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Caruaru, 1º de outubro de 2012

Ano 3

Exclusivo: Entrevista com o Núncio Dom Giovanni D Aniello

Edição 37

Pág 07

Nossa Senhora das Dores Mãe da Igreja Págs 10 e 11

Feliz dia do Professor!

15 de outubro Nosso agradecimento por repartir seus conhecimentos, vivências e experiências.


02 - Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

OPINIÃO

EDITORIAL

50 ANOS DO VATICANO II

Dom Bernardino Marchió

Só Deus tem Palavras de vida eterna!

Nossa Paróquia estará realizando uma semana teológica nos dias 08 a 10 deste mês, com tema: “50 anos do Concílio Vaticano II”. No objetivo de revivermos este tempo frutífero da nossa Igreja, bem como na busca por um melhor relacionamento com nossa sociedade e um diálogo mais aberto com todos os cristãos e também compreendermos que mudanças houve na participação dos leigos e leigas na Igreja. Passados 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, ele continua como referência indispensável para entender o caminhar da Igreja em nosso tempo. Um ângulo fecundo de sua análise é perceber os desafios que levantou, e as intensas motivações que ele despertou. Esta abordagem nos permite uma constatação prática. O Concílio foi acolhido com muito entusiasmo, porque apontou causas importantes, para as quais despertou motivações eficazes para enfrentá-las. Agora constatamos que não basta recordar as causas. É preciso também recuperar as motivações. Caso contrário, o peso das causas inibe as mudanças.

PASCOM

Coração Eucarístico

Só tu tens palavras de vida eterna, foi esta expressão que São Pedro usou diante de Jesus para dizer, nós queremos ficar contigo porque só no Salvador, Jesus Cristo, se encontra a verdadeira Paz a verdadeira liberdade. São Pedro e os Apóstolos seguiram Jesus e a nossa Igreja continua seguindo Jesus, o seu mistério de amor, a sua dedicação, sua doação total para nós. Neste contexto de fé na palavra de Deus, nós celebramos o mês de setembro, o mês da bíblia, nós celebramos também os 50 anos do seminário Nossa Senhora das Dores, e nós preparamos também para iniciar com toda a Igreja Católica, o início do ano da fé, para comemorar os 50 anos do concílio vaticano II. O que é para nós toda essa festa, o que é para nós toda a palavra de Deus? A Palavra de Deus é para nós a luz, a luz que ilumina e iluminou tantos jovens para que entrassem no seminário para que seguissem um chamado de Jesus para que dissessem o seu sim e se tornassem depois sacerdotes. Iluminou a palavra de Deus muitos leigos e leigas a se tornaram catequistas, missionários, líderes de comunidades e continua nos iluminando sempre, porque a palavra de Deus vai além dos confins da Igreja Católica. Porque é uma palavra de vida eterna, uma palavra que salva, uma palavra que liberta e nós estamos felizes em partilhar esta Palavra de Deus, a única palavra de verdade plena. E no fim do mês de setembro, comemoramos os 50 anos do seminário Nossa Senhora das Dores, dentro do contexto do envio dos ministros da palavra de Deus, dos servidores da palavra de Deus, foi uma grande

Editor: Charles Cavalcanti Reportagem: Helmir Soares, Paula Duarte Edição Digital: Lyone Bione Redação: João Coutinho Revisão: Paula Duarte /DRT4578PE Diagramação: Socorro Polycarpo

festa no domingo 30, foi uma grande ação de Graças pelo jubileu de ouro do seminário. Estamos vendo como a Igreja de Caruaru cresceu. Agora a Igreja de Caruaru acolhe seminaristas de outras Dioceses; Garanhuns, Pesqueira, Floresta, Salgueiro e a partir do próximo ano, também, de Petrolina. É a nossa Igreja que cresce, não porque nós somos Santos de uma maneira especial, tentamos fazer a vontade de Deus, ser fieis com a palavra de Deus. Mais eu garanto que na minha experiência sempre encontrei tantos frutos de vida nova e de santidade, mas todos sempre a partir da palavra de Deus. Quem vive a palavra de Deus tem as palavras de vida eterna, tem uma vida nova, por isso na Diocese queremos revitalizar também todos aqueles grupos de reflexão sobre a bíblia. Queremos revitalizar todos os círculos bíblicos, queremos revitalizar ou introduzir a leitura orante da bíblia, queremos também dar sempre mais valor àquelas experiências do movimento focolares, da palavra de vida. São todas experiências que nos ajudam a sermos fieis ao evangelho, nos ajuda a caminhar com a Igreja hoje, porque a nossa igreja nos diz nas suas diretrizes: “A Igreja deve ser o lugar da animação bíblica de toda missão”. A nossa missão é para o mundo inteiro, mas a nossa luz, nosso farol, nosso guia é a Palavra de Deus. Participe conosco dessa grande caminhada de Fé de esperança, caminhe conosco para que a Palavra de Deus seja sua vida, sua salvação e a sua força nas dificuldades e, sobretudo nas alegrias. Que a palavra de Deus ilumine toda a sua vida!

Endereço Jornal: Paróquia do Coração Eucarístico Praça Dom Vital, nº 289 - Divinópolis Caruaru/PE - Fone: 81 3721-3731 www.pcoracaoeucaristico.com.br e-mail: paroquia.jornal@gmail.com twitter.com/paroquiajornal jornalcaraçãoeucaristico Tiragem: 3.000 exemplares (distribuição gratuita)


OPINIÃO

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012 - 03

Frei William

‘‘Eis-me, Senhor, envia-me’’ Nesse mês, inicia-se em Roma, o Sínodo dos Bispos sobre o tema da “Nova Evangelização”. Além disso, no dia 11 mais precisamente, acontecerá o início do “Ano da Fé”. O motivo da convocação do Sínodo, segundo Dom Eterović, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, é porque a Igreja deseja, “com renovado entusiasmo, continuar tal missão também no tempo presente (...) para retomar com novo ímpeto a obra urgente da evangelização no mundo contemporâneo”. O conceito de “nova evangelização” surgiu ao longo dos Pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. O termo foi usado pela primeira vez por João Paulo II durante sua visita à Polônia (1979), e reafirmado durante a 19ª Assembléia do CELAM, em Porto Príncipe (1983), tendo como pano de fundo a Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, de Paulo VI, que fala de “novos tempos de evangelização” (En2). O texto de preparação para o Sínodo do Bispos contemplam seis cenários que desafiam a Igreja a encontrar respostas adequadas, para que se tornem locais de testemunho dos cristãos. São os cenários da secularização, do fenômeno migratório, dos meios de comunicação, do mundo econômico, da pesquisa científica e tecnológica e, do mundo político. “Os cristãos são chamados a levar a questão sobre Deus para o interior desses cenários, iluminando-os com a luz do Evangelho e levando o seu testemunho (...). É preciso dar sabor evangélico com os grandes valores da paz, da justiça, do desenvolvimento e da libertação dos povos. Qual o terreno que a Palavra de Deus encontra hoje? Como naquela época, também hoje pode encontrar fechamentos e rejeições, modos de pensar e de viver que estão distantes da busca de Deus e da verdade. O homem contemporâneo está com frequência confundido e não consegue encontrar resposta para tantas interrogações que agitam a sua mente em relação ao sentido da vida e às questões que habitam no fundo do seu coração. O homem não pode fugir a estas perguntas que dizem respeito ao significado de si e da realidade, não pode viver numa só dimensão! Ao contrário, com frequência, é afastado da busca do essencial na vida, e é-lhe proposto uma felicidade efémera, que satisfaz por um momento, mas em pouco tempo causa tristeza e

insatisfação. Contudo, não obstante esta condição do homem contemporâneo, podemos ainda afirmar com certeza, como no início do Cristianismo, que a Palavra de Deus continua a crescer e a difundir-se. Temos três motivos. O primeiro é que a força da Palavra não depende antes de tudo da nossa ação, dos nossos meios, do nosso «fazer», mas de Deus, que esconde o seu poder sob os sinais da debilidade, que se torna presente na brisa ligeira da manhã (cf. 1 Rs 19, 12), que se revela no madeiro da Cruz. Devemos crer sempre no poder humilde da Palavra de Deus e deixar que Deus aja! O segundo motivo é porque a semente da Palavra, como narra a parábola evangélica do Semeador, cai também hoje num terreno bom que a acolhe e produz fruto (cf. Mt 13, 3-9). E os novos evangelizadores fazem parte deste campo que permite que o Evangelho cresça em abundância e transforme a própria vida e a de outros. No mundo, apesar do mal fazer mais barulho, continua a haver terreno bom. O terceiro

Ser evangelizador não é um privilégio, mas um compromisso que provém da fé motivo é que o anúncio do Evangelho chegou aos confins do mundo e, até entre a indiferença, a incompreensão e a perseguição, muitos continuam também hoje, com coragem, a abrir o coração e a mente para aceitar o convite de Cristo a encontrá-lo e a tornar-se seus discípulos. Não fazem barulho, mas são como o grão de mostarda que se torna árvore, o fermento que faz levedar a massa, o grão de trigo que se parte para dar origem à espiga. Tudo isto, se por um lado dá conforto e esperança porque mostra o incessante fermento missionário que anima a Igreja, por outro deve levar todos a um renovado sentido de responsabilidade em relação à Palavra de Deus e à difusão do Evangelho. O mundo de hoje precisa de pessoas que anunciem e testemunhem que é Cristo quem nos ensina a arte de viver, o caminho da verdadeira felicidade, porque é Ele mesmo o caminho da vida;

