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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

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DIRECTOR

Pedro Costa

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Anos a dar notícias

Semanário 25 de Março de 2011 Sexta-feira Ano 9 N.º 471

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

|Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorresVasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt·www.jornaldocentro.pt|

suplemento

PME

Excelência

Guilherme Gomes Jovem de Viseu quer ganhar concurso “Portugal tem Talento” da SIC com estilo inovador de declamar poesia

Região Projecto de requalificação da Sé de Viseu pode retirar o “inadequado” altar polémico construído nos anos 90

Viseu Naturalmente Festival de Música da Primavera e Dia Mundial do Teatro são dois dos momentos altos da agenda de eventos da autarquia

página 8

página 14 e 15

última

2010 Pequenas e Médias Empresas de Excelência de Viseu duplicam no quadro do IAPMEI suplemento

À conversa CVR lança “Declaração da Vindima 2010” para promover últimas colheitas do Dão

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Arlindo Cunha, presidente da CVR Dão página 7

Especialistas discordam com plantação de árvores em Dia da Floresta | página 6

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Jornal do Centro 25 | Março | 2011

praçapública palavras

deles

rA nossa Catedral [de Viseu] é uma Enciclopédia de estilos”

rViseu já foi terra de desistência, hoje é terra de esperança”

D. Ilídio Leandro Bispo de Viseu (Cerimónia do protocolo para o projecto de requalificação da Sé de Viseu no âmbito do programa Rota das Catedrais, 17 de Março)

Pequenos exemplos, bons exemplos…

Bilhete Postal

Acácio Pinto Deputado do PS aspinto@ps.parlamento.pt

A oposição, nomeadamente o PSD, acabou de abrir, na AR, uma crise de graves consequências para Portugal”

Opinião

Alexandre Azevedo Pinto Economista alexazevedopinto@sapo.pt

1. Estive esta semana numa iniciativa da Câmara de Lisboa e da Visabeira, no Museu do Design e da Arte de Lisboa. No centro da agenda estava Rafael Bordallo Pinheiro. Bom exemplo: a forma como o Governo do PS e o Ministro da Economia salvaram da falência a Fábrica de Cerâmica Bordalo Pinheiro. Mérito para o Governo, para a Visabeira, para a AICEP. Quem ganhou? O emprego, a economia, a cultura, a arte e o país. Quem fez o elogio? Pessoas insuspeitas como o Presidente da Câmara das Caldas da Rainha e o Presidente da Câmara de Lisboa. 2. O JN promoveu, no dia 21, uma iniciativa em Viseu para debater os “os desafios da floresta

Pompeu José

Paulo Portas Presidente do CDS-PP (Discurso de encerramento do 24º Congresso em Viseu, Diário de Viseu, 21 de Março)

portuguesa” e contribuiu com 0,10 Euros, por cada jornal vendido, para a plantação de árvores em áreas ardidas. Um bom exemplo que juntou à mesma mesa o Governo, uma autarquia, uma associação de proprietários florestais e um professor catedrático, Jorge Paiva. Não descobriram a estratégia final para a floresta portuguesa. Mas ficou a boa ideia de que na base deve estar uma boa articulação entre a biodiversidade e a produção de riqueza efectiva para os proprietários florestais. NOTA: A oposição, nomeadamente o PSD, acabou de abrir, na AR, uma crise de graves consequências para Portugal ao chumbar o PEC. [O rastilho vinha de 9 de Março].

rQueremos retirar um bocadinho a ideia egoísta de que o 25 de abril foi uma coisa só nossa”

rA floresta pode ser uma grande alavanca para o desenvolvimento económico de Portugal” Rui Barreiros Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural (Debate em Viseu sobre “Os desafios da Floresta Portuguesa, 21 de Março)

Trigo Limpo Teatro ACERT (A propósito do espectáculo “Dona Pura e os Camaradas de Abril”, criado em co-produção com o Teatro das Beiras, para assinalar o Dia Mundial do Teatro, 27 de Março)

Por quem os sinos dobram…

João Carlos Figueiredo Deputado do PSD joao.figueiredo@psd.parlamento.pt

Ninguém pode estar feliz. É verdade que a queda do governo abre uma janela de esperança. Mas os estragos que a desgraçada governação socialista provocou na sociedade portuguesa vão demorar muitos anos até serem consertados. Podíamos apresentar (infelizmente) muitos exemplos dessa inqualificável governação. Muitos, mesmo! Fico-me por um, talvez dos mais graves. Em 2006, a divida pública era de 80 mil milhões de euros; em 2010, o Governo já a tinha catapultado para os 152 mil milhões. Quase foi duplicada em 6 anos. Esta é a verdade. Se Sócrates tivesse concretizado os sucessivos anúncios de reformas que nunca passaram de intenções,

quando a crise internacional tocou o país, se o trabalho de casa estivesse feito, tudo, hoje, seria diferente. Nas ultimas eleições enquanto o PSD alertava os portugueses para a situação em que o país (já então, se encontrava) os socialistas anunciavam cenários “cor-de-rosa” ocultando a verdade e, muitas vezes, mentindo sobre a sua real situação. Anunciaram o fim da crise, baixaram o IVA e aumentaram os salários. Valeu tudo, incluindo hipotecar Portugal. Devemos, pois, canalizar as energias para proporcionar um futuro digno ao país e não perder muito tempo com aqueles por quem já os sinos dobram…

Os socialistas anunciavam cenários “cor-derosa” ocultando a verdade e, muitas vezes, mentindo sobre a sua real situação”

A responsabilidade do endividamento público português Escrevo na terça-feira. Na sextafeira quando este artigo for publicado há uma elevada probabilidade do País estar já “sem” Governo. Parece que todos os partidos e até o Presidente da República querem ir rapidamente para eleições. Sentem-se sinais fortes de que a campanha eleitoral está já na rua, as máquinas partidárias agitam-se. O país está à beira do colapso financeiro já este ano, correndo um risco elevado de incumprimento dos pagamentos da sua dívida internacional uma grande parte dela, cerca de sessenta por cento, contraída nos governos do Engenheiro António Guterres, e trinta por cento do tempo do doutor Durão Barroso. A factura que este governo está já

a pagar de dívidas contraídas por outros governos é elevadíssima e não há dinheiro. Uma parte da responsabilidade deste buraco em que caímos está de facto na enorme irresponsabilidade política dos sucessivos governos que ao longo dos anos nos enterraram, completamente, hipotecando as gerações futuras. Mas há outro grande responsável: a Banca. Este sector para além de continuar a ganhar muito dinheiro com a desgraça de tantos portugueses, tem-se alimentado dos dinheiros públicos, financiando-se a preços próximos do um por cento, junto do Banco Central Europeu, para depois especular na compra de dívida pública soberana hoje já com taxas

muito próximas dos oito por cento. Lamentável, digo eu. Se há responsáveis por esta crise da dívida, os bancos portugueses são um deles. Não cumpriram na totalidade as regras de Regulação dos acordos de Basileia II, que procurava criar padrões internacionais de capitais próprios adequados face aos riscos. Por essa razão, o sector bancário gerou endividamento público externo muito elevado. Por t uga l sof re ta mbém a s consequências dos vários erros cometidos na Europa. Não se percebe porque é que os portugueses devem pagar por a Alemanha ter feito investimentos no “subprime”, o crédito hipotecário de alto risco que desencadeou a crise financeira

de 2008. O défice comercial português fez-se em detrimento do excedente comercial alemão, o que permitiu à Alemanha atrair investimentos, fazendo com que Portugal perdesse reservas monetárias. Desta forma Portugal teve que aumentar o endividamento exterior para contrabalançar o excedente comercial alemão. Para começar a sair deste problema Portugal deveria penalizar os investidores internacionais renegociando o valor da sua dívida soberana internacional, com o objectivo de reduzir globalmente o peso da dívida, impondo perdas a esses investidores, leia-se especuladores, até porque os portugueses não têm de pagar os erros dos bancos alemães.


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

Jornal do Centro 25 | Março | 2011

números

28

estrelas

A Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV) do Instituto Politécnico está a comemorar 20 anos de actividade. o ex-candidato à Presidência da República, Fernando Nobre deu início às comemorações com uma conferência sobre cidadania, na quarta-feira. A ESEV é das escolas superiores mais antigas do país e esteve na origem da formação do IPV. Hoje funciona com 21 cursos.

Importa-se de responder?

Francisco Almeida Porta-voz da Comissão de Utentes contra as Portagens na A25, A24 e A23

Guilherme Gomes Estudante

O jovem de 17 anos de Viseu, que brilhou nas audições iniciais do programa da SIC “Portugal tem Talento” e agora vai à semi-final de domingo, destaca-se pela sua participação, mas também pela forma como defende a poesia. Guilherme Gomes está disposto a dar tudo para mostrar aos jovens da sua idade que a poesia tem outro encanto se se apostar num estilo novo de declamação.

A Comissão de Utentes contra as Portagens cumpriu um dos seus objectivos traçados na tentativa de travar a introdução de portagens na A25, A24 e A23. Na terça-feira levou a Lisboa um abaixo-assinado com 35.700 assinaturas. A maioria dos subscritores são utentes que utilizam as vias e se sentem lesados, mas há ainda o peso de autarquias, empresas e outras instituições.

Perante os últimos acontecimentos, era inevitável esta crise política. Eu vinha dizendo há algum tempo que a crise iria surgir a qualquer momento pela situação financeira vivida, bastava estar atento ao sinal dos credores que já não acreditavam. Pior não é possível e manter a situação era, do ponto de vista político e do valor da democracia, prejudicial para o país, portanto, espero que entremos numa linha de rumo. Carlos Marta

António José Coelho

Presidente da Câmara Municipal de Tondela (PSD)

Dirigente CDS-PP

As últimas semanas já davam sinais do que podia acontecer. É triste saber que há partidos que colocam o seu próprio interesse acima das pessoas, das empresas e fundamentalmente do país. Esses mesmos partidos deviam perguntar às pessoas, na rua, a sua opinião e iam constatar que as mesmas querem evitar eleições e instabilidade política. Lamento o que aconteceu, mas assumimos responsabilidades, é tempo de lutar e mostrar que o Partido Socialista é a melhor soluJoão Azevedo ção para o país. Presidente da Câmara Municipal de Mangualde (PS)

José Rui Martins Director artístico da ACERT

O título distrital de juvenis conquistado pelo ABC de Nelas, é o segundo do clube na temporada e o 26º nos escalões de formação. Pelo segundo ano consecutivo vai disputar a Taça Nacional. Também o Viseufutsal, em Infantis, fez a festa esta semana. São dois excelentes exemplos de colectividades que sabem o que querem, e mostram capacidade no que fazem. Dominam o futsal no distrito.

Que comentário merece o momento político que o país está a viver? As soluções possíveis criadas pela demissão do primeiro ministro não são só as que à primeira vista parecem. O quadro constitucional permite outras soluções. Portugal ficará melhor se a solução encontrada, podendo não ser a desejada, for maioritária no apoio parlamentar. O Presidente da República tem a obrigação de não permitir soluções instáveis como a que agora acabou. Portugal não se compadece de mais experimentalismos.

Convidado

Futsal Formação ABC de Nelas e Viseufutsal

Felizmente que o PEC 4 foi chumbado. Já estamos fartos de serem sempre os mesmos a pagar as dificuldades do país. O Governo tem que retirar as conclusões e as consequências do chumbo do PEC 4. Se a conclusão foi demitir-se, trata-se de uma decisão que coube ao Governo.

Francisco Almeida Dirigente Sindical (CDU)

No palco da vida, actuar não é acreditar que o futuro é aquilo que queremos quando formos grandes Vivemos na sociedade do espectáculo, dizem-nos. Desoladamente, confirma-se! O palco que actrizes e actores pisam já não é o local da verdade oculta, do faz de contas, da representação e da dissimulação. A realidade tem-se encarregado de demonstrar que tais incumbências foram amarfanhadas por protagonistas que se esmeram em parecer o que não são, mais não fazendo do que converter as nossas vidas na tragédia que o teatro julgaria reclamar para os enredos de comédia. Mesmo assim, a vantagem continua a pender para o teatro, uma vez que a ilusão, a fantasia e o disfarce é, na re-

alidade, o produto com que se presenteiam os espectadores. Tanto, que eles retribuem essa honestidade de fingimento explícito, pagando a sua entrada para ver o que sabem ser um olhar imaginativo, analítico e fantástico sobre uma determinada realidade. Riem, emocionam-se, batem palmas, saem enfastiados e desgostosos. São livres. Reagem! No teatro, há um jogo limpo onde espectador e intérprete sabem o papel que lhes cabe. E a vida? Será que nos dará as mesmas alternativas de distinguir a farsa em que nos enredam? Será que nos evidencia a trama da acção dos personagens, cujo papel é fazerem-nos crer que,

o que nos dizem, é exactamente o contrário daquilo que pensam e praticam? As vedetas galardoadas mundialmente em actos eleitorais, exibem a humanidade como Óscar do drama que lhe causam. Protagonistas atropelam-se para atingirem a ribalta e chamarem a si os projectores para a rábula do dia, exibindo na passadeira da fama a personagem da farsa que melhor condiga com cada argumento que encenam. A cada cidadão, distribuem sempre o mesmo papel: “Carne para Canhão” para adornar um cenário virtualmente democrático e dramaticamente legítimo. Cabe-nos entrar em cena para transformar esta dramaturgia cruel.

Reinventar um espectáculo onde todos sejamos actores por acreditarmos que há outro mundo possível. No teatro, como na vida, o trabalho é de equipa. Se só nos ficamos por admirar quem está no palco das atenções, esquecemos o número espantoso de pessoas escondidas que fazem progredir o mundo e realizar, verdadeiramente, o espectáculo da existência ainda possível. No palco da vida, actuar não é acreditar que o futuro é aquilo que queremos quando formos grandes. Entremos em cena e transformemos o futuro que foi ontem, porque a realidade se encarrega de ser um hoje improvável e injusto.


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Opinião Director Pedro Costa C.P. n.º 1464 pedro.costa@jornaldocentro.pt

Redacção (redaccao@jornaldocentro.pt) Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

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Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

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Directora: Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

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Projecto Gráfico defrank - Comunicação Editorial defrank@netcabo.pt

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

Impressão GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

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O programa expositivo focaliza não apenas a vertente arqueológica, mas também a memória de José Coelho e a sua inserção na história da cidade”

E-mail redaccao@jornaldocentro.pt

Jornal do Centro 25 | Março | 2011

Museus e políticas culturais - a colecção José Coelho No âmbito das questões ligadas às políticas culturais, são hoje visíveis os resultados de sólidos investimentos realizados nas últimas décadas em contexto local. Esta tem sido uma imagem de marca de vários municípios, correspondendo a uma estratégia de afirmação de recursos identitários. Salvaguardar, preservar, valorizar e promover a memória colectiva constituem palavras-chave enquadradas em normas legais e responsabilidades inerentes ao Poder Local. A consciência da mais-valia do património como símbolo da herança cultural da comunidade alia-se a uma visão estratégica que permite olhar o património como um recurso para além do valor cultural que o possa distinguir. Uma resposta integrada para estas questões está expressa nos investimentos de requalificação urbana. A intervenção arquitectónica – enquanto “arte de construir a transformação” – operada no património edificado e nos espaços públicos impulsiona uma sociabilidade aberta à fruição de práticas culturais, que requer contínua dinamização. Neste sector, a visibilidade e reconhecimento surgem após sistemático trabalho de bastidores, não redutível a medidas avulsas. Os planos de valorização de bens culturais exigem uma linha

orientadora, traduzida em procedimentos consentâneos. Daí a necessidade de recursos humanos especializados e de plataformas organizacionais favoráveis ao enriquecimento acumulado do património cultural. Só uma comunidade informada e sensibilizada poderá tornar-se agente participativo e crítico, contribuindo assim para a qualificação da própria oferta cultural. Entre nós, começa a ser visível a aposta na componente museológica, na sua indispensável articulação com a política cultural. Se for bem gerida, a musealização de colecções e sítios pode conduzir a projectos inovadores e atractivos. É precisamente neste âmbito que deve enquadrar-se o discurso museográfico da colecção arqueológica José Coelho. Após três décadas, está prestes a concretizar-se o compromisso de expor condignamente o valioso espólio legado à cidade pelos seus herdeiros. Inicialmente, a colecção destinava-se ao Museu da História da Cidade, previsto na época para o Solar dos Condes de Prime. Data de 1979 o inventário de cariz prelimimar, suporte para as parcelares exposições de 1989 e de 2003 (esta em parceria com a equipa do IPA), já então na Casa do Miradouro, mas sem as melhores condições de acesso e sem

adequada dinamização. Tal não voltará a repetir-se no futuro. A anteceder o trabalho de reabilitação do belo solar do séc. XVI, foi contemplado um programa museológico preliminar, que planifica a contextualização e a dinamização da “colecção visitável”, integrada na Rede Museológica. É preciso agora recuperar e reunir todo o espólio e ajustar os diferentes núcleos temáticos, como homenagem digna a um dos maiores historiadores do património arqueológico local e regional. Nunca em Viseu, como foi reconhecido, “a defesa e conservação do património histórico-cultural teve paladino mais denodado, mais ardente e mais vigoroso”. Contudo, o programa expositivo focaliza não apenas a vertente arqueológica, mas também a memória de José Coelho e a sua inserção na história da cidade, dando-se a conhecer o perfil do pedagogo e investigador (autor de cerca de meia centena de publicações, algumas ainda inéditas), que teve sempre presente a importância do património numa perspectiva precursora para a época e que se revelou cidadão empenhadíssimo na promoção cultural da cidade e do concelho. Sendo uma aposta de qualidade na oferta cultural e turística do centro urbano, todos ficamos a ganhar.

