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DIRETOR

Paulo Neto

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > EDUCAÇÃO

Semanário 05 a 12 de abril de 2012 Ano 11 N.º 525

> ESPECIAL SEGURANÇA

> ECONOMIA > ESPECIAL VIAGENS > DESPORTO > CULTURA > SAÚDE > CLASSIFICADOS > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

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REGIÃO DE VISEU Novo acordo ortográfico

| Telefone: 232 437 461

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Nuno André Ferreira

∑ Sérgio Godinho, em concerto no Teatro Viriato ∑ Entrevista exclusiva ao Jornal do Centro | páginas 8 e 9


2

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

praçapública r Eu

palavras

deles

As alterações [ao código de trabalho] aprovadas na Assembleia da República, são um passo concreto e significativo para facilitar a atração do investimento estrangeiro em Portugal”.

Sérgio Godinho

Secretário de Estado do Emprego, durante a tomada de posse dos órgãos sociais da AIRV , no dia 30 de março.

Em entrevista ao Jornal do Centro

Opinião

Zeca Afonso

Cátia Figueiredo

Ando a ouvir Zeca Afonso e Sérgio Godinho porque as músicas são intemporais. Às vezes saber que lutamos sempre as mesmas batalhas dá uma certa sensação de permanência no meio da mudança. Sérgio e Zeca são exemplos de guerreiros de voz e caneta que nos inspiram em tempos de mudança. Aprendo com as letras todos os dias, mesmo à distância e mesmo já estando a começar a pensá-los em inglês. Ao ouvi-los, pensei na minha situação de estudante noutro (e

Pensar o quotidiano

A. Gomes Professor de Filosofia

r

Não percebo (ou percebo pouco) porque é que tem de existir uma Direção Regional da Cultura”.

Pedro Silva Martins

Norberto Pires Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em entrevista à Agência Lusa.

rUma semana próxi-

ma, a combinar, vamos invadir a Figueira da Foz, aproveitando o fato de muitos viseenses terem lá ligações”.

Fernando Ruas Presidente da Câmara de Viseu, durante a apresentação do livro “porViseu60´s”, no Casino da Figueira, no dia 31 de março.

Traz um amigo também Maior que o pensamento Por essa estrada amigo vem Por essa estrada amigo vem

Estudante de doutoramento em Psicologia, na UWM - Milwaukee - USA

r

gosto muito desta cidade (Viseu). Há uma espécie de interioridade real que, curiosamente, reconheço muito.”

de outro) país e comecei a seguir os meus pensamentos de perto. E se eu trouxesse todos os meus amigos comigo, também? Ora, contando o número de amigos pessoais (e do Facebook) devo ter uma rede de amigos de mais de 70 pessoas da minha idade. Amigos, amigos de amigos, primos, amigos de primos e primos de amigos, conheço-os a todos. Muitos deles já estão em outros países, por isso não os poderia trazer, mas muitos outros esperam trabalho enquanto desesperam por estarem inactivos ou não estarem activos na área que é a paixão deles. Desesperam por não estarem activos na área em que investiram dinheiro, tempo e pestanas saudáveis. Sou psicóloga vocacional e penso no desperdício de talento humano que existe com esta “fuga de talentos”. Sim,

“fuga” é o termo porque os recursos saem do país para, muitas vezes, voltarem só em Agosto e no Natal sem nunca mais serem reabsorvidos no mundo do trabalho. Seria muito inocente pensar que 100% dos estudantes que saem do país vão voltar para trabalhar no país no qual não tiveram oportunidade de começar a trabalhar. Com estudos vêm hipóteses de trabalho, vem o conhecer pessoas, criar redes de amigos e criar uma ligação com o novo país... que acaba por, inclusivamente lhes oferecer oportunidades. Portugal passa a ser uma parte importante da identidade mas voltar é visto como cada vez mais difícil. Se a melhor resposta para a inovação em Portugal é as pessoas saltarem fora do barco, não sinto que o barco se vá navegar sozinho (ou à distância) no futuro que aí vem.

E agora de volta ao Zeca: traria eu um amigo? Sim, à falta de melhor eu traria amigos também, porque a escolher entre desperdício de talentos e aproveitamento do que as pessoas têm para dar, sou sempre a favor de aproveitar os talentos. A escolher entre sair e ficar acho que a resolução para o país seria ficar, porque em casos de seca não se exporta água. Entre pessoas deprimirem e terem problemas diários por não se realizarem naquilo que estão a fazer e entre saírem do país e passarem pela adaptação a outra cultura, outro sítio, outras leis (que nem sempre é fácil...) eu preferia que os meus amigos viessem. Os talentos e bem-estar pessoal acima de tudo. Mas...o país merecia ter esses talentos a criarem novas oportunidades entre fronteiras. Não sequemos os nossos rios.

VIII. Ciência e religião

1. Um dos grandes debates científicos da História opôs, a 30 de junho de 1860 e na Universidade de Oxford, o bispo Samuel Wilberforce e o cientista Thomas Huxley, a quem Darwin confidenciou as suas ideias evolucionistas, de que foi buldogamente defensor (nessa tarefa substituindo Darwin, cujos dotes oratórios não foram assinaláveis). No momento mais célebre da discussão, Wilberforce teria perguntado a Huxley se pensava descender do macaco por via da sua avó ou do seu avô. Em Fevereiro passado, uma espécie de remake desse encontro lendário juntou o biólogo e conhecido ateu Richard Dawkins (e autor de obras muito divulgadas como A Desilusão de Deus ou O Relojoeiro Cego) e o arcebispo de Canterbury, Dr Rowan Williams, novamente na universidade de Oxford (um encontro de que há registo em vídeo, no Youtube). Apesar dos mais de 150 anos que separam os dois debates e dos progressos aparentes, o grau de consenso conseguido em ambos é o mesmo: nenhum. 2. Tomo como referência a Igreja de Roma, que conheço melhor e que nos está mais próxima. O Vaticano aceita hoje, oficialmente e como possibi-

lidade explicativa, a teoria evolucionista (Bento XVI declarou mesmo, em 2007, que a pretensa contradição entre essa teoria e a Bíblia era absurda) - mas submetendo-a à ação divina: o início do processo evolutivo teve origem na criação do Universo por Deus; o evolucionismo e o criacionismo (uma teoria explicativa da origem do mundo e do homem baseada no primeiro livro da Bíblia, o Génesis) são, por isso e segundo Roma, duas teorias compatíveis. Do mesmo modo que não há qualquer problema com o Big Bang, sob uma condição: que seja o resultado da organização de Deus. 3. O que há de errado nisso? Que não se entenda uma ideia defendida, já no século XVII, por Galileu: a separação da Ciência e da Religião (em palavras do próprio: “a intenção do Espírito Santo é ensinar-nos como ir para o céu e não como o céu se move”). A distinção entre problemas científicos (os relativos ao mundo natural-humano) e religiosos (a relação do Homem com a transcendência). Entre metodologias e objetivos (a explicação através da lógica e da experimentação, dum lado, o recurso à transcendência, do outro). Mas a característica que mais notavelmente dis-

tingue a ciência é, parece-me, a sua abertura: o reconhecimento do erro proporciona-lhe o progresso ao longo dos tempos; ao contrário, os dogmas religiosos são (acreditam ser), por natureza (por estarem fundamentados na revelação de Deus omnisciente), imunes ao erro e, por isso, ao progresso. As consequências surgem quando novas teorias científicas provocam modificações significativas nas representações religiosas mais profundas: a teoria de Darwin retirou o Homem (segundo ela, fruto de muitos milhões de anos de evolução) de um lugar destacado, fora da grande árvore da vida - tal como o heliocentrismo de Copérnico o retirara do lugar central no Universo. 4. É urgente, pois, separar as igrejas dos laboratórios (e dos centros de decisão política - mas esse é outro tema). A confusão pode ter resultados funestos: o caso de Giordano Bruno (1548-1600), condenado à morte na fogueira pela Inquisição, é uma prova de que as heresias se pagam… excessivamente caras. Nota: pode concordar ou discordar deste texto no blogue O meu baú (http://omeubau.net/ciencia-e-religiao/)


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

números

estrelas

1000 Mais de um milhar de pessoas saiu do distrito de Viseu rumo a Lisboa, no sábado, para se manifestarem contra a extinção de freguesias. Os manifestantes deslocaramse em autocarros, carrinhas e veículos próprios.

Importa-se de responder?

António Soares Marques Ex-governador civil e ex-presidente da câmara de Mangualde

Sérgio Godinho Músico

Por quem os anos não passam, ao actuar perante um público exigente, num Teatro Viriato esgotado, mais 35 minutos do que o previsto e assim retribuir o carinho pelos fãs demonstrado.

Acusado por descaminho de documentos públicos, está nas mãos do Ministério Público a decisão de o levar a julgamento.

Não cumpro. Sou agnóstico.

Catarina Marques

José Henriques

Desempregada

Desempregado

Não cumpro porque me esqueço. A verdade é que não ligo às questões da religião. Em criança cumpria o jejum da quaresma, porque a minha mãe é muito religiosa e lembravame.

Margarida Assis Aluna da ESEN

Apesar das adversidades financeiras sofridas, as forças policiais de Viseu (PSP, GNR, PM) deram uma prova de união. A ação de fiscalização aos vendedores ambulantes de fruta não teve um desfecho mais negro, porque os valores de cooperação e camaradagem vieram ao de cima.

Cumpre o jejum da quaresma? Não. Sou católica mas não praticante. Pelo que, estas obrigações que a religião impõe passam-me ao lado.

Cumpro. Respeito a tradição e a crença religiosa. Em minha casa, toda a família o faz.

Tiago Dias

Carlos Nascimento

Economista

Rececionista

Pionés/Punaise

Forças policiais de Viseu

Chuva, água benta Para além de nós, andam magros os campos. A totalidade do território português encontrase na situação de seca – severa ou extrema. A precipitação ocorrida no último biénio é, aproximadamente, metade do usual. O Instituto de Meteorologia não prevê atenuação deste estado. Mas, longe dessa aridez infértil dolorosa de onde não nasce mais o alimento, lamenta-se a chuva, que, bendita, nos tira a esplanada e dá a refeição. A chuva não é querida. A chuva não é “bom tempo”. Mas é ela que nos lava e salva. Como ignorar as mãos rugosas e rogadoras que cultivam a terra, se o seu particular infinito desespero é tão nosso? A chuva que não cai é-lhes suor que não volta, é-nos saúde que tarda. A chuva que não cai é, às vezes, fogo. Começaram os incêndios. Viseu foi o distrito mais

afectado nos últimos dias. A Autoridade Florestal Nacional declara a área ardida até agora perto de oito vezes superior à média dos últimos dez anos. O calor é tão triste! Manifesta-se numa tur-

vação propícia à ilusão e à miragem. Quanta alegria não há num céu cinzento e abundante prestes a ceder e dar-se à terra ávida? A chuva é a anulação da fome e a purificação. Livrar-nos-á das angústias maiores que são a seca e as chamas. Chamemos por ela… Não esqueçamos, contudo, que é o inteiro que significa e importa, isto é, parafraseando Alberto Caeiro, “Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. / Ambos existem; cada um como é”. Assim, todas as nuances de todas as estações são êxito. Talvez seja a nossa maior lacuna a incapacidade de apreciar o total. Ou não. Podemos ser positivos, optimistas, confiantes e ver nisso uma ponta de inconformismo… Então, cai, chuva, cai!


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Diretor Paulo Neto, C.P. n.º TE-261 paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Paulo Neto Departamento Comercial comercial@jornaldocentro.pt

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Jornal do Centro 05 | abril | 2012

Santos & pecadores… A bem da Verdade devo confessálo: causa-me alguma repugnância escrever sobre Soares Marques… Porém, serei talvez aquele que mais autoridade moral tem para abordar tal personagem. E porquê? Porque desde o início do século, no jornal que então co-fundei e dirigi, “O Zurara”, em Mangualde, tive contacto indirecto e periódico, com actos cometidos por este indivíduo e, também, oportunidade de aí os denunciar. Por tal, fui por alguns criticado, prejudicado na minha vida profissional e por um apaniguado acusado… Com frequência noticiei situações anómalas com pessoal, obras, viagens, abusos, negligências, empreitadas… Alertei os mangualdenses. A Inspecção Geral da Administração do Território não devia ignorar os factos, pois eram públicos. Contudo, durante anos, o estado de graça manteve-se para quem nos cartazes das suas campanhas afirmava, com arrogância: “Acima de Mangualde, SÓ DEUS!” O que

é certo é Deus ter-se distraído na passada 4ª feira, dia 28 de Março. E a Polícia Judiciária, com um mandato, fez uma busca à sua casa, em Viseu, num 2º andar sito à Quinta do Seminário. Alguns leitores, aqui chegados, interrogar-se-ão: Será este escrito um ajuste de contas? Será que o subscritor, à luz do referido, tem a lucidez para ser isento? Quanto a isso, eu próprio tendo feito o meu acto de consciência, concluí: As contas vão ser ajustadas em sede própria de um Estado de Direito e Democrático: pela Justiça portuguesa. E quanto à lucidez para ser isento, bom juiz em tal matéria só poderá ser o leitor. Assim dito, cinjamo-nos aos factos: A Polícia Judiciária, que decerto há muito investigaria Soares Marques e o seu chefe de gabinete de então, José Ferrinho, fez-lhes uma busca domiciliária. Descobriu dezenas de caixotes (meia centena) contendo documentos oriundos

dos serviços administrativos da câmara de Mangualde, e entre outros, processos de contra ordenações relacionados com fiscalização de obras e faltas de licença de máquinas de diversão, facturas de materiais de construção civil para obras feitas por adjudicação directa, etc. Ignoramos qual o tamanho de cada caixote. Não sabemos quantos documentos cada qual conteria. Mas um caixote não é propriamente uma caixinha de pó-de-arroz, pois não? Como foram transportados 50 caixotes, da câmara de Mangualde para aquele local em Viseu? Quem os transportou? Com que intento ou intenção Soares Marques e José Ferrinho desviaram documentos públicos da mais relevante importância para as finanças da autarquia e erário público, colocando-os fora da alçada dos respectivos serviços? O que mais óbvio se afigura é que o móbil seria esse mesmo: impedir

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Marta Almeida marta92almeida@gmail.com

Gerência

Porque hoje estou oca, vã e fútil e me sinto uma Que mal há num centro comercial? Um centro comercial é um palácio. Democrático. Junta os ricos – a ele habituados, e os pobres – nele deslumbrados. As montras são tão lindas! Rutilantes com manequins esfuziantes e um vidro – para conter… Todos entram em toda a parte. Mas a democracia acaba aqui, exactamente onde o desejo é despertado. Uns saem cheios de saquetas doiradas e outros de mãos abanadas. Uns vêem, provam e

Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

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Opinião

A palha e o zinco Apesar de haver quem não concorde, Deus criou, provavelmente, todas as coisas para que estivessem à mercê do Homem e delas pudesse dispor, na medida das suas necessidades. A inteligência humana, programa genético único na terra, que nos distingue dos demais bichos, tem sido, paradoxalmente, um eficaz auxiliar na degradação e na crescente desgraça dos Povos, seja pelo abuso dos recursos, seja pela viscosidade do laxismo, pela reiterada teimosia em seguir os destinos políticos que nos querem traçar, seja pelo facilitismo, despesismo, consumo cego, ou mesmo pela constante subvalorização e menosprezo pela inteligência do próximo.

compram. Outros vêem, vêem e saem frustrados… No piso dos restaurantes andam bons cheiros no ar. Há muito menu para ler, muitos sítios para comer. A malta passa, a ver. É uma patetice ver comer a multidão. É uma patetice… a multidão, espécie de fuga ao medo. Medo da solidão. Aquela coisa da tribo ou da manada. Começou a primavera. Arrumaram-se as roupas cansadas. E pesadas. Revestem-se as mais leves. Faço uma lista imaginária para

uma tarde desvairada – de compras, claro está! Aí vai ela, sorrateira: uns ténis azuis: 87 euros; umas calças de ganga (justas): 104 euros; um cinto de pele: 54 euros; uma camisa branca de algodão às riscas azuis: 39 euros; e porque não? Um blusão em pele castanha: 233 euros e… uma carteira azulona: 42 euros. E já tenho o cesto cheio! Só me faltam os 559 euros… Já agora (admiro imenso esta expressão!) que é dia de maluqueiras, com os livros e


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

os serviços de agir, de cobrar coimas, dar prossecução a autos, andamento a autuações, de perceber a possível enormidade de irregularidades cometidas com compra de materiais, ajustes directos de obras, etc. No fundo, conjecturalmente, ilícitos envolvendo milhares de euros tornados em prejuízo da autarquia. E quando se diz da autarquia, que deixou endividada em alegados milhões de euros, quer dizer-se, dos mangualdenses, em geral. Estas atitudes, indiciadoras de biza rros perdões e estra n h íssi mos compadrios e/ou amiguismos visariam o quê? Ninguém sabe. A Justiça apurará. E estes 50 caixotes serão a totalidade dos caixotes desviados? Ou, entretanto, já terão desaparecido dezenas de outros caixotes? Qual a verdadeira dimensão deste “desvio”? E o que fazer com todos os processos, fruto deste “desvio”, já prescritos? Alguém sabe? A Justiça apurará. Não obstante, este indivíduo não é o António-dos-Melões nem o José-

das-Minhocas… Este indivíduo passa por ser um homem culto; identificase como professor do ensino superior; assina livros públicos com o título de professor-doutor; foi governador civil do distrito de Viseu, que o mesmo é dizer, a autoridade máxima do governo de então na região; foi presidente da autarquia mangual-

dense durante plurais mandatos; integrou órgãos políticos distritais; integra órgãos sociais da Misericórdia de Viseu, etc. Ou seja, não agiu com desconhecimento da lei. Não cometeu actos cujo alcance e dano ignorasse. Não se pautou por candura ao seleccionar e encaixotar milhares (?) de documentos

públicos e ao retirá-los da sua sede própria para os colocar a bom recato (?) na sua própria residência e na do seu colaborador, às quais apenas eles teriam acesso. O Jornal do Centro, no seu papel de informar, com rigor e isenção, aborda esta pública questão. Tentou falar com os visados e demais entidades propiciadoras de luz sobre os factos em epígrafe. Nós não queremos, não podemos, não sabemos, não devemos fazer julgamento de tal matéria na praça pública. Apenas expor o apurado e, em artigo de opinião, sobre eles exercer o direito de opinar, conjecturalmente ou não. O leitor, no seu criterioso rigor, aquilatará desta justeza. A Justiça fará o resto! In dubio pro reo… Para já, os referidos aguardam o desenrolar do processo com termo de identidade e residência, incorrendo nos crimes de descaminho ou destruição de objecto colocado sob o poder público, e de prevaricação, ambos passíveis de pena de prisão até 5 anos.

os cd’s aqui tão perto… mais 3 peças: 52 euros. Total: 611 euros. Vou assaltar um multibanco. Não preciso de bisbilhotar o porta-moedas… contei-o em casa: tenho até final da semana 6,40 euros. Ok! Fica o consumismo para o ano. Quem sabe, um trabalho… e os saldos, soldes, rebajas… Fazer-de-contas que mal traz? E além disso – consolo de pelintra – será que ficaria mais feliz assim, de manequim, com aquele charivari todo em cima? Vaidosa, decerto, sim! Mas como diz o meu pai: “Quem não tem dinheiro

não tem vícios!” e a minha mãe remata: “Vaidade de pobre é riso de rico!” Há sítios giros para ir. O parque da cidade, junto às águas a correr, com um livro fantástico. Hão-de brincar miúdos traquinas à minha volta. Dois golden retri-qualquer-coisa e um rafeiro português cabriolarão no relvado. Jogarão à bola pais com seus rebentos valentes com muitos chutos certeiros e gritos de guerra poderosos. E o sol brilhará. A biblioteca municipal – o Sr. Ruas que me perdoe mas não me lembro do nome certo. Será Aquilino Ribeiro? —

ler revistas, jornais e pesquisar. Ler as ofertas de emprego, que hoje não valido o IEFP… é serio este silêncio. Cinzento, tudo passa a esvoaçar. Calçar as velhas sapatilhas cada vez mais ágeis após a centésima lavagem; as calças cinza do fato de treino e uma tee shirt encarnada. Ecopista com ela. Outro lugar democrático: somos todos atletas. Vai formosa e bem segura, leva no bolso a maçã e na mão a água pura. Meia dúzia de quilómetros para lá e seis para cá. Ufa, ufa… eis um banquinho ajeitado. Dez minutos para trincar

o pecado, distender os músculos e sorrir… Nova e saudável. Não tenho fome nem sede. Não será a felicidade? Sim. Decerto! Bastava que hoje, Viseu, não parecesse Istambul de outrora, a ocidente e oriente cercada de chamas, com uma cortina pesada, espessa de fumo e chamas a dançar-me nos olhos, o ar a sufocar-me as narinas com um cheiro negro, espesso, fétido. Antes os palácios da ilusão! E já agora (adoro esta) futilis não é aquele(a) que deixa escapar o que contém, caro Mestre?

