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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 12 - III Série - Junho /2010 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo)

A ESCOLA COM QUE SONHEI … A minha carreira profissional está a chegar ao fim. Quase toda ela decorreu nesta escola e, ao longo do tempo, fui imaginando como seria a ―escola ideal‖, aquela que eu gostaria de frequentar e deixar para as novas gerações de professores, funcionários e alunos. Um projecto idealista ou irrealista, não sei? Só o futuro o poderá dizer … Mas, como sonhar é fácil, aqui ficam alguns dos

Entrevista com o senhor Francisco José Azedo Branquinho Carreiras

meus sonhos de natureza profissional, vistos a :

várias dimensões.

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DVD INTERACTIVO Comemorações do Centenário do Nascimento do Mestre Martins Correia A Equipa dinamizadora do Jornal de Departamento criou um DVD cujo conteúdo está relacionado com as Comemorações do Centenário do Nascimento de Mestre Joaquim Martins Correia. O DVD será oferecido à BE através da pessoa do Director. Este DVD contém: Jornal de Escola ENCONTRO – Edição de Março de 2010; Filme sobre a apresentação do projecto ―um Museu uma Escola‖; Filme sobre trabalhos realizados por alunos sobre a obra do Mestre; Filme sobre as comemorações realizadas a 07.02.2010; Homenagem ao Mestre pela Professora Lurdes Pires Marques; Entrevista aos dinamizadores do Jornal com a participação dos senhores Joaquim Quartilho, João Nabais e Rui Medeiros; Testemunhos sobre o Mestre Martins Correia Escultor José Coelho; Pintor, Escultor MASOFI; Toureiro Ricardo Chibanga; Fotógrafa Teresa Trancas; Parte de entrevista inédita dada pelo Mestre ao Jornal de Escola ENCONTRO em 1995; Projecto "Cavalo de Pau" - Alunos do 1º Ciclo; Entrevista ao Director Jorge Saldanha Mendes. Este trabalho foi elaborado pela equipa dinamizadora do Jornal de Escola ENCONTRO professores: Fernanda Silva, Lurdes Marques e Manuel André com a colaboração do professor Martinho Branco. Produzido sem fins comerciais - Maio de 2010

Mais e melhores anos - diálise é vida - Que representa este livro para o senhor? Significa mais um contributo da APIR – Associação Portuguesa de Insuficientes Renais – no sentido de ajudar a suportar a doença na gravidade dos seus efeitos que, gradualmente, podem levar à situação de hemodiálise. Na minha condição de insuficiente renal crónico, sou associado e muito valorizo a sua prestimosa existência.

Que profissão/profissões exerceu? Caixeiro de balcão, seguidamente gerente comercial e técnico oficial de contas na área da contabilidade comercial. (Página 3)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

Alunos: 5º Ano -Turma A Gonçalo Lino Rafael Martinho Madalena Morgado Ângelo Carvalho

Editorial

Chegou a hora de nos despedirmos de novo! Queremos dizer que este ano lectivo foi muito especial para nós, pois foi aquilo a que chamamos o Ano Martins Correia e consideramos que o nosso Jornal, a seu modo, contribuiu para a divulgação da obra do nosso Patrono e para o reconhecimento do artista e do homem. Neste número, para além dos trabalhos habituais dos alunos, destacamos a entrevista do senhor José Carreiras, uma vida plena de histórias, um texto do Professor António Braz, a jeito de despedida da sua profissão ―A Escola com que sonhei‖, textos e fotos sobre os Dias da

5º Ano -Turma B Paulo Caixinha Catarina Piedade Beatriz Escabelado 6º Ano - Turma C Ricardo Carvalho Reprodução Luís Farinha

Cultura e testemunho do Intercâmbio com a Polónia. Ficam os desejos da Equipa do Jornal de um bom período de descanso, que retempere as forças para o próximo ano lectivo.

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Serigrafia do Mestre oferecida pela sua filha, Elsa Martins Correia, aos professores e alunos da Escola pelo reconhecimento do que foi feito no centenário do nascimento de seu pai (o que aliás está Tiragem 50 exemplares

escrito à esquerda da serigrafia) Fernanda Silva - Lurdes Pires Marques) - Manuel André


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Entrevista com o senhor Francisco José Azedo Branquinho Carreiras

 De tudo o que leu, o que mais lhe agradou? Entre tantos e tantos escritos que me agradaram, escolho, talvez, poesia – sem desprimorar a prosa – O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, do seu heterónimo Bernardo Soares.

Mais e melhores anos - diálise é vida - Que representa este livro para o senhor? Significa mais um contributo da APIR – Associação Portuguesa de Insuficientes Renais – no sentido de ajudar a suportar a doença na gravidade dos seus efeitos que, gradualmente, podem levar à situação de hemodiálise. Na minha condição de insuficiente renal crónico, sou associado e muito valorizo a sua prestimosa existência.

Que profissão/profissões exerceu? Caixeiro de balcão, seguidamente gerente comercial e técnico oficial de contas na área da contabilidade comercial.

 Já escreveu algum poema? Sim, vários. Para além dos dez poemas que se encontram publicados no livro Mais e Melhores Anos – Diálise é Vida, nas páginas 44 a 51, tenho um livro em preparação para sair brevemente e também alguns que foram publicados em jornais e revistas, e em concursos de jogos florais.

7500 militares em poucas horas. Vieram depois as condecorações. A batalha de La Lys e o 9 de Abril, ainda hoje são forte motivo de recordação de estrangeiros.

portugueses

e

Conte-nos o que aconteceu

para si? Representa muito! Para além de ser a minha terra - e quem não gosta da terra onde nasceu? – dela saí para outras paragens aos 14 anos, pelo que são muitos anos de saudades da terra que albergou meus pais, maus avós, tios, primos, amigos. Por isso, de quando em quando, lá vou dizer-lhe adeus.

em Moçambique. Em Moçambique, embora houvesse aturada vigilância sobre meu pai e seus companheiros anti nazi— fascistas, surgiram por vezes situações que levaram a interrogatórios, para além da sua vinda para Lisboa, para a prisão do Aljube, durante o período de 1941 a 1945, conforme o meu texto no livro ―Mais e Melhores Anos‖.

 Fale-nos de algo que é impor-

O que representa Galveias

A batalha Lá Lys? Fale-nos um pouco sobre isso.

