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UM JORNAL COMPLETO

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> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > REGIÃO > EDUCAÇÃO > ESPECIAL > ECONOMIA > SUPLEMENTO > ESPECIAL > DESPORTO > CULTURA > EM FOCO > SAÚDE > CLASSIFICADOS > CLUBE DO LEITOR

DIRECTOR

Paulo Neto

Semanário 2 a 8 de Dezembro de 2011 Ano 10 N.º 507

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

| Telefone: 232 437 461 · Fax: 232 431 225 · Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu · redaccao@jornaldocentro.pt · www.jornaldocentro.pt |

“O Museu de Lamego, se não realizar as grandes obras, fica totalmente desactualizado” Agostinho Ribeiro, director do Museu, em entrevista exclusiva ao Jornal do Centro

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Paulo Neto

| páginas 38 e 39


2

Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

praçapública r

r

palavras

deles

r

É mais fácil ir a A cultura ajuda a Falta-nos organizaviver e a sobreviver em Roma e não ver o Papa ção para nos constimuitas ciscustâncias” do que ir a Moçambi- tuirmos uma região que e não ouvir falar na (Douro) de pressão” Visabeira”

Maria Hermínia Quintela Presidente da Universidade Sénior Jerónimo Cardoso, Lamego, em entrevista ao Jornal do Centro

Opinião

José Lapa Técnico Superior do IPV

Agostinho Ribeiro Director do Museu de Lamego, em entrevista ao Jornal do Centro

agricultor quer uma vida tão digna como uma secretária que está no Terreiro do Paço”

Pedro Lynce Deputado do PSD, durante a cerimónia de entronização da Confraria dos Carolos

Austeridade “A austeridade provoca recessão. Já sabemos. Mas a austeridade não afecta apenas a economia. O seu efeito recessivo sobre a inteligência é talvez ainda mais profundo.” Rui Ramos, Expresso 19Nov2011

Andei no encalço do termo. Tentei perceber o seu contexto, a sua universalidade, a sua energia comunicacional, a sua contemporaneidade semântica. Procurei-lhe a etimologia, o significado, o significante. Ajuizei o seu traço, a sua trajectória sinuosa. Comecei pelo dicionário, está bem de ver: “austereza, autarcia, autocontrolo, autodomínio, bola, cabeça, circunspecção, comedimento, compostura, continência, critério, desafectação, despojamento, discrição, equilíbrio, fragilidade, gravidade, juízo, lhaneza, maneiras, método, moderação modéstia, modo, naturalidade, ordem parcimónia, ponderação, prudência, recolhimento, regra, reserva, respeito, retraimento, rigor, sensatez, senso, seriedade, severidade, simplicidade, singeleza, siso sisudez, sobriedade, tempera, temperança, tino, virtude, vulto.” (Dicionário Houaiss da Língua Por-

Opinião

Fernando Ruas Presidente da Câmara Municipal de Viseu, durante a cerimónia de geminação dos municípios de Viseu e Matola, na autarquia.

rO

tuguesa – Tomo I, Circulo de Leitores). Fiquei maravilhado com o conjunto de palavras, que é possível grafar com o termo. Rendi-me à sua dimensão ética, à sua versatilidade moral. Percebo agora, santa ingenuidade a minha, que a austeridade é instrumento ético, nas mãos dos actores políticos e doa agentes económicos. Por exemplo: aquilo que julgávamos, serem actividades normais e lídimas da vida (almoçar fora de vez em quando, ir ao cinema, levar a família a passear), são agora consideradas luxo précrise. E, por falar em luxo! Ele faz parte incondicional da idiossincrasia da austeridade. Aquela estranha imprescindibilidade da regra, que para o ser, precisa da excepção, acolhe aqui natureza justa. Sem luxo não haveria austeridade. O luxo é imperecível, resistindo às adversidades e aos incandescentes desejos humanos de deter o supérfluo, paradigma irrefragável de consumo. Apesar da crise e da sua lei do constrangimento, a indústria do luxo prospera imparável. Deixa-nos à mercê, dos ventos rotineiros da calamidade financeira e, tenta os mais favoráveis dos países emergentes. O luxo é como interface da austeridade. A austeridade é também a coreografia ne-

gra, do tempo rebarbativo que nos domina. Um clima denso de expiação. Sim, por que se a austeridade tem um claro pendor ético, há-de culpar alguém para poder sobreviver. Este é um ambiente político fulcral em face da vertigem do abismo. Procurei em dicionários e compêndios da especialidade. Folheei o Samuelson, o Krugman, o Galbraith, o Guy Sorman… e nada. A austeridade não tem corpo teórico, não é prática específica, não é linear na abordagem da sua aplicação, não é entrada reconhecida em matéria de intervenção política. É sim, uma abstracção, algo que se sente na carne, em consequência da necessidade de implementar malfeitorias incontornáveis, porque vêem purgar os nossos hábitos licenciosos, irresponsáveis e tresloucados. E, no reino da abstracção tudo é possível. Prospectei a equidade. Iniquidade se preferirem. A austeridade propõe a suspensão e ou ablação de direitos, para ter êxito. Lembram-se da outra, que elevava a suspensão da democracia (“não seria bom haver seis meses sem democracia”, Manuela Ferreira Leite). É certo que clamou a ironia (e esta tem as costas largas) mas disse-o desembaraçadamente. Triste exemplo, mais irrefragável. A austeridade precisa de alguma iniquidade para se alimentar. E

este é um perigo. A liberdade não é negociável. A Constituição não é escrutinável. Os direitos adquiridos “a ver vamos”. A cidadania pode esperar. Tudo em nome do fim da crise, que só uma robusta e consolidada austeridade pode garantir. A austeridade sublima a classe média. Expurga-a do seu conforto, suspende-a. Nada pode ser mais nocivo, ao bom funcionamento da democracia. A classe média, ou seja, a sociedade civil, sempre teve um papel fundamental na regulação de tensões e conflitos. Sem ela, a politica perde definitivamente a relação de confiança entre governantes e governados. Ou seja: se a austeridade é ética, convive com o luxo, gera clima político, se assume como abstracção, promove uma iniquidade “necessária”, sublima a classe média, então…. a austeridade há-de ser uma ideologia. Dos tempos modernos, está bem de ver, mas, uma ideologia. É que à austeridade, nem táctica lhe falta e… vá lá, desfaçatez, também. Sendo a ideologia “um sistema de ideias coerente para a organização do Estado e da sociedade.” (Mário Soares, Elogio da Politica – Sectante Editora), nesta acepção, temos ideologia. É que, depois do longo trilho que a austeridade vai percorrer, o nosso assombro será de ver, para onde mudamos, que novo modo de vida temos.

Qual dieta, qual carapuço?

Continua a saga das dietas. A nda meio mundo dependente desta conversa, da dieta. Não há revista “fuleira” que não venha com um artiguelho pespegado sobre o assunto. Iluminado com as esbeltas figuras do que hoje se vai chamando de jet-set e que, em muitos caos, pouco mais têm do que a elegância dos traços físicos que os elegem. Estrelas de corpo inteiro e conduta esquálida, atestada, ratificada e sancionada pela imprensa, televisão e, duma forma geral, por toda a gente. Basta saber (sei, mas não vejo) a po-

dridão, o desmando dos programas televisivos como os “big-brothers” ou o actual “casa dos segredos”. E começa, desde logo, pela jornalisticamente assistida disputa entre as apresentadoras, revelando, “ab initio” o carácter da “coisa”. Depois vem o dos pesos-pesados. Uma sinistra exploração de gente que precisa de recatados cuidados médicos e, quem sabe?, psicológicos, numa exibição cruel, desumana e estritamente materialista. As livrarias estão apinhadas de livros de cozinha com receitas milagrosas de emagre-

cimento ou, no mínimo, de manutenção da elegância. Dieta, portanto. Penso que andam, as gentes, distraídas. Não haverá consciência de que os vários estratagemas de governação, desde há muito, nos vêm encaminhando para a dieta? Maldade é não reconhecer os extremosos cuidados continuados de conduta governativa para nos obrigar às dietas, à fome e à manutenção da linha. Cedo se aperceberam da pandémica engorda dos cidadãos e, mãos-àobra, vá de atalhar a quem poderia

ter possibilidade de escapar. Todos os caminhos são nesse rumo. Dieta. Não há que se alambazar. Nada de restaurantes (com os 23% de iva quem tinha dúvidas, dissipou-as!) As compras têm de ser nas grandes superfícies onde um quilo de dióspiros custa 2 euros, o equivalente a 400$00. O feijão verde, por vezes, impinge-se por 4 euros. Vi batatas a 1, 49 euros (Batatas, sim!). Tudo isto referido ao quilo, não à arroba. Mas, os agricultores ficam com as tulhas cheias de produtos que granjeiam e não podem vender sem facturação.


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

números

estrelas

63

Foi a quantidade de toneladas que o Banco Alimentar Contra a Fome, de Viseu, conseguiu angariar no fimde-semana passado.

Catarina Sobral Responsável do Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu

Maria Hermínia Quintela Presidente da Universidade Séniro de Lamego

Em dois anos conseguiu mobilizar todo o distrito, numa acção conjunta de solidariedade que se cifra já em mais de meia centena de toneladas de comida.

Zé Manel Compositor/Cantor

Esta octagenária é um exemplo de vitalidade, dinamismo e trabalho, em prol de uma ideia e de uma missão: a acção da Universidade Sénior Jerónimo Cardoso Lamego.

Aos 23 anos e já com 10 anos de carreira, Zé Manel abraça um novo projecto que denomina como Darko, dando um rumo diferente e autónomo ao “ex- Fingertips”.

Quanto pensa gastar em prendas de Natal?

Importa-se de responder?

Este ano, as compras de Natal são só para os mais pequenos. A conjuntura actual que atravessamos não deixa “alargar cordões à bolsa”. Temos de reeducar os hábitos. O valor ainda não sei ao certo, mas menos do que no ano passado.

Este ano, devido à crise, vou gastar menos que no ano passado. Vou comprar três prendas e penso gastar cerca de 35 euros. O ano passado gastei 100 euros.

Daniela Cunha

Stefano Paoloni

Professora

Estudante

Não vou gastar mais de 200 euros. Vou esperar que passe a época natalícia para depois sim, comprar algumas coisas úteis nas promoções. O ano passado gastei 300 euros nas 5/6 prendas que ofereci.

Vou gastar entre 200 e 300 euros. Opto por dar prendas simbólicas e vou oferecê-las às mesmas pessoas do ano passado.

Tiago Formoso

Judite Sousa

Auditor interno

Psicóloga

Se os derem à criação, não a podem, depois, vender sem recibos. Tão pouco podem oferecer à vizinhança. Se houver uma intoxicação, lá vai a competente indemnização. Vendendo sem “papéis”aparecem, de caminho,” varegeirando” as nossas “benamadas” finanças e levam-lhes, em coimas, duma assentada, tudo o que têm e, ainda, o que não têm. Os bancos lá estão para o financiamento das importâncias exigidas pelo fisco (melhor dito, estavam). E, não havendo tempestivo cumprimento das “obrigações fiscais” ficam-se pela toma

compulsiva dos bens. Ora, assim sendo, já sem os produtos granjeados e sem dinheiro, … resta a dieta. Ninguém escapa. Revendo. Nem quem precisa de comprar barato o pode fazer, nem quem precisa de vender a ¼ do preço de prateleira de supermercado o pode fazer. Os bens de consumo vêm da “estranja”. Dos vizinhos/parceiros da Europa. Cheios de impostos, de venenos, de transgénese, de preço! As carnes, são o que se sabe. Vacas loucas, ovelhas “maradas”, porcos varrascos, pintos cheios de hormonas e

antibióticos, enfim...! O peixe barato vem da Ásia, carregado de metais pesados. O pão é acrescentado com farinhas das mais variadas procedências e inchado com fermentos, carregado de sal e, por vezes, de açúcar, para dar sabor. O óleo tem de fritar dez vezes mais para ser rendível (e, como faz mal, deixa de se usar!). A insipiência da comida alcançável, a mais barata, requer renovados temperos, mais consentâneos com a crescente diabetes. Dispensa-se, portanto. Seguramente (como é estribilho dos nossos políticos) voltaremos à

dieta de antigamente. Serenamente. Sem crispações. Sem mágoa. Sem ressentimentos. Agradecidos e reconhecidos a gerações de governantes que nos têm mostrado desta forma escorreita, desinteressada, desinteressada, altruísta, patriótica, humana, desinteressada e capaz, como é importante fazer dieta, seja a que preço for e o valor que tem TODO o sentido da palavra LIBERDADE, pela qual temos “lutado”. Qual carapuço? Pedro Calheiros.


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial

Paulo Neto Director do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

A distrital do PSD chamou ao seu seio as nomeações políticas para cargos dirigentes. E o CDS/PP ficou a ver navios”.

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Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

Floresta de Enganos ou o filósofo e o parvo 1. Na “Floresta de Enganos”, último auto apresentado por Gil Vicente em 1536, começa a peça com um filósofo preso em terrível cárcere por ter denunciado os “nescios perenales”, tiranos que pontificavam e impediam a disseminação das teorias de Erasmo de Roterdão, que o dramaturgo muito secretamente admirava. Para agravar a pena ao filósofo – o amigo da sabedoria – ataram-lhe a um pé um parvo ou idiota que, como um siamês, passou a penificar com ele no calabouço, agravando-lhe assim, com pérfida crueldade, a sentença. Que pior imposta companhia para um filósofo de que um idiota? Nesta teoria das antíteses vive a Europa com o Euro. Todos referem e reiteram que o Euro era… A Grande Europa dos 27 é hoje a Europa do Eixo germano/franco. A Europa “Merklozy”, que Freitas do Amaral refere como “a Europa do um e meio, porque o miúdo vem sempre atrás.” O miúdo é Sarkozy, o gaulês, colado à chanceler alemã, numa inimaginável antevisão, se perspectivada em 1948… e cujas contas também não andarão prenhes de saúde. Os Estados Unidos perante a eminência da desgraça, pela voz de Obama, chamaram o presidente da EU, Durão Barroso, para lhe dizer que o Euro não pode acabar, para bem da economia americana. Vivem-se assim dias incertos nesta Floresta de Enganos moderna, onde a rábula do filósofo e do

parvo, numa bicefalia entre a lucidez e a tontice coabitam, com consequências imprevisíveis. Só não se discerne com nitidez quem desempenha o papel de quem. Ou a quem algemaram o idiota, no fundo da atroz masmorra…

car-lhe este desnecessário desgaste; ao fazer com que lhe retirassem das mãos estas negociações, provou fastidiosamente que a ingenuidade não rima com o cargo que desempenha. Para gáudio do PSD que vai trauteando a modinha: “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte 2. As relações entre o PSD e o ou é tolo ou não tem arte!” Afinal, a CDS/PP locais gelaram. Ou, na te- Floresta de Enganos está por todo oria das ditas antíteses, estão ao o lado… rubro. Ambos são partidos da coligação governamental. A distrital 3. Diamantino Santos, presidendo PSD chamou ao seu seio as no- te da junta de freguesia de Coração meações políticas para cargos di- de Jesus foi nomeado coordenador rigentes. E o CDS/PP ficou a ver regional do desporto. Este profesnavios. O que prova duas coisas: sor é um homem competente. Ade1º a sagacidade de Mota Faria; 2º a mais dinâmico. Trabalha sem ancandura de Rui Santos. dar em “pontas” ao contrário de Mota Faria, ao recrutar os seus muitos que andam em “pontas” “quadros” nos elementos da dis- sem trabalhar. Mas que colhem, na trital e nas juntas de freguesia ur- sua mediocracia os mesmos frutos banas da periferia de Viseu, está dos meritocratas. Ou a Floresta, a passar a mensagem para as pró- de tão sombria não deixa passar ximas autárquicas:”Enfileirai-vos a luz, ou os Enganos não são enpois sereis os escolhidos!” Mas co- ganos, antes a cruel evidência de mete um erro: está a esquecer os 23 quem em “terra de cegos só com restantes concelhos do distrito. E um olho se é rei.” isso pode vir a ter custos insuporL á mu ito at rá s ou em ci m a , táveis na hora do voto. se preferirem, Ruas e Almeida Por outro lado, a incapacidade de Henriques sorriem deliciados, ao Rui Santos, presidente da distrital do verem como os seus sargentos se CDS/PP em impor figuras para as mostram excelentes pré-oficiaisnomeações; ao deixar de agir peran- executivos. te as nomeações impostas pelo PSD; ao obrigar o deputado centrista a vir 4. Para acabar a semana com ao terreiro denunciar o “amiguismo algo de construtivo e de futurapartidário”, em vez de lhe preservar a mente positivo, a eleição de Carlos imagem – convém não esquecer que Marta para presidente da FPF seHélder Amaral é a imagem, verso e ria um nec plus ultra e a única boa reverso do CDS/PP local – ao provo- notícia dos últimos tempos.

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Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

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Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional


Jornal do Centro

6

02 | Dezembro | 2011

abertura

textos ∑ Emília Amaral

Voltar à universidade para combater o isolamento Maria José Lima, de 63 anos, natural de Moimenta da Beira, professora do 1º Ciclo do Ensino Básico, quando se reformou achou que não era velha e, por isso, gostava de ocupar o tempo livre. Com o passar do tempo percebeu que havia colegas como ela que gostavam de ocupar as muitas horas vagas a fazer “alguma coisa de que gostam e nunca o fizeram no activo, porque não tiveram essa oportunidade”. Fundou em 2009 a Universidade Sénior Infante D. Henrique, onde hoje estão matriculados 60 alunos, o mais velho com 83 anos e o mais novo com 55 anos. A Câmara Municipal de Vouzela, tal como as restantes autarquias do distrito, há muito que engrossa o seu projecto destinado à população sénior com vários programas destinados a dar mais qualidade à vida dos idosos do concelho e, este ano, juntou aos já existentes a Universidade Sénior de Vouzela onde já estudam 50 alunos com idades entre os 55 anos e os 97 anos. Publicidade

O Rot a r y Club e de Tondela aderiu ao desafio lançado pelos Rotary e fundou uma universidade sénior no concelho. A Escola Profissional cedeu as instalações, e o objectivo foi rapidamente conseguido com a rápida adesão das pessoas e o voluntariado dos professores. “Um dos objectivos é manter a actividade ao longo da vida, e isso conseguese, além de combater a solidão, criar espaço de convívio, combater a iliteracia”, reconhece o presidente, Felisberto Figueiredo. No distrito de Viseu existem actualmente 10 Universidades seniores que envolvem mais de 400 alunos e 130 professores todos em regime de voluntariado. A sua génese parte de três instituições acolhedoras diferentes. Duas autarquias (Vouzela e S. Pedro do Sul) tomaram o pulso à criação da universidade sénior, quatro universidades nasceram dos Rotary Clube (Resende, Mangualde, Viseu e Tondela). As restantes funcionam como associações e fazem parte da

Rede de Universidades da Terceira Idade. Todas elas têm a particularidade de não visarem o lucro, mas de uma maneira geral autosustentam-se através de parcerias e das “propinas” dos alunos, que variam entre 10 euros mensais e 60 euros por ano. “É essencialmente uma escola de afectos”, afirma o presidente da Universidade Sénior de Viseu (USAVIS). José Augusto Pereira, acrescenta que o modelo de fazer as pessoas voltarem à escola para combater o isolamento “presta um grande papel de voluntariado à comunidade. Para o também presidente da Comissão Distrital das Universidades Seniores Rotary do Distrito 1970 é importante o país investir neste serviço à comunidade e não permitir que os projectos cresçam “de costas voltadas”. A falta de actividade, o isolamento, a solidão, a iliteracia e a depressão fazem parte do conjunto de problemas pelos quais passam muitos

idosos da região, grande parte a viver em zonas rurais, isoladas sem grandes alternativas. As universidades seniores estão a conseguir inverter essa tendência. “Quero-vos bem-dispostos, a vida não é assim tão má e a informática também não”, brinca no final de mais uma aula a professora de informática da Universidade Sénior de Vouzela, uma jovem quadro da autarquia e voluntária nas horas livres. Rosa Maria, de 63 anos reformada resolveu contrariar os seus gostos e aderiu ao projecto: “Venho pelo convívio, para ocupar o tempo e pela aprendizagem. Tinha aversão aos computadores e por isso vim para a informática”. As aulas nas universidades seniores decorrem de segunda a sexta-feira e os inscritos participam nas mais variadas disciplinas, embora o inglês, o português, a informática, a ginástica e a música sejam comuns nos 10 projectos. O mais curioso é poder testemunhar a alegria das pessoas ao partici-

parem nas aulas e isso comprova a máxima do letrado de Lamego, Jerónimo Cardoso de que “não há nada como saber” e aprender durante toda a vida. Bom dia senhor padre, por aqui! Exclama a assessora da Câmara de Vouzela, Sandra Serra ao ver entrar na universidade o sacerdote. E António Aidos, de 78 anos, fora da vida activa a residir no lar da Misericórdia, ironiza: “Hoje é dia de escola”. À jornalista admite que “queria aprender um bocadinho mais computadores e inglês”. Esta dose de alegria estampada dos alunos seniores é reconhecida pela responsável e fundadora da Universidade Sénior de Mangualde, Teresa Cruz. “O mais importante é servir a comunidade, embora a aprendizagem seja necessária ao longo da vida. Mas eu destaco o convívio, os afectos que se vão implementando, o que permite que as pessoas passem a ser solidárias e também se sintam felizes em dar felicidade aos outros”,

responde. A braços com a falta de instalações próprias - a principal queixa vinda de cada projecto - algumas universidades seniores preparamse também para abrir portas a antigos edifícios onde muitos aprenderam a ler e a escrever, as velhas escolas primárias hoje desactivadas por força do novo modelo dos centros escolares da falta de jovens no interior rural. Se não há dúvidas de que estes projectos envolvem hoje centenas de pessoas no distrito de Viseu que estariam mergulhadas no isolamento, as universidades seniores têm ainda a maisvalia de prestar à comunidade local uma actividade cultural muito própria. O plano de actividades de cada instituição passa por criar um plano de aulas, mas desenvolve conferências, seminários, encontros culturais e lúdicos e dispõe de grupos musicais que, tanto levam as suas origens mais longe, como proporcionam animação local.


