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Paulo Neto

Semanário 9 a 15 de março de 2012 Ano 10 N.º 521

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU Novo acordo ortográfico

| Telefone: 232 437 461

Nuno André Ferreira

DIRETOR

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > EDUCAÇÃO > SUPLEMENTO > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURA > SAÚDE > CLASSIFICADOS > EMPREGO > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

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Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu ·

“Defendo um modelo de desenvolvimento para o país onde o interior faça parte” ∑ José António Seguro, secretário geral do Partido Socialista, em visita a quatro concelhos do distrito de Viseu | páginas 6 e 7

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Jornal do Centro 09 | março | 2012

praçapública rSe o primeiro-minis- rSou um presidente rComo foi uma

palavras

deles

tro me tivesse dado ouvidos nós não estariamos com esta taxa elevada de desemprego em Portugal”

[da Junta de Coração de Jesus] que não se preocupa só com as obras, mas também em ajudar os outros”

António José Seguro Secretário-geral do PS (Visita ao distrito de Viseu integrada nas jornadas “Em Defesa do Interior”, 2 de Março)

Opinião

Pensar o quotidiano

A. Gomes

r

O divórcio entre adeptos e o clube (Académico de Viseu), que senti quando cheguei, não é benéfico para ninguém”

Ana Drago Deputada do Bloco de Esquerda (Visita ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu, 5 de Março)

Lima Pereira Treinador do Académico de Viseu Futebol Cube, em entrevista ao Jornal do Centro, no dia 6 de março.

Retratos tendencialmente gémeos

Se Deus nos deu inteligência, dela nos devemos servir, tirando todo o proveito que possamos em nosso favor e em prol de todos os outros. Quem tem um aguçado espírito de observação percepciona factos, imagens, situações e circunstâncias que, muitas vezes, a todos os demais podem passar despercebidas. A exploração deste atributo permite aos animais manterem-se vivos, pela atempada descoberta dos seus inimigos/predadores, de quem fogem ou se escondem. Em nós, inteligentes, poisa o incontornável dever de chegar tão longe quanto possível no destrinçar do que observamos, segundo o conhecimento que tenhamos, ou venhamos a adquirir. Estou de novo na Guiné-Bissau, de onde mando este “recado”. Já vou tendo algum conhecimento do que aqui se passa e percebendo como uma sociedade aparentemente tão diferente da nossa é, ao fim e ao cabo, tão semelhante ao des-

Professor de Filosofia

Diamantino Santos Presidente da Junta de Freguesia de Coração de Jesus, Viseu (Apresentação do projeto “Padrinhos do Coração”, 5 de Março)

bandeira do Partido Socialista [a criação dos Centros Novas Oportunidades], o Governo quer acabar com a educação e a formação de adultos em Portugal”

tino a que vimos, serenamente, aportando. No ano passado, vim por terra, com bons companheiros, desfrutando do crescente internamento em chão africano e do distanciamento à nossa cultura, directamente proporcional aos quilómetros vencidos. Cheiros, vistas, trajes, transportes, estradas, bicharada e demais coisas garantem a chegada ao inebriante ambiente que nos amarra a vagas de saudades que nos tolhem durante o resto das nossas vidas. É a síndrome da África de que tantos falam e alguns conhecem e experienciam, deixando-nos reféns e recidivantes nos regressos. A minha primeira experiência já foi há 15 anos. Em Angola. Esmagava-me a falta de disciplina geral e encantava-me o estremado de educação dos “mais -velhos”. Estorvou-me, no dia-a-dia, os insistentes pedidos de “gasosa” ao longo das estradas e nas ruas das cidades; o necessário “untar” das mãos que mexiam nos papéis oficiais de que se necessitava; a indolência no tratamento de assuntos comuns, nas

repartições e organismos públicos em que esse “unto” não se podia pôr em questão; a forma como os mais desvalidos eram tratados pelo desprezo e esquecimento, aquilo que é o povo, para quem os dirigentes eleitos deveriam trabalhar como as abelhas para a colmeia. Na Guiné, para onde vim numa missão de reforma e em que o meu papel era de coordenação, fui, gostosamente, adentrando a cultura, usos, tradições e formas de pensar e agir. Na exacta medida em que essa aculturação se processava, contra minha vontade e um quanto desiludido, fui dando conta dos alargados passos que o nosso País e gente vem dando na aproximação à forma de ser e, sobretudo, de estar das gentes desta terra. Aí, como aqui, o funcionalismo é exímio em arranjar problemas para, de seguida, poder vender soluções. Quem vai a uma repartição para resolver um problema rapidamente se apercebe de que arranjou vários: filas de espera, indolência no atendimento, proces-

sos burocráticos desesperantes, desconhecimento das ferramentas de trabalho por parte de quem atende e uma enorme vontade de que chegue a hora de despegar para ir “assombrar” para outra banda. Aqui, tal como aí, a justiça não funciona e o seu conceito esboroa-se a cada dia que passa. Calculo que o mesmo se venha a passar com a forma de resolver as questões, os problemas: a fio de navalha, a chumbo quente de um qualquer calibre ou pela turbulência de uma explosão. De todas estas coisas nos apercebemos com a obrigação de tirar lições de vida e de, com elas, arrepiar caminho. Está-se sempre a tempo. Os ratos matam-se com veneno e as infecções tratam-se, até à extinção, com antibiótico. Retratos tão diferentes em tempos idos são, cada vez mais, tendencialmente gémeos. Pedro Calheiros

V. Caixa de Pandora 1. A curiosidade matou o gato, avisa a sabedoria popular. Nisso concorda com religiões e mitologias. A expulsão de Eva do paraíso judaico-cristão foi castigo por ter comido o fruto da árvore da ciência (do bem e do mal): comê-lo (aviso divino!) tem a morte como pena. A mitologia grega também tem a sua Eva: chama-se Pandora e, tal como o gato e Eva, também foi morta (e matou-nos) pela curiosidade. Esta “primeira mulher”, adornada com toda a beleza e virtude possíveis, recebeu, como prenda de casamento, uma caixa de origem divina, e a ordem expressa de a não abrir. Mas a curiosidade de Pandora (novamente a curiosidade feminina, santos deuses!) não resistiu: levantou a tampa da caixa, tendo escapado o que estava lá dentro: todos os males, que se espalharam pela Terra… e nos atormentam (consola-nos ter conseguido repor a tampa a tempo de, no fundo, ficar presa a esperança). 2. Em contraponto: desde o início, a filosofia – e a ciência – tem origem na curiosidade. Ou na admiração, utilizando terminologia de Aristóteles (século IV aC): “foi pela admiração

que os homens começaram a filosofar tanto no princípio como agora”. Segundo a conceção mítica grega, a sabedoria era um dom dos deuses, que a podiam oferecer aos homens: para prever o futuro, como o (in)sucesso de uma guerra, consultavam-se os deuses, que respondiam através de oráculos. Mas Tales (século VI aC), considerado o iniciador da filosofia (ocidental), não pede aos céus resposta às suas perguntas; ele próprio trata disso: é com base nos seus cálculos que prevê um eclipse ou, com um ano de antecedência, uma boa colheita de azeitona. “Como agora”: não há verdadeiro saber sem curiosidade. Achar tudo “natural”, óbvio, é o princípio da estagnação do saber; questionar o óbvio é a tarefa de toda a filosofia (a base da evolução de todo o saber). 3. A curiosidade frutifica no terreno da liberdade de pensamento e do espírito crítico. Terá sido esse também o ambiente onde se desenvolveu a filosofia. Qual foi a substância que deu origem a tudo o que existe? – esta, a preocupação comum

aos primeiros filósofos (da Escola grega de Mileto). Não há aqui espaço para esmiuçar as respostas dos três grandes pensadores dessa Escola (Tales, Anaximandro e Anaxímenes), mas apenas esta ideia: essas respostas foram discordantes, entre si. Se atendermos a que Tales foi mestre de Anaximandro e este, de Anaxímenes, essa discordância induz-nos a conclusão de que, na Escola, se incentivava o espírito crítico e a disposição para pensar por si próprio. 4. Por que razão serão os deuses, ao contrário destes filósofos, tão ciosos da sua sabedoria? Talvez porque saber é poder. É o que pensa Javé, ao expulsar Adão e Eva do paraíso: pelo conhecimento tornaram-se “como um de nós” e é preciso evitar que, comendo da árvore da vida, se tornem eternos (como Ele); é o que pensam os deuses gregos que com a caixa de Pandora se vingaram de Prometeu, que lhes roubou o fogo – e o poder que ele supõe. Nota: este texto foi publicado também no blogue O meu baú (http://omeubau.net)


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números

estrelas

2400 A exposição “São Teotónio. Padroeiro da Diocese e da Cidade de Viseu”, inaugurada a 18 de fevereiro, recebeu 2400 visitantes em menos de duas semanas. A mostra que assinala os 930 anos do nascimento do padroeiro, os 900 anos da vinda para Viseu e os 830 anos da sua morte encontra-se aberta ao público no Museu Grão Vasco e Sé Catedral até 1 de Julho.

Importa-se de responder?

Lima Pereira Treinador do Académico de Viseu Futebol Clube

Eduardo Seixas Comandante do Grupo Territorial da GNR de Viseu

Implementando com dinamismo no distrito a operação nacional Censos Sénior, a GNR referenciou 1900 idosos que vivem sozinhos ou isolados, criando uma base de dados que pode servir para uma resposta mais eficaz a esta alarmante situação social.

Em pouco tempo e com obra já feita, Lima Pereira, o actual treinador do Académico de Viseu insiste numa política de aproximação dos adeptos ao clube, na antevisão dos êxitos que se anunciam...

Infelizmente, o futuro vai passar pela emigração. Tenho imensos amigos com cursos superiores que não conseguem emprego em Portugal.

Hugo Bispo

André Esteves

Proprietário de estabelecimento

Técnico de farmácia

Eu já perdi a esperança. O estado do país não melhora e por isso vou emigrar.

Bruno Miguel Barman

Margarida Assis Aluna da ESEN

Ao criarem o “Viseu Mobile”, ferramenta inovadora, permitem a quem visita a cidade, descobrir Viseu através do telemóvel. “Viseu na Palma da Mão” é o nome deste projeto inserido no plano anual da atividade da ESEN.

Perante o crescente número de desemprego dos jovens, quais os planos para o futuro? Devido aos cortes e ao aumento de impostos que se têm vindo a registar por imposição do Governo, as pessoas, e sobretudo os jovens, investem e arriscam cada vez menos. Estes fatores fazem com que a taxa de desemprego continue a aumentar, a solução passará, num futuro próximo, pela emigração.

Pionés/Punaise

Vitor Costa e Carlos Malta (professores), David Pereira, Pedro Gonçalves, Joel Gonçalves e Pedro Oliveira (alunos) Escola Secundária Emídio Navarro

As perspetivas de futuro para quem está a chegar agora ao mercado laboral são negras. As consequências previsíveis desta realidade são transversais e profundamente negativas, prevendo-se a diminuição geral dos salários. Assim, os jovens veem-se obrigados a aceitar ordenados mais baixos, o que força os desempregados a seguir a mesma regra e os empregados a perder capacidade de argumentação para reclamar aumentos. O impacto negativo no consumo será, assim, inevitável, Vanessa Figueiredo Psicóloga alastrando-se depois a toda a economia.

Fazer mal ou não fazer À semelhança do que acontece com toda a lei formal (liberalíssima, generosa, indulgente, que não proíbe, mas oferece a escolha, apresentando apenas punições em caso de erro, insensatez ou azar), o murmúrio que nos convida, autoritariamente, a tirar um curso superior é ridículo, de tão despropositado, aflitivo, pungente, de tão hipócrita. Ninguém pondera aprender a caminhar ou a falar ou a comer ou a fugir; todos o fazem naturalmente. O mesmo acontece, hoje, com a universidade, portagem forçada e, à boa maneira dos senhores “poderosos”, inquestionável, no caminho para a cidadania (quiçá para a humanidade). Não suficiente sendo essa sugestão de cariz obrigatório, há também, “já ao seu dispor”, um rol de cursos com futuro e outro de cursos vãos, liminarmente destinados

ao desemprego. E as nossas aspirações? E os nossos gostos e vontades e sonhos e vocações? A mudança abala e, por isso, não convém à estrutura e ao sistema, mas é realmente forçoso que se deixe o caminho da convencionalidade, que é o da homogeneização, e se empreenda, com intrepidez bastante, uma nova lógica, a da vontade firme, não mais a da cedência mole. “Entretém-te meu anjinho, entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti, se hás-de construir barcos para a Polónia ou cabeças de alfinete para a Suécia, se hás-de plantar tomate para o Canadá ou eucaliptos para o Japão, descansa que eles tratam disso (…) Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acha normal ha-

ver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!” – já em 79, Zé Mário Branco, o altruísmo era o forte dos senhores! Tenho gostado de ouvir docentes questionarem o intuito de alunos tirarem determinados cursos; fica justificada a sua inabilidade profissional: estudaram porque sim e agora conformem-se os alunos com eles e com os seus deficientes desempenhos. E que sigam o modelo! Existe, ainda, quem veja na realização plena de cada indivíduo uma utopia; existe ainda quem não creia que todos possam fazer o que mais gostam. A mim parece, mais do que provável, natural. Receamos o desemprego, claro, mas mormente a falta de vontade e a consequente incompetência. Redigido sem observação do novo acordo ortográfico


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Diretor Paulo Neto paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Este país não é para velhos! Os números dizem que estão a morrer três mil por semana, em Portugal, este inverno, de frio e de dificuldades respiratórias… Dezasseis mil nos últimos dias. Num hospital local, num dia faleceram dezassete. A precariedade. A falta de dinheiro para medicamentos; para electricidade, aquecimento. A deficiente alimentação. A solidão. O abandono. Há tempos que matam que se fartam Há portugueses que quase só trabae onde cada grama de “ceva” de alguns lham para manter gordos os accionisé conseguida à custa da carne e dos os- tas da EDP. Um monopólio. E se um sos de milhares. idoso não conseguir pagar a factura, cortam-lhe a electricidade, o aqueciEste mês, à conta bancária, a EDP mento? foi-nos buscar 300 euros. Diz que é de E ainda há quem vá preso por causa de uns trocos extorquidos de um ajustamentos. Num Lar de Idosos que conhece- multibanco… mos foi buscar 4 mil euros. Diz que é Ao Sr. Relvas faltava-lhe ser minisde ajustamentos.

tro para se tornar na aparentemente tenebrosa personagem que até o presidente da associação de municípios contesta e, entre muitos, um histórico do partido, Capucho, deslustra. Ao ministro Álvaro, dia após dia, esvaziam-no de competências. Chegou como académico iluminado, sairá como cidadão apagado. O ministro G-a-s-p-a-r congratulase com a desgraça e não acerta nos números, nomeadamente os do desemprego, a crescerem assustadoramente para os 15%, com a especificidade de, no que concerne aos mais jovens, aflorarem já a fasquia dos 40%. Este país não é para jovens! O panorama da comunicação social regional não é animador. Há poucos meses desapareceu de cena a Rádio

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Opinião

Um retrato da semana política

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Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Opinião

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

António Vilarigues anm_vilarigues@hotmail.com

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

No último fim-de-semana, tiveram lugar as eleições para a comissão política concelhia do PSD que tristemente apenas vieram confirmar o que se suspeitava. A política local é uma ópera bufa e os actores são figuras menores. Estamos cada vez mais perto de 2013 mas a política local vive de expedientes próprios dos anos 80. Os nossos líderes (até me custa usar este termo assim de forma tão ligeira) convivem mal com a diferença de opinião ou qualquer tipo de oposição e nesta campanha imperou o boato, a mentira, o tacticismo, a intimidação e promiscuidade pelo que se entenderem perpetuar em livro tamanho bocejo eleitoral, o título será: “O melhor do caciquismo dos anos 80, revisitado em 2012!” E o PSD? O PSD local, qual avestruz, prefere pôr a cabeça na areia e viver no sonho de que tudo está bem perdendo uma oportunidade de ouro para se abrir à sociedade. Muita da culpa recai sobre os ombros dos mi-

litantes, que preferiram virar a cara e validar o que aconteceu. Para os lados do número 14 do Rossio mudança é uma palavra vã, apenas serve para enfeitar discursos. É um sinal negativo quando a maioria dos militantes do partido são funcionários da CMV ou seus familiares como bem o demonstram os resultados e as caras visíveis na laudação do Montebelo. Como foi a campanha? Esta campanha foi um “flop”, um “não” acontecimento. Vejamos, foi enunciada uma abertura à sociedade e proposto um debate de ideias mas o que se verificou foi o oposto. Os cidadãos mais atentos facilmente perceberam as debilidades no discurso argumentativo dos candidatos e alguma vacuidade nas ideias apresentadas salvo um ou outro projecto. Os órgãos de comunicação social são poucos, não perguntam, não investigam e não cumprem a sua obrigação. O que ganhou Viseu? Nada. Rigorosamente nada! A visão sobre a so-

ciedade viseense, essa se existe, não avançou um milímetro. Não foram apresentadas ideias novas, não há vontade ou capacidade de reformar o que quer que seja… Nem abertura… Nem debate… Nem uma ideia… Nada… Zero… E Guilherme Almeida não venceu? Guilherme Almeida venceu, sim. Mas também perdeu! Guilherme Almeida não deixa de ser o líder, que fez escola nas associações estudantis, nas jotas, sem existência própria fora da vida política. Tenta resistir com todas as suas forças à mudança pois é mais um sobrevivente que um lutador, teimando em citar Sá Carneiro, provavelmente sem nunca ter lido ou entendido o que é proposto pelo pai fundador do PSD. Venceu sim, porque teve mais votos e o valor do voto deve ser respeitado, mas também perdeu, porque se apresentou às eleições anunciando mudança, debate de ideias e abertura do partido, mas o que fez foi o seu oposto. Não mudou um milíme-

os nossos dias, a previsão de queda do PIB em 2012, quase duplicou tendo passado de -1,8% para -3,3%. E também no facto de em Março de 2010, quando foi aprovado o PEC I, os juros eram de 4% nos empréstimos a 10 anos. Hoje ultrapassam os 13%. Ou seja, um aumento de 200% (!!!). Na prática, estamos perante um processo de agiotagem puro e duro em que, quanto mais pagamos, mais devemos. Pedro Passos Coelho afirma que o programa da troika é para cumprir, «custe o que custar». Só que ele sabe, e nós também, que o que importa é saber quem vai pagar a factura! Quanto pagam os que arrecadam dezenas de milhões de euros de lucros por ano (os

lucros líquidos das 20 principais empresas cotadas na bolsa, entre 2009 e 2011, atingiram 20.628 milhões de euros)? Quanto pagam os que desviam para os paraísos fiscais a suas sedes e os seus lucros para fugir aos impostos (em 20011 saíram do país mais de mil milhões de euros por mês)? Quanto pagam os que transaccionaram 326 mil milhões de euros na Bolsa no espaço de 2 anos e meio? O que é feito para combater a fraude e evasão fiscal e a economia paralela, que atinge cerca de 40 mil milhões de euros ao ano? Quem está a pagar são sempre os mesmos. Quem paga são os trabalhadores do sector público e privado e as suas famílias. Os reformados e pensio-

Mil e uma razões A política de austeridade que nos está a ser imposta pela troika estrangeira do FMI/União Europeia (U.E.)/Banco Central Europeu (BCE) e pelo Governo PSD/CDS, não só não resolve os nossos problemas, como está a encaminhar o país para o precipício económico e social. Qualquer que seja o parâmetro usado, o balanço não pode deixar de ser outro. De programa em programa, de austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista. O país definha economicamente. A pobreza alastra. Isso está bem patente nas sucessivas revisões em baixa da evolução prevista para o PIB. Entre a assinatura do pacto de agressão em Maio do ano passado e


