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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 09 - III Série - Maio /2009 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo) - Preço 0,50 €

Entrevista com a Presidente da Onga -Tejo

Entrevista com o Representante dos alunos no Conselho Pedagógico

Entrevista realizada pelos alunos do 10º ano do Curso Profissional à Presidente da ONGA-TEJO – Maria de São José e ao Engenheiro Mário Antunes. (Os alunos do 10º Ano do Ensino Profissional, no âmbito da disciplina de Área de Integração, fizeram o módulo ―Um desafio global – o desenvolvimento sustentável‖, daí esta entrevista que teve como objectivo saber que sustentabilidade é que a agricultura e o ambiente têm no concelho da Golegã)

Encontro – José Manuel, é de que turma? José Manuel Roque – Sou aluno da turma A do 11º Ano. E. – É representante dos alunos do E n s i n o Secundário no Conselho Pedagógic o. Como foi o processo para chegar até aí? J.M.R. – O Senhor Presidente do Conselho Pedagógico reuniu com os delegados das turmas do Ensino Secundário e explicounos a importância de haver uma representação dos alunos no órgão que é o Conselho Pedagógico. …

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Martins Correia Mestre, a Terra e a Obra... Não é fácil escrever-se uma biografia; não é fácil escrever sobre alguém que deixou o seu nome gravado na memória colectiva dos homens. Nem sempre são justos, equilibrados, verdadeiros os elementos disponíveis para nos debruçarmos sobre a personalidade de um artista plástico, de um escritor, de um político, em suma, sobre a personalidade de quem transpôs o quotidiano modesto do viver anónimo e o deixou vinculado à reflexão. Falar do Mestre Martins Correia envolve as mesmas dificuldades. Há factores que reputamos como indicadores incontornáveis da sua personalidade: factores de ordem familiar,... (página 9)

Serviço de Psicologia

Saramago, o Grandalhão Escola de Pais

Realizou-se nas escolas de 1º ciclo de Golegã e de Azinhaga, a primeira sessão da "Escola de Pais". Vários pais e professores compareceram e participa-

No dia 31 de Maio de 2009 foi inaugurada, na Azinhaga do Ribatejo, uma estátua em bronze em homenagem ao nosso Nobel da Literatura, José Saramago, nascido na pequena aldeia conhecida por ser a mais portuguesa do Ribatejo – Azinhaga. … (página 32)

Tomada de Posse do Director do Agrupamento No dia 15 de Junho de 2009 pelas dezoito horas iniciou-se, com o objectivo de dar posse ao Director do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, o Conselho Geral Transitório em regime aberto à Comunidade Educativa.

ram de modo activo. A sessão foi subordinada ao tema ―Projecto Escola de Pais‖, seus objectivos e ―Comunicação Escola – Família‖. Esta sessão foi dinamizada por Paula Martins, Psicóloga do Agrupamento. ... (página 15)

A cerimónia teve inicio com uma breve oratória …

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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial Olá a todos! Chegou a hora do Encontro se despedir por uns meses. O desejo deste Jornal é que estas férias sejam aproveitadas para retemperar

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

forças para que em Setembro estejam em plena forma para mais uma etapa da vida escolar. Bem sabemos que, para muitos, este foi um ano trabalhoso e duro. Para aqueles que deixam a nossa Escola este ano e que partem para outras instituições de ensino, novos ―encontros‖, este jornal deseja-lhes felicidades e lembra que continuarão a fazer parte da História da nossa Escola. Para

Alunos: 5º Ano -Turma B Ricardo Tavares 5º Ano -Turma C Mariana Macedo 5º Ano -Turma D Lourenço Cardoso Frederico Riachos Francisco Rocha Rita Canelas David Martins Gonçalo Soares Ricardo Joana Gonçalves Mª José Santos Ana Filipa Sousa Rute Mariana Nunes 6º Ano -Turma A Rita Martins Joana Nunes Tânia Mogas Pedro Oliveira 6º Ano - Turma C Carlota Nunes Catarina Tavares Reprodução Luís Farinha

os que continuam connosco, encontrar-nos-emos para mais um ano de trabalho e gostaríamos de lembrar que o sucesso da nossa Escola depende do empenho com que cada um ajudar a construir esse sucesso. Despedidas implicam também balanços. Muitas actividades aconteceram na nossa Escola e julgamos que o Encontro lhes deu visibilidade, assegurando de algum modo que a memória não se perca, uma vez que a palavra escrita continua a ser cristalizadora. Consideramos que o Encontro foi um espaço de informação, de divulgação de trabalhos de alunos (jovens talentos) e de actividades e ainda de opinião. Agradecemos a todos o seu contributo, pois sabemos que sem ele este Encontro não seria possível. Uma palavra de destaque para os nossos jovens jornalistas que, semanalmente, fizeram este jornal. Os Dinamizadores da Oficina de Jornalismo

22 de Maio – Dia do Autor Português Um dia dedicado ao Autor Português. Porquê? O dia 22 de Maio é um dia cujo valor tem sido menosprezado pela população em geral. Os Portugueses ainda não dão o devido valor aos seus

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia (Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

autores, pois também ainda não entendem a importância das suas obras. Pensamos que a cultura não tem valor e acreditamos que o Homem pode viver só de números, de economia e de estatísticas, de défice, de inflação, de deflação…

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÃ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

no fundo, de dinheiro. Continuamos a acreditar que a alma não precisa de alimento, porque o que temos na carteira, no final de cada mês, tem a capacidade de alimentar o corpo e o espírito. É por isso que se assinala este dia: para que possamos, finalmente, entender que a nossa alma também tem fome, mas que o único alimento a que se pode socorrer é a cultura, cultura essa que só nos pode ser facultada por pessoas como as que se assinalam neste dia: por gente única e rara, que tem o dom de nos alimentar com letras e com palavras.

Tiragem 50 exemplares

Inês Costa – 12º A


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Convém ter opinião Deputados por minutos…

que toda a sua decoração seja alusiva à monarquia, enquanto

Os alunos do 10.º ano dos Cursos de Ciências e Tec-

a decoração da Sala das Sessões é alusiva à República. No

nologias e do Curso Profissional de Técnico de Gestão Infor-

período do Estado Novo esta sala serviu para a reunião da

mática, no dia oito de Junho, fizeram uma visita de estudo às

Câmara Corporativa.

instalações da Assembleia da República. Chegados à Assembleia da República, alunos e pro-

Saídos da Sala do Senado dirigimo-nos para a escadaria principal e hall de entrada do edifício, onde terminou a

fessoras acompanhantes foram recebidos por uma técnica de

nossa visita.

Relações Públicas que, de uma maneira simpática, calma e

Terminada a visita, fomos almoçar para o jardim de Belém,

cativante, nos conduziu pelos vários espaços, explicando qual

tendo alguns de nós saboreado os deliciosos pastéis de Belém.

a função e o significado da decoração de cada um deles.

Mª de São João Coelho

Iniciámos a visita pelo claustro, único espaço que ainda mantém as características do antigo Mosteiro de S. Bento

(Professora de História)

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da Saúde do século XVI. Continuámos a visita pela Escadaria

As guerras foram, são e certamente serão um dos pro-

Nobre, com o seu lindíssimo e imponente candelabro com

blemas mais complicados da Humanidade. Enquanto existi-

mais de mil quilos de peso. Seguiu-se a sala dos Passos Perdi-

rem pelo menos dois Homens na Terra que não vivam em

dos onde, com certeza, muitos dos passos aí dados, foram e

harmonia as guerras perdurarão.

serão perdidos. Chegámos ao centro nevrálgico do edifício, a

É por este motivo que é necessário manter a paz, não

Sala das Sessões, espaço onde os deputados decidem das nos-

só a paz relacionada com as guerras, os conflitos, mas tam-

sas vidas. Os alunos foram convidados a sentar-se, nas banca-

bém a paz mental, a chamada por muitos de ―paz de espírito‖.

das dos diversos partidos para ouvirem a explicação sobre as

Existem milhares de exemplos e formas de conseguir a

funções da Assembleia da República, o seu funcionamento, o

paz, mas o meio mais utilizado são as palavras. Porém, se as

número de deputados… Ficaram também a saber que a nossa

palavras fossem ditas sem qualquer sentimento, sem cons-

Assembleia é a mais moderna da Europa e a melhor equipada

ciência, nada garantiria que, no caso de uma guerra, as pala-

tecnologicamente. Visitámos de seguida a Sala do Senado

vras de paz ditas pelos governantes de forma a cessar os con-

que, tal como o nome diz, foi utilizada pela Câmara dos

frontos não fossem apenas palavras secas e que, de seguida,

Pares, no período da Monarquia Constitucional. Daí

fossem esquecidas, ou que alguém dissesse ao outro que o perdoava por qualquer razão mas isso não acontecia verdadeiramente… É por este motivo que ―as palavras necessitam de corpo, de musicalidade e de vida‖, para que não sejam apenas palavras, para que não sejam apenas letras ligadas de forma a originar algo com sentido. As palavras têm de ter consistência, sentimento e vida, têm de nos causar emoção ao proferilas e ao seu destinatário também. É devido ao facto de as palavras não terem, muitas vezes, ―corpo, musicalidade e vida‖ que os tratados de paz são escritos, pois se não o fossem, as palavras proferidas num dia, provavelmente nada representariam no dia seguinte. Leonor Nunes—10ºA


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Entrevista com a Presidente da ONGA-TEJO Entrevista realizada pelos alunos do 10º ano do Curso Profissional à Presidente da ONGA-TEJO – Maria de São José e ao Engenheiro Mário Antunes. (Os alunos do 10º Ano do Ensino Profissional, no âmbito da disciplina de Área de Integração, fizeram o módulo ―Um desafio global – o desenvolvimento sustentável‖, daí esta entrevista que teve como objectivo saber que sustentabilidade é que a agricultura e o ambiente têm no concelho da Golegã)

defesa e a preservação do meio ambiente e tem direccionado a sua actividade, principalmente, para esta região e, nesta região, começámos por actuar na parte ambiental que estava, de certa forma, ligada à agricultura. No fundo a ONGA-TEJO nasce de uma organização que já existia, isto é, uma organização de agricultores. Os agricultores entenderam e entendem que sem ambiente não há uma agricultura sustentável, razão pela qual constituíram a ONGA-TEJO que no fundo é

Curso Profissional – O que significam as iniciais que formam a sigla ONGA -TEJO? ONGA-TEJO – ONG é a sigla utilizada para todas as organizações não governamentais e dentro das ONG há vários tipos de organizações – sociais, saúde… - querendo o A dizer Ambiente e Tejo porque a área de influência desta ONGA é regional e abrange a zona norte do Tejo, os concelhos de Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Golegã, Torres Novas e Entroncamento. O objecto social da ONGA-TEJO é a

uma parceira da Agrotejo, mas mais direccionada para a preservação do meio ambiente. Começámos a actividade na tentativa de resolver algumas preocupações ambientais, mas que resultavam da actividade agrícola, nomeadamente a questão dos plásticos agrícolas, as embalagens e temos vindo a desenvolver actividades paralelas a isso. Já fizemos intervenções ao nível da poluição do rio, ao nível de resíduos de construção, mas pensamos sempre um bocadinho na óptica da sustentabilidade e directamente na agricultura.

