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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

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UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 06 pág. 10 pág. 12 pág. 16 pág. 19 pág. 23 pág. 26 pág. 28 pág. 32 pág. 35 pág. 36

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURAS > EM FOCO > SAÚDE > CLASSIFICADOS > CLUBE DO LEITOR > ÚLTIMA

DIRECTOR

Paulo Neto

Semanário 12 a 18 de Agosto de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 491

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

|Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorresVasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt·www.jornaldocentro.pt|

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José Lorena

Arderam 6 mil hectares de floresta no concelho de S. Pedro do Sul, em 2010. A madeira queimada já rendeu mais de 3 milhões de euros, mas o Estado ainda não cumpriu as promessas, o projecto de recuperação e de estabilização dos solos está parado há oito meses no Ministério da Agricultura. As populações esperam de mãos vazias.


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Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

praçapública rNão podemos

palavras

deles

continuar a alimentar vaidades individuais. Basta referir o princípio de insensatez, que significa reclamar um gimnodesportivo e uma piscina para cada freguesia.”

r“Há alguns

anos, uma colega da Universidade de Coimbra quiz estudar os ossos do primeiro Rei, mas à última hora foi impedida pela ministra da Cultura”

Francisco Santos Director do região de Leiria (5 de Agosto)

Opinião

Professor (Diário As Beiras, 8 de Agostos)

constantemente com animais amarrados à nossa porta”

Ana Vaz Presidente da Associação Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu (Lusa, 5 de Agosto)

rA estúpida gente

que nos governa está a levar-nos para o charco, mostrando-se completamente incapaz de mobilizar os portugueses.” Celso Neto Professor Diário de Viseu, 8 Agosto

Por um livro livre “Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca” Jorge Luís Borges

Em recente encontro com bibliotecários, o ayatollah Ali Khamenei, José Lapa supremo líder do Irão, Técnico Superior do IPV reprovou os livros com “motivações políticas implícitas” e, alertou para o seu perigo, associando-os a “drogas venenosas”. Este anátema sobre o livro, tido como profanador da verdade única, não pode deixar de nos inquietar. Tentar avaliá-los por referenciais éticos, é um despautério. Óscar Wilde escreveu: “Chamar a um livro moral ou imoral não diz nada. O livro está bem ou mal escrito.” Apartar livros, porque difundem ideias peregrinas de contestação a uma qualquer ortodoxia, é um princípio velho, mas presente, no nosso quotidiano global. S. Tomás de Aquino dizia: “Temo o homem de um só livro”. Não é caso para menos. O “Mein Kampf”, imposto como livro único, propulsor dos anos macabros do nazismo, deu no que deu. As sevícias intelectuais ou físicas, sobre os livros, deixam-me hipersensível. Ainda aqui hà dias, uma oportunista in-

Opinião

Massano Cardoso

rDeparamo-nos

filtração de aguas, danificou-me alguns: foi um resto de dia azedo. Para mim, cada livro, tem um pedaço de vida agarrado. Quando o abro vem-me à memória um episódio qualquer. Por exemplo, quando abro o “Jose Fouché” de Stefan Zweig, biografia de uma figura fascinante da revolução francesa, recordo o início do meu prazer de ler. Os livros são para mim um motivo de vida. Âncoras preciosas em tempos de angústia. Jean-Claude Carrière dizia que: “Uma biblioteca é um pouco como uma companhia, um grupo de amigos com vida, de indivíduos. Quando nos sentimos um tanto isolados, um tanto deprimidos, podemos dirigir-nos a eles. Eles estão lá.”Eco e JCC, Difel, 2009). Recordo, a este propósito, um texto de Inês Pedrosa: “Quantas vezes os usámos como trincheiras sentimentais contra as razões da vida?” (Expresso, 9/2/2008). Em, 17 de Novembro de 2007, numa entrevista ao Expresso, Vasco Pulido Valente dizia: “Todos os anos deito fora uns 200, 300 livros para ganhar espaço.” O próprio Eduardo Prado Coelho, iniludível amante dos ditos, assumia, que por falta de espaço os dava. O mal o menos. Esta atitude de homens de livros, indignou-me. Se há coisa em que sou egoísta, é nos livros. Sou cioso deles. Confesso.

E hoje, em dia, olho desconfiado para essa coisa dos ebooks. Para mim, um livro tem de cheirar a papel, a tinta. Tenho de o sentir epidermicamente. Senão, não é livro. Num livro lapidar, para todos os viciados na leitura, “O Prazer do Texto”, escreveu Roland Barthes: “O texto escolhe-me, através de toda uma disposição de telas invisíveis, de chicanas selectivas: o vocabulário, as referências, a legibilidade, etc.; e, perdido no meio do texto (não por detrás dele à maneira de um deus de maquinaria), há sempre o outro, o autor.” (Edições 70, 1973). Em recente entrevista televisiva a Rodrigues do Santos, Philip Roth, chamava a atenção para o fim anunciado dos leitores. Motivo: falta de tempo, para se reflectir sobre o que se lê. O bom leitor é aquele que mastiga demoradamente as palavras, as saboreia, as refina. Hoje, poucos têm paciência, para isso. Quem tem a ousadia, de partir para essa enorme aventura, que é ler Proust e a sua imensa obra de arte “Em busca do tempo perdido”? Muito poucos. Voltaire escreveu que “Acontece com os livros o mesmo que com os homens, um pequeno grupo desempenha um grande papel.” Somos imensamente influenciados por eles. Graham Greene escreveu, que “a nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos.”

Os livros são seres vivos, que se alimentam de tempo. Vão-se metamorfoseando, adaptando e sobrevivendo, sempre fortalecidos. Acompanham-nos fielmente. A este propósito diz Humberto Eco: “Nós não lemos Shakespeare como ele o escreveu. O nosso Shakespeare é por isso mais rico do que aquele que se lia no seu tempo.” (A Obsessão do Fogo, Difel, 2009). Esta energia viva dos livros, leva José Luís Peixoto a escrever: “Os livros caem do céu, fazem grandes linhas rectas e ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam.” (JL, 4/5/2011). Imaginar o paraíso enquanto biblioteca é a mais bela imagem que se nos pode oferecer. E esta só podia sair da pena de um escritor fantástico, como é Jorge Luís Borges (digo “é”, porque os escritores, tal como os livros, não morrem, têm essa particularidade). Já o texto estava pronto, quando senti o apelo de Borges para reler a sua Biblioteca de Babel. E lá vou eu: “O universo (que outros chamam a Biblioteca) é constituído por um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação ao centro, cercados por varandas baixíssimas. De qualquer hexágono…” (Ficções, Livros do Brasil).

Eu vou à Feira de São Mateus!

Daqui a 2 dias abremse as portas no Campo de Viriato para mais uma edição da secular Feira de São Mateus, agora com nova programação e renovadas expectativas. A definhar durante um quarto de Fernando Figueiredo século, mergulhada (as1400480@sapo.pt) numa cíclica e esgotada programação pimba, num espaço que cada vez mais apinhado de bugiganga mais pindérico se foi tornando, colada a um pro-

vincianismo no mau sentido da palavra, deixou de se oferecer aos visitantes como um espaço de encontro e, passou a ser para os viseenses “a mesma coisa de todos os anos”. A Expovis acabou assim até a ser tema de discussão na campanha de alguns políticos candidatos à Câmara Municipal em períodos eleitorais e, um pouco por todo o lado, este ex-libris da região de Viseu passou a ser alvo de frequente e negativa crítica, reclamando-se da sua capacidade de se reinventar e adaptar à mudança dos tempos mas, num modelo que sem perder a ruralidade fosse capaz de conquistar a modernidade.

A Feira passou a ser vista como um certame obsoleto, sem grande relevância económica e cultural, com reduzido poder de atracção de pessoas, embora a isto a Expovis fosse contrapondo os números irreais da ordem de um milhão de visitantes facilmente desmontáveis, como no caso presente do ano transacto em que a organização admitia na Comunicação Social ter contabilizado cerca de 240 mil entradas pagas em 16 dias de feira, o que a ser verdade significaria uma média de 15 mil pessoas por dia de entradas e assim sendo, nos restantes 24 dias a feira teria que ter uma afluência diária média de 31 mil pessoas

para que se atingisse o milhão de visitantes que, todos os anos servia de bandeira justificativa do miserabilismo cultural e da descaracterização social a que foi vetada. E se em 2010 a feira contabilizou mais 6 mil entradas que em 2009, como se teria então atingido esse mesmo milhão na anterior edição? Como dizia Lincoln e quem disso fez slogan de campanha, “podem-se enganar a todos por algum tempo, podem-se enganar alguns por todo o tempo mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” Ano após ano, ia-se somando o número de viseenses que deixou de se rever no modelo da Feira, adquiria-se a certeza que


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

números

estrelas

29,636 No dia 10 de Agosto, o Estado devia aos advogados portugueses que prestam apoio judiciário 29, 636 milhões de euros. Este valor inclui somente os valores registados na plataforma SinOA (Ordem dos Advogados).

Importa-se de responder?

Mário Cardoso Presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe

João Lourenço Santa Comba Dão

As festas da cidade de Santa Comba Dão, tendo no dia 15 o seu ponto alto, acolhem uma campanha de angariação de fundos a favor do Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu. Um exemplo a seguir!

Fernando Ruas / Joaquim Patrício Presidente da Câmara de Viseu/vice-presidente da Câmaras de Mangualde

VII Festival da Amizade, no interior do interior do distrito, em Sernancelhe, leva à terra-mãe de Aquilino 100 expositores e milhares de visitantes. Parece a feira franca.

Fernando Ruas e a sua polémica bizantina sobre a água gasta pela autarquia de Mangualde deixa conjecturalmente entrever alguma dor de cotovelo. Mas, Joaquim Patrício ao contra-atacar com a dívida de Nelas a Mangualde também ficou tremido no retrato.

O que pensa da possibilidade da Força Aérea passar a combater os incêndios florestais em 2012? Mesmo numa perspectiva de complementaridade, porque não acredito que a Força Aérea tenha capacidade para substituir as 48 aeronaves que neste momento existem, estou de acordo, desde que seja feita uma adaptação técnica das aeronaves e que isso resulte em ganhos de eficácia no combate aos incêndios.

Rebelo Marinho

Devem rentabilizar-se todas as estruturas que temos para o combate aos fogos. Desde há muito tempo que a Força Aérea apagava os fogos florestais. Depois, com jogadas de particulares, entraram as empresas privadas e as contas dispararam. Esta medida já devia ter sido aplicada há mais tempo. Lembro-me que a Força Aérea chegou a comprar kit’s de combate aos fogos para os helicópteros que nunca chegaJorge Antunes ram a ser utilizados... Comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu

Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu

Se a Força Aérea entender ter condições para a tarefa acho uma boa ideia a de rentabilizar os meios existentes para combater os fogos. Mas o que era bom era acabar mesmo com os fogos. O resto é paralelo. É um efeito colateral o fim de toda a movimentação de empresas de meios aéreos de combate aos fogos.

Pedro Baila Antunes

Telmo Antunes

Professor

Presidente da Câmara Municipal de Vouzela

a Feira de São Mateus deixava de projectar a Cidade ao nível nacional e passou apenas a depender de um segmento populacional demasiado específico para quem a esgotada e retrógrada programação cultural se fotocopiava sem critério nem novidade. O exemplo mais caricato além da sagaz ideia da Mascote é talvez, se bem se recordam, o facto de anos seguidos no dia dedicado à Criança, o artista convidado ser nem mais nem menos que o consagrado Quim Barreiros! E é assim, caricaturada, alvo de repetidas críticas e sujeita a um escusado desgaste da sua imagem e prestígio angariado ao longo dos seus 619 anos de história que acaba por ser quase inevitável a mudança na Expovis. Escandalosamente empurrado pelas escadas do edifício central do Rossio e num processo ainda menos elegante de substi-

“Apagar fogos” não é fácil, por vezes têm-se apenas “despejado” soluções sobre o assunto. Se desta vez for algo racional e verdadeiramente articulado com outros meios, acho bem. Até para potenciar todos os braços do Estado, o que bem precisamos.

tuição na Expovis, José Moreira acaba por aceitar ficar com esta triste herança acrescenta-lhe a sua vontade de a levar de novo aos viseenses, dando-a a conhecer por todo o Portugal e levando-a além fronteiras com as memórias dos emigrantes espalhados pelos 4 cantos do Mundo. Sem que de Fernando Ruas se conheça publicamente uma nova orientação para a Feira, uma outra visão cultural e dimensional do certame, o que não seria nada de extraordinário para um medalha de ouro da Société Académique des Arts, Sciences et Lettres, o facto é que José Moreira abraçou de forma graciosa e exemplar nos tempos que correm esta causa e, subindo para o “arame sem rede por baixo”, recolheu opiniões de diversas personalidades, organizações e associações indo ao encontro da cidade e das pessoas, para encontrar o ca-

minho de fazer da Feira de São Mateus um grande certame multidimensional, que albergue um conjunto diversificado de eventos e manifestações culturais de projecção nacional e até se possível internacional, que de novo tornem Viseu a ser procurada pelo maior número de visitantes possível. Ao elaborar uma programação cultural mais vasta, associada a uma imagem de modernidade e abertura da cidade capaz de atrair novos públicos, recriando o espaço fisico para que seja de novo um local de passeio, encontro e socialização, amplo e aprazível, apostando na promoção de clusters regionais (o vinho do Dão, a gastronomia, o artesanato, etc) e em paralelo seja capaz de manter uma vertente de promoção da iniciativa e inovação económicas, em resumo, ao procurar que a Feira de São Mateus passe a ser uma “marca” com um

potencial económico, turístico e cultural único, José Moreira merece não ficar sozinho neste desiderato. Merece que a cidade com ele se envolva para que o espaço abrangente e intergeracional da Feira volte a ser uma realidade, para que ela volte a ser Franca! Certamente que, no tempo disponível e com os parcos recursos que dispõe, não terá José Moreira conseguido ir tão longe quanto esperava e que, outro tanto haverá ainda a fazer em próximas edições mas é aí que, caro leitor e estimado concidadão, todos devemos contribuir, com a nossa opinião, a nossa crítica e sobretudo com a nossa presença numa Feira que é também nossa porque ...Viseu é de todos nós, não é? Agora venha de lá e depressa essa nova Feira de São Mateus! Vemo-nos na Feira! Até já!


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

Os piratas e… os piratas!

Director Paulo Neto, C.P. n.º TE-251 paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

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José Lorena jose.lorena@jornaldocentro.pt

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Paulo Neto Director do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Directora: Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

1. As séries televisivas mais antigas que recordo, são o Mascarilha (no original ‘Lone Ranger’) e o Bonanza. O primeiro era um justiceiro com uma mascarilha no rosto, montado num cavalo branco chamado Silver e que tinha (estranhamente) por companheiro, um índio chamado Tonto (como não podia deixar de ser), sempre em querela aberta e triunfal com os bandidos. Os segundos eram uma família de rancheiros composta pelo pai, Ben Cartwright e os seus três filhos: Adam, Little Joe e o gordo Hoss. Desse tempo ficou o meu gosto por cavalos, que nunca mais perdi e uma admiração muito grande por aqueles que lutam pela justiça (que hoje não sei bem quem são).

Ana Paula Duarte ana.duarte@jornaldocentro.pt

Departamento Gráfico Marcos Rebelo marcos.rebelo@jornaldocentro.pt

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

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todos os anos, armadores europeus que agem como autênticos corsários têm aniquilado o pescado das águas territoriais somálias

2. Mas estas histórias de cow-boys serviam, fundamentalmente, para nos transmitir um certo “way of life made in USA” (hoje completamente caído em desgraça) onde o bem triunfava sempre sobre o mal e o espírito de união e de equipa superava o individualismo aguerrido e sem escrúpulos dos nossos dias. Isto quer dizer que em menos de meio século, os vilões se transformaram em heróis.

Tiragem média 6.000 exemplares por edição

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Opinião Gastronómica

Gerência Albertino Melo e Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Deixar que os dentes atravessem um bom bife, um bom tomate, um bom pêssego, ou uma boa galinha requer, antes de mais, um trabalho exploratório notável.

3. Porém, aprendia-se também, nesses filmes semipedagógicos e de cariz aparentemente puritano, que os índios eram sempre os maus e os cow-boys os bons da fita. Hoje, à luz da História, todos percebemos que a realidade era exactamente o contrário. Vem isto a propósito de nos questionarmos sobre o quanto temos vindo a ser intoxicados, nos últimos dois ou três anos, com opinião contra a Somália. Uns piratas… uns corruptos… uns zaragateiros… uns bárbaros… Mas nunca ouvimos, lemos ou vimos os mass-media dizer que este país, situado no estratégico Corno de África, há anos vem a ser devastado por uma fratricida guerra; que os Estados Unidos da América, por causa dos interesses petrolíferos e da indústria do armamento, entre outros, alimentaram essa belicosa pugna; que todos os anos, armadores europeus que agem como autênticos corsários têm aniquilado o pescado das águas territoriais somálias, com técnicas de extermínio interditas na Europa, num negócio clandestino que orça os 450 milhões de dólares/ano; que na última década, a costa da Somália tem vindo a ver emergir milhares de barris e contentores com lixos e detritos radioactivos, despejados no “seu mar” por centenas de cargueiros navegando sob pavilhões dúbios, originários de todo o mundo rico e desenvolvido (passe a tautologia). Insólito é perceptibilizar que as autoridades da Comunidade Económica Europeia, não ignorando esta chacina piscatória (e a outra), fazem de contas que nada se passa e têm vindo a assobiar para o ar modinhas trauliteiras. O resultado de tudo isto cifra-se em movimentos migra/emigratórios sem fim; uma fome avassaladora e letal que dizima dezenas de milhares de somálios (principalmente crianças) todos os três meses e, cereja no topo do bolo, o surgimento de recém-nascidos portadores de deformações e deficiências provocadas pela radioactividade. Também ninguém ignorará que entre os senhores da guerra, a miséria, a corrupção, a ausência de leis, um governo débil, etc., se criou, insustentavelmente, um povo violento como só as sociedades não afectivas sabem gerar. E agora a pergunta: e se afinal, tal como os índios norte-americanos de outrora, os somálios não fossem os maus da fita, mas sim, esse papel estivesse reservado aos civilizados brancos europeus?

