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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

UM JORNAL COMPLETO

DIRETOR

Paulo Neto

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA

Semanário 20 a 27 de setembro de 2012

pág. 06 > ABERTURA pág. 08 > À CONVERSA pág. 10 > REGIÃO pág. 16 > EDUCAÇÃO

Ano 11 N.º 549

pág. 17 > ECONOMIA pág. 22 > DESPORTO pág. 26 > CULTURA

1,00 Euro

pág. 28 > EM FOCO

SEMANÁRIO DA

Publicidade

pág. 29 > SAÚDE pág. 30 > CLASSIFICADOS

| Telefone: 232 437 461

Paulo Neto

REGIÃO DE VISEU

pág. 31 > CLUBE DO LEITOR

·

Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu ·

Novo acordo ortográfico

redacao@jornaldocentro.pt

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“Mais justiça, mais igualdade e acima de tudo mais honestidade” ∑ Paulo Agante, da “Geração à Rasca”, em entrevista ao Jornal do Centro

Inglês e Espanhol Publicidade

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Rua dos Casimiros, 33 - Viseu Tel: 232 420 850 - information@ihviseu.com - www.ihviseu.com

| páginas 8 e 9

Cursos em a iniciar Outubro


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Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

praçapública rA rebeldia é o pedi- r Diz-se

palavras

deles

do de justiça, porque quando nós temos os nossos líderes a passarem por situações de corrupção, quem é rebelde afinal é que tem razão”

muita coisa. Compreendo a ansiedade, mas o PS não tem candidato [à Câmara de Viseu]”

Rita Peixeiro Psicóloga, em entrevista ao Jornal do Centro

Pensar o quotidiano

A. Gomes Professor de Filosofia

Opinião

Lúcia Almeida Presidente da Comissão Política do PS Viseu, em declarações ao Jornal do Centro

r

Há muito tempo que não me tratavam por ‘Águas’. O que significa que estou quase a regressar ao futebol, já não há-de faltar muito ”

rÉ tirar dinheiro da

empregada de caixa do Pingo Doce, para entregar a Alexandre Soares dos Santos, para depositar na Holanda, no seu paraíso fiscal”

Carlos Marta Presidente da Câmara de Tondela, no discurso de abertura da FICTON

José Junqueiro Deputado do PS, em conferência de imprensa

XX. Não se preocupe! 1. Recomenda uma sentença (que julgo ter selo de fabrico brasileiro) que “se o estupro é inevitável, relaxa e goza!”. Quando recordo essa sentença, terrivelmente sábia (porque eventualmente nos ajuda a suportar e a ultrapassar situações dramáticas), espontaneamente associo-a ao estoicismo. 2. A ideia central dos estoicos (“estoico” forma-se a partir de Stoa, o pórtico pintado em Atenas, onde estes filósofos se reuniam e se ensinava a sua doutrina) é esta: há coisas que não podemos controlar e, portanto, não podemos mudar (se chove ou faz sol; se determinada doença é incurável ou não;…); mas há outras que estão sob o nosso controlo e podemos mudar – e é apenas com estas que nos devemos preocupar. A nossa sorte pode ser boa ou má, sem que nós possamos fazer o que quer que seja em sentido contrário; mas a reação, boa ou má, face a ela depende de nós: não temos de sentir tristeza, se estamos doentes ou até se perdemos o ente mais querido (sentimo-la só se quisermos). Em suma,

devemos controlar e até, se possível, eliminar todas as emoções, permanecendo indiferentes às contrariedades, à dor, à morte,… 3. Um dos sítios com visita recomendável em Mérida (a capital da Estremadura espanhola) é a Área funeraria de los Columbarios, um espaço expositivo que nos aproxima ao conhecimento do mundo funerário romano através de restos arqueológicos aí conservados. À entrada, o visitante é convidado a percorrer um caminho (“que, como a própria vida, conduz ao mundo funerário”) pensando no sentido da vida. Essa reflexão é feita pelo confronto entre o estoicismo e o epicurismo, duas correntes filosó-

ficas de origem grega que contaram com numerosos seguidores da época romana. Ambos os lados do caminho estão inundados de pensamentos das duas correntes, sobretudo de Epicuro e Séneca (segundo o qual a brevidade da vida não deve ser motivo de tristeza – devemos é desfrutá-la ao máximo). A ideia dos Columbarios está bem apanhada, porque o estoicismo gerouse na Grécia antiga mas foi no Império romano que floresceu; por outro lado, é difícil dar um pontapé no solo de Mérida sem que dele salte qualquer vestígio da época romana. 4. O referido painel inicial esclarece que o epicurismo ensina a desfru-

tar da vida, a enfrentá-la com alegria, a ser o menos vulnerável possível à dor, enquanto o estoicismo promulga a sabedoria para dominar os sentidos e conseguir a virtude com o controlo das paixões mundanas. E termina o esclarecimento perguntando: Achaste estoico ou epicurista? É isto que, atualmente, se considera ser um epicurista: alguém que defende um modo de vida baseado no prazer dos sentidos – as boas comidas, os prazeres sensuais, a luxúria… Se admitirmos esse significado (um dia destes, explicarei que não era exatamente isso que Epicuro, o fundador do epicurismo, pensava), então o epicurismo e o estoicismo defendem atitudes contrárias face à vida. E eu pergunto: a) o meu leitor acha-se estoico ou epicurista? b) a sentença com que comecei este texto supõe uma atitude epicurista ou estoica? Nota: pode concordar ou discordar deste texto no blogue O meu baú (http://omeubau.net/estoicismo-epicurismo/)

Instalou-se a confusão

Bem se sabe e se começa a sentir a ressaca dos anos de vacas gordas, de excessos em todas as frentes e do “fartar vilanagem” maestralmente interpretados pelos governantes que escolhemos e teimamos em recolocar no poder. É uma espécie de «levaste mas também comeste». Até que o “barco” fique firmado no lodo ainda muita tinta vai correr, muitos noticiários irão passar nas televisões e muitas “manifes” terão lugar. O povo é livre para se manifestar, e fá-lo. O mesmo aconteceu na hora das urnas, mas com os votos. Há um “zumzum” que se propaga nas conversas de café, há o mote que é dado pela comunicação social, umas sugestões nas

redes sociais e a “coisa” aparece. Junta-se a “maralha” toda, os agitadores profissionais a postes e aí vai disto – cartazes no ar, palavras de ordem, braços ao alto com os punhos fechados e o movimento ululado, ritmado é guiado pela cadência dos “mandadores”. Atrás, o povo segue, prenhe de indignação induzida e ingénuo, a quem marca o ritmo. Pára aqui e “acoli” para maximizar a visibilidade, dar o flanco às máquinas fotográficas e reorientar a mole. O processo dá emprego a profissionais da mesma forma que as touradas o fazem aos seus promotores e os futebóis aos agentes milionários. Está, pois, assim montado. Mas, acontecem sempre coisas nestas

manifestações de que as pessoas não se apercebem, apesar de algumas serem exploradas, em imagens, por toda a sorte de possibilidades – jornais, televisões, redes sociais da net e talvez outras. Neste fimde-semana, como não poderia deixar de ser, lá vieram “a lume” uns quiproquós ocorridos durante as manifestações que se deram por todo o País. Um queimado aqui, uns empurrões ali e …abraços. Numa das redes sociais que frequento vinham duas imagens de cidadãos a abraçar Agentes da Ordem. Por baixo, obviamente, comentários enternecedores, cheios de romantismo e enlevo “cidadânico”. Há uma natural tendência para se achar que os elementos

das Polícias são, no mínimo, uns brutos, opressores e desumanos, que têm o mau hábito de contrariar a vontade, de alguns, em criar tumultos, desencadear situações de difícil controlo por acção de uma coisa a que se chama “dinâmica de grupo”. Ora, quando surge uma foto duma rapariga a abraçar um agente da autoridade no decorrer duma “manif”, toda a gente fica enternecida. Mas, dever-se-á perguntar: Com que intenção se faz tal coisa? A que propósito? O que se pretende com isso? A moça, parece-me óbvio, não terá reagido a um impulso natural da família das atracções que vemos na publicidade aos desodorizantes, em que elas vão, como


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números

estrelas

1000

O número de participantes na manifestação de sábado, no Rossio de Viseu.

Lúcia Silva Presidente da Comissão Política Concelhia do PS Viseu

Elísio Oliveira Diretor financeiro do grupo PSA Mangualde

O Grupo PSA Mangualde, no próximo dia 22 de setembro, comemora dois números importantes: 50 anos de existência em Portugal e o veículo um milhão ali produzido.

Importa-se de responder?

Augusto Teixeira Diretor geral da empresa T&T/Vouzela

Tem deixado transpirar para a praça pública o desenrolar do processo de escolha do candidato do Ps à Câmara Municipal de Viseu, de uma forma inábil e muito pouco política.

O empresário anunciou uma medida inédita e pedagógica ao assumir do seu bolso, o pagamento do aumento de 7 % da Taxa Social Única dos trabalhadores da sua empresa.

Foi à manifestação de Viseu, no dia 15 de setembro? Não fui porque estava em viagem. Faltei, é certo, mas a minha alma esteve presente.

Não estive presente na manifestação. Estou descontente com a atual situaçao do país, mas prefiro concentrar-me em arranjar soluções do que participar em manifestações.

Daniela Santos

Maria Joana Meneses

Educadora de Infância

Arquiteta

Estava em outro concelho do distrito e, como tal, não pude participar. Fica para a próxima.

Não fui à manifestação. Sou totalmente contra estas manifestações porque por não resolvem nada. Só estaria presente numa revolução como a de abril de 1974.

Francisco Gonzalez

Carlos Nascimento

Professor

Rececionista de “rent a car”

que pelo ar, até ao beijo e/ou abraço final. O mesmo se dirá de um indivíduo que aparece de fato de ginástica (como os saloios no centro comercial aos domingos) e que é abraçado por um elemento das forças de segurança, cena que foi sugerido ter sido extraída de uma peça montada anteriormente. Nada tenho contra os abraços. Eu mesmo sou um “abracista militante” e defendo que um abraço é um excelente veículo de transmissão de sentimentos. Mas numa “manif” dar abraços aos polícias? Poupem-me! O que se iria dar se o polícia, como era seu dever por questões de segurança, ti-

vesse repelido aquela pseudo-manifestação de carinho? 1. As câmaras das televisões seriam as primeiras a ver (têm premunições!); 2. Haveria, de imediato, quem chamasse a atenção para tão vil e desumana atitude; 3. “Uma” pessoa começaria a apupar o polícia e o ocorrido, e as outras seguilo-iam; 4. A “caldeirada” estava montada, o “circo” a trabalhar e a “música a tocar”; 5. O polícia ia ser alvo de um processo interno de averiguações mandado instaurar pela Tutela; 6. Os jornais do dia seguinte iam lavar o

resto da roupa e colocar uma nota biográfica sobre o agente. De facto, o que fica para além de uma atitude que deve ser meramente provocatória e desencadeadora de uma situação de conflito, é o facto de se tratar de uma ilustre desconhecida(o) que ali aparece, sem se saber de onde vem, nem o que traz consigo. E se daí resultasse o esfaqueamento do agente? Ou um tiro à queima-roupa? Ou a mulher (ou homem) viesse com um colete de explosivos e accionasse um rebentamento? Ou, mais simples, atirasse tinta ou outra coisa (ácido, por exemplo) na farda ou corpo do agente?

Tudo isto são questões que se põem no intuito de iniciar as pessoas a habituarem-se a pensar que nada é por acaso. Tudo tem um motivo por trás. E, no caso vertente, estas questões são como os rios: nascem, vão engrossando com todas as gotas que se lhe juntam e, no seu percurso, ou vão progredindo de forma livre, ou espartilhada pelas margens que se lhe colocam e que lhe aproveitam a força e o tumulto. A grande questão é que, tal como as desculpas, as manifestações devem-se evitar. Os motivos devem-se banir, a montante. Pedro Calheiros


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Diretor Paulo Neto, C.P. n.º TE-261 paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Diretora: Catarina Fonte

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Fim de linha… Mantive-me constante enquanto professor durante 37 anos e 8 meses. É a primeira vez, nestas quase 4 décadas que falho a abertura do ano escolar. Saturei-me e pedi a minha aposentação. Mesmo com uma penalização gravosa achei chegado o momento de partir pois já não estava em minha vontade ser professor. Fui constante neste afecto por um mester e mesmo sem compromisso, fui fiel ao juramento que

fiz a mim próprio. Comecei a trabalhar mais cedo do que o esperado e, apesar da minha matrícula na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, virei costas à jurisprudência e enfrentei a Filologia. Porque soube que queria ser professor. Tempus fugit. Hoje, tantos anos volvidos, tantos milhares de alunos a quem e com quem tive o privilégio de ensinar e aprender, no ensino secundário e su-

perior, hoje, desalentado, desanimado e consternado, não acorri à chamada. A minha aposentação requerida em Outubro de 2011 chegou no final do mês passado. 38 anos passados sobre o 25 de Abril e com 33 ministros a tutelarem a pasta da Educação, percebe-se bem que não houve nenhum governo que soubesse dar-lhe a importância, o relevo e o destaque que tem para o futuro de um povo, de uma nação. Seremos sem-

catarina.fonte@jornaldocentro.pt

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Opinião

1ª Feira de Minerais, Gemas e Fósseis de Viseu

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Maria do Céu Sobral Tiragem média 6.000 exemplares por edição

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Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Opinião Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa de Imprensa

Alexandre Azevedo Pinto Economista alexazevedopinto@sapo.pt

União Portuguesa da Imprensa Regional

De 14 a 16 de Setembro decorreu no Museu do Quartzo Centro de Interpretação Galopim de Carvalho a 1ª Feira de Minerais, Gemas e Fósseis da cidade de Viseu, ainda com poucos participantes mas com condições e vontade de se afirmar no tempo. Os feirantes distribuíam-se por 6 bancas no 1º andar dividindo o espaço com microscópios e lupas binoculares para uso dos visitantes. Os feirantes não pagavam o espaço, ao contrário do que

acontece nas outras feiras da especialidade, salientando por exemplo os altos preços praticados nas de Lisboa e Coimbra, mesmo assim a adesão ficou muito aquém da verificada nessas duas, situação causada pelo investimento que implica e por alguns feirantes acharem que o facto de a feira se realizar fora do centro da cidade pudesse levar a que o seu sucesso fosse menor. Esperemos que no próximo ano, e depois de os presentes co-

municarem a sua avaliação, possa o espaço estar mais preenchido e com maior variedade. Frequento este tipo de eventos há 15 anos e a localização, divulgação e antiguidade são sempre factores imperativos de sucesso, apesar de o Museu do Quartzo ser o espaço ideal fica longe do burburinho das ruas, ficando ao lado do passa-palavra, e dificultando a visita de escolas sem implicar o uso de transportes. As escolas são um dos públicos-alvo, pois

Conselho ao Concelho! Há por cá certos “Manueis Silva”, donos de todos os conselhos e defensores dos donos de concelhos mas, em abono da verdade, devemos reconhecer que há conselhos e concelhos. Apostemos então num concelho, com c, e vamos supor que poder e oposição se sentam à mesma mesa para discutirem as grandes linhas orientadoras da política local, as prioridades possíveis dentro do orçamento disponível, a resposta necessária a situações de emergência, a melhoria e reforço das capacidades instaladas, a antecipação proactiva a novas e difíceis ameaças socio-económicas ou simplesmente para beber um copo e trocar dois de-

dos de conversa a propósito da situação do País. Nesta altura o leitor já estará a pensar que o cenário apresentado não tem como pano de fundo Viseu. Na capital das beiras, o poder instalado deformou-se e como Weber o definia, tornou-se prepotente impondo a própria vontade numa relação social, mesmo contra a relutância dos outros e a oposição hiberna durante quatro anos para emergir nas eleições num acto de puro suicídio politico. Poder e oposição ignoram-se, esquecem os anseios e expectativas dos eleitos. Se acaso existir a necessidade administrativa de se encontrarem, a ocasião serve apenas para libertar o fel

de ódios mesquinhos e de estimação cultivados ao longo de muitos mandatos caracterizados pelo marasmo de ideiais e de ausência de visão comum de um futuro partilhado. Um líder forte não teme o escrutínio, a crítica ou a visão diferente de um mesmo objectivo e reconhece a sua força pautando por ter também uma oposição forte. Pelo contrário, uma oposição fraca, domada e subserviente, evita confrontar o poder com políticas alternativas, prefere a acomodação e ao invés de ser um elemento de equilíbrio e escrutínio passa a ser o pior perigo que uma sociedade democrática pode enfrentar. Uma oposição como a que temos em