(Is 6, 8)

pessoas que tenham elas mesmas, antes de tudo, o olhar fixo em Jesus, o Filho de Deus: a palavra do anúncio deve estar sempre imersa numa relação profunda com Ele, numa vida intensa de oração. O mundo de hoje precisa de pessoas que falem com Deus, para poder falar de Deus. E devemos também recordar sempre que Jesus não remiu o mundo com bonitas palavras ou meios vistosos, mas com o sofrimento e com a sua morte. A lei do grão de trigo que morre na terra é válida também hoje; não podemos dar vida a outros, sem dar a nossa vida: «Quem perder a própria vida por causa de Mim ou do Evangelho, salvá-la-á», diz-nos o Senhor (Mc 8, 35). Cremos que os novos evangelizadores se multiplicarão cada vez mais para dar vida a uma verdadeira transformação da qual o mundo de hoje tem necessidade. Só através de homens e mulheres plasmados pela presença de Deus, a Palavra de Deus continuará o seu caminho no mundo dando os seus frutos. As afirmações do apóstolo Paulo, «anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho» (1 Cor. 9, 16) podem, assim, aplicar-se e dirigir à Igreja no seu todo. Como nos recorda o Papa Paulo VI: «Evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar» Ser evangelizador não é um privilégio, mas um compromisso que provém da fé. À pergunta que o Senhor dirige aos cristãos: «Quem enviarei e quem irá por mim?», respondei com a mesma coragem e a mesma confiança do Profeta: «Eis-me, Senhor, envia-me» (Is 6, 8). Deixe-se plasmar pela graça de Deus e corresponda docilmente à ação do Espírito do Ressuscitado. Sede sinal de esperança, capaz de olhar para o futuro com a certeza que provém do Senhor Jesus, o qual venceu a morte e nos doou a vida eterna. Comunicai a todos a alegria da fé com o entusiasmo que provém do ser movidos pelo Espírito Santo, porque Ele renova todas as coisas (cf. Ap 21, 5), confiando na promessa feita por Jesus à Igreja: «E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20). Participe da ação evangelizadora na nossa Paróquia, Deus te convida e a resposta é sua.


04 - Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

ATUALIDADE

Ir. Maristela Nalon

Helena Moura

MISSÕES

VIDA EM PLENITUDE Para as pessoas simples, mas cheias da sabedoria adquirida pela vivência muito mais do que em livros e teorias; “se estamos com saúde, está tudo bem”. Muitas vezes ouvimos expressões como esta. A saúde é realmente a maior riqueza: é possível trabalhar, criar, movimentar-se, usufruir a vida. Qualquer dor, doença ou problema de saúde, por menor que seja, muda totalmente a rotina, o cotidiano das pessoas. Em reuniões e celebrações, quando se motiva preces espontâneas, o que mais é pedido a Deus é a saúde. Será apenas coincidência? Ou porque não abemos o que pedir a Deus? Ouvi muitas vezes: “Com saúde a gente tem tudo”. Mas vale perguntar-se: Como cuido deste dom tão precioso? Sabemos que pelo menos em 60% tudo depende de nós. Os outros 40% nos vêm de Deus, da natureza e dos irmãos de caminhada. O Livro do Eclesiástico, no cap. 37, 27 - 31 nos aponta a temperança como fonte de saúde. E o cap. 38, 1 – 15 orienta procura da medicina e de remédios para a cura. Porém se houver prevenção não haverá necessidade de cura. “ Leia o que dizem os seguintes textos bíblicos: "Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma". (III João 2) "Eu vim para tenham vida, e a tenham com abundância". (João 10: 10) "E servireis ao Senhor vosso Deus ...; e Eu tirarei do meio de ti as enfermidades". (Ex. 23: 25). Estes textos deixam claro o desejo de Deus de que tenhamos saúde, em especial, quando Jesus diz que veio para nós tenhamos vida com abundância, não uma vida de doenças. Note que no último texto Deus diz que tirará a enfermidade do nosso meio se nós O servirmos. Servir a Deus é fazer Sua vontade, seguir suas orientações e Suas leis, que são para nossa proteção. Nenhuma doença ocorre pela vontade de Deus, ao contrário, como um Pai de amor, Ele sofre com o nosso sofrimento.” (www.topgyn.com.br). Que cuidemos sempre da nossa saúde como o maior bem; e saibamos fazer da doença e da dor um caminho de redenção para a Igreja e para o mundo!

Estamos no mês das missões, quando se intensificam as atividades missionárias nas comunidades que compõem a paróquia. Que atividades são essas? A quem cabe desenvolvê-las? A nós, a todos nós, que pelo Batismo nos tornamos discípulos missionários de Cristo. Outrora estávamos acostumados a participar das missões de Frei Damião. Seus conselhos tocavam os corações e sua disposição para ouvir os fiéis era incomum. Todos queriam escutá-lo. Agora é nossa vez. Os tempos mudaram, as aspirações também. Os interesses estão voltados mais para o mundo material, que espiritual. No entanto, quem povoa o mundo são pessoas com alma, coração e vida que, independente de sua situação econômica necessitam muito mais de aconchego, compreensão e atenção do que de bens materiais. As exigências da vida moderna a deixa como que envolta num emaranhado de compromissos, dispersando ou extinguindo o espírito de religiosidade. Mais do que nunca somos chamados à missão. Dom Helder dizia: “Missão é sair”. Eis o primordial para se fazer missão: ter coragem, lembrar-se dos outros e sair ao encontro deles. No mundo barulhento em que vivemos o hábito de escutar desapareceu. Há milhares de pessoas querendo ser ouvidas, principalmente idosos, doentes, aquelas que vivem encerradas em suas casas, carentes de atenção até de seus familiares. Que campo imenso para a missão! Jesus nos alerta nesse sentido, para a prática da escuta e da discrição. Cura um surdo que falava

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Dom Helder dizia:

Missão é sair

com dificuldade, permitindo-lhe ouvir e falar, mas essa cura realizou-se de forma reservada. “Jesus se afastou com o homem para longe da multidão” (Mc 7, 33a). Eis o exemplo a ser seguido por nós, discípulos missionários de Cristo. Estamos todos convocados a fazer missão, sempre. Não precisamos ir muito longe; onde residimos, nas comunidades, certamente encontraremos alguém querendo falar. Façamos a missão da escuta e da discrição. Peçamos a Jesus, que assim como fez com o surdo, abra nossos ouvidos para escutarmos aqueles que, ao nos receberem desabafam suas mágoas, contam-nos seus anseios, partilham suas dores e alegrias e só esperam de nós uma coisa: a presença amiga. É missão de todos nós encorajar os desanimados, consolar os tristes, anunciar Jesus, com nossa presença às vezes silenciosa, mas exalando o perfume de Deus. Sejamos como diz a canção: “Eu sou como a chuva em terra seca; pra saciar, fazer brotar, eu vivo pra amar e pra servir”. Peçamos a Maria, primeira discípula e missionária de Cristo que interceda por nós para não cairmos na tentação do comodismo e que sua companhia anime nossa caminhada missionária.


PASTORAL

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012 - 05

Encontro Missionário na Paróquia do Convento

A

diocese de Caruaru está promovendo uma campanha missionária em suas paróquias com o tema: “Missão do Dízimo”. Nesta segunda-feira 17 de setembro, foi realizada na paróquia do convento e contou com a presença de mais de 100 paroquianos. Esta missão tem por objetivo resgatar os católicos indiferentes às realidades da Igreja, os chamados “católicos de batismo”, mas, que não vivenciam a sua espiritualidade nem acompanham a vida de suas comunidades. Esta iniciativa da diocese está em atender as determinações do Papa Bento XVI, no documento de Aparecida e da CNBB. Que nos pede uma Igreja mais missionária, que vá ao encontro das famílias ausentes. É um grande trabalho missionário de casa em casa em todas as comunidades da diocese de Caruaru. Dom Bernardino Marchió faz um apelo às famílias: Peço que abram suas portas e recebam nossos missionários com alegria, eles levarão mensagens de paz para todos. E ainda; após a visita qual seja sua decisão não deixem de freqüentar a Igreja Católica que está perto de sua casa, a falta do dízimo causa muitos problemas para nossas Igrejas, mas a ausência dos católicos é um problema infinitamente mais grave.

Missionários da Paróquia Coração Eucarístico

Charles Cavalcanti.

Joel Valentim - Palestrante

Frei William Almeida - Pároco

Marina de Góis - Coord. da Pastoral do Dízimo

Membros da Pastoral do Dízimo no Convento

Missionários


PASTORAL

06 - Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

Rosilda Santos

LITURGIA E COMUNICAÇÃO “Durante anos confiou-se a proclamação da Palavra de Deus nas celebrações litúrgicas a quaisquer fiéis. Viveu-se de boa vontade e de amadorismo. Promoveram-se algumas pessoas, mas o resultado foi frequentemente a inutilidade”. É tempo de dar um passo em frente. As leituras são para ser proclamadas. A proclamação obedece ao estilo literário do texto. Proclamar significa transmitir jubilosa e oficialmente, com o tom e calor apropriados, de maneira a atingir a sensibilidade e a vontade dos ouvintes reunidos em assembléia. Para ler basta saber ler; para proclamar requer-se saber, sentir e usar técnica apropriada.

