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O PINHAO JORNAL DO AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE PINHAL DE FRADES 1,5 pin’s Janeiro 2007

ESCOLA BÁSICA 2,3 DE PINHAL DE FRADES

CORTA–MATO ESCOLAR Pág. 20

TRILHANDO PERCURSOS

PROJECTO COMENIUS

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Pág. 7

VISITAS DE ESTUDO Pág.s 6, 8, 9,


O PINHAO

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Com o início de mais um ano lecti-

A minha nova escola

vo, novos desafios se nos deparam. Para a equipa que aceitou envolver-se neste projecto ( s em saber muito bem no que se estava a meter, diga-se! ) , este será, sem dúvida, um desafio novo e que esperamos que se venha a revelar enriquecedor para a Escola e para nós. À partida, a nossa fasquia já está alta: pretendemos dar resposta a duas expectativas distintas ( mas não indissociáveis ) : por um lado, esperamos conseguir evoluir e inovar algo e, por outro lado, pretendemos corresponder com reconhecimento à herança de

O primeiro dia de aulas só com os 5º anos foi divertido. Era tudo muito mais sossegado. Conheci algumas professoras e outros colegas que não conhecia. No dia seguinte, já houve mais confusão. Já estavam todos os alunos da escola. Ainda levei alguns empurrões … Mas adaptei-me bem, acho eu! Afinal não é tão má como me contaram… Gosto muito desta escola porque é grande e também muito divertida… (tem o C.R.E., o Bar, etc …). O que ainda me cria dificuldades é o cartão. Atrapalha-me um pouco. Mas acho que o cartão é melhor do que trazer dinheiro, senão ainda nos roubavam!... Penso que este ano me vai correr bem e, para já, adoro “A minha nova Escola”.

qualidade que nos foi deixada pelas

Catarina Francisca Vieira de Freitas

equipas anteriores. A essas equipas,

5º D – Nº 6

de quem herdámos o testemunho, devemos o grande mérito de terem desbravado o caminho mais difícil que foi percorrido até aqui. É nosso objectivo que este jornal

Quando vim para esta escola

não seja apenas o reflexo da nossa

estava um pouco nervosa, porque sabia

iniciativa e do nosso trabalho. Esperamos que o mesmo, além de dar visibilidade ao que se passa no Agrupamento, seja também um canal que dê voz às pessoas que nesta comunidade

que muitas coisas iam mudar, tais como: ter muitos professores, andar na escola com meninos mais velhos que eu, haver C.R.E. para os alunos o frequentarem, isto entre muito mais coisas. Demorei algum tempo a adaptar-me porque os professores nesta escola são muito mais exigentes do que os do primeiro ciclo. Nesta escola há muitas coisas que eu não gosto, tais como: não haver giná-

trabalham e convivem. Só deste modo

sio para fazer Educação Física, as salas de aula não terem ar condicionado e as

sentiremos que cumprimos a nossa

casas de banho não terem higiene, mas também gosto de muitas coisas, como

missão.

haver C.R.E., haver cantina, ter aulas de Educação Física.

Para tal, esperamos pelas críticas e sugestões dos leitores e pela sua participação activa nas rubricas e nos artigos publicados. O futuro que se avizinha indicia grandes mudanças para todos. Se este jornal servir não só como um veículo de divulgação de experiências, mas também como um espaço de partilha de opinião, cremos que todos teremos algo a ganhar com isso!

A única coisa em que eu ainda tenho dificuldades é ir ao bar, porque está sempre uma fila enorme. Eu penso que o resto do ano me vai correr bem, porque eu vou-me esforçar muito. Margarida Freitas Furão Nº:14 5-ºD


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RECEPCAO AOS PROFESSORES Claquete, Luzes... RECEPÇÃO!!! Ainda o mês de Setembro mal começara e já a escola acolhia os novos docentes do Agrupamento para assinalar o arranque de mais um ano lectivo. A profª Aurora Tavares iniciou a sessão com um discurso de boas-vindas a todos os professores e fez questão de homenagear, em nome da escola, as colegas Luísa Sousa, Eduarda Almeida e Mº das Dores Martins que se aposentaram este ano e que aceitaram o convite para estarem presentes nesta recepção. De seguida, procedeu-se ao “ R itual de Iniciação ” dos novos professores, criativamente conduzido pela equipa de professores Elsa Mouzinho, Sílvia Junqueira e Paulo Rodrigues, nos papéis respectivos da digníssima Sra Ministra Milú e dos seus fiéis assessores. De acordo com as orientações daqueles professores, e com a colaboração das colegas do grupo de Educação Musical, todos os presentes se envolveram em divertidas prestações que, ora na base do improviso, ora cumprindo o guião fornecido, fizeram rir a bandeiras despregadas assistência e actores. Com a boa disposição na ordem do dia, a recepção terminou num restaurante onde todos almoçaram e conviveram animadamente.


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11º Aniversario da escola

PARABÉNS! A escola esteve em festa! No dia 10 de Outubro, a escola assinalou o seu 11º aniversário com um conjunto de actividades lúdico-didácticas que envolveram todos os alunos e professores da escola. Cada departamento curricular preparou uma série de provas, no âmbito da sua disciplina, destinada à resolução pelos alunos, ao longo de um percurso, previamente preparado, dentro do recinto da escola. Cada turma, orientada por dois professores, começou por organizar a sua estratégia para a realização da “ G incana do Conhecimento” e deu o seu melhor para superar os diferentes desafios que surgiam a cada momento do percurso. Nem a chuva torrencial que caiu da parte da tarde conseguiu diminuir o entusiasmo dos alunos participantes. No final do dia, feito o balanço, os professores viram o seu esforço recompensado nos rostos felizes dos alunos que viveram este dia de escola diferente.


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11º Aniversario da escola “ O 10 de Outubro do 6º G “ No dia 10 de Outubro comemorou-se mais um aniversário na nossa escola. Primeiro, fomos para uma sala, acompanhados por dois professores, o nosso Director de Turma e a professora de Português. Aí foi feita a distribuição dos alunos pelas disciplinas da “ Gincana do Conhecimento ” , actividade do nosso 10 de Outubro. Eram grupos de três alunos distribuídos pelas diferentes disciplinas e respectivos postos de conhecimento. O objectivo era o de responder ao maior número de questões – acertar era sinónimo de mais pontos! No final, cada turma comeu um bolo de aniversário da nossa Escola. Que espectáculo! Gostei mais deste aniversário, pois o ano passado… nada fizemos! Parabéns à Escola Básica 2,3 de Pinhal de Frades! Gonçalo Cunha, 6ºG

Aniversário da escola Este ano, a escola festejou o aniversário com uma iniciativa diferente! Foi uma experiência divertida e enriquecedora, porque houve actividades que nunca se tinham realizado ao longo dos 4 anos que cá estivemos. Todos os alunos estiveram envolvidos, competindo por turmas, nos vários desafios que as disciplinas prepararam. O convívio foi mesmo muito animado! Já sentimos saudades da escola e ainda não a deixámos! Que pena esta escola não continuar até ao 12º ano! As turmas 9ºF e 9ºH


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JARDINS DE INFANCIA

“DESCOBRE O TESOURO QUE EXISTE DENTRO DE TI”

No dia 21 de Novembro de 2006, os três grupos dos Jardins de Infância do Agrupamento fizeram uma visita ao Museu das Crianças para conhecerem a exposição “Descobre o tesouro que existe dentro de ti”. Esta é uma exposição interactiva, onde as crianças têm a possibilidade de experimentar materiais e reflectir sobre os sentimentos, os seus desejos e gostos. Podemos constatar pelo texto seguinte do sucesso da visita.

