Page 1

O Pilão Nº 18 | maio 2017 | distribuição gratuita

Pharmacy Business Challenge ‘17 Primeiro concurso de gestão em farmácia em Portugal

Portugal e a EPSA A influência portuguesa na associação europeia

Grande Entrevista

Ema Paulino maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 1


Ficha Técnica

EDITORIAL

O Pilão é o jornal informativo do Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra.

Direção Editorial Marco Rios Santos e Sofia Meireles

Grafismo Marco Rios Santos

Paginação Marco Rios Santos e Sofia Meireles

Redação Cátia Almeida, Eduardo Torres, Maria Aquino, Nuno Abrunheiro, Rita Amado Dias, Sofia Martins e Sofia Meireles

Tiragem | 250 exemplares Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra Pólo das Ciências da Saúde Azinhaga de Santa Comba 3000-548 Coimbra

nefaac.pt /opilao.nefaac jornal@nefaac.pt

Caros leitores,

É com regozijo que vos apresentamos a 18ª edição d’O Pilão, jornal do Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra. A sua construção representou para nós um enorme desafio, repleto de dedicação, perseverança e um árduo trabalho em equipa que, nem sempre se revelando fácil, acabou por tornar-se a maior e mais gratificante aprendizagem desta caminhada. Procurámos explorar nesta edição temas atuais e que vão de encontro às prementes necessidades e preocupações dos estudantes. Entre outras novidades, trazemos até vós uma nova rúbrica que encerra em si uma compilação de congressos/workshops ligados ao setor farmacêutico e à área da saúde no geral, para o período que existirá entre esta e a próxima edição do jornal. Deste modo, simplificamos o processo de pesquisa e asseguramos uma maior divulgação de meios/ atividades que permitam aos interessados aumentar a sua bagagem ao nível do conhecimento. Aproveitamos para louvar todos aqueles que colaboraram connosco para a construção e enriquecimento desta edição, tanto direta como indiretamente, nomeadamente a Mariana Oliveira, a Francisca Morais, os coordenadores de todos os pelouros, o pelouro da Pedagogia, o Professor Doutor Artur Figueirinha, a Dra. Ema Paulino, a Dr.ª Ana Pita, o Dr. Vítor Vergílio, a Raquel Vargas, a Dr.ª Catarina Nobre, o Dr. Diogo Piedade, o Dr. Tiago Gonçalves, a Mariana Cupido e a Maria Ferreira. A todos eles, o nosso mais sincero agradecimento.

Votos de uma excelente leitura! A equipa d’O Pilão

2 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


ÍNDICE 4 | Entrevista a Mariana Oliveira 6 | Mandato do NEF/AAC 2016/17 9 | Portugal eHealth Summit 9 | 63rd IPSF World Congress 10 | Espaço Pedagógico 12 | Entrevista a Artur Figueirinha 15 | PharmAcademy 16 | Pharmacy Business Challenge ‘17 17 | Seminário da Prática Farmacêutica da APEF 18 | Concurso de Aconselhamento ao Doente 19 | Grande Entrevista a Ema Paulino 24 | Farmacêuticos Pelo Mundo 26 | EPSA Trainers 28 | 19th EPSA Summer University 29 | Caloiro Vs. Finalista 30 | Agenda Formativa

PUB

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 3


© Ricardo São Marcos

MARIANA OLIVEIRA: O NOVO ROSTO DO NEF/AAC Tendo-se iniciado um novo ciclo dentro da estrutura do Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra, O Pilão conversou com a pessoa que enverga o cargo de Presidente desde o dia 15 de março deste ano, Mariana Oliveira, de modo a disseminar aquilo que são os principais intentos de toda a equipa para este mandato de 2017/18. Por Marco Rios Santos e Sofia Meireles O Pilão: A que se propõe a nova direção do Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra, de grosso modo, para o mandato de 2017/2018? Mariana Oliveira: No último mandato assistimos a uma grande evolução do Núcleo a nível de ­representação externa, na vertente da inovação, bem como a própria gestão interna. Foram desenvolvidas diversas atividades pela primeira vez e, portanto, pretendemos continuar a explorar as áreas que entendemos que, nos contextos atuais, ainda têm uma grande margem de progressão e são essenciais para o percurso académico dos estudantes. Defenderemos, de modo intransigente, os superiores interesses estudantis, levando a cabo os compromissos firmados, com motivação e determinação. Com base nisso, a nível de bandeiras e 4 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

pontos basilares do mandato temos desde logo a questão da vertente cívica e social. É essencial que haja um envolvimento do Núcleo em iniciativas de cariz cívico, bem como o ­acompanhamento mais eficaz aos estudantes na obtenção de ­apoios sociais e mais informação relativa a fundos de apoio que, neste momento, se revela uma lacuna. Ambicionamos, adicionalmente, fortalecer ainda mais a área da promoção da saúde, na qual ­consideramos de enorme relevância um papel cada vez mais interventivo no que concerne à realização de campanhas de sensibilização e rastreios, aliando a consciencialização da população à construção de futuros profissionais de saúde de destaque. Outro dos desígnios será a pedagogia, sendo que estabeleceremos uma sinergia tanto com a direção da FFUC como com os próprios órgãos da faculdade, para que haja uma prossecução de um enmaio 2017


sino farmacêutico de qualidade, permitindo que a faculdade se distinga por esta vertente. Para além disto, tencionamos manter uma aposta no campo das saídas profissionais e do empreendedorismo para que haja uma eficaz ligação dos estudantes ao mercado de trabalho. Pretendemos ainda promover o incentivo ao espírito empreendedor de cada um, munindo os estudantes de ferramentas para um futuro profissional promissor. A nível dos órgãos, tanto da Faculdade de Farmácia como da Universidade de Coimbra, como um todo, desejamos que os estudantes tenham mais conhecimento dos âmbitos e das funções bem como das decisões dos mesmos, estabelecendo uma ligação mais estreita e uma divulgação mais eficaz. Continuaremos a desempenhar uma intervenção crítica e muito ativa tanto na AAC como na APEF, assim como na luta por uma maior ­articulação para a concertação de estratégias de modo a que, de facto, se alcancem verdadeiras conquistas para os estudantes e se mudem ­paradigmas. O Pilão: O comité executivo do NEF/AAC sofreu uma reforma que deu lugar a uma nova função de Comercial. Que fatores conduziram a esta necessidade e que mais-valias julgas existirem com esta reestruturação? MO: Se queremos que o NEF/AAC continue a crescer, é imprescindível que tenhamos a sustentação financeira para tal e, portanto, julgamos que foi um passo essencial na progressão do Núcleo, tendo sido também decorrente de uma gestão financeira rigorosa. No fundo, o Administrador já concentrava as funções de um Comercial, contudo consideramos que as funções do primeiro devem estar mais centradas nos Vice-presidentes e no Presidente, estando o Comercial focado na questão das parcerias. Assim, considerou-se pertinente a formalização do cargo, de modo a acompanhar a própria evolução da estrutura, impedindo que esta estagne. O Comercial, enquanto pessoa focada na obtenção de protocolos e patrocínios, assim como na gestão das atuais colaborações, será extremamente importante na demonstração da relevância do apoio prestado para a atividade que o Núcleo desenvolve. Julgamos também que deve ser uma função concentrada em alguém que integre o Executivo porque tal torna possível uma melhor perceção, a nível geral, das iniciativas que todos os pelouros promovem, integradas nas respetivas áreas de ação. Só poderá revelar-se ­benéfico que, além do supracitado, o Comercial e maio 2017

o Tesoureiro trabalhem em sintonia. O Pilão: É incontestável o imenso crescimento que o NEF/AAC tem sofrido ao longo dos seus 30 anos de existência em diversas vertentes, mas certamente existem ainda muitos desafios a serem superados. Quais são eles, na tua ótica? MO: Nós vamos sempre transmitindo que o Núcleo é de facto uma estrutura de portas abertas e queremos que os estudantes tenham uma voz ativa e próxima, mas temos visto que, para além do envolvimento naquilo que são as atividades do Núcleo, na participação nos Plenários de Núcleo, Assembleias Magnas, Assembleias Gerais da APEF, entre outras, a adesão não é a expectável, e, portanto, um dos desafios passará por promover um maior envolvimento e um contributo mais crítico por parte dos mesmos nesses fóruns de discussão. Outros desafios serão manter um rigor na qualidade de todas as atividades desenvolvidas e estar a par daquilo que são as preocupações dos estudantes que esta estrutura representa, para assegurar que estão a ter as oportunidades pretendidas. De realçar ainda o grande legado desta estrutura, que acarreta uma enorme responsabilidade para a atual equipa de assegurar a progressão contínua do NEF/AAC. O Pilão: Que mensagem queres endereçar aos nossos leitores? MO: Quero desde já referir que neste mandato pretendemos fazer uma aposta n’O Pilão para que este seja continuamente mais inovador e atual. Consideramos que os estudantes serão profissionais com mais valências se estiverem a par da atualidade, embora não seja apenas disso que o jornal trata, dada a grande diversidade de artigos. Continuaremos a edificar um Núcleo que lute em prol da causa estudantil de forma exímia, pautando-nos por uma postura irreverente e contestatária, e estando sempre disponíveis para ouvir os estudantes. Aproveito, assim, para deixar o repto de se ­alicerçar uma sociedade que valorize cada vez mais o profissional de saúde, na área da farmácia em particular, bem como o seu papel centrado no doente. Continuem próximos do Núcleo, demarquem o vosso contributo e participem ativamente, visto que a pluralidade de ideias é essencial para que unidos possamos elevar cada vez mais este que é o Núcleo mais antigo da Associação Académica de Coimbra. O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 5


MANDATO DO NEF/AAC 2017/18 Empenhados em trabalhar afincadamente em prol da causa estudantil, é pretensão dos membros da nova Direção do Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra construir uma relação de crescente proximidade e confiança com toda a comunidade académica, em especial a da FFUC. Seguem-se algumas das principais ambições que cada pelouro manifesta para o atual mandato.