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no Ar. Agora a RTP fecha a sua delegação. E a seguir? Falta extinguir os jornais; os diários e os semanários. O JN já fechou a delegação. Nem sempre a comunicação social tem sabido adaptar-se às crescentes exigências dos tempos actuais. Nem sempre. Mas não está, de momento, aqui, o cerne do problema. Um país sem “cheta”, entre o pão e o jornal não tem por onde optar; uma recessão económica brutal estrangulando as empresas, não deixa saldos para publicidade. Os encargos aumentam diariamente: água, luz, telefones, consumíveis, portagens… Hoje, ir de carro fazer uma reportagem a Lamego, por exemplo, tem custos difíceis de suportar e retorno duvidoso. Esta política de fechamento conduz à asfixia, material e informativa. A boa vontade, a labuta contínua, sete dias por semana, quantas vezes a pagar para trabalhar, já não

é solução… Os políticos gostam de um país calado. Onde todos “engulam para dentro”. O país das implosões, que são as mais surdas e terríveis das explosões. Ou então, gostam de uma comunicação social do panegírico. Alguns há até que, nestes tempos de crise, julgam poder comprar tudo. Entrevistas, inclusivamente. Nesse dia terrível para a informação, quando só tivermos como alternativa vender a alma ao diabo, vale mais recusar o “cangote”, sair de cena e deixar em palco os vendilhões do templo a trocarem elogios por almoços, entrevistas por publicidade de uma empresa de “um amigo do peito”, loas por favorecimentos em negócios paralelos… Este país não está para festas! Mas ainda há quem insista em pensar o contrário. Neste contexto, o seu epicentro

só pode ter o apogeu no auge da decadência, ou no “canto do cisne”. Porém, também é estimável verdade que o miserabilismo “prantivo” a nada nos conduz. Pelo contrário, agrava a retracção. Por isso… a luta continua com dificuldades acrescidas, mais imaginação, mais dedicação (se isso é possível!) e mais contenção… Talvez assim se supere este pesadelo lento, angustioso, penoso. O Jornal do Centro cumpre, a 22 de Março, uma década de existência. Não somos indicados para falar destes dez anos. Apenas destes dez meses. E deixar expresso o respeito aos que nos antecederam, pelo trabalho conseguido. Este país está bom é para secretários de Estado! O SE José Cesário é uma figura política típica do concelho. Desde 1975 que este

tro mesmo alterando um ou outro nome e acabou por fechar o partido a olhares externos. Basta ler os comunicados que foram emitidos ao longo do percurso, para ver que entre o que escreveu e o que levou a cabo muito se perdeu na espuma dos dias. Isolado dentro da teia que ele próprio teceu, não percebe que há vida fora da política e se o percebe sabe que não tem as competências necessárias para sobreviver lá fora, apesar do diploma do ISCTE! Os seus métodos políticos estão ultrapassados, a sociedade mudou e tem dificuldade em conviver com este estado de coisas. A saída de Ruas está prestes a tornar a sua vida até aqui fácil numa vida dura… muito dura e pior ficará se Carlos Marta puser o dedo no ar! Como fica José Moreira? A curta diferença entre votos confere a José Moreira alguma legitimidade interna. Se souber aproveitar a vaga de fundo que criou, ainda terá uma palavra a dizer na escolha de um candidato à CMV. Moreira será sempre o rosto da oposição, o rosto que nos diz que há alternativa bastando para tal que que a mantenha credível, competente e honesta. Alguma leitura do caso Cesário? Sentindo-se quase morto no deserto, com o lugar de Fernando Ruas ali tão perto, e sem qualquer tipo de respeito pelo cargo que ocupa, José Cesário tentou, de modo atabalhoado quase amador, dar prova de vida e marcar posição. O problema é que o fez da forma errada, na hora errada, servindo-se de uma linguagem errada. Terá de se justificar perante o seu ministro, pelas atitudes que tomou no exercício de funções porque “ponta de lança” que se preze como me classificou “o Pre-

sidente do Concelho de Canas de Senhorim”, mesmo que não marque golo no mínimo remata direito à baliza e foi o que procurei fazer enviando uma missiva ao MNE. Sendo Paulo Portas, um homem com sentido de Estado, em breve Cesário estará a balbuciar justificações e finalmente a aprender o que é exercer uma função de Estado. A credibilização das instituições é da responsabilidade dos políticos que ocupam os cargos. O ruído de Cesário apenas descredibiliza a sua acção como Secretário de Estado. Há vida no PS? O PS tem tudo para ter vida, terá apenas de saber explorar o actual contexto. Deverá capitalizar o exemplo negativo do PSD, de modo a aproveitar a janela de oportunidade aberta com a saída de Ruas. Se olharem para as eleições do PSD, têm um manual de más práticas pelo que bastará apenas não repetir os mesmos erros. Os candidatos devem comunicar para dentro e fora do partido, procurar ser o mais transparentes possível, realizar um debate aberto e não estar com meias medidas para com quem desrespeitou o voto do eleitorado. De outra forma, este PS que, de derrota em derrota, já nem se esforça por ser alternativa válida irá encontrar sérias dificuldades para apresentar um candidato vencedor. O CDS será um outsider válido? O Partido Popular, o PP de Paulo Portas, tem tudo para ser a flor que nasce no meio do estrume. Para tal terá de definir com clareza o seu caminho, anunciar se se coligará e com quem e coligados com este PSD não serão diferentes. A melhor solução passa por apresentar candidato próprio e a escolha deveria recair sobre uma personalidade forte, descomplexada, sem amar-

nistas. Os micro, pequenos e médios empresários da indústria e do comércio. Os pequenos e médios agricultores. Os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. Nem resolvem nenhum dos grandes problemas nacionais. E os resultados estão à vista. A criação de riqueza caiu para níveis inferiores a 2001. Prossegue, sem fim à vista, o encerramento de inúmeras empresas (mais de 40 mil em 2011) e a destruição massiva de postos de trabalho (157600 empregos no 2.º semestre de 2011). A dívida pública, só no último ano, aumentou 19 pontos percentuais, atingindo os 110% do PIB. E não pára de crescer! Mas os representantes da troika que vêm a Portugal para fazer uma «avaliação» da implementação do chamado memorando de entendimento e do seu impacto, não hesitam em cobrar, só em comissões por estas avaliações, 655 milhões de euros (mais, muito mais, que os cortes no abono de família que abrangeram 1.830.522 crianças e jovens nos últimos 2 anos). O desemprego e o sub-emprego atingem hoje 20% da população activa. São jovens quase meio milhão de desempre-

gados. O custo de vida aumenta, mas os salários diminuem. Os cerca de 400 mil trabalhadores que auferem o salário mínimo nacional, depois de deduzidos os descontos para a Segurança Social, recebem um salário líquido de 432 euros. Um valor abaixo do limiar da pobreza, que é de 434 euros! Mais de 2,7 milhões de portugueses vivem abaixo deste limiar da pobreza e em situação de exclusão social. Em Portugal empobrece-se a trabalhar! Portugal é hoje o país mais desigual da U.E.. Um país onde os 10% mais ricos têm um rendimento 10,3 vezes superior aos 10% mais pobres. E onde esta diferença está a aumentar, como conclui um estudo recente da própria Comissão Europeia. Portugal precisa que o deixem trabalhar e criar riqueza para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e das famílias, para desenvolver o país. Portugal precisa de uma economia assente em trabalho com direitos, trabalho qualificado, empregos estáveis e salários justos. Mil e uma razões para participar no próximo dia 22 de Março na Greve Geral convocada pela CGTP-IN. Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico

professor do ensino primário faz da política vida. Este fim-de-semana, publicamente, numa rede social aberta a toda a gente – o facebook – travou-se de razões com o coronel Fernando Figueiredo e deixou vir ao de cima, com uma ingenuidade atrevida e grosseira, a essência da sua postura de homem público. Numa linguagem a descambar para o chocarreiro, o SE Cesário confundiu o seu estatuto de membro do Governo com o de militante do PSD local apoiante de uma candidatura à concelhia de Viseu. E ao fazê-lo como o fez enfatizou a ideia negativa que todos temos da maioria dos nossos políticos; e ao fazê-lo como o fez, denegriu o Governo a que pertence; e ao fazê-lo como o fez não mostrou a diplomacia e a superior educação que são apanágio do ministério que o tutela: o dos Negócios Estrangeiros.

ras ao poder instalado no Rossio e Hélder Amaral reúne todos esses predicados. Ruas no olho da rua, e agora? Ruas, o “Mayor” eucalipto do jardim, secou o partido bem como a oposição e a derrota de Moreira é uma derrota acima de tudo também sua. A sua saída irá causar sérios danos no PSD, que sobreviveu e cresceu nas ruas de Ruas. A social-democracia local em breve será órfã de pai e mãe. Os próximos meses vão ser duros, a sucessão de Ruas será um quebra-cabeças. Há outro caminho, para a política local? Claro que há. Mas este caminho implica honestidade, esforço, vontade, dedicação, espírito de missão e trabalho. Quem melhor combinar estes factores poderá ser o dono da cadeira mais apetecida da Praça da República! PS: Neste artigo de opinião contei com a ajuda de análise do Miguel Fernandes (atribunadeviseu.blogspot.com) porque duas cabeças pensam melhor que uma e a dele é felizmente bem mais desempoeirada que a minha!

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Jornal do Centro

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abertura

textos ∑ Emília Amaral fotos ∑ Nuno André Ferreira

“Não queríamos ir para o desemprego”

O roteiro de Seguro por terras de Viseu Em Tondela, o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro visitou a Interecycling, a primeira empresa de Reciclagem de Resíduos de Equipamento Elétrico e Eletrónico (REEE´s) da península ibérica. Em Mangualde, o líder socialista conheceu a CBI Indústria de Vestuário, onde diariamente 280 trabalhadores (maioria mulheres) produzem peças de roupa feminina e masculina de alta qualidade para vários países da Europa. Casos de sucesso que fizeram parte de um roteiro integrado nas jornadas “Em Defesa do Interior”, em que António José Seguro conheceu um distrito do interior como Viseu que hoje vive a duas velocidades. Se por um lado acolhe projetos empresárias únicos, por outro confronta-se com as condicionantes da desertificação, da falta de investimento, do desemprego, do encerramento de serviços, da falta de incentivos ao turismo e da falta de apoios aos agricultores. No final do percurso que incluiu visitas a Moimenta

da Beira e Tarouca, restava perguntar se o interior tem futuro.”Se os serviços fecharem todos, naturalmente que o interior não tem futuro. A minha responsabilidade é evitar que isso aconteça”, respondeu e acrescentou: “Estou a chamar a atenção para este milhão e meio de portugueses que estão nestes oito distritos (Os visitados no âmbito das jornadas) e que têm tanto direito a terem as mesmas oportunidades para se desenvolverem como qualquer outro português”. Investimento. Durante o roteiro, seguro quiz chamar a atenção para “para o investimento privado e para empresários que investem e que dão emprego”. “Há meses que tenho vindo a propor ao governo uma agenda para o emprego e para o crescimento económico e o Governo tem recusado. Neste momento o Governo está confrontado com os resultados da sua política e isso indigna os portugueses e indigna-me a mim porque estamos a lançar todos os dias muita gente para o desemprego”, terminou.

Defende benefícios nos seguros das colheitas Na passagem por Moimenta da Beira, o secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu a necessidade de criar políticas que garantam o investimento no interior do país, como benefícios nos seguros de colheita. Durante um almoço de trabalho, António José Seguro ouviu as preocupações de agricultores, nomeadamente em relação às consequências da portaria de 30 de dezembro que vem alterar o modelo de seguros de colheita

que estava em vigor desde 1996. Os produtores “falam da necessidade de haver uma maior área de frio para a conservação das maçãs, uma maior disponibilidade de água e, designadamente, de poder haver um benefício aos seguros de colheita, tal como existia no ano passado”, contou. Na opinião do líder socialista, o Governo tem que ter em conta estes “fatores importantes para garantir o investimento, a produção e uma diminuição do risco

de quem empreende nesta área”, nomeadamente da produção de maçã. António José Seguro garantiu que levará estas preocupações para o parlamento, embora não tenha grandes expetativas uma vez que “o PSD e o CDS têm maioria absoluta e depende deles muitas das propostas” que possa apresentar. Seguro acrescentou que vai inclui-las no programa político que quer “apresentar aos portugueses em próximas eleições legislativas”.

Alcina Costa, de 42 anos, natural de Mangualde era uma das 110 trabalhadoras das Confecções Brioso, a fábrica de Mangualde que fechou as portas em 2010. Inconformada com a ideia de “passados tantos anos de trabalho” ter que fazer parte da lista de um milhão e 200 mil desempregados em Portugal, Alcina Costa decidiu bater à porta de uma outra empresa do mesmo setor a laborar no concelho, a quem lançou o desafio de agarrar o projeto. A proposta foi aceite pelo administrador da CBI Indústria de Vestuário. Com ela levou mais 60 trabalhadoras e, alguns meses depois, o projeto está a funcionar em pleno. “Não queríamos ir para o desemprego, queríamos continuar a trabalhar e a garantir o nosso futuro”, sublinha Alcina Costa. A iniciativa empreendedora de Alcina Costa foi conhecida durante a visita do secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro à empresa CBI Indústria de Vestuário, no âmbito das jornadas “Em Defesa do Interior. “Ela chegou aqui e disseme: ‘tenho uma ideia quer patrocinar?’ Eu achei que lhe devia dar essa oportunidade e o balanço é bom”, revela o administrador da CBI, Francisco Batista. A CBI Indústria de Vestuário, com um volume de negócios de cerca de 15 milhões de euros, labora em Mangualde com 280 trabalhadores e em Oliveira do Hospital com mais 160 cola-

boradores. Produz vestuário feminino e masculino de alta qualidade para os mercados interno e externo, embora 90 por cento da produção saia para países como Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega e Dinamarca. Atua no mercado desde 1997 e é um caso de sucesso num setor fortemente penalizado pela crise nacional. Francisco Batista acrescenta que é a prova de que “o país não vive só com austeridade, mas essencialmente de desenvolvimento”. Apesar do otimismo, o administrador aponta o dedo ao Governo e à banca pelos constrangimentos que estão a criar às empresas ao não emprestarem dinheiro, e pela carga de impostos que estão a ser cobrados. Francisco Batista diz ser injusto imporem-se tantas dificuldades a uma empresa que sempre deu lucro. Durante a visita à empresa, o secretário-geral do PS aproveitou para chamar a atenção para a necessidade de “dar mais crédito” às empresas portuguesas. “Insisti junto da troika para que houvesse uma maior flexibilidade no processo de recapitalização dos bancos, de modo a que possa haver mais crédito para as empresas”, lembrou. Segundo António José Seguro, “há muitos empresários que têm encomendas, sobretudo no setor exportador, e não encontram formas de financiar a compra das suas matérias-primas”.


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JORNADAS DO PS “EM DEFESA DO INTERIOR” | ABERTURA 7

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“É normal que os empresários se ressintam e fiquem indignados” Ao longo dos últimos anos, governos liderados pelo PS ou pelo PSD, não conseguiram parar, ou inverter, o fenómeno das populações estarem cada vez mais concentradas no litoral. Ambos os partidos, quando estão no Governo, têm fechado serviços públicos, escolas, postos da GNR, centros de saúde, etc. Não é uma contradição vir aqui dizer que está preocupado com esta realidade da desertificação?

Pelo contrário. Sou um homem do interior, nasci no interior de Portugal, vivi aqui os primeiros 20 anos da minha vida e conheço bem as dificuldades de viver no interior. Sei que no interior há muita qualidade, muita inteligência, muita capacidade de trabalho, o que é necessário é que as pessoas tenham as mesmas oportunidades que existem no litoral, quer em termos de investimento público, quer em termos de captação de investimento privado. O interior geralmente é sempre olhado com medidas discriminatórias no sentido positivo, para corrigir. É um pouco como lavar a consciência. Isso é?

Aposta-se e investe-se muito no litoral, mas depois no interior é necessário dar algumas benesses. Eu não acredito que o interior se desenvolva nessa lógica e por isso defendo um modelo de desenvolvimento para o país onde o interior faça parte e não onde o interior seja excluído. Nunca existe esse modelo de desenvolvimento?

Eu acho que no nosso país precisamos de olhar para o futuro. Muitas pessoas passam a vida a encontrar culpados e responsáveis pelo passado. Nós só conseguimos fazer alguma coisa se olharmos em frente e se de cada vez que olharmos para o passado tentamos descobrir quem são os responsáveis, estamos a perder tempo. A desertificação do interior é uma realidade com a qual o

ao fazer parte de uma classe política?

país tem é que se habituar a viver?

É uma realidade que temos de encarar tendo em atenção o modelo de desenvolvimento que existe, porque no interior há concelhos que não perderam população. Estive no Alentejo e verifiquei que em Elvas e em Campo Maior os dois concelhos não perderam população.

Há coisas a que não me comprometo, porque os portugueses estão fartos de políticos que prometem tudo na oposição e quando chegam ao governo não cumprem todas as promessas. Os portugueses têm que se habituar a uma coisa. Quando eu fizer uma promessa no sentido de isto é para fazer, é porque tenho a certeza que o posso fazer. Neste momento concreto, julgo que o importante é criar emprego e criar condições para o crescimento económico.

Porquê?

Em Campo Maior, por exemplo, existe a Delta, que é um empreendimento fantástico na área dos cafés, de uma pessoa que apostou, ou seja, só conseguimos fixar pessoas, em particular os jovens, se criarmos emprego e se criarmos riqueza. É fundamental que se perceba que no interior há capacidade para isso acontecer. Hoje (sexta-feira, 2 de Março) tive a oportunidade de visitar uma empresa de tecnologia de ponta que transforma lixo em recursos (Interecycling em Tondela).

O PS votou contra o projeto da reforma da administração local apresentada pelo governo, embora essa reforma esteja no memorando da troika. A reforma da administração local também deve passar pela extinção/junção de municípios e não só de freguesias?

Está convencido que se fixam jovens ao interior com captação de investimento?

Com captação de investimento público e privado. É muito importante que os privados sintam que o ter- distribuição do território. ritório não se circunscreve apenas ao litoral. No final desta visita sai Acha mesmo que as pessoas acreditam nisso?

Não nos podemos resignar. Se nos resignarmos não fazemos nada e o nosso dever é lutar e apresentar propostas de modo a que o país tenha o desenvolvimento mais harmonioso. Já reparou o que é as pessoas nos grandes centros urbanos passarem hora e meia numa fila de trânsito? Se passarem hora e meia e outra à tarde quando regressam a casa, são 15 horas no final de cinco dias trabalho. Podia-se evitar e significa que podemos ser mais felizes, podemos ter uma vida com mais qualidade e podemos ter mais tempo para nós e para as nossas famílias se houvesse uma melhor

surpreendido ou ainda mais preocupado?

O distrito de Viseu é dos distritos do interior com uma grande capacidade, porque se situa ao centro...

assumir uma dupla responsabilidade de chamar a atenção para os problemas, mas também chamar a atenção para coisas positivas que se fazem no país Os empresários confidenciaram-lhe alguma coisa?

