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Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 19 - III Série - Dezembro/2012 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Periodicidade: Trimestral (Período Letivo)

Nuno Barreiros, “A comissão eleitoral na eleição para diretor do AEGAP”

Entrevista com a aluna Maria Elisabete (12º A)

Tal como está disposto no Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, nos termos dos artigos 21º a 23º, a cessação do mandato do diretor do agrupamento de escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, implica a abertura de um novo procedimento concursal, cessando também o mandato do subdiretor, Dra. Dulce Martinho e dos adjuntos, Dr. Paulo Oliveira e Dra. Cristina Madeira. … …. Após a entrega do

ta a nossa escola,

relatório de avalia-

Maria Elisabete , de 17 anos, frequen-

Entrevista com Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E.

no décimo segundo ano no curso de Ciências e Tecnologias

e

tem

integrado sempre o quadro de excelência. ENCONTRO - Como é que conseguiste integrar o quadro de excelência durante ENCONTRO - Sabemos que é presidente

todos estes anos? (Página 8)

ção ao conselho ge-

da A.N.T.E., mas precisamos de mais informação, pode apresentar-se ?

ral, este realizou, no dia 12/12/2012, a sua discussão e apreciação, antes de proceder à eleição por voto secreto. Nesta eleição considerou-se eleita diretor o candidato Maria de Lurdes Jeitoeira Pires Marques por ter obtido maioria absoluta dos votos dos membros conselho geral em efetividade de funções.

Mensagem de Despedida

P. ANTE - O meu nome é Vítor Amaral

Ao chegar ao fim da minha carreira profis-

Vergamota. Tenho casa na Golegã e traba-

sional, por motivo de aposentação, sinto-

lho em Lisboa. Sou economista de profis-

me enriquecido profissional e pessoalmen-

são. E aqui venho aos aos fins de semana e

te, agradecido por

outros dias como hoje quarta-feira.

me ter sido permitido servir num cargo

ENCONTRO - É presidente desta associa-

que é tão exigente

ção desde quando ?

como compensador.

P. ANTE - Sou presidente da direção da Associação Nacional de Turismo Equestre

(Página 2)

(Páginas 15 e 16

sensivelmente desde 2007/2008, já não sei bem precisar. A direção tem mais quatro pessoas para além de mim. A ANTE tenta

Feliz Natal Merry Christmas Joyeux Noel Feliz Navidad

Dia do Diploma

promover o turismo equestre a cavalo que é diferente do turismo equestre de cavalo.

O Dia do Diploma é marcado pelo Ministé-

O turismo equestre a cavalo é quando o

rio e este ano teve lugar no dia 28 de se-

turista nacional ou estrangeiro faz passeios

tembro.

usufruindo da montada indo a cavalo, faz romarias, passeios, podem fazer torneios.

Este ano o momento

É visitar, conhecer o nosso país a cavalo.

cultural homenageou

Quando as pessoas vêm ver uma feira,

Fernando Pessoa e

como houve a Feira de São Martinho e

quem esteve presen-

quando vêm naturalmente só desfrutar a

te pôde ver um qua-

visão dos cavalos, nós chamamos-lhe turismo equestre de cavalo. São coisas diferen-

dro vivo, criado pela

tes. …

professora Conceição Pereira.

(Página 2)

(Página 3)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial Nesta edição do ENCONTRO os nossos leitores podem ler uma entrevista ao presidente da A.N.T.E. (Associação Nacional de Turismo Equestre). Percebemos que é uma associação muito importante a nível nacional e que oferece muitas experiências. Mas não queremos dizer mais nada, pois desejamos que a leia.

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

Temos ainda outra entrevista à aluna Maria Elisabete Vieira, aluna do 12º ano, que integra o quadro de excelência desde o 5º ano. Não deixe de ler, pois talvez encontre a receita para o sucesso escolar. Ainda encontrará notícias sobre o que tem acontecido no nosso Agrupamento, textos dos alunos, passatempos…

Alunos: 5ºA - Francisco Luz

Não podemos esquecer que o jornal é de todos e, portanto, contamos com a vossa

5º B -João Tomás

ajuda, lendo o nosso jornal, e enviando textos para os publicarmos. Pode também dar-

7º C - Carolina Medinas

nos sugestões de temas para o nosso jornal.

7º D - Bernardo Ferreira

Agora é tempo de fazer uma pausa para recuperar forças e trabalhar o melhor possível

7º D - Sérgio Silvestre Reprodução Luís Farinha

Propriedade Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho)

no 2º período. Vamos aproveitar para estar com a nossa família, os nossos amigos, ao quentinho em casa e comer aquelas delícias que as mães e as avós sabem tão bem fazer!

Feliz Natal Merry Christmas Joyeux Noel Feliz Navidad

Sede: Escola Mestre Martins Correia

Bernardo Ferreira - Carolina Medinas - Francisco Luz - João Tomás Ramos - Sérgio Silvestre

Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.eps-golega.rcts.pt

Mensagem de Despedida Ao chegar ao fim da minha carreira profissional, por moti-

Tiragem 50 exemplares

vo de aposentação, sinto-me enriquecido profissional e pessoalmente, agradecido por me ter sido permitido servir num cargo que é tão exigente como compensador. Esforcei-me por desempenhá-lo com lealdade, humildade e perseverança, tendo sempre como preocupação a defesa e promoção da instrução e da educação. Aos meus superiores hierárquicos, aos autarcas, aos dirigentes das escolas com quem mais de perto trabalhei, aos parceiros, aos pais e aos alunos, agradeço a compreensão, os contributos, os apoios e os incentivos. Uma palavra de amizade e gratidão aos meus colaboradores do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho que me acompanharam nesta longa caminhada. Sem eles muita coisa não poderia ter sido feita. A todos desejo as maiores felicidades. Jorge Manuel Correia Saldanha Mendes


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Entrevista com Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E. Vítor Vergamota, presidente

equestre de cavalo. O turismo equestre a

exploram certos caminhos, certos trilhos,

da A.N.T.E., veio de propósito

cavalo é quando o turista nacional ou es-

certas rotas para as pessoas que querem ir

de Lisboa para a dar uma en-

trangeiro faz passeios usufruindo da mon-

a cavalo poderem ir por esses caminhos.

