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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

UM JORNAL COMPLETO

DIRETOR

Paulo Neto

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA

Semanário 18 a 24 de abril de 2013

pág. 06 > ABERTURA pág. 10 > À CONVERSA pág. 12 > REGIÃO

Ano 12 N.º 578

centrais > SUPLEMENTO pág. 24 > ECONOMIA

1 Euro

pág. 27 > DESPORTO pág. 29 > EM FOCO Publicidade

pág. 32 > SAÚDE

REGIÃO DE VISEU

pág. 34 > CLASSIFICADOS

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Avenida Alber to S ampaio, 130 - 3510 - 028 V iseu ·

novo p

SEMANÁRIO DA

pág. 30 > CULTURA

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pág. 23 > EDUCAÇÃO

Novo acordo ortográfico

redacao@jornaldocentro.pt

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“Próximo Quadro Comunitário valoriza a agricultura nacional” ∑ Afirmou o secretário de Estado Vieira e Brito, na conferência sobre Viseu e Balança Alimentar

Publicidade

José Alfredo

| págs. 6, 7 e 8


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Jornal do Centro 18 | abril | 2013

praçapública Temos muitos depu- rNunca fui um polí- r Não rAinda se escondem r tados cujas idades se muito os cegos”

situam numa classe etária alta e que, no meu entender, deveriam dar lugar a deputados mais jovens. Precisamos de ideias novas, de alternativas, de gente com “sangue na guelra”, como diz o povo, que traga um contributo diferente a este País.”

palavras

deles Sara Lourenço

Atílio Nunes

Coordenadora da delegação de Viseu da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Declarações ao Jornal do Centro, 12 de abril)

Editorial

Paulo Neto Diretor do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

tico do “sim” quando a resposta tem de ser “não”, e muito menos o fui do “nim”. Nada pior do que falsos pagadores de promessas. As pessoas merecem o nosso respeito”

Afonso Abrantes

Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, em entrevista ao Jornal do Centro

Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, em entrevista ao Jornal do Centro

temos qualquer dúvida que o desenvolvimento dos nossos territórios passará pela inovação, pela competitividade, pelo trabalho em rede e naturalmente por aproveitar as imensas possibilidades que temos no nosso território” Carlos Marta Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões

Mudanças… Os dois grandes marcos das últimas quatro décadas da História de Portugal foram a revolução de Abril de 1974 e a adesão do nosso país à CEE, em Janeiro de 1986. Como disse o investigador José Manuel Seabra, há dias, na apresentação do seu último livro em Viseu, com o 25 de Abril Portugal perdeu o império colonial, aliás numa irrefragável lógica do que vinha a suceder com os maiores países imperialistas do mundo, a Inglaterra, a França, a Bélgica… Acabou também quase meio século de Estado Novo no qual pontificaram Oliveira Salazar e Marcelo Caetano. O 25 de Abril abriu caminho à polémica independência das colónias, mais no modo que na essência. O êxodo de centenas de milhares de portugueses oriundos da Guiné, Angola e Moçambique gerou profundíssimas tensões sociais. Os que vinham traziam a revolta de quem tudo perde. Deixavam de ser africanos em África e não eram portugueses em Portugal, que para muitos nem pátria era. Portugal deu a independência às colónias e ao aderir à CEE deu a sua autonomia a uma ilusória confederação de países europeus com subterrâneas, astutas e pérfidas lógicas económicas dos países ricos do norte, que só agora se começam a evidenciar e cujo futuro se adivinha calamitoso. Nestas quatro décadas, à velocidade vertiginosa desta era, foram tantas e tão súbitas as mudanças, que no meio do nosso atordoamento ainda não abarcámos a amplitude e consequências de tal mutabilidade.

A nossa agricultura está a bulir. Diz quem sabe. E quem sabe esteve presente na conferência sobre a “Balança Alimentar Contributos para o futuro”, promovida pela AIRV em parceria com o Jornal do Centro, no passado dia 12 deste mês, em Viseu. Entre técnicos, especialistas, docentes do ensino superior, empresários, governantes e ex-governantes, o perfil traçado durante três horas de prelecções e debate deixaram-nos fundadas esperanças no crescimento e ri-

S. João da Pesqueira Armamar Cinfães

Resende

Lamego

Tabuaço

Tarouca Penedono

Moimenta da Beira Sernancelhe

Vila Nova de Paiva Castro Daire

S. Pedro do Sul Satão

Oliveria de Frades Viseu

Nelas

Tondela

Mortágua S. Comba Dão

queza do sector agrícola e pecuMangualde ário na nossa região. Ainda há muito a fazer para equilibrar a balança entre a produção e o consumo, mas a redignificação do sector está em marcha com inovação, juventude e investigação, contanPenalva do Castelo

Vouzela

Carregal do Sal

Se o poder central tem sido o corrupio de gente política de segunda qualidade, em geral, o

a câmara, há vinte anos, nasciam 140 crianças por ano. Hoje nascem 40”. E é este, agora, o novo desafio: o da captação e fixação dos mais jovens, com estímulos que vão desde o trabalho à natalidade.

poder local tem tido, nestes últimos vinte anos, no distrito de Viseu, autarcas de grande mérito e competência que, em duas décadas, mudaram completamente o rosto dos seus concelhos, fazendo obras que deveriam existir há muito e dando um notável contributo para a qualidade de vida dos seus munícipes. Hoje, em todas as vinte e quatro autarquias do distrito de Viseu há infra estruturas sociais relevantes. E se há ainda lacunas nessa qualidade, elas são, em geral, de cariz e origem supramunicipal e devidas ao poder central, nomeadamente em dois sectores charneira: a Educação e a Saúde. Actualmente, o grave problema de todo o interior é o recuo demográfico. Confessava-me há dias um edil: “Quando vim para

do com empresas locais líderes no sector e com projectos valiosos desenvolvidos por docentes e discentes do IPV, assim como com a intervenção das comunidades intermunicipais. No âmbito das comemorações de Abril, no nosso distrito, destaca-se a autarquia de Sernancelhe pela elevação que lhes concede. E este 25 de Abril não é excepção, contando com a presença de Dom Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, Miguel Veiga, um dos fundadores do PSD, Barbosa de Melo, ex-presidente da AR, Lima Bastos, advogado e escritor, a Academia de Música local, Orquestra Filarmonia das Beiras, André Cardoso e Paulo de Carvalho. Um grande dia… Em todos os concelhos, mangas arregaçadas, preparam-se, com denodo e empenhamento as autárquicas 2013. Salutar fruto da democracia, apesar da partidocracia, por vezes, tão confrangedoramente redutora e tão clubisticamente limitativa, elas aí estão. É hora do povo dar os seus prémios limão e laranja aos candidatos que os merecerem. Na sede do distrito, só um candidato está activo: José Junqueiro. Naturalmente e por obrigação de funções governativas, Almeida Henriques só começará a lavrar sua leira em Maio. Hélder Amaral parece o candidato “nim”. Quer dizer: tem que ser mas não quer ser. E por isso, vai adiando, vai adiando, vai adiando… à espera de uma bóia salvadora que não só tarda a chegar como, provavelmente chegará sem ar… A fábula da cigarra e da formiga com novos protagonistas?


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números

estrelas

6000

Número de espectadores confirmados no jogo do passado domingo entre o Académico de Viseu e o Sporting de Espinho, que decorreu no Fontelo.

Importa-se de responder?

Hélder Amaral Presidente da Comissão Política Distrital do CDS/PP

Mota Faria Presidente da Comissão Política Distrital do PSD

A avocada unanimidade na escolha dos candidatos às autárquicas no distrito ficou manchada com a demissão da comissão política concelhia de S. Pedro do Sul, em discordância com a escolha do candidato.

Num momento em que os partidos já apresentaram os seus candidatos a Viseu, o CDS/PP continua em ponto-morto.

Sim. Acho que é importante a câmara desenvolver este tipo de atividades de maneira a conseguir fazer chegar a cultura aos viseenses.

Isabel Pacheco

Daniela Nunes

Jornalista

Administrativa

Sim, conheço. O “Viseu Naturalmente” é uma iniciativa cultural louvável de todos os pontos de vista. Além de dar a conhecer os projetos culturais existentes na região, oferece a todos os viseenses um leque cultural abrangente , contribuindo para fazer de Viseu, a melhor Cidade para viver...

David Santiago

O antigo Grémio local é rest a u r a d o e g a n h a n ovo a le n to, dando vida à cidade, ao acol her o Cent ro de I novação e Dinamização Empresarial de Mangualde.

Conhece o “Viseu Naturalmente”? O que acha? Sim, sei o que é. Já não estou em Viseu há três anos, mas posso dizer que acho a iniciativa positiva. No entanto, penso que devia inovar. Peca pela repetição dos eventos e das actividades programadas.

Opinião

João Azevedo Presidente da Câmara Municipal de Mangualde

Sim, conheço. Acho que é um programa bastante bom e interessante criado pela Câmara Municipal de Viseu contendo várias actividades e eventos que contribuem para a dinamização da nossa cidade a nível cultural e social. Na minha opinião é um projecto que contribui para que Viseu seja uma das cidades com melhor qualidade de vida a nível nacional.

Paulo Lima

João Taveira

Pianista

Estudante

A Cortina de Ferro Horizontal As várias tropelias que têm marcado a agenda mediática da nossa comunicação social e respectivos comentadores políticos, têm “chutado para canto” aquilo que seria, já era e é cada vez mais fundamental discutir - a Europa. Até há dois pares de semanas todos os caminhos iam dar a Roma, devido à eleição de um Papa jesuíta e também pela incapacidade do regime político italiano conseguir desenvencilhar-se do novelo criado com o resultado das últimas eleições legislativas. As esperanças, então depositadas na coragem e seriedade política do presidente Napolitano, esqueciam que sem o acordo entre dois dos três partidos mais votados, ele nada poderia fazer. Estava, e

permanece, impedido de apostar novamente num governo de iniciativa presidencial, como fizera com Monti, depois dos resultados deste nas últimas eleições. Assim, a república italiana viu-se prostrada a uma indefinição que nos tolhe dois dos políticos mais sérios e corajosos com quem a Europa contou e poderia ainda contar. A imprevisibilidade do que sucederá em Itália não parece fazer eco no cada vez mais provável resultado para chanceler da Alemanha, nem naquilo que continua a ser o rumo de uma política europeia, marcada por uma austeridade que assume a forma de braço armado numa guerra norte-sul, cujos efeitos e resultados são conhecidos. O

sucedido no Chipre foi mais uma demonstração do autismo político dos governantes alemães e da irrelevância dos seus pares. Entretanto, agora que, por entre a espuma dos dias, já esquecemos a Itália e o Chipre, fechamos os olhos ao que se passa na Hungria, Bulgária e Eslovénia. A Europa negligencia tudo aquilo que não tenha a ver com o estrito cumprimento dos défices. A preocupação com o nosso quintal, negligenciando o quintal do vizinho, sempre que este cumpra a cartilha importada, é, nos termos clássicos, equivalente à saída da pólis (cidade), dada a não prossecução do bem-comum, e o regresso à oikos (casa), porque subme-

tidos ao oikos despote (déspota). Cada um dos membros da zona euro está remetido à sua oikos, perdeu a liberdade, porque dominado por um déspota omnipotente que, sustentado na única oikos com real dimensão física e saúde financeira, submete as restantes oikos e suas comunidades. Esta nova realidade europeia criou uma nova cortina de ferro, desta feita horizontal, que divide os calvinistas ricos dos pobres “alunos invejosos”, agora ainda mais invejosos porque abrangidos pela fome, cuja fronteira, como há muito Adriano Moreira vem sublinhando, já transpôs o Mediterrâneo em direcção a norte. O desenlace poderá estar ao virar da esquina.


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Opinião Diretor Paulo Neto, C.P. n.º TE-261 paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redação (redaccao@jornaldocentro.pt)

Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Micaela Costa, (estagiária) micaela.costa@jornaldocentro.pt

Maria do Céu Sobral Geóloga mariasobral@gmail.com

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Diretora: Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

Ana Paula Duarte ana.duarte@jornaldocentro.pt

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Jornal do Centro 18 | abril | 2013

Desperdício Ação ou efeito de desperdiçar, esbanjamento; e por ironia da língua designa também o conjunto de “desperdícios” gerados em subprodutos e produtos da indústria têxtil, que é normalmente usado por mecânicos para limpar as mãos, e que é afinal um produto reciclado a 100%. Foi emitida durante a semana anterior uma reportagem que tentava mostrar onde o país desperdiçava 50% de toda a sua produção, chegando à conclusão que a maior parte desse desperdício dava-se logo na fase inicial do processo produtivo, principalmente na agricultura, em que a normalização de produtos leva a

que milhares de toneladas de produtos sejam deixados no campo e nas árvores por não cumprirem os objetivos standard. A produção agrícola em regime intensivo permitiu que esses desperdícios descessem em percentagem em comparação com a produção mais artesanal, mas é obviamente impossível reduzi-los a zero, mas poderia ser possível arranjar solução para a maior parte deles. Em França, existe um costume apoiado por uma Lei secular do Código Penal, que de uma maneira quase romântica e retratada até em quadro por Millet, permite que Rebuscadores e Respigadores façam

rebusca (árvores) e respiga (solo) entre o nascer e o pôr-do-sol, por necessidade ou por prazer, também ele considerado uma necessidade, tornando o desperdício inicial muito mais baixo e enriquecendo em frescos as dispensas de muitas famílias. Em Portugal este costume ainda não se pratica, e o pensamento mais rápido seria doar esses bens que não têm valor comercial, mas os custos associados à apanha e preparação são insuportáveis sem qualquer tipo de retorno. Neste momento o maior custo que se soma ao valor de um determinado produto, é o custo energético da produção, resul-

marcos.rebelo@jornaldocentro.pt

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

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Opinião

Por Portugal, pelos portugueses e pelos depósitos

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Elísio Oliveira Economista

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Sob o desígnio de garantir a sustentabilidade das finanças públicas e reganhar a credibilidade nos mercados financeiros internacionais, o governo e a troika sangram a economia, definham a sociedade e não logram alcançar os objectivos propostos. Pelo desiderato do controle do défice e da dívida pública recorrese a instrumentos de política macroeconómica de austeridade que, pelo seu excesso, nos afastam dos objectivos a que se propõem e destroem as bases que haveriam de os garantir no futuro. Assim, uma fiscalidade excessivamente agressiva não resulta na receita desejada. O corte brutal nos investimentos tem efeitos multipli-

Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Opinião

Semanário Sai à quinta-feira Membro de:

Sílvia Vermelho Politóloga Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Fácil de entender Tinha, no início dos anos 90, uma cassete de vídeo gravada com uma animação sobre “a história da actividade económica”. Vi aquilo um cento de vezes, nas aulas da minha mãe (Professora) ou em casa. Apesar de nem o filme ter conseguido despertar-me o interesse para a área dominante da minha família – as ciências económicas – recordo-o hoje, contudo, como as minhas lições fundacionais de “como o mundo funciona”. E, nessas lições, ficou-me muito clara a ideia de que o dinheiro era um meio, usado na troca de bens: tinha uma cor-

respondência directa com um produto ou com um serviço, tangível ou não. O dinheiro não existia per se, enquanto produto ou resultado de uma actividade económica, o dinheiro era o meio pelo qual se facilitaram as trocas, permitindo que estas se estabelecessem de forma não directa e, portanto, menos constrangida. “Governo da casa”, já diziam os gregos, a economia é uma ciência real, sendo a formalização académica dos nossos mecanismos de sobrevivência, enquanto ser individual e enquanto espécie. Não há “se-

gredo” no que deve ser uma “boa” economia: esta deve satisfazer necessidades em função de recursos que são, naturalmente, limitados, escassos ou menos escassos. E isto também é fácil de entender: afinal de contas, a Terra, hoje, ainda é um sistema fechado: não realizamos trocas materiais controladas com Marte ou com a Lua, cingimo-nos ao que temos à nossa disposição aqui, neste nosso planeta: os recursos minerais, os recursos hídricos, o solo… O resto é história e sabemo-lo bem: os avanços tecnológicos permitiram um melhor controlo


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tado dos elevados preços praticados, em especial na energia elétrica. Como país que lidera a lista da União Europeia da produção de energias renováveis, com 70% da energia total a ser conseguida de forma sustentável, e financiado para que assim fosse, não se compreende o preço a que temos de a pagar (não considerando teorias recentemente divulgadas), se fizemos tanto investimento para cumprir metas principalmente ambientais, porque não somos recompensados? Está a ser produzida cada vez mais energia e cada vez de forma mais limpa e sustentável, mas é desperdício enquanto não beneficiar quem dela precisa, se não permitir que

cadores recessivos. A excessiva sangria da procura interna não é suficientemente compensada pela relativa performance das exportações. Em consequência, o PIB cai fortemente e torna relativamente maior uma dívida que aumenta em valor absoluto. Ano após ano, estamos a criar uma dívida monstruosa que já atinge 205.000 milhões de euros e 123 % do PIB e, se nada de profundo for feito em termos de negociações, vai afirmar-se, pela enormidade dos juros a pagar, uma força de desequilíbrio orçamental e um travão à melhoria dos custos de contexto, nomeadamente no domínio de uma fiscalidade mais dinamizadora da economia e atractiva do investimento. A sociedade tem que acomodar cada vez mais desemprego, emigração, menos regalias sociais e menos rendimen-

sobre a natureza, o que solidificou o sedentarismo e a agricultura de subsistência, permitindo às comunidades humanas prosperarem nos territórios em que se fixaram. O final do século XIX estabeleceu, com a proliferação do novo paradigma social e económico trazido pela Revolução Industrial, a economia como a conhecemos até hoje. A normalização da “economia do salário”, baseada na remuneração, em dinheiro, pelo trabalho desenvolvido nas fábricas e nas obras públicas, alterou profundamente as estruturas demográficas, sociais e económicas das sociedades até então. A urba-

o custo dos produtos que dela dependem possa baixar, tornando as exportações mais competitivas e ajudando a economia. Esta relação de desperdício na produção, desperdício na execução e finalização, é muito comum por cá, grandes ideias, grandes investimentos, muito poucas repercussões no cliente final, e verifica o sinónimo, esbanjamento. Resultado de muito esbanjamento e muito desperdício, talvez não esteja longe o dia em que retrataremos para a posteridade, provavelmente não em quadro mas em fotografia, os Rebuscadores e Respigadores portugueses, infelizmente pela necessidade e não pelo prazer.

to disponível. Entre 2011 e 2013 os portugueses estão a registar um empobrecimento colectivo de cerca de 12mil milhões de euros. Em 2013 estaremos com um nível de riqueza próxima do ano 2000. É como se estivéssemos 13 anos parados no tempo. Os portugueses estão a empobrecer de forma acelerada, pela via da menor produção de riqueza, da diminuição dos salários,da redução de regalias sociais, mas também pela via da desvalorização do seu património. Hoje muitos portugueses estão, por exemplo, a pagar empréstimos sobre um valor que as respectivas casas já não têm. Os resultados actuais não caíram do céu, têm antecedentes práticos: as políticas públicas de quem nos tem go-

nização, a industrialização e a família nuclear foram respostas a uma nova forma de poder e dominação: a do empre-

vernado. Os últimos 5 anos de governação, a receita da tróika e um contexto de crise internacional conduziram o país a um labirinto e não se descortina uma perspectiva promissora para os portugueses. Para vencer esta dramática encruzilhada em que deixamos cair a nossa história colectiva, necessitamos cada vez mais de um reforço de base governativa e da base social de apoio, com maior abrangência, maior equilíbrio interno de posições, maior capacidade negocial no plano internacional e uma visão de futuro para o que é essencial e estruturante. Foram os governos liderados pelo PS e pelo PSD que neste período tutelaram a degradação da situação nacional, embora num contexto de crise internacional. A gravidade da situação deve ter uma

resposta extraordinária, um verdadeiro pacto de regime. Os ombros de apenas um destes partidos serão sempre fracos para carregar a dimensão e a eficácia das exigências que nos esperam. Não é tempo de aventureirismos nem de egoísmos ideológicos ou partidários. É tempo de unir esforços para evitar uma calamidade nacional sem precedentes. Pelo país, pelos portugueses e pelos depósitos. É tempo de os responsáveis políticos se deixarem de jogos partidários e afirmarem um generoso e vincado sentido patriótico. É necessário federar responsabilidades, capacidades e compromissos, para equilibrar as finanças públicas, reafirmar a confiança internacional, refundar a economia, evitar a pobreza e salvar a essência do estado social.

gador sobre o assalariado. Deixámos de ter, também, competição pelo fim último – a comida ou o acesso a água potá-

vel – e passámos a ter competição pelo meio – o posto de trabalho com vista à remuneração. Basicamente, o mundo ocidental transformou o objectivo último da espécie – a sobrevivência – buscando-a não directamente (através do acesso à terra e aos meios de produção) mas através do salário. Ao dissociar-nos da nossa realidade enquanto ser vivo e com necessidades biológicas primordiais, o salário tem sido, simultaneamente uma falsa carta de alforria da nossa dependência da natureza e a corrente escravizadora do irrealismo, conveniente a certas élites. Só há liberdade na realidade.

Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico


Jornal do Centro

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abertura

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textos ∑ Emília Amaral / Micaela Costa

Agricultura

Paulo Neto

Que futuro? O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito reforçou em Viseu a ideia que tem vindo a ser transmitida de que o próximo Quadro Comunitário (20142020) vai ter uma forte aposta no reforço das organizações de produtores e na área da investigação, com vista à inovação e à valorização da agricultura nacional. “O novo Quadro [Comunitário] tem um eixo muito importante no reforço das organizações dos produtores e no reforço da área da investigação e da inovação, em parceria entre as associações dos agricultores, as universidades e os politécnicos e a administração pública, ou seja, um dos maiores desafios que temos será necessariamente o reforço destas organizações de produtores e trazer mais valor aos produtos que nós fazemos bem”, destacou o secretário de Estado no encerramento da conferência “Viseu e a Balança Alimentar - Contributos para o Futuro”, organizada pela Associação Empresarial da Região de Viseu, em parceria com o Jornal do Centro, na passada sexta-feira, no Hotel Montebelo. Nuno Vieira e Brito destacou a região de Viseu por estar a apostar em sectores em “franca expansão” como os ovos, o vinho e o leite (o azeite também faz parte dessa dinâmica), que contribuem para “reduzir o balanço das importações” do país: O governante defendeu uma “aposta na tipologia do produto” ao dar o exemplo da referência para saúde que “o consumidor cada vez mais toma a sério”. “Não há nada melhor do que vender ou produzir produtos que tenham uma referência de bons para a saúde…, essa valorização é uma valorização necessariamente do consumidor, mas também sob o ponto de vista da exportação”, referiu. Para o secretário de Estado, a agricultura e as perspetivas que o novo Quadro Comunitário deixa antever são uma oportunidade para os jovens, incentivando-os a olhar para o sector “como uma profissão de futuro e com elevação”, aproveitando as capacidades da terra e os incentivos comunitários, num quadro de maior formação dos agricultores e de aposta na investigação.

Nuno Vieira e Brito salientou a necessidade de o país se saber posicionar em três níveis de mercado: “os mercados de proximidade que devem ser estimulados”, o mercado nacional com um estímulo “à compra daquilo que é português e, depois, as exportações.

Qualidade. “As nossas empresas agrícolas devem apostar não na quantidade mas na diferenciação, na qualidade, na qualificação. As empresas agrícolas têm que trabalhar em rede”, foi desta forma que o presidente da AIRV, João Cotta abriu a conferência, onde ao longo de três horas se abordaram diferentes sectores: vinho, produtos lácteos, horticultura, financiamento de empresas e qualificação. O dirigente defendeu a aposta na investigação aplicada, apelando aos deputados e autarcas presentes para que “lutem por isso” sem receios. “O IPV (Instituto Politécnico de Viseu) tem particular responsabilidade nisto e tem que contribuir para a formação dos técnicos, para a investigação aplicada. Se há área em que Portugal não pode deixar de investir é na investigação aplicada e não pode voltar atrás”, sublinhou. Inovação. João Paulo Gouveia, docente da Escola Superior Agrária do IPV, na sua intervenção, afirmou que o setor agrícola e agroalimentar tem “revelado capacidade para resistir” e, em alguns casos “progredir”, num contexto de “instabilidade”. Para isso “é necessário vencer desafios”, um deles “assenta numa aposta clara no conceito de fileira de vários produtos endógenos e na inovação, tanto ao nível do produto, como da embalagem e dos serviços agregados, alicerçadas na tão necessária formação”, afirmou. João Paulo Gouveia referiu ainda que “estes desafios só podem ser ganhos com incentivo na formação de técnicos especializados e em atividades de investigação e desenvolvimento”. Para o docente “Viseu é uma região com uma forte componente agrícola e agroalimentar” e, por isso, “constituem um verdadeiro espaço de desenvolvimento integrado”.


Jornal do Centro 18| abril | 2013

Marta Moreira

Rosário Gama

Arlindo Cunha

“O principal apoio público ao setor primário surge através do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). Com principal foco na valorização da competitividade, sustentabilidade do espaço rural e dinamização das zonas rurais e estes são so principais objetivos do programa PRODER para 2015/2020. Na competitividade promove um acesso mais equitativo ao sistema financeiro, apoiando a consolidação financeira numa ótica de investimento e capital e o consequente desenvolvimento mais sustentado das empresas e organizações do sector agrícola, florestal e agroalimentar. No que diz respeito à sustentabilidade, visa contribuir para a utilização continuada das terras agrícolas, manutenção da paisagem rural e a conservação e a promoção de sistemas de exploração agrícola sustentáveis. Através da promoção e diversificação da economia, para atividades não agrícolas, e do aumento o emprego nas zonas rurais, de acordo com uma estratégia definida para territórios locais alvo de abordagem LEADER, pretende tornar sustentáveis os espaços rurais”.

“A agricultura na Região Centro (de que a área de Viseu é parte integrante) sofreu uma profunda transformação desde a adesão à União Europeia, tendo hoje menos de metade dos ativos e do número de explorações, mas produzindo melhor qualidade e a preços mais baixos, sendo muito mais competitiva. Esta evolução é particularmente visível nos setores tradicionais da região, como as frutas (incluindo a castanha, noz e avelã), diferentes tipos de legumes, os vinhos, o leite de vaca, de ovelha e de cabra e o queijo. Não esquecendo as culturas de regadio do Baixo Mondego (destaque para o milho e arroz). (...) Importa também referir novos setores que vão surgindo, em particular na área de Dão Lafões”

José Alfredo

“O McDonald’s tem procurado evidenciar os seus valores de marca global e tem-se tornado mais relevante localmente. Através do reforço das parcerias com fornecedores locais, sublinhando assim o compromisso de contributo da marca para a economia local. São exemplo disso, produtos como a salada, azeite, sopas, frutas e vegetais. Sempre que é estabelecida uma nova parceria, entre um fornecedor nacional e a McDonald’s, são atingidos requisitos que permitem a certificação deste fornecedor como oficial da Mc Donald’s, dotando-o da possibilidade de parceria, não só com o mercado nacional, mas com outro mercado onde a marca está presente. Estas parcerias e investimento contínuo em Portugal e nos fornecedores portugueses continuarão a fazer parte da nossa filosofia”.

BALANÇA ALIMENTAR - CONTRIBUTOS PARA O FUTURO | ABERTURA 7

Domingos Almeida João Madanelo “Atualmente temos cerca de 100.000 pequenos ruminantes e cerca de 110 queijarias ativas. Com esta capacidade produtiva instalada, esta Região oferta-nos 4000 destas ovelhas em exploração da vocação leiteira, 5 milhões de litros de leite. Isto gera um valor de 20 milhões de euros, entre queijo, requeijão e borrego de leite. (...) Agora são precisas algumas alterações: criar forma de incentivar a venda local à porta, para saberem que os produtores existem e que podem estar lá, criar espaços nas grandes e médias superficies de venda direta dos produtos, com a figura da Denominação de Origem Protegida, garantir ao consumidor e proporcionar mais valia ao produtor, “angariar” novos e fiéis consumidores e ainda apostar na restauração como postos de venda dos produtos regionais. Por fim aguardar uma lei facilitadora ao uso da terra associada a programas de apoio financeiro, à compra de pequenos ruminantes autóctones que permitiriam um redimensionamento das explorações e consequentemente aumento dos efetivos leiteiros com dimensão empresarial e, assim, equacionar a possibilidade de conquista do mercado externo com a preocupação de pautar por uma regular e referenciada qualidade. (...) Por outro lado a valorização do leite de cabra, ao invés do de vaca. A oferta e enrequecimento do nosso cabaz de lácteos com novos e ressurgidos alimentos é já hoje possível com queijo de ovelha fresco, iogurte da ovelha Serra da Estrela ou algo a criar como gelados de leite de cabra ou ovelha. A produção de leite de cabra, em alguma paragens para consumo em natureza constituirá uma forte mais-valia”.

“Em tempos de crise não é despiciendo considerar o importante papel económico e social da pequena horta familiar. Estes espaços de pequena produção hortícola existem em 65 por cento das explorações agrícolas nacionais. (...) O seu papel não está avaliado, mas representam em muitos casos a diferença entre a pobreza e a miséria e contribuem em muito para a resiliência do espaço rural em tempos de crise. (...) É preciso revitalizar modelos de negócios antigos e explorar novos modelos, como por exemplo “pick-your-own”, sistemas de produção de semente,. As novas formas de horticultura, como por exemplo, a horticultura urbana, a horticultura terapêutica, a horticultura pedagógica, o interior plantscaping e todas as formas de incorporação de culturas hortícolas em construções - coberturas verdes de edifícios, jardins verticais, edifícios verdes, produção em arranha-céus, numa articulação entre as Ciências da Hortícolas e discuplinas como a Arquitetura, Engenharia Civil, Psicologia e outras áreas disciplinares, que podem criar oportunidades para os empreendedores”.


8 ABERTURA | BALANÇA ALIMENTAR - CONTRIBUTOS PARA O FUTURO

Jornal do Centro 18 | abril | 2013

CARDOP à prova na primeira degustação dia 26 de abril

A

Paulo Barroca, docente da ESAV/IPV O projeto de investigação aplicada CARDOP foi apresentado pelo seu coordenador, Paulo Barracosa. A flor do Cardo é uma das matérias-primas fundamentais na confeção do queijo Serra da Estrela, uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa. O cardo é um coagulante vegetal natural, obtido a partir das flores do cardo silvestres que nascem e crescem na paisagem da região beirã.

Uma equipa da Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) estabeleceu uma parceria com a Universidade Católica - Centro Regional das Beiras e com o Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra e contou com o apoio de várias organizações, para “caraterizar exaustivamente o cardo desta região de Denominação de Origem do Queijo Serra da Estrela, para no futuro transmitir o conhecimento aos produtores da região”, referiu Paulo Barracosa, lembrando que o objetivo final é os produtores “poderem criar queijo de uma forma mais padronizada, mas simultaneamente diferenciada na diversidade de texturas, sabores e aromas”. O especialista sublinhou que este trabalho desenvolvido em equipa “é um projeto integrado” composto por dois campos de inves-

tigação, um da ESAV e outro na Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, onde a equipa se encontra a trabalhar com “o saber, as práticas e a tradição” de cinco produtores de queijo Serra da Estrela que se associaram ao projeto e os cardos selecionados pelos investigadores. O CARDOP tem cada vez mais pernas para andar e no dia 26 deste mês vai realizar-se a primeira prova durante um jantar de degustação, em que o cardo “vai estar à prova”. Paulo Barracosa lembrou que o cardo só conhecido como coagulante para o queijo Serra da Estrela pode ser “uma mais-valia” na culinária. O especialista lamentou apenas que o projeto “não tem sido feliz na relação com o PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional)”. EA

A

Pedro Rodrigues, docente da ESAV/IPV O projeto AquaSense foi apresentado pelo professor e investigador, Pedro Rodrigues. Trata-se de um outro projetos de investigação aplicada da Escola Superior Agrária de Viseu. O mesmo está vocacionado para a gestão da água em

processos de rega. “Visa desenvolver e melhorar processos e produtos relevantes que possam contribuir para uma racionalização do uso de água para rega, adequando-o às necessidades reais em cada momento, de acordo com as especificidades da cultura e do seu modo de condução”, concretizou. Segundo Pedro Rodrigues, o AquaSense visa ainda “uma utilização racional de produtos fitofarmacêuticos, adequando a sua aplicação ao risco efetivo de ataque de pragas e doenças”. Com este projeto pretende-se densevolver uma plataforma integrada, abrangente e amigá-

vel, com aplicação comercial de baixo custo, de acesso on l i ne , suportada na monitorização ambiental em tempo real, além da geração de relatórios, alertas e recomendações. O investigador def iniu-a como uma “ferramenta de apoio à dec i s ã o , q ue p e r m it i r á também o controlo autónomo da rega”. Na fa se de projeto, pretetende-se construir uma estrutura genérica (Framework), aplicável a pomar e vinha, testada nas parcelas da empresa agrícola copromotora, que no futuro será adaptada a outras culturas e outras localizações.

José Alfredo

AquaSense visa racionalizar o uso da água nas regas de vinhas e pomares

ERRATA Na edição nº 578, da semana passada, o título da secção Abertura divulga erradamente o novo cargo assumido pelo presidente da Associação Empresarial da Região de Viseu, João Cotta. Nas páginas 6 e 7, onde se lê “João Cotta eleito presidente do Conselho Geral da AIRV” deveria ler-se “João Cotta eleito presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu (IPV). Aos leitores e aos visados as nossas desculpas.


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em fim de mandato Nota: Esta rubrica iniciou-se na edição 576 de 28 de março

entrevistas ∑ Paulo Neto

“O meu partido é o Concelho de Carregal do Sal” Atílio dos Santos Nunes, 74 anos, empresário, natural da Azenha, Freguesia de Oliveira do Conde – Concelho de Carregal do Sal, ganhou as eleições em 1989 e tomou posse no início de 1990.

Que mudou em Carregal do Sal com a sua gestão?

Sou de opinião que nós não somos os nossos melhores avaliadores, sobretudo quando se trata de exercer cargos políticos. Por isso, penso que são as pessoas quem melhor podem avaliar e até julgar o trabalho feito. No meu caso concreto, apenas me posso pronunciar sobre aquilo que me é dito ou me chega aos ouvidos e que se resume sucintamente a isto: Para alguns, fiz muito mas, para mim, fiz pouco. O mesmo é dizer que gostaria de ter feito muito mais do que aquilo que está à vista. o Pe n s o , n no e n -

tanto, que basicamente transformei Carregal do Sal naquilo que ele é hoje: um Concelho desenvolvido, agradável, dotado de infraestruturas a vários níveis, onde dá gosto viver. Aliás, durante anos fiz gala numa expressão que divulgámos muito, até na comunicação social e que me permito aqui recordar “Ali, entre o Dão e o

Mondego – Carregal do Sal, um concelho a agendar!” Quais as três linhas estruturantes da sua gestão em que mais se revê como autarca?

Eu considero que tudo aquilo que foi feito contribuiu para o Concelho que hoje temos mas permito-me aqui destacar as vias de comunicação, de primordial importâ t â nci a para a atrair

investimento, e consequentemente, os parques industriais. A par saliento ainda a requalificação urbana. Quais as qualidades do Poder Local que não encontrou no Poder Central?

Tempos houve em que dialogar com o Poder Central era mais fácil. Recordome de ter ido a Lisboa por várias vezes e, no mesmo dia, dialogar com representantes de vários Ministérios. Atualmente, as coisas mudaram e, apesar da facilidade de deslocação, muito graças ao investimento feito pelo Poder Central nas vias de comunicação, já não é tão fácil abordar diretamente este ou aquele responsável – há sempre interlocutores. Assim, apraz-me dizer que uma, se não a principal qualidade do Poder Local, é mesmo a proximidade com os cidadãos, o contacto direto que nos permite conhecer as pessoas, as suas dificuldades, expetativas e anseios. Sou de opinião que esta é a principal qualidade e mais-valia do Poder Local.

Qual foi para si o maior político nacional destes últimos 20 anos?

Sem querer ferir suscetibilidades, enuncio Cavaco Silva. Permita-me explicar porquê: foi o Primeiro-ministro com quem trabalhei e a quem estou muito grato pela resposta positiva dada sempre aos pedidos que lhe formulei na qualidade de Presidente da Câmara. A título de exemplo, refiro aqui o IC12, a habitação social (40 fogos) construída nessa altura com os devidos apoios da Administração Central e até mesmos os parques industriais, a que já fiz referência nesta entrevista. Qual foi a maior dificuldade que enfrentou enquanto autarca?

Não tenho nenhuma razão de queixa específica mas recordo o processo moroso para instalar no Concelho a Subestação da EDP… Foram anos de diálogo numa intensa luta para dotar o Concelho com uma estrutura que permitisse o abastecimento de eletricidade necessário para garantir o pleno funcionamento das empresas que se instalaram no Concelho e, consequentemente, melhor servir a população que é abastecida por aquela Subestação. Que obras gostaria ainda de ter feito e deixa por fazer?

As ambições do ser humano são imensuráveis pelo que não consigo especificar uma em concreto… Mas garanto-lhe que muito mais gostaria de ter feito pelo meu Concelho e pela qualidade de vida dos meus munícipes. Concorda com a Lei de Limitação de Mandatos?

Concordo

com a limitação de mandatos. E, digo-lhe mais: concordo com a Lei mas lamento que a mesma não contemple igualmente limitação de mandatos para os deputados da Assembleia da República e para o próprio Governo. Permita-me que esclareça: é imperativo acabar com certos “vícios” e cargos ad eternum. Temos muitos deputados cujas idades se situam numa classe etária alta e que, no meu entender, deveriam dar lugar a deputados mais jovens. Precisamos de ideias novas, de alternativas, de gente com “sangue na guelra”, como diz o povo, que traga um contributo diferente a este País. O que é para si fazer política?

Isso é muito discutível!... Como por inúmeras vezes já afirmei publicamente “Não sou político, mas ocupo um lugar político”, pelo que tento trazer para os meus munícipes e Concelho o melhor que posso e sei. Fazer política é, no meu entender, dedicação às pessoas. É ir ao encontro dos seus anseios, das suas necessidades, ouvi-las, entendê-las e dar-lhes resposta adequada. Quem foi a personalidade do seu partido político que mais o desiludiu, a nível nacional, regional e local?

Compreenderá que nem tudo é fácil e certamente, à semelhança de tantos, se não de todos os autarcas deste País, também eu, aqui ou acolá, sofri algumas desilusões, tanto a nível nacional, como regional e até local… Acima de tudo, e porque não quero julgar ninguém, reitero o que, tantas vezes, já assumi: “o meu partido é o Concelho de Carregal do Sal. Não sou filiado em nenhum partido, mas sou do PSD!”