Um Governo sem futuro Se já não existiam grandes dúvidas sobre o fracasso das políticas globais deste Governo, no que diz respeito ao equilíbrio do défice das contas públicas o desastre é total. Num relatório sobre a execução orçamental no primeiro semestre o valor do défice terá atingido os 6,9% muito acima dos 4,5% previstos para o final deste ano. Até ao final de 2012 é muito provável que o valor fique muito próximo dos 6%. Convém lembrar que esta foi a grande aposta

política da coligação de direita que suporta o Governo tendo colocado o País numa trajectória fortemente recessiva desde o primeiro trimestre de 2011. O Governo falhou em toda a linha. Todos os enormes sacrifícios pedidos aos portugueses, feitas as contas, acabaram por se saldar num enorme fracasso: a taxa do desemprego caminha rapidamente para os 17%, sendo que entre os jovens ela é de cerca de 33%, os níveis de pobreza alastram de forma dramática e

as contas públicas continuam desequilibradas. De que valeram então todos os sacrifícios? Esta é a pergunta que legitimamente hoje todos fazemos. Se esta era uma questão incontornável até à passada sexta-feira, momento em que o Primeiro Ministro apresentou um conjunto de medidas adicionais que na prática se irão traduzir num fortíssimo agravamento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, ela ganhou uma nova


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pre governados amanhã pelos homens que educarmos hoje. E o resultado vê-se de ano para ano… Ainda no Governo Provisório, comecei minhas funções, aos 20 anos recém-feitos, na tutela Rui dos Santos Grácio, que foi ministro por delegação de competências. Aca-

bo em 2012, com um MEC tutelado por um Arrobas Crato. Homem de muitas ideias (antes) e da costumeira ou costaneira prática (depois). Porém, nunca a classe docente foi tão ofendida, vilipendiada, rebaixada e diabolizada como com uma Maria de Lurdes Rodrigues, cujo marido foi professor de Sócrates no… sabe-se lá Deus onde! Após esta mulherzinha mesquinha e “bruxu”leante, após a implantação do “eduquês” nas escolas de Portugal, após a destrui-

além dos alunos envolvem professores, pais e todos aqueles que possam destes receber essa informação, propiciando assim que se alimente o bichinho do coleccionismo e o interesse pelos minerais e fósseis. O quartzo esteve bem representado com algumas amostras de grande beleza e raridade, a título de exemplo 2 provenientes de Rio Grande do Sul no Brasil, quartzo estactitico com goethite cristalizada e anidrite pseudomórfica cristalizada (foto), e muitas amostras didácticas e de variados preços para todo

o tipo de aficionado e coleccionador. Também havia joalharia de autor, usando espécies minerais raras e preciosas, fósseis, âmbar, azeviche; pedras lapidadas avulso para aplicar em joalharia ou bijuteria; objectos de decoração; material de campo e livros da especialidade. A organização e o Museu do Quartzo devem considerar esta primeira edição um sucesso, e com esta experiência poder colmatar algumas faltas nas próximas edições. Na próxima será importante fazer uma divulgação alargada em tempo

Viseu, despida de ideias, descapitalizada e sem futuro, carregada de muitos indivíduos vazios, sem curriculum, sem capacidade, sem chama e sem história, oferece-se livremente ao poder, na esperança de que este depois se encarregue da sua eterna sobrevivência. Montesquieu, afirmava que sem um princípio de contenção e equilíbrio de poder, que ficou mundialmente conhecido como o princípio de separação de poderes, o mundo está constantemente em risco e assim, poder e oposição não devem anular-se em lógicas meramente partidárias onde na génese estão sempre ou quase sempre os interesses pessoais acima do interesse colectivo. A coaptação dos opositores é a arma dos fracos porque ao invés, os fortes impõem-se

através da razão, aceitando outros pontos de vista e outras formas de olhar a politica e até assumir que os adversários podem ter ideias válidas. Uma polis forte precisa da mesma maneira de uma sociedade civil forte que contribua com as suas mais variadas propostas para o engrandecimento dessa mesma sociedade. Não é de grupelhos de indivíduos, desesperados por um “tacho” e sobreviventes da política, perenemente e permanentemente à caça de uma migalha deixada cair debaixo da mesa do poder, que se constroem sociedades sustentáveis, dinâmicas e prósperas. Pois, fiquem sabendo, que naquele concelho, a oposição é construtiva, contribui com ideias, alternativas e sabe fazer ouvir

a voz daqueles que os elegeram. O poder por sua vez acolhe as propostas credíveis e sustentadas em critérios de rigor e factualidade comprovada rejeitando as que pelo contrário contrariam a ideologia da maioria eleita mas sempre com argumentos de valor. Muitos ideais os afastam mas no essencial, conscientemente e de forma responsável, assumem que mais importante que as divergências de conceito, de opinião, de interesse partidário há um valor fulcral que os une: o concelho e as suas gentes! Sem subserviência, sem demagogia, sem hipocrisia politica, poder e oposição unem diariamente esforços e colocam o melhor das suas competências ao serviço daqueles que os legitimaram.

Isto é impossível, dirá o leitor que, uma vez mais queira transportar esta realidade para Viseu. Sim, é! E será no futuro se as escolhas que se adivinham para 2013 emanarem do caciquismo instalado nos principais partidos. Mas as instituições são também as pessoas, caro leitor e cabe a cada um de nós ser exigente no voto e na participação cívica que obrigue a que essas escolhas possam recair sobre aqueles que mais que preocupados com os interesses pessoais mostrem ser capazes de servir o interesse comum. Este concelho existe sim, é uma realidade próxima que podemos plasmar em Viseu e na hora das escolhas seria bom que se lembrem disto, é o conselho que vos deixo!

legitimidade. Qual é o limite dos sacrifícios? E para quê se afinal tudo fica pior do que estava? Parece-me claro que se atingiu há muito o ponto máximo de esforço possível dos portugueses. Da parte do Governo persiste-se no erro de atacar a austeridade com mais austeridade. Esta estratégia irá agravar a situação, criará uma mancha de pobreza ainda maior, gerará um forte descontentamento e contestação social e arruinará muito do tecido social e económico que tem até agora lutado deses-

peradamente pela sobrevivência. É exactamente isto que neste momento está em causa: sobrevivência de muitas pequenas empresas e de muitas famílias. Será que o Governo ainda o não percebeu? Até há passada sexta-feira, parecia também notório, tendo vindo a acentuar-se nas últimas semanas, o mau estar entre os partidos da coligação que suportam este Governo. Quer na questão da concessão do serviço público da RTP a privados e na privatização da ANA, quer nas orientações de política fiscal (no even-

tual quadro de agravamento de impostos) ou ainda no desentendimento para uma proposta comum de alteração da lei autárquica, PSD e CDS falavam de coisas diferentes. A dúvida criou-se: será que coligação de Governo estaria a atravessar um mau momento? Ou seria apenas um jogo de espelhos e um conjunto de cortinas de fumo que o CDS de Paulo Portas quis lançar para mostrar uma “aparente” demarcação do desastre que se anuncia? Sente-se algum desnorte nos partidos

que suportam o Governo de certa forma traduzido por uma negação da própria realidade. Na reacção às medidas anunciadas por Passos Coelho o representante parlamentar do PSD dizia que as medidas apresentadas eram medidas de apoio ao emprego. Como diz? Não se importa de repetir? Por parte do CDS o seu representante parlamentar, numa reacção quase pavloviana, assegurava que as medias não se traduziam num aumento de impostos nem da carga fiscal. Mas alguém acredita nisto?

ção do espírito de missão de tantos milhares de docentes, rigorosos, briosos e competentes, atingido o cume do descalabro, perdida a última reserva de paciência, sacrificada a carreira de uma vida, foi chegada a altura de dizer NÃO! Não pude ser mais cúmplice da farsa em que se tornou a Educação em Portugal… Amanhã, 2ª feira, dia 17 não estarei na Emídio Navarro. Talvez que as minhas horas tenham servido para um colega não ficar no desemprego. Ao menos isso. Não quero

fazer balanços. Não quero sentir saudades. Vou em frente. Tenho agora 100% de tempo para me dedicar ao Jornal do Centro onde milito como director há 16 meses (sempre com acumulação autorizada superiormente) e com um salário (se vem de sal…) feito do suor de cada dia e muita riqueza… espiritual, que não material. E porém, uma consternação qualquer, assim a modos que uma nostalgia ou tristeza, me toma…

útil, chegar mais perto das escolas enviando convites e organizando alguma actividade paralela que tenha carácter prático e científico enquadrável com o programa escolar, captar mais feirantes, apesar de também este sector estar a enfrentar uma fase má em termos económicos, e sem dúvida manter as mesmas condições; assim penso estarem reunidas as variáveis necessárias para que continuemos a contar com este evento todos os anos, e num crescendo de tamanho e qualidade.

Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico


Jornal do Centro

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abertura

textos ∑ Emília Amaral fotos ∑ Nuno André Ferreira

Perguntas sem resposta na Loja do Cidadão O preenchimento do lugar de coordenador da Loja do Cidadão de Viseu, no início deste mês de setembro, trouxe novamente à atualidade o futuro daquele organismo inaugurado em dezembro de 2000 pelo então primeiro-ministro socialista, António Guterres (ver cronologia ao lado), e que nos últimos tempos tem vindo a perder serviços e atendimentos. A questão foi levantada pelo deputado e presidente da distrital do CDS-PP, Hélder Amaral. Por um lado, o deputado não gostou de saber que o partido do Governo nomeou uma nova coordenadora sem dar conhecimento ao seu partido, parceiro de coligação no Governo e, por outro, estranhou que seja nomeada mais uma funcionária para um projeto que tem vindo a perder serviços e clientes. Numa altura em que o

futuro da Loja do Cidadão de Viseu é posto em causa, fontes próximas do partido do Governo alegam que a questão de um eventual encerramento nem tem sido posta em cima da mesa”, embora oficialmente o Governo ainda não tenham dado uma resposta. A Loja do Cidadão da cidade foi a primeira a ser inaugurada na zona centro e foi vista na ocasião como um projeto modelo de prestação de serviços para tornar mais fácil a vida de mais de 430 mil pessoas que viviam na altura na cidade e arredores, e das próprias empresas. António Guterres chamoulhe “um hipermercado de serviços públicos” e os frequentadores reconheceram que o serviço era um primeiro passo na desburocratização do Estado, podendo efetivar uma série de tarefas sem sair do mesmo edifício. A loja co-

meçou a funcionar com 15 entidades públicas e privadas e teve o pico de prestação de serviços em 2007 com um número de cerca de 960 mil atendimentos e mais de 20 balcões. O Governo de então anunciou em 2009 que em nove anos foram efetuados cerca de 7,1 milhões de atendimentos a cidadãos, a uma média anual de 800 mil atendimentos, números considerados positivos face aos objetivos traçados. Mas, a partir dessa altura, várias instituições ponderaram abandonar a Loja do Cidadão de Viseu que, em consequência disso, foi perdendo atendimentos, alcançando um minino histórico dos 12 anos de existência em 2011, com pouco mais de 66o mil casos atendidos. O executivo da Câmara Municipal de Viseu começou por recusar em 2005 a proposta de aumento

do valor do arrendamento mensal de 1100 euros para 1600 euros mensais, dos dois espaços que teve abertos e acabou por abandonar os balcões de atendimento da autarquia e dos Serviços Municipalizados. Ao longo dos últimos tempos vários outros organismos foram encerrando os balcões na Loja do Cidadão: Governo Civil, CTTCorreios de Portugal e Ministério da Saúde também deixaram de estar presentes. O equipamento acabou mesmo por perder os serviços de cafeteria e de segurança noturna. Fontes ligadas ao empreendimento reconhecem que “hoje vai muito menos gente à Loja do Cidadão de Viseu” e admitem que em causa está o encerramento dos balcões de serviços considerados “importantes”. “A saída dos Correios foi muito má na minha opi-

nião, era das empresas que traziam aqui mais pessoas”, adiantou um frequentador do espaço ao responder que sem os CTT e sem os serviços do Ministério da Saúde vai muito menos da loja. O que tem levado estas instituições a abandonarem um projeto-piloto que aproxima serviços públicos de milhares de cidadãos? Sem respostas oficiais da parte do Ministério dos Assuntos Parlamentares, admitese na praça pública que em causa está o “valor elevado” das rendas praticadas naquele espaço, que rondarão os mil euros por balcão. A segunda pergunta é feita pelo deputado do CDSPP ao ministro Miguel Relvas. Hélder Amaral quer saber qual a justificação para preencher o lugar de coordenação por uma coordenadora externa nomeada para o efeito, quando a loja foi gerida durante sete anos por dois subgerentes que

continuam ao serviço. “A Loja do Cidadão, num momento em que tinha mais volume de atendimentos (e antes da integração da Loja da Empresa), funcionou apenas com os vários técnicos disponíveis, não havendo registo de constrangimentos ou limitação na prestação dos serviços”, lembra o deputado e pergunta em requerimento enviado à Assembleia da República: “As mudanças realizadas, ou a realizar, pressupõem um melhoramento dos serviços aos cidadãos, dando-se assim origem a um maior índice de qualidade? O preenchimento do lugar de coordenador corresponde, em alguma medida, às alterações dos balcões ou à reestruturação a efetuar? Tendo em consideração todas as conjeturas aqui presentes, como justifica o preenchimento do lugar em causa”?


Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

LOJA DO CIDADÃO DE VISEU | ABERTURA 7

INTERCIDADES LINHA DA BEIRA ALTA Jornal do Centro

06 | Março | 2009

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abertura

texto ∑ Ana Filipa Rodrigues fotos ∑ Nuno Ferreira

Meio milhar manifesta-se a favor de Loja do Cidadão Iniciativa ∑ Comerciantes, cidadãos

e partidos políticos uniram-se

em prol do centro histórico

com “a reabiliViseu, deputados possível fez pressão junto pio de tação das duas centenas continuam com os tes e de todos os partidos por e responderam posi- hoje das entidades com comde imóveis degradados e Os comerciantes do se seus negócios abertos e Viseu. Se calhar desde o tivamente ao apelo feito petência no assunto. De em risco de ruína”. Para ce nt ro d a c id ade de optaram por continuar 25 de Abril estão reunipela Associação de Coacordo com Gualter Mio Bloco de Esquerda, os Viseu fecharam as suas a viver no centro da cidas todas as condições ser comerciantes do Distrito randez “a pressão acenlojas meia hora ma is em con- imóveis deviam dade”, referiu. da e de que manei- para trabalhar de Viseu e pelo MoviGualter locados “ao serviço cedo, na segunda-feira O dirigente acredita tuou-se, momen- junto”, salientou mento de Cidadãos Pelo habitação social ou inmassiva ra, a partir do passada, dia 2, para se presença a que Centro Histórico. que o secretário Mirandez. no mercado de juntarem ao protesto em comerciantes e dos to em Para o presidente, a mu- seridos O representante do dos de Estado do Comércio aluguer a preços controdefesa da transferência cidadãos pode contradança da infra-estrutura Movimento de Cidadãos, disse que as lojas do cende forma a repoda Loja do Cidadão para riar as “inevitabilidades pode ser um proble- lados, Alexandre Azevedo Pinhistórico de Viseu “não voar o centro urbano”. o centro da cidade. grandes interesses tro ma de dinheiro, acima de af irmou perante a dos apoio detinham tudo a ganhar a Semelhante muitas que proMeio milhar de co- to, um ser económicos tudo tem de multidão que “a cidade partir do momento em monstrou a Direcção Remerciantes e cidadãos vezes se sobrepõem à blema político”. está a viver um momenque tivessem outras logional de Viseu do Pardos cidadãos”. uniram-se no Mercado vontade defender ao Loja a como to histórico” âncora”, Comunista Portu2 de Maio para reivindiO presidente da Asso- jas Apoios. Através de co- tido uma “uma causa justa” PCP trata-se do Cidadão. car, aquilo que acredio Bloco de guês. Para o ciação de Comerciantes, e “fundamental para a “Tenho a conf irma- municado, de uma “justa reclamatam ser, “a loja âncora” Gualter Mirandez lemEsquerda mostra-se sorevitalização do centro ção que todas as forças ção” que “não deve fazer que irá ajudar a travar a brou que desde há cerlidário com a causa dos histórico, para a sua mavivas estão disponíveis desertificação daquela e dos cida- esquecer a necessidade ca de um ano, altura em lha, o seu tecido econólutar por esta cau- comerciantes de um plano integrazona da cidade. se começou a falar para dãos, mas alerta para o e social”. “A Loja do que sa. Quando assim acondo de desenvolvimento Pela primeira vez na mico da possível mudança da facto de a reabilitação do Cidadão é uma loja âncotece não pode haver repara a zona”. história do comércio Loja do Cidadão, mantecentro histórico só ser ra que pode trazer ânicuos. Temos o municítradicional, os comerve contactos permanenmo a todos aqueles que ciantes manifestaram-