trevista ao Encontro

tada, participa em romarias, passeios e pode ainda fazer torneios. Permite visitar,

ENCONTRO - Como é que se tornou presi-

conhecer o nosso país a cavalo. Quando as

dente?

pessoas vêm ver uma feira, como houve a

P. ANTE - Sou presidente porque houve um

Feira de São Martinho e quando vêm natu-

grupo de pessoas que me convidou para

ralmente só desfrutar a visão dos cavalos,

poder orientar as tarefas desta associação

nós chamamos-lhe turismo equestre de

e também porque em 1992/93 foi aqui

cavalo. São coisas diferentes…

criado o Centro Hípico da Golegã. Até essa altura não existia nada desse tipo na Gole-

ENCONTRO - Sabemos que é presidente

gã,e eu fui um dos três elementos que

ENCONTRO - Sabemos que é presidente

da A.N.T.E., mas gostavamos de ter mais

criaram esse centro hípico. Para além de

da A.N.T.E., mas

informações.

precisamos de mais

informação, pode apresentar-se ?

P. ANTE - O meu nome é Vítor Amaral

Presidente da ANTE- O meu nome é Vítor

Vergamota. Tenho casa na Golegã e traba-

Amaral Vergamota. Tenho casa na Golegã

lho em Lisboa. Sou economista de profis-

e trabalho em Lisboa. Sou economista de

são. Venho aos fins de semana e outros

profissão. Venho aos fins de semana e

dias como hoje ,quarta-feira.

outros dias como hoje, quarta-feira. ENCONTRO - É presidente desta associaENCONTRO - É presidente desta associa-

ção desde quando ?

ção desde quando ?

P. ANTE - Sou presidente da direção da

P. ANTE - Sou presidente da direção da

Associação Nacional de Turismo Equestre

Associação Nacional de Turismo Equestre

sensivelmente desde 2007/2008, já não sei

sensivelmente desde 2007/2008, já não

precisar bem. A direção tem mais quatro

sei precisar bem. A direção tem mais

pessoas para além de mim. A ANTE tenta

quatro pessoas para além de mim. A

promover o turismo equestre a cavalo que

mim, havia o Engenheiro Luís Godinho ,que

ANTE tenta promover o turismo equestre

é diferente do turismo equestre de cavalo.

é o presidente da Assembleia Municipal da

a cavalo que é diferente do turismo

O turismo equestre a cavalo é quando o

Golegã, e o Senhor Comandante José Ma-

turista nacional ou estrangeiro faz passeios

nuel Eusébio. Formámos o primeiro Centro

usufruindo da montada, participa em ro-

Equestre da Golegã ao qual demos o nome

marias, passeios e pode ainda fazer tornei-

de Centro Hípico. Entretanto as coisas do

os. Permite visitar, conhecer o nosso país a

Centro Hípico passaram para a ANTE e eu

cavalo. Quando as pessoas vêm ver uma

passei também com o Centro Hípico.

feira, como a de São Martinho e quando vêm naturalmente só desfrutar a visão dos

ENCONTRO - Como é que conjuga o seu

cavalos, nós chamamos-lhe turismo eques-

trabalho com a presidência da A.N.T.E.?

tre de cavalo. São coisas diferentes. Nós

P. ANTE - Aproveito depois das 18 horas e

temos associados e eles é que desenvol-

aos fins de semana, ou seja, trabalho na

vem esse tipo de turismo. Nós promove-

minha vida, no dia-a-dia, dentro do horário

mos e eles desenvolvem:


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Entrevista com Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E. laboral normal e depois dedico-me a esta

falarem muito alto nas aulas; há meninos

associação no horário pós-laboral e aos

que pensam que os monitores estão zan-

fins de semana e feriados. Quando há algu-

gados, mas não, o que acontece é que

ma situação muito importante, como foi o

todos nós, quando andamos a cavalo, gra-

caso de vos receber, venho de propósito à

ças à concentração que temos de ter, per-

Golegã. Venho de Lisboa à Golegã sempre

demos a audição e, como perdemos a au-

que necessário.

dição, ganhamos concentração, portanto, os monitores têm de falar mais alto, caso contrário, não percebemos o que nos estão a pedir. Voltando às valências, estamos à beira de ter outra, que é ter aulas especiais para meninos que começam a aprender esta vertente da equitação com cavalos a sério, mas de tamanho mais pequeno que são os póneis da Ilha Terceira- são autênticos cavalos, mas com uma dimensão mais reduzida.

ENCONTRO - A ANTE abrange só esta zona ou é mais abrangente? P. ANTE - A ANTE abrange o país inteiro e as ilhas. Mas a ANTE só promove e só

ENCONTRO - Com que objetivo foi criada a ANTE? P. ANTE - A ANTE foi criada com o objetivo ENCONTRO - Pode fazer o historial da

de promover e desenvolver o turismo

A.N.T.E.?

equestre para que haja passeios, para que

P. ANTE - A Associação foi criada em 1996,

haja romarias, para que possamos atrair e

começou por se fazer um levantamento de

receber turistas nacionais e estrangeiros

todos os trilhos de Portugal, território con-

que queiram conhecer o nosso país através

tinental e ilhas, fez-se um livro com essa

do cavalo. Temos boa gastronomia, bom

informação para que as pessoas que quei-

relevo, temos trilhos de montanha, de

ram explorar esses trilhos possam saber

planície, perto do mar, junto do rio. Aqui,

por onde é que hão de andar. Depois disso

na nossa zona, por exemplo, temos o rio

desenvolvemos uma escola de equitação,

Tejo, em Mira de Aire temos as monta-

que é a que temos aqui hoje e que tem

nhas, temos a nossa Lezíria, temos a nossa

muitas valências. Para além da equitação

gastronomia com o sável, a fataça e toda a

básica, tem equitação de selas, equitação

carne, portanto temos tudo de bom para

de trabalho, há também os saltos, tem

as pessoas virem e desfrutarem do cavalo.

hipoterapia, o que é muito importante

anuncia quem são os nossos associados porque são eles que têm de explorar economicamente os trilhos, os percursos e os trajetos.