C.P – Quando foi fundada esta organização? O. – A ONGA-TEJO foi fundada em 1996. Desde daí temos desenvolvido de uma forma mais ou menos regular várias actividades. C.P. – Já houve algum desastre ambiental no concelho da Golegã? O. – Antes de mais temos de saber o que é um desastre ambiental. Se há poluição, há. Há no concelho da Golegã e nos outros concelhos todos. Às vezes são detectados picos de poluição, por exemplo no rio Almonda, podemos chamar a isso um desastre ambiental. Há desastres ambientais a esse nível. Se estivermos a pensar em graves desastres ambientais do concelho, a maior parte deles resulta dos concelhos vizinhos, quando se trata de poluição do rio Almonda, a nível de poluição de recursos hídricos. Se estivermos a falar de outro tipo de alterações do ambiente, como por exemplo o assoreamento das parcelas agrícolas por via de uma cheia, quando há um rombo nas margens do rio e aquilo em vez de ser dos solos mais produtivos do país fica completamente cheio de areia, isso é um desastre ambiental, o que já aconteceu nas últimas cheias. C.P. - Como é tirada a areia? Por processos mecânicos ou por processos manuais? Ou a areia é assimilada pelos solos? O. - Isto não é um processo novo. Desde que foi criada a barragem de Castelo de Bode e as outras barragens a seguir, as cheias deixaram de trazer os benefícios que traziam antigamente, ou seja, a cheia vinha devagar, havia deposição de matérias orgânicas, havia maior fertilidade do solo. Ia embora devagar e o que ficava aqui era a nata que era um fertilizante de primeira linha para os solos. O que acontece agora com as barragens é que em doze horas passa


Página 5 de uma situação como está hoje para isto tudo cheio de água e daí resulta que a areia que está no Tejo vem toda cá para fora e se, nas primeiras enxurradas e nos primeiros assoreamentos, os agricultores optaram - porque é um processo raríssimo e difícil - por incorporar essas areias nos solos agora ultimamente têm feito de outra forma, que é ou pôr em montes ou retirá-la. Quanto mais se mistura, mais areia vai ficando e, de um modo geral, não é um processo fácil e depois do assoreamento o que se verifica é que há menos fertilidade no solo. C.P. - Já fizeram alguma coisa em relação à poluição do rio Almonda? O. - Nós temos feito várias coisas em relação à poluição do rio Almonda. Não é um processo fácil porque o que nos parece é que a principal fonte poluidora do rio Almonda neste momento é a própria administração que não faz uma boa gestão de a Etar e quando a principal fonte da poluição do rio Almonda é a Câmara Municipal de Torres Novas, a situação e a forma de resolver é muito mais difícil. A ONGA-TEJO isolada, ou através de parcerias com outras instituições, tem desenvolvido acções, tem tentado sensibilizar as pessoas para o facto de que tudo o que entrar no rio Almonda que não seja água limpa contribui para poluir o rio. Esta é uma vertente que temos desenvolvido - sensibilizar as pessoas para não poluir - e por outro lado temos feito parte de outros grupos de trabalho nomeadamente através do GRUDAL, que é um grupo de defesa do rio Almonda do concelho da Golegã, através de algumas palestras que temos desenvolvido em Torres Novas e através de muitas acções de sensibilização junto dos agricultores no sentido de fazer a recolha de plásticos, embalagens, fazerem a protecção das marachas, não lançaram canas nem detritos para dentro do rio. Temos trabalhado sobretudo em três níveis: primeiro acções de formação e acções de sensi-

bilização directamente junto dos agricultores; segundo - parcerias com outras entidades e terceiro - sempre que podemos identificar os poluidores do rio Almonda. C.P. - O que são marachas? O. – Maracha é a faixa vegetativa que há de um lado e do outro do rio. C.P. - Ainda há pouco disse que Torres Novas fazia parte da ONGA. O. – Não. O que eu disse foi que a área de influência da ONGA vai até Torres Novas porque inclui a freguesia de Riachos. C.P. - Como é que se justifica essa contradição entre o fazer parte de uma ONGA, penso que a administração central também fará parte ou não?. O. - Esse é o primeiro problema e por outro lado a ONGA, como qualquer associação não governamental, é um leque de intenções. No dia-a-dia é um pouco diferente. C.P. - Parece-me também que neste momento existe legislação comunitária que proíbe qualquer município de pôr águas residuais sem serem tratadas. Como é que as autarquias respondem a isso? O. - Acho que essa pergunta deve ser feita às autarquias. Mas a verdade é que, às vezes, mais do que as desejadas, verificamos picos de poluição provenientes das ETAR. Há, efectivamente, legislação comunitária, legislação nacional que diz que se não cumprirem são penalizados nos fundos que recebem, inclusiva-

mente receberam muito dinheiro dos fundos comunitários para resolver o problema, a verdade é que ainda existem. Tem havido reuniões entre a nossa Câmara e a Câmara de Torres Novas por causa do problema. C.P. - Há uma vala que vem de Riachos que tem um cheiro nauseabundo e um aspecto horrível. O.- É uma vala de esgoto. C.P. – É uma vala de esgoto que vai desaguar ao rio Almonda. O. – Sim. Vai desaguar ao Almonda e é a que recebe grande parte dos restos da ETAR de Riachos. É a vala das Cordas. C.P. – E as das Braquenizes? É também um centro de poluição. O. – A vala das Cordas é mais preocupante porque é muito maior. A vala das braquenizes é uma vala pequena que nasce atrás das piscinas e vai ate à vala das Cordas. C.P. - Quais são os principais problemas de poluição dos solos agrícolas? O. - Podemos dizer que a nível de solos não se identificam problemas graves de poluição. Eventualmente pode aparecer alguma contaminação por nitratos nos recursos de água subterrânea, mas a nível de solos não são identificados problemas graves de poluição. Neste momento, os agricultores têm tido mais cuidados com a adubagem. Por um lado, o mercado começa a exigir-lhes que cumpram um conjunto de normas ambientais, por outro lado, as próprias leis ambientais têm sido severas para os agricultores e, por outro ainda, para receberem algumas compensações financeiras têm de cumprir um conjunto de normas ambientais. Ficam de tal forma condicionados na prática agrícola que aquilo que fazem não faz mal, não polui os solos. Recebem formação e há muita fiscalização. O problema da poluição nesta região, da poluição


Página 6 que consideramos grave não está nos agricultores. C.P. - Está onde? O. - Está nas indústrias que não são fiscalizadas, está em muitas ETAR que estão subdimensionados. A poluição está principalmente nestes dois tipos de agentes. C.P. - A nível do ar, não há poluição ? O. - Às vezes identifica-se alguma coisa na Chamusca, no Verão, a nível de ozono, mas também foi devido aos fogos que ocorreram. Neste momento a Charneca não tem tido a capacidade de absorver os gases e colocar oxigénio à disposição. A nível de qualidade do ar não são identificados problemas graves de poluição. A destilaria de Riachos é uma das indústrias que coloca parte dos resíduos no rio. Tem sido fiscalizada e tem um controle diário das análises que fazem. A ETAR não funciona bem. A destilaria tem sido controlada. C.P. – A nível do cheiro? O. – Sim, ao nível dos cheiros. C.P. - Que efeitos tem a poluição na biodiversidade? O. – Devemos perguntar o que é a biodiversidade? Se entendermos que biodiversidade é a interacção que todos os seres vivos têm uns com os outros e com o meio em que vivem e, se me disser, que há um pico de poluição ou do ar ou do solo que altere esse meio, isso vai ter efeitos na biodiversidade, ou seja, vai ter efeitos no normal desenvolvimento de determinadas espécies e, quando há uma alteração no desenvolvimento de uma espécie deixa de existir um determinado peixe. Se deixa de existir um determinado peixe, vai haver decerto uma ave que deixa de existir, deixa de existir essa ave para pôr ovos para criar e possivelmente alimentar outras espécies. Nesta situação pode dizer-se que a poluição altera a biodiversidade . C.P. - Estamos numa zona que tem a reserva do Paúl do Boquilobo. Esta tem sofrido muitas alterações? Da

fauna? Da flora? O. – A reserva natural é um sítio protegido porque tem tido a capacidade de ao longo do ano manter um reservatório de água para a produção de patos, garças. Quando há anos secos nota-se um desvio das populações que residem nesta área. Também é verdade que a manutenção da reserva nos últimos anos tem sido um pouco ―deixa andar‖, isto é, não mexer porque isto é natural e há-de sobreviver. Entendemos que devia ter outra forma de gestão e também acreditamos que o facto de ―deixa andar‖ faz com que aquilo às vezes fique completamente cheio de jacintos, que é um infestante, e que altera o habitat dos animais residentes. É a reserva maior e tem quatro zonas: integral, parcial, complementar e ainda tem uma zona onde foram colocadas algumas habitações. Em cada uma destas zonas as condicionantes e as possibilidades de fazer alguma coisa são diferentes. Numas zonas não se pode entrar, noutras não se pode fazer agricultura, noutras só se pode fazer determinado tipo de agricultura. C.P. – Onde é que não se pode fazer agricultura? O. – Não se pode fazer agricultura neste momento na zona integral e numa zona adjacente à integral. C.P. – Que animais existem no rio? O. – Dizem que existem dois ou três casais de lontras, foram identificadas pegadas e fezes. No que diz respeito aos peixes depende da época do ano. Em Fevereiro existe muito peixe porque é quando a água fica mais limpa ou quando sofre influências da entrada de água pelo Tejo. No Verão existe pouco peixe. A lampreia é um ser vivo que, durante esta época, sobe o Tejo, há alguma que se desvia pelo Almonda, mas muito pouco porque o objectivo dela é ir desaguar mais acima. C.P. - As políticas agrícolas do concelho são sustentáveis? O. – Acho que sim. Pelo menos é esse o nosso objectivo. Quando falamos de