“ O QUE AS CRIANÇAS DISSERAM NA SALA: ” Fomos de autocarro para o Museu das Crianças. O auto-

Eu tive medo do sótão com as teias de aranha. Gostei do

carro era muito grande, de 1.º andar porque eram muitos

bosque da bruxa e do jardim encantado; (João

meninos, dos três jardins de infância; (Tatiana)

Eu gostei mais da bruxa que tinha doces e rebuçados;

Gostei de ter ido ao Museu das crianças;( João

(Susana)

Miguel)

Pedro)

Passámos a Ponte 25 de Abril. Debaixo da ponte havia

Gostei muito da história do gigante no bosque da bruxa;

muita água com tubarões lá dentro e peixinhos e chegá-

(Miguel)

mos ao museu que fica no Jardim Zoológico em Lisboa;

Eu gostei muito da história e dos animais; (Sara)

(Rita)

Gostei muito do palhaço, porque inclui um balão;

Gostei muito da casa da bruxa onde ouvimos uma história. Eu escolhi para a história um rei e uma rainha, junti-

Gostei do labirinto escuro, que deitava luz e as batas

nhos num quadro; (Fábio) Gostei de tudo mas mais de ouvir a história; (Sofia) Gostei muito da casa da bruxa, porque era muito divertida; (David) Gostei muito do palhaço porque carregávamos nos pés e ele enchia o balão. O nariz e o cabelo do palhaço, ficava todo espetado… (Gonçalo

(Daniel, Catarina e Beatriz) mudavam de cor. Era um túnel mágico; (Ruben) Gostei mais da história e encontrei a caixa com o ouro;

(Filipe) Só gostei da bruxa atrás do livro e mais nada; (Rafael) J.I. Qta. dos Morgados

Loura)

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PROJECTO COMÉNIUS E A EDUCAÇÃO PRÉ— ESCOLAR No passado mês de Outubro, decorreu em Mechelen, na Bélgica, a reunião de trabalho com as escolas parceiras do Projecto “ Valores comuns para a nova Europa” , no âmbito da Agência Nacional SócratesComénius. A visita sucedeu entre os dias 24 e 29 de Outubro, estando presentes educadores e professores de escolas e/ou jardins de infância da Bélgica, Grécia, Estónia, Portugal, Itália e Espanha. Com este projecto, pretende-se conhecer os sistemas educativos destes países, metodologias e actividades pedagógicas desenvolvidas na educação pré-escolar, assim como estabelecer relações pessoais, sociais e profissionais que alarguem os horizontes de cada um que partilha este projecto. Alicerçados neste objectivo geral, são trabalhados temas como a Multiculturalidade, Respeitar-se e respeitar os outros, Igualdade de oportunidades entre os sexos, a Alimentação Saudável, os Sentimentos… Este Projecto tem um símbolo: a boneca “ Louise ” que reforça os laços entre os intervenientes, fazendo uma viagem a todos os países, visitando as escolas e as crianças, trazendo-lhes correspondência e lembranças dos seus amigos “ e strangeiros ” . Um projecto como este, onde se ultrapassa “ fronteiras ” , pode tornar a profissão Educador mais excitante e gratificante. Se quiserem saber mais sobre Projectos Coménius- Parcerias entre escolas consultem o site: www.socleo.pt. Profª Ana Arraia


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hALLOWEen Dia 31 de Outubro de 2006 decorreu um

escola.

desfile com o tema: “ Halloween ” na nossa

Para além do desfile, houve também um

escola, organizado por alunas do 9ºC.

concurso de abóboras e vassouras que

Todos os participantes foram muito bem

estavam muito aterradoras e divertidas.

vestidos e começaram a desfilar às 12h30. Os fatos estavam assustadores e a maioria eram bruxas. O desfile durou ape-

No concurso de abóboras ganhou a equipa do 7ºA, constituída pela: Sara Pereira, nº 18, e pela Susana Silva, nº 20.

nas 30 minutos. E, no fim, anunciaram os

O júri era composto por 3 professoras, 1

vencedores: em 1º lugar ficou a Joana Gon-

funcionária e 1 aluno que elegeram os ven-

çalves, nº12, do 5ºD, com um vestido preto e

cedores dos concursos.

um nariz de bruxa, em 2º lugar ficou o “ C onde Drácula ” , com um fato preto e

Nós adorámos esta actividade porque foi muito divertida para toda a gente.

vermelho e uma dentadura de vampiro e em

Joana Gonçalves nº12 e Marisa Gomes nº16 do 5ºD.

3º lugar ficou a Ana Margarida Mira, nº2, do 5ºD, com um vestido de bruxa roxo e cor-derosa . O desfile decorreu no corredor que leiga os dois pavilhões. O espaço estava decorado com desenhos relacionados com o “ H alloween ” , bem como outros locais da

Ed. Moral religiosa católica ço fomos brincar. A maioria foi para o “ Toys-r-us ” e No dia 7 de Dezembro, 47 alunos foram à visita

para o parque que se encontra à sua frente. Às

de estudo de E.M.R.C. De manhã, às 8h20m já esta-

15h30m em ponto estávamos na porta à espera que

vam todos no portão da escola para fazer a chamada.

nos chamassem para irmos para o autocarro.