“Primeira Guerra Mundial‖ – 9 de Abril de 1918 – na Flandres— França. Nos princípios de 1917 Portugal entra na Guerra ficando o batalhão de infantaria na dependência do exército inglês que integrava as forças aliadas. Os portugueses recebem treino de combate nas trincheiras. Em 9 de Abril de 1918 os alemães efectuaram, na região da Flandres, em lalys, um sangrento ataque de que saíram derrotadas as forças aliadas. O Corpo Expedicionário Português fica numa situação exposta para a linhada frente enquanto se dava o recuo das tropas inglesas. Total confusão! O Corpo Expedicionário Português sofreu elevadíssimas baixas. Para a história fica uma pesadíssima derrota militar no local terrível da guerra das trincheiras. Os portugueses que se bateram valentemente perderam cerca de

tante partilhar. A Amizade, o Amor e a luta pela igualdade dos Direitos Sociais, pela plena Democracia.


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Convém ter opinião A ESCOLA COM QUE SONHEI …

A

minha carreira profissional está a chegar ao fim. Quase

toda ela decorreu nesta escola e, ao longo do tempo, fui imaginando como seria a ―escola ideal‖, aquela que eu gostaria de frequentar e deixar para as novas gerações de professores, funcionários e alunos. Um projecto idealista ou irrealista, não sei? Só o futuro o poderá dizer … Mas, como sonhar é fácil, aqui ficam alguns dos meus sonhos de natureza profissional, vistos a várias dimensões: 1. Os aspectos físicos: Apesar de a nossa escola ser uma das mais bonitas que conheço, a ―escola dos meus sonhos‖ tem: - Mais bancos de jardim nas zonas cobertas, onde os alunos se sentam nos intervalos das aulas (nesta ―escola‖ não há alunos sentados no chão); - Os terrenos agrícolas cultivados e devidamente delimitados com uma rede ou vedação; - Um ―mini – parque ecológico‖, situado nas traseiras do Bloco D, junto ao parque de estacionamento, com árvores, arbustos e relva, um pequeno lago com peixes e um casal de cisnes, também vedado com uma rede de protecção; - Um segundo parque de estacionamento, atrás dos balneários do Campo de Jogos, devidamente pavimentado e delimitado; - Um ―furo artesiano‖ de profundidade, no local onde, em tempos, esteve situado um poço, para apoio da actividade agrícola; - Os terrenos circundantes do Pavilhão Gimnodesportivo, devidamente pavimentados; - O edifício do Bloco B, com portas laterais exteriores, de acesso às salas do rés-do-chão, e um telheiro ou alpendre à sua volta. - Um pequeno auditório para concertos, festas, representações, palestras, seminários, etc. - Gabinetes para a Assembleia de Escola / Agrupamento, o Conselho de Gestão, os Departamentos Curriculares, a Educação Especial, o Serviço de Psicologia e Orientação Vocacional, a Associação de Estudantes, a Associação de Pais / Encarregados de Educação e o Provedor do Aluno (além dos já existentes). 2. A segurança: Aproveitando o extraordinário incremento da electrónica e das novas tecnologias de informação e comunicação, a ―escola dos meus sonhos‖ tem:

- Um sistema interno de videovigilância, com câmaras de vigilância estrategicamente colocadas nas entradas e saídas, nos pátios e recreios e nos locais mais sensíveis da escola; - O uso generalizado do ―cartão electrónico‖ pelos alunos, que lhes dá acesso às entradas e saídas (condicionadas ou não) da escola, transportes escolares, papelaria, refeitório e reprografia; - Uma ligação directa de alarme à GNR local (Escola Segura); - Uma vigilância permanente, efectuada pelos funcionários, no exterior dos edifícios / blocos de salas, nos pátios e recreios, durante os intervalos. 3. A disciplina: Na ―escola dos meus sonhos‖ há um código de conduta cívica, designado por ―Regulamento de Disciplina Escolar‖, com dez regras básicas, que devem ser cumpridas por todos os membros da comunidade escolar, a saber: - Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres escolares. - Usar vestuário adequado, tendo em conta as condições climatéricas e a dignidade da instituição escolar. - Usar uma linguagem correcta nas relações interpessoais, adequada a um estabelecimento de ensino. - Tratar com respeito todos os membros da comunidade escolar. - Manter uma postura e atitudes correctas em todos os espaços escolares. - Respeitar as instruções dos responsáveis escolares, tendo em conta a hierarquia legalmente estabelecida. - Cumprimentar, respeitosamente, os demais membros da comunidade educativa. - Manter as instalações, os equipamentos e os materiais escolares, limpos e em bom estado de conservação. - Respeitar a propriedade e os bens de todos os membros da comunidade educativa. - Manter uma vida saudável: alimentação adequada, exercício físico e abstinência de substâncias aditivas (drogas, tabaco e bebidas alcoólicas). Para verificar o cumprimento destas regras, na ―escola dos meus sonhos‖ foram mobilizados os pais/encarregados de educação, os professores, os funcionários e os próprios alunos. A prática estabelecida anteriormente de ―fingir que não se vê ou não se ouve, assobiar e olhar para o lado‖ foi, felizmente, ultrapassada, através da responsabilização de todos os membros da comunidade educativa. Foi igualmente importante, nesta estratégia, a valorização e o reforço da autoridade dos elementos do pessoal auxiliar de acção educativa. Nesta ―escola‖ a violação das regras do ―Regulamento de Disciplina Escolar‖ é prontamente reprimida, através da aplicação do estabelecido no Estatuto do Aluno, mas de uma forma mais célere, dando prioridade a realização de actividades em prol da comunidade escolar (as chamadas ―actividades de integração educativa), a saber: - Limpeza das instalações escolares (salas de aula, esca-


