Page 1

Ano 1 - Edição 7 - Ferraz de Vasconcelos, De 24 à 30 de Novembro de 2013 - Distribuição Gratuíta

FALTA DE COMPROMISSO OU INCOMPETÊNCIA?

Onda de protestos invade Ferraz

Página 4

Em carta aberta os vereadores Claudio Ramos e Edson Cury rebatem as acusações do prefeito Acir Filló e seus simpatizantes “Não fecho as portas para meu povo e tenho todo o direito de apoiar qualquer movimento popular, ser vereador não me torna cego e deixar de fazer algo pelo meu povo seria covardia.” “Vale lembrar que o povo é o patrão e quem paga os salários do Prefeito e destes “alguns funcionários” que acham que vivem num mundo de fantasia.”

Página 6


2

Publicação do Grupo JC - Diretora Responsável: Marisia Pettinazzi Vilela Diagramação: Rocheli Tugera | Tiragem: 5 mil exemplares Endereço: Av. Hermman Telles Ribeiro, 827 - Cs 12 - Ferraz de Vasconcelos

EDITORIAL

Mídia ou média? Esta semana que passou prova mais uma vez que com certeza tem algo errado com a atual administração da cidade de Ferraz de Vasconcelos. Quem estava na cidade na terça-feira dia 19, viu a manifestação de profissionais da Saúde e Educação que se reuniram no Hospital Regional e desceram a Avenida Brasil até a sede da Prefeitura. Contaram os manifestantes com apoio popular, de políticos que não tem o rabo preso com a administração e até com o apoio da imprensa televisiva e escrita. Chamou a atenção porque no começo do ano a manifestação foi tímida e não reuniu sequer cinquenta pessoas e desta vez chegou a cerca de trezentas, comprovando que a situação está se agravando e que cada vez mais a população e os servidores estão sem retorno da administração ou dos que deveriam governar a cidade desde o início do ano…. Como pode ser visto na afiliada da Rede Globo do Alto Tiete, a manifestação chegou às portas do Prédio principal da Prefeitura e foi barrada, e após muita negociação, um grupo de 20 pessoas foi autorizado a entrar e falar com “segundos em comando” e não com o alcaide da cidade. Até ai tudo dentro da “normalidade da cidade” porque desde que se tem notícia, o Sr. Prefeito Municipal não atende mesmo os munícipes desde que foi eleito, afinal só um terço votou nele mesmo! O que chamou a nossa atenção foi o fato de que nas redes sociais, pessoas que seguramente dependem dele terem quase que imediatamente começado a postar no Face book, desmerecendo e até caluniando as pessoas que participaram da reunião. Até a Primeira Dama, pessoa que sequer se manifesta por

si, só postou sobre o assunto. Além disso, qual a surpresa de vermos no dia seguinte algumas manchetes fabricadas pela “comunicação” do Alcaide, que diziam que ele tinha atendido os professores! Não dá para tapar o sol com a peneira, principalmente na era digital e até o próprio jornal que publicou a enrolação do prefeito, publicou em retranca que houve o protesto. (Aliás os jornais que publicaram a versão da administração do fato são os que mais recebem da mesma inclusive de publicação oficial). Não gostaria que em nossa cidade fosse seguido o exemplo do responsável pela propaganda nazista e também que nossa cidade fosse governada por um mitômano. Eu explico: a frase de Goebbels é clara: UMA MENTIRA MIL VEZES REPETIDA TORNA-SE VERDADE. E mitômano é:Mentiroso compulsivo, mente com tanta convicção que é capaz de crer na própria mentira. Faz da mentira sua principal qualidade. Adquire dependência da mentira e passa a ter necessidade de mentir. Espero sinceramente que este jornal e os que ainda tem um pouco de brio e compostura possam levar a verdade dos fatos que estão acontecendo na cidade de Ferraz até o leitor do recanto mais escondido e de difícil acesso de Ferraz e que a verdade sempre prevaleça sobre qualquer versão mentirosa ou até inventada mesmo dos fatos que ocorram na cidade. Estaremos tentando ser este veículo de comunicação até o fim, mesmo sob pressão ou ameaças, pois acreditamos que a verdade sempre é o caminho real e não queremos viver no País ou na Cidade das Maravilhas: Desce do livro ALICE!!!