Internet www.jornaldocentro.pt

Propriedade O Centro–Produção e Edição de Conteúdos, Lda. Contribuinte Nº 505 994 666 Capital Social 114.500 Euros Detentores de mais de 10 por cento do Capital: Sojormedia SGPS, SA Depósito Legal Nº 44 731 - 91 Título registado no ICS sob o nº 100 512

Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Salários e a dimensão das empresas

Gerência Francisco Rebelo dos Santos, Ângela Gil e Pedro Costa

Departamento Financeiro Ângela Gil (Direcção), Catarina Branquinho, Celeste Pereira, Gabriela Alves, João Machado Patrícia Santos info@lenacomunicacao.pt

Alfredo Simões Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

Departamento de Marketing Patrícia Duarte (Direcção), Susana Santos (Coordenação), Catarina Fonseca e Catarina Silva marketing@lenacomunicacao.pt

Departamento de Recursos Humanos Nuno Silva (Direcção) e Sónia Vieira drh@lenacomunicacao.pt

Departamento de Sistemas de Informação Tiago Fidalgo (Direcção) e Hugo Monteiro dsi@lenacomunicacao.pt

Unidade de Projectos Lúcia Silva (Direcção) e Joana Baptista (Coordenação) projectos@lenacomunicacao.pt Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de: Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem

Associação Portuguesa de Imprensa União Portuguesa da Imprensa Regional

Há uma particularidade que vale a pena assinalar: nesta Região, os trabalhadores por conta de outrem recebem menos que a média dos trabalhadores portugueses, seja em que escalão de pessoal for”

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos empresariais, em Portugal, é maior nas grandes empresas e menor nas mais pequenas: um trabalhador numa empresa com menos de 10 pessoas aufere cerca de 710 euros que compara com os quase 1400 euros de um trabalhador numa empresa com 500 ou mais activos (valores de 2008). Várias razões poderão explicar esta diferença, nomeadamente as relacionadas com os sectores em que se encontram a desenvolver actividade, o nível de sofisticação tecnológica, a qualificação dos trabalhadores e vários outros factores que poderão igualmente determinar as diferenças de produtividade entre as empresas (capacidade de gestão, capacidade financeira, abertura aos mercados, etc.). Idêntica relação poderemos encontrar entre a dimensão empresarial e os ganhos dos trabalhadores na Região de Viseu: as mais pequenas pagam menos e as maiores pagam melhor. Há, no entanto, uma particularidade que vale a pena assinalar: nesta Região, os trabalhadores por

conta de outrem recebem menos que a média dos trabalhadores portugueses, seja em que escalão de pessoal for. Numa empresa com menos de 10 pessoas ao serviço, cada trabalhador na Região de Viseu recebe mensalmente cerca de 655 euros que compara com os 710 euros, a nível nacional, isto é, um salário mensal inferior em quase 8 por cento. Se fizermos a comparação com o que se passa nas empresas com mais de 500 pessoas, essa diferença é desfavorável aos trabalhadores de Viseu em cerca de 22 por cento. Uma comparação com a região de Aveiro mostra-nos que os salários pagos seguem a mesma tendência em função da dimensão dos estabelecimentos empresariais. Porém, os salários nesta Região, embora igualmente inferiores à média nacional, são mais elevados que os auferidos pelos trabalhadores da região de Viseu. As razões que explicam estas diferenças entre as Regiões continuam a ser as mesmas que estão acima enunciadas, mas alguma razão haverá para que o montante dos salários pagos seja diverso conforme

os territórios. Poderá ter a ver com o facto de na região de Viseu haver mão de obra disponível mais abundante e, em consequência, mais barata; poderá ter a ver com a menor capacidade reivindicativa dos trabalhadores locais; poderá estar relacionada com o mais baixo nível de qualificações dos trabalhadores; poderá ser o resultado de a estrutura produtiva nesta região ser formada por empresas e sectores menos produtivos; etc. As empresas e, especialmente as pequenas empresas, embora sejam entidades autónomas que jogam a sua actividade no tabuleiro da economia encontram-se indissociavelmente ligadas ao território que as acolhe. Para serem produtivas e para poderem competir no tabuleiro da economia dependem das condições externas, das condições que a envolvente lhes propicia, isto é, da “atmosfera industrial”, segundo a designação dada por Alfred Marshall às condições oferecidas pelos territórios que permitem a criação de novas empresas, a retenção das existentes e a atracção de novas iniciativas exteriores.


Jornal do Centro

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25 | Março | 2011

abertura

textos ∑ Tiago Virgílio Pereira

Tiago Virgílio Pereira

Acções realizadas no âmbito do Dia Mundial da Floresta

A 24 de Março comemora-se o Dia Mundial da Floresta

Especialistas discordam com plantação de árvores fora de época Conclusão∑ Cadastro florestal é vital para não matar a floresta No dia 21 de Março comemora-se o Dia Mundial da Floresta. Por esta altura, a maioria das autarquias do distrito de Viseu promovem uma série de iniciativas (ver quadro) que passam por debater as potencialidades das florestas, a importância da sua preservação e a aposta na reflorestação. Esta última devida, em grande parte, aos incêndios que se registam no Verão antecedente. No auditório da Escola Superior de Tecnologia, do IPV, debateram-se “Os desafios da floresta portuguesa”. Rui Barreiro, secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, foi o convidado de honra da conferência do JN. Para o secretário de Estado o grande problema passa por não haver um cadastro florestal. “A Norte do Tejo temos um problema de cadastro nacional, é uma situação que tem de ser resolvida para que Portugal seja um país mais desenvolvido”. Rui Barreiros lembrou

que as florestas criam emprego e são já o terceiro maior sector exportador nacional. “Em Ano Internacional das Florestas é fundamental uma mobilização nacional que motive produtores, proprietários, autarquias e administração central”. Para Jorge Paiva, botânico da Universidade de Coimbra, os problemas começam no “pouco investimento estatal na educação ambiental”. E vai mais longe, “os dias comemorativos são uma farsa, não consigo entender como é que se plantam plantas na Primavera, o nosso agricultor não planta as árvores nesta altura, logo aí começa o disparate”, dispara. “Acho bem que se plantem árvores, sejam elas quais forem, mas no Inverno”, reforça. O docente explicou que o primeiro passo fundamental, rumo à defesa das florestas, passa pela análise do cadastro florestal. Depois é preciso ordenar correctamente a floresta, natureza devidamen-

te compartimentada e por fim instruir e elucidar todos aqueles que lidam com a natureza directa ou indirectamente. “Estão a ser plantadas cerca de 200 árvores, na maioria Tílias, na Estrada Nacional (EN) 131”, diz Américo Nunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu. Ainda assim, também ele reconhece que esta não é a melhor altura para plantar. “Normalmente fazemos apenas uma plantação simbólica de árvores envasadas, até porque plantar quase em Abril não é boa medida”, alerta. Américo Nunes reconhece que se tem plantado muito carvalho e castanheiro. Mas defende que a plantação tem vindo a ser feita de uma forma organizada e com “frutos”. “Não há árvores indesejadas, temos é que saber quais é que se adaptam mais ao meio existente. Contamos com a Escola Agrária de Viseu para nos ajudar neste e outros aspectos, conclui.

Em Castro Daire procedeu-se à plantação de 10 mil árvores. A iniciativa decorreu na Semana Florestal e abrangeu duas das freguesias mais fustigadas pelos incêndios do Verão passado - Moledo e Parada de Ester. Para a plantação de cinco mil árvores em cada freguesia, prestaram contributo o Agrupamento de Escolas de Mões, a EB1 de parada de Ester e a EB1 de Lamas, cordenados pelos sapadores florestais.

Mangualde também rearborizou a área ardida. Em Vila Mendo de Tavares, centenas de pessoas, escolas, GNR, Bombeiros, o presidente da autarquia e o director financeiro da Peugeot Citroën Automóveis Portugal, S.A. (PSA de Mangualde) plantaram um hectar de carvalhos nessa área. Paralelamente, os funcionários da Biblioteca Municipal plantaram uma árvore, Amoreira branca, sob a temática “A floresta é vida - 2011 Ano Internacional das Florestas”. A PSA de Mangualde ofereceu três mil árvores.

A Serra do Castro (Viseu), foi reflorestada por dezenas de alunos do 1º Ciclo do EB de S. Martinho de Orgens, militares do RI 14, membros da Associação Portuguesa para a Protecção de Seres Vivos, elementos do concelho directivo de Baldios de S. Martinho de Orgens e elementos da Unidade Florestal Dão Lafões. No total foram plantadas 1.500 árvores. Amanhã, cerca de 50 elementos vão regressar ao local para concluirem a plantação.

Os municípios da região de Lafões - S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades uniram-se em acções de sensibilização florestal. S. Pedro e Vouzela focaram-se na reflexão do projecto “Limpar Portugal”, no âmbito do qual o ano passado foram limpas muitas florestas em todo o país. Em Oliveira de Frades procedeu-se à plantação de árvores na Serra de S. Macário. Em Moimenta da Beira foram plantados dois carvalhos de viveiro, no recinto da Escola Secundária de Moimenta da Beira, bem como na Quinta do Ribeiro, onde está situada a Escola Profissional. Centenas de alunos e professores comemoraram o dia.

Curiosidade: está a “correr” uma petição pública em defesa do sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal. Rui Barreiro, Secretário de Estado das Florestas vai subscrever.


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Jornal do Centro 25 | Março | 2011

à conversa à conversa

Semanalmente, Semanalmente,“À“ÀConversa” Conversa”resulta resultadedeum umtrabalho trabalhoconjunto conjuntododo Jornal Jornal dodo Centro Centro e da e da Rádio Rádio Noar. Noar. Pode Pode ser ser ouvida ouvida nana íntegra íntegra nana Rádio Rádio Noar, Noar,esta estasexta-feira, sexta-feira,àsàs11hoo 11hooe eàsàs19h00, 19h00,e edomingo, domingo,àstexto às12h00. 11h00. ∑P fotografia Versão Versãointegral integraleem versão www.jornaldocentro.pt áudio em www.jornaldocentro.pt ∑ J

Entrevista ∑ António Figueiredo/ Emília Amaral Fotografia ∑ Nuno Ferreira

produto destes?

Pondo os media e a sociedade a falar do Dão, porque vinhos bons temos nós. Há é que comunicar que temos esse vinho. Uma das novas iniciativas promocionais programada é a “Declaração da Vindima 2010”, a 9 de Maio. De que vai constar o evento?

“Precisamos de criar notoriedade e moda no Dão” Arlindo Cunha, antigo ministro da Agricultura de Cavaco Silva na década de 90, natural de São João da Boa Vista, concelho de Tábua. O Economista de 60 anos, é professor convidado da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa do Porto, e presidente da Escola de Estudos Avançados das Beiras – Viseu. Vitivinicultor-engarrafador, assume como principais hobbies o gosto pela pesca, caça e trabalho nas vinhas. Desde Novembro de 2010 que acumula o cargo de presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão. E é a partir dessa nova função que surge esta conversa. O que encontrou na Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão)?

Encontrei uma equipa de trabalho que vou continuar a acompanhar. Demorou imenso tempo a encontrar uma solução para o projecto da Entidade Certificadora das Beiras no sentido de, as comissões de origem na região Centro terem uma única entidade certificadora (Dão, Bairrada e Beira Interior), que visava criar uma entidade com escala suficiente para gerir as três comissões, que tinha um efeito importante na redução de custos. Hoje em dia é muito importante, porque é um sector altamente competitivo onde a concorrência é imensa.

co dessa indefinição governamental em deixar arrastar o processo, que acabou por terminar mal. O Dão saiu prejudicado com esse arrastamento?

Eu acho que saiu prejudicada toda a região Centro, porque tínhamos um projecto que fazia todo o sentido, ganhávamos todos, simplesmente não foram capazes de se entender e posso garantir que a culpa não foi do Dão.Por outro lado, não houve capacidade de liderança por parte da equipa anterior do Ministério da Agricultura para sentar as pessoas à mesa e obrigá-las a tomar uma decisão. Foi uma incompetência da equipa anterior do Ministério da Agricultura.

O que não foi conseguido.

Exactamente e a governação anterior [da CVR Dão] ressentiu-se um pou-

O que mais o surpreendeu na CVR Dão quando entrou há quatro meses?

No fundo não é nenhuma novidade. Estamos a continuar um trabalho de modernização da casa e a tentar dar um pouco mais de visibilidade ao Dão. Quer concretizar?

Essencialmente a informatização que é muito importante. Permite não só dar uma resposta mais célere aos agentes económicos, como economizar custos através da desmaterialização dos documentos. Gastávamos rios de dinheiro para enviar, por envelope, as análises de vinho. Já está a acontecer o envio dos resultados das análises por email (correio electrónico). E o sistema vai permitir que os agentes económicos possam requisitar selos, consultar contas correntes… Estava à espera de encontrar os cofres da CVR Dão com

mais dinheiro.

Isso, confesso que sim. Gastou-se muito dinheiro nas comemorações do centenário do Dão. Valeram a penas as comemorações?

É importante assinalar um centenário, mas, para o montante que se gastou, preferia tê-lo gasto em actividades de promoção do vinho em termos de negócio, para que os produtores pudessem vender mais vinho. O Dão tem hoje vinhos de qualidade reconhecida, há um enorme consenso sobretudo nesta nova geração de enólogos de vanguarda em que o Dão é a região com maior potencial e maior equilíbrio, o que precisamos é de criar notoriedade e moda. Como se põe na moda um

É uma iniciativa promoção que visa dar a conhecer ao mercado os vinhos da última colheita. Juntar num dia um misto de simpósio técnico e de degustação de vinhos, no Solar do Dão, convidando dois especialistas para dizerem como foi o ano vitivinícola e qual é o perfil típico dos vinhos desta colheita, e a seguir começa uma prova livre de vinhos, em que cada produtor pode trazer até 20 qualidades. É acima de tudo uma ocasião para os produtores mostrarem os seus últimos vinhos. Uma outra novidade é o concurso “Dão com Sabor”.

Já houve no passado uma ou duas edições. Esta emergência de novas dinâmicas de vinhos de outras regiões corresponde a uma grande pressão dos comerciais junto da restauração e isso tem reflexos nas cartas de vinhos dos restaurantes. O nosso objectivo é promover essa actividade junto dos restaurantes. O Dão tem um grande factor distintivo face a outros vinhos, é um vinho por excelência gastronómico. O Dão tem um carácter e é um vinho que assenta muito bem com a comida. É a sua grande característica e é nesse sentido que iremos também fazer esse concurso, procurando passar a mensagem de que o vinho por excelência que casa melhor com a comida, são os vinhos do Dão. Vai dar continuidade ao concurso Melhor Vinho do Dão, mas há a novidade da escolha da melhor vinha do Dão.

É um concurso técnico em parceria com a Escola Superior Agrária e com o Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, para distinguir a melhor vinha da região. A ideia existe nou-

tras regiões, o essencial é passar a mensagem de que para termos bom vinho temos que ter boas vinhas. Como vai dinamizar o projecto falhado da Rota do Vinho do Dão?

Não sei porque não teve sucesso, mas conheço muitos casos de sucesso. Fazer uma rota de vinhos faz todo o sentido porque é uma forma de valorizar as quintas. Os turistas vão às quintas, desfrutam dos vinhos na autenticidade da sua produção e, depois, compram vinho. A CVR Dão tem agora a responsabilidade também da certificação dos vinhos de Lafões. É uma mais-valia ou um empecilho?

