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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 07 - III Série - Dezembro /2008 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Lectivo) - Preço 0,40 €

Serviço de Psicologia e Orientação

Entrevista com a Responsável pela BE/CRE

O Serviço de Psicologia e Orientação, também conhecido por S.P.O., é uma unidade especializada de apoio educativo, integrada na rede escolar que, de acordo com o nível de educação e ensino em que se integra, desenvolve a sua acção nos Estabelecimentos de Ensino Básico e Secundário do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho (GAP). Encontra-se em constante articulação com o Núcleo de Apoio Educativo (N.A.E.) constituindo assim os Serviços Especializados de Apoio Educativo (S.E.A.E.). Este serviço é constituído por uma equipa multidisciplinar, composta pela Psicóloga Paula Martins que desenvolve a sua actividade em estreita articulação com a Docente de Educação Especial Nélia Alcobia e o Serviço de Saúde Escolar do Centro de Saúde de Golegã, Enfermeira Sónia Bouça, entre outros serviços da comunidade. (Página 13)

Oportunidades… Um dia, à volta de uma mesa, estavam três pessoas. Uma delas era uma criança. Esta reparou que existiam duas cadeiras que se destacavam naquela sala. Uma era aquela onde ela estava sentada. A outra estava a um canto da sala. Tinha ar de ser antiga, mas não parecia ter sido utilizada muitas vezes. Tinha o desgaste do tempo, da falta de uso. Existem cadeiras velhas e cadeiras novas… (Página 2)

Entrevista com o Presidente do Conselho Executivo Encontro – Sabemos que no Ranking das Escolas, a nossa ficou bem posicionada. Pode dizer-nos, exactamente, a posição em que ficou? Jorge Manuel Correia Saldanha Mendes – A nossa Escola, entre as escolas públicas e privadas, ficou em 36º lugar a nível nacional. É a 8ª oitava escola pública a nível nacional com melhor média. E- Também se faz a distinção a nível distrital. Já agora pode dizer-nos em que lugar ficou a nível distrital? J.S.M – A nossa Escola, a nível distrital, foi a escola pública que ficou em 1º lugar, uma vez que foi a que teve melhor média. Mas entre públicas e privadas ficou em 2ºlugar, uma vez que em 1ºlugar ficou um Colégio privado. (Página 11)

Encontro – Qual é o seu nome? Ana Bela Marques – Ana Bela Marques. E – Por que é que está nesta Escola? ABM – Por que é que estou… Olha, porque o concurso de professores ditou assim. E – Por que é que escolheu esta profissão? ABM – Essa é uma questão muito difícil. Desde a escola primária que, por vezes, a professora primária dizia-me que eu tinha de ir ensinar os colegas mais novos e eu achava aquilo um trabalho tão difícil que quando me perguntavam ―O que é que queres ser quando fores grande?‖ eu respondia ―Tudo, menos professora!‖ e vai daí, não sei como, cheguei a professora. Se calhar era o meu destino. (Página 4)

A Semente Era uma vez uma semente que gostaria de ser uma grande árvore com folhas verdes e com um tronco tão duro que nenhum lenhador conseguisse cortar. Quando a semente achou que já estava na altura de ir em busca dum local para se plantar partiu logo, em busca dum local bonito e extraordinário. (Página 16)


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Ficha Técnica

Editorial Finalmente… Um grupo de alunos dos 5º e 6º Anos de Escolaridade inscreveu-se na

Coordenadores (Deste número)

Oficina de Jornalismo. Nesta Oficina, este grupo de alunos encontrou três professores a coordenar a Oficina e que os iriam ajudar a ―fazer‖ o

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

jornal ―ENCONTRO‖. Com esta actividade iremos aprender coisas novas: como fazer um jornal? O que é uma entrevista? O que é um editorial? O jornal será feito por nós, a revisão e correcção pelos professores

Alunos: 5º Ano -Turma B Ricardo Tavares 5º Ano -Turma C Mariana Macedo 5º Ano -Turma D Lourenço Cardoso Frederico Riachos Francisco Rocha Rita Canelas David Martins Gonçalo Soares Ricardo Joana Gonçalves Mª José Santos Ana Filipa Sousa Rute Mariana Nunes 6º Ano -Turma A Rita Martins Joana Nunes Tânia Mogas Pedro Oliveira 6º Ano - Turma C Carlota Nunes Catarina Tavares Reprodução Luís Farinha

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia (Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Tiragem 50 exemplares

coordenadores e a ―montagem‖ pelo professor André. Neste primeiro ―ENCONTRO‖, os leitores poderão encontrar duas entrevistas - uma ao Presidente do Conselho Executivo e outra à Professora Ana Bela Marques - Coordenadora da BE/CRE; várias artigos de opinião; artigos sobre as actividades desenvolvidas ao longo deste primeiro período; textos em Inglês; passatempos… E muito mais! Esperamos que os leitores gostem do ―nosso‖ jornal! Aproveitamos ainda para desejar a todos os nossos leitores um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO ANO! Os alunos inscritos na Oficina de Jornalismo

Oportunidades… Um dia, à volta de uma mesa, estavam três pessoas. Uma delas era uma criança. Esta reparou que existiam duas cadeiras que se destacavam naquela sala: uma era aquela onde ela estava sentada; a outra estava a um canto da sala Tinha ar de ser antiga, mas não parecia ter sido utilizada muitas vezes. Tinha o desgaste do tempo, da falta de uso. Existem cadeiras velhas e cadeiras novas… Ambas podem ter o mesmo material, podem ter sido fabricadas pelo mesmo carpinteiro, no mesmo dia ou até ao mesmo tempo. Mas porque é que uma está nova e a outra está velha? A nova, ao longo da sua existência, foi usada poucas vezes, das outras vezes ficou num canto da sala. Não fez nada mais senão isso, como que inútil. A velha, foi usada e reutilizada vezes sem conta… foi envelhecendo e apodrecendo com os anos e com o uso. Mesmo que o material que o carpinteiro usou tivesse sido o de mais baixa qualidade, do mais barato que houvesse no mercado, ela aguentou, aguentou, porque, com o tempo, o seu dono fez-lhe uns ajustes, na esperança de que ela aguentasse mais uns meses ou talvez anos. E ela aguentou. Está gasta e velha, mas aguentou. Deu o seu máximo e, mesmo assim, ainda aguenta. A nova apodreceu da falta de utilização por parte do seu dono. Não precisou de ajustes, pois está nova. Mas apenas aparentemente. E agora já não pode dar o seu melhor, pois já não consegue. Não aguenta. Está nova e vistosa, mas podre. Só uma aguentou e deu o seu melhor. A velha aguentou e deu o melhor que conseguiu. A nova está em bom estado, mas foi inútil. Ana Luísa 9ºB


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Convém ter opinião não aconteceria se o rapaz apenas

Texto Argumentativo

tivesse aprendido que mentir não é

Tese – A filosofia não devia ser estuda-

correcto.

da

Voltando à pergunta inicial: será que

Todos sabemos que a filosofia é bem

estudar filosofia nas escolas é favorá-

necessária nos dias de hoje, mas a

vel? Ora, sabendo que através do dia-a

pergunta é: será que estudá-la nas

-dia as lições que aprendemos são

escolas é favorável?

muito mais importantes, e que daí pas-

Pensem na história do rapaz pastor

saremos a aplicá-las, a resposta à per-

que, durante a noite, quando tomava

gunta é claramente não.

conta das suas ovelhas levantava o

A filosofia não devia ser estudada nas

falso alarme de que o lobo lhe estava a

escolas. Aprendê-la no dia-a-dia torna-

comer as ovelhas.

a muito mais importante.

Em filosofia aprendemos que mentir a

Se ainda assim continuam com dúvi-

alguém não é eticamente correcto.

das, pensem ainda no primeiro filósofo

Devemos sempre tratar o outro ser

da Terra. Ninguém lhe ensinou filosofia

como alguém igual a nós, pensar que

na escola, nem sequer a escola existia.

se fosse no nosso caso não gostaría-

Teve, portanto, de aprender sozinho. E

mos que nos mentissem.

a mensagem que ele nos deixou está

Como já todos conhecem a história, o

bem correcta.

rapaz continuou a mentir a cada noite

Vale a pena pensar, a filosofia não

que passava, até chegar ao ponto de

deveria mesmo ser estudada nas esco-

na aldeia já ninguém acreditar nele.

las.