Jornal do Centro

UNIVERSIDADE SENIORES NO DISTRITO DE VISEU | ABERTURA 7

02 | Dezembro | 2011

“Gosto de aprender sempre mais alguma coisa” O gosto por estudar levou longe Joaquim Carvalho de 97 anos, natural da aldeia de Confulcos, que em Setembro resolveu inscreverse na Universidade Sénior de Vouzela para “aprender mais alguma coisa”. A idade avançada que não lida bem com o frio que nesta altura se faz sentir naquela zona de serra, têm impedido que participe nas aulas em que se inscreveu (inglês e música), mas mantém o dossier actualizado para a primeira oportuni-

dade de se deslocar do Lar da Misericórdia onde vive até à universidade. “A mensagem que deixo é que as pessoas mais novas que eu, saiam de casa e participem nestes projectos de convívio, porque fazem-nos viver”. Fala a voz da experiência de quem tem quase um século de vida, feita de desafios e a partir objectivos. “Fiz mil e uma coisas, fui caixeiro-viajante, mas o meu desejo era estudar e fui para Lisboa”. Tal como

hoje quer aprender inglês para comunicar melhor com um sobrinho inglês casado com a sobrinha e, quem sabe, ir a Londres. Há muitas décadas atrás, Joaquim Carvalho queria um emprego de horário fixo para poder estudar. “Fui para o emprego mais ordinário que tive, na companhia União Fabril do Barreiro onde carregava sacos de adubo de 100 quilos às costas, mas já tinha horário fixo e isso permitia-me estudar”. In-

gressou no Colégio Luís de Camões, onde em três meses fez dois anos. “Estudei sempre muito e passei logo para o sexto ano”, termina orgulhoso de si próprio. Já contabilista profissional estabeleceu-se no Brasil e em Moçambique e regressou a Portugal depois do 25 de Abril. Aos 97 anos deixa uma lição de empreendedorismo, um chavão que hoje muitos usam mas alguns não sabem do que se trata.

Universidades Seniores no distrito de Viseu Nº de professores

Disciplinas/ projectos

Concelhos

Nome

Cinfães

Universidade Sénior de Rotary de Cinfães

2011

Em construção

Lamego

Universidade Sénior Jerónimo Cardoso

1997

Associação/Universidade Sénior

30

12

Inglês, francês, questões actuais, Douro, vinho e as gentes, artes cénicas, histórias da história, figuras e factos, pintura, estanho, artes decorativas, bainhas abertas, expressão dramática

Mangualde

Universidade Sénior de Rotary de Mangualde

2005

Rotary Clube de Mangualde

60

15

Informática, inglês, designer e comunicação, teatro, francês, climatologia, teologia, bordados, literatura, artes, yoga, história, práticas de direito.

Universidade Sénior Infante D. Henrique

2009

Associação/Universidade Sénior

60

10

Arte decorativa, pintura, bordados, informática, inglês, português, teatro, aeróbia, hidroginástica, natação, Tuna Grupo Cavaquinhos

Moimenta da Beira

Instituição Acolhedora

Nº de alunos

Ano da fundação

Inglês, Francês, História, Sociologia, Informática I e II, Ginástica, Hidroginástica Música, Rendas e Bordados Artes Decorativas e a actividade “A Língua na Ponta da Língua”,

30 (enResende

Universidade Sénior de Rotary Resende

2010

Rotary de Resende

tre 55 e 83 anos)

Santa Comba Dão

Universidade Sénior de Santa Comba Dão

2008

Parceria Tomgradual Academia de Estudos, Junta de Freguesia de Santa Comba Dão, Associação de Desporto e Profissionais de Educação Física de Santa Comba Dão e Câmara Municipal

35

S. Pedro do Sul

Universidade Sénior de S. Pedro do Sul

2011

Câmara Municipal de S. Pedro do Sul

62

10

TIC Iniciação, TIC Internet, Ginástica de Manutenção, Natação, Música, Jardinagem, Artes Decorativas, Cidadania, Inglês, Espanhol, Saúde e Bem-estar, Psicologia, Dança, Pintura e Teatro.

Tondela

Universidade Sénior de Tondela

2004

Rotary Clube de Tondela

50

4

Informática; Inglês, Psicologia, História

Viseu

USAVIS - Universidade Sénior de Rotary de Viseu

2011

Rotary Clube de Viseu

40

Informática, inglês, danças de salão, ginástica, horticultura e outras

Vouzela

Universidade Sénior de Vouzela

2011

Câmara Municipal de Vouzela

14

História, Português, Francês, Inglês, Espanhol, Música, Higiene e Segurança, psicologia, desporto; Cidadania, TIC, matemática e artes

Inglês, Informática, literatura, teatro, educação física, educação musical, psicologia, artes, saúde, educação para a saúde, danças e folclore, hidroginástica e envelhecimento activo

Génese das Universidades Seniores

∑ Instituições particulares de solidariedade social. ∑ Câmara Municipais ∑ Clubes Rotários Rede Universidades da Terceira Idade (RUTIS)

∑ Entidade representativa das Universidades Seniores (UTI) Portuguesas, criada oficialmente a 21 de Novembro de 2005. Entidade certificadora das UTIS, através do Instituto Português da Propriedade Industrial, e a representante nacional junto da Associação Internacional de Universidades da Terceira Idade e da UNESCO na II Assembleia Mundial do Envelhecimento. Modelo(RUTIS)

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50

∑ Portugal segue o modelo inglês. As UTIs nascem no seio de organizações sem fins lucrativos, os professores são voluntários, são mais informais e não garantem certificação.


Jornal do Centro

8 ABERTURA | UNIVERSIDADES SENIORES NO DISTRITO DE VISEU

02 | Dezembro | 2011

Maria Hermínia Quintela, 80 anos, natural de Lamego, professora de inglês. Os estatutos da Universidade Sénior Cardoso, de Lamego revelam que é a reitora, mas considera o termos presunçoso e prefere dizer que é a presidente da universidade sénior mais antiga do distrito de Viseu e “provavelmente” do país. Aos 80 anos, mas com uma força anímica de uma jovem apaixonada pelo que faz na vida, a professora fala das universidades séniores e admite que o Estado “devia investir mais”no modelo.

“As universidades seniores são uma necessidade” Qual é o papel das universidades seniores?

Incentivar as pessoas a aprender cada vez mais, mesmo na velhice, e esse é um dos nossos primeiros objectivos. Outro objectivo das universidades séniores é o seu papel cultural, ao organizarem conferências, concertos e outras actividades. Quais são os seus objectivos a concretizar com este projecto?

Tenho dois fundamentais. Um deles é conseguir mudar de instalações, o outro é o rejuvenescimento dos seniores no sentido alargado. Por um lado, temos uma idade média de alunos de 70 anos, temos pessoas para cima dos 80, mas são muito poucas os que estão na casa dos 60 anos. O grupo de alunos está envelhecido. Há dias cheguei à conclusão de que há um certo preconceito relativamente ao termos sénior, as pessoas acham que não têm idade para um projecto sénior. Está adulterada a ideia?

Penso que sim. Qual é a ideia das universidades seniores? Não é recolher paralíticos, pessoas que estão

com falta de capacidades cognitivas. As universidades seniores foram criadas para manter uma mente sã num corpo são. Claro que há pessoas que têm os seus problemas, mas é fundamental a parte anímica da pessoa em qualquer fase da vida. O espírito que permanece dentro de nós é que nos dá força. Jerónimo Cardoso (patrono da Universidade Sénior de Lamego), homem de grande nomeada internacional, autor dos primeiros dicionários de português/latim e Latim/Português, natural de Lamego, considerado homem excepcional, diz a certa altura que, independentemente da idade , as pessoas devem virar-se para as letras porque não há nada como saber. Essa é a verdade. Estes projectos das universidades seniores ganham essa força anímica?

Também. Até lhe posso dar um exemplo. Tivemos um caso de uma pessoa que enviuvou, entrou em depressão e, por muitos medicamentes que tomasse, permanecia no mesmo estado. Um dia, o médico sugeriulhe inscrever-se na univer-

sidade sénior. Ela inscreveuse e, três semanas depois de estar aqui, para espanto meu, vejo-a a pedir para ir ao microfone e foi um despoletar de alegria fantástico. Isso trás muito conforto e satisfação. O princípio das universidades seniores é: “Voltar à escola para afastar o isolamento”. Faz sentido?

É outro aspecto muito importante: a solidão. Eu não me sinto sozinha, porque tenho muitos interesses, quando não tenho nada para fazer invento. É uma mensagem gratuita que deixo (risos). Tenho muita pena que as pessoas que toda a vida tiveram baixos recursos, vidas difíceis, continuem a ser as mais sacrificadas em todos os aspectos e agora confirmamolo com esta crise. Continuam a ser os pobres da fita. Se a pessoa teve recursos foi estudar, e hoje pode ler, ler, ler... porque é uma coisa que ocupa imenso tempo e o espírito alarga-se, além de se poderem ler as legendas na televisão, etc. etc. Faz-me muita pena que haja pessoas que não sabem ler e acabam por não ter interesses. Faz-

me muita impressão ver as pessoas no lar em que parece que estão todas à espera que o tempo passe, a maior parte sempre a dormitar.

que era o lugar da mulher em casa. Simultaneamente, têm que ter outros interesses.

Falta esse acompanhamento/ animação nos lares?

Não sei se pode, mas devia. Estivemos anos e anos para conseguir estatuto de utilidade pública (2008, 11 anos depois da associação ter sido criada). Com a Câmara [de Lamego] temos uma subvenção muito pequena. Aumentou em 200 euros há dois anos, mas só beneficiámos um ano, depois, mesmo sendo utilidade pública, já tornaram a tirar. A única entidade que nos ajuda com a subvenção pequenina é a câmara.

Falta, mas é muito difícil consegui-lo. Em termos individuais resolve-se, mas em conjunto é muito complicado criar interesse a pessoas que à partida não têm interesse em nada. Eu não sei a arte de criar interesses em pessoas que não foram habituadas a certas coisas. Mas nós contribuímos para a vida que temos. Valeu a pena o país aderir a este modelo inglês das universidades seniores?

As universidades seniores são uma necessidade. Estou cada vez mais convencida disso, porque se há pessoas que ainda se bastam a si próprias ou porque têm a família com quem interagem nas várias gerações, estão ocupadas e têm com que se entreter, há outras que estão mergulhadas num isolamento incrível. As pessoas não se podem contentar só com o que se considerava antigamente,

O Estado podia investir mais nestes projectos?

Acha que as autarquias deviam contribuir mais?

Se as autarquias contribuem tanto para associações desportivas com diferenças substanciais entre associações desportivas e associações culturais. Estou em sintonia com as pessoas da cultura deste país, realmente a cultura para as entidades está “zero à esquerda”, não vale nada, quando a cultura nos ajuda a viver e a sobreviver em muitas cir-

cunstâncias. O que falta à terceira idade em Portugal?

Primeiro, falta o respeito dos jovens. Isso prende-se com a falta de preparação em termos gerais. Penso que falta mais atenção e mais cuidado com estas associações. Em vez de gastarem dinheiro mal gasto, deviam apoiar estas instituições porque todas elas vivem com muitas dificuldades. Em 2012 vai celebrar-se o Ano Europeu do Envelhecimento Activo. O que se devia fazer?

A nível das universidades, deviam garantir-se condições de funcionamento. Eu gostava de ter instalações próprias, por exemplo. Estão prometidas, mas vão sendo adiadas. Na nossa universidade sentimo-nos completamente abandonados pelas instituições. Acho que merecíamos mais atenção. O senhor presidente da Câmara [de Lamego] está farto de enaltecer as nossas actividades, diz que é das mais activas, e isto chocame, porque não me interessam palavras, interessamme acções.


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região Soutos da Lapa é o designativo segundo da Confraria da Castanha que, tendo sua sede em Sernancelhe, abarca todavia o território de dez municípios dúrio-beirões, lá onde a castanha reina como produto singular, elemento fecundo de uma poderosa cultura manifesta em concretas vivências e num fortíssimo imaginário, lá onde o castanheiro é impressiva presença na paisagem, catedral de verde folhagem pelo estio fora, poético espectáculo nas outonais atmosferas de Novembro. A Confraria da Castanha que celebra estes dois elementos através de múltiplos actos ao longo do ano realizou, como festa maior, o seu III Capítulo no passado dia 19. Oitenta e cinco devotos deste maravilhoso fruto, a castanha, entre eles os representantes Publicidade

de treze Confrarias amigas, reuniram em Sernancelhe, terra anfitriã e hospitaleira sempre (gratos à Câmara Municipal), constituiram formoso cortejo e reuniram no Auditório Municipal onde teve lugar cativante Sessão de boas-vindas com magnifica lição à volta da Castanha proferida pelo distinto professor da UTAD, José Gomes Laranjo que iria tornar-se, nesse dia, confrade honorário. No Santuário da Lapa, emblemático espaço para a Confraria teve lugar a entronização de nove Confrades, dois deles, Prof. José G. Laranjo e Dr, An-

tónio Almeida Henriques, tendo merecido o título de confrades honorários. As palavras do Reitor do Santuário, a Fotografia de Família no Terreiro, o Brinde Confrádico (espumante Terras do Demo) na atmosfera do Colégio onde Aquilino Ribeiro foi lembrado e a excelência do almoço convivial na Quinta de Santo Estêvão certificaram mais uma vez o brio que esta Confraria coloca nos actos que realiza em favor de sua dama – a castanha, em favor dessa sua árvore-mãe, o castanheiro. Alberto Correia

Nuno André Ferreira

Confraria da Castanha na sua festa maior

A Pedro Lynce, Joaquim Coimbra e o pároco de Canas foram alguns dos entronizados

“Arroz dos pobres” é projecto de valorização gastronómica Projecto∑ Confraria dos Carolos e Papas de Milho promete defender prato típico do concelho de Tondela Os carolos, também apelidados de “milhos”, que em períodos difíceis do país eram chamados de “arroz dos pobres”, são hoje oficialmente um prato típico regional do concelho de Tondela. A Confraria dos Carolos e Papas de Milho, constituída em Fevereiro deste ano, “jurou” no sábado, na cerimónia do Capítulo de Entronização, promover a defesa e divulgação do património gastronómico da Beira Alta e, em especial, dos carolos de papas de milho. A igreja românica de Canas de Santa Maria recebeu confrades de todo o país, entre eles o conhecido estudioso da gastronomia portuguesa, Reis Torgal, para assistirem à entronização de 21 novos

confrades (sete efectivos, 14 de honra e um amigo) assim como a MoleiraMor (presidente), Ana Bastos e o feitor (presidente da Assembleia Geral), João Figueiredo. Todos juraram “defender os carolos enquanto símbolo ancestral e tradicional das gentes”. A presidente da confraria adiantou que o novo projecto que se “pretende agregador”, visa a “valorização das especialidades gastronómicas”. “Importa valorizar os produtos autênticos e é isso que nos propomos. Os carolos e as papas serão sempre a nossa divisa”, sublinhou. “Começamos com um produto típico que é o milho, mas estamos numa época de valorizar mais

os produtos que temos, seja como complemento, seja como produto de gastronomia”, complementou João Figueiredo. Sapiência. O antigo ministro do Ensino Superior, Pedro Lynce foi o confrade de honra convidado para falar da importância do milho na economia rural, mas o actual deputado do PSD alargou o seu discurso e admitiu que “é preciso os nossos filhos voltarem à terra” para inverter a desertificação. Têmse dado subsídios para as pessoas não estarem cá e o interior está cada vez mais desertificado”, alertou. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt


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EMPRESÁRIOS REVOLTADOS, COMISSÃO DE UTENTES CONTRA AS PORTAGENS DÁ HOJE O “ÚLTIMO GRITO”

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O requeijão Como inspeccionar no caso de se terem dúvidas

Nuno André Ferreira

Uma associação de empresários do interior vai avançar para a justiça, exigindo ao Estado e a alguns membros do Governo que os indemnizem pelos prejuízos causados pelas portagens nas SCUT. Estes empresários exigem indem nizações pelos prejuízos causados com a introdução de portagens nas auto-estradas do interior. Uma medida publicada, na segundafeira, em Diário da República, e que começará a ser aplicada dia 8 de Dezembro. O anúncio de que o Estado e membros do Governo serão alvo de uma acção judicial foi feito no final de uma reunião que juntou algumas dezenas de empresários na cidade da Covilhã. A acção judicial usará o argumento de que com as portagens é defraudada a expectativa de negócios assente em vias gratuitas que se destinariam a corrigir assimetrias regionais. Num último “apelo”, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 realiza hoje , uma marcha lenta na A25, com partida da Avenida da Europa, em Viseu, às 17h00. Daí, a marcha lenta dirige-se para a A25, no acesso situado na estrada Viseu – Nelas.

Opinião

A O fim das emissões regulares levantou uma onda de críticas nas redes sociais e não só

Rádio Noar deixa de emitir Mudança ∑ Em 106.4 Mhz começou a ouvir-se a Rádio Sim “Hoje (29 de Novembro) é um dia negro. A Rádio Noar deixou de emitir”. A mensagem que surgiu logo pela manhã na rede do Facebook foi partilhada e comentada por dezenas de pessoas que deixaram um sentimento de tristeza, cientes de que com a rádio Noar (Viseu) desaparecia mais um pedaço da identidade da região. A Rádio Noar, a única que na cidade de Viseu tinha a sua programação alicerçada na informação, terminou as emissões na terçafeira, para dar lugar à Rádio Sim do grupo da Rádio Renascença (RR). Depois dos pareceres positivos para a venda da Noar à Renascença, da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) e da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), a frequência 106.4 Mhz da Rádio Noar passou a emitir o canal Sim da emissora católica.

Acácio Marinho, proprietário da Rádio Noar, contactado pela Agência Lusa referiu apenas que o negócio que permitiu a venda da frequência à RR “obedeceu a todas as regras legais”, esclarecendo que não pretendia tecer quaisquer comentários adicionais. Jo a q u i m A le x a nd re Rodrigues, um dos fundadores da Noar, na década de 1980, e autor do blog “Olho de Gato” e de uma crónica semanal com o mesmo título no Jornal do Centro, disse à Lusa que o dia que marca o fim das emissões da Rádio Noar “é um dia de “tristeza porque acaba a rádio das notícias de Viseu, um projecto profissional onde se reflectiam todas as vozes da cidade e onde todas as vozes tinham lugar, e de raiva porque é lamentável que um Governo socialista (era Jorge Lacão o ministro da tutela) tenha feito uma lei

da rádio à medida do apetite dos tubarões que vão acabar com as rádios locais em Portugal”. Nas redes sociais, ao longo do dia de terça-feira chegou a ser questionado o silêncio das forças vivas da região quanto ao fim das emissões da rádio. O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas questionado pelos jornalistas sobre o assunto, disse que vai aguardar para ver se a Rádio Noar vai novamente “mudar de mãos” ou “também de programação”, mas se “o novo dono for a Renascença” fica “descansado porque é uma rádio de bandeira e de prestígio”. Desde o seu arranque que a Noar tem na informação o pilar do seu funcionamento e nos últimos anos foi a única, em Viseu, a manter serviços noticiosos locais regulares. Emília Amaral/Lusa

O requeijão é considerado um subproduto resultante da adição da flor do cardo (Cynara cardunculus), com o propósito de coagular o leite libertando em simultâneo o soro. O leite de ovelha tem na sua composição: água, gordura, proteínas, sais minerais e vitaminas. A adição de cardo vai promover a retenção e separação da gordura e proteína lipossolúvel (solúvel nos lípidos) aí existente, que está na base da produção de queijo (coalhada). A separação destes compostos no leite conduz ainda à formação de um líquido esbranquiçado, constituído por água e proteínas hidrossolúveis (solúveis em água) – o soro. Quando aquecido/fervido, este forma uma massa, que escorrida e prensada, origina os deliciosos requeijões. Este processo tem uma dupla finalidade: por um lado, é indispensável à sua obtenção, por outro, confere-lhe salubridade pelo processo de pasteurização, um tratamento térmico frequentemente mencionado e impresso nas embalagens. A produção dos melhores queijos e requeijões encontra-se limitada, entre outros factores, às condições climáticas e verdejantes pastagens existentes nos meses de Novembro a Março, período conhecido como o aluvião. No sentido de fomen-

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

tar a estrutura e textura dos requeijões, tornandoos mais macios com uma massa mais fina e homogénea, várias são as técnicas que se podem utilizar. A adição na parte final da fervura do soro de uma pequena quantidade de leite cru é um procedimento recorrente. Os requeijões produzidos deste modo apresentam-se mais macios, compactos e com um sabor muito superior. Por vezes, no sentido de aumentar o seu rendimento, é acrescentado ilicitamente um pouco de farinha. Para quem conhece o aroma e a sua textura natural, esta falsificação é fácil de detectar. No entanto, deixo ficar um pequeno truque infalível: no caso de suspeitarem deste procedimento, a adição de um pouco de tintura de iodo (Betadine®) ao requeijão vai provocar o aparecimento de manchas negras. Esta é a prova indelével da adição fraudulenta de farinha, uma vez que a tintura de iodo reage com a farinha (amido) originando uma cor negra. Aqui fica descrito um teste expedito, de fácil aplicação, a ser utilizado quando tiverem dúvidas sobre a qualidade de um produto de inegável valor gastronómico, com o qual nos deliciamos nas suas múltiplas utilizações. A tintura de iodo não engana.