E a comer. Podemos sempre dizer as palavras deste título com propriedade: - … e a comer evitei morrer à fome; - … e a comer fiz um bom negócio; - … e a comer distraí-me das preocupações que tinha; - … e a comer afastei as dores de cabeça; - … e a comer pude apreciar melhor aquele vinho; - … e a comer se encontra e confraterniza a família; - … e a comer conheci a mulher da minha vida; - … e a comer evitei as dores de estômago; - … e a comer passei uma boa tarde com amigos; - … e a comer arranjámos um pretexto para nos encontrarmos; - … “ia comer, mas já estou muito gordo”. É primário e fortemente instintivo este gesto. Daí resulta a pujança dos sentimentos que exalta. Comer sustenta, justifica e provoca guerras. Azeda ou ameniza as nossas vidas, por acção ou omissão; pela positiva ou pela negativa. Mas, sempre presente, condiciona, mais do que tudo, o nosso dia – a – dia. Se temos fome sofremos porque queremos, ou porque não queremos, comer. Os despreocupados com a “linha” enfurecem-se, porque contrariados, se não comem. Os preocupados, ao contrário, ficam desesperados pela permanente necessidade de

ter que decidir entre comer/engordar/ficar satisfeito ou não comer/não engordar/ficar contrariado. Atrevo-me a deixar escapar a minha pessoal convicção de que, a mais das vezes, os destituídos de faro e gosto são poupados ao “vício da mesa” e que os tolhidos por enfermidades, que se vêm dela afastados, têm, em contraponto e servindo de consolo, a desculpa forte e remissória do escrupuloso cumprimento dos caprichos da doença. Os ingleses dizem «a hungry man is an angry man», definindo o estado de espírito provocado pela sensação de fome e que explica a angústia permanente em que vivem pessoas e povos, dando-nos, claro, a possibilidade de, querendo, pensar como este facto pode ser usado na manipulação perpetrada por alguns políticos, com os resultados que diariamente vemos (também manipulados) nos órgãos de comunicação social. Tentemos o absurdo não nos preocupando com aqueles que, simplesmente, não têm acesso aos alimentos, de boa ou de má qualidade, em maior ou menor quantidade, pois seria pecaminoso tecer considerações de índole gastronómica, sem nos alhearmos, “inadvertidamente” destes desafortunados. Muito se fala hoje deste tema e a ele se vêm consagrando verdadeiros tratados com matéria oriunda dos mais diversos e afastados cantos da Terra. Tem-se ex-


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

Na TV, o patrão luso do BIC, Mira Amaral, entre uma grandiosa chuva de gafanhotos, explicava o quão duro e difícil tinha sido assumir este negócio

4. O caro Leitor e eu vamos pagar durante anos a privatização do BPN e os 2,4 mil milhões de euros (há quem jure serem mais…) que o Estado extorquiu, para o efeito, dos bolsos dos contribuintes. Mas parece que ainda vamos receber qualquer coisinha, uma migalhinha dos 40 milhões que o BIC (banco angolano) pagou, em hiper saldo ou loja dos trezentos, pela parte boa do ruinoso negócio. Na TV, o patrão luso do BIC, Mira Amaral, entre uma grandiosa chuva de gafanhotos, explicava o quão duro e difícil tinha sido assumir este negócio, perdão, queria escrever missão. Isto em contas redondas quer dizer que cada português pagou 2.400 euros para agora receber (?!) 4 euros. E ninguém acusa, julga ou prende estes mafarricos? 5. A este respeito escrevia Ricardo Costa na sua habitual coluna no Expresso: “ Ao fim de três anos a nossa Justiça fez aquilo de que mais gosta: dividiu o caso BPN em 18 processos. Para evitar um processo complexo, inventou um complexo de processos, a melhor maneira de dizer que está tudo a andar sem que se ande grande coisa.”

7. António Capucho é um político do PSD com quem simpatizo. Nem sei bem porquê. Tem um ar fiável, apesar do tipo-queque-da-linha… Foi pena ter sido despedido do Conselho de Estado pelo novo chefe do partido, Passos Coelho. Foi mais penoso, principalmente para ele (imaginem) tê-lo sabido através de uma notícia do semanário Sol. É uma agrura para todos nós percebermos que na base desta destituição estará um básico ajuste de contas. Ao que parece, Capucho terá proferido, há uns tempos, umas palavras críticas contra o então ainda não-chefe-agora-já-chefe! “A palavra falada é irreversível, tal é a sua fatalidade. Não se pode retomar o que foi dito, a não ser que se aumente: corrigir é, nesse caso, estranhamente, acrescentar. Ao falar, não posso usar borracha, apagar, anular; tudo que posso é dizer “anulo, apago, rectifico”, ou seja, falar mais…” Roland Barthes, O Rumor da Língua.

6. Eu já nem sei se foi um pesadelo ou se li algures que os automobilistas (eternos sacrificados) vão passar a pagar mais uma portagem só para entrar com os veículos dentro de Lisboa. É claro que só pode ser em prol da bandeira ecológica contra a poluição! Faz-me lembrar a medieval Ponte de Ucanha, a primeira ponte portuguesa onde se pagou portagem para passar de uma margem para a outra do Rio Varosa, em beneficio do Abade de Salzedas, litigante com o bispado de Lamego… Vou passar a tomar dois Xanax!!

plorado o tema quase à exaustão, parecendo-me que se persegue o encontro com a catarse através do gosto, coadjuvado com outros sentidos. Lembremo-nos, por exemplo, que «os olhos também comem». Teremos, parece-me certo, dado conta de que boa parte das conversas que animam as relações interpessoais têm como fulcro a comida. É também uma questão largamente afectada por “infecção” modal. Uma coisa me parece clara, claríssima. É ela o facto de, por um lado, haver agora globalmente condições para que se efective a procura de melhor qualidade de vida, e por outro, se tente a fuga aos condicionamentos e obrigações mixordeiras que, naturalmente, flúem do desequilibrado crescimento demográfico em função do esmagador consumismo. Isto é, tendo-se vindo a perder a qualidade dos alimentos enquanto matéria-prima, busca-se forma de remediar esta qu estão, com frenética conversa e cruzamento de informação entre os mais “aficionados” sobre os locais onde se pode prestar culto a esta “religião” ou a melhor forma de galgar estes obstáculos condimentando, demolhando, marinando, pintando, decorando e etc. o que nos é posto ao alcance. Deixar que os dentes atravessem um bom bife, um bom tomate, um bom pêssego, ou uma boa galinha requer, antes de mais, um trabalho exploratório notável.

Qualquer dos enunciados é riquíssimo de qualquer maneira, se se verificar o pressuposto incontornável da qualidade. E hoje é objecto de inveja quem tem acesso a um bife de um qualquer animal criado sem rações, ou a um tomate da sua horta amadurecido sem estufas nem químicos, ou a um pêssego com cor e sabor e até uma lagartita que não cruzou com venenos, ou ainda à tal galinha que esgravata – trabalhadeira – para procurar o sustento que a distingue organoléptica e gastronomicamente de outros animais parecidos que se encontram no mercado. Esta é a verdadeira questão. O ouro dos sabores é a matéria-prima com que se produzem os pratos que vêm à mesa. E, à semelhança do mais belo anel deste metal, no qual se incrustam brilhantes para o tornarem “excelente”, o carinho, denodo e saber com que se transformam os alimentos, fazem deles “peças” que se procuram incessantemente e pelas quais se fazem, por vezes, centenas de quilómetros. As visualmente aparentes semelhanças entre muitos dos alimentos que conhecemos escondem ao gosto o desprazer no consumo, que a boa apresentação sugere. Uma bela maçã dos nossos vizinhos ibéricos, ou até dos nossos pomares sujeitas aos mesmos venenos, não tem a qualidade, o aroma, o sabor, a longevidade (…nem as lagartas!) das que na minha meninice eram cuidadosa-

mente colhidas e colocadas em tabuleiros, sobre palha, para consumo no Inverno. Perfumavam a casa; não nos envenenavam; substituíam o “cheirinho” em spray e ainda nos ocupavam em ufanas descascas durante as animadas conversas, contos, histórias, récitas e comédias usuais no fim das refeições. Estes hábitos que a omnipresente televisão, sem dolo, aniquilou, eram o garante, extinguido, do encadeado e radicular conhecimento do acervo cultural e geracional daquela instituição já bastante esbatida, chamada família. Um alimento bem crescido, bem tratado e higienicamente manuseado deverá ser uma exaltação à natureza e a Deus, na hora do seu consumo, devendo obrigar cada um de nós a pensar no porquê deste privilégio que nos distinguiu, bem como na distinção de ter este privilégio, e no infortúnio que, por contra-ciclo, priva a demasia desta bênção. Bem hajam todos os que não nos envenenam, mesmo que assim definhem e desnutram o abono final do produto das suas colheitas. São benfeitores da Humanidade porque estão verdadeiramente cônscios do mal que evitam e do prazer que proporcionam. O futuro irá, por certo, recompensá-los. Voltarei. Pedro Calheiros


Jornal do Centro

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12 | Agosto | 2011

abertura

textos e fotos ∑ José Lorena

Seis mil hectares arderam em várias freguesias serranas

Projecto de recuperação ainda não chegou a Lisboa Atraso ∑ Um ano depois do grande incêndio de S. Pedro do Sul a estabilização e a regeneração não foram feitas

Muito em breve a ministra da Agricultura vai assinar a adjudicação do projecto de estabilização das áreas ardidas em S. Pedro do Sul”, diz fonte da Autoridade Florestal Nacional

A Venda de madeira queimada já terá rendido mais de três milhões de euros a particulares, compartes de baldios e ao Estado Um ano depois daquele que foi considerado o maior incêndio da Europa, no maciço da Gralheira e concelho de S. Pedro do Sul, a Autoridade Florestal Nacional (AFN) ainda não tem concluído o concurso para adjudicação do projecto de estabilização pós-incêndio. Depois de calculada a área ardida - cerca de seis mil hectares, dos quais grande parte de pinheiro bravo adulto - nada foi feito para estabilizar terrenos e arranjar caminhos, pontões e valetas destruídos no incêndio pelo respectivo combate e pelo vai e vem dos camiões e máquinas que posteriormente recolheram a madeira ardida. De acordo com a AFN, foram três os projectos elaborados para estabilização de terrenos e arran-

jos devido a fogos florestais na região Centro: S. Pedro do Sul, Seia e Castro Daire. Destes, apenas o de Castro Daire é um plano de acção que não atinge os 100 mil euros. Os dois restantes, em proporção quase igual, totalizam quase um milhão de euros. De acordo com informação a que o Jornal do Centro teve acesso, o concurso internacional apresentado pela AFN para a estabilização das áreas ardidas em S. Pedro do Sul só abriu (ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural - Proder) em Dezembro de 2010. Recorde-se que o incêndio aconteceu nos primeiros dias de Agosto. Todavia, as decisões do Proder só surgiram em Maio deste ano, conhecendo-se então a empre-

sa que ganhou a empreitada. Como prevê a lei, houve um período posterior de um mês e meio em que foi possível aos concorrentes restantes contestar a escolha. De acordo com as regras da contratação pública o projecto vencedor só foi conhecido em finais de Junho último. Mesmo assim ainda surgiram reclamações e o gabinete jurídico da AFN está a afinar o processo para que, “muito em breve”, como garantiu uma fonte daquele serviço, o processo possa chegar à secretária da recém empossada ministra da Agricultura, Assunção Cristas, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Regeneração natural. Uma vez que se perdeu a oportunidade de intervir

atempadamente, e com método, na floresta nos meses que se seguiram ao incêndio, um ano depois os técnicos florestais não têm outro remédio senão ceder à regeração natural da imensa área ardida. O respeito pelo renovar natural da floresta é importante se o lento crescimento se registar com os pinheiros bravos (90 por cento da área arborizada ardida), com o eucalipto (menos de 10 por cento) e até com a arborização de folhosas como o carvalho ou o castanheiro. A arborização ou rearborização seriam um processos ainda mais demorados, uma vez que, segundo a AFN, teria que ser alvo de uma planificação minuciosa e da apresentação de um projecto posterior. De toda a área ardida,

cerca de seis mil hectares, entre quatro a cinco mil representavam pinhais adultos e eucaliptais. Metade desta área pertence a privados. O restante são terrenos baldios geridos pelo Estado e submetidos ao Regime Florestal do país. De acordo com os cálculos de várias entidades ligadas a todo este processo, a venda de madeira ardida terá rendido até agora mais de três milhões de euros. Meses após o incêndio toda a região serrana de S. Pedro do Sul passou a ser invadida por operários lenhadores, máquinas de pequena e grande dimensão e veículos pesados de transporte. As estradas nacionais e municipais foram invadidas durante semanas a fio pelo transporte da

madeira. Os caminhos florestais, em terra batida, foram utilizados até à exaustão. Há autênticas valas e buracos fundos em vários pontos de acesso às matas ardidas. A AFN, as juntas de freguesia e a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul taparam alguns buracos e fizeram pequenas obras, mas não houve o cuidado de traçar um plano integrado de arranjo de estradas e caminhos. Dos mais de três milhões de euros da venda da madeira, metade foi para os particulares donos dos terrenos. A metade restante destina-se aos compartes dos baldios (60 por cento) e ao Estado, através da AFN. Na maioria dos casos são as juntas de freguesia que gerem os baldios por delegação das Assembleias de Compartes. Quase todos os presidentes de junta da área ardida em S. Pedro do Sul confirmam já ter recebido dinheiro da venda, mas não sabem ainda dos totais das transacções efectuadas.


Jornal do Centro

INCÊNDIO DE S. PEDRO DO SUL - UM ANO DEPOIS | ABERTURA 7

12 | Agosto | 2011

Populações recordam dias de inferno

“Foi uma catástrofe e ainda não temos pastos em condições” Custódia Ferreira e o marido, Manuel Gomes, tiveram a ajuda dos filhos e de amigos de Landeira, na freguesia de Santa Cruz da Trapa. À frente da casa em que habitam foi-lhes colocada uma quantidade de madeira de casca queimada para cortarem e dela se servirem no próximo inverno.

“Isto não dá nem para dois meses, mas valeu a boa vontade. Ainda temos que apanhar muito mais lenha para todo o inverno”, diz Custódia Ferreira, lamentando maleitas do marido e recompondo-se com algum esforço quando se ergue para endireitar o corpo. “E ainda por cima nem

A A lenha queimada continua a ser recolhida pelas populações das áreas que mais arderam na serra pastos temos em condições ainda”, remata. Recordando os dias do incêndio, em Agosto de 2011, Manuel ainda não recuperou do que passou no que ainda chama de “catástrofe”: “Foi pior que o diabo, por um pouco não queimou as casas todas da aldeia”, reclama.

Os dias em Landeira correm agora lentos e quentes. À volta vêem-se ainda muitas árvores queimadas. O verde da regeneração florestal e dos matos surge aqui e ali, mas de pinheiros nem sinal. Só no espaço deixado pelos pouco eucaliptos cortados se nota o crescimento de rebentos.

“O eucalipto cresce por todo o lado e sozinho. O pinheiro é que não. Nunca mais havemos de ter as matas que havia por esse monte fora”, lamenta Manuel Gomes. Os dois reunem a lenha nos baixos da casa. E pouco se fará mais depois do f im da tarde. A família está reuni-

da com os que vieram de fora, de França. Pastos estragados, milho, canas e videiras queimadas pelo fogo são rec o rd a ç õ e s d e o ut r o s anos. “Ficámos sem muito sustento e nada nos deram” desabafa Custódia Ferreira, de mãos vazias.

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8 ABERTURA | INCÊNDIO DE S. PEDRO DO SUL - UM ANO DEPOIS

A

ANTÓNIO CARLOS FIGUEIREDO Presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul

“Floresta é riqueza e prejuízo”

“Passado um ano do incêndio sinto que apenas restam os três milhões de euros que o Estado, os compartes dos baldios e as juntas de freguesia e os particulares conseguiram realizar com a venda da madeira”. É assim que o presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo, reage ao que se passou, ou não, durante o tempo após o incêndio dos primeiros dias de Agosto do ano passado nas serras a poente do maciço da Gralheira. O autarca lamenta quer o Estado já tenha arrecadado centenas de milhares de euros com a venda da madeira queimada pelas chamas e que nada tenha sido feito. “Nós, Câmara Municipal, não temos obrigação nenhuma de fazer o que temos feito, ou seja, arranjar estradas e outras estruturas danificadas pelo incêndio e não temos para isso qualquer apoio”, diz A prevenção é a pedra de toque que António Carlos Figueiredo utiliza para apontar um caminho futuro para evitar a destruição da floresta e o susto das populações. “É o nosso grande problema em Portugal. Nós não sabemos ordenar a nossa floresta e, por isso, recebemos todos os dias pedidos para plantar eucaliptos quando estamos num concelho que tem 70 por cento de floresta de pinheiro bravo”, acrescenta e sublinha que as autarquias não têm, mas deveriam ter “uma palavra sobre a utilização dos terrenos com aptidão florestal”. O tom pragmático do autarca termina com uma crítica ao poder central: “A floresta é uma riqueza ambiental, mas um prejuízo económico grande por não haver uma orientação no seu ordenamento”.

12 | Agosto | 2011

ANTÓNIO DUARTE Presidente da Junta de Freguesia de Manhouce

A

A LUÍS TEIXEIRA

“Pareceu-me que havia interesse em queimar aquilo tudo”

“O negócio está à vista. Todos sabem o que se passa, mas não querem ver”

António Duarte é dos mais jovens autarcas do distrito de Viseu e lidera a freguesia de Manhouce há quase dois anos. É um exemplo de dedicação ao local onde vive trabalha.Por isso fala com emoção do incêndio do ano passado e de tudo com ele relacionado. Manhouce foi a freguesia do concelho que mais ardeu com as chamas que, de 6 a 10 de Agosto de 2010, devoraram as encostas habitadas da freguesia. “Fomos os mais afectados com o incêndio. A partir de uma certa altura pareceu-me, e foi-nos dado a entender quase, que havia interesse em queimar aquilo tudo”, diz. De acordo com as informações de que se serviu para reflectir em tudo o que aconteceu, António Duarte continua por manifestar estranheza por, num curto espaço de tempo, o fogo ter começado em três locais distintos: a Gralheira, em S. Cristóvão de Lafões; Gestoso (próximo da serra da Freita) e Vilarinho do Monte, ambas as localidades na freguesia de Manhouce. “Ter começado em três sítios é sinal de que havia interesses. Ficámos todos sem condições de combater o fogo e o tempo estava quente e seco, o que piorou ainda mais a situação”, lembra. Um ano depois “a freguesia ficou mais pobre”, diz António Duarte, lembrando que, “apenas” houve um pormenor com alguma positividade: com o dinheiro da venda dos pinheiros conseguiram-se pagar todas as dívidas da construção do Centro Social da Paróquia de Manhouce, uma das maiores obras de sempre da localidade e que em breve vai abrir portas para auxiliar as famílias locais com maiores necessidades.

