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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 06 - III Série - Junho /2008 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Parabéns aos jovens leitores!

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo) - Preço 0,40 €

Entrevista com a Dra Cátia (Responsável pelo Museu Carlos Relvas) Jornal Encontro - Qual o seu nome? Dra. Cátia - Chamo-me Cátia, utilizo o meu apelido salvado apesar do meu apelido ser Fonseca gosto de assinar como Cátia Salvado.

Inauguração de Pólo da Sede da Fundação José Saramago em Azinhaga Grande dia para a Azinhaga

No passado dia 4 de Abril, a Ana Luísa o João Delgado e a Rita Madeira do 8º C representaram de forma brilhante a nossa escola, na 2ª eliminatória do Concurso do Plano Nacional de Leitura, entre trinta e dois colegas, representantes dos vários concelhos do distrito de Santarém. … (Página 2)

No dia trinta e um de Maio dois gran-

Presidente do Conselho Executivo na Sala de Aula

No dia 26 de Maio, os alunos do CEFB receberam na sua sala o Sr. Professor Jorge Saldanha Mendes, na qualidade de Presidente do Conselho Executivo da nossa Escola, a fim de lhe fazerem uma entrevista sobre o tema ―Autoridade: Porque precisamos de autoridade?‖. …

(Página 20)

Jornal Encontro - Qual é a sua formação? Dra. Cátia - Sou licenciada em História. Jornal Encontro - Quais são as suas funções? Dra. Cátia - Aqui, na Casa-Estúdio para além de ser guia, também fiz o estudo da casa do Carlos Relvas, portanto a minha tese de mestrado é sobre Carlos Relvas e pretendia através do meu estudo fazer com que se valorizasse o património através da Casa-Estúdio e que a Golegã fosse valorizada e também foi proposto pelo pelouro da cultura da câmara municipal da Golegã fazer um trabalho comunitário entre a Casa-Estúdio e as escolas, portanto é nossa intenção trabalhar com a escola Martins Correia … (Página 4)

des acontecimentos puseram a Azinhaga na agenda nacional e internacional. A Azinhaga adoptou Pilar del Rio como filha da terra. Saramago também já tinha sido adoptado como filho na terra natal da sua mulher Pilar. Ao longo da tarde desenvolveram-se várias actividades: actuações do Rancho Folclórico da Azinhaga, da Banda Filarmónica, da Casa da Comédia e leitura de textos de Saramago por antigos e actuais alunos da Escola B. 2,3/S. Mestre Martins Correia. Neste dia foi também inaugurada a Fundação José Saramago, situada no Largo da Praça. Nesta Fundação podemos ver algum mobiliário da família de José Saramago, fotografias, livros. Este espaço tem também computadores, com acesso à Internet, que pode ser usado pela população e pretende-se que seja um espaço de cultura, com diferentes actividades. (Página 20)


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Ficha Técnica

Editorial Finalmente… O tão desejado final de mais um ano lectivo está aí! Com ele chegou o

Coordenadores (Deste número)

terceiro número do jornal Encontro ( Para o ano há mais!!!!!!!!!!!!!!!!!). Neste número, os nossos leitores terão a oportunidade de saber um

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

pouco mais sobre o Museu Carlos Relvas - vide entrevista com Drª Cátia Salvado, responsável pelo Museu. Poderão ainda ler uma entrevista realizada pelos alunos da turma B do CEF ao Professor Jorge Saldanha - Presidente do Conselho Executivo. Para além destas duas

Alunos: 8º Ano - Turma B Carlos Medinas 8º Ano - Turma C Joana Dias

Reprodução Luís Farinha

entrevistas deverá também ler as notícias relativas a algumas das actividades que se foram realizando ao longo do terceiro período, os textos produzidos pelos alunos e, não se esqueça, de fazer os passatempos. E não se esqueça que férias não é só praia. Aproveite para visitar o nosso concelho, não esquecendo os seus belos museus. A equipa responsável pelo Oficina de Jornalismo deseja a todos os seus leitores umas boas férias! Fernanda Silva — Lurdes Marques — Manuel André

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia (Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Tiragem 50 exemplares

Oficina de Jornalismo Página Web http://oficinajornalismo.no.sapo.pt/

Parabéns aos jovens leitores!

No passado dia 4 de Abril, a Ana Luísa o João Delgado e a Rita Madeira do 8º C representaram de forma brilhante a nossa escola, na 2ª eliminatória do Concurso do Plano Nacional de Leitura, entre trinta e dois colegas, representantes dos vários concelhos do distrito de Santarém. Os três estão de parabéns, pelo nível de desempenho e solidariedade para com a aluna seleccionada para a

E-mail oficinajornalismo@sapo.pt/

3ªa eliminatória, Ana Luísa, que ainda terá de enfrentar uma prova duríssima, entre os melhores leitores juvenis do país. Sabemos que quando o jornal da escola sair a finalíssima já terá decorrido, no entanto, desejamos à Ana Luísa coragem e êxito para a finalíssima.


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Convém ter opinião S.O.Saúde Sinceramente, estava com uma grande dificuldade em escolher um tema para desenvolver, mas lembrei-me: Porque não falar de um assunto que é tão importante e essencial ao ser humano e que, infelizmente, não se encontra no seu melhor estado, como é o caso da saúde em Portugal? Confesso que é também um assunto que me seduz e que me leva a reflectir bastante, uma vez que é a área que eu escolhi para continuar os meus estudos. Desde pequena que o meu grande sonho sempre foi ser médica. O facto de trabalhar num hospital, viver ao máximo toda a pressão sentida numas urgências, lidar com todo o tipo de pessoas, poder ajudar quem mais precisa, sentir o prazer de ter salvo uma vida e a angústia de não ter conseguido (porque infelizmente também faz parte), poder chegar ao fim do dia com a consciência de que dei o melhor de mim para fazer renascer a esperança em alguém em que a mesma já tinha desaparecido… Será que há sensação melhor? Todavia, parece que o Estado Português não quer que, tanto eu como muitos outros jovens, vivamos esta experiência. As médias de entrada no curso de medicina já são por si extremamente elevadas e como se isso não bastasse, de ano para ano, ainda dificultam mais as entradas. Este ano são já três as provas de ingresso para medicina. Eu nunca desesperei, mas confesso que já pensei em desistir do meu sonho. Com isto, Portugal está a fazer com que os alunos Portugueses vão para o estrangeiro, nomeadamente a nossa vizinha Espanha, onde as médias são muito mais baixas e não é por isso que os médicos formados são piores. E a meu ver, Portugal não se encontra numa situação muito favorável para se dar ao luxo de ―dispensar‖ médico algum. Infelizmente, em Portugal, os serviços de saúde estão péssimos. O Serviço Nacional de Saúde (S.N.S.) está em ―vias de extinção‖ (qualquer dia será privado) e, futuramente, só lá irá apenas quem não tem outra solução. Apesar da saúde ser um direito garantido a todos os Portugueses pela Consti-