ção” entre Deputado do PS defende “articula do Palácio Esclarecimento ∑ Empresa detentora O deputado do PS na Assembleia da República, José Junqueiro, defende que autarquia e Governo têm de articular esforços no processo de relocalização da Loja do Cidadão. “A loja está num sítio que foi previamente definido pelo Governo e pela autarquia. Se hoje

Encurtámos os preços nas distâncias mais curtas com reduções até 40%

autarquia e Governo

do Gelo nega negociações

‘, mas o deputado salienem dia existe uma vontata que é à autarquia “que de de refazer a localizacompete definir e prepação no centro histórico, rar o espaço” para que se essa é uma articulação proceda à instalação do que vai passar novamenequipamento. te pelo Governo e pela O deputado deixa claro autarquia”, refere. a iniciativa de transSegundo José Junquei- que ferência da Loja do Cidaro, o “Governo dirá: ‘Sim dão não partiu do GoverSenhor, os serviços vão no. “ [O secretário de Espara lá [centro da cidade]

Alinhe na Linha da Beira Alta

da S.A. refere ainda no tária do Palácio do Gelo, tado do Comércio] não fez comunicado que a emMovida S.A. esclarece a sugestão, afirmou que presa “manifesta o toatravés de comunicado essa podia ser uma postal repúdio em relação que “nunca existiu, nem sibilidade, mas não foi ele a este tipo de insinuaexiste, qualquer contacque teve a iniciativa de dições” e que “não admito ou qualquer negociazer que se fizesse a relote que o seu bom-nome e ção no sentido de discalização dos serviços”, credibilidade sejam enponibilizar instalações explica José Junqueiro. volvidos em manobras de para a Loja do Cidadão promoção pessoal ou de Viseu”. Visabeira nega negocia- de natureza”. O presidente da Movi- outra ções. A empresa proprie-

m Mais comboios Intercidades na sua estação* m Flexipasse – passe mensal económico para viagens ilimitadas em comboios Regionais e Intercidades

Altos e baixos 2000 ∑ A Loja do Cidadão de Viseu foi inaugurada a 20 de dezembro de 2000, pelo então primeiro ministro, António Guterres. Localizada na Quinta das Mesuras, a loja custou cerca de dois milhões de euros (190 mil contos) e começou por instalar 15 serviços numa área de 1.800 metros quadrados, com 140 trabalhadores distribuidos por dois turnos. 2005 ∑ O Executivo da Câmara de Viseu recusou, por unanimidade, a proposta de aumento do valor do arrendamento mensal de dois espaços que tinha abertos na Loja do Cidadão. Motivo, o aumento “brutal” da nova renda proposta pelo Instituto para a Gestão das Lojas do Cidadão (IGLC) que rondava os 50%. 2009 ∑ A Associação Comercial do Distrito de Viseu, autarquia e Movimento pela Revitalização do Centro Histórico defenderam a instalação da Loja do Cidadão no centro histórico. A questão prendia-se com a revitalização da zona velha da cidade. Os comerciantes fecharam as suas lojas meia hora mais cedo e, juntamente com cidadãos, concentraram-se no Mercado 02 de Maio em nome da causa. A Câmara chegou a desbloquear um edifício para acolher a loja, mas o governo PS travou a deslocalização. 2010 ∑ O executivo camarário de Viseu aprovou por unanimidade a transferência do balcão de atendimento que a autarquia tem na Loja do Cidadão para o centro histórico da cidade. 2010 ∑ Foi inaugurado na Loja do Cidadão de Viseu um novo Balcão do Empreendedor.

LINHA DA BEIRA ALTA

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*Todos os comboios Intercidades passam a parar nestas estações.

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8 entrevista ∑ Paulo Neto / Micaela Costa fotos ∑ Paulo Neto

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à conversa

“Eles (políticos) sabiam exatamente para onde é que estávamos a caminhar”

Uma geração à rasca não é uma geração reles. É uma geração em apuros, com dificuldades. Porquê? Porque o presente só lhes traz coisas más: desemprego, precariedade, instabilidade, frustração, revolta, insatisfação… e o futuro, de tão nebuloso nem sequer se entrevê. Fruto de duas décadas de políticas incompetentes e políticos, no mínimo, desastrados, centenas de milhares de jovens, em Portugal, vêem perdida a idade das ilusões, dos sonhos, das realizações pessoais e profissionais. E quando o querem gritar bem alto ao país amorfo e apático em que nasceram ou em que vivem, percebem, de repente que não estão no reino da Dinamarca, mas no reino da Afonia e da Surdez. E em contrapartida, o governo que lhes tira os legítimos anseios, vigia-os com as forças de intervenção pela frente. Já foi assim no Chile e até, ironia suprema, na China “democrática”, em Tien’anmen, que quer dizer Praça da Paz Celestial… Em Portugal, neste momento, com um governo inquieto, que tem medo do povo, das manifs, das mobilizações dos jovens e até, pasme-se, das inaugurações, porque os governantes já a elas vão, furtivamente, entrando pelas portas das traseiras, em Portugal quando quase um milhão de portugueses saiu à rua…

Geração Rasca foi uma expressão criada por Vicente Jorge Silva, em 94, no decurso das manifestações estudantis contra a ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite. Geração à Rasca é um movimento criado a partir de Março de 2011, através de blogues e do facebook, visando um protesto “apartidário, laico e pacífico”, reivindicando melhores condições laborais e o fim da precariedade. Este movimento, nas próprias palavras dos seus fundadores, engloba: “os desempregados, os quinhentoseuristas, os mal remunerados, os escravos disfarçados, os subcontratados, os contratados a prazo, os falsos trabalhadores independentes, os trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.” Também a canção da Deolinda “Parva que eu sou” se tornou em hino com uma letra assim: “Que mundo tão parvo Onde para ser escravo é preciso estudar.” O Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente, em 2011, à Lusa afirmava: “estes protestos são antes de mais, para respeitar muito e levar a sério”, afirmando não se poder desprezar os actos de jovens “que vêem o seu futuro com uma grande interrogação”

Ouvimos quatro representantes deste movimento: Rita Peixeiro: “Agora é a altura para não termos medo, enquanto temos alguns direitos”; 26 anos, Mestre em Psicologia, comercial numa empresa de limpeza. Miguel Viana, 33 anos, a tirar o mestrado em Educação Pré-Escolar, desempregado. Daniela Fernandes, 25 anos, a tirar o mestrado em Arte, Design e Multimédia, tem três trabalhos para poder sobreviver. “Mesmo com os três trabalhos há meses em que não tiro o salário mínimo, os impostos assim o obrigam.” Paulo Agante, 26 anos, Licenciatura em Comunicação Social, desempregado. Rita e Miguel, juntaramse à “Geração à Rasca” mas pertencem a uma Associação de combate à precariedade, “Precários Inflexíveis”. Uma Associação legalmente reconhecida, constituída

por um grupo de pessoas sem uma filiação partidária oficial, embora muitos tenham as suas preferências. A Associação “cria-se porque a precariedade está cada vez mais difundida no país e na sociedade e neste momento já não é só a geração mais nova, já passa por todas as gerações”, explica Rita Peixeiro. Lutam contra a precariedade, são a favor de uma maior fiscalização aos falsos recibos verdes – falso trabalho independente, e reclamam limites mais definidos na lei ao trabalho temporário. Não são fundamentalistas, nem querem, pois preservam o país que têm. As suas armas são um blog, onde colocam matérias que podem ser relevantes.

das outras. Basicamente partilhamos a revolta e a necessidade de mudança e foi isso que nos uniu. Seria mais lógico chamar “Gerações à Rasca”?

M.V- Se calhar o espaço de tempo em análise é de várias pessoas que estão em diferentes faixas etárias, mas que entraram agora no mercado de trabalho. Não estamos a falar de uma geração que tem 60 anos, nem 40, nem 19, mas sim de uma geração que está a trabalhar neste momento, a população ativa. Quando se fala em Geração à Rasca falamos da geração ativa, daí este sentido aglutinador de todas as outras gerações. R.P – Se bem que começamos a ver casais de reformados a ter de sustentar os filhos e os netos, porque o “Geração à Rasca”, em Viseu. resto da família já não tem Quem são? trabalho. P.A – É complicado definir quem somos. Somos pesPorque surge? P.A – Penso que surge soas de várias idades, completamente diferentes umas numa altura em que aqui-


GERAÇÃO À RASCA | À CONVERSA 9

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lo que se dizia era que os jovens não queriam trabalhar, que emprego não faltava, e é aqui que se dá um grito de revolta, para mostrar que os jovens estavam atentos ao que se estava a passar. D.F – E depois há aquela mensagem errada de que os jovens licenciados só queriam empregos e isso é errado. Todos os jovens que estiveram envolvidos na Geração à Rasca queriam era um trabalho, independentemente da boa ou má remuneração. M.V – Houve também uma rotura de gerações. Se repararmos, os nossos pais vieram de uma geração que passou dificuldades, que passou muito para aos 18, 20 anos, poder sair de casa e ter a sua independência. Quando chega a nossa vez, e chegamos a essa idade, há também uma pressão para que comecemos a ter os nossos trabalhos, as nossas vidas e no terreno começámos a perceber que isso não é assim tão fácil. Acho que no princípio houve uma falta de compreensão dos mais velhos, nós fomos talvez das primeiras gerações a saber o que é trabalhar a recibos verdes, a trabalhar e não receber, a não ter férias. A estudar e a trabalhar, de manhã à noite, e ao outro dia de manhã voltar para a escola. Na geração dos nossos pais também foi complicado, mas agora os contornos são muito diferentes e com consequências diferentes, e a verdade é que não estávamos preparados, ainda ninguém tinha passado por isto. D.F – Temos o exemplo dos estágios que são apenas protocolos, não são contratos, nós nem sequer somos protegidos legalmente. M.V – Antigamente havia honra, um compromisso verbal conseguia valer mais do que muitos papéis assinados hoje em dia. Nós estamos sufocados pelas leis que regulam o trabalho, nós temos uma democracia, temos muitos direitos que estão escritos, e depois temos uma data de cláusulas que os patrões usam para nos sufocar. E é esta falta de honra que marca a grande diferença. D.F- Hoje esquecem-se que um trabalhador contente e motivado faz a diferença na empresa e naquilo que produz.

O que pretendem?

R.P- Apesar de sabermos que não temos uma ausência de futuro, aquilo que nós queremos é a possibilidade de um futuro melhor. E acreditamos que apesar de tudo temos de ser positivos, porque a negatividade é o que nós vemos e ouvimos todos os dias. Nós chegamos a falar com crianças que nos dizem “porque é que vamos sonhar com um futuro, com uma profissão? Eu sei lá como é que o mundo vai ser.” P.A- Infelizmente já há muita gente a desistir de estudar e isso é também uma coisa que não queremos, que os jovens, as crianças, os adolescentes desistam. D.F – Nós queremos um pouco mais de respeito, e não falo só na nossa geração falo nas pessoas em geral. E em relação à nossa geração é preciso que se pense um bocadinho, é que se nós somos o futuro então que se aposte nisso, que se criem condições. P.A. – Outra questão fundamental é a justiça, isto tem que ser mudado. Temos um governo obscuro, pessoas com cargos de grande responsabilidade cheios de interesses. A impunidade que se tem visto ao longo destes anos é a maior facada que dão a este país. DELES R.P- E deviam ser essas pessoas a nossa bússola moral e afinal fazem exatamente o contrário.

modo é a troika culpada do estado do país e do agravamento da vida dos jovens?

R.P- Neste momento temos mais de 20 ou 30 por cento de divida do que tínhamos antes. P.A – E temos muito mais austeridade. D.F – Na verdade a grande dúvida, para mim e para muitos, é perceber o que é a dívida, o que é que devemos afinal. Se pagamos os nossos impostos, até mais do que devíamos, o que é que devemos? Não se percebe! M.V- Há uma questão

muito importante, como é que pessoas inteligentes, licenciadas e doutoradas em Economia agarram nas contas do país e nos juros que nos estavam a oferecer e dizem “não vamos negociar nada, vamos aceitar estas condições e vamos ficar com mais dívida” e falo do PS e do PSD, pois foi um governo de gestão que assinou o memorando da Troika. Andam-nos a vender a ideia de que isto foi um compromisso que nós aceitámos e que temos de cumprir e isso é falso. Esta-

Na Manif nacional de 15 de Setembro, o slogan foi: “Que se lixe a Troika… Queremos as nossas vidas”. De que

Que significado teve a manif, a nível nacional e a nível de Viseu?

R.P- Acho que foi um sinal de que as pessoas acordaram e disseram basta. Estamos a levar com muitos abusos sempre com a promessa de que iriamos ficar melhor, agora já não acreditamos nessas promessas e a democracia já não está a funcionar. D.F – Claro que não é num dia de manifestação que as coisas se compõem, mas não podemos deixar de reivindicar, tem de haver uma continuidade. P.A – Na altura da geração à rasca falava-se que era preciso as pessoas acordarem e despertar as consciências e no sábado viu-se que isso tem vindo a acontecer, os números têm vindo a aumentar consideravelmente. M.V – Eu entendo esta manifestação como um murro na mesa, as pessoas informaram-se e agora foram elas que tomaram essa iniciativa. No sábado mostrou-se aos nossos governantes que não vamos cair em mais mentiras. Foi uma forma civilizada de dizer basta.

nha havido interesses, nem aproveitamentos. Até aqui éramos rotulados, na altura da Geração à Rasca os jovens foram criticados, mas esta manifestação provou que já está a tocar a todos. Se calhar se há um ano atrás tivesse toda a gente saído à rua não estaríamos nesta situação. D.F – Aquilo que se viu foram várias pessoas a sair à rua independentemente das suas opções e crenças. Curiosamente viu-se gente de todas as faixas etárias, até menos jovens do que gente mais velha… Que leituras se podem fazer desta constatação?

M.V – O país uniu-se, é essa a conclusão que se pode tirar. A única coisa boa que veio, de tanta austeridade e declarações, foi a união que provocou no país, finalmente as pessoas uniram-se por uma causa comum. Esta mobilização, este movimento de protesto acaba aqui ou tem continuidade?

M.V - Vai continuar e já na sexta-feira em Belém e dia 21 e 29. E a continuação advém da grande vontade dos portugueses em querer mais respeito e verdade. Há alternativas?

R.P - A alternativa é o governo chegar-se à frente, tomar uma posição, uma atitude. E podem aproveitar e explicar tudo ao povo porPorém, quem foi à Manif en- tuguês, o que se passa na recontrou as caras do costume alidade.

Quando se fala numa Geração Rebelde, o que querem dizer com isso?

R.P – A rebeldia é o pedido de justiça, porque quando nós temos os nossos líderes a passarem por situações de corrupção, quem é rebelde afinal é que tem razão. A questão é não nos deixarmos vergar, é querer que os nossos direitos sejam cumpridos. D.F – Já que temos de cumprir os nossos deveres então que nos deem os nossos direitos. R.P- Vejamos… se os contratos surgiram para proteger as partes fracas e fortes, hoje em dia só protegem a parte forte e essa não me parece que precise de proteção.

mos a ir contra a Constituição de 1976 e essa foi votada pelo povo, agora foi-nos imposto. Com que autoridade podem eles obrigar-nos a pagar e a aceitar estas condições?

em todas as manifs de Viseu. Houve colagens partidárias e oportunismo político?