Nada que me tenha surpreendido. Precisam de crédito porque precisam de inVive. Não há aqui nenhu- vestir e chegam aos bancos ma surpresa. Nas empresas e dizem-lhes que têm poue na conversa que tive com co dinheiro para lhes emos agricultores conheci me- prestar. lhor a realidade e as suas dificuldades, mas também UmempresárioemMangualde dizia que era injusto ter uma conheci potencialidades. Fiempresa a dar lucro desde quei extremamente orgu1997e pagar tantos impostos lhos ter assistido à montaque pode comprometer o gem de tecnologia exclusifuturo do investimento. vamente portuguesa para Isso tem a ver com as poreciclar vidro (Interecycling, Tondela). É uma coisa fabu- líticas do atual Governo. losa feita no interior de Por- O atual governo é muito tugal. Sobretudo nós que es- apaixonado pela austeridatamos na política temos que de. Considera que se reduMas vive o problema da desertificação.

zir drasticamente a despesa, rapidamente consegue controlar as contas públicas. A receita é errada e a prova está aí. Nós tivemos em janeiro segundo os dados do Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia) 14,8 por cento de desemprego. Cada vez que há um dado a nossa economia cai, portanto, a receita que estamos a aplicar conduz-nos a mais desemprego e menos riqueza. É uma receita para o empobrecimento e isso é uma receita errada. É normal que os empresários se ressintam e fiquem indignados. Vários governos, PS e PSD, prometeram, em diferentes modelos, a auto – estrada Viseu / Coimbra, como um projeto de interessente regional que nunca passou do projeto. Como se sente

Eu acho que não há nenhuma reforma. O que há é uma lei que só tem um objetivo: obriga as camaras municipais a extinguirem metade ou um quarto das suas freguesias. Deve haver um ajustamento, designadamente nas zonas urbanas, é possível reduzirmos o número de juntas de freguesia, sem que isso se traduza numa menor prestação da qualidade de serviços às pessoas. Redução do número de municípios não. Fui o primeiro a dizer que estava contra. O que gostaria e disponibilizei-me desde julho ao Governo para trabalharmos em conjunto, era de uma nova lei eleitoral autárquica, uma nova lei de atribuições e competências, uma nova lei de financiamento das autarquias locais e também uma nova lei da organização do território. Não percebo porque é que o Governo não aceitou a disponibilidade do PS. A lei aprovada não serve as populações?

É uma lei que vem contra as populações, em vez de vir ajudar a melhorar a vida das pessoas.


8 entrevista ∑ Tiago Virgílio Pereira foto ∑ Nuno André Ferreira

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à conversa

“Eu quero subir de divisão”

Lima Pereira, 45 anos, natural da Póvoa de Varzim, é treinador do Académico de Viseu Futebol Clube, da III divisão nacional - série C. Como jogador fez a formação no Varzim. No primeiro ano de sénior pisou os palcos da primeira Liga. Felgueiras, Vizela, Feirense, Rio Ave e Beira-Mar foram outros clubes por onde passou como defesa-central. Em Felgueiras estreou-se como treinadoradjunto, há 13 anos. Quando surgiu o convite da direção do Académico de Viseu, o “mister” não rejeitou e decidiu “abraçar” o desafio com toda a garra. Na semana passada, o clube de Viseu garantiu a presença na fase de subida. Mesmo sem ter ganho nada, ainda, Lima Pereira ambiciona e perspetiva um futuro risonho para o clube, mas para isso, a união das gentes de Viseu é fundamental. Académico de Viseu. Temos que trabalhar cada vez mais e com humildade porque do estatuto ninguém vive. Nada se conquista sem trabalho, sem rigor e A ambição de voltar a jo- determinação. gar nos grandes palcos esFoi esse rigor e determinação tava patente nas palavras que fez com que o Académico da direção. Face ao que já garantisse a presença na aconteceu o ano passado, fase de subida? notei uma certa frustraClaro quem sim. Nós, ção no seio do clube. Tentei esquecer o passado do desde o início, estamos Académico e do percurso preparados para que nos de cada um e decidi come- atirem pedras, porque saçar uma nova etapa com bemos que a maior parte métodos diferentes e for- das pessoas não vê o futemas de estar diferentes. Eu bol na sua largura e profunquero que os meus jogado- didade, só vê onde a bola res saibam que não me im- cai. O certo, é que estamos porto de ser o escudo de- a perspectivar passos de les, eu sei que também eles maior grandeza, que vão querem transmitir para o demorar o seu tempo. Estaexterior que algo está di- mos unidos, o que faz com ferente e que essas dife- que a cada jogo os adverrenças são fruto do nosso sários tenham necessidade trabalho, dedicação e ri- de nos tentar anular desgor, que são parte integran- de o primeiro minuto. Mas te desta nova filosofia do temos de ser uma equipa Que Académico encontrou quando chegou a Viseu? Um clube “nervoso”, ou com ambição de recuperar o lugar que já teve no futebol nacional?

acima das outras para que as dificuldades, domingo a domingo, sejam ultrapassadas com maior facilidade e sempre ao mais alto nível. A proximidade pontual das equipas irá tornar a fase final especialmente complicada, ou acredita que a equipa vai conseguir estar à altura do desafio?

Nós temos que estar à altura do desafio. Temos de ter a consciência tranquila e dar o máximo para não falharmos. Só iremos falhar se o negativo se apoderar de nós ou se recuarmos no passado, é isso que não queremos e estamos a lutar para que as pessoas nos apoiem positivamente. Porque quando nós erramos é que precisamos do calor e do apoio da massa adepta. Nós queremos que as pessoas, uma vez por todas, vistam a ca-

misola, para que se orgulhem e queiram participar connosco nesta ambição. A equipa quer corresponder e proporcionar vivências diferentes aos viseenses, o Académico é uma equipa vencedora, mas humilde, para alcançar as vitórias. Quais os principais adversários na luta pela subida?

Estão todos ao mesmo nível para alcançar a subida de divisão. Nós sentimos dificuldades idênticas quando defrontamos equipas do cimo e de baixo da tabela, que têm um ou outro jogador que pode marcar a diferença em jogadas individuais. Todas as equipas estão bem preparadas e o equilíbrio é grande. Prova disso é que, com a redução para metade dos pontos conquistados, iremos partir, praticamente, de igual para igual com os outros

deu-me todas as condições para trabalhar com tranquilidade. A pressão de ganhar é inerente aos clubes e eu, pela minha experiência, sabia que não podia fugir a essa realidade. Os clubes, sem exceção querem ganhar, independentemenSente que, relativamente te da competição em que a um passado recente, estão envolvidos. Mas nós, está a fazer “história” no mais que ninguém, quereAcadémico de Viseu, já que mos ganhar.

adversários. Nestas competições, por vezes, a técnica não sobressai. E há equipas que com menos argumentos anulam adversários teoricamente superiores. Temos de nos adaptar a tudo.

se vem mantendo no lugar desde o início da época, ao contrário do que aconteceu a outros treinadores em épocas transatas.

Sente ente que poderá ter o lugar em risco quando aparece um ou outro resultado menos positivo?

Se o clube for dirigido com rigor de dentro para fora, tudo se torna mais viável e possível na obtenção do êxito. No futebol, como na vida, não somos eternos mas gostaria imenso que nesta primeira passagem por Viseu, e que seja por muitos anos, pudesse incutir valores e forma de estar diferentes. A direção

Tenho essa consciência. Mas eu acredito seriamente no meu trabalho e é aí que vou buscar forças para acreditar. Eu não ando em função dos outros para agradar a uns e a outros. Metaforicamente, há uma corda, e todos estamos agarrados a ela, quando a corda esticar só vem quem a ela


LIMA PEREIRA | À CONVERSA 9

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estiver agarrado. E o treinador não é exceção. Tenho confiança em todos os jogadores, como é natural uns evoluíram mais que outros mas ainda no domingo passado lhes disse que lançava 11 camisolas para o ar e quem as agarrasse iria jogar, esta é a prova de que a confiança nos atletas é total. Há uma grande união no grupo e mesmo as referências do Académico, Augusto e Rui Santos, por exemplo, estão envolvidas num espírito de conquista e apostados em projetar o clube. Para mim é ótimo porque me ajudam a desmistificar os segredos do Académico. Não é um pequeno desabafo de um ou outro adepto menos satisfeito que nos irá afetar, aquilo que eu tracei vou cumprir à risca.

pelo facto de não ser de Viseu, o liberta de alguma pressão por parte dos sócios?

A pressão se não é criada pelos sócios é criada por mim. Eu tenho de viver com pressão, nunca podemos ficar contentes com aquilo que conquistamos, temos de ter a ambição para querer mais. Só assim, é que podemos galvanizar e esta é e será a minha mentalidade que não me permite relaxar. Os adeptos têm tendência para ser mais exigentes com os treinadores “da terra”?

Nunca conversei com nenhum treinador que tivesse passado pelo Académico e não sei que tipo de pressão teve. O que pesa são as novas convicções e a confiança que transmitimos. Se nós não tivermos argumentos e se não correspondermos sei que não Sente de alguma forma que, interessa ser ou não da ci-

dade. O que importa é que as pessoas nos venham ajudar porque nós precisamos que o público também seja parte integrante do jogo, só assim nos sentiremos úteis e confiantes para dar o melhor pelo Académico de Viseu. E a estes fatores a pressão está sempre inerente.

ta fase vão trabalhar dois ou três para que na próxima época a integração seja mais fácil. Chamaram-me louco por ter aceite o cargo quando o plantel já estava constituído, mas eu também senti que poderia haver uma evolução do meu trabalho. Depois do insucesso do ano passado, era difícil acreditar A direção pediu-lhe a subi- nos mesmos jogadores e o da? presidente acreditou, isso Não foi necessário, por- deu-me vontade acrescida que eu quero subir de di- para trabalhar. Isto é um visão. sinal de confiança da direção e mostra união de todo Quem foi que escolheu os o clube para atingir os objogadores para esta época? jetivos. O plantel estava praticaSe fosse, por um dia, presimente fechado, só se foram dente do Académico, qual buscar dois ou três jogadoseria a primeira medida que res e fizeram-se alguns petomava para tornar o clube quenos reajustes. Trabamaior? lhámos com seis jogadores Não gostaria de ser predas camadas jovens o que não permitiu que os outros sidente de nenhum clube. É mantivessem sempre os ní- uma questão à qual tenho veis de concentração. Nes- dificuldade em responder,

porque não tenho argu- clube e o que se passava na mentos. cidade, no sentido de recolher perspetivas das pessoGostava de ver mais gente as. Ainda assim, entrei para nos jogos no Fontelo? o clube com neutralidade. Gostava. Acho que com Vejo com um misto de samais assistência os níveis tisfação e tristeza aquelas de concentração dos meus pessoas que se interessam jogadores iriam aumentar. pelo Académico de Viseu Isso, de alguma forma, até mas que nem sempre quenos testaria, porque saberí- rem o bem do clube. Conamos com certeza se esta- tudo, os viseenses têm de mos com capacidade para se orgulhar da forma hodar à volta, quando erra- nesta como estamos a tramos, que é uma situação balhar, porque nós querefácil de acontecer no fute- mos ser grandes mas ainda bol. A questão mental tem não conquistámos nada, deque ser igual com muito ou mos um pequeno passo. Eu pouco público, mas quanto não me importo de morrer mais melhor. pelos meus jogadores e eles não se importam de morQue perspetiva tem atual- rer pelos viseenses. Por isso, mente da cidade e do clube? Viseu merece estar ao lado Acho que os viseenses se destes jogadores que quedeveriam unir mais. Este rem dar uma sapatada no divórcio entre adeptos e passado e poder colocar o o clube, que senti quando Académico no lugar que cheguei, não é benéfico deve estar. Da minha parpara ninguém. Depois ten- te, tudo farei para que isso tei perceber a história do aconteça.


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região “Agregação de órgãos autárquicos” discutida em Tondela Durante a reunião na CIM Dão Lafões, que engloba 13 municípios do distrito de Viseu e Aguiar da Beira, do distrito da Guarda, a agregação das juntas de freguesia foi o assunto que mais discussão desencadeou. Paulo Júlio reiterou que “não há nenhuma perda de serviço público” e que aquilo que se pretende é a “agregação de órgãos autárquicos” e a adequação às novas necessidades do território. “Os autarcas todos já perceberam essa explicação, mas alguns vão manifestando a dificuldade política de fazer esse exercício”, contou. No seu entender, “a única forma de ultrapassar a dificuldade política” é explicar aos cidadãos “o que isto significa, qual o impacto que tem e o que se pretende a médio prazo”, para que não haja apenas “um diálogo entre políticos”. Tiago Virgílio Pereira com Lusa

José Ernesto estreita relações com Brasil

O Almoxarife da Confraria de Saberes e Sabores da Beira, “Grão Vasco”, José Ernesto tomou posse recentemente do cargo de diretor de relações públicas da Casa de Viseu do Rio de Janeiro, em Portugal. Esta nomeação surge na sequência de um trabalho que o também autarca tem vindo a desenvolver com aquela instituição brasileira. José Ernesto explica que lhe compete agora desenvolver contatos junto das autarquias, das empresas

e de instituições culturais, para “tentar obter um trabalho de aproximação”. O responsável espera em breve conseguir, por exemplo, enviar produtos regionais para a comunidade brasileira, além de atuar nas áreas cultural e da empregabilidade. Esta ligação da Confraria de Saberes e Sabores da Beira à Casa de Viseu do Rio de Janeiro começou em 1995 e consolidou-se em 2010, com a entronização de mais de 30 personalidades do Brasil.EA

FACADAS

Sátão. Um homem de 71 anos esfaqueou no domingo, dia 4, à noite um outro, de 67 anos, tendo-lhe infligido vários golpes com uma faca de nove centímetros, na sequência de uma discussão no concelho de Sátão.

MORTE Nuno André Ferreira

O secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, defendeu a necessidade de melhorar a interação entre a administração local e a central, no âmbito do “novo ciclo” que se abre com a reforma decidida pelo Governo. Paulo Júlio reuniu, na terça-feira, com autarcas que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões, e considerou que, ao longo das últimas décadas, se tem “assistido a um apontar de responsabilidades” entre administração local e administração central. O secretário de Estado disse ainda que “há atribuições que estão na administração central que podem ser descentralizadas para a administração local”, garantindo que “os cidadãos ganham” com essa “política de proximidade” porque, ao mesmo tempo que se consegue “mais eficiência”, será possível “libertar recursos ao Estado”.

A Há mais 700 idosos a viver sozinhos, em relação ao ano passado

Cinfães é o concelho com mais idosos isolados “Operação Censos Sénior”∑ Coloca Viseu no sexto lugar a nível nacional Cerca de 1900 idosos vivem sozinhos ou isolados no distrito de Viseu. Os valores são da “Operação Censos Sénior”, da GNR, que vai na segunda edição. Segundo este projeto, que decorreu entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro, os concelhos mais afetados do distrito são Cinfães, com 203 casos identificados, Moimenta da Beira, com 170, Lamego, com 156, Vila Nova de Paiva, com 140 e a terminar o top 5, Tarouca, com 118 casos. Em relação ao ano passado, o número de idosos nestas condições aumentou em cerca de 700. Contudo, e como explicou ao Jornal do Centro Paulo Fernandes, Relações Públicas da GNR de Viseu, “isto não significa que haja mais idosos a viver sozinhos ou geograficamente isolados, o que realmente traduz é que a

GNR procedeu a um trabalho mais exaustivo e rigoroso, em relação ao ano de arranque, e que agora é tempo de dar continuidade a este trabalho”. Para avaliar melhor todos os contornos desta problemática, os militares da GNR recolheram dados através de uma ficha de registo, na qual constavam questões relacionadas com as coordenadas GPS da residência, o tipo de alojamento, o estado de saúde e autonomia do idoso, por exemplo. A partir destes dados, criou-se uma base de dados para “alertar as entidades competentes e poder dar uma resposta mais eficaz”, explicou Paulo Fernandes. O projeto sinalizou ainda quatro casos de risco social, que a GNR já transmitiu às instituições. Ainda assim, na região, o ido-

so tem uma capacidade de autonomia acima da média e consegue manter uma vida ativa. Os maiores apoios partem da família e da vizinhança. Os 1.897 idosos que vivem sozinhos ou isolados “preocupam a GNR, mas a aposta irá passar pela prevenção através de mais patrulhas e mais atenção com os seniores”, adiantou o Relações Públicas. E ste nú mero coloc a Viseu no sexto lugar, a nível nacional, apenas superado por Bragança com 2,442, Santarém, 2.131, Évora, 2.037, Guarda, 1.912 e Castelo Branco com 1.810. O presidente da Câmara de Cinfães, José Pinto, foi contatado pelo semanário, mas optou por não comentar, para já, os resultados. Tiago Virgílio Pereira

Viseu. O homem de 66 anos que sofreu, na terça-feira, dia 6, um acidente com um trator, em Silgueiros, Viseu, não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer, na quarta-feira, no Hospital S. Teotónio para onde havia sido transportado. Quando ocorreu o acidente, por volta das 16h00, o agricultor encontrava-se a lavrar uma vinha e, no seguimento de uma manobra, o trator capotou.

VIOLAÇÃO

Santa Comba Dão. A GNR está a investigar uma queixa apresentada por uma mulher de 37 anos, residente em Santa Comba Dão, contra um agente da PSP por alegadamente a ter tentado violar. O responsável pelas Relações Públicas da GNR de Viseu, Paulo Fernandes, confirmou à Agência Lusa que a mulher se queixou de ter sido vítima de tentativa de violação quando estava em casa, numa noite de meados de fevereiro. A alegada vítima está estabelecida na cidade de Santa Comba Dão e vive com o filho de 11 anos.

INCÊNDIO

Lamego. Um incêndio na despensa de uma creche da associação Portas P’rá Vida, emLamego, levou na quarta-feira, dia7, à deslocação de três dezenas de crianças para outras instalações. O incêndio deflagrou cerca das 10h15 e foi combatido por 13 elementos dos Bombeiros Voluntários de Lamego, apoiados por quatro viaturas.