tuição da Republica, o actual governo parece não ligar a isso, o que tem provocado o protesto das populações por todo o país. E o principal argumento utilizado pelo governo na sua campanha é que os custos com o S.N.S. têm crescido de uma forma insustentável e que é preciso reduzi-los. Ora, sabendo que a saúde é fundamental não só para as pessoas mas também para aumentar a produtividade e a competitividade da economia Portuguesa, será que reduzir os gastos com a saúde é uma atitude inteligente e sensata? No meu ponto de vista, não só não é inteligente como é egoísta. Pessoalmente considero que o estado devia investir mais na saúde bem como na educação, pois estes são os pilares fundamentais do desenvolvimento de um país. Porém, são cada vez mais os hospitais, centros de saúde e maternidades que fecham e, consequentemente, nos poucos que ficam ao serviço da população, o tempo de espera e a incapacidade de atendimento são cada vez maiores, já para não falar no aumento do número de doentes por médico que traz consigo a impaciência e diminui a qualidade de prestação de serviços nesta área. E não há dúvida de que neste sector, como em tantos outros, há muita prepotência, abuso de poder e interesses ocultos. E é com base nisto que a privatização dos hospitais é cada vez maior. Claro, as pessoas com mais recursos optam por aqueles onde tudo funciona. E, estando este país nas mãos do capitalismo, os interesses e necessidades das classes mais baixas são levados para último plano. Exemplificando, o Hospital de Vila Franca de Xira não tem aparelho para realizar um T.A.C.. Provavelmente, os doentes são transferidos para o realizarem em Lisboa. Ora, alguém que tenha um A.V.C. morre pelo caminho. Bem, mas pelo menos tem para onde ir. Agora é que é aproveitar para morrer enquanto o Governo não fecha também os cemitérios. E, como se costuma dizer ―uma desgraça nunca vem só‖. Assim, como se a situação não fosse já bastante grave e deprimente, o aumento dos preços vem para se ―juntar a festa‖. Segundo os dados mais recentes publi-

cados pelo I.N.E., o aumento médio dos preços da saúde foi de 7,3% no último ano. E não há dúvida que a criação de novas taxas moderadoras, o aumento das já existentes e a redução da comparticipação do Estado nos medicamentos são algumas explicações para esta subida. No entanto, a mãe de todas as leis continua a estabelecer no seu artigo 64º que “todos têm o direito à protecção da saúde e este é realizado através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas dos cidadãos, tendencialmente gratuito‖ Resumindo, o mal está nas pessoas, na falta de profissionalismo de muitos, na falta de sentimentos de outros tantos, na incapacidade de perceber o outro, de se imaginar do outro lado. Contudo, também está na desorganização, na má gestão dos recursos. A meu ver, enquanto os profissionais de saúde forem escolhidos apenas por uma média que mostra que são excelentes alunos mas não implica que sejam bons profissionais e os recursos forem geridos apenas com interesses, Portugal não vai avançar. Pelo contrário. Deste modo, concordo que todas as reformas a realizar deveriam ser direccionadas para dar às pessoas um atendimento de qualidade, em tempo útil, com eficácia e humanidade. Eu, continuo com a esperança de que um dia possa vir a fazer parte do grupo de ―jovens médicos‖ que desejam tornar Portugal num país mais ―saudável‖ e promissor. Basta que não me ―cortem as asas‖ e me deixem voar. Joana Madeira — 12ºA


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Entrevista com a Dra Cátia (Responsável pelo Museu Carlos Relvas) preciso que os próprios goleganenses valorizem o seu património, não pode-

Jornal Encontro – Que actividades

mos estar à espera que venham outras

está a desenvolver no museu?

pessoas valorizá-lo, mas sim educar as

Dra. Cátia - Estou também a fazer ser-

pessoas para que fiquem a conhecer o

viço educativo, pretendo trazer cá pro-

seu património porque o património é

fessores de todas as áreas para mos-

dos goleganenses.

trar que este museu não é só para professores de História, mas também

Jornal Encontro - Porquê esse seu

poderá ser útil para outras áreas, como

interesse?

a Matemática. Se não fossem os mate-

Dra. Cátia - Sou uma apaixonada por

máticos como é que se tinha feito este

fotografia e acho que Relvas foi um

belo edifício? Veja-se a própria geo-

fotógrafo e uma personalidade extre-

metria que está nos mosaicos. Em rela-

mamente interessante porque, para

ção a outras áreas como o Francês

além de ter sido fotógrafo, também foi

percebemos a importância da cultura

Jornal Encontro - Qual o seu nome?

inventor, esgrimista, toureiro, portanto

francesa no século XIX presente aqui

Dra. Cátia - Cátia Salvado.

ele engloba o saber enciclopédico com

na Casa Relvas. A nível de Biologia

raízes no próprio humanismo. Acho

temos este jardim com várias espécies

Jornal Encontro - Qual é a sua forma-

fantástico que uma personagem como

que também poderia ser trabalhado.

ção?