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14 REGIÃO | VISEU | SANTA COMBA DÃO

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VIOLAÇÃO

Viseu. Aproveitava-se da vulnerabilidade da filha, de apenas 15 anos e portadora de uma deficiência mental,

Emília Amaral

Vseu. A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, na terça-feira, que identificou os três suspeitos de terem sequestrado, roubado e agredido violentamente um homem de 51 anos, em Viseu, e que deteve dois deles. Fonte da PJ de Coimbra explicou à agência Lusa que os três homens – de 21, 27 e 35 anos – terão cometido os crimes na madrugada de 5 para 6 de Março deste ano, depois de a vítima ter estado num bar. O homem saiu do bar, dirigiu-se para o carro que estava estacionado no Largo da Feira de S. Mateus, quando “foi abordado pelos três suspeitos”, que entraram com ele na viatura, contou. Depois de o imobilizarem, “agrediram-no violentamen-

para a forçar a submeter-se aos seus instintos sexuais. Violava-a repetidamente em casa e em campos agrícolas e espancava-a para que não contasse nada à mãe. Maria, nome fictício, sofreu em silêncio durante 13 anos, mas em 2008, quando completou 28 anos, denunciou o pai aos primos. O predador sexual foi detido e condenado a dez anos de cadeia pelo Tribunal de Viseu. Mas o sofrimento da jovem não termina aqui. Recentemente o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) anulou a condenação do pedófilo. Em causa está o facto de o predador ter sido acusado de actos sexuais com adolescente mas condenado por um outro crime: violação. O Tribunal de Viseu comunicou no julgamento tal modificação ao arguido como sendo uma alteração não substancial. O STJ considera, no entanto, que novos factos foram imputados ao pedófilo e que este não teve tempo para preparar a defesa. O agricultor, de 50 anos, violou Maria, pela primeira vez, quando esta tinha 15 anos.

A O acordo foi assinado na terça-feira, no Salão Nobre da Câmara de Viseu

Viseu e Matola assinam geminação Cooperação ∑ Investimentos da Visabeira e do Piaget O presidente da Câmara Municipal de Viseu afirmou que o acordo assinado na terça-feira entre a autarquia de Viseu e o município de Matola, em Moçambique “foi das geminações mais fundamentadas” conseguidas até hoje. Depois da formalização através da assinatura de um protocolo de geminação, cooperação e amizade, um grupo de técnicos da Câmara de Viseu vai a Matola dar formação a funcionários do município moçambicano

para avançarem com novos projectos inspirados na cidade, inclusive o modelo das rotundas. O instituto Piaget prepara-se igualmente para instalar em Matolo uma universidade, em terrenos cedidos pelo município. Além da lusofonia, Fernando Ruas recorda a dinâmica do grupo Visabeira naquela região de Moçambique, o aumento de cidadãos moçambicanos a residirem em Viseu e de “viseenses que trabalham em Matola e em Maputo,

em projectos de grande significado e de grande dimensão”. Para o presidente do município de Matola, Arão Nhancale esta geminação visa “promover acção em áreas de interesse comum, nomeadamente desporto, cultura, cooperação empresarial, turismo e componente institucional”. Até ao momento, a Câmara de Viseu já formalizou geminações com nove municípios. Emília Amaral

Nuno André Ferreira

IDENTIFICADOS

te”, nomeadamente no rosto, e obrigaram-no “a entregar o que trazia de valor”, como o relógio de pulso, o telemóvel e o cartão multibanco. “Pensaram em levar o carro, ainda saíram da cidade com a vítima lá dentro, mas não terão estado todos de acordo e desistiram”, acrescentou a mesma fonte. Depois de recolhidos elementos que apontavam para os suspeitos, no início deste mês, na posse da sua identidade, a PJ apercebeu-se de que o de 35 anos tinha antecedentes criminais e já se encontrava preso no âmbito de outro processo. No que respeita aos restantes dois já havia “referências policiais”. O de 21 anos foi o primeiro a ser detido e encontra-se em prisão preventiva. O de 27 anos foi detido segunda-feira e foi submetido a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado obrigado a apresentações.

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Foi na aldeia de Vila Pouca, no concelho de Santa Comba Dão, que o boletim do primeiro prémio do Euromilhões, no valor de 35 milhões de euros, foi registado. Desconhece-se ainda quem é o mais recente milionário português. A cervejaria Imperial, onde foi regitado o boletim, localiza-se à beira da estrada, pelo que o premiado pode não ser da região. Para Portugal, veio ainda um dos 11 segundos prémios, no valor de 179 533,07 euros. Trata-se da 49ª vez que o loto europeu vem para o nosso País, desde que foi criado em Outubro de 2004.


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educação&ciência Politécnico de Viseu destaca-se no ranking

Acesso à internet∑ Espaço pretende ser alternativa a crianças e jovens estudantes

concerne aos institutos politécnicos portugueses. Este projecto consiste em ordenar em ranking os sítios da internet de cerca de 20.000 instituições de ensino superior de todo o mundo. E s t a é u m a i n ic i a tiva da Cybermet r ics L ab, u m g r upo de i nvestigação que pertence ao Consejo Super ior de I nvest igaciones Cientif icas (CSIC), que é o maior orga n ismo públ ico d e i nve s t i g a ç ã o e m Espa n h a . O ra n k i ng Web é publicado desde 2 0 04 , dua s vezes por ano. TVP

Já começaram as obras no antigo bar “Alta Vista”, no cimo das Escadinhas de Santo Agostinho, em Viseu. Ali, vai nascer uma sala de estudo com acesso à internet. A obra, adjudicada por 108.775. 38 euros a uma empresa construtora viseense, vai criar um espaço moderno e apelativo, numa zona privilegiada da cidade. Está também envolvida uma equipa projectista. A edificação será composta por um único piso, onde serão mantidas duas instalações sanitárias e um espaço de arrumos. Vão ser criados dois espaços destinados

Nuno André Ferreira

O I n s t i t u t o Politécnico de Viseu alcançou a oitava posição, entre 50 inst it u içõ e s de en si no s up e r io r n a c io n a i s , no “Ran king Web of World Universities”. O objectivo principal traçado pelo ranking é promover a qualidade geral dos sites, sendo o acesso electrónico a publicações científ icas e materia l académico, performance global, conteúdos e visibilidade das instituições valorizados para as classificações apuradas. O IPV alcançou o 1º lugar no que

Sala de estudo a bom ritmo

A Obra foi adjudicada por cerca de 109 mil euros a gabinetes de trabalho e dois outros maiores,

para a sala de estudos e sala de internet.

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A Câmara Municipal de Viseu vai voltar a d i st r i bu i r f r ut a n a s escolas do 1ª Ciclo do Ensino Básico do concelho já a partir do segundo período. O Programa de distribuição de fruta escolar aos alunos do 1ºCEB decorre há dois anos, cabendo às autarquias a competência de apresentar as candidaturas ao prog ra m a , e t a mbém a responsabilidade de distribuir a fruta aos alunos. Este ano, as associações de pais de Viseu têm vindo a questionar as escolas sobre o porquê de não ser distribuída fr uta como em anos anteriores. A Câ m a ra já t i n h a just i f icado que a Di-

recção Regiona l de Educação do Cent ro (DR EC) ainda não tinha aprovado a candidatura efectuada em 2 8 d e Ju l h o , q u e g a rante o f inanciamento da acção. O V ice -pre sidente da Câmara, Américo Nunes conf irmou ao Jor n a l do Cent ro que, embora a DR EC não tenha informado a aut a rqu i a d a apro vaç ão d a c a nd id at ur a e f e c t u a d a e m Ju lho, a aprovação já foi publicada no sítio da internet do Ministério d a A g r ic u lt u ra (I n stituto de Fi na nciamento da Agricultura e Pe sc a s é o re sponsável pela aprovação dos projectos). A mérico Nunes acrescen-

tou que o exe c ut ivo foi obrigado a enviar novamente a cópia da ca ndidatura em Setembro temendo que fosse esquecida “ E nv i á mos u m a có pia da ca ndidatura , d ado que nos espa ntámos com a morosidade da resposta à pr i mei r a c a nd id at ura”, confirmou o vicepresidente. O Programa da Fruta Escolar foi implementado em Outubro de 2 009 . O ob jectivo é fomenta r o con su mo reg u l a r de fruta, a criação de hábitos saudáveis de alimentação e o combate à obesidade. Emília Amaral/Tiago Virgílio Pereira

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Fruta volta às escolas de Viseu na segundo período

A Infiltrações são uma constante. Cerca de 500 alunos sem condições para aprender

Escola da Ribeira degrada-se a cada dia Alerta ∑ Associação de Pais e Agrupamento já identificaram os problemas “São precisas obras u r g e n te s , e s p e c i a l mente no telhado que é feito com um material que é proíbido nos dias de hoje” (amianto), disse Anabela Fonseca, presidente da Asso ci aç ão de Pa i s d a Escola nº1 de Viseu – Ribeira. A Escola PréE scol a r e B á sic a do 1º ciclo ag ua rda por obras de requalif icação há vários anos e os pais dos cerca de 500 alunos estão a perder a paciência. “Os pais têm manifestado permanentemente o seu desagrado”, sublinhou Inês Campos, directora do Agrupamento de Escolas Grão Vasco. “O agrupamento tem demonstrado bons resultados mas faltamnos condições de trabalho, a requalificação na Ribeira tem de ser enca rada como u m a prioridade”, defendeu a directora. Canalização, ilumi-

nação, melhoria das casas de banho e acessos para deficientes são algumas das lacunas encontradas pelas duas responsáveis. “Só quero uma escola segura e funcional”, disparou Inês Campos. Os pais reclamam que o investimento realizado nas escolas secundá rias seja o mesmo nas escolas básicas. “Foram gastos milhões nas secundárias de Viseu e não vêem que esta escola está a cair”, disse ao Jornal do Centro um pai indignado. A n abel a Fon se c a disse que “já foi feito o leva nta mento destes e outros problemas e transmitido à autarquia . Há u m projecto para a escola, mas foi adiado”, lamentou. Américo Nunes, responsável pelo pelouro da educação na Câmara Municipal de Viseu, desdramatizou a questão e referiu que “o pro-

jecto está a ser executado e já vai numa fase adiantada”. O projecto contempla a ampliação da escola e a reabilitação da estrutura actual e está orçado em cerca de 2 milhões de euros. Depois, é preciso encontrar a empresa construtora, através de concurso público. Por fim, candidatar a obra aos fundos comunitários e ag ua rda r pela aprovação. O processo vai ser moroso e “vai dar muitas chatices”, lembrou o também vice-presidente da autarquia. “É necessário fasear as obras para não prejudicar os alunos”, alertou. “Estamos a fazer todos os esforços para que a Câmara actue, uma vez que é do interesse da cidade que a escola fique em condições”, concluiu Inês Campos. Tiago Virgílio Pereira


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Boas Festas

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economia Clareza no Pensamento

Feira do Míscaro leva apreciadores a Sátão

(http://clarezanopensamento.blogspot.com)

A sobretaxa extraordinária

A Câmara Municipal de Sátão promove este domingo, dia 4, a V edição da Feira do Míscaro. “A ‘capital da míscaro’ tem tudo a postos para acolher visitantes, turistas, especialistas na degustação de míscaros, artesãos, vendedores e compradores dos míscaros que farão com que este certame seja mais uma vez um sucesso, adianta o presidente da autarquia, Alexandre Vaz. O facto de o Verão se ter prolongado mais do que o habitual, pode condicionar a produção deste a no, mas a autarquia aguarda por um certame de “míscaros apetitosos e únicos que serão comercializados ao longo do dia. Os ranchos folclóricos do concelho e o grupo Zaatam, Grupo de Recolha e DivulgaPublicidade

Nuno André Ferreira

Evento∑ Autarquia pretende reunir oferta cultura e gastronomia do concelho no mesmo espaço

A Autarquia acredita que o Verão prolongado não vai levar menos míscaro à feira ção de Música Popular de Sátão farão parte da a nimação, bem como o artista popular Fernando Correia Marques, que promete animar ainda mais o certame. O Artesanato do concelho vai marcar presenç a n a s ba r raqu i-

nhas disponíveis para o efeito, bem como a prova de míscaros, de pão a r tesa na l cozido em forno de lenha e o vinho do Dão. Alguns restaurantes do concelho vão confeccionar especialidades gastronómicas onde o míscaro será o produ-

to de eleição. “Sátão promete um dom i ngo com a s co res de Outono onde a oferta cultural e a gastronomia andarão de mãos dadas, com o int u ito de promover o seu produto endógeno: o míscaro” adianta o autarca.

O f inal do ano tem sido fértil em notícias sobre algumas medidas de austeridade, umas com aplicação imediata ainda em 2011 e outras sobre medidas de grande impacto ao nível da carga fiscal que se prevêem na proposta de OE para 2012. Sobretaxa extraordinária. O final de 2011 vai ficar marcado pela sobretaxa extraordinária que irá contribuir para a redução do rendimento da grande maioria das famílias portuguesas, que, segundo o Governo, se destina apenas a um esforço de consolidação orçamental. Esta sobretaxa extraordinária foi fixada em 3.5%, sendo aplicável ao rendimento que exceda 6.790 euro (485 eurox14) e irá incidir sobre todos os rendimentos englobáveis em sede de IRS, tais como rendimentos do trabalho dependente, empresariais e profissionais, prediais, pensões e incrementos patrimoniais e ainda sobre alguns rendimentos sujeitos a taxas especiais. A colecta apurada após aplicação da sobretaxa extraordinária será deduzida a quantia de 12.13 euro (485 euro x 2.5%), por cada dependente que não seja sujeito passivo de IRS. Retenção adicional na fonte. Os contribuintes que aufiram rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões) estão sujeitos a uma retenção na fonte de 50% do valor que exceda o rendimento líquido do subsídio de

Natal (deduzido das retenções de IRS e TSU) que exceda o SMN (485 euro). Esta retenção, a efectuar pelas entidades empregadoras, deverá ser considerada a título de pagamento por conta da sobretaxa devida que vier a ser apurada com a entrega da declaração de IRS do ano de 2011. Exemplo1 - Pensionista (casado) com uma pensão de valor bruto mensal de 1.200 euro. A retenção da sobretaxa deverá ser calculada da seguinte forma: [1.200 euro - 96 euro (8%IRS) – 485 euro (SMN)] = 619 euro x 50% = 309.50 euro que será a sobretaxa descontada. Exemplo 2 – Casal, com 2 filhos, com uma remuneração mensal bruta, por sujeito passivo, de 900 euro. O cálculo da sobretaxa para cada um será: [900 euro - 54 euro (IRS 6%) – 99 euro (11% TSU) – 485 euro (SMN) = 262 euro x 50% = 131 euro. Obsv: A dedução à colecta relativa aos dois filhos só será tida em conta no apuramento final da sobretaxa com a entrega da declaração de IRS que ocorrerá já em 2012. Ter em atenção que as retenções efectuadas pelas entidades empregadoras deverão ser entregues nos cofres do estado no prazo de 8 dias após a respectiva retenção tendo como prazo limite o dia 23 de Dezembro de 2011. José Manuel Oliveira Docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu


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Boas Festas

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Turismo em análise no congresso da APAVT O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira encerra no Domingo, o XXXVII Congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) que reune desde ontem, 1 de Dezembro, em Viseu, perto de 400 especialistas. Com o tema “Turismo: Prioridade Nacional” em cima da mesa, o congresso internacional “pretende contribuir para o reconhecimento da importância

do turismo para a economia e desenvolvimento nacionais, reafirmandoo como prioridade nacional”, escreveu a organização no programa oficial do encontro. Os trabalhos decorrem em várias salas da cidade. Depois da abertura do congresso na Aula Magna do Instituto Politécnico, esta sexta-feira é a vez do Hotel Montebelo receber os congressistas para participarem no painel “Por-

tugal: Retomar o Crescimento Turístico”em que se pretende fazer uma análise da evolução do turismo receptivo na última década e debater a estratégia para assegurar o seu crescimento. Até domingo vão ainda abordar-se os temas “Distribuição: Novos Modelos de Relacionamento”, “Portugal - Brasil: Turismo nos dois Sentidos” e “Turismo: Os Desafios do Presente”. EA

“Empreenda Por Favor!” promove workshop em Viseu Após diversas edições em todo o país, o movimento “Empreenda Por Favor!” esteve pela primeira vez em Viseu. Com o apoio de diversas entidades, entre elas o Instituto Superior Politécnico de Viseu, a Associação Empresarial da Região de Viseu, a Câmara de Comércio e Indústria do Centro e a Fiducial Viseu,decorreu um workshop na Escola Superior de Tecnologia subordinado ao tema empreendedorismo. Este workshop gratuito permitiu aos participantes

debaterem com os oradores convidados os temas mais sensíveis e para os quais tem sido solicitado apoio no Programa de Te-

levisão “A cor do dinheiro”, apresentado por Camilo Lourenço na RTPN, e no programa diário na rádio M80.

EDP melhora serviço em Adsamo A EDP Distribuição concluiu a remodelação da linha aérea de média tensão ( MT ) que alimenta o posto de transformação (PT) e abastece a localidade de Adsamo, na freguesia de Ventosa , concelho de Vouzela. Esta obra, cujo custo foi de cerca de 65 mil euros, prolongou-se por uma extensão de 2.200 metros e implicou a implantação de 17 novos apoios. Com a remodelação agora concluída pretende a EDP Distribuição

“imprimir uma melhoria significativa na qualidade do serviço prestado à população da localidade de

Adsamo e, por maioria de razão, a todo o concelho de Vouzela”, afirma a empresa em comunicado.


Visite os Restaurantes Aderentes Indoor

“Sabores do Douro Superior” Na próxima edição, vamos continuar a acompanhar o festival e trazemos-lhe as propostas dos restaurantes dos diferentes concelhos.

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 507 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2011 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.

Textos: Andreia Mota Grafismo: Marcos Rebelo


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“SABORES DO DOURO SUPERIOR” CHEGAM AO FESTIVAL DE GASTRONOMIA O Festival de Gastronomia do Douro está de volta. Até ao próximo domingo, são esperados centenas de visitantes nos diversos restaurantes aderentes, com especial destaque para Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Vila Nova de Foz Côa, que desafiam todos os amantes da boa cozinha nacional a conhecer os “Sabores do Douro Superior”. O encerramento do evento fica a cargo dos municípios de Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Sabrosa, Alijó e Murça, sob a égide dos “Paladares nas Terras de Torga”, que chegam entre os dias 7 e 11 de Dezembro. Mas antes do cair do pano, ainda há tempo para conhecer ou recordar sabores e aromas do Douro Superior, pautado pelo imaginário de gerações ancestrais. Das correntes de águas límpidas que serpenteiam as encostas graníticas chegam os peixes do rio (que são o car tão de visita de muitos espaços de restauração), enquanto os planaltos xistosos se apresentam como um paraíso para a pesca. Estes são dois dos elementos que dão alma a muitos dos pratos da cozinha tradicional, com um carácter vincado e tentador. As propostas disponíveis são, no entanto, vastas, e passam pelas favas guisadas com entrecosto, a galinha caseira de cabidela, o ensopado de javali, o cabrito assado. Entre os acompanhamentos mais requisitados surgem as migas, os chicharros e as verduras tenras cultivadas por mãos hábeis e sabedoras. O leque de petiscos é igualmente tentador. Basta pensar nos peixinhos de escabeche ou na orelheira.