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12 REGIÃO | VISEU | NELAS

09 | março | 2012

Junta de Freguesia de Coração de Jesus aposta na componente social “Padrinhos do Coração”, é o nome do projeto social que assenta no voluntariado e que visa formar voluntários para visitar ou acompanhar os idosos sem retaguarda familiar ou em situação de solidão ou abandono. A ideia surgiu através da Junta de Freguesia de Coração de Jesus e foi apresentada no passado dia 5. A ideia é fazer com que os idosos se sintam melhor e mais confiantes, numa partilha de experiências e momentos de descontração e lazer. Cabe ao voluntário ler o jornal ao idoso, acompanhá-lo ao médico ou simplesmente fazer-lhe

companhia com uma boa conversa. Diamantino Santos, presidente da Junta, disse que “é altura de estar ao lado dos mais carenciados e olhar com atenção para a componente social”. Nesta primeira fase, os voluntários irão acompanhar as pessoas com complicações sociais já identificadas contudo, espera-se que esta ajuda possa crescer, assim como o projeto. Para quem estiver interessado em pertencer ao “Padrinhos do Coração”, poderá inscrever-se na Junta, que facultará a devida formação. Tiago Virgílio Pereira

Tiago Virgílio Pereira

“Padrinhos do Coração”∑ Projeto visa formar voluntários para visitar ou acompanhar idosos solitários

A Sara, Diamantino Santos e António Ramalho durante a apresentação do projeto

AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO “O VALOR DO DINHEIRO” No dia 13 de março, terçafeira, pelas 14h30, vai realizar-se na sede da Junta de Freguesia de Abraveses, a ação de sensibilização “O valor do dinheiro”, dinamizada por estagiárias do Curso de Educação Social da Escola Superior de Educação. Os oradores convidados são os docentes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, Rogério Matias e Ilídio Silva e ainda Carlos Almeida, gestor de conta do banco Montepio. Esta ação, integrada na atividade do Gabinete de Apoio à Inserção Profissional, procurará transmitir conhecimentos fundamentais acerca da poupança, assim como dar a conhecer algumas aplicações financeiras úteis de forma a rentabilizar o seu dinheiro. As inscrições, gratuitas, podem ser efectuadas na Junta de Freguesia de Abraveses. TVP

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DIREITO DE RESPOSTA Lamentavelmente o jornal do Centro de 02 de Março de 2012, publicou sob o título “Vices da CCDRC escolhidos em Viseu” um artigo que salvo o devido respeito, indevidamente se refere à minha pessoa. Na explanação do artigo, a senhora jornalista escreve: “Antes de Luis Caetano, chegou a estar assegurado o nome de Manuel Marques (vereador do CDSPP na coligação da Câmara de Nelas), para ocupar um dos lugares de vice-presidente da CCDRC. Fontes próximas do partido confirmaram essa deliberação ao Jornal do Centro, mas a direção do CDS-PP não terá gostado de ver a escolha noticiada nos jornais antes do processo estar fechado e resolveu recuar na decisão”. Salvo melhor entendimento, ditam as regras do jornalismo que, qualquer artigo publicado onde se refira factos relativos a um cidadão, deverá dar-se sempre a oportunidade de se ouvir esse mesmo cidadão. Se assim tivesse acontecido, a notícia publicada pautaria pela verdade e não com a mentira como aconteceu. Mas, talvez esta noticia tenha alguma motivação! Para defesa da minha honra e consideração, informo a senhora jornalista que fui convidado pela senhora ministra da Agricultura, interrogando-me se instava disponível para ocupar aquele cargo. À data do convite informei a senhora ministra que sim. No entanto, atendendo à importância das alterações familiares

e políticas, agradecia que me permitisse uma melhor avaliação sobre o assunto. Decorrido algum tempo, a senhora ministra volta a ligar-me dizendo que: no seguimento do convite que me tinha formulado acabava de ser nomeado para o cargo de vice-presidente da CCDRC e que o fazia em primeira mão para que eu não tivesse conhecimento pela comunicação social. Nessa mesma hora, informei a senhora Ministra que as circunstâncias politicas alteraram-se no concelho de Nelas, e que o interesse concelhio não me permitia aceitar o cargo. Aliás, este assunto ficou bem esclarecido com a minha intervenção na Assembleia Municipal de Nelas, de 24 de Fevereiro de 2012. Portanto antes da publicação de tal maléfico artigo. Poderia efetivamente ocupar o lugar por um dia ou dois e depois demitirme, mas seria uma falta de respeito por quem me tinha convidado e nomeado. O meu caracter não me aconselhou. É óbvio que se o tivesse feito não estava sujeito a este tipo de artigos. É rotundamente mentira que a direção do CDS-PP a tivesse informado no recuo da decisão. Pois, este assunto foi várias vezes abordado em reuniões partidárias e todos sabiam da minha nomeação, sem manifesta oposição. Houve efetivamente um recuo, mas esse recuo foi tão somente meu e dele dei conhecimento o CDS-PP, e até o meu próprio amigo Luis Caetano teve conhecimento. Manuel Marques


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09 | março | 2012

Guilherme Almeida é reeleito para o PSD Viseu O vereador na Câmara de Viseu, Guilherme Almeida foi reeleito presidente da secção de Viseu do PSD, com 60 por cento dos votos. As eleições decorreram no sábado, dia 3. Ao ato eleitoral concorreram duas listas. A lista A “Afirmar o Futuro por Viseu” encabeçada por Guilherme Almeida e a lista B “Mais Sociedade, Mais Viseu, Melhor Partido”, encabeçada por José Moreira, gerente executivo da Expovis. A lista A venceu as eleições com 329 votos. A lista B obteve 212 votos. Contaram-se ainda cinco votos brancos e quatro nulos. De acordo com os dados da seção de Viseu do PSD, o ato eleitoral “mobilizou mais de 90 por cento dos militantes com capacidade eleitoral para exercerem o direito de voto”. Gu i l her me A l meid a adiantou em comunicado que se sente “motivaPublicidade

Nuno André Ferreira

Resultados ∑ A lista A venceu com 60 por cento. José Moreira obteve 212 votos

A Guilherme Almeida apelou à união do partido do para trabalhar pelo partido, mas essencialmente pelas pessoas e por Viseu”. Com um conjunto de linhas de ação já tornadas públicas, o presidente do PSD Viseu acrescentou que a comissão política “deseja contribuir para uma ação política de proximidade e afetividade, reforçando a militância, a

mobilização da sociedade civil, o apoio ao trabalho autárquico, sem perder a matriz da social-democracia, os valores, o mérito e o respeito pela pessoa humana”. O dirigente deixou ainda um pedido de união do partido para os momentos que se seguem: “O PSD Viseu somos todos nós, militantes e simpatizantes, pessoas

que têm contribuído para uma forte implementação e para excelentes resultados”. Para José Moreira, perder as eleições não foi uma derrota. Por um lado, adiantou, “os 212 votos significam um capital de confiança e, por outro lado, a afluência às urnas “prova” que a sua candidatura “não veio dividir o partido antes veio dar uma grande vitalidade” ao PSD Viseu. José Moreira considerou que o partido fica “ainda mais aberto e ainda mais plural”. No seu papel de militante que pretende continuar a assumir, anunciou que vai tentar colocar as suas propostas “ao serviço do PSD” Viseu. Em concreto, anunciou que vai propor “algumas dezenas de novos militantes ao partido”. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Opinião

A penúria de água A água é um bem essencial e fundamental para todos os seres vivos. A evolução da civilização humana e a condição sedentária associada à agricultura, só foi possível de desenvolver numa fase inicial, junto do leito dos grandes rios. No novo desenho proposto para Roda dos Alimentos, a água passa a assumir uma posição e condição central, condicionando em muito a síntese dos outros nutrientes. Nos dias de hoje, a sua gestão, controlo, monitorização e preocupante escassez são um problema com que muitas nações se deparam e, provavelmente, este alimento será responsável pelos próximos conflitos armados mundiais. Os epicentros bélicos mundiais (MédioOriente) vão extinguir-se ou agudizar-se, uma vez que este precioso recurso não existe, em abundância, nestes locais. No entanto, a era do petróleo caminha a passos largos para o seu epílogo. Deste modo, todos os países que possuam tal recurso em grandes dimensões, a par dos processos mais eficazes para a sua potabilidade e dessalinização, podem aspirar a ocupar uma posição preponderante no novo desenho geoestratégico mundial. A gestão dos grandes aquíferos existentes a nível mundial é uma matéria que obriga a estudos muito cuidados. Países como o Brasil ou a Rússia possuem os maiores recursos a este nível e provavelmente vão continuar numa ascensão económica notória, em detrimento de outros que agora figuram numa posição cimeira. Se a esta carência adicionarmos o facto de grande parte da água doce se encontrar possivelmente contaminada e apenas uma reduzida percentagem for potável, estamos na presença de um bem escasso, com elevado valor económico. Esta situação leva-nos a conjecturar a necessidade do desenho de uma política nacional

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

com alcance temporal de décadas. O aprisionamento deste recurso no território nacional deve ser uma prioridade, um imperativo. Basta olharmos para o presente ano! A disponibilidade de água engarrafada é uma realidade cada vez mais notória. Na nossa região, os diferentes conjuntos montanhosos Serra da Estrela, Caramulo e Montemuro parecem ser um recurso que importa preservar. No entanto, as garrafas de plástico constituem também uma fonte de contaminação ambiental muito importante. O composto (PET) utilizado para o endurecimento do plástico das garrafas parece levantar algumas dúvidas, designadamente a nível cancerígeno. Um dos problemas verificados com a água da rede é o cheiro libertado da lixívia (hipoclorito de sódio), utilizado na sua desinfecção. Esta situação é exponenciada durante o Verão, mas fácil de eliminar através da aplicação de um filtro de carvão activo. No entanto, a adopção deste procedimento pode redundar numa fonte de contaminação permanente, uma vez que a par de fixar o cloro, retém também microrganismos que importa eliminar e não acumular. Neste sentido, sugiro a aplicação de um sistema de desinfecção suplementar nas nossas casas, baseado numa lâmpada de ultravioleta e posteriormente a aplicação de um filtro de carvão activo ou de um KIT de 3 filtros, sistemas já disponíveis no mercado. Que venha a chuva, que a Sr.ª Ministra tenha fé e muita e que o orçamento de estado contemple esta situação. É que a UE já fechou a torneira a um possível pedido de calamidade e, assim sendo, é a penúria anunciada.


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09 | março | 2012

educação&ciência Paulo Viegas

Adelino Azevedo Pinto

Diretor da Escola Secundária Emídio Navarro

A (da esq. para a dir.) Professor Vitor Costa, David Pereira, Pedro Gonçalves, Joel Gonçalves, Pedro Oliveira e Professor Carlos Malta

Aplicação inovadora criada em Viseu Dois professores e quatro alunos da Escola Secundária Emídio Navarro, de Viseu, criaram uma ferramenta inovadora “Viseu Mobile”que permite descobrir Viseu através do telemóvel. Basta para isso ter-se u m telemóvel sm a rtphone, ir ao sítio www. viseumobile.esenviseu. net e instalar a aplicação gratuita layar. “Depois de instalada a aplicação permite conhecer em pormenor o património da cidade em diferentes categorias”, adianta Carlos Ma lta , um dos coordenadores do proje to “Viseu na Palma da Mão”. O responsável explica que “este modelo de interface permite que os utilizadores visualizem e manipulem objetos virtuais em contexto real, apontando o telemóvel para o foco pretendido”. Ou seja, se o utilizador do telemóvel apontar o aparelho para a Sé de Viseu, numa distância má xima de três quilómetros, automaticamente recebe informação sobre o monumento “que vai ficando maior à medida que se aproxima”. Ao todo, são 20 os

pontos que fazem parte do roteiro, de diferentes categorias, com uma descrição de cada monumento escrita em português e inglês. “É um projeto local com o objetivo de desenvolver a cidade e o turismo”, justifica Carlos Malta ao reconhecê-lo como “uma importante ferramenta de apoio à comunidade turística, que desta forma pode encontrar nos circuitos definidos, referências às várias categorias em que o património da cidade se apresenta”. A ideia surgiu no início do ano letivo e faz parte do plano anual da atividade da escola. Não exigiu qualquer investimento financeiro, visto que as plataformas são gratuitas e a ESEN cedeu telemóveis Tablet para fazer testes à ferramenta: “O resto foi só muito tempo de dedicação”. De acordo com Carlos Malta, o próximo passo é alargar a rede de parcerias para divulgar a aplicação em todo o país e, dessa forma, permitir que os turistas ao visitarem Viseu saibam da existência da ferramenta “Viseu Mobile”. EA

É uma decisão completamente errada que não faz sentido nenhum. Há centenas de adultos à espera, temos pessoas a entrar todos os dias, temos os técnicos com contratos assinados, só precisamos que nos digam quem vai pagar aos técnicos [pedagógicos]. A agência Nacional para a Qualificação diz que não paga [a partir de 31 de Março], mas o Ministério ainda não disse nada. Não vou fechar o Centro Novas Oportunidades sem receber uma ordem superior.

Diretor da Escola Secundária Alves Martins

A

É uma injustiça. A Escola Alves Martins tem a particularidade de ser a única no distrito com ensino recorrente noturno, o que obriga a escola a estar aberta até às 24h10. Não faz sentido fechar um Centro numa escola onde se fizeram salas e gabinetes próprios para o CNO e agora termos novamente que fazer obras para as alterar. Para os 600 alunos é uma revolta. Criaram muitas expetativas de poderem completar as suas qualificações e agora essa oportunidade é-lhes retirada. Pode ter alguma lógica fechar alguns centros, Deputada do BE, Ana Drago visitou o CNO da Emídio Navarro mas nunca este.

Secundárias de Viseu ficam sem Novas Oportunidades Formação de adultos ∑ Ana Drago diz que não houve planeamento da rede A deputada do Bloco de Esquerda (BE), Ana Drago afirmou na segundafeira em Viseu, no final de uma visita ao Centro Novas Oportunidades (CNO) da Escola Secundária Emídio Navarro, que a suspensão do financiamento a um conjunto de Centros Novas Oportunidades é “um aproveitamento político” do atual Governo, que está por explicar às escolas e que vai pôr em causa a formação de adultos. “Como foi uma bandeira do Partido Socialista, o Governo quer acabar com a educação e a formação de adultos em Portugal. Está paulatinamente a encerrar os vários centros sem dar qualquer perspetiva para o futuro”, afirmou a deputada. O Governo decidiu suspender o financiamento a 129 CNO, mantendo a

funcionar 301 das 430 estruturas espalhadas pelo país. A maioria dos CNO dos Centros de Formação Profissional já encerrou. Quanto aos CNO das escolas, o Governo diz que terão que ser as próprias a financiar o projeto, o que, na prática, significa encerrar estas unidades de ensino para adultos de acordo com a opinião das direções das escolas. Embora a maioria dos formadores sejam professores afetos às escolas, a decisão irá implicar o despedimento de centenas de técnicos pedagógicos com contrato assinado até 2013. No concelho de Viseu, três dos cinco CNO não vão continuar a ser financiados pelo Governo. O CNO do Centro de Formação Profissional fechou no final do ano, e os CNO das duas escolas

secundárias da cidade, Alves Martins e Emídio Navarro, poderão encerrar por falta de financiamento já a partir de 31 de Março. A funcionar continuam apenas os dois CNO da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) e do Centro de Serviços e Apoio às Empresas (CESAE), ambos privados. O encerramento dos três CNO tem um impacto “negativo” para mais de 1500 pessoas inscritas. “Em Viseu ficam abertos apenas dois privados e há concelhos onde não fica nenhum. Percebe-se que não houve qualquer planeamento da rede. O que há é uma vontade política de desmontar esta iniciativa, reforçou Ana Drago admitindo que “a iniciativa tinha alguns problemas, era possível fazer uma reavaliação da rede”, mas nunca

encerrar. O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou entretanto que quem frequentou o programa Novas Oportunidades teve uma melhoria de qualificação de emprego e salário “muito limitada”. Nuno Crato disse que pretende fazer dos centros Novas Oportunidades sítios para “adultos e jovens”, em que se faça “orientação profissional” dos jovens. A Escola Alves Martins recorreu da decisão do Governo. Já a Secundária Emídio Navarro pediu “instruções e esclarecimentos”, só depois tomará uma decisão. No distrito de Viseu deverão encerrar ainda os CNO de Moimenta da Beira, S. Pedro do Sul e S. João da Pesqueira. Emilia Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt


ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO

JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 521 DE 09 DE MARÇO DE 2012 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.

suplemento

Casamentos para quem casa...

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Textos: Andreia Mota Grafismo: Marcos Rebelo


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Jornal do Centro

suplemento CASAMENTOS para quem casa...

09 | março | 2012

Organizar a festa não tem de ser um ‘bicho de sete cabeças’ O casamento é um momento importante na vida dos noivos, pelo que se compreende a sua vontade de assegurar que tudo corra bem e que nenhum pormenor seja esquecido. Organizar a data não é fácil, mas também não tem de ser um bicho-de-sete cabeças. Sentido prático, vontade e alguma capacidade para arriscar podem fazer a diferença. O tempo passa rápido, pelo que é importante organizar a agenda. Escolher os convites, o vestido, o fato do noivo, o fotógrafo, a quinta, as prendas para os convidados, o menu, a música para entrar na igreja, a animação da festa… a tarefa não é fácil. Há quem opte por começar a preparar o dia “D” com cerca de um ano de antecedência, mas é possível fazê-lo em muito menos tempo. Deixamos-lhe algumas dicas que Publicidade

serão uma ajuda preciosa. Escolher a data da cerimónia é o primeiro passo, tal como o tipo de boda que pretende, o local onde irá realizar-se e o número de convidados que quer ter ao seu lado. Se o objetivo for celebrar o casamento na igreja, convém falar com alguma antecedência com o padre da área de residência (ou da zona onde irá realizar-se a festa). Assim, além de reservar o dia pretendido, pode também começar a participar no Curso de Preparação para o Património. Não se esqueça de perguntar alguns procedimentos normais, nomeadamente a possibilidade de ter o coro habitual a animar a sua eucaristia e como deve fazer em relação à decoração da igreja. De seguida, determine o orçamento máximo que pode despender. Essa quantia irá cer-

tamente condicionar opções futuras, nomeadamente a escolha do local onde terá lugar o copo-de-água.

A roupa Se querem estar deslumbrantes slumbrantes no seu dia oivos começarem, m, oito ooiti o especial convém os noivos induumennmeses antes, a pensar também na indumensempr pree a tária que vão usar no enlace. Há sempre rarem o vestido e o possibilidade de comprarem amisa e a gravafato (sem esquecer a camisa pecialidade ou ta) nalguma loja da especialidade de os mandarem fazerr numa cosem também tureira. Convém estarem atentos aos acessórios:: calçado, eria para roupa interior, e bijuteria a noiva. amNesta altura pode tamtóbém ver e escolher o fotómgrafo a quem vai incumar bir a tarefa de gravar os para sempre os vossos s. momentos especiais. nNão se esqueça de contratar também o grupo de gua. animará o copo-de-água. O mercado já oferece uma idavasta gama de possibilidaelecionar com des, pelo que convém selecionar antecedência. is meses para Faltam cerca de seis o grande dia. Escolha e envie os convites, comece a penar à sar no tema que quer dar sua festa, prepare os marcadores de mesa, as ementas e não se esqueça também das lembranças com que irá agradecer a presença dos convidados. No caso de nenhum amigo ou familiar estar a pensar oferecer-vos a noite de núpcias, é altura de reservarem o hotel onde vão passar a priPublicidade

meira noite de casados. Escolher o destino da lua de mel é outro ponto importante.

Etapa final A cerca de três meses da data é altura de tratar do processo na Conservatória do Registo Civil e confirmar se o processo está também a andar na Igreja. Está quase a chegar a data. É o momento indicado para escolher o bolo de noiva, os arranjos florais, o bouquet e os ramos para as meninas das alianças. Confirmem a ementa, façam a prova do vestido e do fato e usem os sapatos em casa, de modo a que não magoem no dia. Entretanto chega o tão aguardado dia. Relaxem e aproveitem!

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Jornal do Centro 09 | março | 2012

Casamento: saiba quanto vai gastar O casamento é uma data com que muitos casais sonharam. Vestido, fato, copo-deágua, papelada, convites, alianças… a lista de despesas é longa e não convém abusar para que o orçamento não fique arruinado. Tome nota: ajudamos a fazer contas à vida. Registo Civil: cerca de 100 euros, em regime de comunhão de adquiridos. Se os noivos optarem por um regime de bens diferente pagam mais pela convenção antinupcial. Convites: o valor pode variar entre um a quatro euros a unidade, dependendo da elaboração. Lembranças: pregadeiras para senhoras, porta-moedas, caixas perfumadas, ímans para o frigorífico, velas… são várias as opções. Os preços podem oscilar entre um e dois euros. Para os homens, pode optar por charutos, ferramentas multifunções, baralhos de cartas, lanternas de bolso ou miniaturas de bebidas. O custo individual pode chegar aos 2,5 euros. Os mais novos também costumam receber pequenas lembranças. Um saco de gomas pode ser uma boa aposta e em conta. Um euro cada, variável dependendo das quantidades. Marcadores de mesa: são importantes se quiser dividir os convidados pelas mesas. O Publicidade

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suplemento CASAMENTOS para quem casa... leque de escolhas é muito alargado, desde os mais complexos (cujo preço pode chegar aos quatro euros) até marcadores simples. Pode, por exemplo, comprar um suporte para cartões – que custam cerca de um euro – e imprimir os nomes das diferentes mesas. Será bastante económico. Dê largas à imaginação. Ementas: devem combinar com o tema escolhido para os marcadores. É comum os noivos optarem por colocar os menus impressos em papel, que enrolam e fecham com uma fita. Papel, fita e impressão devem implicar um investimento de cerca de 0,75 cêntimos. Não é necessário fazer uma para cada convidado, pode calcular três ou quatro ementas por mesa de oito ou 10 elementos, respetivamente. Fotografia: existem vários pacotes disponíveis, dependendo de querer imagem, vídeo ou ambos. Os valores podem ir dos 500 aos 1500 euros. Maquilhagem: dependendo dos serviços que pretender, é possível colocar unhas de gel, fazer o penteado e aplicar a maquilhagem por cerca de 150 euros. Animação: se a lista de convidados incluir muitas crianças, é importante ter alguém que os entretenha para que os pais possam almoçar e divertir-se. Não se esqueça da música para animar a refeição. É possível cumprir estas tarefas com 250 euros. Ao valor pode acrescer o fogo de artifício, se quiserem e caso o local onde se realizará o copo-de-água não inclua. Boda: é dos tópicos onde pode haver maiores oscilações, dependendo se escolher um restaurante ou uma quinta. Conte com um orçamento de 50 a 75 euros por pessoa. Há ainda locais que pode arrendar e pagar separadamente o catering. Nestes casos, a despesa pode chegar aos 150 euros por convidado. Dependendo da idade, as crianças não pagam ou a refeição tem metade do custo.

