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UM JORNAL COMPLETO

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> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > ECONOMIA > DESPORTO > SUPLEMENTO >PASSEIOSDEVERÃO > CULTURAS > ESPECIAL > SAÚDE > CLASSIFICADOS > CLUBE DO LEITOR

DIRECTOR

Paulo Neto

Semanário 29 de Julho de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 489

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

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Nuno Ferreira

|Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorresVasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt·www.jornaldocentro.pt|

Ei-las!

∑ O mês de Setembro traz aos portugueses mais um “prémio”: as portagens nas auto-estradas construídas para funcionarem Sem Custos para o UTilizador | páginas 6 e 7


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Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

praçapública palavras

deles

r(...) primeira coisa que fiz foi ir à Câmara de Carregal do Sal e dizer ao presidente, olhos nos olhos: a minha família considera-o o grande responsável pelo estado da Casa do Passal” Aristides de Sousa Mendes Presidente do conselho geral da Fundação Aquilino Ribeiro (neto do cônsul) (Sic Notícias, 20 de Julho)

rNoventa e rNem o Presidente nove por cento do da República está a Museu do Quartzo é ser honesto ao afirmar interactivo que é imperioso que o interior tem de ganhar vida. Este flagelo tem décadas a cobrir os seus flancos”

Sérgio Deodato

Américo Nunes Vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu (Conferência de imprensa após reunião publica do executivo, 21 de Julho)

rNesta primeira fase vamos apurar todos os factos e concluir se há enfermeiros envolvidos [no caso da micro-câmara no WC do Hospital de Viseu]”

Carlos Andrade Redactor principal da Gazeta de Sátão (Gazeta de Sátão, 22 de Julho)

Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros (Lusa, 27 de Julho)

Opinião

O Futuro foi ontem

José Lapa Técnico Superior do IPV

Já o aqui escrevemos: a crise pode ser uma janela de futuro. Oportunidade única de alicerçar uma vida mais sustentável”

“Não há poder maior no mundo que No mundo gestionário criou-se meso do tempo: tudo sujeita, tudo muda, mo a prospectiva estratégica, que contudo acaba.” cebe o futuro, ou melhor, vários futuros Padre António Vieira formulados em cenários. Esta formulação é considerada, quando o futuro não Samuel Goldwyn, um produtor de ci- pode ser extrapolado do passado. A adnema, que esteve por de trás da criação ministração pública, por exemplo, no da Paramount, disse um dia: “Nunca quadro da concepção de políticas púfaças previsões, especialmente sobre blicas, utiliza esta ferramenta enquanto o futuro”. valor de planeamento. Só nos preocupamos com o futuro, Mas não foi a isto que viemos. Falar em tempos de crise - foi aliás, por isso, de futuro sim, mas não de forma imque ela surgiu - é uma esperança vã. Só pressível. imaginamos que um dia será pior do Tentar perceber o futuro em função que o outro. Estamos demasiado ator- do passado. Isso sim. Mas há um risco, mentados pelo presente e dependentes que deve ser valorizado. António Lobo do passado. Antunes foca-o: “Descobri também que Conforme escreveu Baptista-Bastos: o passado é a coisa mais imprevisível “O medo inunda-nos. O medo de perder do mundo, não pára de se transformar.” o emprego, o medo de termos de voltar (Visão, 3/3/2011) a emigrar, o medo do presente e do fuO futuro tem muito de passado, conturo. O medo social, o pior de todos os forme escreveu Millor Fernandes, medos.” (Jornal de Negócios 2011). “Passado: futuro usado” (Dicionário de Este medo é o rótulo do futuro próxi- Ideias Feitas). mo. Um horizonte expressivo na vida No que me toca, relativamente ao fude cada um de nós. Falar no amanhã é turo, sou um optimista. Não alinho em imaginar uma vida diferente, repleta escatologias que vêem o futuro como de agruras. um ponto final na vida, por entre chaA angústia é a via do futuro. mas densas e altaneiras. Escreveu Paul Valery: “O problema Não! Não, sou desses. com o nosso tempo é que o futuro já Gosto de viver no futuro. Confesso, não é o que era.” que não declino o passado, recorrendo Pois não! O futuro está à mercê do moderadamente a essa ponte chamada presente e do passado, é um facto. Mas, saudade, mas, sinto-me bem no futuro, esse enigmático tempo vindouro, tem gosto de viver lá. sempre uma densa imprevisibilidade. Aí convivo com todos os meus desePor exemplo: que futuro vamos ter, jos, mesmo que irreais. quando esta crise se atenuar? Sim, ateNesse futuro que habito não há crises. nuar, uma vez que, as crises são impe- Sinto-me realizado. recíveis. “Antigamente o futuro era muito meDe qualquer forma, a curiosidade hu- lhor”, como dizia o comediante Karl mana tentou sempre artifícios vários, Valentin. Antes imaginávamos o futuro para poder prever o futuro. Mais por mais risonho, paradisíaco. bisbilhotice, do que propriamente para Deixemo-nos de lamechas. Há que tentar evitar males maiores. Para tal, inventar o futuro. Há que inventar um recorreu desde a bola de cristal, à as- futuro. Limpo. Só com matéria-prima tronomia, à precognição, à premonição, de sonho, imaginação e criatividade. passando até pela matemática, sempre Valorizar a responsabilidade e a exientendida nessa perspectiva. gência. Repensar as pessoas no centro

do futuro. Recentemente falecido, Diogo Vasconcelos, era um verdadeiro agente do futuro, que nos deixa um legado importante, quanto à construção deste futuro, que ambicionamos expurgado do passado. Em entrevista à revista CX (Ano II 2º 11 – Nº 4), Vasconcelos dizia que “a tecnologia não resolve problemas, as pessoas, sim.” Já o aqui escrevemos: a crise pode ser uma janela de futuro. Oportunidade única de alicerçar uma vida mais sustentável. É ainda Vasconcelos a dizê-lo na citada entrevista: “Está na altura de Portugal fazer um restart, de usar a crise como oportunidade para que possa emergir mais forte.” O futuro é pois possível. Acreditemos piamente nisso. Mas construi-lo não passa por hipotecar a nossa liberdade. Passa, isso sim, por dar um novo rumo ao conhecimento, por recuperar os afectos, por vislumbrar a felicidade, enquanto lídimo propósito de vida terrestre. O futuro de ontem já não interessa. Criemos o de hoje e o de amanhã.


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

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números

estrelas

1700 Cerca de 1700 jovens, 300 dos quais estrangeiros, participam a partir de segundafeira e até 7 de Agosto, num acampamento em Arca, no sopé da Serra do Caramulo. O evento assinala o centenário da criação do primeiro grupo de escoteiros em Portugal.

Importa-se de responder?

Sara Sousa / Rui Figueiredo Natação

São jovens, mas nadam como gente grande. A Sara é de Queirã, é nadadora na Associação dos Trabalhadores da CM Vouzela, e é Campeã Nacional Infantis nos 100 metros costas, e vice-campeã nos 200 costas e nos 100 mariposa. O Rui, é de Viseu, nada no Académico, e foi Bronze nos 100 mariposa. Mais duas promessas de Viseu numa modalidade que ainda vai conseguindo os seus campeões.

Tem apenas 16 anos mas já concretizou o sonho de vestir a camisola de um dos melhores clubes de futebol feminino da Europa, o Atlético de Madrid. A jovem jogadora do Escola FC de Molelinhos esteve a treinar no clube espanhol e representou o Atlético num torneio. É mais um valor que desponta no Escola, como as internacionais Francisca, Neide, Catarina, Noémia, ou a sub-19 Micaela. Preocupante é saber que o clube tem o futuro em risco por falta de apoios.

Não vou ter muitos dias de férias mas, em Agosto vou levar comigo “Portugal o Sabor da Terra”. Acho que numa fase em que questionamos o futuro do país, é preciso conhecermos a nossa identidade e reforçar os nossos valores.

João Carlos Figueiredo

Sérgio Gorjão

Deputado (PSD)

Director do Museu Grão Vasco

Estou a pôr em dia a leitura dos jornais do fim-de-semana para me manter actualizado.

Presidente do IPV

Expressivo gesto de uma grande empresa: O Centro de Produção de Mangualde do Grupo PSA ofereceu um Citröen ao IPV para que os seus alunos da Escola Superior de Tecnologia, ao vivo, possam estudar toda a tecnologia que o constitui. Gestos que fazem a diferença...

Que livro leva na bagagem para as férias de Verão? “O Caminho para a Vida”, é um texto clássico de tradição tibetana. Trata-se de um guia prático para uma abordagem pacífica da vida.

Fernando Sebastião

Elísio Fernandes Director Financeiro do Grupo PSA Peugeot Citroën

Carolina Silva Escola FC

“O Clube de Bilderberg” vai ser o meu parceiro de férias, mas só em Setembro.

António Moura Empresário


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Opinião

Redes Sociais

Director Paulo Neto, C.P. n.º TE-251 paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redacção (redaccao@ jornaldocentro.pt)

Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

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José Lorena jose.lorena@jornaldocentro.pt

Fernando Figueiredo

Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

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Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

Impressão GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Distribuição Vasp

Tiragem média 6.000 exemplares por edição

Sede e Redacção Bairro de S. João da Carreira Rua Dona Maria Gracinda Torres Vasconcelos, Lote 10 r/c 3500-187 Viseu • Apartado 163 Telefone 232 437 461 Fax 232 431 225

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Propriedade O Centro–Produção e Edição de Conteúdos, Lda. Contribuinte Nº 505 994 666 Capital Social 114.500 Euros Depósito Legal Nº 44 731 - 91 Título registado na ERC sob o nº 124 008 KPR – Gestão, Consultoria e Intermediação, Lda e SHI SGPS SA

Gerência Albertino Melo e Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Nas últimas autárquicas Fernando Ruas, aderiu a este fenómeno, mas com facilidade se percebeu que os seus assessores de comunicação que ficaram com o “serviço” tinham como única directiva replicar vezes sem conta os chavões de campanha”

Depois do sucesso da estratégia de campanha de Barack Obama durante as eleições americanas de 2008, que utilizou as redes sociais como Facebook, MySpace, YouTube, Flickr e Twitter – também o interesse da classe política portuguesa por este marketing político se acentuou de forma significativa. Nas últimas eleições presidenciais portuguesas, se bem se recordam, também os candidatos se “degladiaram” nesse terreno da Web 2.0. Cavaco Silva não ganhou apenas as eleições propriamente ditas, como também saiu vitorioso na Internet, pois foi o candidato que melhor soube explorar as redes sociais. Muitos dos políticos portugueses perceberam então, que “o resultado da presença na rede pode ser superior ao esperado” e a ela aderiram com facilidade. Mas se a adesão é simples, a má utilização das redes sociais pode ser contraproducente para os políticos. É certo que “quando um político comenta numa rede social a música que está a ouvir, ele humaniza a sua figura e aproxima-se do eleitor”, mas se pelo contrário usa uma linguagem incorrecta, se veta ou modera os comentários sem critério aparente ou, se entra em conflito com ideias anteriores ou pessoas, descontruirá a sua imagem numa fracção de segundos, antes mesmo que se aperceba que a internet é o termômetro da opinião pública. Situemo-nos agora, por terras de Viriato, onde estas novas ferramentas que possibilitam e deviam estimular o debate com a sociedade, afinal parecem não ser, salvo raras excepções, mais do que uma outra forma de “politicar”. Acreditando tratar-se de um potente megafone em tudo semelhante ao do feirante das terças feiras que, repete vezes sem fim o desconto de 5 euros na compra de 6 pares de cuecas, o político local assim usa a rede sem perceber que, no conjunto dos destinatários da mensagem existe uma “inteligência colectiva” crítica e consciente já vacinada para esta inábil propaganda! Nas últimas autárquicas Fernando Ruas, aderiu a este fenómeno, mas com facilidade se percebeu que os seus assessores de comunicação que ficaram com o “serviço” tinham como única directiva replicar vezes sem conta os chavões de campanha. O cidadão que “através da conta de twitter” procurava sensibilizar o candidato (mas também Presidente) na altura, para uma solução da falta de água, que se fazia sentir no seu bairro, já terá certamente o seu problema resolvido mas, ainda estará à espera da resposta do outro lado da Internet! Na página do HI5, no Twitter, no Facebook o mural e a timeline eram preenchidas com comentários laudatórios colocados por falsos perfis criados para o efeito. Ainda recentemente um dos seus discípulos presentes na rede perante uma aparente incómoda questão colocada no mural do seu Facebook optou por repetidamente apagar o post que um dos munícipes ali colocou relevando total falta de sentido democrático e desrespeito por aqueles que o elegeram. E esta política de rede na região é sintomática... sempre

que há eleições os “paladinos da cidadania” aumentam exponencialmente e diariamente nas redes sociais, prontos para criar “ruído” na comunicação e perturbar o espaço de comício que o político local faz na rede! José Junqueiro, no seu blogue, perfil de Facebook e Twitter, habituado a outros corredores do poder e com outras assessorias mais especializadas, passava repetidamente a mensagem de que tudo ia bem por terras da beira para agora se concentrar na ideia que tudo vai mal ao mesmo tempo que, interage bem e muito com comentários “alinhados” e pouco e duro com comentários “desalinhados”. Em resumo, não chega dizer-se próximo dos cidadão por estar nas redes sociais uma vez que para que isso aconteça é preciso efectivamente que o político escreva o que pensa, que ouça e que responda ao debate. Recolher seguidores, começar a passar mensagens “políticas de choca”, não interagir, tentar impor ideias, não observar a comunidade são tudo formas incorrectas do uso da rede. É preciso que seja capaz de gerar discussão em torno das suas propostas políticas e que responda a todas as questões com cordialidade; que não crie nem alimente falsos perfís e que sobretudo, demonstre aos seus seguidores porque o devem continuar a fazer! Nas redes, tal como na vida real, se a mensagem do político é vazia, o seu mural ou a timeline, só espelham banalidades... Um dia, os políticos, perceberão o erro e farão diferente!


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Editorial

Um semanário… cada sete dias

Paulo Neto Director do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

Se José Junqueiro foi o presidente da Federação de Viseu durante os longos últimos anos, ser-lhe-iam dirigidas as críticas?

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1 - A estabilidade e a pacificação social, por vezes, em países onde o equilíbrio económico impera omnipotente, são bruscamente agitadas e da superfície calma daquelas águas glaciares tão frias e remansosas, irrompe a besta, o monstro de um qualquer loch ness da Alta Escócia. Só que desta vez, para tranquilidade das comunidades islâmicas, tem malares salientes, é loiro e de olhos azuis. De facto, os lagos nunca foram muito de fiar… A mortandade foi tão gratuita quão calamitosa. E porém, as centenas de crianças que morrem diariamente de desnutrição na Somália, Etiópia, Quénia, Djitoubi… são apenas números nas estatísticas frias da ONU e já não agitam nenhum lacustre local…

5 - Das fileiras colaterais do PSD surge um espontâneo nos tentaderos. José Costa, docente do IPV auto-perfilou-se como candidato autárquico. Mota Faria, presidente da Distrital, na sua proverbial sensatez, escusa-se a comentar. O presidente da Concelhia, parco em palavras, considera-a “pouco oportuna”. É sempre salutar o surgimento de um candidato exógeno à estrutura políticopartidária, marginal às determinações do “aparelho” e assumido no seu desejo autárquico. Embora, como o espontâneo que se lança à arena, entre os nomes doirados do cartaz, geralmente, se não cativa os aficionados com uma faena audaz, em vez de sair em ombros, acaba na esquadra da guardia civil mais próxima, ali para os lados de Covadonga…

2 - António José Seguro, o eterno adiado, parco em palavras e de modos suaves tornou-se, finalmente, Secretário-Geral do PS, com 67,95% de votos contra 32,05% do sempre-à-frente, aguerrido e palavroso Francisco Assis, homónimo do frade mendicante da Perugia, numa das eleições mais concorridas desde a que opôs José Sócrates, Manuel Alegre e João Soares, em 2004. Foi a vitória do aparelho? Ou a sua derrota?

6 - O edil de Moimenta da Beira, José Eduardo ou é ou vai ser o próximo presidente do Conselho de Administração da FAR, Fundação Aquilino Ribeiro, instituída pelo juiz conselheiro Aníbal Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro, filho primigénito do escritor, em 25 de Julho de 1988. Os seus planos para o futuro da FAR estão elencados na entrevista dada esta 3ª feira, dia 27, em Soutosa. Desejamos-lhe as maiores felicidades. O degradado abandono a que a Fundação está votada agra3 - João Lima, o viseense que incluiu o grupo de dece reconhecido. fundadores do PS, na República Federal Alemã, em 1973, teceu, no nosso último número, duras críticas aos membros do apparatchik socialista lo7 - Sete dias tem a semana e por aqui nos quedacal. Se José Junqueiro foi o presidente da Federa- mos. Nestes dois últimos meses o Jornal do Cenção de Viseu durante os longos últimos anos, ser- tro mudou. Cresceu. Fora da tutela de um grande lhe-iam dirigidas as críticas? De qualquer modo, grupo empresarial português e nas mãos de vifoi uma reflexão a doer, esta que o histórico so- seenses. O próximo número, de 29 de Julho, será, cialista lavrou nas nossas páginas… assim o esperamos, o último editado nestas instalações, pois vamos mudar para um local mais adequado em condições, modernidade e localiza4 - Finalmente ocorreu a Assembleia-Geral da ção, naquele que vaticinamos ser um novo ciclo Agência de Desenvolvimento Regional Lusitâ- do nosso semanário. nia. Em breve esperamos ter acesso à acta onde Até para a semana, Caro Leitor! foi exarada a aprovação das suas contas e a sua extinção para ser integrada na Comunidade Intermunicipal Dão-Lafões (o que quererá dizer extinguir para integrar?). A partir daqui e mal a ela acedamos, dela daremos conhecimento aos nossos leitores, a fim de, todos juntos, podermos dilucidar os contornos mais misteriosos deste tão oneroso quão moroso processo.

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Jornal do Centro

6

29 | Julho | 2011

abertura

textos ∑ José Lorena fotos ∑ Nuno Ferreira

Portagens “a doer” em O anunciado processo de cobrança de portagens nas quatro autoestradas SCUT (Sem Custos Para o Utilizador) deve avançar em Setembro próximo. Quem o diz, em declarações recentes à agência Lusa, é uma fonte ligada às negociações de um dos mais controversos assuntos da actualidade para os portugueses. A cobrança de portagens nas SCUT A22 (Via do Infante, no Algarve; A23 (Guarda - A1), no interior centro; A24 (Viseu - Chaves) e A25 (Vilar Formoso Viseu - Aveiro) chegou a estar prevista para ser aplicada no passado mês de Abril. Todavia, o anterior governo do primeiro-ministro José Sócrates suspendeu a medida devido à crise política

entretanto desencadeada e que levou à realização de eleições antecipadas que resultaram na eleição de Passos Coelho, depois da queda dos socialistas. Tudo está a postos nas referidas vias rápidas, com perfil aproximado ao que são as autoestradas. Os pórticos - as portagens futuras, nas quais estão colocados sistemas de detecção de “chip’s” e de fotografia ou gravação digital de matrículas, para posterior cobrança em lojas dos CTT ou na rede PayShop - estão colocados ao longo das vias e os dispositivos de detectção prontos a funcionar. Apenas falta a ordem superior para que as diferentes concessionárias iniciem todo o processo de cobran-

ça. Espera-se apenas que sejam publicados em Diário da República os preços a praticar na cobrança das portagens para que, após um mês, as empresas concessionárias possam iniciar o processo de cobrança. A medida não tem sido bem recebida em Portugal. Desde o surgimento de movimentos de cidadãos, autarquias e empresas (ou empresários), vários têm sido os sinais contrários à cobrança. A justificação prende-se, em primeiro lugar, com a ausência de alternativas para a maioria das localidades próximas das SCUT que, em alguns casos, viram mesmo retiradas as possibilidades de deslocações curtas ou médias.