Uma noite, as ovelhas do rapaz foram mesmo atacadas. O rapaz, aflito, correu à aldeia a gritar que o lobo lhe estava a atacar as ovelhas, mas ninguém o acudiu. Resultado: além de ficar sem ovelhas aprendeu uma lição para toda a vida, nunca mais mentir. Agora pergunto eu, será que se o rapaz tivesse aprendido em filosofia que mentir está errado não iria fazer o mesmo? Avaliando a personalidade do rapaz até ali eu digo que não era isso que o ia deter de fazer a mesma asneira. Mas mesmo que ele não fizesse, será que aquilo que tinha aprendido era o suficiente para não mentir durante o resto da sua vida? – É obvio que não. Duma coisa temos todos a certeza, o rapaz, após aquela trágica noite, nunca voltou a mentir na sua vida. Algo que

David Ludovino 11ºA

Fará a discriminação sentido? Discriminar significa "fazer uma distinção". Existem diversos significados para a palavra, no entanto o significado mais comum relaciona-se com os diversos tipos de discriminação sociológica: discriminação social, racial, religiosa, sexual ou étnica. A discriminação pode dar-se por sexo, idade, cor, estado civil, ou por algum tipo de deficiência. Discrimina-se, ainda, por doença, orientação sexual, aparência, e por uma série de outros motivos, como a obtenção de emprego. Mas esta palavra também pode assumir uma conotação positiva. Todos somos diferentes. Por força da genética e por força da sociedade e do meio em que nos integramos, ninguém pode ser igual a ninguém. A constituição genética dos seres humanos é muito semelhante: 99,9% do genoma humano é comum, ou seja, apenas 0,1% do que somos nos confere

as nossas diferenças individuais, que nos tornam únicos e irrepetíveis. É mesmo possível encontrar maiores diferenças genéticas entre duas pessoas que vivam no mesmo país do que entre um africano e um europeu do norte. Enquanto seres pertencentes à espécie humana, todos temos um cérebro que apresenta características e funcionalidades comuns, contudo esta estrutura do nosso corpo é irrepetível e as suas potencialidades vão-se desenvolvendo de acordo com o meio ou cultura em que estamos inseridos, ao longo do nosso crescimento, permitindo-nos ter uma componente individual, criada por nós próprios e que nos diferencia de todos os outros. A cultura é um elemento inescapável no ambiente de qualquer pessoa, pelo que, ao longo da nossa vida, se traduz em múltiplas e variadas consequências na forma como cada uma pensa, sente e se comporta. O ambiente cultural em que nascemos e crescemos é-nos tão familiar que não possuímos dele um conhecimento necessariamente explícito, estando implicado em tudo o que fazemos, pensamos ou sentimos. Mas para além de produtos da cultura, somos também os seus produtores, já que a forma como pensamos e nos comportamos, o que escolhemos e as opções que tomamos fazem parte da cultura em que estamos integrados, da sua construção, transmissão e transformação, ou seja, a influência entre os processos psicológicos e a cultura é mútua, dinâmica e permanente. É por estarmos inseridos numa sociedade que, apesar de apresentar diferenças internas, ainda se encontra muito homogeneizada, ou seja, cujos constituintes foram submetidos a vivências e experiências de vida muito semelhantes, e por, paralelamente, assistirmos a uma globalização, que junta as diversas culturas mas não as une, que olhamos com estranheza para a diferença. Temos tendência para rejeitar tudo o que não se enquadra nos nossos padrões culturais e a marginalizar os indivíduos portadores destas características, temos tendência a discriminálos. (Continua na página 8)


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Entrevista com a Coordenadora da BE/CRE - Professora Ana Bela Marques porque ela já está aberta há muito tempo, mas a BE/CRE, nestas novas metodologias, isto é, a nova BE/CRE assim como a conhecemos, só abriu no ano lectivo passado. Já existia mas não estava dividida desta forma, não tinha este mobiliário, não estava integrada na rede das Bibliotecas Escolares, o que só aconteceu no início do ano lectivo passado.

Encontro – Qual é o seu nome? Ana Bela Marques – Ana Bela Marques. E – Por que é que está nesta Escola? ABM – Por que é que estou… Olha, porque o concurso de professores ditou assim. E – Por que é que escolheu esta profissão? ABM – Essa é uma questão muito difícil. Desde a escola primária que, por vezes, a professora primária dizia-me que eu tinha de ir ensinar os colegas mais novos e eu achava aquilo um trabalho tão difícil que quando me perguntavam ―O que é que queres ser quando fores grande?‖ eu respondia ―Tudo, menos professora!‖ e vai daí, não sei como, cheguei a professora. Se calhar era o meu destino. E – Há quanto tempo está nesta Escola? ABM – É assim, há quatro anos com interrupção. É o quarto ano. Estive um ano, saí e depois regressei. Portanto já estou há três seguidos. E – Há quanto tempo está aberta a BE/ CRE – Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos? ABM – Essa é uma questão muito difícil

E – Já está a trabalhar na BE/CRE desde o seu início? ABM – Não. Este é o meu terceiro ano aqui. Já existia a BE/CRE, era a professora Maria de São João que exercia a função de Coordenadora. Entretanto foi necessário a professora Maria de São João sair e vim eu para cá. O primeiro ano foi o ano de preparação para a entrada na rede e eu estou há dois anos integrada na rede. E – O que é a Rede de Escolas e a Rede das Bibliotecas? ABM – A ideia do Ministério da Educação é que todas as escolas tenham uma biblioteca escolar. A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento e desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida, ajudando a desenvolver a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis. A biblioteca promove o trabalho de pesquisa e produção documentais em diferentes suportes e linguagens, facilita a aquisição de competências de informação, estimula o prazer da leitura e desenvolve hábitos de trabalho conducentes à autonomia e gosto pela aprendizagem ao longo da vida O Programa Rede de Bibliotecas Escolares tem por finalidade apoiar a criação e/ou desenvolvimento de bibliotecas escolares nas escolas públicas dos diferentes níveis de ensino. Cada BE/CRE deve ser entendida como um centro de recursos multimédia de livre acesso, destinado à consulta e produção de documentos em diferentes

suportes, devendo dispor de um fundo documental diversificado e de uma equipa de professores e técnicos com formação adequada. A Rede de Bibliotecas Escolares é constituída por bibliotecas escolares das escolas públicas dos diferentes níveis de ensino. E – Qual é o horário de funcionamento? ABM – O nosso horário de funcionamento é desde as nove e quinze até às dezasseis e trinta, mas se for necessário podem vir um pouco antes, e podem sair um pouco depois. E – Para que é que serve a BE? ABM – A BE serve para muitas coisas. Serve para os alunos virem fazer pesquisas para os seus trabalhos, pesquisas essas que podem ser feitas nos livros, nos computadores; os alunos podem visionar filmes; os alunos podem utilizar o espaço para fazer trabalhos para as várias disciplinas, como por exemplo as cortagens e as colagens; podem trabalhar e estudar em grupo, podem estudar individualmente. A BE tem muitas funções para além de apoiar os alunos no estudo serve também para terem um tempo de qualidade, isto quer dizer que podem estar aqui nos vossos tempos livres pois têm aqui algumas propostas que são importantes para a vossa formação, ou seja, estar a ler um livro, ouvir música. E – Quantos alunos frequentam a BE/ CRE por dia? ABM – Não tenho essa contabilidade feita, mas difere muito. Temos dias em que temos várias turmas, temos dias em que só vêm alunos autonomamente. Ultimamente posso dizer que perto de cem alunos por dia têm entrado na biblioteca desde o início do ano. Temos sempre duas, três turmas por dia, temos tido sempre as salas ocupadas. Temos tido, muitas vezes, uma turma na outra sala e outra turma nesta sala, isto é, duas turmas em simultâneo. Durante os intervalos temos alunos que vêm cá autonomamente. Penso que, desde o início deste ano, não serão


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muito menos de cem alunos por dia. E – Mas esses cem alunos são aqueles que estão envolvidos nas várias actividades desenvolvidas nas disciplinas curriculares? ABM – Exactamente. Se for autonomamente não tenho essa contabilidade, mas penso que pelo menos cinquenta alunos frequentam este espaço diariamente. Temos alunos que vêm ler o jornal todos os dias, temos alunos que vêm ao computador todos os dias, temos alunos que vêm ver filmes durante a hora do almoço. E – Há regras para a utilização dos computadores? ABM – Há. E – Quais são essas regras? ABM – As regras implicam que haja sempre um computador disponível para um trabalho de aula que esteja a decorrer. Tanto quanto possível tentamos ter sempre um computador para as pessoas que ―chegam no momento‖. No máximo só podem estar dois alunos por computador e, em princípio, durante vinte minutos. Se não houver necessidade de outra pessoa utilizar o computador podem continuar no computador. Se por acaso, mesmo estando nesse prazo dos vinte minutos, não estiverem a fazer um trabalho de aula, um trabalho de pesquisa para uma aula e se chegar um aluno que necessite de fazer esse trabalho, esse aluno tem prioridade. Se houver necessidade de usar o computador, o aluno que o está a utilizar apenas por divertimento, terá de sair para dar lugar ao colega. Em primeiro lugar estão as pessoas que querem trabalhar e que precisam de fazer investigação.