Vestido de noiva: há soluções para todos os gostos, desde os mais simples até aos requintados e luxuosos. Desde 200 a 3 000 euros, tudo depende de quanto quer gastar e o modelo que escolher. Fato de noivo: aplica-se o mesmo. Com camisa, colete e gravata pode gastar desde 200 a 700 euros. Bouquet: muitas noivas deixam a escolha para a florista com quem costumam trabalhar. Se também estiver a pensar fazer ramos mais pequenos para as meninas das alianças, conte com uma despesa de cerca de 100 euros. Decoração da igreja: o valor depende do tipo de flores que escolher e se vai dividir a despesa com outros casais. Aponte para um orçamento de 150 euros. Alianças: das clássicas aos estilos mais modernos, há opções para todos os gostos. Entre 250 a 700 euros já é possível comprar exemplares bem bonitos para selar a vossa união.

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Lua de mel: o custo está dependente do destino que escolherem. Ir uma semana para fora e passar uma semana num destino paradisíaco pode implicar um investimento de 1 100 euros por pessoa. Se quiser uma viagem mais em conta, em Portugal há opções mais acessíveis aos bolsos dos noivos.


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suplemento CASAMENTOS para quem casa...

09 | março | 2012

Histórias com história

Viagem “de uma vida” é passada na praia

O casamento é uma celebração que se perde no tempo. Nasceu na Roma antiga, com a celebração das primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher casar por sua livre vontade. Conheça algumas das superstições e hábitos associados à cerimónia.

Sol, praia, águas cristalinas e calor parecem ser os ingredientes essenciais para que os casais recém-casados de Viseu passem uma lua de mel idílica. Caraíbas, nomeadamente a República Dominicana, Cabo Verde, Ilhas Maurícias e Maldivas são alguns dos destinos de eleição, de acordo com algumas agências de viagem a operar na cidade. Segundo o sócio-gerente da empresa Almeida Viagens Viseu, Rui Ferreira, “cerca de 90 por cento da escolha recai em zonas de praias exóticas e paradisíacas”. “Há ainda quem opte pela Europa e, relativamente a Portugal, o arquipélago da Madeira também tem alguma procura”, acrescenta. A mesma tendência é expressa pela chefe de agência da Q’Viagem! Viseu, Irene Rodrigues. “A maior parte dos noivos prefere destinos de praia, como as Caraíbas, que se apresentam como um destino turístico muito popular, devido às suas águas quentes e cristalinas, aos hotéis de luxo, às praias de areia branca e aos recifes de corais”, realça, acrescentando que também Cabo Verde e as ilhas gregas suscitam grande curiosidade. Os cruzeiros, sobretudo no Mediterrâneo, os circuitos pelos Açores e pela Europa, e a Madeira encontram-se entre as preferências. De acordo com a responsável, começa a haver igualmente “alguma procura para destinos como Bali, Tailândia e Costa Rica”.

v Manda a tradição que o anel de noivado, que simboliza compromisso de fidelidade e de afeto, tenha um diamante, por ser a pedras de Vénus, a deusa do amor. v O primeiro bouquet de noiva surgiu na Grécia, com o intuito de afastar os maus espíritos. Incluía alho e outras especiarias. Mais tarde surgiu o hábito de levar flor de laranjeira e atualmente não há uma tendência definida. Existe a tradição de se lançar o ramo (ou uma réplica) durante o copo-de-água, para as raparigas solteiras. Aquela que o agarrar, será a próxima a se casar! v O “véu”, que vem da palavra árabe “Hijab” que significa “o que separa duas coisas”, simboliza a separação da vida de solteira da de esposa. Os primeiros exemplares surgiram na antiga Grécia, numa referência à deusa “Vesta”, e serviam para proteger do mauolhado e da cobiça. v Antigamente, as noivas vestiam-se de preto (como no Minho). No século XIX, a realeza europeia (nomeadamente a rainha Vitória de Inglaterra) adotou o vestido branco, dada a sua conotação de pureza e castidade. Na China, no entanto, é comum recorrer-se ao vermelho, que representa sangue novo e a enerPublicidade

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gia necessária para perpetuar a família.

v A aliança é o elemento mais emblemático da cerimónia. Os gregos, por exemplo, usavam anéis de íman, com a convicção de que atrairiam o coração do companheiro. O mesmo era colocado no 3º dedo da mão esquerda, pois acreditavam que era local de passagem de uma veia que ia diretamente para o coração. Mais tarde, o costume foi adotado pelos Romanos e manteve-se até aos dias de hoje. v A chuva de arroz que se segue à celebração do matrimónio teve início na China, depois de um Mandarim o ter feito durante o casamento da filha para mostrar a sua riqueza. Na China Antiga, mais de 2000 anos antes de Cristo, este alimento era símbolo de vida, fertilidade e abundância. Atualmente, pode ser substituído por pétalas de flores, embora se mantenha a conotação de desejar felicidade e prosperidade aos noivos.

v Usar uma coisa velha, uma coisa nova, uma coisa emprestada e uma coisa azul (em inglês “Something old, something new, something borrowed and something blue”) é outra tradição para as noivas. Acredita-se que esses objetos são portadores de boa sorte.

Custo Em termos de orçamento, o valor médio das viagens escolhidas oscila. O preço por

casal estará entre os 1500 e os 3000 euros, para sete noite/ nove dias. “Mas ainda há noivos que escolhem ir até às Maldivas ou às Seicheles e não se impor tam de pagar entre 2500 a 3000 euros por pessoa”, realça Rui Ferreira. Uma tendência comum é o investimento em pacotes turísticos em regime de tudo incluído. “N ormalmente é apelidada por muitos noivos de ‘viagem da sua vida’, ou porque representa um momento único ou porque não terão outra oportunidade de a concretizar”, sustenta Irene Rodrigues. Em contrapar tida, o responsável da Almeida Viagens Viseu frisa que já se nota “alguma contenção”, com os noivos a apresentarem orçamentos mais limitados.

Dicas E para ter a certeza que consegue a lua de mel dos seus sonhos ao melhor preço, nada melhor que pensar na deslocação com alguma antecedência, de modo a poder ouvir as sugestões das operadoras do setor. “Uma vez escolhido o destino poderá, com antecedência, conseguir o melhor orçamento e fazer pagamentos faseados para que não seja tão penoso conseguir a sua viagem”, alerta a chefe de agência da Q’Viagem! Viseu, dando como exemplo os cruzeiros que chegam a ter “50 por cento de desconto se reser vados com bastante antecedência”. Outra possibilidade, acrescenta, é fazer a lista de casamento na agência de viagens, “levando os convidados a contribuírem para a viagem dos seus sonhos”.


Jornal do Centro 09 | março | 2012

suplemento CASAMENTOS para quem casa...

Tratamentos estéticos podem ajudar a potenciar a sua beleza para o grande dia Os preparativos frenéticos para o seu casamento podem fazer com que se esqueça um pouco de pensar em si. Mas não deixe que isso aconteça! Atualmente está disponível um leque de soluções de beleza, para que no dia esteja ainda mais bonita e irradie felicidade. As fotografias prometem ser um sucesso, bastando-lhe consultar profissionais na área da estética, que irão recomendar os tratamentos mais indicados para o seu caso e algumas dicas para potenciar o que de melhor tem. Mas tal como acontece com a boda é importante que comece a pensar nos seus rituais de beleza com alguma antecedência, de modo a prevenir possíveis reações. Cerca de um mês antes da festa são recomendados tratamentos faciais, que podem rejuvenescer a sua pele e deixá-la mais hidratada. Os cuidados corporais são igualmente fundamentais para uma pele saudável. Esfoliação, envolvimentos e massagens são algumas das possibilidades, assim como os programas específicos para a celulite, e os que visam hidratar, prevenir a retenção de líquidos, entre outros. Essencialmente mime o seu corpo. Com quinze dias de antecedência vá ao cabeleireiro e corte, pelo menos, as pontas. Aconselhe-se, tendo em conta o look que vai usar na cePublicidade

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Bouquet da noiva: uma escolha difícil?

rimónia, sobre uma eventual mudança de visual. Aproveite ainda para fazer uma pequena prova para experimentar penteados e a coloração. Já em casa, nutrir com uma máscara e um sérum para dar brilho e luminosidade são indispensáveis. Uma semana antes da data faça uma limpeza de pele profunda, o que lhe vai garantir um aspeto saudável e hidratado. A depilação é outro ponto a mão esquecer, mas as sobrancelhas só devem ser arranjadas a três ou quatro dias da cerimónia. Para receber melhor os belos sapatos que escolheu faça uma pédicure e cuide das mãos onde, dentro de dias, vai colocar a aliança. Para prolongar os efeitos, quando tiver de fazer tarefas domésticas use luvas.

Relaxe O grande momento está a chegar. Agende uma massagem relaxante e na noite anterior tome um banho de imersão num ambiente descontraído. Pode inclusivamente acender algumas velas, de modo a descomprimir de todo o stress associado aos preparativos. No dia do casamento não se esqueça de ingerir alimentos leves. Agora é só desfrutar da companhia dos seus familiares e amigos e de aproveitar o momento.

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O bouquet é, simultaneamente com o vestido da noiva, um dos elementos que capta maior atenção e indispensável à cerimónia. O ramo, as flores que escolher e a cor dizem muito de si e são um estímulo para os sentidos. Ao longo da história, o ramo da noiva assumiu sempre um papel preponderante, nomeadamente ao nível da simbologia das cores.

Este misticismo fez com que se use ainda hoje, tornando-se imprescindível e acompanhando os gostos atuais. Por isso, escolha o tema e o tipo de boda que pretende. Depois de selecionar o estilo do vestido e os acessórios que selecionou será mais fácil optar por um bouquet que combine com o conjunto. Sendo um acessório fundamental, irá ajudar a fazê-la brilhar ainda mais. O objetivo é criar uma simbiose perfeita. Mais do que uma questão de moda, escolha as flores que maior significado têm para o casal e parta desta eleição para selecionar a decoração que será usada durante a cerimónia e a receção, respeitando cores e texturas. Se tiver dificuldades fale com a florista. É que esta tarefa, aparentemente fácil, tem muito que se lhe diga. Existem vários tipos de bouquets: aramados, naturais, em cascata, em bride, etc... É importante que o estilo se adapte ao tipo de casamento, mas também à personalidade e aos aspetos físicos da noiva. No caso de ser uma cerimónia formal, as orquídeas ou lírios-do-vale são uma boa opção, mas terá de ter atenção sobretudo à cor e à mistura de materiais. Aposte na elegância e sobriedade. Se pretender um dia mais informal, dê largas à imaginação.


Jornal do Centro

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09| março | 2012

economia AE.HTDOURO APROVOU NOVOS ESTATUTOS

SERÁ QUE O PRÓXIMO VJ MTV É UM VISEENSE? O tour da MTV Portugal continua a sua viagem de norte a sul do país em busca da nova cara do canal, que irá fazer companhia ao VJ Diogo Dias. O MTV VJ Casting tem vindo a decorrer ao longo da semana, no Forum Viseu, “e tem superado as expetativas”, disse Catarina Mané. Ao Jornal do Centro, a diretora de marketing adiantou que “até meio da semana apareceram muitos candidatos mas que, no sentido de prepararem da melhor o casting, apenas recolhiam o guião. Contudo, a partir de quinta-feira, a adesão foi muito significativa”. Amanhã, dia 10, decorre a final local, com a presença dos jurados. Será que é em Viseu que a MTV vai encontrar o talento ao qual o júri não irá resistir? É a questão que, para já, fica no ar. TVP

Factores de competitividade regional

Paulo Neto

A Assembleia Geral da AE.HTDOURO aprovou a alteração dos estatutos e, desta forma, alarga as suas atividades junto de outros sectores da atividade empresarial do Douro, como o comércio e a indústria, para além dos sectores do canal horeca e do turismo. AE.HTDOURO Associação de Empresários tem contribuído para a dinamização e divulgação do sector do turismo, nomeadamente da gastronomia da região do Douro. A organização dos Festivais de Gastronomia do Douro, a Feira da Bola de Lamego, as representações e presenças do Douro em Eventos e Feiras nacionais, como a Bolsa de Turismo de Lisboa, a Meia – Maratona do Douro, ou internacionais, como a Xantar, Salão Galego de Gastronomia e Turismo, são alguns exemplos desse dinamismo. Para o dia 19 de março estão agendadas eleições, na sede da associação. TVP

Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

A Certame recebeu dezenas de empresas da região

ConstruçãoExpo em Sernancelhe Certame ∑ Dinamização da economia regional Investir em tempos de crise é considerado por muitos como sendo um risco. Para alguns, é nestas alturas que se proporcionam bons negócios. Para uns e para outros, é unânime que os bons negócios procuram-se e que certames como a ConstruçãoExpo são determinantes para dinamizar a economia local, regional e nacional. Foi esse o objetivo da segunda edição da ConstruçãoExpo, que decorreu no Exposalão Sernancelhe, nos dias 2, 3 e 4 de março, e que juntou dezenas de empresas de

toda a região, para quem a inovação, o empreendedorismo e a determinação em criar valor são fatores de sucesso e que explicam a projeção que têm no mercado. Centenas de visitantes passaram pelo certame. Organizada pela ACIS - Associação Comercial e Industrial de Sernancelhe, em parceria com a Medipleno – Mediação Imobiliária, Lda., e com a colaboração da Macovex, a ConstruçãoExpo aconteceu pela segunda vez em Sernancelhe. Durante a abertura oficial, no dia 2 março, João Rainho, Pre-

sidente da ACIS, lembrou que “não é ao acaso que Sernancelhe realiza este evento”, evidenciando “a dinâmica dos nossos empresários e a vontade em mostrarem as suas atividades e os seus produtos, tentando cativar novos públicos e novos clientes”. Por seu turno, José Mário de Almeida Cardoso, Presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, elogiou o arrojo dos empresários que “nestes tempos difíceis mostram toda esta dinâmica e investem na sua promoção e na valorização dos seus produtos”.

Não se pode afirmar que a promoção do desenvolvimento regional na Europa tenha tido um sucesso inquestionável. Ao lado dos bons exemplos encontramos fracassos notórios, quer quando as politicas se basearam no apoio às produções endógenas e aos subsídios da actividade económica, quer quando o seu foco se dirigiu para a criação das melhores condições do mercado. Neste particular, keynesianos e neoclássicos devem exprimir uma alegria contida embora não se possam sentir derrotados. Nos últimos tempos, estas politicas comunitárias procuram que as regiões ganhem competitividade e, para o efeito, apostam no incremento de factores específicos que permitam, a cada região em concreto, ser capaz de atrair novas empresas com mais actividades e que estas sejam cada vez mais competitivas no mercado aberto. Duas condições são essenciais para o sucesso destas politicas públicas: por um lado, que os agentes locais participem na sua definição e, por outro, que promovam os factores de atractividade mais relevantes como, p.ex., existência de m-do qualificada, de economias de escala ou de acessibilidades, mas também a existência de recursos naturais, de recursos histórico-culturais, entre outros. No fundo, a responsabilidade pela politica de desenvolvimento regional, que começou por ser uma politica centralizada, está agora mais repartida entre os níveis nacional e local. Há cerca de um ano, num destes artigos, salientei dois projectos que surgiram em Viseu, uma emergindo da iniciativa privada, a Enciclopé-

Alfredo Simões Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

dia Viseupédia, e outra, igualmente privada mas resultante de organizações locais e de um esforço de cooperação na tentativa de ganhar escala, o Curso de Planeamento e Gestão Cultural, da EAB. Ambas as iniciativas do sector cultural ou dirigidas ao designado sector cultural e criativo (scc). A primeira teve sucesso, procurou parceiros e alargou em termos geográficos a sua acção, estando hoje a publicar a Portugalpédia, em colaboração com a Universidade Católica do Porto. A outra iniciativa, dirigida aos agentes com responsabilidades na programação e gestão de iniciativas culturais, depois do sucesso inicial, infelizmente encontrou dif iculdades no arranque de uma nova edição. Esta referencia ao scc é feita na convicção de que ele representa um (dos poucos) agente de diferenciação territorial e, nessa medida, desde que enquadrado numa estratégia de promoção regional, pode assumirse como um dos mais importantes factores de atractividade desta Região. Pela sua natureza, o scc desenvolve-se a partir de redes com muitos outros sectores económicos locais, mas também em redes de criadores espalhados pelo mundo. Ou seja, por um lado, facilita a construção de clusters e, desta forma, melhora a produtividade das empresas e a sua capacidade de inovação, e incentiva o aparecimento de novas empresas; por outro, ajuda a internacionalização da economia regional. O scc é, por isso, um factor importante da competitividade da Região de Viseu.


Jornal do Centro

INVESTIR & AGIR | ECONOMIA 23

09 | março | 2012

Criatividade na Festa do Queijo Ideia∑ Câmara lança o desafio a juntas de freguesia de todo o país

A FIAT mostrou, no fim-de-semana, o novo Panda, versão 2012. O novo citadino da marca italiana foi lançado em Portugal e o concessionário Soveco, no Parque Industrial de Coimbrões, apresentou o novo Panda aos viseenses. O formato continua fiel à última geração, mas com uma maior largura, com algumas novidades na dianteira onde sobressai o capô ligeiramente côncavo, além dos novos faróis arredondados e com grades de aspeto imponente. Miúdos e graúdos deram as boas-vindas ao novo Panda.

A 21.ª Festa do Queijo Serra da Estrela, em Oliveira do Hospital, decorre dias 17 e 18 de março, e será a maior de sempre efetuada na região, segundo a Câmara Municipal, estando já assegurada a presença de cerca de 40 autocarros provenientes de todo o país, que transportarão mais de 2000 visitantes ao longo dos dois dias do certame. O desafio lançado pela Câmara Municipal às juntas de freguesia de todo o país, para que organizassem os seus passeios anuais tendo como destino a feira do queijo, “teve uma resposta acima de todas as expetativas”. Aos participantes foi proposto um programa misto composto por uma visita à feira, complementado com uma visita aos principais

Programa paralelo

∑“Com os Pastores também se Aprende” é o nome do livro, da autoria de António Vaz Patto, que será lançado pela Câmara no dia 18 de março, no âmbito da programação da Festa do Queijo Serra da Estrela.

A Câmara garante que será o maior certame de sempre monumentos concelhios. Assim, a Capela dos Ferreiros de Oliveira do Hospital, o Fórum Romano da Bobadela e a Igreja Moçárabe de Lourosa estarão também integradas no roteiro dos visitantes, aos quais será

disponibilizado um guia, fruto da parceria estabelecida entre a autarquia, a EPTOLIVA e a Escola Secundária de Oliveira do Hospital, onde existem cursos de formação ligados ao turismo.

∑O programação insere este ano o concurso gastronómico “Com Queijo Serra da Estrela”. O concurso é aberto a todos os residentes no concelho, e integra duas categorias, Doces e Salgados, tendo os participantes de apresentar receitas originais. A confeção das receitas obriga à utilização de Queijo Serra da Estrela ou Queijo de Ovelha e seus derivados.