Por outro lado, os custos de deslocação para as empresas que escoam e fazem transitar os seus bens pelas citadas SCUT aumentam de tal forma, que a ameaça da falência e do desemprego

começa já a pairar em centenas delas. EXPLICAÇÃO. As empresas construtoras das SCUT contratualizaram há anos com os sucessivos gover-

Sete mil empresas podem vir a encerrar nos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco se as SCUT passarem a ser cobradas aos utilizadores - conclui estudo do Movimento de Empresários P’la Subsistência do Interior

nos uma forma de espalhar as vias e, depois, isentar de custos os seus utilizadores, já que alternativas deixariam de existir nos habituais itinerários, compostos por estradas nacionais e até já pelos itinerários principais. Mas este processo não correu bem. Houve necessidade de cobrar a passagem nas SCUT, porque as operadoras não aguentaram os custos acordados com o Estado. Em Outubro de 2010 começou a cobrança nas SCUT do litoral Centro e Norte do País, mesmo com a contestação natural das populações próximas. Pelas SCUT que agora vão passar a ser cobradas a contestação também chegou, com a realização de mani-


Jornal do Centro

PORTAGENS NAS SCUT | ABERTURA 7

29 | Julho | 2011

Os preços das novas portagens Os preços das novas portagens das SCUT A22, 23, 24 e 25 já foram calculados por um sem número de entidades. A estimativa é feita a partir dos preços que actualmente estão a ser cobrados em SCUT do norte do país e na SCUT entre Aveiro e Albergaria-a-Velha, ou seja, de oito cêntimos por quilómetro. Recorde-se que a mais antiga concessionária de autoestradas - a Brisa - cobra na A1 (Lisboa - Porto) o preço de 6,7 cêntimos por quilómetro. As vozes contrárias às novas portagens insurgem-se contra os sucessivos governos que as lançaram por causarem situações de injustiça em Portugal. “O governo actual”, dizem, “terá que renegociar o processo com as empresas concessionárias das SCUT”. “É que”, acrescentam muitos especialistas, “este processo nem chegou a ter a permissão do Tribunal de Contas”.

De Viseu para:

Valores em euros Classes

Mangualde

Vouzela

Castro Daire

Lamego

Régua

Guarda

Ligeiros

1,20

2,50

2,80

5,80

6,40

6,40

Pesados

3,40

6,70

7,40

15,20

16,80

16,80

De Vilar Formoso para: Classes

Guarda

ção à introdução de portagens surgiu através do Movimento de Empresários P’la Subsistência do Interior. Trata-se da união de cerca de 50 empresários, acompanhados por todos os movimentos da classe instalados nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Viseu. Num estudo realizado recentemente o movimento conclui, entre muitas outras realidades, que perto de sete mil empresas podem vir a encerrar nos três distritos. O mesmo documento aponta para um número de 18 mil desempregados e de um cenário de “miséria social em toda a região onde deverão ser aplicadas as cobranças aos utilizadores das SCUT”.

Viseu

Aveiro

Ligeiros

3,40

7,60

8,80

16,00

Pesados

9,40

21,30

24,70

44,40

Viseu

Chaves

Setembro festações, marchas lentas e até de recolha de abaixoassinados com milhares de assinaturas individuais, de autarquias e empresas entregues na Assembleia da República a fim de evitar a continuação do processo de cobrança. O grande destaque da contestação vai para o Movimento de Utentes Contra as Portagens nas A23, 24 e 25. Há alguns anos que se tem esforçado em informar as populações sobre o processo e até de reunir com entidades oficiais para as sensibilizar sobre possíveis injustiças que serão cometidas com a aplicação das novas disposições, que até chegam a ser postas em causa em termos constitucionais. A mais recente contesta-

Mangualde

De Lamego para: Classes

Régua

Vila Real

Ligeiros

1,40

3,60

5,80

7,80

Pesados

3,60

9,50

15,20

20,40

De Covilha para: Classes

Fundão

Guarda

Castelo Branco

Ligeiros

1,60

4,25

4,50

Pesados

4,20

11,20

11,80

De Guarda para: Classes

Vilar Formoso

Covilhã

Fundão

Viseu

Castelo Branco

Torres Novas

Ligeiros

3,40

4,25

5,00

6,40

7,70

16,70

Pesados

9,40

11,20

13,00

16,80

20,20

43,70


8 Entrevista ∑ Emília Amaral Fotografia ∑ Nuno Ferreira

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

à conversa

Semanalmente, “À Conversa” resulta de um trabalho conjunto do Jornal do Centro e da Rádio Noar. Pode ser ouvida na íntegra na Rádio Noar, esta sexta-feira, às 11hoo e às 19h00, e domingo, às 11h00. Versão integral em www.jornaldocentro.pt

“A região não se pode dar ao luxo de José Eduardo Ferreira, de 48 anos, natural de Alvite, presidente da Câmara de Moimenta da Beira (PS) desde 2009, acumula desde Junho o cargo de presidente da Fundação Aquilino Ribeiro (FAR). Na Casa Museu da Fundação, sentado numa das cadeiras de Aquilino, explicou como é que um autarca chega finalmente a presidente de uma fundação que, aos olhos de quem está de fora, considera ter funcionado quase como uma instituição fantasma. Dirigindo-se a Aquilino sempre como “o mestre”, enuncia as linhas gerais de actuação do seu mandato de dois anos. Abrir a FAR ao mundo e fazer dela uma “aposta cultural” é um dado adquirido: “Estamos a trabalhar para colocar a Fundação online”. A que fim se destina a Fundação Aquilino Ribeiro?

Os objectivos são tornar acessível ao público a obra do mestre e, através da acessibilidade pública à obra, ao ambiente e aos seus objectos, contribuir para a divulgação das “terras do demo”, da obra e da cultura em geral. Mantêm-se desde a sua criação?

Sim. É incentivar a cultura a partir do prisma do mestre, centrado nas “terras do demo”. Ele não escreveu apenas sobre as “terras do demo” e nas “terras do demo”. A Fundação não esconde nada sobre a obra, mas pretende realçar e identificar a obra com a região, até porque essa identificação é perfeita, o mestre descreveu-a de forma ímpar. Aquilino é uma parte significativa da nossa identidade. Por exemplo?

Retratou de forma ímpar a nossa serra. Há aspectos gastronómicos dos quais fala da forma vincada, a própria caça… Há um manancial que tem que ser explorado e a Fundação tem que servir como âncora para fazer essa exploração. Esse lado de Aquilino Ribeiro não se encontra exposto na Fundação actualmente. Pode vir a estar futuramente?

Pode. Temos aqui objectos que são os da memória do mestre. O que pretendemos é manter a memória, mas mostrar o que ainda temos, nomeadamente na serra, na caça e na gastronomia. A Fundação Aquilino Ribei-

ro tem que ser um pólo dinamizador disso tudo. A vinda dos municípios (três) para a fundação é para que possa alicerçar-se como uma expansão para o país, para a região e para o próprio mundo. A Fundação Aquilino Ribeiro tem sido alvo de várias críticas aoseufuncionamento.Mesmo assim, acha que os objectivos traçados se concretizaram?

Foram-se concretizando, agora, a nossa vontade é melhorar todos os dias. Não há que lamentar o passado da Fundação Como nasceu a ideia de proceder à alteração dos estatutos, que permitiu inclusive a eleição do presidente?

A ideia de proceder à alteração dos estatutos foi um enquadramento e uma circunstância. A circunstância foi o falecimento da doutora Josefa (mulher de Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro, filho mais velho do escritor e fundador da instituição) que era presidente em exercício. Com o seu falecimento, a Fundação ficou sem presidente, porque o cargo era, segundo os seus estatutos, vitalício. Havia agora que resolver a questão estatutária. A continuidade da Fundação estava posta em causa, se não fossem alterados?

Estava posta em causa a permanência estatutária da própria Fundação, na medida em que os estatutos não previam uma forma de substituição do seu presidente que era vitalício. Aproveitou-se esta circunstância para dar àFundação uma outra visão e é aí que

entram os municípios. Os três concelhos das “terras do demo” acham que têm um papel a desempenhar na Fundação e que esta tem muito a dar a esta região. Essa é a razão pela qual os três municípios aceitaram fazer parte do conselho de administração. Qual é a composição do conselho de administração?

É composto pelos três municípios (Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva) e por mais dois membros. De que forma a Fundação se vai abrir e tem insistido?

A melhor forma é dar assento aos três municípios no concelho de administração e, mais do que isso, fazer com que cada um dos presidentes o seja rotativamente presidente [por dois anos]. Isto dá a noção real de abertura estatutária, mas dá também obrigações a quem desempenhar o cargo. Não tenho dúvidas de que os municípios se envolverão e mais, uma fundação de índole cultural não pode alhear-se da necessidade financeira que também existe. Esta abertura ajuda também a resolver esse problema, porque a questão financeira se vier a colocar-se será melhor resolvida tendo na base três municípios do que tendo apenas um, tanto para candidaturas, como para financiamentos próprios. Quais são as competências do presidente?

É a administração geral da Fundação. E é o que estamos a fazer, arranjando formas de virar a Fundação para o

exterior através das novas tecnologias. No início desta conversa fala na necessidade da Fundação se expandir ao mundo. Pressupõe que a Fundação vai passar a estar nas redes sociais?

Terá muito brevemente uma acessibilidade fácil a partir da internet. Será uma comunicação mais periódica e mais constante com os interessados no que se passa aqui dentro. Depois, para além dos grupos de visitantes, nós próprios organizarmos aqui eventos, como o exemplo da “Noite Republicana” (em 2010), que servem também para dar a conhecer a Fundação àqueles que por ventura ainda não a conheçam. Quer adiantar outros projectos perspectivados para o Plano de Actividades?

Eu creio que o que podemos fazer a partir da Fundação é voltar a publicar algumas das obras do mestre e fá-lo-emos julgo que num prazo relativamente curto também para que a Fundação possa ter essa função de divulgar ainda mais a obra. No fundo o que estamos a fazer, é, por um lado, o aproveitamento do potencial que é o mestre Aquilino Ribeiro para a região e, em simultâneo, fazendo a divulgação da obra. Abrir a fundação ao mundo é o imediato?

Exactamente. Depois, para os próximos anos, é fazer com que tenha uma vida própria, possa servir como âncora ao desenvolvimento dos três municípios e que a partir da Fundação possamos promover o mestre,

possamos promover a Fundação, e crescer à volta do mestre. Temos vinhos com nome do mestre, temos biblioteca com o nome do mestre… e vamos ampliar esta intensidade. Há algum tempo atrás foi realizado um documentário que teve projecção local, que vamos levar às escolas em Setembro, e que pode integrar a nossa região numa rota de escritores centrada regionalmente em Aquilino Ribeiro. A região não se pode dar ao

luxo de desperdiçar o mestre aquilino Ribeiro, nem tão pouco de o utilizar menos. Há anos atrás houve os chamados “serões da Beira”, nós podemos implementar os “serões aquilinianos”. Isto tem as suas dificuldades de tempo e tem os seus custos, mas não podemos deixar de o fazer. Há alguma razão especial para ter sido eleito o primeiro presidente?

Só a ordem alfabética, pri-


JOSÉ EDUARDO FERREIRA | À CONVERSA 9

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

desperdiçar o mestre Aquilino Ribeiro” ra da Lapa e serra da Nave) aqui ao lado, a aldeia, o rio Paiva, e aos concelhos vizinhos, vemos a Barrelas (Vila Nova de Paiva e temos o ambiente do mestre, vamos à Lapa (Sernancelhe) e temos o ambiente do mestre. Aquilino Ribeiro é isto tudo. Esta aposta cultural tem que vender cultura, mas tem que vender outros produtos. Esta Fundação só sobreviverá e funcionará se a conseguirmos abrir, senão não há hipótese, mas estou convencido que vamos conseguir. Além do património ficou um legado de cerca de 400 mil euros da anterior direcção. O que vai fazer com esse dinheiro?

O legado existe, o que vamos fazer é rentabilizálo a favor da Fundação e o nosso objectivo é não o delapidar. Temos que dar sustentabilidade à fundação e isso não pode passar por lapidar património, pelo contrário, deve passar se criar sustentabilidade e é isso que estamos a fazer. Vai avançar com alguma candidatar destinada a financiar o projecto?

meiro Moimenta da Beira, a seguir Sernancelhe e depois Vila Nova de Paiva.

sar nos convites que faremos para esse efeito.

Um dos órgãos da Fundação é o seu conselho técnico consultivo (15 elementos). Quem o integra?

Pode ser e pode não ser. Haverá sempre académicos neste conselho técnico consultivo. Estamos a pensar

Elementos da família?

É constituído por pessoas que possam aportar à Fundação algum valor técnicocientífico, mas ainda não está reformulado, existem membros que ainda estão em funções mas há-de ser alargado e estamos a pen-

Quais as suas funções?

Acompanhar de uma forma uma pouco mais distante do que o conselho de administração a actividade da fundação e estabelecer contributo para o seu de-

sempenho. Nós temos muita vontade de manter o meio académico muito próximo da Fundação. Queremos elementos interessantes e interessados. Qual o Património actual da Fundação Aquilino Ribeiro?

O que se pode ver é a Casa Museu, onde os visitantes podem contactar com aquele que é o ambiente do mestre, também a Casa do Aldeão onde se podem ver objectos artesanais do tempo

do mestre, a própria Biblioteca onde existem obras. Para além destes bens materiais, o que mais temos do mestre são os bens imateriais, o que se pode ler naquilo que ele não escreveu. Não está aqui tudo.

Não está, até porque não tínhamos aqui as melhores condições para as conservar. Temos algumas obras e temos a casa de onde se pode partir para o ambiente do mestre, a serra (ser-

Existiu uma candidatura (projecto de reabilitação ao Programa do QREN do anterior presidente da Câmara de Moimenta da Beira) que não mereceu a aprovação. Vamos insistir nessa candidatura ou reformulá-la (que incluirá um auditório e uma sala de estudo). Mas vamos fazer o que tem que ser feito para lá das dificuldades que possa haver na aprovação de projectos de maior dimensão.

prias?

De juros, de proveitos, dos próprios direitos de autor, das visitas à Fundação. Os subscritos de Aquilino Ribeiro doados temporariamente à Biblioteca Nacional podem regressar a Soutosa?

O que nos importa é que a obra e os manuscritos sejam conhecidos, se é através de originais ou de cópias, o que importa é manter os manuscritos em bom estado. Neste momento não temos aqui condições para os ter e enquanto não tivermos seguramente não regressam porque é mais importante mantê-los em bom estado. Se alguma vez houver condições físicas encaremos essa hipótese. Está cumprido o objectivo da primeira reunião no Governo Civil de Viseu, que juntou autarcas, o filho vivo do escritor e outras individualidades envolvidas na reformulação dos estatutos?

Não tinha tanta certeza que nesta altura pudéssemos dizer que se tinham concretizado todos os objectivos por dificuldades de diversa ordem. Temos muito que andar mas foi possível com bom senso de várias entidades e de várias pessoas. Qual é para si a obra de Aquilino Ribeiro mais importante?

É difícil distinguir a mais importante (pensa). Distingo “Quando os Lobos Uivam”, pela mensagem. Eu gosto dele por considerar o livro de maior intervenção do mestre. E a de que mais gosta?

De onde vêm as receitas pró-

“O Homem da Nave”.

Fundação Aquilino Ribeiro. Uma das casas do escritor, que restaurou em Soutosa, Moimenta da Beira, onde passou vários períodos da sua vida e escreveu algumas das suas mais significativas obras. Fundada pelo filho mais velho Aníbal Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro em 1988, tem como objectivo tornar acessível ao público obras de arte, livros, objectos pessoais e o ambiente em que escrevia Aquilino. Num impasse estatutário desde a morte da presidente vitalícia, as três autarquias das “terras do demo” e um grupo de cidadãos juntaram-se para dar um rumo ao espaço cultural. Nas fotos onde se vê o interior da Casa Museu fica por conhecer o quarto do escritor, entretanto desaparecido, mas que a nova direcção promete recuperar.


Jornal do Centro

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região

José Lorena

“CÃOMINHADA” EM CASTRO DAIRE

A As poldras do rio Paiva, perto da praia de Folgosa, em Castro Daire, fazem parte do Caminho Interior de Santiago

Caminho Interior de Santiago pronto em Setembro Recuperação ∑ Viseu, Castro Daire e Lamego refazem percurso milenar até Santiago de Compostela As câmaras municipais de Viseu, Lamego e Castro Daire estão a recuperar o troço do distrito de Viseu daquele que é conhecido como o Caminho Português Interior de Santiago de Compostela. A iniciativa tem âmbito interconcelhio e está a ser empreendida por um conjunto de municípios entre Viseu e Chaves. De acordo com investigadores, o Caminho Português Interior de Santiago estendese entre os concelhos de Viseu e Chaves, passando por Castro daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real e Vila Pouca de Aguiar. No sentido de recuperar

e dinamizar os troços do Caminho Interior de Santiago, as autarquias referidas estão a desenvolver acções desde o início de 2010. O objectivo será o de permitir, já em Setembro, o percurso total em inauguração a definir e a passagem de peregrinos e estudiosos pelas antigas vias que levam ao santuário de Santiago de Compostela, o local simbólico onde no século IX foi descoberto o túmulo do apóstolo Tiago e que, depois, passou a ser local de peregrinação para os católicos. A recuperação do Caminho Interior de Santia-

go já se iniciou em todos os concelhos do centro e norte do país, tal como ficou definido com a assinatura de um protocolo conjunto a 7 de Abril de 2011 em Vila Pouca de Aguiar. De Viseu a Lamego, em breve se poderá caminhar pelos antigos trilhos com os rituais adquiridos ao longo de séculos. O caminho foi delineado em pontos que haviam desaparecido ou estavam cobertos por vegetação e nele estão a ser construídos albergues para receber os peregrinos que agora descobrem uma das antigas vias que leva a Santiago de Compostela. Em Viseu o caminho

atinge os 40 quilómetros de extensão, incidindo particularmente em zonas rurais. Todos os percursos estudados para serem arranjados e limpos levaram à delimitação e recuperação de antigas vias romanas. As autarquias envolvidas na limpeza e valorização de todo o percurso f izeram submeter ao progra ma Proder ca ndidaturas para a comparticipação da Comunidade Europeia nos trabalhos. A comparticipação para cada uma das iniciativas poderá ultrapassar os 50 por cento. Recorde-se que os ca-

minhos de Santiago estão recon hecidos em Espanha e França pela Unesco como património de interesse e da humanidade. A utilização de antigas escolas primárias, entretanto desactivadas, é uma das alternativas que Viseu, Castro Daire e Lamego estão a utilizar para construir albergues para os novos peregrinos de Santiago. O desenvolvimento turístico, com a atracção ao pequeno comércio local, de toda a região atravessada é uma das vantagens do empreendimento. José Lorena

O Centro Veterinário de Castro Da ire va i comemorar o primeiro aniversário de forma original e, para isso, propõem uma “cãominhada”, no dia sete de Agosto, a partir das 16h30. “Ofereça saúde a si e ao seu melhor amigo e venha passear uma tarde agradável na natureza”, é o slogan escolhido pela clínica. “Pretendemos interagir com os clientes e transmitir informação correcta de como passear o cão em zonas abertas, para isso optamos por fazêlo fora da clínica em espaços verdes”, disse o veterinário Gonçalo Santos ao Jornal do Centro. O veterinário aconselha os donos a apresentarem-se de “calças compridas, fato-de-banho e toalha”, uma vez que a festa é também para eles e o passeio vai culminar na praia fluvial de Fulgosa. Vão ser entregues brindes aos animais e, durante essa tarde, a alimentação fica a cargo do Centro Veterinário de Castro Daire. A inscrição é obrigatória e gratuita e pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo para aqueles que não são clientes. A concentração está marcada para a frente da clínica, junto ao Intermarché. TVP


Jornal do Centro

VISEU | REGIÃO 11

29 | Julho | 2011

HOSPITAL DE VISEU QUEBRA O SILÊNCIO

GNR de Viseu espera mais militares este ano Críticas∑ Autarcas de Tondela e Oliveira de Frades preocupados com falta de efectivos

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GNR ouve cidadãos e autarcas

Nuno André Ferreira

Os presidentes das câmaras municipais de Tondela e Oliveira de Frades estão preocupados com a falta de efectivos da GNR em alguns pontos dos seus concelhos. As inquietações foram apresentadas nos últimos dias e tê a ver com o encerramento do posto territorial da GNR do Caramulo (Tondela) e com a redução esperada do número de militares, de 17 para 15 no final deste mês, na unidade de Oliveira de Frades. O presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carlos Marta, acusa mesmo o comandante do Comando Territorial de Viseu da GNR de ter tomado a de-

A Tondela e Oliveira de Frades reclamam mais efectivos da GNR cisão de encerrar o posto do Caramulo e de estar a “criar um clima de insegurança na região” serrana. Marta reclama mesmo a revisão de critérios de distribuição de meios da guarda

e solicitou já uma reunião com o ministro da Administração Interna. Em Oliveira de Frades, o autarca Luís Vasconcelos, teme que comecem a aparecer actos de vandalismo

e criminaliadade no concelho e quer que a GNR seja reforçada, pelo menos, nas noites de fim-de-semana no concelho. José Lorena

∑ O Comando Territorial da GNR de Viseu “está a ouvir os autarcas e os cidadãos que estão preocupados com as recentes alterações físicas e de efectivos”, disse ao Jornal do Centro o tenente-coronel Paulo Fernandes, relações públicas daquela força militar. “Vamos testar até ao fim do Verão as modificações feitas mas o Comando Territorial espera reforçar os efectivos ainda este ano com novos soldados que estão a acabar os estágios”, garantiu.