Depois da chamada, seguiu-se a entrada para o

De seguida fomos ao “ Cristo Rei ” . Quando

autocarro. Chegámos ao “ C oliseu dos Recreios ” , em

lá chegámos o vento soprava com muita força. Subi-

Lisboa, às 10h. Quando entrámos, estava vazio. Vi

mos no elevador em três grupos, passámos pela sala

logo que éramos os primeiros a chegar. A pouco e

das recordações e, por fim, chegámos lá acima, aos

pouco foram chegando infantários e, uma hora de

pés do “ Cristo Rei ” . Via-se tudo: a ponte, as casas,

depois, estava cheio de gente. O espectáculo de circo

os carros minúsculos, tantas coisas! Regressámos à

começou às 11 horas com um acrobata, seguido de

escola por volta das 17 horas e fomos para casa.

malabaristas, palhaços, patinadores, mágicos entre

Eu gostei muito desta visita de estudo porque

muitos outros. Quando acabou, saímos ordenadamen-

nunca tido ido ao “ Coliseu dos Recreios” nem ao

te e dirigimo-nos para o autocarro que nos transportou

“ C risto Rei ” . Foi espectacular!

até ao “ Almada Fórum ” , onde fomos almoçar. Uns comeram piza, outros hambúrgueres e depois de almo-

Marisa Gomes n.º 16 5.º D


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Visitas de estudo «O Cavaleiro da Dinamarca» no teatro

No dia 22 de Novembro, as turmas de 7 º ano foram assistir à representação de uma peça de teatro inspirada na obra «O Cavaleiro da Dinamarca», de Sophia de Mello Breyner. A representação teve lugar em Lisboa, nas instalações da companhia de teatro O Sonho. Esta iniciativa permitiu aos alunos deste ano de escolaridade uma aproximação diferente à obra que se encontram a estudar. O balanço final foi positivo e permitiu também que muitos alunos contactassem, pela primeira vez, com a adaptação de uma obra literária ao teatro.

Teatro & Matemática No dia 27 de Novembro de 2006, as turmas de 9º ano da nossa escola deslocaram-se a Lisboa para assistirem, da parte da manhã, à representação do «Auto da Barca do Inferno», levada à cena pela companhia de teatro O Sonho. Todos adoraram, até porque, como já vai sendo o hábito desta representação, alguns alunos foram convocados para o palco e puderam viver a experiência da função teatral para além do seu lugar da plateia. São os riscos imponderáveis do teatro! Certo é que com esta companhia, os riscos da representação não correm apenas por conta dos actores! Público e actores fazem todos parte , afinal, do mesmo elenco. Claro está que, no final, a satisfação de todos foi plena! Da parte da tarde, as turmas rumaram ao Parque das Nações. Após o almoço, cumpriu-se outra actividade prevista: o Peddypaper da Matemática. Despertando conhecimentos e de olhar bem atento, as equipas procuraram resolver os desafios matemáticos que eram sugeridos em determinados pontos do recinto. Foi um dia bem passado!


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Trilhando Percursos ... Três professores diferentes, três percursos distintos... O que os une? O mesmo gosto pela profissão que escolheram. Miguel Lavrador, 28 anos, é docente de Matemática há 5. Professor do Quadro de Zona Pedagógica de Setúbal, ficou colocado nesta escola por três anos. A família reside em Chaves e por isso, aos fins-de-semana, o país torna-se demasiado grande para percorrer a distancia que o separa das raízes. Filho de professores, já conhecia de cor o seu destino. Quanto à escolha da profissão, ele fêla por gosto! «O Pinhão» - O que é que te levou a escolher esta profissão? Miguel – Provavelmente foi o facto de ter pais que são professores e que gostam de o ser . O exemplo que tinha em casa foi determinante. Mas sempre achei que ser professor pode ajudar este país a andar para a frente e, por isso, tento dar o meu contributo, transmitindo aos jovens conhecimentos que domino. «O Pinhão» – E porquê ser professor de Matemática e não de outra disciplina? Também foi devido aos exemplos de casa? Miguel – Também foi pelos exemplos de casa, mas foi sobretudo porque sempre fui bom aluno a Matemática, sempre gostei muito da disciplina e já como aluno, no 7º, 8º e 9º ano, isso era algo em que eu pensava, ser professor de Matemática. «O Pinhão» - E o que é, para ti, ser professor de Matemática actualmente, nesta escola, com as mudanças que o sistema tem trazido? Miguel – Não é fácil ser professor de Matemática em escola nenhuma. Nesta escola, as turmas que eu tenho até não são más, por isso, não tem sido muito difícil. Mas também lecciono Apoio Pedagógico Acrescido. Aí tenho alunos com dificuldades e com esses já é mais difícil. Mas ser professor de Matemática, no geral, não é fácil! A Matemática é uma disciplina mal vista pela sociedade, com um grande estigma social. Os alunos não gostam das matérias e a maioria nem sequer se esforça para vencer as dificuldades. Consequentemente, põem a disciplina de parte. «O Pinhão» - E achas que essa é uma atitude que eles revelam só com a Matemática ou que é transversal a outras disciplinas? Miguel – Se calhar também é transversal a outras disciplinas, mas na Matemática nota-se mais, devido às elevadas taxas de insucesso.

«O Pinhão» - Quais são as tuas expectativas quanto ao futuro, quer em termos da tua evolução profissional, quer em termos da tua disciplina? Achas que vamos conseguir “dar a volta” ao insucesso na Matemática? Miguel – Não, com estas medidas não. As medidas que têm que ser tomadas têm que ser medidas muito mais de fundo, e não é com planos de acção “a brincar” que vamos conseguir dar a volta à Matemática. Enquanto os alunos puderem chegar ao 11º ano com negativa a Matemática, não há nenhum plano que possa resolver este insucesso. Os alunos têm que perceber que ter uma negativa a Matemática é algo que tem consequências. Neste momento, com a sociedade que temos, os jovens não têm brio em ser bons alunos. Cada vez se vêem menos estudantes que se esforcem para ser bons alunos, apenas pelo mérito que isso lhes dá. «O Pinhão» - E achas que os pais estimulam esse brio nos filhos? Miguel – Os pais deveriam estimular esse brio, mas provavelmente não o conseguem fazer!... «O Pinhão» - E o número de alunos que temos por turma permite que se faça um bom trabalho, nomeadamente junto daqueles que revelam maiores dificuldades? Miguel – Claro que não! O número de alunos é excessivo em todas as turmas e isso também compromete negativamente o sucesso deles. «O Pinhão» - Mudando de assunto, se hoje pudesses voltar atrás, no teu percurso académico e profissional, voltarias a tentar o ensino e, novamente, na área da Matemática? Miguel – Essa é uma pergunta complicada!... Eu gosto de ensinar e sintome bem dentro da sala de aula, porque faço aquilo que gosto de fazer. No ensino, em geral, não sei se me sinto tão bem... Desde há um certo tempo que os professores são constantemente maltratados e são mal vistos pela sociedade. Se o panorama da educação e da carreira docente continuar assim, ou se piorar (o que já nem estranho!), acho que consideraria mudar de rumo. Felizmente, ainda tenho uma idade que me permite encarar essa hipótese com alguma facilidade. Se a minha situação profissional piorar, espero ter a possibilidade de fazer outra coisa, numa outra profissão onde me sinta mais reconhecido, em que não me sinta permanentemente atacado por pessoas que muitas vezes não sabem do que falam. Principalmente, agora, que até se fala de uma avaliação dos professores, que não se sabe muito bem como é que vai ser feita, talvez esta seja a altura certa de escolher outra área ou emprego em que a minha avaliação dependa exclusivamente de mim, dependa apenas do meu esforço e do meu desempenho. Receio que isso não venha a ser assim no ensino, porque a avaliação de um professor não vai depender só do seu desempenho. Dependerá também dos resultados que os seus alunos tiverem. Por exemplo, no ano passado, eu estive numa escola onde os meus alunos tinham uma elevada percentagem de negativas. Muito superior àquela que tenho este ano. Será que foi nas férias que eu aprendi a dar aulas?! Eu sei que não... Eu sou o mesmo professor, tenho é alunos diferentes!