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Jornal do Centro 09 | março | 2012

desporto AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II DIVISÃO NACIONAL - CENTRO

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

23ª jornada - 11 Mar - 15h00 Amarante

-

Paredes

-

Madalena Tondela

S. J. Ver

-

Aliados Lordelo

Anadia

-

Coimbrões

Padroense

-

Sp. Espinho

Cinfães

-

Operário

Oliv. Bairro

-

Boavista

Angrense

-

Gondomar

Futebol Académico de Viseu

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE B

Alpendorada

-

Sousense

Vila Meã

-

Rebordosa

Leça

-

Vila Real

Sp. Lamego

-

Grijó

Serzedelo

-

Sp. Mêda

Cesarense

-

Infesta

A Carlos André voltou a ser titular II Divisão Nacional - Série Centro

Sofrimento sem sentido

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C 22 jornada - 11 Mar - 15h00 P. Castelo

-

Avanca

Nogueirense

-

Oliv. Frades

Sanjoanense

-

Valecambrense

Sampedrense -

Oliv. Hospital

C. Senhorim

-

Alba

Bustelo

-

Ac. Viseu

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL DE VISEU DIVISÃO DE HONRA 22ª jornada - 11 Nov - 15h00 Mortágua

-

Alvite

-

Fornelos

Silgueiros

-

Castro Daire

Molelos

-

Arguedeira

Tarouquense

-

Sátão

Lamelas

-

GD Parada

Viseu Benfica

-

Vale de Açores

Lusitano

-

Lageosa Dão

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Gil Peres

22ª jornada - 11 Mar - 15h00

Paivense

Vitória ∑ Tondela chegou aos 2 - 0, deixou de “jogar”, consentiu um golo e sofreu até final Foi com uma vitória feliz que o Desportivo de Tondela, frente ao São João de Ver (2-1), manteve a liderança da série Centro da II Divisão Nacional de Futebol. Mas teve tanto de feliz, como sofrida, pela forma como o jogo terminou, com os tondelenses durante largos minutos com o “credo na boca”, e depois de verem a bola embater no poste da baliza em dois lances. Um sofrimento por culpa própria de uma equipa que durante a segunda parte pareceu em estado de pura letargia.

Foi uma entrada de leão, mas uma saída de cordeiro, perante um São João de Ver que se apresentou no Estádio João Cardoso sem nada a perder, e que por isso fez questão de jogar o jogo-pelo-jogo. Uma ousadia que poderia ter pago bem caro, não fosse o Tondela ter “desligado” no segundo tempo, depois de, com alguma facilidade, ter chegado ao intervalo a vencer por 2 a 0, com golos de Rafael e Piojo. Golos que foram um corolário lógico de uma fase de jogo em que o Tondela teve espaço para jogar como bem enten-

deu, sem uma postura demasiado defensiva dos forasteiros, que por isso iam concedendo espaços que os homens de Paneira souberam aproveitar. Terão pensado os tondelenses que o jogo estaria ganho? Se o pensaram, bem se enganaram já que o São João de Ver não se deixou abater pelo resultado, e continuou a jogar à bola em Tondela, mantendo a postura positiva que na primeira parte já tinha pregado alguns sustos a Avelino. O golo, praticamente no reinício da partida, animou o São João de Ver

que continuou apostado em sair de Tondela com um resultado positivo. Em posição estável na tabela, o São João de Ver nada tinha a recear neste jogo. E só não chegou ao empate porque o Tondela acabou por ter a sorte que noutras partidas lhe foi adversa. Duas bolas bateram no ferro esquerdo de Avelino. Estava escrito que o Tondela venceria este jogo, e manteria a liderança da série Centro. Mas a (não) jogar como na segunda parte, o futuro pode ser sombrio. Gil Peres

Cartão FairPlay O apu ra mento do Académico de Viseu para a Fase de Subida na III Divisão Nacional de Futebol premeia uma espécia de “novo paradigma” que este ano parece nortear o clube. Mesmo quando as exibições, e os resultados, não encantavam, os responsáveis do clube souberam manter a confiança no treinador Lima Pereira. Para o bem, ou para o mal, o técnico vai construindo a sua história no Académico. O primeiro objectivo, estar na Fase Final, está conseguido. FUTEBOL Sampedrense

Cartão FairPlay Em “pézinhos de lã” aí está a União Desportiva Sampedrense às portas do apuramento para a Fase Final da série C da III Divisão Nacional. A formação de Lafões está a uma vitória de lá chegar. Ganhar ao Oliveira do Hospital garante o passaporte, e carimba a manutenção. Este domingo, é o jogo da época em São Pedro do Sul, num clube que tem sabido fazer da estabilidade, e da aposta em jogadores da região, uma das suas imagens de marca. Futebol Canas de Senhorim e Sporting de Lamego

Cartão Amarelo Há muito “condenados” a jogarem a Fase de Manutenção nas respectivas séries, não têm sabido, ou conseguido, amealhar os pontos que deixem no ar a esperança da manutenção. A descida aos distritais parece uma inevitabilidade. Ou talvez não.


FUTEBOL | DESPORTO 25

Jornal do Centro 09 | março | 2012

III DIVISÃO NACIONAL - FASE DE SUBIDA

Académico já lá está, Penalva e Sampedrense podem lá chegar O Académico de Viseu é, à entrada para a última jornada da primeira fase do Nacional de Futebol da III Divisão, a única equipa da Série C com presença garantida na Fase de Subida. Já Penalva do Castelo e Sampedrense adiaram as decisões para a ronda final. O Penalva, com a derrota em Viseu, vê-se agora obrigado a vencer o Avanca este domingo, dia 11 de março, ou será mesmo ultrapassado pela Sampedrense, em caso de vitória da equipa de Lafões frente

ao Oliveira do Hospital. Para o Penalva as hipóteses são ganhar, ou ganhar, caso contrário ficará sempre dependente do resultado da Sampedrense. Formação lafonense que está a uma vitória de garantir o apuramento, e, desde logo, a manutenção nos nacionais, o que seria uma feito importante para o clube.Pelos pontos que os sete primeiros têm nesta altura, a Sampedrense - atual 7º classificado, com menos um ponto que as cinco equi-

pas que a precedem na tabela - sabe que vencer é garantir o apuramento, já que entre os da frente há equipas que jogam entre si e, em concreto, no jogo entre Penalva e Avanca não podem vencer as duas. Os jogos em São Pedro do Sul e em Penalva do Castelo serão assim decisivos para definir se Viseu terá duas ou três equipas na Fase de Subida. Sporting de Lamego, na série B, Oliveira de Frades e Canas de Senhorim vão jogar a manutenção.

A Académico de Viseu derrotou Penalva do Castelo e garantiu apuramento

Juniores

Viseu e Benfica acompanha “Os Repesenses” O Viseu e Benfica garantiu o apuramento para a Fase Final do distrital de Juniores. A formação orientada pela dupla Rogério/ Rui Lage apenas precisava de um empate com o Lusitano para garantir o apuramento. Foi o que aconteceu com a partida a terminar empatada a 3 golos. Na primeira parte come-

çaram melhor os da casa que se adiantaram bem cedo no marcador. A perder, e proque só a vitória interessava, o Lusitano foi para a frente e começou a criar perigo junto da baliza do Viseu e Benfica. Acabaria por marcar e empatar o jogo, e poucos minutos depois, numa lance de bola parada, adiantou-se no marcador. Mesmo a ganhar, man-

teve uma psotura ofensiva que viria a ser premiada com novo golo. O Viseu e Benfica acabou por reagir e procurou um resultado que garantisse, a duas jornadas do final, a presença entre os quatro que vão discutir o título distrital de juniores e ver quem sucede ao Académico de Viseu como Campeão. Viria a alcançar esse objectivo ao

chegar ao empate a três golos. Viseu e Benfica, na série Sul, estão já apurados para o playoff do título e da subida ao Nacional. Na série Norte, o Oliveira de Frades está igualmente apurado, enquanto Cinfães e Vilamaiorense estão em boa posição para discutir nas últimas jornadas que vai acompanhar a formação de Lafões. GP

A Empate favoreceu o Viseu e Benfica

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26 MODALIDADES | DESPORTO

Jornal do Centro 09 | março | 2012

LIGA INATEL VOLEIBOL

Gil Peres

Lusitano de Vildemoinhos procura primeira vitória

A Trambelas perderam com o ADC Perre

Sem surpresa, a formação de voleibol feminino do Lusitano perdeu na deslocação até Viana do Castelo, onde defrontou o ADC Perre, campeã em título. Derrota por 3 sets a 0 frente a uma equipa que voltou a demonstrar os argumentos que fazem dela uma das mais fortes desta série Norte e que nesta partida foi ainda “reforçada” por algumas jogadoras que não alinharam no jogo da primeira volta, em Viseu. É o Lusitano a prosseguir o seu natural caminho de aprendizagem na procura da sua primeira vitória em competição, mas este estava longe de ser o jogo, e o adversário ideais para o conseguirem. A Liga Inatel em Voleibol feminino, para as

trambelas, prossegue no f im de semana. Jogam este sábado, 10 de março, pelas 17h30 contra o Leixões/Matosinhos. Na Liga Masculina, a formação do Clube PT teve uma vitória no recinto da PT Coimbra, por três sets a um, que abrem boas perspectivas de repetirem o apuramento para a fase final, tal como aconteceu no ano passado. O jogo, da última ronda, era decisivo para as aspirações dos viseenses, e só a vitória interessava, embora a formação viseenses estivesse aidna dependente dos resultados verificados nas outras partidas da jornada. No fecho desta edição ainda não eram conhecidos os restantes resultados pelo que o apuramento não estava ainda oficialmente confirmado. GP

Basquetebol Formação

bol nos escalões Sub-8 e Sub-10, masculinos e femininos, nos quais se vão defrontar as equipas: do AFD “O Pinguinzinho”, Gumirães, Acert Tondela, Arco, BolaBasket, Caparrosa, Balsa Nova e Canas de Senhorim. De tarde, a partir das 15h00, a equipa de Sub-14 femininos “O Pinguinzinho” recebe a equipa do Illiabum Club num jogo a contar para o VIII Torneio Nacional de Iniciados Sub-14 Feminino. A competição encerra pelas 17 horas com a realização do jogo entre a equipa da AFD “O Pinguinzinho” e a equipa da Acert Tondela, em Sub-14 Femininos, a contar para a classificação da Taça João Sacramento. O Festival de Basquetebol tem entrada gratuita.

Gil Peres

O P a v i l h ã o Gimnodesportivo Cidade de Santa Comba Dão vai receber, no próximo domingo, dia 11 de março, Domingo, o III Festival de Basquetebol. É organizado pela secção de basquetebol da Associação de Formação Desportiva “O Pinguinzinho”, e vai decorrer ao longo do dia, estando o início agendado para as 9h30, com as partidas a serem realizadas no Pavilhão Municipal. No pr o g r a m a e s t ã o previstos alguns jogos de ba squqtebol, e m ini-basquetebol, e ainda um jogo recreativo entre pais, familiares, antigos atletas e amigos do basquetebol. Durante a manhã vão decorrer os jogos de convívio de Minibasquete-

ABC de Nelas sem sorte

Aconteceu no Pavilhão de Nelas algo que só em futsal parece possível. O ABC de Nelas, a vencer por 4 a 1 a cinco minutos do final, acabou por perder o jogo por 5 a 4 frente ao Burinhosa, em jogo da série B do Nacional de Futsal da III Divisão. Parecia que o “pássaro estava na mão” mas, num ápice, e numa situação de “guarda redes avançado”, os forasteiros lograram a

vitória. Voaram assim três pontos que muito jeito davam aos nelenses no objetivo da fuga aos últimos lugares e à descida de divisão. Com este desaire, o ABC de Nelas continua assim na penúltima posição e a margem de manobra começa a ficar mais pequena. Pontos precisam-se, e rapidamente.

DISTRITAL FUTSAL - FEMININO

Unidos da Estação

imparável

Gil Peres

III Festival de Basquetebol em Santa Comba Dão

II DIVISÃO NACIONAL FUTSAL - SÉRIE B

A Escalões de formação são aposta da AB Viseu

Continua triunfal a caminhada do Unidos da Estação no distrital de Viseu de futsal feminino.Com o título há muito garantido, a formação de João Almeida vai aproveitando para “treinar” a Taça Nacional e dar minutos a jogadoras menos utilizadas. Foi o que aconteceu no jogo em Viseu, frente ao Lusitano de Vildemoinhos, e que terminou com uma vi-

tória das lafonenses por 4 a 0, resultado feito na primeira parte quando o Unidos utilizou as habituais titulares. Na segunda metade, e perante uma boa réplica das trambelas que mereceram, no mínimo, o “golo de honra”, o Unidos repousou e rodou todas as jogadoras que João Almeida tinha no banco, algumas das quais bem jovens.


D “«História de Portugal numa Hora e Tal”

Jornal do Centro 09 | março | 2012

culturas expos

No próximo dia 17 de Março, pelas 21h30, o Cine-Teatro Dr. Morgado, em Oliveira de Frades recebe a peça de teatro “História de Portugal numa Hora e Tal”. O bilhete custa cinco euros.

Arcas da memória

Destaque

As abelhas de Aristeu e as minhas

VILA NOVA DE PAIVA ∑ Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 31 de março Exposição de fotografia “Rios de Vida”, de João Cosme.

∑ Até dia 31 de março Exposição de artesanato “Arte em massa de pão”, de Armindo Morais.

∑ Até dia 31 de março

Fontes.

DR

Exposição de escultura “Existência”, de Rui Paulo

A Sérgio Mabombo (à direita) e Diaz Santana são os intérpretes da peça

donça e Pizzaboy”, dese-

“A Cavaqueira do Poste”, na ACERT

nhos de Juan Cavia e ar-

História ∑ Relato sobre as excessivas diferenças sociais

gumento de Filipe Melo.

“A Cavaqueira do Poste” é a proposta do grupo Lareira, de Moçambique, e que está em cena na ACERT, em Tondela, amanhã, dia 10, a partir das 21h45. Dois mendigos def icientes, um cego e o outro com os braços amputados, têm como casa um poste e esperam por um milionário que lhes prometeu tirá-los da pobreza. A peça aborda a crise financeira mundial, discutindo temas como a miséria e a má distribui-

ção de recursos. Perante a crise resultante da economia globalizada, eles engendram situações para obter esmolas de comerciantes ricos, sem sucesso. A crise teria reduzido “a caridade”. Para não serem considerados loucos, decidem estabelecer o que chamam de “cavaqueira”, que não é mais do que conversa em alto nível ou politicamente correta. Os residentes de rua que por vários motivos abandonam as suas casas e ter-

minam nas esquinas da grande cidade de Maputo, partilham diariamente restos de alimentos retirados dos contentores de lixo, à mistura com conversas, às vezes sérias e outras, nem tanto. Esta é uma peça de humor que, em uma hora, retrata o impacto das excessivas diferenças sociais, fazendo uma viagem por uma sociedade onde uns têm muito e outros não têm nada.

VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 15h00, 17h15, 19h30, 22h00, 00h30* Ghost Rider: espírito de vingança (M16) (Digital)

23h40* Guerra é guerra (M12) (Digital)

(M12Q) (Digital 3D)

Sessões diárias às 16h40, 19h15, 21h50, 00h25* Contrabando (M16) (Digital)

Sessões diárias às 14h00, 16h20, 18h50, 21h40, 00h00* A mulher de negro (M16) (Digital)

Sessões diárias às 11h00* (dom.), 14h20, 17h00 Alvin e os Esquilos 3 (M4) (Didital VP)

VISEU ∑ Fnac Até dia 25 de março Exposição “As Incríveis Aventuras de Dog Men-

∑ IPJ Até dia 30 de março Exposição de artes plásticas “Traços e Formas - Trajetos de Liberdade”, de Paulo Ferreira Coelho.

MANGUALDE ∑ Biblioteca Municipal Até dia 30 de março Exposição de pintura de Ângelo Marques.

roteiro cinemas

Sessões diárias às 13h30, 16h00, 18h30, 21h10,

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Sessões diárias às 19h20, 21h50, 00h20* Bel Ami (M16) (Digital)

Sessões diárias às 14h30, 17h25, 21h20, 00h10* A invenção de Hugo

Sessões diárias às 14h10, 16h40, 19h10, 21h30, 23h50* O artista (M12Q) (Digital) PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 15h00, 21h00 Cavalo de guerra (M12) (Digital) Sessões diárias às 18h30, 00h10* A dama de ferro (M12Q) (Digital)

Tiago Virgílio Pereira

Sessões diárias às 11h10* (dom.), 14h00 Os Marretas VP (M6) (Digital) Sessões diárias às 14h10, 16h30, 19h00, 21h30, 00h00* Viagem ao centro da terra 2 3D - a ilha misteriosa (CB) (Digital)

Viagem lá longe, aos campos da Beócia, na Grécia milenar de onde vieram as tábuas do meu berço. Viagem aos apetecíveis campos de Aristeu, uma quinta igual à minha, na Beócia, talvez aquela que Hesíodo mais tarde ali herdou no século VIII antes de Cristo, viagem a esse tempo sem tempo em que os deuses habitavam a terra com os homens, campos plantados de oliveiras, ramos de murta fazendo caminhos de onde se viam ao longe os muros de Tebas onde Cadmo mandava, e na encosta aberta a nascente e ao sul, o renque de cortiços de que Aristeu foi inventor, carregados de abelhas e cheirando a mel. Aristeu, que foi também pastor, filho de Apolo, que era um deus e de Cirene, uma ninfa que ele amou. Sabe-se que Euridice, a ninfa de beleza rara por quem Orfeu se apaixonou, passou um dia pela quinta de Aristeu. Serviu-lhe mel, não sabemos, mas sabemos da paixão que teve dela. Incauta, foge a ninfa da volúpia de Aristeu. Pouca sorte. Num campo de trigo já ceifado mordeu-a uma serpente venenosa e Euridice desce ao Hades de onde Orfeu intentou trazê-la, mas em vão. Vingaram-se as ninfas de Aristeu, Mataram-lhe as abelhas. Cirene, a mãe de Aristeu, ordena ao filho que vá em busca de Proteu, pastor de focas no Oceano. Ele

Sessões diárias às 13h50, 16h10, 18h40, 21h20, 23h40* Ghost Rider 3D - espírito de vingança (M16) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 15h50, 18h10, 21h10, 23h50* Guerra é guerra (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h30, 17h00, 19h30, 22h00, 00h30* O despertar das trevas (M16) (Digital) Legenda: * sexta e sábado

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

saberá dar-lhe conselho de como reaver suas abelhas. Proteu, devedor à ninfa de favores, ensinou a Aristeu o que fazer: - Que Aristeu sacrificasse alguns bovídeos no altar das ninfas e guardasse as carcassas dos animais na orla da floresta de carvalhos que visitaria passados nove dias. Assim fez Aristeu. E ao fim dos nove dias, enxames de abelhas pululavam na folhagem dos carvalhos e ele as recolheu. Na minha Quinta do Valbom vagueiam agora serpentes nos silvados, mortas as vides e quase as oliveiras. Como Aristeu, como o poeta do Cântico dos Cânticos desenhei na encosta voltada a nascente e ao sul um muro branco e abriguei do vento as minhas colmeias de abelhas. Ia vê-las ao findar do dia, vinham elas com o pólen das flores. Cheirava a mel. Mas não sei que aconteceu. Não passou Euridice. Não sei que estranho deus ali tenha passado, que mal lhe terão feito as serpentes, se fizeram. As minhas abelhas morreram ao findar do verão na Quinta do Valbom. Em vão Perséfone plantou de rosmaninho as encostas fronteiras onde o sol bate ainda a tarde inteira.

Estreia da semana

A mulher de negro–O jovem advogado londrino Arthur Kipps é forçado a deixar o seu filho de três anos para viajar até à aldeia remota de Crythin Gifford, para tratar dos negócios do falecido proprietário da Eel Marsh House. Mas quando chega à arrepiante velha mansão descobre segredos obscuros do passado dos habitantes da aldeia e o medo começa a dominá-lo quando vislumbra uma misteriosa mulher vestida de negro.