DR

Que vai fazer depois de terminar o mandato?

Continuar a trabalhar, como sempre! “Homem pobre… nem quieto, nem calado!”


ATÍLIO NUNES | AFONSO ABRANTES | À CONVERSA 11

Jornal do Centro 18| abril | 2013

“Mortágua está hoje no pelotão da frente”

Que mudou em Mortágua com a sua gestão?

P re ste s a comemo rar 39 anos da revolução de Abril, diria que em Mortágua cumprimos os ideais de democratizar e desenvolver. Infraestruturámos o território construímos equipamentos e criámos serviços sociais que proporcionam qualidade de vida e igualdade de oportunidades para todos no acesso aos bens culturais e sociais. Promovemos o desenvolvimento económico e a criação de riqueza que permitem aceder aos bens materiais, indispensáveis para uma democracia plena. Mortágua está hoje no pelotão da frente dos concelhos com melhores índices de desenvolvimento económico e social, mantendo mesmo agora as mais baixas taxas de desemprego. Por outro lado o município tem indicadores de gestão financeira que sucessivamente o colocam nos primeiros lugares no Rankig nacional. Quais as três linhas estruturantes da sua gestão em que mais se revê como autarca?

H averá cer t a mente mais que três princípios estruturantes. Escolhendo três diria que o primeiro é “promete só o que tens a certeza de poder cumprir”. Os meus compromissos e programas eleitorais, nos sucessivos mandatos, foram verdadeiros contratos com os eleitores que cumpri escrupulosamente. Nunca fui um político

do “sim” quando a resposta tem de ser “não”, e muito menos o fui do “nim”. Nada pior do que falsos pagadores de promessas. As pessoas merecem o nosso respeito. Creio que as políticas sociais locais que concretizámos nas diferentes áreas atestam concludentemente um outro princípio estruturante “que as pessoas sejam o princípio e o fim de toda a tua gestão autárquica”. O terceiro é naturalmente “uma gestão rigorosa, eficiente e eficaz dos dinheiros públicos e uma consequente planificação dos investimentos privilegiando sempre os prioritários em detrimento dos acessórios, mesmo que estes possam trazer mais votos”. Assim, foi possível executar os planos plurianuais e cumprir atempadamente compromissos com fornecedores e empreiteiros, chegando a ter prazos de pagamentos na ordem dos 5 dias.

financeiros necessários para que tal seja possível, não vou concluir o projeto de ampliação do Parque Industrial, essencialmente por processos administrativos que são morosos. Concorda com a Lei de limitação de mandatos?

Considerando que os Presidentes de Câmara são eleitos directamente e que eleitorado dispõe de toda a informação a seu respeito, esta decisão devia caber aos próprios e aos eleitores. Não entendo porque é que esta limitação se aplica apenas aos Presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia. O que é para si fazer política?

Fazer política autárquica é estar permanentemente disponível e ao serviço das pessoas e das instituições e nunca servir-se delas ou permitir que outros o façam. Quem foi a personalidade do seu partido que mais o desiludiu ao nível nacional, regional e local?

Quais as qualidades do Poder Local que não encontrou no Poder Central?

Nenhuma me desiludiu particularmente pela sua actividade politica. Confesso porém que não esperava de alguns a falta de princípios enquanto homens e cidadãos.

A proximidade com que se exerce o Poder Local é uma das suas maiores virtualidades. O autarca vive o dia a dia das pessoas, conhece quase todas pelo seu nome, é sensível aos seus problemas e procura permanentemente soluções para eles.

O que vai fazer depois de terminar o mandato?

Qual foi para si o maior político nacional nestes últimos 20 anos?

Revejo-me por completo no ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio. Qual foi a maior dificuldade que enfrentou enquanto autarca?

As maiores dificuldades advieram sempre da forma como o Poder Central tratou o Poder Local, com especial destaque para o actual Governo que se pudesse já tinha acabado com ele.

Nuno André Ferreira (arquivo)

Afonso S e queir a Abrantes , 68 anos, professor do ensino secundário, natural da freguesia de Videmonte, Concelho da Guarda. Autarca desde 1976, Deputado Municipal, Vereador e Presidente da Câmara desde 1 de Janeiro de 1990.

Aliás já deu um primeiro passo com extinção de freguesias. Que obras gostaria de ter feito e deixa por fazer?

Posso considerar-me um autarca com sorte porque estou muito perto de poder afirmar que concretizei todos os investimentos que considero importan-

tes para o meu município e para a qualidade de vida das pessoas que nele vivem e trabalham. Embora deixe criadas as condições e os recursos

Deixo o cargo que exerci durante 24 anos com a consciência tranquila e a certeza de que sempre coloquei o interesse público acima de qualquer outro. Continuarei a trabalhar como sempre fiz ao longo da vida. Fico mais disponível para a minha família, não deixando naturalmente de continuar a dar o meu contributo para a cidadania local, se os meus concidadãos considerarem que a experiência e o saber adquiridos ao longo destes 40 anos de actividade profissional e política podem ainda ser úteis.


Jornal do Centro

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18 | abril | 2013

região Cavacas na rota de Resende este domingo

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Emília Amaral

O famoso doce tradicional Cavacas de Resende volta a ser cabeça de cartaz este fim-de-semana na Festa das Cavacas, que este ano se alia ao que de melhor têm as Termas de Caldas de Aregos e ainda a uma prova de gastronomia com a degustação do anho assado. No domingo, dia 21, o pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos, acolhe a sétima edição da Festa das Cavacas. A mostra vai reunir cerca de duas dezenas de vendedores/ produtores que vão comercializar e promover o famoso doce tradicional, entre música popular. O programa inicia-se às 11h00 com uma visita aos stands de cavacas, de vinho, licores e compotas da região. Na ocasião vai ser inaugurada a exposição de fotografia: “Os Anos

Doces” e vai realizar-se uma prova de vinhos e licores acompanhados pelo doce tradicional. A animação musical ficará a cargo, durante todo o dia, do Grupo de Bombos de S. Romão, do Rancho de Danças e Cantares de S. Cipriano, do Grupo “Os Moleiros de Sta. Maria de Cárquere” e da Orquestra da Academia de Música de Resende. A novidade deste ano é que durante o domingo os visitantes poderão usufruir, gratuitamente, das Termas de Caldas de Aregos desfrutando de valências como a piscina termal, banho turco e ginásio. Como já é habitual em edições anteriores, a autarquia oferece uma viagem no rio Douro a bordo da embarcação “Barca d’ Aregos”. Já a partir de amanhã, dia 19, decorre o fim de semana gastronómico, dedicado à degustação do anho assado com o arroz do forno. Esta iniciativa, é organizar em parceria com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, em seis restaurantes aderentes. EA

FUNDIÇÃO SINEIRA EM TAROUCA É MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO

ASara Lourenço, coordenadora do projeto de Viseu desde dezembro

ACAPO Viseu procura novas parcerias Crise∑ Atrasos dos apoios das câmaras criaram constrangimentos A Associação de Cegos e amblíopes de Portugal (ACAPO) Viseu quer criar novas parcerias de forma a ultrapassar algumas dificuldades sentidas, em particular este ano, resultantes do atraso dos apoios de algumas autarquias do distrito. A ACAPO Viseu está a ser liderada por uma comissão de coordenação, nomeada pela direção nacional depois de Humberto Abrunhosa, reconduzido no cargo de presidente após as eleições intercalares de dezembro, não ter tomada posse. Sara Lourenço, a nova coordenadora da ACAPO Viseu revela que a grande preocupação é a falta de verbas para assegurar os compromissos da associação. “O que mais nos aflige são os compromissos e se as câmaras não cumprirem os compromissos que têm connosco também não podemos cumprir, porque não temos rendimentos, adianta. Neste apelo, Sara Lourenço alerta que a missão

da ACAPO passa por “ir ao encontro dos invisuais e fazer de tudo para os reabilitar e habilitar aqui [na sede de Viseu] e ao domicílio”, avançando que a delegação apoia diariamente cerca de 400 invisuais nos distritos de Viseu e da Guarda, com duas carrinhas permanentes na estrada.

Fundo de maneio. A par do “acordo atípico” que têm estabelecido com a Segurança Social e das parcerias com as autarquias, Sara Lourenço revela que está nos objetivos da comissão de coordenação encontrar alternativas até ao final do ano, no sentido de “manter a atividade e, se possível, fazer coisas novas”. “Era importante que a

ACAPO pudesse criar um fundo de maneio para estas eventualidades de algumas câmaras não nos poderem ajudar e nós não estarmos tão dependentes delas”, avança ao reconhecer a Câmara de Viseu como “uma parceira muito importante” na continuidade do projeto. A responsável fala ainda na intenção de conseguir novas parcerias, nomeadamente, com as empresas, através de um processo de mecenato que até hoje não deu frutos. A realização de uma campanha de novos sócios é o próximo passo. “Para se ser sócio da ACAPO é só pedir para o ser e pagar a cota”, sorri. Emília Amaral

Perfil

∑ Sara Lourenço, de 81 anos, é amblíope desde os 73. Natural do concelho de Moimenta da Beira, esta enfermeira, que exerceu a sua profissão no Porto e em Mangualde ao longo de várias décadas, foi a primeira vez à ACAPO Viseu pedir letras para o teclado do computador e nunca mais abandonou o projeto. “Perdem-se umas coisas e ganham-se outras, testemunha Sara Lourenço que já publicou a coletânea de versos “Pinceladas” e luta diariamente “contra o preconceito social”.

O A oficina de fundição sineira que laborou durante 400 anos e foi descoberta em 2002 na freguesia de Granja Nova, no concelho de Tarouca, foi classificada como monumento de interesse público. “Espero que esta classificação atraia a atenção para o tema da fundição sineira e para a pertinência de o investigar. Tem de ser feito um inventário dos exemplares históricos de sinos existentes, até porque eles quebram com o uso”, disse à agência Lusa Luís Sebastian, responsável pela descoberta das ruínas da oficina, que terá sido fundada no século XVI e abandonada em 1947. Na portaria publicada na quinta-feira em Diário da República, que classifica a oficina como monumento de interesse público e estabelece a sua zona especial de proteção, é referido que “foi a primeira oficina sineira pré-moderna identificada e estudada em território nacional, constituindo assim um raro testemunho material de uma atividade de enorme complexidade e riqueza técnica e etnológica”. Lusa

CARLOS RODRIGUES É A APOSTA DO CDS EM CASTRO DAIRE O comerciante Carlos Rodrigues encabeça a lista do CDS-PP à Câmara de Castro Daire nas próximas eleições autárquicas, anunciou partido na passada sexta-feira. A comissão política do CDS-PP de Castro Daire refere, em comunicado, que Carlos Rodrigues “é uma pessoa dotada de ideias próprias e de convicções, com a coragem de as afirmar e por elas lutar”, e também “aberta à implementação das ideias de outros, sempre imune a pressões e a interesses instalados”.


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SÃO PEDRO DO SUL | VOUZELA | REGIÃO 13

18| abril | 2013

Processo autárquico leva à demissão do PSD de S. Pedro do Sul A Comissão Política Concelhia do PSD de S. Pedro do Sul demitiu-se em bloco no passado dia 8, em discordância com o anúncio da candidatura à Câmara local, do atual vice-presidente da autarquia, Adriano Azevedo. A concelhia tinha indicado o nome do vereador José Sousa, também líder do PSD local, para candidato à autarquia de S. Pedro do Sul nas eleições de outubro, já que o atual presidente, António Carlos Figueiredo não se pode recandidatar devido à Lei de Limitação de Mandatos. Mas à distrital do partido chegaram duas propostas, a segunda Publicidade

encabeçada por Adriano Azevedo, sobre quem acabou por recair a escolha da Comissão Política Distrital de Viseu do PSD. José Sousa, em declarações ao jornal Gazeta da Beira afirmou que a Comissão Política Concelhia pediu a demissão porque “Viseu não respeitou a decisão de S. Pedro do Sul”. O presidente da distrital do PSD, Mota Faria desvalorizou a demissão e insistiu que “o candidato na distrital foi votado por unanimidade”. “É uma decisão que respeitamos e compreendemos”, concluiu. Na sexta-feira passada foi criada uma comissão eleitoral autárquica em S.

DR

Causa ∑ Escolha do candidato Adriano Azevedo para as eleições de outubro

A José Sousa Pedro do Sul para assegurar o processo das eleições de outubro. Mota Faria adiantou que as eleições para a concelhia devem acontecer só depois das autárquicas. Com esta recente demis-

são, o PSD fica sem concelhia em S. Pedro do Sul, em Vouzela, - sendo o processo autárquico liderado por uma comissão presidida por Telmo Antunes -, em Santa Comba Dão, onde o autarca, João Lourenço

preside a uma comissão eleitoral, e em Penedono, concelho onde não há comissão política do PSD há já vários anos por não ter filiados suficientes. Emília Amaral

CÂMARA DE VOUZELA PROMOVE TRILHO MEDIEVAL A Câmara de Vouzela promove na próxima sexta-feira, dia 20 percurso pedestre “Trilho medieval”, que terá oito quilómetros e percorrerá “alguns dos mais belos recantos” da freguesia de Cambra. “O trilho tem início no Largo do Cruzeiro, passa pelo caminho do Calvário até à Torre Medieval, em Cambra de Baixo. Segue em direção a Tourelhe, passando por Confulcos e termina novamente no Largo do Cruzeiro”, explica uma nota da autarquia. Os interessados podem inscrever-se até dia 19 no posto de turismo.


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18 | abril | 2013

Opinião

Arquivo “Guia do Autarca 2009”

Auto-suficiência

PS chumba empréstimo na Câmara de Santa Comba Dão Comentário ∑ Presidente diz que está em causa a estabilização das contas da autarquia Os vereadores do PS na Câmara de Santa Comba Dão votaram contra um empréstimo de reequilíbrio financeiro de 6,5 milhões de euros, na reunião do executivo da semana passada, e justificaram o voto com o facto de este ter “condições contratuais ruinosas”, que piorariam a situação financeira. Este empréstimo, proposto pelo presidente da Câmara, João Lourenço (PSD), foi chumbado com os votos dos vereadores do PS e de uma vereadora do PSD (atualmente candidata do CDS-PP às próximas eleições autárquicas). “Seria mais uma corda com uma pedra a puxar para o fundo do poço”, disse à agência Lusa o vereador Leonel Gouveia, que é também o candidato do PS à presidência daquela autarquia nas próximas eleições. O empréstimo de ree-

quilíbrio financeiro integra-se num plano mais vasto que inclui o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), no âmbito do qual o Governo disponibilizará ao município quase 3,7 milhões de euros para que possa pagar 50% das dívidas de curto prazo. Leonel Gouveia contou que, em 2009, a Câma ra contratua lizou um empréstimo de saneamento financeiro de 6,5 milhões de euros a 12 anos, com um “spread” de 1,74%, pelo qual está a pagar uma prestação mensal de 65 mil euros. No entanto, segundo o vereador socialista, com o objetivo de diminuir a prestação mensal, “a Câmara propôs e a comissão de análise do PAEL aceitou transformar este empréstimo num outro, um empréstimo de reequilíbrio financeiro”, com o mesmo montante e um prazo de 20 anos. “Quando isto foi

proposto, nós, vereadores do PS, dissemos que estaríamos de acordo desde que as taxas do novo empréstimo fossem aceitáveis”, contou, acrescentando que tal não se confirmou, porque a CGD disse que, no máximo, o empréstimo seria a 15 anos e teria um “spread” de 6,25%. Segundo Leonel Gouveia, pelo atual empréstimo, a Câmara tem de pagar 501 mil euros de juros mas, se fizesse o novo, teria quase 4,5 milhões de euros de juros e, depois dos 15 anos, “ainda ficaria por pagar um valor residual de quase 1,7 milhões de euros, para o qual teria de ser contratualizado um novo empréstimo”. A única vantagem para a Câmara seria, acrescenta, que a prestação mensal passaria de 65 mil euros para 51 mil euros. Os vereadores do PS defendem que “a Câmara diga à comissão de

análise do PAEL que não fará o empréstimo mas se compromete a, rapidamente, dispensar pessoas que estão em cargos políticos”. O presidente da Câmara de Santa Comba Dão comenta que a decisão “não abona nada a quem pretende conquistar a autarquia” e, por outro lado, acarreta “uma complicação muito grande” para a autarquia, já que não vai poder “aliviar a tesouraria” da Câmara, nem cumprir os compromissos com os fornecedores. Q u a nto à sugestão dos vereadores do PS, de d i spen sa r pesso al, João Lourenço responde que desde 2011 a Câmara já “diminuiu a despesa em 30%, ainda está a baixar”, mas nunca conseguirá valores que equilibrem as contas da autarquia. Emília Amaral/Lusa

A necessidade de cada nação se munir de géneros alimentícios é uma das estratégias mais remotas da civilização humana e motivo de conflitos permanentes. O recente estudo desenvolvido pela FAO (2012) adverte para a necessidade das nações incrementarem medidas de estímulo à sua produção agrícola e aponta ainda para um aumento generalizado do preço dos alimentos durante a próxima década como resultado do crescimento demográfico mundial. Para culturas como o milho, arroz, trigo, óleos, gorduras e açúcar, a actual queda de preços, é o resultado das boas produções alcançadas. No caso dos lacticínios e carnes, os preços demonstram uma tendência a manterem-se estáveis. No nosso país, a população envelhece a um ritmo exponencial a que por certo não será estranho o degolante êxodo das gerações entre os 25-35 anos que debandam para outras paragens, levando no regaço os filhos. Vão voltar? Não me parece. Se o dilema da natalidade é já preocupante, daqui a 10 anos será alarmante. Quando se investe, este não é um factor a mensurar? O nosso franzino crescimento demográfico é bem diferente do que sucede na Ásia, onde prospera a insegurança alimentar e a subnutrição, baseadas e muito numa dependência de arroz. No entanto, e face à crescente melhoria das condições de vida, muitas bocas vão pugnar por alimentos em quantidade, variedade e qualidade por essas bandas. Vários especialistas defendem que o acréscimo das produções agrícolas terá que ter por base a biotecnologia, em particular a utilização de OGM (organismo geneticamente modificado). Para alguns, esta orientação é um maná, que se vai explorando e disseminando. Outros aludem para a necessidade de reestruturar toda a cadeia (produtiva, transporte e consumo), diminuindo de forma drástica o desperdício alimentar.