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz da Trapa, a segunda do concelho em que mais floresta ardeu há um ano, é reservado em palavras e mostra algum desconforto a falar do que sucedeu. Luís Teixeira lamenta que tenham visitado o local semanas depois do sinistro os ministros da Agricultura e da Administração Interna; deputados da Nação; candidatos a primeiro-ministro, “entre outros”. E “nada aconteceu”, sustenta, com um ar agastado. E continua em toada crítica, lamentando “terem vindo buscar 40 por cento da receita [o Estado] enquanto que a maior parte dos caminhos estão danificados e os canos rebentados”. Para o jovem autarca de Santa Cruz da Trapa “a maior parte das melhorias após o incêndio foram feitas ou por nós ou pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul”. As dúvidas de Luís Teixeira continuam e caracterizam toda a postura de apreensão que vem assumindo. “Os pastores ainda não conseguem ir buscar pasto aos locais ardidos”, queixa-se. “A nossa autarquia e a Câmara de S. Pedro do Sul têm tido os custos todos com os consertos das estradas e de outras coisas e não são parte tida dos lucros da venda da madeira”, aponta, sustentando com desagrado que “ainda não se sabe, como gestores que somos dos baldios da freguesia, quanto dinheiro temos a receber ainda pela venda da madeira”. “É que não há contas e nada se sabe”, diz. Questionado sobre o que poderá estar por trás de um incêndio com tais proporções, Luís Teixeira remata: “O negócio está à vista. Todos sabem o que se passa mas não querem ver.”

Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz da Trapa

foto legenda

Bustarenga, Malfeitoso (na foto, em cima), Rei, Anta de Cima, Anta de Baixo, Gamoal. São algumas das aldeias que em

Agosto de 2010 estiveram rodeadas pelas chamas na freguesia de Manhouce. Mas houve ainda Landeira e outras, em Santa

Cruz da Trapa. Houve o susto da evacuação de Carvalhais, no fim do Andanças. O que houve depois foram muitas pilhas

de madeira queimada e cortada para ser vendida a empresários de Arouca e outras paragens a preços de triste ocasião.


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ÚLTIMAS BAIXAS DE SALDOS NOS ARTIGOS DE TÊXTIL VERÃO


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Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

Entrevista ∑ Emília Amaral Fotografia ∑ Nuno Ferreira

à conversa

Semanalmente, “À Conversa” resulta de um trabalho conjunto do Jornal do Centro e da Rádio Noar. Pode ser ouvida na íntegra na Rádio Noar, esta sexta-feira, às 11hoo e às 19h00, e domingo, às 11h00. Versão integral em www.jornaldocentro.pt

Que diferenças encontrou na Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas?

“A emigração manda para Portugal valores idênticos” aos do QREN José Cesário, 53 anos, natural de Viseu, volta a ser Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, depois de ter assumido o cargo no período de 2002/2004 no Governo de coligação liderado por Durão Barroso. Deputado por Viseu vários mandatos, foi presidente da distrital do PSD, mas está a cumprir o terceiro mandato como deputado pelos círculos eleitorais fora da Europa. Uma experiência que, não esconde, o tem realizado pessoal e profissionalmente, poder representar um país que tem quase cinco milhões de cidadãos espalhados pelo mundo. Já perdeu a conta ao número de viagens que fez para estar com as comunidades de emigrantes. “Muitas centenas, só a França ,a conduzir fui 80 vezes”, sorri. Difícil é igualmente a tarefa de responder às que mais gostou, mas “Brasil, França e Argentina são países de eleição “por tudo”. Como um bom viajante, há sempre alguma viagem que fica por realizar e, para este deputado do mundo, Vietname e Colômbia estão na lista das prioridades. Adepto das redes sociais, escreve no facebook: “As nossas Comunidades são o melhor embaixador que Portugal pode ter no estrangeiro”.

A que se deve tanta certeza?

Não apenas por causa das divisas, mas pelas oportuniA situação económica é dades que nos podem ajumuito mais grave, embora já dar a criar. Temos imensa em 2002 houvesse alguns si- gente no exterior com muinais preocupantes da degra- ta influência. dação da situação do país, que levaram o primeiro-miLembrou recentemente em Vilar Formoso que as remesnistro da altura a referir que sas de emigrantes portugueo país estava de tanga. A frases representam anualmente se deixou algumas pessoas cerca de 2400 milhões de em choque pela surpresa, a euros. Um número que severdade é que a crise se agugundo os dados do Banco dizou e obviamente isso lide Portugal divulgados no mita hoje a capacidade de início do ano, evoluiu positiintervenção do Estado em vamente durante o último muitos aspectos da nossa ano ao contrario da tendênacção externa. Muita coisa cia de anos anteriores. A que para ser feita não precisa se deve esta nova tendência de dinheiro, precisa de boa dos emigrantes de injectavontade e de disponibilidarem dinheiro directamente de, mas as alterações de nana economia portuguesa? tureza económica até condicionam alguns dos nossos A nossa emigração está possíveis parceiros. a aumentar. E é preciso entender que as remessas conPorquê? seguiram crescer numa fase Muitas das coisas que se em que há alguma desconpodem fazer no exterior fiança em relação ao sistema obrigam ao envolvimen- financeiro. A grande questo, por exemplo, de gran- tão que temos que transmides empresas portuguesas, tir [para os emigrantes], é que também se sentem li- dar-lhes sinais de confiança. mitadas. Essa é a grande Há muitas oportunidades diferença que encontro. de negócio que podem ser Quanto à estrutura, a crise aprofundadas, se formos catambém dá oportunidades pazes de utilizar conveniene temos a possibilidade de temente as influências das racionalizar a sério a estru- comunidades lá fora. tura do Estado. Em que é que se sentiu mais limitado nestas cinco semanas como secretário de Estado das Comunidades Portuguesas?

Em primeiro lugar, as limitações são de natureza financeira. Depois, a outra grande limitação é a necessidade de mudar radicalmente a estrutura, e mudar a estrutura do Estado não é fácil, porque é preciso perceber como é que as estruturas são exercidas com menos gente e com menos serviços. Isso obriga a repensar muita coisa. As limitações financeiras fazem correr o risco de o Estado se afastar das comunidades portuguesas ?

Pelo contrário. Hoje, sinto com maior convicção que o futuro do país passa como nunca pelas nossas comunidades e ninguém se iluda sobre isto. Ando a dizê-lo há muitos anos e hoje repito-o com maior veemência.

Como é que esse dinheiro é investido em Portugal? Critiva-se que os emigrantes se limitavam a depositar o dinheiro nos bancos…

Estamos a falar de remessas que vão directamente para a banca (2.400 milhões de euros), em que o off-shore da Madeira tem significado. É bom que as pessoas que atacam o off-shore da Madeira tenham consciência que ele representa muito para as nossas comunidades. Há uma certa esquerda caviar em Portugal que se esquece desse pormenor. Por aí é possível impulsionar investimentos. Mas hoje os emigrantes já investem em outras áreas?

Hoje há muito boas oportunidades no ramo imobiliário, é preciso é oferecê-las. Um outro sector muito importante é o do turismo. Em que aspecto?

Uma grande parte do turismo estrangeiro que existe em Portugal é deles [emigrantes]. Ou são eles próprios que o trazem, porque muitos entram em Portugal com passaporte estrangeiro, ou trazem os amigos. Estive na fronteira de Vilar Formoso a receber emigrantes em férias (31 de Julho) e um número significativo de veículos trazia casais mistos ou pessoas de outras nacionalidades. Pelo menos vêm cá gastar dinheiro. Este é um nicho de mercado muito importante que tem que ser impulsionado e explorado. A banca sabe muito bem disso por isso é que a banca é um dos nossos principais parceiros em todas as acções que se destinam às comunidades. Então porque é que quando se fala em investimento para Portugal nunca se refere esse papel dos emigrantes?

Isso tem a ver com a deficientíssima capacidade dos nossos responsáveis a muitos níveis, a começar pelo sector privado, que não é capaz de perceber esta realidade. Durante muitos anos criou-se a ideia de alguma vergonha em relação à emigração e deixou de se entender o que é a realidade da emigração. Tenho hoje a colaborar comigo um conjunto de pessoas que se envolveram em diversos projectos de divulgação desta realidade. A doutora Manuel Aguiar que foi secretária de Estado, a professora Beatriz Rocha Trindade, a doutora Rita Gomes, a professora Deolinda Adão, um conjunto de personalidades que há muitos anos estuda este fenómeno. Vamos tentar demonstrar à sociedade portuguesa a necessidade desta percepção.

Sempre investiram em imobiliário e podem investir mais do que nunca.Se pode haver dúvidas quanPortugal vive uma das maiores vagas de emigração. É to à possibilidade de pôr diuma emigração diferente? nheiro num banco devido aos factores de confiança, É diferente. Uma parte a compra de um chamado desta emigração tem mais bem ao luar é muito obvia. preparação.Não quer dizer é


JOSÉ CESÁRIO | À CONVERSA 11

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

que essa preparação lhe seja útil porque em boa verdade a maioria desta gente que sai ainda continua a ir trabalhar para as mesmas actividades dos pais ou dos avós: construção civil, hotelaria e limpezas de casas. A vaga de emigração a que o país assiste é preocupante?

Preocupante por um lado, porque estamos a ver partir muita gente, mas tem vários aspectos positivos. Primeiro vai permitir que entre dinheiro fresco em Portugal, segundo, essa gente vai adquirir experiências lá foram que podem ser extremamente ricas para o país quando regressarem.

de. Os emigrantes vivem em países, em que uma licença se tira, às vezes, em horas e aqui demora meses. Isto é incompreensível e são esses problemas que levam a essa reacção. Um emigrante em França escrevia numa carta publicada num jornal das comunidades: “somos atraiçoados pelos governantes portugueses” e falava na lei da Segurança Social “injusta”, em problemas com os bancos… É um sinal de que nem tudo está bem?

Há questões que têm vindo a ser resolvidas, outras não. A recuperação automática da nacionalidade foi um problema que resolvemos em 2004… há Se regressarem. um esforço de modernizaSe regressarem, prova- ção das estruturas, agora, velmente não regressarão, as limitações continuam mas podem regressar. Se a ser muito grandes. olharmos para as nossas terras, mesmo as de proIsso não se resolve com uma mudança de legislação? víncia, percebe facilmenNão chega. Há muita coite que muitos dos negócios que abrem, são negócios sa que depende da própria montados por ex-emigran- administração. Se o funciotes. Na área da restauração, nário de um balcão não for por exemplo, isso é eviden- capaz de perceber esta realite. Se o país não perceber dade de que estamos a falar, não há nada a fazer. isso desperdiça meios. Só em França estima-se que haja 45 mil empresas cujos donos são pessoas de origem portuguesa (dados da Câmara de Comércio e Indústria francesa). Já disse que considera que o empresariado português emigrante constitui uma “plataforma de contactos fabulosa”. Mas um emigrante respondeu no facebook: “... mas somos tratados como cidadãos de segunda classe pelos legisladores do nosso país”. Reconhece a crítica?

É um pouco verdade. Eles não têm todos os direitos que nós residentes [em Portugal] temos. Votam de forma diferente, são tratados, por vezes de forma diferente. Um emigrante que tenha bens em Portugal tem que ter um procurador cá (uma obrigatoriedade das Finanças) e muitas vezes não têm hipótese de o ter. Se quiserem uma licença para construir ou abrir um negócio, são recebidos na administração central e na administração local, por funcionários que não estão preparados para perceber a sua realida-

Por exemplo?

Quando estive no Governo em 2002 começámos a criar em cada município gabinetes de apoio às comunidades e aos emigrantes, com o objectivo de preparar a administração local para esta realidade, ajudar a tratar de processo na área da Segurança Social, disponibilizar informação e até aconselhar no domínio do investimento. Alguns desses gabinetes têm tido um sucesso assinalável, outros não. O município de Valpaços fez contas recentemente e concluiu que os processos que foram tratados através desse gabinete representam, só no município, entradas mensais de mais 100 mil euros. Começaram a tratar de forma adequada um determinado mercado. Nos sítios em que não há essa percepção, veja-se o que está a perder. Abriram vários gabinetes nomeadamente no distrito de Viseu. Continuam a funcionar?

têm a Portugal. Basta entrar Alguma vez pensou escrever todas essas experiências? numa associação de portugueses, seja na Argentina, Talvez um dia. Como na Austrália ou em Fran- nunca escrevo discursos, ça, para se perceber rapida- improviso tudo, nunca me mente que Portugal conta lembrei disso. muito mais, do que para nós que estamos cá. As várias comunidades porDas inúmeras viagens o que lhe ficou mais vincado na memória?

tuguesas têm características diferentes?

Têm realidades completamente diferentes. Em coHá lugares que nunca es- mum têm Portugal. quecemos. Ver em Macau os chineses a cantar o hino Como é que esta gente vive hoje lá fora? nacional em Português. É inesquecível o apego a PorHá de tudo. Há quem viva tugal por parte dos netos e muito bem e há quem viva bisnetos que não têm nacio- muito mal. Temos muitas nalidade portuguesa, e esta- pessoas na miséria. mos a falar de legisladores, governantes locais, juízes Mesmo assim não regressam a Portugal. de tribunais superiores que não precisam de Portugal Algumas não podem, oupara nada, é a diáspora a tras não querem por vergofuncionar. É das coisas mais nha e há outras estão tão infantásticas que encontrei no tegrados que não ponderam Brasil, nos Estados Unidos… essa hipótese. Recordarei sempre um jantar de 800 pessoas em que Viseu é uma região de emigrantes? participei na Califórnia, no Claramente. Não é possíVale de S. Joaquim, promovido pela (fundação) Luso- vel contabilizá-los. Dos carAmerican Education Foun- ros que paravam em Vilar dation, em que um conjunto Formoso, um terço era do de empresários locais, todos distrito de Viseu. portugueses, faziam fila cada um com o seu cheque Então Viseu é um distrito que só pode ganhar se adopna mão orgulhosamente a tar uma nova postura com a entregá-lo ,para pagarem emigração. bolsas de estudo para jovens É evidente. E tenho apreaprenderem português. EsNão tenho um levanta- QREN em sete anos. Só em tamos a falar da Califórnia ciado a recente postura do mento exacto da situação divisas, em sete anos, vêm onde residem 500 mil por- doutor Fernando Ruas (prede cada um. Neste momen- quase 18 mil milhões da emi- tugueses ou descendentes e sidente da Câmara Municito temos 86 no país, talvez gração, sem considerarmos onde há das maiores fortu- pal de Viseu) que tem ido vimetade esteja a funcionar os investimentos no imobi- nas do mundo, onde há os sitar algumas comunidades com relativa regularidade. liário, na indústria e no tu- maiores produtores de gado de emigrantes. Pode trazer rismo. Isto acontece sem se do mundo, muitos deles por- bons resultados. Porque é que nem todos fazer praticamente nada, se tugueses. O maior produtor funcionam? fizermos alguma coisa, este de batata doce do mundo Como é trabalhar num Ministério dos Negócios Depende em muito da valor pode aumentar muito. fala português como nós, na Estrangeiros liderado pelo sensibilidade, que nem California, o senhor Manuel líder do CDS -PP, Paulo tem a ver com os políticos, Essa é uma tarefa que tem Vieira. Portas? na Secretaria de Estado das tem a ver com o próprio Comunidades? funcionário. Era preciso os portugueses É um ministro que tem as saberem disso. Eu entendo que tenho por suas particularidades. EstaE dos executivos autárquicos. função ganhar a confiança E as autoridades irem ao mos a aprender a conhecerTambém. Nada é impos- das pessoas que estão lá encontro disso. nos. É um desafio. to às autarquias. O exemplo fora, transmitindo a mensaque dei de Valpaços é óbvio. gem real de que o Governo, O senhor é uma delas. O facto de ter sido convidado para trabalhar com Em conclusão, Portugal e o primeiro-ministro em É isso que tenho procuum ministro que não é do mergulhado numa crise, tem particular, acreditam mui- rado fazer e por isso é que PSD pesou a determinaque ver a emigração como to nelas e sabem que são in- muitas deles vêm a Portugal. da altura na decisão de um braço direito para ajudar dispensáveis para o futuro Eu gasto uma significativa aceitar ser secretário de a levantar o país? do país e queremos tratá-los parte daquilo que recebo Estado das Comunidades O país tem que perceber sem diferenças. em salário quando os recePortuguesas? que hoje a emigração manda bo cá, a quem tenho que papara Portugal valores idênO que guarda dessa sua gar uns bons jantares porEssa questão não se coloexperiência junto das comu- que são pessoas que fazem ca. O convite que recebi foi ticos àqueles que vai buscar nidades portuguesas? aos fundos estruturais da questão de nos procurar. É do senhor primeiro-minisUnião Europeia. Vinte e um O grande apego, o grande verdade que quando lá vou tro e é isso que conta para mil milhões de euros vêm do amor, a grande ligação que não pago nada (sorri). mim.


Jornal do Centro

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12 | Agosto | 2011

região

S. PEDRO DO SUL VAI TER UNIVERSIDADE SÉNIOR A Câmara Municipal de S. Pedro do Sul vai criar uma universidade sénior no concelho. O início do ano lectivo está previsto para 15 de Setembro. Os interessados em frequentar o futuro estabelecimento de ensino precisam de ter mais de 55 anos e possuir robustez física e psíquica. As inscrições estão abertas até dia 1 de Setembro na Biblioteca Municipal, no Edifício Ja rdi m ou pelo número de telefone 232723003. A auta rquia refere que a universidade sénior tem por finalidade “promover a melhoria da qualidade de vida dos séniores e promover actividades em várias áreas.

Os Verdes denunciam problemas em ETAR Nuno Ferreira

A FNAC Viseu acaba de lançar uma campanha a favor de uma criança - “Tampinhas por uma mão para o Tomás”. O desafio é coleccionar tampin has de ga rra fas e depositá-las no espaço café da FNAC. O To m á s , d e t r ê s anos, nasceu sem a mão esquerda. Para conseguir uma prótese precisa de toneladas de tampas das tradicionais garrafas plásticas, que habitualmente são depositadas no lixo.

DR

FNAC LANÇA CAMPANHA A FAVOR DO TOMÁS

A A possível queixa tem a ver com a “contradição” na cobrança de portagens

Empresários ameaçam queixa ao Tribunal Europeu Portagens ∑ Movimento empresarial descontente A futura e mais que provável cobrança de portagens nas Scut A23 e A25 é considerada uma “contradição” pelo Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior (ESI). Os subscirtores do movimento defendem que “se pretende portajar troços que foram financiados por fundos europeus com o pressuposto de que nunca teriam portagens”. Por isso, o grupo de empresários do ESI, em conjunto com autarcas, estão a preparar uma queixa a apresentar ao Tribunal Europeu caso avance a introdução de portagens nas autoestradas A23 (Guarda – Torres Novas) e A25 (Aveiro – Vilar

Formoso). Segundo Luís Veiga, porta-voz do movimento, a queixa “está a ser trabalhada em conjunto por empresários, autarquias, Comunidade Urbana das Beiras e outras entidades locais”. Caso a cobrança avance, a ação será movida junto do Tribunal de Justiça da União Europeia. O movimento ESI pediu ainda uma audiência ao ministro da Economia, Álvaro Pereira, para discutir o assunto, disse Luís Veiga, acrescentando que “o ministro disse recentemente que é uma pessoa do interior e que não vai esquecer a região: queremos que o demonstre na prática”, reclamou. O porta-voz do movi-

mento ESI considera “lamentável” que no programa do Governo “não haja uma única referência a medidas para o interior”, sobretudo depois de conhecidos os resultados preliminares dos Censos 2011 que “mostram um agravamento da desertificação naquela faixa do país”. O recente estudo do ESI conclui que pelo menos cinquenta empresas da Beira Interior previam despedir pessoal e cinco até podem fechar portas ou mudar-se para Espanha, caso sejam cobradas portagens nas A23 e A25.