E – Que actividades é que as várias disciplinas podem desenvolver no espaço BE/CRE? ABM – Todas as disciplinas podem aqui trabalhar e fazer um trabalho diversificado. Temos semanalmente um poema de um autor que pode ser nacional ou estrangeiro, temos uma frase com uma mensagem importante, temos um provérbio. Perceber que valores, que mensagem é que esses provérbios, frases ou mensagem transmitem são algumas das actividades que podem ser exploradas na disciplina de Formação Cívica. Os alunos também podem participar nos concursos promovidos pela BE/CRE ao longo do ano. As várias disciplinas também podem vir fazer pesquisa sobre um determinado tema, podem dar a conhecer o nosso regulamento aos alunos e pô-lo em prática, como por exemplo os alunos saberem que não se deve fazer barulho, que o trabalho dos alunos não deve pôr em causa o trabalho dos outros. Há turmas que vêm cá e nós lemos para elas, em especial o primeiro ciclo. Há turmas que vêm cá e lêem umas para as outras. O trabalho é muito diverso, quase tudo pode ser feito. E – O número de alunos que referiu anteriormente, era relativo à frequência diária do espaço BE/CRE ou ao início das aulas? ABM – Durante o período de interrupção lectiva nós temos cá poucos alunos. O que eu disse referia-se ao período de aulas, isto é, aos dias de aulas. E – Quantos livros existem na BE/ CRE? ABM – Não posso dizer concretamente quantos são, mas são muito perto de dois mil e quinhentos. E – Quantos livros são requisitados por ano? ABM – Penso que no ano lectivo passado rondou os duzentos. Penso que foi cerca de duzentos ou trezentos, não sei o número certo teria de confirmar.

E – A BE/CRE está a pensar fazer exposições? ABM – Sim. E – Sobre o quê? ABM – Neste momento estamos a preparar alguns documentos dos anos anteriores, que estão guardados e que são importantes, como por exemplo fotografias dos anos anteriores, fotografias muito antigas que mostram como é que funcionávamos, como era a escola há vinte anos. Era interessante verem-nas, provavelmente até irão reconhecer algumas pessoas nessas fotografias. Temos algumas reproduções de obras, de pinturas famosas e que queremos ter disponíveis para poderem trabalhar nas disciplinas de EVT, História. A ideia é organizar os materiais para depois as pessoas poderem trabalhar. E – É difícil trabalhar na BE/CRE? ABM – Não é difícil, mas tem os seus desafios como em tudo. É sempre difícil conseguir trazer as pessoas cá e dar -lhes exactamente aquilo que pretendem. Uma pessoa vem cá com uma ideia específica e nem sempre nós conseguimos dar a resposta ao pretendido. Por exemplo, ainda hoje tivemos cá um aluno que achou que podia desligar um dos nossos computadores para ligar o seu portátil e nós tivemos de lhe dizer que isso não era possível porque não podemos desligar os nossos computadores para um aluno ligar o dele. O aluno ficou zangado connosco. Parece-vos que isso faz sentido? Desligar aquilo que é de todos para proveito de um só aluno? E – Qual a relação entre o Plano Nacional de Leitura e a BE/CRE? ABM – Ao nível do pré-escolar,


Página 6 primeiro e segundo ciclos nós temos recebido um montante anual para adquirirmos livros, para depois poderem ser estudados na sala de aula. Ao nível do terceiro ciclo participámos num concurso em que fomos seleccionados e vamos receber também alguma verba para adquirir livros que irão ser estudados na sala de aula. Qual é portanto a relação? Nós, aqui, recebemos algum apoio, mas também temos de desenvolver algumas actividades que fomentem, que motivem as pessoas para a leitura. e para fazer com que, cada vez, haja mais pessoas a ler. E – As turmas podem fazer trabalhos e expô-los no espaço da BE/CRE? ABM – Pretendemos sempre que os alunos coloquem neste espaço os trabalhos, aqueles que quiserem e que considerarem ter mérito para serem mostrados aos outros porque trazem alguma mensagem. Mesmo aqueles trabalhos que não foram feitos no âmbito das disciplinas, por exemplo, um aluno pinta muito bem e quer mostrar os seus trabalhos ao resto da Escola, pode trazê-los e fazemos uma exposição. Pode ser um aluno, um professor ou um funcionário, toda a gente pode mostrar aqui os seus trabalhos, há expositores para isso. E – Como foi feito com os tapetes de ratos para o computador? ABM – Os tapetes de rato foram feitos para um concurso. No dia 27 de Outubro comemorou-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares e este trabalho com os ratos é uma forma de comemorar esta efeméride. Foi uma forma de dar a conhecer aos alunos da Escola que existe uma biblioteca, que podem vir cá, usá-la e que ela está cá à disposição quer dos alunos quer das restantes pessoas da Escola. E – Por que razão alguns livros podem ser requisitados e outros não? ABM – À partida todos os livros deveriam poder ser requisitados, só que como nós não temos assim tantos livros, alguns livros, que são muito

Gonçalves – professora de Inglês. No caso deste concurso, a professora Paula Cunha é que teve a ideia e concretizou-a. E – Quantas actividades vão ser realizadas anualmente? ABM – Muitas, não posso dizer o número exacto. Nós queremos actividades em todos os meses e em todas as semanas. Vão ser muitas, mas não posso dar um número certo, até porque nós temos um plano inicial mas sempre que pudermos ampliar esse plano fá-loemos porque estamos sempre disponíveis para fazer mais.

pedidos e dos quais só temos um exemplar, não podemos deixar levar para casa porque depois os alunos podem ter o livro oito dias em casa e, durante esse período, podem querer outras pessoas usar o livro e ele não está na biblioteca. Para além disso, ainda temos os livros mais antigos com os quais temos de ter alguns cuidados especiais. São aqueles livros que se podem estragar, que mais facilmente se podem danificar e que são muito importantes e que nós não podemos deixar sair da biblioteca para que não se estraguem. E – Vão realizar-se mais concursos? ABM – Sim. Alguns. Quatro. E – Sobre…? ABM – Não podemos dizer tudo. Vamos levantar o véu devagarinho. E – Só uma pontinha… ABM – Queríamos fazer um concurso com os melhores trabalhos produzidos na Área de Projecto. E – Quem é que teve a ideia do concurso dos tapetes de rato? ABM – Foi a professora Paula Cunha. Eu não trabalho sozinha na BE/CRE. A equipa da BE/CRE é constituída por quatro professores e uma auxiliar de acção educativa, a tia Fernanda. A equipa da biblioteca é constituída por mim que sou a coordenadora e pelas professoras Manuela Pina – professora de Geografia, Paula Cunha – professora de Ciências Físico-Químicas, Isabel .

E – Para este ano lectivo que actividades é que estão previstas? ABM – Para além dos concursos, queremos preparar alguns documentos de apoio ao estudo dos alunos, por exemplo se os alunos quiserem fazer uma pesquisa como é que devem fazer, se quiserem fazer um trabalho para uma aula, como é que o podem organizar, se quiserem utilizar a Internet que cuidados devem ter. Queremos fazer alguns documentos que sirvam para os alunos prepararem os trabalhos que têm de fazer nas aulas. Vamos participar num projecto de combate ao insucesso, vamos participar num projecto ligado à leitura, vamos fazer concursos de leitura, comemorar algumas datas importantes. E – Quantos funcionários existem na BE/CRE? ABM – Só existe uma funcionária, a D. Fernanda. Durante o período de almoço da D. Fernanda há outra funcionária que está aqui, não pertence à biblioteca mas vem cá dar apoio para que a biblioteca possa estar aberta à hora de almoço.


Página 7 E – Quais são as funções da funcionária adstrita à biblioteca? ABM – São muitas. Tem uma função de apoio ao trabalho dos professores, tem a função de organização dos materiais, tem também funções de atendimento aos utentes, de acompanhamento, se os alunos vierem individualmente e não souberem fazer uma pesquisa podem ser ajudados, se vier uma turma com o professor e for precisa ajuda também é uma função da funcionária. Tem, portanto, funções a vários níveis. E – Costumam ajudar os alunos quando têm dificuldades? ABM – Sempre que podemos e sabemos. Sempre que é possível, sim. Temos alunos do primeiro ciclo que nos vêm pedir para nós lhes lermos histórias. Os alunos do segundo ciclo vêm fazer os trabalhos de casa e, às vezes, pedem-nos algumas ajudas. Sempre que pudermos e soubermos responder, sim. E – Qual é o objectivo da BE/CRE? ABM – O objectivo é, por um lado, apoiar o funcionamento das aulas e, por outro lado, permitir aos alunos, que não são só alunos são pessoas, desenvolver as suas capacidades para além da sala de aula. Tem ainda um outro objectivo que é o recreativo, isto é, os alunos poderem passar na BE/CRE um tempo de qualidade e tem também o objectivo de preparar para a aprendizagem ao longo da vida. Se os alunos souberem utilizar a biblioteca mesmo depois de saírem da escola, se precisarem de saber coisas novas, se souberem utilizar a biblioteca já sabem onde ir procurar a informação. Quando saírem, quando já estiverem a trabalhar sempre que quiserem aprender coisas novas sabem que na biblioteca essa informação está disponível. E – Porque é que não se pode jogar nos computadores? ABM – Porque muitas vezes os alunos instalam jogos que não devem e também porque não temos muitos computadores e eles estão, primeiro que tudo, para apoio ao estudo. Nós, por vezes, permitíamos, mas os alunos abusavam por isso não podemos permitir que

joguem nos computadores. E – Os professores podem vir à BE/ CRE com os alunos e pegar num livro qualquer? ABM – Podem pegar nos livros todos, podem usar os livros que quiserem. Mas acontece algumas vezes os meninos maiorzinhos quererem ir para o espaço dos pequeninos e estão lá como se fossem também eles pequeninos. Esse espaço é só para os pequeninos. Aos meninos mais velhos temos de pedir outra postura. Não podemos permitir que estejam sentados no chão. Quando se é pequenino isso faz-se, mas quando se é mais velho já devemos saber estar sentados numa cadeira. Para cada idade o nível de exigência deve ser diferente. Mas todos podem consultar os livros. E – Existe então um espaço para os mais novos e um espaço para os mais velhos? ABM – Sim. Existe um espaço que se chama ―O Cantinho dos Mestres‖ que está preparado para receber os mais pequenos, os meninos do pré-escolar e