A FRUTA

PARCERIAS

Há ainda lugares de destaque para os enchidos do fumeiro, como o salpicão do lombo, os queijos e as suculentas frutas, aos quais se juntam o mel, o azeite, as compotas, o pão caseiro e os frutos secos (amêndoa, noz, e avelã). Não pode perder também a amêndoa cober ta, uma proposta típica que nos chega de Moncorvo. A amêndoa é, aliás, uma referência na região do Douro Superior. Rotulada internacionalmente com a Denominação de Origem Protegida ( DOP) “Amêndoa do Douro”, uma distinção atribuída pela União Europeia em 2004, este é um produto com características organolépticas singulares. O fruto encerra também as raízes tradicionais da ligação à agricultura, que constitui uma das características identitárias da região.

O F estival de G astronomia é uma actividade enquadrada nos Eventos Regionais, que mobiliz a v á r i a s e n t i d a d e s: o r g a ni z ação Entidade Regional Turismo do Douro, Câmara Municipal de L a m e g o, A E . H T D O U R O ( A s s o ciação de Empresários), Escola de Hotelaria e Turismo do Douro- Lamego e Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, com o apoio da CIMDOURO e Confraria do Espumante - Caves da Raposeira. O cer tame é ainda apoiado pelo programa da “Douro Emoções” das três cidades, Lamego, Vila Real e Peso da Régua e pelo Turismo de Portugal. E todos os pretextos para participar são bons. Não podemos esquecer que a gastronomia é uma forma de cultura, de afirmação das regiões, através da sua diversidade, e de aproximação das gentes, pela confraternização que proporciona, pelo prazer de estar à mesa com a família, os amigos, saboreando uma boa refeição, acompanhada por uma boa conversa.

ÍMPAR Cultura, tradição e identidade do povo cruzam-se de forma única com a gastronomia, o que se traduz numa variedade de pratos e sabores que não tem comparação em qualquer outra parte do país. A cozinha típica ganha novos paladares quando é saboreada no aconchego da lareira ou com vista para as paisagens magníficas proporcionadas pelo Douro.

Em todos os concelhos há um espaço de portas abertas para o receber Carrazeda de Ansiães Restaurante Avenida Rua Luís de Camões Telemóvel: 913649808 “Num ambiente simples, as propostas gastronómicas ganham ainda mais relevo. Não podiam faltar as ementas regionais, servidas com um ar apelativo e muito jovem, que cativam desde logo o olhar de quem por ali passa.”

“O primeiro aspecto que chama a atenção do visitante é a magnífica vista panorâmica sobre o Douro, que serve também de base para muitas das iguarias que ali são servidas, sobretudo em termos de peixes frescos. Mas o leque de propostas é vasto e tentador.

Estação Foz Tua Carrazeda de Ansiães Telefone: 278 685 255 Email: restaurantecalcacurta@ gmail.com

Freixo de Espada à Cinta Restaurante Cinta D’ouro

Torre de Moncorvo Restaurante Calça Curta

funcionava um antigo lagar de azeite, este é um destino bem decorado, onde se impõe uma apresentação a preceito. E o que dizer da gastronomia? Qualidade e um serviço eficiente são palavras de ordem.”

Restaurante Regional “O Lagar” Rua Hospital Velho 16 Telefone: 279 252 828 Email: restauranteolagar@hotmail.com “Erguido no espaço onde antes

Avenida Guerra Junqueiro (EN 221) Telefone: 279 652 550 Email: info@cintadouro.com “Aqui é fácil ser-se arrebatado pela simpatia de quem nos recebe e cedermos às tentações proporcionadas por uma boa gastronomia

confeccionada com esmero e profissionalismo. A simplicidade que caracteriza o local é acolhedora e a vista sobre a cidade ajuda a abrir o apetite.”

Vila Nova de Foz Côa Restaurante “O Bruiço” Estrada Nacional 102 Lugar do Frango Telefone: 279764379 “A cozinha regional das Beiras tem um local de destaque na Bruiço, que nos cativa com uma ementa recheada de suculentas propostas. Difícil será mesmo escolher, mas a satisfação está garantida.”


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Freixo de Espada à Cinta

Torre de Moncorvo

Atendendo à situação que vivemos não podemos parar e é preciso promover prom e dar dinâmica à economia regional, captando pessoas de fora e minimizando os efeitos da crise. Todas as iniciativas que sirvam para dar a conhecer o que de melhor temos são importantes, até porque um dos principais motivos que leva as pessoas a deslocarem-se é a vontade de terem à mesa um contacto com produtos genuínos. Por isso, no próximo fim-de-semana, além do Festival de Gastronomia do Douro, vamos ter também a V Festa das Sopas e Merendas, no Pavilhão Multiusos. São oportunidades para conhecer algumas das sugestões da alimentação regional, muito ligada ao mundo rural, em que as pessoas tinham de se preparar logo de manhã para o trabalho árduo no campo. Em termos gastronómicos, Freixo de Espada à Cinta tem a particularidade de a parte Sul estar mais ligada ao Douro vinhateiro, enquanto a Norte sofre influências do planalto mirandês e do Nordeste transmontano. A sopa das segadas, as sopas de caldo ou de pão, as tortas de esparragos bravos ou de miolo de pão, as batatas com bacalhau à espanhola e o cabrito assado na brasa são algumas das propostas que a região tem para oferecer. A estas juntam-se produtos como a azeitona, o azeite e o vinho. Pedro Mora

Dada a importância de iniciativas iativas como esta, esta o município tem demonstrado um grande gra interesse neste tipo de acções, com o intuito de levar mais longe os paladares de Trás-os-Montes, de forma geral, e de Torre de Moncorvo, de modo específico. O nosso país é muito diversificado em termos gastronómicos, daí o nosso esforço em sensibilizar os restaurantes e a indústria para esta questão. São ricos os sabores da gastronomia tradicional em Torre de Moncorvo. Entre os sabores que distinguem uma cozinha pautada pelas influências regionais impõem-se entradas como alheiras com grelos, a morcela doce ou de sangue, o salpicão de ossos com arroz, as tabafeiras e o presunto. Entre os pratos principais não podemos deixar de mencionar a caldeirada de cabrito ou borrego, a feijoada à trasmontana, o arroz de perdiz e as migas de peixe. Delícias capazes de deixar água na boca. O cozido à transmontana é outro manjar de distinção. Também o cabrito assado é excepcional, na forma como é confeccionado. As peças de caça são a base para muitas ementas. A este propósito, não deixe de provar variedades como a perdiz, o coelho, a lebre e o javali. Os peixinhos do rio são igualmente indissociáveis das tradições gastronómicas de Torre de Moncorvo. Na doçaria, o concelho é amplamente afamado pela sua amêndoa coberta. A tradição da sua confecção ainda hoje se mantém viva. O fruto serve de base a outras iguarias, como os bolinhos de amêndoa, as delícias de amêndoa, as cavacas de Moncorvo, as rosquilhas, as súplicas e os económicos. Os biscoitos à tia patuleia, as estradinhas, o pão moreno e o pão de ló também integram as sugestões. E há ainda o requeijão com doce de abóbora. Pode saborear o vinho genuíno, branco ou tinto, da região, que são já uma referência para acompanhar qualquer refeição. A jeropiga ou a aguardente bem forte também são óptimos digestivos após as refeições. António Moreira

Vice-presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta

vice-presidente da Câmara de Torre de Voncorvo

Carrazeda de Ansiães Deliciosos aromas as e sabores ainda mais convidativos chegam-nos chegam nos de Carrazeda Car de Ansiães, onde só os bons petiscos já dão para encher a barriga e satisfazer qualquer especialista apreciador de bons manjares. A tudo isto soma-se o bom vinho ou o digestivo vinho tratado caseiro e até envelhecido em casca de carvalho ou castanho. Esta é uma proposta doce como o mel das abelhas e que promete surpreender os apreciadores de “Baco”. No campo das carnes, a marrã, muito característica por altura da Santa Eufémia, é um dos pratos obrigatórios. Mas há também carne de porco assada na brasa e o fumeiro local, com destaque para o presunto, o salpicão e o chouriço de carne. Estes são reis numa mesa com qualidade e paladar. Muito conceituados são igualmente o javali, a perdiz ou o coelho à caçador. E não deixe de descobrir ainda os peixinhos do rio à maneira camponesa, em Foz Tua. Quem visita Carrazeda de Ansiães tem ao seu dispor tentações como batata assada no forno com casca e bacalhau assado, cabrito assado no forno e o peru grelhado, muito procurado por altura do Natal. Deixe também delicie-se com o Tornedó de Vitela e Macã Assada ao Vinho Tratado. Em termos de doçaria, a amêndoa volta a ganhar destaque, com os bolinhos de amêndoa, doce de abóbora com amêndoa, tarte de amêndoa ou simplesmente bolo de amêndoa.

Vila Nova de Foz Côa A gastronomia de Vila Nova de Foz Côa é bastante apaladada e rica em pratos variados, que incluem os produtos vindos dos férteis solos locais, como vegetais e fruta bem fresca, e o afamado vinho. Vinho branco ou tinto, encorpado ou forte, como todos os maduros genuínos do Douro, são várias as qualidades disponíveis. O Azeite da região é igualmente reconhecido - e pode acompanhar cozidos suculentos salteados com couves tenras, repolhos e grelos -, mas presença obrigatória em qualquer mesa é mesmo o pão. De agradável sabor, de trigo ou de centeio, acompanha bem o queijo, o chouriço ou as azeitonas, sugestões regionais de grande qualidade. O peixe do Rio Douro e seus afluentes, a carne de porco, de cabrito ou de anho e a caça como o coelho, a lebre e a perdiz são pratos muito apreciados. O bacalhau assado no forno e as migas de grelos são outras das propostas da cozinha regional e presenças habituais à refeição. A fruta é variada. Sobretudo as tarde de Verão são acompanhadas pelos pêssegos carnudos, os figos de mel, os melões deliciosos, as laranjas e as uvas. Ainda assim, são os frutos secos, em especial a amêndoa, que fornecem a matéria-prima para as especialidades culinárias mais requintadas: os doces de amêndoa, as súplicas, as lampreias de ovos e ainda os “coscorões”, os folares e as bolas toscas, livradas e picadas.

PAISAGENS DE ENCANTO PARA DESCOBRIR Eça de Queiroz, Miguel Torga e Guerra Junqueiro foram apenas alguns dos escritores que eternizaram a região. Este é um destino rural, natural e onde o património é uma janela aberta para o passado e para a História, oferecendo um conjunto de oportunidades turísticas imperdíveis. O Vale do Douro está, aliás, integrado numa rede internacional – o World Center of Excellence for Destinations (CED) – cuja missão é a procura da excelência. E motivos não lhe faltam. Aqui, a obra de Deus e o trabalho do Homem permitiram criar uma das mais belas paisagens do mundo. Entre extensos vinhedos repousam vilas e aldeias plenas de história e um património monumental que vale a pena descobrir. Venha daí!

Roteiro A primeira paragem é na Vila de Torre de Moncorvo, onde não passa desapercebida a Igreja Matriz, classificada como Património

pestres, três das quais (Canada do Inferno, Ribeira de Piscos e Penascosa) abertas ao público. Visita-las é uma verdadeira aventura e um regresso ao passado. As propostas seguem com um passeio pelo “Grand Canyon”, ao longo do qual é possível descobrir a vasta fauna e flora que povoam as margens do Douro. Carrazeda de Ansiães é uma terra de con- meros edifícios seculares erguidos nas difetrastes, entre o verde das serras (Reborosa, rentes freguesias. Há igrejas, fontes e moiFonte Longa e Senhora da Graça) e os inú- nhos de vento que não vai querer perder. Em Freixo de Espada à Cinta não pode Nacional e considerada como o maior templo deixar de visitar a Igreja Matriz, mandada religioso da Província de Trás-os-Montes. Não deixe também de passar pelo cenedificar por D. Manuel I, a Torre Heptagonal (também conhecida como Torre de Galo), e tro histórico, pelo Núcleo Medieval – onde o pelourinho. As gravuras rupestres de Mase incluem as casas solarengas e o Museu zouco, nomeadamente o “Cavalo de Mazoudo Ferro. co” e a “Calçada de Alpajares” são também Seguimos até a Vila Nova de Foz Côa, onde locais de passagem obrigatória. há também inúmeros locais que não pode Um pouco por toda a região deixe-se desperder. Na época das amendoeiras em flor, a lumbrar pelos miradouros de onde desfruta natureza proporciona-nos um cenário de rara beleza. Aproveite para descer até ao vale do de uma vista privilegiada para a azáfama contagiante que caracteriza o Douro. rio, que encerra 69 sítios com gravuras ru-


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CHEFES CARLOS PIRES E GUILHERMINO GONÇALVES FIZERAM AS HONRAS DO DOURO NA GALIZA O III Festival de Gastronomia do Douro saiu da sua área de influência e galgou a fronteira até à Galiza. O Restaurante Vista Alegre (Hotel Lamego) e a Quinta Branca foram os escolhidos para representar a região e promovê-la no âmbito das VI Jornadas Gastronómicas, integradas no 10º Aniversário do Centro Comercial Ponte Vella, em Ourense, e subordinadas ao tema “Cocina Creativa y Fácil”. Esta iniciativa inseriu-se no vasto leque de acções promovidas pela organização do Festival, que promete ainda muitas surpresas até ao fim do certame. As VI Jornadas Gastronómicas, que tiveram lugar na passada semana, decorreram durante três dias, cheios de apresentações e propostas. As duas primeiras jornadas foram dedicadas à cozinha galega e tiveram os “chefes” Daniel Guzmán e Javier Sotomayor como protagonistas. A encerrar a festa esteve a comitiva do Douro, que agradou e encantou! Parceiros nesta apresentação além-fronteiras, o Restaurante Vista Alegre do Hotel Lamego e a Quinta Branca tiveram a oportunidade não só de mostrar um agradável menu, como também de o acompanhar pelos Vinhos Branco e o Tinto da Quinta Branca. Perante um conjunto de várias dezenas de convidados e especialistas, o chefe Carlos Pires, acompanhado por Carlos Rola e pelo chefe de sala Guilhermino Gonçalves, mostrou algumas das potencialidades que a região tem para oferecer.

Sugestões O público foi presenteado com uma entrada com nabiças salteadas em azeite de alho e regado com creme de nabiça, acompanhada por um branco “Quinta Branca Douro 2009”. O prato principal - Bacalhau panado em amêndoa ralada sobre lágrima de puré de castanha aromatizado com alho - foi acompanhado pelo tinto “Quinta Branca Douro 2009”. O menu foi concluído combinando um queijo amanteigado com gelado de doce de abóbora, acompanhado com um LBV Taylor´s 2003 “magistralmente” aberto de decantado. No final da demonstração, o público, a comunicação social presente e a organização uniram-se para brindar ao sucesso do show cooking. A iniciativa contou com a preciosa ajuda do chefe Daniel Guzmán que serviu de interlocutor e ajudou a tornar perceptíveis todos os elementos da preparação da apresentação. Para a organização - a MP, o Centro Comercial Ponte Vella e os seus patrocinadores – e para os promotores do III Festival de Gastronomia do Douro, o balanço da iniciativa foi muito positivo e pode ter repercussões importantes sobretudo ao nível do mercado de proximidade. A cerca de duas horas de viagem da Galiza, o Douro é uma importante porta de entrada em Portugal e já demonstrou que domina a arte de bem receber!


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especial

O vinho é uma dádiva...

textos ∑ Andreia Mota

“Tudo nestas paragens são grandezas”. Foi desta forma que José Saramago se referiu à região onde se produz o milenar vinho do Dão. Esta é já uma ancestral tradição, herança dos antigos monges agricultores, que deixou uma marca própria na forma de cultivar a vinha e no modo de produzir o precioso néctar. Com um conjunto de serras a pontuar o horizonte e que o protegem das influências exteriores (a poente encontra-se a serra do Caramulo, a sul a luxuriante Buçaco, a norte a serra da Nave e leste a im-

ponente Estrela), a região é marcada por Invernos chuvosos e verões quentes e secos. A zona fica ainda pautada pela predominância da pequena propriedade e pelo acidentado do terreno - as altitudes rodam os 800 metros -, que constitui uma importante barreira às massas húmidas do litoral ou aos agrestes ventos continentais, que contrastam com uma vegetação exuberante, muito ar puro e numerosos cursos de águas límpidas que serpenteiam os solos maioritariamente graníticos. Depois, há um conjunto de variações microclimáticas de grande

importância para a qualidade dos vinhos, onde se enquadram as sub-regiões de Alva, Besteiros, Castendo, Serra da Estrela, Silgueiros, Terras de Azurara e Terras de Senhorim. Encontram-se, assim, reunidas as condições únicas para a produção de vinhos com características próprias e bem definidas. As áreas verdes dão um toque especial à paisagem. Salienta-se o pinheiro bravo, o carvalho e o castanheiro, acompanhados pela urze, a carqueja e a caruma que cobrem a floresta como um manto. Mas são os vinhedos, dispersos por cerca de 20

Neste Natal ofereça vinhos do Dão O vinho já conquistou um lugar de destaque à mesa de beirões e não só. Por isso, os néctares do Dão são uma aposta infalível se não sabe o que oferecer a familiares e amigos na época natalícia que se aproxima. Outra opção é associálos a outros produtos muito característicos da região e construir alguns cabazes de mimos. Compota, marmelada, bolinhos, mel e, claro, uma garrafa de vinho. Está garantido um belo presente! Aqui ficam algumas sugestões de néctares que pode oferecer neste Natal.

2010. Esta é mais uma novidade da União das Adegas Cooperativas do Dão, lançada no passado Verão. Trata-se de um néctar onde predominam aromas de frutos vermelhos, frescos, e um ligeiro toque de maracujá.

Dom Divino 2008. Com uma excelente relação qualidade preço, este é um vinho com um estilo jovem, elegante, frutado e pleno de identidade. Esta insígnia da UDACA é já uma marca de sucesso nos mercados internacionais, o que lhe tem valido diversos prémios e reconhecimentos.

Vinha Paz Reserva 2007. Taninoso e com boa acidez , este é u m v i n ho onde sobressai uma óptima relação qualidade e preço. Com uma óptima longevidade e muita elegância, é feito maioritariamente com Touriga Nacional (80%), Alfrocheiro e Jaen.

Irreverente Rosé – Vinho Regional Terras do Dão

UDACA Colheita Tinto 1996. Realizado a partir das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto, este vinho apresenta taninos maduros e bem compostos. A sua acidez é reconfortante para a idade e a estrutura elegante.

Morgado de Silgueiros Tinto Touriga Nacional DOC 2005. Um vinho produzi-

do 100 por cento com base na casta Touriga Nacional, que estagiou em barricas de carvalho francês. Outra óptima opção é o Morgado de Silgueiros Branco, de 2006, que tem por base as castas Encruzado e Malvazia-Fina. Com um grau alcoólico de 13%, apresenta uma acidez volátil. Cabriz Four C tinto 2008. Uma proposta da Quinta de Cabriz. Apresenta cor escura, aromas a fruta madura e a compota. É um vinho cheio e encorpado, mas vastamente ultrapassado pelas notas de madeira. Acidez bem trabalhada e taninos firmes e macios. Quinta do Cerrado Encruzado Branco 2007. De cor amarelo claro brilhante, apresenta as notas frutadas e florais bem interessantes. A acidez confere-lhe frescura e toques minerais. Destaca-se o sabor a fruta de polpa branca (pêra, maçã, marmelo) bem madura, que nos remete também para a baunilha.

Nuno André Ferreira

Néctares e gastronomia proporcionam casamento perfeito mil hectares, que mais captam a nossa atenção. Acredita-se que terá sido na aldeia de Tourigo que nasceu aquela que é por muitos considerada a rainha das castas tintas portuguesas: a Touriga Nacional. Esta casta, em que sobressaem a cor violeta e os aromas florais, tem permitido que cada vez mais vinhos do Dão ganhem no-

toriedade a nível mundial. Mas a diversidade de castas usadas é grande e inclui também o Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, nos tintos, e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho nos brancos. Com um perfil singular e solos, clima e vegetação muito característicos, o Dão distingue-se pelos seus néctares encorpados,

com raça e que combinam bem com a gastronomia regional. Basta pensar no queijo, no cabrito, no presunto e nos enchidos, que se apresentam como um cardápio gastronómico ímpar, e obtemos um casamento perfeito. Depois há ainda a saborosa fruta que já colocou a região na senda do sucesso.


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28 ESPECIAL | O VINHO É UMA DÁDIVA...