É apenas simbólico, mas é bom preservar estes simbolismos, porque pode ser que um dia venha a ter uma oportunidade no mercado. É possível reanimar o Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas?

Uma grande região não pode ter grande ambição se não fizer um trabalho sério e profundo de investigação e experimentação. Precisamos muito de fazer uma parceria alargada que envolva o Instituto Politécnico de Viseu, o Ministério da Agricultura, algumas das grandes empresas da região, a própria CVR, para juntos fazerem um programa de trabalho. Como olha para o quadro negro das adegas cooperativas actualmente?

Vemos com muita preocupação sobretudo se pensarmos que no Dão cerca de metade dos produtores tem menos de um héctar e são essencialmente esses pequenos produtores que abastecem as adegas. Se não funcionarem há uma parte dos produtores que não tem quem lhe compre as uvas. Isso traduz num problema social e num problema de perda de oportunidade de realização económica. Versão integral e versão áudio em www.jornaldocentro.pt


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região Requalificação promete nova dinâmica na Sé de Viseu A Sé Catedral de Viseu vai ser alvo de uma intervenção de requalificação orçada em cerca de 2,4 milhões de euros. A cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração entre a Direcção Regional de Cultura do Centro e o Cabido da Catedral, para a realização da intervenção da Sé, no âmbito do Projecto da Rota das Catedrais, foi assinado na quinta-feira, dia 17, na presença do secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle. Estima-se que as obras tenham início no próximo ano e estejam concluídas até 2016. O projecto de intervenção vai ser financiado em 80 por cento a fundo perdido (QREN) e os restantes 20 por cento serão financiados em dez por cento pela Direcção-geral da Cultura e em dez por cento pelo Cabido da Sé de Viseu. O projecto do arquitecto Antero de Carvalho tem como linhas prioritárias a resolução dos problemas relacionados com a cobertura. Além da eliminação de humidades e infiltra-

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ções, será ainda feita a limpeza de paredes, reparação de caixilharias e iluminação. Será também enquadrada a segurança e o aquecimento do edifício. As obras incidirão ainda no restauro do património móvel integrado (talha, azulejaria, sacristia e estatuária) e na criação de acessibilidade plena a todas as áreas do edifício, incluindo a reabilitação da Casa de Santa Maria, sendo criado um novo acesso (escada e elevador) ao núcleo museológico. Ali nascerá uma área de acolhimento ao turista e a loja da catedral. A intervenção inclui “uma nova gestão cultural do espaço”, como confirmou coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, Fátima Eusébio, criando na Catedral um ambiente “mais dinâmico” e “mais atractivo”. O secretário de Estado da Cultura, considerou o acordo assinado, “histórico”. O Projecto da Rota das Catedrais tem por objectivo a conservação e valorização

do património arquitectónico e artístico de carácter religioso, constituído pelas catedrais e seu espólio artístico e cultural. Ao todo serão intervencionadas 23 catedrais do país. A Sé de Viseu começou a ser construída no século XII e faz 500 anos a 23 de Julho de 2012. Ao longo dos séculos sofreu contributos de quase todos os estilos levando o Bispo da Diocese, D. Ilídio Leandro a defini-la como “uma enciclopédia de estilos”. Para Fátima Eusébio “o resultado é bastante harmonioso e faz da catedral um edifício singular”. Emília Amaral

Emília Amaral

Investimento∑ 25 milhões para intervenções em várias áreas

A O protocolo de colaboração foi assinado na presença do secretário de Estado da Cultura

Retirada do altar

Clube

∑ De acordo com Fátima Eusébio, a última intervenção na Catedral deverá acontecer no altar construído no interior da catedral em 1990 e que é considerado “inadequado” ao resto do edifício. Retirar ou reformular o culto é ainda dúvida dos responsáveis pelo projecto. A responsável não quis avançar com mais pormenores ao adiantar que “está em fase de avaliação”, sendo certo que haverá uma intervenção do altar, uma construção que não foi pacífica no início dos anos noventa era então Bispo D. António Monteiro.

∑ O deão da Sé de Viseu, Orlando Paiva lançou o repto durante a cerimónia de assinatura do protocolo para ser criado o clube dos amigos da catedral de Viseu. A ideia nasce da falta de verbas do Cabido para cobrir os 300 mil euros que lhe cabe pagar de acordo com o protocolo. “Se hoje tivéssemos 300 mil amigos que dessem um euro cada um, já tínhamos 300 mil euros”, reforçou Orlando Paiva.


Jornal do Centro

VISEU | REGIÃO 9

25 | Março | 2011

foto legenda

Valdemar Freitas na presidência dos bombeiros

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A Valdemar Freitas meiro vice-presidente da direcção deverá ser Pedro Alves, filho do actual comandante dos Bombeiros Voluntários. Durante a apresentação formal da lista ao corpo operacional da corporação,

na passada quarta-feira, Valdemar Freitas terá garantido “tranquilidade” para os próximos três anos à frente da direcção da Associação. Valdemar Freitas tem agora alguns desafios pela

frente, nomeadamente a gestão de um novo quartel considerada a grande obra da anterior direcção. Paulo Correia anunciou o afastamento total da direcção mostrando-se no entanto “disponível para ajudar naquilo que for necessário”. As eleições para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu ocorrem no fim-desemana em que a instituição comemora 125 anos. Um número redondo para celebrar numa sessão solene presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, às 11h00. Emília Amaral

Tiago Virgílio Pereira

O antigo presidente da Comissão Vitivinícola regional do Dão, Valdemar Freitas deverá substituir Paulo Correia na direcção dos Bombeiros Voluntários de Viseu. As eleições estão marcadas para este sábado, com lista única, depois de Paulo Correia ter anunciado que não iria recandidatar-se a um segundo mandato. Alberto Ascensão e José Alberto Ferreira deverão transitar da anterior direcção, estando ainda anunciado o regresso do ex-vereador na Câmara de Viseu, Botelho Pinto para ocupar o cargo de presidente da Assembleia-geral. O pri-

Nuno Ferreira

Eleições∑ O acto eleitoral está marcado para amanhã na sede dos voluntários de Viseu

O Regimento de Infantaria nº 14 (RI 14), em Viseu, comemorou recentemente o Dia da Unidade. O dia foi marcado por homenagens e comemorações militares na parada do RI 14. O coronel Cunha Porto fez questão de lembrar a importância do dia e contou a história dos Viriatos da 1ª Companhia do Batalhão de Infantaria Nº 14, no ano de 1918. O comandante da Brigada de Intervenção, majorgeneral Antunes Calçada presidiu às comemorações e elogiou o trabalho desenvolvido pelos militares viseenses bem como o orgulho que sente em ter o RI 14 sob seu comando directo.

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Preços reduzidos, para quem gosta de andar na moda. PREÇOS REDUZIDOS A 5 MINUTOS DE VISEU A25—SAÍDA 20 Vale a pena dar CAFETARIA

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cá um salto.


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Jornal do Centro

10 REGIÃO | LAMEGO | VISEU | RESENDE | S. PEDRO DO SUL

Lamego. A GNR deteve quatro pessoas por furto de cobre em antenas. Os três homens e uma mulher foram detidos em Outeiro, Lamego, de madrugada quando se preparavam para abandonar o local onde tinham acabado de furtar duas antenas da PT e da TMN. Depois de ouv idos em t r ibu n a l , os suspeitos vão ter que se apresentar semanalmente no posto da GNR mais próximo da sua residência.

rante a noite, pensando tratar-se de um assaltante. O incidente aconteceu no lugar de Enxertado perto da vila de Resende. O suspeito chamou as GNR depois de ter disparado, alertando para o facto de ter assassinado um assaltante e só se apercebeu que se tratava do amigo quando os bombeiros chegaram ao local. A Polícia Judiciária está a investigar o caso.

DETIDOS

Viseu. A PSP de Viseu deteve um homem, de 32 anos, por violência doméstica, e um outro, de 31, por suspeita de tráfico de droga. O segundo suspeito tinha em sua posse perto de mil doses de haxixe, cocaína e heroína.

HOMICÍDIO

Resende. Um homem de 62 anos matou com um disparo de caçadeira um vizinho e amigo, quando este lhe bateu à porta du-

APRENSÃO

S . Pedro do Sul. Um a e q u ipa d a P rote cç ã o Florestal da GNR de S. Pedro do Sul detectou duas avestruzes em cativeiro, numa das margens do Rio Vouga, em situação ilegal. De acordo com a GNR “os animais foram apreendidos” e “o visado foi nomeado fiel depositário até que seja contactado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, para regularizar a situação”.

Emília Amaral

DETIDOS

dias

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A Portagens arrancam dia 15 de Abril na A25, A24 e A23

Utentes levaram a Lisboa 35.700 assinaturas Protesto∑ Para 8 de Abril está marcado um dia de protestos

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Os representantes da Comissão de Utentes Contra as Portagens nas SCUT de Viseu, Vila Real, Guarda e Castelo Branco entregaram na Assembleia da República 35.702 assinaturas contra o pagamento das vias até agora Sem Custos para o Utilizador (SCUT). Na lista da petição seguiram 565 assinaturas de entidades colectivas, como empresas, autarquias e assoPublicidade

ciações. Segundo o porta-voz da comissão, Francisco Almeida, “o que o Governo está a querer fazer a estes quatro distritos é dizer-lhes que, nas suas deslocações inter-regionais, só podem fazê-lo pagando, porque não há alternativas”. depois de cumprido o primeiro objectivo da luta contra a aplicação de portagens nas três auto-

estradas, o grupo marcou para o dia 8 de Abril diversas acções de protesto em várias cidades do interior e promete não desistir da luta caso os condutores comecem a pagar portagens no dia 15 de Abril, como o Governo decretou. “Se alguém imaginar na área do poder que a introdução de portagens em Abril vai matar o protesto das pessoas, desenganese”, acrescentou


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economia Câmara de Sernancelhe investe em parque industrial para criar trabalho Projecto∑ Zona industrial de Ferreirim é um investimento a 10 por cento da autarquia, de cerca de 1,2 milhões de euros A câmara municipal de Sernancelhe está a investir cerca de 1,2 milhões de euros na criação da Zona Industrial de Ferreirim. O presidente da Câmara Municipal, José Mário de Almeida Cardoso, confirmou que os pavilhões estarão concluídos dentro de 10 meses, durante a cerimónia de assinatura do contrato e consignação da obra dos pavilhões daquele espaço empresarial, um investimento suportado integralmente pelo município. O presidente da au-

t a rq u i a a c r e s c e n to u que o novo empreendimento está estruturado para permitir fixar desde artesãos a empresas e evitar a saída da população para outras zonas do país e para o estrangeiro. “A obra representa um marco importante no incremento empresarial que se pretende para o concelho de Sernancelhe, tendo em vista a atracção e fixação de empresas, a manutenção de postos de trabalho e captação de investimento, quer para Ferreirim

quer para todo o Concelho”, adiantou o presidente A Zona Industrial do Picoto situada a cerca de três quilómetros da Estrada Nacional 226, foi ganha em concurso público por um empresário da Freguesia de Ferreirim, João da Silva Santos. Dentro de pouco tempo estará disponível para os empresários terem oportunidade de comprar e arrendar pavilhões. A área já está equipada com arruamentos, saneamento, água, electrici-

dade e gás, bem como a preparação das fracções para receberem os pavilhões que vão albergar as empresas. José Mário Cardoso insistiu que “esta é uma obra onde cabem todos, que vai engrandecer [o concelho] no futuro, e que não é por acaso que é feita aqui, em Ferreirim. É porque aqui é uma terra de gente de trabalho, gente que sabe resistir”, concluiu. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

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“Feirinha da terra” em Moimenta da Beira Os pequenos produtores agrícolas de Moimenta da Beira, que cultivam para consumo familiar, vão dispor de um espaço próprio no mercado municipal para vender os seus produtos. A iniciativa denominada

“feirinha da terra”, arranca este sábado (9h00/12h00), dia 26 e vai decorrer de quinze em quinze dias. O espaço destina-se a quem tem pequenas hortas em casa ou em pequenas courelas de terra mas com

sobras que podem constituir um acréscimo de rendimento ao orçamento caseiro. Ao mesmo tempo, vai permitir aos consumidores terem acesso a produtos de qualidade mas a preços convidativos.

Decisões e Soluções abre agência em Viseu A Decisões e Soluções, inaugurou ontem a sua agência de Mangualde. Com esta nova aposta, a empresa de consultadoria financeira especialista no aconselhamento estratégico em operações de crédito bancário e seguros, pretende encontrar as melhores soluções de financiamento para as necessidades dos nossos clientes. “A inauguração da agência de Mangualde está integrada na estratégia de expansão da Decisões e Soluções a nível nacional.

Com a abertura de novas agências pretendemos reforçar a nossa presença no país e aproximar-nos ainda mais dos nossos clientes e da população em geral”, afirma o director Geral da Decisões e Soluções, Paulo Abrantes. O director da agência, Aníbal Maltez acrescenta que “num momento em que a conjuntura económica não é das melhores, recorrer a uma empresa especializada que defende os interesses das famílias e das empresas junto das institui-

ções financeiras, procurando encontrar as melhores soluções de financiamento para as necessidades dos clientes é, mais até do que uma necessidade, uma atitude inteligente”. Constituída em Outubro de 2003, a Decisões e Soluções conta actualmente com cerca de 120 agências e mais de 900 profissionais em todo o país que prestam aconselhamento financeiro, a particulares e empresas, em operações de crédito bancário e seguros.

A Contrato e consignação foi assinado no domingo


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12 NEGÓCIOS | ECONOMIA

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ESTELA SILVA (IN)VESTE EM VISEU

A nova geração do Classe C e o novo SLK são estrelas em mais um “portas abertas” na Finiclasse, concessionário Mercedes-Benz em Viseu e na Guarda. Desde ontem e até ao próximo domingo, dia 27, que os viseenses são convidados a ver de perto duas das mais recentes produções do fabricante alemão. O Classe C há mais de três décadas que é sinónimo de segurança, conforto, agilidade e design. Na Mercedes-Benz, no entanto, em equipa que vence também se mexe, e o novo Classe C apresenta 2 mil novos componen-

A estilista Estela Silva, abriu recentemente uma loja de roupa de alta costura, em Viseu, junto à rotunda de Nelas. Estela é proprietária de um atelier em Folgosa, Castro Daire, há 20 anos e decidiu apostar em Viseu. “Estava num meio pequeno e precisava de alargar horizontes, por isso arrisquei e agora exploro mais o que faço”, conta. A estilista que pretende, com este novo espaço, atrair outro tipo de público, diz que a loja de roupa de alta costura é ideal “para festividades e cerimonias especiaias, como é o caso do matrimónio”. Apesar de gostar e estar habituada a fazer fatos por medida, neste espaço encontrou outra “liberdade”. “Há uma maior manobra para explorar a criatividade. Quando faço fatos por medida, por exemplo, estou um pouco limitada ao gosto do cliente, criar para a loja é algo que sempre quis fazer”, esclarece. Estela Silva faz roupa através de fotografias e imagens e desenha peças únicas.TVP

tes, sistemas de assistência para o condutor, como o ATTENTION ASSIST e o DISTRONIC PLUS, bem como motorizações mais eficientes. Quanto ao novo SLK, entra na sua terceira geração, mantendo-se como um dos modelos referência no segmento desportivo, criador de tendências e inspiração para marcas concorrentes. O novo SLK vem dotado de inúmeras inovações tecnológicas, entre elas o tecto panorâmico em vidro com MAGIC SKY CONTROL, o AIRGUIDE ou AIRSCARF.

Tiago Virgílio Pereira

Finiclasse mostra em Viseu os novos SLK e Classe C

A “Mercearia Portugal” é uma inovação do empresário Carlos Cabo

“O nacional é bom e é nosso”

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!!!EXCELENTENEGÓCIO !!! (CedênciadeQuotas) RESTAURANTE/CERVEJARIAMUITOCONCEITUADA EMVISEU! Espaço moderno, simpático, com muita madeira e bastanteluznatural(3frentestodasenvidraçadas), magnificorelvadoparacolocaçãodeesplanada. Espaço com uma sala principal com 92 lugares sentados,eoutramaisreservada;ambasadequadas paragrupos. Ambientebastanteagradáveleseleccionado. Serviço com pratos exclusivos e idênticos aos das principais Cervejarias Nacionais (As respectivas FichasTécnicasestãoincluídasnonegócio.). Motivo: Incompatibilidade entre a vida Familiar e Profissional. O valor será divulgado a quem mostrar interesse nestaEXCELENTEOPORTUNIDADEDENEGÓCIO!