―Como se escreve?‖? ABM – Sim. E – Os DVD´s só podem ser vistos de acordo com a idade indicada na caixa? ABM – Sim, deveria ser assim. A verdade é que se vier um professor e requisitar um DVD para a aula, podem ver todos. Quando são visionados autonomamente, aí tentamos respeitar a idade aconselhada. Mas também não há muitos DVD´s para maiores de dezoito anos, aliás não há nenhum. E – Existem castigos para quem não arrumar um DVD ou um livro? ABM – Não, porque a vossa função não é arrumá-los. Devem deixá-los num carrinho destinado a esse efeito e depois somos nós que os arrumamos. Agora se um aluno desrespeitar as regras de funcionamento da BE/CRE, aí nós podemos fazer uma participação ao Director de Turma. Se os alunos requisitarem livros e não cumprirem os prazos estabelecidos são chamados à atenção uma vez e, se isso continuar, podemos dizer que não voltamos a emprestar livros enquanto aquele não for devolvido. E – Alguns alunos mais velhos comportam-se pior que os mais novos? ABM – Infelizmente sim. Alguns alunos mais velhos acham que podem fazer tudo o que querem e não é verdade, porque ninguém pode fazer tudo o que quer, apenas pode fazer aquilo que é possível e respeitar sempre os outros.

do primeiro ciclo, que é mantido o mais limpo e o mais arrumado possível para eles. E – Todos podem usar o computador, até os mais pequenos? ABM – Sim, embora os mais pequenos ainda não saibam usar o computador, por isso queremos sempre que eles estejam acompanhados pelos professores. A nossa ideia é termos um grupo de monitores, que são alunos mais velhos, e que sabem trabalhar com os computadores para nos auxiliar nesse trabalho. E – Vão realizar-se mais passatempos do género ―Como se diz?‖,

E - O que acontece aos alunos que desrespeitarem as regras da BE/CRE? ABM – Primeiro é a advertência. Se continuar registamos a nossa informação e enviamo-la para o Director de Turma e, se houver outros registos, pode haver um Conselho de Turma de âmbito disciplinar e pode ser-lhes aplicada uma sanção. E - Se fizer barulho o aluno pode não voltar à BE/CRE? ABM – A nossa intenção é que o aluno volte sempre à BE/CRE e que aprenda a estar cá dentro respeitando as regras.


Página 8 E – Qual o melhor slogan para publicitar/divulgar a BE/CRE? ABM – “Na BE/CRE encontras tudo o que precisas‖. E – Por que não fazer um concurso para o melhor slogan? ABM – O Hino da BE/CRE é o resultado de um concurso que teve lugar há dois anos. O hino é da autoria de dois antigos alunos da Escola. E – Os alunos podem propor concursos? ABM – Sim e podem ajudar a desenvolvê-los. Vêm ter connosco à BE/CRE e depois nós marcamos um encontro para decidirmos como é que vai funcionar. E – Ainda sobre o horário da biblioteca, no intervalo dos dez minutos não está aberta? ABM – A biblioteca tem de estar sempre aberta entre as nove e um quarto e as dezasseis e trinta. Mas o que acontece é que temos poucos funcionários e é difícil estar em dois locais ao mesmo tempo, mas se nesse tempo precisarem de vir à biblioteca procurem um funcionário para vos abrir a porta porque têm esse direito de estar na biblioteca. E – Por que motivo devemos deixar as mochilas no exterior? ABM – O espaço da BE/CRE não é assim tão grande e, se existirem mochilas pelo chão, esse espaço tornase ainda mais pequeno e pode tropeçar -se e cair. Por outro lado também sabemos que há pessoas que, infelizmente, gostam de levar o que não lhes pertence e se têm uma mochila eu não posso dizer-lhes ―Abre a mochila porque eu desconfio de ti‖. Felizmente isso nunca aconteceu. Por isso as pessoas vêm para aqui com o mínimo de material possível para haver um maior controle. E – É professora de… ABM – Filosofia. É uma disciplina que se começa a ter só a partir do 10º ano e que tem o objectivo de nos pôr a pensar sobre a vida, as coisas do dia-adia, de uma forma simples.

(Continuação da página )

As diferentes culturas que, actualmente, coexistem ainda não se adaptaram aos seus diferentes hábitos e costumes, tornando-se rígidas e inflexíveis. Preferimos acentuar os pontos de discórdia, fixá-los e tentar impô-los aos demais, a valorizar o que nos une e que nos pode tornar mais fortes. Ainda não percebemos que é a diferença que pode fazer toda a diferença e que somos muito mais fortes se nos adaptarmos mutuamente do que se tentarmos fixar os nossos traços culturais como os melhores e como uma regra a seguir. O processo de aculturação deve ser mútuo, e nenhuma cultura se deve subjugar a outra, sob pena de se anular e de perderem preciosas tradições e costumes que nos podem ser de grande utilidade no processo de desenvolvimento e aprofundamento humanos. A diversidade cultural, embora nos integre num conjunto, não pode levar a que nos esqueçamos da individualidade. Também a este nível somos distintos e, muitas vezes, os actos discriminatórios negativos iniciam-se precisamente neste ponto. Também individualmente tendemos a segregar os que são diferentes. Não olhamos da mesma forma todas as pessoas: tendemos a caracterizar quem é considerado diferente, por ser portador que qualquer tipo de deficiência, como alguém que tem menos capacidades, mais frágil, logo, com uma menor utilidade. O erro, mais uma vez, está em valorizar a diferença pelo sentido negativo e não pelo inverso, uma vez que a menor capacidade em determinada área é frequentemente compensada por um desenvolvimento maior e mais apurado de outras. Discriminar significa efectuar uma distinção, mas uma distinção não tem obrigatoriamente que ser negativa. Esta atitude pode servir como forma de incentivo ou simplesmente como forma de indicação. A título de exemplo pode referir-se uma simples selecção, quer seja para uma equipa desportiva, quer seja para efeitos de admissão a uma faculdade. Esta discriminação cinge-se à selecção dos mais qualificados, mais aptos para determinado requisito. Por sermos todos diferentes, não temos os mesmos gostos nem as nossas aptidões são iguais. Somos melhores numas áreas e mais fracos noutras e, por isso, esta desigualdade de oportunidades favorece-nos: a selecção dos melhores obriga-nos a um maior esforço e a superarmo-nos, obriga-nos a

tornarmo-nos mais qualificados, mais activos e mais empreendedores, não nos deixando estagnar e permitindonos uma evolução constante. Para mim, esta reflexão crítica deveria ser desnecessária e completamente sem sentido, pois só na falta de um sentido para abordar o tema da discriminação poderemos afirmar que evoluímos, que as várias culturas distintas se uniram, formando uma única cultura global constituída pelo somatório de todas as diferenças. É neste sentido que devemos avançar: na reunião harmoniosa de várias culturas distintas, cada uma delas constituída por muitos indivíduos, também eles distintos. Somos efectivamente todos diferentes, quer devido aos factores biológicos quer devido ao meio em que estamos inseridos e penso que a palavra discriminação só deixará de ter sentido quando conseguirmos encarar a diferença como uma banalidade e a igualdade como algo fora da norma. Esta ideia não deve ficar apenas pela mudança individual: a ciência e outras instituições que, tal como ela, têm a capacidade de influenciar populações, culturas e indivíduos também têm a sua cota parte de responsabilidades neste tema. Tendemos a seguir as acções que os grandes órgãos da nossa sociedade tomam. Quando são estes órgãos os primeiros a tomar o rumo, facilmente os acompanhamos, sendo portanto mais difícil alterar a presente mentalidade discriminatória se não houver o apoio destas estruturas sociais. A Psicologia, sendo uma ciência, também teve e tem influência na nossa forma de pensar e ver o mundo, sendo possível encontrar ao longo da sua história alguns casos de desrespeito pela diversidade, tendo também ela participado na construção social das categorias da diferença, muitas vezes racionalizando-as e legitimando-as de acordo com as opiniões dominantes e defendidas pelos grupos com maior poder e visibilidade. Se esta e outras ciências, assim como todas as instituições poderosas da actualidade tomarem a atitude anti-discriminatória acima referida, certamente que algumas concepções actualmente aceites cairão por terra e outras sofrerão ajustes ou modificações. Penso que só assim poderemos caminhar no sentido da aceitação e valorização da diferença, que é o único capaz de tornar a palavra discriminação uma palavra sem sentido. Inês Costa 12º A


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Poesia Falando com o vento - Ei! Tu aí

Para quê crescer? Deitada na cama Sem sono para dormir Comecei a pensar Como iria agir.