Rituais para consumir vinho Os benefícios associados ao consumo de vinho estão comprovados cientificamente e têm sido largamente difundidos. Também por isso, os néctares já conquistaram uma presença obrigatória à mesa dos portugueses. Por outro lado, tem-se assistido a uma maior preocupação em conhecer todo o mundo da enologia e em adoptar as recomendações de consumo defendidas pelos especialistas. Conheça alguns truques para melhor desfrutar de um bom vinho e não se esqueça de que o deve fazer com moderação. • Os vinhos não devem ser consumidos gelados. Os espumantes devem estar frios, entre oito e dez graus, enquanto a temperatura dos brancos deve variar entre oito e 14 graus. Os rosados entre 14 e 16 graus e os mais encorpados, como os tintos, entre 16 e 20 graus. • A escolha do copo é importante, pois permite potenciar as virtudes do vinho. Os mais indicados são os cálices, pois a haste com o pé vai permitir segurar no copo sem aquecer a bebida. Opte pelos de cristal ou vidro, com paredes finas e inteiramente lisos. No caso do espumante, o indicado é o copo tipo flûte e não os de boca larga, que fazem com que perca o gás mais rapidamente. • Depois de aberto, o vinho deve ser consumido rapidamente e de preferência no mesmo dia. O contato com o ar provoca oxidação e a consquente perda de qualidades. • As ementas e o vinho devem ser harmoniosos e não sobrepor-se. Para pratos com sabores e molhos mais pronunciados escolha vinhos tintos e conjugue os sabores mais leves com vinho branco. A combinação será ainda mais interessante se combinar sabores e vinhos regionais.

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Opinião

Pedro Nuno Pereira Enólogo

ProDão

Saiba como guardar vinho

Há néctares que têm uma grande durabilidade e que podem ser guardados durante anos até terem consumidos. Mas, para isso, é importante que sejam guardados de forma a não alterar as suas qualidades. Tome nota: • O vinho deve ser armazenado em locais protegidos da luz e de variações de temperatura. • A humidade do ar é outro aspecto muito importante a ter em conta, sobretudo tendo em vista evitar a criação de fungos nas rolhas. Recomenda-se que a humidade relativa esteja abaixo dos 75 por cento. • Opte por locais arejados para colocar a sua garrafeira. Assim, vai evitar cheiros indesejáveis, nomeadamente, a mofo. • Tente não mudar as garrafas com frequência. • Recomenda-se que as garrafas sejam colocadas horizontalmente, de modo a que o vinho se mantenha em contacto com a rolha. Vai evitar que esta seque e permita a passagem de ar. • As garrafas de vinho de vinho generoso devem ser guardadas na vertical. Nestes casos, os seus componentes podem danificar as rolhas se estiverem em contacto permanente.

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O Dão tem vindo a afirmar-se como uma reg ião produtora de excelentes vi n hos. Tem sabido manter e potenciar, nas últimas colheitas, toda a frescura, elegância, suavidade, mineralidade e distinta maturidade que caracterizam e distinguem os nossos vinhos de outras regiões. No enta nto, pa ra além desta consistência, pilar fundamental de u m a for te reg ião vitícola, parece-me de especial importância a ligação com outros sectores para multiplicar e potenciar todo o trabalho que tem que ser con st a ntemente desenvolvido a nível da promoção, div ulgação e inovação dos vinhos. Com toda a diversidade que existe nesta região, deveríamos ser capazes de juntar aos vinhos o turismo, nas díspares vertentes gastronómicas, arquitectónica, paisagística, entre outras. Será que podemos desperd iça r, ou n ão aproveitar, as combinações possíveis com o queijo Serra da Es-

trela – recentemente eleito como maravilha gastronómica de Portugal - o cabrito, o borrego, a maçã, o pão, a doçaria conventual, o azeite, a paisagem dos vinhedos, os jardins e casas senhoriais com os seus laga res em granito, os hotéis de charme, a cozinha de autor, o turismo termal e uma imensidão de outros pactos possíveis numa região heterogénea e peculiar. Estarão a pensar que não é possível juntar tanta gente com interesses diversos, mas uma região bem div ulgada, projectada no seu conjunto não é o que muitos ambicionam? Saibamos fazer as ligações correctas e apresentá-las com distinção. Os consumidores virão. A promoção dos vinhos do Dão aliada aos produtos endógenos da região pode não se apelidar ProDão, pode ter outra denominação, mas é de cer teza um ca m i n ho com grandes probabilidades de sucesso. Outras regiões já o fizeram. Parece fácil… Vamos tentar?


Jornal do Centro

O VINHO É UMA DÁDIVA... | ESPECIAL 29

02 | Dezembro | 2011

A região vitivinícola do Dão, que assinalou o seu centenário - a Carta de Lei data de 18 de Setembro de 1908 - tem registado ao longo das últimas décadas um importante crescimento, o que lhe permitiu trilhar um caminho rumo à excelência. A aposta na reconversão da vinha, o empenho dos produtores e dos enólogos, a implementação de novas tecnologias, a modernização de muitas adegas cooperativas e o interesse de grandes empresas foram alguns dos factores que conduziram a que a região se tornasse uma potencialidade a nível nacional e abrisse novos horizontes um pouco por todo o mundo. Toda a conjugação de pequenos contributos tem feito com que os vinhos do Dão sejam premiados denPublicidade

tro e fora de portas, ajudando a projectar não só as insígnias associadas a cada néctar, mas também toda a região e a economia local. Um desses exemplos é o Cabriz Colheita Seleccionada tinto, que foi integrado no TOP 100 da prestigiada revista norte-americana Wine Spectator, considerada uma referência a nível mundial no sector dos vinhos. O néctar conquistou 90 pontos junto do painel de júris e um lugar de destaque em termos de relação preço / qualidade. Também o Vinho Espumante Condessa de Santar Extra Bruto 2009 está de parabéns depois de ter sido eleito Escolha da Imprensa no âmbito da Feira “Encontro com o Vinho 2011”, que teve lugar no Centro de Congressos de Lisboa. Recentemente foi a vez

Nuno André Ferreira

Vinhos do Dão conquistam prémios além fronteiras

da Casa da Ínsua ter visto distinguidos dois néctares, com a designação de “Boa Compra 2011”, atribuída pela Revista de Vinhos, uma publicação que é considerada uma referência no âmbito dos vinhos e da gastronomia. Em destaque estiveram o Dão Reserva Branco 2009 e o Semillon Branco 2009 (Vinho Regional Beiras). Ao primeiro foi atribuída uma pontuação de 16,5 valores,

enquanto este último arrecadou 15,5 valores. Internacional. Também a última edição da competição internacional “Selezione del Sindaco 2011”, que decorreu em Torrecuso, Itália, sorriu aos vinhos do Dão, que teve uma presença no restrito lote de quatro vencedores de uma “Grande Medalha de Ouro”. Trata-se do Munda tinto 2008, do produtor

Fontes da Cunha, de Nelas. Na mesma competição, os vinhos Quinta do Sobral tinto 2006, Adega de Penalva Touriga Nacional tinto 2008, Quinta da Espinhosa Reserva tinto 2007, Status Touriga Nacional tinto 2008, Quinta do Carvalho Torto Reserva tinto 2007 e Casa da Passarela Reserva tinto 2008 receberam a “Medalha de Ouro”. Houve ainda uma “Medalha de Prata” para o Barão de Nelas Touriga Nacional - Aragonês tinto 2007. Já o “Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados”, realizado em Santarém, atribuiu aos Vinhos do Dão mais uma dezena de prémios, com destaque para o galardão “Prestígio” alcançado pelo vinho Pedra Cancela Touriga Nacional tinto 2009, produzido por

João Coelho Gouveia, em Oliveira de Barreiros. Com “ouro” foram premiados os vinhos Ladeira da Santa tinto 2009, o Quinta do Perdigão Touriga Nacional tinto 2008 e Quinta do Perdigão Alfrocheiro tinto 2008. Com “prata” distinguiram-se os vinhos Covas do Frade branco 2009, Dom Divino branco 2010, Vinha de Reis Touriga Nacional tinto 2009, Dão Cunha Martins Garrafeira tinto 2006, Picos do Couto Reserva tinto 2008 e Quinta de Lemos tinto 2007. O mercado asiático mostra-se também atento ao vinhos regionais. Um dos exemplos foi a distinção do Vinho UDACA 2006, como melhor compra num concurso inserido na Feira Interwine China – Guangzhou.


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Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

desporto AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II DIVISÃO NACIONAL - CENTRO

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

11ª jornada - 04 Dez - 15h00 Tondela

-

Al. Lordelo

-

Coimbrões Gondomar

S. J. Ver

-

Sp. Espinho

Anadia

-

Madalena

Padroense

-

Boavista

Cinfães

-

Oliv. Bairro

Paredes

-

Amarante

Angrense

-

Operário

Futebol Mortágua

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL DE VISEU DIVISÃO DE HONRA 11ª jornada - 04 Dez - 15h00 -

Mortágua

-

Silgueiros Molelos

Paivense

-

Tarouquense

Fornelos

-

Lamelas

Castro Daire

-

Viseu Benfica

Arguedeira

-

Lusitano

Sátão

-

Vale de Açores

Lajeosa Dão

-

GD Parada

10ª jornada - 04 Dez - 15h00 Roriz

-

M. Beira

Carvalhais

-

Vilamaiorense

Os Ceireiros

-

Nespereira

Sezurense

-

Sernancelhe

Vouzelenses

-

Resende

Boassas

-

Ferreira D´Aves

I DIVISÃO DISTRITAL SÉRIE SUL 10ª jornada - 04 Dez - 15h00 Nandufe

-

Vila Chã Sá

Campia

-

Farminhão

Sp. Santar

Nelas

-

Carregal Sal

Moimenta Dão -

Canas S. Maria

Parada Gonta Publicidade

-

A Baio festeja o golo do empate, marcado aos 83 minutos de jogo III Divisão Nacional - Série C

Derbi terminou empatado Liderança ∑ Penalva continua na frente, em igualdade com o Nogueirense

I DIVISÃO DISTRITAL SÉRIE NORTE

Cabanas Viriato -

Gil Peres

Alvite

S. Cassurrães

Empate justo num dérbi muito disputado, mas nem sempre bem jogado, entre Penalva do Castelo e Académico de Viseu. O jogo terminou empatado a um golo, depois de 90 minutos que tiveram duas partes distintas. Nos primeiros 45, o Penalva foi melhor. Perante um Académico muito “tenro” no meio campo, os homens de Totá impuseram-se pela forma mais decidida com que abordavam os lances, e justificaram a vantagem com que chegaram ao intervalo, com um golo de Cardoso, aos

9 minutos, curiosamente depois do Académico, por Ricardo, ter desperdiçado uma grande penalidade. Depois do golo, o Penalva continuou por cima, e foi sempre mais per i goso, mu ito por mérito da forma mais aguerrida com que esteve em campo. Após o intervalo, o jogo mudou. Lima Pereira, na bancada a cumprir castigo, mexeu no 11. Tirou João Pedro e Casal, que saiu lesionado depois de um choque com o guarda-redes Nuno, e colocou Baio e Hélder

Rodrigues. O Académico foi assim uma equipa mais veloz e incisiva nas suas jogadas de ataque, capaz de criar mais problemas à defesa da casa. Acabou por chegar ao empate, já nos minutos finais, numa decidida entrada de cabeça de Baio, mas a verdade é que o Penalva poderia ter “matado” o jogo minutos antes, quando Califa atirou por cima da barra na conversão de uma grande penalidade. O resultado acaba por aceitar-se num jogo que

teve uma boa arbitragem do viseense Luís Ramos, que apesar de contestado pelas duas equipas em alguns lances, esteve bem técnica e disciplinarmente. Ajuizou correctamente nos dois lances de penalti. Da jornada 10 na III Série C, destaque ainda para o empate, também a uma bola, no outro derbi distrital, entre Canas de Senhorim e Oliveira de Frades. Nesta ronda, só a Sampedrense venceu. Triunfo por 4 a 2 sobre o Valecambrense. Gil Peres

Cartão FairPlay O Mortágua Futebol Clube é o novo líder da Divisão de Honra da AFV. A equipa treinada por Maná subiu este ano ao escalão maior do futebol distrital e já comanda. Já lá vai o tempo em que as equipas que subiam de divisão eram as mais frágeis. Hoje, fruto de novas mentalidades, quem sobe transporta consigo um espírito de vitória. 10 jornadas realizadas e o Mortágua é uma equipa apreciada e elogiada pela sua qualidade. A continuar. Todo o Terreno Viseenses em Fornteira

Cartão FairPlay A equipa viseense constituída por Sérgio Marques, Marco Nery, Paulo Loureiro e Gustavo Morais alcançou o objectivo na emblemática prova 24 horas Vila de Fronteira. Na edição anterior não foi feliz mas, este ano, mesmo com alguns problemas mecânicos, o Nissan Navara superou as dificuldades da prova. Competir nesta prova é, actualmente, a ambição de todos os pilotos de TT. Futebol “Chicotadas Psicológicas”

Cartão Vermelho A s coisa s cor rem mal? Solução sempre disponível: muda-se o treinador. Assim é no luso futebol. E já vão 4 - Sporting de Lamego, Lusitano, Castro Daire e Viseu e Benfica - mudaram de treinado. O motivo é sempre os mesmo: resultados. Lamenta-se.


32 DESPORTO | MODALIDADES

Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

II DIVISÃO NACIONAL FUTSAL - Série AB

II DIVISÃO NACIONAL FUTSAL - Série A

Gil Peres

Viseu 2001 imbatível ABC de Nelas e mais perto do topo quebrou o enguiço

A ABC de Nelas derrotou “Os Vinhais” por 5 a 2

A Viseu 2001 aplicou “chapa 5” ao Cohaemato Muita confiança do Viseu 2001 nesta fase do Nacional de Futsal da II Divisão, série A. A equipa soma e segue nos últimos jogos, ostentando ainda o “rótulo” de invencível no campeonato. A “vítima” recente foi o Cohaemato, que saiu de Viseu vergado a uma derrota por cinco golos, sem res-

posta. O Viseu 2001 mantém assim o rumo da subida aos lugares de topo da classificação, onde é já terceiro, a um ponto de distância de um duo de líderes que é agora formado por Farlab e Macedense, adversário dos viseenses na próxima ronda. Para trás ficou o Rio Ave, que os viseense derrotaram

há duas jornadas. A equipa está confiante em todos os processos de jogo. Com o Cohaemato conseguiu resistir a mais de 7 minutos a defender numa situação de guardaredes “avançado” sem sofrer qualquer golo, e isso reflecte competência mas também confiança nas suas capacidades. GP

O ABC de Nelas conquistou a sua primeira vitória no Nacional de Futsal da II Divisão, série B. Um triunfo frente ao Vinhais, por 5 a 2, em partida da oitava jornada do campeonato. Um jogo em que a formação orientada por Paulo Alves foi muito eficaz, coisa que lhe vinha faltan-

do em jogos anteriores, e teve ainda na baliza um muito inspirado Zé-Tó que esteve brilhante em algumas fases do jogo, dando sempre muita confiança à equipa. Um jogo bem disputado entre duas formações com ambições idênticas neste campeonato, e que acabou por ter um vencedor jus-

to, embora o Vinhais tenha criado muitos problemas defensivos ao ABC de Nelas. Além da vitória, o tónico moral de ter deixado a lanterna vermelha, que está agora na posse do Albufeira Futsal. O ABC de Nelas vem mostrando nítida subida da sua qualidade de jogo. GP

TT - 24 Horas de Fronteira

João Pais venceu nas BT50 e Sérgio Marques terminou Sérgio Marques, Marco Nery, Paulo Loureiro e Gustavo Morais, equipa que se apresentou em Fronteira ao volante da Nissan Navara com que Sérgio Marques participa nas provas de TT, terminou a prova na 47ª posição. Os viseenses tiveram alguns problemas mecânicos ao longo da prova, naturais, devido ao contínuo degradar da pista com a passagem das máquinas ao longo

das 24 horas do evento. Depois de uma prova bem difícil, lá conseguiram levar a Nissan Navara até ao final das 24 Horas TT Vila de Fronteira, mítica prova do Todo o Terreno em Portugal. Chegar ao fim, numa prova de resistência tão demolidora como é esta prova alentejana, é sempre uma vitória para qualquer equipa. Sensação que, por

exemplo, Sérgio Marques não conseguiu na edição do ano passado. No final, apesar do cansaço, entre a equipa da Auto Sertório a opinião era unânime: “Balanço claramente positivo”, como referiu Sérgio Marques, que ainda quis realçar, “a abnegada acção” da sua equipa de mecânicos, que conseguiu rapidamente resolver todos os contratempos que iam surgindo. “Fo-

mos uma verdadeira equipa, e quando assim é, estão todos de parabéns” acrescentou ainda o piloto viseense. Quanto a João Pais, o piloto viseense que teve a sua segunda experiência da época em provas de TT, em Fronteira integrou a equipa de Rui Lopes, numa Mazda BT50, acabando por ser vencedor entre as pick-up´s nipónicas, e alcançando um 10º lugar na Geral.

A Equipa viseense conseguiu chegar ao final

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imprimimos as tuas ideias...


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Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

Mangualde

XII Memorial “Mário Lemos” em Dezembro

DE 19 DE NOVEMBRO A 6 DE JANEIRO

ANIMAÇÃO ESPACIAL DE NATAL! A O Memorial Mário Lemos é uma festa do minibasquete Em Mangualde, entre os dias 16 e 18 de Dezembro, vai realizar-se a XII edição do Memorial Mário Lemos, uma festa nacional de minibasquete. A iniciativa é uma organização da autarquia de Mangualde em parceria com a Federação de Basquetebol, o Comité Nacional de Minibasket, e a Associação de Basquetebol de Viseu. O Memorial Mário Lemos é o evento anual do minibasquete que homenageia uma importante personalidade do desporto

português, e em particular do basquetebol, e que era natural do concelho de Mangualde, onde nasceu em 1922. Em 1945, Mário Lemos foi diplomado pelo então INEF como Professor de Educação Física. Foi uma das figuras incontornáveis do basquetebol jovem em Portugal, ele que até começou por ser um grande jogador de Voleibol, no Lisboa Ginásio Clube, onde viria a ter a sua primeira experiência como treinador. Pelo contributo à modalidade, em especial

nos escalões de formação, foi nomeado para a Comissão de Juniores Masculinos da FIBA, numa altura em que já pertencia ao Comité Executivo do Comité Internacional de Minibasquete, desde 1972. Ne ste encont ro em Mangualde, os participantes vão poder disfrutar de três dias de actividades divididas pelo Pavilhão Municipal, as piscinas e o centro da cidade. São esperadas em Mangualde equipas de diversas zonas do país. GP

O Natal no Palácio é uma festa permanente, com música, ateliês e muito mais, e este ano tem uma exposição interactiva que te leva à lua e mais além.

Viseu e Benfica

João Paulo Correia apresentou demisão João Paulo Correia pediu a demissão do comando técnico do Viseu e Benfica. A decisão foi tomada após a igualdade a dois golos no jogo com o Arguedeira, no passado domingo, a contar para a Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu. A equipa da casa vencia por 2 a 0 ao intervalo e, segundo o técnico, “alertei os jogadores que o jogo não estava ganho e que no futebol as coisas aconte-

cem” mas, para desagrado de João Paulo Correia, a sua equipa acabou por consentir a igualdade num jogo em que “poderia ter goleado”. O técnico considera que “a mensagem já não estava a passar para os jogadores” adiantando ainda que, “no final do encontro informei o presidente que não iria continuar a ser treinador do Viseu e Benfica”. O desencanto já vinha de trás com outro tipo de situações, como a falta de em-

penho de alguns jogadores que não estaria a agradar ao técnico. Num dos treinos da semana apenas seis atletas terão comparecido o que terá deixado João Paulo Correia extremamente insatisfeito com a situação, e com o rumo que as coisas estariam a tomar na equipa. João Paulo Correia disse “basta” e comunicou a sua saída. Pedro Cálix foi o escolhido para novo treinador do Viseu e Benfica. GP

CRIANÇAS NA LUA Onde a descoberta e a diversão são as estrelas principais.