sustentabilidade não podemos pensar só na sustentabilidade do meio ambiente, devemos pensar também na sustentabilidade social, na criação e manutenção de emprego, na sustentabilidade económica, porque se estes níveis de sustentabilidade desaparecerem a ambiental acaba por, mais cedo ou mais tarde, desaparecer também. A sustentabilidade da agricultura é uma realidade não só ao nível ambiental como social porque as práticas que são desenvolvidas são práticas que têm por objectivo a preservação do meio ambiente. Neste momento o agricultor tem de, obrigatoriamente, fazer um conjunto de coisas – recolher os plásticos, só pode utilizar apenas determinados produtos químicos e em determinadas doses, não pode fazer mobilização de solos nalgumas épocas do ano porque é fundamental que fique aquele coberto vegetal para os pássaros poderem fazer o ninho, não pode gradar nos meses de Março e Abril porque é quando os ninhos têm os passarinhos, não pode utilizar água em excesso porque é controlado. Ou por via da formação ou por via das exigências o agricultor, neste momento, tem de, obrigatoriamente, fazer uma agricultura sustentável. C.P. – São fiscalizados? O. – São muito fiscalizados. C.P. – Quais são as estruturas que fazem essa fiscalização? O. – A fiscalização tem de ter uma amostra de 5% dos agricultores a nível nacional. Pode-se pensar que é pouco, só que 5% a nível nacional … É difícil controlar um agricultor no Douro ou em Trás-os-Montes ou na


Página 7 Serra de Aire e Candeeiros. A nossa região é controlada em 25 a 30% dos agricultores. São controlados pela entidade que lhes paga a compensação financeira, ou seja, o IFAP, pelo Ministério do Ambiente, pelas brigadas ambientais da GNR, pelo ICN - no caso dos agricultores que têm agricultura junto à reserva, pela Direcção Geral de Veterinária. Há um conjunto de entidades que, consoante, o tema e o domínio, tem a competência de fazer o controle. O controle traduz-se num recebimento que ocorre muito mais tarde. A maior parte dos agricultores recebeu em Dezembro a ajuda financeira referente a 2008. Os agricultores desta região que estão controlados só irão receber em Junho a ajuda referente a 2008. C.P. – Isso significa que são prejudicados relativamente aos que já receberam? O. – Exactamente. C.P. – Parece que não há um tratamento equilibrado das diferentes situações. O. – Teoricamente há. A verdade é que na prática os que são seleccionados para controle, como são muitos e como a administração não tem tempo para resolver todos os processos

de controle até Dezembro, muitos só vão ser controlados agora e vão receber mais tarde a compensação. C. P. – E são compensados com juros de mora? O. – Não. C. P. – Quais são as perspectivas para o futuro da ONGA-TEJO? O. – Quanto ao futuro da ONGA-TEJO tem um papel fundamental porque a sensibilização deve sempre partir da ONGA-TEJO. Por outro lado, deve continuar a ser a entidade que, de certa forma, aglomera as preocupações e as transmite à Administração. No que diz respeito a projectos e a futuro temos feito vários tipos de candidaturas ou para financiamento ou para sensibilização. Parece-me, portanto, que vai haver cada vez mais trabalho. C.P. – Sendo a ONGA-TEJO uma associação não governamental por isso com carácter de voluntariado não tendo ninguém que tem uma remuneração. A ONGA tem muita gente a colaborar? O. – Temos cerca de 420/430 sócios. Quanto ao trabalho, como a ONGATEJO resulta de uma parceria com a Agrotejo, esta dá o apoio administrativo e técnico. Todo o restante trabalho é voluntário.

Poesia Sonhar é... Sonhar é viver... É deixar acontecer. Porque todos nós sonhamos Sonhamos com todas as coisas Que desejamos ter e não temos! Sonhamos com os nossos sonhos Sonhos feitos à medida da nossa cabeça. Sonhamos com amores Amores feitos à medida dos nossos corações! Não vamos deixar voar os sonhos Vamos segurá-los com a mão E guardá-los no nosso coração. Catarina Rodrigues – 8º C

Sonhar é... Sonhar é acreditar que o oamanhã podemos mudar! Sonhar é necessário para que o homem viva, pois o sonho é que deve comandar a vida! Quem não sonhar não construirá o futuro, não viverá intensamente o presente, não recordará com alegria o passado, a vida que viveu um dia! Sem sonhos nenhum de nós vai mais além do que os outros já construiram... ...E cabe-nos a nós ir, ir sempre em frente de mãos dadas com o vento sempre sonhando com alento! João guilherme—8º C


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Entrevista ao Representante dos Alunos no Conselho Pedagógico Encontro – José Manuel, é de que turma? José Manuel Roque – Sou aluno da turma A do 11º Ano.

E. – É representante dos alunos do Ensino Secundário no Conselho Pedagógico. Como foi o processo para chegar até aí? J.M.R. – O Senhor Presidente do Conselho Pedagógico reuniu com os delegados das turmas do Ensino Secundário e explicou-nos a importância de haver uma representação dos alunos no órgão que é o Conselho Pedagógico. De seguida foi feita uma votação, tendo sido eu o delegado eleito. E. – Considera importante os alunos terem representação no Conselho Pedagógico? J.M.R. – Nalguns aspectos sim. E. – Como por exemplo? J.M.R. – Em todos os aspectos que digam respeito aos problemas da Escola porque no que diz respeito aos assuntos relacionados com professores penso que a nossa representação não é fundamental. E. – Na sua opinião como é que deveria ser a representação dos alunos? J.M.R. – Da mesma forma que está neste momento, mas talvez pudesse ser criada uma secção nesse órgão

para debater os problemas que dizem respeito aos professores. E. - Tal como existem, neste momento, as diferentes comissões para tratar de assuntos específicos tais como funcionamento dos CEF´s, avaliação… pensa que deveria haver também uma comissão só para debater problemas do pessoal docente? Já pensou em apresentar essa proposta aos restantes membros do Conselho Pedagógico? J.M.R. – Não. Quem sabe… um dia! E. – A Escola tem também uma Associação de Estudantes. Haver também um representante dos alunos do Ensino Secundário no Conselho Pedagógico é uma mais-valia para os alunos? J.M.R. – Haver um representante dos alunos é uma mais-valia para todos os alunos, agora para a Associação de Estudantes parece-me que não. E. – Porquê? J.M.R. – Porque deveria haver também a representação da Associação de Estudantes no Conselho Pedagógico através do seu presidente ou do seu vice-presidente. E. – Acha que, enquanto representante dos alunos, consegue trabalhar em colaboração com a Associação de Estudantes para tentar resolver os problemas que existem? J.M.R. – Conseguir consigo, a Associação é que pode não querer colaborar connosco. E. – E isso tem acontecido? J.M.R. – Até agora não. Mas também é verdade que a Associação tem estado um pouco inactiva. E. – Essa sua representação no Conselho Pedagógico tem possibilitado dar voz à opinião dos alunos? Apresentar propostas? J.M.R. – Tem. E também tem sido muito importante para esclarecer os meus colegas porque, às vezes, são

feitas afirmações entre os alunos como por exemplo ―A Escola não faz isto, não faz aquilo‖ e estar presente nesse órgão permitiu-me verificar que existe um organismo superior, como por exemplo o Ministério da Educação, que nem sempre facilita a realização de determinadas actividades e tenho tido acesso a muitas informações que me têm permitido esclarecer os meus colegas sobre determinadas situações. E. – E os seus colegas têm sido compreensivos? J.M.R. – Nem sempre! Mas quando isso acontece, digo-lhes logo que se querem fazer melhor devem fazer as propostas que eu terei o cuidado de as apresentar para serem analisadas e debatidas. E. – O que é que gostaria de ver mudado na Escola? J.M.R. – Parece-me que a Escola está bem assim. Talvez fosse bom existir um espaço exterior, um parque com mesas e bancos com arvoredo, um género de um parque de merendas. E. – Como aquele que já existiu há alguns anos e que foi feito por colegas seus na Área-Escola? O José Manuel, para além de ser representante dos alunos no Conselho Pedagógico tem também um cargo na Associação de Estudantes. Essa sua sugestão não poderia ser concretizada pela Associação? J.M.R. – Era uma das propostas da última Associação. Essa proposta transitou para este ano. E. – E não foi concretizada? J.M.R. – Não e não tenho qualquer explicação para isso. E. – Por que motivo não apresenta essa proposta ao Conselho Pedagógico? J.M.R. – Porque, para isso, preciso de ter o apoio de mais colegas, assim talvez fosse mais fácil. Parece-me que, no ano lectivo passado,


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Mestre Martins Correia nós éramos mais unidos, havia maior concordância sobre os assuntos. Por exemplo, o ano passado conseguimos criar a Sala do Aluno em colaboração com as professoras Celeste Isabel e Maria de São João. Por causa das obras não esteve a funcionar, mas vai reabrir. E. – Com a colaboração de quem? J.M.R. – Associação de Estudantes, alunos do Ensino Secundário e alunos voluntários do 9º Ano. E. - Essa reabertura está prevista para quando? Para o próximo ano lectivo? J.M.R. – Esperamos fazê-lo ainda este ano. E. – A nossa entrevista está a chegar ao fim, gostaria de deixar algum recado para os seus colegas, para os restantes membros da Comunidade Escolar? J.M.R. – Gostaria de deixar um recado aos meus colegas; Preservem o que têm porque é-lhes útil hoje e sê-lo-á no futuro, para não dizerem que a Escola não tem isto ou aquilo sem razão, para colaborarmos uns com os outros porque a Escola é nossa, é de todos nós. Sem esforço e sem colaboração nada se consegue.