- Sim! Quem me chama?! - Sou eu, o vento… - Que queres de mim?! - Saber por que estás tão triste e … - Mas não estou… - Espera! Esquece o que ias para dizer. Sei que vais a caminhar. Sente o cheiro das flores, da erva cortada, ouve o chilrear dos passarinhos. Sente o silêncio da natureza, aprecia as

Quando somos pequeninos Sem nada para compreender, O que queremos É apenas crescer. Agora que crescemos Não sabemos o que fazer, O que me leva à pergunta Para quê crescer?

suas cores, …. Fica bem contigo e com os outros… - Obrigado vento. Olha… - Espera. Tenho uma mensagem para

A resposta eu não sei Ainda a estou a procurar. Será ela simples Ou muito terei de pensar?

ti. - Sim. Diz-me. É boa nova? - Espera! Não estejas tão ansioso. Escuta! Ouviste?

Crescemos, vivemos, Esquecemos o que é ser criança. Como podemos nós esquecer Algo que sempre nos deu esperança?

- Sim vento amigo. Sim ouvi! – ―O bom da vida é conseguirmos descobrir o valor de cada incógnita e dar-lhe o real valor perfumado pelo cheiro das

Ser criança é brincar Ser adulto é resolver Ser criança é rir Ser adulto é conhecer.

flores, da relva cortada, aquecido pelo sol rei e ondulado pelo sabor do vento…‖ - Olha palerma. Escuta com atenção o que te vou dizer… - Sim vento amigo diz. - Tens de prestar mais atenção. Todos os dias transporto mensagens. Umas para ti, outras para outras pessoas. Só que nem todos as conseguem ouvir. É preciso abrir o coração e isso já fizeste… Manuel André

Resolver problemas Conhecer a vida… Para quê tudo isso Se esta de novo não pode ser vivida? A infância esquecemos Os amigos para sempre não são O passado é passado Mas a infância não.

Mais um dia Mais um dia que passa Neste mundo que gira sem parar Quem me dera voltar a ser criança E de lá, não voltar Voltar a sentir o carinho dos pais, dos avós Ouvir o riso e a alegria à mesa Recordar o Natal dos ingénuos Acreditar que o mundo é perfeito Mas embora precise de crescer e muito Não sou mais criança Voltei ao real Apetece-me deixar de sentir Ficar na penumbra Sentir o frio, o arrepio, … Para mais tarde voltar Encarar a vida Aprender a viver um dia de cada vez Manuel André

Poema para a minha querida mãe Querida mãe Gosto tanto de ti Pelo amor e carinho Que me estás a dar Um dia hei-de recordar O amor e carinho Que me estás a dar. Poema para a minha avó Querida avó Gosto muito de ti Um dia hei-de recordar O amor e carinho Que me estás a dar. Poema para a Prof. Nélia Minha querida professora Nélia Você é muito linda e bonita Um dia hei-de retribuir Tudo aquilo Que você me está a ensinar.

Vivendo o dia-a-dia Penso muito na infância Mas por pensar assim Serei sempre criança? Ana Margarida Cardoso - 10ºA

Nuno Mogas


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Artigo sobre os trabalhos do 9ºB A turma do 9º ano, turma B, em Área de Projecto está a realizar trabalhos sobre a II GUERRA MUNDIAL. A turma está dividida em vários grupos, cada um a trabalhar um determinado assunto.

Os temas que estão a ser realizados são:

 Adolf Hitler / Regime Nazi  Campos de concentração (maqueta);  Heróis da II GUERRA MUNDIAL (Aristides de

Problema da Quinzena PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 1— 2º CICLO 2ª Quinzena de Outubro Num jardim zoológico há girafas e papagaios. Ao todo são 60 olhos e 86 pés. És capaz de dizer quantos animais de cada espécie há no jardim zoológico? (Explica o teu raciocínio da forma que entenderes, utilizando esquemas, desenhos, números ou palavras).

Sousa Mendes, Schindler, De Gaulle, Jean Moulin, Churchill, Rossevelt,…);

 A bomba atómica; Os alunos criaram também um blog onde relatam todos os passos dos seus trabalhos. No fim irão expô-los no blog e farão uma apresentação à comunidade. Visitem: www.memoriasdeumpassadocruel.blogspot.com

Olimpíadas de Matemática 2008/2009

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 2—2º Ciclo 1ª Quinzena de Novembro Um bidão cheio de óleo pesa 34 kg. Quando tem óleo até metade pesa 17,5Kg. Quanto pesa o bidão sem óleo? (Explica o teu raciocínio da forma que entenderes, utilizando esquemas, desenhos, números ou palavras).

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 3—2º CICLO 2ª Quinzena de Novembro A figura pode ser dobrada de modo a obter um cubo (dado de jogador). Preenche os quadros em branco de modo que a soma dos números das faces opostas seja

5 6 3

PROBLEMA DA QUINZENA – Nº 4—2º CICLO 1ª Quinzena de Dezembro No dia 12 de Novembro realizaram-se as XXVII Olimpíadas Portuguesas de Matemática. Estavam inscritos 30 alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, dos quais só compareceram 10. Tal facto deu-se por decorrer em simultâneo a última semana da Feira de São Martinho. Haverá uma segunda eliminatória que se realizará no dia 14 de Janeiro para os alunos que obtiverem as melhores pontuações. Os professores consideram importante os alunos participarem nestas actividades e desejam que, à semelhança de anos anteriores, haja alguém a representar a nossa Escola na Final Nacional, que terá lugar na Figueira da Foz.

O João comprou um livro que lhe custou 1,08€. Pagou com 2,00€ e recebeu de volta 8 moedas. Uma das moedas que veio no troco era de 0,50€. Que outras moedas recebeu e quantas? Após encontrares uma solução, tenta descobrir outras. (Explica o teu raciocínio da forma que entenderes, utilizando esquemas, desenhos, números ou palavras).


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Entrevista com o Presidente do Conselho Executivo Encontro – Sabemos que no Ranking das Escolas, a nossa ficou bem posicionada. Pode dizer-nos, exactamente, a posição em que ficou?

Jorge Manuel Correia Saldanha Mendes – A nossa Escola, entre as escolas públicas e privadas, ficou em 36º lugar a nível nacional. É a 8ª oitava escola pública a nível nacional com melhor média. E- Também se faz a distinção a nível distrital. Já agora pode dizernos em que lugar ficou a nível distrital? J.S.M – A nossa Escola, a nível distrital, foi a escola pública que ficou em 1º lugar uma vez que foi a que teve melhor média. Mas entre públicas e privadas ficou em 2ºlugar, uma vez que em 1ºlugar ficou um Colégio privado. E – Está satisfeito com a nossa posição no Ranking? J.S.M – Claro que sim! Quem trabalha todos os dias com gosto tem de ficar satisfeito com o seu trabalho. As notícias têm a importância que nós lhe damos, mas esta é uma notícia que tem uma grande

importância e um grande impacto a nível nacional. Foi publicitada nos jornais nacionais com uma grande tiragem. E – Em que jornais foi publicada essa notícia? J.S.M. – Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Público, Expresso entre outros. Também os restantes meios de comunicação social, a rádio e a televisão deram conta desta notícia,. Penso que é uma coisa agradável. E – Está orgulhoso? J.S.M. – Estou muito orgulhoso, mas penso que não sou o único a estar orgulhoso. Estamos todos… Eu, os senhores professores que acompanharam os alunos durante todo este processo, desde o pré-escolar – jardim de infância -, os educadores de infância e os professores que os acompanharam nos 1º, 2º e 3º Ciclos e Ensino Secundário. Isto é um trabalho continuado, não é um trabalho final, é um trabalho de todos. Os alunos também devem estar muito orgulhosos da sua Escola e dos seus professores, porque só um conjunto com este nível, a família que incutiu valores aos seus filhos para estudarem e trabalharem, os professores que os acompanharam, os ensinaram a serem uns ―homenzinhos‖, lhes ensinaram as matérias que deviam estudar para os exames e eles também porque conseguiram atingir os seus objectivos. Há todo um conjunto de pessoas que se deve sentir muito orgulhoso destes resultados. Eu, pessoalmente, sinto-me muito orgulhoso e penso que não sou o único. É um sentir de muita gente do Agrupamento, das famílias, do concelho, da Autarquia – o Senhor Presidente da Câmara quando soube telefonou-me a dar os parabéns, o Senhor Presidente da Câmara de Santarém também me ligou a dar os parabéns porque como sabem a nossa escola também faz parte do concelho de Santarém, várias pessoas, a nível particular, também telefonaram para felicitarem o Agrupamento e também muitos colegas doutras escolas entraram em contacto para, também eles,