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Convém ter opinião as, arrecadações, sanitários, gabinetes, refeitório, sala de convívio dos alunos, etc.), sob vigilância dos funcionários. - Limpeza dos pátios e espaços verdes da escola. - Limpeza e manutenção dos balneários. - Limpeza do Pavilhão Gimnodesportivo. - Limpeza do Campo de Jogos. - Limpeza dos parques de estacionamento. - Realização de tarefas agrícolas e pecuárias na Quinta Pedagógica. - Realização de tarefas no Mini - Parque Ecológico: limpeza, tratamento dos animais, manutenção da vedação, etc. - Realização de tarefas de jardinagem: aparar a relva, regar as flores, arranjar os canteiros, etc. - Ajuda aos funcionários em tarefas de reparação, pintura, manutenção e conservação de portas, mesas, cadeiras, bancos, etc., - Na ―escola dos meus sonhos‖ há um ―Gabinete de Apoio ao Aluno‖, constituído pelo ―Provedor do Aluno‖, psicóloga, professores, técnicos de saúde e de educação especial e por representantes dos alunos e dos pais / encarregados de educação, cujas competências se estendem por vários domínios, a saber: - Disciplina escolar; - Educação sexual; - Educação para a Saúde; - Educação para a Cidadania; 4. Os grandes projectos: A fim de atingir os objectivos e metas do Projecto Educativo do Agrupamento, na ―escola dos meus sonhos‖ são desenvolvidos vários projectos estruturantes da actividade escolar, a saber: - Desporto Escolar; - Oficina da Música; - Clube de Jornalismo, com a missão de editar um jornal da Escola / Agrupamento; - Clube de Jardinagem; - Clube de Matemática; - Clube de Teatro; - Atelier de Expressões; - Escola de Pais; - Quinta Pedagógica; - Gabinete de Apoio ao Aluno / Provedor do Aluno; - Observatório Estatístico da Educação; - Gabinete de Informação e Comunicação Organizacional; - Arquivo Histórico da Escola / Agrupamento; - Coordenação e Implementação do “Plano Anual de Actividades‖; Os docentes são convidados anualmente a integrar e desenvolver, pelo menos, um destes projectos no âmbito da componente não lectiva do seu horário de trabalho (trabalho de estabelecimento). Em alternativa, podem apresentar outros projectos que, após serem aprovados pelo Conselho Pedagógico, poderão igualmente ser desenvolvidos.

5. Os serviços de apoio: A ―escola dos meus sonhos‖ está dotada de diversos serviços de apoio aos alunos, que diferem pouco das ―escolas tradicionais‖, nomeadamente: - Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos; - Serviço de Psicologia e Orientação Vocacional; - Educação Especial; - Sala de Estudo (apoio educativo diário, em período pós-lectivo); - Acção Social Escolar; - Refeitório; - Bar / Bufete; - Papelaria; - Reprografia; - Transportes Escolares; - Associação de Estudantes; - Sala de Convívio; - Serviços Informáticos; - Gabinete de Apoio ao Aluno; - Serviços de Administração Escolar; 6. A relação com a comunidade: No sentido de reforçar a ligação dos pais / encarencarregados de educação, das famílias e da comunidade local à Escola, a ―escola dos meus sonhos‖ desenvolve várias iniciativas, designadamente: - Comemoração do «Dia da Escola / Agrupamento»; - ―Dia Aberto à Comunidade‖; - Estabelecimento de parcerias e protocolos com entidades locais para garantir estágios para os alunos; - Angariação de mecenas para apoio financeiro a bolsas de estudo, prémios de valor e excelência, prémios de mérito, etc; - Criação de uma ―Escola de Pais‖ para desenvolvimento de um programa de ―intervenção precoce e educação parental‖; - Realização de uma ―Festa de Natal‖; - Realização de um programa de rádio na RCE, com periodicidade semanal; - Participação activa na ―Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco‖; - Intervenção no ―Conselho Municipal de Educação‖; - Divulgação de informações úteis aos pais / encarregados de educação, através da Plataforma Moodle da Escola / Agrupamento; - Participação em eventos organizados pelas autarquias, associações e colectividades locais;


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Convém ter opinião 7. Uma gestão democrática: Na ―escola dos meus sonhos‖ todos os órgãos de gestão são

ou difícil ao ser interpretado pelos outros. Na minha opinião é assim que a escrita funciona. Inês Severino — 11º A

colegiais, sendo os titulares desses órgãos eleitos ou designados democraticamente de entre os seus pares. Na Assembleia de Escola / Agrupamento estão representados os professores, os pais / encarregados de educação, os estudantes do ensino secundário, o pessoal não docente, as autarquias e as entidades locais de carácter económico, cultural, recreativo ou ambiental. O Conselho de Gestão é constituído por três docentes, um representante do pessoal não docente e um representante dos pais / encarregados de educação. Cada elemento do CG tem funções e responsabilidades atribuídas, sendo o órgão liderado por um Coordenador, eleito de entre os seus membros. O Conselho Pedagógico é constituído por um membro do Conselho de Gestão e por um representante de cada estrutura de apoio e orientação educativa (departamentos curriculares, directores de turma, provedor do aluno, educação especial, serviço de psicologia e orientação vocacional, etc.). O Presidente do Conselho Pedagógico é eleito de entre os seus membros. O Conselho Administrativo é constituído por um membro do Conselho de Gestão, que preside, pelo Chefe dos Serviços de Administração Escolar e pela Chefe do Pessoal Auxiliar de Acção Educativa. Quando ia para falar das questões pedagógicas, tocou o despertador e acordei deste sonho. Olhei para o relógio e vi que já eram horas de me levantar. Passou uma hora e, ao entrar na minha escola, verifiquei que estava tudo na mesma … Golegã, 4 de Junho de 2010 O PROFESSOR António D. R. Braz

“Escrever não é fácil nem difícil, apenas possível ou impossível” Camilo José Celo

Todos nós temos a capacidade escrever mas nem sempre o conseguimos fazer e não sabemos por que razão. Será que acontece pelo facto de a escrita ser fácil ou difícil? Não. A escrita não é fácil nem difícil, apenas possível ou impossível. É possível quando temos algo a transmitir, quando temos algo a dizer, quando sentimos necessidade de desabafar e não temos nenhum ser em quem confiemos, aí escrevemos. É possível quando sentimos necessidade de nos expressar! No entanto, nem sempre sentimos essa necessidade, isto é, a nossa necessidade de nos expressarmos não é constante por isso a escrita, nestes momentos, torna-se impossível. Não podemos dizer que a escrita é fácil ou difícil pois simplesmente escrevemos. Aquilo que escrevemos é que pode ser fácil

É

fácil dizer que não choraríamos por um rapaz, tal como

aquela nossa amiga está a fazer, pois não nos deixaríamos influenciar de tal maneira. A verdade é que, por vezes, não há outra opção a não ser seguir o coração. Se seguirmos exclusivamente a razão, estamos menos vulneráveis, mas não iremos aproveitar a beleza de seguir o coração e de nos apaixonarmos, nem que seja pela vida. Enquanto a razão nos diz que não devemos fazer uma determinada coisa porque nos vamos magoar, o coração discorda e, masoquista, leva-nos a fazer algo estúpido pois, já dizia a minha avó, o amor é cego. Madre Teresa de Calcutá diz que, só por amor damos banho a um leproso, já que a razão nos diz para não o fazer. Tal como reza a História, Cristo deu a vida por nós, contrariando a razão e seguindo o coração. Sou uma pessoa que pensa muito com o coração, o que, segundo me dizem, é um grande defeito. Sou levada, incompreensivelmente pelo meu coração, dando valor a pessoas que não o merecem e acabando por me magoar, mas se não souber o que é a tristeza poderei desfrutar da felicidade? Margarida Cardoso—11º A

“Não há poder maior no mundo que o do tempo: tudo sujeita, tudo muda, tudo acaba” Padre António Vieira.