CONTACTO:962723772 Publicidade

Conceito ∑ Antigas mercearias ao estilo moderno Um novo conceito de mercearia abriu há três meses, em Viseu. “Mercearia Portugal”, é o nome do espaço onde se encontram exclusivamente produtos tradicionais portugueses ou com forte incorporação nacional. Carlos Cabo, gerente, ou merceeiro mor, como gosta de ser reconhecido, assume que a Mercearia Portugal assenta em quatro pilares. A garrafeira, a charcutaria, a doçaria e a mercearia fina. Quarenta por cento da

garrafeira é constituida por vinho do Dão. Queijos, enchidos, compotas, mel, chás e doçaria de origem ou de inspiração conventual, são alguns dos restantes produtos que se podem encontar. Apesar do conceito gourmet funcionar, ocasionalmente, como “inibidor”, Carlos Cabo garante que “a Mercearia Portugal é para toda a gente”. Ainda assim, reconheçe que a faixa etária situa-se entre os 25 e os 45 anos. O merceeiro mor rea-

doptou o slogan. “O nacional é bom e é nosso”, e convida todos os interessados a “comparecerem amanhã, para conhecer as instalações e degustar alguns vinhos”. O conceito inovador de antiga mercearia com nova roupagem, parece estar a ganhar cada vez mais adeptos em Viseu, número de lojas da especialidade tem vindo a aumentar, sobretudo no centro da cidade. Tiago Virgílio Pereira


suplemento

PME

Excelência

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 471 DE 25 DE MARÇO DE 2011 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.

Textos: Andreia Mota Grafismo: Marcos Rebelo

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PME Excelência crescem em Viseu As empresas premiadas com o estatuto de qualificação empresarial PME Excelência mais do que duplicaram no distrito de Viseu em 2010. A atribuição é feita pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), numa parceria com o Turismo de Portugal, e os prin-

Requisitos Recorrendo ao programa de qualificação FINCRESCE, a ideia é sinalizar, recorrendo a um instrumento de reputação, o mérito das empresas de pequena e média dimensões que possuem perfis de desempenho e de risco superiores. Para ascender à categoria PME Excelência, os candidatos têm de fazer já parte do universo de PME Líder e manifestar esse interesse junto do seu banco. Além disso, é necessário responder a alguns requisitos. Pertencer aos dois primeiros níveis de rating ( AAA ou AA) com base no Relatório e Contas, possuírem autonomia financeira, demonstrarem crescimento do volume de negócios igual ou superior a 5 por cento face ao ano transacto e rendibilidade do activo e de capitais próprios são alguns dos factores levados em conta.

O retrato do país

A nível nacional, o IAPMEI distinguiu, em 2010, 1105 pequenas e médias empresas Publicidade

cipais bancos a operar no mercado, nomeadamente o Barclays, o Banco Espírito Santo, o Banco Espírito Santo dos Açores, o Banco BPI, a Caixa Geral de Depósitos, o Millenium BCP e o Santander Totta. A qualidade dos resultados e os elevados padrões competitivos, com que apresentaram os melhores desempenhos económico-financeiros e de gestão do ano. Em conjunto, as PME Excelência geram mais de 37 mil postos de trabalho directos e foram responsáveis por um volume de negócios superior a 4,5 mil milhões de euros no último ano, o que representou uma taxa média de crescimento de 11 por cento. Além de terem um activo líquido global de 3,6 mil milhões de euros, estes organismos apresentam uma autonomia financeira média de 52 por cento e níveis de rendibilidade dos capitais próprios (20 por cento), do investimento (10 por cento) e das vendas (8 por cento) superiores à média. Em termos de sectores de actividade, também a nível nacional o comércio e a indústria são as actividades mais representadas no grupo das PME Excelência 2010, com 59 por cento do universo. Os serviços, com 16 por cento, a construção (13 por cento) e o Turismo (8 por cento), são a seguir as actividades mais representativas do universo premiado.

rácios de solidez financeira e de rendibilidade acima da média nacional são factores levados em conta quando a distinção é associada a alguma empresa, que tem ainda de contribuir activamente para as dinâmicas de desenvolvimento económico e de emprego da região onde está inserida.

No Centro Das cerca de 1.100 empresas distinguidas a nível nacional, mais de 350 estão instaladas na Região Centro – 124 no dis-

Em 2010, foram 55 as empresas que mereceram o galardão depois de, no ano anterior, apenas 18 constarem entre as eleitas. Em termos sectoriais (ver gráfico), a construção e a indústria ganham com 14 nomeações cada, seguidas da área de serviços, com oito presenças. trito de Aveiro, 21 em Castelo Branco, 61 em Coimbra, 16 na Guarda, 80 em Leiria e 55 em Viseu. No ano anterior, este número subiu consideravelmente face à edição de 2009, quando a região Centro foi contemplada com 136 PME’s Excelência.

Empresas beneficiam de condições únicas ao nível financeiro As empresas PME Excelência têm vindo a afirmarse no mercado com apostas em estratégias de inovação e internacionalização, o que repercute bem a qualidade dos resultados alcançados. Depois do esforço feito chega a recompensa. É que a atribuição deste estatuto surge associada a condições de maior facilidade no acesso ao crédito e na aquisição de produtos ou serviços, a uma mais eficiente relação com a banca e a administração pública, e a um certificado de qualidade na sua relação com o mercado. Entre os benefícios está ainda o acesso a serviços de consultoria, em condições favoráveis, para a realização de avaliações internas ou avaliações comparadas de desempenho. Por outro lado, é colocado ao serviço das galardoadas um leque de soluções financeiras ajustadas às suas necessidades e perfil qualitativo e é criada uma Bolsa para PME. Além disso, o IAPMEI, o Turismo de Portugal e os bancos parceiros sinalizam estas empresas com boas práticas e promovem formas de lhes dar visibilidade no mercado.


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Construção e Indústria lideram A Construção e da Indústria lideram na região o ranking das PME Excelência. Com 14 presenças, são os sectores em destaque ao nível das boas práticas distinguidas neste programa do IAPMEI. Logo atrás está o Comércio (12 empresas) e a área de Serviços (oito). Os organismos ligados ao Turismo contam com seis representantes e também uma empresa transportadora mereceu a atribuição deste estatuto com base na sua eficiência e boa gestão.

Transportes

1

Turismo Serviços

Turismo Comércio

Serviços

6

8

Comércio

12

Transportes

Construção Indústria

Indústria Construção

14

14

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O BPI felicita as 1.105 PME Excelência, estatuto atribuído pelo IAPMEI/Turismo de Portugal para distinguir, entre as PME Líder, as Pequenas e Médias Empresas que apresentam os melhores desempenhos e perfis de risco.

O Banco n.º 1 das PME Excelência 52% das PME Excelência aderiram via BPI 72% das PME Excelência são Clientes BPI Fonte: IAPMEI a 14 de Dezembro de 2010.

www.bancobpi.pt /empresas


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PME Excelência do distrito de Viseu NOME DA EMPRESA

CONCELHO

SECTOR

AXB-ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LDA ÁGUAS EM PROCESSO – TRATAMENTO DE ÁGUAS, S.A. ALFREDO PEREIRA DA COSTA LDA AMBIFORMED - AMBIENTE,HIGIENE E SEGURANÇA TRABALHO UNIPESSOAL LDA ANTICHAMA - COMÉRCIO DE MATERIAL SEGURANÇA E COMBATE A INCÊNDIOS, LDA ARQUEOHOJE - CONSERVAÇÃO E RESTAURO DO PATRIMÓNIO MONUMENTAL, LDA ASCOP - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS, LDA BEIRAGEL - PRODUTOS ALIMENTARES CONGELADOS, S.A. BEIRAPORTAL - PRODUTOS DE MADEIRA, LDA BERNARDINO DE ALMEIDA E COSTA & FILHOS, S.A. CAFÉ SNACK-BAR PIZARIA RIO SUL COPACABANA LDA CARRAPATELO - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA CERAGÊS INVESTIMENTOS-PRODUTOS UTILITÁRIOS EM GRÊS E COMÉRCIO DE BENS IMOBILIÁRIOS S.A. CERMOUROS - CEREJAS DE SÃO MARTINHO DE MOUROS, LDA CIDADELHE - CONSTRUÇÕES, LDA CONSTRUÇÕES LONGRA & FERREIRA - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS, LDA DABEIRA - SOC. DE CONSTRUÇÕES, LDA DIETLAB-PRODUTOS DIETÉTICOS E FARMACÊUTICOS LDA ELIANA-EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO LDA EMBEIRAL - EMPREITEIROS DAS BEIRAS, LDA ERGOGÁS-REDES DE GÁS, LDA EUROVISEU - PADARIA E PASTELARIA LDA FARMÁCIA PORTUGAL DE VISEU LDA FONTE ACÚSTICA - CONSTRUÇÕES, LDA FRANCISCO PEREIRA MARINHO & IRMÃOS, S.A. FRUSANTOS - FRUTOS SELECCIONADOS, LDA HOTEL GRÃO VASCO, S.A. INERBEIRAL - AGREGADOS E BETUMINOSOS LDA INTERECYCLING - SOCIEDADE DE RECICLAGEM, S.A. J E-SOCIEDADE CONTABILÍSTICA LDA J SANTOS & GONÇALVES, LDA JOSÉ GONÇALVES DA SILVA SANTOS & IRMÃO - INDÚSTRIA METALICA, LDA LIMPA CANAL - LIMPEZAS ECOLÓGICAS, LDA MACOTEIVAS - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, LDA MANGUAL-TÉCNICA-INDÚSTRIA METALOMECÂNICA LDA MARQUES, LDA MARTINS & LOUREIRO LDA MOIMENTALFER-SERRALHARIA CIVIL LDA MORAIS & FILHOS, LDA NUTROFERTIL-NUTRIÇÃO E FERTILIZANTES LDA QUINTA DAS TECEDEIRAS - SOCIEDADE VITIVINÍCOLA RESTAURANTE QUINTA DA MAGARENHA, LDA RESUR - GESTÃO DE RESÍDUOS E HIGIENE URBANA, LDA SECARTE - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MOBILIÁRIO, LDA SOCIBEIRAL - BETÃO DAS BEIRAS, LDA TALHO IRMÃOS OLIVEIRAS 2 LDA TERMAS SULFUROSAS DE ALCAFACHE S. A. TERROSILVARES - TERRAPLANAGENS, LDA TONDELIMPA-SERVIÇOS DE LIMPEZA LDA TRIA - SERVIÇOS, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS, LDA TUTICONTA VISEU, LDA VASCO NUNES DE ALMEIDA & FILHOS, LDA VIADAIRE - IMOBILIÁRIA S.A. VISIPAPEL, LDA VISONORMA - ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE E SERVIÇOS DE VISEU, LDA

SÁTÃO VISEU VISEU OLIVEIRA DE FRADES VISEU VISEU MOIMENTA DA BEIRA VISEU VISEU SÃO PEDRO DO SUL VISEU CINFÃES MORTÁGUA RESENDE CINFÃES TONDELA VISEU VISEU LAMEGO VISEU VISEU VISEU VISEU CINFÃES LAMEGO SERNANCELHE VISEU PENALVA DO CASTELO TONDELA VISEU VILA NOVA DE PAIVA VISEU VISEU TONDELA MANGUALDE VISEU VISEU MOIMENTA DA BEIRA CASTRO DAIRE TONDELA S. JOÃO DA PESQUEIRA VISEU MOIMENTA DA BEIRA VISEU VISEU VISEU VISEU VISEU TONDELA MORTÁGUA VISEU VISEU VISEU VISEU VISEU

CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO COMÉRCIO SERVIÇOS COMÉRCIO SERVIÇOS CONSTRUÇÃO INDÚSTRIA COMÉRCIO INDÚSTRIA TURISMO CONSTRUÇÃO INDÚSTRIA COMÉRCIO CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO COMÉRCIO SERVIÇOS CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO TURISMO COMÉRCIO CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO COMÉRCIO TURISMO INDÚSTRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS INDÚSTRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS COMÉRCIO INDÚSTRIA TRANSPORTES TURISMO INDÚSTRIA COMÉRCIO INDÚSTRIA INDÚSTRIA TURISMO INDÚSTRIA INDÚSTRIA INDÚSTRIA COMÉRCIO TURISMO CONSTRUÇÃO SERVIÇOS CONSTRUÇÃO SERVIÇOS COMÉRCIO CONSTRUÇÃO COMÉRCIO SERVIÇOS


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PME Excelência por concelhos

CONSTRUÇÕES LONGRA & FERREIRA, LDA INTERECYCLING - SOCIEDADE DE RECICLAGEM, S.A. ÁGUAS EM PROCESSO – TRATAMENTO DE ÁGUAS, S.A. MACOTEIVAS - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, LDA ALFREDO PEREIRA DA COSTA LDA NUTROFERTIL-NUTRIÇÃO E FERTILIZANTES LDA ANTICHAMA - COMÉRCIO DE MATERIAL SEGURANÇA E COMBATE A INCÊNDIOS, LDA TONDELIMPA-SERVIÇOS DE LIMPEZA LDA ARQUEOHOJE - CONSERVAÇÃO E RESTAURO DO PATRIMÓNIO MONUMENTAL, LDA BEIRAGEL - PRODUTOS ALIMENTARES CONGELADOS, S.A. Tondela BEIRAPORTAL - PRODUTOS DE MADEIRA, LDA CAFÉ SNACK-BAR PIZARIA RIO SUL COPACABANA LDA DABEIRA - SOC. DE CONSTRUÇÕES, LDA DIETLAB-PRODUTOS DIETÉTICOS E FARMACÊUTICOS LDA EMBEIRAL - EMPREITEIROS DAS BEIRAS, LDA ERGOGÁS-REDES DE GÁS, LDA EUROVISEU - PADARIA E PASTELARIA LDA FARMÁCIA PORTUGAL DE VISEU LDA HOTEL GRÃO VASCO, S.A. J E-SOCIEDADE CONTABILÍSTICA LDA JOSÉ GONÇALVES DA SILVA SANTOS & IRMÃO - INDÚSTRIA METALICA, LDA LIMPA CANAL - LIMPEZAS ECOLÓGICAS, LDA MARQUES, LDA MARTINS & LOUREIRO LDA RESTAURANTE QUINTA DA MAGARENHA, LDA CARRAPATELO - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA SECARTE - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MOBILIÁRIO, LDA ASCOP - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS, LDA CIDADELHE - CONSTRUÇÕES, LDA SOCIBEIRAL - BETÃO DAS BEIRAS, LDA MOIMENTALFER-SERRALHARIA CIVIL LDA FONTE ACÚSTICA - CONSTRUÇÕES, LDA TALHO IRMÃOS OLIVEIRAS 2 LDA RESUR - GESTÃO DE RESÍDUOS E HIGIENE URBANA, LDA TERMAS SULFUROSAS DE ALCAFACHE S. A. TERROSILVARES - TERRAPLANAGENS, LDA TUTICONTA VISEU, LDA VASCO NUNES DE ALMEIDA & FILHOS, LDA VIADAIRE - IMOBILIÁRIA S.A. VISIPAPEL, LDA VISONORMA - ESCR. DE CONT. E SER. DE VISEU, LDA

5

Moimenta da Beira

Viseu

30

3

Cinfães

3

2

Vila Nova de Paiva

2

1

Lamego

Mortágua Publicidade

J SANTOS & GONÇALVES, LDA ELIANA-EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO LDA FRANCISCO PEREIRA MARINHO & IRMÃOS, S.A.

CERAGÊS INVESTIMENTOS, S.A. TRIA - SERVIÇOS, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS, LDA

1

1

Penalva do Castelo

1

Sernancelhe

INERBEIRAL - AGR. E BETUMINOSOS LDA

Satão

AXB-ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LDA

1

1

FRUSANTOS - FRUTOS SELECCIONADOS, LDA

Resende

CERMOUROS - CEREJAS DE S. M. DE MOUROS, LDA

S. João da Pesqueira

Oliveria de Frades

1

1

Mangualde

AMBIFORMED, LDA

QUINTA DAS TECEDEIRAS - SOC. VITIVINÍCOLA MANGUAL-TÉCNICA-INDÚSTRIA METALOMECÂNICA LDA

1 Castro Daire MORAIS & FILHOS, LDA

BERNARDINO DE ALMEIDA E COSTA & FILHOS, S.A.