ENCONTRO - Por quem foi criada? P. ANTE - Foi criada por um grupo de goleganenses que se lembrou de fazer todas as instalações que podem aqui ver, a Ante é que fez tudo. A Ante é a dona de tudo isto, dos edifícios, das boxes, do picadeiro… Para se poder fazer todas estas obras houve uma comissão onde participaram o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Veiga Maltez, o Senhor Engenheiro Luís Vasconcellos e Souza, o Senhor Manuel Veiga e outros tantos que iniciaram estes projetos.

para os meninos que têm deficiências. Temos muitos meninos que têm melhora-

ENCONTRO - Que atividades realiza a

do muito na sua condição física através da

A.N.T.E. ?

equitação. A equitação tem uma coisa

P. ANTE - A ANTE promove o turismo e faz

muito importante que os meninos não

publicidade a quem explora os trilhos.

entendem e que faz parte do historial disto

Todas as outras atividades estão ligadas à

tudo, que é o facto de os monitores

escola: as aulas de equitação, os


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Entrevista com Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E. podem montar até aos oitenta ou aos no-

há alguns anos.

venta anos, desde que se consigam equilibrar em cima do cavalo. A equitação não tem idade. Qualquer pessoa que queira montar e que seja uma apaixonada pode vir em qualquer altura. Costuma-se dizer que todo o português tem um cavalo no

pamento de Escolas e a A.N.T.E. ? P. ANTE - Há uma ligação muito importante com o Agrupamento de Escolas e a ANTE: a equitação é uma disciplina curricular, ou seja, houve um acordo em que, na área

coração.

desportiva e nas horas letivas ligadas ao

campeonatos de maneabilidade, as participações na equitação de trabalho, as parti-

ENCONTRO - A A.N.T.E. estabelece inter-

cipações que fazemos e que desenvolve-

câmbios

mos das ploudes, que são os saltos, os

coudelarias ?

obstáculos na parte da equitação. Também

P. ANTE – Sim. Para além do intercâmbio

fazemos estágios de verão para os meni-

que temos com Inglaterra, temos ainda

nos que durante as férias querem ter uma

acordos com centros hípicos em Portugal e

ocupação diferente, podem vir para aqui e

há um campeonato de maneabilidade que,

aprendem tudo o que devem aprender

nos últimos cinco anos, por iniciativa da

relativamente ao cavalo. Existe também

ANTE, congregou várias provas desportivas

hoje uma coisa muito importante, uma

com oito centros hípicos que estavam se-

parceria que temos com um centro hípico

deados num raio de cem quilómetros à

inglês, de Edenbridge, onde a nossa escola

volta da Golegã. Este campeonato não

vai sempre passar uma semana; nós rece-

deixa de ser a pré-equitação de trabalho.

bemos os ingleses cá, também, uma sema-

Os alunos vão aprendendo a fazer os obs-

na. Isso já aconteceu connosco duas vezes.

táculos, as abordagens e a partir de certa

Este ano recebemo-los na época da Páscoa

altura já conseguem entrar na vertente da

e depois voltaram para uma Expoégua e

equitação de trabalho, porque há várias

duas Feiras do Cavalo. Nós deslocamos

modalidades e esta é uma delas. Estamos a

sempre cerca de oito pessoas a Inglaterra,

preparar alunos desde novinhos para uma

da última vez que os ingleses cá estiveram,

especialidade que é muito interessante e

foram cerca de vinte, entre alunos, pais e

da qual Portugal é o campeão europeu já

irmãos.

ENCONTRO - Qual a ligação entre o Agru-

com

outras

associações

/

desporto, os alunos que quisessem ter equitação o pudessem fazer. Por ano passam por aqui quatrocentos alunos do ensino básico que têm o primeiro contacto com o cavalo. Essa possibilidade foi conseguida com o apoio da Câmara Municipal da Golegã.

ENCONTRO - Como é que a ANTE se financia? P. ANTE - Ora esse é um grande problema. O grande balão de vida é a Feira de São Martinho. Nós temos preços muito baixos para que todos possam aprender, possam andar na equitação. Desde sempre, 1993, a

ENCONTRO - Quem são os destinatários da A.N.T.E. ? P. ANTE - Os destinatários da ANTE são todos os apaixonados pelo cavalo, desde os seis anos, porque ninguém deve montar a cavalo antes dessa idade. A aprendizagem deve começar aos seis anos por questões ligadas ao nosso corpo, à nossa massa muscular e à nossa coluna vertebral; o nosso esqueleto só está formado a partir dos seis anos. Temos cavaleiros que

política deste centro é que todos podem andar a cavalo, todos têm direito a andar a cavalo e o cavalo é para todos. Para além dessas lições, o que nós temos são as quotas. Esta associação vive das quotas que dão lugar a ter aulas. Só temos quotas, não temos subsídios de ninguém. Na altura do São Martinho, em vez de termos o nosso picadeiro a trabalhar, nós cedemo-lo a pessoas que precisam do espaço para vender artigos, roupas ligados ao cavalo, comida... É tudo em função do cavalo. E depois


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Entrevista com Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E.

ficamos sempre à espera que apareça a

temos conjuntos de quarenta e oito aulas

O nosso financiamento com preços como

de iniciação que têm a ver com quotas e

veem não são tão elevados. Por vezes,

que custam trezentos e noventa euros ao

temos alguns incómodos, as pessoas pres-

ano.

tam-nos um serviço e querem o dinheiro na hora e, por vezes, estamos um mês,

Feira todos os anos para podermos pagar a ENCONTRO - Presume-se que esta ativida-

dois meses para pagar e temos de arranjar

de é uma atividade cara.

maneira de pagar para que os meninos

ENCONTRO - Que espaços é que constitu-

P. ANTE - O caro aqui são a ração e as pa-

possam andar a cavalo porque o cavalo é

em a ANTE?

lhas, mas o que é mais caro aqui é o pesso-

para todos. Quando em 1992/1993 se

P. ANTE - A ANTE é dona deste edifício

al, nós damos emprego a seis pessoas.

fundou o Centro Hípico da Golegã, que foi

quem devemos, para equilibrar.