O

tempo é indicado por intervalos ou períodos de duração.

Pode dizer-se que um acontecimento ocorre depois do outro acontecimento, em que cada acontecimento que ocorre pode mudar significativamente a vida de cada um. Algumas vezes somo nós que pretendemos mudar, outras vezes muda inesperadamente. Pode medir-se o quanto um acontecimento ocorre depois de outro. Este quanto é a quantidade de tempo entre estes dois acontecimentos, sendo a separação dos acontecimentos um intervalo. Tudo isto é um ciclo vicioso, a vida depende do tempo, e muitas vezes nós dependemos do relógio. Há tempo de sobra, há falta de tempo, há o tempo de sentir, o tempo de esperar e o tempo de agir, tudo isso num intervalo de tempo de vida, que pode ser longo ou curto conforme a sua duração. Para tudo é preciso tempo, para trabalhar, estudar, aprender, por vezes diz-se que vinte e quatro horas não chegam para tanta coisa, mas se tudo for bem organizado até sobra tempo para mais alguma coisa. Na infância e na adolescência não precisávamos de tanto e até podíamos fugir de toda a rotina, mas agora somos meio adultos, com mais responsabilidade e a nossa vida depende de nós, se não fizermos certas coisas


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Convém ter opinião ninguém as fará por nós. Tudo isso faz-nos bem, podemos transformar o nosso tempo e tornar as nossas horas mais úteis, tornar o tempo mais produtivo, mais divertido e até render mais. É como ler um livro, se o lermos com vontade e dedicação e até gostarmos do que estamos a ler, até parece que o tempo cresce. Há que aproveitar cada segundo da melhor forma possível. O tempo passa e a idade chega pois, infelizmente, não somos eternos.

Passavam dez minutos quando foi dada a ordem de dispararem contra a fachada. Marcelo Caetano, após este ataque, declarou que entregara o

Ana Júlia Mota Tomé —11ºA

Mariana Nunes—6.ºA

poder ao general Spínola. E após esta declaração Marcelo Caetano foi preso. Depois de toda a emoção reconheceram-se os «heróis». E, por fim, ouviram-se as palavras do major Vítor Alves, que era porta-voz do MFA e ele dizia que os três objectivos principais do MFA eram Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.

O 25 de Abril

Em 1974, Portugal era um país sem liberdade. Havia uma guerra pela liberdade que durava há cerca de 13 anos, mas não havia solução para combater a guerra. Então, Otelo Saraiva de Carvalho e Melo Antunes, entre outros, reuniram alguns capitães e realizaram as reuniões secretas. Com as reuniões secretas, formou-se o Movimento das Forças Armadas (MFA). Então com a formação deste grupo, elaborouse um plano para Portugal começar a ter liberdade. Na rádio passavam as músicas de Paulo Carvalho e as de Zeca Afonso. Eram três e meia da manhã do dia 25 de Abril, quando as Forças Armadas, de Santarém, partiram até Lisboa comandadas por Salgueiro Maia. Os próprios foram à rádio e falaram ao povo. Chegando a Lisboa dirigiram-se para o Terreiro do Paço, onde conseguiram ultrapassar a primeira fase do seu plano. Pela manhã cedo as Forças da Cavalaria 7 chegaram ao Terreiro do Paço onde se juntaram aos militares. Pela rádio passava a novidade de que as Forças Armadas iriam dar a liberdade. O povo ao ouvir isto apoiou as Forças Armadas. Faltavam cinco minutos para as dez e meia da manhã, quando as Forças Armadas cercaram a sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso. Passadas duas horas, Salgueiro Maia cercou o Quartel do Carmo onde se encontravam Marcelo Caetano e alguns ministros. As Forças Armadas, confiantes na vitória ordenaram ao governo para se render dentro de dez minutos.

Ida ao Cine-teatro da Golegã «Teatro/Debate»

No dia 23 de Março, algumas das turmas da escola foram assistir a um teatro/debate, no qual poderiam votar e participar, sendo esta uma experiência única. O debate começava com os próprios actores dizendo: «Dependente? Eu? Nunca!!». Mas estes actores queriam abrir-nos os olhos, ou seja, alertar para o tema a ser tratado: ―A dependência‖. A peça de teatro começou. Estava dividida em várias cenas; a primeira tratava do vício do computador. Os actores mostraram-nos duas situações a evitar: passar demasiado tempo no computador e falar com pessoas que não conhecemos pela «internet». A segunda cena passava-se em casa de um jovem que tinha os pais ausentes. Ele organizou uma festa, mas um amigo seu levou bebidas alcoólicas. No final, este acabou por desmaiar devido ao excesso de álcool e ter um acidente de automóvel. A terceira cena decorre na escola. Um dos alunos estava a fumar um «charro», sendo ―apanhado‖ por um amigo que também experimentava. No final, ambos foram descobertos pela professora. A quarta cena decorre na praia. Alguns rapazes tinham droga e queriam partilhá-la com uma amiga, mas esta não aceitou. Os rapazes, não muito satisfeitos com isso, colocaram a droga na água que a colega iria beber. Por fim, na quinta cena, dois irmãos encontravam-se em casa. Tinham comprado droga com as suas mesadas, mas não sabiam onde a esconder. Então ouviram o pai a aproximar-se e, atrapalhados, foram ―apanhados‖. Depois disto, deram-se as votações e escolheram-se as três cenas mais interessantes. Alguns alunos foram ao palco e alteraram essas cenas, mostrando quais as atitudes correctas a tomar. Mariana Nunes—6º A