José Lorena, com Lusa

O partido ecologista “Os Verdes” denunciou o “estado de abandono” em que se encontra a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Sequeiró, freguesia de Sejães, em Oliveira de Frades, inaugurada há oito anos, e vai fazer chegar uma pergunta ao Governo “Esta mos a fa la r de uma ETAR que foi inaugurada em 11 Julho de 2003. Acima de tudo este estado de abandono representa um mau investimento público que é feito e gerido pela autarquia”, lamentou à agência Lusa o dirigente nacional do partido, Miguel Martins, no final de uma visita à infra-estrutura. No local é visível uma grande área da vedação de segurança danificada, podendo haver “graves danos se eventualmente se deslocarem para ali crianças”, alertou. É também visível “a falta de manutenção, pela vegetação envolvente” e no interior dos tanques de lama, num dos quais há até “um pinheiro com mais de 50 centímetros de altura”, acrescentou. Miguel Martins acrescentou que “toda a maquinaria já tem os parafusos enferrujados, calcinados, o que realça o estado de abandono” em que a ETAR se encontra. O dirigente nacional recordou que a jusante da

ETAR “existe uma praia fluvial que está quase ao abandono”, notando-se que as suas águas “estão muito poluídas”. Se nada for feito, prevê novos problemas: “quando a Barragem de Ribeiradio estiver pronta, este tipo de lançamento de águas residuais para o rio sem o tratamento devido vai fazer com que haja eutrofização das águas, pondo em causa toda a fauna que existe”. Contactado pela Lusa, o presidente da autarquia, Luís Vasconcelos, admitiu o mau estado da ETAR da freguesia de Sejães, mas garantiu que em breve esta vai ser alvo de obras de conservação. “Temos uma mais antiga (a da sede do concelho) que teve necessidade de uma grande intervenção, daí essa também ter chegado a esse estado, que nos desagrada”, justificou, acrescentando que, com as dificuldades financeiras sentidas pelas autarquias, “não é fácil conseguir manter todas as infra-estruturas com um correcto funcionamento”. O autarca explicou que “neste momento há poucos afluentes destinados à ETAR de Sejães”, mas garantiu que, apesar de necessitar de manutenção, ela está “a funcionar normalmente”, não havendo riscos de ir água não tratada para o rio. Lusa


Jornal do Centro

TONDELA | REGIÃO 13

12 | Agosto | 2011

Ministério admite admite alterações na GNR do Caramulo Arménio Pereira

Resposta∑ Governo respondeu às perguntas do PCP e do PS sobre futuro do posto

O presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carlos Marta inaugurou na sexta-feira passada o parque requalificado Abel Lacerda, em Sabugosa. O equipamento de apoio à freguesia, onde foram investidos 150 mil euros, resultou da assinatura de um protocolo entre a câmara e a junta. Para o autarca Carlos Marta trata-se de um “melhores espaços públicos do concelho” e “um bom exemplo de união de esforços para a concretização de melhores espaços para as populações”. No domingo foi igualmente inaugurada a obra de requalificação do Parque D. Teresa, em Vila Nova da Rainha. Publicidade

O Ministério da Administração Interna admitiu a possibilidade de alterações na actual situação da GNR no concelho de Tondela, onde o posto de Caramulo passou recentemente a fazer apenas atendimento ao público. “Está em estudo no comando geral da GNR a reestruturação do dispositivo territorial, não sendo de excluir alterações na situação actual no concelho de Tondela”, refere uma resposta do gabinete do ministro em resposta a uma pergunta do grupo parlamentar do PCP relativa à situação do posto do Caramulo. A mes-

ma resposta foi enviada aos deputados do Partido Socialista eleitos por Viseu, em consequências da mesma questão enviado à Assembleia da República. Em meados de Julho, o posto da GNR do Caramulo deixou de funcionar como posto territorial e passou a disponibilizar apenas serviço de atendimento, entre as 9h00 e as 17h00. A decisão foi tomada depois da evidente falta de efectivos, já que dispunha apenas de cinco agentes quando o quadro deveria ser de 12. O presidente da Câmara de Tondela e os autarcas das juntas de freguesias da ser-

ra denunciaram a situação e deslocaram-se Ministério da Administração Interna a contestar esta alteração, mas a resposta por escrito não deixa dúvidas: “Até 18 de Julho, o Posto da GNR do Caramulo contava com um efectivo de cinco militares e o facto limitava seriamente na sua capacidade operacional. O dispositivo permitia o atendimento ao público, mas não garantia o patrulhamento da área”. Foi esta constatação que levou a que o comando geral da GNR tivesse determinado que passasse a ser seguido no concelho de Tondela “o modelo de agrupamento

de postos territoriais”, traduzido no reforço do posto do Campo de Besteiros com os militares do Caramulo, mais um sargento e um cabo, totalizando um dispositivo de 12 militares. “Neste ajustamento, o posto territorial do Caramulo não foi extinto, passando a funcionar diariamente das 09h00 às 17h00, como posto de atendimento da população”, esclareceu, acrescentando que com a alteração “foi possível reforçar o patrulhamento do Caramulo”. Emília Amaral


Jornal do Centro

14 REGIÃO | MANGUALDE

12 | Agosto | 2011

Mangualde e Viseu numa “guerra” de água Após o presidente da Câmara de Viseu, Fern a ndo Rua s ter a f i rmado que a autarquia de Mangualde deve a V i seu qu a se 250 m i l euros, relativos ao abastecimento do concelho com água da barragem de Fagilde, o vice-presidente da Câm a ra de M a ng ua lde , Joaquim Patrício respondeu alegando que “o doutor Ruas descon hece o va lor d a d iv ida de Ma ng ua lde”. Joaquim Patrício disse que se trata de uma “perseguição política a um investimento que foi feito em Mangualde – a praia artificial Live Beach – que enervou o presidente da Câmara de Viseu”. Publicidade

O auta rca , apoiado por documentos, disse que “a dívida do município mangualdense é de cerca 203 mil euros” e que “os gastos de água são os normais nesta época alta”. Fernando Ruas afirmou existirem “pressões junto do operador da estação de tratamento”, a quem os Serviços Mun icipa li zados de Água e Saneamento (SMAS) de Viseu levantarão um inquérito. “Vamos obrigar o operador a não se deixar influenciar por pressões” uma vez que “o sistema não pode estar em causa por falta de pagamento”. No meio desta “guerra de água” está o município de Nelas. No âm-

bito do sistema intermunicipal gerido por Viseu, o concelho de Nelas tem direito a 15,5 por cento da água tratada, o de Mangualde a 1 1 ,5 por cento, o de Pena lva do Castelo a três por cento e a capital de distrito a 70 por cento. E se Mangualde p a g a a V i s e u , Ne l a s paga a Mangualde. “Estamos a pagar a água de mais alguém”, disparou o v ice -presidente de Ma ng ua lde a lega ndo o atraso do pagamento do município de Nelas, no valor de cerca de 305 mil euros. “O que me chega de Nelas é que têm as contas em ordem. Mas, mesmo que não tivessem, não me peçam a mim

para verificar isso”, sublinhou Fernando Ruas, e xe m pl i f ic a ndo q ue “quando uma pessoa vai às compras não enche o carro e quando está na caixa diz que não paga as compras porque o patrão ainda não lhe pagou”. Joaquim Patrício disse que ainda não pagou a Viseu porque ainda não recebeu de Nelas mas garantiu que “se Viseu o entender, através da sessão de créditos”, será possível resolver o problema. Em jeito de conclusão, o autarca de Mangualde a ler tou : “ n ão va mos permitir que Viseu tenha os 100 por cento da água tratada”. Apesar das várias tentativas, o Jornal do Cen-

DR

Sistema intermunicipal∑ Água da barragem de fagilde serve quatro concelhos num processo gerido pela autarquia de Viseu

A A Câmara de Viseu acusa de falta de pagamento tro não conseguiu chegar à fala com a presidente da Câmara de Nelas. Na autarquia foi dito que a autarca, Isaura Pedro se encontrava ausente não

sendo prestadas declarações sobre o assunto por mais nenhum outro membro do executivo. Tiago Virgílio Pereira

Jovens voluntários vigiam florestas até final do mês

Durante este Verão, 20 jovens voluntários estão a vigiar as florestas do concelho de Mangualde.

A iniciativa promovida pela Câmara Municipal em parceria com a o Instituto Português da Juventude, até 31 de Agosto, tem como objectivo vigiar os espaços florestais a partir da Torre de Vigilância no Monte da Senhora do Castelo e circular de bicicleta nos percursos criados pelos técnicos da autarquia, entre as florestas e as aldeias. “Desta forma, a Câmara Municipal de Mangualde pretende diminuir as ocor-

rências de fogos florestais, reduzindo, assim, a área ardida no concelho e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população sobre as boas práticas e restrições estabelecidas neste período mais propício a estes incidentes, justifica a autarquia em comunicado. Os 20 voluntários que integram esta iniciativa estão divididos em grupos de cinco elementos e vão estar no activo durante quinze dias, das 13h30 às 19h00.

Concentração Motard promete três dias de diversão De 19 a 21 deste mês realiza-se a XI Concentração Motard de Mangualde. Sob o lema “A família, o espírito e o convívio motociclista”, o encontro promete um

cartaz variado com momentos cheios de animação. A iniciativa é organizada em conjunto entre a Câmara Municipal e o Motoclube de Mangualde.


Jornal do Centro

SERNANCELHE | S. PEDRO DO SUL | TONDELA | REGIÃO 15

12 | Agosto | 2011

Noite de terça-feira, decorria o Festival da Amizade em Sernancelhe. Nas imediações era dado o sinal de que tinha ocorrido um acidente de viação, que envolvia dois automóveis ligeiros, encontrando-se um deles em chamas com um ferido em risco de vida.

Tudo não passava de um simulacro. Perto de um milhar de pessoas acabou para assistir ao exercício que mostrou toda a capacidade operacional da corporação de Bombeiros Voluntários de Sernancelhe (BBS) numa ocorrência daquela natureza.

“Numa altura em que chega m ao concelho centenas de emigrantes para o habitual período de férias em família, a corporação coloca todo o seus dispositivo nas estradas municipais e procura sensibilizar a população”, refere o co-

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ASSALTOS Viseu/Guarda. A GNR e a PSP estão a investigar a actuação de dois indivíduos suspeitos de, em 48 horas, terem realizado uma série de assaltos a estabelecimentos comerciais e furtos de viaturas entre a Guarda e Viseu. Tudo indica que a sucessão de ocorrências que começaram na cidade da Guarda, tenham sido protagonizadas pelos mesmas duas pessoas que a GNR procura deter. O périplo deste duo suspeito começou na Guarda, com o furto de um veículo. São ainda alegados autores de um assalto em Celorico da Beira. Terão, depois, abandonado o primeiro carro em Mangualde, onde furtaram um segundo. Já em Viseu, os dois indivíduos assaltaram três lojas comerciais e restaurantes, um dos quais na área da responsabilidade da PSP.

DESPISTE Tondela. Um despiste de um carro ligeiro de passageiros de matrícula francesa, no IP3, entre os nós de Valverde e S. Miguel de Outeiro, fez dois feridos graves. A viatura saiu da faixa de rodagem,

acabou por atravessar a faixa contrária, galgou um talude em rampa e ficou imobilizado num baixio de berma. O casal ferido foi transportado para o Hospital S. Teotónio de Viseu.

MORTO S. Pedro do Sul. Um homem de 71 anos morreu na madrugada de sábado, após ter sido abalroado por uma viatura ligeira, em Bordonhos. A vítima que residia nas imediações do local do acidente, seguia num motociclo, quando terá sido atingido nas traseiras pelo automóvel. O condutor do carro pôs-se em fuga mas acabou por se apresentar à GNR, pouco tempo depois.

INCÊNDIO S. João da Pesqueira. Três pessoas ficaram desalojadas na sequência de um incêndio numa casa em Paredes da Beira. Um casal e um filho menor viviam na habitação de construção antiga que ardeu por completo. O alerta foi dado pelas 15h15. No local estiveram 18 bombeiros de duas corporações, apoiados por cinco viaturas.

mando dos Bombeiros de Sernancelhe em comunicado. Com 23 homens no terreno, uma viatura de desencarceramento e duas viaturas pesadas de incêndios, os BBS testaram a sua operacionalidade.

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Bombeiros de Sernancelhe simulam operação de socorro a acidente

A Vinte e três homens testaram capacidade operacional


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12 | Agosto | 2011

economia FEIRA ANUAL EM CASTRO DAIRE

EXPOCOLUMBA EM SANTA COMBA Até seg unda-feira , dia 15 decorre em Santa Comba Dão a Expocolumba - Feira das Actividades Económicas, Sociais e Industriais. O projecto é da responsabilidade da R e de S o c i a l lo c a l e “potenciar o reconhecimento e a valorização do tecido empresarial e comercial da região”, como reconhece em comunicado. A feira integra-se nas festas da cidade de Santa Comba Dão que contam ainda com uma forte componente cultural.

É tudo uma questão... De falta de educação

DR

A Mostra Castro Daire 2011 - Feira de Actividades Económicas e Culturais arrancou na qua r ta-fei ra , prometendo aos visitantes mostrar a “vitalidade e dinamismo” do concelho. Até domingo, estão à disposição várias atividades ligadas à “gastronomia loca l, passando pela indústria, artesanato, turismo, associativismo”, entre outras. A auta rqu ia refe re em comunicado que,”sendo uma tentativa de impulso à ativ idade económ ica e cultural do concelho, esta Mostra Castro Daire pretende acima de tudo criar novas e mais sinergias no desenvolvimento de uma região do interior, onde os espaços de desenvolvimento e de agregação devem ser criados em prol da própria região”.

Sugestão FORDOC

A

Trabalhadores das grandes superfícies são os mais prejudicados segundo o STIHSRSC

Sindicato denuncia “atropelos” aos trabalhadores da restauração rápida Balanço ∑ Estágios prolongados, 60 horas semanais e mobilidade geofráfica O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro (STIHSRSC) denunciou o que chama de “atropelos” aos direitos dos trabalhadores da área da restauração rápida sobretudo das grandes superfícies. Durante a conferência de imprensa de divulgação da análise e balanço sobre a situação das relações laborais no sector da restauração, hotelaria e similares, que decorreu em Viseu, o sindicato adiantou que “os trabalhadores não são classificados de acordo com as funções e responsabilidades que diariamente exercem, ficando como aprendizes ou estagiários anos a fio, re-

cebendo o salário mínimo nacional, quando deviam e a lei o obriga a serem operadores ou empregados de balcão”, adiantou António Baião do sindicato. O STIHSRSC denunciou ainda que os trabalhadores “na sua maioria são obrigados a trabalhar 60 horas mensais, sem que exista registo ou pagamento de trabalho extraordinário efectuado para além das 40 horas. Uma outra situação levantada pelo STIHSRSC prende-se com a mobilidade geográfica dos colaboradores, por parte da entidade empregadora. “É prática dos patrões proporem a transferência dos trabalhadores para qualquer unidade no país”, explicou António Baião

ao citar o Grupo Pestana Pousadas e o sector de pastelaria como os grupos que mais têm utilizado o sistema. “No sector da hotelaria e restauração começa a preocupar-nos outro fenómeno negativo, o atraso no pagamento dos salários para o que julgamos não existir motivo justificativo para que isso aconteça, porque a ocupação e o fluxo diário às unidades tem-se mantido razoável” disse ainda o dirigente sindical ao prometer continuar a reivindicar estes e outros direitos para os trabalhadores do sector. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Aquisefazem,aquisepagam

Paulo Antunes

(Ditado Popular)

Ass. Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC) sugestao.fordoc@gmail.com

Todos somos resultado das nossas experiências e da educação que tivemos. Nas experiências de vida, como Aldous Huxley dizia, não é tanto o que nos aconteceu na vida que importa, mas sim... O que nós fizemos e aprendemos com tudo o que nos aconteceu. Ou seja, a mesmíssima situação pode ter formas díspares de respostas emocionais de indivíduo para indivíduo que, naturalmente, se irão reflectir na sua própria personalidade, confiança, relacionamento com outros e muito mais... No que respeita à educação, apesar de também ela ser resultado de múltiplas variáveis, dois factores ganham uma preponderância natural: Família e escola. Quanto à família, hoje em dia, temos que ter atenção à quebra dos laços familiares e dos próprios rituais, com mais pais separados, com menos tempo para filhos e com uma “formação” demasiado desculpabilizadora. Os princípios e valores dos mais novos ficam, naturalmente, menos estruturados. Por outro lado, economicamente, esta geração mais nova cresceu “ensinada”, pela família, a ter o que as condições económicas não deviam permitir. Acostumada a ver os pais com dívidas, para terem casa própria, carro novo ou até um plasma na sala, a nova geração não foi habituada a perceber a realidade financeira da família, mas sim a achar-se no direito de ter tudo o que os outros têm. Viver acima das suas posses passou a ser natural. Mas, se as famílias têm culpa do estado a que chegamos, o Estado e as escolas estão longe de estar inocentes... Nos últimos anos, estude ou não, o Estado “obriga” a que o “menino” seja passado de qualquer forma, sob a “ameaça” de penalização ao financiamento da própria escola se isso não acontecer.

A função principal do professor já não é ensinar, mas sim ser “pastor”, pago para guardar o “rebanho” e “inventar” critérios de avaliação, independentes do saber técnico, para que não se chumbe ninguém. Curioso este Estado... A que as coisas chegaram. Pois o que importa é o número de aprovações para Bruxelas ver, mesmo que o futuro nos traga uma população com habilitações, mas com menos conhecimentos e capacidades. Depois, vem o mau exemplo de subsidiar alunos carenciados passando-lhes dinheiro para as mãos, em vez de dar a cantina, os livros, o quarto ou os transportes. O resultado é ver alunos subsidiados, por todos nós, a não comer, a não comprar os livros, a viver em casa de familiares e a arranjar boleia para casa, mas tendo dinheiro para a noite, para o tabaco e a mostrar os seus telemóveis de topo. É certo que as famílias têm culpa, mas o Estado também “patrocina” este viver acima das posses. Por último, temos a escola com chefias preocupadas em agradar aos que... Os tornaram chefias. Falam de trabalho em equipa, mas centralizam tudo e conseguiram atulhar de burocracia os professores que, de futuro, só irão conseguir sobreviver no sistema, se não marcarem faltas, nem reprovarem alunos. Por outro lado, são estes mesmos professores que dão o exemplo de facilitismo e tiram os powerpoints e testes da internet dizendo aos alunos que são feitos por eles, que incentivam os bailes de finalistas charmosos com alunos carenciados para que pareçam o que não são e gastem o dinheiro que não têm. Como Tom Peters diz: “O problema não é ter ideias inovadoras, é como derrubar as antigas” .