Comunicação e Imagem

Cabe ao Pelouro da Comunicação e Imagem assegurar a divulgação e desenvolvimento da imagem de todo o núcleo, assim como incentivar a participação dos estudantes nas atividades do NEF/AAC. Com vista a melhorar e inovar a imagem do Núcleo, pretende-se alterar o design do site. O pelouro desenvolve também atividades próprias do núcleo, como o Workshop de Photoshop e o Concurso de Fotografia, querendo inovar com um Workshop de PowerPoint, que visa ajudar os estudantes nas suas apresentações.

Cultural e Recreativo

O Pelouro Cultural e Recreativo visa aproximar os estudantes da Tradição, procurando estabelecer uma ponte entre a vertente recreativa, que incentiva o convívio e a integração, e a componente Cultural, que desempenha um papel central no desenvolvimento interpessoal, transmitindo os valores da Tradição Coimbrã. Assim, será dada continuidade a atividades que já fazem parte da bandeira do pelouro como o Café Cultural, o Workshop Capa e Batina, o Peddy Núcleo e a Febrada no Polo III, destacando a II Honoris Pharma – Gala do NEF/AAC, que se pretende que seja uma noite ainda mais marcante para a comunidade da FFUC.

6 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


Desporto

O Pelouro do Desporto pretende explorar a prática desportiva e a sua vertente científica, tendo como objetivo tornar os estudantes mais ativos e participativos. Sabendo a importância que o exercício físico tem na saúde, é do interesse do pelouro promover hábitos de vida saudáveis, aliando ao desporto o convívio e o espírito de integração na comunidade estudantil. Para além disso, pretende abordar temas que conjuguem a saúde e o desporto, de modo a aprofundar os conhecimentos dos estudantes para uma melhor formação enquanto futuros profissionais de saúde.

Estágios e Saídas Profissionais

O Pelouro dos Estágios e Saídas Profissionais tem como principal objetivo ­aproximar os estudantes da realidade profissional do setor farmacêutico atual. Para isso, procura enriquecer o percurso académico dos mesmos de forma a entrarem no mercado de trabalho o melhor preparados possível, assim como informados e conscientes das inúmeras oportunidades que têm à sua frente. Para esse fim, estabelecerá contactos com entidades farmacêuticas, marcará presença nas escolas, congressos e feiras do setor farmacêutico e realizará workshops e palestras. Enquanto equipa que acredita no potencial dos estudantes da FFUC, o pelouro trabalhará em prol do sucesso do teu futuro!

Formação

Não se formam bons profissionais apenas com bases científicas; é necessário inovar, saber mais e fazer mais. Baseado nesta necessidade, o Pelouro da Formação aposta em iniciativas profícuas ao desenvolvimento das mais variadas competências capazes de marcar a diferença num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo. Nelas se incluem tanto o XI Congresso Científico e o XIX Simpósio, como também ciclos de palestras e workshops formativos com o intuito de continuar a permitir à comunidade estudantil a sua qualificação pessoal, científica e, acima de tudo, profissional.

Gabinete de Apoio ao Estudante

O Pelouro do Gabinete de Apoio ao Estudante (GApE) é a principal forma de ­estabelecimento do contacto entre o NEF/AAC e a comunidade estudantil da nossa faculdade. É no Ponto NEF, representação física do GApE, que se realizam as inscrições para as diversas atividades realizadas na FFUC, organizadas pelos restantes pelouros do Núcleo. Para além disto, é também feita no Ponto NEF a venda de merchandising e de artigos para festas académicas. Cabe ainda a este pelouro a organização e manutenção da sala do Núcleo, bem como a realização de inventários periódicos do material de que este dispõe.

Intervenção Cívica e Promoção para a Saúde

O Pelouro da Intervenção Cívica e Promoção para a Saúde tem como principais objetivos não só motivar, informar e consciencializar toda a comunidade da FFUC, em particular os seus estudantes, na promoção da saúde e do civismo na sociedade, como também levá-los a serem pró-ativos e a fazer a diferença, enquanto futuros agentes da saúde pública. O propósito fundamental do pelouro passa pela dinamização e elaboração de atividades que remetam para a responsabilidade e importância da educação para a saúde, bem como para a sensibilização ao nível da solidariedade e voluntariado, componentes estas que são, certamente, essenciais para o teu futuro!

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 7


O Pilão

Enquanto jornal informativo do NEF/AAC, O Pilão procura privilegiar temáticas concernentes à área das Ciências Farmacêuticas e das Ciências da Saúde em ­geral. A sua redação procura transformar este importante meio de comunicação numa referência pautada pelo rigor e relevância de conteúdos através duma seleção criteriosa dos mesmos, pela renovação e aprimoramento constantes no que ­respeita à imagem e passando ainda pela forte e crescente aposta na divulgação. Tendo sempre em foco os interesses e as necessidades dos estudantes, a equipa labora no sentido de disseminar a informação no seio da comunidade académica da forma mais eficiente possível.

Pedagogia

O papel do Pelouro da Pedagogia devide-se em duas vertentes: por um lado, ­recolher o feedback da comunidade estudantil da FFUC relativo ao processo de ensino nesta casa e encaminhá-lo para professores e órgãos de gestão da faculdade, de modo a melhorar continuamente a qualidade pedagógica desta instituição. Por outro lado, trabalhar junto dos alunos para potenciar o seu sucesso académico e esclarecer todas as dúvidas de natureza pedagógica que eles possam ter, através de diversas atividades e plataformas de comunicação. O melhor exemplo prático da intervenção deste Pelouro é a coordenação das Comissões de Curso.

Política Educativa e Ação Social

As bandeiras do pelouro passam pelo auxílio e o esclarecimento de diversas matérias. A nível de política educativa, pretende fomentar o interesse de todos os estudantes pelos vários órgãos, tanto da FFUC, como da UC, e enfatizar a relevância do associativismo no percurso académico. O pelouro dinamizará uma palestra, fóruns de debate e várias outras atividades para manter sempre os estudantes informados. No que diz respeito à ação social, será prestado auxílio aos estudantes e à comunidade em geral, na resolução de problemas de cariz financeiro e social, promovendo serviços de apoio médico, bolsas, residências, protocolos com instituições, e será organizada uma semana solidária.

Relações Internacionais

O Pelouro das Relações Internacionais, tem como objetivo assegurar a ponte entre a FFUC e o Mundo, promovendo o interesse e o envolvimento dos estudantes nas oportunidades de internacionalização existentes. Desempenha um papel importante na orientação dos alunos que ousam ir além-fronteiras, com a finalidade de tornar a sua experiência internacional inesquecível e culturalmente ­enriquecedora, dando-lhes uma visão global da área farmacêutica. Em colaboração com a APEF, consegue estreitar relações com organizações como a EPSA e a IPSF, onde Portugal já tem uma larga representação, promovendo a participação crítica e ativa dos estudantes nestes organismos.

8 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


O Portugal eHealth Summit decorreu de 4 a 6 de abril na Sala Tejo do Meo Arena, em Lisboa. Tratou-se de um evento de dimensão internacional com o intuito de ­valorizar o processo de Transformação Digital da Saúde, envolvendo a Indústria Farmacêutica, a Agência Europeia do Medicamento, entidades de saúde, empresas do setor tecnológico, organismos da Administração Pública, startups nacionais, instituições ligadas ao meio académico, entre outras. Centrou-se num modelo de debate, entrevistas e partilha de conhecimento sobre os mais variados temas, contando ainda com uma área dedicada a exposições.

Por Cátia Almeida

O evento caracterizou-se por possuir um rol de sessões contínuas e paralelas de debates e conferências bastante ­heterogéneo, explorando temas como a Biotecnologia e Transformação Digital, o Valor da Economia de Dados, Investigação em Saúde – O Impacto na Economia e o Multiprofissionalismo. Ademais, foi dada uma enorme importância ao mundo digital, com sessões que vão desde a Influência do Digital na Saúde, Comunicação Estratégica e Marketing Digital, Fraude Digital, passando pela Inteligência Artificial e Realidade Aumentada em Saúde e ainda pela Cibersegurança na Saúde, mostrando que o futuro da Saúde está irrevogavelmente relacionado com o mundo digital e com tudo aquilo que daí advém.