Carlos Relvas deve ser valorizada e

Na Química temos os grandes quími-

Dra. Cátia - Sou licenciada em História.

este museu deve ter um papel impor-

cos que também contribuíram para o

tante na educação da população, por-

desenvolvimento da própria fotografia e

Jornal Encontro - Quais são as suas

que é para isso que se formam os

assim sucessivamente. Penso que

funções?

historiadores para partilharem o seu

deveremos trabalhar com todas as

Dra. Cátia - Aqui, na Casa-Estúdio,

conhecimento com as outras pessoas e

áreas e trazer várias pessoas ligadas a

para além de ser guia, também fiz o

eu penso que, numa região como a

áreas que não é muito comum virem ao

estudo da Casa de Carlos Relvas. A

ribatejana, que muitas vezes não valo-

museu.

minha tese de mestrado é sobre Carlos

riza a cultura, porque também não

Relvas e pretendia através do meu

Jornal Encontro - A visita guiada é

chama a atenção para o próprio patri-

estudo fazer com que se valorizasse o

―Standart‖ ou adapta as visitas con-

mónio. A minha intenção assim como a

património através da Casa-Estúdio e

soante a área da pessoa?

do Pelouro da Cultura

que a Golegã fosse valorizada. Foi pro-

Municipal da Golegã é que todas as

posto pelo pelouro da cultura da Câma-

pessoas saibam apreciar o património,

ra Municipal da Golegã fazer um traba-

por isso é que nós fazemos uma distin-

lho comunitário entre a Casa-Estúdio e

ção de linguagens e de públicos de

as escolas, portanto é nossa intenção

forma a que todas as pessoas possam

trabalhar com a Escola Martins Correia

entender e valorizar o património. Pen-

e também com os jardins-escola, a

so que só através do conhecimento

escola do 1º Ciclo para que todas as

poderemos ser melhores pessoas e

pessoas do concelho fiquem a saber

contribuir para o desenvolvimento da

quem foi realmente Carlos Relvas, prin-

região e do país.

da Câmara

cipalmente os goleganenses, mas não só, também levar além fronteiras o

Jornal Encontro - Gosta daquilo que

nome do eminente fotógrafo Carlos

faz?

Relvas. Mas para que isso aconteça é

Dra. Cátia - (risos) Adoro o que faço.


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Nesse caso agradecia

Dra. Cátia - Agora o espólio que está

da fotografia, temos também

que enviasse um mail dizendo qual era

visível, para além do edifício que só por

jardins escolas a escolas, temos aquilo

a área e assim não fazia a visita stan-

si é único no mundo e que só por si dá

que costumamos designar por pessoal

dart, mas direccionada para a área.

para contar uma história, temos algu-

especializado, os fotógrafos, os arqui-

mas máquinas fotográficas, algum

tectos, pessoas ligadas à arte.

Jornal Encontro - O espólio do

mobiliário, alguns diplomas de Relvas,

Jornal Encontro - Tem ideia de quan-

museu está todo exposto?

muitos livros, embora não tenhamos os

tos

Dra. Cátia -

estrangeiros

desde

visitaram

o

Dra. Cátia - Não, temos cerca de dez

quatro mil que constituíam a biblioteca,

museu?

mil negativos(ou seja, vidrinhos com as

temos cerca de duzentos só sobre foto-

Dra. Cátia - Não sei bem, mas tivemos

fotografias gravadas) e também dez mil

grafia e de setecentos ao nível da

cerca de oito mil visitantes num ano; os

positivos, que são as próprias fotogra-

Ciência em geral. Não podemos esque-

estrangeiros não foram a maioria, foi

fias. Encontram-se neste momento a

cer que Relvas se interessava por tudo.

um número muito reduzido.

restaurar em Lisboa, mas dentro em

Quando Relvas transforma o edifício

breve virão para o museu.

em residência ele dedica-se à astro-

Jornal Encontro - A ideia que temos

nomia e é nesta altura que surgem as

é que quem vem gosta, porém não

Jornal Encontro - Os goleganenses

fotografias da lua que vemos no catálo-

sei se há divulgação suficiente...

valorizam o seu património e temem

go, muitos livros também com a temáti-

Dra. Cátia —É um facto que não há

que este se perca nestas andanças.

ca da literatura das viagens, História

divulgação suficiente, apesar de se ter

Está assegurado que vem tudo?

francesa, História de Portugal, relacio-

tentado divulgar. As pessoas transmi-

Dra. Cátia - A essa pergunta só quem

nados com música, porque a família

tem umas às outras, os estrangeiros

poderá responder é o Sr. Presidente da

estava muito ligada à música, havia

que nos vêm visitar muitos deles não

Câmara, Dr. Veiga Maltez. O que me

elementos que tocavam piano, outros

conhecem a Casa Estúdio. Ouviram

foi dito é que houve um protocolo com

cítara, violino. Por exemplo o conheci-

falar na Casa Estúdio e eles por curio-

o Instituto Politécnico de Tomar ficando

do republicano José Relvas aprendeu a

sidade vieram visitar, outros por acaso

eles incumbidos de trazer o espólio:

tocar violino com Nicolau Ribas, um

encontraram um edifício bonito e resol-

eles irão muito brevemente restaurar a

dos mais famosos violinistas portugue-

veram entrar. As pessoas que nos têm

casa que se encontra aqui ao lado, irão

ses do século XIX.

visitado têm gostado bastante, desde

transformá-la numa casa com todas as

as pessoas ditas ―entendidas‖ a pes-

condições térmicas para poder recolher

soas que normalmente são tidas por

o património fotográfico e a intenção do

Jornal Encontro - E o resto dos

não apreciarem muito a cultura, o que

Sr. Presidente é que venha todo para

livros e outro material?

eu sou contra, eu acho que desde que

ser instalado nesse edifício.

Dra. Cátia - Muitos livros foram levados pelos descendentes e outro mate-

Jornal Encontro - O que vemos é

rial teve destinos diversos.

uma pequena parte.. Dra. Cátia - Exactamente, cerca de dez mil negativos e positivos é um

Jornal Encontro - Tem ideia de que

espólio imenso. Relvas fotografava o

tipo de pessoas visita o museu e

país inteiro de norte a sul, também

qual a sua opinião ?

temos fotografias no estrangeiro, onde

Dra. Cátia - O museu é visitado por

ia buscar inspiração, ele ia buscar ins-

todo o tipo de pessoas, há muitos

piração a outros ateliers, ele era uma

estrangeiros que também vêm visitar o

pessoa extremamente viajada e fazia

museu, muitos porque conheceram os

este tipo de observações.

arquitectos responsáveis pelo restauro, outros ligados ao mundo da fotografia.