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

O esbanjamento mundial atinge os 2 mil milhões de toneladas/ano. Por cá, ficamo-nos com umas alarmantes duas mil toneladas/ ano. Na India, o segundo maior produtor agrícola mundial onde cumulativamente prospera a miséria alimentar, o valor suplanta os 50%. Em países ditos desenvolvidos, o desaproveitamento baixa ligeiramente. Neste caso, uma das principais causas da dita rejeição prende-se com a falta de aparência ou normalidade dos produtos. Estará esta situação a mudar? Neste período, há lugar a este cenário? O que facilmente se constata é que, o que até há uns anos atrás era tratado como “refugo”, agora é embalado e comercializado. Em termos agrícolas, já abordamos o nosso nível de auto-suficiência. Como estamos nas restantes vertentes? Em termos globais, no sector agro-industrial atingimos um valor de 79%, muito por culpa da fileira do vinho, onde somos excedentários. No entanto, talvez seja prudente esmiuçarmos alguns dados. Importamos 50% dos produtos da pesca (fresco, salgado e curado). Não somos nós, um país costeiro? A nossa dependência externa baixa para os 30% na carne e na batata transformada e atingimos um valor na ordem dos 20% em açúcar, óleos e gorduras. Num patamar entre os 10 a 20% importamos ainda lacticínios. No que diz respeito à fileira das conservas de peixe, somos exportadores com valores próximos dos 50%. Ao perspectivarmos possíveis e futuras linhas de investimento no sector agrícola e agro-alimentar, não será importante conhecer como todo o sistema evolui em termos nacionais e fundamentalmente internacionais? As exportações não têm sido a tábua de salvação de alguns? As importações não são o declínio de muitos?


suplemento

Textos: Micaela Costa Grafismo: Marcos Rebelo

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 579 DE 18 DE ABRIL DE 2013 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.


SUPLEMENTO

Jornal do Centro 18 | abril | 2013

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“Armamar tem tudo para dar certo” forte componente na energia eólica. Aliás, a REN, responsável pela rede de distribuição de energia em Portugal, tem uma grande infraestrutura em Armamar. Como é que a autarquia impulsionou e impulsiona estas mudanças? Na agricultura valorizamos o sistema de rega, temos uma barragem que dá resposta a cerca de 500 hectares e com algum melhoramento e apoio podemos duplicar a capacidade dessa resposta. Vamos criar um novo ponto de armazenamento que estamos a ajustar com a Associação de Regantes. Temos apoiado a Associação de Fruticultores e a Associação de Regantes. Investimos na barragem e na rega mais de 5 milhões de euros. Se não o tivéssemos feito Armamar não tinha a capacidade de resposta que tem neste momento. Na valorização dos caminhos rurais já contamos com cerca de 180km de caminhos com boa qualidade. Prevemos duplicar a produção de fruta nos próximos cinco anos. Atualmente produzimos 50 a 60 mil toneladas ano, mas temos potencial para chegar às 80 ou 90 mil. Nestes últimos dois anos plantaram-se em Armamar cerca de 300 hectares de macieiras de várias variedades (royal gala, golden, fugi e outras). Quando estes novos pomares começarem a produzir podemos atingir facilmente mais 40 a 50 por cento de produção. Ao nível da educação temos o novo centro escolar junto do agrupamento de escolas que já existia. Criámos assim um espaço de educação e formação das nossas crianças e jovens. O ensino secundário em Armamar passou a ser uma realidade neste ano letivo. Começámos com as turmas de décimo ano e nos próximos dois anos letivos vamos ter o décimo primei-

DR

De que forma tem evoluído a Vila de Armamar ao longo dos anos? A vila de Armamar foi bastante valorizada nos últimos 20 anos, não só por causa do novo acesso que temos à A24, com a variante Armamar até Valdigem, que esperamos que o senhor Secretário de Estado venha inaugurar o mais breve possível. Em Armamar podem visitar-se várias infraestruturas de grande importância para fixar população proporcionando-lhes serviços que contribuem para o seu bem estar. É o caso das piscinas cobertas e descobertas, das escolas e jardins de infância. A remodelação do edifício da Câmara Municipal e os novos armazéns vieram também melhorar as condições de trabalho e a qualidade dos serviços que prestamos aos munícipes. Temos infraestruturas do mesmo nível que qualquer sede de município. A Vila de Armamar tem cerca de 2000 habitantes, aproximadamente 20% da população do município e temos uma distribuição populacional pelas 19 freguesias mais ou menos homogénea, num total de cerca de 7000. No verão a nossa população sobe para cerca de 8500, porque temos muitos emigrantes sazonais. Ao nível do desenvolvimento económico estamos no bom caminho. Somos dos municípios do país com maior valorização agrícola na fruticultura e na área do vinho. Temos apostado forte na rede viária rural e trabalhamos muito para ajudar as instituições do município ligadas à agricultura. A grande aposta neste momento é de facto o setor primário. Armamar tem cerca de 60 milhões de receitas na área agrícola, fruticultura e vinha. Mas a indústria também tem expressão, nomeadamente no setor da indústria alimentar com os fumeiros e enchidos e também os laticínios. Para além disso, no setor energético merecem destaque as barragens e uma

v Hernâni Almeida, presidente da câmara de Armamar ro e o décimo segundo. Até aqui tinha sido difícil trazer o ensino secundário para Armamar mas a partir do momento em que este passou a ser obrigatório foi mais fácil a sua implementação. É uma mais valia muito importante para a fixação das pessoas em Armamar. Como está a demografia no concelho? Neste momento a demografia é um problema que é transversal ao país e à europa. Eu penso que Armamar estabilizou. Mas a realidade é muito diferente. Quando vim para a Câmara, há 20 anos, nasciam 180 crianças por ano, neste momento nascem 45. Em 2012 penso que houve uma ligeira recuperação e com as apostas no desenvolvimento económico que estamos a fazer as coisas podem continuar a melhorar. Penso, por exemplo, que o investimento na exploração de tungsténio, que já começou em Tabuaço e que para o ano começará em Armamar, com os cerca de 500 postos de trabalho que vai criar permitirá gerar emprego e isso implica

atrair e fixar novas famílias em Armamar. Que outras formas Armamar tem para manter as pessoas? Eu penso que a economia em Armamar está forte. Há crescimento económico, há investimento. Armamar deve ser o município da direção regional de Trás-os-Montes e Alto Douro com mais projetos de jovem agricultor. Há muita gente a regressar à terra e com unidades de produção rentáveis. Não basta ser jovem agricultor, tem que se ter dimensão para haver rentabilidade, aumento de produtividade e receita e se houver mais jovens na terra há um aumento de população. E a nível industrial, já temos empresas de algum relevo em Armamar, no que diz respeito ao setor agrícola e de transformação de produtos agrícolas e animais. Na área do turismo e da hotelaria também tem havido investimento significativo. O seu espirito rotário torna-o mais atento às causas sociais? Armamar na área da ação social é uma terra exemplar.

Somos o município do distrito de Viseu que melhores equipamentos tem nessa área. Nos últimos cinco anos investimos perto de 8 milhões de euros. Foram construídos três novos lares de raiz: um em Armamar, da Fundação Gaspar e Manuel Cardoso, outro que dá resposta a quatro freguesias (Queimada, Queimadela, São Romão e Tões) o Lar de são João Batista e um terceiro em São Cosmado, da Associação de Solidariedade Social de São Cosmado, que também abrange mais do que uma freguesia. Brevemente vamos ainda inaugurar outra obra social, na freguesia de Aricera, mas mais virada para o apoio domiciliário e centro de dia. A Santa Casa da Misericórdia de Armamar tem também prevista a execução de um projeto novo e está a fazer um trabalho magnífico. Mas não é só para os idosos que trabalhamos. São sem dúvida os que mais carinho nos merecem, pelo que fizeram pelo seu município e pela sua terra. As crianças são os futuros líderes e por isso trabalhamos para lhes proporcionar o melhor possível. Fomos o primeiro município do país a incluir o ensino de inglês obrigatório. As nossas crianças têm boas condições para estudar e todos os miúdos, do pré-escolar ao ensino secundário, têm o apoio total da Câmara Municipal em transportes, alimentação, aulas de inglês, de música, expressões artísticas e atividade desportiva. E na área da cultura? Estamos atentos ao trabalho das associações culturais e recreativas do município e apoiamos as suas iniciativas. O trabalho de algumas delas tem bastante expressão a nível regional e mesmo nacional. E no desporto é a mesma coisa! Armamar, apesar de ser um município pequeno, tem algumas modalidades, como é o caso do futsal, com uma boa colocação a nível distrital. As nossas camadas jovens ficam sempre nos três primeiros lugares. Estamos agora a apoiar o andebol, temos um protocolo com a Federação Portuguesa de Andebol para captação de talentos, e nas piscinas cobertas estamos a trabalhar para incrementar a modalidade de natação. No que diz respeito aos produtos endógenos, a maçã é sem dúvida a imagem de marca do concelho. De que forma o potenciam? A maçã é de montanha, com uma textura e gos-

to únicos. Não só a nossa, não podemos ser bairristas, a maçã da região é excelente. Os grandes pomares espalham-se por Armamar e Moimenta e temos feito trabalho em conjunto. Grande parte da nossa produção é exportada para Espanha, Inglaterra, Brasil. Eu penso que há procura e mercado. E que outros produtos potenciam? Para além da maçã temos os vinhos do Douro com uma notoriedade cada vez maior em todo o mundo. Estamos em plena região demarcada do Douro e há muito investimento estrangeiro em Armamar. Quintas de investidores ingleses, alemães, holandeses. A Niepoort, a Quinta de Ramozeiros, a Quinta do Tedo, a Quinta da Carvalhosa, entre outras. Temos ainda vinhos de boa qualidade, fora da região demarcada do Douro, como por exemplo o espumante. E estamos a potenciar outros produtos, como a cereja e a castanha. Este é o seu último mandato. O vice-presidente, João Fonseca, já é conhecido como candidato, manter-se-á o trabalho desenvolvido até agora? Vai haver vários candidatos mas é logico que apoio a minha equipa. Não quero dizer nada contra os outros porque respeito-os a todos. A grande mais-valia dos candidatos do PSD é que já estão na autarquia há dois mandatos comigo e têm uma experiência de gestão e conhecimento de todos os assuntos. Com as ideias deles, espero que façam melhor que eu, que é isso que é preciso, fazer sempre mais e melhor. Penso que tem [João Fonseca] todas as condições para continuar o trabalho positivo e Armamar tem uma situação financeira boa. Armamar tem tudo para dar certo. Tem um setor económico forte e tem gente trabalhadora. A maior riqueza do município de Armamar são as pessoas, são trabalhadoras, dinâmicas e têm vontade de vencer e isso é fundamental. O que gostaria de dizer aos munícipes? Em primeiro lugar que servissem o país e o município com orgulho e responsabilidade. Penso que sempre dei o melhor pelo município e sempre tive uma maneira afável de me dar e de respeitar as pessoas. E é essa a mensagem que gostava de deixar.


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ARMAMAR, CAPITAL DA MAÇÃ DE MONTANHA A paisagem sul do municipio de Armamar é marcada por extensos pomares de macieiras que dão a esta zona próxima do Douro um contraste único. O solo xistoso que predomina a Norte dá lugar ao granito. Os vinhedos dão lugar a plantações igualmente extensivas, mas agora o que vê são pomares de macieiras a perder de vista que atingem grande beleza na época da floração e uma mescla de aromas inebriantes, quando os frutos estão maduros. O município de Armamar é um dos maiores produtores nacionais de maçã e esta representa uma das mais importantes fontes de rendimento da população. A qualidade da maçã de Armamar é reconhecida a nível nacional e o seu peso na economia da região é relevante. O clima e o solo combinam-se na perfeição para aqui crescerem as árvores de diversas qualidades. Com cerca de 1400 hectares de área plantada, colhem-se por ano uma média de 50 mil toneladas de maçãs. A fruticultura é a razão pela qual o município é conhecido como a Capital da Maçã de Montanha.

Dia 14

Dia 13 9:30 horas IV Passeio Pedestre Macieira em Flor com a presença da atleta

VI Passeio TT da Macieira em Flor (Centro Cultural e Recreativo de São Cosmado)

Dia 20 14:30 horas

Jornadas Técnicas Fogo Bateriano Gestão da Água de Rega; Associativismo no setor frutícola para ganhos de escala e de representatividade das Organizações de Produtores. apoio: Direção Regional Agricultura e Pescas do Norte Associação de Fruticultores Concelho de Armamar

AURORA CUNHA, convidada para madrinha da prova (concentração no Posto Turismo Armamar) 21:00 horas Show Case de Artistas, com: Sérgio Lopes & Camila Douro Latino Carla Maria e as suas bonecas apresentação Festas ao Rubro

$662&,$Jw2 &8/785$/ (5(&5($7,9$ -2*5$,6'(*2*,0

CÂMARA MUNICIPAL

Capital da Maçã de Montanha

Dia 21 II Festival Folclore Macieira em Flor 11:00 horas Receção dos grupos 11:30 horas Veraneio aos pomares de macieiras 13:00 horas Almoço 15:00 horas Início do espetáculo Associação Cultural Recreativa Jograis de Gogim Rancho Folclórico Centro Social de Orgens (Viseu) Rancho Folclórico Regional de Quiaios (Figueira da Foz) Rancho Folclórico de Trevões (São João Pesqueira)


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“Temos crescido no apoio a quem quer explorar um dos produtos que marcam a nossa região” mos de dar.

Criada em 1994 a Associação de Fruticultores tem apoiado os agricultores na produção da maçã. Convictos de que a formação é importante, a Associação tem também disponibilizado técnicos que visitam com frequência os agricultores e os apoiam nas mais variadas questões. São mais de 1400 hectares de pomar e para José Osório, diretor da Associação de Fruticultores de Armamar, a única coisa que falta é uma boa gestão na concentração e escoamento da produção, cada vez mais elevada cerca de 50/60 mil toneladas.

O que tem evoluído na Associação desde a sua criação? Tem evoluído em vários campos, um deles tem a ver com o aparecimento de jovens agricultores, e esta evolução tem provocado uma mentalidade diferente e uma forma de pensar que nos ajudam a evoluir. A associação está ligada a uma cooperativa de compra e venda de produtos e isso também tem ajudado na evolução e na ajuda aos nossos agricultores. E acima de tudo temos crescido no apoio a quem quer explorar um dos produtos que marcam a nossa região.

Qual o papel da Associação de Fruticultores?

Perspetivas para o futuro? O que me preocupa mais, enquanto diretor da Associação, é a parte da comercialização.

Paulo Neto

O papel principal é o apoio aos agricultores nas várias vertentes: na área da produção integrada onde apoia os sócios nos 1400/1500 hectares de pomar, na área da realização de projetos agrícolas, formação profissional, correção/realização do parcelário, sistema de aconselhamento agrícola e realização das diversas candidaturas as ajudas ao setor agrícola. Temos ainda outras vertentes, nomeadamente a de apoio à Associação de Regantes e protocolos com outras instituições em prol do desenvolvimento agrícola da região.

v José Osório, diretor da Associação de Fruticultores de Armamar De que forma é dado esse apoio? Os agricultores que estão ligados à produção integrada têm a visita dos nossos técnicos que de acordo com

“O que me

preocupa mais, enquanto diretor da Associação, é a parte da comercialização”

os estados fenológicos das culturas, nível económico de ataque e as condições climatéricas, propõem a melhor estratégia para a proteção da cultura. Há uma preocupação em formar os agricultores… Cada vez mais é necessário um cuidado com o tratamento das culturas, com o ambiente e com a saúde dos consumidores. Nesse sentido colocamos ao dispor dos nossos associados cursos de formação profissional na área agrícola. Hoje em dia produzem-se cerca de 40 a 50 toneladas/hectare

de fruta. Esperam aumentar esta produção? De que forma? Os pomares estão a ser melhorados, há novas variedades e novos porta-enxertos de macieiras que entram em produção mais rápido, maior produção/há e melhor qualidade. Enquanto que há cerca de 10 anos o hectare produzia 25/30 toneladas, hoje em dia produzem 40/50. Somos o concelho do país que produz mais maçã e penso que será uma das melhores senão a melhor. Têm exportado bastante maçã... Ao termos muita produção temos necessidade de escoar o produto. E esta é a

nossa grande dificuldade perante os agricultores, temos conversado com eles de forma a, concentrar a produção para melhorar a gestão nas vendas e aumentar assim o preço final. Precisamos de projetar o futuro, deixar de ser individualistas e começar a vender coletivamente e este é o salto que precisa-

E o que é que pode ser feito? Infelizmente por norma somos individualistas, mas é isto que tem que ser mudado, é este espirito. Os agricultores têm que perceber que se estivermos todos unidos, no que diz respeito à comercialização, tudo é mais simples e rentável. Deveria também haver uma entidade responsável por esta gestão, que definisse preços e que apoiasse os produtores particulares a entrarem no mercado.


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“Temos que estar sempre salvaguardados caso aconteça alguma coisa, porque os agricultores não podem ficar sem água”

Qual o papel da Associação de Regantes? A barragem foi construída há oito anos, depois ficou por fechar e entretanto criámos a Associação de Regantes, com a finalidade de gerirmos o perímetro de rega. Foi o DRAPN a responsável deste projeto, e a partir de 2009 foi entregue a gestão à Associação de regantes do Temilobos. Com a aposta na agricultura, o sistema de rega tem um papel muito importante… Sem dúvida. Na zona de rega havia muitos terrenos que estavam “abandonados”. E, agora, como já têm disponibilidade de água estão a ser feitas novas plantações de pomares com porta excertos mais ananicantes [árvores de pequeno porte com raízes pouco profundas], mas que

nibilidade água, houve instalação de jovens agricultores e aproveitamento de áreas produtivas que não estavam a ser utilizadas.

precisam de mais água. Mas também na produção estes porta-enxertos são mais produtivos apresentam melhores resultados em termos de qualidade e quantidade. E antes de termos a barragem tínhamos árvores de maior porte, que davam frutos de menor quantidade e em menor quantidade.

Este sistema de rega é utilizado apenas para a maça? Não exclusivamente. A grande maioria é na cultura da maça, no entanto á água também é utilizada para outras culturas.