Para manobrar há até quem se aproveite da boa-vontade, da moral e da boa-educação de quem tem disposição e/ou ingenuidade de se acercar dessa gente. O Sr. Cónego Aurélio (Esteves Vaz) que foi director do Colégio da Via-Sacra e que era, quase em permanência, uma pessoa bem-disposta, mau grado a urgência de fazer “cara feia” de quando em vez, dizia, com muita gravidade e de forma muito convincente, que a preguiça era o pior defeito que se poderia ter; a mãe dos demais vícios e malformações e que sempre militava no sentido da podridão da “fruta” que por ela se deixasse apanhar. Os anos que tenho vivido confirmam essa imensidão de sabedoria, verdade incontestável, desmerecida na maioria da sociedade actual,

ostracizada pelos ganhões da política e fomentada por quem precisa de dividir para reinar. A nossa sociedade vem sendo tendencialmente amoral, preguiçosa, prenhe de vaidade balofa, desenraizada do acervo geracional e educacional que deixou de fluir de pais para filhos por se ter perdido, esvaído, fruto das colagens que fizeram desses valores culturais ao rol dos peirões fascistas, colonialistas, imperialistas, denegrindo uma herança assente em alicerces consolidados pela perseverança, moralidade, honradez, verticalidade e coragem, muita coragem. O resultado está à vista. Observo, aqui, todos os dias, o nosso futuro anunciado. Nas coisas mais pequenas e diferentes que percepciono,

vislumbro, antevendo o destino a que nos erguerá o desprezo pelo respeito por terceiros, pela honradez, pelo selar de um negócio por única e suficiente via da palavra, pela exigência nas diferentes escolas e pelo desembaraço no desenrolar da justiça. Lembro-me de outro Portugal distante deste hodierno. De respeito, de palavra, de responsabilidade, de valores de toda a ordem. Presenciei, e bem de perto, a infecção a progredir. Ao minar do cancro. Fiz parte de uma das equipas a quem foi dada a missão de impedir o alastrar da “doença” e a quem sucessivamente foram retirando as ferramentas e os “medicamentos” com que o fazer. Sei do que falo. Temos seguido, ainda que nos custe aceitá-lo, o trilho que leva ao lodo e, depois, às areias movediças para

que não fique o mais leve vestígio dessa civilização sólida. O exemplo mais comezinho está na forma como a nossa juventude escreve. Vai dar asneira… como já frutificou por outras bandas. No que dá… Na Guiné-Bissau, as casas – tabancas – eram cobertas com palha – padja – que preservavam do calor e ajudavam no afugentar dos mosquitos. Mas tinha que se mudar de dois em dois anos e isso… dá trabalho! Montar telhados com placas de zinco é mais fácil, ainda que o resultado seja, a todos os níveis, pior. O dito zinco está à venda desta forma que se vê na imagem. Não tardará e estamos a comprar “zingo”.

inútil…

Pedro Calheiros

Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico


Jornal do Centro

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abertura

textos e entrevista ∑ Emília Amaral

Prevaricação a quanto obrigas... Mangualde∑ Ex-presidente da Câmara e chefe de gabinete suspeitos de desvio de documentos efetuadas por administração direta e ainda que fossem instaurados processos contraordenacionais, ou levando a que estes prescrevessem, causando, deste modo, um prejuízo ao município”. A PJ terá efetuado buscas a casa dos suspeitos, tendo alegadamente encontrado uma elevada quantidade de caixotes com os supostos documentos. Os dois suspeitos, de 56 e 63 anos, foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, tendo o processo sido remetido ao Ministério Público da Comarca de Mangualde com proposta de acusação, segundo a PJ. O documento nunca revela a identif icação dos suspeitos , nem a data de início das investigações, mas segundo fonte policial o autarca suspeito destes crimes é o ex-presidente que se recandidatou à autarquia em 2009 e perdeu as eleições, Soares Marques, sendo o

seu chefe de gabinete José Ferrinho, antigo major do exército. O Jornal do Centro tentou contactar o antigo chefe de gabinete de Soares Marques, mas tal não foi possivel, sabendo-se apenas que estará a residir atualmente em Angola. O atual vice-presidente da autarquia de Mangualde, Joaquim Patrício (PS) confirmou ao Jornal do Centro que depois de a Divisão Financeira ter detetado falhas de alguns documentos, “no início de 2010”, enviaram o processo ao Ministério Público (ver caixa página ao lado). Ent re os doc u mentos desviados estarão faturas de obras feitas por administração direta (faturas de materiais de construção para obras como ruas e passeios), e documentos de processos de contraordenação relacionados com fiscalização de obras e falta de licenças de máquinas de diversão em cafés e outros estabelecimentos.

Comentários ∑ Além de autarca, Soares Ma rques foi du ra nte a nos um membro ativo do PSD no distrito de Viseu, tendo assumido o cargo de governador civil. Hoje, está afastado de qualquer órgão do partido (ver perf il). Várias personalidades ligadas ao partido, contactadas pelo Jornal do Centro evitaram coment á r ios ju st i f ic a ndo com o processo se encont ra r em segredo de justiça. Algumas delas admitiram que o caso, a ser confirmado, pode servir de exemplo para outros responsáveis, acredita ndo que o ex-autarca “não terá feito nada em benefício proprio”. O presidente da Comissão Pol ít ic a Dist r it a l do P SD, Mota Faria escusou-se a comentá rios sobre o processo que move o ex-autarca de Ma ng ua lde: “Não faço co mentários. É uma situação que está em i nvestigação. Seria contraproducente estar a falar sobre o assunto”.

Soares Marques adiantou que ainda não tem advogado porque oficialmente não recebeu qualquer informaç ã o , m a s o a dvo g ad o q u e “acompa n hou o processo” de acordo com o aut a rc a , fala “numa clara questão política”. O Jornal do Centro não conseguiu chegar à fala com Sobral Abrantes, que é também vereador do PSD na Câmara de Mangualde (PS), por este se encontrar de férias no estrangeiro, mas em declarações à Rádio Voz de Mangualde, o advogado lamentou o facto de as pessoas visadas “desconhecerem em absoluto se foi deduzida a acusação e quais foram os seus fundamentos” pois não sabem mais nada do que aquilo que foi publicado na comunicação social. Sobral Abrantes disse ainda à rádio local que “a gravidade que supostamente é imputada não corresponde à realidade que se pretende transmitir”.

DR

Nuno André Ferreira

“Não comento, não digo nada, não sei de nada”. Soares Marques, ex-presidente da Câmara de Mangualde (PSD) respondeu desta forma ao pedido de um comentário do Jornal do Centro, às conclusões da investigação da Polícia Judiciária (PJ), tornadas públicas no passado dia 28, que revelam que um ex-autarca da Câmara de Mangualde e o seu chefe de gabinete são suspeitos de terem prejudicado a autarquia num processo de desvio de documentos. Em comunicado publicado na sua página da internet, a PJ anunciou que “foram apurados factos que indiciam fortemente” que os dois suspeitos “subtraíram um elevado suporte documental pertencente à edilidade, incorrendo nos crimes de descaminho ou destruição de objeto colocado sob o poder público e de prevaricação”. A Diretoria do Centro da PJ refere que “com essa subtração impediram a Câmara de imputar custos das obras

A António Soares Marques

A Edifício da Câmara de Mangualde

A José Ferrinho


Jornal do Centro

PREVARICAÇÃO | ABERTURA 7

05 | abril | 2012

“Conheço-o como uma pessoa com sentido humanitário firme” Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Mangualde, Isabel Ramos. Eleita a 3 de março, é militante do Partido Social Democrata desde 1998.

Que comentário faz ao processo que envolve o ex-presidente da Câmara de Mangualde e o seu chefe de gabinete?

Temos que espera r pa ra ver. Não e st ive envolvida no processo diretamente. Entrei a posteriori e não posso adiantar muito mais.

Não. A mensagem que me tem chegado é de que o dr. Soa res Marques está a ser posto em causa, se calhar, por ter ol hado pelo b ol s o d o s m a n g u a l denses. É uma pena que esteja a acontecer, mas não deixamos de

A

António Soares Marques

ver aqu i u m sent ido humanitário da parte do dr. Soares Marques que todos reconhecemos. Nós somos oposição, há muita coisa em que temos que trabalhar como oposição e as coisas prosseguem com toda a sua naturalidade.

Como define o ex-presidente da Câmara de Mangualde, Soares Marques?

“No início de 2010, quando tomámos posse, a nossa Divisão Financeira comunicou-nos a falha de alguns documentos relacionados com obras por administração direta e situaç ções relacionadas com cont raorden aa-ções. Enviouse o processo ao Ministério Público e o Ministério P úblico deve ter seguido os proced i mentos

Conheço-o como uma pessoa com sentido humanitário firme, incapaz de prejudica r a lguém. Tem que ser dito que, tudo o que possa ter feito não terá sido para proveito próprio.

Presidente da Câ ma ra Municipa l de Mangualde entre 2001 e 2009, altura em que perdeu a liderança do executivo para o socialista, João Azevedo, António Soares Marques, de 63 anos, natural de Mangualde e residente em Viseu, foi professor da Universidade Católica e governador civil do distrito durante a governação de cavaco Silva. Na sua carreira política nunca chegou a assumir o cargo de presidente do partido social democrata no distrito, por ter perdido as eleições disputadas, há já alguns anos, com o atual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário (vencedor) e com Jorge Antas

de Barros. Atualmente está afastado de qualquer órgão do partido, mas Soares Marques, conhecido como um homem profundamente católico, tem assumido lugares de destaque em outras áreas. Integrou a direção do então Clube Académico de Futebol e hoje faz parte da Assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Viseu. Mais recentemente, em março, foi eleito presidente da Assembleia-geral do Orfeão de Viseu.

normais”, esclareceu o vice-presidente Câm a r a Mu n ic ip a l de Mangualde, Joaquim Patrício. Pa rco nos comentários, valendo-se do “caso se encontrar em g j ç ,o segredo de justiça, autarca adiantou que “ for m a lmente” não há “informação nenhuma”, e que o atual executivo socialista vai “aguardar o evoluir da situação”. Sobre os document o s que terão

sido subtraídos da aut a rqu i a , Joaqu i m Patrício confirmou serem “várias pastas com documentos de suporte de obras por administração direta”. O autarca desejou que tudo seja “esclarecido o mais rapidamente possível. Joaquim Patrício explicou que “dentro daquilo que é uma gestão rigorosa e transparente” a Câmara de Mangualde alterou o sistema de arquivo e “agora tudo o que é administração de obras públicas e não só encontram-se numa plataforma online”: “Se acontecesse na altura, o problema não se punha”.

Chefe de Gabinete de Soa res Ma rques, nomeado pelo próprio em janeiro de 2008, assumiu uma comissão de serviço que durou pouco tempo e não esteve isenta de críticas. Mas a ntes executou funções de encarregado geral dos trabalhaJosé Ferrinho da dores da autarquia. Fonseca O major do Exército na reserva, de 56 anos considerado “homem sombra” como chegou a ser identificado pelo canal de televisão TVI, terá sido requisitado na altura ao Exército para assumir funções na Proteção Civil, mas o ex-autarca nomeou-o para seu braço direito. O seu papel como chefe de gabinete terá resultado na demissão do então vice-presidente da Câmara de Mangualde, António Pais Silva por oposição ao major.

DR

O processo pode vir a prejudicar o trabalho que está a ser desenvolvido pela concelhia do PSD?

Câmara confirma ter informado Ministério Público

A


8 entrevista ∑ Paulo Neto fotos ∑ Nuno André Ferreira

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

à conversa

Sérgio Godinho é um homem do norte. Cantor; compositor; actor; realizador; escritor. Fez em 2011 40 anos de carreira. De “Os sobreviventes” (1971) a “Mútuo Consentimento” (2012) medeiam dezenas de discos e centenas de canções. Homem de lutas e de amores. De causas. Empenhado e comprometido, Sérgio Godinho revisita Viseu e, no Teatro Viriato, esgota a casa com um público entusiasta e heterogéneo que vibra ao seu som. Dos 75 minutos previstos, não se fez rogado, e ao aplauso respondeu com mais 35 de actuação. Este “jovem” de 67 anos não pára de surpreender…

“A música é tamanha, cabe em qualquer medida...” O título deste Cd: “Mútuo Consentimento”, significa o quê? Um acordo entre Sérgio Godinho e a música?

É entre a música e os músicos e os públicos. Os meus parceiros. A música não é um trabalho solitário. Há um momento enquanto estou a compor, onde há necessariamente solidão, pois é um trabalho que tem a ver com o surgimento das coisas, com aquilo que se vai apanhando das minhas fontes de inspiração, tão obscuras como variadas. Eu tenho papéis e papelinhos escritos com uma frase que me vem à cabeça. Por outro lado, quando estou a compor vou gravando pequenos apontamentos musicais que às vezes vão dar origem a uma canção e esse trabalho é solitário. Mas depois disso tem que haver um mútuo consentimento de mim para comigo, ou de uma letra para com uma música, de maneira a que elas se entendam. Porque uma canção, no fim de contas, é esse entendimento entre dois objectos que são necessariamente diferentes. Um é matéria li-

terária outro é matéria musical. Enfim, essa simbiose, esse casamento, chamemoslhe o que quiser desde logo é qualquer coisa em que tem de haver um mútuo consentimento. Depois há o trabalho com os meus músicos, “Os Assessores” com quem trabalho desde o princípio deste século. Isto é pomposo (ri)… Se estivéssemos nos anos 90 fazia 90 anos; assim faz 12… Ainda assim é muito trabalho conjunto em que nós experimentamos muita coisa, não só no processo em que o disco nasce, nos arranjos. Eles trazemme muita coisa e eu tragolhes muita coisa. É um trabalho que está para lá dos ecos. Em que estamos todos a remar para o mesmo sítio, para o mesmo lado e o que nos interessa é um resultado exigente e que não seja mais do mesmo, onde não haja uma banalização do trabalho. A 1ª faixa intitula-se “Mão na música”; a 11ª e última “Intermitentemente”. Podemos considerar nesta ponte estes 40 anos de carreira?

Não! Eu acho que esses 40 anos aparecem porque aparecem e é bom, também, que tenha havido a coincidência de surgir um disco novo numa altura em que acontecem esses 40 anos, mas é uma coincidência, também. Aliás a ordem das canções, eu quis começá-la – o que já tinha feito em espectáculos – com esta não-canção que é um recitativo de definições poéticas da música, definições sucessivas poéticas que não definem nada. O “Intermitente” acabou o disco porque assim aconteceu. É muito difícil fazer um alinhamento de músicas, de canções tão heterogéneas e porque passa por vários universos, inclusivamente passa por alguns arranjadores. Eu e o Nuno Rafael, que é o produtor musical, sentimos que algumas canções não eram para ser tratadas por este núcleo principal, mas por outros contributos que pudessem trazer outras visões das minhas canções.

para poetar?

Nem uma coisa nem outra! Uma coisa entra tanto na outra que eu não consigo distinguir. É certo que eu começo de uma base musical, ou seja, eu começo basicamente pela música e depois, as palavras e as frases vão já, de certo modo, grafar-se, vão agregar-se a essa dinâmica musical, embora depois, também o facto de aparecer uma letra possa inverter a música. Por isso eu digo que nem para mim é muito claro, porque uma coisa vai dar à outra e vice-versa. Desde “Os Sobreviventes” (1972) até “Mútuo Consentimento” – quase 30 publicações e outros tantos êxitos; mais de 300 músicas. Quernos relevar um título daquela que é para si “A” música, aquela que contém a sua essência e o sintetiza, como compositor, poeta, cantor?