Jornal Encontro - Que material constitui o espólio e qual a quantidade?

Tivemos importantes figuras da história


Página 6 nós expliquemos às pessoas o que o património significa ficam a gostar e é isso que tem acontecido na Casa Estú-

Um facto curioso é que Relvas tem as

Visita Guiada

suas câmaras nos baptistérios, portanto há todo um simbolismo do baptismo,

dio. Desde pessoas mais simples às

do nascimento da própria fotografia.

pessoas com mais conhecimentos,

Neste edifício era o atelier e a Casa era

teóricos, todos saem encantados e para além disso trazem pessoas consi-

à frente tendo ardido em 1957. Esta-

go. Para comprovar o que estou a dizer

mos no piso dos laboratórios, na época

temos o livro de visitas, com muitas

não se chamavam câmaras escuras

críticas positivas, dizendo que adoram

como actualmente, câmaras escuras

a casa, apenas lamentando a sinaliza-

era as máquinas fotográficas. Estes

ção insuficiente. Algumas mostram

laboratórios eram designados como

mesmo vontade em voltar à Casa Rel-

salas de impressão. A fotografia e o

vas.

negativo eram em vidro, a imagem eram fixa num negativo e impressa no Jornal Encontro - A apresentação

papel, no positivo, daí

virtual de Carlos Relvas também

das salas de impressão. O negativo em

ajuda a cativar o público… Dra. Cátia - As pessoas gostam muito.

De seguida a Drª Cátia fez-nos uma

O texto é da responsabilidade do Dr.

visita guiada à Casa Relvas.

Paulo Oliveira, historiador que esteve

Estamos diante do Edifício que é consi-

antes de mim na Casa Relvas. As pes-

derado o templo da fotografia, cons-

soas ficam encantadas com o holograma, que é uma das atracções da Casa Estúdio, embora as pessoas também fiquem deslumbradas com o edifício.

a designação

vidro era colocado debaixo do funil,

truído entre 1871 e 1876. O autor do projecto foi o arquitecto português Henrique Carlos Afonso e este edifício pretendeu ser uma homenagem à fotografia. Por isso Relvas colocou na sua

Jornal Encontro - Que outros objectivos tem a Casa Relvas? Dra. Cátia - Um dos nossos objectivos é trabalhar com as escolas uma vez

fachada os bustos dos pioneiros Nièpce e Daguerre e por baixo destes bustos, encontramos duas medalhas de

que só faz sentido se partilharmos os

mérito de Carlos Relvas, que eram

onde era colocada uma substância foto

nossos conhecimentos e contribuirmos

prova de que estava apto a ensinar

-sensível, que permitia que a imagem

para o desenvolvimento da Golegã.

esta arte a quem pretendesse aprendê-

ficasse gravada no negativo (códio).

la. Nas paredes laterais estão anjos a

Depois vinha para o laboratório, era

segurar máquinas fotográficas. Por

colocada num fixador e ficava a secar.

curiosidade este edifício também com-

Relvas sempre que queria fotografar no

Dra. Cátia - Neste momento não exite

posto por trinta e três toneladas de

exterior tinha que transportar todo o

mas está a ser tratado.

ferro. A nível arquitectónico é composto

material que está no laboratório, por-

pelos revivalismos do século XIX, neo-

que assim que tirava a fotografia tinha

medieval, neo-gótico. Por contraste, o

que fazer a impressão. Quando se des-

edifício inferior é marcadamente neo-

cobre o códio seco pode fazer-se a

clássico, mais concretamente neo-

impressão mais tarde em vez de andar

românico. Era o sítio onde Relvas tinha

com uma carroça com todo o laborató-

os seus laboratórios.

rio passa a andar apenas com

Jornal Encontro - Não há uma página na Net?


Página 7 uma malinha.

na salinha de espera ao som do piano

Na câmara escura podem ver-se

para descontrair, subiam, eram fotogra-

alguns materiais específicos para reve-

fadas e, após de terem sido purificadas

lação. Aqui temos os bustos de Nièpce

pela arte fotográfica, desciam e contac-

e Daguerre. A fotografia foi inventada

tavam com os jardins e a fachada do

por Daguerre em 1839. A presença do

edifício.

revivalismo mourisco pode-se ver nos

José Malhoa fez este desenho a car-

mosaicos; e o neo-clássico presente no

vão do salva-vidas, também conhecido

tecto e no candeeiro. De seguida

Aqui temos o primeiro Atelier, onde se

por sempre em pé, numa homenagem

temos as salas de tonificação: as foto-

encontram as plantas do arquitecto

a Carlos Relvas. Este barco, o sempre

grafias quando era impressas ficavam

Henrique Carlos Afonso, alguns catálo-

em pé, já não existe. Não se sabe por-

a preto e branco e para adquirir a tona-

gos que Relvas recebia do Porto , cida-

que é que este modelo não foi produzi-

lidade chamada sépia tinham de levar

de que estava muito mais desenvolvido

do de forma intensa em Portugal.

um banho dado nas pias, era a chama-

a nível industrial do que a cidade de

partir de uma determinada altura deixa

da viragem a sépia e depois ficavam a

Lisboa , daí que Relvas tenha preferido

de haver um interesse em produzir o

secar nestas salas. Actualmente estão

passar mais tempo nesta cidade do

bote sempre em pé e nunca se chegou

consagradas para contar a vida de

que em Lisboa.

Relvas.

Podemos ver a biblioteca fotográfica de

A

Relvas, maioritariamente em francês. Relvas documentou fotograficamente todas as fases do edifício e esta sala que vemos é a sala de montagem e retoque. Inicialmente a casa era como está agora, mas houve uma altura em que foi modificada para residência.