Ao nível de apoios, a Associação de Regantes, sente alguma dificuldade? Até ao momento as dificuldades têm sido muitas, dado que vivemos exclusivamente da receita da água que a associação vende, no entanto temos a nosso cargo a manutenção de todas as infraestruturas de rega. De salientar que os agricultores, que utilizam a água da barragem, têm que adquirir os seus próprios contadores, fundamentais para uma boa gestão de rega. Se tivéssemos apoios, para adquirir esses contadores, poderiam ser cedidos ao regantes, ficando a cargo deles o custo da água utilizada. Dado este custo há muitas parcelas de pequena dimensão que não justificam, o preço do contador e por isso não estão a regar. Claro que a água tem que ser gerida, os contadores são fundamentais, mas os valores a pagar por eles por vezes torna tudo mais difícil. Quantas pessoas têm acesso ao sistema de rega? Temos instalados 150 contadores, mas há pessoas que adquiriram mais que um contador, por isso são cerca de 100 agricultores a usufruir deste sistema. Ao longo destes anos tem havido um crescimento de agricultores a usufruir deste sistema? Sim, sem dúvida. Primeiro porque renovaram as plantações desde que têm dispo-

Fala-se num novo ponto de armazenamento de água. Qual a importância desta estrutura? Temos outras zonas do concelho que não estão dentro do perímetro de rega e aí há alguma dificuldade em ter água. Nesse sentido estamos a tentar es-

ragem ainda estava aberta e vazia, depois foi fechada nesse ano. No primeiro ano a cota foi muito reduzia, foi um período de experimentação. No segundo ano veio um inverno bom e encheu-se rapidamente, o que possibilitou ter mais água.

des obras. Já há muitos anos que andamos nesta luta e os apoios são inexistentes. Começamos a ter algum fundo de maneio fruto da venda da água, mas estas infraestruturas requerem manutenção. Depois de a barragem estar concluída teve um período sem funcionar, as condutas deveriam ser testadas na altura mas não

Este foi um bom ano para a barragem… Sem dúvida, está cheia. É pena é a barragem não ter mais capacidade, pois neste momento está a descarregar para o rio Douro.. est stt á Quem está no per í -

Paulo Neto

Com a construção da barragem de Temilobos, em 2005, Armamar vê-se na necessidade de criar um organismo que orientasse os agricultores na distribuição de água para os seus cultivos. É assim que, em 2009,os agricultores que fazem parte do perímetro de rega, com o apoio da AFA, formou a Associação de Regantes. A partir dessa altura, esta associação tem vindo a gerir o perímetro de rega, efetuando a coordenação dos regantes, distribuição da agua, manutenção do sistema de filtragem e condutas. Todos os agricultores, dentro do perímetro de rega estabelecido tem fácil acesso e, até ao momento, disponibilidade de água. Segundo Ricardo Santos, Presidente da Associação de Regantes tem-se verificado um aumento significativo de agricultores que pretendem usufruir deste recurso precioso, cada vez mais escasso.

v Ricardo Santos, diretor da Associação de Regantes de Armamar tudar a melhor forma para combater esta falha. Estes pontos de água são por tanto determinantes… Sim. É fundamental para a região e para o concelho. Como referi há zonas que não têm água e é preciso dar-lhes apoio. Para os agricultores que têm de fazer o seu próprio furo é muito dispendioso e com outro ponto de armazenamento seria muito diferente. Em média, que quantidade de água é utilizada por ano? Em media temos gasto 500000 M3, estando ano após ano a aumentar. No primeiro ano, quando iniciámos a Associação, a bar-

metro de rega tem garantia que durante esta época tem disponibilidade de água. E é neste sentido que seria importante que houvesse uma forma de levar esta água para zonas do concelho, onde não há disponibilidade de água. E porque é que isso não é feito? Em termos de projetos de regadio, desde 2008, só a região do Alqueva é que tem tido apoios, o que tem limitado a apresentação de projetos de re-

gadio para outras zonas do concelho. Todo este processo de rega tem custos… Sim, e da maneira que está o país não podemos andar com grandes ilusões e gran-

havia água e no primeiro ano tivemos várias roturas. Há válvulas que custam 50/60 mil euros, e temos que estar sempre salvaguardados caso aconteça alguma coisa, porque os agricultores não podem ficar sem água.


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Em Arm am ar ! en con tr a paisa ge ns de son ho

ARMAMAR,

P lo Paulo Pau l Neto N to Ne Net

A norte predomina a paisagem duriense: as curvas de nível definem os socalcos dos vinhedos onde se trabalha para produzir os vinhos do douro e porto; a sul podemos contemplar os extensos pomares de macieiras em terra Capital da Maçã. No Outono os soutos de castanheiros pintam a paisagem com as suas cores acastanhadas e douradas em harmonioso contraste com o verde dos pinhais e das pastagens que são alimento para o gado.

A HISTÓRIA - Percorrendo o Município não é difícil perceber que a história da ocupação destas terras remonta muitos séculos atrás. São inúmeros os vestígios arqueológicos que têm sido postos a descoberto ao longos dos tempos e que servem para comprovar que estas paragens foram servindo os interesses das diferentes civilizações que em distintos períodos da história por lá estiveram e deixaram as suas marcas. Os vestígios mais antigos da ocupação do Homem em Armamar remontam à pré-história. Já foram encontradas pequenas peças feitas em pedra que eventualmente terão sido instrumentos deste período. Do período Neolítico, e estendendo-se até à romanização, há uma imensidão de vestígios que comprovam o povoamento das terras de Armamar pelas tribos existentes neste período. Desta época chegaram até nós diversos vestígios de ocupação, uns mais identificados do que outros. Falamos dos castros, povoamentos fortificados posteriormente romanizados. Em Armamar terão existido diversos mas o mais conhecido e melhor identificado é o castro de Goujoim. Da ocupação romana chegaram até aos nossos dias, para além de traços de arquitectura existentes em diversos monumentos, uma rede de vias (estradas), que faziam parte da importante rede viária da península ibérica.

ENCOSTAS DE SABOR - Em Armamar têm sido conservados e transmitidos de geração em geração as receitas e pequenos segredos culinários que fazem a riqueza gastronómica do Município. Numa terra rica em matérias-primas de excelência a gastronomia acaba por ser o “mostruário” da qualidade dos produtos agrícolas do Município: os vinhos, de mesa e generosos (Vinho do Porto), entram na confeção e no acompanhamento à mesa de inúmeros pratos típicos; a maçã, fruto que se produz em quantidade e com qualidade reconhecida em diversos mercados é utilizada em alguns pratos, nomeadamente doçarias. Símbolo máximo da gastronomia armamarense é o cabrito. Também conhecido por cabritinho tem a sua época própria entre o Natal e a Páscoa e encontra-se à mesa em dias de Festa. Fora da época é substituído pelo cordeiro. A fama do cabrito de Armamar tem-se espalhado e não são poucos os que visitam Armamar para o provar: assado no forno a lenha, acompanhado por batatas assadas e arroz do forno.

MARCAS DE UMA CULTURA - Ao longo do ano celebram-se, em festas e romarias, os santos padroeiros das nossas aldeias. Em Armamar há várias associações culturais que trabalham para preservar costumes que foram, ao longo dos tempos, construindo a identidade dos armamarenses. Festivais de folclore e cantares são acontecimentos que dão vida a costumes de outras épocas. Exemplo máximo disso mesmo são as festas do município em honra de São João.


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TERRA DE EMOÇÕES

O QUE VISITAR - Numa visita a Armamar sugerimos-lhe que visite alguns dos pontos mais interessantes que temos para lhe mostrar. O MIRADOURO DE SÃO DOMINGOS em Fontelo é talvez o mais espectacular em toda a região do Douro. Daqui se contemplam os municípios pertencentes a três distritos: Viseu, Vila Real e Porto. O espectáculo das quintas que enquadram o rio Douro de um lado e doutro é extraordinário. Neste ponto está implantada a ERMIDA DE S. DOMINGOS. Exemplar típico das ermidas de romarias medievais, a referência mais antiga ao templo data de 1163. D. João II e sua mulher D. Leonor terão aqui vindo pedir a intervenção divina para que lhe fosse concedido um sucessor. Voltaram a S. Domingos uma segunda vez em finais de 1483, já com o seu filho varão, o príncipe D. Afonso, nascido a 18 de Maio de 1475. Rezam as lendas que os casais com dificuldades em ter filhos dormiam ao relento sobre a “pedra propiciatória” ou

“fraga da fertilidade”, que ainda hoje se pode ver junto da porta da sacristia da ermida. O MIRADOURO DA MISARELA fica em plena vila de Armamar, junto da igreja matriz. Mesmo por baixo está a cascata da Misarela, bonito lugar que o imaginário popular encheu de contos e lendas. A IGREJA MATRIZ DE S. MIGUEL DE ARMAMAR é o único monumento nacional do município. Segundo a tradição a igreja terá sido construída com pedras do demolido castelo de Armamar. Há quem considere que a igreja foi fundada por Egas Moniz, aio do Rei D. Afonso Henriques; outros dizem que Egas Moniz terá construído uma capela a que terá sucedido a actual igreja. Como data provável da sua construção todos apontam os finais do século XII, princípios do século XIII. A ALDEIA HISTÓRICA DE GOUJOIM fica a leste de Armamar, junto do rio Tedo. Os inúmeros vestígios arqueológicos encontrados na freguesia são prova da sua ocupação remota: o castro situado numa eminência rochosa

voltada para o Tedo com grande parte das suas muralhas ainda intacta; a necrópole do Mogo composta por diversos túmulos, um deles antropomórfico (com a forma do corpo humano); o marco miliário, exemplar único em Portugal, só se conhecendo a existência de mais dois em Espanha; a fonte romana situada na zona do castro, o pelourinho na praça central da aldeia, exemplar único no Município, entre muitos outros. Sede de concelho na primeira metade do século XVI conserva ainda a casa da Câmara (e cadeia) com a sineira medieval, atributo das residências municipais e o pelourinho (segunda metade do século XVII). A importância histórica de Goujoim está também bem patente no número de casas solarengas que preenchem o centro habitacional da aldeia, com especial destaque para a Casa Preta. O lugar da Ribeira de Goujoim, situado na margem direita do rio Tedo, é também um pequeno povoado caracterizado por uma vida comunitária com laços estreitos de vizinhança e onde as tradições comunitárias ainda persistem.


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22 QUANDO VÃO ACONTECER? A primeira edição, que se quer de muitas, acontece durante os meses de abril, maio e junho deste ano em diversos locais onde existem equipamentos para a prática do desporto.

ARMAMAR, ENCOSTAS DE SABOR

PARA QUÊ?

Os quadros competitivos englobam 8 modalidades:

Pretende-se fazer deste evento uma grande festa do Desporto com os objetivos de: sensibilizar as pessoas para a importância da prática desportiva ao longo da vida; fomentar o convívio intergeracinal potenciando a troca de experiências e saberes entre crianças, jovens, adultos e idosos; promover hábitos de vida saudável conjugando o desporto com uma alimentação rica, equilibrada e variada; enriquecer socialmente a vida de Armamar e dos armamarenses.

Andebol, Natação, Polo Aquático, Boccia, Ténis De Mesa, Atletismo, Gira-Vólei E Futsal Podem inscrever-se pessoas de todas as idades para competir.

Para mais informações contactar as piscinas cobertas ou consultar a página da internet: www.cm-armamar.pt/

O QUE SÃO? Trata-se de um projeto dinamizado pela Câmara Municipal de Armamar e pela empresa Armamar Invest Mais, EEM., com o apoio das Juntas de Freguesia, associações culturais, desportivas e recreativas, bem como clubes desportivos de Armamar e da região.

Armamar é um dos municípios da região do Douro integrado na zona classificada pela UNESCO Património da Humanidade. Está situado numa das mais famosas regiões vinícolas do mundo. É nas vinhas e quintas sobranceiras à margem sul do Rio Douro, encosta acima, que se produzem vinhos “Douro” e “Porto” de excelência, disponíveis no mercado nacional e internacional. Mas nem só de vinho se fala em Armamar. Há outras culturas que marcam a diferença no setor produtivo do município, com destaque para a produção da Maçã de Montanha. Na parte sul do município, com cotas de altitude entre os 600 e os 800 metros, produzem-se por ano cerca de 50 mil toneladas de maçãs com características únicas: são mais aromáticas, mais crocantes e mais saborosas quando comparadas com as mesmas variedades produzidas noutras regiões. São por isso cada vez mais procuradas! Na área do aproveitamento das maçãs começam a surgir cada vez mais sugestões tentadoras que vão dos sumos à doçaria. Convidamo-lo a provar as “Delícias de Maçã”! O ícone da gastronomia de Armamar é o Cabritinho. Esta iguaria da mesa armamarense, antigamente servida em dias de festa, é argumento para muitos apreciadores visitarem Armamar. Assado em forno de lenha, acompanhado com batatinhas e arroz, juntam-se-lhe à mesa os nossos vinhos e... vai ver que vale a pena! São ainda referências da gastronomia os queijinhos de Vila Nova, frescos e curados. Produzidos a partir de leite de cabra, são resultado de uma atividade com raízes bem antigas, sobretudo na aldeia de Vila Nova. Os nossos fumeiros vão também surpreendê-lo pela sua qualidade, pelo seu sabor, resultado do trabalho e do saber de gerações. Por tudo isto foram criados em 2012 as Rotas Armamar Gourmet com o objetivo de dar a provar o resultado de saberes e sabores que vêm sendo transmitidos, refinados, enriquecidos geração após geração. Venha conhecer Armamar, provar as delícias da gastronomia, deslumbrar-se com as paisagens e testemunhar a riqueza da história e cultura.

Armamar está à sua espera!


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educação&formação foto legenda

Decorreu no passado dia 11, em Mangualde, um workshop formativo com o tema “Como comunicar de forma inclusiva e não sexista: responsabilidade da administração pública”. O evento teve como oradora Teresa Alvarez, técnica da Comissão para a Igualdade de Género. O workshop teve uma adesão significativa. No final os presentes mostram o total agrado e sublinharam a pertinência do tema escolhido. Em análise estiveram cartazes de publicidade, sites e cartas que, muitas vezes, usam de linguagem sexista por “falta de conhecimento do tema”, como eplicou Teresa Alvarez. MC

DR

Paulo Neto

Micaela Costa

Semana da Leitura do Agrupamento de Escolas de Viseu Norte

Entre 25 de Fevereiro e 1 de Março decorreu esta iniciativa que envolveu todos quantos pela leitura se interessam. Entre outros, estiveram presentes os escritores João Manuel Ribeiro, Alexandre Parafita e Pedro Seromenho. O evento final decorreu no repleto auditório do IPJ, a 12 de Abril, com atividades lúdico-recreativas apresentadas por alunos dos 6 aos 16 anos. O vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes, o diretor do Jornal do Centro e o docente José Alexandre Ramos Rodrigues, da CAP do Agrupamento procederam à entrega de diplomas aos alunos premiados. O grande propósito da realização deste evento foi ir ao encontro da meta consignada no Projeto Educativo: envolver a comunidade educativa na formação de uma dimensão cívica ativa. Objetivo alcançado com sucesso. Isabel Brito, Maria da Luz Faro, Catarina Loio e Agostinho Moreira, a equipa da Biblioteca, foram os principais impulsionadores da iniciativa. Paulo Neto

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DOENÇAS DA COLUNA VERTEBRAL

Anúncio Público Eleição do Presidente do Instituto Politécnico de Viseu Nos termos do disposto pelo artigo 86.º do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), aprovado pela Lei 62/2007, de 10 de Setembro, do artigo 30.º, n.º 6 dos Estatutos do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) e do artigo 5.º do Regulamento para Eleição do Presidente do IPV, aprovado em 09/04/2013 pelo Conselho Geral do Instituto, torno público que de 15/05/2013 a 20/05/2013, se encontra aberto o prazo para apresentação de candidaturas à eleição do Presidente do IPV. O Regulamento e o Calendário para a Eleição do Presidente do Instituto Politécnico de Viseu encontram-se disponíveis para consulta em www.ipv.pt Instituto Politécnico de Viseu, 09 de abril de 2013 O Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu

João Fernando Marques Rebelo Cotta

CARLOS JARDIM MÉDICO ESPECIALISTA

CASA DE SAÚDE DE SÃO MATEUS RUA 5 DE OUTUBRO 3500-000 VISEU GPS LAT: 40º 39’ 22.96’’ LONG: -7º 54’ 17.89’’

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TRATAMENTO DE DORES CRÓNICAS DA COLUNA CIRURGIA DA COLUNA VERTEBRAL CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA TÉCNICAS PERCUTÂNEAS


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economia Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Arquivo

O “R” como uma das primeiras letras do abecedário dos Novos Tempos

A O Complexo empresarial de Viseu tem 72 empresa com 3000 trabalhadores, a AIRV e serviço de formação do CEFP

Abaixo-assinado contra encerramento da CGD no Parque Industrial de Coimbrões Razão∑ Caixa Geral de Depósito justifica com “reorganização da rede” Empresas, utentes e cidadãos moradores nas proximidades estão contra o encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) do Parque Industrial de Coimbrões, em Viseu e promoveram um abaixoassinado com centenas de assinaturas, alegando que a decisão acarreta “manifestos prejuízos”. A petição enviada ao conselho de administração da CGD, avançou antes mesmo do encerramento da agência Expobeiras a 23 de março. Os autores do manifesto acusam a CGD de encerrar o serviço por “razões economicistas ou de diminuição de custos, sem terem em conta”, nomeadamente “ o índice de utilização pelas empresas e outros utentes e critérios de proximidade”. No documento era pedido à CGD que repensasse a manutenção da agência, lembrando que a mesma “situa-se no maior centro empresarial da cida-

de, onde estão sedeadas e em pleno funcionamento 72 empresas, com um total aproximado de três mil trabalhadores”. No complexo empresarial funciona ainda o serviço de formação do Centro de Emprego e Formação Profissional de Viseu e a Associação Empresarial da região de Viseu (AIRV) que movimenta diariamente centenas de formandos e formadores a par do seu quadro de pessoal. “A Agência Expobeiras tem uma grande movimentação diária quer por parte das empresas quer por parte de utentes individuais. Além disso, não existe no Parque Industrial de Coimbrões qualquer outro tipo de agência semelhante, desta ou de outra instituição, sendo esta a única que existe e presta serviços bancários, quer aqui, quer nas proximidades. Acresce que, a existência deste tipo de serviços na proximidade das empresas, é essencial,

quer para estas quer para o próprio banco”, alerta o documento. Sem uma resposta concreta relativamente à agência Expobeiras, a CGD comentou por email que “a Caixa Geral de Depósitos vai prosseguir, em 2013, com os seus planos de reorganização da rede de agências, que “ prevê o encerramento, fusão ou substituição por outros interfaces de relação, de 45 pontos de presença, a sua quase totalidade em áreas urbanas”, não estando em causa “qualquer despedimento dos colaboradores da Caixa”. Segundo a CGD “Esta racionalização resultou de

uma rigorosa avaliação da viabilidade, a prazo, de cada unidade comercial e do ajustamento da presença da Caixa, face ao atual potencial de mercado em cada área de influência”. Revela ainda que “foi igualmente ponderada a adequabilidade de instalações, sua localização ou condições funcionais para uma melhor prestação de serviço e desenvolvimento do negócio, sem contudo deixar de atender à matriz social e de serviço público da Caixa e ao compromisso de servir todas comunidades, mesmo as mais isoladas ou comercialmente menos atrativas”. Emília Amaral

Nova agência a caminho

∑ O Jornal do Centro sabe que em breve irá abrir uma nova agência de outro banco no Parque Industrial de Coimbrões. Vários empresários do complexo asseguraram que a abertura do serviço é “imprescindível” para as empresas. Também vários trabalhadores admitiram que o encerramento da agência “obriga a ter que pegar no carro e gastar gasolina para sair do parque, por exemplo, à hora do almoço, coisa que antes não acontecia”.

Nas últimas décadas o boom de investimento e consumo público e privado, insuflado por taxas de juro decrescentes, pela alta rentabilidade no setor dos bens não transacionáveis como a construção e o imobiliário, permitida e até incentivada pelos governos, e pelo deslumbre dos fundos comunitários, induziu nos políticos, como também nos empresários e nas pessoas em geral, uma certa ânsia do Ter, de preferência novo, moderno, tecnológico, com design/arquitetura e provindo do mainstream. É certo que era vital infraestruturar de base o país e elevar os padrões de consumo aproximando-os dos indicadores europeus, mas, como agora sentimos, subimos demasiado de “escalão”, com diversos excessos reconhecidos. Para que o Reajuste seja menos brusco, há que Refletir numa nova realidade que já se vai vislumbrando. Vai haver uma Redução estrutural e expressiva dos recursos financeiros, a par de critérios muito exigentes para a disponibilização de fundos, como irá acontecer com o novo quadro comunitário de apoio; sendo assim, mais do que no passado, é imprescindível uma adequada Racionalização da sua aplicação. Ao nível do investimento público e particularmente autárquico, é fundamental apostar na Regeneração Urbana e na Requalificação das infraestruturas, dos equipamentos e dos espaços públicos. Num país que não tem sabido conviver com a sua histórica patine, a Reabilitação e a Reconstrução dos degradados centros históricos têm de continu-

Pedro Baila Antunes Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu baila@estv.ipv.pt

ar a ser uma aposta no futuro, mas pensada de forma mais intensa e integrada. Esta nova perspetiva da obra pública é decisiva também para o amortecimento da agonia do setor da construção. No plano mundial, independentemente da explosão do consumo nos BRIC, assiste-se a uma redução eloquente dos Recursos Naturais, incluindo os energéticos, e à subida significativa dos custos das matérias-primas, para a qual aliás também têm contribuído as atividades especulativas, que não têm sido objeto de uma Regulação adequada. Assim, e até por uma maior consciencialização ambiental, nas empresas e nas nossas casas, a política dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – é mais do que nunca uma necessidade. Ao nível do consumo, por exemplo, tem de se assumir a reutilização e a reciclagem de produtos e o prolongar do tempo de vida dos automóveis, dos telemóveis, do mobiliário... Mas os tempos de hoje exigem um outro “R”, de Re-industrialização, que em conjunto com os outros será peça-chave para um crescimento económica e socialmente sustentável. A valorização dos Recursos Endógenos e a sua transformação em produtos recicláveis e duradouros, com valor acrescentado, é meio caminho para a sua efetivação, não sendo despicienda igualmente uma aposta efetiva nas Energias Renováveis. Pode não ser uma revolução de mentalidades, mas temos de ser resilientes, o que obriga a uma certa Renovação do Espírito que reacomode melhor o nosso – novo – mundo, mais difícil e exigente.