Mais informações em: ipsf2017.org /ipsfwc2017

© Ludovic Lubeigt

63rd IPSF World Congress | Por Rita Amado Dias A 63ª edição do Congresso Mundial da Federação Internacional de Estudantes de Farmácia (IPSF) realizar-se-á de 31 de julho a 10 de agosto de 2017 em Taipei, Taiwan. À semelhança das edições transatas, o congresso reunirá eventos tanto de cariz educativo como lúdico e contará ainda com diversas reuniões e Assembleias Gerais, onde serão debatidos tópicos relacionados com os estudantes e os profissionais de Ciências Farmacêuticas de todo o mundo. Numa vertente mais científica, os participantes serão convidados a visitar uma farmácia hospitalar de Taipei e a tomar parte em workshops diversos e eventos de desenvolvimento profissional focados na resolução de problemas e na capacidade de comunicação - Clinical Skills Event e Patient Counseling Event - além de assistirem e apresentarem o seu trabalho em simpósios educativos e científicos. A programação social revela-se igualmente bastante apelativa, incluindo jantares temáticos dos quais é possível destacar a Taiwanese Night & Dinner, noites mais invulgares e que prometem muito mistério, como a Freak Night, e festas na piscina, para além de uma excursão a Taipei. O evento reveste-se ainda de uma missão social que contará com iniciativas como a Run for the Health e a Public Health Campaign, nas quais os estudantes serão convidados a preparar e executar campanhas de Saúde Pública para incitar o público a querer saber mais sobre a utilização segura de medicamentos e a sua saúde. Ao congresso associam-se duas atividades: o programa Leaders in Training, que decorrerá de 27 a 31 de julho, e terá como objetivo desenvolver as capacidades de gestão e liderança dos futuros farmacêuticos, e o Post Congress Tour, uma viagem com a duração de uma semana à cultura de Taiwan.

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 9


ESPAÇO PEDAGÓGICO O Pelouro da Pedagogia esteve à conversa com alguns alunos de Erasmus de modo a averiguar quais as principais diferenças no curso de Ciências Farmacêuticas/Farmácia entre a FFUC e as Universidades de origem de cada um. Esta procura visou encontrar características comuns mas, essencialmente, pontos divergentes que poderiam ter interesse se implementadas cá.

María Alvarez Instituição: Universidade de Granada, Espanha Futuro: Farmácia comunitária Porquê Coimbra: Conselho de amiga que já esteve cá via Erasmus

Quais são as principais diferenças que notas Como é que os alunos são avaliados no teu curentre o sistema de ensino aqui e na tua univer- so? Por exemplo, fazem muitos exames? Têm sidade? mais que uma época de avaliação, como aqui? María Alvarez: A maior diferença está no ­tratamento entre os alunos e os professores. Aqui, esta relação é muito mais próxima e, sempre que podem, tentam ajudar-nos, enquanto que em Espanha esta relação é mais distante. As aulas práticas também são diferentes: lá, temos 3 horas diárias de práticas por unidade curricular e por semana, e no último dia fazemos o exame prático ao qual, se não passarmos, reprovamos à mesma. Para além disso, não escolhemos o nosso horário e há mais horas de aulas teóricas por unidade curricular. Acho que são dois sistemas diferentes, mas o importante é ter bons professores que gostem de ensinar os seus alunos. Durante o curso, os alunos fazem algum estágio curricular obrigatório? Se sim, em que áreas? MA: Sim, no último ano temos que fazer um estágio de 6 meses numa farmácia comunitária, numa farmácia hospitalar ou em ambas.

10 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

MA: Isso também é diferente - temos uma frequência por unidade curricular um exame final, um exame prático e trabalhos que podem ser voluntários ou obrigatórios, dependendo da mesma. Se não passarmos no exame final ou no da componente prática, temos que fazer outra avaliação em setembro. Na tua faculdade, existe algum órgão constituído por alunos que trate de assuntos pedagógicos e os discuta com professores ou com a administração da faculdade? MA: Sim, temos vários órgãos, por exemplo, em cada aula temos “los delegados” que são pessoas de cada ano que são responsáveis por falar com os professores quando há algum problema. Também temos a “ajuda ao estudante”, etc.

maio 2017


Marko Kočevar, Nataša Bejbii e Žana Voh Instituição: Universidade de Liubliana, Eslovénia Futuro: Farmácia comunitária, farmácia clínica e indústria farmacêutica Porquê Coimbra: História e tradição da UC, bom tempo, muitos sítios para conhecer em Portugal

Quais são as principais diferenças que notam entre o sistema de ensino aqui e na vossa universidade? Marko Kočevar, Nataša Bejbii e Žana Voh: São sistemas bastante parecidos – por exemplo, ambos os cursos têm 5 anos – mas em Liubliana temos algumas unidades curriculares anuais que valem muitos ECTS (até 20), enquanto aqui em Coimbra nunca vão além de 6. Além disso, o nosso 5º ano não tem um semestre normal com exames como acontece cá: temos antes um semestre para estágio e outro para a tese de mestrado, que consiste numa parte de pesquisa/investigação (em laboratório, por exemplo) e numa parte escrita. Quanto às unidades curriculares, não temos mais de 5 por semestre, e verificamos que aqui elas têm muita variedade e cobrem as bases de diversas áreas, enquanto as nossas se focam bastante em Química e Tecnologia Farmacêuticas. Não temos uma unidade curricular de Assuntos Regulamentares, por exemplo. Durante o curso, os alunos fazem algum estágio curricular obrigatório? Se sim, em que áreas? MK, NB e ŽV: No 1º semestre do 5º ano, todos os alunos têm de realizar um estágio. Geralmente fazem-no em farmácias comunitárias públicas ou privadas, mas há alunos que também passam por farmácia hospitalar; depende dos interesses do aluno. O estágio tem a duração de 4 meses completos e é antecedido e sucedido por 3 semanas de workshops, o que resulta num total de quase 6 meses.

maio 2017

Como é que os alunos são avaliados no vosso curso? Por exemplo, fazem muitos exames? Têm mais que uma época de avaliação, como aqui? MK, NB e ŽV: Quanto às épocas de exames temos uma após o 1º semestre, em janeiro/fevereiro, outra após o 2º semestre, em junho/julho, e ainda outra em agosto/ setembro. Cada época dura 4 semanas e para cada unidade curricular são dadas 4 hipóteses aos alunos de ir a exame – sendo a quarta tentativa paga. Isto acontece porque, no nosso curso, um aluno só passa de ano se obtiver aprovação a todas as unidades curriculares, ao contrário do que acontece aqui. Além disso, a nota vem expressa num número inteiro até 10 e para se passar é preciso ter no mínimo 6, ou seja, 55%. Na vossa faculdade, existe algum órgão constituído por alunos que trate de assuntos pedagógicos e os discuta com professores ou com a administração da faculdade? MK, NB e ŽV: Existe um Conselho de Estudantes, constituído por representantes dos alunos, que se reúne mensalmente para discutir temas de natureza ­pedagógica. São eles que discutem e esclarecem este tipo de questões com os professores. Como curiosidade, todos os funcionários pedagógicos da faculdade (exceto docentes a tempo inteiro) têm de renovar o contrato de trabalho com a faculdade de 2 em 2 anos, e só o podem fazer com a aprovação do Conselho de Estudantes.

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 11


NA SOMBRA DE ARTUR FIGUEIRINHA Para esta edição, estivemos à conversa com um rosto relativamente recente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Provavelmente já tiveste a oportunidade de assistir a algumas aulas lecionadas por ele, mas agora damos-te também a possibilidade de conheceres um pouco melhor a pessoa por detrás do Professor. Por Cátia Almeida e Rita Amado Dias O Pilão: Sempre quis enveredar pela Farmacognosia? Em que altura surgiu o interesse por esta área? Artur Figueirinha: Eu sempre gostei bastante desta área, desde a época de faculdade. Na altura, tive uma unidade curricular opcional - Fitoterapia -, e gostei muito. Além disso, tive uma professora muito boa que dava aulas excelentes e que me cativou muito - a Professora Doutora Teresa Batista. O Pilão: Como foi o seu percurso a nível de formação? AF: Eu terminei o curso em 1997, e nessa altura não estava a pensar fazer investigação e muito menos dar aulas, porque até era um pouco tímido. A minha ideia, inicialmente, era ir para a indústria farmacêutica. Fiz o estágio em farmácia comunitária e inicialmente gostei, mas comecei a achar um pouco rotineiro. Também tive a oportunidade de fazer estágio no Hospital dos Covões, aqui em Coimbra. A certa altura, o Professor Doutor Carlos Geraldes fez uma apresentação de um

12 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

projeto de investigação nos produtos de contraste em ressonância magnética nuclear e eu achei o tema tão interessante que, apesar de ainda estar a terminar o curso, fui falar com ele e acabei por começar a trabalhar com ele. No entanto, fui contactado pela Ordem dos Farmacêuticos, visto que estava à procura de um farmacêutico para dar aulas no Politécnico de Viseu. Não pensei duas vezes, fui para lá dar aulas e adorei, ficando lá cerca de 17 anos. Em Viseu, pediram-me para ingressar no Mestrado em Controlo de Qualidade, pois estava a dar aulas de várias disciplinas e, por esse motivo, não havia muito tempo livre para me dedicar à investigação. Fui tirar este mestrado na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Adorei o Porto! Posteriormente, em 2001/02, decidi fazer o doutoramento cá, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, precisamente em Farmacognosia com a Professora Doutora Teresa Batista. Mais tarde, abriu um concurso justamente na área em que tinha tirado o meu doutoramento. Concorri e fiquei. Estou cá até hoje, já lá vão cerca de três anos.

maio 2017


O Pilão: O que mais lhe apraz na dinâmica de trabalho diária?