Relvas era polivalente: toureiro, cavaleiro, inventor. Inventou a sela à Relvas, um barco salva-vidas e uma máquina fotográfica. Tinha também uma praça de touros, que se situava onde está hoje o Hotel Lusitano.

Vemos também alguns manuscritos de

a saber a razão. Sabemos contudo que

negócios, sobre o edifício, algumas

este bote contém o segredo dos

revistas com as quais colaborava.

actuais veleiros, estes não se voltam

Grandes fotógrafos, sempre que escre-

porque têm chumbo no fundo. O segre-

viam uma obra, tinham o cuidado de

do está no pilar central que é de ferro.

enviar um exemplar a Relvas, temos

Treze anos antes de ter sido inaugura-

várias obras de grandes estudiosos de

da a Torre Eiffel existe na Golegã um

fotografias com dedicatórias a Carlos

edifício com treze toneladas de ferro.

Relvas. Na sala de convívio existia

Henrique Carlos Afonso antecipou-se a

todo um ritual, havia a distinção entre o

Eiffel.

espaço de trabalho e o espaço de

No estúdio de Carlos Relvas podemos

lazer. As pessoas que vinham ser foto-

encontrar a sala onde se vestiam e

grafadas não se misturavam com as

maquilhavam os modelos.

pessoas que estavam a trabalhar na

Parte do espólio de Carlos Relvas foi

parte dos laboratórios. As pessoas

doado a várias pessoas e outra parte

entravam pelas traseiras, aguardavam

desapareceu. Houve outro facto interessante após a morte de Carlos


Página 8 monumentos, e funcionava da seguinte forma: tinham os negativos em vidro de ambos os lados, dava para duas fotografias. Tinham o clódio, substância que permitia gravar a imagem – esta substância não podia receber luz solar – por isso tinha que ter o tradicional

9ºB Expõe na Ascensão

Nos passados dias 30 de Abril a 4 de Maio decorreu na Ascensão, na Chamusca, uma exposição de cartazes no âmbito da sustentabilidade do planeta

pano preto para que, quando Relvas abrisse a tampinha, não estragasse a fotografia. Também tinha que ter uma lente com outra tampa que era o obturador - retirá-lo equivale a carregar no botão – abrindo uma tampa e retirando Relvas: a viúva vendeu grande parte

a outra surgia a fotografia.

das máquinas fotográficas a um fotó-

Encontram-se também fotografias de

grafo.

familiares espalhadas pelas paredes,

Quando Relvas transformou o atelier

nomeadamente de um irmão mais novo

em estúdio só ficou um corredor que

que morreu.

Educação Visual com a professora

manteve como atelier. Manteve os

A Casa Estúdio, o atelier de Relvas era

Elisabete Semedo, na escola Mestre

quartos, as divisões e a parte envidra-

frequentado por fotógrafos amadores e

Martins Correia.

çada foi substituída por alvenaria fican-

profissionais, portugueses e estrangei-

do a parte mais grossa de ferro. As

ros, e era no escritório que conversa-

casas de banho situavam-se onde é

vam, trocavam impressões. O estudo a

hoje o espaço galeria, dedicado às

nível de processos e de químicos seria

exposições temporárias. Esta casa foi

feito nos laboratórios.

(Projecto Curricular de Turma), feitos pelos alunos do 9ºB na disciplina de

Os cartazes estavam expostos no stand da ONGA Tejo (Organização Não Governamental do Ambiente), com a finalidade de alertar as pessoas para

habitada até finais do século XX.

os problemas existentes no nosso Pla-

Também podemos encontrar as máqui-

neta, como gasto de energia, animais

nas que restaram de Carlos Relvas e há uma que foi considerada portátil.

em vias de extinção, mas também para alertar para a necessidade da separa-

Antes da descoberta do clódio seco era com essa máquina que Relvas fotografava no exterior. Temos a lanterna de ampliar, considerada como a lanterna mágica: punham-se umas fotografias transparentes, provavelmente os negativos em vidro, pintados, e projectavam -se em tamanho gigante. É o equivalente ao actual projector. Está também uma máquina que era usada pelos fotógrafos de exterior, que costumam andar perto dos

ção e da reciclagem do lixo, que são muito importantes hoje em dia. Claúdia Fransisco Madalena Nunes Susana Nunes 9ºB


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Limpo e trato de palavras

Há palavras que falam

Liberdade Abril é confiança

Trato das palavras...

Há palavras que falam

Foi a liberdade

Das palavras que me acolhem

como o riso e a gargalhada.

Que acabou com a ditadura.

E das palavras que me alegram!

Há outras que são mudas

A revolução trouxe

A palavra sol ilumina o meu dia,

como o olhar no vazio.

A alegria

Trato dela com carinho...

Que se fez a democracia

A palavra lua acolhe-me de noite

Há palavras que fazem sonhar

Sonho sempre com ela...

como o amor e a esperança.

A palavra amor deixa-me a pensar

Outras que não têm sentido

E a palavra amizade faz-me rir...

como a indiferença e a guerra.

Mas também limpo palavras...

Muitas são ditas todos os dias

Limpo-as quando preciso,

e não são ouvidas como

Quando não as quero utilizar...

a confiança e o perdão.

Nuno Mogas

Tento evitá-las! Mas elas perseguem-me...

A maior parte das que são ditas

Limpo a palavra mentira, ódio, infelici-

nem sequer deviam ser pensadas

dade e choro...

pois caem no vazio

Limpo-as todos os dias...

e ninguém as sente nem pode tocar.

Pois estas palavras não gosto de as ouvir!