1 S. Pedro do Sul


Jornal do Centro 25 | Março | 2011

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suplemento_PME’s Lamenta Fernando Ruas

“Empresários lutam contra a maré” O período que o país atravessa não é favorável, mas os empresários “têm dado um exemplo extremamente importante e contribuído para fortificar a região”. A opinião é do presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, a propósito dos premiados com o estatuto de PME Excelência 2010. Do total de 55 empresas distinguidas, 30 são de Viseu, o que deixa o autarca satisfeito, até porque vem contrariar algumas críticas, que davam conta da saída de firmas para municípios vizinhos. “É sinal que o concelho está mais atractivo, pois ninguém procura o deserto”, sustenta Fernando Ruas, defendendo, por outro lado, que este tem reunido condições que são apelativas para os investidores. Salientando que o projecto do IAPMEI desempenha um papel importante na motivação dos emprePublicidade

sários nacionais, o edil acrescenta que “quem faz e faz bem também gosta de ser reconhecido”. “Estes casos servem de exemplo e dão um testemunho público do importante trabalho que vem sendo realizado, contribuindo para a dinâmica da região”, realça Fernando Ruas. Para o autarca, o esforço é ainda maior tendo em conta a situação que se vive em Portugal e que obriga os empresários “a remar contra a maré”. “Enquanto, por exemplo, os emigrantes encontram no estrangeiro condições favoráveis para investirem e executarem o seu trabalho, o mesmo já não se aplica no país”, critica. Entre as principais dificuldades, Fernando Ruas aponta a falta de financiamento com que os gestores se debatem, um grande entrave para que possam criar competitividade.

v Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu

Queda de receitas não retira força às Termas de Alcafache Depois de em 2009 terem chegado ao patamar das PME Líder, as Termas de Alcafache foram distinguidas com o galardão de Excelência em 2010. Uma conquista que, segundo o presidente da administração, Jorge Leal Loureiro, fica a dever-se não só a um grande esforço ao nível da gestão mas, sobretudo, à colaboração dos funcionários. A este nível tem ajudado o facto de a empresa possuir uma actividade sazonal, permitindo reduzir os gastos quando o número de clientes é menor. Mas nem tudo é positivo. Para Jorge Leal Loureiro, o projecto do IAPMEI “baixou a fasquia, o que acabou por banalizar a atribuição do prémio”. O grande desafio, na sua opinião, deve passar pela aposta no rigor. O responsável faz questão de frisar que os melhores resultados das Termas de Alcafache foram obtidos em 2007, embora só agora pareça haver algum reconhecimento. Por outro lado, o trabalho realizado ao longo dos anos e os coeficientes elevados obtidos têm ajudado a manter o saldo positivo numa época que tem sido menos positiva. “Desde 2008 que registamos uma quebra acumulada de 500 mil euros e a situação tende a piorar”, afirma Jorge Leal Loureiro. Quanto à distinção que as Termas receberam, o gestor defende que, embora a empresa “não trabalhe para prémios”, a sua solidez acaba por ser importante para os clientes. A grande diferença surge, no entanto, no aumento da procura por parte

v Jorge Leal Loureiro dos fornecedores que têm a garantia de estar a trabalhar com um organismo que cumpre os seus compromissos. O futuro é visto, apesar do receio, com algum optimismo. A estância termal não subiu os preços dos serviços, de modo a não penalizar os aquistas, e mantem um bom lugar no ranking nacional. Como que a premiar o esforço que tem sido feito, Jorge Leal Loureira destaca o protocolo que foi recentemente assinado com a Câmara Municipal de Viseu. Através de um investimento de cerca de um milhão de euros por parte da autarquia vai ser possível melhorar as margens do Rio Dão e outras infraestruturas que vão dignificar as Termas de Alcafache.


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OPINIÃO

As PME, os jovens e o futuro das regiões Samuel Barros Docente do IPV

É reconhecido que as 300 mil pequenas e tudo, pela capacidade que revelem de criação médias empresas (PME) existentes no tecido de condições que melhor as capacitem para empresarial português, representando cerca de enfrentar a crescente exposição aos desafios da 75 por cento do emprego e 60 por cento do volu- competitividade global, teremos que concluir que me de negócios, “constituem um instrumento de as PME inovadoras constituem um importante desenvolvimento particularmente relevante, dada instrumento de desenvolvimento regional. A União Europeia apresenta, na sua Estratégia a sua notável capacidade de inovação e adaptação às mutações tecnológicas e de mercado”. 2020, três prioridades: um crescimento inteligenIsto mesmo foi em tempo assumido pelo Conse- te, com uma economia baseada no conhecimento e na inovação; um crescimento sustentável, lho Europeu, na Estratégia de Lisboa (2000). A capacidade de inovação que caracteriza as com uma economia mais eficiente, mais ecolóPME traduz-se, geralmente, num factor de dife- gica e mais competitiva e um crescimento inclurenciação da sua oferta de produtos e serviços sivo, com uma economia com níveis elevados distinguindo-as, positivamente, das grandes de emprego que assegura a coesão económiempresas. Nestas, a dimensão e a maior capa- ca, social e territorial. E reconhecendo que a cidade de mobilização de recursos nem sempre qualificação dos recursos humanos é de vital compensa a sua maior exposição ao risco, nem importância para atingir esse desiderato estralhes confere maior agilidade na adaptação à tégico define, nos seus objectivos, um aumento mudança, condição indispensável à necessária para, pelo menos, 40 por cento a percentagem da população na faixa etária dos 30-34 anos a competitividade. Se assumirmos que o desenvolvimento das concluir o ensino superior. Está assim dado um sinal claro da imporregiões se poderá traduzir não só pelo seu desenAF_CGD_EXP_MP__168x255.ai 1 3/23/11 6:55 PM volvimento económico mas, também, e acima de tância atribuída à qualificação superior dos Publicidade

jovens. Mas é a cada um desses jovens que competirá escolher a formação (e desenvolver esforços sérios nesse sentido) que melhor os prepare para enfrentar os desafios do futuro. E isso nem sempre é coincidente com aquilo que muitas vezes escolhem, em função do que mais acham que gostam, do que pensam ser fácil, ou que já deu frutos noutras épocas. A mudança é uma constante e o desafio está em percebêla e ajustarmo-nos a ela o mais rapidamente possível, identificando e agarrando de frente as oportunidades. Não posso deixar de salientar o facto de ter entrar em vigor no início do corrente mês a portaria nº 92/2011, que lança um programa de 50 000 estágios profissionais remunerados, para jovens qualificados que se poderão candidatar até 31 de Julho do ano corrente. É uma oportunidade para muitos jovens e para muitas PME que, assim, poderão encontrar uma via mais fácil de dar um passo em frente no seu futuro, ao mesmo tempo que contribuirão para o desenvolvimento da Região.


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Rio Sul festeja 25 anos com nota de excelência A cozinha tradicional viseense é largamente afamada, com manjares e sabores que nos levam a tempos remotos. Ao longo da História, os paladares da nossa gastronomia foram adoptados e renovados pelos diversos espaços de restauração existentes na região, como é o caso do Rio Sul A conquista do epíteto de empresa Líder e Excelência por parte do Rio Sul constitui, para o sócio-gerente André Cabral, o reflexo de um grande trabalho feito pela empresa. “Traduz a luta diária da gerência e dos colaboradores”, defende o responsável, realçando o prestígio associado a este estatuto atri-

buído pelo IAPMEI. Além de ser uma distinção “gratificante”, o empresário realça que é o garante do tipo de serviço, personalizado e de qualidade, que o grupo Rio Sul pretende manter. “É sinal que o nosso projecto está a ser desenvolvido e a dar resultados, reforçando a postura que temos assumido no mercado”, considera André Cabral, destacando o privilégio de a empresa ter recebido o estatuto de PME Excelência. E embora a conjuntura actual não seja favorável, o sócio-gerente fala da vontade que a firma, fundada em 1986, tem de continuar a crescer. A par das ‘lojas Rio Sul’, onde é privilegiado um serviço

Próximo passo: a internacionalização A empresa Vasco Nunes de Almeida & Filhos, Lda., que no mercado é conhecida pela comercialização da marca C117, foi outra das distinguidas pelo IAPMEI. O percurso começou com a candidatura, em 2009, ao estatuto de PME Líder e culminou com o galardão de Excelência. Um reconhecimento visto com muita satisfação pelo director comercial da empresa, Jorge Almeida, que destaca, por exemplo, o facto de ser “uma mais valia ao nível das transacções” com os parceiros, além dos benefícios ao nível financeiro que estão associados ao programa. Criada em Janeiro de 1996 (embora a marca C117 já estivesse a operar há já quatro anos), a empresa vê assim reconhecido o trabalho feito e adquire maior credibilidade. “Este projecto do IAPMEI permite às empresas unirem-se com vista a um crescimento mais sustentável mas, por outro lado, dá-lhes a possibilidade de se distinguirem entre as que não são tão sólidas”, aponta o empresário.

Novas apostas Mas a vontade de alargar os horizontes da sociedade da qual é sócio não se fica por aqui. A próxima aposta deverá passar, conforme adiantou o responsável, pela conquista de novos mercados fora de Portugal. Esta é, aliás, uma das formas que a empresa, que actualmente tem 300 clientes a nível nacional (incluindo os Arquipélagos da Madeira e dos Açores), contrariar o sentimento de recessão que se vive no país e aumentar o volume de vendas.

v Marca quer entrar em novos mercados “O nosso objectivo é procurar novos tipos de mercado e de clientes”, defende Jorge Almeida. Consciente das dificuldades que este desafio pode implicar, o director comercial prefere contrapor que “o que é de qualidade consegue sempre ganhar visibilidade”. Entre os projectos a desenvolver a curto e médio prazo está ainda o lançamento de um outlet em Mundão, localidade onde actualmente funciona o armazém de distribuição da marca que, recorde-se, comercializa vestuário feminino e masculino e dispõe de uma loja de atendimento ao público no Palácio do Gelo Shopping. Reforçar a presença no mercado e oferecer aos clientes artigos com preços mais acessíveis são os objectivos deste novo espaço.

mais económico e rápido – nomeadamente com as entregas ao domicílio-, a mais recente aposta prende-se com o Rio Grill. Neste restaurante é praticado um conceito mais requintado, onde há espaço para explorar as potencialidades da cozinha tradicional regional. Mas as novidades não se ficam por aqui. André Cabral recorda ainda uma nova vertente que está a ser explorada e divulgada no mercado: Rio Eventos. A pensar nas cerimónias de família, casamentos, baptizados e jantares de empresa ou temáticos, o Rio Sul avançou com um serviço de catering que promete tornar ainda mais famosas algumas das especialidades da casa.

v André Cabral

Uma voz no feminino

“Queremos limpar a imagem das empresas de trabalho temporário” Numa altura em que a imagem das empresas de trabalho temporário anda “pelas ruas da amargura”, a inclusão de uma firma do sector na lista das PME Excelência do IAPMEI é vista com alguma esperança. É o caso da Eliana - Empresa de Trabalho Temporário, sediada em Lamego, que espera que o novo estatuto venha ajudar “a limpar a imagem” que se tem em relação à área. Entre outros aspectos, para a gerente da Eliana, Adelaide Gonçalves, que trabalha no ramo há 22 anos, não faz sentido serem consideradas “empresas de risco”. Criada em 2000, a empresa tem como principais clientes as firmas de construção civil. Já chegou a conseguir colocação para cerca de 480 colaboradores, um número que actualmente se fica pelos 240, distribuídos de Norte a Sul do país. Além dos serviços administrativos possui uma filial em Lisboa.

Críticas Face ao serviço que a Eliana presta, a responsável não compreende a distinção que é feita entre as empresas de trabalho temporário e as do ramo das obras. No primeiro caso, as firmas são obrigadas a possuir cauções bancárias a favor do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que são accionadas em caso de falência. “No nosso caso, a garantia é superior a 130 mil euros, o que não acontece com as de construção”, critica. Deste modo, a gerente espera que a

atribuição do estatuto de PME Excelência ajude a clarificar e “a distinguir as que têm uma estrutura sólida daquelas em que isso não acontece”. Reconhecendo que se trata de “uma mais-valia” para as empresas de menores dimensões, realça a maior credibilidade que é conferida aos seus detentores. “Embora não altere o nosso modo de funcionamento, é sinal que em 2010 cumprimos com as nossas obrigações em termos bancários e fiscais”, sustenta Adelaide Gonçalves, realçando o facto de a firma nunca ter recebido qualquer tipo de apoio financeiro por parte das entidades nacionais. Já a pensar no futuro, a empresa quer apostar em novas áreas de acção, nomeadamente na Hotelaria, Serviços Administrativos e Informática. “São sectores muito seleccionados e nos quais queremos abrir novas portas”, defende a gerente, adiantando que o objectivo é “colmatar as lacunas de emprego que existem nestes sectores”.


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Empresas distinguidas “devem servir de exemplo” Uma boa gestão, a qualificação das organizações e a satisfação dos clientes são factores fundamentais para o sucesso, defende o presidente da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), João Cotta. Mas as empresas não devem ‘adormecer à sombra’ dos resultados, continuando a desenvolver índices de competitividade e, sempre que possível, alcançar novos mercados, pois o nacional está saturado. Este é o grande alerta deixado pelo responsável. Entre 2009 e 2010, o número de empresas do distrito que mereceram o estatuto de PME Excelência mais do que duplicou. Isso significa que au-

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mentou a competitividade da região?

tiveram empresas com bons desempenhos.

Os indicadores económico-financeiros constantes do PME Excelência traduzem o desempenho passado e, como tal, são indicadores de competitividade. Mas eles não garantem o futuro. As empresas têm de olhar para o futuro da sua organização, para a eficiência dos processos, qualificação da organização e para a satisfação dos clientes. Estas empresas distinguidas devem servir de exemplo para as outras empresas regionais para que a região toda disso beneficie.

Em época de crise, esta distinção é uma motivação para os empresários? Claro que sim, qualquer distinção por mérito é sempre factor de motivação adicional. A auto-estima é fundamental para obtermos melhores resultados.

Nesse contexto, que desafios se colocam às empresas que querem distinguir-se pela rentabilidade e competitividade?

A construção e a indústria lideram ao nível dos sectores mais nomeados. São as nossas áreas mais atractivas? Segundo o IAPMEI, a nível nacional o comércio e a indústria são os mais representados nas PME Excelência, com 59% do total. Os serviços, com 16%, a construção, 13%, e o Turismo, 8%, têm a restante distribuição. Penso que a boa gestão é possível e fundamental em todos os sectores eco-

v João Cotta nómicos. Quanto à nossa região estes números indicam que a construção e a indústria

De forma resumida, devem ter uma estratégia clara, devem ter os métodos de trabalho eficazes e eficientes, ter as melhores pessoas e as mais qualificadas e motivadas, e estabelecer parcerias com outras empresas que sejam complementares para procurar sinergias. Se possível, devem procurar mercados externos, pois o mercado português é pequeno e saturado. Isto irá traduzir-se em maior produtividade, controlo de custos e crescimento do negócio.


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desporto Visto e Falado

AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II DIVISÃO NACIONAL SÉRIE CENTRO

Vítor Santos vtr1967@gmail.com

25ª jornada - 27 Mar - 16h00 União Serra Cesarense Pampilhosa Sp. Espinho Esmoriz - Aliados Lordelo Padroense (26 Mar) Tourizense Eléctrico Tondela Gondomar Anadia Coimbrões Boavista Sertanense Sp. Pombal

Futebol Castro Daire

Jogos + Vida Associação de Futebol de Viseu

Cartão FairPlay Decorreu no Fontelo uma iniciativa da Associação de Futebol de Viseu em parceria com a Escola Profissional Mariana Seixas, que resultou numa jornada fantástica de promoção de hábitos de vida saudáveis, assim como de socialização da população escolar. O desporto é, ou devia ser, uma actividade importantíssima na socialização dos jovens que têm comportamentos de risco. Mais de 100 alunos participaram. A continuar. Futebol Tondela

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C 1ª jornada - 27 Mar - 16h00 Fase Subida Cinfães Penalva C. Avanca S.J. Ver Alpendorada Bustelo Fase Manutenção Aguiar Beira Alba L. Lourosa Fiães Oliv. Frades Sampedrense

Gil Peres

Cartão FairPlay A equipa treinada por Vasco Almeida tem, quase, assegurada a subida à divisão principal da AFV. Desde o inicio da época que o Castro Daire tem liderado a classificação e mostra mais argumentos que os adversários. Com a melhoria das infra-estruturas de trabalho e a aposta que vem sendo feita na formação, os resultados vão aparecendo. Castro Daire é das zonas do distrito onde se vive o futebol com mais emoção. Sinergias não faltam. Força.

A E vão quatro jogos do Tondela sem conseguir ganhar no Estádio João Cardoso

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE D

Futebol - II Divisão Nacional Série Centro

E agora Tondela?