O Conselho de Administração do Hospital de Viseu emitiu um comunicado, na quarta-feira, a comentar o escândalo da microcâmara encontrada numa casa-de-banho do serviço de Neurocirurgia. Para a administração “é tempo da justiça actuar para que se encontre o autor ou autores dos lamentáveis factos”. No mesmo comunicado pode ler-se ainda que “é de interesse geral, que se crie em torno do caso, a prudência, a descrição e o sossego, que devem rodear todas as investigações em curso, para apuramento das responsabilidades”. O caso remonta ao dia 13 de Julho, quando um auxiliar fazia a limpeza ao WC e encontrou um aparelho que pensou ser uma bomba. A PSP de Viseu está a ouvir os funcionários do serviço. As investigações prosseguem. TVP


7 dias Jornal do Centro

12 REGIÃO | VISEU | MANGUALDE

29 | Julho | 2011

foto legenda

Nuno André Ferreira

MORTE

A Antigo dirigente do BE de Viseu entregou ficha de militante este mês

Alexandre Pinto no PS

José Lorena

Reacções ∑ Presidente da Federação do PS diz que é “um bom quadro”

O bar das escadinhas de Santo Agostinho, obra emblemática entre a avenida Alberto Sampaio e a rua Cândido dos Reis, em Viseu, está completamente ao abandono, depois dos concessionários o terem abandonado e entregue à Câmara Municipal de Viseu, a proprietária do espaço. A autarquia decidiu recentemente voltar a aproveitar o espaço, mas desta vez não terá a mesma utilização: ali será continuada a rede de locais públicos de estudo e espaços internet de Viseu. O projecto está concluído e até já foi adjudicado pela Câmara à construtora Irmãos Almeida Cabral, que em breve inicia as obras de adaptação a sala de estudo e espaço internet da cidade. JL

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O antigo dirigente do Bloco de Esquerda em Viseu, Alexandre Azevedo Pinto entregou este mês a ficha de inscrição para se tornar militante do Partido Socialista. Alexandre Pinto confirmou ao Jornal do Centro a inscrição, aguardando a aceitação por parte dos órgãos do Partido Socialista, mas não quis adiantar as razões que o levaram a fazer-se militante do PS, depois de um percurso de 13 anos com um papel interventivo de defesa da cidadania em várias frentes. “Nesta altura estou de férias, não vou adiantar mais nada, assumirei uma posição política oficial em Setembro”, afirmou Alexandre Pinto. A notícia apanhou de surpresa alguns militantes do PS que se terão mostrado “incomodados” com a decisão. No entanto, para outros socialistas não foi uma

surpresa, pela postura que Alexandre Pinto terá tido em vários fóruns partidários realizados nos últimos tempos defendendo que há um momento novo em Portugal, em que a esquerda tem que assumir uma nova realidade política. O presidente da Federação socialista, confirmou que a inscrição está na sede do PS Viseu para ser avaliada. João Azevedo acrescentou que o ex-dirigente bloquista é “um homem de

intervenção na defesa dos interesses de Viseu” e, por isso, é bem-vindo: “Naturalmente que o PS percebe que é receber um bom quadro”. Sobre os mais reservados à entrada de Alexandre Pinto na família socialista, o dirigente lembrou que “o PS não pode ser um partido de reserva mental, nem avaliar uma pessoa pela sua posição partidária do passado”. Emília Amaral

Perfil

∑ Economista ∑ Fundador do Bloco de

Esquerda (BE) Viseu, em 1998 ∑ Candidato à Câmara de Viseu pelo BE ∑ Candidato a deputado pelo BE ∑ Fundador do Movimento de Intervenção e Cidadania

∑ Integrou a direcção da primeira Campanha de Manuel Alegre à presidência da República ∑ Integra o Movimento de defesa do Centro Histórico de Viseu ∑ Participou na candidatura de Fernando Nobre durante cinco meses

Viseu. Jorge Rafael Oliveira morreu num acidente de viação, na rotunda do Palácio do Gelo, em Viseu, quando ia entregar uma pizza a sua casa pedida pelo irmão. O jovem de 19 anos estava em serviço e deslocava-se num motociclo da pizzaria Torre Di Pizza, quando embateu contra um veículo ligeiro. O acidente ocorreu às 20h30 de sábado e deixou a freguesia de Fragosela em estado de choque. O jovem teve morte imediata, os familiares querem justiça.

DROGA

Mangualde. Três operações resultantes de um inquérito que teve início numa denúncia de consumo e tráfico de droga numa escola no concelho de Mangualde, resultaram na detenção de 13 indivíduos, com idades compreendidas entre os 17 e os 48 anos. Esta foi uma iniciativa conjunta do Núcleo de Investigação Criminal do destacamento da GNR de Mangualde, apoiado pelo Núcleo de Investigação de Viseu, pelos militares do destacamento territorial de Mangualde e pelo destacamento de trânsito de Viseu. Mais de 4 quilogramas de haxixe e 35 gramas de heroína foram algumas das drogas apreendidas.


Jornal do Centro

14 REGIÃO | TEM A PALAVRA JOÃO AZEVEDO

29 | Julho | 2011

João Nuno Azevedo, 36 anos, casado, com dois filhos, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, enquanto presidente da Federação de Viseu do Partido Socialista, a propósito dos resultados eleitorais de 6ª e sábado passados para SecretárioGeral do PS, aqui, à fala com o Jornal do Centro. Um comentário à vitória de António José Seguro…

É um novo ciclo que vai aparecer no Partido Socialista. Era um resultado esperado pela maioria dos militantes do PS e cria um entusiasmo que importa referir, porque prepara já o momento de reconquista da confiança dos portugueses. O país precisa de um PS forte, organizado, respeitando a sua matriz ideológica e as suas raízes sociais, o seu progressismo, mas também a sua pluralidade interna.

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Paulo Neto

João Azevedo e o Secretário-Geral

Quer com isso dizer que não existiam essas condições antes de António José Seguro?

Não! Num processo que teve cerca de seis anos e momentos de muitas dificuldades económico-financeiras, surgiram muitas vicissitudes a quem liderou e o ex- Secretário-Geral do PS e ex-Primeiro-Ministro enfrentou diariamente momentos de imensa dificuldade que o levaram a tomar medidas difíceis e impopulares, que por vezes extravasaram da nossa raiz ideológica. Acresce, o facto de ter estado tão

absorvido com a gravidade dos problemas, que lhe tirou precioso tempo para olhar o PS de uma forma mais intensa, permanente e eleitoralista. O que pode ter levado a que muitas pessoas pensassem que o PS tinha perdido a emotividade e expressividade do maior partido da esquerda portuguesa.

são interna substantiva, mas que, certamente, os tempos por que hoje passamos deixaram, de algum modo na sombra, retirando ao cidadão comum a exacta visão da grande e elevada disputa que decorreu no seio do PS, com todo o respeito pelas regras democráticas e com abertura e diálogo entre as partes.

Surgiram algumas críticas ao processo eleitoral. Que lhe apraz referir?

Em linhas gerais, o que distinguiu a candidatura de Seguro da de Assis?

O processo eleitoral correu de uma forma pacífica, com uma discus-

Antes de mais, importa referir que são dois altos quadros do PS, de funda-

mental importância para a vida democrática do partido. António José Seguro é aquele que neste momento é mais relevante no aspecto da preparação da vida organizativa do PS, para poder disputar, daqui a dois anos e meio, as eleições autárquicas. É sem dúvida, também, aquele que gera mais proximidade junto do eleitorado do PS e do eleitorado que não é do PS. No momento em que não é tão fácil dar ouro nem prata, o facto de saber ouvir e de saber decidir é fundamental. Antó-

nio José Seguro conhece verdadeiramente os recantos deste país, conhece verdadeiramente as pessoas deste país e tem o dom de saber federar em torno de si as muitas sensibilidades que existem no PS e na sociedade civil. Essas qualidades faltavam a Francisco Assis?

Francisco Assis é um homem diferente de António José Seguro; um homem com uma retórica brilhante com um reflexo semântico, em debate, muito poderoso, mas que


Jornal do Centro

TEM A PALAVRA JOÃO AZEVEDO | REGIÃO 15

29 | Julho | 2011

não congregou a vontade dos eleitores.

Então, na vox populi, qual era o candidato mais à esquerda?

Houve quem falasse em candidatura de esquerda e candidatura de direita. O que significa, internamente, essa dicotomia?

Aceitando essa premissa, que para mim, insisto, é uma falácia, seria – e isto é um modo condicional – António José Seguro.

Isso é uma falsa questão! A ntónio José Seg u ro e Fra ncisco A ssis têm uma matriz ideológica profundamente identificada e perfeitamente enquadrada no Partido Socialista. Se me disserem que defender a decisão da escolha dos candidatos do PS às autárquicas pelos militantes, ou também, pelos militantes e pela sociedade civil, é uma diferença entre direita e esquerda, então acredito que um se posiciona mais à esquerda e outro mais à direita. Não obstante, eu discordo em absoluto desta perspectiva.

Qual o candidato de João Azevedo?

António José Seguro. Que benefícios advêm desta vitória para a Federação do PS/Viseu? Se entrevisto na óptica do trabalho de militância do PS no distrito, que foi ao longo dos anos tido como excelente, o benefício é o mesmo que existia no passado. Havia uma óptima relação pessoal e política com José Sócrates e há uma excelente relação política e pessoal com António José Seguro. Seguro, em declarações

recentes afirmava buscar “soluções técnicas que combatam a corrupção em Portugal”. No entanto, os maiores casos de corrupção surgiram durante o governo de Sócrates…

Foram noticiados no governo de José Sócrates, o que é diferente. António José Seguro, tal como eu, defendemos com denodo que se criem instrumentos que inviabilizem por completo a corrupção em Portugal. Que mensagem quer deixar aos militantes/simpatizantes do PS no distrito de Viseu?

Uma mensagem de esperança, e confiança neste novo líder. De esperança, também em Portugal, de confiança no nosso País e nos portugueses. Todos os militantes devem ter a responsabilidade de perceber que hoje o PS precisa mais deles do

que eles do PS. Ou seja, o Partido precisa de se reunificar em torno dos princípios basilares consagrados na sua história e na sua genuína matriz social. Para atingir tal desiderato, urge uma forte união, um poderoso empenhamento e muita esperança num futuro próximo, em que qualquer ambição pessoal se afogue na ambição colectiva. No Partido Socialista construiu-se, destruiu-se, reconstruiu-se, re-destruiu-se e, está na hora exacta da nova e total reconstrução para, e desse modo, muito em breve sairmos vitoriosos das lutas que iremos travar, nomeadamente nas autárquicas, onde apresentaremos candidatos de grande qualidade e carisma para liderar projectos concelhios do maior alcance e sucesso. Paulo Neto

Paulo Neto

do PS

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Jornal do Centro

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29 | Julho | 2011

economia Grupo Visabeira cresce 10 por cento em 2010 No ano em que comemorou três décadas de actividade, o grupo Visabeira de Viseu apresenta no seu relatório de contas de 2010 um crescimento de 10 por cento em relação a 2009, ultrapassando a fasquia dos 510 milhões de euros de volume global de negócio consolidado. Esse aumento é superior a 14 por cento se comparado com o ano de 2005. De acordo com o relatório, “o Grupo conseguiu uma melhoria significativa na generalidade dos indicadores e rácios de actividade”, demonstran-

do “o incremento da eficiência operacional, o rigoroso controlo financeiro e uma gestão orientada para os resultados”. “O ano de 2010, apesar da manutenção do cenário de crise económica a nível internacional e do clima macroeconómico adverso que vem matizando os últimos exercícios do grupo, consubstanciou-se como um exercício em que o Grupo Visabeira ultrapassou, uma vez mais, máximos históricos, tendo-se superado na generalidade dos indicadores”, escreve o presidente do conselho

de administração, Fernando Nunes na sua mensagem publicada no relatório de contas. A celebração dos 30 anos em 2010 fica também marcada pela abertura da nova sede, nos pisos superiores do Palácio do Gelo Shopping O Grupo é hoje um dos maiores empregadores da região de Viseu mas, transformado numa holding multinacional, tem hoje presença activa em nove países com destaque para Moçambique e Angola. Emília Amaral

Nuno André Ferreira

30 anos ∑ A par da consolidação destaca-se a abertura da nova sede do Grupo no Palácio do Gelo Shopping

AO turismo é uma das apostas com a inauguração de novas unidades

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foto legenda

A discoteca “Ice Club”, situada no Palácio do Gelo, em Viseu, celebrou o primeiro aniversário. Muitas surpresas, glamour, show de percussão, animação e live performances preencheram uma noite em que o azul foi a cor dominante. As festas no “Ice Club” têm sido muito apreciadas pelo público, devido aos artistas musicais que têm visitado o espaço. O “Ice Clube” apresenta-se hoje como uma alternativa válida para os notívagos da cidade de Viseu.


Jornal do Centro

INVESTIR & AGIR | NEGÓCIOS 17

29 | Julho | 2011

JUMBO APOSTA NA VENDA DE MANUAIS ONLINE O Jumbo criou um sítio na internet - www.reservadelivrosjumbo.pt - onde se podem adquirir manuais escolares com um “click”. Mesmo em período de férias é necessário assegurar o regresso às aulas e esta é mais uma forma de o fazer, sem listas de espera. A criação do sítio vai de encontra às necessidades do cliente, que tem cada vez menos tempo disponível. Pretende uma operação sem falhas pelo que apresenta um conjunto de funcionalidades que visam a simplificação, evitar filas de espera e executar as reservas com calma e a qualquer hora do dia são os objectivos. No site estão disponíveis cerca de 2.000 livros, do 1º ao 12º ano de escolaridade e de diversas editoras. O tempo de entrega dos livros estima-se que seja entre duas a três semanas, mediante a disponibilidade manifestada pelas editoras. A entrega é feita na loja Jumbo que é escolhida no momento da reserva. TVP Publicidade

Citroën de Mangualde cede carrinha para estudo aos alunos do IPV Inédito ∑ Empresa ajuda estudantes de mecânica da Escola Superior de Tecnologia a melhorar conhecimentos O Centro de Produção de Mangualde do Grupo PSA ofereceu uma viatura à Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) destinada à utilização em actividades pedagógicas, numa iniciativa inédita. O processo desenvolveu-se na sequência de um pedido feito por um docente e alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu ao Grupo PSA de Mangualde para a cedência de um sistema de ar condicionado. Como não foi possível responder a tal pedido, a Citroën de Mangualde, numa demonstração de vontade e espírito de colaboração, firmou um protocolo com

o IPV, que veio permitir a oferta do veículo a diesel. Destinada exclusivamente a fins pedagógicos, a carrinha de cinco lugares que não vai circular fora do perímetro da escola, possibilitará aos alunos dos cursos do Departamento de Mecânica da Escola Superior Tecnologia e Gestão de Viseu estudar e aplicar conhecimentos ao nível do sistema de ar condicionado, ventilação, suspensão, motor, habitáculo, entre outras componentes. Pedro Rodrigues, vice-presidente do IPV, recebeu das mãos do director financeiro do grupo PSA, Elísio Fernandes, a chave do carro. Tiago Virgílio Pereira

APrimeiro donativo de uma empresa à escola Superior para fins pedagógicos


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Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

desporto VISEU DOMINOU CIRCUITO DOMUS P&P

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

Carolina Silva

Cartão FairPlay É mais um valor seguro no futebol feminino distrital que desponta no Escola FC, de Molelinhos. Carolina Silva, de apenas 16 anos, cumpriu um estágio no Atlético de Madrid, um clube que é uma referência no futebol feminino da Europa. Carolina teve mesmo a oportunidade de representar o clube espanhol num torneio. Não é para todas. Brilhante. I Torneio de Viseu Voleibol de Praia

Cartão Fairplay Pensar, agir e mostrar obra. Um conjunto de pessoas uniu-se em torno de um objectivo e colocou de pé o I Torneio de Viseu de Futebol de Praia. O aproveitamento do campo que existe no complexo desportivo do Fontelo demostra que, desde que haja capacidade de iniciativa, as coisas podem acontecer, sem precisar de grandes apoios financeiros. Nem sempre os torneios caros são os melhores. Foram 50 jogadores a jogar volei de praia no Fontelo, em Viseu. A repetir no futuro. Carvalhais Futebol

Cartão Vermelho Semana após semana sobram ecos de clubes em dificuldade. Depois do Santacombadense que não vai competir em séniores, é agora o Carvalhais que corre risco de fechar portas. Não se inscreveu nas competições de futebol e o futuro é negro. Poderemos estar perante apenas a ponte do iceberg. Preocupante.

Gil Peres

Escola FC

A Académico de Viseu vai ser uma das 5 equipas de Viseu na série C Futebol

O ano dos derbis II Divisão ∑ Tondela e Cinfães Oito equipas nos nacionais de futebol em 2011/2012 fazem história na modalidade em Viseu. Às sete já com direito desportivo alcançado na época passada, juntou-se a promoção administrativa do Canas de Senhorim, que assim preenche uma das vagas na III Divisão motivadas pela desistência de alguns clubes. Garantidos, desde logo,

III Divisão ∑ Com o Canas de Senhorim agora são seis

vários dérbis distritais ao longo da temporada. Na II Divisão, Tondela e Cinfães vão competir numa zona que de Centro só tem praticamente o nome, uma vez que grande parte das equipas são do Norte. Quanto à III Divisão, o Sporting de Lamego deverá ficar na série B, enquanto que na série C ficarão as restantes cin-

co equipas – Académico de Viseu, Canas de Senhorim, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo e Sampedrense. Perspectiva-se, por isso, uma competição interessante a vários níveis. Desde logo o desportivo, em que, para além de uma mão cheia de dérbis, aumenta as possibilidades de Viseu lutar pela subida à II Di-

visão Nacional, onde o Académico de Viseu se assume como um dos principais candidatos. Não será igualmente de menospreza r a vertente económ ica . Deslocações mais curtas implicam menores custos, aos quais se alia a perspectiva de, pelo menos nos dérbis, haver assistências interessantes aos jogos.

João Vinagre, do Clube de Golfe de Viseu, venceu o Torneio de Viseu do Circuito Domus Pitch and Putt, que decorreu no Golfe Montebelo. Por equipas, Viseu saiu também vencedor, com a segunda posição a ser ocupada pela formação do Clube de Golfe da Quinta das Lágrimas, e em terceiro a formação do Clube de Golfe de Cantanhede. A formação viseense fez mesmo o pleno com três dos seus jogadores a ocupar as posições do pódio. Além de João Vinagre, que venceu a prova com um total de 54 pancadas, Luís Albuquerque foi segundo, com 55, e no lugar mais baixo do pódio ficou José Manuel Santos com 56 pancadas.

FUTURO EM RISCO NO CARVALHAIS Um enorme ponto de interrogação paira sobre o futuro do Carvalhais Futebol Clube. Com a anunciada saída do presidente Paulo Marques, não se vislumbram novos corpos sociais. O clube nem sequer cumpriu os prazos de inscrição das suas equipas de futebol. Poderá fazê-lo até final deste mês mas com multa e dinheiro não abunda, com alguns jogadores a queixarem-se de não terem recebido todas as verbas referentes à última época.