Alexandre Santos Coelho – 8º C Isabel Revelles - 8ºC

A Queda dos Gigantes Vou escrever em honra deles, dos dois enormes gigantes que me guardam a casa, os risos, sonhos e memórias da infância. Lá ao fundo, do outro lado da estrada, onde as árvores não estão em agonia, um tractor lavra a terra seguido por uma parada de garças, graciosamente brancas, que aumenta a cada aterragem. O primeiro dia de Primavera é celebrado por este solzinho quente, contemplo-as, tão serenas face à morte. Os meus dois gigantes, ajudados pela brisa, ondulam os seus enormes braços, saudando-me. Estão fracos, debilitados. Estes braços que agora me saúdam, velhos, acastanhados, mas ainda assim enormes e acolhedores, não são os mesmos verdes e frondosos de outras primaveras. As minhas pinheiros, os meus gigantes, estão doentes. Eles eram dois apenas, elas aos montes, tão numerosas quanto as pragas do Egipto, impiedosas e implacáveis. As lagartas fizeram filas e treparam-nas, violaram os seus troncos, santuários da minha infância. No lugar das pinhas, os ramos, que me ampararam tantas subidas, que ainda seguram os sonhos e risos ingénuas da criança que fui, estão minados com esféricas colónias de parasitas. Estão tão tristes, tão murchas, as minhas amigas. O verde esmoreceu a olhos vistos, as agulhas caíram por terra em massa, e elas batem-se digna e honrosamente pela vida. É como David a lutar contra Golias, só que, desta vez, David são aquelas lagartas sedentas de seiva e eu anseio que "os meus pacíficos Golias" saiam vitoriosos. Hoje, vim visitá-los, mais esperançosos depois das últimas chuvas. Estou no meu banco, eles contam-me como sentem a vida voltar a povoá-los a cada fervorosa golada de seiva bruta que as suas raízes bombeiam da terra. Ganharam, continuam serenos, não se vangloriam, continuam sim de braços erguidos, saudando o céu e, também, a mim. Não querem falar de si, em vezes disso querem ouvir-me, consolar-me, sarar-me, com o som perfumado da meninice, as feridas que me amargam, por vezes, o sorriso. Os meus dois gigantes ainda estão de pé, lutando pela vida. E é assim que também querem que eu esteja... Inês Cordeiro


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Passatempos Sopa de Letras

Procure em todos os sentidos, excluindo na diagonal, as 22 palavras relacionadas com GRAMÁTICA, da lista abaixo:

ABSTRACTOR – ADJECTIVOS – ADVÉRBIOS – COLECTIVOS – DÚVIDA – EXDRÚXULAS – EXCLUSÃO – FRASE – INCLUSÃO – LUGAR – MODO – NEGAÇÃO – NUMERAIS – PARAXÍTONAS – POLISSÍLABAS – PONTO – PREPOSIÇÕES – PROPAROXÍTONAS – QUANTIDADE – TEMPO – TRISSÍLABAS - VÍRGULA


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Palavras Cruzadas—Autores Portugueses

Vertical: POETA PORTUGUÊS DO SÉCULO XVI. AMPLAMENTE TRADUZIDO E ADMIRADO, É CONSIDERADO POR MUITOS A FIGURA CIMEIRA DA LÍNGUA E DA LITERATURA PORTUGUESAS

Horizontal: 1 - Escritor e político português do século XIX. Autor de Falar Verdade a Mentir, Viagens na Minha Terra, Frei Luís de Sousa, Folhas Caídas 2 - Escritor do século XX. Autor de Bichos, Contos da Montanha 3 - Dramaturgo e poeta português conhecido como sendo “o pai do teatro em Portugal” 4 - Foi o introdutor, na literatura portuguesa, do soneto, do terceto, da oitava, do metro decassilábico e da comédia clássica 5 - Escritor do século XIX. É tido por muitos como um dos maiores prosadores da literatura portuguesa. Autor de Os Maias, A Relíquia, O Primo Basílio, O Conde de Abranhos, A Cidade e as Serras 6 - Poeta do século XIX conhecido como “o poeta da cidade de Lisboa”. Em 1887 foi organizada, postumamente, uma compilação dos seus poemas com o nome O Livro de Cesário Verde 7 - Escritor do século XIX. Destacou-se como novelista, poeta, contista, dramaturgo, polemista, jornalista, tradutor e editor. Autor de Amor de Perdição 8 - Poetisa e contista do século XX. Autora de O Cavaleiro da Dinamarca, O Rapaz de Bronze, A Floresta, Histórias da Terra e do Mar 9 - Escritor natural da Azinhaga. Foi Nobel da Literatura em 1998 10 - Poeta português natural de Setúbal 11 - Poeta e político. Na sua poesia estão presente esforços de contestação e luta, as memórias do exílio e a temática da guerra colonial. Autor de Cão como Nós 12 - Escritor português do século XX. Autor de Um Homem Não Chora, Angústia para o Jantar, Felizmente Há Luar


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Palavras Cruzadas

Horizontais 1 - Epopeia de Homero. Senhor do Olimpo 2 - Pagãos (Cristianismo)(pl). Elemento de formação das palavras que exprime a ideia de três 3 - Sorri. Artigo definido. Liga de ferro e carbono 4 - Unia-se por matrimónio. Símbolo químico do cobalto 5 - Ordem militar criada por Eduardo III de Inglaterra 6 - A parte mais profunda da psique. Chaga 7 - Forreta. Lição 8 - Letra do alfabeto. Lavrar 9 - País africano. Campeão. Membro das aves 10 -Presidente da República. Prefixo de privação. Pigmento 11 - Rio da Suíça. Adia

Verticais 1 - Edifício destinado ao culto religioso. Estaca que suporta as videiras 2 - Regra. Gostara 3 - Prefixo de negação. Verosímil 4 - Boato. Andava 5 - Falou. Batráquio. Símbolo químico de Neptúnio 6 - Contracção de preposição e artigo. Tratara por tu 7 - Peixe que desova nos rios portugueses na Primavera. Nojo 8 - Top (vestuário feminino). Porco (inv.) 9 - Elemento de formação das palavras que exprime a ideia de costume. Acusado. Medida de superfície 10 - Pátria de Abraão. Personagem d´Os Maias 11 - Edifício para guardar cereais. Autores. Dama de companhia


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Exposição ―O Mestre vem à Escola‖ Semana das Expressões 12 a 16 de Maio

Outras Actividades Semana das Expressões

Trabalhos realizados por alunos, inspirados na Obra do Mestre Martins Correia, realizados em lápis de cera. Trabalho realizado recorrendo à

Actuação de um grupo de músicos da Banda da Azinhaga

técnica de colagem

Bonecas do Mundo __________________________________

Outras Actividades: “Instrumentos Musicais” ―Pintura Mural‖ ―Master de Aeróbica‖ ―Actuação dos alunos da Oficina de Música‖ ―Actuação de um grupo de músicos da Banda da Golegã”


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De Anima Natura

Inauguração da Sala do Aluno

A «sala do aluno» foi

Está a chegar ao fim mais um ano lectivo,

um projecto há muito

um ano que passou ferozmente e cujas con-

sonhado, mas que só

sequências já são visíveis nos rostos cansa-

este ano, de facto, se

dos dos professores. Portugal precisa de

efectivou.