Mestre, a Terra e a Obra... Não é fácil escrever-se uma biografia; não é fácil escrever sobre alguém que deixou o seu nome gravado na memória colectiva dos homens. Nem sempre são justos, equilibrados, verdadeiros os elementos disponíveis para nos debruçarmos sobre a personalidade de um artista plástico, de um escritor, de um político, em suma, sobre a personalidade de quem transpôs o quotidiano modesto do viver anónimo e o deixou vinculado à reflexão. Falar do Mestre Martins Correia envolve as mesmas dificuldades. Há factores que reputamos como indicadores incontornáveis da sua personalidade: factores de ordem familiar,do ambiente sócio-económico em que cresceu, culturais ligados à envolvência geográfica que fazem despertar os seus sentidos. Joaquim Martins Correia nasceu a 7 de Fevereiro de 1910, sete anos mais tarde perdeu os pais, vítimas da Pneumónica. É então acolhido por uma senhora que, pensando no seu futuro e dado que na Golegã não havia estabelecimentos de ensino para além do ensino básico, onde a criança pudesse estudar, decidiu em 1922 interná-lo na Casa Pia. Logo aí, Martins Correia revelou a sua aptidão para o desenho, o que o levou a escolher, mais tarde, o Curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes, onde deixou um nome conceituado e de referência, entre os alunos e os colegas. Concluído o curso, foi professor em várias escolas no período compreendido de 1936 e 1942, entre as quais a Escola Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha). Foi em 1938 que começou a expor. O seu mérito como professor e escultor foi reconhecido através de prémios e condecorações nacionais e estrangeiras, concedidos em várias décadas, como o Prémio de Escultura do SNP (1947) ou a Ordem de Santiago da Espada (1973). O Cavalo, a Terra e o Touro são temas presentes na sua obra e evidenciam a sua ligação ao Ribatejo e à Golegã, terra onde nasceu. No entanto, e como abandonou cedo a sua terra natal, Martins Correia veio a sofrer, naturalmente, as influências de outras paisagens, outras gentes, outras culturas, outras ideologias e movimentos artísticos que conheceu cá dentro e lá fora. Outro dos temas presentes na vasta obra do escultor é a Mulher que tem uma larga representação. De facto, muitos são os artistas que vêem na mulher o símbolo do seu

amor

pela

mãe

(Continua na página seguinte)

e,

Mestre

Martins

Correia

não

é

excepção.


Página 10 Podemos pensar que as cores quentes que escolheu para decorar as suas esculturas, em pedra ou em bronze, têm as suas raízes no

Poesia

clima mediterrânico e que, no dizer de Natália Correia – sua admiradora - , ―...ela (arte) me faz ver milénios policromados que, em teus bronzes coloridos, vão dos frescos minóicos aos etruscos.” Martins Correia deixou uma vasta obra espalhada por Portugal, passando também por terras longínquas, desde a Índia a Macau. Na Golegã existem relevos em bronze no Palácio da Justiça; um painel em cerâmica de 7mx3m, exposto na fachada da casa de convívio de Martins Correia; a estátua ―A Camponesa‖; o grupo escultórico ―O Povo de Amor Cantava‖. Em Lisboa podemos dar como exemplo a decoração artística da Estação do Metropolitano de Picoas ou a estátua em pedra de D. Afonso V na Faculdade de Letras; em Coimbra a estátua de Garcia da Horta no Instituto de Medicina Tropical ou, em Leiria a decoração do Palácio da Justiça; em Goa a estátua em gesso de S. Francisco Xavier (aquando do seu centenário); em Maputo a decoração escultórica da Capela do Paquete de Vera Cruz e no Brasil (em São Paulo) o monumento ao Padre Manuel Nóbrega. No entanto, a sensibilidade de Mestre Martins Correia não se manifestou apenas no talhe da pedra, no modelar do gesso, na obra feita em bronze, na tela e no azulejo pintado. Também foi poeta, cantando o homem na sua globalidade, a natureza na sua força criadora, o

A arte de sonhar Não sou um sonhador Mas sim um criador Tornei-me artista Um artista da mente, um vidente Porque com o sonho Posso sonhar sobre tudo Sobre o desejo, o amor O passado e o futuro Vou longe e sem andar Sou quem eu quero Sem ninguém notar Sou feliz por poder sonhar E nem que seja a dormir Os meus desejos posso alcançar.

amor na expressão máxima da sua generosidade. Foi incansável na sua produção artística, evidenciando originalidade nos temas, na expressividade da sua inspiração, pelo que o valioso espólio que deixou pode ser apreciado na multiplicidade temática e na técnica usada. O acervo de que pôde dispor doou-o à sua terra – a Golegã – onde o Museu que tem o seu nome pode e merece ser visitado, para melhor se avaliar a diversidade dos motivos escolhidos e a arte com que são concebidos.

Guadalupe Cardoso—10ºA

O Sonho O sonho é algo que imaginamos, É imaginar tudo aquilo que não somos, Imaginar todo o impossível, Imaginar um mundo perfeito. O sonho é pensar, Pensar de olhos fechados,

Faleceu a 30 de Junho de 1999, com 89 anos. A Escola Básica 2,3/Secundária da Golegã tem, muito justamente, o seu nome, lembrando aos alunos que a frequentam o valor e a lição de vida deixados por este grande artista que a sua terra natal não esqueceu de homenagear. De facto, a obra de arte é intemporal, atravessa as gerações e, quando tocada pelo génio, o seu fascínio fica intacto, impõe-se como um dogma. Assim acontecerá com Mestre Martins Correia, presença viva na obra espalhada por tantos lugares da terra, mensageiro da cultura das mulheres e homens ribatejanos. Elisabete Semedo Professora de Educação Visual

Pensar sem consciência, Pensar em momentos impossíveis de se realizarem. O sonho é imaginação e pensamento, É algo só nosso, É um amigo imaginário, É criar coisas nunca vistas, É tornar momentos reais ainda mais perfeitos. O sonho é imaginar, criar e pensar Naquilo que é impossível: Ser-se Perfeito! . 10ºA

Inês Severino


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Clube de Matemática

Problema da Quinzena Passou mais um ano lectivo e na activid ad e ―P ro b lema d a Quinze na (”dinamizada pelo grupo de Matemática do 2º Ciclo), foram apresentados doze problemas, com os quais pretendemos desenvolver o gosto pelo raciocínio lógico-dedutivo e pela Matemática em geral. A resolução dos problemas, assim como a apresentação dos diferentes tipos de solução, foram efectuados em situação de sala de aula, essencialmente na aula de Estudo Acompanhado. BOAS FÉRIAS—ATÉ PARA O ANO

PROBLEMA Nº 12—2º CICLO 2ª Quinzena de Maio O Peso do Gato Observa estas figuras.

Este projecto resultou da necessidade, sentida por parte dos professores de Matemática, da existência de um espaço/tempo na Escola, onde os alunos se sentissem à vontade e desenvolvessem

OS 3 PROBLEMAS DESTE PERÍODO

PROBLEMA Nº 10—2º CICLO 2ª Quinzena de Abril Descobre o valor de cada símbolo nas somas seguintes

Descobre qual o peso do gato (em gramas). PROBLEMA Nº 11—2º CICLO 1ª Quinzena de Maio Cada uma das figuras seguintes pode ser usada para construir um dado. Em todas elas há faces em branco. Coloca as ―pintas‖ em falta de maneira a que a soma dos números das faces opostas seja um número primo.

Classificação final APÓS 12 PROBLEMAS 5º ANO 1º - RITA ISABEL LOPES—5º C 43 pontos 2º - RODRIGO JOSÉ CORDEIRO—5º C 42 pontos 3º - MANUEL L. G. NUNES—5º C 42 pontos 4º - MARIA JOSÉ SANTOS—5º D 39 pontos 5º - FRANCISCO MARTINHO—5º C 36 pontos 6º - FRANCISCO R. ROCHA—5º D 36 pontos 7º - MARIANA MOTA NUNES—5º C 36 pontos 6º ANO 1º - MIGUEL ÂNGELO COSTA—6º C 51 pontos 2º - ANA ROSA ALCAÇARENHO—6º A 46 pontos 3º - PEDRO LOPES COSTA—6º C) 43 pontos 4º - RITA ANDRADE MARTINHO—6º A 43 pontos 5º - PEDRO MIGUEL OLIVEIRA—6º A 41 pontos

o gosto de realizar/participar em actividades que incentivassem ao gosto pelo raciocínio lógico-dedutivo e pela Matemática em geral. Durante o ano lectivo a vivência entre os alunos mostrou que existe alguma ânsia de cultura, pois em muitas situações pudemos ver alunos com a sua experiência a auxiliarem outros colegas, na utilização de novas tecnologias, assim como em actividades de preparação para provas. É importante que nas próximas etapas os alunos tenham um papel mais activo no Clube, desempenhando o professor apenas o papel de orientador. A vitalidade do Clube dependeu e dependerá sempre do interesse e espírito de entreajuda de professores envolvidos e acima de tudo dos alunos.


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Desporto Escolar Hipismo

Este grupo de alunos participou em quatro Encontros tendo

Golegã, Capital do Cavalo e a Escola EB 2,3/S Mestre Mar-

havido competição em três, onde alcançaram os seguintes

tins Correia receberam no passado dia 3 de Junho o 4º Encon-

resultados:

tro de Hipismo, no âmbito do Desporto Escolar 2008/2009,

Golegã - Gincana

terminando em grande, a sua participação competitiva. Foi

1º Lugar – Marco Boavista

nas instalações da ANTE que os 75 alunos das Escolas de

2º Lugar – Rui Pereira

Alpiarça, Aveiras de Cima, Constância, Samora Correia e

Alpiarça – Percurso Natural

Golegã, realizaram duas actividades distintas: Volteio e Gin-

3º Lugar - Bruno Pratas

cana. A prova de Gincana teve como responsável o equitador

4º Lugar - Daniel Jesus A nossa escola classificou-se em 2º lugar por equipas Constância – Gincana 3º Lugar – Luís Rainha Obstáculos 2º Lugar – Marco Boavista

Nuno Duque e no Volteio o tratador Fausto. Foi um momento muito importante para estes grupos/equipas, uma vez que é mais uma oportunidade em que, acima de tudo, a confraternização entre os participantes fala mais alto. Quanto à ―competição‖ os alunos da nossa Escola não deixaram os seus créditos por mãos alheias e arrebataram os dois primeiros lugares da classificação geral na prova de Gincana. Alunos que entraram em ―competição‖: Carlota Boavista, Bruno Pratas, Daniel Jesus, Fábio Mação, João Ferreira e Luís Rainha Marco Boavista e Rui Pereira.