11 «O Pinhão» - E temes que o insucesso, possa pesar negativamente na tua avaliação de desempenho? Miguel – Eu receio sobretudo que a avaliação não seja séria! E se olharmos àquilo que se passa no país, eu tenho quase a certeza de que não o vai ser. Penso que os bons professores não vão ser recompensados. Sempre que tentam comparar-nos com países nórdicos, como a Finlândia, esquecem que somos um povo tipicamente latino, que encara os deveres de cidadania de uma forma muito diferente, menos séria! Se pudermos “atalhar caminho”, não hesitamos, o “factor cunha” está muito enraizado na nossa mentalidade e eu acho que isso vai influenciar negativamente a nossa avaliação. «O Pinhão» - Em suma, podes afirmar que hoje te sentes realizado como professor? Miguel – Sinto-me realizado quando estou numa sala de aula a trabalhar com os meus alunos. Fora de uma sala de aula, não me sinto nada realizado!

Luísa Sousa, docente do 1º Grupo, do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Básica 2,3 de Pinhal de Frades. Leccionou nesta escola até final do ano lectivo 2005/2006. Foi professora durante 27 anos: os primeiros 11 como professora provisória e os outros 16 como professora efectiva. Iniciou a carreira no período de rescaldo de uma revolução, trilhou outros caminhos e reconciliou-se irremediavelmente com o ensino. Actualmente, está aposentada.

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de turma e ainda duas turmas de supletivos, que naquela altura eram as turmas dos alunos especiais. No ano seguinte, fui logo chamada para fazer o estágio. Só que era em Estremoz! Foram dois anos muito complicados, sinceramente! Tive que arranjar quarto para lá ficar, as minhas filhas, nessa altura tinham 12, 14 anos e lembrome que nos primeiros dias eu ia para lá, no autocarro, a chorar! Eu só via a família ao fim-desemana e isso para mim foi um choque terrível! E o estágio foi rigorosíssimo! Não havia trabalhos de grupo, era tudo feito à moda antiga e os testes... Nem eram testes, eram exames! Com os professores todos a vigiarem! Após o estágio, consegui colocação em Setúbal, depois fiquei efectiva na Quinta do Conde e mais tarde, quando esta escola abriu, concorri e fiquei cá colocada. Na verdade, esta escola ainda nem existia. Nós nem sabíamos onde é que nos íamos apresentar! Depois de alguns telefonemas é que percebemos que nos tínhamos que ir apresentar à DREL! Portanto, vim inaugurar esta escola em 1995! Fiquei muito feliz! Primeiro, porque já estava livre daquela instabilidade de andar de lado para lado e porque aqui nós éramos quase como uma família, pois a escola abriu só com cinco turmas de 5º ano e quatro de 7º. E a escola era novinha em folha e eu não sabia o que isso era! Para mim, foi um luxo! «O Pinhão» – E tu, Luísa, lembras-te do teu primeiro dia de aulas?

Eduarda Almeida, docente do 2º Grupo, do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Básica 2,3 de Pinhal de Frades. Leccionou nesta escola até final do ano lectivo 2005/2006. Ser professora foi um sonho que conseguiu concretizar, vencendo inúmeras dificuldades. E fê-lo com espírito de missão durante 20 anos. Actualmente, está aposentada. «O Pinhão» - Como foi o início da vossa carreira? Luísa – O início da carreira foi a saltitar de escola para escola. Tive a sorte de fazer o estágio numa escola da zona e, felizmente, nunca me afastei daqui. O mais longe que estive foi em Setúbal. Mas só “assentei arraiais” quando me efectivei. Eduarda – O início da minha vida activa não foi como professora. Comecei por trabalhar em empresas particulares e noutros serviços do funcionalismo público. Embora fosse o meu sonho tirar um curso na área das letras, como vivi em Angola e lá não tinha essa possibilidade, só quando retornei a Portugal e estabilizei cá a minha vida é que retomei os estudos. Nessa altura, eu já pertencia ao quadro da Câmara Municipal, mas o que eu queria mesmo era vir para o ensino. Digamos que, ser professora, foi mesmo uma opção de vida, porque esse sempre foi o meu objectivo. «O Pinhão» – E como recordas a tua 1ª experiência a dar aulas? Eduarda – Olha, a minha 1ª escola, em 1986, foi a Pintor Columbano, que hoje já não existe. Aliás, já nessa altura a escola estava em condições deploráveis, chovia dentro das salas, havia ninhadas de gatos debaixo do soalho, aquilo era o caos! No meu primeiro dia de aulas, lembro-me que ia aterrorizada para a escola! A minha sorte foi ter tido uma delegada de Língua Portuguesa que me apoiou muito. Eu dava muitas aulas por semana, de Língua Portuguesa, tinha duas direcções

Luísa – Olha, lembro: foi em 1975, naquele ano louco, logo a seguir à revolução, e foi na Paulo da Gama. Foi terrível! Se hoje há pouca disciplina, naquela altura não havia disciplina nenhuma. Assim que entrei na sala, pela 1ª vez, os alunos tinham feito um desenho obsceno a toda a largura do quadro! Foi uma altura para esquecer e, no fim daquele ano, decidi: Nunca mais vou dar aulas, não estou para isto! E então fui fazer outras coisas. Trabalhei num sindicato, trabalhei na Caixa de Previdência e só ao fim de 3 ou 4 anos é que resolvi voltar a concorrer ao ensino. Fiquei então colocada em Setúbal, na Bocage, a fazer uma substituição de um colega que tinha falecido. Então, aí, tive uma turma espantosa! Acho mesmo que depois dessa, só tive mais umas duas ou três tão boas, ao longo de toda a minha carreira. Aquela foi mesmo a turma que me reconciliou com o ensino! No início, os miúdos, que estavam habituados com o outro professor, faziam-me perguntas sobre coisas que eu nem sabia o que eram. A minha sorte foi o meu delegado ser uma pessoa excepcional, que me ajudou imenso, e por outro lado, eu não tinha qualquer acanhamento em expor os meus receios ou as minhas dúvidas. Como ninguém nasce ensinado, nós temos que confessar as nossas fraquezas se queremos receber ajuda. E foi mesmo isso que eu fiz! Nesse ano tive duas turmas de supletivos diurnos. No dia em que recebi o horário, chorei que me fartei, porque sabia que eram turmas difíceis. Mas afinal, foi uma experiência fabulosa! Eram alunos com dezasseis, dezassete, dezanove anos, com imensos problemas. Lembro-me, inclusive, que nesse ano cheguei a ir visitar à