A Miguel Viana e Rita Peixeiro

A Paulo Agante e Daniela Fernandes

R.P - Esta manifestação foi tão grande por ter sido convocada por cidadãos, não houve organizações por trás, obviamente que as pessoas têm as suas opções partidárias, mas foram pessoas a convocar pessoas e não de forma individual. P.A – Há um ano atrás, aquando da geração à rasca, dizia-se que eram da direita, da esquerda, e não era isso que interessava ali. D.F – Quando saiamos à rua as pessoas apontavamnos o dedo, mas agora está a tocar na pele de todos, estamos todos a passar uma fase complicada. R.P- As pessoas que estiveram à frente da manifestação têm as suas opções partidárias, mas muito sinceramente, não acho que te-

Quais as soluções para a “Geração à Rasca”?

P.A – Mais justiça, mais igualdade e acima de tudo mais honestidade. D.F – E mais fiscalização. R.P – A união também é fundamental, só unidos é que vamos ter algum poder. Nós temos que exigir mais e melhor, não podemos ficar calados. Os políticos andam cegos?

M.V- Eles fazem-se é de cegos e surdos. R.P- Eu não acredito que a fluência destas políticas e que o facto de isto estar a correr mal seja inesperado, eles sabiam exatamente para onde é que estávamos a caminhar. P.A – E, de certo modo, não são eles que andam cegos, dá-lhes jeito é cegar o povo durante algum tempo.


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região Opinião

Empresa de Vouzela suporta aumento da TSU dos trabalhadores A empresa T&T, Lda., sediada em Crasto de Campia, Vouzela, vai suportar o aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores, previsto para o próximo ano. Os 45 funcionários já foram informados e ficaram emocionados com esta medida de coragem. No sentido de motivar os trabalhadores e aumentar os níveis de produtividade, Augusto Teixeira, diretor geral da T&T, Lda., decidiu suportar o aumento da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social, evitando o corte de sete por cento no ordenado, previsto para 2013. O valor da Taxa Social Única sobre o trabalhador passou de 11 para 18 por cento, anunciou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, mas Augusto Teixeira está contra e opta por minimizar os sacrifícios dos operários.“É um corte muito penalizador para os

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A Augusto Teixeira, diretor geral da T&T, em Castro de Campia, Vouzela trabalhadores, tendo em conta os vencimentos que temos. O país está a atravessar um momento difícil, está num buraco, mas não é a cortar em quem ganha cerca de 700 euros que se vai recompor”, explicou ao Jornal do Centro. Augusto Teixeira sabe que esta medida vai custar à empresa 40 mil euros por ano, mas prefere manter a equipa coesa. “Há famílias que estão no

limiar da pobreza, já basta o que passam em casa para sobreviver. Na empresa quero que os funcionários estejam satisfeitos e com isso produzam mais e melhor. Estou com eles de corpo e alma”, esclareceu. Para o diretor geral, todas as empresas “deviam seguir a mesma medida”. Os trabalhadores já foram informados e “emocionaram-se” com a medida que apelidam

de “corajosa”, concluiu Augusto Teixeira. A T&T, Lda. foi fundada em 1992, com o objetivo de executar instalações elétricas, canalizações e aquecimento central. A atividade da empresa é vocacionada principalmente para a habitação própria, prestando também serviços em empresas e instituições. Tiago Virgílio Pereira

Vinificar Erros a evitar Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

Vivemos nos dias de hoje imbuídos em constantes erupções económicas difíceis de suturar e que redundam num empobrecimento notório das famílias. Nestes momentos, as energias despendidas necessitam de ser rentabilizadas no seu melhor e a possibilidade de errar ou fazer mal tem um peso cada vez maior. Muitas das situações que me relatam dos vinhos feitos em casa decorrem, por um lado, do desconhecimento dos princípios inerentes ao processo, de receitas mal copiadas, de indicações mal recebidas ou mal dadas e ainda de pertenças experiências mal conduzidas. A questão então colocada é a seguinte: e agora, há solução? Mais do que ter a pretensão de deixar aqui alguma receita, ficam descritos um conjunto de procedimentos que podem desenvolver a fim de evitar estes constrangimentos. O estado das uvas deve ser irrepreensivelmente sadio, sem podres e com uma graduação entre os 11% e os 13% (álcool provável). Após o corte, evitar o calque dos cachos e conservá-los num local fresco. A adega já há muito se encontra preparada, arrumada, limpa e desinfectada (com sulfuroso, não com lixívia), os lagares pintados com tintas alimentares ou tartarizados. Os equipamentos e utensílios agradecem lavagens e desinfecções frequentes. Deitadas as uvas no lagar, já desengaçadas e esmagadas ou não, é necessário de imediato a adição do sulfuroso (cristais). Esta adição permite a desinfecção dos mostos e futura conservação do

vinho e evita o arranque descontrolado da fermentação. Qual a dose a aplicar? Nas condições anteriormente descritas, e se pretender utilizar uma solução sulfurosa a 6%, já disponível no mercado, deitar 100 ml de solução a 6% por cada 100 litros de mosto (Cuidado, é irritante!). No caso de optar pelos cristais de metabissulfito de potássio -12g por cada 100 litros de mosto-, a adição de ácido tartárico não deve ultrapassar 1grama por litro e sugeria a sua correcção após a primeira análise a fazer ao vinho. Controlar as temperaturas de fermentação em brancos 14ºC-16ºC e em tintos 25ºC-28ºC. Recorrer a um densímetro para verificar a evolução da densidade dos mostos (vai baixando) e um termómetro para a temperatura, registando os valores duas a três vezes por dia. No caso dos tintos, quando a densidade estiver nos 1005, sangrar o lagar e prensar as massas, ou desencubar a cuba. Nos brancos, esta operação é recomendável apenas a densidades de 1000. Passar (trasfegar) os vinhos para uma nova cuba de preferência de aço inox, de modo a que fique completamente cheia. Tapar e verificar o respirador ou o batoque. Este é o momento para fazer uma análise ao vinho, esperar que tudo esteja bem, respeitando as futuras recomendações dadas pelos técnicos. Após a leitura destas sugestões, desenganem-se aqueles que pensam dispensar o técnico. Só foi levantado uma parte do véu, a caminhada é longa e desafiante, mas evitaram já muitos erros. Boas vindimas.


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12 REGIÃO | VISEU | SÁTÃO | CINFÃES

DETIDO

Viseu. No dia 14 de setembro de 2012, em Viseu, o Núcleo de Investigação Criminal de Viseu, deteve um indivíduo do sexo masculino, com 34 anos de idade, pela autoria de furto de artigos em prata. Foi efetuada busca domiciliária que culminou na apreensão de outras peças em prata. Após diligências, constatou-se que o indivíduo foi também autor de um furto em interior de residência em São Pedro do Sul. Foi sujeito a primeiro interrogatório judicial, tendolhe sido aplicada a medida de coação prisão preventiva, sendo conduzido ao estabelecimento prisional de Viseu.

DETIDO

Sátão. No dia 15 de setembro, pelas 5h45, em Sátão, na sePublicidade

quência de investigações/ prevenção de furtos, o Núcleo de Investigação Criminal de Mangualde, deteve em flagrante delito um indivíduo do sexo masculino com 29 anos de idade, residente em Viseu, por falsificação de documentos, posse e uso de veículo furtado. Foi apreendido um grama de heroína, três telemóveis e dinheiro. Mesmo foi presente ao Tribunal Judicial de Viseu, tendo ficado com apresentações diárias no Posto Territorial de Viseu.

IDENTIFICADO

Cinfães. No dia 15 de setembro, em Cinfães, o Núcleo Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Lamego, após várias diligências, identificou um indivíduo de 37 anos de idade, por crime de incêndio florestal, ocorridos durante o corrente mês, nas localidades de Fornelos e Travanca, concelho de Cinfães. Foi contactada a Policia Judiciária do Porto, a qual procedeu à sua detenção para apresentação ao Tribunal competente.

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Viseu no dia seguinte Crise política∑ Deputados do PS desafiam eleitos do PSD e CDS que respondem com frase de Thomas Fuller “Quem não tem vergonha não tem consciência” Os deputados do PS eleitos por Viseu desafiaram na segunda-feira, os parlamentares do PSD e CDS eleitos pelo mesmo círculo a “manifestarem um sobressalto cívico” pela “tragédia que se está a abater” sobre o seu distrito. Assinalando o arranque de mais uma legislatura e o dia seguinte à manifestação nacional, José Junqueiro, acompanhado de Elza Pais e Acácio Pinto, criticou aos deputados dos “partidos da descoligação” lembrando as discussões que há um ano eram no sentido de acrescentar iniciativas e investimentos em Viseu e agora são de “claro desinvestimento”. Questionado sobre o que gostaria de ouvir por parte dos deputados eleitos por

A Os três deputados do PS eleitos por Viseu em CI Viseu pelos partidos do governo, os alvos principais da conferência de imprensa, José Junqueiro respondeu: “Gostaria de ouvir da sua parte um pouco da reflexão que está a ser feita por Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite ou José Manuel Rodrigues”. E lembrou que “se os deputados do PSD e CDS eleitos por Viseu votarem o próximo Orçamento Geral do Estado, vão estar a votar contra o seu distrito e

a favor da tragédia que sobre este se está a abater”. Os deputados do PSD acusaram os socialistas de “demagogia”. Em comunicado os parlamentares respondem que “podem os viseenses e os portugueses estar certos que saberão sempre estar à altura dos compromissos assumidos em prol do desenvolvimento da região e na defesa do Interesse Nacional. Não alinhando, em circunstância

alguma, com a demagogia, as vaidades ou os preconceitos dos deputados do partido socialista”. Os social-democratas deixam oito perguntas desafiando os deputados a responderem com um pedido de desculpas aos portugueses e viseenses. “Não esperava que os deputados do PS fizessem política ao pior estilo do urubu. Tinha a imagem deles de políticos responsáveis e sérios, mas tratou-se de um claro oportunismo político de quem não tem um pingo de vergonha na cara”, comentou o deputado do CDS-PP, Hélder Amaral, lembrando que fazem parte de um governo que endividou o país. Emília Amaral


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14 REGIÃO | VISEU | CASTRO DAIRE

Projeto Cidades CENCLY em Viseu O Museu Municipal do Quartzo, em Viseu, foi palco da reunião dos representantes das cidades CENCLY, no passado dia 15. Na reunião foi apresentado o projeto de regeneração urbana, com o objetivo de reforçar a capacidade de afirmação e competitividade das cidades envolvidas. O projeto Rede Cidades CENCLY, da qual fa z em pa r te cid ade s portuguesas da região centro, Viseu, Figueira da Foz, Aveiro, Coimbra e Guarda e Ciudad Rodrigo, Salamanca e Valladolid, da vizinha Espanha , pretende “impulsionar a cooperação e promover o desenvolvimento integral do território CENCLY”, como explicou Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu. O projeto candidato e Publicidade

aprovado no âmbito do programa Operacional de Cooperação Transf rontei r iç a E spa n h aPor t uga l (POCT EP), visa o estabelecimento de sinergias, de forma a melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes e a troca de experiências ao nível de mobilidade urbana, regeneração urbana, integração social e promoção turística. Fernando Ruas acredita que esta forte associação entre as várias cidades é “uma boa forma de trocar experiência e soluções para zonas que estão cada vez mais esquecidas”. Os presentes tiveram ainda a possibilidade de conhecer e visitar o Museu Municipal do Quartzo e a Feira de Minerais, Gemas e Fósseis que decorria no mesmo espaço. MC

20 | setembro | 2012

“FESTA DAS COLHEITAS” EM CASTRO DAIRE

Autarquia baixa IMI e Derrama Medida ∑ Apoiar a economia local é o objetivo da Câmara Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, anunciou que a Câmara Municipal vai baixar as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e Derrama, no próximo ano. Nos imóveis urbanos não reavaliados, a taxa de IMI desce para 0,6, recorde-se atualmente é de 0.7, para os prédios urbanos avaliados há uma redução de 0,5 para 0,35. No que toca à Derrama, que incide sobre o lucro das empresas com um volume de negócios até 150 mil euros, “baixa-se de uma taxa de 0,4% para 0,35%”, afirmou Fernan-

A Fernando Ruas anuncia medidas para 2013 do Ruas. Com o objetivo de “apoiar a economia local”, o presidente da autarquia, garantiu que “só é possível tomar estas medida devido à boa condição das finanças do município”. Publicidade

O autarca afirmou ainda que “esta não é uma medida eleituralista”, mas sim “uma forma de descer a carga fiscal”. Micaela Costa Estagiária

A recriação da tradição das colheitas na região vai realizar-se a partir de amanhã, dia 21, no parque urbano da vila de Castro Daire. Como habitualmente, o evento está a criar grande expectativa na comunidade local, com uma série de iniciativas e acontecimentos que vão para além da realização da “Festa das Colheitas”. A promoção da história e das tradições às colheitas associados são o móbil para a realização deste evento que promete trazer muitos visitantes ao concelho, até ao dia 23 de setembro. No local do evento, os visitantes vão poder encontrar a riqueza da gastronomia da região, uma variada exposição e comercialização de produtos agrícolas locais e do artesanato característico, bem como dos produtos endógenos que são um marco do concelho de Castro Daire. A aposta na diversidade cultural é outra das atrações do certame. TVP


Jornal do Centro

VISEU | REGIÃO 15

20 | setembro | 2012

PS procura candidato a Viseu Críticas ∑ Socialistas criticam Concelhia pela forma como está a trabalhar o processo ∑ Secretariado Nacional pede explicações A poucos dias de ter que entregar ao Secretariado Nacional a proposta de uma candidatura à Câmara de Viseu nas eleições autárquicas do próximo ano, a concelhia de Viseu do PS continua sem candidato definido, depois de ter oficializado convites a Manuel Maria Carrilho, Correia de Campos, Diogo Pires e, mais recentemente, a Gualter Mirandez. Nas últimas semanas têm surgido na praça pública os nomes de quem terá sido convidado pela presidente da concelhia, Lúcia Silva, mas todos eles terão recusado o convite. Segundo o que o Jornal do Centro conseguiu apurar, o antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, Diogo Pires terá sido sondado mesmo antes das eleições para a concelhia (2 junho). Um convite feito por Lúcia Silva e também por Filipe Nunes Publicidade

(candidato que perdeu as eleições para Lúcia Silva), mas o ex-autarca recusou, alegando que abandonou em definitivo a vida política. O verão agitado na vida do PS Viseu, com o processo das autárquicas, terá levado Lúcia Silva a convidar Manuel Maria Carrilho, antigo Ministro da Cultura e ex-deputado por Viseu. Um convite feito por telefone ao filho do antigo presidente da autarquia de Viseu, Engrácia Carrilho, que não caiu bem na família socialista e o qual recusou. A responsável pela concelhia terá ainda endereçado o convite ao eurodeputado e ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, atual líder da bancada do PS na Assembleia Municipal de Viseu. Mais recentemente surgiu o nome de Gualter Mirandez. De acordo com fontes do partido, o responsável pela Associa-

A Figuras convidadas pelo PS Viseu ção Comercial do Distrito ainda não deu uma resposta ao convite. Gualter Mirandez, escusou-se a fazer quaisquer comentários ao processo. Num tom visivelmente desconfortante adiantou: “o meu compromisso é com a Associação Comercial e não vou fazer mais comentários”. Gualter Mirandez, embora simpatizante do PS, diz-se um independente tendo feito parte da comissão de honra da Candidatura do presidente, Fernando Ruas (PSD) nas últimas eleições autárquicas.