O LEITOR EXERCE UM VERDADEIRO MINISTÉRIO O ministério litúrgico do leitor é antiqüíssimo. Existia já no culto judaico (ler a cena de Jesus em Nazaré (Lc. 4, 16-20). Mais tarde este ministério acabou-se, cabendo ao padre fazer tudo – presidir e ler os textos. Com o Concílio Vaticano II esse ministério foi restaurado, podendo mesmo ser instituído de modo oficial (Introdução Geral do Missal Romano, n 34,66,70...).

QUEM PODE SER LEITOR Podem ser homens e mulheres, jovens ou adultos, preparados, que representem a assembléia, isto é, se a assembléia é mista deve haver leitores dos dois sexos, se há adultos e jovens ser um de cada grupo etário. Nem toda a gente serve para Leitor, nem os Leitores devem ser escolhidos no momento ou por gentileza social. Trata-se de um serviço à Palavra de Deus e para uma assembléia oficial e, como tal, esse serviço requer capacidade. Cada paróquia devia ter os seus leitores oficiais como tem os catequistas e os cantores. Por Palavra de Deus entende-se aqui a Palavra escrita, pois só essa se pode proclamar nas celebrações (nem sequer as Encíclicas ou os Discursos do Papa). Esta Palavra é aqui proclamada e não somente lida. Recordemos o que ensina o Concílio: “A Palavra de Deus destina-se primordialmente a ser proclamada na Liturgia e, só depois, a ser lida individualmente em casa” (Const. Dei Verbum. 21). Por isso ao Leitor melhor se chamaria “Proclamador”.

LIVROS E LUGAR DA PROCLAMAÇÃO O lugar oficial é o ambão, ao qual se sobe. Deve haver um degrau que tem um sentido de utilidade (para ver), mas também de excelência (a Palavra vem do alto). O livro do Leitor chama-se Lecionário – são textos selecionados da Bíblia, expostos de modo gráfico agradável aos olhos, e com cadência bem sonante. Nas celebrações não deve usar diretamente a Bíblia, muito menos revistas ou folhas fotocopiadas por não terem dignidade de apresentação.

As leituras dos Domingos são feitas nos Lecionários dominicais agrupam-se em esquemas diferentes: A, B, C ou I, II, III. Nos dias de semana ou dias feriais, há os Lecionários feriais. Para as missas de alguns santos há um Lecionário Santoral (vol. VII). Para as missas dos sacramentos, há o Lecionário Ritual (vol. VIII). Para as missas de Nossa Senhora há um Lecionário próprio. Mesmo assim, nos Lecionários não se lê rigorosamente toda a Bíblia. Os textos dos Lecionários são todos extraídos da Bíblia, mas a Bíblia é maior que a soma dos Lecionários.

A ESPIRITUALIDADE E A TÉCNICA DO LEITOR O Leitor deve sentir-se membro da assembléia, a quem serve com alegria e humildade; e ser pessoa de fé, saber que Jesus está realmente presente na Palavra, que ele vai procurar comunicar aos outros com competência. O principal cuidado do Leitor é perceber o texto, saber o que ele quer dizer, compreendê-lo. Porque é um homem de fé, uma mulher de fé, o (a) Leitor (a) deve meditar a leitura antes de ir para a Igreja, passar o texto pelo coração. Tal preparação requer que se entenda o texto, goste dele e o sinta no coração. Faça a leitura, de maneira calma e pausada, com dicção clara. Não perca o contato com a assembléia. No final da leitura, aguarde a resposta da assembléia e depois, tranquilamente deixe a estante e volte a seu lugar. Que o Espírito suscite na ação que vamos realizar, ou seja “comunicar” Paz e Bem!

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ENTREVISTA

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012- 07

‘‘Vão ao Rio de Janeiro e mostrem a todo mundo que é lindo ficar com Deus’’ Fotos Charles Cavalcanti

Por: Paula Duarte

Dando continuidade à série de entrevistas Igreja em diálogo o Jornal Coração Eucarístico, entrevista o Núncio Apostólico do Brasil Dom Giovanni D'Aniello, por ocasião da celebração do Jubileu de Ouro da Diocese de Palmares. JORNAL CORAÇÃO EUCARÍSTICO- Dom Giovanni, é a primeira vez que o senhor visita o Regional Nordeste II? Dom Giovanni D'Aniello – Não. Não é a primeira vez. Já fui a outras Dioceses deste regional, também fui a Palmeiras dos Índios. Depois passei na Diocese de Caruaru para visitar o Seminário, depois em Maceió e Garanhuns. JCE- O Senhor está participando da comemoração do Jubileu de Ouro da Diocese de Palmares, como percebe à acolhida deste povo? Dom Giovanni - É uma acolhida muito calorosa, uma acolhida eclesial. Eu diria: receber o representante do Papa significa estar em união com o Santo Padre e em unidade com a Igreja. Ter esse carinho pela pessoa do Papa, o sucessor de Pedro e também dos bispos aqui presentes é estar em comunhão com toda Igreja de Roma. E, sobretudo este calor humano significa que somos e sentimos ser uma família. JCE- Como a Igreja no Brasil tem se organizado para celebrar os 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II? Dom Giovanni - Temos alguns bispos que vão participar e sem dúvida será esta a participação de uma Igreja que caminha. Uma Igreja que é muito dinâmica, muito ativa está envolvida em vários assuntos também para colaborar com o povo fazendo uma caminhada de fé de modo que os bispos que vão participar das comemorações, irão expressar as experiências deles e de toda a Igreja do Brasil, depois de cinquenta anos do Concílio Vaticano II. JCE- Quais as alegrias que o senhor percebe na Igreja no Brasil? Dom Giovanni - A minha alegria é estar com ela e justamente nesta oportunidade de celebrar a abertura do Concílio Vaticano II. A alegria da Igreja no Brasil é de sentir-se justamente parte de uma grande família espalhada no mundo inteiro. Isso é uma grande alegria. E, nesse sentido de comunhão como disse antes de viver esta pertença a Deus na

vida cotidiana e testemunhá-Lo com a própria vida nessa união com Deus. JCE- A juventude sempre foi uma grande preocupação da CNBB, algo visto em diversas assembleias já realizadas. A Jornada Mundial da Juventude vem motivar os jovens a um envolvimento maior com a Igreja? Dom Giovanni - Sem dúvida, sobretudo através da CNBB, através do nosso Bispo Dom Bernardino Marchió, bispo referencial da juventude no regional e está dando este dinamismo na Jornada Mundial da Juventude como também nossos Bispos todos. Eu estou percebendo que esta juventude está respondendo como ela é, e a Igreja está esperando deles, com este ardor, com este amor para com Cristo. Eu já participei de vários encontros com jovens no Rio de Janeiro, em Sobradinho e nas Dioceses que visitei, eu vejo que tem essa expectativa de poder contribuir para este grande evento que é a Jornada Mundial da Juventude, e quer dar uma mensagem a todos os Jovens do mundo não somente os jovens do mundo, mais todo o mundo, porque o que mais importa é estar juntos e ter um ideal. A última grande motivação foi o lançamento do hino para a Jornada Mundial da Juventude especialmente através do canto esta unidade com Deus, pertencer ao mesmo Pai e sermos os mesmos irmãos e irmãs. JCE- Qual é a expectativa do Papa Bento XVI com a realização da Jornada Mundial neste território nosso, o Brasil? Dom Giovanni – Eu acho que a expectativa do Santo Padre e aquela de todo mundo, que a jornada possa servir para toda a sociedade brasileira, para todo o povo brasileiro e o povo da América latina, pelo mundo inteiro a dar esse ardor

novo, fortalecer ainda mais essa alegria que nos caracteriza para ser sempre luz neste mundo. Esta é a nossa realidade. JCE- Nós sabemos que toda juventude no Brasil tem se organizado e tem se mobilizado para participar desse evento mundial tão importante. Deixe uma mensagem aos jovens que desejam participar deste evento. Dom Giovanni - Olha jovens, eu acho que toda essa mensagem está no hino da juventude, espero que vocês cantem todos juntos este hino que diz: “vem ser bons amigos, vai seja missionário”. Então, todos os jovens estão convidados para ir para o Rio de Janeiro, para mostrar esta peculiaridade dos jovens brasileiros que é a alegria e ainda mais que é essa a peculiaridade do cristão, do católico de ser amigo estando com Deus, de serem filhos de Deus. Ele nos falou que tudo muda através desta amizade através do sorriso, através do jeitinho do brasileiro mesmo. Então, Jovens não tenham medo, vão ao Rio de Janeiro e mostrem a todo mundo que é lindo ficar com Deus que é lindo pertencer à Igreja. É o que todo o mundo espera de vocês, um sinal de fraternidade e de amor. JCE- A Diocese de Caruaru de 28 a 30 de deste mês de setembro celebra um grande evento a celebração dos 50 anos do Seminário Nossa Senhora das Dores. Deixe uma mensagem ao Seminário. Dom Giovanni - O Seminário é sempre uma escola particular. O Seminário é um berço no qual nascem as vocações, nasce o sacerdócio na nossa Igreja. Então eu acho que a mensagem que posso dizer aos jovens do Seminário de Caruaru é: Façam proveito de tudo o que foi feito nos 50 anos de Seminário e sejam também os iniciadores de uma nova caminhada do Seminário, e testemunhar o que foi feito. E o dom de vocês possa ser este novo instrumento, que possa ver no sacerdócio a Palavra de Deus, as mãos de Deus, os olhos de Deus para toda a população. Então, sejam missionários, seja aquela pessoa que após tantos anos de estudo sabem dar ao mundo o que está ao redor de vocês esta palavra linda que é a Palavra de Deus, o testemunho de amor e fraternidade.