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INVESTIR & AGIR | ECONOMIA 17

CASA DA ÍNSUA INAUGURA PISCINAS O Hotel Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, u m a u n idade de charme de cinco estrelas da cadeia Montebelo Hotels & Resorts, acaba de inaugurar duas novas piscinas exteriores aquecidas. Uma das piscinas destina-se a adultos e outra é dedicada aos mais novos. Numa área de mais de 100 metros quadrados de plano de água – e um bar de apoio, a unidade hoteleira aumenta assim o nível de excelência e de serviço oferecido aos seus hóspedes. O Hotel Casa da Ínsua dispõe de 38 quartos, incluindo nove suites e cinco apartamentos, repartidos por três áreas: Palácio, Claustro e Ala do Arco. Este Verão tem em destaque o Programa “Férias em Família”. Publicidade

De olho nas carnes grelhadas Desafio∑ Pinheirão tem nova casa A necessidade de assumir um novo desafio levou José Pinheiro a mudar-se de malas e bagagens de Vila Chã de Sá para Cabanões. Foi aí, na urbanização da Misericórdia, que ancorou o seu renovado restaurante Pinheirão. Há 20 anos que José Pinheiro trabalha na restauração. Começou no grupo Visabeira e nos seus hotel Montebelo e Rodízio Real. Há sete anos abriu o Pinheirão, em Vila Chã de Sá, quando se aventurou numa experiência com a

mulher, Elsa Maria. “A necessidade de mudar, por algum cansaço, levou-nos a assumir um novo desafio. Surgiu então uma oportunidade de negócio em Cabanões, junto à entrada mais importante de Viseu”, diz José Pinheiro, mostrando agrado pela nova via alargada que atravessa a zona e que liga à serra da Estrela e à A25. Pinheirão é a “união entre Pinheiro, o meu nome, e carvão”, explica o empresário, garantindo que o novo espaço, que tem a mão de

José Lorena

12 | Agosto | 2011

∑ José Pinheiro e Elsa Maria apostam em manter a qualidade e o serviço arquitectos e decoradores, vai apostar nas carnes em 80 por cento da sua oferta. Vai manter-se, assim, o já tradicional Rodízio à Brasileira e a assadura de outros tipos de carne de qualidade. “Esta é uma opção fundamental da nossa casa, tal como o touro do logótipo que tem a alteração de ser um pouco mais pequeno e jovem”, sustenta José Pinheiro. Os peixes não foram esquecidos. Tudo no carvão. Em breve poderão também ser degustadas cata-

planas de algumas variedades piscícolas. A refeição económica também vai continuar. Com seis euros e meio podem avistar-se os melhores pratos da cozinha regional portuguesa: galo de cabidela, açorda de bacalhau, chispalhada ou lulas grelhadas. Só para abrir o apetite. “Para além de ser uma refeição mais barata o cliente tem que ter gosto pelo que está a comer. Evitamos os fritos e oferecemos propostas agradáveis”, assegura José Pinheiro.

E há ainda a garantia de que a esplanada do restaurante vai funcionar de uma forma original e “será uma das mais belas da cidade”. O empresátrio está a tratar de instalar um estrado que ligará directamente a esplanada ao restaurante. “Vamos ter petiscos e saladas servidos de uma forma ligeira e personalizada, com a possibilidade de ter vinho a copo”, diz, anunciando que a esplanada vai funcionar durante... todo o ano.


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Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

desporto MORTÁGUA CICLISMO E TIRO AOS PRATOS

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

O XI Prémio de Mortágua em ciclismo, organizado pelo Clube do Centro, e o II Torneio de Tiro aos Pratos, decorrem este sábado, dia 13. A prova está integrada na XI Festa da Juventude/XIII Feira das Associações de Mortágua.

Futebol Série C III Divisão

Cartão Fairplay O programa desportivo da Feira de São Mateus 2011 é de boa qualidade. São muitos e variados os eventos desportivos que decorrem durante o certame. Durante este mês os viseenses não se podem lamentar da falta de desporto de qualidade na cidade. O desporto sazonal serve de complemento ao de competição/lazer praticado ao longo do ano. Académico de Viseu Luís Vouzela

Cartão Vermelho Dificilmente havia pior notícia para o Ac. Viseu: Luís Vouzela com fractura de perónio. Aos 37 anos o médio do Académico continua a ser inspiração e exemplo para colegas e adversários. Com uma carreira feita na I Liga o capitão academista foi considerado unanimemente o melhor atleta da época passada. Boa recuperação.

A Gumirães ganhou tudo em Viseu em 2010/2011 Futsal

Gumirães desistiu Penalização∑ Clube debaixo da alçada disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol Acabou o futsal sénior do Gumirães. A decisão foi tomada em reunião de direcção depois de, como na altura noticiamos, os anteriores responsáveis pela secção se terem demitido em bloco. Esta decisão não deixa de criar alguma estranheza depois do clube ter ganho, na época que terminou, tudo o que havia para ganhar no futsal distrital de

Viseu, e ter garantido a subida à III Divisão Nacional, o que consistiu num marco histórico da modalidade no Gumirães. A decisão da não participação na III Divisão já foi comunicada à Federação Portuguesa de Futebol que, em cumprimento do regulamento, instaurou um processo disciplinar ao clube, que corre agora o risco de ficar suspenso de participar em

competições oficiais por alguns anos. Projecto na Balsa Nova Os demissionários dirigentes do futsal do Gumirães, entretanto, abraçaram um novo projecto, mas num outro clube. A escolha recaiu no Balsa Nova. Para Luís Correia, um dos três antigos dirigentes que integra agora

a Balsa Nova, “esta situação é o recomeçar do zero num projecto no qual acreditávamos e que continuamos a acreditar”, lamentando, no entanto, que “é com pena nossa que não o concretizamos no nosso bairro, mas são coisas da vida”. “A Balsa Nova abriunos as portas e agora queremos fazer coisas bonitas neste clube”. GP

George, avançado de 24 anos, que nas duas últimas épocas alinhou no Tocha foi uma das novidades na apresentação do plantel do Tondela aos sócios, na quarta-feira, em jogo frente ao Moreirense. Na temporada passada destacou-se por ter apontado 18 golos em 30 jogos. Depois de ter cumprido um período à experiência, George agradou a Vítor Paneira que deu o aval à sua contratação. Apesar de mais este reforço, e quando falta pouco mais de uma semana para o começo oficial da época, o Tondela ainda não tem o plantel fechado e poderá haver chegada de mais jogadores.

ACADÉMICO DE VISEU LUÍS VOUZELA FRACTUROU PERÓNIO Luís Vouzela, um dos mais experientes jogadores do Académico, vai ficar algum tempo afastado dos relvados. O médio tem uma fractura no perónio e é hoje operado.

Volta a Portugal em Bicicleta

Em 2012 a Volta começa em Viseu A Avenida da Europa durar, já que o acordo que ainda: “É verdade que temos voltou a encher-se de pú- existe prevê, pelo menos, um contrato plurianual com blico para receber os con- mais dois anos de Volta em a câmara de Viseu que é, nescorrentes da 73ª Volta a Viseu. A novidade é que, ao tes últimos nove anos, a prinPortugal em Bicicleta. contrário do que estava pre- cipal autarquia presente na Desde 2003 que Viseu visto, Viseu poderá, já em Volta, fruto de sucessivamenfigura no mapa desta que 2012, ser ponto de partida da te ter tido finais e inícios de é a prova rainha do calen- Volta a Portugal. Volta a Portugal”. dário velocipédico nacio- Isso mesmo foi adiantado Quando não se cumprem nal, fruto de uma parceria por Joaquim Gomes, no final estas duas situações, o acorentre a autarquia viseense da etapa de Viseu: “Eu penso do estipula que haja um final e a PAD, entidade que or- que [Viseu] efectivamente vai de etapa antes do dia de desganiza a Volta. ter o início da Volta [de 2012]”. canso, como aconteceu nesta Um evento que está para O director da Volta lembrou edição. GP/Lusa

Nuno Ferreira

Feira de São Mateus

GEORGE É REFORÇO NO TONDELA

Gil Peres

Cartão FairPlay O Nacional da III Divisão de Futebol inicia-se com dois derbis distritais: Ac.Viseu-Canas de Senhorim e SampedrenseOliveira Frades. São jogos que vão centrar as atenções dos adeptos do distrito. Com estes derbis vai medir-se o interesse junto dos espectadores e a qualidade futebolística que nos espera. Em tempos de crise económica as gestões orçamentais ainda têm de ser mais rigorosas e ou se oferece um bom espectáculo ou os campos vão esvaziar-se ainda mais. Boa sorte a todos..

A 5ª etapa da Volta terminou em Viseu


20 DESPORTO | MODALIDADES

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

Futebol - III Divisão Nacional Série C

Zé Luís Gabriel é campeão nacional nos 200 estilos

Prato cheio para os adeptos em Viseu

Gil Peres

Natação

A Nadador viseense encerrou época de Verão com “medalha de ouro” Zé Luís Gabriel é Cam- nadador viseense a per- Margarida Domingos que peão Nacional dos 200 correr a distância em foi quinta classificada na Estilos, título conquista- 2m16,83s. A este título final dos 400 Livres. do nos Campeonatos Ab- juntou ainda a prata nos Termina assim mais solutos de Portugal, que 400 Estilos e o bronze al- uma época para os nadadecorreram na Póvoa de cançado pela estafeta do dores do Académico de Varzim. Académico, nos 4x200 Viseu, marcada por vários sucessos individuais, O Académico de Viseu Livres. esteve presente com 19 A nível feminino, Inês e principalmente colecelementos, número iné- Sampaio tinha presença tivos, onde se destaca o dito para a natação de assegurada na principal regresso ao Nacional da Viseu em provas desta final dos 1500 livres, uma II Divisão. vez que o tempo com que No início de Setemdimensão. O título nacional de Zé chegou à Póvoa, estava bro, recomeçam os traLuís Gabriel foi conquis- entre os 8 melhores do balhos tado no último dos qua- ano em Portugal. GP tros dias de prova, com o Destaque ainda para

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A Série C vai ter 20 dérbis distritais Um campeonato carregado de dérbis entre equipas de Viseu, que as duas voltas da série C da III Divisão Nacional de futebol vão proporcionar esta temporada aos adeptos da região, e só na primeira fase. Nada que não fosse previsível face à presença de cinco equipas de Viseu nesta série. E só não são mais porque o Sporting de Lamego vai disputar a série B. O campeonato tem o aliciante de começar, dia 4 de Setembro, com um duplo dérbi.

Em Canas de Senhorim, a formação de João Bento começa a prova a receber o Académico de Viseu, enquanto em Lafões se vai jogar um Sampedrense – Oliveira de Frades. Na terceira e também na décima jornada repete-se a dose dupla de dérbis. Calendário Série C 1ª Jornada C. Senhorim – Ac. Viseu Sampedrense 3ª Jornada Sampedrense – Ac. Viseu P. Castelo – C. Senhorim

5ª Jornada Sampedrense – C. Senhorim 6ª Jornada Oliv. Frades – P. Castelo 7ª Jornada P. Castelo – Sampedrense 8ª Jornada Ac. Viseu – Oliv. Frades 10ª Jornada P. Castelo – Ac. Viseu C. Senhorim – Oliv. Frades


AUTOMOBILISMO | DESPORTO 21

Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

Caramulo Motorfestival 2011

Não faz por menos a or- elevado de visitantes que ganização do Caramulo nas edições mais recentes Motorfestival querendo que tem ultrapassado as duas a edição de 2011 seja a maior dezenas de milhar. Ao nível competitivo, a e melhor de sempre. Pelo programa previs- Rampa do Caramulo, into, quase pode antecipar- cluída no Campeonato de se a concretização desse Portugal de Montanha, é o prato forte do programa. objectivo. Agendado para o fim- Vai animar todo o dia de de-semana de 3 e 4 de Se- sábado, 3 de Setembro. tembro, o Caramulo Mo- Segue-se, no domingo, a torfestival tem para este Rampa Histórica, sempre ano um cartaz rechea- de grande sucesso entre do com algumas novida- participantes e visitantes, des, mantendo uma tra- pois permite uma mescla dição que, ano-após-ano, muito interessante entre a organização, a cargo potentes modelos recendo Museu do Caramulo, tes e algumas velhas glótem tido a preocupação rias da estrada, quase dos de manter. primórdios da indústria É também aqui que resi- automóvel, que deliciam de muito do segredo do su- todos quantos gostam cesso deste evento que tem de automóveis. Modelos, conseguido manter, de for- muitos deles, que enriquema crescente, um número cem a sala de exposições

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do próprio Museu Automóvel do Caramulo. Nas duas rodas, o Motorfestival promete. Entre os vários eventos, contam-se a presença da HM Racing Team, a concentração Vespa Caramulo, o Passeio Harley-Davidson, a Raiada do Caramulo (concentração de bicicetas antigas) e as subidas das KTM SMR 450, Vespas de competição e de outras motas clássicas. Figuras conhecidas voltam também este ano a dar a cara pelo evento. Armindo Araújo é mesmo repetente. Este ano, o piloto que compete no Mundial de Ralis, vai “abrir” as subidas da Rampa ao volante do Mini WRC.

Gil Peres

A maior e melhor edição de sempre

A Rampa Histórica é uma oportunidade única para rever grandes clássicos


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Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

culturas

Feira de S. Mateus: Uma mão cheia de tudo durante 40 dias O ministro da Economia e do Emprego, Alvaro Santos Pereira regressa à terra natal, domingo, dia 14, para cortar a fita da edição 619 da Feira de S. Mateus. No formato dos anos anteriores o acto inaugural começa como uma cerimónia solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, às 18h45. Quando forem 21h30, já no recinto da feira, o membro do Governo abre oficialmente o certame para 40 dias e 40 noites de encontros, de diversão, de gastronomia, de espectáculos diários, este ano distribuí-

dos por três palcos nos 40 mil metros quadrados do recinto. “Chegado Agosto, Viseu tem um pulsar renovado e diferente”, refere o gerente executivo da Expovis, José Moreira - empresa responsáveis pela organização - para mostrar que o espírito da cidade e da região muda com o evento secular: “A Feira é um símbolo de Viseu”. O formato actual da feira, com actividades desportivas e culturais, tem cerca de 100 anos. Mas são várias as novidades introduzidas na edição deste ano, a co-

meçar pela internacionalização do certame através do cartaz de espectáculos, mas também a criação de dois novos palcos além do principal, e a introdução de uma “nova dimensão cultural” com a Praça das Artes na margem direita do Rio Pavia, junto ao centro comercial Forum. “O que queremos é que as pessoas se sintam melhor na feira. Fica ainda uma parte do sonho por realizar”, adiantou José Moreira na conferência de imprensa de apresentação da edição, adiantando para 2012 mais novidades

como um ciclo de cinema e uma “grande exposição de artesanato”. Com um orçamento de 800 mil euros, a Feira de S. Mateus vai receber 286 expositores de todo o país. O mega recinto estará dividido por seis espaços principais, a Praça da Diversão, a Praça da Alimentação, a Praça Comercial, a Praça da Música, a Praça das Artes e o Pavilhão de Exposições. Ao longo das seis semanas vão poder assistir-se a 60 espectáculos, muitos deles com entrada gratuita. Destaque para o concerto dos britânicos

James, dia 20 de Agosto. Um grande espectáculo também de cachet mais pesado para a organização que teve de aumentar o preço do bilhete de entrada no recinto nesse dia, para cinco euros. A nova ligação do vinho do Dão com a feira, através do projecto “Entre Baco e S. Mateus” em parceria com a UDACA, o dia com programação específica para as crianças, a 18 de Setembro e o cortejo da ACERT (ver página seg uinte) são outras novidades para apreciar na feira franca a partir de domingo, dia

14, até 21 de Setembro. “Deposito grande expectativa na Feira de S. Mateus”, reforçou o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas na apresentação do certame, ao lembrar que a autarquia mantém uma presença de “envolvimento”, em jeito de comentário ao facto da Expovis ter José Moreira seu como novo gerente, depois da saída de Jorge Carvalho, que pensou e dirigiu o certame durante várias décadas. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

PROGRAMA

21h40, Porta do Sol Posto.

∑ Apresentação do Cromo

Dia 16

∑ Quartas FNAC com Did-

DE 14 A 18 DE AGOSTO

∑ Espectáculo de Artes

Viseupédia nº 8 “Feira de S.

∑ Concerto da fadista Mara

genbass, 23h00, Palco 3.

Circenses e Multimédia,

Mateus”, 18h00, Palco 3.

Pedro, 22h00, Palco 1.

21h45, no Palco 1.

∑ Desfila “A Voar se Brin-

Dia 17

Dia 8

ca em Feira com Asas”,

∑ da associação Humani-

∑ Espectáculo da tuna

Dia 14

∑Inauguração oficial,

Dia 15

20h00, Porta do Sol Posto.

tária dos Bombeiros Vo-

académica Infantuna Ci-

21h30.Desfile:

∑ Rancho Folclórico As

∑ Concerto de Tony Car-

luntários de Viseu

dade de Viseu, 22h00,

∑ Desfila “A Voar se Brin-

Cabacinhas de Santiago,

reira, 22h00, Palco 1

∑ Espectáculo com Sete

Palco 1.

ca em Feira com Asas”,

16h00, Palco 2.

Saias, 22h00, Palco 1.


24 CULTURAS

D

Jornal do Centro

Concerto de Rui Veloso adiado

12 | Agosto | 2011

Em Mangualde, o concerto de Rui Veloso que estava marcado para sábado passado, na Live Beach foi adiado para dia 12. O dia de chuva obrigou ao cancelamento do espectáculo. De acordo com a organização, os bilhetes adquiridos para o concerto mantêm-se válidos.

expos

Arcas da memória

Destaque

VISEU

Em louvor do alecrim

∑Edifício da Refer Até dia 30 de Setembro Exposição de fotografia “Viseu, Memória Ferroviária”.

TONDELA ∑Museu Terras de BesAté dia 21 de Agosto Exposição de pintura de Alexandre Magno.

DR

teiros

A “Brinquedos de menino” constitui o tema da edição deste ano

Exposição “Viagem pela

Trigo Limpo recupera brinquedos da feira franca

História da Imprensa

Espectáculo ∑ “A Voar se Brinca em Feira com Asas” aos fins-de-semana

SANTA COMBA DÃO

∑Biblioteca Municipal Até dia 30 de Setembro

Santacombadense”. VISEU

∑Museu Grão Vasco Até 28 de Agosto, Exposição “Fábulas”, desenhos originais de Almada Negreiros.