Fretado em Ferraz? Se a moda pega... O perfeito e seus asseclas estão querendo que a empresa de Ônibus da cidade seja uma empresa de frete: Diz a voz do povo que eles querem que certa linha de ônibus comece a passar pela prefetura. Mas para que criaturas? Pela quantidade de carros estacionados nos dois lados das ruas em volta da prefeiura quem usaria alinha ? mistérios......

Pior que arrumar um elefante branco é não poder usar ele. Além da vaia generalizada que o perfeito levou da turma do samba no pé no dia da consciência negra provando que eles tem consciência mesmo, também ficou a tirada de um dos secretinos de curtura de Ferraz City. Indagado sobre porque o palco estava na lateral e não na Praça o mesmo respondeu que o bombeiro não aprovava nada no elefante branco! Mas ele não é multicolor? A coluna abre espaço para um dos muitos amigos do Facebook que desta vez tem o previlégio de fazer parte das perolas de Ferraz City

PREFEITO FILLÓ DÁ XILIQUE AO ENFRENTAR PROTESTOS E RECLAMA QUE NO TEMPO DO DR.JORGE NINGUÉM PROTESTAVA - Peraí... Nos últimos quatro anos do Dr.Jorge o Filló era o principal nome de oposição ao Dr.Jorge... se ninguém protestava era por culpa de quem? Será que era por culpa do próprio Filló que era incompetente e não era capaz de mobilizar a população a protestar? Por Peter Net ( valeu amigão)


Dia da Consciência negra

3

Como forma de lembra e comemorar o Dia da Consciência Negra, o Jornal Correio News entrevistou a jornalista Juliana Helena Delfino conhecedora e grande defensora da igualdade racial, garantia dos direito e de respeito aos movimentos afrodescendentes. E o Jornal A Cidade reproduz a homenagem com os devidos créditos pois qualquer informação que seja relevante merece ser reproduzida seja qual for a fonte Perfil Nome: Juliana Helena Delfino Idade: 35 anos Onde nasceu: São Paulo Formação: Jornalista e Historiadora Uma Frase: “O vencer está sempre em sua mãos”. Jornal Correio News: Os movimentos referentes à Consciência Negra e também contra as diversas formas de preconceito cresceram nos últimos anos. Foi uma necessidade natural da sociedade? Juliana: A luta pela igualdade sempre foi algo marcante na história do nosso país. A nossa luta não começou hoje, ela é resultado da resistência das senzalas, das revoltas e levantes, da organização das irmandades dos homens pretos, da sagacidade dos babalorixas, da ginga dos capoeiras e do samba de Tia Ciata. A nossa luta sempre foi contínua e sistematizada, mas por muito tempo insistiram em nos contar uma outra história. Hoje o que existe de fato não é um crescimento dos movimentos, mas sim um avanço no sentido da conquista de direitos sociais, mas tudo decorrente desse processo histórico. Jornal Correio News: Como você avalia os movimentos afros-descendentes em Ferraz de Vasconcelos e Região do Alto Tietê? Juliana: Particularmente eu conheço a história de vida de cada militante do movimento negro da região do Alto Tietê e sem medo de errar digo que o nosso primeiro avanço foi a nossa auto descoberta enquanto homens e mulheres negras plenos de direitos e de cidadania. Digo isto porque cada um de nós antes de partimos para o enfrentamento de luta coletiva, passamos por um processo individual de superação de preconceitos, firmação da identidade negra, autoestima, superação econômica, etc. O nosso movimento passou por esta fase de uma forma praticamente simultânea, por isso hoje eu acredito que estamos amadurecidos para propor e defender políticas públicas de igualdade racial. Compreendemos as nuances e complexidades das relações sociais que ora demandam atitudes su-