A escolha do candidato do PS à Câmara de Viseu, a um ano das eleições- consideradas atípicas pela saída de Fernando Ruas, obrigado a abandonar o executivo que lidera desde 1989, por força da Lei de Limitação de Mandatos- está a ser alvo de várias críticas de militantes e simpatizantes do PS, pela forma como a concelhia tem liderado o processo. Fontes do PS adiantam mesmo que há um mau estar na Federação e no próprio Secretariado Nacional do PS chamando mesmo a si o processo, no

sentido de encontrar consenso à volta de uma “candidatura ganhadora”. Alguns militantes contatados pelo Jornal do Centro assumem que o deputado e antigo presidente da Federação de Viseu do PS, José Junqueiro é o “único socialista em Viseu” que reúne condições para assumir uma “verdadeira candidatura” à Câmara viseense, mas, adiantam “a concelhia terá feito pressão” ao longo destes meses para afastar tal possibilidade. “Estou a articular com a Federação e com o Secretariado Nacional para encontrar o melhor candidato à Câmara de Viseu”, respondeu a presidente do PS Viseu, Lúcia Silva, escusando-se a confirmar os eventuais convites que terão sido feitos nos últimos meses: “Diz-se muita coisa. Compreendo a ansiedade, mas o

PS não tem candidato”. Apesar de aumentar o coro no interior do partido de que José Junqueiro será o candidato “legítimo” à autarquia da capital do distrito em 2013, o deputado diz que a pergunta nunca lhe “foi feita pela concelhia do Partido Socialista que, como é público, tem outros compromissos”. Sobre a disponibilidade, Junqueiro acrescenta que “a questão não se coloca neste momento”. “Participarei ativamente se houver eleições primárias para a escolha do candidato e o candidato que ganhar será o meu candidato pelo qual farei uma campanha autárquica intensa”. Fernando Cálix é neste momento o único candidato assumido à escolha dos socialistas de Viseu nas primárias do final do ano. Emília Amaral


Jornal do Centro

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20 | setembro | 2012

educação&formação Sernancelhe aposta na educação Educação ∑ Receção aos professores do concelho marcou o arranque do ano letivo.

Micaela Costa

A José Mário Cardoso e Carlos Silva, autarcas locais

A Professores e autarca no Pátio Aquiliniano - Carregal

A Paulo Neto profere a palestra sobre Aquilino Ribeiro

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“Sernancelhe elege há vários anos a educação como a primeira opção pa ra traba l ha r ”, a f irmou Ca rlos Sa ntiago, vice presidente da autarquia, na receção aos professores na passada quinta-feira, 13, em Sernancelhe. Como já vem sendo hábito, o arranque do ano letivo, é marcado pela forma como os docentes do concelho são recebidos . L ogo pel a m a n h ã , no Sa lão No bre da Câmara Municipal, José Mário Cardoso, presidente da câmara municipal e Carlos Santiago, deram as boas vindas aos professores que daí seguiram para uma palestra, este ano dedicado a Aquilino Ribeiro que comemoraria naquela data 127 anos. A vida e obra do escritor, natura de Sernancelhe, foi o tema da palestra conduzida por Paulo Neto, especialista na obra Aquiliniana. De seguida, os professores foram presenteados com uma visita à casa onde nasceu Aquilino Ribeir o e o uv i r a m a l g u n s excertos dos “Cinco Reis

de Gente”, obra que retrata a infância do autor na sua terra natal. A autarquia ofereceu ainda um almoço convívio no Pavilhão Multiusos. Este evento, que recebeu mais de 80 professores, pretende ser “uma afirmação da autarquia, como entidade responsabilizada e responsabilizadora na área do ensino”, explicou José Mário Cardoso, “um concelho grande é um concelho que tem educação, que tem um povo civicamente educado e formado, e gente com capacidade profissional”, acrescenta. No convívio estiveram representadas a Escola Profissional de Sernancelhe, o Agrupamento de Escolas e as atividades extra curriculares da Câmara Municipal. Pa ra os professores presentes esta é uma atividade “bastante importante porque acaba por haver uma maior relação com todos os formadores e restantes professores das outras escolas. É uma forma de termos um primeiro contacto e de trocarmos algumas

ideias para o arranque do ano letivo”, explicou M ateus , for m ador da área tecnológica, na Escola Profissional. A p e s a r d o i nve s t i mento no evento, Carlos Santiago, acredita que “pode haver muito dinheiro mas se não houver educação a mente não perm ite que haja desenvolvimento e isso é uma aposta muito importante. Uma cidade pode crescer muito mas não quer dizer que esteja a ser desenvolvida e é importante que essas duas situações se desenvolvam em paralelo. O crescimento e o desenvolvimento só se conseguem com formação” Nu m c o n c e l h o q u e acol he este a no m a is de 400 alunos, apostase na “educação e no reconhecimento para com os professores, pois são uma esperança para o concelho e mostrar que se está do lado deles, que lhes é depositada confiança, é uma mais valia”, afirmou José Mário Cardoso. Micaela Costa Estagiária


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Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

economia foto legenda

PSA Peugeot Citroën Mangualde em festa

Nuno André Ferreira

Ao comemora r os 50 anos de abertura e, em simultâneo, um milhão de viaturas montadas naquela unidade de produção, o dia 22 de setembro, torna-se um marco assinalável na história de uma empresa que é uma referência nacional no setor automóvel.

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Jornal do Centro

18 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

20 | setembro | 2012

Clareza no Pensamento

Maçã vai reinar na Expodemo Moimenta da Beira∑ Mostra de atividades, produtos e serviços apresenta o melhor da região A primeira edição da Expodemo, mostra de atividades, produtos e serviços da região decorre este fim-de-semana, dias 21, 22 a 23, em Moimenta da Beira, com a maçã como cabeça de cartaz. O certame é organizado pela Câmara Municipal. Três dias de festa, três palcos e três concertos. Tudo com animação de rua contínua, tasquinhas de gastronomia regional ancorada em sabores de maçã, provas de vinho, concursos de maçã, exposições, graffiters a trabalharem ao vivo, esculturas de ferro artisticamente ‘casadas’ com maçãs, vários chefs de cozinha a confecionarem em simultâneo receitas de maçã e um sumptuoso desfile músico-teatral, com dezenas de participantes, entre atores e figuran-

A Mais de 70 empresas de diversas áreas presentes tes, e uma orquestra dixie, criado e inspirado na história fantástica e mitológica do fruto mais antigo do mundo. A Expodemo constituirá mais um elemento de reforço das dinâmicas económicas regionais e culturais, contando com todos os melhores produtos, de toda esta região, num contributo para unir todos os agentes em tor-

no de interesses e objetivos comuns”, explica o presidente da Câmara, José Eduardo Ferreira. O evento, composto por várias atividades paralelas vai ter as I Jornadas agro-fruticulas, sábado, às 9h30, onde estará como convidado especial o antigo ministro da Agricultura, Capoulas Santos. Nessa ocasião vai ser ho-

menageado António Júlio Cartageno Ferreira, engen heiro agro -pecuário com uma vida dedicada à agricultura de Moimenta da Beira e da região. O certame é inaugurado amanhã, 21 de setembro, às 18 horas, junto aos Paços de Concelho. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Soveco Viseu ganha concessão da Nissan e Hyundai A Soveco Viseu, é uma empresa que está inserida no Grupo Gocial. Em Viseu, está representada desde 2006 como concessionário da Iveco. Desde então, a empresa não tem parado de crescer. Em 2010, foi nomeada concessionário oficial das marcas Fiat, Fiat Professional, Alfa Romeo e Lancia para o distrito de Viseu. Em Publicidade

2011 é nomeada concessionário oficial da JEEP e em 2012, num ano difícil para o setor automóvel, a Soveco Viseu é nomeada concessionário oficial para o distrito de Viseu, das marcas

Nissan e Hyundai, Tornando-se numa aposta clara do Grupo Gocial na estrutura e recursos humanos de Viseu. A Soveco Viseu fica com dois polos em Viseu, um no

Parque Industrial de Coimbrões, onde se encontra a representação das marcas Iveco, Fiat, Fiat Professional, Alfa Romeo, Lancia e JEEP e outro na EN 16, em Pascoal, com a representação das marcas Nissan e Hyundai. O Grupo prevê ainda crescer, ainda mais, em Viseu, até final do ano.

(http://clarezanopensamento.blogspot.com)

A Grande Farra Passaram já quase 40 anos desde o ano de estreia do filme “A Grande Farra” (La Grande Bouffe, 1973) de Marco Ferreri. Só tive a oportunidade de ver o filme há uns anos atrás, não consigo precisar quantos. O filme, na época da estreia, chocou muitos cinéfilos e dividiu a crítica. A Grande Farra é a história de um grupo de amigos - Marcelo Mastroianni (piloto), Michel Piccoli (executivo de TV), Philippe Noiret (juíz) e Andréa Ferréol (professora) e algumas prostitutas - que decidem fechar-se na casa de um deles e comer até à exaustão, sem regras e sem limites. Obviamente estava implícita a crítica social à sociedade de consumo e ao desperdício, refletida nas profissões dos amigos, tidas como representativas das classes sociais mais privilegiadas e que, inesperadamente, decidem entrar num processo autodestrutivo, onde a hipervalorização do prazer prevalece sobre o comportamento ético e moral. Os personagens do filme parecem estar permanentemente em processo de catarse. Não existe alegria, apenas prazer exagerado que, no limite, leva até à morte. “A Grande Farra” veiome à memória quando há poucos dias ouvi uma exministra da educação proferir a frase: “O programa da Parque Escolar foi um êxito, uma grande festa para o país e para a economia!”. Notei que na expressão facial não havia uma alegria festiva, antes a ressaca de uma grande festa de excessos. E mais ainda, com a forma crispada com

que repetiu a mesma ideia. O semblante, cerrado, sério, ríspido, não era próprio de quem gosta de festas. Uma inquirição numa Comissão Parlamentar de Educação, também não devia ser um momento de exaltação festivo, se o que estava em causa era precisamente o dinheiro que se gastou com a “grande festa”. Por momentos julguei que as palavras não combinavam com o perfil da ex-ministra. Que a festa a que se referia seria apenas uma forma de dizer que tinha feito obras necessárias à requalificação escolar. Que tinha havido um lapsus linguae. Não quis acreditar que alguém, com a responsabilidade política que teve, pudesse alguma vez justificar “…hipotéticos desvios com as obras da Parque Escolar…”, com o argumento apresentado. É que sendo uma festa “a reunião de pessoas com fins recreativos”, a palavra saía descontextualizada e soava escandalosa. No entanto, aos possíveis excessos de custos das obras, a ex-ministra tinha respondido em hipérbole – uma grande festa! Aquilo que podia ser uma resposta séria, apresentando argumentos válidos e precisos, usando de contenção nas palavras, pareceu-me mais uma cena extraída da “Grande Farra”. O pior de tudo é que a ex-ministra encomendou a festa e quem vai ter de a pagar somos todos nós. Pena é que não tenha sido caso único. José Augusto Bastos Docente do Instituto Politécnico de Viseu bastos66@estv.ipv.pt


Jornal do Centro

20 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

20 | setembro | 2012

FFitness comemora 5º aniversário com dia aberto à população Ginásio∑ Projeto de saúde e bem-estar assume-se como referência em Viseu passados cinco anos O ginásio FFitness Health Club, de Viseu, vai comemorar o quinto aniversário, dia 29 com um dia aberto. O “Open Day” com i n ício m a rcado pa ra as 9h00 será compostos por sessões de hidroginástica,natação para crianças, natação para nebés, yoga, body pump, hidroginástica, zumba/jiu-jitsu e body combat. A direção do complexo de bem-estar considera que a dinâmica criada em Viseu ao longo destes anos justifica a realização de uma iniciativa desta natura.

“Têm sido anos fantásticos, com muitas boas recordações. Ajudámos milhares de viseenses a atingir a sua for-

ma física e o seu bemestar. Estamos muito felizes por ao fim destes anos, ainda sermos uma referência e a pre-

Casa da Ínsua desafia clientes a participar nas vindimas

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A EAB é uma escola de estudos avançados, virada para as empresas que querem apostar nos seus quadros e nas suas competências como principal fator de competitividade, e simultaneamente virada para as pessoas que apostam na sua valorização, como principal veículo para a sua realização e sucesso. A EAB resulta de uma parceria institucional entre a Universidade Católica Portuguesa, o Instituto Politécnico de Viseu e a Associação Empresarial da Região de Viseu, que constituem o núcleo fundador da Associação da Escola de Estudos Empresariais das Beiras.

Candidaturas Abertas

Brevemente

› Microsoft Office 2010 › Workshop Resolução Criativa de

› Tecnologia do Queijo › Gestão de Pessoas no século XXI › Marketing 3.0 e Digital Marketing › Segurança Alimentar › Gestão Desportiva › Mercados Financeiros › GOES - Gestão de Organizações de

Problemas

› Sustentabilidade Empresarial › Maneio e Gestão Avícola › Workshop Falar em Público com Impacto – Nível II

› Benefícios e Aplicação do Coaching no Desenvolvimento Pessoal

› Marketing e Negócio Internacional › Workshop Conheça os seus Clientes › Seminário Felicidade nas Organizações › Lean Management – Nível II

ferência de muitos dos nossos cidadãos”, afirma em comunicado. Pa ra a lém das aulas marcadas para o dia

aberto, a sala de cardiofitness e musculação vai estar aberta das 9h00 às 19h00, bem como os serviços de piscina, banho turco e jacuzzi. Os interessados devem enviar um e-mail para sonianascimento@ffitness. pt, ou dirigirem-se à receção do FFitness para se poderem inscrever nas aulas. A noite também reserva surpresas, com algumas atuações, contando com a presença dos mais pequeninos, numa apresentação do zumbatomic® (programa totalmente direcionado para as crianças).

Economia Social

› Mini MBA › Gestão Financeira › Biotecnologia e Inovação Vitivinícola › Gestão Autárquica › Liderança e Gestão de Pessoas

EAB - Escola de Estudos Avançados das Beiras Edifício Expobeiras - Parque Industrial de Coimbrões 3500 – 618 Viseu, Portugal T 232 470 293 F 232 470 299 geral@eab.pt www.eab.pt

A Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, desafia curiosos e apreciadores de atividades do campo a participarem nas vindimas. A proposta abrange outras atividades, entre os dias 12 e 14 de outubro, pelo preço de 135 euros. Ser parte ativa na “construção” no néctar produzido na Casa da Ínsua, é o repto lançado pelo hotel de charme de Penalva do Castelo. No dia 12, será oferecido uma t-shirt e um boné aos participantes para, no dia seguinte, iniciarem a vindima vestidos a rigor. No dia 13, após uma breve formação sobre o processo, será distribuído um kit completo para dar início à apanha da uva e respetivo transporte para a adega. No mesmo dia, será servido um almoço ao ar livre recheado de produtos típicos cultivados e fabricados naquela unidade da Visabeira Turismo, que antecede o processo de pisa e vinificação da uva, uma das etapas mais apreciadas pelos turistas estrangeiros, que anualmente se deslocam a Penalva do Castelo para participar nas vindimas da Casa da Ínsua. O programa inclui

ainda uma deslocação às diferentes vinhas da Quinta, para proporcionar uma experiência de degustação dos mais diferentes bagos ali cultivados, uma prova de vinhos da Casa da Ínsua, acompanhada de queijos elaborados na queijaria da unidade, e visitas comentadas aos espaços históricos e aos exuberantes jardins do hotel. Todo o processo será acompanhado por José Matias, responsável pela exploração agrícola da Casa da Ínsua, o programa termina com um pequeno-almoço buffet no restaurante, no dia 14. O fim-de-semana no campo tem um preço de 135 euros por pessoa em quarto duplo. Pelo mesmo preço, o programa de vindimas está também disponível no Hotel Montebelo Viseu & Spa ou no apartamento T1, do Montebelo Aguieira Lake Resorts & Spa. Por 115 euros, os clientes podem ficar alojados no Palácio dos Melos e por 108, no Hotel Príncipe Perfeito em quarto duplo standard. O alojamento nestas unidades inclui transfer gratuito para a Casa da Ínsua. TVP

GLACIAR FROZEN & GOURMET ABRE NOVO CONCEITO EM VISEU A Glaciar iniciou a sua atividade, em 1997, como distribuidora de produtos alimentares, representando em exclusivo algumas marcas líderes de mercado. Está sedeada em Viseu e tem uma unidade de apoio no Fundão. Semanalmente abastece cerca de 4.000clientes retalhistas nos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco, cobrindo uma área superior a 20.000 Km2, através de circuitos de visitas predeterminados. O espaço, Frozen &Gourmet surge da necessidade de responder à procura do consumidor final que até à data, tinha que se deslocar à sede da Glaciar, estruturada apenas para os clientes retalhistas. Com uma loja totalmente moderna e confortável, dividida em duas áreas, a de compras e a de lazer, num ponto central da cidade, a Praça de Goa. A área de compras encontrase dividida por várias secções: Marisco, Peixe, Carnes, Horta, Cozinha Fácil, Sobremesas e Gelados. Posteriormente irá ter mais duas secções, a de Vinhos e de Produtos Regionais, devido ao interesse já demonstrado por várias entidades. O atendimento será personalizado, o horário de funcionamento alargado e os preços praticados acessíveis. Por sua vez, a área de lazer pretende estabelecer um momento de convívio e de serenidade, desmitificando a ideia que uma ida às compras tem que ser apressada e em condições menos acolhedoras. Esta área para além de estar preparada para todos as faixas etárias, das crianças aos mais idosos, proporcionará a degustação de produtos em promoção, entre outras ações.