Foi interessante acompanhar a natural evolução destes alunos. Alguns iniciaram as suas actividades no Volteio e terminaram a realizar provas de Gincana ou saltos. Assim, estão de parabéns todos os alunos envolvidos bem como o seu equitador. Agora há que esperar pelo próximo ano lectivo para dar continuidade ao trabalho já encetado. Para o ano podes ser tu! Boas Férias! Filipe Fernandes – Junho 2009


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Oficina da Música No decorrer da Semana da Cultura (final do 2º período), a

É de salientar que todos os alunos estiveram envolvidos acti-

Banda Filarmónica da Golegã fez-se representar na Escola,

vamente.

com um número considerável de músicos, os quais apresentaram um concerto comentado pelo respectivo Maestro. Esta visita teve por objectivo dar a conhecer aos jovens, os diferentes instrumentos musicais que constituem a Banda e incentivar os mesmos à sua aprendizagem, a fim de manter viva a tradição/cultura popular.

No dia 23 de Abril, os alunos da Oficina da Música e alguns

alunos do 6ºC participaram na comemoração do ―Dia mundial do livro e dos direitos de autor‖ com a apresentação do Hino da Biblioteca na BE/CRE – sessão de abertura. No dia 4 de Maio fizeram outra sessão de abertura no decorrer da ―Semana alusiva à Europa‖ com a apresentação da ―Ode à alegria‖ de L. van Beethoven, voltando a ser apresentado no dia 28 de Maio aquando da abertura da exposição ―Darwin‖. No dia 20 de Maio os alunos do 4º ano deslocaram-se à sala 9 do bloco B, da Escola sede do Agrupamento, acompanhados pela respectiva professora, para assistirem à apresentação de instrumentos musicais, pelos alunos da Oficina da Música. Realizaram-se

ainda

actividades

de

experimentação/

improvisação e de execução vocal.

―Dia mundial do livro e dos direitos de autor‖


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Serviço de Psicologia Escola de Pais

Realizou-se nas escolas de 1º ciclo de Golegã e de Azinhaga, a primeira sessão da "Escola de Pais". Vários pais e professores compareceram e participaram de modo activo. A sessão foi subordinada ao tema ―Projecto Escola de Pais‖, seus objectivos e ―Comunicação Escola – Família‖. Esta sessão foi dinamizada por Paula Martins, Psicóloga do Agrupamento. O tema tratado revelou-se bastante adequado para uma primeira sessão e pertinente, quer para os Pais e Encarregados de Educação presentes, quer para os docentes. Tal facto foi observado através das intervenções da numerosa assistência. Este projecto foi criado a pensar nos Pais e Encarregados de Educação dos alunos que frequentam o Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho. Pretende-se que, de forma articulada, se possam melhorar as dificuldades sentidas pelos pais no acompanhamento do processo de educação escolar dos filhos, bem como nas dificuldades que os professores encontram no desenvolvimento dos mesmos. Trata-se de um projecto-piloto que foi criado com o objectivo de envolver os Pais na vida escolar e no acompanhamento educativo dos seus filhos. Com a criação desta Escola pretende-se promover a reflexão conjunta, a partilha de saberes, de conhecimentos, medos, angústias, trocando ideias. A Escola de Pais pretende fornecer informação sobre o desenvolvimento da criança e do adolescente; promover a capacidade de relação dos pais com os filhos e dos

pais com professores; possibilitar a resolução dos problemas em conjunto, ajudar os pais a pensar no tipo de atitudes que devem ter no desenvolvimento dos mesmos, que percebam as suas necessidades, que desenvolvam a escuta activa, que ensinem os filhos a crescer e aprender com eles. Os encontros de educação/reflexão irão decorrer nas Escolas do Agrupamento uma a duas vezes por período lectivo. Serão abordados vários temas específicos e importantes para estabelecer uma boa relação entre escola – aluno – família, havendo sempre lugar para debate e troca de experiências.

Feira das profissões No dia 8 de Maio de 2009, o Serviço de Psicologia realizou a Feira das Profissões, com a participação dos alunos do 9º ano, mostrando assim que o aluno é a pessoa mais importante da escola.

Esta Feira contou com a presença de Profissionais de variadíssimas áreas, desde Arquitectos a Farmacêuticos, passando por Técnicos Bibliotecários, Informáticos,... que vieram à Escola falar sobre as suas Profissões, que tipo de trabalho exercem, quantas horas trabalham… enfim um sem número de pontos de interrogação gerados nas cabeças dos alunos que foram prontamente respondidas pelos profissionais. Também estiveram presentes utentes da Santa Casa da Misericórdia da Golegã. Foi um encontro de gerações marcado pela troca de experiências e conhecimentos de vida que estes ―jovens‖ vieram dar a conhecer aos nossos alunos. Falaram sobre as suas profissões, algumas em vias de extinção como

bordadeira, serralheiro, camponês… Falaram ainda das dificuldades senti-

das na sua época de mocidade. No final, todos os alunos se mostraram mais esclarecidos e informados acerca das profissões envolvidas nesta actividade. Nesta Feira também participaram os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo de Golegã e Azinhaga com os seus trabalhos, intitulados ―O que vou ser quando crescer?‖ Podemos dizer que foram escolhidas variadíssimas profissões, desde ―Transportador de Girafas‖ a ―Tratador de Borboletas‖… Esta Feira foi promovida com o objectivo de elucidar os jovens sobre o seu futuro vocacional, a melhor profissão a seguir, bem como sobre as diversas ofertas de educação e formação, cursos superiores ou profissionais a escolher. A Feira das Profissões prolongou-se até ao final da tarde, fazendo-se uma apreciação muito positiva do evento.


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Página do Francês Les marques, pour ou contre? Je suis pour les vêtements de marque parce que je préfère porter les vêtements qui sont jolis et confortables. Je suis contre les idiots qui se moquent de tous ceux qui ne portent pas de marques. Carlos Ferreira , 8º C

Pour moi les marques sont très importantes, parce que les vêtements sont plus jolis, confortables et de bonne qualité. À l´école les élèves se moquent de tous ceux qui ne portent pas de vêtements de marque. Je pense que c`est nul de se moquer de ceux qui ne portent pas de vêtements de marque, parce que tout le monde a son propre style et nous devons le respecter. Bernardo Simões, nº 4, 8º C

J`aime les marques. Je porte ce que j`aime. J`ai mon propre style. Si la mode c`est des vêtements que je n`aime pas je ne les porte pas. Lea Lourenço , nº 14, 8º C

Je préfère porter des vêtements bon marché qui sont jolis. Il y a quelques vêtements de marque que je préfère, mais d`autres ça m`est égal! Je n´aime pas les filles et les garçons qui discriminent les autres qui ne portent pas de vêtements de marque. Afonso Costa, nº 1 8º C

Je pense que les marques n`ont pas d`importance. Je préfère porter des vêtements confortables avec mon propre style. Les vêtements de marque sont très chers et parfois de mauvaise qualité. Nous pouvons porter des vêtements qui nous vont bien sans être de marque. Tiago Pratas, 8º C

Je trouve que porter des vêtements de marque n`est pas important. Je porte les vêtements que j`aime et tant pis de ce que les autres pensent. Je peux porter des vêtements de marque, mais je ne me moque jamais des autres et personne ne s`est jamais moqué de moi quand je ne porte pas de marque. Chaque personne a son propre style, qu`il porte des marques ou non ce n`est pas important. Mathieu Dias , nº 18, 8º C

Je pense que les marques sont importantes parce qu`il y a des pièces de vêtement difficiles de trouver sans marque. J´aime beaucoup la marque ―Fox‖ parce que ses vêtements sont très originaux. Je n`ai pas plein de vêtements de marque parce que le prix est astronomique. João Guilherme, 8º C

Faire des courses Dialogue Employée- Bonjour, vous désirez? Sara- Bonjour. Je voudrais essayer ces chaussures. Empoyée- Quelle est votre pointure? Sara – Je chausse du 38 mademoiselle. Employée- Les voilà. Ces chaussures sont plus lègères. Sara- Oui, sont très confortables. Employée – J`ai ce modèle à 67 euros. Vous payez comment? Sara –Je vais payer par carte. Employée- Faites votre code, s` il vous plaît. Voici votre ticket. Sara – Au revoir. Employée – Au revoir. Sara Severino e Mariana Pombo, 8º C

Bonjour, vous avez besoin d`aide? Non, pour l`instant je regarde. Combien coûte cette robe? Laquelle? La noire ou la rose? La noire. Elle coûte 45 euros Vous avez quelle taille? À partir du 36 jusqu`au 42. Je veux essayer le 36, s`il vous plaît La voici. Elle me va bien. Je la prends. Vous payez par carte? Oui. Voici votre ticket. Merci. Merci. Au revoir.

- Bonjour madame. - Bonjour monsieur, puis-je vous aider? - Oui. Je cherche un livre. - Quel est le genre que vous préférez? - Je cherche un livre de Harry Potter. - J`ai le livre Harry Potter et la chambre des secrets . - C `est bien. Quel est le prix? - Le prix c`est 20 euros. - C`est un peu cher, mais je le prends. Au revoir. - Merci. À bientôt. João Cerdeira e Rodrigo Reis, 8º B

Employée- Bonjour. Est-ce que je peux vous aider? Moi – Oui. Je veux acheter des chaussures. Employée – De quelle couleur? Moi – Noires, s`il vous plaît. Employée – Est-ce que vous aimez celles- ci? Moi- Elles sont très jolies. Employée- Quelle est votre pointure? Moi – Du 40. Employée- Les voilà. Est-ce qu`elles vous vont bien? Moi- Oui, merci. Quel est le prix? Employée- 39 euros. Moi – Elles ne sont pas chères. Je les apporte. Employée – Merci. Au revoir. Moi – Au revoir. Raquel Oliveira, 8º B

Lea e Rodrigo—8º C

Passatempo


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Página de EMRC EMRC????

O QUE É QUE É ISSO?