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cadeia um aluno que foi preso. Eram jovens com experiências de vida terríveis, mas, no fundo, só queriam que alguém lhes desse alguma atenção. Acabei por criar laços com todos os alunos, de tal maneira que, mais tarde, até fui madrinha de casamento de uma aluna! «O Pinhão» – Fazendo um balanço de tudo, quais foram as maiores alegrias e as maiores dificuldades da vossa carreira? Luísa – Para mim, as maiores alegrias aconteceram nos anos em que tive turmas muito boas, com quem trabalhei e desenvolvi actividades extraordinárias. Recordo um 5º e 6º D, que agora estão no 8ºD, com quem desenvolvi a escrita criativa. A turma tinha uma aluna que escrevia lindamente. Do que me lembro de pior, penso que é a indisciplina, que tem vindo a aumentar de dia para dia.

vários projectos... Foi um trabalho árduo, mas compensador! Neste último ano, tal como a Luísa, já não me sentia com capacidades para aguentar as exigências da profissão. Acho que as coisas, actualmente, estão muito pouco motivadoras para os professores. Além das dificuldades próprias da profissão ainda se somam os entraves à progressão na carreira, o aumento da idade da reforma para os 65 anos... Com essa idade, a maioria das pessoas já não tem grandes capacidades físicas e psicológicas. Com o perfil de alunos que temos, com o elevado número de alunos por turma, é impossível aguentar! Felizmente, já cumpri a minha missão e sinto-me muito aliviada por me ter aposentado, «O Pinhão» – Que conselhos dariam a quem se inicia presentemente nesta profissão?

«O Pinhão» – Ainda sentiste isso, enquanto professora nesta escola?

Eduarda – Acho que os novos colegas têm que ter muita força para suportar estas mudanças que se avizinham. Da forma como as coisas estão, eu não incentivaria ninguém a seguir esta profissão!

Luísa – Senti isso ainda enquanto professora nesta escola! Nos primeiros anos em que cá estive, creio que as coisas se passaram relativamente bem. Mas 5 anos depois, a indisciplina começou a aumentar, a aumentar, e no ano passado, que foi o meu último ano, foi terrível!

Luísa – Nem eu! Aliás, as minhas filhas nem nunca pensaram ser professoras, porque viam bem o trabalho e o esforço que eu despendia!

«O Pinhão» – E achas que isso tem a ver com o facto de a escola ter cada vez mais turmas ou pensas que isso é uma tendência generalizada, que até ultrapassa a escola? Luísa – Eu penso que isto é uma situação que ultrapassa a escola. A impunidade com que neste momento as coisas e as pessoas são tratadas, faz com que elas achem que só têm direitos. Para as pessoas, a democracia resume-se a ter direitos! E nada mais! Perante isto... Eduarda – Para mim, a minha maior alegria foi terminar o meu estágio com uma boa nota. Foi uma fase de grande sacrifício para mim. No que respeita à indisciplina, creio que no início da minha carreira se conseguia estabelecer uma boa relação com os alunos. A situação não era tão caótica como agora. De facto (estou de acordo com a Luísa), ultimamente, a situação ultrapassa os professores e as próprias escolas. Acho que terá mais a ver com as famílias, com a impotência da própria sociedade em resolver certos problemas. «O Pinhão» – E sobre as várias reformas que ocorreram no ensino e que vocês testemunharam, como é que avaliam a sua eficácia, ao longo destes anos? Luísa – Acho que a maior parte delas eram escusadas! Aliás, só vieram agravar a falta de conhecimentos dos alunos. Pode ter havido uma ou outra, estou a lembrar-me de quando iniciámos a experiência do Estudo Acompanhado... Eduarda – A gestão flexível do currículo... Luísa – Sim, essa também... Foram dois anos muito interessantes! Trabalhávamos mais em equipa, e com os alunos, um maior número de horas. Foi uma experiência muito positiva, do meu ponto de vista. Quanto a outras reformas, sinceramente! O que eu acho é que, neste momento, o Ministério da Educação tem demonstrado uma enorme falta de respeito pelos professores. E isso, para mim, é de tal forma evidente que, no ano passado, fiquei feliz quando meti os papéis para a reforma! Para mim é inadmissível a forma como têm tratado os professores! «O Pinhão» – E tu, Eduarda, o que pensas das várias reformas que se têm feito? Eduarda – Acho que o ensino, nos últimos anos, não tem sido mais do que um mero palco de experiências! Também assisti a várias reformas e creio que aquela que achei mais enriquecedora foi a implementação da Gestão Flexível do Currículo. Sobretudo nesta escola, em que isso foi feito a título experimental e não como uma obrigação. Essa experiência permitiu-nos trabalhar em equipa, partilhar experiências, desenvolver

«O Pinhão» – Pensam que a tutela tem recompensado os professores ou, pelo menos, reconhece esse esforço de que a Luísa fala? Luísa – Penso que não reconhece... Eduarda – Acho que cada vez exige mais e de mais! Luísa – Nem é só isso! Penso que o Ministério trata os professores como se fossem imbecis e é claro que ninguém gosta de ser tratado assim! E depois, não dá valor nenhum ao esforço dos professores, nem ao trabalho que eles têm. Quer seja um trabalho que se veja ou não. Porque muito do trabalho de um professor é feito em casa e só a família dele é que testemunha isso! Acreditem: uma das coisas que me deu mais prazer, ao aposentar-me, foi poder finalmente desfrutar do fim-de-semana, sem estar sempre preocupada com os testes, a preparação das aulas, etc!... «O Pinhão» – Se a tutela vos ouvisse neste momento, o que é que gostariam de lhe transmitir? Eduarda – Eu gostaria que as pessoas que legislam dessem aulas! Talvez nesse momento compreendessem melhor as nossas dificuldades. Luísa – Pois eu gostaria de pedir-lhes que respeitassem para serem respeitados. E gostaria de lhes lembrar que só uma sociedade culta é uma sociedade livre! «O Pinhão» – Apesar da vossa experiência, no ano passado, já ter sido penosa, qual é a sensação de regressar à escola com o estatuto de professor aposentado? Eduarda – Com muita alegria! Apesar das dificuldades do ano passado, isso não apaga os bons momentos aqui vividos e sabe muito bem regressar e rever os colegas e os antigos alunos! Luísa – A sensação é óptima, porque a escola sempre foi para mim a segunda família e a segunda casa! Tive sempre boas relações com os colegas e com toda a gente nesta escola. E o facto de não ter que “picar o ponto” dá-me, acima de tudo, uma grande felicidade!


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#

Aqui, entre nós ...