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Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

desporto FUTEBOL DERBI NO NACIONAL DE INICIADOS TERMINOU EMPATADO

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

Cartão FairPlay Garantiu num playoff frente ao Farminhão, a presença na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu. Este apuramento acaba por ser um prémio, não só para as gentes das Terras do Demo, como para as restantes equipas do campeonato, que vão poder jogar num dos mais modernos e recentes complexos desportivos em Viseu. Associação de Basquetebol de Viseu

Gil Peres

FUTEBOL Moimenta da Beira

A Bruno Loureiro disputa a bola com Fábio Felício, um jogador do Portimonese com experiência de I Liga Taça de Portugal - II Eliminatória

Cartão FairPlay No passado fim-de-semana, ficou demonstrado em Viseu que a modalidade está viva na região. Podem ser poucos os clubes, mas o trabalho que fazem é meritório e frutífero. A Associação tem procurado apostar na formação e os resultados são visíveis. Pode fazerse melhor, mas o caminho que seguem é o correto. Futebol Distrital

Cartão Amarelo Em vésperas do arranque dos campeonatos distritais de futebol, a desistência de algumas colectividades acaba por ensombrar a temporada. Como em tudo nestes tempos de aperto, só vai sobreviver quem não gastar mais do que aquilo que ganha. Publicidade

Tondela e Penalva “sobrevivem” Eliminados∑ Académico, Cinfães e Sampedrense Tondela e Penalva do Castelo são as duas equipas de Viseu que conseguiram apuramento para a III Eliminatória da Taça de Portugal. Académico de Viseu, Sampedrense e Cinfães ficaram pelo caminho. O Tondela, a jogar no Algarve frente ao Lagoa, não deu hipóteses à frágil formação da III divisão, e goleou por 5 a 0. Fonseca foi jogador em destaque nos tondelenses ao apontar três dos cinco golos da sua equipa. Já o Penalva do Castelo venceu em casa. Um triunfo por 1 a 0 frente

ao Peniche. As duas equipas seguem para a próxima ronda, e na perspectiva de terem pela frente um dos “grandes” do futebol português, já que é nesta fase da Taça de Portugal que entram em competição as 16 formações da I Liga Profissional. Pelo caminho ficaram Académico de Viseu, que perdeu no Fontelo com o Portimonense por 2 a 0, o Cinfães que foi goleado por 4 a 0 no Sporting da Covilhã, e também a Sampedrense que perdeu em casa com o Sacavenense por 1 a 0.

Regressam os campeonatos Cumprida a ronda da Taça, e que pra algumas equipas de Viseu foi negativa, atenções agora totalmente focadas nos respetivos campeonatos nacionais. Estão de regresso este fim-de-semana as II e III Divisões, e há muita cosi a melhorar em relação à ronda inaugural, que foi tudo menos positiva para as equipas de Viseu. Esta segunda jornada, seguramente, já poderá dar uma ideia mais aproximada do potencial das equipas da região.

II LIGA PROFISSIONAL 7ª Jornada - 23 set - 17h00 Tondela

-

Naval 1º Maio

II DIVISÃO NACIONAL - CENTRO 2ª Jornada - 23 set - 15h00 Pampilhosa Operário

(22 set)

Cinfães Ac. Viseu

III DIVISÃO NACIONAL série C 2ª Jornada - 23 set - 15h00 Aguiar Beira Parada Estarreja Oliv. Frades

P. Castelo União Lamas Sampedrense Avanca série D 2ª Jornada - 23 set - 15h00

Mortágua

-

Beneditense

Terminou empatado, sem golos, o dérbi viseense no nacional de Iniciados, entre “Os Repesenses” e o Lusita no de Vildemoinhos. As duas equipas chegavam a este dérbi depois de duas vitórias moralizadoras, com a formação de Repeses com um triun fo no reduto da Oliveirense, uma das mais fortes equipas da série C , enquanto os trabelos golearam em casa o Mêda por 5 a 1. No sintético de Repeses a partida da 5ª jornada termina ria como começou. Empate sem golos e o Repesenses a manter o segundo lugar com 8 pontos, menos um que o Feirense, mas com mais um jogo que a equipa da Feira. Já o Lusitano ocupa agora a terceira posição com 7 pontos, mas com cinco partidas já jogadas, mais uma que o Repesenses e mais duas que o Feirense. Vida mais difícil tem a formação do Académico de Viseu que neste nacional de Iniciados ainda não conseguiu somar qualquer ponto. Na última jornada nova derrota, desta vez frente ao Gondomar, em pleno Fontelo. Um desaire por 4 a 2 que deixa o Académico de Viseu de posse da “lanterna vermelha” nesta série C do Campeonato Nacional de Iniciados.


MODALIDADES | DESPORTO 23

Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

Supertaça Futsal Feminino

Unidos ou Carbelrio?

Associação de Futebol de Viseu

Moimenta venceu playoff e vai jogar na Honra Tudo a postos para o arranque das competições distritais de futebol. Depois da disputa da Supertaça, que serviu de aperitivo, aí está o campeonato. Muitas dúvidas nas últimas semanas, sobre quais as equipas que iriam jogar a Divisão de Honra, principal competição de futebol em Viseu. Publicidade

Unidos da Estação, de São Pedro do Sul, ou Carbelrio, de Sátão, uma destas equipas vai conquistar o primeiro troféu oficial da época no futsal feminino em Viseu. Este sábado, 22 de setembro, as duas formações vão defrontar-se no Pavilhão Municpa l de Tondela, para discutir quem vence a Supertaça feminina de Viseu. É a segunda edição deste troféu, e está marcada para as 16h00, com entrada gratuita. Quanto ao jogo, algum favoritismo para a formação do Unidos, hexacampeã distrital, e verdadeira dominadora da modalidade em Viseu nas últimas temporadas. A equipa de São Pedro do Sul procura o heptacampeonato este ano, ten-

do para isso reforçado o seu plantel com algumas jogadores de qualidade, ao mesmo tempo que se apresenta em Tondela para defender o troféu conquistado na época passada, em Moimenta da Beira, frente ao Penedono. Também nessa partida era favorita, e só conquistou o troféu no desempate por penalidades. Pela frente o Carbelrio, equipa que tem vindo a despontar na modalidade em Viseu e que, sem ter o potencial da formação do Unidos, tem apresentado equipas competitivas no último ano. Poderá não ter tantas opções de “banco” como as campeãs, mas tem apresentado um cinco inicial formado por jogadoras de qualidade. Em apenas um jogo, tudo pode acontecer. GP

Futebol

Lusitano vence Torneio de Nelas O Lusitano de Vildemoinhos venceu o Torneio de Futebol de Nelas. Os trambelos chegaram à final frente à formação da casa e ganharam por 2 a 0. Madeira e o nigeriano Friday apontaram os golos da equipa orientada por Rui Cordeiro e deram o troféu ao Lusitano neste quadrangular que contou ainda com as equipas

do Gouveia e do Paços da Serra. Este Domingo, começa o campeonato da Divisão de Honra de Viseu, com o Lusitano a receber no Estádio dos Trambelos a equipa do Mangualde, no que será umas das partidas mais aguardadas da ronda inaugural da principal divisão do futebol distrital para a nova época. GP

Várias desistências, algumas inesperadas, levaram a que a Associação de Futebol de Viseu “esgotasse” os regulamentos para “repescar” equipas da I Divisão Distrital, e assim preencher as lacunas. Foi necessário realizar um playoff, em campo neutro - Castro Daire - para que Farminhão e

Moimenta da Beira decidissem que ficaria com a última vaga na competição. Foi mais feliz o Moimenta da Beira que venceu por 1 a 0, já no prolongamento, e assim carimbou o passaporte para a Divisão de Honra. O campeonato começa este domingo, dia 23 de setembro. GP

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL VISEU DIVISÃO HONRA 1ª Jornada - 23 Set - 15h00 Resende Sátão C. Senhorim Vouzelenses Molelos Sernancelhe Campia Lusitano

-

Paivense Castro Daire Tarouquense Viseu e Benfica Fornelos Sp. Lamego Moimenta Beira Mangualde


24 DESPORTO | MODALIDADES

Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

Futebol

Campeonato de Portugal de Ralis

Gil Peres

Novidades em Mortágua

A Mortágua volta a pontuar para o Nacional de Ralis Falta cerca de um mês - 19 e 20 de outubro - para mais uma edição do Rali de Mortágua, mas já se conhecem alguns pormenores para a edição deste ano. Mais uma vez pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, a prova organizada pelo Clube AutomóPublicidade

vel do Centro vai ter novos troços e uma Super Especial. A Super Especial recupera o que já aconteceu há alguns anos, sendo realizada no primeiro dia, e à noite. Assim, os concorrentes vão percorrer esta especial de classificação na noite do dia 29, com

o primeiro carro a sair para a estrada pelas 20h15. No domingo, será disputada toda a segunda secção. São três especiais de classificação, a percorrer por duas vezes, de forma alternada. As novidades são os troços de Sobrosa e Vila Pouca. GP

Árbitras de Viseu apitam na Champions Luís Pais, do Conselho de arbitragem da Associação de Futebol de Viseu, vai integrar nesta nova época os quadros de Observadores C1, antiga 1ª categoria, para o futebol profissional. Luís Pais vai assim ser observador em jogos das competições organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol. António Augusto Cardoso vai também integrar esta categoria de Observadores, mas apenas para jogos do futebol não profissional, ao nível das competições organizadas pela Federação Portuguesa de

Futebol. Segundo comunicado do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Viseu, o árbitro Nuno Filipe Silva é o único viseense que vai integrar os quadros nacionais, neste caso como árbitro da 3ª categoria. Ainda na arbitragem viseense, Olga Almeida e Ana Catarina Araújo vão estar no próximo dia 25 de setembro como assistentes na partida da Liga dos Campeões Feminina entre as suíças do FC Zurich e as francesas do Juvisy Essonne. GP

Futebol

Mortágua conquistou Supertaça de Viseu O Mortágua conquistou a Supertaça da Associação de Futebol de Viseu. Na final, realizada no Estádio Municipal de Nelas, o Mortágua, campeão distrital na época passada, venceu o Mangualde por 1 a 0. O Mortágua, esta época a competir na série D da III Divisão Nacional, fez prevalecer o seu teórico favoritismo frente a um Mangualde Publicidade

que conquistou a Taça Sócios de Mérito de Viseu da época passada, e que garantiu também a subida à Divisão de Honra. O Mortágua inscreve o seu nome na lista dos vencedores da Supertaça de Viseu onde sucede à Desportiva de Sátão que na última edição havia derrotado o Sporting de Lamego. GP

BASQUETEBOL QUATRO EQUIPAS DE TOPO NO II TORNEIO CIDADE TERMAL EM SÃO PEDRO DO SULSão Pedro do Sul vai receber no último fimde-semana de Setembro mais uma edição do Torneio Cidade Termal, em Basquetebol. São quatro as formações que vão marcar presença em Lafões nos dias 29 e 30. Quatro formações da Proliga, a principal competição de basquetebol sénior em Portugal. A organização do torneio, a cargo do Bola Basket, em colaboração com a federação da modalidade e também da Associação de Basquetebol de Viseu, garantiu a presença das equipas do Vitória de Guimarães, Algés e Dafundo, Ovarense e Sampaense. No sábado jogar-se-ão as meias-finais, entre Guimarães e Algés e Dafundo, pelas 15h00, seguido do Ovarense – Sampaense. Os derrotados jogam no domingo para o 3º e 4º lugar, e pelas 17h00 o jogo da Final, entre as equipas que vençam na véspera. Este II Torneio Cidade Termal em São Pedro do Sul, além da presença destas quatro equipas de topo da modalidade em Portugal, será também uma oportunidade dos mis novos mostrarem aquilo que sabem. Estão previstos alguns jogos entre equipas jovens, além de um convívio de minibasquete.

FUTSAL VISEU 2001 APRESENTA EQUIPA PARA A NOVA ÉPOCA A formação do Viseu 2001 joga este sábado, dia 22, frente ao São martinho de Mouros, no que será a apresentação aos sócios e simpatizantes do clube da equipa para a nova época na II Divisão Nacional de Futsal. O jogo está marcado para as 18h00 no Pavilhão da Via Sacra, em Viseu, que esta temporada vai ser a “casa” para os jogos do clube viseense.


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especial

Feira de S. Mateus 2012

textos ∑ Micaela Costa

Chega ao fim, domingo, uma das maio- tasquinhas com petiscos e iguarias e assistir a e cultural da região centro. Na reta f ina l, da 619ª edição, pode-se a inres e mais antigas feiras do país, a Feira vários concertos. Viseu, tradição, festa e diversão continuam da passear pelo recinto que continua a fazer de São Mateus, em Viseu. Ao longo de mais de um mês de certame os visitantes tiveram a possibilidade de visitar a feira de artesanato,

a ser as palavras de ordem num evento que é uma marca de potencial económico, turístico

a delícia dos visienses e dos milha res de visitantes.

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Esta noite, no Palco 1, pelas 22h, o espetáculo Cantorias e às 23, no Palco 2, Quintas do Rock: “Two Wave Music Project”. Sexta-feira, Dia do Município de Viseu, o certame tem início mais cedo, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição com a Missa Solene em honra de S. Mateus, que se seguirá de uma procissão. Pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Município decorre a Sessão Solene Dia

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do Município. No recinto da feira, pelas 21h, no Palco 2, realiza-se o Concurso Mini Miss São Mateus 2012. Às 22h30, no Palco 1 a Banda Soma e Segue e a encerrar a noite, às 24h no Palco 2, Karaoke. Sábado há cinema na Tenda Multiusos, “O Garoto de Charlot”, pelas 18h. No recinto da feira, às 20h30 o Espetáculo Itinerante “Visitas bem Passadas”. No Palco 1, às 22h, a banda portuguesa

Fingertips e às 24h, no palco 2, Dj Kelita. Domingo. O último dia da Feira de São Mateus tem início às 14h na tenda Multiusos, dedicado aos mais novos com o Espaço Criança e às 16h, no palco 2, o Festival de Folclore. A noite fica entregue aos míticos The Lucky Duckies, que atuam no palco 1 às 22h e o ultimo espetáculo a cargo do Dj Peter Sky, no palco 2, pelas 24h. Publicidade

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culturas expos

Jornal do Centro

“Eira” em Mangualde

O auditório da Biblioteca de Mangualde recebe no sábado, dia 22, a peça de teatro “Eira”, um monólogo inspirado na literatura e tradições beirãs. O texto é da autoria de Ana de Castro Osório, escritora e feminista mangualdense. A entrada é livre.

Arcas da memória

Destaque

Olaria de Molelos. A reinvenção da memória

SANTA COMBA DÃO ∑ Clube Recreativo de São Joaninho Até dia 28 de setembro Exposição itinerante, “Santa Comba Dão no Feminino”. MANGUALDE ∑ Biblioteca Municipal Até dia 28 de setembro Exposição de trabalhos a carvão e acrílico “Uma luz ao Fundo do Túnel”, de Fábio Rodrigues. VILA NOVA DE PAIVA ∑ Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 28 de setembro Exposição fotográfica “Meia Vida a Viajar”, de Gonçalo Cadilhe.

Nuno André Ferreira

VISEU ∑ Museu Grão Vasco/ Sé Catedral Até dia 7 de outubro Exposição “São Teotónio. Patrono da diocese e da cidade de Viseu - ref. 1162-2012”. SÁTÃO ∑ Casa da Cultura Até dia 9 de outubro Exposição de objetos, fotografias e amostras de minerais das Minas da Gralheira, “Herança Mineral de Um Povo”.

