, entre os quais, ciência, animais, plantas, ser humano e astronomia, de seguida seleccionaram as mais interessantes. Uma vez que,

O PROFESSOR António D. R. Braz

Introdução: Espero ansiosamente pela minha aposentação (antecipada) há já alguns meses. Deve faltar pouco tempo para eu deixar a nossa escola. Por isso, faz todo o sentido fazer um balanço final da minha carreira profissional. Vou, então, aproveitar esta edição do “Encontro” para o fazer. É certo que esta tarefa poderá interessar pouco a alguns colegas, funcionários e alunos. Para mim, significa o resumo de toda uma vida de trabalho (mais de 36 anos) dedicada ao ensino/educação.

apenas a turma pôde presenciar a apresentação do trabalho é aqui que os restantes alunos podem matar a sua curiosidade caso o desejem. Aqui vai: A árvore mais alta de Portugal é um eucalipto - Eucaliptus diversicolor - situado na Mata de Vale de Canas, com cerca de 70 m de altura

Um camelo consegue beber 120 litros de água em dez minutos, retém água suficiente para oito dias. Pode andar de 200 a 270 km por dia e as girafas e os ratos podem viver mais tempo sem água que o camelo.

Se ficares a gritar por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terás produzido energia sonora suficiente para aquecer uma chávena de café.

As estrelas não piscam. Nós vemos as estrelas a piscar devido à turbulência da atmosfera terrestre, que interfere na luz emitida por estas.

A luz do Sol leva mais de 8 minutos para chegar à Terra e a sua temperatura chega a 5 500 ºC. Área de projecto 12º A

Desenvolvimento: Após ter cumprido o Serviço Militar, comecei a leccionar na Escola Preparatória Eng.º Belard da Fonseca (Chamusca) no ano lectivo de 1975/76. Recordo o dia em que cheguei àquela escola para tomar posse como professor de Trabalhos Manuais: sentado na Secretaria, a fumar um cigarro com boquilha (armado em “intelectual distraído”), mas muito nervoso, à espera que o Sr. Coelho (Chefe de Secretaria) me recebesse para assinar o “termo de posse”. A escola tinha instalações muito antigas, que foram adaptadas para o efeito, e a sala de Trabalhos Manuais era um barracão com algumas bancadas, armários e máquinas. Tinha sido colocado na escola num lugar/horário anteriormente ocupado pelo meu colega João Cardador (meu amigo, ainda hoje professor daquela escola), pelo que a professora Adélia (já falecida), então Encarregada de Direcção da Escola, sem saber o que fazer perante o facto, colocou três professores de Trabalhos Manuais a leccionar as mesmas turmas, até que o João foi colocado noutra escola. Nessa altura estávamos em pleno PREC (Processo Revolucionário em Curso) e o ambiente político no país e nas escolas estava efervescente. Os militantes da extrema esquerda eram os mais reivindicativos e radicais e, naquela escola, destacava-se o colega João Brigola (hoje militante socialista, professor universitário e Director Geral dos Museus no Governo de José Sócrates). Os debates no Conselho Pedagógico eram bastante vivos e acalorados e eu, com apenas alguns meses de profissão (não sei como lá fui parar), defendia sempre ideias e perspectivas mais moderadas. Quando se realizaram eleições para a Direcção da Escola, a “maioria silenciosa” dos professores, afecta ao PS e ao PPD, elegeu os colegas José Artur Alvarães (ex-padre e retornado de Angola), Valério (?) e eu próprio, para a gestão da escola. Lembro-me de, nas férias lectivas, termos decidido mandar caiar as paredes exteriores das salas de aula (por estarem com mau aspecto) e das funcionárias do pessoal auxiliar, contrariadas, fazerem o trabalho de cravo vermelho ao peito, a cantarem a “Grândola Vila Morena”, do Zeca Afonso. No ano lectivo seguinte continuei na mesma escola. Nesse mesmo ano, o colega Sampaio, que também residia na Gole-