Consulte a agenda de actividades no Balcão de Informações do Palácio do Gelo e em www.palaciodogelo.pt


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02 | Dezembro | 2011

passeios de Outono II

texto e fotos ∑ Paulo Neto

Roubando o céu aos pássaros, em Hyundai, peregrinos ao S. Macário Como habitualmente, este passeio, ainda de Outono, foi feito a um sábado. Dia feio. Encoberto, com nuvens e temperaturas na ordem dos 10º, em Viseu. Escolhemos um itinerário; São Macário, na Serra da Gralheira, S. Pedro d Sul, com visita à Aldeia da Pena e algumas andarilhanças por aqueles lados. Finalmente, um veículo: o concessionário Hyundai de Viseu proporcionou-nos um ix35 ecodrive. Estavam reunidas as condições para partirmos à descoberta do nosso objectivo. Chegados a S. Pedro do Sul, cortámos à direita no sentido de Castro Daire e poucos quilómetros volvidos, à esquerda, um cruzamento anunciava o S. Macário. Desce-se ao vale e sobe-se à montanha. O que se torna bem notório à medida que subimos até aos 1052 metros de altitude a que fica a ermida do orago. A paisagem diz-nos tudo. Os montes parecem mamoas gigantescas e escalavradas. A estrada é uma serpentina encosta acima. A certa altura sentimos estar acima das nuvens e, de repente, olhamos à

nossa volta e aquilo que o olhar alcança é composto de uma cintura de montes com franjas bem recortadas no horizonte azul e vales profundos onde se aninham, como rebanhos de cabras, muito juntas umas às outras, aldeias isoladas, impermeáveis ao mundo e pouco abertas à civilização – seja lá o que isso for! Se falamos de monumentos, quitamos de os buscar por ali. A não ser que busquemos a designação de memória, lembrança ou recordação e a capelinha eregida ao S. Macário, naquele alto descabelado e de ventos ciclónicos na dureza da s invernias, protegida por muros bem levantados e entalhados em chisto ocre da região. E aqui, assim, encontramos o monumento com o sentido de construção erguida com um significado religioso ou simbólico, representativo de uma mentalidade e capacidade de empreendimento do homem numa época mais ou menos recuada. Ademais, os monumentos são todo aquele conjunto de elementos ou acidentes a da natureza destacados

pelo sua imensidade e gigantismo. Por ali, o homem não se vê ao virar da esquina ou da curva apertada da estrada. Estamos numa solidão total. Aqui ou além uma ave de envergadura que plana. De resto, um silêncio intenso só silvado pelas desgraciosas e desmesuradas ventoinhas eólicas, a lembrarem-nos novos tempos, ou então, grandes desperdícios de dinheiro e “assasssinato” da paisagem. Fora do confortável, ligeiro, despachado e acolhedor Hyundai, o vento “barbeia-nos”. A temperatura está 5º mais baixa do que na origem. A vista, essa, deslumbra-se, irrequieta, tentando captar toda aquela natureza tão distinta, altiva e sobranceira à nossa pequenês. Tivemos curiosidade em saber a história de São Macário e de pesquisas feitas aqui deixamos o relato: São Macário nasceu no alto Egito, no ano 300, e pa ssou sua juvent ude trabalhando como pastor, nos campos. Movido por uma intensa graça, afastou-se do mundo,

ainda muito jovem, confinando-se em uma estreita cela onde dividia seu tempo entre oração, práticas penitenciais e a fabricação de esteiras. Uma mulher acusou-o falsamente de a ter violentado. Macário foi preso, maltratado e chamado de hipócrita disfarçado de monge. Tudo ele sofreu com paciência e ainda enviou à mulher produtos de seu trabalho, dizendo para consigo: «Agora, Macário, tens que trabalhar mais, pois tens que sustentar a mais um». Deus, porém, deu a conhecer sua inocência: a mulher que o havia caluniado não pôde dar à luz a criança até que revelasse o nome do verdadeiro pai. Isto fez com que a raiva que o povo sentia dele se tornasse admiração por causa de sua humildade e paciência. Para fugir da estima dos homens, Macário, quando já contava 30 anos, refugiou-se num vasto e melancólico deserto de Esquita. Assim viveu 60 anos e foi pai espiritual de inúmeras servos de Deus que lhe confiaram sua direção e o governo de suas vida. Todos viviam em eremitérios separados. Só um discípulo vivia com

ele, encarregado de receber as visitas. Um bispo egípcio ordenou Macário sacerdote para que pudesse celebrar os divinos mistérios para seus irmãos eremitas. Mais tarde, quando o número dos eremitas aumentou, foram construídas 4 igrejas que eram atendidas por outros tantos sacerdotes. Macário levava um vida muita austera, alimentando-se uma vez por semana. Certa ocasião, seu discípulo Evágrio, ao vêlo torturado pela sede, rogou-lhe que tomasse um pouco de água. Macário limitou-se a descansar um pouco à sombra e disse: «Nestes 20 anos, jamais comi, bebi ou dormi o suficiente para satisfazer a minha natureza». Seu corpo estava debilitado e fraco, seu rosto pálido. Para contradizer suas inclinações, não recusava beber um pouco de vinho, quando out ros lhe pediam. Depois, abstinhase de toda bebida durante dois ou três dias. Macário falava pouo quando dava conselhos e recomendava o silêncio e a oração contínua para todos. Costumava dizer: «Na oração, não é preciso dizer mui-

to, nem empregar palavras escolhidas, basta repetir sinceramente: «Senhor, dá-me a graça que Tu sabes que necessito». Ou: «Meu Deus, ajudame». Sua mansidão e paciência eram tão extraordinárias que levou muitos sacerdotes pagãos e outros pessoas à conversão. Certa vez, Macário pediu a um jovem, que o procurou para um conselho, que fosse a um cemitério e lá insultasse os mortos com gritos. Quando o jovem voltou, Macário perguntou o que tinham respondido os defuntos. O jovem respondeu que os mortos nada haviam respondido. Macário retorquiu: «Faz o mesmo quando te insultarem e quando gritarem contigo. Só morrendo para o mundo e para ti mesmo, poderás começar a servir a Cristo»… Assim explicado, nesta rebusca hagiográfica, melhor se percebe a pobre ermida em tão alto eremitério… Se o vento frio nos desagasalhou o corpo, não deixou, também, de nos abrir o apetite. Descemos à Aldeia da Pena, Covas do Rio. O número de habitantes não aumentou


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PASSEIOS DE OUTONO 35

02 | Dezembro | 2011

desde a última visita há dois ou três anos atrás. São oito, ao que parece e fazendo fé no censo local. Um casal por volta dos trintas e tais, o Alfredo, que veio de Trigais, na Serra da Estrela e a Ana Brito ali nata com duas filhas menores, a Mariana de 4 e a Margarida de 5 anos, exploram o “Restaurante Adega Típica da Pena”. Um casal de reformados ascendentes do anterior, vivem também da pastorícia e outro casal, também de aposentados, sexagenários, entregues à memória e entretendo-se com o artesanato e a produção do mel, António Soares Arouca e esposa. De resto, a fauna: um cavalo “agarranado”, cães de caça do Alfredo, cabras montesas, vacas e porcos. Estamos falados. No restaurante, espaço curto com esplanada em xisto preto como as lousas dos telhados, a variedade não era muita: azeitonas, queijo cabreiro de meia cura e presunto doméstico com boroa. De seguida, costoleta de vitela com as eternas batatas fritas, arroz de feijão e salada. Nada mais prosaico. Porém, se a fome tinha abundância, a petisqueta, de produtos acaseirados, apresentouse afável ao palato. Uma sobremesa de sonhos de abóbora, dois cafés e um licor de amora. Se estamos no mais fundo da ruralidade, não estamos no mais baixo do preço, conforme o atestam os 33,60 euros pagos pelas duas refeições. É o turismo… pensámos – uma vez ou duas por semana! Mas o que é certo é que a saleta se encheu com mais oito passeantes. E já se ouvia falar “brasileiro” e italiano. A aldeia global, de Veneza ao Ipanema! António Arouca veio de Lisboa. Vive com sua mu l her d a l i or iu nd a . Entretém-se como apicultor registado, fazendo um delicioso mel de urze e queiró que vende a 8 euros o frasco. Numa pequena garagem, faz casinhas em xisto, manguais e outros artefactos. Há que enganar o tempo. Gente afável.

Esc u recia a ta rde e ainda tínhamos no itinerário a aldeia de Fajuco. A subida é íngreme e a estrada estreita. O Hyundai não se deixou intimidar e num ápice nos pôs no cume. Interessante este veículo, meio SUV, meio “jeep”, tem na versão ensaiad a u m a motor i z aç ão 1 .7 CR DI , com 1 15 despach ados cava los, às 4000 rpm. Com um preço rondando os 29 mil euros, uma posição de condução alta, 5 lugares confortáveis, um tablier muito agradável à vista, caixa de 6 velocidades mais marcha atrás e uma mala com 465 litros, mais que suficiente para uma viagem até ao fim do mundo. Em estrada “normal”, às 2500 por, em 6ª velocidade, o ix35 devora, imperturbável os quilómetros. Em estrada sinuosa, agarra-se ao piso, fruto também dos seus pneumáticos 225/60 com jantes de 17 polegadas. Excelente o conforto e o pisar do asfalto. A sua altura ao solo permite uma saída – pouco arrojada – do alcatrão, adjuvado pelo botão “para o íngreme”. O consumo cifra-se abaixo dos 7 litros (exactamente 6,7), o que é notável tendo em conta a morfologia acidentada do terreno; e o pára-arranca exigido pelas fotografias. Dotado de start-stop, e ajudado por uma câmara no canto esquerdo do retrovisor, é também um bom companheiro para a cidade, ma nobras e estacionamento. Acresce-lhe o imbatível programa pós-venda “Tripla Confiança”, que durante 5 anos abrange a garantia geral sem limite de quilometragem, a assistência em viagem e os “check-ups” anuais gratuitos. Quem faz melhor? A noite caíra num instante. Ainda subimos ao Fajuco. Mas apenas silhuetas escuras, talhadas no ancestral xisto que a terra dá, sobressa í a m no esc u ro. Foi rumar a Viseu, confortáveis, de vista bem lavada pela paisagem das alturas e prontos para o próximo passeio.

A Outras formas de ver a lousa...

A Alfredo Brito

A As singelas “entradas”

A O casal Soares Arouca

A As “casinhas” em xisto

A O licor de amora


D “Teatro Mais Pequeno do Mundo” chega ao Forum

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culturas

O “Teatro Mais Pequeno do Mundo” instala-se amanhã e domingo, no Forum de Viseu. Há uma grande variedade de artistas, todos naturais de, ou residentes de Viseu vindos do teatro, da dança, da música e das artes plásticas. A entrada custa 1 euro.

expos

Destaque

VILA NOVA DE PAIVA ∑ Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 30 de Janeiro Exposição “Aquilino Ribeiro nas Terras do Demo”.

ACERT aposta no FINTA para “fintar” a crise

∑ Até dia 15 de Dezembro Exposição “Olha a pobreza com olhos de ver”. VISEU ∑Núcleo Museológico “Casa de Lavoura e Oficina do Linho”, em Várzea de Calde Até dia 30 de Dezembro Exposição temporária “Raízes”, de José Manuel Dias Xavier. ∑ IPJ Até dia 15 de Dezembro Exposição “Um coração para África”. SANTA COMBA DÃO ∑Biblioteca Municipal Até dia 6 de Janeiro Exposição temática “O Mundo do Coleccionismo”. MANGUALDE ∑Biblioteca Municipal Até dia 9 de Janeiro Exposição “O Presépio, por Portugal e pelo Mundo”.

Arcas da memória

Sessões diárias às 13h50, 16h40, 19h20, 21h50, 00h00* Alta Golpada (M12) (Digital) Sessões diárias às 11h10* (5ª e Dom.), 13h15, 15h50 As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne (M6) (2D VP)

Porque é que eu não vi o “derby”

Ontem à noite o país não parou para pensar na maneira de resolver as suas crises, não se deitou 17º Festival Internacional de Teatro∑ Teatro, música e animação até dia 17 cedo para descansar, porque já não há “almofadas”, Em ano de aniversáparece, que nos ajudem a rio – 35 anos – a Associatomar bom conselho. Onção Cultural e Recreativa tem à noite estava tudo de Tondela (ACERT) volta bem. Alguns tantos em Fáa “fintar” com a realização tima, muitos no Fado (Pada 17ª edição do Festival Inrabéns ao Fado, Património ternacional de Teatro (FINda Humanidade), multidão TA). A equipa acertina está no Futebol. Como antes se revoltada com os cortes no dizia – Portugal consignafinanciamento da cultura e do aos três “Fs”. E mais espelha a sua insatisfação alguns que andam por aí. em três significados no verOnde eu andava nessa noibo fintar. te, num “não-lugar”. Fintar: lançar finta ou Há três dias atrás, na miimposto sobre. A ACERT nha aldeia, entrei no botecondena que “a palavra quim (já não há tabernas à cultura não conste no meantiga e a casa onde entrei morando da troika e acha não tem nome de “Café”, incompreensível o detem apenas o nome de sinvestimento num sec“Valdemar”, que é o dono), O espectáculo “CabRaret”, viagens loucas pelo tor que detém um peso encontrei-me lá com dois mundo do Jazz, amanhã, pelas 23h30 assinalável no desenvolou três velhos colegas da vimento do país”. Fintar: tísticas fazem milagres à outras coisas, o que é a poe- Escola que antes tinha driblar, ultrapassar o ad- margem de uma conjuntu- sia. No dia 7, quarta-feira, A quase cem alunos e agoversário. Superar as ad- ra menos favorável. E que ACERT vai apagar 35 velas ra já não tem nenhum e, versidades é outro dos ob- os sonhos se fabricam com num jantar convívio com os como já temos alguma idajectivos. A ACERT lembra doses infinitas de autenti- seus associados. Na quinta- de, deu-nos em desfiar re“a importância da cultura cidade, coerência e valores feira passa o documentário cordações. E veio a propóno tecido económico local solidários”. “Judas 2011”, pelas 17h30. É sito o jogo da bola no nosso (hotelaria, comércio e serAmanhã, sobe ao palco uma estreia que resulta da campo pelado da Sarzeda viços), enquanto veículo “CabRaret”, pelas 23h30, no cobertura do processo de onde agora há um estádio, de oportunidades e aper- bar do Novo Ciclo. Um es- trabalho de montagem e mas onde minguam jofeiçoamento humanístico pectáculo de cabaret onde apresentação do espectá- gadores, e veio-nos à mena certificação singular um engenhoso trio tempe- culo “Ao Quixote, não há mória esse tempo entre os de um território”. Fintar: ra a música com pitadas de quem o derrote” — queima sete e os dez anos, o jogo fazer levedar, fermentar. humor. Para o início da se- e rebentamento do Judas da barra na Estrada Nova Perante isto, “o FINTA mana, “P de Poesia”, do Tri- 2011. A entrada é livre. onde, que me lembre, pastorna-se a expressão mais go Limpo Teatro ACERT O FINTA vai decorrer até sava a Carreira da União completa do acto de “fin- sobe ao palco, pela primei- ao dia 17 de Dezembro. do Sátão, a Carreira do tar”. O festival vem com- ra vez, às 10h00 e 14h30. A Chico, que levava as merTiago Virgílio Pereira provar que as parcerias ar- peça vai questionar, entre cadorias, o Carrão do Gás

A

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 11h00 (5ª e Dom.), 14h10, 16h30 Arthur Christmas (M6) (Digital)

Sessões diárias às 18h25, 21h00, 23h40* As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne (M6) (2D VO) Sessões diárias às 18h50, 21h10, 23h35* O Regresso de Johnny English (M6) (Digital) Sessões diárias às 15h00, 17h50, 21h10, 00h10* A Pele Onde Eu Vivo (M16Q) (Digital) Sessões diárias às 13h40, 16h20, 19h00, 21h40, 00h20*

Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

Twilight: Amanhecer Parte 1 (M12) (Digital) Sessões diárias às 11h20* (5ª e Dom.), 14h30, 16h50, 19h10, 21h30, 23h50* O Gato das Botas (M12) (Digital)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 11h00 (5ª e Dom.), 14h10, 16h30, 18h50, 21h10, 23h30* O Gato das Botas (M12) (Digital 3D) (VP)

Sessões diárias às 14h00, 17h00, 21h20, 00h05 * Twilight: Amanhecer Parte 1 (M12) (Digital) Sessões diárias às 13h50, 16h20, 19h00, 21h30, 23h50* O Regresso de Johnny English (M6) (Digital) Sessões diárias às 21h50, 00h00* Sem Tempo (M12) (Digital)

Sessões diárias às 11h10 (5ª e Dom.), 14h20, 16h45, 19h10 Arthur Christmas (M6) (Digital) (VP) Sessões diárias às 14h40, 17h20, 22h00, 00h30* Imortais (M16) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 16h10, 18h40, 21h40, 00h20* A Dívida (M16) (Digital)

Legenda: * Sexta, Sábado e Quarta-feira

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

e as camionetas que transportavam as esteiras dos Ceireiros da Beselga pelo país fora. E eu lembrei-me de como, aos sete anos, o Pompeu, dois anos mais velho, “seleccionador” encartado, me conseguiu levar para a equipa do Benfica a que fui fiel por muito tempo. Mas éramos todos irmãos, ao fim do dia, os do Benfica e os do Sporting. Lembro-me da Caderneta de cromos que não cheguei a completar com os retratos dos jogadores, nossos heróis, tão grandes como o Rei Afonso ou o Gama de que nos falava a Professora. Lembro-me, todavia, da minha atracção pelo xadrez do Boavista e também pela cor azul do Belenenses, o único Estádio onde entrei ainda bastas vezes. Torneime descrente desta fé onde toda a gente é mercenário. E quando me perguntam por clube eu digo que agora já nem sou da Selecção, Que dantes era. É assim. E ontem não pude ver o derby, ocupado noutras lides num quase não-lugar, tão poucos estiveram comigo nessa hora. Claro, estivesse em casa, deitaria o rabo do olho ao écran do Televisor. Porque eu sou e serei ainda português.

Estreia da semana

A Dívida– Este thriller de espionagem começa em 1997 quando os ex-agentes secretos da Mossad, Rachel e Stefan, recebem notícias chocantes do antigo colega David.


Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

culturas O TEMPO E O MODO João Luís Oliva

Fronteira política e práticas culturais É bem feito que esta crónica seja publicada a 2 de Dezembro! Precisamente no dia a seguir à ritualização calendária da restauração da independência, “em que valentes guerreiros nos  dé-é-ram livre a nação”. Isto porque se vai hoje andar à volta dos mitos patrióticos e da sua relação com a actividade cultural; ou de como a universalidade de saberes, ideias e artes não pode ser enclausurada na circunstância política definida pelo Estado. É certo que há um sentir local, uma pátria de sensibilidades (não confundir com o dito Estado); mas, mesmo sem detenção no debate cultura-fronteira-território, pode dizer-se que ideias e práticas culturais são o resultado do encontro e debate, do confronto e miscigenação dessas sensibilidades. Nunca da sua pertença estrita. Por outras palavras, se podemos falar de “cultura em Portugal”, é muito discutível que se possa falar de “cultura portuguesa”; até porque uniformizar o que é diverso apenas visa a pobre e seca afirmação e distinção do nós perante o eles. Recorde-se, a propósito, um seminário ministrado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialmente destinado a estudantes estrangeiros, precisamente subordinado ao tema (e ao título) “cultura portuguesa”: O professor, na década de 1990, durante a primeira sessão - e considerando a música como amostra exemplar -, dava a ouvir, logo no início e sem mais palavras, a Paixão Segundo São João, um tema de J. S. Bach, expressão quase máxima da erudição artística europeia, numa magnífica orquestração do músico gabonês Pierre Akendengué, em que uma orquestra sinfónica e um coro alemães se cruzam com ritmos, harmonias, percussões e vozes africanas. Depois, restringindo a geografia de referência, mas ampliando o “território” de aplicação, e continuando sem falar, passava uma interpretação quase pentatónica da “portuguesa” música São João (ainda ele…), interpretada pela cantora Maria João (agora ela), acompanhada ao piano pela japonesa Aki Takase; a seguir, ainda silencioso, mostrava José Afonso - renovador do gosto pela mú-

sica tradicional deste canto ibérico -, em Galinhas do Mato, onde Moçambique rebenta como as ondas das praias de Inhambane; e terminava com Quatro Elementos, de Júlio Pereira - que ressuscitou cordas minhotas esquecidas -, em que a contemporaneidade “jazzista” de uma braguesa, um saxofone, um contrabaixo e uma voz quase podia acompanhar uma desfolhada na Polinésia (se lá houvesse milho…) . E, então, finalmente, o professor falava: “Como vêem, o nome deste seminário é uma verdadeira armadilha…”. E armadilhado estará sempre o discurso que qualificar com adjectivos políticos (o Estado é corpo organizado do poder) substantivos universais (a cultura é alma criativa da humanidade). Está a esquecer-se a dimensão regional do semanário em que se escreve? Nada disso… É que tudo o que se disse é pretexto para referenciar a proximidade ou presença neste beirão planalto de bailarinos como o transilvano Romulus Neagu (cidadão romeno) ou o escandinavo Peter Michael Dietz (dinamarquês de registo); dos galegos Fran Perez, músico, e Carlos Santiago, dramaturgo (que têm bilhete de identidade espanhol); do visualista bretão Yan Thual (com passaporte francês); da figurinista e cenógrafa londrina Helen Ainsworth e do encenador e actor norte-britânico Graeme Pulleyn (que nasceram numa geografia que, ao tempo, se chama politicamente Reino Unido); e, até há pouco, do actor nordestino José Rosa (com papéis de um Brasil que já foi colónia, império, república… e outras coisas). É assim que, com reciprocidade, se contribui para o enriquecimento das manifestações culturais nesta região (podia ser noutras); com projectos próprios ou em torno da Companhia Paulo Ribeiro e do Cineclube, em Viseu, da ACERT, em Tondela, do Teatro do Montemuro, em Campo Benfeito, que também mantém uma antiga e frutuosa parceria - nem pública, nem privada, mas criativa - com a flamenga Laika (uma companhia de teatro que deve estar inscrita numa qualquer conservatória da Bélgica). Bem-haja nós! Porque, aqui, nós somos mesmo todos.