As minhas canções são de vários teores e portanto não pode haver “uma”. Tenho canções que contêm uma vertente mais exteriorizada, mais de crítica social. Tenho canções extremamente íntimas. Tenho canções de amor puras. Canções onde construo histórias, personagens, algumas mais pícaras, outras mais sérias. Tenho canções que são frescos do quotidiano. Todas essas canções vão dar a uma obra múltipla. Mas mesmo que eu tivesse “uma”, compete aos outros escolherem a “sua”. Nunca o deveria eu dizer. Isto é como escolher um filho… É deste filho que eu gosto. Dos outros gosto menos. Gostamos deles todos por razões diferentes. Eu tenho três filhos, duas filhas e um filho e gosto deles por razões muito diferentes. Não posso dizer de qual gosto mais

Não! Por uma questão Há alguma relação entre o muito simples, porque não título “Com um brilhozinho me posso resumir numa, nos olhos “ e o 25 de Abril? por um lado, por outro lado Das 11 faixas, 9 contêm letra eu tenho tantas vertentes... É evidente que se pode e música de Sérgio Godinho. Eu não sou monocolor na também aplicar ao 25 de Poesia para musicar ou música maneira como componho. Abril. A canção “Com um

brilhozinho nos olhos” fala essencialmente da pujança de um quotidiano de um amor. Mas pode aplicar-se também à pujança de tudo o que aconteceu no 25 de Abril e ao que isso trouxe, embora depois seja polémico, dizer quais foram as esperanças que não se cumpriram. Mas isso já é outra história e de facto é muito complicado dizer isto porque foi um momento, um tacto muito puro mas o quotidiano é impuro e muitas das coisas não vão ser cumpridas no quotidiano. E depois acho que neste momento as coisas estão muito longe dos ideais do 25 de Abril. Mas “Com um brilhozinho nos olhos” é uma expressão muito larga que engloba vários olhares perante a vida No seu percurso artístico surgem parcerias com José Mário Branco, Fausto, Chico Buarque, Ivan Lins, Milton Nascimento, os Clã, Camané, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Xutos e Pontapés … Quer darnos um adjectivo para cada um destes referidos nomes?

O José Mário Branco é


SÉRGIO GODINHO | À CONVERSA 9

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

um companheiro de longa data com o qual me cruzei nas canções e na vida. Não posso dizer só um adjectivo… mas foi fundamental também para o meu crescimento musical eu ter conhecido o Zé Mário. O Fausto foi alguém com quem eu interagi. Foi muito importante e reencontramo-nos nos três cantos, eu o Zé Mário e o Fausto, porque tem um universo extraordinariamente rico e pessoal. O Chico Buarque é um contador de histórias excepcional e em termos de canção, um irmão de armas. O Ivan Lins foi alguém que se dispôs, numa determinada altura a participar com um grande entusiasmo no “Coincidências” (1983), não esqueço isso e com quem interagi também nas canções. O Milton Nascimento é um anjo vindo do céu… Tem aquela voz extraordinária e foi também aquela pessoa que quis fazer uma canção comigo para o “Coincidências”. Fizemos “A Barca dos Amantes” que para mim é um símbolo. Os Clã são irmãos muito próximos. Estivemos aliás neste Teatro com o “Afinidades”. Foram eles que me convidaram, no fim de contas, para a primeira aventura e eu tenho-os como irmãos mais novos, mas que agora não têm diferença de idades. Camané um enor-

me intérprete e um grande amigo. Jorge Palma, mais uma vez, estamos muito nos irmãos… o Jorge Palma é alguém com que eu me identifico muito a nível de composição e também com uma amizade e uma franqueza que ultrapassa qualquer problema que tivesse havido… e nunca houve (ri). Com a Teresa Salgueiro cruzei-me pouco. Convideia para cantar comigo no “Irmão do meio”. Já tinha feito coros num disco meu o “Tinta permanente” (1993), muito simpaticamente. Alguém que eu não conheço bem mas por quem tenho o maior respeito. Os Xutos e Pontapés... até há pouco tempo éramos vizinhos do lugar de ensaios. Éramos bandas de garagem. Eles tinham uma garagem grande, nós tínhamos uma mais pequenina. Eles são-me muito próximos e tenho uma grande admiração pelo trabalho deles. Os Xutos desbravaram o território do rock em português de uma maneira única. Neste Cd, “Mútuo Consentimento”, ressalta o neologismo “cantautor”. E as suas outras facetas de actor e de escritor, por exemplo, de literatura infanto-juvenil, onde se situam? São marginais?

Esses neologismo já não o é tanto como isso. São marginais porque no fim de con-

tas a música e as canções e estar no palco com as canções é o trabalho que entremeia tudo. É o trabalho principal. Mas eu preciso de vez em quando de divergir e me atirar a outras coisas e sobretudo a responder quando um desafio é feito e eu sinto que faz sentido responder a desafios que estão um bocadinho fora do baralho. Nomeadamente, na última vez que estive neste Teatro com Os Artistas Unidos e com uma peça “Onde vamos morar”, encenada pelo Jorge Silva Melo. Foi um convite dele e há muito tempo que eu queria voltar ao teatro e pôr as mãos na massa do teatro. Porque a minha formação é teatral e eu não tenho feito, ou porque não posso, porque estou numa “tournée” ou porque o projecto não me suscitava tanto interesse como isso. E quanto às outras elas vão acontecendo. Também tenho necessidade disso. Às vezes não a pratico o suficiente. Por exemplo agora vai sair um livro de crónicas. São quarenta crónicas sobre canções de outros, que eu estive a escrever para o Expresso no ano passado. Chama-se “Caríssimas 40 Canções”. O número 40 esteve na “berra” o ano passado porque fazia 40 anos de carreira com “Os sobrevi-

ventes”, de 1971, que eu dato como início de carreira. “Os Assessores” que o acompanham há vários anos são, digamos assim, uma espécie de staff como o dos políticos?

Esse nome foi um bocadinho por piada. Havia uma canção que está no disco “Lupa”, que é de 2000 que se chama “Benvindo Senhor Presidente” em que eu falo dos assessores. E eu tive a ideia de nos chamarmos “Os assessores” como piada e depois pegou como nome. Eles são meus companheiros de percurso e temos já uma grande cumplicidade e também a surpresa permanente que eu lhes dou ao apresentar novas canções e eles me darem novas ideias, muitas vezes ao mudarem o alinhamento dos próprios arranjos de canções, porque temos uma espécie de insatisfação ou um horror de cair na rotina e precisamos de renovar o material e fazê-lo novo. A 1ª faixa, na sua letra, concentra uma arte poética da arte musical. É um balanço, um acerto de contas, uma conclusão?

É uma torrente de definições poéticas de um tema muito extenso. São 6 minutos dessas definições poéticas; nem sequer é uma canção. Eu quis também começar o espectáculo por este

disco, porque antes de entrarmos no âmago das canções vamos fazer aqui uma declaração de quase intenções poéticas do que é a música. Mas essas intenções, passe a redundância, são profundamente poéticas e não realistas. Às vezes não dizem quase nada. Eu até pus a hipótese, antes de fazer este disco, da canção entrar repartida em dois ou três momentos do disco. Depois quando fizemos tudo junto, aquilo tinha uma espécie de um crescendo, uma dinâmica interna que não conseguíamos estar a retalhar. Mas podia ter mais ou menos definições e continuar a ser a mesma canção ao mesmo tempo. Porquê hoje e aqui no Teatro Viriato?

Porque o Teatro Viriato é já quase um sítio de prazer e de fruição. Porque o Teatro Viriato também se empenhou nisso, as pessoas que trabalham aqui ou o Teatro Viriato como estrutura de produção. Porque é um prazer voltar aqui, pois é já uma casa que eu considero muito familiar. Como digo, eu já cantei aqui sozinho, mais que uma vez; já cantei aqui com Os Clã; já fiz teatro, e portanto é já um prazer renovado estar aqui. É voltar a uma casa que me é familiar.

Que significado tem para Sérgio Godinho esta cidade e este público?

Eu gosto muito desta cidade. Há uma espécie de interioridade real que, curiosamente, reconheço muito. Eu que sou do Porto e que sou do mar… cresci a olhar para o mar. Mas acho que há algo de muito genuíno e a existência deste teatro que já tem uns bons anos é um dos exemplos de algo que é pujante, é real, dinâmico e necessário numa cidade desta dimensão, sendo também um pólo de atracção em relação até a pessoas que possam vir de fora de Viseu. Este é um dos casos exemplares, que eu sempre cito como tal. O que vai ser este espectáculo que já tem casa esgotada há muito?

Haverá algumas canções do “Mútuo Consentimento” e haverá canções de outras alturas, de outros discos, de outras épocas. Não gosto muito de definir as coisas em termos de épocas, porque acho que as canções ou estão vivas ou não estão vivas. É um espectáculo de certo modo extenso, é um retrato múltiplo do meu trabalho mas também do meu olhar sobre Portugal e com muita energia e muita emoção, porque é um prazer enorme estar no palco.


Jornal do Centro

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região O Tribunal de Contas absolveu a Câmara de Lamego e a sua chefe da divisão de Obras Municipais da acusação de ilegalidade na adjudicação de trabalhos a mais durante a recuperação do Teatro Ribeiro Conceição, anunciou a autarquia. “O Tribunal de Contas decidiu que a acusação contida no processo de responsabilidade financeira, requerido pelo Ministério Público (MP), é improcedente, por não provada”, explica um comunicado da Câmara. A acusação era relativa ao exercício de 2007. Em causa “estavam as deliberações da autarquia que conduziram às autorizações de adjudicação por ajustes diretos sucessivos ao mesmo empreiteiro, sob a justificação de

trabalhos a mais sem fundamento legal”, segundo alegava o MP. Na sua defesa, a Câmara de Lamego alegou que “a realização de trabalhos a mais resultou de omissões do projeto” e deu como exemplo as infraestruturas do equipamento cénico e a colocação de apliques. Segundo a autarquia, “também não ficou provado que a realização de ajustes diretos tenha provocado qualquer prejuízo à Câmara Municipal”. O Teatro Ribeiro Conceição reabriu ao público em fevereiro de 2008, duas décadas após ter fechado as portas. As obras de reabilitação e modernização iniciaram-se no final de 2005 e tiveram um custo total de 6,2 milhões de euros.

Autarca entrega dossier no Ministério O presidente da Câmara de Oliveira de Frades (PSD), Luís Vasconcelos entregou no Ministério da Justiça (MJ) um dossier “com todos os dados concretos que suportam a contestação” ao encerramento do Tribunal de Oliveira de Frades. O MJ quer extinguir 47 tribunais com menos de 250 processos, de acordo com a proposta de reorganização do mapa judiciário já divulgada. Em Viseu podem encerrar seis tribunais. O autarca de Oliveira de Frades, descontente com a decisão, pediu uma reunião com a ministra da JusPublicidade

tiça, Paula Teixeira Pinto, para “evidenciar argumentos que contrapõem a proposta”. Ao não conseguir falar com a ministra, Luís Vasconcelos saiu da reunião do passado dia 27 com o chefe de gabinete e com o diretorgeral da Administração da Justiça, sem garantias mas mostrando-se “incansável” na defesa da permanência do tribunal na vila. Os concelhos de Oliveira de Frades e Vouzela perfazem 21 mil habitantes. Segundos os números do autarca, 14 mil estão mais próximos do Tribunal de Oliveira de Frades. EA

DR

Executivo de Lamego absolvido

A Vendedores encontram-se nas principais entradas da cidade

Vendedores acusados pelo Ministério Público Crimes ∑ Resistência e coação sobre funcionário e injúria O Ministério Público, após inquérito, decidiu acusar dois vendedores ambulantes de fruta de crimes de resistência e coação sobre funcionário, que pode ir até cinco anos de prisão, e crimes de injúria. A acusação surge na sequência de uma ação de fiscalização, realizada no domingo, levada a cabo pela GNR, PSP e Polícia Municipal (PM) de Viseu, em que dois vendedores ambulantes de fruta, de 34 e 35 anos, “desobedeceram, injuriaram, agrediram e ameaçaram”, agentes que estavam a fiscalizar. O comandante da PM, Horácio Carvalho, disse

ao Jornal do Centro que “a fruta estava a ser vendida ilegalmente e sem licença”, numa reta da Estrada Nacional 2, junto a Vila Chã de Sã (saída de Viseu em direção a Tondela). “Na nossa primeira abordagem só lá estava o empregado. Depois compareceu o patrão e começaram as agressões e tivemos que os dominar pela força”, contou. Ambos tentaram impedir que a fruta fosse apreendida. Dos quatros agentes da PM presentes no local, dois tiveram de receber assistência hospitalar, bem como os vendedores, devido a “escoriações e hematomas”, acrescentou. O agente que

estava a chefiar a operação, ao perceber que podia haver complicações, solicitou apoio da GNR, que também tinha duas brigadas a fiscalizar os vendedores ambulantes. O comandante da PM explicou que o patrão “já é reincidente” e que, “já por diversas vezes, tinha sido alertado, autuado e ficado com a mercadoria apreendida” em operações anteriores. “Ainda no sábado a PSP lhe tinha apreendido a mercadoria”, afirmou. Contudo, na terça-feira, dia 3, os mesmos indivíduos voltaram a vender no mesmo local, “só que fora da via pública”, acrescentou.

O crescente aumento do número de vendedores ambulantes de fruta nas entradas da cidade preocupa as forças policiais, “particularmente a norte, sul e nascente”, explicou. Por isso, “o trabalho de equipa entre a GNR, PSP e PM é fundamental”. Segundo Horácio Carvalho, em 2011, a PM levantou perto de uma centena de autos a vendedores ambulantes e apreendeu-lhes “para cima de uma tonelada” de fruta e produtos hortícolas, os mesmos produtos apreendidos aos dois vendedores. Tiago Virgílio Pereira


12 REGIÃO | LAMEGO | CASTRO DAIRE | SERNANCELHE | VISEU |MANGUALDE

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

Agostinho Ribeiro mantém-se diretor do Museu de Lamego Agostinho Ribeiro vai manter-se no cargo de diretor do Museu de Lamego, bem como Luís Raposo, com o mesmo cargo no Museu Nacional de Arqueologia. A notícia surge depois de ter sido deferido o pedido de recurso apresentado à Secretaria de Estado da Cultura (SEC), sobre a decisão de não recondução no

cargo. Ambos tinham contestado o despacho assinado pelo diretor do Instituto de Museus de Conservação (IMC), João Brigola. “Estou muito satisfeito, porque depois de tantos anos de experiência profissional acumulada, com resultados que não são de desprezar, não podia sair por causa de um ato de

abuso de poder”, afirmou Agostinho Ribeiro à Agência Lusa. Agostinho Ribeiro lembrou ainda que sempre achou que o despacho de João Brigola estava “ferido de ilegalidade”, porque “os procedimentos não tinham sido cumpridos” e que, nesse âmbito, foi reposta “a verdade, a legalidade e a justiça”.

Com um percurso profissional de três décadas, sempre ligado ao Museu de Lamego, Agostinho Ribeiro foi também o responsável pela organização do Museu Municipal de Resende, conservador do Palácio de Mateus e membro da equipa do projeto de construção do Museu do Douro. TVP

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DETIDOS

 CANDIDATURASABERTAS 1ºSAVISOSDECONCURSO2012 

De16deAbrilatéàs17:30hde31deMaiode2012  

SUBPROGRAMA3–DINAMIZAÇÃODASZONASRURAIS 

Castro Daire. Na passada quinta feira , dia 29, o Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial de Viseu, após várias diligências, identificou um casal com cerca de 79 anos de idade, pelo crime de incêndio florestal por negligência. O casal terá realizado uma queima de sobrantes agrícolas, na freguesia de Moledo, não tendo conseguido controlar o fogo, que acabou por consumir, cerca de 340 ha. de pinhal adulto.

Medida3.1“DIVERSIFICAÇÃODAECONOMIAECRIAÇÃODEEMPREGO” x Acção3.1.2.“CriaçãoeDesenvolvimentodeMicroempresas” Medida3.2“MELHORIADAQUALIDADEDEVIDA” x Acção3.2.2.“ServiçosBásicosParaaPopulaçãoRural”   Consulte o Aviso de Abertura do Concurso em www.add.ptouemwww.proder.pt  









RuaD.ManuelI,Lote2,Cave–3550–147PenalvadoCastelo

Telefone–232642632 Email–add@mail.telepac.pt 



DETIDOS

Sernancelhe. Três homens, com idades entre os 17 e os 30, foram detidos, na segunda-feira. dia 2, pela Polícia Judiciária, por suspeita de quatro incêndios florestais em Sernancelhe. Os suspeitos são dois desempregados e um estudante, que terão ateado quatro fogos, que consumiram algumas dezenas de hectares de mata e colocaram em perigo bens patrimoniais de valor elevado. A GNR de Moimenta da Beira/Núcleo de Protecção Florestal colaborou na realização das diligências desta investigação criminal.

DETENÇÃO

Viseu. O Núcleo de Proteção Ambiental da Guar-

da Nacional Republicana de Viseu, após várias diligências e investigações, identificou, na terça-feira, dia 3, um indivíduo com 50 anos de idade, como autor doloso de incêndio florestal ocorrido em 29 de Março de 2012 em Ranhados, Viseu. Arderam 22 hectares de pinhal e mato, tendo o mesmo incêndio ainda posto em risco diversas instalações industriais. Foi o mesmo caso entregue à PJ de Coimbra.

EXTINÇÃO

Mangualde. A PSA Peugeot-Citroën de Mangualde viveu, na segunda-feira, o primeiro dia, em quase dois anos, sem três turnos de produção, passando de 1250 para 900 trabalhadores, que asseguram dois turnos, enquanto passa de 250 para 186 veículos produzidos por dia. A extinção do turno da noite, onde estavam colocados 350 trabalhadores, foi anunciada no final de fevereiro, ao fim de quase dois anos de laboração, e justificada com a diminuição, no mercado europeu, da procura dos dois modelos fabricados em Mangualde, o Citroën Berlingo e o Peugeot Partner. A empresa garante que, logo que as condições de mercado o permitam, os 350 trabalhadores que agora deixaram a fábrica de Mangualde, serão chamados.