tis, ora demandam polêmica e voracidade. Estamos aprendendo a dosar as medidas, estamos no caminho certo. Jornal Correio News: A Região do Alto Tietê e o município de Ferraz de Vasconcelos carregam o estigma de “preconceituosas”, referente aos afros-descendentes? Juliana: Este estigma não é exclusivo da região do Alto Tietê. É algo subliminar, arraigado na cultura de nosso país. Nas relações cotidianas é mais fácil se camuflar o racismo, porém quando passamos para a esfera de poder o preconceito sempre aflora de forma ou outra o racismo aparece, o mais comum são as pessoas tratarem as pautas do movimento negro com uma certa distância, eu acredito que esse sentimento de não pertencimento é o maior empecilho para os avanços na implementação de políticas públicas de promoção de igualdade racial. A ideia é sempre a de que “vou ver o que dá para fazer por vocês”. Não queremos favores. Temos direitos. Jornal Correio News: É notório e fácil afirmar que a senhorita cumpre com sua função de jornalista, de agente de conscientização e defesa das lutas e direitos afros. Qual o balanço das iniciativas e projetos aos quais você está inserida? Juliana: Desde que me formei coloquei o jornalismo em função das minhas atividades comunitárias. Sempre utilizei o dom da escrita para conscientizar e mobilizar pessoas em prol do bem comum. Como toda liderança, tenho meus momentos de desânimos e frustrações, mas a paixão pelas questões sociais me impulsiona em busca de novos desafios. Jornal Correio News: A lei que transforma em feriado municipal foi aprovada em Ferraz de Vasconcelos. Como você avalia esta medida? Juliana: Eu sempre acreditei que iríamos vencer essa batalha. As dificuldades foram tantas que muitos companheiros ficaram pelo caminho, desistiram dessa luta. Mas aos poucos outros atores passaram a fazer parte desse cenário e ajudaram a tornar realidade o Feriado do Dia Nacional da Consciência

Negra em Ferraz de Vasconcelos. Em especial dedico esta grande vitória do movimento negro a minha parceira de luta Rosemari Monteiro. Jornal Correio News: Quais seus planos para o próximo ano? Juliana: O ano que vem pretendo me dedicar mais a minha família, voltar a estudar, quero fazer especialização em História da África. No campo social a minha prioridade será a luta pela cultura em nosso município, junto com outras lideranças, vou lutar pela instalação de uma infraestrutura de cultura e lazer na rua Xingu, Vila Santo Antônio e junto com a UNESF e com a Escola de Samba Raízes quero lutar para incluir o nosso carnaval no calendário oficial de festividades do munícipio. Jornal Correio News: Ainda falta algum detalhe que possa melhorar ainda mais luta pelas causas afros? Juliana: Sim a nossa luta agora é criar o Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da População Negra, resumindo vamos lutar para implementação de políticas públicas de promoção da igualdade racial. Apesar do Censo 2010 apontar que o município de Ferraz de Vasconcelos possui mais de 50% de sua população formada por afrodescendentes os nossos representantes do legislativo e do executivo pouco conhecem sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado em neste mesmo ano pelo Senado. Municípios como o nosso deveriam estar mais próximo da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR ) para buscar orientações e orçamentos para discutir e implantar projetos de Saúde da População Negra, para implantar a lei 10.639/03 que torna obrigatório o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas de todo o país, etc. A cidade de Ferraz também não pode fechar os olhos para o extermínio de jovens negros. O Mapa da Violência da Fundação Sangari apresenta o nosso município na liderança dos mais violentos da região do Alto Tietê. Jornal Correio News: Em resumo, como foi sua vida na infância, adoles-