D “48” no IPJ

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O Cine Clube de Viseu continua a promoção do cinema português. Assim, no dia 6 de Dezembro exibe o filme “48”, no IPJ, pelas 21h30. “48” procura mostrar os mecanismos através dos quais um sistema autoritário se tentou auto-perpetuar durante 48 anos.

Entrevista

“A minha profissão é a minha paixão” Após oito anos com os Fingertips, Zé Manel decide iniciar uma nova etapa com o projecto Darko. Aos 23 anos, o vocalista e compositor lança “Borderline Personality Disorder”. Recentemente, apresentou o novo álbum na Fnac Viseu e o Jornal do Centro foi conhecer o projecto e os desejos para o futuro, de uma das vozes mais promissoras da música portuguesa, que já leva 10 anos de carreira. O que é este projecto Darko?

É a fase seguinte depois de oito anos de trabalho. É a descoberta da minha área de eleição que para além de ser a minha profissão é a minha paixão e isso exige uma grande aprendizagem. É uma realização pessoal, numa altura em que senti que era preciso exigir mais de mim, enquanto músico e criador e fazer algo com que me identificasse para as pessoas. Que género de música?

É um álbum com canções para as pessoas, com músicas que podem fazer parte da vida delas. É um disco que eu gostaria de comprar. Fi-lo sem interferência de editoras ou rádios, sem qualquer restrição o que faz com que, acima de tudo, seja um disco muito honesto. Como tem sido a reacção do público?

Tem corrido muito bem. Acredito que quem era fã de Fingertips continua a gostar da minha música. Contudo, sinto que atraí outro público, mais velho, que agora se identifica mais com o meu projecto. Como correu a apresentação do álbum “Borderline Personality Disorder”, na Fnac Viseu?

Lançamos o álbum há cerca de 4 meses por isso, este é um trabalho que tem que ser feito e mantido diariamente. Darko é um projecto a longo prazo e em Viseu correu muito bem.

Reencontrei amigos e professores o que me deixou bastante contente, é sinal que os marquei de alguma forma e que eles continuam a acompanhar o meu trabalho. O álbum tem uma faixa em português, é para continuar?

Para mim a premissa básica para fazer música é fazer de forma espontânea. Não foi uma decisão pensada não cantar em português ou cantar em inglês, surgiu, por isso não ponho de parte cantar em português em outros discos. Não me vou é obrigar a nada. O single “Define Joy” retrata o espírito do álbum?

Não, de todo. Este tema tem uma vida e um ambiente muito próprio. Não é parecido com nenhum outro tema do álbum. Foi escolhido como single porque faz um grande corte com o passado, nota-se uma grande diferença do que fiz para trás. Mostra o que é a felicidade e nós achamos que a felicidade é uma coisa que se agarra e se conquista. E a nossa cabeça está em constante mudança e é disso que fala o tema. As treze faixas do álbum são todas muito diferentes. Era um dos nosso objectivos. Nasceu em Lisboa mas passas muito tempo no distrito de Viseu. És bem recebido?

Costuma dizer-se: em casa de ferreiro, espeto de pau. É normal que no resto

do país as pessoas tenham outra curiosidade e interesse em mim e no meu trabalho, porque não me conhecem, conhecem apenas o artista que querem ver e há algum mistério. Aqui é normal que não haja esse impacto, as pessoas viram-me crescer, passear na rua. Estudei cá e fiz a minha vida normal. Apesar de não poder agradar a gregos e a troianos, guardo em Viseu bons amigos e boas memórias. O que falhou nos Fingertips?

Falhou no que pode falhar num casamento ou numa sociedade. As pessoas começam a ter objectivos diferentes, começam a não lutar por um objectivo comum e deixam de ser produtivas. Eu senti que estava a estagnar e não me sentia identificado com a equipa e os propósitos do projecto e achei que estava na altura de assumir o risco e agarrar no leme de um navio e seguir para onde quisesse. Há alguma mágoa?

Não. O percurso foi maravilhoso e orgulho-me imenso dele. Não mudaria nada porque aprendi imenso e se não fosse isso não estaria onde estou hoje, mas agora não tornaria a voltar. Tem acompanhado os Fingertips?

Sinceramente não. Estou empenhado no meu projecto e isso não me dá tempo para acompanhar outras

bandas. Oiço aquelas que gosto quando tenho tempo livre e é só. Os cortes na cultura, que comentário lhe merecem?

Vejo-os como um entrave ao artista e para toda a gente. É normal que as pessoas que não têm dinheiro para comer não possam assistir a concertos ou ir ao cinema. Acho isso razoável. Mas o dinheiro também nos faz falta porque não é com a minha voz que vou ao supermercado comprar comida é com dinheiro. Isto exige de nós maior capacidade de adaptação, mas benéfico não é. Mas peço às pessoas para pensarem como seria a nossa vida sem cultura. A cultura faz com que as pessoas se distraiam e ao outro dia estejam mais bem-dispostas. Há bons “novos” artistas em Viseu?

Acho que bons artistas há em todo o lado. Mas um artista constrói-se com talento, empenho, sorte, contactos, dinheiro e uma série de outras coisas. Por exemplo a Sandra Pereira, acho que tem uma voz fantástica dei-lhe todo o apoio quando estava no programa e agora continuamos a manter contacto. Dou-lhe alguns conselhos porque o programa foi bom para dar visibilidade, mas não garante uma carreira a ninguém! Tiago Virgílio Pereira


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culturas À descoberta do Museu de Lamego, guiados por Agostinho Ribeiro Agostinho Ribeiro, 54 anos, natural de Tarouca. Viveu no Limpopo, em Moçambique, durante 12 anos. Período que considera importante para a sua vida. Professor primário, como faz questão de reiterar afastando outras designações, pelo Magistério de Lamego. Licenciado em História pela Universidade de Coimbra. Pós-graduado em Museologia Social pela Universidade Lusófona. Mestre em Museologia e Património Cultural pela Universidade de Coimbra, com dissertação de tese subordinada ao tema “Um Museu Para a Região do Douro – Fundamentos e Proposta de Organização”. Foi director interino do Museu Grão Vasco, em 2008/2009. É director do Museu de Lamego desde 1992, pese embora aí trabalhar desde 1977. Tem reclamado obras de requalificação para o Museu de Lamego. Como e quando começou esse pedido?

Há cerca de 10 anos a esta parte foi decidido ao nível da tutela, que deveríamos desenvolver todas as diligências para avançar com um projecto de requalificação e ampliação do museu. Eu e toda a equipa, em conjunto com os institutos e a tutela assim fizemos. Foram criadas as condições para elaborar um programa museológico de requalificação, depois construiuse um caderno de encargos, a seguir houve uma candidatura pública internacional para a obra se desenvolver a nível da arquitectura. Depois de muitos anos a laborar no projecto de arquitectura, chegou-se à fase final que aconteceu este ano. Foi bastante tempo, mas muito produtivo para nós. Aprendemos com os erros que haviam acontecido noutros projectos similares e adaptámos para melhor. Temos um projecto bom e de alta qualidade. E agora?

Neste momento temos todo o processo concluído.

Vamos focalizar o nosso esforço para que a nossa obra se realize. Temos todos os pareceres concluídos, só falta agarrar no projecto e abrir concurso de obra. Mas, no momento em que tínhamos tudo preparado caiu-nos esta crise em cima. O investimento para o Museu de Lamego ronda os 8 milhões de euros. É uma exigência de investimento substantiva, têm de se encontrar soluções. Penso que poderemos candidatálo aos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com uma comparticipação de cerca de 80 por cento e 20 por cento de contrapartida nacional. Ou até 90/10.

não o fizemos. Não queríamos gastar aos poucos, estávamos à espera da grande obra. Seguimos critérios de gestão que eu considero adequados e poupamos dinheiro nesses pequenos retoques. Estávamos na expectativa. Mas são mesmo necessárias obras e com a maior urgência possível uma vez que o próprio edifício, acusando o peso da idade, o desgaste da função e a sua desadaptação funcional às grandes necessidades para cumprir as suas missões, já não dá resposta: reservas adequadas, gabinetes para os nossos colaboradores, uma exposição cronologicamente adequada a intervenções de natureza pedagógica. É fundaA tutela tem feito algum mental dar conforto aos esforço nesse sentido? nossos visitantes, com sítios de paragem, sinaléticas Que eu saiba não. adequadas e dar condições Quais os riscos se as obras de segurança preventiva e não avançarem? ambiental às próprias obras Ao longo destes anos to- de arte, que precisam de ter dos enquanto estávamos a controlo técnico e científipreparar o grande projec- co mais adequado. to de remodelação/requaNeste momento não há conlificação do museu, a tutedições económicas para fala foi adiando as pequenas zer face a estas questões? obras. Tivemos problemas Não. O nosso orçamento no telhado, nas caixilharias, faltava pintar as paredes e é reduzido apenas à despe-

sa mínima corrente e até de sustentabilidade do nosso pessoal. Estou convencido que, se não avançarmos rapidamente com as obras de requalificação, teremos mesmo de fazer pequenas obras de reparação para 2012. O que falta mesmo?

Falta tudo. O museu se não fizer as grandes obras fica totalmente desactualizado. Isto significa que não tem a qualificação necessária, no ponto de vista do seu serviço cultural, para um público cada vez mais exigente que nos chega através de um Douro Património da Humanidade. Público nacional e internacional. Quando terminarem as obras, o que irão permitir fazer no museu?

Reorganizar a colecção, uma parte não muito significativa do que está em reserva é para passar a exposição permanente. A ampliação do museu é prioritária. Vai haver um novo corpo que será instalado na Cerca do museu que tem a parte das reservas, subterrâneo e com to-

das as condições para albergar o acervo em reserva e que depois terá um auditório. Já temos um espaço destes dentro do museu e queremos um que saia e tenha a vantagem funcional de poder ser usado separadamente do museu. Este corpo novo que vai nascer liberta-nos espaço, porque nos tira a zona das reservas e a zona do auditório de dentro do edifício para fora, o que faz com que a nossa área expositiva aumente com a reorganização de toda a colecção. Acho que as peças não devem estar a monte, cada uma deve ter o seu espaço para respirar, para ter visibilidade e ser fruído sem entrar em conflito com outras peças. É preciso resolver o problema das infiltrações e as coberturas. Não nos podemos esquecer que estamos a falar de um edifício do século XVIII. Há problemas nas nossas caixilharias, drenagens, calafetagens, as condições térmicas nas salas para proporcionar todos os meios para uma boa exposição: controlo de temperatura, humidades relativas, UV que são três

elementos fulcrais para a preservação das espécies e que agora nos exige um esforço muito grande mas, nós queremos cumprir as regras. As zonas de laboratório também precisam de reforma. Quantos funcionários laboram?

17 funcionários que ocupam várias funções. Há um núcleo que trabalha mais com a parte museológica (técnicos superiores e profissionais). Ao nível administrativo temos 2 técnicos, especialistas em conservação e restauro e vigilantes que assumem outras funções, nomeadamente no tratamento e da recuperação com formação específica para esse efeito. Há vigilantes muito qualificados que fazem bem mais do que acompanhar as nossas visitas. Há postos de trabalho em risco?

Para já não. Quais as peças mais importantes do espólio?

O museu de Lamego tem uma qualidade extraordinária que é o ecletis-


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culturas

mo da sua colecção. É um espólio diversificado com várias colecções que são referenciais. Chamaria a atenção para a pintura, tapeçarias, ourivesaria, conjunto de capelas e altares provenientes do Convento das Chagas, para a nossa secção de arqueologia e para aquilo que não se nota muito, mas é a nossa colecção de mobiliário, que está espalhada por todo o museu, em termos expositivos. Tirando as colecções referenciais que marcam o museu resultantes das duas grandes colecções do século XVI, entre o pré-Renascimento e o Renascimento Português. As obras referenciais de Grão Vasco: “As cinco Tábuas do Retábulo da Sé de Lamego” e as tapeçarias flamengas. São dois conjuntos notabilíssimos, que são a imagem de marca do museu a nível nacional e internacional. Em Lamego estão as primeiras obras de Grão Vasco referenciadas como o de Vasco Fernandes. A obra do retábulo da Sé de Viseu apareceu antes da obra de retábulo da Sé de Lamego contudo, a pri-

meira é mais um trabalho de oficina com a influência dos estrangeiros que ali trabalhavam do que a obra de Vasco Fernandes. A de Lamego é mais genuína e há documentação que o comprova. Na última exposição que houve, “Os primitivos”, no Museu Nacional de Arte Antiga, tivemos a oportunidade de ver de um lado as obras do retábulo da Sé de Viseu e do outro as obras do retábulo da Sé de Lamego. Fizemos a comparação e todos os investigadores disseram que quem pintou umas obras não pintou as outras. Qual a relação do museu com a cidade?

O museu tem vindo a crescer em todos os pontos de vista que queiramos equacionar. E isso só é possível através do bom relacionamento com a comunidade envolvente, neste caso urbana. Até ao momento visitaram-nos 20 mil pessoas. Mas, em 2010, visitaram-nos 25 mil pessoas. 2010 foi o melhor ano de sempre do Museu de Lamego. Teve mais visitantes, mais actividades

educativas, mais eventos realizados, mais receitas, ofertas na pluralidade de eventos e realizações. Isto só é possível através da interacção da comunidade, sobretudo as escolas. Lamego está a ganhar a Viseu em termos culturais?

Acho que Lamego está a ganhar. Mas não a Viseu. Quando estive no Museu Grão Vasco apercebime que havia muita efervescência em relação a determinados eventos. Não sei se abrandou ou se mantém o mesmo ritmo. Tínhamos muito boas relações com muitas instituições. Não sei se está igual, mas partindo do princípio que sim, posso dizer que em Lamego faz-se isso. Mal ou bem, todas as entidades têm insistido na valorização do Douro. Faltanos acção, estamos longe de atingir os nossos objectivos, falta-nos organização para nos constituirmos numa região de pressão. Cabe ao Estado ser a grande matriz da solidariedade e equilíbrio nestas políticas de investimento. É preciso puxar o território para cima. Valorizar o

que temos de melhor é o caminho. As cidades são pólos fundamentais que catapultam depois os territórios que lhe estão associados. Qual o estado actual da cultura e dos museus?

Os problemas financeiros dos museus não são de agora com a crise, são de sempre. O Ministério da Cultura era o parente pobre dos Governos e dentro da cultura os museus eram o parente pobre. Os museus sempre foram aqueles com menos meios para cumprir as suas missões: salvaguardar, preservar, conservar e divulgar e apresentar os seus conteúdos de informação global para todos os cidadãos. Agora com a secretaria de estado, do ponto de vista do simbolismo, há uma subalternização. Do ponto de vista prático podemos beneficiar, eu estou confiante que sim. Mas se me perguntarem se prefiro uma secretaria de estado com mais recursos ou um ministério com menos recursos, a minha resposta é evidente e recai para a secretaria de estado.


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em foco O doce e o picante misturaram-se no Ice Club “Sweet and Spicy” foi a festa que animou os viseenses, no passado sábado, no Ice Club, em Viseu. O objectivo passava por conjugar a ousadia, irreverência e glamour. O objectivo foi cumprido. Muita música e animação, numa festa que durou até de manhã.

Apoio:

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ACERT · Associação Cultural e Recreativa de Tondela R. Dr. Ricardo Mota, 3460-613 Tondela // Tel. 232 814 400 / email: geral@acert.pt Estrutura Financiada por

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saúde Utentes voltam a exigir mais médicos Vila Nova de Paiva ∑ Centro de saúde tem três médicos para seis mil doentes

RASTREIO GRATUITO NO CONCELHO DE VOUZELA A empresa Acústica Médica promove um rastreio auditivo gratuito em unidade móvel, no próximo dia 9 (Sexta-Feira), no concelho de Vouzela. No centro da povoação de Moçâmedes, o exame pode ser efectuado das 09h30 às 12h30, e no centro da povoação de Negrelos, das 14h30 às 18h00.

ALUNOS APRENDEM REGRAS DA ALIMENTAÇÃO A Escola Profiacademus em parceria com o Centro de Saúde de Santa Comba Dão iniciou no dia 25 de Novembro um ciclo de acções de sensibilização sobre temas considerados pertinentes para os alunos dos cursos profissionais, nomeadamente, a alimentação, distúrbio alimentares, drogas e outras substâncias ilícitas, assim como a violência em ambiente escolar. Na primeira acção falou-se de alimentação. Um grupo de enfermeiros do centro de saúdo abordou a quantidade alimentar, a necessidade de um equilíbrio denutrientes/alimentos e a frequência alimentar.

Os utentes do Centro de Saúde de Vila Nova de Paiva voltam a exigir a colocação de mais médicos. À hora do fecho do Jornal do Centro (terça-feira) anunciavam uma concentração junto àquela unidade de saúde. “Em Setembro entregámos um abaixo-assinado com duas mil assinaturas a pedir mais méd icos e reu n i mo nos com a directora do Agrupamento de Centros de Saúde [ACES], mas, até hoje, nada mudou”, lamentou à agência Lusa António Macá rio, do núcleo de

Vila Nova de Paiva da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu. O cent ro de saúde tem actualmente três médicos para mais de seis mil inscritos. “Há mais de um ano houve um médico que saiu e não foi tomada qua lquer medida . Seg undo o que dizem alguns utentes, as consultas já têm seis semanas de espera”, contou António Macário. De acordo com o repre sent a nte , em Se tembro, a directora do ACES Dão-Lafões II,

A

Comissão de utentes diz que as consultas já têm seis semanas de espera

Mercedes Figueiredo, “não deixou qualquer garantia, disse apenas que há concurso, mas não há médicos” que queiram ficar em Vila Nova de Paiva. A ntón io Macá rio considerou que “a colocação de pelo menos um médico” já ajudaria a melhorar o serviço prestado no centro de saúde de Vila Nova de Paiva. A agência Lusa tentou contactar Mercedes Figueiredo, mas foi informada de que esta se encontra de férias. Emília Amaral/Agência Lusa


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Viseu mobiliza-se para ajudar Gustavo Não pára de aumentar o número de candidatos a dadores de medula óssea na tentativa de ajudar Gustavo, o f ilho do futebolista Carlos Martins, e outras crianças que padeçam de aplasia medular ou de leucemia. No ú lt i mo f i m- de s e m a n a foi a ve z de Mangualde se juntar à longa lista de mais de 13 mil dadores. Ao quartel dos Bombeiros Voluntá rios de Ma ng ua lde deslocaram-se 320 pessoas para deixar a re-

colha de sangue para análise. Os participantes deslocaram-se de várias zonas do distrito de Viseu.

Tondela. Em To n d e l a , d e p o i s d o repto la nçado pela Casa do Ben f ica do concel ho ju nt a mente c om o ut r a s a s s o ciações e clubes para conseguir o número de inscrições suf icientes para organizar uma acção de recolha, a mesma foi conseguida e vai decorrer dia

6, entre as 14h00 e as 18h00, no quartel dos B ombei ros Volu nt ários de Tondela. “Precisávamos de ter pelo menos 30 pessoas inscritas para que a u n idade móvel [do C e nt r o Na c io n a l de Células de Medula Óssea] se deslocasse a Tondela, felizmente já ultrapassámos as 50 inscrições”, confirma a Casa do Benfica em comunicado. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Nuno André Ferreira

Recolhas∑ Voluntários aderem às acções de Mangualde e Tondela

A Quartel dos bombeiros de Mangualde recebeu 320 dadores

F. Nogueira Martins Nuno Nogueira Martins Médicos Especialistas

Obstetrícia e Ginecologia Av. Mon. Celso Tavares da Silva, Lote 10 Lj M 3504-514 VISEU (Qta do Seminário) Marcação: 232 426 021 963 024 808 / 915 950 532 / 939 524 958


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Associação de Psoríase alerta cabeleireiros Números∑ A doença afecta mais de 250 mil portugueses lhas. As áreas do couro cabeludo mais afectadas pelas placas são as orelhas (lóbulos das orelhas), a base do pescoço (nuca), a testa e a linha do cabelo, na parte em que se separa o cabelo. Em relação ao tipo de corte de cabelo, é preferível evitar os cortes que colocam muita tensão no cabelo e obrigam a uma escovagem no sentido contrário. Os acessórios de cabelo (ganchos, fitas) não são recomendados. O couro cabeludo e as orelhas devem permanecer expostos ao ar e à luz. A psoríase é uma doença auto-imune que se

manifesta no maior órgão – a pele, não sendo contagiosa, é crónica e pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são variáveis, caracterizando-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Cerca de 10 por cento dos doentes acabam por desenvolver artrite psoriática. Em Portugal esta doença afecta mais de 250 mil pessoas e cerca de 125 milhões em todo o mundo.