Nacional de Saúde. Contudo, reconheço que é muito difícil por ser um processo muito complexo.

AF: Eu tinha muita experiência a dar aulas porque em Viseu havia dado várias cadeiras; quanto à investigação, não tinha tanta experiência, porque lá não se abordava tanto esta perspetiva. Atualmente também dou aulas; é um período muito intenso mas muito concentrado no tempo. Durante o resto do semestre tenho de escrever artigos, orientar alunos de mestrado e presentemente não tenho alunos de doutoramento. Este tipo de trabalho é duro, pois sou o responsável direto para que os estudantes atinjam bons resultados. Além disso, o trabalho com as plantas não tem horários, devendo-se isto à complexidade dos extratos e morosidade das técnicas separativas associada à frequente instabilidade dos fitoquímicos. Mas não deixa de ser compensador por isso.

O Pilão: Faz parte do Coro Sinfónico Inês de Castro. Como surgiu o gosto pela música?

O Pilão: Elucide-nos um pouco sobre a investigação que está a fazer atualmente. AF: Neste momento estou a seguir um pouco o trabalho que desenvolvi no meu doutoramento, mas claro que temos de nos adaptar, pois as coisas ficam ultrapassadas rapidamente. É natural que o projeto que fazemos depois do doutoramento seja a sua continuação, porque já estamos mais dentro do assunto e na comunidade científica somos mais credíveis, devido ao facto de já termos trabalho prévio publicado. Durante o doutoramento, estudei uma só planta, o Cymbopogon citratus, a chamada erva-príncipe, que tem atividade antioxidante e anti-inflamatória. Atualmente, ­continuo a estudar a inflamação, mas estudo também outras plantas e outros compostos. A pesquisa de novos compostos com atividade anti-inflamatória tem muito interesse, pois muitos anti-inflamatórios apresentam alguns efeitos secundários, portanto, é importante encontrar outras moléculas mais seguras e também com essa atividade anti-inflamatória. Além disso, interessam-me também todas as doenças que têm a sua génese em inflamações crónicas, como é o caso de certos tipos de cancro e doenças degenerativas. O Pilão: Se, eventualmente, tivesse de abandonar a área da inflamação, que outros projetos gostaria de desenvolver? AF: Se, por ventura, tivesse de abandonar a inflamação gostava de estudar as doenças que são um grande problema de saúde pública já quase a nível mundial, como a diabetes, as doenças cardiovasculares, essencialmente, o colesterol elevado, sempre na perspetiva de procurar novos compostos com origem nas plantas. Também tenho o sonho de estudar as doenças renais, como insuficiências renais, pois estes são problemas não só para a pessoa, como também para o Serviço

maio 2017

AF: Quando andava a estudar na faculdade, não pertenci a nenhum grupo musical, com muita pena minha. Nem sequer sabia tocar algum instrumento! Quando fui para Viseu, depois do mestrado, fiquei com algum tempo livre e, de repente, comecei a interessar-me pela música, como ela funciona, como as pessoas a leem a partir das partituras. Tinha uns amigos que tocavam guitarra e aprendi com eles a tocar. Fiquei fascinado e queria saber mais e mais, de tal maneira que insisti, insisti e acabei por conseguir ler a partitura ­sozinho, sem qualquer curso de conservatório. Mais tarde decidi que tinha de aprender a música a sério, então inscrevi-me no Conservatório de Música em Viseu. Matriculei-me no curso de guitarra clássica e, como eu já sabia ler a partitura, fui logo para a orquestra de guitarras. Adorei tocar em conjunto! Certo dia, já cá em Coimbra, soube que havia uns concertos por alturas do Natal na Sé Velha. Fui assistir a um coro que cantava acompanhado por orquestra e achei maravilhoso, mas o que mais me impressionou foi ver o quanto eles se divertiam e via-se que estavam com imenso prazer a cantar. Em janeiro abriram audições para o coro e eu, sem nunca ter cantado, fui e fiquei. O coro é de tal maneira absorvente que eu não sinto necessidade de tocar nenhum instrumento. O que me dá mais prazer é cantar com a orquestra, é uma coisa absolutamente impressionante! Também gosto muito das viagens que fazemos e do convívio. O Pilão: Tem outros hobbies para além da música? AF: Gosto imenso de ler e faço também algum desporto, mas muito menos do que já fiz. Quando era mais novo, praticava full contact e fazia ginásio, práticas que agora não tenho hipótese de conciliar com a vida pessoal e profissional. O Pilão: Dado o gosto que referiu pela leitura, quer destacar algum autor ou algum livro pelos quais tenha preferência? AF: Há vários autores que aprecio. Na verdade, há demasiadas obras muito boas e todos os anos se publicam milhares de livros novos, o que torna impossível lê-los a todos. Como tal, decidi começar pelos clássicos gregos e romanos e portanto, se eu tivesse que ­escolher um, apenas um, teria de ser um clássico. Creio que a “Ilíada”, de Homero, pois é um livro impressionante e muito completo - poesia, ciúme, tragédia, comédia, tudo o que se encontra nas outras obras está na Ilíada. Claro que também gosto de ler autores mais

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 13


contemporâneos. Há alguns livros que me marcaram, dos quais saliento - “Memórias de Adriano”, de Marguerite Yourcenar, uma carta deixada por um imperador romano às portas da morte ao seu sucessor, para o ajudar a desempenhar bem a sua nova função, e “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, um romance policial passado na idade média, escrito com muita erudição e com o qual podemos aprender muito. Quando tenho pouco tempo, leio contos e poesia. Apaixonei-me por poesia mesmo antes de gostar de ler outro tipo de livros e, apesar de gostar de muitos poetas, há dois que adoro: Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner Andersen. Contudo, esta não deixa de ser uma questão complexa - tenho muita dificuldade em escolher autores, porque sinto sempre que me esqueço de alguns.

O Pilão: Conte-nos uma curiosidade sobre si. AF: Em termos de alimentação, eu procuro seguir sempre que possível uma alimentação vegetariana, mas não sigo o veganismo. Deixei o leite por questões de saúde, mas quanto à carne custa-me muito consumi-la, porque eu sinto o sofrimento animal, então estou sempre à procura de alternativas, como o seitan, o tofu ou o tempeh. Porém, a dificuldade em encontrar bons sítios onde se come comida vegetariana não deixa de ser um problema.

O Pilão: Se pudesse escolher 3 personalidades mundiais, falecidas ou não, para um diálogo, quem escolheria? AF: Ghandi, Buda e também o Papa Francisco. Gosto de personagens que admiro pela sua mensagem de paz e tolerância.

14 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


Por Maria Aquino

Realizou-se na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos passados dias 19 e 20 de abril o PharmAcademy, em parceria com o projeto Académica Start UC e também com Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra (NEF/AAC), pelo Pelouro dos Estágios e Saídas Profissionais. O Académica Start UC - Rede de Embaixadores para o Empreendedorismo - é um projeto piloto criado pela Associação Académica de Coimbra em cooperação com a Universidade de Coimbra. É composto por vinte e seis embaixadores, cada um representante dos Núcleos de Estudantes da AAC e tem como objetivo divulgar e incentivar todas as iniciativas que apelem ao empreendedorismo e à inovação, bem como promover políticas de sensibilização e atividades junto dos seus pares. A sua meta principal passa por promover uma mudança de valores e atitudes mais empreendedoras, estimulando a tomada de risco e a criação de novas ideias. Assim, uma atividade como o PharmAcademy surge com o intuito de despertar o sentido mais inovador e empreendedor dos estudantes da FFUC. Esta iniciativa baseou-se numa série de workshops que complementaram a formação da comunidade estudantil nesta vertente, colocando ao seu dispor as ferramentas necessárias para a criação e desenvolvimento de uma ideia ou produto, bem como o seu possível lançamento para o mercado. Dada a conjuntura atual do país, torna-se essencial reunir todas as ferramentas necessárias que possam distinguir os estudantes da FFUC enquanto futuros profissionais. Nesse sentido, esta atividade pretende encorajar a resolução de eventuais dificuldades que possam surgir no percurso profissional, sendo que o empreendedorismo pode revelar-se uma resposta. A atividade promovia a instituição de um espírito empreendedor entre estudantes, com workshops que pretendiam fornecer as ferramentas necessárias à criação de uma ideia e produto. Os participantes mostraram interesse e motivação através da interação com os oradores ao longo dos diversos workshops. A simpatia dos oradores e a sua disponibilidade e acessibilidade foram, segundo o pelouro envolvido na dinamização da atividade, um grande ponto forte.