Sinto uma enorme vontade de escrever a quem ouve e divulga com coragem e respeito os sentimentos dos outros. Pergunto: têm-se valorizado os professores e o seu papel diário como educadores e fomentadores do conhecimento? Tem-se dado aos pais segurança na instituição-escola e no professor enquanto entidade que a representa? Não tenho pretensões de criticar a nova carreira docente nem de dizer como devia ser. Provavelmente eram mesmo necessárias mudanças... Mas para mudar é preciso pôr em causa a imagem do professor? Como é que um aluno confia e se dispõe a aprender com alguém que lhe mostram não ser fiável ?! O professor é também um educador e na sua missão pedagógica e didáctica encontra muitas resistências. Educar segundo a origem etimológica da palavra é “fazer sair”. O professor deve, fruto da relação que constrói com o aluno, tirar dele o melhor, desenvolver as suas potencialidades tanto quanto possível. A missão dos pais é semelhante, no que diz respeito à formação do aluno enquanto pessoa. Ora, um pai sabe bem quão difícil é esta missão! E sente também diariamente a dificuldade em manter a vontade, a persistência, o objectivo…Quantas vezes não somos “triturados pelo quotidiano” e as nossas intenções e os nossos objectivos não são postos em causa por tantas questões imediatistas?… Um professor trabalha em módulos de tempo que são de 45 minutos ou de 90 minutos com cerca de 30 alunos na sala de aula. Pode ter entre 120 a 160 alunos num dia, sabe o nome de todos e deve conhecer as suas potencialidades, as suas dificuldades e a forma de as ultrapassar. Esse conhecimento é fruto da relação construída e da disponibilidade para aprender. Já pensámos que basta um de nós não estar muito bem para comprometer esse processo? Os professores lutam, tal como os pais, diariamente para manter o seu equilíbrio, para conhecer e manter relações tranquilas e securizantes com os seus alunos. Quero dizer a todos os pais e a todos os professores meus colegas que considero um milagre da vida no meio deste caos, chegarmos todos à escola a horas, trazermos todos os materiais e, deixando à porta da sala de aula, voluntariamente, aquilo que nos perturba, conseguirmos, em conjunto, dispormo-nos a ensinar, a aprender e a responder ao esforço que isso exige de todos nós. Então, entenda-se, de uma vez por todas, que há muitos bons professores na escola! Quem são? São todos aqueles que mantêm a qualidade do seu trabalho, a boa disposição e a esperança no futuro, apesar de viverem num contexto que actualmen-

te é muito perturbador! Profª Margarida Silva ( Presidente da Assembleia de Escola )

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Divulgar & Reflectir O nº 79 da revista Newsletter, editada pelo Serviço de Comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou as conclusões da Conferência Educação, Inovação e Desenvolvimento, num artigo de 5 páginas da autoria de Luísa Oliveira ( C omissáriaadjunta da Conferência ) . Esta conferência visava «mobilizar as experiências em curso

na Europa para identificar grandes escolhas para Portugal, se quisermos fazer da Educação e da formação alavanca mais forte para o desenvolvimento do país.»

Das 9 conclusões que surgem enumeradas no artigo, a 4ª, acerca do tema “ e mpreendedorismo ” , prendeu-me particularmente a atenção: A Comissão Europeia considerou que

« ...a educação para o empreendedorismo deve ser central nas políticas nacionais para a Educação. Caroline Jenner fala-nos deste tema considerando que se trata de uma espécie de “ e ducação para o mundo real ” , que, por definição, deve ser académica e prática. Defende a autora que deve começar logo na escola primária, de forma adequada, evidentemente, e que esta abordagem será fundamental para a capacidade futura de inovação, assim como para alargar a capacidade de percepção das oportunidades económicas dos jovens relativamente ao seu futuro profissional...» Mais adiante, no mesmo artigo, a autora transmite a opinião de José Pedro Dionísio que, partilhando com Caroline Jenner a ideia de que o espírito inovador também se aprende na escola, identifica como principais barreiras comportamentais à inovação: « i ) A postura de facilidade e de facili-

tismo que caracteriza a educação de muitos dos nossos jovens, que crescem ao ritmo da satisfação total dos seus desejos e caprichos e a quem nada é negado. Como consequência, na fase adulta, têm uma atitude geral de apatia perante a vida e de desinteresse pela realidade que os rodeia, para além da sua envolvente mais directa; ii ) Esta cultura de facilitismo caracteriza-se por uma protecção exagerada por parte dos pais, o que provoca uma grande dependência dos jovens, falta de iniciativa e medo de errar. » Dá que pensar... Profª Luísa Carvalho


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Planos... Em

ACÇÃO!

PLANO NACIONAL DE LEITURA

PLANO DE ACÇÃO DA MATEMÁTICA

(RE)APRENDER A MATEMÁTICA

LER +

Dada a importância dos conhecimentos

A nossa escola vai beneficiar das medidas do Pla-

matemáticos nas restantes disciplinas e da capacida-

no Nacional de Leitura (Ler +) implementadas pelo Minis-

de de raciocínio e de abstracção que estes conferem

tério da Educação (M.E.) no início deste ano lectivo, para

ao pensamento, urge concertar esforços num sentido

o 1º e 2º ciclos. Como?

comum: é possível (RE)APRENDER a matemática!

Primeiro seleccionámos um conjunto de obras, a

Este projecto tem como meta o sucesso edu-

partir da lista indicada pelo M.E. A compra dessas obras

cativo dos nossos alunos, pretendendo alcançar, já no

será financiada também pelo mesmo Ministério, através

final do presente ano lectivo, uma taxa de sucesso de

da nossa biblioteca escolar. Posteriormente essas obras

78% no 7º ano e de 66% no 8º ano.

serão utilizadas em actividades de leitura orientada nas

Para tal, o Departamento de Matemática

aulas de Língua Portuguesa, Estudo Acompanhado e

decidiu investir em vertentes diversas do processo de

outras em que os professores e os alunos entenderem

ensino-aprendizagem: uma melhor articulação vertical

por bem.

e horizontal do currículo; a mudança de práticas

A leitura destas obras será acompanhada de acti-

didáctico-pedagógicas em sala de aula; a implementa-

vidades como preenchimento de guiões de leitura, drama-

ção de actividades experimentais mais individualiza-

tizações a partir das histórias lidas, idas ao teatro ver

das e acompanhadas; sessões contínuas e sistemáti-

adaptações das obras estudadas, entre outras formas de

cas de trabalho de equipa entre os professores envol-

exploração de novas ideias e conhecimentos.

vidos no projecto, visando a aferição de objectivos, estratégias, instrumentos e critérios de avaliação; a inclusão construtiva e pedagógica do aluno no próprio processo de ensino aprendizagem.