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Convém ter opinião

Nem

sempre conseguimos fazer o que a razão nos

dita. Por vezes deixamo-nos levar, incompreensivelmente, pelo nosso coração. Por muito que possa custar a algumas pessoas admitirem isso, é a verdade. Tal como alguém disse uma vez e toda a gente sabe: ―O coração tem razões que a própria razão desconhece‖. Por muito que tentemos ser racionais e ver as coisas objectivamente, não somos capazes, pois somos animais racionais e isso inclui as emoções e nunca nos conseguimos separar delas nem dos juízos de valor. Quer saibamos quer não, as nossas decisões vão sempre ser afectadas pelos nossos sentimentos. Existe um provérbio que enuncia: ―Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura‖. Até as pessoas mais racionais e que baseiam todas as suas actividades na ciência não podem contrariar as escolhas do coração, pois na ciência não existe explicação para isso. Muitas guerras não são travadas pela razão, mas sim por aquilo que, emocionalmente, acreditamos ser a coisa certa, temos como exemplo disso as lutas religiosas. O nosso cérebro pode ter a razão, mas para o nosso coração só importa o que é certo para nós, sendo impossível não nos deixarmos levar por ele! Adriana Narciso—11ºA ________________________________________________________________________________________________________________

GOSTAS DE CANTAR? ENTÃO PARTICIPA!

Lavrando algumas palavras só tu tens a capacidade de ler a poesia que há em mim só tu consegues ler o livro aberto que eu sou livro só teu aberto perante o mundo mas apenas lido por ti palavras que tudo dizem palavras que nada dizem palavras que apenas têm sentido não para quem as lê mas para as quem sabe ler tu, meu amor tu que me fazes lacrimejar não de tristeza não de nostalgia mas sim por amor por ti os meus olhos choram por ti o meu coração sofre mas é um chorar bom, um sofrimento agradável apenas provocado por uma imensa saudade mas atenuado por um infinito amor simplesmente palavras palavras leva-as o vento mas o vento não consegue levar para longe nem apagar o que sinto por ti ternura

No dia 15 de Junho, pelas 14.00 horas, no bloco C (sala de convívio dos alunos), realizar-se-á um convívio musical, para os alunos e professores que desejarem entoar canções do seu agrado, ou assistir às actividades. Poderão participar todos os alunos da escola (2º, 3º ciclos e Secundário). Os alunos que desejarem participar nesta actividade terão de se fazer acompanhar pelo(a) respectivo(a) professor(a). Prevê-se que esta actividade termine às 17 10 horas.

paixão amor


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Notícias Dias da Cultura Dia das Artes Plásticas No dia quinze de Abril na Escola Mestre Martins Correia, Golegã, decorreu o Dia das Artes Plásticas, na sala 10, no âmbito dos Dias da Cultura. Esteve aberta à comunidade uma exposição colectiva de alunos e artistas plásticos convidados (Alcides Baião e João Brem), bem como artesãos locais e alunos da Universidade Sénior do Entroncamento. Num ambiente de ateliê dinâmico, todos trabalharam ao longo do dia, proporcionando uma experiência fantástica a quem por lá apareceu.

alunos do segundo ano. A mesma contou com a presença das professoras dos alunos do segundo ano, bem como de alguns Encarregados de Educação. Inicialmente houve uma apresentação dos vários instrumentos musicais e de seguida os alunos realizaram várias actividades de improvisação em quadratura e improvisação livre, com recurso ao instrumental Orff, organizado por famílias da percussão (madeiras, metais e peles). Algumas improvisações tiveram suporte musical. Esta actividade proporcionou a articulação entre os três ciclos do Ensino Básico (primeiro, segundo e terceiro ciclos) e permitiu que se criasse um bom convívio musical. Apresentação de instrumentos musicais

A subcoordenadora de EVT - Cristina Rodrigues

Grupo de Música Tradicional Portuguesa

ÁREA DE PROJECTO DO 6ºB ―Viver a Escola‖ FOTOS 1ª etapa da construção do passeio que irá ligar a sala de Educação Física ao Pavilhão Gimno-desportivo 29-05-2010

Actividades do Grupo de Educação Musical - 2º ciclo

A actividade ―À Descoberta dos Sons‖ – atelier, dinamizada pelo grupo de Educação Musical em articulação com os alunos da Oficina da Música, realizou-se no dia catorze de Abril, no período da manhã, no decorrer dos Dias da Cultura. Destinou-se aos alunos do 1º ciclo do Ensino Básico da Escola E.B.1 da Golegã (2 os anos) e alunos da Oficina da Música. Participaram trinta e um alunos da Oficina e trinta e seis


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Notícias Dias da Cultura Feira das Profissões Associado aos dias da cultura, o Serviço de Psicologia decidiu colaborar. Organizou em conjunto com os alunos do 9º ano a Feira das Profissões. Esta Feira teve como objectivo principal, ajudar os jovens na escolha do seu futuro escolar/ profissional. Motivar, sensibilizar e informar para melhor decidir. Assim, contámos com a colaboração de diversos profissionais, que se disponibilizaram a vir até à nossa escola, para dar a conhecer e levar a compreender melhor o mundo profissional, podendo assim os nossos jovens escolher de forma correcta e consciente o seu futuro vocacional/profissional. Desde Arquitectura, Engenharia Agronómica, Correeiro, Farmacêutico, Engenharia Ambiental, Exército, entre outros profissionais, pudemos contar também com duas Instituições de prestígio no nosso Concelho, a Santa Casa de Misericórdia de Golegã e a Santa Casa de Misericórdia de Azinhaga, que nos brindaram com a sua boa disposição e vivacidade. Vieram transmitir aos nossos jovens, testemunhos profissionais, outrora existentes, algumas em vias de extinção (criada de servir, trabalhador

rural…),

outras

com

pouca

escolha

(campino, pescador…). A Psicóloga Educacional Paula Martins


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Notícias Participação da Oficina da Música nos Dias da Cultura