Liga Sosel Seguros 2011 - Futebol 7

Loja dos Campeões levou a “taça” Terminou em festa, com uma jantar de confraternização no Lanxeirão do IPJ, a edição de 2011 da Liga Sosel Seguros em futebol de 7. O jantar, e entrega de prémios, aconteceram depois da realização do jogo da final entre as formações da Loja dos Campeões e da Estrela Vermum. Um jogo entre uma das equipas mais experientes,

a Loja dos Campeões, com jogadores como Tó Lopes (melhor guarda-redes do torneio), Rui Lage, Tó Jó ou Carlos Santos para mencionar alguns, e o Estrela Vermum constituída por jovens jogadores que alinham em clubes como Viseu e Benfica ou Carvalhais. A Loja dos Campeões venceu (9 - 3) levando o troféu para casa. Na véspera, sábado, a

Viservice havia vencido a Paulos Auto por 7 a 0 ficando em terceiro lugar. Quanto a prémios individuais, Pedro Saraiva da Paulos Auto foi considerado Melhor Jogador enquanto o melhor marcador da prova foi Lopes da Viservice. Em jeito de balanço final, a certeza que este é já um torneio obrigatório no “defeso” de Verão no futebol viseense.

A A equipa vencedora do torneio


DESPORTO | MODALIDADES 19

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Ralicross Sever de Vouga

Rui Figueiredo e Sara Sousa medalhados

Hugo Lopes, Bernardo Maia e Ivo Rosa querem o pódio

A Nadador viseense foi terceiro nos 100 m mariposa

Ambição de bons resultados é como os três pilotos de Viseu que comepetem no Campeonato de Ralicross encaram a prova que se vai disputar este fim-de-semana em Sever do Vouga. Na Divisão 5, Ivo Rosa quer levar o seu Peugeot 205 GTi aos primeiros lugares e regressar ao pódio que lhe fugiu por muito pouco em Castelo Branco. Quanto aos “miúdos” Hugo Lopes e Bernardo Maia, que disputam o troféu de Iniciação, para jovens pilotos com idades entre os 13 e o 15 anos, depois dos 2º e 3º lugares em Castelo Branco, querem agora chegar ao ponto mais alto e relan-

A nadadora vouzelense Sara Sousa, natural da freguesia de Queirã, é a nova campeã dos 100 Costas, em Infantis. A atleta da Associação dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Vouzela alcançou ainda o segundo lugar nos 200 Costas e nos 100 Mariposa e um quar-

to lugar nos 100 Livres durante os campeonatos que se realizaram nas Piscinas do Estádio Universitário de Lisboa. Rui Figueiredo, do Académico de Viseu, subiu ao pódio na prova dos 100 Mariposa, nos Nacionais de Infantis, disputados nas Piscinas do Estádio Universitário de Lisboa. O na-

dador viseense alcançou a medalha de bronze, ao nadar a distância no tempo de 1m04,66s. Estiveram presentes 483 nadadores em representação de 93 clubes. A equipa do académico foi constituída por Francisco Antão, André Moura e Rui Figueiredo.

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cá um salto.

Gil Peres

Natação - Nacionais Infantis

A Hugo Lopes foi segundo em Castelo Branco çar a corrida pela vitória no campeonato. O maior conhecimento que têm da Pista do Roçário poderá dar-lhes alguma vantagem, mas a luta promete voltar a ser animada. No global, a prova de

Sever do Vouga, organizada pelo Vouga Sport Clube, promete ser uma das melhores da temporada, estando prevista a participação de um grande número de pilotos nas diversas categorias em competição. GP


20 MODALIDADES | DESPORTO

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Futebol

Joaquim Videira foi 58º em Sheffield

A Atirador viseense longe dos resultados que já conseguiu Joaquim Videira terminou na 58ª posição a sua participação na competição individual de Espada do Campeonato da Europa de Esgrima, realizado em Sheffield, no Reino Unido. A competição de espada masculina contou com a participação de 101 atiraPublicidade

dores em representação de 33 países. Na fase de poules, o atirador viseense obteve duas vitórias, nos cinco combates disputados. No quadro de 128 eliminou o também português Filipe Pequito vindo a ser afastado no quadro de 64 frente ao holandês Bas Verwijlen.

O atleta viseense está assim longe da sua melhor forma e das vitórias e resultados alcançados em provas da Taça do Mundo de Esgrima, onde já venceu várias etapas, bem como nas competições internacionais de selecção, onde tem no currículo uma participação olímpica.

De Viseu para Valência, via Braga Cristiano Figueiredo, guarda-redes de 20 anos que pertencia aos quadros do Sporting Clube de Braga é uma das transferências do defeso. Foi contratado pelo Valência para terceiro guarda-redes. Nascido na Alemanha, Cristiano Pereira passou pela formação do Académico de Viseu e do Penalva do Castelo, de onde se transferiu para o Sporting de Braga. Chega agora a um dos principais clubes de Espanha. O jovem é internacional pela selecção de Sub-21 e vai ser o terceiro guardaredes do terceiro classificado da última edição da liga espanhola. Cristiano foi notícia quando, com apenas 16 anos, foi titular em dois jo-

DR

Esgrima - Campeonato da Europa

A Cristiano despontou no Penalva do Castelo gos na baliza do Penalva do Castelo, na II Divisão Nacional. Carlos Agostinho foi o técnico que deu a oportunidade ao jovem de mostrar o seu valor. Frente ao Oliveira do Hospital, Cristiano não deixou dúvidas a Vital, ac-

tual treinador de guardaredes no Sporting, na altura no Sporting de Braga, que de imediato fez questão em levar o atleta para a cidade dos arcebispos. Cristiano vai agora defender o Valência B, equipa da II Liga espanhola. GP


Suplemento

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 489 DE 29 DE JULHO DE 2011 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.

COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DA REGIÃO DÃO LAFÕES Criada em 2008

Vila Nova de Paiva Castro Daire

Comunidade Intermunicipal pretende uma região inovadora e competitiva

Aguiar da Beira S. Pedro do Sul Satão

Oliveria de Frades Viseu Vouzela

Penalva do Castelo

A Comunidade Intermunicipal da Região D ã o L a fõ e s fo i Nelas Tondela criada em 2008 e resultou da conversão da Associação de Municípios com o mesmo nome. A plataforma é formada por 14 autarquias: Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Carregal do Sal Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, São Pedro do Sul, Sátão, Santa Comba S. Comba Dão Dão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela. Entre os seus principais objectivos estão a articulação dos investimentos de interesse municipal na óptica da preparação

Mangualde

Textos: Andreia Mota Grafismo: Marcos Rebelo

de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) 2007-2013, a promoção da sociedade do conhecimento através dos diferentes instrumentos a esta associados, e a aposta e utilização das novas tecnologias de informação e comunicação. Construir com os associados as prioridades de intervenção que contribuam para que a Dão Lafões se torne uma região inovadora, empreendedora, atractiva e competitiva, possibilitando o seu crescimento sustentável e a sua coesão económica e social, é outra das prioridades da CIMRDL. Inovação e criatividade, cooperação e confiança estão entre os valores que distinguem a associação, cujo primeiro grande projecto – a Ecopista – já se encontra disponível para usufruto da população.

Um espaço de lazer A Ecopista do Dão foi construída ao longo do antigo ramal ferroviário, numa extensão de 49,2 quilómetros, e permite ligar os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. As cores vermelha, verde e azul distinguem, no piso, o território pertencente a cada um dos concelhos. A requalificação da infra-estrutura e do património edificado implicou um investimento superior a 5 milhões de euros, dividido entre os municípios envolvidos e contou com o apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional, através do Programa Mais Centro. Os primeiros sete quilómetros criados no concelho de Viseu serviram de piloto ao projecto e o resultado foi um equipamento “bonito, agradável e muito interessante”, conforme faz questão de caracterizar o presidente do Conselho Executivo da CIMRDL, Carlos Marta, que dirige também o município de Tondela.

O autarca não esconde também “o orgulho e a satisfação” com que a população “acolheu e aderiu” à Ecopista, que se apresenta como uma proposta não só do ponto de vista recreativo, mas também como uma infra-estrutura desportiva. O objectivo passa agora por divulgar o equipamento e, consequentemente, a região em Portugal e no estrangeiro. Pretende-se que este seja um elemento catalisador no âmbito do Turismo de Natureza e Touring Cultural e Paisagístico. Depois da caminhada inaugural que reuniu dezenas de personalidades e cidadãos anónimos, está previsto um novo passeio pela Ecopista. A data provisória é 13 de Agosto, sendo a bicicleta o meio escolhido para percorrer os quase 50 quilómetros de distância. Esta será a primeira de um conjunto de iniciativas de animação do espaço, cujo esboço do plano estratégico deverá ficar conhecido até ao final do mês.

Nuno Ferreira

Ecopista é já um caso de sucesso

Beleza paisagística Pedalar, deslizar de patins em linha ou simplesmente caminhar são apenas algumas das propostas para conhecer a Ecopista. Durante o percurso, há tempo para desfrutar do enquadramento cénico e paisagístico ímpar, enriquecido pelas terras de cultivo, a vinha e a floresta, além dos encantos inerentes aos centros urbanos. A Albufeira da Aguieira, em Santa Comba Dão, e a Serra do Caramulo, em Tondela, são dois dos destinos indissociáveis da envolvente paisagística. Já em Viseu merecem destaque o património arquitectónico e histórico. Depois da conclusão do piso betuminoso, aguarda-se agora a recuperação das antigas estações (na de Figueiró foi instalada a Junta de Freguesia) e apeadeiros, que poderão ser transformadas em zonas de merenda, espaços multifuncionais ou parques de campismo.


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COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DA REGIÃO DÃO LAFÕES

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Carlos Marta defende novos desafios para as autarquias

“CIM podem adoptar tarefas de coordenação

Que balanço faz dos três anos de actividade da Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões (CIMRDL)? O balanço é muito positivo, tendo em conta as dificuldades iniciais de implementação de uma Comunidade Intermunicipal que vai gerir um território com quase 300 mil pessoas e 14 concelhos. Conseguimos cumprir todos os prazos e planos que estavam previstos, e, no final de 2010, fomos a principal CIM da Região Centro, ou seja, aquela com melhores resultados do ponto de vista financeiro e da execução dos projectos; e a segunda a nível nacional. Só este dado já nos permite dizer que os resultados ultrapassaram as nossas melhores expectativas. Por outro lado, conseguimos um conjunto de projectos alternativos para a região e para os municípios, o que vai trazer, nos

próximos anos, um reforço da coesão territorial e da capacidade de intervenção, individual e colectiva, da CIM Dão Lafões. Qual a importância que a plataforma tem para a região? Acima de tudo prendese com a possibilidade dos 14 municípios estarem reunidos numa única entidade e poderem ter políticas globais para os problemas das populações. Quais têm sido as grandes áreas de preocupação? Novas tecnologias, modernização administrativa, acessibilidades, Redes Urbanas de Inovação e Competitividade, parque escolar, equipamentos colectivos e áreas de localização empresarial. São as áreas de maior intervenção e capacidade de resposta, nomeadamente ao nível da apresentação de candidaturas, e da sua execução física e financeira. Qual o montante que foi investido? Tínhamos um plano aprovado de cerca de 73 milhões de euros para os 14 municípios, independentemente dos projectos alternativos que foram candidatados directamente pela CIM ao Mais Centro ou ao POVT - Programa Operacional Valorização do Território. Isso faz com que, neste momento, o volume de investimento seja bastante superior a esse valor. Estamos a falar de quantos projectos? Provavelmente serão mais de 100 os projectos que estão em desenvolvimento ou em perspectiva de se iniciarem, por forma a dar resposta aos anseios dos municípios e das populações. A maioria do financiamento ainda provém do

José Lorena

A Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões (CIMRDL), que engloba 14 concelhos e um território com quase 300 mil pessoas, parece estar condenada a ser um caso de sucesso. No final de 2010 foi a principal CIM da Região Centro e os bons resultados são para manter, assim como a aposta em áreas como novas tecnologias, modernização administrativa e acessibilidades. Este é um aspecto frisado pelo presidente do Conselho Executivo, Carlos Marta, que faz também um balanço da plataforma e fala de novos projectos.

Carlos Marta, presidente da CIMRDL Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O montante é suficiente? Não é suficiente, mas julgo que é um bolo que permite responder a algumas das necessidades mais prementes dos mu-

nicípios. O desafio está agora do nosso lado, de modo a executarmos bem estes investimentos e a podermos aceder a novos recursos financeiros. Neste campo, podemos dizer que a CIM reúne as condições para, no âmbi-

to dos novos regulamentos que foram negociados entre o anterior Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, aceder à bolsa de mérito e trazer mais recursos e meios para a região.

Como disse há pouco, a CIM Dão Lafões teve os melhores resultados da Região Centro ao nível da execução financeira e física, sendo a segunda a nível nacional. Como se explicam estes bons


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COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DA REGIÃO DÃO LAFÕES

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na Segurança Social, Saúde e a Educação” rio? O Estudo de Enquadramento Estratégico, realizado pela empresa portuguesa Parque Expo, foi feito logo após a constituição da CIMRDL. O trabalho permitiu identificar as principais dificuldades e virtualidades do território e as apostas necessárias de modo a que ganhasse notoriedade. Dentro das possibilidades e dos recursos financeiros que estão à nossa disponibilidade, estamos a tentar cumprir o plano, valorizando o que temos de bom, nomeadamente o Turismo, o Termalismo, as Energias Renováveis e o Sector Automóvel. Estamos a falar de tudo o que diz respeito à melhoria da competitividade dos municípios, das populações e das empresas e à criação das infra-estruturas necessárias para a concretização desses objectivos.

resultados? Em primeiro lugar, deve-se ao bom trabalho de cada um dos municípios, que foram capazes de candidatar projectos, encontrar recursos financeiros e de os executar no terreno. Não

podemos esquecer também a excelente ar ticulação que tem sido feita pela CIM Dão Lafões, nomeadamente pelo secretário executivo e a equipa que trabalha com ele, num esforço de coordenação global e de

proximidade com os municípios. Uma das preocupações foi a caracterização do território abrangido pela Comunidade Intermunicipal. Quais as conclusões do relató-

Algumas coisas já foram feitas, mas a verdade é que os dados provisórios do Census apontam para uma diminuição da população na região. Como combater a desertificação? E s te é u m p r o b l e m a n a c i o n a l. C o m exc e p ção dos grandes centros urbanos, onde existem muitos imigrantes, todo o território perdeu população. Este facto deve-se, por um lado, à emigração, que decorre das dificuldades e da crise que se sente no país; e, por outro, à diminuição da natalidade. Tem de haver uma grande política a nível nacional, conjugada com os municípios, de modo a inverter esta tendência. A fusão de municípios pode ajudar ou agudizar este problema? Tem-se vindo a falar de refor ma administrativa. Mas, antes de chegar aos municípios e às fregue-

sias – que são quem cria menos despesa e desperdício, há muito a fazer do ponto de vista nacional, com instituições e organismos públicos que não fazem sentido. Estes ser viços podem ser feitos com maior competência e proximidade pelas autarquias, que são muito importantes para a coesão nacional. O trabalho das CIM não pode ser afectado pelo clima de contenção que se vive? Por um lado sim, mas acre dito qu e p o de se r também uma opor tunidade. Dou como exemplo o fecho dos governos civis, que pode constituir uma opor tunidade de assumirem algumas das suas competências. Neste processo de reforma administrativa, parece-me viável as CIM adoptarem tarefas de coordenação de áreas como a Segurança Social, a Saúde, o Ordenamento do Ter ritório e a Educação. São aquelas que, na minha opinião, podem exercer com todo a legitimidade política e democrática. Referiu-se à Rede Urbana para a Competitividade e Inovação, cujo protocolo foi assinado no final do ano passado. Como está o projecto? Apesar de ser um processo complexo, porque em muitos casos falamos de projectos imateriais, todos os municípios acederam, em tempo útil, à candidatura da plataforma electrónica do Mais Centro. Neste momento aguardamos a aprovação e a formalização dos contratos de financiamento, de modo a que o processo se possa desenvolver com toda a normalidade e esta r no ter reno nos próximos tempos. Que mais-valias vai trazer para a região? Trata-se de uma rede

inovadora, competitiv a e, s o b r e t u d o, u m a nova forma de inter venção autárquica no nosso território. São áreas impor tantes que procuram o empreendedorismo, a competitividade, a inovação e, sobretudo, o desenvolvimento de pólos de investimento e de tecnologia que são a força de cada um dos municípios. São exemplos o empreendedorismo social em Santa Comba Dão, a área vitivinícola em Nelas, o sector automóvel em Mangualde, o termalismo em S. Pedro do Sul, a área cultural em V iseu, e a biote c n o logia e saúde em Tondela. São áreas que procuram atrair para a região maisvalias, talentos e a criação de novo emprego e, consequentemente, de riqueza. Falta espírito de risco ou faltam condições para quem tem ideias? Act u a l m e nte, q u e m tem ideias consegue ver aprovados, pelas estâncias locais, regionais ou nacionais, os seus projectos. O QREN é um excelente instrumento para isso, mas é preciso que as pessoas estejam disponíveis para correr riscos individuais e colectivos. Próximos projectos da CIM? Estamos a fa zer uma c a n d i d a t u r a m u i to i mportante para a eficiência energética nos 14 municípios, procurando diminuir custos da iluminação e dos edifícios públicos. Com tantos projectos em andamento é preciso fazer uma pequena paragem, de modo a consolidarmos o trabalho que estamos a realizar, para depois voltarmos a dar um salto qualitativo, em f u n ç ã o d o q u e va i s e r a realidade social, económica e financeira do país.


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COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DA REGIÃO DÃO LAFÕES

Promover hábitos mais Recursos humanos amigos do ambiente das autarquias receberam formação

A adopção de novos modelos de mobilidade e a procura de soluções mais positivas para o meio ambiente estiveram no centro do desenvolvimento da E3DL, uma iniciativa ligada à Eficiência Energética e Ambiental nos Centros Urbanos. O projecto - liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões (CIMRDL) e executado pelos municípios de Mangualde, Viseu e Tondela - conta ainda com a colaboração, na qualidade de parceiros associados, do Instituto Politécnico de Viseu (Escola Superior de Tecnologia de Viseu) e da empresa IBERFER, SA. Serão investidos 630 mil euros. Melhorar a qualidade do ambiente nos três centros urbanos e criar uma rede de pontos de abastecimento para veículos eléctricos ou híbridos na região, com recurso à produção fotovoltaica estão entre os objectivos

a conquistar e que permitirão também promover a utilização de viaturas eléctricas junto da população e do sector empresarial. A elaboração de um diagnóstico da situação dos municípios envolvidos e desper tar a eco-consciência dos munícipes são outras das ver tentes do projecto.

Entre as actividades que a Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões tem vindo a desenvolver está a implementação de programass de formação direccionados para os problica fissionais da administração pública em a dos 14 municípios que compõem associação. O projecto pretendeu preparar ar as entidades autárquicas, e sobretudo os seus recursos humanos, para encontrarem uma resposta de elevada qualidade,

rigor, eficiência para os novos desafios.

Modernização Administrativa Dar visibilidade a ideias entre as prioridades empreendedoras é uma das apostas

A Promoção do Empreendedorismo na Região Dão Lafões é uma das preocupações da Comunidade Intermunicipal. Esta foi, aliás, a designação escolhida para um projecto que teve como principal objectivo contribuir para a promoção do desenvolvimento local e da coesão social. Com um custo de 388 mil euros, 80 por cento dos quais alvo de financiamento, o programa visa o reforço da dinâmica empresarial da Região Dão Lafões, assim como o aproveitamento de sinergias níveis d entre os diversos de ensino.

O fomento e a captação de actividades económicas geradoras de riqueza e criadoras de emprego; a aposta em factores de inovação para o tecido económico, social e institucional; a valorização dos recursos endógenos da região e a promoção de iniciativas de empreendedorismo, nomeadamente jovem, são outras das vertentes abrangidas pelo projecto. Pretende-se com a intervenção gerar dinâmicas que permitam inverter a tendência de despovoamento e afirmar a região como criadora de novos factores de excelência, de modo a que seja convidativa para novos públicos. Com a aposta da CIM Região Dão Lafões, que decorrerá até 2015, poAguiar da Beira derão vir a ser criadas 40 novas empresas.