Dom Dino, Dom Giovanni e Frei Dimas


08 - Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

DIOCESE

Jubileu de Ouro do Seminário Nossa Senhora das Dores Foto Charles Cavalcanti

Paula Duarte

O Jornal Coração Eucarístico realizou uma visita ao Seminário Nossa das Dores que celebrou Jubileu de Ouro e entrevistou o reitor, seminaristas, diácono, inclusive Dom Bernadino Marchió, bispo diocesano, entre outros envolvidos na história e celebração de comemoração desta data tão significativa para a Igreja Diocesana. Eis a entrevista: JORNAL CORAÇÃO EUCARÍSTICO: O que significa para o senhor celebrar o Jubileu de Ouro do Seminário Nossa Senhora das Dores? Reitor do Seminário, Padre José Ademilton: É uma grande alegria celebrar esse Jubileu de Ouro do Seminário por que há mais de doze anos eu estou aqui no Seminário. Primeiro como seminarista, depois formador e agora reitor. Eu pude ver essa casa crescendo cada dia mais. Nós éramos uma diocese agora somos cinco dioceses e nos preparamos para receber a sexta diocese. Então, essa casa cresceu, progrediu. E é esse progresso e crescimento que a gente celebra. Outra alegria é perceber que esse Seminário não está somente formando padres para a diocese, o que já formou muito. Isso para nós é motivo de muita alegria por que a maioria dos padres foi formada aqui no Seminário. Nós, já estamos enviando para outras regiões. Tem padres na Diocese de Floresta, padres, diáconos e seminaristas na Amazônia. Outros padres estudando em Roma. Tudo isso para nós significa o progresso dessa casa. Então, é essa história que estamos celebrando. E, esta

Reitor do Seminário, Padre José Ademilton

história é uma herança. Eu recebi essa herança de todos aqueles que nos precederam no trabalho da formação. Celebramos uma história. Celebramos uma rica herança que recebemos e nos esforçamos para preparar esta casa para o futuro para o amanhã, para que ela continue formando sacerdotes fieis a Jesus Cristo à luz dos documentos da Igreja e inseridos na realidade onde estamos, numa linguagem atual. Cada vez mais atual. Então é motivo de alegria celebrar esse jubileu. JCE: Que elementos você destaca da pesquisa histórica de resgate da história do Seminário? Seminarista Helder Tôrres: Um dos objetivos da celebração dos 50 anos do Seminário é que a história do nosso Seminário não se perca ao longo dos tempos. Então ,por essa razão nós fizemos todo um trabalho de resgate histórico e o resultado vai ser traduzido a partir de uma exposição fotográfica que irá contar a história do Seminário. Na exposição, vamos destacar a

presença e a contribuição de tantas pessoas que fizeram com que a história do Seminário acontecesse. Desde a idealização de Dom Paulo, primeiro bispo de Caruaru, até o andamento das atividades com Dom Augusto Carvalho que inaugurou o Seminário pela passagem de Dom Costa, Dom Dino até que chegássemos aos dias de hoje. Então o nosso intuito é fazer esse resgate e dentro de tudo isso, lembrar a providência divina que tem nos auxiliado e a benevolência de Cristo, o nosso Divino Mestre. JCE: Você é funcionária há 5 anos do Seminário Nossa Senhora das Dores. O que representa para você enquanto leiga estar atuando nesta casa, seminário Nossa Senhora das Dores, instituição que forma sacerdotes? Funcionária Cleonice Luis: É uma satisfação trabalhar nesta casa. Involuntariamente, contribuo para a formação dos meninos. Esta casa acolhe as pessoas da Comunidade e está aberta ao público. É muito gratificante por que é aqui que a gente encontra Jesus. Quando eu chego aqui com meus problemas, os meninos com a uma palavra amiga, com a forma deles olharem para a gente, a maneira deles tratar as pessoas esquecemos dos problemas e vivemos tudo aquilo que Cristo disse para a gente vivenciar. JCE: Que atividades especificas estão sendo desenvolvidas pela Obra das Vocações Sacerdotais neste Ano Jubilar? Seminarista Renan Silva: O primeiro intuito da OVS é fortalecer as vocações. Então, por isso já é motivo de empenho vocacional. O ano jubilar vem nos lembrar de fato isso, retomarmos a vocação enquanto caminho do discipulado com Jesus. A OVS tem feito efetivamente esse trabalho de ir junto às paróquias, as comunidades de nossa diocese implantar esse novo jeito de aderir às vocações. Não é somente uma causa destinada aos jovens que dão um sim para entrarem na vida consagrada e religiosa. Mas, também de todas àquelas pessoas que se dispõem através de sua ajuda, de seu empenho e das suas orações a colaborar para que o Reino se construa a partir também da Obra das Vocações Sacerdotais.


DIOCESE

JCE: Enquanto seminarista, como você encara o processo formativo no Seminário? Seminarista William Silva: O tempo de Seminário é um tempo do discipulado. É um tempo em que aquele que se diz vocacionado se dispõe a caminhar e seguir os passos do mestre Jesus Cristo. Então durante todo esse período de formação que já tenho percorrido, tem sido momento propício para se fazer esse caminho com Jesus Cristo, querendo trilhar os caminhos do Mestre. Então, todo o tempo de discipulado que o seminário nos propõe tem contribuído de forma significativa para a maturação da minha personalidade enquanto pessoa que almeja o sacerdócio. Para mim, é um tempo frutuoso no qual posso caminhar tendo os olhos fixos em Jesus Cristo, o Bom Pastor, com o intuito também de ser formado nesses moldes para futuramente servir bem ao povo de Deus. De modo concreto o Seminário contribui para a minha formação rumo ao sacerdócio mediante as vivências das dimensões formativas, são elas: espiritual, intelectual, comunitária, humano-afetiva e pastoral. O desafio que nos é proposto remetese à articulação dessas dimensões de forma que nenhuma seja vivida isoladamente, mas, harmoniosamente JCE: Você está saindo do Seminário este ano. Qual a contribuição dessa instituição ao longo dos anos em sua formação? Diácono Emanuel Rodrigues: O Seminário nos proporciona uma maior visão de Deus da sociedade e do homem. Percebemos isso de maneira clara nos cursos de Filosofia e Teologia que fazemos. Esses cursos no ajudam a se portar melhor na sociedade, conforme diz Pedro: “dar razões de sua esperança” (1Pd, 3,15). O Seminário forma o pastor para que ele possa conduzir o povo de Deus e esteja no meio do povo de Deus. Além de uma casa e espaço físico, é um espaço espiritual. Além da formação acadêmica e pastoral, o contato com o povo de Deus, os estudos, a formação comunitária, a formação humano-afetiva são tantas dimensões para formar o presbítero, o pastor, como diz “o sacerdote é o homem tirado do meio do povo a serviço do povo. Então, após um longa caminhada, o sacerdote que está diante do povo de Deus está mais preparado para responder às dificuldades e alegrias do povo. viço de Animação Vocacional está desenvolvendo? Diácono Emanuel Rodrigues: No Serviço de Animação vocacional nós trabalhamos com os

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Nova Capela do Seminário

jovens que desejam refletir a sua vocação. Sobretudo aqueles jovens que se sentem chamados a ser padres. Então, os jovens participam dos encontros vocacionais, refletem sobre a sua vocação durante o período de dois anos. Após, esse período eles chegam ao Seminário. Nesse ano de Jubileu de Ouro do Seminário, nos encontros de promoção vocacional as pessoas se sentem motivadas a rezar e a contribuir com o Seminário. A Obra das Vocações Sacerdotais e o Serviço de Animação Vocacional aparecem como organismos que podem promover e manter a vocação. A partir de então, está o trabalho do SAV e da OVS da manutenção desta vocação. Durante esses 50 anos, temos este trabalho bonito e importante que é a promoção da vocação e sua manutenção para no futuro ser formado o padre e pastor do povo segundo o coração de Deus. JCE: No Jubileu de Ouro do Seminário Nossa Senhora das Dores, que alegrias o senhor destaca: Dom Dino: Os meus predecessores sobre tudo, Dom Augusto Carvalho e Dom Antonio Soares Costa sempre zelaram pelo Seminário. Nesses anos quando eu cheguei na Diocese , há quase 10 anos, nós podemos destacar assim o Seminário Interdiocesano. Isso quer dizer que abrimos as portas para outras dioceses. Depois um fato importante é o reconhecimento dos cursos de Filosofia e