Eis-nos à beira da meta de mais um ano académico… Depois de horas de estudo, de novos conteúdos apreendidos, de novas amizades… eis-nos prontos a virar mais uma página e a pensar já nas férias! Antes, porém, ainda há tempo para fazer as matrículas no próximo ano; mais e mais papéis para preencher e entre tantos dados que nos vão pedir, lá vem a pergunta tão pequenina ―Deseja que o seu filho se inscreva na disciplina de EMRC?‖…………….

Este ano, antes de responder, fica o desafio de pensarmos um pouquito!! (Pode ser????)

algumas interrogações existenciais, numa linha de

espaço onde podes conviver, dialogar, pensar, aprender valores e parares valores cristãos; é um

para pensares por ti, dares sem medo a tua opinião porque se é Tua é preciosa e vale a pena ser escutada pelos outros… Afinal, se as pessoas crescidas se escutassem mais umas às outras e soubessem, de facto, dialogar, construiríamos caminhos de PAZ…

EMRC

disciplina para nos formar moralmente e a moral não se constrói só com a razão… Por isso e porque:     

O que é EMRC? Para que servirá esta disciplina? Por que será que de entre tantas obrigatórias, nos colocam uma para nós decidirmos se queremos ou não?

 

Parece estranho, não é? Estamos tão habituados a fazer as coisas que nos mandam, a ter só as disciplinas que nos obrigam que nem estamos para «ter mais uma de graça».

Pois aí

é que está a chave do segredo… as

coisas mais importantes da vida não são aquelas a que nos obrigam, mas aquelas que escolhemos, não é verdade? Não gostamos mais daquilo que nós escolhemos do que aquilo que os nossos papás nos querem ―obrigar‖?

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica apenas pretende ajudar-te a crescer feliz; as aulas são uma oportunidade de reflectir sobre a vida e os seus problemas, confrontar saberes e esclarecer

não é só uma disciplina da Igreja, é uma

Há razões que a própria Razão desconhece, A Pessoa e a História do mundo não se percebe só pela razão A razão já deu provas de que muitas vezes também se engana Há informação avulsa que não garante a formação integral com princípios, meios e fim, Há dados da razão que não chegam para transformar o mundo segundo critérios de paz e de justiça E há perguntas ―de onde‖ e ―para onde‖, que não podem ficar ―por aí‖, sem resposta E há razões da fé cristã que oferecem à liberdade humana uma luz de sentido e de esperança Há atitudes radicais que nos tornam heróis. Escolhe sem medo, opta por valores e investe na tua felicidade, constrói o teu futuro com valores…


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Semana Cultural (Alguns apontamentos) ENCERRAMENTO DA SEMANA CULTURAL A Tasquinha

CONCERTO DE MÚSICA AO VIVO AQUI FICAM ALGUNS MOMENTOS REGISTADOS DURANTE O CONCERTO

A Comunidade Educativa esteve

pre-

sente

As Tias

De realçar a

Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer toda

presença

de

a colaboração e disponibilidade da parte de todos os membros

alu-

do Conselho Executivo; à Autarquia todo o apoio logístico e a

nos da Escola

cedência dos transportes; ao corpo de pessoal Docente e não

antigos Sede

Docente que estiveram sempredisponíveis para colaborar; a todos os alunos e Encarregados de Educação a presença e a ajuda prestada nesta actividade e também um agradecimento a todos os músicos presentes. Espero que esta actividade tenha sido do agrado de todos e que se possa vir a realizar mais vezes porque são também

A ―Tia‖ Rosa foi a nossa aniversariante

momentos destes que fortalecem os laços entre todos os elementos da comunidade educativa. A todos um muito obrigado. O TIO LUÍS


Página 18 TUDO PELO PLANETA…. Os alunos do 10.º ano, Curso Profissional, estão a desenvolver um projecto que visa melhorar e preservar o ambiente, assim como sensibilizar a população para a necessidade de poupar água, recurso que começa a ser escasso. A ideia de desenvolver este projecto surgiu de uma entrevista, feita pelos alunos, à Presidente da ONGA Tejo, senhora D. Maria de São José. Entusiasmados com o desafio que lhes foi feito, os alunos puseram mãos à obra e decidiram intervir, desenvolvendo acções para melhorar e preservar o ambiente, tanto na Escola como na Comunidade. Nas aulas de Língua Portuguesa e de Área de Integração os alunos desenvolveram o projecto delineando as acções que pretendiam desenvolver. Foram feitos cartazes, folhetos apelando à separação de resíduos, recipientes para a recolha de tampas de plástico e tinteiros de impressoras. Foi solicitado à Câmara Municipal a cedência de ecopontos para colocar na Escola. No passado dia 5 de Junho (Dia Mundial do Ambiente) os alunos sensibilizaram a população para a necessidade de poupar água. Ofereceram às pessoas garrafas de plástico, sugerindo-lhes que as colocassem no autoclismo para pouparem água. Os trabalhos realizados foram expostos na Azinhaga, durante a Feira de Maio e no dia 5 de Junho.

"Solidão" Solidão. Uma só palavra para representar um dos mais penosos e marcantes sentimentos. Normalmente, ao ouvirmos a palavra "solidão", pensamos em pessoas idosas, aqueles a q ue mu i tas ve zes ch a ma mo s, inconscientemente, de "velhos". Mas erramos ao pensar assim... A solidão não afecta apenas as pessoas idosas. De facto, se reflectirmos bem e olharmos à nossa volta, podemos ver a solidão espelhada em tantas pessoas... Sofre de solidão o teu amigo. Sabes, aquele companheiro de tantas aventuras, aquele que já participou nas maiores loucuras contigo Sim, esse mesmo. Aquele que tem os pais a trabalhar dia e noite, aquele que os vê uma vez em cada dois dias, e que quando entra em casa, se dirige a eles dizendo "Olá", a única resposta que encontra é "Viste onde deixei a minha pasta?". Aquele que vai a casa para dormir e passa os dias na rua contigo ou com outros amigos, pois sabe que quando chegar a casa a única coisa que vai encontrar é o vazio. Aquele que fuma ou bebe para esquecer. Aquele que, quando finalmente vai para casa, se tranca no quarto e chora sem ninguém saber. Exactamente, esse mesmo. Sofre de solidão aquele da tua escola, aquele por quem tu passas sem reparar, aquele que é como uma pedra da calçada ...Aquele que anda constantemente sozinho, porque simplesmente não tem mais ninguém sem ser ele próprio... Aquele que tem qualquer problema, mas que tu ainda nem sequer percebeste qual é, porque talvez também não te preocupas com isso... Aquele que não é capaz de socializar, de chegar ao pé de ti ou de outro alguém, pôr um sorriso na cara e dizer "Bom dia"...

Aquele que, por detrás daquele rosto sempre triste, esconde alguma coisa. Por algum motivo, essa pessoa não é simplesmente capaz de ser considerada "normal". Sim, esse mesmo. Sofre de solidão aquele super popular da tua escola. Aquele que tem sempre todos atrás dele, que está sempre rodeado de raparigas a ―babarem-se‖ por ele. Aquele que passa a vida a receber mensagens e telefonemas a convidá-lo para ir aqui ou ali. Talvez aquele com quem tu desejas estar. Aquele que queres que seja teu amigo. Aquele ao lado do qual saibas que te vais sentir importante. Esse também sofre de solidão. E sabes porquê? Porque, apesar de estar sempre rodeado de pessoas, sabe que no fundo está sozinho. Sabe que a maior parte dos seus considerados "amigos" não são amigos de verdade, andam com ele apenas por interesse. Porque sabe que quando algo de mal lhe acontecer, quando vier uma espécie de bomba e abalar o seu mundo, muito poucos vão ficar. Talvez só um, ou dois, irão estar a seu lado a dar-lhe força, até que o seu mundo se reconstitua novamente. E, obviamente, sofre de solidão aquele idoso sentado no banco de jardim. Sozinho, sentado, a ver a vida passarlhe à frente dos olhos. Vê o casal de namorados sentados no banco à sua frente, vê o grupo de amigos que passam por ele. Vê e recorda... Recorda o tempo em que também já teve namorada, recorda as vezes que já havia passado tardes a fio com os seus amigos. Vê a vida passar-lhe em retrospectiva, vê todos os momentos como se fossem fotos — aquelas que ficam guardadas em álbuns, aquelas que raramente alguém vê... Solidão é sofrer. Solidão é chorar. Solidão é querer, sem nunca poder alcançar... Leonor – 8º C


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Página do Jardim de Infância do Pombalinho Olá! Somos os meninos e as meninas do Jardim-de-infância de Pombalinho e queremos partilhar convosco algumas vivências deste ano lectivo que está prestes a terminar. Histórias, conversas, canções, pinturas, recortes, colagens... muita brincadeira, muito mimo, algumas zangas e muitas amizades, fizeram deste ano lectivo um ano especial em que crescemos juntos e felizes. Também contribuiu para este crescimento os momentos que vivemos fora do Jardim-de-infância e que partilhámos com outras crianças e com a comunidade local.

Visitámos a Expo Criança em Santarém, vimos um teatro, fizemos jogos educativos, ouvimos histórias, um dia bem diferente.

Em Dezembro, fomos ao circo a Santarém e festejámos o Natal com os idosos da Casa do Povo. Cantámos, houve fantoches, trocámos presentes e lanchámos.

Fomos ainda visitar a Quinta do Arrife. Fizemos e comemos queijo fresco e iogurte

Logo em Outubro fomos ouvir o conto tradicional ―O Sapateiro Pobre‖ dramatizado pelos utentes da Casa do Povo

Demos de comer aos animais do campo e andámos de burro.

No Carnaval fizemos uns frutos gigantes e desfilámos pelas ruas do Pombalinho. e fomos pedir os bolinhos aos familiares e amigos do Pombalinho.

Em Março, fomos à escola, sede do Agrupamento, participar na Semana da Leitura. Vimos dois filmes, visitámos o centro de recursos e requisitámos livros para ler no nosso jardim.