Participação da Oficina da Música na Semana da Leitura

Os alunos da Oficina da Música, no dia catorze de Abril

No dia cinco de Março, pelas catorze horas, na sala vinte e

do corrente ano, no período da manhã, realizaram várias apresentações musicais, no decorrer da actividade “À Descoberta dos Sons” – atelier. Estiveram envolvidos alunos dos três ciclos do Ensino Básico. Apresentaram duas actuações musicais, uma pelo Grupo de Flautas de Bisel e outra pelo Grupo de Música Tradicional Portuguesa, o qual entoou as canções ―Pezinho‖, ―Erva – cidreira‖ e ―Regadinho‖, acompanhadas à guitarra e por alguns instrumentos de percussão. Os momentos musicais realizados pelos alunos da Oficina ocorreram aquando da chegada de cada grupo do segundo ano de escolaridade (duas turmas), da escola E.B.1 da Golegã.

quatro da Escola B. 2,3/S Mestre Martins Correia, aquando da entrega dos prémios referentes às actividades da Semana da Leitura (de um a cinco de Março), os alunos do Grupo de Flautas de Bisel, da Oficina da Música, encerraram a referida Semana com a apresentação de duas peças musicais execu-

tadas com flauta de bisel – ―Cool‖ e ―Summertime‖. ________________________________________________________________________________________________________________

PASSATEMPO — Numerais Cruzados Linhas 1: dobro de 444; algarismo das centenas de milhar de 3 715 006. 2: 24 + 5; menor número natural. 3: 12 – 2 – 10; 25x25. 4: número de centenas de nove mil e quatro; meia dezena. 5: 25 – 16; DCCLXXV.

Grupo de Flautas de Bisel

Colunas 1: oitenta e duas dezenas; IX. 2: número de centenas de milhar que há em 8 974 065; quadrado de 3. 3: metade de dúzia e meia; seis centenas e sete unidades. 4: uma dúzia; 7 + 8 – 11. 5: 42 : 6; 23x25.

Grupo de Música Tradicional Portuguesa

Ida ao cinema

No passado dia 9 de Junho, os alunos do 7ºA e 8ºC, juntamente com as directoras de turma, foram ao cinema a Torres Novas. Este grande acontecimento deveu-se ao facto de alguns alunos das turmas nunca terem ido ao cinema. Fomos ver o filme ―O Príncipe da Pérsia‖ e gostámos bastante.

Passámos uma tarde diferente e divertida, pois fomos de autocarro até Torres Novas, almoçámos no Centro Comercial, fomos ver o filme e regressámos também de autocarro à Golegã. Esperamos que no próximo ano lectivo façamos outro passeio assim!


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Intercâmbio Escolar com o Liceu Ruy Barbosa de Varsóvia

Os

alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade da Escola

Básica 2,3/S. Mestre Martins Correia – Golegã visitaram a Polónia (Varsóvia, Cracóvia e Auschwitz ), entre os dia 20 e 30 de Março. Esta visita aconteceu no âmbito de um intercâmbio escolar com o Liceu Ruy Barbosa e após a visita do grupo polaco ao nosso País em Outubro de 2009. Nesta visita os dezasseis

alu-

nos

portugue-

ses

acompa-

nhados

por

duas professo-

graves acontecimentos e a dor do povo polaco – a televisão

ras

tiveram a

passou a trazer notícias de locais e pessoas que conheceram

oportunidade

e de quem ficaram amigos e, por isso, não querem deixar de

de conhecer as cidades de Varsóvia e de Cracóvia, assim

manifestar o seu pesar pelo que mais uma vez lhes aconte-

como de tomar contacto com a cultura local: as tradições pas-

ceu – o povo polaco ficou, novamente, sem os seus dirigen-

cais, a música, a história e a gastronomia. Visitaram museus,

tes. Mas um povo que se manteve unido ao longo da história

o Parlamento e a Ópera, assistiram a um mini-concerto de

apesar de todas as vicissitudes vai encontrar forças para

Chopin tocado por uma aluna polaca, considerada uma pro-

ultrapassar mais esta crise.

messa

mun-

A professora Ana Bela Marques

dial, participaram num Work-

―JOGO do 24‖

shop de pintura

peddy-paper pela cidade de Varsóvia, em que se cruzaram

Realizou-se na passada segunda-feira a final do ―Jogo do 24”, que contou com quatro jogadores seleccionados de cada turma do 2º Ciclo. Disputaram a finalíssima os seguintes Jogadores: - Pedro Rosa nº 7 6º C 1º lugar - Joana Lourenço nº 4 6º C 2º Lugar - Joana Silva nº 9 6º B 2º Lugar - João Pernes nº 6 6º C 4º Lugar

com o Presidente da República Polaca (falecido no dia 10 de

―Problema da Quinzena‖

de ovos e de decorações pascais, zaram

realium

Abril num desastre de avião) e visitaram as Minas do Sal, em Wielicka. No entanto, o momento mais marcante desta actividade foi a visita aos campos de concentração de Auschwitz e de Birkenau, onde grandes atrocidades foram cometidas contra os judeus, mas também polacos, húngaros e ciganos, durante a II Guerra Mundial. As emoções falaram alto em vários momentos em que foram confrontados com imagens e espaços que testemunham o holocausto. De regresso a Portugal sentiram de uma forma diferente os

Durante o ano lectivo, os alunos do 2º Ciclo resolveram 13 problemas. A classificação final foi a seguinte: - 5º A – nº 21 – Sarah Dias ---------53 pontos - 5º B – nº 12 – José Luz ------------58 pontos - 5º C – nº 3 – André Faria --------50 pontos - 5º D – nº 7 – Luis Martins --------31 pontos - 6º A – nº 9 – Francisco Rocha –52 pontos - 6º B – nº 16 – Mariana Guia ------58 pontos - 6º C – nº 5 - João Afonso --------51 pontos 1º Lugar - José Luz – nº 12 - 5º B........... 1º Lugar – Mariana Guia – nº 16 - 6º B… 2º Lugar – Rita Lopes – nº 18 – 6º B 2º lugar – Rodrigo Cordeiro nº 19 – 6º B

58 pontos 58 pontos 56 pontos 56 pontos


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Hino dos Papagaios

Momentos Doces na nossa Escola!

Somos os Papagaios (Bis) Na sala dos Papagaios Fazemos trabalhos Trabalhamos e penamos E não conversamos

Somos os Papagaios (Bis) Gostamos de brincar E de fantasia Ao ar livre brincamos Exploramos e inventamos ...