D Comemorações do Dia Internacional da Mulher na Lapa do Lobo

28 CULTURAS

Jornal do Centro 09 | março | 2012

“Porque a Mulher merece...”, é sob este mote que a Fundação Lapa do Lobo celebra hoje, o Dia Internacional da Mulher, com música e poesia. A partir das 21h30, será apresentado o livro “Sedução e Utopia”, de Filipa Duarte. Depois, irão atuar os “Be Flat”. A entrada é livre.

cinema

O TEMPO E O MODO

Propostas do Cine Clube de Viseu Local: Instituto Português da Juventude Dia: 13 Detalhes: “Mãe e filho”, de Alexandr Sokurov, Rússia, 1997, 73’ Uma história de amor, sobre o afeto profundo entre mãe e filho. Na sua beleza, poética, e simplicidade, “Mãe e filho” questiona a natureza do cinema, que Sokurov situa, muitas vezes, mais próximo da pintura que do próprio cinema.

Mês: Março

Hora:21h45

Dia: 20 Dia: 27 Detalhes: “O miúdo da bicicleDetalhes: “As vinhas da ira”, de ta”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne John Ford, EUA, 1940, 120’ uan Solanas, França, 2011, 87’ Obra-prima de John Ford sobre a Cyril, rapaz de apenas 11 anos, de- odisseia de uma família em busca monstra uma determinação impa- da “terra prometida”. rável e um único plano: encontrar o pai, que o deixou num orfanato.

Workshop

“Fotografia de Viagem” na Casa da Ínsua O Hotel Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, promove, no fimde-semana, 10 e 11 , um workshop de “Fotografia de Viagem” que promete ser muito mais do que um simples curso de fotografia. O programa in-

clui ainda uma noite de alojamento com pequeno-almoço, um lanche e um jantar gourmet no restaurante “Casa da Ínsua”. A segunda edição do workshop é realizada em parceria com a “Fotona-

ture”, sob a orientação de formadores experientes em técnica, composição e edição fotográfica, verdadeiramente apaixonados pela fotografia e que conhecem os locais onde vão decorrer as sessões fotográficas. TVP

Variedades

Homens discutem papel da mulher em Santa Comba Dão “Os Homens Dizem: O Que é Ser Mulher?”, é o nome da conferência que irá decorrer no domingo, dia 11, pelas 16h00, no Cine-Teatro da Casa da Cultura, em Santa Comba Dão, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Este colóquio pretende partilhar ideias sobre a

mulher, o seu papel na sociedade e de que maneira é definida com base na sua vivência e profissão. Os oradores que irão debater estas questões são do sexo masculino. A conferência, organizada pelo município, pretende, desta forma, constituir um espaço de reflexão e discussão sobre a condição feminina.

Paralelamente, estará patente a exposição de pintura “Ser Mulher”, da autoria de Inês Massano. A conferência “Os Homens Dizem: O Que é Ser Mulher?”, organizada pelo município, pretende, desta forma, constituir um espaço de reflexão e discussão sobre a condição feminina. A entrada é livre. TVP

Variedades

Fnac Viseu entre apresentações e oficinas... A Fnac Viseu apresenta amanhã, dia 10, a partir das 16h00, “O Programa do Aleixo”, de João Moreira, João Pombeiro e Pedro Santo. Bruno Aleixo comentou a imprensa noticiosa, deu voz aos telespetadores opinantes, ofereceu prémios e fez sugestões cinematográficas. A sábia criatura não esqueceu as entrevistas a caras bem conhecidas como Paulo Furtado, José Luís Peixoto, Miguel Guilherme ou Manuel João Vieira.

Com um humor e dinâmica muito particulares, “O Programa do Aleixo” rapidamente se tornou um produto de culto apresentado agora pelos criadores das personagens. No do-

mingo, dia 11, a partir das 11h30, promove uma oficina de artes plásticas denominada “Os Amigos”, por Francelina Balteiro. Partilhar a cumplicidade criativa dos mais pequenos,

em que haverá lugar para abraços e outras actividades infantis é a proposta. O evento é gratuito. Na quarta-feira, dia 14, irão debater-se “Os cuidados ao recém-nascido”, pelas 18h30. Dirigido a todos os futuros pais, o principal objetivo passa pelo enriquecimento dos conhecimentos sobre como tratar do bebé, após o seu nascimento.Inscrições e mais informações em geral@mamasebebes. pt. TVP

João Luís Oliva

Tradição e contemporaneidade Já se tem falado nesta coluna, uma ou outra vez, destes dois conceitos (melhor seria chamar-lhes ideias…) a propósito de variados pretextos (nunca a pretexto de uniformes propósitos). Mas agora, que se vai falar da Empório, o tema ganha foros de título. Mas onde e o que é a Empório? A representante portuguesa da Emporio Armani? A corruptela de império? Nada disso… De resto, apesar da crónica estar hoje com muitos itálicos, reticências e pontos de interrogação (ainda vai haver mais…), seja-se agora conciso: a Empório é uma loja (semântica prévia da palavra) na zona histórica da cidade de Viseu e é também, sobretudo, um projecto. Isto é, a sua existência responde à pergunta o que se vai fazer? antes de, primeiro, se preocupar com o que se vai vender? Alfarrabista e bric-a-brac, é tenda de Feira da Ladra, em Lisboa, com porta aberta para o interior do Marché Aux Puces, em Paris; mas também é actividade editorial e acções de preservação luminosa (não de culto cego) do património. A venda de velhos livros, revistas e outras produções gráficas, cerâmicas e objectos de um quotidiano entre o rural e o urbano acompanha outras iniciativas e uma prudente mas cuidada edição de teses de história local e de uma magnífica caderneta de cromos sobre a cidade - a Viseupédia, coordenada editorialmente por Rui Macário, no plano científico por Liliana Castilho, e graficamente por Luís Belo. E é disso que se vão ocupar as próximas linhas. Com edição mensal, cada cromo centra-se num tema que motiva o texto da autoria de um especialista da matéria e uma imagem com ela directa ou alegoricamente relacionada. Têm sido muitos e diversos os verbetes com que se vai construindo esta Viseupédia: do mito de João Torto à realidade e intervenção do Bispo Alves

Martins; da Cava de Viriato ao “edifício da Caixa”; da Basílica Paleocristã ao Cineclube (ambos de Viseu, claro); do Retábulo-Mor da Catedral ou da velha Feira Franca à nova versão da Feira de S. Mateus; e muitos outros. E é assim, com uma perspectiva que parte do que é local, que se integram saberes, ideias e manifestações artísticas (enfim, a cultura) em quadros de universalidade que, só eles, podem iluminar esse olhar; e, igualmente, se cria uma sequência que manipula e faz girar no ar tradição e contemporaneidade; porque, de facto, a baliza imediata de uma e de outra é o tempo, e esse… esse é o grande malabarista. Então, quanto tempo tem a tradição? Ou não invocam a tradição do traje académico estudantes de recém criadas escolas superiores? E a contemporaneidade é hoje? Ou começa na passagem do século XVIII para o século XIX, com as revoluções liberais, a que os historiadores atribuem o início da época contemporânea? É o percurso histórico da Europa que marca o tempo? Ou é o nascimento de Cristo, a fuga de Maomé para Medina, a chegada do Homem à Lua ou a abertura de lojas chinesas nas aldeias da Beira Interior? A Humanidade tem o relógio certo? A tradição é a contemporaneidade do(s) passado(s)? A contemporaneidade é a tradição do(s) futuro(s)? Afinal, o elemento mediador entre o antigo e o moderno é a memória, qualquer que seja a cronologia; isto é, só é vivo e actuante aquilo de que nos lembrarmos. E, se a lembrança de umas coisas implica o esquecimento de outras, essa memória só se cria com a constante renovação e tradução criativa do que é antigo na realidade coeva de quem a vive. Muito mais que uma loja, esta Empório é indesmentível produtora e programadora cultural. Discreta e singular… mas plural como o Universo.

Redigido sem observação do novo acordo ortográfico


CULTURAS 29

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Aos 82 anos, Eunice Moñoz é sinónimo de classe

DR

Foi em Lamego, no Teatro Ribeiro Conceição quase lotado, que Eunice Muñoz assinalou os 70 anos de carreira com a peça “O Cerco a Leningrado”. É surpreendente e contagiante a forma como a atriz emana um poder e uma presença em palco, que faz com que o público esqueça as 82 primaveras de uma das maiores referências do Teatro português. “É classe pura”, disse no final um espetador, e é mesmo. O Jornal do Centro falou em A Eunice Muñoz contracena com Maria José Paschoal, em “O Cerco a Leningrado” exclusivo com Eunice da? curso enquanto profiscobri mos aqui lo que mente a partir da matuMuñoz sobre a peça, a queremos fazer na vida, ridade, porque comecei Sim, é uma grande res- sional foi complicado e carreira e o estado da levamos esta vontade e muito nova. Desta des- ponsabilidade, mas eu duro, mas sei que para a este querer até ao fim, coberta que eu fiz na mi- faço o possível para nem minha avó, a minha mãe cultura em Portugal. até nos despedirmos da nha vida, que o teatro era pensar nisso. O meu fei- e a minha tia, que tamexistência. Para mim, o meu caminho e aquilo tio e maneira de ser pas- bém foram atrizes, o caE ficou a saber continuar no palco não que me dava prazer, co- sam por ter a consciência minho foi ainda mais peque “a mulher de é difícil, é uma coisa per- mecei a dedicar-me cada de que sou igual a toda a noso. Eu tive a sorte de esperança” é também feitamente natural por- vez mais ao meu traba- gente. Eu que acredito ter grandes oportunidaque esta minha profis- lho e a viver os grandes em Deus considero que des e de poder trabalhar um aglomerado de são acho, penso e sin- momentos da profissão me deu a oportunidade e com bons diretores, portalento, humildade e to que tem que ser feita e que me dão uma gran- a forma correta de apro- que eu não acredito que

Muito bem. Para já o teatro é lindíssimo e fomos muito bem recebidos por toda a equipa do teatro. Eu não conhecia e foi uma agradável surpresa conhecer esta sala tão bonita e tecnicamente tão bem cuidada. Ao longo dos 70 anos de carreira veio com regularidade ao distrito de Viseu?

Já levei muitas peças a Viseu. Uma das peças que me lembro foi a “Madame”, e contracenei com uma colega brasileira. Foi muito interessante, era uma encenação de Ricardo Pais. Como está o estado da cultura em Portugal?

A cultura em Portugal sempre sofreu por ter verbas baixíssimas. Não acho justo que a cultura seja tão criticada porque não há dinheiro para se produzir e na condição atual do país a situação é pior. Esperemos que as coisas possam melhorar no futuro. Que mensagem gostaria de deixar aos portugueses?

De esperança. Temos mesmo de nos encher de esperança. Nós, portugueses, temos a tendência do derrotismo mas temos de o arrumar a com paixão. Se não se de compensação e feli- veitar essa mesma opor- um ator seja capaz de um canto, porque todos sabedoria... criar uma personagem nós vivemos uma situativer paixão não vale a cidade. tunidade. sem ter à sua frente al- ção difícil. Eu sou uma Qual o segredo para, aos pena até porque é bas82 anos, ainda ter esta tante exigente, exige guém que o oriente e o mulher de esperança e A Eunice Muñoz é uma Qual é a sua referência? força em palco? referência no mundo do A minha grande refe- aconselhe. uma dádiva completa e sei que o futuro será meteatro mas também o é rência é a família, alguns É a paixão pela minha é isso que eu tenho feito, lhor. enquanto mulher. É uma estiveram cá hoje, dia 2, profissão que me move. ao longo destes 70 anos Sentiu-se bem no Teatro responsabilidade acresci- a ver a peça. O meu perRibeiro Conceição? Tiago Virgílio Pereira Quando finalmente des- de carreira, principal-

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saúde Clinica Baccari e Repesenses juntos pela saúde e o desporto A Clínica Baccari , sedeada em Viseu e o Futebol Clube Os Repesenses iniciaram em fevereiro uma parceria conjunta de prevenção, assente na ideia de que a saúde e o desporto devem andar de mãos dadas”. “Quem pratica desporto deve ter condições adequadas para competir sem riscos ou diminuição do rendimento físico”, adiantam os responsáveis em comunicado. O projeto, assente nas áreas da saúde oral e da saúde visual, permite que vários profissionais da Clínica Baccari se desloquem com regularidade às instalações do clube em Repeses para prestar apoio clínico aos atletas. “O princípio de uma boa saúde oral é claro: os dentes têm grande importância para a saúde e bem-estar de

Gil Peres

Parceria ∑ Especialistas da clínica de Viseu entram em campo para apoiar e sensibilizar

A A parceria visa alertar para que quem pratica desporto deve ter condições físicas adequadas todas as pessoas. No caso dos atletas, essa importância torna-se ainda maior. Uma infeção nos dentes pode comprometer outros órgãos, pois através da corrente sanguínea pode espalhar-se pelo corpo, causando doenças cardíacas, lesões das articulações dos

joelhos e ombros, problemas pulmonares, além de dificultar a recuperação das lesões musculares, tornando o tratamento mais longo e pouco eficiente”, informa a clínica De acordo com a informação da clínica, “os olhos são também muito impor-

tantes para um bom desempenho do atleta” e “no desporto são responsáveis pela perceção de profundidade e de movimento, além da habilidade de mudar rapidamente o foco de atenção”. Emília Amaral

Gabinete de Apoio à Saúde abre na Mariana Seixas A Escola Profissional Mariana Seixas (EPMS), de Viseu inaugurou o Gabinete de Apoio à Saúde numa parceria com a Unidade de Cuidados na Comunidade de Viseu. A parceria tem como objetivo a promoção da educação para a saúde em ambiente escolar, contribuindo para a aquisição de competências nos jovens para que possam construir um projeto de vida saudável e serem capazes de fazer escolhas individuais, conscientes e responsáveis. Este protocolo visa ainda a “adoção de políticas e práticas condizentes com a promoção da saúde”, se-

gundo a EPMS, nomeadamente nas questões de saúde mental, das relações interpessoais, da educação alimentar, da educação sexual, de prevenção do consumo de substâncias lícitas e/ou ilícitas e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A UCC Viseu tem como missão prestar cuidados de saúde de proximidade, em casa e na comunidade, no local de trabalho e nas escolas, a indivíduos ou grupos especialmente fragilizados, com a finalidade de obter “Ganhos em Saúde”. O Gabinete de Apoio à Saúde na EPMS funciona às quintas-feiras, de quinze em quinze dias. EA


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SAÚDE 31

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Pedro Carvalho Gomes Médico Dentista na CMDV

O que rouba a juventude ao sorriso Aprenda a proteger-se. Os anos não passam em vão pela nossa boca e começam a notar-se manchas e desgastes. Felizmente, existem técnicas que, em pouco tempo, nos permitem recuperar o sorriso jovial perdido, como é o caso do branqueamento dentário e do recontorno dentário. Mas, para que não tenha de recorrer já a qualquer um deles, protejase, evitando alguns dos problemas dentários que provocam o envelhecimento precoce do sorriso: - Cáries ou a deterioração das superfícies radiculares São muito comuns nos adultos. É importante lavar os dentes com uma pasta dentária que contenha flúor, utilizar fio dental diariamente e visitar o dentista com regularidade. - Retracção das gengivas, com exposição das gengivas É um fenómeno que se produz com o tempo e como consequência da exposição de dentes que não estão protegidos por esmalte. Estas zonas são propensas à dor causada por alimentos e bebidas frias ou quentes. Em casos mais graves, pode apresentar-se sensibilidade ao ar frio e aos alimentos ácidos e doces. - Boca seca Trata-se de uma sensação frequente a partir de certa idade e que pode ser causada pela ingestão de medicamentos ou por certas perturbações médicas. Se não se tratar, pode danificar os dentes. Há ainda outros problemas dentários que envelhecem precocemente os dentes: o desgaste do esmalte, a pigmentação acentuada, as cáries, a falta de higiene dentária e o tabaco.

CÂMARA DE VISEU QUER ALARGAR O ACTIVIDADE SÉNIOR ÀS 34 FREGUESIAS

Cambra e Alcofra sem médicos Vouzela∑ Autarquia pede solução “imediata” As localidades de Alcofra e Cambra, no concelho de Vouzela, estão sem médicos devido a baixa dos dois clínicos que as serviam, o que levou a autarquia a pedir a “intervenção imediata” do agrupamento de centros de saúde Dão-Lafões. Telmo Antunes, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, disse à agência Lusa na quarta-feira, estar “preocupado” com a situação da falta de médicos nas extensões de saúde das duas localidades há vários dias, lamentando que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES II) Dão-Lafões não tenha ainda encontrado uma solução. O autarca admitiu que “pode ser difícil encontrar dois médicos para substituir os que se encontram de baixa”, mas lembrou que “Vouzela é um concelho com boas acessibilida-

DR

Opinião

A Os dois clínicos que serviam as extensões estão de baixa des e o problema poderia ser temporariamente resolvido com a deslocação de um médico a servir as duas extensões de saúde” de Alcofra e Cambra. A agência Lusa procurou, sem sucesso, ouvir a responsável pelo ACES II Dão-Lafões, Mercedes Figueiredo, que, no entanto, segundo fonte do agrupamento, já terá es-

tado em contacto com a Câmara Municipal para discutir a situação de Alcofra e Cambra. O assunto foi debatido na última reunião da Assembleia Municipal de Vouzela, e, segundo a rádio local VFM, foi exigida uma “solução temporária” para a situação, de forma a não prejudicar mais as populações.

Um dos pr i nc ipa i s problemas, dissera m à Lusa alguns habitantes de Alcofra, é que se trata de uma população envelhecida, com “grandes dificuldades” para se deslocar ao centro de saúde de Vouzela nas situações em que não é possível protelar as consultas. Lusa

A Câmara Municipal de Viseu arranca este mês de março com a sexta edição do programa Actividade Sénior, que se prolonga até 14 de julho, com a realização de uma cerimónia de encerramento no pavilhão Multiusos. O programa, direcionado para os munícipes com mais de 55 anos, está a funcionar desde 2007 e visa a promoção da atividade física nos seniores. O projeto contempla duas atividades regulares por semana, podendo ser uma em piscina e outra em espaço a disponibilizar pelos promotores locais, devidamente adaptados à realização de aulas de atividade física e com dimensões adequadas para o número de elementos de cada grupo. Os níveis de adesão têm crescido anualmente, segundo a autarquia, tendo terminado a 5ª edição com 1864 participantes inscritos em 88 grupos de atividade. A Atividade Sénior está já presente em 27 das 34 freguesias do concelho. Durante esta 6ª edição, a Câmara conta chegar às restantes freguesias.

COLHEITA DE SANGUE EM MANGUALDE O Instituto Português (IPS)de Sangue realiza uma colheita de sangue, domingo, dia 11, no Salão Paroquial de Mangualde, entre as 9h00 e as 13h00. A colheita integra-se numa ação mais alargada que o IPS está a efetuar no distrito.. Viseu e S. Pedro do Sul são as cidades que se seguem, dia 12, na Escola Superior Tecnologia de Viseu (9h00/13h00) e na Escola Superior de Educação de Viseu (14h00/18h30), e em Santa Cruz da Trapa estará uma unidade móvel entre as 14h30 e as 18h30. Em Tondela , dia 19 , o Salão Paroquial recebe uma brigada de recolha de sangue. Por último, dia 21, as brigadas deslocam-se a Penedono (9h00/13h00) e Vouzela (9h00/13h00) EA

Tratamos-lhe da Saúde... Todos os dias!

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GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Take-way. RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes Grelhadas. Folga Não tem. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Tem também take-away. SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away.

COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos e outras. Preço médio refeição 12 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à Sub-Estação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 918 680 845. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), exclusividade de cerveja em Viseu, fácil estacionamento, acesso gratuito à internet. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia. RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away. O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771. RESTAURANTE AVENIDA Especialidades Cozinha Porguguesa e Grelhados. Folga Não tem. Morada Avenida Alberto Sampaio, nº9 - 3510-028. Telefone 232 468 448. Observações Restaurante, Casamentos, Baptizados. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com RESTAURANTE ROSSIO PARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros.