felicitarem a Escola. Volto a repetir, é um sentir de todos nós. E – É, efectivamente, uma coisa que nos alegra a todos. Estava à espera destes resultados? J.S.M. – De certa forma sim. Sabia que tínhamos bons alunos a finalizar o 12º Ano, alunos motivados e que poderia acontecer este resultado. E – Acha que tínhamos condições para subir de posição no Ranking? J.S.M. – Não posso responder com exactidão. Há muitos factores que influenciam os resultados: os alunos que não são todos iguais, sabem-no porque são alunos, dentro da sala de aula nem todos têm o mesmo desempenho nem os mesmos valores; as famílias porque nem todas têm as mesmas perspectivas para os seus filhos, há pais que se preocupam em que os filhos cheguem longe para, um dia mais tarde, terem uma vida boa e isso só se consegue com trabalho e estudo e os professores que dão o ―seu melhor‖ quando têm alguém que também tem algo de bom para lhes dar e muitas vezes, muitas vezes com sentir, com muita paciência para que as coisas decorram da melhor forma dentro da sala de aula e se tire o melhor proveito de tudo. E – De certa modo isto também funciona para percebermos que podemos chegar aos lugares cimeiros, não é? J.S.M. – Penso que sim. Isto prova que nós todos somos capazes. E – Na sua opinião, estes bons resultados a que se devem? J. S. M – Como disse há pouco, estes resultados devem-se a um conjunto de factores, a toda uma envolvência em que entram a família, os professores e os alunos. Estas três componentes são essenciais para que se atinja o sucesso. O acompanhamento por parte dos pais, a motivação dos alunos, os professores que têm de motivar os alunos para conseguirem atingirem os resultados desejados… Existem vários factores, mas os essenciais são estes: a


Página 12 família em primeiro lugar, os professores e os alunos. Todos têm de querer o mesmo e têm que sentir que ―vamos lá chegar, podemos lá chegar‖ porque isto é um trabalho de todos. E – A escola também, por outro lado, tem do ponto de vista organizacional ajudado. Por exemplo, disponibiliza apoios nas disciplinas sujeitas a exame nacional, Matemática, Português, Biologia, Física e Química… J.S.M. – Sempre. E os professores têm mostrado sempre uma grande disponibilidade, mais especificamente no Ensino Secundário. O que é muito importante porque estes apoios servem para esclarecer dúvidas aos alunos. A pressão é muito grande, o stress é muito e torna-se difícil, muitas vezes, para os alunos atingirem o nível de conhecimentos que possibilita estes resultados. Para isso precisam de muita ajuda e essa ajuda científica e pedagógica só pode ser dada pelos professores. A Escola tenta sempre disponibilizar a ajuda organizacional e os professores têm sempre colaborado com a Escola no sentido de se disponibilizarem para dar esse apoio. E – E os resultados dos exames do 9º Ano? J. S. M. – As coisas vão acontecendo, vamos trabalhando e vão surgindo resultados que nos agradam. Não só os resultados obtidos nos exames dos 11º e 12º Anos, também subimos bastantes lugares no ranking dos exames do 9º Ano. Como sabem, no 9º Ano também há exames nacionais às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática e subimos muitos lugares também. Estamos no primeiro terço das escolas, o trabalho tem vindo, portanto, a ser feito. E – Podemos portanto considerar que quando se chega ao 12º Ano, é o culminar de todo um percurso que implica todo um caminho? JS.M – Sim, sem dúvida alguma. E – O senhor Presidente do Conselho Executivo acha que no próximo ano conseguiremos obter os mesmos resultados?

J.S.M. – Neste momento não posso responder concretamente a essa pergunta. Sei que estamos todos empenhados em conseguir melhor ainda Vamos tentar e trabalhar para isso porque tentar só não chega e preciso também trabalhar e trabalhar muito, estudar muito. E – Quantas escolas participaram no Ranking? J.S.M. – O Ranking é feito a nível nacional, entram todas as escolas públicas e privadas do país, do continente e das ilhas.

As classificações internas são os resultados que os alunos obtêm no final do ano lectivo, isto é, no 3º período. Vamos imaginar que numa determinada disciplina os alunos têm média de 12 valores, após os exames também é feita a média dos resultados obtidos. Outro aspecto que também é tido em consideração é a diferença entre a média das classificações internas e das externas, isto é, entre a nota do 3º período e a nota do exame. Quanto maior for a diferença mais penalizada é a escola.

E – Continuarmos a ter estes resultados é um grande desafio. Acha que vamos cumpri-lo? J.S.M. – Depende de todos. Da parte dos professores e da Gestão vamos tentar que as coisas melhorem, mas há uma parte muito importante, aquela que é constituída por aqueles que vão realizar as provas, aqueles que estudam ou não estudam. Esses que têm de dar o seu melhor, têm de trabalhar muito. E. – Como se chega aos resultados do ranking? J.S.M. – Existem duas situações fundamentais que são as classificações internas e as classificações externas.

Feliz Natal


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Serviço de Psicologia e Orientação O serviço de Psicologia e Orientação, também conhecido por S.P.O., é uma unidade especializada de apoio educativo, inte-

ψ Avaliação/

grada na rede escolar que, de acordo com o nível de educa-

acompanhamen-

ção e ensino em que se integra, desenvolve a sua acção nos

to de alunos com

Estabelecimentos de Ensino Básico e Secundário do Agrupa-

perturbações

mento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho (GAP).

graves no desen-

Encontra-se em constante articulação com o Núcleo de Apoio

volvimento;

Educativo (N.A.E.) constituindo assim os Serviços Especiali-

ψ Trabalho

com

zados de Apoio Educativo (S.E.A.E.).

turmas que apre-

Este serviço é constituído por uma equipa multidisciplinar,

sentem

composta pela Psicóloga Paula Martins que desenvolve a sua

máticas específi-

actividade em estreita articulação com a Docente de Educa-

cas, a pedido do

ção Especial Nélia Alcobia e o Serviço de Saúde Escolar do

respectivo

Centro de Saúde de Golegã Enfermeira, Sónia Bouça, entre

fessor/director de

outros serviços da comunidade.

turma;

O objectivo principal do SPO centra-se no acompanhamento de todos os alunos ao longo do seu percurso escolar (desde Jardim de Infância até ao Secundário ou inserção no mercado de trabalho), contribuindo assim para a identificação precoce de áreas onde os alunos demonstram dificuldades decorrentes da situação de ensino – aprendizagem. O SPO também contribuiu para a identificação dos interesses e aptidões dos jovens, de forma a facilitar o desenvolvimento da sua identidade pessoal e inter-relacional, ao nível da comunidade escolar. Este serviço é dirigido a crianças dos Jardins de Infância, Jovens do Ensino Básico e Secundário, Docentes, Auxiliares de Acção Educativa, Encarregados de Educação e Pais dos

proble-

pro-

ψ Aconselhamento Vocacional/Aconselhamento na Carreira. Após a observação e avaliação faz-se o reencaminhamento

ou

orientação

para

outros

instituições/serviços/

profissionais e estruturas locais (autarquias e instituições do âmbito da saúde, trabalho, educação, justiça e segurança social) que tenham protocolo com a escola. O SPO também desenvolve projectos nas seguintes áreas:

ψ Programa de Orientação Escolar e Profissional ―Constrói o teu Futuro‖;

ψ Programa sobre a Educação para a Sexualidade e para o Afecto;

alunos do GAP.

ψ Programa de Métodos e Técnicas de Estudo;

As actividades desenvolvidas centram-se nas seguintes fun-

ψ Programa ―Miúdos seguros na net‖;

ções:

ψ Reuniões

com

grupos

de

pais

para

reflexão/

ψ Atendimento individual a crianças e jovens;

sensibilização e debate de questões relacionadas com

ψ Atendimento individual a pais e encarregados de edu-

a educação e o desenvolvimento dos educandos ―Pais

cação;

ψ Aconselhamento Psicopedagógico para alunos e Técnicos da Educação;

ψ Acompanhamento Individual de perturbações ligeiras de comportamento;

ψ Observação e Avaliação Psicológica que remetem para a elaboração de relatórios psicopedagógicos, que irão

na Escola‖;

ψ Programa de Competências na procura do Primeiro Emprego, para alunos dos Cursos de Educação Formação ―;

ψ Feiras Vocacionais e Profissionais; ψ Sessões Informativas sobre o acesso ao ensino superior.

constar nos processos individuais de cada aluno, plani-

O SPO encontra-se no 1º piso, do Bloco D, ao lado da sala

ficação de check.-list necessária à elaboração da pro-

29. O seu horário de funcionamento difere de ano lectivo para

gramação individual de cada aluno. Este tipo de avalia-

ano lectivo, mas junto à porta encontra-se um horário de fun-

ção inclui também a organização de toda a documenta-

cionamento.