o precursor desta nossa escola, nessa altu-

onde nos encontramos. No rés de chão está a sede da ANTE e a sede de uma em-

ENCONTRO - Quantos funcionários tem a

ra não se via ninguém na Golegã a andar a

presa que é a Lusitanus, que é proprietária

A.N.T.E. e quais as suas funções ?

cavalo, não se via cavalo nenhum na Gole-

dos quartos que estão no piso superior,

P. ANTE - Nós damos aqui emprego a seis

gã nem havia escola nenhuma e quem

são quartos que estão preparados para

pessoas: cinco a tempo inteiro e uma a

quisesse montar a cavalo tinha de ir para

receber os cavaleiros que vêm cá fazer

tempo parcial – a da limpeza. E esse, so-

fora e aqui na zona não havia escola ne-

estágios. Nós somos os donos, mas a Lusi-

bretudo as pessoas a tempo inteiro, é que

nhuma. Esta escola de equitação e o nosso

tanus é que explora os quartos. Temos

é o fator preponderante dos nossos encar-

financiamento têm tudo a ver com as quo-

também o picadeiro grande que está cedi-

gos. Não podemos deixar de ter um moni-

tas, por isso é que o São Martinho é o

do também à Lusitanus, que o explora.

tor, dois tratadores e uma administrati-

grande balão.

Somos donos das boxes todas e da casa

va,tanto faz ter oito cavalos como vinte. É

A ANTE ainda está em expansão, e a ex-

dos monitores, mas também estão cedidas

claro que se houver só um cavalo não pre-

pansão de uma escola faz-se através da

à Lusitanus. E temos ainda doze boxes

cisamos de dois tratadores, mas o tratador

sua atividade. Todos os dias é feita a sua

onde estão os animais necessários às lições

também ajuda a aparelhar o cavalo, o mo-

expansão. Inicialmente a ANTE só dava

da ANTE. Os espaços são estes. A grande

nitor está no picadeiro e o cavalo já deve

aulas de picadeiro a iniciados. Depois foi

maioria está cedida à Lusitanus e a parte

vir aparelhado, o tratador deve fazer esse

avançando, há aulas de sela um, de sela

restante, isto é, aquela que é mesmo ne-

tipo de trabalho.

dois… faz exames de sela quatro e sete.

cessária à atividade da escola, está a ser

Houve aqui uma expansão, mas a grande

utilizada por nós.

expansão foi quando a ANTE, como todos os centros fazem, passou a fazer aquilo

ENCONTRO - Quanto custa ter um cavalo na A.N.T.E. ? Que serviços presta ao cavalo? P. ANTE - Depende. Há a vertente em que a pessoa deixa cá o cavalo e dá o cavalo às lições e, portanto, tem um valor reduzido e há o cavalo que é colocado nas nossas instalações para uso do próprio proprietário. No primeiro caso ronda os 125 euros mensais e no segundo os 250 euros mensais. Temos alguma dificuldade em pagar tudo, uma vez que os nossos preços são muito baratos. Relativamente às lições,

que a maior parte dos centros hípicos aqui à volta não fazem, passou a fazer hipoterapia, equitação de trabalho. Ninguém faz aulas de equitação de trabalhos em lado nenhum porque é preciso ter animais apropriados. A ANTE expandiu-se para os saltos. Há centros hípicos que só fazem saltos. Aliás oitenta por cento dos centros só ensinam a saltar e esses centros não fazem equitação de trabalho, nem fazem o ensino que é chamado dressage, nem fazem os campeonatos de maneabilidade, porque é mais barato e ganha-se mais dinheiro se se optar só pelos saltos.


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Entrevista com o senhor Vítor Amaral Vergamota , presidente da A.N.T.E. . O salto, para mim, é das modalidades

alunos vão passando essas dificuldades.

mais fáceis porque é pôr o cavalinho a

fazem exames e são-lhes conferidas refe-

direito ao obstáculo e o cavalinho, por si,

rências para o efeito. A sela de ouro dada

tem a vantagem de naturalmente, saltar. É

a quem chega ao topo, é o mestre. Para se

muito diferente de fazer ensino que é a

chegar à sela de ouro tem de se aprender

dressage, em que se tem de pedir, com

muito, andar muito… cair muito. Um bom

ajuda de pernas e de mãos, ao cavalo tran-

cavaleiro deve cair sete vezes, sete vezes

sições de passo, trote e galope e na equita-

sete, sete mais sete mais sete… Deve cair

ção de trabalho, de pedir ao animal que

as vezes que forem necessárias.

aborde obstáculos que desconhece, como

Espero, um destes dias, ir visitar-vos à vos-

seja abrir portões, passar pontes, dar a

sa escola com um pónei em rédea para vos

volta ao redil. Estas coisas, os outros cen-

conhecer.

tros não fazem porque não têm capacidade, isso dá tanto trabalho que depois não é

Uma noite

Do alto da falésia, observo! Mansinho e calmo, o mar, E eu, ali, só e triste, Reflectida na água, A lua, bem cheia, bem desperta,

rentável.

Deixando na água um caminho de luar,

A ANTE tem vindo a expandir-se e agora

Noite esta, em tudo semelhante,

vai expandir-se aos póneis da Ilha Terceira

A uma certa noite em que pediste,

e ainda há de vir a expandir-se, comigo ou

Leva-me a ver o mar!

sem mim, porque as pessoas nas direções

Tenho saudades da estrada de luar,

não são eternas e, de vez em quando, há

Deixa que a lua nos banhe,

necessidade de haver mudanças, para a

Em seu banho de luz celestial,

atrelagem de gente nova, uma atrelagem

Vamos aproveitar a última noite,

mais do dia-a-dia, de concurso, uma coisa muito engraçada. Mas, depois, aí, já começa a ser um pouco mais caro. Para além de todas as modalidades já referidas, há ainda a equitação à portuguesa, o polo, o horseball… Temos também os raids

Vem comigo passear no areal, E que última noite passámos, Ficámos como que encantados, Debaixo de um mar de luz, No areal as nossas duas sombras, Fundiam-se numa só, Como se se tratasse de um só corpo,

que são muito ao gosto dos nossos alunos,

Ocupando um só espaço,

fazemos todos os anos pelo menos um

Naquela areia fina, quase pó,

raid. Existe uma quantidade de coisas inte-

Teus lábios procurando os meus,

ressantes nesta atividade.