Jornal do Centro

MORTÁGUA | REGIÃO 13

05 | abril | 2012

Homem atira-se à água para apanhar peixe e morre sob o olhar incrédulo do filho Um homem, de 39 anos, morreu no domingo na Barragem da Aguieira, em Mortágua, quando tentava apanhar um peixe. Henrique Manaia decidiu ir pescar, como era hábito, e fez-se acompanhar do filho, de 18 anos. Cerca das 14h45, lançou-se à água para apanhar uma carpa e desapareceu. O filho assistiu a tudo. Acompanhou as operações de busca e ficou em choque quando viu o corpo do pai ser retirado da água. “Por esta altura, as carpas estão num processo de desova e, por isso, mais lentas”, explicou o pescador João Cruz. Por esse motivo, aliado ao fato de Publicidade

as carpas estarem mais à superfície, Henrique Manaia não hesitou e mergulhou. “Uma paragem de digestão, devido ao choque térmico”, é a causa mais provável da morte, segundo Joaquim Gaspar, comandante dos Bombeiros de Mortágua. Sob o olhar perturbado do filho, mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Viseu, com a ajuda da embarcação dos Voluntários de Mortágua, iniciaram as buscas. Cerca das 18h30, o cadáver foi retirado de água. “Foi um processo rápido, o corpo foi encontrado a seis metros de profundidade na primeira linha de bus-

cas”, disse ao CM José Luís, responsável pelos mergulhadores dos Voluntários de Viseu. “Não havia corrente, pelo que, o maior trabalho desenvolvido foi feito fora de água”, explicou. Henrique Manaia era natural de Almancinha mas residia sozinho no Freixo, Mortágua. Tinha três irmãos, era casado e tinha um filho, de 18 anos. A esposa e o filho viviam em França há um ano. O jovem estava em Portugal para se apresentar na inspeção militar. Henrique era pedreiro, mas estava de baixa médica. Tiago Virgílio Pereira

Nuno André Ferreira

Mortágua ∑ Paragem de digestão é a causa apontada para a morte

A Corpo estava a seis metros de profundidade, na barragem da Aguieira


Jornal do Centro

14 REGIÃO | VISEU | SANTA COMBA DÃO

05 | abril | 2012

Chuva intensa e granizo provocam o caos na cidade Os bombeiros de Viseu foram muito solicitados, ao final da tarde de segunda-feira, com dezenas de chamadas para ocorrer a algumas ruas e avenidas alagadas e a pequenas inundações em caves de habitações na cidade, após 45 minutos de chuva intensa e granizo. O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) disse que “apesar das trinta ocorrências, nenhuma das inundações na via pública foi grave”. Opinião partilhada por Luís Duarte, comandante interino dos Bombeiros Voluntários de Viseu. “Recebemos muitas chamadas, caiu uma chuvada intenPublicidade

Nuno André Ferreira

Dezenas de ocorrências ∑ Apesar das solicitações não se registaram danos

A Estradas ficaram alagadas sa que ninguém esperava, mas não provocou estragos de maior”. As zonas mais afectadas foram a avenida da Balsa e a ligação entre o Instituto Politécnico e a escola Infante D. Henrique, que esteve cortada ao trânsito. Aí, “a água era tanta que parecia um rio”, disse Maria Alci-

na, uma automobilista apanhada no meio da chuvada. Também junto à Escola Secundária Emídio Navarro a situação foi preocupante. “É um local muito crítico quando situações climatéricas deste tipo surgem, devido à proximidade de um ribeiro”, explicou Celestino Pina, chefe de servi-

ço dos Bombeiros Municipais de Viseu. Segundo Luís Duarte, os principais motivos para as inundações foram o entupimento de sarjetas, devido à intensidade da chuva e à acumulação de pequenos detritos, “como folhas e ramos de pequena dimensão, que não deixaram escoar a água”. “Estava tudo branquinho, em especial as vinhas e as margens da estrada, parecia neve”, constatou Sabina Figueiredo, no regresso a casa, após a queda de granizo na aldeia de Oliveira de Barreiros, nos arredores de Viseu. Tiago Virgílio Pereira

“BARÕES DA SÉ” CUMPREM A TRADIÇÃO E VOLTAM A ENCONTRAR-SE Sob o lema: “Uma amizade para a Vida”, realizase no dia 14, o 17.º Encontro de “Os Barões da Sé” de Viseu. Ao chegarem à Fonte das Bicas, em Viseu, à hora marcada do encontro, trocam abraços e sorrisos. Encontram-se todos os anos no mesmo local e convivem como se fossem miúdos. Constituído há 17 anos, o grupo de amigos, entre os 30 e 50 anos, está hoje espalhado pelos quatro cantos do mundo, cada um com a sua profissão. Encontram-se para se divertirem, recordar bons momentos e esquecer as tristezas e as complicações do dia-a-dia.

Programa: 17h00 - Encontro nas Bicas 17h15 - Atividade desportiva 19h15 - Foto do grupo nas escadinhas da Tia Iva 20h00 - Jantar 22h00 - Passeio pelas ruas do Centro Histórico

Opinião

Afasta de mim esse cálice Diversos órgãos da comu n icação socia l têm vindo a noticiar e a comentar a iniciativa do Presidente da Câmara de Santa Comba Dão relativa à criação da MARCA SALAZAR, para produtos da região, designadamente para o vinho, “Memórias de Salazar”, também objecto de diversos comentários jocosos em diversos meios de comunicação social. Mais uma vez o nosso concelho passou a ser objecto de notícia, mas pelos piores motivos. Sempre se dirá que, por uma ou duas semanas, deixou de ser notícia pela enorme dívida da autarquia (31,3 milhões de euros no total, sendo 20,1 milhões da CM; 10,1 milhões da pareceria púbico-privada; 573000 da Combanina e 582000 da Escola Profissional), mas passou a ser notícia por um outro motivo igualmente deprimente. Associa r a Ma rca Salazar a produtos da região, além de um monumental mau gosto é, antes de mais, um apelo ao saudosismo do antigo ditador. E esta é que é a questão de fundo ! É que comercializar produtos com a Marca Salazar não é a mesma coisa que reflectir sobre o Estado Novo, investigar, interpretar a época em que Salazar governou, nas mais diversas vertentes, o antes e o depois, investigar documentos associados, analisar e debater as consequências no desenvolv i mento político, económico e social, fomentando, designadamente nos mais novos, um conhecimento mais profundo das consequências da ditadura, que deixou marcas profundas no nosso desenvolvimento. Este sim é o objecto implícito na constituição do Centro de Estudos do Estado Novo, cujos Estatutos foram aprovados por unanimidade em reu-

Mário Silva Vereador eleito na lista do PS

nião de Câmara, projecto agregador e despartidarizado, reflectindo um consenso generalizado da população do Concelho. Que u m qua lquer agente privado tome a iniciativa da “Marca Salazar”, ainda se compreende, independentemente de se continuar a entender como de enorme mau gosto! O que não se compreende e muito menos se aceita é que seja o Presidente da Câmara, democraticamente eleito, a tomar a iniciativa de registar e vir para os jornais tentar vender uma marca de puro saudosismo pela ditadura, adulterando, à partida, o âmbito do referido Centro de Estudos . Esta situação é tanto mais grave quanto o facto da comunicação social explicitar que “… o objectivo da autarquia é ligar o nome de Salazar aos produtos da terra, designadamente o vinho”, sendo certo que tal assunto nunca foi abordado em reunião de Câmara. Consequentemente, o Presidente da Câmara carece de legitimidade para fazer tal afirmação. Importa alertar para o facto da possibilidade de comercialização de vinho da região com a marca “Memórias de Salazar” poder afectar, pela negativa, a marca Dão e, por arrastamento, ter consequências negativas imprevisíveis, numa importante fonte de riqueza de toda a região demarcada do Dão. Lembrando a canção de Chico Buarque e Milton Nascimento, é oportuno dizer: … Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor engolir a labuta? … afasta de mim este cálice De vinho tinto de sangue

Artigo redigido sem observação do novo acordo ortográfico


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educação&formação A Semana Cultural do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira vai decorrer entre 11 e 14 deste mês de Abril, com um calendário preenchido, que arranca manhã cedo e se prolonga noite fora. “São quatro dias de atividades diversas que incluem arruadas de cabeçudos, observações noturnas do céu, mostras gastronómicas, exposições, o concurso ‘Chuva de Talentos’, uma feira do livro, entre outras, concretiza a organização em comu-

nicado. A abrir, no dia 11, a “Arte de fingir”, direcionada a algumas turmas do secundário, e o torneio de speedminton. Na quinta-feira, 12, destaque para o dia dedicado ao teatro com várias peças dinamizadas pelo Grupo Persona. Já na sexta-feira, Dia da Saúde, estão agendadas palestras sobre sexualidade, tabagismo e primeiros socorros. A semana cultural termina na noite de sábado, 14, com um café concerto na sala de convívio dos alunos. EA

Um dia de marketing em Viseu A PsicoSoma Viseu vai promover a iniciativa Mark(think) PsicoSoma In(Ovate), dia 14, no auditório da Escola Superior de Tecnologia de Viseu. Trata-se de um espaço no qual serão apresentadas e debatidas temáticas desde o marketing pessoal, neuromarketing, às trends munPublicidade

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diais do marketing, passando pelo marketing territorial e ainda o marketing de guerrilha. “A PsicoSoma Viseu visa dinamizar um dia com os melhores profissionais, com projetos inovadores e posições profissionais de destaque”, adianta a empresa em comunicado.

ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO SOCIAL ENSINAM INFORMÁTICA

Alunos conhecem o seu concelho em tempo de férias Tabuaço ∑ Desafio da Câmara aos professores das AEC Os professores das Atividades de Enriquecimento Curricular de Tabuaço aceitaram o desafio da autarquia e organizaram visitas de alunos ao concelho. Com esta iniciativa pretendese levar os estudantes a conhecer melhor a realidade da sua terra. “Não se poderá conhecer bem o país sem primeiro ter con hecimento da terra onde nasceu e todas as suas potencialidades, s eja m el a s de va lor patrimonial, artístico, cultural, recreativo ou outro”, lembrou o presidente da Câmara de Tabuaço, João Ribeiro em comunicado. O autarca, que na reta final se juntou ao grupo, oferecendo a cada alu-

DR

Semana cultura na secundária de Moimenta

A Estudantes levados a pontos estratégicos no uma pequena lembrança, adiantou que a viagem levou os alunos “a pontos estratégicos” do concelho ainda desconhecidos de muitas crianças. e jovens. O Miradouro do Fradinho, o Mosteiro de S. Pedro das Águias na

Granjinha, o moinho do sr. Quintino, em Santa Leocádia, onde os alunos vibraram ao ver as pesadas mós triturar o trigo, foram alguns dos locais visitados. Emília Amaral emília.amaral@jornaldocentro.pt

Três estag iá r ia s do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação de Viseu estão a realizar sessões de informáticas gratuitas na sede da Junta de Freguesia de Abraveses, em Viseu. Todas as quintas feiras, Cristina Monteiro, Joana Costa e Marina Pereira disponibilizam as manhãs para ensinar os munícipes inscritos a trabalhar com computadores. A iniciativa, integrada na medida do Gabinete de Apoio à Inserção Profissional, “procura inserir os desempregados sem conhecimentos de informática numa sociedade cada vez mais tecnológica e facilitar o acesso a ofertas de emprego, através da realização dos curriculum e da procura online de emprego”, adiantam as promotoras da formação. O espaço disponibilizado está inserido no projeto municipal NetFreguesias, que permite aos cidadãos do concelho o acesso à internet. EA


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especial

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Segurança

textos ∑ Andreia Mota

Segurança está na ordem do dia Alarmes, sistemas de videovigilância, portas blindadas e fechaduras de segurança fazem cada vez mais parte do nosso vocabulário. A necessidade de proteger pessoas e bens está, aliás, na ordem do dia, apostando o mercado num conjunto cada vez mais alargado de soluções à medida dos problemas de famílias e empresas. Ao contrário do que acontecia há algum tempo, em que estes produtos eram bastante caros, o seu custo tornou-se bastante acessível, permitindo que o nosso dia a dia seja mais tranquilo. Aliás, o dinheiro pode até nem ser o principal

problema, dado que muitas estatísticas revelam que há medidas de segurança básicas – e sem qualquer encargo financeiro – que podem ser implementadas, minimizando os riscos. Estes pequenos gestos podem depois ser complementados com sistemas mais avançados, de acordo com as suas necessidades, a verba disponível, as características da sua casa ou empresa e a localização das mesmas. Esta escolha é tão importante e deve ser tão cuidada como quando compra, por exemplo, um computador ou uma máquina de lavar roupa. A questão da segurança tornou-se inadiável e co-

meça com pequenos cuidados. Não se esqueça, por exemplo, de transmitir cuidados aos seus filhos, tal como os ensina a atravessar a rua na passadeira ou a usar o cinto de segurança. Fechar bem as portas, janelas e estores; não “espalhar” no autocarro que a família vai de férias ou descrever os novos eletrodomésticos topo de gama que adquiriram recentemente são algumas das recomendações. Não se esqueça: a segurança começa em casa.

Proteger o seu negócio deve ser uma prioridade Um negócio pode demorar uma vida inteira a ser construído mas, infelizmente, bastam alguns instantes para todo o esforço ficar comprometido, sobretudo se não estiver devidamente protegido. Muitas vezes, a necessidade de renovação e atualização constantes impostas por uma economia cada vez mais global e competitiva fazem com que os empresários se esqueçam de apostar em mecanismos que protejam os seus bens. Até há algum tempo, a segurança era vista como uma aquisição “reativa”, decorrente de perdas patrimoniais associadas a furtos ou roubos. Como diz o velho ditado: “casa arrombada, trancas à porta”. Publicidade

Felizmente, já se assiste atualmente a uma maior preocupação a este nível, com a segurança corporativa a fazer parte da estratégia empresarial de muitos organismos. A tendência é para que esta área deixe de ser vista como mais um custo que não acrescenta valor, para passar a ser um setor em que se aposta a priori. Soluções Independetemente da área de atividade em que opera, a proteção deve ser uma prioridade. E quando estiver a escolher o mecanismo que melhor se adequa às suas necessidades, há alguns pontos que deve ter em consideração: a localização do imóvel, as características de construção do mesmo, a

tipologia dos bens a proteger e a segurança dos colaboradores e dos clientes. Consultar uma empresa que trabalhe nesta área será a medida mais acertada para conseguir um apoio especializado e escolher a solução mais eficiente. Deteção de intrusão, deteção e extinção de incêndio, videovigilância, controlo de acessos, integração de sistemas industriais e de sistemas sonoros são algumas das opções disponíveis e q que p po-

dem ser implementadas separadamente ou em conjunto.

Informática. E não é só fisicamente que a sua empresa é vulnerável. A questão informática é também cada vez mais uma preocupação. Muitas vezes a informação é a ‘arma do negócio’, pelo que deve assegurar-se que os seus dados estão protegidos contra modificações não autorizadas e indisponíveis a terceiros. Integridade e confidencialidade c são termos preponderantes. Manmo ter a informação da sua emp presa em conformidade com os preceitos da legislação em vigor deve se ser outra das preocupaçõ ções.

Alarmes ajudam a dissuadir ladrões A casa é, certamente, um porto de abrigo e um refúgio para as famílias sendo, portanto, natural, que queiram investir no seu recheio. Assim, é preponderante que a proteja contra potenciais ladrões. Mais do que levar bens, muitos intrusos ficam na posse de documentos importantes e chegam mesmo a colocar em perigo a integridade física dos moradores. Todo o cuidado é pouco. Um dos sistemas mais vulgares que encontramos no que diz respeito à segurança doméstica são os alarmes. Embora bastante divulgado, este tipo de equipamento ainda é estranho para a maioria das pessoas, pelo que convém sempre ouvir a opinião e as propostas de uma empresa especializada no setor, de modo a minimizar o risco de assalto à sua propriedade. Os dados são significativos e revelam que esta pode ser a melhor solução para dissuadir os invasores. As estimativas mostram que a generalidade dos assaltantes evita casas com alarmes e mais de 90 por cento dos

que se aventuram abandonam a mesma quando o alarme é ativado. E não tem de gastar muito. A instalação de um alarme de qualidade tornou-se acessível, pelo que deveria estar presente em qualquer casa. A evolução tecnológica permitiu dar uma maior versatilidade de uso a este equipamento que, além da primeira função de se ativarem em caso de intrusão indesejada, são usados também para gerir entradas e saídas em habitações. Esta possibilidade é especialmente útil em residências onde vivam menores ou idosos. Mas há outras estratégias que pode usar para manter os ladrões longe de sua casa. A simples instalação de luzes acionadas pelo movimento pode ser uma opção para preservar a sua segurança. Este é um mecanismo simples e que contribuiu para que se sinta menos preocupado, dado que vai diminuir a escuridão, um fator muitas vezes aproveitado pelos assaltantes para entrar em ação.

Spyon abriu novo espaço na Quinta da Saudade CCTV, alarmes, controlo de acessos, deteção de incêndio, domótica e automatismos são as principais áreas de atuação da Spyon, uma empresa sediada em Viseu e que conta com mais de uma década de experiência na área da segurança. A qualidade, o profissionalismo e um serviço que procura ir ao encontro das necessidades dos clientes, apresentando-lhes as melhores soluções, são algumas das apostas da empresa que, além de procurar a atualização constante face aos equipamentos existentes no setor, quer estar ainda mais próximo dos viseenses. Para isso, abriu recentemente um novo espaço de atendimento ao público localizado na Quinta da Saudade.

De acordo com os responsáveis da Spyon, a segurança é uma área que tem registado uma grande procura, com os clientes a mostrarem uma maior preocupação face à necessidade de protegerem empresas e habitações. Assim, a tendência é para que as pessoas solicitem não só um serviço de forma individual, mas que apostem na complementaridade que é oferecida pelas diferentes valências. O facto de a Spyon não só oferecer produtos de qualidade, mas também a instalação dos mesmos e um acompanhamento permanente faz com que se tenha tornado um caso de sucesso ao longo dos anos, estando atualmente presente um pouco por todo o país.


Jornal do Centro

SEGURANÇA | ESPECIAL 17

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Aprenda a escolher as janelas de sua casa As janelas são um outro dos pontos de comunicação entre a casa e o exterior, pelo que não devem ser esquecidas. E se quem vive em pisos térreos está habituado a prestar-lhes a devida atenção, o mesmo já não acontece com os moradores dos pisos mais elevados. Esta atitude despreocupada facilita a vida aos amigos do alheio que, não raras vezes, entram numa habitação pela porta e usam depois a janela ou a varanda para aceder à do vizinho.

Tipologias As janelas são, na sua generalidade, de correr ou de batente, havendo também as basculantes. As primeiras são, ao nível da segurança, as que apresentam maiores fragilidades, dado que a sua instalação inclui fechos simples que não evitam que estas sejam retiradas através de uma pequena elevação. Já as de batente são de pequena dimensão e se o objetivo for mante-las habitualmente abertas, o melhor será protege-las com grades.

Elementos O aro, o caixilho, o vidro, os painéis, o fecho e as ferragens são alguns dos constituintes de uma janela e basta que um dos elementos seja fraco para comprometer a segurança de todo o equipamento. Em relação ao aro é preponderante que esteja bem fixo às dobradiças, de modo a servir de suporte quer às dobradiças, quer às ferragens em que se vão fixar os fechos. Já o caixilho tem de ser indeformável e suficientemente resistente para suportar o vidro, a fechadura e os outros acessórios. Quanto menor for a folga em relação ao aro maiores as probabilidades de evitar o arrombamento.

Materiais Os materiais escolhidos para construir as janelas são outro aspeto importante, nomeadamente no que diz respeito às qualidades térmicas e acústicas, à manutenção que exigem, à versatilidade do ponPublicidade

to de vista estético e, claro está, às garantias de segurança. Madeira e alumínio são duas das opções, sem esquecer as janelas que combinam o melhor destes dois mundos, pois garantem bons níveis de isolamento térmico e acústico, ao mesmo tempo que aproveitam todas as possibilidades estéticas da madeira. O alumínio garante a estabilidade de formas, a versatilidade de uso e níveis adequados de segurança. O PVC é outro dos materiais que está a tornar-se cada vez mais comum. Não necessita de qualquer manutenção, é um bom isolante térmico e acústico, e uma opção segura se reforçado com aço. Em termos de vidro, o leque é alargado, variando em termos de resistência ao arrombamento. Vidros simples (o mais barato, mas também mais frágil), temperado (um pouco mais resistente), laminado (que continua a impedir a passagem mesmo após ser quebrado) e os especiais compõem a gama de opções.