cência e agora como profissional de sucesso? Houve preconceito? Houve apoio? Juliana: O primeiro presente que lembro que ganhei na minha infância foi um recorte de uma matéria de jornal que o meu pai me deu quando eu tinha 06 anos e estava aprendendo a ler e escrever. Tempos depois ele me deu um quadro que tenho até hoje, o quadro traz a figura de um menino com o caderno aberto e no topo traz seguinte frase: “o vencer está sempre em suas mãos”. Com a minha mãe eu aprendi a ter fé em Deus, equilíbrio e persistência. Hoje me considero uma pessoa vencedora e agradeço muito ao meu pai e toda a minha família. Agora o preconceito é algo que enfrento desde que nasci, isso mesmo, eu não sofro racismo, eu enfrento o racismo. Jornal Correio News: É natural de Ferraz de Vasconcelos? Juliana: Há 35 anos moro na mesma vila, na mesma rua e na mesma casa em Ferraz de Vasconcelos, não sei ao certo, mas acho que só nasci em Itaquera porque na época não havia maternidade em Ferraz. Jornal Correio News: Você participa atualmente de algum projeto ou movimento a favor das lutas afros? Juliana: A luta pela igualdade racial faz parte da minha vida, das minhas relações cotidianas; mas participo ativamente do movimento negro em Ferraz e na região do Alto Tietê. Jornal Correio News: Com sua experiência, que dica daria para os adolescente e jovens afros e também de outras etnias que pretendem lutar por seus direitos e por uma sociedade mais justa? Juliana: O primeiro passo é ter autoestima. Eu gosto de ser mulher negra e sou apaixonada pela cultura afro-brasileira. O segundo passo é apostar na educação, buscar conhecimentos para fundamentar os seus argumentos e discussões. A palavra fundamentada é tudo. Por isso eu digo que o poder é simbolizado por duas ferramentas: a caneta- poder da escrita e o microfone – poder da fala. Essas são as ferramentas da transformação social do nosso país.


4 CAPA

FALTA DE COMPROMISSO OU INCOMPETÊNCIA?

Onda de protestos invade em Ferraz

Na última terça-feira (19), funcionários da saúde e educação mobilizaram-se em frente ao Hospital Regional para protestar contra o descaso do prefeito Acir Filló (PSDB). O protesto reuniu cerca de 300 pessoas, que atravessaram a cidade e seguiram até a Prefeitura. Os líderes da mobilização solicitavam que fosse feito modificações no processo de atribuição, não instalação do ponto biométrico devido à hora cheia e não hora aula reformulação da Lei 227 que rege a educação entre outras reivindicações. Para a surpresa dos manifestante e da imprensa local o prefeito Acir Filló (PSDB) não recebeu os manifestantes e manteve as portas da Prefeitura fechadas, proibindo a entrada das pessoas que lá estavam. Quem recebeu a comissão de 20 pessoas foi o secretário de Governo, Juracy Ferreira (PMDB). Mas as surpresas não pararam por aí, enquanto o protesto acontecia

o prefeito e alguns simpatizantes dele acusavam membros do PT de Guaianases e vereadores pelas redes sociais de agitarem o protesto, chamando professores e funcionários da saúde de baderneiros, irresponsáveis, arruaceiros e entre outras ofensas sem fundamento, sendo que o protesto foi pacifico. Acir Filló tentou de todas as formas desmerecer um protesto legitimo, dizendo que fez muito pela educação e saúde, só que nas redes sociais a aceitação do prefeito não vai nada bem, a grande massa se mostrou favorável a manifestação e criticaram a postura do atual prefeito. Além de criticas a partidos, os simpatizantes do prefeito também chegaram a tecer criticas pessoas à vereadores da cidade, entre os quais Claúdio Ramos (PT) e Edson Cury (PSB). INTIMIDAÇÃO Alguns professores acusam o

prefeito de intimidação, dizendo que na segunda (18), foi passada a informação de quem fosse a manifestação teria o corte de quatro dias no ponto. E, segundo alguns professores, o prefeito pediu aos diretores para convidarem alguns professores para um “café da manhã” com ele, mas acusam o prefeito de ter a intenção de simular uma situação dizendo que os professores estavam felizes e assim tentar desestabilizar o mo-

vimento. DESABAFO Alguns professores da rede municipal manifestaram-se pelas redes sociais e rebateram as acusações do prefeito e se sentiram ofendidos com as palavras de Acir Filló. Além dos professores também se manifestaram na rede diversos segmentos da sociedade em apoio às manifestações e contrários às acusações de utilização politicas das mesmas.