1ª jornada - 27 Mar - 16h00 Fase Subida Ac. Viseu Nogueirense Monsanto Sourense Oliv. Bairro Riachense

Liderança perdida∑ Derrota com Padroense deixa tondelenses em segundo Um sarilho dos grandes em que o Tondela se meteu no nacional de futebol da II Divisão. Num jogo que encheu o Estádio João Cardoso, o que poderia ser um passo importante rumo à vitória na série Centro, acabou por ser um passo atrás. A derrota chegou na pior altura e frente a um adversário que, com os três pontos que levou de Tondela, assumiu a liderança da classificação.

Para o Tondela, jogar perante o seu público, que voltou a comparecer em força, tem sido factor condicionante para a equipa. Sem razão aparente, ou se calhar com algumas justificações - é notória a má forma de alguns dos principais jogadores - o Tondela não tem sido em casa a equipa que tanto entusiasmava os adeptos. Nos últimos quatro jogos em casa, em 12 pon-

tos, fez apenas um.Está aqui, em parte, a justificação para a descida para o segundo lugar, por troca com o Padroense, equipa que, com uma organização defensiva quase perfeita, não deu grandes chances aos tondelenses, e teve ainda a sorte, e mérito, para com um autogolo acabar por vencer, justamente, o encontro. Apesar deste revés, nada está perdido para o Tondela. A formação de

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL VISEU DIVISÃO HONRA

Filipe Moreira precisa apenas de se reencontrar. Tem a desvantagem de estar dependente de terceiros mas, por outro lado, não vai defrontar mais nenhum dos da frente. Já Padroense, Boavista, Coimbrões e Gondomar, ainda vão jogar entre si, e alguém tem que perder pontos. Saiba o Tondela cumprir a sua parte. Gil Peres

24ª jornada - 27 Mar - 16h00 Paivense Viseu Benfica Canas Senhorim Molelos Lusitano Tarouquense Lamelas Abraveses -

Santacomba Alvite Nelas Sp. Lamego Carvalhais Sátão GD Parada Silgueiros

TAÇA DE PORTUGAL FUTEBOL FEMININO Meia-Final - 27 Mar - 15h00 Escola FC Fut. Benfica

-

1º Dezembro Cadima

Futebol Feminino

Cartão Vermelho Uma derrota que pode marcar, negativamente, a excelente época que o Tondela vinha fazendo no Nacional da 2.ª divisão. O resultado é castigador para os pupilos de Filipe Moreira que têm estado em muito bom plano. Nada está perdido, mas agora, o Tondela vai ter que esperar por um resultado negativo do Padroense.

O jogo da meia-final da Taça de Portugal de Futebol Feminino, entre o Escola Futebol Clube e o 1º de Dezembro, actual detentor do troféu, vai ser jogado no Estádio Montenegro Machado, em Repeses, na cidade de Viseu. O regulamento da prova esta temporada obriga que o jogo seja disputado em relvado, natural ou sintético, o

que afasta a hipótese do Escola jogar no seu campo pelado, como aconteceu no ano passado. A alternativa era o sintético de Molelos que no domingo estará ocupado com um jogo do Atlético, das competições distritais de futebol de Viseu. A possibilidade do jogo ser feito no relvado do Estádio João Cardoso foi afastada, devido ao mau estado em que o

piso se encontra e que desaconselha uma utilização contínua. A solução encontrada foi Viseu, e o sintético do Repesenses, “casa” do Escola nos próximos três desafios. Este domingo, às 15h00, o jogo vale a presença na final no Estádio Nacional, e há “contas a ajustar” depois de na época passada o Escola ter perdido nos penaltis. GP

Gil Peres

Escola FC joga meia-final da Taça em Viseu

A Em 2010 o Escola FC perdeu nos penaltis


D Workshop de artes

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culturas VISEU

∑Forum Até dia 27 de Março Exposição “Militares em Acção”.

∑IPJ Até dia 15 de Abril Exposição “Tradições”, Cartazes das Cavalhadas de Vildemoinhos OLIVEIRA DO HOSPITAL

∑ Biblioteca Municipal Até dia 31 de Março Exposição “Fatos de Carnaval 2011” MANGUALDE

∑ Biblioteca Municipal Até dia 31 de Março Exposição de pintura do autor mangualdense R. Neves. LAMEGO

∑ Museu de Lamego Até dia 3 de Abril Exposição de escultura de João Ferreira. S. PEDRO DO SUL

∑ Cineteatro S. Pedro Até dia 31 de Março Exposição “Olha para a Pobreza com Olhos de

Arcas da memória

Destaque

Festival de Música da Primavera abre Viseu Naturalmente Programa ∑ Com um corte de 10%, mantém actividades de anos anteriores Desde ontem (dia 24) que Viseu assiste ao Festival de Música da Primavera do Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão e da Câmara Municipal. O evento, que vai na quarta edição, propõe até dia 10 de Abril um conjunto de eventos diversificados. “É a nossa festa da música na cidade, que não são só concertos. O Festival vai muito para além do que são os concertos à noite”, adiantou o director do Conservatório, José Carlos Sousa, lembrando que o objectivo é “abranger todos os públicos” e por isso a “oferta é diversificada”. O Festival de Música da Primavera começou com um concerto renascentista na Sé de Viseu. Esta sextafeira, dia 25 há um concerto de Piano com João Vale e Rita Namorado, às 21h30, no Conservatório. Domingo, o Centro Pastoral recebe um concerto de Acordeão. Seguem-se concertos diários, sempre às 21h30. Mas, em simultâneo, o festival

A Fernando Ruas apresentou programa esta semana promove concertos pedagógicos e o IV Concurso de Instrumentistas.

“Viseu Naturalmente”. O Festival de Música da Primavera, a que o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas chamou de “acção forte” faz parte da agenda de acções Primavera 2011, do programa cultural da autarquia “Viseu Naturalmente”. Ao longo dos próximos meses vão decorrer várias iniciativas a que a cidade já se habituou e que continuam a atrair as pessoas. Com uma redução de 10 por cento em relação ao

roteiro cinemas Ver”.

VISEU FORUM VISEU (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 13h50, 16h40, 19h10, 21h50, 00h10* Manhãs Gloriosas (M12) (Digital)

Sessões diárias às 14h10, 16h30, 18h50, 21h10, 00h30* The Mechanic - O Profissional (M16) (Digital) Sessões diárias às 11h20 (Só Dom.), 14h00, 16h20, 19h00 Rango VP (M6) (Digital)

Sessões diárias às 11h10 (Dom.), 13h40, 15h55, 18h10, 21h00, 23h40* Alpha e Omega (M6) (Digital 3D)

Sessões diárias às 11h30 (Dom.), 14h50, 17h10, 19h20, 21h30, 23h50* Gnomeu e Julieta (M4) (Digital 2D) Sessões diárias às 13h30, 16h00, 18h30, 21h20, 00h00* Os Agentes do Destino (M12) (Digital) Sessões diárias às 21h40,

25 | Março | 2011

Vai decorrer amanhã, das 14h00 às 18h00, um workshop de artes subordinado ao tema “Imaginação e Cores”. O evento irá realizar-se na Agenda 21 Local, junto ao Auditório Municipal Carlos Paredes

Emília Amaral

expos

Jornal do Centro

00h20* Guerreiros do Amanhã (M12) (Digital)

orçamento do ano passado, Fernando Ruas adiantou que “por força do envolvimento da acção da Câmara com os parceiros”, o Viseu Naturalmente mantém uma programação” que não envergonha”. A redução do orçamento deverá reflectir-se em algumas acções ligadas à actividade sénior e aos jovens mas, garantiu o autarca, nenhuma iniciativa foi cancelada. “A ideia foi impor uma redução, mas não acabar com alguma actividade”, reforçou. Emília Amaral

Sessões diárias às 14h10, 16h40, 19h10, 21h30, 00h20* Sou o Número Quatro (M12) (Digital)

PALÁCIO DO GELO (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 22h00, 00h15* Cisne Negro (M12 (Digital)

Sessões diárias às 11h10 (Só Dom.), 14h00, 16h05, 18h10 Gnomeu e Julieta (CB) (Digital 3D)

Sessões diárias às 11h20 (Só Dom.), 13h10, 15h15, 17h20, 19h25 Zé Colmeia VP (M4) (Digital 3D)

Sessões diárias às 14h40, 17h00, 19h20, 21h40, 00h00* O Ritual (M16) (Digital) Sessões diárias às 13h50,

O galo na cultura popular – II Termos da Beira!.. Ei-lo ao alto, na garimpa dos campanários. Vigilante. Atento. Olhando sempre em direcção ao vento. Anunciador de céu azul ou de borrasca. Símbolo vindo de longe, como as cores das madrugadas e dos poentes, como os ditos dos velhos que governam a aldeia. Ei-lo pousado sobre as místicas cabanas dos presépios de Setecentos e nessas outras, mais humildes, dos barristas mais recentes, de Ribolhos ou Molelos, sem que António Vista ou Mestre Zé Maria possam ter compreendido as últimas razões do seu inconsciente acto. O carácter solar do galo mais não traduz que essa euforia do solstício, esse despertar de um tempo novo e festivo, o Sol Invictus celebrado nas culturas antigas agora transferido para essa cativante figura de um Deus feito Menino, igualmente fonte de luz, igualmente fonte de vida. Estranhamente o galo tornou-se elemento central de um quadro ritual diferente, ainda que situado também num tempo charneira, como é o Entrudo. Aqui o galo assume-se como elemento propiciador de regeneração, conceitochave das celebrações solsticiais. Encerra-se o ciclo de inverno, É o tempo em que Deméter inicia as suas deambulações pelos campos semeados. Reequilibra-se a

16h15, 18h40, 21h10, 23h35* Rédea Solta (M12) (Digital)

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

natureza e tem de ajustar-se de acordo com normas préestabelecidas a vida dos homens marcada de desvios que importa redimir com recurso ao sacrifício. E aqui surge o galo. Carregará sobre si os desvarios da comunidade. E como acontecia com o Cepo sacrificial do tempo de Natal rouba-se agora um galo de uma desprotegida capoeira, carregase até à Praça pública e ali se sujeita a uma burlesca encenação de um julgamento de paródia que conduzirá inevitavelmente à condenação à morte do galo através de cruento Enterro, ele vivo ainda, ou através da morte pelo fogo. Manifestações folclóricas do género ainda ocorrem por aí, e é desejável esta recuperação festiva de antigos rituais a que se prende nossa ancestralidade que pode assim ser melhor compreendida. Lição participada que se torna elemento aglutinador com a construção desses “bonecos” de pantomina, o exercício literário da construção dos “testamentos”, a participação saudável em actos que respeitam nossos valores identitários, situação bem mais desejáveis que essa desnecessária importação de exógenos costumes.

Estreia da semana

Sessões diárias às 14h50, 17h10, 19h30, 21h50, 00h10* Época das Bruxas (M16)(Digital) Sessões diárias às 21h20, 23h45* O Discurso do Rei (M12Q) (Digital) Legenda: * Sexta e Sábado

Rédea Solta– : Rick e Fred (Owen Wilson e Jason Sudeikis) são os melhores amigos e encontram-se em casamentos de longa data. Quando começam a mostrar sinais de cansaço, as suas mulheres (Jenna Fischer e Christina Applegate) pensam num plano para revitalizar os casamentos.


D “Arte & Intervenção no Espaço Público”

Jornal do Centro 25 | Março | 2011

CULTURAS 15

O Museu Grão Vasco, em Viseu, recebe amanhã conferências sob a temática “Arte e Intervenção no Espaço Público”. A partir das 15h30, “Arte na Paisagem - motivações e modelos”, por Laura Castro e “Arte Pública e Participação Cidadã - modalidades e meios”, por José Guilherme Abreu.

Destaque

Dia Mundial do Teatro No dia 27 de Março é celebrado o Dia Mundial do Teatro. O Teatro nasceu em Atenas, associado ao culto de Dionísio, deus do vinho e das festividades. Um pouco por todo

o país, a festa sobe ao palco das principais salas de espectáculos. No distrito de Viseu, a celebração deste dia, p or pa r te dos m a io res i mpu lsion adores do Teat ro n a reg i ão,

é mista . A lg uns optam por comemorar o Dia Mundial do Teatro com a estreia de peças e na aposta de companhias amadoras locais. É o caso do Teatro Ribei ro Conceição, em

Lamego. O espectáculo “O Mandarm Fi-Xú” vai ser encenado pelo “T.A.L. - Teatro Artístico de Lamego”. Por outro lado, o Teatro Viriato, em Viseu, opta por não realizar

Município de Sátão

Lugar (vai estar) Presente

A auta rquia de Sátão tem vindo a promover alguns espectáculos teatrais du ra nte o mê s de Março. No dia 27, a partir das 15h00, sobe ao palco um “Festival de Teatro”, no CineTeatro. O espectáculo é direccionado para a população infantil, jovem e sénior. A entrada é livre.

A companhia de dança e teatro Lugar Presente quer tornar o Dia Mundial do Teatro num dia de festa e de ref lexão sobre a arte. No dia 27 de Março, a pa rtir das 15h00, está marcado um encontro no Rossio, em Viseu, que pretende junta r todos os “amantes” do Teatro.

O Lugar Presente convida as companhias mais antigas,as recentes , a m adora s , s e m i - pr o f i s s i o n a i s , prof issionais e todos que dão um contributo à cultura na cidade e na região. Posteriormente, está ma rcado u m d e s f i le a té a o l a r g o Mouzin ho de A lbuquerque.

Pe l a s 1 6 h 3 0 , o L u ga r Presente abre as portas e brinda os inte r e s s a d o s c o m p e ça s prepa rada s pa ra a ocasião. “Peça curta e dua s vozes , de Fer na ndo Giestas por Graeme Pulleyen e R a faela Sa ntos e “ E m p r o c e s s o ”, p e los a lu nos do g r upo element a r do Cu rso Vocacional.

nen hu m espectácu lo especial para assinalar a data. “Acho que o nosso cont rí buto é dado todos os d ia s do ano, neste dia não há espectáculos com m a i o r s i g n i f i c a d o ”,

diz Paulo Ribeiro, director. O Jorna l do Centro foi aos bastidores do Teatro e fez um levanta mento do que mais importante vai acontecer na região.

“Dona Pura e os Camaradas de Abril” I nteg rado n a s co memorações do Dia Mu nd i a l do Teat ro, o Te a t r o d a s B e i r a s e o Tr i g o L i m po teatro ACERT estreiam, em Tondela, a co-produção “Dona Pura e os Camaradas de Abril”. O espectáculo, marcado para as 21 h 45 , presta home-

nagem ao 25 de Abril de 1974 . O encontro do Teatro das Beiras com o Tr i go L i mpo teatro ACERT para a construção deste espectáculo é etapa de um percurso de muit a c u mpl icid ade no desenvolvimento da descentralização teatral.

“É importante lembrar o papel do teatro”

“Mandarim Fi-Xú” Amanhã, pelas 21h00, o Dia Mundial do Teatro vai ser celebrado no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, com a est reia da compa n h ia de teatro de Lamego o “T.A.L. – Teatro Artístico de Lamego”. O resultado do curso de formação teatral ministrado pela Urze–

Companhia de Teatro, proporcionou a u m conjunto de jovens lamecense a montagem e apresentação do espetáculo “Mandarim Fi-Xú”. Trata-se de um musical que se dirige a todos os públicos. Foi escrito por José Vaz e conta a história de dois reinos, o do Sol Poente e do Sol Nascente.

“ P a r a o Te at ro do Montemuro o Dia Mundial do Teatro é um dia de celebração do Teatro. Pera nte a actual conjuntura talvez seja de ex t rem a importância lembrar, pelo menos neste dia, o papel do teatro e dos agentes culturais no nosso país. Não temos por hábito assinalar de nenhuma forma especial. Somos uma companhia de itinerância e por i sso ne ste d i a e st a mos sempre em digressão, precisamente na Inglaterra. Pa ra a s compa n h ia s de teatro, especificamente pa ra o Teatro do Montemuro, como ent id ade de cr i aç ão

artística e agente no cumprimento de um serviço público, sentimos que é fundamental ref lectir no nosso papel, no nosso público, nas políticas culturais ou falta delas não só num dia mas no desenvolvimento diário da nossa actividade. Em Portugal estaremos a apresentar entre os dias 18 de Março e 2 de Abril o projecto para escolas “Zéquinha e Murídeo, o melhor de dois mundos”. Um espectáculo altamente pa r t icipat ivo que tem feito as delicias dos mais pequenitos”, diz Paula Teixeira, direcção de produção.