Pharmacy Business Challenge ‘17 Primeiro concurso de gestão em farmácia para estudantes de Ciências Farmacêuticas em Portugal Por Sofia Meireles

O segundo concurso das Olimpíadas Portuguesas das Ciências Farmacêuticas ‘17 (OPCF’17) decorreu no passado dia 22 de abril e resultou de uma parceria entre a Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) e a tecnológica Glintt. Os cerca de 40 participantes foram divididos aleatoriamente em equipas que, baseadas no modelo de gestão em farmácia 360º, resolveram alguns casos-problema apresentados pela Glintt. Após uma sessão introdutória conduzida por aquela que é a maior tecnológica portuguesa, esta competição inovadora desafiou a criatividade e a transversalidade de conhecimentos dos estudantes envolvidos que, sob a pressão do curto período de tempo disponível para a resolução dos casos, deram o melhor de si e revelaram-se capazes de explorar com qualidade uma temática completamente nova para a grande maioria. Todas as equipas foram avaliadas por um júri que, com base no desempenho das mesmas, atribuíram o título de vencedores à equipa roxa, constituída pela Patrícia Pagaimo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, pelo Miguel Vaz da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, pelo Marcos Teixeira da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e pela Ana Almeida e Isabel Simões da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. O júri elogiou a capacidade comunicativa demonstrada na generalidade e, embora tenha realizado alguns reparos relativamente a aspetos mais técnicos, mostrou ainda uma enorme satisfação perante o interesse e coragem dos participantes em fazerem parte deste que foi o primeiro concurso de gestão em farmácia para estudantes de Ciências Farmacêuticas em Portugal. Para além de somarem 100 pontos para as OPCF’17 e ficarem mais próximos do prémio final de 500€ para investir em formação, os grandes vencedores desta primeira edição do concurso ganharam ainda a oportunidade de realizar um estágio de verão na Glintt.

16 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


Seminário da Prática Farmacêutica da APEF Por Sofia Martins e Sofia Meireles

Decorreu nos passados dias 21 e 22 de abril, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, o Seminário da Prática Farmacêutica da APEF - Empreender e Inovar em Saúde – que contou com cerca de 70 participantes. O primeiro dia iniciou-se com a final nacional do CAD ’17 (Concurso de Aconselhamento ao Doente). Todos os finalistas receberam a oportunidade de realizar um estágio extracurricular em farmácia comunitária, prémio concedido pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), e a grande vencedora, Cláudia Viegas, aluna da Universidade do Algarve, terá a oportunidade de representar Portugal na Final Internacional do CAD que decorrerá em agosto, no 63rd IPSF World Congress. Ao longo da tarde decorreram três sessões paralelas que visaram colmatar algumas lacunas ao nível do plano curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas. Na Sessão Paralela 1, ­subordinada ao tema “O farmacêutico lado a lado com o doente idoso”, abordaram-se assuntos relativos ao papel das farmácias na intervenção e acompanhamento à população idosa e à visão da Associação Nacional de Gerontólogos sobre a importância dos farmacêuticos no trabalho interdisciplinar. Na Sessão Paralela 2, debateu-se o tema “Projetos piloto nas farmácias: que desafios?”. A necessidade de existirem projetos piloto, as suas realidades e exigências, a forma como se medem os resultados e se negoceiam remunerações, e a questão da venda de anti-retrovíricos nas farmácias foram alguns dos tópicos discutidos. A Sessão Paralela 3 foi alusiva ao tema “Gestão em Farmácia: necessidades atuais do setor”, onde se debateu a dimensão do farmacêutico no sistema de saúde e foi explorada uma perspetiva da gestão de farmácia a 360º. Para finalizar este intenso dia de enriquecimento pessoal e profissional, os participantes assistiram ainda a um Plenário Final. Deste modo, foi possível realizar um balanço global de toda a atividade e discutir de forma construtiva as questões abordadas, o que serviu também para exponenciar o envolvimento de todos na atividade.

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 17


Concurso de Aconselhamento ao Doente Por Eduardo Torres e Nuno Abrunheiro

O Concurso de Aconselhamento ao Doente (CAD) é um evento que mobiliza estudantes do 3º, 4º e 5º anos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas no sentido de testar as suas capacidades comunicativas de abordagem ao doente em contexto prático, num ambiente de Farmácia Comunitária. Esta competição permite uma maior sensibilização para a realidade do farmacêutico comunitário, propondo-se simultaneamente a estimular práticas de atendimento que assegurem uma prática farmacêutica de máxima qualidade. Integrado nas Olimpíadas Portuguesas das Ciências Farmacêuticas 2017 (OPCF ’17), o CAD ­realizou-se em sete institutos/universidades portuguesas, sendo que a Universidade de Coimbra foi a única instituição de ensino a concurso a realizar pré-eliminatória, devido ao elevado número de inscritos. Como resultado dessa pré-eliminatória, realizada a 29 de março, foram apuradas as estudantes Dora Rodrigues, Patrícia Henriques, Ana Lúcia Marques e Rita Santos, que seguiram para a eliminatória local, concretizada no dia 3 de abril. Os estudantes eliminados nas pré-eliminatórias somaram, no entanto, 20 pontos para as OPCF’17. Após a eliminatória local, Rita Santos protagonizou a melhor prestação, tornando-se a representante da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra na final nacional deste concurso. Com esta vitória arrecadou ainda mais 60 pontos para as OPCF’17. Para a final nacional, disputada no passado dia 21 de abril, apuraram-se ainda Iara Santos, pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Miguel Vaz, pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, Beatriz Bogalho pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, Inês Pereira pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Cláudia Viegas, pela Universidade do Algarve e ainda Mónica Correia do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz. A final do concurso decorreu durante o Seminário da Prática Farmacêutica da APEF, “Empreender e Inovar em Saúde” e, na ótica dos jurados, Cláudia Viegas foi quem mais se destacou neste desafio, pelo que irá representar Portugal no CAD internacional, a decorrer este ano em Taiwan.

18 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


Ema Paulino UM EXEMPLO DE POLIVALÊNCIA


Tendo já recebido o Prémio Almofariz de Figura do Ano, um dos mais prestigiados no setor farmacêutico, Ema Paulino foi apresentada pelo ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa, como “a farmacêutica portuguesa que chegou mais alto a nível internacional”. Pode dizer-se que escolheu este caminho por vocação, embora exista também algum peso hereditário. Aos 26 anos já se encontrava na direção da Associação Nacional de Farmácias e assegura que o trabalho em equipa é aquilo que lhe dá “mais gozo”, considerando que o interessante não é “rodear-se de pessoas iguais” a si, mas sim de pessoas que a complementem. Por Rita Amado Dias e Sofia Meireles O Pilão: Porquê a escolha das Ciências Farmacêuticas? As funções que desempenha ­atualmente vão ao encontro do que perspetivava aquando do ingresso no ensino superior? Ema Paulino: Eu cresci enquanto profissional numa farmácia comunitária, onde desde cedo tive oportunidade de perceber e ser testemunha do impacto que o farmacêutico tem na saúde da população em geral e da pessoa em particular, pelo que seguir Ciências Farmacêuticas foi uma escolha que quase foi feita para mim, e não por mim. Pareceu-me o corolário óbvio de uma infância passada a admirar o trabalho que os meus avós e a minha mãe faziam diariamente em prol da saúde dos cidadãos de Almada. As funções que desempenho atualmente são diversas, mas passam também pelo exercício da profissão em farmácia comunitária, pelo que posso afirmar que sim, que vão ao encontro do que perspetivava. Eventualmente, penso que as minhas perspetivas até saíram reforçadas, no sentido em que hoje o reconhecimento do nosso contributo é ainda maior do que quando iniciei a minha prática profissional. O Pilão: Já desempenhou inúmeros cargos em estruturas como a Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF), a European Pharmaceutical Students’ Association (EPSA), a Associação Nacional das Farmácias (ANF), a Federação Internacional Farmacêutica (FIP) e a Ordem dos Farmacêuticos (OF), alguns dos quais ainda ocupa. Como surgiu este interesse pelo associativismo? EP: Na realidade, o meu envolvimento no associativismo iniciou-se ainda no Ensino Secundário, onde fui vice-presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada. Não posso dizer que me lembre exatamente de todas as circunstâncias e razões 20 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

pelas quais me candidatei ao cargo, mas recordo que foi uma época em que sentimos que nos tínhamos de manifestar para promover não só a ­melhoria das condições de ensino, mas também a realização de eventos socioculturais e ­desportivos que ­extravasassem as nossas obrigações enquanto estudantes. Para além disso, sou uma pessoa de convicções e que acredita, como Gandhi, que “temos de ser a mudança que queremos ver no Mundo”. Uma das formas de fazer acontecer é estar envolvido em associações e outras organizações similares, pelo que tem sido dessa forma que o meu interesse na promoção da mudança positiva se tem manifestado. O Pilão: Como foi o percurso até a atual posição de Secretária Profissional do Board of Pharmaceutical Practice da FIP que ocupa desde 2013? Sentiu-se estigmatizada em algum momento ou circunstância pelo facto de ser mulher e a primeira a pertencer ao Comité Executivo? EP: O meu percurso foi natural, de crescimento dentro da organização. Comecei por ser convidada para relançar o Young Pharmacists Group, que estava adormecido na altura, por volta do ano 2000, e depois fui ocupando várias posições até chegar a Secretária Profissional. Fui construindo uma reputação de coerência, rigor e partilha, e sempre coloquei grande ênfase na procura de consensos alargados. Talvez tenham sido estas características que de alguma forma apadrinharam os convites que me foram sendo feitos para me candidatar aos diferentes cargos. O facto de ser mulher (assim como o de ser mais jovem, considerando a idade média das pessoas em cargos de liderança na FIP) tanto me trouxe obstáculos e dificuldades, como, em certos momentos, acabou por ser uma vantagem. Nunca me senti ­penalizada por esse facto. Inicialmente, penso que era precisamente por ser jovem e mulher que acabava por ter mais visibilidade. Claro que depois maio 2017


há que aproveitar essa visibilidade para contribuir de uma forma positiva e construtiva. Por exemplo, tendo consciência que, em determinados fóruns ou eventos, ser jovem e mulher poderia ser interpretado como tendo uma menor preparação ou experiência para contribuir de forma significativa para as questões em discussão, o que sempre fiz foi preparar-me muito bem antecipadamente. Saber colocar uma questão pertinente ou fazer uma sugestão na altura certa podem determinar a forma como somos encarados. E nada disto se faz

conto com equipas de pessoas e profissionais excecionais que extravasam as suas obrigações particulares e contratuais para levar a bom porto as nossas ideias e ideais. Sem todas as pessoas com quem trabalho, isso não seria possível, por muito boa gestão do tempo que afirme ter. Claro que há dias em que me sinto frustrada por não ter mais tempo para me dedicar às ­diferentes tarefas, mas aprendi a viver com isso, desde que me deite com a consciência de que em todos os momentos, fiz o melhor que pude.

sem muito estudo prévio e reflexão. É assim que encaro a minha participação nas diferentes organizações. E numa época em que as pessoas estão tão assoberbadas com informação e tarefas, uma pessoa que se prepara tem claramente vantagens no que toca à sua capacidade de ser reconhecida como parte da solução para os desafios.