Vila Nova de Paiva Castro Daire

S. Pedro do Sul

Simplificar o relacionamento dos cidadãos e empresas com os 14 municípios da NUT III Dão Lafões, aumentando a qualidade dos serviços públicos prestados numa lógica de eficiência, modernidade e transparência. A importância desta medida levou a CIMDRL, enquanto organismo supramunicipal, a apresentar uma candidatura comum ao Programa Mais Centro. Espera-se que o projecto, que irá envolver um montante de 3,5 milhões, 70 por cento dos quais financiáveis, permita aumentar o número de serviços on-line à disposição dos utentes, a diminuição dos custos e a simplificação de processos. A melhoria dos serviços prestados e uma comunicação mais efica z entre instituições e utentes são outros dos objectivos que o programa, já aprovado, prevê. A criação de um Balcão Único de Atendimento e de uma Plataforma multicanal de comunicações estão entre as ver tentes materiais do processo, que abrange a avaliação da satisfação dos utentes e a difusão de boas práticas.

Satão

Oliveria de Frades Viseu

Penalva do Castelo

Vouzela

Mangualde Nelas

Tondela

A Criatie, Ta l e n vidade S. Comba Dão to e Qualificação; a Competitividade e Coesão; e o Marketing Territorial e Afirmação Externa são os três vectores de orientação da Rede Urbana para a Carregal do Sal

Recursos Endógenos promovidos em rede Competitividade e Inovação Viseu| Dão Lafões. A plataforma contempla 16 projectos, num investimento total de aproximadamente 9 milhões de euros, aos quais corresponderá um financiamento de cerca de 5,8 milhões. Durante os próximos quatro anos espera-se a criação, por exemplo, do projecto Criar e Promover a Marca Viseu |

Dão Lafões, de um Sistema Regional Avançado de Formação; de um Pólo de Biotecnologia, Saúde e Produção (Tondela); de um evento bienal para a Promoção e Divulgação das Energias Renováveis; de um Centro de Inovação e Dinamização Empresarial (Mangualde); e de um Pólo de Criatividade, Cosmética e Bem-estar (S. Pedro do Sul). O Pólo

de Empreendedorismo Social é uma das apostas para Santa Comba Dão. A revitalização do quar teirão entre a Rua Dr. Luís Ferreira e a Rua D. Duarte (Viseu) enquanto Pólo de Criatividade e Novas Tecnologias é outra das medidas. O Teatro Viriato deverá realizar ainda um Festival Cultural: o “Viseu A…”.


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passeios de verão

texto e fotos ∑ Paulo Neto

A Pátio do Convento N. Srª do Carmo

Um breve Roteiro Aquiliniano Passeio ∑ O Jornal do Centro deambulou pelas Terras do Demo Porque a vida também tem aspectos apelativos que merecem ser gozados e porque nos foram proporcionados alguns, de imediato os quisemos partilhar com os nossos leitores, a título de mera sugestão, uma ideia para fim-de-semana ou um simples passeio domingueiro. A Finiclasse, concessionária da prestigiada marca Mercedes Benz, cedeu-nos gentilmente um magnífico veículo: o novíssimo Coupé da Classe C 220 CDI BlueEfficiency. O percurso escolhido foi uma espécie de Roteiro Aquiliniano, pela Lapa, Carregal, Tabosa e Sernancelhe. A gastronomia cingiu-se à Casa do Avô, de Pedro Loureiro e Hotel Rural Convento da Sra. do Carmo, em Freixinho. Antes de deixarmos as imagens falarem por si, va-

mos por partes e comecemos pelo veículo. Um coupé de 4 lugares com uma estética fluida, desportiva e de belíssimo traço estilístico. Um interior onde predomina a excelente qualidade de acabamentos, desde o tablier moderno e informativo, aos estofos em pele, desportivos e muito confortáveis, à caixa automática 7G Tronic plus de 7 velocidades de uma eficácia suave e pujante, ao mesmo tempo, assim o condutor a queira utilizar de modo desportivo ou económico, o Start & Stop a adjuvar aos baixos consumos de gasóleo, um chassis exemplar em rigidez estrutural, uma suspensão que absorve todas as irregularidades das estradas como se elas nem existissem, com um sistema multilink, na traseira que confere uma estabilidade notável. Além disso, um motor com

força em qualquer regime, um consumo excepcionalmente baixo, um sistema de navegação integrado que não nos deixa perder, um ar condicionado à altura dos 36º graus exteriores de hoje, e etc, etc, etc… 10 páginas não me chegariam, se as tivesse, para vos falar deste automóvel. O Novo Classe C Coupé está à venda ao público a partir de: 41 035 euros - C 180 CGI BE, e 46 298 euros - o C 220 CDI BE que ensaiámos. O único problema foi ao fim do dia, depois de o entregar são e salvo, pegar no Peugëot 1.4 HDI de serviço… Saídos de Viseu, rumámos ao Sátão pela estrada antiga de Mangualde, que deixámos em direcção ao Ladário, Rio de Moinhos. Estamos na zona demarcada do Dão, com vinhedos por todo o lado. Pela EN 229 fomos às Ro-

mãs e desviámo-nos para uma visita ao Senhor dos Caminhos. Daí, seguimos a Aguiar da Beira e subimos ao planalto da Lapa onde existe o Santuário da Senhora com esse nome, a oitocentos metros de altitude, surgido com a descoberta, em 1493, da sua imagem, debaixo de uma grande lapa, laje ou lapêdo, pela pastorinha Joana. Às suas espaldas, no século XVI, os Jesuítas construíram o Colégio, por onde passaram reitores ilustres como Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, autor do “Elucidário”, o primeiro dicionário português e alunos tão notáveis como Aquilino Ribeiro (ler “Uma Luz ao Longe”, 1948). Depois de uma visita ao Santuário, homenagem à sua padroeira e passagem pelo penedo dos penitentes, descemos à Tabosa onde deparámos com

o último convento feminino cisterciense de Portugal e onde decorreu a acção do conto “Valeroso Milagre”, integrado em “Estrada de Santiago” (1921). À sua direita fica Carregal, terra onde nasceu o escritor, a 13 de Setembro de 1885, portas adentro do Pátio dos Sanhudos e a montante da Igreja do Espírito Santo onde oficiava seu pai, o Padre Joaquim Francisco Ribeiro. Os seus primeiros anos são retratados no romance aqui decorrido, “Cinco Réis de Gente” (1948). Descemos a Vila da Ponte e subimos a Sernancelhe, cujo primeiro foral foi atribuído a 26 de Outubro de 1124. Visita à Biblioteca Abade Vasco Moreira e à Igreja Matriz construída no século XII, de costas voltadas para o Solar dos Carvalhos, datado do século XVIII. O apetite despertado,

tocámos a almoçar à Sarzeda, na Casa do Avô, do Pedro Loureiro. Acolhimento amistoso e simpático, boas entradas, com pontuação mais alta para as feijocas, uma posta arouquesa muito apaladada e tenra, culminada por uma tripla sobremesa de pudim de coco, abade de priscos e leite de creme. Os preços oscilam, com bebidas incluídas, em torno dos 17 Euros. Ao fim, após um passeio pelas margens da Barragem do Távora, seguimos ao Freixinho, pela EN 226, localidade conhecida pelas suas célebres cavacas e onde se situa o Convento da Nossa Senhora do Carmo, fundado em 1704 por João de Gouveia Coutinho. Hoje transformado em Hotel Rural, mudou de mãos recentemente. A Dª Virgínia, da Quinta de Santo Estevão, em Aguiar da


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PASSEIOS DE VERÃO 27

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Beira sendo a nova proprietária, não deixa por mãos alheios os seus créditos e, propõe, diariamente um menu buffet, com entradas variadas, prato do dia e sobremesas diversas por 8,5 Euros, numa sala requintadamente apresentada e que correspondia à antiga capela e sacristia do Convento. Todo o espaço é acolhedor e propicia um fim-de-semana idílico ou repousante, com quartos duplos a 59 Euros e individuais a 49. Um bom pretexto para um fim-de-semana revigorante a conhecer as plurais belezas e rico património deste tão beirão Concelho… Infelizmente o tempo encurtou-se rapidamente e já não pudemos degustar o consagrado cabrito assado do Restaurante Flora. Fica para a próxima visita… As imagens têm uma eloquência que não nos assiste. Com elas vos deixamos, e com a certeza de que estes ingredientes juntos nos propiciam um dia diferente, variado e rico em emoções. Publicidade

A Santuário e Colégio da Lapa A O Pátio dos Sanhudos - Carregal

A Junto à Domus Municipalis de Sernancelhe

A As feijocas da Casa do Avô A Igreja Matriz de Sernancelhe (Séc. XII)

A A tripla sobremesa do Pedro Loureiro A Apetecível mesa no Hotel do Freixinho Publicidade

A A antiga capela, hoje restaurante do Freixinho

A Um dos quartos do Hotel Rural


D “The Dixie Boys”

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culturas expos

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

O Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, recebe amanhã, pelas 21h30, “The Dixie Boys”. A banda portuense caracteriza-se pela performance em palco típica dos anos 50, no visual e nas músicas.

Arcas da memória

Destaque

VISEU ∑Instituto Piaget

Mestre Zé Aveleira visto por Aquilino

Até dia 30 de Julho Exposição “Reinventan-

Alberto Correia

do a Digressão”, de Mário

Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

Vitória.

TONDELA ∑MuseuTerrasdeBesteiros Até dia 21 de Agosto Exposição de pintura de Alexandre Magno. SANTA COMBA DÃO

∑Biblioteca Municipal Até dia 30 de Setembro Exposição “Viagem pela História da Imprensa Santacombadense”. LAMEGO

∑Museu de Lamego Até dia 30 de Setembro Exposição “Homenagem às Artes Populares”, da artista Alexandra Assunção Correia.

VILA NOVA DE PAIVA ∑Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 31 de Julho Exposição de escultura “As Igrejas do Meu Concelho”.

A Banda francesa Nouvelle Vague é uma estreia

Nouvelle Vague e James internacionalizam feira Novidades∑ Dois palcos, Avenida em “L” e Praça das Artes Só o cartaz é revelador de que a edição da Feira de S. Mateus vai marcar pela diferença: Tony Carreira (15 Agosto), Aurea (21 Agosto), Pedro Abrunhosa (27 Agosto), Jorge Palma (2 Setembro), Orelha Negra (3 Setembro), Orquestrada (10 Setembro). E, para cumprir a promessa da internacionalização do cartaz, a banda inglesa dos anos 80 James que regressa a Viseu mais de uma década depois. Já no final da feira, os franceses Nouvelle Vague (17 Setembro) são uma estreia. “É um cartaz muito transgeracional, globalizante, em que procurámos escolher muito daquilo que se faz em termos de música, procu-

rámos internacionalizar e procuramos que os jovens se voltem novamente para a Feira de s. Mateus através da diversão, do lazer e da cultura”, confirma o administrador da Expovis, José Moreira. O ex-vereador a organizar a primeira edição sob a sua orientação, destaca ainda as alterações na arquitectura do recinto com a deslocalização do palco principal agora de costas para a Sé permitindo visualizar o coração do centro histórica, uma vez que é transparente. “Recuperámos o projecto inicial que o Polis tinha previsto”, recorda. Outra das novidades é a criação de um segundo palco “cheio de projectos cultu-

rais de Viseu”, integrado no espelho de água do recinto. Este ano, os visitantes vão poder desfrutar de uma grande avenida em “L”agora mais liberta entre a Porta de S. Mateus, e a Porta do Sol Poente junto ao Multiusos. No rol de novidades está a integração no recinto do relvado do centro comercial Forum junto ao rio, onde ficará a “Praça das Artes”.”Será um espaço de todos, mas disponibilizado para os agentes culturais que queiram intervir directamente na feira. Faltava essa abertura aos agentes culturais”, admite José Moreira.

Sessões diárias às 10h50 (Dom.), 13h40, 16h20, 19h00, 21h40, 00h20* Carros 2 (M6) (Dob.) Digital

O Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2 (M12) (Digital)

Sessões diárias às 14h20, 16h35, 18h50, 21h20, 23h30 Dylan Dog: Guardião da Noite (CB) (Digital)

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 17h50, 21h10, 00h25* Transformers 3 (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h10, 16h40, 19h10, 21h50, 00h15* Ressaca 2 (M16) (Digital) Sessões diárias às 21h00, 00h10* Pirata das Caraibas: Por Estranhas Marés (M12) (Digital)

Sessões diárias às 11h00 (Dom.), 13h20, 15h35 O Panda do Kung - Fu 2 (M6) (Dob.) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 15h55, 18h20, 21h20, 23h45* Os Pinguins do Sr. Popper (M6) (Dob.) Digital Sessões diárias às 14h30, 17h30, 21h30, 00h30*

Sessões diárias às 11h10 (Dom.), 14h00, 16h10, 18h30 Caçadores de Dragões (CB) (Dob.) Digital

PALÁCIO DO GELO (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 13h50, 16h30, 19h10, 21h50, 00h30 Super 8 (CB) (Digital)

Emília Amaral

Sessões diárias às 10h45 (Dom.), 13h20, 16h00, 18h40 Carros 2 (M6) (Dob.) 3D Digital Sessões diárias às 13h10, 15h20, 17h35, 19h50, 22h00, 00h25 Professor Baldas (M12) (Digital)

“Chamam-lhe Mestre Zé”… Não passava ainda da casa dos trinta quando Aquilino Ribeiro, seu admirador e amigo, com o mesmo engenho e arte que Mestre Zé punha no lavrar da pedra, talhava em letra de forma o vero retrato desse Boitaca de aldeia nesse humílimo e espantoso livro que chamou “ALDEIA”, onde descreve a gesta heróica e sofrida dos herdeiros dos pastores e camponeses que há tão pouco tinham descido dos castros da Beira ou ainda por lá moravam. Zé Aveleira, José da Costa Pinto de seu nome, homem de bom parecer, “Sansão nazareno”, cabelos ao jeito de Antinoo, diz o livro, “largo de ombros” , “espírito atilado, tão fecundo nos conceitos como pronto a reagir”, alvenel como outro não houve a talhar pedras em pedreira, a içar, cantando, pedraria de igreja ou casa de lavrador ou brasileiro, cantador ao desafio com aquela voz “que faria a fortuna de um tenor”, “fecundo em manha”, como Ulisses, ei-lo, esculpido em cor-

po inteiro, corpo e alma captados pelos olhos de águia de Aquilino. De Mestre Zé, além deste retrato, ficaram de Aquilino outros dizeres. E pedras alçadas de varandas, muros altos de cercados, arcos de igreja ou de capelas, e ficou a memória de seus ditos, a vida efabulada, larga família construída, uma casa levantada, pedraria generosa, largo eido plantado de vinha, de horta e de roseiras, herança, um estilo registado no brando picar da cantaria, na dimensão vasta dos silhares como se fossem de muralha, nas janelas abertas para beber o ar da serra. Ei-la, em Soutosa, bela e forte, beiroa, como o chão, à beira da estrada, aberta e recolhida, de face para a rua que voltada sobre o Norte tem agora o seu nome, por memória. Ei-la, mora lá gente que abre a porta, se bater e Mestre Zé a gente tanto pode descobrilo na largueza honrada da fachada, na vista que temos cá de fora, como dentro, na mansa devoção de uma família ou na fotografia de um Álbum de retratos.

Sessões diárias às 14h00, 17h00, 21h10, 00h10 O Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2 (M16) 3D Digital Sessões diárias às 21h25, 00h20 A Melhor Despedida de Solteira (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h30, 16h50, 19h10, 21h30, 23h50 Hanna (M12) (Digital)

Estreia da semana

Legenda: * Sexta e Sábado

Super 8– No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente.


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Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Destaque

Festival de Curtas de Viseu entrega prémios Vistacurta ∑ “Maybe” é a vencedora Já são conhecidos os f ilmes premiados do primeiro ano assumido por inteiro do Festival de Curtas de Viseu – Vistacurta. A cerimónia da entrega dos prémios aconteceu na Praça D. Duarte. A curta “Maybe”, de Pedro Resende, arrecadou o prémio de melhor ficção e melhor filme Vistacurta 2011. “Tipografia Minerva da Beira”, de Luís Belo foi o melhor documentário, “João Torto”, melhor animação, Yann Thual o realizador. Para a categoria de melhor filme experimental, “Suburbia: Somewhere_ A ny where”, de José Crúzio. O melhor f ilme escolar – Prémio Instituto Piaget, “Book Domination” foi pa ra o 1º turno da Oficina de Multimédia do 12ºQ , da Escola Secundária Alves Martins. Mafalda M at i a s a r re c adou o

A Entrega de prémios ocorreu no dia 21 de Julho prém io da categoria Sub-21- Prémio Movijovem, com “A Linha de Vida”. Foram entregues a i nda duas menções honrosas nas categorias de ficção e animação. Ana Seia de Matos com “O Desaparecimento do Sr. Constâncio” ganhou a primeira e Graça Gomes com “Brincarolas” a segunda. “À Flor da Pele”, de

Miguel Castilho foi a curta que reuniu mais votos dos cibernautas. Para a organização do evento - a Empó rio e o Cine Clube de Viseu – “a consolidação do sector cultural e criativo da região foi conseguido, através do audiovisual”. Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

Variedades

Oficina de cenários cada vez mais real O município de Tondela adquiriu o antigo cinema “Cine Tejá”, para proceder a obras de remodelação. O edifício tem muita tradição na cultura e no cinema no concelho. Aí, vai nascer uma

oficina de construção de cenários para espectáculos, no âmbito da candidatura realizada à Rede Urbana de Competitividade e Inovação – “Economias Criativas”, como já tinha sido avançado pelo Jornal do

Centro. A ACERT será um dos parceiros. O projecto de requalif icação do edifício está já concluído, em breve vai ser lançado a concurso público para a execução das obras. TVP

Literatura

Artista sampedrense lança livro Sérgio Lucas, natural de S. Pedro do Sul e vencedor da 2ª edição do programa televisivo “Ídolos”, vai apresentar o seu primeiro livro de poesia intitulado “Ca-

maleão”, com o carimbo da editora “Mosaico de Palavras”. A apresentação está marcada para amanhã, pelas 18h00, no Auditório do Balneário Rainha

D. Amélia, nas Termas de S. Pedro do Sul. Um euro da venda de cada exemplar vai reverter a favor das instituições APPACDM, ASSOL e APCV. TVP

CULTURAS


D 2º Estágio Nacional de Orquestra de Sopros

30 CULTURAS

Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

Castro Daire vai receber o 2º Estágio Nacional de Orquestra de Sopros. O estágio vai decorrer de 22 a 26 de Agosto de 2011 e culminará com um concerto final no Auditório do Centro Municipal de Cultura de Castro Daire.

Destaque

O TEMPO E O MODO

Projecto de intervenção no espaço público foi um sucesso Jardins Efémeros ∑ Zona histórica teve mais gente e mais animação, sem carros

Cul-de-Sak significa beco sem saída ou golpe de sorte, é também o nome da empresa de Sandra Oliveira, mentora do projecto dos Jardins Efémeros. A empresária identifica-se com a segunda definição da palavra, uma vez que “vê sempre uma oportunidade onde há uma ameaça”. A primeira edição dos Jardins Efémeros, que ocorreu de 21 a 24 de Julho, “revolucionou” a zona histórica da cidade de Viseu. A ideia da mentora de 41 anos, em “querer mostrar um novo olhar da cidade, dinamizando o centro histórico”, foi totalmente conseguida. “ Nem parece

que estamos em Viseu”, disse ao Jornal do Centro António Vaz, um jovem visitante do espaço. O epicentro da novidade, a praça D. Duarte, foi cortado ao trânsito, os bares tinham mais gente e até os restaurantes encheram. A ideia foi importada de Itália. “Quando fui a Milão, à feira Internacional de Design, vi lá um pequeno espaço com uma instalação de árvores e som e decidi transportá-lo para a minha cidade”, explicou a também designer de interiores Sandra Oliveira. O passo seguinte foi contactar com a organização do “Cinema na Cidade”, promovido pelo Cine Clube de Viseu

e já habitual em altura de Verão na terra de Viriato. “Achei que esta ideia poderia complementar a programação cinematográfica e assim atrair mais pessoas ao centro histórico que está cada vez mais morto a nível de movimento e de negócios, fazendo as pessoas fruir de outra maneira”, contou. A parceria e a disponibilidade da empresa “Cria Verde” foi fundamental, pelo trabalho de colocar todo o jardim, um rio e uma ponte de madeira na praça e de não ter cobrado nada por isso. “Vieram as plantas prédeterminadas e de for-

Actividades paralelas

ma organizada”, avaliadas em 90 mil euros. A grande aposta, passava por atra ir diferentes tipos de público: “Havia velhinhos a guardar lugar para ver o concerto das guitarras”, disse Ana Paula. Se considerarmos que todo o projecto e a logística foi pensado desde Maio, deste ano, e posto em prática por uma questão de cidadania, dirão os mais cépticos: “até nem foi mau”. Para o ano há mais, pelo menos é a vontade de quem fruiu e de quem produziu. Tiago Virgílio Pereira

∑ A parte artística – arte contemporânea - esteve sempre aliada aos Jardins Efémeros. A sexta-feira foi o dia “mais forte” com “Duas Guitarras e uma Cidade”, um espectáculo musical e vídeo num tributo à cidade. Os workshops e os contadores de histórias animaram diariamente o espaço.