As mãos desapertando botões da blusa,

ENCONTRO - Só mais uma pergunta para

Numa mistura de carícias ternas,

finalizarmos a nossa entrevista, o que é

Procurando teu peito de musa,

uma sela de ouro?

E fazendo ao ouvido promessas eternas,

P. ANTE - Penso que a sela de ouro está

De nunca mais esquecer,

relacionada com a evolução das várias

Aquela última noite,

selas. A pessoa inicia o seu percurso nesta

Em que enleados pelos braços de um Deus,

área com a sela um e com a sela dois. Estas

Nos deixámos levar,

selas têm a ver com o desenvolvimento

Pelo embalar daquele luar,

dos alunos. Depois, há a sela quatro que já

Agora aqui parado,

exige andar a galope, e a sela sete já exige saltar. As selas são a graduação da dificuldade de andar a cavalo,. À medida que os

No alto da falésia, tudo recordo, Como se te estivesse hoje a amar. João


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Entrevista com a aluna Maria Elisabete (12º A) Maria Elisabete , de 17 anos, frequenta a nossa escola, no décimo segundo ano no curso de Ciências e Tecnologias e tem integrado sempre o quadro de excelência.

ENCONTRO - Como é que consegues conci-

ENCONTRO - Já pensaste em ser cientista?

liar a tua vida pessoal com os estudos?

Maria - Já pensei em bioquímica, mas de-

Maria - Organizo o tempo e tento ver na-

pois penso que pode ser um pouco monó-

quela altura quais são as prioridades. Ago-

tono. Gostava de uma atividade com mais

ra já consigo organizar melhor, porque se

dinâmica.

ficar a estudar muito tempo “a minha ca-

Também já pensei em Enfermagem porque

becinha dá uma nó”.

gosto de tratar das pessoas.

ENCONTRO - Praticas algum desporto ou

ENCONTRO - Nunca pensaste em Medici-

outra atividade?

na?

Maria - Agora não, mas já pratiquei nata-

Maria - Quando era pequena pensei em

ção, depois desisti porque não tinha tem-

pediatria, mas penso que não tenho feitio

po, tinha explicações e não dava. Também

para isso, é preciso alguma frieza que eu

não é coisa de que goste muito.

não tenho.

ENCONTRO - O que é que fazes nos teus

ENCONTRO - Queres deixar-nos algum

tempos livres?

conselho?

Maria - Gosto de fazer trabalhos manuais, como desenhar, pintar, moldagem… Também gosto de fazer bolos, por exemplo o bolo brigadeiro. ENCONTRO - Não sentes falta de frequenENCONTRO - Como é que conseguiste integrar o quadro de excelência durante todos estes anos? Maria - Trabalhando muito, estudando, estando com muita atenção nas aulas. ENCONTRO - Qual foi a tua média o ano passado? Maria - Não sei muito bem, mas foi à volta do dezassete e tal.

tar as aulas de Educação Visual? Maria - Não… Isto é, por vezes, sinto falta dessas aulas. Era uma disciplina da qual eu gostava muito, mas tive de fazer uma opção. Agora é apenas um hobbie. ENCONTRO - Gostas de frequentar esta escola ?

Maria - Deixo-vos a minha receita: Estudar, estar com atenção nas aulas, mas também saber aproveitar o tempo para se diverti-

Maria - Gosto. ENCONTRO - Porquê ? Maria - Esta escola é quase como uma família, conhecemo-nos todos. Também tem pouca gente e eu não gosto muito de confusão. ENCONTRO - Mas, quando fores para a faculdade, terás de ir para uma cidade, como é que vai ser? Maria - Terei de me habituar… ENCONTRO - Quais são as tuas disciplinas favoritas? Maria - Biologia, Química e Matemática. ENCONTRO - Quais são os teus objetivos de vida? Maria - Gostava de ter uma profissão do meu agrado…

rem.


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Acontece(u) Visita à feira de São Martinho No passado dia 8 de novembro, as professoras Leonor Boavida, Lina Palhota e Susana Canto decidiram ir com as turmas do Ensino Profissional à Feira da Golegã. Foi no âmbito da discipli-

PROJETO “HORTAS PEDAGÓGICAS” 1. Introdução: Na sequência da implementação do projeto “Hortelões da Golegã”, a Associação Tejo D`Honra vem por este meio propor ao Agrupamento de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, na pessoa do seu Diretor, a realização conjunta do projeto “Hortas Pedagógicas”, a partir do próximo ano letivo. 2. Objetivos: - O projeto das “Hortas Pedagógicas” tem por finalidade: - O ensino / aprendizagem das boas práticas agrícolas, segundo os princípios da “agricultura biológica”, às crianças e jovens do concelho. - O aproveitamento dos recursos naturais da escola para a produção de produtos hortícolas de qualidade. - A ocupação de tempos livres das crianças / jovens de uma forma útil, saudável e pedagógica. - O reforço da ligação da Escola com a Comunidade Local, na realização de um projeto comum.

na de Gestão que os alunos da turma do 2º ano tiveram oportunidade de ver exemplos de pequeno comércio como, por exemplo, os vendedores de castanhas e de outros produtos tradicionais. Nesta pequena visita à Feira, pudemos também assistir às provas que estavam a decorrer. Muita gente vem visitar esta feira para apreciar os belos cavalos e assistir às provas. A visita à Feira permitiu-nos ver que é necessário ter uma grande capacidade de gestão para organizar um evento como este. Foi uma visita bastante produtiva e divertida.