SANTA COMBA DÃO ∑Átrio da Biblioteca Até dia 30 de Novembro, Exposição temática “Primórdios da Fotografia”, para assinalar o Dia Mundial da Fotografia, a 19 de Agosto.

O grupo Trigo Limpo ACERT de Tondela imbuído no “espírito imaginativo e aventureiro de João Torto” que, diz a lenda, quis voar da Sé de Viseu até ao recinto da feira franca, com um sistema de asas inventado e fabricado por si, e inspirado nos tradicionais brinquedos de madeira que outros tempos toda a criança ansiava levar para casa, criou “especialmente” para a edição deste ano da Feira de S. Mateus o espectáculo/desfile “A Voar se Brinca em Feira com Asas”, que conta com a participação especial das associações Tribal e Zunzum. “Uma hora de brincadeira”, como lhe chama o director artístico, José Rui Martins, em que “Uma Pomba Gigan-

te vem à Feira de S. Mateus festejar. Num Golpe d’Asa surpreende a Fanfarra Columbina e os Feirantes”. À volta da longa história dos 619 anos da feira, “a Pomba Gigante põe ovos de criatividade que passam de mão em mão entre os visitantes”. “O (P)ovo entra em euforia perante o acto insólito da Pomba Grande fazer criação ali mesmo, na feira, de forma pública. Dois filhotes nascem e iniciam o voo por entre farturas, carrinhos de choque, algodão doce, vinho do Dão e bifanas”, descreve a “aventura teatro-musical com engenhos cénicos”. O carrossel de animação que recorda o ciclista de madeira e a pombinha sem anilha ainda na me-

mória de muitos visitantes, desfila dia 14 ao marcar o momento de inauguração oficial da 619ª edição, às 21h40 e volta no dia seguinte às 20h00. O desfile acontece depois aos sábados e domingos, às 20h00. O último espectáculo decorre na noite do feriado municipal, 21 de Setembro. O cortejo entra pela Porta de Sol Posto, passa em frente ao pavilhão Multiusos e dirige-se para junto da Ponte de Pau. “É uma homenagem à Feira de S. Mateus e à sua própria história traduzido nos brinquedos de menino”, justifica o director executivo da Expovis, José Moreira.

Transformers 3 (M6Q) (Digital)

(M12) (Digital)

Super 8 (M12) (Digital)

Emília Amaral Emília.amaral@jornaldocentro.pt

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 10h45(Dom. e 2ª) 14h00, 16h30, 19h00, 21h50, 00h30* Os Smurfs (M6Q) (Digital 3D) Sessões diárias às 13h40, 16h15, 18h50, 21h30, 00h05* Planeta dos Macacos – A Origem (CB) (Digital) Sessões diárias às 21h00, 00h15*

Sessões diárias às11h00 (Dom. e 2ª), 13h20, 15h55, 18h30 Carros 2 (M6) (Dob.) Digital Sessões diárias às14h10, 17h10, 21h10, 00h10*(*6ª, Sáb. e Dom.) O Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 (M12) (Digital) Sessões diárias às14h20, 17h20, 21h20, 00h20* Capitão América

Sessões diárias às 14h40, 17h30, 21h40, 00h25* Chefes Intragáveis (CB) (Digital)

PALÁCIO DO GELO (LUSOMUNDO) Sessões diárias às11h00 (Dom e Seg.), 13h30, 16h00, 18h35, 21h20, 23h50 Os Smurfs (M6) (Digital 3D) Sessões diárias às 13h40, 16h20, 19h00, 21h40, 00h10

Sessões diárias às 13h10, 15h20, 17h35, 19h50, 22h00, 00h30 Professor Baldas (M12) (Digital) Sessões diárias às 21h00, 23h55 O Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2 (M12) Digital

Há uma lenda antiga que nos diz como há dois mil anos se mudou a sorte do alecrim que, agora, tem flores azuis e antes não tinha, que, agora, deixa no ar suave aroma quando chega a Primavera. Antes não era assim. Não era assim no paraíso e Eva nunca usou raminhos de alecrim para fazer chás e as abelhas de que Adão cuidava no jardim não costumavam pousar-lhe nas flores. A lenda antiga diz assim: Quando a Virgem Maria fugia de Belém para o Egipto para livrar o seu Menino da má sorte que lhe preparavam os soldados de Herodes, as plantas do caminho abriam-se em flores que deixavam cair como se fosse procissão. Quando já estavam no deserto, quando puderam descansar um pouco num oásis, a Virgem deu de mamar ao seu Menino e enquanto ele dormia pôs-se a lavar os seus cueiros e quis estendê-los ao sol para secar. Havia por ali tufos de flores que se abriram, por milagre, para enfeite da paisagem. Malmequeres, violetas, lírios roxos. Mas, de tão frágeis, não pôde a Virgem estender sobre eles os cueiros. E foi então que reparou nas miúdas flores, eram então brancas, de um renque de alecrim. E foi ali que colocou as roupinhas a secar. Roupas de

(M12) (Digital 3D)

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

linho oferecidas por pastoras, em Belém e faixas de seda que um dos Magos lhe trouxera. Secou a roupa num instante, que a Virgem tinha pressa de partir, não vissem os soldados, sobre a areia, o rasto da burrica. E foi então que Nossa Senhora premiou o alecrim. As suas flores iriam ser azuis, da cor azul do manto que levava e durariam, abertas, para além da Primavera. E os ramos tenros que suportaram as roupas do Menino, tal e qual como as flores, ficariam perfumados. E é, desde então, que as mulheres colhem raminhos de alecrim para os seus chás, para sararem suas dores de mulher. E em Jerusalém, quando aquele Menino, então já homem, lá entrou como um rei, as mulheres da cidade e outras que vieram de Belém, trouxeram molhos de alecrim e juncaram com os ramos o chão do seu caminho. Mil anos mais tarde minha mãe, Domingo de Ramos, cortava na Quinta do Valbom hastes floridas de alecrim para levar na procissão. No Verão, ao vir das trovoadas, queimava-os com brasas, num pratinho, à janela, para arramá-las.

Estreia da semana

Sessões diárias às 11h20 (Dom e Seg.), 14h30, 17h00 Animais Unidos Jamais Serão Vencidos (M6) (Dob.) Digital 3D Sessões diárias às 14h10, 16h40, 19h15, 21h50, 00h25 Planeta dos Macacos – A Origem (CB) (Digital) Smurfs – Quando o malva-

Sessões diárias às 15h00, 18h00, 21h10, 00h05 Capitão America: O Primeiro Vingador

Legenda: * Sexta e Sábado e domingos

do Gargamel expulsa os Smurfs da sua aldeia, estes vão parar ao nosso Mundo e aterram em pleno Central Park – Nova Iorque e vão ter de encontrar uma forma de regressar a casa.


Jornal do Centro

CULTURAS 25

D Dia Internacional da Juventude

12 | Agosto | 2011

A Câmara de Viseu assinala o Dia Internacional da Juventude (12 de Agosto). Esta sexta-feira, animação no Mercado 2 de Maio com DJ’s Candy Shop Project, às 22h00. No sábado, o dia começa com o Passeio Cicloturismo (ver notícia última página) e termina com a Rota de Vale de cavalos

O TEMPO E O MODO

Destaque

Festival Altitudes no Montemuro

João Luís Oliva

Centros e periferias

Na primeira semana de Agosto realizou-se em Carvalhais, S. Pedro do Sul, a 16ª edição do “Andanças, Festival Internacional de Danças Populares”. Já consolidado como principal manifestação do seu género em Portugal, o Andanças pretexta aqui, não o comentário à programação ou a sua avaliação crítica, mas algumas considerações sobre a distribuição geográfica da criação, produção e programação cultural no nosso país. De facto, é cada vez maior o número de realizações com qualidade, expressão e dimensão nacionais e internacionais que decorrem fora da tradicional macrocefalia lisboeta. Para além da vitalidade do Porto manifestada, por exemplo, no FITEI e no “Fantasporto” e em instituições e equipamentos como a Fundação de Serralves, o Teatro Nacional S. João ou a Casa da Música, vão sendo notórios outros centros, antes periferias: Póvoa de Varzim e as “Correntes de Escrita”, Ovar e o “Ovarvideo”, Montemor-o-Velho e o “Citemor”, Vila do Conde e as “Curtas”, e tantos outros exemplos de diversas áreas em várias latitudes; para não falar da Bienal de artes plásticas de Cerveira e sem esquecer que uma das mais reconhecidas companhias de dança contemporânea de autor é em Viseu que reside e desenvolve o trabalho de criação e produção. Fruto da descentralização? Ou, se calhar, apesar dela? É que isso de descentralização, embora na moda, tem muito que se lhe diga, a começar pela implícita e paternalista ideia de que “descentralizar” é levar aos indigentes periféricos as iluminadas cria-

ções do centro; e, com isso, gerar uma máquina de funcionários, entre os quais artistas e produtores orgânicos encarregados do transporte; muitas vezes os mesmos que qualificam de subsídiodependente o efectivo desempenho cultural. Aliás, a igreja de Roma também “descentraliza” o Papa, levando-o às diversas paragens do catolicismo; a sua chegada e curta permanência leva os fiéis ao rubro mas, quando ele se vai embora, nada mais acontece. À escala, já lá vão bastantes anos e alguns mandatos, um pitoresco vereador do pelouro da cultura da Câmara de Viseu apresentava como programa de acção a medida de “levar o Rossio às aldeias”. De facto, uma política cultural que se preocupe em alargar a geografia e sociabilidade das manifestações artísticas, em lugar de des-centralizar o centro, deveria des-concentrar os pólos de criação e produção; isto é, multiplicar os centros e, então, possibilitar a itinerância e troca entre eles. Uma política que, sem navegação à vista e sem disponibilização avulsa de meios e recursos, estrategicamente ancorada, aproveitasse e rentabilizasse os já existentes equipamentos culturais (a rede nacional de teatros e cine-teatros, essa sim, resulta de um pensamento e acção estruturados), criando condições para a execução de projectos social e artisticamente sustentáveis. Enfim, uma múltipla prática cultural sem cúrias, conivências e conveniências, mas com qualidade, contemporaneidade e reconhecimento. Sem párocos nem controleiros, mas com autonomia, imaginação e desassossego.

A “Exposição Andante” dá vida à Rua Direita, na manhã do dia 20

“A_gosto da Cidade” desafia a sentir Viseu de outra forma Actividade ∑ Um projecto da Amarelo Silvestre e EMPÓRIO para Agosto A Associação Amarelo Silvestre e o Projecto Património EMPÓRIO estão a promover até dia 27 de Agosto a terceira edição da actividade “A_gosto da Cidade III”, desta vez associada ao Ano Internacional Viseense 2011. Às sextas-feiras (menos dia 13) decorre uma actividade na cidade que, de alguma forma, faça com que as pessoas sintam Viseu de uma forma diferente. “Pretende-se viabilizar novas formas de sentir a cidade, dando azo a pequenas acções e, dentro de um espírito de conveniência de vizinho, possibilitar que a todos seja permitido dar o seu contributo, opi-

nião ou mera oportunidade de estar nos espaços urbanos e de marcar uma consciência colectiva de construção de memória”, lê-se no comunicado de apresentação. Depois de repetirem a ideia “Cápsu la do Tempo”, as duas organizações vão lançar, dia 20 de Agosto a Exposição Andante. As obras dos artistas plásticos, Beatriz Rodrigues, José Crúzio, Luís Belo, Rafaela Mapril, Rodrigo Gonçalves vão ser mostradas em mão, em plena Rua Direita, por expositores andantes. “A exposição vai andar para cima e para baixo, vai parar para tomar café e vai conver-

sar com as pessoas que passam”, acrescenta a organização. Tudo acontece entre as 10h00 e as 11h00, mas as obras ficam depois expostas nas montras de estabelecimentos comerciais da Rua Direita. Também no dia 20, e n t re a s 1 1 h 0 0 e a s 1 2h0 0, n a Rua Grão Vasco decorre a Conversa na Tipografia Minerva da Beira. Manuel Cardoso, de 80 anos, tipógrafo desde menino, partilha memórias. Para dia 27 está marcado um Piquenique Urbano, a Conversa na Varanda e a selagem da Cápsula do Tempo. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

“Sejam bem-vindos ao 14º Festival Altitudes!” O slogan do Grupo de Teatro do Montemuro deixa prever mais uma edição de um dos maiores festivais da região, que começa este sábado, dia 13 e termina a 21 de Agosto. Nove companhias de teatro e vários grupos musicais preenchem o evento que leva milhares de pessoas à Serra do Montemuro por estes dias, mesmo com os cortes no financiamento. A peça “Remendos”, do Teatro do Montemuro preenche o primeiro espectáculo do festival, dia 13. No sábado, a companhia Palmilha Dentada apresenta a peça “O Guardião do Rio, e segue-se um concerto com Strella do Dia. Dia 15, a companhia O Bando leva ao palco a peça “Afonso Henriques”. Dia 16 é a vez da participação do grupo Peripécia Teatro com a peça “Antes solo que mal acompanhado” e dia 17 a companhia Chão de Oliva dá espaço aos mais novos, com a peça “O Rei Vai Nú”, às 10h30. À noite, o Teatro das Beiras apresenta “Ay Carmela”. Para o dia 18 está reservada a peça “Confissões de um Fumador” da FCProduções, dia 19 “Frágil” do Teatro de Marionetas do Porto, e dia 20 “Circonferências” da Acert. Os espectáculos decorrem às 21h30. O último dia faz regressar o teatro para os mais pequenos com “Bzzzoira” da companhia Marionetas de Mandrágoa, às 10h30. O festival deste ano termina com um concerto de Camané. EA

Variedades

Ice Club

Mortágua

Santa Comba Dão

Esta noite de sexta-fei ra o Ice Club Viseu promove a festa Bacardi Summer Sessions, com DJ Gues, Peter Sky Verylight, às 0h00. No sábado, a noite está por conta do DJ SNAK E , Dj top número um em Paris.

A XXI Festa da Juventude de Mortágua leva à vila esta sextafeira a artista Aurea. No sábado, dia 13 são os Expensive Soul que avizinham uma grande noite de espectáculo. Para domingo está reservado o espectáculo de José Cid.

As Festas da Cidade de Santa Comba Dão arrancam esta sexta-feira, dia 12 e prometem quatro dias de actividade intensa com um programa variado. O cabeça de cartaz é o popular Quim Barreiros, que sobe ao palco dia 15. O evento acolhe uma cam-

panha de angariação de fundos a favor do Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu.


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12 | Agosto | 2011

em foco

Paulo Neto

Sernancelhe e o Festival da Amizade

Terminou a sétima edição do Festival da Amizade de Sernancelhe. Milhares de pessoas aderiram ao evento que contou com muitos espectáculos e actividades para adultos e crianças. O ponto alto aconteceu no sábado, com Leandro, o artista convidado. Para o presidente da autarquia, José Mário Cardoso, “esta feira/festa atingiu os objectivos”. E justificou: “em primeiro lugar porque é uma festa à dimensão de Sernancelhe, não temos pretensões de concorrer com ninguém. Em segundo lugar esta foi mais uma prova da ca-

A

pacidade de organização de Sernancelhe para levar a cabo este evento porque, apesar de ter uma estrutura frágil em termos de entidades, fomos capazes de tornar esta Feira uma realidade que já conseguiu sete edições”. O terceiro aspecto prende-se com a componente afectiva, “a festa é também para os nossos emigrantes que aderiram em força à iniciativa, é um ponto de encontro, como se pode constatar”, explicou o presidente. A Câmara Municipal foi parceira “simbólica” da festa, toda a es-

José Mário Cardoso e Carlos Silva, o presidente e vice da autarquia de Sernancelhe

A

trutura foi pensada pela Associação Sementes da Terra. “Estamos muito contentes, há transacção comercial e circulação de dinheiro, numa montra do que de melhor se faz na região”, concluiu José Mário Cardoso. O VII Festival da Amizade contou com 100 expositores, desde stands, áreas abertas e bares, por exemplo. “De ano para ano o núcleo duro de expositores vai-se mantendo o que prova que há retorno do investimento”, disse Ana Chaves, directora da Associação Sementes da Terra. TVP

Ana Chaves. directora da Associação Sementes da Terra


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12 | Agosto | 2011

em foco Hangar ao ar livre

A Hangar, no seu novo conceito virado para o exterior, oferece desde 29 de Julho e até 27 de Agosto uma alternativa de espaço nocturno, ao ar livre com muita animação, dj`s e moda. Aberto das 23h30 às 06h00, às quartas, quintas, sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado.

Publicidade

Amour... para si No passado dia 31 de Julho abriu em Viseu, junto ao Pingo Doce, na Rua Alexandre Herculano, n.º 29, um novo espaço dedicado à moda de senhora, homem e criança. Em três pisos, muito há para ver, escolher e comprar. O 3.º piso oferece o conceito outlet, com preços baixos o ano inteiro.


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12 | Agosto | 2011

saúde Viseu recebe semana da Avaliação auditiva A MiniSom, empresa portuguesa especialista em audição e aparelhos auditivos termina esta sexta-feira, dia 12 , em Viseu a Semana da Avaliação Auditiva. O objetivo da campanha é promover a revisão auditiva regular junto da população, fazendo exames audiológicos gratuitos. Durante estes dias, vá-

rios especialistas qualificados estiveram no Centro MiniSom da rua D. Francisco Alexandre Lobo para diagnosticar problemas de audição e responder a questões sobre saúde auditiva. A Organização Mundial de Saúde estima que, atualmente, 500 milhões de pessoas no mundo sofram de perda de audição.

Mangualde associa-se a campanha contra o cancro Consciencializar∑ Autarquia diz ser importante tomar consciência dos efeitos dos comportamentos A Câmara d e Mangualde associouse à Liga Portuguesa Contra ao Cancro na campanha de divulgação das “11 Normas do Código Europeu Contra o Cancro”. A autarquia diz estar “ciente da importância de consciencializar a população para os efeitos dos comportamentos na prevenção do cancro”. Com o lema “Evite o Risco de Cancro. Siga o Código!”, a campanha integra acções que visam “divulgar a mensagem de que a prevenção está, em primeiro lugar, nas mãos de cada um e depende em gran-

de medida das escolhas que são feitas no âmbito da saúde”. Mupis, outdoors e acções de educação à comunidade alertam para a importância da escolha de hábitos de vida saudáveis como não fumar, privilegiar o consumo de frutos e vegetais, evitar a obesidade, moderar a exposição solar, não esquecendo a realização de rastreios periódicos à mama, ao colo do útero e aos intestinos.