A visão de um encenador “Eu acho que falta sempre mais teatro. Ainda assim, o Teatro Viriato tem colmatado esta questão com a vinda de mais espectáculos, bem como a ACERT e o Montemuro, que são bons cartões de visita da região. Há cinco anos para cá Viseu começou a ter um grupo de pessoas verdadeiramente interessadas na prática profissional do teatro. No que diz respeito

ao teatro da academia, constituído por alunos do Politécnico de Viseu, tem corrido muito bem. O ano passado ganhamos um prémio de teatro universitário, este ano já fomos convidados a estar presentes no festival de Inverno, no Algarve. Actualmente estamos com 20 pessoas e esperamos fazer mais espectáculos este ano”, explica o encenador e docente Jorge Fraga.


D Joana Amendoeira na Fnac

16 CULTURAS

Jornal do Centro 25 | Março | 2011

A Fnac, em Viseu, recebe hoje, pelas 17h00, Joana Amendoeira, no espectáculo intitulado “Sétimo Fado”. Esta será uma nova etapa, doze anos após a edição do seu primeiro disco.

Literatura

Variedades

Elisabete Oliveira lança livro em Lamego

Festival de Tunas Mistas de Saúde de Viseu

O livro “Educação Estética Visual Eco-Necessária na Adolescência”, da autoria de Elisabete Oliveira, vai ser lançado no Museu de Lamego, amanhã, pelas 16h30. A obra é resultado da tese de doutoramento da autora e pretende sensibilizar professores, animadores culturais e público em geral para a importância da educação visual como eco-necessidade de todos para a aquisição de capacidades de criação/competenciação, fruição crítica e valorização do património cultural material e imatePublicidade

sária na Adolescência” investiga a educação estética visual que a escola deve garantir que todos tenham estruturado pela adolescência e para o auto-eco-desenvolvimento ao longo da vida. Elisabete Oliveira escolheu o Douro para a apresentação pública da obra. A autora apresenta ao longo de toda a sua vida profissional um currículo direccionado para a educação estética visual e formação dos professores. rial, até à adolescência. Com prefácio de Ana Mae Barbosa, ex-presidente

mundial InSEA/ UNESCO, “Educação Estética Visual Eco-Neces-

Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

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O “IV Viriatus”- Festival de Tunas Mistas de Saúde de Viseu, vai realizar-se hoje e amanhã, em Viseu. O evento vai contar com a presença de várias tunas mistas. A Tuna Médica de Lisboa, os SemperT’unos de Setúba l, a Tu Na D’ESTES - Coimbra, a Enftuna de Portalegre e a Copituna D’Oppidana da Guarda. Hoje é “Noite de Serenatas”, a partir das 21h30. A animação está a cargo da TunaFusão, em que várias tunas de Viseu actuam em conjunto. Amanhã é dia do “IV Viriatus”. O festival vai

decorrer na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, a partir das 21h30. A entrada é livre. A orga n i z ação do evento está a cabo da Escola Superior de Saúde de Viseu. TVP


Jornal do Centro

17

25 | Março | 2011

saúde Câmara de Lamego critica modelo do novo hospital O executivo da Câmara Municipal de Lamego reafirmou esta semana algumas queixas contra o modelo novo Hospital que está a ser construído na cidade, por prever apenas 30 camas para cuidados continuados. Durante uma visita às obras do novo edifício José Carrapatoso, primeiro secretário da Assembleia Municipal, lembrou que o modelo adotado responde a um conceito de proximidade mas “não responde a uma população de mais de

80 mil pessoas”. De acordo com o autarca, hospital atual mantém uma ocupação de 100 por cento nas 45 camas de que dispõe e precisaria de mais. A mesma posição foi já assumida pelo presidente da autarquia, Francisco Lopes, ao apontar fragilidades, como a “incapacidade de garantir uma resposta suficiente para os doentes agudos”. O novo hospital cujas previsões apontam para ser inaugurado ainda este ano, terá um conceito ino-

DR

Visita∑ Executivo diz que o número de camas não responde a uma população de mais de 80 mil habitantes

A O novo edificio inaugurado este ano vador, assente no reforço da prestação de serviços em ambulatório, com o objectivo de reduzir o

impacto do internamento na vida dos doentes e das suas famílias. Em vez do internamento tradicio-

nal, terá uma unidade de cuidados continuados de convalescença, com capacidade para 30 camas.

Opinião

Joana Coimbra Higienista Oral Clínica Médica Dentária de Viseu

O que rouba a juventude ao sorriso (I) Aprenda a proteger-se Os anos não passam em vão pela nossa boca e começam a notar-se manchas e desgastes. Felizmente, existem técnicas que, em pouco tempo, nos permitem recuperar o sorriso jovial perdido, como é o caso do branqueamento dentário e do recontorno dentário. Mas, para que não tenha de recorrer já a qualquer um deles, proteja-se, evitando alguns dos problemas dentários que provocam o envelhecimento precoce do sorriso: Cáries ou a deterioração das superfícies radiculares. São muito comuns nos adultos. É importante lavar os dentes com uma pasta dentária que contenha flúor, utilizar fio dental diariamente e visitar o dentista com regularidade. Retracção das gengivas, com exposição d as g e n g i v as . É u m fenómeno que se produz com o tempo e como consequência da exposição de dentes que não estão protegidos por esmalte. Estas zonas são propensas à dor causada por alimentos e bebidas frias ou quentes. Em casos mais graves, pode apresentar-se sensibilidade ao ar frio e aos alimentos ácidos e doces. Na presença deste tipo de sensibilidade, pode utilizar-se uma pasta dentária para dentes sensíveis. Se o problema persistir, há que consultar o médico dentista, pois pode indicar um transtorno mais sério, como cáries ou dentes danificados ou fracturados. (continua)


Jornal do Centro

18 SAÚDE

25 | Março | 2011

Associação dos Dadores de Sangue tem nova sede Lamego ∑ As instalações foram cedidas pela autarquia A Associação dos Dadores Benévolos de Sangue de Lamego (ADBSL) inaugurou a nova sede, passando a dispor de instalações próprias cedidas pela Câmara Municipal. A nova sede situa-se no Edifício do Bloco da Feira, junto ao Parque da Cidade, e “permitirá a partir dali disponibilizar todo o tipo de informações ao público, agrupar o seu acervo documental e efectuar as reuniões dos seus corpos sociais”, adianta a ADBSL em comunicado. As recolhas de sangue continuam, no entanto, a ser efectuadas na Escola Secundária de Latino Coelho. “A nova sede, vai permitir o reforço do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em prol dos mais necessitados, nomeadamente a divulgação e o incentivo à prática da dádiva de sangue”, reconhece. Durante a cerimónia de inauguração do novo espaço, o presidente da

Comissão de utentes entrega petição em Penalva

A A inauguração da sede ocorreu no domingo Associação dos Dadores Benévolos de Sangue de Lamego, Fernando Gonçalves dos Santos recordou a génese do processo que levou à criação desta colectividade, “quando na década de 90 existiam na cidade vários voluntários que se dirigiam ao ban-

co de sangue existente no Hospital de Lamego para contribuir com as suas dádivas. Após o encerramento desta unidade, surgiu entre os participantes a ideia de constituir, a nível local, uma associação, que viria a ser criada em 1992”.

Nos últimos quatro anos a ADBSL registou um aumento das colheitas anuais de sangue, bem como um aumento “significativo” do número de dadores. Emília Amaral

Tem perto de duas mil assinaturas o abaixo-assinado contra a falta de médicos de família e outros problemas denunciados no Centro de Saúde de Penalva do Castelo. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu (CUSPSDV) entregou na sexta-feira, dia 18, a petição no Centro de Saúde, durante uma concentração de centenas de pessoas à porta do edifício. No documento é reinvindicada a reabertura do Serviço de Apoio Permanente (SAP e a contratação de mais médicos de

família, para além de ser criticada a “prática de consultas de apenas dez minutos”. De acordo com a Comissão de Utentes, o director do Agrupamento dos Centros de Saúde Dão Lafões III garantiu que irá ser restabelecido em breve o normal funcionamento do SAP desde que haja um “médico disponível de outros centro de saúde para fazer horas extraordinárias”. A contratação de mais médicos de família foi assumida como uma situação “dificil de resolver”.

emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Clínica VITAL DENT – Viseu Rua Dr. Azeredo Perdigão, Bloco 6-A – R/C Dtº - Viseu Informa-se que vamos estar encerrados para obras de 18 de Março a 03 de Abril. Os contactos telefónicos de marcação e esclarecimentos estarão disponíveis (mesmo durante as obras) 967531001 – 232415315 – 232436288 Com um NOVO SORRISO, nova imagem, novos equipamentos, novos meios auxiliares de diagnósco, mas com a mesma equipa médica e prossional. Queremos servir melhor todos os que nos procuram e conam em nós.

F. Nogueira Martins Médico Especialista Obstetrícia e Ginecologia NOVAS INSTALAÇÕES Quinta do Seminário Lt. 10 Marcações: 232 426 021


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SAÚDE 19

25 | Março | 2011

Médicos vão trabalhar 42 horas semanais

Estudo ∑ Um outro dado revela que 20 % da população afirma não gostar de beber água

Nuno Ferreira

O Governo e os sindicatos chegaram a acordo para que cerca de 500 médicos dos centros de saúde aumentem o seu horário de trabalho para as 42 horas semanais: Com essa nova medida possibilitam que 125 mil portugueses passem a ter médico de família. Numa situação transitória, o Governo propôs repor em vigor artigos de um antigo diploma das carreiras médicas que permite que a contratação dos médicos de medicina geral e familiar que exercem nos centros de saúde, possa ser feita em regime de 42 horas e

Portugueses bebem pouca água

não apenas nas actuais 35 horas semanais. Em causa estão os recentes especialistas em medicina geral e familiar que, ao abrigo da legislação de carreiras médicas de 2009, só tiveram a opção de contratos de 35 horas semanais, à semelhança da restante função pública.

Um estudo sobre as “motivações do consumo de líquidos pelos portugueses” conclui que a generalidade ingere poucos líquidos e, por isso, correm maior risco de desidratação. O mesmo trabalho acrescenta que 20 por cento só bebe água a contragosto. O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Português de Hidratação. O Trabalho analisou a média

de ingestão de líquidos, motivações e flexibilidade de consumo, concluindo que cada português ingere, em média, 1,73 litros de líquidos por dia, uma quantidade abaixo do valor de referência proposto pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, que é de dois litros diários para uma mulher e dois litros e meio para um homem.

A Mulher deve beber dois litros e o homem 2,5 litros

Hospitais em dívida com farmacêuticas A dívida não vencida dos hospitais portugueses à indústria farmacêutica é superior a mil milhões de euros. Os dados foram apresentados no parlamento pelo Minis-

tério da Saúde. As compras de bens e serviços mensais por parte do Serviço Nacional de Saúde são superiores a 350 milhões de euros.

Tratamos-lhe da Saúde... Todos os dias!

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20 CLASSIFICADOS

25 | Março | 2011 QUINTADAMAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado.

RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Takeway. RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia. TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes. Folga Segunda-feira. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Menu económico ao almoço – 4,90 euros.

RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos. SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos. Folga Terçafeira. Preço médio refeição 8,50 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à SubEstação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 962 723 772. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), fácil estacionamento, acesso gratuito à internet. RESTAURANTE D. INÊS Especialidades Pratos económicos de Carne e Peixe. Folga Domingo. Preço médio refeição 5 euros. Morada Rua Serpa Pinto, nº 54, 3500 Viseu Telefone 232 428 837 – 232 184 900. QUINTA DO GALO CERVEJARIAS Especialidades Grelhados de Peixe e Carne. Folga Domingo. Morada Quinta do Galo, Lt3 | Bairro Stª Eugénia, Lt21, Viseu. Telefone 232 461 790 Observações Aberto até às 2h00. O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771.

RESTAURANTEBELOSCOMERES(ROYAL) Especialidades Restaurantes Marisqueiras. Folga Não tem. Morada Cabanões; Rua da Paz, nº 1, 3500 Viseu; Santiago. Telefone 232 460 712 – 232 468 448 – 967 223 234. Observações Casamentos, baptizados, convívios, grupos. TELHEIRO DO MILÉNIO QUINTA FONTINHA DA PEDRA Especialidades Grelhados c/ Churrasqueira na Sala, (Ao Domingo) Cabrito e Aba Assada em Forno de Lenha. Folga Sábados (excepto para casamentos, baptizados e outros eventos) e Domingos à noite. Morada Rua Principal, nº 49, Moure de Madalena, 3515016 Viseu. Telefone 232 452 955 – 965 148 341. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. RESTAURANTEROSSIOPARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros. FORNODAMIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTEOPOVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

RESTAURANTE A COCHEIRA Especialidades Bacalhau Roto, Medalões c/ Arroz de Carqueija. Folga Domingo à noite. Morada Rua do Gonçalinho, 84, 3500-001 Viseu. Telefone 232 437 571. Observações Refeições económicas ao almoço durante a semana. RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês. RESTAURANTE SANTA MARIA Especialidades Cozido à Portuguesa, Picanha, Borrego Estufado, Bacalhau Santa Maria. Folga Quarta-Feira. Preço médio por refeição Desde 6,50 euros. Morada Avenida da Igreja, nº 989, Canas de Santa Maria, 3460-012 Tondela. Telefone 232 842 135. Observações Refeições económicas c/ tudo incluído – 6,50 euros; Refeições p/ fora – 5,50 euros.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE QUINTA DO MARQUÊS Especialidades Bacalhau c/ Natas, Rojões à Beirão, Vitela à Lafões, Tiramisú. Folga Domingo (Dezembro a Junho). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Galerias Quinta do Marquês, 2º Piso, Fracção Z (junto ao Pav. Desportivo Municipal e Piscinas), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 723 815. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira). RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680-132 Oliveira de Frades. Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo. RESTAURANTE EIRA DA BICA Especialidades Vitela e Cabrito Assado no Forno e Grelhado. Folga 2ª Feira. Preço médio refeição 15 euros. Morada Casa da Bica - Touça - Paços de Vilharigues - Vouzela. Telefone 232 771 343. Observações Casamentos e Baptizado. www.eiradabica.com

FÁTIMA RESTAURANTE SANTA RITA Especialidades Bacalhau Espiritual, Bacalhau com camarão, Bacalhau Nove Ilhas, Bife de Atum, Alcatra, Linguiça do Pico, Secretos Porco Preto, Vitela. Folga Quarta-feira. Preço médio refeição 10 euros. Morada R. Rainha Santa Isabel, em frente ao Hotel Cinquentenário, 2495 Fátima. Telefone 249 098 041 / 919 822 288 Observações http:// santarita.no.comunidades.net; Aceita grupos, com a apresentação do Jornal do Centro 5% desconto no total da factura.

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ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA

Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº

35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 CATARINA DE AZEVEDO Morada Largo General Humberto Delgado, nº 1 – 3º Dto. Sala D, 3500-139 Viseu Telefone 232 435 465 Fax 232 435 465 Telemóvel 917 914 134 Email catarina-azevedo-5275c@adv. oa.pt CARLA MARIA BERNARDES Morada Rua Conselheiro Afonso de Melo, nº 39 – 2º Dto., 3510-024 Viseu Telefone 232 431 005 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a L g. Genera l Humber to Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666

ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS M o r a d a R ua D. A ntón io A lves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498 ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344 PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Travessa da Balsa, nº 21 3510-051 Viseu Telefone 232 432 209 Fax 232 432 208 Email palopes4765c@adv.oa.pt ANTÓNIO M. MENDES Morada Rua Chão de Mestre, nº 48, 1º Dto., 3500-113 Viseu Telefone 232 100 626 Email antonio.m.mendes3715c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt MARQUES GARCIA Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº 218 – C.C.S. Mateus, 4º, sala 15, 3514-504 Viseu Telefone 232 426 830 Fax 232 426 830 Email marques.garcia-3403c@advogados. oa.pt FILIPE FIGUEIREDO Morada Rua Conselheiro Afonso de Melo, nº 31 – 5º, sala 502, 3510024 Viseu Telefone 232 441 235 Telemóvel 964 868 473 Email filipe.figueiredo-5153c@adv.oa.pt FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs.advogados@netvisao.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500134 Viseu Telefone 232 426 753 CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454 BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas

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22 NECROLOGIA / INSTITUCIONAIS

25 | Março | 2011

José Bernardino Reis Pinto, 72 anos, casado. Natural de Barreira, Meda e residente em Solgos, Reriz, Castro Daire. O funeral realizouse no dia 18 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Reriz.

Ma r ia Rosa, 88 a nos, v iúva. Natural e residente em Pereiras, Pinheiro de Lafões. O funeral realizou-se no dia 19 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Pinheiro de Lafões.

Carminda Vale Gomes Brilhante, 68 anos, viúva. Residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 24 de Março, pelas 11.00 horas, para o cemitério novo de Viseu.

