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Jornal do Centro 13 | julho | 2012

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Direito de resposta- PSA Mangualde - Visita das famílias, uma excelente acção social O emprego e os empregados não se defendem com demagogia barata nem com ilusões, defendem-se com investimento, com inovação organizacional e com competitividade. Defender um nível de emprego constante com violentas oscilações de mercado é defender a falência das empresas, o desemprego e a miséria. Não podemos em nome da defesa dos trabalhadores, atirar os trabalhadores para becos sem saída (É ver quantas empresas do sector automóvel já fecharam em Portugal, e a perspectiva de mais de 20.000 novos desempregos no conjunto do sector, segundo a ACAP). Quando esta empresa reduz por força da quebra dos mercados o seu nível de emprego, baixa o que ela própria criou e não algo que tenha sido criado por outros. Quem nada cria nada tem para ajustar. A sustentabilidade e durabilidade das empresas não cai de pára-quedas, nem é garantida por natureza, é preciso saber sobreviver, responsavelmente, em mercado global e concorrencial. A nossa dinâmica, estranhamente, incomoda certas pessoas. Estranha gente esta que se incomoda com

as boas práticas sociais e que tem uma mesquinha tendência para menosprezar as boas iniciativas. Há os que esperam a desgraça para defender os desgraçados e há os que tudo fazem para evitar a desgraça. Nos últimos 20 anos tivemos um emprego médio directo de 1000 pessoas. Nos últimos 10 anos um emprego médio de 1200 pessoas. São mais de 200 os empregos indirectos.Temos sido uma das maiores empresas da região e uma das maiores exportadoras de Portugal. Tudo faremos para continuar, com 900 ou com 1200 colaboradores, em função das oportunidades de mercado, a criar riqueza, a exportar e a valorizar as pessoas. Continuaremos a abrir as nossas portas aos colaboradores, aos seus familiares e aos amigos do progresso. Continuaremos a dar milhares de horas de formação. A dar estágios a Jovens. Continuaremos a apoiar as escolas e a mais diversas instituições . Felicitamos ,sinceramente, quem fizer mais e melhor! A direcção do Centro de Produção de Mangualde da PSA

HÁ UM ANO EDIÇÃO 487 | 15 DE JULHO DE 2011 Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

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ca de 30 Milhões de euros. A empresa suporta a maior parte, cerca de 22Milhões de euros (+- 70%) e o Estado apenas 8 Milhões de euros (+- 30%). O Estado não financia 100% dos investimentos privados, como é normal e salutar. Neste período dos projectos, o CPMG vai gerar mais de 70 Milhões de euros entre impostos e contribuições para a segurança social. Tratam-se pois de investimentos com um grande retorno social e financeiro para o Estado. E ainda bem que assim é ! Sobre as remunerações: A equipa dirigente não se remunera a si própria. A sua remuneração é enquadrada e tutelada pelas Direcções Centrais do Grupo PSA. Não há aqui lugar para arbitrariedades. Neste contexto é bem que se saiba que os aumentos médios dos operários em 2011 mais 2012 atingirá os 8% no conjunto dos 2 anos. Em 2012 será de 0% para a equipe dirigente . É assim em Mangualde e no resto do Grupo. A questão da bolsa: Quanto à bolsa, trata-se de um indispensável instrumento de flexibilidade, fundamental para defender o emprego, evitar ao máximo a utilização do lay-off e preservar o nível de remuneração mensal dos colaboradores. Neste caso, não basta falar contra a bolsa e fugir à questão. Quem nestes contextos de quebra dos mercados é contra a bolsa, então é porque prefere menos emprego ou mais lay-off. A equação é simples : ou produzimos menos dias com mais emprego ou seguimos o calendário normal com menos emprego. Não há aqui lugar para fantasias. A bolsa tem um grande alcance social. É uma ferramenta solidária com o emprego. Este instrumento foi criado com o acordo da comissão de trabalhadores de 2008 e com a subscrição directa de 86% dos trabalhadores por estarem conscientes do seu alcance. Recentemente o seu alargamento foi sufragado pessoalmente por 98,8% de trabalhadores.

DIRECTOR

Paulo Neto

UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 06 pág. 10 pág. 14 pág. 18 pág. 22 pág. 26 pág. 28 pág. 30 pág. 32 pág. 33 pág. 34 pág. 35

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que motivo maior do que a crise do Sub-prime para rever objectivos ? A empresa, à semelhança de muitas outras, foi vítima da crise como é evidente. Assim o CPMG e a AICEP acordaram novas condições em que o nível de emprego, de criação de valor acrescentado e de vendas baixaram e a empresa abdicou de receber os benefícios fiscais (1,1 Milhões de euros) ligados a este projecto e baixou o chamado prémio de realização de 1,5 para 1,2 Milhões de euros em Fundos Perdidos. Tudo está contratualizado, tudo é público, tudo é transparente. Não há aqui, nem pode haver, mistério algum! Quanto ao projecto dos 21M euros: Uma vez mais se confunde, de má fé e de forma grosseira, investimento com subsídio do Estado. No contexto da crise de 2008, o CPMG tinha outro problema vital: dependia de um produto em fim de ciclo. Ou lançava um projecto para lançar um veículo novo ou morria. Tinha tudo para morrer : uma crise brutal e um produto em fim de ciclo numa empresa deslocalizável. Com o apoio e a confiança do Grupo PSA lançámos uma candidatura ao COMPETE – AICEP uma vez mais, focalizada nos investimentos para lançar os novos modelos de veículos, no valor de 21,7 Milhões de euros, já num contexto de 2 equipas. A candidatura foi aprovada nas seguintes condições : Subsídio a Fundo perdido: 6,7 M euros; Empréstimo reembolsável a taxa de juro 0% = 2,6M euros A empresa assumiu o compromisso de lançar os novos modelos e manter um nível mínimo de emprego de 750 pessoas durante 7 anos. Também aqui o CPMG está a superar estes objectivos. Os novos modelos foram lançados e durante ano e meio teve mais de 1200 pessoas em consequência da introdução temporária da 3º Turno. Actualmente tem 900 pessoas, continuando a superar os objectivos contratualizados. Temos assim dois investimentos que totalizam cer-