Lemos & irmão lança novos modelos Opel Adam A recém-lançada gama do novo Opel ADAM combina o design arrojado e emblemático e a pura individualidade. A cor e os revestimentos têm um estilo tão multifacetado como os clientes para os quais o Opel ADAM foi criado. Oferece à escolha dois motores económicos 1.2 de 70 cv e 1.4 de 100 cv, ambos a gasolina. O modelo tem versões agrupadas em três ‘ambientes’: Jam (estilo ativo), Glam (requintado) e Slam (desportivo). A partir destas é possível criar múltiplas variantes ADAM. As possibilidades de personalização do pequeno citadino ‘lifestyle’ da Opel são elevadas a um expoente inédito, oferecendo mais de 61 mil combinações diferentes de decoração do exterior e cerca de

82 mil do interior. Para além do avançado sistema de informação e entretenimento Intellilink, outros equipamentos inéditos que o ADAM traz de segmentos de mercado superiores são, por exemplo, a mais recente geração de estacionamento automático, o alerta de ângulo cego, o volante aquecido e o portabicicletas integrado FlexFix. Todos os ADAM estão equipados de série com ar condicionado, volante forrado a couro, programador de velocidade, computador de bordo, espelhos de regulação elétrica, vidros elétricos, fecho centralizado de portas e jantes em liga leve, entre muitos outros. Também no capítulo da segurança a lista de equipamento de série do ADAM é muito extensa, integran-

do, por exemplo, programa eletrónico de estabilidade ESP, sistema de travagem antibloqueio ABS, airbags frontais, airbags laterais e airbags de cortina. O sistema Start/Stop, que desliga automaticamente o motor quando o automóvel está parado, é igualmente

de série de todos os ADAM e representa um considerável contributo para a economia de combustível, especialmente na cidade. A média de consumo misto do ADAM 1.2 de 70 cv fixase em apenas 5,0 l/100 km e a do ADAM 1.4 de 100 cv em 5,1 l/100.

Opel Mokka As linhas suaves e a presença robusta definem a aparência de um novo tipo de motorização. O novo Opel Mokka é sofisticado, moderno e integra-se em qualquer ambiente, combinando o carisma desportivo com a realidade prática do quotidiano. O perfil do novo Opel Mokka tem tanto impacto quanto a sua presença ampla e determinada. O design traseiro simples e arredondado complementa o perfil esculpido. A presença ampla é realçada e o óculo traseiro envolvente marca o equilíbrio perfeito com o para-brisas inclinado. A eficiência aerodinâmica é igualmente responsável pelo elegante spoiler dianteiro inferior e a grelha aerodinâmica do radiador otimiza o caudal de ar no compartimento do motor. A parte inferior do automóvel inclui defletores de ar à frente das rodas traseiras e frisos aerodinâmicos atrás

destes. Estes complementam o spoiler traseiro e o design traseiro arredondado na distribuição do caudal de ar. O coeficiente aerodinâmico é de apenas 0,360, sendo inferior à média do segmento e um contributo muito importante para a economia de combustível e estabilidade do novo Opel Mokka. O interior oferece qualidade e conforto. O espaço amplo e acolhedor, os bancos confortáveis em posição elevada, os comandos ergonomicamente dispostos e a qualidade dos revestimentos contribuem para esta sensação de espaço. O novo Opel Mokka é suportado pela suspensão dianteira com braços McPherson desacoplados e pela suspensão traseira com travessa do eixo traseiro. Esta combinação funciona em total harmonia com a direção assistida e com todos os sistemas de

assistência ao condutor para otimizar a condução e o comportamento em estrada a níveis que nunca esperaria, mas de que irá com certeza desfrutar. O resultado é uma sensação de controlo que faz sobressair o melhor de cada estrada. Disponibiliza uma gama de caixas de velocidades e intervalos de potência. A versão a gasolina tem disponíveis os motores 1.6 ECOTEC® com 85 kW (115 cv) e 1.4 Turbo com 103 kW (140 cv). Encontra-se também disponível o sofisticado motor diesel 1.7 CDTI com 96 kW (130 cv), que debita um binário impressionante de 300 Nm. As maiores novidades são em termos das caixas de velocidades. Está disponível a nova caixa automática de 6 velocidades para o motor 1.7 CDTI. Esta unidade de baixo peso extremamente eficiente e com mudanças de velocidade muito suaves reconhece

e ajusta-se ativamente ao estilo de condução, detetando quando é necessário a máxima aceleração ou a máxima economia de combustível. O sistema Start/Stop otimiza a economia de combustível, em especial durante a condução na cidade. O motor desliga-se quando o automóvel para com a alavanca seletora em ponto morto e liga-se imediatamente assim que o condutor volta a pisar o pedal da embraiagem. É possível ativar/desativar o sistema através de um botão no painel de instrumentos. Quando o sistema está ativado e o motor parado, o indicador do conta-rotações permanece na posição “AUTOSTOP”, indicando que o automóvel está preparado para o arranque automático. O sistema Start/Stop utiliza um alternador otimizado, um motor de arranque e uma bateria específica.


Jornal do Centro

26 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

18 | abril | 2013

Ourivesaria Pereirinha personaliza anéis de curso As memórias da vida de um estudante vão, ao longo dos anos, ficando guardadas na memória, em fotografias e, muitas vezes, em objetos que marcam anos de vivências e experiências. Com a chegada da etapa final dos futuros profissionais começa-se a pensar “no objeto”. Quase como uma tradição os anéis de curso são os mais apreciados pelos jovens estudantes. Embora a simbologia tenha mudado ao longo dos anos, este continua a ser “o objeto” de eleição, como explica Pedro Guimarães da ourivesaria Pereirinha: “O anel já não tem a mesma

tradição, se em outros tempos era a prova de que se tinha um “canudo”, hoje é apenas um marco, e muitas vezes acaba por nem ser usado”. Com uma coleção alargada, todos os anéis são feitos à medida e personalizados consoante o gosto e as vivências dos estudantes. As pedras naturais tornam o objeto uma joia especial. As encomendas “que devem ser feitas com algumas semanas de antecedência” permitem um acompanhamento e personalização cuidada ao anel. Na ourivesaria Pereirinha, para além de inúmeras combinações, os

clientes podem ainda optar por ouro clássico, prata ou ouro branco, “esta é uma novidade que a nossa loja decidiu criar. Como muitas vezes o anel não é para ser usado, os clientes podem optar por anéis menos dispendiosos”, referiu Pedro Guimarães. A ourivesaria Pereirinha, situada em Mangualde e Viseu, disponibiliza atendimento na loja online em www.pereirinha. com. Para mais informações através do contacto telefónico 232449147, ou do endereço de correio eletrónico pereirinha@ pereirinha.com.

Micaela Costa

Novidade∑ Para além do tradicional anel de ouro, disponibiliza ainda o adereço em ouro branco e em prata

A Ourivesaria Pereirinha situa-se em Mangualde e Viseu (Intermarché)

Micaela Costa

Emília Amaral

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Grémio de Mangualde em breve aberto à inovação Mangualde vai poder contar em breve com um Centro de Inovação e Dinamização Empresarial (CIDEM). O projeto, apresentado na semana passada, no âmbito do RUCI Viseu | Dão Lafões, vai nascer no antigo grémio, através da reabilitação do edifício datado de 1905 e da sua posterior dinamização. Este projeto de reabilitação urbana da Câmara Municipal de Mangualde tem como parceiros a AIRV/ WinCentro, Patinter SA, Felmica SA, Peugeot Citroen Automóveis Portugal SA e Sonae Indústria SA, contando com um investimento de 500 mil euros, comparti-

cipados em 85%. O CIDEM visa o acolhimento de projetos empresariais preferencialmente orientado para os setores da metalomecânica, logística e transportes, madeiras e minérios, bem como promover o espírito empreendedor na criação de autoemprego e na criação de valor a partir de recursos endógenos. Irá também disponibilizar condições competitivas para a retenção e captação regional de talentos. “Hoje o objetivo principal de um autarca deve ser encontrar espaços de investidores privados para poder promover emprego”, sa-

lientou o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo. O autarca acredita que com estas iniciativas vai conseguir “contrariar o empobrecimento”, ao considerar a âncora do setor secundário fundamental para aguentar a pancada” da crise. O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões, Carlos Marta reforçou que “o desenvolvimento dos territórios passará pela inovação, pela competitividade, pelo trabalho em rede” e por “aproveitar as imensas possibilidades” que o território da CIM oferece. EA


27

Jornal do Centro 18| abril | 2013

desporto Futebol

Académico e Cinfães só um pode subir A duas jornadas do final do campeonato, a luta pela subida à II Liga de futebol, é agora entre duas filiadas da Associação de Futebol de Viseu: Académico de Viseu e Cinfães. Contudo, o Académico ocupa uma melhor posição nesta reta final. O primeiro lugar e os três pontos de diferença em relação ao segundo, Cinfães, pode possibilitar-lhe fazer a festa já este domingo, em terreno adversário. Basta vencer. Já o Cinfães, se perder nos Açores, entrega sempre a subida ao Académico, qualquer que seja o resul-

tado dos viseenses. Os academistas vão a casa da formação de São João Ver, 10º classificado. Equipa que venceu o Cinfães há duas jornadas por 1-2 e o Espinho por 3-0. Na primeira volta empatou a uma bola em casa do Académico. Quanto à equipa do norte do distrito, desloca-se aos Açores para defrontar o 5º classificado, Operário, formação que em casa é sempre um adversário complicado e que promete não dar tréguas ao Cinfães. Venceu o Espinho por 1-2 e o Académico por 4-0. Na primeira volta a equi-

Micaela Costa

Campeonato ∑ Viseu vai ter mais uma equipa na II Liga

A

Académico mais bem posicionado que o Cinfães, pode fazer a festa da súbida já este domingo pa de Flávio das Neves venceu por 3-1, resultado que certamente quer re-

petir, para que possa ainda sonhar com a subida à II Liga de futebol, mas sem-

pre dependentes do que os viseenses façam no seu jogo. Académico que goleou, e afastou da corrida à subida, o Espinho (3-0), no passado domingo, leva na bagagem uma boa exibição e a massa associativa que não tem largado os pupilos de Filipe Moreira, e promete estar em peso a apoiar. Para este domingo a Direção academista está a providenciar transporte para os adeptos e, até ao fecho da edição, tinham já três autocarros cheios. O Cinfães, que teve um jogo sofrido no passado

domingo, não vai querer perder pontos e facilitar a vida ao adversário. Apesar de terem vencido, em casa, o Cesarense por duas bolas a uma, viram o guardaredes titular, Trigueira, ser expulso. As duas equipas do distrito de Viseu têm proporcionado aos amantes deste desporto um bom campeonato e sobretudo uma reta final cheia de emoções. Este domingo tudo pode ficar decidido ou caso contrário os corações vão ter que aguentar mais uma semana. Micaela Costa

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28 DESPORTO | MODALIDADES

Jornal do Centro 18 | abril | 2013

Segunda Liga

Futsal

Viseu 2001 está perto do sonho Classificação ∑ A equipa viseense está isolada no segundo lugar e depende apenas de si própria para subir à I Divisão O Viseu 2001 sabia que perder pontos poderia ser hipotecar, em definitivo, as ambições de subida. Foi uma jornada que acabou por correr de feição às pretensões viseenses já que, à vitória na Póvoa, se juntou a perda de pontos dos principais adversários nesta luta pelo segundo lugar, e pela promoção de divisão. A conjugação de resultados permitiu ao Viseu 2001 estar agora isolado na segunda posição (37 pontos), e com a vantagem de apenas depender de si próprio para nas quatro jornadas que faltam, materializar um so-

V 26 18 16 13 14 14 14 14 14 13 13 13 10 12 11 11 9 11 7 5 5 6

E 6 8 12 15 12 11 11 11 10 13 11 9 16 7 10 4 11 13 11 14 12 9

D GMGS 3 66 29 9 54 38 8 42 29 8 41 38 9 46 39 10 47 38 10 62 46 11 50 43 12 39 36 9 49 40 11 43 39 14 42 49 9 37 35 16 41 51 14 50 52 20 30 41 14 31 41 11 44 46 17 30 49 16 30 45 18 21 45 20 37 63

35ª Jornada

DR

O Viseu 2001 nunca no seu historial esteve tão perto de alcançar o sonho da subida à I Divisão Nacional de Futsal. Os viseenses conquistaram no Multiusos da Póvoa de Varzim uma vitória que pode valer-lhe ouro. O triunfo, frente ao Póvoa Futsal, por 6 a 4, abre as portas à tão ansiada promoção ao principal escalão da modalidade em Portugal. No recinto de um adversário direto, que ocupava a segunda posição no arranque da jornada 22, o jogo era decisivo para a formação orientada por Roger Augusto.

P J 35 35 36 36 35 35 35 36 36 35 35 36 35 35 35 35 34 35 35 35 35 35

1 Belenenses 84 2 Arouca 62 3 Leixões 60 4 Desp. Aves 54 5 Oliveirense 54 6 Santa Clara 53 7 Benfica B 53 8 Portimonense 53 9 Penafiel 52 10Sporting B 52 11 FC Porto B 50 12Tondela 48 13U. Madeira 46 14Atlético CP 43 15Feirense 43 16Marítimo B 37 17SC Braga B 36 18Naval 34 19Trofense 32 20Sp. Covilhã 29 21Guimarães B 27 22Freamunde 27

nho que vem alimentando nos últimos anos. Perfilam-se quatro autênticas finais para os viseenses, a primeira das quais já este domingo, quando receberem no

Pavilhão da Via Sacra, a equipa do CRECOR, que ocupa a 6ª posição na tabela classificativa com 35 pontos, chega a Viseu também com ambições de ainda discutir

a subida. Em perspectiva um grande jogo de futsal e, certamente, com casa cheia. Micaela Costa

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Futebol Feminino

Atlético Trofense Arouca Guimarães B Marítimo B Sp. Covilhã Sporting B Penafiel Oliveirense Portimonense Leixões

1-2 4-2 2-0 4-2 1-3 2-2 1-3 1-1 1-0 2-0 1-0

Sp. Braga B FC Porto B Santa Clara Freamunde Feirense Benfica B Belenenses Tondela U. Madeira Naval 1º Maio Desp. Aves

36ª Jornada Tondela Portimonense Desp. Aves Naval 1º Maio U. Madeira Benfica B Feirense Sp. Braga B FC Porto B Santa Clara Belenenses

1-0 1-1 2-2 -

Guimarães B Leixões Penafiel Marítimo B Sp. Covilhã Atlético Sporting B Arouca Freamunde Trofense Oliveirense

Viseu 2001 na corrida à subida Segunda Div. CENTRO

Micaela Costa

1 Ac. Viseu 2 Cinfães 3 Sp. Espinho 4 Pampilhosa 5 Operário 6 Benfica CB 7 Sousense 8 Anadia 9 Coimbrões 10 S. João Ver 11 Nogueirense 12 Tourizense 13 Cesarense 14 Lusitânia 15 Bustelo 16 Tocha

O Viseu 2001 reentrou na luta pela subida à I Divisão, no nacional de futebol feminino. Frente ao Atlético da Pontinha as viseenses arrancaram a vitória (3-0), e ocupam agora a 3ª posição com 6 pontos – os mesmos que o Freamunde e Valadares de Gaia. Nesta fase final só as duas primeiras sobem de divisão e a faltarem sete jornadas, à equipa de Viseu só interessa somar

pontos. Na frente, com 9 pontos, segue o A-dos-Francos, assumindo-se como uma das principais candidatas à subida. Domingo, 21, a equipa feminina de Viseu tem um jogo muito importante na deslocação ao Valadares de Gaia, outra das equipas que se apresenta como candidata à subida, a vitória pode relançar a candidatura das viseenses. MC

P 54 51 48 45 44 42 39 37 37 36 34 33 30 27 27 19

J 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28

V 15 14 13 13 12 11 10 11 8 10 9 8 7 6 5 3

E 9 9 9 6 8 9 9 4 13 6 7 9 9 9 12 10

D GMGS 4 42 20 5 47 28 6 36 27 9 41 34 8 40 30 8 38 31 9 34 31 13 29 34 7 34 35 12 33 38 12 29 34 11 24 28 12 24 35 13 36 48 11 26 38 15 24 46

28ª Jornada Ac. Viseu Benfica CB Cinfães Coimbrões Sousense Sp. Bustelo Tocha Tourizense

3-0 1-0 2-1 1-1 0-1 1-1 2-1 0-0

Sp. Espinho Pampilhosa Cesarense Anadia Nogueirense Lusitânia S. João Ver Operário

29ª Jornada Nogueirense Anadia Benfica CB Cesarense Lusitânia Operário Pampilhosa S. João Ver

-

Sp. Bustelo Tocha Sp. Espinho Coimbrões Tourizense Cinfães Sousense Ac. Viseu


Jornal do Centro 18| abril | 2013

29

em foco

Paulo Neto

Nos dias 13, 14 e 15 a Finiclasse, concessionária da Mercedes Benz, pelas mãos do gerente Rui Paulo Silva e do administrador do Grupo, Francisco Fernandes, apresentou os novos modelos CLA 22 CDI, Classe E Limo 220 CDI e Station. Com vendas firmadas antes do lançamento, o evento foi um sucesso que contou com cerca de 700 visitantes nos três dias. O numeroso público teve ainda oportunidade de visitar a Feira de Usados, StarSelection, numa visita aberta às oficinas da empresa. O CLA fez 104 testes drive no fim-de-semana.

Palácio do Gelo foi palco de moda em dia de aniversário No passado sábado, 13, o Palácio do Gelo recebeu o “Palácio Fashion Show”, um espetáculo de moda que assinalou o 5º aniversário do espaço comercial, apresentado por Catarina Furtado. Débora Monteiro, Andreia Rodrigues, os gémeos Pedro e Ricardo Guedes e Afonso Vilela, foram as caras conhecidas do público que desfilaram e “arrancaram” muitos aplausos das centenas de espectadores que assistiam ao evento. A animação ficou a cargo da cantora Inês Santos e do grupo de dança Glam Dance. Pela passerelle desfilaram ainda criações da estilista Katty Xiomara e de jovens criadores portugueses.