João Luís Oliva

Uma minoria absoluta Não, não se vai falar de política; de autocracias ou despotismos, por mais esclarecidos ou iluminados que sejam. O pretexto aqui é outro: esteve em exibição no Teatro Viriato, de 6 a 9 de Julho, a peça de teatro N40º3W7º5 ROSSIO, criação colectiva de mais de uma vintena de viseenses (porque aqui vivem ou por cá circulam), com concepção, direcção e encenação de Fraga. Relevese que para a maior parte dessas pessoas - também actrizes e actores da cena - este era o primeiro contacto com o teatro e com o palco; outros, poucos, tinham sido alunos do Prof. Jorge Fraga, que rege cadeiras de expressão dramática na ESEV, do Instituto Superior Politécnico de Viseu; isto é, o mesmo Fraga encenador, mas agora num desempenho docente. Ora , nem o Teatro Viriato nem Fraga são dados a amadorismos; nem são frenéticos voluntários da “animação cultural”, parceiros jantantes de folclóricas confrarias regionais ou compulsivos adeptos de experiências comunitárias, só por serem comunitárias. Então, como é? … É que isto de amadores e amadorismo tem que se lhe diga, para lá das semelhanças etimológicas e semânticas: amador, podendo também referir-se a quem desenvolve uma actividade sem competência ou zelo, qualifica sobretudo um desempenho por amor, por prazer, sem dependências materiais e profissionais desse desempenho; e amadorismo, embora possa indicar uma prestação desinteressada, a maior parte das vezes designa uma atitude pouco cuidada, pouco rigorosa; enfim, pouco consciente da importância que, de facto, tem. E este foi um trabalho de amadores… sem amadorismos. Quanto ao encenador,

não se resiste a contar um pequeno, mas significativo, episódio, testemunhado de perto: Raul Solnado, emblema multiforme do palco e do teatro, de férias sorrateiras em Viseu, ia assistir no IPJ a uma sessão do Cineclube; Fraga entrou e, passando pelo actor, cumprimentou-o discretamente, sendo retribuído com um abraço igualmente discreto. Com tanta discrição que o amigo que acompanhava Solnado, talvez temendo a sua já notória falta de memória (menos de um ano depois morreu), mas certo da sua gentileza em sempre responder a um cumprimento, segredou-lhe, a seguir: “É o Fraga; dirigiute no Teatro da Trindade, quando encenou O Magnífico Reitor.” E a resposta veio, imediata, com bonomia: “Obrigado por te preocupares com a minha velhice, mas quem algum dia trabalhou com o Fraga nunca o esquece; nem a ele, nem ao rigor e à competência do que faz. Só me surpreendeu vê-lo em Viseu mas, de facto, este ‘gajo’ tanto está bem aqui como em Nova Iorque”. Pois bem, este é Fraga, andarilho, que pode estar em Viseu ou em qualquer outro sítio, estrangeiro em qualquer lugar, que é a melhor forma de se ser autóctone. Sempre com a consciência universal de que teatro é texto e som, corpo e movimento, problematização e bem-estar. Num mundo - que não é só viseense, português ou europeu - de gosto padronizado, de unanimismos cacofónicos e repetidores, num horizonte de consensos acríticos, o que vale mesmo, embora muito pouco se pratique, é pensar no que se vê e sente; no que se faz, para que se faz e como se faz. A criação artística e as práticas culturais têm, aí, um lugar insubstituível; e Fraga é parte dessa minoria absoluta.


Jornal do Centro

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especial

Andanças

textos ∑ Andreia Mota grafismo ∑ Marcos Rebelo

Festival Internacional de Danças Populares 1 a 7 de Agosto

Aproveite a visita à região para conhecer os inúmeros locais de passagem obrigatória. E porque o turismo, o lazer e o conhecimento andam de mãos dadas, este é um mergulho na história e na cultura do concelho que não vai querer perder. Mesmo ao lado de Carvalhais está a maior estância termal do país: as Termas de S. Pedro do Sul, que oferecem saúde, beleza e bem-estar. A exuberância natural das serras da Freita e Arada permitem usufruir das águas límpidas dos rios Vouga e Paiva e descobrir inúmeras aldeias típicas de granito e xisto, do vasto património arqueológico e dos desportos de aventura, nomeadamente o Bioparque do Pisão. A gastronomia, cujas receitas passaram de geração em geração e promovem os produtos endógenos, são outra área que promete fazer as delícias dos visitantes.

Como chegar? Coodenadas GPS: 40.787268,-8.111858 A partir de Lisboa ou do Porto, apanhar a A1 e sair na A25 em direcção a S. Pedro do Sul. Seguir a direcção de Carvalhais. É possível viajar de autocarro, beneficiando do acordo Andanças/Rede-Expressos, com desconto no preço da viagem e compra a partir da loja online. A saída é em frente às bombas de gasolina, em S. Pedro do Sul, a partir das quais a autarquia disponibiliza transporte para o recinto. É mais um passo para a redução do impacto ambiental do Andanças. Se ainda não é este ano que se consegue livrar da viagem de carro, procure no site www.deboleia.com e pesquise “andanças” – aqui poderá oferecer e procurar boleias para o festival.

Números

perder

José Lorena

• Música • Danças • Relaxamento • Oficinas • Actividades Paralelas • Ecologia • Pequenas Andanças - 7 dias de atividades - 19 horas de programação diária - 830 artistas - 135 bailes e concertos - 120 oficinas de dança - 80 oficinas para crianças - 30 países representados

Onde dormir? O festival inclui dois locais diferentes de acampamento: um comum e outro mais sossegado, adequada a famílias que gostam de silêncio. Há ainda um espaço para caravanas, mas que não dispõe de acesso à electricidade. Entre as possibilidades estão também a Pousada da Juventude em S. Pedro do Sul, e o conjunto de pensões e hotéis localizados nas Termas, onde o descanso se alia a uma paisagem magnífica.


Jornal do Centro

32 ESPECIAL | ANDANÇAS

29 | Julho | 2011

O que distingue o Andanças?

Hugo Lima

O Andanças é um Festival que já está consolidado naquilo que é a sua essência: a dança e a música tradicional. Estes dois elementos são privilegiados e surgem nu m a comu n h ão que tem muito a ver com a tradição artística e com a vontade de salvaguar-

dar o que de melhor há em cada país, de modo a que também os participantes – os ‘andantes’- possam estar mais sensíveis para estas artes. Trata-se de um encontro multicultural a nível mundial, dado que recebe participantes dos ‘quatro cantos’ do Mundo. As actividades desen-

volvem-se em duas vertentes: os workshops são feitos durante o dia, com os melhores especialistas de cada conceito; enquanto a prática se desenvolve, noite dentro, nos bailes. É um festival onde não se vem observar mas, fundamentalmente, participar e aprender. Daí que seja único a nível do pais. O Andanças tem vindo a ser diversificado ao longo das últimas edições, com outras componentes muito importantes, nomeadamente

aquela que foi a sua bandeira ao longo dos últimos anos e que outros fe st iva i s come ç a ra m a fazer: a preservação ambiental. Apostamos no ‘descartável zero’ e na promoção das energias alternativas, além de eliminarmos os desperdícios das refeições. Como que prevendo já a crise, adoptámos o lema de que não devemos gastar mais do que aquilo que são as necessidades básicas. Ao nível dos recursos, o consumo de água e de energia são monitorizados e há um

José Lorena

Adriano Azevedo fala de um certame único. Muita música, dança e animação são esperados em Carvalhais, S. Pedro do Sul, no âmbito do Andanças, que promete receber milhares de pessoas entre os dias 1 e 8 de Agosto naquela que é a sua 16ª edição. Para Adriano Azevedo, vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, entidade colaboradora do certame organizado pela Associação Pé de Xumbo, este é um evento que já se afirmou na região, no país e no Mundo, sabendo responder aos desafios colocados pelo ambiente e pela sociedade.

Nuno André Ferreira

“Ao Andanças vai-se participar e aprender”

reaproveitamento de todos estes elementos. Quais são as novidades deste ano?

O festival tem como tema uma palavra ambígua: a pausa. A escolha visa permitir algumas reflexões e equacionar variáveis novas nas próximas edições. A pausa estará na base de algumas conversas e palestras. O festival vai ter novidades ao nível da sua organização interna. Continuamos a contar com muitos – cerca de mil – voluntários, mas vamos

ter alguns serviços em outsourcing. A alimentação e a limpeza já são em parceria com uma empresa, mas continuamos a contar com a ajuda dos voluntários e de alguns funcionários requisitados nas freguesias vizinhas. Por isso, mantémse a componente de fomentar o negócio local. As infra-estruturas serão também mais acolhedoras. Pela primeira vez, haverá zonas de lazer e de descanso com condições superiores às que havia até agora. Será alargada toda a área


Jornal do Centro

ANDANÇAS | ESPECIAL 33

29 | Julho | 2011

O conceito do Andanças tem vindo a crescer anualmente. Como se explica este fenómeno de sucesso?

Quem vai ao Andanças e fica mais do que um dia, dificilmente não deixa de repetir a experiência. É diferente ir apenas à noite ou participar na dinâmica do festival. Sem se aperceberem, as pessoas, mesmo as mais introvertidas, são integradas pelas actividades. As propostas são tão diversas e simples que os andantes acabam por se envolver na dança, na música, na ginástica que se faz de manhã, nos passeios à Serra, nas propostas de aventura, sem esquecer a descoberta da zona envolvente, como o Bioparque e as Termas. Este crescimento devese não só à fidelização de andantes como àqueles que vêm porque tomam conhecimento através dos amigos, da Comunicação Social, ou das redes sociais. As despesas também contribuem para este facto uma vez que os preços são bastante inferiores aos praticados noutros eventos, dado que não se paga o parque de campismo, os serviços de higiene e limpeza, as oficinas ou os bailes. A alimentação também tem custos mais simbólicos. É um festival vanguardista, mesmo em relação à sociedade. Os efeitos na região são notados apenas no Verão ou prolongam-se ao longo do ano?

O impacto é sentido durante algumas fases do

ano. Há pessoas que acabam por regressar a S. Pedro do Sul e, na semana anterior ao festival, é frequente os pais virem conhecer o terreno e as condições de segurança antes de deixarem os filhos participar no festival. Depois há outras pessoas que voltam porque consideram que o local tem condições para a realização de encontros, quer seja de universidades, escolas, empresas ou escuteiros. A própria dinâmica do Bioparque acaba por ter um pouco a ver com o Andanças. Isto é bem sintomático dos efeitos que o mesmo tem. A vertente turística tem sido bastante valorizada…

Isso deve-se ao facto de a Região Centro ter uma grande apetência turística, quer seja pela diversidade do território como dos produtos. Mas o que mais atrai os turistas actualmente são os eventos e, embora já tenhamos algumas iniciativas com projecção nacional e internacional – o Festival do Bacalhau, a Regata dos Moliceiros, a Feira de S. Mateus, o Festival da Paisagem, a competição internacional de surf na Figueira da Foz e Ria de Aveiro – estamos aquém do que seria desejável. A s si m , é i mp or t a nte potenciar os nossos eventos, para que este seja um destino de referência. O Andanças já contribui em larga escala, não só por ser um festival que dura uma semana, mas pelas suas características de internacionalização, dado que atrai grupos de todo o Mundo, nomeadamente espanhóis, franceses e italianos, que já vêm passar oito dias no Andanças e outros tantos na região. Isso é muito importante para levar o

nome de S. Pedro do Sul, de Viseu, de Dão Lafões e do Centro a todo o país e não só. Toda a região sai beneficiada e o que nos interessa, em termos turísticos, é que tenha pulso suficiente para ser um destino de eventos e para promover os seus recursos endógenos. No ano passado participaram cerca de 20 mil visitantes. Quais são as expectativas para este ano?

É difícil contabilizar o número de participantes, porque independentemente do número de dias em que estejam no certame, só contam uma vez. Depois, não são contabilizados os convites, os voluntários, os grupos de artistas, nem os participantes das actividades paralelas. Tudo isso faz com que tenham sido bem mais de 20 mil os participantes.

Nuno André Ferreira

os residentes dos municípios vão pagar apenas 10 euros, e não os 25 que custam os passes diários (crianças até aos 12 anos não pagam).

José Lorena

João Henriques

do espaço criança, com polivalência de actividades e vamos melhorar também a componente de apoio aos pais. Quem tem crianças em tenra idade terá ao seu dispor educadores e monitores. Os chamados “Andamentos” vão manter-se disseminados um pouco por todas as freguesias do concelho. Através da colaboração do CLDS haverá novos percursos, na aldeia para fumentar e dar visibilidade aos produtos locais. Os visitantes, mediante uma pré-inscrição, poderão experimentar, por exemplo, fazer broa no forno a lenha e aproveitar para participar numa refeição como se fazia antigamente, em que as brasas eram aproveitadas para cozinhar outros produtos tardicionais. O mesmo se aplica ao mel, aos legumes, às adegas tradicionais, etc. Os próprios residentes vão disponibilizar as suas habitações e mostrar ao visitante, de uma forma pedagógica e promovendo a produção nacional, as tarefas com que lidam diariamente. Haverá uma maior ligação às Instituições Particulares de Solidariedade Social, que estão a preparar um conjunto de materiais que serão usados durante o festival, quer para decorar alguns espaços como para o desfile final. Será dada uma maior importância àquilo que são os concertos na Igreja, que decorrem a partir das 21 horas e até por volta da meia-noite e são abertos ao público. O preço dos bilhetes também sofreu alterações. A organização decidiu privilegiar o território contíguo ao festival, nomeadamente os distritos de Viseu e de Aveiro. Na quarta-feira, todos

O nosso desejo é que, independentemente do número, as pessoas apareçam e se sintam bem.

Falou-se na possibilidade de transformar o recinto num espaço com actividades e animação permanentes. Como está esse projecto?

A preocupação ambiental, tal como já foi dito, tem sido uma prioridade. Este ano vai manter-se a monitorização da poupança?

Já esteve mais longe. A verdade é que estão a ser dados alguns passos nesse sentido. Tudo depende da vertente f inanceira e dos projectos que existam no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional. Apesar de terem sido apresentadas, sem sucesso e sem motivo cabal, duas candidaturas nos últimos anos e de a antiga ministra do Ambiente ter citado o Andanças como um certame de referência ao nível das boas práticas ecológicas, tivemos algumas dificuldades em avançar com o projecto. Queremos continuar a apostar nesta ideia pa ra que haja um u m espaço de dinamização de eventos permanentes e com diversas filosofias, quer sejam artísticas, culturais ou de negócios.

Sim, o nosso objectivo é apostar no aperfeiçoamento. Mesmo que haja um aumento de participantes, temos como máxima que cada ano tem de ter um consumo inferior ao anterior, quer em termos de litros de água como de electricidade.


Jornal do Centro

34 ESPECIAL | ANDANÇAS

29 | Julho | 2011

Dança Há concertos, bailes, oficinas para todos. Há danças de pares, danças de roda, em filas, ou como guiar alguém. O objectivo é usar o espaço em harmonia com os outros, improvisar ou dançar em simultâneo com mais de 100 pessoas. As palavras ficam de fora e o ritmo é a base da partilha. Mais de meia centena

de estilos diferentes estão disponíveis nas 120 oficinas de dança (num total de 30 países representados). Ao lon go do d i a os monitores partilharão com o público os movimentos e técnicas que melhor conhecem e, à noite, sobem ao palco para demonstrar todo o trabalho que fazem fora do festi-

val. Na área dos espectáculos, os destaque vão para Al’Shams, Filho Perdido, as Danças Indianas, Folkzitas, Kilandukilu e Wonderful Kova M (Programa Escolhas). O salão fora do recinto, o terreiro do mastro e as cinco tendas são os espaços privilegiados para descobrir propostas como

os bailes do improviso, Pantomina, Les Valseuzes, Karrosel, Magmell, Míscaros, o Baile de Valsas Mandadas, Três Tristes Trilos, Baile Alentejo, Com Tradições, Toques de Caramulo, Grupo Etnográfico “Os Esparteiros” de Mouriscas, ou Alafum. Há ritmos para todos os gostos e para dançar noite dentro.

De referir são também os concertos na Igreja de Carvalhais, onde os sons confluem num ambiente intimista. Ensemble de Música Barroca, Guitarra Portuguesa com João Manso, Sebastião Antunes, Os Homens da Luta, Cantares do Gerês e Pássaro de Gonçalo Miragaia estão entre os concertos previstos. No sa lão, a proposta vai para uma maior interacção entre artistas

e espectadores. Entre os convidados estão Daniel Peces e Elisabete Pinto, Rascanya, Karrossel, Rémi Decker, Associação Gaita de Foles, a Presença das Formigas e Si que Brade. E porque a aprendizagem nunca é demais, os andantes terão a oportunidade de partilhar e aprofundar conhecimentos nas oficinas de instrumentos. O adufe, a gaitade-foles, a gaita miran-

desa e transmontana, os instrumentos de cordas profissionais, a pandeireta tradicional galega, a percussão portuguesa e do sul de Itália poderão ser descobertos ao longo do festival. E não se surpreenda se, de repente, encontrar um grupo a tocar de forma espontânea. As Jam Sessions são já uma tradição. Traga o seu instrumento de eleição e participe”.

Música A música merece, tal como a dança, honras da casa no festival promovido pela Associação Pé de Xumbo, com o apoio da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, do Centro de Promoção Social de Carvalhais e da Junta de Freguesia de Carvalhais. Aos bailes juntam-se os concertos no Palco Alto e as noites animadas pelas sugestões de DJ’s. No total, contabilizam-se mais de 135 propostas.

Pensar o corpo de uma outra forma é o desafio lançado nas oficinas meditativas e de relaxamento, onde se procura encontrar o equilíbrio de cada um. Nas oficinas de expressão o objectivo é outro: serão partilhadas técnicas que servem para

A Palavra aprender a fazer, construir, ou tal como o nome indica, exprimir. As propostas são variadas passando pelo teatro, artes plásticas, técnicas de malabares, construção de origami, bricolage, entre outras.

José Lorena

Relaxamento

A Pausa, tema desta edição do Andanças, convida ao descanso e à partilha de experiências e de Palavras. Parar para reflectir. Conversas e debates, contos à fogueira, animações de rua... Mas há uma novidade: o cinema ao ar livre, que pretende recupe-

rar uma prática antiga das aldeias, mas recorrendo às tecnologias actuais. A fachada da Igreja foi o local escolhido para a actividade. Os contos e as histórias também prometem marcar presença, através dos serões em redor da fogueira.

oportunidades dadas aos participantes. Desta vez, as propostas são as saídas para as aldeias de Manhouce, Rompecilha e Fujaco, a 2, 4 e 6 de Agosto, respectivamente. De salientar que, pela primeira vez, num dos sete dias do festival e em

nome da boa vizinhança, os residentes dos distritos de Viseu e Aveiro vão poder entrar no recinto a um preço mais acessível. No dia 3 de Agosto (quarta-feira) será cobrado um bilhete de apenas 10 euros (o bilhete diário custa 25 euros).