Porquê tanta preocupação com o desenvolvimento da leitura? Ler é tão importante como apanhar sol, faz-nos desenvolver em todos os aspectos: na compreensão do

Os professores de Matemática estão profun-

que lemos, do que ouvimos, do que nos rodeia; faz-nos

damente empenhados no seu trabalho e solicitam a

escrever melhor porque cada vez conhecemos mais pala-

colaboração de todos, nomeadamente, dos encarre-

vras, desenvolve-nos o conhecimento e a imaginação.

gados de educação e dos alunos.

Faz-nos viajar no tempo e no espaço, sem sairmos do

É um privilégio usufruir de todo o investimen-

mesmo lugar, permite-nos conhecer outros mundos,

to humano e logístico que a escola oferece. Por isso,

outras vivências e experiências, quer tenham sido vividas

convidamos os alunos a terem uma atitude mais

ou imaginadas.

proactiva e mais construtiva face à matemática. Motivação, empenho, concentração, persistência, organi-

- Querem ver como é? Leiam mais! ...

zação, método e, claro, um bom clima de trabalho são fundamentais para melhorar o desempenho na Matemática. Departamento de Matemática

Departamento de Língua Portuguesa


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Hora do conto

Na 4ª feira, dia 13 de Dezembro, inaugurámos a Hora do Conto com a encenação das professoras Elsa Mouzinho e Amélia Cabral e a presença dos alunos da turma D do 5º ano, óptimos espectadores. A história contada foi o Dom

Caio de Luísa Ducla Soares que teve grande sucesso. Agradecemos desde já às duas colegas e ao departamento de Língua Portuguesa que se disponibilizou para assegurar a nossa Hora do Conto mensalmente.

São Martinho – “Cozinhando com Castanhas” No dia 14 de Novembro realizou-se um concurso gastronómico intitulado “ Cozinhando com castanhas ” , dinamizado pela equipa da Biblioteca da nossa escola. À semelhança do que aconteceu no ano passado, foi lançado o desafio a todos os que quisessem mostrar os seus dotes culinários utilizando as castanhas. A variedade foi grande e diz quem provou que a escolha foi difícil, dada a qualidade dos doces e salgados confeccionados. Depois de apurados os votos de quem provou e apreciou, houve um empate entre um doce, “ o bolo de castanhas à moda da dona Lurdes ” e um salgado, “ c astanhas com bacon à moda da dona Graça ” . A equipa da Biblioteca agradece mais uma vez aos colegas e auxiliares a sua participação nesta actividade.

HÁ NOITE !

Ele “Há noite(s)” … de Sorte! Contra toda e qualquer superstição, na 6.ª feira, dia 13 de Outubro, a equipa do CRE lançou a magia da música e da boa disposição sobre os presentes no evento “ Há noite ” . Mas esta noite não se ficou pela música, houve espaço para um pezinho de dança e, como também já é habitual, tivemos mais uma divertida e brilhante produção cinematográfica da dupla Elsa Costa e Elsa Mouzinho, onde as raparigas até brigaram por uma “ t ão desejada ” aula de substituição! Lá para o final da noite ainda houve um concurso e o pessoal que provou saber mais sobre o que fazer em dia de azar ganhou uma réstia de alhos. Dá sempre jeito, sobretudo numa sexta-feira, treze !

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CLUBES & INICIATIVAS

Clube « Ser Adolescente »

“Falando de SIDA” Entre os dias 31 de Outubro e 7 de Dezembro o Clube “ S er Adolescente ” comemorou o dia Mundial de Luta Contra a SIDA realizando e dinamizando actividades de prevenção que envolveram não só os alunos inscritos no clube mas também outros alunos, professores e funcionários da escola. Destas actividades destacaram-se o concurso do preservativo criativo e o melhor texto sobre SIDA, a projecção de filmes e a venda de calendários. O clube agradece a todos os que participaram e colaboraram connosco na realização desta iniciativa. Prof’s: Fátima Régio, Anabela Santos, Maria da Luz Cerdeira

Clube de Teatro Ei-lo! Chegou o nosso Clube de Teatro!! Baixos, altos, louros, morenos, meninos, meninas do 5º ao 9º ano conseguem abrilhantar todas as quintas-feiras à tarde o auditório da nossa escola!! Todos diferentes... mas com IGUAL motivação e empenho no que respeita à arte dramática. E como é fantástico vê-los trabalhar, investir, ensaiar, semana após semana! Uns "vestem" a função de figurinistas, outros a de cenógrafos... lentamente vão surgindo os aventais, as batas, os lençóis, pratos e as calças remendadas!!! Todos juntos a trabalhar para o mesmo fim: a apresentação da peça de teatro

A TIA VERDE ÁGUA E OS DEZ ANÕEZINHOS, no final de Janeiro. Estejam atentos à calendarização! Profs: Elsa Mouzinho e Paula Costa


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O PINHAO

Desporto Escolar

Este ano o Desporto Escolar conta com três modalidades onde os alunos se podem inscrever: atletismo, futsal e as “Multiactividades de Aventura”. Esta última é uma novidade na nossa escola, mas conta já com muitos alunos inscritos.

Quanto ao núcleo de atletismo, pode já considerar-se uma tradição na nossa escola e reúne um elevado número de alunos inscritos. Alguns destes alunos já praticam atletismo há alguns anos e têm contribuído para dar destaque à nossa Escola.

Este ano lectivo os atletas da nossa escola começaram desde cedo a participar em provas que contam já para o Troféu do Seixal. A sua primeira participação aconteceu no Grande Prémio da Cruz de Pau, onde os nossos atletas conseguiram brilhantes resultados. Seguiu-se a prova de S. Martinho organizada pelo Centro de Solidariedade de Pinhal de Frades. O grupo de atletismo prepara já a sua participação no Torneio Concelhio de Clubes a realizar no dia 27 de Janeiro na Pista de Atletismo Carla Sacramento.

Para aqueles que queiram consultar horários, resultados de provas, bem como outras informações relativas ao desporto escolar, poderão fazê-lo no Moodle “Escolas do Seixal”. «O Pinhão» convida-te a entrar para a “Família do Desporto Escolar”. Inscreve-te, experimenta e… vem partilhar connosco momentos animados e saudáveis!


O PINHAO

18 No dia 8 de Dezembro, saiu na Europa a nova consola da

Nintendo : a Wii. E não a julguem pelo nome, pois promete revolucionar o mercado das consolas. O comando wireless da Wii, o wiimote, tem o formato de um comando de televisão e detecta todos os movimentos que o jogador

Nintendo Wii

faça ( movimentos horizontais, verticais, em profundidade, rotação, etc ) , abrindo assim as portas a novas formas de jogar. Alguns jogos necessitam do nunchuck, um periférico, que possui um controlo analógico e dois botões, que se liga ao wiimote através de um comprido fio, possibilitando largos movimentos. Para certos jogos também está disponível um controlo tradicional, vendido separadamente por 20€. A Wii é três vezes superior graficamente à PS2, possui um serviço online, que possibilita navegação na Internet, downloads de conteúdos, jogar online, etc, é retro compatível com a GameCube, tem 512 MBs de memória interna, entre outras coisas. Em termos de tamanho, é bastante compacta, aproximadamente do tamanho de três caixas de DVD empilhadas. O preço de lançamento da Wii é de €250 ( inclui o jogo Wii

Sports ) , e no line-up estão presentes títulos de luxo, como Zelda: Twilight Princess, Red Steel, Call of Duty 3, Need for Speed: Carbon, Rayman: Raving Rabbids, Splinter Cell: Double Agent, entre outros.