Teologia. É importante para os nossos seminaristas, e leigos e toda a comunidade ter cursos reconhecidos que possam depois servir para várias atividades educativas nas comunidades. Além disso, o envolvimento e preocupação dos padres para com a OVS e esforço da pastoral vocacional. Nós temos o Padre Erandi que está em Roma se preparando para assumir a responsabilidade do Seminário. Enfi,m são muitas alegrias e momentos de ação de graças por que o Senhor está abençoando o nosso Seminário. JCE: É evidente a sua preocupação com as vocações. Como senhor percebe a manifestação dos diversos carismas e ministérios neste chão diocesano? DOM Dino: Eu ando por toda diocese, nas visitas pastorais e encontro muita gente esforçada dedicada. Depois, nós fazemos encontros vocacionais os quais são abertos para todos e nesses encontros percebemos o desejo do jovem de seguir um chamado mais profundo. Não sou que chamo ninguém para o sacerdócio. É sempre Cristo que toma a iniciativa. É importante que em nossas pastorais, sobretudo a Pastoral da Juventude, Catequese e Pastoral Familiar estejam atentos para essas pessoas mais sensíveis para uma doação total. Essa vocação vai sendo descoberta fazendo os encontros, depois se inicia o processo de formação no seminário. Devemos dar muita atenção a essas pessoas e valorizá-las e ajudá-las para que seu Sim seja generoso e definitivo. É muito importante para as vocações, o exemplo e o testemunho dos padres. Quando alguém vê um padre feliz e que vive bem a sua vocação, o jovem se sente atraído para este estilo de vida. JCE: O que o senhor espera da realização do I Congresso Vocacional Diocesano? Dom Dino: Esse I Congresso Vocacional Diocesano é uma oportunidade para colocar em comunhão todos os trabalhos e serviços que as congregações religiosas, paróquias e Obras das Vocações Sacerdotais estão realizando. É ocasião para contemplar o que aconteceu nesses 50 anos do Seminário. Depois, nós colocamos no contexto do congresso o encontro com os ministros da Palavra de Deus, por que é fundamental que a Palavra de Deus seja sempre a luz para todas as nossas atividades, A diocese de Caruaru vai ter no futuro mais esperança se cada diocesano não pegar a bíblia e começar a viver a Palavra de Deus, vivendo-a as coisas mudam e teremos bastante frutos.


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ACONTECEU

ACONTECEU

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Festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Caruaru A Fotos Charles Cavalcanti

s comemorações do dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Caruaru, com a temática: ‘‘Com a Senhora das Dores, Mãe da Igreja, queremos celebrar e viver a Fé, à luz do Vaticano II’’começaram na manhã do sábado (15), às 6h com a alvorada festiva, girândola e canto do Ofício de Nossa Senhora, ao lado da Catedral Nossa Senhora das Dores. A programação seguiu às 10h com Solene Concelebração Eucarística, na Matriz de Nossa Senhora do Rosário, presidida pelo bispo diocesano, Dom Bernardino Marchió, e concelebrada pelo clero da Diocese de Caruaru. Antes do início da celebração, era intenso o movimento dos fiéis na Igreja matriz do Rosário que ficou lotada. Muitos católicos puderam acompanhar a celebração através do site da diocese uma vez que a Pascom realizou a sua transmissão on line. Em sua homilia, Dom Dino enfatizou: “Estamos em família e em família partilhamos tudo o que passa no coração. Embora esta família esteja espelhada pelo mundo inteiro através da internet e dos meios de comunicações. Quero partilhar primeiro que me emocionei aqui nesta assembleia, na entrada do andor lembrando os símbolos e o Concílio Vaticano II, porque eu faço parte dessa história da Igreja. Mas, não somente eu, outros também constituem essa história. Eu assisti pela televisão a abertura do Concílio Vaticano II. Os grupos de canto, os seminaristas, religiosos, religiosas fazem o concílio. Todos nós estamos vivendo nesta maravilhosa época da história da Igreja. História conciliar e nestes 50 anos estamos despertando um novo interesse, um novo desejo de conhecer mais sobre a Igreja. Por isso, convido a todos a viver com alegria e entusiasmo a história da nossa Igreja a serviço do mundo. . O mundo mudou, mas devemos saber colocar as decisões do concílio nos dias de hoje. Na festa em que celebramos o sofrimento de Maria, mas, sobretudo a presença de Maria aos pés da cruz, na vida de cada um de nós. Neste dia em que celebramos as sete dores de Maria, quero celebrar as alegrias que nós estamos dando e podemos dar ainda mais, são elas: A disponibilidade em preparar pessoas, homens e mulheres para serem anunciadores, primeiro discípulos da Palavra de Deus; A atenção aos pobres. A Igreja tem diversas maneiras de servir à humanidade. A Diocese de Caruaru tem suas pastorais sociais. Não conseguimos atender a todas as necessidades, mas avaliamos para que os políticos assumam a responsabilidade de trabalhar pela honestidade e trabalhar contra a corrupção”. Já à tarde, milhares de pessoas participaram da Procissão de Nossa Senhora das Dores, percorrendo as principais avenidas do centro da

cidade. O Frei Marconi Lins OFM - Provincial da Ordem dos Frades Menores do Nordeste pregou a homilia. A devoção era visível nas expressões de fé dos fieis que participavam na procissão e missa. O senhor Onofre Barroso, mencionou: “Esta festa é tradicional na cidade de Caruaru. Espero que as futuras gerações possam intensificar a cada dia essa solenidade”. Já a senhora Maria do Carmo, enfatizou: “Nossa Senhora das Dores intercede por cada um de nós junto a Deus. É importante participar da procissão para tornar público a fé que temos”. Sobre a realização da Novena de Nossa Senhora das Dores, Dom Dino, explicou: “Esta festa convoca como em todos os anos a população de Caruaru para se espelhar em Maria e aprender com ela a vencer as dores da humanidade. Além de fazer da humanidade uma grande família. Então, é muito importante celebrar a festa e está ao redor de Maria. A Igreja celebra, neste ano, 50 anos do Concílio Vaticano

II, ocorrido em Roma. Já estamos comemorando esta data por que queremos renovar a Igreja de hoje, conforme aquelas inspirações de 50 anos atrás. A partir de então, vamos ter vários momentos para celebrar esse acontecimento. A novena de Nossa Senhora das Dores foca o concilio e nos convoca a renovar a fé e caminharmos juntos com a nossa Igreja”.


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FRANCISCANISMO

Frei Salvio Romero, eremita capuchinho.

O Eremitismo Franciscano O carisma franciscano encontrou na vida eremítica um ambiente natural e fecundo onde ele pôde se expressar com vigor e originalidade. Não esqueçamos de que os eremitérios tiveram grande peso espiritual na vida e na história de São Francisco e de sua Ordem. Como falar do seráfico pai e dos seus primeiros companheiros sem mencionar suas experiências de solidão contemplativa nos eremitérios? Porém, para compreendermos melhor o eremitismo na Ordem de São Francisco, é preciso situá-lo dentro do desenvolvimento da própria vida eremítica na história da Igreja. Só assim, perceberemos a sua originalidade e a sua importância para a vivência do carisma franciscano. Durante o primeiro milênio da era cristã, prevaleceu no mundo ocidental um eremitismo ligado diretamente às Ordens Monásticas. A Regra de São Bento determina que o eremita deve ser aquele monge que, depois de um longo período de vida comunitária, recebe permissão de seu abade para retirar-se à solidão em busca de uma maior perfeição cristã. Geralmente, esses eremitas monásticos passavam a viver em pequenas celas dentro do próprio mosteiro ou nas suas proximidades, e não exerciam nenhuma atividade apostólica junto ao povo. Havia um entendimento comum de que essa forma de vida era considerada mais elevada e mais perfeita porque os eremitas eram aqueles que “tendo passado diuturna experiência no mosteiro, aprenderam com o auxílio de muitos a lutar contra o demônio e, treinados nas fileiras de seus irmãos para batalhas singulares do deserto, bastante firmes para dispensarem a companhia de outro, tornaram-se capazes, por meio do socorro de Deus, a sustentarem sós com a sua mão e o seu braço, a luta contra os vícios da carne e do pensamento.” A partir do século X, o eremitismo

ocidental conheceu um fecundo renascimento, que, por não estar ligado às Ordens Monásticas, como ocorria tradicionalmente, desenvolveu características bem particulares. De fato, “pessoas leigas ou clérigos seculares começaram a retirar-se ao ermo diretamente, sem passar por um período de formação monástica. Vivendo em bosques e desenvolvendo como melhor podiam sua maneira própria de viver, permaneciam em contato bastante intenso com os pobres (isto é, falando, de modo geral, com sua própria classe), marginalizados, os fora-da-lei e os itinerantes sempre numerosos na Idade Média.” Diferentemente dos tradicionais eremitas monásticos, esses novos anacoretas se tornaram, com muita frequência, pregadores itinerantes “uma vez que de fato a pregação havia sido abandonada nas igrejas