3. Destinatários: O projeto destina-se essencialmente às crianças do pré-escolar e aos alunos do ensino básico, sem prejuízo da eventual participação de alguns alunos do ensino secundário. 4. Implementação: Para a implementação do projeto, serão aproveitados os terrenos disponíveis na Escola B.2.3/S Mestre Martins Correia (Golegã) e nas “Hortas Biológico-Sociais” da Associação Tejo D`Honra. Estes terrenos serão divididos em talhões, com dimensões adequadas aos respetivos destinatários. Cada talhão será cultivado por um grupo de alunos, que ficará responsável pela sua horta durante todo o ano letivo. Os alunos serão acompanhados por um professor da escola destacado para o efeito, pelos utilizadores das Hortas Biológico-Sociais que queiram partilhar o terreno com eles e por estagiários da Escola Superior Agrária de Santarém. Durante o processo de preparação dos terrenos, cultivo, rega, amanho, tratamento fito-sanitário e colheita dos produtos agrícolas, a supervisão técnica será garantida por elementos da Escola Superior Agrária de Santarém em colaboração com o docente especializado da escola. Os produtos hortícolas produzidos nas “hortas pedagógicas” poderão ser utilizados na Cantina da escola, distribuídos às famílias dos alunos ou comercializados. 5. Parcerias: Para o desenvolvimento deste projeto serão estabelecidas parcerias entre as seguintes entidades: - Agrupamento de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho; - Tejo D`Honra – Associação de Desenvolvimento Regional; - Câmara Municipal da Golegã; - Escola Superior Agrária de Santarém. 6. Recursos: 6.1 Recursos materiais: • Terreno arável; • Ponto de água (furo); • Tubos de rega; • Sementes e plantas; • Utensílios agrícolas; 6.2 Recursos humanos: • Docente especializado da escola; • Estagiários da E.S. Agrária de Santarém; • Professores / Técnicos da E.S. Agrária de Santarém; • “Hortelões da Golegã”. 6.3 Recursos financeiros: • São necessários cerca de € 75,00 para mandar lavrar o terreno. Este dinheiro poderá ser adiantado pela Câmara Municipal da Golegã ou pela Associação Tejo D`Honra e depois revertido através da venda dos produtos hortícolas. • É necessário adquirir algumas sementes e plantas para cultivar, sendo a despesa variável em função das dimensões dos talhões.

Joana Duarte – 2º Profissional

Golegã, 03 de Agosto de 2012 A DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO


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Acontece(u) tradição e criatividade... Como já é tradição, produziram-se, nas aulas de Educação Visual, as capas para os trabalhos. Perguntarão os mais velhos "Ainda fazem a capa?" E, certamente, acrescentarão "Que falta de imaginação, já no meu tempo

Jardim de Infância de Golegã

Sala Azul Olá somos os meninos e as meninas da Sala Azul, este ano já estamos muito crescidos e fizemos trabalhos muito bonitos sobre o Outono.

era assim!" Pois é certo. Mas, para além de ser necessária para arquivo de trabalhos, é possível lecionar vários conteúdos e desenvolver diferentes competências

num

trabalho.

Mais uma vez os alunos deram largas à imaginação e, certamente o seu melhor, conseguindo resultados bastante interessantes. Aqui ficam apenas alguns exemplos dos que serão expostos em breve na escola. Todos os alunos aguardam pelo vosso apreço. Cristina Rodrigues

Um deles foi este registo, onde cada um disse uma frase relacionada com o Outono. Matilde – Eu gosto de apanhar folhas. Fernando – Caem as folhas. Pedro – Limpam-se as folhas. Irina – Às vezes está frio. Simão – Chove às vezes. Francisco – No Outono as folhas são amarelas. Sofia – No Outono há castanhas. Beatriz – No Outono há romãs. Lurdes – No Outono varrem-se as folhas. Manuel – As folhas também são verdes. Bruno – Às vezes está calor. Rodrigo – Nas árvores há maçãs amarelas. Leandro – Vendem-se castanhas. Letícia – No Outono os nosso pais fazem broas. Leonor – No Outono as folhas também são vermelhas. Manuel H. – No Outono apanhamos as abóboras para fazer sopa, doce de abóbora e broas. Também comemos nozes, figos, amêndoas, passas de uva e de figo.


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Acontece(u) As

tendências para este outono-inverno

são looks elaborados com rigor, e alguma imaginação, com padrões geométricos que fazem referência a um passado mais ou menos recente. Os anos 50 e 60 reaparecem nas estampagens de coleções como: Rochas, Prada e Miu Miu, e ninguém lhes fica indiferente. Também surgem as lantejoulas como um toque de brilho. Estas lantejoulas amplificam a luz e a sensação de glamour. É uma tendência para desfrutar e cintilar.

A Feira Nacional do Cavalo vista pelo Vítor Costa Lopes—7º B

João Redol—8º B

Jardim de Infância de Azinhaga O Jardim de Infância de Azinhaga participou no Dia Nacional do Pijama: projeto solidário, a nível nacional e com o lema "uma criança tem direito a crescer numa família"


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Acontece(u)

HALLOWEEN Dia das Bruxas

Dia do Diploma

representante da Câmara Municipal e o Dr. Jorge Neves da Agromais. A sala estava

O Dia do Diploma é marcado pelo Ministério e este ano teve lugar no dia 28 de setembro. Este ano, o momento cultural homenageou Fernando Pessoa e quem esteve pre-

cheia com representantes de instituições / associações / parceiros do Agrupamento e com pais, alunos e amigos e professores. Foram entregues diplomas a todos os alunos que integraram o Quadro de Excelência do 5º ao 12º ano e um diploma de Quadro de Valor a uma turma do 1º ciclo. Foram também entregues diplomas de conclusão de curso aos alunos do Ensino Secundário – Regular e Profissional. Por último, o Dr. Jorge Neves, em representação da Agromais, entregou os Diplomas de Mérito aos melhores alunos do Secundário: Regular – Luís Rainha e Profissional - Paula Tatiana Suspiro - e os pré-

O dia 31 de Outubro é muito especial - é o Halloween - que significa "Noite dos Santos". Esta celebração começou na era pré-cristã. As pessoas acreditavam que no Halloween as almas dos mortos voltavam aos lugares onde tinham vivido. Mas, hoje em dia, o Halloween já não é uma celebração assustadora, é antes altura de diversão. Que o digam os alunos do 2º e do 3º ciclo da nossa escola que nas aulas de Educação Tecnológica, Educação Visual e de Inglês recriaram este evento tradicional dos Estados Unidos e do Reino Unido. Para esse efeito, os alunos pesquisaram sobre a origem desta tradição, daí tendo resultado alguns “power points”, empenharam-se seguidamente na criação de motivos alusivos a esta festividade e, posteriormente, apresentaram e expuseram os seus trabalhos. Bruxas, monstros, fantasmas, esqueletos, morcegos, gatos, aranhas, Dráculas, Frankensteins e abóboras transformadas em Jack-O-Lanterns, fizeram, assim, parte de um cenário mais divertido do que assustador. A quem brincou ao “Trick or Treat – Travessura ou Doçura”, foi servida uma “Scary soup” onde as lagartas, os ratos e as minhocas foram os ingredientes principais. Os alunos consideram que esta iniciativa deve ter continuidade, por permitir conhecer aspetos culturais nacionais e estrangeiros de uma forma divertida.