REPERCUSテグ NAS REDES SOCIAIS

5


Em carta aberta os vereadores Claudio Ramos (PT ) e Edson Cury (PSB) rebatem as acusações do prefeito Acir Filló (PSDB) e seus simpatizantes

Carta aberta ao povo ferrazense Essa semana fui acusado e difamado pelo atual prefeito Acir Filló e seus seguidores, mas o que o senhor prefeito esquece é que os funcionários públicos do município não são cidadãos de segunda classe, eles são trabalhadores e merecem respeito pelo serviço que prestam ao município. Apoiei sim o movimento e estive presente durante toda a manifestação e não por politicagem, como fui acusado, mas por me sensibilizar com os professores e

funcionários da saúde, que de forma pacifica reivindicavam o que lhes é de direito e como resposta do senhor prefeito Acir Filló foram impedidos de entrar na Prefeitura que estava de portas fechadas, com guardas por todo lado, como se fossem baderneiros ou vândalos, classificados assim pelo nosso digníssimo prefeito e seus seguidores. Meu gabinete sempre estará de portas abertas aos munícipes, ao contrário do senhor prefeito eu não fe-

cho as portas para quem me elegeu, não fecho as portas para meu povo e tenho todo o direito de apoiar qualquer movimento popular, ser vereador não me torna cego e deixar de fazer algo pelo meu povo seria covardia. Faço parte desse povo, sou filho dessa cidade e me orgulho muito disso. E ao contrário de muitos eu ando de cabeça erguida pelos bairros e centro da cidade, não tenho medo de me expor. Vereador Edson Cury (PSB)

INVERSÃO DE VALORES E O MOVIMENTO PELA SAÚDE E EDUCAÇÃO PÚBLICA Na terça-feira, dia 19 de novembro, ocorreu uma grande manifestação pela saúde e educação pública de Ferraz de Vasconcelos. Neste ato, que juntou aproximadamente 400 pessoas, contava com profissionais da rede municipal de educação, membros dos conselhos da saúde, idoso e mulher, dirigentes sindicais, lideranças políticas de Ferraz e região e munícipes de nossa cidade. A pauta do movimento, que iniciou em frente ao Hospital Regional, era expor o caos da saúde pública em nosso município, em especial, do Governo do Estado de São Paulo, por conta do abandono e descaso com os munícipes de Ferraz e região. Nas falas e nos cartazes dos manifestantes estava expressa a indignação pela falta de médicos e demais profissionais da saúde num hospital de porte regional. Questionaram também a condição da rede municipal de saúde, por conta do agendamento demora-

do e falta de profissionais. A revolta da população era evidente, gritante e revoltante. Os comerciantes próximos ao hospital, que acompanharam a manifestação, saíram em apoio ao ato, por assistirem todos os dias, o desespero e o desrespeito com os usuários da rede pública de saúde. O Secretário de Saúde do Estado, o Dr. David Everson Uip, esteve no hospital a cerca de 40 dias e prometeu resolver a situação. Só que a população já não aguenta mais. Terminado o discurso de várias lideranças, o ato deu a volta no Hospital Regional e tomou conta da Avenida Brasil, sentido centro da cidade. Nesta caminhada a palavra de ordem do momento era a condição da educação pública municipal. Centenas de professores protestavam por melhores condições de trabalho, renda e transparência na aplicação de recursos do FUNDEB. A população que acompanhou o ato apoiava