A Animação vai prolongar-se noite dentro, numa festa com muito glamour

Pedro Abrunhosa homenageia a música portuguesa “Os Melhores Anos”∑ Dia 6 de outubro na ExpoCenter Os melhores sons dos anos 60 estão de regresso para uma festa que para muitos é a melhor da cidade de Viseu. “Os Melhores Anos” contam, nesta 16ª edição, com a participação de Pedro Abrunhosa, uma das maiores referências musicais de Portugal. O evento está marcado para o dia 6 de outubro, a partir das 20h00, na ExpoCenter, junto ao “The Day After”. Durante a noite, estão ainda previstas as atuações da Roda de Choro de Lisboa, a Orquestra “Os Melhores Anos”, My Jazz

Trio e os Zunzun. O formato do espetáculo será idêntico às edições anteriores, um jantar dançante com música ao vivo. “Não vamos promover nenhuma alteração de maior, as pessoas já sabem que podem contar com uma noite de requinte e glamour, pautada por boa música e muita animação”, disse ao Jornal do Centro José Arimateia, presidente da comissão executiva da Visabeira Turismo. A forte componente gastronómica é uma das apostas do grupo Visabeira, organizador do certame.

Assim, os sabores tipicamente beirãos vão estar à prova, servidos pelo restaurante Forno da Mimi. Os convidados serão brindados com um cocktail de boas-vindas e, para o fim da noite, será servida uma ceia, necessária para repor energias e dançar noite dentro. Personalidades do mundo do espetáculo, televisão e moda são esperadas numa festa onde já atuaram nomes como GNR, Táxi, José Cid e Paulo de Carvalho.

16h50, 19h15, 21h40, 00h10* Os Mercenários 2 (M16) (Digital)

Sessões diárias às 13h30, 15h45, 18h00, 21h30, 23h45* Moonrise Kingdom (M12) (Digital)

(M6) (Digital)

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 14h00, 16h20, 18h40, 21h10, 23h30* ParaNorman (M6) (Digital 3D) Sessões diárias às 21h00, 00h00* Selvagens (M16) (Digital) Sessões diárias às 13h15, 15h30, 17h45 Madagáscar 3 VP (M4) (Digital) Sessões diárias às 14h25,

20 | setembro | 2012

Sessões diárias às 21h20, 00h20* O Legado de Bourne (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h10, 16h40,19h05, 21h50, 00h30* Ted (M12) (Digital) Sessões diárias às 13h45, 16h10, 18h30 Brave Indomável VP (M4) (Digital)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 13h40, 16h00, 18h20, 21h00, 23h50** Para Roma, com amor (M16) (Digital) Sessões diárias às 11h15 (só 6ª e dom.),14h10, 16h30, 19h00, 21h10, 23h30** Morangos com açúcar - o filme

Tiago Virgílio Pereira

Sessões diárias às 14h30, 17h25, 21h20, 00h20** Balas e Bolinhos 3 – O Último Capítulo (M16) (Digital) Sessões diárias às 14h20, 16h45, 19h10** Terapia a Dois (M12) (Digital) Sessões diárias às 21h40, 00h25** Sempre a Abrir (M12) (Digital)

Antiga, como a gente primeira que habitou a edénica Terra de Besteiros, vão milhares de anos, é a cerâmica que nós chamamos de Molelos e esta lição nos veio da arqueologia de duas púcaras de barro tornadas “urnas funerárias” que recolheram as piedosas cinzas de ignoradas personagens e se guardaram em sepulturas de terra e hoje se reservam, documento, em museu. Que da argila, talvez as mulheres, no seu começo, fizeram recipientes de recolha de água, da chuva ou das fontes, vasos de beber, de ir ao fogo, de servir na mesa, mesmo quando esta não passava das mãos de cada um, da escolha de grãos, do acender, talvez, de ervas de cheiro, para desviar as trovoadas, do cozimento de poções que curavam as feridas dos guerreiros ou resgatavam um perdido amor, “púcaras de feitiços” que nossa cultura herdou. Gerações de oleiros se armaram depois em cadeia, longa cadeia que se fechou agora, agora que os velhos morreram, que as rodas adormeceram nos cantos, que o fogo das “soengas” se extinguiu, que os sofridos caminhos da feira se riscaram dos mapas, que o pão chegou, sempre lavrado com suor, de outras “indústrias”. Quando só a memória ficou. Mas ei-la, a memória resgatada, uma roda de novo arvorada que já não fatiga os pés do oleiro, argilas brandas que animam nas mãos demiúrgicas dos criadores que reinventam mil anos de

Sessões diárias às 14h40, 17h05, 19h30, 21h55, 00h30** Patrulha de Bairro (M12) (Digital)

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

história, que modelam figuras novas com gestos antigos como se guardassem em moldura retratos de avós. E eis que uma alma antiga se pressente no espelho da argila negra como noite sem lua, no toque de sino de nossas mãos ao bater, na grafia de rosas, no desenho de estrelas, do ondeado de mar, dos dentes de serra da serra ao redor, mãos de mulher perpassando como se estivesse a bordar, sedes de águas de beber ainda, “bilhas de segredos” que depois se descobrem a brincar, polimorfa tenda que nos faz estender a mão nesta feira da vida, que nos faz sentir o corpo de argila da mesma matéria que faz nossa mão. Olaria de Molelos, “Novos Rumos” a levam, Xana Monteiro e Carlos Lima seguem viagem, mística viagem, apaixonados na vida, apaixonados na arte, amorosamente entregues à reinvenção desse milenar trajecto, não levam bússola, seguem sempre para Norte, seguem por um caminho que vem de trás, vem dos avós, como as heranças enriquecidas, como os saberes acrescentados, mãos mergulhadas na argila, ao jeito de Javé no paraíso, mil figuras se animando para habitar com os homens a terra que partilham. Lá vão. O meu aceno de longe!

Estreia da semana

Sessões diárias às 13h30, 15h50, 18h10 Resident Evil 5: retaliação (M16) (Digital) Sessões diárias às 21h30, 00h00** Resident Evil 5: retaliação (M16) (Digital 3D) Legenda: * sexta e sábado ** 5ª, 6ª e sábado

Para Roma, com amor – Tratase de uma comédia caleidoscópica passada numa das cidades mais encantadoras do mundo. O filme dá-nos a conhecer um reconhecido arquiteto americano a reviver a sua juventude; um morador de Roma de classe média, que subitamente se torna na maior celebridade da cidade.


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culturas

D Workshop de fotografia

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A Fundação Lapa do Lobo, em Nelas, vai promover um workshop básico de fotografia, no dia 6 de outubro, a partir das 9h00. O workshop destina-se a todos que pretendam adquirir os principios básicos da fotografia digital. A inscrição custa 15 euros.

Destaque

O som e a fúria

CicloRETOMA está de volta ao Cine Clube de Viseu

Ainda há quem faça música de teor político Maria da Graça Canto Moniz

Setembro e outubro ∑ Todas as terças-feiras, a partir das 21h45, no IPJ As sessões regulares do Cine Clube de Viseu estão de regresso. Depois de interrompidas em junho, as sessões semanais - terça-feira, 21h45, no Instituto Português da Juventude (IPJ) - voltam com o cicloRETOMA. A primeira edição deste ciclo data de 2004 e, deste então, todos os anos, em setembro, se realiza. No dia 25 de setembro, o filme “Inquietos”, de Gus Van Sant, é projetado no IPJ. O realizador reservou para “Inquietos” um tom cristalino e emocio-

A“Inquietos” trata da morte e mais ainda da pulsão de viver nante. Os dois jovens que protagonizam o filme conhecem-se num funeral e tornam-se namorados, nos poucos meses de vida que restam a Poe, cance-

Emília Amaral

foto legenda

Em ambiente familiar, o historiador, Alberto Correia reuniu os amigos num dos espaços culturais da Feira de S. Mateus para apresentar o seu mais recente livro infantil “Matilde e o Chapéu de Chuva Azul”, uma história ficcionada de uma menina de seis anos que visita a Feira de S. Mateus pela primeira vez. O livro foi apresentado por Teresa Castanheira. A Matilde esteve presente. Publicidade

rosa em estado terminal. No dia 2 de outubro, surge “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, é o primeiro Tarr a ter honras de estreia em sala em

Propostas FNAC ∑A Galileu promove amanhã, dia 21, pelas 18h30, um workshop que relaciona o Facebook e o Marketing. O objetivo passa por descobrir de que forma o Facebook pode promover o negócio, através das ferramentas que disponibiliza especificamente para as empresas. ∑No dia em que a cidade de Viriato celebra o feriado municipal, 21 de setembro,o declamador de poesia Guilherme Gomes vem à FNAC apresentar “Viseu declamado”. A sessão de poesia que propõe conhecer Viseu por versos está marcada para as 21h00. ∑Joana e Jerónimo são um casal e banda de sonori-

Portugal e será o seu último filme, segundo anunciou o realizador, um dos mais singulares do cinema europeu contemporâneo. “A Gruta dos Sonhos Perdidos”, de Werner Herzog, é projetado no dia 9 de outubro. As sessões vão continuar até ao dia 23 de outubro. O preço do bilhete é de 4 euros para o público geral e varia entre 1,50 e 2,50 para os sócios do Cine Clube de Viseu. Tiago Virgílio Pereira

dades Indie e, com o projeto Birds are Indie, apresentam no sábado, dia 22, pelas 16h00, o novo álbum “How music fits our silence”. ∑A FNAC vai estar em movimento no sábado, dia 22, a partir das 18h30, com o Sh’Bam, pelo ginásio só para mulheres Vivafit. Nesta introdução ao desporto e vida ativa serão dados passos simples e modernos que não requerem nenhuma prática anterior na dança. ∑No domingo, dia 23, Francelina Balteiro convida miúdos e graúdos a colorir o mundo com diversos materiais riscadores, usando também técnicas como o recorte e a colagem, numa oficina de artes plásticas, a partir das 11h30.

Quem gosta de odes musicais aos croquetes ou à corrupção das autarquias com base em ritmos mecânicos – melhor, “electrónica de inter venção” –, é favor comprar “Rude Sofisticado”, o último álbum do artista português PZ Pimenta. Segundo o próprio, que também faz parte de outros projectos como Zisleany Dxic Band ou Paco Hunter, neste disco trata-se uma viagem em descoberta de “pessoal estranho com uma atitude fora do normal”, os quais apelida, justamente, de Rude Sofisticado. Para saber se pertence a esta categoria basta verificar se reúne as características que PZ canta na música “O que me vale és tu!”: “a) ter sempre 20 cenas para fazer; b) só querer passeio”; c) pensar mais de uma vez, sobre o facto de haver putas de origem cubana no Zimbabué; d) ter horários marados; e) esta cena do FMI deixa-o

em baixo; f ) sempre que faz merda, caem-te em cima; g) Na sua última ceia a ementa seria croquetes e que se foda o bacalhau”. Munido desta espécie de nonsense azedo e ácido – traduzido na despreocupação de colocar bem a voz –, de quem se preocupa “artisticamente” – isto vêse no cuidado do músico na hora de construir o corpo das canções –, Paulo Zé Pimenta usa como arma de protesto o humor. Neste álbum, rudes são as letras, a maneira de cantar, o tom e o minimalismo das músicas. Quanto ao sofisticado, diz PZ que é “ a ironia e a beleza das coisas estranhas que tento por nas minhas músicas e nas minhas letras”. À memória do leitor vem logo B Fach ada mas, apesar de terem em comum o mesmo instrumento de trabalho: o sintetizador, PZ é altamente inspirado pela electrónica alemã.


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em foco FORUM celebra sete anos

O centro comercial Forum Viseu comemorou o sétimo aniversário, no passado dia 13. O momento foi partilhado entre a administração, os clientes e os lojistas. O diretor, Pedro Ribeiro apagou as sete velas e saudou os lojistas pelo trabalho desenvolvido no espaço comercial. Ao longo de sete anos de atividade o Forum recebeu cerca de 36 milhões de clientes que declararam ter visitado aquele espaço comercial para fazer compras, mas também para usufruir de outras valências que o complexo dispõe.

Tondela recebeu a maior FICTON de sempre

Emília Amaral

A Ficton - Feira Industrial e Comercial de Tondela registou este ano a maior edição de sempre em termos de expositores, da diversidade de atividades e de visitantes. A noite de inauguração foi exemplo disso. Milhares de pessoas visitaram o certame ao longo dos quatro dias, que associou as festas do concelho e a comemoração do feriado municipal. “Fizemos um grande esforço logístico e financeiro e desta forma queremos dar um sinal claro de que não desistimos nem baixamos os braços, apesar da crise intensa”, reforçou o presidente da Câmara, Carlos Marta, na abertura da quinta edição da FICTON..

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Novo Classe A. A mais recente estrela da Mercedes-Benz Um sucesso! Só em Viseu, a Finiclasse realizou mais de 100 testes drives recebendo 300 pessoas no fim-desemana portas abertas nos dias 14, 15 e 16 de setembro. Apresentado no Factor C, é… Mais baixo. Mais dinâmico. Mais radical. Mais desportivo. Mais requintado. Mais luminoso. A pa r ti r de 27.9 0 0 euros (IVA incluído), a versão A 180 CDI BE, com caixa de 6 velocidades oferece 109 cavalos cheios de agilidade.


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20 | setembro | 2012

saúde e bem-estar Opinião

Ana Granja da Fonseca Odontopediatra, médica dentista de crianças CMDV Kids - anagranja@netcabo.pt

A primeira consulta no Médico Dentista A cárie caracteriza-se primeiro pela formação de um pequeno ponto preto na superficie do dente que depois evolui para um grande buraco, provocando muitas dores. Ela é provocada pelas bactérias (que não se veêm a olho nu) que estão bem aderiadas aos dentes. Ao lavar os dentes estão-se a remover as bactérias e os alimentos que ficaram nestes. A primeira consulta ao médico dentista deve ser efectuada antes que a criança tenha algum problema dentário. Assim aconselha-se a que os pais marquem uma consulta para que lhes sejam transmitidos os cuidados de higiene oral e alimentação que devem ter com o seu filho, evitando assim possíveis cáries. Assim, se os pais tiverem seguido os conselhos dados pelo médico dentista, a criança muito provavelmente não terá cáries e as consultas de controlo/ revisão servirão não só para fazer uma avaliação do estado dos dentes, da sua cronologia de erupção e detectar precocemente algum problema oral como também para a criança se habituar ao ambiente de um consultório dentário e recordar a sua ida ao dentista como uma boa experiência. Mais ainda, se possível deve recorrer a um médico dentista especializado em crianças, ou seja, a um odontopediatra, uma vez que este está sem dúvida mais habilitado a transmitir-lhe os cuidados necessários e a a fazer tratamentos dentários em crianças. Além disso, o ambiente do consultório/clínica deste está mais orienatdo para as crianças e estas sentem-se logo mais integradas e à vonatde, diferentemente do consultório de um médico dentista generalista que é já por si assustador para elas!

Cova da Beira contra ideia de mudar radioterapia para Tondela e Viseu O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) está a reunir dados para contestar a proposta da Entidade Reguladora de Saúde de mudar para Tondela e Viseu dois aparelhos de radioterapia previstos há dez anos para o CHCB. Os dados do estudo da ERS “precisam de ser melhorados”, disse hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração do CHCB, Miguel Castelo Branco. Segundo o estudo, mudar os dois aparelhos (previstos) da Cova da Beira para o Centro Hospitalar Tondela-Viseu aumentaria de 86 para 87 por cento a fatia da população nacional que ficaria a menos de uma hora

de viagem de uma unidade de radioterapia para tratamento de cancro. No entanto, Miguel Castelo Branco acredita que “o número atualizado de pessoas que precisam deste tipo de cuidados” vai demonstrar que “as propostas de 2002 e 2008”, de instalação do serviço no CHCB, “ainda hoje fazem sentido”. Segundo dados recolhidos pelo CHCB, o número de novos casos de cancro registados e validados nos cinco hospitais dos distritos da Guarda e Castelo Branco (unidades de Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Guarda e Seia) subiu de 597 em 2002 para 1.030 já contabilizados em 2012. Miguel Castelo Branco

destacou ser necessário ter em conta “a orografia da região, muito acidentada e em que as acessibilidades são condicionadas pelas estradas”. A existência de vias em que é difícil viajar deve merecer atenção redobrada pelo estudo, refere, dado que os tratamentos de doentes com cancro podem obrigar a várias viagens regulares em poucos dias. Aquele responsável destaca ainda a importância de instalar o serviço oncológico tendo em conta “o desenvolvimento do pólo de Saúde da região e a ligação à Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior”. Para o responsável pelo CHCB, é importante “juntar dados

para que, na altura de decidir, possa haver informação necessária e suficiente para se fazer uma escolha adequada às necessidades”. A instalação de dois aceleradores lineares (nome técnico dos aparelhos de radioterapia) no CHCB está prevista na Rede de Referenciação Hospitalar elaborada em 2002 pelo Ministério da Saúde. A medida consta ainda do relatório de Desenvolvimento Estratégico da Radioterapia em Portugal para a Próxima Década, elaborado em 2008 pelo Alto Comissariado da Saúde e pela Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas. LUSA


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20 | setembro | 2012

GUIA DE RESTAURANTES EMPREGO IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Av. Visconde Guedes Teixeira ,25 R/C - Apartado 96 5100-073 Lamego | Tel: 254 655 192

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Serralheiro Civil Ref. 587852364 – Tempo Completo - Viseu

Empregado Mesa Ref. 587858599 - Tempo Completo - Viseu

As ofertas de emprego divulgadas fazem parte da Base de Dados do Instituto do Emprego e Formação, IP. Para obter mais informações ou candidatar-se dirija-se ao Centro de Emprego indicado ou pesquise no portal http://www.netemprego.gov.pt/ utilizando a referência (Ref.) associada a cada oferta de emprego. Alerta-se para a possibilidade de ocorrência de situações em que a oferta de emprego publicada já foi preenchida devido ao tempo que medeia a sua disponibilização ao Jornal do Centro e a sua publicação.