O Pilão: Que competências pessoais julga necessárias desenvolver e aprimorar de modo a formarem-se bons profissionais de saúde? Considera que os estudantes e futuros farmacêuticos estão preparados para o que o atual mercado de trabalho exige?

O Pilão: Como concilia todas as tarefas que desempenha? A gestão de tempo alguma vez se revelou um entrave, ou conseguiu desenvolver esta ferramenta de forma harmoniosa com a aquisição de experiência? EP: Eu poderia dizer que não consigo viver de ­outra maneira que não seja a de estar envolvida em vários projetos ao mesmo tempo (o que não deixa de ser verdade), mas com rigor, eu sei que só consigo conciliar todas as atividades porque em todas as organizações e projetos em que estou envolvida, maio 2017

EP: A experiência tem-me permitido perceber que as competências pessoais são ferramentas que utilizamos para alcançar os nossos desígnios. Não são fins em si mesmas. Até porque para atingir um mesmo objetivo, há pessoas que exibem competências distintas, mas que podem ser ­igualmente eficientes. O que eu penso que é verdadeiramente importante é termos a consciência de quais são os nossos pontos fortes e utilizá-los para colmatar eventuais pontos mais fracos. De alguma forma penso que a nossa sociedade nos empurra para desconsiderarmos que existem pontos fracos, no sentido em que devemos semO Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 21


pre encará-los como oportunidades de melhoria. Não digo que não concorde que há sempre possibilidades de melhorarmos em certos aspetos, mas para mim, tem sido mais eficaz reforçar os meus pontos fortes, do que propriamente apresentar grandes melhorias nos meus pontos fracos. Por exemplo, sou uma pessoa que não gosta de confrontos, de dizer que “não”. E nessa perspetiva, ­tenho procurado melhorar a minha capacidade de negociação e persuasão, e encontrado soluções mais criativas que permitam englobar todos os pontos de vista. Sei que outras pessoas fariam as coisas de forma diferente, com os mesmos resultados. E acho que é isso que torna as pessoas tão interessantes, na perspetiva em que somos todos diferentes e todos temos um contributo e um caminho que é nosso e que é único. Penso que os estudantes e futuros farmacêuticos, formados em Portugal, têm uma excelente preparação técnico-científica. O aspeto clínico pode ser melhorado, mas não concordo que se comprometa o nosso background científico para dar mais peso à componente clínica. O nosso contributo nas equipas de saúde é uma mais-valia, precisamente porque temos uma preparação científica mais marcada do que a dos outros profissionais de saúde. Não devemos sentir-nos inferiorizados nessa diferença, porque só fazem sentido as ­equipas quando cada membro contribui de forma complementar à dos outros membros. Senão ­tínhamos equipas de uma só pessoa! Também não concordo com o aumento do peso das chamadas soft skills no currículo académico. A minha ­opinião é de que as soft kills se adquirem através do envolvimento no associativismo, no voluntariado, e noutros projetos e iniciativas paralelas e complementares à nossa formação académica - não numa sala de aula. É uma pena que em Portugal o nosso nível de envolvimento nestas atividades seja tão reduzido; noutros países é inclusivamente critério de admissão nas faculdades. Por último, tendo em conta as várias saídas profissionais possíveis para o farmacêutico, concordo com a flexibilização que se tem introduzido nos últimos anos do Mestrado Integrado, no sentido de se ter um maior peso em cadeiras opcionais, o que permite já direcionar de alguma forma os conhecimentos, sem nos prender a um só ramo profissional à partida. Mas realço o facto de que para sermos considerados profissionais de saúde, é impensável que saiamos das Faculdades sem o estágio obrigatório nas saídas assistenciais da profissão, que são a comunitária e a hospitalar. Não concordo de todo em que se substitua este 22 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

estágio (mesmo que tal fosse permitido pela legislação Europeia) por estágios exclusivos em investigação, indústria, ou outros, porque perderíamos a nossa essência enquanto profissionais de saúde. Acima de tudo, temos de ter consciência que a nossa formação se faz ao longo de toda a nossa vida profissional. O Pilão: De que modo acha possível tornar a prática farmacêutica cada vez mais diferenciadora, permitindo uma maior aproximação à comunidade? EP: O que diferencia qualquer profissão, quer seja de saúde ou não, é o acrescentar valor. Nesse sentido, penso que em qualquer função que venhamos a desempenhar, devemos sempre ­questionar-nos se estamos a acrescentar valor, fazendo o melhor uso das nossas competências específicas. Um aspeto que também considero fundamental é o trabalho em equipa. Não estarmos isolados na comunidade, mas estabelecermos pontes com os profissionais e estruturas de saúde que nos rodeiam, de forma a centrarmos a nossa ação efetivamente nas necessidades do cidadão. O Pilão: Qual a sua visão a respeito da representação política da classe farmacêutica? ­Julga que a preocupação com esta vertente tem acompanhado aquela que se verifica no campo social? EP: Se considerarmos a representação política na perspetiva da nossa participação direta nos órgãos políticos, efetivamente não temos tido uma grande história neste domínio. Apesar de que temos exemplos, como a Dr.ª Clara Carneiro, que já assumiram posições de relevo. Penso que seria benéfico envolvermo-nos mais a este nível, uma vez que se não estivermos sentados à mesa onde se tomam as decisões, dificilmente se lembrarão de nós. Contudo, temos tido uma presença associativa muito forte, de que é exemplo a Associação Nacional das Farmácias, e Bastonários de referência, o que nos tem permitido ganhar credibilidade e espaço de intervenção junto dos órgãos de gestão e decisão política, e que depois se tem refletido nos avanços importantes que temos tido no sentido da valorização constante do nosso contributo enquanto profissionais de saúde. O Pilão: Tem percecionado algum tipo de ­melhoria no setor farmacêutico? Avista um futuro promissor no que concerne aos níveis de empregabilidade e às condições de trabalho maio 2017


em Portugal?

centam valor, pela sua simplicidade, e até pelo ­desconhecimento que por vezes têm da forma EP: Não tenho quaisquer dúvidas de que o profis- como conseguem tocar a vida das pessoas que sional farmacêutico tem hoje uma visibilidade, servem. reputação e confiança reconhecidas por parte da população em geral e dos outros ­profissionais de saúde em particular, significativamente melhores do que quando comecei a exercer em farmácia comunitária, em 2001. A crise financeira e económica que o país atravessou, e que de alguma forma ainda hoje atravessa, afetou significativamente o mercado farmacêutico, e consequentemente os níveis de empregabilidade e condições de trabalho. Contudo, tendo em conta que os farmacêuticos são parte da solução para muitos dos desafios que o sistema de saúde em Portugal ­atravessa, não tenho quaisquer dúvidas de que o futuro é promissor, saibamos nós agarrar as oportunidades. O Pilão: Qual a sua opinião sobre a nova legislação referente à atuação dos enfermeiros nas farmácias? EP: A atuação dos enfermeiros em farmácia comunitária deve ser analisada de forma integrada com a atuação de outros profissionais de saúde, na perspetiva de como as suas competências podem permitir gerar mais ganhos em saúde, e especificamente contribuir para o nosso desígnio de aumentar a efetividade e segurança das terapêuticas. O farmacêutico comunitário não deve ser o único profissional de saúde que se mantém isolado, quando a tendência global é a do estabelecimento de equipas pluridisciplinares, que de uma forma holística respondam às necessidades do cidadão. O farmacêutico tem, contudo, a sua área específica de atuação, que deve reforçar e manter como prioritária, no seu espaço de excelência de atuação, que é a farmácia comunitária de ­proximidade.

O Pilão: Pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido ou tem curiosidade/vontade de experimentar uma área distinta no futuro? EP: Para ser sincera, não penso muito no futuro. Preparo o dia de amanhã, e penso que isso é sempre o mais importante. Contudo, não tenho quaisquer dúvidas de que qualquer que seja a tarefa que esteja a desempenhar daqui a alguns anos, vai ter de estar ligada à nossa profissão e ao setor da saúde em geral. É por isso que sou verdadeiramente apaixonada, e não sou uma pessoa que consiga viver sem paixão. O Pilão: Que mensagem quer deixar aos nossos leitores que serão, na sua maioria, futuros profissionais de saúde?