mios pecuniários - um cheque de 500 euros a cada aluno. Lembramos que a Agromais, numa atitude de mecenas, se disponibilizou para atribuir este prémio, o que já sente pode ver um quadro vivo, criado

aconteceu o ano letivo anterior. O poema

pela professora Conceição Pereira - o fun-

“D. Dinis” da Mensagem serviu de mote

do do quadro de Almada Negreiros com

para agradecer à Agromais, salientando as

um Fernando Pessoa em carne e osso,

semelhanças entre o rei e a Agromais:

protagonizado por João Castelo sentado na

desenvolvimento da agricultura e interesse

mesa, fumando, bebendo e escrevendo.

pela cultura, apoiando-a.

Foi este o palco da cerimónia.

Um pequeno beberete no final proporcio-

Estiveram presentes na mesa a subdireto-

nou conversas cruzadas informais e boa disposição.

ra, professora Dulce Martinho, o exdiretor, professor Jorge Saldanha Mendes (a pedido dos organizadores e porque este Dia tem a ver com o ano letivo anterior), o presidente do Conselho Geral, professor Nuno Barreiros, a Dra. Ana Isabel Caixinha,


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Jardim de Infância de Golegã – Sala Amarela O nosso grupo é composto por cinco meni-

Decorámos umas caixas e fizemos broas

☺ Festejámos o S. Martinho com os amigos

nos e onze meninas, todos com três anos e

para levar aos nossos pais.

das outras salas e as nossas famílias.

queremos partilhar convosco algumas das nossas vivências deste primeiro período. ☺ Fomos à rua e vimos o chão coberto de folhas – chegou o Outono.

Em outubro ,falámos sobre os Animais que conhecemos e sobre a importância de fazer uma boa e equilibrada Alimentação. Brincámos aos cozinheiros e fizemos…

Depois falámos sobre o Corpo Humano e Com a chegada de novembro ouvimos a

fizemos dois bonecos, o João e a Rita. Fica-

história da Castanha Carolina.

ram muito engraçados.

Salada de fruta

Agora andamos muito contentes a preparar o Natal e, por isso desejamos a todos um Feliz Natal.

Pão com manteiga


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Jardim de Infância de Golegã – Sala Verde Atividades de culinária para a nossa venda

E com mais uns frutos secos e uns bolinhos

do Outono

das mães e avós…

Lá fomos nós à nossa “Venda do outono”!

Fizemos marmelada…

E também doce de abóbora…

Outono… Outono é tempo de uvas, de ir ao campo vindimar, colher abóboras, marmelos, e um belo doce preparar!

Outono

2012


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Convém ter opinião

Acontece(u) Nuno Barreiros, “A comissão eleitoral na eleição para diretor do AEGAP”

Um olhar diferente da nossa Escola… Uma forma diferente de transmitir: olhares, momentos, …

“O livro continua a ser uma fonte de descoberta, de conhecimento e de prazer.” É preciso ter esperança para que os livros voltem a ser um bem essencial. Cada página é uma descoberta intensiva... Um teste à imaginação para continuar a sua história. Cada letra e cada palavra que constitui uma frase ou um parágrafo têm o seu respetivo valor. Amar os livros não é vergonha, mas sim sinal de grande sapiência, pois ignorante é aquele que brinca com este mundo de fantasia. É urgente cativar pessoas pois este tesouro não se pode perder A diferença pode começar em nós por isso faz-te à aventura!

Criar Laços: Para se criar laços é preciso haver respeito. É preciso saber viver e partilhar com as outras pessoas. É como se tivesses uma metade de ti que necessita daquele jeito ou adaptação para se encaixar, um puzzle em que cada peça constituí uma maneira diferente de ser. Depois de montado, esse puzzle fica completo e todas essas maneiras de ser completam-se. Criou-se um laço. Por muito que aches que tu é que estás certo e que a perfeição reina em ti, aprender a ver outras maneiras de olhar o mundo nunca foi vergonha. A expressão “julgar os outros” nunca te irá permitir seres feliz. Tu podes ter um bom par de ténis e o outro tem uns que estão

estragados, não o julgues, pois o que ele é por dentro é o que conta. Quem sabe se não podes aprender com ele... E a mentira é um pecado. Nunca tenhas vergonha de admitir quem és. Não penses que te estás a ajudar, pois mais tarde ou mais cedo a tua verdadeira face revelar-seá. Mariana Afonso Nunes - 9º A Amizade Uma amizade pura não é algo que consigamos com um simples sorriso ou um único olhar. Já dizia a raposa, ao nosso principezinho que para se ser amigo de alguém é preciso "estar preso", ou seja, ter laços afetivos com alguém, laços que unam essas pessoas. Caso as pessoas não tenham laços são totalmente independentes uma da outra. Ninguém precisa de ninguém. Aos olhos dessas pessoas , a outra é igual a milhares de pessoas que encontramos no mundo. Assim que essas pessoas criam laços passam a ser únicas aos olhos uma da outra. Para criar esses laços é preciso muita paciência. É preciso conseguir ganhar e manter a confiança do outro. A nossa raposa fala com o principezinho sobre os "rituais". Estes rituais são momentos em que podemos tentar ganhar a confiança das outras pessoas e ganhar um lugar nos seus corações. São esses momentos de pura amizade que mudam o dia de alguém e permitem entender o valor desses laços. Mariana Guia - 9º A