Persianas As persianas e estores são também elementos que potenciam a segurança. Feitos a partir de diferentes materiais, o grau de proteção varia de acordo com os fechos que são implementados e a forma de fixação. Os efeitos ao nível da proteção térmica e acústica também são importantes.

Grades Apesar de esteticamente não serem uma solução simpática, as aplicações práticas com vista à segurança compensam. Enquanto as fixas devem ser usadas em janelas mais pequenas e em locais menos frequentados, as móveis são mais aceitáveis. Se colocadas na parte interior, isso vai obrigar a que o vidro seja partido, o que certamente irá chamar mais a atenção e poderá mesmo ativar o alarme, caso exista.

Chaves são um elemento preponderante para proteger a sua casa As chaves são um dos poucos objetos que nos acompanham diariamente. Já pensou que este é o meio privilegiado para entrar na sua casa, manter isolada uma divisão ou até para usar o carro nas suas deslocações? E, mesmo assim, nem sempre merecem da nossa parte a atenção e o cuidado devidos. A verdade é que se trata de um utensílio indispensável para a segurança da sua habitação, pelo que não deve deixá-lo abandonado ou à vista de terceiros que não sejam de confiança, sobretudo se estiverem acompanhados de algum elemento que permita identificar o local onde vive. Assim, não use no seu porta-chaves moradas, telefones ou fotografias que indiquem a residência ou até a empresa a que pertencem. E se, eventualmente, este tiver algum elemento original e distintivo, evite mostrá-lo nos locais

que frequenta por rotina. Assim, há menos probabilidade de lho roubarem ou de o associarem a ele em caso de perda.

Arrumação Não deixar as chaves espalhadas pela casa é um aspeto igualmente relevante. Já pensou na importância de as manter arrumadas e devidamente organizadas? Esse aspeto pode ficar resolvido com um simples chaveiro, onde possa guardar um exemplar de cada fechadura da residência, as chaves de reserva ou outras entregues por familiares. Pode ainda aproveitar para reunir as chaves de reserva do automóvel, de cadeados ou até de mealheiros. Nunca é demais frisar que não deve ter este equipamento à disposição de qualquer pessoa que vá à sua casa, mas antes estar localizado num local reservado e seguro.

Prevenção

E já pensou no transtorno que é quando tem de mudar a fechadura ou simplesmente fazer chaves novas (embora atualmente já seja possível com bastante rapidez)? Isso também seria evitável se aprendessemos a cuidar melhor delas. Este é um elemento importante de um mecanismo de precisão que contribui para a segurança da sua família e bens. Tome nota de alguns comportamentos que podem fazer a diferença. A prevenção é a melhor aposta. - Evite deixar cair as chaves. Podem danificar-se e não conseguir entrar em casa. Se forem as do carro, podem abrirse e estragar o chip que assegura o bom funcionamento das mesmas. - Não as use para fins inadequados. As chaves não foram feitas para desapertar parafusos, para serrar ou para abrir cápsulas.

Escolha uma fechadura sólida e de qualidade Em cerca de 80 por cento dos assaltos a casas, os ladrões entram pela porta. Este número mostra a importância que este elemento desempenha na manutenção da segurança em habitações, embora nem sempre lhe demos a atenção devida. Em contrapartida, todos os dias somos bombardeados com relatos de problemas de insegurança, o que é mais significativo num país tradicionalmente tranquilo, em que o cidadão comum conhece melhor os tipos de televisão existentes no mercado do que as novidades ao nível das fechaduras. Tratando-se de um equipamento usado constante e intensamente e sujeito a

condições por vezes adversas, como o calor, o frio ou a chuva, a qualidade deve estar em primeiro lugar. Claro que a questão estética e o preço também são importantes, mas um elemento não a nula os outros. A verdade é que não faz sentido investir em tecnologia de última geração em sua casa se depois opta por uma porta de baixa qualidade, apenas para poupar alguns euros. Quando estiver a escolher uma fechadura eficiente repare nos seguintes aspetos: se o mecanismo de fecho é sólido, se o leitor do código é preciso e robusto, se inclui proteções anti – arrombamento e se o método de montagem é de qualidade.

Comportamentos Mas há outros aspetos que não pode esquecer. A primeira ideia a reter é que, mesmo com meios de segurança sofisticados, os comportamentos individuais adequados são o primeiro passo com vista à segurança Trancar a fechadura e não deixar a pena apenas no trinque, não divulgar um código de acesso (por exemplo do prédio), não anunciar que vai estar ausente de casa, ser discreto no que diz respeito a mostrar bens de valor elevado em público são alguns comportamentos fundamentais para garantir a segurança de um espaço, ainda mais quando se fala de uma residência.


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economia Clareza no Pensamento

Presidente da AIRV quer uma “estratégia comum” para Viseu Dois secretários de Estado, do Emprego e da Economia, uma sala cheia de empresários e dirigentes locais, uma nova direção e um presidente reeleito, duro no seu discurso. Foi assim a cerimónia de tomada de posse da nova direção da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV, que reconduziu João Cotta no terceiro e último mandato. “As circunstâncias atuais e a vontade de lutar fizeram com que me recandidatasse”, disse João Cotta, que há três anos admitia sair depois de concluir o segundo mandato. O dirigente defendeu uma estratégia para o desenvolvimento do país, em que o interior deixe de ser prejudicado em relação a Lisboa e Porto, mas insistiu na necessidade de Viseu falar a uma só voz. “A região de Viseu deve ter uma política própria de captação de investimen-

José Alfredo

Mensagem∑ “O nosso legado é a nossa contribuição para uma região com liderança forte e ambiciosa”

A João Cotta anunciou o regresso da Agrobeiras e a continuidade das feiras anuais to, mobilizando os empresários, os autarcas, a CIM (Comunidade Intermunicipal Dão Lafões) e o ensino superior. Com os recursos que a região tem, devemos criar uma estrutura reduzida mais eficiente, com uma estratégia orientada para resultados de captação de investimento nacional e estrangeiro”, afirmou. Para João Cotta, é “com oportunidades identificadas” que então se pode “mobilizar o poder central para encontrar os incenti-

vos necessários para captar investimento”. Num discurso de três páginas, o presidente da AIRV reforçou a importância da formação dos empresários para modernizar a gestão das empresas, considerando que o Instituto Politécnico de Viseu “é a instituição de ensino de referência da região”, que “deve liderar o caminho de abertura, de agregação, de questionar qual o melhor caminho para o ensino”. “O nosso legado é a nossa

contribuição para uma região competitiva, com uma estratégia clara, unida nos objetivos e com uma liderança forte e ambiciosa”, terminou. O secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins destacou os programas já anunciados que o Governo tem no terreno de modo a assegurar maior formação profissional e o consequente combate ao desemprego. Emília Amaral

Cabrito em festival O concelho de Tondela faz parte do festival “Cabrito 2012”, organizado pelo Turismo do Centro de Portugal. O evento integra oito

concelhos da região Centro e 80 restaurantes, que se propõem promover ementas especiais dedicadas ao cabrito. Em Tondela, o festival engloba a 6º Semana Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo e a 13ª Feira do Artesanato e de Produtos Locais, marcadas

para os dias 8, 9 e 10 de Junho. “Este certame tem como principal objetivo promover um produto endógeno de grande qualidade, dinamizar os fluxos de visita ao território regional, coordenar a oferta, assim como, dar visibilidade e força comunicacional aos oito even-

tos”, afirmou o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, na conferência de imprensa de apresentação do festival. Pedro Machado lembrou que o certame integra o plano de ação estruturado para o produto Gastronomia & Vinhos/Centro de Portugal. EA

Investimento em Moimenta da Beira A Câmara de Moimenta da Beira quer investir quase nove milhões de euros no parque industrial da vila, em três projetos que ajudem a reforçar o tecido empresarial do concelho. O presidente da autarquia, José Eduardo Ferreira, disse à agência Lusa que foram candidatados ao Quadro de

Referência Estratégico Nacional (QREN) projetos para a criação de um Centro de Desenvolvimento Empresarial, a ampliação do parque industrial e a construção de um troço da circular externa que o ligue à Estrada Nacional 226. O Centro de Desenvolvimento Empresarial a cons-

truir no parque industrial é um projeto orçado em cinco milhões de euros e visa apoiar as pequenas e médias iniciativas empresariais. Já com a ampliação do parque industrial, orçado em dois milhões de euros, a autarquia quer aumentar o número de unidades empresariais de 35 para 67. Segun-

do o autarca, este projeto só ficaria completo com a construção do segundo troço da circular rodoviária externa, “que liga o parque industrial à EN226, sem ter de passar por dentro de Moimenta da Beira”. Este troço, com perfil adequado a veículos pesados, está orçado em 1,7 milhões de euros. EA

(http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Esperamos ou fazemos? Depois da crise, ficará a economia em melhores condições do que estava antes? Responder a esta questão não é fácil. Em “melhores condições” significará que o aparelho produtivo – as empresas - estará mais apto a produzir e a competir com os concorrentes, quer porque, no conjunto, melhorou as capacidades produtivas, ganhou vantagens em resultado de transformações internas nos modos de produção e de gestão, da melhoria dos recursos humanos, mais qualificados e mais habilitados profissionalmente, do ambiente geral do Pais que proporcionará, no pós-crise, menores custos de contexto às actividades económicas. A crise, em boa verdade, não resultou da crise financeira originada nos EUA. Esta ajudou a pôr a nu algo de mais profundo na sociedade portuguesa e cujo “culpado” recente foi a globalização, especialmente a partir do início deste século. Nesta primeira década, Portugal foi fechando empresas (cerca de 4,5%, entre 2001 e 2009) e perdendo quota no mercado mundial. Por alguma razão, o Pais viu encerrar nesta década mais de um terço das empresas da Indústria Transformadora. O Comércio e a Construção conheceram perdas de dimensão idêntica. De um ponto de vista económico, o encerramento de empresas não é um mal em si mesmo se pensarmos que isso aconteceu com as empresas menos eficientes e, dessa forma, libertaram recursos que puderam ser aproveitados pelas empresas de outros sectores. Engano. O que assistimos foi ao aumento acelerado dos desempregados. Não soubemos lidar com a grande abertura ao mundo, nem no contexto europeu fomos capazes de encontrar apoios quando já todos sabiam que a globalização e a abertura a leste seriam fatais para a economia portuguesa. A outra escala, na Região de Viseu, a perda de em-

Alfredo Simões Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

presas cifrou-se em cerca de 17%, isto é, uma dimensão quase quatro vezes superior à média nacional. Foram apenas as empresas ineficientes que encerraram portas? Foram apenas as empresas que produziam com mais baixo valor acrescentado que fecharam? Infelizmente não e, por isso, a economia da Região encontra-se a ficar para trás relativamente à média do Pais. É caso para dizer que não há Ministro da Economia que nos valha. A resolução do nosso problema, naquilo que nos distingue do problema geral do Pais, não está no que o Ministro possa fazer. Poderíamos pensar que o interior de Portugal pudesse beneficiar de medidas de discriminação positiva – um instrumento de politica regional -, mas onde estão os meios financeiros que possam ser libertados? Ou renegociamos o Memorando de Entendimento ou, então, o aperto financeiro vai continuar a ser doloroso e sem nos deixar margem de manobra. Certamente que o voluntarismo local também não será a solução. Este não é um problema que baste apenas querer para ser resolvido. Mas, entre ficar à espera de uma solução exterior, do governo, da UE, do Troika, ou fazer alguma coisa para melhorarmos as condições locais, temos escolha? O Comercio que viu encerrar cerca de 3000 empresas nesta última década (sem contabilizarmos os anos desgraçados de 2010 e 2011) apenas na região de Viseu vai ter de ficar de braços caídos? E as 1800 pequenas empresas de construção encerradas? A Região de Viseu vai continuar a assistir a este desenlace sem nada fazer de forma pensada e organizada? Na actual situação, não há alternativa a uma grande dose de empenhamento, muito activismo. Bom seria que fosse organizado.


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INVESTIR & AGIR | ECONOMIA 21

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“O BOSQUE” TEM “NOVO” ESPAÇO

Sabão ao peso é novidade em Viseu

O café “O Bosque” sofreu obras de remodelação. Situado na Quinta do Bosque, em Viseu, os três sócios decidiram configurar-lhe outra disposição. O novo balcão passou para o fundo do espaço, “para uma zona que estava mal aproveitada”, explicou Rui Almeida, sócio-gerente. E com isso, “ganhou-se mais espaço para colocar mesas e cadeiras, tornando a área mais ampla”, referiu. A cor verde que caraterizava o espaço deu lugar à tonalidade branca que confere uma sensação de conforto e paz. Apesar das alterações, o bom atendimento e os serviços de qualidade mantêm-se. “O Bosque” continua a funcionar como café, snack-bar e bar. Os conceitos interligam-se e não chocam entre si. Aberto há cerca de ano e meio, o “novo” Bosque aposta na inovação para combater a crise e com isso atrair mais clientes. TVP

REVISTA DE DESPORTO, CULTURA E LAZER CHEGA ÀS BANCAS Descla, é este o nome da revista nacional que aborda temas de cultura, desporto e lazer. Com sede em Viseu, a revista mensal nasce pela mão de dois jovens empreendedores. “A ideia de criarmos uma revista surgiu em outubro, depois de visitarmos uma feira de empreendedorismo. A sede é em Viseu porque este é um concelho do interior que aumentou o número de habitantes e onde tenho raízes”, disse uma das sócias à Lusa. Nesta fase inicial, as primeiras edições, com cerca de 100 páginas, serão distribuídas em Portugal e na Suíça. TVP

Abriu em V iseu u m conceito diferente de vender sabão. Na Soap&soul – alta cosmética natural – vende-se sabão ao peso, de diferentes variedades, aromas e cada um com características fitoterapêuticas particulares. Após uma “teste” para saber a recetividade dos viseenses, a loja abriu ao público no último dia de março, na Rua do Bispo, na zona histórica. Os sabonetes não têm corantes, conservantes ou aromas artificiais, são por isso 100 por cento naturais e para todo o tipo de pele. “Não é um sabão tradicional, tem aplicações específicas. O argilas da montanha é ideal para peles mais jovens com acne, já o cafinela funciona como

Nuno André Ferreira

Conceito∑ Comprar sabão com características fitoterapêuticas e usá-lo no gesto comum de tomar banho

A Cristina Silva e Cláudia Barão exibem um dos produtos da loja um esfoliante natural”, explicou Cristina Silva, uma das sócias da loja. No espaço, podem encontrar-se também bom-

Investimentos privados de 11,8 milhões em Resende O concelho de Resende viu aprovados diversos projetos ao abrigo do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural (PRODER). Até final de 2011, mais de 200 candidaturas foram aprovadas, com um investimento privado associado de 11,8 milhões de euros e apoio PRODER na ordem dos 7 milhões de euros. Estes projetos estão a ser executados. Para António Borges, presidente do município de Resende, “este tipo de apoios é muito importante para a dinamização da base produtiva tradicional e para o mundo agrícola” A medida com mais projetos aprovados, 79, prendeu-se com o apoio a instalação de jovens agricultores, num investimento de cerca de 3 milhões e 700 mil euros. Através da medida modernização e capacitação das empresas, foram 70

as entidades com candidaturas viabilizadas no concelho, representando um investimento total de 6 milhões e 450 mil euros. “Para nós é motivo de satisfação que, ao esforço de investimento público que a Câmara faz, se juntem, por exemplo, cerca de 80 jovens com projetos agrícolas financiados e a serem executados”, explicou António Borges. No que diz respeito ao sub-programa 2 – gestão sustentável do espaço rural - o PRODER aprovou 26 candidaturas às quais atribuiu uma comparticipação num montante total de 539 mil euros. No sub-programa 3 – dinamização das zonas rurais foram viabilizadas duas candidaturas, nas áreas do desenvolvimento de atividades turísticas e de lazer e dos serviços básicos para a população rural. TVP

bas de banho refrescantes. Sob o slogan “queres tomar banho comigo?”, as bombas com a forma de esfera e coração desPublicidade

fazem-se na água, imprimindo cor e cheiro, mais intenso ou mais suave. Ideais para hidratar e renovar a pele, contêm sal

marinho que ajuda a limpar e eliminar impurezas. Podem ser adquiridas para oferecer ou simplesmente partilhar, no ato diário e vulgar de tomar banho. Há também sabão de glicerina em barra, com azeite na sua constituição, também ele cortado na hora e à frente do cliente. Sais de banho artesanais, óleos corporais e sais de banho naturais são outros dos produtos que o cliente pode adquirir na Soap&soul de Viseu. Para já, o feedback tem sido muito positivo e “com tudo para que funcione bem na cidade”, disse Cláudia Barão, outra sócia do espaço. Tiago Virgílio Pereira


Jornal do Centro

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especial

05 | abril | 2012

Agências de Viagem

textos ∑ Andreia Mota

Férias trazem benefícios para a saúde e maior produtividade Sair da rotina, retemperar energias, conhecer novos povos e culturas… os motivos que nos levam a tirar férias periodicamente são vários e todos válidos. Agora que se aproxima o período de calor, a vontade de fazer as malas e partir à descoberta. A verdade é que vários estudos têm demonstrado que as férias são uma necessidade e trazem benefícios para os trabalhadores e para os empregadores, porque a re-

dução de stress aumenta a produtividade. Não pense que esta é uma desculpa para os mais preguiçosos. Uma investigação realizada nos Estados Unidos e apresentada no Wisconsin Medical Journal, em meados de 2005, defendeu que as mulheres que tiram férias com frequência têm menos hipóteses de ser afetadas por problemas de tensão e depressão. Outros estudos demonstraram que uma pausa de duas semanas pode fazer

milagres pelo bem-estar físico, estado de espírito e qualidade de sono das mulheres. O mesmo acontece com o sexo masculino. Um outro trabalho desenvolvido durante mais de nove anos nos Estados Unidos, e que envolveu mais de 12 mil homens em risco de doença cardiovascular, permitiu evidenciar que os que faziam férias tinham menores riscos de morte. Deixamos-lhe algumas sugestões e conselhos prá-

ticos, para que o seu principal objetivo seja aproveitar ao máximo o destino que o vai acolher. her. Se ainiso se quer da está indeciso praia, campo, sol, cultura ou até aventura, a, tem semade de falar pre a possibilidade com uma agência ncia e irá de viagens, que dar uma ajudaa preciosa. “Ir para foraa ucá dentro” é outas tra das apostas as e sempre válidas há propostas para todas

as carteiras. O ideal é estabelecer um orçamento, de modo a que possa d ive r t i r se sem gastar

muito. Desligue-se do escritório, esqueça o telemóvel e o email e aproveite!