Para

que

bons professores. Aliás, Portugal precisa de

assim fosse, um grupo

pessoas competentes em todos os sectores

de alunos e professo-

da vida social, capazes de enfrentar desa-

ras empenharam-se a sério, e durante muitas

fios cada vez mais exigentes e até mesmo perturbadores do quotidiano em que temos

horas transformaram Dois dos oradores. Professora Celeste Isabel e aluno José Roque

vivido instalados. Pessoas possuidoras de

uma sala incaracterística que mais pare-

competências tecnológicas adequadas ao

cia um armazém, numa colorida e simpática sala de convívio.

paradigma da sociedade do século XXI,

Tal como o nome indica, é um espaço reservado exclusivamente aos alunos,

mas que não deixem, por isso, de ser pes-

onde podem estar, durante os intervalos grandes, a conversar, jogar (há diver-

soas, cuja essência se fundamente no que de mais sagrado tem caracterizado a natureza humana - De anima natura. Pessoas

sos jogos e matraquilhos), ouvir música, ver televisão, enfim, a CONVIVER: É também lá que funciona a sede da Associação de Estudantes. A Associação é responsável por manter este espaço a funcionar, o que implica ter actualizado um mapa das tarefas (arrumação da sala, requisições do material, limpeza em

autênticas, cuja acção se firma no respeito

cada dia) bem como zelar para que não haja comportamentos ou atitudes desa-

pelo outro, no caminho da polis. As verda-

justadas do espaço escolar.

deiras mudanças, aquelas que queremos

Em Maio fizemos a «abertura oficial». Houve música e dança. Contudo, logo

que sejam positivas, só se concretizam quando acreditamos nelas. É esse acreditar que fomenta o ânimo em cada ser humano

este dia nos anunciou que é preciso uma vigilância e acompanhamento constantes para que este projecto que, indiscutivelmente, é necessário na Escola, possa cumprir aquilo para que foi

criado.

É

que...

e que o move à acção, no caminho dos

falhou

valores da cidadania. Valores que não se

sonora - sem microfone

decretam, nem se compram, mas que pode-

não era possível falar

rão ser adiados, com atitudes autoritárias, a forma mais fácil e egoísta de apropriação do poder e do exercício instituído, sem decretos, ofícios ou despachos, do desrespeito pelo outro. No quadro actual das novas literacias, mais que nunca, é essencial a compreensão do lugar que ocupamos na multiplicidade de tarefas que nos absorvem, para que possamos também olhar para trás e nos orgulhemos daquilo que fomos construindo.

Margarida Tomaz

a

instalação

para uma assembleia de trezentas pessoas e o PowerPoint programado não apareceu...


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Desporto Escolar Dinamização No dia 16 de Abril de 2008, realizou-se o MEGASPINTER regional na pista coberta de Atletismo em Alpiarça. Nesta prova participaram 13 alunos do

grupo entre eles atletas e juízes, todos eles orientados pela Professora Ana Rainho Gil. Nesta prova destacaram-se vários atletas da nossa escola, a qual obteve

No dia 15 de Maio de 2008, realizouse na Escola Secundária Artur Gonçalves, em Torres Novas, a Fase Regional do COMPAL BASQUETEBOL, na qual a nossa escola esteve mais uma vez muito bem representada pela equipa de Infantis Masculinos, tendo obtido o 5º lugar. Estes alunos foram acompanhados

todos os 1º lugares em ambos os 2º, 3º Ciclo e Secundário, dos quais se

sexos e todos os níveis.

destacaram: o aluno João Silva que obteve o 3º lugar na prova de megasprinter, no escalão de juvenis; e a aluna Mariana Pombo, no escalão de

No

âmbito da Semana das Expres-

pelos Professores Rafael Salvaterra e José Mendes.

sões, teve lugar no dia 15 de Maio de 2008, um Master de Aeróbica, nos campos desportivos exteriores da nos-

No dia 14 de Maio de 2008, o Grupo

sa escola.

de Desportos Gímnicos, acompanhado pela Professora Ana Rainho Gil e pela D. Fernanda, esteve em representação da nossa Escola, na Festa do Desporto Escolar em Rio Maior.

infantis B, que obteve o 2º lugar na prova de megasprinter e o 1º lugar na prova de megasalto, tendo sido assim apurada para a Fase Nacional de MEGASPRINTER, na qual conseguiu o 5º lugar na prova de megasprinter. Todos os alunos foram acompanhados pelos Professores; Rafael Salvaterra e José Mendes.

No passado dia 23 de Abril de 2008, a nossa Escola recebeu a ultima competição da ADE de Desportos Gímnicos, nela participaram 34 alunos do nosso

Esta actividade foi dinamizada pela Professora Ana Gil, e nela participaram entusiasticamente muitos alunos e Professores de todos os ciclos da nossa

Mais uma vez, e como já vem sendo

Escola.

hábito o nosso grupo aumentou, os

Iniciativas destas que dão a conhecer

nossos resultados melhoraram e quase

novas modalidades, colocam a nossa

todos trouxeram uma ou duas meda-

escola em actividade e promovem o

lhas para casa.

convívio entre toda a população esco-

A nível de Actividade Interna continua a

lar, são de repetir.

decorrer o Torneio Inter-Turmas de Futsal.


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O Grupo de Desportos Gímnicos da Grupos Equipa No Futebol, a nossa equipa de Iniciados Masculinos, orientada pelo Professor José Mendes, representou muito bem a nossa Escola, ganhando a sua ADE.