Passeios

José Lorena

A pausa é a base também para o convívio com a região envolvente. Assim, há passeios, sessões de contos e actividades agrícolas na aldeia de Carvalhais, com o intuito de criar oportunidades para conhecer as pessoas e os produtos locais. Há ainda saídas para

descobrir aves silvestres, plantas medicinais e para aulas de fotografia ao ar livre. Os Andamentos mantêmse como parte estruturante da programação. Descobrir a região, conviver e saborear as vivências das populações estão entre as

João Henriques

José Lorena

Pequenas q Andanças ç O Andanças é um festival para todas as idades e que não esquece a presença de crianças e jovens. As actividades para crianças, que são mais de 80, decorrem no Espaço Criança, no Carvalhal, um espaço aberto, rodeado de natureza, com quatro ac-

tividades em simultâneo, onde pais e filhos podem participar e também no Salão, que constitui um espaço abrigado, para actividades mais sossegadas… ou não. Yoga para crianças, oficinas de dança e expressão, construção de instru-

mentos, espectáculos, contos e bailes, são alguns dos exemplos. Destaque também para a Casa dos Sonhos, onde os mais novos podem descansar enquanto os pais aproveitam a programação diversificada e tentadora.


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saúde Recolha de Sangue em Santa Comba A Casa da Cultura de Santa Comba Dão acolhe uma campanha de recolha de sangue, quarta-feira, dia 3 de Agosto, das 9h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. A organização lembra que podem doa r sangue todas as pessoas saudáveis, com peso igual ou superior a 50

quilos com idade compreendida entre os 18 e os 65 anos, sendo para uma primeira dádiva o limite de idade de 60 anos. A doação de sangue por mulheres pode ser feita de quatro em quatro meses. Os homens podem doar sangue de três em três meses.

Vivafit lança campanha de Verão O ginásio Viva f it Viseu acaba de lançar a campanha “Cuide de si este Verão”. Com esta iniciativa o Vivafit permite a quem se increver no ginásio até 31 de Julho, começar a pagar só em Setembro. A primeira mensalida-

de surge como oferta, havendo ainda descontos especiais no valor da inscrição. O v iva f it, u m a da s maiores redes de ginásios nacional, f ica na Rua Mestre A ntón io Nelas, em Marzovelos/ Viseu.

Hospital de Viseu faz divulgação mensal de dados desde Abril Medida∑ Ministro da Saúde exige dados mensais de gestão dos hospitais e centros de saúde Para a administração do Hospital S. Teotónio “não traz qualquer novidade”, a medida anunciada pelo Governo de os hospitais e centros de saúde passarem a ter que disponibilizar mensalmente informação de gestão sobre o seu desempenho. Luís Viegas, relações públicas da unidade hospitalar de Viseu adiantou ao Jornal do Centro que “já era enviada todos os meses, por indicação da tutela, a execução orçamental”, desde 1 de Abril deste ano, altura em que o S. Teotónio passou a Centro Hospitalar Tondela Viseu. O ministro da Saúde anunciou na terça-feira, que quer os hospitais e centros de saúde a dispo-

A Administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu concorda mas “não é novidade” nibilizar mensalmente informação de gestão sobre o seu desempenho. Paulo Macedo assumiu assim “o compromisso do Governo” de divulgar mensalmente a informa-

ção de gestão sobre o desempenho das instituições, como taxas de reinternamento ou rácio entre consultas e urgências. O desempenho assistencial medido pela demora mé-

dia será outro dos indicadores, bem como as taxas de poupança nas rúbricas de custos mais elevados. Emília Amaral/Lusa emilia.amaral@jornaldocentro.pt


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Pedro Carvalho Gomes Médico Dentista Clínica Médica Dentária de Viseu, Supreme Smile

Implantes dentários A implantologia é uma especialidade da Medicina Dentária que possibilita repor dentes perdidos na cavidade oral, conferindo ao paciente uma sensação de dentes naturais com quase total ausência de períodos de adaptação a um corpo estranho. A perda dentária de um ou dois dentes pode ser corrigida com a ut i l i zação de implantes dentá r ios , acaba ndo com a necessidade de desgastar dentes saudáveis para a elaboração de uma ponte f i x a sobre dentes. O implante dentário colocado na estrutura óssea dos maxilares funcion a como u m a nova “raiz” (porção invisível do dente) onde , u m a coroa m e t i c u lo s a m e n te elaborada, é colocada repondo a estrutura dentária em falta. Por outro lado, quando a perda dentária é mais extensa, a utilização de implantes dentários possibilita o abandono das tradicionais próteses dentárias esqueléticas e acrílicas, que por vezes são causa de grande desconforto para o paciente. Com a colocação de implantes existe não só uma mudança estética drástica como um aumento da capacidade mastigatória. Sabia que um paciente tota l mente desdentado, reabilitado com duas próteses tradicionais, só possui 1/3 da capacidade mastigatória que possuiria se essas mesmas próteses estivessem suportadas por implantes dentários?

Radiação Ultravioleta com nível muito alto País∑ Calor que atinge o país obriga a medidas apertadas alerta o IM Desde terça-feira que pratica mente todo o restante território português, inclusive o distrito de Viseu, tem apresentado um valor muito alto de radiação ultravioleta (UV), de acordo com o Instituto de Meteorologia (IM) citado pela Agência Lusa. A ex posição ao sol deve ser evitada sensivelmente entre as 11h00 e as 16h00. No nível muito alto, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, protetor solar e guarda-sol devendo também evitar-se a ex-

Fonte: Instituto de Meteorologia

Opinião

A A imagem corresponde às previsões da semana posição das crianças ao Sol, conselho que é alargado a toda a população no caso de nível extremo. A radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se

o nível de UV exceder os limites de segurança, de acordo com o IM. O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, consoante o índice, que chega ao 11.

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Opinião

A letargia da União Europeia e a E coli Assistimos nos dias de hoje a um profundo e galopante problema económico que se vai alastrando a toda a União Europeia, tardando esta em implementar medidas concretas e assertivas para poder suster esta vaga especulativa. De facto, em termos alimentares este último episódio em redor da bactéria E coli é a prova concreta que em mais um assunto algo delicado, a União Europeia não conseguiu dar uma resposta cabal e atempada a esta situação. Se bem se recordam as autoridades alemãs apressaram-se a responsabilizar os produtores espanhóis, afirmando que esta bactéria foi detectada em pepinos. Posteriormente e após estudos mais detalhados, o surto parecia estar circunscrito a uma quinta alemã de produção de rebentos de soja em regime biológico, estando as mortes associadas ao seu consumo num restaurante alemão. Em face deste episódio e na busca in-

cessante de possíveis fontes da sua presença, esta foi ainda detectada em hambúrgueres franceses, comercializados por uma cadeia de distribuição alimentar, tendo-se agora chegado à conclusão que a sua origem está nas sementes de feno grego importadas do Egipto para a produção de soja. No caso português esta situação acarretou enormes prejuízos para os horticultores - o quilo de pepino chegou a ser vendido a 3 cêntimos. Assim importa perguntar, por quem e quando vão ser pagos estes elevados prejuízos? Vamos aguardar… A bactéria E coli é um dos microrganismos mais estudados e parece possuir alguma capacidade de adaptação a diferentes alimentos, em particular a estirpe O104H4 causadora deste surto. No entanto, importa referir que este microrganismo patogénico encontra o seu habitat de preferência no trato intestinal humano e nos animais de sangue quente. Des-

te modo a sua presença em alimentos constitui por norma um parâmetro de avaliação das condições higio-sanitárias dos manipuladores, dos utensílios, dos locais de transformação, bem como de toda a cadeia alimentar. Apesar de sermos portadores de E coli nos nossos intestinos, conseguimos conviver com normalidade com esta bactéria. Esta situação modifica-se radicalmente quando a sua concentração excede por norma 1.0 x 102 UFC/g ou ml (100 microrganismos por grama ou mililitro de alimento). A partir desta concentração o nosso sistema imunitário tem dificuldade em combater e travar o seu avanço o que despoleta uma intoxicação alimentar que poderá causar a morte. Em face da legislação alimentar apertada existente na União Europeia, que visa o controlo de toda a cadeia alimentar, também conhecida como a políti-

ca “do prado ao prato” baseada em boas práticas de produção, transformação, bem como do seu respectivo controlo, este episódio não poderia ter ocorrido. Algo falhou neste apertado controlo. O surgimento desta política de controlo alimentar tem até aos dias de hoje um forte enfoque nos produtos alimentares de origem animal, tendose de algum modo menosprezado toda a componente vegetal. A par deste suposto controlo, verifica-se ainda que as populações nórdicas aumentaram substancialmente a ingestão de produtos frescos na sua alimentação diária. Neste sentido, importa deixar ficar vertidas algumas recomendações a fim de poder minimizar futuras situações. Por um lado devemos recorrer a produtores e estabelecimentos que demonstrem de forma evidente que os seus produtos são controlados, por outro devemos pugnar por uma

desinfecção obrigatória dos alimentos de origem vegetal antes da sua ingestão ou pelo seu processamento térmico no caso particular dos rebentos de soja. O processo mais eficaz, de fácil aplicação e amplamente utilizado na obtenção por exemplo de água potável, é a adição de cloro (hipocloríto de sódio, também conhecido por lixívia). A aplicação de pastilhas de cloro para a desinfecção de frutas e legumes é uma prática recorrente nos restaurantes. Nas nossas casas, no caso de não ser possível a sua aquisição, podemos ainda recorrer a produtos já comercializados para esse fim, cujo princípio recai na mesma substância (hipocloríto de sódio). No caso de não ser possível a sua aquisição, uma colher de sobremesa de lixívia por cada 10 litros de água resolve esta situação, devendo os alimentos aí repousarem durante 15 minutos, e serem posteriormente lavados em

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu

água corrente. Deixo ficar aqui vertida, uma simples prática ao alcance de todos, que no caso de ter sido correctamente aplicada numa das fases do processo de produção de rebentos de soja, certamente poderia ter evitado não só os enormes prejuízos económicos, mas fundamentadamente as mortes. São simples procedimentos como estes que os responsáveis por estas áreas na União Europeia deveriam ter disseminado com enorme celeridade. Também aqui pecámos por respostas prontas e imediatas a um problema europeu e que continua a provocar mortes. Em face deste episódio encontra-se proibida a importação de sementes, rebentos e legumes do Egipto, até 31 de Outubro.


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O ForLife Desporto, Bem-estar & SPA, no Palácio do Gelo Shopping, em Viseu, promove no próximo sábado, dia 30, a partir das 11h00, o 1º Torneio de Jiu-Jitsu ForLife (arte marcial de origem japonesa). A iniciativa pretende comemorar o segundo aniversário da prática da modalidade naquele ginásio. O 1º Torneio de Jiu-Jitsu ForLife contará com a presença de praticantes de todo o país, bem como de Valécio Senna, o director técnico da Escola de Lutas Senna, no Rio de Janeiro, que conta, no seu palmarés, com os títulos de campeão mundial e pan-americano desta arte marcial. A acção decorre no piso 0 do Palácio do Gelo Shopping e a entrada é livre. Os primeiros combates estão agendados para a parte da manhã, estando o período da tarde reservado às finais.

DECO alerta para a falta de legislação sobre tatuagens e pírcingues Estudo∑ Maior consciência por parte dos profissionais, mas há ainda falta de interesse do estado de saúde dos clientes Em Portugal não existe legislação sobre tatuagens e pírcingues. O bom senso dos profissionais é a única garantia do cliente ao falarem sobre os riscos, os cuidados e as contra-indicações para a saúde, uma prática que, segundo a DECO, não é seguida no país, revela a Agência Lusa. A Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) fez 46 visitas, durante os meses de Fevereiro e Março, a 29 estabelecimentos que exercem a actividade de realização de tatuagens e/ou pírcingues nas áreas da Grande

Lisboa e do Grande Porto e concluiu que houve poucas melhoras desde o último estudo realizado em 2005. “O presente estudo mostra maior consciência por parte dos profissionais, que melhoraram na indicação dos possíveis riscos para a saúde (…). Porém continuam a manifestar falta de interesse generalizada em apurar se o estado de saúde do cliente é adequado para enfeitar o corpo”, lê-se no artigo da DECO, publicado na última edição da revista “Teste Saúde”. Segundo a DECO, ne-

nhum dos profissionais contactados quis saber o estado de saúde do cliente, apenas 18 indicaram bons cuidados de cicatrização e oito tatuadores afirmaram que o processo é indolor ou fugiram à questão. A associação lembra que “quem sofre de doenças de pele, como a psoríase, alergias a pigmentos de tinta, ao metal das agulhas ou ao níquel dos brincos não deve fazer nenhuma das intervenções”, enquanto as “tatuagens estão interditas a hemofílicos e epilépticos”. Emília Amaral/Lusa

DR

FORLIFE ORGANIZA TORNEIO DE JIU-JITSU

A DECO conclui que houve poucas alterações desde 2005


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GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Takeway. RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia.

TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes. Folga Segunda-feira. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Menu económico ao almoço – 4,90 euros.

RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away.

RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771.

SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos. Folga Terçafeira. Preço médio refeição 8,50 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à SubEstação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 962 723 772. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), fácil estacionamento, acesso gratuito à internet.

RESTAURANTEBELOSCOMERES(ROYAL) Especialidades Restaurantes Marisqueiras. Folga Não tem. Morada Cabanões; Rua da Paz, nº 1, 3500 Viseu; Santiago. Telefone 232 460 712 – 232 468 448 – 967 223 234. Observações Casamentos, baptizados, convívios, grupos. TELHEIRO DO MILÉNIO QUINTA FONTINHA DA PEDRA Especialidades Grelhados c/ Churrasqueira na Sala, (Ao Domingo) Cabrito e Aba Assada em Forno de Lenha. Folga Sábados (excepto para casamentos, baptizados e outros eventos) e Domingos à noite. Morada Rua Principal, nº 49, Moure de Madalena, 3515016 Viseu. Telefone 232 452 955 – 965 148 341. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. RESTAURANTEOPOVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

RESTAURANTEROSSIOPARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros. FORNODAMIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTADAMAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE A COCHEIRA Especialidades Bacalhau Roto, Medalões c/ Arroz de Carqueija. Folga Domingo à noite. Morada Rua do Gonçalinho, 84, 3500-001 Viseu. Telefone 232 437 571. Observações Refeições económicas ao almoço durante a semana.

RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680-132 Oliveira de Frades. Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS AS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo. RESTAURANTE EIRA DA BICA Especialidades Vitela e Cabrito Assado no Forno e Grelhado. Folga 2ª Feira. Preço médio refeição 15 euros. Morada Casa da Bica - Touça - Paços de Vilharigues - Vouzela. Telefone 232 771 343. Observações Casamentos e Baptizado. www.eiradabica.com

FÁTIMA RESTAURANTE SANTA RITA Especialidades Bacalhau Espiritual, Bacalhau com camarão, Bacalhau Nove Ilhas, Bife de Atum, Alcatra, Linguiça do Pico, Secretos Porco Preto, Vitela. Folga Quarta-feira. Preço médio refeição 10 euros. Morada R. Rainha Santa Isabel, em frente ao Hotel Cinquentenário, 2495 Fátima. Telefone 249 098 041 / 919 822 288 Observações http:// santarita.no.comunidades.net; Aceita grupos, com a apresentação do Jornal do Centro 5% desconto no total da factura.

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ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 CATARINA DE AZEVEDO Morada Largo General Humberto Delgado, nº 1 – 3º Dto. Sala D, 3500-139 Viseu Telefone 232 435 465 Fax 232 435 465 Telemóvel 917 914 134 Email catarina-azevedo-5275c@adv. oa.pt CARLA MARIA BERNARDES Morada Rua Conselheiro Afonso de Melo, nº 39 – 2º Dto., 3510-024 Viseu Telefone 232 431 005 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a L g. Genera l Humber to Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666 ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS M o r a d a R ua D. A ntón io A lves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498

ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454

MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ANTÓNIO M. MENDES Morada Rua Chão de Mestre, nº 48, 1º Dto., 3500-113 Viseu Telefone 232 100 626 Email antonio.m.mendes3715c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt MARQUES GARCIA Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº 218 – C.C.S. Mateus, 4º, sala 15, 3514-504 Viseu Telefone 232 426 830 Fax 232 426 830 Email marques.garcia-3403c@advogados. oa.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs.advogados@netvisao.pt

MANGUALDE

JOSÉ MIGUEL MARQUES Morada Rua 1º de Maio, nº 12 – 1º Dto., 3530-139 Mangualde Telefone 232 611 251 Fax 232 105 107 Telemóvel 966 762 816 Email jmiguelmarques4881c@adv.oa.pt JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose.almeida.goncalves-14291l@adv. oa.pt

NELAS

JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

IMOBILIÁRIO VENDE-SE

T2 c/cozinha mob. e equipada, centro cidade, aquec. central, arrumos. 275,00€ 917 921 823

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T2 Qtª. Bosque c/ aquec. completo, lareira, arrumos, pré – inst. A/c, garagem, novo. 132.500,00€ 914 824 384 T3 Abraveses c/lareira, aquec. completo, A/c, cozinha equipada, arrumos. 70.000,00€ 969 090 018 Moradia c/ cozinha equipada, aquec. completo, arrumos, churrasqueira. 180.000,00€ 917 921 823 Moradia c/450m2 área, aquec. central, copa, escritório, estores elétricos, churrasqueira. 200.000,00€ 914 824 384

IMOBILIÁRIO ARRENDA-SE T3 c/ 130m2 área, cozinha mob. e equipada, varandas, roupeiros, aquec. central. 360,00€ 969 090 018

T1 a 2 min. Cidade c/ cozinha equipada, boas áreas, roupeiro, boa exposição solar. 200,00€ 917 921 823 Moradia c/ cozinha equipada, aquec. completo, escritório, garagem p/5 carros, churrasqueira. 600,00€ 914 824 384

Moradia c/ aquec. completo, painéis solares, cozinha equipada, logradouro. 500,00€ 969 090 018 T4 Duplex c/ 200m2, cozinha mobilada e equipada, arrumos, centro cidade. 400,00€ 917 921 823 T2 c/110m2 área, cozinha equipada, aquec. completo, terraço, óptimo estado. 275,00€ 914 824 384 T0 Campo, quarto mobilado, cozinha equipada, boas áreas. 150,00€ 969 090 018 Moradia c/330m2, aquec. completo, lareira, cozinha equipada, churrasqueira. 650,00€ 917 921 823


Jornal do Centro

CLASSIFICADOS 41

29 | Julho | 2011

EMPREGO & FORMAÇÃO OFERTAS DE EMPREGO Centro de Emprego de TONDELA (232 819 320) Empregado de mesa com formação ou experiência (preferencial). Carregal do Sal – Ref. 587765894 Impressor de “offset” c/ experiência. Carregal do Sal – Ref. 587765814 Marceneiro c/experiência na área. Carregal do Sal – Ref. 587771391 Soldador por pontos com ou s/ experiência. Carregal do Sal – Ref. 587769936 Copeiro preferência por candidato com experiência. Mortágua – Ref. 587768750 Cozinheiro com experiência profissional. Mortágua – Ref. 587768754 Empregado de mesa. Pretende-se candidato com experiência ou formação na área. Mortágua – Ref. 587768761 Empregado de quartos – hotelaria preferência por candidato com experiência. Mortágua – Ref. 587768748 Recepcionista de hotel. Pretende-se candidato com experiência ou formação na área e domínio de línguas. Mortágua – Ref. 587768776 Trabalhador florestal com experiência na limpeza de matas. Mortágua – Ref. 587770846 Carpinteiro de limpos com experiência profissional como carpinteiro/a de limpos, para de uma forma autónoma colocar forro de madeira e outros elementos de carpintaria. Santa Comba Dão – Ref. 587765599

Centro de Emprego de LAMEGO (254 655 192) Enfermeiro. Tabuaço – Ref. 587759441

Pedreiro / calceteiro. Oliveira de Frades – Ref. 587755887

Serralheiro civil. Elaboração e montagem de estruturas metálicas (metalomecânica em geral). Moimenta da Beira – Ref. 587762479

Serralheiro civil. Deve ter experiência em ferro ou alumínio. São Pedro do Sul – Ref. 587758487

Praticante de cabeleireira (com carteira profissional e pelo menos 1 anos de experiência): lavar; pentear; frisar; etc. Folgas: domingo e 2ª feira. Ordenado: 485.00 euros. Lamego – Ref. 587763573 Pedreiro. Lamego – Ref. 587767580 Servente - construção civil e obras públicas. Lamego – Ref. 587767587 Servente - construção civil e obras públicas. S. João da Pesqueira – Ref. 587771114 Geólogos e geofísicos. Armamar – Ref. 587771891 Condução de máquinas giratórias e retroescavadoras, com experiência e carteira profissional. Sernancelhe – Ref. 587772954 Desenhador criador industrial. Lamego – Ref. 587773571 Designer gráfico para concepção e desenvolvimento de trabalhos gráficos diversos. Lamego – Ref. 587773590 Chefe de secção com 12º ano ou recém-licenciados com experiencia em gestão de loja e liderança de equipas. Lamego – Ref. 587774086