Pensar na viagem com antecedência sai mais barato

Preparar a mala com atenção evita “dores de cabeça” desnecessárias

Uma boa viagem começa muito antes do embarque. E quanto mais cedo começar a planear as suas férias, melhor. Reduz a ansiedade e a probabilidade de alguma coisa falhar (pelo menos no que depende de si) é mais reduzida. Antecipadamente, consegue encontrar o hotel ou a casa de férias ideal para si, o voo mais conveniente, um cruzeiro na data pretendida, etc. É tudo uma questão de tempo. Outra das vantagens é que, reservando com antecedência consegue os preços mais baratos. E quanto mais cedo escolher as suas férias de sonho, menores os custos. O motivo é simples: os bilhetes com preços mais baratos são os primeiros a ser comprados. O mesmo acontece com os lugares dos hotéis, os cruzeiros… A pensar nas suas necessidades, os operadores colocam no mercado vários pacotes turísticos e já é possível encontrar os do próximo verão. Assim, quando se dirigir à agência de viagens informe-se também sobre a possibili-

As férias estão marcadas, a viagem escolhida e falta agora preparar a mala para poder partir para uns merecidos dias de descanso. Apesar da ansiedade, este é um momento que deve preparar com algum cuidado. Comece por informarse sobre as condições meteorológicas para o destino que elegeu para perceber que tipo de roupa deve levar e depois é só uma ques questão de organização. U m a

dade de pagar a prestações, sobre eventuais ofertas e as condições especiais para o alojamento de crianças.

Informe-se Com as burocracias tratadas, é hora de se dedicar a conhecer melhor o ou os países que se prepara para visitar. Compre livros, procure folhetos ou navegue na internet. O objetivo é recolher o máximo de informação (nomeadamente eventuais feriados locais durante a sua estadia) e os locais que não pode mesmo perder. Assim será mais fácil orientar a viagem quando chegar ao destino, onde não pode deixar de adquirir um bom mapa. O passo seguinte é informar-se acerca dos costumes, leis e condições de visto de entrada para turistas no país que pretende visitar. Este documento pode ser obtido nos consulados nacionais ou através dos agentes de viagens. Não se esqueça de conformar o regulamento em relação, por exemplo, ao aluguer de automóveis, para poder contar com essa despesa acrescida. Aproveite

para confirmar se tem todos os seus documentos de identificação em situação regular, de modo a, caso precise, poder pedir novos com antecedência. O mesmo se passa em relação aos cartões de crédito. Se puder faça um seguro de saúde internacional, de modo a evitar dissabores e estragar a viagem. Em termos financeiros, reserve uma boaa quantia apenas dedicadaa a imprevistos (o ideal é tentar trazer esse valor de volta). Antes de partir faça uma ção a um familiar, procuração no caso de surgir algum ma que tenha de ser problema o durante a sua auresolvido sência. Agoraa é só desfrutar!

regra de ouro é não exagerar na bagagem. As malas de maiores dimensões são mais difíceis de controlar. No interior não se esqueça de colocar duas bolsas: uma para medicamentos e outra para artigos de higiene. Na primeira inclua artigos de primeiros socorros, analgésicos, antiácidos, anti-inflamatórios, medicamentos contra enjoo e para desarranjos inin testinais, colírio e o seu antigripal ha-

bitual. Em relação ao segundo, aposte em artigos descartáveis, de modo a não ter de os trazer no regresso. Vai sobrar mais espaço para as recordações. Inclua um saco de plástico para guardar a roupa suja e roupa interior extra. Se for viajar de avião, opte por colocar na bagagem de mão todos os objetos essenciais e que não gostaria de perder, mas não se esqueça de respeitar as normas dos aeroportos e companhia.

Arrumar Quando estiver a embalar, comece por colocar tudo o que precisa em cima da cama. Dobre bem as peças e utilize sacos para os sapatos, de modo a aproveitar o espaço da melhor forma. Optar por peças básicas e práticas, que permitam vários coordenados é uma boa aposta, tal como escolher roupa que não se amarrote com facilidade durante a viagem. Confira a lista de tudo – incluindo documentação e bilhetes – para ter a certeza de que não se esquece de nada.


Jornal do Centro

SEGURANÇA | ESPECIAL 23

05 | abril | 2012

Consulta do viajante aconselha cuidados de saúde a adotar E se eu for para um país tropical, tenho de ter precauções acrescidas? Esta é uma dúvida compreensível que afeta muitos turistas. Para que não fique com as férias estragadas, convém tomar todas as providências para que o final seja feliz. A vacinação é uma aspeto fundamental se está a pensar deslocar-se para um destino tropical, em que é necessário prevenir

certas doenças. O Regulamento Sanitário Internacional em vigor estipula que a única vacina que poderá ser exigida aos viajantes na travessia das fronteiras é a vacina contra a febre amarela. Esta deve ser administrada com antecedência recorrendo a uma consulta do viajante, disponível em algumas unidades de saúde, onde poderá também informar-se sobre outras medidas a adotar.

Beber água engarrafada, não usar gelo nas bebidas, não beber diretamente da garrafa ou da lata e não comer vegetais crus são outras recomendações. Incluir um repelente de mosquitos (um dos grandes transmissores de doenças) e um impermeável (ou até um pequeno guarda-chuva dos dobráveis) na mala de viagem também são boas escolhas. Optar por roupas leves e frescas, que podem

ser acompanhadas de um casaco para as noites frias – prevenir é sempre o melhor remédio – é outro aspeto fundamental.

A quem se destina? A consulta do viajante deve ser procurada por todos os que queiram viajar para fora da Europa, sobretudo se as deslocações incluíram idosos, crianças ou grávidas, que podem precisar de cuidados especiais.

Este atendimento é feito por médicos especialistas em doenças infeciosas e em medicina tropical (componente viagens). O objetivo é aconselhá-lo em relação a medidas preventivas a adotar antes, durante e depois da viagem e incluem a vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos que se ingerem,

e outros aspetos para que deve estar alerta quando viaja. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre a farmácia que o viajante deve levar consigo. Depois do regresso, estas consultas ajudam a diagnosticar eventuais problemas de saúde que possa ter contraído durante a viagem.

FR Travel disponibiliza viagens para todos os gostos e carteiras

Soluções que vão ajudar no orçamento familiar

A praia continua a estar entre os destinos mais solicitados quando se fala de férias. Cabo Verde, Caraíbas (nomeadamente México e República Dominicana) e ilhas espanholas (como Tenerife, Lazarote e Palma de Maiorca) continuam a ser muito procurados pelos viseenses. De acordo com Fátima Ribeiro, da agência de viagens FR Travel, localizada na Rua Alexandre Herculano, em Viseu, há ainda uma grande franja de pessoas que, com o intuito de gastar um pouco menos, opta por passear no Algarve ou no sul de Espanha. No primeiro caso, a responsável realça que o facto de muitas unidades hoteleiras passarem a incluir estadias com regimes de meia pensão ou tudo incluído fez com que se tornasse um destino mais apetecível. Por outro lado, a con-

As férias são sinónimo de viagens e divertimento, mas também de despesas acrescidas. Por isso, e porque não tem de ir à falência para aproveitar um merecidos dias de descanso, deixamos-lhe algumas dicas que vão ajudar a que gerir tudo da melhor forma.

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juntura económica atual e a diminuição do poder de compra de muitas famílias, levaram a que estas apostem cada vez mais em pequenas escapadelas ao longo do ano, um pouco por todo o país. Preços bons (duas noites para o casal podem rondar os 100 euros) e campanhas tentadoras em hotéis de quatro estrelas com Spa são alguns dos motivos que levaram ao aumento da procura. “Além de pouparem, as pessoas estão a investir em Portugal”, salienta Fátima Ribeiro. “Há sempre uma viagem para cada budget” é o lema que tem procurado divulgar junto dos clientes, a quem faz também de alertar para o facto de as agências conseguirem disponibilizar produtos muito económicos e atrativos, com garantias e assistência. “Estamos aqui para ajudar a encontrar a

melhor solução para cada caso”, frisa. Em relação ao valor despendido pelos viseenses nas suas viagens de férias, a média ronda os 1500 euros (para quatro pessoas durante uma semana). Mas há quem não se importe de pagar até 5 ou 6 mil euros e os que são mais comedidos e optem por gastar cerca de 500 euros pela estadia no Algarve. “Os cruzeiros também nunca se venderam tanto como agora, sobretudo devido à descida dos preços”, nota Fátima Ribeiro, que adianta que os descontos chegam aos 70 por cento. O facto de serem gratuitos até aos 17 anos – que só pagam taxas portuárias – é outro aspeto que contribui para a procura de viagens pelo Mediterrâneo, com destino a Itália, Mónaco, ilhas gregas, Tunísia ou Marrocos.

∑Compare preços entre agências e as vantagens que alguns pacotes possam ter. Se pedir pagamento a crédito, leia todas as condições do mesmo, para que o valor final não seja prejudicial para a sua carteira. ∑A fase de planeamento já está assegurada. Agora faça um guião de quanto prevê gastar, sem omitir qualquer ponto: viagem, taxas de aeroporto que não estejam incluídas, hotel, carro, divertimento, lembranças, etc.

∑Há cartões de crédito que têm associados vários seguros que podem vir a ser úteis e que dão a possibilidade de pagar sem juros, caso pague a totalidade da despesa no período de carência, que pode chegar, em algumas instituições, aos 50 dias. Se não tiver de recorrer a este sistema ainda melhor. ∑Seja criativo. Às vezes pode não ter de ir para o outro lado do Mundo para beneficiar de uma divertidas férias com toda a família. ∑Caso queira mesmo fazer uma grande viagem, os pacotes turísticos geralmente compensam mais do que comprar viagem e hotel separadamente. ∑Se possível tire férias fora da época alta. Os preços são mais con-

vidativos. Os locais tropicais costumam ser bons quase todo o ano, mesmo nas épocas baixas. Se for para o Brasil durante o inverno de lá, continuará a ter tanto calor como no verão da Europa.

∑O setor do turismo tem alguns acordos com grupos e associações. Veja se é o seu caso e pode ter descontos excelentes em serviços e alojamentos. ∑Ficar alojado longe das grandes zonas turísticas é outra técnica amiga da carteira. Nos subúrbios das grandes cidades, por exemplo, os preços podem variar bastantes em relação aos núcleos urbanos. Não é por perder 15 minutos no comboio de manhã e à noite que vai deixar de aproveitar as férias.


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Jornal do Centro 05 | abril | 2012

desporto AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II DIVISÃO NACIONAL - CENTRO

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

27ª jornada - 07 Abr - 16h00 Angrense

-

Madalena

Paredes

-

Gondomar

Aliados Lordelo -

Coimbrões

Tondela

-

Sp. Espinho

S. J. Ver

-

Operário

Anadia

-

Boavista

Padroense

-

Oliv. Bairro

Cinfães

-

Amarante

Futsal Unidos da Estação

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE B (MANUTENÇÃO)

-

Sp. Mêda

Serzedelo

-

Alpendorada

Leça

-

Sp. Lamego

A Académico de Viseu venceu o Bustelo por 4 a 0 numa tarde chuvosa no Fontelo

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C (SUBIDA)

III Divisão Nacional - Série C

3ª jornada - 07 Abr - 16h00 Ac. Viseu

-

Nogueirense

-

Alba

Bustelo

-

Sampedrense

Avanca

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C (MANUTENÇÃO) 3ª jornada - 07 Abr - 16h00 Oliv. Hospital

-

P. Castelo

Sanjoanense

-

C. Senhorim

Oliv. Frades

-

Valecambrense

II DIVISÃO NACIONAL FUTSAL SÉRIE A 23ª jornada - 07 Abr - 16h00

Covão Lobo -

ABC Nelas

II DIVISÃO NACIONAL FUTSAL SÉRIE A 23ª jornada - 07 Abr - 16h00

EP Braga

-

Gil Peres

3ª jornada - 07 Abr - 16h00 Vila Meã

Viseu 2001

Na frente com goleada Pequena “vingança” ∑ Académico devolveu goleada sofrida em Bustelo O Académico de Viseu reconquistou no Fontelo a liderança da série C da III Divisão Nacional de futebol. Os viseenses fizeram a sua parte, com uma vitória folgada e tranquila, frente o Bustelo (4-0), beneficiando da derrota da Sampedrense em Albergaria, para ficarem na frente, em liderança partilhada com o Alba. Num jogo marcado pela chuvada que caiu, o Académico fez uma bela exibição. A bola rolou sempre rápido entre os jogadores no estilo de jogo que caracteriza esta

formação de Lima Pereira, com os laterais e os extremos sempre muito solicitados. O jogo acabou por ficar condicionado bem cedo com o penalti que deu o primeiro golo e valeu a expulsão do guarda-redes do Bustelo, mas isso não invalida que até ali o Académico tenha feito pela vida. A vencer, e com o adversário em inferioridade numérica, o Académico continuou a jogar da mesma forma, convicto que os golos teriam que aparecer, até porque Luisinho e Hékder

Rodrigues, este em particular na segunda parte, estavam em tarde inspirada e eram uma dor de cabeça permanente para os defesas contrários. Luisinho, ainda na primeira parte, e num grande lance individual fez o segundo e praticamente tirou as dúvidas quanto ao vencedor do jogo, até porque o Bustelo só conseguiu incomodar Nuno Oliveira com remates de longe a aproveitar a bola escorregadia, e num desses lances quase conseguiu o golo. Na segunda parte o Académico continuou

a joga r bem , e a n ão consentir grandes veleidades ao adversário. Fez m a is dois golos, por Hélder Rodrigues e Doumbouya a coroa rem uma exibição conseg uida , pera nte um Bustelo que se desuniu após o primeiro golo, facto que não tira mérito à vitória do Académico. Quanto à Sampedrense, a derrota em Alaba (21) relegou a equipa para a terceira posição, mas as diferenças pontuais continuam mínimas. Gil Peres

Cartão FairPlay Ganhar tudo o que há para ganhar numa época competitiva, nas competições distritais de futsal, não está ao alcance de todos. O Unidos da Estação, em femininos, conseguiu esse feito ao juntar a Taça de Viseu, à Supertaça e Campeonato. O clube mantém assim a hegemonia que conquistou nos últimos anos, mas há clubes que vão aparecendo e que, no futuro, podem ter uma palavra a dizer. Fica a ganhar a modalidade.. FUTEBOL Sporting de Lamego e Canas de senhorim

Cartão FairPlay Fortam dados como “condenados” a regressar às competições distritais, depois de uma primeira fase do campeonato onde as coisas não correram de feição . Agora, quando tudo se decide, os pontos aparecem. Esse é um mérito que tem que lhes ser dado. Pode a situação ser ainda muito complicada, mas, “desistir” é palavra proíbida. Pelo menos enquanto a matemática permitir, o sonho alimenta os dois clubes. Público Jogo da Selecção Feminina

Distrital Juniores

Começa no dia 14 de abril a fase de apuramento do Campeão Distrtial de Juniores A, em futebol. Mais do que o título, que é sempre algo que perdura na história de qualquer clube, está também em jogo a subida aos nacionais. A discussão vai ser a

quatro, entre Repesenses, Viseu e Benfica, que foram os dois primeiros na zona Sul, e ainda Cinfães e Oliveirad e Frades, apurados pela zona Norte. Seria possível atribuir algum favoritismo ao Repesenses, pelo potencial que apresenta e pelo que

fez na primeira fase, mas nesta competição a quatro, onde jogam todoscontra-todos, tudo pode acontecer. Dia 14, a Fase Final ciomeça com um Repesenses - Viseu e Benfica e com um Cinfães - Oliveira de Frades. GP

Gil Peres

Quatro à procura do Nacional

A Seis jornadas para encontrar o campeão

Cartão Amarelo Não adianta andar a pedir eventos e depois voltar-lhes as costas. No jogo da selecção feminina em Tondela as bancadas estavam longe de ter a moldura humana desejável. Já vimos jogos do Tondela com mais adeptos, e com mais entusiasmo. Não correspondem? Depois não se queixem.