Este Grupo Equipa foi constituído por 20 alunos, tendo sido todos utilizados nos 4 jogos disputados.

A Nossa Equipa de Basquetebol de Juvenis Masculinos, orientada pelo Professor Rafael Salvaterra, uma vez

nossa Escola, orientado pela Professora Ana Rainho Gil, veio a crescer ao longo do ano lectivo, dando aos alunos não só a hipótese de conhecer e evoluir na modalidade de Ginástica Artística, mas também a oportunidade de

desenvolver as suas capacidades na Dança Aeróbica, articulando com outros Clubes e Disciplinas. Os nossos alunos mostraram-nos do que são capazes, vencendo a maioria das provas da sua ADE, e sendo os únicos a atingir nível 2 e a apresentar provas masculinas. Por tudo isto, pelas experiências novas e pelo convívio, valeu a pena e estamos todos de parabéns…para o Ano há mais!

No que respeita aos Desportos de Ar Livre, o Grupo de Orientação, dirigido pelo professor José Leote, tem vindo a aumentar consideravelmente, tendo grande adesão por parte dos alunos dos currículos alternativos.

IX Concurso Inter-Escolas de Flauta de Bisel

No dia 25 de Maio

o aluno Constan-

tino Dykiy do 5º A representou a Escola E. B. 2, 3 /S Mestre Martinsd Correia, Golegã, no IX Concurso InterEscolas de Flauta de Bisel que decorreu na Escola E. B. 2,3 /S Luís de Camões, em Constância. Ao aluno foi atribuído o 1º prémio, no escalão A.

Eu Eu… Mais Eu … E de novo Eu… O outro … Qual outro?! Só conheço o Eu Não me falem do outro. O outro...

que não tinha equipas adversárias do mesmo escalão teve que competir no escalão de Juniores, o que se revelou uma boa experiência para todos os alunos, pois jogaram com alunos mais velhos e federados. Esta equipa conseguiu obter o 3º lugar na sua ADE.

Qual outro!? Só Eu e pronto! Mas será que Eu serei Eu? Ou serei o Outro? Mas afinal quem sou eu? Talvez o Outro!? Não! Só existo Eu. Disputou várias provas, obtendo bons resultados, sendo de destacar em todas elas principalmente os do aluno Ricardo Singeis.

M. A.


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Entrevista ao Presidente do Conselho Executivo realizada pelos alunos do C. E. F. Turma B Cada um tem uma função diferente, mas todos contribuem, para o mesmo objectivo final – regular o funcionamento da Escola. No entanto, a participação da Comunidade Educativa fica assegurada através das estruturas intermédias de representação, que são: delegado de turma; associação de estudantes; direcção de turma; departamentos; coordenação das diferentes estruturas escolares; conselho de docentes, etc.. A questão de indisciplina em meio escolar também foi abordada, tendo ficado a ideia de que estamos a passar por uma crise devido à ―falta de cumprimento das regras estabelecidas‖, mas

Presidente do Conselho Executivo na Sala de Aula

também à falta de autoridade, de alguns, para ―fazer cumprir essas regras‖. A saída desta crise implica,

No dia 26 de Maio, os alunos do CEF-B

mas palavras do Exmo. Senhor Presi-

receberam na sua sala o Sr. Professor

dente do Conselho Executivo, uma

Jorge Saldanha Mendes, na qualidade

mudança de atitude por parte dos pais

de Presidente do Conselho Executivo

e encarregados de educação, que mui-

da nossa Escola, a fim de lhe fazerem

tas vezes, por falta de tempo e de dis-

uma

tema

ponibilidade facilitam na aplicação de

―Autoridade: Porque precisamos de

regras em casa e depois os alunos não

autoridade?‖. Este tema está a ser tra-

querem ser submetidos a essas regras

balhado na aula de Cidadania e Mundo

dentro da Escola. Por outro lado, ape-

Actual com a coordenação da profes-

sar da existência de um Regulamento

sora Ana Bela Marques.

Interno e de um Estatuo do Aluno, que

As perguntas formuladas foram previa-

definem direitos e deveres, e que todos

mente preparadas e permitiram ficar-

devem conhecer, verifica-se que nem

mos a conhecer melhor a organização

sempre isso parece acontecer. A per-

escolar em termos de autoridade. A

missividade na aplicação das regras é

primeira pergunta foi sobre o conceito

outro factor de indisciplina.

entrevista

sobre

o

de autoridade que foi definido como ―o

Para finalizar, com esta entre-

poder para fazer cumprir regras pré-

vista percebemos a importância da

definidas, com a participação de todos,

autoridade como forma de fazer funcio-

e que todos devem conhecer e respei-

nar uma qualquer estrutura ou institui-

tar‖. Os órgãos máximos da Escola em

ção, aplicando regras que todos reco-

termos de autoridade, são: Assembleia

nhecem como legitimas e que a não

de Agrupamento; Conselho Executivo;

aplicação dessas mesmas regras está

Conselho Pedagógico e Conselho

relacionada com a ocorrência de pro-

Administrativo.

blemas, nomeadamente com os casos de indisciplina.

Inauguração de Pólo da Sede da Fundação José Saramago em Azinhaga Grande dia para a Azinhaga No dia trinta e um de Maio dois grandes acontecimentos puseram a Azinhaga na agenda nacional e internacional. A Azinhaga adoptou Pilar del Rio como filha da terra. Saramago também já tinha sido adoptado como filho na terra natal da sua mulher Pilar. Ao longo da tarde desenvolveram-se várias actividades: actuações do Rancho Folclórico da Azinhaga, da Banda Filarmónica, da Casa da Comédia e leitura de textos de Saramago por antigos e actuais alunos da Escola B. 2,3/S. Mestre Martins Correia. Neste dia foi também inaugurada a Fundação José Saramago, situada no Largo da Praça. Nesta Fundação podemos ver algum mobiliário da família de José Saramago, fotografias, livros. Este espaço tem também computadores, com acesso à Internet, que pode ser usado pela população e pretende-se que seja um espaço de cultura, com diferentes actividades. João Luís Dinis Santos

Jornal Encontro Junho 2008  

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