O Pilão: Alguma personalidade a inspirou durante todo o seu percurso? EP: A mensagem mais importante que ­gostaria de transmitir é a de que acreditem em vocês mesEP: Já tive oportunidade de referenciar as duas mos e nas vossas causas. Pode parecer uma mengerações anteriores de farmacêuticos na minha sagem frívola, mas a minha experiência ­diz-me família, que foram a minha primeira grande que quando acreditamos naquilo que somos e ­inspiração. Ao longo do meu percurso estudantil e no que fazemos, a nossa convicção transparece, e profissional, posso dizer com toda a honestidade convence. Desafiem-se constantemente, porque que me senti e continuo a sentir inspirada todos a verdadeira satisfação vem de sairmos da nossa os dias, por múltiplas pessoas com quem tive a zona de conforto, e criarmos novos espaços para oportunidade de me cruzar. Admiro-as pela sua ocuparmos e para crescermos enquanto profisentrega, pelas formas diferentes com que acres- sionais e pessoas. maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 23


FARMACÊUTICOS PELO MUNDO Em articulação com o Pelouro das Relações Internacionais, é apresentado nesta edição um pouco da experiência de alguns ex-estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e de outras faculdades do país e que, por diversas razões, tiveram a necessidade de emigrar e exercer a profissão, enquanto farmacêuticos, no estrangeiro. Por Maria Aquino

Para nos ajudar neste artigo, decidimos então contactar a Dr.ª Ana Margarida Pita e o Dr. Vítor Hugo Vergílio. Ambos ex-estudantes da FFUC, trabalham atualmente no estrangeiro, mais especificamente em Farmácia Comunitária, na Suécia. Ana concluiu o curso em 2006, enquanto que Vítor concluiu em 2002 (tendo equivalência a Bolonha em 2007), ambos em Ciências Farmacêuticas. O Pilão entrou em contacto com o casal e fez uma pequena entrevista para não só conhecermos o seu percurso académico, mas mais importante do que isso, entender o que é trabalhar no estrangeiro. Ana, quando questionada sobre o percurso académico, contou-nos que leva de Coimbra as melhores recordações, tanto a nível pessoal como académico. Andou na Phartuna, onde viria a conhecer o futuro marido e pai dos seus filhos. Como ela própria diz: “Temos bons professores e um bom currículo académico. Nunca senti que nos faltasse qualquer tipo de conhecimentos, muito pelo contrário, tanto na minha experiência de Erasmus (Bélgica), como agora, em farmácia

24 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

comunitária, aqui na Suécia.” - Ana Pita Vítor tentou aproveitar ao máximo o seu tempo de estudante e conhecer a cidade. Conta-nos uma história semelhante de amor, já que se apaixonou por Ana na noite da sua primeira atuação pela Phartuna. “Temos um currículo bastante completo, e tive alguns professores excecionais. Apesar do impacto da adaptação ao trabalho, nunca senti que me faltassem conhecimentos técnicos, apenas experiência.” - Vítor Hugo Quando questionados sobre as adversidades, Ana e Vítor contam-nos que, infelizmente, as condições para a sua classe profissional não são as melhores. Apesar de que, na sua altura, sair da faculdade implicava um trabalho quase direto e estável e investimento em qualidade e inovação, as condições foram piorando progressivamente. Ambos trabalharam durante uns tempos em Portugal em locais diferentes, não sendo de todo a vida ideal para eles.

maio 2017


“A dada altura, a família separou-se, comigo a estar com a Ana e com a nossa filha pequena aos fins de semana. Isso foi uma coisa que nunca quisemos, e quando isso deixou de ser uma situação transitória para parecer permanente começámos a pensar em alternativas...” Vítor Hugo Assim sendo, emigraram ambos para a Suécia, onde trabalham e vivem atualmente. Por curiosidade, perguntámos como é então trabalhar num país que não Portugal. A resposta foi similar. Em termos de ­conhecimentos, sentiram-se muito bem preparados e os processos a nível de funcionamento da farmácia são iguais - só necessitaram de se adaptar. Contam-nos mesmo que as experiências de trabalho em Portugal ajudaram a adquirir uma ideia muito completa ­facilitando em muito a adaptação ao novo sistema. “Aqui, um farmacêutico tem mais reconhecimento/responsabilidade a nível profissional (não há nenhuma receita que seja expedida, mesmo que seja preparada por um técnico, que não seja controlada e assinada por um Farmacêutico). Todas as farmácias trabalham com sistema de qualidade (é obrigatório!) e isso é uma grande mais-valia! O contacto com os médicos é também mais

habitual e normal (…) “ - Ana Pita Para ambos, trabalhar para uma grande cadeia leva a um sistema de qualidade, estruturado e bem definido, e a uma maior pressão tanto a nível de vendas, como de desempenho. O ritmo é acelerado todo o dia, quase todos os dias. Quanto à questão mais de curiosidade das dificuldades, a resposta é quase em uníssono. Ambos se queixam que por vezes a língua pode tornar o processo um pouco mais difícil. “Quem quiser emigrar, tem de ter noção de que terá de trabalhar muito e intensivamente, nomeadamente nos primeiros tempos; especialmente alguém que, como nós, tenha de aprender uma nova língua, e é isso que é mais esgotante.” - Vítor Hugo O casal partilha que, apesar dos processos interiorizados, a comunicação com cada doente/cliente é única, existindo a necessidade de alguma fluência, mas nem sempre é fácil. Admitem, contudo, que ao longo do tempo, essa dificuldade mais substancial é pouco a pouco ultrapassada, e a comunicação torna-se mais acessível.

Fica atento à página do NEF/AAC e lê outros testemunhos na íntegra! maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 25


EPSA TRAINERS Sabes que tipo de atividades a Associação Europeia de Estudantes de Farmácia (EPSA) desenvolve? Quantos estudantes representa e a amplitude da sua presença? Já conheces o EPSA Training ­Project? Nesta edição, trazemos até ti alguns testemunhos de pessoas que vivem intensamente a experiência de pertencer a esta associação. Por Sofia Meireles

A European Pharmaceutical Students’ Association (EPSA) representa mais de 160 000 estudantes de Farmácia em 37 países . A associação firma a sua ação em cinco pilares principais: comunicação, tanto de informação como de experiências ou mesmo boas práticas nacionais associativas; mobilidade, em que apresentamos aos nossos membros projetos individuais ou de grupo que proporcionem oportunidades de conhecer novos países e ­culturas; advocacia, onde procuramos representar a opinião dos nossos membros perante entidades superiores e órgãos reguladores, eventos, sendo que organizamos quatro por ano, nos quais conseguimos reunir de 150 a 400 participantes e preparar o futuro da associação com as Assembleias Gerais, e educação, onde ambicionamos apresentar aos membros oportunidades educativas de alta qualidade que vão desde simpósios e workshops, até trainings e passando ainda por campanhas de saúde pública. É difícil referir apenas uma atividade tendo em conta todo o sucesso que temos tido nos nossos variados projetos, mas julgo importante referir o EPSA Training Project, a partir do qual procuramos levar até aos nossos membros sessões educativas baseadas em soft skills com o intuito de desenvolver as suas competências não-formais. Por último, gostava igualmente de mencionar o Individual Mobility Project, onde proporcionamos estágios remunerados com uma duração de 3 a 12 meses em indústria farmacêutica, com benefício da componente de mobilidade do projeto.

26 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

Catarina Nobre Presidente da EPSA

maio 2017


Diogo Piedade EPSA Training Coordinator

O EPSA Training Project nasceu em 2009 e conta hoje com mais de 60 EPSA Trainers espalhados por 18 países europeus – 10 deles só em Portugal. Ser EPSA Trainer significa comprometer-se com o EPSA Training Project e investir longas horas na preparação e apresentação de sessões de training. Embora todos diferentes, os EPSA trainers partilham entre si a paixão por partilhar conhecimentos com outros e por fazer que estudantes de farmácia de toda a europa se tornem uma melhor versão deles próprios. O percurso de um EPSA Trainer inicia-se sempre com um Training New Trainers (TNT). Neste evento, os participantes experienciam uma intensa aprendizagem de técnicas e teorias que lhes permitirão preparar Trainings de elevada qualidade no futuro. Preparar um Training envolve despender de muitas horas a estudar os tópicos e a preparar a estrutura da sessão para que os resultados de aprendizagem sejam os melhores. O EPSA Training Project foca-se em soft skills importantes tanto para o desenvolvimento pessoal com profissional dos estudantes de Ciências Farmacêuticas de toda a Europa. Os nossos objetivos passam por fazer as soft skills chegarem a todos os estudantes e por defender pela inclusão destas nos currículos de Ciências Farmacêuticas em toda a europa. Concluo dizendo que as soft skills são muitas vezes o critério de desempate no que toca a empregos e que o seu desenvolvimento é tão crucial como o conhecimento farmacêutico, todos os estudantes devem investir o seu esforço em melhorá-las.