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J. I. P. (Cont)

Página do Jardim de Infância da Golegã Para comemorarmos o Dia do Pai e da Mãe, elaboramos prendinhas muito especiais

No mês de Maio fomos a Lisboa, ao Museu da Criança. Participámos no atelier de música ‖DÓRÉ-Mi, Música d’Aqui, Música d’Ali‖ e na exposição ―Sentidos e Emoções‖. Dia do Pai - Sala Azul, Amarela, Verde

Desfile de Carnaval no Cine Teatro Gil Vicente da Golegã – Contos Tradicionais-aproveitamento de desperdícios

Sala Verde

Sala Azul

Chegámos ao mês de Junho e fomos a Santarém,

Sala Amarela

Dia da Mãe ao complexo das piscinas comemorar o Dia Mundial da Criança Eleitos do Júri de Selecção


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J. I. G. (Cont.) Comemoração do Dia Mundial do Livro

- Teatro de Marionetas na Biblioteca Municipal da Golegã

Marcha do coração

―Uma viagem relâmpago a um ano de trabalho‖ Exposição de trabalhos realizados pelos alunos do 3ºciclo no âmbito da disciplina de Geografia, incidindo sobre temas como seja: Problemas Ambientais, Riscos e Catástrofes Naturais; Desenvolvimento Sustentável; Subdesenvolvimento; Diversidade Cultural; Contrastes Demográficos. A cereja no topo deste grande bolo é a pequena colectânea de livros, "Como tornar-se um cidadão informado em …lições, da autoria dos alunos dos oitavos e nonos anos articulando as disciplinas de Geografia, Educação Visual e Tic. Estes livros são constituídos por passatempos pedagógicos referentes a conteúdos do programa de oitavo e nono ano de Geografia que permitirão aos alunos nos próximos anos lectivos e, sempre que o pretendam, aprofundar os seus conhecimentos geográficos. Esta exposição vai estar patente no átrio do bar da nossa Escola até à primeira semana de Junho. Manuela Pina

-Actividade articulada com a Santa Casa da Misericórdia da Golegã

- Lembranças às crianças do Jardim de Infância de Golegã pela CPCJ, Junta de Freguesia da Golegã, Junta de Freguesia da Azinhaga e Câmara Municipal da Golegã


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Página da Matemática O ―Canguru Matemático sem Fronteiras 2009‖ foi mais uma vez realizado na nossa Escola com a participação de alunos dos 2º e 3º ciclos. Este concurso é considerado o maior concurso matemático de todo o mundo com a participação de

Visita à Exposição pelos alunos do 8º A

45 países e mais de cinco milhões de alunos, sendo 640 portugueses. A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra é a responsável pela organização da prova em Portugal. O grande objectivo da prova é olhar para a Matemática como um jogo, em que o prémio principal é a descoberta da resolução do problema. Bem haja a todos que participaram. Para o ano lá estaremos com ―Novos Problemas‖.

Visita à Exposição pelos alunos do 7º A

Mais informações em www.mat.uc.pt/canguru

O ―Concurso Uma Aventura Matemática‖ foi realizado no decorrer da Semana Cultural com a participação dos alunos do 3º ciclo e do ensino secundário. À semelhança de anos anteriores a organização solicitou a formação de equipas (quatro alunos — um deles suplente) que representavam a turma e os restantes alunos constituíam a respectiva claque. Vimos com entusiasmo a participação das equipas a responder às várias questões de escolha múltipla projectadas no quadro interactivo. Agradecemos a presença de todos os alunos e a sua boa disposição e espírito de equipa.

Os ―Jogos Interactivos‖ foi uma actividade disponibilizada a

Dois aspectos do Concurso ―Uma Aventura Matemática‖

toda a comunidade escolar. No entanto, para melhorar a organização efectuaram-se pré-inscrições de várias turmas. A maioria dos jogos faz parte de uma colecção particular que neste dia puderam ser experimentados por todos aqueles que sentiram a curiosidade de descobrir os vários segredos que escondem. Congratulou-nos a alegria, o entusiasmo e a interajuda de alunos de diferentes turmas e níveis de ensino assim, como a de adultos, na resolução dos enigmas.

Imagens Mágicas e de Ilusão Óptica Experiências com água e volumes


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Página do 1º Ciclo da Golegã Representação da ―Galinha Verde‖ pelos

Vale mais tarde do que nunca ... O material que a seguir se publica era para o ser na edição anterior. Como chegou um pouco atrasado à redacção só agora foi possível a sua publicação

FESTA DE NATAL NA ESCOLA EB1 DE GOLEGÃ No dia 17 de Dezembro de 2008, pelas

Durante a Festa foram entregues os

14 horas, apoiada pela Associação de

prémios do concurso ―Árvores de

Pais e Encarregados de Educação

Natal‖, executadas com materiais reci-

(APEE), teve lugar a Festa de Natal na

clados. Esta actividade foi realizada

nossa Escola, a EB1 de Golegã.

por todas as turmas deste estabeleci-

Estiveram presentes, neste agradável

mento de ensino, em parceria com a

evento, representantes da Comunidade

BE/CRE.

Educativa: alunos, professores, auxiliares da Acção Educativa, Associação de

Representação da ―Galinha Verde‖ pelos Golfinhos.

Pais e Encarregados de Educação, responsável pela BE/CRE e Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas

Ricardo Alberty, escritor português, de

de Golegã, Azinhaga e Pombalinho.

nome completo: Ricardo Eduardo Rios Rosa y Alberty, nasceu a 22 de Agosto de 1919, em Lisboa, e faleceu em Animação musical pelo professor Adolfo Mendes (APEE)

primeira obra A Galinha Verde (1957,

A Associação de Pais presenteou os alunos deste estabelecimento de ensino com cantorias, a visita do Pai Natal, um crocodilo mágico e muita animação. Esta festa teve ainda a colaboração da turma dos Golfinhos (3º e 4º Ano), com a representação da história

―A

Galinha Verde‖ de Ricardo Alberty, em Teatro de Fantoches. Esta actividade faz parte da Área Projecto (O Cofrezinho Mágico de Contos e Lendas), da respectiva turma. Os alunos, para além da representação, foram os construtores dos respectivos fantoches. Foi um trabalho de equipa com bons resultados.

1992, na mesma cidade. Com a sua contos) ganhou o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, em 1958. A par de Matilde Rosa Araújo, recebeu, em 1980, o Grande Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua produção escrita. Exemplos da sua obra são A Terra Natal (1968), O Príncipe de Ouro (1971), O Cavalinho das Sete Cores (1978), O Homem das Barbas (1989) e O Guarda-Chuva e a Pomba (peça teatral).


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Os Encontros sobre … Ficcionar a História Os Encontros sobre … são uma iniciativa do Departamento de Ciências Sociais e Humanas do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, com a colaboração da Câmara

Municipal da Golegã. Com eles pretende-se, sobretudo, contribuir para uma abertura do Agrupamento à comunidade educativa em que o mesmo se insere. Para isso perspectiva-se que neste ciclo de encontros, a desenvolver neste e nos próximos anos lectivos, se abordem diferentes temáticas relacionadas não só com as disciplinas que constituem aquele Departamento, mas que sejam também transversais a outras áreas do conhecimento e da cultura. Foi o que sucedeu no passado dia 23 de Maio, pelas 16 horas, no Auditório

Eng.º Ricardo Magalhães, no Equuspolis, quando ocorreu a primeira destas actividades, a qual contou com a presença do Prof. Doutor João Paulo Oliveira e Costa, Professor Associado do Departamento de História da Faculdade de Ciências

Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Destacado historiador, com vasta obra publicada em Portugal e no estrangeiro, João Paulo Oliveira e Costa é especialista no período dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa. Entre os seus mais recentes trabalhos destaca-se a biografia D. Manuel I, um Príncipe do Renascimento, editada pelo Círculo de Leitores na colecção ―Reis de Portugal‖, colecção de que foi também Coordenador Cientifico, juntamente com Artur Teodoro de Matos. Em 2008 estreou-se no campo da literatura, nomeadamente do romance histórico, com a publicação de O Império dos Pardais, editado pelo

Círculo de Leitores e pela Temas e Debates. Nesta dupla qualidade de historiador e romancista, deslocou-se à Golegã para tratar o tema Ficcionar a História, a propósito da experiência por que passou com a escrita daquele seu romance. Salientou a grande preocupação que atribui ao rigor acerca dos acontecimentos históricos narrados neste tipo de obras, considerando, por isso, que o romance histórico deve ser acima de tudo um ―romance realista‖. Não defende, como Miguel Sousa Tavares, que para benefício da ficção, os dados históricos possam ser alterados. Segundo o mesmo ―não há disso necessidade‖, devendo ser a ficção a

a ajustar-se a essa realidade passada e não o contrário. Por isso defendeu inclusivamente, numa posição que poderá para alguns ser polémica, que esta variante da literatura deveria ―estar nas mãos dos historiadores‖, o que ilustra a importância por ele concedida ao rigor histórico. Este tipo de livros, que tem vindo a ocupar um espaço crescente no mundo editorial nacional, deverá funcionar também como uma forma de divulgar o conhecimento histórico. A sua grande procura, manifestada por um número crescente de leitores, justifica-se, segundo este autor, pela ―procura de uma memória‖ manifestada actualmente pelos portugueses. A assistência, composta maioritariamente por professores oriundos da Escola B. 2,3/S Mestre Martins Correia e de estabelecimentos dos concelhos vizinhos, nomeadamente de escolas da Chamusca, Riachos e Entroncamento, ficou ainda a saber que João Paulo de Oliveira e Costa se encontra já a preparar o seu segundo romance, o qual terá como cenário o Japão na época da expansão portuguesa. Os Encontros sobre … constituem uma das actividades incluídas no Plano Interno de Formação do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, segundo determinação do Conselho Pedagógico do mesmo.


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INTRODUÇÃO No dia trinta de Abril de 2009, o 10º, 11º e 12º anos da E. B. 2,3/ S Mestre Martins Correia realizaram uma visita de estudo à exposição ―A Evolução de Darwin‖ que se encontra na Fundação Calouste Gulbenkian. O objectivo desta visita foi dar-nos a conhecer mais sobre o homem que revolucionou a história e o seu caminho até à publicação do seu livro ―A Origem das Espécies‖. Esta exposição foi realizada para comemorar o 200º aniversário do nascimento de Darwin e o 150º aniversário do lançamento do livro ―A Origem das Espécies‖. Tudo o que está neste trabalho é

resultado dos apontamentos retirados durante a vista guiada, não recorrendo a nenhum outro recurso, daí que talvez hajam algumas gafes. Se utilizássemos outras fontes, então este trabalho não faria sentido.