paroquiais e que os monges não pregavam ao povo mas somente a si mesmos.” Muitos desses eremitas saíam de suas celas e, com ou sem mandato oficial, começavam a pregar, sendo bem aceitos pelo povo. No século XI, esses eremitas pregadores chegaram a exercer grande influência junto ao povo; basta recordarmos da ilustre figura de Pedro, o Eremita, o pregador da primeira Cruzada. Esse tipo de eremita itinerante e pregador, típico dos séculos XI-XII, preparou o ambiente para o eremitismo franciscano do século XIII. De fato, São Francisco de Assis viveu alternadamente no ermo e no meio do povo, pregando o Evangelho. Da sua Regra para os eremitérios, mais do que normas ou disciplinas diárias, emana um espírito de santa simplicidade e de amor fraternal que deve impregnar a vida cotidiana dos contemplativos solitários. Para o Pobrezinho de Assis, um eremitério é, de fato, “uma pequena comunidade de três ou quatro irmãos onde alguns vivem em completo silêncio e solidão contemplativa com outros que deles cuidam como suas Mães.” A função dos que faziam o papel de “mães” era cuidar para que nada perturbasse o recolhimento dos demais, seus “filhos”. Porém, de tempos em tempos, os “filhos” deveriam assumir as tarefas ativas de suas “mães” para que estas pudessem também se recolher na solidão. O eremitismo franciscano é “profundamente evangélico e permanece sempre aberto ao mundo – embora reconhecendo a necessidade de que seja mantido certo distanciamento e certa perspectiva.” Portanto, a tradição franciscana, herdeira em muitos aspectos do eremitismo não-monástico dos séculos XI-XII, não compreende a vida eremítica como afastamento total e definitivo do mundo, pelo contrário, a contemplação se abre ao mundo, dando fruto na ação evangelizadora.

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ARTIGO

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro2012 - 13

José Ronildo da Silva Comunidade Católica Manain

As novas comunidades Foto Charles Cavalcanti

Nos últimos tempos vemos surgir na Igreja uma nova forma de associação de cristãos com o objetivo de viver o Batismo. Esta forma de vivência da fé é em muitos aspectos diferente de outras mais tradicionais, por isso estes grupos foram chamados de novas comunidades. Em todo mundo, e também no Brasil, elas têm se multiplicado, nascendo geralmente da Renovação Carismática. São grupos formados por homens e mulheres, jovens e adultos, famílias inteiras. Seus membros reúnem-se não tanto por morarem na mesma localidade, mas por uma afinidade espiritual, uma experiência do Espírito Santo. Alguns moram juntos formando o que comumente se chama de “comunidade de vida”, partilhando a fé, os bens materiais e a missão evangelizadora. Outros, geralmente a maioria, vivem nas suas casas, com suas famílias, mas estão como que imbuídos do mesmo espírito de partilha da fé, da vida e da missão. A este grupo costuma-se chamar “comunidade de aliança”. Um aspecto interessante nestas novas comunidades eclesiais é que elas surgem geralmente dos leigos, ou seja, dos cristãos, homens e mulheres, que vivem no mundo e se dedicam a dar testemunho de Cristo na família, no trabalho, na sociedade. Os sacerdotes não são menosprezados, e sim amados e acolhidos, porém a liderança nestas comunidades é feita por estes homens e mulheres, chamados de leigos e leigas, suscitados por Deus. O papel do padre nesta nova realidade eclesial é de unir estes grupos à Igreja diocesana por meio do anúncio da Palavra de acordo com a Tradição e o Magistério da Igreja e da celebração dos

José Ronildo e Maria José

sacramentos, especialmente a Eucaristia. O Papa João Paulo II chamou as novas comunidades, juntamente com os novos movimentos eclesiais, de “a resposta providencial do Espírito” para este momento da história. Também o Papa Bento XVI reconhece o valor destas novas comunidades e tem pedido aos bispos do mundo inteiro que as apóie e ajude no s e u c a m i n h o d e d i s c e r n i m e n t o. Evidentemente, não se trata de negar ou desmerecer as outras realidades eclesiais, também suscitadas pelo Espírito Santo, mas reconhecer que o Espírito de Deus continua trabalhando na Igreja e no mundo, e que nós devemos ser pessoas capazes de valorizar não somente o que é antigo ou tradicional, mas também o que é novo no caminho da Igreja (cf. Mateus 13,51-52).

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As novas comunidades são um dom para a Igreja de hoje. Cabe aos Pastores reconhecerem esta nova realidade e ajudá-las no seu desenvolvimento. Logicamente, que também surgem problemas, pois todo dom de Deus é confiado a pessoas humanas que trazem seus limites. Todavia, com diálogo e sabedoria elas poderão crescer e dar muitos frutos para a Igreja. Aos Pastores compete discernir os dons de Deus, mas não sufocar o Espírito Santo (cf. 1Tessalonicenses 5,19-21). Eu sou uma pessoa que vive numa dessas novas comunidades. Considero isso uma graça de Deus para minha vida e tenho procurado viver a minha vocação como cristão leigo, como batizado nesta experiência de vida comunitária. Eu vivo na Comunidade Manain como missionário em tempo integral. Na minha juventude pensei em ser sacerdote, mas com o passar do tempo, à medida que fui amadurecendo, compreendi que o meu chamado era para ser um leigo na Igreja a serviço da evangelização, segundo o Carisma Manain. A Comunidade Católica Manain é uma das novas comunidades presentes na Diocese de Caruaru. Somos missionários e nosso Carisma é ser sinal de unidade. Temos nos dedicados à nova evangelização, à formação e ao acolhimento do povo de Deus que muitas vezes “parece como ovelhas sem pastor” (Marcos 6,34). Este mês de setembro completamos 23 anos de fundação e renovamos nosso compromisso em ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mateus 5,1316). Queremos seguir a Jesus Cristo, nosso Senhor, acolhendo as pessoas, anunciando o Evangelho e trabalhando pela reconciliação e pela comunhão.

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14- Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

ARTIGO

Prof. Dr. Frei Luiz Vieira, OFMCap.

Redescobrir o poder-serviço na vida do Cristão Fazer uma Cristologia a partir do Jesus histórico como Servo de Deus, leva-nos, necessária e imediatamente, a refletir sobre o exercício do poder-serviço de Jesus na história. Um dos principais atributos à divindade no Antigo Testamento é a onipotência. Deus é o Todo-Poderoso, o “El Shaddai”. Assim, vemolo como um “guerreiro onipotente” esmagando o faraó do Egito com dez pragas para defender o seu povo oprimido (Ex 7-11), quando enfrenta os filisteus mediante a força de Sansão (Jz 15), no momento em que Deus se mostra o “Go’El” – o padrinho, vingador e defensor do povo – usando a beleza de Judite para aniquilar o rei Holofernes (Jt 10-13). Jesus, Filho de Deus, faz-se ser humano, porém, não assume outra posição na estratificação sócio-política ao não ser a de “servo justo e sofredor” quando sai de sua transcendência e assume sua imanência na kênose (esvaziamento) da encarnação, das perseguições, do trabalho dos servos, fazendo simbolicamente pão de alimento de vida eterna e morre na cruz como prova plena de seu amorserviço. É claro que ninguém vive sem poder. Este é parte essencial da vida. Paul Tillich seguindo a ontologia de Heráclito define poder como o “poder de ser” em si mesmo do “ser” e se manifesta no processo dialético do “ser e do não-ser”. Rollo May, discípulo de Tillich, define poder como “capacidade de causar ou impedir mudanças” e pode se manifestar em duas dimensões, ora latente como potencialidade, como devir, ora patente como realidade. Conforme Rollo May, há pelo menos sete tipos de poder: O poder explorador consiste em sujeitar as pessoas a qualquer uso que elas possam ter para quem detém o poder. Um exemplo deste poder é a escravatura, dominação de superpotência sobre os impotentes

sempre com a violência. O poder manipulador é sempre o poder de manipulação de uma pessoa sobre outra ou sobre grupos mediante vários artifícios intelectuais ou de tradições humanas e históricas como famílias e seus costumes. O poder competitivo é aquele que possibilita uma pessoa ou grupo subir ou descer sobre outra pessoa mediante capacidades de méritos, como por exemplo a competição entre os atletas. O poder nutriente é aquele que sempre é para o outro, como exemplo temos os pais que nutrem seus filhos de alimentos e conhecimentos. O poder interativo é aquele da mútua ajuda, sempre com o outro em interação nas ideias, nas ações, no seu próprio ser, formando um sistema cooperativo e solidário. Este poder interativo processa-se também numa dialética como cunhou Hegel: tese, antítese e síntese. Esta dialética interativa se manifesta em duas perspectivas: uma é a marxista, a qual aceita até o conflito, a luta entre os dois pólos – tese e antítese para formar uma síntese ou outra é a linha da não-violência

desenvolvida por grandes altruístas e pensadores como Luther King, Gandhi e bem sistematizada por Paul Tillich com o método de correlação no qual ele extingue a luta e o conflito entre os dois pólos de tese e antítese. O máximo que pode haver é uma tensão entre os pólos. Estes se correlacionam como os caracteres na genética humana: os genes preponderantes e os recessivos. É o poder da não-violência para mostrar-se eticamente favorável a justiça e a paz. Contudo, a partir dessa Cristologia, queremos acrescentar outro poder, o qual se inicia por iniciativa divina, o poder vicário que é o poder da solidariedade. Este se mostra em Jesus com sua encarnação e crucificação, manifesta-se em seus gestos proféticos e kenóticos, ao máximo, o amor infinito de salvação da humanidade. Dentro desta vicariedade solidária apresentamos o poder-serviço de Jesus e de seus seguidores. É preciso compreender esse tipo de poderserviço como um novo paradigma para o seguimento de Jesus, reconfigurando-o a partir de Jesus como Filho de Deus ao assumir a condição humana e dentro desta a forma de servo (Fl 2, 6-7). O poder-serviço é a forma mais perfeita de Jesus manifestar o seu amor e este por sua vez se mostra como poder-serviço. Não há uma dicotomia entre amor e poder-serviço, ambos são sinonímicos, pois quando o cristianismo afirma teologicamente que Deus só pode ser poder de amor. Aqui se percebe logo que a significação tanto de amor quanto de poder muda radicalmente. Se tradicionalmente poder e amor são antagônicos, na perspectiva evangélica, ao se ter como princípio hermenêutico Jesusservo, amor e poder se reconfiguram como amor-serviço, poder-serviço e o cristão necessariamente também se reconfigura na sua caminhada assumindo o poder-serviço e o amorserviço na vida da Igreja e na sociedade.