Os alunos do 11º Ano do Ensino Profissional promoveram

e

dinamizaram

a

actividade

Momentos Doces, no dia 16 de Abril, proporcionando aos membros da Comunidade Educa-

Somos os Papagaios (Bis)

tiva, uns momentos de gulodice. Os doces e os

Fazemos experiências Trabalhamos em ciências

bolos foram confeccionados pelos alunos e

Fazemos teatros

pelos seus familiares que apoiaram os seus

Gostamos de trabalhar ...

educandos na realização desta actividade. Gabriela Betes Lopes 2º Ano Sala dos Papagaios


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Violência Doméstica Violência no Namoro

Custos da violência A violência é um problema de saúde pública. Gera custos indirectos para toda a sociedade.

Este trabalho foi realizado em parceria, envolvendo os seguintes professores: 

Manuela Silva — Projecto Educação para a Saúde

Ana Bela Marques — Biblioteca Escolar

Conceição Pereira — Professora de Educação Visual e Tecnológica

Elisabete Semedo - Professora de Educação Visual — DT 7ºC

Isilda Gaspar — Professora de TIC

Maria José Rato — DT do 5ºD

RÁDIO BONFIM

)


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PENSAR OS AFECTOS, VIVER EM IGUALDADE Violência doméstica é todo o tipo de agressão, praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por paren-

Formas de violência

tesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc. A violência pode tomar diferentes formas:

Violência no namoro

 Física

Quando, numa relação amorosa, um exerce poder e controlo sobre o

 Verbal

outro, com o objectivo de obter o que deseja.

 Emocional

Os rapazes pensam que:

 Sexual

 Têm o direito de decidir determinadas coisas pela namorada;

 Económica.

 O respeito se impõe;  Ser masculino é ser agressivo e usar a força. 

Alguns exemplos

As raparigas acreditam que:  As crises de ciúme e o sentimento de posse do namorado significam que ele a ama;

 Bofetadas

 São responsáveis pelos problemas da relação;

 Puxar/empurrar

 Não podem recusar ter relações sexuais quando ele deseja.

 Beliscar/picar

Mitos e realidades sobre a violência doméstica

 Ameaçar de qualquer forma  Destruir bens pessoais

Mito: O álcool e/ou as drogas fazem com que as pessoas se tornem violentas.

Realidade: As substâncias químicas não são a causa da violência, mas podem potenciá-la porque têm um efeito desinibidor.

 Criticar/insultar  Interromper durante as refeições  Controlar as despesas ou tirar o dinheiro  Não considerar a sua opinião  Pressionar para conseguir ter relações sexuais

Mito: Os homens que batem nas mulheres são doentes mentais. Realidade: Os agressores são pessoas “normais”. No entanto, a

 Não permitir o contacto/diálogo com terceiros  Perseguir

forma como se comportam nas relações interpessoais pode revelar

 Bater

uma estrutura violenta.

 Ameaçar bater

Mito: Uma agressão é apenas uma perda momentânea da razão por parte da pessoa que agride. http://www.amcv.org.pt/ (Adaptado)

Realidade: Qualquer tipo de violência, de uma pessoa sobre outra, é crime. O/A agressor/a age para manter o controlo.


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Jardim de Infância—Pombalinho

Mais uma vez cá estamos nós – os meninos do Jardim-deinfância de Pombalinho – para partilhar convosco alguns dos momentos que vivenciámos durante o 2º e 3º período. Durante os meses de Janeiro e Fevereiro, como estava muito frio e a chover não saímos do Jardim, mas não estivemos parados. Temas como o Inverno, o Carnaval e o Corpo Humano foram explorados na sala. Em Março fomos visitar a Quinta do Arrife. Andámos de burro, aprendemos a fazer pão e visitámos um laboratório de ciências. No mês de Abril a Ana veio contar a história da vida do Mestres Martins Correia. Fomos também ao Equuspolis visitar a exposição dos seus trabalhos. Gostámos muito. Em Maio, em parceria com a EB1, realizámos a Semana do Brinquedo. Com a colaboração dos pais fizemos uma exposição de brinquedos antigos, aprendemos a fazer fantoches e touros em arame. Os nossos amigos da Casa do Povo vieram passar uma tarde connosco. Contaram-nos como e com o que brincavam quando eram crianças, ensinaram-nos a fazer uma balança, barcos com rolhas e carros com latas de conservas e rolhas. Foi uma semana intensa de actividades. Outros temas foram trabalhados como as Profissões, os Meios de Transporte, a Primavera, a Prevenção de Acidentes, o Dia do Pai e da Mãe… Chegámos a Junho e lá fomos comemorar o Dia da Criança às piscinas a Santarém. Com o tempo a aquecer já só pensamos nas férias, mas ainda vamos a Coimbra e temos que preparar a despedida deste ano lectivo. Boas Férias!

Escola Básica do 1º Ciclo - Pombalinho Visita de Estudo a Coimbra Portugal dos Pequenitos e Convento de Santa Clara-a-Velha

Eu no dia 9 de Junho de 2010 fui com os meus colegas a Coimbra e fomos visitar o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e também o Portugal dos Pequenitos. De manhã fomos ao Mosteiro de Santa Clara – a - Velha onde vimos: Solas dos sapatos das feiras, pregos, colares, anéis, cordões dos sapatos, taças, medalhas, bonecas de barro, chaves, cadeados, dedais, agulhas, tesouras, bíblias, botões, caderno com pautas, castiçais de velas, facas, garfos, colheres, taças de cobre, assadores de barro, um fontenário e alguns frascos de perfume que pertenciam às freiras Clarissas e foram encontradas nas escavações. Vimos também as ossadas de uma das clarissas, bacios e terços.