Anestesiologia/Consulta da Dor Cirurgia da Cabeça e Pescoço Cirurgia Plástica Dermatologia Enfermagem (clínica e domicílio) Implantologia p g e Ortodontia Medicina Dentária Medicina Geral (clínica e domicílio, consultas em inglês e alemão, tradução de doc. clínicos para português) Neurologia Nutrição Clínica Ortopedia, Cirurgia das Mãos e Nervos Periféricos O i l i Otorrinolaringologia l i Psicologia Terapia da Fala Urologia

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brio natural, pode usarse um champô normal ocasionalmente, alterando com um champô medicinal recomendado pelo médico. “ Pera nte u m cen ário de psoríase do couro cabeludo, os cabeleireiros devem ter cuidado para não escovar o cabelo com demasiada força, pois pode agravar a inflamação e desacelerar o processo de cicatrização”, alerta Paulo Ferreira, dermatologista. A psoríase do couro cabeludo caracteriza-se pelo aparecimento de placas espessas que se estendem até à testa, à volta, e dentro das ore-

até31deDezembrode2011,num o,porpaciente, tratamentodentário nãoacumulávelcomoutrosdescontos

A Assocação Portuguesa de Psoríase alerta os cabeleireiros para os principais cuidados a ter perantes casos de psoríase do couro cabeludo, uma das formas mais predominantes da doença. “Os doentes de psoríase que apresentam placas na zona do couro cabeludo devem tratar o cabelo com cuidado e evitar coçarem-se para não aumentar a irritação”, aconselha Vítor Baião, presidente da direcção da PSOPortugal. É importante lavar e secar o cabelo sempre com suavidade. Para ajudar o couro cabeludo a recuperar o seu equilí-


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GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Take-way. RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes Grelhadas. Folga Não tem. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Tem também take-away. SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away.

COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos e outras. Preço médio refeição 12 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à Sub-Estação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 918 680 845. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), exclusividade de cerveja em Viseu, fácil estacionamento, acesso gratuito à internet. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia. RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away. O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771. RESTAURANTE AVENIDA Especialidades Cozinha Porguguesa e Grelhados. Folga Não tem. Morada Avenida Alberto Sampaio, nº9 - 3510-028. Telefone 232 468 448. Observações Restaurante, Casamentos, Baptizados. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com RESTAURANTE ROSSIO PARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros.

RESTAURANTE CASA AROUQUESA Especialidades Bife Arouquês à Casa e Vitela Assada no Forno. Folga Domingo. Morada Urbanização Bela Vista, Lote 0, Repeses, Viseu. Telefone 232 416 174. Observações Tem a 3ª melhor carta de vinhos absoluta do país (Prémio atribuído a 31-102011 pela revista Vinhos) MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. FORNO DA MIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTA DA MAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE O POVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

CHEF CHINA Especialidades comida chinesa. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Observações www.chefchinarestaurante.com RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados. SANTA GRELHA Especialidades Grelhados. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Telefone 232 415 154. Observações www.santagrelha.com A DIFERENÇA DE SABORES Especialidades Frango de Churrasco com temperos especialidades, grelhados a carvão, polvo e bacalhau à lagareiro aos domingos, pizzas e muito mais.... Folga Não tem. Preço médio por refeição 6 euros. Telefone 232 478 130 Observações Entraga ao domicilio.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680132 Oliveira de Frades. Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo.

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CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580

Morada Rua D. António Alves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498

MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648

ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt

JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS

– RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs. advogados@netvisao.pt CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454 BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria Nº14

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NECROLOGIA César Augusto Barbosa Guerra Leal, 85 anos, viúvo. Natural e residente em Bonfim, Porto. O funeral realizou-se no dia 24 de Novembro, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Alva, Castro Daire.

Agência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252

Maria da Graça de Almeida Lima, 89 anos, viúva. Natural de SerJoaquim Pereira, 87 anos, casado. Natural de Santa Margarida, razes, São Pedro do Sul e residente em Ribeira de Lourosa, Santa Castro Daire e residente em Veado, Reriz, Castro Daire. O fune- Cruz da Trapa. O funeral realizou-se no dia 24 de Novembro, peral realizou-se no dia 30 de Novembro, pelas 15.30 horas, para o las 15.00 horas, para o cemitério de Serrazes. cemitério de Reriz, Castro Daire. José Azevedo dos Santos, 87 anos, casado. Natural e residente Agência Funerária Amadeu Andrade & Filhos, Lda. em Carregal, Manhouce, São Pedro do Sul. O funeral realizouCastro Daire Tel. 232 382 238 se no dia 29 de Novembro, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Manhouce. Ana Maria da Costa Gonçalves Nunes, 62 anos, viúva. Natural e residente em Roda, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 26 de Agência Funerária Loureiro de Lafões, Lda. S. Pedro do Sul Tel. 232 711 927 Novembro, pelas 14.30 horas, para o cemitério de Mangualde.

Armando Nunes Fernandes, 80 anos, casado. Natural de Santos Evos e residente em Sernada, Viseu. O funeral realizou-se no dia 29 de Novembro, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Santos Evos. Agência Funerária D. Duarte Viseu Tel. 232 421 952 João Figueiredo do Cabo, 61 anos, casado. Natural de Vil de Souto, Viseu e residente em Queirã, Vouzela. O funeral realizou-se no dia 27 de Novembro, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Queirã. Artur da Silva Lopes, 57 anos, casado. Natural de Orgens, Viseu e residente no Luxemburgo. O funeral realizou-se no dia 30 de Novembro, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Orgens.

Agência Funerária de Figueiró Viseu Tel. 232 415 578 Alice Gomes de Amaral, 100 anos, viúva. Natural e residente em Florência de Jesus, 89 anos, viúva. Natural e residente em RibaVila Mendo de Tavares, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 27 de Novembro, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Vila Men- feita, Viseu. O funeral realizou-se no dia 26 de Novembro para o Francisco Inocêncio, 71 anos, viúvo. Natural de Mafra e residente do de Tavares. cemitério de Ribafeita. em Travanca de Bodiosa, Viseu. O funeral realizou-se no dia 25 de Novembro, pelas 15.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Maria Silvina Cunha, 85 anos, solteira. Natural e residente em LaMangualde Tel. 232 613 652 maçais, São Pedro de France, Viseu. O funeral realizou-se no dia Henrique de Jesus, 57 anos, solteiro. Natural de Campo e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 25 de Novembro, pelas 29 de Novembro para o cemitério de São Pedro de France. 15.30 horas, para o cemitério novo de Viseu. Alberto Mendes da Silva, 77 anos, casado. Natural e residente em Agência Horácio Carmo & Santos, Lda. Eleotério Gomes, 79 anos, viúvo. Natural e residente em Povolide, Aguieira, Nelas. O funeral realizou-se no dia 25 de Novembro, pe- Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251 Viseu. O funeral realizou-se no dia 26 de Novembro, pelas 15.30 las 15.30 horas, para o cemitério de Aguieira. horas, para o cemitério de Povolide. Agência Funerária Nisa, Lda. Maria da Nazaré Coelho, 89 anos, solteira. Natural de Abraveses, Germano Picanso, 67 anos, viúvo. Natural de Bodiosa e residente Nelas Tel. 232 949 009 Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de Novembro, pelas 15.00 em Queirela de Bodiosa, Viseu. O funeral realizou-se no dia 28 de horas, para o cemitério de Abraveses. Novembro, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Bodiosa. Euclides Antunes Ferreira, 96 anos, viúvo. Natural e residente em Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Lousa, Campia, Vouzela. O funeral realizou-se no dia 29 de No- Agência Funerária Abílio Viseu Tel. 232 423 131 Viseu Tel. 232 437 542 vembro, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Campia. Publicidade


Jornal do Centro 02 | Dezembro | 2011

clubedoleitor

47

DEscreva-nos para:

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redaccao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Não se devolvem os originais dos textos, nem fotos.

HÁ UM ANO

FOTOS DA SEMANA

EDIÇÃO 455 | 03 DE DEZEMBRO DE 2010 Distribuído com o

∑ Viseu vai ter centro comercial a céu

Nuno André Ferreira

∑ Regularidade da queda de neve, está a acentuar-se em algumas zonas do distrito.

DIRECTOR

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Nins

Pedro Costa

UM JORNAL COMPLETO

Semanário de 2010 03 de Dezembro

> PRAÇA PÚBLICA pág. 02 > ABERTURA pág. 06 > À CONVERSA pág. 08 > REGIÃO pág. 10 > NEGÓCIOS pág. 18 > DESPORTO pág. 20 > CULTURAS pág. 22 > SAÚDE pág. 25 > RESTAURANTES pág. 28 > CLASSIFICADOS pág. 29 > NECROLOGIA pág. 30 > CLUBE DO LEITOR pág. 31

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aberto.

Expresso. Venda interdita.

Sexta-feira Ano 9 N.º 455

1,00 Euro (IVA 5% incluído)

SEMANÁRIO

DA

REGIÃO DE VISEU

| ·www.jornaldocentro.pt ornaldocentro.pt Viseu·redaccao@j ,Lt10,r/c.3500-187 TorresVasconcelos RuaDonaMariaGracinda ·BairroS.JoãodaCarreira, 461·Fax:232431225 |Telefone:232437

Tudo ou nada pelo comércio local | página 6

∑ Viseu recebe primeira feira ibérica

∑ Aquecedores na

a céu aberto

rua

∑ Animação de Natal Gala e APPACDM promov evento solidário para criar residência de autónomos

Jornal do Centro

∑ APPACDM lança gala de solidarie-

17

03 | Dezembro | 2010

sugestões

Vouzela Junta de Freguesia atrai pessoas para o comércio de rua

última

Viseu Coro Mozart conquista público estrangeiro

página 19

Neve Protecções civis aconselhadas a munir-se com equipamentos página 22

Fim-de-Ano Info ∑ História ∑ Música ao vivo

Sugestões o Fim-de-Ano

∑ Jantar de Gala ∑ Requinte ∑ Kids Club ∑ Informações e reservas: 232 457 320

Pousada de Viseu

Noite de Gala com requinte A Pousada de Viseu convida-o a passar uma noite com requinte num edifício totalmente remodelado e cujo traçado original data de 1842. Disponível para a noite da passagem de ano está o “Programa Fim de Ano”, com preços que vão desde os 270 euros por quarto e noite que inclui a festa com jantar de gala, música ao vivo

e animação até às 03h00 da manhã. Para quem não quiser pernoitar o preço é de 85 euros por pessoa , sendo que as crianças entre os três e os 12 anos usufruem de 50 por cento de desconto sob o preço estipulado e kids club. A noite, que se exige inesquecível, tem início às 19h30 com um cocktail de boas vindas, ao qual se segue uma pa-

nóplia de pratos que fazem as delícias de qualquer um. Exemplo disso é o consommé de amêijoas com pesto de coentros ou o lombinho de vitela tostado com queijo da serra certificado e batata-doce assada em flor de sal. O bar é aberto e as sobremesas são servidas em buffet. Para os mais corajosos, já de madrugada é servida a ceia.

Ice Club

Info

Diversão até ser dia A contar com casa cheia o Ice Club promete uma noite de passagem de ano com muita animação e alegria. Situada no Palácio do Gelo Shopping esta nova discoteca da cidade de Viseu faz parte do grupo Noite Biba e foi inaugurada no Verão passado. Sendo uma estreia para o Ice Club no que diz respeito ao final de ano, este espaço oferece aos seus clientes duas pistas de

dança distintas, uma destinada ao house comercial e outra aos ritmos latinos. Nessa noite as duas pistas vão ser animadas na noite mais longa do ano pelos três dj’s residentes e pelo Grupo Musical FUÁ que estará a animar com música ao vivo e que apresenta tendências dos ritmos nordestinos, do samba, do forró, das harmonias das bossas novas com a fusão dos ritmos africanos. Com abertura prevista

para as 23h00 o Ice Club vai estar aberto até de manhã com o melhor equipamento que existe ao nível de som, imagem e luz, aliada à melhor decoração especialmente escolhida para uma noite que ficará marcada na memória de todos os que o visitarem. À meia-noite o Ice Club oferece o champanhe e as tradicionais passas para que possa entrar no ano de 2011 da melhor maneira possível.

∑ Duas pistas ∑ Três dj’s ∑ Música brasileira ao vivo ∑ Champanhe ∑ Passas ∑ Decoração especial ∑ Informações: 966 234 409

página 10

À conversa

deserto “Viseu não era um s” de ideias republicanaRepublicano de Viseu | página 8

Nuno Ferreira

das renováveis.

∑ Centro comercial

António Amaro e Jorge

Adolfo escreveram

Roteiro

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A deficiente planificação da Câmara Municipal de Viseu leva os seus serviços a abaterem as árvores plantadas há quase uma década, por descobrirem, a más horas, que dão cabo dos passeios.

∑ Combate à pobreza e exclusão alarga-se no distrito.

dade.

m e g a s n e m a m U

Aristides Benavente

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Ao cimo da Avenida da Europa, uma grandiosa “piscina” oferece-se aos viseenses, que não terão dado por ela no passado estio. Aqui fica uma alternativa para o próximo verão.

dos Socia

lis

rlamento t as no Pa

Europeu

Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt

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A desregulação financeira – apesar de algumas reformas da UE – e a crise da dívida pública estão a destruir a base económica do nosso modelo social. O desemprego e a pobreza aumentam fortemente na Europa. A frustração com as políticas públicas e com a UE cresce entre os nossos cidadãos, em especial entre os mais jovens. Os líderes europeus de direita não entenderam que precisamos de uma mudança drástica. Temos de sair desta política exclusivamente baseada na austeridade e de dar espaço ao investimento, necessário para estimular o crescimento e a criação de emprego. Nós, Socialistas no Parlamento Europeu (Grupo S&D), queremos uma mudança de direcção política. É o momento de lutar, a nível europeu, contra a especulação financeira irresponsável e contra a “economia de casino”. É preciso regular efectivamente os mercados financeiros, incluindo os “hedge funds” e a especulação sobre a dívida soberana. Precisamos de lançar euroobrigações e de um imposto sobre as transacções financeiras para reduzir a volatilidade dos mercados financeiros e gerar recursos para o investimento. É preciso acabar com os paraísos fiscais e controlar a competição fiscal dentro da UE e a nível global. Acreditamos fortemente numa Europa baseada na solidariedade, na igualdade e no investimento e na criação de emprego. Queremos um projecto europeu ao serviço dos cidadãos e da economia real. Queremos mudar a Europa para melhor.

www.socialistsanddemocrats.eu www.delegptpse.eu | s-d.delegationpt@europarl.europa.eu

www.facebook.com/ SandD.Group

www.twitter.com/ TheProgressives


tempo: chuva

JORNAL DO CENTRO 02 | DEZEMBRO | 2011

Hoje, dia 2 de Dezembro, Chuva forte de manhã cedo, céu parcialmente nublado durante o dia. Tempo limpo de noite. Temperatura máxima de 10 e mínima de 3ºC. Amanhã, 3 de Dezembro, Tempo limpo de manhã, céu parcialmente nublado para o resto do dia. Temperatura máxima de 11ºC e mínima de 1ºC. Domingo, 4 de Dezembro, Tempo limpo de manhã, parcialmente nublado com possibilidade de chuva durante o dia. Temperatura máxima de 13ºC e mínima de 2ºC. Segunda, 5 de Dezembro, Parcialmente nublado com possibilidade de chuva durante o dia. Tempo limpo de noite. Temperatura máxima de 14ºC e mínima de 5ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

agenda “Esta gala é uma boa oportunidade Sexta, 2 para divulgar a nossa causa”

Vouzela ∑ Início do “Natal Ecológico”, nos jardins-de-infância do concelho, até 13 de Dezembro

Sábado, 3 Moimenta da Beira ∑ V Festival Gastronómico do Cogumelo e da Caça das Terras do Demo, no lugar do Senhor dos Aflitos, Freguesia de Caria, inaugurado às 10h00. O festival prolonga-se até domingo.

Domingo, 4 Sátão ∑ V Feira do Míscaro de Sátão, no Largo de S. Bernardo, a partir das 10h00.

Passatempo

O Jornal do Centro oferece bilhetes para o 17º Festival Internacional de Teatro da ACERT (FINTA), de 30 de Novembro a 17 de Dezembro. Para ganhar um, ligue para o 232 437 461. Bilhetes limitados. Publicidade

Prazeres Domingues é presidente da direcção da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e do Autismo (APPDA) de Viseu. Em casa emprestada e a falta do estatuto de utilidade pública têm trazido problemas acrescidos. Tem 167 autistas inscritos, mas presta apoio a 114. Esta sexta-feira, a associação promove a II Gala Solidária, às 21h00, na Aula Magna do IPV. O e nvo l v im e n t o d e vários ar tistas num gesto solidário com esta causa e o patrocínio de diversas entidades e empresas “vão fazer desta noite um momento muito especial”, acredita a responsável.

O que move a APPDA de Viseu em torno desta Gala?

A Ideia da Gala Solidária nasceu da nossa sócia voluntária Marilú, que em 2009 decidiu fazer uma angariação de fundos que proporcionasse ao mesmo tempo uma noite divertida aos parceiros e amigos que com a APPDA colaboram. Neste momento, ao dinamismo da Marilú, associou-se a USAVIS e o Rotary Club de Viseu, que fazem da organização da Gala um evento único.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

Duas derrotas

Nuno André Ferreira

Viseu ∑ Os A JIGSAW, prestes a celebrar 12 anos de carreira, apresentam o novo álbum: Drunken Sailors & Happy Pirates, na galeria EMPÓRIO, às 18h00.

Olho de Gato

A

“Ao dinamismo da Marilú, associou-se a USAVIS e o Rotary Club de Viseu Para onde vai ser canalizada a verba conseguida com o evento?

Será canalizada para a formação de pais (coatching) e para o apoio a terapias de alguns clientes mais carenciados. Quantas pessoas espera na Gala de sábado?

O nosso lema é: “na nossa gala gostamos de ter sala cheia”. E isto porque este evento, para além do mais, é uma boa oportunidade para divulgar a nossa causa. Quais são os maiores problemas da Associação nesta

altura?

Os maiores problemas são: a falta de protocolo com a Segurança Social, o que acarreta dificuldades financeiras em termos de contratação de pessoal, ao nível mínimo de um mero administrativo. Depois, existe o problema da falta de uma sede própria. A actual resulta de um protocolo com o Hospital S. Teotónio, que a qualquer momento pode cessar e vai trazer-nos dificuldades acrescidas na concretização de projectos de longo prazo. Emília Amaral

1. Foi no verão de 2008 que o sr. Paulo Campos começou a propagandear os dispositivos electrónicos de matrícula — era assim que, no início, se chamava aos “chispes” das matrículas. Aquele típico homo-socraticus trombeteava que os “chispes” iam proporcionar um “aumento da segurança rodoviária”; que, com eles, se podiam contratar seguros mais baratos; que eles representavam 150 milhões de euros de negócios em novas tecnologias (a empresa de um seu ex-assessor, de facto, ficou com a venda dos pórticos e dos “chispes”). Aquela banha-da-cobra atingia o clímax quando o fatal Paulo Campos jurava que os “chispes” não tinham sido criados para cobrar portagens, embora o pudessem fazer. Não era para portagens, dizia ele, os “chispes” tinham sido criados para “potenciar um cluster na área da telemática rodoviária”. Em 2008, esta era a língua de pau do “plano tecnológico” socrático. Logo então comecei a alertar para o golpe funesto que se preparava na economia e mobilidade da nossa região. Para mim era claro: se aquele Big Brother avançasse, íamos também ter, mais cedo que tarde, portagens nas “nossas” auto-estradas. Assim aconteceu. Foi publicado esta semana o decreto-lei das portagens. Nem se conseguiu sequer evitar que fossem portajados os troços da A25 feitos em cima do velho IP5 e que não têm alternativa nenhuma. Hoje vão ouvir-se outra vez as buzinas do Francisco Almeida mas, infelizmente, buzinas não avariam pórticos. 2. O buzinão de hoje já não vai ter reportagem da Rádio Noar. A Rádio Noar foi silenciada na terçafeira pela Rádio Renascença que a tinha comprado. A lei da rádio de 2010 do sr. Jorge Lacão foi mesmo feita para isto: para os peixes grandes comerem os peixes pequenos. Duas derrotas na mesma semana. Hão-de vir semanas melhores.

Jornal do Centro - Ed507  

Jornal do Centro - Ed507

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