MODALIDADES | DESPORTO 25

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

Voleibol - Liga Inatel Feminina

Futsal - II Divisão Nacional

Viseu 2001 hipoteca subida, ABC de Nelas a manutenção

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gressou ao Brasil por doença – e o sonho da subida, pelo menos pelo acesso direto (dois primeiros) poderá ficar adiado mais um ano. Resta à equipa procurar terminar o mais acima possível e ficar à espera de uma “repescagem”. No ABC de Nelas, em véspera de dia de aniversário – 25 anos comemorados a 1 de abril – uma inesperada derrota caseira com o Venda Nova deixa os academistas sem grande margem de manobra e em situação delicada para assegurar a manutenção. Tem agora praticamente três finais pela frente, e tem que esperar que os adversários mais próximos tenham alguma “escorregadela”. GP

A formação de voleibol feminino do Lusitano de Vildemoinhos ainda não conseguiu vencer nenhum das partidas já disputadas na Liga de Voleibol Feminina do Inatel. Vai procurar fazê-lo

este sábado, dia 7, frente ao Matosinhos Município, equipa que poderá estar ao alcance das trambelas. O jogo está marcado para as 14 horas no Pavilhão do Inatel de Viseu. GP

Futebol Fomação

Torneio Coelho Verde em Castro Daire Gil Peres

A jornada 22 da II Divisão Nacional de Futsal foi madrasta para as equipas de Viseu. A quatro jornadas do final – três jogos Viseu 2001 na série A e para ABC de Nelas na série B, que têm que folgar uma ronda – a situação complicou-se quantos às aspirações de cada clube nas respetivas séries. O Viseu 2001, a perseguir o sonho da subida, perdeu em casa com o Macedense por 7 a 4. Uma derrota frente a um adversário direto que praticamente deixou os viseenses fora da corrida. Muito se tem ressentido a equipa da perda de três jogadores de qualidade – Guri e Nuninho que foram para a China e Robson que re-

Lusitano procura primeira vitória

A Rui Almeida, treinador do Viseu 2001

Organizado pela Asso ci aç ão “O Cra sto”, decorre amanhã, sextafeira Santa, o III Torneio de Futebol Infantil “Coelho Verde”, em futebol de 7, para benjamins e infantis. Os jogos vão disput a r- se no Comple -

xo Despor t ivo Mu n icipa l . E m prova vão esta r as equipas do O Cra sto, FC Por to, SC Braga, Boavista, B ei r a -M a r, Pe n a f ie l , Un i ão L ei r i a , O P i ng uin zin ho, Paços de Ferreira,Freamunde e Gafanha. GP

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26 MODALIDADES | DESPORTO

Jornal do Centro 05 | abril | 2012

Sonho do Europeu acabou em Tondela

Unidos da Estação ganhou tudo o que havia para ganhar em Viseu

Portugal enterrou no relvado do João Cardoso, em Tondela, o sonho de estar no Europeu de 2013 em futebol feminino. Frente à República Checa só a vitória interessava, mas não era a tarde da equipa Nacional, que cometeu alguns erros defensivos primários e não foi tão perigoso no ataque como se desejava. As checas chegaram cedo ao golo, e Portugal ainda logrou responder, e chegar à igualdade, mas depois vieram mais três golos das adversárias e ao intervalo o rosto das portuguesas não engaPublicidade

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nava. Estavam rendidas à adversidade. Louve-se a vontade com que sempre jogaram, mas os estragos eram demasiados e na frente só Ana Borges conseguiu levar perigo às redes contrárias. Mas a jogadora portuguesa viria a sofrer uma lesão num tornozelo - deixou o João Cardoso em maca – e Portugal ficou mais debilitado. As checas foram controlando o resultado e o 5 a 2 final espelha o que a partida foi. Mais República Checa numa tarde desinspirada de Portugal. GP

O sorteio colocou a formação de Lafões na série B. Pela frente equipas como o Vilaverdense, “velhas” conhecidas a quem o Unidos nunca venceu. João Almeida, treinador do Unidos não esconde que “vai ser difícil até porque se apura para a Fase Final apenas a vencedora da série e vamos defrontar equipas muito fortes como o Vilaverdense ou a casa do Benfica de Belmonte, ex-Fundão”. O Unidos entra em ação a 14 de abril, em casa, frente ao Núcleo Sportinguista de Leiria.GP

A Formação de Lafões venceu Taça de Viseu

Nacional de Andebol - III Divisão

Académico de Viseu entrou a perder na Fase de Apuramento Não entrou bem o Académico de Viseu na segunda fase do nacional de Andebol da III Divisão. Os viseenses perderam no Fontelo com o Juve Lis, de Leiria, por 25 - 34. Foi a primeira jornada da Fase de Apuramento, à qual o Académico está “obrigado” a disputar depois de não ter alcançado uma das duas primeiras posições na Fase Regular. Esta fase está a disputarse no sistema de todos-contra-todos, a uma volta, e são

por isso sete jornadas, e um total de seis jogos para cada equipa realizar. No final, descem os dois últimos e os restantes cinco mantêm-se na III Nacional. O Académico de Viseu tem uma vantagem algo confortável, mas nunca fiando. Se o Almeirim está praticamente despromovido, Albicastense e 1º de Maio, com menos cinco pontos que o Académico, terão uma palavra a dizer. GP

Gil Peres

A Checas foram muito fortes para as portuguesas

Depois do hexacampeonato, a “dobradinha” do Unidos da Estação com a conquista da Taça de Viseu em futsal feminino. Vitória por 10 a 3 frente ao Carbelrio, em partida disputada no Pavilhão de Mangualde. A juntar à Supertaça que havia conquistado no início da época, a formação de São Pedro do Sul faz assim o pleno. Venceu tudo o que havia para vencer no futsal distrital, reforçando a hegemonia que detém na modalidade nos últimos anos. O Unidos tem ago ra pela frente o desafio da Taça Nacional, e aí as coisas complicam-se.

Gil Peres

Futsal Feminino

Gil Peres

Futebol Feminino

A Viseenses perderam com a Juve Lis


D A Páscoa sentida por poetas portugueses

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culturas expos

Arcas da memória

Destaque

Lamentação sobre a Rua Direita (Viseu) Como se encontra solitária a cidade antes tão povoada! Tornou-se como uma viúva aquela que sobrepujava as nações. Jeremias, 1.ª Lamentação, 1

∑ Até dia 30 de abril Exposição de fotografia “VI Concurso Fotográfico National Geographic Portugal”.

MORTÁGUA ∑ Centro de animação cultural Até dia 15 de abril Exposição “Tributo ao Jazz”, da autoria da artista plástica mortaguense Rute Gonzalez. MANGUALDE ∑ Biblioteca Municipal Até dia 30 de abril Exposição de pintura “Desempregobarrasemabrigo”, de Paula Veiga. NELAS ∑ Fundação Lapa do Lobo Até dia 28 de abril Exposição coletiva de arte contemporânea, “Acervo da Fundação”.

A João Pedro Pais atua no sábado, pelas 21h30, em formato acústico

Teatro Ribeiro Conceição apresenta programação até junho Música e teatro∑ João Pedro Pais, André Sardet, “Os 39 degraus” e “Júlio de Matos” são algumas propostas Teatro, música e dança são as propostas para os próximos três meses de programação do Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. No sábado, dia 7, a partir das 21h30, João Pedro Pais sobe ao palco com “Improviso”. Um espetáculo intimista em formato acústico. Ainda em abril, o Teatro Artístico de Lamego (T.A.L.) apresenta a peça “The Grandfathers”, no dia 14. “Os 39 degraus”, de Alfred Hitchcock, estará pela primeira vez nos teatros portugueses nos dias 20 e 21. Uma comédia que conjuga intriga, espionagem,

aventuras, heróis, vilões e romance. “Júlio de Matos”, encenado e interpretado por Joaquim Monchique é a grande atração teatral de maio. Este monólogo, para rir e refletir, está em cena no dia 12. De Sevilha para Lamego, Puerto Flamenco vem animar com os ritmos de dança influenciados pela cultura cigana. O espetáculo está marcado para o dia 26. Após uma pausa em 2010, André Sardet regressa aos grandes palcos nacionais. No Teatro Ribeiro Conceição, no dia 2 de junho, o músico vem apresentar “Pára,

(M12) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 16h10, 18h50, 21h30, 00h20* Florbela (M12) (Digital)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 18h50, 21h40, 00h00* Fúria de Titãs (M12) (Digital 3D)

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 11h10* (6ª e dom.), 14h00, 16h20, 18h35, 21h10, 23h30* Lorax VP (M4) (Digital)

Sessões diárias às 13h40, 15h55, 18h10, 21h40, 00h10* A mulher de negro (M16) (Digital) Sessões diárias às 14h40, 17h40, 21h00, 00h00* John Carter

05 | abril | 2012

Associando-se à programação cultural no âmbito do projeto” Férias da Páscoa na Casa dos Livros”, a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva, em Viseu, apresenta uma mostra bibliográfica, alusiva às tradições da comemoração da Páscoa, sentida por alguns poetas portugueses como Almeida Garrett, Miguel Torga, Vitorino Nemésio, Antero de Quental e Teixeira de Pascoaes.

VILA NOVA DE PAIVA ∑ Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 30 de abril Exposição de pintura “Fases da minha vida”, de Roberto Flavinson.

∑ Até dia 30 de abril Exposição de ilustração “Como é que uma Galinha”, de Yara Kono, (Prémio Nacional Ilustração 2011).

Jornal do Centro

Sessões diárias às 14h20, 16h40, 19h00, 21h20, 23h50* Vergonha (M18) (Digital) Sessões diárias às 14h50, 17h10, 19h30, 21h50, 00h30* Fúria de Titãs 2D (M12) (Digital)

Sessões diárias às 11h00 (6ª e dom.), 13h50, 16h10, 18h30 Lorax (M6) (Digital 3D) Sessões diárias às 21h20, 23h40* Amor e outras cenas (M12) (Digital)

Escuta e Olha”, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança. Contudo, é o teatro que estará em destaque durante este mês. No dia 9, as Marionetas de Mandrágora apresentam “Casa dos Ventos”. Uma velha e uma criança são as personagens centrais, que simbolizam memórias e procura, respetivamente. “Louco na Serra” é a proposta do Teatro Regional da Serra do Montemuro. Em cena dia 16, faz o público caminhar sobre a frágil barreira entre a civilização e a selvajaria. Tiago Virgílio Pereira

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

Jeremias, um dos profetas maiores do Velho Testamento, nascido pelos meados do séc. VII a. C. assiste, magoado, à invasão dos babilónios que destroem o Templo da sua Cidade Santa, Jerusalém e conduzem para demorado exílio a maior parte dos seus habitantes. E Jeremias, comovido, constrói cinco belos poemas, as Lamentações, cantos tristes que retratam o despojamento de uma cidade que brilhara entre as nações e constroem, no fim, a vaga esperança de um recomeço que haveria de tardar. De tão belos, apesar da tristeza que destilam, musicólogos renomados, como o inspirado Cónego Barreiros, de Viseu, ou o inventivo maestro Lemos Peliz, em Lamego, mais de dois mil anos depois constroem belíssimas salmodias que solenizam os cerimoniais litúrgicos da Semana Santa de matriz cristão. E foi a atmosfera gerada pelos ecos destes coros tantas vezes escutados que me fez lembrar uma das mais singulares ruas da cidade onde habito, a Rua Direita, caminho primeiro que rompeu dos trilhos neolíticos, rumorosa travessia de mercadores, de romeiros, de soldados, dignidades de igreja, fidalguias, habitácu-

lo de gente no casario de três andares empoleirados no desvão da colina, entranhas da cidade antiga senão o seu coração posto ao lado. Foi assim que José Madeira a retratou em 1972 nesse longo poema, Rua Direita, carinhosa ode que celebra a materialidade desse chão que conheceu logo desde o berço, o intenso fervilhar dos passos de quem por ela transita, a algaraviada das vozes dos moradores que desde sempre se conhecem e dos forasteiros de quem fizeram amigos. José Madeira já não viu, como Jeremias, a desolação que agora cobre a sua rua. Como se encontra solitária a cidade antes tão povoada!... Mas nós, que ali passamos, não vemos o chão marcado de passos, não vemos raparigas à janela, nem vizinhos conversando, não passam soldados, nem curas, estão desertas as tendas e dentro delas só moram fantasmas, nem pregões de castanhas a assar e até passamos depressa porque se geraram medos ao dobrar de uma esquina. Poetas menores, como eu, choram sobre a cidade despida, minguada a esperança de que um profeta maior venha trazer o seguro anúncio do regresso da gente dos afastados campos de Babilónia.

Estreia da semana

Sessões diárias às 11h15 (6ª e

Sessões diárias às 14h00,

dom.), 14h10, 16h30

16h50, 21h30, 00h20*

Viagem ao centro da terra

Comprámos um Zoo

2 - a ilha misteriosa

(M6) (Digital)

(M6) (Digital) Sessões diárias às 13h30, Sessões diárias às 14h20,

16h20, 19h05, 21h50, 00h35*

17h25, 21h10, 00h15*

American Pie: o

Os jogos da fome

reencontro

(M12) (Digital)

(CB) (Digital)

Sessões diárias às 13h10, 17h05, 21h00 Titanic

Legenda: * só quinta, sexta

(M12Q) (Digital 3D)

e sábado

Titanic 3D– Esta é a história da menina rica e do menino pobre que se encontram no navio inafundável, o majestoso Titanic. A bordo desse navio, autêntico retrato da sociedade desse século, os dois apaixonam-se e vivem uma curta mas intensa história de amor…


Jornal do Centro 05 | abril | 2012

culturas Propostas Fnac para toda a semana A celebrar 30 anos de carreira, os Jarojupe, nome incontornável na história do rock português, visitam o Fórum FNAC, amanhã, dia 6, a partir das 21h00, para apresentar o novo trabalho intitulado “Disco de Vinil”. Um álbum que vagueia por entre temas cantados em português e em espanhol, com uma versão especial do tema “La carta”, da mítica banda espanhola Héroes del Silencio.

“Sonhos Doces” para os mais gulosos No âmbito da “Festa do Livro”, a Fnac apresenta “Sonhos Doces”, no sábado, 7, a partir das 19h00. Este é o primeiro livro sobre design de bolos de Carina Costa e apresenta as principais receitas e as técnicas mais utilizadas para a execução de bolos fantásticos. Nesta apresentação, aprenda um pouco mais sobre o tema, como se iniciar na confeitaria artística e conheça algumas das obras realizadas pela autora.

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No sábado, dia 7, pelas 18h00, no Centro Cívico de S. Martinho de Mouros, vai decorrer a apresentação pública do livro “Resende – Fotomonografia”. Trata-se de uma obra que reúne um conjunto de fotografias, quadros únicos que trespassam todo o concelho, desde o Montemuro ao rio Douro.

Destaque

Variedades

Jarojupe ao vivo

D Apresentação de livro em Resende

“Quem és tu?”, o luxo e a decadência de Portugal no século XVI Baseado na peça “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, vai ser projetado o f ilme “Quem és tu?”, segunda-feira , dia 9, pelas 21h00. Maria de Noronha aos 13 anos, filha de Madalena de Vilhena e de Manuel de Sousa Coutinho, é uma rapariga demasiado branca e frágil, cujo sono é rompido por fantasmas e alucinações: o luxo e a decadência do século XVI português.

“Cristovão Colombo - O Enigma”, de Manuel de Oliveira O f i lme “Cristovão Colombo - O Enigma”, conta a história de um casal que compartilha a paixão pelas explorações marítimas. Durante a lua-de-mel, o casal viaja por diversos luga res e con f irma a teoria de que Cristóvão Colombo, na verdade, era português. Para ver na quinta-feira, dia 12, às 21h00.

Compositor de Viseu cria “Hino Seleção 2012” Paulo Lima∑ Inspirado no apelo deixado em 2008, em Viseu, por Cristiano Ronaldo O pianista, compositor e produtor viseense, Paulo Lima, repetiu a proeza de 2008 e produziu o tema “Hino Seleção 2 01 2” com o i ntuito de “contribuir para o êxito da Seleção Naciona l. A letra é do autor Eduardo Jorge e a interpretação é da cantora, Catarina Rocha. “Depois de ter produzido em 2008 o hino de apoio à seleção, baseado na célebre frase do dr. Fernando Ruas Viseu r i m a com eu ropeu , seleção rima com coraç ão”, Pau lo L i m a con fessa que , “respondendo ao apelo de Cristiano Ronaldo”, quer d a r m a i s u m a vez, o seu apoio à seleção nacional com o novo hino para 2012. Compositor e prod u t o r, P a u l o L i m a tem vários trabalhos

Hino Seleção 2012 Forçámos o conseguimento, Sonhámos as imensidões, Domámos o tormento, Com fé, naus e galeões.

A coragem e o querer, Sempre nos levaram além, Não tencionamos perder, Não cedemos a ninguém.

Por isso vamos lutar, Vencer o jogo final, Por o talento a brilhar, E ganhar, Portugal, Portugal, Portugal

A Pianista quer apoiar seleção e contou com

O fado, o mar sem igual, Nossa alma de Camões, Seleção é Portugal, Em todos os corações

editados e produzidos em vários países, sendo recon hecido no pa nora ma musical nacional e internacional. O v ídeo do “Hi no Seleção 201 2” está

A coragem e o querer, Sempre nos levaram além, Não tencionamos perder, Não cedemos a ninguém.

Eduardo Jorge (letra) e Catarina Rocha (voz)

disponível para download na página da internet http://www. facebook.com /HinoDaSeleccaoNacional2012. Emília Amaral

Refrão

Variedades

“Queima do Judas” em Santa Comba Dão A Expressart’ – Escola d’Artes do Município de Santa Comba Dão vai promover mais uma edição da “Queima do Judas”, Publicidade

tradição católica e ortodoxa. O evento decorre no sábado, dia 7, no Largo do Município de Santa Comba Dão, a partir das

23h00. O aconteci mento é composto pela queima de um boneco de tamanho humano, feito de pa-

lha, jornais e papel que é passeado pelas ruas e enforcado antes de ser queimado. Tradicionalmente, a “Queima do Judas” sim-

boliza a morte de Judas Iscariote. Tem um carácter simbólico de expiação dos males e de purificação, através do fogo.

O espetáculo estará a cargo de professores e alunos da Expressart’ e será composto por música, dança e teatro. TVP


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saúde Viseu no grupo dos distritos com menos tuberculose O distrito de Viseu registou em 2011, 34 novos casos de tuberculose, contabilizando-se 38 casos nos 24 concelhos, de acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde, publicados no Dia Mundial da Tuberculose, celebrado a 24 de março. Os dados revelam que Viseu é dos distritos com menos casos de tuberculose (9,0 por 100 mil habitantes), a par de Bragança,

Coimbra, Leiria e Évora. Portugal tem atualmente uma prevalência de 21 por 100 mil habitantes, o que coloca o país no grupo dos países de incidência intermédia. Mas Viseu está posicionado a nível nacional no grupo dos distritos com muito baixa incidência. Desde 2002, quando se posicionava no grupo com incidência intermédia, Viseu tem vindo a registar descidas consecutivas. EA

A Os resultados da segunda fase do estudo foram apresentados recentemente na Câmara Municipal

Jovens de Vouzela estão a aumentar de peso Ativo II∑ Estudo sobre hábitos de vida dos jovens foi conduzido pela Universidade do Porto Os jovens do concelho de Vouzela estão a aumentar de peso. A conclusão é do estudo “Ativo II” sobre hábitos de vida dos jovens do concelho, conduzido pela Universidade do Porto. O estudo analisou dados comparativos publicados na primeira fase em 2009 e concluiu que “no que diz respeito ao sobrepeso/obesidade, verificou-se um aumento entre rapazes e raparigas”. Nesta segunda fase, o “Ativo II” foi alargado às crianças do pré-escolar, tendo-se concluído que “a prevalência de meninos com sobrepeso e/ou obesidade ronda apenas os 25 por cento e nas provas de aptidão física há uma melhoria dos resultados da primeira para

a segunda fase”. “Por outro lado, o estudo revela que a prevalência de meninos e meninas com sobrepeso e/ ou obesidade aumentou no segundo ano de avaliação e entre as crianças muito ativas, 11 por cento são obesas”, acrescenta o trabalho. No capítulo dos adultos, os valores médios de Índice de Massa Corporal (IMC), revelam que “40 por cento dos homens são obesos e 45 por cento têm sobrepeso”. Relativamente às mulheres “20 por cento são obesas e 45 por cento têm sobrepeso”. “Somente 17 por cento das mulheres e 13 por cento dos homens avaliados praticam desporto”, acrescenta. No que concerne às famílias, o “Ativo II” conclui que apresentam níveis de ativi-

dade física “baixos a moderados”, que os valores médios do IMC dos pais e das mães “estão na zona de sobrepeso”, que “25 por cento das famílias têm risco cardiometabólico” e que “apenas 7,2 por cento das raparigas e 5,9 por cento dos rapazes são considerados obesos”. Na segunda fase do “Ativo II” foram monitorizados cerca de 2000 alunos do pré-escolar ao secundário. Face às conclusões, o coordenador do projeto, José Maia deixou como desafios para ajudar a inverter a realidade existente desenvolver um plano de ação para as crianças e jovens em risco: “Mais e melhores atividades físico-desportivas,

cuidado nutricional, alteração significante do seu autoconceito e autoestima”. Estender o estudo aos professores e funcionários numa próxima fase, foi outra das propostas do responsável. Para o presidente da Câmara de Vouzela, Telmo Antunes trata-se de um estudo de “enorme alcançe educativo e social”, destacando ainda “a grande qualidade e rigor científico”. O “Ativo II” resultou da parceria entre a Câmara de Vouzela, a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, o Centro de Saúde local e as várias escolas do concelho. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt


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Opinião

Pedro Carvalho Gomes CMDV Supreme Smile

A boca funciona como um marcador de doenças! Os olhos são a janela da alma, mas a boca é a porta para a doença. Embora possa ser difícil fazer a ligação entre a perda dentária e um ataque cardíaco o que se passa na nossa boca pode prever muitas doenças. Dentro da boca existe vários tipos de bactérias, a maior parte coabitam sem provocar alterações na estrutura oral, no entanto existem outras que podem colonizar bolsas gengivais (espaço livre entre a gengiva e o dente) provocando inflamação e hemorragia gengival e a perda óssea que por sua vez pode levar à perda dentária sem dor. A doença periodontal (doença que afecta as estruturas de suporte do dente: gengiva, osso alveolar e ligamentos periodontais) possui cerca de 500 espécies de bactérias diferentes. Uma questão essencial que se prende neste aspecto é: “Porque é que a saúde oral pode afectar as várias patologias clínicas, como a patologia cardíaca?” As bactérias existentes na doença periodontal circulam livremente por todo o organismo, e nos pequenos vasos sanguíneos podem depositar-se libertando toxinas e substâncias inflamatórias que poderão levar a bloquieos vasculares. A perda dos dentes pode ser considerada como precursor de algumas doenças tais como: doença arterial coronária, endocardite bacteriana, pneumonia bacteriana, diabetes, doença renal e derrame cerebral.