Tal como está disposto no Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, nos termos dos artigos 21º a 23º, a cessação do mandato do diretor do agrupamento de escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, implica a abertura de um novo procedimento concursal, cessando também o mandato do subdiretor, Dra. Dulce Martinho e dos adjuntos, Dr. Paulo Oliveira e Dra. Cristina Madeira. Quando a cessação do mandato do diretor ocorre antes do termo do período para o qual foi eleito, como foi o caso, o subdiretor e os adjuntos asseguram a administração e gestão do Agrupamento até à tomada de posse do novo diretor, devendo o respetivo processo de recrutamento estar concluído no prazo máximo de noventa dias “úteis” (de acordo com o Código do Procedimento Administrativo), a partir do dia 05/09/2012. Perante essa situação, a decisão da abertura desse procedimento concursal deve ser realizada em reunião do conselho geral, na qual decorrerá a elaboração do respetivo aviso, expressando os requisitos de admissão ao concurso, como aconteceu no dia 03/10/2012. No procedimento concursal tem grande importância uma comissão, a qual é designada em reunião do conselho para cumprir o previsto na lei, elaborando um relatório de avaliação das candidaturas, considerando obrigatoriamente: a análise do curriculum vitae de cada candidato, designadamente para efeitos de apreciação da sua relevância para o exercício das funções de diretor e o seu mérito; a análise do projeto de intervenção no agrupamento de escolas ou escola não agrupada; e o resultado da entrevista individual realizada com os candidatos. Para essa comissão todos os membros do Conselho Geral em efetividade de funções são elegíveis, tendo a mesma sido constituída com seis membros. Uma vez que o anúncio do procedimento concursal foi publicado no Diário da República no dia 29 de Outubro de 2012, só após esse facto foi possível realizar a sua publicitação em local apropriado das instalações do agrupamento por afixação espaço do Conselho Geral à entrada do Bloco A, na página do moodle e na página do agru-


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Acontece(u) pamento na internet, no Diário de Notícias, bem como na da Direção Regional de Edu-

ESCOLA BÁSICA 2,3/S MESTRE MARTINS CORREIA GOLEGÃ

cação da Lezíria e Médio Tejo (DRELVT), fazendo referência ao Diário da República em que o aviso se encontra publicado, tendo o prazo de 15 dias úteis para apresentação do curriculum vitae e do projeto de intervenção de cada candidato ficado concluído no dia 20 de novembro. Face aos três candidatos que se apresentaram a concurso, Maria de Lurdes Jeitoeira Pires Marques, Manuel José Felício André e Dulce Maria Oliveira Sirgado Martinho, a comissão suprarreferida definiu primeiramente os métodos utilizados para a avaliação das candidaturas, os quais são aprovados pelo conselho geral para apreciação das candidaturas. Previamente à apreciação das candidaturas, a comissão procedeu ao exame os requisitos de admissão ao concurso. No exercício das suas funções, a fim de garantir a legalidade dos seus procedimentos, solicitou, ainda, o apoio ao gabinete jurídico da Direção Regional de Educação da Lezíria e Médio Tejo. O trabalho da comissão foi realizado. Reuniões realizadas durante sete dias úteis, não consecutivos, à parte do trabalho individual realizado por cada um dos membros. Finalmente, após a comissão concluir a elaboração do relatório de avaliação dos candidatos, este foi enviado por mail aos membros do conselho geral, no dia 10/12/2012, no qual estava fundamentado, relativamente a cada um dos candidatos, as razões de um modo objetivo que aconselham ou não a sua eleição. Nesse relatório, sem prejuízo da expressão de um juízo avaliativo sobre as candidaturas, a comissão não procedeu a qualquer seriação dos candidatos. Após a entrega do relatório de avaliação ao conselho geral, este realizou, no dia 12/12/2012, a sua discussão e apreciação, antes de proceder à eleição por voto secreto. Nesta eleição considerou-se eleita diretor o candidato Maria de Lurdes Jeitoeira Pires Marques por ter obtido maioria absoluta dos votos dos membros conselho geral em efetividade de funções.

Vai realizar-se na Escola, no dia 14 de dezembro (6ª-feira) a atividade “Cantar o Natal”. Haverá uma sessão de abertura com a apresentação de um momento musical, pelos alunos do Grupo de Flautas de Bisel da Oficina da Música e a apresentação de atividades alusivas ao Natal, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. Os alunos terão oportunidade de conhecer e entoar canções de Natal de vários pontos do mundo. Esta atividade destina-se aos alunos do 5º e 6º anos. Os alunos interessados em participar nesta atividade devem inscrever-se previamente, junto dos respetivos Delegados de turma e da professora Maria do Carmo Lopes. No dia catorze de dezembro, os alunos inscritos devem deslocar-se às salas de aula de acordo com o seu horário, para marcarem a presença junto do respetivo professor. De seguida devem dirigir-se à sala 9, para participarem nesta atividade e entoarem canções de Natal. O horário de participação das turmas é o seguinte:

EMRC: Eu Acredito!! No dia 8 de Novembro, os alunos do 9.ºano inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica participaram no Inter Escolas Diocesano¸ que este ano tem por tema: “EMRC: Eu acredito!” O ponto de partida era a nossa escola, sendo o ponto de chegada o CNEMA em Santarém. No autocarro, deram-nos algumas informações e uma fita verde que representava a zona de Torres Novas e Tomar. Ao chegar fomos muito bem recebidos pela multidão de alunos, aproveitando para “matar” algumas saudades de amigos.

Após a chamada dos grupos, começámos as atividades que se desenvolveram por toda a parte exterior do edifício. Na base de cada atividade, estava presente a mensagem do ANO da FÉ. Cada jogo tinha um desafio. Após almoçarmos o nosso “farnel”, fomos para o auditório onde cada zona da diocese estava representada com uma cor. Assistimos a várias atuações desde teatros, power points, canções e até mesmo alguns rappers. As ideias foram muito originais nunca fugindo ao grande tema, EU ACREDITO! Depois de um dia cheio de novas experiências e novas amizades, regressámos a casa com orgulho em ter participado neste encontro. Mariana Afonso - 9ºA

Jornal Encontro Dezembro de 2012  

Jornal Encontro Dezembro de 2012, Agrupamento de Escolas Golegã Azinhaga e Pombalinho

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