Pasteleiro com conhecimentos e experiência. São Pedro do Sul – Ref. 587758014

Carpinteiro de limpos. Castro Daire – Ref. 587764126 Servente - Construção civil e obras públicas. Oliveira de Frades – Ref. 587754640 Costureira, trabalho em série. Vouzela – Ref. 587753835

Centro de Emprego de VISEU (232 483 460) Electromecânico de AVAC. Viseu – Ref. 587773746 Licenciado em Economia ou Gestão de Empresas. Viseu – Ref. 587773742 Condutor manobrador de espalhador de betuminoso e/ou de moto niveladora. Viseu – Ref. 587774552 Cozinheiro. Bodiosa – Ref. 587772430

Auxiliar de limpeza. Bodiosa – Ref. 587772434

Engenheiro agrónomo / Arq. Paisagista. Santa Comba Dão – Ref. 587764799

Pedreiro. Tarouca – Ref. 587775159

Ladrilhador. Viseu – Ref. 587773793

Marteleiro com experiência mínima de 2 anos. Santa Comba Dão – Ref. 587772064

Servente - Construção civil e obras públicas. Tabuaço – Ref. 587775644

Pedreiro. Viseu – Ref. 587773805

Costureira, trabalho em série. Pessoas com experiência. Tondela – Ref. 587768480 Impressor de “offset” c/ experiência na área. Tondela – Ref. 587768257 Pedreiro de acabamentos com experiência. Tondela – Ref. 587766379 Servente - Construção civil e obras públicas. Candidato com ou s/experiência. Tondela – Ref. 587773490

Serralheiro civil, na área da serralharia. Oliveira de Frades – Ref. 587746650 Serralheiro mecânico / trabalhador similar. Vouzela – Ref. 587748245 Servente – Construção civil e obras públicas. Oliveira de Frades – Ref. 587748278

Os Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, vão promover uma acção de formação em Socorrismo durante o mês de Setembro. Esta acção de formação, de 21 horas, destinase a todas as pessoas individuais ou colectivas e visa dotar os formandos de conhecimentos teóricos e práticos que lhes permitam ministrar a primeira assistência a sinistrados. A inscrição pode ser feita através do e-mail: formacao.bvca nas@ gmail.com

A Escola Supe rior de Tecnologia e Gestão de Viseu (E STGV) do I PV abre no próx i mo ano lectivo o curso de Gestão de Empresas em regime pós-laboral. “Este curso, idêntico ao de Gestão de Empresas diurno, vem ao encont ro das expectativas de muitos candidatos que há muito ansiavam por ele”, adianta a direcção da escola em comunicado. A ESTGV tem agora disponíveis dois cursos em regime pós-labora l ou nocturno, Contabilidade e Administração, com 40 vagas e Gestão de Empresas, com 35 vagas. As candidaturas ao ensino superior de cor rem até de Agosto.

A Escola de Negócios das Beiras (ENB), em Viseu, em parceria com o Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) vai promover os pós-graduações em Cisco Networking, Estratégia Empresarial: Liderança e Decisão, e Gestão de Recursos Humanos. E m P a rcer i a com o IPAM e com o objectivo de “reforçar a oferta na área do marketing, a ENB disponibiliza também as pós-graduações em Direcção Comercial e Vendas, Marketing Digital e Marketing Management. Os seis cursos destinam-se a bacharéis, licenciados e/ou pessoas com experiência profissional relevante na área, sendo a candidatura validade pelas respectivas instituições. As i nscrições estão abertas até 21 de Outubro, estando o arranque das especializações previsto para Novembro.

Electricista com conhecimento de electricidade de baixa tensão. Castro Daire – Ref. 587762605

Escriturário - Seguros (atendimento ao público e gestão de carteira de seguros, com carta de condução e no mínimo com o 12º ano). Lamego – Ref. 587775154

Centro de Emprego de S. PEDRO DO SUL (232 720 170) Costureira, trabalho em série, com ou sem experiência. Vouzela – Ref. 587740785

NOVAS ESPECIALIZAÇÕES NA ESCOLA DE NEGÓCIO DAS BEIRAS

Moto-serrista com experiência. Castro Daire – Ref. 587761907

Empregado de mesa. Moimenta da Beira – Ref. 587774458

Cabeleireiro praticante de cabeleireiro c/carteira profissional. Tondela – Ref. 587757565

GESTÃO DE EMPRESAS EM REGIME PÓS-LABORAL

Empregada doméstica - casas particulares, com carta de condução. São Pedro do Sul – Ref. 587759222

Empregado de Mesa. Bodiosa – Ref. 587772433

Empregado de mesa pode não ter experiência e que ajude também na cozinha (part-time: 2h/ dia). Santa Comba Dão – Ref. 587757499

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EM ASSISTENCIA A SINISTRADOS

Administrativo com curso na área da gestão de empresas. Viseu – Ref. 587772585

Pintor da construção civil. Viseu – Ref. 587773808 Motorista Internacional – Ref. 587774763 Técnico de vendas (imobiliária). Viseu – Ref. 587775042 Técnico de Vendas (área da construção civil - caixilharia). Distrito de Viseu – Ref. 587775195 Técnico de Vendas. Viseu – Ref. 587770785 Cozinheiro. Mangualde – Ref. 587771514 Pedreiro. Viseu – Ref. 587739175

Os interessados deverão contactar directamente os Centros de Emprego

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EMPREGO Empresa Multinacional em Viseu está a selecionar vendedores. Se és trabalhador e ambicioso, com vontade de vencer envia o teu currículo para o Jornal do Centro: ref. JC-484 Para o Distrito de Viseu. Empresa de Distribuição procura profissionais na área de vendas. T. 232 951 168


Jornal do Centro

42 NECROLOGIA / INSTITUCIONAIS

29 | Julho | 2011

NECROLOGIA

INSTITUCIONAIS

Estelina Maria Pais, 78 anos, viúva. Natural de Canas de Senhorim, Nelas e residente Póvoa da Pegada, Beijós, Carregal do Sal. O funeral realizouse no dia 18 de Julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Beijós.

Fernanda Maria Silva Barreiros, 83 anos, viúva. Natural de S. Pedro de France, Viseu e residente em Caçador, Viseu. O funeral realizou-se no dia 15 de Julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Barbeita.

António da Conceição de Brito, 71 anos, casado. Natural de Ferreirós, Tondela e residente Pardieiros, Beijós, Carregal do Sal. O funeral realizou-se no dia 18 de Julho, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Beijós.

Delfim Monteiro Gonçalves, 74 anos, casado. Natural de Fragosela e residente em Espadanal, Viseu. O funeral realizou-se no dia 23 de Julho, pelas 19.00 horas, para o cemitério de Fragosela.

António de Figueiredo Abreu, 65 anos, casado. Natural de Currelos, Carregal do Sal e residente Parada, Carregal do Sal. O funeral realizou-se no dia 27 de Julho, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Currelos.

Georgina Virtudes Alvaredo Martinez Mira, 98 anos, solteira. Natural de Lisboa e residente em Couto de Cima, Viseu. O funeral realizou-se no dia 25 de Julho, pelas 11.00 horas, para o cemitério novo de Viseu.

Agência Funerária São Brás Carregal do Sal Tel. 232 671 415

2ª Publicação

Jorge Rafael Pereira Oliveira, 19 anos, solteiro. Natural e residente em Fragosela, Viseu. O funeral realizou-se no dia 26 de Julho, pelas 18.30 horas, para o cemitério de Fragosela.

Clementina de Ascensão, 91 anos, viúva. Natural e residente em Póvoa de Cervães, Mangualde. O Agência Funerária D. Duarte funeral realizou-se no dia 21 de Julho, pelas 17.00 Viseu Tel. 232 421 952 horas, para o cemitério de Póvoa de Cervães. David Soares, 86 anos, viúvo. Natural e residente em Contenças de Baixo, Santiago de Cassurães, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 26 de Julho, pelas 19.00 horas, para o cemitério de Santiago de Cassurães. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652

Maria de Jesus Ribeiro, 78 anos, casada. Natural de Pepim, Castro Daire e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 18 de Julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. (Jornal do Centro - N.º 489 de 29.07.2011)

Maria das Dores Marques, 82 anos, casada. Natural de Couto de Cima e residente em S. Cosmado, Viseu. O funeral realizou-se no dia 20 de Julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Couto de Cima.

Marco Filipe do Bento Lourenço, 28 anos, solteiro. Natural de Alenquer, Lisboa e residente em Vila Agência Funerária de Figueiró Nova, Ventosa, Vouzela. O funeral realizou-se no Viseu Tel. 232 415 578 dia 23 de Julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Ventosa. Maria do Patrocínio Rodrigues Bernardo, 93 anos, Agência Funerária Loureiro de Lafões, Lda. viúva. Natural de Rio de Loba, Viseu e residente em S. Pedro do Sul Tel. 232 711 927 França. O funeral realizou-se no dia 22 de Julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério velho de Rio de Ernesto da Costa Coelho, 80 anos. Natural e resi- Loba. dente em Vila Nova, Campo. O funeral realizou-se Alcino Almeida Cardoso, 59 anos, casado. Natural no dia 24 de Julho para o cemitério de Campo. de Parada de Ester, Castro Daire e residente em António Ferreira Lino, 82 anos. Natural de São Lisboa. O funeral realizou-se no dia 23 de Julho, Cipriano e residente em Viseu. O funeral realizou- pelas 16.00 horas, para o cemitério de Parada de se no dia 26 de Julho para o cemitério de novo de Ester. Viseu. Filomena da Conceição Pina, 82 anos, viúva. Agência Horácio Carmo & Santos, Lda. Natural de Lamego e residente em Cavernães, Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251 Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de Julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Cavernães. Maria Rosa Monteiro Fernandes da Silva, 53 anos, casada. Natural de Viseu e residente em S. José, Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de Julho, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Viseu.

Manoel da Silva, 85 anos, casado. Natural de Repeses, Viseu e residente em Ranhados. O funeral realizou-se no dia 28 de Julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério velho de Repeses.

Hermínia Coelho do Anjos, 68 anos, solteira. Natural de Oliveira de Barreiros, São João de Lourosa e residente no Lar de S. Caetano, em Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de Julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Oliveira de Barreiros.

António Alves da Silva Cardoso, 85 anos, viúvo. Natural e residente em Povolide. O funeral realizouse no dia 28 de Julho, pelas 18.30 horas, para o cemitério local.

Agência Funerária Balula, Lda. Viseu Tel. 232 437 268

Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131


Jornal do Centro 29 | Julho | 2011

clubedoleitor

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DEscreva-nos para:

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Bairro S. João da Carreira, Rua Dona Maria Gracinda Torres Vasconcelos, Lt 10, r/c . 3500 -187 Viseu. Ou então use o email: redaccao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanårio Jornal do Centro reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Não se devolvem os originais dos textos, nem fotos.

OPINIĂƒO

Visita do Jornal do Centro ao ATL Learning

Rita Batista MĂŠdica VeterinĂĄria do Centro VeterinĂĄrio da Beira Alta

Medicina Veterinåria Preventiva A melhor forma de oferecer uma vida saudåvel ao seu animal de estimação Ê apostar na prevenção. Gestos simples como a desparasitação externa, interna e a vacinação são os melhores meios para prevenir muitas doenças e diminuir a sua prevalência na população animal. Os parasitas podem transmitir doenças graves, potencialmente mortais, pelo que não deve esquecer-se de desparasitar o seu cão ou gato com os produtos e a periodicidade aconselhada pelo seu MÊdico Veterinårio. A vacinação Ê o melhor mÊtodo para prevenir o aparecimento de inúmeras doenças infectocontagiosas dos cães e gatos. A partir dos 8-10 anos, devemos redobrar os cuidados, uma vez que os nossos cães e gatos entram no periodo SÊnior. Devem fazer anålises periodicamente, controlar o peso, a pressão arterial, a glicemia, etc. Informe-se com o seu MÊdico Veterinårio e ofereça Saúde ao seu animal de estimação.

No dia 25 de Julho, pelas 10h30, nas instalaçþes do Learning, recebemos a visita de dois representantes do Jornal do Centro, o seu director Paulo Neto e a jornalista Emília Amaral. Eles vieram falar-nos sobre o jornalismo, a sua utilidade e sobre as funçþes de um jornalista. Explicaram-nos o funcionamento do jornal, como recolhiam as informaçþes e tratavam as notícias. Goståmos muito desta visita e um dia goståvamos de poder visitar a sua redacção! Texto e Foto: Os alunos do Learning: Beatriz Mesquita/Beatriz Tavares/ Bernardo Figueiredo/ Carolina Neves/Margarida Campelo/Raquel Santos/Romão Mourato/Romeu Andrade/Tiago Durães

FOTO DENĂšNCIA

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Expresso. Venda interdita.

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Pedro Costa

SemanĂĄrio 2010 30 de Julho de

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O regresso do pânico

Nuno Ferreira

Nuno Ferreira

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Ă€ conversa

Abertura NegĂłcio das discotecas e bares prolifera em Viseu

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RegiĂŁo Tondela de luto por duplo homicĂ­dio

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do estudo Quais são os resultados dos jovens da sobre a saúde oral região Centro? podemos Em termos de conclusão cinco dizer que, um em cada os dentes. adolescentes não escova mau? Isso Ê mau ou muito dos É pÊssimo. Só um quatro os escova adolescentes (25%) vezes por dentes duas ou mais para dizer dia. Uma outra nota, 20% dos que Ê espantoso, que ideia do adolescentes não fazem que Ê o fio dentårio. O que mais o surpreendeu? dentårio. Esta questão do fio

Desporto Oliveira de Frades promovido na secretaria Ă III DivisĂŁo Nacional

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O registo do desepero de quem passa pelo IP3 e esbarra com obras nas pontes sobre a Barragem da Aguieira e em Santa Comba Dão. As obras obrigam à circulação em sentido único e as filas tornam-se infindåveis.

para isso? JĂĄ encontrou razĂľes ouviram Provavelmente nunca falar. Carlos Pereira, coordenador

saĂşde oral do estudo sobre a Centro dos jovens da regiĂŁo

6e7 p g | pĂĄginas

Nesta Edição Revista 100 Maiores e Melhores

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A468Âş>34E8B4D

Esta revista Ê suplemento integrante da edição nº 437 de 30 de Julho de 2010 do semanårio JORNAL DO CENTRO, e da edição de 30 de Julho de 2010 do diårio i. Não pode ser vendida separadamente.

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Nuno Ferreira

Nins

EDIĂ&#x2021;Ă&#x192;O 437 | 30 DE JULHO DE 2010

â&#x2C6;&#x2018; Estudo da Escola Superior de SaĂşde do Instituto

PolitĂŠcnico de Viseu concluiu um em cada cinco adolescentes na regiĂŁo centro nĂŁo lava os dentes e sĂł um quarto dos adolescentes escova os dentes uma ou mais vezes por dia. Para o coordenador do estudo, hoje director da escola, o trabalho revelou um resultado â&#x20AC;&#x153;pĂŠssimoâ&#x20AC;? para

Leitor identificado

a saĂşde oral dos jovens portugueses. â&#x2C6;&#x2018; Filho mata o pai e a madrasta a tiro de caçadeira, em PĂłvoa de Baixo, concelho de Tondela.

â&#x2C6;&#x2018; O compositor e maestro de Viseu, Jorge Abel apareEsta rubrica estĂĄ aberta Ă participação dos leitores. Submeta a sua denĂşncia para redaccao@jornaldocentro.pt

ceu morto na piscina de sua quinta, em Parada de Gonta, Tondela.


tempo: sol

JORNAL DO CENTRO 29 | JULHO | 2011

∑agenda Sábado, 30

Viseu ∑ Animação nas Termas de Alcafache, com a participação do Rancho Folclórico do Caçador, às 21h30.

∑ Rota dos Moinhos

de Água D’Alte, em Torredeita, às 17h30, junto á antiga estação dos Caminhos de Ferro. Mortágua ∑ XI Fim-de-Semana radical, a partir das 10h00 de sábado, com actividades em vários pontos do concelho. Para destinatários a partir dos 14 anos.

Domingo, 31

Moimenta da Beira ∑ Terceira edição da Feira das Tradições de Alvite. às 15h00 decorre o festival de folclore, às 17h00 tem início a mostra etnográfica de usos e costumes dos alvitanos, é ainda lançado o livro “O Fiado nas tabernasespelhos das realidades:Alvito e rio de Onor”, servido um jantar típico e à noite actua o Grupo de Cantares da Cerdeira.

Hoje, dia 29 de Julho, sol. Temperatura máxima de 32ºC e mínima de 15ºC. Amanhã, dia 30 de Julho, sol. Temperatura máxima de 30ºC e mínima de 10ºC. Domingo, dia 31 de Julho, sol com céu nublado durante a noite. Temperatura máxima de 31ºC e mínima de 9ºC. Segunda, dia 1 de Agosto, Céu parcialmente nublado durante o dia. Possibilidade de chuva durante a noite. Temperatura máxima de 34ºC e mínima de 11ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

Vouzela oferece doçaria durante dois dias Festival ∑ “Doce Vouzela” e Feira Social A III edição do Festival de Doçaria “Doce Vouzela” e a II Feira Social do concelho vão acontecer este fim-desemana na vila da região de Lafões. Os dois eventos vão ter lugar no largo froteiro ao dos Paços do Concelho. Os dois certames são compostos de provas e venda de doçaria - um dos expoentes máximos da oferta gastronómica de Vouzela, onde é famoso o seu “pastel” - , de uma acção de formação para mulheres desempregadas, promovida pela Associação Cultura, Conhecimento e Igualdade de Género e um programa musical variado para os dois dias. No sábado, o cabeça-decartaz é o grupo Noiserv e no domingo actuam os Groove da Vila, um grupo da zona de Vagos, em Aveiro. Pelo meio, para além de animação de rua, aparecem a Sociedade Musical Vouzelense e o Rancho Folclórico de Vilar. José Lorena

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Olho de Gato

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

A senhora Merkel

A Pastéis de Vouzela - a atracção da doçaria local

Robert Musil, no seu “Homem sem Qualidades”, lembra que, para nos podermos amar uns aos outros, precisamos de um estado capaz de nos impor isso. Musil refere uma evidência: quando a autoridade do estado colapsa, a lei do mais forte invade as ruas e “proíbe” o amor. A história da civilizada Europa está cheia desses exemplos de barbárie - o mais recente aconteceu há menos de 20 anos em Sarajevo. Ora, desde a primavera do ano passado, quando foi necessário resgatar a Grécia, não tem parado de aumentar o “desamor” entre os europeus. O que os alemães, os checos,os holandeses e os finlandeses pensam dos países corruptos do sul não é agradável. A Focus alemã pôs na capa a Vénus de Milo a fazer um valente pirete aos gregos aquando do resgate de Maio de 2010. Por sua vez, nos países do sul está na moda dizer mal da senhora Merkel, lado para onde ela melhor dorme já que a elite política alemã já não sente, nem tem que sentir, nenhum complexo de culpa pelo pesadelo nazi – é que já passaram 66 anos sobre a morte de Hitler no seu bunker. Regressando à ideia de Musil: se as pessoas precisam de um estado para as obrigar a amarem-se umas às outras, os estados que integram a “Europa” não precisarão de uma autoridade superior para os obrigar a fazerem o mesmo? Infelizmente, a União Europeia - o primeiro “estado pós-moderno” do mundo (designação de Robert Kagan) - é dirigido por uma burocracia não-democrática, cara e impotente (Durão Barroso é uma irrelevância inventada pelo sr. Blair). Sem surpresa, nestes últimos 15 meses de turbulência ninguém quis saber para nada do senhor Barroso, mas criou-se um mercado mediático especialista na interpretação das palavras e dos estados de alma da senhora Merkel. Porque são só os alemães a votar na Alemanha?

Passatempo O Jornal do Centro tem bilhetes para o ANDANÇAS, Festival Internacional de Danças Populares que decorre em S. Pedro do Sul de 1 a 7 de Agosto. Para ganhar um, ligue para o 232 437 461. Bilhetes limitados.

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