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Convém ter opinião gã e dava aulas na Chamusca, foi convidado para “abrir” a Escola Preparatória da Golegã, que viria a funcionar no edifício da ex- Casa Vaz (hoje pertencente à Santa Casa da Misericórdia), situado na Rua José Relvas. Em 1977, quando foram inauguradas as novas e actuais instalações da Escola Preparatória Eng.º Belard da Fonseca (Chamusca), fui colocado na Escola Preparatória Manuel de Figueiredo, em Torres Novas. Em 1978, fui tirar o estágio profissional na Escola Preparatória Rui de Andrade (Entroncamento), tendo como orientador o professor Fernando Cravo. Em 1979/80 fui colocado na Escola Preparatória da Golegã (já nas actuais instalações), e desempenhei as funções de vice-presidente do Conselho Directivo. Em 1980/81 fui colocado como professor efectivo na Escola Preparatória da Póvoa de Santa Iria, mas não exerci funções nesta escola porque, entretanto, fui destacado como Orientador Pedagógico para a zona da Grande Lisboa, no âmbito da “profissionalização em exercício” (novo modelo de formação de professores). Em 1981/82 regressei à minha escola de origem, na Póvoa de Santa Iria, onde leccionei até final do ano lectivo. Em 1982/83 abriu uma vaga do meu grupo disciplinar no quadro da Escola Preparatória da Golegã e, por concurso, vim ocupá-la. Nesse mesmo ano lectivo, fui nomeado Presidente do Conselho Directivo. Em 1983/84 e 1984/85 continuei a exercer as funções de Presidente do Conselho Directivo na mesma escola. Desde 1985 até à actualidade mantive-me nesta escola como professor do quadro e/ou titular, tendo desempenhado diversos cargos de administração/ gestão escolar e de coordenação e supervisão pedagógica: director de instalações, director de turma, delegado de disciplina, coordenador dos directores de turma, coordenador e subcoordenador de departamento, presidente do conselho pedagógico, presidente da Assembleia de Escola e presidente do Conselho Geral. Entretanto, durante os anos em que decorreu a minha carreira profissional, frequentei e concluí com aproveitamento duas licenciaturas e um mestrado: licenciatura em Psicologia Educacional (1998,Instituto Superior de Psicologia Aplicada), licenciatura em ensino de Educação Tecnológica (2004,Universidade Aberta) e Mestrado Integrado em Psicologia (2011, Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Conclusão: Entrei para o Ensino/Educação acidentalmente, quando procurava um emprego, após o cumprimento do Serviço Militar. No entanto, sempre gostei desta profissão e fui sempre interveniente e participativo em todas as escolas e funções que desempenhei. Com os anos, fui perdendo o gosto e a motivação profissional, ao ponto de me encontrar absolutamente frustrado com a actual situação (crise) no sistema educativo. Apesar dos enormes investimentos públicos no sector do ensino/educação, os alunos em geral são cada vez mais impertinentes, irresponsáveis, arrogantes e mal educados, não se esforçam minimamente por aprender e, mesmo sendo uns “analfabetos funcionais”, progridem nos estudos e concluem os cursos com “aproveitamento escolar”, graças a um sistema de avaliação absolutamente permissivo, facilitador e socialmente injusto. Ao mesmo tempo, os responsáveis do Ministério da Educação adoptam medidas para a União Europeia e a OCDE verem, escondendo ou camuflando a péssima situação do sistema educativo português. Por sua vez, os professores sentindo-se coagidos pelo Sistema, acabam por se adaptar a ele, como sendo a melhor forma de “sobreviverem”. É por tudo isto que eu resolvi pedir a minha aposentação antecipada: como não consigo mudar o Sistema por dentro e não concordo com ele, vou-me embora. Isto não significa que vá parar ou resignar-me: vou tentar é ser útil à Sociedade, noutro lugar, noutras funções, mas com a mesma determinação. Golegã, 4 de Junho de 2011

Rastreio de Saúde Sê Saudável!