WWE SMACKDOWN VS RAW 2007 (PS2, PSP, Xbox, Xbox 360) O sucesso da tv “WWE” que, neste preciso momento, está a ser um dos programas mais vistos da tv por cabo passou a videojogo há já alguns anos, mas este ano vai ter muito mais novidades a nível de gráficos e outros. A qualidade do jogo que a WWE vai apresentar este ano supera qualquer jogo de luta livre feito até hoje: lutas dentro e fora do ringue de combate. Pode-se optar pelo Season Mode ou fazer combates singulares, com pares dentro de jaulas. E há muito mais coisas interessantes que se podem fazer: pode-se equipar o Balneário e comprar extras, como lutadores do Hall of Fame e Legends, etc. Um jogo de nível mundial como este abrange a PS2, a PSP, Xbox e Xbox 360. Com este jogo podes divertir-te horas a fio, portanto, agarra-te e “vicia-te com força”!


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O PINHAO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- A Ensemble Studios ( responsável pela série Age of Empires) irá produzir um novo jogo de estratégia para XBox360: Halo Wars, inspirado no universo do famoso Shooter; - A saída da PS3 foi adiada na Europa para Março de 2007. - Um novo jogo de Ninja Gaiden foi anunciado para PS3, com o subtítulo SIGMA.

1º WWE SMACK DOWN! vs Raw 07 (PS2, PSP,X-BOX, X-BOX 360) 2º PRO EVOLUTION SOCCER 6 (PC, PS2, PSP,X-BOX, X-BOX 360, OS) 3º GEARS OF WAR ( X– BOX 360)

TOP 5

4º ZELDA: TWILIGHT PRINCESS ( Wii) 5º GUILDWARS: NIGHT FALL (PC)

João Mateus & Pedro Calhandro — 9º F

passatempos

SUDOKU para iniciados Dica: Este tem dois blocos completamente vazios! Não mexas nestes até que tenhas preenchido todos os outros quadrados. Então, vê qual o número que vai para o canto superior direito do bloco vazio da esquerda ( dois lugares abaixo do 8 ) . Depois vê qual vai no meio da fila superior do bloco da direita

(imediatamente abaixo do 4)…

DESAFIO DAS MOEDAS Dez moedas estão dispostas em forma de triângulo como mostra a figura. Movendo apenas três moedas, tenta transformar a figura num triângulo com o vértice C voltado

Ficha Técnica Propriedade Agrupamento Vertical de Escolas de Pinhal de Frades, Av 25 de Abril - Pinhal de Frades 2840-286 SEIXAL. Tel.: 212260330/9 Fax: 212254975 E-mail: eb23pinhalfrade@netcabo.pt Coordenação Ana Joaquim & Clara Sousa Redacção Ana Joaquim, alunos do Clube de Jornalismo e todos quantos escreveram neste jornal Revisão de textos Ana Joaquim Design Gráfico Clara Sousa Impressão Escola Básica 2,3 de Pinhal de Frades Colaborações especiais dos professores: Luísa Sousa, Eduarda Almeida, Miguel Lavrador, Amélia Costa, João Fernandes, Margarida Silva, Luísa Carvalho, Ana Arraia, responsáveis pelo Clube de Teatro e pelo Clube Ser Adolescente; Coordenadores dos Departamentos de Língua Portuguesa e de Matemática Colaborações especiais dos alunos João Mateus e Pedro Calhandro (9º F); Marisa Gomes, Catarina Freitas, Margarida Furão e Joana Gonçalves (5º D), Gonçalo Cunha (6º G) Agradecimentos A equipa editorial d’«O Pinhão» agradece o apoio da Câmara Municipal do Seixal.

para baixo.

Soluções? Pergunta à prof.ª Luísa Carvalho!


CORTA - MATO DE NATAL No dia 14 de Dezembro decorreu na nossa escola o já tradicional cortamato. Este ano, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, verificou-se uma forte adesão por parte dos alunos, com um total de 318 participantes a concluírem a prova. A juntar a este número tivemos ainda alunos do Colégio Atlântico que foram convidados a participar nesta actividade dinamizada pelo Departamento de Educação Física. O corta-mato escolar foi um sucesso, não só porque reuniu um número considerável de atletas, mas também pela organização que contou com a colaboração de colegas de outras áreas disciplinares e de alguns alunos que ajudaram os professores de Edu-

cação Física na marcação e controle do percurso. O Departamento de Educação Física agradece desde já a todos os que colaboraram nesta actividade, incluindo também os Bombeiros e G.N.R. de Fernão Ferro e C.M.S. Este ano, não foram só os participantes que se empenharam a fundo na prova. As próprias claques de algumas turmas organizaram-se, fizeram cartazes e foram apoiar os colegas ao longo do percurso com muitas palavras de incentivo. Esperamos que para o ano este apoio se mantenha, ainda com mais entusiasmo!!!

CLASSIFICAÇÕES Infantis A (Fem.) 1º Inês Baptista 5ºB 2º Sofia Gonçalves 5ºG 3º Mafalda Freixial5ºB

InfantisB (Masc.) 1º Diogo Oliveira 7ºD 2º Francisco Silva 7ºE 3º Tiago Rocha 7ºG

Juvenis (Fem.) 1º Corinna Fonseca 9ºE 2º Joana Horta 9ºB 3º Catarina Caracin 9ºC

Infantis A (Masc.) 1º Rodrigo Ferreira5ºA 2º Sérgio Silva 5ºA 3º Bruno Lopes 5ºC

Iniciados (Fem.) 1º Inês Marques 8ºD 2º Daniela Martins 8ºB 3º Ana Corrente 8ºD

Juvenis (Masc.) 1º Cláudio Pombo 9ºH 2º Flávio Santos 7ºG 3º Ildefonso Sanca 9ºD

Infantis B (Fem.) 1º Isa Lima 6ºB 2º Patrícia Pires 6ºH 3º Bárbara Almeida 6ºH

Iniciados (Masc.) 1º Nelson Taia 8ºC 2º Sérgio Paulo 9ºB 3º Leandro Tomeno 8ºB

Juniores (Masc.) 1º João Nunes 9ºE 2º Ruben Martins 9ºC 3º Filipe Lopes 9ºC

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Jornal  

Janeiro de 2007

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