Suicídio discutido em Viseu XI Simpósio∑ Encontro não revelou dados do distrito A Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS) realizou o XI Simpósio, no Hotel Grão Vasco, em Viseu. Foi uma organização conjunta entre a SPS e o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Sob o mote “Comunidade e Comportamentos Suicidários - Avaliar e Prevenir”, o encontro tratou de temas ligados à prevenção e formas de intervenção em populações e contextos especiais. Apesar de “muito produtivo”, o debate “não revelou dados concretos que sejam ilustrativos da situação em Viseu, pois nesta área suicídio - deve imperar a sensatez”, disse Jorge Humberto, director do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

RECOLHA DE FUNDOS PARA GABINETE MÉDICO O Centro de Alcoólicos Recuperados do Distrito de Viseu está a realizar uma recolha de fundos. A iniciativa visa angariar dinheiro para abrir um gabinete médico. Os donativos devem ser enviados para o NIB: 001800005060955000148.

MAIS DE METADE DOS CANCROS SÃO EVITÁVEIS Mais de metade dos cancros pode ser evitada, de acordo com pesquisadores, norte-americanoss, segundo um estudo norte-americano divulgado na semana passada . Os pesquisadores citam o tabagismo, o excesso de peso, a má alimentação ou a falta de exercício e de políticas públicas como causas da doença.

A Debate decorreu no Hotel Grão Vasco, em Viseu No XI Simpósio ficou a saber-se que está a ser criado um plano nacional de prevenção do suicídio, que será divulgado em breve. “Avaliação em diferentes settings”, “cuidados psiquiátricos na comunidade e risco de suicídio”, “prevenção: papel do internamento compulsivo”, “avaliação

em diferentes contextos geográficos” “prevenção do suicídio em populações especiais” e “fatores de risco e estratégias de prevenção do suicídio em períodos de crise social e económica”, foram os temas das conferências e debates “mesa redonda”. Tiago Virgílio Pereira


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GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Take-way. RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes Grelhadas. Folga Não tem. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Tem também take-away. SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away.

COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos e outras. Preço médio refeição 12 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à Sub-Estação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 918 680 845. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), exclusividade de cerveja em Viseu, fácil estacionamento, acesso gratuito à internet. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia. RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away. O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771. RESTAURANTE AVENIDA Especialidades Cozinha Porguguesa e Grelhados. Folga Não tem. Morada Avenida Alberto Sampaio, nº9 - 3510-028. Telefone 232 468 448. Observações Restaurante, Casamentos, Baptizados. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com RESTAURANTE ROSSIO PARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros.

RESTAURANTE CASA AROUQUESA Especialidades Bife Arouquês à Casa e Vitela Assada no Forno. Folga Domingo. Morada Urbanização Bela Vista, Lote 0, Repeses, Viseu. Telefone 232 416 174. Observações Tem a 3ª melhor carta de vinhos absoluta do país (Prémio atribuído a 31-102011 pela revista Vinhos) MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. FORNO DA MIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTA DA MAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE O POVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

CHEF CHINA Especialidades comida chinesa. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Observações www.chefchinarestaurante.com RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados. SANTA GRELHA Especialidades Grelhados. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Telefone 232 415 154. Observações www.santagrelha.com A DIFERENÇA DE SABORES Especialidades Frango de Churrasco com temperos especialidades, grelhados a carvão, polvo e bacalhau à lagareiro aos domingos, pizzas e muito mais.... Folga Não tem. Preço médio por refeição 6 euros. Telefone 232 478 130 Observações Entraga ao domicilio.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680132 Oliveira de Frades. Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo.

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ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a Lg. Genera l Humber to Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666

ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de

Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS Morada Rua D. António Alves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498 ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500-134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs. advogados@netvisao.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454 BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas MANUEL COVELO www.manuelcovelo-advogado.com Escritório: Urbanização Quinta da Magarenha-Rua da Vinha, Lte 4, 3505639 Viseu Telefone/Fax: 232425409 Telemóvel: 932803710 Email: mcovelo-5466c@adv.oa.pt

MANGUALDE JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose. almeida.goncalves-14291l@adv.oa.pt

NELAS JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

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Jornal do Centro

CLASSIFICADOS 33

05 | abril | 2012

EMPREGO & FORMAÇÃO OFERTAS DE EMPREGO Centro de Emprego de LAMEGO (254 655 192)

Motorista de veículos pesados – mercadorias. Sernancelhe - Ref. 587800296 Mecânico de automóveis. Sernancelhe - Ref. 587801020 Empregada doméstica - casas particulares. Armamar - Ref. 587802615 Técnico em higiene industrial segurança do meio ambiente. Lamego - Ref. 587803234 Fisioterapeuta. Tabuaço Ref. 587803902 Cortador de carnes verdes. Armamar - Ref. 587804006 Cozinheiro. São João da Pesqueira - Ref. 587804259 Cabeleireiro. Tabuaço - Ref. 587804534 Prospetor de vendas. Lamego - Ref. 587804736 Esteticista (visagista). Lamego - Ref. 587804975 Ajudante de cozinha. Armamar - Ref. 587805670 Cozinheiro. Penedono - Ref. 587805796

Centro de Emprego de TONDELA (232 819 320)

Cortador de carnes Ref. 587792565 - Santa Comba Dão Pretende cortador(a) de carnes verdes com experiencia. Marceneiro Ref. 587800256 - Carregal do Sal Candidato com boa experiencia na área. Encarregado de limpeza Ref. 587801226 - Mortágua Pretende encarregado (m/f) com experiencia para chefiar uma equipa de cantoneiros. Tem que possuir carta de ligeiros para conduzir viatura de transporte de pessoal. Outros soldadores e maçariqueiros Ref. 587804381 - Tondela Saber soldar com semiautomáticas (mig). Tem que reunir as condições para o programa estimulo 2012: desempregado inscrito em centro de emprego há pelo menos seis meses consecutivos. Engenheiro civil Ref. 587804515 - mortágua Inscrito na ordem dos engenheiros (é necessário reunir os requisitos para assinar alvará).

Serralheiro civil Ref. 587801409 – Mortágua Pretende pessoa com experiencia de serralheiro. Podador Ref. 587802723 - Mortágua Pretende podador-escalador (poda em arvores altas) de preferência com experiência. Outros decoradores e desenhadores modelistas de produtos ind Ref. 587802983 - Carregal do Sal Pretende-se candidato(a) com formação superior na área de designer gráfico ou estrutural/equipamentos. Motosserrista Ref. 587802995 – Tondela Pretende-se candidato c/ experiencia. Empregada doméstica casas particulares Ref. 587805942 - Santa Comba Dão A tempo completo Pretende-se candidato(a) para tarefas domésticas e tratamento de jardim, horta e animais que possa ficar interna durante a semana. Ajudante de cozinha Ref. 587802587 - Mortágua Candidato c/experiencia.

Centro de Emprego de VISEU (232 483 460)

Cozinheiro Ref. 587808387 - Tempo Completo - Viseu Empregado de Mesa Ref. 508898803 – Tempo Completo - Viseu Empregado de Snack Bar Ref. 587806187 - Tempo Completo - Ranhados Pintor Automóvel Ref. 587804166 - Tempo Completo - Rio de Loba Canalizador Ref. 587806172 - Tempo Completo – Viseu Carpinteiro de Tosco Ref. 587802786 - Tempo Completo - Viseu Eletromecânico em Geral Ref. 587804332 - Tempo Completo - Nelas Trabalhador Agrícola Ref. 587804909 - Tempo Completo - Viseu Trabalhador Indiferenciado Ref. 587807366 - Tempo Completo - Viseu

As ofertas de emprego divulgadas fazem parte da Base de Dados do Instituto do Emprego e Formação, IP. Para obter mais informações ou candidatar-se dirija-se ao Centro de Emprego indicado ou pesquise no portal http://www.netemprego.gov.pt/ utilizando a referência (Ref.) associada a cada oferta de emprego. Alerta-se para a possibilidade de ocorrência de situações em que a oferta de emprego publicada já foi preenchida devido ao tempo que medeia a sua disponibilização ao Jornal do Centro e a sua publicação.

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Jornal do Centro

34 CLASSIFICADOS

NECROLOGIA Zilda Ribeiro, 90 anos, solteira. Natural do Brasil e residente Albertino Ferreira, 89 anos, viúvo. Natural e residente em Várem Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 31 de Março, pe- zea de Calde, Viseu. O funeral realizou-se no dia 31 de Março las 16.00 horas, para o cemitério de Vila Nova de Paiva. para o cemitério de Póvoa de Calde. Agência Funerária Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Agência Horácio Carmo & Santos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238 Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251

05 | abril | 2012

INSTITUCIONAIS

1ª Publicação

Sónia Maria Antunes Ferreira Oliveira, 37 anos, casada. Natural de Alemanha e residente em Fagilde, Mangualde. O fu- José de Oliveira, 88 anos, viúvo. Natural de Cavernães e resineral realizou-se no dia 3 de Abril, pelas 17.30 horas, para o dente em Carragosela, Viseu. O funeral realizou-se no dia 30 cemitério de Silgueiros. de Março, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Cavernães. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Amaro da Silva, 88 anos, casado. Natural de Sabugosa, Tondela Mangualde Tel. 232 613 652 e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 2 de Abril, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Viseu. Arminda de Jesus, 90 anos, casada. Natural e residente em Roda, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 4 de Abril, pe- Agência Funerária Abílio las 16.00 horas, para o cemitério de Mangualde. Viseu Tel. 232 437 542 Agência Funerária Pais Mangualde Tel. 232 617 097

Cassilda Pais de Loureiro Marques, 76 anos, viúva. Natural e Residente em Bela Vista, Silgueiros. O funeral realizou-se Nascimenta de Jesus Loureiro, 88 anos, viúva. Natural e resi- no dia 2 de Abril, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Silgueiros. dente em Moreira, Nelas. O funeral realizou-se no dia 4 de Abril, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Moreira. Agência Funerária Balula, Lda. Agência Funerária Nisa, Lda. Viseu Tel. 232 437 268 Nelas Tel. 232 949 009

(Jornal do Centro - N.º 525 de 05.04.2012)


Jornal do Centro 05 | abril | 2012

clubedoleitor

35

DEscreva-nos para:

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta seção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

FOTOS DA SEMANA

HÁ UM ANO EDIÇÃO 473 | 08 DE ABRIL DE 2011 Distribuído com o Expresso. Venda interdita. DIRECTOR

Pedro Costa

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UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 04 pág. 06 pág. 08 pág. 12 pág. 14 pág. 15 pág. 18 pág. 20 pág. 21 pág. 22 pág. 23

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURAS > SAÚDE > RESTAURANTES > CLASSIFICADOS > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

Semanário 08 de Abril de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 473

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

·www.jornaldocentro.pt| Vasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorres |Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.

Região Assaltos a residências em Viseu e Lamego aumentam 97% em 2010 página 8

Gravações da novela da TVI arrancam em Mundão

∑ Produtora conta ao Jornal do Centro a experiência

Tondela Desempregados recuperam edifício da nova sede da Junta de Canas de Santa Maria

vivida em Viseu durante as primeiras filmagens

de “Eclipse”

| página 4

página 10

À conversa Ricardo Rodrigues fala do Campeonato Nacional de Jorkyball, em Viseu, dia 16

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Nuno Ferreira

página 17

Nuno Ferreira

página 6

Entrevista Deolinda encerram hoje XVII Semana Académica de Viseu

∑ Gravações da novela da TVI arrancam em Mundão ∑ Assaltos a habitações aumentam 97 por cento ∑ Mais de 1000 idosos vivem isolados no distrito ∑ “The Rock Fest” em Mangualde ∑ Cavacas irresistíveis em Resende ∑ Marcha lenta mantém-se contra as portagens ∑ Lojistas de Viseu visitam realidade de Ourense

Dinis

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Na segunda-feira devido a um forte temporal de cinco minutos no concelho de Viseu, provocou o caos, de um lado a cidade inundada, do outro, a queda de granizo que cobriu as terras de cultivo. A ACERT É UMA ESTRUTURA ESTRUT FINANCIADA POR

Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt

APOIO


tempo: pouco nublado

JORNAL DO CENTRO 05 | ABRIL | 2012

Hoje, dia 5 de abril, céu parcialmente nublado de manhã, chuva fraca com períodos de céu pouco nublado durante o dia. Chuva ou saraiva fraca durante a noite. Temperatura máxima de 10ºC e mínima de 2ºC. Amanhã, 6 de abril, chuva fraca. Temperatura máxima de 11ºC e mínima de 1ºC. Sábado, 7 de abril, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 16ºC e mínima de -1ºC. Domingo, 8 de abril, céu. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 2ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda

Olho de Gato

Sexta, 6

Tempos

Castro Daire ∑III Torneio o Coelho Verde”, organizado pela Academia de Cultura e Recreio de Castro Daire O Crasto, no Complexo Desportivo Municipal.

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

Viseu ∑Workshop de pastelaria, no Montebelo Viseu Hotel & Spa, às 10h30, dirigido a crianças dos 3 aos 10 anos. Santa Comba Dão ∑Queima do Judas pela Expressart’ Escola d’Artes do Município de Santa Comba Dão, às 23h00, no Largo do Município.

Quinta, 12

Lamego ∑III Montra de Oportunidades Ensino/Formação e Criatividade/Inovação, no Multiusos de Lamego, até sábado.

Nuno André Ferreira

Sábado, 7

Tondela ∑Queima e Rebentamento do Judas 2012, pelo Trigo Limpo teatro ACERT, na Escola EB 1,2 (Campo de Jogos). Anualmente, cerca de cinco mil espectadores ocorrem a este espectáculo que cruza várias disciplinas artísticas, explorando pontes de ligação entre a tradição e a modernidade.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

A Mara Pedro atua no dia 13, aquando da inauguração da exposição

O lado artístico da justiça exposto em Viseu “3ª Exposição Artística da Justiça” ∑ Tribunal será o palco do evento O Tribunal Judicial, em Viseu, vai abrir as portas ao público, de 13 de abril a 18 de maio, e mostrar as aptidões dos profissionais da justiça nas áreas da pintura, escultura, fotografia e artesanato, no âmbito da “3ª Exposição Artística da Justiça”. O evento de cariz nacional pretende desta forma dar oportunidade a autores do meio judicial de expor os seus trabalhos, ao mesmo tempo que transmite um sinal de “abertura” e “bem-receber” dos edifícios ju-

diciários. “Sentimos um crescente entusiasmo artístico no meio judicial, pelo que, convidamos todos os artistas a trazerem as suas obras ao átrio do Tribunal, embelezando-o com a magia das artes”, explicou Bento de Almeida, secretário de justiça em Viseu. A festa de inauguração da “3ª Exposição Artística da Justiça” está marcada para as 18h00, da próxima sexta-feira, dia 13, e contará com a presença de comandantes e entidades das diversas forças policiais.

A partir das 21h00, está previsto um espetáculo de música Jazz, a noite de fado e declamação de poesia. Para tal, vai atuar a fadista viseense Mara Pedro e o cativante Guilherme Gomes. No dia 4 de maio, a grande atração será um concerto de música tradicional e popular. O evento encerra no dia 18 com um concerto de filhos dos funcionários e magistrados e ainda a atuação de uma tuna, a partir das 21h00. Tiago Virgílio Pereira

1. Em 1965, o professor Stuart Oskamp fez uma experiência com psicólogos clínicos. Foi dando, a cada um deles, sucessivos dossiers e em cada novo dossier era aumentada a informação sobre os pacientes. Ora, percebeu-se que a qualidade de diagnóstico dos psicólogos não melhorou nada com o aumento de informação. Os dados novos recebidos só os puseram mais confiantes em relação ao diagnóstico inicial que eles tinham feito. A informação nova funcionou unicamente como reiteração. Este processo de fechamento mental é muito usado na luta política. Vejamos o exemplo que está “mais à mão” — as próximas eleições internas no PS-Viseu. Como é evidente, não há nenhuma grande diferença entre Filipe Nunes e Lúcia Araújo Silva — ambos são socialistas e ambos querem ganhar a câmara de Viseu em 2013. Qual será, então, a melhor estratégia para ganhar as eleições no universo fechado dos militantes socialistas? A resposta é simples: eles devem fazer tudo para que cada militante/ eleitor faça o seu “diagnóstico” o mais depressa possível. É que, como mostra o trabalho de Stuart Oskamp, uma vez formulado o diagnóstico “ele é o melhor”, quaisquer que sejam os disparates ditos ou feitos em campanha, dificilmente a posição muda para “ela é a melhor”. (É claro que “ele é o melhor” e “ela é a melhor” podem trocar de lugar na frase). 2. Na semana santa do ano passado, enquanto Sócrates mostrava ter ainda poder sobre o tempo tradicional e dava tolerância de ponto aos funcionários, a troika, que se mexe no tempo pós-moderno dos mercados, trabalhou sem parar durante as “férias” da Páscoa e obrigou o INE, em plena sexta-feira santa, a mudar o valor dos défices e da dívida pública de 2009 e 2010. Isto é, naquele dia de evocação da morte de Cristo, o tempo pós-moderno e o tempo religioso foram ambos sacrificiais. Redigido sem observação do novo acordo ortográfico

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Jornal do Centro - Ed525