Micaela Costa

Finiclasse apresenta os novos modelos Mercedes-Benz


D Ateliê “Uma flor para a minha mãe”

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culturas expos

Arcas da memória

Destaque

Agenda∑ Domingo pelas 17h00, no Teatro Viriato, sobe ao palco Aristo Sham

∑ Museu Municipal Até dia 30 de abril Exposição de pintura «Realismo Abstrato» de Wilfred Hildonen

VISEU ∑ FNAC Até dia 30 de abril Exposição de fotografia “Arrefeceu a Cor Dos Teus Cabelos”, de Lara Jacinto. ∑ IPJ Até dia 19 de abril Exposição de escultura Artesanato em torgas, de Arlindo Pereira

DR

OLIVEIRA O Festival da Primavera, que vai já na sua sexta edição, aposta este ano na internacionalização, com a presença de músicos do panorama internacional. Este domingo, 21, Aristo Sham, pianista chines, sobe ao palco do Teatro Viriato pelas 17h00. No passado sábado, 13, a Pousada de Viseu recebeu Tal Hurwitz, guitarrista israelita, que se juntou ao quarteto de guitarras dos professores do Conservatório, André Cardoso, António Coelho, Marco Pereira e Paula Sobral. O evento, organizado pelo Conservatório de Música de Viseu é apoiado pela Câmara Municipal de

Viseu e integra-se na agenda do Viseu Naturalmente. Hoje, 18, o Festival da Primavera reserva um dueto, pelas 21h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu, ao piano Luís Pipa e Vítor Matos no clarinete. Sexta, na Igreja da Mesericódia atua pelas 21h30, a Orquestra da Câmara Piaget de Viseu. Sábado,no mesmo local, pelas 21h30,

Variedades coincide com a época do início das sementeiras do linho nos campos agrícolas da aldeia de Várzea de Calde. “Os participantes poderão semear o linho, com a semente, a linhaça e com recurso às personagens, o Sr. Linho e a

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 13h30, 13h50, 16h15, 18h40 Os Croods VP (M6) (Digital)

Sessões diárias às 13h30, 13h30, 16h25, 19h00, 21h45, 00h15* Comboio noturno para Lisboa (M12) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 15h50, 18h10, 21h00, 23h40* Celeste e Jesse para

A tarde do “sexto dia” e a invenção do dia da árvore O Cláudio plantava castanheiros novos numa belga de ferrã, e era salutar ver um velho entregue a uma tarefa de frutos longínquos, de todo safara para ele. Aquilino Ribeiro, Terras do Demo.

Era a tarde do Sexto Dia. Do lodo da terra Deus fizera o primeiro homem à sua semelhança e como se fora vento de madrugada um sopro de vida o animou. E Deus traçou-lhe, ao homem, um pouso, no Éden, a Oriente, lá onde o sol era o primeiro a despertar pela Nuno Alexandre, no pia- manhã, onde os pássaros no, acompanha o Coro da começavam logo a cantar, Câmara do Conservatório onde se ouvia pelo andar e no domingo, o pianista do dia fora o manso correr de quatro rios, onde o “Sechinês Aristo Sham. A 6ª edição do Festival nhor Deus fez desabrochar de Música da Primavera da terra toda a espécie de prolonga-se até ao dia 28 árvores agradáveis à vista de abril e promete trazer e de saborosos frutos para à cidade, muita música e comer” (Gen. 2, 9). Jardim, se lhe chamou. cultura. Por muito tempo Adão Micaela Costa guardou o jardim que Javé lhe dera para cultivar. E foi talvez quando as primeiras rosas floriram, quando sentiu no ar o seu perfume, quando cortou a primeira Sr.ª. Linhaça”, adianta a rosa sem ter a quem a dar, Câmara de Viseu numa foi então que se apercebeu nota à imprensa, sendo de que estava só. Javé pasas crianças e os jovens seava no jardim a essa hora envolvidas na temática e viu a turbação do homem do ciclo do linho, um que criara e ali lhe promedos conteúdos de gran- teu que ao acordar teria junde expressividade do to dele companheira. E asmuseu. sim foi. Adão deu à mulher a rosa que cortara, à mulher

Museu de Calde convida crianças para semear o linho O Museu Municipal de Várzea de Calde, em Viseu, está a convidar as crianças a participarem, até ao final do mês, num ateliê sobre a sementeira do linho, intitulado “O Sr. Linho e a Sr.ª. Linhaça”. A realização do ateliê

sempre (M12) (Digital)

18 | abril | 2013

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viseu está a promover, até 05 de maio, o ateliê “Uma flor para a minha mãe”, destinado a crianças do ensino pré-escolar e do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico. O objetivo é celebrar o Dia da Mãe com uma atividade de sensibilização ambiental.

Pianista chinês atua no Festival da Primavera DE FRADES

Jornal do Centro

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Sessões diárias às 13h20, 16h05, 18h50, 21h35, 00h20* Esquecido (CB) (Digital)

Sessões diárias às 15h00, 17h40, 21h10, 00h10* Um refúgio para a vida (M12) (Digital)

Sessões diárias às 13h40, 16h10, 18h45, 21h20, 00h00* G.I. Joe: Retaliação (M12) (Digital)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 14h00, 16h45, 21h10, 23h55* Esquecido (CB) (Digital)

Sessões diárias às 14h40, 16h50, 19h00, 21h40,

Sessões diárias às 13h40, 16h10, 18h45, 21h30, 00h10*

G.I. Joe: Retaliação (M16) (Digital 3D) Sessões diárias às 11h00* (dom.), 14h10, 16h35, 19h00 Os Croods VP (M6) (Digital) Sessões diárias às 22h00, 00h30* Dou-lhes Um Ano (M12) (Digital) Sessões diárias às 13h20, 15h35, 17h50, 21h40, 00h20* A idade da loucura

(M16) (Digital)

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

a quem confiava agora o seu amor. Havia no jardim uma árvore de frutos proibidos, ainda não sabemos se eram as romãs. Eva, que esse iria ser o seu nome de mulher, era ainda quase uma criança, colheu certa manhã um cesto de romãs na romãzeira. E partilhou os doces frutos com Adão. Javé voltou ao fim da tarde. Não quis mais Adão no seu jardim. Nem Eva, que assim chamou Adão à companheira. Vestiu-os com peles de cordeiro e ficou a olhar, compadecido, na porta entreaberta do jardim. Eva e Adão caminharam então para Ocidente onde a terra era verde mas não tinha o jeito de jardim. Violetas selvagens já havia. E papoulas. Adão terá cortado um ramo delas e terá enxugado com um beijo as primeiras lágrimas da mulher. Adão aprendeu a plantar romãs e castanheiros e fazia, no Inverno, cestos de varedo. Eva enxugava-lhe às vezes o suor e servia-lhe água fresca numa bilha que inventara. Do lume aceso na lareira vinha o cheiro bom das castanhas a assar. E ambos recordavam, magoados, o chão ameno e as sombras do arvoredo do Jardim onde nasceram.

Estreia da semana

Sessões diárias às 14h30, 16h40, 18h50, 21h50, 00h00* Scary Movie 5 - Um Mítico Susto de Filme (CB) (Digital) Sessões diárias às 14h20, 16h30, 18h40, 21h20, 23h30* Nome de código: Paulette (M12) (Digital)

Legenda: *sexta e sábado

Celeste e Jesse para Sempre

– Celeste (Rashida Jones) e Jesse (Andy Samberg) conheceram-se na escola, casaram-se cedo e agora estão cada vez mais distantes um do outro.


Jornal do Centro 18| abril | 2013

culturas

D Mangualde quer expor coleções de munícipes

A Câmara de Mangualde está a desafiar os munícipes a inscreverem-se numa exposição que pretende dar a conhecer as coleções que têm em casa. “A Arte de Colecionar” é o nome da iniciativa, que se realizará este ano, em data a definir, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves.

O som e a fúria

Destaque

Quando germinou em si este interesse pela música? Pela guitarra?

Aos 12 anos através da influência de amigos que começavam a aprender, comecei a pegar no instrumento por curiosidade e não parei. Mais tarde quando comecei a estudar música no conservatório estudei piano assim como também me dediquei outros instrumentos de cordas. O jazz é para si um género de eleição ou tem outras preferências?

O jazz para mim tem servido como mais uma ferramenta que posso juntar à experiência gratificante de ter podido trabalhar criativamente com atores e encenadores, assim como a possibilidade de ter tocado com músicos como os Toques do Caramulo de Águeda, ou os Timbila Muzimba de Moçambique, ou até ter estudado um prelúdio de Bach. Tudo isso faz a música que

Rui Peva

“O jazz como ferramenta” Viseu 1962. Guitarrista autodidacta desde os 12 anos. A partir de 1982 estudou nos conservatórios de música de Aveiro, Viseu e Porto e também na Escola de Jazz do Porto onde estudou piano e posteriormente profissionalizou-se como professor de Educação Musical na UTAD. Atualmente é professor de educação musical na EB 2,3 de Mundão. Foi co-fundador do Quinteto de Jazz de Viseu, o primeiro grupo de Viseu a tocar música de influência jazz, em 1986, onde tocou piano e compôs grande parte do reportório. É colaborador de vários projetos Teatrais e Musicais com destaque, desde 1994 para o Trigo Limpo Teatro ACERT. É responsável pela direcção musical dos espectáculos e CDs do Trigo Limpo Teatro ACERT “SOLTAR a LINGUA”, “CANTOS da LÍNGUA” e do novo “A COR DA LÍNGUA”, projectos que contam com muita música da sua autoria que têm como protagonista a Língua Portuguesa, com todas as riquezas da Diáspora, onde assume igual importância a palavra dita e a palavra cantada.

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construo e gosto de todas as ramificações para onde a estas influências me levam. Como surge este trio com quem tem actuado?

Mantenho um quarteto há mais de 15 anos com alguns músicos de fora de Viseu, este trio, que não tem formação fixa, surge como a oportunidade de tocar com uma nova geração de músicos que entretanto apareceram a estudar musica na área do jazz, ao fim de um fosso de alguns anos desde a minha geração até há pouco tempo em que ninguém por aqui se tinha dedicado à musica improvisada, e poder por em prática novas leituras dos clássicos além de experimentar a minha musica com esta nova geração numa formação mais reduzida mas por outro lado mais desafiante e exigente. Faço um reconhecimento da importância que tem tido a Gira Sol Azul na divulgação Jazz pela nossa região. Hoje, Carlos Peninha é um profissional a viver exclusivamente da música?

Como já referi sou professor do ensino básico, mas de certa forma posso dizer que sim uma vez que trabalho com esta linguagem quer como compositor, intérprete e professor, embora neste último caso cada vez menos haja lugar para a promoção do que realmente interessa

no que toca às artes. Honra seja feita a algumas excepções que tentam sobreviver à massificação do ensino! Quais as futuras actividades previstas?

Vou participar numa nova produção do Trigo Limpo Teatro Acert, estou a preparar um CD de músicas originais com a participação de muitos convidados com quem trabalhei ao longo dos anos, ainda sem data de edição, trabalho este que tem por base o projecto que também tenho há uns anos “Tocar o Chão” que explora reportório novo e original sobre a poesia de língua portuguesa e alguma musica instrumental de raiz portuguesa. Este projecto interpreta exclusivamente música da minha autoria, alguma de carácter marcadamente instrumental, e também canções a partir de textos e poemas de autores portugueses e lusófonos. A influência africana é um dos condimentos deste projeto que se junta ao Jazz e à música Tradicional Portuguesa e procura sonoridades multiculturais. Estou também a participar na divulgação do DVD e espectáculo “Fado e Jazz” de Paulo Lima. Qual o reconhecimento que lhe é prestado, a nível local, nacional e internacional?

Apesar de sempre viver em Viseu e tentar produzir

aqui o máximo de projectos criativos, também trabalho muito com projectos de outros lugares. a nível local posso dizer que tenho tido sempre a oportunidade de apresentar os meus projetos na programação do “Viseu Naturalmente” da Câmara Municipal de Viseu e também na variada programação da Acert em Tondela, só para dar dois exemplos. Não sou assim tão “conhecido” fora da minha região, embora já tenha tido provas de algum reconhecimento nos convites para criar música quer para teatro, quer para outros projectos assim como participar em intercâmbios variados como por ex: SILA-Salão Internacional do Livro Africano com “A Côr da Língua” Tenerife 2010; Festival POW WOW em Trogen – Switzerland e Bardentreffen Festival 2009 em NÜRNBERG (Alemanha)(c/ Toques do Caramulo da D’Órfeu); Co-produção Theater tri-bühne Stuttgart (Alemanha) / Trigo Limpo teatro ACERT -Festival de Teatro Europeu de Stuttgart 2008. “Ahoje é Ahoje” Intercâmbio artístico e de cooperação solidária-MAPUTO, Moçambique 2008. Festival “Music and Dance from around the World”Weston super Mare-Reino Unido”2008(Carlos Peninha& Tocar o Chão); Convidado em nome próprio no programa Quilómetro

O que se passa na Hungria? Melhor, na UE? Parece que a Hungria já não é uma Democracia. Isto poderia não significar nada para mim (nem para o leitor) mas significa porque estamos todos no mesmo barco desde que foi criado um figurino chamado União Europeia, alicerçado numa série de princípios e proclamações – entre os quais a Democracia. Mas, afinal, o que se passa naquelas bandas? Em resumo: o fim de uma era constitucional. No poder desde 2010, o primeiro-ministro Viktor Orbán (chefe de um governo liberal e moderado na década de 90), transformou-se num aprendiz autocrata. Lá se vão as conquistas democráticas do pós-comunismo. Recentemente, no dia 11 de março, o parlamento húngaro adoptou uma nova alteração à Constituição que limita as competências do Tribunal Constitucional. Muitos artigos que haviam sido retirados por serem inconstitucionais reaparecem agora na Constituição. Entre eles, a criminalização dos semabrigo ou a regulamentação das críticas a figuras públicas. A alteração foi aprovada com 265 votos a favor, 11 contra e 33 abstenções, as do partido de extrema-direita Jobbil. O Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, dispõe da maioria dos dois terços . Há quem fa le numa ditadura da maioria como perigo vivo para Zero da RTP2 para entrevista e tocar música da sua autoria-2008. “Torna Viagem” (CD de José Medeiros que ganhou o Prémio José Afonso 2005);”Gente feliz com lágrimas” CD e Banda Sonora da série televisiva da RTP Açores de José Medeiros 2005; IDENTIDADES - Recife e Aracajú-Nordeste do Brasil (Espectáculo Canções de

Maria da Graça Canto Moniz

a comunidade, recorrendo ao pensador do século XIX, Tocqueville. Mas, mais grave, é a aceitação da UE disto tudo (já para não falar da Constituição da Hungria de 2011, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2012 e dos conflitos que envolveram o regulamento dos meios de comunicação)). Budapeste e Bruxelas jogam ao rato e ao gato. A diferença é que o rato húngaro é muito ágil e o gato europeu é desajeitado e hesitante. Mas o que poderia fazer Bruxelas? Sancionar o governo de um dos seus membros, saído de eleições democráticas, não é fácil. Para o fazer dispõe apenas de uma arma: suspender, em Bruxelas, os direitos de voto do governo em causa. Ora, a recordação do precedente austríaco continua bem viva: aquando da chegada do partido de extrema-direita de Jörg Haider à coligação governamental de Viena, em 2000, os europeus acabaram por renunciar a agir. Bruxelas pode, também, pensar em sanções financeiras contra Budapeste, porque a Hungria precisa muito dessa ajuda “estrutural”. Mas esse meio de pressão, certamente mais convincente, não está a ser, por enquanto, encarado. Enfim, como disse no outro dia, numa entrevista, o centrista José Ribeiro e Castro, “esta União Europeia não presta”. João Loio, Trigo Limpo Teatro Acert, Gesto e Fundação Joaquim Nabuco)1998; Musica original para teatro para peças de teatro Trigo Limpo, para o Teatro do Montemuro e Entretanto Teatro entre muitos outros eventos e discografia que podem ser conhecidos em www.myspace. com/carlospeninha. Paulo Neto


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saúde e bem-estar RASTREIO DE CANCRO DA MAMA EM SÁTÃO ATÉ FINAL DE MAIO

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental de Viseu, a Câmara Municipal de Viseu e a Unidade de Cuidados na Comunidade Viseu do Agrupamento de Centros de Saúde Dão-Lafões organizam uma iniciativa simbólica de Movimento pela Saúde, na terça-feira, dia 16, na Ecopista do Dão. A par da caminhada pela saúde de seis quilómetros decorreram sessões de avaliação da tensão arterial, do estado físico de cada participante e de aquecimento.

Emília Amaral

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRCLPCC) está a promover o Programa de Rastreio de Cancro da Mama em Sátão, desde ontem, até ao final de maio. A Unidade Móvel de Mamografia Digital encontra-se estacionada junto ao Centro de Saúde. As mulheres com idades comprendidas entre os 45 anos e os 69 anos podem aderiar ao programa, basta dirigirem-se à unidade de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h 00 às 17h00. A LPCC lembra que “atualmente em Portugal, com uma população feminina de cinco milhões, surgem 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja, 11 novos casos por dia. Morrem quatro mulheres por dia com esta doença”. EA

foto legenda

Corrida dos bombeiros em Penalva A Associação dos B om b ei ro s Volu n tários de Penalva do Castelo, em colaboração com o Agrupamento de Escolas do concelho e Associação de atletismo de Viseu, promove a 1ª Corrida de Penalva

do Castelo no próximo domingo, dia 21 de Abril. A corrida terá como pad r i n hos d a pro va, Fernanda Ribeiro, campeã olímpica e recordista mundial e José Regalo atleta olímpico.

SOS VOZ AMIGA

800 202 669 ANGÚSTIA, SOLIDÃO E PREVENÇÃO DO SUICÍDIO CHAMADA GRÁTIS

CAMINHADA SOLIDÁRIA COM PARTIDA NA RADIAL DE SANTIAGO As Obras Sociais do Pessoal da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viseu e o Clube de Escola de karaté Shukokai organizam uma caminhada solidária, no âmbito da IV Corrida Solidária dos Médicos do Mundo. O encontro está marcado para o dia 19 de maio, às 10h30, no Parque Urbano, Radial de Santiago, em Viseu.

FISIOTERAPIA É TEMA PARA JORNADAS A Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Viseu promove as segundas Jornadas de Fisioterapia “Fisioterapia pelo Exercício Físico”, dias 17 e 18 de maio. O dia 17 será preenchido com workshops, decorrendo as jornadas ao longo do dia 18. Atividade física, exercícios de saúde e fisioterapia são alguns dos temas em análise.