as reivindicações. A manifestação marchou para a prefeitura para protocolar as pautas de reivindicação da educação e da saúde junto ao Prefeito Municipal e abrir um canal de diálogo. Agora parece que tem gente que fica pregando que o certo é o errado e o errado é o certo. Protestar em nossa cidade virou sinônimo de arruaça e vandalismo. Reivindicar direitos se tornou uma blasfêmia. Parece que não ter médico no hospital é normal e professor não ter condições dignas é natural. Até parece que Ferraz de Vasconcelos virou a terra de Alice no País das maravilhas. Tudo é perfeito e normal. Deixo claro que apoio o movimento REAGE FERRAZ em todas suas bandeiras. Apoio as manifestações ordeiras e pacíficas como a de ontem. Se o povo não tá contente tem que ir para rua sim transparecer toda sua indignação. O povo não quer vi-

ver só de discursos que tudo tá bom, quer viver de prática e ação. Um mandato de vereador tem que servir as necessidades coletivas da população e, se tiver reivindicações justas da população, lá estarei. Um mandato parlamentar não se faz só nos gabinetes. Faz-se nas ruas, nos sindicatos, nas associações amigos de bairros, junto aos estudantes, operários de fábricas, professores e em todo lugar onde houver reivindicações justas. Agora o impressionante é ver nas redes sociais alguns funcionários da prefeitura atacando este parlamentar e marginalizando o movimento, taxando-os de politiqueiros, pilantras. Vale lembrar que o povo é o patrão e quem paga os salários do Prefeito e destes “alguns funcionários” que acham que vivem num mundo de fantasia.

Estes “alguns funcionários” precisavam ir nos próximos atos fazerem a defesa deste governo cara a cara com a população. Carta aberta do Vereador Claudio Ramos (PT)


7 Esta semana dei um role em um Chá de Bebê e lá encontrei a amiga , microempresária e proprietária do Buffet FestKids, e num bate papo resolvi convidá-la a dar uma entrevista em minha coluna.

Kell: A FestKids trabalha só com decorações e buffet? Pamela Tugera: Não. Além de fazermos a decoração e o buffet, damos assistência para diversos eventos disponibilizando aluguel de roupas para casamentos, formaturas e festa de debutante e também aluguel de carros, tudo isso para dar melhor comodidade aos nossos clientes. Kell: Quais são as suas inspirações? Pamela: Primeiramente Deus, depois a minha família

que batalha comigo dia a dia.

Kell: Qual é o foco maior da sua empresa? Pamela: Festas Infantil e Adulto, Chá de Bebê, Chá de Panela e aindaconfeccionamos lembrancinhas para todas as ocasiões.

presa familiar. Nossa equipe é formada pela, D. Lucia (mãe), D. Vanete (sogra), Simone Reis (prima), minha irmã Rocheli que cuida de toda a parte da divulgação, e minhas primas Fernanda e Daniela que fazem a divulgação pelo o ``facebook´´ (Estrela Guia e Dani Biscuit +) além da grande ajuda do meu marido Rodrigo e do meu pai Francisco, que auxiliam no transporte e instalação.

Kell: Fale um pouco a respeito da sua empresa? Pamela: Somos uma em-

Buffet FestKids contatos: festkids307@yahoo.com.br - tel: 2862-4315

Kell: A quanto tempo você está nesse ramo? Pamela: Iremos completar 5 anos de muito sucesso.


Esta semana a coluna abre espaço para as sempre festeiras Andreza Calábria e Juliana Delfino, que conduziram o evento do Dia da Consciência Negra com maestria. Elas provaram que não é por que não se tem dinheiro público que não se pode realizar um evento de qualidade, alias a parte que deveria ser do poder público ficou a dever e muito, mas a festa e o brilho do povo do samba e da coragem prevaleceu e merece destaque na coluna. Se servir de incentivo: continuem sempre assim e contem comigo sempre meninas!!!!!!!!!!!!!! Beijos mil!!!!!


24 11 a cidade  
Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you