CHARLES DARWIN Charles Darwin nasceu no século XIX, em Inglaterra. Ficou conhecido pela sua teoria da selecção natural, dada a conhecer pelo livro ―A Origem das Espécies‖. Num tempo em que a origem da vida era obra divina e que as espécies não sofriam alteração desde que Deus as colocou na Terra, nasceu, no seio de


Página 29 uma família rica, um jovem de nome Charles Darwin, filho de Robert Darwin, um médico. Robert queria que o seu filho seguisse a sua profissão, então Darwin frequentou durante algum tempo o curso de Medicina, do qual acabou por desistir depois de assistir a uma cirurgia. Saiu então deste curso e resolveu estudar Teologia que, na altura, era uma disciplina em que se estudava a natureza, a grande paixão de Darwin. Foi neste curso que conheceu Henslow. Foi feito um convite a Henslow, um amigo de Darwin que, tal como ele, gostava muito da natureza, para que este embarcasse numa expedição com o fim de cartografar a costa da América do Sul, mas este recusou, sugerindo Darwin para ir no seu lugar. Quem pagou essa viagem foi o pai, depois de um tio de Darwin o ter convencido a isso, tio a quem Darwin agradeceu muito.

A resposta a esta pergunta é a teoria de Darwin, em que as espécies se adaptam às condições em que habitam.

CITAÇÕES ―É grandioso pensar que a vida teve um começo muito simples … e que evoluiu numa infinidade de formas … maravilhosas‖ ―Trata-se de uma competição em que um grão de areia chega para variar a balança‖ (diferença entre as espécies que garante a sua sobrevivência) ―O fogo vulcânico de eras passadas e o calor escaldante de um sol tropical‖ ―Mulher é companhia no sofá‖ (um dos prós do casamento) ―Como se estivesse a confessar um crime‖ (depois de publicar o seu livro)

A VIAGEM A BORDO DO BEAGLE

Reconstituição do Beagle com base nos barcos ingleses da mesma época

Enquanto viajava, Darwin partilhava o seu quarto de 9 metros quadrados com mais dois homens tendo um mastro a dividir o quarto. Como o seu quarto não lhe oferecia as condições necessárias para realizar o seu trabalho, Darwin recorria frequentemente à biblioteca do navio. A viagem no Beagle demorou cinco anos, estando originalmente prevista para demorar muito menos. Durante a viagem Darwin passou muito tempo em terra, onde observou diversas espécies diferentes. Foi nas ilhas Galápagos que descobriu tentilhões que se diferenciavam de ilha para ilha, sendo essa diferença a forma e/ou cor do bico. Se as espécies não mudaram desde que foram colocadas no mundo, por que teriam os tentilhões bicos diferentes?

deiras e orquídeas. Em 1858 recebeu um carta de Wallace, um homem que fizera um viagem de barco pela costa indiana, que lhe confidencia a sua teoria, teoria esta, que em tudo era idêntica à de Darwin. Foi no seguimento desta carta que Darwin publicou o seu livro, o qual não foi muito bem aceite, sendo considerado por alguns como o homem que tentou assassinar Deus. Darwin morre então com 73 anos, sem ter resolvido dois dos problemas da sua teoria, a variabilidade dentro da espécie e a hereditariedade, algo que só alguns anos mais tarde é conhecido, devido à descoberta do ADN.

ALGUMAS FOTOGRAFIAS DAS NA EXPOSIÇÃO:

TIRA-

VIDA DEPOIS DO BEAGLE Quando voltou a Londres, com 29 anos, casou com uma prima, Emma, que era uma mulher extremamente dedicada à Igreja. Tiveram 10 filhos. Escreveu e guardou o livro com a sua teoria durante 20 anos. Durante esse tempo continuou a estudar os animais. Foi nos macacos que se apercebeu de que, tanto estes como os humanos, têm as 5 emoções base: amor, raiva, medo, tristeza e alegria. Fez também experiências com trepa-

(Continua na página seguinte)


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Vulcões ―Na nossa Escola houve vulcões‖ Alunos do 7º ano, turma A, realizaram actividades práticas simulando erupções vulcânicas. E a propósito, nunca é demais relembrar o que fazer em determinadas situações de perigo. Na realidade há que ter consciência do que se fazer numa situação dessas, bem como no laboratório. E, porque na Escola também se fazem simulações, aqui ficam algumas fotos da realização dessa actividade:

―Projecto Daphnia‖ Na tentativa de sensibilizar os alunos para o efeito de substâncias psicoactivas, alunos do 8º ano,turma A, efectuaram várias experiências, usando álcool e cafeína para testar o efeito destas substâncias no ritmo cardíaco de Daphnia magna , espécie que é vulgarmente conhecida como pulga de água. E eis aqui os nossos futuros cientistas: “ Contando o número de pulsações de Daphnia magna por minuto”

“Amassando o vulcão – mãos à obra!” E porque não são só os alunos que metem

a mão na massa, as alunas também deram “ E como não são só alunas que o sabem

o exemplo! “Cá estão elas sorridentes! ”

CONCLUSÃO Mesmo após todos estes anos, a Teoria da Evolução ainda não é e talvez nunca venha ser aceite pela igreja. Darwin alterou a mentalidade de muitas pessoas e a forma como criou a sua teoria não deu oportunidade a ninguém de a ―refutar‖.

Adriana Narciso Ana Margarida Cardoso

fazer, este aluno quis, também, fazer a sua demonstração!”


Página 31 “ Prevenção

Rodoviária: caminho da Escola‖

A

Alunos do 7º ano, turma B, realizaram uma actividade lúdico-educativa, no âmbito de Formação Cívica, tendo em vista a melhoria da segurança rodoviária na área envolvente à Escola. Como tal, o concurso ―A caminho da Escola Novos Comportamentos‖ teve como principal objectivo sensibilizar os intervenientes para várias situações de perigo com que se podem deparar, diariamente, no percurso escola-casa e casaescola. No final, foram atribuídas prendinhas simbólicas, alusivas à estrada – canetas, todas coloridas, com carrinhos e outras figurinhas - ao grupo que conseguiu obter a melhor pontuação. E eis aqui então os alunos envolvidos na árdua tarefa ―A caminho da Escola Novos Comportamentos‖. “O grupo vencedor todo empenhado e com alguma vergonha para a foto ehehe – PARABÉNS!!!”

Visitas de Estudo No dia 27 de Março de 2009, no decorrer da Semana da Cultura, os alunos do 6ºA deslocaram-se à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para assistirem ao concerto comentado ―Carnaval dos animais‖, uma grande fantasia zoológica, de Camille Saint – Saëns (1835-1921).Os sucessivos quadros que representam cada um dos animais fazem referência a temas conhecidos de obras de alguns compositores e apresentam-se em 14 ―peças‖. A Orquestra Gulbenkian foi dirigida pelo Maestro Osvaldo Ferreira e teve como comentadora Catarina Molder. O CARNAVAL DOS ANIMAIS DE CAMILLE SAINT-SAËNS

No final, tiveram oportunidade de assistir a outro grandioso momento musical: ―Brincadeiras Orquestrais‖ de Rodion Chtchedrin (1932). No dia três de Junho, os alunos dos sextos anos, turmas B e C, visitaram o Museu da Música, situado no metropolitano Alto dos Moinhos, de Lisboa. Fizeram uma visita guiada que lhes permitiu conhecer ―in loco‖ instrumentos musicais de vários pontos do mundo, considerados verdadeiras obras de arte. Ao longo da visita ouviram vários trechos musicais de Wolfgang Amadeus Mozart e reconheceram vários timbres instrumentais. Puderam experimentar/tocar alguns instrumentos e assistiram a um vídeo sobre instrumentos da Orquestra Sinfónica: ―Jovens guiados à Orquestra‖ de Benjamin Britten. MUSEU DA MÚSICA ESTAÇÃO DO METRO ALTO DOS MOINHOS – LISBOA


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Saramago, o Grandalhão

Tomada de Posse do Director do Agrupamento No dia 15 de Junho de 2009 pelas dezoito horas iniciou-se,

No dia 31 de Maio de 2009 foi inaugurada, na Azinhaga do Ribatejo, uma estátua em bronze em homenagem ao nosso Nobel da Literatura, José Saramago, nascido na pequena aldeia conhecida por ser a mais portuguesa do Ribatejo – Azinhaga. No largo da praça, debaixo de uma árvore junto à sua fundação, encontra-se um banco em bronze com José Saramago sentado com a perna cruzada e com um livro na mão que tem escrito ―A Aldeia chama-se Azinhaga ‖. Esta actividade foi integrada na Feira de Maio. José Saramago, antes da inauguração, esteve no jardim público onde deu autógrafos. O presidente da Junta de Freguesia, Vítor da Guia, fez o discurso inicial, seguidamente foram cantadas músicas pela casa da comédia da Azinhaga e dançou-se o Fandango. O Nobel da Literatura discursou junto do seu bronze, onde se referiu à sua estátua como ―Saramago, o Grandalhão‖. O largo foi pequeno para todos os que quiseram assistir. Entre alguns desconhecidos que se misturavam com os habitantes da Azinhaga, estava também o grande pensador Eduardo Lourenço.

com o objectivo de dar posse ao Director do Agrupamento de

Por Isabel Revelles . 9ºB

dente da Câmara Municipal da Golegã e o empossado Jorge

Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, o Conselho Geral Transitório em regime aberto à Comunidade Educativa. A cerimónia teve inicio com uma breve oratória do Presiden-

te do Conselho Geral Transitório, professor José Leote sendo seguido pelo Representante das Associações de Pais, PresiManuel Correia Saldanha Mendes. A cerimónia foi polvilhada por pequenas representações de alunos: Trechos musicais, teatro e ginástica. No seu discurso de tomada de posse o já Director apelou à unidade dos diferentes actores educativos no sentido de se conseguir uma Escola de qualidade que corresponda às expectativas de alunos, pais e professores.

Escola A escola pode ter vários significados. A escola é um espaço para estar com os amigos, conviver, aprender, estudar. No final de contas é a nossa formação. Muitos, como eu, têm capacidades e não as aproveitam. Sim, é verdade, eu sou inteligente, mas prefiro ser ―o palhaço da turma‖. Algum dia hei-de mudar, enquanto isso continuo a atrasar a minha vida e a chatear os professores que não têm culpa, não é? A escola é como se fosse um emprego e o ordenado é cultura e sabedoria, enfim disso tudo… : ) xD José Diogo—CEF E

Jornal Encontro Junho 2009  

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