ACONTECEU

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012 - 15

FESTA DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS Foto Charles Cavalcanti

“Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti, qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos trespassadas e implorantes.”

D

ia 17 de setembro, a família franciscana da Paróquia do Coração Eucarístico celebrou a festa da Impressão das Chagas de São Francisco na Igreja de Santa Clara. É belo refletir na profundidade mística desta festa franciscana onde celebramos o dia em que Francisco chegou a um dos pontos mais altos de semelhança à Nosso Senhor Jesus Cristo; na realidade ele começa a se configurar ao Cristo desde que ele assume o seu projeto de vida, em São Damião onde ele afirma: É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que desejo viver de todo meu coração” ao ouvir o evangelho da festa de São Mathias. Mas a vida de Francisco foi como a escalada de uma grande montanha, e é em uma montanha em que ele recebe os sinais da paixão, o nome dessa montanha é Alverne (La Verna). Francisco gostava muito desse lugar para orar e nele fazia suas contemplações e passava suas quaresmas, pois Francisco celebrava duas quaresmas, uma em preparação para a festa da páscoa, e outra em preparação para a festa de São Miguel Arcanjo que começava na festa da assunção de Nossa Senhora e ia até a festa de São Miguel. E na celebração desta quaresma, no ano de 1224, Francisco estava sobre o Alverne acompanhado de Frei Leão. Eles se encontravam apenas para a oração do ofício das matinas que se faz pela manhã. Nesse período Francisco estava bastante debilitado por conta das duras penitências que fizera ao longo da vida, enxergava pouco, mas ainda assim persistia na luta contra as tentações e na busca de se aproximar de Deus, como um atleta que luta para chegar ao pódio. Em uma madrugada na Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), orando, Francisco pede a Deus: “Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que eu me faças antes de morrer: a primeira, que em vida eu sinta na minha alma e no meu corpo, quanto for possível, a dor que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua acerbíssima paixão. A segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele amor sem medidas de que tu, Filho de Deus, estavas incendiado para suportar, por querer, tamanha paixão por nós pecadores”. Era manhã, ainda escura, e frei Leão se dirigia à cabana de Francisco para rezar as matinas e de repente ele se depara com uma grande, forte e brilhante luz e fica um pouco espantado, se esconde e aprecia, contempla Francisco ajoelhado com os braços abertos diante daquele ser que emanava tão bela luz, Francisco apenas balbucia: “ Senhor quem sois vós e quem sou eu, vós o Altíssimo Senhor dos céus e da terra, e eu um miserável verme, vosso ínfimo servo!” o ser iluminado era um crucificado,

na forma de um Serafim, com seis asas, anjo da mais elevada hierarquia celestial. São considerados os Anjos mais honrados e mais dignos, os que mais amam, ou seja, aqueles que possuem uma maior e mais admirável capacidade de amar. Na Sagrada Escritura os Anjos Serafins aparecem somente uma única vez, na visão de Isaias: "... vi o Senhor sentado sobre um trono alto e elevado... Acima dele, em pé, estavam Serafins, cada um com seis asas: com duas cobriam a face, com duas cobriam os pés e com duas voavam".(Is 6,12). E após esses minutos de contemplação Francisco recebe em sua carne, assim como Cristo os sinais da paixão do Senhor, as chagas nas mãos, nos pés e do lado. Apenas a quem Francisco confirmou tudo do que havia sentido e que havia ocorrido foi à Frei Leão, que depois foi quem cuidara dos curativos e da limpeza dessas chagas que Francisco ainda carregou dois anos em vida. Pois o mesmo tinha todo cuidado em esconder as sagradas feridas e a dor que sentia nas mesmas. Hoje, 800 anos depois da fundação da Ordem, Francisco se torna um dos seres que mais se assemelham ao Cristo, a ponto de ser chamado pela igreja “Alter Christus” (Outro Cristo), não por ter recebido no seu corpo as chagas de Cristo, mas por ter feito de sua vida uma constante busca de encarnar o evangelho de Jesus, e ter configurado seu espírito ao espírito de Deus. E essa é nossa busca como jovens franciscanos: nos tornarmos evangelho vivo, dia após dia, por meio da conversão que deve ser um esforço diário e contínuo! A devoção as Chagas de São Francisco no Brasil remonta ainda o tempo do Brasil Colonial; as antigas fraternidades da Ordem Terceira de São Francisco tinham por costume manterem grande veneração por este fato ocorrido na vida do Seráfico Pai, e é muito comum nas antigas igrejas Franciscanas se ver no altar principal a cena da estigmatização tendo São Francisco ajoelhado e Cristo Crucificado com seis asas.


O APOSTOLADO NAS CONSTITUIÇÕES DA OFS 01. Vocação, palavra de origem latina e que significa “chamado”, “apelo”, “convite”, é uma realidade que diz respeito a todo ser humano. Hoje o termo é usado num sentido bastante amplo, no sentido biológico, sociológico e espiritual. No sentido tradicional, religioso da palavra, é proposta de Deus dirigida ao ser humano, esperando dele uma resposta. Entre as diversas passagens bíblicas citamos as de: Abraão (cf. Gn 12,1); Moisés (cf. Ex 3,10); Isaías (cf. Is 6,8-9); Jeremias (cf. Jr 1,5-7); Ezequial (cf. Ez 2,3); Maria (cf. Lc 1,30-31); João Batista (cf. Lc 3,2-5); Apóstolos (cf. Lc 6,12-16). Todas elas e, igualmente, outras vocações de teor eclesial, têm sentido somente e na medida em que estão endereçadas à busca da santidade. Em última análise, essa é a única vocação própria do ser humano. 02. O apelo à santidade permeia toda a Bíblia Sagrada: - Sede santos, pois eu sou santo, eu, o Senhor, vosso Deus (Lv 19,2); - Portanto deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5,48); - Nele nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor (Ef 1,4); - Porque está escrito: ‘Sede santos porque eu sou santo’ (1Pd 1,16; cf; Ex 20,30; Lv 11,44; 20,7.26.40; Sb 2,23; Rm 1,7; 1Cor 1,2). 03. As Constituições assim nos falam: - Art. 2º, § 1 – A vocação da OFS é uma vocação específica, que informa a vida e a ação apostólica dos seus membros. Por isso, não

sejam aceitos os que estão ligados, mediante a Profissão, a outra Família religiosa; - Art. 8º, § 1 – Os franciscanos seculares se comprometem, pela Profissão, a viver o Evangelho segundo a espiritualidade franciscana, na própria condição secular; - § 2 – Procuram aprofundar, à luz da fé, os valores e as opções da vida evangélica, segundo a Regra da OFS: - Num itinerário continuamente renovado de conversão e de formação (cf. Regra 7); - Abertos às exigências que vêm da sociedade e das realidades eclesiais, ‘passando do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho’ (cf. Regra 4, § 3); - Na dimensão pessoal e comunitária deste itinerário; - Art. 38, § 1 – O período de iniciação é uma fase preparatória ao tempo de formação propriamente dito e é destinado ao discernimento da vocação e ao recíproco conhecimento entre a Fraternidade e o aspirante; - Art. 40, § 1 – O tempo de formação, que começa com o rito de admissão, realizado segundo o Ritual, tem a duração de pelo menos um ano. O objetivo deste período é a maturação da vocação, a experiência da vida evangélica na Fraternidade e o melhor conhecimento da Ordem. 04. O primeiro biógrafo de São Francisco nos fala que o nosso pai espiritual, “conduzido pelo espírito”, entra na igrejinha de São Damião e devotamente se entrega à oração. Segue-se o inaudito chamado: - Imediatamente a imagem do Cristo crucifica-

Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída ... do, movendo os lábios da pintura, o que é inaudito desde séculos, fala-lhe, enquanto ele estava assim comovido. Chamando-o, pois, pelo nome, diz: ’Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída’... Prepara-se para obedecer, entrega-se totalmente ao mandato... Desde então grava-se na sua santa alma a compaixão do Crucificado (2Cel 10,3-4.6.8a).