No

passado dia 4 de Maio, durante a

manhã, realizou-se na Escola B. 2,3/S. Mestre Martins Correia, um rastreio organizado por um grupo de alunos de 12º ano, com o objectivo de dar a conhecer aos alunos participantes - turmas do secundário e outros alunos interessados - assim como a funcionários e professores, os seus valores de colesterol, glicemia, tensão arterial e índice de massa

corporal. Esta iniciativa surgiu como um trabalho para a disciplina de Área de Projecto em parceria com o PES e a professora Brigite (coordenadora) e na qual estamos a trabalhar desde o inicio do ano. Para a realização do rastreio contámos com a participação do enfermeiro Augusto Neto da Associação de Dadores de Sangue do Hospital Distrital de Torres Novas que, com prazer, aceitou esta nossa iniciativa e ao qual agradecemos pela ajuda prestada. O objectivo é usarmos os dados recolhidos para fazermos estatísticas e descobrirmos a percentagem de pessoas que têm os valores dos aspectos em estudo fora dos valores considerados normais. Pretendemos disponibilizar o nosso trabalho à Biblioteca da Escola para que o mesmo possa ser consultado. Agradecemos também a todas as pessoas que participaram e nos permitiram concretizar o nosso trabalho. Esperamos que este tipo de iniciativa se volte a repetir. Adriana Narciso Ana Margarida Cardoso Filipe Silvério - Paulo Alves


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Escola - Duas visões A Minha EscolaW Por João Costa Lopes

Festa de Fim de Ano

No próximo dia 17 de Junho a partir das 19 horas terá lugar, no recinto da E.B.2,3/ S Mestre Martins Correia da Golegã, a Festa de Encerramento das Actividades

Lectivas. Contamos com as actuações de grupos de dança de Salão e HIP-HOP e Concerto/ Baile com o Grupo Musical Pop Rock Soundárgea. Haverá petiscos e quermesse. A entrada é gratuita. Apareça, traga os amigos e divirta-se. Prof.a Cristina Rodrigues


Página 28 Uma das actividades programadas no âmbito do Projecto Viagem no Tempo era a visita de estudo a Óbidos, vila conhecida como "Casa das Rainhas". Foi uma oportunidade para os nossos alunos recordarem e aplicarem conhe-

A vila de Óbidos

cimentos adquiridos ao longo do ano e terem contacto com um local diferente

No dia 28 de Maio fomos à vila de Óbi-

e com a História que nele se desenro-

dos.

Quando

chegámos depará-

lou.

mo-nos

E como, pela mão da rainha D. Leonor, Óbidos e Caldas da Rainha ficaram eternamente ligadas. Visitámos também esta cidade, onde demos especialmente destaque ao Museu José Malhoa. Foi muito gratificante verificar o interesse que as obras lá expostas suscitaram nos alunos, sobretudo a escultura "O Fogueteiro", da autoria

aqueduto.

com

o

ao

fundo começámos a avistar uma senhora que veio ao nosso encontro. Chamava-se Patrícia e foi quem nos acompanhou e guiou ao longo da visita. Primeiro fomos ao Museu Paroquial; lá tivemos de chamar a Rainha Santa Isabel por “Alteza” até que ela aparecesse. Sua Alteza, a rainha, contou-nos o seu milagre das rosas, e disse: - Quando eu me casei, o meu marido ofereceu-me esta vila de Óbidos como

de mestre Martins Correia.

presente de casamento. Cá havia pessoas muito pobres e eu gostava de lhes dar Teresa Cruz

comida, mas o meu marido não gostava que eu saísse. Eu e as minhas aias saímos disfarçadas, mas, certo dia, um guarda amigo do meu marido foi contar-lhe. Ele foi ter comigo e perguntou-me o que eu tinha no avental. Quando eu abri o meu avental estavam lá rosas; foi mesmo um milagre, porque era Janeiro e em Janeiro não havia rosas. A seguir, fomos ver as casas, e reparámos que as casas só podiam ser brancas e com faixas vermelhas, amarelas, azuis ou cinzentas. Passámos por baixo de um passadiço; um passadiço é uma espécie uma ponte que liga as casas umas às outras. De seguida, fomos sentar-nos nuns degraus que eram em frente à Santa Casa da Misericórdia e chamámos: - Alteza, Alteza! E apareceu D. Leonor. D. Leonor viu muitas crianças abandonadas nas ruas e órfãs, ao frio, ao calor e sem ninguém. Quem se preocupava com essas crianças era D. Leonor. Então, ela fundou a Santa Casa para as acolher. Depois vimos D. Catarina que fez uma fonte porque sem essa fonte Óbidos ficava sem água e, por consequência, desabitada. E foi assim a nossa visita.

Mariana—1º Ano

Francisca Alcobia

Jornal de Junho 2011  

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