RESTAURANTE CASA AROUQUESA Especialidades Bife Arouquês à Casa e Vitela Assada no Forno. Folga Domingo. Morada Urbanização Bela Vista, Lote 0, Repeses, Viseu. Telefone 232 416 174. Observações Tem a 3ª melhor carta de vinhos absoluta do país (Prémio atribuído a 31-102011 pela revista Vinhos) MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. FORNO DA MIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTA DA MAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE O POVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

CHEF CHINA Especialidades comida chinesa. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Observações www.chefchinarestaurante.com RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados. SANTA GRELHA Especialidades Grelhados. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Telefone 232 415 154. Observações www.santagrelha.com A DIFERENÇA DE SABORES Especialidades Frango de Churrasco com temperos especialidades, grelhados a carvão, polvo e bacalhau à lagareiro aos domingos, pizzas e muito mais.... Folga Não tem. Preço médio por refeição 6 euros. Telefone 232 478 130 Observações Entraga ao domicilio.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680132 Oliveira de Frades. Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo.

ADVOGADOS / DIVERSOS ADVOGADOS VISEU

ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a Lg. Genera l Humber to Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666

ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de

Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS Morada Rua D. António Alves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498 ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500-134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs. advogados@netvisao.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454 BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas MANUEL COVELO www.manuelcovelo-advogado.com Escritório: Urbanização Quinta da Magarenha-Rua da Vinha, Lte 4, 3505639 Viseu Telefone/Fax: 232425409 Telemóvel: 932803710 Email: mcovelo-5466c@adv.oa.pt

MANGUALDE JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose. almeida.goncalves-14291l@adv.oa.pt

NELAS JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

IMOBILIÁRIO VENDE-SE

Casa antiga para restauro com cave, área coberta 131 m2 e 195 m2 de logradouro. Centro de Silgueiros. Contactos: 91 723 92 96 ou 96 230 94 54 T1+3 Centro Cidade c/110m2 área, lareira, arrumos, varandas, garagem. 75.000,00€ T. 917 921 823 T2 Dpx Centro Cidade c/180m2, cozinha mob. e equipada, lareira, arrumos. 103.000,00€ T. 914 824 384 T2 Repeses c/ aquec. central, cozinha equipada, arrumos, óptimo estado. 91.500,00€ T. 969 090 018 T3 Centro Cidade c/135m2, lareira, cozinha equipada, arrumos, garagem. 100.000,00€ T. 917 921 823


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CLASSIFICADOS 33

09 | março | 2012

EMPREGO & FORMAÇÃO OFERTAS DE EMPREGO Centro de Emprego de LAMEGO (254 655 192) Agente comercial. Lamego - Ref. 587795148 Motorista de veículos pesados – mercadorias. Lamego - Ref. 587799127 Electromecânico, em geral. Lamego - Ref. 587799779 Motorista de veículos pesados – mercadorias. Sernancelhe - Ref. 587800296 Empregado de mesa. Tabuaço Ref. 587800629 Ajudante de cozinha. Tabuaço Ref. 587800631 Servente - construção civil e obras públicas com experiência. Armamar - Ref. 587800824 Engenheiros agrónomos e engenheiros técnicos agrários. Nelas - Ref. 587800544 Escriturário de contabilidade. Viseu - Ref. 587800547 Vendedor ao domicílio. Viseu Ref. 587800548

Centro de Emprego de TONDELA (232 819 320) Cortador de carnes verdes. Santa Comba Dão - Ref. 587792565

ZÉ DA PINHA Vende Pinha (Sacos c/ mais de 50 pinhas) Entrega em casa junto ao grelhador e à lareira. Terra para Vasos (Sacos 5Kg.) Aparas de madeira para lareira e grelhador. T. 967 644 571 | zedapinha2011@gmail.com

Trabalhador não qualificado, Indústria transformadora. Oliveira do Conde, Carregal do Sal - Ref. 587797051 Cabeleireiro. Molelos, Tondela Ref. 587800254 Marceneiro. Oliveira do Conde, Carregal do Sal - Ref. 587800256 Canalizador. Campo de Besteiros, Tondela - Ref. 587800685 Encarregado de limpeza (manutenção de estradas). Mortágua - Ref. 587801226

Serralheiro civil. Espinho, Mortágua - Ref. 587801409 Cabeleireiro. Tondela - Ref. 587802583 Ajudante de cozinha. Mortágua Ref. 587802587 Podador. Mortágua - Ref. 587802723 Outros decoradores e desenhadores modelistas de produtos Industriais. Oliveira do Conde, Carregal do Sal - Ref. 587802983 Motosserrista. Ferreirós do Dão, Tondela - Ref. 587802995

Centro de Emprego de VISEU (232 483 460) Condutor Máquinas Escavação. São João Lourosa, Viseu - Ref. 587804261 Auxiliar Laboratório. Viseu - Ref. 587803801 Gestor Qualidade. Rio de Loba, Viseu - Ref. 502589353 Ajudante de Cozinha. Jugueiros, Viseu - Ref. 587804172 Pintor Automóvel. Rio de Loba, Viseu - Ref. 587804166 Empregado Administrativo. Mundão, Viseu - Ref. 587804231 Lavadeira/Engomadora de Roupa. Viseu - Ref. 587803146 Serralheiro Mecânico. Mundão, Viseu - Ref. 587803083 Copeira. Mangualde - Ref. 587802275 Técnico Contabilidade. Viseu Ref. 587801946 Técnico Vendas. Viseu - Ref. 5878014393 Trabalhador Florestal. Nelas Ref. 587801390 Canalizador. Mangualde - Ref. 587799683

Os interessados deverão contactar directamente os Centros de Emprego

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34 CLASSIFICADOS

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INSTITUCIONAIS

NECROLOGIA António da Silva, 81 anos, casado. Natural e residente em Quintela de Azurara, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 2 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Quintela de Azurara. 2ª Publicação

1ª Publicação

Maria do Céu Rodrigues dos Santos Tomás, 39 anos, casada. Natural de Mangualde e residente em Cunha Baixa, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 2 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Cunha Baixa. Maria Emília dos Santos, 86 anos, solteira. Natural e residente em Mangualde. O funeral realizou-se no dia 4 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério local. Hortênsia de Jesus, 94 anos, viúva. Natural de Espinho, Mangualde e residente em Roda, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 7 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Mangualde. António Dias Nunes, 92 anos, viúvo. Natural e residente em Póvoa de Cervães, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 7 de Março, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Póvoa de Cervães. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)

António Bandeiro da Paula, 54 anos, solteiro. Natural e residente em São João da Serra, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 2 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de São João da Serra.

2ª Publicação

António Pereira Tavares, 70 anos, casado. Natural e residente em Campia, Vouzela. O funeral realizou-se no dia 4 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Campia. Laurentina dos Reis, 84 anos, viúva. Natural e residente em Souto de Lafões, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 5 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Souto de Lafões. Agência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252

Agência Funerária Maria O. Borges Duarte Tarouca Tel. 254 679 721 Madalena de Matos Antunes, 87 anos, solteira. Natural de Ranhados e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 6 de Março, pelas 15.00 horas, para o cemitério velho de Viseu. Casimira Lopes Paixão, 93 anos, solteira. Natural e residente em Mouraz, Tondela. O funeral realizou-se no dia 7 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério Nº1 de Mouraz. Agência Funerária Abílio Viseu Tel. 232 437 542 Joaquim Baltazar Martins, 81 anos, casado. Natural e residente em Viseu O funeral realizou-se no dia 2 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Alter do Chão, Portalegre. Agência Funerária Balula, Lda. Viseu Tel. 232 437 268 António Lopes Chaves, 74 anos, casado. Natural e residente em Quintela de Orgens. O funeral realizou-se no dia 3 de Março, pelas 14.00 horas, para o cemitério de Orgens. Inês Esteves dos Santos Figueiredo, 63 anos, casada. Natural de São Cipriano e residente em Figueiró. O funeral realizou-se no dia 4 de Março, pelas 15.00 horas, para o cemitério de São Cipriano. António Sousa Duarte, 91 anos, viúvo. Natural e residente em Torredeita. O funeral realizou-se no dia 5 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério local.

Irene de Jesus Almeida, 83 anos, solteira. Natural e residente em Sátão. O funeral realizou-se no dia 4 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério local.

Álvaro Ferreira Pires, 85 anos, casado. Natural de São Salvador e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 6 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Vildemoinhos.

João Duarte Ferreira, 85 anos, casado. Natural de Barreiros, Viseu e residente em Queiriga, Vila Nova de Paiva. O funeral realizou-se no dia 6 de Março, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Queiriga.

Maria Almerinda Simões Torres de Carvalho, 87 anos, viúva. Natural de Cambra, Vouzela e residente em Ranhados, Viseu. O funeral realizou-se no dia 7 de Março, pelas 11.30 horas, para o cemitério de Cambra.

Agência Funerária Sátão Sátão Tel. 232 981 503

João Jacinto Ferreira Marques, 87 anos, casado. Natural de Moçambique e residente em Lisboa. O funeral realizou-se no dia 7 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Farminhão.

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)

2ª Publicação

Carmina de Assunção Carvalho, 79 anos, viúva. Natural e residente em Tarouca. O funeral realizou-se no dia 6 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Esporões.

Maria Alice dos Santos, 80 anos, casada. Natural de Dalvares e residente em Tarouca. O funeral realizou-se no dia 3 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Dalvares.

Agência Funerária de Figueiró Viseu Tel. 232 415 578

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012) 2ª Publicação

Natália Teixeira Garcia Agente de Execução

EDITAL DE VENDA 2ª Publicação Afixado em ..…/…../….. A Agente de Execução, N/Referência: PE/52/2009 Processo: Data: 24/02/2012 443/05.3TBOFR-A Exequente: Custódia Almeida Nunes Vasconcelos e outro Executados: Jacinta Maria do Aido Vasconcelos Barreira e outro Processo n.º 443/05.3TBOFR-A Tribunal Judicial de Oliveira de Frades – Secção Única FAZ-SE SABER que nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 13 de Março de 2012, pelas 9:30 horas no Tribunal Judicial de Oliveira de Frades para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento na secretaria, pelos interessados na compra do seguinte bem: Verbas

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)

Verba n.º 1 – 20/95 do Prédio rústico, constituído por terreno culto e inculto, com 1400 m2, sito no Lugar de Remoinho, freguesia de Valadares e concelho de São Pedro do Sul, inscrito na matriz sob o nº 4077 e descrito na Conservatória do Registo Predial de São Pedro do Sul sob o n.º 894/19981102. Valor Base: 2.000,00 euros. O bem pertence aos executados: Jacinta Maria do Aido Vasconcelos Barreira e José Manuel Costa Barreira, com última residência conhecida em 24, Rue Principale, L-5240 Sandweiler, Serão aceites as propostas de melhor preço acima da quantia correspondente a 70% do valor base.

2ª Publicação

Não de Encontra pendente oposição à execução. Não foram reclamados créditos. É fiel depositária, que os deve mostrar a pedido, Natália Teixeira Garcia, Agente de Execução, com escritório na Rua da Azerveira, n.º 2, r/c esq. – Alagoas 3850-151 Albergaria-a-Velha. Albergaria-a-Velha, 24 de Fevereiro de 2012 A Agente de Execução,

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)

(Jornal do Centro - N.º 521 de 09.03.2012)


Jornal do Centro 09 | março | 2012

clubedoleitor

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DEscreva-nos para:

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta seção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

FOTO DA SEMANA

HÁ UM ANO EDIÇÃO 469 | 11 DE MARÇO DE 2011 Distribuído com o Expresso. Venda interdita. DIRECTOR

Paulo Neto

Leitor devidamente identificado

Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt Publicidade

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> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURAS > SAÚDE > RESTAURANTES > CLASSIFICADOS > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

Semanário 11 de Março de 2011 Sexta-feira Ano 9 N.º 469

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

·www.jornaldocentro.pt| Vasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorres |Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.

“Geração à rasca” sai à rua em Viseu ∑ Protesto marcado para sábado, às 15h00

no Rossio ∑ Manifestantes contestam trabalho precário

e desemprego ∑ Instituto Politécnico lança todos os anos Nuno Ferreira

mais de 1000 jovens para o mercado de | página 6 trabalho

páginas 8 e 9

Novela da TVI gravada em Viseu “O acordo foi de tal maneira estudado, que chegámos ao pormenor de preservar até a pronúncia” (Fernando Ruas)

Arquivo

Nuno Ferreira

À conversa Delegado regional do INE, José Gouveia fala sobre a operação Censos 2011, a decorrer desde segunda-feira

página 12

NTE DO INTEGRANTE

ESTE SUPLEMENTO É PARTE O, DO CENTRO SEMANÁRIO JORNAL 469 DE 11 DE MARÇO DE 2011 EDIÇÃO

página 19

Lamego Novo hospital vai apostar na prestação de serviços em ambulatório

Mangualde Citroën aumenta produção e pondera recrutar mais trabalhadores

página 20

página 14

MENTE. SEPARADAMENTE

l belo ebe ebelo Rebelo r sR rc Marco Marcos o: Ma mo: f smo fi G fis Gra ta Grafismo: Mota M a Mot eiia re dre d ndr Andre An tos:: Andreia xtos ex e Textos: Tex

E NÃO PODE SER VENDIDO

Culturas Deolinda é grande atracção na XVII Semana Académica de Viseu

Suplemento Jardins&Piscinass Jardins&Piscinas suplemento

Sugestões para o dia do pai

| página 9

∑ “Geração à rasca” sai à rua em Viseu. ∑ Mangualde - Citroën aumenta produção e pondera recrutar mais trabalhadores.

∑ Câmara de Viseu assina contra as portagens. ∑ Próxima telenovela da TVI gravada em Viseu. ∑ “Flor do Dão” alia-se ao queijo da serra. ∑ Primeiro-ministro visita novo hospital de Lamego. ∑ Comemorações do RI 14 começam hoje.

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(10)março : teatro

A cavaqueira do poste GRUPO LAREIRA /MOÇAMBIQUE

sábado, 10 março 2012 auditório 2, 21:45 preço: 5 / 6 / 7,5 € A ACERT É UMA ESTRUTURA ESTRUT FINANCIADA POR

Pedro Costa

UM JORNAL COMPLETO

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A muralha romana de Viseu que jaz como museu na Rua Formosa, desde 2006, alerta a curiosidade dos passantes e turistas. Porém, nada mais se vê do que uma estrutura em vidro, suja, refletindo as paredes dos prédios que a ladeiam. A louvável ideia inicial de as pessoas, ao circularem, poderem pisar o espaço ao mesmo tempo que apreciavam parte da cidade antiga, está assim em incumprimento do objetivo. Convém ainda lembrar que esta obra custou mais de 400 mil euros ao erário público.

APOIO


tempo: sol

JORNAL DO CENTRO 09 | MARÇO | 2012

Hoje, dia 9 de março, Algumas nuvens pela manhã, tempo limpo para o resto do dia. Temperatura máxima de 20 e mínima de 5ºC. Amanhã, 10 de março, Céu parcialmente nublado durante o dia. Tempo limpo de noite. Temperatura máxima de 22ºC e mínima de 7ºC. Domingo, 11 de março, sol. Temperatura máxima de 20ºC e mínima de 7ºC. Segunda, 12 de março, sol. Temperatura máxima de 21ºC e mínima de 4ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda

Olho de Gato

Sexta, 9

Como é possível?

Satão ∑ Tertúlia À Volta da Obra de Miguel Almeida, às 20h30, no auditório da Escola Secundária Frei Rosa Viterbo.

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

Lamego ∑ Apresentação pública dos VII Jogos Desportivos de Lamego, às 18h00, na Câmara Municipal de Lamego.

Sábado, 10

Vouzela ∑ Caminhada pela igualdade de género no PR1 da Nossa Senhora do Castelo. O percurso, com início junto às piscinas municipais da vila, é organizado pela Associação de Desenvolvimento Rural Dão Lafões em colaboração com a Câmara de Vouzela.

Passatempo

O Jornal do Centro oferece bilhetes para a peça “A cavaqueira do poste”, na ACERT dia 10 de março. Para ganhar um, ligue para o 232 437 461. Bilhetes limitados.

DR

∑ Peditório público da

Cáritas na Diocese de Viseu até domingo. O tradicional peditório anual reverte este ano a favor dos diferentes projetos sociais desenvolvidos em cada uma das Cáritas diocesanas.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

A A freguesia de Touro recebe o evento em ambiente rural

Feira do Fumeiro do demo Vila Nova de Paiva ∑ Evento integra-se num plano alargado de promoção da Economia Local A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva promove este domingo, dia 11, na freguesia de Touro, a primeira Feira do Fumeiro do Demo. O presidente d a autarquia, José Morgado adianta que a mostra faz parte de um roteiro de eventos e promoções que a câmara preparou para este ano, com o objetivo de “promover os territórios e dinamizar a economia local”, ao mesmo tempo que se recupera a tradição de produzir produtos originais, em tempos feitos pelas famílias. O concelho de Vila Nova de Paiva tem uma forte

tradição na produção de produtos de fumeiro, em particular a freguesia de Touro, por isso, a autarquia decidiu começar o projeto de promoção de 2012 pela freguesia mais rural do concelho. Em abril/maio vai decorrer a Feira da Truta e no verão o festival do Gelado. José Morgado explica que a truta se justifica por toda a tradição que tem no concelho, e o gelado pelo facto de centenas de emigrantes de Vila Nova de Paiva serem hoje “donos da maioria das gelatarias italianas na Alemanha”. O autarca acrescenta que no ano passado cer-

ca de uma centena de empresários emigrantes lhe lançaram o repto e a ideia foi acatada pela câmara. Programa. A Feira do Fumeiro de domingo é inaugurada às 10h30, no Parque Urbano de Touro. Segue-se o momento da tradicional matança do porco, às 1130, e depois um almoço convívio para o qual já estão inscritas mais de 200 pessoas. Ao longo do dia há uma exposição de produtos locais e regionais com várias provas de fumeiros. Emília Amaral

A cobrança de portagens nas “nossas” autoestradas fez ontem três meses. Foi em 8 de Dezembro que se consumou este golpe terrível na mobilidade e na economia da região. Esta semana a UE levantou objecções ao método de cobrança das ex-SCUT. Só admira é a “Europa” ter demorado tanto. Todo este caviloso processo põe um qualquer turista às aranhas e pôs o país à beira da desobediência civil. Os partidos do poder podem agradecer muito ao PCP. Foram as buzinas das ditas “comissões de utentes” que moderaram a revolta das pessoas e a mantiveram dentro da legalidade. Esta coluna e o blogue Olho de Gato há muito tempo que perguntam: — como é possível, num estado liberal e democrático, instalar um sistema big-brother que regista todas as deslocações dos cidadãos? — como é possível que, num país da euro-zona, não se possa pagar um serviço com notas e moedas de euro? — como é possível que um mesmo serviço, só por ser pago numa payshop ou nos correios, leve uma taxa administrativa em cima? — como é possível que - por exemplo na A25 - um Ferrari de Viseu pague menos que um Renault 5 de Beja ou um Corsa de Salamanca e não haver coragem para dizer que esta chamada “discriminação positiva” é uma vergonha ética? — como é possível na A1 pagar-se 7 cêntimos de portagem por quilómetro e na A24 pagar-se 11 cêntimos? — como é possível o estado cobrar portagens em troços em que o mesmo estado destruiu a alternativa à auto-estrada que existia? — como é possível ter acontecido uma renegociação tão opaca e ruinosa destas PPPs rodoviárias, renegociação que deu mais uns milhares de milhões de euros aos rentistas e concentrou todos os riscos e todos os ónus no estado? — como é possível não termos um — UM — um deputado eleito pelo círculo eleitoral de Viseu que tenha votado contra isto? Redigido sem observação do novo acordo ortográfico

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