Fundado em 1283 pela Abadessa D. Mor Dias, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento e mandou construir uma nova igreja, em estilo gótico, que foi consagrada em 1330. Situado em Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é desde 8 de Junho de 1940, data da sua inauguração, um parque lúdicopedagógico destinado essencialmente à Criança. Nascido pela mão e pelo génio de Bissaya Barreto e projectado pelo arquitecto Cassiano Branco, integra desde 1959 o património da Fundação Bissaya Barreto, que tem como patrono este ilustre Professor. Depois fomos para o Portugal dos Pequenitos almoçámos e fomos ver as casinhas, vimos o Museu do Mobiliário, o Museu do Traje e o Museu da Marinha. O que eu gostei mais foi do Museu da Marinha. Filipe Manuel Cota Mateiro da Silva 3º ano


Página 17 TOHIBA

Nº 3

Boletim Informativo

1ªSérie

Junho 2010

BE Em Destaque

Nesta edição:

Destaque

Destaque

1

Concursos

2

Literatura e Literacia

2

Projecto Comemorações e efemérides

3

Projecto monitores na BE/CRE

3

Dias da Cultura

3

Espaço Novidades

4

Futuras Aquisições

4

Encerramento do ano lectivo

4

Peddy- Paper A biblioteca escolar em parceria com os clubes, projectos e oficinas da Escola levaram a cabo a 3ª edição do Peddy-Paper. Uma manhã animada em que 33 equipas se esforçaram por descobrir pistas, realizar desafios e responder a questionários, no menor tempo possível. Num clima de convívio e descontracção, alunos, professores, funcionários e encarregados de educação têm a oportunidade de se conhecerem melhor e de tomar contacto com algumas das actividades que se desenvolvem na Escola. Este ano a equipa vencedora foi constituída por: Luís Miguel Farinha, Telma Antunes, Guadalupe Pires, Inês Trincão e Leonor Neves. A avaliar pela participação esta actividade tem continuidade garantida.

Pontos de interesse especiais:  Informa-te sobre o modo como podes divulgar as tuas actividades escolares à comunidade, através da Rádio Bonfim. Boletim Informativo


Página 18

Concursos Durante o terceiro período continuaram os concursos “Como se diz? Como se Escreve?” e “Cultura Geral”. Estamos muito satisfeitos por perceber que há novos alunos a participarem e que o fazem com regularidade. VENCEDORES “THE BEST” 8º A “COMO SE DIZ ?/COMO SE ESCREVE?” Beatriz Reis, 4º ano, Sibermiudos

Leitura e Literacia Continuam as actividades de formação da comunidade escolar, com deslocações de um membro da equipa da biblioteca às turmas para formar novos utilizadores BE, bem como para apoiar na realização de trabalhos de pesquisa dos alunos. Estas actividades são desenvolvidas

em parcerias com os professores das turmas. Paralelamente, o projecto “As letras e os cinco sentidos” continua a motivar as crianças do préescolar para a aprendizagem e para o desenvolvimento da consciência fonológica.

Boletim Informativo


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Projecto Comemoração de Efemérides Dia do Livro e do autor – 23 de Abril

Dia da Europa – 9 de Maio

Dia do trabalhador – 1 de Maio

Dia da Liberdade – 25 de Abril

Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas – 10 de Junho

Projecto Monitores BE/CRE Continuam as emissões dos “MestreRádio MC”, na rádio Bonfim, ao sábado à tarde. Nesta rubrica os nossos alunos dão a conhecer à comunidade o que de mais importante se vai passando no nosso agrupamento. A acompanhar estas notícias, algumas entrevistas, música e livros também estão em destaque.

Dias da Cultura A biblioteca escolar participou nos Dias da Cultura colaborando com diversas estruturas educativas em exposições temáticas.

Boletim Informativo


Página 20

Espaço Novidades Um novo serviço está a ser prestado à comunidade. Para além das mais recentes aquisições da biblioteca, a divulgação de novidades editoriais. Às vezes, quando gostamos muito, muito de alguém, queremos encontrar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes. Mas como descobrem a Pequena Lebre Castanha e Grande Lebre Castanha, o amor não é coisa fácil de medir! Correio electrónico eb.golega.be.cre@hotmail.com

Tel: 249979040 Fax: 249979045

BE Em Destaque

http://gapm.ccems.pt/course/ view.php

FUTURAS AQUISIÇÕES

Um inteligente e divertido romance que nos mostra como a filosofia pode mudar as nossas vidas para melhor. Excêntrico, divertido e original, O Dia em Que Sócrates Vestiu Jeans é a história de um jovem que escapa da sua vida entediante para um excitante mundo paralelo e desperta para a real importância da vida através da aprendizagem dos conceitos básicos da filosofia.

Encerramento do ano lectivo Estamos a chegar ao fim de mais um ano lectivo. Em termos de Biblioteca Escolar, um ano de grandes mudanças: um professor bibliotecário a tempo inteiro, um novo Modelo de Auto-avaliação, uma nova equipa de trabalho. O desafio foi grande – construir uma estratégia de aproximação e apoio ao desenvolvimento curricular, sobretudo no desenvolvimento de competências no âmbito da literacia da informação. Neste sentido, elaborámos documentos, de acordo com o modelo PLUS e já começámos a desenvolver trabalhos em colaboração com os professores, dentro e fora da sala de aula. Outra vertente do nosso trabalho de apoio ao currículo foi a elaboração de documentos que possam ser usados por todos e ajudem a desenvolver as competências de estudo autónomo dos nossos alunos. O nosso trabalho alargou-se a outras áreas. Elaborámos um projecto de desenvolvimento da consciência fonológica, com as educadoras do Agrupamento, dinamizámos concursos, exposições, comemorámos efemérides, fizemos motivação para a leitura, na sala de aula. Estivemos interessados em criar laços com toda a comunidade e em dar conhecimento de tudo o que íamos fazendo. Por este motivo, criámos um grupo de monitores BE para dinamizar uma rubrica quinzenal, na Rádio Bonfim, sobre as actividades do Agrupamento, mas também sobre livros e leituras. Actualizámos a nossa página on-line. Apresentámos este Boletim trimestral e abrimos um Blogue das BE. A semana da leitura contou com diversas actividades, para todos os níveis de escolaridade e colocou a leitura no centro dos interesses da comunidade. Gostávamos de partilhar convosco que as requisições de livros tiveram um grande acréscimo durante este ano lectivo, sobretudo devido ao interesse pela leitura, manifestado pelos alunos do 1º ciclo. O próximo ano já está a ser preparado. A nossa actuação vai privilegiar o desenvolvimento de acções que mobilizem o Agrupamento para a leitura e para o aumento do gosto pela leitura. Contudo, este trabalho não pode ser realizado sem a estreita colaboração com toda a comunidade. Gostávamos de receber propostas e sugestões de actividades a desenvolver. Sentimos que, durante este ano, demos um grande passo em frente, mas ainda não estamos satisfeitos. Queremos mais e melhor! Contamos com o olhar atento de toda a comunidade, bem como com o vosso incentivo. Obrigada a todos os que connosco trabalharam! Boas Férias, recheadas de boas leitura! A equipa BE

Boletim Informativo

Jornal Encontro Junho 2010  

Jornal Encontro Junho 2010

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