A Da campanha fazem parte mupis, outdoors e acções de educação à comunidade


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SAÚDE 29

12 | Agosto | 2011

Opinião

Pedro Carvalho Gomes Médico Dentista Clínica Médica Dentária de Viseu, Supreme Smile

Implantes dentários (II) A combi n ação da reabilitação oral estética e a implantologia pode mudar radicalmente o seu sorriso, aumentando ao mesmo tempo a capacidade de mastigação, contribuindo assim para um organismo mais saudável. Com a melhoria da sua saúde oral, a sua qualidade de vida irá melhorar concerteza! O que os implantes dentários podem fazer por si? A.Reposição de um dente sem que os dentes adjacentes sejam afectados B.Reposição de alguns ou todos os dentes suportando uma ponte fixa, eliminando a necessidade de uma prótese parcial ou total removível C.Permitir estabilizar uma prótese removível nova ou já existente, tornando-a mais segura e confortável para o paciente. Neste artigo irei descrever apenas a situação A. Reposição de um só dente Na ausência de um dente, um implante dentário e uma coroa poderão ser colocados, substituindo a raiz e a coroa do dente natural respectivamente. Quais a vantagens deste tratamento em relação a uma tradicional ponte fixa suportada pelos dentes adjacentes ou uma prótese removível? De entre as inúmeras vantagens podemos destacar: a. Ao contrário de uma prótese removível, é um tratamento que repõe dentes de uma forma fixa; b.Ao contrário do que acontece com uma tradicional ponte fixa, um implante dentário repõe um dente ausente sem que os dentes adjacentes sejam sacrificados; (continua)

Otites externas disparam no Verão Causa∑ Provocada por bactérias e fungos como os que se podem encontrar em águas de fraca higiene As otites externas, também conhecidas como “otites de nadador” são uma das doenças mais frequentes da época de Verão. A sua ocorrência tende a duplicar face aos restantes meses do ano, acompanhando a tendência de um maior número de perfurações do tímpano e outras infeções graves, já ao nível do ouvido médio, de acordo com um comunicado da AudioClínica. Para prevenir estas doenças, quase sempre decorrentes da permanência excessiva dentro de água ou à própria salubridade da mesma, existem atu-

almente no mercado um conjunto de moldes de água totalmente personalizáveis ao ouvido. A otite externa é normalmente causada por bactérias e fungos, como os que se podem encontrar em águas de fraca salubridade. Por outro lado, o próprio aumento da regularidade do contacto com a água poderá levar a uma remoção exagerada da cera que protege o canal auditivo. Como consequências, poderão surgir dor intensa, comichão, expulsão de secreções e mesmo diminuição temporária de audição.

A Moldes de água à venda no mercado podem evitar inflamação


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30 SAÚDE

12 | Agosto | 2011

Opinião

Cancro da mama: A importância da proximidade nos cuidados

Isabel Oliveira Enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilitação

O cancro da mama é o principal cancro que atinge a mulher sendo que o seu tratamento passa, inevitavelmente, por cirurgia e tratamento mutiladores. Para além das consequências físicas do diagnóstico e tratamento, a mulher sofre profundas alterações psicológicas e emocionais que interferem nos diferentes papéis que desempenha na sociedade, afectando globalmente a sua qualidade de vida. Esta realidade faz com que mulher veja frustrados os seus planos, ideais e perspectivas futuras. A mulher necessita de cuidados de saúde que lhe permitam a adaptação às mudanças físicas, psicológicas e sociais ocorridas.

Após a alta hospitalar, as mulheres apenas recorrem aos serviços de saúde aquando do aparecimento de complicações, o que acarreta elevados custos emocionais, sociais e financeiros. Os enfermeiros desempenham nesta área um papel fundamental, proporcionando respostas de qualidade no âmbito da reabilitação física, do auto-cuidado e da auto-ajuda.

gem na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Estes programas beneficiam da proximidade e adequação ao contexto vivencial, permitindo mobilizar todos os recursos disponíveis na comunidade, em benefício das mulheres. A intervenção dos enfermeiros assenta na prevenção das complicações, ensino do autocuidado após a cirurgia e a facilitação do processo de adaptação à doença – perspectivando o reO desenvolvimento de torno à vida activa. Urge programas na comunida- tornar em realidade o de, dinamizados por en- desenvolvimento destes fermeiros integrados nas programas comunitários, recentemente criadas disponibilizando os reUnidades de Cuidados cursos humanos impresna Comunidade (UCC) cindíveis, pela mais-valia vem, uma vez mais, mos- social e económica que trar a importância dos representam. cuidados de enferma-

Os decisores políticos devem assumir um compromisso com a sociedade, de proximidade aos seus reais problemas, com medidas concretas e imediatas. As mesmas existem e podem minimizar danos dando garantias de ganhos em saúde. Com uma maior aposta nos enfermeiros não existem dúvidas que as sequelas deste tipo de patologia poderão ser drasticamente minimizadas. Assuma Portugal, de uma vez por todas, a necessidade de dotar os serviços com o número correcto de enfermeiros para as necessidades existentes. A tecnologia por muito sofisticada que possa ser, não substitui o toque humano…

Governo desce preço de vacinas contra doenças tropicais

O Governo decidiu descer o preço das vacinas contra doenças como a febre amarela, a febre tifóide, a raiva e alguns tipos de meningite, que tinha sido aumentado pelo anterior executivo. A descida do preço chega, segundo avançou a rádio TSF, aos 80 por cento, passando, em alguns casos, dos 100 euros para 15 a 20 euros. O anterior Governo tinha aumentado o preço de

15 cêntimos para 100 euros. A decisão do ministério da Saúde visa incentivar os viajantes a protegerem-se, já que muitos terão deixado de tomar as vacinas devido ao seu elevado preço. O coordenador da Associação de Médicos de Saúde Pública elogiou a descida de preço das vacinas contra algumas doenças tropicais e considerou que o novo valor “é razoável”.


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SAÚDE 31

12 | Agosto | 2011

A Todos os dias milhões de pessoas morrem devido a doenças possiveis de prevenir

Cinco Chaves para Alimentação mais Segura Documento∑ Inst. Ricardo Jorge com Org. Mundial de Saúde O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) disponibiliza “As Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura”, num documento desenvolvido com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que contém uma mensagem global de segurança alimentar. De acordo com o INSA, “todos os dias milhões de pessoas adoecem e alguns milhares acabam por falecer devido a doenças de origem alimentar que são possíveis de

prevenir”. O INSA acrescenta que a promoção da saúde passa pela “correcta preparação dos alimentos, permitindo prevenir a maioria das doenças de origem alimentar”. As Cinco Chaves para uma Alimentação mais Segura são, manter a limpeza, separar alimentos crus de alimentos cozinhados, cozinhar bem os alimentos, manter os alimentos a temperaturas seguras, usar água e matérias-primas seguras. O departamento de ali-

mentação e nutrição do INSA publicou, também, o documento “Alterações do Estado de Saúde Associadas à Alimentação Contaminação Microbiológica”, com vista a sensibilizar e contribuir para a formação dos profissionais da saúde, e outros intervenientes na segurança alimentar, ajudando à prevenção, controlo e redução de riscos para a saúde associados à alimentação e consequentes ganhos em saúde pública.

Receitas das vacinas contra a gripe válidas até 31 de Dezembro Um Despacho publicado na terça-feira, dia 9, em Diário da República (DR), determina que as receitas médicas nas quais sejam prescritas exclusivamente vacinas contra a gripe, para a época gripal de 20112012, emitidas a partir de 1 de Agosto de 2011, são válidas até 31 de Dezembro do corrente ano. De acordo com o diploma, o Decreto-Lei n.º 242 -B/2006, de 29 de Dezembro, que esta-

belece o sistema de pagamento às farmácias da comparticipação do Estado no preço de venda ao público dos medicamentos, determina que o prazo de validade das receitas médicas é de 20 dias contados, de forma contínua, da data da prescrição. “O mesmo decreto-lei admite, contudo, que tal prazo possa ser alterado, em casos devidamente justificados”, esclarece o MS num artigo publica-

do no Portal da Saúde À semelhança do que havia sucedido na época gripal de 2009 -2010, o Despacho veio dilatar o prazo de validade das receitas médicas, com fundamento na possibilidade de existirem constrangimentos no funcionamento dos serviços públicos de saúde que afectem os utentes, designadamente os mais vulneráveis, por força da vacinação contra a gripe sazonal.


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32 CLASSIFICADOS

12 | Agosto | 2011

GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Takeway. RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia.

TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes. Folga Segunda-feira. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Menu económico ao almoço – 4,90 euros.

RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away.

RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771.

SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos. Folga Terçafeira. Preço médio refeição 8,50 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à SubEstação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 962 723 772. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), fácil estacionamento, acesso gratuito à internet.

RESTAURANTEBELOSCOMERES(ROYAL) Especialidades Restaurantes Marisqueiras. Folga Não tem. Morada Cabanões; Rua da Paz, nº 1, 3500 Viseu; Santiago. Telefone 232 460 712 – 232 468 448 – 967 223 234. Observações Casamentos, baptizados, convívios, grupos. TELHEIRO DO MILÉNIO QUINTA FONTINHA DA PEDRA Especialidades Grelhados c/ Churrasqueira na Sala, (Ao Domingo) Cabrito e Aba Assada em Forno de Lenha. Folga Sábados (excepto para casamentos, baptizados e outros eventos) e Domingos à noite. Morada Rua Principal, nº 49, Moure de Madalena, 3515016 Viseu. Telefone 232 452 955 – 965 148 341. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. RESTAURANTEOPOVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

RESTAURANTEROSSIOPARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros. FORNODAMIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTADAMAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado.

RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados.

Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

PENALVA DO CASTELO

VOUZELA

O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES

RESTAURANTE A COCHEIRA Especialidades Bacalhau Roto, Medalões c/ Arroz de Carqueija. Folga Domingo à noite. Morada Rua do Gonçalinho, 84, 3500-001 Viseu. Telefone 232 437 571. Observações Refeições económicas ao almoço durante a semana.

OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680-132 Oliveira de Frades.

IMOBILIÁRIO

T2 c/cozinha mob. e equipada, centro cidade, aquec. central, arrumos. 275,00€ 917 921 823

TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo. RESTAURANTE EIRA DA BICA Especialidades Vitela e Cabrito Assado no Forno e Grelhado. Folga 2ª Feira. Preço médio refeição 15 euros. Morada Casa da Bica - Touça - Paços de Vilharigues - Vouzela. Telefone 232 771 343. Observações Casamentos e Baptizado. www.eiradabica.com

FÁTIMA RESTAURANTE SANTA RITA Especialidades Bacalhau Espiritual, Bacalhau com camarão, Bacalhau Nove Ilhas, Bife de Atum, Alcatra, Linguiça do Pico, Secretos Porco Preto, Vitela. Folga Quarta-feira. Preço médio refeição 10 euros. Morada R. Rainha Santa Isabel, em frente ao Hotel Cinquentenário, 2495 Fátima. Telefone 249 098 041 / 919 822 288 Observações http:// santarita.no.comunidades.net; Aceita grupos, com a apresentação do Jornal do Centro 5% desconto no total da factura.

ADVOGADOS / DIVERSOS ADVOGADOS

VISEU

ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 CATARINA DE AZEVEDO Morada Largo General Humberto Delgado, nº 1 – 3º Dto. Sala D, 3500-139 Viseu Telefone 232 435 465 Fax 232 435 465 Telemóvel 917 914 134 Email catarina-azevedo-5275c@adv. oa.pt CARLA MARIA BERNARDES Morada Rua Conselheiro Afonso de Melo, nº 39 – 2º Dto., 3510-024 Viseu Telefone 232 431 005 JOÃO PAULO SOUSA

M o r a d a L g. Genera l Humber to

Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu

Telefone 232 422 666

ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS M o r a d a R ua D. A ntón io A lves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498

ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454

MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ANTÓNIO M. MENDES

Morada Rua Chão de Mestre, nº 48, 1º Dto., 3500-113 Viseu Telefone 232 100 626 Email antonio.m.mendes-

3715c@adv.oa.pt

ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt MARQUES GARCIA Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº 218 – C.C.S. Mateus, 4º, sala 15, 3514-504 Viseu Telefone 232 426 830 Fax 232 426 830 Email marques.garcia-3403c@advogados. oa.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs.advogados@netvisao.pt

MANGUALDE

JOSÉ MIGUEL MARQUES Morada Rua 1º de Maio, nº 12 – 1º Dto., 3530-139 Mangualde Telefone 232 611 251 Fax 232 105 107 Telemóvel 966 762 816 Email jmiguelmarques4881c@adv.oa.pt JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose.almeida.goncalves-14291l@adv. oa.pt

NELAS

JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

VENDE-SE

T1 Jtº. Cidade c/pré – inst. A/C, estores elétricos, garagem c/ portão automático. 120.000,00€ T. 969 090 018

T2 c/boas áreas, todo mobilado, cozinha equipada, arrumos, Centro Cidade. 325,00€ 914 824 384

T2 Dpx Qtª. Bosque novo c/ lareira, aquec. central, cozinha equipada, garagem. 170.000,00€ 917 921 823

Moradia c/boas áreas, garagem, arrumos, varanda, logradouro. 300,00€ 969 090 018

T2 Qtª. Bosque c/ aquec. completo, lareira, arrumos, pré – inst. A/c, garagem, novo. 132.500,00€ 914 824 384 T3 Abraveses c/lareira, aquec. completo, A/c, cozinha equipada, arrumos. 70.000,00€ 969 090 018 Moradia c/ cozinha equipada, aquec. completo, arrumos, churrasqueira. 180.000,00€ 917 921 823 Moradia c/450m2 área, aquec. central, copa, escritório, estores elétricos, churrasqueira. 200.000,00€ 914 824 384

IMOBILIÁRIO ARRENDA-SE

T3 c/ 130m2 área, cozinha mob. e equipada, varandas, roupeiros, aquec. central. 360,00€ 969 090 018

T1 a 2 min. Cidade c/ cozinha equipada, boas áreas, roupeiro, boa exposição solar. 200,00€ 917 921 823 Moradia c/ cozinha equipada, aquec. completo, escritório, garagem p/5 carros, churrasqueira. 600,00€ 914 824 384

Moradia c/ aquec. completo, painéis solares, cozinha equipada, logradouro. 500,00€ 969 090 018 T4 Duplex c/ 200m2, cozinha mobilada e equipada, arrumos, centro cidade. 400,00€ 917 921 823 T2 c/110m2 área, cozinha equipada, aquec. completo, terraço, óptimo estado. 275,00€ 914 824 384 T0 Campo, quarto mobilado, cozinha equipada, boas áreas. 150,00€ 969 090 018 Moradia c/330m2, aquec. completo, lareira, cozinha equipada, churrasqueira. 650,00€ 917 921 823


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CLASSIFICADOS 33

12 | Agosto | 2011

EMPREGO & FORMAÇÃO OFERTAS DE EMPREGO Centro de Emprego de TONDELA (232 819 320) Empregado de mesa. Pretende-se candidato com experiência ou formação na área. Mortágua – Ref. 587768761 Empregado de quartos – hotelaria preferência por candidato com experiência. Mortágua – Ref. 587768748 Recepcionista de hotel. Pretende-se candidato com experiência ou formação na área e domínio de línguas. Mortágua – Ref. 587768776 Trabalhador florestal com experiência na limpeza de matas. Mortágua – Ref. 587770846 Carpinteiro de limpos com experiência profissional como carpinteiro/a de limpos, para de uma forma autónoma colocar forro de madeira e outros elementos de carpintaria. Santa Comba Dão – Ref. 587765599

Chefe de cozinha. Chefiar a equipa do restaurante, preparar ementas e gestão comercial com experiência e formação na área e conhecimentos de informática. Lamego – Ref. 587765140 Servente - construção civil e obras públicas. S. João da Pesqueira – Ref. 587771114 Serralheiro civil. Elaboração e montagem de estruturas metálicas (metalomecânica em geral). Moimenta da Beira – Ref. 587762479

Servente - Construção civil e obras públicas. Oliveira de Frades – Ref. 587754640

Ajudante de padaria com ou sem experiência mas com perfil para o sector. Sátão – Ref. 587778081

Costureira, trabalho em série. Vouzela – Ref. 587753835

Costureira, trabalho em série com experiência de costura de confecção. Mangualde – Ref. 587778392

Cozinheiro confecção de refeições (com experiencia de pelo menos 12 meses). Tabuaço – Ref. 587778836

Pedreiro de acabamentos com experiência. Tondela – Ref. 587766379 Servente - Construção civil e obras públicas. Candidato com ou s/experiência. Tondela – Ref. 587773490

Centro de Emprego de LAMEGO (254 655 192) Enfermeiro. Tabuaço – Ref. 587759441

Electricista com conhecimento de electricidade de baixa tensão. Castro Daire – Ref. 587762605

Ajudante familiar. Auxiliar de preferência com carta de condução. Tabuaço – Ref. 587777835

Marteleiro com experiência mínima de 2 anos. Santa Comba Dão – Ref. 587772064

Impressor de “offset” c/ experiência na área. Tondela – Ref. 587768257

Empregada doméstica - casas particulares, com carta de condução. São Pedro do Sul – Ref. 587759222

Carpinteiro de limpos. Castro Daire – Ref. 587764126

Distribuidor. Lamego – Ref. 587778441

Costureira, trabalho em série. Pessoas com experiência. Tondela – Ref. 587768480

Serralheiro civil. Deve ter experiência em ferro ou alumínio. São Pedro do Sul – Ref. 587758487

Pedreiro. Lamego – Ref. 587767580

Engenheiro agrónomo / Arq. Paisagista. Santa Comba Dão – Ref. 587764799

Cabeleireiro praticante de cabeleireiro c/carteira profissional. Tondela – Ref. 587757565

Pasteleiro com conhecimentos e experiência. São Pedro do Sul – Ref. 587758014

Canalizador com conhecimentos em ar condicionado e energias. Lamego – Ref. 587778846

Centro de Emprego de S. PEDRO DO SUL (232 720 170) Costureira, trabalho em série, com ou sem experiência. Vouzela – Ref. 587740785 Serralheiro civil, na área da serralharia. Oliveira de Frades – Ref. 587746650 Serralheiro mecânico / trabalhador similar. Vouzela – Ref. 587748245 Servente – Construção civil e obras públicas. Oliveira de Frades – Ref. 587748278 Pedreiro / calceteiro. Oliveira de Frades – Ref. 587755887

Centro de Emprego de VISEU (232 483 460) Ajudante de cozinha. Viseu – Ref. 587779121 Cozinheiro. Viseu – Ref. 587779120 Empregado de Mesa. Viseu – Ref. 587779115 Trabalhador indiferenciado. Viseu – Ref. 587779093 Técnico de Vendas. Viseu – Ref. 587778530 Empregado de balcão. Viseu – Ref. 587778479

AAlunos e professores de Multimédia inovaram a partir da história dos três porquinhos

Mariana Seixas na final de concurso italiano A animação 3D em forma de spot “Il sottili, il grasso, il sano” que utiliza a história dos três porquinhos como parábola para divulgar o tema da alimentação saudável, valeu à Escola Profissional Mariana Seixas (EPMS), através do curso de Multimédia, o passaporte para estar presente na final do concurso Food4U,

promovido pelo Ministério da Agricultura Italiano. “Os alunos e professores do Curso de Multimédia marcaram presença em quatro das cinco finais deste concurso, desde a sua abertura ao nosso país, tendo vencido nas categorias de melhor backstage em 2006, melhor spot em 2007, e melhor percurso

educativo em 2010”, recorda o director da EPMS, Gonçalo Ginestal. Esta é assim a quinta vez que os alunos e professores da EPMS são chamados a competir na área da multimédia, entre equipas de 28 países europeus. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Estucador. Viseu – Ref. 587778436 Pedreiro. Nelas – Ref. 587778084 Ajudante Padaria. Sátão – Ref. 587778081 Mecânico Auto. Viseu – Ref. 587778075 Serralheiro Civil. Nelas – Ref. 587778068 Fresador Mecânico. Viseu – Ref. 587777952 Pedreiro. Mangualde – Ref. 587759972

Os interessados deverão contactar directamente os Centros de Emprego

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Jornal do Centro

34 NECROLOGIA / INSTITUCIONAIS

12 | Agosto | 2011

NECROLOGIA

INSTITUCIONAIS

Miguel de Almeida Lourenço, 53 anos, solteiro. Natural do Brasil e residente em Alva, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 6 de Agosto, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Alva.