ção necessária para a realização do Programa Educati-

Para contactar o Gabinete, basta solicitar contacto através do

vo Individual para alunos com Necessidades Educati-

respectivo(a) Director(a) de Turma, pessoalmente ou através

vas Especiais, assim como a orientação de todos os

de contacto telefónico (249 979 040 ext. 228).

docentes, a fim de que as avaliações escolares se realizem nos prazos previstos por lei.


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Passatempos


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Página de EMRC Adivinhas

 O que é, o que é, que tem rabo de porco, mas não é porco. Pé de porco mas não é porco. Costela de porco, mas não é porco?

O que é que anda com os pés na cabeça?

O que é, o que é, que cai em pé e corre deitada?

Levanta-te contra a pobreza. Dia 17 de Outubro é o Dia da Erradicação da pobreza. Neste dia, recordamos aqueles que vivem em condições infra-humanas

e

lembra-

mos os governantes que assinaram,

em

2000,

a

Declaração dos Objectivos do Milénio que, até 2015, têm

de

acabar

com

a

pobreza extrema. Portugal voltou a aceitar o desafio de, literal e simbolicamente, Levantar-se Contra a Pobreza e pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio com o resultado de 93.707 Pessoas que se levantaram contra a Pobreza, recusando a indiferença. Na nossa escola fomos 302 pessoas.

A

nível mundial, um novo recorde do Guinness foi estabelecido com 116.993.629 pessoas que se levantarem contra a pobreza (Portugal foi o país onde mais pessoas se levantaram!!!) Obrigado a todos os colegas que dispuseram do tempo das suas aulas para colaborar e obrigado a todos os alunos que participaram!!!Se quiseres saber mais, consulta www.pobrezazero.org

Sabias que...  800 milhões de pessoas não têm acesso a comida suficiente para se alimentarem?

 1.100 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1 dólar por dia?

 1.200 milhões de pessoas não tem acesso à água potável?

8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), a alcançar até 2015: 1. Erradicar a pobreza extrema e a fome 2. Alcançar o ensino primário universal 3. Promover a igualdade de género e empoderar as mulheres 4. Reduzir a mortalidade infantil 5. Melhorar a saúde materna 6. Combater o VIH/SIDA, a Malária e outras doenças graves 7. Garantir a sunstentabilidade ambiental 8. Fortalecer a parceria global para o desenvolvimento


Página 16 "No âmbito da comemoração do Dia

do Não Fumador

e em articulação com

o Projecto de Educação para a Saúde, os alunos do 7º B elaboraram marcadores de livro alusivos ao Tema. Nesse mesmo dia, foram distribuir os mesmos às salas de aula como forma simbólica de sensibilizar os alunos da Escola B 2,3/Sec Mestre Martins Correia para a importância de não fumar."

A Semente Era uma vez uma semente que gostaria de ser uma grande árvore com folhas verdes e com um tronco tão duro que nenhum lenhador conseguisse cortar. Quando a semente achou que já estava na altura de ir em busca de um local para se plantar partiu logo, à procura de um local bonito e extraordinário. A semente passou algum tempo a voar à procura desse lugar, para ficar e já estava a começar a esmorecer porque não encontrava nada. Até que um dia avistou um grande sítio azul com um pequeno terreno amarelo e deserto. A semente achou logo aquele sítio muito bonito, mas ainda pensou duas vezes porque não tinha companhia nem ninguém para conversar, mas achou aquele lugar tão bonito que esqueceu logo tudo o que a impedia de se enterrar naquele maravilhoso lugar. Aterrou logo e enterrou-se e, com o passar do tempo, foi crescendo e tornou-se em tudo aquilo que tinha sonhado e nunca se cansava de olhar aquela maravilhosa paisagem. Fábio Oliveira , nº 4, CEF D

Se eu fosse… Enfermeira ia ajudar todos os doentes e muito mais. Eu adoraria ser enfermeira, poder dar vacinas, tratar das pessoas doentes. Ser enfermeira é muito bom porque curamos muitas pessoas. Trabalharia num hospital ou num Centro de Saúde. Eu adoro ajudar os outros e curá-los. Acho isso muito importante. Se fosse enfermeira podia fazer muitas coisas, ver os olhos, os ouvidos, ouvir o coração e, muito, muito mais. Eu adorava ser enfermeira. Maria do Rosário Mota Nunes - 5ºC

Notícias do Desporto Escolar No presente anos lectivo formaram-se, na nossa Escola, os seguintes grupos equipas:  Basquetebol - Iniciados Masculinos  Futsal—Iniciados Masculinos  Orientação—Masculinos  Hipismo—Todos os escalões Os Grupos/Equipas irão participar em quadros competitivos com outras escolas durante o segundo período. No dia 21 de Janeiro de 2009 vai realizar-se o tradicional corta-mato, na nossa escola, com a participação dos alunos do 3º e 4º anos, representando o 1º ciclo, e também dos restantes ciclos de ensino. Durante o 2º período irá realizar-se mais um torneio, inter-turmas, de Futsal e o torneio 3X3 de basquetebol para apuramento das equipas que participarão no Compal Air a nível distrital.


Página 17 Certo dia, o Sr. Joaquim chegou a casa, vindo do trabalho, pelas 18 horas, como normalmente. Dirigiu-se ao quarto do filho e cumprimentou-o: - Boa tarde, filho! Então, que estás a fazer? O Zézinho lá respondeu, a custo, e sem desviar os olhos do computador: -―Tou‖ a jogar um novo jogo que o João me emprestou. É ―bué da fixe‖! - Está bem, filho. – respondeu o Sr. Joaquim – eu vou para a sala, se precisares de alguma coisa, chama-me. Cerca de uma hora depois, D. Teresa, vinda também do trabalho, abriu a porta de casa. ao ver o marido na sala, dirigiu-se a ele e cumprimentou-o dando-lhe um beijo e dizendo: - Olá querido! A ver televisão? O Sr. Joaquim, desviando um pouco a cara, mas continuando a olhar para o écran da televisão respondeu à mulher: - Olá querida! Sim, estou a ver televisão. Está a dar um programa muito giro. D. Teresa, de seguida, dirigiu-se ao quarto do filho e deu-lhe também um beijo. O Zézinho disse, enquanto continuava a jogar no computador: - Olá mãe. Agora não posso, estou ―bué‖ concentrado neste jogo. Até já! Algum tempo depois a D. Teresa chamou o marido e o filho: - Rapazes, para a mesa! O jantar está pronto! A família reuniu-se à mesa, jantou enquanto observava atentamente a televisão. Seguidamente eram horas de dormir. D. Teresa e o Sr Joaquim foram para o seu quarto e deitaram-se confortavelmente na sua cama a assistirem a um filme. Entretanto o Sr. Joaquim adormeceu e a sua esposa pensou ―Bem adormeceu. Vou ver o filme das nossas férias em Cancun. Que dias felizes!‖. E assim foi. D. Teresa observou, feliz, as imagens maravilhosas que passavam no écran da televisão. Acabado o filme, D. Teresa beijou a televisão um pouco emocionada. Mas como já era tarde deitou-se ao lado do marido e adormeceu a relembrar aquelas felizes férias.

Se eu fosse uma fada… Se eu fosse uma fada iria, com os meus poderes, ajudar todas as pessoas pobres e necessitadas do mundo inteiro. Iria voar pelo mundo fora sem nunca ter de parar. Como eu só me preocuparia com o meu mundo e os seus habitantes, iria com a minha magia, no espaço, tornarme maior que o mundo e reconstituir os buracos do ozono que os homens destruíram. Iria pedir para os carros eléctricos baixarem muito de preços para poluírem menos e para as pessoas reciclarem mais e utilizarem mais energias renováveis e assim preservarmos o nosso planeta. Mariana Guia – 5º C

Se fosse… Uma cientista iria fazer muitas experiências e muitas descobertas de novas soluções para a cura do cancro e doenças muito graves. Iria trabalhar com produtos e descobrir os medicamentos necessários para as tais curas. Também iria fazer trabalhos em conjunto no laboratório e ao ar livre. Gostaria de viajar para conhecer novos cientistas e para aprender mais sobre ciências. Adoraria proteger os animais em vias de extinção para conseguir que no meio ambiente existissem mais animais. Mariana Mota Nunes – 5º C


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Biblioteca BIBLIOTECA ESCOLAR

DIA DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS

ACTIVIDADES AGRICOLAS MINIATURAS

CAMPANHA DE NATAL Requisita um livro para leres durante as férias de Natal. Durante o dia de Reis, convence um colega teu a requisitá-lo e a construir uma cadeia de leitores. O livro mais lido, sem interrupções, dará oportunidade a receber um prémio. VEM COMEMORAR CONNOSCO E RECEBE UM MIMINHO!