Luna Vitória Pereira Saraiva, 1 mês. Natural e residente em Braços de Lá, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 22 de Março, pelas 19.30 horas, para o cemitério de Castro Daire.

Maria do Amparo Borges Nabais, 79 anos, viúva. Natural e residente em S. Vicente de Lafões. O funeral realizou-se no dia 23 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de S. Vicente de Lafões.

Agência Funerária D. Duarte Viseu Tel. 232 421 952

Maria do Carmo Ferreira, 83 anos. Natural e residente em Custilhão, Castro Daire. O funeral realizouse no dia 23 de Março, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Castro Daire.

Ag. Fun. Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252

Maria Anunciação Ferreira, 92 anos, viúva. Natural de Mezio, Castro Daire e residente em Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 23 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Castro Daire. Ag. Fun. Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238 Piedade de Jesus, 93 anos, viúva. Natural de Mangualde e residente em Travancinha, Seia. O funeral realizou-se no dia 20 de Março, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Travancinha. Manuel do Nascimento Ferreira, 70 a nos, casado. Nat ura l de Meirinhos, Mougadouro e residente em Mangualde. O funeral realizou-se no dia 21 de Março, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Mangualde.

Celestino Rocha Gonçalves, 84 anos, casado. Natural e residente em Paços de Vilharigues, Vouzela. O funeral realizou-se no dia 21 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Paços de Vilharigues. Ag. Fun. Fernandes Correia & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 610

Albertina dos Prazeres Trindade, 81 anos, viúva. Natural de S. João da Pesqueira e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 18 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Mouro de Carvalhal, Viseu.

Manuel João de Almeida, 76 anos, casado. Natural e residente em Lourosa, Santa Cruz da Trapa. O funeral realizou-se no dia 19 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Santa Cruz da Trapa.

 ngela de Jesus Perei ra dos Santos, 87 anos, viúva. Natural de Campo e residente em Moselos. O funeral realizou-se no dia 21 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Campo.

Maria Emília Amaral, 87 anos, viúva. Natural e residente em Vila Nova, Ventosa. O funeral realizouse no dia 21 de Março, pelas 16.45 horas, para o cemitério de Ventosa. Ag. Fun. Loureiro de Lafões, Lda. S. Pedro do Sul Tel. 232 711 927

Manuel dos Santos, 87 anos, casado. Natural e residente em Fagilde, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 22 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Fagilde.

Bárbara Pereira, 84 anos, viúva. Natural de Almofala, Castro Daire e residente em Vilarinho, Tarouca. O funeral realizou-se no dia 20 de Março, pelas 11.00 horas, para o cemitério de Bustelo, Castro Daire.

Augusto Brioso Bidarra, 90 anos, casado. Nat ura l de Gonça lo, Guarda e residente em Mangualde. O funeral realizou-se no dia 24 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Mangualde.

Ag. Fun. Maria O. Borges Duarte Tarouca Tel. 254 679 721

Ag. Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652

Maria Ercília Marques Correia, 89 anos, viúva. Natural de Vila Nova de Paiva e residente em Santiago. O funeral realizou-se no dia 18 de Março, pelas 10.00 horas, para o cemitério velho de Santiago.

Amadeu Francisco Cardoso, 63 anos. Natural e residente em Pindelo dos Milagres, São Pedro do Sul. O funeral realizou-se no dia 18 de Março, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Pindelo dos Milagres.

Adelaide de Jesus Lopes, 77 anos, casada. Natural de Pindo, Penalva do Castelo e residente em Germil, Penalva do Castelo. O funeral realizou-se no dia 23 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Germil.

António Fernandes Marques de Almeida, 69 anos. Natural e residente em Campo, Viseu. O funeral realizou-se no dia 24 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Campo.

Agência Funerária Pais Mangualde Tel. 232 617 097

Ag. Horácio Carmo & Santos, Lda. Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251

Olinda dos Santos Cardeiro, 86 anos, viúva. Natural e residente em Fail. O funeral realizou-se no dia 23 de Março, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. Virgínia Fernandes, 89 anos, solteira. Natural de Couto de Cima e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 23 de Março, pelas 16.30 horas, para o cemitério novo de Viseu. José Abraão Vaz, 88 anos, viúvo. Natural de Rio de Loba e residente em Travassós de Cima. O funeral realizou-se no dia 24 de Março, pelas 17.00 horas, para o cemitério velho de Rio de Loba. Ag. Fun. Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131

2ª Publicação

2ª Publicação

Tribunal Judicial de Oliveira de Frades Secção Única Rua António José de Almeida - 3680-112 Oliveira de Frades Telef: 232760100 Fax: 232761851 Mail: ofrades.tc@tribunais.org.pt

2ª Publicação

ANÚNCIO Processo: 281/10.1TBOFR Interdição / Inabilitação Requerente: Maria Alice de Sousa Gomes Requerida: Maria Cremilde Ferreira

Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a acção de Interdição/Inabilitação em que é requerido Maria Cremilde Ferreira, com residência em domicílio: Lar de N," S," dos Milagres - Rua Coronel Neves, 3680119 Oliveira de Frades, para efeito de ser decretada a sua interdição por Anomalia Psíquica. Passei o presente e outro de igual teor para serem afixados.

A Juiz de Direito Dr(a). Mafalda Santos Silva Rio A oficial de Justiça (Jornal do Centro - N.º 471 de 25.03.2011)

Isabel Almeida

(Jornal do Centro - N.º 471 de 25.03.2011)

(Jornal do Centro - N.º 471 de 25.03.2011)


Jornal do Centro

clubedoleitor CARTA DA SEMANA

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DEscreva-nos para:

25 | Março | 2011

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Bairro S. João da Carreira, Rua Dona Maria Gracinda Torres Vasconcelos, Lt 10, r/c . 3500 -187 Viseu. Ou então use o email: redaccao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Não se devolvem os originais dos textos, nem fotos.

Animais de Rua Desde o início da sua actividade, em Outubro de 2010, o Núcleo de Viseu da Associação Animais de Rua já esterilizou 37 animais e já conseguiu que cerca de 40 fossem adoptados. À medida que vamos contando com o contributo de mais voluntários e mais apoiantes, o nosso trabalho, a pouco e pouco, vai crescendo e vamos conseguindo ajudar mais e melhor os nossos amigos de quatro patas da cidade e arredores. Nos dias 1 2 e 13 de Ma rço, no Jumbo do Palácio do Gelo, realizámos uma Campanha de Angariação de Donativos. A adesão das pessoas revelou-se bastante positiva, pois conseguimos reunir

uma quantidade significativa de alimentos e outros bens para animais. Desta forma, não podemos deixar de agradecer à gerência do Jumbo pela sua colaboração, assim como a todos que passaram por lá e nos deram o seu importante contributo. Muito obrigado, graças a vocês o nosso trabalho vai continuar. De momento, uma das situações mais urgentes que temos em mãos é o caso do Stanislau, como pensamos que alguém o chamou um dia, mais conhecido por Cão das Rotundas. É um animal familiar a todos os Visienses. Vive há alguns anos nas ruas da nossa cidade mais propriamente na Avenida

25 de Abril. É um cão assustado que receia o contacto com humanos. Queremos ajudá-lo a encontrar um lar onde possa viver os seus dias tranquilamente, longe dos perigos a que uma animal está sujeito numa cidade. Procuramos um dono responsável que tenha um espaço digno para o receber, que esteja bem vedado e que permita a este animal ter alguma liberdade para correr e passear como faz nas nossas ruas. A sua adopção é urgente! Se tem condições e quer adoptar este cão por favor contactenos. Telelefone: 96 911 0771 / 92 666 2295. E-mail: geral.viseu@animaisderua.org. Blog: http://www. animaisderuaviseu.org.

GENTE DA NOSSA TERRA > HENRIQUE MATOS, 40 ANOS, CANTOR

HÁ UM ANO

DR

FOTO DA SEMANA

Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt

Tornou-se das rotundas mais movimentadas da cidade de Viseu. Não só pela próximidade do Hospital, mas também pelo centro comercial que por ali se ergueu. Em prol dos muitos condutores que transitam diariamente, nada melhor que alertar, duplamente. O sinal triangular indica que o condutor deve ceder passagem a todos os veículos que transitem na via que se aproxima. A via, neste caso, trata-se de uma rotunda, como indica o sinal de fundo azul, bem como o sentido em que os condutores devem circular.

Distribuído com o

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Semanário de 2010 26 de Março Sexta-feira Ano 9 N.º 419

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Nuno Ferreira

es Hermínio Rodrigu

rial Associação Empresa de Mangualde quer ser como uma empresa de sucesso

página 6

PSD Mota Faria e Guilherme Almeida eleitos hoje

Viseu volta a ter campismo parque de encerramento do único ∑ Três anos depois do Viseu um investimento privado de campismo do concelho e campistas à região. devolve caravanistas aprovada. O Almargem foi a zona

página 8

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HORA DE VERÃO

Teatro Viriato Quatro estreias em quatro meses

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Mangualde André Sardet em concerto solidário

Domingo, dia 28, não esqueça de adiantar 60 minutos à 1h00 da madrugada, passando para as 2h00

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Nasceu em Farminhão, concelho de Viseu, há 40 anos com a “paixão pela canção” e no ano passado completou 20 anos de carreira com 11 trabalhos gravados. “Estou num dos meus melhores momentos”, diz Henrique Matos ainda funcionário público, porque a agenda e as solicitações em Portugal e no estrangeiro estão a crescer ao ponto de ponderar seguir a carreira de cantor profissional. Ao longo dos 20 anos mudou o estilo da música ligeira e romântica para os temas mais populares, mas assume que continua a “transmitir energia positiva e boa disposição” a quem assiste aos seus espectáculos. Gravou o primeiro trabalho da sua carreira em 1990 e está a preparar o décimo primeiro que háde sair em Abril. Diz que “não é mais um”, mas é na estrada que continua a sentir a “paixão”. De Verão vai “por esse país fora”, de Viseu aos Açores. No Inverno lembra que actua muito no estrangeiro, a poucos dias de sair para a Suíça. Na sua página do facebook, um amigo escreveu: “Não conheço ninguém que na vida tenha lutado tanto por algo, como lutas pela tua carreira”. É um cantor da nossa terra. EA

EDIÇÃO 419 | 26 DE MARÇO DE 2010

∑ A falta de um parque de campismo em Viseu, depois

de desactivado o equipamento da Orbitur no Viso, era tema de debate na cidade. A Câmara anunciou ao Jornal do Centro que em 2011 iria nascer um parque priva-

do para campistas e caravanistas, integrado num projecto turístico para a zona do Almargem. Viseu é das unicas capitais de distrito que não possui um parque de campismo.

∑ O vereador do PSD na Câmara de Viseu, Guilherme

Almeida regressou à liderando da concelhia social democrata em eleições com lista única.

∑ O Seminário Maior de Viseu recebeu uma exposição invulgar em tempo de Quaresma. A confeitaria Amaral apresentou 11 esculturas em chocolate que representavam a Paixão de Cristo.


tempo: parcialmente nublado

JORNAL DO CENTRO 25 | MARÇO | 2011

∑agenda Sexta, 25

Viseu ∑ “Os Jovens e a Política” serve de

tema para o debate marcado para esta sexta-feira, às 21h30, no Clube House Moments, em Abraveses. O encontro conta com a participação do fundador do Clube dos Pensadores, Joaquim Jorge e marca o arranque do programa “Circulo Aberto”. Segundo os seus promotores o programa visa “reunir pessoas, com diferentes sensibilidades, para discutir temas da actualidade”. Tondela ∑ A Comissão Política do PSD/

Tondela promove um debate político sobre o tema “PSD: Um Futuro com Responsabilidade”, com a participação do presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Miguel Macedo. O encontro está marcado para as 21h00, no Auditório Municipal de Tondela. A iniciativa marca o arranque de um conjunto de acções que “potenciem o debate e a discussão”, segundo o presidente da concelhia, João Figueiredo. Publicidade

Hoje, dia 25 de Março, chuva fraca. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 5ºC. Amanhã, dia 26 de Março, céu parcialmente nublado. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 3ºC. Domingo, dia 27 de Março, parcialmente nublado. Temperatura máxima de 15ºC e mínima de 4ºC. Segunda, dia 28 de Fevereiro, parcialmente nublado. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 1ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

Jovem de Viseu nos talentos pela diferença SIC ∑ Guilherme Gomes declama poesia com “um novo estilo” Guilherme Gomes, de 17 anos, natural de Viseu, estudante 12º ano de escolaridade de Ciências e Tecnologias na Escola Secundária Alves Martins tem uma paixão. A poesia. E não perde uma oportunidade de a declamar. Concorreu ao programa “Portugal Tem Talento” da Sic. A sua chama convenceu o juri e, já nos 40 finalistas, sobe novamente ao palco este domingo à noite. A sua energia e audácia dão-lhe o talento suficiente para lutar por uma causa. “O meu objectivo é inovar no que toca à declamação de poesia, torná-la mais apelativa, não tanto como o João Villaret, mas, mais ou menos, continuar o trabalho que Mário Viegas começou”, confessa. O jovem, estudante e actor, reconhece que a criação de um “estilo novo de declamação de poesia é o seu “sonho utópico” mas quer que seja uma causa a defender, para dar frutos e inverter a tendência actual dos rapazes e raparigas da sua idade. “Os jovens em geral perderam o gosto pela poesia, se calhar um bocado pela maneira como é abordada na escola”, reforça.

Não deixa de ser curioso ter surgido na escola o momento em que se deu o “click” para a poesia. “Eu sou actor e o que gosto de fazer é teatro. A certa altura, o professor de português entrou na sala (9º ano) e escreveu no quadro: “Põe o quanto és no mínimo que fazes” de Fernando Pessoa e isso despertou-me. Comecei a descobrir Pessoa e, a certa altura, lembrei-me que a poesia também podia ser um exercício de interpretação aplicado ao teatro” recorda. Em três anos, Guilheromes criou dois me Gomes is no you tube canais onde declama poesia , e resolveu um passo em dar “um e”. Nunca teve frente”. des expectativas grandes char que o que por achar esentar “era ia apresentar uma coisa dife-

A Guilherme Gomes participa na semi-final do programa da Sic este domingo à noite

rente e que poderia não ser bem aceite”. Hoje, “apesar do apoio” e do reconhecimento continua a “sentir o mesmo”: “ Tanto posso ganhar pela diferença como posso ficar a perder”. Para o futuro, o jovem não traça grandes planos, sendo certo que a poesia vai acompanhálo. Vai continuar na internet a fazer as suas curtas-metragens poéticas e “quem sabe” aceitar uma nova proposta. “Uma produtora propôs-me se estaria interessado em produzir um espectáculo de poesia. É uma ideia que já ando interessado há algum tempo…”, conclui. Emília Amaral

Olho de Gato

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Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

Um pesadelo * Como é sabido, estão previstas portagens nas SCUT a partir de 15 de Abril. Já falta menos de um mês. A A25 não tem alternativa. A excelente que existia — o IP5 — foi destruída em grande parte ao fazer-se a auto-estrada por cima. Já a alternativa à A24 também não está grande coisa. Fiz, este mês, a velha e mítica N2 entre Viseu e Lamego. Deu para fazer uma avaliação sofrida daquela estrada. Sofrida porque, apesar de ir devagar, não consegui evitar todos os buracos e armadilhas do piso. Pode-se afirmar que a qualidade da N2 entre Viseu e Lamego oscila entre o regular (mais ou menos 50%), o mau (mais ou menos 30%) e o muito mau (mais ou menos 20%). Esta estrada não está em condições para acomodar o aumento de tráfego que vai ocorrer a partir de 15 de Abril. Todas as estradas adjacentes às SCUT vão ter um grande aumento de tráfego, tráfego também muito aumentado de pesados. A última edição do Expresso traz uma entrevista com José Luis Simões, administrador de uma das maiores empresas de transportes do país: P.: Quando houver portagens nas SCUT, os pesados vão voltar à rede antiga? R.: Sempre que houver alternativa e for possível. Não temos preço para utilizar estradas com portagem. Que não haja dúvidas: a partir de 15 de Abril, circular em muitas das nossas estradas nacionais e municipais vai ser um pesadelo.

Politiquês * Um sistema de comunicação avaria quando as palavras que usa atropelam de uma forma irreparável o seu sentido. A novilíngua da política portuguesa chama “PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento” a um violentíssimo apertar do cinto instabilizador e recessivo. Uma eventual nova política vai ter que criar um novo sistema de signos, isto é, uma nova linguagem. * Dois textos do blogue Olho de Gato adaptados para aqui.


Jornal do Centro - Ed471