Tiago Gonçalves EPSA Trainer

A decisão de me tornar Trainer remonta a 2015, no término do V APEF Training Project – ATP D’Ouro – uma atividade formativa por excelência, no campo das tão importantes soft skills. O meu percurso enquanto Trainer teve início na fantástica cidade de Brno (República Checa), no verão do ano passado, onde fui prendado com a oportunidade de participar na 10ª edição de um evento formativo da EPSA que muito enalteço e honro – o Training New Trainers – pela primeira vez em colaboração com a IVSA (International Veterinary Students’ Association). Posso afirmar, com toda a certeza e um sorriso rasgado, que aquela semana (a mais intensa até hoje) mudou por completo a minha vida e a forma como vejo o mundo. O conhecimento que humildemente nos foi transmitido, a par dos seres humanos maravilhosos que tenho o orgulho de ­atualmente classificar como amigos, constituem uma das pedras angulares da pessoa que sou hoje. Devo afirmar que não foi um percurso fácil. Fomos chamados a olhar para todos os desafios de forma crítica e a descortinar a essência da nossa personalidade, sempre com o intuito de entregar o melhor a todos os participantes com os quais tivéssemos a honra de vir a contactar. É o que procuro fazer hoje, em todos os momentos. Quanto ao futuro, tudo o que posso afirmar é o meu desejo de continuar a partilhar as dádivas que me foram transmitidas e procurar seguir o lema a que me proponho diariamente: fazer deste um mundo melhor.

O próximo TNT terá lugar entre os dias 8 e 16 de julho! Fica atento ao site da EPSA para mais informações e, em caso de dúvida, contacta o Diogo Piedade através do e-mail training@epsa-online.org.

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 27


19TH EPSA SUMMER UNIVERSITY Dinamizado pela Associação Europeia de Estudantes de Farmácia (EPSA), em colaboração com o Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior, o evento convida cerca de 200 de estudantes de Ciências Farmacêuticas de toda a Europa a viajar até à Covilhã para a 19ª edição da Universidade de Verão da EPSA. A Social Events Coordinator, Raquel Vargas, explica a motivação da equipa portuguesa na construção desta edição tão especial. Somos orgulhosamente alunos de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior na Covilhã e foi-nos reconhecida a ambição e a qualidade capazes de receber um evento desta magnitude. A história da 19th EPSA Summer University começou a escrever-se no dia 5 de novembro de 2016 quando, por unanimidade em Assembleia Geral, nos foi dada a permissão para pormos em prática a vontade de tornar o verão de 2017 inesquecível tanto para nós como para os alunos de Ciências Farmacêuticas, espalhados por toda a Europa. Foi na 13th EPSA Autumn Assembly – realizada em Cluj Napoca, na Roménia, que apresentámos a nossa candidatura, e assim a história ganha forma e sentido. O Gonçalo Almeida - Chairperson do evento, a Inês Fonseca - Vice-chairperson, o Gonçalo Rodrigues – Secretary e eu estivemos lá! Fomos os porta vozes de um Reception Committee de 12 elementos. Durante toda a semana que compôs a Autumn Assembly tivemos sempre presentes mais 9 grandes motivos para trazermos esta vitória para a nossa cidade: a Cláudia Fonseca - Sponsorship Officer, a Alexandra Afonso - Registrations Officer, a Catarina Ramos e o Miguel Vaz como Educational Officers, o Rodrigo Ramos - Logistics Department, a Marta Diogo - Public Relations, Information & Technology, a Beatriz Vieira como Treasury and Finances, o Luis Silva como Social Events Coordinator e a nossa vibrante cidade: a Covilhã, que tão bem nos soube receber. Entretanto, mediante a abertura de uma Open Call para a Helping Committee, conseguimos aumentar a polivalência da nossa equipa e agora somos no total 32 elementos. Todos os participantes terão a oportunidade de se envolver no evento que será pautado tanto por atividades de cariz educacional, de enriquecimento pessoal e também cultural e social. O tema da 19th EPSA Summer University é “Pharmacist - the active ingredient of healthcare”, onde ­reconhecemos e pretendemos enfatizar o valor acrescentado do farmacêutico. De 23 a 29 de julho, a Covilhã estará pronta a receber-te - não fiques só tu de fora! Mais informações em

28 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

/epsa.su17

maio 2017


CALOIRA VS. FINALISTA Nesta 18ª edição d’O Pilão, o tema desta crónica passa pelas expectativas para uma Queima que se aproxima e também a experiência de quem acabou de chegar e de quem se prepara para sair desta nossa cidade e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Assim sendo, entrevistámos tanto uma aluna de 1º ano, como uma aluna de 5º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas. Por Maria Aquino

Caloira: Mariana Cupido

Finalista: Maria Ferreira

Coimbra? Coimbra… que me viste nascer e ­agora me vês crescer a passos largos. Julgava que te conhecia, mas só há pouco descobri a tua essência. Quem estuda nesta cidade sabe do que falo, tudo parece diferente, especialmente os momentos que aqui se vivem, porque o que se vive em Coimbra fica eternamente guardado nas nossas memórias. Por ­agora, essas memórias ainda são poucas, mas de uma intensidade inigualável. Pensar no dia em que cheguei a esta faculdade causa-me arrepios, não só pelo dia cheio de emoções que foi, mas também pelo facto de sentir que o tempo passou demasiado depressa. Vivi tanto desde que aqui cheguei, mas esses momentos não me chegam, quero mais, muito mais! Há tantas coisas que pensei fazer e que ainda não realizei… mas o tempo escasseia e cada vez me “assusta” mais pensar que, entretanto, vou deixar de ser caloira. A Queima avizinha-se e isso causa em mim um misto de emoções. Quero muito, muito que ela ­chegue! É a minha primeira Queima, sabem o que isso implica? Vou vestir capa e batina pela primeira vez, vou viver Coimbra ao máximo, naquela que, talvez, será uma das melhores semanas da minha vida. Espero tanto que chegue! Mas ao mesmo tempo não a quero ver chegar…

Coimbra, ainda me lembro do dia em que entrei pelas tuas portas, portas essas que tu abriste para me acolher de uma forma tão terna. Lembro-me, como se fosse hoje, do medo que senti, não de ti, mas­ do ­desconhecido. Mas tu ensinaste-me tudo que sou hoje e o que posso vir a ser. De ti, guardo todas as ­alegrias e tristezas, sorrisos e lágrimas, momentos que nos ficam guardados por dentro. Levo na memória todas as amizades que puseste no meu caminho, todos os ensinamentos, todas as noites mal dormidas, todos os passeios à beira-rio, todos os cafés intermináveis, todas as conversas, todas as infernais épocas de exames e tantas outras coisas que, de certa forma, enchem o meu coração. Quando me perguntam o que mais me marcou nestes cinco anos, foi sem dúvida poder sentir o teu peso aos ombros com a capa negra que vesti e ainda visto com orgulho e respeito. Sinto uma alegria enorme em poder dizer que fiz um pouco parte de ti e é com tristeza que vejo que o meu tempo já passou. Passou e não volta. Mas as memórias, essas, ninguém mas tira.

maio 2017

O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC | 29


AGENDA FORMATIVA Mês

Dia(s)

Evento

Local

2 a 27

Curso de Pós-Graduação em Dermatocosmetologia: da saúde à beleza

Porto

10

IV Curso de Formação em Boas Práticas Clínicas

Lisboa

11

II Seminário de Feridas

IPO de Coimbra

17 a 20

Congresso Europeu da Obesidade 2017

Porto

17 e 20

Curso de Atualização em Farmacologia Clínica e Terapêutica na Doença de Parkinson

Lisboa

20

Seminário e Caminhada/Corrida “10 km pela Saúde Mental”

São Martinho do Bispo, Coimbra

21 a 24

PSWC 2017: FIP Pharmaceutical Sciences World Congress

Estocolmo, Suécia

27 e 28

V Congresso e Expo Saúde Naturales Medicinae

Fórum Lisboa

junho

16 e 17

XVIII Jornadas VIH 2017

Hotel Régua Douro, Peso da Régua

julho

5a8

III Conferência Internacional de Obesidade Infantil

Fundação Champalimaud, Lisboa

12 e 13

XV Conferência Nacional de Economia da Saúde

Hotel Vila Galé, Coimbra

12 a 14

Congresso Nacional dos Farmacêuticos 2017

Centro de Congressos de Lisboa

14

IV Congresso Europeu de Nutrição Funcional

Lisboa

20 e 21

XII Reunião Anual do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da SPMI

Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha

24 a 26

Lisbon Addictions 2017 - 2ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências

Centro de Congressos de Lisboa

maio

outubro

30 | O Pilão - Jornal Informativo do NEF/AAC

maio 2017


maio 2017

O PilĂŁo - Jornal Informativo do NEF/AAC | 31


Gostas do que lês e julgas que podes acrescentar valor ao jornal da tua faculdade? A equipa d’O Pilão está aqui para te receber. Manifesta a tua vontade de integração na equipa através do e-mail jornal@nefaac.pt e colabora na edificação deste jornal.

Núcleo Redatorial És o tipo de pessoa que preza manter-se informada? Possuis o dom da escrita e queres partilhá-lo com o mundo? Junta-te ao nosso Núcleo Redatorial e mostra o quão as tuas palavras merecem ser lidas.

Departamento de Design Escrever não é o teu forte mas tens uma aptidão especial para a imagem? Eis uma oportunidade de mostrares o teu talento e contribuir positivamente para a construção do nosso Jornal.

APOIOS INSTITUCIONAIS:

PATROCINADORES:

18ª Edição  
18ª Edição  
Advertisement