Concurso de Tapetes

RECEPÇÃO AO CALOIRO

BIBLIOTECA ESCOLAR CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS

Equipa Vencedora (Concurso de Tapetes)

Dia da Filosofia BIBLIOTECA ESCOLAR CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS

INFORMAÇÃO

ACTIVIDADES AGRICOLAS MINIATURAS

(1º Ciclo)

Concurso de Árvores de Natal

A partir do dia 25 de Novembro, vamos ter A HORA DO CONTO, na Biblioteca, a partir das 13h00 (hora de almoço) – todas as terças-feiras Todos os alunos interessados em ouvirem a história, contada pela mãe da Carolina Rego do 1º ano, devem dirigirse à BE/CRE, após terem almoçado e aí devem permanecer até ao final da história (cerca das 13h20)e em silêncio.

A tua turma pode construir uma árvore de Natal, apenas com material reciclado, e entrar num concurso. A árvore de Natal da tua turma pode

decorar a Escola durante o mês de Dezembro. FALA COM A TEU/TUA PROFESSOR(A) PARA INSCREVER A TUA TURMA NO CONCURSO.


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Clube da Matemática

Página do Inglês The Haunted House

Teve início no dia 3/11/08, com o seguinte horário: Às Segundas, Terças e Quartas-Feiras das 13:00 às14:45h.

Every year, on Halloween, I spend the night on a house that was said to be haunted with some of my friends but no one really believes that. We always have a lot of fun.

O clube destina-se, essencialmente a criar condições facilitadoras, para que os alunos adquiram e desenvolvam em ambiente lúdico e interactivo, um conjunto de competências relevantes para o desenvolvimento do pensamento matemático.

But this year it was rather strange… As we entered the house I started hearing strange noises coming from the inside. I had the feeling that something or someone had passed across me. I was feeling scared, but I thought that couldn’t be possible. It was just my imagination. Suddenly I heard my friend Katie screaming. She ran towards me crying she saw a ghost crossing the walls of the corridor. We all ran away from there, but as my friends ran faster than me, I was left behind. While I was running I heard a strange voice saying: – ―Come back… come back… I won’t hurt you…‖ But there wasn’t anyone there. It was so dark and cold; all I could see were the tops of the trees moving with the blow of the wind. The voice kept on saying: ―Come to me my little child … come to me…‖ and I felt something freezing touching me. I started screaming and run away immediately. It was really scary. My friends were all waiting for me by the gate, and when I arrived there they were all laughing. They seemed crazy to me. They had played me a Halloween trick… Such good friends I have! Isabel Revelles, 9ºB


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Curso Profissional—Visita de Estudo ao Estúdio da ―Minha Geração‖ Foi no dia 2 de Novembro, Domingo, que o 10º Ano Profissional e algumas turmas de CEF foram ver o programa ―A Minha Geração‖. O autocarro partiu para Lisboa às 18:00h. Chegada a auto-estrada, perto da zona do Carregado, havia um engarrafamento devido a um acidente. A viagem durou pouco mais ou menos uma hora e meia. Ao chegarmos a Venda do Pinheiro fomos logo jantar. De seguida fizemos um pouco de tempo e entrámos para o estúdio. A animação e a alegria estavam ao rubro e quando começou o programa estava tudo em ―pulgas‖ a aplaudir e a saltar. O programa falava dos acontecimentos que ocorreram nos anos 80, também falaram nas músicas e cantores que mais se destacaram e se tornaram famosos naquela década, como Adelaide Ferreira, Samantha Fox e Maria Armanda. Os acontecimentos fortes do programa referente à década de 80 foram o atentado ao Papa João Paulo II, a queda do muro de Berlim, o boicote dos Jogos Olímpicos da Rússia pelo o governo comunista da China, e mais tarde Portugal quando conquistou a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos dos E.U.A. O programa acabou por volta das 23:00h, e assim ficámos a conhecer parte dos acontecimentos mais importantes na década de 80. O regresso a casa deu-se por volta da 1:00h. Diogo Rufino

No dia 2 de Novembro de 2008 fomos a uma visita de estudo a Lisboa assistir ao programa apresentado por Catarina Furtado, ―A Minha Geração‖. A visita de estudo foi uma experiência única, as pessoas estavam muito alegres e muito divertidas. Nesse dia ouvimos música que há muito tempo não ouvíamos. Gostei e penso que os meus colegas também gostaram. Gostava de repetir mais vezes. Os cenários também estavam muito bem elaborados, mas o que interessa é que todos se divertiram e se portaram bem…

todos jantar e de seguida encaminhámo-nos para os estúdios do programa. Começamos por ensaiar algumas das músicas que iam ser cantadas nessa noite, sempre muito divertidos. Chegada a hora prevista para o início do programa, ouvimos algumas músicas de Carlos Paião, Maria Armanda, Samantha Fox, Adelaide Ferreira entre outros… Foi muito divertido e ainda assistimos a um concurso de música. Falou-se de vários acontecimentos do séc.xx, como a vinda do papa João Paulo II a Fátima e do atentado sofrido por ele. Falou-se também de um miúdo de 16 anos que desviou um avião e também de D. Branca, a banqueira do povo. Hélia Carvalho

Fábio Mota

No

dia 2 de Novembro de 2008

(Domingo), as professoras de Inglês, Área de Integração e Geografia foram connosco de transfer para Lisboa, mais propriamente à Venda do Pinheiro. Levaram-nos a ver o programa ―A Minha Geração‖, apresentado pela Catarina Furtado. O tema do programa era os anos oitenta. Eu pensava que o estúdio fosse do tamanho que nós vemos em casa, mas afinal o estúdio era um bocadinho maior. A primeira e a segunda partes foram compridas; só foi pena a terceira parte ser curta, mas foi uma experiência. Nunca tinha assistido a um programa de televisão ao vivo, mas gostava de ir lá outra vez. Ana Salomé

No dia 2 de Novembro de 2008 fomos a uma visita de estudo ao programa ― A Minha Geração‖ na RTP1, dedicado às músicas dos anos 80,apresentado pela Catarina Furtado. Assim que chegámos fomos

No

dia 2 de Novembro, domingo,

fomos assistir ao programa ―A Minha Geração‖. Partimos de autocarro para Lisboa às 18 horas. Já perto do Carregado apanhámos trânsito lento, mas recuperámos logo o tempo perdido e c h e g á m o s a h o r a s . Já na Venda do Pinheiro fomos jantar e logo a seguir fizemos um pouco de tempo para entrarmos para o estúdio. Lá dentro veio um senhor brasileiro treinar-nos para a gravação correr b e m . O programa falava especialmente de música mas também de alguns acontecimentos vividos na década de 80. Os artistas que por lá passaram foram Maria Armanda, Donna Maria, Samantha Fox, Adelaide Ferreira. Foram ainda relembrados Carlos Paião, U2 e Duran Duran. Acabado o programa voltámos para casa por volta da uma da manhã. André Gomes


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Ambiente!... Bem me quer, bem te quero! Reciclagem de óleos alimentares usados O óleo alimentar que não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Por isso é importante que pense antes de o deitar fora. Até hoje, principal destino dos óleos usados em Portugal tem sido o desejo na rede esgotos e este é um dos maiores erros que pode cometer.

tempo que evita a deposição em aterro destes equipamentos, cujos resíduos são prejudiciais para o ambiente. Pretendemos aproximar Portugal dos restantes países europeus em matéria de resíduos, estando este projecto já a contribuir com a reciclagem de 200.000 consumíveis informáticos por ano.

Nacional da UNESCO. Durante este projecto serão desenvolvidas diversas actividades, a nível nacional e internacional propostas pela AIPT. Estas actividades decorrerão envolvendo

varias

instituições,

nomeadamente escolas. À AIPT cabe distribuir materiais e sugerir actividades.

Porquê? Porque, quando lançados nas redes de drenagem de águas residuais, os óleos poluem e obstruem os filtros existentes nas ETAR’s, tornando-se assim um grande obstáculo ao seu bom funcionamento.

Élio Trancas Nº1 Ricardo Vieira Nº3 12º Ano Área Projecto

Da nossa parte… vamos desenvolver o projecto recicl@, dirigido aos

ProjectMar

alunos do 8º ano. Vão ser evolvi-

Este projecto nacional e internacional tem como objectivo a sensibilização para a protecção dos ecossistemas marinhos. Durante este projecto temos um conjunto de actividades planificadas para os alunos do 8º ano e… um curso de mergulho e o baptismo de mergulho para

das as turmas B e C num conjunto de actividades relacionadas com a disciplina de Ciências Naturais que vai ter inicio na primeira quinzena de Janeiro, no decorrer das próprias aulas da disciplina.

todos os alunos envolvidos .

Ano Internacional do Planeta Terra Reciclagem de consumíveis informáticos e telemóveis

O Ano Internacional do Planeta Terra decorre entre 2007 e 2009 e tem o apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a

A reciclagem de tinteiros, toners e telemóveis permite poupar recursos naturais essenciais ao seu fabrico (5 litros de petróleo por cada tinteiro ou toner), ao mesmo

Educação,

Ciência

e

Cultura

(UNESCO)e da União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS). Em Portugal, o Comité Nacional encontra-se sediado na Comissão

Vamos tentar trazer a escola o magic planet que de momento não se encontra em Portugal.

Jornal Encontro Dezembro 2008  

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