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Semanário 15 de Julho de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 487

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Europa escolhe Grão Vasco ∑ Europeana distingue-o entre as propostas nacionais

| páginas 10, 11 e 12

Nuno Ferreira

mera expectativa, sendo cobertas as seguintes eventualidades: reforma por velhice, incapacidade permanente total ou absoluta, grande invalidez do colaborador e falecimento. Nos últimos três anos, 10 pessoas já beneficiaram deste seguro, por verificarem as condições requeridas. O dinheiro está assim na seguradora, é comunicado anualmente aos trabalhadores, e é recebido por quem verificar as condições da apólice. Não há assim mistério nenhum. O mistério dos Subsídios: O autor do artigo diz que a empresa recebeu 8,6 milhões de euros em 2007 mais benefícios fiscais e que mais tarde recebeu 21 milhões de euros em novo subsídio. O autor, de má fé e de forma grosseira, confunde investimentos com subsídios. De facto em 2007 a empresa, porque sempre teve ambição de crescer, de criar riqueza e emprego, levou a cabo um investimento de 8,6 M euros com o objectivo de aumentar a sua capacidade produtiva de 10 para 12 veículos hora e com isso aumentar 80 postos de trabalho, passando de 1226 para 1306. A empresa realizou integralmente o investimento, aumentou a capacidade produtiva de 10 para 12,5 veículos/hora e atingiu 1400 postos de trabalho. Ultrapassou, portanto, todos os objectivos. O dinheiro foi assim aplicado na aquisição dos equipamentos que foram previstos. As despesas estão todas documentadas e foram todas devidamente auditadas por auditores independentes. Não há aqui lugar para anedóticos mistérios! Com o surgimento da crise no final de 2008 e a quebra violenta dos mercados o CPMG para resistir à crise e manter a capacidade de criar emprego, teve de fazer os conhecidos ajustamentos, nomeadamente reduzir uma equipa de produção. O contrato de investimento que o CPMG fez com a AICEP incluí uma cláusula que prevê que os objectivos poderiam ser revistos se ocorressem motivos de força maior. Ora,

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A propósito de uma iniciativa que o Centro de Produção de Mangualde ( CPMG) do Grupo PSA está a desenvolver , e que consiste na abertura das suas portas aos familiares dos seus colaboradores, o Jornal do Centro publicou um artigo de opinião, da autoria do sr. António Vilarigues, baseado em erros grosseiros e falsas suposições, que ofende o bom nome e a dignidade institucional da nossa empresa, bem como dos seus colaboradores e familiares. Assim ao abrigo do direito de resposta, solicitamos a V. Exa a publicação do artigo seguinte . Com a referida iniciativa,que se enquadra no âmbito da sua política social e de abertura à sociedade, o CPMG pretende aprofundar o relacionamento entre a empresa e as famílias que dela dependem. Somos uma empresa aberta e transparente, nada temos a esconder. Trata-se, aliás, de uma prática normal no Grupo PSA nas suas fábricas em França e Espanha, sendo também uma prática habitual noutros Grupos. Foi a partir desta iniciativa que foi produzido um ataque execrável à nossa instituição e, de forma arrogante, passado um atestado de ignorância aos nossos colaboradores e seus familiares. A narrativa produzida é, baldadamente, baseada em falsas suposições e grosseiras inverdades. Vejamos alguns exemplos, os exemplos dos mistérios : O mistério do Seguro: Ora o seguro que é invocado, foi criado com entregas voluntárias da empresa e nunca com descontos sobre os salários dos trabalhadores. Em 2009 foi dado a cada colaborador um certificado individual e o respectivo regulamento. Todos os anos a seguradora AXA emite uma carta aos colaboradores com os respectivos valores que lhe estão afectos. No próximo mês de Setembro, será uma vez mais comunicado aos trabalhadores. O direito inerente ao seguro é, em conformidade com a lei, estabelecido como

m poucos recursos recursos, conseg consegue-se ∑ “Mesmo com produzir um bom trabalho”. (Sérgio Gorjão)

∑ EN2 alargada em Repeses. ∑ Tom de Festa faz de Tondela um “palco do mundo”. ∑ Ecopista atrai famosos a Viseu. ∑ Utentes de Alcofra denunciam tempo de espera de consulta.

∑ Ténis em cadeira de rodas na Quinta de Lemos. ∑ “Temos que fazer barulho com o Dão e colocá-lo na moda!” (Carlos Silva e António Narciso)

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