PRONEB

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012- 17

8ª Missa no Terreno do Memorial

Frei Damião T

odo terceiro domingo de cada mês, conforme costume, no terreno onde será construído o futuro memorial de Frei Damião, os frades capuchinhos realizam a celebração eucarística reunindo inúmeros romeiros de Frei Damião. O domingo, 16 de setembro, não foi diferente. Dezenas de fieis animados pelo Frei Lopes, no início da manhã, saíram do Convento em caminhada de fé, percorrendo aproximadamente dez quilômetros. Durante o percurso rezavam, louvavam a Deus e recitavam o terço. Ao chegar ao terreno do memorial, os romeiros conduzidos pelo Frei Lopes foram convidados a realizar as preces e orações no cruzeiro, marco referencial para a construção do memorial. Ás nove horas, Frei Dimas Marleno presidiu a celebração eucarística, concelebrada pelo Frei Lopes. Bastante motivados os devotos entoavam cantos das romarias e recordavam da vida e missão de Frei Damião. O número de participantes na caminhada e celebração vem crescendo a cada missa. Muitos são os romeiros de diversas comunidades que expressam a fé e agradecem a Deus pela vida e missão realizada pelo Frei Damião, frade que contribuiu com a evangelização do povo nordestino. Diversos romeiros recordam, emocionados, os ensinamentos e os transmitem aos filhos e familiares. Ao terminar a missa, os romeiros receberam a bênção final no cruzeiro, recordando a cruz de Jesus, enquanto caminho de purificação. Neste local o Frei Lopes abençoou objetos sagrados, água, chaves, entre outros. O senhor José Antonio, romeiro antes de iniciar a missa, explicou: “Esta é a sexta vez que participo da missa neste local. Eu faço caminhada por romaria. Por isso, venho todo terceiro domingo. Durante o caminho, escutamos e rezamos a Palavra de Deus. Tenho devoção pelo Frei Damião. Os santos ensinam e nos ajudam como se aproximar de Deus. Os pregadores assim como os santos, dão esperança ao povo, para ninguém desanimar. Só encontramos a fé, esperança, força através de Jesus. Frei Damião e os santos nos ensinam o caminho para chegar a Jesus”. Lucicleide Maria da Comunidade Normandia,

Fotos Charles Cavalcanti

Frei Lopes anima os fieis na caminhada de fé

entusiasmada, mencionou: “Sempre que posso, participo. Moro perto e faço o possível para estar na missa. A fé que tenho foi herança de meu pai. Ele era romeiro de Frei Damião e passou para toda minha família os ensinamentos e a devoção.” O grupo de ciclistas no caminho da fé da comunidade de Peladas participou pela segunda da missa. José Pedro, organizador do grupo enfatizou: “Estamos no local do Memorial de Frei Damião. Somos ciclistas e sempre fazemos romarias e participações em eventos da Igreja. Participar dessa romaria é muito importante porque Frei Damião trouxe muitos benefícios para a nossa região e Igreja Católica. Esperamos participar outras vezes desses eventos”. Fé, emoção e devoção eram características visíveis dos romeiros que rodeavam o ícone de Frei Damião, onde faziam orações ao término da celebração. A senhora Edileza Maria expressou: “Tenho fé que Frei Damião estará em nossos altares. Para nós já é santo e a Igreja vai reconhecer isso com a graça de Deus. Eu venho de longe para celebrar a minha fé”. Para aqueles romeiros que não podem participar da caminhada, há um ônibus com saída na praça do Convento, às 8 horas e retorna ao final da missa. Portanto, os romeiros impossibilitados de caminhar podem contar com esse transporte para o translado até o terreno do memorial.


18- Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

REGIONAL

Diocese de Palmares celebrou de

Jubileu de Ouro

Fotos Charles Cavalcanti

N

o último domingo (23), a Diocese de Palmares estava em festa com a celebração do Jubileu de Ouro. As comemorações iniciaram às 10h, com uma reunião dos bispos e arcebispos das 21 dioceses que compõem o Regional Nordeste II, com a participação do Núncio Apóstolico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello. Ao meio dia, houve o hasteamento das bandeiras do B r a s i l , d o Va t i c a n o, d o e s t a d o d e Pernambuco, de Palmares e da diocese acompanhado da repicas dos sinos das igrejas. No final da tarde, às 16h30, o Núncio Apóstolico presidiu a concelebração eucarística com a participação dos bispos, arcebispos do regional e padres da diocese e de outras dioceses. Em preparação para esta data marcante, a diocese vivenciou um triênio pastoral. Ao longo de três anos, iniciando sempre no dia do Sagrado Coração de Jesus, os três símbolos peregrinavam por todas as paróquias. Em 2009, percorreu a capela missionária, em 2010, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e em 2011, o relicário com a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. O bispo de Palmares, Dom Genival, enfatizou: “Muitas Dioceses do Brasil e de outros países estão comemorando o cinquentenário de sua criação, coincidindo com o cinquentenário do início das Sessões do Concílio Vaticano II. Essa iniciativa do Beato João XXIII se revelou muito sábia, por estar no contexto da preparação para o início do Concílio Vaticano II. Dessa maneira, os novos Bispos se tornaram Padres Conciliares e, consequentemente, iniciaram sua ação pastoral com as luzes renovadoras do Concílio.

Dom Fernando e Dom Genival

Pça Cel. Francisco dos Santos, 18 Centro - Caruaru/PE Fone/Fax: 81 3721.2939 / 9112.6939 E-mail.vaniacabeleireiros@hotmail.com

Dom Giovanni D Aniello

Compromisso com o que faz


REGIONAL

Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012 - 19

No Regional Nordeste 2, a Diocese de Palmeira dos Índios e a Diocese de Palmares vivem esse momento de graça. A Diocese de Palmares foi criada no dia 13 de janeiro, pela Bula do Papa João XXIII “Per amplas Ecclesias”; comemora o Jubileu Áureo de sua instalação canônica, no dia 23 de setembro. O Concílio Vaticano II definiu uma Diocese como “porção do povo de Deus”. A Diocese de Palmares, ao celebrar este Jubileu, se vê, no arco desses cinquenta anos, como uma instituição religiosa, a serviço do povo. Além do seu olhar sobre si mesma, a Diocese é vista pela

ótica de pessoas e instituições da sociedade civil e política. Por muitos traços históricos, a Diocese de Palmares é identificada na Mata Sul de Pernambuco, por sua ação pastoral, durante os trinta e oito anos do pastoreio de seu primeiro Bispo e assim prossegue, em sua missão, junto à sua população de 450.000 habitantes, conforme o Censo de 2010, nas 22 Paróquias que estão localizadas nos 18 Municípios do seu território. Qualquer que seja o seu ângulo, essa visão da sociedade civil e política representa uma responsabilidade para a Diocese de Palmares, nessa comemoração de

seu Jubileu Áureo, ante a necessidade de corresponder sempre melhor a confiança e a credibilidade de que goza, perante a população”. Ao final da concelebração eucarística, o bispo de Palmares agradeceu ao Frei Dimas Marleno, frade capuchinho, que desenvolveu a arte-sacra da Catedral de Palmares, construída há 100 anos pelo italiano Frei Caetano de Messina e reinaugurada na ocasião, depois de reformas devido a tragédia das enchentes que atingiram a região. A arte-sacra é expressão de fé no espaço sagrado e contribui para aproximação com o sagrado e evangelização do povo de Deus.

Dr. Kleber Oliveira Barboza CRM 9671 TEOT 7409 Ortopedia e Traumatologia Cirurgia da Mão e Microcirurgia Cirurgia dos Nervos Periféricos Av. Dr. Pedro Jordão, 33 Sala 719 12º andar - Maurício de Nassau Caruaru - PE CEP: 55012.640 81 3721.1390 (marcação 24 horas - 81 9402.7250) SOS Mão Recife - Tel: 81 3087.9595 klebercirurgiadamao@hotmail.com

Monserrate Laboratório de Análises Clínicas


20- Jornal Coração Eucarístico - 1º de outubro/2012

INFORME

Semana Teológica na Paróquia Coração Eucarístico Dias 08, 09 e 10 de outubro de 2012 Tema: 50

anos do Vaticano II

Abertura as 19h30 08 - Frei William - Contexto histórico do Vaticano II 09 - Frei Tiago Santos - Igreja povo de Deus 10 - Irmã Silde Coldobella - A liturgia no Vaticano II

Tríduo a São Francisco de Assis Dias, 1 a 3 as 19h30 Dia 1º carreata da Igreja Santa Clara até o Convento Dia 4 festa na Igreja do Convento às 19h30

A coordenação da catequese comunica que estão abertas às inscrições para batismo de adultos. Os interessados, procurem Edileusa, aos sábados manhã e tarde, na secretaria do convento

Circuito

SINFÔNICO

14 de outubro no Convento às 17h

2012

Orquestra Sinfônic Jovem do conservatório pernambucano de música

Tríduo à Mãe Rainha

15 a 17 Igreja de Santa Clara Domingo 18 festa de encerramento com a procissão saindo da casa de D. Biu

Dia 21 de outubro de 2012 às 21h Missa de envio dos missionários

MeninoJesus de Praga Novenário do dia 19 a 27de outubro Festa dia 28 missa as 8h da manhã com procissão as 16h

Comunidade Nossa Senhora das Graças-Normandia

wwwcomunidadesenhoradasgracas.blogspot.com Acessem e confiram tudo o que acontece em nossa comunidade.

Ed_Outubro_2012  

Jornal Coração Eucarístico

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