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SAÚDE 33

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Opinião

O extracto de planta que melhora a circulação sanguínea O Ginkgo biloba contribui para uma melhor memória, reduz os zumbidos nos ouvidos e as mãos e os pés frios. Uma das descobertas mais interessantes dos últimos tempos é o ginkgo biloba, um extracto de planta que dilata os vasos sanguíneos e ajuda o aporte de oxigénio e nutrientes a todas as partes do corpo. Quando se fazem palavras cruzadas, o cérebro trabalha a grande velocidade para encontrar as respostas certas. As tarefas de concentração e reflexão requerem um enorme fornecimento de sangue ao cérebro, dado que o sangue transporta o oxigénio e os nutrientes necessários às células cerebrais. O músculo também está dependente de sangue, oxigénio e nutrientes, bem como qualquer outra função do nosso corpo. À medida que se envelhece, o fornecimento de sangue fica mais lento devido à formação gradual de placas no interior dos vasos sanguíneos, afectando a memória e a concentração. Os pés e as mãos podem arrefecer e muitas das funções do corpo ficam

mais lentas. A boa notícia é que este problema pode ser resolvido através da administração de um extracto de planta designado ginkgo biloba. Como funciona? O que contém essa planta que tem a capacidade de melhorar a circulação? O segredo está nos flavonaglicósidos e nas terpenolactonas, que são as substâncias activas (flavonóides) com diversos efeitos biológicos. De um modo simples, o ginkgo biloba dilata (expande) os vasos sanguíneos, facilitando a passagem do sangue. O ginkgo biloba apresenta um outro efeito importante – torna o sangue menos viscoso. Tal facilita a circulação do sangue. Mãos e pés mais quentes Investigadores demonstraram que ginkgo biloba melhora o fornecimento de sangue às extremidades, tais como os pés e as mãos. A utilização de termografia, uma técnica particular de imagem que mostra as diferenças de temperatura com cores diversas, permitiu aos investigadores demonstrar como as zonas frias se tor-

nam quentes após a utilização de suplementos de ginkgo biloba. Por outras palavras, o acréscimo de fornecimento de sangue aumenta a temperatura nos dedos das mãos e pés. Combate à demência Outra área que se mostra promissora é a prevenção de problemas como a Doença de Alzheimer. Estudos demonstram como pessoas em estados iniciais desta doença podem atrasar o desenrolar da doença. Deste modo, são capazes de se manter num estado inicial de doença, quando se esperaria que dependessem completamente de terceiros. Assim, ginkgo biloba ajuda no bem-estar físico e mental e parece ser um meio extremamente útil na manutenção da saúde, especialmente durante o envelhecimento. Actualmente, não existem medicamentos capazes de

igualar ginkgo biloba no que se refere à melhoria dos problemas circulatórios. Por este motivo, este suplemento é único. Melhora a memória e a concentração Agora, se considerar o facto de que apenas o cérebro humano utiliza cerca de 20% do oxigénio consumido, não será difícil imaginar como ginkgo biloba pode melhorar o desempenho mental. As pessoas mais velhas que tomam este extracto apercebemse de que conseguem lembrar-se mais facilmente de pormenores e que têm maior facilidade de concentração, mas existem outros benefícios associados à utilização de ginkgo biloba. O ginkgo biloba contribui também para o alívio de outros problemas relacionados com a má circulação como tonturas, zumbidos nos ouvidos e pernas pesadas.

Inês Veiga Farmacêutica

Como escolher um bom produto? Existem vários suplementos disponíveis nas farmácias que ajudam a melhorar a circulação sanguínea. Estes podem parecer iguais mas estarem muito longe em termos de qualidade e eficácia. É por isso essencial ter em conta a matéria-prima utilizada. Num estudo independente no Reino Unido, que comparou 18 marcas de ginkgo biloba disponíveis comercialmente, o suplemento que surgiu no topo da lista dos melhores contém 100 mg de extracto patenteado, obtido a partir das folhas da árvore Ginkgo biloba. Tem uma quantidade normalizada dos ingredientes activos (Norma PN 246). A matéria prima utilizada neste suplemento foi considerada a melhor matéria-prima do m mercado - a mais eficaz, de m melhor absorção e de melhor me qualidade. Per Permite uma toma di diária de apenas um comprimido por dia - segundo estudos científicos recentes, uma toma única de dose superior é m mais eficaz.


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34 CLASSIFICADOS

18 | abril | 2013

IMOBILIÁRIO - T1 Mobilado e equipado com água incluído 220,00€. 232 425 755 - T1 dpx - jtº à Segurança Social, terraço com 50m2, ar condicionado 450,00€ 917 921 823 - T2 Junto ao Fórum boas áreas lareira com recuperador 300,00€. 232 425 755 - T2 St.º Estevão, mobilado e equipado, ar condicionado e garagem fechada 300,00€ 969 090 018 - T2 Mobilado e equipado Bairro Santa Eugenia 300,00€ 967 826 082 - T3 Jtº ao Hospital na Quinta do Grilo – Mobilado e equipado 300,00€ 917 921 823 - T3 Abraveses, varandas, marquise, cozinha semi equipada, com garagem fechada 250,00€ 969 090 018 - T3 como novo, Junto à fonte cibernética, roupeiros, aquecimento e garagem 500,00€ 967 826 082

EMPREGO

- T3 Gumirães, bem estimado, boas áreas, bons arrumos 275,00€ 232 425 755

- Café/Bar no Centro da Cidade, mobilado e equipado 250,00€ 969 090 018

- Andar moradia T3 junto à Cidade, com lareira, cozinha equipada, 250,00€ 232 425 755

- Moradia - T2 A 5 minutos da Cidade, garagem, Aquecimento a palettes e lareira 250,00€ 967 826 082

- Andar moradia T3 Santiago, boas áreas lareira, cozinha mobilada e equipada 350,00€ 969 090 018 - Andar moradia T4, cozinha mobilada e equipada e lareira 250,00€ 967 826 082 - Moradia, a 3 minutos, semi mobilada, garagem, churrasqueira, aquecimento 600,00€ 232 425 755 - Loja Cidade c/ 40m2, ótima localização, w.c. montras 200,00€ 232 425 755 - Snack-bar “moderno” – Centro da Cidade, todo mobilado equipado 850,00€ 917 921 823

IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Av. Visconde Guedes Teixeira ,25 R/C - Apartado 96 5100-073 Lamego | Tel: 254 655 192

Mecânico de automóveis. Sernancelhe - Ref. 587801020

Fiel de armazém. Lamego - Ref. 587857844

Outros operadores de máquinas de imprimir - Artes gráficas. Tarouca - Ref. 587820907

Serralheiro civil. Lamego - Ref. 587873168

Eletricista da construção civil. Armamar - Ref. 587858126

Ajudante de cozinha. São João da Pesqueira - Ref. 587869870

- Loja Cidade c/ 40m2, ótima localização, w.c. montras 200,00€ 232 425 755 - Snack-bar “moderno” – Centro da Cidade, todo mobilado equipado 850,00€ 917 921 823

Técnico de vendas Ref. 587930405 – São Pedro do Sul Para venda de espaços publicitários Com viatura Própria.

Cortador de tecidos Ref. 588028605 – Vouzela Com experiência.

- ARMAZEM – Junto à Cidade, com 300m2 cobertos, 4 frentes, 1000m2 descobertos, 250,00€ 967 826 082

Eletromecânicos de eletrodomésticos. Ref. 587889139 – Tondela Com experiência na reparação de eletrodomésticos para linha branca.

Cabeleireiro Ref. 587968585 – Tondela Com experiência.

Técnico de vendas Ref. 587886729 – Santa Comba Dão.

Aluga-se T3 Semi-Novo perto do Continente Contacto: 96 808 37 42

Canalizador. Lamego - Ref. 587869103

Costureiras Ref. 588019265 – Vouzela Com experiência.

Centro de Emprego de Dão Lafões. Serviço de Emprego de Tondela Praceta Dr. Teófilo da Cruz - 3460-589 Tondela | Tel: 232 819 320 e-mail: cte.tondela@iefp.pt

Trabalhador indiferenciado Ref. 587994466 – Tondela Com ou sem experiência. Para trabalho em serração de madeiras.

Vende Pinha (Sacos c/ mais de 50 pinhas) Entrega em casa junto ao grelhador e à lareira. Terra para Vasos (Sacos 5Kg.) Aparas de madeira para lareira e grelhador. T. 967 644 571 | zedapinha2011@gmail.com

Caixeiro. Lamego - Ref. 587821100

Centro de Emprego de Dão Lafões. Serviço de Emprego de São Pedro do Sul Rua do Querido, 108 – R/C Dto - 3660-500 São Pedro do Sul | Tel: 232 720 170 e-mail: cte.spedrosul.drc@iefp.pt

- Café/Bar no Centro da Cidade, mobilado e equipado 250,00€ 969 090 018

ZÉ DA PINHA

Cozinheiro. Sernancelhe - Ref. 587877167

Com ou sem experiência, para venda porta-a-porta. Estucador Ref. 57883929 - Mortágua Candidato com experiência em gesso projetado.

Centro de Emprego e Formação Profissional de Viseu. Serviço de Emprego de Viseu Rua D. José da Cruz Moreira Pinto , Lote 6 - 3514-505 Viseu | Tel: 232 483 460 e-mail: cte.viseu.drc@iefp.pt

Estucador Ref. 587941905 - Tempo Completo - Viseu

Ajudante Cabeleireira Ref. 587998045 - Tempo Completo - Nelas

Ajudante Serralheiro Civil Ref. 588035845 – Tempo Completo - Viseu

Calceteiro Ref. 588038545 - Tempo Completo – Viseu

Técnico Vendas Ref. 588025025 - Tempo Completo - Viseu

Serralheiro Civil Ref. 588001986

- Tempo Completo – Penalva Castelo Cortador Carnes Verdes Ref. 588047645 - Tempo Completo – Viseu Costureira Ref. 588022345 - Tempo Completo – Viseu

As ofertas de emprego divulgadas fazem parte da Base de Dados do Instituto do Emprego e Formação, IP. Para obter mais informações ou candidatar-se dirija-se ao Centro de Emprego indicado ou pesquise no portal http://www.netemprego.gov.pt/ utilizando a referência (Ref.) associada a cada oferta de emprego. Alerta-se para a possibilidade de ocorrência de situações em que a oferta de emprego publicada já foi preenchida devido ao tempo que medeia a sua disponibilização ao Jornal do Centro.

VEM CELEBRAR O 25 DE ABRIL NA ACERT

24 João ABRIL 21:45 Afonso COM ROGÉRIO PIRES

______ 21:00 EXPOSIÇAO B`CARTOONS CENTRO DOCUMENT. 25 ABRIL UNIV. COIMBRA

A ACERT É UMA ESTRUTURA FINANCIADA POR

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ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE TONDELA Rua Dr. Ricardo Mota, s/n 3460-613 Tondela www.acert.pt


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CLASSIFICADOS 35

18| abril | 2013

INSTITUCIONAIS

OBITUÁRIO Levi Guedes Violante, 83 anos, casado. Natural e residente em Fontelo, Armamar. O funeral realizou-se no dia 17 de abril, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Fontelo.

2ª Publicação

1ª Publicação

Agência Funerária Igreja Armamar Tel. 254 855 231 José Augusto dos Santos Costa, 84 anos, viúvo. Natural de Carvalhosa, Ermida, Castro Daire e residente em Picão, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 11 de abril, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Picão. Amadeu Pereira, 79 anos, casado. Natural e residente em Mosteirô, Pepim, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 13 de abril, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Pepim. Maria Soledade Pereira Almeida, 87 anos, casada. Natural de Vila Nova, Pinheiro, Castro Daire e residente em Casal Bom, Reriz, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 13 de abril, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Reriz. (Jornal do Centro - N.º 579 de 18.04.2013)

Maria Ilídia Fernandes Pereira, 67 anos, viúva. Natura e residente em Almofala, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 14 de abril, pelas 14.00 horas, para o cemitério de Almofala.

(Jornal do Centro - N.º 579 de 18.04.2013)

Maria do Céu e Almeida, 97 anos, solteira. Natural e residente em Sobradinho, Ermida, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 15 de abril, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Ermida.

1ª Publicação

2ª Publicação

Ag. Fun. Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238

E m i l i a n o S i l v a d o s S a nt o s Martinho, 74 anos, casado. Natural de Lousã e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 15 de abril, pelas 9.00 horas, para o cemitério de Pegada, Lousã. Nazaré de Jesus da Silva, 72 anos, viúva. Natural de Fragosela e residente em Fragosela de Baixo, Viseu. O funeral realizou-se no dia 15 de abril, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Prime. Carlos Lopes, 93 anos, viúvo. Natural e residente em Tibaldinho, Viseu. O funeral realizou-se no dia 17 de abril, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Alcafache, Mangualde. Agência Funerária D. Duarte Viseu Tel. 232 421 952 Lucinda de Jesus, 83 anos, viúva. Natural de Vil de Souto, Viseu e residente em Carriça, Vil de Souto, Viseu. O funeral realizou-se no dia 14 de abril, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Vil de Souto. Preciosa Emília, 97 anos, viúva. Natural e residente em Torredeita, Viseu. O funeral realizou-se no dia 15 de abril, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Torredeita. Manuel de Jesus Pedro, 69 anos, casado. Natural de Rio de Loba e residente em Viso Sul, Viseu. O funeral realizou-se no dia 17 de abril, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Ranhados. Ag. Fun. Amaral & Sobrinho, Lda. Viseu Tel. 232 415 578

Maria Laurinda de Jesus Augusto Abrantes, 60 anos, casada. Natural de Moinhos de Pepim, Pindo, Penalva do Castelo e residente em Mangualde. O funeral realizou-se no dia 12 de abril, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Pindo. Ag. Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652 António Mariano da Silva Xavier Guerra, 64 anos, casado. Natural e residente em Tarouca. O funeral realizou-se no dia 4 de abril, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Esporões, Tarouca. (Jornal do Centro - N.º 579 de 18.04.2013)

1ª Publicação

(Jornal do Centro - N.º 579 de 18.04.2013)

(Jornal do Centro - N.º 579 de 18.04.2013)

Maria da Natividade Martins, 89 anos, solteira. Natural de Penalva do Castelo e residente em Repeses, Viseu. O funeral realizouse no dia 12 de abril, pelas 10.00 horas, para o cemitério novo de Repeses. António Ferreira de Figueiredo, 79 anos, viúvo. Natural de Rio de Loba e residente em Travassós de Cima, Viseu. O funeral realizou-se no dia 12 de abril, pelas 14.30 horas, para o crematório de Viseu.

Patrocínia de Carvalho, 74 anos, casada. Natural de Tarouca e residente em Cravaz, Tarouca. O funeral realizou-se no dia 10 de abril, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Esporões, Tarouca.

Rita da Assunção Nery, 87 anos, solteira. Natural de Rio de Loba e residente em Travassós de Cima, Viseu. O funeral realizou-se no dia 16 de abril, pelas 17.00 horas, para o cemitério velho de Rio de Loba.

Ag. Fun. Maria O. Borges Duarte Tarouca Tel. 254 679 721

Ag. Fun. Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131


tempo

JORNAL DO CENTRO 18 | ABRIL | 2013

Hoje, dia 18 de abril, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 21ºC e mínima de 8ºC. Amanhã, 19 de abril, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 13ºC e mínima de 6ºC. Sábado, 20 de abril, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 16ºC e mínima de 3ºC. Domingo, 21 de abril, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 19ºC e mínima de 6ºC. Segunda, 22 de abril, céu com períodos de muito nublado. Temperatura máxima de 19ºC e mínima de 8ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda

Olho de Gato

Quinta, 18 abril

Cartões amarelos

Mangualde ∑ Curso de apicultura organizado por Harald Hafner, com o apoio da Câmara Municipal, vai decorrer no auditório da autarquia e na Quinta do Modorno, em horário pós laboral nos próximos seis dias.

Sexta, 19 abril Viseu ∑ A Associação Empresarial da Região de Viseu e a Associação Cristã de Empresários e Gestores, promovem a sessão “Ética para Dirigentes e Administradores. Como construir empresas de excelência e socialmente responsáveis” , às 17h45 no Hotel Montebelo

∑ Tomada de Posse dos órgãos sociais do CERV - Conselho Empresarial da Região de Viseu, às 14h30 na sede da Associação Comercial do Distrito de Viseu.

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Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

DR

Viseu ∑ O Professor Jaqques Donnez visita o Centro Hospitalar Tondela - Viseu, EPE. O especialista participa num debate, às 11,30.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

A Festa dos estudantes decorre de 20 a 25 de abril

Xutos abrem Semana Académica de Viseu Concertos ∑ Blasted Mechanism, Jaimão, Quim Barreiros e Mind da Gap, também vão subir ao palco do pavilhão Multiusos Começa em grande a XXIX Semana Académica de Viseu, com a atuação dos Xutos e Pontapés. A banda de rock português, que já não vinha à festa académica da cidade há algum tempo, sobe ao palco no sábado. A semana da festa dos estudantes, decorre no pavilhão Multiusos de Viseu e prolonga-se até dia 25 de abril. Domingo, o programa começa pelas 15h00 com a Benção das Pastas, no adro da Sé, às 22h00 a Marcha dos Caloiros e às 23h00 a Monumental Serenata, também no

Adro da Sé. No Pavilhão Multiusos a animação fica a cargo de Jaimão. A noite de segunda-feira, 22, está reservada para as tunas académicas de Viseu. O desfile académico está marcado para terça-feira, 23, e à noite, já no recinto oficial da semana académica, a habitual presença de Quim Barreiros. Os portugueses Blasted Mechanism também fazem parte do cartaz da edição 2013, e sobem ao palco, quarta-feira, 24. O último dia da festa dos estudantes fica reservado para várias

bandas portuguesas de hip-hop: os viseenses Adega 13, Dealema e os cabeça de cartaz para a última noite, Mind da Gap. Para além das várias bandas a semana académica conta com a presença de dj’s aos longo das sete noites: DJ Nuno Machado (20), DJ Peter Sky (22), DJ Vitto (23), DJ Alberto Grnja/DJ Vitor Pirez (24) e DJ Mouse (25). O pavilhão Multiusos abre portas, durante os dias da Semana Académica, pelas 22h00. Micaela Costa

1. No último Olho de Gato do ano passado escrevi aqui: “enquanto a generosidade das bases socialistas está focada nas próximas autárquicas, as elites pensam mais em legislativas antecipadas, apostando que Portas se divorcia de Passos”. Chamei a isso “deriva estratégica”. Seguro tem exigido a demissão do governo mas — como seria estúpido juntar-se à “rua” de Jerónimo e lhe fica mal jacobinar asneiras como Mário Soares - resta-lhe continuar a ligar para o roaming de Paulo Portas. Em resumo: a liderança do PS passou todos estes meses num corrupio mas não saiu do mesmo sítio. Nestes dois anos que leva de liderança, Seguro falhou o que se tinha proposto: nenhum candidato a uma câmara importante foi escolhido em primárias, as suas ideias sobre ética política foram metidas no congelador com medo dos socratistas e agora até ele é obrigado a papaguear a “narrativa” do PEC4. Seguro não tem agido, só reagido. Ao acto falhado da proto-candidatura de António Costa, reagiu com a artilharia toda do aparelho e obteve 96% dos votos, uma norte-coreanice para esquecer. 2. Caro António José Seguro, ligue lá ao Paulo Portas outra vez. Não o atendeu? Esqueça esse dançarino habilidoso. Mude de página. Abra um novo capítulo. Foque-se no essencial, homem. E o essencial é pôr os portugueses a falar, e esse falar não é na “rua” nem em sondagens. Esse falar é nas urnas, é nas próximas eleições autárquicas. Caro António José Seguro, faça o que Ferro Rodrigues e Sousa Franco fizeram nas europeias de 2004. Transforme as próximas autárquicas num cartão amarelo a este governo gasparino que não acerta uma. No futebol dois cartões amarelos dão expulsão, trabalhe para serem milhões. Os autarcas socialistas agradecem. O eleitorado fica com uma motivação extra para ir votar. Foque-se, homem. Tome a iniciativa. Em vez de reagir, aja primeiro.

Jornal do Centro - Ed579  

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