Maria do Carmo dias Martins, 71 anos. Natural e residente em Gumiei, Ribafeita. O funeral realizou-se no dia 1 de Agosto para o cemitério de Ribafeita.

Maria Alcina Ferreira, 81 anos, viúva. Natural e residente em Custilhão, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 6 de Agosto, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Castro Daire.

Hermano Victor Paes, 61 anos. Natural e residente em Coura, Moledo, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 2 de Agosto para o cemitério de Coura.

Virgílio Ferreira Barreiras, 76 anos, viúvo. Natural de Farejinhas, Castro Daire e residente em Ermesinde, Valongo. O funeral realizou-se no dia 9 de Agosto, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Farejinhas.

Maria Rosa da Costa Gomes, 86 anos. Natural e residente em Moselos, Campo, Viseu. O funeral realizou-se no dia 4 de Agosto para o cemitério de Campo.

António Pereira Esteves, 70 anos, casado. Natural de Carvalhosa, Ermida, Castro Daire e residente em Fareja, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 9 de Agosto, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Castro Daire. António Gaspar Ferreira de Oliveira, 64 anos, casado. Natural de Courinha. Mões, castro Daire e residente em Ribolhos, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 9 de Agosto, pelas 19.00 horas, para o cemitério de Ribolhos. José Pereira, 85 anos, casado. Natural de Pretarouca, Lamego e residente em Gozendinho, Gozende, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 10 de Agosto, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Gozende. Agência Funerária Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238 José da Silva, 80 anos, viúvo. Natural de Mezio, Castro Daire e residente em Lamelas, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 8 de Agosto, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Lamelas. Agência Morgado Castro Daire Tel. 232 107 358 António de Amaral, 59 anos, casado. Natural de Cunha Alta, Mangualde e residente em Abraveses, Viseu. O funeral realizouse no dia 8 de Agosto, pelas 19.00 horas, para o cemitério de Cunha Alta. Fernanda dos Santos Baptista, 85 anos, viúva. Natural de Pedreles, Fornos de Maceira Dão, Mangualde e residente em Moimenta de Maceira Dão, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 9 de Agosto, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Fornos de Maceira Dão. Agência Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652 José António Pereira Soares da Rocha, 53 anos, casado. Natural e residente em Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 5 de Agosto, pelas 19.00 horas, para o cemitério de Arcozelo das Maias. Fernando Manuel Almeida, 53 anos, casado. Natural de Oliveira de Frades e residente em Queluz, Lisboa. O funeral realizou-se no dia 8 de Agosto, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Oliveira de Frades. Amadeu Pereira Soares da Rocha, 51 anos, solteiro. Natural e residente em Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 9 de Agosto, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Arcozelo das Maias. Dolores Ferreira, 88 anos, viúva. Natural e residente em Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 10 de Agosto, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Arcozelo das Maias. Agência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252 Maria do Céu Paiva, 83 anos, casada. Natural de Figueiredo de Alva e residente em Fermontelos, S. Pedro do Sul. O funeral realizou-se no dia 6 de Agosto, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Figueiredo de Alva. Maria da Purificação Almeida Oliveira, 87 anos, viúva. Natural de S. Miguel do Mato e residente no Lar da Misericórdia, em Vouzela. O funeral realizou-se no dia 7 de Agosto, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Moçamedes. Agência Funerária Loureiro de Lafões, Lda. S. Pedro do Sul Tel. 232 711 927

2ª Publicação

António de Almeida Vilar, 97 anos. Natural de Paraduça e residente em Calde, Viseu. O funeral realizou-se no dia 6 de Agosto para o cemitério de novo de Viseu. Agência Horácio Carmo & Santos, Lda. Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251 José Ferreira Almeida Neves, 86 anos, casado. Natural de Molelos e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 4 de Agosto, pelas 16.00 horas, para o cemitério velho de Viseu. Padre Mário Gomes Loureiro, 89 anos. Natural de Vilar Seco e residente no Centro Pastoral, em Viseu. O funeral realizou-se no dia 8 de Agosto, pelas 18.30 horas, para o cemitério de Vilar Seco. Gurmesindo Marques de Sousa, 58 anos. Natural de Vila Nova de Paiva e residente em Rio de Loba, Viseu. O funeral realizou-se no dia 10 de Agosto, pelas 17.30 horas, para o cemitério de Rio de Loba. Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131

(Jornal do Centro - N.º 491 de 12.08.2011)


Jornal do Centro 12 | Agosto | 2011

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Jornal do Centro - Clube do Leitor, Bairro S. João da Carreira, Rua Dona Maria Gracinda Torres Vasconcelos, Lt 10, r/c . 3500 -187 Viseu. Ou então use o email: redaccao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Não se devolvem os originais dos textos, nem fotos.

CONTO DE VERÃO... Marta descobre Voltaire Marta tinha os cabelos castanhos, às vezes dourados pintados cor de sol, um pequeno sinal sobre o lábio fino superior, cantava ópera e comia sushi. Durante as manhãs sentava-se na esplanada, pedia croissants, morangos verdes, espumante Möet e café. Adorava gastronomia asiática e cozinhava todas as semanas só para si. Quando tinha visitas comiam fora. Naqueles dias ela costumava acordar cedo. Nos outros quase não se levantava. Ficava por ali meio parada a ver o mundo passar-lhe. Devagar. Depois a cidade em frente de nós. Depois nós a chegar. Deslocar. Sabíamos que tudo seria diferente, das coisas diferentes. Das coisas de antes. A diferença é uma coisa de natureza diversa, mesmo para nós criaturas dulcíssimas. Açúcar. Na cidade as pessoas iam construindo pequenas histórias. As suas. Narrativas. - A nossa existência é uma inevitabilidade. Não

compreendo o que se está a passar à minha volta. Acho que não sou eu. Estou assustada. Não sou capaz de viver com isto. Não me lembro de lá ter estado. Nunca pensei reagir assim. Sem ti não consigo. Sítios de lugar nenhum. Lugares de exílio, talvez. - Como foi a tua infância? - Não sei muito bem. Esqueci a maior parte. Tenho andado a juntar algumas partes, relembrar destroços, pequenos nadas. Na maior parte das imagens existem sempre paisagens. Paisagens de lugares vazios por vezes outras crianças que nunca mais vi e o meu avô a contar histórias. Contava histórias de pessoas que nunca conheci ou conheceria. Descrevia-me um mundo com sonhos. Ilusões. Todo o homem será culpado de todo o bem que não fez. - A razão consiste em ver as coisas como elas são e é sempre bom voltarmos aos lugares de onde partimos, mesmo que isso possa significar um regres-

so ao passado que já não existe. Estamos sempre a construir algo de novo, por muito que tudo pareça igual ao que sempre foi. - Por aqui já não há ninguém. Foram todos à procura dos outros que antes partiram. Fugiram de tudo que andava à volta. Vivemos numa carruagem de comboio que está sempre em movimento. - Ainda não te conheço o suficiente para te poder beijar. Começamos sempre por desejar o que nos escapa e acabamos a detestar o que está ao nosso alcance. Ambos somos assassinos profissionais, contratados do crime organizado, sempre à procura da nossa próxima vítima. A soldo. Mãos ao ar! Jogamos jogos perigosos com sangue e lágrimas. Com isso sobrevivemos às crises dos nossos tristes corações. Sometimes there are things we can´t explain! Mata Hari

FOTO DA SEMANA

HÁ UM ANO Distribuído com o

Paulo Neto

DIRECTOR

Pedro Costa

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UM JORNAL COMPLETO

SUPLEMENTOS Feira de São Mateus e Liga 2010/2011 SãoAMateus 21 DE SETEMBRO/2010 Feira de DE 14 DE AGOSTO

13 Agosto 2010 // Lisboa // Ano

Nogueira Jorge Fernando Carvalho e

da Expovis, Gerente ExecutivoEventos, Lda Promoção e

Semanário de 2010 13 de Agosto

pág. 02 pág. 06

> PRAÇA PÚBLICA

pág. 08 pág. 12

> REGIÃO

pág. 14 pág. 15

> DESPORTO

pág. 18

> SAÚDE

SEMANÁRIO

> RESTAURANTES > CLASSIFICADOS

REGIÃO DE VISEU

2 // www.ionline.pt

os seus primeiros popuque durante S. Mateus, foi conhecida “A Feira de àquela existência anos de Viseu devido de quinhentos Franca de os mercadores como Feira larmente que isentava revelou-se sempre à cenimpostos, inicial prerrogativa pesados do país devido do alguns sempre mais concorridas à extensão das fácil chegar, como uma onde era mercadorias de Viseu, diversa das resistiu tralidade natureza feira e à Como poucas, novas período da aqui acorriam. sempre às as que de longe anos, adaptando-se superando dos e económicas, à erosão políticas surgiam. circunstâncias até aí se episodicamentede S. Mateus, que e de crises que de troca XX, a Feira No século fundamental de ludielementos como pólo ambuconstituíra dos circunstanciais (foliões, músicoscarácter venda, apesar sempre integravaetc.), ganhou um cidade que de festa de fantoches, de feira e dualidade lantes, teatro E é essa que se prolonga, quarenfestivo intenso. este secular certame tempo de define impensável que hoje pelo quase espaço sempre vivo, da Feira o a realização ta dias. assento, anos tem oferece para onde A cidade há quinhentos à beira-rio onde desde acrescentado marginal com sua da Feira agora da urbe, se organiza o Campo animada espaço, gémeo quotidianamente dos um outro a tipicidade de convívio e qualidade, grande Praça artesanais de elevada tradições lugares por espectáculos persistem as onde os arejados dos avós; arruamentos que são do tempo sociabilidades os manjares e cativante que propiciam alargado de restauração desta Feira, um expoente Multiusos, marcas de uma também o Pavilhão Diversões, oferece através o saber Parque de que ali se quanto garantir o em de uma modernidade que parecem possa responder para que rede de stands inventou ao seu quotidiano. dos homens e conforto corpo mecenático utilidade é ainda um termos de leque de S. Mateus de um alargado cidade e A Feira de na a realização que ocorrem que propicia inúmeros desportivas, congregam deste actividades que vive e tradicionalmente numerosa arredores e assistência participantes de arte, de da Feira. exposições modo o espírito espaço de E é sempre também fotográfico. para A Feira é de concurso e marginal de certame literário, a cidade histórica com áleas Feira de acesso de espaço de avenidas os Parques alarga, as onde ela se chegam forasteiros,os arruamentos por onde ameno, arvoredo uma sino Rossio vegetação, e os Museus, frondosa as Igrejas testemunhada, Histórico, séculos assim do Centro de muitos à Feira. gular vivência para quem se dirige prémio sempre

pág. 20 pág. 21

Sexta-feira Ano 8 N.º 439

> ABERTURA

1,00 Euro

> NEGÓCIOS

(IVA 6% incluído)

> CULTURAS

DA

> NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

| · www.jornaldocentro.pt ornaldocentro.pt Viseu·redaccao@j ,Lt10,r/c .3500-187 TorresVasconcelos RuaDonaMariaGracinda ·BairroS.JoãodaCarreira, 461·Fax:232431225 |Telefone:232437 Esperamo-lo. à FEIRA DE bem-vindo Seja, pois,

S. MATEUS.

TEXTO: R

ESTE SUPLEMENTO

É PARTE

INTEGRANTE

DO SEMANÁRIO

JORNAL DO

CENTRO,

EDIÇÃO

439 DE 13

DE AGOSTO

DE 2010

E NÃO PODE

SER VENDIDO

SEPARADAMENTE

AQUEL

RODRIGUES

.

Este suplemento é parte integrante da edição n.º 396 do i e das publicações citadas. Não pode ser vendido separadamente

pág. 22 pág. 23

Nins

Dias de

inferno | página 6 e 7

EDIÇÃO 439 | 13 DE AGOSTOO DE 2010

∑ O maior fogo do ano em Portugal que chegou a ser assinalado como dos maiores da Europa lavrou em S. Pedro do Sul há um ano, numa semana ardeu em várias frentes. ∑ A Câmara de Tondela foi a primeira autarquia da zona Centro a aprovar a revisão do PDM. O presidente, Carlos Marta adianantou que o PDM revisto vai permitir “o reforço dos aglomerados urbanos”.

Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt

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Expresso. Venda interdita.

ra

Os ecopontos são os sítios mais sujos das cidades. Em Viseu nesta altura do ano dá um certo nojo ver fazer a reciclagem. A culpa talvez seja de todos, garrafas com líquido a escorrer nas ruas, plásticos a voar na via pública e papelão espalhado por todo lado. Mas a factura camarária não poupa o pagamento da taxa da recolha. Em tempos dizia-se: “pagamos para sermos bem servidos”...

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tempo: Limpo

JORNAL DO CENTRO 12 | AGOSTO | 2011

Hoje, dia 12 de Agosto, tempo limpo. Temperatura máxima de 35ºC e mínima de 16ºC. Amanhã, dia 13, céu parcialmente nublado na madrugada. tempo limpo no resto do dia, Temperatura máxima de 28ºC e mínima de 12ºC. Domingo, dia 14 de Agosto, Algumas nuvens pela manhã, possibilidade de chuva durante o dia. Tempo limpo de noite. Temperatura máxima de 27ºC e mínima de 13ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

Sexta, 12 Cinfães ∑ Início da quarta edição do Festival da Juventude, no recinto da Feira Quinzenal. O evento decorre até sábado. Penedono ∑ A Assoiação Beselguense promove a segunda Caminhada Nocturna de 13 quilómetros, pelos trilhos escuros de Beselga, com partida às 20h00 na sede da associação e chegada às 22h30.

Sábado, 13 Nelas ∑ Espectáculo de teatro “Casa Grande”, às 21h30 na Fundação Lapa do Lobo. A peça volta ao palco no sábado à mesma hora. Viseu ∑ Passeio Rota do Vale dos Cavalos, de quatro quilómetros, em Côta, às 18h00, com concentração em Vale de Cavalos junto à Casa do Mestre. Santa Comba Dão ∑ Início da campanha de recolha de fundos a favor do Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu, integrada nas festas da cidade, que decorrem até dia 15.

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Um dia inteiro na Ecopista do Dão Passeio∑ 100 quilómetros de bicicleta entre Viseu e Sta Comba Dão O primeiro grande passeio de bicicleta na Ecopista do Dão vai realizar-se amanhã. A iniciativa é da Comunidade Intermuunicipal da Região Dão Lafões (CIMRDL) e vai ligar as cidades de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. Para quem quiser aderir, a partida será dada às 9H30 de amanhã na avenida da Europa (por trás do tribunal). O passeio terá passagem em Tondela (na antiga estação dos caminhos-deferro) pelas 10H30 e terminará em Santa Comba Dão por volta das 11H30. O regresso a Viseu é também feito de bicicleta a chegada a Viseu acontecerá durante a tarde. No total, os cicluturistas vão percorrer quase 100 qui-

A Viseu, Tondela e Santa Comba Dão unidas em bicicleta

lómetros que, segundo dizem os apreciadores deste percurso em bicicleta, não custam nada a fazer devido à pouca inclinação da Ecopista. Ao longo de todo o percurso haverá equipas de

apoio dos bombeiros e das forças de segurança dos municípios de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. José Lorena

Ver Paiva propõe um fimde-semana diferente em Vila Nova de Paiva Começa ra m ontem , dia 11, as festas Ver Paiva 2011, em Vila Nova de Paiva, com o dia dedicado ao emigrante. O evento anual prolonga-se até dia 15 e com várias actividades.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

O interruptor

Nuno Ferreira

∑agenda

Olho de Gato

E st a sex ta-fei ra , à s 22h00 decorre um espectáculo com o DJ Nuno e Katia Moreira. Para domingo está agendado o grande momento musical da edição deste ano. Às 21h30 actua a Banda

Miranka e às 23h00 é esperado o cantor Emanuel, na praça do município. Em paralelo, decorre no Ver Paiva a IV Mostra de Artesanato, Gastronomia e Artes Decorativas.

1. Um dos assuntos mais tratados aqui no Olho de Gato foi, sem dúvida nenhuma, o problema das portagens nas SCUT. Era possível ter sido travada a implantação dos “chispes” das matrículas e dos pórticos electrónicos. Bastava termos tido no parlamento deputados que amassem a liberdade e não deixassem criar um Big-Brother que regista todas as movimentações dos cidadãos. Infelizmente, não tivemos deputados à altura. Também não tivemos autarcas à altura. No Algarve, a requalificação da N125, a alternativa à Via do Infante, já tem visto do Tribunal de Contas. Cá ninguém exigiu as obras necessárias para que o “velho” IP5 que sobrou, a N16 e a N2 pudessem dar agora alguma resposta ao aumento de trânsito que vão ter já este outono. Fernando Ruas não foi um Macário Correia. 2. Se das portagens se falou aqui muito, da Feira de S. Mateus pouco. Em 2003, era eu então líder da oposição na câmara de Viseu, disse aos jornalistas que na feira estava “tudo na mesma como a lesma”, tudo “parado no tempo”. O presidente da feira de então, Jorge Carvalho, irritado, respondeu que não precisava de um “iluminado” — o “iluminado” era eu, entendase... — para lhe dizer que a feira “estava na mesma” pois era assim que ele e a câmara queriam. Na altura, o presidente da câmara disse também que eles ficavam contentes quando lhes diziam que estava tudo na mesma. Terminei assim este assunto na crónica de 12 de Setembro de 2003: “Não sei se a Feira de S. Mateus precisa de iluminados. Mas sei — tenho a certeza absoluta — que a Feira não precisa de apagados.” Depois de mais oito anos da mesma mesmice, o dr. Ruas lá teve que ligar o interruptor e designar um novo presidente da feira. Os holofotes estão agora virados para o trabalho de José Moreira. Oxalá as expectativas se confirmem.


Jornal do Centro_Ed491