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NECROLOGIA Lucinda Duarte, 96 anos, viúva. Natural e residente em Codeçais, Ermida, Castro Daire. O funeral realizouse no dia 15 de setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Codeçais. José Augusto Lourenço, 89 anos, viúvo. Natural e residente em Casal, Reriz, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 18 de setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Reriz. Ag. Fun. Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238 Abel João Rodrigues Rebelo dos Santos, 51 anos, casado. Natural e residente em Moimenta de Maceira Dão, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 14 de setembro, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Moimenta de Maceira Dão. José Fonseca, 74 anos, casado. Natural e residente em Pedreles, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 14 de setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Fornos de Maceira Dão. Maria José Azevedo de Andrade, 80 anos, solteira. Natural e residente em Póvoa de Cervães, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 15 de setembro, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Póvoa de Cervães. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652 Maria Sofia Fernandes da Costa, 69 anos, casada. Natural de Silgueiros e residente em Bela Vista, Silgueiros. O funeral realizou-se no dia 8 de setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Silgueiros.

Manuel Jorge Dias, 83 anos, casado. Natural e residente em Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 17 de setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Arcozelo das Maias.

José Luís Abrantes Mendes, 80 anos, viúvo. Natural e residente em Repeses. O funeral realizou-se no dia 17 de setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério local.

José Esteves Pereira dos Santos, 74 anos, casado. Natural e residente em Abraveses. O funeral realizou-se no dia 18 de setembro, pelas 17.30 horas, para o cemitério local.

Ag. Fun. Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252

Maria Eugénia Ferreira, 82 anos, viúva. Natural de Castro Daire e residente em Viseu. O funeral realizouse no dia 18 de setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Ribolhos, Castro Daire.

Ag. Fun. Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131

Maria de Almeida, 90 anos, viúva. Natural de Lusinde, Penalva do Castelo e residente em Apiães, Vila Verde, Braga. O funeral realizou-se no dia 17 de setembro, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Lusinde. Agência Funerária Sátão Sátão Tel. 232 981 503 Maria dos Prazeres Matos dos Santos, 84 anos, viúva. Natural e residente Lageosa, Lordosa, Viseu. O funeral realizou-se no dia 8 de setembro para o cemitério de Lordosa.

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Maria Delvina de Jesus, 89 anos, viúva. Natural e residente em Travassos, São Pedro de France, Viseu. O funeral realizou-se no dia 10 de setembro para o cemitério de São Pedro de France. Ag. Horácio Carmo & Santos, Lda. Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251 Brígida de Jesus Barata, 79 anos, viúva. Natural e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 17 de setembro, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. Agência Funerária Abílio Viseu Tel. 232 437 542

Irene Pereira, 95 anos, viúva. Natural e residente em Aguieira, Nelas. O funeral realizou-se no dia 11 de setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Aguieira.

Maria de Fátima Gomes da Costa Silva, 52 anos, casada. Natural de São Pedro de France e residente em Abraveses. O funeral realizou-se no dia 19 de setembro, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Figueiredo, São Pedro de France.

Agência Funerária Nisa, Lda. Nelas Tel. 232 949 009

Agência Funerária Balula, Lda. Viseu Tel. 232 437 268

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INSTITUCIONAIS 2ª Publicação

(Jornal do Centro - N.º 549 de 20.09.2012)


Jornal do Centro 20 | setembro | 2012

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Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta seção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

CARTA DO LEITOR

HÁ UM ANO

Carta aberta ao senhor Presidente do Conselho de Administração do CHTMAD (Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro)

EDIÇÃO 497 | 23 DE SETEMBRO DE 2011

Deputado CDS-PP

Na última edição do Jornal do Centro, o Dr. Carlos Vaz produziu um conjunto de afirmações que uma análise rigorosa junto dos serviços do Hospital de Lamego não confirma. Em nome da verdade e respeito pelos utentes de Lamego e do Douro Sul, importa saber se o Dr. Carlos Vaz desmente estes dados: Sendo verdade que as camas não tratam doentes e que quem os trata são os profissionais, também é verdade que quando se está doente se quer ter direito a uma cama, a ser tratado por um profissional de saúde e não ter que ficar deitado numa maca nos corredores de serviços hospitalares - como é, infelizmente, frequente acontecer no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. Se é verdade que o novo Hospital de Proximidade de Lamego vai ter 3 vezes mais especialidades médicas na consulta externa que as que tem presentemente, que são apenas 12 especialidades, como desde sempre teve (mesmo antes da integração do Hospital de Lamego no Centro Hospitalar Trás-osMontes e Alto Douro: em 2802-2007 já funcionavam na consulta externa 13 especialidades médicas), então como se explica a previsão de 14 especialidades? Porque não estão já a funcionar hoje na Unidade de Lamego, como previsto no programa funcional, as consultas de Cardiologia, Neurologia, Nefrologia, Pneumologia, Estomatologia e Urologia? Não deveria estar já a funcionar em pleno a Consulta Externa, com toda a organização que irá ter dentro de poucos meses no Novo Hospital? Como se pretende que daqui por 3 meses estejam a funcionar as 14 especialidades na Consulta Externa? Qual é a preparação para o efeito ao nível de equipamentos e re-

Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

DIRECTOR

NESTA EDIÇÃO ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO , EDIÇÃO 495 DE 9 DE SETEMBRO DE 2011 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE .

da, tal como o Dr. Correia de Campos definiu. Tendo havido já diversas reuniões públicas, para as quais o Sr. Presidente do CHTMAD foi convidado pela Assembleia Municipal de Lamego, órgão que desrespeitou com a sua ausência, nas quais teria toda a oportunidade de contribuir com a sua vasta experiência de Administração e de Engenharia Industrial, porque nunca compareceu? Não considerou estas reuniões suficientemente importantes para fazer passar a mensagem do que pretendia para o novo hospital? Respostas a estas questões são essenciais para o esclarecimento das populações de Lamego e do Douro Sul. Continuaremos a aguardar, e a revindicar um melhor serviço de saúde para estes utentes.

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nómicas da região, as distâncias entre os diferentes concelhos e núcleos populacionais, e a ausência de transportes públicos fazem desta região uma zona muito diferente dos locais mencionados pelo Dr. Carlos Vaz onde se aplicou já este modelo de Hospital, nomeadamente Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suécia e Espanha. O que há de comum entre a realidade de Lamego e da região do Douro Sul com as cidades dos países enunciados onde está implementado este modelo? Não estaremos a falar de realidades completamente diferentes e a tentar tratar por igual aquilo que é diferente? Não é verdade, como se diz, que desde 2010 todos os doentes agudos vão já para Vila Real. Atualmente, como sabemos, ainda cerca de 3000 doentes agudos por ano são tratados nos serviços de internamento do atual hospital de Lamego, que ali entram pela urgência, ou por transferência do Hospital de Vila Real por falta de vagas nele existentes. Não se percebe porque se pretende fazer crer que a realidade é outra, ou que interesses estão subjacentes a essa afirmação. Também não é verdade que as cirurgias efetuadas neste hospital de Lamego tenham sido sempre cirurgias programadas. Sempre se fez cirurgia programada e de urgência, 24 h por dia, como revelam os registos e como toda a população da área de abrangência deste Hospital sabe. Foi pouco tempo depois da criação do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde o Hospital de Lamego foi integrado, que foi decidido encerrar o serviço cirúrgico de urgência. Continuam hoje a ser ainda atendidos no serviço de urgência básica qualificada, em Lamego, cerca de 4000 doentes agudos por ano, pelos cirurgiões que lá estão a prestar serviço, e outros 4000 doentes agudos por ano a ser também tratados pelos médicos de Medicina Interna que estão presentes nesta mesma urgência básica qualifica-

Paulo Neto

UM JORNAL COMPLETO

Semanário 23 a 29 de Setembro de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 497

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA pág. 06 > ABERTURA pág. 08 > À CONVERSA pág. 10 > REGIÃO pág. 18 > EDUCAÇÃO pág. 19 > ECONOMIA centrais > 100 MAIORES pág. 22 > DESPORTO pág. 25 > CULTURA pág. 29 > EM FOCO pág. 30 > SAÚDE pág. 32 > CLASSIFICADOS pág. 33 > EMPREGO pág. 34 > NECROLOGIA pág. 35 > CLUBE DO LEITOR

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SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

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Maçonaria em Viseu | páginas 6 a 9

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Hélder Amaral

cursos humanos? Como se explica que o conceito para o Novo Hospital de Proximidade de Lamego seja o de consulta agilizada, se o procedimento até agora tem sido o de esvaziar o atual Hospital de profissionais que serão imprescindíveis para o seu funcionamento? Não será uma contradição, no mínimo um contrassenso, ou uma má opção técnica? Como se explica, por exemplo, que havendo necessidade em Vila Real de mais um técnico de Cardiologia, se tenha vindo buscar ao Hospital de Lamego a única técnica de cardiologia para prestar serviço 3 dias por semana no Hospital de Vila Real? Estando a referida técnica apenas duas vezes por semana disponível noHospitaldeLamego,quem fará os eletrocardiogramas necessários aos doentes que vão ser operados e quem dará apoio ao serviço de urgência e internamento? Atualmente esta técnica profissional de saúde passou a estar no Hospital de Lamego apenas 2 dias por semana para fazer todos os exames necessários, nomeadamente aos doentes que vão ser operados em cirurgia ambulatória. Como se sabe, a consequência desta atitude recente, ou de outras anteriores, nomeadamente com profissionais de anestesia (quando uma das atuais duas faltas por doença nunca é substituída, sendo a produtividade reduzida a metade durante o seu período de falta), não é a de agilizar as consultas, como o Dr. Carlos Vaz afirma, pois os doentes que vão às consultas nos dias em que estes técnicos estão ausentes terão de voltar para realizar os exames ou consultas que necessitam, situação que não acontecia antes e que, como se compreende, implica custos acrescidos para uma população já muito fragilizada socialmente. Agilizar as consultas no Hospital de Lamego é retirar-lhe recursos? É assim que se preparam os serviços para serem transferidos para o Novo Hospital de Proximidade? As características socioeco-

∑ “A Maçonaria pode contribuir para uma democracia mais saudável”. (António Reis)

∑ Protestos contra portagens nas A23, A24 e A25 vão intensificar-se.

∑ PSA retoma laboração em pleno, após cinco dias de paragem.

∑ Homenagem a Jaime Gralheiro. ∑ Relatos das memórias de Alberto Correia. ∑ FICTON mostrou a realidade de Tondela.

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tempo

JORNAL DO CENTRO 20 | SETEMBRO | 2012

Hoje, dia 20 de setembro, céu com períodos de muito nublado. Temperatura máxima de 29 e mínima de 17ºC. Sexta, 21 de setembro, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 21ºC e mínima de 15ºC. Sábado, 22 de setembro, aguaceiros. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 13ºC. Domingo, 23 de setembro, chuva moderada. Temperatura máxima de 16ºC e mínima de 12ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda Quinta, 20

Viseu ∑ Comemoração do terceiro aniversário do núcleo museológico/ oficina do vinho, 21h00.

Sexta, 21 Viseu ∑ Comemoração do Ano Internacional Viseense, às 17h00, nas instalações da Empório. A data é assinalada com a leitura da Lenda de Gaya e a apresentação d cromo Viseupédia e com dois concertos de música.

Sábado, 22 Viseu ∑ “Indo Eu BTT Viseu”, no centro histórico da cidade, durante dois dias.

Domingo, 23 Santa Comba Dão ∑ Primeiro encontro de artes em improviso Improvis’Arte, entre as 10h00 e as 19h00 nas principais ruas da cidade. Iniciativa apadrinhada pela atriz Carla Andrino e pelo maestro Mário Rui. Publicidade

Desfile militar invade Mangualde Exercício ∑ “Dragão 12” prepara soldados para cenários de conflito Mais de mil militares envolvidos no exercício “Dragão 12” da Brigada de Intervenção, que está a decorrer em Viseu e Mangualde, desde o dia 12, vão participar num desfile militar, esta sexta-feira, dia 21, às 18h00 no centro da cidade de Mangualde. No desfile participarão cerca de 200 viaturas do Exército Português. O dia de hoje, quinta-

foto legenda

feira, fica marcado pelo “Dia Aberto” a entidades militares e civis. Durante a manhã haverá demonstrações no Regimento de Infantaria 14 (Viseu) e uma visita à área de exercício. Após o almoço, servido nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Mangualde, continuam as visitas às várias atividades. O exercício “Dragão 12” tem como finalidade

praticar o planeamento o controlo e a conduta de operações táticas, associadas ao quadro das missões e tarefas passiveis de serem desempenhadas pela Brigada de Intervenção (Brigint) tendo como referencial uma operação de imposição da paz, num ambiente operacional associado à conflitualidade. Emília Amaral

O artista Chico Lucena, natural de Sernancelhe, inaugura amanhã, sexta-feira, dia 21, uma exposição de desenhos intitulada “Sem além...nem mal!”, na Galeria Municipal de Moimenta da Beira. Chico Lucena vê desta forma cumprido um “sonho antigo”. O artista utiliza uma técnica mista de pintura e desenho. Os desenhos têm como base a figura humana que sobressai nos fundos negros. “A ideia é retratar a humanidade e o desconhecido, numa combinação de formas e cores”, explicou Chico Lucena. A acompanhar e a complementar a dimensão das 30 obras, estão textos redigidos pelo jornalista Ricardo Bordalo. TVP

Olho de Gato

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Organizadores Escrevo esta crónica na sexta-feira dia 14. Esta antecipação de uma semana Joaquim Alexandre Rodrigues é um “tem que ser” pessoal joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt que pode tornar esta crónica obsoleta, já que estamos em pleno momento de aceleração política, e, quando estas linhas chegarem às mão dos leitores, pode até não haver governo, embora isso não seja provável. Os silêncios e o suspense de Paulo Portas devem-se só à preparação do estômago do CDS para a digestão da dose nutrida de sapos incluídos no próximo orçamento de estado. As legislativas do ano passado foram as mais mentirosas desta terceira república. Nem José Sócrates, nem Passos Coelho, nem nenhum outro político explicou que o programa do governo que ia sair das eleições ia ser o memorando de entendimento assinado com os credores. O país vive, desde 17 de Maio de 2011, em estado de negação: ninguém assume que somos neste momento um protectorado nas mão dos credores. É claro que os políticos — sob pena de passarem a ser vistos como meros feitores do rectângulo — não o podem reconhecer e, por isso, todos eles têm usado o velho truque de Jean Cocteau: “uma vez que estes mistérios nos ultrapassam, finjamos ser os seus organizadores.” A Troika, o “organizador” dos sacrifícios que estamos a sofrer, funcionava como pára-raios perfeito da impopularidade. Um dos seus trabalhos é mesmo esse: servir de bode expiatório para as opiniões públicas dos países intervencionados. Só que Passos Coelho preferiu fingir que era ele o “organizador” daquele iníquo “subtraio-aos-trabalhadores-para-somar-aos-empresários”. O primeiro-ministro não ter percebido que isso era um erro crasso é um mistério. Publicidade

Jornal do Centro - Ed549  

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